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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Reta final

Posted by Pax em 20/09/2010

A situação comemora em festa triste a vantagem de Dilma Rousseff nas pesquisas de intenção de voto neste momento. A oposição tenta desesperadamente suas últimas cartadas em cima da agenda negativa. Esta semana tende a indicar o resultado desta quebra de braço.

Os institutos de pesquisa estão em campo medindo se os escândalos na Casa Civil afetarão ou não o rumo das eleições, até aqui com definição de uma derrota humilhante de José Serra. Os fatos novos, os indícios fortes que parentes Erenice Guerra, ex-braço direito e ex-ministra chefe da Casa Civil, usaram e abusaram de influências em favor de negociatas vão alterar o rumo e as tendências das curvas? Esta semana saberemos.

A jogada anterior da oposição, sobre quebra de sigilos fiscais na Receita, mostrou que o tiro saiu pela culatra. A situação conseguiu se defender e o resultado, até o momento, parece ter sido neutro para Dilma Rousseff, negativo para José Serra, positivo para Marina Silva que acabou angariando votos dos que já consideram Serra derrotado. O tiro não só saiu pela culatra como agora a sociedade quer saber sobre a tal sociedade de Verônica Serra com Verônica Dantas. É fato que atuava em cima de dados fiscais de mais de 60 milhões de brasileiros?

Esta semana será marcada, também, pela decisão do STF sobre o recurso que Joaquim Roriz que teve sua candidatura indeferida pelo TSE com base na nova lei Ficha Limpa. Há uma divisão entre os entendimentos dos ministros da nossa corte maior e não sabemos o resultado antecipado. Esta decisão será determinante e base para outras decisões de impedimentos de candidaturas nestas eleições. Vale acompanhar na quarta feira, dia 20.

Na quinta e sexta teremos possivelmente divulgação das pesquisas dos institutos de pesquisas. Datafolha e Vox Populi na quinta e Ibope na sexta.

Hoje o coronel Eduardo Arthur Rodrigues da Silva, diretor de operações dos Correios, deve ser demitido, um dos escândalos envolvendo a parentada de Erenice. A vida política desta senhora está sob completa investigação por todos os lados. Algo mais aparecerá envolvendo seus filhos, irmão, ex-marido? Conseguirão prova inequívoca que ela atuou diretamente nas negociatas? A situação torce que não. E a oposição se esforça para que sim.

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72 Respostas to “Reta final”

  1. Patriarca da Paciência said

    Bom,

    conforme o Tracking IG/Band do dia 19/09/10

    Dilma 53%
    Serra 24%

    Marina 9%

    Ou seja, apenas Dilma subiu 2 pontos, Serra e Marina continuam empacados.

    Dilma havia caído para 51% e voltou a subir.

  2. Patriarca da Paciência said

    O mais importante disso tudo é que o ex-presidiária, receptador de cargas roubadas e passador de dinheiro falso não conseguiu nada, o que só comprova a lisura do governo Lula.

  3. William said

    O denuncismo vazio e tresloucado da Veja e afins tb vai dar com o s burros nagua. O povo já está calejado contra suas mentiras.

  4. Patriarca da Paciência said

    E o indiota na Band, alguém assiutiu?

    Simplesmente patético, o indiota respondeu a todas as perguntas difamando a Dilma.

    O Michel Temer parecia um Aristóteles, diante de um analfabeto.

  5. Pax said

    Perdi, caro Patriarca.

    O Indio deu mais flechadas bumerangues é? Conte-nos, por favor.

  6. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Não tenho condições de resumir toda a bobajada, mas em resumo foi isso mesmo, respondia a todas as perguntas difamando a Dilma.

  7. Mona said

    Por Deus,
    expliquem-me como é que um “denuncismo vazio e tresloucado” tem com saldo a demissão/renúncia de:
    -1 ministra (Erenice);
    -2 assessores dela (o Vinicius e o Stevam, amigos do filho da Ministra que caiu)
    -1 diretor de operações de uma estatal, indicado pela ministra que caiu?
    São todos inocentes que foram imolados gratuitamente?

  8. Jorge said

    Patriarca, voce notou como o Temer realmente ficou sorridente e tranquilo ao lado do indiota? Ele se sentiu um estadista e catedrático…hehehehe. o Serra conseguiu o impossível, fazer o Temer parecer um vice razoável perto do indiota… Os tucanos são um fenômeno.

  9. vilarnovo said

    Resumão da semana:

    Já havia visto a reportagem da Carta Capital. Foi interessante, mas mal feita e confusa. Isso sem falar em alguns erros.

    Primeiramente o reporter afirma: “Graças à leniência do governo FHC e à então boa vontade da mídia, que não enxergou, como agora, nenhum indício de um grave atentado contra os direitos dos cidadãos (…)”

    Vou deixar a parte do governo de lado por motivos óbvios e vou me ater a parte da mídia. O jornalista em outros termos, falou que a mídia possuia “boa vontade” com o governo e não “enxergou” nada demais.

    Mas para a supresa do leitor poucos parágrafos abaixo o jornalista entra em contradição:

    “Temer decidiu chamar o Banco Central às falas NO MESMO DIA EM QUE UMA MATÉRIA DA FOLHA DE SÃO PAULO informava que, graças ao passe livre do Decidir.com, era possível a qualquer um acessar não só os dados bancários de todos os brasileiros com conta corrente ativa, mas também o Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos (CCF), a chamada “lista negra”do BC. Com base nessa facilidade, o jornal paulistano acessou os dados bancários de 692 autoridades brasileiras e se concentrou na existência de 18 deputados enrolados com cheques sem fundos, posteriormente constrangidos pela exposição pública de suas mazelas financeiras.”

    Ora, se a mídia (porque essa gente insiste misturar mídia com imprensa?) era “favorável”, como a Folha de São Paulo fez uma matéria bastante completa expondo o caso?

    Qualquer um com mais de dois neurônios pensaria: “hummmm, esse rapaz tem problemas”.

    Mais no final ele induz o leitor mais preguiçoso a um erro quando diz que: “A ação do Decidir.com é crime de quebra de sigilo fiscal. O uso do CCF do Banco Central é disciplinado pela Resolução 1.682 do Conselho Monetário Nacional, de 31 de janeiro de 1990, que proíbe divulgação de dados a terceiros.”

    Já de cara quem tem dois neurônios pensaria: “hummmm, para que o Banco Central quer um banco de dados de cheques sem fundo para ficar com essa informação para ele mesmo?”.

    Como as pessoas que leem Carta Capital devem ter preguiça não foram ler a lei. Bom, eu fui.

    O artigo a que o jornalista se refere é o artigo 27 do Capítulo VI, item B:

    “B) SOMENTE PODERAO SER INFORMADAS PELAS INSTITUICOES E ENTIDADES REFERIDAS NOS ARTIGOS 17 E 18 A OUTROS USUARIOS, PARA USO EXCLUSIVO DESTES, COM A FINALIDADE DE COMPOR OU ATUALIZAR CADASTRO PROPRIO, PROIBIDA A DIVULGACAO A TERCEIROS;”

    Percebam que de todo texto do item B o jornalista só colocou a última oração “proibida a divulgação a terceiros”. O que, claramente é errado, pois o item B fala sobre a utilização “pelas instituições e entidades referidas no artigo 17 e 18”.

    Agora, vamos ver os artigos 17 e 18:

    “ART. 17. O EXECUTANTE FORNECERA, GRATUITAMENTE, A CADA INSTITUICAO FINANCEIRA INSCRITA OU QUE VENHA A SE INSCREVER NO SERVICO DE COMPENSACAO DE CHEQUES E OUTROS PAPEIS, EM MEIOS MAGNETICOS, UM EXEMPLAR ATUALIZADO DO CADASTRO DE EMITENTES DE CHEQUES SEM FUNDOS(CCF).

    ART. 18. O EXECUTANTE DO SERVICO DE COMPENSACAO DE CHEQUES E OUTROS PAPEIS PODERA FIRMAR CONVENIOS COM INSTITUICOES FINANCEIRAS E ENTIDADES QUE EXERCAM ATIVIDADES DE PROTECAO AO CREDITO, PARA FORNECIMENTO, MEDIANTE PRECO E CONDICOES OPERACIONAIS POR ELE ESTABELECIDAS, DE EXEMPLARES DO CCF BEM COMO DOS MOVIMENTOS CON- SOLIDADOS PREVISTOS NO ARTIGO 17.”

    Esses dois artigos mostram muito bem para que serve o CCF que é informar a situação de cheques sem fundo “a instituições financeiras e entidades que exerçam atividades de proteção ao crédito”.

