políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Mensalão do PT: Freud explica

Posted by Pax em 04/04/2011

O mensalão do PT voltou ao noticiário. Exatamente o que um grande número de indiciados não queria. O plano era que tudo caísse no esquecimento da sociedade e na prescrição dos trâmites legais.

A edição da revisa Época deste fim de semana trouxe à tona o relatório final elaborado pela Polícia Federal sobre o caso que desmoronou a máscara petista de um partido diferente do status quo da roubalheira institucional do dinheiro do povo brasileiro.

Delúbio Soares e José Dirceu não devem ter passado um excelente fim de semana. Seus planos, provavelmente, iniciam a semana precisando de revisões.

A anatomia do valeriodutoRevista Época

ÉPOCA obteve o relatório final da Polícia Federal sobre o caso do mensalão. Ele revela que o dinheiro usado por Marcos Valério veio dos cofres públicos e traz novas provas e acusações contra dezenas de políticos

Mensalão, uma tatuagem – Cristina Lobo – G1 – O Globo

A divulgação de relatório da Polícia Federal sobre o caso do “mensalão”, atestando que houve desvio de dinheiro público por meio do fundo VisaNet, do Banco do Brasil, põe um balde de água fria nas pretensões de muitos dos citados que já se preparavam para retomar seus projetos políticos, deixando para trás as marcas do maior escândalo dos oito anos do mandato de Lula.

PPS quer agilidade em apuração de denúncias sobre mensalão; PT nega fato novoAgência Brasil

Anúncios

253 Respostas to “Mensalão do PT: Freud explica”

  1. Patriarca da Paciência said

    Eu, de minha parte, acho ótimo que tudo venha à tona.

    Que sejam apuradas as responsabilidades do José Dirceu, do Delúbio etc.

    Mas que sejam apuradas também todas as mazelas do sistema eleitoral brasileiro.

    Como disse o Arruda – No DEM, quem não recebeu ajudada de mim, recebeu do Kassab.

    E cita até o Marco Maciel e o digno Cristóvão Buarque.

    Não acredito que, dentro do quadro político brasileiro, haja alguém totalmente isento da mazela.

    O tal financiamento de campanha precisa ser modificado e urgente.

  2. Pax said

    A questão, caro Patriarca, é que hoje como ontem, há inúmeros procurando autoimunização com o artigo mais cobiçado e necessário neste caso, o tal do Politetrafluoretileno.

    Só que o produto foi amplamente utilizado onde era mais necessário. E agora está em falta, ou, em outras palavras, não tem a mesma atuação que teve no seu destino maior.

    E é aí que mora o perigo, amigo traído vira amigo traíra. E boca mole faz um estrago danado.

    Esta história, como tantas, macula coisa pra caramba. Sim, claro que o Arruda falou uma enorme verdade. Mas, cá entre nós, precisavam se igualar neste quesito também? E dessa forma?

    É duro de ver. A foto lá na revista é do Lula caminhando com o tal do Freud que não é o Sigmund. Sim, isso mesmo. Colocaram o tal “pai da psicanálise partidária brasileira” caminhando com o futuro presidente do Partido dos Trabalhadores, sem ao menos tomar cuidado para saber quem é que pagava o cidadão? Foi isso mesmo. A coisa subiu tanto na cabeça que neguinho cometeu os erros mais primários que a embófia, a empáfia faz os homens cometerem. E o tombo foi grande. Caiu a bandeira toda. Safam-se um e outro, safa-se o mito que utilizou o Politetrafluoretileno à exaustão, mas o partido não se safou não. Digamos a verdade que faz bem para a saúde de todos.

    Caramba, quanto amadorismo ou quanta competência para jogar na lama…. me lembrei do nosso famoso samba… “diz o dito popular, morre o homem, fica a fama”. Pois bem, acho que não há frase melhor. Morreu o homem e ficou a fama. Foi-se um partido, ou um discurso que não pode jamais ser usado novamente. Pegando o ganho do exemplo citado, o PT do esquema cujo operador era Delúbio, sob este aspecto é exatamente igual ao DEM cujo operador era o Arruda, e exatamente igual ao PTB do Jefferson, igual ao PR do Valdemar da Costa Neto, igual ao… _____(preencha com qualquer nome de partido brasileiro com muita fama de corrupção)_____

    Triste.

  3. Patriarca da Paciência said

    Pois é, Pax,

    O José Dirceu sempre tem dito que quer ser julgado o mais depressa possível.

    Até hoje, a única “prova” apresentada contra o José Dirceu é a acusação do Roberto Jefferson.

    Em cima dessa única acusação, a imprensa tem feito o maior estardalhaço, chamando o José Dirceu de chefe de quadrilha etc.

    Que o José Dirceu seja julgado dentro das boas normas do direito e que todos acatem a decisão que sair da justiça.

    Esta é a minha opinião.

    Você viu o último post do Catatau?

    A coisa está pesando muito para o lado da imprensa também.

    E hoje a TVE exibe um documentário sobre a “Revolução” de 64 no qual relata que não existe a menor dúvida sobre a participação dos Estados Unidos no golpe militar brasileiro.

    É isso aí.

    Vamos encarar a verdade de frente!

  4. Catatau said

    Olá Pax!

    A questão urgente me parece estar em torno dessa passagem: “um partido diferente do status quo da roubalheira institucional do dinheiro do povo brasileiro”.

    Como podemos viver em um país no qual não há partido algum “diferente do status quo da roubalheira”?

  5. Pax said

    Caríssimo Catatau,

    Esta é a mesma pergunta que faço com frequência sem saber a resposta. Se quisermos andar um pouco na discussão há pontos que vimos discutindo por aqui e que me parecem super válidos:

    – A participação da sociedade é praticamente nula, afastou-se da política que dança uma valsa qualquer num país de samba. Onde vai parar? Ora, para nessas coisas que vemos por aí, de Tiritica, Bolsonaro, Maluf, Sarney, Renan, Paulinho da Força, Eduardo Azeredo, Arruda, etc etc etc.

    – Numa esquizofrenia absoluta dos partidos brasileiros. Hoje inexiste qualquer essência maior nos partidos. Como defender um partido como o PT que se diz social democrata e se coliga com o coronelato parecendo gostar e muito deste jogo? Não só se coliga como coloca seu maior expoente à frente das câmaras de televisão para dizer que o tal homem “não pode ser julgado como uma pessoa qualquer”. Foi-se o partido. Alguma dúvida aqui?

    – Ainda sem fugir do ponto acima, não chegamos nem a entender as forças que estão em questão, no cenário da disputa. Um bom exemplo é saber se existe alguma destas que defenda o liberalismo? Existe alguma defendendo o socialismo (tirante os bobalhões de plantão do PSTU que mais parece a IURD partidária brasileira)? Existe mesmo quem que possa defender a social democracia sem que seja a social democracia que o DEM do Arruda, Agripino e sinhozinho Maia dizem que defendem ou que o PMDB do Renan, Sanry, Jucá etc também dizem? Em outras palavras basta ver a loucura generalizada que se tornou a tal avalanche, ou desmonte, da oposição brasileira. É um tal de coronel se autoproclamar socialista desde criancinha que ninguém entende mais nada. Aliado a gente com fundamento social democrata que achou no esgoto o caminho para prosseguir na vida, cujos casos mais clássicos são o FHC e o Lula.

    Ou seja, caro Catatau, há dias que não vejo com bons olhos o que rola por aí não.

    A situação está com processo de putrefação em adiantado estágio e a oposição, ainda pior, se desmantela.

    O que entendo é que alguns de nós ainda tenhamos uma maior ou menor simpatia por A ou B partido, ou por Fulano ou Cicrano nomes, mas pensar em partido que tenha uma diferenciação acho um tanto difícil, infelizmente.

    E agora a melhor parte, que é devolver a pergunta: como você vê o que rola nesta questão?

  6. Catatau said

    Olá Pax!

    Pois então, parece-me (falando bem rapidamente) algo semelhante ao que você levantou: se “não chegamos nem a entender as forças que estão em questão”, a tarefa é entender as forças que estão em questão, denunciar seus pontos de aplicação e fazê-las responder pelo que fazem.

    O que é um trabalho muito difícil porém muito interessante, pois entender as forças que estão em questão é pegar cada caso particular e denunciá-lo até as minúcias, cobrando daí as consequências (por ex. jurídicas) últimas. Enfim, é fazer com que o brasileiro seja consequente com o que faz. Porque, se o brasileiro não é consequente, se as leis no Brasil são sempre relativas a privilégios, qual estatuto damos à nossa relação com nossa terra, visto que aqui ela é um país (tem leis e normas por exemplo) e ali não (reinando os vínculos pessoais, o jeitinho e afins)?

    Enfim, taí algo que para um jornalista por exemplo seria da ordem da vez. Mas aí volta a pergunta: se não é da ordem da vez para jornalistas, se não há publicidade nisso, isso também envolve pontos de aplicação que devem ser entendidos, etc. etc….

  7. Catatau said

    Darei um exemplo: hoje, no PR, assumiu como deputado o irmão daquele outro deputado, que, bêbado e com carteira cassada, causou a morte de duas outras pessoas.

    Esse irmão foi contratado naquela época em vínculo de nepotismo. Hoje ele era suplente de outro deputado, então assumiu legalmente a função. Mas caberia, com muita propriedade, perguntar: ele não deveria prestar contas de sua contratação anterior dentro de uma política de anti-nepotismo? Todos os presidentes da Assembléia anteriores “fizeram” campanhas contra isso. Mas veja, se no discurso a campanha foi feita, na prática não.

    Isso DEVE ter implicações. Pois, se a implicação não é a desse pessoal se responsabilizar pelo que diz, qual é então? Aí está a pergunta que deve ser respondida, eles deveriam ser constrangidos a responder isso, sob pena de precisarmos, todos, constatar que o Brasil tem tais e tais implicações nas quais alguém pode ser perfeitamente impune, ser um político e não dar a mínima para as próprias palavras etc. etc…. E aí precisaríamos, nós, responder sobre que tipo de país vivemos.

  8. Pax said

    Sei bem de quem você está falando, caro Catatau: este blog tem uma pequena coleçao sobre este famigerado https://politicaetica.com/category/fernando-ribas-carli-filho/

    A questão é bem essa, querendo entender que estamos falando a mesma língua. O Brasil, de tanto dar porrada nos pilares institucionais, executivo, legislativo e judiciário, tem um caminho muito esquisito pela frente.

    Melhoramos? Claro que sim. Temos certeza para onde vamos? Claro que não.

