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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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PMDB: R$ 500 milhões desviados da Saúde Pública

Posted by Pax em 17/01/2011

Notícia na Folha de São Paulo informa que auditorias da Controladoria Geral da União apontam para desvios de R$ 488,5 milhões de verbas da FUNASA entre 2007 e 2010.

Em 2008 o então ministro da Saúde, José Gomes Temporão, quis enfrentar o problema acusando a corrupção vigente, mas o modelo foi mais forte. Temporão quase perdeu o cargo. Há áreas no governo em que o a turma instalada não permite alteração em seus esquemas montados para desvios do dinheiro público.

As disputas pelos cargos de segundo escalão tem na FUNASA as principais complicações para o novo governo Dilma.

Desvios na Funasa chegam a R$ 500 milhões, diz CGU

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO
Auditorias concluídas nos últimos quatro anos pela CGU (Controladoria Geral da União) revelam que a Funasa foi vítima de desvios que podem ultrapassar a cifra de meio bilhão de reais.

O órgão está sob comando do PMDB desde 2005 e é o principal alvo do partido na guerra por cargos no segundo escalão do governo Dilma.

Levantamento feito pela Folha mostra que a CGU pediu a devolução de R$ 488,5 milhões aos cofres da Funasa entre 2007 e 2010. O prejuízo ainda deve subir após novos cálculos do TCU (Tribunal de Contas da União), que atualiza os valores ao julgar cada processo.

De acordo com os relatórios, o dinheiro teria sumido entre convênios irregulares, contratações viciadas e repasses a Estados e prefeituras sem a prestação de contas exigida por lei.

A pesquisa somou as quantias cobradas em 948 tomadas de contas especiais instauradas nos últimos quatro anos. As investigações começaram no Ministério da Saúde, ao qual a Funasa é subordinada, e foram referendadas pela CGU.

O volume de irregularidades que se repetem atrasa a tentativa de recuperar o dinheiro, e os processos não têm prazo para ser julgados pelos ministros do TCU.

Além das auditorias, balanço feito pela controladoria a pedido da reportagem aponta a existência de 62 processos simultâneos contra a direção da Funasa.

Outros seis apuram supostas irregularidades cometidas por dirigentes e servidores, e podem culminar em punições como a demissão e a proibição de exercer novos cargos públicos.

Em 2009, o ex-presidente Paulo Lustosa, o primeiro indicado ao cargo pelo PMDB, foi banido da administração federal por cinco anos.

A CGU o responsabilizou pelo superfaturamento de contratos de R$ 14,3 milhões da TV Funasa. Em parecer, ele foi acusado de exibir “verdadeiro desprezo e desapego” aos recursos públicos.

No mesmo ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Covil, contra pagamentos de propina em Tocantins, e a Operação Fumaça, que desarticulou um esquema de desvio de repasses da Funasa a prefeituras do Ceará. As investigações constataram desvios de R$ 6,2 milhões.

Apesar dos escândalos, os peemedebistas mantêm o controle sobre a Funasa. (Continua na Folha.com – a notícia completa só para assinantes neste link)

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661 Respostas to “PMDB: R$ 500 milhões desviados da Saúde Pública”

  1. Luiz said

    Paulo Lustosa, Danilo Forte,…

    Ah! Como eu gostaria de nunca ter ouvido falar de nenhum deles… Infelizmente (e põe infelizmente nisso…) são conterrâneos, e as histórias nada edificantes sobre os dois correm desde muito tempo…

    Existe ainda um outro personagem: Paulo Henrique Lustosa, filho do acima nominado. Ex-deputado federal (com desempenho para lá de obscuro), foi derrotado na última eleição e acomodado por Cid Gomes em um cargo ligado ao meio-ambiente. Mas vejam só o que pode vir a acontecer: http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/16632-reconducao-de-bedran-a-anatel-volta-a-ser-cogitada

  2. Pax said

    Caro Luiz,

    Ou se mudam estas estruturas e modelos, ou nada realmente muda. Pode melhorar um pouco aqui e outro acolá, mas não haverá qualquer futuro promissor.

    Seja na Saúde como na Educação.

    E, um pouco mais longe, um “pouquinho” de cadeia para os que forem pegos com a mão na cumbuca não fará mal algum ao país. Pelo contrário.

  3. Elias said

    Pax,

    A Funasa tem uma queixada de burro enterrada no seu subsolo.

    Atende pela alcunha de “Projeto Alvorada”. Um porrilhão de reais enterrados em obras nas quais obraram toneladas de irregularidades.

    Por causa do “Projeto Alvorada” o ex-presidente da fundação, Paulo Lustosa, já contabilizava pelo menos uma condenação no TCU (o acórdão saiu em 2008), impedindo-o de exercer cargo público por 5 anos, salvo engano.

    Segue um exemplo de diálogo comum em Brasília, lá pelos idos de 2007:

    – O que te traz a Brasília?

    – Vim pra uma reunião na Funasa…

    – Huuummm… Na Funasa? Reunião sobre o quê?

    – Sobre o Projeto Alvorada…

    – Iiiihhh!!!!

  4. Pax said

    Existe, caro Elias, uma enorme sinuca de bico: o que fazer com o PMDB se realmente se quer fazer algo de novo. Veja, esta não é uma pergunta, é uma afirmação.

    Caso o PMDB continue com seu tom habitual, todos sabemos, é notório, que o interesse geral do país fica em segundo plano. É simples assim. Triste e simples. Sem contar com a turma do PT que aderiu ao modelito básico. Aliás, pegando o gancho, outro enorme risco para o PT.

    Mas, e se não for com o PMDB? Aí mora a confusão. Antes dele era uma mistureba dos pequenos partidos. E a gestão dessa confusão deu no que deu em 2005. Todos sabemos muito bem. Não foi só você quem pensou, salvo engano, em sair fora. Me corrija se eu estiver errado.

    Entretanto há que se dar um basta. Esta herança maldita, seja a do DEM que cobrou seu enorme preço para FHC no segundo mandato, como a do PMDB que cobrou de Lula e cobra de Dilma neste início, não tem solução?

    Há que ter. De uma forma ou de outra há que se mitigar o custo deste apoio, que é, sim, necessário. O problema, segundo minha humilde opinião, é não deixar o “vai da valsa” ou o “status quo” mandar e desmandar.

    Este caso da Funasa é um dos exemplos. Há outros em que Dilma parece querer enfrentar, como nas Minas e Energia, área que supostamente conhece.

    Terá força para tal? Tomara que sim.

    Cá do meu canto recebe apoio irrestrito caso queira realmente alterar essas situações intragáveis. E vou um tanto mais longe: caso Dilma tenha apoio geral, da sociedade, quem é mesmo que vai encarar?

    Alguns opositores, aqui mesmo, fundamentais, necessários e importantes, já afirmaram que concordam com algumas iniciativas de Dilma. É reflexo, entendo eu, de uma vontade geral. E é tudo que ela não pode perder logo na largada.

  5. Chesterton said

    Não tem um caso de PT não para você relatar, Pax? Ou você acha que este continua impoluto?

  6. Pax said

    Caro Chesterton,

    Não só tem como sobra. Mas diga-me qual notícia de jornal, sobre corrupção, que eu esqueci. Dessas mais importantes?

    E, um pouco à além, discorda do que escrevi no #4? Sou, caro, todo ouvidos.

    É o que penso. Ou Dilma consegue se livrar dos grilhões ou ela cairá na areia movediça que impede qualquer mudança estrutural. Lula fez um bom governo? Acho que sim, no limite do “quase não”. Porquê? Ora bolas, porque se rendeu, ou baixou as calças, como dizem nos meus pagos, para o tal status quo. O sucesso fez sua cabeça ao ponto de impedir que fizesse mais que a demanda reprimida impusesse. E foi, em enorme parte, por causa do tal PMDB do Sarney, do Renan etc etc.

    Por que causas d’dágua o FHC não tem seu devido lugar ao Sol? Você lembra do ACM? Lembra do quanto os apoios políticos cobraram e macularam a biografia do ex-presidente tucano? Qual a grande diferença para o PT, Lula e, onde me preocupa, Dilma, com o faminto PMDB?

    O que me interessa é o que vem pela frente. E Dilma pode – ou não – ter um bom plano de voo. Terá?

    A tarefa é hercúlea. E um misto entre querer fazer e conseguir gerenciar essas forças políticas pra lá de complicadas. Onde nos leva a seguinte e fundamental questão: ela realmente quer?

  7. Chesterton said

    Dilma já declarou que não vai fazer reforma alguma, o que para mim é carta branca para os mesmos de sempre.

    (que que o FHC tem a ver com a estória?)

  8. Chesterton said

    Plano A da Dilma (vamos ver se o plano B é melhorzinho…)

    La Cuba de Raúl Castro: lo peor de ambos mundos

    Por Carlos Alberto Montaner

    Letras Libres

    Con el Sexto Congreso del Partido Comunista cubano a la vuelta de la esquina, Raúl Castro parece incapaz de explicar a los marxistas ortodoxos el sentido de sus muy acotadas reformas económicas. La Revolución, nos dice Montaner, ha perdido coherencia y revela más que nunca el absurdo de sus presupuestos. Raúl Castro ha convocado al Sexto Congreso del Partido Comunista cubano. Ya se siente firmemente en control para manejarlo a sus anchas. En Cuba no hay más poder que el suyo y, por delegación, el de la media docena de generales con los que controla la autoridad, toda la autoridad, auxiliado por su hijo Alejandro Castro Espín, un coronel de los servicios de inteligencia formado en la desaparecida Unión Soviética y presunto heredero de esta dinastía de militares.

    Eso fue verdad en el pasado, pero ya no es así. Es una tragedia que les suele ocurrir a los ancianos cuando se deterioran ostensiblemente. Los que ayer se les subordinaban solícitos, dejan de hacerles caso. Periódicamente, sin embargo, Fidel suele reunirse con Hugo Chávez para aleccionarlo sobre técnicas de supervivencia política y para planear la conquista del planeta, como si fueran dos siniestros personajes escapados de un cómic de Batman. Chávez, al contrario de Raúl, mantiene su deslumbrada admiración por el comandante y se considera su hijo putativo y su heredero moral.

    ¿Y Fidel? Fidel solo conserva un rol simbólico y se entretiene jugando al gran estadista internacional, preocupado por el estallido de una guerra nuclear desatada por Estados Unidos e Israel contra Irán, o por el asesinato inminente de algún amiguete del socialismo del siglo XXI perpetrado por la cia. Convertido en una especie de Casandra caribeña, profetiza todas las catástrofes. Nadie le hace caso, pero se preocupa tiernamente por el bienestar de sus hijos revolucionarios. Raúl, mientras tanto, simula que lo obedece y, obsequiosamente, repite como un mantra que sus iniciativas, en realidad, son todas de Fidel, algo que, sin duda, es falso.

    En todo caso, el Sexto Congreso se reunirá en la segunda quincena de abril de 2011. Su función será legitimar la voluntad de Raúl. Ya era hora. El Quinto se celebró hace 13 años, en 1997. El Cuarto transcurrió en 1991. De acuerdo con el reglamento del partido, esos congresos generales deben realizarse cada cinco años, pero los hermanos Castro los reúnen cuando les parece útil. ¿Qué va a suceder en el próximo? Es importante describir lo que ocurrió en los dos congresos previos para poder predecir qué sucederá en el siguiente. Al fin y al cabo, los actores y el guión son casi los mismos.

    Los congresos previos

    El congreso de 1991 coincidió con la debacle del marxismo-leninismo. Fue una ceremonia ritual contra la perestroika dedicada a ajustar el régimen cubano a la nueva realidad. En 1989 los alemanes habían derribado el muro de Berlín, mientras se resquebrajaba todo el mundo comunista surgido tras la Segunda Guerra Mundial. En ese congreso, celebrado hace dos décadas, Fidel Castro, tras declarar lo que desde entonces se llama Periodo Especial, enfrentado al callado criterio de la clase dirigente y de casi todo el país, ratificó su adhesión al comunismo ortodoxo y aseguró que Cuba “se hundiría en el mar” antes que abandonar esta ideología. Con la fiereza que lo caracteriza, al final del congreso dio los gritos rituales en favor del marxismo-leninismo, de la patria y de la muerte.

    No obstante, el fin del subsidio soviético, entonces calculado en unos 5 mil millones de dólares anuales, obligaba al gobierno a hacer ciertas concesiones ante la crisis que atravesaba la isla: el colectivismo había demostrado ser desastroso y el nivel productivo del país era tremendamente bajo. ¿Qué se podía hacer? Decidieron aceptar ciertas inversiones capitalistas foráneas, pero en sociedad con el gobierno cubano. Si algún inversionista extranjero quería beneficiarse de la mano de obra cubana o de ese mercado cautivo, tendría que asociarse al Estado comunista para explotarlos conjuntamente. Con el objeto de premiar a sus partidarios más leales, y por su habitual paranoia política, el gobierno colocó como sus representantes en estas empresas mixtas a numerosos militares jubilados de los servicios de inteligencia.

    En esa oportunidad, Fidel Castro aseguró que bajo su dirección la sociedad cubana no tardaría en recuperar los índices de consumo que le permitían sus privilegiadas relaciones con la Unión Soviética. Como entonces se acentuaba la falta de comida hasta el punto del hambre y la desnutrición, lo que provocó que unas 60,000 personas contrajeran neuritis óptica o neuritis periférica, y muchas quedaran ciegas, el comandante se puso personalmente al frente de un llamado “plan alimentario” que supuestamente solucionaría el gravísimo problema de la comida en apenas dos años. Entonces aseguraban que en un quinquenio Cuba habría superado la crisis y el país quedaba como reserva ideológica comunista para cuando el planeta recobrara el camino del socialismo. Fue entonces cuando la oposición describió el experimento como la creación de “un parque jurásico del marxismo-leninismo”.

    Por lo demás, las líneas maestras del plan de desarrollo pasaban por potenciar la industria azucarera, explotar intensamente el níquel, crear una gran infraestructura hotelera para recibir millones de turistas (a lo que se habían opuesto durante décadas para evitar la contaminación moral) y exportar masivamente productos de alta tecnología médica creados en los laboratorios del Estado. Al mismo tiempo, fomentarían el envío de remesas desde el exterior, para lo cual despenalizaron la tenencia de dólares y facilitaron las visitas de los emigrantes que hasta ese momento habían sido considerados traidores.

    Fue el parto de los montes. La industria azucarera cayó en picado, las exportaciones de níquel, concesionadas a una empresa canadiense, dependían del oscilante precio de ese mineral y no generaban los ingresos esperados, las ventas de productos biotecnológicos fueron decepcionantes, y el turismo, aunque creció gradualmente, no le dejaba grandes ganancias al país porque casi todos los insumos debían adquirirlos en el exterior con moneda dura. A veces, tenían que importar azúcar, bananos y otras frutas de República Dominicana, dado que la agricultura cubana ni siquiera podía servir esos productos tradicionales.

    Simultáneamente, la falta de mantenimiento, los huracanes frecuentes y la incuria de unos funcionarios a los que parecía no importarles el deterioro creciente de las ciudades y el campo, iban demoliendo paulatinamente el paisaje nacional al extremo de que los viajeros solían hablar de “un país bombardeado en el que no había ocurrido ninguna guerra”. Un ensayista y narrador cubano, Antonio José Ponte, escribió un magnífico texto llamado Un arte de hacer ruinas que luego sirvió de idea central de un laureado documental sobre la destrucción progresiva del país.

    En 1997, cuando se celebró el Quinto Congreso, ya era evidente que la fórmula castrista para sostener el marxismo-leninismo no había dado resultados materiales. Seis años después del fin del subsidio soviético y de las nuevas directrices económicas, Cuba seguía empantanada en la miseria, aunque logró detener la caída de la ínfima calidad de vida que experimentaba la sociedad. Así que, poco antes de que se celebrase la reunión, el gobierno les pidió a los militantes que expresaran sus quejas, en lo que parecía ser un ejercicio del “centralismo democrático de abajo hacia arriba” que supuestamente norma las relaciones dentro del partido. Decenas de miles de militantes se atrevieron a dar sus opiniones, descalificando el capitalismo del Estado y pidiendo libertades para crear empresas o para salir y entrar del país sin necesidad de una autorización del gobierno. Si los extranjeros podían tener empresas en la isla, aunque estuvieran asociados al gobierno, ¿por qué ellos no podían hacer lo mismo?

    Todo fue inútil. El Quinto Congreso del partido reiteró la línea ortodoxa, Fidel Castro insistió en que el país no se apartaría un milímetro del marxismo-leninismo, separó del poder a los militantes que habían exhibido tendencias reformistas con demasiada vehemencia, y vaticinó el próximo fin de las sociedades capitalistas como consecuencia de sus contradicciones internas. Ni siquiera se tomó el trabajo de explicar por qué había fracasado el plan alimentario, por qué se estaba hundiendo la industria azucarera y, en definitiva, qué había pasado con aquellas promesas de recuperación económica forjadas en 1991. La sociedad cubana en su conjunto y miles de militantes comunistas en particular se sintieron decepcionados y, en muchos casos, traicionados. Escapar del país de cualquier forma se convirtió en el objetivo principal de millones de jóvenes.

    En el verano de 2006, Fidel Castro enfermó severamente y le entregó el poder con carácter provisional a su hermano Raúl, heredero designado desde 1959, segundo secretario del partido y eterno ministro de Defensa. Dos años más tarde, tras una zigzagueante agonía que lo colocó varias veces al borde de la muerte, Fidel aceptó que no podía retornar al poder y renunció a la presidencia, mas, supuestamente, mantendría una gran influencia en las grandes decisiones estratégicas del país.

    Aparentemente, Raúl se ocuparía de administrar la dictadura, pero la definición ideológica seguiría siendo la que Fidel concibiera, algo que casi enseguida comenzó a desmentirse con la discreta persecución de algunos connotados fidelistas. Tres de los más importantes funcionarios del gobierno –Carlos Lage, segundo vicepresidente del Consejo de Estado, Felipe Pérez Roque, ministro de Relaciones Exteriores, y Fernando Remírez de Estenoz, su viceministro, los dos primeros del entorno íntimo de Fidel– fueron separados de sus cargos y humillados. A los tres, como trascendió públicamente, se les imputaban actitudes reformistas contrarias a las directrices del gobierno y comportamientos corruptos. En realidad, Raúl Castro quería manejar todos los hilos del poder con sus hombres de confianza: un puñado de militares de alta graduación que lo acompañaban desde hacía décadas. Los fidelistas eran un obstáculo para sus planes.

    El congreso que viene

    Y llegamos a la víspera del Sexto Congreso. ¿Qué va a pasar? Probablemente, nada significativo, pese a la alharaca desatada. Los mismos líderes con las mismas ideas producen siempre los mismos o parecidos resultados. Ya el gobierno ha hecho circular un documento de 32 páginas en el que describe los nuevos planes económicos, y en el que deja muy claramente fijada su posición con relación al modelo comunista: la esencia del sistema seguirá siendo el colectivismo, la propiedad estatal de los medios de producción, y la planificación centralizada por parte de los burócratas del partido. Explícitamente, ratifican la vieja estrategia enemiga de las libertades económicas. Ni siquiera se dignan mencionar las civiles y políticas.

    Se permitirá, eso sí, el trabajo por cuenta propia, siempre que se ajuste a las 178 modalidades en las que tal cosa es posible: alquilar vestidos de novia, actuar como payaso de fiestas infantiles, reparar ruedas de autos, forrar botones y un largo y extraño etcétera. También se podrá montar ciertas microempresas familiares o con pocos trabajadores contratados, dado que el objetivo no es que crezcan y obtengan beneficios, sino que absorban la mano de obra desempleada que el gobierno planea echar próximamente de sus puestos de trabajo.

    En los próximos meses, 500,000 trabajadores serán despedidos, pero en menos de tres años Raúl Castro planea aumentar ese número a 1,300,000, el 25 por ciento de la fuerza laboral. El general y sus seguidores alegan que las plantillas están sobredimensionadas con empleados innecesarios que obstaculizan la labor de las empresas, mientras la sociedad padece el “síndrome del pichón” y espera del papá Estado la solución a todos sus problemas, una acusación sorprendente tras medio siglo de implacable persecución a cualquier iniciativa individual. En definitiva, quiere que la economía sea productiva liberándola del peso muerto de estos obreros prescindibles.

    Naturalmente, la idea de que en una sociedad aplastada por medio siglo de colectivismo, sin capital, sin insumos, sin experiencia, mediante un decreto presidencial, se puede crear súbitamente una franja importante de trabajadores por cuenta propia o adscritos a microempresas –todos sujetos a una severa presión fiscal y a limitaciones en el crecimiento para que no acumulen excedentes–, no tiene pies ni cabeza, pero forma parte de las nuevas fantasías revolucionarias de un señor que tiene una idea muy vaga sobre cómo se crea la riqueza, cómo se malgasta o cómo se conserva.

    ¿Qué se propone, en definitiva, Raúl Castro? El general presidente tiene dos objetivos fundamentales que están íntimamente ligados entre sí. El primero es asegurar la sucesión dentro del sistema y con su propia gente. Es falsa la idea de que a los Castro no les interesa el futuro de Cuba una vez que ellos hayan muerto. Los Castro tienen un claro sentido de la historia personal y del país. Han concebido una fantástica narración en la que vinculan la guerra de independencia de fines del siglo XIX con la aventura de la Sierra Maestra. Fidel se percibe como el único heredero de Martí y Raúl se ve como el único heredero de Fidel. Quieren que el gobierno revolucionario perdure. Pretenden que la generación de los hijos de los dirigentes recoja el bastón de mando y continúe la obra revolucionaria.

    Pero, para lograr ese objetivo, Raúl cree que el gobierno tiene que lograr que la sociedad cubana sea más productiva y competitiva. Raúl no ignora que la situación económica del país es terrible, circunstancia que ha producido un absoluto distanciamiento entre la inmensa mayoría de la isla, la cúpula dirigente y la mitología revolucionaria. En su primer discurso como jefe del Estado, se preguntó enojado por qué la leche era tan poca que los niños cubanos solo podían tomarla hasta los siete años. Pero esa pregunta podía extenderla a los otros aspectos básicos de la convivencia civilizada en un país moderno: por qué son tan escasas y de tan baja calidad la alimentación, el agua potable, la ropa y el calzado, la vivienda, el transporte, el suministro de electricidad y las comunicaciones. Raúl teme, y con razón, que, muertos Fidel y él, nadie podrá evitar que quienes les sucedan en el poder, por las buenas o por las malas, echen abajo “la obra revolucionaria” como consecuencia de la miseria generalizada que padece la población.

    ¿Cómo se soluciona o alivia el inmenso inconveniente del fracaso material del país? Es obvio: con un sistema económico más productivo. Hasta Raúl Castro, tras medio siglo de absurdas chácharas revolucionarias, entiende que las sociedades desarrolladas y prósperas, dotadas de un buen nivel de vida, han alcanzado ese perfil como consecuencia de su aparato productivo. Viven mejor porque producen más y porque lo hacen a precios competitivos. El problema, pues, desde la perspectiva de Raúl y sus camaradas íntimos, consiste en hacer más eficiente el sistema comunista de manera que la sociedad cubana admita de buen grado la sucesión dentro de la revolución cuando haya desaparecido totalmente la generación de los padres fundadores.

    El fracaso de la reforma

    Pero eso es pedirle peras al olmo. El comunismo es improductivo por su propia naturaleza. La planificación centralizada, la propiedad estatal de los medios de producción, el control de los precios y la ausencia de libertades individuales para crear y acumular riqueza, inevitablemente conducen a la improductividad y la pobreza.

    Además, el pacto social entre los gobiernos comunistas y las sociedades no está basado en la promesa de una gestión pública eficaz y resultados materiales apreciables, sino en una distribución igualitaria de los poquísimos bienes y servicios que se producen y en la condena y escarnio del que descuelle y posea mejores formas de vida. Sin duda es lamentable, pero el comunismo real es eso.

    Cuando Fidel gobernaba, el país vivía miserablemente, mas la defensa retórica de su gestión administrativa contaba con tres ejes: todo el mundo tenía un trabajo, acceso a la educación y a los servicios de salud. A Fidel no le importaba que las empresas perdieran dinero y la producción y la productividad fueran mínimas, sino que todos los cubanos tuvieran un puesto de trabajo y recibieran un salario, aunque fuera casi simbólico. Tampoco le importaba que el sistema de salud se hundiera en hospitales sin anestesia o sin hilos de sutura, o que el educativo careciera de buenos maestros y útiles escolares. Los servicios podían ser pésimos, pero estaban ahí y él se ufanaba de esa presencia constantemente. La legitimidad de la dictadura dependía de ese discurso, convertido en un incesante instrumento propagandístico.

    Por otra parte, en vista de que el tejido productivo era irremediablemente raquítico, había dos maneras de justificar esa forma abominable de vivir: el embargo económico de Estados Unidos y, paradójicamente, las bondades de la austeridad revolucionaria. ¿Para qué quería más bienes materiales un buen revolucionario? El consumismo dejaba de ser una aspiración legítima de los trabajadores y se convertía en un pecado propio de la pervertida codicia capitalista instigado por el imperialismo, las multinacionales y otros monstruos de parecido pelaje. Los consumidores, o quienes aspiraban a serlo, eran calificados como amantes de la pacotilla (“pacotilleros”) atontados por el capitalismo corruptor.

    La propuesta de Fidel era cruel, pero al menos se sustentaba sobre un sofisma poseedor de una cierta coherencia. La de Raúl es un puro absurdo: quiere que una parte sustancial de los cubanos produzcan como capitalistas, dentro de un sistema esencialmente comunista, abandonando, de hecho, el pacto social entre el Estado y los individuos preconizado por la retórica marxista, mientras renuncia al igualitarismo y acepta el surgimiento de la desigualdad y el consumismo en la manera de vivir de los cubanos.

    ¿Para qué y por qué defender un modelo de Estado comunista si la forma de gobernar se aleja totalmente de los supuestos marxistas-leninistas? El comunismo tiene una lógica interna: el partido va a construir una espléndida sociedad, el paraíso del proletariado, en la que los medios de producción serán colectivos y las personas, cuando se logre, como profetiza Marx en la Crítica del programa de Gotha, “[trabajarán] cada cual, según sus capacidades, [y recibirán] cada cual según sus necesidades”. Para llegar a ese punto, naturalmente, hay que atravesar la incómoda fase de la “dictadura del proletariado”, hasta arrancar del corazón de las personas los malditos hábitos y costumbres arraigados en ellas tras varios siglos de feudalismo y capitalismo.

    Nada de eso queda en pie con las reformas de Raúl. Según su razonamiento, tras renunciar al “síndrome del pichón”, muchos cubanos se ocuparán de ganarse la vida según su talento, suerte y recursos, al margen del Estado, y obtendrán por ello los mejores resultados que puedan, aunque su desempeño económico los aleje del modo de vida general de la nación.

    La pregunta obligada que se desprende de todo esto es inocultable: si ya los objetivos no son edificar una sociedad comunista de acuerdo con los postulados de la secta, ¿para qué se conserva el modelo de Estado de partido único y dictadura del proletariado prescritos por el marxismo-leninismo como fórmula de construir ese modelo de convivencia?

    No creo que en el Sexto Congreso del Partido Comunista Cubano nadie formule esas incómodas preguntas. Como hicieron en el Cuarto y en el Quinto, los delegados aplaudirán, repetirán consignas y respaldarán sin chistar lo que Raúl Castro decida que se debe aprobar, pero entre los asistentes y entre la sociedad cubana quedará muy claro que la revolución comunista fracasó totalmente y que será imposible mantenerla a flote de manera permanente tras la extinción de la generación de quienes la pusieron en marcha en 1959.

    Con razón, los pocos comunistas ortodoxos que quedan en Cuba se sentirán traicionados por Raúl Castro, mientras la inmensa mayoría del pueblo pensará, también con razón, que el hermano de Fidel les ha venido a traer lo peor de ambos mundos: un comunismo sin dádivas clientelistas y un capitalismo maniatado que no permite, realmente, el desarrollo individual y colectivo. No hay un pueblo latinoamericano más desesperanzado y con menos ilusiones que el cubano. Eso es triste. ~

    Publicado por Gabriel Gasave el 17 enero 2011

  9. Elias said

    Chesterton,

    Nem consegui ler todo esse troço aí acima.

    Que o regime cubano é uma ditadura, nem se discute. Que — como toda e qualquer ditadura — quando acabar, já vai tarde, idem.

    Agora, ficar vociferando contra a influência da ditadura cubana nos destinos do planeta é… digamos, excessivo.

    Fidel Castro influi tanto nos destinos do mundo quanto a valorosa seleção do Haiti influi na Copa do Mundo de futebol.

    Pow, Chesterton!

    Arranja uma demência melhor. Desse tipo, a gente já tem de sobra…

  10. Chesterton said

    el hermano de Fidel les ha venido a traer lo peor de ambos mundos: un comunismo sin dádivas clientelistas y un capitalismo maniatado que no permite, realmente, el desarrollo individual y colectivo. No hay un pueblo latinoamericano más desesperanzado y con menos ilusiones que el cubano. Eso es triste. ~

  11. Chesterton said

    Fidel Castro influi tanto nos destinos do mundo quanto a valorosa seleção do Haiti influi na Copa do Mundo de futebol

    chest- tem certeza? Chaves, Dilma e EVO provam que pelo menos por aqui você está redondamente enganado.

  12. Chesterton said

    Canalha, Sempre Canalha
    “Quero recordar o povo italiano que, inclusive eu e a presidente Dilma Rousseff, fomos definidos como ‘terroristas’ pela ditadura militar, quando, na realidade, lutávamos pelo retorno da liberdade democrática”, disse Genro ao La Stampa.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

    chest- só ele acredita nisso.

  13. Chesterton said

    bizarrias: PL 7.131/2010

    JANEIRO 14, 2011 POR IGOR T. 6 COMENTÁRIOS
    Art. 4º Todos os blogues, fóruns, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes, são obrigados a procederem ao registro com o nome completo, CPF e identidade de seu proprietário no sítio governamental Registro.BR.
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    Art. 5º O Poder Judiciário aplicará multa de dois a dez mil reais ao proprietário do blogue, fórum, e demais sítios de Internet com funcionalidades semelhantes, que estejam em desconformidade com os dispositivos desta Lei.
    O autor da PL é o dep. Gerson Peres, do PP

  14. Anrafel said

    Pois é, enquanto o pessoal se atraca disputando se é presidentE ou presidentA, Dilma está lenhada com o seu vício-presidentO.

  15. Olá!

    Eu dou meu voto inicial de confiança à presidente Dilma nesse começo de mandato. Gostei de algumas declarações e atitudes dela demonstradas nos últimos dias e vamos ver como tudo irá se desenrolar para mais tarde fazer uma reavaliação do posicionamento adotado, verificando se é a presidente melhorou ou piorou de acordo com os nossos valores e critérios.

    Até!

    Marcelo

  16. Olá!

    O Pax escreveu:

    “Caso o PMDB continue com seu tom habitual, todos sabemos, é notório, que o interesse geral do país fica em segundo plano. É simples assim. Triste e simples. Sem contar com a turma do PT que aderiu ao modelito básico. Aliás, pegando o gancho, outro enorme risco para o PT.”

    Isso aconteceria independente da coloração do partido.

    É necessário levar em consideração o simples fato de que as pessoas que estão no comando das decisões quanto ao uso do dinheiro público, são pessoas cujo interesse principal é utilizar a estrutura estatal e suas funções públicas no sentido de satisfazer os seus próprios interesses e/ou os interesses dos seus respectivos grupos, agindo de acordo com os estímulos/incentivos existentes nessa estrutura para atingir isso. Por exemplo, se a corrupção existente nessa estrutura não é punida com o devido rigor e os benefícios provenientes dela são financeiramente consideráveis, então, por quais motivos uma pessoa deixaria de se corromper se ela obterá bons ganhos materiais com isso?

    Aliás, não deixa de ser irônico que um país onde o cidadão trabalha quase cinco meses apenas para pagar impostos, dando quase 40% do que produz para os políticos, esteja acontecendo essa calamidade no Rio de Janeiro.

    Até!

    Marcelo

  17. Chesterton said

    Dilma pegou o poder como o violino, com a mão esquerda. Se não tocar com a mão direita, essa joça afunda no caos.

  18. Chesterton said

    O Sr. descreveu o conservadorismo como sendo “amar o mundo pelo que ele é.” O que o Sr. quer dizer com isto?

    O conservadorismo envolve, como você diz, amar o mundo como ele é — não todo ele, mas aquela parte que conseguimos receber dos mortos. Isto significa reconhecer o quanto é mais fácil destruir que criar. Isto envolve uma atitude de amizade em relação à comunidade, ao invés de um desejo de refazê-la em cumprimento a algum objetivo oni-abrangente. E assim por diante.

  19. Patriarca da Paciência said

    Voltando ao post do Pax,

    onde buscar esperança?

    No judiciário?

    Segundo um posto do Catatau, do dia 05/01/2011, “Em Louvor do Nepotismo”:

    “O rei do nepotismo brasileiro era um juiz que empregava sessenta e três parentes –entre eles mulher e filhos, sobrinhos, sobrinhas, primos e noras. Todo mês os membros do seu clã embolsavam cerca de 250 mil dólares, ou quase 10% do total da folha de pagamento do Tribunal.”

    Nos os Tribunais de Contas, cujos ministros são nomeados por critérios poíticos?

    Eu, sinceramente, entendo que há muita esperança, principalmente se compararmos o Brasil de pouco tempo atrás com o Brasil que temos agora.

    O governo Lula foi um verdadeiro milagre.

    Conseguiu romper algumas barreiras, muito bem defendidas (principalmente pelos supostos “liberais”) e alcançou alguma melhora na distribuição de renda, educação e combate à corrupção.

    O caminho está aberto, temos que defendê-lo e avançar cada vez mais.

    Os herdeiros dos “donatários das Capitanias Hereditárias”, os quais se aboletaram confortavelmente no poder, continuarão sua luta ferrenha na defesa dos seus privilégios.

    Do outro lado temos os intelecutais esclarecidos, alguns bons políticos, bons profissionais, um povo já bem esclarecido, ou seja, uma frente considerável.

    Mas toda evolução é mesmo bem lenta.

    Mas que estamos no caminho certo, estamos.

  20. Patriarca da Paciência said

    Correção: intelectuais esclarecidos

  21. Patriarca da Paciência said

    “O conservadorismo envolve, como você diz, amar o mundo como ele é — não todo ele, mas aquela parte que conseguimos receber dos mortos”.

    Chesterton, essa hisória de “amar o mundo como ele é”, eu considero que seja a verdadeira filosofia de Nietzsche. Acontece que tal filosofia requer um alto grau de amadurecimento, depuração e refinamento, que só alguns alcançam, não por uma “genética superior”, como alguns malucos acreditam e sim por força de algumas circunstâncias.

    Então, esta nunca será uma diretriz para a sociedade em geral. É tão utópica quanto o comunismo de Platão, o qual exige as mesmas condições e, o próprio Platão, pregou o comunismo apenas para os “guardiães”, ou seja, a classe dirigente.

    As crianças, os jovens, os estudantes e a maioria das pessoas, sempre procurarão alternativas que ofereçam “soluções” para suas dúvidas e temores.

  22. Mona said

    Patriarca, haja paciência…
    “O Governo Lula foi um verdadeiro milagre”…
    Caramba, meu! Milagre de quê? Corrupção, inépcia, falta de gerenciamento, falta de articulação?
    Temos uma tragédia que, pelo número de mortos produzido, faz-nos pensar estarmos no Haiti. Desde 2005 existe um decreto para articular ações preventivas e corretivas perante desatres naturais que nunca saiu do papel.
    Epidemias de dengue acontecem anualmente e só têm aumentado, independentemente da estação do ano e do local.
    A piada da educação brasileira continua apresentando óperas-bufas, sendo o ato mais recente a catástrofe do enem e do sisu.
    A corrupção – tema central deste blog – aumentou exponencialmente: mudou a natureza humana, que é inatamente corrupta (bastando ter a oportunidade para que esse traço apareça)ou formou-se uma macroambiente de permissividade e tolerância, com o Santo Lula passando a mão na cabecinha de tudo quanto é de apaniguado pego com a boca na botija?
    O crack interiorizou-se a ponto de existirem viciados até em tribos indígenas e o Santo Lula mandando grana para a transcoca na Bolívia e presenteando narcotraficantes e sua família com mimos governamentais…
    A lista das desgraças é enorme, indo desde as coisas mais comezinhas (o retumbante fracasso no “Fome Zero”, por exemplo, passando pelas áeras de infra-estrutura (Pac1, pac2, top, top, top), até áreas mais complexas, como a externa e suas filigranas, onde a coleção de derrotas é fantástica, como nunca-antes-na-história-deste-país.
    88% de aprovação? Ora, a maioria das pessoas acha mais “legal” ter um pai de mão aberta, bonachão, que gosta de ficar de papo escatológico, do que ter uma paizão sério, que controle gastos, que eduque, que mande que o moleque estude, que estebeleça um ambiente de seriedade e de responsabilidade com as contas da casa, mas que ao final forma um verdadeiro cidadão, não um consumista desvairado.

  23. Patriarca da Paciência said

    Cara Mona,

    as pessoas não acreditam em fatos, acreditam naquilo que estão predispostos a acreditar.

    Você só vê pontos negativos no governo Lula, é um direito seu mas que, felizmente, não é compartilhado por 87% da população.

    87% da população avalia o governo Lula como bom ou ótimo, 9% como regular e apenas 4% como ruim ou péssimo.

    Você está acompanhada por 4%.

    É um direito seu, mas apenas 4% da população pensa como você.

    Agora, se você acha que apenas 4% é “inteligente” e 96% são burros, é um direito seu também.

    Só que é uma enorme bobagem.

  24. Mona said

    Enquanto o bufão tomava pinga com os correligionários e fazia seus discursos de nunca-antes-neste-país, o que deveria ser planejado e executado nunca o foi. Que digam as notícias que estão começando a chegar acerca da inépcia administrativa do Santo Lula:

    “Governo lança sistema de alerta que já deveria estar pronto
    Em 2005, País assumiu com a ONU compromisso de criar um plano semelhante, mas praticamente nada fez
    18 de janeiro de 2011
    Marta Salomon, Lisandra Paraguassu, Tânia Monteiro e Jamil Chade – O Estado de S.Paulo

    Quinhentas áreas sob risco de deslizamento e 300 ameaçadas por inundações serão o primeiro alvo do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais do País, lançado ontem em Brasília. Anunciado como uma nova política para evitar catástrofes a exemplo das que mataram 665 pessoas no Rio, o sistema é, na verdade, uma obrigação internacional já assinada pelo governo Lula há seis anos.

    Em 2005, após o tsunami na Ásia, o Brasil e outros 167 países assinaram um acordo em que se previa que, até 2015, todos os governos teriam sistemas de alerta para reduzir riscos de desastres naturais. Passados seis anos, o Brasil praticamente nada fez.

    Em um documento revelado com exclusividade pelo Estado ontem e anteontem, o próprio governo admitiu à ONU que não tem sistema de alerta, nem destinou recursos para transformar em realidade o acordo do qual é signatário. Para completar, o governo diz que o sistema de Defesa Civil do País está “despreparado”. 2015 é o prazo máximo dado pela ONU para que os sistemas de prevenção e alerta sejam adotados. Se isso não ocorrer, a imagem diplomática do País fica manchada.

    Ontem, ao saber que até o fim do governo Dilma Rousseff o Brasil pretende reduzir em 80% o número de vítimas de tragédias nas áreas cobertas pelo novo sistema e fazer cair pela metade o total de vítimas de desastres naturais, a consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati Guha-Sapir, disse que o prazo de quatro anos é “assustador, surpreendente e triste”. “Não entendo a razão de um país levar quatro anos para ter um sistema de alerta em funcionamento”, atacou. “O que a população deve questionar é por que não existia esse sistema antes ou pelo menos quem é que barrou o dinheiro que iria para esses projetos que existem em todo o mundo.”

    Para Guha-Sapir, o Brasil não pode esperar até 2015 para tomar medidas. “Se medidas concretas não forem tomadas hoje, mais gente poderá morrer. Essa tragédia está se transformando em uma grande vergonha e constrangimento para o governo brasileiro.”

    Ontem, na reunião, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falava da expectativa de já se começar a reduzir efeitos de desastres no próximo verão, mas o grosso do plano deverá estar pronto em quatro anos. Ao sair do encontro com Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, resumiu: “A Defesa Civil tem muito o que reestruturar. O sistema tem se revelado frágil, é uma realidade. Ninguém vai tapar o sol com a peneira. Temos de encarar a realidade e reagir”.

    Ações. O plano da ONU prevê medidas concretas de prevenção, educação da população, campanhas de conscientização, proibição de obras públicas em locais de risco, padronização de alertas e dezenas de outras ações.

    Segundo a especialista da ONU, a transformação da situação no Brasil vai depender do tamanho da tragédia. “É lamentável dizer, mas parece ser a realidade no Brasil. Nas primeiras horas do desastre, o governo achou que não precisaria se preocupar porque os afetados eram apenas favelas e gente pobre. Pouco a pouco, descobre que é toda uma região em apuros. O fato de que ainda há corpos sendo encontrados é um sinal muito ruim.”

  25. Elias said

    Patriarca,

    É isso aí.

    Um montão de gente que não pode ser, propriamente, considerada “de esquerda” (a revista Economist, por exemplo), fez do governo Lula uma avaliação não muito diferente daquela expressa pelos índices de aprovação da gestão do dito cujo.

    Os mesmos analistas fizeram, da oposição ao governo Lula, uma avaliação não muito diferente daquela expressada pelo eleitor brasileiro, nas urnas.

    Onde faltou competência foi na oposição. Não atualizou sua análise da realidade brasileira; não soube elaborar propostas para essa realidade (o candidato da oposição tentou se apresentar como um continuador da gestão Lula e, quando tentou sair dessa, não foi além da criação de um novo ministério — dito da Sergurança); não soube se diferenciar; não soube aglutinar os diferentes segmentos da oposição; não soube manter o apoio de que dispunha antes mesmo de se iniciar a campanha política. Não soube, enfim, operar politicamente.

    A oposição ao governo Lula, sim, deu um show de incompetência, de desarticulação e de absoluta ausência de rumo.

    E pareceu ainda mais incompetente do que é — e não é pouco! — porque insistiu em manter a pose arrogante, pernóstica, de quem tem resposta pra tudo, mesmo quando já ficou mais que evidente não ter resposta pra nada.

    Não tem resplosta nem pra direcionar uma campanha eleitoral, quanto mais pra dirigir um país…

  26. Olá!

    O Elias escreveu:

    “[A oposição] não tem resplosta nem pra direcionar uma campanha eleitoral, quanto mais pra dirigir um país. . .”

    Não deixa de ser uma declaração curiosa, pois, ao que parece, o partido do qual o Elias é filiado, o PT, sempre teve soluções para os problemas do país quando a situação é exatamente o contrário disso.

    Vale lembrar como era o plano do PT e do Lula para lidar com os problemas do país nos idos de 1989. Se o Brasil tivesse implementado pelo menos metade daquelas “soluções” que o PT e o Lula deram, hoje, o Brasil seria provavelmente o mais ocidental dos países da África subsaariana. O único plano que ajudou a solucionar alguns daqueles problemas (hiperinflação) e a amenizar outros foi o Plano Real. Ponto.

    No vídeo acima, o Lula dá as seguintes “soluções” para acabar com a hiperinflação daquela época:

    01. Suspender o pagamento da dívida externa.
    02. Acabar com a especulação financeira, baixando as taxas de juros.
    03. Adotar um política agrícola e de reforma agrária.

    Se as medidas 01 e 02 tivessem sido adotadas naquela época, vocês veriam a fuga de capitais que este país teria que enfrentar. Quanto à reforma agrária, bom, pergutem ao pessoal do MST.

    Os valores que guiaram o governo Lula do ponto de vista social e econômico foram lançados no governo do seu antecessor, o FHC.

    O principal programa social (o Fome Zero) com o qual o governo Lula quis se diferenciar do seu antecessor deu com os burros n’água e foi um fragoroso fracasso. E o que o Lula fez? Ora, pegou alguns dos programas do seu antecessor e condesou-os em um só, o Bolsa Família. Vale lembrar como o Lula se posicionava acerca dos programas de complementação de renda.

    Em termos econômicos, então, nem se fala. A chamada do tucano neoliberal Henrique Meireles para a presidência do Banco Central é o exemplo mais emblemático de que os valores e a cultura econômicos petistas não servem para solucionar ou, pelo menos, amenizar os problemas pelos quais o país passava naquele momento. Cadê a Maria da Conceição Tavares numa hora dessas?

    Ou o pessoal de esqueceu do Risco Lula que fez o Risco Brasil subir uns bons pontos em 2002? E a Carta ao Povo Brasileiros (original)? O Risco Lula de 2002 e a Carta ao Povo Brasileiro são dois sinais de que o PT, finalmente, teve o seu encontro com a realidade e que precisaria deixar a bravataria de lado para adotar um posicionamento mais maduro em termos econômicos. Esses novos valores em termos econômicos que o PT adotou de 2003 para cá foi algo legado pelo governo FHC.

    O PT nunca teve valores e cultura que fossem, de fato, capazes de colocar um país nos trilhos da estabilidade econômica e da melhoria social. Uma vez no poder, o PT precisou legar os seus antigos valores ao ostracismo, adotanto valores que nunca tinham sido seus, valores esses que foram combatidos a ferro e fogo pelos petistas (Fora, FHC!, Fora, FMI!).

    Os Grandes Expurgos que o PT precisou fazer nos idos de 2003, expulsando antigos companheiros de luta política (Heloísa Helena, Babá e outros), são um momento emblemático disso. É como se o partido dissesse a esses dissedentes: “Aí, otários, vocês foram muito úteis até aqui, mas não pensem vocês que iremos colocar em prática tudo aquilo que sempre pregamos e lutamos a favor. Aqueles valores não constróem país civilizado e não há motivos para mudar algo que está dando certo. Vamos sentar nessa base já construída e seguiremos adiante a partir disso. Se vocês quiserem ficar, ótimo. Senão, a porta da rua é serventia da casa.”

    Aliás, a expulsão da Heloísa Helena, do Babá e demais petistas da velha guarda é uma enorme ironia, pois eles foram expulsos exatamente pelo fato de o PT ter adotado valores que os petistas tanto combateram ao longo do governo FHC.

    De 1985 para cá, esse país conheceu apenas uma grande reforma que foi capaz de lançar valores de governança e que colocou, de fato, o país em uma situação um pouco melhor: O Plano Real.

    Até onde se sabe, o Plano Real não veio das hostes petistas.

    Até!

    Marcelo

  27. iconoclastas said

    “Ora, a maioria das pessoas acha mais “legal” ter um pai de mão aberta, bonachão, que gosta de ficar de papo escatológico, do que ter uma paizão sério, que controle gastos, que eduque, que mande que o moleque estude, que estebeleça um ambiente de seriedade e de responsabilidade com as contas da casa,…”

    gostei disto…

    x-x-x

    nego ainda tá nessa de atribuir ao Inimputável a melhora dos termos de troca e da grana correndo pelo mundo?

    molambada, a eleição passou, vcs tem, pelo menos, mais 4 anos de mão no pote, mas finjam um minimo de dignidade.

    x-x-x

    Paxtético,

    PMDB é o KCT, essa é apenas mais uma lambança do (seu bem avaliado) governo federal.

    ;^/

  28. Elias said

    Marcelo,

    Já discutimos tantas vezes o assunto, que espanta ainda ser necessário repetir.

    Claro que o Plano Real representou um enorme avanço para o Brasil.

    Claro que o PT cometeu um imenso erro ao tratar inicialmente o Plano Real como se fora mais um “plano merreca” da vida.

    E foi punido politicamente por isso, lembra? Perdeu as eleições presidenciais de goleada, no 1º
    turno.

    Só que, de lá pra cá, o partido se repensou politicamente. Modificou por completo sua concepção de política de alianças. As facções mais à esquerda, derrotadas nas disputas internas, se retiraram do partido, etc.

    O PT que disputou a presidencial de 2002, claramente, não era o mesmo de 1989. Se você ainda não percebeu isso, saiba que está em minoria. Porque o eleitor percebeu isso, perfeitamente.

    O mérito político do governo Lula — como já observaram inúmeros analistas estrangeiros — foi, exatamente, criar condições para a retomada do crescimento econômico, combinada a uma estratégia de redução da miséria e das desigualdades interregionais, sem comprometimento da estabilidade econômica proporcionada pelo Plano Real.

    Alguns especialistas entendiam a estratégia do governo Lula como inconsistente. O enfrentamento da crise econômica mundial demonstrou que eles estavam equivocados. Vários desses especialistas reconheceram esse equívoco. O Pax divulgou, aqui no PolíticAética, algumas dessas manifestações.

    Existem falhas nessa estratégia? Claro!

    Os principais problemas do país estão pelo menos próximos de uma solução definitiva? Nem pensar!

    Agora: o Brasil melhorou nestes 8 anos de governo Lula? Também é claro que sim!

    É algo que nem o Serra, nem o Aécio, nem o FHC — juntamente com muitas outras lideranças de oposição — jamais negaram.

    O PSDB não conseguiu lidar politicamente com isso, o que é outra história. Ficou martelando no Plano Real, ignorando que milhões de eleitores eram pouco mais que crianças quando esse plano foi implantado. Não têm a menor idéia do que foi viver num país corroído pela inflação; não têm como avaliar a importância do Plano Real para a construção de um país melhor.

    A questão, Marcelo, é que, para o Brasil, o Plano Real é passado. E o pessoal quer saber do futuro. O negócio não é o Plano Real, e sim o quê fazer a partir dele.

    E foi aí que a oposição falhou. Não reconhecer isso só piora as coisas pra ela.

    E o PT, mudou?

    Claro! Quem tem idéia fixa é doido!

    Mudou pra melhor?

    Em alguns aspectos, sim. Tornou-se um partido mais homogêneo ideologicamente e muito mais competitivo eleitoralmente (o que é essencial para o processo político; como se sabe, política é luta pelo poder).

    Em outros aspectos, evidentemente que piorou. E muito! Principalmente porque se tornou mais vulnerável à corrupção, no que, aliás, não se diferencia muito dos demais partidos brasileiros.

    Agora: criticar o PT, apenas o PT, por causa da corrupção, é hipocrisia. Nenhum indivíduo que se respeite, moral e intelectualmente, entra numa fria dessa.

    Se o cara é um mercenário, que faz isso por dever de ofício, pra ganhar dinheiro, ainda vá lá… Cada um ganha o próprio sustento como acha que pode e deve. Se não rouba nem mata pra conseguir isso, problema dele…

    Daí a imaginar que seja possível envolver esse tipo de crítica com uma aura de sinceridade e boas intenções vai uma distância enorme…

    Enfim, Marcelo, o PT se repensou, se reprogramou e se credenciou como alternativa de poder. Tanto que chegou lá. E, lá chegando, conseguiu se manter. E lá se vão 12 anos…

    É exatamente isso que a oposição não está conseguindo fazer. A cada eleição ela encolhe e se enfrangalha.

    Isso é incompetência política, Marcelo. E não creio ser necessário dizer a você o quanto isso é danoso para o país.

  29. Olá!

    Elias, concordo com boa parte dos pontos expostos no seu último comentário.

    O PT de 2003 e de 2011 em quase nada lembra o PT de 1980 do Colégio Sion ou o PT das eleições de 1989.

    No meu entendimento, o PT melhorou ao abandonar aquela tosca retórica socialista e ao adotar uma posição mais realista em termos econômicos.

    Em termos econômicos e sociais o Brasil melhorou nos últimos oito anos, porém, do ponto de vista institucional, o país piorou.

    Você tem razão, se a oposição utilizar o Plano Real como estratégia eleitoral, será mais uma derrota certa. O Plano Real já rendeu o que tinha de render em termos eleitorais.

    Até!

    Marcelo

  30. Patriarca da Paciência said

    “O PT que disputou a presidencial de 2002, claramente, não era o mesmo de 1989. Se você ainda não percebeu isso, saiba que está em minoria. Porque o eleitor percebeu isso, perfeitamente.”

    Concordo totalmente, caro Elias.

    E, realmente, o povo fez a opção pelo “novo PT”, não pelo velho PT.

    Parece que a grande mágoa dos “liberais” é que o PT evoluiu, deixou de ser radical. Os caras vivem cobrando que o PT volte a ser radical! É impressionante!

  31. Mona said

    Caros,
    o novo PT é simplesmente o PT no poder. Para se manter lá, como eu já falei antes, o partido assumirá a conformação que melhor lhe convier – como foi feito por nossa presidenta Dilma na questão da religiosidade. Até as folhas da floresta amazônica sabem que ela não professa qualquer fe´, mas como a sociedade se revelou bastante conservadora, apareceu o discurso religioso, com direito a sinal-da-cruz invertido. E assim a coisa continuará: se a opção majoritária da sociedade for um discurso à direita do espectro político, essa será a opção desse PT amorfo. E não esqueçamos que pobre é conservador e quanto mais ele ascende socialmente, mais conservador vai ficando (quem tem “consciência política”, quem faz “crítica social” e outras baboseiras desse naipe é o pessoal da tão odiada classe média “de raiz”. Assim, daqui a pouco, o PT fará inveja ao pessoal do Tea Party…
    Pois bem, o poste que gerou a atual série de comentário trata da questão da Funasa. O odiado Reinaldo Azevedo traz uma informação interessante, que espero que o Elias – que sabe tudo de admnistração pública – confirme: a culpa pela bandalheira que grassa na Funasa é de quem, de quem? Tchan, tchan, tcham… Isso mesmo, queridos: da companheirada petista. Segundo o odiado Tio Rei noticia, o governo FHC, na tentativa de coibir o aparelhamento do órgão, havia baixado um regulamento por intermédio do qual ficava estabelecido que os cargos gerenciais deveriam ser ocupados obrigatoriamente pelo pessoal de carreira, com pelo menos 5 anos de prática de gestão. Aí chegou o Humberto Costa, ministro da saúde da Era Lula I e modificou a peça normativa, acrescentando o termo “preferencialmente”. Resultado? Leiam os jornais…

  32. Elias said

    “Em termos econômicos e sociais o Brasil melhorou nos últimos oito anos, porém, do ponto de vista institucional, o país piorou.” (Marcelo Augusto)

    É exatamente o que eu acho, Marcelo. Corrupção em todos os níveis da administração pública, partidos que não são mais do que escritórios eleitorais… uma lástima!

    Tem um troço sobre o qual quase ninguém fala, e que eu deploro.

    Trabalhei do serviço público (cargo comissionado) por 3 vezes. Somando tudo, dá uns 9 anos. Gestões diferentes, em diferentes níveis de governo.

    Em todas as oportunidades, fiquei indignado com a irresponsabilidade com que se encara os compromissos junto aos fornecedores.

    O cara presta serviços, executa obras ou fornece equipamentos ou materiais ao governo. Vai penar pra receber…

    Isso acaba se tornando mais uma porta aberta à corrupção. É comum que o infeliz tenha que “pagar pedágio” pra receber o que lhe é de direito.

    Você briga pra romper com isso, tromba com Deus e o mundo, e perde todas… É frustrante!

    Taí, penso eu, umas das razões pelas quais a PPP não emplaca no Brasil. Na Inglaterra — onde inventaram a PPP — você dispor de um contrato com o Poder Público é quase que dinheiro vivo. Com um contrato desses na mão, você levanta dinheiro nos bancos a juros mais baixos. É uma garantia.

    No Brasil, dá-se o exato oposto. Se o banco souber que teu principal devedor é o Poder Público, ele te trata como alguém em estado pré-falimentar. A menos que se trate de uma dessas mega-empresas, que impõe as condições em que opera…

    Patriarca,

    Você disse o que eu gostaria de ter dito.

    Alguns críticos do PT parecem cobrar o retorno à porralouquice.

    Na realidade, eles bem gostariam que isso acontecesse. Quando o PT erra porralouca não ganhava eleições, e eles mandavam no jogo.

    Agora, tá brabo!

  33. Mona said

    Caro Elias,
    você poderia defina esse “retorno à porralouquice”? Aproveite e cite uma prática “não-porralouca” na administração pública trazida à luz pela companheirada e que seja um exemplo de eficiência.
    Aproveito e trago um extrato do texto do odiado Reinaldo Azevedo sobre o aparelhamento da Funasa:

    “Em maio de 2000, um decreto do então presidente, Fernando Henrique Cardoso, estabeleceu que TODOS OS COORDENADORES REGIONAIS DA FUNDAÇÃO TINHAM DE SER FUNCIONÁRIOS DE CARREIRA, COM PELO MENOS CINCO ANOS DE EXPERIÊNCIA EM CARGOS DE DIREÇÃO. Se a exigência não zerava o risco de aparelhamento do órgão e de práticas não-republicanas, era certo que a dificultava tremendamente. O ministro da Saúde era José Serra.

    Lula presidente, Humberto Costa, futuro líder do PT no Senado, assumiu o Ministério da Saúde. Não havia companheiros em número suficiente que cumprisse aquela exigência. O que fez, então, o digníssimo? Propôs um novo decreto, assinado com gosto pelo Babalorixá, acrescentando uma palavrinha ao texto que abriu as portas da Funasa à sem-vergonhice: as coordenadorias regionais seriam preenchidas “preferencialmente” pelos funcionários de carreira — mas não mais exclusivamente. Sabem o que aconteceu? Em 2003, das 27 coordenadorias, 14 estavam nas mãos de petistas, e outras 13 tinham sido loteadas entre partidos da base aliada. E a Funasa, que funcionava, virou a bagunça que é hoje. Trata-se do órgão mais aparelhado da República.

    Costa cravou, então, uma fase que definia bem quem ele é e quem são eles: “Só trabalho com gente do meu lado”. O “lado”, no caso, quer dizer “companheiro”. Ninguém governa, claro!, com adversários. A questão é saber quais cargos comportam uma seleção prioritariamente política e quais devem ter na exigência técnica o seu critério de corte. Quem começou destruir a Funasa foi o PT, o que não isenta o PMDB de nada. Só estou tentando evidenciar que a carga dos petistas contra os peemedebistas não é zelo, senão inveja. Querem tirar os aliados do caminho para que possam cuidar sozinhos do butim. Eis a verdade. Por que ela está sendo escondida dos leitores? É uma boa questão.”

    Como disse paradigmaticamente o Celso, do NPTO: mas eles ganharam a eleição, porra! Assim, que tudo se faça ao gosto do PT-Poder. E o resto das pessoas que paguem com suas vidas pela bandalheira da companheirada…

  34. Elias said

    Mona,

    Mais ou menos, conheço a trajetória da Funasa, nas últimas 2 décadas.

    Basta que você pesquise um pouco o que a imprensa publicou. Vai descobrir, facilmente, que algumas coisas lá vêm de longe…

    Pra você ter uma idéia mais aproximada, eu lhe direi que a condenação do Sr. Paulo Lustosa em 2008, pelo TCU, se deu por causa de processo envolvendo 27 impropriedades técnicas e irregularidades, cometidas pela Funasa e por uma Secretaria de Estado administrada pelo PSDB, isoladamente ou em conjunto.

    Tanto que, juntamente com o Sr. Lustosa, também foi condenado o Sr. Paulo Elcídio Martins, por atos praticados quando o primeiro era Presidente da Funasa e, o segundo, Secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Regional do então governador Simão Jatene, do PSDB/Pará.

    Estou me referindo ao Projeto Alvorada.

    Petistas entram nessa história na condição de denunciantes primeiramente e, mais tarde, como técnicos que participaram da apuração das impropriedades e irregularidades cometidas e, no desdobramento, na determinação da autoria.

    Posso lhe garantir que conheço o embrulho muitíssimo mais detalhadamente do que você possa imaginar…

  35. Mona said

    Só para esclarecer, a citação do Celso só vai a até o “…porra!”. O resto é fruto de minhas considerações profundas acerca da vida…

  36. Mona said

    Elias,
    você contesta a informação trazida pelo Reinaldo?

  37. Pax said

    Caro Iconoclastas,

    Não me lembro de ter faltado ao respeito com você, mas todo caso respondo a sua infantil indagação em #27:

    Sim, PMDB. O post traz uma notícia do PMDB atuando em uma área do governo de forma muito criticável. À além de criticável, condenável mesmo. No país que imagino melhor daria cadeia braba para os responsáveis. E não é só nesta área, a da Saúde, como sabemos.

    Não julgo o PT por um ou outro caso, como não julgo o PSDB pela Yeda Crusius ou Eduardo Azeredo etc. É infantil demais. É cair no bobeirismos desses Reinaldos e Diogos, Olavões e bobalhões, como existem do outro lado também. Essa turma não faz minha cabeça.

    O PMDB é um problema, como o DEM foi um problema para o PSDB de FHC. É, em outras palavras, uma solução que vem com o problemão embutido. Sabemos que este partido cobra um preço alto. Alto demais, na minha opinião. E o fato é este, a notícia é esta, o blog funciona assim, coleciona notícias. E coloca aqui para que as discussões sejam abertas, livres, todos emitindo suas opiniões.

    Aliás, realmente me surpreenderam as opiniões do Marcelo Augusto e do Chesterton neste início do governo Dilma. Me surprenderam exatamente pelo posição mais adulta de dar seu apoio absolutamente condicional. Me parece não só uma posição adulta como bastante coerente, inteligente.

    E eu, todos vocês bem sabem, tenho uma torcida concreta. Prefiro o PT se aliando ao PSDB. Por mais que tenham várias opiniões contrárias, esta é a minha.

  38. iconoclastas said

    “Não julgo o PT por um ou outro caso…”

    quem não sabe disso?

    vc admira o PT, direito seu. mas sem essa, como vi ai em cima, de dizer q mostra td de todos.

    so para ficar no que é recente:

    cade a historia do ministro do motel e o destino da conta?

    a historia da forma como o min. da ciencia e tec. conseguiu seu doutorado?

    cade a historia do inacreditavelmente incompetente ministério da educação que não consegue realizar um único exame sem fraude?

    cade a cobrança de uma atuação digna do governo federal na catástrofe carioca? cade a tal da gerentona q faz e acontece? já o elogio foi ligeirinho…

    cade a historia dos passaportes especiais concedidos a uma determinada famiglia?

    Paxinho, infantilidade é não assumir posições, é se omitir e se fazer de ofendido. é se fazer de surpreso pq os que opoem a situação não torcem contra.

    se vc que se enganar com quer que seja é problema seu, mas ao cobrar que outros se iludam junto se expoe a ridiculo, e a isTo ninguem lhe obriga. se quer ignorar o próprio histórico da confeccionista de dossies, é só olhar p/ o ministério que ela escalou para entender pq só resta torcer e rezar.

    Pax, vc já mentiu aqui e foi prontamente desmentido mais de uma vez. se mostrar ofendido por causa de uma zoada apenas dá força ao meu infame trocadilho…

    ;^/

  39. Pax said

    É, não dá para discutir. Fico somente chateado que a vida esteja tão ruim assim para o teu lado. Torço que melhore.

  40. Chesterton said

    Temporão quase perdeu o cargo.

    chest- então Lula é cúmplice.

  41. Elias said

    Mona,

    Também quero ver quem contesta minha informação sobre a condenação do Paulo Elcídio.

    Quanto à Funasa, só mesmo quem não conhece a administração federal — ou quem usa de má fé — pode afirmar que essa fundação começou a ser ferrada no governo Lula.

    É verdade que Lula nada fez pra reverter o processo. Mas quem sabe um mínimo de Funasa, sabe que ela vem sendo sucateada há mais de 20 anos.

    Em toda a administração federal, pelo menos 2/3 dos cargos DAS devem ser preenchidos por servidores efetivos, ou seja, concursados. A rigor, não se pode nem mesmo compor esses 2/3 com servidores estáveis, i.é., servidores não concursados que contavam com 5 anos ou mais no exercício de cargo público, quando da promulgação da C.F. de 1988.

