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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Onde a situação vai parar sem que haja oposição?

Posted by Pax em 23/03/2011

A pergunta do título do post se faz necessária. Algumas notícias recentes são preocupantes para a Democracia brasileira. Abaixo algumas delas:

Eleições municipais marcam briga pela liderança da oposição entre Aécio e Serra – Estado de Minas

Um trecho:

Com todos os holofotes da oposição voltados para a guerra interna do DEM, segue na penumbra uma outra disputa que começa a tomar corpo dentro do ninho tucano: a briga pela liderança da oposição entre o ex-governador de Minas Aécio Neves e o ex-governador de São Paulo José Serra. A disputa começa na semana que vem, com as eleições dos comandos municipais do PSDB, que prosseguem pelos próximos dois meses, até a convenção do partido, em 29 de maio. (continua no link acima)

Com petistas e ‘herdeiro’ de ACM, Kassab lança partido em Salvador – Folha de São Paulo

Dois dias após pedir a desfiliação do DEM, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, foi a Salvador neste domingo (20) para lançar oficialmente o seu novo partido.

Na Bahia, o PSD (Partido Social Democrático) se aproxima da base do governo Dilma Rousseff e já recebeu até o apoio do governador Jaques Wagner (PT). (continua no link acima)

PV, a meio passo do PPN – Congresso em Foco

A expressão “jogou merda no ventilador” cabe bem para o momento. Os artigos publicados pelo deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), em seu blog nos últimos dias, abrindo o jogo da confusão envolvendo grandes figurões do Partido Verde brasileiro, mostrou que o buraco da legenda, que se diz alinhada ao pensamento sustentável, é mais embaixo. Por outro lado, fez reacender um sentimento adormecido desde o último outubro: um sentimento de esperança em ver na política uma limpeza de toda essa porcaria.

Em linhas bem gerais, pode-se dizer que Sirkis, em dois textos, faz literalmente o que a expressão acima diz: ele jogou os podres do partido aos ventos e espalhou a lamaceira. A sujeira foi lançada após o grupo ligado ao presidente do PV, José Luiz Penna, no cargo desde 1999, ter reconduzido o mesmo ao posto máximo do partido, a contragosto dos “marineiros”. O fato causou a ira do seleto grupo, que pretendia postular ao cargo um indicado da ex-senadora do PV. (continua no link acima)

Aqui os dois posts de Alfredo Sirkis em seu blog: O pesadelo verde e Nomes aos bois

E aí você vê a notícia no Senado Federal que o PMDB, principal partido da base do governo, indica Renan Calheiros e outros do mesmo naipe para integrar o Conselho de Ética.

Pois é…

Fortalecer os partidos pra quê, mesmo? – Congresso em Foco

“Por que, por exemplo, alguém interessado na defesa do meio ambiente não poderia eleger um candidato, digamos, do SOS Mata Atlântica para representar seus interesses?”

E a Reforma Política discutida no Senado nem chegou ao noticiário como deveria.

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84 Respostas to “Onde a situação vai parar sem que haja oposição?”

  1. Pax said

    Twitter do candidato à vice-presidência na chapa da oposição (PSDB-DEM)

    @indio
    Indio da Costa
    Bom dia! Saio do DEM para permanecer com as mesmas idéias: Democracia começa no Partido, não pode ser apenas discurso.

    e… logo depois….

    @indio
    Indio da Costa
    Esse é a essência da minha saída: “@FJTeixeira: @indio parabéns! não há como defender a democracia em partido de coronel.”

    Ou seja, segundo sua visão, o partido é de coronel, mesmo.

  2. Elias said

    Pax,

    Só agora ele descobriu? Por onde ele andou esse tempo todo? Tava dormindo?

    Se é tão tolinho assim, nem deveria estar na política. Se não é — e claro que não é! — deveria ser mais sincero.

    Se fosse mais sincero, aí sim, estaria contribuindo pra mudar alguma coisa na política brasileira.

  3. Elias said

    Pax,

    Interessante a proposta do Marcelo Soares: fim do monopólio partidário da representação política.

    Essa é uma estratégia usada nos países que têm partidos políticos vagabundos e uma sociedade civil forte.

    Marcelo Soares fala na Itália. Mais perto daqui, tem a Bolívia, que escolheu o mesmo caminho.

    Na reforma política conduzida pelo ex-presidente Sanches de Lozada, nos anos 1990 (aviso aos navegantes: Sanches de Lozada é uma espécie de FHC boliviano), a Bolívia passou a se definir, constitucionalmente, como uma “democracia representativa e participativa”.

    Esse “participativa” mudou coisa pra caramba!

    Os partidos políticos perderam o monopólio da representação política. Os candidatos a cargos a cargos eletivos podem ser lançados e registrados por associações de moradores, grupos étnicos, enfim, qualquer instituição da sociedade civil que tenha existência legal.

    Uma das conseqüências mais imediatas disso foi a eleição de um porrilhão de prefeitos indígenas. Antes, os índios eram apenas uma “força eleitoral”. Com a reforma de Sanches de Lozada, passaram a ser “força política”, embora não necessariamente vinculada a uma determinada posição política.

    Outra conseqüência foi a estabilidade institucional. O risco de Golpe de Estado se tornou muito menor. Sanchez completou seu mandato, passando a presidência ao sucessor eleito. Mais adiante, seria novamente eleito presidente. Não completou esse segundo mandato. Renunciou, sendo substituído por seu vice, Carlos Mesa, que também renunciou. Mas não houve golpe. Houve uma nova eleição, que colocou Evo no poder. É de se ver no que vai dar…

    Acontece que, na Bolívia, os partidos sempre foram de péssima qualidade, mas a sociedade civil é forte e organizada.

    No Brasil, não temos uma coisa nem outra.

    De um lado, os partidos não são flor que se cheire; de outro, a organização da sociedade civil é uma lástima.

    Pior: as entidades mais atuantes tendem a ser braços auxiliares de tal ou qual grupo político.

    As ONGs, grande esperança quando da redemocratização, hoje estão próximas da desmoralização total. Em algumas áreas, ONG já se tornou sinônimo de corrupção.

    Num contexto assim, a extinção do monopólio partidário da representação política não seria trocar seis por meia dúzia?

  4. Mona said

    Bem, parece que há um consenso: fora os apaniguados, os da boquinha, os dos cargos em comissão – ou seja, aqueles que sempre se beneficiam de máquina partidária unida ao poder, de preferência, o cidadão comum não se sente representado por nenhum dos partidos que aí estão.
    Vamos ver o que vai acontecer com a reforma política… mas não tenho grandes esperanças, porque dificilmente Suas Excelências irão legislar contra eles mesmos.
    Enquanto esse bonde não passa, fico aqui a apoiar espiritualmente a criação de algum partido com o qual mais eu me indentifique. Existem algumas movimentações no Rio e em São Paulo – Partido Novo e Movimento Endireita Brasil, respectivamente – que pode ir no sentido de dar uma configração mais liberal ao espectro político. No que se refere ao PV, todo o grupo da Marina e do Guilherme (seu vice no pleito passado) poderia refundar o partido, ou seguir um caminho próprio. Esse pessoal, pelo menos aparentemente, tem muito a ver com aquele que quer criar o Partido Novo. Quem sabe não ocorreria uma união entre esse grupos? Eu já me daria por muito satisfeita e seguiria apoiando tal proposta.

  5. Pax said

    Por partes, caro Elias,

    1 – O Indio não sabia? Difícil crer que só “agora” ele descobriu que o DEM é um partido de coronéis. Assim como a parte poderosa do PMDB (vide Sarney, Renan – que poderíamos chamar de “coronel novo” etc). Será que o Indio desconhece a história do ACM? Do Marco Maciel? Do Bornhausem? Hum… cheira um tanto esquisito.

    2 – Pois, então, Reforma Política – este assunto não entrou na pauta da sociedade como o Ficha Limpa que ontem perdeu validade para as eleições do ano passado, só vale a partir de 2012. E este fato, da Reforma Mãe não estar na discussão no botequim da esquina, faz esta diferença que você cita acima, da Bolívia – que confesso desconhecer. Ficamos ao sabor dos ventos, no vai da valsa.

    Se a sociedade continuar nesta toada, apartada da conversa política, a tal reforma será coisa para inglês ver e para a velha putaria geral do Congresso se acomodar melhor em seus desvios. E, como corolário, lá se vão a reforma fiscal e tributária e tudo mais, ou seja, nada de avanço onde mais precisamos.

    Como você disse em outro post, é assustador que parte da oposição esteja se reposicionando para lamber o saco do governo e ganhar sua boquinha na teta da viúva.

    Quer um bom exemplo de um fato que me deixou triste, para mim uma derrota de Dilma? Acabaram de criar uma nova secretaria com status de ministério, a da aviação civil. Pois bem, sabe porque criaram? Pelo mesmo motivo que criaram um órgão específico para administração dos portos, porque a turma do Valdemar da Costa Neto, Alfredo Nascimento et caterva tomou aquilo de assalto, o Ministério dos Transporte, o DNIT, a ANTT e correlatos. O troço está tão degradado que tiveram que tirar os portos das mãos desta máfia, digo, grupo, porque senão o Brasil travaria completamente em seu escoamento de safra etc. É mole?

    Idem, ibidem, para esta nova secretaria da aviação civil. Criaram mais um monstrengo porque não tiveram peito para enfrentar a máfia instalada na ANAC, Infraero etc etc.

    Pois, então, por mim tenderia a aprofundar a discussão do voto distrital misto, uma forma que suponho ajudar na participação mais ativa da sociedade nas coisas da política.

    Sem o povo, sem a sociedade, custo a acreditar que tenhamos algum progresso significativo em qualquer área que seja.

  6. Patriarca da Paciência said

    Bom, na minha opinião, pela primeira vez no Brasil, temos um partido realmente trabalhista no poder.

    Os outros partidos “trabalhistas”, na verdade, eram partidos “positivistas”, ou seja, entendiam que os “grandes líderes pensantes” sabiam exatamente o que era necessário e desnecessário para o povo.

    A Dilma tem tudo para ficar 8 anos no governo. Espero que fique. Ao final, talvez mais outro governo do PT e depois de realmente bem consolidada as reformas sociais, poderia vir um governo do PSDB.

    O PSDB sempre foi um partido “positivista”, nunca um partido social democrata.

    Basta ver a campanha do Serra: “Melhor ministro da saúde da história brasileira”; “o homem mais preparado para assumir a presidência da república”;”benfeitor do povo brasileiro por tais e tais realizações” etc. etc.etc.

    O PSDB e seus líderes nada tem de social-democrata!

    São puros centro-direita!

    Então, caminhamos para a mesma situação de Inglaterra e Estados Unidos – um partido trabalhista e um partido centro-direita.

  7. Elias said

    Patriarca,

    Sou petista. Ajudei a fundar o partido, saí por cidades do interior ajudando a fundar diretórios municipais e, por 2 vezes, participei de governos petistas.

    Na minha opinião, é óbvio que o PT se desnaturou, ao longo dos últimos 15 anos. Isto não é bom pro parrtido nem é bom pro país.

    Sempre se pode dizer: “O PT se desnaturou porque precisou fazer isso. Teve que fazer o jogo da política brasileira pra chegar ao poder, exercê-lo, mantê-lo e ampliá-lo, que, afinal, são objetivos essenciais da política. O que importa é que, ao longo desse processo, ele está realizando algumas transformações também essenciais na sociedade brasileira, e essas transformações inevitavelmente repercutirão de forma positiva na política brasileira.”

    A segunda metade dessa afirmação é quase um cantochão entre filiados e simpatizantes petistas.

    Quanto a mim, tenho uma série de dúvidas a respeito.

    É evidente que alguns êxitos ECONÔMICOS foram alcançados. Foi possível, p.ex., desenvolver uma política redistributiva, mantendo um nível razoável de crescimento econômico sem prejuízo da estabilidade herdada do governo anterior.

