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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Os assaltos das Emendas Parlamentares

Posted by Pax em 21/12/2010

Site Congresso em Foco publicou entrevista com Jorge Hage, ministro da Controladoria Geral da União, sobre a bandalheira das emendas parlamentares. O escândalo dos anões do orçamento de 1993 nunca foi devidamente sanado. São verdadeiros assaltos que os congressistas fazem repetidamente com o dinheiro público.

Jorge Hage: “Emenda individual tem que acabar”
Em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, controlador geral da União diz que o atual sistema de elaboração do orçamento é o principal responsável pela existência dos esquemas de desvio de verbas

Rudolfo Lago e Edson Sardinha

Idealizado pelo ex-ministro Waldir Pires, o sistema de auditorias por sorteios nos municípios serviu para desbaratar nos últimos anos três grandes esquemas de desvio de verbas públicas federais. O primeiro foi a máfia das ambulâncias, uma organização nacional que superfaturava a compra desse tipo de veículos pelas prefeituras. O segundo foi o esquema João de Barro, de desvio de dinheiro destinado a habitações populares e saneamento. Agora, foi a partir dos sorteios que se começou a verificar a existência de uma organização que cria instituições fantasmas, superfatura – ou, simplesmente, não realiza – festas para desviar recursos do Ministério do Turismo.

Além do fato de terem sido descobertos a partir das auditorias por sorteio realizadas pela equipe da Controladoria Geral da União (CGU), os três esquemas têm uma outra coisa em comum: o dinheiro desviado provém de emendas parlamentares individuais ao Orçamento Geral da União. Num conluio que envolve parlamentares, prefeituras e as instituições que realizarão as obras e eventos, o dinheiro público vai sistematicamente sendo desviado para bolsos alheios.

“Sou totalmente contrário à existência das emendas orçamentárias individuais”, fulmina, em entrevista exclusiva ao Congresso em Foco, o ministro da Controladoria Geral da União, Jorge Hage. “Primeiro, tais emendas pulverizam o dinheiro público em pequenas obras de interesse público menor. Em segundo, fazem com que o parlamentar federal exerça um papel de vereador, quando ele deveria estar preocupado com os grandes debates nacionais. E, finalmente, porque tem sido esse o principal caminho para os desvios de dinheiro público que verificamos”, diz Hage.

Na verdade, não é de hoje que se conhece o potencial de devastação das verbas públicas que têm as emendas individuais ao orçamento. Em 1993, isso já tinha sido verificado pela CPI dos Anões do Orçamento. Num primeiro momento, por determinação da CPI, acabou-se com as emendas individuais. Mas, depois, elas voltaram com força total. Hoje, viraram a parte sagrada da discussão do orçamento no Congresso. Cada parlamentar possui uma cota de R$ 13 milhões para apresentar as suas emendas. E, pelo acordo tácito feito no Congresso, elas são acatadas no relatório final sem discussão. O resultado final dessa festa é que, nos ministérios preferidos dos parlamentares, a maioria do orçamento para investimentos acaba sendo formado pelo dinheiro das emendas individuais. No caso do Ministério do Turismo, por exemplo, se o ministro resolvesse se recusar a liberar recursos para as emendas, ele praticamente nada executaria durante o ano.

“Esses três casos maiores que verificamos de desvio de verbas a partir das emendas têm muitos pontos em comum. E a verdade é que, infelizmente, têm também vários personagens em comum”, diz Jorge Hage, sem citar nomes de parlamentares. “Essa não é a nossa tarefa. Essa é tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal, que passa a trabalhar a partir dos indícios que encontramos”, completa. O que se verifica é que o parlamentar, ao elaborar a sua emenda, já tem em mente (ou mesmo indica) quem receberá o recurso. A prefeitura contrata tal empresa ou instituição. A obra é superfaturada ou feita de forma maquiada para sobrar recursos. E assim segue o esquema. (Continua no Congresso em Foco…)

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73 Respostas to “Os assaltos das Emendas Parlamentares”

  1. Elias said

    Bem lembrado pelo Jorge Hage: as emendas individuais devem ser extintas, permanecendo apenas as emendas de bancada.

    Outra: devem ser proibidas as emendas parlamentares direcionadas diretamente a instituições privadas. As emendas devem contemplar, exclusivamente, programas de trabalho.

    Mais uma: deve-se estabelecer um piso para a distribuição dos recursos decorrentes de emendas. De fato, deveria ter um piso para Estados e outro para municípios.

    Pra fazer média com prefeitos, os deputados federais e senadores fragmentam suas emendas, distribuindo-as entre um porrilhão de municípios. Já vi emenda de R$.5,0 milhões ser fragmentada em partes iguais de R$.500,0 mil, por 10 municípios.

    Que tipo de projeto dá pra executar com R$.500,0 mil? Quase sempre a recuperação de algumas pequenas praças, ou escolas, um trecho de rua…

    Imagine-se um governo de Estado às voltas com 700 ou mais fragmentos de emendas parlamentares desse tipo. Gasta-se os tubos em licitações, fiscalizações, etc., com obras que deveriam ser executadas pelos próprios municípios, com recursos próprios, de convênios ou de operações de crédito. O Estado deveria se concentrar em projetos estruturantes, de maior porte…

    A existência de um piso para Estados, impediria esse tipo de bobagem.

    Aliás, se o Brasil reduzisse em pelo menos um terço a quantidade de deputados federais e senadores, certamente que a quantidade de bobagens também se reduziria, em proporção igual ou — quem sabe? — maior.

    De quebra, ainda haveria uma enorme economia de recursos.

    Inclusive com emendas parlamentares…

  2. Spit Fire (Carlão) said

    Abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596

    já está com mais de 176 mil assinaturas…e crescendo.

    vamos barrar essa nojeira!

  3. Spit Fire (Carlão) said

    Salários de congressistas
    Autor(es): José Pastore
    O Estado de S. Paulo – 21/12/2010
    Os parlamentares de Quênia, numa tacada só, igualaram seus salários aos dos congressistas dos EUA: US$ 14.500 por mês. Um escândalo.
    Em oito minutos os parlamentares do Brasil passaram seus salários para R$ 26.700 mensais. Levando em conta que eles recebem 15 salários por ano, são R$ 33.375 por mês, ou seja, cerca de US$ 19.600. Foram além dos seus colegas do Quênia e dos EUA!
    Não tenho dados do mundo inteiro. Mesmo assim, dá para ver que os brasileiros são ousados. No Japão, os parlamentares recebem o equivalente a US$ 15.200 por mês; no Canadá, US$ 12.177; na Alemanha, US$ 10.137; na Inglaterra, US$ 8.858; na Itália, US$ 7.235; em Cingapura, US$ 4.170; na US$ Espanha, 4.121; na Índia, US$ 1.107.
    Para 2011, os congressistas tailandeses se deram um aumento de 40%, o que elevou seus salários para o equivalente a US$ 2.066. Está nas ruas uma campanha de protestos que considera a maioria dos parlamentares incompetente e não merecedora daquele aumento. No Brasil, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, se disse feliz por ter chegado à Câmara dos Deputados num dia de sorte – o do generoso aumento.
    Com raras exceções os parlamentares celebraram o aumento, dizendo não temerem um desgaste eleitoral porque, na antevéspera do Natal, um assunto como esse sai de pauta em poucos dias. Além do mais, eles estão a quatro anos do próximo pleito. Como no passado, escândalos maiores farão os eleitores esquecerem o atual.
    Tudo isso acontece no momento em que os próprios congressistas são convocados pelo governo para ajudar a cortar despesas de custeio que cheguem a 3,1% do PIB de 2011 – uma meta bastante difícil. O ministro Guido Mantega acredita que isso só pode ser conseguido por meio de um patriótico pacto de contenção de gastos. Será que os congressistas participarão desse pacto depois dessa bravata?
    O Congresso da República Checa aprovou um corte de 5% nos salários dos parlamentares, do presidente do país, do primeiro-ministro, dos magistrados e dos promotores para ajudar a reduzir o déficit público. Os congressistas dos EUA congelaram seus salários por dois anos e há propostas de corte de 5% a 10% para 2012. Os deputados da Califórnia e de Michigan cortaram seus salários em 30%, reduzidos para cerca de US$ 6.600 por mês. Entre nós, o aumento foi de 62%, chegando a US$ 19.600 por mês em um país onde o salário médio equivale a US$ 880 e o salário mínimo, a US$ 300.
    Essa análise exclui os benefícios não salariais dos deputados e senadores. A comparação é de salário contra salário. Os disparates são gritantes e de graves consequências. Como os salários dos deputados estaduais e vereadores estão atrelados aos dos parlamentares federais, a cascata irá longe. Para 2011, estima-se um gasto adicional de R$ 2 bilhões em todo o País, e isso vai continuar nos anos seguintes com chance de subir mais. Os impactos se propagarão também para os magistrados, procuradores e outros profissionais da esfera pública.

    Sem entrar no mérito da questão, um aumento dessa ordem, aprovado em tempo relâmpago nas duas Casas do Congresso Nacional, é vergonhoso e humilhante. Um verdadeiro deboche. Mais vergonhosa, para não dizer obscena, é a Proposta de Emenda Constitucional que tramita no Congresso atrelando os salários dos parlamentares – automaticamente – aos dos ministros Supremo Tribunal Federal (STF). Se aprovada, a nova sistemática dispensará os parlamentares de aprovarem todo ano os seus próprios vencimentos: irão de carona nas decisões do STF, poupando o desgaste junto à opinião pública.
    Mas, em 2007, foi o próprio STF que anulou um aumento de 90% que os congressistas deram a si mesmos no apagar das luzes de 2006. Será que isso ocorrerá em 2011? Com a palavra, os nobres ministros.

    vamos ajudar os nobres ministros do STF:

    Assine
    Abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596

    já está com mais de 176 mil assinaturas…e crescendo.

    vamos barrar essa nojeira!

  4. Spit Fire (Carlão) said

    Em protesto contra reajuste, bispo recusa comenda oferecida pelo Senado
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/849038-em-protesto-contra-reajuste-bispo-recusa-comenda-oferecida-pelo-senado.shtml

    Estudantes protestam na frente do Congresso contra aumento salarial
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/849007-estudantes-protestam-na-frente-do-congresso-contra-aumento-salarial.shtml
    “Eu não sou otário, tira do meu bolso para aumentar o seu salário”, gritaram no início da tarde desta terça-feira (21), antes de se desmobilizarem. Uma das faixas fazia referência ao recém-eleito deputado federal Tiririca (PR-SP). “Aqui não tem nenhum ‘abestado'” dizia o cartaz carregado pelo aluno de direito da UnB (Universidade de Brasília) Lucas Galvane, 21.

    Burro a pão de ló
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2010/12/21/burro-a-pao-de-lo

    De fato, a democracia tem preço, mas a relação de custo-benefício no Brasil tem sido muito injusta com o contribuinte, que paga a conta e não tem direito a voz nem pode fazer valer seu voto. A não ser em casos raros e em época de eleição, como ocorreu neste ano em que os congressistas se viram obrigados a aprovar a Lei da Ficha Limpa.

    Não reformam o sistema eleitoral para não contrariar seus interesses, não ouvem opinião pública, não corrigem as deformações que provocam escândalos, são acintosos na defesa dos respectivos privilégios, usam metade do expediente semanal para cuidar “das bases”, querem ganhar bem e aprovam seus aumentos logo depois das eleições na sistemática dos malfeitores: rápida e praticamente às escondidas.
    Ainda querem financiamento para as campanhas? Como reza o dito antigo, mais fácil sustentar um burro a pão de ló.