    Ou seja, não há nada de absolutamente ilegal a criação de uma empresa que atue nesse ramo. Qualquer um que tenha dois neurônios, de cara poderia fazer uma comparação com o SERASA pois o mesmo vende esse serviço e utiliza essa mesma base do CCF.

    Entretanto, porém, todavia, isso não quer dizer que a base possa ficar acessível a qualquer um. O que aconteceu pode ser enquadrado no código civil. Nunca no criminal.

    Não houve “quebra de sigilo” nenhum já que a informação, de acordo com a própria lei, pode ser comercializada entre entidades cadastradas e de direito (autorizadas por lei).

    No mais a reportagem é um balaio de gato. Na vã tentativa de “igualar” as quebras de sigilo ocorridas atualmente com as peripécias de Erenice Guerra o jornalista mistura alhos e bugalhos ao dizer que a empresa, cediada em Miami (e essa informação é importante como vermos a seguir), era um “balcão facilitador montado nos Estados Unidos”.

    O jornalista não apresenta nenhum indício sequer (veja bem, indício e não prova)que a empresa tenha facilitado algum negócio de maneira fraudulenta. Não se sabe se atuou com agentes brasileiros ou americanos. O bom senso, já que a empresa era baseada nos EUA, é que seriam americanos. Infelizmente o jornalista desconhece que a lei america pune SEVERAMENTE americanos que ao realizarem comércio com governos estrangeiros se utilizem de propinas ou subornos. Quem já leu sobre os imbrólios entre a Boing e a Airbus sabe bem do que eu digo.

    A reportagem tem potencial. Poderia ser bem melhor não fosse a pressa de fazer algo apenas para rebater os atuais escândalos. A Carta Capital mais uma vez atuou da maneira que todos conhecemos: como uma entidade custeada pelo governo atual para “salvar” o governo atual.

    Só que ninguém lê, e me desculpe PAX, a sociedade não está nem aí para isso (a não ser se a sociedade for formada unicamente de partidários do PT, Nassif e seus leitores e PHA). Assim como não está nem aí para a roubalheira de Lula e companhia.

    E isso é o mais triste de tudo.

    Desculpe pelo tamanho do post.

    Abraços.

  10. Pax said

    Cara Mona,

    No caso Erenice há fortes indícios que há substância em várias denúncias, sim.

    Erenice tem o direito de se defender, claro. É o tal estado de direito democrático.

    Mas que a quantidade de notícias está à além da conta, ninguém pode negar.

  11. Pax said

    Caro Vilarnovo.

    Supondo que você tenha razão, que a reportagem seja mal feita e confusa, faço uma pergunta: e os que acusavam categoricamente que Dilma era responsável direta pela quebra de sigilo dos tucanos? Também estariam na categoria de “mal feitas e confusas” acusações.

    Acho que sim.

    Há que se ter um enorme cuidado em ano eleitoral. Há notícia tendenciosa pra todo lado. Separar o joio do trigo fica uma tarefa pra lá de difícil nestes momentos.

  12. Carlão said

    Para desassossego da Matilde e pedido do curioso Pax:

    http://videos.band.com.br/Player/PlayerBand.swf

  13. vilarnovo said

    O problema Pax é que no Brasil acusa-se muito, investiga-se e julga-se pouco.

    Se eu acho que a Dilma sabia de tudo? Acho que a probabilidde é altíssima, assim como alguém ter feito isso só para “cair nas graças”. Não tenho dúvidas do DNA autoritário do PT ou de certos grupos no PT.

    Acho muito difícil Dilma não saber das peripécias de Erenice e sua família. Até porque muita coisa tinha que passar nas mãos dela enquanto Ministra.

    Agora os indícios são fortíssimos, e até agora não estou vendo absolutamente nada sendo feito.

    Vamos esperar e ver.

    O STF está há quatro anos investigando o suborno do PT no legislativo, vamos ver onde vai dar.

    Eu aposto em porcaria nenhuma. E assim vai o país.

  14. Carlão said

    Desculpe a falha técnica …agora sim:

    as flechadas

  15. William said

    Vilarnovo,

    apuração em quinze dias pra ajudar uma campanha patética e ridicula não vai rolar mesmo não . Senta na caminha e espera.

    E com a “qualidade” dos denunciantes como esse bandido que A Falha de SP arrumou, sem prova de nada via ser dificil dar em algo mesmo. O Zé Pedágio Baixaria Aalagão Neo Populista é odiado pelo povo, não adianta.

  16. William said

    Nem a midia podre repercute mais os devaneios do desqulificado Indio. hahahaha

  17. Carlão said

    Betty

    Midia (porque essa gente insiste misturar mídia com imprensa?) “repercutindo” devaneios do Indio
    O PT MONTOU UMA MÁQUINA DE MENTIRAS NO BRASIL
    http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/801282-o-pt-montou-uma-maquina-de-mentiras-no-brasil-diz-indio-da-costa.shtml

    Anote oS escândalos da semana denunciados pela Imprensa Livre, até agora 13:37 hs.
    Segunda-feira
    Denúncia derruba diretor dos Correios
    Planalto manda TV estatal filmar comícios de Dilma
    Dilma favoreceu firma e aparelhou secretaria, diz auditoria do TCE
    Funcionário da Casa Civil foi sócio do marido de Erenice

  18. Chesterton said

    Mas que a quantidade de notícias está à além da conta, ninguém pode negar.

    chest- demonstre

  19. William said

    hahahaha, antes davam destaque pro indio , agora fica o link escondido. Se isso é repercutir.

  20. vilarnovo said

    William – Não falei apuração de quinze dias. Em momento nenhum falei isso. Há de haver investigação pelo Ministério Público (que convenhamos, no governo PT não é nem sombra do que era no governo PSDB, mas vai ver é só coincidência) e pela Polícia Federal.

  21. William said

    Isso é verdade , o Ministerio Publico não é mais engavetador de processos com na epoca negra do PSDB com o Engavetador Geral da Republica.

  22. vilarnovo said

    William – Sim… até parece…

    Os processos não são nem abertos…

  23. vilarnovo said

    Você, William, deve concordar e muito com a frase: “é um governo corrupto, mas é o MEU governo corrupto”.

    Fico impressionado com a capacidade da perda de qualquer moral, ética, valores… para que? Para falar que seu candidato ganhou?

    Lamentável…

    Pax – Sinto lhe informar, caro amigo, sua luta é inglória.

  24. Chesterton said

    É incrível como o país está paralisado. Como as instituições desmoronaram. Como não existe mais reação contra o banditismo instalado no país. Até quando o Brasil vai continuar anestesiado? Pode haver fato mais grave do que a sucessora de Dilma Rousseff, a candidata que está sendo imposta por Lula, manter uma quadrilha dentro da Casa Civil? Está provado que o filho de Erenice Guerra, a sucessora indicada e bancada por Dilma, possuía uma empresa que achacava empresários para favorecer a assinatura de contratos com o Governo Federal, tendo dois sócios da mesma trabalhando dentro da Casa Civil. Uma empresa do filho da ministra-chefe, do braço direito de Dilma. Acorda, Brasil! Havia uma empresa praticando tráfico de influência dentro do ministério mais importante do Governo Lula! Pode existir algo mais grave do que isso? Eles foram demitidos, o que é uma confissão de culpa. A ministra foi demitida, o que é uma confissão pública de responsabilidade. O que as instituições querem mais para reagir e impedir que o Brasil entre em um caminho sem volta que levará ao fim a nossa democracia? Como é que as instituições deste país aceitam que o PT considere as acusações como “inconsistentes”? Isto é uma bofetada na cara de qualquer cidadão de bem. Uma cuspida no rosto das pessoas decentes deste país. Quando é que vai aparecer uma autoridade para dar um basta nisso e dizer chega?
    coronel

  25. Chesterton said

    MONDAY, SEPTEMBER 20, 2010

    Máquina Pública a Serviço da Candidatura de Dilma
    Um país com um judiciário parasita, um ministério público inoperante, incompetente, politicamente aparelhado e repleto de adEvogados de porta de cadeia só pode dar nisso: a morte da democracia. Vejam mais um caso do uso escancarado da máquina pública a serviço da candidatura de Dilma Rousseff: TV estatal a serviço de Dilma. A Presidência da República usa funcionários públicos e equipamentos de TV oficial do governo federal para filmar comícios da candidata Dilma Rousseff (PT) que tenham a participação de Luiz Inácio Lula da Silva.
    POSTED BY SELVA BRASILIS (apud Noblat)

  26. Chesterton said

  27. Chesterton said

    “O papo de ajuste fiscal é a coisa mais atrasada que tem. Não se faz ajuste fiscal porque se acha bonito. Faz porque precisa. E eu quero saber: com a inflação sob controle, com a dívida pública caindo e com a economia crescendo, vou fazer ajuste para contentar a quem? Quem ganha com isso? O povo não ganha”, afirmou Dilma, de acordo com reportagem do jornal O Globo……

    …..Como mostrou Rogério Werneck no artigo citado, Dilma não consegue entender que, no atual regime fiscal, os gastos crescem mais do que o PIB. As contas públicas só fecham graças ao aumento contínuo da carga tributária. Se esse regime não mudar, por meio de um ajuste fiscal profundo que tanto desagrada à candidata petista, os contribuintes estarão condenados a pagar cada vez mais impostos – até um momento em que esse método se tornará insuportável – ou a dívida pública crescerá de tal modo que trará de volta todos os problemas que o País enfrentou até a primeira metade da década passada.