    Até aí, tudo bem. Mas, em que medida esses êxitos estão repercutindo positivamente nas esferas SOCIAL e POLÍTICA do país?

    Pessoalmente, não consigo ver essa repercussão. Aquele “índice de democracia” calculado pela Economist parece dizer que a tal repercussão ainda não ocorreu. E nada nos garante que ocorrerá.

    Essa repercussão se manifestaria, creio, no nível de organização da sociedade civil, na qualidade das instituições da sociedade civil organizada e no nível e na qualidade da participação política.

    O nível de organização da sociedade civil brasileira continua baixíssimo. A qualidade das instituições da sociedade civil organizada se deteriorou nos últimos anos. Hoje, beira à desmoralização completa. O nível e a qualidade da participação política é risível, pra dizer o mínimo.

    E é por aí que começam meus questionamentos (auto-questionamentos, por sinal).

    Não podemos ignorar o nível de cultura política existente. Devemos considerar sua existência e aprender lidar com ela.

    Mas, não ignorar o nível de cultura política não significa se submeter a ele. Devemos aprender a lidar com ele pra detoná-lo, arrebentar com ele. Não para servi-lo, nem mesmo colocá-lo a nosso serviço.

    Daí porque me preocupa a desnaturação do PT.

    Daí porque deploro a simples proximidade de elementos tipo Palocci no governo, ávidos em se fazer querer bem pelas pessoas que moram e namoram do outro lado do muro.

    Daí porque, em outra lista, disse que coloco as 4 patas atrás quando ouço dizer que o governo petista está “agradando a oposição”.

    Fico mais feliz quando a oposição nos detesta…

  8. Pax said

    Já eu insisto no meu ponto.. qual oposição?

    O PSDB? Cá entre nós, a diferença programática com o PT é pequena. Existe uma de nascença, importante, sim, mas programática, nos dias de hoje, não vejo tanto assim.

    Se formos analisar com frieza, sem colocarmos mazelas e torcidas organizadas, ambos tem, a priori, uma visão social democrata.

    Volto ao meu ponto, chego a sonhar com a criação de um movimento/partido liberal que seja competente e faça um contraponto à social democracia. Essa dialética de posições (e forças) não fará mal algum, muito ao contrário.

    Hoje o que temos é o liberalismo órfão de pai e mãe e um monte de coronel querendo se dizer porta estandarte do que nunca foram e nunca serão. Esses, no dia em que estiverem enterrados e virado pó, farão um enorme favor para o Brasil. Aqui acho que não há quem discorde.

  9. Pax said

    Cara Mona (em #4),

    Se Marina Silva, Guilherme Leal e toda essa turma se render ao lixo que se tornou o PV, a vaca afunda ainda mais no brejo em que se meteu. Simples assim.

    Sirkis, como diz o artigo que linkei, jogou o estrume no ventilador. Cá fico esperando para ver no que vai dar.

    Como diria minha bistataravó, tomar canja de galinha e esperar as batatas se acomodarem na carroça fazem todo sentido neste quadro deste partido.

  10. Anrafel said

    No lançamento do PSD aqui na Bahia, foi colhida a assinatura do deputado pelo PCdoB Edson Pimenta, que está sendo chamado às falas pelo partido.

    Wágner apoiou porque o seu vice, Otto Alencar, garantiu que o partido atuaria na base de apoio aos governos estadual e federal. Considerando a revoada que se anuncia, também na Bahia faltará oposição, ainda mais porque um dos auto-intitulado chefes dela, ACM Neto, é uma lástima politicamente (os outros dois, Paulo Souto e José Carlos Aleluia, atualmente no MSM [Movimento dos Sem Mandato], são melhores, mas não lá grande coisa).

    Sobre o PV, o tal Penna está aí desde 1999, indicando uma acomodação da direção, da militância(?) e das instâncias intermediárias. Agora que o grupo de Sirkis quer tirá-lo, descobre que o sujeito rasgou o conteúdo ético-programático, jogou nos bastidores e tem o apoio de alguém com o sobrenome Sarney, o que certamente não facilita as coisas para os adversários numa guerra de bastidores. Daí, botar a boca no trombone (ou jogar coliformes fecais no circulador de ar) pode ser uma tática, estratégia, sei lá.

    Agora, diabos, quando virá também uma reforma do eleitor? Precisa de uma reforma política, de Ficha Limpa, para os sacanas deixarem de votar em Jáder barbalho, por exemplo?

    Essa pergunta minha tem um pouco a ver com um trecho do comentário do Elias, aquele “Não podemos ignorar o nível de cultura política existente. Devemos considerar sua existência e aprender lidar com ela.

    Mas, não ignorar o nível de cultura política não significa se submeter a ele. Devemos aprender a lidar com ele pra detoná-lo, arrebentar com ele. Não para servi-lo, nem mesmo colocá-lo a nosso serviço”.

  11. Elias said

    Pax,

    Abismos ideológicos não são essenciais para a existência de oposição.

    Observe que, nos EUA, não há nenhum abismo ideológico entre os partidos Democrata e Republicano. No entanto…

    Ninguém fez oposição ao governo tucano mais que o PT e, em alguns momentos, vice-versa, sem que jamais houvesse abismos ideológicos entre ambos.

    Pra mim, o problema começa a piorar quando o governo começa a aceitar o balançar de rabo de quem deveria lhe fazer oposição. Mais, ainda, quando o governo começa a estimular esse balançar de rabo…

    Oposição que balança o rabo pro governo sempre foi uma praga no Brasil…

    Um verdadeiro partido liberal? Sim, claro, é bom que exista.

    Não porque seja essencial à democracia, mas porque esse partido proporcionaria representação política a uma importante corrente de pensamento, que, no Brasil, não só existe, como conta com um expressivo número de pessoas inteligentes, honestas e ávidas em participar do processo político.

    Nada mais justo que essas pessoas disponham de um partido político, pra sujeitar suas idéias ao fogo da prática.

    Aliás, nem sei o que essas pessoas estão esperando, pra começar a organizar o partido liberal…

    O embananamento do PV é pedra cantada, né Pax? Vem de longe…

    Modestamente, durante a campanha eleitoral de 2010, eu disse neste blog, várias vezes, que em 2011 haveria o ajuste de contas interno no PV: de um lado, a corrente que tem no Alfredo Sirkis um dos mais importantes representantes; de outro, a corrente mais representada, digamos assim, pelo Gabeira.

    A Marina e seu grupo — e também o Gulherme Leal — têm outra chance pra fazer algo realmente importante (tiveram uma chance no ano passado e jogaram fora).

    Pode ser que eles façam isso, agora. Se fizerem, vão se alinhar com o Sirkis. E, aí, Gabeira receberá um sonoro e bem aplicado pé na bunda. Fiel ao seu estilo, provavelmente vai procurar outro hospedeiro…

    Mas pode ser, também, que Marina e Guilherme sigam a velha e remelenta escrita típica da política brasileira: ficar de fora da briga, inicialmente, pra depois apoiar o lado com mais chance de ganhar.

    É de se ver…

    De qualquer modo, o ambiente me parece bom pra cabras corajosos e decentes como o Sirkis, que se dispõe a lutar o bom combate à luz do dia.

    Não me agrada nem um pouco o estilo da Marina, de se esconder nos desvãos, olhar pelas frestas, ruminar pelas tocas, murmurar pelas pregas…

    É o ultramanjado estilo da raposa política velha de guerra, da cauda grossa, matreira, cheia de manhas e truques, que o brasileiro tão bem conhece.

    Esperta demais! Tanto que desperta mais suspeita que confiança.

    Um pouco mais de projeção na política brasileira a gente como o Sirkis certamente que faria bem ao país. (sem querer, rimou)

  12. A verdade é que hoje só existe um partido politico no Brasil. Ele se chama Partido dos Trabalhadores. Ponto final.

    No mais sou totalmente favorável a representação política sem a necessidade de partidos políticos. Discordo um pouco do Elias quando diz que isso só acontece em sociedades onde os partidos são fracos e a sociedade civil é forte. O caso americano é exemplo do que eu digo. Lá é totalmente possível vc se candidatar como “independente”.

  13. Pax said

    Caro Anrafel (em #10), valeu pelas boas informações regionais.

    Caro Elias (em #11), não se se concordo totalmente com tua observação sobre não haver tanta diferença entre os Democratas e Republicanos nos EUA. Há várias questões de ordem nacional em que estes partidos têm diferenças bastante significativas: aborto, casamento gay, sistema de saúde etc. Podemos argumentar se isto representa, ou não, “abismo ideológico”.

    De outro lado, notícia fresca sobre o PV saiu agora na Folha:
    Em crise com PV, Marina acusa dirigentes de sufocar democracia na sigla –
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/893439-em-crise-com-pv-marina-acusa-dirigentes-de-sufocar-democracia-na-sigla.shtml

    E não compactuo com tua visão que Marina seja raposa política velha de guerra, da cauda grossa, matreira, cheia de manhas e truques como você coloca. Me parece que não. Ou, talvez, quero crer que não. Gosto da idéia de um Partido Verde importante no Brasil, assim como o tal inexistente Partido Liberal. Ano passado, com os quase 20 milhões de votos, a opção Marina, ou opção verde, se colocou entre os maiores partidos desta coloração do mundo. E, sim, você cantou essa pedra faz um bom tempo. Pra variar, com muito mais competência que este famigerado blogueiro.

    Caro Vilarnovo, também não tenho antipatias por candidaturas independentes. Se é Democracia, se é livre, seja para o que der e vier. Que se sustentem nos arreios quem souber a arte.

  14. Elias said

    Vilarnovo,

    Bem lembrado o caso dos EUA. Mas lá existem partidos fortes e sociedade civil idem.

    Aqui, ambos — partidos e sociedade civil — são fracos. E, no Brasil, as organizações da sociedade civil são quase tão viciadas quanto os partidos.

    Também não sou contra o fim do monopólio partidário da representação política. Acho que esse monopólio deve, sim, acabar. É como disse o Pax: “se é democracia… que se sustentem nos arreios quem souber a arte.”

    Apenas não creio que isso vá melhorar substancialmente a qualidade da representação, porque as organizações da sociedade civil, como regra, não são melhores do que os partidos.

    A qualidade da representação, a meu ver, seria mais afetada positivamente com o voto distrital (de preferência misto), e com as listas (também mistas). Aí se reduziria drasticamente a influência do poder econômico nas eleições, o que poderia atrair para a política pessoas que, hoje, não teriam a menor chance, porque não fazem parte dos esquemas.

    Pax,

    Sei que você ainda mantém um crédito pra Marina.

    Mas, que ela rateou no ano passado, rateou.

    No fim, fez cara de paisagem, e acabou dizendo que não era contra nem a favor, muito pelo contrário…

    Um político profissional não tem o direito MORAL de se omitir no 2º turno de uma eleição da qual participou como candidato no 1º turno.

    Se Marina era oposição ao PT, como dizia que era, deveria ter apoiado o Serra, em quem, provavelmente, votou. Não declarou publicamente esse apoio porque ficou com medo de perder sua base, no Acre.

    Ou seja, foi esperta.

    Mas certamente que, do ponto de vista MORAL, há algo errado em um político profissional que teme tornar pública a própria escolha política. Pior, ainda, se esse político é um candidato à Presidência da República…

    Bem, de qualquer forma, pela notícia que você linkou, Marina parece ter posicionado suas fichas na atual crise do PV.

    Tá longe, ainda, da clareza e da coragem de um Sirkis, mas já é um grande avanço em relação a 2010…

    Melhorou.

    Mas não creio que Marina seja representativa de um modo menos matreiro e mais sincero e direto de fazer política que seria recomendável para o Brasil.

    Nesse quesito, Sirkis está alguns quilômetros adiante dela…

  15. Chesterton said

    mas esse post é um “libelo a favor” do liberalismo….que que está acontecendo com nossos petistas?