    Assine
    Abaixo-assinado contra o aumento nos salários do presidente da República, ministros e parlamentares. Dezembro/2010
    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2010N4596

  5. Mona said

    Prefiro que seja lançada a campanha cívica de aumento igual às demais catchigorias de trabalhadores brasileiros.
    64% de aumento, já!

  6. Elias said

    Seria bom, também, um controle sobre os reajustes de vencimentos que os ministros do STF concedem a si mesmos.

    Talvez assim fosse possível creditar sinceridade às críticas desses ministros à decisão de atrelar a remuneração dos parlamentares à remuneração dos membros do STF.

    Até lá, será o roto falando do esfarrapado.

  7. Pax said

    Bem lembrado, caro Elias, mas um problemão de difícil solução.

    Na Shangri-la todos se sentem no direito de meter e mão nos baixios da coitada da viúva.

    Nos três poderes.

    E o efeito é sempre em cascata.

    Agora mesmo estava vendo a notícia que os parlamentares gaúchos se deram um reajuste de 71%. Seguiram o Congresso e deram um aumento em cima do aumento vergonhoso. Vergonha pouca é bobagem, eles devem ter pensado.

    Tá duro de engolir.

  8. Elias said

    Pax,

    A única expectativa de solução, seria a tal reforma política, desde que esta não fosse feita pelo Congresso.

    Será demais esperar que Suas Excrecências votem favoravelmente à redução de suas mordomias. Pior, ainda, pretender que eles debatam seriamente a redução de cadeiras nas Casas de Tolerância Legislativa brasileiras.

    Vamos ver se a Dilma levanta a lebre da reforma política…

    Tenho certeza de que, se ela propuser que a reforma política NÃO seja feita pelo Congresso, vão dizer que ela é stalinista, quer fechar o Congresso pra se tornar ditadora, etc. Daí pra baixo!

    Alguns vão considerar a conveniência de um golpe de Estado, como ação preventiva para evitar um golpe de Estado (na América Latina, nada como uma ditadura pra resguardar a democracia…).

    Entre os que desfilarão nessa ala, estarão várias figurinhas que, hoje, se declaram sinceramente indignadas com o festival de bandalheiras executivas, legislativas e judiciárias.

  9. Luiz said

    Elias,

    Constituinte exclusiva não seria suficiente.

    Teria de haver uma “quarentena”; seus membros ficariam proibidos de assumir cargos públicos, eletivos ou não, por um determinado período. Talvez uns 4 ou 5 anos…

    Sabe como é…

  10. Pax said

    Triste a gente não poder contar com o Congresso para uma suposta Reforma Política mais que necessária. Põe triste nisso.

    Afinal é o Congresso o nosso caminho, sem ele ficamos a ver navios, num sistema onde o Executivo tem mais poder que o razoável.

    Bem, vida que segue.

    Duas notícias, uma triste e outra boa.

    A triste: O José Alencar foi internado de novo, mais uma cirurgia à caminho.

    A boa: houve a despedida do famigerado Mão Santa (“atentai”). Menos um palhaço no Senado.

    (ah, sim, Luiz, com certeza concordo com a quarentena de quem eventualmente participar da Reforma Política)

  11. Mona said

    Pax,
    sai o mão santa entra o tiririca: jogo de soma zero.
    E palhaços somos nós, que ficamos pagando orgia de deputado em motel…

  12. Spit Fire (Carlão) said

    bem vinda de volta Mona

    a discussão sobre reforma política por aqui homenageia Marie Antoniette
    recomendando aos franceses famintos que na falta de pão, comessem brioches.
    Mon Dieu!

  13. Mona said

    E o ministério dilmoníaco, hein?
    Um, paga motel e pede indenização; outra, tem apartamento funcional em BSB, ganha auxílio-moradia e ainda pede ressarcimento por despesas em hotel também em BSB…
    A palhaçada tá ficando mais interessante a cada momento que passa. E a presidenta ainda nem assumiu. Bons tempos à frente, para cartunistas, humoristas, analistas.
    Ah, sim, Carlão. Obrigada pela recepção. Tive que me recolher em luto político, por um tempo.

  14. Mona said

    Ainda sobre o ministério, ainda tem aquele que “comprou” um doutorado na Unicamp, pela bagatela de uma emenda orçamentária de R$ 3,9 milhões… (caramba! isso é que é pagar promessa com a vela dos outros!)
    Tá dilmais, não?

  15. Olá!

    Bom ver a Srta. Mona de volta ao site. Uma das poucas pessoas por aqui que ainda vale a pena ler os comentários.

    Até!

    Marcelo

  16. Pax said

    Creio que há uma necessidade mais urgente que a simples tarefa do choro dos derrotados. Choro que seria igual em ambas possibilidades de vitória no segundo turno, ou seja, caso Dilma tivesse perdido seria igual, mas com time trocado, tal e qual no futebol americano quando trocam-se os times de ataque e os de defesa.

    A necessidade que aponto é a formação de um bloco de oposição que seja efetivamente competente. E esta tareda é bastante complicada. Alguns pontos que me ocorrem (lembrando de vários que já foram falados, por exemplo pelo FHC e outros):

    ** por favor, observem que não entro em questões mais rábicas aqui, somente uma visão de helicóptero **

    – Questão de posicionamento – que oposição é esta? Liberal? Social Democrata? Se for Social Democrata, qual a diferença programática com relação ao governo atual?

    – Se a principal força de oposição é o PSDB, e o PSDB se diz social democrata, como ficam as forças liberais? No meu entender, já disse e repeti, devem existir e ser competentes.

    – Aproximação desta oposição com a sociedade. Hoje o PSDB tem alguma empatia com a sociedade, em algumas regiões como no SE, mas não tem em outras. Um bom exemplo é no NE. O DEM me parece fadado a reduzir e reduzir, é notória que seu quadro se reduziu um bocado e este sinal parece demonstrar duas coisas fundamentais: falta de competência política de um lado e afastamento da sociedade de outro.

    – Complementando o primeiro item, o de posicionamento, me parece que falta uma agenda de luta, a definição de bandeiras que sejam identificadas como bandeiras da oposição. Hoje em dia eu, sinceramente, não vejo.

    – União: fica claro que dentro do PSDB há uma disputa de forças e egos que produz um resultado negativo. Disputas sempre existem, claro que sim, dentro de todos os partidos, mas uma hora há que haver um encontro de interesses. Não me parece que Serra tenha conseguido, após definir seu nome como o candidato da oposição, gerar esta união.

    Etc etc etc.

    Utopicamente acho que as forças brasileiras ficariam bem amparadas se houvesse uma distribuição mais programática e menos de interesses pessoais e pouco republicanos. E entendo que o melhor seria termos duas forças principais, uma social democrata e outra liberal (sem as pechas que denigrem este pensamento hoje em dia).

    Já disse várias vezes e vou repetir mais uma: se for falar do meu umbigo, da minha posição, estarei, a priori, do lado social democrata. Mas acho que uma força liberal bem conduzida, com um programa bem feito, com bandeiras necessárias para a sociedade, etc etc, tende a produzir um resultado bastante positivo para o Brasil.

    Do equilíbrio de forças a Democracia se alimenta. Caso contrário…?

  17. Pax said

    Fora do tema:

    – Ontem fui buscar uma pessoa num aeroporto.

    – Pessoa com dificuldades de locomoção.

    – O voo atrasou um bocado.

    – O painel não avisava nada até determinado momento. Quando avisou dizia: “procure a Cia para informações”.

    – Havia uma fila no tal escritório da Cia para obter as tais informações.

    – E lá fui informado: atrasou, vai decolar tal hora e chegar tal hora. Não sei porque esta informação simplesmente não estava no painel de chegadas.

    – O aeroporto um caos. Os banheiros sujos, os serviços sujos (cafés, restaurantes, calçadas etc). E os serviços existentes cobrando o olho da cara, já não é de hoje.

    Agora o pior…

    – Há dois estacionamentos, um perto e outro bem longe, coisa de uns 400 metros.

    – O perto estava vazio, o longe cheio. O perto estava fechado, o longe aberto. Falei com o rapaz, pedi para estacionar perto por conta do problema de locomoção da pessoa que chegaria. Disse que a cancela automática estava quebrada. Não havia jeito. Mas disse que eu poderia estacionar na rua que não me multariam.

    – Tentei estacionar na rua, perto do desembarque, tentei falar com algum guarda de trânsito, e nada.

    – Voltei para o estacionamento longe. E aí?…

    – A cancela do outro estacionamento, este tal, longe, quebrou dois carros à minha frente. Todos tiveram que voltar à ré. Ou seja? Isto mesmo, os dois estacionamentos absolutamente inoperantes.

    – Uma barafunda de carros tentando estacionar nas redondezas, um caos maior que o caos aéreo.

    – Na quarta volta eu consegui estacionar quase em frente ao desembarque, alguém saiu e eu entrei. Nenhum guarda trânsito trabalhando àquela hora, umas 21h.

    Hoje nem sei se há greve ou não, só sei que este modelo é um fracasso total, ANAC, Infraero etc etc, um bando de incompetentes com farto noticiário de corrupção em seu entorno.

    O lado bom: muita gente voando pela primeira vez. Quando desisti de me aborrecer fique observando a “audiência”. Achei maravilhoso o que vi, dentro do caos da administração pública e da irresponsabilidade das cias aéreas, pois deu para perceber que o Brasil ganhou uma nova classe de viajantes que antes não tinha direito algum de usar este tipo de serviço. Sim, já sabia disso, claro, mas ontem, antevéspera de Natal, o exemplo estava muito em evidência.

    Um lado muito bom desta história, com certeza, mas que o governo não conseguiu acompanhar com infra suficiente. E sabem porquê? Bem, cá com meus botões tenho algum conforto em afirmar: estas ANAs (agencias regulatóirias) e estas estatais (Infraero etc), faliram completamente, hoje são um amontoado de picaretas encabidados em seus empregos e gerando atraso para o país. Deveriam ser implodidas e recriadas, urgentemente.

  18. Zbigniew said

    Mas que mastodonte é este que não pode ser melhorado? Tantas coisas em infra-estrutura estão melhorando, incluindo portos e ferrovias, e ainda as estradas (claro, claro, há muito ainda a se fazer).

    Não sei se já viram, mas em outros locais do mundo problemas com greves de controladores e empresas aéreas também aconteceram (como as da Espanha, Grécia, Bélgica, Grã-Bretanha, Alemanha e França, só este ano.)

    Não é uma justificativa, mas um alerta para um problema que tem muito a ver com a situação econômica das empresas aéreas em virtude da retração no mercado internacional, e ainda, as condições de trabalho (incluindo aí os controladores de vôo).

    Ficam os quetionamentos: só o mercado interno garante o lucro das empresas aéreas, ainda que incrementado pela utilização dos serviços por uma parcela da população que não tinha acesso aos mesmos? O que o Governo fez e pode fazer para melhorar a infra-estrutura aeroportuária e evitar problemas como estes? O que as empresas estão fazendo para melhorar os serviços e evitar tais problemas? É só o governo, só as empresas ou ambos?

  19. Olá!

    Isso aqui é interessante:

    “- Questão de posicionamento – que oposição é esta? Liberal? Social Democrata? Se for Social Democrata, qual a diferença programática com relação ao governo atual?”

    Esse papo furado de que o PT é social democrata engana apenas os mais ingênuos e otários. Pax, o estilo de esquerda européia e as social-democracias por lá existentes, como a escandinava, nunca fincou raízes por estas bandas do globo — no Brasil, então, nem se fale.

    A esquerda européia é bem mais pró-livre mercado e pró-capitalismo do que qualquer um dos seus pares brasileiros e/ou latino-americanos. Aliás, a própria esquerda brasileira considera o PSDB de direita, sendo que este partido estaria à esquerda até mesmo de alguns partidos de esquerda europeus e seria complicado de imaginar as esquerdas européias liderando um processo de privatizações no qual o cidadão comum não pudesse adquirir ações de certas empresas, sendo algo restrito a uns poucos privilegiados.

