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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Aborto pela culatra

Posted by Pax em 20/10/2010

O aborto começa a perder espaço na campanha tucana. Rendeu no primeiro turno, mas a questão da interrupção da gravidez de Monica Serra, levantado por suas ex-alunas, “já começa a ser visto com potencial negativo pelo PSDB”.

Cria-se, então, nova figura de linguagem: “o aborto pela culatra”. Ou seria “aborto no pé”?

É o que dá mexer em vespeiro. Esta história de colocarem o Pai, o Filho e o Espírito Santo nos palanques não parece muito aconselhável na medida que algumas arquibancadas são mal montadas e podem ruir. Faz parte? Faz, sim. Mas há que se ter um enorme cuidado ao colocar questões e acusações como “Ela é a favor de matar as criancinhas” que Monica Serra disse e foi registrado pelo Estadão.

Campanha de Serra vê perda de fôlego e traça mudanças

O comando da campanha de José Serra (PSDB) avalia que houve uma perda de fôlego nos últimos dias e estuda como manter a candidatura em ascensão.

Um reflexo disso foi o abandono do tema do aborto e de questões religiosas pelo tucano, que, ainda no fim do primeiro turno, identificou o assunto como calcanhar de Aquiles da campanha de Dilma Rousseff (PT) e como fator que contribuiu para sua chegada ao segundo turno.

O tema, contudo, já começa a ser visto com potencial negativo pelo PSDB, especialmente depois que a mulher de Serra, Monica, acabou incluída involuntariamente no noticiário, após o relato, feito por uma ex-aluna sua, de que ela havia feito um aborto no exílio no Chile.

No último debate, na RedeTV!, o tema foi escanteado pelos dois lados e deixou de aparecer no programa de TV.

Continua na Folha

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15 Respostas to “Aborto pela culatra”

  1. Chesterton said

    Se você quer conhecer o carater de alguem, jogue uma partida de futebol

    Selva Brailis

  2. Elias said

    Pax,

    Um outro assunto é a quebra de sigilo fiscal da filha do Serra.

    O Estadão está noticiando que a investigação da PF liga a malfeitoria a um jornalista que trabalhou na pré-campanha da Dilma.

    Aí você vai ler a notícia, e descobre que o crime foi cometido em outubro de 2009, quando o jornalista trabalhava para um jornal mineiro.

    Só em 2010, já afastado do jornal, ele passaria a trabalhar na campanha da Dilma.

    O fato do crime ter sido cometido em 2009, e a partir de Minas Gerais, a meu ver, reforça a tese de que a quebra do sigilo fiscal da filha do Serra tem digital tucana.

    É só apertar mais o bagaço, que ele ainda dá caldo…

    O jornalista disse que pagou R$ 12 mil pela pilantragem.

    Provavelmente a investigação vai seguir o dinheiro na trajetória inversa. Como o jornalista não tirou esse dinheiro do próprio bolso, segue-se que alguém deu a ele.

    Alguém quem?

    Dificilmente seria alguém do PT. A essa altura, não se sabia se o Serra seria ou não candidato.

    Já no poleiro tucano, a disputa corria, braba e solta, entre Serra e Aécio, né mesmo?

    Se for o que estou pensando, será um tiro de canhão no pé da campanha do Serra.

    E, melhor: a iniciativa do disparo no pé tucano terá sido da própria coordenação da campanha do Serra e, agora, do Estadão, ambos mirando mirando a cabeça da petista.

    Algo assim como disparar um míssil mirando o Alasca e acertar… na Patagônia!

    Quanto ao aborto, insisto: é cada dia maior o número de evangélicos que está se sentindo enganado pelo Serra.

    Um monte de pastores usou o tema como muleta. Eles querem mesmo apoiar o Serra de qualquer maneira e não será um aborto (ou 10, ou 100, ou 100 mil) que os fará mudar de opinião.

    Acontece que eles usaram o aborto como argumento essencial e, agora, não podem voltar atrás.

    Dentre esses caras, há um monte de papagaio tagarela que, subitamente, perdeu a língua. Tem carinha aí que sumiu no ôco do mundo…

    Vamos ter um final de campanha animadíssimo, ao que parece.

