políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Difícil retorno para o futuro

Posted by Pax em 17/03/2011

Difícil retornar ao blog depois de 30 dias viajando de moto pela América do Sul. Visitar outros países é sempre bom e nunca volta-se igual.

Atravessando as cordilheiras - entre Mendoza (Argentina) e Los Andes (Chile)

Mas o blog não vai parar. E o mote deste espaço também não ficou morto durante este tempo. Algumas notícias pescadas nestes dias mostram que o Brasil tem uma decisão complicada a tomar: ou passa a cuidar da corrupção que nos assola ou compromete seu futuro que tem uma tendência positiva depois dos últimos 3 governos de Itamar, FHC e Lula.

A saída do Brasil foi por Uruguaiana e a volta foi pelo Chuí com direito à maravilhosa reserva do Taim

A responsabilidade desta decisão não pode ser transferida. Ela é, sim, da sociedade. O povo é quem manda. A esperança é que este minúsculo espaço contribua com uma pequena parcela nesta crucial discussão. À além desta esperança há também a coleção de notícias que, catalogadas, relacionam os nomes de pessoas, empresas e instituições a serem consultados em pesquisas futuras.

O povo comentarista daqui elegeu o post “PMDB: R$ 500 milhões desviados da Saúde Pública” para manter o espaço vivo durante estas férias. Já lá se vão quase 700 comentários, um recorde, numa discussão que serve, no mínimo, para estimular a continuidade deste trabalho de colecionar notícias e abrir a discussão sobre nosso país.
Pelicanos no Pacífico - em Isla Negra

As principais notícias recentementes são (o blog solicita auxílio dos leitores para complementar a lista):

– A deputada Jaqueline Roriz, filha do “famoso” Joaquim Roriz, e suas aparições nos vídeos de Durval Barbosa.

– A biografia de Franklin Martins colocada à mesa com a notícia da fraude da empresa de seu filho Cláudio Martins, a Tecnet Comércio e Serviços Ltda, como prestadora de serviço no ministério sob o comando do pai.

– A complicada reeleição do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), e as manobras para impedir a abertura da CPI dos pedágios em São Paulo.

Não menos importante há a questão da tentativa de salvamento do DEM, o partido que tente a minguar ainda mais depois da desastrada gestão de Rodrigo Maia em sua presidência.

Aos comentaristas que mantiveram o blog em atividade, meus profundos agradecimentos.

Anúncios

146 Respostas to “Difícil retorno para o futuro”

  1. Mona said

    Querido Pax,
    meus mais sinceros agradecimentos por você ter voltado, por estar se propondo a continuar com este excelente espaço de discussão – quando muitos estão abandonando o barco (Celso e Idelber são as baixas mais recentes) – e por, finalmente, ter trocado aquele post que mobilizou tantos comentários.
    Acredito que os que comentam aqui, apesar de suas opiniões contrárias, acreditam firmemente nos valores democráticos e na ação humana em busca de um mundo melhor. Penso que o ser humano é um projeto constantemente em construção e, à medida que vamos vencendo a luta pela sobrevivência, vamos nos distanciando mais do nosso lado animal e nos aproximando mais de nosso lado humano. Isso, a meu ver, não significa reformar o homem (coisa que as esquerdas adoram tentar fazer, mas o ser humano insiste em “voltar às suas origens…), e sim o homem ir descobrindo em si esses valores humanos, que são intrínsecos, mas que precisam de “condições ótimas de temperatura e pressão” para poderem ser descobertos, ou seja, quando a energia dedicada exclusivamente à busca pela sobrevivência pode ser canalizada para outras questões. Alguns acreditam que o capitalismo foi quem melhor possibilitou tais condições; outros acham que não. Que a economia planificada e direcionada pelo Estado, sem que haja a propriedade dos meios de produção, é que pode responder por um melhor bem estar. Os exemplos que temos até hoje teimam em dar razão a quem aposta em ambientes capitalistas e liberais para prover o conforto das sociedades que os adotam. Mas o sistema não é isento de críticas e as críticas são bem vindas.
    Aliás, toda a crítica é bem vinda. Em prol da crítica, reproduzo a coluna do meu amado e idolatrado (apesar de ser iconoclasta, abro exceção para alguns ídolos, já disse…) Hélio Shwartzmann, em sua columa de hoje.
    Grande beijo, Pax. Bem vindo.

    “Cataclismo nuclear
    A tragédia no Japão nos faz pensar sobre a segurança de usinas nucleares. Não será uma surpresa se, nos próximas meses e anos, depois de ter experimentado um período de discreta simpatia popular por causa das preocupações com a mudança climática, a energia de matriz termonuclear sofrer reveses na opinião pública.

    Não sou um especialista na matéria nem tenho uma opinião muito veemente acerca da fissão do urânio, mas arrisco dizer que a primeira providência para que o debate seja produtivo é nos livrarmos de alguns preconceitos.

    Comecemos, então, analisando o que ocorreu no Japão. Se o noticiário que li é preciso, a primeira constatação é que estamos diante de um sucesso de engenharia civil. A estrutura das usinas, afinal, suportou bem um terremoto de 9 graus na escala de magnitude de momento (a mensuração inicial de 8,9 foi revista) –energia equivalente a 9,32 teratons de dinamite, ou 600 milhões de bombas de Hiroshima–, o que é algo próximo do pior cenário imaginado para esse tipo de construção. Vale ainda lembrar que o tremor deslocou o eixo de rotação da Terra em cerca de 25 cm e fez a ilha de Honshu, a principal do arquipélago, se mover 2,4 m para o leste. Ou seja, estamos aqui falando de forças numa escala muito além da humana.

    Como o diabo mora nos detalhes, as usinas enfrentaram problemas não por causa do tremor propriamente dito, mas sim dos tsunamis, que acabaram inutilizando os vários sistemas de resfriamento dos reatores. Não me parece que seja um problema que os engenheiros não possam resolver, ainda que isso acabe tornando a energia nuclear mais cara. Sou capaz de apostar que, dentro de pouco tempo, as plantas japonesas remanescentes já estarão adaptadas. Eles não têm opções de sobra por ali.

    Embora essas minhas declarações iniciais possam ser interpretadas como uma defesa da matriz nuclear, reitero que tenho dúvidas. Afinal, é sempre possível imaginar um tremor ainda mais forte, ou cujo epicentro se localize mais perigosamente próximo à usina. E movimentos sísmicos não são o único risco da operação, como o provam Three Mile Island e Tchernobil.

    Quanta segurança devemos exigir para considerar o sistema seguro? Devemos ou não, como o incorrigível Mahmoud Ahmadinejad, seguir apostando na energia atômica?

    A dificuldade em discutir racionalmente a questão nuclear tem origem neurológica, como mostram os trabalhos dos especialistas em avaliação de risco Paul Slovic e Melissa Finucane. No mundo real, o benefício de uma tecnologia e os perigos a ela intrínsecos são variáveis que tendem a estar positivamente correlacionadas. Em linguagem mais direta: quanto mais útil, mais arriscado. Nossas mentes, contudo, funcionam ao contrário, correlacionando negativamente as percepções de risco e benefício.

    Um experimento de Finucane de 2000 que tinha por tema justamente a energia nuclear é esclarecedor. Ela conseguiu demonstrar que a relação afetiva que temos com um objeto altera a percepção dos perigos que ele acarreta. Assim, se achamos que os benefícios proporcionados pela energia nuclear são altos, tendemos a menosprezar seus riscos, ainda que essa vinculação não tenha amparo lógico. Inversamente, quem não vê utilidade nas usinas atômicas tende a magnificar seu grau de ameaça.

    Mais do que isso, manipulando uma das pontas conseguimos alterar as percepções relativas à outra. Se submetermos alguns humanos a informações que enaltecem os benefícios da energia nuclear, fazemos com que eles produzam declarações que minimizam o risco, ainda que não haja conexão causal entre as duas. Quem providenciar nos próximos dias uma pesquisa sobre a segurança nuclear certamente captará esse efeito.

    Vale observar que as interferências de uma heurística do afeto não dizem respeito apenas à percepção de risco, mas também a várias outras atividades humanas, notavelmente a política, a religião e o futebol.

    Uma explicação possível para isso está no fato de os neurônios se conectarem em redes que podem ser ativadas por contiguidade semântica, interligando ideias, conceitos, impulsos, memórias, sentimentos e emoções. Basta evocar uma palavra de fortes conotações negativas como “perigo” ou “terror” para nos despertar sensações desagradáveis as quais, mesmo que não nos demos conta, influenciam nossas decisões. É o que os psicólogos cognitivos chamam de “priming”. E, se temos um sentimento robusto por alguma coisa, modificá-lo exigirá doses cavalares de estímulos (ou argumentos) contrários.

    Há mais. Sempre que uma conexão é ativada, ela inibe o acionamento de redes alternativas que possam existir. Uma implicação interessante é que o viés do torcedor (ou do militante, ou do fiel) em favor de seu clube (ou de seu partido, ou de seu Deus) não é necessariamente mau-caratismo. Ele de fato percebe o mundo de forma menos objetiva nessas questões.

    Na verdade, há experimentos sugestivos de que a pessoa ativa seu centro de recompensa sempre que deixa de “perceber” um fato desfavorável a sua causa, num mecanismo de reforço não muito diferente do de viciados em drogas. Trocando em miúdos, sentimos prazer sempre que erramos a favor de nosso clube, partido ou Deus.

    O leitor apressado a essa altura já está concluindo que a própria noção de debate e troca de argumentos é impossível, diante do solipsismo humano. Menos, menos. A primeira coisa a considerar quando se evocam esses modelos é que eles são apenas modelos, ou seja, simplificações mais ou menos grosseiras da realidade anímica, que nos permitem prever tendências, mas quase nunca dar conta da totalidade dos casos.

    Para dar concretude ao que digo: nem todo corintiano deixa de perceber quando nosso beque passa uma rasteira no adversário dentro da área. O que o modelo faz é explicar por que proporcionalmente mais corintianos do que torcedores do outro clube não veem o pênalti. A diferença é, por assim dizer, epidemiológica.

    Como esse gênero de fenômeno tende a ter uma distribuição normal, resta que uma parte (pequena) da humanidade é de fato invulnerável a argumentos. A maior fatia tem um sistema forte de inclinações e fidelidades, mas é capaz de dobrar-se ao peso das evidências (ou manipulações), desde que apresentadas de forma convincente. Há um terceiro grupo, também pequeno, que não tem opinião sobre quase nada e muda de posição como uma biruta de aeroporto. São os radicais de centro. Ganham um peso desproporcional nas democracias maduras, em que as preferências políticas costumam estar divididas em dois blocos de tamanhos comparáveis.

    Forjar maiorias, entretanto, não é tudo. Há um outro fator que torna os debates importantes. Como mostram Ori e Rom Brafman em “Sway: The Irresistible Pull of Irrational Behavior”, a existência de pessoas “do contra” (“dissenters”, em inglês) é importante para evitar que caiamos na armadilha da unanimidade (uma das poucas forças capazes de fazer uma pessoa ir contra o óbvio mesmo diante de sua cara). A figura do “dissenter”, embora possa produzir fricções de alto custo emocional para todas as partes envolvidas, também costuma levar a maioria a reformular seus argumentos (ou projetos), de modo a responder a objeções percebidas como relevantes. Essa dinâmica fica particularmente clara em situações como a de tribunais colegiados e comissões legislativas. O “do contra” aqui, ainda que possa provocar brigas homéricas, é um elemento fundamental para melhorar a qualidade do trabalho.

    Voltando à questão nuclear, o desastre japonês recomenda abandonar essa matriz energética? Ainda que cheio de dúvidas, respondo com um “não”. É um “não” estratégico. Agora que boa parte da opinião pública deve se voltar contra a tecnologia, é prudente que algumas vozes se oponham à unanimidade e nos façam pensar duas vezes.

    PS – Na semana que vem, em virtude de uma viagem com cronograma apertado, não poderei escrever a coluna. Retomo-a na semana subsequente. “

  2. Patriarca da Paciência said

    “ESSA PARTE É ESPECIALMENTE ESCRITA PARA O PATRIARCA. ESPERO QUE ELE CONSIGA ENTENDER DESSA VEZ.

    Hayke entendeu que a oposição ao coletivismo de cima para baixo não é o egoísmo e o individualismo. Uma sociedade livre é toda cooperativa. Nós nos associamos a outros para produzir os produtos e serviços que queremos, tudo isso sem direcionamento de cima para baixo.”

    Vou responder ao Vilarnovo no post novo, visto que o “os R$ 500 milhões desviados…” está ficando muito lento.

    Meu caro,

    o que eu acho mesmo é que o liberalismo é impraticável, justamente, porque parte de uma premissa absolutamente falsa, ou seja, “que cada pessoa procura apenas o que é melhor para si”.

    Uma pessoa que se entope de alcool, drogas, cigarros, comidas gordurosas, açucar em excesso, engorda absurdamente etc. está procurando o que é melhor para si?

    Uma mulher que, contrariando toda a família e os amigos, casa-se com um verdadeiro canalha, apesar de todos os avisos e conselhos, está procurando o melhor para si?

    Um monge que retira-se do mundo, fica vivendo a pão e água, privado de qualquer companhia, está procurando o melhor para si?

    Ou seja, meu caro, a natureza humana não se enquadra nessa simplificação de que “pessoas livres serão cooperativas” etc.

    Pessoas dominadas por fortes interesses, sejam eles de natureza passional, financeiros, procura do poder etc. ficam totalmente cegos para os “interesses dos outros”.

    É aí que entra o Estado e, consequentemente, as leis.

    Temos que aceitar que todos necesitamos de tutelamente e, já que isto é um “mal necessário”, que seja pelo menos, fruto de um consenso, melhor ainda, de bom senso.

  3. Elias said

    “Uma sociedade livre é toda cooperativa.”

    Adôndique?

    Se o que o Hayke disse é verdade, a história mente.

    Além do mais, os seres humanos também se associam para roubar, guerrear, matar, destruir, fazer pilhagens…

  4. Olá!

    Mas, Elias, cooperação não significa, obrigatoriamente, objetivos bondosos e caridosos.

    O partido político ao qual você pertence é um bom exemplo disso.

    Até!

    Marcelo

  5. Mona said

    Patriarca,
    para as suas dúvidas acerca do que cada um acha que é melhor para si, fazendo opções de vida que podemos considerar esdrúxulas, a resposta é o tal do livre-arbítrio, tão propalado pelo cristianismo.
    Existe o livre-arbítrio? Temos todas as informações necessárias a uma tomada de decisão absolutamente racional?
    Pelo que já andei lendo acerca do assunto – sendo que os artigos do Hélio Shwartzmann são excelente fonte de informação a respeito – sim, mas nossas ações não são suportadas pela absoluta racionalidade. Isso não significa que não devamos ser livres para agirmos conforme queiramos – respeitados os direitos de 3ºs, por óbvio – sem a tutela estatal.
    Reproduzo um trechinho do artigo do Hélio, que trata bem desse assunto:

    “Um experimento de Finucane de 2000 que tinha por tema justamente a energia nuclear é esclarecedor. Ela conseguiu demonstrar que a relação afetiva que temos com um objeto altera a percepção dos perigos que ele acarreta. Assim, se achamos que os benefícios proporcionados pela energia nuclear são altos, tendemos a menosprezar seus riscos, ainda que essa vinculação não tenha amparo lógico. Inversamente, quem não vê utilidade nas usinas atômicas tende a magnificar seu grau de ameaça.

    Mais do que isso, manipulando uma das pontas conseguimos alterar as percepções relativas à outra. Se submetermos alguns humanos a informações que enaltecem os benefícios da energia nuclear, fazemos com que eles produzam declarações que minimizam o risco, ainda que não haja conexão causal entre as duas. Quem providenciar nos próximos dias uma pesquisa sobre a segurança nuclear certamente captará esse efeito.

    Vale observar que as interferências de uma heurística do afeto não dizem respeito apenas à percepção de risco, mas também a várias outras atividades humanas, notavelmente a política, a religião e o futebol.

    Uma explicação possível para isso está no fato de os neurônios se conectarem em redes que podem ser ativadas por contiguidade semântica, interligando ideias, conceitos, impulsos, memórias, sentimentos e emoções. Basta evocar uma palavra de fortes conotações negativas como “perigo” ou “terror” para nos despertar sensações desagradáveis as quais, mesmo que não nos demos conta, influenciam nossas decisões. É o que os psicólogos cognitivos chamam de “priming”. E, se temos um sentimento robusto por alguma coisa, modificá-lo exigirá doses cavalares de estímulos (ou argumentos) contrários.

    Há mais. Sempre que uma conexão é ativada, ela inibe o acionamento de redes alternativas que possam existir. Uma implicação interessante é que o viés do torcedor (ou do militante, ou do fiel) em favor de seu clube (ou de seu partido, ou de seu Deus) não é necessariamente mau-caratismo. Ele de fato percebe o mundo de forma menos objetiva nessas questões.

    Na verdade, há experimentos sugestivos de que a pessoa ativa seu centro de recompensa sempre que deixa de “perceber” um fato desfavorável a sua causa, num mecanismo de reforço não muito diferente do de viciados em drogas. Trocando em miúdos, sentimos prazer sempre que erramos a favor de nosso clube, partido ou Deus. ”

    Assim, meu caro Patriarca, somos um poço de emoções a decidir e agir, sob a ilusão de sermos racionais. Por conta de nossos afetos, aumentamos significativamente o lado positivo de algo em detrimento do seu lado negativo, procurando sempre uma relação custo/benefício que julgamos interessante para aquele momento. Ou seja, procuramos sempre uma desculpa (o tal do auto-engano) para agir de determinado modo, tomar determinada atitude, sob uma carga emocional valorativa dessas ações. E isso vale, ao que parece, para todas as esferas de nossas vidas, por mais que pensemos termos agido de maneira absolutamente racional em determinadas escolhas que fizemos ao longo de nossas vidas.

  6. Elias said

    Marcelo,

    Só que o enfoque do Hayke não tem exatamente o viés que você sugere, né?

    No domínio econômico, ingenuidade pensar que decisões espontâneas resolvem tudo.

