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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A festa da ditadura da corrupção

Posted by Pax em 25/03/2011

O STF decidiu, antes de ontem e por um placar apertado, que a Lei Ficha Limpa não vale para as eleições passadas. E hoje já há questionamentos se a nova lei conseguirá se sustentar para as eleições futuras, em especial as próximas de 2012 e 2014.

De ontem para hoje há uma festa de corruptos condenados comemorando seus mandatos garantidos pela suprema corte brasileira. Os cofres públicos estão aí e, segundo eles, é dinheiro de ninguém, dinheiro sem dono que pode e deve ser apropriado para desvios de toda natureza. Que se lixem as escolas públicas, os hospitais públicos e os salários dos policiais que nos protegem nas esquinas.

Acrescente nesta decepção a notícia da indicação de Geddel Vieira Lima para a vice-presidência da Caixa Econômica Federal. Segundo alguns analistas, nomeação na base de troco pelo apoio ao salário mínimo de R$ 545,00 e articulada pelo ministro Palocci.

O jornalista Sérgio Leo nos faz o favor de lembrar algumas informações noticiadas que apontam para o questionável curriculum vitae de Geddel Vieira, como o incrível aumento de seu patrimônio pessoal.

Em apenas dois dias o Executivo e o Legislativo conseguiram minar as expectativas da sociedade brasileira para que o país mude o rumo e enfrente a ditadura da corrupção que nos assola. O Legislativo nem precisou grandes esforços neste empenho de tão desmoralizado que está, afinal quem indica Gilvam Borges, Gim Argello, Renan Calheiros e outros do mesmo naipe para o Conselho de Ética do Senado merece mesmo qual tipo de crédito?

O Brasil está melhor? Claro que está. Mas a julgar pelo noticiário desdes dias, muito aquém do que poderia estar. A corrupção ainda tem as rédeas deste país. Até quando?

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110 Respostas to “A festa da ditadura da corrupção”

  1. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    de minha parte, volto a bater na mesma tecla – o problema é que vivemos numa democracria.

    Temos que nos acostumar a aceitar as regras da democracia.

    Se há políticos corruptos que ainda são eleitos, existem modos de combatê-los, democraticamente.

  2. Pax said

    Caro Patriarca,

    E um destes modos, dentro das regras democráticas e dentro da Constituição Brasileira, é pela democracia direta, aquela que respeita a vontade popular. Está previsto em lei.

    Foi isso que aconteceu. O Projeto Ficha Limpa é amparado pela Constituição e foi aprovado unanimemente pela Câmara e Senado.

    Questionou-se sua validade para as eleições passadas com relação ao artigo 16 (salvo engano) que prevê que nenhuma lei eleitoral deve ser criada em ano eleitoral, para proteção da própria democracia.

    Cinco dentre os onze ministros entenderam que não era uma mudança da lei, mas sim dos requisitos para pleitear a inscrição no pleito. Algo que o valha. Assim como o TSE (note, o próprio colegiado do Tribunal Superior Eleitoral) e inúmeros outros colegiados de vários TREs Brasil afora. Todos sabem que não sou da área e tem muito artigo por aí com competência para analisar o que rolou.

    E, cá pra nós, o Supremo tem um papel fundamental, claro. O de preservar nossa Constituição. Até entendo quando dizem que não podem ser movidos pelos gritos populares quando estes gritos são movidos por um entusiasmo qualquer. Não só entendo como fico feliz que tenhamos um bom STF para este casos.

    Mas, convenhamos, este desejo popular ora em questão é aburdo? Sem nexo? Prejudicial ao Brasil? Não amparado em nossa Constituição?

    A resposta para todas estas perguntas é um sonoro NÃO. É a sociedade, o povo, o maior mandatário, dizendo que não aguenta mais a, cunhada por mim, Ditadura da Corrupção.

    E todos sabem que este apelido que dou é recheado de argumentos. Aqui há um blog inteiro sobre esta mazela que nos destrói. Há vários outros lugares com coleções e mais coleções de indícios mais que competentes para me deixar super tranquilo que o assunto não é só sério e pertinente, é, acima de tudo, fundamental para o país.

    Acabo de viajar e cruzar a Argentina duas vezes, foram quase 4.000 km rodando de moto por suas estradas, parando em todos os cantos, conversando com todas as gentes de todos estes lugares do meu itinerário. Povo bonito, povo acolhedor, nem tenho as palavras certas para agradecer tudo que recebi deles. E quase a totalidade destas pessoas com quem conversei por lá afirma que o país deles, a bela Argentina, afunda cada vez mais por conta da corrupção que virou a chaga destrutiva daquela nação.

    E acredito que a mesma chaga existe aqui, ainda mais nos dias em que estou chateado, como hoje, com estas notícias do Projeto Ficha Limpa e a indicação do Geddel para administração da nossa CEF, fortíssimo sinal que o PMDB está começando a dobrar a Dilma e colocando o governo ao seu subjugo corrupto.

    Simples e triste assim.

    (cá pra nós e com o devido data maxima venia – o Fux decepcionou, sim. O Toffoli? Bem, este me parece que ainda deveria estar com o título de estagiário de algum bom escritório de advogacia, dada a qualidade, em minha – e de outros – opinião, de seus votos)

    Só um pequeno detalhe. O julgamento de antes de ontem foi sobre o caso e um secretário municipal de obras (ou serviços) públicos que tinha sido barrado pelo Ficha Limpa. O cidadãozinho (sim, merece todo pejorativo), simplesmente colocou todos os garis e outros que estavam sob seu comando como seus cabos eleitorais. Foi julgado e condenado em três instâncias, por colegiados de juízes. Ou seja, um corrupto de marca, um canalha bandido condenado. Pois bem, este cidadão recebeu da decisão do STF condição que sua eleição é válida, que ele pode exercer o mandato de sei lá o quê para fazer dos cofres públicos o que todos nós sabemos que ele vai fazer. E esta decisão será a jurisprudência que vai liberar geral para os outros corruptos celebrarem suas vitórias sujas nas urnas em 2010.

    Isto é justo? A sociedade tem que aceitar calada? “Incluo-me” fora de qualquer aplauso à decisão do STF. Muito ao contrário.

  3. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    eu também estava na maior torcida para que o Ficha Limpa tirasse imediatamente de cena, vários políticos brasileiros.

    Mas como o grande ministro Ricardo Lewandowski declarou, “se é justo ou não, temos que aceitar as formalidades da lei”.

    A maioria entendeu que poderia haver quebra de segurança jurídica.

    A segurança jurídica é um dos pilares básicos da democracia.

    Então só nos resta aceitar a decisão.

  4. Chesterton said

    de minha parte, volto a bater na mesma tecla – o problema é que vivemos numa democracria.

    CHEST- PARA ALGUNS, DEMOCRACIA É PROBLEMA!!!!

  5. Chesterton said

    Mas, convenhamos, este desejo popular ora em questão é aburdo? Sem nexo? Prejudicial ao Brasil? Não amparado em nossa Constituição?

    chest- Pax, o SUpremo não pode simplesmente se pautar pelod esejo popular. Por alguns motivos
    1. é difícil saber exatamente o que é desejo popular e o que é interpretação de desejo popular por grupos de interesse
    2. o desejo popular está em constante mutação.

    obs: noto que essa viagem fez extremamante bem para sua cabeça.

  6. Pax said

    Caro Patriarca,

    Sim, claro, acatar a decisão. Não é disto que estou falando.

    Estou é reclamando e alertando. Outro recurso da Democracia.

  7. Pax said

    Caro Chesterton (em #5),

    Este desejo popular é, de alguma ou qualquer forma, ambíguo? Me parece que não. É muito claro e a mensagem é: estamos de saco cheio de tanta e generalizada corrupção!

    Constante mutação? Com relação à corrupção? Acho que não, entendo que o Projeto Ficha Limpa pegou exatamente porque:

    1 – é simples, claro, objetivo

    2 – é um desejo popular de longa data

  8. Chesterton said

    Nem aí você tem razão, está confundindo o seu desejo com o desejo do povo. O povo brasileiro é corrupto e apóia a corrupçaõ, arrisoc a dizer que é culturalmente corrupto.

  9. Pax said

    Meu desejo? A guisa de esclarecimentos, caro Chesterton,

    Foram mais de 1,5 milhão de assinaturas em papel e outras 5 milhões pela Internet.

    Não lembro de ter visto o que você chama de povo brasileiro corrupto coletando assinaturas para pedir a liberação de bandidos condenados poderem se candidatar em eleições.

    Claro que estou te provocando, claro que sei que vários brasileiros preferem dar uma cerveja para o policial não aplicar a multa de trânsito ou um apartamento para o fiscal da receita liberar a multa na empresa corrupta, mas não entendo que este seja o desejo da sociedade brasileira. Muito ao contrário.

  10. Chesterton said

    Você acha que um corrupto vai se declarar corrupto? Você crê que um corrupto vai se eximir de assinar listas contra a corrupção? Ora, Pax, assim já é ingenuidade demais.

    Milhões votam em corruptos (rouba mas faz) notórios e depois assinam listas contra a corrupção, essa é nossa natureza enquanto povo brasileiro.

  11. Olá!

    Pax,

    “Mas, convenhamos, este desejo popular ora em questão é aburdo? Sem nexo? Prejudicial ao Brasil? Não amparado em nossa Constituição?”

    O detalhe fundamental que você se esquece é que os ministros do STF não estão lá para acatar o desejo popular ou o desejo de seja lá quem for. Eles estão lá para ver o que a lei diz e tomar decisões de acordo com o que está escrito na lei.

    “A resposta para todas estas perguntas é um sonoro NÃO. É a sociedade, o povo, o maior mandatário, dizendo que não aguenta mais a, cunhada por mim, Ditadura da Corrupção.

    [. . .]

    Este desejo popular é, de alguma ou qualquer forma, ambíguo? Me parece que não. É muito claro e a mensagem é: estamos de saco cheio de tanta e generalizada corrupção!

    Então, que tal se o povo parasse de votar em políticos corruptos?

    Não foi o STF que elegeu os corruptos. Foi o povo.

    Pelo o que andei lendo por aí, parece que o projeto Ficha Limpa vai contra alguns princípios constitucionais e, quando isso acontece, dificilmente algo assim vai adiante.

    Até!

    Marcelo

  12. mona said

    Esse é o tipo da questão em que são sopesados princípios. No caso, o da moralidade na coisa pública e o da segurança jurídica.
    Acho que é unânime a opinião que a coisa pública deve ser moralizada e os servidores públicos têm a obrigação de terem sua reputação ilibada. Inclusive aqueles que se sujeitam a um concurso público, ao serem chamadosm sua vida pregressa passa por um verdadeiro pente fino e muitos são recusados por terem sua reputação maculada. E olhem que já existe jurisdição no sentido de não ser necessário o trânsito em julgado de alguma ação para que haja a mácula.
    Agora, se isso vale para o serviço público, com muito mais razão deve valer para os ocupantes de cargos públicos, que vão fazer leis ou gerir a coisa pública.
    Acontece que há de ser considerada a forma de como as coisas acontecem, sendo que essa forma foi concebida – em algum momento – justamente para fazer com que o cidadão não fosse pego de surpresa em sua vida cotidiana pelas mudanças concebidas pelos legisladores. Alguém citou até esse exemplo: imagine que haja a votação de uma lei em que foi instituído um determinado tributo. Se o princípio da anterioridade e da anualidade não fossem obedecidos, tal tributo teria vigência imediata. Creio que o que foi preservado, na votação do STF, foi justamente esse direito a se adaptar a uma determinada mudança nas regras. Favoreceu um montão de ladrão? Ok. Mas o que foi favorecido, no fundo, foi o indivíduo abstrato e seus direitos frente ao Estado.
    Vamos torcer para que, a partir de 2012, a lei seja aplicada sem percalços.Mas acho que o melhor é o aprimoramento do cidadão e de suas opções.

