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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Fraude na Nota Fiscal Paulista

Posted by Pax em 28/12/2010

Fraudaram a Nota Fiscal Paulista e a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo diz que o problema é do contribuinte.

Há boatos que custamos a acreditar. Recentemente ouve um alerta que havia fraudes na NF paulista e parecia mais um destes pouco críveis, coisas de ano eleitoral. Não. Não é boato. É fato. E o relato abaixo aconteceu com este blogueiro.

Quando este sistema foi lançado desconsiderei a proposta, a priori me pareceu que era muito mais vantajosa para o fisco paulista que para o contribuinte, além de mais uma sensação de controle do estado sobre o cidadão. Depois de certo tempo e alguns relatos de amigos que o sistema estava funcionando, resolvi aderir e declarar meu CPF em todas as compras que efetuei, mas sem entrar no site e me cadastrar.

Antes de ontem entrei no sistema através do site da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo – https://www.nfp.fazenda.sp.gov.br/ para verificar a que altura andariam meus créditos. Para surpresa minha, ao informar meu CPF na tela de inscrição, recebi insistentemente uma mensagem que o cadastrado já estava realizado. Depois de algumas tentativas a solução proposta pelo sistema era tirar xerox de RG e CPF, autenticar em cartório e enviar para a Secretaria da Fazenda ou, como alternativa, ir ao Poupa Tempo para solucionar in loco. Optei pela segunda possibilidade e, mais uma vez, fui super bem atendido no Poupa Tempo. Em pouquíssimo tempo meu cadastro foi liberado.

Ao chegar em casa entrei no site, ontem, dia 27 de dezembro, pela primeira vez, e fui conferir o extrato no site pelo caminho “Conta Corrente – Consultar”. Para minha surpresa havia algumas transferências de créditos para terceiros e um resgate em espécie para uma conta do Bradesco (não sou correntista deste banco), para pessoas físicas e pessoas jurídicas. Em outras palavras, alguém transferiu meus créditos, sem meu conhecimento e muito menos minha autorização.

Novamente no site, bastante mal desenvolvido e nada amigável, registrei minha reclamação. Não satisfeito resolvi ligar para o 0800 170110 disponível.

Fui atendido pelo operador Marcelo que ouviu meu relato e me instruiu a abrir um Boletim de Ocorrência na delegacia de polícia mais próxima e, também, me dirigir à Polícia Federal para registrar o crime. Inacreditável, o problema criado pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a fraude explicitada no extrato com os dados dos agraciados com meus créditos e eu, infeliz contribuinte, ainda teria que ir numa delegacia da Polícia Civil e noutra da Polícia Federal?

Como não aceitei, solicitei ao tal Marcelo, na medida em que ele havia chegado ao seu limite de competência, que transferisse a ligação para sua supervisão, chefia, ou alguém que tivesse alguma posição que pudesse não me responder somente pelo “script” que o rapaz tem para o atendimento. Gentilmente o Marcelo solicitou que aguardasse e a ligação passou para sua supervisora chamada Tais Helena que, infelizmente, repetiu as mesmíssimas instruções que o Marcelo havia informado. Ou seja, o contribuinte que se vire, se fraudaram o sistema da Secretaria da Receita de São Paulo, eles não querem nem saber, e o lesado que fique com a obrigação de procurar “seus direitos” nos órgãos policiais. Inadmissível. Não reclamo do atendimento que recebi, mas sim das instruções que este órgão paulista determina nestes casos. Inadmissível é pouco, esta situação é à além do inaceitável, é aviltante.

Solicitei a Tais Helena que registrasse minha discordância com relação ao instruído e que protocolasse minha reclamação. Tenho comigo os dados, além de cópia do extrato que comprovam as fraudes deste relato.

Não sou eu quem tem que resolver a fraude e as fragilidades da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

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141 Respostas to “Fraude na Nota Fiscal Paulista”

  1. Nat said

    O sistema, nesse caso, tinha que ser igual ao dos bancos, quando clonam o cartão ou senha de internet. Vc abre uma contestação, o banco devolve seu dinheiro, monta o processo e manda, de forma centralizada, para a Polícia Federal, que tem um setor especializado em fraudes bancárias.

  2. Pax said

    Pois é, Nat, mas parece que o pessoal da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo acha melhor deixar pra lá e jogar o problema para o contribuinte. Tremenda irresponsabilidade, uma postura que enoja o cidadão.

    Quem tem saco de ir numa delegacia de polícia? E, se tiver, ainda ir também noutra da Polícia Federal.

    Estou escrevendo para registrar este crime e tomara que este post role por aí e alerte o maior número de contribuintes que, como eu, estão expostos, com seus CPFs nas mãos de criminosos e sem o menor atendimento à altura pela governo de São Paulo.

  3. Chesterton said

    Olha, tem que ir na delegacia.

  4. Pax said

    Chesterton,

    Leia o comentário da Nat, acima. Não tenho nada que ir na delegacia. Meu caso, isoladamente, nem vai ser considerado. A Secretaria da Fazenda, sim, é que tem que ir, juntar os casos (já há inúmeros casos relatados, deu na rádio CBN, no programa do Heródoto etc) e agir em conjunto com as polícias especializadas.

    É lógico.

  5. Chesterton said

    o canal é o lesado abrir uma investigação, aí sim o poder público pode agir. Sem esse instrumento, nada é oficial.

  6. Chesterton said

    Fraudes bancárias não são a mesma coisa que fraudes contra o fisco.

  7. Pax said

    Eu oficialmente informei e protocolei a reclamação na Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, caro Chesterton.

    A fraude foi no sistema deles.

    Pensa um pouco, o que tem mais força, o meu caso num B.O. numa delegacia ou a Secretaria da Fazenda de SP agindo num atacado de problemas em seu sistema com apoio da Polícia (que é, também, do Estado de SP) e solicitando ajuda de equipes especializadas da PF?

  8. Pax said

    Todos os dados dos agraciados com meus créditos estão no sistema (e guardados comigo também, claro que fiz uma cópia). Tem agência bancária, conta corrente, CPF, CNPJ, nomes das pessoas e entidades (ONG) que receberam o dinheiro desviado.

    Nem sei se esses agraciados são ou não os culpados, não sou polícia para investigar, mas as informações estão todas facilmente acessíveis.

  9. Chesterton said

    Você não está entendendo, você tem que ativar a policia contra a secretaria da fazenda, onde os criminosos certamente estão infiltrados. Se não fizer isso, vai ficar em desvantagem.

  10. Nat said

    Eu acho que o correto deveria ser a Secretaria de Receita agir, mas concordo com o Chest, Pax, quando vc tiver tempo, deveria registrar queixa. Talvez eles estejam esperando a primeira denúncia para investigar o todo.

  11. Pax said

    Não é a primeira denúncia, cara Nat. Já deu notícia até na CBN.

    Por outro lado, creio que o caro Chesterton também não está entendendo. Meu prejuízo não é tão significativo, não me move a ir em duas delegacias como indicado pelos atendentes do 0800, uma na Civil e outra na Federal por conta disso. Como eu registrei a queixa, protocolei e tudo mais, além de ter me “apossado” da senha do meu CPF, provavelmente os fraudadores não conseguirão mais agir nesta conta.

    Quem fica prejudicado é a Secretaria da Fazenda. Eles é quem mais ganham com esta instituição da Nota Fiscal Paulista, aumentando suas receitas etc.

    Além do absurdo deles não tomarem as devidas providências e jogarem o problema para cima do contribuinte. Cá do meu lado me sinto no direito absoluto de divulgar que existe a tal fraude, não é do noticiário, é na minha própria pele. Ainda escreverei para os jornais e continuarei divulgando em todo canto que eu puder.

    Se eu quero prejudicar o fisco paulista? Claro que não, mas quero que outros não caiam na mesma fraude.

    Sinceramente, cá entre nós, ponham-se tanto nos meus sapatos como nos sapatos da Secretaria da Fazenda de São Paulo e pensem bem se eu, infeliz contribuinte, tenho que me dar ao trabalho de ir numa delegacia. Numa não, em duas.

    Nem pensar. Prefiro a força da imprensa que pretendo que divulguem este caso, mesmo que seja na parte das cartas de leitores.

    Que absurdo!

  12. Nat said

    Pode deixar que vou ajudar a divulgar o caso.

  13. Pax said

    Blz, Nat, obrigado.

  14. Chesterton said

    Isso é apatia, Pax.

  15. Pax said

    Desse mal acho que não sofro, caro Chesterton.

    É brigar pelos meus direitos, da forma que entendo ser melhor.

  16. Chesterton said

    então tá.

    olha aqui:

    In a stealthy move, the Obama administration has slipped end-of-life planning, famously criticized as “death panels,” back into the law by means of a new Medicare regulation. The action was exposed, equally stealthily, by The New York Times on Christmas Day when few would be reading the paper. The rule was issued by Dr. Donald M. Berwick, administrator of Medicare and Medicaid Services (CMS) and an advocate of cost-cutting and rationing of health care. The rule takes effect Jan. 1.
    When the health care overhaul was stumbling its way through Congress early this year, Sarah Palin was excoriated by Democrats for suggesting that the nascent law included “death panels” for the elderly in order to save costs of treating the oldest and most expensive patients. In a Wall Street Journal op-ed, Palin wrote that Obama had asked Congress to create an independent Medicare Advisory Council-–an unaccountable group of experts charged with containing Medicare costs. She pointed out that in an interview with The New York Times, the president suggested that such a group “should guide decisions regarding that huge driver of cost…the chronically ill and those toward the end of their lives[.]”

  17. Chesterton said

    Segunda-feira, Dezembro 27, 2010
    PAULO BROSSARD – Nunca antes

    Zero Hora
    Depois de escolher e eleger sua sucessora, depois de, nas barbas da Justiça e dos representantes das nações estrangeiras, assumir ostensivamente a direção da campanha de sua candidata, exercendo um poder que nem a Constituição nem as leis lhe outorgavam, de resto, inconciliável com o caráter nacional de sua investidura, depois de se autodenominar “o povo”, “a opinião pública”, o presidente da República, às escâncaras, fez as vezes do cel. Chávez. E, para não deixar dúvidas, se autoconcedeu o diploma de haver realizado o maior e melhor governo do Brasil em todos os tempos.

    A verdade é que os governos acertam e erram e por muitas razões, a primeira das quais é que os governantes são homens, e estes, ainda que cheios de louváveis propósitos, não são imunes ao erro; ora, em relação ao que está vivendo seus últimos dias, pode-se dizer o mesmo. Entre acertos tanto mais dignos de nota quando seu chefe, a despeito de sua clara inteligência, não é e nunca foi um scholar e nem pretendeu sê-lo, também incorreu em falhas lamentáveis por ação e omissão. De resto, ele tinha que pagar tributo ao maldito sistema presidencial; tendo sido eleito pela maioria do eleitorado, seu partido não chegou a eleger cem deputados, quando são 513 os membros da Câmara, nem 20 senadores, quando 81 são os membros da Câmara Alta; como seu saber, da experiência feito, sua habilidade e prática sindical, não teve dificuldade em obter maioria parlamentar e crescer em poder e influência, a ponto de, como erva-de-passarinho, à custa da oposição, a ponto de desequilibrar a equação política nacional; o Executivo se agigantou e seu titular fez o que quis, interna e externamente.

    Ligando-se ao Irã para mostrar seu distanciamento de Washington, foi de um primarismo a lembrar a criança que reage pondo a língua de fora, quando não faltavam maneiras adequadas para marcar as diferenças.

    O do escândalo do Complexo do Alemão, um território soberano encravado no território nacional, durante oito anos não foi visto pelo governo do “nunca antes”, e só rompeu o pacto da convivência silenciosa quando o morro iniciou a guerra civil abertamente.

    De janeiro a agosto do ano em curso, navios que fazem escala no Brasil, juntos, parados, tiveram de esperar 78.873 horas, ou 3.286 dias, para atracar em portos nacionais, notando-se que cada dia parado custa ao barco coisa de US$ 25 mil; esses números indicam que, comparados com os do ano anterior, o aumento foi de 16%; ainda mais, esse fenômeno levou as cinco maiores empresas de navegação a 741 cancelamentos de escala, 62% superiores aos de 2009, no mesmo período. Por sua vez, para o atraso no embarque e desembarque de mercadorias, não são isentas de responsabilidades a descoordenação entre Agência Reguladora, Polícia Federal, Receita Federal e não sei mais o quê. A título de ilustração, só no porto de Santos, 120 navios ficaram fundeados simultaneamente por falta de alguma providência de terra. São fatos de inconcussa gravidade que, direta e indiretamente, atingem magnos interesses do país e de milhares de pessoas.

    Muito teria a dizer a respeito, mas me falta espaço para mostrar que a majestática declaração presidencial parece decorrer de uma explosão de megalomania festejada por uma publicidade “nunca antes vista neste país”.

    A majestática declaração parece decorrer de uma explosão de megalomania

  18. Pax said

    Beleza:

    De grão em grão a gente espalha a notícia.

  19. Pax said

    Então, de grão em grão

    http://twitter.com/#!/tiago_mesquita/status/20076078395555840

    e

  20. Paulo Roberto Silva said

    De fato, Pax, o sistema da Nota Fiscal Paulista é pouco seguro, sem nenhum sistema de comprovação ou certificação digital que assegure ser você mesmo quem se cadastra. Um verdadeiro absurdo.

  21. Pax said

    Pois é Paulo, descobri na própria pele, ou CPF!

    E obrigado:

    e

  22. Pax said

    Mais grãos, a força do cidadão:

    e

  23. Chesterton said

    COMO DIZ O SUJEITO AÍ EM CIMA, É CASO DE POLICIA.

  24. Chesterton said

    pax, você conhece o blog do sakamoto?

    http://blogdosakamoto.uol.com.br/

    parece um PD juvenil.

  25. Chesterton said

    Deu no Ancelmo Gois que Celso Amorim, assim que deixar o governo, voltará a ser professor da UFRJ. Lá, imagino eu, dará várias aultas, tipo:

    1 – Introdução ao apedrejamento

    2 – Filosofia bolivariana – Do colonialismo imperialista ao chavismo libertador

    3 – O Sudão é mesmo uma ditadura?

    4 – Evo Morales e os cocaleiros: Desmistificando a ideia de que cocaína faz mal.

    5 – FARC: por que o Brasil não reconhece como terrorista uma organização que sequestra, mata, rouba e… faz terrorismo – Um estudo sobre o preconceito

    6 – Como perder TODAS as indicações para órgãos internacionais, não ser chamado de bundão e manter o emprego?

    7 – Como camuflar enriquecimento de urânio para fazer a bomba atômica e ainda colocar a culpa nos Estados Unidos.

    8 – Dissecando mitos: fraudes eleitorais, repressão política e religiosa e desprezo pelos direitos humanos no Irã.

    9 – Zelaya, um herói.

    10 – Conselho de Segurança da ONU: por que todas as nações que apoiamos penduraram um cartaz nas minhas costas onde estava escrito “Me chuta!”.

    Detonado por Felipe Flexa

  26. Dom JJRastero said

    Pessoas, por mais insatisfatório que seja, quando ocorre um crime (seja municipal, estadual, federal, cibernético…) o meio propício é registrar ocorrência numa delegacia próxima e, após devidas orientações, buscar seus direitos com o auxílio de um advogado (de confiança).
    Não cabe a nenhum outro orgão, senão as delegacias políciais, investigar os fatos e instaurar inquérito, dando, assim, início ao processo jurídico.
    Não defendo a SFESP, contudo, se não procurarmos seguir as diretrizes, vamos continuar reclamando e criando oportunidades para que as coisas continuem cagadas.

    PS: Nunca procure apoio de jornalistas. Na piór das hipóteses, você pode acabar sendo conhecido como otário em nível nacional

  27. Pax said

    Caro Dom JJRastero,

    Se você acredita que seguir diretrizes erradas é o melhor caminho para resolver problemas e que não existe uma boa parte de jornalistas que faz seu trabalho bem feito, só posso sentir muito pelas tristes experiências que eventualmente você tenha vivido. Não são as minhas.

  28. Elias said

    Pax,

    Certo. Você deve registrar (a esta altura, já terá registrado) um Boletim de Ocorrência Policial.

    Você foi o único fraudado? Claro que não! Junto com você, deve haver dezenas de milhares de vítimas.

    Boa parte delas talvez nem saiba que é vítima.

    Agora, imagina se, para que o Estado se movesse, fosse necessário que as vítimas registrassem queixa na polícia.

    Seriam necessários dezenas de milhares de BOs, registrados num porrilhão de Delegacias de Polícia, não é?

    E aí? Abririam milhares de processos? Claro que não! As dezenas de milhares de BOs teriam que ser reunidas num processo único, para evitar a realização de investigações paralelas, que, potencialmente, transtornariam ainda mais a vida dos declarantes, dispersariam as informações e comprometeriam a eficiência da apuração.

    E haja burocracia pra isso?

    Sentiu a demência?

    O burocrata que te orientou a registrar a queixa policial não é, necessariamente um corrupto, que está tentando dificultar a apuração de um ilícito.

    É, talvez, um servidor público mal dirigido, mal orientado e precariamente informado sobre o dever do servidor público.

    A Constituição do Brasil EXIGE que, ao tomar conhecimento de uma irregularidade no serviço público, qualquer irregularidade, em qualquer esfera, deve o servidor público, IMEDIATAMENTE — e independentemente de qualquer notificação de quem quer que seja, ou de determinação superior — executar todas as providências no âmbito de sua jurisdição, para dar início à apuração da irregularidade.

    No seu caso, o Marcelo e a Taís Helena deveriam ter oficiado seus superiores, informando que a fraude está sendo praticada, e solicitando: a) providências no sentido da apuração da fraude; b) orientação acerca de como proceder, caso fossem procurados por outras vítimas.

    Em seguida, entrariam em contato com você, por carta, e-mail ou qualquer outro meio, dando conta das providências que encaminharam.

    Isso é o que consta da maior parte dos regimentos internos dos órgãos e entes do poder público brasileiro — notadamente os órgãos e entes regimentados nos últimos 15 anos.

    É uma exigência da Constituição.

    Mas raramente um servidor público procede desse modo. Veja o seu caso…

    Por que não procede desse modo? Porque o cidadão não exige. Agüenta calado. Reclama pra mulher, comenta com o vizinho, com os amigos na mesa de bar… mas não toma providências contra o órgão ou o servidor público que, por ação ou inércia, o está prejudicando.

    Não sei se você adotou a recomendação do Chester que, a meu pensar, é a melhor de todas.

