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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Sensus: Dilma 54,7%, Serra 29,5%, Marina 13,3%

Posted by Pax em 29/09/2010

CNT/Sensus: Dilma tem 54,7% dos votos válidos e Serra, 29,5% – site Terra

CLAUDIA ANDRADE
Direto de Brasília
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a corrida pelo Palácio do Planalto com 54,7% dos votos válidos, segundo pesquisa do instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). O número divulgado nesta quarta-feira (29) aponta vitória da petista no primeiro turno das eleições. O tucano José Serra aparece na segunda colocação, com 29,5% dos votos válidos, seguido da senadora Marina Silva (PV), que tem 13,3% das intenções de voto.

Continua no Terra

Atualização: A mesma notícia pelo Estadão

CNT/Sensus: Dilma tem 47,5% dos votos; Serra 25,6% e Marina 11,6%
Considerando apenas os votos válidos, petista teria 54,7% da preferência e venceria no 1º turno

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56 Respostas to “Sensus: Dilma 54,7%, Serra 29,5%, Marina 13,3%”

  1. William said

    Mais uma pra deixar a datafraude sozinha.

  2. Chesterton said

    Cadê todo mundo?

  3. William – Vc percebeu que a diferença entre o Sensus e o Datafolha foi de apenas 1,5%, ou seja dentro da margem de erro de ambos, não percebeu?

    Você percebeu que o Terra noticiou como votos válidos enquanto os outros jornais colocaram como intenções de voto, não percebeu?

    Por favor, diga que percebeu…

  4. Zbigniew said

    Sempre bom destacarmos o personagem Lula, que, certamente, com o devido distanciamento histórico, terá a sua envergadura melhor avaliada.

    “A Eleição Brasileira sob Olhares Internacionais.

    (…)

    O especialista também acredita que o interesse internacional se deve ao fato de o presidente Lula ser um “socialista bem-sucedido”. Segundo Caldas, o contexto internacional indica um fracasso recente dos socialistas, como a renúncia de Gordon Brown, do Partido Trabalhista da Inglaterra, em maio deste ano, e a eleição da conservadora Angela Merkel no lugar de Gerhard Schröder, do Partido Social-Democrata da Alemanha, em 2005.

    “Lula definiu novos caminhos para a social-democracia. Começou nas eleições de 2002 com um discurso marxista e depois fez uma gestão bastante pragmática, com alto impacto social”, diz Caldas.

    O cientista político Humberto Dantas, da Universidade de São Paulo (USP), também acredita que o impacto da gestão Lula é um dos motivos do interesse internacional. “O mundo quer saber: o que será do Brasil após o Lula?”, sintetiza Dantas. Para o cientista, a imagem que fica para a comunidade internacional em relação ao atual presidente é “extremamente positiva”.
    (…)”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-eleicao-brasileira-sob-olhares-internacionais

  5. vilarnovo said

    Acho engraçado que ninguém diz que Lula foi para a direita… ele se tornou “pragmático”. Não querem reconhecer os erros da esquerda, as mistificações e tudo mais.

    Esquerdista no Brasil não se torna direitista… se torna pragmático.

    Chega a ser hilário.

    Lula adminstra o pais pela direita. E uma direita bem ruinzinha por sinal. Mas não é de direita. É pragmático…

    hahahha

  6. Chesterton said

    TERÇA-FEIRA, 28 DE SETEMBRO DE 2010

    Dilma e o Estado de Direito
    Liberdade de imprensa: estamos mais seguros com Dilma?
    Sigilo bancário e fiscal: estamos mais seguros com Dilma?
    Segurança jurídica: estamos mais seguros com Dilma?
    Aparelhamento do Estado: estamos melhor com Dilma?
    Capacidade gerencial: estamos melhor com Dilma?
    Invasões de terra: estamos melhor com Dilma?
    Manutenção das instituições: estamos melhor com Dilma?

    Essa lista pode continuar, mas a resposta é sempre a mesma: com Dilma no poder estaremos sempre pior.

    Dilma é o passo em direção a ditadura de partido. A vitória de Dilma nas eleições nos obrigará a torcer no futuro pelo PMDB (o único partido forte e mau o suficiente para combater a ditadura petista). Isso nos dá uma amostra de como nossa liberdade esta em risco.

    Adolfo Sashida

  7. Luiz said

    Pablo,

    Só olhando os votos válidos da Dilma:

    Datafolha – 51%
    IBOPE – 55%
    Sensus – 54,7%
    Vox Populi(tracking) – 55,6%

    Por favor, diga que percebeu onde está o problema…

  8. Zbigniew said

    Vilanorvo. O PSDB foi enviado para a direita. Não sem antes ter assumido um discurso fraco, em que desdenhava aquilo que deveria ser considerado como um programa social democrata, embora a consciência ativa da Sra. Ruth Cardoso tivesse uma certa proeminência, ainda que lembrasse muito mais um penduricalho ideológico para não deixar esquecer que o partido um dia se propôs a ter um discurso de esquerda. O penduricalho vai na conta do partido.

    A aliança com o DEM descaracterizou o partido. A assunção do discurso liberal em voga na época também, porque os programas sociais foram concebidos com base apenas nas idéias liberais. Os resultados foram pífios.

    O que fez o Lula? Despiu-se dos “pudores marxistas” e agiu no social e no mercado. Sabe o que aconteceu? Deu 30 milhões de consumidores ao capitalismo brasileiro e de quebra criou um mercado interno e 14 milhões de empregos com carteira assinada. Isto é ou não pragmatismo?

  9. vilarnovo said

    Luiz, não vi muitas diferenças entre os institutos. Sinceramente não. Mas tudo bem, está nos olhos de quem vê.

    Zbigniew – Nenhum partido é “enviado para a direita”. Quem define isso é outro partido.

    Projeto por projeto o do PT não é diferente do PSDB. É meio cansativo ficar repetindo fatos mas vamos lá.

    O PSDB teve erros e acertos. Entre seus acertos podemos colocar o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Teve outros (como o PROER) mas deixo esses dois como principais. E porque digo isso? Pois o Plano Real criou todas as condições de baixa inflação que temos hoje.

    Vc falou do campo social e do mercado do PT. Concordo plenamente com isso. Foi um grande mérito, principalmente do Lula, de ter afastado do PT o campo econômico do governo ao escolher um tucano para o BC e manter certa independência do órgão. É mérito do Lula. Indiscutível. Imagina como estaríamos hoje nas mãos de uma Maria da Conceição Tavares que foi contra o plano real mas sobre o plano Cruzado gritava: “Tem que dar certo!!!!”. Pois bem. Deu errado.

