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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Estadão declara apoio a Serra

Posted by Pax em 25/09/2010

O jornal Estado de São Paulo publicou editorial declarando apoio a candidatura de José Serra. Uma resposta à desastrada reação petista sobre as denúncias de corrupção apontadas pela imprensa.

Editorial: O mal a evitar – Estadão

A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside. E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.

Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.

Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

Continua no Estadão

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134 Respostas to “Estadão declara apoio a Serra”

  1. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    o que a Veja, Folha, Estadão etc. poderiam fazer mais do que já fizeram?

    A revista Veja tem apenas 4% de leitores, é fato, mas se existe uma tal de “orquestração” é o que estava acontecendo.

    A Veja faz a ilação, Folha e Estadão repercutem, telejornais repercutem etc. Programa político mostra as manchetes bombásticas. No fim eles agem com força total, atingindo o maior número de pessoas possíveis. Isto sim é que é a tal de “orquestração”!

    Tem sido assim desde o começo da campanha e… o Serra só caiu.

    O que mais poderá contecer agora?

    O Estadão está acusando o presidente Lula de pertencer ao PT?

    Mas os brasileiros já o elegeram sabendo que ele pertence ao PT.

  2. Zbigniew said

    Sinceramente apostar nesta pulha de que o candidato Serra é o melhor para evitar um grande mal ao país é, mais uma vez, e como de costume, apostar num embuste. Onde há qualquer sinal de ameaça à liberdade de imprensa?

    Agora, o que está nas entrelinhas e que não foi dito é o essencial. Estão correndo um risco real de perderem São Paulo para os que eles denominam “facção”. Quer dizer que agora o Estadão passou a criminalizar partidos?

    A denúncia de corrupção no governo tem sim um componente partidário. Isto foi dito pela própria ANJ, ou já se esqueceram da Sra. Judith e da ajudazinha à oposição enfraquecida? O próprio Alberto Dines parece concordar com isto.

    Se um dito observador da imprensa concorda com a partidarização da mesma, como se vivéssemos uma nova época de chumbo, e como se só ela fosse o último bastião da democracia, há que se perguntar: o que o povo acha de tudo isto? A grosso modo, com os 50% de intenção de votos na Dilma e a incômoda estagnação do Serra, ele não está caindo na esparrela.

    Ou será que isto também não é importante e a saída é ir bater às portas dos quartéis para que providências sejam tomadas?

  3. Patriarca da Paciência said

    “Ou será que isto também não é importante e a saída é ir bater às portas dos quartéis para que providências sejam tomadas?”

    Meu caro Zbigniew,

    acho que é aí que mora o perigo. O Serra fez sua palestra no Clube Militar “em sigilo”.

    O Serra já acusou vários jornalistas de pertencerem ao PT.

    O Serra mandou espancar professores.

    O Serra já exigiu a cabeça de vários profisionais que o contrariaram.

    Esse é que é o “bom caráter” do Estadão.

    Se houver uma coisa que o Lula não tem é “baixa tolerância a ser contrariado”, ao contrário do Serra, este sim, já demonstrou vários vezes sua “capacidade de diálogo”, inclusive com damas.

    O Estadão já disse um monte de “inverdades” em seu primeiro editorial político.

  4. […] This post was mentioned on Twitter by Pax and lucsmall, Cristiano Pavini. Cristiano Pavini said: O apoio já era dado, restava apenas formalizá-lo RT @politicAetica Estadão declara apoio a Serra http://bit.ly/b0Yt2E […]

  5. Catatau said

    Nessas horas fico com a tese colocada no Catatau: seletividade jornalística não é jornalismo, de modo que, mesmo tentando retificar a posição apoiando explicitamente Serra, não é um jornal que apóia Serra, mas é um jornalismo que apóia Serra, o que é totalmente diferente e depõe sim contra o jornal.

  6. Patriarca da Paciência said

    Vejam só se não foi manipulação.

    Fizeram o maior auê que o Zé Dirceu havia reclamado do “excesso de liberdade de imprensa”.

    Vejam o que o José Dirceu realmente disse:

    Não resta a menor dúvida que Veja, Folha e Estadão fazem manipulações e espalham mentiras.

  7. Chesterton said

    Catatau e Zé Colmeia- jornalismo é jornalismo, não é o que vocês querem ou acham que deva ser jornalismo.

  8. Chesterton said

    Vi o video, e ele disse e em seguida desdisse, porque viu a cagada que deu.
    Direito de resposta existe e é decidido pela justiça em caso de ataque à honra pessoal.
    Mas o que ele não diz é que existe uma montanha de jornalecos super agressivos onde ele pode xingar quem quiser, e ajustiça nem se dá ao trabalho de verificar por um simples motivo: ninguèm lê aquela josta. Ninguem compra, nem para limpar a bunda, pois a tinta é muito vagabunda e acaba pintando o rabo do pobre coitado de preto.

  9. Chesterton said

    Democracia é exatamente isso, cada um fala o que quer
    Presidente Lula, recuando dos ataques que tem feito à liberdade de imprensa
    (Claudio Humberto)

    Chest- Lula, contrariando o domingo de Catatau e Zé Colmeia.

  10. Chesterton said

    Eis, porém, que, no dizer de José Dirceu, chegou a hora de iniciar nova etapa e colocar em cena o verdadeiro projeto de poder do PT. Lula foi peça-chave na formação da musculatura do partido, agregando-lhe popularidade e quebrando resistências na classe média. Mas Lula não é o PT. Ficou até maior que o PT, segundo Dirceu, mas é apenas uma etapa dessa trajetória.

    Por isso, disse, a eleição de Dilma é mais importante que a de Lula. Dilma é a materialização das propostas de base do partido, sintetizadas no Programa Nacional de Direitos Humanos 3, elaborado na Casa Civil da Presidência ao tempo em que era ministra.

    O PNDH 3 resume as conferências nacionais da militância e estava, em síntese, no primeiro programa de governo de Dilma, registrado no TSE – e depois retirado, face às resistências que provocou, com propostas radicais de controle social da mídia, liberação do aborto e descriminalização das invasões de terra.
    Mas, como declarou Marco Aurélio Garcia naquela oportunidade, as propostas saíram do papel “mas continuam na cabeça”.

    Ocorre que, numa eventual eleição de Dilma, o poder terá que ser ainda compartilhado. A parceria com o PMDB não dá ao PT a necessária autonomia política para implementar o seu programa, cujo teor está longe dos anseios de seus parceiros de chapa eleitoral.

    Se vitorioso, o PT carece de mais uma etapa, que porá lado a lado a fina flor do fisiologismo político e a militância mais aguerrida, sem que haja alguém com liderança e popularidade para arbitrar os inevitáveis choques de interesses. Que começam já na escalação do governo, na divisão do butim estatal, a que ambos acorrem com o furor de tropas de ocupação

    Ruy Fabiano é jornalista

    chest- em suma, com Dilma a fome aumenta…vai faltar pão.

  11. Jorge said

    Pax, o Estadão apoio o Serra desde sempre, não foi resposta a nada que o PT tenha feito. É mais uma tentativa desesperada de levar a eleição para o segundo turno.

    Novidade seria se ele tivesse declarado apoio para Marina Silva.

    Pois é Patriarca, o vídeo do Dirceu demonstra cabalmente como distorceram tudo que ele disse. Ele criticava, justamente, quem era contra a liberdade de imprensa… durma-se com um barulho desses… e o barulho é tanto, que confundiu até mesmo pessoas esclarecidas. O poder da mídia é imenso.

  12. Patriarca da Paciência said

    Jorge,

    o mais estranho de tudo isso é que a única coisa que o Presidente Lula e o PT estão reinvidicando é a recíproca de também poder criticar a “grande imprensa”.

    Mas a tal da “grande imprensa” se declara infalível e sagrada e não permite a mínima crítica! A mínima crítica é “profanação”.

    Viva a liberdade de expressão!

    Inclusive aquela de poder criticar a “grande imprensa”.

  13. Zbigniew said

    Patriarca, eu pensei até em colocar este vídeo aqui num comentário, mas vc se antecipou.

    Como já foi dito, e o Catatau muito apropriadamente confirmou, o jornalismo é que é partidário. E aí morre o jornalismo. Passa a ser proselitismo. Onde fica a isenção? Ou isto não é importante no jornalismo?

    Vivemos um período surreal, onde, na base do vale tudo intelectual, aqueles que respeitam a democracia são acusados de anti-democracia pelo simples fato de criticar a velha mídia. Ao cercearmos o direito de um Presidente ou de quem quer que seja, de criticar a imprensa – repito: sem qualquer movimento no sentido de censura ou ameaça à liberdade de expressão -, não estaríamos matando a democracia sob o argumento de tentar preservá-la? Ou a liberdade de expressão só vale para alguns e para outros não?

    O mesmo vale para a pauta política. Colocar a imprensa no centro de uma discussão é importante e necessário, mormente no período que vivemos. A imprensa, tanto quanto outro poder, pode e deve ser discutida. Não só pelo governo, mas se o governo, juntamente com a sociedade e os próprios meios de comunicação estimularem o debate, é salutar.

    Não se trata aqui de impor limites à liberdade de expressão. Não é isto que está em jogo. Mas sim discutir que espécie de negócios deve envolver o trabalho da mídia, e isto envolve um controle social e um marco regulatório. É claro que quem vê a imprensa como poder, e principalmente como poder político, não vai querer sequer discutir, quanto mais aceitar este tal de “controle social”. Mas isto é um processo que, acredito, inexoravelmente ocorrerá.

  14. Zbigniew said

    O Estadão censura o Presidente por se contrapor à cobertura jornalística e por ter um projeto de poder para o seu partido. Com efeito as duas coisa são legítimas: o jornal por seu direito à livre expressão e opção política. O Presidente pelos mesmos motivos do jornal. O jornal só esquece que todo projeto de poder tem, por trás de si, a dependência de uma chancela da maioria da população. E uma população não é tão facilmente enganada por tanto tempo – a não ser que ela seja forçada a isto.

    O editorial tem sangue nos olhos por motivos óbvios. Acusa o Lula de ser chefe de uma facção e de ter escolhido a Dilma para garantir o “bem-estar da companheirada”. Aliás, é uma linguagem bem peculiar dos blogs histéricos, demonizar o PT e acusá-lo de aparelhamento do Estado.

    Na verdade o editorial é pobre porque enveredou pelo caminho do confronto pura e simplesmente. Mas cumpriu a sua missão: o de mostrar qual a posição do jornal, sem meias palavras. O Estadão foi o primeiro a sair do armário.

  15. Pax said

    Prezados,

    Confesso que estou um tanto preocupado com o noticiário. Acato algumas considerações mas discordo de outras frontalmente.

    Vamos por partes, num primeiro comentário mais rápido.

    Não vejo “a grande mídia” como uma entidade. Vejo veículos. A Folha, o Estadão, o O Globo, a Veja, a Carta Capital, a Isto É, etc, vejo os sites, vejo os blogs, olho o twitter, leio clippings etc etc.

    Não generalizo. Nunca, e vocês que constroem este espaço sabem, adotei o tal PIG. Nem o do lado de lá, o da Imprensa Golpista, nem o do lado de cá, o da Imprensa Governista. Seria dar ouvidos a histéricos, como chamo. Alguns que respeito adotaram o tal discurso. Me permito ficar fora dessa.

    Vejo imprensa boa e imprensa ruim. Até mesmo dentro de alguns veículos há coisas boas e coisas ruim. Há grandes jornalistas, grandes analistas políticos e gente que não merece o título que tem.

    E aqui vou me posicionar contrário a vários amigos: eu acho que esta história toda recente, esta briga com a imprensa, se intensificou mesmo porque a imprensa cumpriu seu papel. Apontou problemas no governo que deveria apontar. Se quisermos podemos discutir ad nauseam se fizeram isto bem feito ou não, tendenciosamente ou não, mas fatos são fatos e se não houvesse a imprensa eu não saberia que o Israel Guerra fodeu com o PT e fez isto muito bem feito, ao que tudo indica.

    E por conta de um, segundo noticiário, moleque de 25 anos e outros parentes da Erenice, o PT perdeu as estribeiras com a imprensa, bem no final da campanha que tinha tudo para terminar calmamente com uma vitória acachapante de Dilma no primeiro turno.

    Simples assim. No estado de nervosismo da campanha, nem Lula aguentou quando destamparam uma enorme cagada que o noticiário publicou. Seria a primeira? A última? Claro que não. Seria exclusividade do PT? Também, claro que não, achar que todos são vestais é uma idiotice igual.

    Mas a reação do PT chega de uma forma esquisita por demais. Algo como: “olha, vocês podem apontar corrupção que existe mesmo, mas se apontarem as nossas nós vamos declarar guerra à imprensa golpista”.

    Ora, convenhamos, era tudo que não deveria fazer.

    Aponta aqui e ali algumas barbaridades de uma ou outra notícia, faz escarcéu em cima, tudo bem, tudo dentro dos conformes, tudo dentro do jogo.

    Comprar briga com a imprensa livre, seja ela propriedade de quem for, para mim, é uma tremanda de uma burrice sem tamanho. Que aguentem as consequências como a deste post, a do editorial da Folha de hoje que não tenho acesso porque não assino e o que vier mais pela frente.

    E, cá pra nós, a imprensa oficial que era boa, piorou um bocado. Bocado não, detonaram geral. A Agência Brasil de hoje é um lixo que nem uso mais quase como fonte de tanto que detonaram. Querem um único exemplo do que sustenta o que falo? Nem mesmo a categoria corrupção que existia no site, tem mais. Ou seja, se for olhar pelo órgão oficial, este blog deixa de existir. Isto seria normal? Ignorar a corrupção porque a imprensa oficial a omite?

    Me incluam fora dessa.

  16. Zbigniew said

    Pax,a minha impressão, sem nenhum desmerecimento à sua pessoa, é que tu estás fazendo uma certa confusão.
    O Lula está usando de uma estratégia política para tentar anular outra estratégia política.

    Aqui estamos perdendo tempo discutindo se a imprensa deve ou não apontar a corrupção no governo. Claro que deve! Até o governo sabe disto. Qualquer um sabe!

    Mas qualquer um sabe também que os brios éticos dos jornalões ficam mais sensíveis em época de eleições e dependendo de quem está no poder. Isto é fato! A ANJ, o Instituto Millenium, o Observatório da Imprensa, todos sabem e concordam que a velha mídia brasileira é partidarizada.

    O que o Lula fez foi atrair para si, no alto dos seus mais de 90% de aprovação, a iniciativa do confronto político com a imprensa. Com a imprensa partidarizada. Especificamente a paulista. E sabe por que? Porque isto cria um fato político especificamente naquela região. E, ao contrário do que você diz, acredito que o prejuízo será maior para o candidato do PSDB.