    Mas, se não seguiu, acho que deveria. A queixa deveria ser registrada não apenas por causa da fraude, mas, sobretudo, pela inação do órgão público ao qual você se dirigiu.

    O Marcelo, a Taís e seus superiores devem ser chamados às falas, para que aprendam a tratar adequadamente o cidadão.

    Para isto são pagos!

  29. Alba said

    Pax,

    Depois das denúncias sobre o cunhado do Alckmin, envolvido em fraude na merenda escolar, o que lembra que a verba para Educação nem é tão pequena. O problema é o eterno labirinto de maracutaias. Arrghh!

    Mas o que você denuncia é de todo pertinente. Fui inclusive olhar a conta do meu pai na Nota Fiscal Paulista e estranhei, porque ele havia pedido para disponibilizar os créditos numa sua conta do Itaú e, salvo engano, os créditos continuam lá. Pra dizer o mínimo, há um problema sério de gestão. :-(

    Porém, denunciar é preciso, mais do que necessário.

  30. Alba said

    Salve, Elias!

    Acho que você está certissimo!

  31. Pax said

    Caro Elias e cara Alba,

    Me recuso a registrar um Boletim de Ocorrência. Eu já registrei queixa na própria Secretaria da Fazenda, as informações estão todas lá, o extrato mostra claramente as movimentações indevidas, já há no noticiário que há outras fraudes com outros contribuintes.

    Quem gerou o problema foi a Secretaria da Fazenda, neste governo que pouco se importa com o cidadão.

    Eles que procurem a polícia. Insisto neste ponto. Aceitar passivamente as diretrizes que o governo incompetente me imputa me parece um caminho de ovelhas.

  32. Pax said

    Acabo de receber a resposta à reclamação que fiz no site. Difere da orientação que obtive no 0800. Vejam só:

    Prezado Fulano,

    Sugerimos que compareça a uma delegacia de polícia para registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) e, posteriormente, protocole a denúncia da suposta fraude em um Posto Fiscal da Secretaria da Fazenda.

    Após a recepção da denúncia, o Posto Fiscal deverá analisar o caso ou enviar às autoridades policiais para abertura de inquérito, se necessário.

    Para consultar o endereço/telefone dos Postos Fiscais acesse o endereço http://www.fazenda.sp.gov.br/regionais

    Agradecemos seu contato no “Fale Conosco” da Secretaria da Fazenda.

    Sua opinião é muito importante para nós. Por gentileza, clique no link abaixo e opine sobre este e-mail:

    Pesquisa de Satisfação

    Atenciosamente,

    Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo

    No 0800 me instruiram a abrir o B.O na delegacia de Polícia Civil e ir, também na Polícia Federal e não instruiram a ir num Posto Fiscal.

    Ou seja, se eu for seguir todas as instruções terei que:

    – ir numa delegacia da Polícia Civil
    – ir na Polícia Federal
    – ir num Posto Fiscal

    Até parece que foi eu quem gerou o problema. Estas atitudes e má gestão são sinônimos de absoluto desrespeito ao cidadão lesado.

    Vou continuar no meu caminho. Já há inúmeras retransmissões do meu Twitter sobre o assunto.

  33. Paulo Roberto Silva said

    Elias e Alba, vocês já tentaram fazer um BO online – para os casos em que isto se aplica – e tê-lo recusado? Eu vivenciei isto em 2008. Tive um celular furtado na avenida paulista por uma gangue que andava de bicicleta nas calçadas furtando artigo de certo valor. No sistema do B.O. online da SSP, recusaram alegando que se tratava de roubo, portanto deveria ir à delegacia. Na delegacia da rua Tutóia, depois de duas horas de espera, disseram que se tratava de furto, por isso o BO deveria ser feito no site. Reclamei no site da SSP e recebi uma majestosa banana do governo. Bando de corno. Por isso o PCC manda no estado.

  34. Pax said

    Pois eu fui registrar um B.O. de uma dessas tentativas de extorsão por telefone. Diziam que estavam vigiando minha casa e que tinham sido contratados para matar um dos familiares, estas baboseiras de presidiários que alguns caem.

    Cheguei na delegacia e fui atendido por um policial completamente bêbado que ficou super interessado no caso, me perguntando se eu tinha dinheiro em casa, onde morava etc etc.

    Saí rapidinho de lá.

  35. Elias said

    Paulo Roberto,

    Minha experiência bate com a sua. Meu carro foi arrombado na garagem do prédio onde eu morava.

    Tentei fazer fazer o BO online. Não deu. Fui à delegacia. Disseram pra fazer online. Armei um bundalelê, fiz uns telefonemas… enfim, dei uma “chave de galão”.

    Aí o BO foi registrado.

    A orientação formal que deram ao Pax é totalmente inconstitucional.

    O Governo de São Paulo não pode ficar falando em “suposta” irregularidade. Isso é linguajar de jornalista, quando não dispõe de elementos pra afirmar com segurança se houve ou não irregularidade.

    Havendo indícios de irregularidade, o governo deve, IMEDIATAMENTE instaurar sindicância. Esta determinará se a irregularidade aconteceu ou não.

    Constatada a ocorrência da irregularidade, deve-se passar à fase seguinte, que é a determinação da autoria. O governo deve encaminhar as providências no âmbito administrativo e policial.

    Pra fazer isso, o governo NÃO PODE e NÃO DEVE esperar pela iniciativa do cidadão.

    O governo tem competência, meios, modos e, acima de tudo, OBRIGAÇÃO de executar os procedimentos que lhe cabem, independentemente da iniciativa do cidadão. Não que esta não seja possível, cabível ou desejável.

    Mas, o fato é que, embora possível, cabível e desejável, a iniciativa do cidadão não é pré-requisito para a ação do Estado. Este pode e deve agir de ofício.

    É um absurdo o governo dizer ao cidadão que, para encaminhar providências no âmbito administrativo, o governo necessita ser acionado pela via policial.

    Num caso como esse, os âmbitos administrativo e judicial são esferas distintas, que se complementam mutuamente.

    ALBA! QUE SAUDADE! Milhões de beijos!

  36. Chesterton said

    Da Folha de São Paulo: Gamecorp acumula prejuízo de R$ 8,7 milhões e dívidas de mais de R$ 5 milhões. Beneficiada por decisão do governo, tele é maior cliente da empresa de Lulinha, que produz conteúdo para televisão.

    Quatro anos depois de se associar à gigante de telefonia Oi, a Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios um filho do presidente Lula, acumulou prejuízo de R$ 8,7 milhões até 2009 e dívidas que somam mais de R$ 5 milhões. Mesmo assim, o negócio administrado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, continua recebendo investimentos da Oi e atraindo sócios. Desde 2007, a Oi -então Telemar, uma concessionária de serviço público que recebeu uma série de incentivos do governo Lula- aumentou em 28% o aporte na empresa, contra inflação acumulada de 11%. O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal, até hoje inconclusa. A Oi fechou 2009 com prejuízo de R$ 436 milhões.

    Como a Folha revelou ontem, Lulinha e outro filho do presidente Lula, Luís Cláudio, criaram duas holdings neste ano. Os dois são sócios em seis empresas. Quando o pai subiu a rampa do Planalto, em 2002, eles eram estagiários. Com BNDES e fundos de pensão como principais acionistas, a Oi é a única grande cliente da Gamecorp, que faz conteúdo para TV veiculado pela OiTV e pela Sky -que não tem a tele como sócia. Segundo o balanço de 2009, a Oi pagou à Gamecorp R$ 3,6 milhões por “comercialização de serviço”. Dois anos antes, o valor destinado para a mesma rubrica tinha sido de R$ 2,8 milhões. O balanço da Gamecorp registrou lucro de R$ 646 mil em 2009, mas, apesar disso, a dívida não foi abatida. Ao contrário, subiu, tendência que se mantém desde os primeiros balanços.

    O aumento no aporte da Oi ocorreu durante o polêmico negócio que transformou a operadora na maior empresa do setor de telecomunicações do país graças à ajuda do governo e sob suporte de empréstimos no BNDES. Sob o argumento de criar uma “supertele nacional”, o governo Lula alterou as regras do setor para viabilizar a fusão com a Brasil Telecom. Em 2010, o governo já tomou ao menos três decisões que beneficiam a telefônica. Entre elas, a de adiar para maio de 2011 o novo plano de metas para as operadoras -que, mantido o prazo original, forçaria a Oi, endividada, a fazer investimentos. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) liberou o mercado de TV a cabo para as teles. A Oi foi a única beneficiada, por ter capital majoritariamente nacional, precondição para a atuação nesse setor. A agência decidiu também incluir mais um dígito nos celulares em São Paulo para aumentar os números disponíveis para venda, o que ampliou a possibilidade de entrada da Oi nesse mercado.

    PARCERIA
    Em 2007, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu multar a Oi porque a empresa não apresentou voluntariamente notificação sobre a injeção de recursos na Gamecorp. A parceria Oi-Gamecorp começou em 2005, quando a operadora aumentou o capital da empresa em R$ 2,7 milhões e pagou R$ 2,5 milhões pela exclusividade dos serviços. Em 2006, injetou outros R$ 5 milhões. A Oi acompanha de perto os negócios da Gamecorp. Em 2007, nomeou o executivo Marco Schroeder como conselheiro da empresa. Em 2008, Lulinha esteve com sócios na sede da Portugal Telecom para falar sobre a entrada dos estrangeiros na Oi. A comitiva estava com o conselheiro da Anatel José Zunga Alves de Lima, que é amigo de Lula.

    NOVOS SÓCIOS
    Mesmo com dívidas e compromissos que superam o valor dos créditos e bens, a Gamecorp também atraiu como sócio Jonas Suassuna, dono do Gol Grupo, conglomerado que atua em diversos segmentos e vende livros didáticos a governos. Parente do ex-senador Ney Suassuna, Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Em 2007, investiu R$ 1,35 milhão na Gamecorp. Sobre ter investido num negócio deficitário, disse que é um “mercado que tem dinâmica de maturação lenta, gerando resultados financeiros de médio e longo prazos”. Lulinha assumiu a presidência da empresa, no lugar de José Roberto De Raphael, casado com Adriana Diniz, filha de Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar.
    POSTADO POR O EDITOR

  37. Chesterton said

    São Paulo, 10 – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu há pouco declarações de fontes ligadas ao governo federal de que o Brasil corre o risco de não cumprir a meta de superávit primário para este ano. De acordo com ele, quem fez a análise “se equivocou redondamente”. “Porque o responsável por isso sou eu. E eu estou te falando que nós vamos cumprir a meta rigorosamente este ano. E nós próximos anos, enquanto eu estiver à frente do Ministério da Fazenda”, disse o ministro, acrescentando que sempre cumpriu as metas fiscais.

    Brasília, 28 – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, recuou, admitindo pela primeira vez a possibilidade de não cumprimento da meta cheia de superávit primário das contas do setor público em 2010, de 3,1% do PIB. “Estamos trabalhando para o governo (Central) cumprir a meta cheia, mas há algumas dificuldades para Estados e municípios. A União vai cumprir os 2,25%, mas não sei se serão atingidos os 3,1%”, afirmou há pouco na portaria do Ministério da Fazenda.

  38. Alba said

    Puxa, Elias, desse jeito, mesmo ilhada pelos bárbaros do fim de ano, fico lilás! E, a propósito, beijos quadruplicados, que não gosto de miséria, for you too. :-))

    De resto, o governo de São Paulo tem mais é que se coçar. Já passei por várias experiências de furto, mas pra falar a verdade, jamais consegui me ver livre de ter de ir até a delegacia mais próxima registrar B.O. Não que eu tenha conseguido reaver o que foi furtado, inclusive documentos, mas aí, acho, passa pelo total desaparelhamento das polícias, o que só me lembra a experiência como diretora de creche, assaltada 4 vezes, num período de 9 meses. Tá bom que, com exceção do último, foram roubos famélicos. Mas o delegado, em todas as vezes, só soube dizer algo como: “dona, não temos pessoal pra dar conta de homicídio, que dirá assalto a escola ou creche?” Hummmmppff!

    E, Chest, um beijinho procê também, seu implicante!

  39. Chesterton said

    Oi Alba.

    quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
    MARACUTAIA NEWS: EMPRESA DE LULINHA DA PREJUÍZO À OI E QUEM VAI PAGAR É O GOVERNO DO PAPAI E DA TITIA. OU MELHOR, NÓS.
    O Plano Nacional de Banda Larga – o governo acha que 512 kbps é banda larga – está aí pra fazer a festa dos burocratas petistas e da Oi, sócia do “Ronaldinho” do Lula. O blog Coturno Noturno explica a maracutaia envolvendo uma das piores empresas de telefonia do universo, com serviços sofríveis, numa série de posts do tipo “Estamos aqui para lembrar as falcatruas”.

    Eis um aperitivo:

    Quatro anos depois de se associar à gigante de telefonia Oi, a Gamecorp, empresa que tem entre seus sócios um filho do presidente Lula, acumulou prejuízo de R$ 8,7 milhões até 2009 e dívidas que somam mais de R$ 5 milhões. Mesmo assim, o negócio administrado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, continua recebendo investimentos da Oi e atraindo sócios.Desde 2007, a Oi -então Telemar, uma concessionária de serviço público que recebeu uma série de incentivos do governo Lula- aumentou em 28% o aporte na empresa, contra inflação acumulada de 11%. O negócio é alvo de investigação da Polícia Federal, até hoje inconclusa. A Oi fechou 2009 com prejuízo de R$ 436 milhões.
    Felipe Flexa

  40. Chesterton said

    A história da humanidade não é redutível a equações, e é complicado enxergá-la como ciência. Fosse uma, seria relativamente simples prever. Há entretanto certas regras. E prestar atenção nelas ajuda um bocado.

    Uma regra é a inexistência de nexo absoluto entre os recursos naturais de um país e seu progresso. Uma parte da explicação pode ser debitada na conta do colonialismo, do imperialismo, mas enxergar a coisa só por aí seria miopia.

    Há bom exemplo de país fortemente subsidiado (o contrário de “explorado”) mas incapaz de dar o salto adiante.

    Assim como existem ótimos casos de nações cujo praticamente único recurso natural é a população e apesar disso, ou por causa disso, seguem adiante aos pulos.

    Já nós permanecemos mentalmente acorrentados a um pensamento pré-moderno, segundo o qual a natureza é a fonte de toda riqueza.

    Foi o que se viu na campanha presidencial deste ano, no debate sobre o petróleo do pré-sal. Polemizou-se sobre o modelo do negócio (concessão ou partilha), mas não sobre o que fazer com o dinheiro.

    O modelo pode ser importante, mas em última instância a diferença entre as propostas é contábil. Quanto da receita fica com o governo e quanto com o parceiro privado.

    O verdadeiro nó, se o foco estiver na soberania do país, é como converter a receita do pré-sal em alavanca para a inovação científica e tecnológica. Não apenas na esfera da indústria do petróleo, mas na economia nacional como um todo.

    Pois se há uma regra bem estabelecida na História é a vantagem competitiva dos povos capazes de inovar e estar adiante de seu tempo, no esforço para controlar os elementos da natureza, na arte de fazê-los trabalhar para nós.

    Qual é o maior desafio brasileiro? A forte desigualdade social é fenômeno algo recente. E vai sendo enfrentada. Imbatível mesmo é nossa resistência a transitar de uma sociedade recostada no extrativismo para uma fincada na indústria, no conhecimento, na agregação de valor-trabalho.

    Tudo nos empurra para trás. O agrarismo está no nosso DNA. O único lugar em que o capital proveniente da agricultura serviu para catapultar a industrialização –São Paulo– acabou ocupando o nicho de “opressor” no imaginário modelado pelas demais elites brasileiras.

    Na era das delícias consumistas do real forte, nosso processo de “libertação nacional” vem se resumindo a uma substituição: sai o “Made in USA” e entre o “Made in China” (em inglês mesmo; em mandariam ficaria initeligível).

    Confira você mesmo. Dos presentes que deu nestas festas de fim de ano, quantos portavam a marca “Indústria Brasileira” (ainda é assim”)?

    O imenso saldo comercial externo produzido pela agricultura é consumido em importações. E muitas vezes quando importamos maquinário é para alimentar indústrias apenas montadoras.

    O Brasil orgulha-se da Embraer. Mas o que aconteceria à empresa se de repente ficasse proibida de importar tecnologia e componentes?

    Quando queremos vender aviões para alguém precisamos antes pedir licença a terceiros.

    Ouve-se por aí que o grande desafio de Dilma Rousseff será consertar os gargalos na infraestrutura. É algo relativamente simples de fazer numa época de prosperidade continuada.

    Difícil mesmo será consertar os gargalos na nossa mentalidade. A educação pública, por exemplo, é tratada como uma joint-venture entre os políticos grávidos de promessas nas eleições e os sindicatos das categorias profissionais diretamente envolvidas.

    A expressão “movimentos sociais” é um rótulo bonito para mascarar o corporativismo.

    Sim, pois não se conhece entre os movimentos sociais nenhuma APCFVEPTDSTAN (Associação de Pais Cujos Filhos Voltam da Escola Pública Todo Dia Sem Ter Aprendido Nada).

    Nosso grande desafio não está nas profundezas do pré-sal, nem nos buracos das estradas, ou na falta delas. Está em transformar a escola pública brasileira, de baixo até em cima, em um dínamo do saber, da ciência, da inovação, da competição, do progresso.

    Uma escola completamente voltada para a ascensão profissional e social do aluno e da família dele. Simples assim.

    Infelizmente, não se nota no governo que entra um desejo de promover essa ruptura tão necessária. Parece ainda acorrentado ao continuísmo, ao corporativismo.

    Mas tomara que eu esteja errado, e não seria justo fazer pré-julgamento.

    Melhor torcer para que desta vez aconteça um milagre.

    do Alon

    chest- se a esquerda fosse 10% inspirada como ele…..

  41. Elias said

    Chesterton,

    I
    Se o problema da educação no Brasil fosse apenas “o continuísmo e o corporativismo”, a coisa seria fácil…

    É milhões de vezes pior do que isso.

    II
    Recursos naturais abundantes quase nunca significam garantia de desenvolvimento econômico.

    O que garante desenvolvimento econômico é desenvolvimento científico e tecnológico.

    E uma boa estrutura educacional é uma das pernas do tripê que permite com nível de desenvolvimento científico e tecnológico.

    A Alemanha é um bom exemplo de como isso funciona. Não tem petróleo, nem ferro, nem alumínio, nem algodão, nem gado… e, no entanto, é um país rico.