    Dilma tem apontado para a queda constante da dívida pública em relação ao PIB como prova da eficácia do atual regime fiscal. Mas, além de omitir o contínuo aumento da carga tributária que sustenta esse regime, ignora também o fato de que, por meio de artimanhas contábeis, o governo desviou para o BNDES dinheiro proveniente da emissão de dívida do Tesouro sem que esse dinheiro fosse contabilizado na dívida líquida da União.

  28. Pax said

    Caro Vilarnovo em #20 e #22,

    Você acha ou tem números e fatos que o Ministério Público atual é menos atuante que o anterior. Aliás, qual anterior, qual comparação?

    Caro Chesterton,

    Este texto, em #27, não parece ser seu. Provavelmente mais um esquecimento que acaba cainda naquela história de apropriação indébita de propriedade intelectual de outrem, o que é chato pacas.

  29. William said

    hahahahaha, adoro o delirio de fim do mundo do Chest e Vilarnovo. Vcs são muito hilários.

    A culpa é do polvo como diria a Veja. hahahahaha

    E esse papinho de quem é Dilma aceita corrupção. Que desespero de causa. Patético.

  30. vilarnovo said

    Pax – Eu não acho. Tenho certeza. Quantos petistas estão sendo investigados pelo MP e sai na imprensa?? Por onde anda o infalível Procurador Luiz Francisco? Sumiu?

  31. vilarnovo said

    William – Fique tranquilo. O Brasil não afundará com Dilma. Também não há possibilidade nenhuma de melhorar.

  32. Pax said

    Então, caro Vilarnovo,

    De onde você tira esta certeza? Eu não tenho, por isto perguntei. Acompanho o Ministério Público Federal e os caras estão trabalhando. Tem site e twitter disponível.

    O que não tenho é uma base de dados para elaborar comparações em cima dos dados.

    Exemplo: quanto processos abertos por ano, divididos por partidos etc.

    Aí eu teria certeza, também, que sim ou que não.

  33. Elias said

    “As contas públicas só fecham graças ao aumento contínuo da carga tributária.”

    Pergunto:

    1 – Qual o novo imposto que Lula criou? Quando? Por meio de que lei?

    R – Realmente não lembro. Que eu saiba, nenhum.

    2 – Qual a alíquota tributária que Lula aumentou?

    R – Que eu lembre, só a alíquota da COFINS.

    Mas, aumentou a alíquota ao mesmo tempo em que transformou a contribuição de cumulativa em não cumulativa, reduzindo drasticamente a base de cálculo.

    A alíquota passou de 3% sobre o faturamento bruto, pra 7,6% sobre o faturamento bruto MENOS os gastos com insumos adquiridos de pessoa jurídica (nisto consistindo a extinção do caráter cumulativo).

    Na prática, em termos de arrecadação trocou 6 por meia dúzia, porém retirando a contribuição da condição de ilegalidade (já que eliminou o caráter cumulativo).

    Trocando em miúdos, foi um aprimoramento técnico, sem repercussão na arrecadação.

    3 – Lula extinguiu algum imposto federal?

    Sim. O ITR.

    4 – Algum outro imposto ou contribuição federal foi extinto durante o governo Lula?

    Sim. A CPMF.

    5 – Em algum momento, durante seu governo, Lula promoveu desoneração tributária, ainda que temporária?

    R – Sim. Para evitar que a crise econômica mundial afetasse o nível de produção, emprego e consumo, Lula desonerou o IPI sobre vários produtos, veículos inclusive.

    Atualmente, vários os chefes de Estado, analistas econômicos e jornais e revistas de circulação mundial — incluindo a Economist, o New York Times, etc — reputam a estratégia brasileira como a mais bem sucedida, entre as grandes economias, e creditam a Lula, pessoalmente, a inspiração das medidas adotadas pelo Brasil.

    Ora, se:

    a – o cara não criou novos tributos;

    b – o cara não aumentou alíquotas;

    c – em seu governo, houve extinção de tributos e contribuições federais, por iniciativa do próprio governo ou não; e

    d – por fim, se o cara promoveu uma gigantesca desoneração tributária, temporariamente, para manter o nível de produção, emprego e consumo,

    só mesmo um desmiolado pode dizer que, nos últimos anos, a carga tributária tem se elevado continuamente.

    É a velha história: ficam repetindo frases feitas. Pior: ficam repetindo frases feitas de antigamente.

    É a velha história: ficam repetindo frases feitas, ainda que sejam frases feitas de antigamente, sem nenhuma conexão com a realidade atual, porque acreditam que uma mentira, repetida mil vezes — ou um milhão de vezes, sei lá — acaba sendo engulidade como verdade.

    Por que? Porque foi assim na Alemanha nazista. E foi assim no resto do mundo, por muito tempo.

    Mas, pessoal… acordem! Estamos no Século XXI. Nem tudo o que funcionava há 70 anos funciona agora.

    Entenderam? Não! Claro que não!

    É exatamente por não entender isso que vocês estão perdendo de goleada.

    Fadiga de material.

  34. Chesterton said

    falando nisso..

    Reinaldão analisando os discrsos factóides.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/somos-os-%E2%80%9Cjudeus-insolentes%E2%80%9D-do-petismo-ou-%E2%80%9Cum-dia-a-gente-cala-voces/

  35. vilarnovo said

    “2 – Qual a alíquota tributária que Lula aumentou?”

    – Logo depois do final da CPMF. Aumentou o IOF e a CSLL. De uma tacada só.

    Mas como brasileiro tem memória curta…

    “só mesmo um desmiolado pode dizer que, nos últimos anos, a carga tributária tem se elevado continuamente.”

    Ou alguém que saiba ler…

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,carga-tributaria-volta-a-subir-e-deve-registrar-recorde-de-34-7-do-pib,not_26873,0.htm

  36. vilarnovo said

    Isso sem contar no abuso das tarifas… Mais de noventa reais por uma renovação de carteira de motorista. Meu passaporte brasileiro custando o dobro do meu passaporte espanhol (e demorando o dobro do tempo para ficar pronto também)… e otras cositas más.

  37. vilarnovo said

    Estudos do IBPT

    Tributos: Brasil arrecada muito pelo pouco que dá aos contribuintes, diz IBPT
    02/08/2010, Fonte: Info Money

    SÃO PAULO – O impostômetro, ferramenta que contabiliza a arrecadação tributária nacional, atingiu a marca de R$ 700 bilhões na tarde da última segunda-feira (26). Para a diretora do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), Letícia do Amaral, esse é um número bastante alto.

    SÃO PAULO – O impostômetro, ferramenta que contabiliza a arrecadação tributária nacional, atingiu a marca de R$ 700 bilhões na tarde da última segunda-feira (26). Para a diretora do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), Letícia do Amaral, esse é um número bastante alto.

    “Não seria um número tão alto, se houvesse um retorno satisfatório de todo esse imposto pago. O problema é que não há. O que temos no País é muito desvio e a utilização dos impostos para fins não prioritários, obrigando os cidadãos que têm condições a pagar por serviços que deveriam ser oferecidos pelo governo, como educação, saúde e segurança”, afirma.

    http://www.ibpt.com.br/home/publicacao.view.php?publicacao_id=13856&PHPSESSID=3d8bfb5ba806641077fb136fdb275236

    ===============

    Mas uma coisa há de se falar: baixar impostos não era, nunca foi e nunca será bandeira do Serra que é voraz arrecadador e mais de esquerda que Dilma e Lula juntos multiplicados ao quadrado elevados a décima potência.

  38. iconoclastas said

    # 35, Pablo, é importante lembrar que este governo aumentou alíquotas de impostos que impactam mais no setor de serviços, o mais relevante. isso desde 2003, não vem de compensação da CPMF. neste ponto eles seguiram o antecessor.

    ;^/

  39. Patriarca da Paciência said

    “Não tenho dúvidas do DNA autoritário do PT ou de certos grupos no PT.”

    Ave grande cientista Pablo, tal afirmação merceria o prêmio nobel de biologia.