  13. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Você se equivoca:

    O detalhe fundamental que você se esquece é que os ministros do STF não estão lá para acatar o desejo popular ou o desejo de seja lá quem for. Eles estão lá para ver o que a lei diz e tomar decisões de acordo com o que está escrito na lei.

    5 dos 6 ministros do STF afirmaram em alto e bom tom que sim, o desejo popular é previsto na Constituição Brasileira. Tanto que as leis de iniciativas populares estão lá contidas. À além destes 5, como disse acima, o colegiado do Tribunal Superior Eleitoral e vários colegiados de Tribunais Regionais Eleitorais.

    E também está equivocado nesta tua segunda opinião

    Pelo o que andei lendo por aí, parece que o projeto Ficha Limpa vai contra alguns princípios constitucionais e, quando isso acontece, dificilmente algo assim vai adiante.

    Tanto que o próprio STF não questionou a lei aprovada por unanimidade pela Câmara e pelo Senado. E ela foi, sim, julgada pelo alto colegiado. O julgamento de agora é sobre a aplicabilidade nas eleições do ano passado.

  14. Chesterton said

    o STF esta mal mEsmo, isso era para ser unanimidade.

  15. Anrafel said

    A vitória da interpretação técnica, privilegiando os instituos da anualidade e da anterioridade não foi tão ruim assim. Evitou-se criar um precedente, que poderia favorecer procedimentos futuros e desmoralizar dois princípios básicos.

    Fazer o quê? Não valeu pr’agora, valerá para as próximas. Importa também o caráter educativo de todo o processo, da coleta das assinaturas às votações no Legislativo e Judiciário.

    No mais, a certeza de a melhora da qualidade parlamentar passa não só pela via judicial, mas também pela educação política do eleitor.

  16. Anrafel said

    “… a certeza de que a melhora …”

  17. Chesterton said

    Anrafael , e passa pela melhora da competencia do Legislativo, que tentou empurrar ao gosto da freguesia uma lei nitidamente inconstitucional. Afinal, o deputado eleito não tem uma equipe a ajudá-lo nas confecção e leis?

  18. Pax said

    Consequências da decisão do STF:

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/03/27/ficha-limpa-foragido-da-justica-vira-deputado-370223.asp

  19. Chesterton said

    mas afinal, não foi essa a vontade dos eleitores?
    Há a hipótese de ele ser inocente.
    “O advogado de Beltrão, Gedir Campos, diz que não há nenhuma prova que relacione seu cliente ao crime.”

  20. vilarnovo said

    Pax – STF não vota. O mesmo povo que pediu pela Ficha Limpa, elegeu essas pessoas.

  21. Pax said

    Prezados,

    Em momento algum coloquei em discussão que o povo melhor educado tenderia a votar menos em corruptos. Nunca, que eu me lembre, afirmei que Educação tem prioridade menor que qualquer assunto.

    Acontece que corrupto enche o bolso de dinheiro da viúva, do povo. E com esse dinheiro se elege, fácil. Temos exemplos e mais exemplos. Uma fartura geral. Aliás, não só estamos fartos como este se tornou o modelito básico.

    O STF não vota não é argumento, caro Vilarnovo. O STF tem que defender a Constituição. E cinco dos onze ministros entenderam que a Lei Ficha Limpa é constitucional E deveria entrar em vigor já para as eleições de 2010. Os outros seis ministros é que entenderam diferente destes cinco. Foi um placar não só bastante apertado como bastante discutido, com excelentes argumentos de ambos os lados.

    Lembro também que a decisão é em discordância com o colegiado do TSE – Tribunal Superior Eleitoral e com vários TRE – Tribunais Regionais Eleitorais.

    Me permito, sim, discordar dessa decisão. Entendo que ela dá um aval às canalhices que estamos cansados de ver diuturnamente em nossa política. Ou não?

    Neste caso em específico, que gerou jurisprudência para os demais, repetindo, foi de um secretariozinho municipal, condenado em 3 instâncias, por improbidade administrativa. O cara é um bandido. Simples assim. E agora está lá, esfregando as mãos, se preparando para assumir e voltar a assaltar os cofres públicos.

    E mais à além, agora a corja está alvoroçada, quer mais, quer derrubar a lei para o futuro (só lembrando: o STF já se pronunciou sobre a lei e a considerou constitucional). Sabem, os larápios de plantão, que a Justiça brasileira é muito complacente com corrupção e querem nadar de braçadas, por este status quo que a nova lei quer alterar. As motivações dela são, na minha opinião, nobilíssimas.

    Esta lei foi aprovada por unanimidade na Câmara e no Senado, também pela pressão da sociedade, e é constitucional pois iniciativas populares estão asseguradas em nossa Constituição, sim.

  22. Chesterton said

    Acontece que corrupto enche o bolso de dinheiro da viúva, do povo. E com esse dinheiro se elege, fácil. Temos exemplos e mais exemplos.

    chest- igual ao LULA com bolsa familia.

  23. Pax said

    Caro Chesterton, erraste feio nesta.

    Quem dera todo caso de “corrupção no teu conceito” fosse igual a esse, que, aliás, começou com a Ruth Cardoso.

  24. Chesterton said

    A Lei da Ficha Limpa é defeituosa, e periga não emplacar nunca. Foi lei leviana, afoita, feita “as pressas” para acalmar uma parte barulhenta da opinião pública. Se ela pretendia mudar a constituição, deveria ser feita de acordo com as normas constitucionais .

  25. Chesterton said

    O Bolsa familia foi raptado por Lula, de um plano modesto para uma fábrica de votos (olha que o serra vait te tirar o bolsa familia se não votar na Dilma…lem,bra?)

  26. Pax said

    De novo erras, caro Chesterton,

    O próprio STF já entendeu que a lei é constitucional. Lembre-se disso. Este julgamento é somente sobre sua aplicabilidade para as eleições de 2010.

    Também acho que a lei deva sofrer algumas alterações, mas não posso concordar com tua colocação que ela “ deveria ser feita de acordo com as normas constitucionais “. Ainda mais na medida que a suprema corte já disse que sim.

  27. Chesterton said

    Pois ainda sobra a questão do inocente até o último recurso. Vai que o sujeito é inocentado nos tribunais superiores e se descobre que foi tudo armação dos opositores? Daqui para frente os principais beneficiarios dessa norma constitucional serão os petistas.

  28. Pax said

    Caro Chesterton,

    Lei este artigo do Augusto Nunes. Não sou muito chegado às suas opiniões. Muito ao contrário. Mas o cara é, sim, um jornalista tarimbado. Diferente dos histéricos.

    Isto posto, leia aqui:

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/03/28/se-eleito-deputado-assassino-confesso-tomaria-posse-371464.asp

  29. Patriarca da Paciência said

    Caetano Veloso chama Veja de Revista Marrom

    “quando tentou me convencer a dar uma entrevista às páginas amarelas da revista marrom, me assegurou que os então novos diretores da publicação tinham decidido que esta não faria mais “jornalismo com o fígado” (do posto do Antônio Cícero)

    O Caê voltou a ter lucidez.

    Parece que passou a crise de andar de quatro e pastar capim.

  30. mona said

    Ora, Pax, o absurdo maior é um assassino confesso se candidatar e, em se candidatando, eleger-se. Há algo de muito errado em seus eleitores, não?
    Querer valer-se da Ficha Limpa para coibir situações como essa, significa, mais uma vez, transferir para o Estado a responsabilidade pelos mal feitos de cada um.

    Apesar disso, não creio que a presunção de inocência seja um princípio absoluto – aliás, não existe nenhum que seja assim. Ela deve ser sopesada com o interesse público. E creio que o STF, por meio de suas sentenças, fará ajustes finos na lei da ficha limpa torná-la aderente à constituição, em todos os seus artigos. As questões de forma são as mais fáceis de serem resolvidas, mas as questões de mérito – tal como o confronto entre o interesse público e a presunção de inocência – é que darão o tom acerca da opção por qual tipo de sociedade se quer.
    Há de se ter em mente que já existe um montão de pronunciamento em instâncias superiores – STJ, por exemplo – acerca da mácula à reputação de candidatos aprovados em concursos públicos ser um óbice à assunção deles aos cargos em questão. Com mais razão, tal óbice se aplicaria àqueles eleitos para cargos políticos, dada a responsabilidade e ao poder inerentes a eles.

  31. Pax said

    Ora, cara Mona,

    A gente não transfere ao Estado a responsabilidade de julgar? E não é melhor que seja assim?

    Outra coisa que esquecemos, e que muitos tomam como base neste discussão, é a tal presunção de inocência. Do quase nada que sei esta é uma questão do direito penal, não do direito eleitoral.

    Não adianta, querer que este blog deixe de apoiar o Ficha Limpa seria o mesmo que pedir para uma raposa deixar de comer galinhas.

    =)

  32. Chesterton said

    Pax, as leis ocasionalmente defendem bandidos. Mas isso não é um motivo para não cumpri-las. Assassinos no cargo de deputados. Isso não é novidade nenhuma. Aliás, não há um deputado que não tenha um bom motivo para passar uns dias em cana.
    Entretanto, chutar a lei , o principio da anterioridade da lei, é perigoso para você e para mim. Daqui a pouco sai uma lei que todo cavalo branco tem que virar salsicha, e aí? O povo está com fome, há a jurisprudencia soviética que matou os cavalos brancos. Você vai poder salvar o seu alegando que ele já tinha nascido antes da lei ser criada.

  33. Chesterton said

    Outra coisa que esquecemos, e que muitos tomam como base neste discussão, é a tal presunção de inocência. Do quase nada que sei esta é uma questão do direito penal, não do direito eleitoral.

    chest- até futebol recorre a justiça comum, o STF é superior aos tribunais eleitorais, a constituição é superior ao tribunal eleitoral

    Não adianta, querer que este blog deixe de apoiar o Ficha Limpa seria o mesmo que pedir para uma raposa deixar de comer galinhas.

    chest- êpa, eu tb sou a favor de ficha limpa, mas a Lei da Ficha Limpa está muito mal feita. Boas intenções não são um substituto para a incompetência.

  34. Chesterton said

    Apesar disso, não creio que a presunção de inocência seja um princípio absoluto – aliás, não existe nenhum que seja assim. Ela deve ser sopesada com o interesse público.

    chest- não creio. Interesse público é que não é um princípio absoluto, é juizo humano, pode mudar de uma hora para a outra. Isso é puro relativismo. Não tem saída se não respeitar os princípios do direito.

  35. Elias said

    Olhaí, rapaz, o Chesterton!