    Afirmar que o PT é social-democrata chega a ser um insulto aos partidos que de fato seguem essa vertente do esquerdismo. Basta ler alguns documentos que o PT elabora ao final dos seus congressos, encontros e demais eventos nos quais as principais lideranças petistas afirmam que tal partido é socialista, sem contar o que escrevem alguns dos elementos históricos (histriônicos?) do PT e da sua tão anacrônica e louca intelligentsia (apenas para ficar nos mais folclóricos: Marilena Chauí, Emir Sader e a Trofim Lysenko da economia, Maria da Conceição Tavares).

    Honestamente, é complicado conciliar o esquerdismo tosco e atrasado do PT com a social-democracia da Europa. Tentem imaginar as lideranças de hoje e de ontem da social-democracia européia fazendo coisas como:

    01. Afirmar que há democracia até demais na Venezuela;

    02. Enturmar-se com tiranos do naipe de um Robert Mugabe para juntar apoio suficiente no sentido de pleitear um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU;

    03. Servir de idiota útil aos delírios nucleares de tiranias teocráticas;

    04. Afirmar que um partido político adversário deveria ser extirpado do cenário político nacional;

    05. Usar um discurso anti-privatizações como arma eleitoral, ainda que as estatais sejam um antro de corrupção e falcatruas;

    06. Elaborar documentos e fazer reuniões em que se discute a censura à imprensa e ao direito à liberdade de expressão.

    E o principal: Imaginem se um desses partidos social-democratas europeus elaborassem e executassem um esquema de corrupção e suborno para que o Poder Executivo pudesse comprar parte do Poder Legislativo. Se um golpe institucional como o Mensalão tivesse ocorrido em um país desenvolvido, como a social-democrata Escandinávia, cabeças teriam rolado e seria muito provável que os arquitetos desse esquema fossem encarcerados ou coisa do tipo.

    Outro ponto interessante é verificar o grau de liberdade econômica entre as social-democracias européias, sobretudo as escandinavas, e o Brasil. Quem dera ao Brasil se as esquerdas locais esposassem um ideário semelhante ao ideário social-democrata europeu, pelo menos lá na Europa a esquerda parece ter um apreço maior pelo capitalismo e o livre mercado, afinal de contas, de algum lugar devem vir os recursos que bancam a gigantesca estrutura do Welfare State europeu.

    Pax, parece que você afirmou aqui no seu site que, nas últimas eleições, você votaria no candidato que representasse a social-democracia. Sinceramente, a social-democracia, ao estilo européia/escandinava, não estava representada nas últimas eleições, afinal de contas, esse tipo de social-democracia é. . . como é mesmo. . . ? Neoliberal demais para os esquerdistas que disputavam o cargo de presidente.

    Pax, é direito seu votar no partido que você considera social-democrata. O detalhe é que o PT não é esse partido.

    Até!

    Marcelo

  20. Olá!

    Isso aqui é interessante:

    “- Questão de posicionamento – que oposição é esta? Liberal? Social Democrata? Se for Social Democrata, qual a diferença programática com relação ao governo atual?”

    Esse papo furado de que o PT é social democrata engana apenas os mais ingênuos e otários. Pax, o estilo de esquerda européia e as social-democracias por lá existentes, como a escandinava, nunca fincou raízes por estas bandas do globo — no Brasil, então, nem se fale.

    A esquerda européia é bem mais pró-livre mercado e pró-capitalismo do que qualquer um dos seus pares brasileiros e/ou latino-americanos. Aliás, a própria esquerda brasileira considera o PSDB de direita, sendo que este partido estaria à esquerda até mesmo de alguns partidos de esquerda europeus e seria complicado de imaginar as esquerdas européias liderando um processo de privatizações no qual o cidadão comum não pudesse adquirir ações de certas empresas, sendo algo restrito a uns poucos privilegiados.

    Afirmar que o PT é social-democrata chega a ser um insulto aos partidos que de fato seguem essa vertente do esquerdismo. Basta ler alguns documentos que o PT elabora ao final dos seus congressos, encontros e demais eventos nos quais as principais lideranças petistas afirmam que tal partido é socialista, sem contar o que escrevem alguns dos elementos históricos (histriônicos?) do PT e da sua tão anacrônica e louca intelligentsia (apenas para ficar nos mais folclóricos: Marilena Chauí, Emir Sader e a Trofim Lysenko da economia, Maria da Conceição Tavares).

    Honestamente, é complicado conciliar o esquerdismo tosco e atrasado do PT com a social-democracia da Europa. Tentem imaginar as lideranças de hoje e de ontem da social-democracia européia fazendo coisas como:

    01. Afirmar que há democracia até demais na Venezuela;

    02. Enturmar-se com tiranos do naipe de um Robert Mugabe para juntar apoio suficiente no sentido de pleitear um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU;

    03. Servir de idiota útil aos delírios nucleares de tiranias teocráticas;

    04. Afirmar que um partido político adversário deveria ser extirpado do cenário político nacional;

    05. Usar um discurso anti-privatizações como arma eleitoral, ainda que as estatais sejam um antro de corrupção e falcatruas;

    06. Elaborar documentos e fazer reuniões em que se discute a censura à imprensa e ao direito à liberdade de expressão.

    E o principal: Imaginem se um desses partidos social-democratas europeus elaborassem e executassem um esquema de corrupção e suborno para que o Poder Executivo pudesse comprar parte do Poder Legislativo. Se um golpe institucional como o Mensalão tivesse ocorrido em um país desenvolvido, como a social-democrata Escandinávia, cabeças teriam rolado e seria muito provável que os arquitetos desse esquema fossem encarcerados ou coisa do tipo.

    Outro ponto interessante é verificar o grau de liberdade econômica entre as social-democracias européias, sobretudo as escandinavas, e o Brasil. Quem dera ao Brasil se as esquerdas locais esposassem um ideário semelhante ao ideário social-democrata europeu, pelo menos lá na Europa a esquerda parece ter um apreço maior pelo capitalismo e o livre mercado, afinal de contas, de algum lugar devem vir os recursos que bancam a gigantesca estrutura do Welfare State europeu.

    Pax, parece que você afirmou aqui no seu site que, nas últimas eleições, você votaria no candidato que representasse a social-democracia. Sinceramente, a social-democracia, ao estilo européia/escandinava, não estava representada nas últimas eleições, afinal de contas, esse tipo de social-democracia é. . . como é mesmo. . . ? Neoliberal demais para os esquerdistas que disputavam o cargo de presidente.

    Pax, é direito seu votar no partido que você considera social-democrata. O detalhe é que o PT não é esse partido.

    Até!

    Marcelo

  21. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Desculpe-me, mas aqui não consigo concordar com você.

    Uma coisa é comemorar um avanço social onde uma enorme, vou repetir, enorme parcela da população passa a ter acesso a coisas antes inimagináveis, como comprar moto e carro, como andar de avião, como fazer cruzeiros marítimos etc etc. Aqui nós comemoramos juntos, não esqueça disto. Acho que deixei claro no texto onde relatei o que ocorreu ontem num dos aeroportos nacionais.

    Claro que este aumento de demanda é algo a se comemorar. E muito! É sinal de avanço social, apesar de alguns acharem que não, de teimarem e se distanciarem da realidade e, por consequência, do poder. Claro que houve. Fruto de 16 anos onde houve alguns grandes passos dados como a estabilização da moeda, a instauração da responsabilidade fiscal (ambos em FHC) e depois com um aumento significativo de ações que visavam e visam a melhoria social. Aqui temos que aceitar e aplaudir os acertos. Quem quer que seja, exceto os que não querem ver a realidade à frente dos olhos.

    Outra coisa, completamente diferente, é achar que algumas áreas vão melhorar com os esquemas atuais de incompetência e corrupção. ANAC, ANATEL, Infraero etc etc etc etc, há exemplos para todo lado. Você fala de estradas e portos. Bem, meu amigo, o Ministério dos Transportes é feudo do PR e eu afirmo para você que neste esquema nunca, repetindo, de novo, NUNCA, vai melhorar. Dê uma olhada nos escândalos envolvendo DNITT, ANTT etc. Portos? Bem, estes andaram um pouco porque alguém teve a luminar ideia de tirar esta área dos Ministérios dos Transportes, onde o Valdemar da Costa Neto montou seu esquema de “incompetência”, digamos assim.

    O meu ponto, caro Zbigniew, é que o Brasil merece coisa muito melhor que estas Agências Regulatórias e várias, uma enorme parte, das estatais atuais.

    Enquanto acharmos que este caminho está bom, juntificando porque houve avanços sociais, estamos condenados a aceitar verdadeiras máfias tomando conta de áreas do governo quando deveriam estar tomando conta de espaços de 2x3metros quadrados de celas em penitenciárias.

    Uma coisa é torcer pelo PT, ou torcer pelo PSDB, ou qualquer partido, vivemos num país onde há liberdade de escolha. Outra, muito diferente, é achar que tudo relacionado ao partido de nossa torcida, ou adesão, é bom. Não, não é.

    Entendo que os torcedores que não são míopes fazem um bem danado aos partidos a que aderem se ficarem reclamando o tempo todo. Há que se lembrar que as agendas dos partidos, do Congresso etc são, também, movidas pelas agendas da sociedade. Quando esta segunda grita, muita coisa acontece. Quando esta aceita calada, a tendência é a degeneração e até o fim. Veja o caso do DEM. Era um partido enorme e olha no que deu. Quem era a “menina dos olhos” do DEM? José Roberto Arruda.

    Caro Marcelo Augusto,

    Você tem opiniões tão radicais e rábicas que me permito não respondê-lo. Ainda mais quando afirma o que não sabe, como por exemplo em que partidos e quais candidatos eu votei. Desculpe-me, mas passo batido.

  22. Zbigniew said

    Faça os seguintes questionamentos:

    1. Há democracia de verdade no Egito, ou Arábia Saudita, por exemplo?

    2. Enturmar-se com Sadam Hussein (na época da guerra Irã-Iraque) pode? Ou quem sabe com o Reza Pahlavi no Irã? Que tal as ditaduras na América Latina? Teu partido não dava um pio (além de tira sapatos, ficavam quietinhos, quietinhos, entreguistas e acovardados!).

    3. Servir de idiota-útil aos interesses de países desenvolvidos que só querem armas nucleares nas suas próprias mãos e de seus dóceis aliados automáticos (alguns é claro)? Lembram do caso das centrífugas da Marinha? Da tentativa de espionagem industrial pela própria AIEA?

    4. Afirmar que uma raça pertencente a um partido político deveria ser exterminada?

    5. Privatizar de forma obscura a torto e direito e só ter a Vale do Rio Doce para servir de exemplo ainda que vendida a troco de banana.

    6. Aceitar o monopólio da mídia nas mãos de poucos grupos, aliados de primeira hora dos seus próprios interesses.

    Esses são os democratas?!

    Esse discurso da exclusividade da corrupção do PT é um tanto quanto enviesado e míope. Haja vista o esquema de corrupção envolvendo o Daniel Dantas, o mensalão mineiro, o mensalão do DEM, compra de votos pela emenda da reeleição, o caso ALSTON e tantos outros exemplos de corrupção da nossa tão inocente oposição.

    Social-Democracia? Tem algo a ver com distribuição de renda? Com pleno emprego? Quanto tá o desemprego na tua cidade, enquanto o Primeiro Mundo, com raras exceções, tá quebrando a cabeça pra resolver as orgias financistas que quebraram o sistema produtivo e jogaram a conta pra cima da população porque esta anda de avião e pode comprar um I-Phone no final do ano?

