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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Disputa de programas de governo

Posted by Pax em 06/10/2010

Quais são os programas de governo de Dilma Rousseff e José Serra?

Caso os leitores consigam encontrar, por favor coloquem nos comentários. Se possível com os links de onde tiraram as informações.

Acredito que teremos uma boa discussão objetiva se pudermos montar uma matriz dos principais problemas brasileiros versus as propostas que os candidatos defenderão nestes vinte e cinco dias de campanha do segundo turno.

Nem Dilma nem Serra são campeões de carisma. Nem Dilma nem Serra têm alianças que todos podem aplaudir sem questionamentos. Outro ponto que interessa saber é o que pretendem entregar às alianças. Não saberemos de antemão. Ninguém declarará a formação do ministério que montarão para governar. Seria bom sabermos de antemão, mas infelizmente não saberemos se Minas e Energia continuará com José Sarney ou se o Meio Ambiente será entregue para os ruralistas.

Fernando Collor não conseguiu ser eleito em AL, Yeda Crusius não conseguiu ser eleita no RS. Terão cargos nos eventuais governos de Dilma de um lado ou Serra de outro? Há vários exemplos que podemos usar nesta questão, de todos os lados.

Alguns ministérios são chaves, o da Educação, Saúde, Trabalho, Previdência, Fazenda, Planejamento, Transportes, Minas e Energia e Telecomunicações são bons exemplos. Sem esquecermos, claro, da Casa Civil.

Outro bom ponto: qual será o futuro da Petrobras e do pré-sal? E os programas assistenciais? Como poderemos acabar com a miséria e preparar a sociedade para o futuro? Como teremos um país equilibrado em atividades do agronegócio, da indústria e do turismo que todos esquecem. Alguns países europeus têm perto de 1/3 de sua economia baseada em turismo. E o Brasil? Como desenvolveremos tecnologia? Quem terá maior compromisso com nossa cultura?

Quais os compromissos que ambos apresentarão para o Meio Ambiente e o desenvolvimento sustentável?

Qual candidato colocará em seus compromissos a firme decisão de combater a corrupção que leva do povo brasileiro algo em torno de R$ 200 bilhões ao ano? Qual candidato assumirá o compromisso de fazer uma Reforma Política, Tributária e Fiscal, Previdenciária etc?

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62 Respostas to “Disputa de programas de governo”

  1. Pax said

    Prezados,

    Desculpem-me a falta de tempo e mesmo de energia. Fazer este blog junto com outras atividades pode não parecer, mas consome um bocado.

    O texto acima é muito ruim, mas é meu sentimento neste momento. Marina Silva foi o post de ontem, hoje é um item do post. Fará diferença? Acho que sim. Serra precisa muito mais que Dilma. Mas Marina Silva é quem tinha alguma proposta mais inteligível para o eleitorado e acabou conquistando 20% dos votos. Diz muita coisa este fato.

    Aborto? Evangélicos? Sim, é uma boa discussão, mas não entendo como estrutural. É circunstancial. Importante? Claro que sim. Mas essencialmente temos um ponto em comum. A priori ninguém gosta da ideia do aborto ser incentivado e muito menos que tenhamos um país não laico.

    Onde quero chegar? Há um segundo turno. E ele, em síntese, é bom. Politiza a sociedade, uma enorme necessidade. A pauta da sociedade é a pauta dos governantes. Ao menos deve ser.

    Então me parece interessante discutir esta matriz de problemas x propostas.

    Claro que as baixarias continuarão. Acho mesmo que serão terceirizadas pelos candidatos. Faz parte. Uma parte chata. Mas faz parte.

    Prefiro ficar com as propostas.

  2. Patriarca da Paciência said

    o Grande programa de governo da Dilma deve ser erradicar de vez a miséria no Brasil.

    Melhorar a saúde, educação, justiça etc. tudo são programas de médio e longo prazo.

    Será muito importante também concluir todas as obras em andamento deixadas pelo governo Lula.

    O Brasil está em bom caminho e será ótimo continuar assim.

    O enigmático e esquisito Serra seria uma aposta no incerto.

  3. William said

    Programa da Dilma é o governo Lula. Do Serra é governar pros ricos e abaixar as calças pros gringos. Simples assim.

  4. Chesterton said

    Lula já paga os maiores juros do mundo para os gringos, ele é que não reclamam. Aliás, aplaudem.

  5. Eduardo said

    PT e PSDB são dois partidos sem programa. Portanto acéfalos.

    Se o programa do Avatar for seguir Lula, teremos um incremento de 100 bilhões a mais ao ano de dívida pública.

    Se for o do Serra, ninguém faz idéia.

    Gostaria que o programa partisse da idéia de que temos de ter responsabilidade sobre as contas públicas, afinal vem sendo praticado um crime neste país que a princípio a todos agrada, mas que terá um custo contínuo para a sociedade e não será devido uma elite que quer explorar o pobre, mas por pobres governistas que exploram continuamente o povo.

  6. iconoclastas said

    boa Paxman, tá ruim não.

    olha, com relação a ministérios é só dar uma olhada no tipo de gente que costumou atuar junto aos citados. além daqueles que foram escolhidos a dedo, vai ter PMDB de ambos os lados, muito mais de um lado do que do outro, e nanicos com ela e Democratas com ele.

    os dois tem fama de concentradores, mas ficou evidente pelo desconhecimento(oi?) que Dilmao tinha do que ocorria na sala ao lado, que a realidade não é assim. de qualquer forma no estilo de tentar mais impor do que negociar, se assemelham.

    o serrote teve uma boa gestão a frente do ministério da saúde, os paulistas e, principalmente, os paulistanos, que dele são próximos, e que por ele são servidos a longa data, o aprovam. o avatr é uma incógnita, afinal não se sabe o que fez. no ministério de energia foi confusa, ineficiente e ineficaz. esteve lá e ainda hoje reclama (com toda a razão) do apagão do FH, mas foi incapaz, mesmo com a oportunidade de aprendizado com o KK do outro, de entender as reais necessidades do setor. resultado: deixou pendentes questões fundamentais e que traziam risco de comprometerem o sistema. na casa “da mãe erenice” foi o q se viu, ou não, da abstração do PAC (qual mesmo o % de execução?)e outras coisitas menos virtuosas.