  3. Chesterton said

    Aborto não foi tiro pela culatra, foi tiro em cheio nos costados da Dilma.

  4. Pax said

    Não é isto que a notícia diz, caro Chesterton, da própria coordenação da campanha tucana.

    O que se vê, ao menos o que está ao meu alcance nas mídias sociais, na internet, é que o repúdio foi maior que o soneto.

    Sem esquecer também do pastor Malafaia berrando por aí que quer o direito de expulsar os gays de sua paróquia (ou caça níquel? confess que fico em dúvida e me dou a este direito, sim?). Outro tirambaço na culatra. Na campanha, no horário eleitoral, enfim, direito e opção do tucanato.

  5. Chesterton said

    Bullshit. Marquetingue “bondoso”.

    Olha isso, jornal búlgaro.

    http://www.novinite.com/view_news.php?id=120755

    Depois que recebeu a primeira carta de seu pai, em 1948, Lyuben-Kamen Rusev (o meio-irmão da Dilma) começou a receber pacotes regulares do Brasil, inclusive dinheiro, com as notas bancárias escondidas entre dois postais idênticos colados. Normalmente ele recebia entre 50 e 100 U$. Uma vez o pai enviou U$500, os quais Lyuben usou para comprar um Volkswagen.
    Ele enviava suas cartas ao pai, Petar Roussef, através de búlgaros que iam ao Brasil, sempre pedindo que o pai encontrasse uma maneira de tirá-lo da Bulgária e levá-lo para o Brasil. Lyuben soube da morte do pai em 1962, através da esposa brasileira Dilma.
    Quase ao mesmo tempo, ele soube pela poetisa búlgara Bragryana que seu pai havia ficado rico no Brasil. Diante da morte do pai, Lyuben pediu várias vezes ao Ministério de Relações Exteriores da Bulgária que o permitisse viajar ao Brasil para resolver questões sobre sua herança, mas a permissão foi negada.
    A certa altura, através do mesmo Ministério, ele recebeu uma oferta para desistir de reclamar a herança dos bens de Petar Roussef no Brasil, em troca de U$ 1,500. Lyuben decidiu aceitar o acordo porque percebeu que não teria outra forma de receber a herança de seu pai. Ele recebeu o dinheiro através da Embaixada Brasileira em Sofia.
    Depois de se aposentar em 1990, Lyuben enviou várias cartas à família de Petar Roussef no Brasil, mas jamais recebeu resposta. Seu sonho era conhecer o carnaval do Rio de Janeiro.

    site do coronel

  6. Chesterton said

    Esta é a segunda parte de vídeo em que o Pastor Silas Malafaia se defende das acusações de Bispo Macedo. A primeira parte pode ser vista neste link http://www.youtube.com/watch?v=OSiubDgIASY , mas o mais importante mesmo é o que vem agora, já no início deste vídeo: Silas Malafaia, sem meias-palavras, diz que Edir Macedo foi comprado para defender Dilma Rousseff!

    O Pastor vai além e mostra como, em 89, Edir Macedo entrou em um culto com uma camisa de Fernando Collor e disse que Lula era o candidato do diabo. Mais adiante Malafaia repete as acusações que geraram inquéritos diversos sobre a transferência ilegal de dinheiro da Universal ( uma IGreja que como tal goza de isenções fiscais ) para sustentar sua emissora de TV, que está em campanha aberta pela candidatura de Dilma.

    “Deus nos livre da Record em primeiro lugar de audiência na televisão, porque você tem ganância de poder político, poder econômico e poder religioso. “

  7. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você diz que a campanha tucana fala “bullshit” e em seguida coloca uma história do site do coronel?

    Tá, entendi.

  8. Chesterton said

    é, ele acerto na vírgula o primeiro turno….

  9. Chesterton said

    acertou

  10. Chesterton said

    A diversão continua

  11. Carlão said

    Oi internautas

    Atendendo a insistentes pedidos de meus fans aqui do blog eu voltei.hehehe

    ABORTO PELA CULATRA
    No video abaixo O Sen. Aloysio manda Monica Bérgamo (percebam a expressão no olho dela)
    “enfiar a campanha do aborto no rabo” …absolutamente imperdível

    até depois, agora vou me informar sobre a agressão ao Serra por gentis cavalheiros da militância
    petista no RIO . Sairá no JN.