    Realmente uma descoberta científica fantástica!

    Digna do Serra e seus gurus!

  40. vilarnovo said

    Patriarca – Pode ser descoberta para você…

    Viu que te respondi sobre os impostos que Lula aumentou??

    E agora, vai ter coragem de repetir aquela história do nazismo?? Ou vai continuar a repetir que Lula não aumentou impostos? Talvez algum dia vire verdade.

  41. Elias said

    Vilarnovo,

    Em dezembro de 2007, o Lula aumentou a alíquota da CSSLL PARA AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS.

    Tá com peninha de banqueiro, e? Pudera! Eles ganham tão pouquinho…

    Se a sua empresa não é banco, e está pagando CSSLL acima de 9%, DEMITA O CONTADOR. Ele está fazendo besteira.

    O IOF também em dezembro de 2007 foi elevado de 9% para 15%. Isto é medida de POLÍTICA MONETÁRIA, Vilarnovo.

    Foi o crédito fácil e barato demais nos EUA, sem regulamentação, que deu na crise econômica mundial.

    No Brasil, de 2006 para 2007, o spread havia caído 6,3 pontos percentuais para pessoas físicas (de 39,6% para 33,3%) e 3,7 pontos percentuais para pessoas jurídicas (de 27,2% para 23,5%).

    Os dados são da Febraban, publicados pela Folha.com em 03-01-2008 (inserção feita às 19h55). Se quiser, confira.

    Lula pôs o pé no freio. Na época, o pessoal da Febraban chiou.

    Hoje, só os muito desmiolados criticam essa medida. Lula conseguiu administrar o problema antes que ele se instalasse no Brasil.

    Gozado que essa turma elogia o Meirelles pra cá, o Meirelles pra lá e, exatamente quando o Meirelles dá uma tacada de mestre… dizem que o Lula fez errado.

    O aumento da alíquota do IOF não significou um aumento real da carga tributária, porque só incide sobre operações de crédito efetivamente realizadas.

    Quem paga o IOF não é o banco. Quem paga é o tomador. O banco apenas recolhe. É um imposto INDIRETO, assim como o ICMS e o IPI.

    Ora, com o aumento do IOF, houve uma retração no crédito, porque ele se tornou mais caro. Com um volume menor de operações de crédito, o imposto a ser recolhido também não aumentou.

    Uma outra alternativa, muito em voga nas gestões anteriores, seria inibir o crédito simplesmente aumentando a taxa de juros.

    Os bancos sempre adoraram essa alternativa. Assim, eles ganham mais.

    Aumentando o IOF, tornou-se possível impedir um aumento descontrolado nas operações de crédito — não esqueça a redução do spread! — sem aumentar desmesuradamente o lucro dos bancos.

    Compreensível que o bancos tenham chiado, em janeiro de 2008.

    Hoje, nem tanto… É melhor operar com uma redução nas operações de crédito do que operar com um inadimplemento paquidérmico.

    Você acha isso errado? É seu direito. Mas tem muita gente, no Brasil e no exterior, que discorda de você.

    Nos EUA não houve essa preocupação. O resultado é que o ex-Secretário do Tesouro do Baby Bush encerrou sua participação no governo americano como o Secretário do Tesouro que mais interviu no sistema financeiro, desde o início do governo FDR, nos anos 1930.

    O governo americano teve que comprar uma montanha de ações dos 9 principais bancos, das principais seguradoras, etc., pra evitar uma crise sistêmica — as seguradoras que garantiam as hipotecas, estavam enfiadas até o pescoço no embrulho, porque investiram os tubos na compra dos títulos representativos dessas hipotecas, ou seja, na prática, era como se as hipotecas estivessem garantindo a si mesmas (viu só a que leva a desregulamentação?).

    O carinha acabou fazendo exatamente aquilo que ele combateu durante toda a vida dele. Em entrevista à tevê, ele disse que, embora tenha tido êxito ao começar a apagar o incêndio, ele se sentia moral, intelectual e ideologicamente derrotado.

    Mas, cá pro nosso consumo, o que interessa é que:

    a – aumento da alíquota de IOF não implica, necessariamente, aumento real de carga tributária;

    b – como medida de política monetária, aumento de alíquota do IOF é infinitamente melhor e mais justo que aumento de taxa de juros (e eficaz tanto quanto, como se viu).

    Se você é banqueiro, compreendo que discorde disso. Se não é… paciência: qualquer um tem o direito de preferir a remela aos olhos…

  42. vilarnovo said

    Vamos lá… vamos pensar o pouquinho:

    “Em dezembro de 2007, o Lula aumentou a alíquota da CSSLL PARA AS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS.
    Tá com peninha de banqueiro, e? Pudera! Eles ganham tão pouquinho…
    Se a sua empresa não é banco, e está pagando CSSLL acima de 9%, DEMITA O CONTADOR. Ele está fazendo besteira.”

    Você é o CEO de uma instituição financeira. O governo promove um aumento de imposto. O que vc faz? Perde dinheiro ou…

    “Tarifa de serviço bancário sobe até 33 vezes acima da inflação, diz Idec ”

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,tarifa-de-servico-bancario-sobe-ate-33-vezes-acima-da-inflacao–d,not_11597.htm

    “O IOF também em dezembro de 2007 foi elevado de 9% para 15%. Isto é medida de POLÍTICA MONETÁRIA, Vilarnovo.”

    Não, não é. Foi tomada para cobrir a perda de arrecadação da CPMF. E mesmo se fosse é medida estúpida e não corrobora com as outras medidas do governo como veremos a seguir.

    “Foi o crédito fácil e barato demais nos EUA, sem regulamentação, que deu na crise econômica mundial.”

    Concordo e discordo. Foi sim o crédito fácil e barato. Mas sem regulação? Negativo. O crédito fácil e barato só existiu pois o governo quis isso. Então quando o governo quer uma coisa e faz medidas para isso NÃO É REGULAÇÃO. Mas quando essas medidas patrocinadas e criadas pelo governo se mostram equivocadas é falta de regulação? Para mim isso é uma crise de lógica tremenda.

    Elias, sua fala é chega a ser hilária. É totalmente descolada da realidade.

    Vc diz que “Lula conseguiu administrar o problema antes que ele se instalasse no Brasil. Gozado que essa turma elogia o Meirelles pra cá, o Meirelles pra lá e, exatamente quando o Meirelles dá uma tacada de mestre… dizem que o Lula fez errado.”

    Gozado mesmo é ver que quando dos bancos seguraram o crédito pois eles buscam financiamento no exterior e não possuem o Tesouro Nacional (meu imposto) como rede de salvação:

    “Tesouro ficará com mais ações do BB”

    https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/6/24/tesouro-ficara-com-mais-acoes-do-bb

    Mas voltemos.

    Você diz que Lula segurou o crédito? Então porque ele criticava dia sim, dia também as instituições privadas?

    “Lula critica bancos e montadoras por dificultarem financiamentos”

    http://br.reuters.com/article/domesticNews/idBRSPE4B30Q520081205

    “Uma outra alternativa, muito em voga nas gestões anteriores, seria inibir o crédito simplesmente aumentando a taxa de juros.”

    Gestões anteriores?? hahahahaha
    Essa foi ótima. A taxa de juros nunca segurou crédito no Brasil pois os brasileiros não estão acostumados com isso. Tanto é que as parcelas de venda de automóvel amentaram ao ponto de chegarem a mais de 100 vezes. O que sempre segurou o crédito no Brasil era a inflação. Concordo que a taxa de juros se tornou nova inflação. Contudo o brasileiro não quer saber disso. O resultado disso é…:

    “Serasa: inadimplência sobe 11,5% em agosto”

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia+geral,serasa-inadimplencia-sobe-115-em-agosto,35046,0.htm

    “Aumentando o IOF, tornou-se possível impedir um aumento descontrolado nas operações de crédito — não esqueça a redução do spread! — sem aumentar desmesuradamente o lucro dos bancos.”

    Como já demonstrei isso não acontece e muito menos foi política do governo e muito menos foi intenção do governo.

    Te desafio a mostrar qualquer declaração do governo afirmando que a intenção de aumentar o IOF foi de segurar o crédito ou qualquer dado que demonstre isso.

    Eu posso te mostrar várias declarações do contrário, que o governo incentiva o crédito:

    “Mantega confirma medidas de incentivo ao crédito”

    http://veja.abril.com.br/noticia/economia/mantega-confirma-medidas-de-incentivo-ao-credito-privado

    “Aumento do crédito leva brasileiros a trocar aluguel por compra de imóvel ”

    http://blogdemercado.lopes.com.br/2010/08/aumento-do-credito-leva-brasileiros.html

    “Governo prepara campanha de incentivo ao consumo e ao crédito ”

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u471135.shtml

    E aqui vai por terra sua teoria sobre Lula ter impedido a crise. Que por si só não é cabida pois a crise americana possuia características que não existem no Brasil. O Subprime americano não tem paralelo no mercado brasileiro, hipotecas não é algo comum no Brasil. Na verdade não se nem se existem.