    quanto a economia, ideologicamente, são do mesmo time. no entanto, mesmo que eu não goste, o serrote entende algo, enquanto a turma que ai está, exceto a do Bacen, boia. acho que há riscos substanciais de ambos os lados se o cenário lá fora piorar, uma presepada mais intervencionista ainda não deve ser descartada, mas mesmo neste caso o serrote tem acesso a melhor assessoria. se o moluscão conseguiu gente como o Marcos Lisboa, o Portugal, o próprio Meirelles (inclusive mantendo por algum tempo parte da equipe anterior)é difícil ver alguém de tal naipe aceitar dilmao, até porque rolou uma debandada. o serrote tb não é flor q se cheire, mas os tucanos, de uma forma outra vão ter participação, e a ligação com a casa das garças ainda existe.

    basicamente são duas figuras de esquerda, com idéias (no caso do avatar não exatamente “idéias”) intervencionistas, mas cujo o histórico de feitorias é distante em dimensões.

  7. Elias said

    Bem,

    Sobre a dívida pública, é bom lembrar que ela passou de 50% do PIB durante o governo FHC e caiu pra 43% durante o governo Lula. Subiu com a crise econômica, mas vem caindo desde o 2º semestre de 2009.

    Mas o fato é que ambas as gestões — FHC e Lula — operaram, sim, no sentido da redução da razão Dívida Pública/PIB.

    A redução aconteceu no governo Lula, mas isso se deveu, em grande medida, a providências iniciadas ainda no governo FHC e mantidas por Lula.

    Serra, provavelmente, não terá muito a dizer sobre o assunto. No governo FHC, a razão dívida pública/PIB esteve mais alta exatamente quando Serra era Ministro do Planejamento.

    De qualquer modo, é bom lembrar que a Dívida Pública é pressionada pelos Estados e Municípios, e a situação destes não sofrerá grandes alterações sem uma reforma tributária (que, por seu turno, depende da reforma política).

    Na área de saúde, sim, há espaço para um bom debate entre o PSDB e o PT.

    O PSDB defende uma estratégia centrada em hospitais de alta complexidade. Serra colocou isso em prática, quando Ministro da Saúde.

    O PT pende para o modelo inglês, centrado em estabelecimentos de baixa e média complexidade, em articulação com as “farmácias populares” (já existe: não implica a criação de novas farmácias, mas na mobilização das farmácias privadas já existentes, para concretizar o subsídio a certos medicamentos ou bases medicamentosas), entre outras iniciativas.

    São 2 visões absolutamente diferentes entre si e, a esta altura do campeonato, é plenamente possível medir e comparar os resultados de ambas.

    Se isso for feito, acho que Serra perde.

    Um aspecto em que as 2 visões tomam pau é no pagamento que os governos fazem à rede privada, por serviços prestados ao sistema de saúde.

    A tabela é absolutamente demente; nem se aproxima dos padrões de mercado. Além disso, o pagamento atrasa.

    Isso afasta o prestador de serviços que, com justa razão, se sente pungado.

    Se os dois problemas — preço e condições de pagamento — forem atacados com eficácia, a rede terceirizada poderá se ampliar significativamente, do que certamente resultará melhorias quantitativas e qualitativas para a população.

    Mas, taí um dos campos em que uma boa articulação do Poder Público com a iniciativa privada poderia render excelentes resultados, no curto prazo.

    Claro que existem outros, mas este, pelo menos a meu pensar, se destaca porque contempla uma brutal carência da população e, potencialmente, pode render excelentes resultados a curto prazo.

    Entendo que Dilma deveria insistir na estratégia atual, revendo, porém, a questão da retribuição à rede privada.

  8. Elias said

    “Lula já paga os maiores juros do mundo para os gringos, ele é que não reclamam. Aliás, aplaudem.” (Chesterton, # 4)

    Olhaí o Chester, pessoal!

    Quem diria, né?

    Vai acabar berrando virtualmente slogans contra o imperialismo.

    O que é a natureza humana… O que uma eleição não faz com a cabeça dessa gente…

    Mas, do que é mesmo que o Chester tá falando?

    Com uma dívida externa positiva, não bate bem essa história de dizer que “Lula já paga os maiores juros do mundo para os gringos”.

    Tá certo que o Chester é o que é. Mas, doido ele não é.

    Não deve ser isso, portanto.

    Então, do que será que o Chester tá reclamando?

    Já sei! Só pode ser da taxa básica!

    Realmente, pode ser uma boa pegar dinheiro a 1% nos EUA e mandar pro Brasil como volátil, aplicando-o a uma taxa substancialmente maior.

    Mas, aí, eu teria duas perguntinhas ao Chester:

    1 – Afinal, a taxa básica de juros aumentou ou diminuiu no governo Lula?

    2 – Por que o Chester tá, assim, tão aborrecidinho, se ele sempre posou aqui como investidor e não como tomador de dinheiro emprestado?

    Se o Chester é mesmo o investidor que ele diz que é, deveria aplaudir uma taxa básica de juros alta. Como fazem os gringos, segundo ele mesmo disse.

    Sou mais os gringos. Eles pelo menos aplaudem…

    O Chester, além de direitoso, ainda é mal agradecido. Morde a mão que o alimenta…

    Viu só, Pax, como é difícil discutir seriamente programa de governo com algumas pessoas?

  9. Pax said

    Buenas, caros, se esta é uma questão para nós, e acho boa também, porque não colocamos uma série história das taxas de juros nestes últimos 16 anos?

  10. iconoclastas said

    # 9,

    é só isso q vc quer Paxman?

    isso é mole, se consegue até mais longevas, e não apenas nominais mas reais.

    mas só me diz uma coisinha, sem malcriação: se subiram ou cairam, foi pq?

    ;^)

    e a ronca na petro?! hummmm…

  11. Pax said

    “ronca na petro”?

    Não entendi, caro Iconoclastas.

    Mas, voltando, coloca aí, então, a série histórica das taxas de juros e o arrazoado. Como não sou economista, sou, então, todo ouvidos.