    Chegando perto!

    Nas sociedades democráticas, claro que a presunção da inocência é princípio absoluto!

    Do contrário, a lei admitiria a condenação e a aplicação de pena sem julgamento e sem direito à defesa.

    Só que O INTERESSE PÚBLICO TAMBÉM É PRINCÍPIO, ou seja, ele constitui instrumento de percepção unitária e sistemática do Direito.

    Do ponto de vista constitucional, aliás, o interesse público é o interesse que envolve todos os demais princípios essenciais à gestão pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência).

    O problema é que alguns apressadinhos entendem que:

    a – o “interesse público” necessariamente se contrapõe ao “interesse individual”;

    b – o ente público sempre representa o interesse público, etc.

    Vale a pena estudar um pouco o que diz Celso Antônio Bandeira de Melo. Ele lembra que o interesse público RESULTA do conjunto de interesses que o indivíduo tem pessoalmente, quando se considera esse indivíduo em sua condição de membro da sociedade, e pelo simples fato de ser membro da sociedade.

    Ou seja, o interesse público não só não se contrapõe como DERIVA do interesse individual.

    Fácil entender. Mas é preciso não confundir “interesse público” com “direito coletivo”, nem “interesse individual” com “direito individual”, como faz o Reinaldo Azevedo, citado pelo Chesterton em outra lista daqui do PolíticAética.

    Além disso, falso presumir que o ente público necessariamente representa o interesse público.

    É o que se deve exigir do agente público, porém isso nem sempre ocorre e não necessariamente por causa de desvirtuamento intencional ou não de seus agentes.

    O problema — problema, mesmo! — é que a noção predominante do que seja interesse público varia, no tempo e no espaço, exigindo constantes adequações dos instrumentos normativos, institucionais, etc.

    Vai daí que, eventualmente, os cidadãos poderão se opor ao ente público, numa circunstância em que o cidadão — e não o ente público e seus agentes — estará se movendo no interesse público.

    Exemplo: (1) a Lei da Ficha Limpa; (2) o restabelecimento da Farra do Boi, no RS, etc.

  36. Pax said

    Caro Elias,

    A conclusão, acima, ficou um pouco confusa, repito o final que me deixou em dúvida:

    Vai daí que, eventualmente, os cidadãos poderão se opor ao ente público, numa circunstância em que o cidadão — e não o ente público e seus agentes — estará se movendo no interesse público.

    Exemplo: (1) a Lei da Ficha Limpa; (2) o restabelecimento da Farra do Boi, no RS, etc.

    Onde fiquei em dúvida:

    1 – você, afinal, acha que o interesse público se sobrepõe ao interesse individual?
    2 – especificamente e diretamente: você é a favor ou contra o Ficha Limpa?

    e, para terminar, a questão da Farra do Boi, que não sei o que rola atualmente, não é no RS e sim em SC.

    Cá ando um pouco preguiçoso, mas o caso da PRF e das rádios nas mãos dos laranjas me parecem bons temas. Não só bons como desafiadores para a equipe da Dilma. Que, em última instância, desafia o próprio governo Dilma:

    a) O Cardozo vai ter peito para moralizar a PRF? Confesso que adoraria que esta questão ficasse na pauta da sociedade e da imprensa. Esta instituição tem uma parte podre que macula a coisa toda. De outro lado, se você é “caminero” como eu, sabe que são eles que chegam na hora que a “coisa” pega. Do meu lado tenho enorme torcida que Cardozo tenha “algo mais entre as pernas” e consiga dar um passo positivo no sentido de moralizar a necessária instituição.

    b) O Paulo Bernardo, atual ministro das Comunicações, vai conseguir fazer algo contra a máfia que assumiu os controles de rádios e outros veículos de comunicação? Vai ter esse peito ou vai arregar? (só lembrando que um dos principais acusados recentes é o nada mais, nada menos, que o Romero Jucá, do famigerado PMDB).

  37. Olá!

    Vilarnovo certeiro:

    “Pax – STF não vota. O mesmo povo que pediu pela Ficha Limpa, elegeu essas pessoas.”

    Até!

    Marcelo

  38. Pax said

    Não consigo acreditar que os caríssimos e inteligentes colegas estejam colocando a culpa no povo sobre a possibilidade (i)legal de canalhas assaltarem os cofres públicos e fazerem campanhas milionárias se elegerem para cargos públicos.

    Me parece algo como condenar a vítima ao invés do assaltante.

  39. Olá!

    Pax, não seja ingênuo. Esse mesmo pessoal que pediu pelo Ficha Limpa elegeu boa parte desses corruptos, sem dizer que, ainda por cima, votou e elegeu a sucessora de um governo que deu um golpe institucional no país (Mensalão).

    A principal responsabilidade é das próprias pessoas que elegem esses corruptos. Não foi o STF e seus ministros que colocaram esses políticos no poder. Foi o povo através do voto. Se o povo elege democraticamente corruptos, o STF não tem nada a ver com isso. O voto é livre.

    Até!

    Marcelo

  40. mona said

    Chest, eu te amo (meu momento Marilu)
    em geral, acompanho-o em suas opinioes
    Mas, no caso do “princípio do interesse público”, saiba que ele existe e em inúmeros casos é contraposto a outros princípios. Em diversas ocasiões ele é contraposto ao princípio da presunção de inocência, e ganha. Citei o caso de servidores públicos que não tomam posse quando há mácula em sua reputação. Já tem jurisprudência embasando a decisão dos juízes que dão ganho de causa ao ente público que não aceitou tais servidores e é do confronto entre esses dois princípios que o juízo se faz.
    Quando faz parte da missão de um ente público zelar pelo ingresso de pessoas de imaculada reputação ao exercício de um determinado cargo público, são sopesados tais princípios, em sua decisao.

  41. Olá!

    O Brasil é um país engraçado: Uma lei precisa ser feita para que as pessoas parem de votar em políticos corruptos.

    Triste isso. . .

    Uma musiquinha animada para melhorar esse ambiente desolador.

    Até!

    Marcelo

  42. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Esta aqui é uma pérola que impressiona. Como você pode ter momentos de lucidez misturados com estes? Confesso que fico confuso.

    Esse mesmo pessoal que pediu pelo Ficha Limpa elegeu boa parte desses corruptos, sem dizer que, ainda por cima, votou e elegeu a sucessora de um governo que deu um golpe institucional no país (Mensalão).

    Provavelmente você tem alguma boa fonte que confirme que as 1,5 milhão de assinaturas do Ficha Limpa são de pessoas que votaram nos candidatos dos 30 e poucos casos que estão em julgamento, como Cássio Cunha Lima, João Capiberibe, Jáder Barbalho e outros que estão com suas eleições sub-judice e que devem assumir, dado que a jurisprudência foi firmada com este julgamento do tal secretário condenado em 3 instâncias e que foi liberado pela decisão do STF.

    Espero que você nos informe esta fonte.

    Não custa repetir, a lei foi aprovada por unanimidade na Câmara, no Senado e sacramentada como constitucional pelo STF em consulta própria. À além disto, há o entendimento de cinco dos onze ministros do STF que ela deveria ser aplicada para as eleições de 2010, assim como do TSE e vários TREs.

    E você há de convir que eu e mais uma boa parte da sociedade civil que se interessa por política temos o sagrado direito de entendermos como quisermos esta questão, ainda mais considerando que este entendimento tem algum fundamento, basta procuras nos anais do STF os votos proferidos pelos cinco ministros que discordaram dos seis que definiram a questão.

    O colegiado do STF é, sim, soberano. Mas também, com certeza, criticável. A Inês é morta e cumpra-se, mas meu direito de reclamar é igualmente soberano.

  43. Olá!

    Pax, quando eu afirmo que esse mesmo pessoal que pediu pelo Ficha Limpa elegeu boa parte desses corruptos, sem dizer que, ainda por cima, votou e elegeu a sucessora de um governo que deu um golpe institucional no país (Mensalão), quero dizer que todo e qualquer brasileiro é ou, no mínimo, seria a favor de iniciativas como essa do Ficha Limpa, mas, mesmo assim, continuaria elegendo, de uma maneira ou de outra, corruptos.

    O maior escândalo de corrupção da história recente de nossa república e da nossa democracia não foi capaz de mudar a mentalidade do eleitorado, não seria o Ficha Limpa que iria fazê-lo. Aliás, boa parte da população sequer tem noção de como funciona uma república, sobre o que são princípios republicanos, como separação entre os poderes e etc.

    Um país até pode copiar as instituições democráticas e republicanas do mundo civilizado, o problema é que não dá para copiar toda a experiência histórica das populações desses países com essas instituições e princípios.

    Até!

    Marcelo

  44. Olá!

    Pax, você, ao que parece, se concentra muito nos efeitos da corrupção, mas parece não prestar muita atenção às causas da corrupção.

    Você, por gentileza, poderia listar o que seria, ao seu ver, as causas da corrupção?

    Gostaria de saber a sua opinião a respeito.

    Até!

    Marcelo

  45. Pax said

    Perguntinha pra lá de complexa, caro Marcelo Augusto. Não há uma resposta simples e curta. E nem me acho assim tão competente para respondê-la.

    Para começar teríamos que dividir na linha do tempo, do Império, Primeira República, Estado Novo, Golpe Militar e o período que vivenciamos agora. Em cada um destes períodos há análises bastante complexas que mereceriam capítulos enormes.

    Mas querendo simplificar ao máximo vou apontar ao menos quatro itens bastante relevantes, segundo minha opinião:

    Estado maior que o devido – cheio de ancoragens para uma corja que nada faz na vida a não ser planejar e executar assaltos aos cofres públicos.

    Patrimonialismo – (dinheiro do povo é dinheiro de ninguém) – o coronelismo implantou e os atuais governantes adoraram a prática.

    Estado de Direito falho. Corrupção no Brasil não é crime grave, aliás, nem mesmo pode ser considerado crime, ou então alguém aponte algum corrupto de marca que esteja vendo o Sol nascer quadrado. Eu desconheço.

    Cultura Lei de Gérson – sim, aqui há uma participação da sociedade que também precisa ser trabalhada. Caso contrário continuaremos com a tragédia do “se a coisa está uma barafunda, farinha pouca meu pirão primeiro“. Associe a este ponto a quase nula participação da sociedade na política (voto distrital?). Nem mesmo os orçamentos dos nossos municípios conhecemos, muito menos fiscalizamos. Mas lembre, a grande maioria dos brasileiros é formada de gente honesta. Você, eu e todos daqui somos canalhas? Damos uma “cervejinha” para o guarda de trânsito não nos aplicar uma multa devida? Molhamos a mão do fiscal de imposto de renda? Acho que não. E é o que rola com a maioria da população, a grande maioria.

    Talvez nestes quatro pontos estejam as principais causas. Esta é uma resposta rápida, sem muito embasamento, e o tema que você propõe é muito bom.

    No segundo item acima, que envolve o terceiro, mora minha decepção nesta decisão do STF. O povo, que tem o problema do terceiro item, ao menos uma parte significativa e representativa da sociedade, pediu e conseguiu aprovar uma lei. É constitucional, sim. Tudo aconteceu seguindo a Constituição Brasileira. E agora esta lei está sendo massacrada com o aval do próprio STF. E aposto com você que uma minoria canalha está adorando as críticas à Ficha Limpa. Adorando e se babando. Festejando acima de tudo.