    Normalmente o eleitor se alinha com quem está sozinho, apanhando de gente poderosa. Com o aumento do tom nos editoriais do Estadão e, provavelmente de outros órgãos, era o que o Lula queria. Tenha certeza que ele vai deixar os caras falando sozinhos. E olhe que não estou falando do povão, que não lê estes jornalões. Eu estou falando é de parte da classe média que vê com desconfiança este meios de comunicação. No resto de país isto não vai, nem vem. Certamente o caso Erenice teve seu efeito, mas muito pequeno para mudar o quadro eleitoral. Foquemos em São Paulo.

  17. O Estadão tem todo o direito de se posicionar a favor desse ou daquele candidato. Não há problema nenhum nisso. Os editoriais existem justamente para traduzirem a opinião de cada veículo.

    É muito diferente, por exemplo, do presidente da República usar e abusar da máquina pública para interferir nas eleições. Ou então sair da sua posiçõa de representante de TODO o povo brasileiro e sugerir coisas como a extinção de um partido ou o controle da imprensa.

  18. Chesterton said

    Da imprensa livre sempre foi cobrado isenção por parte de politicos governistas. Ora, isenção é julgar 2 pessoas honestas de modo igual (ou 2 desonestas), não julgar igual uma pessoa honesta e outra desonesta.
    A obrigação de todo e qualquer jornalista é dizer: isso é crime, isso não é, isso pode e isso não pode. Isenção não é acobertar crimes eleitorais e contra o erário público.

  19. Chesterton said

    Renato Santana, o pessoal petista daqui não está (ainda? será que um dia vai estar?) para compreender o mundo. Eles ainda tem dificuldade em discernir coisas contrastantes ( o Pax tinha medinho de sr acusado de julgador, parece que está acordando).

  20. Chesterton said

    Sou catarinense desde criancinha

    O candidato catarinense a senador pelo PT, Claudio Vignatti, acaba de botar um comercial no ar onde uma mão cola o adesivo da sua campanha acima do adesivo de Luiz Henrique, candidato ao senado pelo PMDB e que lidera as pesquisas. E mostra o candidato a governador do DEM, Raimundo Colombo, que lidera as pesquisas com o triplo de votos válidos que Ideli Salvatti, a candidata petista. Isto acontece uma semana depois que Lula, em Santa Catarina, declarou que o país deveria “expelir” o DEM da política nacional, atacando a família Bornhausen e o ex-governador Luiz Henrique. A partir daí, o DEM só cresceu e deve levar o governo do estado em primeiro turno. Garoto esperto, Claudio Vignatti cola no DEM e no PMDB para tentar levar a segunda vaga ao senado. E, para isso, “expele” Ideli Salvatti, a candidata petista, a quem quer substituir no Senado.

  21. Chesterton said

    Todo poder tem limites.

    Os altos índices de aprovação popular do presidente Lula não são fortuitos. Refletem o ambiente internacional favorável aos países em desenvolvimento, apesar da crise que atinge o mundo desenvolvido. Refletem,em especial, os acertos do atual chefe do Estado.
    Lula teve o discernimento de manter a política econômica sensata de seu antecessor. Seu governo conduziu à retomada do crescimento e ampliou uma antes incipiente política de transferências de renda aos estratos sociais mais carentes.A desigualdade social, ainda imensa, começa a se reduzir. Ninguém lhe contesta seriamente esses méritos.
    Nem por isso seu governo pode julgar-se acima de críticas.O direito de inquirir,duvidar e divergir da autoridade pública é o cerne da democracia, que não se resume apenas à preponderância da vontade da maioria.
    Vai longe, aliás, o tempo em que não se respeitavam maiorias no Brasil. As eleições são livres e diretas, as apurações, confiáveis -e ninguém questiona que o vencedor toma posse e governa.
    Se existe risco à vista, é de enfraquecimento do sistema de freios e contrapesos que protege as liberdades públicas e o direito ao dissenso quando se formam ondas eleitorais avassaladoras, ainda que passageiras. Nesses períodos, é a imprensa independente quem emite o primeiro alarme, não sendo outro o motivo do nervosismo presidencial em relação a jornais e revistas nesta altura da campanha eleitoral.
    Pois foi a imprensa quem revelou ao país que uma agência da Receita Federal plantada no berço político do PT, no ABC paulista, fora convertida em órgão de espionagem clandestina contra adversários.
    Foi a imprensa quem mostrou que o principal gabinete do governo, a assessoria imediata de Lula e de sua candidata Dilma Rousseff, estava minado por espantosa infiltração de interesses particulares. É de calcular o grau de desleixo para com o dinheiro e os direitos do contribuinte ao longo da vasta extensão do Estado federal.
    Esta Folha procura manter uma orientação de independência, pluralidade e apartidarismo editoriais, o que redunda em questionamentos incisivos durante períodos de polarização eleitoral.
    Quem acompanha a trajetória do jornal sabe o quanto essa mesma orientação foi incômoda ao governo tucano. Basta lembrar que Fernando Henrique Cardoso,na entrevista em que se despediu da Presidência, acusou a Folha de haver tentado insuflar seu impeachment.
    Lula e a candidata oficial têm-se limitado até aqui a vituperar a imprensa, exercendo seu próprio direito à livre expressão, embora em termos incompatíveis com a serenidade requerida no exercício do cargo que pretendem intercambiar.
    Fiquem ambos advertidos, porém, de que tais bravatas somente redobram a confiança na utilidade pública do jornalismo livre. Fiquem advertidos de que tentativas de controle da imprensa serão repudiadas -e qualquer governo terá de violar cláusulas pétreas da Constituição na aventura temerária de implantá-lo.

    editorial FSP

  22. Patriarca da Paciência said

    Luis Fernando Verissimo

    De hoje à data da eleição teremos dez (hoje apenas 05) dias de manchetes nos jornais e duas edições da Veja. Não sei até quando podem ser publicadas as pesquisas sobre intenção de voto, mas até a última publicação – aquela que, segundo os céticos, é a mais confiável, pois é a que garante a credibilidade e o futuro dos pesquisadores – veremos uma corrida emocionante: o noticiário perseguindo os índices da Dilma para tentar derrubá-los antes da chegada, no dia 3. O prêmio, se conseguirem, será um segundo turno. Se não conseguirem a única dúvida que restará será: se diz a presidente ou a presidenta?

    Até agora as notícias de corrupção na Casa Civil não afetaram os índices da Dilma. Estou escrevendo na terça [23/9], talvez as últimas pesquisas mostrem um efeito retardado. Mas ainda faltam dez dias de manchetes e duas edições da Veja, quem sabe o que virá por aí? O governo Lula tem um bom retrospecto em sua competição com o noticiário. A popularidade do Lula não só resistiu a tudo, inclusive às mancadas e aos impropérios do próprio Lula, como cresceu com os oito anos de denúncias e noticiário negativo. Desde UDN x Getulio nenhum presidente brasileiro foi tão atacado e denunciado quanto Lula. Desde sempre, nenhum presidente brasileiro acabou seu mandato tão bem cotado.

    Acrescente-se ao paradoxo o fato de que o eleitorado brasileiro é tradicionalmente, às vezes simplisticamente, moralista. Elegeu Jânio para varrer a sujeira do governo Juscelino, elegeu Collor para acabar com os marajás, aplaudiu a queda do Collor por corrupção presumida e houve até quem pedisse o impedimento do Itamar por proximidade temerária com calcinha transparente. Mas o moralismo tornou-se politicamente irrelevante com Lula e, por tabela, para os índices da Dilma. É improvável que volte a ser decisivo em dez dias. Mas nunca se sabe. O que talvez precise ser revisado, depois dos oito anos do Lula e depois destas eleições, quando a poeira baixar, seja o conceito da imprensa como formadora de opiniões.

    Mas a corrida dos dez dias começa hoje e seu resultado ninguém pode prever com certeza. Virá alguma bomba de fragmentação de última hora ou tudo que poderia explodir já explodiu? O que prevalecerá no final, os índices inalterados da Dilma ou o noticiário? Faça a sua aposta.

  23. Patriarca da Paciência said

    Renato Santana,

    na sua opinião o presidente tem a obrigação de aceitar as manipulações mais grosseiras, (basta ver as declarações do José Dirceu e aquilo que os jornais publicaram) as palavras mais chulas (óia de Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi) e não tem o direito de fazer sequer uma crítica!

    Ou seja, a tal de “grande imprensa” é sagrada e criticá-la é “profanação”.

    A verdade mesmo é que os coronéis da mídia brasileira ainda vivem na Idade Média.

    Nós queremos é um Renascimento para a mídia brasileira!

    Total liberdade de expressão!

  24. Chesterton said

    De repente, sem que ninguém vislumbrasse o porquê, o presidente Dom Luiz Inácio mudou completamente o discurso e passou a afagar a imprensa. A mesma que ele enxovalhava 24 horas antes. Não vivemos no melhor dos mundos, é verdade.

    Mas neste país dominado basicamente por analfabetos e ladrões, ainda existe parte formal do Estado a funcionar e uma imprensa investigativa a exibir sua melhor performance. Nem queiramos imaginar a imprensa e o Ministério Público amordaçados, como muitas vezes Dom Luiz Inácio e acobertados têm defendido.

    O problema, como está mais do que claro e explícito, nos esquemas e ladroagem no Palácio do Planalto (leia-se Casa Civil), é que o presidente “traído” e que jamais sabe de coisa alguma parece ter receio de que sejam descobertos todos os rolos que ali jazem debaixo de tapetes e escondidos em tapeçarias, caso haja mudança de guarda.

    Num pequeno espaço de dias e horas, depois que sua excelência deu meia volta volver, eis que a Folha de S. Paulo (em matéria assinada por Rubens Valente, Fernanda Odilla e Andreza Matais), revelou até mesmo contas no exterior, em Hong Kong, para onde seriam destinados valores extorsivos cobrados por quadrilha palaciana.

    Publicada na Folha de S. Paulo do domingo (26), a reportagem seria capaz de causar a prisão e o impeachment do presidente, se a oposição brasileira não fosse tão comprometida e acanalhada. Uma oposição que se pretende firmar no discurso de FHC, o qual desmoralizou o país por oito anos (1995-2003), não tem como ser levada a sério!

    Dom Luiz Inácio já deveria ter caído há séculos sem fim. No escândalo do mensalão, no dos cartões corporativos (criados por FHC), e nos desmandos sem fim. Como não cairá, afunda-se o Brasil de desesperançados a servir de referência mundial a indizíveis descalabros.

    Quem não se lembra da CPI dos cartões corporativos, quando se levantou a farra monumental que até hoje persiste, jogando no domínio de “autoridades” sem pudor os recursos financeiros destinados à Saúde, Educação e Segurança? E o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), convenientemente esquecido? Tenham dó!

    A frustração causada pelo STF, numa prova de incompetência monumental, jogando por terra as ilusões dos que ainda tentam acreditar na possibilidade de Brasil melhor, coloca as instituições em alarmante sintonia: num ritmo de ineficiência que com clareza se detecta em todos os órgãos.

    O que mais assusta é perceber que o próximo Congresso Nacional deverá ser muito pior do que o atual. Como se isso ainda fosse possível! E nem adianta procurar culpa em gatos pingados e isolados, porque nossa derrocada é fruto de trabalho organizado e coletivo.

    Ruína alicerçada em modelo permanentemente condenado e combatido, mas fortalecido na insensatez dos que se locupletam nas arcas públicas há séculos sem fim! Como não existe punição a culpados, desde que estejam acima de cinco salários, o desmonte é geral e a gatunagem estimulada, pois permitida.

    Depois de tudo isso, é hipocrisia pretender a remoção de quadros de Gil Vicente (29ª Bienal de São Paulo), por conta de série que apresenta sob o título de “inimigos”. Até porque o artista não se prende tão somente aos que identifica como carrascos nacionais. Sua abordagem é mais ampla e contempla, inclusive, a figura do papa!

    Vivemos num mundo de loucos, em que “nada é sólido e tudo se dissolve no ar”, planejando elaboradas maldades com o fito de tornar mais cruel a vida de nosso semelhante. Que pelo menos encontremos meios de rir de nossas próprias desgraças, os sem sorte (como nós), nascidos num país onde o desrespeito é a maior característica.

    Márcio Accioly é Jornalista.

  25. Patriarca da Paciência said

    “O que talvez precise ser revisado, depois dos oito anos do Lula e depois destas eleições, quando a poeira baixar, seja o conceito da imprensa como formadora de opiniões.”

    O que os velhos coronéis da mídia não suportam é isto, o fato de que por muitos anos se iludiram que povo é bobo, faz apenas aquilo que eles mandaam e… de repente.. o sonho acabou.

    Velhos coronéis da mídia, agora vocês vão ter que rebolar para reconquistar a opinião pública.

  26. Patriarca da Paciência said

    “Mas neste país dominado basicamente por analfabetos e ladrões, ainda existe parte formal do Estado a funcionar e uma imprensa investigativa a exibir sua melhor performance. Nem queiramos imaginar a imprensa e o Ministério Público amordaçados, como muitas vezes Dom Luiz Inácio e acobertados têm defendido.”

    Principalmente a jornalista que escreveu estas barbaridades. Para mim é uma analfabeta e bandida da pior espécie.

  27. Chesterton said

    Zé Colmeia, a realidade existe indepente da sua opinião.

  28. Chesterton said

    PT agora quer
    Dilma reatando
    com o ex-marido
    (CH- segundo o Pax não confiável)
    Assessores de Dilma Rousseff (PT) procuram um jeito de aconselhar a candidata a reatar seu relacionamento com o ex-marido Carlos Franklin Paixão de Araujo, pai de sua filha única, Paula, e companheiro dela nos anos de chumbo. A idéia seria oficializar a união logo após as eleições. Tiveram a ideia após perceberem que ela mantém grande admiração pelo ex-marido. Hoje aos 72 anos, ele sofre de enfisema pulmonar.
    Dilma se livraria da solidão, que no governo se agrava, ao lado de alguém confiável, discreto, e seu confidente. Perfeito “primeiro-damo”.
    O “plano” tem um problema: o ex-marido de Dilma, que vive em Porto Alegre, tem namorada, Ana Meira, arquiteta que dirige o Iphan no Sul.
    Carlos Franklin teria de trocar seu velho casarão à beira do rio Guaíba pelo Palácio da Alvorada, situado às margens do Lago Paranoá.
    Assessores desconversam, mas tentam se meter na privacidade de Dilma temendo que prosperem fofocas sobre sua vida pessoal.

    chest- que fofoca é essa que eu não sei?

  29. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, animal irracional, a realidade existe e parece ser muito dura para você e para os velhos coronéis da velha mídia, os quais agora vão ter que rebolar para reconquistar a opinião pública.

  30. Patriarca da Paciência said

    Folha online 26/09/2010

    As promessas do José Serra:

    “Essas auditorias apontam problemas nas áreas de saúde, distribuição de medicamentos, habitação popular, expansão da oferta de transporte de massa, saneamento e política de esporte nas escolas, entre outras.