    Que tal o Nordeste brasileiro estar crescendo acima da média nacional? Que tal uma nova classe média, agora sem os cacoetes dos “letrados democratas” da oposição entreguista e udenista? Dói né?

    Que tal o PROUNI, que você só lembra quando vê que uma criatura do interior, qua jamais conseguiria entrar numa faculdade, hoje é a primeira de uma família a se formar em farmácia ou medicina?

    Por fim: que tal 94% da população brasileira dá uma banana pra vocês e dizer em alto e bom tom: “Nunca antes na história deste país…”

    A “honestidade intelectual” só não vai mais longe porque comparar partidos sociais-democratas da Europa Escandinava sem levar em conta todo o contexto histórico e circunstancial dá muito trabalho pra pensar. Vai te reciclar, cara! Até a oposição já tá fazendo isto!

  23. Zbigniew said

    Caro Pax. Ao contrário dos míopes, como o letrado aí de cima, entendo que sim, há corrupção, mas há avanços também. Veja o caso das eclusas de Tucuruí, das ferrovias Norte-Sul, Transnordestina, das diversas duplicações de BRs e estaduais pelo Brasil a fora, dos investimentos em portos e da atração de investimentos privados.

    Não sei se é porque São Paulo sempre foi um Estado mais forte economicamente, mais desenvolvido, então é mais difícil se enxergar os avanços. Mas, vá lá em Pernambuco, visite Suape e seu entorno. Veja quantas pessoas saíram da lavoura da cana-de-açúcar e foram parar num estaleiro, e possivelmente vão para uma refinaria e até numa montadora de automóveis com carteira assinada.

    Vá a Pecém, no Ceará, na Bahia, até mesmo em Estados menores. O que quero dizer é que tais vanços vão, com certeza, puxar uma nova forma de gerir o Estado.

    Concordo que o preço da paz é a eterna vigilância e temos que estar sempre atentos para cobrar e exigir das autoridades o combate incessante à corrupção. Concordo também que não se pode querer que, onde existe cabide de empregos, ou acomodações políticas, exclusivamente, haja uma boa gestão da coisa pública, e que isto é terreno fértil para a corrupção. E concordo também que precisamos rever o modelo das agências regulatórias e a forma de aparelhamento das estatais pelos partidos da vez. Mas é importante encararmos que, queira ou não queira, este processo faz parte do fisiologismo inerente ao nosso sistema político (de forma alguma defendo o modelo).

    Apenas ressalto, concordando contigo, que não podemos deixar de reconhecer os avanços e, acredite, é também, a partir daí que as mudanças se concretizarão. Ou você acha que num chão constantemente limpo não se notará qualquer sujeira provocada por um desavisado?

  24. Olá!

    Pax, você já tem uma boa experiência de vida para ficar agindo feito um menino de DCE (Diretório Central dos Estudantes). Tirando a parte que discorre sobre o seu voto social-democrata, diga se o que vai no comentário anterior está ou não em sincronia com os fatos. Aliás, em nenhum momento o comentário anterior afirmou que você votou neste ou naquele candidato. A única afirmação nesse sentido veio de você mesmo na época das eleições quando você afirmou que votaria em algum social-democrata e o comentário apenas reproduziu uma afirmação sua.

    Dizer que o comentário anterior é radical, extremista ou coisa do gênero é trivializar o real significado dessas palavras.

    Você, Pax, afirma que, se o DEM desaparecesse, não faria a menor falta. Claro, radical são os outros. Sem contar as suas implicações com gente como Efraim Morais e o tal de Cássio Cunha Lima que, pelas informações que há até o momento, são dois ladrões de galinhas institucionais se comparados aos arquitetos e executores do Mensalão. Aliás, será histórico o dia em que você usar para o Mensalão o mesmo rigor e honestidade intelectual que você usa para tratar dessas duas figuras “menores” da corrupção — menores se comparadas ao Mensalão, mas isso não as exime de pagar pelo que fizeram.

    Ao que parece, Pax, quando o assunto é Mensalão, você utiliza pesos e medidas diferentes (fonte):

    “O PT? Bem, realmente os casos de corrupção abalam as estruturas do PT, mas o índice de aprovação do governo do PT é tão alto que não atrapalha tanto, nem mesmo a aliança com o maior partido de prateleira, o PMDB. Se acho isso bom? Claro que não. […]”

    Muito interessante esse tipo de valor: Se um partido for corrupto e estiver associado a um outro partido extremamente fisiológico, mas tiver elevada aprovação popular, então, isso não atrapalha tanto assim.

    Esse valor tem um nome: Desonestidade intelectual.

    Aliás, leiam os comentários do post Efraim afunda o DEM e compromete Serra e vejam o rodeio mental que o Pax faz para evitar dizer o óbvio.

    Um adendo: Efraim Morais, Cássio Cunha Lima e os arquitetos e executores do Mensalão deveriam todos ocupar a mesma cela.

    Até!

    Marcelo

  25. Elias said

    Luiz,

    Quarentena, claro! É isso mesmo! Há muito tempo defendo isso. A meu pensar, a quarentena deve ter duração igual ao mandato-padrão que, em minha opinião, deveria ser de 6 anos, vedada a reeleição para o Poder Executivo em qualquer nível.

    Zbigniew,

    Sou filiado ao PT desde a fundação do partido.

    Em 2005, considerei seriamente a possibilidade de me desfiliar.

    Não fiz isso porque, no desdobramento dos acontecimentos, concluí que, se o PT é uma merda, os demais partidos são merdas maiores e podres. Permaneci no menos pior, onde, juntamente com um porrilhão de outras pessoas, tento fazer alguma coisa útil no sentido de que ele não se desnature de vez.

    Não custa reconhecer que FHC fez muita coisa boa, a começar pela estabilidade econômica, pelas alterações no sistema arrecadador federal, etc.

    A privatização realizada por FHC não teve fundo ideológico. FHC privatizou porque o Estado estava falido. Bem feitas as contas, ele não tinha muitas altermativas. Qualquer outro no lugar dele teria feito algo parecido.

    Além do mais, não há porque o Estado continuar operando projetos que já atingiram a maturidade (como os projetos Ferro Carajás, Albras/Alunorte/Alumar e outros vinculados ao PGC). O correto é privatizar o que maturou e se auto-sustenta, e partir pra outros.

    O problema da privatização não foi a privatização em si, portanto. Foi a sacanagem acompanhante.

    Lula tem o mérito de ter avançado no enfrentamento das desigualdades sociais e interregionais, sem comprometer a estabilidade econômica que herdou de seu antecessor. Durante o seu governo as exportações brasileiras mais que quadruplicaram, acho, abrindo uma enorme dianteira em relação aos seus competidores tradicionais.

    Além disso, aumentou a eficiência da máquina arrecadadora com a unificação dos sistemas na RFB. Já ao final do mandato, deu outro enorme passo com a implantação do SPED (sem o quê não se poderia nem pensar seriamente numa reforma tributária).

    Isto posto (disse a galinha olhando o ovo), vale lembrar que:

    a – o sistema público de ensino brasileiro está falido e deve ser reestruturado de alto a baixo;

    b – a malha tributária brasileira é injusta, porque distribui desigualmente a carga, fazendo com que quem ganha menos pague proporcionalmente mais em relação às faixas de maior renda (nisto incluídas as pessoas jurídicas);

    c – o sistema público de proteção à saúde é uma droga e também necessita ser totalmente reestruturado: proporciona péssimo atendimento ao cidadão, remunera mal aos profissionais e instituições credenciados e, por cima, custa caro;

    d – a estrutura político-partidária brasileira, assim como os regimentos internos das casas legislativas parecem mais com a regulamentação de consórcios de quadrilhas organizadas — coisa de fazer inveja à Máfia;

    e – os Judiciários brasileiros — especialmente os judiciários estaduais — estão seriamente comprometidos: funcionam len-ta-men-te, são pródigos em favorecimentos absurdos aos seus membros e mais pródigos ainda em decisões questionáveis por qualquer critério decente;

    b – a previdência social pública brasileira não passa de um imenso “esquema Ponzi”: qualquer indivíduo que fizesse o mesmo no mercado financeiro, em qualquer país civilizado, se fosse apanhado iria pra trás das grades;

    c – etc, etc, etc.

    Não dá pra falar e agir como se tivéssemos chegado — ou estivéssemos chegando — lá.

    Na verdade, nem começamos a tangenciar os problemas estruturais do país.

    O PT pode contribuir para que isso ocorra? Pode, claro!

    Assim como ele, os demais partidos também.

    Mas é bom não esquecer que, até agora, rigorosamente nenhum partido brasileiro deu um único e mísero passo nesse sentido.

    Nem PT nem ninguém, até agora, fez pelo menos um aceno…

  26. Zbigniew said

    Elias, meu caro. E eu nem sou filiado ao PT, nem nunca fui (e nem quero). O que me irrita é a desonestidade com que se abordam os tema. Ok, ok, faz parte do jogo democrática. Mas numa discussão que se pretende séria, não dá pra aceitar.

    Até o reino mineral sabe (com licença do Mino Carta) que esse discurso de que o PT fez isto, aquilo, é o maior partido corrupto da história do Brasil, este tipo de discurso é pra pegar os incautos.

    É uma obviedade sem tamanho que o Brasil tem nas suas estruturas uma corrupção edêmica, histórica, cultural, que só vai diminuir e ser controlada (a níveis tolerados) com o amadurecimento das nossas instituições, e, porque não, o amadurecimento político da nossa população. Mas para isto devemos deixar de ser cínicos!

    O blog se propõe a discutir a corrupção, entendo isto. Mas é importante que se aponte os desvios do discurso, para que não se chegue à conclusão maniqueísta de que neste cenário é perfeitamente distinguível os mocinhos dos bandidos.

    Quanto ao FHC, Itamar, Collor, Lula, todos deram a sua contribuição. Todos tiveram seus problemas, mas é possível apresentar características ideológicas específicas de cada um, e isto pode ser feito, independentemente de ser reconhecer ou não os méritos de cada um.

  27. Olá!

    “1. Há democracia de verdade no Egito, ou Arábia Saudita, por exemplo?”

    Não há. Vale lembrar que os países desenvolvidos fazem negócios com esses dois países pela mesma razão que Hugo Chávez não interrompe a venda de petróleo para o EUA. O dia que esse ditador fizer isso, a revolução bolivariana quebra.

    “2. Enturmar-se com Sadam Hussein (na época da guerra Irã-Iraque) pode? Ou quem sabe com o Reza Pahlavi no Irã? [. . .]”

    É lamentável que democracias liberais tenham que se aliar aos párias do mundo — caso do Reino Unido, EUA e URSS na 2a Guerra Mundial. E é mais lamentável ainda que o maior depósito de hidrocarbonetos tenha ido parar exatamente sob o solo dos piores regimes ditatoriais da atualidade. Mas haverá de chegar o dia em que o uso de novas fontes de energias se tornarão mais práticas e esses países da OPEP poderão retornar à obscuridade e ignorância na qual vivem atualmente.

    Sobre o caso do Xá Reza Pahlavi, seria interessante levantar uma série histórica de dados dessa época sobre quantas mulheres foram apedrejadas, quantos homossexuais foram enforcados, quantas pessoas foram presas e/ou torturadas por crimes de consciência, e comparar esses dados, relativos ao período do Xá, com os dados da era pós Revolução Islâmica.

    Aliás, seria interessante ver a reação dos aiatolás de hoje a este comercial da TV iraniana dos anos de 1970. Provavelmente, a moça seria apedrejada em praça pública ou receberia a clemência dos aiatolás, tendo a sua pena amenizada: Em vez do apedrejamento, talvez ela fosse enforcada.

    “[. . .] Que tal as ditaduras na América Latina? Teu partido não dava um pio (além de tira sapatos, ficavam quietinhos, quietinhos, entreguistas e acovardados!).”