    Tem horas que vejo o Brasil como uma social democracia nórdica, daqui uns 100 a 150 anos, num processo de aprendizado custoso etc etc, mas que tem um rumo definido… mas tem horas que vejo o Brasil como um desses países que hoje estão com a população desorganizada, sem muito rumo, mas com uma única certeza: não querendo a continuidade do status quo, como nestas revoluções que estamos presenciando de países árabes no Oriente Médio e Norte da África.

    Confesso que há noites que durmo e tenho pesadelos que o Sarney assumiu de vez o manche do país, com o Edison Lobão de seu fiel escudeiro, o Renan como chefe da tropa de Elite e que nossas mulheres saindo às ruas de burca pedindo essas cabeças.

    Caramba!

  9. Chesterton said

  10. mona said

    A respeito do assunto, seria interessante dar uma passadinha no blog do nassif, para verificar como os militantes o pt que enxameiam por lá tratam a questão.
    Um resumo bem resumido:
    1) Lula não sabia de nada;
    2) o PT só fez o que o resto dos partidos do País vêm fazendo há 500 anos (só esqueceram de pontuar que o PT apareceu no espectro político como um partido contrário a todas essas práticas nefastas…);
    3) Mesmo que o mensalão tenha existido (há uma dúvida atroz entre o pessoal), isso não importa frente ao maravilhoso governo que houve…
    Ou seja, tudo é relativo: o roubo, a corrupção, a safadeza.
    O que é absoluto é a cara-de-pau desses pulhas. Arghhh!

  11. Catatau said

    Mas aí volta o problema do Pax, do “entender as forças”.

    “Se o mensalão existiu” (heheh) não se trata nem de negá-lo nem de justificá-lo. A pergunta é: como ele foi necessário? Independente do que é ou deveria ser o PT, de algum modo, dentro das estratégias isso tudo desempenhou funções. É interessante ver não apenas o Bob Jeferson, mas também o Zé Dirceu, dizendo isso algumas vezes, ou algo que o evoca: o PT utilizou estratégias, os fins justificaram (segundo eles) os meios.

    Mas aí que está: não parece haver mais muito ganho dizer o que deveria ou não “ser” o PT “puro” “em si mesmo” ou não (mesmo quem é contra o PT entra na armadilha: então quer dizer que, se não for o tal PT “puro”, não há mais partido no Brasil?). Mas parece ter todo ganho tentar entender como, sendo o que foi e o que é, o PT articulou suas forças junto às outras forças existentes no Brasil para haver governabilidade, e quais os efeitos disso. Entender esse “como” ajuda a entender não apenas o PT, mas o Brasil e os governos passados e futuros.

  12. iconoclastas said

    interessante é que sobre o maior beneficiado não há palavras…

    ;^))

  13. Chesterton said

    “Se o mensalão existiu” (heheh) ..

    chest- testemunho canalha.

  14. iconoclastas said

    houve assalto ao caixa do estado e nego culpa o sistema de financiamento de campanha, o sistema partidário e etc!?!?

    e isso lá é assunto político?!

    é caso de polícia e cana para essa gangue, e tem que enquadrar o picareta que mais se aproveitou disso.

    ;^/

  15. Pax said

    Confesso que não entendi bulufas que a Carta Capital quis dizer. E nem tive saco de ler tudo, de tão confuso.

    Todo caso, para quem tiver saco, aqui vai:

    http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/epoca-dantas-mensalao

  16. Pax said

    Peço perdão, mas essa não dá pra deixar passar. Chega a ser comovente para quem gosta do Brasil ver a dedicação e patriotismo com que o Edison Lobão, o filhote do José Sarney, batalha pelos interesses do povo brasileiro.

    Só que…

    Com uma empresa privada!

    Não bastasse o PMDB tomar de assalto um naco significativo do Brasil através de suas estatais, e quase tudo sob a batuta do grandíssimo brasileiro José Sarney, aquele que só pensa no povo e nos interesses maiores da nação brasileira, agora o pessoal resolveu vir a público e dizer o que a iniciativa privada precisa fazer para o bem estar da pátria.

    Era só o que faltava.

    Vale precisa contribuir mais com desenvolvimento do país, diz Lobão
    Segundo ministro, produção de aço no Brasil é ‘conveniente’ e ‘necessária’.
    Sucessão na Vale será tema de reunião de acionistas nesta semana.
    Do G1, com Reuters

    http://g1.globo.com/economia/noticia/2011/04/para-lobao-ideia-e-ter-vale-alinhada-e-colaborando-com-governo.html

  17. Mona said

    Pax,
    você anda tão revoltado… kikiaconteceu, baby? O mensalão já tem uns bons 6 anos, a ingerência (ou tentativa de) por parte da corja governamental em empresas antes estatais (Embraer, Vale) também não é de hoje. O que há de novo?

  18. Chesterton said

    he woke up…vai virar um anti-petista hidrófobo.

  19. Olá!

    Não demora muito e aparece um daqueles esquerdistas dizendo que a matéria da revita Época é coisa da tal imprensa golpista e coisas tais, sendo que foi a própria Polícia Federal que investigou e buscou as informações sobre o Mensalão.

    E o Pax caindo na real. . .

    Patriarca da Paciência, quem acusa o Dirceu por formação de quadrilha é o Ministério Público Federal ou a Procuradoria Geral da República. Veja aqui.

    Hehehehehe. . . O Mensalão aí sendo desvendado e analisado com mais detalhes e vem cidadão dizer coisas sobre a imprensa brasileira e sobre a mais do que evidente participação americana no Golpe de 64?

    Detalhe: Não foi a imprensa brasileira e nenhum cidadão americano que roubaram o nosso dinheiro para colocar lá nas criminosas e corruptas tubulações do Mensalão.

    Catatau,

    “A questão urgente me parece estar em torno dessa passagem: “um partido diferente do status quo da roubalheira institucional do dinheiro do povo brasileiro”.

    Como podemos viver em um país no qual não há partido algum ‘diferente do status quo da roubalheira’?”

    Simples, ora: Foi com essa idéia de “honestidade do político petista e/ou da gestão do PT” que o PT, até um tempo atrás, buscava vender o seu (dele) peixe político.

    uma entrevista da Marilena Chauí que evidencia isso muito bem (vídeo):

    Lourival Santanna: Professora, nesse início de conversa eu fiquei com uma sensação de que se, no ano que vem, a Marta Suplicy, por exemplo, só uma hipótese, fosse eleita a prefeita de São Paulo, a senhora poderia tentar um convite. E, junto com isso, como é que a senhora avalia o benefício que o PT pode ter com o que está acontecendo hoje em São Paulo… essa espécie de expurgo, essa depuração que começa acontecer em São Paulo?

    Marilena Chaui: Então, para a sua primeira pergunta, a resposta é não. Eu, efetivamente, sou uma intelectual. Sendo uma intelectual, eu considero que a melhor maneira de se participar da atividade política é através de intervenções públicas, debates, polêmicas, participação nas atividades de discussão do partido, mas eu não tenho nenhuma vocação para atividade administrativa. Foi um sacrifício para mim, foi muito complicado, foi muito difícil e não é o meu lugar. Eu não faço nem com gosto nem com prazer. Com relação à segunda pergunta, eu diria que é a sociedade inteira que se beneficia com o que se passa nesse momento de revelação das condições das várias constituições em São Paulo. Eu penso que o PT se beneficia, porque mesmo nos períodos mais complicados da gestão da Luiza Erundina uma coisa nunca foi posta em dúvida, pela direita, pela esquerda, pelo centro, nunca: é a honestidade de um governante petista e a maneira como ele trata a coisa pública, efetivamente como uma coisa pública. Então, eu penso que a situação atual, ela beneficia o PT, ela faz com que seja recordada, relembrada e recuperada essa marca petista que é a honestidade política, a honestidade pública, a honestidade administrativa.

    Em qual planeta você vive, Catatau?

    O Mensalão foi o maior e o pior esquema de corrupção da história política do nosso país e por uma razão bastante óbvia: Acima de tudo, o Mensalão representou a destruição de um dos pilares fundamentais que regem uma democracia republicana: A separação entre os poderes. O Mensalão consistiu, basicamente, no uso de corrupção e suborno para comprar políticos do Congresso para que eles votassem de acordo com os desejos do Executivo, sendo que, como agora fica provado, o dinheiro utilizado nesse esquema é dinheiro público.

    É o tipo de coisa que arruína as bases fundamentais sobre as quais um país se sustenta.

    Depois vem gente igualar os mensaleiros com os social-democratas escadinavos.

    Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  20. Carlão, o retorno said

    Herança maldita

    O Ministério das Relações Exteriores analisou os 328 passaportes emitidos sob o critério da “excepcionalidade”, uma área nebulosa da lei, entre 2006 e 2010. Os procuradores concluíram que apenas os sete documentos concedidos a parentes de Lula foram emitidos de forma ilegal.

    Se os passaportes não forem devolvidos, o Ministério Público Federal afirma que vai recorrer à Justiça contra os parentes de Lula. Na época do escândalo, Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presiente, disse que iria devolver o passaporte diplomático. Mas não o fez.

    vai dar em nada lula é inimputável, pois não sabia de nada,como sempre…

  21. Catatau said

    Marcelo, você não entendeu. Enfim, está ali para reler.

  22. Chesterton said

    Catatau, o terrorista obscurantista da internet. Nada diz, e se alguem reclama, ele alega que o cara não entendeu.

    d’après Fucô.

  23. Chesterton said

    RIO – O escritor e cartunista Ziraldo foi condenado por improbidade administrativa na realização de um festival de humor no Paraná, em 2003. A sentença, emitida em 31 de março pela 2ª Vara Cível Federal de Foz do Iguaçu, condenou 11 dos 13 organizadores do festival – entre eles, o cartunista e seu irmão, Zélio Alves Pinto. A ação foi movida pelo Ministério Público Federal e acusa a organização do primeiro Festival do Humor Gráfico das Cataratas do Iguaçu (FestHumor), bancada por verbas municipais e federais, de ter feito contratações sem licitação, além de pagamentos em duplicidade (remuneração dupla por um único serviço). No processo, consta ainda uma acusação de desvio de verba em uma ação para promoção do turismo em Foz do Iguaçu, custeada pela prefeitura da cidade. As informações são do site G1

    chest- isto é corrupção!!!

  24. Olá!

    Catatau, vamos ao seu excerto:

    “A questão urgente me parece estar em torno dessa passagem: ‘um partido diferente do status quo da roubalheira institucional do dinheiro do povo brasileiro’.

    Como podemos viver em um país no qual não há partido algum ‘diferente do status quo da roubalheira’?”

