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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Paulo Preto e Erenice: fantasmas a procura de exorcismo

Posted by Pax em 09/11/2010

Em meio ao processo de transição dos governos federal e estaduais, há fantasmas que precisam ser exumados e exorcizados. No âmbito federal ainda há resquícios do caso Erenice na Casa Civil e Paulo Preto ainda assombra o estado de São Paulo com suas aparições mal resolvidas.

Veja as notícias abaixo:

Gabriel Laender pede exoneração da Casa Civil – Rosana de Cassia – Estadão

O advogado Gabriel Boavista Laender foi exonerado “a pedido” do cargo de assessor da secretaria executiva da Casa Civil da Presidência da República. A portaria de exoneração foi publicada nesta terça-feira, 9, no Diário Oficial da União. Laender é suspeito de envolvimento no esquema de lobby da Casa Civil. Ele era advogado da empresa de telefonia Unicel, que, segundo denúncia da revista Veja, teria sido beneficiada pela Anatel para atuar no ramo de telefonia móvel via rádio. Depois disso foi para o Palácio do Planalto. (continua no Estadão…)

Empresa da família de Paulo Preto vira alvo de investigação em SP – FLÁVIO FERREIRA – Folha

O Ministério Público de São Paulo passou a investigar a contratação da empresa do genro e da mãe do engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, por um dos consórcios construtores do Rodoanel.

O negócio foi feito em 2009, à época em que Souza era diretor da estatal paulista Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.).

O procedimento da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social tem como base reportagem da Folha de 30 de outubro que informou a realização de um pagamento de R$ 91 mil feito pelo consórcio Andrade Gutierrez/Galvão à companhia Peso Positivo, que tem como sócios os parentes de Souza.

As empresas afirmam que o valor correspondeu à remuneração pela prestação de serviços de guindastes pela Peso Positivo na área do Lote 1 do trecho Sul do Rodoanel por dois meses em 2009. Souza foi diretor de Engenharia da Dersa de 2007 a abril de 2010.

O promotor Roberto Antonio de Almeida Costa é o responsável pela investigação, que poderá apurar a ocorrência de eventuais atos de improbidade administrativa, enriquecimento ilícito ou favorecimento indevido. (continua na Folha…)

Observação do blog: Ambos casos nos permitem refletir se há necessidade de mais impostos federais para cobrir orçamentos e se os pedágios em São Paulo precisam ser tão caros.

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74 Respostas to “Paulo Preto e Erenice: fantasmas a procura de exorcismo”

  1. Carlão said

    09/11/2010
    Lula disse que, a dois meses e meio de deixar o governo, já está sentindo falta do microfone.
    lula mente até em prazos: 52 dias é o quanto falta e não 2 meses e meio.

    que tal falar sobre a incompetência do governo no caso ENEM.
    De novo… deu cagada. Uma tartaruga fugiu.
    Do jeito q a coisa vai…em 2011 lula terá que governar pelo microfone/celular fulltime.
    e contratar uma assessoria de imprensa 24/7 para escorar a criatura.
    CPMF ? Salario Minimo ? Cambio ? Banco Central ?
    Ministro Da Fazenda ? Policia Federal (gravações de conversas de ministro contra Policia Federal)?
    Erenice ? Valter Cardeal ? PMDB ? Presidente do Senado?
    Collor/BR ? Sarney ? Partidos aliados ? Paulo Preto x Temer na Castelo de Areia?

    :) vamos adiante…a agenda é gigantesca.
    O terceiro mandato…o da piada já começou.
    :) :)

  2. Elias said

    Pax,

    A corrupção é um grave problema moral, mas não é um problema econômico.

    Todo mundo que paga imposto, em qualquer parte do mundo e em qualquer época, sempre tem certeza de que paga imposto demais.

    No caso do Brasil, essa certeza é reforçada pela péssima qualidade do serviço público. A gente sempre conclui que, pra ter um serviço público tão ruim assim, não necessitava pagar tanto…

    Mas o fato é que o peso da carga tributária está associado à má distribuição da renda. Ao miserê.

    Um país com um monte de gente vivendo na miséria, sempre terá uma carga tributária alta.

    É que, com muita pobreza, há sempre um monte de gente dependendo do Estado pra comer, pra estudar, pra tratar da saúde, pra ter onde morar, e por aí afora.

    Em conseqüência, a despesa pública se torna elevadíssima.

    Como o governo não tem um centavo pra dar a alguém, que não tenha sido tirado de outrem, restam 2 alternativas: ou você opera um enorme e caro (e, geralmente, ineficiente e corrupto) sistema de benefícios sociais, ou se prepare pra ter uma guerra civil não declarada à porta de sua casa.

    Em geral, você acaba tendo as 2 coisas: o sistema de benefícios corrupto e a guerra civil.

    Não é esse o nosso caso?

    À medida que parcelas cada vez maiores da população vão passando para a classe média, a dependência em relação ao Estado vai se reduzindo. Em conseqüência, a máquina estatal também pode ser reduzida.

    Você não acha que é por aí?

  3. Pax said

    Mais ou menos, caro Elias,

    Acredito que temos um binômio a ser encarado, uma função de (a, b) sendo:

    a – aumento de eficiência do Estado – gastar corretamente, com um mínimo de desperdício possível

    b – redução da corrupção, sim.

    Você está, pelo que entendi, tirando a segunda variável da questão e aí não consigo concordar. Há muita sonegação da parte da sociedade civil, estimulada por um emaranhado kafkiniano de legislações e tributações com um exército de fiscais corruptos à solta por aí e, do outro lado, do Estado corrupto, há uma enormidade de corrupção que gera um custo enorme para a sociedade.

    Ou seja, arrecada-se menos e gasta-se bem mais que o necessário. E, nestes dois casos, há um claro envolvimento de corruptos, no meu entender.

    Como o número com que trabalho é da ordem de R$ 200 bilhões e já falamos disso aqui trocentas e tantas vezes, não consigo concordar que a corrupção não seja, também, um problema econômico.

  4. Elias said

    Poxa, Pax.

    Não estou deixando por menos o combate à corrupção.

    É um grave problema moral. Deve ser combatido e os infratores devem ser punidos. E que as leis sejam cada vez mais severas com relação a isto.

    Agora, achar que a corrupção tem algo a ver com o aumento ou a redução da carga tributária é exagerar um tanto.

    E dizer que a corrupção é um problema moral e não econômico não é, nem mesmo, diminir sua importância.

    Na gestão pública, moralidade e economicidade têm pesos equivalentes. Nenhum dos dois princípios é mais importante do que o outro.

    O que não faz deles a mesma coisa. Ou uma coisa só.

  5. Pax said

    Caro Elias,

    Como sou teimoso de marca insisto no meu ponto.

    Com 200 bilhões de reais por ano a mais, em caixa, será que não daria para baixar impostos?

    Pensa aí. Qual o total? Um pouco mais que 1 trilhão, talvez 1,2 ou 1,3 trilhão em tributos (federais, estaduais e municipais), acho que é isto, ao menos o impostômetro deu 1 tri mês passado, ou seja, meu caro, estamos falando de algo quase 20% deste montante.

    Do problema moral eu nem discuto, acho que temos um ponto pacífico. Mas, repetindo, sou teimoso sim.