  16. Mona said

    Off tpoic, but… I can´t resist:
    Não é que a metralhadora giratória do Arruda fez mais uma vítima?http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/03/24/arruda-deputado-do-pt-me-pediu-dinheiro-370908.asp

    Acho que, aorfa, o Tio Rei vai satisfazer o Pax e postar algum comentário acerca do boca-de-horror do Arruda…

  17. Mona said

    De maneira inteligível, now:

    Off topic, but… I can´t resist:
    Não é que a metralhadora giratória do Arruda fez mais uma vítima?http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/03/24/arruda-deputado-do-pt-me-pediu-dinheiro-370908.asp

    Acho que, agora, o Tio Rei vai satisfazer o Pax e postar algum comentário acerca do boca-de-horror do Arruda…

  18. Carlão, o retorno said

    Esta aqui é para delicia dos anti-reinaldão.
    Pra variar mataapau esta história da substituição da PRESIDENTA DA C.E.F

    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/nao-sei-como-se-fazem-salsichas-mas-sei-como-se-fazem-algumas-noticias/

    TODOS ADORAMOS ODIAR… ;) hehehe

  19. Chesterton said

    ex-celente entrevista, Pax

  20. Carlão, o retorno said

    Dora Kramer
    União estável
    Muito já se falou a respeito das diferenças de forma e conteúdo entre a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor. Muito mais será dito ainda porque Lula e seus seguidores mais fanáticos já dão sinais explícitos de desconforto com as comparações, de resto inevitáveis tendo em vista as óbvias distinções entre um e outra.

    Em menos de três meses a lista é robusta: atenção aos direitos humanos na política externa, rigor na resolução de desavenças internas, presença presidencial em caso de tragédias nacionais, reserva no comportamento pessoal, pronunciamentos limitados a ocasiões específicas, relações civilizadas com imprensa e adversários e convivência ao menos cerimoniosa com o fisiologismo.

    Portanto, nada mais natural que se aponte e, conforme for o caso e o gosto do freguês, celebre-se o que há de diferente. Não há, objetivamente, nenhuma razão para a contrariedade exibida por Lula recentemente, considerando “hilariantes” as referências positivas à presidente no cotejo com condutas anteriores.

    Francamente, o ex-presidente deveria sentir-se bem com a boa receptividade à sua sucessora e criatura eleitoral. Significa que, a despeito da má impressão deixada por ela durante o período em que foi ministra e seu desempenho abaixo da crítica como candidata, ele estava certo no tocante à capacidade da escolhida de sair-se bem na Presidência.

    leia tudo aqui: http://gilvanmelo.blogspot.com/2011/03/uniao-estavel-dora-kramer.html

  21. Chesterton said

    Como a direita ser oposição se a esquerda rouba seu programa e consegue convencer o eleitorado que ela é a verdadeira dona?
    Com a debacle da URSS o discurso esquerdista minguou até ficar do tamanho de Fidel, isto é, um zero na história. Aquele Lula que concorreu com Collor que ia quebrar tudo e dar porrada sumiu na poeira.
    FHC, a social democracia, o centro esquerda brasileiro deixou o restante da turma puta da vida, o que tinha de barbudinho naquela época reclamando do “neo-liberal” FHA não era brincadeira.
    FHC tentou o máximo que pode ir para a centro-direita, e não foi por causa do PT.
    Lula assumiu, o PT levou a facada final, se repartiu em 2. Lula foi mais a direita que FHC com a diferença que perdeu completamente a cerimonia para botar a mão na grana e torrar a toroto e a direito. o PT perdeu a virgindade e sangrou muito o lençol. Virou uma cleptocracia só não pior que a Venezuela. Lula foi neo-liberal torrando o dinheiro deixado pelo antecessor.
    Dilma assume e dá continuidade ao governo FHC, com uma aparente austeridade que Lula não tinha. Sua popularidade cai a metade, parece que o PT não está apoiando a rédea curta de Dilma.
    Que que a direita vai dizer se Dilma parece Delfim Netto e Simonsen tentando dar a desculpa mais esfarrapada para a inflação que ameaça explodir?
    O governo Dilma depende da direita que não tem o poder nem perspectiva de chegar lá tão cedo. Faz o que a direita faria, ainda que não tenha a cara de pau de Lula, que era oposição a sua própria equipe econômica.
    Hospício é pouco. Parece mais um circo.

  22. Patriarca da Paciência said

    Quá, quá, quá!

    Pois, é, pois, é, pois, é!

    Onde é que está a boneca ventríloqua?

    Onde é que está o fantoche?

    Onde é que está a perdidona?

    Então o Lula fez uma ótima escolha?

    Ora, ora, ora!

  23. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, gente,

    eu nada tenho contra o “capitalismo” da escandinávia ou contra o “liberalismo” do Lula!

  24. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    na maioria das vezes temos idéias concordantes mas, como é natural, também discordamos.

    Não entendo que o PT tenha se desnaturado.

    Como o Lula falou e fala milhares de vezes, o que acontece é que vivemos numa democracia. O que prevalece numa democracia não é a vontade de tal ou tal pessoa e sim o consenso.

    O problema é que os brasileiros estão muito acostumados no sistema coronelista onde apenas o coronel manda!

    O Brasil tem problemas?

    Os políticos brasileiros tem problemas?

    Seria estranho que não tivessem!

    Digo sempre que procurar “imacularidade” em políticos do planeta Terra é coisa que nunca vai ser encontrada.

    Política é a arte de administrar interesses diversos.

    Por incrível que pareça, o conceito que melhor se enquadra em Lula é este: “Um homem realmente democrático”.

    Já somos a 7ª economa do mundo, caminhando a passos largos para a 5ª.

    Nossa educação tem melhorado bastante.

    O nível de emprego está ótimo!

    Nunca o Brasil esteve tão bem – crescimento econômic e democracia!

  25. Patriarca da Paciência said

    Acho ótimo que a Dilma tenha estilo próprio!

    Como disse o próprio Lula, “quando houver divergências entre nós, a Dilma terá razão”. (Ou seja, a Dilma é a presidenta, eu sou ex, coisa que o FHC não soube fazer).

    Se estamos muito atrasados em procedimentos burocráticos?

    É claro que países da Europa, América do Norte e Ásia tem bem mais experiência que nós.

    Mas nos últimos anos tem havido uma evolução bastante animadora.

    Parece que esse problema não é de muito difícil solução.

  26. Elias said

    Patriarca,

    Alguns comentários aqui no PolíticAética são bastante representativos da falta de rumo da direita brasileira.

    Ela mal sabe o que dizer.

    Na verdade, ela não tem, miseravelmente, um esboço de proposta pro país. Um rascunho miserável em 2 ou 3 folhas de papel…

    Num momento, ela vocifera contra o “estatismo”, a “gastança”, e sei lá o quê. Noutra hora, ela diz que o PT “roubou” o programa da direita e, por isto, ela, a direita, não consegue ser oposição.

    Ou seja: tá mais perdida que filho de puta em festa do dia dos pais.

    Quanto ao PT:

    O rumo atualmente seguido, se esgotará durante o mandato de Dilma.

    Depois… será fadiga de material.

    Lembra do que aconteceu na segunda metade dos 1990? Quase uma refundação, né?

    Creio que algo parecido deverá acontecer agora, ou não haverá segundo mandato pra Dilma.

    Diante das opções que “aí estão” — como se dizia antigamente — seria desastroso pro país.

  27. Pax said

    O rumo que o PT tomou é autoimplosivo.

    Ou muda, ou morre ao longo do tempo. Simples assim, na minha humilde opinião.

    Aliás, o mesmo rumo que o PMDB, o DEM, o PSDB, o PV etc tomaram.

  28. Chesterton said

    Não é uma questão de falta de rumo, os conservadores querem que as coisas evoluam naturalmente, enquanto a esquerda quer em intensidade variavel mudar tudo.
    Logo, o “rumo” da direita sempre foi rumo algum, apenas lutar para sobreviver “as revoluções e mudanças radicais patrocinadas pela esquerda.
    Mas quando a esquerda vira direita, a direita não tem mais o que fazer a não ser ir para casa trabalhar.

  29. Olá!

    Elias,

    “Alguns comentários aqui no PolíticAética são bastante representativos da falta de rumo da direita brasileira.

    Ela mal sabe o que dizer.

    Na verdade, ela não tem, miseravelmente, um esboço de proposta pro país. Um rascunho miserável em 2 ou 3 folhas de papel…

    Num momento, ela vocifera contra o ‘estatismo’, a ‘gastança’, e sei lá o quê. Noutra hora, ela diz que o PT ‘roubou’ o programa da direita e, por isto, ela, a direita, não consegue ser oposição.”

    Você coloca as coisas como se o PT houvesse feito uma verdadeira revolução social e econômica nos últimos 8 anos. Algo que, de fato, não ocorreu.

    É engraçado e irônico você afirmar que essa suposta direita não tem nenhum projeto de país ou seja lá o que for, pois o PT, ao longo do governo Lula, não executou nenhuma reforma estrutural que o país tanto precisa. Das que irei listar abaixo, me diga apenas uma que o PT fez:

    01. Reforma Política
    02. Reforma Tributária
    03. Reforma Trabalhista
    04. Reforma Fiscal
    05. Reforma Educacional
    06. Reforma na Saúde Pública
    07. Reforma na Segurança Pública

    Se você, Elias, disser que o PT entregou ao país pelo menos uma dessas reformas, eu fico na minha e afirmo que o PT legou ao Brasil algo realmente substancial.

    No período pós-1985, houve apenas uma única reforma estrutural que este país conheceu: O Plano Real. Ponto.

    Aliás, uma das razões pelas quais o Lula não entregou ao país nenhuma reforma estrutural é que ele é o tipo de político que não vai em bola dividida. Ou seja, ele dificilmente iria se colocar dentro de uma situação onde houvesse interesses extremamente conflitantes, como geralmente é o caso em que um país precisa fazer reformas estruturais. Eu concordo com o que o Vilarnovo escreveu no blog dele: O Lula não quis governar, quis ser amado pelo povo. Excerto:

    “Outro lado positivo é a saída do atraso messiânico chamado Lula. Dilma tem mais perfil de um presidente como deveria ser. Lula não passa de um político de campanha. Foi um péssimo presidente. Fez pouquíssimo em oito anos. Poderia ter feito muito mais, mas preferiu ser amado pelo povo ao invés de governar. Dilma parece mais interessada em governar do quer ser amada pelo povo. Que bom. Talvez poderemos avançar alguma coisa depois de oito anos apenas surfando o mar de almirante que Lula pegou na maior parte de seu mandato.

    É fato também que o PT agregou às suas (dele) práticas atitudes que o partido, sua militância e seus membros sempre hostilizaram. Apenas os trouxas do PSOL e mais alguns outros acreditaram que era verdade aquela história de “neoliberalismo” que o PT pregava ao longo dos anos de 1990.

    Essas mudanças que o PT fez foram boas, pois se o PT, uma vez no poder, tivesse colocado em prática o que os seus charlatães econômicos sempre pregaram, hoje, o Brasil seria o mais ocidental dos países da África Subsaariana.

    Não tenho nada contra o PT e contra nenhum partido político. O que realmente conta para mim são as medidas que tal partido pretende colocar em prática para melhorar a vida do empreendedor brasileiro, para reduzir a pesada carga tributária, para aumentar a liberdade econômica dos cidadãos, para que haja mais transparência quanto ao uso do patrimônio e do dinheiro públicos, para reduzir a corrupção, para modernizar a estutura capitalista brasileira e etc. Essas medidas, ao meu ver, ajudariam a tornar a vida do cidadão comum mais simples e fácil, além de reduzir as dimensões do Estado.