  12. Iconoclastas said

    selic

    1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
    Jan 67,59 21,00 29,06 28,51 42,76 3,37 2,58 1,73 2,67 2,18
    Fev 82,05 6,90 28,76 28,91 41,99 3,25 2,35 1,67 2,13 2,38
    Mar 36,75 8,97 26,86 28,36 46,42 4,26 2,22 1,64 2,20 3,33
    Abr 4,24 9,60 23,92 30,54 46,49 4,26 2,07 1,66 1,71 2,35
    Mai 5,70 9,52 23,00 30,90 47,95 4,25 2,01 1,58 1,63 2,02
    Jun 8,80 10,32 24,28 31,91 50,62 4,04 1,98 1,61 1,60 1,67
    Jul 13,81 12,39 26,21 32,73 6,87 4,02 1,93 1,60 1,70 1,66
    Ago 11,50 15,75 25,65 34,64 4,17 3,84 1,97 1,59 1,48 1,57
    Set 15,22 19,78 27,66 37,23 3,83 3,32 1,90 1,59 2,49 1,49
    Out 16,47 25,95 28,18 38,40 3,62 3,09 1,86 1,67 2,94 1,38
    Nov 19,80 32,43 26,40 38,38 4,07 2,88 1,80 3,04 2,63 1,39
    Dez 22,84 31,17 25,92 40,38 3,80 2,78 1,80 2,97 2,40 1,60
    ANO 1.153,42 536,33 1.549,37 3.060,25 1.153,6 53,08 27,41 24,77 28,79 25,59

  13. Pax said

    Caro Iconoclastas

    Manda o link que fica mais fácil, por favor. A numeraiada acima tá duro de ver.

  14. Iconoclastas said

    IPCA 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
    % 1620 473 1119 2477 916 22,41 9,56 5,22 1,66 8,94

  15. Iconoclastas said

    vc quer a minha planilha?

    ;^)))

  16. Iconoclastas said

    1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002

    1.153 536 1.549 3.060 1.153 53 27 24,77 28,79 25,59 17,42 17,32 19,16

    acho que assim tá melhor…

  17. Pax said

    Tá, sim. E de 2003 a 2010?

    E o arrazoado? Se você se ofereceu, cá tô no “aceite”.

  18. Anrafel said

    Perdeu-se muito tempo por motivos óbvios e vários. Com mais tempo, as discussões poderiam inclusive enveredar por questões técnicas e abrangentes, ainda que a abordagem de ítens polêmicos e impopulares fosse inevitável.

    Por exemplo:

    Parece existir uma concepção majoritária entre os estudiosos de que a redução continuada na taxa Selic implicaria fatalmente numa mexida no cálculo da poupança.

    Alguém teria peito de falar isto em rede nacional uma semana antes das eleições?

  19. Iconoclastas said

    2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
    17,05 17,5 18,2 13,25 11,25 13,75 9,05

  20. Olá!

    Fiz um gráfico aqui com os dados disponíveis no site do Banco Central.

    Os valores utilizados são os da última coluna.

    Se arrumarem dados anteriores, dá para aumentar ainda mais o período coberto.

    Até!

    Marcelo

  21. Olá!

    Completei a série para o período de 1990-2010 da taxa selic. O gráfico está neste link.

    URL direta:

    Espero que os dados para 1990-1995 fornecidos pelo Iconoclasta estejam corretos.

    Até!

    Marcelo

  22. Olá!

    O último gráfico não contém a taxa selic para 2010. Este aqui contém.

    URL Direta:

    Até!

    Marcelo

  23. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Quando você coloca 1994, 93 pra trás o gráfico fica confuso nos anos seguintes pela distorção. Se expurgar não fica melhor. Estamos falando de comparar os governos FHC e Lula. Simples.

    O que acho interessante é que consigamos fazer uma análise dos porquês de tais taxas ao longo desses 16 anos.

    Como não sou capaz de argumentar, a não ser que procure, peço aos colegas que o façam, se quiserem.

    tks

  24. Iconoclastas said

    q mané arrazoado?

    é tão simples. facilmente se nota o q era, e oq se tornou. mágica nao foi, tampouco de graça. o real e a ancoragem cambial sao uma parte da historia (e claro as conjunturas globais). depois vem outra que é…

    …basicamente a metódica política monetária depois do estabelecimento do cambio flutuante. o problema é que o fiscal era e continua sendo um lixo.

    ;^/

  25. Olá!

    OK, Pax! Fiz um gráfico apenas contendo o período dos governos FHC e Lula.

    URL direta:

    Até!

    Marcelo

  26. Eduardo said

    Marcelo – os números falam por si só.

    Foi uma redução fantástica da taxa selic mérito do Plano Real, este sim o grande governo, o grande transformador deste país. O plano derrubou a inflação, estabilizou a moeda, distribuiu renda e, acima de tudo, melhorou a qualidade de vida da população.

    André Lara Resende, Edmar Bacha, Gustavo Franco, Pedro Malan e Pérsio Arida – os mentores do Plano Real, nunca tantos deveram tanto a tão poucos…

  27. Olá!

    Concordo com você, Eduardo. Aliás, tente convencer um petista disso que você afirma.

    O Plano Real foi a última grande reforma estrutural que este pobre país conheceu.

    O presidente Lula teve oito anos para fazer algo semelhante e não fez. Infelizmente.

    Espero que um dia a história dê aos idealizadores e executores do Plano Real o devido mérito.

    Até!

    Marcelo

  28. Olá!

    Um gráfico muito interessante sobre a evolução da inflação no período de Maio de 1993 até Novembro de 1994 (clique aqui caso o seu navegador não manipule imagens SVG).

    A inflação levou um “golpe de misericórdia” com o Plano Real.

    Sorte do Brasil ter eleito um presidente como o FHC que, mesmo dispondo de poucos recursos, conseguiu fazer uma reforma estrutural importantíssima para o país. Sem isso, o Brasil de hoje seria impossível.

    FHC foi um ótimo presidente. Tanto isso é verdade que, se os brasileiros considerassem o contrário, não teriam dado a ele duas vitórias consecutivas sobre o Lula e, ainda por cima, no primeiro turno.

    Até!