    Todas essas áreas incluem propostas centrais do candidato José Serra, divulgadas tanto em seu programa de TV como no seu site oficial e em entrevistas e debates.

    Na saúde, área da qual foi ministro no governo Fernando Henrique Cardoso, a gestão de Serra é cobrada por ignorar os planejamentos anuais definidos pela Secretaria da Saúde na definição de investimentos. Apesar de algumas metas terem sido superadas, o TCE diz que há “ausência de garantias quanto a critério, planejamento e racionalidade”.

    Também foram verificados problemas em obras realizadas pelo Estado, como valor contratado acima do orçado e obras entregues já com infiltrações e rachaduras. Agora, uma das principais propostas de Serra é construir 154 ambulatórios médicos de especialidades.

    Ainda na área da saúde, Serra promete distribuição de “cestas de medicamentos” gratuitas. O TCE, contudo, afirma que, como governador, ele não cumpriu a destinação de valores mínimos determinados por normas para um programa semelhante e reduziu a verba disponível para a ação.

    Nessa área, o órgão descobriu que o governo paga mais por medicamentos do que outras instituições e recomenda que a “pactuação de preços deveria ser revista”.

    Outra promessa do presidenciável Serra é “garantir a oferta de moradia popular de qualidade”, com imóveis “bem acabados”. Quando governador, casas e apartamentos entregues a partir de sua posse, em 2007, apresentam uma série de problemas, segundo fiscalização do TCE.

    Na região metropolitana de São Paulo, 62% dos moradores consultados pelos auditores disseram sofrer com vazamentos e infiltrações.

    No interior, onde prevalecem casas, a maior reclamação (38% dos entrevistados) foi em relação a goteiras.

    Além disso, o governo entregou, em 2009, menos de 40% da meta prevista para aquele ano. Um dos motivos alegados pelo governo à época foram as chuvas no segundo semestre.

    Outra meta não cumprida foi em relação à expansão de vagas no ensino técnico. O número de vagas criadas naquele ano não chegou à metade do programado, apesar de toda a verba disponibilizada ter sido executada.

    A política é bandeira de Serra, que prevê criar 1 milhão de vagas em todo o país, uma das principais promessas do candidato do PSDB.

    Na área de saneamento, os auditores fizeram duas inspeções em uma série de “piscinões” (reservatórios para evitar enchentes). Uma em 2008, outra em 2009. Segundo os técnicos, houve uma “pequena melhora” com relação à limpeza, mas o assoreamento chegou a piorar. ”

    Será que a Folha, finalmente, resolveu publicar a versão dos dois lados?

  31. Chesterton said

    Zé Colmeia, e lá estou eu preocupado com a opinião pública? Desde o começlo faço questão de lutar contra ela. O dia que a opinião pública estiver a meu favor vou pensar seriamente no que de errado eu fiz.

  32. Zbigniew said

    O “direito” do Estadão de agir como um partido político. O negócio funciona da seguinte maneira:

    Na internet.

    FHC admite vitória de Dilma, mas prevê desenvolvimento mais lento Em entrevista ao ‘Financial Times’, ex-presidente diz que ‘Lula surfou na onda’ das reformas de seu governo 25 de setembro de 2010 | 14h 52

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,fhc-admite-vitoria-de-dilma-mas-preve-desenvolvimento-mais-lento,615226,0.htm

    No jornal impresso.

    FHC prevê progresso mais lento se petista vencer 26 de setembro de 2010 | 0h 00

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100926/not_imp615479,0.php

    Pelo menos na internet eles têm que dar o braço a torcer.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/estadao-sonega-informacoes-no-impresso#more

  33. Catatau said

    Chester: “Democracia é exatamente isso, cada um fala o que quer
    Presidente Lula, recuando dos ataques que tem feito à liberdade de imprensa
    (Claudio Humberto)

    Chest- Lula, contrariando o domingo de Catatau e Zé Colmeia.”

    Catatau: meu caro Chester cheio de peito, sei que você gosta de mim, rsss

    Mas aí que está: um jornal não diz o que quer; ele manifesta o que quer, mas diz o que deve ser dito. Basta ler o editorial acima para ver que ele faz o contrário: só agora o jornal diz o que quer, mas isso ainda omitindo o que deve ser dito.

    O que deve ser dito, isto é, o que significa jornalismo: publicidade dentro de uma república democrática de direito. Isto é, tornar públicas TODAS as informações importantes aos cidadãos, avaliar seus efeitos e ser consequente para com eles.

    Quando um órgão de imprensa estrategicamente enfatiza certas informações e não outras, quando dá destaque a certas coisas e ignora outras, não é jornalismo que está em jogo. Um jornal deve ASSUMIR sua posição (coisa que por exemplo o Estadão só agora fez), mas não se nega a fazer jornalismo, mesmo que o jornalismo implique a rever a posição assumida e mudar de posição.

    O que o Estadão e outros órgãos fazem não é jornalismo, mas gestão de informações, estrategicamente vinculadas a interesses. É um chute no jornalismo e no debate público, tornando-se apenas um órgão estratégico, quer queira, quer não

    Para refutar isso não adianta dizer que Lula isso Lula aquilo. Isso perde o crédito porque o jornal não fez a lição de casa, isto é, ele enfatiza as alusões ao PT e vela ou desenfatiza as alusões ao PSDB. O problema não é Lula, mas sim ser só o Lula ;)

  34. Zbigniew said

    Patriarca, e a nota da assessoria da campanha do Serra em relação a uma reportagem da FSP na busca desesperada pela isenção. Como disse o Tijolaço: “(…) Hoje, o jornal publica uma matéria sobre as “ressalvas” que o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo teria aposto à gestão de Serra à frente do governo paulista. É claro que, como você pode ver comparando o destaque dado a ela na primeira página ao que foram “cavar” das contas de Dilma de mais de 15 anos atrás, na Secretaria de Energia do RS,(…)” (http://www.tijolaco.com/27460). O Lula pautou ou não a velha mídia? Eis a nota:

    “A assessoria afirma ainda que a publicação da reportagem tem “o único objetivo de demonstrar uma aparência de isenção em razão de outra [reportagem]“.
    A nota refere-se a reportagem, publicada pela Folha na última segunda-feira, que mostra irregularidades apontadas pelo TCE do Rio Grande do Sul em gestões da candidata Dilma Rousseff (PT) enquanto secretária do governo gaúcho, nos anos 90.
    A assessoria também afirma que a Folha usou “documentos preliminares referentes a auditorias regulares de um único ano, para construir um falso equilíbrio entre candidaturas presidenciais diametralmente opostas em seus valores e crenças”

    Tão pensando que credibilidade se recupera assim, de uma hora para outra.

  35. Chesterton said

    Catatau: meu caro Chester cheio de peito, sei que você gosta de mim, rsss
    chest- claro.

    Mas aí que está: um jornal não diz o que quer; ele manifesta o que quer, mas diz o que deve ser dito. Basta ler o editorial acima para ver que ele faz o contrário: só agora o jornal diz o que quer, mas isso ainda omitindo o que deve ser dito.

    chest- quem decide isso é o dono do jornal, não você ou Lula, ou o PT.

    O que deve ser dito, isto é, o que significa jornalismo: publicidade dentro de uma república democrática de direito. Isto é, tornar públicas TODAS as informações importantes aos cidadãos, avaliar seus efeitos e ser consequente para com eles.

    chest- não, isso é obrigação dos chefes de estado. Jornais nem tem como publicar TODAS informações. Há sempre um crivo, uma navalha, algo separando o joio do trigo. Por isso devemos ter vários jornais. Vários crivos.

    Quando um órgão de imprensa estrategicamente enfatiza certas informações e não outras, quando dá destaque a certas coisas e ignora outras, não é jornalismo que está em jogo.

    chest- se ele fizer isso sem impedir que outros jornais façam o mesmo, no problemo.

    Um jornal deve ASSUMIR sua posição (coisa que por exemplo o Estadão só agora fez), mas não se nega a fazer jornalismo, mesmo que o jornalismo implique a rever a posição assumida e mudar de posição.

    chest- um jornal assume a posição no editorial.

    O que o Estadão e outros órgãos fazem não é jornalismo, mas gestão de informações, estrategicamente vinculadas a interesses. É um chute no jornalismo e no debate público, tornando-se apenas um órgão estratégico, quer queira, quer não

    chest- a vida é uma troca de interesses, mas há os honesto e os interesses desonestos. Quem tenta impor pensamento único, ou tenta censurar um veículo, é desonesto. O Estadão faz o papel dele, que outros jornais façam o mesmo e defendam suas opiniões.

    Para refutar isso não adianta dizer que Lula isso Lula aquilo. Isso perde o crédito porque o jornal não fez a lição de casa, isto é, ele enfatiza as alusões ao PT e vela ou desenfatiza as alusões ao PSDB. O problema não é Lula, mas sim ser só o Lula

    chest= Lula tenta cercar quem não o elogia, logo é o elemento desonesto na questão. Já viu o PSDB sugerir cassar a Carta Capital?

  36. Chesterton said

    O que vocês quererm é uma imparcialidade cretina que coloca em pé de igualdade aqueles cidadãos comprometidos com a democracia e a liberdade de imprensa com aqueles que desejam destruí-la.

    chest copiado de Aluizio Amorim

  37. Patriarca da Paciência said

    chest- quem decide isso é o dono do jornal, não você ou Lula, ou o PT.

    Ou seja, quem decide o que é certo ou errado é o dono do jornal.

    Meu caro Catatau,

    o Chester é mesmo um animal irracional!

  38. Patriarca da Paciência said

    Comentário 33,

    Parabéns mestre Catatau,

    Simplesmente irretocável.

    Meu caro Zbigniew,

    Pelo menos parece que a “fôia” já está tomando algum simancol.

    Já é alguma coisa!

  39. Chesterton said

    Não, Zé Colmeia, o dono do jornal decide que noticia vai ao ar. O dono da Carta capital só pode isso, não pode decidir o que é certo ou errado (ainda mais em política). Por isso a necessidade de existirem vários jornais, que representam o amplo expectro de opiniões de um país.
    Lula quer uma imprensa una. Parece que o PT todo quer uma imprensa una. Quer calar quem discorda.
    ISSO NÂO È LIBERDADE DE EXPRESSÂO.

    O PT quer decidir o que o Estadão e a Veja publicam. Porque os jornais que eles patrocinam (com dinheiro público) não vendem o suficiente para se manterem de portas abertas. Petista não compra revista nem jornal, logo, o PT quer interferir na linha editorial de veículos que vendem (para anti-petistas) , isto é, o PT quer “convencer ” o eleitorado anti-petista que eles são umas florzinhas bem-intencionadas.

  40. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    por esse raciocínio, você acha que o Lula deve fazer simplesmente o que ele bem quiser, o que não concordo de jeito nenhum.

    Você vive mesmo em outro planeta.

  41. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    a Diana, Princesa de Gales, nunca falou uma só frase inteligente, em toda a sua vida, já o príncipe Charles, apesar de ser um obtusão, falou uma frase inteligentíssima!

    – O homem é um ser tão dependente que, até para ser corno, necessita de uma mulher!

    Vivemos cercados de obrigações: familiares, morais, sociais, jurídicas, éticas, tributárias, etc. etc. etc.

  42. Chesterton said

    Lula é presidente da República, não jornalista nem dono de jornal.
    caramba, Zé Colmeia, pensa um pouco antes de es crever besteira.

  43. Chesterton said

    Vivemos cercados de obrigações: familiares, morais, sociais, jurídicas, éticas, tributárias, etc. etc. etc.

    chest- e quais as obrigações dos jornais que ferem essa sua afirmação?
    Aliás, porque você acha que o Estadão tem obrigações que Carta capital e A Hora do Povo não tem?

  44. Chesterton said

    excrevi expectro com x por excrexenxia, é espectro.

  45. Catatau said

    Enfim, já virou um cata-milho do que o outro disse.

    Só o Chester lançou duas idéias importantes e que depoem contra quem ele defende: crivo jornalístico e variabilidade de opiniões.

    E foi mal intencionado ao ler algumas coisas, por exemplo colocar aquela interpretação do sentido do “tudo” o que um jornal deve ler.

    Qual é o crivo jornalístico? É óbvio, evidente que qualquer democracia tem jornais com diferentes posições (o Brasil tem isso, mas os jornais predominantes NÃO EXPLICITAM isso e só explicitam dentro de um jogo de conveniências), contraditórias entre si (o Brasil tem isso), fomentando discussão (o Brasil tem isso de direito, mas não sei se tem de fato). Isso se apoia no outro pressuposto: variabiidade de opiniões (o Brasil tem isso), que também evoca outra idéia: IGUALDADE de efeitos das opiniões (absolutamente o Brasil NÃO TEM isso).

    Mas o que reúne os diferentes crivos dos jornais em uma democracia? PUBLICIDADE, cidadania e outras palavrinhas coextensivas a “democracia”. Nesse sentido um jornal deve dizer “tudo” e não parte; nesse sentido deve explicitar suas posições e manter seu jornalismo isento delas, pois elas podem mudar caso se comprovem parciais e setorizadas.

    Não importa, se vivemos em um país no qual alguns grupos dominam esmagadoramente o acesso e a difusão da informação, gerindo mais ou menos o que deve ser mostrado, NÃO TEMOS uma democracia de fato, embora tudo diga que temos de direito.

    Daí não haver necessidade de “extirpar” a Carta Capital. Se o jornalismo fosse democrático, seria no mínimo interessante por exemplo notar que a maior violação de sigilo existente foi, por ironia do destino, feita pela filha do Serra. E não sou eu quem o diz ou comprova. O que é pior é que isso é público embora não difundido pela grande mídia. Se ninguém solicitou a retirada, está lá no archive.org: a decidir.com com um banco de dados de milhões de CPF´s, disponíveis para propósitos privados.

    É incrível, colega Chester: você não veria nesse caso de acentuação de visibilidade à quebra do sigilo de Veronica Serra, e velação dos motivos pelos quais seus adversários se interessariam em uma pobre mãe de família, como diz Serra, um caso patente nesse tipo de prática não-jornalística do Brasil?

    Parece prova mais do que necessária e suficiente de que algo não vai bem…

  46. Chesterton said

    IGUALDADE de efeitos das opiniões (absolutamente o Brasil NÃO TEM isso).

    chest- ninguem tem isso, nem é possivel demandar isso. Aliás, é difícil, diria até impossível, medir isso.

    Parece prova mais do que necessária e suficiente de que algo não vai bem…

    chest- o que não vai bem é esse tipo de raciossímio.

    IGUALDADE DE EFEITO DE OPINIÕES….

    que porra é essa? O que voc~e quer, controlar o efeito da informação em cada indivíduo? Uma monstruosidade, sem dúvida.

