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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Paulo Preto e Gilberto de Carvalho sobem nos palanques

Posted by Pax em 24/10/2010

A intragával campanha presidencial deste segundo turno coloca nos palanques de Dilma e Serra personagens que atuam de forma suspeita em seus partidos. Trocamos as discussões sobre programas e compromissos de governo por um lodaçal de acusações de corrupção que contamina a política brasileira acima do aceitável.

Quem paga a conta? O povo, o eleitor. Esta é a única certeza. E a conta é bastante salgada, por volta de R$ 200 bilhões ao ano são desviados no Brasil com a corrupção de todos os lados. Até quando?

Desde o início da corrida presidencial o blog anunciou que, infelizmente, a tendência desta campanha teria o mote: “o meu corrupto é melhor que o teu”.

Daqui dez ou vinte anos como nos lembraremos desta campanha? Como nos lembramos da campanha de 1989? Muitos de nós temos viva a recordação da eleição de Collor que utilizou Miriam Cordeiro e sua filha Lurian ad nauseam nos últimos sete dias da corrida presidencial à época. Deu no que deu, num presidente que saiu pela porta dos fundos do Palácio do Planalto, recheado de notícias de corrupção e até acusações de sua própria família sobre uso de drogas por vias “supositoriamente” impróprias.

Obras públicas, empresas de transporte e coleta de lixo urbano, emendas parlamentares, cala-bocas em fiscalizações e mais um interminável rol de modelos de corrupção são utilizados por todos os partidos que se encontram no poder. Em outras palavras, o povo paga mais pelas obras, paga mais nas passagens de ônibus, paga mais para que seu lixo seja coletado, paga mais pedágio que o necessário etc para que a máquina corrupta continue funcionando. Não bastasse a enorme carga tributária oficial, somos submetidos à carga tributária da Ditadura da Corrupção.

Os candidados, neste momento, fazem acordos com igrejas, sindicatos e todo tipo de instituição que possam trazer votos no atacado. Assinam cartas, acordos e sabe-se lá que outros compromissos. No desespero, vale tudo.

Esquecem, porém, de assinar o maior acordo necessário, que é com o povo brasileiro, o combate à corrupção e o compromisso com um Brasil sustentável. Tão simples e tão triste quanto isso.

Abaixo o noticiário que indica os modelitos seguidos pelos partidos:

Mara Gabrilli elogia ação judicial contra assessor de Lula

Fausto Macedo – O Estado de S.Paulo
“Era voz corrente na cidade que Gilberto Carvalho era o homem do carro preto, o cara da mala, que levava dinheiro da corrupção para o José Dirceu”, disse ontem Mara Gabrilli, psicóloga, vereadora paulistana e deputada federal eleita pelo PSDB com 160.138 votos.

Quase nove anos depois do assassinato do prefeito Celso Daniel (PT), de Santo André, um sentimento de frustração a persegue. Filha do empresário Luiz Alberto Gabrilli, do setor de transportes, e autora da denúncia ao Ministério Público Estadual sobre arrecadação de propinas que teriam financiado caixa 2 petista, Mara cobra punição a empresários e políticos. (continua no Estadão…)

Paulo Preto deixou empreiteira mudar obra
Um dia após assumir Rodoanel, ex-diretor da Dersa alterou contrato e liberou mudanças em projeto original

Nova regra previa “preço fechado” para acelerar a obra, mas acabou permitindo até materiais mais baratos

ALENCAR IZIDORO Folha de São Paulo

Um dia após assumir a diretoria da Dersa responsável pelo Rodoanel, Paulo Vieira de Souza assinou uma alteração contratual na obra que deu liberdade para empreiteiras fazerem mudanças no projeto e, na prática, até usarem materiais mais baratos.

A medida, em acordo da estatal com as construtoras, foi definida em 2007 em troca da garantia de “acelerar” a construção do trecho sul para entregá-lo até abril deste ano, quando José Serra (PSDB) saiu do governo para se candidatar à Presidência.

Com a mudança no contrato do Rodoanel, ficou “inviável” calcular se os pagamentos da obra correspondiam ao que havia sido planejado e executado, conforme a avaliação do Ministério Público Federal dois anos depois. (continua na Folha – para assinantes…)

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61 Respostas to “Paulo Preto e Gilberto de Carvalho sobem nos palanques”

  1. Carlão said

    :) DenoREX, aquele que parece, mas não é

    Dossiês – Silêncio como resposta
    Lula e Dilma desfilaram em carreata, hoje, pela zona oeste do Rio de Janeiro.
    Sempre tão falantes, principalmente Lula, desta vez fugiram das perguntas dos jornalistas.
    Vai que um deles perguntava sobre a gravação onde o atual Secretário Nacional da Justiça admite estar cansado de tanto receber encomendas de dossiês feitas por Dilma e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.
    A gravação existe. Foi periciada. Está em um dos cofres da VEJA para uso futuro.

    ABRAMOVAY VAI SER EXONERADO A PEDIDO,FALTA APENAS DEFINIR O DIA

    Como Serra já tinha sido derrotado no 1o.turno…
    ihhh chaparrau…
    lexotan na véia!
    :)

    aposto
    Serra 53% x dilma 47%
    ;) :) :)

  2. Carlão said

    :) DenoREX, aquele que parece, mas não é

    Como Serra já tinha sido derrotado no 1o.turno…
    ihhh chaparrau…
    lexotan na véia!
    :)

    aposto
    Serra 53% x dilma 47%
    ;) :) :)

  3. Patriarca da Paciência said

    A “óia” está ficando repugnante:

    Veja Mais:

    http://correiodobrasil.com.br/abramovay-pai-e-filho-classificam-de-repugnante-acusacoes-da-ultradireita/187669/

  4. Para Serra, quanto pior, melhor

    A pancadaria no Rio de Janeiro, entre militantes petistas e tucanos, reproduz um paradoxo conhecido: se a campanha de Dilma Rousseff não reage, toma sovas do banditismo eleitoral a serviço de José Serra. Quando reage (nem precisa ser à altura da agressão), é massacrada pela imprensa corporativa. Tadinho do moço, precisou fazer uma ressonância magnética depois de receber um rolo de durex na testa.
    Foi assim no episódio da suposta ligação de Serra com a máfia das ambulâncias, depois no levantamento de gastos do casal FHC, recentemente no “dossiê” contra dirigentes do PSDB e na panfletagem apócrifa. Se há petista envolvido, é coisa de bandido. Apareceu um bico de tucano, virou fato isolado, “eles que começaram”, “é tudo igual”, etc.
    Esse clima de estupidez é benéfico para Serra. Ele não tem nada a perder. Qualquer factóide que provoque algum desgaste na imagem de Dilma será bem-vindo. Aliás, como todos sabem, a militância petista age melhor justamente no espaço público, em contato direto com o eleitor.
    A campanha de Dilma precisa organizar grupos de fiscalização e denúncia para deter essa nova onda de criminalização da disputa. E aos militantes cabe conscientizar-se das provocações e armadilhas que os aguardam.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

  5. Carlão said

    :) :)

    chest entendeu agora quem é o DenoREX?

    chaparrau entendeu né?

    :) :) problemas técnicos ….

  6. Carlão said

    :) DenoREX, aquele que parece, mas não é

    “Achei que precisava dar um tranco no Cara”.

    Lula, confidenciando a um grupo de companheiros as razões de Estado que o levaram a cair no berreiro, despejar insultos sobre os adversários, assassinar a verdade e qualificar de “mentira descarada” a ofensiva contra José Serra desfechada por milicianos do PT carioca.

    Ué, Ué Ué o Cara antes era ele…agora é o Serra

    Como Serra já tinha sido derrotado no 1o.turno…
    ihhh chaparrau…
    lexotan na véia!
    :)

    aposto
    Serra 53% x dilma 47%
    ;) :) :)

  7. Carlão said

    :( Ihh Chaparrau

    :) DenoREX, aquele que parece, mas não é:

    Fita crepe é o caralho! Meu nome é bolinha de papel, porra!
    “Achei que precisava dar um tranco no Cara”.

    O “Correio do Brasil” …confirma:
    Abramovay, pai e filho, classificam de ‘repugnante’ acusações da ultradireita

    O Correio do Brasil consultou o Ministério da Justiça acerca da publicação de um dos diálogos, no qual o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, sua chefe de gabinete, Gláucia de Paula, e o então secretário nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior conversam sobre a origem do poder do diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa — que teria conseguido, entre outras coisas, evitar o indiciamento de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula”.
    Até o fechamento desta matéria, o ministério não havia se pronunciado.
    e…quando será a “exoneração a pedido do filho”?
    A da erenice durou menos que uma semana…

    Da Folha Poder repercutindo o “ultra direitista Hélio Bicudo”:
    Fundador do PT ataca autoritarismo e diz que é hora parar o partido e Lula.
    Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT.
    Na gravação Bicudo afirma que o presidente deixou o governo de lado para fazer campanha. “Não há depois de expediente para um chefe de Estado.” Além de ter criticado o uso da máquina oficial em favor da candidatura de Dilma Rousseff (PT), Bicudo ainda estimula a ação de grupos contra a liberdade de imprensa.
    “É uma máquina oficial de publicidade mobilizada para reescrever a história. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo. Não precisamos de soberanos com pretensões paternas”.
    Bicudo diz que o governo vive hoje um autoritarismo hipócrita com a certeza da impunidade.

    Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT é ultradireita ???

    Como Serra já tinha sido derrotado no 1o.turno…
    ihhh chaparrau…
    lexotan na véia!
    :)

    aposto
    Serra 53% x dilma 47%
    ;) :) :)

  8. Pax said

    E agora? Não foram duas ex-alunas de Monica Serra que confirmaram a história contada em sala de aula, foram 3, segundo a ombundsman da Folha

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2010/10/24/a-vida-dos-outros-335090.asp

    No por fora um verdadeiro harém de cargos na conta da Soninha Francine. Será apenas uma coincidência?

    http://blogs.estadao.com.br/jt-politica/filha-de-soninha-tem-cargo-em-secretaria/

    E mais

    No mais, tudo tranquilo nos serviços de tomografia computadorizada no Rio de Janeiro. Não foram constatados nenhum bombardeio de bolinhas de papel nesta tarde.

    A galera não perdoa

  9. Carlão said

    :;) A hora do espanto versão 2010

    AVISO: Meu antivirus deletou um “virus oportunista” instalado na Presidência da República:

    um WORM DE ALTÍSSIMA PERICULOSIDADE, tomem cuidado:

    hehehe
    :) ;)

  10. Chesterton said

    recebi na net, apócrifa, mas explica bem o desespero dos petistas

    Os privilegiados: ação entre amigos.

    No Brasil, uma nova maneira de governar foi criada. Em Brasília, há passe livre para os engressos dos movimentos sindicais, principalmente se forem ligados ao PT. Para essas pessoas parece que as portas são mais largas e os caminhos menos sinuosos. Criou-se na capital federal a casta dos integrantes da República sindical brasileira. “Nunca antes na historia desse País” tantos ex-dirigentes sindicais ocuparam postos chaves no destino da Nação Brasileira. É sobre essas pessoas, o que faziam e o que estão fazendo agora que nós iremos falar.

    Jair Meneguelli – torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC? Alguém lembra dele? Pois bem, ele sumiu. Fomos procurá-lo. Sabe onde o encontramos? Hoje ele se encontra em Brasília. É Presidente do Conselho Nacional do Sesi e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00. Salário atual: R$ 25.000,00. Salário anterior (no tempo de sindicalista) R$ 1.671,61.

    Heiguiberto Navarro – ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Encontramos também. Sabe onde? Em Brasília. Sabe o que ele faz hoje? É assessor do Secretário Nacional de Estudos e Políticas da Presidência da República. Gostaram do nome? Salário atual: R$ 6.396,00. É ele quem articula os eventos do Presidente Lula quando ocorrem fora do Palácio do Planalto. Recordando, ele é ferramenteiro e na época tinha um salário de R$ 1.671,61.

    João Vacari Neto – bancário, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Também o encontramos. Adivinhe onde? Brasília? Certa a resposta! O que ele faz atualmente? É membro do Conselho Nacional de Itaipu. Ajuda a decidir sobre a alocação do orçamento de Itaipu, cerca de R$ 4.500.000.000, 00. Salário R$ 13.000,00. Antes o seu salário era de R$ 4.909,20.

    Paulo Okamoto – fresador, ex-tesoureiro da CUT. Está sumido do noticiário, mas nós o encontramos. Sabe onde? Em Brasília? Certa a resposta! O que ele faz hoje? Presidente do SEBRAE. Salário R$ 25.000,00. Comanda um orçamento de R$ 1.800..000.000, 00. Salário anterior, quando era pobre: R$ 1.671,61.

    Luis Marinho – pintor de veículos – ex-presidente da CUT. Lembram dele? Um doce para quem disser onde fomos encontrá-lo. Em Brasília? Certa a resposta. Estou devendo um doce para milhões de pessoas. O que é que ele está fazendo? Virou Ministro da Previdência Social. Salário R$ 8.363,80. Comanda um orçamento de R$ 191.000.000. 000,00. Anteriormente o seu salário era de R$ 1.620,40.

    Wilson Santarosa – operador de transferência e estocagem, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Está no Rio de Janeiro. É gerente de comunicação da Petrobrás e membro do Conselho Deliberativo da Petros. Salário atual R$ 39.000,00 comanda um orçamento de R$ 250.000.000, 00. Salário anterior era de R$ 3.590,90.

    João Antonio Felício – professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT. É outro que está no Rio de Janeiro. É atualmente membro do conselho do BNDES, salário R$ 3.600,00 por reunião da qual participa, com direito a transporte, hospedagem mais ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000, 00. Tem sob sua responsabilidade opinar sobre sua destinação e acompanhar a execução. Salário anterior R$ 1.590,00.

    Sergio Rosa – escriturário e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bancários. Também se encontra em Brasília. É atual presidente do Previ, Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Salário atual de R$ 15.000,00. Comanda um orçamento de cerca de R$ 106.000.000, 00. Salário anterior R$ 4.500,00.

    José Eduardo Dutra – geólogo, ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, atual Sindipetro. Hoje, graças a Deus, se encontra em Brasília, onde é presidente da BR Distribuidora, com um mísero salário de R$ 44.000,00. Comandará, entre 2008 a 2012, um orçamento de R$ 2.600.000..000, 00. Salário anterior era de R$ 10.000,00

    Wagner Pinheiros – analista de investimentos. Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo. É outro que faz parte da Nova República. É presidente da Petros, Fundo de Pensão dos Funcionários da Petrobrás. Salário atual apenas R$ 44.000,00. Comanda um patrimônio de R$ 32.400.000.000, 00. Salário anterior: R$ 5.232,29. É bom frisar que o salário anterior era o salário percebido como dirigente sindical.

    Como se não bastassem esses que aqui foram citados, outros estão lá, levados que foram pela força do voto popular. Vide casos: Vicentinho, professor Luizinho, João Paulo Cunha e outros menos ou mais cotados. Num País onde vivenciamos a cada instante a falta de empregos e de oportunidades, mesmo para aqueles que lutaram e conseguiram fazer um curso superior, tivemos oportunidade de ver como para determinadas pessoas os caminhos são menos íngremes e as oportunidades parecem bater-lhes às portas.

    O momento é de reflexão. É esta a Republica que nós queremos? A República que nós queremos nós a construiremos com o nosso trabalho, com as nossas atitudes e com o nosso voto.

    Queremos as oportunidades como um direito de todos e não como um privilégio, como monopólio de uns poucos.

    Faça um favor para o BRASIL:

    *** REPASSE ***

  11. Carlão said

    políticAética
    Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente
    AGUARDANDO MODERAÇÃO

  12. Carlão said

    ;) AGRADANDO A MODERAÇÃO

    Luis Nassif explica tudo…

    não percam!
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/twitcam-a-bala-de-prata-0

    A vida real é burra. Não entende a inteligência do PT. Guilherme Fiuza

    IMPORTANTE Seu comentário está aguardando moderação.

  13. Chesterton said

    Pax, tem jeito de eu mandar um presente para você? Um endereço, PO Box, um nome?

  14. Hélio Bicudo foi o unico , como promotor de justiça, que bateu de frente com Sergio Paranhos Fleury, por causa de sua coragem os militares criaram a lei Fleury .
    Mas acho até que tem direito d e desancar o PT por seus causos de corrupção, mas daí votar nesse pilantra que é o Serra e sabendo tudo que ele fez com o PSDB contra o Brasil?
    Pisou como pisaram HH e Gabeira!
    Marina jamais cuspiu no prato do PT e por isso talves tenha o escopo e moral que hoje tem!

  15. Zbigniew said

    Quanto à Marina, conheço muitos que se decepcionaram com a sua atitude de não tomar partido, principalmente para o PT e a candidatura Dilma.
    Mas ela foi coerente com relação ao projeto de poder do seu partido e da ideologia que conduz a sua aliança.
    Pra quem achava que Marina seria diferente, eis aí um lance político que nada difere do adotado pelas demais alianças que se formam na busca de um pedaço do poder político no país. É só ver que um dos partidos que tem como parceiro é o próprio DEM, como ocorreu no Rio de Janeiro.
    Se isto ocorre para se chegar ao poder, quanto mais no trato da coisa pública e nas engenharias políticas e barganhas produzidas no Congresso?!
    Por isto a falácia das alianças espúrias do ponto de vista das indignações de ocasião.

  16. Zbigniew said

    E o lance da bolinha de papel no final do programa de Dilma deste domingo?! Muito bem bolado. Juntou a mentira do Serra quando assinou o documento de que iria até o último dia de seu mandato na Prefeitura de São Paulo com o ridículo que foi o “atentado” no bairro de Campo Grande no Rio. Esta última vai ficar para o rol do folclore da política nacional.

  17. Pax said

    Caro Chesterton,

    Obrigado, não preciso de presentes.