    Na Funasa não se pode colocar esse preceito em prática, porque há quase 2 décadas que não se faz concurso público para aquela fundação. O quadro funcional vai envelhecendo, se aposentando, e não se promove a reposição do pessoal.

    Vai daí que a maior parte das funções internas da Funasa hoje é executada não por servidores públicos, mas por empregados de empresas “de consultoria”.

    Acontece que os cargos de Direção e Assessoramento Superior não podem ser exercidos por celetistas. Como a fundação não tem servidores pra preencher esses cargos, a coisa virou loteamento de político.

    Foi assim no governo Lula? Foi. E no governo FHC? Também. Assim como nos governos Itamar, Collor, Sarney…

    Tem sido assim há décadas. A única forma de acabar com isso é realizando concurso público para a Funasa… se é que a Funasa deve continuar a existir (a meu pensar, essa fundação deveria ser extinta).

    Mona, cada um de nós é livre pra acreditar no que bem entender. Sei que é mais simples acreditar em algo que nos convém politicamente.

    No que se refere à Funasa, não falo por ouvir dizer, mas pelo que vi com meus próprios olhos. Há décadas que essa fundação vem sendo sucateada.

    Quem quer que faça uma visita à sede da fundação, em Brasília, não terá dificuldade nenhuma em constatar isso. Salas mal cuidadas, móveis e equipamentos caindo aos pedaços, paredes sujas, processos se amontoando por cima dos balcões e pelo chão, e por aí afora. A Funasa é a imagem viva da decadência.

    Só um desinformado ou alguém agindo de má fé afirmaria que essa decadência se iniciou há 8 anos. Só por desinformação, ingenuidade ou conveniência outro alguém acreditaria.

    Lula nada fez pra reverter essa decadência. Assim como FHC e, antes deste, Itamar, Collor, Sarney…

    Quanto à corrupção na Funasa, Mona, saiba que, em boa parte dela, as principais digitais são tucanas e pefelistas (ou demistas, se preferir).

    São dezenas de patranhas em governos estaduais, e milhares em governos municipais. Basta dar uma olhadinha no CAUC.

    O Reinaldo Azevedo? Ora, Mona: o Reinaldo Azevedo é só um táxi…

  42. Mona said

    Elias,
    o governo Lula-Dilma está no poder já vão pra lá de 8 anos. Você acha aceitável que se atribua aos demo-tucanos a responsabilidade pelos desvios que acontece na Funasa? Estamos falando de corrupção da grossa apurada pelo TCU de 2007 a 2010, meu caro, atualíssima portanto. Estamos falando de inépcia administrativa na gestão da entidade. Ah, tá sucateada? Os hospitais universitários também estão. O INSS está. A administração pública de uma maneira geral está. Mas, venha cá: não era o governo do “nunca-antes-neste-país”?
    Então vamos combinar: aquilo de positivo que o Governo Lula-Dilma teve foi fruto da sorte e da gestão inercial da economia – seguiu em movimento retilíneo uniforme, após a propulsão inicial feita em governos anteriores. Pois aquilo que precisou de competência administrativa, gestão de alto nível, adoção de medidas complexas e interrelacionadas, deu com os burros n’água.

  43. Chesterton said

    Pois é….

  44. Chesterton said

    UM ERNESTO GEISEL DE SAIA?
    Por Carlos Chagas

    A História é plena de surpresas e de ironias. Mais estas do que aquelas, até. Nenhum presidente da República será cópia do antecessor, muito menos a sua negação. Cada um terá características e concepções próprias, moldando com o tempo a sua imagem. Mas semelhanças entre um e outro costumam aflorar desde o começo.

    Qual o perfil de Dilma Rousseff capaz de ser desenhado nestes primeiros dias de seu governo, e com que outro matiz ele mais parece aproximar-se? Dirão os racionais ser muito cedo, prematuro ao extremo evoluir nesse terreno ainda desconhecido. Estão certos, mas, mesmo assim, vale arriscar algumas incursões no presente e no passado, ficando o futuro por conta da providência e do destino.

    Mesmo assim, a tentação é irresistível para as primeiras comparações. Apesar de haver dividido o ministério em quatro segmentos principais, mostrando saber delegar poderes aos super-ministros encarregados de cada um, Dilma é centralizadora. Quer conhecer todos os detalhes de cada questão colocada diante dela para decidir. De uma espécie de primeiro-ministro, participante de todos os momentos, que é o chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. Mas não deixa de ser, ao menos até agora, ministra de todas as pastas, diretora de todos os departamentos e chefe de todas as seções do serviço público. Sua presença no local das tragédias geradas pela natureza, na serra fluminense, demonstrou suas preocupações tanto com a preservação da vida dos atingidos, como prioridade maior, bem como a reconstrução de suas moradias, a recuperação de bairros, estradas e logradouros públicos, sem esquecer o abastecimento emergencial de gêneros e remédios, mais a mobilização e a ação imediata das estruturas federais, das forças armadas e dos ministérios mais de perto ligados ao enfrentamento da catástrofe. Mesmo assim, não deixou de cuidar das botas do Pezão, vice-governador do Rio que, pelo tamanho de seus pés, obrigava-se a andar descalço pela lama e os detritos. Impossibilitado de encontrar botas que lhe servissem, no comércio, a presidente prometeu e fez cumprir de imediato dois pares dos pisantes, tamanho cinqüenta, logo encaminhados pela Petrobrás, única empresa a produzir gigantescas botas para seus funcionários. Na primeira reunião do ministério, a presidente mostrou conhecer e estar acompanhando a realidade de cada setor mais até do que muitos dos recém-nomeados ministros.

    Quem, no passado recente, mais deu exemplos dessa atenção desmesurada e agigantada de tudo o que se passava à volta de seu governo? Aqui vem a ironia da História, obviamente sem a emissão de juízos de valor nem julgamentos precipitados: foi o general Ernesto Geisel, responsável pelo período em que a atual presidente da República encontrava-se na prisão, acusada de pegar em armas contra a ditadura militar… Meras coincidências de modelo, jamais de conteúdo político, doutrinário ou ideológico, mas muito parecidas, nestas semanas iniciais de governo.

    Até porque, mesmo em situações profundamente díspares, Geisel dispunha de um chefe da Casa Civil tão formulador de estratégias quanto combatido em seu próprio meio, cultor do trabalho em silêncio, o general Golbery do Couto e Silva. É a imagem que começa a ser formada em torno de Antônio Palocci, jamais um auxiliar capaz de atrair para si os holofotes do poder, assim como Golbery, mas peça fundamental à sombra do chefe.

    Será um exagero, ao menos por enquanto, rotular Dilma Rousseff de um Ernesto Geisel de saias, mas a possibilidade parece em aberto.

    OUTRAS COMPARAÇÕES

    Já que nos encontramos no escorregadio plano das comparações, vale ficar na análise dos personagens situados um degrau abaixo dos presidentes da República, muitas vezes na Casa Civil, outras em nichos variados.

    Luis Viana Filho foi o primeiro chefe da Casa Civil do regime militar. Não conhecia o marechal Castello Branco, quando convidado. O primeiro militar-presidente do ciclo buscava um intelectual, um civil em condições de orientar seus discursos e de demonstrar que o militarismo não dominava por completo o poder. Membro da Academia Brasileira de Letras, deputado politicamente ligado ao movimento que derrubou um presidente da República, biógrafo de Rui Barbosa, como depois seria do próprio Castello, o baiano jamais buscou conduzir politicamente o chefe. Contentou-se, quando podia, em evitar arroubos menos democráticos do grupo no comando da nação. Muitas vezes cedeu, mas manteve a lealdade plena.

    Costa e Silva, o segundo marechal-presidente, escolheu o deputado Rondon Pacheco para a Casa Civil, sabendo que não caberia a ele conduzir ou sequer exprimir as diretrizes de governo. Quem mandava, à sombra do velho marechal, era o chefe da Casa Militar, o general Jaime Portella, maliciosamente chamado de “subcomandante do país”. A ele deveu-se o endurecimento do regime, inclusive a decretação do mais abominável dos retrocessos da época, o AI-5.

    Com o general Garrastazu Médici alterou-se o pêndulo em favor da Casa Civil. Pouco dado ao trabalho diário, o presidente delegou a administração e a insipiente ação política o professor Leitão de Abreu, tanto quando a economia ao ministro da Fazenda, Delfim Netto. O dr. Leitão exerceu ponderável parcela de poder, até facilitando ao então presidente da República prenunciar o modelo que, décadas mais tarde, vestiu o Lula de popularidade ainda maior que a de Médici: um viajava e colhia os louros do crescimento econômico, outro trabalhava, mais ou menos como aconteceu com Dilma Rousseff na chefia da Casa Civil.

    Feito presidente, o general Ernesto Geisel adotou o perfil do Zeus tonitruante que nos referimos acima, nenhuma garantia para o sucesso de seu governo ou para a sua popularidade, mas teve à sua sombra o general Golbery do Couto e Silva, maestro dos instrumentos políticos e administrativos que levava ao presidente dando a impressão de ser a partitura criada e executada exclusivamente por Geisel.

    Golbery continuaria nas funções com o último general-presidente, João Figueiredo, até a explosão das bombas no Riocentro, quando sustentou que as investigações deveriam fluir até o fim, mesmo atropelando os mandantes, possivelmente ministros do governo. Contrariado em sua determinação, depois de ter sido responsável maior pela abertura política, com o fim da censura à imprensa, a anistia e a extinção do bipartidarismo, retirou-se, por ironia substituído pelo mesmo Leitão de Abreu de outros tempos.

    José Hugo Castello Branco, escolhido por Tancredo Neves para tornar-se “o chefe da casa do presidente”, quer dizer, alguém de sua inteira confiança e intimidade, não conseguiu equilibrar-se muito tempo no governo José Sarney. Veio Marco Maciel, na Casa Civil, buscando abraçar todas as atividades políticas e administrativas, a ponto de incomodar o presidente. Nova troca de funções e assumiu Ronaldo Costa Couto, talhado para exercer o poder sem dar a mínima impressão de estar exercendo. Todos os louros iam para Sarney, mas na realidade era Costa Couto que carregava o piano. Claro que Ulysses Guimarães mandava na política partidária.

    A centralização voltou com Fernando Collor, que em vez de chefe da Casa Civil, inovou com a Secretaria Geral da presidência, entregue a um cunhado, diplomata e sem traquejo administrativo nem político. A dissociação do palácio do Planalto com o Congresso gerou o impedimento do presidente, que nem a tardia convocação de Jorge Konder Bornhausen para o centro do poder deu resultado. Fica difícil, antes do líder catarinense, saber quem era a sombra ao lado do gabinete presidencial.

    Com Itamar Franco as coisas foram mais simples. O vice-presidente convocou Henrique Hargreaves, amigo de longa data, que na Casa Civil conseguia conter alguns arroubos do chefe mas, como regra, tocavam de ouvido. Mesmo uma falsa acusação contra Hargreaves recebeu a rígida decisão do presidente, que mandava qualquer auxiliar afastar-se para defender-se. Inocentado como foi o chefe da Casa Civil, voltou com tapete vermelho.

    Do governo Fernando Henrique importa deixar a poeira assentar, mas o papel de Clovis Carvalho na chefia da Casa Civil precisa ser mais explicitado, pela sua importância e, ao mesmo tempo, seu profundo desapego às exteriorizações do poder. O sociólogo fica devendo não um elogio, mas o reconhecimento do papel exercido pelo amigo.

    Chegando ao fim com o Lula, parece ter havido uma volta ao passado. Ele viajou pelo país, pelo exterior, ficou mais popular do que qualquer antecessor, mesmo tendo pedido duas copas do mundo de futebol e não ter acertado nenhum resultado, como Garrastazú Médici, mas quem efetivamente governou foram seus dois chefes da Casa Civil, primeiro José Dirceu, depois Dilma Rousseff. Claro que dava diretrizes, fazia opções que lhe eram levadas e, acima de tudo, alimentava com energia cinética a ação de seus auxiliares. Aos poucos as peças vão se enquadrando no tabuleiro, mas é muito cedo para a definição do perfil do Lula na História. Quanto mais então o de Dilma, que mal começou. Pode ser uma escorregada monumental compará-la a Ernesto Geisel, mas que a tentação, vale repetir, é grande, isso é. Claro que só na postura, talvez nos objetivos nacionais permanentes, mas jamais na ideologia e na doutrina.
    |

  45. Chesterton said

    eu disse algo párecido aqui 2 semanas atrás.

  46. Chesterton said

    quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
    HERÓIS DO BRASIL: PROTÓGENES QUEIROZ
    O Brasil da Era Petista-Socialista é um celeiro de heróis que lutam por justiça e inclusão social tendo como grande esperança a implantação do socialismo-arte, do socialismo-de-várzea, do socialismo-moleque, que é sempre contrário ao socialismo-força, socialismo-de-contenção que até hoje assolou o mundo. Brasileiro é tão otimista que conseguiu fundar até um partido que junta Socialismo e Liberdade no nome – sem ruborizar. É claro que socialismo é socialismo e o daqui daria errado como tantos outros deram porque só espalharia mais miséria, racionamento, mortes para todos. Quer dizer, para todos não. Como estamos cansados de saber (ou não estamos?) os socialistas e comunistas só querem socialismo e comunismo pros outros, como o ex-delegado Protógenes Queiroz que queria fazer operações da Polícia Federal com as próprias mãos.

    Angelo da CIA, em seu blog, mostra como é estóica a vida do ex-puliça e agora deputado eleito pelo PCdoB, partido que até hoje ignora os crimes de Stálin e que acredita que o Massacre da Praça da Paz Celestial foi apenas uma reação a contrarrevolucionários burgueses.

    Vendo as imagens do austero cafofo de Protó, acredito que ele sempre acorde às 5 da matina depois de se levantar de seu catre imundo, tome o seu café requentado, coma um pão ázimo e passe o dia esmolando na beira da piscina de seu condomínio luxuoso.

    Detonado por Felipe Flexa

  47. Elias said

    “o governo Lula-Dilma está no poder já vão pra lá de 8 anos. Você acha aceitável que se atribua aos demo-tucanos a responsabilidade pelos desvios que acontece na Funasa?”

    Acho, Mona!

    Não só acho aceitável, como correto e necessário, a depender das circunstâncias.

    A maior parte da irregularidades cometidas com recursos da Funasa, é praticada no âmbito dos Estados e dos Municípios. Até porque a Funasa praticamente não executa nada. Ela funciona mais como uma agência repassadora de recursos.

    Se a irregularidade é praticada por membros de equipes municipais ou estaduais do PSDB ou do DEM, não há porque culpar o governo federal, qualquer que seja o partido de filiação do(a) Presidente da República.

    Aliás, é bom lembrar que foi no governo Lula, e por decisão pessoal do Lula, que a auditoria interna da Funasa passou a ser feita por técnicos da CGU.

    É esse pessoal que manda ver nos processos e não dá refresco a ninguém. Foi esse pessoal quem, virtualmente, tirou o Lustosa da presidência da fundação.

    Essas coisas o RA não noticia, né?

    É que o RA é apenas um táxi, Mona. Um táxi…

  48. Olá!

    Essa é para o pessoal que gosta de dizer que o governo americano é tão intervencionista em termos econômicos quanto os governos de alguns países periférios ou semi-periféricos.

    Um excerto:

    “Um estudo recente, da Goldman Sachs, destaca uma diferença básica entre as economias dos Estados Unidos e as de demais países.

    Quando o governo se envolve no controle de empresas, como aconteceu na recente crise financeira desencadeada em 2008, tanto as empresas quanto o governo tentam se separar o mais rapidamente possível.

    A ideia de que as empresas pertencem aos acionistas privados é fundamental na economia americana, destaca o estudo.

    Eles exemplificam com a rapidez com que instituições financeiras devolveram o capital investido pelo Tesouro americano, a intensidade com que a seguradora AIG está procurando devolver o capital nela investido pelo governo para seu salvamento, e os esforços da montadora GM para se recuperar.”

    Outro excerto:

    “Com os ‘desinvestimentos’ já realizados, a Goldman Sachs estima que o governo americano atualmente tem apenas 2,2% de participação na economia americana, que no auge da crise chegou a 3,7%.

    Em comparação com os principais mercados emergentes, o estudo da Goldman Sachs estima que de várias formas (direta ou indiretamente) a participação dos governos nas empresas chega a 67% na China, a 35% na Rússia, a 29% na Índia e a 14% no Brasil.”

    Nos Estados Unidos, o governo intervém na economia, às vezes até mesmo investindo dinheiro do governo em empresas, mas tanto o governo quanto as empresas buscam se separar o mais rápido possível e os empresários procuram devolver logo todo o dinheiro público/estatal colocado nos seus empreendimentos.

    No Brasil, o governo, invariavelmente, sempre gostou de estatais e coisas do tipo, havendo até mesmo grupos políticos que buscavam manter ineficientes e corruptas empresas sob o jugo do Estado.

    Nos Estados Unidos, a cultura econômica americana quer que a empresa volte o mais rápido para a bolsa de valores. No Brasil, a cultura econômica brasileira quer tudo, menos que uma estatal vá para o pregão.

    Loas à cultura liberal que os americanos puderam experimentar.

    Até!

    Marcelo

  49. Mona said

    Elias,
    ainda com relação aos bônus e ônus de ser governo, deter a caneta com a qual se assina nomeações de administradores e firmações de convênios, pela sua lógica peculiar de atribuir responsabilidades, se a Funasa fosse apontada como um exemplo de retidão no trato do $ público ou como um modelo de gestão, os louros também iriam para o demo-tucanos ou os pt-pmdbistas os atrairiam para si? É, meu caro: pau que dá na cabeça de chico, dá na de Francisco…
    A propósito: você, em geral, tem um texto enxuto, fácil de ler, com começo-meio-fim. Na análise que você fez dos desmandos ocorridos na Funasa, ele se apresenta circular – indo e voltando… Não passaria no “detector de falácias”.
    Mas, ok. Você faz sua parte, como bom militante que é.
    Aproveito para encerrar minha participação neste post e seus comentários, recomendando o excelente artigo do Alon, de hoje, dia 19, intitulado “A herança”. Segue o link:

    http://www.blogdoalon.com.br/

  50. Elias said

    Mona,

    Acho que você não leu o que escrevi sobre a Funasa, aí acima.

    Bem lá no início, comentei com o Pax que aquela fundação tem porrilhões de irregularidades na carcaça.

    Mais à frente, disse que a Funasa vem sendo sucateada há décadas, e que o Lula nada fez pra reverter esse processo.

    Disse, ainda, que defendo a extinção da Funasa.

    A Funasa, Mona, é mais um cadáver insepulto, remanescente do regime militar.

    O que é uma “fundação pública”? No que uma “fundação pública” difere de uma autarquia?

    Duvido que você responda tecnicamente a essas perguntas. Mais: duvido que você encontre quem as reponda tecnicamente.

    Os grandes mestres do Direito Administrativo Brasileiro — inclusive o maior de todos, Hely Lopes Meirelles — são unânimes em dizer que “fundação pública” é uma contradição em seus próprios termos: se é fundação, não pode ser pública; se é pública, não pode ser fundação.

    Fundação é uma personalidade jurídica típica e específica da iniciativa privada, direcionada a atividades filantrópicas. É um mecanismo para que a iniciativa privada execute esse tipo de atividade — manutenção de orquestras filarmônicas e ações de bem-estar em geral orientadas a segmentos de baixa renda — sem as penalizações tributárias incidentes sobre a atividade econômica (ou seja, com fins lucrativos).

    O surgimento da “fundação pública” no Brasil, se deu durante o regime militar. Foi uma queda de asa pra gerir recursos públicos sem as limitações a que estão sujeitas as Administrações Direta e Indireta. Daí surgiu o hábito de se subdividir a Administração Pública Brasileira em “Direta”, “Indireta” e “Fundacional”.

    Vale dizer: o próprio surgimento da “fundação pública” já se deu no âmbito de um propósito de burla; de fuga às cautelas e procedimentos capazes de garantir a observância de princípios como a impessoalidade, a economicidade, a probidade, etc., que devem pautar a gestão da coisa pública.

    A “fundação pública” já surgiu em oposição a isso. Nela você podia empregar livremente, sem concurso público e sem submetê-la aos limites de remuneração vigentes para a Administração Direta. Um cabide de luxo!

    E por aí afora.

    Só que era a época da ditadura. Ninguém chiava.

    Ninguém chiou quando o Newton Cruz mandou fazer, na sede do SNI, em Brasília, uma quadra pro joguinho dele de peteca, climatizada e com teto escamoteável. Nem quando o Nestor Jost, presidente do Banco do Brasil, mandou fazer, na casa funcional da presidência do banco, uma piscina cujo formato era a junção das iniciais do nome dele: NJ. E assim por diante.

    Como você deve saber, a dita era dura com quem chiava.

    Logo, ninguém chiou com relação às “fundações públicas”. E elas ficaram, cabidaram e malversaram a dar com os pés.

    A Funasa tem essa marca no seu código genético. A história dessa fundação é, em grande medida, a demonntração prática e continuada de um saber encinclopédico, a respeito dos infinitos meios e modos de se malversar dinheiro público.

    Daí porque discordo do RA, quando ele afirma que tal coisa assim e assim, começou, na Funasa durante o governo Lula.

    Ou o RA é um ignorante — no sentido de ser alguém que ignora alguma coisa — daquilo sobre o qual escreve, ou labora na má fé. Como não acredito em tão grande ingenuidade, fico com a segunda hipótese.

    A bem da verdade, diria que, durante o governo Lula, a Funasa não ficou mais honesta, mas passou a ser mais investigada.

    Não considero a Funasa bom exemplo pra nada. Aliás, repito: sou pela extinção da Funasa (e pela reestruturação do Ministério da Saúde).

    Quanto ao RA, também repito: ele é só um táxi.

  51. Chesterton said

    Não só acho aceitável, como correto e necessário, a depender das circunstâncias.

    chest- hein?

  52. Chesterton said

    Mas, ok. Você faz sua parte, como bom militante que é.

    chest- Ahhhh….

    (Alon é oc ara descomprometido)

  53. Chesterton said

    http://www.alertatotal.net/2011/01/conspiracao-de-pobre.html

  54. iconoclastas said

    “O antecessor tinha um estilo bastante peculiar. Eventuais problemas recebiam, na preliminar, tratamento destinado a preservar a figura do chefe e desqualificar a crítica e os críticos.

    Ou eram produto da torcida contra, de quem não se conformava com o sucesso de sua excelência”

    blogdoalon

    pois é, mas deixou de ser peculiar qd seus suditos absorveram a prática…

    ;^))

  55. Chesterton said

    O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta quarta-feira (19) que o governo vai tentar modificar a legislação para dificultar as ocupações em área de risco. Temer se reuniu com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e discutiu as medidas relativas à ocupação e uso do solo no país. De acordo com o vice-presidente, as alterações na lei poderão ser feitas por meio de medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição.

    Uma das propostas seria o que Temer chamou de “sanção premial”, ou seja, o município que cumprir as exigências receberá um repasse maior de recursos do governo federal. “Vamos apresentar na abertura do ano legislativo uma proposta de alteração da lei. Vamos encontrar meios de evitar radicalmente ocupações irregulares”, disse Temer.

    chest- tem que morrer muita gente para esse governo tomar atitude. Que vergonha….

  56. Patriarca da Paciência said

    “Saiu no Valor, pág. A9:

    “Funasa recebe consultoria de grupo ligado a Gerdau.”

    “Ministério da Saúde vai definir normas de gestão”

    “Representantes do empresário Jorge Gerdau Johannpeter e o Ministro da Saúde Alexandre Padilha fazem hoje a primeira reunião com a diretoria da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) para definir novas normas de gestão do órgão.”

    A FUNASA será o primeiro órgão do Governo a receber oficialmente a consultoria do grupo Gerdau.

    Gerdau fará parte de um Fórum de Gestão Competitiva que vai ser criado pelo Governo Federal.

    Um levantamento feito pela Controladoria Geral da União mostrou que, entre 2007 e 2010, foram desviados quase R$ 500 milhões da Fundação por meio de convênios irregulares, contratações viciadas e repasses para Estados e prefeituras sem a prestação de contas.”
    (PHA)

    Acho que uma boa solução já está sento tomada sobre o assunto.

  57. Elias said

    Patriarca,

    Estou curioso pra ver no que vai dar.

    A Funasa é uma instituição semi-destruída. É aquele típico caso de lugar onde a mão esquerda não sabe o que a direita faz. E vice-versa.

    Lidar com a Funasa é uma experiência por vezes frustrante.

    Exemplo: você passa uns 5 dias negociando um determinado encaminhamento com uma Coordenadoria Regional que, em tese, responde pela instituição.

    Na negociação, você toma conhecimento de algumas decisões da presidência da instituição. Essas decisões acabam determinando o rumo das negociações.

    Chega-se a um acordo.

    Em seguida, vai-se pra Brasília, reunir com o Presidente da Funasa. Leva-se, por escrito, tudo o que foi negociado e acordado, com base no que ele anteriormente decidiu.

    Aí o Presidente da Funasa sapeca: “Mas eu nunca decidi assim!”. E o Coordenador Regional: “Decidiu, sim!”. E fica o ping pong: “Não!”; “Sim!”; “Não!”…

    A quem estava negociando com a instituição, só restou levantar da mesa e sair da sala, sem dizer uma palavra. Estarrecido e puto da vida!

    No caso, estava-se discutindo a retomada da execução de 126 projetos de abastecimento de água, 122 projetos de MSDs (melhorias sanitárias domiciliares) e 4 sistemas de esgotamento sanitário, que beneficiariam 54 municípios e 46 distritos, os quais, em 2000, haviam apresentado IDH abaixo de 0,5.

    Por conta de 27 improriedades técnicas e irregularidades cometidas por uma administração estadual tucana e pela Funasa, isoladamente ou em conjunto, essas obras se encontravam paralisadas há mais de 2 anos e meio. Um ex-Secretário de Estado tucano e um ex-Presidente da Funasa (peemedebista) foram punidos pelo TCU por causa das traquinagens.

    No momento em que se realizava a tal reunião, as partes já executadas dessas obras estavam em vias de ser totalmente perdidas, pela ação de vândalos e de saqueadores e por estarem aao sol e à chuvaa, sem manutenção.

    Com tanto em jogo, a coisa quase pára porque o dirigente máximo da entidade disse que não disse o que havia dito, segundo disse o Coordenador Regional.

    Nenhum deles parecia seguir um sistema decisório fundado em critérios objetivos e impessoais. A coisa parecia depender, sempre, das convicções e sentimentos particularíssimos de tal ou qual interlocutor. O Coordenador Regional bem que se esforçava, mas era uma voz clamando no deserto…

    Haja saco!

    E isso é só um pequeno exemplo. Poderia escrever pelo resto do dia citando outros…

    A meu ver, a Funasa é totalmente desnecessária. Deveria ser extinta, e seus programas de trabalho deveriam ser absorvidos pelo Ministério da Saúde, que, por seu turno, deveria ser totalmente reestruturado.

  58. Chesterton said

    Grande Elias, extinguir a FUNASA. Tô nessa.

  59. Patriarca da Paciência said

    Bom, Elias.

    A coisa é realmente muito complicada.

    Simplesmente extinguir, é quase impossível… mas pelo menos já estão tentando uma solução aceitável.

  60. Elias said

    Patriarca,

    Sei o quanto é difícil extinguir uma instituição pública.

    Quando se parte pros finalmente, aparece gente de tudo o que é lado, apresentando mil e uma razões pra se manter a tal instituição.

    Mesmo aqueles carinhas que ganham a vida falando contra o Estado, pregando a redução do Estado, na hora do vamos ver, fazem xixi pra trás. Nada mais ridículo e frustrante do que lidar com um neo-liberal, na hora de botar em prática certas ações que respingam no bolso dele, agora ou no futuro.

    É que, quase sempre, essa gang não é pela redução da máquina estatal, coisa nenhuma. Quer, apenas, tirar a própria lasquinha… Fica contrariada quando está fora do jogo (como disse o Millor: “Negociata é um negócio do qual não estamos participando…”).

    Mas, veja bem: no que de fato importa, a Funasa é, apenas, uma repassadora de recursos a Estados e Municípios. Aí, o dinheiro sai do Tesouro Nacional, faz uma escala técnica na Funasa e, daí, segue pro destino final.

    Só que essa escala técnica tem um custo. E esse custo é quase igual ao custo de manutenção de um ministério. É a presidência, a vice-presidência, todo o conjunto de atividades-MEIO da instituição…

    Se a Funasa fosse extinta, esse custo não existiria. E se disporia de mais recursos para aplicação nas atividades-FIM, que é o que realmente interessa.

    A estrutura estatal na área federal — em todos os Poderes — está hipertrofiada. Especialmente nas atividades-MEIO. É necessário um enxugamento radical.

    No caso específico da Funasa, ainda há um problema de sombreamento. Ela replica ações que já estão sendo desenvolvidas pelo próprio Ministério da Saúde.

    Aliás, o sombreamento existe em outras esferas. O Programa Calha Norte, p.ex., do Ministério da Defesa, replica ações que são desenvolvidas pelo Ministério das Cidades, da Saúde, etc.

    É um problema de gestão? Sim. Mas não é específico de um órgão ou ente da União. A coisa começa pelo próprio desenho global da Administração Pública Federal.

    Não creio que se vá muito longe com ações pontuais.

  61. Olá!

    O Elias escreveu:

    “Mesmo aqueles carinhas que ganham a vida falando contra o Estado, pregando a redução do Estado, na hora do vamos ver, fazem xixi pra trás. [. . .].”

    Por essas palavras, até parece que os liberais governaram o Brasil desde sempre. O que é uma piada.

    Eu concordo que em alguns casos os liberais, uma vez no poder, não puderam implementar medidas calcadas nos valores do liberalismo. Talvez por falta de coragem política, pela falta de um ambiente propício ou pelo simples e puro fato de que era inviável tomar medidas assim em um dado momento.

    Peguemos o caso brasileiro do governo Geisel. Vocês acham que, por mais que o Roberto Campos (Bob Fields) e o Simonsen se esgoelassem, o Geisel iria adotar medidas economicamente liberalizantes e evitar a criação de numerosas estatais? Eu acho que não, pois o grupo que apoiava o Geisel tinha essa mentalidade estatizante e desenvolvimentista, daí que qualquer liberal que fizesse parte do goveno teria apenas uma importância residual.

    “[. . .] Nada mais ridículo e frustrante do que lidar com um neo-liberal, na hora de botar em prática certas ações que respingam no bolso dele, agora ou no futuro. “

    Ué. . . mas, até onde eu sei, os liberais apostam em medidas que tendem a aliviar um pouco a pesada mão estatal posta no bolso do cidadão.

    “É que, quase sempre, essa gang não é pela redução da máquina estatal, coisa nenhuma. Quer, apenas, tirar a própria lasquinha… Fica contrariada quando está fora do jogo [. . .].”

    Hehehehe. . . Gang de liberais? No Brasil? Onde?

    Elias, essa sua definição se encaixaria melhor no partido em que você é filiado do que para rotular os liberais. É só modificar um pouco:

    “É que, quase sempre, essa gang não é pela redução do neoliberalismo, coisa nenhuma. Quer, apenas, tirar a própria lasquinha. . . Fica contrariada quando está fora do jogo [. . .].”

    Elias, até onde se sabe, o Mensalão não foi obra de nenhum liberal e todos os últimos grandes casos de corrupção envolveram, direta ou indiretamente e em menor ou maior escala, algum membro do seu partido. Portanto, se houve alguém que faturou uma “lasquinha”, ilícitas ou não, nos últimos oito anos, foi o seu partido e os seus colegas de agremiação partidária.

    Elias, dos grandes liberais brasileiros que, na sua concepção, passaram pelo poder, quantos deles estão, hoje, tão bem de vida quanto os filhos do Lula?

    Até!

    Marcelo

  62. Chesterton said

    DEMÉTRIO MAGNOLI: 700 MORTES E 8 PASSAPORTES (O Globo, 20 de janeiro de 2011)
    Marco Aurélio Garcia qualificou como assunto “de uma irrelevância absoluta” a concessão de passaportes diplomáticos aos filhos e netos de Lula. Ele, certamente, considera relevante a tragédia que ceifou mais de 700 vidas e destruiu cidades inteiras na Região Serrana do Rio de Janeiro. Os dois eventos, cujos impactos sobre a vida nacional são incomparáveis, estão relacionados, ainda que indiretamente. Eles, além disso, têm igual relevância, pois procedem da mesma fonte: a delinquência atávica de uma elite política hostil ao interesse público.

    A lei é cristalina ao listar os critérios que regulam a concessão de passaportes diplomáticos. O ex-ministro Celso Amorim violou a lei, a pedido de Lula, quando presenteou a prole estendida do ex-presidente com o privilégio reservado aos representantes do Estado. O gesto ilegal não é amenizado, mas agravado pelo recurso cínico à invocação do “interesse nacional”. O que o Ministério Público precisa para acusar o ex-ministro e o ex-presidente de abuso de autoridade?

    Certos grupos ambientalistas propensos à mistificação culpam as mudanças climáticas globais pela catástrofe no Rio de Janeiro. Mas as precipitações torrenciais e os deslizamentos em encostas de morros fazem parte da dinâmica climática e geomorfológica normal das serras do Sudeste brasileiro. A intensidade das chuvas não é explicação suficiente das causas de uma das maiores tragédias humanas da história do País. Uma urbanização descontrolada, com ocupação extensiva de encostas de morros e várzeas inundáveis, moldou o cenário do desastre. Os mortos, as famílias devastadas, os desabrigados são o produto de décadas de escolhas políticas baseadas numa racionalidade avessa ao interesse público e, muitas vezes, às próprias leis. O que o Congresso Nacional precisa para instalar uma CPI dedicada à investigação do enredo completo da tragédia anunciada?

    O patrimonialismo “é a vida privada incrustada na vida pública”, segundo a definição de Octavio Paz. Na sua trajetória rumo ao poder, o lulismo conectou-se com um anseio profundo da sociedade brasileira ao fazer a denúncia sistemática de uma elite política consagrada ao intercâmbio de privilégios oriundos do controle do aparelho de Estado. Lula tocou um nervo exposto com seus “300 picaretas do Congresso”, tirada irresponsável que se converteu em canção popular e sintetizou a bandeira de mudança com a qual alcançaria o Planalto. De lá para cá, ele e seu partido traíram noite e dia o compromisso original. A emissão dos passaportes diplomáticos equivale a uma abjuração escrita: o presidente que sai transforma a corrupção em virtude, zombando da “lei das gentes”.

    Não há mais de 700 mortos no Rio de Janeiro porque Lula concedeu à sua descendência o privilégio ilegal, mas porque a elite política que hoje Lula personifica zomba da “lei das gentes”. Cada uma das áreas de risco ocupadas na Região Serrana fluminense tem a sua história singular. Alguns bairros surgiram por incúria das autoridades públicas. Outros se estabeleceram sob o amparo de acordos espúrios entre loteadores e políticos em cargos de mando. Prefeitos e vereadores formaram clientelas eleitorais estimulando a ocupação de vertentes e várzeas, ou apenas condescendendo com a violação das normas. A catástrofe foi tecida com os fios de uma política que combina populismo, patrimonialismo e clientelismo. Na Austrália, inundações muito mais amplas deixaram um saldo de mortes que se conta na casa de poucas dezenas, não de várias centenas.

    Lula e os seus não se limitaram a absorver os usos e costumes da elite política estabelecida, mas foram bem mais longe, produzindo uma espécie de elogio público do patrimonialismo. O ex-presidente proclamou a inimputabilidade de José Sarney (o “homem incomum”), mudou a lei para beneficiar a empresa financiadora do negócio de seu filho e, na hora da despedida, comportou-se como um potentado, oferecendo passaportes diplomáticos aos familiares com a desenvoltura de um pai que distribui ovos de Páscoa. Como exigir de autoridades estaduais e municipais o respeito à lei, a adesão à norma, quando a República se transfigura na fazenda dos Lula da Silva?

    “Sempre tem a hora de fazer avaliação. Tem que se fazer uma autocrítica, por que se permitiu fazer tudo isso. Mas agora é resgatar corpos e ajudar famílias desabrigadas. Não vamos perder tempo nesse momento.” O governador Sérgio Cabral não é mais responsável pela tragédia que seus predecessores ou que os prefeitos, vereadores e lideranças locais da Região Serrana do Rio de Janeiro. Contudo, ao fabricar uma acusação preventiva contra os críticos, ameaçando crismá-los como inimigos da ajuda às vítimas, revela-se mais inteligente – e muito mais nocivo ao interesse público. A sua operação de linguagem tem o objetivo de suspender o debate político enquanto perdurar a emergência humanitária. É a receita certa para proteger a elite política que parasita a sociedade.

    Uma tristeza avassaladora começou a se espalhar pelo Brasil inteiro com as primeiras imagens da tragédia. A memória dos mais de 700 mortos merece um monumento que não seja feito de pedra nem se preste à demagogia das inaugurações políticas. O monumento só pode ser um programa plurianual ambicioso de reconstrução das cidades devastadas e remodelação estrutural dos padrões de ocupação do solo na Região Serrana fluminense e em inúmeras outras cidades e corredores urbanos do País. Os recursos para tanto existem, mas serão queimados na pira ardente das obras colossais da Copa do Mundo e da Olimpíada.

    As chuvas de janeiro provocaram um trauma nacional duradouro. O verão não terminou. As águas da destruição ainda podem apagar o fogo do desperdício sem freios e das negociatas fabulosas promovidas em nome do orgulho nacional. É a única homenagem verdadeira que os vivos podem prestar aos mortos.

  63. Chesterton said

    Sem condições de arcar com as prestações, beneficiários do Minha Casa, Minha Vida vendem seus apartamentos

    Primeiro empreendimento do programa destinado a famílias pobres põe em xeque a eficácia do projeto que é prioridade da presidente Dilma Rousseff

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/sem-condicoes-de-arcar-com-as-prestacoes-beneficiarios-do-minha-casa-minha-vida-vendem-seus-apartamentos

  64. Elias said

    Marcelo,

    Leia com atenção o que você mesmo escreveu. Você mais fornece que nega exemplificações contrárias ao raciocínio que você está defendendo.

    Simonsen passou a maior parte da vida pregando a redução do Estado.

    Ao mesmo tempo, Simonsen foi um dos principais de Geisel, em cujo governo houve, talvez, a maior febre estatizante deste país.

    Não é o caso de se esgoelar ou não. Simonsen poderia não ter feito parte do governo, e continuar a pregação anti-estatizante que sempre lhe foi característica.

    Em vez disso, ele preferiu fazer parte do governo e conduzir pessoalmente a política estatizante. Ele, pessoalmente, conduziu a estatização até de bancos. E de banco falido!

    Estatizar banco é o mesmo que estatizar dívida; estatizar banco falido é o mesmo que estatizar dívida a descoberto (estou me referindo ao Banco Sul Brasileiro, mas não foi só (só???) isso, né?).

    Simonsen era banqueiro (Bozzano-Simonsen). Era um intelectual respeitado, mesmo por seus opositores. Fora do governo, não morreria de fome nem perderia um milímetro do prestígio intelectual de que desfrutava. Estava no governo, em parte, talvez, pra satisfazer suas aspirações políticas pessoais e, obviamente, pra contribuir para a consolidação de um projeto de país. Em resumo: por motivações pessoais e político-ideológicas. Nada mais comum em pessoas dessa estatura.

    Por que, então, Simonsen fez o que fez?

    Não sei. Ele próprio fez questão de perder todas as oportunidades que teve, pra explicar isso.

    Ignoro o que vai pela cabeça das pessoas, quando enfiadas no olho do furacão de contradições desse porte. Elas que se expliquem, se puderem.

    Como não posso abordar o assunto pela ótica subjetiva, fico com a objetividade. Com os fatos. E fato é fato: o discurso dos liberais brasileiros é uma coisa; a prática, outra.

    No Brasil, essa tem sido a característica dos pretensos liberais. Uma vez no governo, tributam e estatizam a mais da conta.

    Que eu lembre, o único liberal realmente consequente com as idéias que pregava foi o Ruy Barbosa. Tão logo assumiu o cargo de ministro, colocou em prática o catecismo liberal do exato modo como ele o via, quando fora do governo.

    Como se sabe, Ruy Barbosa foi um desastre. Causou um mal imenso ao país. Décadas após a morte de Ruy Barbosa, o Brasil ainda pagava — e caro! — pela malfadadas elocubrações do dito cujo.

    Certo, Ruy foi um desastre. Mas ninguém pode acusar Ruy Barbosa de dizer uma coisa e fazer outra. Ele disse o que faria e fez o que disse. Foi coerente. Desastrosamente coerente.

    Do todo modo, Ruy é a exceção. Via de regra, os liberais brasileiros têm sido característicamente discursivos. Qualquer mexidinha que se tente fazer em balcões como o BNDES leva os “liberais” brasileiros ao desespero.

    Os liberais brasileiros querem menos Estado, sim. Desde que não se mexa nas torneirinhas — e, principalmente, nas torneironas — que jorram generosamente recursos públicos pras suas idolatradas caixas registradoras e contas bancárias…

  65. Chesterton said

    21/01/2011 | 00:00
    Pressão francesa
    A reunião da presidenta Dilma com Lula, a pedido dele, teve um único tema: a compra dos caças (jatos de combate) da FAB. O criador tentou demover a resoluta criatura da decisão de reavaliar as propostas. Lula se comprometeu demais com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

    21/01/2011 | 00:00
    Alalaô
    Com o adiamento da decisão sobre os caças Rafale, os franceses largaram o pé do Brasil e grudaram nos Emirados Árabes, para tentar vender cerca de 60 aeronaves – os caças viraram “caveira de burro”.

    CH

  66. Chesterton said

    Elias, há um problema de tradução na sua crítica a Rui Barbosa. A politica economica do encilhamento por ele executada dita “liberais” , não significava que eram liberais nos termos usados pelo PT hoje em dia. Significava ESQUERDA. “Liberal” nos EUA quer dizer esquerdista. Rui Barbosa era do partido liberal em oposição ao partido conservador, ele mais a esquerda e os conservadores mais a direita. Ele contra a escravidão, logo em oposição aos conservadores brasileiros de então.
    O que que Rui Barbosa fez? Imprimiu dinheiro sem lastro!!!!!
    Ora, isso sempre foi coisa de esquerdista.

  67. Olá!

    Elias:

    “Leia com atenção o que você mesmo escreveu. Você mais fornece que nega exemplificações contrárias ao raciocínio que você está defendendo.”

    As colocações do meu comentário anterior estão bem postas e não as vejo como contradições ao meu principal ponto de argumentação: No Brasil, os liberais estiveram esporadicamente no poder e mesmo quando estiveram lá a conjuntura na qual se encontravam não era das mais favoráveis para movimentações liberalizantes. É um fato.

    Não descarto sob hipótese alguma a possibilidade de que mesmo os liberais que passaram pelo poder no Brasil tenham utilizado a estrutura estatal para ganhos pessoais e/ou ilícitos. Isso é errado e não é liberalismo, mas patrimonialismo.

    “Simonsen passou a maior parte da vida pregando a redução do Estado.

    Ao mesmo tempo, Simonsen foi um dos principais de Geisel, em cujo governo houve, talvez, a maior febre estatizante deste país.

    Não é o caso de se esgoelar ou não. Simonsen poderia não ter feito parte do governo, e continuar a pregação anti-estatizante que sempre lhe foi característica.

    Em vez disso, ele preferiu fazer parte do governo e conduzir pessoalmente a política estatizante. Ele, pessoalmente, conduziu a estatização até de bancos. E de banco falido!”

    O Simonsen já se foi e é uma pena que ele nunca tenha explicado os motivos que, segundo o Elias, levaram-no a conduzir uma das políticas mais estatizantes que o Brasil já conheceu.

    Tenho poucas informações sobre a passagem do Simonsen pelo governo militar e das relações dele com o Delfim Neto e demais personagens daquele tempo.

    Fato é que o governo Geisel poderia ser considerado tudo, mas tudo mesmo, menos um governo liberal. Difícil de conceber uma ditadura liberal.

    “Simonsen era banqueiro (Bozzano-Simonsen). [. . .]”

    Se o Simonsen se utilizou da estrutura estatal para ganhos particulares, ele deveria ter sido encarcerado.

    “Como não posso abordar o assunto pela ótica subjetiva, fico com a objetividade. Com os fatos. E fato é fato: o discurso dos liberais brasileiros é uma coisa; a prática, outra.

    No Brasil, essa tem sido a característica dos pretensos liberais. Uma vez no governo, tributam e estatizam a mais da conta.”

    Elias, vamos deixar uma coisa bem clara: Nunca houve um governo liberal no Brasil. Ponto.

    Dizer que os liberais, uma vez no poder, apenas tributaram e estatizaram é simplificar demais toda a estrutura que representa um governo e seus interesses, políticos, ministros, conjuntura internacional e nacional, e demais variáveis que, frequentemente, possuem interesses e objetivos conflitantes.

    Desse jeito que você coloca o problema, até parece que bastava uma palavra do Simonsen, do Bulhões ou do Roberto Campos para que as coisas se materializassem e acontecessem. Um governo é muito, mas muito mais complexo do que isso — vide o governo Dilma.

    Nunca houve, no Brasil, um governo cujo principal tomador de decisões fosse o Roberto Campos (Bob Fields), o Octávio Bulhões ou o Mário Simonsen — apesar deste último ter um tipo bem particular de liberalismo. Em todas as ocasiões que essas pessoas passaram pelo governo, invariavelmente, era um regime de exceção que havia tomado conta do poder e o alto escalão militar que tomava as decisões tinha simpatia por tudo, menos pelo liberalismo.

    “Do todo modo, Ruy é a exceção. Via de regra, os liberais brasileiros têm sido característicamente discursivos. Qualquer mexidinha que se tente fazer em balcões como o BNDES leva os ‘liberais’ brasileiros ao desespero.

    Os liberais brasileiros querem menos Estado, sim. Desde que não se mexa nas torneirinhas — e, principalmente, nas torneironas — que jorram generosamente recursos públicos pras suas idolatradas caixas registradoras e contas bancárias…”

    Elias, você poderia dar um exemplo desse tipo de liberal?

    Até onde eu sei, isso que você descreve não é liberalismo, mas, sim, patrimonialismo e é o empresariado brasileiro que choraminga em qualquer mexidinha no BNDES e demais instrumentos de financiamento com dinheiro público. E esse empresariado não é nenhum pouco liberal.

    Até!

    Marcelo

  68. Olá!

    Correção gramatical do meu último parágrafo.

    Onde está:

    Até onde eu sei, isso que você descreve não é liberalismo, mas, sim, patrimonialismo e é o empresariado brasileiro que choraminga em qualquer mexidinha no BNDES e demais instrumentos de financiamento com dinheiro público. E esse empresariado não é nenhum pouco liberal.

    Leia-se:

    Até onde eu sei, isso que você descreve não é liberalismo, mas, sim, patrimonialismo e é o empresariado brasileiro que choraminga em qualquer mexidinha no BNDES e demais instrumentos de financiamento com dinheiro público. E esse empresariado não é nem um pouco liberal.

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  69. iconoclastas said

    “Ao mesmo tempo, Simonsen foi um dos principais de Geisel, em cujo governo houve, talvez, a maior febre estatizante deste país.

    … Simonsen poderia não ter feito parte do governo…

    Em vez disso… e conduzir pessoalmente a política estatizante… pessoalmente, conduziu a estatização até de bancos. E de banco falido!

    Estatizar banco é o mesmo que estatizar dívida; estatizar banco falido é o mesmo que estatizar dívida a descoberto (estou me referindo ao Banco Sul Brasileiro, mas não foi só (só???) isso, né?).”

    a questão ai não é o “só” mas o “isso”.

    o SUl Brasileiro foi tomado pelo governo do RS em meados da década de 80 – não lembro o ano exato, sem dúvida foi pós-Geisel. o Chesterton que, se não me engano, é do sul, e um pouquinho mais antigo do que eu, deve lembrar melhor.

    outra coisa: associam muito o Simonsen ao liberalismo pq ele era um sujeito brilhante, mas a definição da posição ideológica dele é bem controversa. não por coincidência, ele defendia a tese do “déspota esclarecido” e muitas vezes agia no mesmo sentido. escrevia de forma meio “debochada” de gente como Friedman e Hayek, a chegou a acreditar que o controle de preços era útil no combate a inflação.

    falou outras bobagenzinhas tb, porém, de fato era, intelectualmente, muito acima da média, mas “liberal”?! ai tem que se fazer uma concessão bem elástica…

    ;^))

  70. Mona said

    Vou dar uma de “Dr.” Mercadante e revogar a minha decisão de parar de postar neste tema. Mas é que a notícia é tão interessante – apesar de não-inédita (uma vez que eu mesma já havia falado da incúria do Estado na questão da prevenção de desastres – o plano que nunca saiu do papel) – que vale a pena refletir sobre ela, as prioridades governamentais, a construção de mitos e como a verdade se impões, mais cedo ou mais tarde. O mito do estadista. O mito da gerentona. A verdade da incúria, da inépcia, dos desvios, das mortes, de como custa mais remediar que prevenir…
    Outra coisa interessante é como certas situações têm o condão de destravar a língua de quem não tem lá muita coisa a perder: a perda de um cargo vis-a-vis mortes que poderiam ser evitadas. Sinal de honra? Ou apenas raiva por estar na iminência de perder uma boquinha? Mistério…
    Bem, a tal notícia está em um artigo postado no blog do Josias de Sousa. Segue o dito cujo:

    “Ainda sob a presidência de Lula, o governo elaborou um plano de prevenção contra desastres naturais. Pronto há dois anos, ficou no papel.

    Previa a instalação de radares capazes de antever fenômenos climáticos como o excesso de chuvas que produziu mais de 760 mortos na região serrana do Rio.

    Orçado em R$ 115 milhões o projeto seria incluído no PAC. Não foi. Tentou-se injetá-lo no PAC2. Mas o ministro Paulo Bernardo, então no Planejamento, vetou.

    As informações foram repassadas, nesta quinta (20), a uma comissão do Congresso. Revelou-as Luiz Antonio Barreto (na foto lá do alto).

    Ele comanda a Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência e Tecnologia.

    Demissionário, Luiz Barreto será substituído por Carlos Nobre, pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

    A saída iminente como que destravou a língua do expositor. Ele contou que, depois de refugado pelos gestores do PAC, o plano anti-desastres foi lipoaspirado.

    Sérgio Rezende, então ministro da Ciência e Tecnologia, pediu que Luiz Barreto incluísse o novo sistema num programa do próprio ministério.

    Chama-se PCTI (Plano de Ação da Ciência, Tecnologia e Inovação). Em agosto do ano passado, criou-se um grupo de trabalho.

    Mexe daqui, revisa dali os técnicos reduziram o investimento de R$ 115 milhões para R$ 36 milhões. Ainda assim, o governo não liberou a verba.

    Falando a congressistas que interromperam o recesso para tratar das cheias do Rio, Luiz Barreto declarou-se “indignado” com o ocorrido.

    Em tom assertivo, disse que, mesmo com o gasto mais modesto, o sistema de radares terá potencial para evitar a repetição da usina de cadáveres do Rio.

    “Se nós gastarmos adequadamente R$ 36 milhões ao longo deste ano, não morre ninguém no ano que vem”, disse.

    Luiz Barreto elogiou o substituto Carlos Nobre, escolhido por Aloizio Mercadante, novo ministro da Ciência e Tecnologia.

    De resto, disse acreditar que o plano será desengavetado: “A solução existe, não custa um rio de dinheiro e está em boas mãos”.

    O mais curioso é que, acossado pelos desastres que pipocaram em vários Estados, o governo viu-se compelido a liberar R$ 780 milhões para socorrer as vítimas.

    Mais do que os R$ 115 milhões que seriam sorvidos pelo plano de prevenção de desastres. Muito mais do que os R$ 36 milhões da versão lipoaspirada.”

  71. Olá!

    Interessante o comentário do Iconoclastas.

    Na época em que o Simonsen fez parte do governo Geisel, eu sequer havia nascido.

    “[O]utra coisa: associam muito o Simonsen ao liberalismo pq ele era um sujeito brilhante, mas a definição da posição ideológica dele é bem controversa. não por coincidência, ele defendia a tese do ‘déspota esclarecido’ e muitas vezes agia no mesmo sentido. escrevia de forma meio ‘debochada’ de gente como Friedman e Hayek, a chegou a acreditar que o controle de preços era útil no combate a inflação.

    Hum. . . se isso for, da fato, verdade, então há três pontos:

    01. Adesão à tese do “Déspota Esclarecido”.
    02. Atitude debochada em relação a dois dos maiores expoentes do liberalismo moderno.
    03. Controle de preços.

    Isso é algo bem distante do liberalismo.

    Omitindo tais informações, fica fácil de acusar de liberais pessoas que tomaram decisões economicamente ruins.

    Até!

    Marcelo

  72. Chesterton said

    O termo liberais foi aviltado pelos políticos de todas matizes. Até as mulas petistas resolveram dar sua contribuição.
    Dilma parece que vai meter um pé na bunda do PT assim que possível.
    Acidentes como os acontecidos na serra fluminense acontecerão sempre que favelados resolverem edificar.

  73. iconoclastas said

    “Hum. . . se isso for, da fato, verdade, então há três pontos:”

    o moleque, vc ta me chamando de mentiroso?

    jajá o tio posta outras pérolas do MHS (com todo o respeito, sério!)…

    ;^))

  74. Patriarca da Paciência said

    Sobre o comentário 70,

    cara Mona,

    você me fez lembrar de um certo colega de trabalho que tive muito tempo atrás, ainda na juventude. O cara vivia dando sugestões sobre tudo, centenas, diariamente. Quando algum dos seus palpites se realizava, ele dizia triunfante:

    – Não falei que isso ia acontecer!

    Deve haver várias centenas de projetos para conter as enchentes. Varias centenas de projetos já foram sugeridos. Infelizmente ainda não sabemos profetizar com segurança. Mas tenho quase certeza que, agora, serão tomadas medidas adequadas sobre as calamidades das enchentes.

  75. Patriarca da Paciência said

    Continuando…

    Tudo bem, prever as enchentes seria um bom começo… mas apenas um bom começo.

    Conforme os telejornais andam noticiando, há no Brasil vinte milhões de pessoas morando em área de risco.

    Como colocar tanta gente fora das áreas de risco?

    Eis aí o verdadeiro problema.

  76. Chesterton said

    Lula gastou 80 milhoes de reais com cartao corporativo ano pasado. Já daria para tirar umas quantas pessoas das areas de risco.

  77. Mona said

    Patriarca,
    é lógico que fazer análises de retrovisor é facílimo: ha, se isso tivesse sido feito, aquilo não teria acontecido, etc, etc. Mas a gente não pode se furtar aos fatos: houve um decreto para se implementar um plano de prevenção de desastres; houve todo um estudo por parte de especialistas; houve o orçamento do quanto deveria ser gasto para implementar o resultado do estudo; mas não houve um mínimo de esforço em liberar a grana (já reduzida) necessária. 36 milhões. uma titica. uma merreca em termos orçamentários. Seriam suficientes para salvar uma ou outra vida? Não sei. Mas eu, como gestor, poderia ao menos deitar minha cabeça num travesseiro e pensar “fiz o melhor que pude frente a um acontecimento provável”. Sinceramente, podemos dizer isso desses responsáveis? Essa é a questão.
    Francamente, não sei o que é pior: se é fazer, superfaturando a obra e subtraindo uns 50% do seu valor para os bolsos dos corruptos – na linha malufista do “rouba mas faz”, ou não fazer de jeito nenhum. Frente aos desmandos e desvios da Funasa e à incúria/inépcia/negligência/omissão de alguns outros órgãos, talvez o desvio da $$$ seja o preço a pagar para que algo aconteça neste país de corruptos. Pobre povinho, esse nosso, sempre entre a cruz e a espada…

  78. Chesterton said

    Mona, a questão é que não há oposição. nem é culpa dos políticos, mas, como você mesma diz, é do povo.
    Os políticos (com raras exceções) não contrariam o PT porque acham que vai chegar a vez deles de roubar, mamar, exaurir o erario publico em beneficio próprio.

  79. Chesterton said

    Governo Dilma nasceu velho. Saberá ela se livrar da herança lulista?

  80. Mona said

    Eu num falei que o PT assume a conformação que melhor se adequa ao seu projeto de poder? Desse jeito, vai terminar mais à direita do Tea Party… mas segundo a lógica do “se colar, colou”: pronuncia um absurdo qualquer, por exemplo, que pequenos traficantes não deveria ser presos (imagino a companheirada cocaineira picotando uma tonelada de pó e distribuindo a droga no varejo para se adequar à nova realidade legal). Se não houver qualquer reação da sociedade, ok. A idéia vai à frente. Se acontecer uma chiadeirazinha embrionária, “não foi bem isso o que a gente disse; o PIG tá desvirtuando nossa fala, blá, blá, blá”; se a chiadeira pegar corpo, cabeças rolam. E foi exatamente o que aconteceu. Confiram:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4903431-EI7896,00-Pedro+Abramovay+deixa+Justica+na+primeira+baixa+do+governo+Dilma.html

  81. Elias said

    Chesterton,

    A política econômica de Ruy Barbosa era uma política LIBERAL, no mais estrito senso do liberalismo econômico.

    Ele dizia que, livre das amarras do Estado, a iniciativa individual seria muito mais capaz de gerar riqueza e prosperidade. Liberal puro.

    Foi, exatamente, a ausência de qualquer controle estatal que deu causa à montanha de papéis inconversíveis.

    Fim de papo!

    Marcelo,

    Mas eu jamais disse que Mário Henrique Simonsen era corrupto! Aliás, já que você tocou no assunto, aproveito pra dizer que, absolutamente, não acredito que Simonsen era corrupto.

    Antes de Simonsen entrar no governo e depois que ele saiu, não lembro de pelo menos uma insinuação pondo em cheque a honestidade dele.

    O que eu disse é que ele era rico (um dos proprietários do Bozzano-Simonsen) e respeitadíssimo como intelectual (aliás, uma das cabeças coroadas da FGV). Não necessitava de participar de governo pra se sustentar ou pra se promover, portanto.

    Do ponto de vista da doutrina econômica, Simonsen era liberal.

    Tive a oportunidade de ouvir isso dele mesmo, em palestra proferida na sede da FIESP, no final de 1973. (Àquela altura, todo mundo — especialmente os peso-pesados que lá estavam — fingia não saber que ele seria um dos homens fortes do Geisel, que assumiria no ano seguinte. Mas a casa lotada, pondo gente pelo ladrão, era uma evidência mais do que palpável de que todos sabiam com quem estavam falando, e o conteúdo das perguntas não deixava margem pra dúvida).

    Alguns anos depois, com Simonsen já fora do governo (agora Figueiredo), ele veio a Belém, para um seminário sobre política econômica no auditório da SUDAM.

    Novamente Simonsen se definiu como liberal.

    Ora, tendo escutado da boca do próprio Simonsen — por 2 vezes, em diferentes épocas e locais — que ele era liberal, não tenho motivos pra duvidar disso.

    Só que, a exemplo de vários outros grandes economistas — notadamente aqueles com experiência de governo — Simonsen não colocava o liberalismo fora do alcance de qualquer crítica.

    Na SUDAM, ele disse claramente que, para quem conduz a política econômica de um país, tal ou qual doutrina econômica serve como referência. Mas o conjunto de circunstâncias internas e externas em que a política econômica é formulada e implementada é que vai determinar as medidas concretas que serão adotadas. Que quem está no governo não pode se dar ao luxo de ser ortodoxo. Que ortodoxia é coisa pra professor e comentarista econômico (a platéia caiu na gargalhada, porque mais da metade era formada por professores, como o próprio Simonsen).

    Aí um malandro perguntou se essa afirmação tinha algo a ver com o estatismo da era Geisel. Simonsen riu, junto com a platéia. Mas não respondeu.

    No mais, Marcelo, foi exatamente o que eu quis dizer: sempre que a oportunidade se apresenta, o típico “liberal” brasileiro se torna um patrimonialista dos mais desvairados.

    Pra fechar o assunto: todos sabemos a que propósitos serviu o estatismo de Geisel.

  82. Mona said

    Mas, nós somos uns palhaços, mesmo… Pois não é que o “caridoso” Álvaro Dias quer fazer caridade com o chapéu alheio? Tão bonzinho, que ele é…
    O pulha disse que o retroativo da pensão de ex-governador, que ele pleitea e que monta a quase R$ 2mi, é para ser distribuído em obras de caridade. Chique no úrtimo.

    Não tou conseguindo postar o link, mas tá na Folha On Line.

    Como eu disse, pobre povo brasileiro, entre a cruz e a espada.

  83. Chesterton said

    Elias, ele imprimiu dinheiro sem lastro. Isso não é liberalismo econômico. Ele era o ESTADO. Fim de papo? Laissez-faire não é imprimir moeda. Imprimir moeda é intervenção estatal na economia. Por melhores intenções que tivesse ele usou o estado e ferrou a economia.

  84. Chesterton said

    No mais, Marcelo, foi exatamente o que eu quis dizer: sempre que a oportunidade se apresenta, o típico “liberal” brasileiro se torna um patrimonialista dos mais desvairados.

    chest- mas é isso que eu venho dizendo. Na primeira oportunidade, as ideias liberais se vão e a prática é exatamente o oposto. No Brasil, só tem liberal da boca para fora.

  85. Patriarca da Paciência said

    “Mas o conjunto de circunstâncias internas e externas em que a política econômica é formulada e implementada é que vai determinar as medidas concretas que serão adotadas. Que quem está no governo não pode se dar ao luxo de ser ortodoxo. Que ortodoxia é coisa pra professor e comentarista econômico (a platéia caiu na gargalhada, porque mais da metade era formada por professores, como o próprio Simonsen). ”

    Elias, o Simonsen estava certíssimo.

    E isto vale não só para o Brasil como para qualquer outro país.

    Que o digam as políticas adotadas pelos Estados Unidos e Europa.

    “Liberalismo para os outros, rígido controle estatal e legal para nós.”

  86. Elias said

    “Liberalismo para os outros, rígido controle estatal e legal para nós.” (Patriarca da Paciência)

    É exatamente isso Patriarca.

    Agora, por que será que esse pessoal não aplica essa tal doutrina econômica?

    Será que é porque, quando ela é aplicada, acaba dando cocozada?

    Que diga o brasileiro, que ficou como herdeiro (o cacófato é proposital) de Ruy Barbosa.

    Que o diga Paulson, da equipe do Baby Bush: passou a vida toda falando e escrevendo contra a intervenção estatal na economia, assumiu o comando do Tesouro americano pregando a não intervenção estatal na economia e encerrou sua carreira pública cavalgando a pior crise econômica das últimas décadas e operando a maior intervenção estatal na economia americana desde o New Deal.

  87. Elias said

    Chesterton,

    A expressão “imprimiu dinheiro”, no estrito senso, não se aplica à política econômica do Ruy Barbosa.

    No sentido mais amplo, sim.

    O que significa isso?

    É que Ruy Barbosa não emitiu papel moeda, a chamada “moeda manual”. Ele liberou o crédito, exonerando-o de todo e qualquer controle estatal.

    Não me diz que a liberalização do crédito não é medida de política econômica liberal, tá?

    As emissões — de títulos, não de moeda manual — foram feitas por bancos distribuídos em “regiões fiscais”, segundo o modelo americano.

    Acontece que liberar o crédito implica, na prática, criar moeda (assim como reduzir a taxa de depósito compulsório sobre depósitos à vista no sistema bancário, etc.).

    O papel moeda, a moeda manual, é, apenas, um tipo de moeda que circula na economia. Não é o único, nem mesmo o tipo que representa a maior parte da moeda em circulação (lê um pouco sobre outros tipos de moeda, como “moeda escritural”, “quase moeda”, etc.).

