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Rio: Exército nas ruas

Posted by Pax em 26/11/2010

Defesa determina envio de tropas para apoiar ações da polícia do Rio

Da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Defesa, Nelson Jobim, determinou na noite de hoje (25) que as Forças Armadas apoiem o governo fluminense nas operações contra os ataques de criminosos no Rio de Janeiro.

De acordo com nota divulgada pelo Ministério da Defesa, o apoio foi solicitado pelo governador Sérgio Cabral e autorizado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Serão mandados para a capital fluminense 800 militares do Exército, “para garantir a proteção dos perímetros das áreas ocupadas pelas polícias”. A nota também informa que a polícia fluminense terá ainda o apoio de dois helicópteros da Força Aérea e dez blindados de transporte, além de equipamentos de comunicação e óculos para visão noturna.

Atualização: Mesmo após ocupação da Vila Cruzeiro, Rio tem mais ataques durante a madrugada

Thais Leitão – Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – A onda de ataques no Rio de Janeiro continuou na madrugada de hoje (26), mesmo depois da ocupação pela polícia da Vila Cruzeiro, na Penha, na zona norte, que era considerada uma fortaleza do tráfico. Mais dois ônibus foram incendiados, um na Rodovia Presidente Dutra, na pista sentido São Paulo, e outro em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Além disso, criminosos atearam fogo em cinco carros nas zonas sul e norte da capital e nas regiões metropolitana e dos Lagos.

Chegam hoje ao Rio os 800 militares do Exército que vão reforçar as operações policiais. O apoio atende a pedido do governador Sérgio Cabral. Também serão enviados ao estado dois helicópteros da Força Aérea e dez veículos blindados, além de equipamentos de comunicação e óculos para visão noturna. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, vem ao Rio hoje para se reunir com o governador Sérgio Cabral e o secretário de segurança do estado, José Mariano Beltrame.

Os cerca de 100 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), a tropa de elite da Polícia Militar (PM), que passaram a noite na Vila Cruzeiro fazem hoje uma varredura no local para apreender armas e drogas. O policiamento também está reforçado nas estradas do estado desde ontem (25), mas ainda não há informações sobre apreensões ou prisões.

Também por conta dos ataques, a emergência do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, está reforçada. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, as folgas foram suspensas para garantir o atendimento à população. Ontem, oito pessoas foram baleadas nos confrontos entre policiais e traficantes e seis continuam internadas.

Mais nove homens suspeitos de participar dos ataques que estão presos na Polinter do Grajaú, na zona norte, serão transferidos ainda hoje para presídios federais em outros estados.

Desde domingo, mais de 70 veículos foram incendiados no Rio e 34 pessoas morreram. Dos mais de 150 detidos, 67 continuam presos.

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94 Respostas to “Rio: Exército nas ruas”

  1. Pax said

    Não tenho qualquer ilusão que este problema tenha solução rápida. São décadas de falência do Estado e um modelo de interesses que envolve a própria polícia, a parte podre da polícia. E esta parte é maior que supõem os otimistas, ao que tudo indica.

    São milícias e facções dividindo negócios de bilhões que se instauraram durante estes anos todos, drogas, armas, gatos de tv e internet, venda de gás, caça-níqueis, “pedágio de segurança” etc.

    Com certeza não envolve somente aqueles que aparecem na tv. Tem muita gente bacana, de gravata e, às vezes, cadeira na Assembléia e até no Congresso, que se beneficiam do esquemão.

  2. Patriarca da Paciência said

    A luta é dura e longa, mas as chances de vitória são grandes.

    Tudo indica que foi uma operação amadurecida com cuidado.

    Inclusive a busca de apoio da população.

    Hoje, com a disseminação de computadores em muitos lares pobres, a população tem plena condições de manter sob vigília os traficantes.

    Esta é a parte mais importante – o apoio da população ao Estado e a não conivência com bandidos.

    As coisas estão no caminho certo.

  3. Spit Fire (Carlão) said

    e eu continuo acreditando em papai noel.
    As coisas estão no caminho certo.
    O bom velhimho é a solução…

  4. Pax said

    Uma coisa realmente não entendi. Por partes:

    1 – se houve realmente um planejamento na operação da vila Cruzeiro
    2 – se tinham força suficiente e ainda mais força de apoio (blindados da Marina e o que mais pedissem, segundo informações do noticiário)
    3 – se conheciam o terreno
    4 – se conheciam o inimigo
    5 – se conheciam o objetivo
    etc

    Sabiam que:

    a – havia a rota de fuga para o Alemão, ao lado
    b – poderiam ter tomado aquela rota de fuga também

    Porque, então:

    Não cercaram aquilo tudo e prenderam todos? Achei um absurdo aquelas imagens de uns 200 (sei lá quantos, mas eram muitos mesmo) fugindo, carregando suas armas e mochilas, provavelmente cheias de munição e drogas.

    Para mim tem algo não muito bem explicado.

    Queriam mesmo que eles escapassem?

    Sinceramente não acho que tenha sido uma ação altamente planejada e muito bem coordenada. Não acho mesmo.

    E, muito à além, acho que estão guerreando as consequências, não as causas. É lógico que as UPPs são boas, não consigo dizer que exista algo nesta ideia que me pareça ruim. É o Estado assumindo seu papel.

    Mas também é óbvio que estes negócios de bilhões (sim, bilhões) não acabarão de uma hora para outra. E se conseguirem diminuir, os caras vão partir para outras atividades. Ou não? Virarão todos bons moços da noite para o dia?

  5. Spit Fire (Carlão) said

    Cesar Maia EM ABRIL DE 2008 O BOPE ENTROU NA VILA CRUZEIRO E ATÉ HASTEOU BANDEIRA!
    http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL420191-5606,00-BOPE+PENDURA+BANDEIRA+NA+VILA+CRUZEIRO.html

    Como Poliana já disse: As coisas estão no caminho certo.
    (apenas não se sabe pra onde).
    vamos aguardar por 1 mes o bom velhinho
    e o rei momo em fevereiro.

  6. Luiz said

    Pax,

    Não sou da área, mas o que ouvi de um especialista foi:

    – A área da rota de fuga era a de mais difícil acesso para as forças policiais. Só daria para chegar por terra, cruzando toda a Vila Cruzeiro, ou por via aérea, desembarcando de helicópteros.
    – No caso de um desembarque aéreo no alto do morro por onde foi a fuga, as tropas ficarias muito expostas a fogo cruzado vindo tanto da Vila Cruzeiro quanto do Complexo do Alemão. As baixas podeiam ser altas.
    – Portanto, a decisão foi tomar uma área de cada vez, minimizando baixas entre os policiais e entre os civis.

  7. Chesterton said

    Ataques no Rio são criminosos, não terroristas, dizem especialistas
    Maurício Savarese
    Do UOL Notícias
    Em São Paulo

    chest- vá enfiar sua especialidade no @#$¨%$#@&*#$

  8. Chesterton said

    Não cercaram aquilo tudo e prenderam todos? Achei um absurdo aquelas imagens de uns 200 (sei lá quantos, mas eram muitos mesmo) fugindo, carregando suas armas e mochilas, provavelmente cheias de munição e drogas.

    chest- porque precisaria de uns 5000 homens e armamento muito mais pesado.

    Cabral estava com politica de espalhar bandidos, como se assim eles se converteriam a Igreja do pastor. Finalmente parece que se deram conta que tem que eliminar metade para a outra metade se entregar. Não existe bandido bom, como muitos jornalistas querem.

  9. Chesterton said

    Mas também é óbvio que estes negócios de bilhões (sim, bilhões) não acabarão de uma hora para outra. E se conseguirem diminuir, os caras vão partir para outras atividades. Ou não? Virarão todos bons moços da noite para o dia?

    chest- pois é, pax, até você parece que está finalmente chegando às conclusões acertadas. Guerra não se vence com apelos à paz. Se vence matando os inimigos.

  10. Chesterton said

    “As Forças Armadas são treinadas para outro tipo de ação; são homens que fazem uma intervenção já no âmbito de guerra. Portanto não há adequação de seu treinamento para funções de policiamento (…) Temos uma visão de princípios sobre isso. É a visão da Constituição, não é a opinião do ministro (…) Hoje há uma situação de insegurança em todas as regiões metropolitanas muito séria. É necessário fazer um movimento em pinça, ou seja, um trabalho de policiamento de ataque às fontes que produzem a criminalidade e assim por diante“.

    tarso genro, o idiota

  11. Elias said

    Mas, Chesterton,

    O treinamento das Forças Armadas é muito diferente mesmo, do treinamento da polícia.

    O Exército não sabe executar operações de policiamento. Isso é uma especialidade que só se domina com algum tempo de treinamento.

    Numa cidade como o Rio, então…

    Provavelmente, as FAs devem participar do processo aí como unidades de apoio. Vão instalar e manter barreiras e, eventualmente, fazer policiamento ostensivo em áreas menos críticas. Nada muito além disso, acho.

    Acho que o Pax tem razão: tão cedo esse problema aí não recua para um nível pelo menos tolerável.

    Também acho que vale a pena o Brasil estudar um pouco o que o governo colombiano fez em Medelin.

    Havia lá uma área num morro que era um problema terrível: guerra de gangues, desova de cadáveres, etc. A polícia nem sonhava de entrar lá.

    Foi feito um tremendo esforço lá, que combinou moralização e modernização da polícia, tolerância zero com a bandidagem, investimentos em urbanismo, programas de bem estar, etc. Tudo isso junto e com a participação da população.

    Quando estive lá, há mais de 10 anos, aquilo era um inferno. Já um amigo meu esteve em Medelin há uns 2 meses, e disse que a coisa mudou da água pro vinho.