    Se a lei precisa melhorar, e acho que precisa mesmo, que encaremos esta questão com profundidade ao invés de darmos uma de avestruz, enfiando a cabeca no buraco para não vermos o problema.

    Cá do meu ponto de vista, do meu ponto de observação, a corrupção mina a esperança de um país melhor. Seja ele liberal ou social democrata. Mas na segunda opção o problema fica ainda maior, não tenho menor dúvida.

  46. Pax said

    Esqueci do clientelismo que difere do Coronelismo (Patrimonialismo). Como disse, essa discussão dá uma tese de doutorado.

  47. Chesterton said

    Nas sociedades democráticas, claro que a presunção da inocência é princípio absoluto!
    Do contrário, a lei admitiria a condenação e a aplicação de pena sem julgamento e sem direito à defesa.
    Só que O INTERESSE PÚBLICO TAMBÉM É PRINCÍPIO, ou seja, ele constitui instrumento de percepção unitária e sistemática do Direito.

    chest- certo Elias, só que no ESTADO DE DIREITO, as garantias indivduais precedem o direito coletivo. Esse ranço é fruto do coletivismo que você professava em passado não tão remoto.
    Nós não vivemos apenas numa democracia, mas num “estado democrático e de direito”.

  48. Chesterton said

    O problema — problema, mesmo! — é que a noção predominante do que seja interesse público varia, no tempo e no espaço, exigindo constantes adequações dos instrumentos normativos, institucionais, etc.

    chest- exatamente por isso, Elias (você chega perto e rebate de volta) é que não é um princípio.

  49. Chesterton said

    Citei o caso de servidores públicos que não tomam posse quando há mácula em sua reputação.

    chest- o estado contrata quem estiver dentro das regras, o individuo não tem o direito de ser funcionario público, isso é privilégio para quem cumpre os pré-requisitos.
    O fato do estado não contratar quem má reputação não fere o direito do individuo preterido pela simples razão de que ele nunca teve esse direito (de ser contratado).
    Lembre que no edital do concurso sempre há o item “reputação ilibada”.

  50. Chesterton said

    Por isso é bom lembrar que o indivíduo tem apenas 3 direitos.
    1. vida
    2. propriedade
    3. liberdade

    que querem dizer
    1. você não pode me matar (não quer dizer que você tem a obrigação de dar sua vida pela minha)
    2. você não pode me roubar (não quer dizer que você tem a obrigação de me dar bens
    3. você não pode me sequestrar (não quer dizer que estou imune às leis)

    É muito interessante, MONA , sempre prestar atenção em ver se o que o cara tá pedindo é um direito ou um privilégios. Vários privilégios são hoje em dia erroneamente chamados de direitos. Os direitos adquiridos, por exemplo, são um privilégio. Que pode até ser justo, mas continua não sendo um direito. Direito a aposentadoria é outro privilégio de quem contribuiu a vida inteira ao devido instituto. é um privilégio justo na minha opinião, enquanto a aposentadoria para quem nunca contribuiu é um privilégio injusto.

  51. Chesterton said

    29/03/2011 às 21:13
    Os “artistas” que cobram para nos salvar…

    Entendo a revolta dos “artistas” quando são comparados a trabalhadores comuns: quituteiras, caminhoneiros, jornalistas… Eles acham que, à diferença dessa gente toda, têm uma “mensagem”, “algo a dizer”; muitos acreditam mesmo que suas metáforas podem salvar o mundo. Imaginem: um caminhoneiro não seria ridículo a tal ponto. Ele, no máximo, considera importante transportar comida ou combustível daqui pra lá e de lá pra cá. Entende que fez uma escolha; que não está naquela atividade sob relho, que o Brasil não é responsável por sua opção profissional. Já alguns artistas…

    Os mais ousados na defesa da exceção moral costumam ser os cineastas – quanto menos público têm, mais gostam de incentivos. É uma questão de lógica. Já fez tempo, parte da categoria acredita ter mais do que uma mensagem: há quem esteja convicto de ter “a” resposta para os problemas brasileiros, fazendo-nos um generoso favor.

    Pois é… São cineastas porque querem, não é mesmo? São cantores porque querem. São atores porque querem. São livres para escolher o seu caminho. E, com efeito, também somos livres para consumir ou não o que produzem. Uma escolha, no entanto, não podemos fazer: deixar de pagar caro para que eles nos “salvem”!!!

    Por Reinaldo Azevedo

  52. Chesterton said

    Seja ele liberal ou social democrata. Mas na segunda opção o problema fica ainda maior, não tenho menor dúvida.

    chest- pronto, Pax virou neo-liberal.

  53. Pax said

    Ôpa, alto lá, caro Chesterton,

    Disse que a corrupção se torna um problema maior num país social democrata que num país liberal.

    Há países sociais democratas que têm o problema da corrupção muito bem equacionados e que me parecem bem melhores de viver que em países mais liberais.

    Exemplos concretos? Prefiro os modelos das sociais democracias nórdicas que o modelo americano. Nem precisa ir tão longe, prefiro o Canadá que os EUA.

    Não sou liberal, mas também não histericamente contrário a quem defenda esta posição. Não canso de repetir, se tivéssemos estas forças bem equilibradas em nossa política, sociais democratas e liberais, temperados com verdes decentes, acho que estaríamos muito bem parados.

  54. Chesterton said

    Disse que a corrupção se torna um problema maior num país social democrata que num país liberal.

    +

    Ser contra a corrupção

    = Novo Liberal.

    chest- a lógica é cristalina.

  55. Chesterton said

    Prefiro os modelos das sociais democracias nórdicas que o modelo americano. Nem precisa ir tão longe, prefiro o Canadá que os EUA.

    chest- isso é o mesmo que dizer que voc~e queria ser loiro de olhos azuis. Você morou neses países para dar opinião?

  56. Elias said

    Chester, não teima, rapaz!

    O INTERESSE PÚBLICO É PRINCÍPIO. É instrumento de percepção unitária e sistemática do direito, logo, é princípio.

    Nas modernas sociedades democráticas, o interesse público é o princípio fundamental. O principal. Aquele que engloba todos os demais.

    Toma por exemplo os princípios que regem a gestão pública (legalidade, publicidade, impessoalidade, etc): esses princípios se subordinam ao interesse público, a cujo serviço se encontram.

    Claro que o interesse individual precede o interesse público. O ser humano existe primeiramente como indivíduo, depois como animal político. Um animal que se associa a outros da mesma espécie para facilitar sua sobrevivência.

    A partir do momento em que ele se associou a outros da mesma espécie é que passou a existir o “interesse coletivo”, que resulta da combinação dos dos interesses dos indivíduos que se associaram.

    Mas, o fato do interesse coletivo ou público ser posterior ao interesse individual, não significa, necessariamente, que o interesse individual seja mais importante ou mais “forte” que o interesse público ou coletivo.

    Não é, nunca foi e jamais será.

    Desde que o ser humano se tornou um animal político, os interesses do grupo sempre prevaleceram sobre os interesses individuais. Estes são mantidos e respeitados até o ponto em que não conflitem com os interesses do grupo.

    Em qualquer tempo, quando o grupo se sentiu ameaçado, ele se lixou para os interesses individuais. Prevaleceu o interesse grupal, mesmo com sacrifício de tal ou qual indivíduo.

    Os índios brasileiros, p.ex., praticavam a eutanásia (por isto, nunca encontrarias um índio cego ou sem um braço, ou sem uma perna). Eles entendiam que a existência desse indivíduo dificultava a sobrevivência do grupo. Por isto, o sacrificavam.

    Os esquimós tinham por hábito matar a primeira cria, se fosse do sexo feminino. O casal só deixava a filha sobreviver se, antes, gerasse um ou dois meninos, que contribuiriam para a subsistência do grupo.

    Mais atrás, quando os grupos pré-históricos se deslocavam, eles abandonavam as meninas pelas trilhas que percorriam. Assim, elas serviam de alimento pros predadores que seguiam o grupo. O sacrifício delas era, portanto, um fator de proteção e de sobrevivência do grupo.

    Se tu houvesses feito serviço militar, especialmente como oficial (da reserva, p.ex.), verias que toda a doutrina militar, de defesa de um país, implica a sujeição dos interesses individuais aos interesses coletivos. Se o país estiver em guerra, então, mais que nunca pravelecem os interesses coletivos.

    É por isso que, para o militar, conceitos como “Nação”, “Pátria”, etc, se sobrepõem a qualquer outra coisa. Nenhum militar digno dessa condição hesitaria em se sacrificar pela Pátria. E “Pátria” é um conceito que nada tem de individual.

    A percepção predominante do que seja o interesse público varia no tempo e no espaço. Isto não tira do interesse público a condição de princípio, até porque o que muda não é o princípio e sim sua percepção (ou sua “representação”, como diz o pessoal da sociologia).

    Por essa razão, dentre outras, Chester, é que existem, p.ex., assembléias legislativas, câmaras de deputados, etc.

    Por que? Porque a percepção do interesse público implica o estabelecimento de direitos.

    Se a “percepção” ou a “representação” do interesse público não se alterasse ao longo do tempo, as leis humanas tenderiam à imutabilidade. Como essa percepção muda, as normas do direito também devem ser alteradas.

    Entendeu?

    Assim, uma prática que, durante algum tempo, não foi considerada como criminosa ou danosa à sociedade, a partir de um determinado momento passa a ser entendida como tal e tipificada como crime.

    Vê que é disso que trata o Ficha Limpa: o interesse público, resultante da soma dos interesses individuais de uma expressiva quantidade de cidadãos, se opõe ao que seria o interesse individual de um outro gupo de cidadãos, substancialmente menor que o primeiro. Este, sendo mais numeroso, conseguiu fazer com que sua visão prevalecesse sobre a do grupo menos numeroso.

    Alguém poderá dizer: alto lá! No caso do Ficha Limpa, há uma questão ética a ser considerada.

    Certo. Mas, poderia não haver. A maioria pode achar que a eleição por “lista partidária mista” é melhor que a eleição “uninominal e unipessoal” que existe agora. Ou a maioria pode achar que a eleição “uninomiunal e unipessoal” é melhor e, por isto, deve ser mantida.

    Se assim for, o país mudaria para lista mista ou manteria a eleição uninominal. Ou seja, a mudança ou manutenção de uma determinadsa percepção repercutiria sobre a norma do direito, sem que isto implicasse uma questão ética e sem prejuízo para o interesse público como instrumento da percepção unitária e sistemática do direito.

    Um exemplo ainda mais evidente pode ser encontrado da encíclica “Rerum Novarum”.

    Ela fala de uma interpretação safada e sacana do liberalismo, que transformou o trabalhador num “quase escravo” (em tempo, Chester: a expressão “quase escravo” não é minha; é da encíclica, assinada por um Papa que, por isto mesmo, não era ateu nem comunista).

    O resultado disso foi o surgimento da legislação trabalhista, dos direitos previdenciários, das mútuas de acidentes do trabalho, etc, dentre outras medidas que “domesticaram” em parte o liberalismo (na prática, o “liberalismo econômico” sufocava o “liberalismo político”; as reformas ditas “social-democráticas” procuraram estabelecer um equilíbrio entre ambos).