    Precisa mesmo de CPMF para resolver o problema da saúde? Quanto pretende arrecadar com este novo imposto? Muito abaixo de 200 bilhões, não? Então…

  6. Pax said

    Quer outro exemplo que insisto:

    Eu tenho certeza absoluta que não precisaria pagar o que pago de pedágios nas estradas paulistas para ter um serviço de alto nível como o que realmente existe.

    E adoraria me debruçar sobre as planilhas financeiras da CCR-Autoban para saber onde vai a dinheirama toda. E, se possível, cruzar com as planilhas de custos do Rodoanel e outras obras que os mesmíssimos acionistas, veja aqui:

    http://www.autoban.com.br/sobre/Acionistas.aspx
    O controle acionário está dividido entre três grandes grupos nacionais – Andrade Gutierrez Concessões, Camargo Corrêa e Serveng-Civilsan – e o grupo português Brisa, maior operadora de autoestradas de Portugal. Juntas, as quatro empresas detêm 71,4% do capital da CCR.

    Agora procura aí, ao lado, na primeira coluna, na aba dos catalogados nas categorias, por Rodoanel, Paulo Preto e os acionistas acima.

    Ou seja, meu caro Elias, pedágio é imposto? Não não é, mas o exemplo se aplica muito bem.

    Sacou o ponto?

  7. Carlão said

    :(
    Dilma e PEC 300

    O resultado imediato da aprovação dessa lei seria um rombo no caixa dos estados,
    e portanto no governo federal.
    Em São Paulo, isso implicaria uma elevação do gasto na área da ordem de R$ 8 bilhões.
    Então como o PT sempre cumpre o que promete, abaixo vídeo do irrevogável Mercadante
    mostrando-se favorável e prometendo apoiar a medida.Até o Temer prometeu.

    Em quanto tempo sua opinião será revogada?

    E o ENEM que foi implantado por FHC em 98 e que lula acha um sucesso
    mesmo quando aparecem indícios de fracasso, por 2 anos seguidos.
    Ou seja no governo do PT a segunda tartaruga sempre foge.
    Daqui a pouco vão denunciar o Serra como sabotador…
    E a petistaiada daqui fingindo q nada ocorreu
    umas gracinhas…
    ;)

  8. Elias said

    Bem Pax,

    Esse número aí, de 200 bilhões de reais, como foi calculado?

    Sinceramente, não acredito que a corruptalha leve isso tudo.

    A menos que aí esteja somada a sonegação com as propinas, o superfaturamento, etc.

    CPMF virou palavrão. Mas acho que ela deveria voltar, não como fator de arrecadação tributária, mas como parâmetro para avaliação da renda efetiva (e elemento de cotejo com a renda tributada).

    Tem muito poderoso aí se opondo ao retorno da CPMF, porque tem pavor do que esse retorno pode suscitar, em termos de combate à sonegação. Obviamente que o discurso é outro.

    Às vezes, por trás de um discurso pretensamente republicano há inconfessáveis canalhices.

    No mais, estou com você. Não acho que os programas de governo de proteção à saúde devam ser financiados com CPMF, nem com nenhuma contribuição já existente. Devem ser financiados com a arrecadação dos impostos (e não de contribuições) que já existem.

  9. Carlão said

    Grupo Silvio Santos aporta R$ 2,5 bilhões no Banco Panamericano

    SÃO PAULO – O Banco Panamericano informou na noite desta terça-feira, 9, que o Grupo Silvio Santos, principal acionista controlador, tomou a decisão de aportar R$ 2,5 bilhões na instituição, mediante crédito na conta “depósito de acionista”. O banco informa que foram constatadas “inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade.”

    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,grupo-silvio-santos-aporta-r-2-5-bilhoes-no-banco-panamericano,not_42655,0.htm
    essa foi a conversa do SS com lula.Lembram…???
    Pediu pra ele segurar as pontas até hoje.
    Como disse meu amigo aí de cima…com ares de “dono da verdade tardio”.
    Às vezes, por trás de um discurso
    pretensamente republicano há inconfessáveis canalhices.

    entendeu agora quem é lula “deixa passar as eleições” da silva?.
    Tá frustrado high cha pa rral?
    ë do pequeno cacete né?
    mas vamos continuar discutindo o pedágio…hehehe
    :) :)

  10. Pax said

    Caro Elias,

    Veja este post aqui

    https://politicaetica.com/2009/02/11/noticia-importante-levam-160-bilhoes-do-povo-brasileiro-todo-ano/

    Que tem link para esta notícia aqui

    http://oglobo.globo.com/economia/mat/2008/07/27/brasil_perde_160_bilhoes_por_ano_com_crimes_do_colarinho_branco-547441902.asp

    É um dos caminhos por onde me baseio nos tais R$ 200 bi/ano de prejuízo nos cofres públicos.

    Tem muita grana já nas mãos do Estado e mais um caminhão que deveria estar. Além dos sobrepreços, superfaturamentos e desvios na cara dura mesmo.

    Tá de bom tamanho ou quer mais?

    Não daria para:

    a) reduzir um pouco a carga tributária?

    b) termos melhores serviços em Educação, Saúde e Segurança Pública?

  11. Carlão said

    ;)
    Esse dilema é para os contadores petistas
    que freqüentam o pedaço…querendo reformar o mundo

    BANCO PANAMERICANO, a versão
    O banco informa que foram constatadas “inconsistências contábeis que não permitem que as demonstrações financeiras reflitam a real situação patrimonial da entidade”.

    BANCO PANAMERICANO, a verdade
    nem os auditores independentes conseguiram achar uma desculpa razoável
    para tamanha sacanagem

    ISTO É O GOVERNO LULA!
    a canalhice exacerbada!

  12. Carlão said

    Banco Panamericano foi “vítima de fraude” de R$ 2,5 bilhões
    Segundo pessoas que acompanham o processo,
    rombo é resultado de ativos e créditos fictícios
    registrados por diretores do Panamericano
    supostamente para inflar os resultados da instituição
    E o Panamericano não sabia…

    ISTO É O GOVERNO LULA!
    as inconfessáveis
    canalhices exacerbadas!

  13. Patriarca da Paciência said

    Eu estava assistindo a TV Senado, um “performance” do Tartufo Mão Santa.

    Achei simplesmente engraçadíssimo! Dei ótimas risadas.

    O Mão Vesga diz simplesmente que todos os males do Brasil são culpa do Lula.

    E diz com convicção.

    São variações sobre uma nota só, do começo ao fim.

    Muito parecido com os discursos do Cantinflas.

  14. Chesterton said

    Haddad acha que cabeçalho é cabeçário. É uma boa rima para falsário

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

    A bofetada no rosto dos brasileiros alfabetizados é desferida exatamente aos 2 minutos: “cabeçário”, diz Fernando Haddad. Ele não sabe que o certo é cabeçalho. E é ministro da Educação.

    O país que pensa não merece. Mas cabeçário rima com falsário.

  15. Chesterton said

    Um país com um monte de gente vivendo na miséria, sempre terá uma carga tributária alta.

    chest- Elias, um país com alta carga tributária sempre terá gente na miséria.

  16. Chesterton said

    CPMF virou palavrão. Mas acho que ela deveria voltar, não como fator de arrecadação tributária, mas como parâmetro para avaliação da renda efetiva (e elemento de cotejo com a renda tributada).

    chest- e o Elias diz que não é marxista…..