    Caro HRP,

    Concordo com você, Marina nunca cuspiu no prato do PT. O contrário nem sempre foi verdadeiro, infelizmente. Ontem vi uma entrevista dela no Jô Soares, num programa que não conhecia, no canal GNT da Sky, chamado Semana do Jô. Muito interessante a entrevista, falava da relação entre os dois, Jô e Marina que deu a primeira das 5 entrevistas para ele quando tinha 36 anos e acabara de ser eleita senadora pela primeira vez. Mostrou pedaços de todas as entrevistas e um bocado de histórias do livro biográfico “Marina – a vida por uma causa” que tem aqui em casa e já li uns trechos, inclusive uma parte que ela, Marina, relata que o Jô foi o primeiro cara da TV que lhe prestou respeito. No livro Marina deixa bem claro a consideração que tem pelo entrevistador.

    Vi, também, um debate na Band entre o Luiz Eduardo Cardozo e o Álvaro Dias, com os entrevistadores Joelmir Beting, Fernando Mitre e Antonio Teles. Bem interessante. O mais curioso foi que o debate começou e se passaram 10 minutos em que Cardozo e Dias ficaram na mesma toada de baixarias que a gente vê todos os dias. Em determinado momento o Mitre disse para os dois algo assim: “Senador e Deputado, os Srs estão a 10 minutos falando de baixarias na campanha e não tocaram em qualquer assunto de interesse do país”.

    Bem o que está acontecendo nesta campanha. Uma enorme perda de oportunidade que também inundou este blog.

    Aqui confesso que cansei.

    De ontem pra hoje, depois que o WordPress bloqueou o comentarista Carlão, ele já mandou mais umas 20 mensagens. As mesmas coisas de sempre, as mesmas acusações ao blog de sempre, os mesmos comportamentos agressivos com os outros, comportamentos de troll de sempre, procurando um ou outro para seus ataques desnecessários, contra qualquer vontade de estabelecer alguma discussão.

    Alguns amigos que leem o blog deixaram de ler os comentários. Gostavam e deixaram de gostar.

    Não tenho nenhuma motivação para tirar o bloqueio do WordPress.

  18. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Tendo a discordar de você.

    Entendo que Marina representou algo diferente que entusiasmou quase 20% do eleitorado, quase 20 milhões de votos, nada insignificante.

    Creio, também, que este movimento tende a aumentar e não diminuir por duas questões fundamentais:

    – a questão do Meio Ambiente. Este é um problema que está colocado para o país e para o planeta. Não vejo como poderá sair da pauta, desaparecer de uma hora para outra. Temos restrições à vista que são graves e tendem a aumentar.

    – a questão da sociedade incomodada com a política nacional.

    Meu achismo para o segundo ponto: este segundo turno enche o saco da sociedade mais e mais. Teremos uma decisão no fim de semana. Seja qual for, logo depois teremos uma ressaca deste porre de bebida ruim. Passada a ressaca o que vai acontecer? Torço para que a sociedade continue reclamando e reclamando que, da forma que está, não dá para continuar. Volto ao programa que assisti na Band ontem, num ponto que ambos concordaram, o Luiz Eduardo Cardoso e o Álvaro Dias, que a reforma política tem que acontecer e que tanto FHC quanto Lula não se esforçaram para fazê-la. E a reforma política, como foi muito bem colocado, é a “mãe de todas as reformas”.

    Há muita coisa a ser discutida. Caso estas discussões não aconteçam, a tendência é continuarmos nesta toada. Alguém está satisfeitíssimo com a política nacional? Eu não.

    Se eu estiver com a razão, uma hora a sociedade colocará na pauta a exigência destas reformas. Não acredito que isto aconteça num breve espaço de tempo. Não sei precisar este tempo, mas acho que ele virá.

    Reforma política implica em desgaste. O Congresso tende a não ser o protagonista, não quer mudar o que lhe favorece, este modelão é muito confortável para os congressistas. Só que este conforto tira da sociedade as grandes possibilidades de avanços maiores.

  19. Elias said

    Pax,

    Se a Dilma vencer — como parece que acontecerá — a reforma política será inevitável.

    A questão, ao meu ver, seria: reforma política feita pelo Congresso ou por uma assembléia específica para revisão da constituição?

    Poder ser que seja só preconceito meu, mas acho que uma reforma política conduzida pelo próprio Congresso jogaria fora uma excelente oportunidade para aprimorar as instituições brasileiras.

    Questões mais elementares dessa reforma política, como a proporção de parlamentares — vereadores, deputados estaduais e deputados federais — em relação à população, para citar um único exemplo, ganhariam um relevo extraordinário, sufocando temas de importância muito maior.

    Acho que 15 em cada 10 brasileiros consideram excessivo o número de vereadores e deputados estaduais e federais.

    Mas, se deixar o bastão nas mãos dessa turma, vai é aumentar o número de parlamentares. Que custam caríssimo ao bolso de todos nós.

    Por baixo, daria pra reduzir de um terço a quantidade de parlamentares brasileiros. A democracia em nada seria afetada por isso e, de quebra, o país economizaria centenas de milhões de reais por ano.

    O dinheiro aconomizado poderia, ao longo dos 10 primeiros anos, constituir um fundo contábil, cujos recursos seriam destinados exclusivamente para projetos nas áreas de educação e saúde.

    Esse fundo teria, dentre outras, a função pedagógica de demonstrar para os brasileiros, o quando o país deixou de fazer, e por tanto tempo, só porque os políticos profissionais resolveram aumentar as oportunidades de emprego para si mesmos.

    E, veja: a quantidade de parlamentares é, apenas, uma nota de rodapé na reforma política de que o Brasil necessita…

  20. Pax said

    Caro Elias,

    Você diz, “Se Dilma vencer…”. O que mudaria se alterasse para “Se Serra vencer…”?

    Não daria na mesma coisa no que se refere a necessidade da reforma política? Acho que sim.

    Outro ponto do teu comentário: reforma pelo Congresso ou por uma assembléia específica?

    Bem, a minha opinião bate com a do comentarista e blogueiro Luiz – De Olho no Fato – que deveria ser pela segunda opção, uma assembléia específica. A questão é: como isso poderia acontecer? Acho que somente por uma enorme pressão popular. Não vejo outra saída.

    E esta, então, pressão popular, como aconteceria? Aqui vejo duas formas, uma com apoio do novo ocupante da cadeira presidencial (Dilma ou Serra) ou sem este apoio.

    Ficha Limpa, vamos nos lembrar, veio sem o apoio presidencial.

    Quantidade de parlamentares? Ótimo ponto dentro de dezenas. Outro ótimo ponto é a enormidade de regalias, estas que o velho e bom Villas-Bôas Corrêa não cansa de repetir.

  21. Se o Serra….a DIlma…..a Marina……vencer?
    Resposta:
    PMDB!
    e mais um 05 06 partidinhos para fazer uma base aliada e tentar governar, delegando ministérios e secretarias…..
    Com ou sem reforma politica.

  22. Zbigniew said

    Caro Pax,

    Marina teve quase 20 milhões de votos, mas certamente que muitos destes votos foram votos de protesto em face da questão da decepção com a política nacional. Pra falar a verdade, apenas a bandeira ecológica, penso eu, não lhe deu tal percentual.

    Vivemos um momento de afirmação de políticas públicas em prol do desenvolvimento do país como um todo. O Brasil parece ter chegado ao nível de um desenvolvimento sustentável. A ecologia é importante, mas o bolso, comida na mesa e emprego têm o seu apelo, irrefutavelmente.

    Se Marina estivesse no segundo turno, se ganhasse de Dilma, seria por este voto de protesto, e não pela bandeira ecológica, embora seja uma vertente importante das campanhas políticas, não se pode negar. Para Marina, a questão ecológica lhe cai bem, obviamente pelo fato de ser do PV e, mais importante, egressa da região amazônica, contemporânea de Chico Mendes, e ligada às causas ecológicas.

    Mas, voltando ao voto de protesto, e até um certo ponto concordando com você, muitos votaram na Marina por ela representar este algo diferente, mas que no final não se mostrou tão diferente assim. Pois aqueles que quiseram dar o recado de que, esta, por não pertencer a nenhum esquema político barra-pesada mostrado na imprensa, principalmente nesta época, seria o norte a ser dado na política nacional, verificaram que, ao não se posicionar no segundo turno, e deixar o seu partido escolher a quem apoiar (o que acho coerente do ponto de vista político), Marina terminou por se assemelhar a muitos que fazem a política nacional. Porque muitos que protestaram o fizeram, mas sem negar os avanços das políticas sociais e econômicas do governo Lula.

    Quando falo das indignações de ocasião não aponto para A ou B. Aponto para esta relação perversa mídia-política que utiliza da decepção alheia para fazer política eleitoral, digo mais, eleitoreira. Observer o nível da campanha imposto pela candidatura Serra e o consórcio midiático em torno do seu projeto de poder. O que eles buscam? Discutir propostas ou buscar escândalos, produzir factóides, estimular extremismos no intuito de alcançar pontos nas intenções de voto?!