    Entendeu, Chester?

  57. Chesterton said

    O INTERESSE PÚBLICO É PRINCÍPIO. É instrumento de percepção unitária e sistemática do direito, logo, é princípio.

    chest- negativo, os princípios são, por definição, imutáveis.

    Nas modernas sociedades democráticas, o interesse público é o princípio fundamental. O principal. Aquele que engloba todos os demais.

    chest- negativo, isso é estatismo, coisa das sociedades socialistas (que você tem tanto apreço). O princípio é o direito individuual, o ESTADO DE DIREITO. E é melhor que seja assim, senão virariamos rapidamente um “Deutschland ubber alles”.

    Claro que o PT tem como objetivo esse tipo de coletivismo, mas não conseguiu, ainda, chegar lá, para o bem de cada cidadão brasileiro.

  58. Chesterton said

    Claro que o interesse individual precede o interesse público.

    chest- eu não disse? O interesse coletivo (mutáveis, como você mesmo bem disse) não pode destruir os direitos individuais , que são um princípio.

    obs: para de gastar dedo e teclado com esse assunto, pois é óbvio que você se equivocou, se deu conta e agora tenta enrrolar para ficar bem na foto. Lembre, as pessoas Lêm isso daqui.

  59. Pax said

    Na ditadura da corrupção a gente é brindado diuturnamente com notícias como esta aqui:

    Dinheiro de merenda era usado para pagar ração e uísque em AL
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/895982-dinheiro-de-merenda-era-usado-para-pagar-racao-e-uisque-em-al.shtml

    Que maravilha de futuro teremos, provavelmente os meninos e meninas de Alagoas, sonegados em suas refeições diárias, estarão latindo ébrios.

    E tem gente que acha que corrupção não é um problemaço.

  60. Chesterton said

    isso é peculato.

  61. Olá!

    Pax, você destacou quatro pontos que considera como sendo as principais causas da corrupção. Logicamente que há mais fatores a serem listados, mas, por enquanto, consideremos apenas esses que você enumerou.

    01. Estado maior que o devido
    02. Patrimonialismo
    03. Estado de Direito falho
    04. Cultura Lei de Gérson

    Observe que em 3 (Estado gigantesco, patrimonialismo e Estado de direito ruim) dos 4 casos que você listou há a participação do Estado.

    Os 4 casos que você citou estão intimamente relacionados: O Estado é gigantesco, o que, por consequência, coloca um enorme poder político e econômico nas mãos dos políticos. Políticos que detêm poder de decisão sobre uma quantidade grande de recursos e que têm plena ciência de que as leis do país não valem para eles (vide foro privilegiado, lentidão do sistema judicial e coisas tais) irão, inevitavelmente, utilizar uma parte, senão, até mesmo, a maior parte, desses recursos para beneficiar os seus (deles, dos políticos) próprios interesses e/ou os interesses dos seus respectivos grupos. Dentro desse cenário, a população irá se ver parcialmente ou completamente desamparada pelos serviços públicos básicos (educação, saúde e segurança públicas) que o Estado deveria retribuir aos contribuintes pelos impostos que estes pagam. Como tais serviços são ruins ou, em alguns casos, inexistentes, dado que há desvios (corrupção) dos recursos que deveriam ser investidos nessas áreas, a parte mais abastada da população irá procurar tais serviços no setor privado e o restante que não pode pagar por isso. . . bom. . . coitado. Aí, é o cada um por si.

    A principal fonte de corrupção no Brasil é o Estado e os maiores corruptos são os políticos. Ponto.

    Basta lembrar que, na última eleição, não houve um candidato sequer que defendesse um Estado mais compatível com as reais necessidades da população brasileira. Muito pelo contrário, o PT chegou até mesmo a pregar a idéia de que Estado grande e forte é sinônimo de desenvolvimento e progresso.

    Basta lembrar de novo que não há no governo atual nenhuma iniciativa que busque reduzir as dimensões do Estado, já que isto necessitaria, em maior ou menor escala, das ditas reformas estruturais e todos sabem qual é o retrospecto do PT com esse tipo de reformas e etc., etc., e etc. Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  62. Olá!

    Pax, eis aqui um artigo (Monarchy, monopoly and mercantilism: Brazil versus the United States in the 1800s ) (arquivo em PDF) que mostra uma comparação entre os ambientes institucionais do Brasil e dos Estados Unidos do século XIX e a relação de cada um desses ambientes com o florescimento da corrupção, bem como os resultados finais disso tudo no final de tal século.

    Os resultados são tristes para o Brasil e são um bom exemplo de como faz diferença um país e uma população experimentarem e absorverem valores liberais.

    Até!

    Marcelo

  63. Chesterton said

    Marcelo Augusto e sua enorme disposição. Está de parabéns.
    Imagine um político no Brasil com a seguinte campanha:

    1. mandar embora para casa 30% dos funcionarios públicos

    2. cortar pela metade as doações a fundo perdido para os “necessitados”

    3. cortar impostos pela metade

    4. acabar com toda e qualquer forma de subsídio (todos pagam igualmente imposto)

    Vai receber 4 votos (da mulher, da irmã, da mãe e o próprio voto)
    Nem os filhos votam nele.

  64. Chesterton said

    Interessante o que está se passando na Flórida. Parece que finalmente a população conseguiu se contrapor aos interesses dos sindicatos de professores, que não admitiam mudança alguma em seus “direitos” (privilégios, off course).
    O antigo governador que impediu que a lei fosse aprovada não conseguiu se eleger senador e está sem mandato. O atual governador não tem muita saída se não aprovar a lei.

  65. Elias said

    Chesterton,

    Tu confundes o PRINCÍPIO com a PERCEPÇÃO DO PRINCÍPIO.

    São duas coisas diferentes, rapaz.

    Num dado momento, um país entende que é de interesse público criar uma empresa estatal. Num outro momento, o mesmo país entende que é de interesse público privatizar essa mesma empresa que, assim, deixa de ser estatal.

    O princípio mudou? Não, Chesterton, o princípio é o mesmo: interesse público.

    O que mudou foi a maneira como esse princípio foi percebido, em dois diferentes momentos.

    Não encontrarás UM SÓ jurista que não veja o interesse público como princípio.

    O interesse individual precede o direito coletivo na ORDEM DE APARECIMENTO, Chesterton.

    Claro: primeiro surgiu o indivíduo, o ser humano. Só muito tempo depois é que surgiram as associações humanas.

    Mas o interesse coletivo, mesmo tendo surgido depois do interesse individual, prepondera sobre este.

    É assim em TODAS as modernas sociedades democráticas. Mostra-me uma só em que isso não acontece, e eu te m nostrarei que estás errado.

    Tua percepção do liberalismo é uma percepção de almanaque, rapaz. De conversa de botequim. De bêbado…

  66. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    o teu comentário 65 está ótimo. Concordo em tudo.

    O problema do Chesterton é que ela realmente estacionou na Guerra Fria.

    De lá para cá parece que o Chester não consegue mais criar novas sinapses.

    E fica furioso porque o PT evoluiu!

    O cara é mesmo de lascar!

  67. Patriarca da Paciência said

    Eu inverti os algarismos do comentário.

    Correção – comentário 56. Mas o comentário 65 também está ótimo.

  68. Patriarca da Paciência said

    “Assim, uma prática que, durante algum tempo, não foi considerada como criminosa ou danosa à sociedade, a partir de um determinado momento passa a ser entendida como tal e tipificada como crime.”

    Elias,

    um exemplo disso é a pedofilia, a qual era tolerada e até incentivada entre gregos e romanos.

  69. Chesterton said

    bla-bla-bla-bla, percepção do princípio? estou pouco me lixando para perecepções. me importa o concreto.

  70. mona said

    Caramba! Nunca achei que estaria aqui, contra o meu querido Chest e ao lado do Elias em um determinado ponto… mas, é fato.
    Chest, acabei de ler seus comentários ao último post no Blog do Mister X relativamente à liberalização das drogas. Você percebeu que, em sua defesa pela proibição delas, é colocado o interesse público rm contraponto ao individual, vencendo o interesse público? Esse princípio existe e ele é diuturnamente e exaustivamente aplicado às situações concretas.
    Sim, Chest: concordo com você quanto à necessidade de as drogas serem proibidas, apesar de tal opinião ir de encontro a tudo o que penso acerca das liberdades individuais… mas, quando penso no grande poder que um “comerciante” desses produtos tem sobre mentes frágeis (por distúrbios os mais diversos) e/ou ainda imaturas (pela pouca idade), creio que a proibição imposta pelo Estado a esse comércio é um fator a mais que pode ser usado persuasivamente pelos pais em um discurso anti-droga perante seus filhos, estigmatizando-as por ser coisa de bandido. Note: um fator a mais, e não o principal. Acho que a responsabilidade maior quanto à inibição ao uso de drogas pelos filhos é dos pais (sempre em 1º lugar), depois do grupo (sociedade) e, por último, do Estado.
    Finalizando, Chest e demais (dêem uma chegadinha no Blog do Mister X, é bem legal…), o X retratou com muita habilidade meu próprio pensamento frente às ideologias.

  71. Elias said

    Eu também jamais imaginei que um dia veria a Mona concordando comigo, numa discordância com o Chesterton!

    Chester,

    “Estou me lixando para a percepção”. “Me importa o concreto”.

    E, assim, vais revelando os limites do teu intelecto…

    Percepção, sim, Chester. O princípio, em si, é mera proposição moral.

    O princípio só se torna algo concreto quando sua PERCEPÇÃO o transforma em norma de direito.

    Ao ser transformado em direito, o princípio deixa de ser proposição moral, tornando-se norma coercitiva. É quando ele atinge sua concretude.

    Só que essa percepção muda, no tempo e no espaço. Um mesmo princípio pode ser concretizado de diferentes formas, numa mesma sociedade em diferentes épocas ou em diferentes sociedades numa mesma época.

    O Patriarca citou a pedofilia, como um exemplo de como a percepção, mudando no tempo, incidiu sobre a diferentes formulações de direito.

    Nos EUA, p.ex., em alguns estados, a prostituição é crime. Em outros, não (as prostitutas são consideradas “trabalhadoras sexuais”).

    Ou seja: em alguns locais, o “interesse individual” de se prostituir foi transformado em “direito individual” de se prostituir. Na mesma época, em outros locais, esse interesse individual não é reconhecido.

    No caso da pedofilia, a percepção do interesse coletivo mudou no tempo. No exemplo da prostituição nos EUA, mudou no espaço. Em ambos os casos, a mudança da percepção implicou diferentes normas de direito.

    Poderia citar a lei “Le Chapelier”, a encíclica “Rerum Novarum” e o surgimento das leis trabalhistas e previdenciárias.

    Poderia citar a decisão da Suprema Corte americana na demanda que lhe foi dirigida por Larry Flint, para demonstrar como, não sendo monolítico e, no que respeita à formulação do direito, o “interesse individual” nas modernas sociedades democráticas tende a ser uma abstração.

    Mas não vou fazer isso, porque, no momento, estou sem saco.

    Fica pra próxima.