    Ou seja, colocas uma coisa na conta do Lula que simplesmente não aconteceu.

  43. vilarnovo said

    Ah, detalhe. Confundir política monetária (circulação de moeda, taxa de juros, crédito) com política fiscal (imposto (T), gasto público (G)) é um erro básico de economia.

  44. Elias said

    Vilarnovo,

    Você é que demonstra que não manja nada de economia.

    Entenda o dinheiro como mercadoria.

    Obtido por empréstimo e por meios legais, ou seja, no sistema financeiro, esse dinheiro tem um preço, representado pelas taxas de empréstimo.

    No Brasil, as taxas de empréstimos são formadas por 3 itens: juros + encargos fiscais + encargos operacionais.

    Sempre que se aumenta ou se diminui qualquer um desses itens, está se aumentando ou diminuindo o preço do dinheiro.

    Logo, tanto a política de juros, quanto a política fiscal sobre operações financeiras, constituem instrumentos de política monetária (juntamente com taxa de depósito compulsório sobre depósitos à vista, etc).

    Quanquer estudante de economia tem a obrigação de saber disso.

    A diferença é: quem se apropria do sobrepreço?

    Se o sobrepreço ocorre sob a forma de aumento da taxa de juros, a renda adicional que ele produz fica para o concedente, ou seja, para o banqueiro.

    Se o sobrepreço ocorre sob a forma de aumento dos encargos fiscais, a renda adicional vai para os cofres públicos.

    Você tem todo o direito de achar que é melhor dar mais dinheiro aos banqueiros. Problema seu. Neste caso, candidate-se a Presidente da República, ou faça-se nomear Presidente do BC, ou eleja quem pensa assim.

    Por ora, quem está nesses cargos pensa diferente de você.

    Em termos macroeconômicos, o sobrepreço via aumento dos encargos fiscais não implica, necessariamente, um avanço da tributação sobre o PIB, porque esse sobrepreço tem um efeito inibidor sobre a demanda ao crédito.

    Ou seja: só afeta a carga tributária de quem continuou pedindo emprestado, não obstante o encarecimento do crédito. Se a demanda de crédito reduz como efeito do sobrepreço, a medida torna-se indiferente quando analisada em relação ao PIB.

    Se não há repercussão em relação ao PIB, não se pode falar em aumento de carga tributária, embora isso possa ocorrer quando se toma um ou outro cidadão em particular.

    É a velha história que vocês, que tanto falam em mercado, convenientemente esquecem, quando argumentam com propósitos políticos: aumento de preço sem aumento de renda = redução na demanda.

    Já o aumento da venda de carros, ocorrida no Brasil, se deu pela desoneração tributária temporária, também adotada pelo Lula, pra segurar a barra da produção, do emprego, da renda, etc.

    Vale dizer: a redução do preço do carro mais do que compensou o aumento do preço do crédito.

    Agindo desse modo, o governo vetorizou as políticas fiscal, econômica e monetária. Ele direcionou a combinação desses elementos para setores que responderiam positivamente ao própósito de manter o nível de produção e emprego.

    No âmbito monetário, seria impossível vetorizar. Não se poderia direcionar.

    No âmbito monetário, as medidas têm caráter geral, não se direcionando a nenhum setor da economia em particular. Ela beneficia indistintamente o tomador que produz assim como o que está, apenas, com dificuldade de caixa, porque administrou mal.

    A rigor, pode-se vetorizar no âmbito monetário (quando se estabelece linhas de crédito subsidiado para tal ou qual finalidade). Só que o retorno disso é incerto e demorado.

    Desonorando diretamente o produto, o governo obteve respostas imediatas, nos setores escolhidos pra esse fim.

    Caraca, rapaz! Meio mundo está discutindo o tal do “mix” brasileiro (isto porque meio mundo achava que o Brasil ia se ferrar).

    Ainda há alguns dias, o Pax deu um post com os comentários de um ex-executivo do FMI, agora na OCDE, salvo engano, abordando o assunto de passagem. Ele é todo elogios ao Brasil. A Economist, idem.

    Há aproximadamente 2 meses, assisti um vídeo de uma conferência em Washington, em que, por mais da metade do tempo, os conferencistas e debatedores falaram do Brasil. Eles ficavam comparando Brasil X México; Brasil X Fulano, etc., sempre concluindo favoravelmente ao Brasil.

    Argumentando politicamente, o pessoal da Febraban disse que o aumento no IOF foi adotado para compensar o fim da CPMF.

    Lendo os balanços da União, qualquer ser alfabetizado concluirá que o aumento do IOF gerou uma elevação de arrecadação infinitamente menor que a redução decorrente do fim da CPMF. Nem dá pra comparar!

    Não compensou, portanto.

    Mas, suponhamos que houvesse compensado. Ainda assim, não seria cabível falar em aumento contínuo da carga tributária. Seria trocar 6 por meia dúzia. Uma conta de soma zero.

    Só haveria aumento, se a elevação da arrecadação do IOF fosse maior que perda de arrecadação da CPMF.

    E não foi. Não é, aliás.

    Assim como não dá pra dizer que o aumento da alíquota da COFINS produziu aumento da carga tributária. A arrecadação continuou a mesma.

    E só um desmiolado discordaria da transformação da COFINS, de cumulativa em não cumulativa.

    Espanta ver como o engajamento político de vocês embota o raciocínio!

  45. Elias said

    Ah, sim.

    Nem todo aumento de arrecadação tributária decorre de aumento da tributação.

    O Brasil já implantou o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital).

    A tendência, agora, é de elevação da arrecadação tributária, não porque tem mais tributos ou porque as alíquotas são mais elevadas.

    A arrecadação está se elevando porque está diminuindo a sonegação. Com o SPED, vai ficar cada vez mais difícil sonegar.

    Tem um pessoal aí que está detestando isso… Paciência: vão ter que aturar mais 4 anos.

    Faturou? Lucrou? Paga e não bufa!

  46. Elias said

    Quanto à crise financeira nos EUA (que jogou m… muita no ventilador do mundo), eis um desenho simplificado.

    Considere os seguintes agentes:

    a – concedente (banco, que empresta dinheiro a quem quer comprar imóveis);

    b – tomador (que toma dinheiro emprestado, pra comprar imóveis);

    c – seguradora (que garante as operações de crédito para compra da imóveis);

    c – operador (operador do mercado de capitais);

    d – investidor (que compra os títulos emitidos pelo operador).

    Eis como a coisa funciona:

    O CONCEDENTE empresta dinheiro ao TOMADOR. A SEGURADORA garante a operação.

    O OPERADOR compra a hipoteca com deságio, que é seu ganho bruto na operação. Com base nisso, ele emite títulos, que vende ao INVESTIDOR e com este divide o ganho proporcionado pelo deságio.

    No interesse de aumentar o volume de lucro, o OPERADOR pressiona o CONCEDENTE, pra que este empreste mais. É o que este faz, já que todo mundo tá fazendo a mesma coisa.

    O OPERADOR compra cada vez mais hipotecas e lança cada vez mais papéis no mercado, todos rendendo bons ganhos. O INVESTIDOR embarca em massa.

    É a bolha!

    A bolha estoura quando o TOMADOR começa a bater fôfo. Não paga o resgate da hipoteca, as prestações da sua dívida, e as execuções começam a se avolumar.

    O INVESTIDOR entra em pânico e tenta se desfazer dos papéis. Vai pra cima do OPERADOR, que não agüenta a corrida, especialmente porque o TOMADOR não está pagando. Ele quebra.

    E a SEGURADORA? Ela está garantindo as hipotecas, certo? O problema é que ela investiu maciçamente nos títulos do OPERADOR. Como esses títulos estão bichados, a seguradora dança. Ela quebra.

    Acontece que se trata de um sistema. Todos estão interligados. Quando alguém quebra, esse alguém leva mais 2 ou 3 consigo. Cada um desses 2 ou 3 leva mais 2 ou 3, e assim por diante. Uma espécie de epidemia.

    É a tal “crise sistêmica”.

    Nos EUA, ela afetou duramente — na verdade, inviabilizou — alguns dos maiores operadores do mercado de capital (e um porrilhão de outros, menos votados), a maior seguradora do país (e um porrilhão de outras, menos votadas) e pelo menos 5 dos 9 maiores bancos americanos (e um porrilhão de outros, menos votados).