    O problema é que ao longo do governo Lula o PT passou a idéia de que empresas estatais são superiores às empresas privadas, ou seja, isso equivale a dizer que empresas gerenciadas por políticos, onde a alocação dos cargos importantes segue um processo político-ideológico, são melhores do que aquelas onde o mérito é um dos principais parâmetros considerados para alocar pessoas nas funções de relevância.

    O detalhe é que essa idéia de que o setor público é superior ao setor privado só tem como se posta em prática através de um Estado grande, isto é, colocando ainda mais dinheiro nas mãos dos políticos. No Brasil, colocar dinheiro sob a tutela dos políticos é pedir para ser roubado.

    Apenas um lebrete: Procurem qualquer país desenvolvido que foi construído tendo tais valores como pilares.

    Até!

    Marcelo

  30. mona said

    Marcelo: arrasador.
    Em rodas de discussão com amigo lulistas – em que quase saiu sangue, diga-se de passagem – eu pedia que me fosse exemplificada alguma mudança introduzida pelo PT que fosse realmente estrutural. Apontavam o Prouni e o aumento do consumo. Nenhum dos dois significa, para mim, mudança estrutural, que realmente deite raízes. Não digo que o Prouni não possa trazer a possibilidade de alteração no status de determinado cidadão que só pôde fazer um curso superior à custa dessa bolsa. Foi o que aconteceu com uma babá de meu filho, que concluiu o curso de Administração de Empresas, e que agora está em busca de colocação no mercado. Mas, só para se ter uma idéia de quão pouco revolucionário é tal prática, o marido dela – filho de pais pobres – já havia conseguido um diploma de fisioterapeuta, graduado em uma universidade privada, com recursos do Fies.
    No que se refere ao aumento do consumo, sempre me pareceu que o Governo tava agindo como um pai bonachão que andava distribuindo mesada gorda a seus filhos, mas com o dinheiro dos outros. Bem, ao que parece, a conta chegou e a grana usada na farra do consumo, só vem servindo para isso, mesmo: consumo. É bom para a economia, porque a aquece e faz girar a roda? Sem dúvida. Mas, traz um monte de efeito colateral, quando o país não tem estrutura para aguentar a demanda. E estamos ou não vendo isso, agora, com ao aumento da inflação?
    Então, qual a herança deixada pelo Lula, no final das contas? Só contas para pagar…

  31. Elias said

    Ora Marcelo,

    Nem Lula, nem FHC, nem Itamar, nem… fizeram as reformas política, fiscal, trabalhista, etc, etc.

    Não é disso que estamos tratando.

    É até ingênuo falar dessas reformas como se elas estivessem pautadas na sociedade brasileira.

    Não estão. Infelizmente, não estão.

    Estão pautadas por uma minoria que, se formos olhar de perto, estão a léguas de um entendimento mínimo sobre o conteúdo dessas reformas e, até mesmo, sobre o mecanismo mais adequado a ser adotado. Pior: não se tem nem um entendimento acerca da ordem de prioridade das reformas.

    Então, usar as reformas como argumento é fazer com que a conversa ande feito cavalinho de carrossel: roda, roda, roda… sem sair do lugar.

    Nosso papo aqui sobre a direita é mais pé no chão.

    Se a direita está esperando pelas reformas pra saber o que fazer da vida, ela tá ferrada! Melhor ir pra casa, trabalhar, como disse o Chesterton (se for assim, depois de lavar e enxugar a louça, favor guardar no armário…).

    Numa outra linha de debate que vínhamos desenvolvendo, Pax, Patriarca, Vilarnovo e eu, num dado momento, eu disse que um dos grandes méritos do Lula foi combinar um crescimento econômico razoável com uma política redistributiva, sem prejuízo para a estabilidade econômica herdada de FHC. Mas que esse êxito não produziu nenhuma repercusão positiva aparente na organização da sociedade civil, do ponto de vista quantitativo ou qualitativo.

    Fiz essa afirmação pra explicar porque não acredito que o fim do monopólio partidário da representação política vai melhorar a qualidade dessa representação. Embora eu seja a favor do fim desse monopólio, não alimento ilusões quanto a que isso pouca influência terá na qualidade da representação, porque as organizações da sociedade civil brasileira, hoje, são tão corruptas quanto os partidos políticos.

    E vem você falar de reformas…

    Estamos falando de engatinhar, Marcelo. Nem me fale de 500 metros com barreira…

    E mais, compadre: não dá pra jogar a responsabilidade da não realização das reformas nas costas do(a) Presidente da República.

    Por que você acha que FHC não fez essas reformas? Foi porque não quis?

    Uma ova! Se ele pudesse, teria feito. Pelo menos, pra botar a coroa de louros na cabeça. O mesmo se pode dizer do Lula, da Dilma e do escambal a quatro.

    Numa ditadura, dá pra tratar o assunto nesses termos voluntaristas. Numa democracia, o buraco é noutro lugar.

    Pra mim, Dilma terá dado o recado dela se conseguir deslanchar a reforma política.

    O quê resultaria dessa reforma?

    Não faço a menor idéia, Marcelo.

    Só sei que, a cada uma possibilidade de desenho resultante, corresponde, praticamente, um perfil de reforma fiscal e tributária.

    E daí por diante.

  32. Olá!

    Elias,

    “Nem Lula, nem FHC, nem Itamar, nem… fizeram as reformas política, fiscal, trabalhista, etc, etc.”

    O FHC e o Itamar, pelo menos, fizeram a reforma monetária e conseguiram dar um fim à hiperinflação, além de o FHC ter feito as privatizações que, apesar dos erros, fez o correto que era livrar o Estado de atuar em áreas que não são suas (dele). Fora outras coisas menores e que não representam reformas estruturais, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    O governo Lula não fez nada na mesma escala dessas coisas.

    “É até ingênuo falar dessas reformas como se elas estivessem pautadas na sociedade brasileira.

    Não estão. Infelizmente, não estão.”

    Você tem toda a razão. Talvez 90% da população brasileira não dê a mínima para esse lance de reformas estruturais e coisas tais.

    “Estão pautadas por uma minoria que, se formos olhar de perto, estão a léguas de um entendimento mínimo sobre o conteúdo dessas reformas e, até mesmo, sobre o mecanismo mais adequado a ser adotado. Pior: não se tem nem um entendimento acerca da ordem de prioridade das reformas.

    Então, usar as reformas como argumento é fazer com que a conversa ande feito cavalinho de carrossel: roda, roda, roda… sem sair do lugar.”

    Eu não discordo de você. Porém, é mais do que evidente que aquelas reformas que listei precisam ser feitas e é lógico que é praticamente impossível de executar todas ao mesmo tempo. Mas que elas são necessárias não há dúvidas e um sinal disso é a atrasada estrutura brasileira de geração de riquezas e recursos. Não ocorre por acaso o fato de o Brasil ser um país pobre e sem recursos para investir em áreas importantíssimas.

    “Se a direita está esperando pelas reformas pra saber o que fazer da vida, ela tá ferrada! Melhor ir pra casa, trabalhar, como disse o Chesterton (se for assim, depois de lavar e enxugar a louça, favor guardar no armário…).”

    Que direita, rapaz. Isso é doidice. Não tem nada a ver com direita, esquerda, centro ou seja lá o quê. O que vale mesmo é que essas reformas estruturais irão beneficiar o cidadão comum, o pequeno e médio empreendedores, o cidadão pobre que paga muito imposto em relação à sua renda, o melhor uso do dinheiro público, um Estado com dimensões compatíveis com as necessidades da população e menos corrupto, e etc.

    “E vem você falar de reformas…”

    Apenas toquei nas reformas para lembrar que o PT não fez nenhuma revolução social e econômica como querem alguns por aí. Para ser honesto, em mais de um aspecto, o PT foi uma influência deletéria para a democracia e instituições brasileiras. Os níveis desumanos de corrupção a que o país chegou é apenas um dos resultados disso e o Mensalão foi o ápice disso tudo, pois jogou na lata do lixo um dos princípios fundamentais que regem uma república: A separação entre os poderes.

    Certas reformas estruturais, o PT não tem como fazer, pois, se as fizesse, iria ficar contra a sua base de apoio. A não ser que o partido se torne uma representação esquerdista mais civilizada, como os seus colegas europeus e afins.

    Até!

    Marcelo

  33. Chesterton said

    uma sociedade rendida, onde a auto-defesa é um crime, é saudável ver o exemplo das crianças

  34. Chesterton said

    Lê, tu!

    http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=82

  35. Elias said

    Chesterton,

    Saco!

    Marcelo,

    I
    Mas a conversa era, exatamente, sobre a direita…

    II
    As privatizações foram feitas pra arranjar dinheiro, Marcelo.

    A União tava zerada e sem crédito lá fora. Aí foram feitas as privatizações pra fazer caixa.

    Foi o que o próprio governo disse, na época. Faça uma pesquisa. Leia os jornais.

    Mais que isto: cheque as despesas públicas da época e veja como foi gasto o dinheiro da privatização.

    Só depois é que a putaria foi intelectualizada, e as privatizações passaram a ser apresentadas num contexto de “reforma do Estado”, com fundamento ideológico.

    Como brasileiro tem memória cotó, feito rabo de cutia, acabou engulindo sem mastigar.

    A própria esquerda ajudou, quando passou a dizer que FHC era “neo-liberal”… e essa baboseira toda.

    Neo-liberal é o cacete!

    Qualquer outro que estivesse na cadeira dele, à época, teria que fazer algo parecido, ou, então, cavalgar um jumento manco em direção a um precipício.

    Não houve porródias de reforma do Estado, que certamente ocorreria, se houvesse um recheio ideológico na conduta do FHC. O Estado continuou — e continua — exatamente como era antes.

    FHC agiu de modo prático. Itamar e ele tinham feito o infinitamente mais difícil: detonar com uma inflação endêmica que se arrastava há décadas e ferrava um país inteiro.

    Seria uma imensa burrice botar tudo a perder simplesmente porque a União estava no vermelho e não havia como cortar despesa na proporção necessária e no tempo disponível (o corte da despesa, sim, implicaria uma reforma do Estado, para o quê FHC não tinha proposta nem respaldo político).

    A privatização foi a saída.

    E não pense que FHC e sua equipe foram os primeiros a pensar nisso. Essa estratégia já havia sido delineada desde o tempo do Collor. Mais especificamente, pelo Ibrahim Eris, então presidente do BC. Eu estava presente a uma palestra que ele fez, em 1990, no CIP/SP.

    O raciocínio era mais ou menos assim:

    1 – O endividamento da União, com destaque para os compromissos de curto prazo, conspiram contra qualquer política de estabilização econômica que o governo execute. Tão logo uma certa estabilidade econômica é alcançada, ela começa a ser solapada pelas pressões de caixa da própria União.

    2 – Alternativas: (a) alongamento de perfil do endividamento, com a contratação de “endividamentos-ponte” — pede-se dinheiro emprestado pra pagar o que está vencido ou vias de vencer, jogando-se o compromisso pra mais adiante; (b) reduzir substancialmente o tamanho do Estado; (c) vender ativos.

    3 – A alternativa (a), disse Ibrahim, era a que vinha sendo usada há muito tempo pelo Brasil. Como era notório, ela não resolvia o problema brasileiro, ao ponto em que ele havia chegado. Apenas adiava a solução e, pra piorar, estava cada vez mais difícil de ser executada, porque o Brasil não tinha crédito.

    4 – A alternativa (b) era ainda mais difícil. Cada segmento da sociedade brasileira acha que o tamanho do Estado deve ser reduzido. Na hora do vamos ver, o que cada segmento quer é reduzir o Estado somente naquilo em que ele atende os demais segmentos. Os empresários, p.ex., querem reduzir o tamanho do Estado, desde que não se mexa no BNDES, no FINOR, no FINAM e assim por diante.

    O resultado é um diálogo de surdos.

    5 – Por exclusão, resta a alternativa (c): venda de ativos.

    Mais ou menos palavras de Ibrahim Eris, então presidente do BC do Brasil, no longínquo 1990.