    Não há, rigorosamente, em todo o planeta, uma única economia de médio e grande porte que não tenha importantes setores movidos a incentivos fiscais, administrativos, cambiais e creditícios.

    Vejamos o caso das exportações. Existem, no mundo, aproximadamente 800 ZPEs. Mais da metade delas está instalada nos países ricos: EUA, Canadá e Europa que conta.

    E olha que estou falando de países ricos. Suas âncoras de ZPEs estão entre as maiores empresas do ramo, em cada cadeia produtiva…

    Não há nada de espontâneo nisso.

    Trata-se de usar um imenso porrete estatal pra esmagar a cabeça dos concorrentes que não têm um porrete igual.

    E quais são os concorrentes que não tem um porrete igual?

    Não sei todos. Mas sei que o Brasil, p.ex., não tem uma única ZPE em funcionamento. Logo, não tem nem porretinho…

    Livre concorrência e livre trânsito de mercadorias no dos outros é refresco…

  7. Elias said

    E, Marcelo,

    Passei no seu blog.

    Uma beleza! Muito bom, mesmo!

    Já foi devidamente favoritado.

    Parabéns.

  8. Olá!

    Elias,

    “Só que o enfoque do Hayke não tem exatamente o viés que você sugere, né?”

    Não sei ao certo, Elias. Quando falam em cooperação, pode ser tanto para objetivos nobres quanto para objetivos deletérios. Ao que parece, no texto do Vilarnovo o Hayek destaca a parte nobre que uma cooperação pode resultar.

    “No domínio econômico, ingenuidade pensar que decisões espontâneas resolvem tudo.”

    Eu concordo com você, no entanto a incapacidade de decisões espontâneas resolverem certas dificuldades não deve servir como incentivo para que as dimensões do Estado cresçam acima daquilo que são as suas reais funções e muito menos que sirva de justificativa para que os políticos saiam criando diversas estatais cujos resultados, invariavelmente, são deletérios, como corrupção, patrimonialismo e coisas tais.

    Vale lembrar que alguns setores da economia foram criados sem a necessidade de uma política de investimentos e coisas tais. Um bom exemplo disso é o setor de computadores pessoais nos Estados Unidos que surgiu na década de 1970 com empresas que foram criadas sem auxílios estatais ao estilo BNDES e afins. A Apple e a Microsoft surgiram dessa maneira. Veja o que elas são hoje em dia. E veja também no catastrófico desastre que resultou a Lei de Informática dos anos de 1980 no Brasil.

    “Não há, rigorosamente, em todo o planeta, uma única economia de médio e grande porte que não tenha importantes setores movidos a incentivos fiscais, administrativos, cambiais e creditícios.

    Vejamos o caso das exportações. Existem, no mundo, aproximadamente 800 ZPEs. Mais da metade delas está instalada nos países ricos: EUA, Canadá e Europa que conta.”

    Eu não sou rigorosamente contra as ZPEs. Suponho que o principal público que demanda esse tipo de coisa devem ser os empresários e estes devem fazer essa demanda aos políticos. Dificilmente sairia dessa união alguma coisa que prezasse pelo livre comércio e coisas tais. No Brasil, esse tipo de união resultou em práticas que prejudicaram o consumidor, coisas como reserva de mercado e compra de dívidas privadas pelo governo (ou seja, para a população).

    No Brasil, o problema de bancos como o BNDES é que ele se torna uma poderosa arma de intimidação do empresariado quando em mãos de um grupo político que tem pouco apreço pelos valores democráticos e republicanos. O PT é profissional nisso. Ao meu ver, os empresários deveriam buscar financiamento e crédito no mercado. É empreśario? Então, arque com as responsabilidades que uma função dessas necessita.

    Elias, você que é uma pessoa mais bem informada nesses assuntos, há alguma estrovenga bancária nos Estados Unidos que se compare ao BNDES?

    Você tem razão quando afirma que as ZPEs não emergem de uma ordem econômica espontânea. Muito pelo contrário, elas emergem de interesses extremamente bem definidos e são buscados por grupos que sabem exatamente o que querem.

    “Livre concorrência e livre trânsito de mercadorias no dos outros é refresco. . .”

    Esse ponto é interessante. Acho que dificilmente teremos uma ordem comercial internacional de total liberdade, pois sempre haverá grupos de pessoas cujo principal objetivo consiste em defender os seus próprios interesses, ainda que isso possa ser ruim para os consumidores e o restante da população.

    No entanto, o que nós, pessoas, devemos fazer é buscar meios de tornar a liberdade de empreendimento interna do nosso país a mais livre possível dos obstáculos estatais, pois estes são, de fato, os poucos obstáculos aos quais nós ainda podemos ter algum controle. Por exemplo, no Brasil são necessários 120 dias para se abrir uma empresa e um total de 15 procedimentos utilizados nesse processo de abertura. Nos Estados Unidos, um empreendedor leva 6 dias para fazer o mesmo e precisa passar apenas por 6 procedimentos para abrir a empresa. Então, ao meu ver, é mais importante buscar meios de reduzir as camadas de burocracia que um empreendedor brasileiro precisa superar pra abrir a sua empresa do que pedir free trade aos americanos para os produtos brasileiros. Os danos que nós causamos a nós mesmos ainda têm solução, pois boa parte do processo que os torna realidade está sob nosso controle. Porém, os danos que terceiros nos causam no comércio internacional é mais complicado de resolver, pois há inúmeras variáveis que estão fora do nosso controle e etc.

    A ordem social do Brasil ficaria mais civilizada com esse tipo de atitude.

    Até!

    Marcelo

  9. Olá!

    Ah, sim, Elias, obrigado pela visita ao meu humilde blog e por você tê-lo colocado nos seus favoritos.

    Até!

    Marcelo

  10. vilarnovo said

    Patriarca –

    “Uma pessoa que se entope de alcool, drogas, cigarros, comidas gordurosas, açucar em excesso, engorda absurdamente etc. está procurando o que é melhor para si?

    Uma mulher que, contrariando toda a família e os amigos, casa-se com um verdadeiro canalha, apesar de todos os avisos e conselhos, está procurando o melhor para si?

    Um monge que retira-se do mundo, fica vivendo a pão e água, privado de qualquer companhia, está procurando o melhor para si?”

    Em poucas palavras: sim. Não cabe a mim, a você e, principalmente, ao Estado dizer o que é bom ou é ruim a uma pessoa.

    As leis devem garantir que a ação de alguém não acabe por atingir o direito de outra pessoa.

    Cara fiquei curioso (e assustado) com seu último exemplo:

    “Um monge que retira-se do mundo, fica vivendo a pão e água, privado de qualquer companhia, está procurando o melhor para si?”

    Para você o Estado deve proibir que pessoas façam isso? O que fazer com elas? Prender? Campos de reeducação? “Socialização” forçada?

    Elias – E se no mundo não existissem ZPEs? Ou melhor e se no mundo não existissem tarifações sobre o comércio? Se o mundo todo fosse uma ZPE?

    Pois é exatamente isso que Mises (e Hayek) propunham.

    Aliás, sobre as ZPEs no Brasil… ops!

    ZPEs começam a se espalhar pelo Brasil
    20/01/2010

    O Brasil continua a criar Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs). Nos próximos meses deverão sair do papel as de Corumbá (MT), de Jaboatão dos Guararapes (PE) – próxima ao porto de Suape – e a de Murici (AL). A ZPE da Paraíba deverá levar algum tempo, já que o local ainda não foi definido. O estado do Espírito Santo também vai ganhar a sua ZPE, no município de Colatina, 135 Km de Vitória (ES), localizado ao norte do estado. As informações são do presidente da Associação Brasileira de ZPEs (AbraZPEs). De acordo com Helson Braga, diversas visitas já foram feitas à cidade capixaba e os acertos para a instalação da ZPE estão em fase de conclusão.

    * Corrida das ZPEs
    * Brasil pode ganhar até seis ZPEs no início de 2010
    * ZPEs voltam a movimentar o Brasil depois de 20 anos na “gaveta”

    Segundo Braga, a Marbrasa Mármores e Granitos do Brasil, empresa do Grupo Itapemirim, já tomou a decisão de entrar na ZPE capixaba e outras seis empresas farão parte do empreendimento. O presidente da Associação disse que os trabalhos para a instalação poderiam estar mais avançados, entretanto, o terreno escolhido foi dividido em partes e uma delas foi adquirida por uma empresa que “não faz parte nem é habilitada para fazer parte da ZPE”.

    Helson Braga prevê que esta não deverá ser uma Zona muito grande. “Teremos em torno de seis empresas instaladas. Gostaríamos de ter uma área de 100 hectares, mas percebemos que não será possível. Se ficarmos com 1/3 já será de bom tamanho”.

    A limitação desta Zona de Processamento de Exportação em Colatina deverá ser pequena frente, também, à geografia dos terrenos apontados para sua instalação. “Estamos tentando juntar os terrenos para formar uma área única e pedir para Brasília para formar a ZPE.

    Como o terreno é irregular não podemos colocar muitas empresas. Um exemplo de adaptação do terreno é o que a Marbrasa vem realizando. Eles cortam as áreas (morros) para conseguir área plana”, mas isso acaba por limitar a quantidade de empresas no local.

    A ZPE de Colatina tem uma vantagem, o município já conta com um terminal ferroviário – estrada de ferro Vitória-Minas – o que permite o escoamento da produção da região. A empresa que opera o terminal também tem terrenos e é do setor. Além disso, o município é cortado pela BR-259 e a Estadual 080 (Rodovia do Café). Num raio distante 50 Km chega-se a BR-101. A BR-262 fica a 130 Km.

    A localização privilegiada coloca Colatina numa posição estratégica para o escoamento de diversos produtos de vários pontos do País e para o exterior.

  11. vilarnovo said

    Aliás, a relação alfandegária no Brasil é uma violência. Já precisei tirar o sapato para entrar na Espanha por conta do medo de terrorismo.

    Mas aqui vc tem que tirar as calças para provar que não está trazendo um notebook dentro da cueca.

  12. Pax said

    Obrigado Mona e obrigado a todos, de novo.

    Acredito que esta discussão entre social democracia e democracia liberal é uma ponta de um enorme iceberg que merece toda nossa atenção.

    Há questões da Social Democracia que me comovem profundamente. O Estado, neste modelo, essencialmente não é dono dos meios de produção, ao contrário do socialismo. Mas admite, sim, ser dono de uma parte que tenha um interesse maior da sociedade.

    Nem mesmo o liberalismo exclui a existência absoluta de empresas estatais. Um exemplo disso são as mineradoras no Chile, o país mais liberal da América Latina. E ninguém reclama disso por lá. Ao menos que eu tenha visto e tentei me inteirar nos 12 dias que passei em Santiago. Aqui os amigos liberais tem uma ojeriza enorme com a nossa Petrobras. Sinceramente não tenho. Muito ao contrário. Tenho com algumas notícias de desvios que encontramos por lá, mas não acredito que seja o grande problema, se é que exista, desta empresa estatal brasileira.

    Nestes tempos de questionamento da matriz energética, mesmo com toda minha vontade que consigamos explorar mais e mais as sustentáveis e renováveis, acredito que a Petrobras está bem parada nas mãos do governo. Ainda usaremos petróleo por decadas, senão séculos e este patrimônio é estratégico para o Brasil. Não tenho menor dúvida disso.

    Muito ao contrário de várias outras estatais que entendo, sinceramente, deveriam sair das mãos do governo. Assim como entendo e já falo disso faz um bom tempo, que precisamos implodir as agências regulatórias e recriá-las. São necessárias, claro que sim, mas estão absolutamente destruídas pela corrupção generalizada. Não me ocorre uma só que preste hoje em dia.

    Voltando ao tal iceberg – da boa discussão entre liberalismo e social democracia – entendo que ambas expressões são muito mal interpretadas por quem defende a posição (a) ou a (b). Cada um puxa para sua sardinha sem atentar, em muitos momentos, para a lógica e a boa discussão.

    Do meu lado afirmo, faz um bom tempo e todos sabem, minha preferência é pelo modelo social democrata, por um estado mais forte, mais atuante, nas áreas cruciais para o país (de novo, a Petrobras é um bom exemplo) assim como capaz de garantir que todos saiam do período básico e fundamental da escola em condições iguais de disputa. O Estado deve ser responsável por prover isto para a sociedade. Assim como entendo, também, que deve garantir que todos tenhamos um mínimo de bons hospitais. Nem num nem noutro destes itens tenho alguma certeza se o modelo é estatal puro, se é misto – estatal e privado – ou privado puro (este aqui não me agrada nem um pouco mas aceito as argumentações contrárias). Cada vez mais me convenço que o meio termo é mais apropriado, ou seja, uma parte estatal e outra privada ou mista.

    E, por fim, o eterno problema de segurança pública. Aqui insisto que é função básica do estado e não vejo com bons olhos as empresas de segurança privada proliferando em todo canto brasileiro. Mesmo admitindo que possam existir, mas não na magnitude que vemos hoje em dia dada a falência e corrupção generalizada de nossas polícias.

    De novo, agradeço a todos pelo carinho com o blog e aplaudo toda boa discussão sobre estes modelos sócio-econômicos-políticos que nos apaixonam.

  13. Pax said

    Agora que o DEM vai para o vinagre. O Arruda abriu o bico.

    Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/arruda-diz-que-ajudou-lideres-do-dem-a-captar-dinheiro

    Um trecho:

    Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?
    A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.

    O senhor ajudou mais algum deputado?
    O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador.

    Mais algum?
    Foram muitos, não me lembro de cabeça. Os que eu não ajudei, o Kassab (prefeito de São Paulo, também do DEM) ajudou. É assim que funciona. Esse é o problema da lógica financeira das campanhas, que afeta todos os políticos, sejam honestos ou não.

  14. Chesterton said

    Cristovao Buarque, PDT…..

    NICE PICS,

  15. Patriarca da Paciência said

    Cara fiquei curioso (e assustado) com seu último exemplo:

    “Um monge que retira-se do mundo, fica vivendo a pão e água, privado de qualquer companhia, está procurando o melhor para si?”

    Para você o Estado deve proibir que pessoas façam isso? O que fazer com elas? Prender? Campos de reeducação? “Socialização” forçada?

    É caro Vilarnovo,

    Estado sempre lembra Stalin?

    É realmente uma coisa impressionante, esse trauma de certas pessoas com a palavra Estado.

    Para mim, a melhor definição de Estado foi feita por Rui Barbosa, ou seja, “é a família amplificada”.

    Se um irmão está com problemas de alimentação, se temos sobras em nossos estoques, por que não alimentá-lo?

    Se um irmão sonha em obter uma boa educação, se temos condições de realizar tal sonho, por que não realizá-lo?

    Mas num Estado democrático, se um irmão deseja ser monge, por que impedi-lo?

    Ao que me lembre, nunca defendi “socialização forçada”.

    O que digo justamente é que a natureza humana não se enquadra, de maneira integral, no credo liberal.

    O principal interesse das pessoas nem sempre é ganhar dinheiro, sendo o “ganhar dinheiro” apenas um meio para atingir determinados fins.

    Então, transformar o “ganhar dinheiro” em fim em si mesmo é falso.

    O grande trunfo do ser humano é que sabe quando está embriagado e quando está sóbrio.

    Então, vamos fazer regras em estado sóbrio, para que “os outros” nos obriguem a segui-las quando estivermos embriagados.

    A condição humana parece aquela belíssima alegoria do Ulisses pedindo para ser amarrado, pois tinha consciência de que não iria resistir ao canto das sereias.

  16. Olá!

    Pax, você não vai publicar nada sobre o tal Homem do Barba?

    Parece que saiu uma reportagem na revista Veja sobre esse senhor. Havia até mesmo uma imagem dele afixada na portaria do Palácio do Planalto juntamente a um aviso de que tal senhor teria prioridade de atendimento a qualquer hora e sob quaisquer circunstâncias.

    Isso sim é que é tratamento isonômico perante as instituições.

    Até!

    Marcelo

  17. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Procurei no mestre Google com o argumento de pesquisa “Homem do Barba”. Veio uma matéria histérica, sem pé nem cabeça, do tio. Aqui:

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/descoberto-o-“homem-do-barba”-que-tinha-acesso-livre-ao-palacio-do-planalto-“em-qualquer-tempo-e-qualquer-circunstancia”/

    Diga-me, a partir do que você conhece deste blog: há algo aqui que eu deve colecionar na notícia?

    Confesso que não entendi.

    (E a notícia é de 27/02/2011, acho que estava na Patagônia ainda, nada que me impeça de colecionar, mas confesso que estou absolutamente por fora deste assunto. Há mais links que você possa me passar?)

  18. Patriarca da Paciência said

    “Assim, meu caro Patriarca, somos um poço de emoções a decidir e agir, sob a ilusão de sermos racionais. Por conta de nossos afetos, aumentamos significativamente o lado positivo de algo em detrimento do seu lado negativo, procurando sempre uma relação custo/benefício que julgamos interessante para aquele momento. Ou seja, procuramos sempre uma desculpa (o tal do auto-engano) para agir de determinado modo, tomar determinada atitude, sob uma carga emocional valorativa dessas ações. E isso vale, ao que parece, para todas as esferas de nossas vidas, por mais que pensemos termos agido de maneira absolutamente racional em determinadas escolhas que fizemos ao longo de nossas vidas.”

    Muito bom, minha cara Mona,

    concordo mesmo!

  19. Olá!

    Pax, neste link há algumas breves informações sobre o assunto.

    “Procurei no mestre Google com o argumento de pesquisa ‘Homem do Barba’. Veio uma matéria histérica, sem pé nem cabeça, do tio. [. . .]

    Diga-me, a partir do que você conhece deste blog: há algo aqui que eu deve colecionar na notícia?”

    É engraçado: Em um comentário mais acima seu você utilizou um link da revista Veja sobre as falcatruas do DEM, mas quando a mesma revista publica uma matéria sobre as falcatruas do PT, aí, é coisa de gente histérica e tal.

    A reportagem sobre o tal Homem do Barba saiu na Veja impressa e se você ler o post que você linkou do blog do Reinaldo Azevedo, você verá que a maior parte do texto desse post repete o que está na Veja impressa.