  72. chesterton said

    Você percebeu que, em sua defesa pela proibição delas, é colocado o interesse público rm contraponto ao individual,

    chest- não, Mona, é colocado o interesse de outros indivíduos em contraponto ao individuo traficante usuário. O estado é o meio, porque detem o monopolio da violencia, mas não é necessariamente o único existente.

    Acho que a responsabilidade maior quanto à inibição ao uso de drogas pelos filhos é dos pais (sempre em 1º lugar), depois do grupo (sociedade) e, por último, do Estado.

    chest- sim, mas há no Basil (um dos poucos países onde se usa droga de modo generalizado) um problema exra. A cultura, o ambiente cultural, a apologia da droga, apologia do hedonismo químico, a falta de tradição de ética do trabalho honesto, e “outras cositas” mais. A intelectualidade brasileira é vadia, quer dinheiro fácil, subsídio estatal, professa ideologias autoritárias de esquerda, apoia movimentos revolucionarios do campo, é anti-capitalista e fundamentalmente anti-cristã. A droga é uma excelente arma contra a juventude quando eles cooptam para suas fileiras.
    Para contrapor o avassalador poder do estado e proteger o individuo, que se aceita que o estado não pode nada, a não ser o que é permitido por lei, enquanto o individuo pode tudo, exceto o que for proibido por lei. Este é o estado de direito.

    Veja bem, Mona, eu não sou a favor em principio que o estado proiba as drogas, mas não é essa a situação. A situação é que JÀ PROIBIU, e querem que liberalize tudo de uma só vez. Essa mudança não vai corrigir as distorções da proibição e vai criar problemas outros que ninguem sabe ao certo o tamanho.

  73. mona said

    Chest, querido, eu concordo com você, no que se refere a sua opinião acerca da sociedade brasileira, a classe artística brasileira (cambada de boçais), a classe acadêmica brsileira (alguns poucos sobreviveriam em uma ambiente de debate franco e aberto…) e no que diz respeito às drogas e a gênese da proibição (além da vantagem moral da proibição…). Creio que o ponto não é esse. Estávamos discutindos princípios, a sua concretitude no cotidiano (ocorrendo às vezes como consequencia de um contraposição entre um princípio e outro) e as consequencias advindas disso.
    Mas, creio que já deu.
    Besteira ficar batucando nessa tecla.
    Elias, legal as coisas que você falou. Continuo sua inimiga fraterna, mas lhe respeitando muito mais.
    Em meu momento Marilu, tou amando todo mundo, até o Patriarca, hehehe.

  74. Pax said

    Caríssima Mona,

    Desculpe-me, mas não consigo aceitar calado esta tua afirmação: “a classe artística brasileira (cambada de boçais)“.

    Você pode me explicar melhor o que quer dizer com ela? Acredita mesmo nesta generalização?

  75. Fichinha

    A correta decisão do STF de adiar a vigência da chamada Lei da Ficha Limpa suscitou muitas análises distorcidas. Como alguém pode afirmar, por exemplo, que uma legislação destinada a impugnar candidaturas não altera as regras eleitorais em curso?

    A tal Ficha Limpa deveria ter sido banida no primeiro momento, antes de virar essa panacéia mitológica fadada ao limbo jurídico. Ainda que não fosse pelo escancarado vício retroativo, que viola um importante princípio constitucional, sempre foi evidente que o instrumento serviria para perseguições políticas e golpes eleitorais. Em nome de punições temporárias e inócuas a bandidos que sequer precisam de cargos para praticar suas malvadezas, toleramos as injustiças cometidas contra dezenas de Capiberibes probos, eleitos democraticamente.

    Aqueles que reclamam da indiferença do Judiciário aos apelos da “opinião pública” (leia-se “grandes veículos de comunicação”) pregam a ingerência de empresas privadas sobre as decisões das cortes. O limite dessa pressão é o autoritarismo puro e simples, já evidente na pretensão a retirar do eleitor a capacidade de eleger seus escolhidos, inclusive aqueles que são reconhecidos canalhas.

    Nesses momentos de histeria moralista, perdemos a chance de discutir assuntos verdadeiramente importantes. Reforma política de verdade ninguém quer, não é mesmo?

    http://guilhermescalzilli.blogspot.com/

  76. Pax said

    Creio, caro Guilherme Scalzilli, que você esteja “bolsonarizando” a questão com uma “tua” verdade absoluta.

  77. Elias said

    Pax,

    Voltando ao tema do post (que, às vezes, é o que a gente menos discute): o “custo Palocci” já começa a aparecer.

    Caramba! Tinha que ser o Geddel? Será que o PMDB não tem nada coisa melhor, pra apresentar?

    Sei não… Ao negociar cargos com a base aliada, creio que a Dilma deveria fixar como condição pra aceite da indicação, que a reputação do indicado deva ser pelo menos um pouco menos baixa e suja do que poleiro de pato…

    Esse Palocci é um cagalhão!

  78. Pax said

    Para o PMDB o Geddel, caro Elias, deve ser um exemplo. Basta ver os pares, de Sarney, a Renan, Romero Jucá, Edison Lobão etc etc.

    Ou queremos nos iludir?

  79. Carlão, o retorno said

    Este video é direto ao ponto:

    O PT na História Brasileira from Implicante on Vimeo.

  80. Mona said

    Pax,
    Na minha longínqua juventude convivi com muitos artistas: cantores e atores. O que eles tinham em comum? TODOS querendo reformar o mundo e o ser humano, como cabe a bons esquerdistas, propondo como modelo seres eternamente drogados e odiando a “burguesia”, que é quem lhes sustenta ao final. É uma classezinha corruptível, por definição, posto que, por trás da pretenda ideologia libertária, encontra-se um comportamento totalmente pragmático, se achegando a quem der mais. Um bom exemplo é o Caetano e ACM.
    Na intimidade, são totalmente irresponsáveis, escondendo-se atrás daquela metáfora do “feijão e do sonho” ou da fábula da “cigarra e da formiga”. O rsto do mundo que os sustente, enquanto eles, em contrapartida, devem elevar nossos espíritos com suas criações…
    Enfim, querido PAX: boçais totais.

  81. mona said

    Tão dando tanto IBOPE ao Bolsonaro, que a legião de fãs dele só vai aumentar. Olhem só a profundidade da última pérola dita por ele (tá no blog do Cláudio Humberto)

    “O destino da grana
    O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) não se intimida com a patrulha gay. Ele descobriu que o colega Chico Alencar (PSOL-RJ) arrumou mais de R$ 11 milhões para ONGs de homossexuais, e anfinetou: “Será que ele não tinha um lugar mais nobre para enfiar tanto dinheiro público?””

  82. Elias said

    Mona,

    A conduta do Caetano em relação ao ACM é mais que explicável.

    Quem viveu a época, sabe que o Caetano foi preso e estava sob ameaça de ser suicidado.

    Sabe-se, inclusive, que Gilberto Gil se deixou prender também — quando tinha chance pra sumir — exatamente pra fazer companhia a Caetano. Gil achava que nem seria necessário suicidar Caetano. Ele se suicidaria, mesmo.

    Aí o Malvadeza entrou no lance. Negociou a libertação de Caetano e Gil, com a condição de que ambos ficassem “exilados” na Bahia, então governada por ACM.

    Todos aceitaram.

    Em Salvador, Caetano gravou o “disco branco”, que tem “Os argonautas”, “Irene”, “Cambalache”, “Acrilírico” e outras do mesmo nível.

    Ele e Gil sairiam do exílio na Bahia pro exílio na Inglaterra.

    Se outro fosse o comportamento de Caetano em relação a ACM, seria ingratidão.

    Tenho alguns amigos na esquerda, petistas inclusive, que, pessoalmente, têm o mais profundo afeto pelo Jarbas Passarinho, por motivos parecidos.

    Vários devem a vida deles próprios e/ou de familiares, à oportuna e discreta interferência de JP.

    Um desses amigos foi retirado de Xambioá, de onde, pelo que se sabe, quase ninguém saiu com vida…

  83. mona said

    Querido Elias (momento Marilu “on”):
    todos nós, pessoalmente, temos “n” motivos para agir assim ou assado, na vida. Afinal, temos que sobreviver, não?
    O exemplo citado, para ilustrar o comportamento da classe artística, serve exatamente para isso: esses artistas são contestadores, reformadores do “homem”, seres que se sentem em um nível superior do resto da humanidade – que não lhe entende a genialidade – mas, na hora do pega pra capar, comportam-se iguaizinhos aos demais seres humanos em sua corrupção. Mas teimam em se acharem divinos, tal qual deuses do Olimpo. Deles, têm a arrogância, a vaidade e o orgulho.

  84. Elias said

    Mona,

    Vaidade é mesmo com artista. Vaidade e superstição, mania, por aí…

    Uma instituição onde trabalhei por várias décadas, tem um excelente teatro em Belém. Um dos melhores da cidade.

    Aí o teatro foi locado para um show da Simone.

    Fiquei sabendo que ela queria um automóvel branco pra apanhá-la no aeroposto. A forração interna e os assentos do automóvel também teriam que ser brancos. Como branca seria a decoração do apartamento no hotel. O camarim dela, no teatro, teria que ser pintado de branco, com bancadas brancas e decorado com flores também brancas.

    Tive que dar uma dura no pessoal “precursor” da cantora, pra fazê-los entender que neca de pitibiriba de pintar o camarim. Eles que dessem o jeito deles lá com cetim, tnt, linho, tricoline, morim, fustão ou o diabo que os carregasse. Ficaram putos comigo, mas tiveram que se submeter.

    De qualquer modo, fui ver o show de estréia. Ótimo, por sinal. Simone no melhor de sua forma.

    Só que ela foi ao palco vestida de branco (tudo banco: calça comprida, blusa, sapato, bijouterias e, presumo, roupa de baixo). Idem a banda. As flores e demais adornos de cena eram… brancos, claro!

    Simone, seus músicos e cenografia pareciam alegorias da Beija Flor de Nilópolis, no auge do Joãozinho Trinta…

    Puta mau gosto!

    Já a vaidade, Mona, é o motor do artista.

    Por definição, o artista é alguém que acha que faz algo tão bem, que as pessoas serão capazes de pagar pra ver, ouvir ou ter o que ele(a) faz.

    Se o artista não tiver essa convicção dificilmente as pessoas tomarão conhecimento da arte dele.

    Dia desses, vi uma apresentação do espetacular Daniel Cohen (pra quem não sabe, é um pianista — carioca, salvo engano — de nível internacional; um dos 5 ou 6 melhores do mundo, no momento).

    Ele tem um público cativo em Belém. Fiquei observando, bem de perto, a expressão corporal do cara, enquanto umas 3,5 mil pessoas o aplaudiam delirantemente, de pé, por quase 10 minutos ininterruptos. Primeiro ele pareceu surpreso (o programa do recital era o que se poderia chamar de “difícil”, sem concessões ao gosto mais popular). Depois, ele começou a flutuar. Por fim, ficou orgasmático.

    Mas valeu. O sujeito deu uma canja quase do tamanho da tocata. Ficamos no da Paz até a madrugada.