    A economia brasileira entrou em parafuso exatamente por causa dessa liberalização, da absoluta ausência de controle estatal sobre as operações mercantis.

    Na bolsa, p.ex., foram negociadas ações de empresas que simplesmente não existiam ou cujas operações não consistiam com o volume e o valor dos papéis negociados.

    O dinheiro das operações de crédito realizadas pelos bancos (para financiar a instalação de indústrias), foi, em sua maior parte, desviado para o patrimônio pessoal dos tomadores (que se eximiram das responsabilidades requerendo falência para suas “indústrias”, aproveitando as enormes brechas que havia na regulamentação das sociedades anônimas, mantida no mínimo, segundo o catecismo liberal de Ruy Barbosa).

    E assim por diante.

    Disso resultou a montanha de papéis inconversíveis, a que me referi mais acima. Os papéis inconversíveis eram, basicamente, as ações de empresas fantasmas negociadas na bolsa e os títulos representativos dos empréstimos desvairados do Dr. Ruy.

    O Brasil entrou numa enorme crise de liquidez.

    O que veio depois, Chesterton, foi mera consequência.

    Consequência que perdurou até décadas — muitas décadas! — depois da morte de Ruy Barbosa.

  88. Olá!

    Elias, então estamos de acordo com a idéia de que os liberais brasileiros, uma vez no governo, não implementaram medidas liberalizantes. Um diversa série de adversidades contribuiu para isso.

    Patriarca da Paciência,

    “Que o digam as políticas adotadas pelos Estados Unidos e Europa.

    ‘Liberalismo para os outros, rígido controle estatal e legal para nós.'”

    Quais políticas são essas?

    Até onde se sabe, boa parte das barreiras protecionistas erguidas em solo americano e europeu são decorrentes de um forte lobby nada liberal para que elas sejam implantadas.

    Dizer que há “rígido controle estatal” nas economias americana e européias é até uma piada. Se vocẽ, Patriarca da Paciência, nos trouxesse dados reais para corroborar o seu ponto de vista seria interessante, o lance é que a única coisa que você oferece nesse sentido são as suas palavras e nada mais.

    Um recente relatório (verbete na Wikipédia) do Banco Mundial sobre facilidade para fazer negócios coloca o Brasil na 127ª posição (isso mesmo: centésima vigésima sétima posição). Compare isso às posições das economias americana e das principais economias da Europa ocidental:

    04ª Posição Reino Unido
    05ª Posição Estados Unidos
    06ª Posição Dinamarca
    08ª Posição Noruega
    13ª Posição Finlândia
    14ª Posição Suécia
    22ª Posição Alemanha
    26ª Posição França
    27ª Posição Suíça
    30ª Posição Holanda
    32ª Posição Áustria

    Você acha, de fato, que nesses países existe um rígido controle estatal na mesma escala em que há no Brasil?

    Para que você tenha uma noção melhor do quão distante o Brasil está das economias mais modernas e dinâmicas, veja este mapa mostrando a facilidade para fazer negócios ao redor do mundo. Quanto mais avermelhada a cor de um país, mais difícil é de fazer negócios. Quanto mais esverdeada, mais fácil.

    Pelos dados acima e pelo mapa, nota-se que, em termos de burocracia, o Brasil é mais semelhante a um país africano do que a um moderno país capitalista da Europa ou da América do Norte.

    Você acha que colocar mais Estado na jogada vai melhorar a situação do Brasil em termos de burocracia? Pode esperar sentado. . .

    Até onde se sabe, esses países modernos, dinâmicos e com elevada qualidade de vida chegaram aonde estão graças às medidas liberalizantes em suas economias e à toda uma estrutura capitalista e de livre mercado por lá existente. Não foi o Estado que os colocou nesse nível.

    Até!

    Marcelo

  89. Patriarca da Paciência said

    Marcelo Augusto,

    piada é você dizer que taxas e mais taxas sobre suco de laranja, alcool ou qualquer outro produto brasileiro.

    Subsídios enormes para agricultores norte-americanos.

    Construir uma enorme muralha para segregar o território mexicano.

    Tudo isto é:

    “o lance é que a única coisa que você oferece nesse sentido são as suas palavras e nada mais.”

    Você acompanha a própria Sra. Leitão?

    Ela fala nessas coisas todos os dias!

  90. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Este teu argumento é realmente bom: o mapa da facilidade de fazer negócios. E o exemplo brasileiro é realmente ruim. Não posso discordar.

    O interessante neste mapa, que você sempre usa em teus argumentos, é que há uma mistura de situações. Há países que não me parecem lá grandes exemplos, ou modelos, e países que entendo serem bons, de outro lado.

    Os que mais gosto são os que costumamos chamar de sociais democracias, ou com atuação do Estado relativamente fortes. Nova Zelândia, Inglaterra, Canadá, Noruega, Austrália, etc.

    Insisto que, às vezes, ficamos aqui nos agredindo e, quando tiramos as emoções da discussão, parece que muitas vezes defendemos as mesmas posições.

    Sim, de novo, o Brasil, nesta questão de facilidade de fazer negócios, é uma tremenda lástima.

  91. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    este “mapa da facilidade de fazer negócios” me parece bastante desatualizado.

    Em 2010 todos os telejornais noticiaram que o Brasil superou os Estados Unidos em investimentos internacionais, perdendo apenas para a China.

    Como se explica isso?

  92. Chesterton said

    Não me diz que a liberalização do crédito não é medida de política econômica liberal, tá?

    chest- sim, politica economica dos “liberals” americanos, como o choque de estimulo do Obama, como o crédito fácil que criou a bolha imobiliaria (alias, muito parecida com os efeitos do encilhamento)que os democratas empurraram goela abaixo dos americanos e que Bush tentou de forma muito tibia consertar e não conseguiu porque o congresso democrata impediu.

  93. Chesterton said

    lembre-se Elias, nos EUA liberals=esquerdistas.
    Liberals – crédito a perder de vista, Keynes, New Deal, stimulus, dinheiro caindo de árvores, dívidas a longo prazo -“in the long run we all be dead”

  94. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “[P]iada é você dizer que taxas e mais taxas sobre suco de laranja, alcool ou qualquer outro produto brasileiro.

    Subsídios enormes para agricultores norte-americanos.”

    Minha afirmação é a de que existe um forte lobby de setores diversos da economia americana para que haja a implantação desses subsídios e subsídios são medidas nada liberais. Ponto.

    “Construir uma enorme muralha para segregar o território mexicano.”

    Aqui há um interessante post sobre essa situação.

    Os mexicanos e demais imigrantes rumam em direção aos Estados Unidos pelo fato de os seus respectivos países de origem terem falhado miseravelmente em construir instituições e cultivar valores que permitissem às suas sociedades ter um desenvolvimento mais digno, com boas oportunidades e menos desigualdades.

    Veja, por exemplo, o caso dos IDHs das cidades fronteiriças entre o México e os Estados Unidos. Note que o menor IDH do lado americano da fronteira é maior até mesmo do que o maior IDH do lado mexicano.

    Isso evidencia o óbvio: Enquanto os Estados Unidos conseguiram criar, manter e melhorar instituições democráticas e liberais, o México fracassou nesse quesito de maneira tão estrondosa ao ponto de os seus cidadãos entrarem nos EUA ainda que ilegalmente, mesmo sob o risco de perder a própria vida ao longo da empreitada.

    Um imigrante que entra nos Estados Unidos terá acesso a oportunidades, salários e estruturas sociais que dificilmente o seu país de origem iria lhe oferecer. Aliás, se o país se origem pudesse oferecer isso, a pessoa não precisaria abandoná-lo.

    O fato do pior IDH do lado americano da fronteira ser mais elevado até mesmo do que o maior IDH do lado mexicano dá uma boa medida dos valores e instituições de cada um dos países.

    O mais lamentável de tudo isso é que a América Latina, no geral, sempre hostilizou os valores que construíram países como os EUA, ficando, invariavelmente, à mercê de maluquices como populismo, charlatanices econômicas e etc.

    Os países que conseguiram construir instituições e meios de governança capazes de prover o mínimo de dignidade em termos de qualidade de vida para as suas populações, são exatamente aqueles países que puderam viver e absorver valores liberais, ainda que em diferentes épocas e escalas. Os EUA fizeram isso através da Revolução Americana (1776) e a Europa pôde experimentar processo semelhante ao longo do Iluminismo (Século XVIII). Ambos são fenômenos baseados nos valores liberais.

    Os valores liberais representam a expressão mais alta de civilização humana. Foram esses valores que, a partir dos idos dos anos de 1770, asseguraram o progresso da Revolução Industrial e a implantação da primeira democracia do planeta. Prova disso é que os avanços tecnológicos, científicos, sociais e econômicos dos últimos 250 anos vieram, basicamente, de países que puderam viver e absorver esses valores e que criaram instituições tendo tais valores como pilares. Não é uma questão de gosto político e/ou opinião pessoal, mas, sim, uma questão, pura e simples, de fatos históricos.

    Até!

    Marcelo

  95. Patriarca da Paciência said

    Marcelo Augusto,

    quase todos os historiadores estão de acordo de que a força que viabilizou a Revolução Industrial Européia foram os enormes recursos drenados do Novo Mundo.

    Você continua insistindo de que foi a “idéia liberal”.

    Direito seu, mas eu realmente eu fico com a maioria.

    Como você mesmo explica no caso da muralha mexicana, os Estados Unidos nunca foram, nem são, liberais, são sim, altamente protecionistas.

    Protegem-se com unhas e dentes, por isso alcançaram grande riqueza.

    É mais que óbvio.

  96. Olá!

    Pax,

    “O interessante neste mapa, que você sempre usa em teus argumentos, é que há uma mistura de situações. Há países que não me parecem lá grandes exemplos, ou modelos, e países que entendo serem bons, de outro lado.

    Os que mais gosto são os que costumamos chamar de sociais democracias, ou com atuação do Estado relativamente fortes. Nova Zelândia, Inglaterra, Canadá, Noruega, Austrália, etc.”

    Pax, quem nos dera se, no Brasil, tivéssemos tanto Estado quanto há nesses países que você citou.

    “Insisto que, às vezes, ficamos aqui nos agredindo e, quando tiramos as emoções da discussão, parece que muitas vezes defendemos as mesmas posições.”

    O lance é que há muitos esquerdistas — não me refiro a você — que admiram a social democracia da Escandinávia e, ao mesmo tempo, hostilizam os valores e princípios, sobretudo os econômicos, que construíram essas realidades sociais dos países escandinavos. O pessoal do PT é especialista nisso.

    A realidade social da Escandinávia não foi construída por causa dos elevados impostos, mas, sim, pelo fato de por lá existir toda uma moderna estrutura capitalista e de livre mercado que gera os recursos que o Estado utiliza para prover serviços básicos de qualidade. É a iniciativa privada que gera os recursos que bancam tudo isso.

    Vai convencer o pessoal do PT disso, que na última campanha presidencial propagou que estatismo é superior à iniciativa privada.

    Até!

    Marcelo

  97. Pax said

    De novo, caro Marcelo Augusto,

    Não entendo que o Estado deva ser dono dos meios de produção. Entendo que o Estado deva cuidar de seu povo, principalmente no que se refere à Educação, Saúde e Segurança.

    E cuidar para que a infraestrutura necessária esteja funcionando, principalmente no que se refere à Energia, Transportes e Comunicações.

    Não acho que é o Estado que deva gerar riquezas. É a iniciativa privada.

    Não acho impeditivo que o Estado possa, também, em questões muito específicas e muito raras, ser dono dos meios de produção. O ideal é que seja em pouquíssimas situações, quase nenhuma, diria. Mas não vejo como impeditivo.

    E, se é iniciativa privada a grande responsabilidade de geração de riquezas, nesta minha opinião, então que seja fácil, muito fácil, para os empreendedores, desenvolverem seus negócios.

  98. Pax said

    Caro Patriarca, respondendo ao teu #91,

    Imagine-se você pilotando uma enorme multinacional que trabalhe, por exemplo, com commodities. Aliás, onde realmente circulam os grandes volumes financeiros comerciais, diga-se.

    Agora imagine você tendo que abrir novas frentes, novos territórios. Onde você escolheria?

    Uma China com 1,6 bilhões de pessoas, com cada vez mais dinheiro circulando, mas com algumas dificuldades para montar negócios? Ou nos EUA, com 300 milhões de pessoas, com facilidade de montar negócios mas com a população, neste momento, com medo de gastar?

    Quem é grande coloca o fator “dificuldade” em segundo plano. Quem é grande tem estrutura interna para passar por estes obstáculos. O que interessa é o resultado final e ponto.

    (bem, isso é um enorme achismo da minha parte, não sou da área nem especialista em investimentos internacionais)

  99. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “[E]ste ‘mapa da facilidade de fazer negócios’ me parece bastante desatualizado.”

    Os dados do mapa são de 2009 e os dados utilizados na tabela do meu comentário acima são de 2011. Neste link, há um mapa com os dados de 2010.

    “Em 2010 todos os telejornais noticiaram que o Brasil superou os Estados Unidos em investimentos internacionais, perdendo apenas para a China.

    Como se explica isso?”

    Hehehehe. . . Se investimento internacional diminuísse burocracia, o Brasil seria um dos países mais desburocratizados do mundo.

    Não sei a qual tipo de investimento internacional você se refere, mas em termos de investimentos estrangeiros diretos (Foreign Direct Investiments — FDI), o Brasil perde de goleada para os Estados Unidos:

    Valores Absolutos:

    01ª Posição EUA U$ 2.093 trilhões
    11ª Posição Brasil U$ 328.5 bilhões

    Valores Per Capita (aproximado):

    EUA: U$ 9.766,00 per capita
    Brasil: U$ 1.825,00 per capita

    Em termos per capita, os Estados Unidos têm um FDI 5.35 vezes maior do que o do Brasil.

    E os Estados Unidos têm esse nível de investimentos graças aí ao pessoal da esquerda nacionalista que tanto contribui para a entrada de capitais nos países mundo afora.

    Honestamente, um desses dois países, obrigatoriamente, tem de estar errado.

    Até!

    Marcelo

  100. Olá!

    Pax, acho que em termos econômicos eu e você concordamos na maioria dos pontos. Diria que entre 85% a 90%.

    Eu mesmo concordo 100% com o seu último comentário.

    Nesse quesito, temos mais concordâncias do que discordâncias.

    Até!

    Marcelo

  101. Pax said

    O #97 ou o #98?

  102. Olá!

    Em ambos os casos, Pax.

    Até!

    Marcelo

  103. Elias said

    Chesterton,

    Nos EUA, se fizermos a clivagem em termos de partidos políticos, o que no Brasil entenderíamos como “liberal” seria o Partido Republicano que, nos EUA, é mais rotulado como “conservador”.

    Para os americanos, o rótulo “liberal” é mais comumente aplicado ao Partido Democrata, que, no Brasil, seria o partido ideologicamente mais próximo à social-democracia.

    De minha parte, quando uso o termo “liberal”, estou estou me referindo às pessoas que defendem uma determinada doutrina econômica.

    Assim, classifico o ex-secretário Paulson como “liberal”, por causa da doutrina econômica que ele sempre defendeu e praticou (pelo menos, até quase quebrar o país dele). Lá, nos EUA, ele sempre foi retulado como “conservador”.

    Marcelo,

    Sim, concordamos: aqui no Brasil, desde que Ruy Barbosa jogou no ventilador, mandando o país pro porão do fundo do poço, ninguém mais teve peito de colocar em prática as teses do liberalismo econômico.

    É só discurso de poucos, sempre de fora do governo, sem nenhuma responsabilidade de provar, na prática, que suas teses funcionam.

    Mesmo alguns desses tais, quando assumem o governo, caem na real e engavetam as teses liberais.

  104. Chesterton said

    Marcelo, as vezes me parece que a civilização foi construída por uma espécie que já foi extinta. (a frase é plágio) As pessoas nascem, olham pela janela, e crêm que as coisas que estão ali, desde a água na torneira, sempre estiveram e são um direito inalienável.

  105. Chesterton said

    Finalmente você entendeu, Elias.

  106. Chesterton said

    Elias, a segunda parte você não entendeu, Rui Barbosa era a esquerda de seu tempo. As influencias liberais que ele sofriam eram as influencias liberais norte-americanas, cuja constituição inspirou toda a república brasileira.
    Conseervadores nãojogam dinheiro pela janela, esquerdistas sim.

  107. Olá!

    Elias,

    “Assim, classifico o ex-secretário Paulson como ‘liberal’, por causa da doutrina econômica que ele sempre defendeu e praticou (pelo menos, até quase quebrar o país dele). Lá, nos EUA, ele sempre foi retulado como ‘conservador’.”

    Fato é que, com Paulson ou sem Paulson, os Estados Unidos ainda são um país com pouca intervenção estatal na economia. Nem se compara ao Brasil, por exemplo, e a vida do cidadão americano que quer empreender é muito mais fácil do que a vida do empreendedor brasileiro.

    “É só discurso de poucos, sempre de fora do governo, sem nenhuma responsabilidade de provar, na prática, que suas teses funcionam.”

    A realidade está aí, Elias.

    Os países com os melhores índices de desenvolvimento humano e de qualidade de vida são exatamente aqueles países que passaram por algum processo histórico envolvendo os valores do liberalismo: Democracia, liberdade de expressão, capitalismo, tratamento isonômico perante as instituições, liberdade de empreendimento, liberdade de culto, economia de mercado e etc.

    Os países que não puderam experimentar esse tipo de coisa e/ou que tiveram uma relação sempre atabalhoada com esses valores são, hoje, países problemáticos, cheios de mazelas sociais e desigualdades das mais toscas.

    Todas as ideologias que se pretenderam uma alternativa aos valores do liberalismo sempre resultaram em desastres de escalas catastróficas. No período pós-1945, até onde se sabe, os países que mais sofreram em termos sociais e humanos foram exatamente aqueles países que tentaram fazer alguma experimentação social via socialismo/comunismo. Em países capitalistas desse período, não há notícias de desastres sociais como aquele ocorrido na China do Grande Salto Adiante. Aliás, a esquerda tem uma dívida enorme nesse quesito.

    Democracia, economia de mercado e liberdade de expressão são os valores mais básicos do liberalismo. É bobagem dizer que, na prática, esses valores não funcionam.

    “Mesmo alguns desses tais, quando assumem o governo, caem na real e engavetam as teses liberais.”

    Isso é engraçado, pois o Chile do ditador Pinochet utilizou, em termos econômicos, as “teses liberais” do Friedman e, hoje, é o país com os melhores índices sociais da América Latina. Pergunta: Da onde vieram os recursos para bancar esse desenvolvimento social? Quais foram os valores que guiaram a política econômica que tornou isso realidade?

    Outra perguntinha: Por que os países com os piores índices sociais são exatamente aqueles que se afastam dos valores mais básicos do liberalismo (democracia, economia de mercado e liberdade de expressão)?

    Até!

    Marcelo

  108. Olá!

    Chesterton,

    “Marcelo, as vezes me parece que a civilização foi construída por uma espécie que já foi extinta. (a frase é plágio) As pessoas nascem, olham pela janela, e crêm que as coisas que estão ali, desde a água na torneira, sempre estiveram e são um direito inalienável.”

    De fato, Chesterton. As pessoas imaginam que civilização é algo fácil de se obter. O brasileiro mesmo sabe o quão difícil e caro é ter um pouco de civilização perto de si, basta perguntar à uma família de classe média brasileira que tem de pagar escola, plano de saúde e serviço de segurança do prédio/condomínio onde mora.

    Uma coisa que me deixa abismado com a esquerda local é o ódio que ela cultiva pelos valores que construíram os países mais avançados e civilizados do mundo, sem oferecer valores melhores como alternativa.

    Até!

    Marcelo

  109. Patriarca da Paciência said

    “Uma coisa que me deixa abismado com a esquerda local é o ódio que ela cultiva pelos valores que construíram os países mais avançados e civilizados do mundo, sem oferecer valores melhores como alternativa.”

    Meu caro Marcelo,

    você está redondamente enganado!

    A esquerda não cultiva nenhum ódio pelos países desenvolvidos!

    Muito pelo contrário!

    Como diz o mestre Lula, “desenvolvimento é uma coisa tão boa que queremos que todas as pessoas tenham direito a ele.”

    É isso aí.

    O que não queremos é drenar nossas riquezas para aqueles que já são muito ricos.

    Voltando novamente ao mestre Lula, ” Os Estados Unidos são ótimos porque pensam em si mesmos”.

    Estados Unidos e Europa tem todo o direito de serem protecionistas, por que nós não teríamos também esse direito?

    Reconheço que Estados Unidos e Europa estão bem mais avançados em questões burocráticas, o que torna mais ágil certos procedimentos.

    Mas nós também temos todas as condições de alcançarmos tal estágio.

    “Fazendo apenas o que o mestre mandar” é que não atingiremos nada.

    Ilusão mesmo é achar que Estados Unidos e Europa estão interessados em desenvolver o Brasil.

  110. Olá!

    Lá vai eu dar murro em ponta de faca. Mas, enfim. . .

    Patriarca da Paciência,

    “A esquerda não cultiva nenhum ódio pelos países desenvolvidos!”

    Parece que você nunca viu uma passeata do PT, da CUT, da Força Sindical, do MST, do PCdoB e demais agremiações esquerdistas.

    Veja lá quais são os tipos de cartazes e dizeres que eles empunham e gritam. Devem ser coisas como “Viva a Economia de Mercado!”, “Viva o Capitalismo!”, “Viva os Valores Liberais!”.

    “Como diz o mestre Lula, ‘desenvolvimento é uma coisa tão boa que queremos que todas as pessoas tenham direito a ele.'”

    OK! O lance é: Através de quais valores esse desenvolvimento será atingido? Lula ficou no governo durante oito anos e nenhuma reforma estrutural saiu do papel.

    Você acha, de fato, que os valores da atual esquerda brasileira levarão o país até esse tão sonhado desenvolvimento?

    “O que não queremos é drenar nossas riquezas para aqueles que já são muito ricos.”

    Veja o título deste post que nós estamos comentando: PMDB: R$ 500 Milhões Desviados da Saúde Pública.

    Com uma carga tributária de quase 40% e níveis estratosféricos de corrupção, o Brasil já é o país que drena a riqueza do cidadão comum e a coloca nos dutos dos muito ricos e muito poderosos.

    “Voltando novamente ao mestre Lula, ‘ Os Estados Unidos são ótimos porque pensam em si mesmos’.

    Estados Unidos e Europa tem todo o direito de serem protecionistas, por que nós não teríamos também esse direito?”

    Quando o governo Lula teve chance de ser protecionista com os seus vizinhos, ele acabou borrando as calças e engolindo brasa. Ou você se esqueceu do episódio em que a Petrobras teve seu patrimônio expropriado pelo regime bolivariano do Evo Morales?

    “Reconheço que Estados Unidos e Europa estão bem mais avançados em questões burocráticas, o que torna mais ágil certos procedimentos.

    Mas nós também temos todas as condições de alcançarmos tal estágio.”

    A questão fundamental é: Quais valores permitem isso? Valores que reduzam a presença do Estado na economia e no setor produtivo. E, ate onde se sabe, esse tipo de atitude é algo inerente ao liberalismo.

    Até onde eu sei, apenas movimentações liberalizantes podem diminuir a pesada mão estatal que trava as engrenagens do sistema de livre iniciativa brasileiro.

    “‘Fazendo apenas o que o mestre mandar’ é que não atingiremos nada.”

    Ué. . . mas o mestre não era o Lula?

    “Ilusão mesmo é achar que Estados Unidos e Europa estão interessados em desenvolver o Brasil.”

    E quem fez esse tipo de afirmação?

    Até!

    Marcelo

  111. Chesterton said

    Vou ter que suturar seus dedos, Marcelo. Mononylon, plis….

  112. Chesterton said

    A Arte de Mentir parece mesmo o manual de orientação da gestão petralha. Nosso Bolcheviquepropagandaminister teve a cara de pau de produzir, para veiculação no Jornal Nacional da Rede Globo, uma versão light para a veloz saída de Pedro Abramovay do cargo de secretário Nacional de Política sobre Drogas. Alegou-se que Abramovay deixava o time de Dilma por ter recebido um convite irrecusável para atuar fora do governo. Parabéns para a Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte que vai para o lugar dele na Senad!

    Na verdade, Pedro Abramovay foi detonado pelo ministro da Justiça. José Eduardo Cardoso ficou pt da vida com a polêmica entrevista dada por Abramovay, duas semanas atrás, ao jornal O Globo. Pedrinho defendeu o fim da prisão para pequenos traficantes de drogas. No dia seguinte à defesa desta tese, Cardozo alegou, irritado, que a posição não era do governo, mas apenas uma opinião pessoal de Abramovay – que agora vai trabalhar em outro lugar.

    Demissão de assessor é refresco. Pimenta no olho do governo é a pressão italiana para que seja revista a decisão do Extalinácio de manter o terrorista aposentado Cesare Battisti no Brasil. O ministro José Eduardo Cardozo teve de seguir com o teatro de alegar que “o Brasil é um país soberano, e como tal tem o direito de afirmar suas decisões”. Engraçado que, no caso da Lei de Anistia, os petistas querem que o Supremo Tribunal Federal do Brasil não seja soberano e siga o que decidiu a Corte Internacional de Haia. Para eles, deve valar o “princípio piadático” de que “terrorista no olho dos outros é refresco”.

    A hemorróida que se cuide… Em fevereiro, os 10 deuses do supremo (falta um ser nomeado) baterão o martelo, definitivamente, sobre se Battisti fica ou não no Brasil. Agora, especificamente, o STF avaliará se a decisão de Extalinácio pró-Battisti foi tomada sob o ponto de vista da sua constitucionalidade e da adequação ao tratado internacional entre Brasil e Itália sobre extradições. Nos bastidores, os italianos pressionam para que Battisti seja extraditado.

    O governo brasileiro ficou ontem pt da vida com a divulgação feita pelo governo italiano de uma carta enviada pelo presidente Giorgio Napolitano à presidenta Dilma Rousseff. O italiano escreveu que a não extradição de Battisti “é motivo de desilusão e amargura para a Itália”. O presidente da Itália advertiu, oficialmente, que “não são aceitáveis remoções, negociações ou leituras românticas dos derramamentos de sangue daqueles anos, e as responsabilidades não podem ser esquecidas”.

    O italiano foi claro: “Talvez não foi plenamente compreendida a necessidade de justiça do meu país e dos familiares das vítimas dos brutais e injustificáveis ataques armados, assim como dos feridos e sobreviventes”. Em outro trecho da carta, Napolitano pega pesado: “Trata-se de uma necessidade de justiça ligada ao empenho das instituições democráticas do meu país e da coletividade nacional, que foram capazes de reagir à ameaça e aos ataques do terrorismo, conseguindo derrotá-lo segundo as regras do Estado de Direito”.

    O STF daqui tende a julgar que o tratado Brasil-Itália é constitucional e deve ser acatado. Novamente, a decisão sobre Battisti será transferida para Dilma Rousseff. Aí a porca torcerá o rabo, com dores na hemorróida. Terá a ex-terrorista tupiniquim coragem de devolver para a Itália o sujeito condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC)?

    A tendência é que não! Pela vontade íntima de Dilma, Battisti tem tudo para ficar no Brasil. A não ser que o pragmatismo – ou outro motivo qualquer – fale mais alto e leve Dilma a rever seus conceitos político-ideológicos. Já pensou se Dilma der uma do velho comunista Luiz Carlos Prestes – que acabou perdoando Getúlio Vargas por extraditar sua amada Olga Benário para a Alemanha Nazista?

    O negócio é aguardar serenamente para ver o que acontece. Mas é preciso tomar cuidado para a hemorróida não estourar. Da Itália, mandam avisar que a pimenta da marca Cosa Nostra costuma arder demais.

    Jorge Serrão

  113. Chesterton said

    Fora do jogo (21/01)
    Quem quer ser potência tem que correr atrás, tem que poupar, industrializar-se, depender essencialmente de si próprio. E não se meter a dar lições para a humanidade enquanto vive do dinheiro alheio

    O mundo observa atentamente o encontro bilateral Estados Unidos-China. Por um motivo singelo: se as coisas em ambos andarem bem, o mundo andará bem. O oposto também é verdadeiro.

    O século 20 assistiu à substituição da hegemonia britânica pela estadunidense. Junto veio a Guerra Fria. Quando acabou, houve a ilusão momentânea de um mundo perenemente unipolar.

    Houve também a ilusão da multipolaridade. Os fatos da vida agora desenham a reconstrução da bipolaridade, com a China ocupando o lugar que a União Soviética manteve na maior parte da segunda metade do século passado.

    Mais uma ironia da História. O grande cisma sino-soviético a partir dos anos 1950 foi também explicado pelas diferenças quanto à “competição pacífica” entre capitalismo e socialismo, proposta pelos sucessores de Josef Stalin. Estratégia que a China de Mao Tsetung desprezava como revisionista.

    Hoje é a China dos herdeiros de Mao (a foto dele continua a comandar a Praça da Paz Celestial) quem desenha o caminho nacional com base exatamente na tal competição pacífica.

    Por um motivo: com a população que tem, se a China fizer tudo certo bastará esperar pelo dia de assumir a pole-position.

    Aos olhos do Ocidente, a China tem atenuantes em relação à antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

    Seu processo parece ser essencialmente nacional, não se observam maiores movimentos de Pequim para exportar o modelo. E os chineses estão na Ásia, longe da Europa. Além de falarem chinês, ou mandarim.

    Um processo de transição em paz da unipolaridade para a nova bipolaridade política parece bastante possível. Na economia já é fato.

    Os Estados Unidos querem o acesso de seus produtos de bom valor agregado ao mercado chinês. Agora que a China já está plenamente industrializada há terreno de negociação.

    Os chineses desejam segurança para os roteiros e fontes das matérias primas e produtos agrícolas e também a garantia de respeito a sua integridade nacional (Taiwan, Tibet). Nada que não possa ser calmamente resolvido. Hong Kong não foi?

    Em Washington há desconfianças no tema militar, pelos gastos crescentes dos chineses na rubrica. Mas por qualquer critério eles estão ainda anos-luz atrás do que gastam os americanos.

    O fio condutor das hegemonias planetárias nos últimos duzentos anos tem sido a industrialização. Ela é a expressão moderna da capacidade de inovar. Portugal e Espanha empreenderam os descobrimentos, mas a hegemonia restou para o Reino Unido. Depois vieram os Estados Unidos, a URSS e agora a China. Os três fizeram da industrialização o motor.

    Até por não haver como avançar na ciência e na tecnologia, inclusive a militar, sem apoiar-se fortemente na indústria. E sem fazer da industrialização uma cultura. E um dínamo para a educação.

    E nós? Infelizmente, a ascensão da centro-esquerda e da esquerda ao poder não rompeu com as deformações de uma economia subalterna, essencialmente produtora e exportadora de matérias primas. Em vez de poupança interna e industrialização, preferimos a comodidade de viver à custa do esforço e do sacrifício alheios, inclusive para manter nosso arremedo de estado de bem-estar social.

    No governo, a esquerda brasileira reciclou a ideologia da subalternidade, enquanto se entretém falando mal das elites que governaram o Brasil nos últimos cinco séculos.

    E a subalternidade vem maquiada com tinturas ultramodernas, como o suposto antagonismo entre industrialização e responsabilidade ambiental. Mas sob a maquiagem é só o arcaico agrarismo.

    Viver da exportação de primários -ou semi- para os Estados Unidos era colonial. Já fazer o mesmo para a China é apresentado como sinônimo de afirmação nacional soberana.

    O antecessor de Dilma Rousseff não estava errado ao ambicionar um papel protagonista para o Brasil. O problema é que esse protagonismo não se alcança apenas com discursos bonitos em duvidosos fóruns multilaterais, ou com uma diplomacia de viés presidencial. Ou com tentativas de colocar a qualquer custo em pé todos os ovos.

    Quem quer ser potência tem que correr atrás, tem que poupar, industrializar-se, depender essencialmente de si próprio. E não se meter a dar lições para a humanidade enquanto vive do dinheiro alheio.

    Nem se satisfazer com o elogio interessado de quem vem aqui apenas para ganhar muito dinheiro rapidamente e cair fora com ele depois.

    Coluna Alon

  114. Patriarca da Paciência said

    “Quem quer ser potência tem que correr atrás, tem que poupar, industrializar-se, depender essencialmente de si próprio. E não se meter a dar lições para a humanidade enquanto vive do dinheiro alheio.”

    O cara aprende com o Lula, depois quer ensinar padre a rezar missa?

    Não foi exatamente essa a política do Lula durante todo o tempo que esteve no governo?

    Quem vive “querendo se meter a dar lições para a humanidade enquanto vive do dinheiro alheio” são os políticos norte-americanos.

    Quem é que vive dizendo que que o Brasil não deveria manter relações comerciais com tais e tais países por “problemas com democracia, liberdade de imprensa etc”?

    A Venezuela hoje é um dos grandes parceiros comerciais do Brasil. Quem é que vive pressionando para que po Brasil corte relações com a Venezuela?

    Pré-sal, refinarias por todo o Brasil, construção de navios por todo o Brasil, ferrovias, incentivo ao etanol etc. isto não é política de industrialização?

    Chesterton, o Alon disse a coisa certa para a pessoa errada.

    A política brasileira, a partir de Lula, é exatamente essa.

    O Alon parece a história do “cara que oviu o galo cantar mas não sabe onde”.

    Ou então está querendo dar uma de esperto, se apropriar das idéias do Lula como se fosse dele.

  115. Patriarca da Paciência said

    “Parece que você nunca viu uma passeata do PT, da CUT, da Força Sindical, do MST, do PCdoB e demais agremiações esquerdistas.”

    Marcelo,

    eu vi muito essas passeatas, muitos anos atrás e… o pessoal que fazia passeatas estava com toda a razão.

    Hoje em dia está mais que provado que os Estados Unidos tiveram participação ativa em todos os golpes para a implantação de ditaduras militares na América Latina.

    O problema aí mesmo é a mágoa pelo fato do PT ter deixado de ser radical.

    Tem muita gente fazendo uma cobrança incrível para que o PT volte a ser um partido radical. Acontece que o PT está bem amadurecido e não cairá em tais armadilhas.

    Meu caro Marcelo,

    Liberalismo ortodoxo sempre foi uma teoria falida – só existiu em livros de economistas e comentaristas econômicos. A realidade mesmo é que “o conjunto de circunstâncias internas e externas em que a política econômica é formulada e implementada é que vai determinar as medidas concretas que serão adotadas. Que quem está no governo não pode se dar ao luxo de ser ortodoxo.”

    O Simonsen estava certíssimo.

    E a carga tributária em 2010, no Brasil, foi de 34%, até abaixo da média mundial.

    Se “liberdade de iniciativa” gerasse riquezas, o Paraguai seria o país mais rico do mundo!

  116. Patriarca da Paciência said

    Mas se “liberalismo ortodoxo” nunca existiu, qual foi então o regime que predominou nos Estados Unidos e Europa durante o século XIX?

    Na minha modesta opinião, foi uma espécie de “liberalismo seletivo”, ou seja, liberalismo apenas para determinada classe social – o capitalista.

    Os capitalistas tudo podiam, ditavam as regras e prestavam contas apenas aos governantes, seus protetores e aliados.

    Havia uma grande promiscuidade entre os capitalistas e os governantes – os capitalistas financiavam os governantes e os governantes protegiam os capitalistas.

    Funcionava quase como uma máfia legalizada.

    Esse era também o regime do Império Romano e o regime que Hitler tentou restaurar.

    Durante os nazismo, os capitalistas tiveram permissão até para voltar a utilizar mão de obra escrava!

  117. Patriarca da Paciência said

    “Quando o governo Lula teve chance de ser protecionista com os seus vizinhos, ele acabou borrando as calças e engolindo brasa. Ou você se esqueceu do episódio em que a Petrobras teve seu patrimônio expropriado pelo regime bolivariano do Evo Morales?”

    Marcelo,

    você dizer que o Lula “acabou borrando as calças” com medo da Bolívia, realmente, é algo que ultrapassa a piada e chega ao surrealismo!

    Você é que esqueceu que “O Brasil não fale fino com Washington, nem fala grosso com Bolivia e Paraguai”.

    Pelo gosto dos “liberais”, o Brasil teria invadido a Bolívia e reinventado uma nova Guerra do Paraguai, dizimando dois terços da população e deixando o país totalmente destruído!

    Grande vitória teria sido!

    Felizmente o Lula é uma pessoa de bom senso!

  118. Chesterton said

    Tudo de ruim que acontecer no Brasil de agora em diante é a herança maldita do PT. Os petistas já mandam no Brasil 23 dias a mais do que o PSDB mandou. Nunca na história deste país um partido mandou tanto tempo. Fora, PT!

  119. Chesterton said

    Não compartilho da visão que a pensão em si seja um erro
    Tarso Genro (PT), governador do Rio Grande do Sul, em defesa da pensão vitalícia

  120. Patriarca da Paciência said

    O PSDB já está há 16 anos no governo de São Paulo.

    Vejam os resultados:

  121. Olá!

    Eita. . .

    Mas vamos lá.

    Patriarca da Paciência,

    “O problema aí mesmo é a mágoa pelo fato do PT ter deixado de ser radical.

    Tem muita gente fazendo uma cobrança incrível para que o PT volte a ser um partido radical. Acontece que o PT está bem amadurecido e não cairá em tais armadilhas.”

    A melhor coisa que o PT fez nos últimos anos foi ter deixado aquele esquerdismo bananeiro e ter amadurecido um pouco, mas não ao ponto de tirar do partido aqueles antigos traços da esquerda latino-americana festiva, basta ler uma entrevista com o Valter Pomar.

    O PT ainda tem um longo caminho pela frente para se tornar algo semelhante ao Labour Party inglês ou aos partidos social-democratas escandinavos.

    “Liberalismo ortodoxo sempre foi uma teoria falida – só existiu em livros de economistas e comentaristas econômicos. [. . .].”

    OK! Então, pelo seu argumento, democracia representativa, Estado de direito, liberdade de imprensa, liberdade de expressão, liberdade de culto, capitalismo, economia de mercado, a livre iniciativa e demais valores desse tipo representam uma coisa falida.

    “E a carga tributária em 2010, no Brasil, foi de 34%, até abaixo da média mundial.”

    E qual foi a média mundial? Você poderia nos fornecer essa número?

    “Se ‘liberdade de iniciativa’ gerasse riquezas, o Paraguai seria o país mais rico do mundo!”

    Céus. . . e o camarada se diz social democrata e admiria a social democracia dos países escandinavos. Eis um caso clássico do paradoxo esquerdista: O esquerdista admira a ordem social existente na Escandinávia e, ao mesmo tempo, hostiliza os valores que construíram tal ordem — sobretudo os valores econômicos.

    “Mas se ‘liberalismo ortodoxo’ nunca existiu, qual foi então o regime que predominou nos Estados Unidos e Europa durante o século XIX?”

    Essa história de liberalismo ortodoxo é sua. A única coisa que eu coloquei aqui é que, no Brasil, os liberais, uma vez no poder e por uma série de adversidades, não colocaram em prática medidas liberalizantes de grande escala. Talvez as medidas da dupla Roberto Campos e Octávio Bulhões tenham se aproximado de atitudes liberalizantes, parece que ambos fizeram umas reformas fiscais.

    Você se esquece de que foi o sistema econômico do século XIX que proporcionou os recursos que, mais tarde, bancariam as conquistas sociais dos trabalhadores daquela época.

    “Na minha modesta opinião, foi uma espécie de ‘liberalismo seletivo’, ou seja, liberalismo apenas para determinada classe social – o capitalista.”

    Pergunte ao trabalhador do final do século XIX e começo do século XX se o liberalismo foi seletivo e privilegiou apenas uma pequena parte da população.

    Se você comparar alguns índices sociais de países do século XIX que puderam experimentar liberalismo e industrialização com aqueles países que não tiveram tal oportunidade, você verá que os países que tiveram um processo histórico de liberalismo e indústria estavam bem melhor do que seus pares que não passaram por experiência semelhante.

    No Brasil do século XIX, os níveis de analfabetismo, desnutrição, doenças, trabalho (escravidão), direitos trabalhistas e etc. eram uma coisa extremamente primitiva se comparada ao que havia nos países que viveram e absorveram liberalismo e industrialização.

    Aliás, a abolição da escravidão no Brasil beirando a aurora do século XX é um dos sintomas mais claros de que o país não pôde viver e nem absorver valores liberais.

    “Os capitalistas tudo podiam, ditavam as regras e prestavam contas apenas aos governantes, seus protetores e aliados.”

    Isso não é capitalismo. É mercantilismo.

    “Havia uma grande promiscuidade entre os capitalistas e os governantes – os capitalistas financiavam os governantes e os governantes protegiam os capitalistas.”

    Engraçado, isso me lembra mais os “empresários” brasileiros amigos do poder e suas relações com o BNDES do que os capitalistas do mundo desenvolvido.

    E outra: Dizem que o século XIX foi uma das épocas com maior liberdade ao estilo laissez-faire, isto é, com pouca intervenção estatal na economia.

    Essa daqui é demais:

    Havia uma grande promiscuidade entre os capitalistas e os governantes – os capitalistas financiavam os governantes e os governantes protegiam os capitalistas.

    Funcionava quase como uma máfia legalizada.

    Esse era também o regime do Império Romano e o regime que Hitler tentou restaurar.”

    Cacetada! Patriarca da Paciência, não me leve a mal, mas com essa daí você encheu o vaso sanitário. Pega um balde cheio de água que o troço não vai descer tão fácil.

    O Império Romano era capitalista.

    Alemanha Nazista era capitalista.

    “Durante os nazismo, os capitalistas tiveram permissão até para voltar a utilizar mão de obra escrava!

    Só falta você dizer que a Alemanha Nazista era uma democracia liberal.

    Você se esquece de que a economia nazista é coletivista e mais próxima do comunismo/socialismo do que do capitalismo e do livre mercado. No período de 1933 até 1945, muitas das principais posições dentro das empresas alemãs eram ocupadas a partir de indicações do alto escalão do partido nazista e este determinava o que deveria ser produzido, como produzi-lo e qual seria o preço final dos produtos. Planejamento estatal da melhor cepa comunista.

    O uso do trabalho escravo nas empresas alemãs da época aconteceu pelo fato de o Estado concentrar tanto poder ao ponto de estar em condições de transformar as pessoas em números, em coisas. Não há notícias de algo semelhante nas democracias liberais, onde os cidadãos possuem direitos e estão protegidos pela lei.

    Toda a tragédia do Holocausto e do morticínio feito pelos comunistas resultou de experimentos sociais que se pretendiam uma alternativa ao regime democrático e baseado nos valores liberais. Em todos os momentos em que um país tentou algo assim, se afastando dos valores da democracia liberal, os resultados foram catastróficos. Não houve e não há sequer um contra-exemplo acerca disso.

    “Você é que esqueceu que ‘O Brasil não fale fino com Washington, nem fala grosso com Bolivia e Paraguai’.”

    Muito pelo contrário, Patriarca da Paciência, eu acho que o Brasil fala grosso com os Estados Unidos e fala fino com Bolívia e Paraguai.

    “Pelo gosto dos ‘liberais’, o Brasil teria invadido a Bolívia e reinventado uma nova Guerra do Paraguai, dizimando dois terços da população e deixando o país totalmente destruído!”

    Não é o caso de fazer guerra. O lance é que dinheiro do contribuinte brasileiro foi confiscado pelo governo boliviano.

    “Felizmente o Lula é uma pessoa de bom senso!”

    Que o digam os filhos dele, que começaram como zelador de zoológico e, hoje, são empresários multi-milionários.

    Até!

    Marcelo

  122. Olá!

    Alguns pontos interessantes ao pessoal daqui que afirma que os liberais brasileiros não tomam medidas liberalizantes quando estão no poder.

    O Roberto Campos (Bob Fields), quando foi senador, propôs algumas coisas que iam no sentido liberal, eis algumas propostas:

    01. Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    02. Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    03. Estabelecer a livre negociação salarial.

    04. Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Todos esses pontos foram rejeitados na época.

    É a velha história: Um governo não é composto por uma pessoa apenas e há todo um conjunto de situações e adversidades que impedem que um determinado conjunto de valores seja posto em prática e/ou que medidas de grande escala, tendo tais valores com base, sejam realizadas.

    Aliás, o PT fez o mesmo: Uma vez no poder, abandonou toda aquela parafernália da esquerda bananeira e passou a ser tão neoliberal quanto o seu antecessor.

    Até!

    Marcelo

  123. Chesterton said

    quando o campo não é fértil, MA, não adianta nem uma boa semente.

  124. Patriarca da Paciência said

    Marcelo Augusto,

    eu não duvido que você seja uma pessoa bem intencionada, mas demonstra pouco conhecimento das condições reais dos trabalhadores.

    “Estabelecer a livre negociação salarial”.

    Tabalhei muitos anos em empresa privada como contador, portanto bem próximo aos diretores e, o que vi, muitas vezes, foi chocante.

    Empresas familiares, então, são terríveis.

    Filhos, genros e noras, geralmente ocupam cargos de importância e, na maioria das vezes, são pessoas medíocres. Usam como “técnica”, para manter o respeito, presentearem os funcionários com “mijadas”.

    Certa vez trabalhei com um diretor, um sujeito de mais de um metro e noventa, gorduchão e que estava “presionando” uma funcionária para que esta pedisse demissão, pois não queria pagar indenização. Como a funcionária estava “resistindo”, um dia foi chamada à diretoria e levou tal esculhambação que saiu de lá se segurando pelas paredes, totalmente tonta, dizem até que se mijou.

    “Livre negociação”?

    Pode até ser!

    Mas ainda estamos bem longe disso!

    É claro que há bons empresários.

    Mas uma boa parte ainda precisa ser vigiado de perto!

  125. Elias said

    Marcelo,

    Mas a negociação salarial no Brasil é livre!

    O que o Brasil estabelece é um piso salarial — o salário mínimo — a partir do qual as categorias empresariais e de trabalhadores negociam livremente.

    E salário mínimo não existe só no Brasil, né?

    Mesmo o “salário mínimo de categorias” — médicos, engenheiros, vigias, motoristas, etc — é produto de negociação intersindical (sindicatos patronais e de empregados).

    Agora, não procede essa história de que a flexibilização salarial — entenda-se: a precarização das relações de trabalho — seja um mecanismo eficaz pra gerar empregos.

    Os defensores dessa idéia partem do seguinte sofisma: o custo da mão de obra no Brasil é alto (!!!!); logo, se for possível baixar esse custo, a oferta de emprego vai aumentar.

    Isso é coisa do tempo do “Banana Brazil”! Mil novecentos e já esqueci…

    Em primeiro lugar, o custo da mão de obra no Brasil não é alto. Está se tornando cada vez mais alto, mas, ainda assim, é bem mais baixo que nas economias mais amadurecidas.

    E dai? Quanto mais rico o país, mais cara sua mão-de-obra. Tente contratar uma empregada doméstica no Canadá ou nos EUA, pra ver o que é bom pra tosse…

    Então, o fato do custo da mão-de-obra brasileira estar aumentando é bom sinal.

    Só quem não gosta disso é quem tá com a cabeça parada na primeira metade do século XX. Aí reclama do custo da mão de obra com a mesma indignação com que denuncia o complô dos comunistas que estão prestes a dominar o mundo…

    Em segundo lugar, o que gera emprego mesmo é a expansão da economia. O aumento do produto.

    E você expande a economia aumentando a venda de produtos pros mercados externo e interno.

    A tendência atual, em todo o mundo, é produzir mais pro mercado interno, pois, com a crise econômica mundial está havendo uma retração generalizada nas importações. E, se os importadores reduzem suas compras, os exportadores reduzem suas vendas.

    Vai daí que o mercado interno passa a ter uma importância ainda maior para a dinâmica econômica.

    Ninguém promove o crescimento do mercado interno reduzindo salários. Os salários devem se expandir permanentemente, pra aumentar o consumo.

    Mais consumo, significa mais vendas e mais necessidade de produção. Mais vendas, significam mais lucros, mais poupança e mais investimentos produtivos pra atender às necessidades de produção cada vez maiores. Mais investimentos produtivos, significam mais empregos. É o tal do círculo virtuoso…

    O problema do aumento do salário não é o aumento em si. O grande problema é fazer com que ele não aumente mais que proporcionalmente em relação ao aumento da produção. Caso contrário, será a tal da renda sem produto, ou seja, inflação.

    Lembre que a estratégia do Lula pra minimizar os efeitos da crise econômica mundial foi, exatamente, manter o nível da produção e do emprego com base no mercado interno. No caso, ele subsidiou temporariamente alguns produtos — como foi o caso dos automóveis — desonerando por alguns meses os tributos federais incidentes sobre a produção automobilística & outros.

    Trata-se de uma estratégia de aumentar temporariamente a renda real das pessoas, sem mexer na renda nominal (porque as mexidas na renda nominal tendem a ser irreversíveis).

    Roberto Campos já estava superado pelo menos uns 30 anos antes de morrer. Passou os últimos anos de sua (dele) vida elaborando com a expectativa de reconquistar a simpatia da ditadura militar.

    A idéia dele de “livre negociação salarial” é indissociável de um regime ditatorial.

    Numa democracia, a proposta do lamparina de popa, tal como ele a formulou, simplesmente não se sustenta.

    Se a tal “livre negociação” resultasse num impasse, e este numa greve, o empresariado necessitaria do poder estatal pra fazer os grevistas voltarem ao trabalho a peso de porrada ou, na melhor das hipóteses — e esta seria a melhor das hipóteses — arbitrar a negociação.

    Mas, a negociação não era “livre”, uai?

    Se as “idéias” bobfieldianas já eram caducas no governo Figueiredo, imagina agora…

  126. Elias said

    “Um recente relatório (verbete na Wikipédia) do Banco Mundial sobre facilidade para fazer negócios coloca o Brasil na 127ª posição (isso mesmo: centésima vigésima sétima posição).” (Marcelo Augusto, # 88)

    Rapaz, aí você cravou mais de 10 seguidas na mosca!

    Colocar uma empresa em funcionamento neste país — fazendo tudo certinho, sem quedas de asa! — parece coisa de doido…

    Um único órgão público, que trate de 3 ou 4 diferentes questões de interesse da empresa, exigirá a bateria de documentos, tantas quantas sejam a vezes que você se dirija a ele, para tratar das 3 ou 4 diferentes questões.

    Em pleno século XXI, não há, p.ex., uma “ponte” virtual ligando a Secretaria de Estado de Fazenda à Junta Comercial do Estado. Assim, em 4 diferentes oportunidades, e por 4 diferentes razões, a Secretaria de Fazenda te exigirá uma cópia autenticada do Contrato Social.

    Uma singela consulta on line à Junta Comercial (que dispõe do contrato atualizado, em meio físico e digitalizado), resolveria o problema em segundos.

    No fim do processo, tua empresa terá, na Secretaria de Fazenda, pelo menos 4 volumosas pastas, contendo réplicas dos mesmos documentos. Exatamente os mesmos.

    Isso sem falar das taxas e dos atravessadores intitucionalizados (aquelas empresas que detêm o monopólio para o encaminhamento de determinadas demandas a órgãos públicos; ou você contrata uma delas ou a coisa simplesmente não anda…).

    Lá pelas tantas, você se pergunta: que diabos eu tô fazendo aqui? Por que não ponho a porra desse dinheiro pra render na ciranda e vou curtir a vida?

  127. vilarnovo said

    A coisa aqui está fervendo… que bom!!

    Para começar “quase todos os historiadores estão de acordo de que a força que viabilizou a Revolução Industrial Européia foram os enormes recursos drenados do Novo Mundo. – Patriarca

    Na verdade é o contrário. Pelo menos os historiadores que eu conheço – e isso é um ponto até que o mais esquerdista deles não mudou na história – é de que os recursos do novo mundo não viabilizaram a Revolução Industrial.

    Vamos aos fatos. Portugal e Espanha possuiam as colônias mais lucrativas não só do Novo Mundo, mas também nas Índias. E concomitantemente eram os países mais atrasados. A Inglaterra foi pioneira por conta do processo de liberalização ocorrido desde meados do século XVIII. Ou seja, enquanto Portugal e Espanha, países que detinham quase que o monopólio do comércio e exploração do Novo Mundo eram atrasados pois possuiam a Coroa como fomentadora do desenvolvimento (Estado) a Inglaterra avançou pois já havia passado pelo processo da Revolução Gloriosa que limou muitos dos poderes da Coroa Inglesa colocando-o nas mãos da burguesia. Isso nem mesmo Marx discorda.

    Enquanto para o comerciante portugues ou espanhol fazer negócios precisava de autorização da coroa, um inglês tinha liberdade para fazê-lo.

    Isso explica e muito o Brasil de antes e de hoje. O Brasil não foi colonizado por pessoas livres. As pessoas que vinham para o Brasil no seu início precisavam de uma autorização da Coroa. As Capitanias Hereditárias é o primeiro exemplo. O Brasil era propriedade da Coroa Portuguesa (Estado). Com a vinda da família real para cá isso se agravou. Era necessário colocar a corte portuguesa em algum lugar. Os barões, condes, marqueses acabaram loteando o serviço público.

    Enquanto a burocracia americana foi se desenvolvendo de acordo com a necessidade dos habitantes, no Brasil foi imposta por uma necessidade de criar cargos para a corte de D. João. E assim fomos criando uma enorme rede burocrática, arcaica, que não tinha (e não tem ainda hoje) como finalidade servir ao cidadão, tinha como finalidade servir à corte. E daí vem a nossa prática de nepostismo, ineficiência, inutilidade. Nada é tão característico como a cultura do cartório no Brasil. Resume bem essa história: passados de pai para filho, extremamente burocráticos, inúteis na maioria dos casos.

    A nossa história praticamente inviabiliza o liberalismo no país. A cultura burocrática está tão enraizada que será necessário muitas décadas para isso acabar.

  128. Elias said

    Villarnovo,

    Também assim…

    Seguinte: as colônias de Portugal não tinham autorização pra fabricar pregos, nem ferramentas, por mais toscas que fossem. Na verdade, o Brasil não tinha autorização pra industrializar nada. Até mesmo o açúcar, tinha que sair daqui mascavo. O refino era feito na Europa.

    Todos os produtos industrializados consumidos no Brasil tinham que ser comprados de Portugal que, por seu turno, os comprava da Inglaterra.

    Papo furado essa história de que a Inglaterra proporcionava liberdade de empreender. Era assim apenas na matriz. Nas colônias, fabricava-se apenas aquilo que a metrópole permitia (leia-se, aquilo que ela própria não tinha interesse em fabricar).

    Exemplo, a Índia, colônia da Inglaterra, não tinha autorização nem pra produzir sal nem tecidos. Esses produtos tinham que ser, necessariamente, comprados da Inglaterra.

    Um dos atos de rebeldia de Ghandi, na luta pela independência da Índia, foi, exatamente, produzir sal e tecidos na marra, ignorando solenemente a produção inglesa.

    Tanto que a roda dse fiar é, ainda hoje, um dos símbolos nacionais da Índia.

    Isso em pleno século XX!

    Imagina antes…

    “Liberdade de empreender”? Ora… Conta outra, Vilarnovo.

    Agora, se você levantar as diferenças entre mercantilismo e industrialismo, para explicar as diferenças de trajetória entre Portugal e Espanha, de um lado, e Inglaterra, de outro, a coisa muda de figura.

    Explicar parcialmente, né? Porque tem outros fatores… Muitos outros…

  129. Patriarca da Paciência said

    É Vilarnovo,

    Realmente eu fui parcial em mencionar apenas o “Novo Mundo”, como força que viabilizou a Revolução Industrial – a Europa explorava também a África e Ásia.

    Mas como explicou o Elias, não resta dúvidas sobre o que sustentou a Revolução Industrial. E como disse também o Elias, há outros fatores, mas o principal é o monopólio das colônias.

  130. Chesterton said

    Agora, não procede essa história de que a flexibilização salarial — entenda-se: a precarização das relações de trabalho — seja um mecanismo eficaz pra gerar empregos.

    chest- a facilidade de mandar embora se a empresa passar por período difícil é essencial para aumentar as contratações. As leis trabalhistas não defendem quem não está empregado. O patrão ao contratar está “casando” com o funcionário, logo, foge sempre que possível.

  131. Chesterton said

    subsidiou temporariamente alguns produtos — como foi o caso dos automóveis —

    chest- baixar imposto é subsidiar? Coisa nenhuma, subsidiar é dar dinheiro.

  132. Chesterton said

    Colocar uma empresa em funcionamento neste país — fazendo tudo certinho, sem quedas de asa! — parece coisa de doido…

    chest- a coisa mais engraçada é que eu médico e o Elias, comerciante, estamos n o papel oposto que nossos colegas sempre atuam. Ele, empresário, é petista hard-core, eu médico, cheio de coleguinha socialodebilestóide…..

  133. Chesterton said

    Lá pelas tantas, você se pergunta: que diabos eu tô fazendo aqui? Por que não ponho a porra desse dinheiro pra render na ciranda e vou curtir a vida?

    chest- Elias, a um passo de largar o PT!!!

  134. Elias said

    Onde está escrito:

    “Um dos atos de rebeldia de Ghandi, na luta pela independência da Índia, foi, exatamente, produzir sal e tecidos na marra, ignorando solenemente a produção inglesa.”

    Leia-se:

    “Um dos atos de rebeldia de Ghandi, na luta pela independência da Índia, foi, exatamente, produzir sal e tecidos na marra, ignorando solenemente a PROIBIÇÃO inglesa.”

  135. Elias said

    Chesterton,

    Teu consultor de economia tá mal das pernas.

    Certo: subsidiar é “dar dinheiro”.

    O governo pode “dar dinheiro” de diferentes formas. Eis algumas:

    a – repassando dinheiro propriamente dito ao beneficiário do subsídio;

    b – concedendo empréstimos a juros mais baixos que os de mercado;

    c – pagando, no todo ou em parte, uma dívida do beneficiário (no PAC Mercado, p.ex., o governo paga uma parte da unidade habitacional que foi construída pela iniciativa privada, e vendida ao mutuário de baixa renda, via SFH);

    d – renunciando a créditos que, porventura, lhe sejam devidos (dispensando o contribuinte de pagar um determinado imposto, no todo ou em parte). Exemplo: Com o câmbio fixo, o governo compensa um eventual “confisco cambial” nas exportações deixando de cobrar imposto sobre as mesmas, total ou parcialmente, conforme o caso (chama-se a isso, “subsídio fiscal à exportação”).

    e – etc.

    Entendeu?

  136. Elias said

    “Elias, a um passo de largar o PT!!!” (Chesterton)

    Ô Chesterton,

    Se esses trambolhos houvessem sido criados pelo PT, até que estarias certo.

    Mas, aí, não seria o PT. Que tal PP-DEM/PFL (ex-PDS, ex-ARENA), por aí? E, antes deles, o PSD, o PTB, a UDN e…

    Mas o governo Lula tem o demérito de não ter feito nada pra mudar isso. Demérito que, aliás, ele divide com o PSDB de FHC; com o PMDB de Sarney; com Collor, o Doido e…

  137. Olá!

    Elias,

    “Mas a negociação salarial no Brasil é livre!

    O que o Brasil estabelece é um piso salarial — o salário mínimo — a partir do qual as categorias empresariais e de trabalhadores negociam livremente.”

    Acho que o Roberto Campos (Bob Fields) se referia à negociação do piso salarial/salário mínimo.

    “Agora, não procede essa história de que a flexibilização salarial — entenda-se: a precarização das relações de trabalho — seja um mecanismo eficaz pra gerar empregos.

    Os defensores dessa idéia partem do seguinte sofisma: o custo da mão de obra no Brasil é alto (!!!!); logo, se for possível baixar esse custo, a oferta de emprego vai aumentar.”

    Eu entendo essa situação de outra maneira: Ao permitir que o salário mínimo seja negociado livremente e/ou estabelecido dentro do mercado, uma pessoa, cujo trabalho estivesse avaliado abaixo do valor do salário mínimo, teria a oportunidade de ser empregada por um rendimento mais condizente com as suas habilidades e particularidades profissionais. Isso permitiria que tal pessoa não ficasse desempregada, além de dar a oportunidade para que ela adquirisse novas habilidades profissionais, o que, posteriormente, poderia aumentar o valor a ser pago pelo seu trabalho.

    Os níveis desumanos de informalidade no Brasil mostram que há algo de errado com a economia local e, provavelmente, nas relações de trabalho.

    “Em primeiro lugar, o custo da mão de obra no Brasil não é alto. Está se tornando cada vez mais alto, mas, ainda assim, é bem mais baixo que nas economias mais amadurecidas.”

    Eu sou completamente leigo nesse assunto, porém o nível de informalidade dentro da economia brasileira poder ser um guia para avaliar isso que você colocou. Se o nível de informalidade, no Brasil, é elevado, isso ocorre, possivelmente, pelo fato do trabalho formal ser caro para os padrões locais e pelo modelo econômico atual ser incapaz de abrigar uma boa parcela das pessoas que estão na informalidade. Sem contar o desastroso nível educacional do grosso da população.

    “E dai? Quanto mais rico o país, mais cara sua mão-de-obra. Tente contratar uma empregada doméstica no Canadá ou nos EUA, pra ver o que é bom pra tosse. . .”

    Provavelmente, a hora trabalhada de uma doméstica americana ou canadense deve ser bem mais cara do que a da sua contraparte brasileira. Porém, ao menos na economia americana, não devem haver todas aquelas coisas que o empregador no Brasil tem de pagar para uma doméstica brasileira com carteira assinada.

    Suspeito que a realidade econômica, que tornou possível a uma doméstica americana ter acesso a elevados rendimentos salarias, deve ter sido construída sem essas coisas de CLT e demais ramificações.

    No mais, concordo 100% com o seu comentário #126.

    Até!

    Marcelo

  138. vilarnovo said

    Elias – Não discordo de você em nenhum ponto. Só gostaria de lembrar que o que eu escrevi era sobre os precedentes da Revolução Industrial e não da relação Colônia x Metrópole. O que você colocou está certíssimo porém, não foi o dinheiro conseguido no Novo Mundo que deu origem à Revolução Industrial.

    Por exemplo, aproveitando o exemplo citado por você sobre a India e os ingleses, posso dizer que a colonização inglesa lá começou apenas em 1858, quase um século após o início da Revolução Industrial.

    Quando falei em liberdade de empreender, me referia à Metrópole e não à Colônia.

  139. vilarnovo said

    Elias / Marcelo

    <blockquote cite="Agora, não procede essa história de que a flexibilização salarial — entenda-se: a precarização das relações de trabalho — seja um mecanismo eficaz pra gerar empregos.

    Os defensores dessa idéia partem do seguinte sofisma: o custo da mão de obra no Brasil é alto (!!!!); logo, se for possível baixar esse custo, a oferta de emprego vai aumentar."

    Desculpa Elias mas não é sofisma algum. Existe sim alguns sofismas nesse assunto sim. O primeiro deles é achar que é a empresa que arca com esses custos. Não é, é o trabalhador. Não precisa ser gênio para entender que quando uma empresa contrata alguém ela calcula o custo desse funcionário com todos os encargos para chegar ao salário oferecido. Então o dinheiro retirado do salário é o que paga os encargos trabalhistas, não é a empresa. A empresa funciona apenas como uma repassadora de recursos ao estado. Isso tudo é apenas firula contábil como férias remuneradas e 13º.

    Ou seja, há uma grande diferença entre o custo de um trabalhador no Brasil e o que realmente vai para o seu bolso. E essa é a grande diferença entre um trabalhador do Brasil e dos EUA por exemplo como demonstrarei a seguir.

    A primeira coluna representa o país e a segunda representa o quanto a empresa recolhe ao Estado em relação a um salário de US$ 1.000.