    Lembro que mencionou-se uma proposta tipo: “os recursos com a venda de ativos públicos devem ser aplicados exclusivamente em investimentos e inversões financeiras” (proposta com a qual eu, pessoalmente, concordo em gênero, número e grau).

    Resposta do Ibrahim:

    “Entre o querer e o poder há um `mas` atravessado. Se esse tipo de restrição for adotada, a privatização perderá todo o sentido prático original. Os recursos da privatização terão que ser usados pra quitar o `pra trás`. Se sobrar alguma coisa, tudo bem, veremos o que se pode fazer pra frente.”

    Isso, Marcelo, foi a privatização.

    Existem, aliás, bom textos — alguns, inclusive, do Delfin Netto — abordando o assunto de modo bem realista. Sem frescura.

    A privatização feita pelo FHC, Marcelo, se insere no quadro de medidas complementares, necessárias pra não se por a perder a estabilização econômica que ele próprio havia conduzido desde a gestão Itamar.

    FHC fez isso: a estabilização econômica.

    Lula foi uma continuidade, abordando aspectos que não foram — nem poderiam ser — contemplados pela gestão FHC.

    Valendo-se da estabilidade econômica e do imenso poder de captação de receita do Estado brasileiro — em outras palavras: carga tributária — Lula zerou o endividamento externo (aproveitando um contexto favorável que permitiu que as exportações brasileiras quadruplicassem), e combinou um rítmo de crescimento econômico razoável com uma política redistributiva, SEM PREJUDICAR A ESTABILIDADE ECONÔMICA.

    No mais, o grande triunfo de Lula foi na arena política.

    Ele é, de longe, o mais competente e bem preparado político brasileiro surgido nos últimos 70 ou 80 anos.

    A maior parte da mídia brasileira — jornais e revistas de maior circulação e estações de rádio e tevê de maior audiência — bateu forte no Lula durante os 8 anos de seu mandato.

    Faça-se uma pesquisa em qualquer desse órgãos da mídia.

    Revista Veja, por exemplo.

    Pesquise 20 ou 30 anos de publicação dessa revista. Depois me diga qual presidente brasileiro foi tão atacado quanto o Lula, e por tanto tempo, nas páginas dessa revista.

    Depois faça o mesmo na FSP, no Estadão, etc, etc.

    E, no entanto, a popularidade do cara só fez aumentar ao longo desse tempo.

    Todo o apoio que a mídia deu ao FHC, não lhe garantiu um índice de aprovação pelo menos próximo ao do Lula.

    Foi uma puta vitória política do cara. Ninguém tira isso dele.

  36. Elias said

    Marcelo,

    Eu escrevi “CIP/SP”.

    “CIP/SP” não existe.

    CIP é no Pará.

    Em SP é CIESP.

    Desculpe.

  37. Chesterton said

    ué, Elias não gostou do garotinho gordinho?

  38. Elias said

    Nada disso, Chester.

    Eu me referi ao artigo do Hans-Hermann Hoppe.

  39. Elias said

    E, Marcelo,

    Nem pense em menosprezar a importância do fim do endividamento externo.

    Para a estabilidade econômica, isso é quase tão importante quanto o fim da inflação galopante.

    Foi esse endividamento que comeu boa parte dos recursos da privatização que, por isto mesmo, não foram usados para novos investimentos.

    Lembra que, no final do 2º mandato de FHC, e com Lula já eleito, o Brasil teve que pedir um empréstimo externo, porque a União tava sem caixa?

    Pois é…

  40. Chesterton said

    Mas esse artigo é para o Pax.

    “Lembra que, no final do 2º mandato de FHC, e com Lula já eleito, o Brasil teve que pedir um empréstimo externo, porque a União tava sem caixa?”

    chest- houve fuga de capitais por causa da ameça de Lula ser eleito e aplicar o programa do PT, que previa calote imediato. O PT sempre foi o principal oponente a ter reservas e se queixava da necessidade de “superavit primario”.

  41. Elias said

    Chesterton,

    Não necessitas chutar nem mentir, até porque o episódio não desmerece o FHC.

    Vamos lá:

    1 – Lula já estava eleito e o programa do PT NÃO previa calote. Nem imediato nem póstero.

    2 – A fuga de capitais assim do dia pra noite, só é possível pro pessoal do “marcado spot”, o chamado “capital volátil”.

    3 – Foi exatamente o que aconteceu. O volátil se mandou, por causa dos filmes de terror que algumas figuras passaram (no futuro, essas figuras pagariam um alto preço, em termos de credibilidade, por causa dessa vigarice: 2010 foi bem um exemplo…). Mas, em 2002, a cambada do volátil comprou ingresso pro filme de terror. Se ferrou. Depois, quando viu que era rebate falso e estava perdendo muito dinheiro, voltou (amaldiçoando o pessoal que passou o filme).

    4 – O simples fato do país necessitar de empréstimo externo no encerramento de um exercício financeiro, pra compensar fuga de volátil na última hora, já dá uma idéia da fragilidade da situação.

    E acrescento:

    5 – O episódio também mostrou como a turma do filme de terror está disposta a jogar sujo. Pra essa canalha, tanto faz que o país inteiro se ferre, desde que os resultados políticos sejam aqueles que ela deseja.

  42. Olá!

    Elias,

    Tenho ciência de que foi o governo Collor que iniciou um programa de privatizações.

    “Qualquer outro que estivesse na cadeira dele, à época, teria que fazer algo parecido [. . .].”

    Se o Lula tivesse sido eleito em 1994 ou em 1998, você, Elias, acha que ele teria feito as privatizações?

    Vejamos as palavras do próprio Lula a respeito:

    Roberto Müller: [. . .] Você mencionou a privatização, as privatizações, em tom de crítica. Eu pergunto: Lula presidente da República o que faria? Anularia as privatizações?

    Lula: Primeiro, eu não teria privatizado. Segundo, eu vou repetir o que eu dizia em 1998. Nós, em algumas, vamos fazer uma auditoria. O sistema Telebrás vai passar por uma auditoria. É importante todo mundo saber disso, e se forem comprovadas as falcatruas que nós entendemos que tem, não tenha dúvida que nós vamos fazer uma discussão muito grande, a nível nacional, para desfazer essa privatização. Não tenha dúvida, não sei se [devemos] estatizar, não sei se criamos uma empresa pública. Até porque, para nós, era muito melhor que essas empresas, ao invés de serem privatizadas… que as suas ações fossem pulverizadas diante da sociedade. Só para você ter idéia, o governo brasileiro devia em 1998, 13 bilhões de reais em Fundo de Garantia por Tempo de Serviço [FGTS]. Então, esse dinheiro deveria ter sido usado em ações da Companhia do Vale do Rio Doce, em ações do sistema Telebrás, para que a sociedade brasileira fosse sócia dessas empresas, e não entregar a testa-de-ferro de empresa multinacional como fizeram.”

    Acho que você vive em outro planeta, Elias.

    Aliás, leiam o resto da entrevista.

    “A privatização feita pelo FHC, Marcelo, se insere no quadro de medidas complementares, necessárias pra não se por a perder a estabilização econômica que ele próprio havia conduzido desde a gestão Itamar.

    FHC fez isso: a estabilização econômica.”

    Sim, e foi exatamente isso que coloquei no meu comentário anterior.

    “Ele é, de longe, o mais competente e bem preparado político brasileiro surgido nos últimos 70 ou 80 anos.”

    OK! Seria interessante saber as razões pelas quais o Lula com todo esse preparo e competência não conseguiu entregar ao país uma reforma estrutural que fosse.

    “A maior parte da mídia brasileira — jornais e revistas de maior circulação e estações de rádio e tevê de maior audiência — bateu forte no Lula durante os 8 anos de seu mandato.

    Faça-se uma pesquisa em qualquer desse órgãos da mídia.

    Revista Veja, por exemplo.

    Pesquise 20 ou 30 anos de publicação dessa revista. Depois me diga qual presidente brasileiro foi tão atacado quanto o Lula, e por tanto tempo, nas páginas dessa revista.

    Depois faça o mesmo na FSP, no Estadão, etc, etc.

    E, no entanto, a popularidade do cara só fez aumentar ao longo desse tempo.”

    Porra, o cara tenta destruir a nossa república e a nossa democracia através do Mensalão e a imprensa tem que se calar? A vantagem do Lula foi o bom desempenho econômico do Brasil na última década em decorrência da demanda por produtos primários.

    “Todo o apoio que a mídia deu ao FHC, não lhe garantiu um índice de aprovação pelo menos próximo ao do Lula.”

    O FHC quis governas, ele não quis ser amado pelo povo.

    “Nem pense em menosprezar a importância do fim do endividamento externo.”

    Isso aconteceu durante o governo Lula e não por causa de tal governo.

    No final das contas, foi isso mesmo, Elias, o governo Lula não deixou nenhuma reforma estrutural e o Lula se preocupou mais em ser amado pelo povo do que em governar. Isso é tudo, menos a atitude inerente a um presidente de um país.

    Até!

    Marcelo

  43. Chesterton said

    Elias é um caso perdido de “cabeça dura”, só vale contrariá-lo por diversão. Não só rouba o programa do FHC e seus antecessores como rouba a história. nem creio ser esonestidade, mas “wishfull thinking”.

    A esperança de racionalidade aqui é só o Pax, que aproveitou muito sua viagem. Vou fazer uma “indiada” como essa um dia.

  44. Patriarca da Paciência said

    “Porra, o cara tenta destruir a nossa república e a nossa democracia através do Mensalão e a imprensa tem que se calar? A vantagem do Lula foi o bom desempenho econômico do Brasil na última década em decorrência da demanda por produtos primários.”

    “DESTRUIR A NOSSA REPÚBLICA E A NOSSA DEMOCRACIA ATRAVÉS DO MENSALÃO” !!!

    Marcelo, meu caro, você simplesmente demonstra um total desconhecimento de como funciona a política no Brasil e E NO MUNDO.

    Destruir a nossa república e a nossa democracia através do mensalão?

    Em primeiro lugar, meu caro Marcelo, o suposto mensalão é obra do PSDB.

    Segundo os processos que tramitam, começou e funcionou durante o governo FHC.

    O PIG (esse nome realmente é um grande achado) tentou dar um golpe no Lula com o tal cavalo de batalha.

    E se, como estão dizendo, o Lula apenas “continuou” o governo FHC, não é uma grande contradição tal raciocínio?

    Usando uma expressão que você mesmo gosta de usar, estude um pouco mais como “funciona” a política no Brasil… E NO MUNDO.

  45. Patriarca da Paciência said

    Estados Unidos elogiam o Brasil, Europa elogia o Brasil, ONU elogia o Brasil, mas o s “liberais” brasileiros continuam dizendo que o “Brasil está à beira do abismo”.

    CARLOS LACERDA VIVE!

    CARLOS LACERDA NÃO MORREU!

  46. Patriarca da Paciência said

    Eis algumas obras de enorme importância do governo Lula:

    1º – Consolidou de forma definitiva a democracia brasileira.

    2º – Provou que é possivel crescer e distribuir renda.

    3º – Restaurou a auto-estima dos brasileiros.

  47. Patriarca da Paciência said

    4 – O Brasil ganhou respeito internacional.

    5 – O nível de emprego é um dos melhores do mundo e da história brasileira.

    6 – Garantiu total liberdade de imprensa e liberdade religiosa.

    7 – Grande número de novas universidades e esdolas técnicas.

    8 – Forte aumento do poder aquisitivo do salário mínimo (de 80 dólares FHC, passou para 300 dólares Lula)

    E por aí vaí.

    Não adiante querer tapar o sol com uma peneira.

    O governo Lula foi um dos melhores da história brasileira.

  48. Patriarca da Paciência said

    Outra grande obra do governo Lula foi anular o poder do PIG.