    Imagina como não deve se sentir um indivíduo desses que, por onde anda, arrasta atrás de si um séquito de puxa sacos bajulando sem parar, e uma quantidade ainda maior de tietes…

  85. mona said

    Elias,
    eu acho a arte algo divino. O que eu não acho divino são as pessoas que a executam. Mas eles assim se percebem e querem ter a iniputabilidade dos deuses, sendo tão mesquinhamente humanos.
    Pax, é lógico que toda generalização é improcedente. O que a gente faz, na maior parte das vezes, é um reduzir a complexidade das coisas a um simplismo básico, para assim podermos conversar. Caso contrário, apenas os especialistas, eruditos e intelectuais dilogariam (monologariam, na verdade, por conta do ego enorme que têm…). Nós, pessoas comuns, com nossos achismos e nossas platitudes, é que possibilitamos as trocas de opiniões.

  86. mona said

    Pessoal,
    vejam só que notícia interessante… Será que a veria empreendeora dessa tchurma só aparece em “condições especiais de temperatura e pressão”, ou seja, quando o papi tá no poder?

    “JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
    ANDREZA MATAIS
    DE BRASÍLIA

    Menos de três meses depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixar o governo, dois filhos do petista desmontaram empresas que abriram durante o segundo mandato do pai.
    Em dezembro, a Folha revelou que os filhos Luís Cláudio e Fábio Luís haviam aberto, como sócios entre eles próprios ou com outras pessoas, duas holdings não financeiras e uma empresa voltada à área esportiva. Alguns dos sócios eram empresários amigos de Lula.
    Desde o início do ano, houve uma mudança de plano dos irmãos, que não dividem mais nenhuma sociedade. No início do mandato do pai, os dois irmãos eram estagiários. Fábio Luís, que é biólogo, no zoológico, e Luís Cláudio em clube de futebol.
    A holding LLCS, criada pelos dois para atuar na área esportiva, foi desativada. Luís Cláudio também deixou outra holding, a LLF, agora só em nome do irmão, e não tem mais empresas na Junta Comercial de São Paulo.
    Fábio Luís, conhecido como Lulinha, mantém a Gamecorp (PlayTV), seu negócio mais conhecido por receber aportes milionários da empresa de telefonia Oi.
    Luís Cláudio, que até o final de 2010 tinha participação em três firmas, abandonou a sociedade com dois amigos e um sócio na ZLT 500, empresa criada no Morumbi, zona oeste de São Paulo, de eventos esportivos.
    A desidratação das empresas vem ocorrendo desde fevereiro, dois meses após a Folha revelar os novos negócios dos filhos de Lula, entre eles as duas holdings.
    Procurado ontem, Fábio Luís disse, por meio de sua assessoria, que não iria comentar. Luís Cláudio não respondeu ao e-mail encaminhado. Os ex-sócios dele em uma das empresas não foram localizados pelo jornal.”

  87. Chesterton said

    Tempos estranhos, Mona vira a cara para mim e o Scalzili concorda comigo…vai lá saber…

  88. Chesterton said

    Por definição, o artista é alguém que acha que faz algo tão bem, que as pessoas serão capazes de pagar pra ver, ouvir ou ter o que ele(a) faz.

    chest- concordo, mas aí não precisa de subsídio.

  89. Chesterton said

    Lula é o inventor de uma fórmula quase imbatível. Executar a política do FMI e atacar o FMI. É um estilo. Foi bem descrito nos telegramas vazados pelo WikiLeaks sobre as conversas reservadas da diplomacia norte-americana com a cúpula petista.

    Endurecer verbalmente em público, ceder à realpolitik no particular.

    No que exatamente Lula deixou de executar a essência das políticas preconizadas pelo FMI? Desde que o mundo é mundo o FMI só pede uma coisa quando vai socorrer alguém: que esse alguém se organize e mostre capacidade de pagar as dívidas.

    Foi o que fez o Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso, e continuou fazendo no de Luiz Inácio Lula da Silva. Organizou-se, institucional e operacionalmente, para ter uma razoável sobra de caixa antes de contabilizar encargos financeiros. É o tal superávit primário.

    Sem falar na disciplina contábil empurrada manu militari a estados e municípios.

    A linha dura imposta ao Brasil após décadas de experimentação foi quem colocou nossa economia nos trilhos. Tanto é assim que Dilma Rousseff mal assumiu e se apressou a declarar que faria um baita corte no orçamento. Para sobrar todo o dinheiro necessário ao equilíbrio das dívidas.

    do Alon, honesto para caralllll

  90. Patriarca da Paciência said

    Minha cara Mona,
    você faz generalizações pela minoria!

    A maioria dos nossos bons artistas não se enquadram nesse estereótipo:

    “Na intimidade, são totalmente irresponsáveis, escondendo-se atrás daquela metáfora do “feijão e do sonho” ou da fábula da “cigarra e da formiga”.”

    Pixinguinha foi quase um santo. Profundamento bondoso e afável. Uma pessoa gentil por excelência.

    Noel Rosa foi um tremendo gozador e boa vida e que alcançou uma sabedoria muito madura apesar de ter falecido tão jovem.

    Chico Buarque é uma artista responsável e bem sucedido.

    Roberto Carlos também é muito responsável e bem sucedido.

    A turma sertaneja são quase todos “bons empresários”! Desde os mais antigos, como o Tonico e Tinoco, que alcançaram sólida estabilidade financeira.

    Luiz Gonzaga, grande sucesso artístico, social e financeiro.

    Talvez você generelize por uma exceção, mas que foi também um excepcional artista, o nosso incrível Raul Seixas.

    Realmente generalizar é sempre falso.

  91. Patriarca da Paciência said

    Chesterton, 89,

    Ou seja, segundo o Alon, o Lula é errado porque faz a coisa certa!

    Cascalho, os adversários estão mesmo sem nenhuma bandeira!

    Eu diria que o Fernando Henrique usou dos meios corretos e o Lula se utiliza dos meios corretos.

    Os métodos corretos de conduzir a economia de uma país são conhecidos e estudados por todas as boas universidades do mundo… ou por qualquer outra pessoa interessada.

    Se o Fernando Henrique teve ótimos profissionais em sua equipe, o Lula também os teve.

    A diferença são opções de aplicação do resultado.

    O FHC otou pela “zelite”, ou seja, uma pequena minoria dentro de um enorme país.

    O Lula optou pelas pessoas em geral.

  92. Chesterton said

    Patriarca, você é burro para cacete.

  93. Chesterton said

    A revista Época obteve o relatório final da Polícia Federal sobre o caso do mensalão. O calhamaço revela que o dinheiro usado por Marcos Valério veio dos cofres públicos e traz novas provas e acusações contra dezenas de políticos. A extensa, minuciosa e devastadora reportagem é do jornalista Diego Escosteguy, ex-repórter especial da revista Veja, com a participação de Mariana Sanches, Murilo Ramos, Humberto Junior, Danilo Thomaz, Marcelo Rocha, Andrei Meireles e Leonel Rocha.
    Transcrevo os parágrafos iniciais com link para leitura completa. A coisa agora vai direto para o STF e parece que o caldo engrossa e se derrama sobre o Poder Central da República alcançando, inclusive, um Doutor Honoris Causa.
    A reportagem vem a público na edição de Época que foi às bancas neste sábado, justamente quando o PSDB reúne a tucanada em Minas Gerais para encontrar uma fórmula que evite a extinção do partido, atualmente com as entranhas minadas pela acidez de uma luta intestina.
    Se os tucanos estavam lastimando a falta de uma bandeira para articular a oposição, eis aí um prato cheio, não é mesmo? Leiam:

    “Era uma vez, numa terra não tão distante, um governo que resolveu botar o Congresso no bolso. Para levar a cabo a operação, recorreu à varinha de condão de um lobista muito especial, que detinha os contatos, os meios e o capital inicial para fazer o serviço. Em contrapartida, o lobista ganharia contratos nesse mesmo governo, de modo a cobrir as despesas necessárias à compra. Ganharia também acesso irrestrito aos poderosos gabinetes de seu cliente, de maneira a abrir novas perspectivas de negócios. Fechou-se o acordo – e assim se fez: o lobista distribuiu ao menos R$ 55 milhões a dezenas de parlamentares da base aliada do governo. O governo reinou feliz para sempre.”

    chest- isso é corrupção, PAX!!!

    http://aluizioamorim.blogspot.com/2011/04/extra-reportagem-que-traz-o-relatorio.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+BlogDoAluizioAmorim+%28BLOG+DO+ALUIZIO+AMORIM%29

  94. Chesterton said

    Lula dia que povo nordestino é feio

    http://alertabrasil.blogspot.com/2011/04/presidente-lula-diz-que-nordestino-e-um.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+alertabrasil+%28AlertaBrasil%29

  95. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    teu problema é que teus dois neurônios não criam novos sinapses.

    Estás totalmente estacionado na Guerra Fria.

  96. Elias said

    “Lula é o inventor de uma fórmula quase imbatível. Executar a política do FMI e atacar o FMI. É um estilo. Foi bem descrito nos telegramas vazados pelo WikiLeaks sobre as conversas reservadas da diplomacia norte-americana com a cúpula petista.” (Alon)

    “do Alon, honesto para caralllll” (Chesterton)

    Chester, o Alon tá dizendo que a “diplomacia norte-americana” representa o FMI, em cujo nome fala?

    Bem, desde 2009, o FMI vem pedindo INSISTENTEMENTE à China e ao Brasil que gastem, gastem, gastem… torrem divisas, torrem divisas, torrem divisas… assim participando do esforço concentrado pra debelar a crise econômica.

    Nenhum dos 2 parece ter topado, embora tenham se abstido de fazer qualquer crítica pública ao FMI.

    Tem alguma coisa errada aí.

    Ou o Alon não anda acompanhando direito o noticiário ou este e os fatos é que não conseguem mais acompanhar o Alon…

    … que parece estar pegando um cacoete da Veja e da FSP: quando a realidade não bate com a análise, a realidade é que está errada…

    Ah, sim, do noticiário desta semana: o criador do termo “países emergentes” diz que esse termo está superado, como designativo do grupo também chamado “BRIC”. Países desse grupo — como o Brasil e a China — anteciparam quase 10 anos o atingimento de metas econômicas que as análises mais sérias projetaram.

    Ele tece considerações interessantes sobre a redução da distância entre as economias desses países e a economia americana.

    É bom não perder de vista uma frase feita sobre previsão de economista. A frase é de Delfin Netto que, por sinal, é economista. Diz que “previsão de economista existe pra ser desmentida pela realidade”.

    De qualquer modo, taí um assunto interessante pro Marcelo, que gosta de extrapolações de séries históricas. (Nos meus tempos de estudante, cálculo diferencial e integral; e ajustamento, correlação e regressão, eram quase que uma paixão. Mas cedo descobri os limites dessas coisas, quando aplicadas à política…).

  97. Chesterton said

    ai, ai, ai, largue o ranço de gremio estudantil, Elias.

  98. Patriarca da Paciência said

    “que esse alguém se organize e mostre capacidade de pagar as dívidas.”

    Chesterton, se você viu o vídeo que o Pax postou, o Lula fala claramente que “descobriu” que o certo é fazer o óbvio. O problema é que muita gente fica tentantando fazer aquilo que é sutil, raro, complexo etc.

    “que esse alguém se organize e mostre capacidade de pagar as dívidas.”, é o basiquinho dos basiquinhos que qualquer dona de casa sabe, a torcida do flamengo sabe… e os grandes economistas também sabem.