    França – US$ 797,00
    Argentina – US$ 702,70
    Alemanha – US$ 600,00
    Inglaterra – US$ 583,00
    Itália – US$ 513,00
    Uruguai – US$ 480,60
    Paraguai – US$ 410,00
    Japão – US$ 118,00
    Tigres Asiáticos (média) – US$ 115,00
    EUA – US$ 90,30

    Agora o Brasil: US$ 1.034,60

    Ou seja, a diferença entre o custo (folha) de um trabalhador americano para um brasileiro chega a mais de 11 vezes. Repito: 11 vezes.

    Alguém se pergunta porque muitos querem ir para os EUA ganhar dinheiro?

    Fonte:

    Isso acontece pela mania dos governantes de quererem fazer caridade com o dinheiro alheio. O trabalhador paga um monte de coisa que provavelmente nunca vai usufruir como o Sistema “S” por exemplo (SESC, SENAI e etc). Eu nunca coloquei meus pés em um SENAI, apesar de pagar por ele. Isso é o que eu chamo de “direitos obrigatórios impostos”. Some a ele o FGTS, INSS e etc…

    Eu não sou contra essas tranqueiras, apenas acho que deveria ser decisão do trabalhador em pagar por isso ou não. Da mesma forma que deveria acontecer com os sindicatos. Contribuição obrigatória a sindicatos é, na minha opinião, um crime. O dinheiro do meu salário é desviado para uma entidade PRIVADA sem minha autorização.

    Para mim o sindicalismo deveria ser igual aos EUA. Você se associa se quiser, contudo o que for negociado entre a empresa e o sindicato só vale para os que são associados. Os que não são terão que negociar diretamente. Dessa forma há interesse do trabalhador em se associar e ele irá cobrar uma melhor atuação do sindicato por seu interesse. No Brasil, com as contribuições obrigatórias, sindicalismo virou profissão muito rentável. Ano passado foi criado mais de um sindicato por dia. Ninguém sabe muito bem para onde vai o dinheiro, e o pior, os sindicatos viraram apêndices de partidos políticos.

    Alguém pode dizer que: “ah, mas as empresas nunca colocariam no salário o dinheiro que é destinado ao governo caso essas cobranças acabassem”. Para isso bastaria criar uma lei em que o percentual de transferência do salário fosse incorporado a ele. Isso já aconteceu como algumas gratificações que foram incorporadas. Não é algo difícil de ser feito pois os valores percentuais são todos conhecidos.

  140. vilarnovo said

    Elias / Marcelo

    “Agora, não procede essa história de que a flexibilização salarial — entenda-se: a precarização das relações de trabalho — seja um mecanismo eficaz pra gerar empregos.

    Os defensores dessa idéia partem do seguinte sofisma: o custo da mão de obra no Brasil é alto (!!!!); logo, se for possível baixar esse custo, a oferta de emprego vai aumentar.”

    Desculpa Elias mas não é sofisma algum. Existe sim alguns sofismas nesse assunto sim. O primeiro deles é achar que é a empresa que arca com esses custos. Não é, é o trabalhador. Não precisa ser gênio para entender que quando uma empresa contrata alguém ela calcula o custo desse funcionário com todos os encargos para chegar ao salário oferecido. Então o dinheiro retirado do salário é o que paga os encargos trabalhistas, não é a empresa. A empresa funciona apenas como uma repassadora de recursos ao estado. Isso tudo é apenas firula contábil como férias remuneradas e 13º.

    Ou seja, há uma grande diferença entre o custo de um trabalhador no Brasil e o que realmente vai para o seu bolso. E essa é a grande diferença entre um trabalhador do Brasil e dos EUA por exemplo como demonstrarei a seguir.

    A primeira coluna representa o país e a segunda representa o quanto a empresa recolhe ao Estado em relação a um salário de US$ 1.000.

    França – US$ 797,00
    Argentina – US$ 702,70
    Alemanha – US$ 600,00
    Inglaterra – US$ 583,00
    Itália – US$ 513,00
    Uruguai – US$ 480,60
    Paraguai – US$ 410,00
    Japão – US$ 118,00
    Tigres Asiáticos (média) – US$ 115,00
    EUA – US$ 90,30

    Agora o Brasil: US$ 1.034,60

    Ou seja, a diferença entre o custo (folha) de um trabalhador americano para um brasileiro chega a mais de 11 vezes. Repito: 11 vezes.

    Alguém se pergunta porque muitos querem ir para os EUA ganhar dinheiro?

    Fonte: http://www.uj.com.br/publicacoes/doutrinas/6156/O_Custo_do_Empregado_no_Brasil_e_no_Mundo

    Isso acontece pela mania dos governantes de quererem fazer caridade com o dinheiro alheio. O trabalhador paga um monte de coisa que provavelmente nunca vai usufruir como o Sistema “S” por exemplo (SESC, SENAI e etc). Eu nunca coloquei meus pés em um SENAI, apesar de pagar por ele. Isso é o que eu chamo de “direitos obrigatórios impostos”. Some a ele o FGTS, INSS e etc…

    Eu não sou contra essas tranqueiras, apenas acho que deveria ser decisão do trabalhador em pagar por isso ou não. Da mesma forma que deveria acontecer com os sindicatos. Contribuição obrigatória a sindicatos é, na minha opinião, um crime. O dinheiro do meu salário é desviado para uma entidade PRIVADA sem minha autorização.

    Para mim o sindicalismo deveria ser igual aos EUA. Você se associa se quiser, contudo o que for negociado entre a empresa e o sindicato só vale para os que são associados. Os que não são terão que negociar diretamente. Dessa forma há interesse do trabalhador em se associar e ele irá cobrar uma melhor atuação do sindicato por seu interesse. No Brasil, com as contribuições obrigatórias, sindicalismo virou profissão muito rentável. Ano passado foi criado mais de um sindicato por dia. Ninguém sabe muito bem para onde vai o dinheiro, e o pior, os sindicatos viraram apêndices de partidos políticos.

    Alguém pode dizer que: “ah, mas as empresas nunca colocariam no salário o dinheiro que é destinado ao governo caso essas cobranças acabassem”. Para isso bastaria criar uma lei em que o percentual de transferência do salário fosse incorporado a ele. Isso já aconteceu como algumas gratificações que foram incorporadas. Não é algo difícil de ser feito pois os valores percentuais são todos conhecidos.

  141. vilarnovo said

    PAX – Favor apague o comentário 139…

  142. Elias said

    Vilarnovo,

    Mas nós aqui estamos nos referindo às colônias. O Brasil foi colônia durante séculos, e é claro que isso influiu na sua evolução subseqüente.

    Até o início do século XIX, não só o Brasil não tinha permissão pra produzir industrializados, como não tinha, também, permissão de comprar industrializados dos produtores. Tinha que comprar de Portugal, que comprava dos produtores e vendia ao Brasil, lucrando na intermediação.

    O Brasil só passou a ter autorização para comprar dos produtores a partir de 1808, com a transferência da coroa portuguesa e a elevação do país à condição de Reino Unido. Aí ele deixou de comprar de Portugal, então ocupado pela França.

    Aí a economia portuguesa desgringolou de vez.

    Agora, olhando a coisa do ponto de vista da metrópole, pode-se dizer que Portugal se ferrou porque manteve-se atado ao capitalismo mercantil, mesmo quando este já havia dado o que podia dar.

    Não se deve concluir, a partir daí, que Portugal foi bobinho, que não soube fazer a coisa certa, no momento certo, etc e tal. Durante séculos, o capitalismo mercantil, o metalismo, deu muita riqueza e vida boa a Portugal. Depois, o sistema se esgotou e o país não conseguiu passar pra outra.

    Por que não conseguiu?

    Não foi por causa de burrice, certamente. Portugal teve problemas imensos, que vão desde o período em que perdeu sua autonomia política — época da União Ibérica, de 1580 a, se não me engano, 1640, por aí — até o próprio tamanho do país, espremido entre duas potências militares (França e Inglaterra), que faziam o que podiam para drenar de Portugal aquilo que ele arrancava de suas colônias.

    Faça as contas de quanto ouro e prata Portugal tirou do Brasil. Dá, em valores de hoje, alguns porrilhões de bilhões de dólares.

    Pra onde foi essa riqueza toda? Em Portugal não ficou nem um centésimo dela.

    Foi pra Inglaterra, Vilarnovo. Em seu livro “1808”, Laurentino lembra que, por vezes, os carregamentos de ouro que saíam do Brasil nem aportavam em Portugal. Iam direto pra Inglaterra.

    Claro que isso não deflagrou a revolução industrial inglesa. Mas a sustentou economicamente.

    E, sustentou economicamente, porque havia outra sustentação: a sustentação militar.

    A Inglaterra se impunha militarmente às suas colônias e a países mais fracos, como era o caso de Portugal e, assim, garantia matérias primas para suas indústrias e mercados para seus produtos.

    Quando alguns países resistiam, a Inglaterra fazia atacar seus navios no mar, por grupos armados denominados “corsários”, que se diferenciavam dos “piratas” porque estes últimos operavam por conta própria enquanto que os “corsários” estavam a serviço do governo inglês. Os “corsários” eram piratas estatais.

    Aí, submetidos a essa chantagem poderosa e violenta, as vítimas acabavam cedendo às exigências inglesas.

    O processo é tão conhecido que espanta ser necessário mencioná-lo aqui.

    A tal “livre iniciativa” inglesa não era, assim, tão dissociada do Estado inglês, como você imagina. O Estado inglês é que estabelecia as condições políticas e a sustentação militar, sem o quê a “livre iniciativa” inglesa teria se transformado em substrato de pó de quase nada num piscar de olhos.

    O Marquês de Pombal chegou a imaginar um meio de sair dessa arapuca. Na visão dele, o reino português deveria se transferir definitivamente para o Brasil. Boa parte das medidas dele para o Brasil tinham o propósito de viabilizar essa transferência.

    Aqui, ele teria um país com um território enorme, enormes fontes de matérias primas e a condição que o Brasil então desfrutava, de ser a “esquina do mundo”.

    Pombal foi atropelado por fatores políticos. Caiu em desgraça e foi até mesmo proibido de estar a não sei quantos quilômetros de onde a rainha (Maria, a Louca) estivesse.

    Hoje, é difícil — pelo menos pra mim — dizer se Portugal manteve-se atado ao mercantilismo por vontade própria ou se foi simplesmente forçado a isso.

    Claro que houve pressões poderosíssimas da Inglaterra, para que Portugal adotasse o caminho que adotou. Por outro lado, se Portugal saísse da esfera de influência militar da Inglaterra, isto implicaria, inevitavelmente, cair sob a esfera de influência militar da França.

    Na prática, implicava escolher em qual fogueira preferia ser queimado.

    Com a Revolução Francesa, as simpatias da coroa portuguesa pela França se reduziram sensivelmente (mas D. Pedro I — ou D. Pedro IV, já que estamos falando de Portugal — tinha Napoleão como seu grande herói e modelo).

    Ao mesmo tempo, em Portugal havia pessoas economicamente poderosas e influentes politicamente, que operavam como funcionários informais do governo inglês junto à coroa portuguesa.

    É aquele tipo de entreguista ordinário que — tal como pardal e puxa-saco — todo lugar tem…

    Vai daí…

  143. vilarnovo said

    Elias – “Foi pra Inglaterra, Vilarnovo. Em seu livro “1808″, Laurentino lembra que, por vezes, os carregamentos de ouro que saíam do Brasil nem aportavam em Portugal. Iam direto pra Inglaterra.

    Claro que isso não deflagrou a revolução industrial inglesa. Mas a sustentou economicamente.”

    Sim e não.

    A Revolução Industrial já havia começado. O ouro que ia de Portugal para Inglaterra era direcionado justamente para pagar por produtos ingleses que eram melhores – e mais baratos – que os portugueses por conta da industrialização.

    O Tratado de Methuen é bem explícito do que vc falou. Nele a coroa portuguesa se comprometia a consumir os produtos têxteis da Inglaterra e a Inglaterra os vinhos portugueses. Burrice plena.

    O restante da Europa só começou a se industrializar após 1815. Quase um século após a Inglaterra.

  144. vilarnovo said

    Elias – “A tal “livre iniciativa” inglesa não era, assim, tão dissociada do Estado inglês, como você imagina. O Estado inglês é que estabelecia as condições políticas e a sustentação militar, sem o quê a “livre iniciativa” inglesa teria se transformado em substrato de pó de quase nada num piscar de olhos.”

    Não discordo disso. Não mesmo!! E é por isso mesmo que você vê a diferença entre a atuação dos Estados. Quando ocorreu a Revolução Gloriosa, para mim pessoalmente tão ou mais importante que a Revolução Americana (sem a Revolução Gloriosa não haveria a Revolução Americana), onde foi criada a Bill of Rights que limitou o poder da Coroa, a Inglaterra teve o primeiro impulso forte para a industrialização.

    Ou seja, enquanto na Inglaterra o poder do Estado existia para subsidiar os cidadãos (Ok, a burguesia) em Portugal / Espanha, o poder do Estado existia para si mesmo, para a manutenção do poder absolutista da Coroa.

    Na Inglaterra o poder da Coroa estava limitado por leis e pelo Parlamento, em Portugal não.

  145. vilarnovo said

    Trocando em miúdos, enquanto na Inglaterra a Coroa favoreceu a industrialização, em Portugal a Coroa atrapalhou. E no Brasil também. É só ver o que fizeram com o Barão de Mauá.

  146. Elias said

    Vilarnovo,

    Sim e não.

    Tanto a coroa portuguesa quanto o Estado inglês favoreceram interesses privados, cada um ao seu modo.

    A diferença está no industrialismo, que era o trem do horário. Trem que Portugal perdeu.

    O capitalismo inglês não teria sobrevivido sem o Estado inglês. Este é quem garantia o abastecimento de matérias primas para a indústria e mercados para os produtos.

    Pra fazer isso, o Estado inglês estatizou até o banditismo (leia-se “corsários”).

    Mas não se limitou a isso. Quando foi necessário ir à guerra, a Inglaterra não hesitou. Já no final do século XIX, a Inglaterra desmantelou o império chinês, um dos mais prósperos e bem organizados da época, chegando ao extremo de impor a produção e o consumo do ópio, etc e tal.

    Lembra das razões que determinaram a I Guerra Mundial? Guerra por mercados, né?

    Enfim, o Estado inglês fez o que estava ao seu alcance e era necessário pra segurar a barra do seu florescente capitalismo.

    O capitalismo inglês não foi, apenas, obra da sacrossanta iniciativa privada…

    No Brasil pós-independência, permaneceram as mesmas contradições existentes no Brasil colônia.

    Por que a industrialização não emplacou no Brasil Império? Porque ela contrariava poderosos interesses internos, que se associavam e se subordinavam a interesses externos.

    No ano passado, durante a campanha eleitoral e com seu linguajar típico, Lula ironizou essa peculiaridade histórica, negando-se a colocar a culpa de nosso atraso no “imperialismo inglês” ou no “imperialismo ianque”.

    Lula lembrou que os “patrões de fora” nada conseguiriam fazer sem o inestimável apoio dos “capachos de dentro”.

    Lula estava corretíssimo. Só é necessário acrescentar que os “capachos de dentro” não fizeram isso apenas porque eram capachos. Eles tinham seus próprios interesses e se moviam politicamente em função desses interesses.

    Já no início da segunda metade do século XX, Roberto Campos, Ministro de Estado, patrocinou a elaboração de um estudo por uma empresa americana, que chegou a impressionante conclusão de que a produção siderúrgica era economicamente inviável no Brasil.

    A coisa ficou célebre porque Carlos Lacerda, então se preparando para se candidatar à Presidência da República, partiu pra cima do Bob Fields. Desafiou o Bob a defender essas bobagens num debate na tevê.

    Bob se pôs à sombra e o debate nunca aconteceu.

    No mais, e por outras — muitas outras! — razões, o “mandato” do Castello foi prorrogado, Lacerda foi cassado, as eleições presidenciais foram canceladas e só retomadas em 1989.

    Mas Bob Fields queimou o filme. Nunca mais a milicada o convidou a ocupar cargos no executivo federal (exceto o de embaixador, no qual ele poderia exercitar inofensivamente sua incontrolável parlapatice de lamparina de pôpa).

    Antes do Bob pagar esse mico, JK foi criticadíssimo por implantar a indústria automobilística no Brasil. Dizia-se que o Brasil jamais conseguiria fabricar carros com qualidade pelo menos próxima à dos carros americanos e europeus. Que implantar a indústria automobilística no Brasil era fazer furo dentro d´água.

    Fácil checar isso. É só pegar os arquivos dos jornais brasileiros da primeira metade dos anos 1950.

    Aí você verá o que diziam os “liberais” da época, e terá uma pálida idéia do projeto de país que eles tinham em mente.

    Pra seu espanto, você verá que, no Brasil, indústria automobilística já foi coisa de subversivo comunista…

    Pelo menos, era o que os “liberais” diziam…

  147. iconoclastas said

    “… enquanto na Inglaterra a Coroa favoreceu a industrialização, em Portugal a Coroa atrapalhou. E no Brasil também. É só ver o que fizeram com o Barão de Mauá.”

    deixa estar, pois o BNDES social-democrata ta ai para corrigir isso, e distribuir caraminguás a um custinho confortável a burguesia empreendedora.

    e tome puxadinha na Selic…

    ;^/

  148. Elias said

    Vilarnovo,

    Outra coisa: a limitação do poder da coroa não tem nada a ver com o sucesso econômico de uma monarquia.

    Na Alemanha, p.ex., essa limitação não existia e, nem por isso, o país deixou de se tornar uma potência.

    Insisto: o problema da coroa portuguesa era muito mais complexo. A bem da verdade, tinha poucas alternativas.

    E, a bem da verdade queimou suas chances quando se desfez de Pombal que, por sinal, era um déspota…

  149. iconoclastas said

    “Na Alemanha, p.ex., essa limitação não existia e, nem por isso, o país deixou de se tornar uma potência.”

    exceto pelo fato de ter entrado, e perdido, duas guerras, exatamente por causa dos ilimitados poderes de seus césares…

    ;^)))

  150. vilarnovo said

    Elias – Novamente, apenas estou dizendo que o dinheiro do Novo Mundo não foi determinante para a Revolução Industrial inglesa. Apenas isso.

    Não estou entendo porque você continua a falar de liberais. O liberalismo na época estava engatinhando. “A riquesa das Nações” de Smith foi escrito em 1776, no início da Revolução Industrial.

    Se você quiser discutir os erros e acertos dos liberais, Ok. Função do Estado, Ok. Mas isso não tem absolutamente nada a ver com Revolução Industrial. Ok? Ok.

  151. vilarnovo said

    Pois é Ico… e nem foi bem assim. Quem comandou o crescimento alemão foi o Bismarck e não Guilherme I.

  152. vilarnovo said

    Ico #147 – Mas só para os amigos do Rei… hehehehe

  153. Olá!

    Muito bom o comentário do Vilarnovo #140.

    É uma loucura que uma empresa no Brasil tenha que repassar ao Estado um valor que é 1.03 vezes maior do que aquilo que é repassado ao trabalhador como salário.

    Sobre liberalismo e coisas tais, apenas vale lembrar que nunca houve liberalismo no Brasil.

    Até!

    Marcelo

  154. iconoclastas said

    ah, sim…

    um excelente exemplo de país com extraordinário sucesso econômico e limitadíssimas liberdades de escolha é a… vcs completem, é muito fácil.

    q tal o modelo, sem direitos trabalhistas, sem preocupações ambientais, sem poder se queixar…???

    tem tb Cingapura, q dizem q funciona muito bem, mas q o povo não tem muito “interesse” político…

    enquanto isso a social-democracia tupiniquim, já de posse de sua habilitação, nos oferece (des)serviços peculiares em saúde, educação e segurança…

    ;^))

  155. Elias said

    Vilarnovo,

    Concordo que não foi SÓ a riqueza do Novo Mundo que determinou o sucesso da Revolução Industrial inglesa. Também é claro que essa revolução não foi deflagrada pelas riquezas do Novo Mundo.

    Mas é fato que as riquezas do Novo Mundo foram fundamentais para o SUCESSO da Revolução Industrial inglesa. Esta não teria êxito sem mercados para seus produtos. E esses mercados só existiram porque tinham com quê pagar.

    Seria ingenuidade nossa achar que os porrilhões de bilhões de dólares — a preços de hoje… — que Portugal retirou do Brasil, e que foram direto pra Inglaterra, não tiveram importância nenhuma pra sustentação da Revolução Industrial.

    E, agora, vou bancar o advogado do diabo.

    Refiro-me ao “Sistema S”.

    O SESI, o SENAI, o SESC, o SENAC, o SEST e o SENAT, são mantidos por contribuições compulsórias calculadas sobre a folha de pagamento das empresas: 1,5% para o SESI, o SESC e o SEST, e 1% para o SENAI, o SENAC e o SENAT, conforme a empresa seja industrial, comercial ou de transporte.

    Essa contribuição não é descontada do salário do trabalhador. Este serve, apenas, como base de cálculo. Mas quem paga é a empresa. Os 2,5% integram a “parte do empregador” nos recolhimentos previdenciários. O INSS arrecada e repassa os recursos a essas instituições.

    Todas essas instituições são privadas. Foram criadas não a partir de iniciativa do governo, mas de solicitação do próprio empresariado.

    São, também, administradas pelo empresariado, através de entidades que o representam. O SESI e o SENAI, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI); o SESC e o SENAC, pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), e o SEST e o SENAT, pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

    Como são mantidas por contribuições pára-fiscais, essas instituições são fiscalizadas pela Controladaria Geral da União (CGU) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

    Que eu saiba, essas instituições jamais estiveram envolvidas em escândalos de malversação ou desvio de fundos. O SESI (que conheço um tanto…) tem mais de 60 anos no lombo, sem escândalos. Qualquer desviozinho de conduta é severa e imediatamente punido pelos mecanismos internos do próprio Sistema CNI que, por causa disso, já detonou várias Federações de Indústrias de Estados (a quem a CNI delega poderes para administrar o SESI e o SENAI nas Unidades da Federação).

    Essas entidades realizam um admirável trabalho para o país. O SESI, p.ex., dentro de seus programas prioritários (educação, saúde e lazer), contabiliza milhões de brasileiros atendidos em seus programas de trabalho.

    O SENAI é, ainda hoje, o único sistema nacional de formação de mão-de-obra direta para a indústria.

    Pra você ter uma idéia do quanto isso é importante, basta lembrar que, na construção civil brasileira, perde-se aproximadamente 33% do material empregado, por causa da baixa qualificação da mão-de-obra. Quando se constrói 3 edifícios, terá se desperdiçado material suficiente para construir mais um.

    Nem é necessário dizer o que isto representa para o custo da construção civil e para o preço do produto. E nem lhe digo o quanto o quadro estaria pior, não fosse pelo SENAI.

    E, você sabe o quanto o custo do SESI e do SENAI representa para o Brasil?

    Pois eu lhe digo: representa 0,25% do faturamento das indústrias.

    Vale dizer: se essas entidades fossem extintas, o custo do produto industrial brasileiro se reduziria em 0,25%.

    Nessa hipótese, que você acha que aconteceria com esse 0,25% de economia?

    Seria reduzido do preço de venda ou seria incorporado ao lucro?

  156. Elias said

    Marcelo,

    A empresa brasileira NÃO repassa ao Estado 1,3 vezes o que ela paga ao trabalhador.

    De 80% a 130% são os ENCARGOS SOCIAIS sobre o salário pago. Mas nem todos os encargos são pagos ao Estado.

    Neses encargos estão incluídos o 13º salário, as férias, o FGTS, a multa rescisória sobre depósitos em conta vinculada (no caso de demissão imotivada), o vale transporte, o vale alimentação, etc.

    Outra coisa: a taxa de encargos sociais só se aproxima de 100% se o salário for muito baixo. É que, neste caso, o peso relativo do vale-transporte e do vale-alimentação se revela maior.

    Suponha 2 empregados: um deles ganha R$ 700; o outro R$ 3.000.

    Agora, digamos que ambos tomem 4 ônibus por dia, para o deslocamento casa-trabalho-casa, que cada passagem custe R$ 2 e que eles trabalhem 22 dias no mês.

    Gasto mensal: R$ 2 x 4 = R$ 8 x 22 = R$ 176

    A legislação trabalhista brasileira determina que o empregado deve gastar, no máximo, 6% de seu salário no deslocamento casa-trabalho-casa. O que passar diso, deve ser pago pela empresa.

    Assim:

    R$ 700 x 6% = R$ 42

    R$ 3.000 x 6% = R$ 180

    Para o empregado que ganha R$ 700, a empresa terá um custo de vale-transporte de:

    R$ 176 – R$ 42 = R$ 134, isto correspondendo a 19,1% de encargos sociais.

    Já para o empregado que ganha R$ 3.000, o peso do vale-transporte nos encargos sociais será nulo, pois o gasto deste em transporte está abaixo do limnite máximo estabelecido em lei.

    Igual raciocínio se aplica ao vale alimentação e ao vale-refeição.

    Assim, a taxa de encargos sociais de 130% só existe em tese, para empresas que só pagam salário merreca.

    Uma empresa que pague salários decentes jamais terá encargos sociais de 130%, mesmo incluídos encargos voluntários, como é o caso do café da manhã (e mesmo que se aproprie o café da manhã pelo valor bruto), da participação no lucro, etc.

    Taxa de encargos sociais de 130% é factóide do tempo do Banana Brazil…

  157. vilarnovo said

    Elias – Vamos lá… Você quer abrir uma empresa X e para isso conta com um orçamento de 10 mil reais para custo de mão de obra + encargos. Sabendo que os encargos salarias são 100% do salário do empregado (é um pouco mais mas vamos simplificar) de cara do seu orçamento inicial, 5 mil é para o Estado e outras entidades privadas ou não.

    Então sobrou 5 mil reais na sua mão para efetivamente pagar o salário do trabalhador. Vc pode contratar 1 funcionário por 5 mil ao mês ou 5 por mil reais.

    Nos EUA onde os encargos somam 10% da folha, sobraria para pagamento efetivo do salário 9.900 reais. Ou seja, só por conta dos encargos, o americano de cara receberia o dobro de um funcionário brasileiro.

    É claro que isso contribui para abaixar os salários, é claro que isso contribui para o desemprego.

    Novamente, não sou contra o Sistema S. Apenas acho que deveria ser direito do trabalhador OPTAR por contribuir com ele ou não. Da mesma forma dos outros “direitos obrigatórios impostos” como INSS, FGTS, sindicatos e outros.

    A diferença é que eu acredito na capacidade do indivíduo de saber o que é melhor para ele. Outros acreditam em algo chamado Estado, como se essa entidade fosse um ser magnânimo, superior, desprovido de vontade e não composto por seres humanos com seus próprios interesses.

  158. vilarnovo said

    Calculando Encargos Sociais de Sua Empresa.
    ENCARGOS SOCIAIS SOBRE FOLHA DE
    PAGAMENTO – EMPRESAS NÃO OPTANTES PELO
    SIMPLES
    %
    %
    VALOR DA FOLHA DE PAGAMENTO 100,00
    I.N.S.S. 20,00
    SAT – Seguro de Acidente do Trabalho 3,00
    Salário Educação 2,50
    INCRA 0,20
    SENAC 1,00
    SESC 1,50
    SEBRAE 0,60 28,80
    FGTS 8,50
    AV. PRÉV. TRABALHADO (2 H DIA) = 60 HORAS MÊS. 2,27
    DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO 8,33
    FÉRIAS 8,33
    1/3 FÉRIAS 2,78
    FGTS REFLEXO S/VERBAS RESCISÓRIAS (21,71) 1,85
    FGTS – 50% (8,50 + 1,85 = 10,35) 5,17 28,73
    TOTAL FA FOLHA E ENCARGOS SOCIAIS MENSAIS 166,03
    ENCARGOS SOCIAIS SOBRE FOLHA DE
    PAGAMENTO – EMPRESAS OPTANTES PELO
    SIMPLES
    %
    %
    EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES
    VALOR DA FOLHA DE PAGAMENTO 100,00
    AS EMPRESAS OPTANTES PELO SIMPLES NÃO RECOLHEM OS VALORES
    ABAIXO, OU SEJA, INSS PARTE DA EMPRESA.
    I.N.S.S. 20,00
    SAT – SEGURO DE ACIDENTE DO TRABALHO 3,00
    SALÁRIO EDUCAÇÃO 2,50
    INCRA 0,20
    SENAC 1,00
    SESC 1,50
    SEBRAE 0,60 0,00
    FGTS (VEJA QUE É APENAS DE 8%) 8,00
    AV. PRÉV. TRABALHADO (2 H DIA) = 60 HORAS MÊS. 2,27
    DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO 8,33
    FÉRIAS 8,33
    1/3 FÉRIAS 2,78
    FGTS REFLEXO S/VERBAS RESCISÓRIAS (21,71) 1,74
    FGTS – 50% (8,00 + 1,1,74 = 9,74) 4,87 28,32
    TOTAL DA FOLHA DE PAGAMENTO E ENCARGOS SOCIAIS 136,32

  159. Elias said

    Vilarnovo,

    Por favor, leia novamente meu comentário # 156.

    O 13º salário NÃO é pago ao Estado, e sim ao trabalhador.

    As férias gozadas NÃO são pagas ao Estado, e sim ao trabalhador.

    O vale-transporte NÃO é pago ao Estado, e sim ao trabalhador.

    O vale-alimentação NÃO é pago ao Estado, e sim ao trabalhador.

    A multa rescisória NÃO é paga ao Estado, e sim ao trabalhador.

    O depósito ao FGTS NÃO pertence ao Estado, e sim ao trabalhador.

    Nem todos os encargos sociais são pagos ao Estado. Dependendo do valor do salário, menos da metade dos encargos sociais são congtribuições ao Estado.

    A taxa de encargos sociais não é igual para todos os níveis de remuneração. Quanto MAIOR a remuneração, MENOR a taxa de encargos sociais.

    A taxa de encargos sociais não é igual pra todas as atividades empresariais. Esse total de 130% só é válido para remuneração de salário mínimo, na construção civil a céu aberto (onde os dias de chuva são computados como encargos sociais) e desde que a empresa também pague seguro de vida em grupo e café da manhã (além do vale-refeição e do vale-transporte, etc).

    A rigor, o café da manhã deveria ser computado economicamente pelo valor líquido.

    É que o café da manhã é uma estratégia pra reduzir os atrasos. Já fiz isso, quando era diretor de uma empresa.

    O expediente se inicia, digamos, às 8 horas. Você serve café da manhã até às 7h30. Um bom café da manhã, com suco de frutas, frutas frescas, queijo, geléia, etc e tal.

    Às 7h30 em ponto, você fecha o refeitório. Pra quem já estiver dentro, você dá uma tolerância de 10 minutos. Quem estiver fora, não entra de jeito nenhum!

    Sabe o que acontece? A turma chega cedinho, em peso. Acabam-se os problemas de atraso.

    Agora, digamos que sua empresa seja uma faqueadora de madeira, ou uma indústria qualquer, para quem o acionamento das máquinas no horário certo seja fundamental.

    Quanto você perdia antes de proporcionar o café da manhã, com o acionamento tardio das máquinas? Quanto você ainda está perdendo, depois que passou a dar o café da manhã?

    Na minha experiência, zerou a perda com acionamento tardio.

    Há um outro item de encargo social, que é o “prêmio por assiduidade e pontualidade”. Também já fiz isso. A cada mês, você compra um certo número de bicicletas, ou de DVD-plays ou de outra tralha qualquer, segundo a preferência dos empregados.

    Ao início de cada mês, você sorteia essas tralhas entre os empregados que, no mês anterior, não tiveram faltas ou atrasos.

    Também já usei um sistema de pontuação. Quem atingia um determinado número de pontos por não haver se atrasado ou faltado no semestre anterior, ganhava um prêmio (geralmente um eletrodoméstico).

    Isso tudo vai pro cálculo dos encargos, mas a verdade é que, quando o prêmio é concedido, ele já se pagou pela redução das perdas ou pelo aumento da produtividade.

    Quando você tem um problema sério na empresa, você tem sempre, no mínimo, 2 alternativas: abordar pelo negativo (punindo quem fez algo que te dá prejuízo), ou pelo positivo (premiando quem NÃO fez).

    A depender das circunstâncias e dos circunstantes, cada uma dessas alternativas pode render mais que a outra.

    A questão é saber o quê, quando e como fazer…

    Quanto aos R$ 5 mil ou R$ 10 mil que você falou, só posso lhe dizer uma coisa: quem não tem competência não se estabelece!

  160. vilarnovo said

    Elias – Parece que há um problema enorme de comunicação entre nós…

    Do ponto de vista do empregador, de quem contrata, é totalmente transparente para onde o dinheiro vai. Se é para o empregado, se é para o Estado, se é para o sindicato e etc.

    O que importa para ele é o custo desse funcionário em sua folha de pagamento. O custo de um funcionário no Brasil equivale em média a 110% do que lhe pago em salário. Nisso está incluso tudo.

    Na hora de contratar, um empregador leva isso em consideração na configuração de seu salário (logicamente levando em conta a lei de oferta e procura – profissionais mais qualificados irão receber mais que menos qualificados, profissões com carência tendem a pagar mais e etc…).

    13º, férias remuneradas são apenas firulas contábeis. Vc concorda comigo que bastaria alguém economizar parte do seu salário para obter o mesmo montante em dinheiro? Se você economizar 1/12 todo mês, você tem um 13º. Se economizar mais 1/12 todo mês, vc tem férias remuneradas. Ok? Ok.

    É assim que funciona nos EUA. O salário do trabalhador é sagrado. É ele que define o que ele vai fazer com o seu dinheiro. Se vai aplicar em ações, se vai colocar na poupança, se vai gastar em bolas de futebol.

    FGTS é roubo. O dinheiro do meu salário é desviado para Caixa onde rende menos que a inflação. Qualquer aplicação mais bunda de mercado rende mais que o FGTS que perde até para a poupança. Se o FGTS pertence ao trabalhador eu digo: eu quero meu dinheiro agora. Já. Nesse momento. Quero optar em não mais pagar o FGTS. Quero usar esse dinheiro, que segundo você é meu, em qualquer outra coisa. Para comprar balinha na carrocinha da esquina. Posso? Se eu puder o dinheiro é meu. Se não, ele não é. O que existe é o governo tirando meu dinheiro e usando da maneira que define. Nunca me perguntaram se eu autorizo isso. E se me perguntarem eu não autorizo.

    E no final das contas o imóvel fica até mais caro, pois como o FGTS não rende patavinas, na hora de comprar um imóvel o montante acumulado pelo trabalhador é bbbbbbeeeeeeemmmmmm menor do que seria se ele tivesse investido o mesmo dinheiro em um CDB, uma renda fixa, letra do tesouro e etc. E olha que eu coloquei aplicações bem conservadoras. Se fosse comparar com outras como ações a coisa seria pior ainda.

    Aí os “iluminados” dizem que as taxas de juros da Caixa são menores. Até são, mas o spread entre o rendimento e os juros cobrados é tão alto que o lucro fica todo com a Caixa (Estado). O que não só é um ônus para o trabalhador, mas como dificulta a compra da casa própria.

    O próprio Banco Mundial sugeriu o fim do FGTS, ou melhor, que os 8% debitados do salário sejam pagos DIRETAMENTE ao trabalhador e não ao governo.

    INSS, também é roubo. Se eu aplicasse tudo o que eu já paguei de INSS em uma previdência privada teria uma aposentadoria bem melhor. Mas afinal de conta, alguém tem que pagar pelos benefícios das aposentadorias especiais, dos funcionários públicos, das filhas de generais e etc, das mulheres de políticos do século passado…

  161. vilarnovo said

    E na verdade quando falam em “precariedade das relações de trabalho” estão certíssimos. Devemos tornar precário o emprego de um monte de chupa sangue que existem no Estado brasileiro esse eterno cabide de emprego.

  162. Elias said

    Vilarnovo,

    Pegando seu comentário # 158.

    Se a empresa recolhe para o SESC e o SENAC, trata-se de uma empresa comercial.

    Neste caso, dificilmente o Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) será 3%.

    No Brasil, existem 3 faixas de SAT: risco mínimo: 1%; risco médio: 2%; risco máximo: 3%.

    No risco máximo estão enquadradadas, geralmente, empresas industriais ou de transporte, cujo funcionamento envolva elevado grau de periculosidade ou de insalubridade. Onde o risco de acidentes do trabalho ou de doenças ocupacionais é elevado.

    No comércio, raramente esse enquadramento acontece.

    E nos países desenvolvidos?

    Bem, nesses países existe um troço chamado “Mútua de Acidentes do Trabalho”. Quem criou as mútuas foi Bismarck, ainda no século XIX. A novidade ainda não chegou ao Brasil. Também, pudera… que são uns 120 aninhos pro pessoal que ainda acha que os encargos sociais brasleiros são altos demais?

    Mas vaga pelo Congresso, feito um fantasma, desde 1998, um projeto de lei criando as mútuas no Brasil. Quem sabe, mais 120 anos…?

    No sistema mutual, as empresas não são enquadradas segundo o ramo de atividade (como acontece no Brasil), e sim pela freqüencia de eventos em um dado período de avaliação. Dependendo dessa avaliação — feita com a participação dos sindicatos de trabalhadores — a contribuição à mútua pode chegar a 16% sobre a folha de pagamentos. Quem teve mais acidentes, ou mais doenças ocupacionais, paga mais.

    Pra evitar isso, você tem que investir pesado em saúde ocupacional, prevenção de acidentes, etc.

    No Brasil, você paga, no máximo, 3% sobre a folha de pagamento, e estamos conversados.

    Se quiser investir em saúde ocupacional, pode. Mas ninguém te obriga a isso.

  163. vilarnovo said

    Elias, que os encargos no Brasil que atingem a folha salarial são altos nem mesmo a Dilma discorda.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/863832-por-mais-emprego-formal-dilma-quer-cortar-tributos.shtml

  164. Elias said

    Vilarnovo

    Ainda sobre seu comentário # 158.

    A contribuição ao FGTS não é de 8,5%. Chegou a ser, mas voltou aos 8% de sempre. E há muito tempo!

    O que passou de 40% para 50%, e assim continua, é a multa rescisória, calculada sobre depósitos em conta vinculada, nos casos de demissão imotivada.

    Ora, meu caro: se a sua preocupação é pagar menos ao Estado pra pagar mais ao trabalhador, então faz todo o sentido, sim, saber, exatamente, quanto se paga ao Estado.

    Se o tal encargo social já é pago ao empregado, e o seu objetivo é pagar ao empregado, não há por que reclamar, né?

    Outra: o vale-transporte e o vale-alimentação são, na prática, remunerações ao empregado sobre as quais não incidem encargos sociais.

    No exemplo que você reproduziu, os recolhimentos ao Estado não chegariam a 30% sobre a folha, mesmo incluindo-se os recolhimentos ao Sistema S (que, a bem da verdade, não são recolhimentos ao Estado), e também a reincidência de encargos básicos sobre o 13º salário.

    Quanto ao FGTS, Vilarnovo, lembre que sua criação atende antiga reivindicação das classes empresariais.

    É que, no momento da rescisão por iniciativa da empresa, esta não tinha com quê pagar a indenização. Aí multiplicavam-se os processos trabalhistas, os arrestos e penhoras de bens, etc, etc.

    Foi então que o regime militar partiu pra criação do FGTS, que diluiu o custo da indenização em módicas prestações mensais, extinguiu a indenização em dobro pro empregado com 10 anos ou mais de serviços e, de quebra, criou um fundo pra financiamento do setor da construção civil.

    Você quer extinguir com o FGTS?

    Tudo bem.

    Mas, te prepara pra levar porrada do Sinduscon por um bom tempo…

    As prefeituras municipais também vão adorar… (quase todos os investimentos municipais em saneamento básico são financiados pelo FGTS).

    E isso seria só o começo…

  165. Elias said

    “Elias, que os encargos no Brasil que atingem a folha salarial são altos nem mesmo a Dilma discorda.” (Vilarnovo)

    Caro, que fique bem claro: não sou empregado; sou empregador.

    Não sei o quê nem quando a Dilma disse algo sobre os encargos sobre folha. Se ela se manifestou na linha que você citou, problema dela.

    Sei que o Wagner, quando Ministro do Trabalho, andou falando merda (muita!) sobre o 13º salário. Ele disse que o custo do processamento da folha estava muito alto para as pequenas empresas, com até 100 empregados, dado o alto custo dos sistemas informatizados e blá, blá, blá…

    Na época, tomei a liberdade de escrever uma carta a Sua Excelência, o Sr. Ministro do Trabalho, dizendo que, se era isso exatamente o que ele pensava, soubesse ele que eu, recolhido à minha insignificância, concordava plenamente.

    Só que, na condição de Ministro do Trabalho, em vez de Sua Excelência ficar só falando, e falando, e falando… no problema, deveria ele, ao contrário, fazer alguma coisa pra resolvê-lo.

    Dei minha modesta sugestão: por que o Ministério do Trabalho não mandava desenvolver, ou comprava, já desenvolvido, um sistema de pessoal direcionado a empresas com até 100 empregados?

    O ministério poderia distribuir gratuitamente o sistema a essas empresas que, assim, não teriam mais problemas com processamento de folhas de pagamento, geração de dados para a RAIS e tudo o mais.

    Recebi uma comunicação do ministério, dizendo que minha sugestão havia sido encaminhada ao gabinete do ministro.

    E foi só.

    Mantenho minha sugestão.

  166. Patriarca da Paciência said

    O Brasil não tem o menor prolema para criar emprego.

    O índice de desemprego no Brasil está em 5,7%, um das menores, desde que o índice começou a ser pesquisado.

    O Brasil não está também com problemas de crescimento econômico.

    Então, o atual sistema vai muito bem, obrigado.

    Nada de mudar as regras.

    vejam só:

    Uma edição especial da revista britânica The Economist, com perspectivas para 2011, prevê que o Brasil se tornará a 7ª maior economia do mundo neste ano, ultrapassando, pela primeira vez, a Itália.

    Eis a lista dos maiores PIB’s previstos para 2011:

    1. Estados Unidos – US$ 14,996 trilhões
    2. China – US$ 6,460 trilhões
    3. Japão – US$ 5,621 trilhões
    4. Alemanha – US$ 3,127 trilhões
    5. França – US$ 2,490 trilhões
    6. Reino Unido – US$ 2,403 trilhões
    7. Brasil – US$ 2,052 trilhões
    8. Itália – US$ 1,888 trilhão
    9. Índia – US$ 1,832 trilhão
    10. Rússia – US$ 1,737 trilhão
    11. Canadá – US$ 1,616 trilhão
    12. Espanha – US$ 1,337 trilhão
    13. Austrália – US$ 1,190 trilhão
    14. México – US$ 1,119 trilhão
    15. Coreia do Sul – US$ 1,094 trilhão
    16. Indonésia – US$ 806 bilhões
    17. Turquia – US$ 760 bilhões
    18. Holanda – US$ 743 bilhões
    19. Suíça – US$ 513 bilhões
    20. Irã – US$ 488 bilhões
    21. Arábia Saudita – US$ 481 bilhões
    22. Polônia – US$ 469 bilhões
    23. Taiwan – US$ 466 bilhões
    24. Suécia – US$ 449 bilhões
    25. Bélgica – US$ 444 bilhões
    26. Noruega – US$ 431 bilhões
    27. Áustria – US$ 376 bilhões
    28. África do Sul – US$ 346 bilhões
    29. Tailândia – US$ 336 bilhões
    30. Emirados Árabes Unidos – US$ 312 bilhões
    Por: Zé Augusto . Quarta-feira, Janeiro 19, 2011

  167. Chesterton said

    O que passou de 40% para 50%, e assim continua, é a multa rescisória, calculada sobre depósitos em conta vinculada, nos casos de demissão imotivada.

    chest- injusto, deveria ser zero.

    Subsidiar é dar, ao diminuir im postos o estado está roubando menos. Roubar menos não é sinônimo de DAR.

  168. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “O Brasil não tem o menor prolema para criar emprego.

    O índice de desemprego no Brasil está em 5,7%, um das menores, desde que o índice começou a ser pesquisado.

    O Brasil não está também com problemas de crescimento econômico.

    Então, o atual sistema vai muito bem, obrigado.

    Nada de mudar as regras.”

    Você deveria ler a notícia linkada pelo Vilarnovo. Excerto:

    “A expectativa mais otimista no governo é que, com a redução dos encargos trabalhistas, o mercado formal –hoje estimado em 52%– alcance o patamar de 60% apenas nos primeiros 12 meses de redução da alíquota.”

    A informalidade, no Brasil, é muito elevada.

    Sobre os dados que você pôs acerca do produto interno bruto dos países, seria interessante colocá-los em termos per capita, isto é, a renda per capita.

    Abaixo, há uma tabela (com os mesmos países que você citou) contendo os seguintes dados (os dados estão organizados por ordem alfabética):


    1a Coluna: Renda Per Capita 2010 (Paridade Poder de Compra)
    2a Coluna: Posição do País no Ranking da Renda Per Capita
    3a Coluna: Índice de Liberdade Econômica 2010
    4a Coluna: Índice de Liberdade Econômica 2011
    5a Coluna: Nomes dos Países

    U$ 39.692,00 (9º) 82.6 82.5 Australia
    U$ 39.454,00 (10º) 71.6 71.9 Austria
    U$ 36.274,00 (18º) 70.1 70.2 Belgium
    U$ 11.289,00 (71º) 55.6 56.3 Brazil
    U$ 39.033,00 (11º) 80.4 80.8 Canada
    U$ 7.518,00 (93º) 51.0 52.0 China
    U$ 34.092,00 (23º) 64.2 64.6 France
    U$ 35.930,00 (19º) 71.1 71.8 Germany
    U$ 3.290,00 (127º) 53.8 54.6 India
    U$ 4.380,00 (122º) 55.5 56.0 Indonesia
    U$ 11.024,00 (72º) 43.4 42.1 Iran
    U$ 29.418,00 (27º) 62.7 60.3 Italy
    U$ 33.828,00 (24º) 72.9 72.8 Japan
    U$ 14.266,00 (61º) 68.3 67.8 Mexico
    U$ 52.238,00 (4º) 69.4 70.3 Norway
    U$ 18.837,00 (44º) 63.2 64.1 Poland
    U$ 15.807,00 (51º) 50.3 50.5 Russia
    U$ 23.742,00 (39º) 64.1 66.2 Saudi Arabia
    U$ 10.505,00 (76º) 62.8 62.7 South Africa
    U$ 29.791,00 (25º) 69.9 69.8 South Korea
    U$ 29.651,00 (26º) 69.6 70.2 Spain
    U$ 37.775,00 (14º) 72.4 71.9 Sweden
    U$ 41.765,00 (7º) 81.1 81.9 Switzerland
    U$ 34.743,00 (21º) 70.4 70.8 Taiwan
    U$ 8.643,00 (89º) 64.1 64.7 Thailand
    U$ 40.777,00 (8º) 75.0 74.7 The Netherlands
    U$ 13.392,00 (63º) 63.8 64.2 Turkey
    U$ 36.973,00 (15º) 67.3 67.8 United Arab Emirates
    U$ 35.053,00 (20º) 76.5 74.5 United Kingdom
    U$ 47.123,00 (6º) 78.0 77.8 United States

    Notem que os países com as maiores rendas per capita também são aqueles com os maiores índices de liberdade econômica.

    Os dados da liberdade econômica são fornecidos pela Heritage Foundation.

    Mais uma tabela contendo dados sobre renda per capita e a percepção da corrupção.


    1a Coluna: Renda Per Capita 2010 (Paridade Poder de Compra)
    2a Coluna: Posição do País no Ranking da Renda Per Capita
    3a Coluna: Índice de Ausência de Corrupção 2010
    4a Coluna: Índice de Ausência de Corrupção 2011
    5a Coluna: Nomes dos Países

    Uma observação: O índice de ausência de corrupção é fornecido pela Heritage Foundation e consiste, basicamente, nos dados de percepção da corrupção calculados pela Transparency International.

    U$ 39.692,00 (9º) 87.0 87.0 Australia
    U$ 39.454,00 (10º) 81.0 79.0 Austria
    U$ 36.274,00 (18º) 73.0 71.0 Belgium
    U$ 11.289,00 (71º) 35.0 37.0 Brazil
    U$ 39.033,00 (11º) 87.0 87.0 Canada
    U$ 7.518,00 (93º) 36.0 36.0 China
    U$ 34.092,00 (23º) 69.0 69.0 France
    U$ 35.930,00 (19º) 79.0 80.0 Germany
    U$ 3.290,00 (127º) 34.0 34.0 India
    U$ 4.380,00 (122º) 26.0 28.0 Indonesia
    U$ 11.024,00 (72º) 23.0 18.0 Iran
    U$ 29.418,00 (27º) 48.0 43.0 Italy
    U$ 33.828,00 (24º) 73.0 77.0 Japan
    U$ 14.266,00 (61º) 36.0 33.0 Mexico
    U$ 52.238,00 (4º) 79.0 86.0 Norway
    U$ 18.837,00 (44º) 46.0 50.0 Poland
    U$ 15.807,00 (51º) 21.0 22.0 Russia
    U$ 23.742,00 (39º) 35.0 43.0 Saudi Arabia
    U$ 10.505,00 (76º) 49.0 47.0 South Africa
    U$ 29.791,00 (25º) 56.0 55.0 South Korea
    U$ 29.651,00 (26º) 65.0 61.0 Spain
    U$ 37.775,00 (14º) 93.0 92.0 Sweden
    U$ 41.765,00 (7º) 90.0 90.0 Switzerland
    U$ 34.743,00 (21º) 57.0 56.0 Taiwan
    U$ 8.643,00 (89º) 35.0 34.0 Thailand
    U$ 40.777,00 (8º) 89.0 89.0 The Netherlands
    U$ 13.392,00 (63º) 46.0 44.0 Turkey
    U$ 36.973,00 (15º) 59.0 65.0 United Arab Emirates
    U$ 35.053,00 (20º) 77.0 77.0 United Kingdom
    U$ 47.123,00 (6º) 73.0 75.0 United States

    Os países com as maiores rendas per capita são, no geral, também os menos corruptos.

    Uma última tabela relacionando os seguintes dados:


    1a Coluna: Índice de Liberdade Econômica 2010
    2a Coluna: Índice de Ausência de Corrupção 2010
    3a Coluna: Índice de Liberdade Econômica 2011
    4a Coluna: Índice de Ausência de Corrupção 2011
    5a Coluna: Nomes dos Países

    82.6 87.0 82.5 87.0 Australia
    71.6 81.0 71.9 79.0 Austria
    70.1 73.0 70.2 71.0 Belgium
    55.6 35.0 56.3 37.0 Brazil
    80.4 87.0 80.8 87.0 Canada
    51.0 36.0 52.0 36.0 China
    64.2 69.0 64.6 69.0 France
    71.1 79.0 71.8 80.0 Germany
    53.8 34.0 54.6 34.0 India
    55.5 26.0 56.0 28.0 Indonesia
    43.4 23.0 42.1 18.0 Iran
    62.7 48.0 60.3 43.0 Italy
    72.9 73.0 72.8 77.0 Japan
    68.3 36.0 67.8 33.0 Mexico
    69.4 79.0 70.3 86.0 Norway
    63.2 46.0 64.1 50.0 Poland
    50.3 21.0 50.5 22.0 Russia
    64.1 35.0 66.2 43.0 Saudi Arabia
    62.8 49.0 62.7 47.0 South Africa
    69.9 56.0 69.8 55.0 South Korea
    69.6 65.0 70.2 61.0 Spain
    72.4 93.0 71.9 92.0 Sweden
    81.1 90.0 81.9 90.0 Switzerland
    70.4 57.0 70.8 56.0 Taiwan
    64.1 35.0 64.7 34.0 Thailand
    75.0 89.0 74.7 89.0 The Netherlands
    63.8 46.0 64.2 44.0 Turkey
    67.3 59.0 67.8 65.0 United Arab Emirates
    76.5 77.0 74.5 77.0 United Kingdom
    78.0 73.0 77.8 75.0 United States

    É. . . ao que parece, os países mais economicamente livres também são os menos corruptos.

    Um dia, esse Brasilzão chega lá.

    Até!

    Marcelo

  169. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    de toda essa nossa discussão, fica bem claro uma coisa.

    Não resta a menor dúvida que o capitalismo se desenvolveu às custas de extremos sacrifícios da classe trabalhadora: jornada de trabalho de 12 a 18 horas diárias, nada de benefícios sociais, extrema insensibilidade com as necessidades emocionais das pessoas etc.

    A partir de uma ferrenha luta da classe trabalhadora, as condições de trabalho foram se humanizando, os benefícios sociais foram aparecendo e a vida de todo mundo melhorou.

    Para mim, não resta a menor dúvida – essse negócio de querer voltar ao capitalismo do século XIX é puro saudosismo de “nobres” que perderam privilégios.

    A partir de um certo acúmulo de capital, as nações tem plenas condições de oferecer uma vida mais suave a seus cidadões.

    Os países escandinavos, quando começaram sua revolução social democrata, eram bem mais pobres que o Brasil é hoje, pode ter certeza disso. A renda per capita, dos Estados Unidos, 50 anos atrás, era bem menor que a renda per capita do Brasil de hoje.

  170. iconoclastas said

    “O Brasil não tem o menor prolema para criar emprego.

    O índice de desemprego no Brasil está em 5,7%, um das menores, desde que o índice começou a ser pesquisado.”

    alguém explica que a conversa era sobre formalidade, ou será que esse boneco ignora que aprox. 50% dos empregos do país são informais?

    ;^?

  171. Elias said

    Chesterton,

    Concordo contigo quanto ao fim da multa rescisória de 50% sobre o saldo dos depósitos em conta vinculada.

    Essa multa deveria ser extinta e diluída na contribuição mensal, que passaria pra algo próximo de 8,5% (como já foi, por algum tempo).

    Se o cara fosse demitido por justa causa, a multa seria retida de seu saldo em conta vinculada, até que se encerrasse a ação trabalhista que ele eventualmente movesse. Se ele ganhasse a causa, a retenção da multa lhe seria paga. Se perdesse, a multa ficaria pro administrador do fundo.

    No mais, volta ao teu consultor contábil e econômico, e pede pra ele te explicar tudo de novo, porque ainda não entendeste nada: a contribuição ao FGTS e a multa rescisória NÃO são pagas ao Estado. Os valores recolhidos a esses títulos pertencem ao empregado.

    Se o teu propósito é pagar menos ao Estado pra pagar mais ao empregado, arranja outro alvo, porque esse não serve.

    Agora, se o teu propósito é — como eu acho que é — simplesmente pagar menos ao empregado, pra embolsar mais lucro, aí sim, vale tudo…

    Mas, sendo assim, pelo menos tem a coragem moral de dizer claramente o que tu pretendes, em vez de ficar enrolando com esse papo de que, com menos encargos, a remuneração ao empregado seria maior.

    Uma ova!

  172. Patriarca da Paciência said

    “alguém explica que a conversa era sobre formalidade, ou será que esse boneco ignora que aprox. 50% dos empregos do país são informais?”

    Meu caro boneco,

    se aprox. 50% dos empregos são informais, de que os “liberais” reclamam?

    Não é a total informalidade que os “liberais” pregam?

  173. iconoclastas said

    “Não é a total informalidade que os “liberais” pregam?”

    talvez no universo paralelo no qual vc vive.

    q jegue…

    ;^))

  174. Chesterton said

    No mais, volta ao teu consultor contábil e econômico, e pede pra ele te explicar tudo de novo, porque ainda não entendeste nada: a contribuição ao FGTS e a multa rescisória NÃO são pagas ao Estado. Os valores recolhidos a esses títulos pertencem ao empregado.

    chest- isso você está discutindo com o colega aí em cima, não inventa.

    A minha tese é que tudo que o estado força (salario minimo, contribuição disso, decimo isso, decimo-aquilo) torna o empregado um mala para o empregador. No final, o salario minimo vira máximo. É tanto direito adquirido que ninguem vai querer pagar altos salários a ninguem.

    salario minimo= salário máximo

  175. Pax said

    Mudando da História do século passado para a História recente, hoje fiquei emocionado ao ouvir na CBN uma entrevista com o Sr Nelson Hubner, diretor geral da ANEEL.

    Falava sobre as tais cobranças indevidas de bilhões das concessionárias de energia elétrica que deveriam devolver aos usuários.

    E falava com emoção, defendia com ardor…. as concessionárias. Parecia o advogado geral das mesmas.

    Ou seja, exatamente o papel inverso que deveria fazer. Ao invés de proteger o interesse da livre concorrência, da qualidade, dos direitos dos usuários, dos contribuintes, do povo brasileiro, o tal Sr virou um capacho, tipo jagunço mesmo, das empresas.

    As ANAs, as agências regulatórias, deveriam ser implodidas e recriadas. Simples assim, desmontar tudo, tirar todo mundo e colocar gente nova.

    Esta foi uma tremenda de uma besteirada que o FHC fez e que Lula não só não desfez como piorou.

  176. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “Os países escandinavos, quando começaram sua revolução social democrata, eram bem mais pobres que o Brasil é hoje, pode ter certeza disso. [. . .].”

    Patriarca da Paciência, até meados do século XIX, a Suécia era um país pobre. Reformas capitalistas e de livre mercado nos idos de 1860 permitiram que tal país pudesse obter o seu espaço no processo de industrialização que estava em curso, sobretudo na Europa Continental.

    Após essas reformas, houve uma explosão de empreendedorismo e avanços científicos, industriais e tecnológicos provenientes da Suécia. Data dessa época a invenção da dinamite por Alfred Nobel e outras invenções/descobertas que iriam, mais tarde, ser utilizadas industrialmente em larga escala, sem contar que boa parte das grandes empresas suecas atuais foram fundadas no período posterior a essas reformas, a exemplo da Ericsson, Saab, Volvo, Electrolux, SKF, AGA e outras.

    Um dos resultados sociais e econômicos mais evidentes dessas reformas foi que, no período entre 1870 e 1950, a Suécia estava entre os países com os maiores crescimentos em termos de renda per capita no mundo.

    A expansão do tamanho do governo sueco, sobretudo na economia, começou ou se intensificou durante o período da Grande Depressão dos anos de 1930. Até então, os gastos do governo sueco giravam em torno de 10% do produto interno bruto. Foi a ascensão dos social-democratas ao poder que começou a mudar isso e a tornar o governo sueco gigantesco, sobretudo em termos de Welfare State.

    Em 1950 os gastos do governo sueco chegaram a 20% do produto interno bruto. Em 1975, essa cifra já estava em 50%. Isso prejudicou a performance econômica sueca e algumas medidas que o Olof Palme tomou criaram dificuldades para a livre iniciativa sueca.

    Foi Ingvar Carlsson que iniciou toda uma movimentação para implementar reformas de livre mercado e reformas fiscais. Ao longo dos anos de 1990, mais reformas desse tipo foram feitas, como privatizações de empresas estatais, desregulação de alguns setores da economia (como o varejista, o de telecomunicações e o de transportes aéreos), contenção dos gastos públicos, enfim, reformas liberalizantes, que reduzem a participação do Estado na economia e criam um ambiente mais receptivo para que a livre iniciativa possa atuar e gerar riquezas.

    Patriarca da Paciência, a pergunta que eu gostaria que você me respondesse é essa aqui: Você, que admira a social-democracia sueca, estaria disposto a apoiar, no Brasil, a implementação de medidas econômicas liberalizantes, no mesmo estilo daquelas feitas na Suécia e demais países escandinavos?

    “[. . .] A renda per capita, dos Estados Unidos, 50 anos atrás, era bem menor que a renda per capita do Brasil de hoje.”

    O Brasil atual é um país pobre.

    A renda per capita do americano de hoje é 5.65 vezes maior do que a brasileira. Levando-se em consideração essa proporção e fazendo o cálculo para o ano de 1961 — 50 anos atrás — , conclui-se que, o padrão de renda per capita do Brasil de hoje, seria equivalente a U$ 520,00 em 1961.

    Detalhe: Em 1961, a renda per capita americana (U$ 2.935,00) era 14.45 vezes maior do que a renda per capita brasileira (U$ 203,00) para o mesmo ano.

    Observem o gráfico mostrando a evolução das rendas per capita brasileira e americana. Um desses dois países, obrigatoriamente, tem de estar errado.

    Até!

    Marcelo

  177. Patriarca da Paciência said

    Meu caro jegue,

    certamente você não conhece Friedman e suas idéias, que deram origem ao renascimento do liberalismo sob a liderança de Reagan.

    Resumidamente, Friedman pregava a total informalidade da economia.

  178. Patriarca da Paciência said

    Marcelo Augusto,

    conforme seu comentário 168, você informa que a renda per capita norte americana está, hoje, em U$ 47.123,00. A renda per capita brasileira, hoje, é um pouco mais de U$ 10.000,00, mas vamos arrendondar para 10 mil dólares.

    Então, hoje, a renda per capita norte americana é 4,7 vezes a renda brasileira. Em 1961 era de 14,7, ou seja, a renda per capita brasileira está avançando em relação renda per capita norte americana. A manter esse rítimo, em pouco tempo, chegaremos perto da paridade.

    O ponto de vista que você apresenta sobre a Suécia, na minha opinião, é o ponto de vista dos liberais.

    Mas tenho lido outros estudos que apontam exatamente ao contrário.

    Apontam exatamente a democratização da educação, com fortes incentivos do governo, a reforma agrária, a apoio aos pequenos agricultores, comerciantes e industriais, como os fatores principais que geraram o sucesso dos países escandinavos. E essas mesmas informações, (iclusive a obra de famosos escritores) dizem que, ainda no ínício do século XX, a sociedade nos países escandinavos era extremamente injusta, com pessoas muitos ricas e outras muito pobres, havendo verdadeiros abismos sociais.

    Se eu apoiaria idéias “liberalizantes”?

    Depende da conotação que tenha o termo.

    Como já ficou demonstrado nos comentários dos colegas, principalmente do Elias, antigamente, o partido Republicano dos Estados Unidos é que defendia as idéias que são consideradas hoje de esquerda. O partido Democrata é que defendia as idéias conservadoras.

    Sou totalmente a favor que as empresas tenham toda a liberdade para realizar suas atividades, desde que paguem os seus impostos, respeitem as leis do país e tenham responsabilidade social. Creio que isto é o mínimo que uma empresa é obrigada a cumprir, seja na Europa ou nos Estados Unidos.

    Agora, sou totalmente contra que empresas desrespeitem as leis, não paguem seus impostos e não tenham responsabilidade social.

  179. Elias said

    Chesterton,

    Outro engano teu: o salário mínimo brasileiro não virou salário máximo.

    No mercado formal, a parcela que ganha salário mínimo é relativamente pequena. Minoritária, aliás.

    Há o problema da informalidade, que não é monopólio do Brasil (dá uma olhada nas estatísticas americanas, pra ver como a coisa anda por lá, usando, principalmente — mas não exclusivamente — imigrantes ilegais).

    No Brasil, a informalidade existe, principalmente:

    a – entre os microempreendimentos;

    b – entre os grandes sonegadores.

    Entre os microepreendedores, tão logo o cara consegue crescer um pouquinho, ele sai da informalidade (pra ter acesso a preço por atacado, financiamento, etc).

    Entre os grandes sonegadores, não queira você me convencer — ou a qualquer outro ser minimamente inteligente — que a informalidade existe por motivos humanitários.

    O cara sonega porque é um criminoso, um vagabundo, um vigarista, um rebotalho humano. Ele sonega em benefício do próprio bolso, não da melhoria da remuneração de seus empregados.

    Tanto que não se sabe de nenhum vagabundo, vigarista, sonegador, ladrão, que pague salários mais elevados aos empregados aos quais ele punga os direitos trabalhistas.