    Sobre colecionar ou não a notícia será uma decisão sua, afinal de contas o blog é seu. Porém, tente imaginar esse tipo de situação em um país sério, onde a imagem de um rico empresário fosse afixada na porta do gabinete presidencial dando a ele tratamento diferenciado que poucos (ou até mesmo nenhum) outro cidadão tem. Muito republicano, logicamente. . .

    Até!

    Marcelo

  20. Pax said

    Não estou discordando, caro Marcelo Augusto, de uma situação um tanto estranha. Acontece que coleciono notícias de corrupção, desvios e anomalias no trato da coisa pública e esta não me parece lá uma que mereça ser escalada.

    Não tenho nada com a Veja, há várias notícias aqui que têm como fonte este veículo. Só o acho fraquinho, assim como acho vários outros. De vez em quando compro na banca. Comprei a da semana passada para ver as notícias da catástrofe no Japão e confesso que nem li. Me arrependi de gastar os tostões.

    O que falei foi sobre a forma histérica que o tio coloca a matéria.

    Aliás, pegando o gancho. Este blog não se pauta por estes que reclamo, pegando dois exemplos, de um lado o tio e de outro o PHA. Esquece os estilos e competências, são dois que tomaram seus lados, são, se você quiser ver assim, o mesmo em lados opostos. Não fico lendo nem um nem outro, e também não me recuso a ler quando quiser. Sou livre, afinal.

    Ainda acho o PHA mais “prejudicial à saúde” que o tio. Mas ambos são.

    Quer um bom exemplo. Do que acompanho de jornalistas e veículos pelo twitter, a bomba de ontem foi a história do José Roberto Arruda ter abrido o bico e apontado sua metralhadora para os caciques do DEM. Sim ou não? Maior ou menor que a questão do blog da Bethânia que também não me agrada? Me parece menor. O lance da Bethânia, quer queiramos ou não, está dentro da lei, por mais que eu goste ou desgoste (estou, neste momento, mais para a segunda opção, mas ainda lendo e dando chances para as todas as explicações cabíveis). Mas o lance do DEM, da dinheirama que o Arruda diz que molhou nas campanhas do Agripino, do Demóstenes, do Caiado e mais, que se ele não deu, quem deu foi o Kassab, ou seja, a turma do DEM foi buscar dinheiro com quem do DEM estava em algum governo etc etc.

    O Caiado saiu berrando ontem no Twitter algo como: “Eu sou honesto, minha mãe sabe disso…”etc etc. Agripino idem.

    Só que este modelão não é privilégio do DEM. Está em todos os partidos, de A a Z, e se tiver algum que esteja fora deste esquema, por favor me aponte que eu quero conhecer.

    Mas, voltando, diga-me, cadê o post do Tio sobre este assunto?

    Pelo menos que eu tenha visto ele faz vista grossa quando a coisa fede para o lado que ele escolheu. Ou não?

    (aqui estão seus últimos posts…

    18/03/2011 às 6:53
    LEIAM ABAIXO

    – O PT e os EUA: da altivez servil ao servilismo altivo;
    – Podem não gostar do que escrevo, mas não sou nem ambíguo nem anfíbio!;
    – Maria Bethania já foi estatizada, e a gente nem sabia!;
    – Delúbio já tem os votos para retornar ao PT;
    – Kassab já está fora do DEM; reunião com Bornhausen é amanhã;
    – Dilma e o tsunami do… óbvio;
    – Resolução vai além de zona de exclusão aérea; autoriza bombardeio mesmo;
    – ONU aprova uso da força militar contra Kadafi na Líbia; Brasil se abstém;
    – Dadas a crise no Oriente Médio e no Japão, precisamos de Maria Bethania declamando poemas escapistas com o dinheiro do público;
    – A bravata do tirano e as “conseqüências que vêm depois”;
    – Pelo fim da reeleição e do voto obrigatório! Ou: petista não sabe a diferença entre direito e dever;

    nadica de nada sobre os estrumes lançados pelo Arruda).

    Sacou meu ponto de vista? Sacou porque não me pauto nem pelo tio nem pelo PHA?

  21. Mona said

    Não acho que ninguém tenha que ser pautado por nada nem ninguém em específico. Mas que a gente tem o direito (por parte de um cidadão comum) e o dever (por parte dos profissionais da área) de buscar múltiplas fontes de informação, para mim isso é inegável. Por conta disso, acesso um montão de blogs, de direita à esquerda. Adoro ler os comentários, comparar as opiniões, verificar as ironias, as platitudes ou o aprofundamento das análises e aprendo muito, muito, mesmo.
    O que creio não caber é, por conta do mensageiro – que muitas vezes não é de nosso agrado – desprezar a mensagem.
    Em tempo: a notícia acerca do “homem do barba” quem postou fui eu, linkando o artigo do Tio.
    Ah, sim: creio que tardará, mas não faltará um artigo dele sobre o Arruda e sua metralhadora giratória. Com qual viés, não sei.
    Pois sempre poderá ser alegado que o Arruda – morto politicamente – está tentando trazer para o cova na qual ele se encontra tanto quem tem algo a esconder, como quem está absolutamente limpo.

  22. Mona said

    Não acho que ninguém tenha que ser pautado por nada nem ninguém em específico. Mas que a gente tem o direito (por parte de um cidadão comum) e o dever (por parte dos profissionais da área) de buscar múltiplas fontes de informação, para mim isso é inegável. Por conta disso, acesso um montão de blogs, de direita à esquerda. Adoro ler os comentários, comparar as opiniões, verificar as ironias, as platitudes ou o aprofundamento das análises e aprendo muito, muito, mesmo.
    O que creio não caber é, por conta do mensageiro – que muitas vezes não é de nosso agrado – desprezar a mensagem.
    Em tempo: a notícia acerca do “homem do barba” quem postou fui eu, linkando o artigo do Tio.
    Ah, sim: creio que tardará, mas não faltará um artigo dele sobre o Arruda e sua metralhadora giratória. Com qual viés, não sei.
    Pois sempre poderá ser alegado que o Arruda – morto politicamente – está tentando trazer para a cova na qual ele se encontra tanto quem tem algo a esconder, como quem está absolutamente limpo.

  23. Mona said

    Complementando: difícil é achar alguém absolutamente limpo no campo da política. Tudo é uma merda só…

  24. Chesterton said

    http://polibiobraga.blogspot.com/2011/03/veja-denuncia-cursinho-de-luciana-genro.html

  25. Pax said

    Cara Mona,

    Também acesso tudo que me dá na telha, seja de onde for. Vermelho, azul, amarelo e verde.

    E nós sabemos muito bem que o tio, quando é para o lado que ele quer, não deixa passar nada em branco. Né não?

    Claro que ele prefere, neste momento, sentar o pau na Bethânia, que liga ao Chico, que liga ao Lula, que liga na Dilma etc. É o jogo que ele quer fazer. Só não quer admitir que é cabo eleitoral. Simples assim.

  26. Pax said

    Caro Chesterton,

    O Políbio? Caraca. De novo, não vi nada na matéria que pareça merecer a coleção do blog. Saca só, em especial, o negrito:

    A ex-deputada Luciana Genro, do PSOL, que nesta sexta-feira de manhã foi tocar comício na frente da Câmara de Vereadores, onde pretende ter assento a partir de 2013, vai passar um o Carnaval com sérios poblemas para explicar o conteúdo da reportagem de página inteira que a revista Veja publica na sua edição deste final de semana. A revista descobriu que as empresas que patrocinarão o cursinho pré-vestibular de Luciana receberá pelo menos R$ 500 mil por ano da Icatu Seguros, Zaffari, Panvel, Multiplan (BarraShoppingSul) e Fecomércio. A ex-deputada busca mais R$ 500 mil. A Associação 17 de Setembro, de São Paulo, que está por trás do negócio, pode receber recursos públicos.

    Você e eu conhecemos o Zaffari, a Panvel etc… o que há de errado aqui?

  27. Chesterton said

  28. Chesterton said

    O Mundo Precisa de Poesia e Os Comunistas de Alguns Milhões
    A produtora que fará os vídeos com pílulas poéticas de Maria Bethania — o nome do blog será “O Mundo Precisa de Poesia” — é a Conspiração Filmes. Um dos sócios da empresa é Lula Buarque, sobrinho do Chico Jabuti e da Ana de Hollanda, ministra da Cultura.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/sobrinho-de-ministra-da-cultura-e-socio-de-produtora-que-fara-videos-de-bathania-com-capile-oficial/

  29. Chesterton said

    oltando à vaca fria: o Ministério da Cultura (MinC) é tão pródigo que já nem sabe com qual mão dá milho aos porcos. Leio na Folha de São Paulo de hoje: na nota em que a assessoria de comunicação do MinC tentava explicar a falcatrua da musa da Máfia do Dendê, estava escrito que o projeto de Bethânia, aprovado para captação pela Lei do Audiovisual, havia sido aprovado pela CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura). Acontece que a CNIC só analisa projetos que se utilizam da Lei Rouanet.

    Na verdade, a grana foi subtraída do bolso do contribuinte através da Lei do Audiovisual, que é gerida pela Ancine (Agência Nacional de Cinema). Os assessores de imprensa do MinC redigiram uma errata na noite de anteontem. Mudam as moscas. O substrato emético aquele continua o mesmo. A roubalheira é tamanha que o Minc já nem sabe quais armas usou no assalto.

    O cineasta Andrucha Waddington, responsável pela produção de vídeos da decana da Máfia do Dendê, deixou claro que já tinha perdido a paciência. Ou os estribos. “Parece que eu tô roubando alguém”, disse. Claro que está. Por que raios há de o contribuinte arcar com o financiamento de uma cantora de sucesso? (continua)
    Janer Cristaldo

  30. Chesterton said

    Costumo afirmar que, no Brasil, quando se puxa um fio de meada, vem um novelo junto. Bethânia teve liberados 1,3 milhão de reais para seu projeto, dos quais 600 mil iriam para sua modesta poupança. No prazo de um ano, isto dá 50 mil reais por mês, bolo de cédulas de fazer inveja até a deputados ou senadores corruptos. A deputada Jaqueline Roriz é moça tímida, de ambições modestas. Recebeu apenas um mísero pacotinho de 50 mil. Este é o pacote que Bethânia abiscoita. Por mês.

    Fosse só isso, seria só isso e nada mais. Puxado o fio, veio o novelo atrás. Ainda na Folha de hoje, leio que o Minc já autorizou Bethânia a captar R$ 10,5 milhões para seis projetos culturais desde 2006. O que, de lá para cá, dá a bela soma de mais de dois milhões de reais por ano. Poucos são os deputados corruptos que conseguem levantar, no ano, tal bolada. A mesquinharia e ganância dos baianos da Máfia do Dendê é tão desmesurada que, mesmo milionários, avançam no dinheiro público.
    idem

  31. Chesterton said

    Não bastasse o contribuinte financiar as vaidades de diretores e atores do cinema e teatro nacionais, não bastasse financiar silicone e hormônios para travestis, terá de financiar uma máfia que não têm pudor algum em enfiar a mão em seu bolso.

    Que o mundo precise de poesia, se entende. Já Bethânia é perfeitamente descartável. Por muito menos que isso, os Estados Unidos declararam sua independência.
    idem…hilário

  32. Mona said

    Interessante que hoje, pela manhã, o Boechat começou a comentar essa história da Betânia, tendo como fundo musical aquela musica deliciosa dela: “de repente, fico /rindo à toa /sem saber por quê…”
    Bem, se ela não sabe, a gente já…
    Uma dos ditados que o Tio gosta de declamar (declamar tá na moda…) é: a cada enxadada, um minhoca.
    Creio que o “ordem e progresso” deveria ser substituído por esse slogan.

  33. Elias said

    Marcelo e Vilarnovo,

    No Brasil, a criação de ZPEs está AUTORIZADA.

    Isso vem desde o governo Itamar Franco. Só o Itamar autorizou a criação de 17 ZPEs.

    O que não existe — e foi a isso que me referi — é ZPE EM FUNCIONAMENTO.

    Houve um nó na regulamentação, que atravessou o restante do mandato do Itamar, os 2 mandatos do FHC e o primeiro mandato do Lula. Só em 2009 esse nó seria desatado.

    Se não existisse ZPE?

    Ora, se não existisse ZPE, uma das conseqüências seria que a China estaria nas mesmas difíceis condições de algumas décadas atrás. Boa parte do progresso econômico chinês está amarrado nas ZPEs instaladas no litoral do país.

    Os EUA, o Canadá, etc, também sofreriam horrores sem suas ZPEs.

    O errado, gente, não é existir ZPE. O errado é estar no grande jogo sem ter ZPE.

    Faz mal quem não tem.

    Marcelo,

    I
    Os principais balcões americanos de que já ouvi falar — e que, aliás, inspiraram balcões brasileiros — são a TVA e as ZPEs sobre as quais estamos comentando.

    Os favores ao pessoal que se instala nas ZPEs são imensos. Favores creditícios, fiscais, administrativos e cambiais (você não necessita repatriar a receita da exportação, p.ex.; só faz isso se e quando quiser).

    II
    Você está absolutamente correto com relação à corrida de obstáculos que se tem que enfrentar, aqui no Brasil, pra se abrir um negócio.

    É uma coisa absolutamente demente!

    É como se o país não tivesse o menor interesse no surgimento de novas empresas.

    E é claro que esses obstáculos criam um ambiente pra lá de favorável à corrupção.

    É a velha história de se criar dificuldades pra vender facilidades…

  34. Patriarca da Paciência said

    Vejam como coisas boas também acontecem.

    Que história mais interessante!

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110316_sem_teto_herdeiro_rw.shtml

  35. Pax said

    E a discussão que propus, para continuarmos nossas boas argumentações sobre liberalismo e social democracia, sobre as mineradoras chilenas e nossa Petrobras, ficou no espaço.

    Mas aqui é assim mesmo, o pedaço é democrático.

    Tanto que posso insistir que este assunto ainda seja levado em consideração. Também sou gente. =)

  36. vilarnovo said

    Patriarca – Aí teríamos que entrar no campo filosófico do debate aristotélico sobre felicidade.

    O mais engraçado foi que Aristóteles classificou a Vida Contemplativa como a maior das virtudes (que levam a felicidade). Ou seja,a Vida Contemplativa, a atividade das virtudes intelectuais, busca a apreensão da verdade, é a vida dos filósofos…

    … justamente o tipo de pessoa que muitas vezes se isola do mundo buscado a “sua” felicidade.

    Agora isto:

    “Temos que aceitar que todos necesitamos de tutelamente e, já que isto é um “mal necessário”, que seja pelo menos, fruto de um consenso, melhor ainda, de bom senso.”

    Na boa, isso é nojento. Fale por sí só. Eu não preciso de tutelamento nenhum. Se você, por livre e espontânea vontade, quer ser um escravo de alguém, fique a vontade. Mas não tente colocar as SUAS vontades, os SEUS desejos como se fossem iguais para todos.

    Só fico ambascabado quando alguém abre mão consicentemente de seu livre arbítrio para se sujeitar ao domínio de alguém ou de um grupo de pessoas.

  37. Chesterton said

    E eu vou colecionando (já que o Pax não se importa) falcatruas do PT….

  38. Chesterton said

    “Temos que aceitar que todos necesitamos de tutelamente e, já que isto é um “mal necessário”, que seja pelo menos, fruto de um consenso, melhor ainda, de bom senso.”

    chest- my god, que mente doentia escreveu isso?

  39. Olá!

    Pax, antes da matéria ser publicada no blog do Reinaldo Azevedo, ela foi publicada na versão impressa da revista Veja.

    Enfim, quem decide publicar ou não a tal matéria é você.

    Até!

    Marcelo

  40. Mona said

    Acho que pode estar havendo confusão, por parte do Patriarca, entre essa questão do “tutelamento” por parte do Estado e o contrato social que tacitamente foi assinado pela sociedade ao outorgar ao Estado determinadas prerrogativas, principalmente no que diz respeito ao uso da força (poder de polícia). Não são a mesma coisa, em absoluto. Isso necessitaria de um tempo maior para o desenvolvimento da questão (principalmente, para a pesquiasa e a elaboração do texto), coisa que não possuo no momento.

  41. Elias said

    Pax, # 35

    Não estou muito convencido da “desestatização” da economia chilena, cantada em verso e prosa pelos liberais brasileiros.

    A espinha dorsal da economia chilena é a produção mineral. Que é estatal.

    Agora, gostaria de saber mais sobre o sistema previdenciário do Chile. Salvo engano, lá se adotou o sistema de capitalização. Além disso, também foram implantadas as mútuas de acidentes do trabalho.

    Duas coisas que, a meu ver, fazem falta pra caramba no Brasil.

    A previdência social brasileira não passa de um “esquema Ponzi”. Se um particular fizer o mesmo é crime, em qualquer parte do mundo.

    E o SAT, todos os anos garfa milhões dos bolsos de todos nós sem dar nada em troca.

  42. Chesterton said

    “O PT tem um lado forte cristão e sabe perdoar. Por isso, mais de 70% são pela volta do Delúbio”, afirmou o deputado Jilmar Tatto (PT-SP). “Ele cometeu erros, foi punido e agora o clima é tranquilo. Ninguém quer briga.”

    chest- o PT se acha no direito de perdoar um criminoso no Brasil. Mas é megalomania da grave que assola todo território continental….

  43. vilarnovo said

    Mona – Perfeito. Parece que para o Patriarca o Estado nasce antes do Indivíduo quando é justamente o contrário como vc muito bem lembrou do Pacto Social. Ele precisa ler urgentemente o “Segundo Tratado sobre o Governo Civil” de Locke…

  44. Mona said

    Peço licença aos caros companheiros de boteco (esta rodada de chopp tá prometendo), para linkar um vermelho e azul com o Reinaldo acerca da defesa que Jorge Furtado fez da “007-licença para captar” outorgada à Betânia e a incrível ignorância que o cineasta tem sobre o que é renúncia fiscal. Demolidor.

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/cineasta-petista-propoe-a-estatizacao-de-maria-bethania-e-ataca-os-%e2%80%9cbrancos-de-sao-paulo%e2%80%9d/

  45. Chesterton said

    Reinaldão coloca o Jorge “Ilha das Flores” Furtado no seu devido lugar.