    No Brasil, a última grande obra do PIG foi eleger e depois derrubar o governo Collor

    Alguém tem alguma dúvida que foi o PIG que elegeu e depois derrubou o Collor?

  49. Mona said

    Patriarca,
    os exemplos citado se situam na categoria “gozar com o pau dos outros”…como diria o Elias, em seus momentos escatológicos. Ou seja, tudo isso – à exceção da política externa, que, por sinal, vem sendo revista sistematicamente pela Dilma – foi fruto das condições econômicas e institucionais deixadas ao Lula pelos presidentes que o precederam. O “nunca antes na história deste País” foi uma tática bem eficaz engendrada pela intelectualidade do partido, no intuito de desconstruir a história e fazer do Lula o ser mítico aceito pelos militantes de antolhos (ai, que redundância…)e pelos beneficiados do verdadeiro cheque especial – mais uma gozada com o pau dos outros, no linguajar do Elias “modo escatológico on” – cujo o principal e juros estão sendo pagos agora.

  50. Pax said

    Com enorme e devido respeito a todos:

    FHC e Lulla foram bons governos, sim, claro que sim. O Brasil andou para a frente. Não vamos esquecer do Itamar também.

    Mas FHC e Lulla, no que se refere ao tema do blog, foram zeros à esquerda. Deixaram a coisa rolar solta.

    E esta mazela ainda vai nos afundar num lamaçal que pode, aqui é que me assusta, nos tirar qualquer esperança para um país realmente decente.

    Querem dois pequenos exemplos somente de hoje?

    Aqui vão:

    Verba desviada do SUS daria para fazer 1.439 unidades básicas e mais 24 UPAs
    http://extra.globo.com/noticias/brasil/verba-desviada-do-sus-daria-para-fazer-1439-unidades-basicas-mais-24-upas-1418506.html

    Donos usam laranjas em licitações de rádios e TVs
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/894465-donos-usam-laranjas-em-licitacoes-de-radios-e-tvs.shtml

    E depois reclamamos de uma suposta existência de um tal de PIG e da possibilidade de retorno da CPMF.

    Pois é.

  51. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    O próprio FHC declarou que “o Itamar estava disposto a trocar de ministro da fazenda até que houvesse um resultado concreto no combate à inflação”

    Então, a DECISÃO POLÍTICA de combater a inflação pelos meios corretos foi do Itamar (meios que são conhecidos e estudados em todas as boas universidades do mundo).

    Mas o PSB insiste nessa história ridícula de ignorar totalmente o governo do Itamar, o qual, aliás, teve um ótimo desempenho econômica.

    O Palocci, num dos seus primeiros pronunciamentos, reconheceu que todos os governos pós ditadura, colaboraram para a consolidação da economia e da democracia brasileira, inclusive o goveno Sarney.

    Havia, segundo consta, uma conta no Banco do Brasil que era uma verdadeira torneira para gastos inesperados pelo governo.

    Precisou de dinheiro era só abrir a torneira e apanhar o necessário.

    Como seria isso coberto? Claro que por “emissão”, ou seja, a principal fonte de inflação.

    Segundo consta, foi o Sarney que lacrou tal torneira.

    Realmente, a gente foge muito do assunto se for explicar as várias nuances e curvas que certos assuntos implicam.

    Mona,

    como falei acima, essa história de colocar todos os méritos no FHC é também uma enorme “forçação de barra”.

  52. Chesterton said

    ..e depois reclamamos da existencia de um tal de PIG…
    que você quer dizer com isso, Pax?

  53. Elias said

    Pax e Patriarca,

    Vocês estão enganados! Lula fez um péssimo governo!

    A economia foi bem DURANTE o governo dele, NÃO POR CAUSA do governo dele.

    A crise econômica mundial? Ora, ela não exigiu nada, de governo nenhum…. Por que exigiria do Lula?

    Já as dificuldades que FHC enfrentou NÃO FORAM POR CAUSA do governo dele e sim DURANTE o governo dele.

    Entenderam?

    Análise política bem feita é isso. Aprendam!

    Isso me faz lembrar o Guilherme Fiúza.

    Lá pelas tantas, durante o governo Lula, a Petrobrás deu um lucro espetacular.

    Prontamente o Fiuza declarou solenemente que aquilo não tinha nada a ver com o governo Lula, mas com o saber e a competência técnica do pessoal da empresa, acumulados em décadas de trabalho duro.

    Se desse prejuízo ou pouco lucro, provavelmente seria culpa dos “cumpanhero”, como eles diziam.

    Gozado é que essa raça tentava fazer com que Lula parecesse um simplório. Os carinhas parecem nunca ter percebido que simplórios são eles.

    Simplórios e arrogantes.

    Parecem se orgulhar da própria incompetência política. Aquele tipo de gente que olha um cortejo fúnebre e diz: “Tomara que eles tenham sempre algo pra levar…”. (Tudo bem se você é papa-defunto, né? Será o caso deles?).

    Não admira que levem tanta porrada nas eleições, e que seus partidos políticos estejam em frangalhos…

    Que a pomba do divino encha todos eles de gozo e felicidade, e os conserve sempre assim…

  54. Chesterton said

    a grana do PT ainda não chegou Elias?

  55. Patriarca da Paciência said

    É Elias, o Lula foi mesmo um fracasso!

    Os jornalistas da Veja é que são uns gênios.

    O Catatau postou uma entrevista com a Reitora da universidade de Harvard que exemplifica bem a visão de certos jornalistas.

    Esta é sua primeira visita ao Brasil e a universidades brasileiras, com as quais a senhora discute parcerias. O que Harvard, considerada a melhor universidade do mundo, PODE FAZER PELAS NOSSAS UNIVERSIDADES?
    Resposta da Reitora:
    VEJO NOSSA RELAÇÃO COMO UMA PARCERIA. O BRASIL É UMA DAS ECONOMIAS MAIS DINÂMICAS DO MUNDO, tem crescido muito rapidamente e, ao mesmo tempo, enfrenta desafios em áreas pelas quais nos interessamos, como meio ambiente. AS INSTITUIÇÕES BRASILEIRAS E AMERICANAS TEM MUITO A APRENDER UMAS COM AS OUTRAS.

    Outro exemplo:

    No Brasil, a seleção de alunos é feita a partir de uma única prova. Ao contrário dos Estados Unidos, aqui, não são levados em conta o desempenho dos estudantes no ensino médio ou demais aptidões ou projetos. O SISTEMA BRASILEIRO DE SELEÇÃO PREJUDICA A EFICIÊNCIA DE NOSSAS UNIVERSIDADES?

    Resposta da reitora:

    EU NÃO OUSARIA JULGAR O PROCESSO SELETIVO DAS UNIVERSIDADES BRASILEIRAS, MAS POSSO EXPLICAR COMO FAZERMOS EM HARVARD. Nosso sistema de seleção também está baseado em exames.

  56. Patriarca da Paciência said

    CORREÇÃO – MAS POSSO EXEMPLIFICAR COMO FAZEMOS EM HARVARD

  57. Patriarca da Paciência said

    Acho que podemos perceber bem nessa entrevista o colonizado deslumbrado que de repente se vê diante se vê diante da super mulher maravilha e uma pessoa realmente sábia que fica a dizer.

    Calma meu rapaz, as coisas não são bem assim não, acho que você está exagerando!

  58. Mona said

    Impressionante como o calo dos petistas é mesmo o FHC… Por mais que se diga que as condições encontradas pelo Lula são fruto da ação de GOVERNOS ANTERIORES”, a militância empaca no governo do sociólogo. Isso é coisa para Freud explicar… o psicanalista, bem entendido; não confundir com aquele amiguinho do Lula, envolvido no escândalo de nº 123.737.

  59. Olá!

    Patriarca da Paciência,

    “Destruir a nossa república e a nossa democracia através do mensalão?”

    Basicamente, o Mensalão foi uma deturpação de um dos princípios fundamentais que regem uma república democrática: A separação entre os poderes. Quando um dos poderes republicanos interfere em um outro através de corrupção e suborno, esse é o primeiro passo em direção à destruição da ordem legal e política estabelecida em um país.

    Se uma pessoa concorda com o Mensalão e discorda de uma ordem republicana e democrática, seria melhor buscar outra maneira de se estabelecer um país que não dentro desse conjunto de valores.

    “1º – Consolidou de forma definitiva a democracia brasileira.

    6 – Garantiu total liberdade de imprensa e liberdade religiosa.”

    Você se engana novamente. Quem garante isso não é o governo Lula, mas, sim, a nossa Constituição.

    Quase mijo de rir aqui quando você afirmou que o governo Lula garantiu total liberdade de imprensa. As tais Conferências de Comunicação que o governo anterior fez e as investidas contra a liberdade de imprensa e de expressão (vide o tal do controle “social” da mídia) são apenas exemplos de como o governo Lula buscou aviltar mais um direito constitucional. Fora outros episódios, como o do jornalista americano Larry Rother.

    “5 – O nível de emprego é um dos melhores do mundo e da história brasileira.”

    Se descontarem a informalidade, você verá como o emprego no Brasil é precário.

    “8 – Forte aumento do poder aquisitivo do salário mínimo (de 80 dólares FHC, passou para 300 dólares Lula)”

    É engraçado e irônico ver a esquerda se gabar de um salário mínimo mixuruca, pois a esquerda sempre afirmou que no Brasil o trabalhador ganha mal. Mas parece que um salário mínimo de U$ 300,00 é suficiente para satisfazer os esquerdistas locais. Vale lembrar que na Escandinávia o cidadão ganha bem mais do que isso.

    Até!

    Marcelo

  60. Olá!

    Elias,

    “Já as dificuldades que FHC enfrentou NÃO FORAM POR CAUSA do governo dele e sim DURANTE o governo dele.”

    Eu discordo de você, Elias. As dificuldades que o FHC enfrentou e teve que debelar foram em decorrência da reforma estrutural (reforma monetária) que ele e o Itamar implementaram, fora outros fatos que contribuíram para aprofundar essas dificuldades, como a crise asiática, a crise russa e outras crises no final dos anos de 1990.

    Quando você me demonstrar que o governo Lula fez algo semelhante, aí, sim, afirmarei que tal governo legou algo de substancial ao Brasil. Mas o problema é que o governo Lula não tem uma reforma estrutural que seja para mostrar.

    Até!

    Marcelo

  61. Chesterton said

    a verdade é que os próprios petistas já estão dezscobrindo que Lula só fez farol e gastou a grana dos impostos em nada de útil.

  62. Olá!

    Elias, é engraçado como você foge pela tangente quando alguém mostra que um dos seus argumentos está errado e/ou em discordância com os fatos.

    No meu comentário anterior, mostrei através das palavras do próprio Lula que aquilo que você afirmou (que qualquer um que estivesse no lugar do FHC teria que fazer o que ele fez) está errado. O próprio Lula, pelas próprias palavras dele, não teria feito o que FHC fez se tivesse sido eleito em 1998.

    Não houve uma palavra sua sequer comentando isso e você preferiu vestir a camisetinha de militante petista para criticar argumentos que eu não coloquei aqui.

    Eu não fico surpreso por esse tipo de atitude, pois, invariavelmente, é isso o que acontece quando um esquerdista vê que um argumento seu está equivocado ou simplesmente inexistem provas factuais que o corroborem.

    Mudar esse tipo de comportamento em uma pessoa é extremamente difícil, beirando o impossível, ainda mais em adultos que já tem a personalidade e a mentalidade estabelecidas. Eu mesmo considero isso uma tarefa fadada ao fracasso e não busco esse tipo de coisa quando argumento com alguém.

    Até!

    Marcelo

  63. Chesterton said

    Mas eu já disse, militante mente pela causa petista, que é apenas se perpetuar no poder para mamar nas tetas lácteas do estado.

  64. Chesterton said

    Em 2003, na Síria, Lula propôs “um brinde à felicidade do presidente Al-Assad”, que hoje manda disparar contra a multidão nas ruas. ch

    chest- sem falar no mote de merda que foi a politica exterior dele…..