    No campo social o PT avançou o que já havia começado. Todos sabemos que o Bolsa Familia é a reunião de diversos programas do PSDB. Sabemos disso não é? Ok? Ok. O programa social do PT e do Lula era o Fome Zero. Não decolou. Sabemos disso não é? Ok? Ok.

    Então o que proporcionou o crescimento desses pacotes sociais como o PT? A melhora econômica do país. O que proporcionou a melhora econômica do país? O Plano Real.

    É triste ler que você acredita que Lula “deu 30 milhões de consumidores”. Lula não deu absolutamente nada. No máximo não atrapalhou muito. Essa é uma visão tão estreita, tão mesquinha, tão ignorante da história econômica recente do país que chega a ser até messiânica.

    Uma prova? Os atuais governante e até mesmo Serra adoram dizer que o Real está apreciado. Lula fica alardeando que o Real se fortaleceu frente ao dólar. Balela. Foi o dólar que caiu. E isso aconteceu EM TODO O MUNDO. Prova? O Euro tem se apreciado frente ao Real. A cotação do Euro em 30/08 estava em 2,2285 reais. Hoje está em 2,3218 reais. Ou seja, o Real está perdendo valor frente ao Euro. Alguém fala isso? Não.

    Alguém fala que a depreciação do dólar frente ao real foi uma das MENORES em comparação a outros países do mundo? Não.

    Lula e seus seguidores falam que a melhora econômica não aconteceu só no Brasil mas em vários outros países ditos em desenvolvimento? Em relação ao BRIC nós perdemos de todos. Falam isso? Não.

    Muitos dos “feitos” do Lula são explicados pela pura e simples conjuntura econômica mundial e não por algo que ele tenha feito efetivamente. Até porque Lula não mudou em nada do que havia desde quando recebeu o governo no campo macroeconômico. A política de juros altos para captar investimentos extrangeiros, aliado a um controle da inflação com câmbio flutuante (mais ou menos) já havia com FHC depois da burrada de ter segurado o câmbio.

    Agora respondendo sua pergunta:

    “Isto é ou não pragmatismo?”

    Não, isso é seguir basicamente que qualquer pessoa de direita (a real, não a que existe no Brasil) diria para fazer. Poderia ser mais se aprofundasse nas reformas necessárias. Não faz porque não quer. Está aproveitando a onda. Um dia a onda passa.

  10. vilarnovo said

    Ah, e sobre as alianças… você só pode estar de sacanagem… Sarney, Renan, Collor… não preciso dizer mais nada, não é!?

  11. Jorge said

    Zbigniew, é um grande orgulho ver o nosso PT, socialista, popular e democrático caminhar para se tornar a maior referência da esquerda no mundo. A eleição de Dilma vai coroar o processo de liquidação do neoliberalismo no Brasil, o que servirá de exemplo para outros países.

    É um novo tempo, de liberdade e justiça, tempo socialista!

  12. Elias said

    O PSDB (e a Veja, a FSP e o Estadão), baixaram o cacete no Lula, por ele não ter adotado a mesma linha estratégica do México.

    Diziam que o México iria deslanchar e o Brasil continuaria a marcar passo.

    Não estavam sós nesse pensamento. Na Argentina, há um tempo atrás, um Nobel de economia — cujo nome esqueci — disse, a propósito, que “o Brasil, como todos sabem, é o país do futuro… e sempre será!”

    O que se conclui disso tudo? Que, se o Brasil fosse dirigido pelo PSDB (ou pela Veja, ou pela FSP, ou pelo Estadão, o que dá no mesmo), a opção seria pela “linha México” e seu TLC.

    E no que deu o México e seu TLC?

    Simples: tá ferrado! Pediu socorro ao FMI, tá estagnado, com a inflação despingolando e já vai pra 2ª carta de intenções.

    Algo bem diferente do que está ocorrendo aqui, né mesmo?

    Caramba! Que turminha, sô!

    Lula tava fazendo tudo errado, como eles cansaram de dizer (era a “vanguarda do atraso”, expressão usada à exaustão). A Veja, a FSP e o Estadão gastaram toneladas de papel e tinta, dizendo isso. Sempre arrematando com a infalível análise de um tucano iluminado.

    Aí o que estava sendo feito errado deu certo.

    Pronto: agora, o que estava sendo feito errado não só não era errado, como passou a ser exatamente o que o PSDB fez, mesmo não tendo feito e tendo proclamado que não faria.

    Com essas cabecinhas confusas, não espanta que os tucanos estejam se saindo tão mal eleitoralmente.

    Precisa ser muito burro pra se deixar dirigir por um discursinho vagabundo, burrinho e contraditório como esse.

    Pra mim, é motivo de espanto. Sempre achei que o PSDB fosse muito mais que isso.

    Oportunismo, vá lá. Em política, quem não é oportunista se ferra.

    Mas, se é assim, garanto que poucos viram oportunismo mais babaca que esse do PSDB.

    O pior é que os carinhas se recusam rever suas estratégias, seus métodos e processos, mesmo quando todas as evidências indicam que estão indo ladeira abaixo.

    É a imagem que me fica do PSDB e do Serra, nesta presidencial.

    Deram chifradas e coices no muro, até estourar os cornos e os cascos, sem que, em nenhum momento, se sentissem minimamente motivados a procurar um portão…

    Tucano dando chifrada e coice?

    Está provado: além de esquisito pra cacete, não tem eficácia nenhuma.

  13. Eduardo said

    Vilarnovo
    Acho constrangedor a forma como desmistifica as teses aéreas do petismo. A maior e mais democratica esquerda do Mundo depois de Chaves, rs. O exemplo da esquerda tem sido seguir os preceitos da direita, sem avançar um único centímetro, tenho novamente de concordar com seu texto.

  14. William said

    Traking diario do ig- mais um pra realçar o vexame da falha de sao paulo.

  15. vilarnovo said

    Elias – Por Deus. Mostre onde há matérias que dizem que “Lula está fazendo tudo errado” na economia, em aspectos Macroeconômicos.

    Cara, você tem essa mania feia de inventar fatos de acordo com sua posição.

    Pelo menos uma vez, mostre argumentos, fatos, notícias, números, dados.

    Ah, e oportunismo político é votar contra o Plano Real e depois dizer que foi o Lula que acabou com a inflação, que foi o Lula que trouxa a estabilidade econômica.

    “Alencar também fez elogios ao presidente Lula e comentou a responsabilidade social com que o comandante do país tem agido. “Lula acabou com a inflação. Hoje o servidor público tem certeza de que no fim de cada mês terá o mesmo poder de compra, pois agora temos uma moeda tão estável quanto a dos países desenvolvidos”, assegurou.”

    http://pagina20.uol.com.br/21092006/p_0121092006.htm

    Ah, e o Brasil não está igual ao México pois aqui existiu algo chamado PROER. Que o PT foi contra não é mesmo?