    Matéria prima só complica as coisas pra países assim em caso de guerra. Lá por volta de 1939/1º semestre de 1940, as tropas alemãs já haviam aniquilado a Tchecoeslováquia, a Polônia e a Bélgica, invadido a Holanda e a Dinamarca (que não foram aniquiladas porque, ao contrário da Bélgica, abriram as perninhas e não opuseram a menor resistência aos alemães), estavam se dirigindo rapidamente à França, etc.

    Enfim, a Alemanha estava dando banho de competência militar (o que também implica banho em desenvolvimento científico e tecnológico, capacidade industrial, etc.).

    Mas, desde 1938, o país penava por falta de matérias primas, em conseqüência do bloqueio econômico que lhe havia sido imposto.

    Alimentos, roupas, combustível… tudo era racionado.

    No inverno de 1939, o governo proibiu o uso de água quente pra higine pessoal, exceto aos sábados. Logo em seguida, confiscou automóveis particulares e outros objetos de ferro, alumínio, estanho, cobre, bronze (inclusive sinos de igreja). E por aí afora.

    É nessas circunstâncias que a falta de matérias primas complica as coisas para um país com alto nível de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial.

    Já os países que dispõem de grandes reservas de matérias primas tendem a ser pobres, com raras exceções.

    E tendem a ser dominados por países com alto nível de desenvolvimento científico, tecnológico e industrial, pelas mesmas razões comentadas acima.

  42. Elias said

    No # 41, onde está escrito:

    “E uma boa estrutura educacional é uma das pernas do tripê que permite com nível de desenvolvimento científico e tecnológico.”

    Leia-se:

    “E uma boa estrutura educacional é uma das pernas do tripê que permite ELEVAR O nível de desenvolvimento científico e tecnológico.”

  43. Elias said

    Pax, Alba, Patriarca, HRP, Nat, Paulo Roberto, Chesterton, Marcelo e todos os demais.

    Um belíssimo 2011 pra todos vocês. Que a gente continue dialogando no próximo ano, concordando ou divergindo.

    Gente como vocês faz a diferença.

    Um abração, com meus pedidos de desculpas por tanto lugar comum.

  44. Pax said

    Pra você também, caro Elias. E todos os demais.

    Abraços.

  45. Chesterton said

    Boas entradas a todos.

  46. Chesterton said

    Thomas Sowell

    Economists are the real “party of No.” They keep saying that there is no such thing as a free lunch– and politicians keep on getting elected by promising free lunches.

    Such promises may seem to be kept, for a while. There are ways the government can juggle money around to make everything look OK, but it is only a matter of time before that money runs out and the ultimate reality hits, that there is no free lunch.

    We are currently seeing what happens, in fierce riots raging in various countries in Europe, when the money runs out and the brutal truth is finally revealed, that there is no free lunch. You cannot have generous welfare state laws that allow people to retire on government pensions while they are in their 50s, in an era when most people live decades longer.

    In the United States, that kind of generosity exists mostly for members of state government employees’ unions– which is why some states are running out of money, and why the Obama administration is bailing them out, in the name of “stimulus.”

    Once you buy the idea that the government should be a sort of year-around Santa Claus, you have bought the kinds of consequences that follow. The results are not pretty, as we can see on TV, in pictures of rioters in the streets, smashing and burning the property of innocent people, who had nothing to do with giving them unrealistic hopes of living off somebody else, or with the inevitable disappointing of those hopes with cutbacks on the giveaways.

    Nothing is easier for politicians than to play Santa Claus by promising benefits, without mentioning the costs– or lying about the costs and leaving it to future governments to figure out what to do when the money runs out.

    In the United States, the biggest and longest-running scam of this sort is Social Security. Fulfilling all the promises that were made, as commitments in the law, would cost more money than Social Security has ever had.

    This particular scam has kept going for generations by the fact that the first generation– a small generation– that paid into Social Security had its pensions paid by the money that the second and much bigger “baby boom” generation paid in.

    What the first generation got back in benefits was far greater than what they themselves had paid in. It was something for nothing– apparently.

    This is the way a Ponzi scheme works, with the first wave of “investors” getting paid with the money paid in by the second wave. But, like Social Security, a Ponzi scheme creates no wealth but only an illusion that cannot last. That is why Mr. Ponzi was sent to prison. But politicians get re-elected for doing the same thing.

    As the baby boomers begin to retire, and there are now fewer working people per retired person to pay for Social Security pensions, this scam is likewise headed for a rude revelation of reality– and perhaps riots like those in Europe.

    All the incentives are for politicians to do what they have done, namely to promise benefits without raising enough taxes to pay for them. That way, it looks like you are getting something for nothing.

    When crunch time comes and politicians are either going to have to tell people the truth or raise taxes, the almost inevitable choice is to raise taxes. If the people think they are already taxed too much, then the taxes can be raised only for people designated as “the rich.” If “the rich” object, then demagogues can denounce them for their selfishness and “greed” for objecting to turning over ever-growing amounts of what they have earned to politicians.

    Economists often make stronger objections than the high-income people themselves. That is because history has shown repeatedly that very high rates of taxation lead to all sorts of ways by which those very high rates of taxation do not have to be paid.

    No matter how high the tax rates are, they do not bring in more revenue when many of the people subject to those tax rates do not in fact pay them. The scams inherent in welfare states are not only economically counterproductive, they turn group against group, straining the ties that hold a society together.

  47. Olá!

    A Alemanha Nazista encontraria a catástrofe econômica mais cedo ou mais tarde, afinal de contas, o modelo econômico nazista não era assim tão diferente do comunista, ambos eram coletivistas, anti-capital, anti-liberais, anti-livre mercado, pró-burocracia, pró-apparatchik, pró-controle partidário da economia e etc.

    No final das contas, ao perder a guerra, pelo menos a Alemanha pôde experimentar a social economia de mercado e o ordoliberalismo implementados pelo Konrad Adenauer e sua equipe.

    Aliás, seria interessante saber como o modelo econômico nazista tratava o problema do cálculo econômico. Pelas práticas do alto comissariado nazista, parece que a nazi-economia não era a maneira mais indicada de lidar com esse problema.

    Pelo menos o capitalismo, o sistema de livre iniciativa e o sistema de preços tratam esse problema bem melhor do que qualquer outro modelo existente.

    Até!

    Marcelo

  48. Chesterton said

    Tanto a economia nazista quanto a comunista dependiam de expansão para sugar os recurosos dos povos conquistados.

    Adolfo sashida está fulo:

    QUARTA-FEIRA, 29 DE DEZEMBRO DE 2010

    Lula, o merda
    Falta pouco, já vai tarde esse canalha. Além de canalha é covarde. Há meses o bunda mole tomou a decisão de NÃO extraditar o ASSASSINO de 4 pessoas inocentes, o TERRORISTA Cesare Battisti que deixou 4 famílias sem pai. Mas, será no apagar das luzes que o covarde irá libertar o assassino.

    Lula, vá pra puta que o pariu. Seu covarde, seu banana. Não tenho palavras para mostrar minha indignação. Presidente de merda.

    Aqui esta a ficha do canalha Battisti. São 4 ASSASSINATOS!!!! Será que ainda existem juristas em Brasília? E quando matarem brasileiros, iremos nos calar também? Até onde vai a falta de vergonha na cara do povo brasileiro que continua apoiando esse presidente de merda?
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO À

  49. Alba said

    A todos os amigos,

    Um 2011 muito bom! (É difícil escapar dos lugares comuns – aliás, um belo filme argentino – super-Elias)

    Um grande abraço a todos

  50. Chesterton said

    O ano de 2011 começa com uma certeza: o Brasil mudou. E agora é para valer. A passagem de Luiz Inácio da Silva pela presidência da República refundou as raízes nacionais.

    A prova inconteste deste fato está numa decisão anunciada pela Petrobras no apagar das luzes de 2010: o campo de Tupi, na bacia de Santos, passa a se chamar campo de Lula.

    Justa homenagem. Afinal, quem são os índios Tupi diante do novo descobridor do Brasil?

    Se índio ainda quer apito, vai ficar querendo. Na história oficial, quem apita agora é o messias do ABC.

    A simbologia nacional entra, por assim dizer, na era da desinibição. A homenagem que varreu os índios Tupi para uma camada inferior ao pré-sal partiu de uma estatal comandada pelo homenageado.

    Em outras palavras: Lula deu a Lula o que é de Lula – ou, pelo menos, que ele acha que é. Chega de falsa modéstia.

    Pensando bem, o filho do Brasil está sendo humilde. Ele poderia, por exemplo, ter rebatizado o Banco do Brasil de Banco do Lula – o que não seria nenhum abuso, considerando toda verba que saiu dali para os cofres do PT, sob sua regência.

    Chega também dessa história de esperar o sujeito morrer para botar seu nome nas placas. Se Lula já é praticamente um santo em vida (te cuida, São Bernardo do Campo), permita-se que ele assista à sua própria eternização.

    A única dúvida é sobre como o ex-presidente chamará o ex-campo de Tupi: “campo de Lula”, ou “meu campo”? É esperar para ver. Será mais um momento histórico da apoteose sindical, daqueles em que o ex-operário diz que seu ego “não está cabendo dentro da calça”, e, infalivelmente, chora.

    Em sua última viagem como presidente a Pernambuco, Lula chorou três vezes. Também, pudera. Estava em sua terra natal, diante de uma multidão arrebanhada com anúncios na TV pagos pelo contribuinte. É mesmo de chorar.

    É o conto de fadas do presidente pobre e bondoso, o Jesus Cristo de Garanhuns, incensado pelos reis magos do marketing. Uma saga que pode até não ganhar o Oscar de melhor filme estrangeiro, mas haverá de levar o prêmio de efeitos especiais.

    Steven Spielberg é um aprendiz diante da tecnologia lulista. Um projeto de poder que aterrissou em Brasília sem lenço e sem documento, trazendo apenas, além da fome por cargos, o Fome Zero – idéia revolucionária que morreu de inanição antes do primeiro prato.

    Mas o ministério do ilusionismo era bom, e operou o milagre. Botou Lula sentado na mesa posta por Fernando Henrique, jogou água no feijão da estabilidade econômica e ainda convenceu a freguesia de que o neoliberalismo deixara as panelas vazias.

    Foi a herança maldita mais saborosa da história.

    Em entrevista ao “Manhattan Connection”, Fernando Henrique arriscou dizer que quem mudou o Brasil foi ele, não Lula. Tarde demais, prezado sociólogo. O mito do filho do Brasil chegou até o pré-sal das consciências. Os que vieram antes de Lula, hoje, não passam de uns Tupis.

    Na USP, na PUC, no Ipea, na FGV borbulham estudos altamente criativos, cada um tentando provar mais do que o outro como o ano da graça de 2003 fundou o Brasil feliz.

    Não adianta trombetear que o poder de compra do pobre é filho do Plano Real. Que plano foi esse mesmo?

    Não adianta gritar que não haveria Bolsa Família se a economia nacional não tivesse sido resgatada do pântano, a duras penas, no final do século XX. Se é que existiu o século XX.

    Quando o Brasil mostrou solidez financeira na crise de 2008, Lula chegou a se ufanar da tecnologia de reestruturação dos bancos. Ou seja, até o torpedeado Proer foi anexado pelo messias.

    Diante disso, realmente, tomar posse do campo de Tupi é um detalhe.

    Na virada para a era Dilma, os reis magos do governo sumiram com 20 bilhões de reais do livro-caixa, para fazer a gastança caber na meta de superávit primário – criada pelos Tupis pré-históricos. A lenda não pode morrer.

    Feliz ano velho.

    Fiuza

  51. Elias said

    Marcelo,

    Sei não…

    A rigor, existem 3 modelos de organização econômica: a) totalmente privado; b) totalmente estatal; c) economia mista.

    Os dois primeiros existem somente em tese. Na prática, o que há mesmo é a “economia mista”, que combina a iniciativa privada com a intervenção estatal no domínio econômico.

    O grau de intervenção do Estado no domínio econômico é que diferencia as economias umas das outras.

    Concordo com você quanto a que o regime nazista era quase tão intervencionista quanto o da URSS. Em algumas áreas, acho até que era mais intervencionista.

    Mas o regime nazista não era coletivista. Ao contrário, a intervenção do Estado nazista no domínio econômico se deu sob a ótica da chamada “acumulação capitalista”.

    Não por acaso, Hitler teve o apoio da esmagadora maioria do empresariado alemão. Apoio mesmo, decidido e fanático.

    Em países como o Brasil, a intervenção estatal foi uma imposição da lógica capitalista. Sem o Estado, o capitalismo brasileiro seria ainda mais frágil do que é.

    Veja um exemplo: o Brasil é, hoje, um dos maiores produtores mundiais de ferro, cobre, alumina e alumínio. Dentro de, no máximo, 5 anos, será o maior produtor mundial de alumina e alumínio.

    Quem comanda essas cadeias produtivas é a Vale, hoje uma empresa privada. A Vale é, basicamente, uma empresa de logística.

    Pra chegar a essa condição, foi necessário construir a maior hidrelétrica brasileira, com linhões de distribuição de dezenas de milhares de quilômetros, uma ferrovia com quase mil quilômetros, uma estrutura ferroviária que movimenta comboios com mais de 3 quilômetros de comprimento, duas redes de minerodutos com mais de mil quilômetros de extensão, uma ponte rodo-ferroviária com mais de 3 quilômetros de extensão, 3 cidades completas (ruas, casas, aeroportos, cinemas, teatros, etc), sendo uma na Serra dos Carajás, uma na foz do Tocantins e uma às margens do Rio Trombetas, etc, etc, etc.

    Foram décadas de investimentos. Nas duas primeiras décadas, o dinheiro praticamente apenas saía, porque quase nada se produzia nada.

    O empresariado brasileiro não tinha como encarar uma parada desse tipo. O estrangeiro não tinha interesse.

    O capital japonês acabou entrando, mas impôs como condição que seu sócio fosse… o Estado.

    E ao Estado coube, exatamente, fazer os investimentos de mais longa maturação. Esses, nem os capitalistas japoneses quiseram fazer.

    Uma coisa é a proposição ideológica. Outra, bem diferente, é o mundo das coisas reais.

  52. Elias said

    Quanto à Alemanha, o problema dela ao início da II GM é, basicamente, o mesmo de hoje: escassez de matérias primas.

    Em tempo de paz, isso é galho fraco. A partir do momento em que Hitler começou a executar sua política expansionista, a escassez de matérias primas passou a ser um problema grave, por causa do bloqueio econômico que lhe foi imposto pela Inglaterra, França, etc.

    Não por acaso, Pacto de não Agressão que ele firmou com a URSS, envolvia, também, o fornecimento de matérias primas em larga escala (ferro, algodão, grãos, etc).

    Não houve, assim, na Alemanha nazista, problemas com a organização geral da produção. Havendo matérias primas, a produção funcionou direitinho. A produção de aviões, p.ex., andava mais rápido que nos EUA.

    Na verdade, não há uma lei sagrada, determinando que tal ou qual modelo de organização dará necessariamente certo ou errado.

    Todos têm chances de dar certo, e o que se vê, na prática, são modelos substancialmente diferentes entre si, produzindo bons resultados.

    O problema da sovietização e da nazificação, a meu pensar, é o esmagamento da liberdade, o absoluto desprezo pelo ser humano.

    Não ter a democracia como um valor absoluto é que, em meu entendimento, torna descartáveis — mais que isto, abomináveis — tanto o nazismo quanto o seu irmão siamês, o comunismo.

    O mundo fica melhor sem essas pragas…

  53. Mona said

    Quisera eu ter o talento de um Guilherme Fiuza para fazer “um discurso de finalização de mandato” dando o merecido a Presidente Lula. Nessa hora de balancear o que foram esses 8 anos de Governo, nada melhor do que o apanhado feito pelo Globo acerca das 50 frases mais polêmicas pronunciadas por Sua Excelência.
    Dessas, destaco a de nº 9, como aquela que representa o embuste que esse Presidente é. Nela, ele não trata de questões complexas, tais como crise econômica, desenvolvimento sustentável, matriz energética, política externa. Nela, ele deixa aflorar o que de fato é, ao contrário daquilo que a junção de uma oposição fraca e tolerante, uma academia intelectualmente desonesta, uma corja de políticos e apaniguados fisiologistas/patrimonialistas e uma imprensa minimamente crítica deixaram-no parecer. A frase em questão é:

    “Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele”,

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2010/12/31/relembre-as-50-frases-mais-polemicas-de-lula-durante-os-oito-anos-de-mandato-923396498.asp

  54. Mona said

    Elias,
    esse seu discurso democrático, liberal, em prol do indivíduo, traduz com perfeição a esquizofrenia pela qual passa o PT de uma maneira geral e a militância de maneira particular. O quê esse partido é hoje em dia, afinal?
    É o PT do 3º PNDH? É o social-democrata autointitulado na vigência da presidência do embuste? Ou é apenas aquilo que uma vez é já disse: um partido que é o que precisa ser para assumir o poder e se manter nele?

  55. Chesterton said

    o caminho brasileiro

    DEZEMBRO 26, 2010 POR IGOR T.

    http://moscaazul.wordpress.com/2010/12/26/naturalmente/#comment-1954

    Para ser um “engenheiro social”, são necessários dois pré-requisitos elementares, sem os quais nenhum socialismo é possível: 1) esquecer que é imperioso satisfazer pré-condições artificiais e dolorosas para “construir” o igualitarismo; e 2) ignorar o contra-argumento básico de que manter a civilidade numa sociedade demanda naturalidade de ações – inclusive nos costumes e códigos morais que informarão, numa segunda etapa, as leis. A solução brasileira para dar validade a esses exercícios de amnésia seletiva é um tipo especial de democracia, onde nada de concreto é discutido, mas o resultado é perfeitamente aceito como se fosse a extensão de longos debates que nunca aconteceram. É uma forma de institucionalizar (mas não legitimar) imposições e manter a ordem (mas não a civilidade); internalizamos o que nunca foi realmente processado. Na prática, esse teatro de sombras acomoda bem os antagonismos, ainda porque as leis não se fazem valer, a não ser dentro do próprio universo burocrático. Nem os impostos sonegados, nem as leis desobedecidas, são entendidas como um decréscimo da autonomia do indivíduo. Ao contrário, são percebidos pelo brasileiro como uma névoa sem origem definida, como se sempre estivesse ali. O resultado é que não existe senso de emergência para liberar as forças da sociedade (mercado, expressão, lucros, trabalho livre…), mas uma ansiedade para que as promessas estatais sejam cumpridas, ainda que desconheçamos os reais efeitos disso – o que importa não é compreender causalidades ou névoas. Aprendemos a nos virar com a insegurança, a ter jogo de cintura, a sermos “quentes” (num mundo de ineficiência, precisamos sempre nos apoiar na simpatia). Mas fingir intimidade não é confiança: colocar-se nessa situação é um trade-off entre uma coisa que você já não acredita muito (o ambiente em torno) com outra que pode vir a te beneficiar (o compadrio, o filhotismo). Nossa natureza é não ter natureza própria – ou ter pregüiça de impô-la e seguir vivendo. Uma moleza testada a ferro e fogo. Há uma forte crença, e só homeopaticamente externalizada, de que a acomodação da incoerência garante nossa preservação enquanto sociedade, o contrário seria a guerra de todos contra todos, que só pode ocorrer veladamente, a fim de garantirmos a estabilidade que a engenharia social e o jeitinho malemolência social proporcionam, mesmo que seja apenas uma estabilidade sambada, erigida pelos glúteos. E o caminho se faz caminhando

  56. Chesterton said

    “Uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de um prato de comida. Tem que ser submissa porque gosta dele”,

    chest- esse demagogo energúmeno fez um mal ao país que nunca mais cicatrizará.