  17. Pax said

    Caro Chesterton em #15,

    Vamos fazer um concurso de fotografia dos mendigos da Suécia, Finlândia, Dinamarca e Holanda?

  18. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    e na outra ponta o México, com uma das menores cargas tributárias do planeta.

  19. Patriarca da Paciência said

    E também o Paraguai:

    “Paraguai peca pela quase inexistência estatal. Não há imposto de renda, somente uma taxa de 10% que incide sobre produtos e serviços. “A carga tributária excessivamente baixa pode ser um inibidor do desenvolvimento, pois impede o estado de prestar serviços fundamentais como saúde e educação”, diz o economista Maílson da Nóbrega.”
    (Prosa Política, 10/11/10).

    Chesterton, teu problema é fácil de resolver.

    Muda para o Paraguai.

    Lá praticamente não existe Estado ou carga tributária!

  20. Elias said

    Chester,

    Marx defendia a CPMF?

    Onde tem muita miséria, Chester, tem muita gente dependendo do Estado pra viver.

    Aí, tome de estrutura pública pra dar leite, pra dar remédio, pra dar isso e aquilo.

    Como o Estado não tem um centavo pra dar a alguém, que não tenha tirado de outrem, segue-se que o que ele dá — leite, remédio, casa, etc — pra uns, é porque tirou de outros, sob a forma de impostos.

    Quando maior for a proporção dos dependentes do Estado, mais funda será a facada nos pagantes.

    E quanto mais e maiores forem as estruturas públicas, muito mais e muito maiores serão os problemas com corrupção.

    Pode-se reduzir sensivelmente isso, é desenvolvendo políticas eficazes de inclusão social. Fazer com que as pessoas dependam menos do Estado.

    Aí a estrutura estatal poderá se tornar mais enxuta e, por isto, mais fácil de ser fiscalizada.

    Se, além disso, a estrutura do Estado for modernizada, reduzindo-se drasticamente a burocracia estatal, melhor ainda.

    Pessoalmente, ponho as 4 patas atrás, quando ouço falar em coisas tipo “Ministério da Pequena e Média Empresa”.

    O pequeno e médio empreendimento não necessita de ministério. Necessita de uma política de apoio.

    Existindo essa política, não há necessidade de ministério. Não existindo a política, não adianta existir ministério.

    A política de apoio ao pequeno e médio empreendimento pode muito bem ser executada por uma secretaria nacional de ministério já existente. O que interessa é que esse órgão disponha de recursos pra viabilizar a política e que as normas desta última sejam condizentes com a realidade brasileira.

    Mais ministérios significa mais burocratas e mais burocracia. Mais custos pra sociedade. Eu passo.

    De acordo com a OIT, nos próximos 10 anos o Brasil terá que gerar 15 milhões de novos postos de trabalho, só pra absorver as novas gerações que atingem a idade de trabalhar.

    Isso dá 1,5 milhão de empregos por ano. Pra reduzir o desemprego e o subemprego já existentes, imagino que o Brasil terá que gerar pelo menos mais 1,0 milhão de postos de trabalho por ano. Total: 2,5 milhões de novos postos de trabalho/ano.

    Pessoalmente, não vejo como se chegar pelo menos perto disso, sem uma vigorosa política de apoio ao micro, pequeno e médio empreendimento.

    Espero que Dilma siga esse caminho.

  21. Pax said

    E viva (ou crie-se) o Poupa Tempo Empresarial.

    Aliás, seria uma grandicíssima ideia.

    Aí sim, caro Elias, acredito que a coisa andaria muito mais fácil.

    Vai lá e abre a empresa em um ou dois dias, no máximo. Com gente sorrindo e tudo funcionando, como no Poupa Tempo paulista, para pessoas físicas.

    Um exemplo a ser seguido.

    E o Daniel Annenberg, que geriu a coisa toda durante muitos anos, está, ao que me consta, disponível. Ao menos não está mais na presidência do Poupa Tempo, pelo que sei.

    (e, não esquecer, também fecha-se uma empresa em pouco tempo)

    (ok, ia ter um monte de fiscal sem renda extra, mas digamos que tô pouco me importando para estes…)

  22. Elias said

    É isso aí, Pax!

    Poupa Tempo, sem criar novos ministérios (o que, além de poupar tempo, também pouparia dinheiro com burocracia estatal).

    Linhas de crédito para expansão da capacidade instalada e capital de trabalho (com as taxas de juros flutuando na razão inversa da geração de empregos diretos formais, cuja manutenção seria obrigatória por todo o período da amortização).

    Reduções fiscais em impostos diretos e contribuições (exceto trabalhistas e previdenciárias) para o pequeno e o médio empreendimento, aumentando o alcance do Simples (e reduzindo a regressividade na direção — e em benefício — da base da pirâmide contributiva).

    Enfim, algo nessa linha. Esgotar todo o estoque das chamadas medidas infraconstitucionais (aquelas que não dependem de mudanças na Constituição).

    E que venha o Annenberg, o Gutenberg, o Iceberg e o Rosenberg. Tô nem aí se é tucano, papagaio ou bem-te-vi. O que interessa é que faça o que tem que ser feito.

  23. Elias said

    E, Pax,

    Quanto aos fiscais, não conheço melhor remédio do que a substituição tributária para os impostos indiretos.

    A cadeia da carne já funciona assim em praticamente todo o país.

    A tributação é totalmente concentrada nos matadouros. Logo após o box de atordoamento e abate, há um dispositivo das Secretarias de Fazenda fixado ao tendal.

    Quando o boi já abatido é pendurado no tendal, o dispositivo faz o registro numérico. A tributação é feita tomando-se por base o produto da quantidade de bois abatidos pela média de peso atribuída à região de locação do matadouro.

    A partir daí não há mais tributação indireta sobre a carne, a menos que ela seja industrializada.

    Fiscaliza-se com muito mais eficiência (e menos burocracia, menos burocratas e menos mutretagens) uns 8 ou 10 matadouros, do que dezenas de supermercados e centenas de açougues de rua.

  24. Chesterton said

    bi-tributação é marxismo.

  25. Pax said

    Ideias boas é o que não falta, caro Elias, principalmente para quem está com vontade de resolver o assunto, ainda mais quem sofre na pele.

    O que falta é combinar com os russos, como dizia o grande filósofo, aquele de pernas tortas, o tal do Garrincha.

  26. Elias said

    “bi-tributação é marxismo.” (Chesterton)

    Verdade, Chesterton.

    E: o duplo produto de qualquer coisa pela raiz cúbica de lâmbida, dividido por Pi à nonagésima potência = ou parecido.

  27. Elias said

    Pax,

    Falar nisso, o G-20 está reunido, né?

    Na pauta, a “guerra cambial” (um monte de gente fez bochecha quando o Mantega começou a usar o termo que, agora, todo mundo tá usando).

    Obama já disse que não tá nem aí pros países que basearam seu crescimento nas exportações e cujas economias não têm dinamismo pra crescer com base no mercado interno.

    Essas palavras duras estão supostamente endereçadas à China. Mas sobra um bocado pro Brasil, né não?

    Antes disso, o Brasil já havia atacado, falando no déficit social americano.