    Quanto à questão da reforma política é necessário que seja feita. Alguns passos já foram dados, como o caso da fidelidade partidária (já nas eleições 2008) e a lei da ficha limpa. Pra mim isto será um processo constante, virá da pressão da sociedade e da mídia honesta que contribuirão para uma mudança efetiva das relações políticas no país. Não podemos esquecer, evidentemente, que, se a Dilma vier a ser eleita, terá uma oportunidade única para implementar mudanças significativas na legislação eleitoral.

  23. Chesterton said

    Pax, presentes não se precisa, que deselegância.

  24. Chesterton said

    WordPress bloqueou o comentarista Carlão?

    chest- tem certeza que foi o wordpress?

  25. Zbi:
    Espero que nessa reforma fique estabelecido que um mesmo partido só possa fazer duas reeleições!
    Eu não aguento mais tanto tucano no puleiro aqui em Sampa!
    EEEE.

  26. Pax said

    Caro Chesterton,

    Desculpe-me, acho que você tem razão, eu coloquei mal minha recusa. O dia que for ao Rio entro em contato com você e tomamos aquele prometido chope. Pode ser?

  27. Elias said

    Pax,

    Acho que há, sim, algumas diferenças essenciais, que resultariam de uma vitória de Dilma ou de Serra.

    1 – Se o Serra vencer, o PT irá pra oposição. Será uma oposição de centro-esquerda, como antes.

    O único partido que necessitará se reestruturar será o PV. Isto provavelmente aconteceria sob a batuta de Gabeira.

    A vitória do Serra implicaria um esvaziamento de lideranças como Sirkis, Marina, etc., o que não implicaria grandes sofrimentos para o PV. É que, na maior parte dos casos, os verdes que seguem orientação oposta à de Gabeira são recentes no partido.

    2 – Já se a Dilma vencer, dificilmente o PSDB se manterá no cenário político.

    Nestas eleições o PSDB encolheu ainda mais e é notório que esse partido não se entende internamente.

    Arrisco aqui, em linhas gerais, uma parte do quadro político-partidário que resultaria de uma vitória da Dilma:

    a – o PSDB partirá pro ajuste de contas interno, fechando o contencioso existente deste 2006, e que, a esta altura da vida, lhe terá custado 2 eleições presidenciais, além do encolhimento generalizado em todo o país;

    b – haverá uma luta entre as forças que disputam internamente o controle do partido;

    c – provavelmente Aécio vencerá essa luta, mas isto lhe custará uma boa parcela do partido (lembre que o PSDB se divide em quatro pedaços: 2 deles, provavelmente, se alinharão com Aécio; um deles, com certeza não; e, o outro, ninguém sabe pra que lado irá — provavelmente permanecerá com fisionomia própria e negociará com quem tiver mais chance de vencer, esperando a melhor oportunidade pra agir em bloco em função de seus próprios interesses);

    d – as chances do PSDB se esfrangalhar são enormes, portanto;

    e – no PV, os ventos soprarão contra Gabeira e a favor de Marina e de Sirkis (provavelmente o PV participará do ministério, para responder pela execução de suas propostas na agenda de governo);

    f – o PMDB continuaria na mesma: parte apoiando o governo, parte na oposição;

    g – o DEM já foi praticamente varrido nas urnas, e se juntará às siglas de menor expressão, a exemplo do que ocorreu com o outro herdeiro do ex-“maior partido do ocidente” (lembra dessa lambança?).

    Vamos focar um pouco o que significariam essas linhas gerais:

    a – PMDB dividido: parte no governo/parte na oposição;

    b – PV dividido: parte no governo/parte na oposição;

    c – PSDB dividido: parte com Aécio/parte com Serra ou com quem ocupar o vazio deixado por este, caso ele resolva capar o gato;

    d – DEM e demais siglas, à esquerda e à direita, apenas fazendo figuração.

    Agora, tente conciliar uma suruba desse tipo com a normas em vigor sobre fidelidade partidária.

    Não vai dar pra operar, Pax, a não ser por um ano ou pouco mais que isso. Depois disso, serão enormes a chances de uma crise institucional.

    Melhor administrar esse problema antes que ele aconteça.

  28. Pax said

    Caro HRP em #18.

    Tendo a ter uma enorme concordância com você. Se der Dilma, o PMDB terá enorme fatia. Se der Serra, o PMDB, em pouco tempo, estará apoiando o governo.

    E quem é este PMDB? Alguém consegue definir o que seja além de uma tremanda esquizofrenia “acarrapateada” ao poder?

    Boa questão: quanto o PMDB levará na eventualidade governo Dilma? E na eventualidade do governo Serra? Nesta segunda hipótese, o PMDB que terá participação é a parte do PMDB que está com o PSDB hoje. Quantos migrarão de posição internamente para continuar navegando no poder? Ou seja, quantos que hoje apoiam Lula passariam a apoiar Serra na hipótese da vitória tucana?

    Há uma série de notícias sobre a disputa pela futura presidência do Senado. Algumas indicam que o Renan andou consultando amigos etc, outras dizendo que Sarney afirmou que não quer mais e outras ainda afirmando que Sarney diz que não quer porque quer e muito. Vai saber.

  29. Pax said

    Caro Elias, em #24,

    Boas questões.

    – Se a reforma do PV for sob a batuta do Gabeira, Marina, Sirkis, Guilherme Leal, Ricardo Young etc ficarão por lá? Confesso que não sei. Ainda mais se esta reforma foi em direção à uma aproximação maior com o DEM. Supondo que eu tenha razão, para onde iriam estes?

    – Se Dilma vencer o PSDB acaba? Também não tenho esta certeza.

    – Quais são as 4 correntes que você identifica no PSDB? (letra c do teu comentário)

    – Outro ponto: e o Alckmin nesta? Você desconsiderou a força do futuro governador de São Paulo, eleito em primeiro turno. Onde se encaixa esta força?

    – E, por fim, supondo que o Serra vença, o que acontecerá com o PT?

  30. Pax said

    Chesterton, em #21,

    Sim, os primeiros comentários bloqueados do Carlão foram pelo WordPress. O teu mesmo acabou de ficar bloqueado também, sei lá porque.

    Depois disso eu não fiz desbloqueio e insisto, não tenho nenhuma motivação para permitir que este blog seja alvo de ataques que considero absolutamente desnecessários, incluindo aqui várias acusações absolutamente mentirosas contra o blog e contra mim.

    Paciência, perdemos um comentarista que inicialmente trazia alguma contribuição e depois passou para o destempero e um comportamento que pode ser considerado de troll na minha avaliação? Sim. Não é minha primeira experiência neste assunto. É chato pacas. Mas a opção foi do comentarista. Houve vários pedidos meus para que o comportamento fosse revisto.

  31. Elias said

    Concordo: a constituinte revisora exclusiva só sairia por pressão popular.

    Com apoio da Dilma? Acho que sim. Se ela não fizesse isso, ficaria refém do Congresso.

    E os congressistas que tomarão posse em 2011 não parecem tão melhores assim que os que deixam a casa em 2010.

    Uma amiga aqui ao lado pergunta: e o quê te faz pensar que os eleitos para a constituinte revisora exclusiva — ou seja lá como se chame esse troço — serão tão melhores assim que os congressistas eleitos ou não em 2010?

    Resposta: Sei lá! Não faço a menor idéia.

  32. Zbigniew said

    É um bom ponto, Elias.

    Não sou contra a reeleição. Se um partido faz uma boa administração, faz sentido dar a ele a possibilidade de mais uma período consecutivo.

    O problema são as nuances que se encontram por trás disto. Por mais que a lei tente limitar as ações de quem está no poder, colocando barreiras para que não se utilize da máquina pública em proveito próprio, quem está no governo tem sempre alguma vantagem, ainda que sua administração tenha pouca aprovação.

    O que ocorre em São Paulo é meio parecido com um feudo (mal comparando, é claro). Onde antes o príncipe e a igreja davam as ordens, hoje temos o Chefe do Executivo e a mídia. Mas isto é só um ponto (embora muito importante, pois, sem a mídia amiga, não haveria a blindagem). São Paulo é um estado rico, e onde existe riqueza o apelo das bandeiras sociais não é tão efetivo. Veja o caso do interior do Estado.

    Acho interessante esta de limitar partidos, assim com candidatos, no caso de reiteradas reeleições. Merece uma boa discussão.

  33. Pax said

    Teria, acho eu, que ser uma escolha de nomes de consenso entre a sociedade e os partidos.

    Difícil este ponto, sim, caro Elias.

    Mas nomes que todos pudessem considerar acima das questões de poder político partidário.

    E nomes que terão que ter, também no meu achismo, uma enorme carência política. Sei lá, ao menos uns 8 anos para que possam se candidatar a alguma coisa e até mesmo a ocupar cargos públicos.

    Algo por aí.

  34. Zbigniew said

    Desculpe. Errei de novo: me referi ao #22, caro HRP.