  65. Chesterton said

    SEXTA-FEIRA, 25 DE MARÇO DE 2011

    A difícil tarefa de valorizar o mérito individual
    Num mundo ideal os melhores, os mais produtivos, os mais esforçados e trabalhadores, são recompensados e promovidos. Os desleixados, preguiçosos e parasitas recebem de acordo com seu esforço e mérito, e não de acordo com seu padrinho político. Infelizmente, essa realidade está cada vez mais distante no Brasil. Pior do que isso, com o tempo passamos a aceitar tal realidade como normal.

    O PT escandalosamente aparelha todos os órgãos públicos com apadrinhados políticos. Não bastasse isso, o PT quer agora aparelhar também as empresas privadas (como o exemplo da Vale deixa claro). Bancos, institutos de pesquisa, ministérios e empresas privadas, tudo é objeto de apadrinhamento político para o PT. O desprezo ao mérito individual está tão espalhado pela sociedade que para os mais novos é difícil de acreditar que algum dia já foi diferente. Hoje o emprego mais estável no Brasil é ser filiado do PT. Para esses não há crise, pouco importa sua qualificação desde que seu viés ideológico agrade a esquerda.

    Vejam o caso do Banco PanAmericano. A presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), que é ligada ao PT, autorizou uma operação de compras de ativos do PanAmericano que resultou em pesadas perdas para a CEF. O que aconteceu com a presidente que autorizou tão desastrada operação? Nada, ela continuou no cargo como se nada tivesse acontecido. Nem ao menos uma declaração sobre o desastre da operação que autorizou. Hoje a presidente da CEF pediu demissão. Hoje a ex-presidente da CEF já foi anunciada como indo trabalhar no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por indicação do governo brasileiro. Difícil considerar isso uma punição severa. Das duas uma: a) a ex-presidente da CEF não tem competência alguma, e autorizou a operação da CEF com o PanAmericano. Nesse caso, não há razão para o governo brasileiro indicá-la para o BID; ou b) a ex-presidente da CEF é muito competente, e foi obrigada por pressão política a autorizar a operação CEF-PanAmericano. Nesse caso, cabem duas perguntas: 1) quem pressionou a ex-presidente da CEF a autorizar tão desastrada operação?; e 2) Por que?

    Triste ver um país tão cheio de talentos afundar na lama do aparelhamento político. Triste ver tantos talentos desperdiçados. Triste ver tantos imbecis promovidos. Pobre do país que promove imbecis e pune talentos.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  66. Olá!

    Chesterton,

    “Elias é um caso perdido de ‘cabeça dura’, só vale contrariá-lo por diversão. Não só rouba o programa do FHC e seus antecessores como rouba a história. nem creio ser esonestidade, mas ‘wishfull thinking’.”

    Acho que o que acontece de fato é que existe uma diferença de visões sobre como determinados problemas da sociedade devem ser tratados e/ou solucionados.

    Esquerda e direita ambas querem o bem da sociedade e a prosperidade geral para os cidadãos. A diferença está na maneira como isso será obtido. Essa diferença de visões não se limita apenas aos problemas sociais, muito pelo contrário, pois ela vai bem fundo, bem no âmago da cultura do mundo ocidental, chegando até mesmo a ver a natureza humana de maneiras completamente diferentes.

    Thomas Sowell tem um livro muito interessante sobre esse assunto: A Conflict of Visions. Nesse livro, Sowell explica que há, basicamente, dois tipos de visões: A confinada (constrained) e a não-confinada (unconstrained). A grosso modo, há uma explicação simples sobre essas duas visões.

    Para a visão não-confinada, a natureza humana é um material maleável, que pode e deve ser trabalhado e modificado através de determinado conjunto de valores, ainda que tais valores nunca tenham sido testados perante a realidade, sejam hostilizados pelas massas populares e nunca tenham provado no mundo real que podem trazer algum benefício sem grandes prejuízos à ordem social de um país. Nesta visão, as imperfeições da natureza humana podem ser solucionadas a partir do momento em que se estabeleça uma ordem social tendo como princípios fundamentais os valores de tal visão, a visão não-confinada.

    Além de tudo isso, a visão não-confinada afirma que a dor e o sofrimento humanos são causados por pessoas e instituições que não compartilham dos valores dela, daí que seja necessário substituir toda essa ordem para se construir algo inteiramente novo, mesmo que sob os protestos das massas populares. Esse tipo de visão leva à aceitação de uma elite intelectual que guiará as massas até o mundo prometido e que deve tomar boa parte, senão todas, as decisões que, a priori, poderiam ou deveriam ficar nas mãos do cidadão comum, daí que tal visão rejeite e/ou hostilize processos onde haja um nível profundo de descentralização das tomadas de decisões. Ou seja: Os problemas sociais e, em parte, humanos são tão complicados que apenas o planejamento feito por uma elite é capaz de tratá-los satisfatoriamente.

    Já para a visão confinada, a natureza humana é imperfeita e fixa. A questão principal consistiria em construir instituições e cultivar valores que minimizem ao máximo possível os danos que essas imperfeições da natureza humana poderiam causar, dado que algumas dessas imperfeições não tem como serem eliminadas e muito menos solucionadas. Toda atividade onde haja pessoas envolvidas está eivada por essas imperfeições da natureza humana e não se deve esperar atitudes morais de tais pessoas, pois elas estão, no geral, agindo em prol dos seus próprios interesses e agindo racionalmente para obtê-los.

    Além disso, para a visão não-confinada a dor e o sofrimento humanos, no geral, é de difícil solução, que isso faz parte da existência humana e que as pessoas nunca irão eliminar esses problemas, sendo que a melhor coisa que as pessoas podem fazer para minimizar tais problemas é buscar serem prudentes, aceitar que o estado de certas coisas é imutável e conduzir as instituições para tornar a vida dos cidadãos a melhor possível levando em consideração essas limitações da própria natureza humana. Esse tipo de visão rejeita que uma elite intelectual deva ser colocada no centro dos processos de tomada de decisões, pois nenhum grupo de pessoas é capaz de captar e processar de maneira satisfatória uma quantidade muito grande de informações tal que uma ordem social minimamente civilizada seja possível, daí que quanto maior descentralização houver nesse sentido e maior participação das pessoas comuns, melhor, já que o conhecimento extremamente disperso na grande massa de pessoas de uma socidade excede infinitamente o conhecimento de qualquer elite. Raramente a visão confinada espera a perfeição e/ou a solução das imperfeições existentes. Ou seja: Os problemas sociais e, em parte, humanos são tão complicados que está fadada ao fracasso qualquer tentativa de uma grupo pequeno de pessoas, uma elite, de resolvê-los e/ou tratá-los.

    Essa diferença, ou conflito, de visões leva a interpretações completamente diferentes dos mais variados problemas de uma sociedade.

    Por exemplo, o conceito de igualdade. Para a visão não-confinada, a igualdade consiste, basicamente, em igualdade de resultados. Já para a visão confinada, a igualdade está em termos de igualdade no processo.

    As cotas universitárias são um bom exemplo disso. Para a visão não-confinada, é errado e desigual que determinado segmento social e/ou pessoas com determinada cor de pele não entrem na universidade, sendo uma injustiça que deve ser amenizada através das cotas. Ao passo que, para a visão confinada, a igualdade existe, pois a prova do vestibular é a mesma para todos. Se determinado segmento social ou determinadas pessoas não conseguem entrar na universidade é pelo fato de não terem conseguido através dos seus próprios méritos a nota mínima para estar lá.

    A interpretação da lei também está eivada por esse tipo de conflito entre essas duas visões. Não existe nada mais não-confinado do que aquela máxima “tratar igualmente os iguais e tratar desigualmente os desiguais“. Para a visão confinada, esse tipo de interpretação da lei leva à erosão gradual da Constituição e também dos princípios constitucionais. Sendo que, no limite, isso pode levar à total destruição da ordem legal estabelecida em uma sociedade. A visão não-confinada considera que esse tipo de interpretação da lei é válida, pois isso pode corrigir certas coisas que tal visão considera como “injustiças”, como, por exemplo, um cidadão ter meios de pagar melhores advogados perante um que não tem como sequer pagar um advogado.

    Em alguns eventos históricos esse conflito de visões também se fez presente.

    Sowell vê a Revolução Americana como um processo histórico que é, basicamente, partidário da visão confinada. Terminada a guerra de independência, os Founding Fathers admitiram desde o começo que havia poucas coisas que poderiam ser feitas e que o que deveria ser feito acima de tudo era reduzir ao máximo possível os danos que as pessoas e o governo pudessem causar uns aos outros, isto é, amenizar os problemas decorrentes das imperfeições da natureza humana. Essa é uma das razões pelas quais os Founding Fathers implementaram uma Constituição, uma Carta de Direitos, eleições periódicas, liberdades básicas, separação entre os poderes, liberdade de culto religioso e demais mecanismos que evitem que determinado grupo ganhe tanto poder ao ponto de destruir a ordem social estabelecida. Para Sowell, as instituições fundamentais dos Estados Unidos estão baseadas na visão confinada.

    Sowell contrasta a Revolução Americana com a Revolução Francesa, que ele vê como sendo implementada por seguidores da visão não-confinada. Na Revolução Francesa a idéia era a de que se as pessoas certas fossem colocadas nos posições de tomadas de decisões e se fossem criadas as instituições certas todos os problemas da França de então iriam desaparecer. Ainda que os revolucionários franceses tivessem implementado uma carta de direitos, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, ela não foi seguida, não houve a implementação de uma Constituição, não houve separação entre os poderes, não houve a instituição de eleições periódicas, não houve a garantia das liberdades básicas do cidadão, os católicos e demais religiosos foram perseguidos ou mesmo mortos, e muito menos não houve o estabelecimento de mecanismos que evitassem que um determinado grupo de pessoas acumulasse muito poder e viessem até mesmo a causar a destruição completa da ordem social de um país. O resultado final disso é bem conhecido: O processo revolucionário rapidamente descambou para uma ditadura, houve o Reino do Terror, as guilhotinas, a matança dos nobres, rios de sangue e instabilidades social, política e econômica. Os revolucionários franceses tentaram inventar uma nova sociedade de cima a baixo, desprezando certas dificuldades impostas pela própria natureza humana. Sinal disso é o fato de que eles até mesmo instituíram um novo calendário e mudaram os nomes dos meses (Pluvioso, Ventoso, Pradial, Messidor e afins).

    Dá para encontrar bastante da visão não-confinada nas revoluções e regimes coletivistas do século XX (comunismo, nazismo, socialismo e afins). Vejam lá os resultados finais dessas experimentações.

    Talvez, essa diferença de visões ajuda a explicar os motivos pelos quais as pessoas têm opiniões tão diferentes nos mais variados assuntos.

    Até!

    Marcelo

  67. Olá!

    Correção do oitavo parágrafo do meu comentário acima. Onde há:

    “Além disso, para a visão não-confinada [. . .]”

    Deveria ser:

    “Além disso, para a visão confinada [. . .]”

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  68. Chesterton said

    DOMINGO, 27 DE MARÇO DE 2011
    Cada voto em Dilma custou R$ 250 para os cofres públicos.
    Dilma Rousseff foi eleita com 55.752.529 votos. Para cada voto, Lula liberou R$ 250 no maior estelionato eleitoral da história deste país.

    O governo federal acelerou o ritmo de liberação de verbas livres de obrigação constitucional para Estados e municípios em 2010, ano em que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ser “prioridade” eleger Dilma Rousseff (PT) sua sucessora no Palácio do Planalto. Em relação a 2009, a distribuição de recursos cresceu 51% em termos reais, descontada a inflação. No ano da eleição, o governo federal enviou para os governos estaduais e municipais cerca de R$ 13,9 bilhões como transferências voluntárias. Em 2009, esse repasse foi de R$ 9,2 bilhões. As transferências voluntárias são recursos repassados pela União a Estados, municípios e entidades sem fins lucrativos, que podem ser usados para realização de obras ou na prestação de serviços. Esse dinheiro é repassado geralmente por meio de convênios ou acordos e não segue nenhuma determinação constitucional. É, portanto, recurso que pode ser distribuído de acordo com critérios escolhidos pelo próprio governo. L

  69. Pax said

    Caro Chesterton,

    Este texto é teu?