    Hehehehehehe! Os esquerdistas, não contentes em apenas dizer quem é e quem não é de direita ou esquerda, agora querem também dizer a qual partido político cada um pertence.

    “3. Servir de idiota-útil aos interesses de países desenvolvidos que só querem armas nucleares nas suas próprias mãos e de seus dóceis aliados automáticos (alguns é claro)? Lembram do caso das centrífugas da Marinha? Da tentativa de espionagem industrial pela própria AIEA?”

    A pessoa tem que ser muito ingênua para acreditar que o desenvolvimento tecnológico de um país cientificamente periférico estaria no mesmo patamar dos países desenvolvidos. Vejam neste link quais são os países que possuem as publicações científicas mais citadas. O Brasil, como sempre, aparece no final da lista (34 de 40), enquanto que o EUA fica em oitavo e os países neoliberais lideram a lista.

    E outra: O Large Hadron Collider (LHC) foi construído em solo europeu e não em solo latino-americano. Isso ajuda a dar uma boa medida das instituições e valores de cada lugar.

    E mais outra: O EUA tem mais de 300 Prêmios Nobel. O Brasil, nenhum.

    “6. Aceitar o monopólio da mídia nas mãos de poucos grupos, aliados de primeira hora dos seus próprios interesses.”

    Mas como pode haver monopólio se existe toda uma miríade de opções em termos de jornais, revistas, panfletos, informativos, portais de internet, blogs e afins?

    Segundo a ANJ, há, atualmente (dados de 2009), 4148 jornais no Brasil, em diversas categorias (diários, semanais, etc.) e não apenas 1 jornal. Portanto, onde está o monopólio?

    Agora, se a Carta Capital ou o jornal do MR-8 não possuem o mesmo alcance e qualidade da Revista Veja ou da Folha de São Paulo, aí, é outra história.

    “Esse discurso da exclusividade da corrupção do PT é um tanto quanto enviesado e míope. Haja vista o esquema de corrupção envolvendo o Daniel Dantas, o mensalão mineiro, o mensalão do DEM, compra de votos pela emenda da reeleição, o caso ALSTON e tantos outros exemplos de corrupção da nossa tão inocente oposição.”

    Todos os casos citados são de corrupção e os responsáveis por eles deveriam estar encarcerados.

    A diferença fundamental entre o Mensalão Mineiro, o Mensalão do DEM e o Mensalão é que apenas este último, ao montar um esquema de compra de votos do Poder Legislativo pelo Poder Executivo, fulminou com um dos princípios básicos que regem uma democracia republicana: A separação dos poderes.

    Sobre a compra de votos para a emenda da reeleição, seria interessante saber se houve na época alguém como o Roberto Jeferson, o Marcos Valério e demais personagens do Mensalão para validar as suspeitas. Não há evidências de que o Pedro Malan perseguiu pobres caseiros ou que ele andasse fazendo festas com prostitutas em alguma casa do lobby.

    “Social-Democracia? Tem algo a ver com distribuição de renda? Com pleno emprego? Quanto tá o desemprego na tua cidade, enquanto o Primeiro Mundo, com raras exceções, tá quebrando a cabeça pra resolver as orgias financistas que quebraram o sistema produtivo e jogaram a conta pra cima da população porque esta anda de avião e pode comprar um I-Phone no final do ano?”

    Seria bom esperar para ver como estarão o Brasil e o primeiro mundo após a turbulência de mais uma crise econômica. Quem vocês acham que possui maiores chances de ganhar mais um Morro do Vidigal: O dito primeiro mundo ou o Brasil?

    “Orgias financistas”! Doidice.

    “Que tal o Nordeste brasileiro estar crescendo acima da média nacional? Que tal uma nova classe média, agora sem os cacoetes dos “letrados democratas” da oposição entreguista e udenista?”

    É engraçada essa história de ser entreguista e udenista. Pelo o que se sabe, a UDN e o PT possuem mais semelhanças em termos econômicos do que diferenças, apenas a base social difere. Por exemplo, a UDN apoiou o monopólio da Petrobras e o Golpe de 64 que resultou nos governos mais estatizantes que este pobre e miserável país já conheceu.

    Há uma entrevista do Jair Bolsonaro na qual ele afirmou já ter defendido o fuzilamento do FHC por este ter implementado as privatizações e tornado alguns setores (como o petrolífero) um pouco mais “capitalistas”.

    Isso não é muito diferente do que o PT defendia na época com o tal do “Fora FHC”. Aliás, os Bolsonaros, vez por outra, dão comendas para militares suspeitos de torturarem pessoas na época da ditadura e os petistas vivem dando comendas e indenizações milionárias para os antigos terroristas da VAR-Palmares, MR-8 e afins que explodiam aeroportos e coisas tais.

    O bom de ser um liberal no Brasil é que a pessoa não tem torturadores e nem terroristas amigos para presentear com medalhas e indenizações estatais.

    “Que tal o PROUNI, que você só lembra quando vê que uma criatura do interior, qua jamais conseguiria entrar numa faculdade, hoje é a primeira de uma família a se formar em farmácia ou medicina?”

    O seu argumento é asqueroso e preconceituoso. Uma pessoa do interior é tão capaz quanto qualquer outra. O problema é que, no Brasil, o Estado é mínimo em educação e as pessoas que dependem dela para progredir na vida ficam a ver navios. Não é à toa que os filhos das lideranças sindicais e das esquerdas estudem nos melhores colégios particulares da classe alta. Boa essa filosofia dessa gente: Educação ruim que fique para os filhos dos outros.

    “Por fim: que tal 94% da população brasileira dá uma banana pra vocês e dizer em alto e bom tom: ‘Nunca antes na história deste país…'”

    Sim, sem dúvida. As últimas operações da polícia nos morros cariocas que o digam e o resultado do PISA 2010, também, que o diga.

    “A ‘honestidade intelectual’ só não vai mais longe porque comparar partidos sociais-democratas da Europa Escandinava sem levar em conta todo o contexto histórico e circunstancial dá muito trabalho pra pensar. Vai te reciclar, cara! Até a oposição já tá fazendo isto!”

    O problema fundamental é que o PT possui sérias dissidências de valores com toda a estrutura que foi capaz de montar e melhorar as social-democracias européias.

    Até!

    Marcelo

  28. Elias said

    Reza Pahlavi torturou pra caramba! E matou como poucos!

    Coisa de dezenas de milhares…

    Inicialmente ele tinha o apoio do clero xiíta. Os alvos eram os comunistas (que, na verdade, eram poucos), e os socialistas (estes em maior número), do lamentoso (e lamentável) Mossadegh.

    Mas sobrou pra sociais-democratas e pros liberais em geral (que só queriam coisas tipo liberdade de imprensa & afins).

    O clero xiíta não só aprovava Pahlavi como tirava sua casquinha.

    Uma parte da arrecadação tributária do Irã era transferida pro clero xiíta, segundo acordo costurado pelos EUA, na época da deposição do Mossadegh.

    O rompimento de Pahlavi com o clero xiíta aconteceu quando o xá resolveu modernizar a produção agrícola iraniana. Nada de reforma agrária. Só empresariamento, mecanização… por aí.

    Aí o clero xiíta chiou, na condição de maior latifundiário do país. Começaram as manifestações anti-xá.

    Pahlavi reagiu cortando os repasses da participação do clero xiíta na receita tributária. Achava que, assim, dobraria os aiatolás.

    Foi aí que Pahlavi aiatolou. O clero xiíta radicalizou, com o apoio da maior parte da população.

    Pahlavi partiu pro pau puro. Sua jogada mais momentosa foi quando ele prendeu aquele aiatolá cujo nome esqueci, e que era o braço direito do Khoumeini.

    O cara foi levado pra uma fábrica de azeite, onde foi selvagemente torturado. Depois, ainda vivo, foi jogado dentro de uma dorna de azeite fervente.

    Foi literalmente fritado vivo!

    A coisa virou um escândalo internacional. De Paris, onde se encontrava, Khoumeini jurou de morte o Pahlavi.

    Depois, mesmo com Pahlavi já deposto e com um câncer em estágio terminal, Khoumeini ainda tentava sua extradição.

    Vai ver, tinha lá uma frigideira esperando pelo ex-aliado, agora arqui-inimigo.

    Um pelo outro, sei não…

    Prum cara que está sendo torturado, não sei se faz muita diferença se o torturador é comunista, liberal, cristão, muçulmano, budista…

  29. Olá!

    Elias, tortura é condenável, não importa a cor política de quem o faz.

    O lance é: Houve um aumento ou uma diminuição das torturas, apedrejamentos, enforcamentos e prisões políticas após a Revolução Islâmica de 1979?

    No final das contas, os iranianos apenas trocaram um regime tosco por outro.

    Até!

    Marcelo

  30. Elias said

    Zbigniew,

    Ideologia é superimportante pra dar as linhas gerais da ação governamental.

    Mas, no frigir dos ovos, as circunstâncias é que determinam a maior parte das decisões de governo.

    Não é que seja essa baboseira de “arte do possível”, até porque os limites do possível estão no mundo pra serem rompidos.

    Mas, daí a achar que é possível romper todos os limites ou a maior parte deles, ao mesmo tempo ou a qualquer tempo, é pular uma passagem…

    Há uns meses, vi na tevê uma entrevista com Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova Iorque.

    Como se sabe, antes de entrar na política, Giuliani teve uma bem sucedida carreira na iniciativa privada.

    Ele lembrou o quanto é complicado trabalhar na administração pública.

    Na empresa, você sabe quem são seus clientes, o que eles querem e o que precisa ser feito para satisfazê-los. Se você vai conseguir ou não é outro papo. Mas você sabe — ou mais ou menos sabe — o que precisa ser feito.

    No poder público, sua “clientela” é toda a população, dividida em grupos com interesses diferentes e, não raramente, antagônicos.

    Como não dá pra atender a todos, você tem que fazer escolhas. E, ao fazê-las, você acaba desagradando muita gente.

    O pior, diz Giuliani, é quando a parcela que você desagradou, porque contrariou interesses, consegue convencer a ficar contra você, exatamente aquela parcela que foi beneficiada pelas decisões que você tomou…

    Lembro disso sempre que vejo alguém indo mais fundo nas propostas para uma reforma tributária.

    Experimente fazer isso e, depois, conte pra gente…

  31. Pax said

    Ok, Marcelo Augusto, você me considera um desonesto intelectual. Fazer o quê? Direito seu, afinal.

    E o meu o de achar que você adotou a linha de uma oposição rabugenta, rancorosa, idiotizada, e absolutamente antolhada. O que ganham com isso eu não sei, mas sei o que perdem.

  32. Elias said

    Mare,

    Realmente não sei dizer se houve aumento ou redução de torturas e apedrejamentos no Irã.

    Chutando, diria que aumentaram as punições com base em interpretações da lei islâmica e reduziram as punições com fundo político-partidário (que eram muitas, na época do xá).

    Isso tudo é chute meu, claro.

    Nos dois casos — xá e clero xiíta — trata-se de ditaduras. Uma pela outra, a meu pensar, não sobra nada…

  33. Carlão said

    Marcelo Augusto

    Não se preocupe.Porcos comem pérolas!
    O petismo enrustido(D.A.D.T.)* só gosta de “oposição construtiva”,
    seja lá o que catzo isso
    quer dizer. Um lero pra “apascentar” os bovinos do pedaço.
    *(Don’t Ask -Don’t Tell)

  34. Zbigniew said

    Se torturou mais ou menos?!! A discussão resumiu-se a isto?!! Aí é demais. Se o Xá só torturou alguns e o Ahmadinejad mandou esquartejar outros tantos, logo, o Xá ganha, porque é melhorzinho (?!!!!). O cara tem um complexo de vira-latas tão encruado que refuta a questão da espionagem industrial pelo número de nobéis dos países desenvolvidos. Tolinho. Aí dá vontade de chamar o cara de “direitoba empedernido” ou abestalhado mesmo. Quanto à questão das sociais-democracia, precisou pensar um pouquinho mais, o cara se perde. São 15 milhões de empregos em 8 anos, meu filho! 5.3% de desemprego! Sabe como se chama isto? Pleno emprego!!!! Onde é que tem isto hoje em dia? Até o JN teve que dar a notícia com um certo destaque.