    Os recados dizem, dentre outras coisas:

    1 – Brasil: quer que os EUA gastem em programas de combate à pobreza nos EUA, porque isto gera mercado para as exportações brasileiras. Diz que a emissão de dólares a rodo e a política americana de juros quase nulos não relançará a economia dos EUA; só fará com que o cara pegue dinheiro barato nos EUA e o aplique em países onde os juros são mais altos, Brasil incluso que, por causa disso, vão sobretaxar ainda mais as operações financeiras… e tome de IOF no Brasil! (viu, Vilarnovo?).

    2 – China: quer que os EUA gastem… porque isto gera mercado para as exportações chinesas, etc, etc, como acima.

    3 – EUA: tão pouco ligando pras exportações de quem quer que seja. Está emitindo dinheiro a rodo e desvalorizando sua moeda, o que dificulta as exportações de outros países pros EUA e favorece as exportações americanas. Ao mesmo tempo, continua com os juros rés ao chão.

    4 – Japão: já está operando com juros “zero” . Como o país está em recessão, há muita capacidade ociosa no aparelho produtivo. Com juros “zero”, espera-se que a economia volte a crescer com base no consumo interno e na mobilização da capacidade ociosa (sem a necessidade de investimentos, portanto).

    5 – UE: estuda a possibilidade de adotar uma política de juros entre o quase nada americano e o nada japonês.

    Moral da história: tal como já disse o Delfin Netto, em entrevista ao Estadão (que, salvo engano, o Carlão linkou no PolíticAética, em comentário a outro post), só exportação e, principalmente, só exportação de matéria prima e produto intermediário, não desata mais o nó. Delfin também diz que só o IOF não vai segurar os bombardeios cambiais que a gente tem pela proa.

    A coisa vai ter que se resolver no mercado interno.

    Pra isso, tem que estabelecer ambiente favorável pra mais indústria, mais negócios, mais postos de trabalho, mais renda e, evidentemente, mais, muito mais, consumo interno.

    Ou seja, o Brasil tem que pegar esse limão e fazer uma limonada…

    Tomara que dona Dilma encare essa parada…

  28. Chesterton said

    pra você , Elias

    http://pajamasmedia.com/blog/you-just-might-be-a-marxist/

  29. Elias said

    Chester,

    Pra ti e pro pessoal que batalhou pelo Serra na presidencial de 2010 (acho que vocês não vão gostar).

    É a evolução da carga tributária brasileira em relação ao PIB, tal como publicada pela Revenue Statistics da Organization for Economic Co-operation and Development – OECD.

    Em 1947 = 13,8%;
    Em 1965 = 19%;
    Em 1970 = 26%;
    Em 1986 = 26,2%;
    Em 1988 = 26,4%;
    Em 1990 = 30,5%;
    Em 1991 = 25,21%;
    Em 1992 = 25,85%;
    Em 1993 = 25,72%;
    Em 1994 = 29,46%;
    Em 1995 = 37,3%;
    Em 1996 = 28,97%;
    Em 1997 = 29,03%;
    Em 1998 = 29,74%;
    Em 1999 = 32,15%;
    Em 2000 = 33,18%;
    Em 2001 = 34,7%;
    Em 2002 = 36,45%;
    Em 2003 = 34,92%;
    Em 2004 = 35,88%;
    Em 2005 = 37,37%;
    Em 2006 = 34,23%.
    Em 2007 = 35,3%.
    Em 2008 = 36,54%.
    Em 2009 = 34,85%.

    Ora veja você…

    Segundo a OECD, a carga tributária brasileira em relação ao PIB foi MENOR em 2009 (34,85%) do que em 2002 (36,45%).

    E, em 2002 (36,45%) ela foi bem MAIOR do que fora em 1994 (29,46%)

    Mas, na média dos primeiros 7 anos de governo, FHC leva vantagem: a média de 1995 a 2001 foi 32,1%, contra 35,6% no período 2003 a 2009.

  30. Chesterton said

    Elias, eu acho que você não acompanha o que eu digo, eu não fiz campanha para o Serra, fiz contra a Dilma. FHC pegou o trem quebrado e aumentou a carga tributária assim como Lula.Para mim FHC é socialista fabiano e Serra marxista não arrependido.

  31. Elias said

    Chester,

    Fico imaginando o que diria FHC se lesse um comentário teu classificando-o como “socialista fabiano”.

    Logo FHC, acostumado a fazer exegese ideológica de um espirro de gato, enquanto tira ouro do nariz…

  32. Carlão said

    Chest
    Preste atenção
    #29 os dados acima estão furados. Mentira.
    Acompanhe este infográfico
    feito com dados oficiais do BC e do IBGE:
    http://veja.abril.com.br/infograficos/economia_brasileira/
    Estão relacionados 23 indicadores interativos.
    Esta Revenue Statistics da Organization for Economic Co-operation and Development – OECD
    não pode ter dados diferentes, pois se baseia nas mesmas fontes. Não tem como fazer coleta de dados independente.
    Em 2002 32.35% contra 35.02% do PIB em 2009

    Chega de desonestidade!

  33. Elias said

    Pax,

    A quantas anda a reunião do G-20? Não li nada a respeito, hoje.

    Aparentemente, o bicho vai pegar. Parece que as 2 maiores economias do mundo (EUA e China) estão em rota de colisão.

    Pelo que se disse até aqui, a cada vez que o governo americano desvalorizar o dólar, o governo Chinês fará o mesmo com o yuan.

    Dizem os chineses que, se não fizerem isso, suas exportadoras quebram, levando ao desemprego milhões de pessoas. Pra onde iria essa gente? Voltaria ao campo, que já não comporta o que tem? A China simplesmente explodiria (ou implodiria, sei lá…).

    Pro governo chinês, não encarar a guerra cambial seria o mesmo que praticar suicídio. Ninguém deve esperar que ele faça isso, porque ele não fará, assim como ninguém faria.

    Só que, encarando a guerra cambial, os chineses ajudam os EUA a jogar m… no ventilador do planeta.

    Os EUA, aliás, já na condição de reincidente: afinal, foram as esculhambações da economia americana que mergulharam a economia mundial na crise atual, né?

    E pro Brasil, o que restaria, além da m… que EUA e China insistem em jogar no ventilador?

    Parece que exportar energia elétrica subsidiada pra China, com dólar e yuan subvalorizados, deixará de ser bom negócio pro Brasil.

    Já tem muita gente falando numa travessia as economias de médio porte terão que fazer, até que os grandes se acertem.

    No Brasil, essa travessia atenderia pela alcunha de “mercado interno”.

    O que nos leva de volta aos micro, pequenos e médios empreendimentos sobre o qual falamos aí acima.

    Mas, sem novos ministérios, tá?

  34. Chesterton said

    FHC é de direita, pois pois…..

  35. Chesterton said

    quem diria, Obama em rota de colisão com alguem….

  36. Pax said

    Caro Elias,

    Pelo que soube, ontem e hoje foram dias de reuniões paralelas, acertos entre governos no mano a mano. As decisões globais serão a partir de hoje.

    Mas… este é um tema que não acompanho a pauta mais amiúde. Bem que gostaria, se tivesse mais tempo.

    Quem nos deixou na mão foi o Pedro Doria com essa história de virar gente grande em jornal grande.