    Eu entendi a sua consideração. Você estabelece uma espécie de fatalismo na política brasileira: Como o próprio status quo é corrupto, logo, os partidos políticos também o são, já que os próprios partidos compõem esse status quo.

    O problema é que, apesar desse suposto status quo, os petistas pregavam a idéia de que o partido deles era diferente, como a própria Marilena Chauí colocou na entrevista dela.

    Há uma diferença entre o que você colocou nas suas palavras e o que o PT fez/faz na prática.

    O Brasil não é um desenho do Hanna-Barbera.

    Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  25. Chesterton said

    não perca seu tempo.

  26. Pax said

    A mim parece que o problema é bem maior que parece, caros. Esta é uma chaga, uma infecção generalizada.

    De forma alguma tento justificar o que o PT fez, seu processo de enlamaçamento. Aqui entendo e concordo com o caríssimoMarcelo Augusto em #19 ao colocar a entrevista da Marilena Chauí que invoca à marca petista oa atributos da honestidade política, da honestidade pública e da honestidade administrativa.

    Mas discordo logo na sequência, quando afirma que

    O Mensalão foi o maior e o pior esquema de corrupção da história política do nosso país e por uma razão bastante óbvia: Acima de tudo, o Mensalão representou a destruição de um dos pilares fundamentais que regem uma democracia republicana: A separação entre os poderes.

    Senhores, esta questão do executivo comprar o legislativo não é de hoje, nem do governo passado, nem mesmo teve sua pia batismal neste país ou mesmo neste milênio. Isto é fato.

    O Mensalão do PT, pelo que me falaram petistas, foi uma enorme cagada que o próprio Zé Dirceu quis evitar. Segundo esta minha fonte o Zé Dirceu, logo em 2003, disse que o primeiro governo Lula deveria chamar o PMDB para dividir o poder (e, claro, as roubalheiras). A turma não quis, achou que poderia ficar com os apoios pulverizados comprados a granel. O esquema foi montado e deu no que deu. Só que este esquema, vamos combinar, não foi inventado à ocasião. Foi é muito mal feito, uma cagalhofança sem tamanho, isso sim. Ainda segundo esta fonte, o Zé Dirceu seria um “homem de partido” e por isso segura a rabuda calado. (nesta parte acho minha fonte muito romântica, mas ele insiste neste ponto).

    A jurupoca piou, a oposição quis derrubar o Lula, foi o escarcéu que foi. Não derrubou porque? Ora, porque a oposição nunca foi santa, todo mundo deve neste reino de Ali Babá. Só que a cagada amadorística que o PT fez foi tamanha que a oposição chegou a ensaiar uma derrubada de Lula em 2005.

    O resto sabemos, deu no que deu, acomodaram-se os ladrões sentados à direita, acomodaram-se os ladrões sentados à esquerda, deram uns agrados para outros sentarem ao centro, a pilhagem foi melhor equacionada e tudo se acalmou.

    O resultado final? Bem, vamos lá….

    a) a oposição nunca mais teve força para fazer nada, de lá pra cá só diminui e se dermoraliza

    b) o PT foi para o brejo moral e nunca mais saiu, muito ao contrário, só afunda mais e mais

    c) o PMDB ganha, a passos largos, as sesmarias brasileiras para seu bel prazer e a pilhagem nacional sai dos cofres do povo que mal sabe ler e escrever para os velhos coroneis de sempre.

    d) alguma melhora, sim, na sociedade, na economia, o pouco que não se desvia e se aplica na camada mais grossa da sociedade brasileira faz a roda rodar

    e) no fundo, no fundo, na real, continuamos um país manipulado pelos coronéis, taí o bigodão que não me deixa mentir.

    f) e o PT, aquele partido que a Chauí lá em cima bradava, virou piada pronta, a meu ver sem retorno, só existe mesmo porque o que tem na concorrência é igual ou pior.

    Isto posto, depois desse alongado raciocínio, acho que o meu caro amigo e colega Catatau tem um ponto, sim senhor!

  27. Elias said

    “O Mensalão foi o maior e o pior esquema de corrupção da história política do nosso país…” (Marcelo)

    Nem “maior” nem “pior”, Marcelo Augusto.

    No quesito “maior”, poderia citar, p.ex., o que aconteceu no setor hidrelétrico, seguidamente denunciado por Eliezer Batista — que não é, propriamente, um esquerdista, certo? — e que jamais foi objeto de uma minimíssima investigação jornalística, ou do TCU, ou do que quer que seja (há algum tempo, havia uma aposta sobre quem acertava quanto meses mais de vida teria o doido que se atrevesse a investigar o assunto: uns diziam “6 meses”, outros cravavam em “2 meses”, e por aí afora).

    Coisa de porrilhões de dólares, Marcelo. A porrada foi tão grande que, ainda hoje, mais de 40 anos depois, ainda influi no valor da sua conta de energia elétrica. Até hoje você paga por isso, Marcelo (assim como eu e quem quer que pague conta de energia elétrica neste país).

    No quesito “pior”… bem, não tenho um “piorômetro”, mas acho que o mensalão, até pela duração, e pelo sub-quesito “impunidade”, perde um pouco a competitividade, diante da privataria, do acordão pra aprovação da emenda da reeleição, etc.

    Não que o mensalão seja menos grave. Só não é o “maior” nem o “pior”.

    Mas o fato é que o Mensalão ferrou com a reputação do PT e, de quebra, deu uma muleta pros políticos da oposição, que só não fazem melhor com isso porque são ladrões tanto quanto ou mais.

    Tomara que o seu Joaquim faça o que tem que ser feito. Que ele meta com areia em quem deixou o fiofó ao vento, quando se meteu nesse esquema. Isto inclui, evidentemente, políticos dos demais partidos, entre os quais o PSDB.

    Por ora, a festejada prostituta mais conhecida como “grande” imprensa brasileira tem carniça à vontade pra se regalar.

  28. Elias said

    Outra grande bobagem é imaginar que, pra dar certo, o Brasil precisa de um partido honesto e incorruptível. Ou de uma liderança política honesta e incorruptível.

    Pura flatulência!

    O pessoal que pensa assim é, na verdade, a turminha com consciência de rebanho. No fundo, essa gente quer um “boi de cabeceira”. Um líder pra tocar a boiada. Um ditador. Que acaba se revelando tão ou mais ladrão que seus antecessores.

    Seria uma pena se o Brasil se deixasse engabelar por esse tipo de rebotalho humano.

    A Itália pós-II GM nunca teve um partido que fosse flor que se cheirasse. A polícia, corrupta. O judiciário italiano era podre até à medula.

    E, no entanto, o país tirou o pé da merda, sem pedir penico a nenhum salvador da pátria.

    A resposta está na sociedade.

    Numa democracia, nenhum partido político se depura sozinho. Até porque a banda podre costuma controlar as instâncias partidárias e, assim, garante sua sobrevida dentro da agremiação.

    Agora, quando a sociedade resolve separar o joio do trigo e passa a escolher mais criteriosamente em quem votar, independentemente de qual seja o partido, aí sim, a depuração político-partidária se estabelece.

    E, nesses casos, ela costuma ser impiedosa. Não livra a cara de ninguém.

    No Brasil, esse processo ainda não começou.

    Mesmo a turminha que mais brada em altas vozes contra a corrupção não convence o homem da rua. Não convence, porque é perceptível o interesse que está por trás dos berros contra a corrupção.

    O berrador é seletivo quanto ao corrupto que ele combate. Ele só é contra o corrupto do partido a que ele se opõe.

    Ao mesmo tempo em que combate a corrupção alheia, ele protege o corrupto de sua preferência política e ideológica.

    No fim, essas pústulas não só não contribuem para o combate à corrupção como ainda prejudicam o processo, porque tendem a desagregar aqueles que deveriam se unir pra lutar contra a roubalheira.

  29. Pax said

    Mas, caro Elias, por partes “as the big Jack, the ripper”:

    1 – não necessariamente temos que ter a Itália como modelo. Me permito querer outros, como as sociais democracias nórdicas, onde político e mordomia não moram sob mesmo teto etc. Ou modelos educacionais como na Coréia do Sul etc etc. Há muitos modelos que me parecem melhores que o Italiano, hoje às voltas com o maior corrupto da sua história recente, o papador de gatinhas menores de idade sob os efeitos do “rio pó”.

    2 – por estas e outras que este blog adora dar notícia para todo lado, muito diferente de alguns pseudoanalistas políticos, profissionais e muito bem remunerados, que só atiram para um lado, como você coloca no teu comentário #28 acima. Cá acredito que são é cabos eleitorais que berram tanto quanto mais recheiam seus bolsos.

  30. Pax said

    Aliás, por falar nisso, peraí que vou ali fazer um post sobre a máfia da merenda escolar que confirma o que a gente vem dizendo, que aquela música é perfeita, “se gritar pega ladrão, não fica um meu irmão”.

    A notícia envolve, de uma só tacada, Marta Suplicy, José Serra e Kassab.

    Um minuto, por favor.

  31. Catatau said

    Pois é, Freud explica bem sobre quem enxerga a própria incapacidade, limitação, impotência ou mesmo má vontade como obscurantismo alheio :D (caso se discorde de Freud, há psicofármacos à escolha, basta pedir indicação de algum colega ;D)

    Mas, voltando ao universo das pessoas que se comunicam: Obrigado Marcelo pelo cordial comentário. Pois então, ainda parece que você não compreendeu a bola cantada.

    No caso da passagem que você citou (e eu a tirei do Pax, tentando pensar com ele a questão colocada por ele – enfim, há na net gente que queira conversar), não estou admitindo ou não fatalismo da política brasileira e nem tentei defender o PT. Chamei, aí sim, a questão ao fato de que o PT é um “player” dentro de um universo maior que é o da política brasileira. Daí o Pax trouxe algo legal (esse universo maior é anterior ao PT e permanece existindo, quer exista o PT ou não) e também o Elias (boa parte das avaliações do que ocorreu vem de gente impotente, leitorzinho de revista Veja rosnador e frustrado com a vida, esperando o Grande Homem Honesto da Salvação). Nesse sentido, duas coisas:

    Em primeiro lugar, não há muito lucro em ficar no jogo das picuinhas dos homens mais ou menos honestos, mais ou menos afins a uma idéia abstrata da honestidade partidária ou algo que o valha. também não há muito lucro em ficar discutindo se tal coisa existe ou não. E também não há ganho algum em tentar justificar os fins pelos meios, usar o argumento “ele roubou mas é honesto” ou qualquer coisa que o valha. Tentei chamar a atenção ao fato de que é necessário, no mensalão ou em qualquer outro escândalo (e aí discordo: penso que o mensalão não é o “maior” escândalo do brasil, mas um dos maiores escândalos VISÍVEIS e mui oportunamente reforçado por muitos jornais bastante interessados em ganhar com o escândalo), apurar não apenas o que ocorreu, mas quais os propósitos estratégicos do que ocorreu, visto que, pelo que o Pax enunciou, parece que sem a tal fama alardeada do PT, “não há partido diferente do status quo da maioria”.