    Marcelo

  29. Chesterton said

    Elias disse

    06/10/2010 às 16:17
    “Lula já paga os maiores juros do mundo para os gringos, ele é que não reclamam. Aliás, aplaudem.” (Chesterton, # 4)

    Olhaí o Chester, pessoal!

    Quem diria, né?

    Vai acabar berrando virtualmente slogans contra o imperialismo.

    chest- só te achei agora. Não é contra o imperialismo, é contra a derrama dupla, 20+20%. Ruim para os negócios pois depaupera a clientela.
    ___________________________________

    O que é a natureza humana… O que uma eleição não faz com a cabeça dessa gente…

    Mas, do que é mesmo que o Chester tá falando?

    Com uma dívida externa positiva, não bate bem essa história de dizer que “Lula já paga os maiores juros do mundo para os gringos”.

    chest- pois é, mas atrai dólares a dar com pau porque não consegue fechar o ano no azul. Aí o dólar cai e as empresas não conseguem vender para o exterior, de novo somos exportadores de commodities. Apesar de todo imposto coletado ainda falta. Amazing, né? Afinal, porque os juros são tão altos sabidão? (Porque o governo precisa de grana emprestada para manter a farra).
    —————————————————–
    Tá certo que o Chester é o que é. Mas, doido ele não é.

    chest- não seja covarde e diga o que está pensando.

    Não deve ser isso, portanto.

    Então, do que será que o Chester tá reclamando?

    Já sei! Só pode ser da taxa básica!

    chest- dos impostos, estupid! (Clinton)
    ——————————–

    Realmente, pode ser uma boa pegar dinheiro a 1% nos EUA e mandar pro Brasil como volátil, aplicando-o a uma taxa substancialmente maior.

    Mas, aí, eu teria duas perguntinhas ao Chester:

    1 – Afinal, a taxa básica de juros aumentou ou diminuiu no governo Lula?

    2 – Por que o Chester tá, assim, tão aborrecidinho, se ele sempre posou aqui como investidor e não como tomador de dinheiro emprestado?

    chest- por causa dos impostos, stupid! (Clinton)

    ——————————————————

    Se o Chester é mesmo o investidor que ele diz que é, deveria aplaudir uma taxa básica de juros alta. Como fazem os gringos, segundo ele mesmo disse.

    chest- sou médico e pago muitos impostos, Stupid! (Clinton) Tenho que repassar o custo para os clientes, e isso não é muito agradável.

    ——————————————————–
    Sou mais os gringos. Eles pelo menos aplaudem…

    chest- e sacaneiam os contribuintes, i.e. o povo, que proporcionalmente paga mais que eu. Claro que os impostos são imbutidos, disfarçados e o povo acha que os preços aumentam por causa da ganância do patrão, mas um dia a fraude acaba sendo descoberta.

    _———————————-

    O Chester, além de direitoso, ainda é mal agradecido. Morde a mão que o alimenta…

    chest- eu trabalho, não tenho uma sinecura como voc~e. Afinal, seu patrão é aquele ficha suja do Pará?

    —————————
    Viu só, Pax, como é difícil discutir seriamente programa de governo com algumas pessoas?

    chest- fala sério, você é um funcionário público comédia (rs)

  30. Chesterton said

    Patrão do Elias

    Tribunal diz que Rocha é Ficha Suja

    6/10/2010
    Brasília – O TSE confirmou que Paulo Rocha (PT-PA), um dos concorrentes a uma vaga ao Senado, é “ficha-suja” e não poderia ter participado das eleições. Sua candidatura já havia sido barrada, monocraticamente, pelo ministro Aldir Passarinho Júnior, por causa da Lei da Ficha Limpa, mas ele havia recorrido ao plenário. Rocha foi o terceiro colocado nas eleições, com mais de 1,7 milhões de voto.

  31. Chesterton said

    Cassado pelo TSE, Paulo Rocha recebeu R$ 920 mil do “Mensalão do PT”
    POSTADO POR RONALDO BRASILIENSE
    QUI, 30 DE SETEMBRO DE 2010 21:22
    Com seu registro de candidato ao Senado cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instância máxima da justiça eleitoral no Brasil, o deputado federal Paulo Rocha (PT-PA), 59 anos, acusado de envolvimento no “Escândalo do Mensalão”, renunciou dia 17 de outubro de 2005 ao seu mandato na Câmara dos Deputados. Com isso, Paulo Rocha evitou a cassação de seu mandato por corrupção e a posterior suspensão de seus direitos políticos por oito anos.
    Segundo o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, Paulo Rocha sacou R$ 920 mil das contas da empresa SMPB., dentro do esquema do “Mensalão do PT”. Cerca de R$ 420 mil foram sacados pela assessora de Paulo Rocha na Câmara dos Deputrados, Anita Leocádia.

    chest- Piorra Elias, vai ter que arrumar outro trampo, que o PT no Pará tá encalcrado até o pescoço. Qual tua “atuação”?

  32. Eduardo said

    #7 – O PIB é um cálculo subjetivo e temporal, mas a dívida pública é real, interessante para a ala governista comparar a dívida porquanto houver crescimento do PIB brasileiro, conforta e ilude os incautos sobre o óbvio que é o incremento de 800 bilhões na dívida pública em 8 anos de governo lula, ou seja o mesmo que levou 502 anos para ser feito em toda nossa história.

    lula teve a oportunidade de fazer um governo brilhante, que realmente nos colocaria entre os maiores países do mundo, mas ‘acovardou-se’, preferiu a glória que lhe foi conferida pelos ingênuos e desinformados (talvez lula o maior ingênuo do país), emitiu títulos indiscriminadamente (sua última peripécia é um Fundo Soberano sustentado pela…emissão de títulos públicos – Mantega é a negação de nossa independência e soberania) ao invés de fazer a reforma trabalhista, tributária ,política e sobretudo fazer um controle de gastos rigoroso.

    Conter gastos seria nossa ‘carta de alforria’ à ciranda financeira. Com dívida crescente e juros altos criamos o ambiente propício ao capital especulativo como nunca na história desse país.

    Chest está coberto de razão quando menciona o quanto lula dá à banca internacional – ele (lula) não é aplaudido lá fora pelo que faz, mas pelo que paga. Os bancos brasileiros ou em solo brasileiro são os mais rentáveis do mundo e obtiveram com lula os maiores lucros de suas histórias.