    O acesso ao morro é feito por um sistema de teleféricos. Ele disse que pegou um deles, subiu ao morro, andou pelo pedaço, conversou com as pessoas, almoçou por lá mesmo e só voltou à noite. Sem guarda-costas, sem assaltos, sem ameaças… Até as gangues de adolescentes não existem mais.

    Há alguns anos, esse amigo provavelmente não viveria pra contar como foi o passeio.

  12. Chesterton said

    Elias, alguma coisa o exército pode fazer, nem que seja posar com o armamento para assustar a vagabundagem e assim facilitar o trabalho da policia. Os armamentos que os traficantes usam são pesados.
    E é guerra declarada.

  13. Pax said

    Isso, sim, caro Cheserton, como disse o caro Elias. Emprestar equipamento, fazer bloqueio, mas não atuar. É outro papo.

    O que está errado, por falar nisso, no meu achismo sem muito critério. Mas se você olhar para os conflitos de hoje temos esta novidade, a guerra na cidade. Veja no Iraque como exemplo. Ou seja, será que as Forças Armadas não deveriam, também, ter treinamento para este tipo de combate? Ao menos uma parte dela?

    Peguemos o exemplo de ontem, aquele bando fugindo por uma área em campo praticamente aberto.

    De um lado o Morro do Alemão, território deles, do outro a Vila Cruzeiro, sendo invadida. Um corte entre o Alemão e a Vila Cruzeiro, falando em guerra, claro que é possível. Com emprego de força militar mesmo.

    Sei lá, estou somente me dando o direito de achismo totalmente desqualificado.

    E concordo com o Chesterton, sim. Aquilo é uma guerra. Do outro lado há tropa, numerosa, com equipamento militar. Mesmo que um bando de pé rapados, mas estão lá e estão com o território, ora bolas. É inacreditável que a sociedade admita que exista uma situação dessas, bolsões onde quem manda é um outro Estado, sob domínio fortemente armado que o Estado oficial não entra. Quê isso?

    — Sim, o exemplo de Medelin.

    Ouvi de um conhecido relato muito parecido com o deste do Elias. E vi um documentário mostrando esta atuação que fizeram, com os teleféricos e os serviços com equipamentos públicos. Alguma coisa deve se aprender de lá. Concordo.

    — Well, vocês tomam conta da guerra que eu vou pagar uns pedágios por aí.

  14. Spit Fire (Carlão) said

    Ricardo Setti
    O Rio em polvorosa — e Lula quietinho

    30 pessoas mortas, uma centena veículos incendiados, arrastões: Lula silenciou sobre a baderna criminosa no Rio de Janeiro durante cinco longos dias

    O presidente Lula passou os últimos 8 anos fazendo pelo menos um discurso por dia.

    Ele falou e fala sobre todos os assuntos que lhe vêm à cabeça, entenda o não do riscado.

    Pois bem, o Rio de Janeiro, segunda maior cidade e cartão postal do Brasil, está imerso numa onda de baderna criminosa desde domingo.

    E o presidente, até agora há pouco, não havia dito uma só palavra sobre o assunto. Nem mesmo aos “blogueiros progressistas” que o entrevistaram na quarta, 25. Aliás, nenhum deles perguntou nada ao presidente sobre o assunto.

    Hoje, em Ribeirão Preto (SP), a uma segura distância dos acontecimentos, o presidente contou que tem conversado com o governador Sérgio Cabral e que o governo federal fará “o necessário” para que “as pessoas de bem derrotem aqueles que querem viver na marginalidade”.

    Depois de quatro dias em silêncio e de lançar essas palavras ao vento — onde estão os discursos candentes, onde está a determinação férrea de combater os criminosos? — Lula continua devendo aos cariocas, se não uma visita de solidariedade, pelo menos uma palavrinha de alento.

    Poderia ser, por exemplo, um discurso assegurando aos cariocas e ao mundo que o Rio está, sim, em perfeitas condições de segurança para a Copa do Mundo de 2014.

    Como sempre o covarde foge e daqui a alguns anos vai por a culpa na mídia “regressista”.
    Em 12 de Agosto de 2005 admitiu que foi traído e pediu desculpas.

    Agora diz que o episódio do mensalão foi uma tentativa de golpe da Imprensa e que quando sair do governo vai investigar o que aconteceu.
    Lula é um covarde metido a besta.

  15. Chesterton said

    Então tá, empresta o Apache, o night vision e a mira a laser. Fornece o piloto…ora bolas, quando se vê Messetistas (MST) tentando ideologizar traficantes (na Rocinha, sim senhor) se nota que esta violência seria de muita utilidade para certos grupos como o dirigido por Stedile. Não seria a primeira vez que guerrilha marxista se uniria ao narco-tráfico, não È MESMO SENHORES?

  16. Chesterton said

    Isso, sim, caro Cheserton, como disse o caro Elias. Emprestar equipamento, fazer bloqueio, mas não atuar. É outro papo.

    +

    E concordo com o Chesterton, sim. Aquilo é uma guerra. Do outro lado há tropa, numerosa, com equipamento militar. Mesmo que um bando de pé rapados, mas estão lá e estão com o território, ora bolas. É inacreditável que a sociedade admita que exista uma situação dessas, bolsões onde quem manda é um outro Estado, sob domínio fortemente armado que o Estado oficial não entra. Quê isso?

    chest- decida-se, pax, voc~e virou tucano agora? Em cima do muro?

  17. Elias said

    Pax,

    As FAs recebem treinamento para operações de ocupação. Porém, mesmo isso é muito diferente do treinamento policial.

    Acho que melhor se faria estudando experiências bem sucedidas em outros países, adaptar e aplicar.

    Essas experiências têm alguns pontos em comum:

    1 – A polícia tem que ser depurada, moralizada e modernizada.

    2 – A população tem que ser conquistada para participar do processo (o que ela só fará se tiver confiança na polícia).

    3 – Tolerância zero com a bandidagem. Máximo rigor nas batidas policiais.

    4 – Sistema carcerário capaz de suportar um rápido e intenso crescimento da população apenada.

    5 – Judiciário ágil para julgar rapidamente os detidos.

    6 – Investimentos em programas urbanísticos e sociais (como vem sendo feito pela Colômbia).

    E mais um monte de outras coisas.

    Quanto às FAs, acho que é por aí, mesmo: atuação por tempo limitado, de natureza complementar e dissuasória. Se ficar por muito tempo, a bandidagem vai sacar que não precisa se preocupar muito e, tudo volta a ser como antes.

    Emprestar equipamento é outra coisa que tem seus limites. Depende do equipamento. Se não, quem vai operar?

  18. Chesterton said

    um apache seria bom, hein?

  19. Chesterton said

    Cabral tinha que comprar um desses….

  20. Chesterton said

    FELIPE MOURA BRASIL

    Se resumisse este artigo à equação Farc + PT + Cabral + Traficantes + Usuários = Guerra “do Rio”, com aspas, eu já ampliaria toda a cobertura jornalística.

    Eu escrevi no Twitter em 28 de abril: “Depois de avisar gentilmente aos bandidos, polícia de Cabral ocupa 5 favelas da Tijuca. Mas: para qual eles foram agora?”. Ninguém questionava ainda o destino dos narcotraficantes após a instalação sem tiros das UPPs. A imprensa aplaudia a tal Pacificação, como se o nome atribuído a uma ação política se convertesse magicamente em realidade. Sete meses e muitos veículos queimados depois, a imprensa continua sendo a porta-voz do governo. Mas, como no aforismo de Karl Krauss: “Há escritores que já conseguem dizer em vinte páginas aquilo para o que às vezes preciso de até duas linhas”.

    Eu gosto de escrever em duas linhas. Se resumisse este artigo à equação Farc + PT + Cabral + Traficantes + Usuários = Guerra “do Rio”, com aspas, eu já ampliaria toda a cobertura jornalística. Gabriel O Pensador, num encontro imaginário com o Capitão Nascimento no calçadão, reclama que não é revistando maconheiro que ele “vai achar os grandes bandidos”, afinal “nós somos vítimas da violência estúpida que afeta todo mundo”. Gabriel O Pensador é uma espécie de Arnaldo Jabor do rap. Um integrante do “sistema” revoltado contra o “sistema”. Ele já pode fundar uma ONG com Wagner Moura, Dado Dolabella, Marcelo D2 e Chico Buarque.

    O Brasil só dá alegrias às Farc. Dilma – a musa das selvas colombianas – garantiu a Cabral que vai continuar apoiando o estado no combate à violência, assim como faz o governo Lula. Isto significa que continuaremos neutros em relação aos grupos terroristas que fornecem drogas e fuzis aos nossos traficantes. Neutros nas ideias. Neutros nas fronteiras. Neutros no calçadão. Assim como se absteve em votação da ONU contra o apedrejamento de mulheres no Irã, o governo do PT continuará se abstendo (estou de boa vontade) no combate aos nossos 50 mil homicídios por ano. Lula ordenou “que é para atender o Rio de Janeiro naquilo que o Rio precisar”. É como se o Rio fosse outro país, do qual Lula e Dilma respeitassem a soberania.

    Em Rondônia, o Exército controla o fluxo de drogas na fronteira, até o dia do mês em que o diesel distribuído para as patrulhas diárias acaba. Isso mesmo: o diesel das patrulhas acaba. Os traficantes (e desmatadores) só precisam esperar até o dia 15 ou 18 de cada mês para abastecer o mercado nacional. Como os traficantes cariocas incendeiam carros, ônibus e vans com garrafas de gasolina, eu sugiro que, num gesto simbólico, a polícia de Cabral também se solidarize com Lula e Dilma, doando todas as garrafas apreendidas para abastecer as patrulhas de Rondônia. Se Lula não bebê-las antes, é possível que os bandidos tenham de esperar até o dia 19.