  57. Chesterton said

    Não ter a democracia como um valor absoluto é que, em meu entendimento, torna descartáveis — mais que isto, abomináveis — tanto o nazismo quanto o seu irmão siamês, o comunismo.

    chest- é o que eu sempre disse:

    http://mises.org/daily/1937

  58. Chesterton said

    The reason that Social Democrats do not establish socialism when they come to power, is that they are unwilling to do what would be required. The establishment of socialism as an economic system requires a massive act of theft — the means of production must be seized from their owners and turned over to the state. Such seizure is virtually certain to provoke substantial resistance on the part of the owners, resistance which can be overcome only by use of massive force.

    The Communists were and are willing to apply such force, as evidenced in Soviet Russia. Their character is that of armed robbers prepared to commit murder if that is what is necessary to carry out their robbery. The character of the Social Democrats in contrast is more like that of pickpockets, who may talk of pulling the big job someday, but who in fact are unwilling to do the killing that would be required, and so give up at the slightest sign of serious resistance.

    chest- comunistas são como bandos armados dispostos a matar opara atingir seus objetivos enquanto socialistas são batedores de carteira…..como ser mais preciso?

  59. Chesterton said

    Por Jorge Serrão

    O ouro foi a aplicação mais rentável, em 2010, no Brasil, com ganho de 32,26%. E quem é a dona do nobre metal, no mundo? A Oligarquia Financeira Transnacional, cuja sede econômica é a City de Londres. É a este Poder Real Globalitário que a presidenta Dilma Rousseff irá se curvar e servir, como fantoche, nos próximos quatro anos, se os linfomas políticos não lhe aplicarem algum golpe, por qualquer motivo.

    Luiz Inácio Lula da Silva, agora em permanente saideira, e seu antecessor Fernando Henrique Cardoso, fizeram, direitinho, o dever de casa do esquema globalitário. Ambos, nos últimos 16 anos, seguiram as dietas do Diálogo Interamericano e demais clubes de poder da Oligarquia Globalitária. No campo econômico, Dilma será uma fiel seguidora do status quo dos verdadeiros donos do mundo.

    O mau humor só mudará de faixa. Para servir aos patrões de sempre. Apenas o teor etílico deve diminuir no Palácio do Planalto. Só é preciso torcer muito para que Dilma não exagere na dose – no sentido conotativo. Caso se embriague pela cachaça autoritária, e contrariar grandes interesses, quem manda mesmo no Brasil vai lhe tirar o poder. Os controladores nunca perdem tempo. Logo preparam o retorno de Lula ou qualquer outro fantoche. E PT saudações. Literalmente…

    Traição ao poder globalitário é sempre fatal. Para quem duvida disto, ilustrando este artigo, temos o símbolo de quem manda, realmente, no Brasil. A estátua do Príncipe Charles. Ele mesmo, o pomposo e vaidoso Duque da Cornuália! O Príncipe de Gales foi imortalizado em bronze como um deus alado e musculoso, quase pelado, vestido unicamente com uma tanga. O monumento ao nosso colonialismo econômico-cultural foi feito sob medida para uma praça, com o nome dele, em Palmas, capital do Tocantins. Simboliza o “Salvador do Mundo”.

    O Brasil não precisa de salvadores, nem de fantoches dos que se autoproclamam “salvadores”. Precisamos, sim, é de um projeto de desenvolvimento, democracia, soberania e educação, para que sejamos uma Nação digna de nossas potencialidades. Dilma no poder é uma incognita. Se der certo, ruim para Lula, que será logo ofuscado e pode ser esquecido. Se der errado, melhor para Lula, que posará de bom antecessor, com direito a retorno. Se nem feder nem cheirar, pouco importa. Terá servido ao esquema que a colocou no poder.

    Que venha a Dilma, disposta a vencer os cânceres políticos e ideológicos que ameaçam sua existência política, a partir deste primeiro de janeiro do novo ano. Que a faixa lhe seja leve! Que ela não se transforme em uma PRESIDANTA. E as Legiões que se cuidem, porque o salto alto tem tudo para pisar nos coturnos.

    Com que roupa eu vou para a festa da posse que ninguém me convidou? Segredo… O bom penetra não berra! Nem revela seus trajes. Só avisamos que, nos próximos quatro anos, continuaremos cumprindo a desagradável missão diária de desnudar a nova poderosa de plantão. Tomara que ela fique mais bonitinha que o pretenso Salvador peladão aí de cima.

    chest- será?

  60. Chesterton said

  61. Chesterton said

    QUARTA-FEIRA, DEZEMBRO 29, 2010
    Resposta a um leitor
    Resposta a um leitor

    GÊNESE DA CORRUPÇÃO

    Um comentarista que se identificou por David fez algumas observações sobre meu artigo “O ´sonho` do funcionalismo público”, reiterando algumas questões que considero incongruentes. Há uma certa ingenuidade em seus argumentos e comentários, que vou comentar agora:

    “Muito interessante e respeitável sua análise sobre o “sonho do serviço público”. Digno de aplausos.

    Mas, se me permite, tenho de discordar de alguns pontos.

    1º Intitular os programas de governo como assistencialistas soa no mínimo como algo de extremo preconceito. Uma bolsa-família não faz rico ninguém. Nenhuma pessoa sobrevive dignamente somente com o valor oferecido por esse programa”.

    Conde- Não há preconceito algum em afirmar uma verdade clara. O bolsa-família é um programa assistencialista e eleitoreiro, cuja intenção mesma é comprar votos dos pobres. O problema é que isso cria uma cultura de dependência onde as pessoas acabam se acomodando e não buscam trabalho. Em algumas cidades do nordeste, o bolsa-família simplesmente tirou muita gente do mercado de trabalho, justamente porque essas pessoas preferiram viver às custas do governo do que procurar um emprego. Inclusive, 40% dos beneficiários do bolsa-família continuam miseráveis como antes. A tendência é aumentar as despesas do Estado, enquanto reduz o número de pessoas disponíveis ao trabalho.

    Trata-se de um simples incentivo, um pequeno empurrão para a pessoa começar a caminhar com as próprias pernas.

    Conde- Que empurrão é esse em que as pessoas são desestimuladas a trabalhar? Desde quando transferir rendas é criar riqueza para elas?

    Famílias que antes não tinham a menor condição de obter o mínimo para sobrevivência, que é a alimentação, e que eram obrigadas e expor suas crianças a duras atividades laborais, hoje podem fazer com que o estudo seja a única atividade de seus filhos.

    Conde-Isso não é verdade. Os pais estão usando os filhos para receberem o beneficio, seja para gastar com bebida e outros elementos supérfluos, que nada têm a ver com gastos alimentares. As crianças continuam trabalhando como dantes. A diferença é que agora estão sendo usadas para tirar dinheiro do governo. Você deveria ter vergonha de falar um nonsense desses.

    Percebe a sutileza e a astúcia do governo?

    Conde- Percebo. O governo quer criar um curral eleitoral e uma cultura de dependência dos pobres pelo Estado. Antigamente, era o coronel nordestino que comprava votos com cestas básicas. Agora é o governo federal que faz isso.

    Com uma quantia ínfima, o Estado promove a educação, o bem estar familiar

    Conde- Vamos ver se entendi a lógica bisonha: tirar pessoas ou desestimulá-las do mercado de trabalho oferece o bem estar a elas? E desde quando dar dinheiro aos pobres beneficia a educação? Onde está a correlação disso? Com uma quantia ínfima, o governo promove um projeto eleitoreiro e compra facilmente votos para que o PT se perpetue no poder.

    e consequentemente expande o mercado de trabalho, expande a economia, reduz a criminalidade.

    Conde- Acho que você precisa estudar economia. Como o mercado de trabalho e o consumo podem se expandir, se o aumento dos benefícios sociais gera aumento de impostos e, consequentemente, diminuição do mercado? E quem disse que o beneficio estatal diminui a criminalidade? Quando o governo financia mães solteiras, por exemplo, financia a criminalidade, justamente porque muitas mulheres irresponsáveis vão gerar mais filhos para ter o benefício e, ainda, vão abandonar essas crianças, do mesmo jeito. E por acaso, a criminalidade diminuiu onde? Salvo em São Paulo, onde a repressão À criminalidade foi maciça, uma boa parte do país só tem sentido o aumento dela.

    Em suma, o que é chamado de assistencialismo pode estar beneficiando você.

    Conde- Vamos ver se entendi a lógica esquisita: quer dizer que sustentar pessoas desocupadas diminui a criminalidade e aumenta o poder aquisitivo? Quer dizer que se o Estado cria uma casta de pessoas sustentadas através do trabalho de outras, é porque o país enriqueceu mais? Quer dizer que o bolsa-família impede que as pessoas roubem ou matem nas ruas? Onde está a correlação entre bolsa-família e diminuição da criminalidade que não vi?

    2º O Estado brasileiro não está inchado. Isso é papo de uma mídia elitista que vê o Estado como um estorvo para suas atividades.

    Conde- Já percebi que você tem uma mania incrível pra falar nonsenses. A mídia, substancialmente, não parece ver mal algum no aumento do Estado, já que uma boa parte do nosso jornalismo está na folha de pagamento do governo. Por outro lado, você parte de uma falácia patética: a de que o Estado é uma espécie de representante dos pobres, enquanto a “elite”, que exige menores tributos, é uma espécie de inimiga do povo e do governo. Você acredita mesmo nessa lorota de achar que a carga tributária altíssima que sustenta políticos, burocratas e ministérios inúteis é algo da malvada mídia elitista? Ou, pelo contrário, sua tendência a defender o Estado é tão somente a defesa de uma elite estatal, que parasita todas as classes sociais, através dos tributos altos? Não é a elite que vê o Estado como um estorvo. Ele de fato é, quando um bobo como você precisa pagar para a existência de hospitais falidos, escolas públicas caindo aos pedaços e serviços públicos de péssima qualidade e caros. E você acha que isso é “papo de mídia elitista”? Quer dizer que a burocracia estatal que ganha altos salários com péssimos serviços não é uma elite? Ah sim, a “mídia elitista” só considera o Estado um estorvo porque não quer sustentar os pobres funcionários públicos, coitados!

    O Brasil é um dos países que menos tem servidores públicos em relação à quantidade de habitantes. Existe inumeras pesquisas que provam isso.

    Conde- Menos servidores em relação a que? Em relação À Europa ou aos Eua? E desde quando esse suposta correlação, que é falsa, necessariamente obriga a termos mais burocratas e funcionários públicos? Quer dizer que devemos ter padrões soviéticos de funcionários públicos para chegar a ter uma burocracia eficiente?

    O “Sr. Lula” buscou profissionalizar e moralizar a máquina pública.

    Conde- Criar mais de 30 ministérios para colocar a companheirada petista, apenas para arrecadar os dez por cento do partido é “profissionalizar” e “moralizar” a máquina pública pra você? Infestar o Estado de milhares de cargos comissionados em Brasília, cujo critério é a carteira do Partido, é “moralizar” a coisa pública pra você? Claro que não falei de mensalão, das falcatruas dos correios, da Petrobrás, da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, verdadeiras fábricas de caixa dois petista. E convém dizer: quem moralizou as escolhas do funcionalismo não foi o Sr. Lula, que transformou o Estado num antro de dependência clientelista e corrupção endêmica, e sim a Constituição de 1988, que exigiu a inserção do concurso público, justamente para evitar os vícios que o Sr. Lula apenas faz em larga escala no governo federal.

    Acabou com milhares de postos terceirizados (mazela advinda do governo FHC, após uma frustrada tentativa de desinchar um estado que não era inchado).

    Conde- Na sua lógica tosca, o Estado deve pagar mais funcionários públicos, porque você tem algum tipo de ódio patológico à terceirização? Quer dizer que o contribuinte deve pagar mais caro por serviços que poderiam ser feitos, de forma mais barata, com atividades terceirizadas? Das duas uma, ou você é o típico contribuinte alienado da realidade ou então você tem muito a ganhar com a expansão desse Estado patrimonialista e corrupto.

    Hoje temos verdadeiras ilhas de excelência no serviço público.

    Conde- Bem que eu queria ver isso, porque você não parece ser o sujeito que viva de SUS ou de escola pública, pra falar tantas essas questões bobas num post de blog. Como você mesmo disse: ilhas. . .o que denota que a ineficiência é regra!

    Quem entra, atualmente, no serviço público, veste sua camisa e põe a mão na massa.

    Conde- Claro que veste a camisa: a camisa do corporativismo, do privilégio, da burocratização do Estado e da sociedade civil, expandindo os controles governamentais sobre a sociedade e os próprios subsídios. Tente diminuir os gastos públicos e veja o que ocorre?

    Mas a sociedade insiste em ter uma visão ultrapassada do funcionalismo.

    Conde- Eu não sei que ideia você faz da tal “visão ultrapassada” do funcionalismo, já que sua resposta é cheia de frases genéricas e sem substancia. Mas estou percebendo que você é, literalmente, desinformado. Primeiro, porque a visão da sociedade é bastante favorável ao funcionalismo público, principalmente quando a questão é concurso e mamata governamental. Segundo, porque a sua visão é completamente irreal do governo Lula e mesmo da burocracia estatal brasileira. Você fala chavões, lugares comuns, nada que acrescente ao debate. A sociedade tem uma visão dúbia do funcionalismo: não gosta de pagar impostos altos para sustentar essa burocracia inútil; porém, “sonha” em ser burocrata.

    O servidor de hoje não é o mesmo de 20 anos atrás. Um excelente exemplo dessa renovação é o Poder Judiciário. Com a criação do CNJ e a integração dos tribunais, o serviço de prestação jurisdicional nunca esteve tão efetivo.

    Conde- Eu acompanho os casos dos tribunais e, a despeito da informatização do judiciário, temos o acúmulo grotesco de processos e a irresolução dos conflitos. Sem contar, claro, o corporativismo estatal, que é fortíssimo. Você já viu juiz de direito ir pra cadeia no Brasil? Não, eles são punidos com “aposentadoria compulsória”! Eles são “punidos” sendo pagos com dinheiro público!

    Um determinado trâmite processual que, há poucos anos, levava pelo menos 6 meses, hoje leva minutos.

    Conde- Eu bem queria saber onde ocorre esse milagre, já que cheguei a esperar até três anos para receber uma sentença judicial. Sem contar uma audiência de instrução e julgamento, que dura no mínimo um ano. Mas estou vendo que você vive no mundinho da Rainha de Copas!

    Graças à política dos processos eletrônicos. Hoje se um ministro do STJ concede um habeas corpus, em segundos o juizo de execução em qualquer lugar do país já estará ciente do feito e dará cumprimento à decisão.

    Conde- De fato, a Constituição de 1988 (e não o governo Lula) é que moralizou um pouquinho mais a coisa pública, já que os concursos públicos conseguiram aumentar os níveis de excelência. Nem por isso o processo deixa de ser burocrático e ineficiente, uma vez que se cria leis onde os governados cada vez mais ignoram e onde se exige cada vez mais burocracias inúteis para resolver problemas que seriam mais simples, se houvesse leis e regras processuais mais enxutas. Por outro lado, o instituto do habeas corpus tem preferencia sobre outros processos. Não existe milagre algum no que você diz. Enquanto isso, milhares de pessoas estão mofando nas cadeias, ainda que tenham cumprido integralmente sua pena, pela ineficiência do judiciário em soltá-las.

    Toda essa modernização foi concretizada por servidores públicos empenhados e comprometidos com suas atribuições. Pode-se chamar isso de atuação parasitária?

    Conde- A modernização foi fruto de exigências legais do Congresso Nacional, vide as modificações exigidas no Código de Processo Civil, em 2006, relacionadas à informatização. Não houve nenhum milagre da burocracia estatal para isso. Os processos continuam se perdendo e a burocracia continua livre e solta.

    É claro que ainda estão apagando o fogo de anos de má gestão, mas a qualidade do serviço público está aumentando substancialmente.

    Conde- De fato, está. Porém, nem por isso o sistema deixa de ser ineficiente, burocrático, caro e pesado. Nenhuma informatização vai resolver os problemas da tributação alta e da eficiência do funcionalismo, justamente porque o servidor público não tem ganho nisso.

    E o Judiciário é o maior exemplo dessa evolução. Esta com certeza irá chegar em pontos críticos do serviço público, tais como saúde, educação e segurança.

    Conde- “Evolução” onde? O judiciário, com todas as reformas da informática, continua abarrotado de processos, cheio do mais rançoso corporativismo e cuja legalidade demonstra uma ineficiência caríssima para os cofres públicos.

    Mas não adianta. Está arraigado na cultura brasileira o ato de combater o Estado.

    Conde- Combater o Estado onde? Cadê essa cultura? Onde estão os autores que dizem isso? Pelo contrário, a história diz justamente o contrário: na cultura brasileira impregna o ato de idolatrar o Estado como uma autoridade moral, ao mesmo tempo em que se vê o empresariado como uma figura hostil, corrompida por dinheiro. E isso é desde o tempo do Brasil colonial.

    O país paga praticamente metade do pib nacional em impostos; a cultura de ódio a livre empresa é impregnada nas leis, na mentalidade de uma boa parte da sociedade, dos intelectuais e mesmo da classe política e da burocracia; e uma boa parte da classe média ainda acha que é “sonho” ser funcionário público. Onde está a cultura brasileira de “combate” ao Estado, se as tradições deste país sempre foram estatizantes e patrimonialistas? Eu fico perplexo com seu desconhecimento de história, de sociologia e de economia, já que gente como Meira Penna, Raimundo Faoro e muitos outros, diz justamente o contrário dessa notória incoerência que você acabou de dizer.