    O Plano Real é antes de tudo a oportunidade de rompimento a essa dependência de poupança externa, que só se consolidará com as reformas e sobretudo com a redução de nossa dívida pública o que criará ambiente para o crescimento de nossa poupança interna e consequentemente de investimentos.

    lula teve sua chance em 8 anos e nada fez, elias, jorge, pax e outros dirão que não, que este foi um governo sensacional, ingênuos, o mérito até aqui é do Plano Real, sua estabilização da moeda, controle da inflação, promoveu a distribuição de renda, deu qualidade de vida à população. Então como James Carville diria – não é lula, “é a economia estúpido”.

    Necessitamos de um futuro presidente com força e coragem para levar adiante as mudanças e não mais um covarde movido à retórica, queremos ação e sobretudo controle consciente dos gastos públicos.

  33. Chesterton said

    Será Elias Prefeito de Concórdia do Pará?

    http://www.concordiadopara.pa.gov.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=37985

  34. Chesterton said

    Obrigado pelo apoio Eduardo, mas na verdade o que estamos falando é o óbvio.
    abs

  35. Eduardo said

    Chest – é óbvio, mas quem entende?

  36. Chesterton said

    todo mundo, mas tem que ter honestidade para admitir.

  37. Elias said

    Chester,

    Então o teu problema não é com os juros, e sim com os impostos, estúpido!

    Já que é assim, estúpido, escreve contra os impostos e não contra os juros.

    E assim, chegaste onde eu queria, estúpido.

    Pros gringos levarem tanta grana assim no volátil, o Brasil teria que lhes dar mais que uma taxa de juros alta.

    Teria que lhes dar uma fraca tributação sobre operações financeiras e um câmbio favorável (com o dólar super-valorizado em relação ao real).

    Como isso não existe, a tributação e o câmbio acabam anulando substancialmente as vantagens de uma taxa de juros interna mais alta que a dos EUA, p.ex.

    Entendeu, estúpido?

    Deves creditar um pouco mais de valor à inteligência alheia, Chester.

    Imaginas, por acaso, que os grandes investidores do mercado financeiro norte-americano são completos imbecis?

    Se a coisa fosse assim, tão mole, como pensas que é, o Brasil já estaria soterrado em uma avalanche de dólares.

    E não seria de hoje, estúpido.

    Por acaso, sabes quando a taxa básica de juros brasileira foi menor que a americana?

    Eu respondo. Nunca, estúpido!

    Entendeu, estúpido?

  38. Pax said

    Prezados,

    A discussão é ótima. Estúpido sou eu. Não me roubem este título.

    Vocês continuam discutindo o tema, mas não tirem de mim o rótulo, por favor.

    Assim fica melhor. Não?

    Por favor, atirem pro lado de cá e discutam, civilizadamente, o tema.

    É pedir muito?

  39. vilarnovo said

    Pax – Esse tipo de comparação na minha opinião é indevida. Isso porque as bases de comparação são diferentes. Países não são estáticos ainda mais em se tratando de economia.

    O que as pessoas não consideram nos números são dezenas de variáveis que carregam para o resultado final.

    Talvez se vc comparar os números entre o governo FHC e o governo Lula este último tenha números melhores. Isso quer dizer que foi um governo melhor? Não necessariamente. Isto porque outros aspectos devem ser levados em conta, principalmente de que base de partida saiu o governo.

    Quer ver algo, compare os oito anos de FHC com os oito anos anteriores a FHC. Depois compare os oito aos de Lula com os oito anos de FHC.

    De longe FHC irá ter números melhores. Isso porque saiu de uma base extremamente ruim para os resultados obtidos.

    Como os petistas repetem mil vezes até que se torne verdade (copyright Goebbles), porém sabemos que não é, o governo Lula já saiu de uma base estrutural toda composta e criada no governo FHC.

    Isso sem contar as crises enfrentadas por FHC que em suas características atingiram muito mais o Brasil como um emergente (crise do México, da Argentina, dos Tigres Asiáticos e da Rússia). Todas elas em um curto espaço de tempo.

    A crise atual não chegou tanto ao Brasil por nossa fraca exposição ao comércio exterior. Nossa participação tem caido ano após ano.

    Agora, sobre o assunto em pauta (Programas de Governo) nenhum dos dois partidos apresentou algo digno de nota. É triste ver que o PT só agora disse que ia mostrar algo por conta o segundo turno e do caso do aborto. Pois até então a ordem era só falar em programa de governo após a eleição de Dilma. No caso do PSDB nem isso eu vi. Se alguém tiver alguma coisa favor avise.

  40. Pax said

    Caro Vilarnovo,

    Não fui eu quem colocou na pauta. Eu só pedi a comparação. Como gosto de indicadores e suas possíveis leituras, provoquei os colegas para colocar os números comparativos.

    E o que vemos?

    Que FHC e Lula compartilham da mesma “hóstia”. Lula pegou o que FHC estabeleceu e seguiu em frente.

    Um teve coragem de peitar mudanças estruturais, pagou caro por acordos que fez. FHC sabe disso.

    Outro teve coragem de peitar a tal divisão do bolo com mais foco, paga cara por acordos que faz. Lula sabe disso.

    Onde mesmo você já me viu atirando todas as pedras em FHC? Onde mesmo você já me viu atirando todas as pedras em Lula? Um gosta do outro. E eu gosto dos dois.

    E ambos sabem que seus partidos e seus governos se ajoelham para o modelão que manda e desmanda, que mama a rodo.

    Estou inventando alguma coisa ou a gente pode brincar de falar a verdade de vez em quando?

  41. vilarnovo said

    Pax – Nenhum momento sequer cogitei pensar isso.

    Apenas direcionei a mensagem a ti, por pura conveniência. Nada mais. Esse negócio de estúpido não é comigo não!! rs

    ;)

  42. Pax said

    =)

  43. vilarnovo said

    Sobre juros, impostos e outras cositas.

    Até a velhinha de Taubaté sabia que o aumento do IOF não daria em nada. O problema de câmbio, juros e impostos é bem mais fundo do que isso.