  99. Chesterton said

    “Eu não entraria num avião pilotado por um cotista. Nem aceitaria ser operado por um médico cotista”.

    chest- alguem pode dizer que está errado?

  100. Elias said

    Chesterton,

    O FMI está ou não pedindo pro Brasil e pra China torrarem as reservas?

    Eles estão torrando? Não, né não?

    Entonces, tu e o Alon devem procurar outra histeria…

    Eu tô avisando: vocês tão pirando… vocês tão ficando lelés… O problema de vocês não é mais político; é médico. Vocês devem procurar ajuda.

    Num belo dia, vocês vão amanhecer comendo merda e será muito pior. Não digam que não avisei.

  101. Elias said

    Patriarca,

    Pra oposição, p.ex., o que é o basiquinho?

    É parar de falar e fazer merda, e começar a fazer política.

    É parar de se comportar feito macaco amestrado velho, de um truque só.

    A canalha aprendeu um truque na guerra fria. Foi o truque dom filme de terror.

    A canalha fazia política passando filme de terror pras pessoas. Dizia que os comunistas iam tomar o poder, trocar a cor da bandeira do Brasil, tomar geladeira de quem tivesse mais de uma, e assim por diante.

    Aí o tempo passou, o mundo mudou, o muro caiu, a ditadura acabou… mas a canalha parece não ter percebido. Continua usando as mesmas táticas daquele longínquo antigamente…

    É cada vez menor a quantidade de pessoas que dá algum crédito a esse bando de Matusaléns políticos, pirados e peidados, decrépitos, mijando e cagando nos pijamas…

    Mas eles não desistem.

    Volta e meia, você dá com um macaquinho de feira, velho, feio e triste, repetindo aqueles truques antigos, que não impressionam mais ninguém.

    A canalha não consegue fazer o óbvio. O basiquinho…

    Que coisa triste…

  102. Patriarca da Paciência said

    “Volta e meia, você dá com um macaquinho de feira, velho, feio e triste, repetindo aqueles truques antigos, que não impressionam mais ninguém.

    A canalha não consegue fazer o óbvio. O basiquinho…

    Que coisa triste…”

    É bem isso, caro Elias,

    e o número de neoliberais vai diminuindo… diminuindo.

    Não demora muito caberão num fusca.

    Eles queriam reduzir O Estado a tal tamanho que pudesse ser afogado numa banheira e… eles é que caberão, todos, dentro de um só banheiro!

    Sinceramente, eu prefiro que se conservem alguns adversários.

    Mas que saibam fiscalizar e criticar com inteligência.

  103. Chesterton said

    O Estado de S.Paulo – 28/03/11
    “A verdade é que investir no Brasil está muito caro. E por causa de
    infraestrutura e impostos”, comentou o presidente do Conselho de
    Administração da siderúrgica ArcelorMittal Brasil, José Armando de
    Figueiredo Campos, resumindo um debate promovido pela Rádio CBN
    Vitória em torno do tema “grandes investimentos”.

    Em novembro último ouvi coisa parecida de um executivo israelense
    chamado Dov Moran, simplesmente o cara que inventou o pen drive e que
    hoje desenvolve uma companhia de celulares, a Modu. Ele resumiu assim
    seus esforços para fazer negócios por aqui: “O Brasil é caro e
    difícil”.

    Nesse “caro” se inclui, certamente, a valorização do real. Preços em
    dólar ficam altos aqui. Mas não é apenas esse fator nem o mais
    importante. O pessoal se queixa do ambiente de negócios, ou seja, das
    dificuldades para montar e operar empresas, registrar marcas, obter
    licenças e, especialmente, lidar com o sistema tributário. Em cima
    disso vem o peso dos impostos.

    C.A.S.

  104. Chesterton said

    Eis um exemplo, apanhado numa conta de telefone celular de São Paulo,
    onde o ICMS é de 25% – e já pedindo desculpas ao leitor pelo excesso
    de números. Na nota fiscal está escrito que o valor do ICMS é de R$
    98,22 – que são 25% sobre uma base de cálculo, ali referida, de R$
    392,88, total a ser pago pelo usuário.

    Ora, retirando desse total o valor do imposto, dá o preço líquido do
    serviço, certo? Temos, então: preço líquido do serviço, R$ 294,66; e
    ICMS, R$ 98,22. Portanto, o imposto efetivamente cobrado representa
    33,33% – uma alíquota ilegal.

    Como é que isso passa nos Parlamentos e nos tribunais? Porque estão
    todos – deputados, senadores, juízes e mais o Executivo – sempre em
    busca de dinheiro dos contribuintes para gastar mais.
    idem

  105. Chesterton said

    Como o mercado acha que o país não conseguirá fazer o ajuste
    necessário, tem pedido juros cada vez mais altos, em 7,7% de taxa e
    isso leva a rebaixamentos das agências de risco, elevando mais os
    juros: um círculo vicioso que o Brasil conheceu bem nos seus momentos
    de alto endividamento externo. O empresário português Jaime Gomes, do
    setor farmacêutico, conta o clima do país: – A situação não está
    fácil, os impostos estão elevadíssimos. Os bancos estão endividados,
    como o governo, e por isso há pouco crédito e com spreads altos. As
    empresas não conseguem empréstimos.

    O desemprego está mais alto que nunca, em 11%. A entrada na Zona do
    Euro foi demasiado boa para o país. Criou uma ilusão tanto para o
    governo quanto para a população. Foram concedidos muitos benefícios
    salariais, de aposentadorias, além de saúde e educação de graça.
    Estímulos insustentáveis que elevaram o déficit público. Foram dados
    estímulos à compra de imóveis com juros baixos na época da bonança.
    Neste momento, Portugal já está sob intervenção internacional, embora
    não admita. É um embuste para enganar as pessoas.

    M. L. sobre Portugal.

  106. Chesterton said

    Três meses de Dilma, explode gasto público, investimento cai para perto de zero.
    Encerrado o primeiro trimestre do mandato da presidente Dilma Rousseff, o retrato das contas públicas contraria o discurso feito por ela desde a época da campanha eleitoral. Os gastos com investimentos, que deveriam ser preservados dos cortes, caíram. Já as despesas com salários, custeio da máquina pública e da rotina do governo subiram. É justo o oposto do pregado no discurso oficial.

    Com pessoal e custeio, o governo gastou R$ 10 bilhões a mais no primeiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado. Se forem incluídos os gastos com juros, o aumento chega a R$ 13,2 bilhões. É praticamente um quarto do corte de R$ 50 bilhões feito no Orçamento deste ano e é dinheiro suficiente para bancar quase um ano do programa Bolsa Família. No fim do mês passado, o Estado mostrou que haviam aumentado até gastos com diárias e passagens, supostos alvos de cortes. Já em investimentos, os gastos caíram pouco mais de R$ 300 milhões na comparação com 2010. Os dados foram lançados no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que registra gastos federais, e foram pesquisados pela ONG Contas Abertas.

    blog coronel

  107. Chesterton said

    Uma das Grandes Contribuições Sociais do PT para o Povo Brasileiro
    ”Padrão da dengue está mudando”, para pesquisadora, doença já tem característica hiperendêmica no País
    POSTED BY SELVA BRASILIS

  108. Chesterton said

    Lula distribui
    R$ 61 bi para 27 países em 2 anos
    Somente nos dois últimos anos de seu governo, o ex-presidente Lula distribuiu mais de R$ 61 bilhões do contribuinte brasileiro para 27 países, a maioria na América Latina, sendo oito na África, para além de algumas das mais tenebrosas ditaduras, como Líbia, Síria e Irã. Parte expressiva dos recursos saiu do Brasil por meio de financiamento do BNDES, para obras tocadas por empreiteiras favoritas do governo.

    04/04/2011 | 00:00
    Perplexidade
    A lista dos 27 países aos quais Lula deu dinheiro causou perplexidade nos senadores, até nos governistas, da Comissão de Assuntos Econômicos.

    04/04/2011 | 00:00
    Mão grande
    A indignação dos senadores também decorre do fato de que os R$ 61 bilhões terem deixado os cofres públicos sem autorização do Senado.

    04/04/2011 | 00:00
    ‘Desembolsos’
    Oficialmente, o BNDES admite “desembolsos” de US$ 1,2 bilhão na América Latina e de US$ 906 milhões na África. Ou R$ 3,38 bilhões.

    04/04/2011 | 00:00
    Primeiro eles
    Os R$ 61 bilhões destinados por Lula aos 27 países em dois anos é um valor superior à soma das transferências para os Estados, no período.

    claudio humberto

  109. Elias said

    “Os bancos estão endividados, como o governo, e por isso há pouco crédito e com spreads altos.”

    Os bancos estão endividados?

    Doido!

    Onde e quando esse maluco já viu um banco que não estivesse endividado?

    Banco é dívida, caceta!

  110. Elias said

    “…o mercado acha que o país não conseguirá fazer o ajuste necessário…”

    Por “mercado”, entenda-se: o mercado financeiro, o pessoal da ciranda. A canalha. A gentalha que não produz uma lâmpada queimada, e vive da especulação. Em duas palavras: os parasitas.

    Quando foi que essa gentalha já operou com base em uma expectativa otimista ou, pelo menos, realista, em qualquer país ou qualquer época?

    Para esses parasitas, quanto pior melhor, sempre.

    Um operador da Bolsa de Nova Yorque exemplificou:

    1 – Quando da primeira invasão americana do Iraque, eles investiram pesado no petróleo, na expectativa de que Saddam Hussein incendiasse os poços do Kwait e do próprio Iraque. Eles torciam: “Vai, Saddam! Faça logo o que você tem que fazer…”.

    2 – No 11 de setembro, a primeira coisa que os operadores, incluindo esse de quem eu falo, pensaram, foi: “Meu Deus, o preço do ouro vai explodir…”. Não pensaram nas vítimas, nas repercussões daquilo sobre a vida de meio mundo. Nada! Pensaram na cotação do ouro.

    Pra essa cambada de parasitas, qual o melhor cenário brasileiro? É o país se arrebentar, claro! É com essa hipótese que eles ganham mais. É nisso que eles têm que apostar.

    Eles apostaram nisso em 2002/2003, com o apoio de alguns barões da “grande” imprensa, que mandaram seus bate-paus fazer palestras pelo mundo afora, dizendo que o Lula fracassaria; que dentro de um ano a estabilidade econômica brasileira escorreria pelo ralo, que a inflação voltaria com tudo, etc, etc.

    Quebraram a cara!

    Em 2008/2009 novamente apostaram no fracasso. Diziam que a crise econômica mundial se abateria como um tsunami sobre a economia brasileira (ao rebater essa “brilhante” análise, Lula disse que, para o Brasil, a “onda gigante” seria uma marola…).

    Quebraram a cara!

    Agora, lá estão as Cassandras depravadas azarando o país de novo, tentando vender seu peixe podre de sempre.

    E lá está, com eles, a “grande” imprensa brasileira, outra vez de novo, feito a prostituta de sempre, sentada no colo dos mesmos falsos profetas do apocalipse (não tem nada de PIG: é só uma prostitutazinha, das mais vagabundas).

    Gentalha…

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