  35. Elias said

    Pax,

    A meu pensar, o PSDB tem 2 correntes principais em SP: uma com Serra, outra com Alckmin.

    Em MG, tem o Aécio, que já lidera uma boa parcela do partido.

    Por fim, tem a parcela mais ideológica do PSDB, liderada pelo FHC.

    Cada uma dessas 4 correntes tem ramificações — de tamanhos variados — em todos os Estados brasileiros.

    Essas são as 4 principais correntes que eu identifico no PSDB (existem outras, claro, mas são de menor expressão, e gravitam ora em torno de uma, ora em torno de outra das 4 maiores).

    Não ignoro de maneira alguma o Alckmin. Antes, pelo contrário.

  36. Chesterton said

    agora comentários aguardam moderação.?

  37. Chesterton said

    c.a.r.l.ã.o

  38. Chesterton said

    Ao menos mais três Estados -Bahia, Alagoas e Piauí- preparam-se para implantar conselhos de comunicação com o propósito de monitorar a mídia.
    A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado, por convocação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O Ceará foi o primeiro a tomar a iniciativa. Na terça-feira, a Assembleia Legislativa do Estado aprovou a criação de um conselho, vinculado à Casa Civil, com a função de “orientar”, “fiscalizar”, “monitorar” e “produzir relatórios” sobre a atividade dos meios de comunicação, em suas diversas modalidades.
    O governo de Alagoas estuda transformar um conselho consultivo – existente desde 2001 e pouco operante- em deliberativo, com poder de decisão semelhante ao aprovado pelo Ceará.

    A modificação foi proposta pelo conselho atual e será examinada pela Casa Civil e pela Procuradoria-Geral do Estado. O governador é Teotonio Vilela Filho (PSDB).
    Segundo o presidente do conselho, Marcos Guimarães, entre as novas funções estaria o monitoramento da programação da mídia.

    “Não podemos cruzar os braços. Nem tudo que vai ao ar é agradável à sociedade alagoana”, afirmou.

    Ele diz que o conselho atual já exerce, de certa forma, esse papel.
    “Se um programa agride o cidadão, o conselho recomenda à empresa que o modifique, mas ela não tem obrigação de acatar a sugestão, porque ele é só consultivo. Quando for deliberativo, poderá tomar medidas efetivas, respeitando a legislação das concessões”, afirmou.

    No Piauí, foi proposta a criação de conselho com atribuição de denunciar às autoridades “atitudes preconceituosas de gênero, sexo, raça, credo e classe social” das empresas de comunicação.

    Caberia ainda a esse conselho vigiar o cumprimento das normas de radiodifusão pelas emissoras locais e de denunciá-las à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e ao Ministério das Comunicações em caso de desrespeito à legislação.

    O projeto foi feito por um grupo de trabalho nomeado pelo ex-governador Wellington Dias (PT) e encaminhado à Assembleia Legislativa.
    Na Bahia, o conselho seria vinculado à Secretaria de Comunicação Social do Estado. A minuta do regulamento do conselho foi feita por um grupo de trabalho constituído em novembro do ano passado pelo governador Jaques Wagner (PT), que foi reeleito.
    O secretário de Comunicação, Robinson Almeida, negou que haja intenção do governo do Estado de cercear a imprensa. Disse que o projeto está em análise na Casa Civil e não será divulgado antes de passar pelo crivo jurídico.
    Além desses três Estados, em que há envolvimento direto do Executivo, tramita em São Paulo projeto semelhante ao aprovado no Ceará, como revelou o Painel ontem.

    O texto do líder do PT, Antonio Mentor, prevê a criação de conselho parlamentar que teria, entre outras funções, a de fiscalizar as outorgas e concessões de rádio e TV.
    FSP

  39. Chesterton said

    25/10/2010 | 12:25
    OAB repudia ameaça de controle da mídia
    Eugênio Novaes

    O presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, afirmou nesta segunda-feira que a criação de conselhos estaduais de comunicação para monitorar e fiscalizar a atuação da mídia é inconstitucional. “Não podemos tolerar iniciativas que, ainda que de forma disfarçada, tenham como objetivo restringir a liberdade de imprensa. A OAB vai ter um papel crítico e ativo no sentido de ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade contra a criação desses conselhos”. Além do Ceará, mais três Estados – Bahia, Alagoas e Piauí – preparam-se para implantar conselhos de comunicação com o propósito de monitorar o trabalho da mídia. A criação dos conselhos foi uma recomendação de um convescote denominado “Conferência Nacional de Comunicação”, realizada sob convocação do presidente da República, no ano passado, por sindicalistas e militantes do PT, na maioria gente que se encontra fora do exercício profissional, na área de comunicação. Para Ophir Cavalcante, esse fato não pode ser usado como justificativa para tais iniciativas. Ainda na avaliação do presidente nacional da OAB, é “extremamente preocupante” o fato de a iniciativa vir se repetindo em vários Estados simultaneamente. “Isso aparenta ser um movimento concertado entre vários líderes políticos com o intuito de restringir o papel da imprensa”, acrescentou.

  40. Elias said

    Zbigniew,

    Aproveitando a deixa, eu também não tenho a menor simpatia pela reeleição.

    Aqui em Belém, na primeira reunião do secretariado no 2º mandato do Edmilson Rodrigues (então do PT) como prefeito de Belém, a preocupação básica era evitar que o governo passasse a funcionar no “piloto automático”.

    Edmilson iniciou sua primeira intervenção nessa reunião dizendo que o maior e pior risco do 2º mandato é ele se tornar uma versão revista e piorada do primeiro.

    A tendência é essa, mesmo. O risco do “piloto automático” é enorme e permanente. O pessoal perde o ímpeto.

    Prefiro um mandato maior — 5 ou 6 anos — sem possibilidade de reeleição.

    Sou, também, a favor da quarentena radical. A meu pensar, o ex-ocupante de cargo executivo só poderia se candidatar ao mesmo cargo, ou equivalente, na mesma ou em qualquer outra Unidade da Federação, decorridos 2 mandatos subseqüentes ao que foi cumprido por ele.

    Exemplo: se o cara foi prefeito, ou governador, sendo o mandato de 6 anos, ele só poderia se candidatar ao mesmo cargo 12 anos depois de encerrado seu mandato.

    A idéia é desestimular a montagem de incubadeiras pra choco de morubixabas regionais. Essas figuras acabam se tornando tiranos de aldeia.

    Ele que vá ciscar noutro terreiro…

    Aliás, caso se partisse pra comissão revisora exclusiva, também acho que seus membros deveriam ficar impedidos de se candidatar a qualquer cargo eletivo — majoritário ou proporcional — e de ocupar qualquer cargo público, em qualquer nível de governo (municipal, estadual ou federal), e em qualquer poder, exceto se em decorrência de concurso público.

    No meu entender, essa quarentena deveria vigorar por 8 anos (ou 10 anos, ou 12 anos, conforme o mandato-padrão fosse fixado em 4, 5 ou 6 anos), contados da data de encerramento dos trabalhos da comissão exclusiva.

    Sendo um dos propósitos da comissão estabelecer medidas moralizadoras, o pior que poderia acontecer seria ela própria, a comissão, se tornar uma contrafação de si mesma, chafurdando na imoralidade.

  41. Elias said

    O atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante (que, aliás, é paraense e ex-presidente da OAB-Pa), talvez não seja a pessoa mais indicada pra falar em liberdade de imprensa.

    Eu diria mesmo que, dentre 200 milhões de brasileiros, o atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante, consegue a proeza de se colocar entre as 10 ou 15 pessoas menos indicadas pra falar sobre liberdade de imprensa.

    Seu passado — inclusive o passado recente — não o recomenda.

    O jornalista Lúcio Flávio Pinto que o diga…

    Mehor faria o atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante, se procurasse meios e modos mais inteligentes e eficazes de ajudar o atual partido político de sua preferência.

    Não há de ser nada: logo, logo, o atual partido da preferência do atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante, mudará de nome.

    Como já mudou antes, e tantas vezes…

    Não necessariamente por ter o atual partido de preferência do atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante, mudado de nome.

    O que muda — e como! — e continuará mudando, é a preferência partidária do atual presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

    Como muda, esse Ophirzinho…

  42. Zbigniew said

    Muito interessante, Elias.

    Na Justiça Brasileira há alguns casos que podem ajudar. Na Justiça Eleitoral, por exemplo, o mandato dos desembargadores é de dois anos, passível de uma recondução de mais dois anos, com um prazo de “quarentena” de, também, dois anos, após uma possível recondução.

    Esta idéia poderia ser aplicada no mandato de Chefes de Executivos, por que não? Assim se evitaria um certo efeito PRI, como ocorre em São Paulo. A questão é: em relação às legendas? Esta limitação deveria alcançá-las? Explico: a norma deveria interromper uma sucessão de mandatos por candidatos variados, mas pertencentes a uma mesma legenda?

    A priori acredito que não. Porque até dentro de um partido ou coligação você encontra diversas correntes de pensamento. Ainda que tenhamos candidatos parecidos, ideologicamente falando. Mas é um caso a se pensar.