    Esse pessoal tem negócios em quase todo o planeta. Daí que a sujeira que eles lançaram no ventilador respingou no mundo todo.

    Algo de fazer inveja ao nosso Ruy Barbosa, mais do que nunca um modesto aprendiz de liberalismo econômico de botequim, com seu encilhamento.

    O governo dos EUA teve que intervir, comprando alguns operadores e seguradores falidos e, ainda, um pacotaço de ações dos 9 principais bancos do país.

    O que faltou? Regulamentação.

    Os bancos teriam que ser mais cuidadosos ao conceder crédito, cercando-se de garantias com relação aos mutuários. Deveria haver regras rígidas disciplinando esse treco.

    As seguradoras não poderiam se garantir adquirindo títulos derivados de dívidas que elas mesmas, seguradoras, já estão garantindo (como se uma dívida pudesse garantir a si mesma). Elas deveriam ser proibidas de fazer isso.

    E assim por diante.

    Ainda no governo Bush, o governo e o Congresso dos EUA concluíram que a desregulamentação leva ao caos, como de fato levou.

    Aí passaram a regulamentar.

    E tome de regulamentação!

  47. vilarnovo said

    Elias – Vamos ter que reescrever todos os manuais de economia do mundo. Porque sua descoberta – que mexer nos impostos é política monetária e não fiscal – deve ser a descoberta econômica do século. Acho que vale até um Nobel de economia. Se o Krugman ganhou um não vejo porque de você não ganhar.

    Política monetária
    A política monetária tem como objetivo controlar a oferta de moeda
    na economia. Determinar a quantidade de moeda (dinheiro) na economia é função do Conselho Monetário Nacional (CMN), com participação do Banco Central do Brasil (BACEN). Ao determinar a quantidade de dinheiro, tem-se a formação da taxa de juros, ou seja, a taxa de juros pode ser simplificadamente interpretada como sendo o “preço do dinheiro”.

    Política Fiscal
    O principal instrumento de política econômica do setor público referese à política fiscal. Esta, por sua vez, consiste na elaboração e organização do orçamento do governo, o qual demonstra as fontes de arrecadação e os gastos públicos a serem efetuados em um determinado período (exercício).
    Apolítica fiscal visa atingir a atividade econômica e assim alcançar dois objetivos inter-relacionados, a saber, estimular a produção, ou seja, crescimento econômico e combater, se for o caso, a elevada taxa de desemprego. O financiamento do déficit do setor público, também e um fator de preocupação da política fiscal. O governo pode alterar o volume das receitas e gastos públicos através dos instrumentos fiscais. Estes instrumentos são:

    a) IMPOSTOS (receita):
    b) Despesas do governo (gastos):
    c) Orçamento do governo:

    Sem você entender isso não há como debater.

    E sou eu que não entendo nada de economia… brincadeira.

    Aposto que mesmo provando por A + B continuará a repetir que política de imposto é política monetária…

  48. vilarnovo said

    Elias # 46 – Do que vc escreveu sobre a bolha faltou alguns detalhes, pequenos detalhes.

    Isso tudo o que vc falou pode acontecer sim e foi o que aconteceu com a bolha da informática. Mas pera aí, faltou um pequeno participante… o governo…

    Você diz que não houve regulação. Mentira. Um dos mercados mais regulados nos EUA é o mercado imobiliário.

    Começa desde muito tempo atrás quando em 1977 foi criado o Comunity Reinvestment Act (CRA), com o objetivo de obrigar bancos a emprestar uma parte dos seus ativos às comunidades carentes.

    Isso é regulação, ou não é???

    Em 1994 ele foi aumentado por conta de um escândalo na Freddie Mac. O governo mandou que a para-estatal tivesse mais crédito para baixa renda.

    Isso é regulação, ou não é??

    A Freddie Mac e a Fannie Mae que foram os pivos da crise, possuiam um órgão praticamente só para elas o Office of Federal Housing Enterprise Oversight. Esse órgão não impediu o grau de alavancagem dessas empresas. Porque?? Porque a política da época, política DE GOVERNO, era dar crédito.

    Isso é regulação, ou não é??

    Fora o OFHEO ainda havia a SEC e o próprio FED olhando o mercado. Além do Federal Housing Finantial Board (FHFB). De cara, quatro organismos governamentais de regulação do mercado imobiliário.

    Isso é regulação, ou não é??

    Você já ouviu falar em moral hazard? Pois bem. Um exemplo bem claro.

    Esse é o primeiro parágrafo do testemunho de um dos agentes do OFHEO:

    “The failure of Fannie Mae and Freddie Mac will be a case study in business schools for decades. How do you operate a business with the most generous government subsidies possible, which confer very powerful market advantages, and run the business into the ground?”

    Traduzindo:

    “A falência da Fannie Mae e da Freddie Mac será estudo de caso nas escolas de negócios por décadas. Como você opera em um mercado COM OS MAIS GENEROSOS SUBSÍDIOS GOVERNAMENTAIS POSSÍVEIS, O QUE LHE CONCEDE UMA PODEROSA VANTAGEM NO MERCADO, e leva seu negócio para o chão”.

    http://fcic.gov/hearings/pdfs/2010-0409-Falcon.pdf

    Sacou? “Generosos subsídios GOVERNAMENTAIS (…)”.

    Isso é regulação, ou não é??

    Você queria saber como a bolha começou, eis sua resposta.

    O FED mantinha artificialmente as taxas de juros bem baixas.

    Isso é regulação, ou não é??

    A política de governo era incentivar o crédito barato para famílias de baixa renda.

    Isso é regulação, ou não é??

    As leis americanas de imposto de renda permitem um abatimento de quase 100% dos empréstimos para casa própria.

    Isso é regulação, ou não é??

    Junto tudo isso: taxas de juros artificialmente baratas, crédito abuntante por conta de política de governo, facilidade de descontos no imposto de renda, mensagem implícita (e depois explícita) de que o governo iria salvar a Freddie Mac e a Fannie Mae.

    Pronto, fizemos uma bolha para você. O resto (na mão de quem o papel micou) é DETALHE. A bolha foi criada por dinheiro fácil e barato, incentivos artificiais fora do mercado. Decisões de política governamental.

    E tudo isso É regulação.

  49. Elias said

    Vilarnovo,

    O Secretário do Tesouro norte-americano (do Governo Bush), discorda de você.

    Ele fez extensa análise da bolha, e, em nenhum momento, responsabilizou as taxas de juros baixas. Tanto que as taxas de juros continuam baixas nos EUA.

    Ele creditou a crise — isto sim! — à insuficiência de regulação no mercado financeiro. Tanto que, pra evitar repetições, eles não elevaram os juros, mas sim passaram a adotar regulamentações mais rigorosas (que já vinham sendo implementadas desde o “Esquema Ponzi” do Madoff, também facilitado pela ausência de regulamentação).

    Como as regras para concessões de crédito eram frouxas, foi fácil turbinar essas concessões que, mais adiante, foram transformadas em papéis inconversíveis.

    O sistema de seguro não funcionou porque as seguradoras investiam meciçamente nos papéis que, de fato, eram garantidos por elas mesmas. Como num círculo.

    Esses foram os dois fatores básicos da crise. Esses os fatores que estão sendo atacados pelo governo americano, e que começaram a ser atacados ainda no governo Bush.

    Nada a ver com famílias de baixa renda, até porque a maior parte das execuções aconteceu nos créditos para a faixa média e média-alta (é aí que está o filé do mercado americano).

    O incentivo do governo americano para compra de imóveis por famílias de baixa renda é praticamente o mesmo adotado pelo Lula no “PAC Mercado” (notoriamente, o governo brasileiro copiou dos governos americano e inglês).

    A coisa funciona por meio de subsídio. O sujeito vai buscar crédito pra comprar uma casa. Até um determinado valor, ele vai pagar somente 60% (os 40% restante serão pagos pelo governo, à vista, diretamente ao vendedor). Acima desse limite, até o limite x, o comprador paga 70% (os 30% restantes são pagos pelo governo). E assim por diante.

    No caso brasileiro, esse sistema está proporcionando um excelente nível de atividade para a construção civil, totalmente desvinculado das obras públicas (cuja execução se complica, atrasa, etc, etc, etc).

    O investidor privado constrói, com recursos próprios, um edifício de apartamentos populares. O imóvel é avaliado pela Caixa, que aprova seu preço de venda. Aí as pessoas vão comprar, à vista, se puderem, ou com financiamento total ou parcial da Caixa (FGTS).

    Conforme for a faixa de financiamento, o governo subsidia a compra, via PAC Mercado. O restante, o mutuário financiará com juros vigentes no mercado para crédito imobiliário.

    Me desculpe, mas você está chutando.