    Nos meus bons tempos, sempre tratei esse rebotalho a ferro e fogo… na porrada… na lei do cão: errou, leva pau!

  180. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “[C]onforme seu comentário 168, você informa que a renda per capita norte americana está, hoje, em U$ 47.123,00. A renda per capita brasileira, hoje, é um pouco mais de U$ 10.000,00, mas vamos arrendondar para 10 mil dólares.”

    É melhor não misturar os dados, pois os valores das rendas per capita no meu comentário #168 está ajustado de acordo com a paridade do poder de compra, enquanto que os dados do meu comentário #176, ao que parece, estão em valores nominais ou em outro tipo de ajuste.

    “Então, hoje, a renda per capita norte americana é 4,7 vezes a renda brasileira. Em 1961 era de 14,7, ou seja, a renda per capita brasileira está avançando em relação renda per capita norte americana. A manter esse rítimo, em pouco tempo, chegaremos perto da paridade.”

    Pode até ser. O problema é que esse “avanço” da renda per capita brasileira tem sido muito lento. Veja só: Enquanto a renda per capita americana tem avançado, em média, U$ 862,00 por ano desde 1960, a renda per capita brasileira tem avançado a um ritmo médio de U$ 158,30 a cada ano no mesmo período.

    O ritmo médio de crescimento da renda per capita americana tem sido 5.44 vezes maior do que a renda brasileira nos últimos 50 anos.

    Os ritmos médios de crescimento da renda per capita de países como a Coréia do Sul (U$ 338,40 por ano), o Chile (U$ 181,80 por ano) e Hong Kong (U$ 608,60 por ano) são maiores do que o ritmo brasileiro nesse mesmo quesito.

    Se o Brasil mantiver esse ritmo de crescimento da renda per capita em U$ 158,30 por ano ou, no mínimo, em um patamar próximo disso, a renda brasileira jamais alcançará a renda americana, pois esta tem crescido, no últimos 50 anos, em um ritmo que é mais de 5 vezes superior à taxa de crescimento da renda do Brasil.

    “O ponto de vista que você apresenta sobre a Suécia, na minha opinião, é o ponto de vista dos liberais.

    Mas tenho lido outros estudos que apontam exatamente ao contrário.

    Apontam exatamente a democratização da educação, com fortes incentivos do governo, a reforma agrária, a apoio aos pequenos agricultores, comerciantes e industriais, como os fatores principais que geraram o sucesso dos países escandinavos. E essas mesmas informações, (iclusive a obra de famosos escritores) dizem que, ainda no ínício do século XX, a sociedade nos países escandinavos era extremamente injusta, com pessoas muitos ricas e outras muito pobres, havendo verdadeiros abismos sociais.”

    Pelo menos você incluiu a livre iniciativa nos seus comentários.

    O ponto principal que o seu comentário parece não captar é que de algum lugar devem vir os recursos que bancaram todos esses benefícios sociais.

    Os recursos que bancaram tudo isso vieram da iniciativa privada.

    “Sou totalmente a favor que as empresas tenham toda a liberdade para realizar suas atividades, desde que paguem os seus impostos, respeitem as leis do país e tenham responsabilidade social. [. . .].”

    Eu também sou a favor disso. O detalhe é que uma carga tributária confiscatória em nada contribuiu para melhorar a ordem social de um país se o Estado não dá nenhuma contrapartida, isto é, se não oferece serviços públicos de qualidade à população. Além do que, impostos elevados em países muito burocratizados e sem estruturas capitalistas e de livre mercado sólidas, em nada contribuem para melhorar o padrão de vida da população (vide o caso do Brasil).

    A principal responsabilidade social de uma empresa é ser lucrativa.

    Até!

    Marcelo

  181. Patriarca da Paciência said

    Marcelo Augusto,

    É claro que 10% de 47.000 é bem maior que 10% de 10.000.

    Agora, negar, através desta demonstração, que passar de 14,7 vezes, para para 4,7 vezes, não seja um avanço, é “mágica” matemática.

    E, considerando a paridade do poder de compra entre Brasil e Estados Unidos, a distância fica ainda bem menor.

  182. Patriarca da Paciência said

    “Ele sonega em benefício do próprio bolso, não da melhoria da remuneração de seus empregados.”

    Elias, considero este o ponto central da questão. Também não conheço um só sonegador que tenha repassado aos funcionários o produto da sua sonegação.

  183. iconoclastas said

    “certamente você não conhece Friedman e suas idéias, que deram origem ao renascimento do liberalismo sob a liderança de Reagan.

    Resumidamente, Friedman pregava a total informalidade da economia.”

    “O que me espanta nesse rapaz, com todo o respeito, não é a sua formação defeituosa de economia, mas essa burrice altiva, orgulhosa, provocativa, inquieta, desafiadora, soberba, auto-suficiente… orgulhoso e voluntarioso da própria ignorância” RA

    ;^)))

    em respeito aos seus, eu vou dar um forcinha para q vc não continue fazendo esse papel. o pau-de-arara empolado desperdiçou as diversa chances, ve se vc aproveita melhor.

    “… os papéis básicos do governo em uma sociedade livre – prover os meios para modificar as regras, regular as diferenças sobre seu significado, e garantir o cumprimento das regras…

    A necessidade de governo nesta área ( como árbitro) está ligada à impossibilidade de liberdade absoluta. Por mais atraente que possa parecer o anarquismo como filosofia, ele não é praticável em um mundo de homens imperfeitos.

    …a organização de uma atividade econômica através da troca voluntária presume que se tenha providenciado, por meio do governo, a necessidade de manter a lei…”

    agora vc vai fazer o seguinte: vai catar o livro aonde isto está escrito, vai ler o mesmo inteirinho, e só depois vai olhar nos olhos dos teus filhos.

  184. Patriarca da Paciência said

    Caro Sr. Jegue,

    Friedman podia até dizer essas coisas que você cita, mas a sua pregação era muita clara no sentido de não haver Estado, regulamentações etc.

    Ele chegou a declara literalmente que “uma das esperanças é a capacidade dos norte-americanos em burlar as leis”.

    Então, sr. Jegue, fique com as suas jeguices que eu fico com as minhas idéias.

  185. Chesterton said

    Nos meus bons tempos, sempre tratei esse rebotalho a ferro e fogo… na porrada… na lei do cão: errou, leva pau!

    chest- que louca. Então, já que ninguem mais ganha o mínimo, que se acabe com ele.

  186. Chesterton said

    , considerando a paridade do poder de compra entre Brasil e Estados Unidos, a distância fica ainda bem menor.

    chest- hein?

  187. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “Agora, negar, através desta demonstração, que passar de 14,7 vezes, para para 4,7 vezes, não seja um avanço, é ‘mágica’ matemática.”

    Você se esquece de que o Brasil levou praticamente 50 anos para “reduzir” a distância entre a renda per capita brasileira e a renda americana.

    Sem contar que, desde 1961, a renda per capita americana vem crescendo a um ritmo de U$ 862,00 por ano, enquanto que o ritmo de crescimento da renda do Brasil é mais de 5 vezes menor do que isso (U$ 158,30 por ano).

    Para um país com uma baixa renda per capita, qualquer aumento no ritmo de crescimento dessa renda trará alguma mudança. Difícil é para um país que já é rico fazer o mesmo, pois ele já se encontra em níveis elevados de renda.

    “Ele chegou a declara literalmente que ‘uma das esperanças é a capacidade dos norte-americanos em burlar as leis’.”

    Isso está mais ou menos correto. O Friedman se referia à habilidade do americano de contornar as leis relativas aos impostos.

    Até!

    Marcelo

  188. Patriarca da Paciência said

    Marcelo,

    podemos usar o mesmo método do gráfico que você apresentou, num cálclulo bem interesante.

    Considerando-se que a carga tributária norte-americana é de 25% e a renda per capita é de 47.000,00, cada norte americano paga U$ 11.500,00 de impostos.

    Considerendo-se que a carga tributária brasileira é de 34% e a renda per capita é de U$ 10.000,00, cada brasileiro paga U$ 3.400,00 de impostos.

    Quem paga mais imposto?

    O raciocínio aí é aquele famoso, já utilizado por muitas empresas, qual seja, “lucrar mais, aplicando uma margem de lucro menor, sobre um faturamento maior”.

    O Brasil já está realizando isso.

    A tendêndia é que a carga tributária brasileira caia nos próximos anos.

  189. chesterton said

    em termos absolutos ou relativos?

  190. Pax said

    A discussão cresce e cresce. E o problemão com o PMDB também.

    Não há menor sombra de dúvidas que estas estatais, geridas da forma que estão, neste aparelhamento geral, montado em cima de canalhices, só tendem a degenerar, além de esvaziar os cofres públicos.

    E aí os colegas liberais se enchem de razão ao afirmar que melhor seria estarem em mãos privadas.

    Isto posto, a dúvida que fica: melhor privatizar ou consertar – ao menos mitigar a roubalheira?

    Não responda tão rápido assim. Lembre das Agências Regulatórias, da qualidade dos serviços privatizados que temos, dos preços (exclua os impostos para não vir com esse argumento) etc.

    Pelo espírito da coisa parece – veja, parece, podemos dar este crédito – Dilma quer consertar, melhorar a coisa. Será que consegue?

  191. chesterton said

    Pax, privatiza e manda todos funcionarios supérfluos e aparelhados para o olho da rua.
    Consertar estatal é enxugar gelo.

  192. iconoclastas said

    “Não há menor sombra de dúvidas que estas estatais, geridas da forma que estão, neste aparelhamento geral, montado em cima de canalhices, só tendem a degenerar, além de esvaziar os cofres públicos.”

    sempre foi assim, mas de fato, tá na gênese do PMDB, e o PT se mostra ainda mais ambicioso e hábil na prática.

    “Isto posto, a dúvida que fica: melhor privatizar ou consertar – ao menos mitigar a roubalheira?”

    talvez extinguir. consertar como? vamos supor que apareça um governante capaz (de todas as formas) e disposto a sanar a questão desses órgãos, e mantê-los sob a gestão do governo. bem, aí basta o fim de seu mandato para a farra voltar. ou não?

    “Não responda tão rápido assim. Lembre das Agências Regulatórias, da qualidade dos serviços privatizados que temos, dos preços (exclua os impostos para não vir com esse argumento) etc.”

    uau, que sacadinha?! opa, sem pressa, seja bem lento, deixe seu cérebro parar…

    a facção do poder sucateia as agências ( olha como é fácil esculhambar os órgãos públicos), fragiliza sua legitimidade ( inclusive requisitando cargos cuja vigência atravessava os mandatos presidenciais), altera a lei geral das telecomunicações em benefício próprio, permite que cálculos equivocados na cobrança de serviços se perpetuem, mas nda disso tem, necessariamente, a ver com a administração estatal. claro. aliás, qd tínhamos (ou os poucos que tinham, pelo menos) acesso a serviços como luz e telefonia, éramos muito mais bem atendidos, e o precinho era camarada, não é mesmo? ai aparece um gênio da raça para dizer que é o avanço tecnológico, sem dúvida, e deve ser de graça tb.

    “Pelo espírito da coisa parece – veja, parece, podemos dar este crédito – Dilma quer consertar, melhorar a coisa. Será que consegue?”

    po, não parece não, tá na cara. quer tanto consertar que como gerentona do governo, inclusive passando pelo ministério de energia, fez e aconteceu (R$ 1 bizinho a mais a cada ano para as empresas não foi mal), e agora, como mandatária suprema, chamou para assessorá-la um pessoal de primeira.

    ;^/

  193. chesterton said

    vou te vou segredo, até eu me corromperia se fosse funcionario publico. Corrupção não de pegar dinheiro, mas de fazer corpo mole. Uma vez trabalhava em certo hospital importante de graça, fazendo pós. Gostava daquilo, de fazer e acontecer. Até que me contrataram. No primeiro dia, sabe que idéia passou pela minha cabeça?
    -Agora quero “meus direitos”….

    Caraca, eu pensava, que ki tá akontecendiu? Num soi eu. Tô possuído pelo vírus “funcionarius públicus”. Só voltei a “si” depois de pedir demissão.

  194. iconoclastas said

    “acesso a serviços como luz e telefonia fornecidos pelo estado…”

    ;^(

  195. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    pode ser que uma ou outra estatal seja problemática.

    Mas temos aí Petrobrás, Bco. do Brasil, Caixa Econômica etc. prestando grandes serviços.

    As vantagens superam, em muito, os problemas!

  196. Elias said

    Chest:
    “…vou te vou segredo, até eu me corromperia se fosse funcionario publico. Corrupção não de pegar dinheiro, mas de fazer corpo mole.”

    Elias:
    Problema teu, Chest.

    De minha parte, trabalhei no serviço público em 3 oportunidades, e nunca me corrompi.

    Daí a liberdade que tenho, de baixar o pau no serviço público, quando me dá na telha e sem usar pseudônimo.

    É que não tenho rabo preso…

    Chest:
    “Uma vez trabalhava em certo hospital importante de graça, fazendo pós. Gostava daquilo, de fazer e acontecer. Até que me contrataram. No primeiro dia, sabe que idéia passou pela minha cabeça? -Agora quero ´meus direitos´….”

    “Caraca, eu pensava, que ki tá akontecendiu? Num soi eu. Tô possuído pelo vírus ´funcionarius públicus´. Só voltei a ´si´depois de pedir demissão.”

    Elias:
    Que mimoso! Quer dizer, então, que se o xuxuzinho trabalhasse num hospital particular, como médico celetista, ele não teria “direitos”? E nada reclamaria? Seria médico “bóia-fria”?

    Chester, arranja outra demência pra vender aqui… Essa é outra que não cola.

    Logo médico? A profissão cuja remuneração é a mais regulamentada do Brasil? Cujos sindicatos estabelecem remuneração mínima — e jornadas de trabalho, e adicionais! — até por subcategoria profissional?

    Então, tá!…

  197. Elias said

    Pax,

    Depende.

    As distribuidoras de energia elétrica foram privatizadas, algumas delas em processos pra lá de corruptos, com ágio de 0,01% e o Estado assumindo o passivo.

    E, no entanto, estão uma merda pior. Reduziram as equipes de manutenção, não investiram na construção de novas subestações nem na expansão e melhoria da rede de distribuição.

    Resultado: apagões ou mini-apagões pelo Brasil afora.

    Na maior parte dos Estados brasileiros quem está expandindo as redes de distribuição são os governos estaduais (que, pra fazer isso, estão se endividando junto à União), ou a própria União.

    Pra completar, todas as concessionárias privadas estão penduradas nos Estados, porque não estão recolhendo o ICMS cobrado nas contas de energia elétrica.

    Numa acepção mínimamente rigorosa, isse deveria ser considerado roubo. O ICMS não é pago pela concessionária e sim pelo conmsumidor. A concessionária é, apenas, uma intermediária: recebe do consumidor e deveria recolher aos Tesouros estaduais.

    É o que elas não estão fazendo. São dezenas — e, em alguns casos, centenas — de milhões de reais em cada Estado brasileiro.

    A maior parte dos gestores das concessionárias de energia elétrica do Brasil já deveria estar atrás das grades há muito tempo.

    A imprensa brasileira quase nada fala a esse respeito por causa das verbas de publicidade.

    Mas o quadro é grave!

  198. Pax said

    Vou te contar uma coisa.. pra quem acredita em tudo nas mãos da iniciativa privada.

    Estou sem telefones na minha casa. Zona rural, 2 linhas fixas, celular não pega.

    Até aí ok, só ligar para a operadora, certo? Não, errado. Minha rua mudou de nome, coisa da prefeitura. Tem lugar que tem o nome antigo, lugar que tem o nome novo.

    A Tele(A)fonica resolveu mudar o nome do endereço de instalação. E aí, ao reclamarmos que estamos sem linha, eles perguntam o endereço, à além de nome, cpf, partido em que votou, preferência de posição sexual etc.

    Dizemos o antigo e o novo. Não confere com o nome que “ELES” deram. Então não fazem o serviço. Chama o papa, não adianta. Caramba. Que pulhas. São os campeões há anos de reclamações no PROCON, pra onde vou, de novo, recorrer.

    E aí você pensa com teus botões: claro, vou reclamar na Agência que regula isto, não é possível uma coisa destas. E aí? Anatel? Sinuca de bico é pouco é bobagem.

  199. Pax said

    Duas linhas não, esqueci da do caseiro que é também nossa. São três linhas.

    E vai reclamar de pagar a assinatura mensal? Aliás, outro absurdo.

  200. Pax said

    Pois é, caro Elias.

    Tá mais que na hora do povo brasileiro dar um basta nestas coisas. Problema é que somos muito devagar. Uma enorme pena. Este país já deveria estar muito à frente da situação que estamos.

    Tem horas que desanima. Apesar de toda a melhorada que demos ainda falta muito, serão muitas gerações até que o povo se eduque e, educado, se revolte da forma correta. Exigindo.

  201. iconoclastas said

    # 198

    Paxlento, facilita as coisas para vc e tua família, seja mais ágil e solicite a instalção de novas linhas, no endereço novo (alterado, que seja)…

    ;^/

  202. Pax said

    Se você descobrir o endereço, inteligência rara, me avisa. Esses filhotes de Reinaldo Azevedo se acham…

  203. Mona said

    Pax,
    você já experimentou trocar de operadora, usando a faculdade da portabilidade? Em um ambiente competitivo, como está se tornando a telefonia (na cidade onde moro, a Oi sofreu um incêndio que acabou a vida mercadológica de uma série de lojistas (o sinistro aconteceu na véspera do Natal…) e até hoje ainda não foi restabelecido a contento os serviços da velox e dos telefones fixos. Além da indenização milionária que a Oi vai pagar, adivinhe que está se dando bem com tudo isso? A GVT…

  204. iconoclastas said

    essa comparação entre empresas públicas (de economia mista ou não) e privadas, destinadas a produção de bens, tem erro na origem.

    mesmo na hipótese ( mais do que refutada por evidências) de que o dirigente e o funcionário público sejam mais eficientes do que os da iniciativa privada, nego ignora a restrição de recursos para fazer frente as necesidades de investimento. qd um ente, seja estatal ou privado, decide aportar grana com determinado objetivo ele, necessariamente, abre mão de outro uso desse dinheiro.

    o que acontece é simples, quando um empresário investe na troca de cabeamento, expansão e manutenção de sua rede, ele o faz por imposição de contrato, ou por visão estratégica. se errou qd aceitou o contrato, ou depois, vai ter que arcar com algum ônus (se as leis e regulações são ruins e o judiciário não funciona é outro papo…)

    qd um dirigente estatal faz o mesmo, ele reduz a capacidade do governo de investir em serviços primários como segurança, saúde e educação, além de também incorrer nos mesmos riscos que o operador privado. o custo social é incomparavelmente maior.

  205. iconoclastas said

    “Se você descobrir o endereço, …”

    oi?!?!

    isso é tentativa de transmitir retardamento…

    ;^)))

  206. Elias said

    Pax,

    No que se refere à distribuição de energia elétrica, o problema é mais ou menos o seguinte:

    1 – Continua intenso o processo de ocupação dos espaços urbanos, para fins de habitação. A construção civil continua aquecida e a tendência é o crescimento vertical.

    2 – Com a construção de edifícios, aumenta rapidamente a demanda por energia elétrica no interior dos espaços urbanos, notadamente em alta tensão. Onde havia umas 5 ou 6 casas, constrói-se um edifício com 20 vezes ou mais de unidades habitacionais. O abastecimento de energia elétrica, antes feito diretamente às unidades, em baixa tensão, agora tem que ser feito em alta tensão. A redução de alta para baixa tensão passa a ser feito por subestações abaixadoras, com capacidade quase sempre superior a 200 KVA.

    3 – Resultado: a estrutura distribuição antes existente fica rapidamente caduca. E tem que ser imediatamente recomposta, sob pena de sérios transtornos à população. Escolas, hospitais, empresas em geral, iluminação pública, sinalização de trânsito, etc., têm seu funcionamento comprometido, colocando em sério risco vidas e propriedades de seres humanos. O problema tem afetado, até mesmo, vários dos principais aeroportos brasileiros. Daí porque a Infraero tem investido maciçamente na instalação de geradores, para garantir energia elétrica para as pistas de pouso e decolagem, balcões de atendimento, etc., mas insuficiente para manter em funcionamento a refrigeração dos terminais de passageiros, p.ex., o que tem gerado prejuízo para os lojistas estabelecidos nesses terminais (razão pela qual esses lojistas reclamam pra caramba).

    4 – Pessimamente administradas como têm sido até aqui, as concessionárias de distribuição de energia elétrica se declaram incapazes de investir no sistema, em nível consistente com o aumento da demanda que lhes é dirigida. Na verdade, elas não estão, nem mesmo, recolhendo o ICMS que o consumidor paga.

    5 – Daí porque os governos — estaduais e federal — têm sido levados a investir na expansão e modernização da rede de distribuição, para posterior encontro de contas nos créditos das concessionárias.

    Talvez alguns comentaristas daqui do pedaço tenham uma infalível solução ideológica para o problema.

    Falta, apenas, combinar com os russos…

  207. Mona said

    Ih, Pax, desculpe, mas o comentário que fiz sobre a troca de operadora tá truncadão. Mas o recado é esse: quem sabe uma operadora mais ágil pega os dois endereços e diga para a sua rede de terceirizados (que é quem faz a instalação): vai lá, acha a casa onde ela estiver, e faz o serviço que for necessário. A questão da concorrência faz com que uma empresa de maior porte, vá comendo pelas beiradas da de maior porte: justamente onde ela é mais falha. No caso da Oi, aqui onde moro (tirando a questão do sinistro que tentei relatar) a grande queixa é com a demora na execução de alguns serviços. Quando mudei de operadora, surpreendi-me com a rapidez com que as minhas demandas são atendidas…

    Bem, mudando de assunto, permita-me postar um artigo do Alon, acerca da metamorfose ambulante e conveniente que é o PT e seu caminho rumo ao centro. Eu já havia dito algo assim, não com a sofisticação e a capacidade de análise e de argumentação do articulista. Mas a coisa se resume a: o PT será o que for necessário para se manter no poder.

    As leituras (27/01)
    O PT vangloria-se de ter turbinado a classe média, mas a classe média que vem aí está mais para o conservadorismo. Daí que enquanto o PSDB se ressente da diluição do suposto viés social democrata o PT dá um jeito de achegar-se ao eleitor centrista

    Há evidências de que o PT vem fazendo mais rapidamente do que o PSDB a leitura correta das urnas. Talvez seja uma questão de força. Há no PT um polo inconteste (Dilma Rousseff, com o respaldo do antecessor), enquanto no PSDB corre solta a disputa pelo manche. Daí o PT exibir a esta altura bem mais disciplina.

    Disciplinadamente, o petismo empreende talvez a etapa final da marcha rumo ao centro. Temas como a descriminação do aborto, a revisão da Lei da Anistia e o controle social/estatal sobre a comunicação foram para o arquivo. Farão companhia à reforma agrária no mausoléu em homenagem ao ideólogo desconhecido. Nem que seja até segunda ordem.

    Sem falar na brevíssima passagem do secretário antidrogas, que se animou a defender em público o afrouxamento das penas dos pequenos traficantes e acabou rapidamente na editoria de exonerações do Diário Oficial.

    O PT precisou confrontar-se ano passado com uma realidade complicada. Apesar dos altíssimos índices de popularidade do governo, e da quase unanimidade em torno do presidente, a sucessão arrastou-se para o segundo turno e a vitória final, se foi por margem decente, não chegou a ser confortável.

    A explicação óbvia para a assimetria está no deslocamento de gordos contingentes da classe média para uma posição antipetista. Engrossam o caldo os órfãos da ética na política, mas não só.

    O PT vangloria-se de ter turbinado a classe média, a nova presidente diz querer transformar o Brasil num país de classe média, mas a classe média que vem aí está mais para o conservadorismo. Daí que enquanto o PSDB se ressente da diluição do suposto viés social democrata, o PT dá um jeito de achegar-se ao eleitor centrista. Ou direitista.

    Afinal, esta eleição já foi. E outras eleições vêm aí. E o que importa é manter o poder.

    O movimento para o PT é fácil de fazer, pois a legenda consolidou a imagem de amiga dos pobres. A guinada ao centro poderá ser feita sem maior prejuízo político, pois faltam — até o momento — alternativas viáveis à esquerda. Estão todas a bordo.

    A curiosidade é saber com que estratégia o novo governo petista vai administrar, na comunicação, maldades como o reajuste esquálido do salário mínimo e heresias como o repasse camarada dos aeroportos aos capitalistas privados.

    Já o PSDB anda ameaçado de enveredar por um caminho perigoso. Todas as pesquisas mostram que o eleitor médio é conservador nos costumes e quer estado protetor na economia e nas questões sociais. Mas alguns tucanos ensaiam ficar na contramão em ambos os vetores. Liberais na economia e vanguardistas na esfera comportamental. Tipo defender a legalização do aborto e das drogas e combater o aumento do salário mínimo.

    Mas o jogo não está jogado. Parece haver alguma disposição no PSDB da Câmara dos Deputados para criar problemas reais à base do governo na votação do mínimo. Ainda que haja dois vetores contraditórios agindo.

    Um pretende credenciar-se por ter encontrado a solução intermediária que garantiria ao mínimo mais do que deseja o governo, mas sem subi-lo muito.

    O outro acredita que o partido ganha mais se aparecer aos olhos do público defendendo os R$ 600 que o candidato tucano disse no ano passado que daria se fosse eleito.

    De baixo, de cima

    As grandes transformações políticas exigem disposição de confronto dos de baixo, mas também precisam de divisões sérias entre os de cima.

    Porque a ausência do segundo quesito costuma resultar no sacrifício de quem, em baixo, decide colocar a cabeça de fora.

    As revoluções obedecem a etapas bem definidas. Até um certo ponto há o crescimento da desordem. Operada a passagem do bastão, as energias concentram-se na reabilitação da ordem.

    É o que passa na Tunísia. Já no Egito, será preciso verificar a existência ou não de clivagens importantes na cúpula. Se é mais Tunísia ou mais Irã. Ou Síria.

    Vai bem

    A boa surpresa desta largada de governo é a ministra dos Direitos Humanos.

    Maria do Rosário vem provando que o realismo na política não é obrigatoriamente sinônimo de capitulação.

    E apareceu com, até agora, a melhor ideia vinda do extenso primeiro escalão: uma força-tarefa com autonomia e autoridade para agir contra a tortura nas prisões.

    Fazer mais, e arrumando menos confusão inútil. Eis um caminho

  208. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “Considerando-se que a carga tributária norte-americana é de 25% e a renda per capita é de 47.000,00, cada norte americano paga U$ 11.500,00 de impostos.

    Considerendo-se que a carga tributária brasileira é de 34% e a renda per capita é de U$ 10.000,00, cada brasileiro paga U$ 3.400,00 de impostos.

    Quem paga mais imposto?”

    Em termos absolutos, os americanos pagam mais impostos. Mas em termos relativos — isto é, a quantidade absoluta de impostos pagos em relação à renda per capita — , os brasileiros pagam mais impostos (34% da renda do brasileiro é dedicada aos impostos, enquanto que o americano paga apenas 25%).

    Em termos absolutos, os americanos podem pagar mais impostos que os brasileiros pelo fato do modelo econômico dos Estados Unidos ser mais eficiente do que o do Brasil.

    Os Estados Unidos são um país muito mais livres em termos econômicos e bem menos burocratizados do que o Brasil. É mais complicado gerar riquezas em terras brasileiras do que em terras americanas.

    A diferença estrondosa entre as rendas per capita de cada um desses dois países dá uma boa medida de quais valores e instituições realmente funcionam e auxiliam o cidadão a empreender.

    Até!

    Marcelo

  209. Pax – Se alguma empresa te vendeu um serviço e não te entregou o caminho deveria ser a justiça e não o Estado. As agências deveriam estar aí também para isso, mas como já sabemos…

    Patriarca – Sobre seu comentário a respeito do capitalismo. Cara, eu sei que é difícil mudar algo que estamos acostumados a ouvir durante décadas, mas a qualidade de vida de um cidadão comum, de um pobre, melhorou diversas vezes com o capitalismo. Ao analisar a história, principalmente os bandidos marxistas, olham o capitalismo como ponto inicial. Esquecem das condições de vida das pessoas antes da Revolução Industrial e do capitalismo. Parece que viviam em um mar de rosas e o capitalismo, esse malvado, veio para para gerar a miséria e a pobreza.

    Isso é ridículo. O capitalismo e a mecanização geraram abundância de alimentos, melhoria nas condições de saúde e mais acesso a bens de consumo do que a forma de economia anterior (mercantilismo / feudalismo).

    Cara, temos um exemplo disso hoje! É só ver o que um pouco de capitalismo está fazendo na China!

  210. Olá!

    Pax,

    “E aí os colegas liberais se enchem de razão ao afirmar que melhor seria estarem em mãos privadas.

    Isto posto, a dúvida que fica: melhor privatizar ou consertar – ao menos mitigar a roubalheira?”

    Seria complicado de amenizar a roubalheira que rola solta nas estatais e semi-estatais brasileiras. Uma das principais razões é que o pessoal que está nas posições de tomadas de decisão, no geral, são políticos e a tendência é que estes procurem satisfazer, em primeiro lugar, os seus próprios interesses e/ou os interesses dos seus respectivos grupos (o intesse público fica em plano secundário). O lance é que tais interesses envolvem, quase sempre, dinheiro público, que é desviado para fins bastante particulares.

    O presente post noticia o desvio de R$ 500 milhões da saúde pública. Imagine, Pax, se isso tivesse acontecido em uma empresa de plano de saúde privado. Imagine se R$ 500 milhões tivessem sido desviados. Cabeças iriam rolar, demissões aconteceriam e toda uma saga de processos judiciais começaria (com a vantagem de que, diferentemente dos políticos, funcionários do alto escalão de uma empresa privada não possuem foro privilegiado).

    “Não responda tão rápido assim. Lembre das Agências Regulatórias, da qualidade dos serviços privatizados que temos, dos preços (exclua os impostos para não vir com esse argumento) etc.”

    Eu concordo com você, Pax. Acho um absurdo que certas localidades no Brasil tenham que pagar R$ 500,00 por um plano tosco de internet banda larga. O problema principal que vejo nisso é a falta de competição. A tosca privatização que os tucanos fizeram, criando monopólios regionais de telecomunicações, é uma das principais causas disso. Porém, se o setor de telecomunicações tivesse ficado nas mãos do Estado, sabe-se lá quantos bilhões não teriam sido desviados e talvez sequer houvesse acesso à banda larga como há hoje.

    As privatizações do setor de telecomunicações tem os seus prós e contras. No entanto, é melhor que tal setor fique na mão da iniciativa privada do que ir para o pessoal do PMDB, PT, DEM, PSDB, PTB e demais partidos.

    Até!

    Marcelo

  211. Olá!

    O Vilarnovo está coberto de razão.

    Vejam só o que acontece na prática quando os esquerdistas aplicam as suas loucuras ideológicas (mais loucuras aqui).

    Até!

    Marcelo

  212. iconoclastas said

    “4 – Pessimamente administradas como têm sido até aqui, as concessionárias de distribuição de energia elétrica se declaram incapazes de investir no sistema,…”

    hummm, interessante… quais seriam essas distribuidoras que andam mal das pernas?

    a Coelce (da Endesa)? a Eletropaulo(AES)? Escelsa(EDP)? Light (da Cemig)? Celesc (de quem?) CEEE (de quem?)?

    bem algumas aí não são apenas distribuidoras, como não são tb a Cemig (de quem?) a Copel (de quem?)

    afinal quais são as distribuidoras sob controle privado que cambaleiam?

    olha q o capex da turma não é miúdo…

    ;^))

  213. Elias said

    Um exemplo de concessionária de distribuição de energia eletrica que vai mal das pernas?

    Que tal a Rede?

    Penduradíssima no ICMS, devendo ao consumidor o que faturou a mais, indevidamente, por mais de 3 anos, cavalgando um porrilhão de apagões por mês (e pagando multa por isso), e, segundo ela mesma, sem caixa nem crédito pra investir (não sei se ela retomou a obra da hidrelétrica que se meteu a construir no Centro Oeste; a última informação que tive, há um tempão, foi que a obra estava parada e a Rede em débito com as empreiteiras).

    Mas, aí… tá certo!

    O exemplo tá mal escolhido. A Rede não vai mal das pernas.

    Vai péssimo!

  214. Pax – Para resumir meu pensamento, eu acho extremamente possível o governo demandar um serviço sem a necessidade de criar uma empresa estatal para isso.

  215. Pax said

    A priori acho que sim, caro Pablo.

    Estado, para mim, tem que ficar em Educação, Saúde, Segurança Pública e raríssimas exceções. Quanto menos, melhor.

    E mesmo nestas três principais pode haver concorrência.

  216. iconoclastas said

    #213

    essa dai ta ruim mesmo, foi se meter com os índios…

    mas ai faça-se cumprir o contrato, aplica-se a lei, multa-se, bloqueia-se bens, receitas, toma-se de volta. enfim…

    de qualquer forma é excessão, generalizar é recorrer a cortina de fumaça.

    ;^)

  217. Patriarca da Paciência said

    Marcelo, 187,
    “Sem contar que, desde 1961, a renda per capita americana vem crescendo a um ritmo de U$ 862,00 por ano, enquanto que o ritmo de crescimento da renda do Brasil é mais de 5 vezes menor do que isso (U$ 158,30 por ano).”

    Meu caro Marcelo, você é que faz confusão com termos absolutos e termos relativos.

    Marcelo, 176

    “Detalhe: Em 1961, a renda per capita americana (U$ 2.935,00) era 14.45 vezes maior do que a renda per capita brasileira (U$ 203,00) para o mesmo ano.”

    Marcelo 208,
    “Em termos absolutos, os americanos pagam mais impostos. Mas em termos relativos — isto é, a quantidade absoluta de impostos pagos em relação à renda per capita — , os brasileiros pagam mais impostos (34% da renda do brasileiro é dedicada aos impostos, enquanto que o americano paga apenas 25%).”

    Meu caro Marcelo,

    você diz que há algo errado com o sistema brasileiro, visto que a renda dos norte americanos cresce muito mais.

    Eu volto a insistitir – o sistema brasileiro é muito mais eficaz para crescimento da renda per capita que o americano.

    Em 50 anos, a renda per capita norte americana foi multiplicada por 5.

    Em 50 anos a renda per capita brasileira foi multiplicada por 20.

    A manter o mesmo ritimo, no máximo 20 anos, chegaremos à paridade com a renda per capita norte americana.

    Olha que isso não é muito tempo não.

  218. Patriarca da Paciência said

    Outra observação interessante:

    BBC-Brasil
    “Um dia depois do discurso, em meio ao debate, o Escritório de Orçamento do Congresso divulgou a previsão de que o déficit do orçamento chegue ao valor recorde de US$ 1,48 trilhão neste ano, ou 9,8% do PIB.”

    http://www.bbc.co.uk/blogs/portuguese/eua/

    O que isso significa?

    Ora, considerando-se que os Estados Unidos tem uma carga tributária de 25% e um déficit no orçamento de 10%, é lógico que tem uma “necessidade tributária” de 35%, a mesma do Brasil.

    E um dia isso terá que ser enfrentado, ou por aumento de impostos ou por corte em despesas.

    Corte de despesas sempre implicam em recessão, logo, a paridade parece ainda mais próxima que 20 anos.

  219. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    em 50 anos a renda per capita norte-americano foi multiplicada por 5. Em 50 anos a renda per capita brasileira foi multiplicada por 50.

  220. Patriarca da Paciência said

    Agora o cálculo realmente correto:

    a renda per capita brasileira, em 50 anos, passou de U$ 203,00 para mais de U$ 10.000,00, ou seja, foi multiplicada por 50.

    A renda per capita norte americana, em 50 anos, passou de U$ 2.935,00 para U$ 47.000,00 ou seja, foi multiplicada por 16.

    Fica bem claro que a renda brasileira cresce mais rápido e a tendência é que alcance a paridade.

    Apesar de que não considero necessário que a renda brasileira atinja o nível da renda norte-ameridcana.

    Qualidade de vida não está ligada somente à renda.

    Se apenas a China, atingir o nível de consumo dos Estados Unidos, haverá grande escassez de bens.

    Realmente, para o bem de todos, seria muito melhor começar a frear a necessidade de consumir cada vez mais.

  221. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “você diz que há algo errado com o sistema brasileiro, visto que a renda dos norte americanos cresce muito mais.

    Eu volto a insistitir – o sistema brasileiro é muito mais eficaz para crescimento da renda per capita que o americano.”

    Hehehehehe. . . Isso é cômico.

    Em 50 anos, o Brasil foi incapaz de colocar a sua renda per capita acima da média mundial (fonte), enquanto que os americanos estão, no mínimo, 4 vezes acima dessa média.

    Por esse seu raciocinio, um país que, em 1960, tivesse uma renda per capita de U$ 50,00 e, 50 anos depois, estivesse com uma renda de U$ 5000,00, resultanto em um aumento que é 100 vezes maior do que os U$ 50,00 iniciais, seria um país com um modelo econômico muito mais eficiente do que o modelo americano no sentido de aumentar a renda per capita.

    Você se esquece de um detalhe fundamental: Os Estados Unidos, em 1960, já possuíam uma renda per capita considerada alta para os padrões da época, enquanto que o Brasil tinha uma renda compatível com os padrões da África Subsaariana.

    Fazer a renda aumentar 20 vezes partindo de um valor inicial elevado é mais difícil do que fazê-la crescer 50 vezes partindo de um valor inicial baixo.

    “Em 50 anos, a renda per capita norte americana foi multiplicada por 5.

    Em 50 anos a renda per capita brasileira foi multiplicada por 50.

    Os seus números estão errados.

    Há 50 anos, a renda per capita americana era de U$ 2.881,00. Se ela foi multiplicada por 5, então, hoje, ela seria de U$ 14.405,00.

    A realidade é que, hoje, a renda americana é de U$ 45.889,00. Dividindo a renda americana atual (U$ 45.889,00) pela renda de 50 anos atrás (U$ 2.881,00), chega-se à conclusão de que a renda atual é quase 16 vezes maior do que a renda de 1960.

    Há 50 anos, a renda per capita brasileira era de U$ 208,00. Se ela foi multiplicada por 50, então, hoje, ela seria de U$ 10.400,00.

    A realidade mostra que, hoje, a renda per capita brasileira é de U$ 8.121,00, quase 40 vezes maior do que o valor de 50 anos atrás (U$ 208,00).

    É enganoso esse seu raciocínio de que o crescimento da renda per capita brasileira, por ser, atualmente, 40 vezes maior do que o valor de 1960, mostra maior eficiência da economia do Brasil quando comparada com a economia americana, pois os americanos já eram considerados desenvolvidos há 50 anos atrás.

    Portanto, em 1960, os americanos já tinham um alto padrão de desenvolvimento e é o Brasil que deve se mover para chegar no mesmo patamar.

    Observe que, em 1960, a renda per capita do Brasil equivalia a 7.22% da renda americana para o mesmo ano. Hoje, a renda brasileira equivale a 17.7% da renda americana. Ou seja, em 50 anos, o Brasil diminuiu em mais ou menos 10.5% essa distância. É pouco para um espaço de tempo de meio século.

    (Os dados acima foram retirados do gráfico citado em um comentário meu mais acima.)

    “A manter o mesmo ritimo, no máximo 20 anos, chegaremos à paridade com a renda per capita norte americana.”

    Você deveria ser esta notícia. Excerto:

    Renda

    [John Hawksworth] lembra que, hoje, um brasileiro tem em média uma renda equivalente a 22% da renda de um americano. Em 40 anos, ganhará ainda menos da metade do que será a renda de um trabalhador nos Estados Unidos.

    No Brasil, a renda passaria dos atuais US$ 10 mil por ano para quase US$ 40 mil em 2050. Na prática, a renda média de um brasileiro levará mais 40 anos para alcançar a de um alemão hoje.”

    Até!

    Marcelo

  222. Elias said

    Pax,

    Ainda sobre estatização ou privatização.

    A Economist Intelligence Unit (EIU), ligada à revista The Economist, calcula o “Índice de Democracia”.

    Na terceira e mais recente edição desse índice, que analisou 167 países, o Brasil aparece em 47º lugar, abaixo de 6 países latino-americanos, 4 países africanos e do Timor-Leste, um dos Estados mais jovens do planeta.

    A EIU classifica os países analisados em 4 grupos:

    GRUPO 1: DEMOCRACIAS PLENAS

    Aqui estão 26 países, principalmente do Atlântico Norte. Mas também estão nesse grupo a Austrália, a Nova Zelândia, o Japão, a Coréia do Sul, o Uruguai, a Costa Rica e as Ilhas Maurício.

    GRUPO 2: DEMOCRACIAS IMPERFEITAS

    É o grupo do Brasil, junto com mais 52 outros países.

    GRUPO 3: REGIMES HÍBRIDOS

    Neste grupo estão a Bolívia, a Venezuela, a Turquia, o Iraque, a Rússia, etc.

    GRUPO 4: REGIMES AUTORITÁRIOS

    Neste estão nossos velhos conhecidos: China, Cuba, Etiópia, Turcomenistão, Egito, Líbia e, enfim, quase todos os países do Oriente Médio. Neste grupo, o destaque vai para a Coréia do Norte, a “lanterna” dos 167 países pesquisados.

    Para elaborar seu índice, a EIU trabalha com 5 critérios: (1) Processo Eleitoral e Pluralismo; (2) Liberdades Civis; (3) Funcionamento do Governo; (4) Participação Política; e (5) Cultura Política.

    Em cada um desses critérios, a pesquisa atribui notas que vão de “zero” a “dez”.

    Segundo a EIU, o Brasil vai bem em 2 desses critérios; razoável em um; e péssimo em outros dois.

    Vamos às notas do Brasil:

    1 – PROCESSO ELEITORAL: a nota do Brasil é 9,58, igual á da Suécia, que é a 4ª colocada na classificação geral.

    2 – LIBERDADES CIVIS (que envolve aspectos como liberdade de expressão, de imprensa, de religiãlo, etc): com nota 9,12, o Brasil se iguala à Áustria e à Alemanha, que, no cômputo global, ocupam as posições 12 e 13, respectivamente.

    3 – FUNCIONAMENTO DO GOVERNO: a nota do Brasil aqui é 7,5. Não é uma boa nota, mas, ainda assim, superior à da República Tcheca, que é a 16ª colocada na classificação geral e, ora vejam só, acima da Irlanda (12º lugar no cômputo global, juntamente com a Áustria).

    O que puxa o Brasil pra tão longe dos primeiros colocados são, exatamente, os 2 outros critérios.

    Veja só:

    4 – PARTICIPAÇÃO POLÍTICA: nesse critério, o Brasil levou nota 5. Abaixo das notas de países com “regimes híbridos”, como a Tanzânia, a Venezuela e o Iraque, os quais, no cômputo global, ocupam as posições 92, 96 e 111.

    5 – CULTURA POLÍTICA: aqui a coisa está ainda pior: o Brasil leva nota 4,5. Perde para países de “regime autoritário”, como a Etiópia, Egito, Síria, Líbia e Turcomenistão (posições 118, 138, 152, 158 e 165, na classificação global).

    Leia alguns trechos do relatório da EIU:

    “…uma cultura de passividade e apatia, e cidadãos obedientes e dóceis, não são consistentes com a democracia…”.

    “…a apatia e a abstenção são inimigos da democracia…”.

    “…uma democracia saudável requer a participação ativa e livre dos cidadãos na vida pública, e a democracia floresce quando os cidadãos estão dispostos a participar do debate público, eleger representantes e se unir a partidos políticos…”.

    “…sem essa participação ampla, que se sustenta, a democracia começa a perder a vitalidade e se torna benefício de pequenos e seletos grupos”.

    Só espero que alguns colegas comentaristas não concluam, agora, que a Econimist é uma agente do Foro São Paulo.

    Num quadro como esse, dificilmente dá pra se afirmar que tal ou qual concessão de serviço público funciona melhor sendo operado por estatais ou por empresas privadas.

    Se o índio é manso e não luta por seus direitos, ele aceitará mansamente ser pungado tanto pelo Estado incompetente e corrupto quanto pela empresa privada espertalhona e inescrupulosa.

    Tanto faz dar na cabeça, como na cabeça dar.

    É preciso ser muito tonto, e estar com a cabeça totalmente infestada de ideologia barata pra não perceber isso.

  223. Pax said

    Muito interessante essa metodologia, caro Elias. Fui dar uma olhada. http://www.eiu.com/public/

    E essas frases que você pinçou merecem ser repetidas:

    “…uma cultura de passividade e apatia, e cidadãos obedientes e dóceis, não são consistentes com a democracia…”.

    “…a apatia e a abstenção são inimigos da democracia…”.

    “…uma democracia saudável requer a participação ativa e livre dos cidadãos na vida pública, e a democracia floresce quando os cidadãos estão dispostos a participar do debate público, eleger representantes e se unir a partidos políticos…”.

    “…sem essa participação ampla, que se sustenta, a democracia começa a perder a vitalidade e se torna benefício de pequenos e seletos grupos”.

    Minha concordância é completa.

  224. iconoclastas said

    “Eu volto a insistitir – o sistema brasileiro é muito mais eficaz para crescimento da renda per capita que o americano.”

    eu duvido q tenha algum frequentador deste espaço, com pelo menos meis dúzia de conexões nervosas saudáveis, que não tenha gargalhado qd leu isso ai acima…

    ok, os mais genrerosos ficaram apenas com vergonha do ridículo alheio.

    ;^))))))))))))))))))

  225. Elias said

    Pax,

    Outras sobre as concessionárias de distribuição de energia elétrica.

    I
    Nenhuma das concessionárias do Brasil mede o consumo da iluminação pública. Esta é cobrada por ponto de iluminação.

    Posto isto (disse a galinha, olhando o ovo…), dê uma olhada em quantos pontos de iluminação pública estão apagados, às proximidades de onde você mora ou trabalha, ou no percurso que você usualmente costuma fazer, à noite.

    Calcule por quanto tempo, em média, essas lâmpadas permanecem apagadas, até que sejam trocadas.

    Todos esses pontos são cobrados e pagos, pontualmente, como se estivessem funcionando.

    Quem paga?

    II
    Em geral, as lâmpadas usadas na iluminação pública são de 2 tipos: vapor de mercúrio ou vapor de sódio.

    As lâmpadas vapor de sódio iluminam mais e consomem menos — muito menos! — energia que as de vapor de mercúrio.

    Mas as concessionárias de distribuição de energia elétrica cobram por ponto de iluminação como se todas as lâmpadas fossem vapor de mercúrio.

    As prefeituras brasileiras não mantêm cadastro — permanentemente atualizados — de quantas lâmpadas estão sendo usadas, de um e outro tipo.

    Vai daí que… quem paga mais do que deveria?

    Em qualquer cidade com mais de um milhão de habitantes, estamos falando de centenas de milhões de reais por ano. Somando o Brasil inteiro…

    E pra você, que é roubado, que diferença faz se o ladrão é estatal ou privado?

    Na planície, onde estou e de onde jamais sairei, insisto: tanto faz dar na cabeça, como na cabeça dar.

    O nó da questão não é a gestão disso ou daquilo ser pública ou privada.

    Como diz a Economist, o nó da questão é cidadania…

  226. Olá!

    Eu já conhecia esse índice de democracia da The Economist. Ele encerra uma informação bastante interessante sobre esse assunto.

    Vamos observar dois gráficos que eu fiz.

    O primeiro gráfico correlaciona o índice de liberdade econômica (segundo a Heritage Foundation) e o índice de democracia da The Economist.

    A seta vertical é a média do índice de liberdade econômica, pontos à direita da seta estão acima da média e os à esquerda dela estão abaixo. A seta horizontal é a média do índice de democracia, quem está acima dela está acima da média e os pontos abaixo estão abaixo da média.

    Observem que os países com as melhores notas em termos de índice de democracia são exatamente aqueles que também têm um elevado índice de liberdade econômica.

    Cingapura e Hong Kong, ao mesmo tempo em que têm as melhores

  227. Olá!

    O comentário acima está incompleto.

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  228. Olá!

    Eu já conhecia esse índice de democracia da The Economist. Ele encerra uma informação bastante interessante sobre esse assunto.

    Vamos observar dois gráficos que eu fiz.

    O primeiro gráfico correlaciona o índice de liberdade econômica (segundo a Heritage Foundation) e o índice de democracia da The Economist.

    A seta vertical é a média do índice de liberdade econômica, pontos à direita da seta estão acima da média e os à esquerda dela estão abaixo. A seta horizontal é a média do índice de democracia, quem está acima dela está acima da média e os pontos abaixo estão abaixo da média.

    Observem que os países com as melhores notas em termos de índice de democracia são exatamente aqueles que também têm um elevado índice de liberdade econômica.

    Cingapura e Hong Kong, ao mesmo tempo em que têm as melhores notas em termos de liberdade econômica, têm notas relativamente ruins no índice de democracia quando comparados com países com o mesmo nível de liberdade econômica. Aliás, liberdade econômica nunca foi condição suficiente para democracia e/ou liberdade política.

    Abaixo, vão quatro tabelas separando os países em quatro grupos de acordo com as notas de cada país em relação à média da liberdade econômica (59.5282) e à média do índice de democracia (5.5084).

    Cada tabela contém 3 informações de interesse: O índice de liberdade econômica, o índice de percepção da corrupção e o índice de democracia. Seria interessante relacionar essas três informações, isto é, verificar as ocorrências das melhores e piores notas nesses três quesitos. Os dados estão organizados por ordem alfabética.

    GRUPO 1: Índice de Liberdade Econômica Acima da Média e Índice de Democracia Acima da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 66

    66.0 34.0 5.86 Albania
    82.6 87.0 9.22 Australia
    71.6 81.0 8.49 Austria
    70.1 73.0 8.05 Belgium
    70.3 58.0 7.63 Botswana
    62.3 36.0 6.84 Bulgaria
    80.4 87.0 9.08 Canada
    61.8 51.0 7.94 Cape_Verde
    77.2 69.0 7.67 Chile
    65.5 38.0 6.55 Colombia
    65.9 51.0 8.04 Costa_Rica
    70.9 64.0 7.29 Cyprus
    69.8 52.0 8.19 Czech_Republic
    77.9 93.0 9.52 Denmark
    60.3 30.0 6.20 Dominican_Republic
    69.9 39.0 6.47 El_Salvador
    74.7 66.0 7.68 Estonia
    73.8 90.0 9.19 Finland
    64.2 69.0 7.77 France
    71.1 79.0 8.38 Germany
    60.2 39.0 6.02 Ghana
    62.7 47.0 7.92 Greece
    61.0 31.0 6.05 Guatemala
    89.7 81.0 5.92 Hong_Kong
    66.1 51.0 7.21 Hungary
    73.7 89.0 9.65 Iceland
    81.3 77.0 8.79 Ireland
    67.7 60.0 7.48 Israel
    62.7 48.0 7.83 Italy
    65.5 31.0 7.21 Jamaica
    72.9 73.0 8.08 Japan
    66.2 50.0 7.05 Latvia
    70.3 46.0 7.24 Lithuania
    75.4 83.0 8.88 Luxembourg
    65.7 36.0 6.16 Macedonia
    64.8 51.0 6.19 Malaysia
    67.2 58.0 8.28 Malta
    76.3 55.0 8.04 Mauritius
    68.3 36.0 6.93 Mexico
    60.0 30.0 6.36 Mongolia
    63.6 34.0 6.27 Montenegro
    62.2 45.0 6.23 Namibia
    75.0 89.0 8.99 Netherlands
    82.1 93.0 9.26 New_Zealand
    69.4 79.0 9.80 Norway
    64.8 34.0 7.15 Panama
    61.3 24.0 6.40 Paraguay
    67.6 36.0 6.40 Peru
    63.2 46.0 7.05 Poland
    64.4 61.0 8.02 Portugal
    64.2 38.0 6.60 Romania
    86.1 92.0 5.89 Singapore
    69.7 50.0 7.35 Slovakia
    64.7 67.0 7.69 Slovenia
    62.8 49.0 7.79 South_Africa
    69.9 56.0 8.11 South_Korea
    69.6 65.0 8.16 Spain
    72.4 93.0 9.50 Sweden
    81.1 90.0 9.09 Switzerland
    70.4 57.0 7.52 Taiwan
    64.1 35.0 6.55 Thailand
    65.7 36.0 7.16 Trinidad_and_Tobago
    63.8 46.0 5.73 Turkey
    76.5 77.0 8.16 United_Kingdom
    78.0 73.0 8.18 United_States
    69.8 69.0 8.10 Uruguay

    GRUPO 2: Índice de Liberdade Econômica Abaixo da Média e Índice de Democracia Abaixo da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 57

    56.9 32.0 3.44 Algeria
    48.4 19.0 3.32 Angola
    58.8 19.0 3.15 Azerbaijan
    48.7 20.0 3.34 Belarus
    57.0 52.0 4.68 Bhutan
    56.2 32.0 5.32 Bosnia_and_Herzegovina
    59.4 35.0 3.59 Burkina_Faso
    36.7 13.0 1.77 Burma
    47.5 19.0 4.01 Burundi
    56.6 18.0 4.87 Cambodia
    52.3 23.0 3.41 Cameroon
    48.4 20.0 1.82 Central_African_Republic
    47.5 16.0 1.52 Chad
    51.0 36.0 3.14 China
    44.9 25.0 3.41 Comoros
    54.1 20.0 3.02 Côte_d’Ivoire
    26.7 43.0 3.52 Cuba
    41.4 17.0 2.15 Democratic_Republic_of_Congo
    51.0 30.0 2.20 Djibouti
    59.0 28.0 3.07 Egypt
    48.6 17.0 1.84 Equatorial_Guinea
    35.3 26.0 2.31 Eritrea
    51.2 26.0 3.68 Ethiopia
    55.4 31.0 3.29 Gabon
    55.1 19.0 3.38 Gambia
    51.8 16.0 2.79 Guinea
    43.6 19.0 1.99 Guinea-Bissau
    50.8 14.0 4.00 Haiti
    43.4 23.0 1.94 Iran
    57.5 21.0 4.71 Kenya
    51.1 20.0 2.10 Laos
    46.2 24.0 5.07 Liberia
    40.2 26.0 1.94 Libya
    52.0 28.0 3.86 Mauritania
    59.2 35.0 3.79 Morocco
    56.0 26.0 4.90 Mozambique
    52.7 27.0 4.24 Nepal
    52.9 28.0 3.38 Niger
    56.8 27.0 3.47 Nigeria
    01.0 05.0 1.08 North_Korea
    55.2 25.0 4.55 Pakistan
    43.2 19.0 2.89 Republic_of_Congo
    50.3 21.0 4.26 Russia
    59.1 30.0 3.25 Rwanda
    54.6 34.0 5.27 Senegal
    47.9 19.0 4.51 Sierra_Leone
    57.4 36.0 2.90 Swaziland
    49.4 21.0 2.31 Syria
    53.0 20.0 2.51 Tajikistan
    47.1 27.0 3.45 Togo
    58.9 44.0 2.79 Tunisia
    42.5 18.0 1.72 Turkmenistan
    47.5 18.0 1.74 Uzbekistan
    37.1 19.0 5.18 Venezuela
    49.8 27.0 2.94 Vietnam
    54.4 23.0 2.64 Yemen
    21.4 18.0 2.64 Zimbabwe

    GRUPO 3: Índice de Liberdade Econômica Abaixo da Média e Índice de Democracia Acima da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 26

    51.2 29.0 6.84 Argentina
    51.1 21.0 5.87 Bangladesh
    55.4 31.0 6.17 Benin
    49.4 30.0 5.92 Bolivia
    55.6 35.0 7.12 Brazil
    59.2 44.0 6.81 Croatia
    49.3 20.0 5.77 Ecuador
    48.4 26.0 6.05 Guyana
    58.3 26.0 5.76 Honduras
    53.8 34.0 7.28 India
    55.5 26.0 6.53 Indonesia
    59.5 30.0 5.82 Lebanon
    48.1 32.0 6.02 Lesotho
    54.1 28.0 5.84 Malawi
    55.6 31.0 6.01 Mali
    53.7 29.0 6.33 Moldova
    58.3 25.0 5.73 Nicaragua
    53.5 20.0 6.54 Papua_New_Guinea
    56.3 23.0 6.12 Philippines
    56.9 34.0 6.33 Serbia
    54.6 32.0 6.64 Sri_Lanka
    52.5 36.0 6.65 Suriname
    58.3 30.0 5.64 Tanzania
    45.8 22.0 7.22 Timor-Leste
    46.4 25.0 6.30 Ukraine
    58.0 28.0 5.68 Zambia

    GRUPO 3: Índice de Liberdade Econômica Acima da Média e Índice de Democracia Abaixo da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 14

    69.2 29.0 4.09 Armenia
    76.3 54.0 3.49 Bahrain
    60.3 40.0 3.62 Fiji
    70.4 39.0 4.59 Georgia
    66.1 51.0 3.74 Jordan
    61.0 22.0 3.30 Kazakhstan
    67.7 43.0 3.88 Kuwait
    61.3 18.0 4.31 Kyrgyz_Republic
    63.2 34.0 3.94 Madagascar
    67.7 55.0 2.86 Oman
    69.0 65.0 3.09 Qatar
    64.1 35.0 1.84 Saudi_Arabia
    62.2 26.0 5.05 Uganda
    67.3 59.0 2.52 United_Arab_Emirates

    Acho que os dados acima são cristalinos.

    Até!

    Marcelo

  229. Olá!

    Faltou o segundo gráfico.

    Esse segundo gráfico segue a mesma veia poética do anterior, só que correlaciona a percepção da corrupção com o índice de democracia.

    A seta vertical é a média do índice de percepção da corrupção, pontos à direita da seta estão acima da média e os à esquerda dela estão abaixo. A seta horizontal é a média do índice de democracia, quem está acima dela está acima da média e os pontos abaixo estão abaixo da média.

    Novamente, abaixo, vão quatro tabelas separando os países em quatro grupos de acordo com as notas de cada país em relação à média da liberdade econômica (40.2699) e à média do índice de democracia (5.5084).

    A diferença destas tabelas para as anteriores é que as anteriores foram criadas levando em consideração o índice de liberdade econômica e o índice de democracia. As tabelas a seguir foram criadas tendo a percepção da corrupção e o índice de democracia como guias principais.

    Cada tabela contém 3 informações de interesse: O índice de liberdade econômica, o índice de percepção da corrupção e o índice de democracia. Seria interessante relacionar essas três informações, isto é, verificar as ocorrências das melhores e piores notas nesses três quesitos. Os dados estão organizados por ordem alfabética.

    GRUPO 1: Índice de Percepção da Corrupção Acima da Média e Índice de Democracia Acima da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 49

    82.6 87.0 9.22 Australia
    71.6 81.0 8.49 Austria
    70.1 73.0 8.05 Belgium
    70.3 58.0 7.63 Botswana
    80.4 87.0 9.08 Canada
    61.8 51.0 7.94 Cape Verde
    77.2 69.0 7.67 Chile
    65.9 51.0 8.04 Costa Rica
    59.2 44.0 6.81 Croatia
    70.9 64.0 7.29 Cyprus
    69.8 52.0 8.19 Czech Republic
    77.9 93.0 9.52 Denmark
    74.7 66.0 7.68 Estonia
    73.8 90.0 9.19 Finland
    64.2 69.0 7.77 France
    71.1 79.0 8.38 Germany
    62.7 47.0 7.92 Greece
    89.7 81.0 5.92 Hong Kong
    66.1 51.0 7.21 Hungary
    73.7 89.0 9.65 Iceland
    81.3 77.0 8.79 Ireland
    67.7 60.0 7.48 Israel
    62.7 48.0 7.83 Italy
    72.9 73.0 8.08 Japan
    66.2 50.0 7.05 Latvia
    70.3 46.0 7.24 Lithuania
    75.4 83.0 8.88 Luxembourg
    64.8 51.0 6.19 Malaysia
    67.2 58.0 8.28 Malta
    76.3 55.0 8.04 Mauritius
    62.2 45.0 6.23 Namibia
    75.0 89.0 8.99 Netherlands
    82.1 93.0 9.26 New Zealand
    69.4 79.0 9.80 Norway
    63.2 46.0 7.05 Poland
    64.4 61.0 8.02 Portugal
    86.1 92.0 5.89 Singapore
    69.7 50.0 7.35 Slovakia
    64.7 67.0 7.69 Slovenia
    62.8 49.0 7.79 South Africa
    69.9 56.0 8.11 South Korea
    69.6 65.0 8.16 Spain
    72.4 93.0 9.50 Sweden
    81.1 90.0 9.09 Switzerland
    70.4 57.0 7.52 Taiwan
    63.8 46.0 5.73 Turkey
    76.5 77.0 8.16 United Kingdom
    78.0 73.0 8.18 United States
    69.8 69.0 8.10 Uruguay

    GRUPO 2: Índice de Percepção da Corrupção Abaixo da Média e Índice de Democracia Abaixo da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 62

    56.9 32.0 3.44 Algeria
    48.4 19.0 3.32 Angola
    69.2 29.0 4.09 Armenia
    58.8 19.0 3.15 Azerbaijan
    48.7 20.0 3.34 Belarus
    56.2 32.0 5.32 Bosnia and Herzegovina
    59.4 35.0 3.59 Burkina Faso
    36.7 13.0 1.77 Burma
    47.5 19.0 4.01 Burundi
    56.6 18.0 4.87 Cambodia
    52.3 23.0 3.41 Cameroon
    48.4 20.0 1.82 Central African Republic
    47.5 16.0 1.52 Chad
    51.0 36.0 3.14 China
    44.9 25.0 3.41 Comoros
    54.1 20.0 3.02 Côte d’Ivoire
    41.4 17.0 2.15 Democratic Republic of Congo
    51.0 30.0 2.20 Djibouti
    59.0 28.0 3.07 Egypt
    48.6 17.0 1.84 Equatorial Guinea
    35.3 26.0 2.31 Eritrea
    51.2 26.0 3.68 Ethiopia
    60.3 40.0 3.62 Fiji
    55.4 31.0 3.29 Gabon
    55.1 19.0 3.38 Gambia
    70.4 39.0 4.59 Georgia
    51.8 16.0 2.79 Guinea
    43.6 19.0 1.99 Guinea-Bissau
    50.8 14.0 4.00 Haiti
    43.4 23.0 1.94 Iran
    61.0 22.0 3.30 Kazakhstan
    57.5 21.0 4.71 Kenya
    61.3 18.0 4.31 Kyrgyz Republic
    51.1 20.0 2.10 Laos
    46.2 24.0 5.07 Liberia
    40.2 26.0 1.94 Libya
    63.2 34.0 3.94 Madagascar
    52.0 28.0 3.86 Mauritania
    59.2 35.0 3.79 Morocco
    56.0 26.0 4.90 Mozambique
    52.7 27.0 4.24 Nepal
    52.9 28.0 3.38 Niger
    56.8 27.0 3.47 Nigeria
    01.0 05.0 1.08 North Korea
    55.2 25.0 4.55 Pakistan
    43.2 19.0 2.89 Republic of Congo
    50.3 21.0 4.26 Russia
    59.1 30.0 3.25 Rwanda
    64.1 35.0 1.84 Saudi Arabia
    54.6 34.0 5.27 Senegal
    47.9 19.0 4.51 Sierra Leone
    57.4 36.0 2.90 Swaziland
    49.4 21.0 2.31 Syria
    53.0 20.0 2.51 Tajikistan
    47.1 27.0 3.45 Togo
    42.5 18.0 1.72 Turkmenistan
    62.2 26.0 5.05 Uganda
    47.5 18.0 1.74 Uzbekistan
    37.1 19.0 5.18 Venezuela
    49.8 27.0 2.94 Vietnam
    54.4 23.0 2.64 Yemen
    21.4 18.0 2.64 Zimbabwe

    GRUPO 3: Índice de Percepção da Corrupção Abaixo da Média e Índice de Democracia Acima da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 43

    66.0 34.0 5.86 Albania
    51.2 29.0 6.84 Argentina
    51.1 21.0 5.87 Bangladesh
    55.4 31.0 6.17 Benin
    49.4 30.0 5.92 Bolivia
    55.6 35.0 7.12 Brazil
    62.3 36.0 6.84 Bulgaria
    65.5 38.0 6.55 Colombia
    60.3 30.0 6.20 Dominican Republic
    49.3 20.0 5.77 Ecuador
    69.9 39.0 6.47 El Salvador
    60.2 39.0 6.02 Ghana
    61.0 31.0 6.05 Guatemala
    48.4 26.0 6.05 Guyana
    58.3 26.0 5.76 Honduras
    53.8 34.0 7.28 India
    55.5 26.0 6.53 Indonesia
    65.5 31.0 7.21 Jamaica
    59.5 30.0 5.82 Lebanon
    48.1 32.0 6.02 Lesotho
    65.7 36.0 6.16 Macedonia
    54.1 28.0 5.84 Malawi
    55.6 31.0 6.01 Mali
    68.3 36.0 6.93 Mexico
    53.7 29.0 6.33 Moldova
    60.0 30.0 6.36 Mongolia
    63.6 34.0 6.27 Montenegro
    58.3 25.0 5.73 Nicaragua
    64.8 34.0 7.15 Panama
    53.5 20.0 6.54 Papua New Guinea
    61.3 24.0 6.40 Paraguay
    67.6 36.0 6.40 Peru
    56.3 23.0 6.12 Philippines
    64.2 38.0 6.60 Romania
    56.9 34.0 6.33 Serbia
    54.6 32.0 6.64 Sri Lanka
    52.5 36.0 6.65 Suriname
    58.3 30.0 5.64 Tanzania
    64.1 35.0 6.55 Thailand
    45.8 22.0 7.22 Timor-Leste
    65.7 36.0 7.16 Trinidad and Tobago
    46.4 25.0 6.30 Ukraine
    58.0 28.0 5.68 Zambia

    GRUPO 4: Índice de Percepção da Corrupção Acima da Média e Índice de Democracia Abaixo da Média

    Coluna 1: Índice de Liberdade Econômica (2010)
    Coluna 2: Índice de Percepção da Corrupção (2010)
    Coluna 3: Índice de Democracia (2010)
    Coluna 4: Nomes dos Países

    Total de Amostras: 9

    76.3 54.0 3.49 Bahrain
    57.0 52.0 4.68 Bhutan
    26.7 43.0 3.52 Cuba
    66.1 51.0 3.74 Jordan
    67.7 43.0 3.88 Kuwait
    67.7 55.0 2.86 Oman
    69.0 65.0 3.09 Qatar
    58.9 44.0 2.79 Tunisia
    67.3 59.0 2.52 United Arab Emirates

    Mais uma vez, a situação se repete: Os países menos corruptos também são aqueles com os melhores índices de democracia.