    Primeiramente os juros. Porque os juros são altos no Brasil. A resposta é simples: o governo precisa manter os juros altos para que entre capital extrangeiro no país para poder fechar o buraco do déficit público.

    Só que com a entrada desses dólares o real fica valorizado. O que o governo faz? Emite dívida para comprar esses dólares (alguém pensou na explosão da dívida pública? Pois é.) O custo de manter a nossa tão falada reserva cambial de 250 bilhões de dólares é coisa de 25 bilhões de dólares ao ano.

    A única maneira para realizar a queda dos juros e do câmbio seria um ajuste fiscal do setor público. Não há milagres, não há milaborâncias, não há mistérios.

    Infelizmente nenhum dos dois candidatos se mostram inclinados a isso.

  44. Eduardo said

    It´s the economy, stupid!

    Este é apenas um ‘slogan’ de campanha utilizado por Bill Clinton durante sua campanha contra o velho Bush, dizia-se esta frase quando era questionado sobre as propostas do seu governo, ele e seus correligionários diziam sem muitos rodeios: It’s the economy, stupid! Clinton foi eleito e reeleito, zerou o déficit público e fez o país crescer vigorosamente.

    Que ninguém coloque a carapuça não há de forma alguma estúpidos entre nós, talvez alguns fanáticos ou românticos crentes em partidos e políticos.

    # 37 – Quando mencionamos o peso da carga tributária, pode-se dizer que ela está diretamente relacionada aos juros que somos obrigados a pagar nesta ciranda financeira, aparentemente não existe uma correlação entre gastos públicos, juros e impostos à maior parte dos cidadãos, mas quando falamos em redução de gastos, estamos falando de juros e impostos automaticamente, um afeta ao outro. Reduzir os gastos, coloca menor pressão sobre os juros e aumenta nossa capacidade de reduzir impostos, este movimento nos colocaria em um ciclo virtuoso, onde teríamos a melhora gradativa de todos os indicadores econômicos a partir de uma atitude unilateral de nossos governantes.

    Como nossa dívida aumenta devido os gastos excessivos do governo petista não há outra alternativa se não postergar uma reforma tributária e/ou baixar impostos de forma generalizada.

    lula contentou-se em 8 anos com o sucesso (sic) pessoal em detrimento ao país não teve culhões de prosseguir as reformas e conter os gastos, já estamos certos que este partido não tem peito para lutar pelo país, mas apenas sede de manter-se no poder. Reafirmo que o petismo é o tipo de política mais retrógrada que existe, seus métodos e sua visão econômica.

  45. Chesterton said

    Então o teu problema não é com os juros, e sim com os impostos, estúpido!

    Já que é assim, estúpido, escreve contra os impostos e não contra os juros.

    E assim, chegaste onde eu queria, estúpido.

    chest- Hilário, o cara tem que ser muito panaca para não entender que o dinheiro que é arrecadado através de impostos é entregue através de juros, alimentando um ciclo vicioso:

    déficit, juros altos (para fechar contas), + gastos publicos, + déficit , de novo aumenta os juros e os impostos para tentar cobrir o buraco, mandando a conta para o futuro. Nada mais keynesiano que isso e essa anta não compreende.

  46. Elias said

    Chester,

    Não tenta parecer mais tolo do que já conseguiste.

    Te decide, cara:

    1 – Se és o investidor que dizes ser, não tens o que reclamar dos juros altos. Estarias cuspindo no prato em que comes.

    2 – Se os impostos são altos — e são mesmo, principalmente os impostos e contribuições sobre operações financeiras (que, por sinal, foram substancialmente aumentados em 2008) — então os ganhos não são tão altos assim (a Febraban, p.ex., tem reclamado pra caramba!). Neste caso, os gringos não teriam muito por quê aplaudir.

    Se a coisa tá tão boa, assim, vai à Febraban e explica pra ela.

    Diz que ela não tem do que reclamar. Que ela tem mais é que aplaudir, feito os gringos.

  47. Elias said

    Chester,

    Pensa no pessoal que frequenta este blog.

    Aqui não tem otário.

    Se alguém está se dando ao trabalho de ler o que escreveste, já percebeu a contradição.

    Não estás dizendo coisa com coisa.

    Cara, vê se te manca!

    Estás te portando como um adolescente malcriado e burro.

  48. Chesterton said

    e decide, cara:

    chest- meu amigo, trabalho como médico e invisto minhas poupanças, não há contradiçaõ, não há o que decidir, são atividades complementares.

    1 – Se és o investidor que dizes ser, não tens o que reclamar dos juros altos. Estarias cuspindo no prato em que comes.

    chest- negativo, meu caro, a longo prazo esse cassino federal vai quebrar e aí todos nos ferramos

    2 – Se os impostos são altos — e são mesmo, principalmente os impostos e contribuições sobre operações financeiras (que, por sinal, foram substancialmente aumentados em 2008) — então os ganhos não são tão altos assim (a Febraban, p.ex., tem reclamado pra caramba!). Neste caso, os gringos não teriam muito por quê aplaudir.

    chest- paga altos juros e cobra altos impostos…acha que engana alguem. O deficit externo não para de subir.

    Se a coisa tá tão boa, assim, vai à Febraban e explica pra ela.

    Diz que ela não tem do que reclamar. Que ela tem mais é que aplaudir, feito os gringos.

    chest- cara, se você não é mal intencionado, precisa se informar melhor. Aí no pará é difícil obter informações de qualidade? A internet é mundial, Elias.

  49. Elias said

    Se a coisa tá tão boa, assim, vai à Febraban e explica pra ela.
    Diz que ela não tem do que reclamar. Que ela tem mais é que aplaudir, feito os gringos. (Elias)

    chest- cara, se você não é mal intencionado, precisa se informar melhor. Aí no pará é difícil obter informações de qualidade? A internet é mundial, Elias. (Chester)

    Ensadesceste, Chester!

    Preciso me informar a respeito do quê? Do posicionamento da Febraban?

    Cara, tu é que precisas te informar!

    De uma cambulhada só, foi aumentado o IOF e a CSLL sobre operações financeiras (e também a tributação indireta sobre obtenção de empréstimos, em taxas diferenciadas, conforme o empréstimo seja obtido por pessoas físicas — taxa maior — ou jurídicas — taxa menor –, mais um adicional comum às 2 categorias).