    Vou escrever um outro comentário sobre moeda, crédito e política monetária.

  50. Elias said

    Ah, sim.

    Não me referi à bolha da informática.

    Lá o desenho foi outro, muito mais parecido com o da crise das tulipas, na Holanda.

    Nada a ver, Vilarnovo. Nada a ver, mesmo…

  51. Chesterton said

    ma das coisas encantadoras dos petistas é o talento de seus filhos — geralmente em área de atuação ou influência da Mamãe Gansa e do Papai Ganso. Lula compreende isso muito bem. Em 2002, Lulinha era monitor de Jardim Zoológico. Hoje, é um empresário que já mexe com milhões. Não há zebra que dê tanto dinheiro.

    Erenice fez a pergunta emblemática a respeito: “Meus filhos vão ter de viver todos à minha custa?” Respondo essa também: “Que é isso!? Deixe que vivam à nossa custa!” Leiam trecho da reportagem de Leandro Cólon no Estadão de hoje. Volto ao fim de tudo.
    *
    A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), do governo federal, contratou por R$ 6,2 milhões uma empresa que emprega o filho do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, presidente do Conselho de Administração da estatal, conhecida como “TV Lula”.
    R.A.

  52. Chesterton said

    se isso não é corrupção, o que mais é?

  53. Chesterton said

    No Tocantins, ontem, Lula voltou a atacar a “mídia”. E deu a sua receita. “A liberdade de imprensa é sagrada, mas isso não significa o direito de inventar as coisas o dia inteiro”. Foi ainda mais específico: a imprensa tem a liberdade de “informar corretamente a opinião pública” e de fazer “críticas políticas”. Qualquer crítica? Segundo este grande pensador, quando ele está “de fato errado, dá a mão à palmatória”. Críticas honestas são aquelas com as quais ele concorda.
    RA

  54. Elias said

    Vilarnovo,

    Vamos debater com honestidade.

    Eu nunca disse que “mexer nos impostos é política monetária e não fiscal”.

    Eu disse que “…tanto a política de juros, quanto a política fiscal SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS, constituem instrumentos de política monetária (juntamente com taxa de depósito compulsório sobre depósitos à vista, etc)”. É assim que está escrito em meu comentário # 44.

    Se você quer contestar o que eu disse, vá em frente. Mas, conteste o que eu disse, não o que você está dizendo que eu disse, sem que eu tenha dito.

    Distorcer o que as pessoas dizem, para facilitar a contestação, não é um modo honesto de debater.

    Como se trata de um debate por escrito, ao qual outras pessoas têm acesso livre e total, esse tipo de procedimento só descredencia a quem o pratica.

    Você diz que “…a taxa de juros pode ser simplificadamente interpretada como sendo o ´preço do dinheiro´.”

    Errado, Vilarnovo. Completamente errado.

    Simplificadamente, o “preço do dinheiro” é formado por 3 componentes, a saber

    taxa de juros + encargos fiscais + encargos operacionais

    A taxa de juros é um, apenas um, dos 3 componentes.

    O governo pode, portanto, aumentar o “preço do dinheiro” sem aumentar a taxa de juros. Basta que ele aumente os encargos fiscais.

    Foi o que o governo Lula fez. Aumentou o IOF sobre as operações de crédito para pessoas físicas de 0,0041% ao dia para 0,0082% ao dia. Além disso, criou a taxa adicional de 0,38% por concessão, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.

    Toda e qualquer ação governamental tomada com o deliberado propósito de incidir diretamente sobre o crédito, facilitando ou dificultando, constitui parte da política monetária.

    E tributação sobre operações financeiras, Vilarnovo, é, por excelência, uma ferramenta de política monetária.

    Você acha que não. Continue pensando assim. Problema seu.

    Se me permite um conselho, procure o pessoal da Febraban. Eles precisam da sua ajuda.

    É que o pessoal da Febraban jura, de pés e mãos juntas, que o aumento do IOF sobre operações financeiras aumentou, sim, o preço do dinheiro.

    Especificamente, em fevereiro de 2008, a Febraban afirmou que o preço final do dinheiro aumentou em 1,8 ponto percentual para pessoa jurídica e 4,9 pontos percentuais para pessoa física.

    Leia, a propósito, o “Relatório Febraban — Evolução do Crédito do Sistema Financeiro (com base na Nota do Banco Central do Brasil de 26-02-2008)”, edição de 26-02-2008. Está no site da Febraban.

    A Febraban, coitadinha, até hoje continua acreditando que política fiscal sobre operações financeiras é, sim, uma ferramenta de política monetária.

    Vai ver, não existe ninguém na Febraban que entenda de economia. Pelo menos, que não entenda tanto quanto o Vilarnovo.

    Vá lá, e explique pra ela que não é. E por que não é…

  55. Patriarca da Paciência said

    O governo de São Paulo, contratou com os Civitas, mais de 34 milhões de reais.

    Mas isso é apenas incentivo à educação.

  56. Elias said

    Vilarnovo,

    Só pra amarrar.

    Quando o “preço do dinheiro” é elevado por meio de aumento dos juros, o sobrepreço vai para os cofres dos banqueiros.

    Quando o “preço do dinheiro” é elevado por meio de aumento dos encargos fiscais, o sobrepreço vai para os cofres públicos.

    Por esta razão é que a Febraban chiou.

    Quando se aumentava a taxa de juros, ela aplaudia.

    Mas tanto o manejo das taxas de juros, quanto o manejo da TRIBUTAÇÃO DAS OPERAÇÕES FINANCEIRAS constituem, indistintamente, ferramentas de política monetária, já que ambas as estratégias incidem diretamente sobre a quantidade de moeda em circulação (no caso, aumentando ou diminuindo a capacidade de mobilização da renda futura).

    Se algum “manual” seu não diz isso, ou contesta isso, descarte. Ele não presta.

  57. Elias said

    Patriarca,

    Obviamente que todo esse apoio dos Civita ao PSDB está acontecendo por motivos absolutamente republicanos.

    Quem? Os Civita? Não fariam nada apenas por interesse próprio. É só por amor ao Brasil…

    Os Civita também nunca manipularam pra não vir a público alguns negocinhos deles (mal)feitos em 2002 (só a Carta Capital noticiou).

    Os Civita agindo na mão grande? Absurdo!

    Pessoalzinho patriota tá ali. No máximo, eles levam uns 34 milhões…

    Se saiu algum pelo caixa 2 da campanha nunca saberemos, né?

    Mas, os Civita pegando dinheiro de caixa 2? Nunca! Eles jamais fariam isso!

    Eu acredito piamente nos Civita.

    Tanto quanto acredito nas pesquisas do Data Folha dando empate técnico entre Serra e Dilma, quando todos os demais institutos apontavam ampla e crescente diferença a favor de Dilma.

    A explicação pra isso é simples: foi o diferencial delta, convergindo em declividade negativa para lâmbida, no exato momento em que Saturno se alinhava com Mercúrio. Ou Júpiter, sei lá…

    Pra maiores detalhes, procurem aquele astrólogo da Veja, cujo nome já esqueci.

    Tão honestas quanto os Civita só as manchetes da Folha de São Paulo: “Serra dispara! Dilma empaca”, no momento em que as pesquisas do Ibope, do Vox, etc, demonstravam o exato oposto.

    É que essas pesquisas não estavam levando em conta o diferencial delta, convergindo em declividade negativa para lâmbida…

    Mas, daí a dizer que a FSP tem algum interesse argentário no embrulho… nem pensar!

    A FSP é como os Civita: honesta até a última gota de tinta.

    Ontem mesmo conversei com o Papai Noel, o Saci Pererê, o Curupira e a Mãe d´Água sobre o assunto.

    Todos põem a mão no fogo pelos Civita e os Frias…

  58. Pax said

    Uma coisa é brigar contra veículos que perdem credibilidade por questões a, b ou c.

    Outra é querer dar uma prensa na imprensa.

    Acho que estes casos podem, e devem, ser objetos de todas as contestações. Preferencialmente a quem de direito. O Direito, o caminho legal, por injúria, calúnia, difamação, prejuízo moral e materia e o que mais desconheço das leis. Um exemplo é a manchetona da Folha acusando Dilma de prejudicar milhões de consumidores de energia elétrica. Um absurdo, segundo meu achismo.

    Outra, muito diferente, é a tal da prensa na imprensa, de forma generalizada. Nunca vi isto dar certo.

    Data maxima venia, caros Zbigniew, Patriarca e Elias. Vocês conhecem meu teclado e eu me “incluo fora” de dar tiro no pé de quem quer que seja. Acho este movimento generalizado contra a imprensa um tremendo tiro no pé de Lula, do PT e da candidatura da Dilma. Cipó vai. Mas volta. E nem é por medo de cipó, não, é para não cair na mesma burrice de histéricos que chamam todos que não os aplaudem de hitleristas, stalinistas etc.