    Observem uma coisa interessante nos dois gráficos: Tanto no gráfico da liberdade econômica e do índice de democracia quanto no gráfico da percepção da corrupção e do índice de democracia, todos os países com índice de democracia acima de 7.5 possuem liberdade econômica alta/consideravelmente alta e são também países que, no geral, são pouco corruptos, sem níveis estratosféricos de corrupção.

    As informações desses dados querem nos dizer alguma coisa.

    Até!

    Marcelo

  230. iconoclastas said

    “I
    Nenhuma das concessionárias do Brasil mede o consumo da iluminação pública. Esta é cobrada por ponto de iluminação.”

    rapaz, no rio quem cuida da iluminação pública – manutenção, instalação – é a Rio Luz, da prefeitura, em Porto Alegre a Smov, em SP a Ilume, por exemplo. Além do mais, o que vc acaba de afirmar é que o Reluz é um engodo, que td quanto é prefeito é pilantra e/ou, no melhor dos casos, inepto, e q isso é a terra dos pati pati. é possível, mas, mais uma vez, o ônus da prova recai sobre vc.

    ;^)

  231. Patriarca da Paciência said

    “A realidade mostra que, hoje, a renda per capita brasileira é de U$ 8.121,00, quase 40 vezes maior do que o valor de 50 anos atrás (U$ 208,00).”

    Meu caro Marcelo,

    Em 2008, a renda per capita do Brasil era de U$ 8.121,00

    Em 2010 a renda per capita está em aproximadamente U$ 10.700,00

    Cálculo bem simples:

    PIB, dois trilhões e cinquenta e dois bilhões de dólares.

    População, pouco mais de 190 milhões de habitantes

  232. Patriarca da Paciência said

    “Observe que, em 1960, a renda per capita do Brasil equivalia a 7.22% da renda americana para o mesmo ano. Hoje, a renda brasileira equivale a 17.7% da renda americana. Ou seja, em 50 anos, o Brasil diminuiu em mais ou menos 10.5% essa distância. É pouco para um espaço de tempo de meio século.”

    A realidade é que a renda per capita brasileira atinge hoje 22% da renda americana.

    E quanto maior a renda, mais rápido cobre a distância.

    Vamos esperar para conferir!

  233. Patriarca da Paciência said

    Caro Sr. Jegue,

    Jegue sequer tem conexões nervosas.

    Joegue tem conexões jegais.

  234. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    eu não tenho nenhum ódio pelos Estados Unidos, muito pelo contrário.

    Acho os Estados Unidos uma nação fantástica. Eu sou contra certo brasileiros que procuram copiar apenas os defeitos dos norte-americanos.

    Que copiassem um poucos das qualidades também.

    Há muitos norte-americanos lutando contra o consumismo desenfreado, as ações predatórias, as interferências nas outras nações e mesmo as invasões de outros países.

    O modelo de “crescimento a qualquer custo”, eu diria que é uma espécie de modelo Tiranossauro Rex, muito grande e totalmente incompatível com os recursos limitados do planeta Terra.

    Um dia esse delírio coletivo terá que ter um freio.

    Se a China atingir o mesmo nível de consumismo dos Estados Unidos… a coisa vai ficar realmente feia.

    Veja que Cuba é uma nação bem pobre e tem um ótimo IDH.

    Eu diria que é um bom modelo para o futuro!

  235. Elias said

    “Nenhuma das concessionárias do Brasil mede o consumo da iluminação pública. Esta é cobrada por ponto de iluminação.” (Elias)

    “…rapaz, no rio quem cuida da iluminação pública – manutenção, instalação – é a Rio Luz, da prefeitura, em Porto Alegre a Smov, em SP a Ilume, por exemplo.”

    O autor do 2º parágrafo pensa que me contradisse.

    Bobagem…

    As prefeituras municipais são as responsáveis pela iluminação pública. Mas, quem FORNECE, cobra e recebe pela iluminação pública são as concessionárias de distribuição de energia elétrica.

    E as concessionárias NÃO MEDEM o consumo da iluminação pública. Elas cobram por ponto de iluminação. Ponto!

    A taxa de iluminação pública é cobrada na conta de luz de cada unidade consumidora, a chamada UC.

    Desse montante é subtraído o valor cobrado pela concessionária, POR PONTO DE ILUMINAÇÃO e, se for o caso, o valor de outros serviços que ela eventualmente tenha prestado, nisto incluído o valor do consumo de energia elétrica dos próprios municipais.

    O saldo é repassado às prefeituras. Que, geralmente, contratam empresas para realizar a instalação e a reposição dos pontos de iluminação pública.

    Mas, instalação, manutenção e reposição de pontos de iluminação pública NÃO SÃO CONCESSÕES DE SERVIÇO PÚBLICO. SÃO CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO. Espero que não seja necessário explicar a diferença, pra quem pretende participar deste debate arrotando ares de sabichão…

    A concessionária cobra por ponto de iluminação, portanto.

    E quanto cobra? Cobra um preço fixo, dimensionado pelo consumo da lâmpada VM, quando nem todas as lâmpadas são VM. Cada vez mais, instala-se lâmpadas VS, cujo consumo é substancialmente menor do que o consumo das lâmpadas VM.

    No Brasil, quem paga conta de energia elétrica, é pungado nessa história. Pagou, dançou!

    O irônico é que, sendo pungado, ainda tem indivíduo que acha que está tudo certinho, só porque é ideologicamente favorável à privatização e a concessão da distribuição de energia elétrica foi privatizada.

    Se as concessionárias ainda fossem estatais, os mesmos fatos e circunstâncias seriam motivo da mais justa indignação.

    É a tal da “cultura política”, de que fala a Economist.

    Nota 4,5 , abaixo da Etiópia, do Turcomenistão…

  236. Pax said

    Caro Patriarca,

    Fosse em Cuba este blog não existiria. Ou, talvez, eu estivesse preso. Entre desenvolvimento e liberdade, fico com a segunda que me permite correr atrás do prejuízo segundo minha vontade e risco.

    Entendo que é melhor comparar coisas mais democráticas. EUA versus Canadá, Inglaterra versus Suécia, Brasil versus Austrália etc.

    Sem democracia eu, sem sombra de dúvidas, me “incluo fora”. Já vivi este modelo em que não era permitido falar. E não quero voltar para trás. Não faz muito tempo que os porões da nossa ditadura estavam repletos de porradas em gente amarrada, choques elétricos, estupros, gritos e mortes.

    Brasil está melhor? Claro que está. Por conta da Democracia. É o melhor modelo? Sei lá, mas não conheço nenhum melhor. Liberdade acima de tudo.

    Cuba tem lá algumas coisas boas? Pode ser. Mas abdico delas (saúde, educação, esportes) em prol de desenvolvermos nossa democracia, corrupta, sim, mas livre. Há muitas bandeiras possíveis para quem quiser defender. Tem pra todo lado. Este blog decidiu focar numa única. Às vezes sinto uma enorme vontade de falar de outros assuntos, a pauta internacional que o PD nos deixou órfãos, economia, música, fotografia, poesia etc, mas não tenho nenhuma competência para isso. Prefiro ficar com essa bandeira aqui. Acho-a boa.

    E me sinto mais ou menos como na fábula do Beija Flor no incêndio na floresta.

  237. Pax said

    Ah, sim, caro Patriarca,

    Apesar da discordância do exemplo que você citou, Cuba, tenho uma enorma concordância com o assunto que você abordou: o consumismo desenfreado não tem final feliz. Concordo em absoluto.

  238. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    eu também sou visceralmente a favor da democracia.

    O que eu quis dizer é que, mesmo o modelo de Cuba, apresenta boas qualidades.

    Com a melhora na democracia, coisa que já está acontecendo, Cuba se transformará num bom lugar para viver.

    Tem um ótimo IDH.

  239. iconoclastas said

    # 235

    vc, para variar, fugiu do assunto. q surpresa…

    se quem faz a instalação e a manutenção são as prefeituras, é sabido perfeitamente qual o tipo de iluminação é utilizado em cada ponto, além disso, o Reluz é um programa da Eletrobrás para tornar mais eficiente o uso de energia nas cidades. se os prefeitos e a Eletrobrás (a coordenadora do programa) se omitem em repassar os ganhos de eficiência para a sociedade (sua versão, a qual eu concedo o benefício da dúvida), quem são os entes ineficazes?

    o roteiro se repete: o pau-de-arara vomita um monte de dados desconexos, se sente encurralado (opa…) e age como um rato…

    ok, método padrão mais que manjado da militância ptista, e se for mesmo o caso, vc tá no seu papel. se não for, sugiro q vc deixe esse seu canto de mundo esquecido, e passeie com mais frequência por lugares mais próximos da civilização. apesar de seu característico deslumbre, é possível que aprenda algo e, no mínimo, se é a tua, deverá se apaziguar ao ver belas mulheres.

    ;^))

  240. Elias said

    Pau-de-arara é um pejorativo preconceituoso e babaca para nordestino que imigrava para o sudeste ou sul na carroceria de caminhão.

    De minha parte, nada contra nordestino ou quem imigra. Pelo contrário.

    Só que não sou nordestino nem jamais imigrei e, na maior parte dos casos, viajo de avião, no meu próprio carro ou no meu próprio barco.

    Teu preconceito imbecil está dirigido pro lado errado, portanto.

    Quem está fugindo do assunto?

    Claro que as prefeituras são ineficazes. Eu disse, lá acima, que as prefeituras brasileiras NÃO TÊM CADASTRO DOS PONTOS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA, destacando as lâmpadas VM das lâmpadas VS, o que permitiria o pagamento de preços diferenciados, reduzindo seu custo para o cidadão.

    As prefeituras são ineficazes (e/ou corruptas) e as concessionárias são espertalhonas e inescrupulosas, porque cobram pelo que não fornecem.

    Daí a pergunta que fiz: pra quem é roubado, que diferença faz se o ladrão é estatal ou privado?

    Pra bom entendedor, meia palavra basta. Entendeu, idi?

  241. iconoclastas said

    “Pau-de-arara é um pejorativo preconceituoso e babaca para nordestino que imigrava para o sudeste ou sul na carroceria de caminhão.”

    bobagem, é apenas sacana, só alguém muito afetado para se ofender com isso. eu mesmo descendo de nordestinos imigrantes, q certamente não vieram de avião.

    “As prefeituras são ineficazes (e/ou corruptas) e as concessionárias são espertalhonas e inescrupulosas, porque cobram pelo que não fornecem.

    Daí a pergunta que fiz: pra quem é roubado, que diferença faz se o ladrão é estatal ou privado?”

    cortina de fumaça, como eu disse. põe tudo no mesmo saco, serviço público e privado, para tentar mostrar q não faz diferença, como se as atribuições fossem análogas.

    vigarice.

    se o governo não faz o seu trabalho primário, como é que pode fantasiar que vai produzir bens de forma eficiente?

    ainda por cima vc é ingrato, pois tripudia da cultura política predominante que mantém sua própria facção no domínio…

    qual foi, te deram uma rasteira ai nas internas?

    ;^))

  242. Elias said

    Quando o indivíduo vive com o ôco da cabeça empanturrado de ideologia barata, dá nisso…

    O sujeito passa o tempo todo dizendo que, quanto menos Estado, melhor. Que o Estado não tem que regular nada. Que a iniciativa privada e o mercado têm resposta pra tudo e blá, blá, blá…

    Aí se vê diante de uma situação em que, à falta de uma fiscalização mais rigorosa, a empresa privada avança no bolso de todos, inclusive dele mesmo.

    E o que é que o cabeça ôca diz?

    Que a culpa é do Estado, que não faz “seu trabalho primário” dele direito.

    Ora, cabeça ôca: o Estado brasileiro não faz direito o trabalho primário, o secundário, o terciário…

    E, quando deixadas a si mesmas, sem um Estado forte e eficiente, que as regule e, quando necessário, aplique as punições devidas, as empresas privadas se transformam em verdadeiros saqueadores.

    É o que está acontecendo com as concessionárias de distribuição de energia elétrica.

    É o que já acontece, em várias cidades brasileiras e há muito tempo, com as concessionárias de transportes públicos.

    E assim por diante.

    De um lado, o Estado desorganizado, incompetente e corrupto; de outro, empresários inescrupulosos, ganhando os tubos, exatamente porque o Estado é desorganizado, incompetente e corrupto.

    Entre um e outro, tem de tudo: tem até quem é babaca o bastante pra aceitar, mansamente, ser roubado por empresas privadas, só pra se sentir coerente com a lixarada ideológica que lhe preenche o vazio da cabeça.

    Não é por outra razão que a nota brasileira em cultura política é 4,5. Abaixo da Etiópia, do Turcomenistão…

    Tudo a ver contigo, cabeça ôca!

  243. iconoclastas said

    “O sujeito passa o tempo todo dizendo que, quanto menos Estado, melhor. Que o Estado não tem que regular nada. Que a iniciativa privada e o mercado têm resposta pra tudo e blá, blá, blá…”

    o sujeito quem, cara pálida. de novo tenta fazer balbúrdia…coisa de silvicola…

    “Que a culpa é do Estado, que não faz “seu trabalho primário” dele direito.

    Ora, cabeça ôca: o Estado brasileiro não faz direito o trabalho primário, o secundário, o terciário…

    De um lado, o Estado desorganizado, incompetente e corrupto; de outro, empresários inescrupulosos, ganhando os tubos, exatamente porque o Estado é desorganizado, incompetente e corrupto.”

    e quem é o bunda mole que clama pela expansão dos tentáculos do estado “desorganizado, incompetente e corrupto.” ?

    q vc é incapaz de ler, interpretar e refletir o que é escrito por outros já é sabido, agora, se enrolar com o que vc próprio deixa escorrer por ai, expõe o acelerado proceso de senilidade a que vc está exposto.

    agora abre o jogo, foi essa cristalização q fez vc perder uma boquinha, hem?!

    ;^)))))

  244. iconoclastas said

    mas vejam a que ponto chega uma criatura.

    a figurinha se perdeu de tal maneira na tentativa de minar os valores alheios que acabou arruinando sobretudo com os seus próprios.

    já que o negócio não funciona com a quantidade atual de pilantras (e isso ele corrobora), além de admitir que o grau de maturidade política é baixo (quando se falava sobre isso na época das eleições era preconceito), ele ainda sustenta q tem que arrumar mais estatismo para fazer acontecer. vai ver que concentrando ainda mais poder na mão dessa clase virtuosa de homens públicos o problema se resolva.

    errado é quem quer que isso se reduza.

    sublime!

    ;^))))))

  245. iconoclastas said

    ok, o cerne da patifaria é tentar provar que já que é tudo um lixo, pelo menos o lixo fica todo dentro do estado, para seu dirigentes sem vergonha, e suas facções, assim as sobras não esparramam para a iniciativa privada, pois ai o desperdício é maior.

    bem, o brilho de tal lógica dispensa esclarecimentos…

    ;^)

  246. Elias said

    O bunda mole és tu.

    De minha parte, já mandei bundas moles e duras pra cadeia, por causa de roubalheiras.

    Pra mim, ladrão é ladrão, seja ele funcionário público, empresário ou o que diabo for.

    E não me escondo debaixo das saias de nenhum pseudônimo, pra ofender as pessoas. Meu nome é esse mesmo que está aí, acima.

    Quem quer que tenha lido o que eu escrevi, nesta lista ou em qualuer outra, sabe que jamais defendi corrupção ou corruptos.

    Tu, sim, bunda mole, é que tentaste defender a roubalheira das concessionárias de energia elétrica, da qual tu mesmo és vítima, se é que trabalhas e tens alguma renda pra bancar teu sustento. Por isto, és mais bunda mole que os demais bundões deste país.

    Se não trabalhas nem tens renda, vítima é quem te sustenta.

    E, nesse caso, duplamente vítima: uma, porque, como qualquer brasileiro, é roubado pelas concessionárias de energia elétrica; duas, porque, além de ser roubado, ainda sustenta um bunda mole como tu, que defendes aquele que rouba quem te sustenta.

    Otário!

  247. Olá!

    Eita. . . As pessoas, às vezes, levam a internet muito a sério.

    Até!

    Marcelo

  248. Olá!

    Hehehehehe. . . Achei um vídeo interessante sobre o PT e o seu 3º Congresso.

    Não deixa de ser uma enorme ironia para aqueles que se dizem social-democratas (e/ou adeptos dessa vertente política) e são filiados/membros do PT.

    Até!

    Marcelo

  249. Patriarca da Paciência said

    Marcelo,

    achei o vídeo ótimo. Tudo dentro da melhor ética.

    “Defesa radical da democracia. Rejeição a qualquer tentativa de implantação de partido único. Fortalecimento do Estado, sendo responsável pelo planejamento de práticas sociais. É tudo que defendemos.”

    Superação do capitalismo?

    Ora, é isso mesmo que defendemos. Aliás o capitalismo já foi superado ainda no início do século XX, com o aparecimento da social democracia.

    O que o PT pretende é aperfeiçoar cada vez mais a social democracia.

  250. Olá!

    Patriarca da Paciência, não sei se você prestou atenção, mas no vídeo o PT também se considera uma alternativa à social democracia.

    O PT está tão distante dos valores social-democratas que colaboraram para construir a atual ordem social da Escandinávia quanto o Brasil está distante do liberalismo.

    Até!

    Marcelo

  251. Olá!

    “O que o PT pretende é aperfeiçoar cada vez mais a social democracia.”

    Isso é engraçado, pois, no vídeo, em nenhum momento o PT afirmou que pretende melhorar a social democracia. A social democracia é citada de maneira crítica e o PT pretende ser uma alternativa à ela.

    Praticamente 100% do vídeo foi sobre o socialismo petista.

    Eles até desenterraram fósseis ideológicos como “socialismo real” e coisas tais.

    Sei lá, mas não consigo ver o pessoal do partido social democrata sueco tagarelando essas coisas e posando ao lado de ícones genocidas como Lênin, Stálin e Trotsky.

    Acho que você está no partido errado.

    Até!

    Marcelo

  252. Pax said

    Nem acho que a discussão sobre o vídeo seja, assim, tão relevante. Minha opinião.

    O que acho relevante é como o PT encara a questão da corrupção. O partido tinha um discurso e o abandonou em prol de um tal “pragmatismo” segundo seus dirigentes.

    Ok, é um fato, não dá para governar sem fazer alianças. Até aí tudo bem. E o país tem um histórico de corrupção que não é de hoje, nem do governo passado do PSDB. Até aí tudo bem, também.

    A questão é quando o tal pragmatismo se torna o cerne, o tom, muito à além do modus operandi. Se o PT não parar para pensar, assim como o PSDB, vão acabar como o PMDB, como o DEM etc. Aliás, já estão marchando forte neste caminho faz um tempo.

    Uma hora isso aqui vira Egito. O povo vai às ruas e derruba o modelo. Mais dia menos dia, mais década menos década. Mas muda, sim.

    Tudo evolui, a sociedade brasileira também. E a sociedade já anda muito pau da vida com o modelito adotado por todos onde o povo entra fantasiado de bunda em festa de pintos.

  253. Olá!

    Pax, apenas trouxe o vídeo pelo fato de ter me surpreendido com o tom do discurso incluso nele. Quando pensei que o PT havia amadurecido e deixado essa velha retórica socialista de lado, encontro um vídeo desses mostrando exatamente o contrário.

    “O que acho relevante é como o PT encara a questão da corrupção. O partido tinha um discurso e o abandonou em prol de um tal ‘pragmatismo’ segundo seus dirigentes.”

    Pax, o PT é tão (ou mais) corrupto quanto (do que) os demais partidos. O Mensalão está aí como prova disso.

    O principal objetivo dos políticos é entrar na máquina pública para ter acesso ao dinheiro do contribuinte e, de posse da grana, satisfazer os seus próprios interesses e/ou os interesses do seu grupo.

    Uma maneira simples e rápida de acabar com isso é deixar o “mínimo” possível de recursos, sobretudo financeiros, nas mãos da classe política — e olha que, mesmo esse “mínimo”, pode dar uma cifra estratosférica.

    Até!

    Marcelo

  254. Chesterton said

    Em 2008, a renda per capita do Brasil era de U$ 8.121,00

    Em 2010 a renda per capita está em aproximadamente U$ 10.700,00

    chest- isso foi pela desvalorização do dólar, em reais o poder de compra caiu. A pontodas centrais sindicais exigirem aumento equivalente. E a Dilma não dá.

  255. Chesterton said

    Só que não sou nordestino nem jamais imigrei e, na maior parte dos casos, viajo de avião, no meu próprio carro ou no meu próprio barco.

    chest- mas é incrível, o milionário dono de joalheria e empresario capitalista é PETISTA? Nem “Fróide” explica.

  256. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    o crescimento econômico do Brasil em 2010 chega bem próximo aos 8%. Entre os emergentes, perdeu apenas para a China.

  257. Chesterton said

    e quem é o bunda mole que clama pela expansão dos tentáculos do estado “desorganizado, incompetente e corrupto.” ?

    chest- rsrsrsrsrs

  258. Chesterton said

    Patriarca, bolha de juros baixos e crédito barato. Até o FMI resolveu acusar o que todo mundo sabia: Fraude Fiscal do governo lulla.

  259. Chesterton said

    E não me escondo debaixo das saias de nenhum pseudônimo, pra ofender as pessoas. Meu nome é esse mesmo que está aí, acima.

    chest- só falta o sobrenome e o CPF.

  260. Chesterton said

    Isso é engraçado, pois, no vídeo, em nenhum momento o PT afirmou que pretende melhorar a social democracia. A social democracia é citada de maneira crítica e o PT pretende ser uma alternativa à ela.

    chest- Marcelo Augusto , é demais da conta exigir que nosso Patriarca compreenda alguma coisa.

  261. Chesterton said

    Se o PT não parar para pensar, assim como o PSDB, vão acabar como o PMDB, como o DEM etc. Aliás, já estão marchando forte neste caminho faz um tempo.

    chest- negativo, Pax, o PT deu um upgrade na corrupção do sistema democrático ao tentar comprar um congresso inteiro. E o PT sempre foi o partido da boquinha, a diferença é que sempre exigiu um pouquinho para uma horda de petistas desocupados enquanto os outros partidos agiam mais no atacado.

    1. PT da boquinha
    2. Corrupção por atacado (outros)
    3. Comprar o congresso inteiro logo de uma vez (PT)

    nessa ordem hierárquica

  262. Chesterton said

    Filho de Prestes condenado por
    fraude no balé
    O Tribunal de Contas da União condenou Antônio João, filho do falecido líder comunista Luís Carlos Prestes, a ressarcir os cofres públicos em R$ 1milhão por fraudes no patrocínio de R$ 10,5 milhões dos Correios ao Instituto Escola do Teatro Bolshoi, em Joinville (SC). O Ministério Público denunciou as irregularidades em 2004, apontando quatro empresas agenciando patrocínios, que seriam ilegais.

    chest- filho de comunista puxa o pai, é ladrão.

  263. Olá!

    Hehehehehe. . . Se os Founding Fathers fossem petistas, eles teriam comprado todo o Congresso Continental, elaborado o controle social da liberdade de imprensa, criado um monte de estatais e tranformado a Constituição Americana em uma espécie de PNDH-3 do século XVIII.

    Pelo menos foi isso o que passou no vídeo.

    Até!

    Marcelo

  264. Patriarca da Paciência said

    Realmente, Chesterton,

    para certos “liberais”, os quais insistem em viver no século XIX, a simples lógica parece 4ª dimensão.

    Pax,

    parece que foi o Tancredo Neves que popularizou o famoso conceito de que “a política é a arte do possível”.

    Fernando Henrique Cardoso, ao tempo em que esteve no governo, falava que “fazia aquilo que era possível realizar”.

    O Lula sempre diz que não é possível “consertar em 8 anos aquilo que vem sendo feito de modo errado há 500 anos”.

    É bem por aí.

    No primeiro mandato do Lula, o Palocci declarou que o Brasil já tinha avançado muito, graças aos governos anterios de Sarney, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

    Acho que o as pessoas desejam que as coisas aconteçam repidamente, o que não é possível.

    Se algum figurão é preso, logo aparecem milhões de defensores dos direitos humanos, do direito de ir e vir etc.

    Democracia é uma coisa muito complicada mesmo.

    Temos apenas 22 anos de democracia contínua.

    Estamos apenas aprendendo a viver numa democracia.

    Mas o Brasil já tem boas realizações para apresentar.

  265. Chesterton said

    Democracia é uma coisa muito complicada mesmo.

    chest- olha aí o espirito bolivariano….

  266. Olá!

    Porra! Para um comunista, essa lance do balé tá muito afrescalhado. Viadice total.

    Os comunistas de antigamente iam presos por motivos mais heavy metal, como, por exemplo, crimes contra a humanidade, genocídio, campos de extermínio, execuções em massa, perseguição política, GULAGs, transferência de populações inteiras, expurgos de larga escala, revoluções sangrentas, guerras, uso da fome como arma política, destruição total de cidades, coletivização rural e urbana, experimentos toscos em cobaias humanas, desastres econômicos e coisas tais.

    Mas. . . porra. . . Balé? Balé?

    Não se fazem mais comunistas como os de antigamente.

    Aliás, só podia ser comunista brasileiro mesmo.

    Até!

    Marcelo

  267. Chesterton said

    O investimento externo está bombando. Em outros tempos, alguém denunciaria a desnacionalização maciça.

    Mas quem denunciaria seria o PT, e o PT é exatamente o regente da farra.

    O dólar que chega aqui para investir compra um ativo qualquer, não vem de graça. Não é presentinho. Houve um tempo em que a alienação era mais do estatal. Hoje é do privado.

    Resumindo, estamos consumindo patrimônio e poupança. Foi como os Estados Unidos chegaram aos problemas atuais.(alon)

  268. Pax said

    Nem sempre gosto do que este cara escreve, mas desta vez acho que ele faz um bom resumo sobre a autofagia da oposição brasileira:

    Oposição autofágica
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/01/29/oposicao-autofagica-359684.asp

    Bom? Claro que não. Democracia boa não existe sem uma oposição boa. Basta olhar para a Venezuela como um dos tantos exemplos.

  269. Chesterton said

    sei, a culpa das mazelas criadas pelo governo é da oposição agora….fale mal do PT um pouquinho que seja, pax.

  270. Patriarca da Paciência said

    Algumas obras de José Serra:

    Conseguiu levar os salários dos delegados de São Paulo ao posto de “menor salário pago a delegados de polícia do Brasil”. (telejornal globo de hoje 31/01/2011)

    Demitiu, de forma mesquinha e autoritária, o maestro John Neschling. Certmente JK ou Lula não teriam agido de semelhante forma. Serra é mesmo mesquinho e autoritário. O sujeito não sabe que grandes artistas tem direito a tratamento diferenciado.

    Um homem desses ainda se julga no direito de parmanecer na política?

    Farsas com bolinha de papel. Defesa do Paulo Preto. Endosso das hipocrisias da esposa quando esta acusou a Dilma de algo que ela própria havia praticado.

    Aliança com Malafaia! Escolha do pior vice possível e imaginável!

    Como eu sempre disse – Serra até que não é mau tecnocrata, mas como político é um completo desastre.

    Tem mesmo é que se aposentar e deixar o campo livre para o Aécio e Geraldo Alckmin.

    Acho bom que o Brasil tenha oposição, mas não da qualidade do Serra.

  271. Pax said

    Patriarca,

    Se advogar para ninguém, mas acho que a saída do Neschling é coisa do FHC que é o presidente da OSESP. No fundo, no fundo, acho mesmo que a questão é do próprio maestro, pelo que soube de uns amigos.

  272. Elias said

    Chesterton,

    Não sou milionário e nada do que tenho recebi de herança.

    Quanto a CPF/CNPJ, já te fiz esse desafio antes e, agora renovo.

    Passo a ti meu CPF e o CNPJ de minha empresa, desde que faças o mesmo pra mim. Ambos com procurações outorgando mutuamente poderes para levantar a situação jurídica, econômica e fiscal do outro.

    Aí checaremos, um do outro, quem gera mais empregos diretos, quem paga melhores salários, quem recolhe mais impostos, quem não tem “penduras” com o fisco ou com a Justiça do Trabalho, etc.

    Quando quiseres, boneca…

  273. Chesterton said

    Calma, Betty, não sabe reconhecer uma piada? Você é tão Elias como pode ser Pedro, Eduardo ou Valdívia, igualzinho a todo mundo aqui. Elias deve ter mais ou menos uns 15.000 no Pará.

  274. Chesterton said

    De qualquer modo é estranho, um self-made man, empresário, lutador, empregador, honesto e….do PT? Elias, isso não combina, e você há de concordar.

  275. iconoclastas said

    “E não me escondo debaixo das saias de nenhum pseudônimo, pra ofender as pessoas. Meu nome é esse mesmo que está aí, acima.”

    sei…

    elias?

    uau, grande bosta, qts tem por ai?

    me escondo? meu e-mail ta ai: iconoclastabr@gmail.com

    “Quem quer que tenha lido o que eu escrevi, nesta lista ou em qualuer outra, sabe que jamais defendi corrupção ou corruptos.”

    mentira, mais uma.

    defendeu e continua a defender sempre que advoga por diversos políticos do seu partido. e não só isso, pois vc é de fato um promotor do roubo, já que, ciente (como afirmou acima) que o poder público é conivente e inepto, vive a propalar sua expansão. sobre isso não há dúvida.

    “Tu, sim, bunda mole, é que tentaste defender a roubalheira das concessionárias de energia elétrica, da qual tu mesmo és vítima, se é que trabalhas e tens alguma renda pra bancar teu sustento. Por isto, és mais bunda mole que os demais bundões deste país.

    Se não trabalhas nem tens renda, vítima é quem te sustenta.

    E, nesse caso, duplamente vítima: uma, porque, como qualquer brasileiro, é roubado pelas concessionárias de energia elétrica; duas, porque, além de ser roubado, ainda sustenta um bunda mole como tu, que defendes aquele que rouba quem te sustenta.

    Otário!”

    bu… Bobo!

    ah, sim…vc continua a dever a demonstração do “roubo” das concessionárias.

    será que dessa vez vai?

    desde aquela sua invenção de que a Vale havia deixado de ter seus ADRs negociados em NY que vc acumula falsidades nos seus comentários. tá ai uma bela oportunidade para a redenção.

    tenho a impressão que vc já passou da idade de mentir e se afetar dessa forma, inclusive, se vc é mesmo um sexagenário, como nos faz crer, temo pela sua saúde.

    pega leve…

    ;^/

  276. iconoclastas said

    opa, apaguei uma palavra:

    “que o poder público é sujo, conivente e inepto…”

  277. Patriarca da Paciência said

    Este é especial para o Chesterton, que gosto de dar crédito a certos e-mails babacas que circulam pela internet.

    Entre uma grande quantidade de desmintidos, consta este:

    21) O MAIS NOVO MILIONÁRIO BRASILEIRO

    Circula, também pela internet, um que mostra a Fazenda do filho do presidente Lula, onde o título é “O Mais Novo Milionário Brasileiro”.
    Mais uma farsa, pois a foto da Sede da Fazenda, mostrada no documentário (acima), nada mais é que a gloriosa Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba, ESALQ-USP, numa tomada aérea do pavilhão principal

  278. Patriarca da Paciência said

    Grande quantidade de desmentidos

  279. Mona said

    E a simbiose entre Brasil e Argentina, hein, “pipou”? Dilma I, a Muda, pelo visto nos gratifica com o seu silêncio…

  280. Chesterton said

    Lulinha é latifundiário.

  281. Chesterton said

    Dilma de boca fechada é uma poetisa….

    apud Romário.

  282. Elias said

    Pax,

    Aqui em Belém, no sábado passado, desabou um prédio de 35 pavimentos, em construção.

    Até ontem à tarde, haviam resgatado 3 corpos: 2 trabalhadores e uma senhora, esta última residente numa casa vizinha à obra.

    Péssimo! Mas poderia ter sido ainda pior. O desabamento ocorreu às 13 horas. Uma hora depois do encerramento da jornada de trabalho do sábado. Se houvesse acontecido algumas horas antes, ou em outro dia da semana, haveria mais de 100 trabalhadores na obra.

    Há alguns anos houve em Belém um desabamento semelhante, em pleno horário de trabalho. Até hoje não se sabe ao certo quantas pessoas morreram soterradas.

    Como da vez anterior, provavelmente vai haver um longo debate sobre o papel do Poder Público no licenciamento e fiscalização dessas obras, etc, etc.

    E, provavelmente, tudo vai continuar exatamente como antes.

    De um lado, o Poder Público inepto, desaparelhado, corrupto e ineficaz; de outro, empresários inescrupulosos, ou inconsequentes, ou gananciosos, ou tudo isso junto.

    Sem um Estado forte, vigilante e honesto, as empresas tendem ao banditismo.

    Agora, é possível que esteja a caminho uma retração no “boom” imobiliário de Belém. O nível de confiança nas construtoras vai cair e, com ele, despencará o preço dos apartamentos nos prédios novos ou em construção.

    Como antes, haverá um mini-paraíso pra especulação. Quem tem grana disponível, agora, comprará imóveis na baixa. Daqui a mais um tempo, quando a memória dos acontecimentos estiver mais diluída, o preço dos apartamentos voltará a subir, turbinado pelos assaltos a residências térreas.

    E, aí se começará tudo de novo, até, talvez, o próximo desabamento…

    O problema é que, no Brasil, o tom da política é determinado por dois extremos: um acha que o Estado deve ser forte, mas não necessariamente honesto; o outro diz que se o Estado for forte, jamais será honesto.

    Na aparência, há um conflito entre esses 2 extremos. Na prática, eles dois são faces da mesma moeda: a moeda da continuidade.

    Ico,

    Ainda não sou um sexagenário. Mas chego lá…

    Minha saúde vai bem pra caramba e sei cuidar de mim. Dispenso tuas preocupações.

    Já deu pra perceber que és um parasita.

    E otário: defendes corrupção e roubalheira por motivações ideológicas. Acabas defendendo quem rouba a ti mesmo ou a quem te sustenta.

    Estás necessitando que apliquem um corretivo: uns pontapés no rabo e o corte da mesada por 6 meses.

  283. iconoclastas said

    “Estás necessitando que apliquem um corretivo: uns pontapés no rabo e o corte da mesada por 6 meses.”

    o que significa isto? é uma ameaça?

    ;^))

    p.s – vc continua a dever…

  284. Pax said

    Acompanhei, Elias, pelo noticiário. Ontem apareceu o dono da obra com o filhote a tiracolo, recém formado e responsável pela obra.

    E aqui chegamos numa das nossas outras sinucas de bico (veja o último post, sobre a posse dos processados…): quem pode acordar a Justiça?

    Se a gente não fortalecer as instituições, os três poderes, e se quiser carregar nas tintas, onde vai parar nossa Democracia?

    Confesso que me preocupo um bocado. Hoje tem o noticiário que em São Paulo, maior cidade do país, há 70 diretores na Assembléia para somente 7 ou 8 diretorias. Tem diretor de Xerox, diretor de reposição de papel higiênico, diretor dos aquários de cavalos marinhos etc.

    E todos mamando nas tetas da viúva. Lembra dos Atos Secretos? Do Agaciel Maia e seu “cumpadi”?

    Pois, então. Sim, concordo, essa dicotomia está errada, não podemos ficar nestas duas situações, nestas duas escolhas: Estado forte e corrupto não é uma opção.

    E existe, sim, apesar de nossos amigos liberais não aceitarem essa possibilidade. É só vermos sociais democracias mais consolidadas onde a Justiça acontece, não há impunidade, e não há regalias, cidades fantasia como Brasília etc.

    Demora, mas acaba acontecendo. As coisas têm sua velocidade. Confesso que acho a nossa muito lenta, mas acabam acontecendo. Temos pouco tempo de democracia plena, desde a saída da milicada, mas já poderíamos ter reduzido tamanha impunidade. Motivo, aliás, da existência deste blog, este meu descontentamento.

  285. Elias said

    Pax,

    Numa bronca dessas a questão sempre acaba remetida pro cálculo estrutural: foi feito incorretamente ou, tendo sido feito corretamente, não teria sido obedecido na execução?

    Sabe-se que, nas construções de edifícios, as empreiteiras costumam economizar nos itens que não podem ser visualizados por quem compra os apartamentos. O comprador só tem acesso visual ao revestimento usado na obra, às instalações de lazer, etc.

    Não há como checar fundações, pilares, vigas, etc.

    Quem deveria checar e fiscalizar a execução desses itens? O Poder Público, claro!

    Checa e fiscaliza? Não!

    O acompanhamento do Poder Público se limita ao cumprimento de formalidades burocráticas. Pagou as taxas? Arquivou a papelada? Então, tudo OK.

    Amigos meus dizem que “o mercado pune”. E cruelmente. A empresa e a carreira desse empreiteiro e de seu filho, aqui em Belém, estão acabadas. Mais: o prejuízo se estenderá a outras empreiteiras, porque, agora, o preço do apartamento novo simplesmente vai despencar.

    É… pode ser. Já vi isso antes, quando desabou o edifício “Raimundo Farias”, aqui mesmo, em Belém. No caso, acabaram penalizados — a meu ver, injustamente — os proprietários do prédio, aliás, amigos meus.

    Mas o fato é que, em que pese tudo o que se debateu então, pouco se fez para evitar que o mal se repetisse. Tanto é que se repetiu.

    E isso é o extremo. É imensa a conta corrente de ocorrências ditas “menores”, e que solapam brutalmente o patrimônio de muita gente para quem a compra de um apartamento de nível médio representa a realização do sonho — e do esforço — de toda uma vida.

    A “punição do mercado” tá andando e andando pros prejuízos desses milhares de lesados.

    E o que o mercado tem a dizer de e para quem morreu nesses desabamentos?

  286. iconoclastas said

    “E o que o mercado tem a dizer de e para quem morreu nesses desabamentos?”

    tem que internar o miserável…

    ;^))))))))))

  287. Olá!

    Elias,

    “De um lado, o Poder Público inepto, desaparelhado, corrupto e ineficaz; de outro, empresários inescrupulosos, ou inconsequentes, ou gananciosos, ou tudo isso junto.

    Sem um Estado forte, vigilante e honesto, as empresas tendem ao banditismo.”

    O problema é que o que o Brasil de hoje menos tem é exatamente um Estado forte onde deveria ser, vigilante e (muito menos) honesto.

    As empresas não tendem ao banditismo per se, isto é, elas não irão pura e simplesmente se tornar criminosas dada a ausência desse Estado forte. Esse tipo de coisa acontece quando não existe uma concorrência forte e dinâmica dentro de um determinado setor da economia (no Brasil, o caso mais emblemático é a área de telecomunicações e os seus oligopólios).

    Mais uma vez, o problema não é a inexistência de um Estado forte e coisas tais, mas, sim, a inexistência de estruturas capitalistas e de livre mercado que pudessem proporcionar aos consumidores alternativas a um determinado produto, serviço e etc.

    Ao que parece, pelo menos no setor imobiliário, há concorrência.

    Independente do tamanho do Estado, prédios e construções iriam desabar, pois este mundo é composto por pessoas e as pessoas, por mais competentes que sejam, estão sujeitas a cometer erros, a se envolver em corrupção, falcatruas e afins.

    Os responsáveis pela obra do prédio que desabou em Belém devem ser submetidos àquilo previsto na lei. O melhor de tudo isso é que esses responsáveis, se não forem políticos, não devem ter foro privilegiado. Se houver demora no processo judicial e a punição vier tarde demais será bem mais pela lentidão do sistema jurídico brasileiro do que pela inexistência de mecanismos legais para puni-los.

    Agora, imaginem se a empresa que havia construído o prédio fosse uma estatal, detentora do monopólio do setor e os reponsáveis pela obra fossem políticos e/ou apadrinhados destes. . .

    “A ‘punição do mercado’ tá andando e andando pros prejuízos desses milhares de lesados.

    E o que o mercado tem a dizer de e para quem morreu nesses desabamentos?”

    Isso é esquerdismo barato, Elias.

    O mercado não passa de um mecanismo de definição de preços.

    Não é papel do mercado promover qualquer tipo de punição nesse sentido que você coloca. Essa punição virá de duas maneiras: A punição prevista na lei e a punição proveniente dos consumidores que, se forem minimamente sensatos, não mais procurarão apartamentos em prédios construídos por essa empresa.

    É ingênuo achar que, se houvesse uma agência estatal para verificar obras, as construções não desabariam. Logo, logo essa agência seria ocupada de alto a baixo pela corrupção e acabaria se tornando mais uma enorme fonte de pilantragens com o dinheiro público.

    Parece que o longo e massivo histórico de corrupção do Estado brasileiro não ensinou nada às pessoas.

    Até!

    Marcelo

  288. Olá!

    Pax.

    “Pois, então. Sim, concordo, essa dicotomia está errada, não podemos ficar nestas duas situações, nestas duas escolhas: Estado forte e corrupto não é uma opção.

    E existe, sim, apesar de nossos amigos liberais não aceitarem essa possibilidade. É só vermos sociais democracias mais consolidadas onde a Justiça acontece, não há impunidade, e não há regalias, cidades fantasia como Brasília etc.”

    Esse argumento é muito interessante e seria igualmente interessante levantar a seguinte questão: O Estado forte/grande ajuda a eliminar corrupção ou é a ausência de corrupção que permite que o Estado seja forte/grande?

    Se Estado forte/grande ajudasse a acabar com a corrupção, o Brasil seria um dos países menos corruptos deste globo.

    A situação dos países escandinavos — mais uma vez eles — é bem diferente e eu a vejo da seguinte maneira: Foi a ausência de corrupção que permitiu ao Estado escandinavo ter as dimensões que hoje possui. Em países como a Suécia, o Estado começou a crescer apenas a partir dos anos de 1930 em diante, sendo que, desde 1860, tal país pôde vivenciar os resultados provenientes de reformas capitalistas e de livre mercado feitas em meados desse período.

    O problema do Brasil é que, dadas as condições e classe politica atuais, colocar ainda mais poder (sobretudo econômico) nas mãos dos políticos é pedir para que haja ainda mais corrupção.

    Até!

    Marcelo

  289. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Você nos cita em diversas ocasiões, exemplos de países com espírito liberal, mas com modelos sociais democratas atuando, ou mesmo liberais. Canadá, Austrália, os nórdicos etc etc. Pois bem.

    Você acha que lá as agências regulatórias e os órgãos fiscalizadores são tão corruptos como os nossos? Acho que não.

    A questão da corrupção é que detona. Seja em modelo liberal, modelo neoliberal, modelo social, social democrata, o que for.

    Não te parece assim?

    A questão já foi colocada acima, temos um país onde a participação política da sociedade é ínfima. Não participa, as raposas tomam conta do galinheiro e aí não há jeito que faça funcionar.

    Seja esta raposa do PT, do DEM, do PSDB, do PMDB ou o raio que seja. Corrupto tem pra todo lado.

    E lembre, sempre disse que sinto falta de um partido que represente o liberalismo no Brasil. Nem isso temos. Supondo que houvesse e supondo que fosse montado com os políticos atuais, você acha que seria um partido mais ou menos corrupto que os outros? Se sim, porque mesmo?

  290. Pax said

    Tá parecendo conversa de doido, eu fiz o comentário #289 antes de ler o #288 do Marcelo Augusto.

  291. Chesterton said

    Sem um Estado forte, vigilante e honesto, as empresas tendem ao banditismo.
    chest- essa não, empresas não tem interesse de curto prazo. A sua tem? Você, Elias, seria desonesto se não fosse fiscalizado severamente(se é que é)?

  292. Olá!

    Pax,

    “Você acha que lá as agências regulatórias e os órgãos fiscalizadores são tão corruptos como os nossos? Acho que não.”

    Corrupção existe em qualquer lugar, o detalhe é que, segundo dados recentes (2010 — fonte), ela está em níveis humanamente aceitáveis nesses países que você citou.

    A cultura política, social e econômica desses países é bem diferente da realidade brasileira nesses quesitos. O pior de tudo isso é que não existe no Brasil nenhuma estrutura (partido político, movimento social e afins) defendendo os valores que construíram a ordem social dos países escandinavos, do Canadá, Austrália e etc — principalmente na área econômica, onde os valores atuais são os do desenvolvimentismo e não os do incentivo à livre iniciativa, à desburocratização, a um Estado menos atuante na economia e etc.

    Vale lembrar que o PT, nos últimos 8 anos, vem propagando a idéia de que estatismo é superior ao empreendimento privado.

    “A questão da corrupção é que detona. Seja em modelo liberal, modelo neoliberal, modelo social, social democrata, o que for.

    Não te parece assim?”

    Não quero aqui defender o liberalismo como o modelo sem erros, pois os há. A diferença é que, pelo menos o liberalismo que eu defendo, o Estado estaria legado às suas funções clássicas, sem essa história de se meter a empresário, pois isso resulta, invariavelmente, em concentrar poder econômico nas mãos dos políticos e estes, como todos sabemos, não são as pessoas mais indicadas para cuidar do dinheiro do cidadão.

    “E lembre, sempre disse que sinto falta de um partido que represente o liberalismo no Brasil. Nem isso temos. Supondo que houvesse e supondo que fosse montado com os políticos atuais, você acha que seria um partido mais ou menos corrupto que os outros? Se sim, porque mesmo?”

    O Brasil é um país que nunca pôde viver e nem absover valores do liberalismo. Essa ausência de um partido liberal não é à toa. Há uma razão de ser.

    A sua pergunta é muito boa. Vamos supor que houvesse esse tal partido liberal, com bancada na câmara e no senado. Se isso ocorresse no Brasil de hoje, onde o Estado concentra muitos recursos (sobretudo financeiros) e sem punições exemplares para os corruptos, o mais provável é que os membros desse partido liberal se corrompessem, pois as pessoas, de um modo geral, estão interessadas em satisfazer os seus próprios objetivos — principalmente quando os recursos, que irão bancar esses objetivos, não foram produzidos por elas.

    Pelo fato de haver incentivos na realidade política atual para que a pessoa se corrompa, isso vai acontecer independente da coloração partidária da pessoa. É uma escolha até racional. A pessoa deve pensar: “Aqui estou eu no meio desse monte de pilantras, que se dão bem às custas dos outros, se aproveitam do dinheiro alheio para bancar suas vaidades, pagar boa escola e um bom plano de saúde para os filhos e coisas tais, sem receberem a devida punição por isso, então, por que não me aproveitar disso também? Não vai acontecer nada mesmo, ora. . .”.

    Pax, qualquer pessoa, da mais humilde à mais rica, está interessada em satisfazer os seus próprios interesses. Esse é um traço básico da natureza humana e que nos coloca em uma situação difícil quando é necessário lidar com o dinheiro público. A corrupção é um problema insolúvel e ela sempre existirá em maior ou menor grau. Infelizmente o mundo é assim mesmo. Uma das poucas coisas que podemos fazer é reduzi-la a níveis humanamente aceitáveis. Uma maneira de atingir isso seria cultivar valores que nos permitissem construir instituições e mecanismos que pudessem reduzir ao máximo os danos que esse tipo de comportamento ocasiona.

    Dada a atual realidade do Brasil, colocar ainda mais poder nas mãos do Estado, isto é, dos políticos, acabaria piorando a situação da corrupção brasileira.

    Até!

    Marcelo

  293. Chesterton said

    Estado Forte eVigilante?

    Vc se Lembra da Jorgina, aquela do INSS?

    LEMBRAM DA JORGINA? QUE VERGONHA!!!!! Pois ela tá aí de volta, e com cargo no governo do Rio.

    Esta é a prova mais evidente de que o crime compensa.

    Obs: A CEDAE – Cia de Águas e Esgoto, pertence ao Governo do PMDB do Estado do Rio de Janeiro!

    Gente, é inacreditável e vergonhoso esse nosso (?) Brasil.

    Tantos procurando postos de trabalho, e uma delinquente comprovada, que foi condenada e presa como

    autora de uma das maiores roubalheiras do Brasil na época (hoje estaria no final da relação…) é

    nomeada ASSESSORA DA PRESIDÊNCIA de uma entidade autárquica do governo do Estado do

    Rio de Janeiro!

    Não há mais a mínima vergonha na cara ou respeito com a opinião pública!

    A notícia:

    Fraudadora condenada sai da cadeia durante o dia e é nomeada assessora de

    órgão público do governo do Estado do Rio!

    Pasmem! Jorgina de Freitas a maior FRAUDADORA do INSS já identificada, foi nomeada ASSESSORA

    do Presidente da CEDAE, Wagner Victer. Inacreditável! Essa “senhora” é a maior fraudadora da Previdência Social que o Brasil já conheceu. Trata-se da

    ex-procuradora do INSS, Jorgina de Freitas, que em 1992, foi condenada junto com o juiz Nestor

    José Nascimento e o advogado Ilson Escóssia por fraudes que desviaram R$ 310 milhões do INSS.

    Posteriormente, Jorgina foi condenada a devolver aos cofres públicos R$ 200 milhões (sobre os

    R$110 milhões faltantes, não se falou mais…). Ela fugiu do Brasil e foi presa na Costa Rica em 1997.

    Agora, embora continue cumprindo a pena, Jorgina de Freitas passou ao regime semi-aberto, porque

    conseguiu um emprego. Adivinhem onde?

    Foi contratada pela CEDAE como assessora do presidente da empresa, Wagner Victer.

    Acreditem se quiserem!

    Vejam a nota do jornalista Claudio Humberto a respeito:
    Bem, uma pergunta não quer calar. Que tipo de assessoria Jorgina de Freitas pode estar prestando a

    Wagner Victer? Bem, de água ela não entende, mas de fato, é inegável, passou uma boa parte da sua vida

    “chafurdando no esgoto”, desviando dinheiro dos aposentados e pensionistas deste País.

    Também não podemos esquecer que, se na Secretaria de Saúde o “mar de lama” se espalhou, na

    CEDAE é um “mar de esgoto”, de tantas irregularidades praticadas na gestão de Wagner Victer.

    Talvez por isso, Victer convocou os “prestimosos serviços” da maior fraudadora do INSS da história.

    E aí Victer, não vai dizer nada? A população está aguardando suas explicações…

    Vejam mais no link abaixo:

    http://injustica.net/2010/07/31/jorgina-de-freitas-assessora-presidente-cedae/

  294. Chesterton said

    Que mimoso! Quer dizer, então, que se o xuxuzinho trabalhasse num hospital particular, como médico celetista, ele não teria “direitos”? E nada reclamaria? Seria médico “bóia-fria”?
    Chester, arranja outra demência pra vender aqui… Essa é outra que não cola.

    chest- Cola. Trabalhei 20 anos num hospital do Rio de Janeiro como “bóia-fria” (gostei dessa). A remuneração era tão boa, podiamos fazer caridade a nosso juízo, que abri mão de “direitos” trabalhistas que só me encheriam o saco. Aí apareceu o Ministério de Trabalho e multou o hospital – o melhor hospital da cidade – e metade do corpo clínico foi embora, pois não aceitaram virar “empregado”. Me afastei alguns meses até retornar na mesma situação, como autônomo. Não quero férias, 13 salario, fgts, só o direito de lá trabalhar, onde fiz carreira.

    Sabe qual o salário de médico no municipio ou no estado do Rio de Janeiro? R$ 1.200,00.

  295. Chesterton said

    É… pode ser. Já vi isso antes, quando desabou o edifício “Raimundo Farias”, aqui mesmo, em Belém. No caso, acabaram penalizados — a meu ver, injustamente — os proprietários do prédio, aliás, amigos meus.

    chest- hein?

  296. Chesterton said

    E o que o mercado tem a dizer de e para quem morreu nesses desabamentos?

    chest- questão de polícia? A justiça resolve e pune também. E quando funcionário público causa mortes e prejuízos, você vai cobrar do mercado o que ele não deve? Ora, que raciocinio falacioso o seu. O mercado não é juiz penal.

  297. Chesterton said

    O que acho mais impressionante é que o empresário do blog, Elias, self made man, do ramo absolutamente inútil (mas legítimo ao cubo) de jóias e adereços, honesto até a medula, È CONTRA O MERCADO!!!! E é do PT!!!!
    Alguem tem uma explicação lógica?

  298. Olá!

    Falando sobre os países escandinavos e corrupção, eis uma notícia interessante sobre a corrupção na Noruega no ano de 2002. Excerto:

    “North Sea oil activity is the main reason corruption is presumed to be greater in Norway than in other Scandinavian countries.

    Most of the corruption in Norway occurs in connection with public contracting of goods and services. Public employees abuse their position, either for personal profit or as part of a chain of favors for friends.”

    A presença estatal no setor de petróleo é forte na Noruega e, não lembro ao certo, havia monopólio do setor pela Statoil (a estatal norueguesa). Parece não ser à toa que isso seja a principal fonte de corrupção nesse país.

    Outra informação interessante: Uma tabela contendo os índices de liberdade econômica e de percepção da corrupção para os países escandinavos. O ano é 2002:

    Legenda:

    Coluna 1: Ano
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Nomes dos Países

    2002 71.1 9.80 Denmark
    2002 73.6 10.0 Finland
    2002 73.1 9.10 Iceland
    2002 67.4 9.10 Norway
    2002 70.8 9.40 Sweden

    Correlação não é causalidade. Mas não deixa de ser interessante que o país escandinavo mais corrupto seja exatamente aquele em que há menos liberdade econômica dentro desse grupo.

    Até!

    Marcelo

  299. Olá!

    Correção dos dados mostrados no meu comentário anterior:

    Legenda:

    Coluna 1: Ano
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Nomes dos Países

    2002 71.1 9.5 Denmark
    2002 73.6 9.9 Finland
    2002 73.1 9.2 Iceland
    2002 67.4 8.6 Norway
    2002 70.8 9 Sweden

    Até!

    Marcelo

  300. Patriarca da Paciência said

    “E, quando deixadas a si mesmas, sem um Estado forte e eficiente, que as regule e, quando necessário, aplique as punições devidas, as empresas privadas se transformam em verdadeiros saqueadores.”

    É bem isso, Elias.

    Os fatos dizem isto, a história diz isto, mas os “liberais” nunca se convencem.

    Continuam acreditando no “bom selvagem” empresário.

    O mais engraçados é os “tais crentes” acusam aqueles que defendem a regulamentação da sociedade pelo Estado de ingênuos.

    Ingênuo é quem acredita que num estado de competição selvagem haveria lugar para civilização!

  301. Chesterton said

    Sem empresários, não há economia. São santos? Elias é santo? N/ao acredito, quer o lucro, vende pelo maior preço que o mercado admite. Achar que o estado pode substituir empresários é a fonte de toda corrupção.

  302. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    o “novo PT” (após 2002), nunca defendeu a “eliminação dos empresários”, muito pelo contrário, defende que “quanto mais empreendedores, melhor”, desde que, paguem seus impostos, respeitem as leis e tenham responsabilidade social.

    É o mínimo que é exigido na Europa e América do Norte.

    O problema é que, empresários que pagam seus impostos, respeitam as leis e tem responsabilidade social, na América do Norte e Europa, acham que não precisam ter o mesmo procedimento no Brasil.

    O que o Brasil requer é simplesmente a paridade.

    Quanto ao Estado agir nos setores que o capital privado não tem interesse, é perfeitamente legítimo e todos os países civilizados fazem a mesma coisa.

    Por que o Estado brasileiro não teria tal direito?

  303. Elias said

    Chesterton,

    Quando tu partes pros ataques pessoais e fulanizações, fica difícil conversar contigo. Até porque sou do tipo “bateu, levou”…

    Mas hoje tô em alfa e, por isto, não vou te responder.

    Marcelo,

    Em outra lista, a Mona lembrou da tendência que os humanos têm em burlar normas que eles próprios ajudam a criar e transmitem a seus filhos como padrão de comportamento saudável.

    Longe das vistas (e da censura) de seus circunstantes — lembra Mona — a pessoa mete o dedo no nariz e peida no elevador.

    Se você é formado nas áreas de humanas, ou sócio-econômica, ou de direito, você há de lembrar, da introdutória à sociologia, quando se estudava os “folkways” e os “mores”.

    Esses conceitos jamais teriam se estabelecido na sociedade humana, se não fossem socialmente desejáveis e historicamente necessários.

    Toda a formação humana é baseada nisso. Num sistema de “censuras ou punições”, de um lado, e, de outro, de “elogios, reconhecimento e premiações”. E isso é praticamente tudo. O que varia — e há uma variação fantástica disso — é como cada indivíduo espera e é censurado, punido, elogiado, reconhecido ou premiado pelo que faz.

    Sem esse sistema, nem nós nem nossos filhos nos esforçaríamos pra aprender a usar corretamente os talheres, nem a usar o guardanapo antes de levar o copo ou a taça à boca.
    Sem o poder coercitivo, as leis não seriam mais do que meras proposições morais.

    O brasileiro só passou a adotar procedimentos básicos de segurança no trânsito — usar o cinto de segurança, p.ex. — depois que a multa pelo não uso do cinto foi estupidamente elevada. O mesmo se aplica à parada sobre faixa, etc, etc.

    Se a empresa privada não for adequadamente fiscalizada e, quando necessário, exemplarmente punida, ela tende ao banditismo, sim, como qualquer organização humana.

    Porque o ser humano é assim.

    Nos EUA, p.ex., o simples fato do proprietário de uma empresa contabilizar suas despesas pessoais na despesa da dita, dá cadeia. A proprietária do Epire State, rica pra caramba, puxou cana dura por isso. E o marido dela só não foi em cana por que tinha um câncer em estágio terminal (logo em seguida ele morreu).

    Não vejo nenhuma contradição entre a liberdade de empreender e um Estado forte, vigilante, severo, honesto e intransigente com falcatruas.

    Em tempo:
    Minha alusão ao mercado, tem o propósito de lembrar que o mercado não tem resposta pra tudo. Suas (dele, mercado) limitações são imensas.

  304. Mona said

    Elias,
    você ser do PT está se constituindo no maior mistério sociológico, antropológico, psicológico e lógico a ser desvendado pela comunidade científica… Tem caroço nesse angu. Qual sua teoria, querido Chest?

  305. iconoclastas said

    “Eduardo Cunha – base governista.
    -Eles (o PT) estão mais ou menos como um punguista na praça, que bate a carteira e grita pega ladrão.”

    lembra alguém?

    ;^)))

  306. Chesterton said

    Quando tu partes pros ataques pessoais e fulanizações, fica difícil conversar contigo. Até porque sou do tipo “bateu, levou”…

    chest- mas não é ataque pessoal, nem ataque. Como é que um cara com seu currículo pode estar no PT? Amazing!!!

    Mona, estou perdido, a coisa não fecha. O cara defende o PT até debaixo dágua como se fosse um funcionário público que dependesse do partido para comer. E é um empresário bem sucedido. Coisa de louco.

  307. Chesterton said

    Minha alusão ao mercado, tem o propósito de lembrar que o mercado não tem resposta pra tudo. Suas (dele, mercado) limitações são imensas.

    chest- claro que não, nem pretende isso. O livre mercado é pura e simplesmente você poder trabalhar onde quiser para quem quiser, comprar e vender de e para quem quiser, sem que o reizinho de plantão tenha que autorizar. O PT aumento o estado cartorial que sempre houve no Brasil.
    Elias, os funcionários fiscais do trabalho entrevistaram a mim e a outros colegas e não conseguiam compreender (assim como você confessou não compreender) como é que pessoas DESEJAVAM trabalhar de modo autônomo sem vínculo empregatício dentro de um hospital. É o vício estatizante. Essa mentalidade pretende que TUDO passe através do ESTADO. São filoficamente FASCistas.

    Digitem essa frase no Google: “Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado. ”

    EU NÃO QUERO TER CARTEIRA ASSINADA, NÃO QUERO SER EMPREGADO, NÃO QUERO TER PATRÃO, QUERO MINHA AUTONOMIA

    Elias e os fiscais do ministério do trabalho não acreditam, fazer o quê?

  308. Chesterton said

    Não vejo nenhuma contradição entre a liberdade de empreender e um Estado forte, vigilante, severo, honesto e intransigente com falcatruas.

    chest- muito bem. Mas o que o seu PT faz é trabalhar por um estado GORDO, LERDO e INCOMPETENTE.

  309. Elias said

    Mona,

    Também estranho seu estranhamento.

    Tenho vários amigos, donos de pequenas e médias empresas, que são petistas. Ainda há pouco, conversei com um deles, dono de uma gráfica.

    Em todo o Brasil o que não falta é pequeno e médio empreendedor filiado ao PT ou com fortes vínculos com o partido.

    Tempos atrás a Veja fez até uma matéria sobre o assunto, ironizando.

    É que a filiação ou a simpatia partidária de tantos pequenos e médios empresários não bate com a imagem que a revista sempre propagou — e ainda propaga — do partido.

    Aí, como a revista está sempre com a razão, deu-se a m… Se a realidade não bate com a opinião da Veja, é porque há alguma coisa errada com a realidade…

    Chesterton,

    I
    Liberdade pra empreender é uma coisa. Liberdade pra delinquir, outra…

    Se não percebes a diferença, estás com sérios problemas.