    Os juros continuam altos, mas o rendimento final nem tanto.

    Pelo menos, não a ponto de provocar aplausos de gringos, brasileiros ou qualquer outra nacionalidade.

    Para o investidor, o lucro ficou menor. Para o tomador, o custo ficou maior.

    As medidas mais drásticas foram adotadas a partir de dezembro de 2008, com o evidente propósito de reduzir as repercussões da crise econômica mundial.

    Já a Febraban, obviamente, diz que essas medidas serviram pra compensar a quebra de receita decorrente do fim da CPMF.

    Há alguns dias, debati com o Vilarnovo sobre esse assunto. Eu disse que, como o aumento da tributação repercutiu sobre o volume de operações (que havia crescido muito no 1º semestre de 2010), o resultado final sobre a arrecadação foi praticamente nulo. Em termos de arrecadação, foi trocar 6 por meia dúzia.

    Isso faz das medidas muito mais uma estratégia de inibição da expansão monetária.

    O Vilarnovo discordou de mim, porque ele acha que a tributação sobre operações financeiras não é uma medida de política monetária.

    Eu disse que é. Tanto é… que foi.

    O custo mais alto para o tomador, associado a lucros mais baixos para o investidor deu como resultado redução no volume de negócios.

    Daí a chiadeira da Febraban.

    Lê os boletins da Febraban, e verás que ela não tá aplaudindo p… nenhuma.

    Ela tá é reclamando pra cacete!

    Estranho que, como o investidor que dizes ser, não estejas acompanhando de perto a evolução dos teus investimentos.

  50. Elias said

    Onde está escrito:

    “Eu disse que, como o aumento da tributação repercutiu sobre o volume de operações (que havia crescido muito no 1º semestre de 2010)”,

    leia-se:

    “Eu disse que, como o aumento da tributação repercutiu sobre o volume de operações (que havia crescido muito no 1º semestre de 2008)”.

  51. Elias said

    Mas, Chester,

    O tema — juros altos X juros baixos — é atualíssimo.

    O BC do Japão reduziu a taxa básica de juros. Agora, a taxa é praticamente zero.

    Ao que parece, algumas economias européias também vão baixar a taxa de juros (talvez não tanto quanto o Japão, mas vão baixar).

    Tudo por causa da crise.

    As bolsas européias estão em alta, hoje, por conta disso.

    Ao mesmo tempo, outras economias estão desvalorizando brutalmente suas moedas, pra tentar aumentar suas exportações. Há quem diga que está em curso uma “guerra cambial”.

    O que vocês, da direita xiíta brasileira, acham disso? Qual o caminho que deve ser seguido pelo Brasil?

  52. Chesterton said

    Então você admite que nesse ritmo a vaca vai para o brejo? ora, a receita eficaz é sempre copnter gastos com custeio. Seu salario de servidor publico cair pela metade, por exemplo. E você trabalhar meio turno na iniciativa privada, SEM interferir com seu tradicional bom trato da coisa pública.

  53. vilarnovo said

    “O Vilarnovo discordou de mim, porque ele acha que a tributação sobre operações financeiras não é uma medida de política monetária.

    Eu disse que é. Tanto é… que foi. ”

    Pois é. Tanto não é que não deu resultado nenhum. Fazer o que…

    Querer ser mais realista que o rei é que eu não serei.

    Sobre isso recomendo esse post:

    http://drunkeynesian.blogspot.com/2010/10/mais-uma-bola-fora-do-governo-iof-para.html

  54. vilarnovo said

    Ah, e olhem também os comentários:

    Anônimo disse…
    faltou só um ponto,,ou eles sabem o que estao fazendo e estao mais focados na arrecadaçao..o video da empiricus de sexta esta falando isso..
    iof= R$10 bi = bolsa familia,

    Drunkeynesian disse…
    Bem lembrado – e poderiam ter achado outro jeito de aumentar a arrecadação que não arriscasse aumentar o custo da dívida.

    Drunkeynesian disse…
    Vai ser divertido se não for… se o fluxo continuar entrando e o câmbio continuar caindo.

    4 de outubro de 2010 22:39
    Anônimo disse…
    Foi o “Perna Longa” que contou essa do Bolsa Família no Vídeo da Empiricus?

  55. Elias said

    Chester,

    Quer dizer, então, que se o governo contiver gastos com custeio as bolsas vão subir e as exportações vão aumentar?

    Caraca!

    Chester, és sério candidato a Ministro da Economia de algum Napoleão de hospício.

    Vilarnovo,

    Você pode achar que não deu resultado nenhum.

    Certo. Talvez se você fosse ministro, faria melhor.

    Mas, que eu saiba, o Brasil acabou mantendo uma boa taxa de crescimento, sem comprometer a estabilidade econômica.

    Bem feitas as contas, poucas economias do mesmo porte alcançaram igual resultado, depois de instalada a crise econômica mundial.

    E que fique bem claro que não defendo altas taxas de juros.

    Pra mim, a principal função do sistema financeiro é financiar a produção.

    Logo, entendo que a taxa de juro deve ser mais baixa que a taxa de lucro das atividades produtivas.

    Mas isso nunca aconteceu no Brasil. Podemos alinhar aqui um porrilhão de razões, pra cada diferente época.

    É vigarice dar a entender que a taxa alta de juros é característica essencial do governo Lula, mas não do FHC, do Itamar, do Collor, do Sarney, do Figueiredo, do Geisel…

    Só um vigarista intelectual ou um imbecil desinformado diria uma coisa dessas.

    No Brasil, a tônica sempre foi taxa de juro mais alta que no exterior. Mesmo em relação aos países tidos como nossos concorrentes diretos.

    E isso, convenhamos, é uma merda…

    Agora, notadamente de 2008 pra cá, acho que o Lula fez bem em manter as taxas de juros ainda altas e, ao mesmo tempo, gravar mais pesadamente as operações financeiras com tributação direta e indireta.

    Segurou a expansão do crédito no momento certo. Se ele não houvesse feito isso, a inflação voltaria. Com certeza.