  47. Alexandre Coelho said

    Que lixo este jornal!!!
    E toda a oposição Brasileira Serra, FHC, DEM, Bornhausen, Arthur Virgilio, Alvaro Dias, PSDB…
    Vamos conseguir eleger Dilma em 1º turno e em 2014 a Dilma será vice de Lula e não vamos precisar de coligações que comprometam o crescimento econômico e social do Brasil.
    Em 2014 teremos chapa puro sangue.
    Viva o Brasil e a verdadeira população Brasileira.

  48. Chesterton said

    Igualdade de Efeito de Opiniões é o sonho molhado de todo igualitarista por certo. Nem os socialistas, que defendem igualdade de oportunidades e compensações estatais para sujeitos que fazem más escolhas, chegam aos pés desse sonho.
    Levado a cabo, isso elimina a meritocracia por completo, as escolas em vez de estimular o aprendizado tratariam de nivelar no chão os alunos. Não teríamos nem jogos de futebol, ou eles por decreto terminariam sempre em empate. Imaginem só, 40 minutos do segundo tempo, Flu 3x 1 Flamengo, o juiz pararia o jogo e o Flamengo cobraria penalties até fazer 2 gols, para o jogo terminar empatado. Claro, assim, as manchetes do dia seguinte nos jornais teriam o mesmo efeito em flamenguistas e tricolores.
    Nem Pavlov, com se reflexo condicionado conseguiu isso em ratos. A experiência em humanos seria realmente muito interessante.

  49. Chesterton said

    GOVERNO DE CORNOS
    O presidente Lula é o sujeito mais enganado do mundo. Ou o que mais se engana. Ou se acha capaz de enganar todo mundo. Já se declarou uma “metamorfose ambulante” para justificar suas constantes mutações. Agora mesmo passou de um ponto a outro, de acusar a mídia de tentativa de golpismo a tratá-la como a coisa mais importante do mundo.

    Ele, que apregoava que a “velha mídia” não tem mais impor tância na relação com os cidadãos, admitiu, sempre nos palanques, que sua disputa com a imprensa é em busca de elogios, que fica de ego inflado quando é elogiado.

    Menos, presidente, menos.

    Mais do mesmo, apenas a repetição de uma tática de morde e assopra em que ele é mestre. Pelo mais recente relato da crise na Casa Civil, repete-se o mesmo roteiro, que leva a crer que, ou o presidente não sabe escolher seus assessores — o que coloca uma dúvida sobre a escolha de Dilma como sua candidata —, ou não consegue controlar sua equipe.

    E tampouco Dilma consegue.

    Merval Pereira.

  50. Catatau said

    Pois é Chester, com esses teus raciocínios galináceos não dá nem para chegar perto da emotividade dos símios.

    Leia tua Veja que você ganha mais, e não precisa dizer que para você você ganha mesmo que não tenho nenhuma dúvida.

    Sem um plano comum de discussão não há discussão, é simples. Não por acaso tua discussão permanece em plano etológico :o)

  51. Chesterton said

    Não foge explica essa “IGUALDADE DE EFEITO DE OPINIÕES”.

  52. Eduardo said

    Sem dúvida, todos estamos preocupados com o assunto imprensa, mas sobretudo com aqueles que lêem, ouvem e consomem o produto da imprensa, porque tem faltado discernimento como nunca na história desse país.

    Diz-se “Veja faz a ilação, Folha e Estadão repercutem, telejornais repercutem…” e fica claramente comprovado que os ataques não são sem sentido, na verdade vão todos se confirmando um a um.

    Impressiona o quanto estamos anestesiados com o péssimo governo atual, anestesiados pela valorização do real, investimento externo, emissão acelerada de títulos públicos e consequente endividamento interno. Como exigir que eleitores sejam capazes de votar pelo país? Seria o mesmo que exigir que os governantes governassem pela população e pelos interesses do país.

    Tiririca, Lula, Dilma, Maluf, Roriz, Zeca do PT, etc…quando nossas instituições estão permeadas de corruptos inseridos nelas pelo próprio governo não há mais ninguém que os impeça de perpetuar as barbaridades do voto imoral e descrente, exceto a imprensa, então melhor calá-la, afinal não queremos ver que “o rei está nú” ou melhor que todos nós eleitores estamos nús de moral, consciência e discernimento.

  53. Chesterton said

    A revista IstoÉ desta semana publica reportagem de Hugo Marques revelando que documento em poder da Procuradoria-Geral da República aponta indícios de lavagem de dinheiro no caso do desvio de R$ 169 milhões da Telebrás, envolvendo o candidato do PMDB ao governo de Minas, Hélio Costa. O ex-ministro das Comunicações do governo Lula, segundo a revista, é investigado por causa de um acordo que, segundo a Advocacia-Geral da União, provocou um prejuízo de R$ 169 milhões na Telebrás, e agora é apontado como suspeito de participar de um esquema de lavagem de dinheiro. Os indícios que o comprometem estão em um relatório elaborado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, e entregue ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Trata-se da resposta a uma consulta feita pelo procurador Marinus Marsicus. Ele está apurando o suposto desvio da Telebrás e pediu que o Coaf investigasse as movimentações financeiras do ex-ministro e de mais sete pessoas (uma jurídica) ligadas a ele: Ana Catarina Figueiredo Xavier Costa, mulher de Hélio Costa; Eugênio Alexandre Tollendal Costa, filho do ex-ministro; Jorge da Motta e Silva, ex-presidente da Telebrás; Manoel Elias Moreira, assessor da Telebrás; Uadji Moreira e Jaciara Menezes Moreira. O Coaf constatou a existência de indícios de lavagem de dinheiro nas movimentações financeiras realizadas por diversas pessoas listadas pelo procurador Marsicus.

  54. Patriarca da Paciência said

    Eduardo,

    pelo que me consta, o asssunto que ocupou os três primeiros meses da campanha, repercutindo “ad nauseam” pela “grande média”, qual seja, que a Dilma seria a responsável pela quebra de sigilo da Receita Federal, muito ao contrário, está quase sendo comprovado que a responsáel é a suposta vítima, qual seja, a filha do Serra.

    De resto, nada ficou comprovado.

  55. Patriarca da Paciência said

    O Brasil não está pior do sempre esteve, muito pelo contrário, está bem melhor.

    Nunca a Polícia Federal colocou tantos corruptos na cadeia. Antigamente quem denunciasse corrupto rico é que ia para a cadeia. Quem imaginaria o Arruda e o Maluf na cadeia?

    E O Brasil não é nem nunca foi melhor ou pior que qualquer país do mundo.

    Essa história de andar repercutindo “mar de lama” é típico de golpismo udenista.

    Serra entrará para a história como o Carlos Lacerda repetido em farsa.

  56. Patriarca da Paciência said

    O tal do “dossiê”, também repetido “ad nauseam” pela “grande imprensa”, no início da campanha, também já está quase comprovado que é exatamente ao contrário do que diziam.

  57. Pax said

    Fico com as três perguntas e respostas do Alberto Dines, no Observatório da Imprensa,
    ( http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB022 )

    Perguntas:
    A mídia impressa assumiu o papel de oposição? As denúncias da mídia impressa são infundadas? O governo federal ameaça a democracia?

    E as respostas são:

    1 – sim
    2 – não
    3 – melhor colocar completa, e sugerir a leitura do post

    Resposta à pergunta três: a retórica de palanque utilizada pelo presidente Lula constitui uma ameaça à democracia ou à liberdade de expressão? Esta retórica enfezada é imprópria, não há duvidas, mas quando o governo esperneia mas demite quem prevaricou está apenas disfarçando o seu desconforto.

    Se a imprensa não consegue perceber nem valorizar estas sutilezas, só lhe resta apelar para a radicalização.

    E sugerir calma a todos. Esta radicalização de governo versus imprensa só nos aproxima de Venezuela e Argentina onde a liberdade de imprensa sofre ameaças, sim. Como diz o próprio Dines em outro post. Aqui:

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB020

  58. Patriarca da Paciência said

    Minha posição,

    Sou a favor da total liberdade de expressão, inclusive do Presidente da República poder criticar determinados setores da mídia.

    Sou radicalmente contrário ao proselitismo da “grande imprensa”.

    Não considero as ilações, em linguagem chula, do Reinaldo Azevedo e Diogo Mainardi como jornalismo.

    Não há um só ato de Lula tentando cercear a liberdaade expressão.

  59. Eduardo said

    Patriarca Da Paciência
    Seria ótimo que a única constatação de mau governo estivesse focado sobre as eleições e os dossies da Receita Federal, infelizmente tivemos mensalões, cuecas, o milhão da filha do Sarney, Correios, Telemar, etc, todos confirmando-se como verdadeiros. Foram 8 anos de escândalos e corrupção, os quais não podemos chamar de os mais prósperos que já tivemos.

    Estou de acordo com Pax quando diz que a imprensa não consegue sensibilizar o seu leitor/ouvinte. A imprensa deixa de ser um formador de opiniões ou o que é pior o informante que irá formar opiniões. O país caminha sem moral e discernimento.

    Talvez essa seja a essência pela qual devemos analisar o país hoje, o brasileiro sempre simpatizou com políticos corruptos, mas me parece evidente que quando a economia favorece isto intensifica-se.

  60. Chesterton said

    Resposta à pergunta três: a retórica de palanque utilizada pelo presidente Lula constitui uma ameaça à democracia ou à liberdade de expressão? Esta retórica enfezada é imprópria, não há duvidas, mas quando o governo esperneia mas demite quem prevaricou está apenas disfarçando o seu desconforto.

    Se a imprensa não consegue perceber nem valorizar estas sutilezas, só lhe resta apelar para a radicalização.

    chest- a prevaricação é um atentado menor contra a demcoracia, o pior são os planos de criar conselhos de censura, e coisas afins. Dines se faz de burro para passar bem.

    O Bucci está sendo xingado por pettralhas no OI adoidado.

  61. Elias said

    Pax,

    Foi a última chance do Estadão mostrar que havia um restinho de honestidade dentro dele.

    Ele preferiu desperdiçar essa chance.

    Nos EUA é muito comum que os jornais apoiem tal ou qual candidato a esse ou aquele cargo.

    Como os jornais fazem? Logo ao início da campanha eles anunciam que apoiarão o candidato Fulano de Tal. E dão as razões. Quando decidem não apoiar ninguém, também informam isso.

    Sempre em editoriais.

    O Estadão resolveu anunciar, em editorial, aquilo que até o papel higiênico servido de suas latrinas já estava cansado de saber: o jornal está apoiando Serra.

    Antes tarde do que nunca.

    Só que, até ao fazer isso, o Estadão o faz de maneira desonesta.

    O Estadão não tem a decência de admitir que já vinha apoiando a candidatura do Serra, independentemente de qualquer discurso de Lula criticando a conduta de órgãos da imprensa.

    Assim procedendo, ele zomba da inteligência de seus leitores.

    Vindo do Estadão, nada me espanta. Não é de hoje que esse jornal mente a seus leitores.

    Depois da redemocratização, o Estadão passou a tirar uma onda de paladino da democracia, alardeando para isso o período em que esteve sob censura prévia.

    A VERDADE:

    O Estadão foi posto sob censura prévia não por criticar, mas por bajular, a ditadura militar (a quem ele apoiou desde o primeiro minuto).

    O Estadão foi posto sob censura prévia, porque saiu com uma reportagem pra lá de bajuladora a respeito de Ernesto Geisel, quando já estavam bastante avançadas, no meio militar, as articulações para fazer de Geisel o próximo presidente.

    Acontece que os manda-chuvas não queriam que nada vazasse, até que a coisa fosse apresentada como fato consumado. Não estavam preocupados com a opinião pública, mas com a opinião fardada.

    Sem conseguir ler direito o que estava escrito nas estrelas (no caso, as 4 estrelas de cada um dos que mandavam na gameleira), o Estadão tentou sair na frente, puxando o saco do próximo presidente militar antes mesmo que ele fosse oficialmente ungido.

    Aí a ditadura agiu rápido: tirou o Estadão das bancas e o colocou sob censura prévia.

    Em outras palavras: mostrou ao Estadão que sua puxação de saco era perfeitamnente dispensável.

    Claramente falando: o Estadão foi colocado sob cebsura prévia não por defender a democracia, mas por bajular excessivamente a ditadura. Excessivamente e fora de hora.

    Algo assim como: “Ô capachildo, fica calado e não atrapalha. A gente te chama quando precisar de alguém pra babar ovos…”.

    Quem quiser conhecer os detalhes, é só ler os livros do Gaspari (a quem jamais se poderá acusar de ser petista).

    E, se não bastar, é só ler o Estadão dos dias que antecederam e dos que sucederam a censura prévia no supracitado dito cujo. Qualquer biblioteca razoavelmente boa tem.

    Depois da redemocratização, o Estadão tentou fazer desse episódio deprimente um ato de heroísmo.

    Pura vigarice!

  62. Chesterton said

    Gasperi é do PSDB?

  63. Pax said

    Caro Patriarca,

    Ato não. Concordo. Fala sim. Onde discordo, assim como os analistas que li sobre a questão. E fiz questão de ler sobre este assunto fora dos histéricos da oposição e da situação, mas sim de gente mais equilibrada.

    Dines e Bucci merecem respeito, sim. Claro que sim. Tenho firme opinião de muito respeito por estes profissionais.

    E Dines diz, em alto e bom “som”, com a categoria de quem sabe escrever, dizendo tudo no primeiro parágrafo, para explicar na sequência:

    Estadão põe gás no fogo
    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=608JDB020

    Por Alberto Dines em 23/9/2010

    O Estadão ensandesceu: a manchete de capa de quarta-feira (22/9) transforma um embate episódico entre o governo e alguns veículos de comunicação numa confrontação política de grandes proporções e imprevisíveis conseqüências. E coloca indevidamente o Brasil ao lado da Venezuela e a Argentina no rol dos países latino-americanos onde o exercício do jornalismo e a liberdade de expressão correm riscos.

    Claro que trouxe a notícia para cá. É pauta. O blog tenta acompanhar a pauta, de forma equilibrada. As reclamações que a grande imprensa tem desequilibrado a pauta me parecem importantes, sim. Onde estão os problemas nas contas do Rodoanel, os problemas da Alston, a questão da empresa de Verônica Serra levantadas e que deveriam ser discutidas para dizer que sim ou que não?

    Mas não podemos negar que:

    – houve, sim, uma cagalhofança levantada na Casa Civil. Vamos ocultar o caso? Nem o Lula se omitiu, falou claramente algo como: Erenice perdeu uma grande chance de ser uma ótima funcionária, ou algo assim.

    – agora aparece um novo caso de censura em TO.

    Mesmo que o Estadão tenha declarado lado etc e tal, mesmo que a Veja seja a Veja e que abrigue em seus quadros o que há de pior em análises políticas (e todos sabem que acho isso), não me parece que o caminho da censura seja o melhor. São atos de Lula? Não. Não são. Mas Lula falou demais. Nosso caro Zbigniew disse em algum momento que Lula estava querendo criar uma pauta, algo assim. Pode ser. Mas o tom passou do aconselhável para a liturgia necessária ao cargo que ocupa.