    II
    Quer dizer, então, que, na tua cabeça, “vínculo empregatício” implica, sempre, um “vício estatizante”?

    O sujeito que é empregado em uma empresa privada — e, portanto, faz questão dos direitos que a legislação trabalhista lhe garante — é um irremediável “estatista” ou “estatizado”?

    Cara, teu estado é grave… Vê o que a leitura intensiva de Reinaldo Azevedo está fazendo contigo.

    Tudo bem que prefiras trabalhar por conta própria e não queiras ser empregado de ninguém. Atualmente tô nessa, também, e assim pretendo ficar até o fim da vida.

    Mas, Chesterton, isso não tem porque se aplicar a todos, e ninguém vale menos que tu só porque é — e prefere ser — empregado.

    Aquele ideal de “casa portuguesa”, com “pão e vinho sobre a mesa e uma rosa no jardim” não se aplica ao Brasil de hoje, entende?

    Por exemplo: pra se fabricar carros, é necessário uma estrutura industrial de grande porte, com um programa de produção de porte suficiente pra gerar economia de escala.

    Um país formado exclusivamente por donos de mercearia não tem como fabricar carros.

    Tem que ter empresas, empreendedores e empregados.

    Entendeu, Chesterton?

    Bobagem achar que o aûtônomo trabalhando para um hospital, não gera encargos sociais.

    Gera, sim! Ele tem que ter registro no INSS e, de sua remuneração, tem que ser retida a contribuição devida, a menos que ele comprove que já a recolheu. E a empresa contratante tem que recolher a parte do empregador.

    Nos EUA, é a mesma coisa. A menos que o cara seja um imigrante ilegal…

    Já no Haiti, pelo que ouvi dizer, não tem disso não…

  310. Chesterton said

    Sim, não quero ter vínculo empregatício e o direitos OBRIGATÓRIOS advindos desse vínculo, FORÇADOS PELO ESTADO.

    Eu que ensinei isso ao Reinaldão (rsrs)

    “Mas, Chesterton, isso não tem porque se aplicar a todos, e ninguém vale menos que tu só porque é — e prefere ser — empregado.”
    chest- como eu sei que você não é burro, só pode ser malicioso. Onde foi que eu falei que valho mais ou menos que alguém. Engula suas palavras.

    “Bobagem achar que o aûtônomo trabalhando para um hospital, não gera encargos sociais.”
    chest- não gera, pois é só mostrar o desconto de outra fonte que imediatamente nada é recolhido, como você mesmo diz. O teto foi ultrapassado há muito.
    O que desconta é a merda do imposto de renda. Dinheirinho que vai para o PT fazer mensalão.

    “pra se fabricar carros, é necessário uma estrutura industrial de grande porte, com um programa de produção de porte suficiente pra gerar economia de escala.”
    chest- vou construir um carro com as próprias mãos só para te contrariar. Isso é sério, já está em andamento. Sou o rei do ferro-velho.

  311. Chesterton said

    Dono de gráfica é petista? Ora, hoje é muito comum. Qiual dono de gráfica não quer ter amigos no governo? Você deve certamente conhecer publicitários petistas.

    Selva Brasilis a toda

    O MEC Prefere Adelaide Carraro a Monteiro Lobato
    O MEC é aquele ministério administrado por um prepotente marxista, que provou inúmeras vezes que é incompetente e incapaz. Sua nova investida é declarar Monteiro Lobato um escritor racista e, portanto, impróprio para a leitura dos dimenor [expressão comum no MEC relativo a menores de idade]. O MEC joga Lobato no lixo e adota a pornografia a la Adelaide Carraro e derivados, para educar as crianças na nobre arte petista da putaria generalizada.

  312. Chesterton said

    Tutto nello Stato, niente al di fuori dello Stato, nulla contro lo Stato

    http://en.wikipedia.org/wiki/Italian_Fascism

  313. Elias said

    Chesterton,

    Estás tentando me enrolar…

    Se o cara mostra o que foi descontado em outras fontes, então ele está gerando encargos.

    E não pensa que isso existe só pro autônomo. Vale pro assalariado, também.

    O teto contributivo pro assalariado é 10 salários mínimos. Digamos que ele, sendo médico, trabalhe em 2 instituições, uma pela manhã, outra pela parte da tarde. Jornada de 4 horas em cada emprego.

    Supõe, agora, que, no primeiro dos 2 empregos, ele ganhe o equivalente a 11 salários mínimos. Aí ele contribui pelos 10 e o saldo de um salário mínimo fica livre.

    Pois bem: ao assumir o segundo emprego, ele comprova que já atingiu o teto contributivo no outro emprego.

    Consequência: no segundo emprego, ele não contribui para a previdência.

    Agora, com o IR o papo é outro. Aí não tem limite máximo; só limite mínimo.

    Pior: se o cara tem dependentes, e estes estão declarados no “emprego 1”, pra dedução, os dependentes não podem ser mobilizados para o mesmo fim, no “emprego 2”. Neste, portanto, a tributação é mais pesada (e ainda haverá a mudança de faixa, se for o caso).

    Médico vive essa situação com muita frequência porque, em geral, esse profissional costuma ter mais de um emprego. É comum que os médicos trabalhem apenas a jornada mínima, que é de 2 horas/dia, pra ter vários empregos. E eles ainda têm os plantões, por vezes.

    O lance dos médicos que tu narraste é muito comum no Brasil.

    Geralmente, o Poder Público paga uma merreca, completamente destoante do mercado de trabalho. Hoje, p.ex., a remuneração mínima de um médico clínico geral, seria de aproximadamente R$ 1,8 mil para a jornada mínima de 4 horas de trabalho em ambulatório clínico. Um especialista, tipo otorrino ou cárdio, tá levando, no mínimo, uma vez e meia o que ganha um clínico geral, por igual jornada de trabalho.

    Só que as prefeituras querem pagar muito menos que isso, pra uma jornada de 4 horas. E algumas delas querem pagar igual para todas as especialidades médicas, ignorando o fato óbvio que determinadas especialidades exigiram muito mais do profissional — em termos financeiros, tempo investido, esforço intelectual, etc — para sua formação.

    Isso, nos hospitais de alta complexidade, p.ex., é pura demência. Simplesmente não conseguem quem aceite trabalhar por essa remuneração. No caso de alguns especialistas — como anestesistas, intensivistas e outros — a situação dos Pronto Socorros de alguns municípios é pra lá de preocupante.

    Daí que os hospitais partem pra queda de asa. Pra burla.

    Os médicos passam a trabalhar na informalidade. São admitidos sem Concurso Público e recebem uma remuneração muito mais elevada que receberiam, caso fossem admitidos dentro da lei.

    O correto?

    O correto seria o Poder Público pagar aos médicos — assim como aos professores, aos engenheiros, etc. — um salário decente, compatível com o mercado de trabalho, oferecendo, conforme as características de cada estabelecimento de lotação, alternativas de jornadas de trabalho, com remuneração escalonada.

    Isto posto, admitiriam os médicos — assim como os professores, os engenheiros, etc — por meio de concurso público, etc e tal. NA FORMA DA LEI!

    Não fazem isso, nem tampouco farão, pelo menos a curto prazo. Boa parte dos médicos nem quer isso, aliás. É melhor pra eles.

    Mas, será melhor pro município e para a população? Não creio.

    E tu sabes muito bem por quê.

    Enfim, é o tal problema da cultura política, que a gente já discutiu lá, acima.

    São os 2 extremos, aparentemente em conflito, mas que, na prática, concorrem solidariamente pra manutenção desse estado de merdolência…

  314. Elias said

    Onde se lê:

    ” Hoje, p.ex., a remuneração mínima de um médico clínico geral, seria de aproximadamente R$ 1,8 mil para a jornada mínima de 4 horas de trabalho em ambulatório clínico.”

    Leia-se:

    “Hoje, p.ex., a remuneração mínima de um médico clínico geral, seria de aproximadamente R$ 1,8 mil para a jornada mínima de 2 horas de trabalho em ambulatório clínico.”

  315. Elias said

    Aliás, parece que a remuneração mínima do médico, pra jornada 2 horas/dia, já está em torno de R$ 2,0 mil.

  316. Pax said

    Este post tá batendo recorde de audiência. Ancoramos aqui e ficamos.

    Vou dar uma passeada por umas semanas, entrarei de vez em quando. Vocês preferem que eu deixe uns “Open Thread” aberto, ao estilo Pedro Doria, ou deixa rolar por aqui mesmo?

    (Ah, sim, conheço empresário grande filiado ao PT, conheço empresário pequeno e médio que não é filiado mas vota no PT etc. Até parece que a classe empresarial é toda de oposição. Não é. E olha que os que falo não tem negócio algum com o governo.)

  317. Chesterton said

    stás tentando me enrolar…
    Se o cara mostra o que foi descontado em outras fontes, então ele está gerando encargos.

    chest- não, você já está em estado “bobina” há algum tempo. os encargos atingem um teto e cessam, a aposentadora de autonomo tb tem um teto.

    O lance dos médicos que tu narraste é muito comum no Brasil.

    chest- exatamente o que eu estou tentando de dizer

    Daí que os hospitais partem pra queda de asa. Pra burla.
    Os médicos passam a trabalhar na informalidade. São admitidos sem Concurso Público e recebem uma remuneração muito mais elevada que receberiam, caso fossem admitidos dentro da lei.

    chest- no Rio de janeiro, em hospitais públicos não é o que ocorre. Isso por aqui daria até cadeia de tão vigiado que é. No interior é bem possível. Não tem um fundo federal para isso?

    Isto posto, admitiriam os médicos — assim como os professores, os engenheiros, etc — por meio de concurso público, etc e tal. NA FORMA DA LEI!
    chest- que lei? Não há (ainda) lei de salário mínimo para médicos REGULAMENTADA. Se fossem contratar médicos por valor justo quebraria o país. NÃO HÁ DINHEIRO NA ECONOMIA BRASILEIRA PARA DAR ASSISTÊNCIA MÉDICA DE QUALIDADE A TODOS OS CIDADÃOS. A ECONOMI BRASILEIRA NÃO COMPORTA O ESTADO DE BEM-ESTAR-SOCIAL.
    Um médico na Inglaterra ganha 35.000 reais por mês, Dilma falou que faltam 40.000 médicos no Brasil, se contratassem com níveis ingleses sairia por ano 33 bilhoes de reais. Acrescenta mais o decimo terceiro, férias, 50 bi. Pensão de aposentados vai a 65 bi .Como salário é mais ou menos 20% (por alto) do custo de saude – hospital, enfermeiras, remédios, insumos e o escambau multiplica por 5 e teremos a quantia de 300 bilhões de reais para dar uma medicina “up-to-date” a população. Fora que teria que pagar o mesmo para outros 40.000 que estão na ativa, mas como o salario pode ser 18 em vez de 36 mil, fica esse valor de 300bi por ano. Quem vai encarar? Forget about it.
    Outra conta, um plano de saude de razoável para fraco custa às empresas particulares uns 1200 dolares por anos. 200 milhoes x 1200 dolares= 240 bi de dólares, 400 bi de reais…Esquece.

    Não fazem isso, nem tampouco farão, pelo menos a curto prazo. Boa parte dos médicos nem quer isso, aliás. É melhor pra eles.
    chest- um dia desses, anos atrás, me convidaram para uma reunião do sindicato. Perguntei: “vocês tem certeza?, responderam: sim. Lá aquela atmosfera jurássica, PCB, PT, PSOL, mas com um certo nivel de educação formal. Aí um deles começou a reclamar do salário do município para ortopedistas, que seu filho trabalhava muito e ganhava só 900 reais por mês, coisa e tal…não resisti, e pedi a palavra:
    -Mas meu caro colega, sabe quanto ganha uma pipoqueira lá do Polo 1 (centro comercial) em madureira? Seis mil por mês. Se ele ganha pouco como médico deve procurar outro caminho. (não estou mentindo). Copntinuei. A culpa dos baixos salários é do médico que aprende na faculdade que medicina é sacerdócio e não aprende a cobrar. Sim, pois sacerdócio não é sinônimo de gratuidade. Não sei porque a reunião acabou logo em seguida.

    Mas, será melhor pro município e para a população? Não creio.
    chest- a população é que sabe o que é melhor para ela, não você nem eu, nem o prefeito corrupto. Se a população prezasse tanto assim um médico, trabalharia 16 horas por dia para pagar seu salário (não falo justo, nem digno nem qualquer termo coitadista). mas não, o povo foi convencido por políticos populistas que médico é direito do povo. Esperem sentados.

    E tu sabes muito bem por quê.
    chest- não sei sua opinião, conte.

    Enfim, é o tal problema da cultura política, que a gente já discutiu lá, acima.

    São os 2 extremos, aparentemente em conflito, mas que, na prática, concorrem solidariamente pra manutenção desse estado de merdolência…

    chest- a merdolência é mesmo, uns fingem que pagam, outros fingem que trabalham. Essa é a consequencia de anos de cultura de “direitos”, de “justiça social” (coisa que nem existe, existe justiça), de filosofias socuialistóides que trasnforma pobres em inimputáveis e alvo de favores sem nada em troca. Merdolência sim, ótimo termo para o POBRISMO OFICIAL.

    Quem falou? “Não perguntem o que o país pode fazer por vocês, mas o que vocês podem fazer pelo país”? Um brasileiro? HAHAHAHAHAHA!!!! NUNCA. Nunca um político brasileiro vai mandar sua clientela trabalhar. Ele vai “trabalhar” para garantir mais “direitos”, que são na verdade privilégios imerecidos.

    Mas vi hoje um progresso, Dilma quer desindexar (hora do Brasil, na rádio) a economia, inclusive salário minimo, aposentadorias e sei-lá-mais-o-que….quem diria, parece que está aprendendo.
    Quem lembra quando ela soltou essa pérola: “Gastos correntes são vida….” (?)

  318. Olá!

    De fato, o atual modelo econômico brasileiro é incapaz de gerar os recursos para bancar isso que o Chesterton afirmou.

    Falta de capitalismo e excesso de estatismo dão nisso.

    Até!

    Marcelo

  319. iconoclastas said

    # 317, Chesterton, talvez ela queira desindexar, mas não foi a disposição que ela apresentou no congresso antes de ontem:

    “”Encaminharei ao Congresso Nacional proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo (..) A manutenção de regras estáveis que permitam ao salário mínimo recuperar o seu poder de compra é um pacto deste governo com os trabalhadores”

    ;^?

    “chest- a população é que sabe o que é melhor para ela, não você nem eu, nem o prefeito corrupto. Se a população prezasse tanto assim um médico, trabalharia 16 horas por dia para pagar seu salário (não falo justo, nem digno nem qualquer termo coitadista). mas não, o povo foi convencido por políticos populistas que médico é direito do povo. Esperem sentados.”

    voilà… impressionante é isso precisar ser lembrado.

  320. Elias said

    Chesterton,

    Não sei qual é o salário médio do médico inglês.

    Mas sei qual é o salário médio do médico brasileiro. Para um clínico geral, dá, mais ou menos, 4 salários mínimos para uma jornada de 2 horas/dia. O salário das especialidades é maior, a depender de qual delas, do lugar, etc.

    Claro que o Poder Público brasileiro não pode pagar o salário médio do médico inglês. Assim como não pode pagar o salário médio do engenheiro inglês, do advogado inglês, do químico industrial inglês, etc.

    Mas não é disso que estamos falando, bobinho!

    Estamos falando do salário médio do MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO.

    Aquilo lá é outro país, entendeu, Chesterton? E não é dele que estamos falando. Estamos falando do Brasil.

    E é claro que o Poder Público brasileiro tem, sim, dinheiro suficiente pra pagar, aos médicos brasileiros, o salário médio praticado no mercado de trabalho brasileiro.

    Onde e quando isso vem sendo tentado, vem sendo alcançado e mantido. Salvo engano, no Paraná, em Santa Catarina e em outras partes do país.

    O problema, Chester, é que, no Brasil, uma parcela substancial dos recursos destinados à Saúde não chega aos hospitais e ambulatórios médicos. Assim como uma parcela substancial dos recursos destinados à Educação não chega às salas de aula.

    Os resultados disso, são o médico “bóia-fria”, o professor sub-remunerado, a péssima qualidade dos serviços de saúde e de educação…

    Burlar a legislação trabalhista não é remédio pra isso.

    No caso do médico, é sempre possível o cara partir pra uma solução individual, trabalhando em consultório próprio, desde que a especialidade dele não exija instalações e equipamentos de alto custo, ou desde que ele tenha recursos pra bancar essas instalações e equipamentos.

    Mas isto não se aplica a unidades de alta e média complexidade, cuja implantação demanda investimentos de porte considerável, e cuja operação requer equipes fixas de empregados.

    Manter um estabelecimento desse tipo com médicos “bóias-frias” é uma queda de asa. Um expediente ilegal, que não deve ser estimulado. O médico “bóia-fria” não tem compromisso funcional, costuma ser renitente ao cumprimento de horários de trabalho, etc. A médio e longo prazo, traz mais problemas que solução.

    Muitos hospitais privados usam o médico “bóia-fria” em grande escala, porque assim sai mais barato pra eles. O lucro é maior. E muitos médicos se submetem a isso, porque têm outra fonte de renda, e usam a atividade “bóia-fria” como fonte complementar.

    Mas isso não é solução para um país, Chesterton. No plano individual já é uma cretinice. Como prática generalizada seria um absurdo!

    Quase sempre, o médico “bóia-fria” é usado como plantonista ou para atendimento clínico nos consultórios mantidos pelos hospitais.

    Durante um tempo, alguns hospitais tentaram dar um manto de legalidade a essa prática, promovendo a criação de “cooperativas médicas”.

    No governo FHC, começaram a dar em cima dessas “cooperativas”, que, a essa altura, já estavam servindo para cobertura de falcatruas com recursos da União.

    Não sei no que isso deu. Só sei que foi mais uma razão para que as cooperativas brasileiras chegassem ao estado de desmoralização em que se encontram.

    No momento, não sei se os lanceiros já criaram outro “paco” ou se a jogada continua a mesma.

    E, Chester, nem pensar em comparar o sistema de saúde inglês com o brasileiro.

    Pra início de conversa, na Inglaterra 80% ou mais dos gastos em saúde são estatais. No Brasil, é quase que o exato inverso… e um monte de coisas mais.

    Sei que o autônomo também tem limite de contribuição, bobinho.

    Como está absolutamente claro no que escrevi, chamei tua atenção apenas para os seguintes fatos:

    a – o limite de contribuição existe tanto para o autônomo quanto pro assalariado;

    b – o sujeito que se isenta numa fonte porque já atingiu o limite de contribuição em outra, NÃO ESTÁ ABRINDO MÃO DE DIREITO, COISA NENHUMA! ESTÁ, AO CONTRÁRIO, FAZENDO USO DE UM DOS DIREITOS QUE A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA LHE CONFERE, QUE É NÃO CONTRIBUIR ACIMA DO TETO.

    Se já havias atingido o teto contributivo — como tu mesmo disseste — então o hospital não poderia reter mais nada de ti, exceto o IRRF, que seria retido com ou sem vínculo empregatício.

    Ao “abrir mão dos teus direitos”, apenas livraste o hospital de pagar a parte do empregador incidente sobre relações de trabalho com vínculo empregatício — tipo contribuiuções a terceiros — além do FGTS.

    Mas nada disso sairia do teu bolso, bobinho. Sairia da conta do hospital, que já embute essa despesa no custo e no preço dos serviços, quer ele pague, quer não pague.

    Entendeu, bobinho?

    Foste enrolado.

    Daí, talvez, a estranheza dos fiscais.

    Provavelmente, eles não entendem como uma pessoa que se tem na conta de inteligente, se deixa enrolar desse jeito e ainda acha que tá fazendo grande coisa…

    Enfim, isso é lá contigo. Deves achar que isso é coerente com tuas convicções ideológicas. Problema teu.

    Não me surpreende. Vê que, lá acima, falei do hímen complacente, das duas faces da moeda…

  321. Chesterton said

    Claro que o Poder Público brasileiro não pode pagar o salário médio do médico inglês. Assim como não pode pagar o salário médio do engenheiro inglês, do advogado inglês, do químico industrial inglês, etc.
    Mas não é disso que estamos falando, bobinho!
    Estamos falando do salário médio do MERCADO DE TRABALHO BRASILEIRO.

    chest- por isso, meu caro, sempre teremos uma medicina compatível com o MERCADO BRASILEIRO, a tal merdolância a que você se referia um pouco antes. Não há mágica. ´Tais tolo?

  322. Chesterton said

    Se já havias atingido o teto contributivo — como tu mesmo disseste — então o hospital não poderia reter mais nada de ti, exceto o IRRF, que seria retido com ou sem vínculo empregatício.

    chest- exatamente por isso que o Min do Trabalho decidiu que todo mundo teria que ter carteira assinada, nemal de 4 patas. O Min do Trabalho julgou o trabalho autônomo no hospital ILEGAL!!
    (que dificuldade)

  323. Chesterton said

    Muitos hospitais privados usam o médico “bóia-fria” em grande escala, porque assim sai mais barato pra eles. O lucro é maior.

    chest- o prejuizo é menor, não tem hospital no Rio que dê lucro, a ponto de a maior rede ser propriedade do dono da maior empresa de viação , que deve dar lucro.

  324. iconoclastas said

    “chest- o prejuizo é menor, não tem hospital no Rio que dê lucro, a ponto de a maior rede ser propriedade do dono da maior empresa de viação , que deve dar lucro.”

    Chesterton, nem a rede D´or dá lucro?

    ;^?

  325. Elias said

    Chesterton,

    I
    No mercado de trabalho brasileiro, temos médicos brasileiros em sua maioria, prestando serviços com qualidade tipicamente brasileira.

    Não há razão para a qualidade ser brasileira e o salário, inglês.

    II
    O trabalho autônomo foi considerado ilegal, Chester, porque, nas circunstâncias em que relataste, ele É ilegal.

    Qualquer trabalho prestado em regime de continuidade e subordinação, implica vínculo empregatício.

    É assim em qualquer país civilizado, Chester. No Brasil, é assim desde a década de 1940.

    Não assinar a carteira de quem trabalha em regime de continuidade e subordinação não atenua o delito. Agrava!

    Tu é que não estás entendendo, rapaz!

    Ao “abrir mão” dos direitos trabalhistas, não estavas produzindo nenhuma economia pra ti. Não estavas, também, reduzindo o preço dos serviços. Logo, não estavas produzindo nenhuma economia para a sociedade.

    Estavas, apenas, aumentando o ganho dos proprietários.

    Os fiscais do MTb devem ter dado boas gargalhadas às tuas custas.

    Foste enrolado, cara!

    Claro que jamais admitirás isso aqui. Mas, quem leu o que escreveste, e manja minimamente de legislação trabalhista e previdenciária, já sacou que te enrolaram.

    E, quem sacou, também está rindo de ti.

    II
    Como é, Chester?

    Quer dizer, então, que os hospitais privados não dão lucro? Só prejuízo? Ano após ano, décadas a fio, só prejuízo?

    Essas expansões todas que os maiores hospitais brasileiros estão fazendo, com instalação de helipontos e tudo o mais, estão sendo financiadas com… prejuízos?

    É, Chesterton?

    E, quem banca esse prejuízo, ano após ano, décadas a fio? Tu?

    Algum milionário brasileiro, de bom coração, todos os anos, pega uns milhões de reais e diz: “isto aqui é pra cobrir o prejuízo do hospital fulano de tal, que eu mantenho com propósitos exclusivamente filantrópicos, porque eu sou tão bonzinho… Nem sei como consigo ser tão bonzinho assim, mas… eu sou tãããão bonzinho…”.

    Foi isso que os caras te contaram?

    E tu acreditaste?

    Chester!!!!

    Ja te falei, cara: arranja outra demência! Esquece essa.

  326. Chesterton said

    Não há razão para a qualidade ser brasileira e o salário, inglês.
    chest- claro que não, vai ficar tudo igual, como já vimos

    Qualquer trabalho prestado em regime de continuidade e subordinação, implica vínculo empregatício.
    chest- o trabalhador tem que ter a opção de “declinar” do vínculo. Você há de concordar que a liberdade do trabalhador, a flexibilidade, foi para o brejo. Trabalhadores qualificados que podem escolher seu trabalho são FORÇADOS pelo ESTADO ao regime dos barnabés desqualificados. Isso é nivelar por baixo, depois não reclame de atraso e falta de competitividade. Olha a China tomando conta do mundo com muito mais liberdade trabalhista para os 2 lados.

    Ao “abrir mão” dos direitos trabalhistas, não estavas produzindo nenhuma economia pra ti. Não estavas, também, reduzindo o preço dos serviços. Logo, não estavas produzindo nenhuma economia para a sociedade.
    chest- sim, estava ganhando mais, e custando menos, isso é EFICIÊNCIA. Estava ao custar menos para a sociedade trazendo enorme benefício. Só petista não consegue entender isso.

    Os fiscais do MTb devem ter dado boas gargalhadas às tuas custas.
    chest- na verdade ficaram perplexos. A chefe dos fiscais é mãe de uma colega minha, mesma especialidade. Ela não entendia como é que a filha não queria assinar a carteira. A filha fugia da carteira assinada. Podemos dizer que foi um choque de gerações, e sinto dizer que a tua geração é a mais “antiga”. (essa colega tem 30 anos de idade).

    Quer dizer, então, que os hospitais privados não dão lucro? Só prejuízo? Ano após ano, décadas a fio, só prejuízo?
    chest- 1. instituição católica, onde trabalho, tem grana da congregação (milhões) todo o ano para manter o hos´pital andando. 2. lavagem de dinheiro.
    Agora, planos de saúde dão grana. As custas de sacanear hospitais.

    Ja te falei, cara: arranja outra demência! Esquece essa.
    chest- não sou demente, você que é teimoso e desinformado. Aliás, PETISTA!

  327. Chesterton said

    Deu no O Globo hoje, o Hospital Samaritano, AAA foi vendido para a Amil por 45 milhoes que arcará com a dívida crônica – falam no jornal em 5 milhoes, mas sei de parte do dono que é pelo menos o dobro. Vá ler.

  328. Elias said

    Bem, Chesterton,

    Não conheço os hospitais privados do RJ. Conheço alguns de Belém.

    Um deles — Saúde da Mulher — começou há alguns anos, com um prédio de 4 pavimentos. Hoje, ocupa quase que uma quadra inteira, com área construída pelo menos 10 vezes maior que a original.

    E continua se expandindo. Neste momento, aliás, está construindo mais um pavilhão e também está adquirindo os imóveis contíguos (que estão sendo demolidos).

    Outro é o Porto Dias. Em pouco mais de 10 anos, mais do que decuplicou suas instalações, originalmente abrigadas em um prédio com 4 pisos. Atualmente, dispõe até de heliponto, no alto de uma de suas 3 torres. Já comprou uma área enorme do outro lado da rua, e transferiu suas atividades laboratoriais para um antigo palacete lá existente. No restante da área, está construindo sua quarta torre.

    Esses — e vários outros mais — não estão, assim, com jeito de quem vive soterrado debaixo de prejuízo…

    O mesmo se aplica a laboratórios de análises clínicas e exames especializados. Praticamente todos estão prosperando. Assim, de cara, não consigo lembrar de nenhum que aparente estar operando no vermelho.

    Familiares meus — irmãos e cunhados — são médicos. Dois deles são proprietários de uma pequena estrutura, com consultórios, ambulatório para atendimentos de baixa complexidade, etc.

    Mostrei a eles o que tu escreveste, sobre hospitais privados que operam com prejuízo.

    Acharam estranhíssimo!

    Claro que empresa em estado falimentar existe em todos os ramos, lugares e épocas. Mas, daí a generalizar…

    Num país como o Brasil, acho complicadíssimo que estruturas atuantes na área de saúde e de educação operem com prejuízo.

    A razão é simples: o Poder Público não funciona nessas áreas.

    Até há algum tempo atrás, eu era empregado. Contribuí para a previdência e assistência social, portanto, durante décadas.

    Em tese, essa contribuição me daria direito a assistência médica clínica, ambulatorial, hospitalar e sei lá o quê.

    Só se eu fosse doido, pra contar com isso!

    Minha assistência médica é proporcionada por um plano de saúde, que também pago há décadas (até aqui, nas poucas vezes que necessitei usar os serviços desse plano, ele funcionou adequadamente).

    Sou exceção? Não. Estou na regra.

    No Brasil, se você quiser ter um atendimento médico minimamente decente, sabe que terá que pagar por isso, independentemente de quanto você contribua pra tal ou qual nível de governo.

    Além disso, no Brasil há um déficit de profissionais da área de saúde. Não sei exatamente o tamanho desse déficit, mas fala-se de dezenas de milhares.

    O mercado é francamente comprador, portanto. Há demanda reprimida.

    Num contexto assim, não sei como os entes privados do setor possam operar com prejuízo, salvo casos localizados.

    E, nos casos localizados, Chester, o insucesso tem sempre causas muito precisas: má gestão, principalmente.

  329. Chesterton said

    Sim, má gestão. Mais atitudes mafiosas de planos de saude que simplesmente não pagam por serviços prestados (ou pedem descontos de 70%), o que quebra qualquer instituição.
    Não dá para comparar Belem com o Rio, aqui há vícios enormes e eternos.

    Não sei se faltam médicos no Brasil. O que eu noto é que a medicina não é mais uma profissão onde um médico pode facilmente ascender profissionalmente, como era romanticamente no passado. Hoje os alunos tem mais noção de que tem que ter um objetivo e um planejamento da carreira. Acabou-se a era dos concursos públicos disputadíssimos, o municipio paga uma miseria, o estado outra miséria, e os concursados só querem o diploma de concurso para currículo, na hora de trabalhar aparecem, dão uma olhada e em seguida desistem, o que é o certo, pois ficar e enrrolar é que não pode.

  330. Mona said

    Bem, corroborando algumas informações dadas pelo Chest, os dados que me chegam aqui onde trabalho é que TODOS os hospitais do Estado em que moro -TODOS, sem exceção – estão quebrados. A maioria está se submetendo ao rearranjos societários para que haja injeção de capital.

  331. Elias said

    “Sim, má gestão. Mais atitudes mafiosas de planos de saude que simplesmente não pagam por serviços prestados (ou pedem descontos de 70%), o que quebra qualquer instituição.” (Chesterton)

    E os planos de saúde são privados, né?

    Só que a regulamentação é frouxa. A coisa fica ao sabor do mercado. E, no mercado, ganha quem tem mais poder. O mais fraco, sifu!

    Quando eu era diretor de uma entidade patronal, propus e foi aprovada a total reestruturação da assistência médica que ela prestava aos seus usuários.

    Havia um ambulatório no centro da cidade, com aproximadamente 20 médicos distribuídos em 6 especialidades. Os exames de auxílio-diagnóstico oferecidos não passavam de 5.

    O custo unitário do atendimento médico era altíssimo. Em torno de 120 dólares.

    É que a produtividade era baixíssima. Os médicos jamais cumpriam sua jornada de trabalho, que era de 4 horas/dia. Chegavam tarde, faltavam… o usuário cansava de esperar, ia embora e não voltava.

    Partimos pra criação de uma rede terceirizada. Os médicos passaram a atender em seus próprios consultórios, ganhando por atendimento realizado (excluindo um retorno). Com a rede montada e em funcionamento, fomos gradualmente, rescindindo os contratos de trabalho dos médicos assalariados.

    De 20 médicos empregados, passamos a mais de 200 credenciados. De 6 especialidades, passamos a aproximadamente 20. De 5 exames de auxílio-diagnóstico, passamos a um porrilhão de exames clínicos e especializados (porque incluímos na rede terceirizada aproximadamente 17 laboratórios de análises clínicas e centros de diagnóstico).

    O usuário passou a ter mais opções. A rede de consultórios está espalhada pela cidade e ele não precisa mais se deslocar ao centro, pra ser atendido. O médico passou a ganhar mais e o atendimento médico passou a custar bem menos para a instituição.

    Qual a diferença entre essa estratégia e a que foi apresentada pelo Chesterton?

    Sem falsa modéstia, Chesterton, a diferença é que a estratégia que resumi, acima, foi formulada por um profissional.

    Os médicos da rede terceirizada NÃO trabalham em regime de continuidade e subordinação. NÃO trabalham nas dependências da instituição contratante. Têm independência metodológica, de horário de trabalho, etc, etc, etc. E etc.

    O Ministério do Trabalho, o Sindicato dos Médicos, etc, me fiscalizaram um porrilhão de vezes. Cheguei a receber até 3 inspeções num único mês.

    Nenhuma autuação! Tanto que a rede terceirizada funciona até hoje, 12 anos depois de criada.

    Sabe por que nenhuma autuação, Chesterton? Porque a estrutura não tem furos. Sem falsa modéstia — volto a dizer — foi montada por um profissional.

    Ah, sim: os planos de saúde pagavam 20 dólares por consulta; a rede a que me refiro pagava 30 dólares, uma vez e meia o que pagavam os planos de saúde.

    E pagava no cacau. O credenciado recebia em, no máximo, 72 horas, contadas da data de ingresso do recibo de cobrança. Era só o tempo de passar pela auditoria médica e… cráu!

    Advinha pra quem eles preferiam trabalhar…

  332. Chesterton said

    Elias, você é meu ídolo. Quero fazer convenio com sua entidade hoje mesmo.
    Mas como é que esse empresario vota no PT e quer aumento da saude estatal no Brasil? E quer que os médicos sejam empregados dos hospitais …Tem alguma coisa que não fecha. Será que temos 2 Elias comentando?

    Bem, fora as piadas, é lógico que médico empregado não funciona. Medicina sempre será pessoal, e o vínculo empregatício distorce DEMAIS essa relação.

  333. Chesterton said

    Aí o Elias saiu da função de gestor do plano e entrou um apadrinhado do governador. Que foi que ele constatou? Bem a diferença de 120 dolares para 30 dolares não deveria retornar ao bolso do contribuinte, mas sim ficar dentro do orçamento atual. Junto com alguns comparsas do “partido” deram um jeito de repartir esses 90 dólares entre o próprio “partido” e os respectivos bolsos.

  334. Elias said

    Chesterton,

    Ainda bem que teria sido depois que eu saí…

    Mas não é nada disso, bobinho.

    Lê de novo. É uma instituição PATRONAL…

    Na Inglaterra, de quem tu aliás falaste antes, Chester, 80% dos gastos em saúde são estatais.

    Há uma diferença entre “quem banca os gastos em saúde” e “quem presta serviços de saúde”, entende?

    Com uma presença maior do Estado, bancando os gastos em saúde, os hospitais privados só teriam a ganhar, desde que eles se dispusessem a trabalhar direito e fossem adequadamente fiscalizados.

    Não poderiam fazer, p.ex., como faziam quando o SAT pagava atendimentos de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais.

    Deu na “supernotificação”, eufemismo que o governo brasileiro de então criou pra se referir com discrição à roubalheira de hospital.

    Rapidamente o Brasil se tornou o “campeão mundial de acidentes do trabalho”.

    Depois que a torneira foi fechada, passou-se à “subnotificação”, que nada mais é do que uma outra forma de roubar (se bem que, com a “sub”, quem rouba não são exatamente os hospitais…).

    Foi quando os acidentes do trabalho brasileiro caíram, como num passe de mágica, pra menos da metade do que era antes.

    Também não sabias dessa, Chester?

  335. Chesterton said

    Sempre que há corrupção, tem governo metido na história. Fraudes , mais fraudes, mais fraudes, sempre com o envolvimento de padrinhos.
    Mas a situação est5á ficando melhor para os médicos. Prefeituras do Rio de Janeiro oferecem salario de 15 mil por mes (40hs), sinal de que médicos estão aprendendo a se valorizar.

    Patronal ou não, havia a verba e a possibilidade de alguem se apoderar dela na sua saída. (rs)

  336. Chesterton said

    Lendo a noticia com mais atenção…
    ” .. a prefeitura quer estimular profissionais a se dedicarem a atenção básica…” e em seguida “os médicos podem conseguir salários de até 15 mil se tiverem especialização”. (toing)

    Logo vi, isso é sinal de gato, não vão pagar nem um nem outro.

  337. Elias said

    Bem, Chesterton.

    Eu não era “gestor da rede terceirizada”. Eu era diretor da entidade, como disse acima.

    A gestora da rede era minha subordinada e, depois que saí, continuou no cargo, trabalhando com probidade, dedicação e competência, como sempre.

    Essa entidade, meu caro, existe no Pará há 62 anos (completará no próximo dia 19 de abril). Bem mais de meio século, portanto.

    Nessa trajetória, absolutamente nenhum escândalo.

  338. iconoclastas said

    pq generalizar dessa forma?

    é claro que não são todos os hospitais deficitários, da mesma maneira que os planos de saúde não são máquinas de dinheiro, e que são sim regulados.

    zoações e tal, td ok, mas tem que manter um nível mínimo de informação e honestidade intelectual…

    e sim, sem dúvida, qt mais participação do estado, menor a qualidade do serviço e maior o nível de corrupção. tá mais do que evidenciado.

    ;^/

  339. Chesterton said

    Sempre que o estado se mete a resolver um problema cria outros 5. Sempre que aparecer uma chance com dinheiro público, aparecerá um gatuno para aproveitá-la.
    Essa entidade que o Elias fala é em teoria a perfeição dos céus. Se for na prática, quero credenciamento (rsrsrsrs)

  340. Elias said

    Chesterton,

    I
    Não é teoria. É uma instituição PATRONAL, PARAFISCAL, INTEGRANTE DO “SISTEMA S”, que existe há mais de 65 anos em nível nacional e há 62 anos no Pará.

    Vou dar uma dica: foi criada pelos geniais Roberto Simonsen e Euvaldo Lodi.

    II
    Mais Estado na saúde = mais corrupção é outra generalização.

    Na Inglaterra, Estado banca 80% da Saúde. No Brasil, banca pouco mais de 20%.

    E, no entanto, tem mais corrupção em saúde no Brasil do que na Inglaterra.

  341. Elias said

    Plano de Saúde no Brasil é pessimamente regulamentado, sim.

    Às vezes, a má regulamentação acaba se voltando contra eles mesmos.

    Há alguns meses, ganhei fácil um processo contra um plano de saúde, que pago há mais de 20 anos.

    Na mudança de faixa etária, o plano dobrou o preço. Considerei um absurdo, continuei pagando, mas, processei.

    Ganhei a parada. O plano manteve o preço anterior e ainda me devolveu o que paguei a mais enquanto rolou o processo (abatendo em parcelas, dos pagamentos seguintes).

    Pessoalmente, não pretendia continuar a pagar o mesmo preço. Queria, apenas um aumento razoável. Considerei absurdo o dobro, tanto mais ao se ter em conta o pouco uso que faço do plano (nesses mais de 20 anos, nunca me hospitalizei, nem fiquei “em observação”, etc, etc.).

    Por decisão judicial, o preço anterior foi mantido. Mais do que eu pretendia, portanto.

    Conheço regulamentações de seguro de saúde de outros países — EUA, p.ex. — que a elevação do preço por faixa etária leva em conta o histórico médico do segurado, a perícia a que o segurado está obrigado a fazer (perícia feita por conta do plano, evidentemente).

    Ou seja, uma regulamentação muito mais bem feita que a do Brasil.

    A regulamentação daqui é tosca, pra dizer o mínimo…

  342. Chesterton said

    Lodi é Senai. Você já tendo sido diretor do Senai foi colega do meu ex-sogro, exemplo de honradez e honestidade (enquanto toda familia ferra com ele).

    “E, no entanto, tem mais corrupção em saúde no Brasil do que na Inglaterra.”
    chest- hein?

    Plano de saude é “que nem” tentar secar gelo, Privado ou estatal, é uma bomba….administrativa. Um dia: Cabuuummmm.

  343. iconoclastas said

    “No Brasil, banca pouco mais de 20%.”

    falso. esse número aqui é por volta de 50%. e eu entendo que precisa ser maior.

    de fato o orçamento do ministério da saúde no Brasil é baixo em proporção ao PIB. quando se leva em consideração a mordida que é dada pelos “intermediários” nos processos (editais) de licitação não surpreende o déficit no atendimento a população. o problema vem da centralização, da partidarização (o fato do PT cobrar mais caro é apenas um agravante) e acaba que o setor público paga invariavelmente mais caro por produtos e serviços.

    qual a dificuldade de se ater aos fatos, é patológico isso?

    “Plano de Saúde no Brasil é pessimamente regulamentado, sim. ”

    ah, agora sim. e desde quando mal é = a pouco?

    “que a elevação do preço por faixa etária leva em conta o histórico médico do segurado, a perícia a que o segurado está obrigado a fazer (perícia feita por conta do plano, evidentemente).”

    já tentaram o mesmo aqui e nego disse que era discriminação.

    ;^/

  344. Elias said

    Lodi é Senai TAMBÉM. Mas é Sesi, idem.

    Ele e Roberto Simonsen, que malhava duramente as elites brasileiras, das quais ele fazia parte, por causa de sua ganância obtusa e seu egoísmo exacerbado (Simonsen sempre baixava o pau no que ele chamava de “fruição egoística da riqueza”).

    Se os pronunciamentos de Simonsen fossem divulgados hoje, rapidinho apareceria alguém pra qualificá-lo como agente comunista a serviço do Foro São Paulo, infiltrado no empresariado industrial brasileiro.

    Aliás, em sua época, Roberto Simonsen foi combatido pela direita, que o acusava de fomentar uma revolução proletária, e pela esquerda, que o acusava de tentar anestesiar o proletariado, prejudicando sua combatividade.

    Na verdade, Simonsen era, apenas, um cara pensando uns 150 anos à frente de seu tempo, para os acanhados padrões verde-amarelos.

    Em tempo: O Senai opera exclusivamente com formação profissional. Prepara mão-de-obra direta para a indústria. Já o Sesi trabalha com programas de educação generalista (ou “instrumental”), saúde e lazer.

    Ambos, Sesi e Senai têm mais de 60 anos de existência, e nenhum escândalo.

  345. Elias said

    O Estado brasileiro NÃO banca 50% dos gastos em saúde.

    Quem dera que fosse isso…

    Um dos estudos que existem a respeito, feito pelo Gilson Carvalho (disponível na Internet), estima os gastos totais em saúde no Brasil, em 2006, em aproximadamente R$ 166 bilhões.

    Desse montante, aproximadamente 53% seriam privados. Os restantes 47%, públicos.

    Vários outros estudos afirmam mais ou menos a mesma coisa.

    O próprio Ministério da Saúde considera esse cálculo bastante otimista. É que os gastos privados são estimados tendo por base as declarações de imposto de renda de pessoas físicas. Mas esses dados só aparecem nas declarações do pessoal que usa o MCT.

    Vai daí que o estudo não leva em conta os gastos não declarados (p.ex.: das pessoas que usam o desconto-padrão). Não leva em conta o gasto com a compra de medicamentos, e um montão de etc.

    Daí porque o Ministério da Saúde estima que os gastos privados em saúde representem aproximadamente 80% dos gastos totais.

    Um dos problemas é que a maior parte dos Estados brasileiros não aplica em saúde nem mesmo o mínimo constitucional. Salvo engano, só uns 6 ou 7 Estados fazem isso.

    O mesmo se aplica aos municípios.

    E tem mais: em muitos municípios que declaram alcançar o mínimo constitucional, isto pode não ser verdade. Tanto que, em uma expressiva quantidade de casos, as informações a respeito têm sido contestadas pelos tribunais de contas, e levado à rejeição das prestações de contas de muitos gestores.

    O que há de gente inelegível por causa disso não é fácil…

    Também acho que os gastos públicos em saúde deveriam ser muito maiores.

  346. iconoclastas said

    “O Estado brasileiro NÃO banca 50% dos gastos em saúde.

    Quem dera que fosse isso…

    Desse montante, aproximadamente 53% seriam privados. Os restantes 47%, públicos.

    Vários outros estudos afirmam mais ou menos a mesma coisa.”

    ;^)))

    “O próprio Ministério da Saúde considera esse cálculo bastante otimista. É que os gastos privados são estimados tendo por base as declarações de imposto de renda de pessoas físicas.”

    vc percebe a gravidade dessa afirmação?

    vc acabou de comunicar a quebra de sigilo fiscal da totalidade dos declaradores…

    ;^)))

    mas como eu não sou espírito de porco, vou dar um colher de chá. eu disse que é um número “próximo” a 50%, mas nem é tanto assim (pelo menos não tanto quanto os etudos acima mencionados dizem). eu chequei aqui uns docs, e o IBGE [que não tem acesso a declarações de renda] estima em 41,6%,

  347. iconoclastas said

    ah, sim, os dados que eu mencionei são de 2007, um tanto quanto retardados, mas em 2008 os gastos federais se mantiveram, em % do PIB, no mesmo patamar – 1.67%. se alguém tiver algo mais atualizado eu agradeço.

    ;^/

  348. iconoclastas said

    pois então, passado o jogo (lamento por qum assistiu), e estabelecida a realidade factual, o q importa é que o setor público precisa contribuir com mais recursos para a saúde.

    eu prefiro que a área de saúde não seja deixada exclusivamente ao mercado, pelo contrário. acho que a participação do setor público, despejando grana segundo critérios claros, deve ser maior do que da iniciativa privada. o mercado é melhor alocador, e funciona muito bem para a maioria dos setores, mas aqui a gente trata de dor real, e para mim, o bem (ou melhor) estar justifica o maior custo econômico (por hipótese).

    o que não se deve perseguir é que o governo assuma a operação dos estabelecimentos, pois salvo raras excessões, governo na gestão é piaba grande, e eterna, para a sociedade.

    não vou me meter a fazer aquilo q tanto sacaneio nos caga-regras do espaço, mas há exemplos de gestão a serem incentivados e reproduzidos, e há modelos de concorrência, por recursos, a serem testados.

    o que não pode continuar é a briga política por uma área tão sensível, alimentada por tamanho poder discricionário daqueles que a dirigem. até pq o futuro exigirá um aumento substancial de gastos em saúde, dado, entre outros fatores, o envelhecimento da população.

    difícil imaginar que reduzir a atividade do estado a “diatribuição” de recursos ( conforme regras expícitas) seja A solução e, tampouco, q vá eliminar a vigarice, mas é uma alternativa que vale o risco.

    ;^/

  349. chesterton said

    Elias, brigando por 3%? Hoje a briga é sempre de 20% par cima (rrsrsrsr)

    Elias, você é um verdadeiro neo-liberal. Quando direitor, com o poder da caneta na mão, mandou para a rua um monte de médico com carteira assinada e fez convênios com médicos particulares com economia de 75%.
    Elias, você é meu ídolo.

  350. Elias said

    Não há “gravidade” nenhuma na afirmação que fiz.

    Citei um estudo do Gilson Carvalho, que está disponível na Internet e é bastante conhecido, por sua simplicidade.

    Os agregados usados nesse estudo, se baseiam em informações divulgadas pelo IBGE. São AGREGADOS, logo, não identificam os contribuintes. Resultam de SOMAS, CONSOLIDAÇÕES, elaboradas pela Receita Federal.

    O IBGE mantém essas informações AGREGADAS, ao dispor de qualquer pessoa.

    Segundo esse estudo, de R$ 166 bi gastos em saúde, em 2006, aproximadamente R$ 87 bi são privados. O restante, público.

    Acontece que a Receita Federal só consegue consolidar os dados que aparecem nas declarações de Imposto de Renda.

    Vale dizer: no que respeita aos gastos de saúde, somente podem ser consolidados aqueles referentes ao contribuinte que usa o “modelo completo” de declaração. O contribuinte que usa o “modelo simplificado”, adota o “desconto padrão” e, por isto, NÃO DECLARA os gastos em saúde.

    Se os gastos não são declarados, não podem ser consolidados pela Receita Federal, não podem ser divulgados pelo IBGE e, por isto, também não podem ser computados em estudos sobre gastos em saúde.

    Para isto, teria que ser feita uma amostragem, com o objetivo de estimar os gastos em saúde do contribuinte que usa o “modelo simplificado” para sua declaração ao Imposto de Renda.

    Entendeu agora?

    E tem mais outra inconsistência nos estudos que atribuem ao Estado brasileiro de 40% a 48% dos gastos em saúde: a dupla contagem.

    As informações dos Estados e Municípios sobre gastos em saúde, NÃO SEPARAM os gastos financiados com transferências voluntárias da União aos Estados e Municípios e dos Estados aos Municípios.

    Vai daí que, numa apuração direta, por simples soma, ocorre a dupla contagem.

    A transferência VOLUNTÁRIA (ou seja, resultante de convênios) da União aos Estados e Municípios para financiamento de programas e projetos de saúde, é computada pela União como gasto em saúde. Nos Estados e Municípios, que receberam e aplicaram essa transferência voluntária, ao aplicar os recursos, também contabilizam esse valor como gasto em saúde.

    Ao se proceder a consolidação simples dos gastos em todos os níveis de governo, o mesmo valor é computado 2 vezes: uma, nos gastos da União, que é a concedente; outra, nos gastos dos Estados ou Municípios, que são os convenentes.

    O mesmo acontece nas transferências voluntárias dos Estados aos Municípios.

    Daí que, para conferir um pouco mais de precisão aos estudos, seria necessário expurgar, do gasto total, o montante correspondente às transferências voluntárias.

    Isso não foi feito na maior parte dos estudos hoje existentes.

    Daí porque o próprio Ministério da Saúde considera excessivamente otimistas os cálculos apresentados por esses estudos.

    Evidentemente que não tenho elementos pra dizer em que medida essas inconsistências afetam o resultado final.

    Mas, considerando que 2 Ministros da Saúde, de gestões e partidos diferentes, afirmaram, em diferentes épocas, que os gastos estatais em saúde representam menos de 30% dos gastos totais, não tenho por que duvidar.

  351. Elias said

    A Receita Federal também divulga a composição do Valor Agregado Bruto, ou seja, do Produto Interno Bruto (em outras palavras, quanto o brasileiro que declara imposto de renda ganha em termos de salário, juro, aluguel e lucro), sem que isto implique quebra de sigilo fiscal coisa nenhuma.

    Saco!

  352. Chesterton said

    E isso é bom ou ruim, na sua opinião? (30% de gasto público em saude e 70% privado)

  353. iconoclastas said

    #350

    vc tem noção de como o IBGE (sim, pq não é a receita q faz isso) calcula o PIB?

    vc não se dá conta da vergonha q vc tá passando…

    ;^)))

  354. Chesterton said

    …e digo mais, Elias terceirizou o atendimento médico…realmente, é um grande neo-liberal.

  355. iconoclastas said

    Mansueto Almeida via Alex Schwartsman…

    “O Improvável Corte do Custeio em R$ 50 bilhões”

    “…restam apenas R$ 53,7 bilhões de custeio, em 2010, para cortar os R$ 50 bilhões.”

    a íntegra aqui:
    http://mansueto.wordpress.com/

    mitomania como método partidário.

    se o próprio governo age como age, pq a militância iria se comportar de forma diferente?

    não importa a realidade dos fatos, adota-se a novilíngua, propala-se o duplipensar, e vamo q vamo…

    ;^/

  356. Chesterton said

    vamo que vamo aumentar os juros, estamos tirando dinheiro dos nossos netos.

  357. Elias said

    Sei como se calcula o PIB muito, mas muito, mesmo, mais do que imaginas…

    Eu não disse apenas PIB. Eu disse o PIB dos declarantes do IR.

    Ninguém sabe ao certo quanto se gasta em saúde no Brasil e exatamente quem paga isso.

    O que existem são estimativas.

    A estimativa do Ministério da Saúde, usada por ministros dos governos Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, é de que o Estado banca menos de 30% dos gastos totais em Saúde.

    O IBGE não tem acesso a dados da Receita Federal?

    Porra! Por que ainda não avisaste a Receita Federal e o IBGE?

    Precisas dizer isso a eles, porque, até agora, não só a Receita Federal transmite informações ao IBGE, como também o IBGE usa essas informações e as divulga.

    Saco! PQP!

    Chester,

    I
    Quem te disse que terceirização é monopólio do neo-liberalismo?

    O objetivo, cara, é fazer chegar o máximo de serviços ao segurado, com a melhor qualidade e ao menor preço possível.

    Os recursos são limitados. Deve-se escolher as melhores alternativas de uso.

    II
    Já respondi tua pergunta antes. Considero insuficiente a participação estatal. Deveria ser mais que 80%.

    III
    Bobagem dizer que, quanto maior o gasto estatal na saúde, maior será a corrupção.

    Na Inglaterra, o Estado banca mais de 80% dos gastos totais em saúde. No Brasil, o Estado banca pouco mais de 20% (ou menos de 30%, como têm dito os ministros).

    No entanto, a corrupção em saúde, no Brasil, é muito maior que na Inglaterra.

    O problema da corrupção não tem a ver com a participação do Estado nisso ou naquilo. Dá uma olhada no que acontece em outros países, como Alemanha, Noruega, Suécia, Dinamarca, Israel (e olha que Israel não é, exatamente, um modelo de ausência de corrupção…).

    Tem a ver com a cultura do povo.

    Só um completo imbecil acreditaria, sinceramente, que, se a participação do Estado brasileiro na economia fosse drasticamente reduzida, a roubalheira também se reduziria.

    Pura flatulência!

    O que ocorreria, mais provavelmente, é que a roubalheira assumiria outras formas.

  358. iconoclastas said

    “O IBGE não tem acesso a dados da Receita Federal?”

    tem, ao DIPJ.

    “Ninguém sabe ao certo quanto se gasta em saúde no Brasil e exatamente quem paga isso.”

    ah é?! qt brilho! é óbvio q são estimativas, o mesmo serve para qq setor, para o PIB inclusive, cujos pesos setoriais (arbitrados) e meios de aferição podem mudar eventualmente, mas vc prefere ignorar os cáculos do órgão oficial.

    é claro que vc não só não sabe como se calcula o PIB, como também não faz idéia dos métodos de coleta. isso é vc mesmo quem evidencia.

    “A estimativa do Ministério da Saúde, usada por ministros dos governos Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula, é de que o Estado banca menos de 30% dos gastos totais em Saúde.”

    vc acha que repetir isso infinitamente vai tornar teus comentários verdadeiros?

    vc acredita nisso da mesma maneira que crê que os adrs de vale deixaram de ser negociados em NY?

    remedinho!

    ;^)))

    .
    .
    .

    BU!

  359. Chesterton said

    O objetivo, cara, é fazer chegar o máximo de serviços ao segurado, com a melhor qualidade e ao menor preço possível.

    Os recursos são limitados. Deve-se escolher as melhores alternativas de uso.

    chest- ISTO É PURO NEO-LIBERALISMO (aquilo que os petistas de passeata bradam contra).

    1.Escolher alternativas melhores= minimo de racionalismo = o que os petistas chamam de neo-liberalismo

    ou

    2. Gastos correntes são vida……(Dilma Roussef, a Muda)

  360. Chesterton said

    Os recursos são escassos = coisa de tucano

    Falta vontade política = coisa de petista

  361. Olá!

    “‘O objetivo, cara, é fazer chegar o máximo de serviços ao segurado, com a melhor qualidade e ao menor preço possível.

    Os recursos são limitados. Deve-se escolher as melhores alternativas de uso.’

    chest- ISTO É PURO NEO-LIBERALISMO (aquilo que os petistas de passeata bradam contra).

    1.Escolher alternativas melhores= minimo de racionalismo = o que os petistas chamam de neo-liberalismo [. . .]”

    Quando algum esquerdista age assim, é hora de ler um famoso post a esse respeito.

    Aliás, vocês leram a resolução aprovada pelo diretório nacional do PT? Excerto:

    “5. O Governo Dilma é a expressão do nosso projeto de construção de um país justo, democrático e soberano. Este projeto está inconcluso e Dilma, pela sua história, coragem e competência e pela força política da sua eleição é a condutora da sua segunda fase. Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. Ela se baseia nos valores da igualdade social, da inclusão, da democracia e da pluralidade. Sua defesa é a questão central e estratégica do nosso partido e define o conjunto das nossas ações.”

    Essa é a social democracia petista. Mais uma razão para ler as razões pelas quais o PT está astronomicamente distante dos valores que construíram as social-democracias escandinavas.

    Neoliberalismo? No Brasil? Onde. . .?

    Vejamos alguns dados.

    Legenda:
    Primeira Coluna: Anos
    Segunda Coluna: Índice de Liberdade Econômica
    Terceira Coluna: Índice de Percepção da Corrupção
    Quarta Coluna: Nome do País

    1995…..51,4…..50,0…..Brazil
    1996…..48,1…..30,0…..Brazil
    1997…..52,6…..27,0…..Brazil
    1998…..52,3…..30,0…..Brazil
    1999…..61,3…..36,0…..Brazil
    2000…..61,1…..40,0…..Brazil
    2001…..61,9…..41,0…..Brazil
    2002…..61,5…..39,0…..Brazil
    2003…..63,4…..40,0…..Brazil
    2004…..62,0…..40,0…..Brazil
    2005…..61,7…..39,0…..Brazil
    2006…..60,9…..39,0…..Brazil
    2007…..56,2…..37,0…..Brazil
    2008…..56,2…..33,0…..Brazil
    2009…..56,7…..35,0…..Brazil
    2010…..55,6…..35,0…..Brazil
    2011…..56,3…..37,0…..Brazil

    Comparem esses toscos valores com as notas dos países escandinavos:

    Legenda:
    Primeira Coluna: Anos
    Segunda Coluna: Índice de Liberdade Econômica
    Terceira Coluna: Índice de Percepção da Corrupção
    Quarta Coluna: Nome do País

    Dinamarca

    1995…..-………..-…..Denmark
    1996…..67,3…..90,0…..Denmark
    1997…..67,5…..93,0…..Denmark
    1998…..67,5…..93,0…..Denmark
    1999…..68,1…..99,0…..Denmark
    2000…..68,3…..100,0….Denmark
    2001…..68,3…..100,0….Denmark
    2002…..71,1…..98,0…..Denmark
    2003…..73,2…..95,0…..Denmark
    2004…..72,4…..95,0…..Denmark
    2005…..75,3…..95,0…..Denmark
    2006…..75,4…..95,0…..Denmark
    2007…..77,0…..95,0…..Denmark
    2008…..79,2…..95,0…..Denmark
    2009…..79,6…..94,0…..Denmark
    2010…..77,9…..93,0…..Denmark
    2011…..78,6…..93,0…..Denmark

    Finlândia

    1995…..-……..-……..Finland
    1996…..63,7…..90,0…..Finland
    1997…..65,2…..91,0…..Finland
    1998…..63,5…..91,0…..Finland
    1999…..63,9…..95,0…..Finland
    2000…..64,3…..96,0…..Finland
    2001…..69,7…..98,0…..Finland
    2002…..73,6…..100,0….Finland
    2003…..73,7…..99,0…..Finland
    2004…..73,4…..97,0…..Finland
    2005…..71,0…..97,0…..Finland
    2006…..72,9…..97,0…..Finland
    2007…..74,0…..96,0…..Finland
    2008…..74,6…..96,0…..Finland
    2009…..74,5…..94,0…..Finland
    2010…..73,8…..90,0…..Finland
    2011…..74,0…..89,0…..Finland

    Islândia

    1995…..-…..-………..Iceland
    1996…..-…..-………..Iceland
    1997…..70,5…..90,0…..Iceland
    1998…..71,2…..90,0…..Iceland
    1999…..71,4…..90,0…..Iceland
    2000…..74,0…..93,0…..Iceland
    2001…..73,4…..92,0…..Iceland
    2002…..73,1…..91,0…..Iceland
    2003…..73,5…..92,0…..Iceland
    2004…..72,1…..94,0…..Iceland
    2005…..76,6…..96,0…..Iceland
    2006…..75,8…..95,0…..Iceland
    2007…..76,0…..97,0…..Iceland
    2008…..75,8…..96,0…..Iceland
    2009…..75,9…..92,0…..Iceland
    2010…..73,7…..89,0…..Iceland
    2011…..68,2…..87,0…..Iceland

    Noruega

    1995…..-…..-………..Norway
    1996…..65,4…..90,0…..Norway
    1997…..65,1…..86,0…..Norway
    1998…..68,0…..89,0…..Norway
    1999…..68,6…..89,0…..Norway
    2000…..70,1…..90,0…..Norway
    2001…..67,1…..89,0…..Norway
    2002…..67,4…..91,0…..Norway
    2003…..67,2…..86,0…..Norway
    2004…..66,2…..85,0…..Norway
    2005…..64,5…..88,0…..Norway
    2006…..67,9…..89,0…..Norway
    2007…..67,9…..89,0…..Norway
    2008…..68,6…..88,0…..Norway
    2009…..70,2…..87,0…..Norway
    2010…..69,4…..79,0…..Norway
    2011…..70,3…..86,0…..Norway

    Suécia

    1995…..61,4…..90,0…..Sweden
    1996…..61,8…..90,0…..Sweden
    1997…..63,3…..89,0…..Sweden
    1998…..64,0…..91,0…..Sweden
    1999…..64,2…..94,0…..Sweden
    2000…..65,1…..95,0…..Sweden
    2001…..66,6…..94,0…..Sweden
    2002…..70,8…..94,0…..Sweden
    2003…..70,0…..90,0…..Sweden
    2004…..70,1…..93,0…..Sweden
    2005…..69,8…..93,0…..Sweden
    2006…..70,9…..92,0…..Sweden
    2007…..69,3…..92,0…..Sweden
    2008…..70,8…..92,0…..Sweden
    2009…..70,5…..93,0…..Sweden
    2010…..72,4…..93,0…..Sweden
    2011…..71,9…..92,0…..Sweden

    Parece que há muito “neoliberalismo” na Escandinávia.

    Até!

    Marcelo

  362. Olá!

    “‘O objetivo, cara, é fazer chegar o máximo de serviços ao segurado, com a melhor qualidade e ao menor preço possível.

    Os recursos são limitados. Deve-se escolher as melhores alternativas de uso.’

    chest- ISTO É PURO NEO-LIBERALISMO (aquilo que os petistas de passeata bradam contra). [. . .]”

    Opa! Quando um esquerdista toca no termo “neoliberalismo” e/ou se refere a ele indiretamente, é hora de ler um famoso post a esse respeito.

    Aliás, vocês leram a última resolução que o diretório nacional do PT aprovou? Excerto:

    “5. O Governo Dilma é a expressão do nosso projeto de construção de um país justo, democrático e soberano. Este projeto está inconcluso e Dilma, pela sua história, coragem e competência e pela força política da sua eleição é a condutora da sua segunda fase. Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. Ela se baseia nos valores da igualdade social, da inclusão, da democracia e da pluralidade. Sua defesa é a questão central e estratégica do nosso partido e define o conjunto das nossas ações.”

    Novamente, mais uma razão para ler as razões pelas quais o PT está astronomicamente distante dos valores que construíram a ordens sociais como a escandinava.