  12. Chesterton said

    gostei desse senador, ex-marxista (arrependido? Naõ sei, me digam se está) manteve os jornalistas nos seus devidos lugares.

  13. Chesterton said

    Arnaldo Jabor

    Meu primeiro grande amor começou num “aparelho” do Partido Comunista Brasileiro em 1963, meses antes do golpe militar. Era um pequeno apartamento conjugado na Rua Djalma Ulrich em Copacabana, em cima de uma loja de discos. No apartamento, havia um sofá-cama com a paina aparecendo por um buraco da mola, entre manchas indistintas – marcas de amor ou de revolução? Na parede, um cartaz dos girassóis de Van Gogh e, numa tábua sobre tijolos, livros da Academia de Ciências da URSS. Um companheiro me emprestara a chave com olhar preocupado, sabendo que era para o amor e não para a política. “Cuidado, hein, se o dirigente da “base” souber…” – disse-me, vendo a gratidão em meus olhos.

    Eu era virgem de sexo com namoradas, pois pouquíssimas moças “davam”, nessa época anterior à pílula; transar para elas era ainda um ato de coragem política. As moças iam para a cama pálidas de medo, para romper com a “vida burguesa”, correndo o risco da gravidez – supremo pavor. Famintos de amor, usávamos até Marx para convencer as meninas.”Não. Aí eu não entro!”, gemiam, empacadas na porta do apartamento. Nós usávamos argumentos que iam de Sartre e Simone até a revolução: “Mas, meu bem… deixa de ser “alienada”… A sexualidade é um ato de liberdade contra a direita…” Tudo era ideológico em Ipanema – até a praia tinha um gosto de transgressão política. Éramos assim nos anos 60.

    A guerra fria, Cuba, China, tudo dava a sensação de que a “revolução” estava próxima. “Revolução” era uma varinha de condão, uma mudança radical em tudo, desde nossos “pintinhos” até a reorganização das relações de produção. Não fazíamos diferença entre desejo e possibilidade. Eu era do “Grupo Vertigem”, como colegas radicais nos apelidaram. Nossa revolução era poética, Rimbaud com Guevara; era uma esperança de um tempo futuro em que a feia confusão da vida se harmonizaria numa perfeição política e estética. Para os mais obsessivos, era uma tarefa a cumprir, uma disciplina infernal, um calvário de sacrifícios para atingir não sabíamos bem o quê. Tínhamos os fins, mas não tínhamos os meios.

    E, como todos, tínhamos horror ao demônio do capital e da administração da realidade para a luta (coisa chata, sem utopia…) Por isso, a incompetência era arrepiante. Ninguém sabia administrar nada, mas essa mediocridade era compensada por bandeiras e frases bombásticas sobre justiça social, etc… Nunca vi gente tão incompetente quanto a velha esquerda que agora quer voltar ao poder como em 63, de novo com a ajuda de um presidente. Assim como foi com Jango, agora precisam do Lula. São as mesmas besteiras de pessoas que ainda pensam como nos anos 60 e, pior, anos 40.

    “Revolução” era uma mão na roda para justificar sua ignorância, pois essa ala da esquerda burra (a inteligente cresceu e mudou…) não precisava estudar nada profundamente, por serem “a favor” do bem e da justiça – a “boa consciência”, último refúgio dos boçais. Era generosidade e era egoísmo. A desgraça dos pobres nos doía como um problema existencial nosso, embora a miséria fosse deles. Em nossa “fome” pela justiça, nem pensávamos nas dificuldades de qualquer revolução, as tais “condições objetivas”; não sabíamos nada, mas o desejo bastava. Como hoje, os idiotas continuam com as mesmas palavras, se bem que aprenderam a roubar e mentir como “burgueses”. A democracia lhes repugnava, com suas fragilidades, sua lentidão. Era difícil fazer uma revolução? Deixávamos esses “detalhes mixurucas” para os militantes tarefeiros, que considerávamos inferiores, “peões” de Lenin ou (mais absurdo ainda) delegávamos o dever da revolução ao presidente da República, na melhor tradição de dependência ao Estado, como hoje. Deu nos 20 anos de bode preto da ditadura.