    Nestas horas, segundo o que penso, é bem melhor ler gente como o Dines e o Bucci que qualquer histérico. Seja de que lado for. E isto para mim é o que significa liberdade de opinião, expressão, imprensa e tal. Eu escolho quem ler. Ninguém tem o direito de querer me tutoriar sobre onde vou colher informação e opinião.

  64. Pax said

    Caro Elias,

    Enquanto escrevia meu comentário acima, não vi o teu #61.

    Onde discordo: eu não emito opinião sobre o Estadão de hoje pelo Estadão de ontem. Eu me lembro que ontem a própria Veja fez matérias que derrubaram o Collor. Lembra. E hoje a Veja abriga em seu quadro gente que conhecemos.

    Ou seja, eu prefiro fazer minhas críticas sobre o que estou vendo agora, sobre esta questão. Neste caso em específico, prefiro o momento, a foto, que o filme. Se estou certo ou errado, não sei. Sei que prefiro ver esta questão, que me parece importante, pelos fatos recentes.

  65. Elias said

    De qualquer modo, é de se esperar que a Veja e FSP sigam os passos do Estadão, admitindo o que todos já sabem. De preferência, dispensando-se do excesso de vigarice.

    E, se a Veja tiver um mínimo de decência, também noticiará que o Ministro da Justiça do governo Lula determinou à Polícia Federal que garanta a circulação, no Estado do Tocantins, da edição da revista contendo graves denúncias contra o governador daquele estado, cujo partido integra a base aliada do PT.

    Deve ser porque o Lula é um ditador, que pretende acabar com a liberdade de imprensa…

  66. Pax said

    Caro Elias,

    Tem um link sobre esta notícia que a PF vai garantir a circulação da Veja? Informação importante, sim. Claro que sim.

  67. Elias said

    Pax,

    Até concordaria com seu comentário # 64, se não fosse possível estabelecer um elo entre o Estadão de ontem e o de hoje.

    Meu objetivo, com o comentário # 61, é que esse elo existe e é perfeitamente visível a olho nu.

    Ontem, como hoje, uma tônica: a manipulação dos fatos, o desrespeito à inteligência do leitor, rabaixado à condição de imbecil.

    Ora vamos, Pax!

    O Estadão apóia o Serra. E daí?

    Ele acha que o Serra governaria melhor que a Dilma. Qual o problema nisso? Nenhum!

    O problema é que ele faz isso chamando todo mundo de imbecil.

    Ressuscita a velha e remelenta ladainha da direita, de que “o Brasil é um país á beira do abismo”. Que o atual governo está colocando em risco o processo democrático, e por aí afora.

    Isso é papo de vigarista intelectual e político.

    É a mesma conversa de todo golpista latino-americano. É a ladainha padrão de todo golpista latino-americano.

    O típico golpista latino-americano procura criar uma situação de pânico. Diz que o país está correndo um sério risco. De que alguma coisa necessita ser feita, sob pena do país despencar no abismo, etc, etc, etc.

    Aí ele dá o golpe e declara: “Salvei a Pátria ameaçada!”

    O que ele fez foi tomar o poder ao qual ele nunca chegaria pelo processo democrático. Na verdade, ele, o golpista, é que é a ameaça.

    O Estadão já fez isso antes e está fazendo agora. É só comparar o que ele publicou no passado com o que ele está publicando agora.

    Não que, agora, eu considere o Estadão uma ameaça à democracia brasileira.

    No passado, sim, ele foi uma ameaça. Uma ameaça que se concretizou.

    Hoje, ele apenas consegue ser medíocre. Uma caricatura do que foi no passado.

    Seria, talvez, o drama da história se repetindo.

    Como farsa!

  68. Elias said

    Pax,

    Acho que você já levou pra ribalta a notícia da ação da PF, garantindo a circulação da Veja no TO.

    Mas tem umas coisas estranha, nesse embrulho.

    O desembargador do TRE-TO diz que a investigação tramitava sob sigilo de justiça. A sala de um promotor foi arrombada, dela sendo retirada a CPU que continha os arquivos sobre o processo. Ao que parece, foi furtada somente essa CPU.

    Aí, o material furtado da sala arrombada aparece exatamente nas páginas de Veja e do Estadão.

    Estranho, não?

  69. Pax said

    Caro Elias, vamos ler mais uma, de novo, de um dos mestres no assunto?

    Mais jornalismo, menos panfletagem

    Por Alberto Dines em 27/9/2010

    Sobre comentário para o programa radiofônico do OI, 27/9/2010

    Este confronto entre o presidente Lula e a imprensa é artificial, não somos a Venezuela nem a Argentina. Este confronto é na realidade um confrontóide, parafraseando a semelhança fato-factóide.

    Na sexta-feira (24/9) em Porto Alegre, ao lado da sua candidata, o presidente pregou o exercício da humildade para lidar com o noticiário que desagrada. Foi taxativo:

    “Quando a matéria dos jornais sai falando mal da gente, ninguém gosta. Quando fala bem, o ego cresce. Precisamos de humildade para nem ficar com muito ego quando se fala bem nem ficar com muita raiva quando se fala mal.”

    A mudança de tom foi devidamente registrada pela Folha de S.Paulo e pelo Estadão, no sábado com razoável destaque. Mas no dia seguinte, domingo (16), a Folha publicou um raro editorial na primeira página com uma violenta contestação ao presidente pelos ataques contra a imprensa.

    Ora, se no dia anterior Lula levanta a bandeira da humildade e sugere uma pacificação, por que insistir no clima de guerra? Aqueles que tomaram a decisão de soltar o petardo não leram a notícia por eles publicada sobre a mudança no ânimo do adversário?

    Fora do expediente

    Uma imprensa incapaz de perceber as sutilezas da política está evidentemente tão radicalizada e delirante quanto aqueles que denuncia. Na verdade, este pseudo-embate, confrontóide, está sendo agravado porque a mídia abriu mão de seus atributos e resolveu juntar-se ao presidente num palanque no qual nenhum dos dois deveria freqüentar.

    O presidente Lula comete um erro quando se compara à imprensa – como o fez indiretamente na entrevista ao portal Terra, divulgada na quinta-feira (23/9). Se jornais e revistas não podem exercer o papel de fiscalizadores e críticos do governo – como alega – ele, presidente, não deveria funcionar como cabo eleitoral ostensivo, em tempo integral.

    O próprio Lula havia prometido há poucas semanas que só faria campanha depois do expediente e nos fins de semana, quando não tem compromissos oficiais. A Presidência da República é cargo full-time, a promessa é capciosa, e além disso, não está sendo cumprida.

    Exaltação generalizada

    O eleitor que reside além dos limites do estado de S. Paulo não tem condições de ouvir no seu horário eleitoral um autêntico jingle radiofônico protagonizado pelo presidente e seus dois candidatos ao Senado. Não interessa se este tipo de atuação do chefe da nação é legal ou não, o que interessa é que este engajamento escancarado fere os protocolos, ritos e símbolos de uma democracia.

    Tão enfezada como os seus detratores, a imprensa não sabe identificar tais transgressões e advertir a Justiça Eleitoral. Prefere aderir à exaltação generalizada. Esquece o seu poder irradiador.

    Com um pouco mais de jornalismo e menos panfletagem, o presidente seria obrigado a ser mais presidente.

    ***

    Frases

    ** Sobre a imprensa, o presidente Lula disse o seguinte na entrevista ao portal Terra (segundo a Folha de S.Paulo, sexta, 24/9, “Especial Eleições”, pág. 4):

    “A imprensa brasileira deveria assumir categoricamente que ela tem um candidato e tem um partido. Seria mais simples, mais fácil. O que não dá é para as pessoas ficarem vendendo uma neutralidade disfarçada.”

    ** Sobre a sua função de magistrado, disse na mesma entrevista ao Terra (segundo o Estado de S.Paulo, sexta, 24/9, pág. A-12):

    “Não é possível o presidente da República agir como magistrado.Tenho lado. Tenho um partido e tenho candidato.”

    Questionado se não tem interferido no processo eleitoral ao adotar tal comportamento [de cabo eleitoral], disse:

    “Deveria ser cobrado quem perdeu. Quem não conseguiu fazer o sucessor porque [fazer] o sucessor é uma das prioridades de qualquer governo para continuidade a um programa no qual você acredita.”

    Algo de muito sério está acontecendo nesta campanha eleitoral: não se lê os textos, apenas os títulos.

    Ou seja…

    Uma imprensa menos planfetária e um presidente um pouco mais calmo neste momento seriam duas coisas bem interessantes, me parece.

    O que acontece quando Lula esquece um pouco a liturgia? A militância perde as estribeiras, os histéricos à situação perdem as estribeiras e os histéricos à oposição perdem as estribeiras, e…

    Bora verificar o arreamento, se a barrigueira está bem apertada, se ela e os loros estão em bom estado, e colocar os pés de novo nos estribos. A chance de cair do cavalo fica bem menor. Acredite.

  70. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    eu continuo com a mesma opinião e concordo totalmente com os comentários do Elias.

    O Elias está bem inspirado, como sempre.

    Essa história do Lula querer cercear a imprensa é pura paranóia.

    Agora, o papel da imprensa não pode ser discutido?

    É “profanção” discutir o papel da imprensa?

    Aliás, acho que é isso que o Dines vem propondo faz muito tempo.

    Eu também acho o Dines um cara muito digno.

    Veja o que a “grande inmprensa” fez com as declarações do José Dirceu.

    Tem alguma decência o que fizeram com as declaraçõe do José Dirceu.

  71. Chesterton said

    66, Pax, essa é a notícia, PF garante circulação de Veja, ponto.
    Agora, a PF nmão trabalha por determinação de Lula, chama-se Policia Federal, não PDL, Policia do Lula.

  72. Pax said

    Caro Patriarca,

    A imprensa pode e deve ser criticada. Aqui você tem visto dia sim e outro também o blog escrever sobre isto. Reclamações sobre histerias não faltam por aqui.

    E, que eu lembre, nunca acusei Lula de querer cercear a imprensa. Não lembro de qualquer momento assim.

    O que estou dizendo é que este assunto foi trazido à pauta. E me parece briga de moleque de rua, na melhor das concepções, sem nenhuma agressão. Moleques brigam abrindo os braços. Acontece duas coisas: os socos que dão são fraquinhos. E a guarda fica totalmente aberta.

  73. Patriarca da Paciência said

    Agora a Polícia Federal não trabalha sob o comando do Lula!

    Chesterton, você é mesmo de lascar!

    Caro Pax,

    com todo o respeito, sugiro um post sob o fato do Beto Richa ter conseguido impedir a proibição de pesquisas eleitorais no Paraná.

    Um fato realmente preocupante sobre os ideais democráticos do PSDB.

  74. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    se você observar com calma, verá que o que todos reinvidicam é apenas o direito de poder criticar a imprensa também.

    Não vejo nada de mais nisso.

    Bem gente, até mais,

    Tenho outros compromissos.

  75. Chesterton said

    69…Ora, se no dia anterior Lula levanta a bandeira da humildade e sugere uma pacificação, por que insistir no clima de guerra?

    chest- Lula resolveu parar de brincar de mauzinho justamente porque ao criar um clima de guerra e percebendo que guerra teria, deu para trás. Cagou-se.

  76. Chesterton said

    Agora a Polícia Federal não trabalha sob o comando do Lula!

    chest- mas você não entende porra nenhuma , hein? A PF pode inclusive prender o presidente da Republica por ordem Judicial.

    “propter officium”

  77. Chesterton said

    Cobram uma compostura da imprensa que quem deveria ter era o Presidente da Republica.

  78. Chesterton said

    Vamos ver o que o Vila escreve sobre o comportamento do Lula:

    marcha pela ditadura
    Villas-Bôas Corrêa

    Sem liberdade de imprensa não há democracia. Este é um velho truísmo que a história do mundo civilizado tem confirmado, sem exceção. E é o que assusta na guinada de Lula, em plena campanha pela censura à imprensa. Logo o Lula que deve
    muito da sua ascensão vertiginosa à ampla cobertura da imprensa. ….

    a sarna é contagiosa. Chega às universidades, às lideranças que se mobilizam para a anunciada passeata em defesa da censura à imprensa. Este surto saudosista da ditadura do Estado Novo, com o Departamento de Imprensa e Propaganda – o DIP – com censores catando desobediência para a punição mortal do corte da liberação de papel, e que durante a ditadura militar dos 20 anos dos generais-presidente, chegou aos extremos de prisões, agora é liderado por estudantes, jornalistas e oficializado com o apoio do Lula, da ministra-candidata Dilma Rousseff, que faz tudo que seu mestre mandar e a receptividade de uma parcela da opinião pública.

    chest- que acusação grave, hein, pax? Será que Vilas ficou histérico tambem?

    Lula lançou o brado retumbante: “a população não precisa mais de formadores de opinião”. E no grito às margens do córrego: “Nós somos a opinião pública”. O ato cívico pró-ditadura será realizado no auditório do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo e é patrocinado por “blogueiros progressistas”.

    chest- xii, VB está histérico em 21 de setembro.

    Se há uma coisa de que Lula, a candidata Dilma e o governo não podem se queixar é de falta de publicidade. Pois, Lula é o presidente com mais poderoso e milionário sistema de publicidade desde o DPI e a ditadura militar. ….Toda a semana, Lula manda o seu recado pela rede de emissoras de rádio e distribui um artigo para os jornais e revistas.

    verdade que se oculta atrás da cortina transparente, é que o presidente Lula, a candidata Dilma Rousseff, o PT e aliados necessitam desviar a atenção do país, às vésperas do primeiro turno das eleições, em 3 de outubro, do escândalo que explodiu como bomba atômica no Gabinete Civil da Presidência da República, envolvendo a sucessora da candidata Dilma, Erenice Guerra, em março e demitida a semana passada pela denúncia do tráfico de influência no governo, com envolvimento de sua família.

    chest- histeria pura.

    Nada que uma passeata não abafe e jogue na cesta do esquecimento.

  79. Chesterton said

    E o Bucci, pule de 10 entre a midia esquerdsita, o que disse?

    Por iniciativa pessoal do presidente da República, a imprensa vai se convertendo em ré nesta campanha eleitoral. Nos palanques, ele vem investindo agressivamente contra ela. Diz que vai derrotá-la nas eleições.

    chest- é um histérico.

  80. Chesterton said

    comentario extraido da pagina desse texto do Bucci

    “Edson Maciel Junior , Vitória-ES – Professor
    Enviado em 26/9/2010 às 17:12:07

    Eugênio você perdeu democraticamente para o povo que escreveu os comentários – refaça o seu texto, reveja suas posições. Dialogue”

    chest- os cretinois acham que é democrático forçar um sujeito a mudar de opinião porque a maioria não conmcorda com ela…hahahahaha.
    cadê o apoio à diversidade?