    “A imprensa esqueceu o Proer

    Por Alberto Dines em 3/10/2008

    Comentário para o programa radiofônico do OI, 3/10/2008

    Ao longo desta crise financeira global nosso governo aproveita todas as oportunidades para jactar-se da invulnerabilidade do sistema bancário brasileiro. O governo está certo, porém, esquece de uma coisa – dar nome aos bois. Sem o Proer – Programa de Estímulo à Reestruturação do sistema financeiro nacional, adotado a partir de 1995, talvez já estivéssemos dentro do furacão. ”

    Talvez o Alberto Dines seja tucano

  16. Zbigniew said

    Vilarnovo,

    Você tem razão: foi opção do PSDB, quando aliou-se ao DEM, dirigir-se para a direita. Talvez mais para a direita. Mas como social-democrata teria que ter mantido opções à esquerda, o que não ocorreu, e perdeu essas bandeiras, que foram assumidas eficazmente pelo PT e o governo Lula.

    Você sitou iniciativas importantes para a reformulação e modernização do Estado brasileiro e concordo com elas. O Plano Real (efetivado no governo FHC), a Lei de Responsabilidade Fiscal e a implantação de um marco regulatório do sistema financeiro.

    Mas aí é que entra a questão colocada mais acima. Qual a bandeira que a coalizão de partidos defendia quando tinha nas mãos todos esses instrumentos implantados? Sabe por que é importante fazermos esse questionamento? Para podermos entender o porquê do Brasil ter quebrado como quebrou, ter sofrido um gravíssimo problema de implosão do sistema elétrico e de ter tido programas sociais com resultados tão aquém dos conseguidos pelo atual governo.

    Se o Lula aproveitou a estrutura ineficaz do governo anterior e fez funcionar, ele merece elogios duplos. Por não ter reinventado a roda, e por tê-la feito girar. Aliás, é bom que se diga que o FHC tomou como exemplo programas implantados no DF pelo então integrante do PT, Cristovam Buarque.

    Quanto à economia, colocar na conta de ventos externos favoráveis é simplificar a problemática, quando se sabe que o Brasil enfrentou a maior crise financeira desde o “crash” de 29 durante o governo Lula.

    Acreditar que 30 milhões de consumidores simplesmente pularam para o mercado por inércia das reformas estruturais iniciadas no governo FHC é acreditar demais em lendas como a da “mão invisível do mercado” ou das “reformas estruturais”. Até porque é de se perguntar o porquê do PSDB não ter conseguido isto no período de oito anos de governo. Talvez eles acreditassem que seria necessário um período de maturação, sabe-se lá quanto tempo.

    Do mesmo modo poderíamos dizer que “acreditar nesta tese aí em cima é de uma visão tão estreita, tão mesquinha, tão ingnorante da história econômica recente do país que chega a ser messiânica.” Eu acrescentaria da história política também.

    Os BRICs têm semelhanças e diferenças específicas, mas formam um grupo outrora desqualificado pela diplomacia “que tira os sapatos” do governo anterior. Nós só existíamos enquanto ansiássemos pelo “american way of life”. Como diziam os diplomatas de pijama que assessoram a Globonews, o que era bom para os EUA e Europa, era para o Brasil. Talvez tenhamos crescido menos que eles: China e Índia, com mais de um bilhão de habitantes. Mas crescemos vigorosamente e distribuimos renda, com um sistema político e jurídico estáveis, ainda que possuam suas mazelas.

    Sim, o dólar caiu, tem sofrido com o poder econômico de países como a China, Rússia e, quem sabe, poderá até deixar de ser uma moeda de referência nas transações comerciais.

    Mas, olha, quis o destino que tudo isto ocorresse no governo do operário e não de um filho da elite. Que fez a sua parte e deu certo.

    Ou seja, tudo isto é realmente pragmatismo.

    Quanto às alianças: FHC, Serra, ACM, Calheiros, Sarney, Barbalho, não preciso dizer mais nada, não é?!

  17. Jorge said

    Gilmar Mende e obstrui votação no Supremo e favorece oposição. Novidade? Não, nenhuma.

    Maioria do STF considera dispensável dois documentos para votar

    Gilmar Mendes pede vista e julgamento sobre exigência de que eleitor apresente título e documento com foto é suspenso
    29 de setembro de 2010 | 16h 09

    SÃO PAULO – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a obrigatoriedade de que o eleitor apresente dois documentos para votar no próximo dia 3. Em sessão nesta quarta-feira, 29, pelo menos seis ministros seguiram a relatora do caso, ministra Ellen Gracie, que considerou dispensável a exigência simultânea do título de eleitor e de documento com foto no momento da votação. O julgamento, provocado por uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo PT, foi suspenso após o ministro Gilmar Mendes pedir vista do processo.

    Pablo Valadares/AE
    Os ministros Marco Aurélio e Gilmar Mendes conversam durante sessão desta quarta
    A lei dispõe que “no momento da votação, além da exibição do respectivo título, o eleitor deverá apresentar documento de identificação com fotografia”. O PT sustenta que a medida é desnecessária, injustificável e irrazoável. Para o partido é “perfeitamente possível garantir a autenticidade do processo de votação, sem comprometer a universalidade do voto, mediante a consulta a um documento oficial com foto”.

    Os ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ayres Britto acompanharam a relatora.

    Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia ressalvou que a exigência de apresentação de dois documentos, embora bem intencionada, pode complicar o processo eleitoral. Lewandowski, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sugeriu que o eleitor possa votar também só com título, desde que identificado pelo mesário por outros meios.

    Já Ayres Britto disse que exigência de título e documento com foto coíbe fraude, mas pode gerar abstenção, e por isso acompanhou Ellen Gracie.

    Após pedir vista do processo, o ministro Gilmar Mendes foi questionado sobre a necessidade de se julgar a ação até a eleição. O ministro afirmou que tentará trazer seu voto-vista na sessão plenária desta quinta-feira, 30. Na prática, caso o processo não seja julgado até o próximo dia 3, permanecerá valendo a exigência de apresentação dos dois documentos.

  18. Carlão said

    Sinal de alerta

    Pânico no comitê de campanha petista: o monitoramento diário do desempenho de Dilma Rousseff (PT) já a coloca com 42%, em viés de baixa.