    Por que escrevo essas coisas antigas, estimado leitor? Porque muita gente que está aí, gritando slogans, não quer entender que a via mais revolucionária para o Brasil de hoje é justamente o que chamávamos de “democracia burguesa”, com boquinha de nojo. Muita gente sem idade e sem memória não sabe que o caminho para o crescimento e justiça social é o progressivo aperfeiçoamento da democracia, minando aos poucos, com reformas, a tradição escrota de oligarquias patrimonialistas. Escrevo isso porque acho que a luta de hoje é entre a verdadeira esquerda que amadureceu e uma esquerda que quer continuar a bobagem, não por romantismo, mas porque o Lula abre-lhes as portas para a lucrativa pelegagem. Vejo, assustado, que querem substituir o patrimonialismo “burguês” pelo sindicalista, claro que numa aliança de metas e métodos com o que há de pior na política deste país. Vão partir para um controle soviético e gramsciano vulgar do Estado para ter salvo-condutos para suas roubalheiras num país sem oposição, entregue a inimigos da liberdade de opinião.

    Escrevo isso enojado pela mentira vencendo com 80% de Ibope, apagando como da história brasileira o melhor governo que já tivemos de 94 a 2002, com o Plano Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a telefonia moderna de hoje, com o Proer que limpou os bancos e impediu a crise nos atingir, com privatizações essenciais que mentem ao povo que “venderam nossos bens…”, com a diminuição da pobreza em 35% e que abriu caminho para o progresso econômico de hoje que foi apropriado na “mão grande” por Lula e seus bolchevistas. Ladroeira pura, que o povo, anestesiado pelo Bolsa-Família e pelas rebolations do Lula na TV, não entende. Também estou enojado com os vergonhosos tucanos apanhando na cara por oito anos sem reagir. O governo Lula roubou FHC e o mais sério período do País e seus amigos nunca o defenderam nem reagiram. São pássaros ridículos em extinção.

    Tenho orgulho de que, há 40 anos, no apartamento conjugado do Partidão com minha namorada, eu gostava mais dos girassóis de Van Gogh do que dos livros de Plekhanov. Por isso, para levar meu primeiro amor ao apartamento, usei uma cantada de esquerda: “Nosso amor também é uma forma de luta contra o imperialismo norte-americano.” E ela foi

  14. Elias said

    Alguém precisa explicar pro Jabor que, em que pese a enorme importância dele para o desenvolvimento econômico, social, cultural e político do Brasil e — por que não dizer? — do continente americano, da Ásia, da Europa e da África e do karai à quatro; em que pese a enorme contribuição que ele deu, vem dando e, mais do que certamente, dará, para o futuro deste e de todos os demais planetas:

    a – o processo eleitoral ora em curso, para escolha do(a) próximo(a) Presidente do Brasil, nada tem a ver com momentoso evento em que ele, virgem de sexo com namoradas, se virou como pôde, com o assistente da célula comunista em que ele militava;

    b – se está ardendo até hoje, o problema é dele (quem mandou se meter com o assistente da célula?) e eu não tenho nada com isso;

    c – não fica bem para um cara da idade da idade dele, ficar cuspindo publicamente no prato em que foi comido;

    d – se ele realmente acredita que o PT quer fazer alguma revolução, deve imediatamente procurar ajuda psiquiátrica;

    c – desde já, fique o distinto e traumatizado Jabor que dificilmente haverá algum comunista escondido debaixo da sua (dele)cama e que o assistente de célula que tão vivamente permanece em sua memória provavelmente já nem vive mais (terá funerado, de morte morrida ou morte matada);

    d – na maior parte dos casos, já nem existem mais comunistas no Brasil, deles restando, em sua maior parte, os comunistas do tipo “quanto eu como nisto?”, os quais, aliás, estão em peso apoiando o candidato que Jabor também apóia.

    Dado e passado nesta cidade de Belém, Capital do Estado do Pará, em 21 de outubro de 2010.

    O referido é verdade e dou fé.

  15. Patriarca da Paciência said

    Brilhante, caro Elias.

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