    Mas, vamos lá, num chute absolutamente desqualificado:

    – Os EUA estão custando muito a engrenar de novo. O desemprego está em alta. A economia está se movendo lentamente, algum ganho, um crescimento pequeno do PIB mas sem geração de empregos e sim com aumento de produtividade.
    – Os empresários de lá estão com muito receio de investir de novo. Há dinheiro, sim, mas há mais medo que dinheiro na praça.
    – Uma enxurrada de dólares na maquininha. Etc..
    – São os detentores do hardpower, o orçamento das Forças Armadas americanas é maior que a soma de todos os orçamentos da OTAN, China, Rússia etc. Mas, mesmo assim, hoje não estão lá com essa bola toda. Desde a segunda grande guerra que não ganham nada. Coreia, Vietnam, Iraque, Afeganistão etc, um caminhão de dinheiro jogado fora – de certa forma dá para pensar assim.

    – A China cresce e cresce, mantém sua moeda subvalorizada, seus produtos entram em todos os países.
    – Tem 1,6 bilhão (ou mais?) de viventes querendo tudo por lá, principalmente emprego. Mão de obra prá lá de barata.
    – Não tem softpower algum, mas já estão de olho nisto faz um tempo e já já teremos filmes, modas e até muita gente falando mandarim, cantonês, sichuanês e hakka.
    – Como o Japão e a Coréia do Sul tempos atrás, seus produtos são caracterizados pela baixa qualidade, agora imagine quando eles reverterem esta sina e passarem a fazer produtos como os japoneses e coreanos?

    Enfim, meu amigo, a situação é complicada para os ianques. Eles são capazes para caramba, tem uma resiliência muito grande, são rápidos e pragmáticos, mas a história de deixarem a coisa muito solta, bolhas atrás de bolhas incentivadas pelo próprio governo, acabou fazendo com que a roda de lá desse uma bela travada.

    Sim, vejo como uma grande saída para o Brasil investir cada vez mais no mercado interno, que tem muito a crescer. Põe muito nisso. Mal começamos e já vimos que o resultado é bastante positivo.

    Porém… se ficarmos só no mercado interno já já a gente se ferra. Temos que correr atrás do capital humano, temos que correr atrás de produtividade, temos que correr atrás de industrialização, temos que correr atrás de agregar mais valor aos nossos produtos básicos (vender aço e não minério, vender ração e não soja etc).

    Com isto teremos um bom lugar ao Sol, mercado interno aquecido e competitividade no mercado externo.

    Sem A e B acho que a gente não fica bem na foto por muito tempo.

    E tudo passa, claro, por capacitação do povo brasileiro.

    Com, nunca esquecendo, todos os cuidados com nosso Meio Ambiente. Há um enorme mercado para os produtos ambientalmente corretos que vai desde bens até o turismo que, se bem pensado, pode nos trazer ainda mais vantagens competitivas, muito mais que simples paixão pelo ambientalismo, sem romantismo algum.

    E sei lá mais o quê… já disse, nesta pauta sou um zero à esquerda.

  37. Pax said

    Em outras palavras deixo mesmo é uma dúvida: estamos no começo do fim do império americano?

  38. Elias said

    Pax,

    Realmente não sei se o império americano está ou não no fim.

    Por ora, diria que não. Num lance desses, quem pena mesmo é quem mora no porão do sistema.

    O império americano, assim como todas as economias dos pavimentos superiores, sempre podem repassar seus custos pros andares de baixo.

    Veja o que aconteceu: uma bolha imobiliária que se formou e estourou nos EUA, quase arrebentando com o sistema financeiro americano.

    Quem está pagando por isso? Só os EUA? Não, né? Já no primeiro minuto os custos começaram a ser repassados.

    A meu ver, o que acontecerá, provavelmente, será uma revisão não da globalização em si, mas do modo como cada país se encaixa nela.

    A maior parte dos estrategistas cujos pronunciamentos tenho acompanhado, diz que não é uma boa colocar todos os ovos na cesta da globalização, em detrimento do mercado interno, produtor e consumidor.

    Numa hora dessas, é o mercado interno quem safa o país.

    O Japão, com sua taxa zero de juros, tá se voltando pra dentro. A UE, ao que parece, vai adotar algo parecido. Os EUA já estão com sua taxa básica de juros rés ao chão, longe do qual ela nunca esteve, por sinal.

    Quem mais virá?

    Quem tem muita capacidade ociosa, não tem problema em fazer isso.

    Já o Brasil, terá que buscar outras saídas. Uma queda braba de juros vai aumentar o consumo, certo?

    Enquanto esse aumento do consumo puder ser atendido pela mobilização da capacidade ociosa aparelho produtivo, tudo bem. Acontece que a capacidade ociosa do aparelho produtivo brasileiro nem se compara com a do Japão, a da UE…

    Atingida a ocupação plena da capacidade instalada, haverá escassez de produto e isso se refletirá nos preços: inflação.

    Acho que o pessoal vai combinar uma turbinada no mercado interno com um incremento do investimento público, pra segurar a barra no momento seguinte. Algo assim como se fossem microciclos, sei lá…

    Enfim, não me preocupo tanto se o império americano vai acabar ou não.

    Se acabar, não será novidade: todo império um dia acaba, mais cedo ou mais tarde, de uma forma ou de outra.

    Minha preocupação é com o que o Brasil tem que fazer, pra se desviar da m… que vem de fora.

  39. Elias said

    Chester,

    Não é que FHC seja de direita.

    É que ele está num outro nível intelectual.

    Digamos que FHC esteja acima, bem acima, mas bastante acima, mesmo, do nível de complexidade que permitiria classificá-lo, simplesmente, como “socialista fabiano”.

    “Socialista fabiano” era o Delfin Netto… na adolescência, segundo ele mesmo disse.

  40. Pax said

    Ora, caro Elias,

    O que fazer? Algumas pequenas ideias

    – Investir todos os ricos dinheirinhos que tiver em Educação, preparar o povo para o futuro.
    – Investir, claro, no mercado interno
    – Criar o “Poupa Tempo Empresarial”, gerar emprego e renda, incentivar a livre iniciativa onde puder, tirando impedimentos, apostando em conhecimento etc.
    – Fazer um plano compactuado, governo e oposição, para investimentos em industrialização do Brasil
    – Olhar o Brasil como grande produtor de alimentos, mas com modelo que funcione melhor que hoje, mais valor agregado
    – Brigar furiosamente para a eficiêcia do Estado – gastar melhor o que já tem
    – Lutar furiosamente no combate à corrupção, são mais R$ 200 bi por ano em caixa, no extremo impossível
    – Investir em infraestrutura – ferrovias, rodovias, portos, aeroportos
    – Cuidar do quintal, do Mercosul
    – Começar a pensar logo numa reforma da previdência, que precisa da reforma política que poderá viabilizar uma reforma tributária e fiscal
    – etc etc etc

    Sem esquecer de participar, como estamos, nesta discussão global.

  41. Iconoclastas said

    “Um país com um monte de gente vivendo na miséria, sempre terá uma carga tributária alta.”

    Chesterton, foi vc que disse esta barbaridade?

    caro, vc vai ter que ralar para provar isto. para te facilitar, de cara já descarta o “sempre”.

    ;^/

  42. Elias said

    “Um país com um monte de gente vivendo na miséria, sempre terá uma carga tributária alta.”

    “É que, com muita pobreza, há sempre um monte de gente dependendo do Estado pra comer, pra estudar, pra tratar da saúde, pra ter onde morar, e por aí afora.”

    “Em conseqüência, a despesa pública se torna elevadíssima.”