    Em segundo lugar, aí está o problema: SE o status quo é o da roubalheira, ENTÃO como é que eu, você, o Pax, todo mundo enfim, admite viver em um país de roubalheiras sem fazer com que os roubalhões respondam pelo que fazem? Essa é a questão que chamei a atenção. Admitindo a existência da tal roubalheira, há nela um conjunto de funções específicas. Há, sei lá, toda uma “maquinaria” (ou qualquer outro nome à escolha) que faz a roubalheira funcionar. E tal “maquinaria” continua funcionando quer eu ou você achemos um político ou um partido “honesto”, quer não.

    Essa me pareceu a boa questão. De um lado, é incrível ver por exemplo algumas falas nas quais Zé Dirceu comentou o ocorrido quase como um estrategista comenta sobre a guerra; pelo menos me parece que, em algumas falas, o Dirceu não entrou em méritos de honestidade ou não, mas colocou algo do tipo “visto que o Brasil é como é, o PT fez tais e tais coisas para chegar a tais e tais fins”. Se eu ou você achamos isso feio, pouco importa. Há aí um elemento REAL, EFETIVO, no qual o PT certo dia funcionou de tal jeito, se articulou com tais elementos, fez tais coisas para atingir tais fins. Isso é que é o importante saber. Sob pena de eu, você ou qualquer outro vivermos em um estranho lugar, que na fachada é um “país” com leis e o escambau, mas na realidade é uma “roubalheira”.

    Vejo um mesmo conjunto de problemas no mensalão, na visibilidade que a imprensa deu a ele e também, sei lá, em qualquer outro evento no qual há corrupção ou coisa errada no Brasil, por exemplo a mulher ontem vendo o policial matar o bandido no cemitério. “Honestidade”: na avaliação de como as coisas funcionam, tem valor nulo.

    E dizer que o problema é exclusivo do PT, isso sim é Hannah Barbera, é história pra boi dormir. Quer eu ou você ou qualquer um queira, quer não. Enfim, era isso!

  32. Catatau said

    Aí que está, o Pax disse: “máfia da merenda escolar”. Se vou daqui da minha casa à escola aqui perto, passo pela máfia dos radares, pela dos postos de gasolina, sei lá, possivelmente por algum esquema dos policiais, dos flanelinhas, dos pedintes do estacionamento, do político com o carro chique logo ao lado, das licitações criminosas do transporte público, da arrumação das estradas, da obra sendo implementada…

    Vamos brincar de lógica: o mensalão tem com todos esses esquemas um vínculo necessário e suficiente; já esses esquemas todos tem com o mensalão um vínculo necessário, porém não suficiente :o)

  33. Pax said

    E a reforma política está em curso no Senado e….?

    Lista fechada ajudaria neste problema? Voto distrital? Distrital misto? Como mesmo envolver a sociedade nestas questões e mitigar um pouco a roubalheira generalizada com a cobrança dos olhos atentos do povão? Cá entre nós, alguém já viu uma reforma política tão mequetrefe como esta?

    Aqui mora um ponto onde a oposição tem um excelente ponto (abusando do trocadilho): porque Lula, com 84% de aprovação, com o Congre$$o totalmente $ob controle, não fez a reforma política?

  34. Elias said

    Pax,

    Mencionei a Itália como exemplo de um país que consegue melhorar, mesmo com partidos políticos que não se destacam pela honestidade.

    Diferentemente dos países nórdicos a que você se referiu, que não têm lá muita tradição em roubalheira, pelo que sei.

    Não alimento ilusões quanto a que o Brasil um dia chegue ao menos perto dos países nórdicos, em termos de honestidade.

    Aqueles testes da “carteira perdida” são um excelente indicador.

    Quanto à reforma política, lá vai meu achismo:

    1 – Se Lula tentasse, perderia o apoio que tinha no Congresso.

    2 – Dilma tem uma grande oportunidade agora, em 2011. Em 2012 haverá eleições municipais e, a partir de 2013, Dilma começará a cuidar da reeleição.

    3 – A coisa só tem chance de melhorar se a reforma política for feita por uma Revisora Constitucional Exclusiva. Se for feita pelo Congresso, ficará a lesma lerda.

    4 – Problema: falta de discussão sobre o assunto. O brasileiro mal sabe da importância de uma reforma política para o país, hoje. Muita gente que tem a noção dessa importância, não tem opinião formada sobre: (a) fim do monopólio partidário da representação (sim ou não?); (b) voto distrital (sim ou não?); (c) barreira para partidos políticos (sim ou não? barreira na filiação ou na votação?); (d) lista partidária simples ou mista; (e) etc.

  35. Pax said

    Olha, caro Elias, eu já acho que sim, que podemos mirar nos exemplos dos nórdicos.

    Lá, do pouco que conheço, a coisa mudou a partir dos anos 50 do século passado. Ou seja, a história deles de moralidade pública tem algo entre 50 a 60 anos de vida.

    Nós mal começamos. E eu acho os brasileiros muito bons quando querem alguma coisa.

    Por isso faço este blog, por achar que se todos olharmos para as mazelas que a corrupção generalizada traz ao país, talvez consigamos mudar um pouco o rumo deste país. Claro que aqui não tem a menor significância, mas ao menos há um espaço onde o blogueiro aprende um bocado e que, em muitos casos, correntes opostas de pensamento se unem.

    E, a maioria das vezes que vejo se unirem aqui, é na ojeriza à corrupção.

    São os momentos mais prazerosos para mim, tenha certeza.

  36. Elias said

    Pax,

    Será muito melhor pra todos nós que você esteja certo, e eu, errado.

    Às vezes, esse tipo de discussão me faz lembrar um pouco do final dos anos 1970/início dos 1980. E olha que, naquele tempo, o que não faltava era debate sobre os rumos do país!

    Depois do debate, a birita, que ninguém era de ferro…

    Foi numa dessas biritadas pós-debate que perguntei a um ex-professor meu, que tinha acabado de proferir uma palestra sobre o assunto: “Tá bom: bipt-plum, ziriguidum! Neste momento, acabou a ditadura! A milicada voltou toda pros quartéis e declarou solenemente que a merda é toda dos civis. E agora? O quê e como a gente faz?”

    Resposta: “Bom, agora, vamos todos nos sentar em torno de uma grande mesa, e definir os contornos de uma sociedade democrática, menos corrupta, mais justa e próspera…”

    Achei graça e fiz o gesto com o dedo médio. Todos baixaram a porrada em mim. Todos achavam que, encerrada a ditadura, a Constituinte resolveria mais de 80% dos problemas do país. A posta restante sairia no mijo…

    Não suspeitavam que a Constituinte seria, ela própria, um problema a mais.

    O fato é que não havia um projeto de país em gestação. Sabíamos o que NÃO queríamos, mas não tínhamos a menor idéia do que queríamos.

    A meu pensar, é mais ou menos a situação de hoje.

    Não estamos nada satisfeitos com o desenho do sistema político, nem com os políticos, nem com a malha tributária, nem com…

    Mas, alguém tem uma vaga idéia de qual é a opinião majoritária do brasileiro a respeito de qualquer desses assuntos?

    São assuntos da maior importância para o país, mas que, hoje, passam ao largo da agenda do brasileiro. Fora de pauta!

    Mesmo a insatisfação com relação à corrupção não vai além da fulanização, geralmente a serviço de uma preferência político-partidária e/ou ideológica.

    Sei não…

  37. Pax said

    Bem, caro Elias, eu sei bem o que quero.

    E repito, minha pontaria está mesmo para as sociais democracias nórdicas.

    Altos serviços para os cidadãos gestados por um estado forte e atuante, de um lado. E, de outro, liberdade para empreendedores, bem ao estilo e vontade do que chamamos de liberalismo.

    Gostaria e muito de abrir uma empresa em 10 dias, fechar em 20, e não ter fiscal corrupto na porta. E tudo fácil.

    E a Educação, a Saúde e a Segurança muito bem garantidas pelo Estado. Sem que isso implique em impedir a iniciativa privada de investir nestas áreas também, desde que o oferecido pelo Estado nunca seja inferior ao oferecido pelas mãos particulares.

    Com três ou quatro definições destas, simples, teríamos um bom norte a seguir, quero crer.

  38. Chesterton said

    “Agora, só não estuda quem não quer estudar”.

    Dilma Rousseff, no programa de rádio “Café com a presidenta”,

    “Altos serviços para os cidadãos gestados por um estado forte e atuante, de um lado.”

    chest- estado prestador de serviços…ai, ai, ai.

  39. Chesterton said

    E eu acho os brasileiros muito bons quando querem alguma coisa.

    chest- para pedir, não tem igual.

  40. Chesterton said

    Seja de esquerda, leitor! Como nossos banqueiros!
    Abaixo, escrevo um texto sobre as distorções que transformaram a palavra “direita” num anátema. Pois é, leitores… E se a gente desse uma de safo, hein? Não de safado ideológico, que esse espaço já está muito congestionado, ainda que fosse a nossa inclinação.

    Defendo que nos convertamos todos à esquerda!

    Eu explico: quando alguém lhe perguntar qual é a sua no espectro ideológico (que coisa antiga!), você pode responder:
    “Ah, defendo os direitos individuais, a liberdade de expressão, a democracia representativa, o estado de direito, a pluralidade política, a economia de mercado, o estado enxuto, o direito de propriedade, menos impostos para aumentar o empreendedorismo… Sou, em suma, um esquerdista legítimo!”

    Com alguma sorte e um pouco de talento — não necessariamente seu, mas nós também defenderemos o direito de herança!!! — você acaba banqueiro, dá pinta na lista de bilionários da Forbes, mas continua, sem sombra de dúvidas, um legítimo esquerdista!

    E ainda pode falar mal do Bolsonaro!

    Por Reinaldo Azevedo

  41. Olá!

    Pax e Elias:

    Vejam, eu não estou defendendo um partido político em questão, mas, sim, um princípio.