    No Rio de Janeiro, eles nem precisam tanto. Uma parte já convive com as UPPs nas favelas, aonde os “pensadores” vão hoje às compras sem medo. A outra, dispensada, brinca de Coringa pela rua. E há uma terceira, que, diante das novas dificuldades, põe a mão na cabeça: “Ah, não vou ser bandido mais não. Dá muito trabalho!”. Mas essa só existe na imaginação dos nossos “artistas” e “especialistas”. José Mariano Beltrame disse que “prender bandido é importante, apreender droga é importante, mas o mais importante é recuperar o território”. É como dizer que comer é importante, beber é importante, mas o mais importante é recuperar a saúde.

    Que ninguém se lembre da criminalidade quando a economia vai bem, já é sintoma de um país doente. Que pacificar não signifique fiscalizar fronteiras e prender bandidos (pequenos e grandes), usando as Forças Armadas para recuperar o território, nem quando uma cidade está em chamas, já é sintoma de um país petista. Eu sempre fico um pouco constrangido de dizer em 6 parágrafos aquilo que eu já disse numa única linha sobre o Brasil de Lula, Dilma e Sérgio Cabral: Fique calmo, companheiro. Você não está seguro, mas o seu dinheiro está.

  21. Chesterton said

    Rio de Paz pede ao Estado proposta de rendição aos traficantes
    O líder do Rio de Paz, Antonio Carlos Costa, divulgou comunicado no qual sugere que o Estado proponha aos traficantes do Alemão a rendição, para que se evite um banho de sangue e a provável morte de inocentes no maior bunker do tráfico.

    “COMUNICADO

    O Rio de Paz, movimento da sociedade civil, que luta pela redução de homicídio no Brasil, vem por meio desse comunicado, propor às autoridades públicas do Estado do Rio de Janeiro, que seja feita uma proposta de rendição aos narcotraficantes que se encontram na comunidade do Complexo do Alemão, dando-lhes um prazo para deporem literalmente as armas e entregarem-se à polícia, antes que haja a provável operação policial que está para ocorrer, cujo objetivo é libertar aquela localidade do domínio territorial armado de uma facção criminosa.

    Os motivos desse pedido relacionam-se aos seguintes fatos:

    1. O possível efeito emocional e dissuasório da ação inédita, realizada no dia de ontem, pelas forças policiais em parceria com a Marinha brasileira, sobre a vida dos membros da facção criminosa que atua naquela localidade.

    2. A preservação de centenas de vidas, uma vez que, a probabilidade de banho de sangue é concreta, caso haja resistência por parte dos narcotraficantes. O Rio de Paz quer evitar, entre outras coisas, cenas de pais e mães carregando no colo corpo ensangüentado de filho morto.

    3. O aspecto moral da questão. Oferecer-lhes a proposta de rendição, que preservaria vidas humanas, é atitude que melhor ser harmoniza ao espírito que deve reger as relações humanas no Estado Democrático de Direito.

    O Rio de Paz ressalta o êxito das decisões tomadas pela Poder Público, após a crise que se estabeleceu no campo da segurança pública do Estado do Rio de Janeiro:

    1. A Vila Cruzeiro foi retomada sem derramamento de sangue.

    2. O extenuante trabalho das nossas polícias na tentativa de restabelecer a ordem pública.

    3. A conjugação de esforços com as forças armadas brasileiras.

    4. O compromisso com a transparência, com todas as autoridades da área de segurança, colocando-se à disposição dos meios de comunicação para que a sociedade receba esclarecimento.

    O Rio de Paz entende que, em momento tão crucial da história da nossa cidade, a população deve estar ao lado do seus governantes, para que seja debelado o problema histórico e crônico do terror impingido pelas facções criminosas. Não é momento para divisões. A vitória do Estado é a vitória de toda uma sociedade, que está farta da barbárie e de enterrar seus mortos.

    “O mundo está de olho no Rio de Janeiro, torcendo para que encontremos solução para a crise da segurança pública, mas atento a fim de saber se o nosso procedimento será de povo civilizado. Estamos diante de grande aceno à democracia: nunca tantos anelaram pela vitória sobre o crime organizado. Estamos diante de grande ameaça à democracia: nunca tantos quiseram a vitória sobre o crime organizado a qualquer preço. A mínima possibilidade de vitória sem derramamento de sangue impõe o dever imperioso de darmos chance à solução pacífica. Pode parecer romântico, mas antes de tudo trata-se de uma demanda da razão e do amor”.

  22. Chesterton said

    Proposta? Mas que proposta?

  23. Spit Fire (Carlão) said

    Marcelo Coelho
    papo de otário

    “Esta é uma guerra que nós não começamos”. A frase das autoridades do Rio de Janeiro tem sido repetida como um mantra desde o início dos tumultos –e, de tão repetida, passa a me deixar desconfiado.
    Não me sai da cabeça o fato de que todo o problema só começou depois das eleições.
    Assisti nesta quinta-feira a um trecho da entrevista, no Jornal das Dez, com dois ex-integrantes do Bope.
    Toda a fraseologia era no sentido de que estamos em guerra, que haverá baixas, mas que agora ou vai ou racha.
    Um repórter queria saber, afinal, qual foi “o estampido” desses acontecimentos.
    Pelo termo, ele entendia “estopim”.
    Afinal, as UPPs já existem há bom tempo, os presídios de segurança máxima, as milícias, nada surgiu do dia para noite.
    O “estampido”, para mim, é muito simples.
    Chama-se Copa do Mundo de 2014. E Olimpíadas de 2016.
    Não haverá “brilho para o evento” sem que se limpe a área antes.
    Naturalmente, é uma ilusão achar que se possa, por maior que seja o banho de sangue, acabar com todos os bandidos do Rio de Janeiro. Os mortos serão substituídos por outros.
    Não lamento, aliás, a morte eventual dos “soldados” do tráfico.
    Guerra é guerra.
    Já se criou, entretanto, o clima de que a morte de civis e crianças pode ser considerada um dano colateral. Escudos humanos, etc. E bolinha de papel pra frente.
    A Copa e as Olimpíadas, é claro, “valem o sacrifício”…
    De resto, uma coisa é promover matanças sem nenhuma perspectiva de solução política a médio prazo.
    Outra é a “guerra”. As UPPS dão legitimidade, na opinião pública, para incursões que pareciam apenas retaliações esporádicas e inúteis.
    Mesmo que não se matem todos, negociar um acordo com o crime organizado –que é a maneira como, acho eu, esses casos sempre terminam — pode ser mais fácil quando o inimigo está enfraquecido.
    Tudo o que escrevo aqui são simples especulações de um cético.
    Um cético pode estar errado, mas tem ao menos o hábito de não engolir facilmente o que lhe disserem as autoridades. Ainda mais quando são do tipo daquelas que, conforme vídeo fartamente divulgado no youtube, vociferam contra um jovem favelado dizendo-lhe para não “vir com papo de otário” em cima delas.
    eis o vídeo de lula e cabral: tenis é esporte da burguesia porra e isto é papo de otário!

    eu comento:
    Mas os idiotas adoradores do presidente “bezerro de ouro” e as polianas do pedaço acharam que era intriga da oposição.
    Lula sempre foi uma farsa.
    Cabral uma imitação chorona da farsa

    E dilma o que será?

  24. Patriarca da Paciência said

    Sejamos honestos, de onde vem o “poder” do tráfico?

    Acho que ninguém tem dúvidas ao responder – vem do fato do tráfico ter assumido algumas funções do Estado.

    O tráfico oferece “emprego” – dinheiro e diversão para muita gente.

    Até mesmo “ascenção social”, “benefícios sociais” e tantas outras coisas que, vindo do tráfico, parecem absolutamente surrealistas, mas que são uma realidade.

    Então, qual a primeira coisa a fazer?

    Outra resposta de consenso – fazer com que a população passe a confiar no Estado e não seja conivente com o tráfico.

    O presidente Lula conseguiu isso – hoje milhões de brasileiros confiam no Estado Brasileiro.

    Outro consenso.

    Qual a única coisa a fazer para que se obtenha uma resposta rápida no combate à criminalidade?

    Ninguém tem dúvidas – unir todas as forças legais num único foco.

    É o que está acontecendo. Exército, Aeronáutica, Marinha e Polícia, unidas numa única força e com funções bem definidas.

    Agora é só nos prepararmos para uma longa luta. Digo longa, mas não acredito que passe de um ou dois anos.

    Alguém teria alguma sugestão melhor?

  25. Jose Mario HRP said

    O pax falou sobre a fuga do traficantes , mas aquela fuga era mesmo impossivel de ser contida.
    Não havia meios de colocar numero suficiente de policiais no local da fuga ocorrida.
    Por ser o alto do morro e divisa com o complexo do alemão a colocação de numero insuficiente de homens no local poderia provocar um numero altissimo de baixas ou um cerco dos policiais pela traficagem.
    Agora chegam tres helicopteros com capacidade de transporte muito acima dos da PM.

  26. Chesterton said

    O tráfico oferece “emprego” – dinheiro e diversão para muita gente.

    chest- emprego , não, que é uma bosta a vida de soldado do tráfico, mas diversão e grana fácil, sim. As meninas (boas das familias más- Juca Chaves) tem tesão em adolescente com fuzil na mão, aí que o sexo é facilitado para esses traficantes de baixo escalão.

    Até mesmo “ascenção social”, “benefícios sociais”

    chest- bobagem, morre4 80% antes dos 30 anos.

    Outra resposta de consenso – fazer com que a população passe a confiar no Estado e não seja conivente com o tráfico.

    chest- sim, mas como? Simples, botando para quebrar. Min has fontes dizem que hoje, as crianças não querem mais brincar de traficante nas favelas, mas de soldado da lei. Tem que mostrar testosterona para conquistar os hears and minds da molecada.

    É o que está acontecendo. Exército, Aeronáutica, Marinha e Polícia, unidas numa única força e com funções bem definidas.

    chest- pois é, nada de Pax, mas de Bélix.

  27. Patriarca da Paciência said

    Realmente seria cômico se não fosse tráfico!