    O raciocínio fica enviezado, torce daqui, torce dali. Em qualquer lugar do mundo, qualquer pessoa bem instruída, bem alimentada, e bem educada pode ter sucesso na vida, com raras exceções. Essas, aqui referidas, precisaram de um empurrãozinho do Estado, porque a iniciativa privada no Brasil só instrui quem tem dinheiro na mão e paga. Não é à toa que os cursinhos pré-vestibulares se multiplicaram e enriqueceram, principalmente com a indústria das apostilas (que a editora Abril tanto lamenta, principalmente com o advento do ENEM).

    Elias, Lula deu um nó em tudo isto. A partir dele o CNJ iniciou um processo de modernização das estruturas do Judiciário (pergunta pra alguns parentes de juízes, Desembargadores e parlamentares quem eles mais odeiam!), a Controladoria Geral do União passou a disponibilizar dados sobre a transparência das contas públicas a ponto das denúncias da Folha e do Estadão com gastos indevidos por cartões corporativos terem como base dados do portal da Controladoria na internet. O cara chamava cada um dos ministros e queria resultados! Saiu algum resultado?! Pela primeira vez uma obra hídrica saiu no sertão do Nordeste. Só quem vive naquela região (e eu já passei muito por lá) sabe que fenômeno é este. Tem a ver com vida, sobrevivência, esperança e um futuro melhor. Isto é uma circunstância específica que devia estar acima das mesquinharias partidárias e ideológicas. Dói na alma não se dar o devido valor a uma obra como a Transposição do São Francisco. Daqui a algum tempo, se bem empregada, a obra vai transformar aquela região, com potencialidades comparadas ao do deserto do Negev em Israel, só que com mais água e com teconologias próprias. Um desejo latente e adormecido desde que um Imperador (desde a época do Império!!!) pensou em fazer tal obra. Pensou mas não fez. Quem fez foi o Lula!!!

    Hoje o cara chorou mais uma vez na confraternização com os catadores de papel. Podem dizer o que quiser: que é marketing, que é hipocrisia, que é safadeza. Mas eu digo: as pessoas sentem sinceridade, e Lula, sim, do PT, foi um Presidente principalmente do povo, para o povo, porque este aspecto não se mede pela quantidade de bilhões que foram investidos, mas pela quantidade de vidas que foram mudadas. Muito banqueiros podem ter enriquecido, muitos empresários prosperado (que bom! que continue assim!), mas o mais importante, milhões de pessoas têm hoje algo que nunca pensaram em ter, e, poderão ser, também, algo que seus pais e parentes jamais pensaram em ser. Isto foi a obra mais importante do seu governo.

  35. Olá!

    Pax, você não é desonesto intelectual per se, mas quando o assunto é tratar o mensalão e o PT com o mesmo rigor intelectual que você faz com o Efraim Morais e o Cássio Cunha Lima, aí, você acaba dando rodeios e utilizando medidas diferentes.

    Oposição? O PSDB é de esquerda, Pax.

    Aliás, se os argumentos postos aqui são rabugentos, idiotizados e rancorosos, então, sinceramente, é melhor jogar os fatos na lata do lixo.

    Até!

    Marcelo

  36. Olá!

    “Nos dois casos — xá e clero xiíta — trata-se de ditaduras. Uma pela outra, a meu pensar, não sobra nada…”

    De pleno acordo, Elias.

    Até!

    Marcelo

  37. Olá!

    Zbigniew:

    “[. . .] Aí dá vontade de chamar o cara de ‘direitoba empedernido’ ou abestalhado mesmo. Quanto à questão das sociais-democracia, precisou pensar um pouquinho mais, o cara se perde. São 15 milhões de empregos em 8 anos, meu filho! 5.3% de desemprego! Sabe como se chama isto? Pleno emprego!!!! Onde é que tem isto hoje em dia? Até o JN teve que dar a notícia com um certo destaque.”

    E você acha, Zbigniew, que o atual modelo econômico brasileiro, bem como o nível de capitalismo, livre-mercado, burocracias que travam a livre iniciativa e custos trabalhistas, conseguiriam gerar emprego com carteira assinada para pelo menos 70% do das dezenas de milhões que estão na informalidade?

    O setor informal no Brasil é gigantesco. Isso é sinal de que o modelo econômico atual não consegue colocar uma parte considerável — e põe considerável nisso — como trabalhador com carteira assinada e coisas tais.

    Proponha aos políticos e sindicatos medidas que poderiam amenizar essa situação, como a livre negociação salarial e o estabelecimento do salário mínimo no livre mercado, e espere os piores qualificativos vindos dessa gente.

    Até!

    Marcelo

  38. Patriarca da Paciência said

    “E o meu o de achar que você adotou a linha de uma oposição rabugenta, rancorosa, idiotizada, e absolutamente antolhada. O que ganham com isso eu não sei, mas sei o que perdem.”

    É isso aí Pax, concordo totalmente!

    Apenas trocaria a expressão “absolutamente antolhada”, que considero muito gaúcha, pela expressão mais brasileira, absolutamente bitolada.

    O caras são tão bitolados que parecem ter idéias fixas.

    E como de vez em quando diz o Elias, “quem tem idéias fixas é doido”.

  39. Zbigniew said

    Estabelecimento do salário mínimo no livre mercado?!!! Hehehehe.
    Vamos dar nomes aos bois.
    O capitalismo e o liberalismo para gerar riqueza. O Estado no Brasil, como indutor, parceiro e fiscalizador. Aqui e na maior parte do mundo é assim que funciona e tem que ser.
    Um dia, quem sabe, não precisemos de negociações. Nem de indução. Apenas parcerias e fiscalização. Porque o justo será o óbvio, nem mais, nem menos. Mas, enquanto o estado de arte não vem, tem que domar o bicho pelos chifres, sermos humildes e trabalhar muito.

  40. Pax said

    Prezados, todos, afetos e desafetos,

    Tenham um feliz Natal.

  41. JM HRP RELOADED! said

    Morreu Orestes Quercia.
    Há pouco.

  42. Pax said

    Um pouco de humor para quem é da época do Weblog do Pedro Doria,

    Lembram do Mr X, aquele que tem um blog etc? Pois bem, sempre o chamei de enorme e desengonçado Mr X de 2,11 m de altura etc. Era meu mote para falar com o cara. Chegou uma hora que desisti. Ele, no meu entender, pirou de vez, entrou na onda do Olavão, do tio Rei e do Diogo e se perdeu, foi e não voltou. Uma pena. Coisas que acontecem. Para os dois lados, diga-se.

    Pois bem, acabo de ver no twitter de um amigo um micropost sobre um tal de Mr W e fui dar uma conferida. É a cara do Mr X, saca só:

  43. Zbginiew said

    Um feliz Natal pra você e para os seus, Pax. E como seu nick denota, muita paz e harmonia no ano que se inicia. Continue assim, democrático e paciente. Abrir um espaço como este é um serviço à democracia, na sua vertente de comunicação social. Parabéns e um grande abraço.

  44. Carlão said

    Feliz Natal a todos!
    A luta continua depois…hehehe

  45. Patriarca da Paciência said

    Um feliz Natal e excelente ano novo para todos.

    Sou agnóstico e, como tal, não posso deixar de reconhecer que realmente há algo de divino no fato de grande parte da humanidade, até hoje, celebrar o nascimento de um pobre carpinteiro, nascido em um pobre país.

    E quantas obras primas, seja na música, na pintura, na escultura, na arquitetura ou na literatura, esse carpinteiro inspirou!

    Realmente há algo de muito miraculoso aí!

    Selecionei alguns trechos de H.G. Wells para pensarmos sobre o assunto:

    “O que Jesus pregou foi um novo nascimento da alma humana; o que Paulo pregou foi a antiga religião sacerdotal, do derramamento de sangue para aplacar a ira divina, do extremo sacrifício do cordeiro pascal.
    Jesus havia chamado a humanidade para uma empresa gigantesca, a renúncia de si mesma e o nascimento no reino do amor. A classe sacerdotal transformou esta simples e aberta doutrina, mas dura e nua empreitada, em racionalizações por meio de complicadas teorias e cerimônias que preservassem o “espírito substancial” das velhas crenças. Quão mais fácil é borrifar-se de sangue que purgar-se da malícia e da competição; dar velas e círios que o próprio coração. Raspar a cabeça e manter dentro dela seu cèrebrozinho egoísta e calculista!
    O cristianismo completamente emplumado, embora conserve, como núcleo, os ensinamentos de Jesus, é principalmente, uma religião sacerdotal, já conhecida por milhares de anos, estabelecida e desenvolvida através de hierarquias. O que realmente o torna novo é a preservação dos ensinamentos de Jesus, apesar de tudo!

    E temos aí outro grande milagre!

    O que realmente o torna novo (as religiões cristãs)é a preservação dos ensinamentos de Jesus, apesar de tudo!

  46. Chesterton said

    Onda do Olavão e Tio Rei, Pax? Digne-se a discutir a ideia e para com “ad hominems”,.

  47. Pax said

    Feliz Natal pra você também, caro Chesterton.

  48. Chesterton said

    Mas voce n~çao engana ninguem. rsrsrs Feliz Natal

  49. Elias said

    Zbginiew,

    O CNJ realmente é uma boa notícia. Mas não creio que seja suficiente pra corrigir os Judiciários estaduais.

    Vou dar um exemplo: houve, recentemente, uma decisão liminar do Judiciário paraense, determinando o bloqueio de R$.2,8 bilhões (isso mesmo: DOIS BILHÕES E OITOCENTOS MILHÕES DE REAIS!), supostamente depositados no Banco do Brasil. Essa importância deveria ficar ao dispor do pretenso titular dos depósitos, o nacional Francisco não sei do quê, residente em Minas Gerais.

    Trata-se de uma quadrilha interestadual especializada em fraudar instituições financeiras. Ela já havia tentado o golpe no DF mas, lá, o Judiciário julgou desfavoravelmente aos meliantes.

    No Pará, a quadrilha ganhou fácil, em decisão liminar, ou seja, sem ouvir a parte contrária.

    A parte contrária — Banco do Brasil — bem que tentou ser ouvida, sem êxito.

    O BB foi ao CNJ que, exorbitando de suas funções, anulou a decisão judicial. Aí o escândalo mais ou menos estourou (não sei de nenhum órgão da grande imprensa que tenha repercutido o assunto, em que pese o tamanho do golpe: R$.2,8 milhões).

    Mas, veja bem: foi necessário que o CNJ exorbitasse de suas funções, para que o golpe não se consumasse.

    Se dependesse exclusivamente do ordenamento judiciário, os cofres públicos teriam sido publicamente pungados em R$.2,8 bilhões.

    Por determinação judicial!

    Tem alguma coisa errada aí, né?

    Se é necessário que um organismo público exorbite de suas funções pra evitar que uma Corte de Justiça conceda autorização para o cometimento de um delito, é claro que há alguma coisa errada no sistema.

  50. Pax said

    Acabo de descobrir que fraudaram o tal sistema da Nota Fiscal Paulista e desviaram os créditos que eu teria.

    Liguei para a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

    Sabe o que eles querem que EU faça por conta de um problemas que ELES criaram?