  43. Zbigniew said

    Eis aí um efeito da partidarização escancarada e desonesta da nossa mídia nativa, mais especificamente do consórcio midiático que tem como próceres a Globo, Estadão, Folha de São Paulo e Veja. Entendam por que estes estão chutando o pau da barraca!

    “Mais Três Estados com Conselho para a Mídia.

    Da Folha

    São Paulo, segunda-feira, 25 de outubro de 2010

    Mais 3 Estados têm projetos para monitorar a mídia

    Depois de CE, BA, AL e PI se preparam para implantar órgãos de controle

    Entidade de empresas de rádio e TV teme que objetivo seja simular “clamor para justificar” criação de órgão federal

    ELVIRA LOBATO
    DO RIO

    Ao menos mais três Estados -Bahia, Alagoas e Piauí- preparam-se para implantar conselhos de comunicação com o propósito de monitorar a mídia.

    A criação dos conselhos foi recomendação da Conferência Nacional de Comunicação, realizada no ano passado, por convocação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    O Ceará foi o primeiro a tomar a iniciativa. Na terça-feira, a Assembleia Legislativa do Estado aprovou a criação de um conselho, vinculado à Casa Civil, com a função de “orientar”, “fiscalizar”, “monitorar” e “produzir relatórios” sobre a atividade dos meios de comunicação, em suas diversas modalidades.

    O governo de Alagoas estuda transformar um conselho consultivo – existente desde 2001 e pouco operante- em deliberativo, com poder de decisão semelhante ao aprovado pelo Ceará.

    A modificação foi proposta pelo conselho atual e será examinada pela Casa Civil e pela Procuradoria-Geral do Estado. O governador é Teotonio Vilela Filho (PSDB).

    Segundo o presidente do conselho, Marcos Guimarães, entre as novas funções estaria o monitoramento da programação da mídia.

    “Não podemos cruzar os braços. Nem tudo que vai ao ar é agradável à sociedade alagoana”, afirmou.

    Ele diz que o conselho atual já exerce, de certa forma, esse papel.

    “Se um programa agride o cidadão, o conselho recomenda à empresa que o modifique, mas ela não tem obrigação de acatar a sugestão, porque ele é só consultivo. Quando for deliberativo, poderá tomar medidas efetivas, respeitando a legislação das concessões”, afirmou.
    (…)”

    Na folha online: só para assinantes.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2510201002.htm

  44. Elias said

    Zbigniew,

    No meu entender, a quarentena deve valer para as pessoas, não para as legendas.

    Se ela fosse aplicada às legendas, logo teríamos o partido descartável. Mais do que já temos hoje.

    Isso acabaria mandando pelo ralo a reforma política, que deve ser orientada no sentido de fortalecer os partidos políticos, e de dificultar — preferencialmente, de inviabilizar — a vida das legendas de ocasião ou de aluguel.

  45. Elias said

    Zbigniew,

    A isso quis me referir, quando disse que o Ophir da OAB deveria procurar meios e modos mais inteligentes e eficazes de ajudar o PSDB.

    Se Ophir usar muito a muleta que ele escolheu pra se escorar, vai acabar espetando-a seguidamente no próprio pé… e na cabeça do Serra.

    Afinal, Teotônio é do PSDB. Se ele tá querendo transformar o conselho consultivo em deliberativo, é o PSDB que está atentando contra a liberdade de imprensa.

    E o Ophir, que já pintou e bordou pra tirar por menos até agressão física em jornalista, tentou pegar o bonde andando e entrou pela porta de saída.

    E o Chester, mais pirado ainda, repercutiu aqui.

    Depois de ter abortado a indignação dele contra o aborto, Chester terá agora que abortar a indignação contra os atentados à liberdade de imprensa…

    Quanto ao Ophir, a essa altura alguém do PSDB já deve ter dito a ele que, sempre que o gentil Presidente da OAB não tiver nada aproveitável pra dizer, é de muito bom tom — e a direção do PSDB, da campanha do Serra e este próprio muito apreciariam — que Ophirzinho fique calado.

    CALA A BOCA, OPHIR!

  46. Chesterton said

    Minha indignação contra o aborto continua, é supra-partidária.
    O que mai me indigna é a Dilma de abortista convicta passar para carola de terço na mão. Ora que Dilmentira!

    me conta desse Ophir mais um pouquinho, que que ele te fez para te deixar tão brabinho? Você é a favor dessa censura a imprensa? (e precisa perguntar?)

  47. Chesterton said

    não tem nada no google de ophir + agressão.

  48. Chesterton said

    Elias, você é a favor do aborto? Em que circunstâncias?

  49. Chesterton said

    mais um laudo de perito sobre a agressão a José serra

    http://estaticog1.globo.com/2010/24/LaudoPericial-PeritoMauriciodeCunto.PDF

  50. Chesterton said

    e-mail apócrifo recebido agora

    Mercado Financeiro faz suas projeções para 2011

    Essa estranha indicação de estabilidade (do Datafolha) na disputa
    eleitoral pode ser uma simples demonstração do estratagema dos
    institutos para juntar os próprios frangalhos depois de tantas
    suspeitas que provocaram no primeiro turno. O jornalista Vicente
    Nunes, especialista em economia e um dos editores do jornal Correio
    Braziliense, publicou em seu blog que o mercado financeiro – esse
    senhor dado a poucas aventuras – está trabalhando com projeções
    encomendadas a um macroeconomista do Banco Mundial, que apontam, a
    partir dos últimos dados do Ibope, que em 28 de outubro teremos Serra
    56,3 x Dilma 42,1. É importante lembrar que a projeção foi realizada a
    partir de números (favoráveis hoje e sempre a Dilma Rousseff) do
    Ibope. É mais um dado para ser aferido em 31 de outubro, quando os
    computadores do TSE encerrarem a apuração das urnas.

    Em razão disso, bancos e corretoras começaram a montar suas
    posições nos mercados futuros de juros considerando José Serra
    presidente. Embora o mercado não goste da postura do tucano no que diz
    respeito, principalmente, à sua reserva diante da independência do
    Banco Central, a certeza de que ele promoverá o controle dos gastos
    públicos – com a consequente correção das distorções do mercado de
    câmbio a partir da redução da taxa Selic – começa a ser muito bem
    recebida. Os mais desalmados já se deliciam com a possibilidade de
    corte de cargos públicos obtidos graciosamente pela cumpanherada como
    primeira medida de saneamento da máquina estatal. Outros defendem que
    seria uma tacada política de mestre demitir esse exército militante e
    destinar tudo o que custam ao Tesouro diretamente para os programas
    sociais do governo. Assim, os próprios beneficiários desses programas
    assistenciais serviriam de escudo contra a choradeira dos barnabés de
    luxo demitidos.

    Quanto ao desenho dos apoios políticos para o segundo turno, a
    maioria (51%) dos votos de Marina Silva já migrou para Serra e boa
    parte do PV aderiu à campanha tucana – a partir de uma afinidade
    partidária antiga. O PP de Francisco Dornelles (tio de Aécio Neves)
    renovou apoio a Dilma, mas diversos diretórios assumiram postura de
    apoio declarado ao tucano. O que ocorre com o PMDB gaúcho engrossa o
    movimento do PMDB mineiro e tem ligação direta ao que escrevi no meu
    blog há algum tempo. Eu dizia que um crescimento de Serra, aliado ao
    embarque de Aécio na campanha tucana, traria metade do PMDB junto.
    Como já está ocorrendo (no Rio Grande do Sul e em Minas).

    Muito mais do que se enxerga a olho nu, o PMDB já desembarcou da
    campanha de Dilma. Falando contra? Claro que não. Apenas fazendo corpo
    mole, talvez a pior das ferramentas para corroer qualquer projeto
    eleitoral, porque cumpre seu papel pernicioso no mais completo
    silêncio e sem deixar qualquer rastro que possibilite reações. E o PT,
    naquela sua arrogância primária, ajudou muito ao afastar os
    representates do “aliado” do centro das decisões de campanha no
    primeiro turno, pois considerava a vitória uma simples questão de
    calendário e queria controlar o poder (basta lembrar das palavras de
    Zé Dirceu a esse respeito), embora a aliança se pretendia equilibrada
    quando foi negociada. O golpe de misericórdia para Dilma pode ter sido
    o abandono completo destinado à candidatura de Hélio Costa ao governo
    de Minas, com os ilustres representantes nacionais do petismo – Lula
    da Silva e Dilma Rousseff sobremaneira – fazendo ouvidos moucos aos
    gritos desesperados de socorro do “aliado”.

    O que parece o grito mais alto do verdadeiro envolvimento de Aécio
    Neves na campanha do Serra – além daquela majestosa declaração de que
    a própria vitória ainda está incompleta porque falta eleger Serra, e
    da grande reunião de prefeitos mineiros ao redor do candidato tucano –
    não faz barulho. Trata-se do absoluto silêncio de Ciro Gomes, alçado
    ao grupo de coordenação da campanha de Dilma, desafeto declarado de
    Serra, mas temente a Aécio.