    Os falagrossa já estão falando fino?

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/837183-traficantes-do-complexo-do-alemao-chamam-mediador-para-iniciar-negociacao.shtml

  28. Spit Fire (Carlão) said

    em agosto
    O governador Sérgio Cabral, candidato à reeleição, disse que as matrículas escolares aumentaram 30% após a pacificação na região.
    Já Dilma Rousseff afirmou que, caso seja, eleita presidente da República, as UPPs de Cabral irão para todo o Brasil.

    papo de otário

  29. Anrafel said

    Se essas medidas estão sendo tomadas devido à Copa do Mundo ou às Olímpiadas, foda-se. Esse enfrentamento já era pra ter começado há muito; se não aconteceu, que aconteça o mais rápido possível. Agora, por exemplo.

    Apoio do ministério da Defesa, a policia, enfim, passou a acreditar nela própria e a população, também. O clima político á plenamente favorável. Beltrame vai acabar virando, com alguma justeza, a personalidade do ano.

    O único problema é os traficantes, caso a ação, permanente, seja bem sucedida, e Deus ajude que assim seja, transferirem domicílio aqui para a Bahia, o que já começou a acontecer.

  30. Chesterton said

    http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/11/27/o-estado-pode-usar-os-metodos-de-criminosos/comment-page-1/#comment-44652

  31. Eduardo said

    O Rio tá comendo o pão que o Brizola amassou.

    Que o populismo brizolista amassou. A ação chegou tarde, mas chegou. Diante da capacidade dos bandidos do cruzeiro pode-se dizer que houve total sucesso. Território acupado pela polícia e pequeno número de feridos civis.

    Está claro que a ação deverá ser contínua, o inverso fortaleceria o tráfico.
    Infelizmente não basta ocupar, o governo terá de fazer a reurbanização de todas as áreas ocupadas para solucionar plenamente o abandono do poder público.

    O custo? Seja em vidas seja financeiro será muito menor do que manter indefinidamente a situação atual.

  32. Chesterton said

    Eduardo, já tem barraquinhas de empresas de TV a cabo vendendo assinaturas na Vila Cruzeiro.

  33. Chesterton said

    O narcotráfico no Rio de Janeiro não vai acabar. Nem sofrer um baque estrutural, apesar da “guerra” a ele declarada pela administração Serginho Cabral. É sério o risco de desmoralização da parceria do governo fluminense com as Forças Armadas e a Polícia Federal. A presente batalha campal no Complexo do Alemão é apenas mais uma encenação midiático-policial-militar, no pretenso combate do Poder do Estado ao Poder Paralelo das facções criminosas. Na verdade, nada acontecerá contra o Crime Organizado, porque ele só existe na interação entre a máquina estatal e os criminosos – incluindo os políticos que se beneficiam dos esquemas criminosos.

    Não importa o resultado da “Batalha do Alemão”. Seus efeitos serão idênticos ao da famosa Batalha de Itararé – aquela que não ocorreu, na década de 30 do século passado. O gerenciamento do narcotráfico apenas vai mudar de mãos. Pouco munda, em essência, na previsível rotatividade da ilegal atividade comercial de venda de drogas e aluguel de armas pesadas. Os traficantes A, da facção X, serão trocados pelos traficantes B, da facção Y. Todos, claro, parceiros do crime estatalmente organizado. Enfim, o que as “Forças de Segurança” fazem agora, no Rio de Janeiro, tem o efeito prático de um profundo enxugamento de gelo.

    O narcotráfico não vai ser extinto no Rio e alhures. Por vários motivos simples. Indagar não ofende. Por acaso, a cadeia de consumo das drogas sofreu ou vai sofrer alguma alteração significativa? A demanda pelas drogas diminuiu, para que o tráfico seja extinto pela simplória via do combate armado? A prisão de dezenas de operários do narcotráfico é realmente significativa para acabar com a atividade criminosa? Os verdadeiros sustentáculos da máquina do tráfico realmente foram (ou serão) presos ou tirados definitivamente de circulação? As parcerias internacionais dos vendedores de drogas no Brasil (com grupos guerrilheiros ideologicamente identificados com o Foro de São Paulo) serão combatidas pelo poder vigente?

    O narcotráfico é uma atividade econômica altamente lucrativa. Os economistas Sergio Guimarães Ferreira e Luciana Velloso, da subsecretaria estadual de Fazenda, elaboraram, em abril de 2009, o estudo: “A Economia do Tráfico na Cidade do Rio de Janeiro: uma tentativa de calcular o valor do negócio”. Os números da estimativa de consumo anual apavoram: Maconha (90 toneladas). Cocaína (8,8 toneladas). Crack (4,3 toneladas). A Quantidade de delinquentes envolvidos no tráfico é de 16.387 pessoas (estimativa da Polícia Civil).

    Faturamento anual do Tráfico (ajustando a subestimativa das pesquisas diretas): Maconha (108,1 milhões de reais). Cocaína (423,2 milhões de reais). Crack (102,1 milhões de reais). Total: 633,4 milhões de reais. Custo Anual Estimado: Pessoal (158,7 milhões de reais). Custo de compra das drogas (193,9 milhões de reais). Armas (24,8 milhões de reais). Perdas por apreensões (19,4 milhões de reais). Total: 396,8 milhões de reais. Lucro operacional: (236,6 milhões de reais). Estudo completo pode ser visto e baixado em: http://www.fazenda.rj.gov.br/portal/ShowBinary/BEA%20Repository/site_fazenda/transpFiscal/estudoseconomicos/pdf/NT_2008_35.pdf

    Tudo nessa guerra exibida midiaticamente é um jogo de ilusão. Ontem, o chefão Luiz Inácio Lula da Silva deixou isto claro – em Georgetown, onde participou de uma cúpula de emergência da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Avisou que as Forças Armadas mobilizadas nas operações contra a violência no Rio de Janeiro não fariam prisões. Com isto, Lula quis apenas ressaltar que as tropas de elite das Forças Armadas se tornaram meras coadjuvantes, sob comando do Governo e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Ou seja, na bagunda institucional promovida por Lula e seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, o Exército e a Marinha viraram “forças auxiliares”.

    As Forças Armadas caíram em uma cilada institucional. A atuação deles nesta operação de Garantia da Lei da Ordem não tem amparo legal. Os políticos não regulamentaram a ação constitucional do Exército, Marinha e da FAB nestas situações de emergência. Se a “batalha” do Alemão demorar demais, a chance de desgaste de imagem para as Forças Armadas é imensa. Se os militares forem obrigados a entram em combate, a vero, gerando “vítimas” no “meio civil” (aliado ou não do narcotráfico), acabarão atacados virulentamente pelos pretensos defensores dos “direitos humanos”, sempre háveis em relacionar as Forças Armadas com ações autoritárias.

    Enquanto o pau canta na Cidade Maravilhosa – sendo visto no mundo inteiro -, a Presidenta eleita Dilma Rousseff toma uma decisão previsível. Decide dar continuidade à política internacional do governo Lula – alinhada ideologicamente com o radicalismo socialista na América Latina. Dilma manterá no cargo de Aspone Internacional o ilustre top-top Marco Aurélio Garcia – um dos principais dirigentes do Foro de São Paulo. Garcia fará o meio campo de Dilma com o PT e seus aliados externos. Por isto, tudo vai continuar como dantes, nas bocas de fumo do Abrantes.

    Repetir conceitos corretos é preciso. Crime Organizado é a associação entre criminosos e servidores públicos. Sem a proteção do Estado o crime não se organiza. Cada vez mais organizado, o crime joga contra a Ordem Pública, que é o patrimônio jurídico mais importante para a sociedade, pois garante a vida e a liberdade dos cidadãos. Ou seja, agora, no Rio de Janeiro, o crime organizado não é combatido.

    O crime organizado corrompe e destrói as instituições – que são a concretização da vontade da Nação (cristalizadora da vontade de um povo). A ação criminosa inviabiliza a Democracia, que é a segurança do direito natural. No Brasil, o sistema delitivo obedece, ideológica e politicamente, a esquemas externos que nos mantêm permanentemente colonizados, sem soberania efetiva. O crime não é um fim. É um meio.

    O crime organizado emprega duas sofisticadas modalidades de violência radical. Tudo para minar as instituições e constranger o senso comum a não identificar o verdadeiro inimigo. A intenção é usar o medo como fator de contenção social. Isto dificulta ou impede uma reação efetiva da sociedade. E quem não reage rasteja. Perde qualquer guerra antecipadamente.

    A organização criminosa promove a Guerra de 5ª geração. Também chamada de guerra assimétrica, é toda tentativa de origem externa, por quaisquer meios, que objetive minar o cenário político – econômico – tecnológico – psicossocial – ambiental – militar de um País, através de agentes internos ou externos. No teatro de operações carioca, o que se combate agora é o “operariado” do narcovarejo, cujos gerentes custam caro ao contribuinte nos Hotéis de Segurança Máxima. E os verdadeiros chefões dos gerentes, alguém vai combater? Jura que vai?

    Ou seja, por todos estes conceitos objetivos, a “batalha” do Alemão vai dar em nada. No Brasil, como bem afirma o provérbio francês, tudo parece que muda para ficar sempre a mesma coisa. O próximo governo apenas dará continuidade a tudo que está aí. Certamente, com pequenas alterações na escalação do time do Crime Organizado. Tomara que os segmentos esclarecidos não caiam em mais uma armadilha do ilusionismo ideológico que comanda a verdadeira Organização Criminosa.