  46. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/quem-e-mesmo-o-branco-de-direita-jorge-furtado-o-esquerdista-e-um-filho-da-arena-convertido-ao-pt/

    eu lembro quando ele largou o curso de medicina.

  47. Pax said

    E o tio “esquece” as denúncias do Arruda. Quando é para o lado dele o papo é esconder geral.

    Que vergonha.

  48. Chesterton said

    Parece você.

  49. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/tag/jose-roberto-arruda/

  50. Chesterton said

    é , não parece mesmo…

  51. Patriarca da Paciência said

    Meus caros Vilarnovo e Mona,

    a tese de que “as pessoas nem sempre procuram o que lhes é vantajoso e, ao contrário, muitos vezes procuram justamente o que lhes é nocivo”, é de Dostoievski.

    Essa história da mulher que, contrariando toda a família e os amigos, casa-se com um verdadeiro crápula, também é de Dostoievski – é a mãe Karamazov.

    O pai Karamazov é um dos maiores crápulas criados pela literatura.

    O grande escritor indaga. O que leva uma mulher inteligente, bem educado e finíssima, a se casar com um verdadeiro verme?

    E reponde. Talvez por romantismo. Talvez apenas para contrariar a família.

    Quanto ao “livre arbítrio”, acho que a Mona mandou bem quando disse:

    “Assim, meu caro Patriarca, somos um poço de emoções a decidir e agir, sob a ilusão de sermos racionais. Por conta de nossos afetos, aumentamos significativamente o lado positivo de algo em detrimento do seu lado negativo, procurando sempre uma relação custo/benefício que julgamos interessante para aquele momento. Ou seja, procuramos sempre uma desculpa (o tal do auto-engano) para agir de determinado modo, tomar determinada atitude, sob uma carga emocional valorativa dessas ações. E isso vale, ao que parece, para todas as esferas de nossas vidas, por mais que pensemos termos agido de maneira absolutamente racional em determinadas escolhas que fizemos ao longo de nossas vidas.”

  52. Pax said

    É, Chesterton, não parece mesmo. A última citação do tal tio que se diz um analista e não um cabo eleitoral é de 2010. Esqueceu de citar a graninha que o Arruda, segundo o noticiário, diz ter dado para o Agripino, para o Demóstenes, para o Caiado etc.

    É que realmente não interessa em nada.

    Entendo essa lógica do tio.

  53. Patriarca – O fato de uma pessoa fazer mal a si mesma, não lhe dá o direito (nem a mim e muito menos ao Estado) de agir de uma maneira coercitiva seja lá qual for. Uma pessoa só muda se ela mesmo desejar mudar.

    Não adianta oferecer tratamento para um viciado se ele não desejar realmente largar as drogas. Não adianta tentar ressocializar um criminoso se ele não deseja realmente deixar o crime.

  54. Chesterton said

    O estado não tem nada que se meter na vida de pessoas que não cometeram crimes.

    Pax, um post sobre Luciana Genro, SVP

  55. Patriarca da Paciência said

    Vilarnovo,

    outra impressionante tese de Dostoievski, “as pessoas não acreditam naquilo que os fatos mostram. As pessoas acreditam, naquilo que estão predispostas a acreditar.”

  56. Chesterton said

  57. Chesterton said

  58. Chesterton said

    As Palin reminds us, Secretary of Energy Steven Chu actually pines for gasoline prices as high as Europe’s ($9-plus) as a tool of social regimentation “to coax consumers into buying more-efficient cars,” as the Wall Street Journal reported, “and living in neighborhoods closer to work.” Chu told the paper, “Somehow we have to figure out how to boost the price of gasoline to the levels in Europe.”

    chest- enlouqueceram…

  59. Chesterton said

    sábado, 19 de março de 2011
    O TEMPO PASSA, O TEMPO VOA… EM BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO!
    Em 2002, ainda naquela febre antiterrorista dos EUA, nosso então chanceler, Celso Lafer, foi obrigado a tirar os sapatos em um aeroporto (todos o fizeram, a segurança não o tratou de forma privilegiada). Isso virou um ‘case’ para petistas, que usavam tal episódio para mostrar que, sob Lula, o Brasil não passaria por esse tipo de constrangimento.

    (…)

    OS PRINCIPAIS MINISTROS DE DILMA foram REVISTADOS EM SOLO BRASILEIRO. Uma humilhação? Talvez. Mas se você é o segurança e precisa proteger Obama, o que faria com Lobão, Mercadante, Pimentel e a turma toda?

    Humilhação, sim! De sentar no meio-fio e chorar lágrimas de esguicho!

    Isso é pra parar com essa palhaçada de que, com o PT no governo, falamos de “igual pra igual” com os Estados Unidos. Porra nenhuma! Alguém imagina um ministro francês sendo revistado pelos seguranças do Obama? Ou um italiano? Ou um alemão?

    Lula não tirou a gente do terceiro mundo mental…

    Detonado por Felipe Flexa

  60. Patriarca da Paciência said

    Pelo que foi noticiadopela próprio telejornal da Bandeirantes,

    ao serem notificados que a segurança de Obama exigia que os ministros fossem revistados antes de participar da “reunião” com o Obama,

  61. Patriarca da Paciência said

    TODOS SE RECUSARAM E NENHUM PARTICIPOU DA TAL “REUNIÃO”.

    Ou o Ricardo Boechat, no telejornal da Baneirantes de ontem, está mentindo ou esse aí, o tal Felipe Flexa, o qual teve um delírio de retono ao servilismo, um verdadeiro orgasmo com o seu complexo de vira lata.

  62. Chesterton said

    eles foram embora porque não havia traduçãom simultanea….depois da revista.

  63. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    pesquisei na “fôia” na “óia”, no “estadinho” e no blog “jornal do Brasil”.

    Nenhuma noticiazinha sobre a “revista” dos ministros brasileiros.

    Pior de que esse delirante complexo de vira lata, desejando o retorno ao servilismo, só mesmo a paranóia dos norte-americanos!

    Eles veem terroristas muçulmanos até dentro do bolso de ministros brasileiros!

  64. Chesterton said

    hahahahah se fuderam, a midia cala mas tá todo mundo sabendo

    Toma mais essa

    Christianity the reason for West’s success, say the Chinese

    Author: Tom O’Gorman
    Date: 3rd March 2011

    In the West we are doing our best to destroy our Christian heritage but in China, Chinese intellectuals are coming around to the view that it is precisely this heritage that has made the West so successful.

    Former editor of the Sunday Telegraph, Dominic Lawson, in a review in the Sunday Times of Niall Ferguson’s new book, ‘Civilisation: The West and the Rest’, carries a quote from a member of the Chinese Academy of Social Sciences in which he tries to account for the success of the West, to date.

    He said: “One of the things we were asked to look into was what accounted for the success, in fact, the pre-eminence of the West all over the world.

    “We studied everything we could from the historical, political, economic, and cultural perspective. At first, we thought it was because you had more powerful guns than we had.

    “Then we thought it was because you had the best political system. Next we focused on your economic system.

    “But in the past twenty years, we have realised that the heart of your culture is your religion: Christianity. That is why the West is so powerful.

    “The Christian moral foundation of social and cultural life was what made possible the emergence of capitalism and then the successful transition to democratic politics. We don’t have any doubt about this.”

    Note the source. It isn’t from a religious leader, or some religious think-tank. The Chinese Academy of Social Sciences is an instrument of the Chinese Communist government which spends a not inconsiderable amount of time and money persecuting Christians and is officially atheistic.

    If this is the conclusion it has come to, maybe Europe needs to reconsider whether it mightn’t be an idea to encourage rather than eradicate Christianity.

    Incidentally, just to drive home the point, Lawson also refers to this data point in Ferguson’s book: Wenzhou, the Chinese city which is rated as the most entrepreneurial in the country, is also home to 1,400 churches.

    Lawson refers to a quote in the book from a prominent Wenzhou business leader, a Mr Hanping Zhang, who argues that “an absence of trust had been one of the main factors holding China back; but he feels he can trust his fellow Christians because he knows that they will be honest in their dealings with him”.

    It has long been accepted that Christianity is one of the core elements of Western civilisation; it is too little understood that it is also one of the secrets of the stunning success of that civilisation.

  65. Chesterton said

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,irritados-com-rigor-da-seguranca–ministros-desistem-de-encontro-empresarial-com-obama,694341,0.htm

  66. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    do próprio link que você colocou:

    “Irritados com seguranças, ministros desistem de encontro com Obama”

    “BRASÍLIA – Indignados com a forte revista feita pela segurança da comitiva de Barack Obama, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Edison Lobão (Minas e Energia), Aloizio Mercadante (Ciências e Tecnologia) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) não pensaram duas vezes: abandonaram o encontro da Cúpula Empresarial Brasil-Estados Unidos sem assistir o aguardado discurso do presidente dos EUA.”

    e ainda do próprio link que você colocou:

    “Brasília – O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado, 19, em Brasília, que o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global. ”

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ao-lado-de-dilma-obama-diz-que-brasil-e-cada-vez-mais-um-lider-mundial,694262,0.htm

  67. Chesterton said

    do próprio link

    O ministro Aloizio Mercadante reclamou muito, mas acabou passando pela revista junto com seus colegas de ministério. Mantega chegou a comentar que nem em viagens internacionais tinha passado por tal constrangimento.

    “Brasília – O presidente americano, Barack Obama, disse neste sábado, 19, em Brasília, que o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global. ”

    chest- sim, e você acredita em conto de fadas.

  68. Pax said

    Confesso que estou muito pouco preocupado com as conversas de salão de beleza política. De outro lado estou bastante preocupado com a fraquíssima oposição. Não faz bem para a Democracia. De forma alguma.

    Uma boa análise sobre as relações entre Dilma e FHC, à além dos assuntos da visita do Obama, foi feita pela Cristiana Lobo.

    Merece ser vista no vídeo da GloboNews.

    Aqui – http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1654436-17665-313,00.html

    Onde quero chegar? Dilma tem conseguido agradar a oposição mais séria. FHC é um bom exemplo disto. Vou um pouco mais longe, Dilma é mais “esquerda” que petista. FHC também, como bem diz a Cristiana. E?…

    E, meu sonho pode ser que comece a se realizar: PT e PSDB unidos. Um belo pé na bunda do PMDB de Sarney.

    Onde mora o perigo? A tal falta da oposição!

    Onde os valores liberais serão defendidos?

    Sem uma contraposição a esquerda tende a se perder. A social democracia sem o contraponto liberal acaba por se enfraquecer.

    Problema é achar quem possa defender a bandeira liberal no Brasil. Agripino Maia? Cezar Maia? Ora, por favor, vamos combinar que é preciso encontrar nomes à altura de uma causa.

  69. Chesterton said

    Que tal você, Pax?

  70. Pax said

    Olha, caro Chesterton, tenho enorme simpatia por várias coisas que os liberais tentam empunhar como bandeira, principalmente alguns colegas aqui do blog. Vou listar algumas:

    – liberdade de fazer negócios
    – redução da carga tributária
    – estado fora de empresas que não são estratégicas
    – proteção à propriedade privada
    – etc

    De outro lado tenho, como sempre afirmo, minhas enormes discordâncias que a iniciativa privada sozinha consiga produzir:

    – Educação para todos com qualidade (veja, não descarto que haja iniciativa privada aqui, só que o Estado tem que garantir, no meu entender, que quem não pode pagar uma escola particular, tenha uma à altura, com o mesmo nível da particular)
    – Saúde – idem acima, para não me alongar muito
    – Segurança Pública
    – Áreas estratégicas para o país. Petrobras é um bom exemplo, discussão que provoquei e não vingou aqui nos comentários.
    – etc

    Dito isto, meu caro e velho bom Chesterton, não seria capaz de empunhar a bandeira liberal nem mesmo neste minúsculo espaço de discussão.

    O que não quer dizer, de forma alguma, que desprezo os valores liberais.

    Acho que pontos e contrapontos acabam em resultados melhores.

    Veja o caso do Chile. Os liberais assumiram o poder, implantaram vários dos itens acima que considero bons e os socialistas, depois, se convenceram que o país estava melhor com eles (menos impostos, menos corrupção, menos estatais etc). Os socialistas do Chile não derrubaram as coisas boas que os liberais de lá implementaram.

    A alternância do poder de lá acabou produzindo um exemplo que merece ser analisado.

    Sacou?

  71. Chesterton said

    Não quis entrar em detalhes, mas você vive falando que é essencial uma oposição liberal mais forte. Quando as pessoas realmente acreditam no que falam, agem.

  72. Chesterton said

    Os socialistas do Chile não derrubaram as coisas boas que os liberais de lá implementaram.

    chest- porque o socialismo, na prática, é impossível. Não por boa vontade dos socialistas, mas por que caíram na real.
    O problema é que você acha que o estado pode fazer coisas que o estado já se mostrou completamente adequado, isto é, descamba para o autoritarismo se começa a praticar aquilo que você acha seu dever.
    Sorry man, mas você ainda sonha. Volte ao Chile, visite Cuba, sei lá.

  73. Pax said

    Caro Chesterton,

    Do ideário socialista eu já estou longe desde os tempos que dava conta de manter as namoradas do Centro Acadêmico.

    Foi-se. Hoje em dia tento convencer um sobrinho, que gosta do PSTU, que ele, de 19 anos, é mais anacrônico e mofado que o tio de 51.

    Fui ao Chile agora, olhei mais de perto. Já tinha ido a trabalho outras vezes naquela correria de escritório, restaurante, hotel e aeroporto. Agora fui e fiquei por lá uns dias, curti, olhei de perto, vi e vivi as coisas, falei com as pessoas, andei nas ruas etc.

    Em Cuba nunca fui, tenho vontade de conhecer a geografia, mas o sistema político? Tô fora, meu amigo. Conheço o cheiro de ditadura faz tempo.

  74. Chesterton said

    então és um liberal “cripto”?

  75. Patriarca da Paciência said

    É Pax,

    a coisa anda feia mesmo para a direita brasileira.

    O único partido, declaradamente de direita, tornou-se Social Democrata.

    “O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criticou neste sábado o que chamou de postura “errática” do DEM com o governo federal e afirmou que seu novo partido, o PSD (Partido Social Democrático), será criado em até três meses.”

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/891096-kassab-critica-postura-erratica-do-dem-com-governo-federal.shtml.

    Na minha opinião, um dos poucos políticos consistentes de direita no Brasil é o Guilherme Afif Domingos. Agora o homem tornou-se também social democrata!

    O Brasil é um caso raro de país que extinguiu a direita pelo voto!

    Pode ser que o DEM ainda sobreviva ainda por algum tempo, mas minúsculo e inexpressivo.

  76. Patriarca da Paciência said

    “chest- sim, e você acredita em conto de fadas.”

    Ô Chesterton,

    eu ou o Obama e o Estadão?

    Quem falou que que “o Brasil é cada vez mais um líder mundial, e não somente regional, no contexto de uma nova realidade geopolítica global. ” foi o Obama e quem trascreveu foi o Estadão!

  77. Chesterton said

    mas você acredita a ponto de usar a frase como argumento.

    —————

    No melhor ‘twitter’ do dia:

    E a segurança do Obama fez o que o STF não fez: revistou nossos ministros.

    Falando sério, sabemos que vários dos ministros revistados já participaram de ações fora-da-lei contra “o imperialismo americano”, já fizeram discursos raivosos contra “os EUA” e alguns se regozijaram quando do atentado de 11 de Setembro.

    O que você queria? Que o segurança achasse que o sangue anti-americano teria secado nas veias deste povo? No final, acabou sendo uma boa lição involuntária para esta gente: “quer falar mal da gente e entrar sem revista na sala onde está nosso presidente? Não, não isto aqui não é a avacalhação brasileira, levante os braços que autoridade também é cidadão”.

    As autoridades brasileiras precisam parar de se comportar como se estivessem em alguma republiqueta latino-americana. Espere…nós estamos em uma republiqueta latino-americana! Ihhhhh…

    http://gustibusgustibus.wordpress.com/

  78. Chesterton said

    exato, a direita não tem representação política.
    Se aqueles que acham que os valores liberais devem ser mantidos não falarem (oi, Pax) a esquerda a mais radical vai tomar 100% do espaço. Viraremos a Argentina pós-Peron em 10 anos.

  79. Pax said

    Menos, caro Chesterton, menos.

    Nem mesmo os centro esquerda aguentam os esquerdistas mais radicais. Quer um exemplinho de nada? O PSTU levou 0,08% nas eleições presidenciais de 2010.

    Contra números que o povo sacramenta não há argumento que vença.

    Então, e de novo, menos, caro velho e bom Chesterton.

    O anacronismo da Guerra Fria já se foi faz tempo.

  80. Chesterton said

    mas se a direita não tem representação, o que é a esquerda hoje?

  81. Chesterton said

    isso?:

    FILHOS DE ELIS USAM CADÁVER DA MÃE
    PARA LEVANTAR GRANA DE MINISTÉRIO

    “Uma operação Elis, com um documentário de seis horas de duração, exposição, biografia e shows da filha de Elis, Maria Rita, por cinco cidades do País, compõem um projeto maior, chamado Redescobrindo Elis. Uma captação aprovada pelo Ministério da Cultura permite a João Marcello captar até R$ 5,8 milhões com patrocinadores para as investidas, programadas para o segundo semestre de 2012. “Assim que fiz 40 anos resolvi que deveria realizar algo maior pela minha mãe. E no ano que vem serão completados 30 anos da morte de Elis.”

    A notícia me foi enviada por uma leitora. Dono de uma gravadora muito bem-sucedida – me pergunta a leitora – por que ele próprio não paga a conta? Essa roubalheira não vai ter fim nunca?

    Não vai, caríssima. A renúncia fiscal pode ser imoral, mas no Brasil já foi regulamentada. É perfeitamente legal. Se Elis Regina morreu drogada, de corrupta não podemos acusá-la. Mas cadáver de mãe sempre rende. Outros filhos amantíssimos certamente surgirão em breve. E o contribuinte continuará pagando as homenagens.