    Billy-the-kid vai rasgar a roupa de raiva.
    :)

  19. Patriarca da Paciência said

    A Lúcia Hippolito chama claramente o Gilmar Mendes de “Gilmar Dantas”.

    http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/lucia-hippolito/LUCIA-HIPPOLITO.htm

  20. Carlão said

    Pax

    Afinal as igrejas também tem o livre direito de expressão? Qual é a sua opinião? De outros também é claro.?
    Veja o Bispo Emérito de Campo Limpo (Distrito de São Paulo), Dom Emílio Pignoli fazendo pronunciamento em defesa da vida e em relação ao grave momento político nacional.
    “A Igreja não está de acordo com os programas do PT”, diz.
    Dom Emílio Pignoli
    Bispo Emérito de Campo Limpo (São Paulo, SP)

    vamos trocar idéias…
    ;)

  21. Patriarca da Paciência said

    “Que seria deste mundo sem militantes?
    Como seria a condição humana se não houvesse militantes?
    Não porque os militantes sejam perfeitos, porque tenham sempre a razão, porque sejam super-homens e não se equivoquem. Não é isso.
    É que os militantes não vem para buscar o seu, vem entregar a alma por um punhado de sonhos.
    Ao fim e ao cabo, o progresso da condição humana depende fundamentalmente de que exista gente que se sinta feliz em gastar sua vida a serviço do progresso humano.
    Ser militante não é carregar uma cruz de sacrifício.
    É viver a glória interior de lutar pela liberdade em seu sentido transcendente”.
    (José Mujica, presidente do Uruguai)

  22. Carlão said

    Pax

    Logo, logo algum “blogueiro de serviços” vai lançar a idéia do Controle Social das Igrejas
    ;)
    “Menas” da Igreja Universal do Reino de Deus, é claro e da Igreja Renascer (entre outras).
    O casal renascido o macedão são “gente fina”, atestam os tribunais americanos…
    todo ano aparecem mais e maus exemplos da forma religioso-financeiro de roubar
    seus fiéis e através da “exportação de recursos não contabilizados” e o que é pior roubar todo e qualquer
    cidadão brasileiro, sonegando os impostos devidos através de contas espalhadas em paraísos “off-shore”.

    Uma curiosidade…Aqui nos US os pastores religiosos podem pedir e obter “residência permanente” – o “green card” no INS (Imigração) sem maiores problemas e após alguns anos …de bom comportamento, a cidadania. Ou seja os pastores brasileiros podem obter dupla “cidadania” e como BR e US tem acordo de extradição por crime lá ou cá os tribunais demorariam anos discutindo…

    Esses bispos são danadinhos né ?

  23. Chesterton said

    Elias foi pego no contra-pé.

  24. Carlão said

    Tio Pax…como sei q vc não leu e não gostou um Tio Reinaldo de primeira, pra vc ler e criticar:
    (só tome cuidados redobrados para ele não fazer a sua cabeça. Putz o tio é um perigo)

    Blog
    Reinaldo Azevedo

    Análises políticas em um dos blogs mais acessados do Brasil

    29/09/2010
    às 23:44
    STF se confere poderes de Congresso, atropela Constituição e muda lei a três dias da eleição! É um flerte com o baguncismo jurídico

    Caros, pretendo que este seja um dos textos mais importantes publicados neste blog.

    Aos poucos, o baguncismo vai se insinuando nas instituições brasileiras, e aquilo que deveria ser o comum, o corriqueiro, que é o cumprimento da lei, vai dependendo cada vez mais da ação de homens, da interpretação de juízes, ministros, de modo que uma das bases do arcabouço legal, que é a tempestividade, vai cedendo ao intempestivo.

    Um ou dois documentos para votar? NO ANO PASSADO, graças a uma iniciativa do PC do B, concluiu-se que seriam necessários dois: o título e um documento com foto. TODOS OS PARTIDOS apoiaram a mudança, uma ampla maioria a aprovou, e o presidente da República a sancionou. Pode, agora, o Supremo, a três dias da eleição, dizer que aquela lei, EMBORA CONSTITUCIONAL, não vale? Desculpem-me os respeitáveis ministros que, até agora, acataram a Adin do PT: é um despropósito absoluto!

    Uma pergunta dirigida a Marco Aurélio de Mello, José Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto: se o Congresso quiser votar amanhã uma nova Lei Eleitoral, com validade já para as próximas eleições, ele pode? Não! A Constituição não permite. Mas o Supremo pode, nesse caso, se comportar como um Legislativo acima da Constituição? É o que está fazendo. Só esse argumento bastaria para que o tribunal não se metesse nessa história.

    Ora, os partidos se prepararam para a lei que existe, não? O que se muda ao dizer que a lei não vale é o próprio processo eleitoral. Se a que temos aí, aprovada pelo Congresso, não é boa, que os senhores parlamentares, no tempo e no foro adequados, a mudem. Não cabe ao Supremo dizer: “Ooopsss! Você aprovaram, é CONSTITUCIONAL, mas acho que a gente pode dar uma corrigidinha nos excessos, cuidar do tempero” — como disse Lewandowski, numa declaração que me parece um tanto leviana.

    Qualquer lei que mude o processo eleitoral — e essa muda — só pode ser aprovada, no mínimo, um ano antes da eleição. Ora, se o Congresso quisesse voltar atrás agora, não poderia. Então pode o Supremo fazer o que o Parlamento não pode?

    Estamos diante de uma aberração óbvia, contra a qual não cabe recurso a não ser a indignação. Mas é assim que as coisas começam; é assim que a ordem instituída inicia o processo de degenerescência, com pequenas concessões — até a hora em que se chega às grandes, que, cedo ou tarde, são cobradas de quem vai, como diria o mestre-cuca Lewandowski ,”temperando” a lei.

    Quer dizer que o PT, por alguma razão, intuiu que seria prejudicado por uma lei que ajudou a aprovar, a favor da qual se mobilizou, e apela ao cartório, para resolver no tapetão o que ele próprio endossou no processo político? E os ministros, alegremente, assumem o lugar de 513 deputados e 81 senadores? Em que outras circunstâncias o STF se mostrará disposto a “corrigir” decisões CONSTITUCIONAIS tomadas pelo Poder Legislativo?

    Já não era bom
    E que se note: quando essa mudança foi discutida, o TSE foi alertado que o ideal seria que as seções eleitorais não tivessem aquelas folhas com o número dos títulos. Afinal, é esse número que, digitado, permite que se vote. Ora, se é para o sistema ser seguro, o ideal seria que:
    a – as seções tivessem a listagem com os nomes dos eleitores;
    b – um documento com foto identificasse o votante;
    c – identificado, ele apresenta o título;
    d – digitado o número, abre-se a possibilidade de votar.

    Isso já não foi feito. No chamado “Brasil profundo”, nada impede que se vote em lugar do eleitor ausente. Bastam, para tanto, uma fiscalização frouxa e a disposição de fraudar. Abundam as duas coisas no país. A mudança não foi aceita. O processo já ficou menos seguro. A lei votada no ano passado era uma pequena garantia extra, que o STF agora vai derrubar. Mas as coisas não param por aí, não. As circunstâncias a tornam muito piores.