    Por enquanto, a sociedade do espetáculo se aliena com uma pretensa guerra que se torna “real” com a colaboração da mídia amestrada tupiniquim. Aonde vamos parar? Nem o herói-fictício Coronel Nascimento saberá responder…

    Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog e podcast Alerta Total: http://www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos.
    Postado por Alerta Total de Jorge Serrão às 00:10 1 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no Google Buzz

  34. Spit Fire (Carlão) said

    o que é impressionante para quem não é carioca é como coexistiram durante quase 20 anos
    2 estados no Rio de Janeiro:
    um governo oficial covarde e mentiroso acumpliciado com
    o real governo dos traficantes nos morros
    – os vários “comandos vermelhos”, acobertados pela corrupção da polícia.
    É muito cinismo e hipocrisia.
    Acabou a eleição e a verdade apareceu.

  35. Spit Fire (Carlão) said

    http://blogs.estadao.com.br/tutty/%E2%80%9Cpinto-no-lixo-eu%E2%80%9D/

    Torcendo para que o bota-fora do Lula não coincida com o dos traficantes da Penha,
    o governador Sérgio Cabral prepara uma grande festa de despedida para o presidente
    no sambódromo carioca. A ideia é expulsar a bandidagem do Rio antes de 20 de dezembro,
    data já acertada com Zeca Pagodinho para comandar o show de agradecimento do balneário
    à parceria com o governo federal no mandato que se encerra sob fogo cruzado na cidade.
    Vai passar! Faltam ainda três semanas para o pagode e, do jeito que o exército inimigo
    bateu em retirada na quinta-feira, francamente, Lula adentrará a Sapucaí,
    como diria Jamelão definindo um estado de felicidade sobre-humano, “feito pinto no lixo”.
    Tem motivos para isso!

    Este governo lula é uma vergonha.

  36. Patriarca da Paciência said

    As hienas de plantão estão fazendo o seu ritual do agouro.

    Mas a operação, ao que tudo indica, caminha para ser bem sucedida.

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/837488-assassino-de-tim-lopes-e-preso-no-complexo-do-alemao-no-rio.shtml

  37. Zbigniew said

    Falando em operação bem sucedida, alguém se lembra disto:

    “Uma das páginas mais vergonhosas de São Paulo foi desenhada nos dias que se seguiram aos ataques do PCC na cidade.

    Durante alguns dias, a polícia paulista – sob o comando de um Secretário de Segurança alucinado e de um governador interino – saiu atrás de vingança. Até as transmissões de rádio da polícia foram silenciados, para que o crime se consumasse sem testemunhas.

    Mais de 400 pessoas foram assassinadas sumariamente, muitas sem histórico policial.

    Restaram um blog relatando a indignação de mães de rapazes executados (Blog Mães de Maio) e uma série extraordinária do jornal A Tribuna, de Santos, feita pelo repórter Renato Santana, que mostro a seguir.(…)”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lembrem-se-dos-crimes-de-maio

    http://maesdemaio.blogspot.com/

  38. Chesterton said

    Só não houve banho de sangue porque os bandidos não resistiram, se esconderam e enterraram as armas. Até agora.

  39. Chesterton said

    Do alto de sua janela, a jovem Cristina Teixeira, 19, observa toda a movimentação de policiais e jornalistas. “Não mudou nada. A única diferença foram esses tanques, mas nem deu medo”, comenta. “A favela vai ficar chata. Era melhor com os bandidos, porque eles não mexiam com a gente”, conta a moradora, nascida e criada no Complexo do Alemão. Ela é contra a pacificação.

    chest- decerto essa era comidinha do traficante

  40. Iconoclastas said

    foi mais um acordo?

    provavelmente…

    o tráfico vai continuar?

    é certo…

    mas oq importa é: a violência vai diminuir?

    tomara que sim…

    ;^/

  41. Chesterton said

    destino de bandido é se entregar ou morrer. esse papo de que não tem passagem pela policia não tem a menor importancia. Apontou fuzil, é alvo.
    ” Suspeito na garupa de moto portando fuzil…..”
    Suspeito de quê? Que está grávido? Porra, na garupa de moto com fuzil na mão, é bandido, caralho.

  42. Pax said

    Sugestão de leitura (via um post do Alberto Dines no Observatório da Imprensa)

    http://luizeduardosoares.blogspot.com/2010/11/crise-no-rio-e-o-pastiche-midiatico.html

  43. Patriarca da Paciência said

    Não tenho mais a menor dúvida que foi uma vitória completa.

    “O que encontrou?

    O governo cansou os caras. Inteligentemente. Encontrei um grupo arrasado emocionalmente. Eles não demonstravam interesse no confronto naquele momento. Eu disse que a polícia tinha interesse de prender todos vivos, sem confronto.

    Estavam conscientes do aparato militar. Foquei muito na vida e na morte. Disse que, se eles atacassem, iriam morrer. Fui falar das alternativas que tinham: se entregar ou se entregar. Abandonar as armas. É bom deixar claro o que é esta negociação. Não propusemos nada em troca.

    Quando eles disseram que não se entregariam?

    Ninguém falou isso. Várias pessoas se entregaram. Os caras tentam fugir. Não deu, se entregam.”

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/837713-criminosos-ja-estavam-arrasados-diz-mediador-do-conflito-no-alemao.shtml

  44. Patriarca da Paciência said

    A parte mais difícil, qual seja, a depuração da polícia e do pessoal do “colarinho branco”, ainda vai levar muito tempo.

    Este pessoal sabe como manipular as leis, obter HCs etc. Realmente é muito mais complicado.

    Agora, a parte bárbara e aterrorizante, esta que vive provocando pânico na cidade – esta já sabemos como combater.

  45. Zbigniew said

    Muito bom o texto, Pax. De fato o Luiz Eduardo ataca um dos pontos relevantes que lança luzes sobre os problemas da segurança pública no país. No meu ver o maior desafio será a unificação das polícias que, como mesmo afirmou o autor, encerra um formato arcaico, próprio do Estado repressor, ditatorial e que, agora, precisa urgentemente ser modificado em prol da pacificação social. A partir daí uma reengenharia, a aplicação de planejamentos estratégicos e profissionalização através de cursos de aperfeiçoamento e uma política que admita um plano de cargos e salários decente. É uma vergonha esta questão do bico.

    Outra questão importante é trazida pelo Walter Maierovitch, quando fala do que fazer com os jovens que serão presos, quais as alternativas que poderão ser dadas aos mesmos que não seja entupir as prisões ou voltar para essas organizações pré-mafiosas que – neste ponto discordo do autor – tendem a, cada vez mais, funcionar como parceiras de organizações transnacionais (como a Ndrangheta italiana) no processo do tráfico internacional de drogas.

    http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/11/28/policia-do-rio-e-forcas-armadas-passaram-no-vestibular-do-alemao/

  46. Zbigniew said

    Desculpem, é off-topic, e não resisti (o tal do tio e os defensores do golpe e da “ação desastrada da diplomacia brasileira sob o comando do Celso Amorim” (um dos maiores pensadores de 2010, segundo a Foreing Police) deve tá fazendo milhares de voltas filosóficas-transcedentais para minimaizar, desacreditar ou desqualificar o Wikileaks e o embaixador – nesta ordem):

    “(…) Llorens acrescenta no documento que “não importando as acusações que pesavam sobre Zelaya, sua saída forçada de Honduras foi claramente ilegal e a entrada de [Roberto] Micheletti como ‘presidente interino’, foi totalmente ilegítima”. A embaixada afirma nas mensagens que os argumentos dos “defensores do golpe do dia 28 de junho” são “muitas vezes ambíguos”, e Llorens diz ter consultado “especialistas em legislação em Honduras”, mas afirma entre parênteses que “(não pode encontrar uma visão profissional não tendenciosa em uma Honduras com um clima politicamente pesado)”.

    No texto revelado pelo WikiLeaks, a embaixada em Honduras reconhece que nunca foi demonstrado que o presidente Zelaya havia burlado a lei e afirma que o argumento de que tentava se prolongar no poder era uma suposição. O documento, revelado pelo jornal The New York Times, mostra que os argumentos apresentados por Micheletti e pelos militares e políticos golpistas “não tinham qualquer validade substancial” e que “alguns são abertamente falsas”.”

    Link: Opera Mundi

    OBS.: Caro Zbigniew – tomei a liberdade de editar o teu link porque o WordPress (ferramenta do blog) destabulou. Peço a compreensão e as desculpas antecipadas.

  47. Elias said

    Pax e Zbigniew,

    Aproveitando a deixa, vai o meu off-topic.

    Parece que a economia da Irlanda entrou em parafuso. Deve receber auxílio de US$ 112 bilhões, pra recuperar seu sistema financeiro, que está em frangalhos.

    É uma pena. Pela primeira vez em quase 2 séculos, a Irlanda estava invertendo seu fluxo migratório. Estava deixando de ser aquele país do qual as pessoas se mandam, em busca de melhores oportunidades, para se tornar, ela própria, uma terra de oportunidades.

    Agora, parece que está tudo escoando ralo abaixo.

    E o pior é que a crise irlandesa ameaça contaminar Portugal e, possivelmente, Espanha.

  48. Pax said

    Caro Zbigniew,

    O tio erra um bocado. Sabe porque? Porque ele acha que tudo está errado, ou faz tipo pra manter público. E aí, nesta visão rábica das coisas, absolutamente parcial e abestalhada, ele vê o que quer ver e assume verdades que nem sempre se sustentam. Não merece muito crédito exatamente por isso.

    Caro Elias,

    Uma pena. E um estudo que merece ser aprofundado para que não caminhemos pelos mesmos caminhos.

    Sobre o tema (sem reclamar de off topics, de forma alguma): achismo é permitido, então o meu, em cima do texto do Luiz Eduardo Soares, é correr atrás da banda podre das polícias do Rio. Este sim é um problema enorme para ser resolvido. E vai desde a questão salarial até a questão investigativa das quadrilhas escondidas atrás dos distintivos.

    Em NY, caso não esteja muito enganado, os salários iniciais dos policiais são de US$ 4.000. Aqui? Uma miséria que estimula os policiais a terem outras atividades e a maior parte delas encaminha os caras direto para o crime.