    Vai demorar muito ainda para a sociedade perceber que os tempos parasitários se foram.

    Conde- Vamos ver se entendi a lógica estranha: os impostos aumentam, a burocracia estatal aumenta e incha e você vem me dizer que os parasitas se foram? Você acha que criar mais de 30 ministérios e milhares de cargos comissionados é prova de que os tempos parasitários se foram? Usar empresas estatais como a Petrobrás, para arrecadar dinheiro pra companheirada petista é prova de que os tempos parasitários se foram? Ou estou discutindo com alguém que vive num verdadeiro mundinho da bolha, ainda que o Estado parasite o contribuinte com mais de 50 tipos de impostos que mal conhece e, ainda, sustenta uma burocracia que suga quase metade da renda nacional, enquanto o cidadão não vê serviço algum que preste?

    Com certeza o país falha em colocar tanto óbice na expansão da atividade empresarial.

    Conde- Isso porque você dizer que existe uma cultura de “combater o Estado”! Ainda estou esperando você comprovar essa bobagem!

    Porém, ainda assim, estamos vivendo uma época de pujança econômica, recordes na geração de empregos e substancial melhora na qualidade de vida da população.

    Conde- A pujança econômica não nega os fatores de subdesenvolvimento e atraso do país: o excesso de burocracia para abrir uma livre empresa; as reservas de mercado em vários setores da economia; os impostos altos, que dificultam novos investimentos, dentro outros males. A pujança econômica se deveu justamente ao empresariado hostilizado pelo governo, embora o Estado tenha ganho muito mais com isso, já que arrecadou mais, enquanto a sociedade continua empobrecida. Sem contar que isso se deveu, em parte, ao crescimento mundial da economia.

    Oras, isso não era pra acontecer. Afinal temos um Estado parasita e inchado que impede o país de andar, crescer e respirar. Ou será que isso sim é um mito?

    Conde- Na sua lógica estranha, devemos inchar a burocracia, porque ela não é causa de subdesenvolvimento. Já passou pela sua cabecinha de que o mercado poderia ter crescido bem mais se não fosse tirado da sociedade impostos para sustentar burocratas inúteis e serviços públicos ruins? Ou você acha que pagando mais impostos você consome bem mais? Vamos aos fatos óbvios: 40% dessa riqueza que é produzida pela sociedade vai para a mão do Estado, ou seja, do funcionalismo público e da classe política. Isso porque uma boa parte desse dinheiro, senão a maior parte, é para pagar tanto a folha de pagamento do funcionalismo, como para sustentar o déficit da previdência. Ah, claro, a alta carga tributária é um “mito”, ainda que a classe média gaste bem mais por conta de impostos escorchantes!

    Caro Conde, sua análise foi fantástica. Como eu disse anteriormente, não concorco dom muitos argumentos suscitados por você. Mas houve argumentação coerente, algo raro, reconheço. Hoje o que vemos são críticas vazias, infundadas e pessoas agindo como papagaios, repetindo ideias que muitos não sabem nem de onde vieram.

    Conde- Agradeço o elogio, embora talvez você esteja papagueando coisas sem ao menos pensar. Medite melhor sobre seus conceitos. Eles estão substancialmente errados.

    Pelo que percebi, vejo que você é um pensador e profundo analista da sociedade brasileira. Por isso, com humildade, peço que reflita se essa sua análise de serviço público não está defasada. E era dos burgueses do funcionalismo já é coisa do passado. Hoje a realidade é bem diferente.

    Conde- Lamento dizer, mas você está por fora do assunto. A era dos burgueses do funcionalismo é agora. Na verdade, se o país não tomar cuidado, a única burguesia que vai sobrar é a burguesia estatal, tal como ocorre na França, na Suécia e em outros países de mal estar social. E os empreendedores e empresários vão cair fora daqui. E aí quero ver quem é que vai sustentar esse povo todo?!

    Postado por Conde Loppeux de la Villanueva à

  62. Patriarca da Paciência said

    Um blá, blá, blá deprimente e inteminável.

    Eis a essência do artigo acima.

  63. Chesterton said

    você é marajá, Patriarca.

  64. Elias said

    Mona,

    Meu “discurso democrático, liberal”?

    Não mesmo, Mona.

    Sou social democrata. Nunca defendi outra posição política que não a social democracia. Meus pais eram social democratas. Meus avós, maternos e paternos, idem. Minha família milita na social democracia há quase 100 anos.

    A defesa da democracia não é nem n unca foi monopólio do liberalismo.

    No Brasil, então… nem pensar!

    Na história do nosso país coisa que não falta é liberais de carteirinha abanando o rabo pra ditaduras e ditadores.

    Certo que o mesmo pode ser dito de outras posições políticas, mas isso não muda os fatos.

    Quanto a mim, sei de mim mesmo: nunca defendi ditaduras nem ditadores. Deixo isso pra gente com estrutura óssea e moral mais flexível que a minha.

  65. Elias said

    Chesterton,

    O que esse Conde fez na vida, pra reduzir a estrutura estatal onde quer que seja?

  66. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    todos tem direito de expor a opinião que bem entender, mas que seja honesto e diga, esta é minha opinião.

    Agora, negar fatos é burrice.

    O mundo inteiro reconhece que a política de Lula funcionou e muito bem.

    Milhões sairam da pobreza.

    Comércio e indústria estão a todo vapor.

    Isto é fato.

    Agora, aqueles que desejam progresso apenas para si mesmos, decerto não estão satisfeitos, principalmente a minoria que sempre foi beneficiada, há 500 anos.

    O modelo perverso de governo para minoria, foi abalado para sempre e… espero que nunca mais volte.

  67. Alba said

    Anigos,

    Acompanhei toda a cerimônia de posse da Dilma. Apesar de saber que sua posse não representa, de fato, as mulheres do Brasil, porque esta campanha eleitoral, apossou-se de símbolos, e símbolos sempre devem ser honrados, mesmo que o movimento feminista esteja em baixa. E têm objetivo , no más, de valorizar a presidente (que presidenta dói no ouvido).

    E esta presidente, com comportamento muito digno e generoso na posse, fez por onde construir a democracia que agora temos.

    Foi a consolidação da democracia, depois de tantos anos de ditadura que me fez molhar os olhos.

    Boa sorte a ela e a todos nós!

  68. Anrafel said

    Certamente, um dos problemas políticos do Brasil é ter uma direita que afirma coisas do tipo de que o Bolsa Família induz as pessoas a se retirarem do mercado de trabalho. Em que mundo vivem esses caras, que tipo de informações eles têm (ou escolhem ter)?

    Bom 2011 para todos.

  69. Chesterton said

    Vocês teimam em negar a realidade. Sim, o bolsa familia fez muita gente se encostar, perpetuando a miseria. Eu não sei disso de me contarem, eu vi.
    Aconteceu hoje aqui no prédio.

  70. Jose Mario HRP FELIZ! said

    Caro patriarca os torpedões do Chest são algo tão enfadonho que já não consigo le-los todos!
    Quanto a Dilma , preparem-se porque teremos um ano meio muito esquisito pois a economia poderá ter uns trancos e um grupo conservador no espectro governamental vai tentar se apoderar da direção dos rumos economicos do país e aí a tigresa vai mostrar a cara.
    Os brasileiros não conhecem a capacidade de trabalho dela…..Mas Alceu Collares e Lula tiveram a sorte de descobrir sua força…..menos mal porque e graças a Deus patetas tipo Guchiken e Zé Dirceu foram defenestrados para o bem do país deixando espaço para ela.
    Fora isso e porque nada é perfeito , só Deus, Pallocci e Gerdau Jhannpeter são as duas asas negras nesse novo governo .
    Espero que ela não fique ouvindo muito suas baboseiras !

  71. Chesterton said

    Que Deus ilumine Dilma para o bem de todos.

  72. Chesterton said

    os torpedões do Chest são algo tão enfadonho que já não consigo le-los todos!

    chest- vocês devem abrir a “mente” e despi-la de todo preconceito para honestamente aprenderem alguma coisa.

  73. Anrafel said

    Uma família receberá, no máximo, uma Bolsa no valor de R$-200,00, formado por um Benefício Básico (R$68,00), três Beneficios Variáveis (R$22,00 cada) e dois Benefícios Vinculados ao Adolescente (R$33,00 cada).

    É claro que não é fácil uma família se enquadrar nos pré-requisitos que permitem essa remuneração. A média fica bem abaixo dos 200 reais.

    Se um sujeito recusa um trabalho com carteira assinada, vale-transporte, contagem de tempo para o INSS e outras coisas para não deixar de ganhar cento e poucos reais ele é ruim da cabeça, do pé e de tudo o mais. É também uma situação minoritária, residual.

    O Bolsa Família, que é um programa assistencialista, de fato, levou ao consumo de mais gêneros de primeira necessidade – ninguém do público alvo ganha cem contos e guarda dentro do porquinho.

    Na campanha eleitoral, andou circulando um texto calculando o Bolsa Família em torno de mil reais. O cidadão pegou abono do Pis, salário-desemprego fez as contas dele e deu um tremendo up-grade na merreca do programa criado por Fernando Henrique.

    Teve gente que acreditou.

  74. Jose Mario HRP FELIZ! said

    Chest….Santa Alba te perdoará…..tem que ser assim, superior, para aceitar tanta marra!

  75. Elias said

    Alba,

    Dia desses, li num jornal uma discussão absurda sobre “a presidente” ou “a presidenta”.

    Até onde consigo lembrar, os substantivos e adjetivos terminados em “ente” são comuns de 2 gêneros.

    Ninguém diz “a doentA”, “a gerentA”, “a pacientA”…

    Logo, não há porque dizer “a presidentA”.

    Uma figura aí defende o uso de “presidentA” por julgar isso uma afirmação do gênero. Diz que é feminista.

    Gente desse tipo avacalha com o feminismo…

  76. Pax said

    Presidente ou presidenta, há que se concordar com o Chesterton, no seu pronunciamento oficial do comentário #71, mesmo sendo ateu.

    De vez em quando até o Chesterton, velho e bom Chesterton, acerta. Quem diria.

    Feliz segunda feira.

  77. Elias said

    HRP

    De fato, depois de iluminar, com sua ausência, o segundo mandato do Lula, o Palocci emerge das catacumbas pra assombrar o governo Dilma.

    Não bastasse carregar no lombo o PMDB, esse governo tem que arrastar as correntes dos mortos-vivos do próprio PT (no caso do Palocci, um morto que, além de vivíssimo, é vivaldino e pai e mãe…).

    Pelo que consigo perceber, a ele caberá coordenar o diálogo entre o governo e o Congresso, em especial, e a área política em particular.

    Creio que, enquanto Palocci não atrapalhar o trabalho do Mantega, estará tudo mais ou menos (“mais” ficaria se Palocci fizesse uma longa viagem pro interior do Turcoarmenioswalisinghistão do Norte e, lá chegando, resolvesse se tornar monge, recolhendo-se à solidão de um mosteiro, no alto de uma montanha nevada; “menos” ficará enquanto ele permanecer no governo).

    Como não acredito em sentimentos mais elevados que emanem do Palocci, torço para que ele faça realmente alguma coisa útil. Se Palocci conseguisse pelo menos abrir o debate sobre a reforma política, estaria justificada sua presença no governo.

    Depois disso, espero que ele viaje pro interior do Turcoarmenioswalisinghistão do Norte e, lá chegando…

  78. Pax said

    Caro Elias, falando sobre teu #64

    Entendeste, então, porque faço um blog sobre corrupção?

    Também sou social democrata e o mal que nos aflige é essa danada que tudo corrói. Se o povo ficar vigilante, falante, gritante, escadalizante, o “troço” mitiga e a “coisa” anda melhor.

    Simples assim.

  79. Alba said

    Elias,

    Eu também já li sobre esta contenda entre presidente X presidentA, como se fosse uma grave questão nacional, de violação das regras gramaticais em benefício de uma pretensa postura popularesca de Dilma, querendo agradar ao Lula – o que até pode ser, não descarto. Mas pra mim continua sendo questão menor que acrescenta nada a coisa alguma. Espero mesmo que se consagre a forma correta – presidente – inclusive em benefício da Educação, que precisa melhorar, mesmo que o Haddad não tenha feito uma má gestão, embora a coisa passe pelos gargalos estaduais e municipais, como vejo aqui e também oferece oportunidades mil de desvios, como se vê no caso recente do cunhado de Alckmin.

    Já sobre o Palocci, concordo com você. É habilidoso, mas vivo além da conta. Aquela história do caseiro tá na minha garganta ainda. Esperemos que ele se conforme em ser ministro e consiga (aleluia!) afastar a Casa Civil de mais escândalos.

    Já basta o desgosto de ver a cara de batráquio do Temer, ao lado de Dilma, precedido pelo repugnante Sarney, querendo carona na ocasião. Que valha a pena ter feito tais alianças, mas acho que o Pax está certo. Mais que nunca teremos que estar atentos a todo tipo de malversação. :-(

  80. Olá!

    “Mas o regime nazista não era coletivista. Ao contrário, a intervenção do Estado nazista no domínio econômico se deu sob a ótica da chamada ‘acumulação capitalista'”

    Elias, coletivismo não se resume a aspectos econômicos.

    O nazismo era coletivista por dar maior ênfase à uma visão de mundo baseada em grupo/grupos do que à uma visão baseada fundamentalmente no indivíduo, na pessoa, no cidadão. Na Alemanha Nazista, inexistia o indivíduo cidadão que deve ser tratado de maneira isonômica perante as instituições e que tem os mesmos direitos seja de um camponês, seja de um alto comissário do Partido Nazista, independentemente da crença religiosa, cor da pele, partido, etc. de tal indivíduo. Para a pessoa obter esse tipo de tratamento, ela teria, primeiro, que se filiar ao Partido Nazista, mas para tanto ela precisaria ser uma “ariana” — por mais louco que esse constructo ideológico seja.

    O comunismo/socialismo também não difere em nada nesse quesito coletivista, pois, se para o nazismo o que importava era a raça ariana (um constructo ideológico), para os comunistas/socialistas o que valia mesmo era a classe do proletariado. Ambos eram nacionalistas. Ambos construíram inimigos imaginários a serem combatidos e destruídos (burguesia e judeus). Ambos eram anti-capitalistas, anti-liberais, anti-livre-mercado e etc.

    “Em países como o Brasil, a intervenção estatal foi uma imposição da lógica capitalista. Sem o Estado, o capitalismo brasileiro seria ainda mais frágil do que é.”

    O problema do Brasil é que durante 50 anos (1930-1980) o governo afundou bilhões e bilhões de recursos em estatais ineficientes e corruptas, enquanto que poderia ter investido em educação e no incentivo à livre iniciativa, ao empreendedorismo e etc. O resultado disso tudo desembocou na hiperinflação dos anos de 1980-1994.

    Quando você citou a exigência dos japoneses para que o Estado brasileiro fosse o sócio nos empreendimentos minerais, eles não exigem isso por desconfiarem do setor privado nacional, por serem estatistas, mas, sim, pelo fato de que é o governo brasileiro um dos maiores concentradores de recursos, além de contar com algumas benesses que o setor privado não pode contar (dinheiro público para evitar a falência, por exemplo).

    Esse caminho desenvolvimentista que o Brasil trilhou entre 1930-1980 é um dos principais responsáveis pelas mazelas sociais do país.

    É fascinante que um país onde uma empresa semi-estatal é capaz de captar petróleo em águas profundas seja, ao mesmo tempo, incapaz de proporcionar uma educação minimamente decente para a população, sobretudo aos mais pobres.

    É lamentável ver que países que partiram de um começo mais humilde do que o do Brasil — como a Coréia do Sul — estão, hoje, em uma posição muito melhor em termos sociais e econômicos. Deve haver, obrigatoriamente, alguma coisa errada com a política adotada pelo Brasil.

    Até!

    Marcelo

  81. Elias said

    Marcelo,

    Tenho algumas divergências em relação ao seu comentário # 80.

    1
    Entendo sua colocação quanto ao termo “coletivismo”, mas não é o conceito que adoto. Pra meu uso, o conceito de coletivismo está — sempre — associado à propriedade dos meios de produção.

    2
    Também não concordo em dizer que, como ideologia, o socialismo e o comunismo são nacionalistas. Por definição, o socialismo e o comunismo são internacionalistas. Ambos propõem a extinção do Estado nacional.

    O comunismo soviético não fugiu à regra, até porque a URSS era uma confederação de nacionalidades(falar nisso, vários dos dirigentes máximos da URSS nem eram russos: Stalin era georgiano; Krushev era ucraniano, e por aí afora).

    O nazismo se auto-proclamava “nacional socialista”, e há quem use isso pra estabelecer uma vinculação entre o nazismo e o socialismo em geral.

    A história da escolha da designação “nacional socialista” já foi contada milhares de vezes. O termo “socialista” foi um chamariz, numa época em que ele tinha grande apelo entre os trabalhadores alemães.

    O socialismo alemão sempre foi predominantemente marxista. O rompimento do socialismo alemão com o marxismo só ocorreria décadas mais tarde, com Willy Brandt.

    Já o nazismo era visceralmente anti-marxista, nunca deixando de lembrar que Marx era judeu.

    Em sua “bíblia”, Hitler dava o comunismo e o capitalismo como estratégias dos judeus, para dominar o mundo. Com essa abordagem, ele podia agradar aos 2 extremos (e o que mais houvesse entre ambos), direcionando o ódio (num país e numa época em que o ódio era componente essencial da política), para um inimigo que se prestaria a bom alvo, de onde quer que partisse o tiro.

    3
    O empresariado brasileiro jamais encarou um projeto de longa maturação: lavra de minério de grande porte, siderurgia…. são lances nos quais o empresariado brasileiro só mete a cara depois que maturou.

    O motivo é simples: falta de dinheiro.

    No Brasil, não existem grupos empresariais com capacidade para investir pesado centenas de milhões de dólares por ano, para tirar o primeiro centavo de lucro em 20 ou 25 anos.

    Se dependesse exclusivamente do empresariado brasileiro, algumas estruturas produtivas — melhor diria, algumas cadeias produtivas inteiras — que hoje são fundamentais para o presente e o futuro da economia brasileira, simplesmente não existiriam.