  81. Catatau said

    Igualdade de efeitos de opinião: deixar o plano etológico da discussão pública em nome de uma discussão pública

    [Comentário a la Chesterton]É fazer o que você não faz: deixar o barulho de lado e usar a razão [fim do comentário a la Chesterton], isto é, perguntar-se por exemplo QUEM violou o sigilo de Veronica Serra, e também POR QUE o sigilo de uma “simples mãe de três filhos” (sic José Serra) foi violado, visto o curioso caso da decidir.com

    Simples assim. Isso se chamaria jornalismo. O jornalismo seguiria ambas as direções:

    – Daria repercussão à curiosa economia de denúncias da Veja, na qual uma denuncia gigante se torna, com o cotejo, denúncia miúda, mas ainda sim denúncia a ser acolhida (embora infelizmente com péssimo gosto jornalístico)

    – E daria repercussão TAMBÉM à denúncia da Carta Capital, simplesmente esquecida, mas cujo tom qualquer internauta pode conferir na própria net, portanto com evidências MUITÍSSIMO mais fortes e rigorosas, porém com visibilidade MUITÍSSIMO menor na grande mídia.

    Enfim, você pode ser um Chester e não constatar que não seguir ambas as direções é um não-jornalismo, pois é gestão aplicada de informações, ou você pode chamar jornalismo de etologia humana aplicada (assim o barulho das garças é maior do que o das codornas), enfim, é direito seu.

  82. Catatau said

    A questão é clara, embora Chester não quer vê-la (pô, é uma afronta ao pensamento ele interpretar “igualdade de efeitos de opinião” daquele jeito).

  83. Chesterton said

    81..isso não é “igualdade de efeitos de opinião”, é dar outra opinião, ou dar opinião sobre outro assunto.
    tentativa ruinzinha essa.

  84. Chesterton said

    pô, é uma afronta ao pensamento ele interpretar “igualdade de efeitos de opinião” daquele jeito…

    chest- falácia: Ignoratio Elenchi .

  85. Elias said

    Pax,

    Vamos lá.

    Não existe lei que proíba o Presidente da República, os governadores e os prefeitos, de participarem da campanha eleitoral, em benefício próprio, quando candidatos à reeleição, ou de candidatos de sua preferência.

    Quem fez essa lei foi o próprio FHC, com apoio maciço do PSDB e de seus partidos aliados (aí incluídos a Veja, a Folha de São Paulo e o Estadão).

    FHC só não participou mais da campanha de Serra, em 2002, porque o próprio candidato não permitiu (ao mesmo tempo em que, contraditoriamente, se pendurava nas realizações de FHC…).

    Claro que, para o PSDB e seus partidos aliados — como a Veja, a FSP e o Estadão — melhor seria se Lula não participasse da campanha.

    Tem até mesmo um cretino que diz que Lula é o “presidente do Brasil, não o presidente do PT”.

    Obviamente que, ao longo dos últimos 8 anos, esse mesmo cretino tacou a porrada no Lula, jamais esquecendo de mantê-lo devida e intimamente vinculado ao PT.

    Ou seja, o cretino acha que tem o direito de decidir quando o Lula integra ou não o PT.

    Claro: Lula só deve fazer parte do PT nos momentos em que o cretino resolver baixar a porrada nele.

    Fora disso, não! Lula é do Brasiiiil, como diria Galvão Bueno.

    Mas que bundão!

    É esse tipo de gênio que dá o tom e o conteúdo à campanha do Serra.

    Não sei que é mais medíocre: se o bundão que escreve bundices desse naipe, ou se o Serra, que se deixa dirigir por bundões e bundices desse naipe…

  86. Pax said

    Caro Elias, caro Catatau,

    Não vejo problema algum de Lula participar da campanha de Dilma. De forma alguma. Tomo como exemplo aqui Alemanha, Inglaterra, EUA etc. Nestas democracias, consagradas, boas os más, mas democracias consolidadas, os presidentes fazem campanha abertamente. E criticam imprensa quando bem lhes interessa.

    Não vejo problema algum de se criticar a imprensa, ainda mais quando ela se torna planfetária mesmo. Tudo pode ser criticado.

    Onde vejo problemas?

    Em qualquer coisa que vá ao encontro de:

    – tutoriamento de opinião, expressão
    – restrição de opinião e expressão
    – liberdade de imprensa

    Seja a forma que for. Entendo que livres, opinião, expressão e imprensa, é um estado sempre melhor que qualquer estado diferente deste.

    Claro que houve, sim, um cheiro esquisito no ar. Algumas declarações dadas passaram do tom que entendo ser o melhor, o mais apropriado. E tenho, também, direito de ter e emitir esta opinião.

    Querem sentar o pau no Estadão, na Folha, na Veja, em quem quer que seja? Por favor, façam. Quero ouvir todas as críticas. E elas estão aí. O Dines as faz com muita propriedade. Qualquer coisa diferente disto passa a ter cheiro ruim, para mim, sim. Vivi tempos em que não podia falar. Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça.

  87. Chesterton said

    É isso aí.

  88. Elias said

    Mas, Pax,

    Onde e quando Lula ou qualquer de seus ministros tomou alguma iniciativa no sentido de inibir a liberdade de imprensa?

    Ao contrário, quando a situação se estabeleceu, o Ministro da Justiça do governo Lula determinou à Polícia Federal que garantisse a circulação da revista Veja, a quem não se pode acusar de lulismo, né?

    Tem alguém, entre os comentaristas, achando que a PF cumpriu uma decisão judicial.

    Errado! Não leu a notícia ou, se leu, não entendeu. Quem determinou a ação da PF foi o Ministro da Justiça.

    Isso é agir contra a liberdade de imprensa?

    Agora, como Presidente da República, como homem de partido e como cidadão, Lula tem todo o direito de criticar um ou outro órgão de imprensa, quando achar que deve.

    Tem o direito de dizer que tal ou qual órgão da imprensa está usando táticas golpistas, sempre que achar que tal ou qual órgão da imprensa está usando táticas golpistas.

    Tem o direito de chamar tal ou qual órgão da imprensa de hipócrita, sempre que achar que tal ou qual órgão da imprensa está se portando hipocritamente.

    O fato do sujeito estar ocupando o cargo de Presidente da República, não retira dele o direito de ter opinião nem de expressar sua opinião onde e quando quiser e puder.

    Desde quando um discurso do Presidente da República impede que esse ou aquele jornal publique o que bem entender, inclusive sobre o próprio Presidente da República?

    Claro que não impede, né Pax?

    Tanto não impede, que não impediu.

    Taí o Estadão publicando o que quer, inclusive dizendo que Lula, Dilma & PT constituem ameaça de “um grande mal para o país” (lembra do “à beira do abismo” pré-golpe de 1964, que o mesmo Estadão adorava publicar?).

    Claro que, do alto dos saltos dos seus tamancos, o Estadão não se dá ao trabalho, porque não se julga no dever, de informar ao distinto (e)leitor que “grande mal” é esse.

    Do alto dos saltos dos seus tamancos, o Estadão julga que isso é desnecessário. Pra quê? Ele não está dizendo? Isto basta! A buchada, o exército de botocudos, deverá seguir, obediente, sua voz de comando.

    É assim que o Estadão, aparentemente, vê seus leitores.

    O Estadão confunde o alto dos saltos dos seus tamancos com os altos da Torre de Babel.

    Pelo andar da carroça, a maior parte do eleitorado brasileiro ignora solenemente o ruidoso arrotar que o Estadão arrogantemente expele, do alto dos saltos dos seus tamancos…

  89. Pax said

    Caro Elias,

    Creio que Lula se equivoca bastante quando fala coisas como as abaixo:

    “A liberdade de imprensa não significa que você possa inventar coisas o dia inteiro.”

    “Significa que você tem a liberdade de informar corretamente a opinião pública, para fazer críticas políticas, e não o que a gente assiste de vez em quando.”

    Porque?

    Ora, porque eu não quero Lula, Zé Dirceu, Dilma, Genoíno, FHC, Serra, Yeda Cruzius, Eduardo Azeredo, Beto Richa etc etc dizendo o que é “corretamente” para mim.

    Eu escolho. Ponto. Ponto final, aliás.

    E aqui fico com o Eugênio Bucci:

    A liberdade não foi conquistada apenas para os que “informam corretamente”, mas também para os que, na opinião desse ou daquele presidente da República, não informam tão corretamente assim. Se um jornal quiser assumir uma postura militante, de cabo eleitoral histérico, e, mais, se quiser não declarar que faz as vezes de cabo eleitoral, o problema é desse jornal, que se arrisca a perder credibilidade. O problema é dele, só dele, não é do governo.

    Simples, Elias, bem simples.

    Aqui acho difícil me convencerem do contrário. Podem tentar. Sou todo ouvidos. Mas a convicção é grande. Enorme. Tem décadas.

    Já disse e repito: quer fazer campanha pra Dilma? Por mim, que fique completamente à vontade. Até mais que isso, se eu estivesse nos sapatos faria mesmo, faria e muito. Mas há que se ter cuidado para não pagar o preço por uma lingua, neste caso, solta demais. Ainda mais tendo o cargo que tem, o sucesso que tem, merecido, e a influência que tem.

    Desculpa aí, mas nesta tecla eu vou batucar até cansar.

  90. Chesterton said

    Enorme satisfação em ler isso, Pax. Agora você vê bem como são “demcoratas” seus amiguinhos….

  91. Catatau said

    É engraçado que não discordo também de nenhum ponto do Pax.

    Embora agora vou responder ao Chester do jeito dele: grrrrrrrr au au au!

    Voltando à humanidade, eu chamaria a atenção a um ponto: o que você acha, Pax, da imprensa no país ser controlada por alguns grupos, mais ou menos familiares, mais ou menos ligados à política? Eu até alargaria a crítica: aliados do Lula, que criticou os grupos familiares que mandam na imprensa, também possuem imprensa.

    Não sei, o que parece estar em jogo não é um plano no qual a imprensa se põe em meio a órgãos representativos da sociedade, em discussão pública e fins. Daí o problema dela ser totalmente estratégica e parcial. Isso não é um problema em democracia, porque democracia envolve diversos canais de voz e uma discussão entre eles. Mas e no Brasil, será que ocorre DE FATO assim? Ocorreria, por exemplo, se o povo tivesse tanta ciência da quebra e sigilo do decolar.com quanto do caso Veronica. Tento chamar a atenção ao caso brasileiro, que é bem peculiar e específico, em detrimento às outras “democracias” (se há alguma).

  92. Catatau said

    Eu convidaria ao Chesterton, como o fiz no Catatau, a não ficar rosnando e chiando, mas a contra-argumentar… se disso ele é capaz.

  93. Chesterton said

    caro, para que eu contra-argumente, é preciso primeiro que você argumente.

  94. Chesterton said

    O problema dessa choradeira contra a imprensa decorre, na minha nada humilde opinião, do fato de que no Brasil jornais de esquerda não vendem, não tem uma tiragem expressiva. isso pode ser explicado de 2 manairas , ou os jornalistas de esquerda não tem competência para vender (notem bem que não disse “escrever em …”) jornal, ou os leitores de jornal não tem interesse na pauta dos jornalistas de esquerda.
    Daí o ranço com quem lê jornal, supostamente a camada mais instruída da população.

    Discussão que tive com petista no blog do Villa servindo de ilustração:

    http://www.vbcorrea.com.br/?p=2330

  95. Pax said

    Caro Catatau,

    O que eu acho da imprensa no pais se controlada por alguns grupos e que estes grupos estão envolvidos em política?

    Acho normal, num país livre. Desequilibrado? Talvez. Mas normal.

    O que sinto falta, caro Catatau, é de uma diversidade maior. Mais de um lado, de outro lado e de lado nenhum. Quanto mais, para mim, melhor. E todos absolutamente livres. E ainda por cima com a imprensa oficial funcionando muito bem, também. E aqui tenho reclamado um bocado do que fizeram com a EBC – Empresa Brasil de Comunicação e, em especial, o que fizeram com a Agência Brasil que de um dia para o outro “acabou” com a corrupção no Brasil deixando praticamente de noticiar este tema.

    Mas o que mais acho é que este assunto entrou mesmo na pauta depois que descobriram as questões da parentaiada da Erenice. Aí o assunto virou pauta. E vieram as falas desastradas.

    A primeira foi a do Dirceu, sim, e mesmo na versão contada pelo próprio Dirceu, e trazida para esta discussão pelo nosso colega, o caro Patriarca. Em determinado momento Dirceu fala: “O problema é o exces…” e interrompe sua fala. A imprensa, a má imprensa, ou boa, depende do olho do freguês e é assim que deve ser, deitou e rolou em cima. Inúmeras vezes emiti a opinião que o ideal seria Dirceu não querer aparecer neste momento eleitoral. Mas quem segura o cara?

    A segunda foi a entrada de Lula na questão. E ele tinha, sim, o direito de entrar na discussão. Só que não tomou todos os cuidados e chegou no ponto que, ao menos para mim, ultrapassou o limite do razoável, mesmo para quem o elogia como um bom presidente, que foi o fato de querer dizer mais ou menos assim: “meus filhos, vou ensinar para vocês o que é imprensa correta e imprensa não correta”.

    Em outras palavras:

    A distância entre uma situação absolutamente livre, totalmente livre, sem qualquer tentativa de tutoriamento etc e uma ditadura é bem maior que a distância entre o desejo de tutoriamento e a ditadura.

    Aí que foi o escorregão, no meu entendimento. Mesmo que retórico, mesmo que num átimo, mesmo que numa fala desajeitada, mesmo que qualquer coisa.

    Se eu acho que Lula tem ou parece ter qualquer vocação para esta posição de aspirante ditatorial? Claro que não.

    Mas há um dito em latim que é muito bom:

    Vacilastes sun, enrabadus est

    Meu entendimento foi este, um vacilo. Sim, é isto que me parece. E o escarcéu em cima do vacilo? Ah, aí meus caros, até eu faço e faço mesmo. É melhor gritar de antemão. É melhor gritar preventivamente. É melhor gritar enquanto é tempo. É bem melhor.

    Parece que ouviram. Espero que sim.

  96. Catatau said

    Pois então,

    Parece-me que o problema é precisamente esse desequilíbrio. Olha o que o Chesterton disse: ou os jornais de esquerda são incompetentes, ou o leitor não se interessa. Apenas uma suposta elite de leitor de jornal se interessa.

    Ora, por trás dessa fala existe alguns pressupostos: todos tem igualdade de acesso às diversas fontes mediáticas (e é engraçado Chester me ler como um cego vendedor de “igualdade absoluta” e ao mesmo tempo pressupor por trás da fala dele esse tipo de igualdade); e, por extensão, se todos tem acesso é porque todas as fontes oferecem acesso, isto é, todas as fontes mediáticas possuem igualdade de difusão, bastando a clientela escolher o que pretende ler.