    “Como o governo não tem um centavo pra dar a alguém, que não tenha sido tirado de outrem, restam 2 alternativas: ou você opera um enorme e caro (e, geralmente, ineficiente e corrupto) sistema de benefícios sociais, ou se prepare pra ter uma guerra civil não declarada à porta de sua casa.”

    “Em geral, você acaba tendo as 2 coisas: o sistema de benefícios corrupto e a guerra civil.”

    “Não é esse o nosso caso?”

    Forra! Aborrecente é poda!

  43. Iconoclastas said

    ah, tinha que ser vc.

    vc não cansa, td dia uma grande KK.

    vc já deixou claro q não tem a menor vergonha em dizer bobagens e faltar com a verdade, mas apelar para uma hipotética lógica para falsear os fatos é uma patifaria criativa.

    uma única conexão neural saudável já é suficiente para permitir que um sujeito entenda que países pobres, com grande número de miseraveis, tendem a ter alto grau de informalidade, portanto baixa capacidade de arrecadação.

    mas o q não se pode deixar passar é a negação dos fatos…

    http://portal2.tcu.gov.br/portal/page/portal/TCU/comunidades/contas/contas_governo/contas_09/Textos/Ficha%203%20-%20Carga%20Tributaria.pdf

    será a umidade que causa essa leseira?

    ;^))

  44. Elias said

    Já percebeste.

    É que, pra bom entendedor, meia palavra basta, não é, idi?

  45. Elias said

    O Brasil é um país com grande número de miseráveis e uma altíssima capacidade de arrecadação.

    O México é um país com um grande número de miseráveis e uma altíssima capacidade de arrecadação.

    Vai estudar, garoto!

  46. Iconoclastas said

    krai!!!

    o que segue é estupidez, desonestidade, ou acúmulo de virtudes?

    “O México é um país com um grande número de miseráveis e uma altíssima capacidade de arrecadação.”

    ÔÔÔ, e carga tributária de estratosféricos 20% do PIB!!!

    afinal, qual o grau de formalidade de um pais que possui regiões (REGIÕES) reféns do crime organizado?

    sem vergonha!

    ;^))

  47. Iconoclastas said

    td bem q aqui é o país está sob a gestão de uma facção com folha corrida, mas esta é beneficiária direta do guloso, e sem par para países de renda similar, sistema de arrecadação.

    ai, qd rolam as queixas, ela poe seus piores lacaios para lambuzar a rede…

    ;^)))

  48. Chesterton said

    Elias agora é fã do FHC?

    Elias fala “enorme capacidade de arrecadação” com um brilho nos olhos de quem abre um cofre alheio cheio de ouro.

    Tira mão daí, Elias, não é teu.

  49. Pax said

    Vocês não conseguem discutir sem se agredir?

    Não custa pedir, né não?

  50. Chesterton said

    OLha, é só gozação. Da minha parte, é tudo brincadeira.

  51. x-Carlão said

    fui excluído?

  52. T-Carlão said

    censurado de novo …

  53. Elias said

    Alguém disse: “…países pobres, com grande número de miseraveis, tendem a ter alto grau de informalidade, portanto baixa capacidade de arrecadação.”

    Eu disse: “O México é um país com um grande número de miseráveis e uma altíssima capacidade de arrecadação.”

    Alguém rebateu: “…ÔÔÔ, e carga tributária de estratosféricos 20% do PIB!!!”

    Alguém acha que está sendo muito esperto.

    Não está.

    Essa mesma criatura foi quem falou em CAPACIDADE de arrecadação.

    Ora, o México, cujo PIB equivale a aproximadamente 70% do PIB brasileiro (e cuja população corresponde a cerca de 57% da população brasileira), tem uma enorme capacidade de arrecadação tributária.

    Se ele realiza ou não essa arrecadação é outra história. Mas capacidade ele tem.

    No Brasil, se medida pela TAXAÇÃO, a carga tributária ficaria bem próxima a 40% do PIB. Quando medida pela ARRECADAÇÃO, entretanto, essa carga raramente ultrapassa os 36%, como demonstra a OECD, na série que reproduzi acima.

    Por que isso acontece?

    Porque, no Brasil, há impostos com elevadíssimo nível de sonegação. A arrecadação REAL ou EFETIVA, está sempre muito abaixo da arrecadação POTENCIAL.

    Exemplo disso é o IPTU. Raras prefeituras arrecadam esse imposto adequadamente. A arrecadação — deficiente pra caramba! — só existe nas capitais e nas cidades de maior porte. Cidades de médio e pequeno porte pouco arrecadam ou simplesmente não arrecadam.

    Algumas cidades de médio porte chegam a fazer inscrição de dívida ativa, que raramente é cobrada. Outras, nem inscrição de dívida ativa fazem.

    Entre as cidades de pequeno porte, o mais comum é não se dispor nem mesmo da regularização fundiária da área dominial. Quando essa área acha-se regularizada, a cidade não tem cadastro imobiliário. Quando tem, não o usa para cobrar o IPTU.

    Isso acaba gerando um problema crônico de saneamento.

    É que a taxa de resíduo sólido costuma ser cobrada juntamente com o IPTU.

    Como o IPTU não é cobrado, o município acaba não tendo receita pra gerenciamento de resíduo sólido.

    Não tem receita, mas tem despesa.

    Aí o que ele faz? Desvia recursos que deveriam ser destinados à educação, à saúde, etc., pra cobrir a ausência de receita pra gerenciamento de resíduo sólido.

    Resultado: menos recursos pra educação, à saúde, etc., e poucos recursos pra resíduo sólido.

    A destinação final acaba sendo feita sem triagem, sem industrialização e sem impermeabilização do solo, contaminando os lençóis subterrâneos.

    Nesse particular, a situação do México é muitíssimo pior do que a do Brasil.

    Aqui, o gap entre a arrecadação potencial e a efetiva varia de mais ou menos 4 a 6 pontos percentuais, dependendo de quem e como o calcule.

    No México, fala-se no dobro disso ou até mais. Vi na tevê um político mexicano falando em quase 20 pontos percentuais (segundo ele, metade inadimplemento, metade sonegação aberta).

    Esse cara deve ter lá suas razões pra dizer o que disse.

    De qualquer modo, o sentido da discussão com o Pax não era exatamente esse.

    Meu raciocínio é de que um alto nível de população carente, implica um alto nível de dependência em relação ao Estado.

    E, quando essa dependência é elevada, restam 2 alternativas: OU se mantém um esquema paquidérmico de atendimento a essas carências (em educação, saúde, habitação, transporte, etc), OU se tem uma guerra civil à porta de cada um.

    Não raro, o país acaba tendo as 2 coisas: o esquema estatal paquídérmico e a guerra civil à porta.

    Com o agravante de que o esquema estatal paquídérmico semre resulta em corrupção crônica.

    Além disso, como a população de miseráveis tem alta participação relativa na formação da população, a carga tributária acaba sendo suportada por uma quantidade bem menor de contribuintes.

    Daí a importância de políticas tendentes a intensificar a mobilidade social vertical ascendente, como ocorreu nos últimos anos.

    Quando 30 milhões de pessoas passam para a classe média, isto significa, de um lado, a ampliação da base contributiva e, de outro, menor pressão de demanda sobre serviços públicos.

    Entendeu, aborrecente?