    – Enviado por Janer

  82. Elias said

    Chester: “Exato, a direita não tem representação política. Se aqueles que acham que os valores liberais devem ser mantidos não falarem (oi, Pax) a esquerda a mais radical vai tomar 100% do espaço. Viraremos a Argentina pós-Peron em 10 anos.”

    Elias: Além do mais, a direita brasileira, que já estava meio doida, tá ficando doida e meia. Ela pensa que “valores liberais” são valores da direita.

    Pior é que ela tem medo da “esquerda mais radical” que, por sinal, tá mais desminlinguida que a própria direita.

    O quadro patológico se completa, com a esquerda mais radical se borrando de medo da direita…

    Isso não é problema político. Isso é problema médico.

    Solução: AS DUAS PRA CLÍNICA PSIQUIÁTRICA MAIS PRÓXIMA! JÁ!

    Chester: “Não quis entrar em detalhes, mas você vive falando que é essencial uma oposição liberal mais forte. Quando as pessoas realmente acreditam no que falam, agem.”

    Elias: O Chester, por exemplo, não acredita em nada do que ele fala. Tanto que ele não age.

    É que, se ele agisse, se tornaria militante político, e militante ele já disse um porrilhão de vezes que não é. Ele apenas “busca a verdade”, seja lá que diabo for isso.

    Uma das “verdades” que ele encontrou foram os “valores liberais” como parte do ideário da direita…

    Lembra a paródia de um rock de mil novecentos e Hebe Camargo: “…a água da banheira ele mexeu com a colher / depois de passar pasta de dente no pão / foi se lavar na xícara de café…”

    É a cara do Chester…

  83. Pax said

    Esta é uma boa questão, caro Elias:

    – se a direita brasileira (ex.: DEM) continuar querendo afirmar que os valores liberais estão sob seu guarda-chuva então os valores liberais estão fritos.

    Sinceramente torço que os liberais encontrem guarda melhor.

    Já afirmei inúmeras vezes, acredito que se tivermos estas duas forças representadas, liberalismo e social democracia, e alternância de poder, só temos a ganhar.

    Vide o caso do Chile.

    (o Chile não é perfeito, claro que não, mas sob estes aspectos de liberdade econômica, baixa corrupção, menor carga tributária etc, eles têm um modelo que merece estudo)

  84. Olá!

    Peço licença ao Pax para anunciar o mais novo post no meu humilde blog:

    A Relação Entre o Índice de Liberdade Econômica e a Quantidade de Procedimentos Necessários Para Abrir Uma Empresa no Período 2004-2011.

    Nesse post há tabelas e gráficos interessantes. Também há uma comparação entre Brasil e Chile em termos de liberdade econômica, corrupção e burocracia.

    Esse post segue a mesma veia poética do post anterior que analisou como se relacionam a corrupção e a quantidade de procedimentos necessários para se abrir uma empresa.

    Para o pessoal que tem preguiça de ler, eis um mapa que faz o resumo da ópera.

    Até!

    Marcelo

  85. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Eu já havia lido estes posts. E, no meu entender, são boas fontes de consulta, sim.

    Há vários momentos por aqui que as opiniões se aproximam, mesmo que cada um tenha um ponto de vista mais “embandeirado” e puxe a brasa para sua sardinha.

    Não acredito que a turma moderada do PT queira estatizar tudo, ou seja contrária a mitigar a corrupção, ou mesmo que não queira desburocratizar o modelo tributário e fiscal brasileiro.

    Da mesma forma como não acredito que todos os liberais sejam absolutamente contrários ao Estado prover Educação, Saúde e Segurança. Nem mesmo acredito que os liberais sejam contrários a todas as iniciativas do Estado no sentido de proteger interesses estratégicos.

    As questões moram em outras paragens.

    Há forças do PT que me parecem bastante retrógradas. Absolutamente dispensáveis. Visões tacanhas, quando não canalhas mesmo.

    e

    Há forças na, dita, direita brasileira, que são ainda piores, coronelistas. E estes querem abraçar a causa liberal como se lhes fosse inerente. Quando são exatamente contrários aos princípios.

    E, por fim, na esquizofrenia política nacional, forças tacanhas da esquerda se unem a forças coronelistas da direita e todos (estes) se unem contra os interesses do país. Vira o tal patrimonialismo que mama nas tetas.

    Um bom exemplo de onde estes se abrigaram é nas Agências Regulatórias. E em várias estatais.

    Tenho gostado de algumas atitudes da Dilma. Parece-me que tenta peitar algumas destas estruturas. Tomara que esteja certo.

    Caso contrário não terei o menor pudor em me colocar do outro lado do campo de batalha e soltar o verbo. Aliás aqui mora um ponto importante pacas. Dilma percorre um fio de navalha. Ela não tem o carisma que Lula conquistou. É fato. E não terá sustentação, como Lula teve, caso sua imagem despenque.

    Tenho um achismo que ela entende essa delicada posição. Posso estar redondamente enganado. Espero que não.

    No dia que Dilma sair com uma afirmação como a do Lula que disse algo como: “Sarney não pode ser julgado como uma pessoa qualquer” ela dança e o tombo não será pequeno.

  86. Pax said

    Aqui um assunto que está na pauta política sem estar na pauta da sociedade, ao menos da forma como acho que deveria estar, com envolvimento profundo, mas que é de interesse geral, entendo eu:

    A REFORMA POLÍTICA em discussão no Senado

    http://www.senado.gov.br/atividade/materia/getPDF.asp?t=86989&tp=1

    Gostaria de ter competência para escrever um belo post sobre este importante tema.

  87. Elias said

    Pax,

    Acho que o problema da direita brasileira é que ela nunca aprendeu a fazer política. Daí que sempre teve que apelar pro golpe, pra safadeza…

    Veja o que acontece agora. O discurso da direita brasileira tem 2 eixos básicos:

    1 – Os tais “valores liberais”.

    2 – O perigo representado pela “esquerda radical” (há um tempo atrás, a Veja chegou a dizer que o PT é um partido leninista; qualquer pessoa minimamente versada em ciência política sabe o quanto isso é falso).

    Como se sabe, os “valores liberais” não fazem parte do ideário da direita. É algo tão manjado que nem vou me deter nisso agora.

    E quanto ao perigo da “esquerda radical”?

    É outro truque ensaiado, que o cachorro velho aprendeu quando era jovem. Não esqueceu esses truques, mas não conseguiu aprender truques novos.

    Aí, quando chega visita na casa o que ele faz? Repete os truques que lhe proporcionavam aplausos e prêmios, em sua remota juventude.

    Ele não entende que esses truques já cansaram. Não impressionam mais. E fica desapontado quando ninguém mais o aplaude.

    O cachorro velho é, agora, também um cachorro triste…

    Ao longo do século XX, houve, como se sabe, a bi-polarização ideológica. Os comunistas tentavam vender a “revolução”. Os anti-comunistas vendiam a “contra-revolução”.

    Pra melhor vender seu produto, os anti-comunistas criaram a tese do “inimigo interno”. Foi isso que presidiu a doutrina da “Segurança Nacional” ao longo de boa parte do século passado, em praticamente toda a América Latina, Brasil incluso.

    Hoje, quem compraria essa mercadoria bichada? Pouca gente.

    Neste final de semana, li o depoimento de uns 20 oficiais superiores das Forças Armadas Brasileiras. Nenhum major. Só coronel/mar-e-guerra pra cima. Todos declararam que:

    1 – Foi um erro embarcar na tese do “inimigo interno”.

    2 – O regime militar deveria ter se encerrado ao fim da gestão Castello Branco, que deveria ter durado 5 anos.

    3 – Impedir a posse do Pedro Aleixo foi um imenso erro.

    4- O AI-5 foi um erro ainda maior.

    5 – Idem fazer do SNI uma espécie de polícia política, ao mesmo tempo em que neglicenciava as funções que efetivamente deveriam ser desempenhadas pelo órgão (houve ministro militar que soube da invasão das Malvinas pelo rádio do carro).

    6 – A tortura de presos políticos foi outro imenso erro (é inadmissível que um sujeito torture um prisioneiro e, ao mesmo tempo, diga que está defendendo a democracia). Um dos generais, muito apropriadamente, cita Osório nesse particular, lembrando o tratamento que o grande soldado-cidadão exigia que fosse dado aos prisioneiros paraguaios.

    7 – E por aí afora.

    E sabe quem está entre os que deram esse tipo de declaração? Gente como o general Newton Cruz…
    Generais, brigadeiros, almirantes-de-esquadra, coronéis, capitães-de-mar-e-guerra, etc, que conspiraram em 1964, que eram contra a conspiração ou que nem haviam entrado na arma, naquela época. Gente que participou do regime, servindo em altos escalões e gente que simplesmente se recusou em participar.

    Mesmo assim, esse pessoal todo tem vários pontos em comum: a noção de que o regime durou demais; o AI-5 foi um erro, o impedimento de Pedro Aleixo outro e, sem exceção, a noção de que a doutrina do “inimigo interno” foi uma roubada.

    Mas, lá está a direita brasileira, exumando esse cadáver. Lá está ela, falando do perigo representado pela “esquerda radical”, da mesma forma como, há mais de meio século, falava do “perigo vermelho”.

    E ainda se espanta quando constata que quase não tem doido querendo comprar essa porcaria!

    É o cachorro velho e triste, tentando arrancar aplausos com troques que ninguém mais quer ver…

  88. Pax said

    Elias: É o cachorro velho e triste, tentando arrancar aplausos com truques que ninguém mais quer ver… (só acertei a palavra truques, pedindo licença a posteriori).

    Boa, conheço um bocado de gente que insiste em ficar ancorado num anacronismo que me lembra os tempos de levar urinol e escarradeira para quarto de dormir.

    Esquecem de ver que o mundo deu algumas voltas e andou pra frente. Outros ficam nesta por interesse mesmo, criam um modelito em busca de piratear as imagens de Lacerda, Nelson Rodrigues e Paulo Francis sem que tenham um mínimo de competência para isso.

  89. Olá!

    Pax,

    “Onde quero chegar? Dilma tem conseguido agradar a oposição mais séria. FHC é um bom exemplo disto. Vou um pouco mais longe, Dilma é mais ‘esquerda’ que petista. FHC também, como bem diz a Cristiana. E?…

    E, meu sonho pode ser que comece a se realizar: PT e PSDB unidos. Um belo pé na bunda do PMDB de Sarney.

    Onde mora o perigo? A tal falta da oposição!

    Onde os valores liberais serão defendidos?”

    O meu feeling sobre a presidente Dilma é que ela até tem vontade de implementar certas medidas liberalizantes — lembro, por exemplo, que ela afirmou que uma redução da carga tributária seria interessante para diminuir o nível de informalidade no mercado de trabalho — , no entanto ela não encontrará muito apoio dentro do seu próprio partido e base aliada para fazer coisas mais sérias e aprofundadas em termos de reformas que modernizem o capitalismo brasileiro e criem um ambiente menos hostil aos empreendedores.

    Recentemente, saiu na The Economist uma reportagem sobre as leis trabalhistas brasileiras e os efeitos deletérios de tais leis no mercado de trabalho, para os empregadores e os próprios empregados. Comparem isso com o que acontece na Dinamarca. Desta última matéria, destaco alguns excertos:

    O presidente da central sindical da Dinamarca, Hans Jensen, afirma: ‘O trabalho deve ser feito onde pode ser realizado de modo mais barato, respeitando-se as condições sociais’. E o sindicalista prossegue: ‘Não nos opomos a que empregos migrem para outros países’.

    [. . .]

    O desemprego vem caindo na Dinamarca após reformas claramente liberais. Conforme expresso na matéria, ‘o país flexibilizou normas trabalhistas, reduzindo garantias no emprego, para tornar o mercado de trabalho mais dinâmico, capaz de gerar empregos necessários‘. Hans Peter Slente, diretor de mercados da Dansk Industri (DI), a confederação das indústrias dinamarquesa, garante que ‘na Dinamarca, demitir é fácil e barato’. O país não tem leis que regulam a jornada de trabalho, os salários nem as demissões. Tudo é definido na negociação coletiva. Foi aprovada ainda uma reforma que elevou a idade mínima de aposentadoria para 65 anos. Os sindicatos apoiaram as reformas. A última greve geral ocorreu em 1998, há quase 10 anos. Segundo Slente, os dinamarqueses são mais positivos que os demais países europeus em relação à globalização. ‘A globalização pode ser positiva em todo o mundo‘, afirma Jensen, da central sindical.

    Agora, comparem isso ao que o Ministro do Trabalho brasileiro afirmou sobre as atuais leis trabalhistas do Brasil (ver matéria linkada acima na The Economist): “As leis trabalhistas no Brasil estão bastante atualizadas“. E ainda complementa: “Queremos que demitir se torne ainda mais caro.

    Não só isso. Tentem imaginar algum líder sindical brasileiro da CUT ou da Força Sindical dando as mesmas declarações sobre globalização, outsourcing e etc. que o líder sindical dinamarquês, Hans Jensen, deu. Basta lembrar que essas lideranças sindicais brasileiras já fizeram inúmeras passeatas contra a globalização, o tal do “neoliberalismo”, contra qualquer iniciativa de reformar as leis trabalhistas no Brasil, contra as privatizações e etc. O próprio líder sindical Hans Jensen seria considerado “neoliberal” na visão do Paulinho da Força ou do Vicentinho.

    A presidente Dilma dificilmente poderia contar com o apoio das lideranças sindicais brasileiras para fazer no Brasil reformas semelhantes àquelas que a Dinamarca fez não apenas nas leis trabalhistas de lá, mas também em boa parte da atrasada estrutura do capitalismo brasileiro.

    Aliás, se qualquer governo brasileiro tentasse fazer as mesmas reformas que a Dinamarca fez, o que menos poderia se esperar seria o apoio dos sindicatos e das suas lideranças.

    É aí que entra a grande contradição da esquerda brasileira: Apesar dessa esquerda admirar a ordem social existente nos países escandinavos, como a Dinamarca, essa mesma esquerda é hostil às medidas econòmicas que tornam possível a existência de tal ordem social.

    O problema da esquerda e da direita brasileiras é que ambas nunca experimentaram e muito menos absorveram valores liberais. Não é à toa que alguns partido políticos de esquerda e lideranças esquerdistas da Escandinávia/Europa seriam considerados de direita no Brasil.

    “De outro lado tenho, como sempre afirmo, minhas enormes discordâncias que a iniciativa privada sozinha consiga produzir:

    – Educação para todos com qualidade (veja, não descarto que haja iniciativa privada aqui, só que o Estado tem que garantir, no meu entender, que quem não pode pagar uma escola particular, tenha uma à altura, com o mesmo nível da particular)
    – Saúde – idem acima, para não me alongar muito
    – Segurança Pública
    – Áreas estratégicas para o país. [. . .]”

    Vamos ponto a ponto.

    01. Educação.

    Eu considero que a educação deveria ser um misto, isto é, escolas públicas, privadas e público-privadas. A questão da qualidade é um tanto complicada, pois educação é bem mais um interesse pessoal, um interesse particular do que realmente dependente exclusivamente de professores, livros e etc. O que vale, de fato, é o interesse do aluno.

    Você falou sobre a qualidade da escola pública ter o mesmo nível da escola particular (este ponto é interessante e vou comentá-lo mais adiante em parênteses). O detalhe, Pax, é que mesmo entre as escolas públicas haverá/há diferenças de qualidade e não é fácil colocar uma escola pública no mesmo patamar de uma escola particular cheia de recursos financeiros. Por exemplo, a Universidade de Harvard tem um orçamento de quase U$ 30 bilhões e é privada. Se tal universidade fosse utilizada como referencial para colocar as públicas no mesmo nível, faltariam recursos para tanto.

    O que eu defendo é que haja escolas particulares e públicas de excelência e que as particulares de excelência disponibilizem bolsas para os melhores alunos provenientes das famílias pobres.

    02. Saúde.

    Eu concordo com você. O sistema de saúde deveria ser composto pelo setor público, o privado e um misto dos dois. Uma coisa que não se vê no Brasil são hospitais bancados pelos ricaços. Nos Estados Unidos isso é comum e não se restringe apenas a hospitais, pois há universidades, escolas, bibliotecas, centros comunitários e etc. bancados pelos ricaços de lá. Os ricaços brasileiros não têm essa prática. Lamentável.

    03. Segurança Pública.

    Monopólio do Estado. Ponto.

    04. Empresas Estatais nas Áreas Estratégicas Para o País.

    Pode ser, desde que as empresas estatais fizessem a devida prestação de contas, que a distribuição dos cargos importantes seguisse o mérito e que o desempenho de tal empresa fosse avaliado regularmente.

    A CODELCO chilena não foi privatizada pelos militares de lá pelo fato de que uma parte do orçamento militar vem dos lucros dessa empresa. Vejamos o que um dos “ídolos” da esquerda brasileira tem a dizer sobre isso:

    Maílson da Nóbrega: Vou aproveitar a questão da Vale do Rio Doce. No seu artigo de ontem o senhor disse que essa confusão de liminares estava criando um ‘bagunçário’. Provavelmente a ordem começou a imperar hoje com a decisão do juiz Demócrito [ministro Demócrito Reinaldo, do Superior Tribunal de Justiça] de cassar as 24 liminares, embora duas foram concedidas após a decisão dele.

    Roberto Campos: As chamadas ‘liminares pipoca’!

    Maílson da Nóbrega: Uma delas, segundo eu ouvi, estava vindo para cá e ouvi no rádio, uma em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, que eu não sei muito o que tem a ver com a Vale do Rio Doce. Mas a minha questão é a seguinte: eu li uma entrevista de um dos autores da ação aqui de São Paulo, e ele diz que, entre outras razões, para preservar a Vale do Rio Doce nas mãos do Estado, é que nem os generais chilenos ousaram o bastante para privatizar a empresa estatal do cobre. Como o senhor analisa essa aparente contradição entre as políticas liberais do governo chileno e a preservação da empresa de cobre estatal?