    Paga bem e corre atrás dos que são criminosos. Será que não dá samba?

    Dinheiro? Ah, claro que tem. Lembram dos R$ 200 bilhões / ano?

  49. Chesterton said

    Parece que a economia da Irlanda entrou em parafuso

    chest- não foi a aeconomia que entrou em parafuso, foi o estado que quebrou (gasta mais do que arrecada). Agora a economia real tem uma chance de funcionar.

    1. vão ter que mandar funcionarios públicos embora

    2. diminuir salários de outros funcionários públicos

    3. aumentar a idade de aposentadoria

    4. acabar com boa parte do seguro-desemprego

    5. diminuir pensões

    6. tentar aumentar impostos – aqui o mais delicado, pois se aumentar a alíquota, corre o risco de arrecadar menos.

  50. Chesterton said

    O tio erra um bocado. Sabe porque? Porque ele acha que tudo está errado, ou faz tipo pra manter público. E aí, nesta visão rábica das coisas, absolutamente parcial e abestalhada, ele vê o que quer ver e assume verdades que nem sempre se sustentam. Não merece muito crédito exatamente por isso.

    ches onde, quando, como, porque, em qu sentido?

  51. Chesterton said

    O que é então a lei? É a organização coletiva do direito individual de legítima defesa.” – Frédéric Bastiat

    A frase mais famosa do economista francês Frédéric Bastiat é: “Não esperar senão duas coisas do Estado: liberdade e segurança, e ter bem claro que não se poderia pedir mais uma terceira coisa, sob o risco de perder as outras duas”.

    http://flaviomorgen.blogspot.com/2010/11/sobre-fascismos-e-fascismozinhos-uma.html

  52. Zbigniew said

    Caro Pax.
    O salário de um soldado do tráfico é bem maior do que o de um policial. Pelo filme “Tropa de Elite” ficamos sabendo quanto ganha um policial do BOPE, e chegamos à conclusão que, se numa tropa de elite o cara arrisca a vida e se submete a um treinamento rigoroso como o da unidade especializada ganhando o que ganha, imaginem em unidades mais simples, menos aparelhadas ou treinadas e comuns. Terreno fértil para os “bicos” e corrupções dos espíritos menos “altruístas”.

    Caro Elias,

    A Irlanda fez tudo certinho, de acordo com a cartilha neo-liberal, e o que fizeram os bancos? Um “obrigado, mas não serve mais”. A questão é que não se pode resumir tudo ao mercado e sua lógica financeira. Como disse um analista certo dia: jovens de vinte e poucos anos que, das suas mesas de análise buscam os melhores lugares para investimentos, respondendo a pessoas cinco e poucos anos mais velhas. Não deu certo, vai pra outro lugar neste mundo maravilhoso do mercado globalizado.
    Resultado: a Irlanda cede parcela de sua soberania por não ter feito o “dever de casa”.
    Já disseram há algum tempo: o segredo está no equilíbrio. Não sejamos liberais irresponsáveis, tampouco keynesianos bastardos. A parceria do Estado com a livre iniciativa deve existir onde for necessário, observando-se que quanto mais restar ao Estado a função de regular e exercer funções típicas a cotento, mais desenvolvida uma sociedade.

  53. Chesterton said

    O salário de um soldado do tráfico é bem maior do que o de um policial.

    chest- não pelo que eu sei.

  54. Chesterton said

    Rio, cidade dominada não somente por traficantes. Principalmente por usuários de drogas.
    90 toneladas de maconha. Quase 9 toneladas de cocaína. Mais de 4 toneladas de crack. Este é o consumo anual de drogas no Rio de Janeiro, segundo o estudo denominado “A Economia do Tráfico na Cidade do Rio de Janeiro: uma tentativa de calcular o valor do negócio”, de Sergio Guimarães Ferreira e Luciana Velloso, da Sub-Secretaria de Estudos Econômicos da Secretaria da Fazenda do estado. O faturamento do trágico comércio de drogas no Rio de Janeiro é de no mínimo R$ 320 milhões anuais, mas pode chegar ao dobro disso, passando de R$ 600 milhões anuais. Leia na íntegra aqui.
    ……………………………………………………………………..
    Somente na operação do Complexo do Alemão, foram apreendidas 40 toneladas de maconha. Corresponderia a quase 50% do consumo anual do Rio de Janeiro, segundo o estudo. Ao que parece, os números são bem maiores do que os estimados pelos autores.
    POSTADO POR O CORONEL

  55. Eduardo said

    # 32 – Chest

    A entrada de empresas no cruzeiro e alemão é indício de que uma parceria do setor privado com o setor público pode se tornar viável na reurbanização dessas áreas.
    O interesse de empresas de tv a cabo, gás, supermercados, etc demonstram que um mercado de 400 mil habitantes é bastante atraente.

    A economia irlandesa e dos verdadeiros PIGS parecem ser os inspiradores dos economistas petistas, fazer dívida pública por 30 anos dando a impressão de um ‘tigre nórdico’ para depois demonstrar a fragilidade de seu planejamento de crescimento. Mantega e muitos outros petistas crêem ser aceitável este caminho, as consequências são visíveis.
    Infelizmente até o rompimento do modelo alçamos a pedestais presidentes inaptos e incapazes de fazer uma unica reforma importante ao país.

  56. Chesterton said

    Pois é, é só dar liberdade e segurança que o povo se encarrega do resto. Vou abrir uma clínica lá dentro (rsrsrsr)

  57. Spit Fire (Carlão) said

    ao #48

    O tio erra um bocado. Sabe porque? Porque ele acha que tudo está errado, ou faz tipo pra manter público. E aí, nesta visão rábica das coisas, absolutamente parcial e abestalhada, ele vê o que quer ver e assume verdades que nem sempre se sustentam. Não merece muito crédito exatamente por isso.

    E Dalmo de Abreu Dallari merece crédito?

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=566JDB002
    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=557IMQ011

    preconceito dá nisso.
    Vacina antirrábica pode ser o remédio.

  58. Zbigniew said

    Há! Quem é melhor: o Dalmo ou o Bresser?

    http://www.bresserpereira.org.br/Papers/2009/09.14.Assalto_Estado_mercado_neoliberalismo_crise_global.pdf

  59. Eduardo said

    Zbigniew

    Quem defende melhor ou se coloca melhor contra uma teoria?

    Talvez no fundo isso seja sem sentido, como explo a capacidade de retórica de nosso presidente lhe deu amplo apoio da população, mas seus atos não poderiam ter a mesma aceitação.

    Uma teoria econômica não é absoluta, todas elas tem seus pontos positivos e negativos, aceitáveis ou não por diversos fatores que estão em constante modificação.

  60. Chesterton said

    A Irlanda fez tudo certinho, de acordo com a cartilha neo-liberal, e o que fizeram os bancos? Um “obrigado, mas não serve mais”.

    chest- o caras gastam o que não tem, pedem emprestado para o almoço, e agora a culpa é dos bancos? Ora, eles que plantem batatas (que o preço deve subir).

  61. Zbigniew said

    Caro Eduardo(#59).

    Não há retórica que se sustente contra resultados.

    O Lula pode até ser criticado pelo que “faz contra as teorias econômicas”, através do seu vocabulário considerado por alguns como rapapé ou de seu senso de oportunidade ou oportunismo, como queira. Mas, como você mesmo afirmou, não há consenso sobre teorias deste naipe.

    Se assim não fosse, a Irlanda ou a Islândia seriam o melhor dos mundos. Mas não são. Se assim não fosse não teria existido a bolha de derivativos de 2008 e seu crash. O mesmo se aplica (ou aplicou) às economias plenejadas pelo Estado.

    O que não dá é pra ficar assistindo impávido ações que provocam a falência de nações inteiras, a perda de postos de trabalho, a destruição de vidas e sonhos, ainda sob o argumento de que o erro será sempre e só dos governos que não souberam aplicar os fundamentos das teorias, ou dos modelos matemáticos adotados pelas entidades supra-nacionais e que nunca dão certo. É acreditar que os meninos das mesas de operação financeiras têm sempre razão. Aí não dá.

  62. Spit Fire (Carlão) said

    #58
    no caso de Honduras? Dalmo é um jurista respeitado internacionalmente
    e Bresser além de um intelectual arrogante (mau professor…tive aulas com ele na GV/SP
    na decada de 70), demonstrou toda a sua competência no Plano Bresser de 87,
    de triste memória.Falhou redondamente causando mais prejuizos ao povo brasileiro.
    Mas o que apontei não foi isso. Apontei a opinião idiota e preconceituosa do #48.
    Leia de novo o post # 57.
    quem é melhor o “documento americano” ou Dalmo Dallari (e o tio)
    que afirmaram que não houve golpe.
    hehehe

    que não houve golpe.

  63. Zbigniew said

    Entendo que se o Bresser não fosse honesto nas suas análises, certamente estaria a salvo do “fogo amigo” dos discípulos do tal do tio (não que isto faça qualquer diferença). Aqui vale mais o enquadramento do que a realidade factual, porque o tal do tio sabe muito bem o que o seu nincho quer ouvir. E sabe muito bem como tratar os traidores da ideologia.

    Interessante como são rápidos em justificar a lerdeza do governo FHC em implementar as mudanças sociais que a “refundação do Estado” pelos tucanos seria capaz de promover em virtude dos problemas acumulados em anos anteriores e governos desastrosos. E esquecem que o Bresser assumiu após o fracasso do Plano Cruzado, inflação em alta e déficit público em torno de 7,2% do PIB.

    Quanto à análise do Dalmo Dallari em relação ao golpe em Honduras, certamente o documento americano que relata o que o Embaixador dos EUA naquele país (que coincidentemente trabalha para os EUA, e que terminaram por apoiar o golpe) compreendia da situação traz subsídios muito mais precisos e eloqüentes do que a avaliação de um jurista com base nas suas impressões técnicas da “versão oficial” difundida pelos golpistas.