    Ir numa delegacia e abrir um B.O. e ir também na Policia Federal.

    Ou seja, ao invés de ter um problema eu passarei a ter 3.

    Grande governo do Estado de São Paulo. Se de um lado tem coisas excelentes como o tal Poupa Tempo, de outro tem essas coisas da Secretaria da Fazenda. (e não é o primeiro dissabor que tenho com eles).

    Inacreditável.

  51. Elias said

    Pax,

    Li há alguns dias, na Internet, que a Economist (será que foi ela, mesmo?), construiu um ranking mundial de democracia.

    Pelos critérios da revista, o Brasil estaria lá pela quadragésima e caqueirada colocação.

    Interessante é que, por vários dos critérios adotados, o Brasil está sempre entre os 5 primeiros colocados (lisura do processo eleitoral é um deles, pra citar um exemplo).

    Sabe o que puxa a média brasileira pra baixo, arrastando o país pra posição quarenta e tantas?

    A passividade do cidadão brasileiro!

    Para a revista, o brasileiro é, antes de tudo, um fraco. Índio manso. Um sujeitinho equipado com himen complacente, em quem se pode enfiar o que quiser, que o malandro quase nem sente…

    Com matéria prima desse tipo é mesmo difícil construir uma democracia…

  52. Pax said

    Pois tento não ficar nesta passividade, caro Elias.

    Já fiz minha reclamação, registrei e tenho o protocolo e agora estou tentando que seja pauta de algum jornal.

  53. Zbigniew said

    Elias, outro dia estava conversando com um colega, já senhor com seus quase oitenta anos, com uma vasta experiência no serviço público. Para ele o que deixou que o Brasil estivesse “no ponto” para que o Lula tivesse sucesso no seu governo foi o agrobusiness. Refleti que para outros a base de tudo está no governo FHC. Mas não foi isto que me chamou a atenção na citada conversa. Foi o fato de, ao adentrarmos no assunto PNDH 3, chegarmos à conlusão de que a mentalidade dos novos oficiais das nossas Forças Armadas ter mudado muito pouco ou quase nada desde 1964 pra cá! Isto porque a disciplina militar é extremamente rígida, e obedece cegamente ao colarinho no comando.

    Guardadas as devidas proporções, o mesmo ocorre no Judiciário. Não pelo colarinho, mas pelo desejo da Toga. Não da Toga monocrática, mas daquela que se reúne nos Colegiados, não sem antes se comporem nos Gabinetes antes das sessões. Da toga decorrente dos conchavos políticos, com o Executivo e o Legislativo, e, com certeza, com os poderes econômicos privados, e seus desejos inconfessáveis.

    Há uma demanda da sociedade por um Judiciário célere e eficiente. Há iniciativas importantes, principalmente com a implantação de sistemas de metas, modelagem e gestão, com cobrança através do CNJ. Mas a parte perversa é política, e independe de iniciativas técnicas. Essas duas porções de uma mesma moeda estão a se chocar. Resta saber até quando, como você mesmo disse no outro comentário, o cidadão passivo vai admitir isto sem que exija uma mudança séria de atitude.

  54. Chesterton said

    51, concordo com o Elias, amazing. Esse povo que frauda créditos do Pax é o mesmo que abre picadas na mata para chegar num avião acidentado para roubar os mortos e feridos (história do Renato Aragão) e obriga as filhas de 11 anos de idade a se prostituirem nas ruas.
    O Brasil tem um povinho ruim de dar dó, abastardado e fdp.

  55. Chesterton said

    Foi o fato de, ao adentrarmos no assunto PNDH 3, chegarmos à conlusão de que a mentalidade dos novos oficiais das nossas Forças Armadas ter mudado muito pouco ou quase nada desde 1964 pra cá! Isto porque a disciplina militar é extremamente rígida, e obedece cegamente ao colarinho no comando.

    chest- isso é bobagem. Simplesmente você não pode pretender que o oficialato reaja com tanta facilidade às promessas falsas do PT como um beneficiário do bolsa-familia. O pessoal tem nivel educacional desde o jardim-de-infância, não é um bando de analfabetos.

  56. Chesterton said

    Por Jorge Serrão

    Os radicalóides petralhas vão arranjando um jeitinho de gerar uma crise militar logo no comecinho do governo da chefona-em-comando Dilma Rousseff. Em mais uma provocação contra as Legiões, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação (MEC) decidiram enviar às escolas públicas de ensino médio do País o CD-ROM “Direito à memória e à verdade”. É mais uma peça de propaganda na guerra psicológica contra as Forças Armadas que vai provocar reações iradas nas casernas.

    O material “ideológico-educativo” contém 10.505 imagens, trechos de 380 filmes e documentários, além de 4.892 canções que marcaram o período de 1964 a 1985 – que os educadores do governo Lula-Dilma chamam de reação popular aos “porões da ditadura militar”. O documento foi encomendado pelo governo petista ao Projeto República, um centro de documentação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenado pela historiadora petista Heloísa Starling. Outro responsável pela elaboração do CD-ROM é o historiador Augusto Carvalho Borges.

    Uma das aulas – voltadas para fazer a cabeça de mais de 7 milhões de estudantes – pretende transformar em heróis e mártires as chamadas “vítimas da repressão”. O curso digital fornecerá uma lista e a biografia dos 384 desaparecidos políticos. O CD-ROM inclui parte do conteúdo do livro “Direito à memória e à verdade”, lançado pela Secretaria de Direitos Humanos em 2007, e que abriu uma crise entre os comandantes militares, o ministro da Defesa Nelson Jobim, e os ministros Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e Tarso Genro (então na Justiça e agora futuro governador do Rio Grande do Sul).

    Na apresentação do CD-ROM, os ministros Fernando Haddad (Educação) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) deixam claras suas intenções: “Estamos, ambos ministros, convencidos de que somente dando visibilidade aos fatos ocorridos em nosso passado recente poderemos ajudar na construção da memória nacional e contribuir ativamente na construção de nosso futuro”. Vannuchi e Haddad avaliam que o material é “mais um passo no reconhecimento, pelo Estado brasileiro, de sua responsabilidade nas graves violações aos direitos humanos ocorridas durante os anos do regime militar”.

  57. Zbigniew said

    E aqui, para não nos esquecermos de como os nossos “civilizados”, “avançados”, “contumazes ganhadores de prêmios nobéis”, costumam exercer a democracia.

  58. Olá!

    Caramba, Zbigniew. . . Michael Moore é o fim.

    Farenheit 9/11 é um troço extremamente tendencioso.

    Você deveria dar uma olhada na reação gerada em Cuba pelo último documentário do Moore, Sicko. Parece que houve rumores de que as próprias autoridades cubanas queriam censurar esse documentário, pois a imagem que o Moore passava do sistema de saúde cubano era tão fora da realidade ao ponto de o governo de Cuba temer uma reação revoltosa da população.

    Essa é apenas uma das muitas doidices do Michael Moore.

    Naquele outro tosco documentário sobre o impacto que o fechamento de uma planta da GM causou em uma cidade americana e a tentativa do Moore em conseguir conversar com o CEO da GM, há desonestidades do mesmo naipe. O CEO da GM quis conversar com o Moore e os dois chegaram a conversar, mas essa parte foi espertamente “omitida” do “documentário”.

    E assim por diante. . .

    Até!

    Marcelo

  59. Zbigniew said

    Não se impressione tanto, Marcelo Augusto. O MM exagera (O Jabor é exagerado também e os espectros não reclamam, até acham graça), mas há muita coisa na sua obra que corresponde à verdade.

    Ou o que ocorreu na Califórnia foi mentira? Será que a obra do Unger Craig (entre tantas outras), citado no documentário, está tão fora da realidade no que se refere às relações dos Bush e a família Bin Laden? Os sauditas (da familia real) foram ou não facilitados a deixar os EUA após o advento do 9/11? Os preços dos remédios e a relação dos planos de sáude com os segurados nos EUA é assim tão boa, quanto no Canadá, França e até a Grã Bretanha (países também citados no documentário)? Releve os exageros e debite no campo da “licença poética” (como o fazem os Jabores, Madureiras, e Mainardis da vida…)

  60. Olá!

    Não há exageros. São fatos.

    O Michael Moore é um cara que sabe aproveitar esse espírito anti-americano que há tanto dentro quanto fora do EUA. Ele ganha uma dinheirama fazendo esses filmes, afinal de contas, a lei do mercado é implacável: Se há uma demanda por um determinado produto, com certeza haverá alguém disposto a investir tempo e dinheiro para atender essa demanda. E é isso o que o Michael Moore faz e sai no lucro.

    Sobre ao padrão de vida do EUA, é complicado fazer afirmações acerca de uma realidade distante, bem distante do brasileiro. No entanto, certos sinais que a sociedade americana envia ajudam a dar uma certa medida dos valores e instituições de lá.

    Por exemplo, o EUA é o único país do mundo com mais de 300 Prêmios Nobel e possui o quarto melhor IDH (0.902) do mundo — compare isso ao IDH do Brasil (0.699) e à quantidade de brasileiros agraciados com o Nobel (nenhum).

    Esses dois sinais ajudam a ter um certa noção do que os valores e instituições de cada país foram capazes de construir. O Brasil ainda está bem distante dos valores que construíram o mundo desenvolvido.

    Veja esta imagem que compara os IDH do lado americano e mexicano da fronteira México-EUA. Note que o menor IDH do lado americano é maior até mesmo do que o maior IDH do lado mexicano. Novamente, isso ajuda a dar uma noção das instituições e valores americanos e mexicanos.

    “Os preços dos remédios e a relação dos planos de sáude com os segurados nos EUA é assim tão boa, quanto no Canadá, França e até a Grã Bretanha (países também citados no documentário)?”

    E você, Zbigniew, acha que esses outros países também não têm problemas na área de saúde pública?

    O EUA não representa o paraíso na Terra. É um país como qualquer outro e que também tem os seus problemas nas mais diversas esferas, Porém, ainda assim, é o país mais economicamente poderoso do mundo e onde pessoas provenientes de países pobres podem desfrutar de condições de trabalho e de um padrão de vida que dificilmente encontrariam em seus países de origem, que, não raro, não consegue nem mesmo sequer fornecer serviços básicos de saneamento, como água encanada e coisas tais.

    Até!

    Marcelo

  61. Elias said

    Zbigniew,

    Acho que o pensamento militar brasileiro está, sim, evoluindo, e para muito melhor. E não é de hoje. Há décadas já se registrava uma enorme diferença entre o pessoal de Realengo e o da AMAN.

    Por incrível e paradoxal que possa parecer, acredito que uma das bases para essa evolução foi lançada exatamente no início do regime militar, quando Castello Branco realizou a reforma que instituiu a “expulsória”, dentre outras coisas mais.

    O típico militar brasileiro de nossos dias é mais técnico, mais profissional, como deve ser o militar de qualquer país civilizado. Muito menos suscetível, portanto, às vivandeiras de há algumas décadas. Hoje, os ouvidos militares tendem a ser surdos a esse tipo de criatura (algo que alguns jornalistas e analistas políticos brasileiros parecem ainda não ter percebido).

    Há alguns meses, li o trabalho sobre antropologia militar organizado pelo Celso Castro. Celso, pesquisador da FGV, é filho de meu querido chefe e amigo, coronel Aldayr Castro, já falecido.

    Celso é autor de “Geisel”, “Os anos de chumbo”, “De volta aos quartéis” e “A invenção do Exército Brasileiro”, dentre muitos outros importantes trabalhos sobre a história recente do Brasil. É referência obrigatória em qualquer coisa de bom nível que se produza sobre o tema.

    Seus trabalhos se caracterizam por uma posição aberta e severamente crítica em relação à participação das Forças Armadas no processo político brasileiro.