    Certo que, quase sempre, as estatais brasileiras são corruptas, ineficientes, etc. É quase um lugar comum falar isso. Mas também é verdade que algumas estatais fugiram a essa regra. A CVRD foi uma delas.

    O Estado brasileiro é corrupto. Verdade. Mas é bom lembrar que, por trás de um Estado corrupto, está, sempre, a iniciativa privada como principal beneficiária da corrupção. É assim em qualquer parte do mundo, e o Brasil não foge à regra.

    No Brasil, existem a dar com os pés empresas ineficientes e desonestas, criadas e dirigidas por verdadeiras ratazanas, mas que se dão bem porque se beneficiam com a corrupção do Estado. Se deixadas a si mesmas dificilmente sobreviveriam.

    Às vezes, aliás, o fracasso empresarial é, exatamente, a estratégia pela qual o empresário ladravaz se beneficia mais facilmente da corrupção estatal. Veja o caso da SUDAM e da SUDENE, empanturradas de ações preferenciais que não valem a milésima parte do custo da folha de papel em que estão impressos os títulos múltiplos.

    Isso pra citar só um exemplo. Poderia elencar algumas dezenas, sem forçar a memória, totalizando alguns bilhões de dólares a cada 5 anos…

    Não dá pra criticar a corrupção do Estado brasileiro em oposição à iniciativa privada, porque ambos — corrupção estatal e iniciativa privada desonesta — são uma coisa só.

  82. Olá!

    Elias:

    “Também não concordo em dizer que, como ideologia, o socialismo e o comunismo são nacionalistas. Por definição, o socialismo e o comunismo são internacionalistas. Ambos propõem a extinção do Estado nacional.”

    De fato, você tem razão. O nacionalismo a que me referi tem a ver com a valorização da pátria e etc. No mesmo estilo utilizado pelos soviéticos para batizar a 2a Guerra Mundial de A Grande Guerra Patriótica.

    Quanto à dissolução/extinção do Estado nacional, seria interessante saber se isso também valia para o Estado soviético.

    “O nazismo se auto-proclamava ‘nacional socialista’, e há quem use isso pra estabelecer uma vinculação entre o nazismo e o socialismo em geral.”

    Veja lá o que os nazistas implementaram na prática. O nazismo pode ser tudo, menos uma vertente política direitista. Nazistas perseguiram comunistas pela mesma razão pela qual stalinistas perseguiram trotskyístas.

    “Se dependesse exclusivamente do empresariado brasileiro, algumas estruturas produtivas — melhor diria, algumas cadeias produtivas inteiras — que hoje são fundamentais para o presente e o futuro da economia brasileira, simplesmente não existiriam.”

    É complicado falar sobre o que poderia (ou não) ter sido. Apenas dá para falar sobre o que realmente foi. Essa sua aposta de que o setor privado não conseguiria construir a estrutura industrial erguida pelo Estado brasileiro é válida como possibilidade.

    Poderia ter sido um investimento melhor se o Estado brasileiro tivesse posto recursos no sentido de incentivar o setor privado e desenvolver uma estrutura mais capitalista — mas não na mesma direção tomada pela catastrófica Lei de Informática dos anos de 1980.

    “Certo que, quase sempre, as estatais brasileiras são corruptas, ineficientes, etc. É quase um lugar comum falar isso. Mas também é verdade que algumas estatais fugiram a essa regra. A CVRD foi uma delas.”

    Mas e todas aquelas histórias do pai do Eike Batista, etc. e tal? E a corrupção durante o Regime Militar, sobretudo nos anos Geisel, o maior estatizante do Brasil?

    Elias, você que viveu a época, será que o Geisel não poderia ter tomado medidas menos estatizantes?

    “O Estado brasileiro é corrupto. Verdade. Mas é bom lembrar que, por trás de um Estado corrupto, está, sempre, a iniciativa privada como principal beneficiária da corrupção. É assim em qualquer parte do mundo, e o Brasil não foge à regra.”

    Pode até ser. O lance é que, se a corrupção no Brasil atingiu níveis galopantes, é pelo fato de haver incentivos que propiciam esse tipo de cenário. Aliás, tanto setor estatal quanto o privado possuem parcelas de responsabilidades pela corrupção brasileira.

    Quando uma entidade estatal concentra muito poder — seja político e/ou, principalmente, econômico — , a corrupção será quase que inescapável. Se a iniciativa privada se junta ao setor estatal é pelo fato de que este concentra em suas mãos algo que lhe interessa: Obter vantagens, sobretudo econômicas, a partir do dinheiro público. Lembre-se lá da “taxa de sucesso” cobrado pelos comparsas da Erenice Guerra ao empresariado dependente do BNDES e demais financiamentos estatais.

    Reformas capitalistas e de livre mercado ajudariam a melhorar esse cenário de corrupção estrondosa, afinal de contas, ninguém seria trouxa o bastante para roubar o próprio dinheiro.

    “No Brasil, existem a dar com os pés empresas ineficientes e desonestas, criadas e dirigidas por verdadeiras ratazanas, mas que se dão bem porque se beneficiam com a corrupção do Estado. Se deixadas a si mesmas dificilmente sobreviveriam.”

    Correto. O Estado não deveria ajudar esses incompetentes. Se o camarada faliu no seu empreendimento, o problema é todo dele. Porém, quando um desses “empresários” vão à falência, ele pede um financiamentozinho estatal e, com a ajuda de algum padrinho político, acaba obtendo e dividindo parte do dinheiro público com quem o ajudou a obtê-lo.

    “Não dá pra criticar a corrupção do Estado brasileiro em oposição à iniciativa privada, porque ambos — corrupção estatal e iniciativa privada desonesta — são uma coisa só.”

    Há relações profundas entre as duas. No entanto, seria complicado de encontrar algum empresário capaz de roubar o próprio dinheiro. Colocar a existência dessa corrupção em termos morais, como desonestidade, é simplificar demais o problema.

    Se setores da sociedade brasileira — estatais ou privados — são desastrosamente corruptos e/ou incompetentes não é pelo fato de haver pessoas “malvadas” tomando as decisões, decididas a fazer corrupção e a prejudicar os cofres públicos, mas, sim, pelo fato de haver pessoas bastante racionais agindo em prol dos seus próprios interesses e reagindo em sincronia aos incentivos existentes nessa estrutura para se corromper ou não.

    Até!

    Marcelo

  83. Patriarca da Paciência said

    Ou seja, como dizia Friedman, o ideal é voltar ao século XIX, onde o capitalista gozou da mais ampla liberdade.

    Se a maior parte da população vivia na mais profunda miséria?

    Se até crianças trabalhavam em minas de carvão?

    Se a jornada de trabalho era de 16 horas diárias?

    Se não existia férias, aposentadorias, planos de saúde etc.

    Se demoraria talvez um milênio para que fosse alcançado o bem estar social?

    Nada disso importa. O importante mesmo é oferecer a mais ampla liberdade ao capitalista. O resto é irrelevante!

    Olha, para mim não faz a cabeça mesmo!

  84. Chesterton said

    Se um sujeito recusa um trabalho com carteira assinada, vale-transporte, contagem de tempo para o INSS e outras coisas para não deixar de ganhar cento e poucos reais ele é ruim da cabeça, do pé e de tudo o mais. É também uma situação minoritária, residual.

    chest- no Brasil é maioria. O povo brasileiro se encaixa nesse sua definição como uma luva.

    Boa essa do Elias, a presidenta está doenta da cabecenta.

  85. Chesterton said

    76, então Pax, você é ateu de mentirinha.

  86. Chesterton said

    Peraí, Elias, reduzir o Coletivismo para a “coletivização dos meios de produção”, a estatização, é de uma pobreza ímpar. Coletivismo pode se resumir em “o individuo existe para fins sociais e seu melhor propósito é servir para a política econômica”. Note que nem é necessário haver estatização ou “coletivização dos meios de produção”. Este seria um dos inúmeros meios de se coletivizar.

  87. Pax said

    Caro Chesterton (em #85),

    O que tem o pescoço francês com as calças do índio Tupi?

    Em #78 não falei nada de religião cara. Falei e falo que a corrupção é que estraga todo governo, seja ele qual for. Nos sociais democratas a coisa piora por conta da maior concentração de poder (e dinheiro) nas mãos do governo. Quando este é social democrata e a corrupção reduzida, aí é o paraíso dos meus sonhos. (repito, dos meus sonhos).

    Não sou ateu de mentirinha, não sou nem agnóstico, sou ateu de pedra mesmo. Sinceramente gostaria até de crer em algo, mas não consigo. Seria bem mais fácil.

  88. Elias said

    Chesterton,

    Veja o que eu escrevi: “Pra meu uso, o conceito de coletivismo está — sempre — associado à propriedade dos meios de produção.”

    Por acaso, dá pra ler — ou entreler — aí, “estatização”?

    Não, né?

    Por que? Porque estou falando de “coletivismo”, e a estatização é, apenas, uma das supostas estratégias para o coletivismo.

    Só que a estatização pode estar a serviço do coletivismo, da acumulação capitalista ou de uma elite política.

    Não dá pra colocar um sinal de igualdade entre estatização e coletivismo, porque a estatização pode servir a muitos e diferentes propósitos.

    A bem da verdade, não sei de nenhum exemplo em que a estatização dos meios de produção se fez em benefício de propósitos realmente coletivistas. Esse exemplo pode até existir; eu é que não o conheço…

    Na URSS, p.ex., a estatização colocou a economia e o Estado a serviço dos interesses de uma elite política que dominava o PCUS.

    No Brasil, a estatização colocou a economia e o Estado a serviço de uma elite econômica. O processo era uma pinça de 2 braços: um deles estatizava a economia; outro, privatizava o Estado.

    Não morro de amores pela estatização. Acho, apenas, que, em países como o Brasil, a intervenção do Estado no domínio econômico é um mal necessário.

    O país necessita realizar investimentos de grande porte e de longa maturação. De um lado, a iniciativa privada brasileira não tem meios pra fazer isso; de outro, o capital externo não tem interesse, salvo se associado ao Estado.

    Agora mesmo, capitais noruegueses, japoneses e chineses estão investindo em 2 megaplantas industriais no Brasil, ambas aqui no Pará. Uma delas (CAP) fará do Brasil o maior produtor de alumina do mundo. A outra (ALPA) colocará o Brasil entre os 3 maiores produtores de aços laminados do mundo.

    Mas a primeira pá de concreto nas fundações dessas 2 plantas só foi lançada depois que o Estado assumiu todo o pepino logístico. Enquanto isso não aconteceu, os projetos foram adiados (e lá se vão mais de 20 anos…).

    E olha que a planta de alumina é uma planta de alumina. Exportar alumina — ou qualquer outro eletrointensivo — é o mesmo que exportar energia elétrica.

    A China necessita desesperadamente de alumina e alumínio, porque a construção civil chinesa necessita continuar aquecida e aquele país morre à míngua de energia elétrica.

    Mesmo assim, enquanto o Estado brasileiro não bancou a logística — que é o nó da questão — o projeto de alumina não saiu do papel (quando saiu, os chineses já estavam com meio pé fora, e os noruegueses com os dois pés dentro… depois que o Estado brasileiro assumiu a pior parte).

    Marcelo,

    Realmente, acho que nenhum governante brasileiro estatizou tanto quanto o Geisel.

    O cara estatizou de bancos (que é o mesmo que estatizar dívida) a lavanderias!

    E olha que um dos homens fortes do governo Geisel era o Mário Henrique Simonsen, que, antes e depois de ser ministro, escreveu dezenas de quilos de folhas de papel verberando contra o estatismo.

    Imagina se ele fosse a favor…

  89. Olá!

    “Ou seja, como dizia Friedman, o ideal é voltar ao século XIX, onde o capitalista gozou da mais ampla liberdade.”

    Patriarca da Paciência, você poderia, por gentileza, indicar o lugar onde o Friedman afirmou isso?

    “Se a jornada de trabalho era de 16 horas diárias?”

    Você se esquece de que uma pessoa comum do século XIX estava acostumada à uma carga de trabalho exaustiva e a carga horária nas indústrias nascentes não diferiam tanto assim disso.

    Não venham dizer que foi o capitalismo que instituiu elevadas cargas horárias de trabalho. Na Idade Média o trabalho nos campos começava cedo e terminava tarde, sobretudo no verão.

    Seria interessante avaliar dados sobre a ingestão diária de calorias per capita dessa época (século XIX) e compará-los aos dados de épocas anteriores — sem precisar ir muito longe no tempo, uns 50 ou 75 anos já seria um bom parâmetro.

    “Se não existia férias, aposentadorias, planos de saúde etc.”

    Falar de férias, aposentadorias e planos de saúde em pleno século XIX faz tanto sentido quanto falar de computadores digitais em plena Idade Média.

    Você se esquece de que esses direitos que o trabalhador conquistou apenas foi possível através do capitalismo, afinal de contas, de algum lugar devem vir os recursos para bancar tudo isso.

    “Se demoraria talvez um milênio para que fosse alcançado o bem estar social?”

    Considerando que o estado natural da humanidade é a fome, a pobreza e o terror, pode-se dizer que foram necessários bem mais do que mil anos para a humanidade melhorar significativamente seu padrão de vida, o seu bem estar social — ainda que apenas para um parte do mundo, exatamente a parte mais capitalista.

    “Nada disso importa. O importante mesmo é oferecer a mais ampla liberdade ao capitalista. O resto é irrelevante!”

    Você acha que país desenvolvido se constrói através de impostos elevados? O problema é que muita gente compreende erradamente a realidade de países como os da Escandinávia e acham que eles são o que são por causa dos altos impostos, desconsiderando toda uma avançadíssima estrutura capitalista e de livre mercado que existe por lá.

    Até!

    Marcelo

  90. Chesterton said

    sei, Pax, você é daqueles que se dizem ateus, graças a Deus (rsrsrsrsr)

  91. Chesterton said

    Então Elias, o que é a coletivização dos meios de produção afinal? Digo, na realidade, não na teoria, comno se passou até hoje?

    Creio que a demanda por participação estatal em megaprojeots se dá principalmente pelo risco de “nacionalização” , comum nas republiquetas grandes ou não, como o Brasil. O sócio estatal seria um seguro contra a nacionalização. Afinal, esses projetos são de longo prazo, e nunca se sabe se uma Dilma será eleita um dia desses (ops, foi eleita, caracas)

    Chest- direto de Punta del Este, que não visitava há décadas, e surpreso com a simpatia, honestidade e civilidade do povo em geral. Um dia me naturalizo uruguaio….epa, o presidente socialista cai 20 poontos na popularidade, está ficando bom.

  92. Chesterton said

    Marcelom tetntar argumentar com o Patriarca é das tarefas mais difíceis do mundo.

  93. Chesterton said

    Segundo fontes que não posso informar quem é, teremos inumeras prisões entre petistas, base aliada e governistas nesses 2 primeiros anos de Dilma. Esperar para ver.
    Outra: saude de Dilma caso de muita preocupação.
    Mais uma: Lula vai penar o esquecimento. Sem caneta, ninguem mais dá bola.

  94. Chesterton said

    Erenice Guerra de casa nova

    http://colunas.epoca.globo.com/politico/#post-65

    roubo virou vicio em Brasilia

  95. Anrafel said

    Inquirido sobre se já tinha lido o II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento), de Geisel, Simonsen respondeu que não era dado a ler textos de ficção.

    Foi ele o ministro da Fazenda do Plano.

    Lembra Roberto Campos. Próceres do liberalismo brasileiro, auto-designados campeões do privatismo servem a governos estatizantes e planejadores com admirável empenho em cumprir sua função de pau-pra-toda-obra.

  96. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    eu já postei uma vez para você e repito novamente:

    Ao longo da “clássica” entrevista, Friedman diz claramente que não deveria existir Estado, impostos, regulamentações etc.

    O pensamento de Friedman é bem cistalino, não há nada de metafísica.

    Só que é um pensamento inteiramente utópico!

    Imaginar que cada um, cuidando apenas da própria vida, se chegaria à sociedade ideal é, no mínimo, dez vezes mais utópico que o socialismo!

    Os grandes conhecedores da alma humana são muito pessimistas quanto aos bons sentimentos inatos!

    Freud e Dostoievski que o digam!

    Todas as pessoas precisam de freios, regulamentações e regras rígidas!

    Sem isto, a vaca vai para o brejo rapidinho!

    Todas as conquistas sociais do século XX foram alcançadas através da organização dos trabalhadores, através de muito sangue e luta.

    Por simples “generosidade”, capitalista não oferece nada a ninguém.

    Não é o próprio lema dos liberais, “não há alimentação de graça”?

  97. Patriarca da Paciência said

    “Considerando que o estado natural da humanidade é a fome, a pobreza e o terror, pode-se dizer que foram necessários bem mais do que mil anos para a humanidade melhorar significativamente seu padrão de vida, o seu bem estar social…”

    Pois é, a humanidade avançou a duras penas com muito sacrifício, suor e luta, temos hoje, férias, aposendadorias, planos de saúde, salário netgociado etc.
    Friedman prega justamente o fim de tudo isto. Um retorno ao passado, ao século XIX, onde havia crescimento econômica mas… miséria profunda por todo lado.

    ” — ainda que apenas para um parte do mundo, exatamente a parte mais capitalista.”

    Os países escandinavas tem: alta carga tributária, regras e regulamentações que todos seguem, Estado forte, fartos benefícios sociais e tudo o mais que Friedman detestava.

    Benefícios encontrados também na Alemanha, França etc. e inclusive nos Estados Unidos

  98. Elias said

    Chesterton,

    Que eu saiba, a propriedade coletiva dos meios de produção só aconteceu até aqui em áreas ou comunidades localizadas.

    É o caso, p.ex., de pequenas comunidades tribais em que o grupo, e não o indivíduo, era — ou é, se ainda existem grupos assim — proprietário das terras. O trabalho era organizado grupalmente e o produto repartido entre os membros do grupo.

    No Século XX, em Israel, tentou-se o kibutz, versão moderna desses grupos primitivos. Inicialmente, os kibutzin foram um sucesso econômico e político. Os principais líderes que pontificaram na política israelense — incluindo Ben Gurion e Golda Meir — saíram dos kibutzin.

    Mas, pelo que eu soube — e vi! — mais recentemente, os kibutzin se transformaram em empresas. A propriedade continua sendo coletiva (o kibutz não pertence a ninguém, em particular), mas o próprio sucesso e consequente crescimento econômico dos empreendimentos, implicou a necessidade de contratação de mão-de-obra assalariada em quantidades cada vez maiores. Nos kibutzin que visitei, a maior parte da mão-de-obra mobilizada era assalariada.