  59. Chesterton said

    Erenice nomeou filha do presidente dos Correios para Casa Civil
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    FERNANDA ODILLA
    DE BRASÍLIA

    A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra, que deixou o cargo após denúncias de tráfico de influência, empregou no ministério uma das filhas do presidente dos Correios, David José de Matos.

    Nomeada assessora do gabinete da Casa Civil em 25 de junho, Paula foi exonerada ontem, “a pedido”, conforme portaria publicada no “Diário Oficial”. “Pedi que se afastasse”, afirmou David Matos, que foi indicado por Erenice para presidir os Correios um mês depois que a filha dele foi trabalhar com a então ministra.

    fsp

  60. Zbigniew said

    Caro Pax. Seguiremos discordando, mas com todo respeito que você merece.

    No essencial concordamos com o melhor para o país. Instituições fortes e maduras, a corrupção sendo combatida, a vida do povo melhorando, independentemente de qual governo for.

    Sinceramente, não vejo um movimento generalizado contra a imprensa. Vejo surgir uma consciência mais crítica que, espero, não descambe para o extremismo. Mas é algo inexorável porque, em tempos de internet e blogosfera, onde existe a mentira, haverá o desmentido e a crítica.

  61. Pax said

    Claro que defendo o teu direito de discordar de mim, caro Zbigniew. Coisa que os blogueiros que fazem o tutoriamento de uma boa parte da imprensa que não tem coragem e se decalrar de oposição, não acredita ser necessário, apesar de se acharem pilares de uma tal democracia que não quero para mim.

    Como disse, no post acima, acho que esta briga não acabará bem para o PT. Sentimento meu. Tiro que pode sair pela culatra.

    Ficaria, como você disse, nos devidos desmentidos e críticas, uma enorme parte delas que não só concordo como já escrevi sobre isto.

  62. Chesterton said

    Pax, não é sentimento, não subestime seus próprios neurônios.
    O PT está defendo uma causa ruim, a censura. Simplex Pax.

  63. Pax said

    Hum… é esta interpretação que será martelada.

    O outro lado diz outra coisa.

    Mas qual ficará?

  64. Chesterton said

    Pax, as alegações sindicais estão na contra-mão da liberdade de imprensa. O governo Lula flertou com tiranos de todos os continentes, namora a argentina que quer calar o Clarin, o Chaves que fecha jornal na ponta de fuzis, o Fidel, que de tão desesperado para morrer acaba abrindo o bico, e você ainda “sente”?

    Porra, parece o gaucho no consultorio do urologista fazendo exame de próstata:
    -sente alguma coisa aqui?
    O gaucho quieto..
    – e aqui, sente?
    O gaucho nada..Até que na quinta vez que o médico pergunta ele responde
    – Sinto que te amo, tchê!

    Sem relativismo, pax, Lula só quer liberdade de imprensa para quem o elogia e esconde seus pecados. Imprensa livre é imprensa que pega no pé do governante de plantão, o resto é pelegada.
    (essa tese dos revolucionarios de que a imprensa é burguesa, defende seus interesses, etc.. é sem comentários. Eu e você, enquanto cinquentões, não mais podemos nos dar o luxo de pensar como adolescentes em Gremio Estudantil)

    ;-P

  65. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você está sugerindo que eu faça, como tuas fontes pra lá de comprometidas, julgamentos sumários?

    Me inclua fora desta histeria*

    (*) você sabem bem de onde vem isso. E depois se dizem defensores e pilares da Democracia. Pois sim. Com a moral a a credibilidade abaixo dos ânus das cobras.

  66. Chesterton said

    Pax, você está com sua irmã num beco escuro, aparecem 2 “negões” (podem ser brancos) de 2 m de altura, um segura você e o outro se dirige a sua irmã

    a. ele vai dar um bombom Sonho de Valsa para ela
    b. ele vai violentá-la
    c. ele vai pedir as horas
    d. ele vai perguntar se ela quer dançar

    Use a cabeça, mas cuidado, não faça julgamentos precipitados.

  67. Patriarca da Paciência said

    Chesterton não nega a raça,

    Achou o máximo a piada de mal gosto do Mel Gibson. Aliás não foi piada, ele estava falando sério mesmo com a esposa!

    E deu umas bordoadas nela também.

    Eis aí a “democracia” à lá Chesterton!

  68. Chesterton said

    Perdi a piada do Mel Gibson, qual foi?

  69. Elias said

    Pax,

    Não creio que Lula esteja cometendo erro político ao dar bicudas em determinados órgãos da imprensa.

    Em primeiro lugar, esses órgãos estão batendo firme nele, independentemente das bicudas. Dando ou não as bicudas, ele vai continuar apanhando.

    A questão é: revida ou não revida?

    Acho que deve revidar. Luta política é luta política. Bateu, levou!

    Se esses órgãos da imprensa estivessem apenas informando, vá lá. Mas eles fazem e têm feito muito mais que isso. Eles tomaram partido.

    A Folha de São Paulo, junto com seu instituto de pesquisa, o Data Folha, chegaram a falsear resultados de pesquisa. E não foi por uma, 2, 3 ou 4 semanas…

    Depois corrigiram o malfeito, nem nunca se retratarem publicamente.

    Esses órgãos de imprensa têm o direito que tomar partido, na luta política? Claro que têm!

    Mas, se tomam partido (e tomam porque querem), se tornam parte. E, se são parte, como parte devem se tratados.

    A mesma lambada que for para as costas de Serra, deve ir para as costas da FSP, da Veja, e de quem mais estiver ao lado de Serra.

    Pra mim, é isso!

    E que não venham os Civita, ou os Frias, ou sei lá quem mais, daqui a alguns meses, demitir alguns paus-mandados deles, pra ficar de bem com o governo. Como costumam fazer.

    Pegam os bate-paus — versões jornalísticas de gatilheiros de aluguel — que só fizeram o que eles mandaram, e metem-lhes os pés nas bundas. Aí dizem: “Foram eles! Nós não tivemos nada com aquilo…”

    Negatovsky! Se Dilma vencer as eleições, acho que ela deve fazer todo o esforço possível para que esses órgãos de imprensa, nos próximos 4 anos, tenham a oportunidade de viver e de se manter de acordo com as convicções que eles hoje dizem ter.

    Se é que estou me fazendo entender…

  70. Pax said

    Caro Elias,

    Acho que este comentário deveria ir para o novo post, ou os meus de lá deveriam ser trazidos para cá.

    Lá disse o que acho, com direito a metáforas, vídeos e tudo mais.

    Acho que partir para a luta de rua, como filhinho de mamãe brigando na rua, abrindo todas as guardas, não vai dar em boa coisa não.

    Quer questionar a qualidade da imprensa? Beleza. Pega a notícia e coloca o desmentido, logo em seguida. Pronto. Mostra o mau jornalismo. Mostra ad nauseam.

    Agora querer limitar ou cercear liberdade de imprensa, somente porque esta imprensa, no meio de um monte de porcalhadas, acabou descobrindo porcalhada mesmo. Hum…

    E o que estão fazendo, segundo o que me parece e que já tem uma multidão reclamando (e com a ajuda do velho e bom José Dirceu), é questionar o “excesso de liberdade” que o Zé tentou desmentir, mas que me permito ficar atento.

    Sorry.

  71. Chesterton said

    A escalada de ataques furiosos do presidente Lula contra a imprensa – três em cinco dias – é mais do que uma tentativa de desqualificar a sequência de revelações das maracutaias da família e respectivas corriolas da ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra. É claro que o que move o inventor da sua candidata à sucessão, Dilma Rousseff, é o medo de que a sequência de denúncias – todas elas com foros de verdade, tanto que já provocaram quatro demissões na Pasta, entre elas a da própria Erenice – impeça, na 25.ª hora, a eleição de Dilma no primeiro turno. Isso contará como uma derrota para o seu mentor e poderá redefinir os termos da disputa entre a petista e o tucano José Serra.
    Estadão, o Jornal do PD.

  72. Chesterton said

    As invectivas contra a imprensa, por exemplo, foram a senha para o PT e os seus confederados, como a CUT, a UNE e o MST, promoverem hoje em São Paulo um “ato contra o golpismo midiático”. É como classificam, cinicamente, a divulgação dos casos de negociatas, cobrança e recebimento de propinas no núcleo central do governo. Sobre isso, nenhuma palavra – a não ser o termo “inventar”, usado por Lula no seu mais recente bote contra a liberdade de imprensa que, com o habitual cinismo, ele diz considerar “sagrada”.
    ainda EStadão

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