    Roberto Campos: Eu conheço muitos economistas chilenos, vários deles muito bons, não conheço nenhum deles que defenda a manutenção da Codelco [Corporación Nacional del Cobre, estatal chilena de exploração de cobre] em mãos do governo. A explicação que eles dão, um pouco envergonhadamente, é a seguinte: nós acabamos expulsando os militares, tivemos que dar concessões a eles, inclusive direitos de nomear membros do Senado. Um dos direitos dos militares foi manter a Codelco como parte suplementar do orçamento militar. E a nossa racionalização dessa aberração é a seguinte: ou nós deixávamos o cobre nas mãos dos militares, ficavam 10% dos lucros para o orçamento das Forças Armadas, ou nós tínhamos que reservar uma fatia do orçamento para eles. Então é melhor, mais fácil, deixar que eles fiquem brincando lá com o cobre. Agora racionalmente não existe a menor razão. Infelizmente não é monopólio. A rigor a Codelco não tem evoluído grandemente, e a mineração privada de cobre tem avançado celeremente no Chile.”

    Tirem suas conclusões.

    “Dito isto, meu caro e velho bom Chesterton, não seria capaz de empunhar a bandeira liberal nem mesmo neste minúsculo espaço de discussão.”

    Pax, em diversos pontos você está mais próximo dos liberais do que propriamente dos esquerdistas. Se, hoje, você se filiasse a um partido de esquerda no Brasil, imediatamente você seria rotulado de “neoliberal” e coisas tais.

    A iniciativa privada não é a cura para todos os males. Ela também tem os seus problemas, porém uma ordem econômica onde o setor privado possa fluir sem grandes obstáculos estatais, pelo menos pegando os exemplos do mundo aí fora, continua sendo a melhor maneira de construir as ordens sociais mais civilizadas que este mundo já conheceu.

    Eu não sou contra o Estado em si. Isso é coisa dos infantis anarco-capitalistas (o PSTU do liberalismo). Eu sou contra os obstáculos que o Estado e/ou seus burocratas criam para dificultar a vida do empreendedor. Eu sou contra uma carga tributária confiscatória. Eu sou contra que políticos se adonem do patrimônio público e tirem vantagens para si e para os seus grupos.

    Pelos meus valores, eu mesmo admito que o Estado deve reservar uma fatia do seu orçamento para prover o básico necessário aos cidadãos que são muito pobres, bem como qualificar esses cidadãos para que eles possam arrumar uma fonte de renda para se sustentar. O próprio Hayek admitia isso:

    “There is no reason why, in a society which has reached the general level of wealth ours has, the first kind of security should not be guaranteed to all without endangering general freedom; that is: some minimum of food, shelter and clothing, sufficient to preserve health. Nor is there any reason why the state should not help to organize a comprehensive system of social insurance in providing for those common hazards of life against which few can make adequate provision.”

    Para finalizar, deixo uma pergunta para o Pax: Quanto de carga tributária você acha que deveria ser recolhida dos cidadãos para bancar a ordem social que você descreveu nos seus comentários mais acima?

    Diga aí em termos de porcentagem.

    Até!

    Marcelo

  90. Pax said

    Marcelo Augusto,

    Vou te responder um pouco rápido por questões de outras ordens por aqui, somente em dois pontos:

    1 – Educação: você é bem mais novo que eu que vivi no Rio de Janeiro meus tempos de moleque. Estudei em escola pública. E depois prestei concurso para entrar no ginásio do colégio Pedro II. Isso mesmo, prestei CONCURSO para entrar. Passei mas não estudei lá por conta de uma transferência do meu pai para Brasília. Onde quero chegar? Cara, naqueles tempos a escola pública era disputada a tapas. Era o melhor ginásio que tinha no Rio ao lado do Colégio Militar na Tijuca.

    2 – Carga tributária: meu sonho é algo parecido com o Chile, uns 20% de forma geral. Simples assim.

  91. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    você se equivoca aqui:

    02. Saúde.

    Eu concordo com você. O sistema de saúde deveria ser composto pelo setor público, o privado e um misto dos dois. Uma coisa que não se vê no Brasil são hospitais bancados pelos ricaços. Nos Estados Unidos isso é comum e não se restringe apenas a hospitais, pois há universidades, escolas, bibliotecas, centros comunitários e etc. bancados pelos ricaços de lá. Os ricaços brasileiros não têm essa prática. Lamentável.

    .

    Já trabalhei nesta área, implementando tecnologia. E você se equivoca ao esquecer dos três melhores hospitais do Brasil que são:

    – Hospital Moinhos de Vento – criado pela comunidade alemã que se instalou no RS, na década de 30, em POA, se não me engano
    – Hospital Sírio-Libanês – criado pela comunidade do mesmo nome
    – Hospital Israelita Albert Einstein – idem

    Ao menos à época que eu trabalhava nesta área eram os três melhores. Não sei se o quadro mudou, acho que não, mas quem pode falar melhor sobre isto agora é o velho e bom Chesterton.

  92. Olá!

    Pax, digamos que seja um engano parcial.

    Eu me referi a hospitais bancados inteiramente por indivíduos e/ou pelas fundações destes. Nos Estados Unidos, isso é comum. Ainda que a pessoa não sustente tal hospital por toda a sua existência, pelo menos nos anos iniciais quase que a totalidade desse sustento vem da pessoa que o fundou.

    Nos Estados Unidos, esse tipo de prática não se resume a hospitais, pois os ricaços de lá também patrocinam universidades, escolas, bibliotecas, centros comunitários e etc.

    Os ricaços daqui não fazem isso. Infelizmente.

    Até!

    Marcelo

  93. Elias said

    Marcelo,

    99% ou mais da carga tributária brasileira foi criada sem a mínima participação do PT.

    Mais de 90% da carga tributária brasileira foi criada antes da fundação do PT.

    Não é muito sagaz pensar que o paquidérmico peso da carga tributária brasileira atua, necessariamente, contra a empresa privada.

    Esse peso mastondôntico atua contra a MÉDIA e a PEQUENA empresa privada.

    A grande empresa privada brasileira não só NÃO é prejudicada, como é até beneficiada pelo peso da carga tributária brasileira.

    É o alto peso da carga tributária brasileira que proporciona a arrecadação mastodôntica que, em seguida, permitirá subsídios mastodônticos, contratos mastodônticos, balcões mastodônticos e até renúncias fiscais mastodônticas. Tudo em benefício de umas 4 ou 5 dúzias de grandes empresas que, no frigir dos ovos, concentram quase metade do PIB brasileiro.

    Esse é o jogo, Marcelo.

    A turma aqui no PolíticAética tá engasgando com o financiamento do DVD da Betânia (que, por sinal, nunca se destacou por simpatias pelo PT), a certificação do DVD da filha da Elis para obtenção de financiamento via Lei Rouanet, etc, etc.

    Bem, segundo o Tribunal de Contas da União e o Tribunal de Contas do Estado do Pará, em estudo elaborado conjuntamente, o setor mínero-metalúrgico foi beneficiado, aqui no Pará, nos últimos 10 anos, com uma renúncia fiscal de mais de R$ 280 bilhões. Impostos que deixaram de ser recolhidos ao Pará, pela exportação de cobre, ouro, minério de ferro, ferro gusa, manganês, bauxita refratária, bauxita alumínica, alumina, alumínio & outros minerais menos votados, mas não menos valiosos (como diamante, p.ex.).

    Sabe quanto foi a “compensação” que o Pará recebeu por essa perda fiscal, via “Lei Kandir”? Menos de R$ 3 bilhões. Isto mesmo: aproximadamente 10% da perda.

    Nem os portugueses saquearam tanto esta terra! E eles estavam aqui com o expresso propósito de saquear…

    Dois grupos econômicos, sozinhos, se beneficiaram com renúncia fiscal de quase R$ 300 bilhões, em menos de 10 anos, Marcelo.

    O pessoal aqui tá chiando por causa de uns devedezinhos vagabundos da dona Fulana e da dona Beltrana…

    Mas engole, numa boa, os R$ 300 bilhões entregues de mão beijada a 2 grupos econômicos que, ao menor descuido, nem compram insumos no Brasil. É preciso estar em cima deles, ou…

    O único insumo que eles usam adoidado é a energia elétrica, porque é subsidiada. Todo brasileiro — inclusive você, Marcelo — paga um tanto a mais pela energia elétrica que consome, pra bancar esse subsídio.

    Exportar eletrointensivo — alumina e alumínio — com energia elétrica subsidiada, é o mesmo que DOAR energia elétrica a outros países. Exportar de graça.

    Se somar o subsídio da energia elétrica com a renúncia fiscal, vamos nos aproximar da casa do TRILHÃO de reais.

    Dona mídia, dona “grande” imprensa, fica caladinha. Não deu o mínimo espaço pro estudo do TCU/TCE-Pa, por exemplo.

    Pra quê? Macaco que muito pula, quer chumbo! E sinhazinha mídia não pode passar sem as verbas publicitárias de que realmente faz as regras do jogo.

    Aí fica falando de Betânia, da filha de Elis & outras sardinhas, fingindo que não vê o tubarão branco.

    Finge que se engasga com um mosquito, enquanto ajuda o país a engulir boiadas inteiras.

    Sem mastigar!

    Peço perdão por já não ser mais tão ingênuo…

  94. Pax said

    Caro Elias,

    Duas observações:

    1 – Nesta frase você errou na matemática contra teu argumento:

    Sabe quanto foi a “compensação” que o Pará recebeu por essa perda fiscal, via “Lei Kandir”? Menos de R$ 3 bilhões. Isto mesmo: aproximadamente 10% da perda.

    É 1%, muito pior!!!

    2 – Sobre o blog da Bethania, uma polêmica que me parece muito apropriada, a minha maior concordância, até o momento, está com este texto que acabo de ver no twitter:

    http://www.revistaforum.com.br/blogdooliveira/?p=53

    Em outras palavras, e sendo absolutamente sincero, acredito que a Lei Rouanet, neste caso, poderia ser melhor empregada, para quem mais precisa.

  95. Elias said

    Pax,

    “Dilma tem conseguido agradar a oposição mais séria” é uma declaração e tanto.

    Ponho as 4 patas atrás quando um governo começa a agradar a oposição. Ou quando uma oposição se diz satisfeita com o governo.

    Nunca vi isso dar certo.

    Se certas pessoas não houvessem despencado em 2005, Dilma dificilmente seria candidata em 2010. No máximo, seria mantida no ministério.

    Agora, é natural que as tais certas pessoas achem que devem manter Dilma sob seu controle. E, mais natural, ainda, que Dilma mostre a essas pessoas que não será controlada por elas.

    Resta saber a partir de quando e até que ponto isso vai acontecer.

    Como você sabe, não gosto nem um pouco do Palocci.

    Pra mim, ele é o tipo do cara que se sente como se tivesse ido além do que merecia, e se baba por causa disso.

    É o tipo do cara que explode de alegria porque foi convidado a uma festa na casa do Abílio Diniz e — maravilha! — ao entrar na casa, usou a porta social. Na festa, fica abanando o rabo pra todo mundo….

    Chega a dar nojo!

    Tem verdadeiros orgasmos quando é elogiado por algum “capo” conservador. Na época em que era ministro, parecia ejacular nas calças ao ser elogiado pelo ACM.

    Ao mesmo tempo, ao que parece, usava os serviços sexuais de rameiras de luxo…

    Deprimente!

    Governo é governo, oposição é oposição. Cada macaco no seu galho. Pensamento único é uma merda pra democracia.

    Espero que a Dilma se livre o mais rapidamente possível desse pessoal que tenta parecer que não fede nem cheira (quando, na verdade, fede mais que o mais fedorento dos fétidos).

  96. Olá!

    Elias,

    “99% ou mais da carga tributária brasileira foi criada sem a mínima participação do PT.

    Mais de 90% da carga tributária brasileira foi criada antes da fundação do PT.”

    Eu concordo com esses pontos, mas a questão é: O quê o PT tem feito para diminuir o fardo da carga tributária sobre as empresas e os cidadãos?

    Ao longo do governo Lula uma das idéias que tal governo buscou passar foi a de que empresas estatais são mais eficientes do que as empresas do setor privado. Basicamente, isso equivale a dizer que empresas controladas por políticos são mais eficientes do que empresas controladas por empreendedores.

    O mundo desenvolvido que o diga.

    “Não é muito sagaz pensar que o paquidérmico peso da carga tributária brasileira atua, necessariamente, contra a empresa privada.

    Esse peso mastondôntico atua contra a MÉDIA e a PEQUENA empresa privada.”

    O lance é que empresas desse porte têm um papel importante na economia de um país. Por exemplo, o Google começou em uma sala com uns poucos computadores. A Apple e a Hewlett-Packard começaram em garagens. Inúmeras idéias e inovações que hoje são lugar-comum vieram de empresas que não eram gigantescas.

    Essa é uma das razões pelas quais é importante facilitar a vida desses empreendedores. Mas a razão principal mesmo é que tais empresas geram empregos como as grandes, só que não contam com as “facilidades” que estas podem contar.

    “É o alto peso da carga tributária brasileira que proporciona a arrecadação mastodôntica que, em seguida, permitirá subsídios mastodônticos, contratos mastodônticos, balcões mastodônticos e até renúncias fiscais mastodônticas. Tudo em benefício de umas 4 ou 5 dúzias de grandes empresas que, no frigir dos ovos, concentram quase metade do PIB brasileiro.”

    Correto. Isso que você listou é sinal de que a estrutura capitalista do Brasil precisa ser modernizada. O lance é: O quê o PT, que está no comando do país, pretende fazer para modernizar essa estrutura capitalista?

    Vale lembrar que o Estado de um país pertence a todos os cidadãos e não a apenas meia dúzia de empresários.

    “A turma aqui no PolíticAética tá engasgando com o financiamento do DVD da Betânia [. . .”

    Essa história é muito chata. Mas, mesmo assim, eis aqui a minha humilde contribuição: Não é função do Estado financiar atividades que poderiam muito bem buscar financiamento no setor privado ou outras maneiras de financiamento que não a com dinheiro público.

    Aliás, coisas como o Ministério da Cultura deveriam ser extintas, pois, quando o assunto é cultura, sempre haverá o risco de algo assim ficar sob a influência do viés político-ideológico do grupo que está no poder.

    “Bem, segundo o Tribunal de Contas da União e o Tribunal de Contas do Estado do Pará, em estudo elaborado conjuntamente, o setor mínero-metalúrgico foi beneficiado, aqui no Pará, nos últimos 10 anos, com uma renúncia fiscal de mais de R$ 280 bilhões. Impostos que deixaram de ser recolhidos ao Pará, pela exportação de cobre, ouro, minério de ferro, ferro gusa, manganês, bauxita refratária, bauxita alumínica, alumina, alumínio & outros minerais menos votados, mas não menos valiosos (como diamante, p.ex.).”

    O que a Vale faz com o Pará é errado. Pelo o que me contaram, a empresa, basicamente, só deixa mesmo os empregos no estado. Um estado que faz uma renúncia fiscal/tributária de quase R$ 300 bilhões deveria ser, no mínimo, ressarcido com consideráceis investimentos sociais e/ou em áreas nas quais o estado precisa (saneamento básico, por exemplo). Ao que parece, a Vale não patrocina sequer um hospital de acesso público no Pará, nenhuma escola de excelência, nenhuma biblioteca e coisas tais.

    Enfim, é uma relação onde o Pará e seus cidadãos perdem uma nota e a Vale sai ganhando bilhões. Sem dúvida que a carga tributária é elevada, mas, se ela está aí na lei, então, deve ser cumprida enquanto o sistema tributário brasileiro não for reorganizado.

    Uma observação final: O Brasil deveria ter implementado na lei algo semelhante ao que há nos Estados Unidos quanto aos depósitos minerais. Se um americano compra um terreno e nesse terreno há minérios, o depósito mineral pertence ao cidadão que comprou o terreno. No Brasil, o depósito mineral pertence à União.

    Nem é necessário dizer qual das duas cria um ambiente menos hostil ao desenvolvimento capitalista.

    O ponto da eletricidade que você citou, você está coberto de razão. Há empresas por aí que não pagam eletricidade e os custos disso são repassados aos cidadãos que nada têm a ver com o empreendimento alheio. Uma das justificativas que dão para esse tipo de prática é a elevada carga tributária e etc. e tal.

    Mais uma vez, isso é sintoma de que o capitalismo brasileiro precisa ser modernizado e certos obstáculos estatais têm de ser retirados do caminho do empreendedor.

    No mais, eu concordo com os seus pontos acima destacados que revelam um setor empresarial, sobretudo as grandes empresas privadas, ainda preso à uma estrutura capitalista atrasada. Mas, por um outro lado, você vê que empregados e lideranças sindicais estão, igualmente, presos à uma estrutura trabalhista também atrasada.

    Lamentável.

    Até!

    Marcelo

  97. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Você diz:

    Aliás, coisas como o Ministério da Cultura deveriam ser extintas, pois, quando o assunto é cultura, sempre haverá o risco de algo assim ficar sob a influência do viés político-ideológico do grupo que está no poder.

    E eu afirmo que não consigo discordar mais desta afirmação.

    O que precisa é de uma gestão sem o viés político-ideológico, ou que tenha mecanismos para que este viés não se sobreponha aos interesses da Cultura.

    Um povo sem cultura faz um país desabar. Simples assim, curto e grosso.

    E aceitando minha tese acima, há que se financiar quem precisa.

    Mecenato financia, a priori, artistas conhecidos e estes não me parecem ser o foco de um Ministério da Cultura. Se o MinC está atuando errado, que sua visão, missão e regramento seja alterado, mas não acredito que acabar com ele vá ajudar em alguma coisa.

  98. Olá!

    Pax,

    “E eu afirmo que não consigo discordar mais desta afirmação.”

    Você se esquece de que boa parte da cultura mundial foi feita sem o auxílio estatal.

    “O que precisa é de uma gestão sem o viés político-ideológico, ou que tenha mecanismos para que este viés não se sobreponha aos interesses da Cultura.”

    A solução desse problema que você coloca é bem complicada. Eu mesmo vejo tal solução como inexistente.

    “E aceitando minha tese acima, há que se financiar quem precisa.”

    O detalhe é que decidiram que a Maria Bethânia é uma dessas pessoas que precisam de financiamento estatal.

    Até!