    Pessoalmente aprovo o coletivismo. Acho que a humanidade caminha nessa direção.

    Mas não creio que a estatização seja o melhor caminho pra isso. Ao contrário, a estatização atrapalha, retarda esse propósito.

    A meu pensar, os dois principais mecanismos para a propriedade coletiva dos meios de produção são a cooperativa e a sociedade anônima, com destaque para esta última, pela flexibilidade que proporciona.

    Lá pelos anos 1990 li um livro do Peter Drucker (“A sociedade pós-capitalista”)onde ele afirma que, já naquela época, fundos de pensão respondiam por quase metade do movimento de recursos na Bolsa de Nova York.

    O capitalista é um animal em extinção. A tendência é a propriedade dos meios de produção se tornar cada vez mais difusa. Numa perspectiva de 50 anos, então, nem se fala…

    Gozado que a S/A sempre foi identificada como um dos principais instrumentos do capitalismo. Interessante se fosse ela o principal instrumento do pós-capitalismo, o que quer que seja isso.

    Faz lembrar o que aquele cara disse: “Todo processo traz em si os fatores de seu próprio esgotamento.”

    Será que, nesse tempo todo, ele esteve absolutamente certo na formulação geral e absolutamente errado na identificação do tal fator de esgotamento?

  99. Patriarca da Paciência said

    Entendo que a idéia é bem essa, caro Elias.

    No fundo, Stalin era tão marxista, quanto Torquemada era cristão e Hitler nietzschista – são deturpações grosseiras de uma excelente idéia.

    Marx “profetizou” o aparecimento das empresas multinaconais e também que estas se tornariam tão impessoais, que possibilitariam o socialismo.

  100. Chesterton said

    Bem, Elias, os experimentos foram todos um grande fracasso. E você , não sei porque, teima em estreitar o coletivismo para a área econômica.
    Sugiro que veja a questão em um aspecto mais amplo, filosófico. O coletivismo sempre leva ao totalitarismo.
    Não vou sugerir autores que criticaram o coletivismo para não ferir sua alma sensível (rsrsr)

  101. Chesterton said

    Quanto as S.A. e cooperativas, elas demonstram a capacidade do capitalismo em engolir as questões levantadas por seus críticos uma a uma, pois capitalismo e mercados livres e abertos são o caminho natural para a prosperidade.
    A difusão da propriedade dos meios de produção para um numero maior de individuos é a vitória do capitalismo, não sua derrota, num contexto de liberdade de mercado, isto é, o individuo poder comprar e vender participações acionárias sempre que quiser.
    Não adianta você sair correndo e declarar vitória.

  102. Elias said

    Chesterton,

    Até hoje, nenhum modo de organização econômica se revelou eterno. Não há razão para acreditar que o capitalismo o seja.

    O capitalismo é um avanço em relação aos modos que o antecederam. Daí a supor que a humanidade chegou ao máximo em termos de evolução é saltar várias passagens…

    Creio que a tendência atual é de uma difusão cada vez maior da propriedade dos meios de produção. E que a sociedade anônima é o instrumento que mais se presta a isso. A cooperativa “amarra” o indivíduo numa dada opção, enquanto que, com a S/A, a flexibilidade de “navegação” dentro do sistema é muito maior.

    Agora, não tenho a menor idéia de como isso vai repercutir sobre as estruturas social e política.

    No mesmo livro que citei há pouco, Drucker diz que, hoje, a disputa se dá entre os proprietários e os não proprietários dos meios de produção; no futuro próximo, a disputa será entre os detentores e os não detentores de conhecimento.

    É uma declaração e tanto… Mas não sei se isso mata a charada, porque, pelo menos ao que se vê até aqui, os detentores de conhecimento tendem a assumir a condução dos negócios e ficar com a melhor parte deles. Na prática, seria trocar 6 por meia dúzia.

    Mas, se isso ocorre concomitantemente com a difusão da propriedade dos meios de produção, como fica(re)mos?

    Não é que eu esteja reduzindo tudo a uma questão econômica, mas ignorar ou subestimar a brutal influência dessa questão sobre os processos social e político não nos leva muito longe, né?

    “Liberdade de mercado” é lorota pra enganar trouxa. Onde ela existe?

  103. Alba said

    Grande Elias!

    Perdão por não participar da discussão sobre coletivismo, que me soa cediça, tanto que foi falado sobre isso, no falecido Weblog.

    O fato é que o que separa as tiranias, está exemplarmante exposto num texto bacaninha, do NPto.

    http://napraticaateoriaeoutra.org/?p=5169

    Além disso, só posso lamentar e torcer para que nossa presidente seja seja bem sucedida ao arbritar os interesses dos lobos de sempre.

  104. Chesterton said

    Até hoje, nenhum modo de organização econômica se revelou eterno. Não há razão para acreditar que o capitalismo o seja.
    chest- isso é historicismo. O que Popper criticou em Platão.

  105. Chesterton said

    liberdade de mercado no sentido anti-cubano. há supermercados para comprar.
    Chegamos a um ponto tal, que a eterna luta entre a liberdade e a igualdade nos permite uns 5% de margem para o liberalismo e 5% para o “social-democratismo”. Senão, cabuuuummmm.

  106. Chesterton said

    alba, não entendi o porque do link.

  107. Alba said

    Perdão, Chest. Você tem absoluta razâo, mas achei que nossa discussão lá no Open, merecIA repercussão.

    Daí, as referencias , no más. Mas reescrever a segunda guerra, atribuindo TUDO ao Churchil , é demais, na minha modesta.

    E sobre coletiviamo, nem escrevo, porque nosso grande Elias dá conta.

    Beijo

  108. Olá!

    Patriarca da Paciência

    “Ao longo da ‘clássica’ entrevista, Friedman diz claramente que não deveria existir Estado, impostos, regulamentações etc.”

    É estranho, pois eu entendi que o Friedman aceita, sim, a existência do Estado, mas não um Estado gigantesco e devorador de 40% dos recursos pertencentes ao cidadão.

    “O pensamento de Friedman é bem cistalino, não há nada de metafísica.”

    Você tem razão nesse ponto. O seu único erro é interpretar mal o que o Friedman declarou.

    “Só que é um pensamento inteiramente utópico!”

    Desregular a lei do salário mínimo poderia ter bons resultados, como aqueles apontados pelo próprio Friedman ao longo da entrevista (por exemplo, permitir que a mão-de-obra menos qualificada possa ser empregada por um valor menor do que o salário mínimo e, ao mesmo tempo, dar a oportunidade desse trabalhador melhorar as suas habilidades profissionais).

    Colocar menos dinheiro nas mãos dos políticos e demais grupos de interesse ligados ao governo não é uma má idéia. Isso reduziria drasticamente os níveis de corrupção.

    Fazer com que as instituições de um país valham de maneira isonômica para todos os cidadãos e buscar melhorá-las não é nenhuma maluquice utópica.

    Estimular que as pessoas busquem por conta própria financiar suas aposentadorias no setor privado não é ruim. Dificilmente você veria um fundo de pensão privado sendo utilizado de maneira criminosa ou com objetivos de corrupção, como acontece com os fundos de pensão de algumas empresas brasileiras estatais ou semi-estatais.

    Não vejo tanta utopia nisso. Isso seria impraticável em um país como Brasil não pelo fato de estar mal fundamentado em termos teóricos e/ou econômicos, por faltar instituições econômicas capitalistas e etc. Isso seria impraticável pelo fato de a mentalidade do brasileiro médio estar fora de sincronia com esse tipo de realidade, fora as forças políticas retrógradas da esquerda, que logo veriam nisso uma ameaça à segurança nacional e coisas tais.

    “Imaginar que cada um, cuidando apenas da própria vida, se chegaria à sociedade ideal é, no mínimo, dez vezes mais utópico que o socialismo!”

    Mas sempre foi isso o que as pessoas fizeram e fazem. Cada um cuida da sua própria vida.

    Você acha que colocando dinheiro nas mãos dos políticos e dos burocratas do governo os problemas do país podem ser resolvidos? É um tanto complicado, pois o mais provável é que esse dinheiro seja utilizado em prol dos próprios interesses de determinados grupos que o controlam e que o bem-público fique em segundo plano.

    É exatamente isso o que acontece na realidade brasileira, basta ver como são os serviços públicos de saúde, educação e segurança. Corrupção e baixa qualidade nos serviços prestados. São cobrados impostos exorbitantes e, no final, veja só o que eles oferecem em troca.

    Essa realidade é brutal, pois pune implacavelmente os mais pobres, que pagam proporcionalmente mais impostos em relação às suas rendas do que o pessoal de classe média e classe alta.

    “Todas as pessoas precisam de freios, regulamentações e regras rígidas!”

    Mas isso não significa tirar do cidadão 40% daquilo que ele ganha.

    “Todas as conquistas sociais do século XX foram alcançadas através da organização dos trabalhadores, através de muito sangue e luta.”

    Os trabalhadores têm os méritos deles. O lance é que apenas foi possível realizar essas conquistas quando o capitalismo se desenvolveu ao ponto de proporcionar as condições materiais para tanto, isto é, de gerar os recursos para bancar essas conquistas.

    “Por simples ‘generosidade’, capitalista não oferece nada a ninguém.”

    E você acha que o pessoal socialista oferecia/oferece algo por pura e simples generosidade? Você acha, por exemplo, que Stálin era generoso com o povo soviético? Você acha que Mao Tsé-Tung era generoso com a sua gente? Você acha que o GULAG, campos de extermínio, campos de concentração e demais instrumentos de reengenharia social socialistas/comunistas eram uma generosidade? Até onde se sabe, esses instrumentos de reengenharia social foram invenções da esquerda e seus socialistas, comunistas e afins. O GULAG não foi inventado por nenhum empresário capitalista.

    Trazendo um pouco para a realidade do Brasil, você acha que o pessoal da Força Sindical, da CUT, do PT e demais organizações esquerdistas são generosas? Você acha que a Erenice Guerra e seus comparsas cobravam aquela “taxa de sucesso” em financiamentos do BNDES por generosidade? Você acha que o Paulinho da Força e demais lideranças sindicais se envolvem em corrupção por generosidade?

    Um dinheiro que poderia ter sido investido em educação, saúde e segurança acaba parando nos bolsos dessa gente “bem intencionada”. Não é à toa que as lideranças e a alta cúpula dos partidos de esquerda e das organizações sindicais coloquem seus filhos para estudar nas melhores escolas particulares da classe alta. Escola ruim que fique para os filhos dos outros.

    E é exatamente isso o que você parece não entender: Indepentemente da coloração política da pessoa, uma vez que ela esteja no poder, ela buscará benefícios e privilégios para si e para o grupo ao qual ela faz parte, ou seja, agirá em prol dos próprios interesses. Quanto maior for o poder econômico nas mãos dessas pessoas, maiores serão os casos de corrupção.

    Vale lembrar que as maiores fundações de filantropia no mundo são bancadas diretamente ou indiretamente por grandes empresários, vide o caso do Bill Gates e do Warren Buffet, por exemplo.

    No mundo, nada é de graça. Alguém teve que trabalhar e investir o próprio dinheiro para que algo viesse à existência.

    Até!

    Marcelo

  109. Chesterton said

    o Churchill?

  110. Chesterton said

    Marcelo tem razão, a culpa é do clientelismo, não dos políticos, mas dos eleitores.

  111. Patriarca da Paciência said

    É muito interessante. Nesses poucos anos que venho comentando em blogs (bem poucos), noto que as pessoas sempre conservam suas convicções… mas observa-se uma mudança – é ir perdenendo, aos poucos, a arrogância e agressividade. Declaro que me sinto totalmente incluído entre aqueles que vão “baixando a bola”, aos poucos.

    Meu caro Marcelo,

    eu considero que a social democracia é uma grande evolução. Portando, Estado forte, carga tributária adequada aos gastos, máximo de benefícios sociais, proteção aos mais fracos etc. são conquistas a serem preservadas e, esta corente, da qual Friedman é um dos máximos expoentes, é um atraso, uma tentativa de retorno ao passado, uma espécie de saudosismo. Representa o romantismo de “E O Vento Levou”, sendo totalmente inexequível e inadequado.

  112. Olá!

    Patriarca da Paciência, essa é a enésima vez que observo essa situação de um esquerdista brasileiro citar a social democracia como exemplo a ser seguido, sobretudo o modelo social democrata escandinavo. Aliás, você deveria ler isto aqui.

    O lance é o seguinte: Você, Patriarca da Paciência, estaria disposto a implementar ou, no mínimo, apoiar a implementação de medidas capitalistas de cunho liberalizante no sentido de gerar as condições mínimas para que haja recursos suficientes para bancar um Welfare State escandinavo?

    Na última propaganda eleitoral para presidente, o PT, partido que você simpatiza, rotulava algumas dessas medidas liberalizantes como sendo “neoliberais”.

    Nada contra o fato de você se considerar um social democrata. O problema é que escolher o PT para ser representado nesse quesito é uma escolha, no mínimo, tola.

    Até!

    Marcelo

  113. Chesterton said

    muito bom esse link, marcelo, mas o patriarca se ler, não vai querer compreender, se compreender, vai ter um surto que o desabilitará para sempre.

  114. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    eu li o Link. Na minha opinião, é apenas opinião do autor do texto, dizer que os países esacandinavos são “liberais”.

    A Suécia, assim como a maioria dos países escandinavos, sempre se declararam e se declaram como social democracia, ou seja, Estado forte e fartos benefícios sociais, etc.

    Agora, se os “liberais” estão dispostos a achar que os países escandinavos são o regime ideal, eu estou de pleno acordo.
    Ótimo mesmo!

  115. Chesterton said

    mais um texto que o patriarca não vai compreender

    http://sol-moras-segabinaze.blogspot.com/2011/01/capitalismo-o-que-e-isso-segundo-o-emir.html

  116. Olá!

    O Chesterton disse:

    “muito bom esse link, marcelo, mas o patriarca se ler, não vai querer compreender [. . .].”

    O Patriarca da Paciência disse:

    “eu li o Link. Na minha opinião, é apenas opinião do autor do texto, dizer que os países esacandinavos são ‘liberais’.”

    Conclusão: O Chesterton tem razão.

    Patriarca da Paciência, em nenhum momento o texto afirmou que os países escandinavos são liberais. Ao contrário. A Escandinávia é, no geral, social democrata.

    O detalhe é: Da onde vêm os recursos que bancam o gigantesco Welfare State escandinavo? Você acha que basta haver a cobrança de altos impostos para que uma realidade social como a escandinava se materialize? Se o Zimbábue fizesse isso, colocasse os seus impostos em níveis escandinavos, você acha que tal país seria uma Escandinávia africana?

    Os países escandinavos estão entre as economias mais liberalizadas do mundo e possuem poucos entraves à iniciativa privada. Nos países escandinavos, o Welfare State gigantesco apenas é possível pelo fato de o ambiente econômico desses países ser receptivo ao capital e à livre iniciativa, permitindo que estes fluam tão suavemente ao ponto de gerar os recursos que bancam esse Welfare. É a iniciativa privada que, diante de uma realidade econômica propícia ao seu desenvolvimento, paga por tudo isso. Não é o Estado que paga o preço de todas essas coisas, mas, sim, o setor privado.

    Apenas um exemplo que corrobora, que confirma o meu ponto. Abaixo há dados (para o ano de 2010) em três colunas:

    01. A primeira coluna é o índice de liberdade econômica dos países de acordo com o Heritage Foundation.

    02. A segunda coluna é o tempo necessário para abrir um negócio de acordo com o Banco Mundial.

    03. A terceira coluna contém os nomes dos países.

    77.90 06 Denmark
    73.80 14 Finland
    73.70 05 Iceland
    69.40 07 Norway
    72.40 15 Sweden
    55.60 120 Brazil

    No Brasil, são necessários 120 dias para abrir um negócio. Com esse tempo, uma pessoa poderia abrir um negócio em cada um dos países escandinavos e ainda sobrariam 73 dias! Com estes 73 dias, novamente, uma pessoa poderia abrir um negócio em cada um dos países escandinavos e ainda sobrariam 26 dias! Isso dá uma boa medida da liberdade econômica em cada um desses países e as razões pelas quais a Escandinávia está entre as regiões mais avançadas do planeta e o Brasil é o que é.

    Veja lá a liberdade econômica em cada um desses países. A “pior” nota da Escandinávia nesse quesito pertence à Noruega e mesmo a “pior” nota escandinava é quase 15 pontos maior do que a nota do Brasil.

    Os dados são cristalinos.

    “A Suécia, assim como a maioria dos países escandinavos, sempre se declararam e se declaram como social democracia, ou seja, Estado forte e fartos benefícios sociais, etc.”

    E da onde virão os recursos para pagar por esses fartos beneficios sociais? Você acha que o atual modelo econômico brasileiro encaminha o país na direção de ser uma Escandinávia tropical? Você acha que o PT, as forças sindicais e demais representações esquerdistas estariam dispostas a implementar medidas econômicas liberalizantes para desestrangular o setor privado e permitir que este tenha maior liberdade para atuar, sem ter de lidar com níveis desumanos de burocracia e demais entraves?

    Apenas um lembrete: Se medidas econômicas liberalizantes fossem implementadas no Brasil, muitos políticos, sindicatos e afins perderiam os seus privilégios e etc., ainda que em parte.

    Você deveria reservar um tempo para ler esta série de posts que relacionam a liberdade econômica e outras variáveis.

    Todos os conjuntos de dados analisados por correlação linear mostram que quanto maior a liberdade econômica de um país, melhores são os seus índices de desenvolvimento humano, renda per capita, consumo diário de calorias, quantidade de burocracia, corrupção, desigualdade de renda (Coeficiente de Gini), desenvolvimento científico e tecnológico e etc.

    Uma sugestão para você, Patriarca da Paciência: A Relação Entre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a Liberdade Econômica no Período de 1980-2010.

    Leia e veja se a minha consideração (países mais livres economicamente também são os que possuem os melhores índices sociais, educacionais e etc.) faz ou não sentido.

    Até!

    Marcelo

  117. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    existe uma verdadeira celeuma dos liberais em não aceitar uma verdade tão cristalina como: “O capital se acumula pela apropriação por alguns, do excedente que outros produzem”.

    Se você perguntar para qualquer popular, como se fica rico, vai obter a maioria das respostas: “Olha, trabalhando honestamente é muito difícil”. (a maioria diz que é muito difícil… não impossível!)

    A rapinagem é um método bem rápido de obter riquezas.

    De onde vinha a riqueza de Roma?