  70. Chesterton said

    oops, estadao, via coronel.

  71. Chesterton said

    Postado por Villa em 22/03/2011

    Tem sido feito várias (boas) piadas sobre o PSD, o partido criado por Kassab. estranhamente (mas é comum no Brasil, mas só aqui). Nas entrevistas o prefeito de São Paulo disse que o programa vai começar a ser elaborado. Fantástico, você cria um partido, recebe adesões e não tem um programa, por mais sintético que seja.

    Não é exceção, infelizmente. Os partidos brasileiros (mesmo aqueles que nasceram com um perfil ideológico) foram perdendo ao longo das duas últimas décadas suas identidades. Isto explica a formação de alianças esdrúxulas sem que as lideranças partidárias fiquem incomodadas. A maioria do eleitorado não tem a mínima idéia do conteúdo programático dos principais partidos, No máximo, o eleitor responde, quando perguntado, que um defende mais os pobres que outro, como atestam pesquisas feitas recentemente. E mesmo esta identificação (primária) é mais por mera inferência, sem uma justificativa mais elaborada.

    A crise das ideologias é evidente. O que difere ideologicamente o PMDB do PR? E o PP do DEM?Onde estão a direita e a esquerda? Por que todo mundo se coloca no centro? O centro não acaba sendo uma saída para evitar uma clara definição ideológica?

  72. Pax said

    Caro Chesterton,

    Você está usando (lendo) o email que declara aqui? Tenho uma pergunta médica para te fazer sobre um amigo. Posso mandar para lá?

  73. Elias said

    Marcelo,

    Não costumo fugir pela tangente.

    O que eu escrevi? Eu disse que qualquer um que estivesse no lugar do FHC, privatizaria. OU, então, cavalgaria um asno manco em direção ao abismo.

    Ou seja: eu coloquei duas hipóteses.

    Que, na realidade, não são minhas. Dezenas de especialistas, brasileiros estrangeiros, analisaram o assunto e quase não há divergências quanto a isso.

    Aí você pega METADE do que eu disse, encaixa uma declaração do Lula e diz que eu — e não você — estou saindo pela tangente.

    Lula disse que não privatizaria? Certo, é o que ele disse. Neste caso, ele deixa metade da questão em aberto: ONDE ELE ARRANJARIA DINHEIRO PRA FECHAR O CAIXA DE CURTO PRAZO?

    Marcelo,

    Eu não disse, simplesmente, que FHC privatizou pra fazer caixa. Eu expliquei porque, citando as declarações de um ex-presidente do Banco Central.

    Grana, Marcelo! A União necessitava de grana, pra fechar o caixa de curto prazo. Ou vendia ativos ou partia pra emissão sem lastro, inflacionando a economia e pondo a perder o Plano Real.

    E isso não é ter “calo” com FHC, coisa nenhuma, ao contrário do que disse a Mona.

    Pelo oposto, acho que FHC mostrou-se à altura do momento. Fez aquilo que a maior parte das pessoas, posta na mesma situação, talvez se encagaçasse e não fizesse.

    Pra comparar: no ano passado, por exemplo, raramente Serra se mostrou à altura do que alguns momentos lhe exigiram. Quando isso aconteceu, Serra mosqueou.

    Marcelo,

    Se você tiver a bondade de ler novamente o que escrevi, sem prevenções, você verá que eu procuro especificar os méritos que vejo no governo Lula, em termos econômicos: (a) zerou a dívida externa, aproveitando um contexto externo favorável que permitiu que as exportações brasileiras quadruplicassem em pouco mais de 4 anos (exatamente durante o 1º mandato e parte do 2º mandato do Lula); (b) combinou um crescimento econômico razoável com uma política redistributiva, sem prejuízo da estabilidade econômica herdada da gestão anterior.

    Já escrevi isto mais de uma vez nesta lista. E, agora, acrescento: (c) estruturou uma política emergencial que se revelou capaz de enfrentar, com êxito, os efeitos da crise econômica mundial, colocando o Brasil entre os primeiros países a sair dessa crise.

    Reformas estruturais? Nem ele, nem FHC, nem Itamar, nem Collor, nem Sarney…

    Repito: não é dessas reformas que estamos tratando nesta lista. E, se fosse, necessitaríamos ser minimamente maduros pra não perder de vista o fato de que as reformas estruturais não dependem exclusivamente do(a) Presidente da República.

    Além do mais, Marcelo, no que consistem essas reformas?

    Você, por exemplo, já mencionou as reformas várias vezes. Qual é a sua proposta? Em nome de quem você fala?

    Quantas pessoas, no Brasil, concordam com suas propostas, quaisquer que sejam elas?

    Como disse o Ibrahim Eris, muita gente fala, p.ex., em reduzir o tamanho do Estado. Mas, o mesmo empresário que diz querer um Estado menor, não quer nem ouvir falar em acabar com o BNDES, o FINOR, o FINAM & equivalentes.

    Na “sua” reforma, Marcelo, você acabaria com algum dos citados acima?

    Quem te apoiaria nisso? O empresariado brasileiro? Os ativistas liberais do Brasil?

    Sou capaz de pagar o aluguel da Kombi que traria esse pessoal pro quitinete onde faríamos uma reunião geral de apronto.

    E tenho certeza que ainda haveria desacordo entre os participantes.

    Ora, Marcelo, falar em “reformas estruturais” como se a gente já soubesse do que se trata, é conversa de bêbado.

    Falar em “reformas estruturais” nesses termos, é levar a conversa pro lado escuro da lua.

    O brasileiro não tem a menor idéia do que quer com as reformas. Hoje, mal e parcamente, sabemos o que NÃO queremos, mas não o que queremos.

    Reforma política: Congresso uni ou bi cameral? Mantém-se ou se reduz a proporcionalidade da representação parlamentar? Partidos com ou sem cláusula de barreira? Barreira no voto, na filiação ou em ambos? Mantém-se ou extingue-se o monopólio partidário da representação política? Voto distrital ou não? Lista partidária? Simples ou mista?

    São temas essenciais para uma única reforma estrutural. Mas nada ou quase nada o Brasil debateu a esse respeito. Boa parte das pessoas mais antenadas com o processo político, tem uma vaga idéia do que significa metade das questões que eu listei acima.

    E o Lula? Privatizaria?

    Talvez ele preferisse cavalgar o asno manco em direção ao abismo. Neese caso, aliás, o muar seria o próprio Lula.

    Talvez. Do que eu vi dele, no exercício da Presidência da República, devo dizer que duvido.

    Nos 8 anos em que Lula exerceu a presidência, não o vi bater prego sem estopa uma única vez.

    Antes de ser eleito Lula disse que não privatizaria. Mas, como disse o Ibrahim Eris: entre o querer e o poder há sempre um “mas” atravessado.

    Já participei de governo, Marcelo. Mais de uma vez.

    Nem queira saber quantas vezes vi um governante adotar medidas que ele detestava e preferiria mil vezes não ter que adotá-las.

    Só que teve.

    E as adotou.

  74. Chesterton said

    Pax, não uso o0 e-mail e acho que ele ficou desativado. Mas responderei aqui se puderes ou quiseres sem problema.

  75. Pax said

    Bem, vamos lá. Amigo está com um CA no rosto, esponjoso. Tem secreção direto pelo nariz. Está na Unicamp se tratando, cara simples, caiçara. Não quiseram operar, acharam que seria muito agressivo. Resolveram partir para um tratamento de 2 meses de rádio com reforço de químio. Segundo infos que tenho a esperança é que a rádio reduza ou mesmo elimine o CA.

    Você já viu casos parecidos?

    Nomenclatura (procurei por aqui e achei algumas coisas, mas queria olhar melhor no mestre Google). Pode ser um Osteoma dos seios paranasais? Se sim, qual o prognóstico mais comum? Se não, que outros podem ser e quais seus prognósticos?

    tks a lot

  76. Chesterton said

    te mandei um e-mail, recebeste? É G mail, vou responder lá.

  77. Chesterton said

    mandei

  78. Pax said

    recebi, obrigado… valeu!

  79. Pax said

    Para os que não elogiam as políticas de Itamar, FHC e Lula, sugiro assistir este programa do 60 minutes da TV americana.

    Ok, não acho que seja 100% acertado, mas há pontos, contra-pontos ditos pelo Peninha etc.

    Mas há uma boa taxa de acerto, sim.

    E se mitigarmos nossa corrupção, reduzirmos nosso inchaço do estado e cuidarmos melhor de nossa Educação?

    Cá ainda fico com o mantra do blog: a ditadura da corrupção é que nos corrói

    Obs.: não, caro Chesterton, não é do Michael More.

  80. Pax said

    E para os que se entusiasmarem demais com o vídeo acima sugiro dar uma olhada na chaga da miséria que vive o Estado do Maranhão e pensarem um pouco sobre os porquês deste atraso todo que ocorre por lá.

    E aí, sim, aceito que me digam que o caminho com a associação com o coronelismo é o caminho correto.

    Cá do meu ponto de observação, prefiro ficar olhando de helicóptero.

  81. Chesterton said

    PAx, a corrupção é uma espécie de desperdício. Desperdício é a arma do político para arrumar votos. A questão é que depois do período militar os políticos ficaram sem amarras, sem travas, e aí, meu caro…..só esperando quebrar, ou perder uma guerra para aprender a lição.
    O brasileiro ainda vive na ilusão de que pode viver da caça e da pesca, depois de ter matado (metaforicamente) os peixes e as aves.

  82. Chesterton said

    http://otambosi.blogspot.com/2011/03/o-ranco-anticapitalista-da-cnbb.html

  83. Chesterton said

    Não, Não! Eu não vou desistir de certas questões. Este blog vai patrocinar o que chamarei de “Ato Institucional Teresina”. Ou: “Exceção Constitucional Teresina”. A emenda consiste no seguinte:
    “Todos os direitos constitucionais estão assegurados aos cidadãos brasileiros desde que não falem mal de Teresina. Nessa hipótese, a punição pode variar da simples restrição temporária ao direito de ir e vir à pena de reclusão com base na Lei 7.716, aquela que trata do racismo. Logo, trata-se de crime imprescritível e inafiançável.”

    O punido tem direito à reeducação. Poderá levar para a cadeia um tratado de autoria do jurista Ayres Britto demonstrando que, no Brasil, “os direitos individuais estão sendo usados para sufocar os direitos coletivos”.

    A “Exceção Constitucional Teresina” há de se espalhar num grande movimento cívico. Não tardará, e logo será proibido falar mal de qualquer cidade ou estado — do país, então, nem pensar!

    Num primeiro momento, o slogan da campanha é “Teresina: Ame-a ou deixe-a”. Com a nacionalização da campanha cívica, chegaremos a uma formulação verdadeiramente revolucionária: “Brasil: Ame-o ou deixe-o”.

    Por Reinaldo Azevedo

  84. Elias said

    RA, bleargh!

    Dilema dos tempos do tempo do ensino médio: “direitos individuais X direitos coletivos”.

    Qualquer anta de zoológico sabe que, quase sempre, “direitos individuais” e “direitos coletivos” vivem em conflito.

    Se absolutizar um, qualquer que seja, sufocará o outro, qualquer que seja.

    Nenhuma sociedade madura absolutiza qualquer dos dois. Uma sociedade madura busca o equilíbrio entre ambos.

    Equilíbrio que deve, permanentemente, ser repensado, redefinido, etc, etc, etc…

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