    Ao mesmo tempo, ele manteve a atividade produtiva em setores localizados (mas com elevado efeito multiplicador, como é o caso da indústria automobilística), usando, para isso, a estratégia da renúncia fiscal.

    Já li um monte de análises de especialistas estrangeiros sobre essa estratégia.

    O Pax postou, aqui no PolíticaÉtica, a análise de um deles.

    Nenhum desses caras discordou da estratégia do Lula, em especial frente aos resultados que ela gerou.

    É a tal coisa: talvez você e o Chesterton fizessem melhor.

    Pelo que tenho lido de vocês, duvido!

  56. Eduardo said

    Resumo da Ópera:

    Dívida em 502 anos : 800 bilhões de reais
    +
    Divida em 8 anos pt: 800 bilhões de reais

    Total 1 trilhão e seiscentos bilhões de reais

    Em 2.011 lula e o pt deixarão para o futuro presidente além de 1 trilhão e seiscentos bilhões:

    180 bilhões em juros
    +
    70 bilhões em amortizações líquidas

    Total 250 bilhões de reais só para 2.011

    lula e pt entrega o país e enterra nossa esperança de desenvolvimento sustentado.

  57. Chesterton said

    Eduardo, Elias é contra esse tipo de raciocínio. Crê, tal qual Dilma, que:

    gastos correntes são VIDA!

  58. iconoclastas said

    galera, devagar. não é cagação de regra, só levantamento de algumas teses e evidencias.

    # 1 – falar de valores em termos nominais é, qd se trata de economia, incompleto. se a gente fala que a dívida creceu tanto em R$bi, teria q falar q o PIB cresceu em R$ bi tb e comparar. mais um trabalho. então fala-se sim em %. o q se pode, e deve, fazer é ver a trajetória da divida bruta.

    # 2 – os juros ainda são estratosféricos hoje, enquanto o mundo opera com algumas da mais baixas taxas da história, por questão de escolha. o governo preferiu (re) estimular a economia através de política fiscal antes de aproveitar ao máximo a política monetária. é questão ideológica, e provavelmente política. é muito difícil encontrar um economista de primeiro time q, em momento honestamente intelectual, defenda algo assim. não, nem o PK.

    # 3 – Chesterton mandou bem, corte de gastos do governo aumenta a poupança doméstica, reduz a necessidade de política monetária tão restritiva e tende a depreciar o câmbio. cortar os gastos correntes é importante e possível com atuação do governo, no entanto, a previdência e alguns outros direitos da população, são questoes de estado e estão amarrados por leis cuja alteração é cabeluda.

    # 4 – o US$ (tão) barato é decorrente principalmente dos problemas americanos e suas (deles) escolhas quanto a forma de estímulo. qt ao IOF, o link q o Pablo postou define bem. de qualquer forma é bom q se entenda q déficits de conta corrente não são, necessariamente, ruins e há exemplos de países q se bem sucedem os mantendo (os déficits)por longos períodos. ainda mais qd se considera um país como o brasil, de ridícula poupança doméstica e imensa necessidade de investimentos. só não confundam com déficit fiscal q tb temos. não comprem a tese de desindustrialização, em períodos de Real valorizado há evidências de que aumentam os investimentos em capital. tb não é ruim ser exportador de commodities.

    # 5 – é bom que os bancos lucrem, da mesma forma que é bom que qq empresa lucre e as pessoas ganhem dinheiro de forma produtiva. o que é ruim é qd se desvia o potencial economico de uns em favor de outros de forma discricionaria. qd isso ocorre fatalmente se deixa grana na mesa e o desequilíbrio, cedo ou tarde, cobra seu preço.

    ;^/

  59. vilarnovo said

    Elias – Concordo em muitas coisas que vc escreveu. Não entendi algumas como:

    “Logo, entendo que a taxa de juro deve ser mais baixa que a taxa de lucro das atividades produtivas.”

    Sinceramente não consigui ver a relação entre taxa de juros e lucratividade de uma empresa.

    “É vigarice dar a entender que a taxa alta de juros é característica essencial do governo Lula, mas não do FHC, do Itamar, do Collor, do Sarney, do Figueiredo, do Geisel…”

    Nunca falei isso. Agora a diferença dos outros governos, inclusive do FHC, foi a base em que saiu o governo Lula. Não é mistério para ninguém que Lula pegou um país em bem melhores condições que FHC. É só ver os números.

    Lula tinha melhores condições de qualquer outro presidente para realizar as mudanças necessárias para que a taxa de juros caísse. Foi decisão dele e de seu governo não fazer isso. A galera do “gasto corrente é vida” (copyright Dilma) abriu as portas do Tesouro e o resultado é esse aí.

    Se quiser posso te mostrar um monte de países que tiveram crescimento sustentável maiores que o Brasil e com uma taxa de juros menor.

  60. Chesterton said

    Elias é funcionário público, não sabe pensar em nada que não inclua mais verbas (mais impostos).
    para ele tudo se resume a arrecadar mais (e colocar nas mãos dele).

  61. iconoclastas said

    #59,
    “Sinceramente não consigui ver a relação entre taxa de juros e lucratividade de uma empresa.”

    Pablo, tem td a ver. quanto maior o juro maior o custo de capital.

    pensa em custo de oportunidade.

    ;^/

  62. Eduardo said

    # 61 – “Sinceramente não consigui ver a relação entre taxa de juros e lucratividade de uma empresa.”

    Pablo, tem td a ver. quanto maior o juro maior o custo de capital.”

    A tx de juros não irá afetar da forma como esta sendo dito sobre a lucratividade de uma empresa.
    A empresa simplesmente repassa seu custo ao produto independente do juros que venha a pagar. Ou seja QUEM PAGA É VOCÊ.

    A tx. de juros pode influenciar os “investimentos” de uma empresa.
    Ao optar por colocar seus lucros na ciranda financeira imaginando que aí sim terá maiores ganhos do que produzindo e aumentando sua(s) fábrica(s) ou construindo novas e criando postos de trabalho.

    Em um mercado globalizado se o custo do produto de uma empresa for muito alto em determinado país ela simplesmente abandona o país e procura outro em que financiamentos para a empresa, custo do trabalho, custo de infra-estrutura, burocracia, custo dos insumos de maneira geral, etc, sejam mais vantajosos.

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