    O marqueteiro pediu e os “ministros enquanto isso e enquanto aquilo”
    O grande “legislador” intempestivo da causa se chama João Santana, o marqueteiro do PT. Foi ele quem pediu a Antonio Palocci, informou a coluna Painel (Folha), no domingo, que se recorresse contra a lei. E assim foi feito. Pois bem.

    ATENÇÃO AGORA! Em julho, a questão foi debatida no TSE. Em favor de Marco Aurélio de Mello se diga uma coisa: ele defendeu que o eleitor pudesse votar apresentando apenas a carteira de identidade. Foi voto vencido. O tribunal soltou uma resolução endossando a lei aprovada: título mais documento com foto. Pois bem: Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia, no TSE, votaram pelos dois documentos; no STF, ambos votaram por um documento só.

    Encerro
    Olhem aqui: se João Santana pediu para mudar a lei, é porque ele acha que um só documento é coisa boa para o PT. Eu, sinceramente, tendo a acreditar que a questão é, em si, irrelevante (mecanismo para evitar que se vote em lugar do ausente seria, sim importante).
    Minha questão não é de natureza eleitoral ou eleitoreira.
    O que me preocupa é ver o STF nessa areia, atropelando a Constituição em vez de protegê-la.
    Seria exagero dizer que se está dando um pequeno golpe na eleição.
    Mas não é exagero dizer que, se fosse um golpe, não haveria a quem apelar, uma vez que o tribunal ao qual se apela seria o seu próprio promotor.

    Eis aí um péssimo sinal.
    Por Reinaldo Azevedo

    Pax conteste se for capaz! ;)

  25. Carlão said

    Weslian (sem Lula) ou Dilma (sem Roriz) ou sem João Santana ?
    qual a diferença entre as “mães eleitorais”?

    separadas no nascimento?

  26. Chesterton said

    Essa de “temperar”! a lei é de fuder com a paciência…

  27. Pax said

    Caro Carlão, (em #23)

    A argumentação da ministra Ellen Grace, relatora, foi de razoabilidade. Se o cidadão se identifica, com documento oficial e com foto, porque não poderia votar?

    Os outros ministros a seguiram, fizeram, inclusive, um apanhado da evolução na História sobre o direito de escolha dos representantes, e o colocaram – esse direito – ao lado do direito à vida, à liberdade etc.

    Para variar, o teu tio faz um piti danado, com um arrazoado rococó, para falar uma tremenda besteira. Histeria pouca é bobagem para o cara. Dia após dia ele faz um tremendo esforço para perder não só a credibilidade, mas também a própria lógica, chatinha pra caramba, digamos,

    Cá do meu cantinho insignificante, sigo a relatora.

    (ps.: não sei o que está acontecendo com os servidores do WordPress, há algum problema, uma lentidão atípica – problema lá nos EUA)

  28. Pax said

    ** Agora não consigo fazer novo post **

    **** Peço desculpas a todos pelos problemas ******

  29. Chesterton said

    Porque votaram a lei, então? Os mesmos que agora querem derrubá-la a aprovaram.
    Casuismo.

  30. Patriarca da Paciência said

    O “reinaldinho”, vociferador de ilações em linguaagem chula, compra briga com o STF!

    Até onde vai a petulância!

  31. Patriarca da Paciência said

    O data folha começa a se ajustar aos outros institutos de pesquisa.

    Parece que não quer ficar totalmente desmoralizado.

    Foi o último “empurrãoezinho” ao Serra.

  32. Pax said

    Saco, até agora sem poder fazer post.

    Faria um sobre o novo artigo do Eugenio Bucci e outro sobre notícia esquisita da Folha (vejam, a Folha) afirmando que a turma do Serra teria, segundo esta notícia, ligado para o Gilmar ontem. Parece que os dois negaram. E aí Folha? (e Gilmar e Serra?)

    Mas o artigo mais interessante que vi mesmo foi o do Bucci, lembrando que em 2002 se não me engano, o Estadão declarou voto em Marta Suplicy contra Paulo Maluf.

    Enfim, vamos aguardar. Acho que estes servidores que alugo moram na costa oeste americana, no Vale do Silício. E que os caras devem estar dormindo, afinal lá são 5 horas menos que aqui. Será?

    (alguém pode me dizer se também está com lentidão ao acessar aqui, por favor)

  33. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,
    Aqui tudo bem, (Santa Catarina) internet normal.

    Não me surpreenderia nada se o Serra telefonasse para o Gilmar.

    Mas acho que desta vez o Dr. Gilmar foi longe demais!

  34. Elias said

    Não fui pego em contrapé, coisa nenhuma, Chester.

    Existem toneladas de matérias de Veja, da FSP e do Estadão, comparando a estratégia de Lula à estratégia mexicana, especialmente depois do TLC.

    Veja, FSP e Estadão, afirmaram, por muito mais de uma vez, que o México estava certo e o governo brasileiro errado. Que o México iria deslanchar enquanto o Brasil preferia ficar se autocondenando ao atraso.

    A Veja, por mais de uma vez, repercutiu as afirmações do tal Nobel de economia, dizendo que, por essas e por outras, o Brasil sempre seria o país do futuro (incapaz de dar um único passo em direção a esse futuro).

    Tudo porque o governo Lula se recusava a firmar um TLC com os EUA, nos moldes do que havia sido firmado pelo México.

    Veja, FSP e Estadão consideravam o TLC como o primeiro e necessário passo pra ALCA. Que, sem a ALCA, o Brasil estaria predestinado ao atraso, ao contrário do que ocorreria com o México.

    Posso até pesquisar em meus arquivos pra indicar a vocês algumas edições em que isto aconteceu.

    Mais: posso dar uma olhadinha nos arquivos do Weblog, pra resgatar alguns comentários TEUS, CHESTERTON, reproduzindo textos de sei lá quem, afirmando coisa parecida.

    E, se disseres agora que jamais escreveste — ou transcreveste –textos defendendo a ALCA e criticando Lula por não aderir à ALCA, direi que teu problema não é só de memória, mas de caráter também.

    Se disseres que, ao escrever — ou transcrever — em defesa da ALCA e e criticando Lula por não aderir à ALCA, não constitui uma abordagem sobre estratégia macroeconômica, direi que teu problema, além de memória e de caráter, será também de inteligência.

    Se e quando tiver tempo, farei a pesquisa. Agora não. Tenho mais o que fazer.

    Mas insisto: qualquer pessoa com um mínimo de memória há de lembrar do paralelo que a oposição traçou entre México e Brasil, com as análises tucanas concluindo favoravelmente ao México, e qualificando Lula e o PT como a “vanguarda do atraso”.

    A posição do PSDB quanto ao assunto foi objeto de análises até mesmo fora do país. Economist e New York Times deram matérias sobre isso. Delfin Netto, em alguns de seus artigos na Carta Capital também comentou.

    Todos, sem exceção, concluem que o PSDB apostou errado. E que a crise econômica mundial acabou tornando esse erro mais evidente do que o PSDB gostaria.

    Há alguns dias, critiquei o Vilarnovo por ele ter distorcido uma afirmação minha, pra facilitar sua refutação.

    Eu disse que “a tributação SOBRE OPERAÇÕES FINANCEIRAS é uma ferramenta de política monetária”.

    Vilarnovo transformou isso em “a tributação é um instrumento de política monetária, e não fiscal”.

    Aí concluiu que eu não entendo nada de economia (ou de política econômica, sei lá).

    Assim fica fácil debater. É só omitir alguma coisa que o oponente disse e acrescentar algo que ele não disse…

    Agora estão os dois, Vilarnovo e Chesterton, dizendo que o PSDB jamais comparou a estratégia do Lula com a do México, nem que o PSDB disse preferir a estratégia mexicana. Idem para Veja, FSP, Estadão & adjacências.

    (Foi sobre isso que escrevi. Se vocês não estão contestando isso, não estão contestando o que escrevi, certo?)

    Se fosse algo dito sob reserva, ainda vá lá…

    Mas se trata de coisa proclamada aos 4 ventos. Publicada reiteradamente nos jornais e na revista de maior circulação do país.

    Negar que isso aconteceu — e negar de público, como vocês estão fazendo — parece algo doentio. Coisa de demente.

    Nem sei se vale a pena debater com gente assim.

    De qualquer modo, assim que puder, vou resgatar algumas dessas matérias e, com a permissão do Pax, vou colocar a indicação delas nos comentários de qualquer post do momento.

  35. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    O link da folha.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/806923-apos-ligacao-de-serra-gilmar-mendes-para-sessao-sobre-documentos-para-votar.shtml

  36. Pax said

    É, parece que os rapazes norteamericanos acordaram. Acho que foi uma problema em algum servidor de DNS. (Domain Name System). Explico minha tese:

    Este blog usa a ferramenta WordPress. Mas mudou seu domínio, pago por um .com o politiaetica.com e declaro este domínio na ferramenta wordpress. Não só declaro como pago. Sim, é pago, algo em torno de x dólares ao ano (x<20 – não lembro). O mesmo aconteceu com o da Patrícia Palumbo, minha amiga. hoje ela tem o patriciapalumbo.com por sugestão minha.

    Ambos estavam em knockdown. Outros em wordpress, tradicionais xxxxx.wordpress.com estavam normal. Enfim, algo por aí. Pronto, acabou, não vou ficar em rodeios pelo problema ocorrido. Diria: passou? então passou. Eles que cuidem disso, os americanos que estão devendo explicações. Eu só peço desculpas.

    ======

    Caro Elias,

    Claro que pode trazer o que você quiser para cá, assim como o caro Chesterton.

    Eu lembro desta história, sim. E acredito que nesta disputa de memórias, infelizmente nosso amigo Chesterton perderá um tento.

    Mas façamos isto em bom tom. É só o que peço.

  37. William said

    O Tio Azedo acha normal um precandidato ao executivo interferir no judiciario. Ah se fosse a Dilma.

  38. Elias said

    “O data folha começa a se ajustar aos outros institutos de pesquisa.” (Patriarca da Paciência)

    Patriarca, trata-se de prática bastante comum, em institutos comprometidos.

    Suponha que, na disputa entre os candidatos “A” e “B”, o instituto X apóia B, que está em desvantagem.

    Aí ele começa a turbinar suas pesquisas, favorecendo o candidato de sua preferência, mesmo que isto conflite com as pesquisas dos demais institutos.

    O propósito disso, evidentemente, é induzir uma atitude do eleitor, favoravel ao candidato “B”.

    Mais à frente, dê no que der a estratégia, esse instituto vai publicar corretamente suas pesquisas. É quando seus resultados se tornam parecidos com os demais. Aí ele está limpando sua própria barra, porque instituto de pesquisa vive de credibilidade.

    No Brasil, isso acontece em quase todas as eleições. No papel de bandido, ora é o instituto X, ora é o Y…

    O Data Folha usou e abusou desse expediente em 2010.

    Há alguns dias, ele “se ajustou” aos demais institutos.

    Só que ele forçou a barra. Demorou demais pra divulgar as pesquisas corretamente.

    Aí deu na vista.

    Pro Data Folha estar certo, será necessário admitir que, em um dado momento, Dilma terá conquistado cerca de 2 milhões de votos por dia.

    Algo absoloutamente improvável, nos momentos finais da campanha, quando resta somente um saldo residual de indecisos.

    De onde vieram esses votos que, segundo o Data Folha, de repente tiraram Dilma do Gulag da estagnação, onde ele a havia confinado?

    O Data Folha jamais explicou isso e, provavelmente, jamais explicará.

    Agora, novamente o Data Folha tentou outro golpe.

    Primeiro, ele levantou a lebre da “estimativa de tendência futura”.

    “Estimativa de tendência futura” seria a antecipação de uma atitude favorável ou desfavorável do eleitor, em relação a tal ou qual candidato, resultante de um estímulo ocorrido pouco antes ou no momento mesmo da pesquisa, o que impede que essa atitude seja medida na própria pesquisa em curso.

    No caso, a “tendência futura” seria apresentada como sendo a reação futura do eleitor ao “caso Erenice”.

    O que o instituto realmente espera é bombar essa reação com a divulgação de sua pesquisa, que está influenciada pela antecipação da dita reação.

    Ou seja: o que instituto espera, com a divulgação de sua pesquisa é, se não criar uma tendência futura, pelo menos intensificar essa tendência.

    Foi o que o Data Folha fez. Só que, pra azar dele, não deu certo.

    Agora, pra não ficar falando só, ele deverá se ajustar aos demais.

    Nos últimos momentos da campanha todos os resultados de todos os institutos tendem a se tornar praticamente iguais. Ninguém quer passar pra história como o instituto que errou por larga margem de diferença.

    Também nenhum dos demais institutos critica aquele que estiver na incômoda situação em que hoje se encontra o Data Folha. Além de não se saber o que o amanhã reserva a cada um, todos sabem o que aconteceu no passado. A cada um.

    Daí o mal estar criado pela Folha de São Paulo, quando ela publicou críticas aos demais institutos de pesquisa. O pessoal do ramo ficou pau da vida.

    Ainda mais, porque se sabia que quem estava fazendo cocô fora do penico era o próprio Data Folha.

    Que continua fazendo merda, por sinal…

  39. Pax said

    Prezados, ** Consulta aos leitores **

    É claro que acompanho este movimento das pesquisas. E fico com uma dúvida que gostaria de dividir com vocês:

    Vale a pena publicar as pesquisas Datafolha?

    E porque faço esta consulta para vocês?

    Ora, se este instituto “erra” tanto e este “erros” são sempre favoráveis para um lado, vale a pena divulgar?

    Vocês que me dizem, por favor.

  40. vilarnovo said

    Zig – Deixa eu ver se entendi. Quando o PSDB se alia a Sarney, Renan, ao DEM quer dizer que ele foi para a direita por opção.

    Quando o PT faz a mesmíssima coisa ele não vai para a direita.

    É isso mesmo?

    PAX – Eu concordo em partes com esse imbrólio. Ora, se há uma lei, e ela não é constitucional, ela deve ser cumprida.

    Porque senão, se eu possu carteira de indentidade e sou habilitado, porque preciso da carteira de motorista?

  41. vilarnovo said

    Pax – Só uma pesquisa rápida com as eleições de 2006 vai mostrar que essa raivinha do Datafolha é ridícula. Politiqueira e mequetrefe.

    Primeiro turno de 2006

    Lula – 48,61%
    Alkimim – 41,64%

    Ultimas pesquisas realizadas:

    Datafolha – Lula: 46% Alkimim: 35%
    IBOPE/GLOBO – Lula: 45% Alkimim: 34%
    VOX POPULI – Lula: 46% Alkimim: 33%
    CNI/IBOPE – Lula: 50% Alkimim: 29%

    Conclusão: Todos os institutos erraram. E erraram bem mais para com a votação de Alkimim. E o que mais se aproximou da verdade foi o Datafolha, apesar do erro de mais de 6% com Alkimim.

  42. vilarnovo said

    Ah, esqueci de colocar o link…

    http://www.duplipensar.net/dossies/eleicoes-2006/resultado-pesquisa-presidente-republica-brasil.html

  43. vilarnovo said

    Pax – Sobre a “consulta aos leitores”. O Blog é seu, não me considero no direito de dizer o que você deve ou não fazer com ele.

  44. Pax said

    Caro Vilarnovo,

    Porque você, segundo o que entendi do que vi ontem, na sessão do STF, estaria (você, no comentário acima) querendo misturar dois pesos com medidas muito diferentes.

    O STF não considera – e nem eu – o direito de dirigir um automóvel nada igual ao direito de escolha de seus representantes.

    Este segundo, de acordo com os 7 ministros que pronunciaram seus votos, antes do tal “engraçada” pedido de vista de Gilmar Mendes, ou seja, o direito de eleger representantes, é tão importante quanto o direito de liberdade, de vida, etc.

    Parece-me bem razoável este entendimento.

    Mas, vamos lá, olhemos pelo outro lado, tentando, como sempre, um enorme equilíbrio difícil. Qual a motivação, neste momento, para que o DEM advogue contra o pedido do PT para derrubar esta necessidade (sim, são estes que colocam a questão no STF, o PT pede para derrubar e o DEM pede para que seja mantida a lei)?

    Ora, parece bastante razoável imaginar que é porque o PT/Lula/Dilma tem nas camadas mais simples da população, menos aquinhoadas, o dobro das intenções de voto que o PSDB/Serra. (olhe a provocação Lula/Dilma – porque não faço por acaso, faço para mostrar que o blog está considerando a estratégia do governo em fazer sua sucessão).

    E o PT reclama que o direito de eleger representantes fica inibido, de certa forma, com esta exigência. A ministra Ellen Grace entendeu que, pelo princípio da razoabilidade, a lei não faz sentido, ou, em outras palavras, que é melhor assegurar o direito sagrado que podemos escolher nossos representantes, desde que as fraudes não sejam favorecidas, que a outra possibilidade, a do impedimento de escolha.

    Todos os ministros, até chegar no Gilmar Mendes, concordaram com a Ellen Grace, a relatora.

    Cá da minha ignorância, acho que você força a barra ao comparar o direito de dirigir com o direito de votar.

    Mas aceito contra-argumentação.

    (e, cá pra nós, o tal tio nem passa perto desta argumentação, numa lógica rorocó para esconder um panfletismo explícito)

  45. vilarnovo said

    Pax – Vou deixar bem claro uma coisa: de maneira nenhuma sou contra uma pessoa votar apenas com a carteira de identidade. Eu mesmo tive que tirar a segunda via de meu título para votar pois tinha perdido o meu e estava sem o mesmo há anos.

    Não tenho nada contra a opção do marketeiro do PT. Não tenho mesmo.

    Meu problema é o entendimento das leis e de como elas devem ser seguidas. Se a lei existe, foi votada, foi aprovada e não é constitucional, não cabe ao STF dizer que ela é válida ou não. Não é o papel do Supremo. Se a lei fosse considerada inconstitucional aí sim.

    Mas pelo que sei o pleito já havia passado no TSE e havia sido negado. Inclusive alguns ministros do STF que hoje votaram a favor de se ter um só documento no TSE votaram contra.

    Meu problema é apenas técnico, não entro no caso político pois acho, nesse caso, irrelevante.

  46. vilarnovo said

    O que eu acho sobre pesquisas no Brasil (de um modo geral)

    “Pesquisa diz que 82% aprova Estatuto do Desarmamento”

    http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/38966.html

    Resultado do Plebscito: Não – 63,9% Sim – 36,1%

  47. Pax said

    Mas, caro Vilarnovo,

    Se há um problema técnico, legal, etc, quem é o bastante competente para julgar?

    Você, eu, o tio, ou o STF?

    Se derrubarmos as instituições brasileiras, todas, onde vamos parar?

    Me apego ao STF, sim. E aqui coloco outra questão da pauta do momento: o Ficha Limpa que todos sabem que sempre defendi. Ora, se o STF julgar que ela não vale para este ano o que eu posso fazer? Só posso lamentar, mas nada mais. O STF é um poder independente e super necessário. Podemos criticar, espenear, emitir nossas opiniões etc? Claro que sim.

    Mas, acima de tudo, devemos acatar.

    Em resumo: se eles acharem que tecnicamente a lei não se aplica, a decisão é deles. Seja para o caso de votar com 2 documentos ou para o caso da Ficha Limpa.

    O jogo é assim, as regras são estas. Se o juiz apita gol, é gol. Se ele não apita o fim do jogo, ainda pode fazer gol. Tão simples quanto isso, me parece.

  48. vilarnovo said

    Pax – O que eu não estou entendendo nesse caso é o seguinte: o STF irá considerar a lei inconstitucional?

  49. Pax said

    Boa pergunta, caro Vilarnovo. Não sei a resposta.

    No caso do Ficha Limpa eles consideraram constitucional, sim. A discussão é se se aplica para este ano ou não. Este processo acompanhei mais amiúde. Este novo, dos dois documentos, só de orelhada, só algumas considerações e as usei para fazer meus comentários acima.

    Ou seja, de novo: não sei. Vou procurar.

  50. Olá!

    Isso aqui é ridículo, Pax:

    “Vale a pena publicar as pesquisas Datafolha?”

    Dado que a maioria dos comentaristas daqui são simpatizantes, membros, filiados, amigos do PT e/ou alunos da Escola Nacional Para Formação de Militantes, fazer uma consulta como essa aqui seria o mesmo que ir até a torcida do Corinthians (ou do Mengão!) perguntar qual é o melhor time do mundo.

    Se a pesquisa existe e os dados produzidos por ela são divulgados, então, não cabe a você ignorá-los. Publique-os. Se os dados estiverem errados, manipulados e etc., você não terá nada a ver com isso. Você apenas cumpriu o seu papel e os publicou.

    Você, Pax, não deveria se deixar aparelhar por essa turba de invertebrados e acelomados. Você e o seu blog são muito mais inteligentes do que toda essa manada que aparelha o seu site. Pax.

    Até!

    Marcelo

  51. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Acredito que você esteja um pouco nervoso. E discordo em absoluto da necessidade de agredir os colegas do blog.

    Aqui há sortimento para todo gosto, há gente de um lado, gente de outro, gente mais nervosa, gente mais calma, mas, acima de tudo, gente.

    E gente, segundo meu entendimento, merece respeito. Seja esta gente que for, sejam de esquerda, de direita, dilmistas, serristas, marinistas, plinistas, pobres, ricos, vermelhos, amarelos, crentes, ateus, o que for.

    Peço, encarecidamente, que olhemos uns aos outros assim.

    (ps.: eu, me aparelhar? Era só o que me faltava com 2 anos e tal de blog, da forma que o blog é)

  52. Zbigniew said

    Pax, publica sim. É bom para vermos e criticarmos. Pro Datafolha, fazer um movimento calculado de “puxar” os números para baixo parece não ser tão problemático. Eles só esquecem da internet. Fica feio para eles. Vamos ver os resultados das eleições. A confirmar as pesquisas o Datafolha, com a “correção” de última hora terá a desculpa de dizer que não se distanciou tanto assim. Apostaram no efeito manada e esqueceram de combinar com a manada.

  53. Elias said

    Pax,

    Por que não divulgar as pesquisas do Data Folha?

    Não há uma única manipulação que ele tenha feito em 2010, que não tenha sido feita por outros institutos em épocas anteriores.

    Talvez ele tenha sido menos hábil nisso. Mas, quem está habituado com pesquisa eleitoral sabe que outros fizeram o mesmo, em muito mais que uma oportunidade.

    A experiência também demonstra que as manipulações dos institutos de pesquisa têm se revelado de baixíssima eficácia.

    Elas se baseiam, quase sempre, na tentativa de induzir um resultado a partir da divulgação de uma “pesquisa” apresentando o resultado desejado como se fosse um resultado aferido.

    A presidencial de 2010 é bem um exemplo de como essas tentativas são inúteis.

    Nem sei porque esse pessoal ainda insiste… Talvez os institutos de pesquisa devam mudar suas táticas.

    Por ora, pode-se dizer que, em 2010, o Data Folha foi o vilão desastrado da vez.

    O que não quer dizer que ele continue — nem deixe de continuar — sendo, em 2012, 2014…

  54. Olá!

    Pax, não estou nervoso. Apenas chamo as coisas pelos nomes que elas têm. ;)

    Até!

    Marcelo

  55. Olá!

    O Vilarnovo citou a famosa economista petista, Maria da Conceição Tavares, e suas (dela) loucuras econômicas:

    “[. . .] Imagina como estaríamos hoje nas mãos de uma Maria da Conceição Tavares que foi contra o plano real mas sobre o plano Cruzado gritava: “Tem que dar certo!!!!”. Pois bem. Deu errado.”

    Há uma entrevista dela na época (1995) de consolidação do Plano Real. Quando questionada sobre as perspectivas futuras do PT, do socialismo e do subdesenvolvimento (ver a última pergunta), ela deu uma resposta, no mínimo, tosca. Eis um trecho bem interessante dessa resposta:

    “[. . .] Houve um recuo brutal e estamos numa etapa semelhante ao fim do século XIX, quando o reacionarismo dava as cartas. E, no entanto, alguns anos depois, em 1905, tudo estava se movendo de novo. As coisas não estão terminando, não houve uma vitória global, não é o fim da História, meu Deus! Será que tanta gente na esquerda ficou, de repente, aparvalhada? Ficaram todos liberais, depois de velhos? Felizmente, acredito que a maior parte do PT não se aparvalhou, devido ao próprio perfil social do partido. Tem uma partezinha que pertence ao Primeiro Mundo, outra que pertence ao Segundo Mundo, o mundo do trabalho, outra ao Terceiro Mundo, dos desincorporados. E há lideranças importantes e de carisma no Segundo e no Terceiro mundos, e por sorte nenhuma – nenhuma! – no Primeiro Mundo.”

    A resposta da Maria da Conceição Tavares é bem emblemática para ilustrar as razões que levaram o presidente Lula a buscar um, como é mesmo. . .? tucano neoliberal para a presidência do Banco Central.

    Essa gente precisa entender que o socialismo é um sistema político, social e econômico cuja principal característica é dar errado. Será que essa gente ao menos tem a vaga noção do que seria o Problema do Cálculo Econômico?

    A Maria da Conceição Tavares está para a economia assim como o Trofim Lysenko estava para a genética mendeliana. Ou seja: Assim como para o Lysenko a genética mendeliana era uma ciência burguesa, para a Maria da Conceição Tavares o liberalismo é algo burguês também — e muitos esquerdo-petistas ainda acham isso.

    Basta observar os frutos gerados pela genética mendeliana (biotecnologia, bioinformática, e etc.) e pelo liberalismo (países desenvolvidos) para ver quem, no final, tinha razão.

    Até!

    Marcelo

  56. Patriarca da Paciência said

    Lembro-me de um certo desenho animado que vi quando ainda era criança.

    Um sujeito tentava provar para outro que “macacos não gostam de banana”.

    E tanto fez que o outro terminou corcordando.

    – Está bem, o “senhoro” (era chinês) ganhou, macacos não gostam de bananas, mas será que os macacos também concordam?

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