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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Temporada de escândalos

Posted by Pax em 11/09/2010

Duas notícias deste sábado representam bem o que se tornou o final da campanha eleitoral deste ano. Acusações de todos os lados e pouca discussão de programas de governo. A primeira fala sobre um antigo e estranho negócio entre Verônica Serra, filha de José Serra, e Verônica Dantas, irmã de Daniel Dantas. A segunda sobre um estranho negócio dos filhos de Erenice Guerra, atual ministra chefe da Casa Civil, conhecida como braço direito de Dilma Rousseff.

Sinais Trocados

por Leandro Fortes, na CartaCapital

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.

Ironia do destino, a advogada Verônica Serra, 41 anos, é hoje a principal estrela da campanha política do pai, José Serra, justamente por ser vítima de uma ainda mal explicada quebra de sigilo fiscal cometida por funcionários da Receita Federal. A violação dos dados de Verônica tem sido extensamente explorada na campanha eleitoral. Serra acusou diretamente Dilma Rousseff de responsabilidade pelo crime, embora tenha abrandado o discurso nos últimos dias.

Naquele começo de 2001, ainda durante o segundo mandato do presidente FHC, Temer não haveria de receber uma reposta de Fraga. Esta, se enviada algum dia, nunca foi registrada no protocolo da presidência da Casa. O deputado deixou o cargo menos de um mês depois de enviar o ofício ao Banco Central e foi sucedido pelo tucano Aécio Neves, ex-governador de Minas Gerais, hoje candidato ao Senado. Passados nove anos, o hoje candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff garante que nunca mais teve qualquer informação sobre o assunto, nem do Banco Central nem de autoridade federal alguma. Nem ele nem ninguém.

Continua no blog Vi o Mundo de Luiz Carlos Azenha…

Ex-braço direito de Dilma na Casa Civil é suspeita de cobrar propina de empresários, diz revista

A substituta de Dilma na Casa Civil, Erenice Guerra, montou balcão de negócios no Planalto

Conhecida por ser “braço direito” da presidenciável Dilma Rousseff, a advogada Erenice Guerra, sucessora da candidata petista no comando da Casa Civil, é acusada, em reportagem da revista Veja, de montar no Palácio do Planalto uma central de lobby que cobra de empresários interessados em fazer negócios com o governo propina de 6%. A reportagem revela que o filho de Erenice, Israel Guerra, que até pouco tempo atrás perambulava pela Esplanada em cargos comissionados de menor importância, tornou-se um próspero consultor de negócios.

No novo figurino, segundo a reportagem, Israel operou, pelo menos, a concessão de um contrato de R$ 84 milhões para um empresário do setor aéreo com negócios com os Correios. Chamada de “taxa de sucesso”, a propina foi estimada em R$ 5 milhões e teria servido em parte para “saldar compromissos políticos”.

Em abril do ano passado, quando a Casa Civil da Presidência ainda era comandada por Dilma, o empresário paulistano Fábio Baracat, dono da Via Net Express, empresa de transporte de carga aérea e então sócio da MTA Linhas Aéreas, queria ampliar a participação de suas companhias nos Correios. O objetivo era mudar as regras da estatal, de modo que os aviões contratados por ela para transportar material também pudessem levar cargas de outros clientes, arranjo que multiplicaria os lucros de Baracat e sócios.

Para obter sucesso em suas pretensões, o empresário procurou a Capital Assessoria e Consultoria, uma firma pequena, cuja sede é uma casa numa cidade satélite de Brasília, mas que tem realizado grandes negócios. No papel, são sócios da Capital Saulo Guerra, outro filho da ministra, e Sônia Castro, mãe de Vinícius Castro, assessor jurídico da Casa Civil. São dois laranjas. Sônia Castro é uma senhora de 59 anos que reside no interior de Minas Gerais e vende queijo.

Continua no site R7

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2 Respostas to “Temporada de escândalos”

  1. Elias said

    Pax,

    “Taxa de sucesso” é uma comissão que técnicos da área de orçamentação das empresas recebem, sempre que um projeto que eles elaboram conquista um cliente, seja no setor público, seja no setor privado.

    Por exemplo: você elabora um orçamento para participar de uma licitação pública ou ser submetido a um cliente do setor privado, ou, ainda, disputar uma coleta de preços no setor privado.

    Se o orçamento que você elaborou vencer a licitação ou a coleta de preços, ou, ainda, se o cliente do setor privado aprovar esse orçamento e contratar a empresa para a qual você trabalha, você ganha uma comissão sobre o valor contratado. Essa comissão é chamada “taxa de sucesso”.

    As “taxas de sucesso” respondem pela maior parte da remuneração dos bambambans da área de orçamentação empresarial e de outros profissionais, como arquitetos de primeiríssima linha dos grandes escritórios de arquitetura, etc, etc.

  2. Pax said

    Caro Elias,

    Conheço relativamente bem a comissão. A questão é a relação familiar e os negócios envolvidos. Segundo o noticiário, há tráfico de influência que, no mínimo, deve ser investigado com rigor.

    Comissões, taxas de sucesso, assessorias, tudo isto é normal, legal, sim.

    Desde que…

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