    Neoliberalismo? No Brasil? Onde. . .? Vejamos alguns dados sobre liberdade econômica no Brasil nos últimos 17 anos (1995-2011):

    Legenda:

    Primeira Coluna: Anos

    Segunda Coluna: Índice de Liberdade Econômica

    Terceira Coluna: Índice de Percepção da Corrupção

    Quarta Coluna: Nome do País

    Brasil

    1995…..51,4…..50,0…..Brazil

    1996…..48,1…..30,0…..Brazil

    1997…..52,6…..27,0…..Brazil

    1998…..52,3…..30,0…..Brazil

    1999…..61,3…..36,0…..Brazil

    2000…..61,1…..40,0…..Brazil

    2001…..61,9…..41,0…..Brazil

    2002…..61,5…..39,0…..Brazil

    2003…..63,4…..40,0…..Brazil

    2004…..62,0…..40,0…..Brazil

    2005…..61,7…..39,0…..Brazil

    2006…..60,9…..39,0…..Brazil

    2007…..56,2…..37,0…..Brazil

    2008…..56,2…..33,0…..Brazil

    2009…..56,7…..35,0…..Brazil

    2010…..55,6…..35,0…..Brazil

    2011…..56,3…..37,0…..Brazil

    Comparem os dados do Brasil com os dados dos países escandinavos:

    Legenda:

    Primeira Coluna: Anos

    Segunda Coluna:Índice de Liberdade Econômica

    Terceira Coluna: Índice de Percepção da Corrupção

    Quarta Coluna: Nome do País

    Dinamarca

    1995…..-……..-……..Denmark

    1996…..67,3…..90,0…..Denmark

    1997…..67,5…..93,0…..Denmark

    1998…..67,5…..93,0…..Denmark

    1999…..68,1…..99,0…..Denmark

    2000…..68,3…..100,0….Denmark

    2001…..68,3…..100,0….Denmark

    2002…..71,1…..98,0…..Denmark

    2003…..73,2…..95,0…..Denmark

    2004…..72,4…..95,0…..Denmark

    2005…..75,3…..95,0…..Denmark

    2006…..75,4…..95,0…..Denmark

    2007…..77,0…..95,0…..Denmark

    2008…..79,2…..95,0…..Denmark

    2009…..79,6…..94,0…..Denmark

    2010…..77,9…..93,0…..Denmark

    2011…..78,6…..93,0…..Denmark

    Finlândia

    1995…..-……..-……..Finland

    1996…..63,7…..90,0…..Finland

    1997…..65,2…..91,0…..Finland

    1998…..63,5…..91,0…..Finland

    1999…..63,9…..95,0…..Finland

    2000…..64,3…..96,0…..Finland

    2001…..69,7…..98,0…..Finland

    2002…..73,6…..100,0….Finland

    2003…..73,7…..99,0…..Finland

    2004…..73,4…..97,0…..Finland

    2005…..71,0…..97,0…..Finland

    2006…..72,9…..97,0…..Finland

    2007…..74,0…..96,0…..Finland

    2008…..74,6…..96,0…..Finland

    2009…..74,5…..94,0…..Finland

    2010…..73,8…..90,0…..Finland

    2011…..74,0…..89,0…..Finland

    Islândia

    1995…..-……..-……..Iceland

    1996…..-……..-……..Iceland

    1997…..70,5…..90,0…..Iceland

    1998…..71,2…..90,0…..Iceland

    1999…..71,4…..90,0…..Iceland

    2000…..74,0…..93,0…..Iceland

    2001…..73,4…..92,0…..Iceland

    2002…..73,1…..91,0…..Iceland

    2003…..73,5…..92,0…..Iceland

    2004…..72,1…..94,0…..Iceland

    2005…..76,6…..96,0…..Iceland

    2006…..75,8…..95,0…..Iceland

    2007…..76,0…..97,0…..Iceland

    2008…..75,8…..96,0…..Iceland

    2009…..75,9…..92,0…..Iceland

    2010…..73,7…..89,0…..Iceland

    2011…..68,2…..87,0…..Iceland

    Noruega

    1995…..-……..-……..Norway

    1996…..65,4…..90,0…..Norway

    1997…..65,1…..86,0…..Norway

    1998…..68,0…..89,0…..Norway

    1999…..68,6…..89,0…..Norway

    2000…..70,1…..90,0…..Norway

    2001…..67,1…..89,0…..Norway

    2002…..67,4…..91,0…..Norway

    2003…..67,2…..86,0…..Norway

    2004…..66,2…..85,0…..Norway

    2005…..64,5…..88,0…..Norway

    2006…..67,9…..89,0…..Norway

    2007…..67,9…..89,0…..Norway

    2008…..68,6…..88,0…..Norway

    2009…..70,2…..87,0…..Norway

    2010…..69,4…..79,0…..Norway

    2011…..70,3…..86,0…..Norway

    Suécia

    1995…..61,4…..90,0…..Sweden

    1996…..61,8…..90,0…..Sweden

    1997…..63,3…..89,0…..Sweden

    1998…..64,0…..91,0…..Sweden

    1999…..64,2…..94,0…..Sweden

    2000…..65,1…..95,0…..Sweden

    2001…..66,6…..94,0…..Sweden

    2002…..70,8…..94,0…..Sweden

    2003…..70,0…..90,0…..Sweden

    2004…..70,1…..93,0…..Sweden

    2005…..69,8…..93,0…..Sweden

    2006…..70,9…..92,0…..Sweden

    2007…..69,3…..92,0…..Sweden

    2008…..70,8…..92,0…..Sweden

    2009…..70,5…..93,0…..Sweden

    2010…..72,4…..93,0…..Sweden

    2011…..71,9…..92,0…..Sweden

    Ao que parece, um desses países tem de estar, obrigatoriamente, errado.

    Aliás, esse outro excerto da resolução petista é interessante:

    “[. . .] Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. [. . .]”

    Não deixa de ser irônico que os países menos desiguais, menos miseráveis e onde não há castas de cidadãos privilegiados perante as instituições são exatamente aqueles países que adotaram medidas econômicas que o PT chamaria e já chamou de “neoliberais” e/ou que absorveram valores que o PT sempre hostilizou.

    Até!

    Marcelo

  363. Olá!

    “‘O objetivo, cara, é fazer chegar o máximo de serviços ao segurado, com a melhor qualidade e ao menor preço possível.

    Os recursos são limitados. Deve-se escolher as melhores alternativas de uso.’

    chest- ISTO É PURO NEO-LIBERALISMO (aquilo que os petistas de passeata bradam contra). [. . .]”

    Opa! Quando um esquerdista toca no termo “neoliberalismo” e/ou se refere a ele indiretamente, é hora de ler um famoso post a esse respeito.

    Aliás, vocês leram a última resolução que o diretório nacional do PT aprovou? Excerto:

    “5. O Governo Dilma é a expressão do nosso projeto de construção de um país justo, democrático e soberano. Este projeto está inconcluso e Dilma, pela sua história, coragem e competência e pela força política da sua eleição é a condutora da sua segunda fase. Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. Ela se baseia nos valores da igualdade social, da inclusão, da democracia e da pluralidade. Sua defesa é a questão central e estratégica do nosso partido e define o conjunto das nossas ações.”

    Novamente, mais uma razão para ler as razões pelas quais o PT está astronomicamente distante dos valores que construíram a ordens sociais como a escandinava.

    Neoliberalismo? No Brasil? Onde. . .? Vejamos alguns dados sobre liberdade econômica no Brasil nos últimos 17 anos (1995-2011):

    Legenda:

    Primeira Coluna: Anos

    Segunda Coluna: Índice de Liberdade Econômica

    Terceira Coluna: Índice de Percepção da Corrupção

    Quarta Coluna: Nome do País

    Brasil

    1995…..51,4…..50,0…..Brazil
    1996…..48,1…..30,0…..Brazil
    1997…..52,6…..27,0…..Brazil
    1998…..52,3…..30,0…..Brazil
    1999…..61,3…..36,0…..Brazil
    2000…..61,1…..40,0…..Brazil
    2001…..61,9…..41,0…..Brazil
    2002…..61,5…..39,0…..Brazil
    2003…..63,4…..40,0…..Brazil
    2004…..62,0…..40,0…..Brazil
    2005…..61,7…..39,0…..Brazil
    2006…..60,9…..39,0…..Brazil
    2007…..56,2…..37,0…..Brazil
    2008…..56,2…..33,0…..Brazil
    2009…..56,7…..35,0…..Brazil
    2010…..55,6…..35,0…..Brazil
    2011…..56,3…..37,0…..Brazil

    Comparem os dados do Brasil com os dados dos países escandinavos:

    Legenda:

    Primeira Coluna: Anos

    Segunda Coluna:Índice de Liberdade Econômica

    Terceira Coluna: Índice de Percepção da Corrupção

    Quarta Coluna: Nome do País

    Dinamarca

    1995…..-……..-……..Denmark
    1996…..67,3…..90,0…..Denmark
    1997…..67,5…..93,0…..Denmark
    1998…..67,5…..93,0…..Denmark
    1999…..68,1…..99,0…..Denmark
    2000…..68,3…..100,0….Denmark
    2001…..68,3…..100,0….Denmark
    2002…..71,1…..98,0…..Denmark
    2003…..73,2…..95,0…..Denmark
    2004…..72,4…..95,0…..Denmark
    2005…..75,3…..95,0…..Denmark
    2006…..75,4…..95,0…..Denmark
    2007…..77,0…..95,0…..Denmark
    2008…..79,2…..95,0…..Denmark
    2009…..79,6…..94,0…..Denmark
    2010…..77,9…..93,0…..Denmark
    2011…..78,6…..93,0…..Denmark

    Finlândia

    1995…..-……..-……..Finland
    1996…..63,7…..90,0…..Finland
    1997…..65,2…..91,0…..Finland
    1998…..63,5…..91,0…..Finland
    1999…..63,9…..95,0…..Finland
    2000…..64,3…..96,0…..Finland
    2001…..69,7…..98,0…..Finland
    2002…..73,6…..100,0….Finland
    2003…..73,7…..99,0…..Finland
    2004…..73,4…..97,0…..Finland
    2005…..71,0…..97,0…..Finland
    2006…..72,9…..97,0…..Finland
    2007…..74,0…..96,0…..Finland
    2008…..74,6…..96,0…..Finland
    2009…..74,5…..94,0…..Finland
    2010…..73,8…..90,0…..Finland
    2011…..74,0…..89,0…..Finland

    Islândia

    1995…..-……..-……..Iceland
    1996…..-……..-……..Iceland
    1997…..70,5…..90,0…..Iceland
    1998…..71,2…..90,0…..Iceland
    1999…..71,4…..90,0…..Iceland
    2000…..74,0…..93,0…..Iceland
    2001…..73,4…..92,0…..Iceland
    2002…..73,1…..91,0…..Iceland
    2003…..73,5…..92,0…..Iceland
    2004…..72,1…..94,0…..Iceland
    2005…..76,6…..96,0…..Iceland
    2006…..75,8…..95,0…..Iceland
    2007…..76,0…..97,0…..Iceland
    2008…..75,8…..96,0…..Iceland
    2009…..75,9…..92,0…..Iceland
    2010…..73,7…..89,0…..Iceland
    2011…..68,2…..87,0…..Iceland

    Noruega

    1995…..-……..-……..Norway
    1996…..65,4…..90,0…..Norway
    1997…..65,1…..86,0…..Norway
    1998…..68,0…..89,0…..Norway
    1999…..68,6…..89,0…..Norway
    2000…..70,1…..90,0…..Norway
    2001…..67,1…..89,0…..Norway
    2002…..67,4…..91,0…..Norway
    2003…..67,2…..86,0…..Norway
    2004…..66,2…..85,0…..Norway
    2005…..64,5…..88,0…..Norway
    2006…..67,9…..89,0…..Norway
    2007…..67,9…..89,0…..Norway
    2008…..68,6…..88,0…..Norway
    2009…..70,2…..87,0…..Norway
    2010…..69,4…..79,0…..Norway
    2011…..70,3…..86,0…..Norway

    Suécia

    1995…..61,4…..90,0…..Sweden
    1996…..61,8…..90,0…..Sweden
    1997…..63,3…..89,0…..Sweden
    1998…..64,0…..91,0…..Sweden
    1999…..64,2…..94,0…..Sweden
    2000…..65,1…..95,0…..Sweden
    2001…..66,6…..94,0…..Sweden
    2002…..70,8…..94,0…..Sweden
    2003…..70,0…..90,0…..Sweden
    2004…..70,1…..93,0…..Sweden
    2005…..69,8…..93,0…..Sweden
    2006…..70,9…..92,0…..Sweden
    2007…..69,3…..92,0…..Sweden
    2008…..70,8…..92,0…..Sweden
    2009…..70,5…..93,0…..Sweden
    2010…..72,4…..93,0…..Sweden
    2011…..71,9…..92,0…..Sweden

    Ao que parece, um desses países tem de estar, obrigatoriamente, errado.

    Aliás, esse outro excerto da resolução petista é interessante:

    “[. . .] Não há dúvida de que nossa vitória em 2010 foi estratégica para a consolidação do nosso objetivo de tornar o Brasil uma alternativa concreta e bem-sucedida frente aos profundos impasses gerados pelo neoliberalismo. Uma alternativa antagônica à do privilégio e da miséria difundida e imposta em vários países como a única solução para os conflitos gerados por um mundo cada vez mais desigual. Viabilizamos, no Brasil, uma alternativa antagônica a esta. [. . .]”

    Não deixa de ser irônico que os países menos desiguais, menos miseráveis e onde não há castas de cidadãos privilegiados perante as instituições são exatamente aqueles países que adotaram medidas econômicas que o PT chamaria e já chamou de “neoliberais” e/ou que absorveram valores que o PT sempre hostilizou.

    Até!

    Marcelo

  364. Pax said

    Prezados todos, desculpem-me, a priori, pela ausência. Resolvi tirar umas férias do F maiúsculo e estou no Chile por uns tempos vindo de moto desde SP.

    Aqui tenho tirado um tempo para me inteirar do que é o governo mais liberal da América Latina. Não muito aprofundado mas com um bocado de informações bem consistentes de gente em quem confio muito, principalmente de um amigo de mais de 37 anos que mora aqui faz 10 anos.

    A carga tributária do país é de 19 a 20%. É o IVA e só. Excetuam-se nesta regra algumas permissões do governo como as mineradoras, bebidas, cigarros etc. Estes pagam muito imposto. O resto é o IVA e só, muito à aquem dos nossos 36 ou 37%.

    Educação diria que é melhor que no Brasil e há de tudo, público, privado e misto.

    Saúde pública é ruim, reclamam muito, mas mesmo assim, segundo tudo que vi, ainda ganha do Brasil.

    Segurança nem se fala. Dão de 10. Aqui não há corrupção policial, como um dos bons exemplos. Há criminalidade, sim. Há drogas, sim, como há em todo lugar, mas é muitíssimo mais tranquilo que no Brasil. (se houver policiail corrupto é uma fração quase zero da força toda).

    Vou me inteirar um tanto mais para que consiga argumentar com melhores dados e fatos, mas digo que estou realmente impressionado como um país com carga tributária quase a metade da nossa que funciona e muito bem.

    Abraços a todos.

    (para se abrir uma empresa aqui é a coisa mais fácil do mundo, muito rápido, burocracia incomparavelmente menor que no Brasil)

  365. Chesterton said

    Pax, você não era Lulla até debaixo dágua?

    Não era a favor de carga tributária alta para ajudar frascos e comprimidos? Acordou?
    Olha o artigo do idiota do Chagas:

    “O RISCO DE FAZER O JOGO DA REAÇÃO
    Por Carlos Chagas
    Posto na defensiva, para não dizer acuado, o governo Dilma Rousseff custa a perceber que quanto mais recuar, mais avançarão as forças da reação. Aliás, as mesmas que, reagrupadas no governo Fernando Henrique, conquistaram vastos espaços no governo Lula e agora investem contra a sucessora. Tome-se apenas o último embate: depois de declarar na campanha eleitoral não ver motivos para ajustes fiscais e para a contenção de gastos públicos, a presidente da República surpreendeu seu pano de fundo com o corte de 50 bilhões de reais nas despesas de governo. Além de manter-se inflexível na sustentação da merreca de 545 reais para o salário mínimo, reivindicação dos conservadores e dos especuladores. Agora assiste sem reagir a virulentas críticas formuladas contra o Lula, “que nos seus oito anos de governo aumentou os gastos públicos em 282 bilhões de reais”…
    Ora bolas, mais deveria ter aumentado, porque longe de ter sido uma irresponsabilidade ou um escândalo, esse aumento significou sólido crescimento no setor das políticas públicas. Atendeu às necessidades de saúde, educação, alimentação, habitação, transportes e outras obrigações do estado para com a maioria carente da população. As elites financeiras jamais se preocuparam com esses detalhes, porque freqüentam hospitais particulares, escolas privadas para seus filhos, restaurantes de luxo, mansões paradisíacas, helicópteros e jatinhos pagos por suas empresas. Reagem diante das iniciativas do governo em favor das massas porque preferiam ver canalizadas para suas especulações e seus interesses essas centenas de bilhões.
    O diabo é que estão conseguindo botar o governo Dilma na defensiva. Não engoliram o fato de que o Lula tornou-se popularíssimo precisamente por haver minorado parte das agruras dos menos favorecidos, ainda que tivesse atendido com igual empenho os pleitos do andar de cima. Um mês e meio de governo é pouco para avaliar a performance e os rumos da nova administração, mas seria bom a presidente perceber que faz o jogo da reação, até mesmo conservando no ministério parte dos seus representantes. Correndo as coisas como vão, logo ficará tarde para a contramarcha. O risco de ceder nas primeiras batalhas sempre será de perder a guerra.”

    chest- do site do Claudio Humberto…

  366. Elias said

    Marcelo,

    Curiosidade, mesmo: como é calculado esse índice de liberdade econômica e quem o calcula?

    Tem a ver com a corrida de obstáculos burocrática que se enfrenta no Brasil, pra se registrar uma empresa ou se fazer uma alteração contratual?

    Porque, se for isso, saiba que isso é o pesadelo dos micro, pequenos e médios.

    Os grandões tiram de letra. Se duvidar, são atendidos a domicílio.

  367. Olá!

    “Tem a ver com a corrida de obstáculos burocrática que se enfrenta no Brasil, pra se registrar uma empresa ou se fazer uma alteração contratual?”

    Elias, o índice de liberdade econômica é resultado de uma parceria entre a Heritage Foundation e o Wall Street Journal. Esse índice é calculado através da média aritmética que leva em consideração 10 componentes (mais informações aqui):

    Original em Inglês

    01. Business Freedom
    02. Trade Freedom
    03. Fiscal Freedom
    04. Government Spending
    05. Monetary Freedom
    06. Investment Freedom
    07. Financial Freedom
    08. Property Rights
    09. Freedom from Corruption
    10. Labor Freedom

    Tradução Livre Para o Português

    01. Liberdade de Empreendimento
    02. Liberdade Comercial
    03. Liberdade Fiscal
    04. Gastos do Governo
    05. Liberdade Monetária
    06. Liberdade de Investimentos
    07. Liberdade Financeira
    08. Direitos de Propriedade
    09. Ausência de Corrupção
    10. Liberdade Trabalhista

    Cada uma dessas componentes é calculada pelo uso de diversas fontes de dados, como o Banco Mundial, a The Economist Intelligence Unit, a Transparência Internacional, Ease of Doing Business Index, Eurostat, o Fundo Monetário Internacional e etc.

    Como o Ease of Doing Business Index é levado em consideração, acho que esse índice de liberdade econômica considera o nível de burocracia para se abrir uma empresa e etc.

    Vale a pena ler como cada uma dessas componentes é calculada. Para acessar as demais componentes, basta clicar em uma das componentes na tabela na parte direita do site.

    Até!

    Marcelo

  368. Pax said

    Prezados, divido com vocês algumas fotos que fiz nestes dias. Espero que gostem. A que tem uma vista da praia é a mesma vista de onde Neruda escreveu a maior parte de sua obra, ou seja, um museu que é de uma de suas casas, em Isla Negra, perto de Valparaíso.

    abraços

    http://paxajax.multiply.com/

  369. Olá!

    Eis aqui um gráfico que mostra uma comparação interessante entre as médias das componentes do índice de liberdade econômica (publicado pela Heritage Foundation) nos governos FHC e Lula.

    Pelo gráfico, nota-se que, no governo Lula, a média da liberdade econômica foi maior do que a média do governo FHC. Provavelmente, isso se deve ao fato de uma nova componente (liberdade trabalhista) do índice de liberdade econômica ter sido introduzida apenas em 2005 e que, portanto, foi contabilizada apenas no governo Lula.

    Das 9 componentes consideradas, o governo FHC supera o governo Lula em 6 enquanto que este supera o governo FHC em 3.

    Como o Pax está no país mais liberal da América Latina, eis aqui outro gráfico comparando as médias das componentes do índice de liberdade econômica do Chile durante os governos FHC e Lula com as médias desses dois governos.

    As diferenças são assustadoras. Vejam as diferenças em termos de direitos de propriedade e de corrupção.

    Ao que parece, um desses dois países, obrigatoriamente, tem de estar errado.

    Mentalidade estatista contribui para isso.

    Até!

    Marcelo

  370. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Há grandes estatais aqui no Chile. O maior exemplo é a Codelco, maior produtora de cobra do mundo. Preciso confirmar, mas acho que tem algo como 70% do mercado de mineradoras do Chile que representa a maior parcela do PIB daqui. Seria algo como uma Petrobrás brasileira, senão até maior relativamente.

    Em outras áreas, como disse, há impostos altíssimos (cigarro é um exemplo, há vários outros) e todas concessões do Estado também tem uma carga tributária alta.

    Não quero dizer que o assunto desdiz qualquer coisa, somente que, nem tanto ao Mar, nem tanto à Terra.

    Sim, me estimula entender melhor este modelo, uma carga média tributária quase a metade do Brasil num país que funciona. Como não gosto muito da realidade de vermos a grama do vizinho sempre mais verde que a nossa própria, acho muito desconfortável para o Chile, por exemplo, não ter qualquer indústria. É próximo do zero. À além disto eles são muito dependentes, principalmente no que se refere à energia (não tem petróleo, há diversas hidrelétricas em represas das águas de degelo andino mas são insuficientes etc etc).

    Enfim, é, sim, uma boa discussão em cima de um exemplo real. Ainda mais estando aqui, vendo e me informando com boas fontes.

  371. Elias said

    Obrigado, Marcelo.

    Vou ler com calma, nos próximos dias.

    Mas, como o Pax bem observa, o fato é que o Chile põe o Brasil no chinelo, em termos de indicadores sociais.

    E isso não é de hoje. Nem de anteontem.

    Há uns 2 anos, comprei um exemplar facsimilar de uma edicação da revista “Realidade” lá da segunda metade dos anos 1960. Nela se faz uma comparação de indicadores sociais do Chile e do Brasil. O Chile leva todas…

    Era presidente do Chile o Eduardo Frei, cujo filho, décadas depois, também seria presidente.

    Acho que a coisa tem raízes históricas.

    A “liberdade de empreender” teve diferentes interpretações e diferentes aplicações nos 2 países.

    No Brasil, “liberdade de empreender” significou, por séculos, a liberdade de estruturar um sistema econômico escravocrata que se prolongou até o fim do século XIX.

    Gerou muita riqueza, mas para poucos.

    No final do século XIX, a maior parte da população do Brasil era formada por escravos e analfabetos.

    Difícil pretender que, dessa base, emergisse, no século XX, um Brasil moderno e socialmente justo.

    Acho que esse Brasil moderno e socialmente justo virá — aos trancos e barrancos, está vindo — mas, para isto, muita coisa terá que mudar, na cabeça do brasileiro.

    Aquele “índice de democracia” calculado pela Economist, a meu ver, diz muito sobre nós, quando se refere a “cultura política” e “participação política”.

    Se o negócio é ser simplório ou, mais comumente, demagógico, fica fácil baixar o pau no Estado e nos políticos.

    Mas não custa lembrar, em benefício da verdade, que o Estado brasileiro e os políticos brasileiros são o que são em conseqüência de nossa cultura política e do modo peculiar com que os brasileiros colocam em prática sua participação política.

  372. Olá!

    Elias,

    “Há uns 2 anos, comprei um exemplar facsimilar de uma edicação da revista ‘Realidade’ lá da segunda metade dos anos 1960. Nela se faz uma comparação de indicadores sociais do Chile e do Brasil. O Chile leva todas…

    Era presidente do Chile o Eduardo Frei, cujo filho, décadas depois, também seria presidente.

    Acho que a coisa tem raízes históricas.”

    Isso é interessante.

    Há algo curioso sobre a liberdade econômica no Brasil e no Chile.

    Há um outro instituto que também calcula um índice de liberdade econômica. É o Fraser Institute que calcula o Economic Freedom of the World. O bacana desse índice é que ele é calculado desde 1970 e dá uma boa medida do comportamento histórico da liberdade econômica nos países.

    Esse índice considera quatro pontos como sendo fundamentais para a liberdade econômica:

    01. Escolha pessoal em vez de escolha coletiva
    02. Trocas voluntárias coordenadas pelos mercados em vez de alocação via processo político
    03. Liberdade para entrar nos mercados e competir dentro deles
    04. Proteção às pessoas e às suas propriedades em relação à agressão de terceiros

    O Fraser Institute mede cinco componentes:

    01. Tamanho do governo: Gastos, Impostos e empreendimentos
    02. Estrutura Legal e Segurança dos Direitos de Propriedade
    03. Acesso à Moeda Forte
    04. Liberdade de Comercializar Internacionalmente
    05. Regulação do Crédito, do Trabalho e dos Negócios

    Pois bem, voltando ao Brasil e ao Chile. O curioso é que, segundo o Fraser Institute, entre 1970 e 1975 o Brasil era um país mais economicamente livre do que o Chile. Foi apenas de 1980 em diante que o Chile ultrapassou o Brasil nesse índice e, desde então, não mais saiu da dianteira.

    Aliás, em 1970 e 1975 o Chile ocupava, respectivamente, a última e a penúltima colocações no ranking do Fraser Institute de liberdade econômica (provavelmente, resultados das maluquices socialistas do Allende), enquanto que o Brasil era 36o em 1970 e 55o 1975. Em 2006, o Chile era o sexto colocado e o Brasil o 96o.

    Eis um gráfico mostrando o Índice de Liberdade Econômica do Mundo do Brasil e do Chile no período de 1970 até 2006.

    Reparem no período de 1970 até 1985. A liberdade econômica no Brasil caiu. Resultado das maluquices estatistas e desenvolvimentistas dos militares, que, em termos econômicos, eram mais próximos do socialismo do que do sistema de livre iniciativa.

    “A “liberdade de empreender” teve diferentes interpretações e diferentes aplicações nos 2 países.

    No Brasil, ‘liberdade de empreender’ significou, por séculos, a liberdade de estruturar um sistema econômico escravocrata que se prolongou até o fim do século XIX.”

    Não discordo que o processo econômico pelo qual o Brasil passou durante a colonização e o Império tenha contribuído de maneira significativa para o atual atraso do País. O detalhe é que já se passaram mais de 100 anos desde a abolição da escravidão e quase 200 desde a independência. É um bom tempo para construir um país sério e civilizado. No entanto. . .

    O problema maior do Brasil, ao meu ver, é que não houve por aqui nenhum processo histórico tendo os valores liberais como base principal, a exemplo do que aconteceu com os Founding Fathers americanos.

    Lendo as páginas de O Federalista, fica claro que aqueles homens que o escreveram tinham o interesse de construir um país de verdade em que os cidadãos fossem tratados de maneira isonômica perante as instituições. Lamentável que a escravidão não tenha sido abolida naquele momento, apesar de ter ocorrido discussões a esse respeito. Porém, os valores que foram os pilares fundamentais dos Estados Unidos continham as sementes da destruição de uma das instituições mais brutais que a humanidade conheceu.

    “Acho que esse Brasil moderno e socialmente justo virá — aos trancos e barrancos, está vindo — mas, para isto, muita coisa terá que mudar, na cabeça do brasileiro.”

    Não sei, mas não creio que o Brasil será moderno e socialmente justo no ano de 2050 ou 2100.

    “Aquele ‘índice de democracia’ calculado pela Economist, a meu ver, diz muito sobre nós, quando se refere a ‘cultura política’ e ‘participação política’.

    [. . .]

    Mas não custa lembrar, em benefício da verdade, que o Estado brasileiro e os políticos brasileiros são o que são em conseqüência de nossa cultura política e do modo peculiar com que os brasileiros colocam em prática sua participação política.”

    Engraçado como o brasileiro é. Quando um time grande de futebol vai mal em campo, sofrendo derrotas consecutivas, os torcedores vão para o aeroporto intimidar os jogadores, alguns acampam em frente aos centros de treinamento, outros jogam pedras nos ônibus da delegação do time, agridem os jogadores e etc. Mas quando um político rouba o dinheiro dessa gente, eles (os torcedores e demais cidadãos) não fazem nada.

    “Se o negócio é ser simplório ou, mais comumente, demagógico, fica fácil baixar o pau no Estado e nos políticos.”

    O problema é que o Estado e os políticos brasileiros custam muito caro aos cidadão e, no geral, não oferecem quase nada em troca.

    Até!

    Marcelo

  373. Olá!

    Se alguém tiver interesse, há um tempo atrás fiz um post correlacionando o índice de Liberdade Econômica do Mundo (do Fraser Institute) com o novo Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Os dados abrangem o período de 1980 até 2010 em uma base qüinqüenal.

    Estatisticamente, há uma correlação quase forte entre esses dois índices, isto é, os países com os maiores IDHs também são, no geral, os mais economicamente livres.

    Até!

    Marcelo

  374. Elias said

    Marcelo,

    Não discordo quanto a que “…o Estado e os políticos brasileiros custam muito caro aos cidadão e, no geral, não oferecem quase nada em troca”.

    Mas nenhum político brasileiro está no poder à força. Quem o coloca lá é responsável tanto quanto.

    Daí porque considero tão importante as questões da cultura política e da participação política, levantadas pela Economist.

    Dia desses vi na tevê um político derrotado nas eleições de 2010 baixando o pau no marketing político, como se o marketing depreciasse o político brasileiro.

    A meu ver, é o inverso: o político brasileiro é que deprecia o marketing.

    Se um produto é oferecido ao consumidor afirmando que ele tem tais e tais características, com tal e tal duração, etc, etc, esse produto geralmente cumpre o que promete, ou se ferra.

    Já o político brasileiro…

  375. Chesterton said

    Mas não custa lembrar, em benefício da verdade, que o Estado brasileiro e os políticos brasileiros são o que são em conseqüência de nossa cultura política e do modo peculiar com que os brasileiros colocam em prática sua participação política.

    chest- concluindo, a culpa é do povinho que vota. Ou, brasileiro não sabe votar. Pelé não diria melhor.

  376. Elias said

    Chesterton,

    Compreendo que queiras me marcar “babaca a homem”, mas não precisa exagerar…

    Vai concluir mal assim na baixa da égua!

    Mas, já que é assim, então devolvo-te o privilégio: da indignação do teu comentário # 374, pode-se deduzir que o Chesterton considera que as escolhas políticas do eleitor brasileiro são de excelente qualidade.

    O Chesterton entende, p.ex., que a população brasileira está muito bem representada no Congresso Nacional, cujos membros se empenham em atuar diligentemente em prol do aperfeiçoamento das instituições democráticas.

    O Chesterton afirma, categoricamente, que, tendo sido eleitos a partir de sábias escolhas do eleitor brasileiro, os membros do Congresso Nacional são mulheres e homens probos, que consagram sua vida ao bem estar comum.

    E o Chesterton só não vai mais além, agora, porque tá na hora de tomar seu (dele) tarja preta…

    Ainda estás nessa época do “Pelé não diria melhor”?

    Coisa mais antiga…

  377. Chesterton said

    Indignação? Você concorda comigo e eu vou ficar indignado?

    NOSSO POVINHO É RUIM PARA CARAMBA!

  378. Chesterton said

    Mas digam lá, ver o PT sendo vaiado por sindicalistas…..não tem preço.
    Não pensei que viveria para assistir essa comédia.

  379. Pax said

    Fico ainda com o tema da carga tributária no Brasil olhando com olhos de um turista no Chile.

    Impossível que não possamos baixar nossa carga tributária.

    Simples assim.

  380. Chesterton said

    Só é possível baixar a carga tributária e acabar com o clientelismo de e mãos no caso de uma quebradeira geral.
    Leia A Revolta de Atlas, se tiver coragem.

  381. Chesterton said

    clientelismo de 2 mãos….

  382. Olá!

    “Fico ainda com o tema da carga tributária no Brasil olhando com olhos de um turista no Chile.

    Impossível que não possamos baixar nossa carga tributária.

    Simples assim”

    Pax, não espere que haja uma tendência de queda da carga tributária nos próximos quatro anos. Os valores das pessoas que estão hoje no governo federal passa longe da redução dos impostos, basta lembrar o flerte inicial do governo Dilma com a recriação da CPMF.

    Seria legal se a sociedade civil fizesse um movimento pela redução da carga tributária nos mesmos moldes do Ficha Limpa.

    Menos impostos significam mais dinheiro no bolso do cidadão e menos dinheiro nas mãos dos corruptos políticos brasileiros.

    Até!

    Marcelo

  383. Olá!

    Falando sobre o novo salário mínimo de R$ 545,00, é interessante colocar esse valor por hora trabalhada.

    Considerando que a jornada semanal de trabalho é de 40 horas e que há 4 semanas em um mês, portanto há, em média, 160 horas trabalhadas. Dividindo R$ 545,00 por essas 160 horas, chega-se ao valor de quanto o salário mínimo brasileiro rende por hora. Isso dá:

    545/160 = R$ 3.40625 por hora.

    Convertendo esse valor para o dólar de hoje:

    R$ 3.40625 = U$ 2.04825647

    Ou seja, o salário mínimo brasileiro equivale a U$ 2.04825647 por hora.

    Peguei os dados do salário mínimo americano para os diferentes estados de lá e tirei a média entre eles, resultando em U$ 7.62314 por hora.

    Dividindo o salário mínimo médio americano pelo salário mínimo brasileiro, conclui-se que o salário americano é quase quatro vezes maior do que o salário brasileiro:

    7.62314/2.04825647 = 3,7217

    A dinâmia e capitalista economia americana consegue pagar aos seus trabalhadores um salário mínimo que é quase 400% superior ao salário brasileiro.

    O detalhe é que os americanos pagam menos impostos (U$ 103,00) em certos produtos do que os brasileiros (U$ 300,00).

    Aliás, para quem vai essa diferença de U$ 197,00?

    Com um salário mínimo de U$ 2.05 por hora é doidice o governo imaginar que os brasileiros são ricos para pagar impostos exorbitantes.

    Um desses dois países, obrigatoriamente, tem de estar errado.

    Céus, que falta faz uma cultura liberal por estas bandas.

    Até!

    Marcelo

  384. Olá!

    Um Breve Comentário e Alguns Dados Sobre Segurança Pública no Brasil Do Século XXI e na Suécia Medieval

    O Brasil é um país extremamente tosco em termos de segurança pública. Encontrei um histograma curioso sobre taxa de homicídios na Suécia com estimativas que vão desde o século XV até o final do século XX.

    Comparem esses dados com os dados do Brasil sobre a taxa média de homicídios nas capitais ao longo do período que vai desde 1997 até 2007.

    Que loucura! A taxa média de homicídios do Brasil (barra amarela) está praticamente no mesmo nível da Suécia medieval. Sem contar que algumas capitais brasileiras (Recife e Vitória) possuem taxas de homicídios que a Suécia jamais conheceu ao longo da sua história — nem mesmo durante a Idade Média.

    Parece que o Iraque em 2006 tinha uma taxa de homicídios entre 50 e 60 por 100 mil habitantes. Seis capitais brasileiras também estão nessa mesma faixa: Porto Velho, Maceió, Recife, Rio de Janeiro, Vitória e Cuiabá.

    Detalhe: O Iraque de 2006 era um país em guerra.

    Eis o presente que o brasileiro ganha ao trabalhar quase cinco meses apenas para dar dinheiro aos burocratas e políticos do governo.

    Até!

    Marcelo

  385. Elias said

    É…

    Mas, indo do trabalho pra casa, ou de casa pro trabalho, dê uma olhada em quantos garotos e garotas, com menos de 13/14 anos, você encontra debaixo das sinaleiras de trânsito…

    Já parou pra imaginar a vida que essa turma leva?

    Sei um pouco disso: são violentados, drogados, espancados e prostituídos. Não só consomem drogas, como transportam drogas do vendedor pro consumidor. Alguns passam a traficar, também.

    Essa turminha logo entra pro mundo dos assaltos. E, aí, passam a ter pela vida dos outros o mesmo respeito e a consideração que os outros tiveram pela vida deles: nenhum!

    Nenhum assaltante é tão violento quanto o menor delinquente.

    De um lado, um país que não consegue formular miseravelmente uma política capaz de evitar que uma parcela tão grande de menores pobres caia na delinqüência.

    De outro, o mesmo país que nada faz pra impedir que o menor pobre se torne delinquente, age como se o menor delinquente fosse apenas menor, e não também delinquente. Torna-o inimputável.

    Como se não existissem direitos para suas vítimas, entre as quais, não raro, menores que, embora pobres, não se tornaram delinquentes.

    Ou como se uma pessoa assassinada estivesse menos morta, só porque quem a matou é menor de idade…

    Não há de causar espanto que os tais coeficientes de criminalidade e violência sejam tão altos.

    O cara olha pro moleque no sinal fechado e acha que não tem nada a ver com a história.

    Mas tem.

    Um dia, aquele moleque vai se apresentar pra cobrar a conta, com um pau de fogo encostado na cabeça da vítima, que, se sobreviver, provavelmente continuará achando que não tem nada com o enredo.

    Se sobreviver. Porque o pivete, carregado de bala, ódio e total insensibilidade para com a vida humana, conta, ainda, com a certeza de que é inimputável.

    Certeza que só se pode ter em países como o Brasil, onde a fábrica de criminosos está associada a impunidade garantida em lei.

  386. Chesterton said

    deve ser o calor….

  387. Olá!

    “Mas, indo do trabalho pra casa, ou de casa pro trabalho, dê uma olhada em quantos garotos e garotas, com menos de 13/14 anos, você encontra debaixo das sinaleiras de trânsito…

    Já parou pra imaginar a vida que essa turma leva?

    Sei um pouco disso: são violentados, drogados, espancados e prostituídos. Não só consomem drogas, como transportam drogas do vendedor pro consumidor. Alguns passam a traficar, também.”

    Eis aí, Elias, o país do Estado mínimo que sempre foi o Brasil.

    A galera dos governos atual e anterior viviam se gabando das capitalizações de algumas estatais, dos bilhões de recursos que algumas instituições estatais de financiamento e crédito possuem à disposição, da pregação de que o setor estatal é superior ao sistema de livre iniciativa, fora a hostilização que o partido atual tem em relação aos valores que construíram os países do mundo desenvolvido. No entanto, quando o assunto é o Estado arcar com as suas (dele) funções fundamentais (educação, saúde e segurança), essa galera foge pela tangente e desconversa com um calhamaço de números e estatísticas mentirosas acerca da realidade social brasileira.

    E que fique bem claro: Isso tudo não é exclusividade do governo atual.

    Mais cedo ou mais tarde, as mazelas sociais apareceriam.

    “Essa turminha logo entra pro mundo dos assaltos. E, aí, passam a ter pela vida dos outros o mesmo respeito e a consideração que os outros tiveram pela vida deles: nenhum!”

    Não sei você tem isso como um valor seu, Elias, mas no meu conjunto de valores os males e privações que uma pessoa enfrentou em um dado momento da vida dela não é motivo para que ela vá desforrar nos outros algo que não é deles.

    Aqui entram dois princípios básicos: Primeiro, o princípio de responsabilidade individual. Segundo, o Império da Lei. Um pessoa é 100% responsável pelos atos dela e se ela cometeu algo que a lei pune, então, que assim seja.

    “De um lado, um país que não consegue formular miseravelmente uma política capaz de evitar que uma parcela tão grande de menores pobres caia na delinqüência.”

    O Brasil é um país que, desde a sua fundação há quase 200 anos atrás, tem se mostrado incapaz de criar as condições mínimas para que determinados problemas sociais sejam resolvidos ou, no mínimo, amenizados para níveis humanamente aceitáveis.

    A principal razão pela qual o Brasil não soluciona ou ameniza tais mazelas é a falta de recursos materiais para tanto, sinal de que o modelo econômico brasileiro precisa ser profundamente repensado e modificado.

    O detalhe é que a realidade de empreendimento e de capitalismo criada pelo Estado brasileiro é bastante hostil à livre iniciativa, basta lembrar que o Brasil ocupa, geralmente, as últimas colocações nos rankings de facilidade para abrir uma empresa e de liberdade econômica. E, aí, fica mais difícil para a sociedade brasileira aumentar a sua capacidade de gerar recursos e, como haverá menos recursos, certas mazelas sociais terão suas soluções adiadas eternamente, já que não há recursos suficientes para tratar tais problemas.

    É um ciclo maléfico:

    01. O Estado brasileiro não tem recursos suficientes para tratar seriamente as mazelas sociais.

    02. O setor privado, o mais eficiente na geração de recursos, tem a sua vida dificultada para empreender, sendo que é o próprio Estado o principal obstáculo.

    03. Com isso, tal setor gera menos recursos. Como menos recursos são gerados, o Estado acaba arrecadando menos recursos também.

    04. Pelo fato de haver recursos em quantidades insuficientes, o Estado brasileiro não tem como lidar seriamente com as mazelas sociais.

    05. Adicionem outras variáveis a tudo isso, como corrupção, ineficiência do setor público, desperdício de recursos, privilégios e afins.

    É a semente do caos.

    “De outro, o mesmo país que nada faz pra impedir que o menor pobre se torne delinquente, age como se o menor delinquente fosse apenas menor, e não também delinquente. Torna-o inimputável.”

    Essa visão é um presente da esquerda moderna. Agradeça a alguns dos seus colegas “progressistas”/esquerdistas de partido.

    Algumas dessas pessoas têm a visão elitista de que os pais não podem dar uns tabefes nos filhos quando acharem que assim devem proceder. Como se políticos “progressistas” soubessem como os outros devem criar os próprios filhos.

    “Não há de causar espanto que os tais coeficientes de criminalidade e violência sejam tão altos.”

    O fato real, Elias, é que o governo brasileiro não tem recursos suficientes para implantar e consolidar um sistema de segurança pública que preste.

    Até!

    Marcelo

  388. Olá!

    Lendo o verbete da Wikipédia sobre a colega de partido do Elias, acabei acessando a página contendo uma lista das tendências do PT, o que me levou a acessar essa doidice aqui (um jornal eletrônico de uma das tendências).

    Oh, céus. . . Elias, diga-me: O quê há de errado com esses seus colegas de partido?

    Falar de Democracia Socialista faz tanto sentido quanto falar da Escola Adolf Hitler de Estudos Judaicos.

    Vejam só as diretrizes centrais da Democracia Socialista

    “Seu programa como tendência se dá em torno de três questões centrais:

    01. A subordinação da luta institucional à luta de massas – e a necessidade da ruptura revolucionária e da destruição do Estado burguês;

    02. A organização do PT como partido militante e dirigente;

    03. A constituição de um núcleo dirigente capaz de unificar os revolucionários no interior do PT, inclusive setores da corrente dirigente.”

    Porra! Isso é muito engraçado! Diretamente do século XIX para o século XXI. . . a Democracia Socialista! Ela vai transformar o seu país em um Novo Zimbábue, pois ela não sabe como tratar o problema do cálculo econômico!

    Vejam essa outra:

    “O Governo Lula é social-liberal.”

    Ugh! Pobres chanceleres alemães do pós-1945!

    Eu ficaria envergonhado de fazer parte de um partido assim.

    Até!

    Marcelo

  389. Olá!

    Lendo o verbete da Wikipédia sobre a colega de partido do Elias, acabei acessando a página contendo uma lista das tendências do PT, o que me levou a acessar essa doidice aqui (um jornal eletrônico de uma das tendências).

    Oh, céus. . . Elias, diga-me: O quê há de errado com esses seus colegas de partido?

    Falar de Democracia Socialista faz tanto sentido quanto falar da Escola Adolf Hitler de Estudos Judaicos.

    Vejam só as diretrizes centrais da Democracia Socialista:

    blockquote>“Seu programa como tendência se dá em torno de três questões centrais:

    01. A subordinação da luta institucional à luta de massas – e a necessidade da ruptura revolucionária e da destruição do Estado burguês;

    02. A organização do PT como partido militante e dirigente;

    03. A constituição de um núcleo dirigente capaz de unificar os revolucionários no interior do PT, inclusive setores da corrente dirigente.”

    Porra! Isso é muito engraçado! Acho que o PT inventou alguma máquina do tempo e foi buscar essa gente no século XIX e as trouxe para o século XXI! Eis Democracia Socialista! Ela vai transformar o seu país em um Novo Zimbábue, pois ela não sabe como tratar o problema do cálculo econômico!

    Vejam essa outra:

    O Governo Lula é social-liberal.”

    Ugh!! Pobres chanceleres alemães do pós-1945!

    Eu ficaria envergonhado de fazer parte de um partido assim.

    Até!

    Marcelo

  390. Olá!

    Lendo o verbete da Wikipédia sobre a colega de partido do Elias, acabei acessando a página contendo uma lista das tendências do PT, o que me levou a acessar essa doidice aqui (um jornal eletrônico de uma das tendências).

    Oh, céus. . . Elias, diga-me: O quê há de errado com esses seus colegas de partido?

    Falar de Democracia Socialista faz tanto sentido quanto falar da Escola Adolf Hitler de Estudos Judaicos.

    Vejam só as diretrizes centrais da Democracia Socialista:

    “Seu programa como tendência se dá em torno de três questões centrais:

    01. A subordinação da luta institucional à luta de massas – e a necessidade da ruptura revolucionária e da destruição do Estado burguês;

    02. A organização do PT como partido militante e dirigente;

    03. A constituição de um núcleo dirigente capaz de unificar os revolucionários no interior do PT, inclusive setores da corrente dirigente.”

    Porra! Isso é muito engraçado! Acho que o PT inventou alguma máquina do tempo e foi buscar essa gente no século XIX e as trouxe para o século XXI! Eis Democracia Socialista! Ela vai transformar o seu país em um Novo Zimbábue, pois ela não sabe como tratar o problema do cálculo econômico!

    Vejam essa outra:

    O Governo Lula é social-liberal.”

    Ugh!! Pobres chanceleres alemães do pós-1945!

    Eu ficaria envergonhado de fazer parte de um partido assim.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Pax, apague, por gentileza, os comentários #389 e #388. Obrigado!

  391. Chesterton said

    Diálogo entre Colbert e Mazarino durante o reinado de Luís XIV:

    Colbert – ministro de Estado e da economia do rei Luiz XIV

    Mazarino – Cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Ele era um notável coletor de arte e jóias, particularmente diamantes, e ele deixou por herança os “diamantes Mazarino” para Luís XIV em 1661, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris

    Colbert: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar [o contribuinte] já não é possível.
    Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me
    explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço…

    Mazarino: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
    Mas o Estado… o Estado, esse, é
    diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se…

    Todos os Estados o fazem!

    Colbert: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
    E como é que havemos de o obter se já criámos todos os impostos imagináveis?

    Mazarino: Criam-se outros.

    Colbert: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

    Mazarino: Sim, é impossível.

    Colbert: E então os ricos?

    Mazarino: Os ricos também não. Eles não gastariam mais. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

    Colbert: Então como havemos de fazer?

    Mazarino: Colbert! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente!
    Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres:

    São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres.
    É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais!
    Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos.
    É um reservatório inesgotável.

    RESUMO DA ÓPERA: NÃO É DE HOJE QUE A CLASSE MÉDIA SÓ SE FODE.

  392. Elias said

    Marcelo,

    I
    Acho que o Estado brasileiro tem, sim, recursos suficientes para atacar com eficácia o problema da violência.

    O problema é que: (a) os recursos estão concentrados na União; (b) a organização do sistema caducou há décadas, mas ninguém mexe em nada porque é um vespeiro do qual todos têm medo; (c) o Estado gasta mal.

    II
    O PT sempre foi uma federação de grupos políticos. A pluralidade ideológica nunca foi novidade no partido.

    Há algum tempo, os abalizados analistas políticos da Veja diziam que o PT nunca chegaria ao poder e, se chegasse, nele passaria pouquíssimo tempo.

    É que, dilacerado por intermináveis debates internos, o partido nunca chegaria a um acordo sobre que medidas implementar no governo. Por isto, na abalizada opinião dos analistas políticos da Veja, o PT jamais conseguiria governar.

    Mas o mundo gira, e a lusitana roda…

    Os antigos grupos petistas mais à esquerda, seguidamente derrotados nos embates internos, acabaram, em grande parte, saindo do partido. Outros ainda permanecem, na condição de minoritários.

    Eu também considero o Estado burguês uma jerda. Acho até que me inclino pelo socialismo. Só preciso que alguém me explique o que é exatamente o socialismo, e no quê exatamente ele consistiria, num país como o Brasil. Assim que essas coisas me forem explicadas, decidirei me tornar ou não socialista…

    III
    Social-liberal? Sei… Algo assim como comuno-capitalista, né? Acho que os cristãos-islâmicos adorariam essa idéia…

    Esse pessoal parece ter saído diretamente da editoria política da Veja, com a pá virada e os sinais trocados…

    IV
    Já que mencionei a Veja, quero deixar bem claro: concordo plenamente com toda e qualquer análise política feita pelos especialistas da Veja, no passado, agora e no futuro. Concordo com tudo o que eles já disseram, estão dizendo e dirão.

    Aqui e ali, sempre e cada vez mais, pode ser que a realidade não tenha coincidido com a análise dos especalistas da Veja.

    Mas, nesses casos, não é que a análise da Veja estivesse errada. A realidade, sim, é que estava completamente equivocada.

    Ignorante como ela é, a realidade acabou contrariando a análise da Veja, esta sim, bem educada, bem falada, bem escrita e intelectualmente superior…

    Os analistas políticos da Veja parecem saídos diretamente dos grupos mais à esquerda do PT, com a pá virada e os sinais trocados…

    Caraca! Eu já não tinha dito algo parecido antes?

    Paro por aqui. Tenho amigos e inimigos entre gregos e baianos, e não tô a fim de cutucar onça braba com vara curta…

  393. Olá!

    Elias

    “Acho que o Estado brasileiro tem, sim, recursos suficientes para atacar com eficácia o problema da violência.”

    Ho, ho, ho. . . Alto lá, Elias. Não disponho de dados concretos e confiáveis, mas a impressão que tenho é a de que o Estado brasileiro não possui recursos suficientes para implantar, manter e melhorar um sistema de segurança pública que preste.

    “O problema é que: (a) os recursos estão concentrados na União; (b) a organização do sistema caducou há décadas, mas ninguém mexe em nada porque é um vespeiro do qual todos têm medo; (c) o Estado gasta mal.”

    E (d) não há recursos suficientes. Concordo com tudo o que vai nesse excerto.

    “Há algum tempo, os abalizados analistas políticos da Veja diziam que o PT nunca chegaria ao poder e, se chegasse, nele passaria pouquíssimo tempo.

    É que, dilacerado por intermináveis debates internos, o partido nunca chegaria a um acordo sobre que medidas implementar no governo. Por isto, na abalizada opinião dos analistas políticos da Veja, o PT jamais conseguiria governar.

    Mas o mundo gira, e a lusitana roda…”

    O Plano Real ajudou a filtrar essa gente da esquerda tosca e colocou uma esquerda semi-civilizada no poder.

    Eu também considero o Estado burguês uma jerda. [. . .]”

    Elias adolescente.

    Isso ficaria melhor se fosse pronunciado por uma Manoela D’Ávila ou pelo presidente do Diretório Central dos Estudantes de alguma universidade federal brasileira.

    O legal da galera que critica o capitalismo, o liberalismo, a economia de mercado e o tal do Estado burguês é que esse povo nada tem a oferecer em troca, pelo menos não uma alternativa funcional capaz de evitar que uma sociedade acabe com racionamento de papel higiênico. O principal problema dessa galera é que ela não tem alternativas de instituições, sobretudo econômicas, para fazer com que uma sociedade funcione e progrida.

    “Social-liberal? Sei… Algo assim como comuno-capitalista, né? Acho que os cristãos-islâmicos adorariam essa idéia…

    Esse pessoal parece ter saído diretamente da editoria política da Veja, com a pá virada e os sinais trocados…”

    Daqui a pouco você começará a falar da tal imprensa golpista e da elite paulista branca, supremacista, golpista, neoliberal e racista. Hehehehe. . .

    “Já que mencionei a Veja, quero deixar bem claro: concordo plenamente com toda e qualquer análise política feita pelos especialistas da Veja, no passado, agora e no futuro. Concordo com tudo o que eles já disseram, estão dizendo e dirão.

    Aqui e ali, sempre e cada vez mais, pode ser que a realidade não tenha coincidido com a análise dos especalistas da Veja.

    Mas, nesses casos, não é que a análise da Veja estivesse errada. A realidade, sim, é que estava completamente equivocada.

    Ignorante como ela é, a realidade acabou contrariando a análise da Veja, esta sim, bem educada, bem falada, bem escrita e intelectualmente superior…

    A Erenice Guerra que o diga!

    Sua colega de partido, aliás.

    Até!

    Marcelo

  394. Elias said

    Marcelo,

    I
    Concordo em parte com você: há uma esquerda semi-civilizada no podeer.

    Mas falta completar: …e, na oposição, uma direita absolutamente incivilizada, perplexa, politicamente incompetente e sem a menor noção de que rumo tomar.

    II
    Não entro nessa de imprensa golpista, Marcelo.

    O que eu tenho dito, aqui mesmo neste blog, aliás, é que a “grande” imprensa brasileira se desmoralizou e influi cada vez menos na formação da opinião pública.

    As eleições no ano passado foram bem uma amostra do declínio desse poder de fogo.

    Não é que não tenha influência nenhuma. Ainda tem. Só que menos, bem menos, do que já teve no passado.

    Só que a “grande” imprensa age como se ainda jogasse o mesmo futebol de há 20 ou 30 anos…

    Acaba nos proporcionando verdadeiros espetáculos de humor involuntário.

    Jamais esquecerei o astrólogo que deu consultoria político-eleitoral à Veja e à FSP.

    III
    Já disse e repito: tenho o maior respeito pelas análises políticas da Veja. Eu me posiciono politicamente a partir do que a Veja diz.

    Quando ela disse que o Lula ia sangrar e murchar, até sumir politicamente em 2006, eu logo imaginei: Lula tá reeleito.

    No ano passado, quando a Veja disse que, a partir de agosto, o Serra iria deslanchar, eu concluí: Dilma tá eleita; o Serra se ferrou.

    Mas, insisto: não é que a análise política da Veja seja ruim. A realidade é que teima em contrariar os desejos da famiglia Civita.

    A realidade é menos que semi-civilizada.

    A realidade é cachorra.

    E morde!

  395. Olá!

    Elias

    “Mas falta completar: …e, na oposição, uma direita absolutamente incivilizada, perplexa, politicamente incompetente e sem a menor noção de que rumo tomar.”

    Elias, com essa você me faz rir ao extremo.

    PSDB, DEM e PPS de direita? Veja só quem você coloca na direita:

    Um partido social-democrata (PSDB) que elevou a carga tributária consideravelmente para que fosse implementado um plano de estabilização econômica (Plano Real), sem contar que foi tal partido que criou certas estrovengas tributárias como a CPMF e fez leilões de ações de estatais sem que investidores comuns pudessem participar. Vale lembrar que o FHC teve sua formação nas hostes marxistas.

    Um partido que tem o termo b>socialista no nome (PPS) e que acredita na existência de doidices ideológicas criadas pela esquerda, como neoliberalismo e coisas tais.

    Talvez apenas o DEM possa ser considerado mais à direita do que os demais, mas nem tanto assim.

    Vale lembrar que o PSDB, o PPS e até mesmo o DEM em certos aspectos estão mais à esquerda do que muitos partidos de esquerda europeus. Se o partido Democrata americano for colocado na parada, todo esse trio vira um amontoado de marxistas, sobretudo em termos econômicos, ainda que em maior ou menor grau.

    Se trouxessem os partidos social-democratas escandinavos para disputar as eleições brasileiras contra o PT, logo, logo a turba de jornalistas, colunistas e blogueiros do governo, tanto os oficiais quanto os comprados com dinheiro público, iria rotular tais partidos como direitistas, entreguistas, golpistas, americanizados, a favor do Estado mínimo, que são partidos que odeiam ver o pobre comendo carne, privateiros e coisas tais.

    A bem da verdade é que o cenário político no Brasil é dominado, no aspecto das idéias, pelo universo mental esquerdista. Pode-se dizer, tranquilamente, que, nesse sentido, o Brasil é o triunfo da esquerda. Tem sido assim desde a redemocratização e a própria Constituição brasileira está impregnada pela mentalidade esquerdista. Em mais de uma passagem a Carta Magna brasileira se assemelha mais às constituições dos antigos Estados socialistas do que propriamente à uma democracia liberal.

    Por aqui não houve coisas como os Founding Fathers e nem obras como O Federalista. Talvez isso ajude a explicar, ainda que em parte, o imenso atraso brasileiro, como evidenciado nas assustadoras taxas de homicídio nas capitais brasileiras no período de 1997 até 2007.

    “Não entro nessa de imprensa golpista, Marcelo.”

    Tá legal, mas que tal isso aqui:

    “Mas, insisto: não é que a análise política da Veja seja ruim. A realidade é que teima em contrariar os desejos da famiglia Civita.”

    É o mesmíssimo termo que a galera, que chama a imprensa de golpista, também usa.

    “O que eu tenho dito, aqui mesmo neste blog, aliás, é que a ‘grande’ imprensa brasileira se desmoralizou e influi cada vez menos na formação da opinião pública.”

    E o que levou a grande imprensa a se desmoralizar? Ao meu ver, ela continua bastante confiável e fez reportagens que deixou muitos enfurecidos em Brasília ao longo do governo Lula, basta lembrar da doidice do tal de Conselho Federal de Jornalismo (leia-se: Censura estatal).

    Não foi a imprensa brasileira que expulsou/tentou expulsar do país o jornalista Larry Rother.

    “As eleições no ano passado foram bem uma amostra do declínio desse poder de fogo.”

    Quem fez a campanha da oposição do ano passado não foi a imprensa, mas, sim, o PSDB, o DEM e o PPS.

    Se a imprensa vem perdendo influência ao longo dos anos e se desmoralizou, então, por quais motivos há tantos blogueiros, colunistas, jornalistas e até mesmo revistas patrocinados pelo governo para atacar essa tal imprensa sem influência e desmoralizada?

    Não faço aqui uma defesa da revista Veja ou dos demais veículos de grande circulação da imprensa, mas, sim, a defesa de um princípio que é a liberdade de expressão, algo que o governo anterior buscou minar desde o primeiro mandato com aquele tal de Conselho Federal de Jornalismo, um troço criticado até mesmo por <a href="http://pandorama.com.br/content/o-ovo-da-serpente"simpatizantes declarados do governo Lula.

    É importante ficar sempre atento para essas investidas contra os princípios mais fundamentais da liberdade. Sempre haverá aquela casta de pessoas com uma visão elitista de mundo querendo impôr o seu ideário aos demais. A esquerda tem um longo histórico nesse quesito e os resultados foram desastrosos.

    Até!

    Marcelo

  396. Chesterton said

    Eu também considero o Estado burguês uma jerda. Acho até que me inclino pelo socialismo.

    chest- Bem, Elias, adeus a joalheria…..

  397. Elias said

    Chesterton,

    Como ainda não inventaram o “sinal de ironia”, de vez em quando terei que te explicar.

    Observa que minha referência ao “Estado burguês”, está associada a outra observação, emn que afirmo desconhecer no que efetivamente consiste o socialismo.

    Estou tirando um sarro com os socialistas, entendeu, Chesterton?

    Eles ficam falando na jerda que é o “Estado burguês”, como se tivessem uma proposta minimamente amadurecida pra algo que substituiria esse tal Estado.

    Na verdade, não têm proposta nenhuma.

    O “Estado burguês” uma m…? É. Cheio de defeitos.

    Alguém tem algo a propor, em substituição, que seja melhor que essa m…? Que eu saiba, não.

    Entendeu, Chesterton?

    Marcelo,

    A “grande” imprensa brasileira é ruim que dói. Só isso.

    É um cocô! Mais parece panfleto desta ou daquela posição política.

    A associação dos órgãos da grande imprensa a tal ou qual corrente política (ou, pior, a tal ou qual cacique político), acaba esculhambando ainda mais o que, por si, já não presta.

    Usei a “famiglia” Civita como um exemplo. Mas, se fosse só ela, seria ótimo…

    Agora, isto significa dizer que essa imprensa é “golpista”? Não, cara! De jeito nenhum!

    É só mau jornalismo.

    Quem compartilha do posicionamento político desse tipo de publicação, e busca no dito cujo apenas uma reafirmação de suas próprias convicções, deve achar ótimas revistas como a Veja.

    Mas, veja bem: esse tipo de consumidor está consumindo panfletagem política e não jornalismo.

    Um bom jornalismo, como ainda existe em outros países, dificilmente se amarra numa posição política. Geralmente, ele deixa fluir diferentes posicionamentos; deixa fluir o combate de idéias; o debate.

    Lembro, a propósito, de Rômulo Maiorana, que, aliás, montou um império de comunicação. Ele dizia: “Dirigir um jornal é carregar nas costas um saco cheio de cascavéis, sem poder matar nenhuma…”.

    Esse é o espírito da coisa.

    Publicação a serviço de uma única linha de pensamento não faz jornalismo. Faz mau jornalismo. Faz panfletagem política.

    É minha opinião como consumidor.

    Mas nada a ver com golpe….

  398. Chesterton said

    que alívio.

  399. Olá!

    Elias, o estranho é que você, apesar de não se considerar uma dessas pessoas que chamam a imprensa brasileira de golpista, utiliza um termo que essas mesmas pessoas usam como sinônimo para a tal da imprensa golpista: Famiglia isso, famiglia aquilo e por aí vai.

    Sei lá, mas isso soa a ódio pela liberdade.

    A imprensa brasileira deve colocar uma coisa na cabeça: Não importa o que ela, a imprensa, faça para mostrar que não é golpista e coisas tais, para essa gente, que milita nos movimentos de censura estatal à liberdade de expressão, nunca será o suficiente e essas pessoas continuarão a fazer mais e mais exigências aos veículos jornalísticos de grande circulação ao ponto de deixá-los aparelhados de cima a baixo.

    O problema dessa militância nada tem a ver com imprensa golpista, direitista, serrista, tucana, conservadora, americanizada, neoliberal e coisas tais. O problema dessa galera é com a diversidade de opiniões e com o fato de que os grandes jornais, revistas e canais de TV do país não compartilham da visão de mundo dessa gente.

    Duvido muito que essa gente que chama a imprensa de golpista inclua a CartaCapital e o jornal do MR-8 nessa lista. Aliás, por que será que essas pessoas também não requisitam a esses dois veículos jornalísticos as mesmíssimas exigências que elas fazem aos grandes jornais e revistas? Uma provável resposta seria esta: Na concepção dessa galera, a CartaCapital e o jornal do MR-8 têm a visão certa de mundo, os demais jornais é que estão errados.

    Ao longo do governo petista houve uma certa inversão de valores e princípios ao ponto de haver jornalistas, que tanto sofreram com as perseguições e censuras do regime militar, estarem, hoje, defendendo a censura estatal à liberdade de imprensa e de expressão. Isso evidencia que o problema real desses jornalistas não era a censura em si, mas, sim, o fato de tal censura não ser a censura considerada certa na concepção deles.

    Até!

    Marcelo

  400. Elias said

    Marcelo,

    Não é ódio à liberdade. É ódio a produto de má qualidade. Um sapato mal feito. Um gel pra barbear que você aperta a porra do botão e não sai nada (como o gel da Gillete).

    Pior do que a Veja só mesmo o “Guia Veja” que ela prepara de vez em quando. Aí ela cria um ranking da maior respeitabilidade…

    Aqui em Belém, o “Boteco das 11” foi eleito o melhor bar-restaurante do Casarão das 11.

    A Banda Calypso também deverá ser premiada: ela será ranqueada como a “Melhor Banda Calypso do Pará”.

    Já estou pensando em promover um certame, cujo resultado será a eleição da revista Veja como a “Melhor Revista Veja do Brasil”.

    Mas não é verdade que o “Guia Veja” seja apenas um caça-níquel da famiglia Civita…

  401. Elias said

    E, Marcelo,

    Também acho a Carta Capital uma josta.

    Pra mim, a melhor revista do Brasil, hoje, é a Piauí.

  402. Elias said