  64. Chesterton said

    Agora vocês passaram a crer na “sapiência” dos americanos quando é conveniente?

  65. Eduardo said

    # 61

    A Irlanda colheu resultados por 30 anos. Chegou a hora de pagar a conta.

    lula colhe seus resultados, outros pagarão a sua conta, OU SEJA VOCÊ.

    O que tem provocado a falência das nações é a mesma que provoca a falência de empresas e pessoas físicas. Gasta-se mais do que pode, quando o crédito termina vem a falência.

    A Irlanda foi aos bancos, lula aos títulos públicos (consequentemente aos bancos também).
    Quando não for possível pagar mais de 250 bilhões ao ano (e crescendo) entre juros e amortizações o governo quebra, mesmo porque há muito mais o que pagar do que a dívida e seus juros.

    # 63 – Gostaria que lula tivesse sido tão lerdo quanto FHC, o Brasil estaria 8 anos à frente.

  66. Zbigniew said

    Interessante este raciocínio. Eu sinceramente não acredito que vocês caem nesta esparrela. Quer dizer que os países aplicam durante um determinado tempo todos os ditames da ortodoxia de mercado, agindo como vassalos do mesmo. Aí o mercado e seus menininhos, acobertados pela desregulação e pelo cheque em branco dos que querem maximizar seus lucros pelos sistema de “lavagem financeira”, danam-se a fazer sabujices de ordem planetária, já que têm acesso a instrumentos de ações e realizações financeiras em escala global. E aí: catapult! A culpa é só dos governos?!! A isenção dos mercados se dá porque tais governos se serviram das benesses que os mercados “proporcionaram” aos países, consideradas suficientes para eles se virarem e se manterem num nível de vida elevado?!! E os mercados não ganharam nada?!! E depois o países não perderam nada?!! As pessoas?!! Os cidadãos?!!!

    Ao que consta a Irlanda é uma caso bem específico(assim como foi a Islândia). Diferentemente da Grécia, a Irlanda era uma economia enxuta, que apresentava as mais baixas taxas de impostos da Europa sobre as corporações, realizou suas privatizações bem como liberalizou a economia, combinada com uma política de contenção salarial e liberdade de ação de capitais. A ponto de ser chamada de “Tigre Celta”. Sabe como era?

    “Os governos conservadores facilitavam a atividade dos bancos que se dispunham a criar dívida e a financiar a atividade especulativa desenfreada, sem que a aqueles ou a estes preocupasse a geração de bolhas imobiliárias ou a rarefeita base real do crescimento que se sucedia.

    Na verdade, a Irlanda não fazia nada além de aplicar, como um bom aluno, as políticas de ajuste estrutural que o FMI vem propondo, há muitos anos, para favorecer o crescimento dos rendimentos do capital. Por isso, o Fundo aplaudia o que ali se executava, afirmando que a política econômica da Irlanda oferecia lições úteis a outros países (FMI. IMF Concludes 2004 Article IV Consultation with Ireland: http://bit.ly/aiaxUw).” (enxertos do artigo publicado no site http://rebelion.org/).

    Qualquer um sabe hoje em dia que tal ortodoxia levou à prevalência do setor financeiro sobre o produtivo. A equação deveria ser invertida e o que ocorreu? Nas economias centrais, principalmente as americana e européia o setor produtivo foi sendo reduzido, seja pela relocação para países periféricos (em busca da maximização dos lucros), seja pela simples substituição de ênfase em outro setor, como o de serviços. Enquanto isto, havia um descompasso entre o que passava pelos bits do mercado financeiro e a economia real, ajudado pelas vistas grossas dos avaliadores do mercado, as agências de rating e a ganância, comum ao deus mercado. Aí surgem as bolhas, que pipocam aqui e alí, de vez em quando.

    Lembro que os deslumbrados tupiniquins afinaram um discurso, com nuances de um academicismo hermético, que proclamava as naturais crises cíclicas de depressão do capitalismo como justificadoras das “contas” que os países deveriam pagar, sempre com vistas à relação custo-benefício. Pura balela! Trata-se de modelos de ganhos, onde uns querem ganhar muito mais do que outros (ou simplesmente aniquilar outros), só que os outros podem ser países ou continentes inteiros. A Irlanda foi um bom laboratório, mas a experiência tem demonstrado dar errado, pois, onde poucos ganham muito, muitos saem no prejuízo, e todos perdem. Será que isto não está na base de alguma teoria econômica?

    Quanto ao Lula ter ido aos bancos, se se está falando em dívida interna (líquida e bruta), vocês têm que parar com essa mania de dar ouvidos à Miriam Leitão. Porque ela faz uma confusão e tanto.

  67. Chesterton said

    não adianta brigar com numeros, vai ver o deficit , as dívidas, io custo do funcionalismo e outras benesses, a conta não fecha.

  68. Zbigniew said

    Caro Chesterton,

    uma coisa leva a outra, por óbvio. Um sistema econômico não é algo simples, e, muitas vezes, medidas de austeridade fiscal ao invés de ajudar, prejudicam, dependendo das circunstâncias em que são aplicadas. Perceba que sobre a Irlanda (se se observar pelo texto do link), a situação é bem ilustrativa:

    “(…) Embora poucos agora se recordem, a Irlanda aprovou, antes de todos os demais, um grande pacote de austeridade e contenção de despesas: reduziu em 20% os vencimentos dos funcionários públicos e em 10% os benefícios sociais, além de efetuar cortes em diversos programas de gastos públicos e sociais. Enquanto isso colocou à disposição de bancos quebrados dezenas de bilhões de euros que jogaram às nuvens o déficit e a dívida do Estado.
    (…)
    Sem embargo, seu efeito real foi diverso, como os economistas críticos previam que iria ocorrer, tanto ali como em outros países onde aquelas políticas fossem aplicadas: em 2009, o PIB irlandês, em vez de crescer, baixou 11%.

    Com essa queda estrepitosa, uma redução de 30% nos níveis de investimento e de mais de 7% no consumo, a economia não foi capaz de gerar recursos suficientes; tornou-se mais difícil fazer frente à dívida e esta seguiu crescendo, o que fez, ainda por cima, com que os mercados a punissem, elevando seus custos de refinanciamento.

    Mais ainda: por deixar de levar a cabo uma verdadeira reforma financeira, a situação patrimonial dos bancos continuou se agravando e agora é necessária uma nova e generosa dose de injeção de liquidez para reerguê-los: uns 50 bilhões de euros, só para eles.
    (…)”

    Não se está aqui querendo livrar a cara dos governos, porque são, no mínimo, co-partícipes da lambança. Mas isentar o mercado, o sistema financeiro como um todo, não é possível.

  69. Spit Fire (Carlão) said

    #64 chest

    Você pode levar a anta até a beira do rio.Beber é com ela.

    e o Celso Ming hoje:http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101130/not_imp647252,0.php

    Armínio no FMI?
    O New York Times de sábado avisa que o próximo gerente-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) poderá vir de um país emergente. Aponta como candidato forte o atual presidente da Bolsa, Armínio Fraga.

    Questão de qualidade
    Em entrevista ao diário Buenos Aires Económico,
    o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira
    disse que a economia da Argentina é mais sólida do que a brasileira.

    #63Entendo que se o Bresser não fosse honesto nas suas análises, certamente estaria a salvo do “fogo amigo” dos discípulos do tal do tio (não que isto faça qualquer diferença). Aqui vale mais o enquadramento do que a realidade factual, porque o tal do tio sabe muito bem o que o seu nincho quer ouvir. E sabe muito bem como tratar os traidores da ideologia.

    “fogo amigo” em algum nincho(sic) dos discípulos do tal do tio? Traidores da ideologia?
    essa “gente” não perde uma única a oportunidade de falar bobagem

    Dalmo de Abreu Dallari virou apenas um jurista que ousou pensar diferente do pensamento oficial de lula, o embusteiro de sempre assessorado por Samuca (que odeia os US) e o megalonanico amorim, o breve.Dsicipulos de Chavez, o doente mental…
    irrisórios e risíveis!

  70. Spit Fire (Carlão) said

    # 63 Questão de qualidade
    Em entrevista ao diário Buenos Aires Económico,
    o ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser-Pereira
    disse que a economia da Argentina é mais sólida do que a brasileira.

    Bresser Pereira é honesto!
    A economia argentina é mais sólida que a economia brasileira.
    Ele sabe de alguma coisa que as autoridades teimam em negar?
    Que porra é esta?

  71. Eduardo said

    # 68 – Só vai ao mercado quem quer ou precisa por não fazer o que é certo (conter os gastos de maneira a não correr risco de ter de recorrer ao mercado). O mercado não é culpado de aceitar um cliente, cobra dele o risco proporcional à sua capacidade de cobrir os débitos.

    Um bom explo do risco de se calcular a dívida pelo PIB é justamente esse, …”em 2009, o PIB irlandês, em vez de crescer, baixou 11%.

    Com essa queda estrepitosa, uma redução de 30% nos níveis de investimento e de mais de 7% no consumo, a economia não foi capaz de gerar recursos suficientes; tornou-se mais difícil fazer frente à dívida e esta seguiu crescendo, o que fez, ainda por cima, com que os mercados a punissem, elevando seus custos de refinanciamento.”

    Governantes acham o máximo calcular a relação dívida/PIB, quando o correto seria o cálculo nominal, satisfaz sobretudo economistas acampados no poder. lula adora esse cálculo em seu governo.

  72. Chesterton said

    até um adolescente compreende isso.

  73. iconoclastas said

    opa…

    “Governantes acham o máximo calcular a relação dívida/PIB, quando o correto seria o cálculo nominal”

    hummm, então vamos ver:

    um país com PIB de 5 tri que deve 2 tri.

    um país com PIB de 1 tri que deve 700 bi.

    qual apresenta maior risco de default?