    Será assim? Aproveitando que o Sarney é hoje aliado de Lula (só para atravancar tudo, que parece ser o ponto de interesse: se a imprensa é tendenciosa ou não, e não se os políticos são tendenciosos ou não), deixo uma passagem dele citada pelo Venicio de Lima (em Mídia: Crise Política e Poder no Brasil ele tem alguns capítulos interessantes sobre isso0:

    “Nossa única atividade em empresas é relativa à atividade política: jornal, rádio e televisão. Temos uma pequena trelevisão, uma das menores, talvez, da Rede Globo. E por motivos políticos. Se não fôssemos políticos não teríamos necessidade de ter meios de comunicação” (Carta Capital 369 nov. 2005)

  97. Elias said

    Pax,

    O que há de errado em dizer: “A liberdade de imprensa não significa que você possa inventar coisas…”?

    Corretíssimo! É isso mesmo! Não pode inventar coisas. Não pode caluniar. Não pode difamar…

    Se fizer isso, deve responder processo.

    Você meter um processo nos cornos de um picareta qualquer que te calunia não agride a liberdade de imprensa só porque o picareta qualquer é dono de jornal.

    O fato do cara ser dono de jornal não o coloca acima da lei.

    Não é o caso de se falar em abuso de liberdade de imprensa. É o caso de se falar de um criminoso. E liberdade de imprensa não significa autorização para o cometimento de crime.

    Tá certo o Presidente da República.

    Além disso, insisto: dono de jornal que lucra milhões e não paga impostos é pior do que um picareta qualquer.

    É um parasita!

    Não vejo em nenhum dono de jornal ou revista de grande circulação, credenciais morais pra criticar quem quer que seja.

    Dono de jornal ou revista de grande circulação não está moralmente credenciado a criticar nem bicheiro ou dono de bordel.

    Seria o sujo falando do mal lavado. Um parasita falando de outro…

    Do ponto de vista moral, o dono de jornal ou revista de grande circulação tem que primeiro se tornar cidadão. Só depois que ele alcançar a condição de cidadão é que ele terá credenciais pra dar lição de moral em quem quer que seja.

    Por ora ele é um parasita. E parasita não é cidadão.

    Legalmente ele tem lá seus direitos, como qualquer um. Mas, do ponto de vista moral, ele está vários degráus abaixo do subsolo.

    Ele que se ponha no lugar dele. Pode ser um parasita rico, mas ainda assim um parasita.

    Uma forma mais baixa e repugnante de existência.

  98. Chesterton said

    estou emocionado, Pax, lágrimas me correm pelo rosto.

  99. Chesterton said

    Pior que a liberdade de imprensa permite que você invente coisas. O procesos que vem depois não apaga a mentira. Politicos de esquerda usam e abusam dessa liberdade de mentir (assim como qualquer outro).
    Esse é o custo da liberdade de expressão. Claro que a credibilidade cai, mas é coisa de médio prazo, enquanto que a mentira é de curto prazo.

  100. Chesterton said

    dono de jornal que lucra milhões e não paga impostos é pior do que um picareta qualquer.

    chest- Silvio Santos é o maior contribuionte pessoa física do Brasil.

  101. Pax said

    Caro Elias,

    Uma frase embalou a outra. Uma correta mas que veio seguida da incorreta. No comentário que fiz, fiz errado, era para colocar uns (…), como fez o Eugênio Bucci em seu artigo.

    A crítica é sobre ele dizer o que é correto ou não de se colocar na imprensa.

    Também concordo com você, inventou, mentiu, etc, processo nos cornos de quem fez. A Justiça está aí para isso e temos leis bastante suficientes para estes casos.

    Caro Catatau,

    Você traz um bom exemplo. Não me consta que seja proibido político ser dono de veículo de comunicação. Então se vale para aliado do Lula, como Sarney neste caso e neste momento (argh, antes que me esqueça), vale para aliado do Serra, da Marina, do Plínio de Arruda, do Eymael etc.

    O ponto, caros, de novo:

    Nada de tutoriamento
    Liberdade total de opinião
    Liberdade total de expressão
    Liberdade total de imprensa

    Estas questões não são negociáveis.

  102. Chesterton said

    todos tem igualdade de acesso às diversas fontes mediáticas (e é engraçado Chester me ler como um cego vendedor de “igualdade absoluta” e ao mesmo tempo pressupor por trás da fala dele esse tipo de igualdade); e, por extensão, se todos tem acesso é porque todas as fontes oferecem acesso, isto é, todas as fontes mediáticas possuem igualdade de difusão, bastando a clientela escolher o que pretende ler.

    chest- “argumentum verbosium”

  103. Chesterton said

    Nada de tutoriamento
    Liberdade total de opinião
    Liberdade total de expressão
    Liberdade total de imprensa

    Estas questões não são negociáveis.

    chest- YES!!!!!

  104. Catatau said

    chester- “argumentum verbosium”

    Catatau- “argumentum nullum”

  105. Chesterton said

    Negativo, ou sou como o Pax adepto da liberdade total de imprensa, você e outros é que tem senões e poréns.

  106. Catatau said

    Considero totalmente válidos esses imperativos, Pax, a ponto de radicalizá-los.

    Por isso mesmo gostaria de insistir: ok, “Não me consta que seja proibido político ser dono de veículo de comunicação. Então se vale para aliado do Lula,etc..”

    Extensivamente: Vale para a EBC; ela pode fazer propaganda do governo e ignorar que existe corrupção, como você declarou desgostar acima?

    Vale por exemplo um ACM, ministro das comunicações da ditadura, ter influência histórica sobre a imprensa?

    Vale gente como Collor e Renan Calheiros ser dona de fontes mediáticas em Alagoas, não importando as consequências?

    Vale as inúmeras rádios no interior fazerem campanha para certos políticos, inadvertidamente aliados aos grandes da política local e aos próprios donos das rádios, em detrimento da visibilidade dos outros candidatos?

    Valem interferências irrestritas como o caso da Globo sobre o debate Lula x Collor?

    Vale a nítida, límpida, cristalina interferência de Serra sobre a própria entrevista na CNT, como se pode ver no áudio gravado, no vídeo confiscado e na entrevista que foi ao ar?

    Agora, por exemplo, posso então pressupor que um grupo político pode ser dono de veículo de informação, com liberdade irrestrita de informação, mesmo que seja para favorecer esse político e não outro? Isso (político dono de emissora, com um plus: no Brasil) é garantia de total uso democrático dos meios de comunicação? Qual é o princípio que garante o uso “livre” da imprensa, bem como suas consequências interferindo na liberdade alheia?

    Veja que coloquei alguns casos, entre a ética e a legalidade (ou os dois). Possuem liberdade irrestrita e inconsequente? Caso não, o que impede isso ser feito?

  107. Catatau said

    Chester: Negativo, ou sou como o Pax adepto da liberdade total de imprensa, você e outros é que tem senões e poréns.

    Catatau: “argumentum nullum”

  108. Chesterton said

    Vale para a EBC; ela pode fazer propaganda do governo e ignorar que existe corrupção, como você declarou desgostar acima?

    chest- mas será que você não percebe a diferença de empresa privada de empresa pública?

  109. Chesterton said

    [Catatau disse

    27/09/2010 às 19:31
    Chester: Negativo, ou sou como o Pax adepto da liberdade total de imprensa, você e outros é que tem senões e poréns.

    Catatau: “argumentum nullum”]

    chest- argumentum ad nauseun

  110. Catatau said

    Chester: mas será que você não percebe a diferença de empresa privada de empresa pública?

    Catatau: “argumentum nullum”

    Catatau: eu sou como o Pax adepto da liberdade total de imprensa, você e outros é que tem senões e poréns

  111. Chesterton said

    “Non Sequitur”

    A liberdade de imprensa se aplica aos meios privados de comunicação. Manda outra.

  112. Catatau said

    chester – argumentum ad nauseun

    Chester-“Non Sequitur”

    A liberdade de imprensa se aplica aos meios privados de comunicação. Manda outra.

    Catatau- “argumentum nullum”

  113. Chesterton said

    eu falei, outra, você mandou a mesma
    (não sabe brincar, não desce pro play)

  114. Catatau said

    Chester-eu falei, outra, você mandou a mesma
    (não sabe brincar, não desce pro play)

    Catatau-“argumentum nullum”

  115. Catatau said

    O papo estava bom, fora as criancices do Chester eu gostaria de continuar. Jogo no ar de novo:

    Considero totalmente válidos esses imperativos, Pax, a ponto de radicalizá-los.

    Por isso mesmo gostaria de insistir: ok, “Não me consta que seja proibido político ser dono de veículo de comunicação. Então se vale para aliado do Lula,etc..”

    Extensivamente: Vale para a EBC; ela pode fazer propaganda do governo e ignorar que existe corrupção, como você declarou desgostar acima?

    Vale por exemplo um ACM, ministro das comunicações da ditadura, ter influência histórica sobre a imprensa?

    Vale gente como Collor e Renan Calheiros ser dona de fontes mediáticas em Alagoas, não importando as consequências?

    Vale as inúmeras rádios no interior fazerem campanha para certos políticos, inadvertidamente aliados aos grandes da política local e aos próprios donos das rádios, em detrimento da visibilidade dos outros candidatos?

    Valem interferências irrestritas como o caso da Globo sobre o debate Lula x Collor?

    Vale a nítida, límpida, cristalina interferência de Serra sobre a própria entrevista na CNT, como se pode ver no áudio gravado, no vídeo confiscado e na entrevista que foi ao ar?

    Agora, por exemplo, posso então pressupor que um grupo político pode ser dono de veículo de informação, com liberdade irrestrita de informação, mesmo que seja para favorecer esse político e não outro? Isso (político dono de emissora, com um plus: no Brasil) é garantia de total uso democrático dos meios de comunicação? Qual é o princípio que garante o uso “livre” da imprensa, bem como suas consequências interferindo na liberdade alheia?

    Veja que coloquei alguns casos, entre a ética e a legalidade (ou os dois). Possuem liberdade irrestrita e inconsequente? Caso não, o que impede isso ser feito?

  116. Chesterton said

    My god, você ainda não entende a diferença entre jornal privado e Empresa Estatal de comunicação? Mas que primarismo.

  117. Pax said

    Caro Catatau,

    Não sei o que aconteceu, mas respondi faz pouco, antes deste teu #115, sobre o teu #106. Sei lá porque cargas d’água sumiu. Acho que deu um piti na minha wireless aqui ou a censura já me pegou de vez (ironia, claro, ao menos até o momento).

    Mas vamos lá, em frente.

    Em primeiro lugar creio que há uma diferença entre a EBC e as empresas privadas, como lembrou o caro Chesterton. Aqui acho que ele acerta. Vale a pena dar uma lida no site da empresa, sua proposta etc. Veja aqui: http://www.ebc.com.br/empresa/ E repere na sua primeira frase:

    Suprir uma lacuna no sistema de radiodifusão com o objetivo de implantar e gerir os canais públicos, aqueles que, por sua independência editorial, distinguem-se dos canais estatais ou governamentais. – grigo meu.

    Ou seja, é uma empresa pública que declara que tem independência editorial. E aí me apego a duas questões: (a) se é pública é minha, tua, e do cara lá de Santo Antonio da Patrulha (existe, perto de POA). E tanto você, quanto o tal cara, quanto eu, estamos, sim, querendo saber de corrupção. A sociedade, pelas pesquisas, já escalou este assunto para a pauta faz tempo. Não só as pesquisas, o projeto Ficha Limpa é outro que confirma esta minha certeza.

    E aí? Aí que eu acho que eles estão errando, sim, ao declararem extinta a corrupção ao calarem sobre este tema, ou reduzirem esta pauta. Isto posso afirmar com convicção, pois faz dois anos que uso como fonte para este blog. Ou usava.

    Quanto às outras questões: ACM, Collor, Renan, Sarney etc como donos de meios de comunicação:

    Aqui fico com o artigo do Dines de hoje no Observatório da Imprensa: Doses de ceticismo responsável

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos_admin.asp?cod=609IMQ001

    E você vai gostar de sua introdução:

    Por Alberto Dines em 28/9/2010

    Em meio a tantas certezas, tanta exaltação e tanto fanatismo, que tal estas hipotéticas questões: e se o governo e a mídia estiverem igualmente errados?

    O que aconteceria se Sócrates ressuscitado descesse de paraquedas na Praça dos Três Poderes, Brasília, DF, para lembrar ao presidente Lula que na sua lapela está sempre a miniatura do brasão da República brasileira e não a de um partido político? E se o pai da filosofia, mártir da liberdade de pensar, se voltasse para o reportariado aglomerado à sua volta e proclamasse que a verdade para ser aceita precisa soar como verdadeira?

    Serenariam os ânimos? Uma coisa não deve ser esquecida, bravos guerreiros: o país cansou de rupturas. O vale-tudo, hoje, vale nada. É coisa de “paiséco”, republiqueta.

    E, ainda de outras partes. Em específico, e respondendo no atacado as questões que você coloca, me permito também usar o artigo do Dines por entender que ele é competente para falar disto, e eu me declaro incompetente.

    Certezas desnorteadas

    O presidente Lula afirmou na entrevista ao portal Terra que tem o direito de tomar partido, fazer propaganda, subir no palanque. Está errado. E com isso legitimou o palanquismo jornalístico.

    Mas o presidente estava certo, certíssimo, quando denunciou as poucas famílias que dominam numa mesma região, jornais, rádios e TVs. No entusiasmo retórico, não lembrou do caso da família Sarney, que além de jornais, rádios e TVs é dona do Amapá e do Maranhão inteiros. Neste último controla até o Judiciário, o que lhe garante eterna impunidade. E, não satisfeita com este imenso poder, a família é dona do Legislativo federal.

    E por que razão a mídia não destacou a denúncia presidencial que atinge em cheio o seu mais forte aliado político? Porque nossa mídia não quer ouvir falar em desconcentrar os meios de comunicação, mesmo nas cidades de pequeno ou médio porte, e mesmo sabendo que nos Estados Unidos existe há mais de 70 anos uma agência cuja missão primordial é evitar ou neutralizar a propriedade cruzada.

    Em meio às desvairadas certezas, falta apenas uma boa dose de ceticismo. Com pitadas de ironia.

    Creio que não responde por completo, mas também não pretendo responder por completo, tanto por achar que o assunto merece debate, como por não saber responder algumas questões que ainda não tenho absoluta convicção.

    As que tenho, já disse e repito: absoluta ojeriza quanto a tutoriamento e restrição das liberdades etc etc.

  118. Catatau said

    boa, concordo plenamente e o artigo parece muito bom (lerei inteiro).

    O meu comentário foi uma provocação. Eu esperava você (e até o Chester, em um acesso de linguagem) defender a legalidade. Eu citaria aquela passagem da constituição (art. 54) e diria que se vocês se posicionam simplesmente a favor da simples legalidade não há o que discutir, pois é exatamente essa a posição do governo frente às denúncias.

    Parafraseando: “Se a imprensa é privada, ela que acolha as consequências do que disse publicamente em âmbito jurídico” – então levemos a cabo o argumento e digamos: que o governo também acolha juridicamente as consequências do que diz e fiquemos todos quietos.

    Tudo isso está errado. Liberdade de imprensa não é sobreposição de interesses privados em esfera pública (não é exatamente isso que vcs acusam no Lula?). Desde que existem as democracias representativas a imprensa tem um papel público, e o que ela possa ter de represetatividade não é em âmbito privado, mas público (por isso a democracia representativa é partidária, embora, pelo menos no Brasil, a mídia não possa ser).

    Não tem jeito: jornalismo é diferente de publicidade. Publicidade é privada, jornalismo é público.

  119. Pax said

    Bem, Catatau, então acho que temos uma questão clara:

    Há equívocos.

    E eles se encontram em todos os cantos desta história.

    Mas acho que há uma questão boa, muito: ficar alerta sobre estes equívocos faz um bem danado. E os reclames gerais, sejam quais forem, em cima desta questão, merecem ser ouvidos.

    Claro, sempre excluindo os histéricos. Estes não agregam nada que preste, segundo o que entendo. Melhor ficar com gente mais equilibrada e competente. Nestas horas que é bom ter Dines, Bucci e outros desses que considero bons. Muito bons.

  120. Eduardo said

    Este parágrafo demonstra com clareza esse assunto:

    Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder. É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir. O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.

    O Brasil tem de acordar, afinal a Casa Civil tem demonstrado o quanto teremos alguém ineficiente e inconsequênte com a coisa pública caso seja eleita esta senhora.

  121. Elias said

    Pax,

    Ao que parece, a discussão está se concentrando num lado da questão e esquecendo o outro.

    UM LADO:

    A imprensa tem o direito de dizer o que quiser, sobre quem quiser?

    Resposta: Claro que sim!

    Se, ao fazer isso, cometer algum crime, deve ser processada com base nas leis já existentes, que tipificam o crime.

    Nada de leis específicas regulando a liberdade de imprensa, até porque isso é uma porta aberta para a tipificação bastarda do “crime de opinião”, tão a gosto das ditaduras de qualquer matiz.

    OUTRO LADO:

    O indivíduo atacado por um órgão de imprensa tem direito a rebater as acusações que lhe são feitas?

    Sim também, né Pax?

    Seja ele quem for, Presidente da República ou ascensorista de elevador, ao acusado deve ser assegurado o “jus esperneandi”.

    Se não for assim, você estará admitindo que todos são iguais, porém alguns são mais iguais do que outros.

    O jornal X diz que o Fulano de Tal pretende ser ditador, quer acabar com as liberdades democráticas, etc e tal.

    O Fulano de Tal, rebatendo, diz que o tal jornal está inventando isso, que esse jornal, sim, é que trabalha por um golpe de Estado, que jornalismo que ele pratica é ruim e desonesto, etc e tal.

    (Pessoalmente, como você sabe, eu acrescentaria o qualificativo “parasita” a todo e qualquer proprietário de jornal ou revista de grande circulação no Brasil, porque lucra milhões e não paga impostos, obrigando os demais cidadãos a carregá-lo nas costas e sustentar a boa vida que leva, extensiva a seus distintos familiares, digníssimas amantes, respeitáveis concumbinas, etc.).

    Em miúdos: o jornal X deu a opinião de seu dono sobre o Fulano de Tal; este, em troca, deu sua opinião sobre o jornal X.

    O que você vê de errado nisso?

    Acontece que a Veja, o Estadão e a FSP, dizem o que querem do Lula, e acham isso muito justo.

    Quando o Lula responde com palavras desagradáveis aos pseudo-aristocráticos ouvidos dos donos das pocilgas, estes sobem nas tamancas e a porcada se exaspera.

    Assim não dá, Pax!

    A democracia não existe somente para jornais e revistas. Ela deve existir, também, para outras pessoas, né?

    Quem diz o que quer, tem que aprender a ouvir o que não quer.

    É a democracia, caríssimo Pax!

    Insisto: do ponto de vista legal, esses jornais e revistas têm todo o direito de expressar livremente a opinião e as preferências políticas de seus proprietários.

    Os proprietários de jornais e revistas só precisam evoluir pouquinha coisa na escala da civilização, e conceder aos seus desafetos o excelso privilégio de responder na mesma moeda.

    Do ponto de vista legal, é isso aí.

    Sob a ótica moral, o papo é outro.

    Do ponto de vista moral, dono de jornal e revista de grande circulação no Brasil nem deve ser considerado cidadão. É um parasita!

    E, como parasita que é, não está credenciado a dar lição de moral em ninguém.

    Como ele insiste em fazê-lo, no uso de seus direitos legais, cabe-me o direito moral de considerá-lo um canalha hipócrita. Além de parasita, claro.

    O que, também, não passa de uma opinião.

  122. Catatau said

    Pois então, Pax e Elias, o que me parece problemático é o seguinte: sendo seletiva e empregando muitos recursos retóricos favorecendo sua seletividade, boa parte da imprensa não cumpre originariamente seu papel: informar o cidadão.

    Há confusão entre público e privado na imprensa. Ela é privada? Sim. Ela DEVE ser pública, no sentido de não ser mera publicidade privada, mas jornalismo público? Certamente. Ela pode confundir público e privado? Nunca.

    Isso já solapa de saída todo nosso debate. Nunca chegaremos ao mérito de Lula estar certo ou errado, ou FHC ou Serra ou qualquer outro. A seletividade da imprensa brasileira não garante esse crivo, e mesmo quando ela está certa ela já estava errada de saída, pois há propóstos não públicos comandando o interesse público da imprensa.

    Isso não tem nada a ver com liberdade de imprensa, mas sim como o Brasil se configura enquanto sociedade.

  123. Catatau said

    Ah sim, o Capitão Nascimento tem uma boa palavra para essa confusão entre público e privado no Brasil: “o sistema”

    “Sistema”: não é a regra legal, não é a prática institucional, não é a prática cotidiana, não é o crime, mas algo que circula mais ou menos no entremeio de tudo isso. Não existe “sistema” nesse sentido em outros países, é uma peculiaridade brasileira.

    Quando a imprensa é seletiva no tipo de contexto em que vivemos, ela faz parte de uma espécie de “sistema”, mesmo sem o querer.

    O que garante que ela não faça parte disso? O jornalismo, isto é, a radicalização do caráter democrático da informação. Significa ter posição racional e pública, e não volitiva e privada, mesmo que o dono do jornal seja uma entidade privada.

  124. Catatau, interessante suas opiniões, mas tenho uma dúvida: a)porque uma atividade privada tem que ser pública? e b) o que vc quer dizer “ter uma posição racional e pública”?

    Pergunto isso pois não vejo ninguém reclamando do jornal do MR-8, dos jornais dos sindicatos, ou de qualquer outra publicação, que como vc diz são seletivas?

    Porque esses questionamentos para com a imprensa SEMPRE acontecem (pelo menos nos últimos oito anos) quando é publicado algo contra o atual governo? Lembro que quando o escândalo do suborno ao legislativo começou as mesmas acusações surgiram. Hoje o caso está no STF sendo que o “chefe da quadrilha” é comandante da campanha da Dilma. Estou errado?

    Alguém reclamou da Veja quando publicou aquela entrevista com o irmão do Collor?

    Ou das reportagens do Azeredo?

    Ou das reportagens com a Yeda?

    A verdade é que a imprensa incomoda os poderosos. Todos eles. E a seletividade existe muito mais na cabeça dos que leem as reportagens do que nos próprios veículos de imprensa.

    O termo “privataria” amplamente alardeado não surgiu de dentro da Folha? Quantos reclamaram?

    Havia reclamações sobre a conduta do Franklin Martins e da Tereza Cruvinel quando eram das Organizações Globo?

    Vc reclama mais “democratização” da imprensa. O que seria isso para vc? Como fazer isso? Através do “controle social da mídia” como o governo atual quer?

  125. Eduardo said

    Concordo com a maior parte do que disse Pablo Vilarnovo, exceto pelo que disse de Franklin Martins, pois durante o mensalão do PT, o mesmo nas noites do JN olhava para a câmera e dizia, “vamos ver o que o presidente Lula tem a dizer sobre isso…”. Era hilário, parecia que a Globo era um braço do governo a confirmar que Lula nada tinha a ver com o empreendimento do mais importante cargo dentro de seu governo. Se não era conivente não era presidente, pois ali ele não governava.

  126. Pax said

    Caro Elias,

    Me aponte onde afirmei que Lula não poderia reagir às opiniões dos donos de jornais, por favor.

    Se escrevi isto, me arrependo. Mas não lembro.

    Claro que Lula pode falar. Acontece que isto legitima o que o Dines chama de “palanquismo político”. E aí fica de um lado um presidente brigando e de outro os jornais brigando. Até aí morreu o tal do Neves, coitado, que nem tive o prazer de conhecer. Mas pode-se imaginar que chegue em situação parecida com a da Venezuela, ou Argentina. Do meu lado, na minha opinião, tentaria ao máximo evitar estes exemplos.

    A posição de presidente embute, no meu entender, uma liturgia que faz bem observar. Mesmo quando atacado. Não sei se você leu o artigo completo do Dines mas ele traz um excelente exemplo do José Mojica, o presidente uruguaio e uma boa opinião do . Me permito reproduzir aqui:

    Quem tem razão é este maravilhoso exemplar da alma latino-americana chamado José Mujica, presidente da República Oriental do Uruguai. Perguntado pelo repórter da Veja (29/9, págs. 19-23) sobre o que deve fazer um governante quando é criticado pela imprensa, ponderou:

    “[Deve fazer] Nada. Deve suportar. Se reagir perde duas vezes, porque será atacado de novo. Tem de olhar para o outro lado.”

    E acrescentou:

    “Jornalistas devem tentar atuar com honra. Depois, cada leitor ou telespectador deve interpretar o que leu ou ouviu. Quanto mais educada e qualificada for a população, maior diversidade haverá de opiniões, o é que muito bom.”

    Sócrates, o filósofo redivivo, teria aplaudido com entusiasmo. Como certamente aprovaria este comentário escrito no Estado de S.Paulo (25/9, pág. A-31) pelo argentino Eduardo Bertoni, um acadêmico, diretor do Centro de Estudos de Liberdade de Expressão da Universidade de Palermo, Buenos Aires.:

    “Os cidadãos estão perdendo a confiança nos meios de comunicação. De um lado, a imprensa é responsável perante o cidadão, motivo pelo qual o estabelecimento de padrões éticos ou profissionais pelo governo deve ser repudiado. Mas, de outra parte, esta perda de confiança beneficia os governos que querem levar à censura ou autocensura.

    “Os jornalistas latino-americanos não podem correr o risco de perder a confiança do seu aliado mais natural. Se isso ocorrer, os governos se sentirão livres para agir contra a imprensa. Se essas medidas se consolidarem, não só perderemos um direito fundamental, mas a democracia estará correndo riscos.”

    O Pablo Vilarnovo traz uma boa provocação, também, acima. Que em síntese me arrisco a dizer que é: quando a imprensa sentava o pau no FHC, no Collor etc, o PT não reclamava. Agora que virou vidraça…

    Já disse e repito, não dá para somente ser honesto, tem que parecer honesto. Não dá para somente falar em liberdades, tem que insistir, não pode vacilar.

    E, se vacilar, qualquer vacilo que seja, cá do meu canto, enquanto posso (ok, carregando nas tintas), reclamo.

    Entendeu, caro Elias? É simples. Entendo completamente tua raiva, também tenho enormes questões sobre a qualidade e até a ética do que andam publicando por aí, acho que sim. Mas vamos separar as questões. A qualidade da imprensa já vem em discussão faz um enorme tempo. A questão destas declarações do Dirceu, do Lula etc são as recentes. É em cima delas que estamos discutindo.

    E vou até mais longe: de tudo que vi do Lula até hoje, acho que ele ouve, sim. E tenho certeza que não falaria as mesmas coisas de novo, da forma ipsis verbis que falou. Você acha que não?

  127. Pax – Vc está certo. Prova disso foi que mandaram esvaziar aquele evento no sindicato dos jornalistas em SP. Rapidamente o PT caiu fora assim como a CUT.

    Eles sentiram sim a pancada.

    Ainda bem.

  128. Pax – Faço outra pergunta. Porque quando se fala em “democratização” da mídia, os “progressistas” nunca falam em acabar com as concessões políticas?

    Reclamam da quantidade de rádios, tvs e jornais nas mãos de políticos mas não comentam que são os políticos que controlam isso.

    Porque uma pessoa que quer ter uma TV, ou uma rádio, e tenha condições técnicas para tal, tenha que pedir a benção do Estado, ou seja, dos políticos?

  129. Pax said

    Este é uma boa questão, caro Vilarnovo.

    Consessões de meios de comunicação virou uma questão de mau cheiro no Brasil. Generalizado, diga-se. Tem pra todo lado.

    Prezados todos deste bom debate. O novo post traz uma notícia muito ligada às questões aqui colocadas. O MP Eleitoral do Amapá pediu a cassação da candidatura do Collor. (cá entre nós, sou capaz de apostar uma caixa de Cerpinha, que o Elias não reclamará muito disto).

    E porque? Porque ele é acusado de abuso de poder econômico e de utilização indevida de meios de comunicação social na realização e na divulgação de pesquisa eleitoral fraudulenta.

    Sem julgar esta questão específica de Collor, veio em boa hora na discussão. Não?

  130. Pax said

    Ah, sim, pegando o gancho do Vilarnovo sobre concessões de meios de comunicação:

    Deus salve a Rainha, digo, a internet.

    (antes que me esqueça, não posso me furtar de reafirmar que sou ateu de pedra e adoro a República).

  131. Chesterton said

    Catatau, 122:

    “Pois então, Pax e Elias, o que me parece problemático é o seguinte: sendo seletiva e empregando muitos recursos retóricos favorecendo sua seletividade, boa parte da imprensa não cumpre originariamente seu papel: informar o cidadão.”

    chest- Catatu, aqui você confunde uma coisa: não é (boa) “parte” da imprensa que deve informar o cidadão, mas o conjunto todo da imprensa. Assim como há veículos conservadores há veículos revolucionários, assim como há veículos dos quais você discorda, há aqueles com os quais você concorda.
    Logo, se você crê que os veículos conservadores tem um papel conservador só há uma saída para voc~e. Fundar um veículo revolucionário.
    Não é possível você obrigar que artigos pró Farc saiam em O Globo e artigos conservadores a favord capitalismo anglo-saxão saiam no Carta Capital.

  132. Chesterton said

    Pax, não é só a internet, você pode imprimir um jornal amanhã e sair na rua vendendo exemplares.

  133. Pax said

    Mas acho que não posso ter uma rádio nem uma tv.

  134. Chesterton said

    O Estado apoderou-se do espectro eletromagnético.

    “A imprensa é absolutamente livre para publicar o que bem entender”
    Ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE

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