    Marcelo

  99. Chesterton said

    No que se tornou a esquerda hoje em dia?
    Depois da queda do muro de Berlim, os não idiotas se deram conta de que sem capitalismo não dá certo. Logo, trataram de tentar administrar o capitalismo quando conseguissem tomar o poder.

    Conseguiram? Sim, em parte. mas com um alto custo. Os impostos mais que dobraram. Esta fórmula tem data marcada para morrer, pois uma hora os funcionarios públicos se tornam um peso excessivo não só aos contribuintes, como ao próprio estado….que não tem recursos para investir em estrutura.

    O que pode a esquerda fazer hoje? se cobra imposto a mais do que cobra atualmente, as pessoas param de pagar, caem na informalidade. Ao mesmo tempo a folha aumenta mais que a inflação e a produtividade. No que vai dar isso?

    Inflação!

    Que tambem pode ser tolerada pelo povo…ou não.
    No tempo dos generais estatistas-coletivistas o povo aguentou bem até Sarney. OUTRO COLETIVISTA ESTATISTA.

    A sorte é que temos o Elias que criou os neo-liberais de esquerda…inventou a roda…

  100. Chesterton said

    Marcelo Augusto…belo blog.

  101. Elias said

    Marcelo,

    I
    A arte e a produção cultural de modo geral, vivem de sobras da produção.

    No passado e agora, a arte sempre dependeu do mecenato. Estatal ou filantrópico.

    No mundo moderno, em poucos países existe algum tipo de arte que se sustenta sem mecenato. Nos EUA, p.ex., o cinema mais popular se tornou uma indústria lucrativa (a produção mais “artística” depende da filantropia).

    Difícil imaginar que as artes continuem a evoluir sem mecenato…

    No Brasil, do jeito que a ricalhada é sovina, resta o mecenato estatal.

    Dito isto, quero deixar bem claro que não considero a sra. Betânia qualificada a contribuir para o desenvolvimento de nenhuma forma de manifestação artística.

    A meu pensar, ela produz discos, vídeos ou o que for, com um único propósito: ganhar dinheiro. Nada contra isso, mas… se o Estado subsidia uma empresa que lucra bilhões, porque não pode subsidiar a arte de dona Betânia, nos limites da lei?

    II
    O problema do saqueamento do Pará está, em absoluto, ligado à estrutura tributária brasileira. Que, por seu turno, só será mexida se, antes, for feita a reforma política. Que…

    III
    Os grandes grupos empresariais brasileiros lucram horrores com o atraso da nossa organização econômica.

    Por isto mesmo, usam de todo o seu poder para que ela fique exatamente como está.

    Do mesmo modo que, em 1822, os donos do poder impediram que José Bonifácio fizesse a reforma agrária, a abolição da escravatura, etc. A concentração agrária e a escravidão faziam um grande mal para o país, mas um grande bem para seus bolsos. Entre os interesses nacionais e os interesses pessoais dessa canalha, prevaceleram estes últimos.

    Exatamente como acontece agora.

    IV
    Como você, lamento que o PT, até agora, ainda não tenha se movido na direção da reforma política.

    Sem ela, nem pensar em reforma tributária e fiscal.

    Daí porque ponho as 4 patas atrás, quando vejo alguém dizendo que Dilma está agradando a oposição.

    Se ela está agradando a oposição, então não está nada bem.

  102. Elias said

    E, Marcelo,

    Posts como o seu, sobre as dificuldades burocráticas para se iniciar um empreendimento no Brasil, deveria ser lido por todos os Secretários de Estado da Fazenda e todos os Secretários Municipais de Finanças do país, que tivessem vergonha na cara.

    Ficariam com mais vergonha, ainda, e, talvez, fizessem algo a respeito.

  103. Patriarca da Paciência said

    “Estados Unidos Maravilhas”

    Exemplo de direitos humanos e liberdaade de informação.

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110321_ivanlessa_tp.shtml

    Caro Sr. Obama,

    nós, brasileiros, é que vivemos pacificamente com todas as raças e religiões e não invadimos países com os quais não concordamos!

    “O soldado americano Bradley Manning, detido em Quantico, onde está situado também o FBI, sem julgamento ou condenação, não tem permissão para se exercitar em sua cela durante o dia. Não tem o direito à posse de coisa alguma.

    É proibido de conversar com os guardas seus carcereiros. A cada cinco minutos, é obrigado a responder se se encontra bem e em forma. Se voltar a face para a parede durante o sono é prontamente acordado.

    Bradley Manning, que, incrivelmente, ainda mantém um senso de humor, apontou para o fato de que ele poderia, se quisesse, se injuriar com suas cuecas, no que estas foram de imediato retiradas.

    Só lhe são permitidas, por uns poucos minutos, visitas aos sábados e domingos. O resto da semana são 23 horas por dia de cela. Recebe ainda uma dose diária de antidepressivos.”

  104. Elias said

    Tá na cara, Chesterton.

    Castello Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo? TUDO ESTATISTA COMUNISTA!

    Abílio Diniz e Antônio Ermírio de Moraes, idem. Estatistas de m…!

    Eike Batista? Nem se fala! Filho da mãe estatista criptocomunista, que não larga as burras do BNDES!

    Saiu ao pai…

    E o cachorro? Ah, esse tá velho e triste… e doido!

  105. Chesterton said

    os militares criaram mais estatais que Fidel.

    Chávez diz que capitalismo pode ter acabado com a vida em Marte

    Eyanir Chinea
    Em Caracas

    O capitalismo pode ter sido o culpado pela falta de vida em Marte, disse nesta terça-feira o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
    “Eu sempre digo, e ouço, que não seria estranho se tivesse existido uma civilização em Marte, mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo chegou e acabou com o planeta”, disse Chávez em discurso para marcar o Dia Mundial da Água.
    Chávez, que também coloca no capitalismo a culpa por vários problemas do mundo, alertou que o abastecimento de água na Terra está acabando.
    “Cuidado! Aqui no planeta Terra, onde centenas de anos atrás ou menos havia grandes florestas, agora há desertos. Onde havia rios, há desertos”, disse Chávez, tomando um gole d’água de um copo.

  106. Chesterton said

    O deputado distrital Chico Vigilante (PT) recebeu doação em dinheiro, para sua campanha, em 2010, da empresa Engebras, denunciada no programa “Fantástico”, da Rede Globo por integrar a chamada “Máfia dos Pardais”. A Engebras, que controla grande parte dos “pardais” (radares eletrônicos) instalados em Brasília, doou R$ 25 mil a Vigilante. A denúncia de um eleitor – de identidade não revelada – foi encaminhada à Comissão de Ética da Câmara Legislativa, presidida pela deputada Celina Leão (PMN), que a protocolou na mesa diretora na forma de representação. Ela pede investigação de possíveis irregularidades entre a doação da Engebras à campanha de Chico Vigilante e suposto favorecimento de licitações no Governo do Distrito Federal. O curioso é que a deputada vem sendo “caçada” exatamente por Chico Vigilante, que também a acusa de participar de um esquema que frauda licitações públicas.

  107. Elias said

    R$ 25 mil?

    Caramba!

    Isso é indício de corrupção grossa!

    O que esse cara não terá feito, pra receber uma doação nesse valor!?

    Vai ver, ele fraudou um porradal de licitações no valor de porrilhões de reais…

    R$ 25 mil…

    É tanto dinheiro, que que 7 cegos não conseguem contar!

    Como se dizia na minha remota juventude: putz!

  108. Chesterton said

    corrpto não tem meio termo, ou é ou não é, assim como a gravidez: está ou não está.

  109. Chesterton said

    http://globonews.globo.com/platb/milenio/2011/03/21/a-arte-de-praticar-esgrima-com-um-muro/

  110. Elias said

    Gostei mais de alguns comentários.

    Por, exemplo: aquele que vocifera contra o “histórico viés esquerdista da Globo”.

    É isso mesmo! Aquele Roberto Marinho nunca me enganou: COMUNISTA F.D.P.!

    Walter Salles foi outro que usou o disfarce de banqueiro pra esconder suas notórias vinculações com o Foro São Paulo. ESCROTO! AGENTE SECRETO DE FEDEL CASTRO!

  111. Chesterton said

    xi, pegaram o nervo…

  112. Chesterton said

    “OS DIREITOS INDIVIDUAIS TÊM SIDO USADOS PARA ESVAZIAR OUTROS DIREITOS (…) DA CIDADANIA, DOS TRABALHADORES”.

    aires brito

    chest- esse é o ranço esquerdista.

  113. Olá!

    Elias,

    “No passado e agora, a arte sempre dependeu do mecenato. Estatal ou filantrópico.

    No mundo moderno, em poucos países existe algum tipo de arte que se sustenta sem mecenato. Nos EUA, p.ex., o cinema mais popular se tornou uma indústria lucrativa (a produção mais ‘artística’ depende da filantropia).

    No Brasil, do jeito que a ricalhada é sovina, resta o mecenato estatal.”

    OK! Mas acho que estrovengas artísticas como esta aqui deveriam ser bancadas com qualquer fonte de recursos, menos o dinheiro público.

    O camarada pegou dinheiro público para fazer um filme e, no final, acabou fazendo turismo. O “diretor” e protagonista do “filme” se hospedou em bons hóteis, comeu em bons restaurantes, viajou por alguns países e registrou as imagens em vídeo para que isso fosse o “filme” dele no final. Ele deveria devolver o dinheiro. A crítica do tal “cinema-arte”/”vídeo-arte” gostou:

    “O que o espectador presencia então é praticamente um homem em sua missão: queimar R$13 mil e fazer um filme deste seu processo. No meio tempo ele cruza o oceano duas vezes, se hospeda em belos hotéis, passeia por Europa e EUA, come do bom e do melhor. Tudo, conforme o logotipo da patrocinadora no início e no final deixa bem claro, às nossas custas. No final da sessão em que eu estive presente, uma mulher levantou revoltada: ‘Vagabundo! É o meu dinheiro também!’

    Desse grito (desejado e conseguido pelo filme) começam as inúmeras e necessárias perguntas que ele levanta: vagabundo por quê? O cineasta fez um filme com o dinheiro do prêmio, que era o que se exigia dele. Apresentou seu resultado final, com a duração pedida, dentro do orçamento proposto. Qual o problema, portanto? Que ele tenha se beneficiado pessoalmente deste dinheiro? Bom, pelo menos nós vimos como ele o fez. Quantos belos jantares e viagens foram pagas nos outros filmes produzidos com este prêmio e nós nem sabemos? Quantas contas de motel? Então, supomos que a revolta não pode ser no campo da ética, já que antiético seria fugir com o dinheiro sem fazer o filme ou escamotear prestações de conta escondendo tais gastos, coisas que Migliorin não fez.”

    Patrocinar esse tipo de “arte” com o dinheiro do cidadão é doidice.

    “A meu pensar, ela produz discos, vídeos ou o que for, com um único propósito: ganhar dinheiro. Nada contra isso, mas… se o Estado subsidia uma empresa que lucra bilhões, porque não pode subsidiar a arte de dona Betânia, nos limites da lei?”

    O ponto que você deixa passar em branco é que o Estado e o dinheiro público não deveriam patrocinar nem o artista e nem a grande empresa.

    O fato de artistas e grandes empresários brasileiros pedirem financiamento estatal para as suas respectivas atividades é mais um dos sinais de que a estrutura capitalista brasileira precisa ser imediatamente modernizada e não apenas isso, mas também a retirada do Estado de atividades que não são suas (dele).

    Até!

    Marcelo

  114. Mona said

    também acho, Chest. Roubo é roubo, não importa o montante. Agora, cá prá nós, se ferrar por conta de R$ 25 mil, é coisa de quem rouba envergonhado. SE é pra se locupletar, que seja por um preço que compense todos os riscos.

  115. Patriarca da Paciência said

    Marcelo e Mona,

    já que é para roubar, o negócio é roubar em larga escala.

    Como os executivos norte-americanos.

    “Welch demitiu 128 mil funcionários da GE.

    Era o administrador implacável.

    Os funcionários morriam de medo dele.

    Só pensava em eficiência, resultado, lucros, bônus.

    Ai a empresa descobriu que ele tinha incluído entre seus “benefícios” pessoais o uso de 5 jatos particulares, uma mesada para comprar flores do apartamento que a empresa alugou para ele em Nova York, tickts para assistir a jogos de beisebol e boca livre num restaurante do prédio em que morava.”
    (PHA)

  116. Olá!

    Leio hoje um interessante artigo no Clipping do Ministério do Planejamento:

    Ideologias Custam Caro.

    O artigo, basicamente, discute dois pontos:

    01. O Déficit Brasileiro na Balança Comercial Brasil EUA
    02. A Visão do Governo Lula Sobre Privatizações dos Aeroportos

    Interessante o artigo. Isso mostra como certas doidices ideológicas acabam gerando menos dinheiro no bolso do cidadão e também como os cidadãos têm as suas próprias vidas colocadas em risco pela maneira como um certo grupo político enxerga um conceito (o de privatizações dos aeroportos) como algo deletério, sendo que o próprio governo não tem como inserir recursos próprios para melhorar os aeroportos.

    Lamentável.

    Até!

    Marcelo

  117. Olá!

    Patriarca da Paciência:

    01. Até onde eu sei, a General Electric é uma empresa privada, negociada livremente nas bolsa de valores. Se um alto executivo dessa empresa pode fazer demissões e isto se inclui nas suas funções, então, que assim seja.

    02. A General Electric banca as regalias dos seus executivos com dinheiro próprio e não com dinheiro público, logo, se tal empresa paga mordomias para os seus funcionários e altos executivos com seus próprios recursos isso não é problema de ninguém, mas, sim, da própria empresa.

    Até!

    Marcelo

  118. Patriarca da Paciência said

    O problema, caro Marcelo,

    é que a grande maioria das pessoas não concorda com essa história de ninguém tem nada com isso!

    Um sujeitinho ridículo ter cinco jatos à sua disposição, ganhar milhões por mes e ainda ter o direito de que a empresa pague todas as suas despesas, inclusive as mordomias!

    Mais 90% dos brasileiros não concorda com isso!

    Aí entra a pergunta:

    Para as pessoas em geral, não é muito mais vantajoso pagar um pouco de imposto… do que ser espoliado, de maneira predatória, por uns poucos gananciosos?

    E o problema ainda é que esses sujeitinhos ridículso levaram muitas das grandes empresas norte-americanos à falência e o governo é que teve que bancar as consequências.

  119. Pax said

    Caro Patriarca,

    Tenho um ponto de discordância de você neste aspecto. No mundo executivo, os caras que são brilhantes, têm, e merecem, no meu entender, uma vida facilitada, na medida que dedicam essa tal vida à empresa para a qual trabalha.

    Um cara destes perder tempo num aeroporto custa muito mais que a mordomia de ter um jato esperando por ele, abastecido. Pode ter certeza que sim.

    PHA é um desnecessário que mama às tetas sabe-se lá do quê. Idem ibidem aos seus iguais, em trincheiras opostas.

  120. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    o caro não tinha UM jato à sua disposição e sim CINCO!

    E o caro de tão brilhante, levou a GE para o buraco e o governo teve que arcar com as consequências!

    E os 120 mil trabalhadores demitidos, só se fossem masoquistas, para achar que o sujeito tinha todo o direito de fazer o que bem quisesse e ninguém tinha nada com isso.

    Um sujeito desses pode abalar milhares de vidas, inclusive de mulheres e crianças!

  121. Pax said

    Caro Patriarca,

    A GE é uma das empresas privadas mais admiradas do mundo. Sua escola de gestão, de formação de executivos, é disputada a tapas. Dê uma estudada melhor no assunto. Por mim o cara poderia ter 10 jatos à disposição, neste ponto tendo a concordar com o caro Marcelo Augusto, é dinheiro privado, a empresa enfia onde quiser. E acredito piamente que se comprou 5 jatos para deixar à disposição dos seus executivos, foi depois de uma análise de custo x benefício muito bem elaborada.

    Neste aspecto, sinto, caro Patriarca, mas a opinião do PHA e lixo é quase a mesma coisa. Quer dizer, acho que lixo ainda vale mais.

  122. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “[A] grande maioria das pessoas não concorda com essa história de ninguém tem nada com isso!”

    Qual grande maioria? Quem comporia essa grande maioria?

    “Um sujeitinho ridículo ter cinco jatos à sua disposição, ganhar milhões por mes e ainda ter o direito de que a empresa pague todas as suas despesas, inclusive as mordomias!”

    Se um cidadão ganhou honestamente o seu (dele) dinheiro e pode comprar essas mordomias, qual o problema?

    É melhor viver em uma ordem social onde pessoas comuns possam enriquecer por mérito próprio do que em uma onde tal possibilidade é inexistente ou apenas obtida através de relações íntimas com as estruturas de poder político.

    “Mais 90% dos brasileiros não concorda com isso!”

    E mais de 90% dos brasileiros não tem nem mesmo sequer 1% das ações da General Electric.

    Engraçado você afirmar uma coisa dessas, pois, no meu comentário anterior, destaquei uma estrovenga “artística” feita com o dinheiro do brasileiro e mais de 90% dos brasileiros não reclamaram. Mas quando a General Electric toma decisões tendo como base os recursos da própria empresa, aí, o brasileiro vem reclamar.

    “Aí entra a pergunta:

    Para as pessoas em geral, não é muito mais vantajoso pagar um pouco de imposto… do que ser espoliado, de maneira predatória, por uns poucos gananciosos?”

    O problema é que se a General Electric pagasse impostos no nível em que você propõe, ela, provavelmente, não teria contratado aqueles 128 mil funcionários que, agora, está demitindo e eles, possivelmente, estivessem sem emprego até hoje.

    Até!

    Marcelo

  123. Chesterton said

    Neste aspecto, sinto, caro Patriarca, mas a opinião do PHA e lixo é quase a mesma coisa. Quer dizer, acho que lixo ainda vale mais.

    chest- caramba!!!

  124. Olá!

    Tem post novo no meu humilde blog:

    A Relação Entre o Índice de Percepção da Corrupção e a Quantidade de Dias Necessários Para Abrir Uma Empresa no Período de 2004-2011.