    O Pax lembrou que a “questão do executivo comprar o legislativo não é de hoje, nem do governo passado, nem mesmo teve sua pia batismal neste país ou mesmo neste milênio. Isto é fato.” o que eu concordo plenamente. O lance é: Nos governos anteriores, houve a mesma obtenção de provas e evidências de que o Executivo comprou o Legislativo como está, agora, ocorrendo no Mensalão?

    O Elias destacou a corrupção ocorrida no setor hidroelétrico brasileiro. Qualquer corrupção é grave e deveria ser punida com rigor. Admito também que não tenho informações suficientes sobre esses casos.

    Elias,

    “No quesito ‘pior’… bem, não tenho um ‘piorômetro’, mas acho que o mensalão, até pela duração, e pelo sub-quesito ‘impunidade’, perde um pouco a competitividade, diante da privataria, do acordão pra aprovação da emenda da reeleição, etc.”

    OK! A questão é: Houve a obtenção de provas e evidências na mesma escala em que, agora, está ocorrendo no caso do Mensalão?

    Nesses casos que você citou, onde estão os equivalentes do Roberto Jefferson, do Daniel Dantas, do Marcos Valério e dos demais petistas e amigos? Onde estão as provas?

    O Mensalão é o único caso no qual um governo tentou colocar uma boa parte do Congresso no bolso (literalmente, diga-se) e no qual houve um obtenção em larga escala de provas. Foi o único caso em que os princípios fundamentais de uma república democrática foram arruínados e no qual houve a obtenção de provas de que isso, de fato, aconteceu.

    Repito: Estou defendendo um princípio e não um partido.

    Elias:

    “Por ora, a festejada prostituta mais conhecida como ‘grande’ imprensa brasileira tem carniça à vontade pra se regalar.”

    Mesmo depois de ter sido provado por “A + B = C” que dinheiro público, dinheiro do cidadão comum, do cidadão pobre, foi utilizado no Mensalão e toda a enxurrada de provas obtidas pela Polícia Federal, o Elias faz acusações à imprensa. Hehehehe. . .

    É como diz aquela música:

    [. . .]

    And this bird you cannot change
    And this bird you cannot change
    And this bird you cannot change
    Lord knows I can’t change

    [. . .]

    É. . . Lord knows, indeed!

    Até!

    Marcelo

  42. Olá!

    Elias, só um adendo: Não foi a imprensa que roubou o nosso dinheiro para colocar nas tubulações corruptas do Mensalão. Foram os seus colegas de partido.

    Até!

    Marcelo

  43. Olá!

    Isto é um teste. Ignorem.

    2011. . . 78.6. . . 93.0. . . 04. . . 06. . . 0.00. . . Denmark
    2011. . . 74.0. . . 89.0. . . 03. . . 14. . . 1.10. . . Finland
    2011. . . 68.2. . . 87.0. . . 05. . . 05. . . 2.30. . . Iceland
    2011. . . 70.3. . . 86.0. . . 05. . . 07. . . 1.80. . . Norway
    2011. . . 71.9. . . 92.0. . . 03. . . 15. . . 0.60. . . Sweden

    Até!

    Marcelo

  44. Olá!

    Elias,

    “Outra grande bobagem é imaginar que, pra dar certo, o Brasil precisa de um partido honesto e incorruptível. Ou de uma liderança política honesta e incorruptível.”

    Isso é impossível de acontecer pelo simples fato de que partidos políticos e pessoas desse tipo não existem. O que existe de fato são pessoas bastante racionais agindo em prol dos seus próprios interesses, agindo para buscar os seus próprios objetivos e/ou os objetivos/interesses dos seus respectivos grupos.

    Esse tipo de coisa acontece porque as pessoas, no geral, são imperfeitas, aliás, a própria natureza humana é imperfeita, e, dentro desse cenário, é praticamente impossível esperar que elas não cometam atos que são considerados deletérios/imorais/corruptos/etc. pelas instituições de uma sociedade. A questão principal seria como as pessoas/o povo/a sociedade poderiam coordenar essas instituições para que estas reduzam ao mínimo possível os danos que as imperfeições da natureza humana podem causar e, assim, permitir que exista uma ordem social minimamente civilizada.

    Isso que o Elias considera como bobagem ou flatulência foi a força-motriz política com a qual o PT buscou vender o seu peixe partidário até um tempo atrás. Muitas pessoas acreditaram naquele discurso e acreditaram que aquilo era possível de fato. O próprio Lula admitiu que tudo aquilo que eles combateram e pregavam ao longo do governo FHC não passava de bravata. O problema é que muita gente inocente acreditou naquelas bravatas (ou flatulências) petistas e acreditou que aquilo era plausível de ser posto em prática.

    Como ficam essas pessoas? Enfim. . .

    “O pessoal que pensa assim é, na verdade, a turminha com consciência de rebanho. No fundo, essa gente quer um ‘boi de cabeceira’. Um líder pra tocar a boiada. Um ditador. Que acaba se revelando tão ou mais ladrão que seus antecessores.”

    Isso é tão irônico perante a realidade dos fatos.

    Quem sempre se vendeu como honestos e incorruptíveis foram os petistas e o PT (vide Marilena Chauí). E o que aconteceu quando os petistas chegaram ao poder? Os petistas preservaram a cabeça do seu maior líder até o final, afinal de contas, era necessário alguém para tocar a boiada. E esse líder acabou se revelando tão ou mais ladrão que seus antecessores.

    “Seria uma pena se o Brasil se deixasse engabelar por esse tipo de rebotalho humano.”

    Hehehehehe. . . Mas já foi, Elias. Leia os dois parágrafos acima.

    “A Itália pós-II GM nunca teve um partido que fosse flor que se cheirasse. A polícia, corrupta. O judiciário italiano era podre até à medula.”

    No Brasil, nunca houve nada comparável à Operação Mãos Limpas que as autoridades italianas fizeram para combater o crime organizado.

    “Depois do debate, a birita, que ninguém era de ferro…

    Foi numa dessas biritadas pós-debate que perguntei a um ex-professor meu, que tinha acabado de proferir uma palestra sobre o assunto: ‘Tá bom: bipt-plum, ziriguidum! Neste momento, acabou a ditadura! A milicada voltou toda pros quartéis e declarou solenemente que a merda é toda dos civis. E agora? O quê e como a gente faz?'”

    Caramba! Elias e seus amigos discutindo os rumos do país!

    Anos depois, essa mesma turma deve ter apoiado a tosca Lei de Informática, deve ter sido contra o Tancredo Neves, a Constituição, o Plano Real, a abertura econômica, as privatizações e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

    Ao que parece, essa turma ficou sem saber o que queria por um bom tempo.

    Até!

    Marcelo

  45. Elias said

    Marcelo,

    Pra sua informação:

    1 – O professor universitário a quem me referi “tempos depois” NÃO defendeu a lei de informática. Essa lei — feita pelo regime militar — é anterior à conversa que relatei.

    2 – Tempos depois, esse professor se filiou ao PSDB, partido que integra ainda hoje. Uma das pessoas que discordaram de mim, e que estavam à mesa, era um amigo, advogado recém formado, que também se filiou ao PSDB. Foi, aliás, Ministro da Justiça de FHC.

    3 – Nenhum dos dois jamais apoiou a lei da reserva de mercado da informática. Ambos apoiaram decididamente o Plano Real. O primeiro dos dois, aliás, desempenhou papel de um certo destaque na implantação do Plano Real.

    4 – Estou me referindo ao economista Edson Roffé Borges e ao jurista Paulo Ribeiro, ambos pertencentes aos quadros do PSDB; ambos profissionais da mais alta qualidade; ambos cidadãos de conduta irrepreensível, seja no âmbito pessoal, seja na esfera pública. Pra mim, é motivo de orgulho a relação afetuosa e respeitosa que estabeleci com eles.

    5 – Você atirou na direção errada.

    Lamento que você esteja aderindo ao hábito de atacar as pessoas e não as idéias.

  46. Patriarca da Paciência said

    Bom, gente,

    O Brasil não acabou e, menos ainda, o mundo!

    O requentar de velhos escândalos não causa mais muitas tempestades.

    Felizmente nossa democracia já está bastante sólida para suportar verdadeiras tempestades e não apenas redomoinhozinhos.

    No final, o requentar de velhos escândalos, serve apenas para dar alguma sobrevida a algumas revistas que já estão pela boa.

    Ontem dei boas risadas vendo a TV Senado. O Senador Mário Couto, (PSDB-PA), visivelmente, parecia ter tomado umas e outras e comportava-se como um típico freqüentador de botequim.

    Sua voz, seus gestos, suas mímicas, tudo lembrava o típico político de botequim.

    Dizia ele:

    – O governo retomou a Vale!

    Pausa, suspense, suspiros.

    E fazia aquela típica expressão do cara que já está mais para lá que para cá.

    – Nunca pensei que fosse viver para ver um retrocesso na nossa democracia!

    Voz embargada, emocionada, rouca. Gestos lentos. Tapas na mesa.

    É muito divertido ver a “performance” de alguns senadores.

  47. Elias said

    Marcelo,

    Sobre a imprensa:

    1 – Em 2008/2009, Roger Agnelli, presidente da Vale, entrou em rota de colisão com o governo federal. O país inteiro fazendo um enorme sacrifício pra não ser tragado pela crise econômica mundial e Roger não só demitiu mil e poucos empregados da Vale como ainda contratou a construção de navios junto a combalidos estaleiros japoneses, deixando a indústria naval brasileira, literalmente, a ver navios.

    2 – Lula criticou Agnelli asperamente. A “grande” prost…, digo, a “grande” imprensa, passou a dizer que Lula havia feito uma cruz na testa do presidente da Vale.

    3 – A União tem 61% das ações da Vale, via BNDES ou fundos de pensão de estatais. Mas, pelo acordo de acionistas, são necessários 75% das ações ordinárias pra substituir o presidente da empresa.

    4 – Na prática: ninguém mexe no presidente da Vale sem o apoio do governo, mas este, sozinho, também não pode fazer nada. Mais na prática, ainda: pra mexer no presidente da Vale, é necessário um acordo governo-Bradesco. Do contrário, nada feito.

    5 – Agnelli entendeu que, pra se manter na Vale, necessitaria contar com a boa vontade do(a) próximo(a) Presidente da República. Mas, ao fazer plolítica, fez cocô: apostou que Dilma seria derrotada e casou suas fichas no Serra, cuja candidatura apoiou, de corpo e alma.

    6 – Corpo, alma e… dinheiro. Muita grana. Não por acaso, quando a “grande” imprensa literalmente assumiu a campanha do Serra, os gastos com publicidade da Vale aumentaram. Aliás, em 2010 a Vale gastou como nunca em publicidade…

    7 – Se ferraram, né? E Agnelli deu mais uns 3 passos em direção ao abismo.