    Pois bem: na apresentação da “Antropologia Militar…”, a notícia de que Celso foi condecorado com as duas mais altas honrarias que o Verde Oliva concede. Inclusive a Medalha do Pacificador!

    Há alguns anos, algo assim seria simplesmente impensável…

  62. Zbigniew said

    Ok, Elias. Mas não falo no perfil técnico. Falo no político. Até que ponto o PNDH3 afeta o oficialato? Até que ponto o oficialato seria influenciado ou resistiria a apurações de torturas no período da ditadura, observando-se que há torturadores vivos por aí?

  63. Elias said

    Marcelo,

    O sistema público britânico de proteção à saúde é muito bom. Bem melhor que o americano.

    Tanto que muita gente boa nos EUA, que se dedica ao assunto há muitos anos, tem o sistema britânico em alta conta. Essas pessoas dizem que os EUA deveriam estudar seriamente o sistema britânico, imitando-o no que fosse possível.

    Algo, aliás, que o Brasil bem faria se fizesse.

    Não se trata, simplesmente, de casar mais dinheiro na proteção à Sáúde, embora, no nosso caso, isso também seja necessário. E muito!

    Mas não é só isso.

    Meter mais dinheiro num sistema perdulário, viciado e corrompido até à medula, significaria, apenas, aumentar o volume de desperdício, pelas vias da incompetência, da desídia e da roubalheira.

    É preciso casar mais dinheiro, sim (na Inglaterra, salvo engano, algo próximo de 85% dos gastos totais em saúde são estatais; no Brasil, os gastos estatais em saúde devem estar entre a terça e a quarta parte dos gastos totais).

    Mas é ainda muito mais necessário estruturar um sistema bem menos permeável ao desperdício e à bandalheira. Um sistema capaz de garantir que os recursos aplicados em saúde cheguem, de fato, à população usuária do sistema.

    Vale a pena ganhar com a experiência de quem está fazendo esse trabalho bem feito.

  64. Ola!

    Elias, de pleno acordo.

    Os brasileiros ganhariam e muito se o sistema de saúde local caminhasse no sentido de se tornar pelo menos metade daquilo que é o sistema britânico.

    O lance principal, como você destacou, seria resolver o problemático paradoxo entre disponibilizar mais recursos para a área da saúde estatal e evitar ao máximo que esses recursos entrem nas impiedosas tubulações da corrupção e esquemas tais.

    A corrupção existe em escalas galopantes no setor estatal pelo fato de que há incentivos para que as pessoas se corrompam. A pessoa pondera sobre as perdas e os ganhos que ela terá ao se corromper e verifica que é um bom negócio fazê-lo, pois os ganhos são consideravelmente maiores do que os prejuízos.

    No final das contas, a componente moral, talvez, não tenha tanta influência assim na corrupção estatal/privada. Independentemente de quem estivesse no esquema, a pessoa acabaria se corrompendo, caso valha a pena, já que esquemas como esses são compostos por pessoas muito racionais agindo em prol dos próprios interesses. Aliás, algumas agências reguladoras do governo não criam certos obstáculos à toa. Tem gente faturando com isso para vender as famosas facilidades.

    Até!

    Marcelo

  65. Chesterton said

    Elias, você sabe o nome do paraninfo da última turma da Aman?

    “Emilio Garrastazu Médici”

    O sistema de saude britânico é caro e complicado. Alguns meses para arrumar consultas eletivas é um dos problemas. Paredões da morte – Death Panels – outra coisa que o Obama quer implantar. Neguinho chega aos 75 e vê negadas próteses, cirurgias de cataratas, etc…

    Só tem uma coisa mais cara que um Sistema de Saude que funcione, a guerra. Logo, serviços de saúde são sempre escassos, nunca serão considerados pelo povo em demasia, e a espiral não para de crescer.

  66. Chesterton said

    Meter mais dinheiro num sistema perdulário, viciado e corrompido até à medula, significaria, apenas, aumentar o volume de desperdício, pelas vias da incompetência, da desídia e da roubalheira.

    chest- Elias, isso é um retrato perfeito da educação no Brasil.

  67. Chesterton said

    Da Folha de São Paulo: Lulinha e Luís Cláudio têm participações em seis empresas, nas áreas de esporte, entretenimento e tecnologia. Único negócio com sede própria e funcionários é a Gamecorp; outros 5 não funcionam nos endereços informados.

    Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações. Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas. A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários. Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%. As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel. As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos. São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

    Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula. Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária. A Bilmaker tem como controlador o engenheiro Glaucos da Costamarques, 70, que é primo do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do presidente Lula. Os outros sócios da Bilmaker, Otavio Ramos e Fabio Tsukamoto, são sócios de Luís Cláudio, filho do presidente, na ZLT 500, empresa de produção e promoção de eventos esportivos.

    Assim como a holding, a ZLT também só existe no papel. Está registrada num endereço no Morumbi onde há só uma casa abandonada. Criada em julho, a ZLT tem ainda como sócio José Antonio Fragoas Zuffo, empresário da região do ABC. Sócio na Bilmaker e na ZLT, Otávio Ramos disse à Folha que não sabia que os filhos de Lula haviam registrado uma empresa na sede da Bilmaker. “Isso me preocupa. Vou ligar para eles. Não sabia nem da existência dessa holding. Não sei nem do que se trata nem quero saber”, disse.Ramos afirmou que a empresa não faz negócios com o governo para não gerar especulações. “Somos amigos deles e já iriam ver maldade.” A Bilmaker, disse, é uma empresa de exportação e importação de “qualquer coisa”.

    A outra holding criada pelos filhos de Lula neste ano, a LLF, foi registrada no prédio da PlayTV, emissora de jogos on-line. Os programas da PlayTV só são veiculados na Sky, que distribui o canal como cortesia, e pela OiTV. A PlayTV é controlada pela Gamecorp, o maior dos empreendimentos de Lulinha. A Folha acompanhou um dia de programação e não viu anúncios publicitários. Inaugurada em dezembro de 2004, a Gamecorp recebeu injeção de R$ 5 milhões da telefônica Telemar (hoje Oi), num negócio investigado pela Polícia Federal há três anos -sem resultados. Quando se soube em 2006 que a Oi, então Telemar, havia se associado à Gamecorp, o presidente Lula disse à Folha que seu filho era o “Ronaldinho” dos negócios. “Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja”, afirmou. No final de 2009, a empresa tinha capital negativo.

    Meses antes de a Gamecorp ser constituída, Fábio Luís se tornou sócio da G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, tendo como parceiros filhos de um velho amigo de Lula, Jacó Bittar, fundador do PT e ex-prefeito de Campinas, hoje no PSB. Foi por meio da G4 que Lulinha virou sócio de outra empresa, a BR4 Participações, criada em 2004, e que, três anos depois, ganhou como sócio Jonas Leite Filho, sobrinho do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Jonas Leite é conhecido pelo projeto que criou a versão da Bíblia lida pelo apresentador Cid Moreira, da TV Globo, um sucesso de vendas. A BR4 é, por sua vez, acionista da Gamecorp.
    POSTADO POR O EDITOR

    chest- caralho!

  68. Elias said

    Marcelo,

    A meu pensar, esse nó górdio do paradoxo que você mencionou só será realmente desatado com mais cidadania.

    É quando voltamos levantada pelo Pax, ao relatar a fraude de que foi vítima.

    E à conclusão a que chegou a Economist, ao montar o ranking da democracia no mundo.

    O “coeficiente de democracia” aumentará na razão inversa do “coeficiente de tolerância” com a incompetência, o desperdício, a corrupção, etc.

    Dentre outras coisas, conversamos nesta lista sobre sistema público de proteção à saúde.

    Sabemos que o sistema brasileiro é ruim que dói (às vezes, literalmente). Sabemos que há sistemas públicos de boa qualidade, com muitas coisas que poderiam ser adaptadas à realidade brasileira.

    Pergunto: esse assunto está na agenda do brasileiro? Os sindicatos de trabalhadores, as associações de moradores ou mesmo os partidos políticos estão discutindo minimamente o assunto, procurando soluções?

    Nada! Pro brasileiro, isso é assunto “de governo”. O brasileiro acha que pode cruzar os braços, e esperar comodamente a solução que o governo terá que dar.

    Ainda não se convenceu que é a partir daí que ele se torna cúmplice das disfunções de que ele próprio é a maior vítima.

    A contrapartida natural de um povo apático é uma elite corrupta.

    O que se manifesta na política partidária, na gestão do Estado e das empresas, no sindicalismo estipendiado, medíocre e desonesto, etc…

  69. Chesterton said

  70. Chesterton said

    68, apoiado. Só com a reação dos indivíduos haverá real mudança.

  71. Pax said

    Saco, até agora tentando reclamar, colocar no jornal e nada.

    Este caso da fraude da NF Paulista é fogo.

    Mais em São Paulo? Tem também:

    Polícia faz busca em casa de cunhado de Alckmin
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/851692-policia-faz-busca-em-casa-de-cunhado-de-alckmin.shtml

  72. Pax said

    Quando eu digo que a corrupção é o grande mal ninguém coloca muita fé.

    Tem pra todo lado, roubam dinheiro da merenda escolar, roubam da saúde, roubam dos projetos, das grandes obras e todo mundo vai achando que “é assim faz tempo”.

    Nada disso.

    Este blog se dedica a este assunto, a gente acaba sacando quando define uma pauta. Tem pro lado dos gregos, tem pro lado dos troianos, tem para fariseus, filisteus, azuis, vermelhos, amarelos e o diabo a quatro.

    Não bastasse a corrupção tem a inépcia, tem o que não funciona, tem o dinheiro mal empregado, além de político corrupto tem apaniguado incompetente etc.

    Agora imaginem só se mitigarmos um tanto a corrupção e passarmos a cobrar eficiência dos órgãos públicos?

    Cara, nessa maré que andamos, este país dispara mais ainda, muito mais. E aí cada centavinho aplicado em Educação… como diz amigo meu caipira “bariu cumpadi”.

    Pois é.

    (ah, Chesterton, nem me venha falar que o modelo de Saúde dos EUA é melhor que o do Reino Unido. Pode tirar teu cavalinho da chuva.)

  73. Chesterton said

    O bom dos EUA é que não tem sistema nacional de saúde.

    Corrupção só se agiganta quando o estado é enorme. O pessoal fica de olho na grana do contribuinte, já percebeu?

    Para Pax pensar:

    Here’s a letter to the Boston Globe from economist Donald J. Boudreaux

    Ronald Pies, MD, asserts that every individual has a “right” to “basic health care” – meaning, a right to receive such care without paying for it (Letters, Dec. 26).

    The rights that Americans wisely cherish as being essential for a free society require only the refraining from action. Your right to speak freely requires me simply not to stop you from speaking; it does not require me to supply your megaphone.

    Not so with a “right” to “basic health care.” Elevating free access to a scarce good into a “right” imposes on strangers all manner of ill-defined positive obligations – obligations that necessarily violate other, proper rights. For example, perhaps my “right” to basic health care means that I can force Dr. Pies away from his worship service in order that he attend (free of charge!) to my ruptured spleen. Or perhaps it means that I have the “right” to pay for my health care by confiscating part of his income. If so, how much of his income does my “right” entitle me to confiscate? Who knows?

    And if Dr. Pies is planning to retire, do I have the “right” to force him to continue to work so that the supply of basic health care doesn’t shrink? If Dr. Pies should die, am I entitled – again, to keep the supply of basic health care from shrinking – to force his children to study and practice medicine?

    Does my right to basic health care imply that I can force my neighbor to pay for my cross-country skiing vacation on grounds that keeping fit is part of basic health care?

    Talking about “rights” to scarce goods and services sounds right only to persons who are economically illiterate, politically naive, and suffering the juvenile delusion that reality is optional.

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