  54. Elias said

    Onde está escrito:

    “Aqui, o gap entre a arrecadação potencial e a efetiva varia de mais ou menos 4 a 6 pontos percentuais, dependendo de quem e como o calcule.”

    “Aqui, o gap entre a arrecadação potencial e a efetiva EM RELAÇÃO AO PIB, varia de mais ou menos 4 a 6 pontos percentuais, dependendo de quem e como o calcule.”

  55. iconoclastas said

    52#
    blablablalblbla…tá errado.

    países pobres tem, em geral carga tributária pequena em relação aos ricos (se a dúvida persistir após a checagem dos dados, tenta ficar lúcido por um período mais prolongado). Brasil é exceção, mas qui tb tem jabuticaba e os juros mais altos do planeta…

    “Daí a importância de políticas tendentes a intensificar a mobilidade social vertical ascendente…”

    patético.

    ;^))

  56. iconoclastas said

    #52

    hic…confunde absoluto com relativo…hic…

    ;^))

  57. Elias said

    Aborrecente,

    Um
    O que determina a capacidade de arrecadação não é o fato do país ser pobre ou rico. É o tamanho da economia.

    O Brasil e o México são 2 das maiores economias do mundo e, no entanto, não são países ricos.

    Não são ricos, porém ambos têm uma enorme capacidade de arrecadação tributária.

    Diferentemente do Haiti, que é pobre e pequeno.

    Bobagem é tentar medir Brasil e México com a mesma fita métrica usada pra medir o Haiti.

    Dois
    Precisas aprender a diferença entre “absoluto” e “relativo”.

    Fiz questão de não usar nenhum número absoluto, exatamente pra não dar margem a esse tipo de observação idiota.

    Tanto a carga tributária nominal quanto a carga tributária real costumam ser medidas em proporção ao PIB, porque PIB = Renda Interna Bruta (RIB). A proporção indica o avanço do Estado na renda da sociedade, portanto.

    Sendo proporção, claro que constituem grandezas relativas. No caso, relativas ao PIB.

    Onde foi que tu viste “proporção absoluta”, aborrecente?

    Três
    O conceito de carga tributária mais usado é o que toma por base a arrecadação tributária efetiva, já que isso expressa o que realmente ocorreu na economia (e não o que ocorreria se a máquina estatal fosse mais eficiente na arrecadação).

    Por esse conceito, uma carga tributária menor nem sempre significa a expressão de uma política fiscal tendente à desoneração.

    Pode ser isso. Mas pode ser, também, a expressão da incapacidade do aparelho estatal em cobrar os impostos devidos, por causa da incompetência, da desídia e da desonestidade dos agentes públicos.

    No caso do México, há muito de tudo isso, como no Brasil também, em escala ligeiramente menor (se é que é menor, mesmo).

    Falar nisso, aborrecente, não vi tua contestação ao cálculo que apresentei sobre os encargos sociais brasileiros.

    Expus no conceito, disseste que estava errado. Aí mostrei as taxas e… sumiste!

  58. Chesterton said

    Elias, vejo a questão pelo seguinte prisma. Em lugares onde há riqueza (produzida pelos cidadãos) os governos ficam de olho comprido. O problema é que a riqueza só é formada com carga tributária baixa. O governo entra para distribuir, já que não produz porra nenhuma, até as estatais costumam ser cabides de empregos para apaniguados e acabam no vermelho.
    Todos os países ricos assim ficaram por permitir liberdade de trabalhar e comercializar, não é por acaso que Cuba é miserável. Os países socialistas do primeiro mundo decidiram distribuir a riqueza com altos impostos (os nórdicos) e estão queimando gordura que um dia acaba.

    Swede and Sour
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    By Johan Norberg – June 10, 2002 12:00 AM
    STOCKHOLM — If Sweden left the European Union and joined the United States we would be the poorest state of America. Using fixed prices and purchasing power parity adjusted data, the median household income in Sweden in the late 1990s was the equivalent of $26,800 compared with a median of $39,400 for U.S. households – before taxes. And then we should remember that Sweden has the world’s highest taxes.

    The Swedish Research Institute of Trade, who made the study, underlined that Afro-Americans, who have the lowest income in the United States, now have a higher standard of living than an ordinary Swedish household.

    That story came as a chock to many about a month ago. But mostly to foreigners, not to Swedes. Since the 1970s, we are used to news about Sweden lagging behind the rest of the world in wealth and income. It was more of a shock to Americans and Europeans who used to think about Sweden as the perfect example, the exception that could combine the big welfare state with a productive economy. If this social model was a part of the US, it would be considered a social problem. How did this come about?

    To understand this, we have to understand that Sweden was never an exception to the rule that wealth can only be created by free men and women, on a free market.

    Swedish Development

    In 1850, Sweden was a poor developing country where the people starved. This country couldn’t be saved by redistribution. Even if you had levelled out all property in the middle of the 19th century, it would still have given everybody a life in misery. Total equality would have given the average Swede a living standard equal to the median income in today’s Kazakhstan.

    But in a few decades in the mid-1800s, a group of classical liberal politicians gave Sweden religious liberty, freedom of speech, freedom of movement and economic liberty, so that people could start their own businesses and buy and sell freely on the market. Free trade made it possible for Sweden to specialize in what we did best, such as the timber and iron industries, and exchange it for that which we produced less well, such as food and machinery.

    The result was economic growth and industrialisation, which made it possible to increase well-being and invest in education and health care. Between 1860-1910 the manufacturing wage increased 170 per cent, much more than in the period after. Swedish life expectancy increased ten years and infant mortality declined rapidly. Sweden was not a welfare state, it was more of a minimal state. Until the first World War, the Swedish public sector did not spend more than 6 per cent of GDP!

    The Social Democrats, who took power in 1932, continued with liberal rules for big business, whom they appreciated, and they continued with a free trade policy. Even though government intervention slowly grew, in 1950, the public sector was smaller than in most countries — about 25 % of GDP, roughly the same as in USA and Switzerland. The economy also benefited when we stayed out of two world wars. Swedish enterprise sold to both sides, the industry was not destroyed and young Swedes weren’t killed.

    Between 1870-1970, Swedish growth was the biggest in the world, next to Japan’s. In 1970 Sweden was the fourth richest among the OECD-members, after USA, Luxembourg and Switzerland.

    The Welfare State, The Welfare Weight

    But then, the welfare state had begun to increase — as a way for the politicians to redistribute the wealth that individuals and markets had created. The economy continued to grow: considering the starting-point, the good industries and a well educated and hard working people, only a total planned economy could have destroyed that possibility. But thereafter, it was slower than in other countries. If you don’t get much return on investments, work and education, why would you invest, work hard or get a good education? The welfare state simply consumed the wealth that the markets had created, and made it harder to create more. In 1990, the year before a deep depression in Sweden, private enterprise had not created a single net job since 1950, but the public sector had increased by more than a million employees.

    The Swedish public sector grew bigger, and more unproductive in the 1970s, and the labour market was regulated. From 1976 to 1982 public spending rose from 50 to 65 per cent. At the same time we had to devalue the currency five times, by a total of 45 per cent. The average growth rate was halved to 2 per cent in the 1970s, and declined further in the 1980s, and that was before the big crisis in the 1990s.