    8 – Mais uma vez a “grande” imprensa se mobilizou, pra defender a permanência de Agnelli em seu trono. E tome de reportagens de capa e matérias de 1ª página, louvando as excepcionais qualidades de Agnelli como executivo. Mais um pouquinho, e ele seria diretamente responsabilizado pelo “boom” econômico chinês, quem tantos lucros têm dado à Vale.

    9 – Mesmo assim, Agnelli caiu. Seu sucessor já foi escolhido, dos quadros da própria Vale.

    10 – Posto isto (disse a galinha olhando o ôvo), segue um pequeno teste de múltipla escolha sobre o que fará a grande prostituta, a partir de agora:

    a) continuará fiel a Roger Agnelli;

    b) já está se exercitando pra fazer longas, prazerosas e mutuamente proveitosas felações no novo presidente da Vale, a quem creditará boa parte do mérito pelo “boom” econômico chinês, a invenção do telefone celular, do micro chip e do I-Pad, a criação da lua cheia, da maré lançante, do perigeu sizígia e a construção da pororoca.

  48. Elias said

    Pra encerrar, Marcelo,

    No mundo todo, existem porradais de exemplos de partidos que não se corromperam.

    O Brasil tem milhares de exemplos de políticos que jamais de corromperam.

    Pra teu governo, vou citar um exemplo de político de direita, aliás paraense, que foi governador, senador em vários mandatos, várias vezes ministro, e jamais se corrompeu: Jarbas Passarinho.

    Podemos discordar de JP por várias razões, mas ninguém está minimamente credenciado para por em dúvida a honestidade dele.

    Minha intervenção na discussão não seguiu por esse viés.

    O que eu disse, Marcelo, é que o encaminhamento de soluções consistentes para um país não pode ser fruto de heróis incorruptíveis, sejam eles seres humanos ou partidos políticos.

    Essas soluções virão se e quando a sociedade se decidir por elas.

    A “operação mãos limpas”, na Itália, não surgiu por acaso. Ela foi a culminância de um longo e demorado processo desenvolvido não a partir do judiciário, mas da sociedade italiana.

  49. Elias said

    Patriarca,

    O senador Mário Couto (PSDB-PA) fez fortuna como empresário do ramo zoolúdico.

    Parece que estão investigando algumas traquinagens dele, quando presidente da Assembléia Legislativa do Pará.

    Em 2006, andou implicado, junto com um dos filhos do ex-governador Almir Gabriel (PSDB), em alguns lances relacionados à “Operação Rêmora”, da Polícia Federal (pra quem não sabe, “rêmora” é aquele peixe que acompanha os tubarões, e se alimenta dos restos das vítimas desses predadores).

    Só que Mário Couto foi eleito senador. Manteve, portanto, o foro privilegiado.

    Mas, como você pode perceber, é pessoa altamente qualificada a se manifestar sobre a res pública.

    Imagina só a reforma política brasileira sendo conduzida por gente com as credenciais de Mário, o Couto…

  50. Olá!

    Elias,

    “Lamento que você esteja aderindo ao hábito de atacar as pessoas e não as idéias.”

    Ué, mas em nenhum momento eu afirmei coisas do tipo “Ah, o Elias e seus amigos são assim e assado!“. Apenas tirei sarro do que poderia ter acontecido em uma conversa entre esquerdistas que discutiam os rumos do país.

    Até!

    Marcelo

  51. Olá!

    Elias, sobre o Roger Agnelli, bom, ele já dançou.

    Talvez o pessoal do PT, do PMDB e do restante da base governista consiga fazer na Vale um trabalho melhor do que o do Agnelli. Afinal de contas, todos sabem como essa gente é honesta e como a alocação via processo político-ideológico é bem melhor do que qualquer processo que tem o mérito como base principal.

    Até!

    Marcelo

  52. Olá!

    Hehehehehehe. . . E o Elias continua criticando a imprensa. Não foi a imprensa que fez o Mensalão.

    Até!

    Marcelo

  53. iconoclastas said

    A União tem 61% das ações da Vale, via BNDES ou fundos de pensão de estatais.”

    há melhor síntese de apropriação?

    primoroso!

    ;^)))

  54. iconoclastas said

    “como ainda contratou a construção de navios junto a combalidos estaleiros japoneses, deixando a indústria naval brasileira, literalmente, a ver navios.”

    até pq o q se designa como indústria naval no Brasil é a mera montagem de navios realizada por EPCs, além, claro, do avançadíssimo processo tecnológico executado pelos nossos (!) estaleiros ao por rebites nas chapas de aço da Usminas para fazer a coisa boiar, …

    q energúmeno!

    ;^)))

  55. Patriarca da Paciência said

    “6 – Corpo, alma e… dinheiro. Muita grana. Não por acaso, quando a “grande” imprensa literalmente assumiu a campanha do Serra, os gastos com publicidade da Vale aumentaram. Aliás, em 2010 a Vale gastou como nunca em publicidade…”

    Também acho isso, caro Elias.

    O Serra tinha essa ilusão de que “contando com o apoio da grande imprensa” e tendo munição para manter o tal apoio, nada seria impossível.

    Por incrível que pareça, o Senador Couto ainda mantém essa ilusão. Chegou a dizer que o governo “NUNCA MAIS PARDERÁ UMA ELEIÇÃO”, pois conta com a Vale.

    Para eles a coisa é tão simples assim?

    Acho que o pessoal do PSDB nunca aprenderá como tratar o povo!

  56. Elias said

    Bem, há muito tempo venho dizendo que, de fato, a Vale NÃO foi privatizada.

    Por que? Porque a maior parte do capital votante da Vale foi comprada com recursos de fundos de pensão de estatais federais, e a principal proprietária dos fundos de pensão é a União. Além disso, existem as ações da Vale que pertencem ao BNDES, que nunca foram vendidas.

    O que FHC fez foi tirar a Vale dos controles a que estava sujeita como ente da Administração Indireta. A Vale ficou desobrigada a fazer licitações, por exemplo.

    Isso não aconteceu agora. Foi a situação deixada pelo FHC.

    Qual situação? A União CONTINUOU proprietária de 61% do capital votante da Vale.

    A maior parte das ações ordinárias postas à venda, foi comprada pela própria União.

    Em outras palavras: a União vendeu pra si mesma.

    A costura dos fundos de pensão, feita pelo FHC (inclusive pra tirar uns e outros da jogada), foi cantada em prosa e verso pelos defensores da privatização como mais uma demonstração da enorme habilidade política do ex-presidente.

    Não venham, agora, os mesmos carinhas, dizer que tava tudo errado…

  57. Patriarca da Paciência said

    “6 – Corpo, alma e… dinheiro. Muita grana. Não por acaso, quando a “grande” imprensa literalmente assumiu a campanha do Serra, os gastos com publicidade da Vale aumentaram. Aliás, em 2010 a Vale gastou como nunca em publicidade…”

    Também acho isso, caro Elias.

    O Serra tinha essa ilusão de que “contando com o apoio da grande imprensa” e tendo munição para manter o tal apoio, nada seria impossível.

    Por incrível que pareça, o Senador Couto ainda mantém essa ilusão. Chegou a dizer que o governo “NUNCA MAIS PARDERÁ UMA ELEIÇÃO”, pois conta com a Vale.

    Para eles a coisa é tão simples assim?

    Acho que o pessoal do PSDB nunca aprenderá como tratar o povo COM O DEVIDO RESPEITO!

  58. Chesterton said

    os fundos de pensões são da união?

    “Talvez o pessoal do PT, do PMDB e do restante da base governista consiga fazer na Vale um trabalho melhor do que o do Agnelli. Afinal de contas, todos sabem como essa gente é honesta e como a alocação via processo político-ideológico é bem melhor do que qualquer processo que tem o mérito como base principal.”

    chest- essa é a piada do dia, ótima.

  59. Elias said

    Patriarca,

    É isso aí.

    Outra cocozada do Mário, o Couto, é dizer que o governo “está se apropriando” da Vale.

    Ora, caceta, a União nunca deixou de ser acionista majoritária da empresa.

    O problema é que o Roger cuspiu no prato em que estava comendo. Acabou sendo comido no mesmo prato.

    Ele sempre soube qual o jogo que estava jogando. Perdeu.

    Ou, como diz o Comendador Raymundo Mário Sobra, daqui de Belém: “bobeatus sunt… enrabatus est!”

  60. iconoclastas said

    “Bem, há muito tempo venho dizendo que, de fato, a Vale NÃO foi privatizada.”

    como se fosse essa a única bobagem que vc vem falando há muito tempo…

    ;^)

  61. Chesterton said

    Elias é um petista crente.

  62. mona said

    Peraí,
    os Fundos de Pensão são do Governo ou dos funcionários?
    Se um Fundo desses se ferrar e perder todo o seu patrimônio, quem se fode em verde e em lilás? É o Governo de plantão ou funcionários beneficiários do Fundo?
    Respondam-me, plis.

  63. mona said

    Outra questão:
    O Tesouro Nacional se apropria dos lucros dos Fundos? Então, a quem pertence tais Fundos?

  64. Elias said

    Mona,

    Como autora das únicas intervenções inteligentes, desde o comentário # 59, você merece uma resposta.

    Os fundos de pensão NÃO pertencem exclusivamente aos funcionários das respectivas estatais. Eles são os principais BENEFICIÁRIOS, mas não os principais PROPRIETÁRIOS dos recursos dos fundos.

    Trata-se de fundos de CAPITALIZAÇÃO. Você é proprietário(a) da soma do valor de suas contribuições, acrescido do valor dos rendimentos que elas produzirem, MENOS as despesas de administração dos fundos.

    Quem responde pela maior parte das contribuições? As estatais, não os funcionários.

    Se os fundos “se ferrarem”, ou se forem extintos, a maior perda, ou a maior restituição, será da estatal que o mantém. No caso de perda, esta chegará ao Tesouro Nacional face à condição da União, de acionista majoritária da estatal que banca o fundo.

    No caso de lucro — que é a regra — ele é apropriado ao patrimônio do fundo. A ocorrência de grandes lucros dá solidez ao fundo, mas não incide significativamente sobre o benefício pago ao aposentado, porque a aposentadoria é um “benefício contributivo”, ou seja, ela é calculada em função das contribuições recolhidas ao longo de um período aquisitivo, independentemente do maior ou menor lucro que o fundo produzir, em decorrência de aplicações financeiras.