    Há algumas tabelas interessantes comparando os IDH, corrupção e liberdade econômica dos países onde leva-se muito tempo para se abrir uma empresa em relação àqueles onde o tempo gasto é menos de 1 mês.

    Para o pessoal que tem preguiça de ler, eis um gráfico que faz o resumo do assunto.

    Até!

    Marcelo

  125. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    minha opinião sobre o Paulo Henrique Amorim,

    é um jornalista profissional, bem humorado (ele mesmo diz que é jornalista desde o tempo em que os bichos falavam), bastante culto e que não escondeu de ninguém que esteve sempre ao lado do presidente Lula e agora está ao lado da presidnte Dilma, muito ao contrário de muitos hipócritas por aí que ficam dizendo que são imparciais e estão à procura da verdade.

    Há algum tempo atrás, houve uma verdadeira tentativa de desmoralização do presidente Lula pela internet.

    Basta ver os comentários indecorosos e agressivos de muitos comentaristas que freqüentavam os diversos blogs.

    Mas aí houve uma inesperada reação.

    Pessoas inteligentes e bem informadas, passaram a defender o presidente Lula.

    A legião dos defensores do presidente Lula foi ganhando cada vez mais forças e abafou totalmente os detratores do presidente.

    O Paulo Henrique Amorim, creio eu, ficou simplesmente encantado com tal reação.

    E abraçou de maneira total a causa.

    É um ótimo contraponto ao trio indecoroso do blog da Veja e tantos outros blogs indecorosos que ainda existem por aí.

  126. Patriarca da Paciência said

    Só mais uma coisinha, caro Pax e Marcelo,

    parece que a GE não concordou também com a “brilhante gestão” do tal “brilhante Welch”.

    Foi demitido!

  127. Mona said

    Puxa, Patriarca
    Além de invejoso, você parece ser vingativo…
    Cuidado com os pecados capitais e seus reflexos na vida eterna.
    Se a GE proporcionou ou proporciona mordomias para seus CEOs, com certeza eles fazem por merecer. E demissões na esfera privada tem tudo a ver com mérito. Portanto, se o cara foi demitido, também foi porque fez por merecer. É tão simples, meu jisuizinho…

  128. Elias said

    Patriarca,

    A GE é a melhor e mais importante empresa do mundo, em se tratando de desenvolvimento de recursos humanos. É uma referência mundial. Aquele topo, que só nos mais loucos sonhos de qualquer gestor se imagina alcançar.

    Ninguém investe mais que a GE em formação e aperfeiçoamento de recursos humanos. Ninguém chega nem a quilômetros perto dela.

    Só pra que você tenha uma idéia: dos 50 mais importantes executivos do mundo, na atualidade, nada menos que 35 saíram da GE, em cuja escola de gestão se moldaram.

    O Welch pisou na bola, sim. O poder lhe subiu à cabeça e ele fez merda.

    Nenhum acionista aprova esse tipo de coisa que ele fez. Quando o executivo é bom, é brilhante, é disputado, ele tem, sim, direito a algumas regalias. Às vezes, muitas. Incluem jantares recreativos, viagens com a família, férias em resorts top, com diária de US$ 12 mil, jatos executivos, pagamento de univefrsidades pros filhos e muito mais. Essas regalias são rigorosa e detalhadamente previstas no contrato.

    O que ele gastar com ele mesmo, que não esteja previsto no contrato, é roubo.

    Bom que ele tenha sido demitido. Seria um péssimo exemplo pros demais executivos da empresa. Todos poderiam acabar concluindo que podem fazer igual ou parecido.

    Com relação aos R$ 25 mil do Chico Vigilante.

    Só mesmo um imbecil acredita que, neste país, um deputado federal vai se corromper por esse valor.

    Claro que não foi isso!

    Minha tese: INCOMPETÊNCIA de quem cuidou das finanças da campanha dele.

    As regras em vigor são claras: NÃO É PERMITIDO RECEBER DOAÇÕES de empresas de comunicação, de empresas que tenham sido criadas no ano da eleição, de empresas que estejam sob contrato com o governo, etc.

    Só que o carinha responsável pelas finanças recebe a doação e não checa isso. E quem se ferra é o candidato que, durante a campanha, fica mais voltado pro agit-prop político.

    Em todo o Brasil, há uma montanha de candidatos(as) de todos os partidos às voltas com a Justiça Eleitoral, porque seus comitês de finanças aceitaram doações de empresas constituídas em 2010.

    Doações mixurucas, às vezes. Mesmo assim, inviabilizam a aprovação das prestações de contas. O quê, na prática inviabiliza a carreira política do(a) infeliz.

    Vão ter que se justificar, repor o dinheiro em favor da Justiça Eleitoral, pagar multa, explicar que coelho não é elefante, cavalo não tem chifre, banana não tem caroço, vergalho não tem pescoço e, no caso do Chico Vigilante… língua não tem osso.

    Como diz a garotada daqui de perto de onde moro: toma-te-lhe!

  129. Elias said

    Às vezes, quando o cara se dá conta que determinada doação não deveria ter sido recebida, ela já aconteceu. O recibo já foi emitido, o depósito bancário já foi feito e a doação já foi incluída na parcial transmitida à Justiça Eleitoral.

    Tem solução pra isso?

    Tem. Simples: o cara simplesmente não gasta esse dinheiro. Deixa ele lá, na conta bancária. Quando encerrar a campanha, esse saldo é recolhido à Justiça Eleitoral.

    Aí o cara sai bonitinho do embrulho, sem nenhum problema, embora tenha recebido uma doação indevida. Recebeu mas não usou = não recebeu.

    Se o Chico foi suficientemente vigilante pra perceber uma eventual melecada feita pelos seus assessores, ele poderá fazer uma surpresa desagradável à sua denunciante.

    Se não foi…

  130. Pax said

    Se não foi, caro Elias, que o Chico Vigilante pague por isto, nos rigores da lei. (ops, que lei?)

  131. Patriarca da Paciência said

    “O Welch pisou na bola, sim. O poder lhe subiu à cabeça e ele fez merda”.

    É bem esta aí a minha opinião também, caro Elias.

    Eu também tenho muito admiração pelo saudável capitalista norte-americano, aquele que não tem o menor pudor em tocar a própria boiada, em desatolar, ele próprio, o veículo que ficou na lama, em confraternizar com seus colaboradores, em reconhecer uma derrota etc.etc.etc.

    Há inúmeros exemplos fantásticos!

    Agora, essa história do cara “fazer o que bem entender”, “ser infalível” , “estar acima de todas as críticas” etc.etc.etc. são aberrações delirantes criadas pela fábrica de sonhos dos norte-americanos e que os mal-informados acreditam.

    Mona,

    se houver uma coisa que nunca me passou pela cabeça foi ter inveja de um executivo da GE.

    Nunca mesmo. Digo com toda a sinceridade.

    Sempre admirei muito Beethoven, Spinoza e Dostoievski.

    Com toda a sinceridade do mundo, não acredito mesmo que excesso de dinheiro seja vantajoso a qualquer pessoa.

    Mas quem tem esse sonho de ganhar montanhas de dinheiro, que corra atrás do seu sonho.

    Nada contra.

  132. Elias said

    A lei eleitoral, Pax.

    Ela prevê esse tipo de coisa.

    A cada eleição, a Justiça Eleitoral publica um “manual do candidato”.

    O PT também edita um manual, que é ainda melhor que o da Justiça Eleitoral. O manual do PT explica o passo a passo, chama atenção para os erros mais frequentemente cometidos, etc, etc.

    O manual do PSDB também é ótimo.

    Só que alguns carinhas não lêem. Vão atirando no rumo…

    Acabam criando problemas imensos. E aos milhares.

  133. Pax said

    Caríssimo Elias,

    Vou provocar e espero que saibas receber: O PT também edita um código de ética, aliás, houve uma revisão recente (menos de 2 anos), se não me engano capitaneada pelo Cardozo.

    Assim como o PMDB.

    Assim como o tal famigerado e desmoralizado Senado, presidido pelo nosso Sarney. Aquele que não pode ser julgado como uma pessoa qualquer.

    Pois bem, então…

  134. Elias said

    Pax,

    Num caso como esse, do Chico Vigilante, creio que a própria Justiça Eleitoral não caracterizará como abuso de poder econômico. R$ 25 mil…

    Chutando — pois desconheço os detalhes, as circunstâncias — diria que não foi um problema ético e sim de competência técnica dos assessores do cara.

    De qualquer modo, de cabeça de juíz e bunda de neném…

    Recentemente, a ministra Gracie sentenciou CONTRA O RÉU, num caso em que um sujeito havia furtado em uma loja, roupas para seu filho ou sua filha, com poucos meses de vida.

    Valor do furto: R$ 10,80 ou coisa parecida. Menos que R$ 11,00.

    Dá pra entender? Dá pra aceitar?

    Em especial num país onde o cara sonega milhões e nada acontece com ele, dá pra entender?

    Aqui mesmo, nesta lista — ou noutra, sei lá — o Chester se saiu com aquele papo de que “honestidade é um conceito absoluto, como gravidez”.

    Claro, caceta!

    Só que não estamos falando de conceitos absolutos e sim de justiça e apenação.

    E a justiça não é — ou, pelo menos, não deve ser — absoluta.

    A justiça e o sistema legal não devem praticar a igualdade e sim a equidade, maneira diferente com a qual se trata os dessemelhantes. É por isso, p.ex., que o trabalho da mulher e do menor aprendiz tem uma regulamentação diferente do trabalho do homem adulto. E por aí afora…

    O conceito de justiça deve ser relativo, portanto.

    Ao se fazer justiça, não se deve avaliar apenas o ato (ou fato) em si, mas os danos que o ato causou, as circunstâncias em que ele foi cometido, as condições e opções de quem o cometeu, etc. Desse princípio é que emergem conceitos como “atenuante”, “legítima defesa” e por aí afora.

    Do ponto de vista moral, não há diferença entre um cara que rouba R$ 10,00 e outro que rouba R$ 10 milhões. Ambos são ladrões.

    Do ponto de vista da administração da justiça, há, sim, um abismo entre os dois casos.

    Impressionante como esse tipo de coisa — antiga nos países civilizados — ainda não foi assimilada no Brasil…

    De qualquer modo, se é o que tô pensando, o Vigilante que trate de vigiar melhor sua assessoria.

    Ou, que esse cara se prepare pra dar a cara a tapa!

  135. Chesterton said

    A justiça e o sistema legal não devem praticar a igualdade e sim a equidade, maneira diferente com a qual se trata os dessemelhantes.

    chest- na minha opinião, isso é um equivoco. Não mais seríamos todos iguais perante a lei. Na verdade, no Brasil, não somos todos iguais perante a lei. Indios são privilegiados, por exemplo. Suspeito que a maioria de nossos problemas decorre desse simples fato.

  136. Elias said

    Chesterton,

    Lamento te decepcionar, mas estás enganado.

    Não somos iguais perante a lei. A lei protege o mais fraco. Isto é uma das bases de todo e qualquer sistema legal digno deste nome.

  137. Chesterton said

    Artigo 5º da Constituição Federal

    Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,()continua

  138. Elias said

    Chesterton,

    Então, é bom que revogar a parte da legislação trabalhista que confere direitos especiais às mulheres.

    Essa tal de licença-maternidade, p.ex., tem que acabar. Ou, então, a licença-paternidade tem que ter a mesma duração. Por que a licença da mulher dura vários meses e, a do homem, só alguns dias? Afinal, “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…”.

    Também deve ser anulada a legislação que concede direitos diferenciados aos portadores de necessidades especiais.

    Ora, caceta: só porque o cara é cego, ele tem direito a frequentar uma turma com aulas em braile… Que absurdo!

    “Todos são iguais perante a lei”. Logo, mulher é igual a homem, cego é igual a não cego…

    Tudo isso no entender do Chester, claro…

    Chester,

    No sistema jurídico brasileiro, NÃO somos iguais perante a lei. A lei trata diferentemente os dessemelhantes.

    E não me cobra citando as sandices que um bando de deputados e senadores escreveu na Constituição. Não tenho cada com isso.

    Dá uma lida na CF, de novo.

    Vais encontrar alguma coisa sobre como é exercido o poder (pelo povo, por meio de representantes eleitos, etc, etc).

    Pergunto: o Poder Judiciário é poder do Estado brasileiro?

    E quem elege os membros do Judiciário? O povo? Que povo?

    Mas… tá escrito na Constituição, né?

  139. Chesterton said

    Todos são iguais PERANTE a lei, não perante a natureza.

    Os homens , por exemplo, não podem usar a lei para protestar contra o privilégio feminino de dar a luz.

    Elias, achava que isso fosse algo superado para você.

    obs: meu filho está fazendo direito e eu…junto (rsrsrsrs)

  140. Chesterton said

    o problema de se dar direitos diferentes para pessoas diferentes é que a igualdade perante a lei foi inventada justamente para abolir privilégios da aristocracia.
    Reis e nobres não tinham que obedecer às mesmas leis que o povão.

  141. Elias said

    Chesterton,

    Lembra que isto aqui está sendo lido por outras pessoas.

    Estás fazendo o papel de tolo…

    As pessoas NÃO são iguais perante a lei.

    Na legislação trabalhista, p.ex., a lei confere mais direitos às mulheres, exatamente porque elas são diferentes dos homens. Há a vedação do trabalho noturno, do trabalho insalubre, a proteção à maternidade, etc, etc.

    És médico oncologista, certo? Então não ignoras as vedações sobre operação de equipamentos radioterápicos, certo?

    Uma coisa, Chester, é dizer que OS SERES HUMANOS NASCEM IGUAIS EM DIREITOS.

    Outra coisa, diferente e burra, é dizer que eles são iguais perante a lei.

    A equalização dos direitos não precede a lei. Não raro, ela DECORRE da lei.

    E, se a equalização dos direitos DECORRE da lei, é porque, necessariamente, a lei terá tratado diferentemente os dessemelhantes.

    As diferenças naturais de que tu falaste, repercutem sobre o conteúdo da lei, dando causa a distinções. A licença-maternidade é maior que a licença-paternidade, por exemplo.

    Não tem sentido, portanto, dizer que não se fará “distinção de qualquer natureza”. Algumas distinções são desejáveis e necessárias. Imprescindíveis, aliás.

    Aí tu me vens com o artigo 5º da CF…

    Ora, o cara que escreveu essa besteira pegou uma frase feita, que muita gente acha bonita, e colocou lá.

    Essa frase tem tanto valor quanto: “cachorro que late n´água, late em terra”. Ou “jacaré no seco anda”. Ou “caminho de paca, tatu caminha dentro”.

  142. Chesterton said

    Elias, exatamente por isso. A base de qualquer sistema jurídico decente é essa, igualdade perante a lei. Mas isso não te dá o direito legal de ter útero, por exemplo.

    Os direitos positivos, (férias, licensa maternidade, etc..) não fazem parte do que trata a lei da qual a constituição está falando. Na verdade, são privilégios, não direitos.

    O fato de um aposentado ter direito a aposentadoria, por exemplo, não quer dizer que ele seja diferente perante a lei de mim, que não tenho direito a aposentadoria. Ele cumpriu certos requisitos que eu não cumpri. AS mulheres cumprem requisitos que não posso cumprir para ter licensa maternidade, por isso não é cabível que eu, com base na constituição, peça “igualdade perante a lei” para obter licensa maternidade.

    Ainda assim, as mulheres e eu somos iguais perante a lei, o que quer dizer que não temos o direito de descumprir a lei porque ela está grávida ou porque eu sou lindo (dizem…rs).

    É uma igualdade negativa, que nos tira a faculdade de descumprir a lei por alguma particularidade.

    Agora, você pretende que o termo da constituição se refira a uma igualdade cósmica, isso é, grão de arroz por grão de arroz, é você bem sabe que esse não é o objetivo da constituição nem das leis.

    No mais, tenha a santa paci~encioa, vai se informar.

  143. Chesterton said

    Cumpre salientar que Elias confunde igualdade perante a lei com igualdade de direitos.
    O estado de bem estar social, este ente macabro que pretende compensar as más escolhas, a má sorte, ou a incompetencia de uns com o dinheiro do contribuinte, de modo a nivelar a sociedade para um igualitarismo cada vez mais insuportável para a humanidade, tem de 100 anos para cá distribuido uma quantidade enorme de privilégios (que chama de direitos) para grupos fortes e organizados o suficiente para gritar nos ouvidos dos parlamentares, que distorce completamente a noção da realidade dos jovens de hoje.

    O último modismo desses “beneméritos com a grana alheia” é o direito achado na rua. Basicamente esse “direito” reza que o cidadão financeiramente prejudicado- o pobre – teria “direito” de burlar a lei – roubar e até matar – porque de certo modo seria “credor” (triste expressão “dívida social”, papo de socialista)do estado. Vem daí o “tratamento desigual para os iguais” cujo objetivo não é, afinal, fazer uma lei para todos sigam, como sempre foi (e na minha opinião sempre deverá ser, se não quisermos ir todos para um hospício), mas uma lei variável, aplicável de modo variável de acordo com a suposta “fragilidade” do cidadão, coisa impossível de se medir com exatidão, por isso dependente da subjetividade do julgador, com o objetivo de igualar os resultados, principalmente financeiros, das diferentes pessoas na sociedade.
    Isso é revolucionário, e não passa de ideologia embalada, disfarçada. É a velha máxima marxista:

    “De cada um segundo as suas possibilidades e a cada um segundo as suas necessidades.”

    O texto que caricaturou o absurdo dessa ideologia de modo mais satisfatório foi do Atlas Shrugged, cuja amostra pode-se ler aqui:

    http://aynrand.com.br/pages/excerpts.htm

  144. Chesterton said

    Fux lembra aquela frase:
    ” Ainda existem juízes em Berlim”.

    http://www.blogdoalon.com.br/2011/03/boa-judicializacao-2503.html

  145. Chesterton said

    http://www.rplib.com.br/index.php?option=com_k2&view=item&id=2041:&Itemid=545&tmpl=component&print=1

    Janer comenta a respeito

  146. eliquid said

    I have to thank you for the efforts you’ve put in writing this blog. I am hoping to view the same high-grade content by you later on as well. In fact, your creative writing abilities has inspired me to get my very own blog now ;)

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: