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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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FHC: Dilma vencerá as eleições

Posted by Pax em 25/09/2010

Fernando Henrique Cardoso afirmou ao jornal britânico Financial Times que já se sabe quem vencerá a corrida eleitoral à presidência: Dilma Rousseff.

A notícia é da BBC, publicada em vários veículos nacionais. Não pode ser reproduzida sem autorização. Como o blog não tem, deixo os links para consulta.

A jornal, FHC diz que oposição ‘errou ao mistificar Lula’

No Estadão – No O Globo

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29 Respostas to “FHC: Dilma vencerá as eleições”

  1. William said

    Um fim patetico para um expresidente ridiculo, entreguista e elitista.

  2. Carlão said

    Na entrevista, ele admite ainda que a candidata oficial, Dilma Rousseff, é a mais provável vencedora das eleições presidenciais do dia 3 de outubro.
    FHC tem por hábito ser digno e falar a verdade.Provavelmente Dilma será eleita.

    Por outro lado, o Ministro do Planejamento Paulo Bernardo de Lula…
    “Acossado por repórteres de rádio que lhe perguntaram se era correto Lula fazer propaganda em viagem oficial, o ministro saiu-se com esta:
    – Mas ele falou na hora do almoço. Que me conste, horário de almoço não faz parte do expediente.

    Pela peculiaríssima doutrina constitucional do ministro Paulo Bernardo, que é bancário, o almoço seria, então, um intervalo no exercício da Presidência.
    Como o presidente, quando toma café, almoça e janta não costuma transmitir o poder ao vice José Alencar, então durante suas refeições não tem ninguém governando, segundo a “doutrina Bernardo”.
    Tudo para justificar o injustificável: o presidente usa indevidamente o cargo na campanha por sua candidata, é multado volta e meia pela Justiça Eleitoral, zomba dela, e tudo fica por isso mesmo.

    O Tio Pax percebeu a diferença, é claro. Ética e dignidade não precisam ser desenhadas.

  3. William said

    Chega a ser ridicula esta tentativa de tolher a liberdade de espressao do Lula.

  4. […] This post was mentioned on Twitter by Pax, Ariadne Jacques. Ariadne Jacques said: RT @politicAetica: FHC: Dilma vencerá as eleições http://bit.ly/9p2PWv […]

  5. Patriarca da Paciência said

    Dizem que, ao final da vida, as pessoas sempre se reencontram e tornam a ser aquilo um dia foram.

    Fernando Henrique, apesar dos tropeços, sempre manteve uma nesga de bom senso.

    Acho que ele está voltando a ter sanidade mental.

  6. Zbigniew said

    Eu queria saber onde foi que a oposicao mistificou o Lula. Apenas agora, na tentativa de ludibriar o povo, veio com esta historia de que mantera o Bolsa Familia (o Serra prometeu ate 13o. em cima daquilo que o Jarbas Vasconcelos, nas paginas amarelas do panfleto denominou de esmola), aumentara o salario minimo para R$ 600,00, tudo isto na reta final da campanha. Sei! Teve aquela do Serra de que o Lula estava acima do bem e do mal, mas nao convenceu niguem.
    O interessante e que alguns dos orgaos de imprensa ensaiam sair do armario na undecima hora e assumir suas verdadeiras predilecoes – embora todo mundo ja saiba. Mas e melhor que seja assim. Por sinal, no editorial de hoje, o Estadao nao podia ser mais explicito:

    “(…)
    O único dado alentador, no momento, foram as declarações de Dilma em defesa da liberdade de imprensa. A candidata não só tornou a repetir a boutade de que o único controle social da mídia que aprova é o controle remoto do televisor, como prometeu que, se eleita, não tentará impedir que a imprensa fale dela o que bem entender. “No máximo”, antecipou, “vou dizer: está errado, por isso, por isso e por isso.” É esperar que a sua posição prevaleça, se ela for a próxima presidente – que esperamos que não aconteça.”

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100925/not_imp615057,0.php

  7. Carlão said

    MITIFICAR OU MISTIFICAR ?

    Até o tio Pax foi “mistificado” nesta notícia.
    Leia no original e perceba por que?
    http://www.ft.com/cms/s/2/d889965e-c769-11df-aeb1-00144feab49a.html
    ;)

  8. Carlão said

    hehehe
    Se a Betty, a Matilde souberem ingles…entenderã0 a frase final do citado artigo:

    And of his own importance? “I did the reforms. Lula surfed the wave.”
    ;)

  9. Patriarca da Paciência said

    Li o artigo em javanês.

    Diz o dito cujo: “Eu fiz as reformas, Lula surfa na onda”.

    Só que FHC, APENAS, fez parte da equipe que estabilizou a moeda, sendo que a parte mais importante, a decisão política, foi de Itamar Franco.

    Mas FHC pegou a moeda estabilizada e nada fez.

    Ficou na base da filosofia de D. João VI, mentor do Friedman e do FHC neo liberal, ou seja: “Tudo se fará por si mesmo”.

    Lula pegou moeda estabilizada, manteve-a estabilizada e botou o Estado para funcionar, dando ênfase para os benefícios sociais.

    Foi um tremendo sucesso, reconhecido pelo mundo todo.

    FHC não se conforme de não ter percebido como Colombo conseguiu colocar o ovo em pé. (tão simples!)

    Mas parece que o FHC está recuperando sua sanidade mental.

    Estou torcendo por ele.

  10. Jorge said

    nossa, voces ainda dão atenção a esse tipo lamentável, que nem mesmo o psdb quer por perto em sua campanha eleitoral? Eu passo a vez.

  11. Carlão said

    ;) Matilde e Betty acabam de confirmar FHC:
    1.”Lula pegou moeda estabilizada, manteve-a estabilizada e botou o Estado para funcionar, dando ênfase para os benefícios sociais”.
    Plano Real (FHC), Responsabilidade Fiscal (Malan), Cambio Flutuante (Armínio Fraga) e programas sociais (D. Ruth Cardoso, Paulo Renato e Serra).
    ou seja:FHC “Eu fiz as reformas, Lula surfa na onda”.
    2.”Foi um tremendo sucesso, reconhecido pelo mundo todo”.
    No BC de lula o Meirelles (um czar neo-liberal) durante os 8 anos de lula.
    O Wall Street Journal tem opinião diferente.
    A melhor coisa que lula fez foi NADA.
    3.”botou o Estado para funcionar”.
    9 ministros de lula foram demitidos por “corrupção”.Aré agora.
    4. Escandalos recentes:
    A Receita Federal e a Casa Civil viraram “balcão de negócios” e/ou chantagem política.
    A Ministra Erenice foi demitida por lula por corrupção comprovada.A Bolsa familia, dela.
    Dilma não sabia e lula foi pego de surpresa.
    (continua oportunamente)

  12. Chesterton said

    SÁBADO, SETEMBRO 25, 2010
    Estadão apóia Serra em editorial.
    Do Estadão, em editorial:

    A acusação do presidente da República de que a Imprensa “se comporta como um partido político” é obviamente extensiva a este jornal. Lula, que tem o mau hábito de perder a compostura quando é contrariado, tem também todo o direito de não estar gostando da cobertura que o Estado, como quase todos os órgãos de imprensa, tem dado à escandalosa deterioração moral do governo que preside.
    E muito menos lhe serão agradáveis as opiniões sobre esse assunto diariamente manifestadas nesta página editorial. Mas ele está enganado. Há uma enorme diferença entre “se comportar como um partido político” e tomar partido numa disputa eleitoral em que estão em jogo valores essenciais ao aprimoramento se não à própria sobrevivência da democracia neste país.
    Com todo o peso da responsabilidade à qual nunca se subtraiu em 135 anos de lutas, o Estado apoia a candidatura de José Serra à Presidência da República, e não apenas pelos méritos do candidato, por seu currículo exemplar de homem público e pelo que ele pode representar para a recondução do País ao desenvolvimento econômico e social pautado por valores éticos. O apoio deve-se também à convicção de que o candidato Serra é o que tem melhor possibilidade de evitar um grande mal para o País.
    Efetivamente, não bastasse o embuste do “nunca antes”, agora o dono do PT passou a investir pesado na empulhação de que a Imprensa denuncia a corrupção que degrada seu governo por motivos partidários. O presidente Lula tem, como se vê, outro mau hábito: julgar os outros por si. Quem age em função de interesse partidário é quem se transformou de presidente de todos os brasileiros em chefe de uma facção que tanto mais sectária se torna quanto mais se apaixona pelo poder.
    É quem é o responsável pela invenção de uma candidata para representá-lo no pleito presidencial e, se eleita, segurar o lugar do chefão e garantir o bem-estar da companheirada. É sobre essa perspectiva tão grave e ameaçadora que os eleitores precisam refletir.
    O que estará em jogo, no dia 3 de outubro, não é apenas a continuidade de um projeto de crescimento econômico com a distribuição de dividendos sociais. Isso todos os candidatos prometem e têm condições de fazer. O que o eleitor decidirá de mais importante é se deixará a máquina do Estado nas mãos de quem trata o governo e o seu partido como se fossem uma coisa só, submetendo o interesse coletivo aos interesses de sua facção.
    Não precisava ser assim. Luiz Inácio Lula da Silva está chegando ao final de seus dois mandatos com níveis de popularidade sem precedentes, alavancados por realizações das quais ele e todos os brasileiros podem se orgulhar, tanto no prosseguimento e aceleração da ingente tarefa – iniciada nos governos de Itamar Franco e Fernando Henrique – de promover o desenvolvimento econômico quanto na ampliação dos programas que têm permitido a incorporação de milhões de brasileiros a condições materiais de vida minimamente compatíveis com as exigências da dignidade humana.
    Sob esses aspectos o Brasil evoluiu e é hoje, sem sombra de dúvida, um país melhor. Mas essa é uma obra incompleta. Pior, uma construção que se desenvolveu paralelamente a tentativas quase sempre bem-sucedidas de desconstrução de um edifício institucional democrático historicamente frágil no Brasil, mas indispensável para a consolidação, em qualquer parte, de qualquer processo de desenvolvimento de que o homem seja sujeito e não mero objeto.
    Se a política é a arte de aliar meios a fins, Lula e seu entorno primam pela escolha dos piores meios para atingir seu fim precípuo: manter-se no poder. Para isso vale tudo: alianças espúrias, corrupção dos agentes políticos, tráfico de influência, mistificação e, inclusive, o solapamento das instituições sobre as quais repousa a democracia – a começar pelo Congresso.
    E o que dizer da postura nada edificante de um chefe de Estado que despreza a liturgia que sua investidura exige e se entrega descontroladamente ao desmando e à autoglorificação? Este é o “cara”. Esta é a mentalidade que hipnotiza os brasileiros. Este é o grande mau exemplo que permite a qualquer um se perguntar: “Se ele pode ignorar as instituições e atropelar as leis, por que não eu?”
    Este é o mal a evitar.

  13. Patriarca da Paciência said

    Só faltam agora a “óia”, a “fôia” a “rede dos bobos” etc. terem a mesma honestidade do estadão e reconhecerem que são partidos políticos.

    É isso aí.

    É bem mais sadável dizer a verdade, reconhecendo-se como partido, mas não precisa falar tantas bobagens.

  14. Carlão said

    medeus….
    Dilma foi profética hoje!
    A esperança (Serra) vai vencer o medo (de perder do lula).
    E segundo turno é tudo o que lula não queria. Afinal seu pequeno super-ego sempre precisará de liberdade de expressão e as asneiras serão mais freqüentes.
    A Veja vai continuar as reportagens investigativas…que mesmo combatidas pelo partido, acabam sendo comprovadas pela PF.

    O segundo turno é outra campanha. As forças se desarranjam.Denuncias inesperadas…
    Lula está com medo. Contra FHC não houve 2o. turno. lula foi derrotado na eleição preliminar.
    Quando candidato em 02 e presidente em 06
    Depois acabou vencendo na eleição final…a vitória foi menor
    Agora um segundo turno terá um sabor de derrota.
    Mesmo que a criatura seja eleita.
    Lula formará um “shadow cabinet”? para orientar a candidata “papel de embrulhar prego” ???
    (seu apelido na campanha…radio corredor).

    Estamos votando o que afinal? Um terceiro mandato?

    O estadão avisou à Sociedade que tem lado.É contra a mentira.
    Declarou apoio a Serra.

  15. Pax said

    Nem tudo é bobagem, caro Patriarca. Infelizmente há algumas verdades que precisam ser encaradas.

    Ao mesmo tempo, cá do meu conforto, diria se fosse um petista mais calmo, mais tradicional, mais equilibrado:

    1 – Israel Guerra e Erenice: olha onde chegou a cagada.

    2 – Turminha mais exaltada que achava que a tal Marcha Contra a Imprensa Golpista seria um grande lance. Pois bem, vejam a grande cagada que vocês foram inventar, bem na reta final.

    Até parece que não disse, inúmeras vezes, que era para a campanha de Dilma tentar acalmar a militância mais cagalhofante.

    Deu no que deu.

  16. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    sinceramente, com toda a honestidade mesmo, não vejo em que isso seja prejudicial ao PT.

    Combaterá à luz.

    Pior mesmo é essa hipocrisia de “imparcialidade” que nunca existiu.

    Tracking Vox Populi IG/Band 25/09/10

    Dilma 50%

    Serra 23%

    Marina 11%

    Única novidade, Marina está tirando votos do Serra.

    Serra honesto e corretíssimo?

    Presidente de nascença, melhor ministro da saúde que o Brasil já teve, melhor senador, deputado, prefeito, governador etc.
    o sábio dos sábios, o competente dos competentes, o filho da dona Iaiá etc.

    O próprio PT acha a maior graça destes “apelidos”.

    Acho que é apenas uma questão de coerência. Se determinado órgão de imprensa apoia tal candidato, que declare, como acontece nos países civilizados.

  17. Patriarca da Paciência said

    Sinceramente, Pax, eu nunca ouvi falar nessa tal marcha contra a imprensa golpista apoiada pelo PT.

    É sim, uma iniciativa de blogueiros que declaram abertamente seu apoio à candidata Dilma.

    Muitos são jornalistas e declaram que são a favor da total liberdade de expressão e, não apenas, escrever ou dizer, aquilo que os poucos controladores da “grande imprensa” quer que escrevam ou falem.

  18. Zbigniew said

    Realmente, Pax. Se prejuízo ocorreu, foi para o Serra. A Marina, em algumas regiões, já se aproxima “perigosamente” dele. Porque os votos em Dilma já estão bem cristalizados. Onde ele ainda pode ganhar é nos indecisos, mas mesmo assim nada indica que ele teve sucesso neste desiderato. Outra coisa: em São Paulo tá perigando a disputa ir para o segundo turno.

    Como disse o Nassif, o Setembro Negro falhou. Eu concordo em parte. Amanhã o Estadão está prometendo um editorial declarando seu apoio à candidatura Serra. Parece que a estratégia do Lula de bater na velha mídia está dando certo (no discurso de Campinas o Presidente alertou que os alguns jornais e revistas não têm coragem de declinar o nome do candidato que apoiam). Até porque tirou um pouco o foco do escândalo da Casa Civil e chamou a atenção para a capitalização da Petrobrás e de como os tucanos queriam tanto transformá-la em Petrobrax. O Lula não dá ponto sem nó.

    Sinceramente, está longe de ter dado um tiro no pé.

  19. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    o que a Veja, Folha, Estadão etc. poderiam fazer mais do que já fizeram?

    A revista Veja tem apenas 4% de leitores, é fato, mas se existe uma tal de “orquestração” é o que estava acontecendo.

    A Veja faz a ilação, Folha e Estadão repercutem, telejornais repercutem etc. Programa político mostra as manchetes bombásticas. No fim eles agem com força total, atingindo o maior número de pessoas possíveis. Isto sim é que é a tal de “orquestração”!

    Tem sido assim desde o começo da campanha e… o Serra só caiu.

    O que poderá a contecer agora?

  20. Patriarca da Paciência said

    O filho da Erenice ganhou 120 mil reais e mais 20 mil reais mensais, durante alguns meses, por consultorias, em toda a sua atividade como profissional.

    É a única coisa com jeito de realidade concreta que existe.

    Se foi legal ou ilegal, ainda não foi provado.

    Resta saber se ele é mesmo consultor, tem habilitações para isso etc.

    Como dizem, filho de ministro não pode trabalhar?

    Terá que viver do salário dos pais?

    Bom, acho que os senhores deputados tem que pensar em fazer algum tipo de regulamentação para isso.

  21. Chesterton said

    Como dizem, filho de ministro não pode trabalhar?

    chest- não no ministério da Mami, genio.

  22. Chesterton said

    Um caso escandaloso de censura à imprensa no Tocantins; decisão de desembargador joga a Constituição no lixo! Coligação de Gaguim aplaude censura

    O governador do Tocantins, Carlos Gaguim (PMDB), candidato à reeleição, enroscou-se numa história cabeluda (ver abaixo). O Ministério Público de São Paulo começou a investigar a ação de uma máfia em cidades do estado e acabou descobrindo um esquema que se estende a outros estados. No Tocantins, segundo a apuração, em associação com Gaguim, a tal máfia se preparava para um esquema que poderia chegar a R$ 1 bilhão. As conversas gravadas, vejam ali, revelam outros detalhes sórdidos.

  23. Chesterton said

    Sábado, Setembro 25, 2010
    FOLHA REVELA NOVAS BANDALHEIRAS NA CASA CIVIL: CONTAS BANCÁRIAS NO EXTERIOR PARA RECEBER PROPINAS
    O esquema de favorecimento a empresas privadas que causou a demissão da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, contava com duas contas bancárias no exterior para receber o dinheiro arrecadado com contratos de intermediação de negócios com o governo federal. As contas estão em nome de empresas em Hong Kong, região administrativa especial da China. Segundo empresários de Campinas (SP), elas foram indicadas para o depósito de R$ 5 milhões para cobrir dívidas de campanha eleitoral.

  24. Patriarca da Paciência said

    “óia, fôia, estadão”

    Quem ainda acredita?

  25. Mona said

    PAX,
    este link é especial para você, que tem uma vontade sincera de entender o mundo e seus processos, honrando essa condição “sine qua non” de ser humano, ao contrário de muitos que não se importam em seren tratados como integrantes de um rebanho a ser pastorado. Boa leitura!

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/il2609201006.htm

  26. Patriarca da Paciência said

    Mona,
    seu negócio mesmo é pertencer a um rebanho tocado por uma dezena de famílias mafiosas.

  27. Chesterton said

    ~Link da Mona, nem li, mas o Pax não é assinante, logo, utilidade geral

    azões e desrazões do lulismo
    O lulismo seria um continuador do varguismo? Sim, mas pelo que Getúlio tinha de pior, segundo Maria Sylvia Carvalho Franco e Sergio Fausto, que fazem um contraponto ao artigo de André Singer “A história e seus ardis”, publicado na Ilustríssima, em 19/9

    De casas, pastores e lobos

    RESUMO Lula valeu-se da herança varguista do paternalismo para constituir seu governo e sua popularidade, calçada na cultura da carência dos brasileiros, em violações de direitos e no marketing político. O alardeado êxito comercial leva a escolhas eleitorais sem racionalidade, que ignoram fragilidades econômicas e valores cívicos.

    MARIA SYLVIA CARVALHO FRANCO

    ENTRE AS IMAGENS ARCAICAS do poder político estão as do pastor e do pai. Esta última figura, o presidente Lula reclamou explicitamente para si. Não bastasse a evocação do paternalismo, as mazelas que o acompanham fazem-se mais e mais visíveis. O cerne dessa ordem está, justamente, em transpor a casa -moradia da família grande, com pais, filhos, parentes, clientela, compadres, afilhados e companheiros- para o palácio, com seus membros convertidos em ministros, deputados e senadores, agregados, sindicalistas e executivos de empresas oficiais.
    Emblemáticos desse regime são os acontecimentos na Casa Civil deste governo, tornada gabinete pessoal de José Dirceu e da ministra demissionária. Ambos convenientemente descartados. Lula de nada sabia, esteve cego, surdo, calado; Dilma resguarda-se dos eventuais dolos de seu factótum, simples “assessora”.
    A gratidão aos acólitos, nula nesses protagonistas, é virtude privada e pouco interessa em política: importantes são os princípios que fundam o Estado e o espírito da magistratura, como a prudência e o respeito à legalidade. Nesse campo ético, o governante obriga-se a responder por seus próprios atos e os de seus adjuntos. O avesso dessa máxima orienta nossos dirigentes. Em atos e palavras, a disciplina necessária aos negócios públicos é subvertida com farsas tramadas para eludir responsabilidades.
    Daí é um passo converter a economia doméstica em economia política, o interesse privado em fins coletivos, a dominação pessoal em benefício para os pobres, a pura mentira em razão de Estado. O crime de violação de sigilos constitucionalmente garantidos, como as declarações de rendimentos, transforma-se em ato banal para o ministro da Fazenda. As vítimas desse atentado convertem-se em réus, a imprensa que divulga os feitos transforma-se em golpista que os maquina.

    VALORES INVERTIDOS A esse quadro de condutas e valores invertidos Dilma pertence: escolheu integrá-lo ao sagrar-se “mãe”, como seu padrinho diz-se “pai” dos brasileiros. À sombra do arcaico paternalismo, acomodou-se um esmaecido perfil de mulher moderna, da jovem ex-resistente contra a ditadura, da universitária e profissional habilitada.
    É confrangedor ver a espinha humana vergar às técnicas de controle político: a curvatura vai da aparência física à indumentária, ao discurso, à identidade, perdida na aliança com personagens cujo estigma a candidata quer afastar de si.
    José Dirceu faz sua campanha Brasil afora, Antonio Palocci -derrubado no episódio da violação, sem mais, de um preceito constitucional- a avaliza junto aos empresários, temerosos da “guerrilheira”, mas desatentos à ameaça que representa, a eles como a toda a cidadania, a possível devassa, sem ordem judicial, na vida econômica de qualquer pessoa. Palocci é enaltecido em jantar, com direito a fotografia risonha e cordial, impressa em jornais, comemorando a “classe média” alardeada na propaganda e erguida ao paraíso mercantil.

    DA MÃO PARA A BOCA Há quem afirme que essa “classe média, pela primeira vez neste país, compra e vota com racionalidade”. A associação é significativa: compra e vota. Racionalidade, nesse exíguo espaço de pensamento, inexiste: se a minguada Bolsa Família -suposto arcano da prosperidade- permite ao pobre comer, a racionalidade vai da mão para a boca (dizia o velho Marx).
    Esse critério de voto realça outro arquétipo do mando político, o pastoreio, reativado por Lula e Dilma ao prometerem “cuidar” dos brasileiros. Filhos são singulares, não compõem um rebanho de animais dóceis, tangidos pelo pastor. Este “trata” de sua manada: a alimenta, supervisiona e preside seus cruzamentos, reproduzindo-a e engordando-a para o corte. Se o pastor e seus ajudantes fornecem comida, dia virá em que, por sua vez, comerão o redil, convertendo-se em lobos, saciando-se com o poder garantido pelos votos encurralados.
    É esse viés obsoleto que Lula soube expandir, distorcendo o regime democrático. Não raro, o pastor comunga, com sua confraria, a mesma origem e formação, o que o torna conhecedor das almas que visa aliciar e bom juiz das palavras que as atingirão. Mas, neste caso, Lula não é só um ex-partícipe do rebanho e do sertão que abandonou, ao passar para a classe dominante com suas benesses: ele é simbólico dessa cultura de carência e sabe explorá-la, apoiado em suas falanges de marqueteiros.
    A clássica técnica de dominação -medo e esperança-, entranhada na crença em entidades salvadoras, é a energia que nutre o fantástico aplauso ao governo: o temor de perder o recebido, conjugado à expectativa de conservá-lo e à gratidão pela dádiva concedida, não deixa nada contido “sub ordine rationis”, tudo é carreado para a superstição.

    FÉ E GRAÇA O amálgama -fé e graça- impulsiona o calamitoso circuito inverso, rumo ao retrocesso, de nossas instituições políticas. Em entrevista à Folha, Maria Celina D’Araujo cotejou o presente “pai do povo” com Getúlio Vargas, destacando decisiva diferença entre ambos: Vargas formou uma força de trabalho industrial, urbana, organizada. Interferiu, portanto -muitas vezes para o mal, com implacável ditadura-, nas diretrizes da organização econômica e social do país. Sua outorga de direitos ao trabalhador não gerou uma consciência autônoma, mas não explorou o puro assistencialismo.
    Lula projetou a cultura política para atrás de Vargas, revertendo-a no mínimo à República Velha (1889-1930), com a sua tralha de favores, hoje reforçada pela ampliação capitalista e pelas técnicas de controle sociocultural, monitorando as eleições desde as imagens dos candidatos até o mais recôndito sufrágio. De Vargas, retomou o domínio do sindicato e transfez o peleguismo em arma para o aparelhamento do Estado.

    COMÉRCIO Voltando ao pastor: se o rebanho prospera, alimentado pelos milhões aspergidos na economia, o milagre alimenta o comércio especializado em vender para pobres, para a “classe média” que teria alterado, reza a propaganda, a estrutura social do país. Mas, de fato, os pobres continuam pobres, não raro adquirindo produtos inferiores e precários (por isto mesmo reiterativos das compras), “made in China” ou aqui produzidos por imigrantes ilegais na situação de escravos.
    Enquanto isto, o comércio de altíssimo luxo multiplica-se nos centros ricos. A pletora de importações -da quinquilharia aos carros preciosos, todos produtos acabados- anuncia a desindustrialização e compromete as reservas cambiais (lembremos de Dutra). Insistindo no plano comercial -a grande arma publicitária-, indaga-se: que é da menor desigualdade social? Até quando se afastará a inadimplência (Serasa, agosto 2010)?
    E o setor produtivo, com a perda bilionária da exportação de bens industrializados, face à de matérias-primas, com a pauta de exportações regredindo ao nível de l978, resultando em queda no saldo comercial, rombo nas contas externas e maior dependência de capitais a curto prazo?
    Enfim, menos empregos e menos riqueza, somadas a outras consequências, como a falta de infraestrutura e a evasão empresarial (Associação do Comércio Exterior do Brasil). A economia vai bem? O ministro da Fazenda inverte sua tendência funesta e afirma que a exportação majoritária de commodities não é problema.

    DESRAZÃO Impossível ser contra mitigar a pobreza material, mas a vida do espírito não deve continuar miserável. Que livre-arbítrio pode emergir nesse mundo avesso à consciência crítica? Esta é outra arma brandida pela sofística própria à propaganda. Quanto menos informados os eleitores (a não ser no interesse da facção que sustenta a catequese, como o merchandising de seus prosélitos), melhor para os marqueteiros, exímios em desvirtuar os valores democráticos para alavancar seus mecenas.
    Essa inversão ética bloqueia compreensões racionais: há quem fique perplexo diante da sobrevivência de Lula através dos escândalos que o atingem, razões sobejas para sua rejeição. Mas a solércia o leva a abandonar os náufragos, convertendo a ingratidão pessoal em decoro cívico, punitivo da prevaricação. Os subterfúgios que implementou fornecem-lhe a escapatória: nada acontece porque o chamado “cenário” onde ele habita funda-se na desrazão instalada ao longo das camadas sociais, tornando-as crédulas em maravilhas. Todas as aparências servem à prestidigitação publicitária: o mundo efetivo é escondido, as deformações de seus aspectos são meticulosamente produzidas, mitos fabricam os candidatos, engrandecendo suas proporções.
    O perigo, nessa engrenagem de seres vivos, é que estes podem escapar ao planejado: a irracionalidade que a sustenta pode ameaçá-la, pelo açodamento e por certezas impensadas, como em suas crises periódicas.
    De todo modo, enquanto a falange de marqueteiros a serviço de Lula, infantaria pesada, faz razia no território político e colhe seu butim, a desordenada oposição custou a perceber que caíra, distraída, em um campo de batalha.

    “Lula não é só um ex-partícipe do sertão que abandonou, ao passar para a classe dominante: ele é simbólico dessa cultura de carência e sabe explorá-la”

    “Impossível ser contra mitigar a pobreza, mas a vida do espírito não deve continuar miserável. Que livre-arbítrio pode emergir nesse mundo avesso à consciência crítica?”

  28. Mona said

    Caramba, Patriarca
    você vem falar de “família mafiosa” pra riba de moi?

  29. Elias said

    Pax,

    Por aí você tem uma idéia de como o PSDB se embananou.

    Em 2002, o Serra se afastou o quanto pôde do FHC. Achava que, se vinculando ao FHC, perderia votos (como se o eleitor fosse algum estúpido, não percebendo a ligação entre os dois..).

    Em 2009 e 2010, o FHC alertou pra capacidade de Lula de transferir votos.

    Novamente Serra fez bochecha pro FHC. Preferiu acreditar nas previsões do astrólogo de Veja e no Data Folha que, depois se viu, são exatamente a mesma coisa.

    Em 2002 e em 2010, Serra e o PSDB se isolaram de FHC e isolaram FHC dentro do partido e da campanha.

    Ao mesmo tempo, tentaram minimizar as realizações do Lula, dizendo que ele apenas manteve a política econômica de FHC.

    Dá pra entender?

    Serra não tem capacidade política nem pra fazer sua própria campanha eleitoral. Se não fosse a Veja, a Folha de São Paulo e o Estadão, Serra estaria mais murcho que maracujá de gaveta.

    Se ele fosse eleito, provavelmente não iria nem ao toalete fazer cocô, sem autorização escrita das famiglias Civita, Frias…

    Na próxima oportunidade, a oposição deve considerar seriamente a hipótese de dispensar intermediários.

    Lança logo um Civita, ou um Frias…

    Serra é lamentável, até mesmo como boneco de ventríloquo.

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