    Como o Estado, por meio de suas empresas, é o principal proprietário dos recursos dos fundos de pensão, ele é quem escolhe os dirigentes desses fundos. Se um fundo se torna acionista majoritário de uma empresa, esta passa a ser propriedade do Estado.

    O voto do fundo no Conselho de Administração dessa empresa será determinado pelo dirigente do fundo de pensão, que é exercente de cargo de confiança do governo. Ele votará, obviamente, segundo o que lhe for determinado pelo governo.

    No caso da Vale, a União era proprietária da maioria das ações ordinárias (capital votante). Uma grande parcela dessas ações foi comprada com recursos de fundos de pensão, cujo principal proprietário é uma estatal que, por seu turno, tem como principal proprietária a União.

    Somadas, as ações do fundo mais as que pertencem ao BNDES totalizam 61% do capital votante da Vale.

    Isto significa que, na prática, a União continua sendo a acionista majoritária da empresa.

    Daí porque eu disse que, DE FATO, a Vale não foi privatizada. Se o capital votante dela permanece majoritariamente estatal, ela continua sendo, NA PRÁTICA, uma estatal, embora não mais sujeita aos controles geralmente aplicáveis às estatais.

    Daí também porque um presidente da Vale trombar com o governo federal é metade de uma imensa bronca…

    Foi o que aconteceu com o Roger Agnelli. Trombou com o governo e, pra piorar, apostou no Serra. Micou.

    Nada impede que existam idiotas que continuem pensando que a União NÃO tem a maioria do capital votante da Vale. Provavelmente, esses descerebrados terão uma explicação exotérica pra queda do Agnelli.

    Típico…

  65. Elias said

    Mona,

    “Como o Estado, por meio de suas empresas, é o principal proprietário dos recursos dos fundos de pensão…”

    Estou me referindo, obviamente, aos fundos de pensão das estatais.

    Eu, por exemplo, sou aposentado por uma instituição de previdência complementar — ou seja, por um fundo de pensão — que não é estatal. É totalmente privado.

  66. Elias said

    Chester,

    O que tem a ver o que eu disse com tal ou qual opção partidária?

    Qualquer presidente da Vale que trombar com o governo vai se ferrar, independentemente de qual seja o partido no poder.

    Estás fazendo papel de bôbo, de novo.

  67. Elias said

    “Talvez o pessoal do PT, do PMDB e do restante da base governista consiga fazer na Vale um trabalho melhor do que o do Agnelli. Afinal de contas, todos sabem como essa gente é honesta e como a alocação via processo político-ideológico é bem melhor do que qualquer processo que tem o mérito como base principal.” (Chesterton, citando outro idiota)

    O recrutamento do presidente da Vale é feito a partir de uma seleção feita por uma empresa especializada nisso, de renome internacional.

    O presidente escolhido — Murilo Ferreira — é um executivo com larga experiência no setor e na própria Vale.

    Nem pega bem dar esse tipo de patada que acabas de dar, Chester.

    Já, já, os dirigentes das pocilgas que enchem tua cabeça — tipo FSP, Veja, Estadão, etc — estarão, todos, disputando entre si pra ver quem mama melhor no pau do Murilo.

    E tu, por dever sectário, terás que bater palma (não consigo te imaginar criticando a Veja, ou a FSP, ou o Estadão, por eles estarem se derramando em elogios à Vale e ao Murilo).

  68. Elias said

    Ollanta Humala, o candidato que lidera as intenções de voto para Presidente do Peru, “se afasta de Chavez e se aproxima de Lula”, segundo a BBC.

    O slogan de campanha de Humala é “a esperança vencerá o medo”.

    De acordo com os analistas políticos, no Peru, o simples fato do cara se dizer alinhado com o programa de Lula já dá voto. De acordo com eles, Lula é muito bem avaliado pelos eleitores peruanos.

    Enquanto isso, parece que “o cara” tá fazendo sucesso no México e nos EUA como… palestrante. E, pelo portfólio dos contratantes, nem dá pra dizer que é internalização de receita, a exemplo do que se falava de Paulo Renato, ex-ministro da educação de FHC.

    Ao mesmo tempo, já está ressurgindo novamente aquela história de que Lula será o próximo presidente do Banco Mundial.

    Por esses dias, FHC vai comer metade de um cobertor…

    Nada a ver com nada. Coloquei isto aqui só pra provocar urticária no Chester…

  69. Chesterton said

    O Bradesco entregou a presidencia da Vale em troca de favores, nada mais que a velhja mistura de interesses privados com interesses publicos.
    Os donos dos fundos de pensão estatais são os empregados.
    O fato das estatais contribuirem para o fundo não as faz donas.
    Elas controlam os fundos através de gestores ligados a sindicatos ligados ao PT.

  70. Chesterton said

    Ao mesmo tempo, já está ressurgindo novamente aquela história de que Lula será o próximo presidente do Banco Mundial.

    chest- isso iria matar muita gente….de tanto rir.

  71. Chesterton said

    e os politicos prometem, os eleitores acreditam, e aí a grana acaba…que coisa essa social-democracia,…

    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1824199

  72. Mona said

    Início de uma nova era em nosso País. A conferir. Segue o discurso de despedida do DEM de Kátia Abreu:

    Senhor Presidente,

    Senhoras e senhores senadores,

    A história contemporânea brasileira se move por ciclos. Tivemos o período militar, de 1964 a 1984; a redemocratização, a partir de 1985; e o período pós-constituinte, a partir de 1988. Nele estamos há 23 anos. Desde então, foram nada menos que seis eleições presidenciais diretas, em que dois partidos, que pouco diferem em conteúdo programático, se alternaram no poder: o PSDB e o PT. Ambos se apresentam como partidos de viés de esquerda – um é social-democrata; o outro professa um socialismo reformista.

    Lembro-me de um debate há alguns anos entre o senador Cristovam Buarque, então no PT, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em que ambos admitiam não haver discordância ideológica substancial entre seus partidos. Disputavam apenas, a partir de São Paulo, espaços de poder: não de idéias. As coincidências não se esgotavam aí. Também para chegar ao poder, ambos se valeram da mesma estratégia, de buscar alianças conservadoras, que lhe eram doutrinariamente opostas, mas que lhe favoreciam a chegada ao poder. O PSDB aliou-se ao PFL, hoje DEM, enquanto o PT aliou-se ao Partido Liberal, de José Alencar.

    Essas alianças, no entanto, não abriram espaço para que o pensamento liberal ocupasse, ainda que parcialmente, a cena política. O máximo que propiciaram foi a divisão de cargos na máquina estatal. O ideário liberal, que tem na defesa da liberdade individual – e não apenas na defesa da economia de mercado – o seu epicentro, jamais esteve em primeiro plano. Esse tipo de parceria, movido apenas pela ocupação de espaços na máquina pública – e não pela defesa de idéias -, desfigurou doutrinariamente o quadro partidário.

    A terminologia direita-esquerda-centro, com suas gradações de centro-direita e centro-esquerda, perdeu conteúdo e significado. O ex-presidente Lula, antes das eleições do ano passado, saudava como sinal de avanço e progresso político o fato de todos os candidatos à Presidência da República, na sua visão, serem de esquerda. Mas, no curso da campanha, seu partido chamava os adversários de “direita”, termo que deixou de designar um campo respeitável do pensamento doutrinário para tornar-se sinônimo de perversão ideológica, num cenário artificial, em que o monopólio do bem e da virtude estaria à esquerda.

    Por aí, se vê que essa nomenclatura tornou-se inteiramente vazia, gerando mais confusão que esclarecimento, conferindo às campanhas eleitorais contornos de mera disputa mercadológica, em que os marqueteiros despontam como os grandes protagonistas. O resultado é a pobreza e a falsidade do debate político, que aprofundam o abismo entre sociedade e governantes. Hoje, os partidos são identificados não pelo que propõem, mas por sua posição em relação ao governo: oposição ou situação. Aos primeiros, cabe dizer não; aos segundos, dizer sim.

    Não importa se o que está em pauta coincide ou não com o programa e a doutrina de cada qual. Oposição terá sempre que dizer não, como se fosse uma empresa de demolição, enquanto os da base aliada se comprometem incondicionalmente com o sim. Desnecessário dizer da indigência política, moral e filosófica de tal conjuntura. A política tornou-se mera disputa de poder, que deriva para um vale-tudo de promessas inexeqüíveis e demagógicas. Não há democracia que se consolide em tal quadro.

    É preciso romper com esse círculo vicioso, herança ainda dos tempos do autoritarismo, que impôs ao quadro partidário brasileiro um caráter bipolar e frentista. No período militar, tínhamos de um lado uma frente de alianças em favor do regime; de outro, uma frente oposicionista, que ia da direita à esquerda. Naquela circunstância, de luta contra a ditadura, era o jeito.

    Mas veio a redemocratização e, com ela, o pluripartidarismo, que, no entanto, não rompeu com a estratégia das frentes híbridas, que desde então submetem a coerência doutrinária aos interesses fisiológicos e imediatistas de exercício do poder. O poder pelo poder, em que todos perseguem apenas a vitória eleitoral, sem a contrapartida de compromissos programáticos, morais ou filosóficos. O número crescente de abstenções e votos nulos (quase 36 milhões de brasileiros) nas eleições indica que a sociedade brasileira já está farta desse jogo artificial, insincero e improdutivo, que empobrece e corrompe a política.

    Quer o fim da farsa; quer que os partidos sejam o que precisam ser: expressões efetivas de correntes de pensamento da sociedade; que convirjam a partir de idéias e ideais – e não em função do antagonismo ou protagonismo em relação a quem está circunstancialmente no poder, como ocorre hoje. Somente assim os partidos poderão cumprir o papel formador e formulador que têm perante a sociedade, como agentes do bem comum, das transformações e do progresso. Com as distorções atuais que aqui estou apenas resumindo, não há a menor chance.

    Cumpre, pois, que se inicie desde já um novo ciclo na vida política brasileira, em que se dê conteúdo doutrinário à democracia, em que cada agente político expresse convicções e seja cobrado pela fidelidade que tem a elas – e não a cargos e interesses menores. Isso não se resolve apenas com reformas nas leis que regem o sistema político. Mais que a reforma política, é preciso reformar a mentalidade dos agentes políticos. A nossa mentalidade.

    Senhor Presidente,
    Senhoras e senhores senadores

    É com esse propósito – e tendo em vista esse clamor da sociedade brasileira por renovação na política – que formalizo, aqui, desta tribuna, minha saída do Democratas, ao mesmo tempo em que anuncio que estou me associando às lideranças nacionais empenhadas em criar o Partido Social Democrático – o PSD. Esta decisão não deriva de rompimento, briga ou dissidência, mas da constatação de que se esgotou um ciclo – e não apenas um ciclo pessoal, mas conjuntural, político, um ciclo da vida partidária brasileira. E é preciso inaugurar um outro, de olhos postos no futuro.