    After more than 30 years of high taxation and an expanding welfare state, Sweden is not the 4th richest OECD-country any longer, but the 17th. This hurts the least well off most. Between 1980 and 1999, the gross income of Sweden’s poorest households increased by just over six percent while the poorest in the United States enjoyed a three times bigger increase.

    Free markets and free trade were the basis for the Swedish miracle. Sweden was not an exception, and therefore it is no surprise that the shift away from free markets undermined the miracle.

    In 1934 the two Swedish social democratic ideologues Gunnar and Alva Myrdal explained that there were extremely beneficial conditions for a welfare state in Sweden – considering our wealth, the homogenous population, the protestant work ethic and the good education. If the welfare state didn’t work here, it couldn’t work anywhere in the world, they thought. The rest of the world should seriously ponder the fact that the Myrdals were right in that prediction.

  59. Iconoclastas said

    “Expus no conceito, disseste que estava errado. Aí mostrei as taxas e… sumiste!”

    sumi é o kct, seu picareta!

    e vc não mostrou taxa alguma, tentou falseá-las.

    os dados sobre as cargas mais altas tem link acima, é só deixar de ser preguiçoso. naturalmente, ao contrário das tuas cretinas afirmações, são os países de maior renda que encabeçam a lista.

    vc não perde uma oportunidade de demonstrar sua ignorãncia, mas insiste numa linguagem constrangedoramente empolada.

    mente e se comporta como moleque com uma pretensa erudição.

    não vai se criar.

    se pretende algo mostre dados e cite fontes. no grito não leva.

    aproveita que a repartição não funciona no fim de semana e vai dar um mergulho para ver se passa a rebordosa.

    ;^)

  60. Chesterton said

    2/11/2010 às 15:49
    Narcoterroristas da Colômbia saúdam eleição de Dilma

    As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), grupo narcoterrorista cujos métodos são conhecidos, saudou a eleição de Dilma Rousseff no Brasil. O texto foi divulgado pela Agência de Notícias Nova Colômbia (ANNCOL), porta-voz da bandidagem. Leiam a íntegra.

    As Farc saúdam a eleição de Dilma para a Presidência do Brasil

    Compatriota Dilma Rousseff, presidente eleita do Brasil,

    Daqui, das montanhas da Colômbia, nossa cordial saudação, bolivariana, com o anseio de Pátria Grande.

    Permita-nos aderir à justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes pelo feito relevante de ter, pela primeira vez na história do Brasil, uma presidenta, uma mulher ligada desde sempre à luta por justiça.

    Presidenta Dilma, para você, nosso aplauso e reconhecimento.

    Sua ascensão à Presidência da República Federativa, somada à sua pública convicção da necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia, centuplicou nossa esperança na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social.

    Estamos certos de que a nova Presidência do Brasil terá papel determinante na construção da paz regional e na fraternidade dos povos do continente.

    Atenciosamente,
    Secretariado do Estado Maior das Farc

  61. Chesterton said

    46 Comentários

    observador -12/11/2010 às 19:03
    impressionante….eu quero acreditar que olavo de carvalho é um paranoico radical,mas os fatos nao me deixam

    chest- hilário

  62. Pax said

    nem paranóico, nem radical, só um zero à esquerda, um falsificador que se diz filósofo e tem gente que acredita

    pobre gente.

  63. .T-Rex (Carlão) said

    hihi hi
    tem genta ai em cima que publicou dados falsos…
    citando a OECD como fonte…mas sem dar o link
    cara de pau
    A OECD publica dados das fontes oficiais e as fontes oficiais
    publicam dados diferentes do acima relatado.
    Seria uma mentira ideológica ou de falta de lógica?
    putz o que seria dos petistas sem a mentira?
    Lula é um embusteiro!
    O cara aí de cima segue o chefe.

  64. .T-Rex (Carlão) said

    Ah esqueci de finalizar

    pobre gente.

  65. Chesterton said

    Uvas verdes.

  66. Chesterton said

    PAX me aconselha aí um bom filósofo brasileiro.

  67. Pax said

    Caro Chesterton,

    Desconheço algum que tenha criado qualquer linha de pensamento nova, como Gilles Deleuze, Michel Foucault etc, só citando exemplos mais modernos. Pode ser que exista, mas eu desconheço.

    Só tenho certeza que o Olavo se declarar filósofo é uma enorme piada. Se assim fosse teríamos que colocar, por exemplo, um Claudio Ulpiano e um Antonio Cicero em qual categoria? Deuses?

    Olavo é uma bela de uma farsa que engana uma manada cada vez mais abobalhada, mas, felizmente, cada vez menor. Desconheço filósofos hepáticos. Ou, pensando melhor, desconsidero.

    O pensamento se encontra em órgão superior da anatomia humana. Simples assim.

  68. Chesterton said

    … criado qualquer linha de pensamento nova….

    chest- serve um bom filósofo. Antonio Cícero? Mas ele não é poeta e compositor de MPB? Quem é Ulpiano? (vou pesquisar tb).

  69. Chesterton said

    Pax, você tem algum texto de algum filósofo brasileiro que critica ou se contrapõe a algo que o Olavo de Carvalho escreveu?
    (não vale dizer coisas como “um filósofo de verdade não perde tempo com esse cara”, etcc..)

  70. Chesterton said

    Posmodernismo

    A verdade é uma construção
    A verdade é relativa, não absoluta ou fixa
    Não podemos saber de algo sem dúvidas
    A verdade é subjetiva , não é objetiva
    O que é verdade para uma pessoa, pode não ser verdade para outra pessoa
    Individuos e culturas constróem verdades que funcionam para elas
    A verdade não é descoberta, mas construída
    Desde que a verdade é construída e relativa – uma verdade é tão válida quanto a outra
    A verdade pode ser revisada sem contradição

    A verdade é uma questão de interpretação
    Toda verdade percebida está aberta para interpretação
    A verdade não só deve ser re-interpretada – deve ser desconstruída

    Interpretações deve se basear nas construções sociais correntes
    Dizer a uma testemunha para ser evasiva não é o mesmo que orientá-la a mentir

    A verdade é um exercício depoder
    Aqueles no comando devem impor sua verdade construída aos outros
    Those in charge impose their constructs (Truth) on others.

    A verdade é compartimentalizada

    chest- que tal, Pax? dá para encarar iso daí?

    (adaptado de G.E.V)

  71. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você já respondeu tua própria pergunta, entre parêntesis, acima.

    =)

  72. Chesterton said

    Olha, procurei na net textos do Cícero, e me parece que ele se encaixaria mais no rótulo de ensaista formado em filosofia, um palestrante sobre temas filosóficos e até um professor de filosofia. Mas não vi em lugar nenhum alguma tentativa de criar.
    Parece que ele se inclina para a esquerda mas tem bons textos contra o relativismo e o multiculturalismo.
    Pesquisei tb sobr o O.de C. e me parece que ele tem contribuições originais ao que se sabe de Aristóteles, (ainda que não tenha acessado os textos, pois tem que fazer registro.
    Eu concluo que as restrições que você faz a ele são mais de cunho ideológico do que técnico.

  73. Chesterton said

    Ensaista que eu gosto é esse

    http://integras.blogspot.com/2009/06/artigos-de-luiz-felipe-ponde-para-folha.html

  74. Chesterton said

    e o Ode C dá palestras no exterior (ohhhh)

    http://www.theinteramerican.org/blogs/98-olavo-de-carvalho.html

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