    Não causará nenhuma surpresa se for revelado mais tarde que Ciro
    está fazendo jogo duplo. Exagero? Então lembremos das humilhações
    nacionais que Lula da Silva impôs ao paulista-cearense no período
    pré-eleitoral: fez o cara mudar o domicílio eleitoral para São Paulo,
    deixou-o à deriva num processo de fritura pública que beirou a
    crueldade, e depois obrigou o PSB a anular sua candidatura a
    presidente. É preciso ser muito vira-lata para aceitar o agradinho de
    final de festa de agora e abanar o rabo; ou friamente astuto para se
    instalar no coração do agressor e desferir-lhe um golpe fatal –
    repassando informações privilegiadas aos tucanos e ajudando a instalar
    o caos na campanha petista. A segunda hipótese, bem mais à forma de
    Maquiavel, parece soar melhor.

  51. Elias said

    Chester,

    A agressão a que me refiro foi praticada por um cidadão chamado Ronaldo Maiorana contra o jornalista Lúcio Flávio Pinto, no Restô do Parque, aqui mesmo, em Belém.

    Da agressão participaram os guarda-costas do agressor. Esses guarda-costas, casualmente, eram integrantes da Polícia Militar do Pará. Um soldado e um sargento.

    Na Justiça, o agressor, milionário, disse que era “amigo pessoal” do sargento e do soldado PM, e que, casualmente, os tinha convidado pra almoçar no restaurante onde se deu a agressão. Lá, casualmente, havia encontrado LFP, perdido a cabeça e, casualmente…

    O restaurante é o “Parque da Residência”. Funciona num jardim do palácio que servia de residência oficial do governador. Hoje, esse palácio abriga a sede da Secretaria de Cultura. Nos seus jardins, existem bares e restaurantes, um teatro, uma sorveteria instalada num antigo vagão ferroviário, etc.

    Todas as sextas, Lúcio Flávio Pinto reúne-se pra almoçar com um grupo de amigos. É o “senadinho” que, durante o almoço, debate assuntos que vão da situação político-militar no Oriente Médio à influência dos ventos alíseos na menstruação da borboleta azul (que já atribuí como tema de relevante pesquisa do Data Folha).

    Ao que parece, a presença de LFP & Cia no restaurante foi casualmente informada ao agressor por telefone. Este casualmente convocou sua tropa de choque (ou, segundo ele, convidou seus amigos PMs pra almoçar no Restô do Parque) e…

    Ophir Cavalcante, então Presidente da OAB-Pará, se posicionou a favor do agressor, e se recusou firmemente a abrir processo na Comissão de Liberdade de Imprensa da Ordem.

    Na Justiça, o agressor foi condenado a pagar indenização. No caso, a indenização consistiu na doação de sacolas econômicas, podendo ter como beneficiária uma fundação cuja proprietária é a própria família do agressor.

    Já em outro processo, Lúcio Flávio Pinto foi condenado por danos morais ao agressor.

    É que, no seu “Jornal Pessoal”, LFP usou o termo “espancamento” para qualificar a agressão da qual fôra vítima.

    Acontece que, do ponto de vista legal, o termo “espancamento” só pode ser usado se dele resultar lesões corporais graves. A senso contrário, deve-se usar o termo “agressão”.

    Daí que Lúcio Flávio Pinto foi condenado, pra aprender a apanhar nos estritos termos da lei.

    O caso teve repercussão internacional.

    A Universidade Harvard passou a temer pela vida do LFP. Convidou-o a se transferir para os EUA, a serviço da própria Harvard, onde passaria a ministrar aulas, salvo engano, num curso que tem a Amazônia como tema.

    Lúcio Flávio Pinto recusou a oferta.

    Os temores da Universidade Harvard não têm como causa somente essa agressão. Nos EUA, teme-se que essa agressão tenha aberto a porta para coisas piores.

    Quando o assunto é Amazônia, LFP é uma referência mundial, e, com ele, o pau que bate em Chico bate em Francisco. Ele coleciona dezenas de processos judiciais, por causa de suas matérias jornalísticas e livros denunciando toda sorte de abusos que têm sido cometidos na Amazônia.

    Tem até processo que LFP responde por ter chamado um grileiro de grileiro…

    Detalhes do caso da agressão podem ser facilmente obtidos no blog “Jornal Pessoal”, que LFP mantém na web.

    Também lá você encontrará, se quiser, mais detalhes sobre a heróica atuação do Ophir Cavalcante, que faz jus à sua trajetória pregressa.

    Sem problemas.

    Afinal, direitos humanos não devem se restringir à defesa dos fracos e oprimidos (frascos e comprimidos, segundo o filósofo Ibrahim Sued). Os fortes e opressores também necessitam de quem os defenda.

    E o Ophir Cavalcente está aí pra isso mesmo.

    Problema eu vejo pra OAB, que já foi presidida por um Raymundo Faoro e, hoje, tem que se contentar com o que se contenta… Enfim, ela tem o quer e merece.

  52. Pax said

    Este texto, caro Chesterton, está no Facebook num grupo que se autodenomina Revoltados ON LINE. Se você tiver facebook procure lá.

    Caro Elias, o Lúcio Flávio Pinto é elogiado por um bocado de gente. Gente graúda. Da grande mídia.

  53. Pax said

    Esta noite perderei o debate na Record. Será que fico triste ou alegre?

  54. Chesterton said

    Me parece que a atual governadora do Pará é bem ruinzinha. Qual a relação dele com ela?

    De qualquer modo, apoio o Ophir no que ele faz contra o projeto petista , não é nada pessoal.

  55. Chesterton said

    Por Filipe Coutinho, na Folha Online:

    A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra admitiu nesta segunda-feira à Polícia Federal que se encontrou com o consultor Rubnei Quícoli, que foi procurado pelo filho dela para viabilizar um empréstimo bilionário com o BNDES. O depoimento contraria a própria versão de Erenice quando era ministra da Casa Civil e que o governo sustenta até hoje.

  56. Chesterton said

    Elias, a questão do aborto foi lançada nessa campanha pela marina Silva.

  57. Pax said

    Pela Marina, caro Chesterton?

    Hum… me reavive a memória, por favor.

    Que eu lembre:

    1 – este assunto entrou na pauta no final do ano passado, com a divulgação do PNDH-3.
    2 – houve várias reclamações por parte de correntes da igreja.
    3 – na campanha da Marina, como ela é evangélica, o assunto foi-lhe perguntado, não lembro que ela tenha lançado a questão. E ela deixou sua posição por escrito no blog da campanha e em diversas entrevistas. Em resumo disse que era contra mas que este assunto devia ser tratado por um plebiscito nacional, coisa, aliás, que discordo.
    4 – aí teve o tal episódio da Monica Serra “Dilma é a favor de matar criancinhas”, no Rio de Janeiro, que um (ou uma) jornalista do Estadão pegou e deu notícia
    5 – explodiu a parada, colocaram na roda, abandonaram as questões realmente de campanha e partiram para questões religiosas, complicadas, enfim, taí o noticiário para mostrar
    6 – aí saiu a declaração das tais ex-alunas de Monica Serra, afirmando que ela teria dito que fez um aborto e que achavam hipocrisia a forma como a questão estava sendo tratada
    7 – Dilma também se perdeu nesta, foi no início do segundo turno, a turma petista de ressaca por não ter levado no primeiro turno, uma pressão pra todos os lados e a bela besteirada (no meu entender, seguindo o entendimento, por exemplo, do Ricardo Kotscho) de assinar compromisso etc. E aí sim, concordo com você, Dilma e Serra passaram a fazer sinal da cruz, pedir benção, chamar o santíssima trindade para os palanques e “o Diabo” a quatro.

    Não foi mais ou menos por aí?

    Que eu lembre sim.

  58. Pax said

    Bom artigo do jornalista petista Ricardo Kotscho

    http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2010/10/25/de-guerra-em-guerra-escalada-da-intolerancia/

    Eu posso afirmar que:

    – Conversei com dois jornalistas recentemente
    – Ambos editores-chefes de seus veículos
    – Ambos veículos consideráveis
    – Tomei umas com um numa semana (14 out) e na outra com outro (20 out)
    – Ambos afirmaram que a imprensa sai mal nesta eleições
    – Bem mal

    Não posso passar disto. Sorry.

    Atesto e dou fé.

    Ps.: no chope do dia 14 de outubro tenho como prova extra uma multa. Estacionei embaixo de um poste que tinha uma placa de proibido parar. Não vi. Dancei. Paciência. Depois de uns 8 a 10 anos sem multa, nesta eu dancei mesmo.

  59. Elias said

    Chester,

    Conheço a atual Governadora do Pará há muitos anos. Na universidade, militamos no mesmo grupo político.

    Não creio que ela tenha feito um mau governo.

    A segurança pública melhorou substancialmente, com o aumento do efetivo da PM e da Polícia Civil.

    Colocou pra funcionar os hospitais regionais (que, nas gestões tucanas, eram menos que elefantes brancos). Está quase que triplicando a capacidade instalada da Santa Casa.