    Os espanhóis extorquiram navios carregados de ouro dos povos americianos.

    Portugal sugou o Brasil o quanto pode.

    Tudo bem, é uma fase histórica, uma fase que felizmente passou e terminou gerando a Revolução Industrial e esta, por sua vez, gerando uma grande classe média, que hoje existe em vários países.

    A maioria dos estudiosos reconhece que o grande problema do Brasil de hoje é a distribuição de renda, não acumulação de capital.

    O Brasil já tem capital suficiente.

    Quando os países escandinavos começaram a sua revolução social democrata, no início do século XX, eram bem mais pobres que o Brasil é hoje. Bem mais pobres mesmo!

    Cada vez fico mais convicto que o liberalismo, aos moldes de Friedman, é uma tentativa de retorno ao passado.

    Um saudosismo aos moldes de “E o Vento Levou”, quando ainda existiam: “Os cavaleiros e suas damas, os senhores e seus escravos”. (o nazismo, conforme declarou o próprio Hitler, foi uma tentativa de restaurar o império romano)

    Muito bom para quem era cavaleiro, dama, senhor ou senhora, mas péssimo para a grande maioria das pessoas.

  118. Patriarca da Paciência said

    Ainda entendo que você não compreende bem o que Friedman prega. Observe que em algum momento da entrevista ele diz claramente que: “uma das esperanças é a capacidade dos norte-americanos em burlar as leis”. “Que não deveria existir impostos etc.”

    Friedman prega exatamente o contrário do modelo social democrata.

    Tudo ficaria a critério do capitalista.

    Ao Estada caberiam apenas a segurança e a justiça.

    Ora, todos sabem como funciona a justiça aos moldes inteiramente capitalista, qual seja, “quanto melhor paga, melhor justiça obtém”.

    Quem pode pagar o melhor advogado, obterá a melhor justiça.

    Rapaz, é coisa para louco mesmo!

  119. Olá!

    Patriarca da Paciência, apenas uma coisa: Você ao menos entendeu o que escrevi no meu comentário anterior(#116)?

    “existe uma verdadeira celeuma dos liberais em não aceitar uma verdade tão cristalina como: ‘O capital se acumula pela apropriação por alguns, do excedente que outros produzem’.

    Se você perguntar para qualquer popular, como se fica rico, vai obter a maioria das respostas: ‘Olha, trabalhando honestamente é muito difícil’. (a maioria diz que é muito difícil… não impossível!)

    A rapinagem é um método bem rápido de obter riquezas.”

    Esse é um dos problemas fundamentais dos esquerdistas: Eles vêem a livre negociação entre duas partes como um jogo de soma zero, isto é, se um ganha, o outro, obrigatoriamente, tem de perder. A realidade é muito mais complicada do que esse simplismo tolo e mostra que as partes envolvidas em um negócio procuram obter ganhos porporcionais, buscam satisfazer os seus objetivos, ainda que parcialmente.

    “A maioria dos estudiosos reconhece que o grande problema do Brasil de hoje é a distribuição de renda, não acumulação de capital.”

    Você poderia citar um desses estudiosos?

    “O Brasil já tem capital suficiente.”

    Não é o que aponta a realidade. A renda per capita no Brasil é de pouco mais de U$ 10.000,00 (abaixo da média mundial), enquanto que a maioria do mundo desenvolvido possui uma renda per capita acima dos U$ 30.000,00.

    Segundo um estudo recente, o Brasil levará 40 anos para atingir o mesmo nível de renda per capita da Alemanha de hoje

    “Muito bom para quem era cavaleiro, dama, senhor ou senhora, mas péssimo para a grande maioria das pessoas.”

    Não é o que a realidade mostra. Os países com os melhores índices sociais, econômicos, educacionais, de prosperidade e etc. são exatamente aqueles países com elevados índices de liberdade econômica (link).

    “Ora, todos sabem como funciona a justiça aos moldes inteiramente capitalista, qual seja, ‘quanto melhor paga, melhor justiça obtém’.

    Quem pode pagar o melhor advogado, obterá a melhor justiça.”

    Ora, em países como o Brasil, se a pessoa for muito rica ela pode até mesmo comprar um juíz. Ou, então, parlamentares do Congresso — o PT, esse partido “social democrata”, que o diga.

    Até!

    Marcelo

  120. Chesterton said

    Da série “A inguinorancia astravanca o pogreço”

    existe uma verdadeira celeuma dos liberais em não aceitar uma verdade tão cristalina como: “O capital se acumula pela apropriação por alguns, do excedente que outros produzem”.

    chest- erro: a tese marxisana é um embuste. A participação do trabalhador braçal é uma pequena parte do que se chama produção.

    Se você perguntar para qualquer popular, como se fica rico, vai obter a maioria das respostas: “Olha, trabalhando honestamente é muito difícil”. (a maioria diz que é muito difícil… não impossível!)

    chest- se ele soubesse, não seria um popular. Va perguntar para quem sabe.

    A rapinagem é um método bem rápido de obter riquezas.

    De onde vinha a riqueza de Roma?

    Os espanhóis extorquiram navios carregados de ouro dos povos americianos.

    Portugal sugou o Brasil o quanto pode.

    chest- e o que isso tem que ver com capitalismo, nemal?

    Tudo bem, é uma fase histórica, uma fase que felizmente passou e terminou gerando a Revolução Industrial e esta, por sua vez, gerando uma grande classe média, que hoje existe em vários países.

    chest- simples assim?

    A maioria dos estudiosos reconhece que o grande problema do Brasil de hoje é a distribuição de renda, não acumulação de capital.

    chest- negativo, erro. A poupança interna é que é baixa.

    O Brasil já tem capital suficiente.

    chest- não tem

    Quando os países escandinavos começaram a sua revolução social democrata, no início do século XX, eram bem mais pobres que o Brasil é hoje. Bem mais pobres mesmo!

    chest- erro, já tinham acumulação capitalista enorme do século 19, o socialismo estagnou a economnia sueca até que politicas liberalizantes a colocaram no trilho do crescimento outra vez.

    Cada vez fico mais convicto que o liberalismo, aos moldes de Friedman, é uma tentativa de retorno ao passado.

    Um saudosismo aos moldes de “E o Vento Levou”, quando ainda existiam: “Os cavaleiros e suas damas, os senhores e seus escravos”. (o nazismo, conforme declarou o próprio Hitler, foi uma tentativa de restaurar o império romano)

    Muito bom para quem era cavaleiro, dama, senhor ou senhora, mas péssimo para a grande maioria das pessoas.

    chest- assim não dá, é melhor discutir com um esquimó. Vai ser burro assim no……deixa para lé.

  121. Olá!

    É, Chesterton, o lamentável não é nem a falta de inteligência ou coisa do tipo, mas, sim, o fato de que são pessoas com essa mentalidade que hoje tomas as decisões lá em Brasília.

    Até!

    Marcelo

  122. Patriarca da Paciência said

    É mesmo,

    aqueles que não concordam comigo são burros!

    Grande argumetação!

    Realmente, uma argumentação inteligentíssima!

    Digna dos tais “liberais”.

  123. Olá!

    Patriarca da Paciência, em nenhum momento afirmei que você é burro. O que conta de fato em uma pessoa não é nem tanto a falta ou excesso de inteligência, mas, sim, o tipo de mentalidade que ela tem.

    Hoje, em Brasília, são pessoas próximas do seu ramo de mentalidade que tomam as decisões por lá.

    Até!

    Marcelo

  124. Chesterton said

    Marcelo, até discordo, pois as pessoas que lá estão sabem das coisas e as fazem de propósito. Sabem que vai dar merda, que não tem dinheiro para a montanha de promessas que fizeram e fazem, sabem que não podem aumentar os impostos indefinidamente…mas continuam roubando do erário público enquanto é tempo. Raros são como o Patriarca, burros, lá dentro. O povaréu sim é dissociado o suficiente para agir irracionalmente, enfim, burro, como o Patriarca.
    Estou no Uruguai, e é a mesma coisa. Segurança 100%, mas pelos taxistas se nota a revolta com o Mujica, ex tupamaro, segundo eles, assassino que passou 20 anos na cadeia. Dizem que o povo daqui vota naquele que mais promete….aí, não dá.

  125. Patriarca da Paciência said

    Caro Marcelo,

    Realmente, para mim, não faz a menor diferença pessoas avaliarem minha “inteligência” para cima ou para baixo.

    Até hoje, ninguém conseguiu definir o que seja “inteligência” e os tais “testes de QI” estão totalmente desacreditados.

    Desde que me conheço por gente, sempre fui considerado razoavelmente “inteligente” por professores e colegas. Então, aprendi a não levar muito a sério certos conceitos.

    George Bernard Shaw conta a respeito: “Quando eu esdudava o ensino médio, considerava-me uma pessoa inteligentíssima, aquele que iria mudar o mundo. Algum tempo depois, fiquei muito espantado ao descobrir que quase todos os meus colegas faziam o mesmo juízo de si mesmos”.

    É isso aí, meu caro, como diz a Bíblia: “Elogio em boca própria é vituério”.

    Se achar culto e inteligente é direito seu… mas é uma tremenda bobagem!

  126. Chesterton said

    concordo com tudo, mas dizer bobagens em cima de bobagens é sinal não de pouca inteligencia, mas de burrice sólida.

  127. Olá!

    Mas Patriarca da Paciência, eu não lhe chamei de burro. Critiquei os seus argumentos, mas não disse que você é pouco inteligente ou coisa do gênero.

    Até!

    Marcelo

  128. Olá!

    Chesterton,

    “[. . .] Sabem que vai dar merda, que não tem dinheiro para a montanha de promessas que fizeram e fazem, sabem que não podem aumentar os impostos indefinidamente…mas continuam roubando do erário público enquanto é tempo. [. . .].”

    O lance é que esse tipo de atitude está mais próxima do ramo de mentalidade do Patriarca da Paciêncian e demais “social-democratas” petistas do que, sei lá, de uma visão menos estatista e mais pró-livre-mercado.

    O detalhe é, como você muito bem observou, aquela gente sabe que isso vai dar cagada, mas, na visão deles, isso é o que menos importa, que se dane o contribuinte depois para pagar por esses desastres que essa gente dá de presente para a população.

    E aqui vem mais uma crítica central a todo e qualquer governo: Os burocratas e políticos não colocam como prioridade o bem público, o bem-estar social e coisas desse tipo. O que de fato importa para essas pessoas é estar na máquina estatal e usá-la em prol dos próprios interesses e/ou dos interesses dos grupos que elas fazem parte. Toda ação humana está eivada por esse tipo de atitude. É um fato da vida.

    “[. . .] Estou no Uruguai, e é a mesma coisa. Segurança 100%, mas pelos taxistas se nota a revolta com o Mujica, ex tupamaro, segundo eles, assassino que passou 20 anos na cadeia. Dizem que o povo daqui vota naquele que mais promete….aí, não dá.”

    Eu também gostaria de ir embora do Brasil. Estados Unidos da América seria a minha primeira opção. Na América Latina, o Chile, o país mais avançado depois de Canadá e EUA no continente americano.

    Até!

    Marcelo

  129. Chesterton said

    Bem, estou de férias, que acabaram.

    Agora o Pax se preocupa com fraudes em SP, mas deveria prestar mais atenção nisso daqui:

    Atenção, Selvagens! Vejam o que Acontece com Deputado Bandido na Civilização
    A selva é a cloaca onde deputado usa dinheiro público para pagar suruba em motel e como prêmio vira ministro. No Reino Unido, deputados vão para a cadeia por exagerarem e mentirem nos gastos.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

  130. Patriarca da Paciência said

    Bem gente, estou partindo numa pequena viagem.

    Até mais ver, talvez alguns dias.

    O programa da Dilma é ótimo e vai dar tudo certo.

    O Brasil nunca esteve tão bem.

    O essencial é continuar o governo Lula.

    etc.etc.etc.

    Minhas convicções continuam cada vez mais firmes, principalmente em considerar o tal “neoliberalismo” algo inexequível, inaplicável e inadequado – um retrocesso.

    Uma tentativa de retorno ao passado.

    Futuro e progresso é a social democracia.

    Um futuro inexorável, inevitável e que traz muitas esperanças.

    Até mais ver!

  131. Olá!

    “Futuro e progresso é a social democracia.”

    OK! Mas da onde virão os recursos para bancar os fartos benefícios sociais que uma social democracia geralmente tem? Quais os impactos desses fartos benefícios sociais para as contas públicas?

    Até!

    Marcelo

  132. Pax said

    Dos impostos.

  133. Olá!

    “Dos impostos.”

    OK! Dos impostos. . . Mas do que adianta ter uma elevada carga tributária e, ao mesmo tempo, uma arcaica estrutura capitalista e de livre mercado? Será que isso otimiza, será que melhora a arrecadação, a produção, a qualidade dos serviços públicos oferecidos e, o mais importante, a satisfação do contribuinte pagador de impostos?

    Se países como o Zimbábue colocassem suas cargas tributárias em níveis escandinavos, será que esses países se tornariam verdadeiras Escandinávias?

    No Brasil, são necessários 120 dias para abrir um negócio, enquanto que em toda a Escandinávia são necessários 47 dias (Dinamarca 6 dias, Finlândia 14 dias, Islândia 5 dias, Noruega 7 dias e Suécia 15 dias). Isso dá uma boa medida do nível de capitalismo e livre mercado que há por lá e por aqui.

    Apenas reformas capitalistas e liberalizantes podem reduzir esse desumano tempo de 120 dias para se abrir um negócio no Brasil.

    Eu não sei o que há de errado com o pessoal social democrata daqui. Eles querem construir uma social democracia escandinava mas sem pagar o preço das reformas capitalistas e de livre mercado que esse tipo de ordem social, política e econômica necessita.

    Elevados índices de desenvolvimento humano e civilizacional não nascem pura e simplesmente através do aumento de impostos e/ou da alta cobrança de impostos. Acreditar nisso é loucura.

    Até!

    Marcelo

  134. Pax said

    Mas, caro Marcelo Augusto,

    Há quanto tempo reclamo que temos impostos de uma social democracia e burro-cracia de um socialismo fajuto?

    Faz muito tempo, meu caro. Às vezes acho que discutimos como se tivéssemos pontos de vista diferentes e eles na verdade são muito parecidos.

    Há que haver, sim, as tais reformas. Elas começarão, se começarem, com a tal reforma mãe, a política, que permitirá a reforma tributária, fiscal, trabalhista e todas as demais.

    A gente deveria abrir uma empresa em menos de 15 dias e fechar em menos de 60 dias. A gente deveria pagar impostos fáceis, que distribuíssem essa carga de forma muito mais racional, a gente deveria colocar mais orçamento – e participação da sociedade nas discussões e controles – nos municípios e estados e tirar tanto acúmulo na União etc etc.

    Isto é óbvio.

  135. Olá!

    Pax, estou de pleno acordo com você.

    Você entende que apenas esse tipo de reformas trarão as condições mínimas para se instituir no Brasil um modelo mais capitalista e liberalizante, o que permitirá a maior arrecadação e geração de recursos. O que será feito com esses recursos, a sociedade decidirá se irá querer uma ordem social mais próxima da social democracia ou um modelo com menos intervenção estatal.

    “Há quanto tempo reclamo que temos impostos de uma social democracia e burro-cracia de um socialismo fajuto?”

    De fato, você tem razão. Até um tempo atrás, a economia brasileira não era assim tão diferente de uma economia socialista, onde o Estado era todo-poderoso e responsável por boa parte da produção. Um excerto:

    “Do ponto de vista econômico, o Brasil era um país socialista. A produção estava na mão do Estado. Não era muito diferente da Rússia, dos países do Leste Europeu. A gente tinha uma calça jeans melhor porque era produzida aqui’, disse Heron.”

    Aliás, essa burrocracia a que você se refere, é herança dessa época e do desenvolvimentismo louco utilizado neste pobre e miserável país.

    Até!

    Marcelo

  136. Chesterton said

    O futuro e o progresso virão das poupanças dos indivíduos.
    (o resto é canalha intermediando)

  137. Pax said

    Pior de tudo, a Secretaria da Fazenda sabe:

    http://cbn.globoradio.globo.com/sao-paulo/2011/02/02/GOVERNO-VAI-REVISAR-REGRAS-DA-NOTA-FISCAL-PAULISTA-APOS-FRAUDES.htm

    E ainda assim imputa ao contribuinte o dissabor de abrir B.O. etc. Que já existe coletivo. Ainda atrapalhando o serviço da Secretaria da Segurança, entupindo com mais processos absolutamente desnecessários.

    É inacreditável.

    O link acima é uma entrevista de hoje na rádio CBN com Evandro Luiz Freire, o responsável pelo sistema.

  138. André said

    “Se você acredita que seguir diretrizes erradas é o melhor caminho para resolver problemas e que não existe uma boa parte de jornalistas que faz seu trabalho bem feito, só posso sentir muito pelas tristes experiências que eventualmente você tenha vivido. Não são as minhas.”
    Acredito que você não tenha compreendido minha exposição. Se existem meios legais para resolução de conflitos, porque buscar a ridicularização de orgãos públicos nas mídias?
    Alertar cidadãos quanto à ilícitos percebidos com dados indivíduos é uma atitude plausível, mas afirmar de forma generalizada que todo o sistema é corrompido, é de uma atitude temível.
    Meu nobre, o equilíbrio deve ser uma constante na informação. Se for fofoca, continue da forma que bem lhe convir.
    Att.

  139. eder said

    alguem pode me ajudar. fui cadastrar o meu cpf na nota fiscal paulista e não consegui.quando fui cadastrar alguem ja havia cadastrado o meu cpf desconfio que alguem da loja de construção de materiais .onde comprei para fazer minha casa alguem pegou o meu cpf e fez o cadastro e esta reenbolçando o dinheiro .como faço para resolver esse problemão?

  140. Pax said

    Infelizmente passei pelo mesmo problema, liguei para a Secretaria da Fazenda de São Paulo e foram absolutamente canalhas. Me disseram que era um problema meu, que deveria acionar a polícia, fazer um Boletim de Ocorrência e correr atrás por minha conta.

    Criaram o problema e lavaram as mãos irresponsavelmente.

    Deixei de usar o Nota Fiscal Paulista para sempre.

    Enviado via iPhone

  141. Maria da Penha Alvesachado said

    A Nota Fiscal Paulista é uma fralde e alem do mais o governo paga um mísero dinheirinho uma porcaria querem saber quanto gastamos e vigiarmos isso sim. Eu detestei muita mentira e safadesa.

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