    ;^/

  74. iconoclastas said

    eu deixei de citar tudo o mais constante pq naturalmente seria uma afronta aos catedráticos do pedaço…

    ;^/

  75. Chesterton said

    Vai muito bem a estratégia de “quebrar” o Comando Vermelho, para que uma organização mais bem estruturada assuma o seu lugar no lucrativo mercado de venda de drogas do Rio de Janeiro. Graças à Guerra de enxugamento de gelo contra o narcotráfico no Complexo do Alemão, a cotação do quilo da maconha já disparou na “Bolsa de Valores” da vagabundagem. Custava R$ 300 antes da invasão, e agora já chega a R$ 650, no atacado. Não demora, os preços disparam no varejo.

    A Inteligência da Polícia do Rio de Janeiro deixa vazar as informações. Fornecedores de maconha no Paraguai (ligados às FARC) e em São Paulo (ligados às FARC e ao PCC) pararam, ao menos temporariamente, de enviar cargas para o Rio. O CV parou de receber drogas em consignação. Os atacadistas só aceitam pagamento em dinheiro. Como o CV está temporariamente de caixa baixa, por causa da ocupação do Alemão (seu principal centro logístico), os negócios ficam inviabilizados. Traficantes não conseguem repor o estoque da droga em outros morros, como Mangueira e Jacarezinho.

    A Policia informa que o “comerciante” mais afetado, até agora, pela quebra no fornecimento é Marcelo da Silva Leandro. Conhecido como Marcelinho Niterói, ele tem dívida alta com fornecedores do Paraguai. Só receberá novos estoques, se pagar o que deve. Marcelinho e outros narcovarejistas ficarão, em breve, reféns dos fornecedores. Quando o sufoco econômico se intensificar, eles cairão – graças a operações policiais espetaculares. No lugar deles, assumem novos “comerciantes”. Porque o lucrativo negócio do tráfico não pode parar. Apenas, para efeito de marketing, não pode ficar ostensivo na cidade que vai sediar Olimpíadas e jogos da próxima copa do mundo de futebol…

    Jorge Serrão

  76. Eduardo said

    # 73

    Qual apresenta o maior risco?

    Um país que tem 700 bi de dívida com PIB de 1 trilhão, mas com juros baixos, prazos de mais de 20 anos e que controle seus gastos tem muito menor risco do que um país que deva 2 tri e PIB de 5 tri, sem controle de gastos e tenha de pagar sua dívida em 5 anos com juros altíssimos como o Brasil.

    Só considerar dívida/PIB não diz nada na sua pergunta.

    Imagino que não tenha percebido no explo da Irlanda que quando o país entra em crise o PIB diminui, a arrecadação idem, mas os juros sobem. Então você terá uma mudança bastante negativa na forma como você avalia uma dívida ou na relação dívida/PIB.

    O maior risco de ‘default’ corre aquele que despreza o controle de gastos, a importância dos juros e do crescimento nominal de sua dívida.

  77. Spit Fire (Carlão) said

    off-topic

    1.Quem precisa de psicanálise é o presidente, para ajudá-lo na volta à planície
    http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/quem-precisa-de-psicanalise-e-o-presidente-para-ajuda-lo-na-volta-a-planicie/
    Não se sabe qual o conceito de “evolução” do presidente Lula para chamar de retrógrado um repórter que lhe perguntou se estava no Maranhão agradecendo o apoio da oligarquia Sarney nas eleições presidenciais.

    Mas a receita que sugeriu ao repórter é mais recomendável neste momento ao próprio Lula: um psicanalista que o ajude no processo de volta à planície.

    Só uma fobia aguda pela saída do poder explica uma reação tão despropositada e de conteúdo tão desmerecedor: afinal, mesmo ao ser mais distraído não é dado desconhecer que a política dos velhos clãs está em extinção.

    lula é um sem caracter embusteiro!

    2.Tom Hanks estrela filme polêmico sobre Tríplice Fronteira

    http://veja.abril.com.br/agencias/afp/veja-afp/detail/2010-12-01-1475766.shtml

    o aerolula51 é humilhante…precisamos do aerodilma(vassourão ONE) para provar que não somos viralatas
    enquanto isso…

    A região de fronteira tem sido associada com o comércio de produtos contrabandeados, e documentos do governo dos EUA divulgados pelo site WikiLeaks na última terça-feira afirmam que o local é um potencial foco de terroristas.

    Um documento de 1º de agosto de 2008 destaca a preocupação dos EUA com a possibilidade de que grupos terroristas aproveitem a falta de vigilância na zona de fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina para arrecadar fundos e organizar a logística de atentados.

    O relatório da embaixada em Brasília aponta que na Tríplice Fronteira há um “fraco controle fronteiriço, contrabando, intenso tráfico de drogas, fácil acesso a documentos falsos e a armas, circulação de produtos falsificados e fluxos de dinheiro sem qualquer controle”, o que é um atrativo para grupos terroristas.

    enquanto isso lula se preocupa com a autonomia do aerolula51.
    Quer comprar o Vassourão pra dilma voar até a Ásia sem escalas…putz!
    e o presidente mulher precisará voar até a Ásia semanalmente…
    e tem gente aqui que se orgulha desse embusteiro popular.
    graças a Deus falta apenas um mês pra esse embusteiro parar de falar asneiras
    todo dia.

    esse post tá mais destrambelhado que As últimas http://asultimas.com.br/?page_id=6

    e aí companheiros
    dilma: É merda ou chocolate?

  78. Spit Fire (Carlão) said

    e aí companheiros
    dilma: É merda ou chocolate?
    a resposta certa vale 1 milhão de dólares.
    hehehe

  79. Patriarca da Paciência said

    Inveja e dor de cotovelo são GRANDES MERDAS!

  80. Patriarca da Paciência said

    Um avião, comandado por terroristas, penetra no território norte-amricano, destrói o maior símbolo do capitalismo norte-americano e do próprio país e, este país, se diz preocupado com as fronteiras brasileiras!

    É simplesmente patético!

  81. Chesterton said

    Óbvio que o Vassourão é um desastre anunciado. Dilma não quer fazer escalas? Fique em casa.

  82. iconoclastas said

    o Eduardo, qd eu citei “tudo o mais constante” era exatamente para evitar esse tipo de “mas…mas”, é aquele papo de Eco I, “ceteris paribus”, sacou?

    não adiantou nada…

    de qq forma é o seguinte: voce pode elencar uma serie de fatores, mas o fato é que oq não tem significado é pegar um numero isolado ( valor nominal da divida por exemplo) e tascar o risco.

    isto é errado.

    não tem nda a ver com gosto de governantes. o gerente do bradescao, do fmi, do banco do povo e até do bndes vai verificar, entre outros itens, a receita do molambo, da empresa, ou país na hora de conceder o crédito. isto é básico.

    qt a irlanda, eu nao percebi nda mesmo, perdi um monte de dinheiro lá… td em cerveja…

    mas a gente pode falar de dívida nominal americana, seus déficits e seus juros, q tal?

    caro, vc ditou uma regra totalmente equivocada.

    ;^/

  83. Patriarca da Paciência said

    É patético II

    Os Estados Unidos nunca conseguiram, nem conseguem, controlar a fronteira com o México, a qual e dez vezes menor que a fronteira do Brasil com os demais países da Amércia do Sul e, agora, vem criticar a falta de controle das fronteiras brasielrias.

  84. Patriarca da Paciência said

    As bobajadas do Bruce Willis voltaram a passar na Globo.

    E parece que a seita dos adoradores de heroizões de Gibi voltou a aparecer novamente.

  85. Chesterton said

    O problema de controle da froanteira do Brasil com a Bolivia foi melhorado com a trans-coca, estrada financiada pelo BNDES para trazer a coca com mais facilidade aos morros cariocas.
    Os EUA realmente são uns coitados comparados com o “brasiu-iu-iu”.

  86. Patriarca da Paciência said

    Economia boa pra cachorro.

    -Dizes que tens um cachorro?
    – Sim.

    -E que o tal cachorro é pai de outros cachorrinhos?
    – Sim.

    – Então, o tal cachorro é pai e é teu?

    – Sim.

    Conclusão:

    – Se o cachorro é pai e é teu, posso dizer que o cachorro é o teu pai, logo, os cachorrinhos, filhos do teu cachorro, são teus irmãos.

    Conclusão real: A maioria das teorias econômicas não passa de jogo de palavras.

  87. Chesterton said

    mas é muito ignorante…

  88. Patriarca da Paciência said

    Minha opinião sobre economia é a mesma que Voltaire tinha sobre metafísica:

    “Aquilo que é possível compreender, qualquer pessoa normal entende. Aquilo que uma pessoa normal não compreende, tampouco o mais sábio dos homens entenderá.”

    Chester não é ignorante – Chester é um animal irracional.

  89. Spit Fire (Carlão) said

    Voltaire?
    hehehe
    É patético!

  90. Eduardo said

    Iconoclastas

    ‘tudo o mais constante’ não existe, então se me permite prefiro não ‘viajar’ na sua maionese.

  91. iconoclastas said

    “‘tudo o mais constante’ não existe”

    vc acabou de refundar o estudo economico…

    ;^))

  92. Eduardo said

    “Coeteris Paribus” não existe, exceto para explicar ‘teoricamente’ um fenômeno. Como dívida/PIB não se trata de um fenômeno…

  93. iconoclastas said

    ““Coeteris Paribus” não existe, exceto para explicar ‘teoricamente’ um fenômeno”

    rhi rhon…

    oq foi isso, checou no google e não filtrou?

    ;^))

  94. Nona Mills said

    Iconoclastas ‘tudo o mais constante’ não existe, então se me permite prefiro não ‘viajar’ na sua maionese.

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