    Implantou o maior programa de inclusão digital do país.

    Conseguiu, finalmente, dar início à verticalização da cadeia do ferro, com a instalação de uma siderúrgica de aços laminados (a Aços Laminados do Pará – ALPA), que fará do Pará um dos maiores produtores de aços laminados do mundo. Viabilizou a duplicação da produção de alumina.

    Deu partida à implantação da Zona de Processamento de Exportações (ZPE) de Barcarena (que havia foi criada pelo Presidente Itamar e, até agora, não havia saído do papel).

    Deu continuidade ao Programa Ação Metrópole, com mudanças estruturais na malha viária urbana de Belém (duplicação da Av. Perimetral — que delimita a primeira légua urbana da capital — conclusão da Av. Independência, construção de de um elevado e um viaduto na Av. Júlio César, etc.), que são providências essenciais para a implantação do sistema tronco-alimentador de transporte público.

    Reestruturou os Distritos Industriais de Ananindeua e Icoaraci e da Fase 1 do Distrito Industrial de Marabá. Deu início à implantação das Fases 2 e 3 deste último (é o mais importante do Pará, porque é o distrito das cadeias do ferro e do cobre — lembre que o principal subproduto do cobre é o ouro).

    As iniciativas no âmbito do desenvolvimento industrial eram reivindicadas há décadas. Essas reivindicações foram atendidas, mas não são coisas que produzam resultados hoje ou amanhã.

    De qualquer maneira, eram ações que necessitavam ser feitas. E ela fez.

    Poderia passar o resto do dia e da noite enumerando as realizações de Ana Júlia Carepa.

    Contrariamente ao que ocorreu nas gestões tucanas, Ana Júlia não realizou obras cenográficas.

    Acontece que, por vezes, é isso que boa parte da população quer. Uma das obras mais admiradas de Almir Gabriel é a “Estação das Docas”, enorme conjunto de bares e restaurantes à beira da Baía do Guajará, instalados nos galpões metálicos do antigo porto de Belém. As paredes metálicas dos galpões foram retiradas e substituídas por imensos painéis de vidro. Os galpões receberam ar condicionado, etc, etc.

    Construir bares e restaurantes é prioridade governamental? A meu pensar, não.

    Mas o povo adorou. Mesmo aquele pessoal que nunca fez nem fará uma única refeição na Estação das Docas, porque não tem como pagar (é caro pra caramba!).

    De outra parte, o Estado continua subsidiando a manutenção do complexo, porque as empresas não conseguem dar conta (em média, uma empresa dura pouco mais de 2 anos na Estação; aí, vai à falência ou cai fora pra não falir).

    Ou seja, é uma iniciativa sem nenhuma viabilidade econômica. Mas o povão adora, e Almir Gabriel é, elogiado até hoje por ter feito a Estação das Docas.

    O tucano Simão Jatene já foi governador (2003 a 2006). Acho que ele teve um desempenho medíocre, se comparado ao seu antecessor, o também tucano Almir Gabriel. Mas Jatene teve uma comunicação social de primeiríssima linha e, ao final do mandato, estava muito bem cotado junto à opinião pública.

    Agora, em 2010, Jatene está fazendo uma campanha dura, no típico jeito de fazer política no Pará.

    É uma campanha dura, porém limpa. Nada das baixarias que os tucanos estão fazendo na presidencial. Jatene terminou o 1º turno na frente.

    Mas os dados estão rolando…

  60. Chesterton said

    O Pndh é bem anterior a campanha politica, e não foi o PSDB que entrou de sola na questão do aborto, fui eu (rs) e outros – igrejas, anti-dilmas, etc…aproveitando a deixa da Marina em pegar no pé da Dilma. O PSDB entrou depois.

    Aliás, a Dilma foi fazer o que em Aparecida, aprender o Paiu Nosso, a fazer o sinal da Cruz?

    Elias, que que a Carepa fez de ruim, onde ela é criticada pelos adversarios?

  61. Elias said

    Chester,

    As principais críticas à Ana Júlia Carepa se referem aos problemas de sempre: segurança, saúde, educação…

    O problema da segurança no Pará é brabo. Ao final do mandato do Jatene, em 2006, o PSDB dizia que NÃO havia problema de segurança. O que havia era uma “sensação de insegurança”.

    Essa sensação tinha lá suas razões: centenas de assaltos — alguns latrocínios — por dia. No dia seguinte à declaração do PSDB, uns 2 delegados de polícia foram assaltados em plena luz do dia. Imagina a sensação que eles tiveram…

    As razões tinham lá suas causas: nos 12 anos de governo tucano, não houve um único concurso pra PM ou pra Polícia Civil. A população aumentava e os efetivos diminuíam em termos relativos e também em termos absolutos, já que não era reposto o pessoal que se aposentava (civil) ou passava pra reserva (militar).

    Ana Júlia abriu 2 concursos que, juntos, respondem pelo aumento de 50% do efetivo policial.

    Só que os resultados disso aparecem devagar. Um concurso demanda quase um ano pra ser concluído, desde o lançamento do Edital até a convocação dos aprovados. É preciso dar tempo para que os candidatos se preparem e, ao longo do concurso, cada fase tem seu ritual de espera para contestações, recursos, etc.

    Depois, vem a preparação na Academia de Polícia. Não se pode pegar o cara aprovado num concurso, metê-lo dentro de uma farda, armá-lo e colocá-lo na rua. É necessário treiná-lo, é necessário submetê-lo a testes que revelarão seu preparo psicológico para o que ele vai enfrentar nas ruas, etc. Lá se vai mais um ano e meio.

    Moral: só depois de 2 anos e meio, contados da data de lançamento do edital de concurso, é que os resultados começam a aparecer nas ruas.

    Só que o povo tem pressa. E as reclamações — todas justas — se acumulam.

    Além disso, Ana Júlia investiu pesado na implantação de unidades para menores em situação de risco. Cada criança que fica nos sinais de trânsito vendendo chiclete é um potencial passador de droga, um potencial dependente de droga e um potencial assaltante. A coisa começa quando chega alguém e mostra a ele que pode ganhar muito mais dinheiro vendendo droga do que chiclete. Aí começa a escalada…

    No Brasil, estamos fabricando centenas de milhares de pessoas nessa condição. Os mais endinheirados passam em seus carros, e fingem que não é com eles. Mas é. Um dia, cedo ou tarde, a fatura lhe será apresentada, na ponta do cano de uma arma…

    Mas a oposição critica pesadamente Ana Júlia por causa disso. Diz que ela está dilapidando recursos públicos em benefício desses marginais. Que não existe almoço grátis e essas coisas todas que são ditas há décadas, enquanto a situação se deteriora cada vez mais…

    Em saúde a coisa vai pelo mesmo diapasão. Tu, que és médico, sabes que o sistema público de saúde funciona bem quando estruturado em círculos concêntricos.

    No círculo mais central, ficam as unidades de alta complexidade. No nível seguinte, as de média complexidade. Depois as de baixa complexidade e, por fim, os ambulatórios de pronto atendimento.

    O correto é só levar às unidades de alta complexidade os casos que realmente demandam atendimento nesse tipo de estabelecimento. Existem estatísticas demonstrando que mais de 80% dos atendimentos curativos podem ser liquidados nas unidades de baixa complexidade.

    Acontece que, no Pará, praticamente não existem unidades de baixa e média complexidade. Passa-se do ambulatório para as unidades de alta complexidade, que são poucas e concentradas na capital.

    Resultado: essas unidades vivem assoberbadas por uma demanda muito além de sua capacidade instaladas, e constituídas de casos que, a rigor, nem deveriam chegar a essas unidades. Conseqüência: funcionam mal.

    Solução: implantar unidades de baixa e média complexidade em todas as regiões do Estado e unidades de alta complexidade nas cidades de maior concentração demográfica.

    Isso está sendo feito? Está. Foi totalmente concluído? Não.

    Conseguir recursos, fazer o projeto, executar a obra e equipar as unidades, não é coisa que possa ser feita em 4 anos (no primeiro ano, apenas se consegue os recursos; só no 2º semestre do 2º ano é que as obras são iniciadas).

    Os resultados apresentados estão, portanto, aquém daquilo que a população deseja, necessita e merece.

    Obviamente que, nas regiões em que os resultados já estão aparecendo, a aprovação ao governo é muito maior e se refletiu nas urnas: Ana Júlia venceu. Nas regiões onde os resultados ainda não são visíveis, ou são mais tímidos, a aprovação é menor.

    A ironia é que, quem está faturando politicamente com isso é o Jatene. Logo ele que, nos 12 anos em que passou no governo — 8 como Secretário de Estado e 4 como Governador — nada ou quase nada fez, pra mudar esse quadro. Tanto que está como está.

    Se, nos 12 anos tucanos, houvesse sido feito pelo menos um concurso público para aumento do efetivo das polícias a cada 4 anos; se, a cada quatro anos, pelo menos se iniciasse a construção de um hospital regional de baixa ou média complexidade, a situação atual seria outra.

    Enfim, voz do povo…

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