    Tenho pelo Democratas respeito e reconhecimento pelo papel que desempenhou no processo de redemocratização, desde sua origem, em 1984, quando Partido da Frente Liberal. Coube-lhe garantir a eleição de Tancredo Neves e José Sarney no colégio eleitoral, propiciando a retomada pacífica do poder político pelos civis. Deu, posteriormente, sustentação aos dois governos de Fernando Henrique Cardoso e exerceu oposição aos dois governos de Lula. Cumpriu um belo papel histórico.

    Considero, porém, que a parceria que nos uniu chegou ao fim. Atuação partidária hoje tem concepção distinta da minha no que se refere não apenas à prática interna da democracia, mas à postura de independência em relação ao quadro presente da política brasileira. Respeito e acato, mas já não me sinto em sintonia. Não mudei de idéias ou de identidade, mas já não vejo meios de implementá-las de onde estava. Fui criticada quando aqui votei pelo salário mínimo de R$ 545. Mas, na mesma ocasião, votei contra uma medida provisória que pretendia capitalizar o BNDES. Em ambas as ocasiões, votei tendo em vista a defesa de um princípio que o DEM e eu sempre postulamos: a responsabilidade fiscal. E assim entendo que deva ser. Um partido deve, acima de tudo, ter caráter, ser fiel a seu programa.

    Não há ética sem caráter.

    Não vejo que o momento reclame atitudes simplistas de se filiar ao “sim” ou ao “não”. Não há grandeza nisso. Perguntam-me se o PSD fará oposição ou se fará parte da base do governo. Não é assim tão banal. Se fosse, não seria preciso criá-lo. É evidente que as forças políticas que sustentam o atual governo filiam-se a uma corrente de pensamento distinta da minha. No essencial, divergimos, o que não impede que, em alguns momentos, possamos convergir.

    Acusam o novo partido, que sequer saiu do papel, de servir a propósitos pessoais, de favorecer as carreiras de seus organizadores. Se fosse assim também, melhor seria não criá-lo. Mais fácil seria permanecer onde estávamos, já que a criação de um partido, no Brasil, efetivamente enraizado na sociedade e com propósitos definitivos – e é o que pretende o PSD -, é um empreendimento trabalhoso, caro e de alto risco. Lideranças como Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo, e Guilherme Afif Domingos, vice-governador de São Paulo, teriam meios bem mais cômodos de dar seqüência a seus projetos pessoais de onde estão. Ocupam cargos de grande influência, têm luz própria e não precisariam se expor a desafios desse porte.

    O que constatamos é que o Brasil está no limiar de um novo tempo – e que só avançará se a política assimilar os novos paradigmas que lhe estão postos. E o principal é este: é preciso nitidez de compromissos. Não é admissível que a quinta economia do planeta, com o amplo horizonte que neste momento a ela se descortina no cenário mundial, não exerça interlocução com sua própria sociedade. Há um amplo segmento de cerca de 110 milhões de brasileiros da classe média órfãos dessa interlocução.

    Nosso ideário consagra a defesa da economia de mercado, como único regime capaz de gerar riqueza e sustentabilidade, sem as quais não se erradica a pobreza. Não cremos no Estado-empresário, que consideramos um falso brilhante. A experiência do socialismo real, nos diversos países que o adotaram, o evidencia. Ficaram mais pobres que antes. Nossa postura e votos, no Legislativo, levará sempre isso em conta. Quando esses postulados forem favorecidos, não poderemos nos opor. Quando forem contrariados, combateremos. Mas não só. A defesa do capital e da livre empresa nem é a maior urgência brasileira, já que dispõem de suas próprias defesas e nem chegaram a ser ameaçados pelos governos do PSDB e do PT.

    O que vemos como urgência – e isso faz parte da reforma das mentalidades na política – é a defesa da liberdade individual, da liberdade de pensamento, liberdade para fazer suas escolhas (Liberalismo = Liberdade). Vemos cada vez mais o país sendo submetido à ação das patrulhas do pensamento, que impõem os dogmas do politicamente correto, criminalizando os que deles divergem. Liberdade de pensamento é o convívio civilizado com as idéias com que não concordamos, mesmo com as que eventualmente abominamos, nos limites da lei. Ser tolerante é tolerar o intolerável.

    É essa intolerância que ameaça o convívio democrático, empobrece o debate e impede a livre circulação de idéias na sociedade, não permitindo que seja juiz dos que disputam o seu voto. É essa intolerância que estigmatizou os que vêem no socialismo uma doutrina anacrônica, fracassada e ineficaz, associando o pensamento liberal ao totalitarismo fascista, que lhe é antípoda.

    Socialismo e fascismo, sim, têm algo em comum: o culto ao Estado, que, em ambos os casos, deixa de servidor do cidadão para tornar-se seu dono, intrometendo-se crescentemente em questões inerentes à vida privada e ao arbítrio das famílias. É contra esse estigma ideológico, falso como uma nota de três reais, que combateremos. O termo “social” que adicionamos ao nome do partido indica que essa preocupação com as famílias de baixa renda ou sem renda nenhuma não é monopólio de ninguém e está longe de ter dono.

    Como produtora rural e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, posso afirmar – e os números nesse sentido são eloquentes – que o capitalismo no campo é o mais eficaz fator de erradicação da pobreza neste país. Se hoje temos superávits contínuos e crescentes na balança comercial; se temos hoje uma classe média rural em expansão; se oferecemos a melhor e mais barata comida do mundo; se hoje deixamos de importar alimentos, como o fazíamos há quatro décadas, e disputamos esse segmento do comércio internacional – não há dúvida de que isso se deve ao ambiente de livre competição que se estabeleceu no campo.

    E isso apesar do combate sistemático que sofremos de grupos ideológicos, que insistem em nos associar ao atraso e à perversão política, como supostos herdeiros de uma mentalidade colonial. Os fatos conspiram contra essa versão, que, no entanto, continua a ser sustentada, inibindo o livre trânsito das idéias, falsificando-as. A hegemonia do pensamento esquerdista, que a estratégia gramsciana de revolução cultural inoculou na academia, estabeleceu a ditadura do pensamento.

    Quem hoje se sente à vontade, nas universidades e meios culturais, de se apresentar como sendo de direita ou liberal? Será renegado e excluído do debate, como um pária. E isso é trágico. Torna a democracia um engodo, um debate entre iguais, que deriva para uma luta por cargos. Nada mais. É para romper com esse paradigma e permitir que a sociedade brasileira – sobretudo sua classe média -, que se tem mostrado avessa à agenda comportamental do politicamente correto, que o PSD entra em cena.

    As entidades representativas da sociedade civil têm seu papel, seu valor e seu espaço. Mas não podem monopolizar ou tutelar o debate. Representam parcelas da sociedade, mas não o todo. As minorias, ambientalistas ou produtores rurais não são segmentos isolados, com interesses que devam se sobrepor ao conjunto do qual fazem parte. Suas demandas têm que estar em sintonia com o todo e a ele se submeter. Não são intocáveis, nem inquestionáveis.

    As propostas que os contemplam – e algumas delas tramitam neste Congresso Nacional – não podem se revestir do status de sagrado, imunes a críticas, ponderações ou mesmo rejeições, se for o caso. E é o que presentemente ocorre, em face da ditadura do pensamento, incompatível com a essência da democracia. É na defesa dos valores libertários, que pairam acima de quaisquer outros – e que devem moldá-los – que o PSD anuncia seu ingresso nesta nova etapa da vida político-partidária brasileira.

    Não seremos do contra: somos, e seremos sempre, a favor do Brasil: de sua gente, em sua multidiversidade – étnica, cultural e religiosa. Combateremos no campo das ideias, sempre ao lado de quem se disponha a endossá-las e fortalecê-las. O PSD será literalmente fiel aos seus princípios e ao seu ideário partidário. Convido a todos os Brasileiros para acompanhar em fiscalizar as ações que o PSD se dispõe.

    Muito obrigada.

  73. Pax said

    Creio, cara Mona, que o discurso da Kátia Abreu é uma pá de cal em cima do natimorto PSD. É um achismo que tem uma lógica minha por detrás, mas, como você diz logo no início do teu comentário acima, “a conferir”.

    Aliás, a Dona Kátia Abreu ontem abusou do seu direito de mentir naquele famigerado ato onde o Aldo Rebelo (PCdoB – sic) virou ídolo da extrema direita ruralista.

    Entre outras coisas disse que se a reforma do Código Florestal não for aprovada teremos fome no Brasil, ou coisa parecida.

    Ela já é useira e vezeira em não pautar o que diz com a verdade, mas ontem a moça abusou. Me lembrou até daquela música do Antonio Carlos e Jocafi:

    =)

    Desculpa aí, mas a coisa encaixou como luva.

  74. Pax said

    Lembraram-me aqui em casa que as palavras da Dona Mentirinha, digo, bem, você sabe de quem falo, foram:

    “Se o novo Código Florestal não for aprovado a alimentação no Brasil está comprometida “.

    Caramba, que capacidade muar.

  75. Pax said

    E onde vamos parar? Confesso que fico um tanto assustado.

    Perdoem-me o caro Elias e os caros comentaristas governistas, mas entendo que o PT sem uma forte oposição tende a enfiar não só as mãos pelos cofres, ou os pés pelas mãos, como assumir ares exageradamente monopolistas do poder.

    Cá do meu ponto de observação não vejo com bons olhos este caminho.

    Ainda mais considerando que há inúmeras bandeiras liberalizantes que todos sabem que gosto, mesmo tendo convicção na minha preferência por uma social democracia nos modelos nórdicos.

    Sim, quero menos impostos, quero menos corrupção, quero escolas, hospitais e segurança públicos e o Estado atuando em pouquíssimas áreas, de preferência tendendo quase a zero, afora as absolutamente estratégicas.

    E para este querer há que existir a tal força liberal, há que existir este embate de forças, e uma necessária alternância no poder.

    Mas, cá entre nós, com a Kátia Abreu? De novo, caramba, onde vamos parar?

  76. Mona said

    Tenho a dizer o seguinte:
    1) Quem preparou o discurso da Kátia Abreu foi muito feliz. Vocaluizou os anseios de uma parte da população brasileira.
    2) Se a crítica acerca da Kátia Abreu se prende à defesa dela das modificações no código florestal, tá muito fraquinha. Muita gente boa, mas muita gente boa mesmo, se alia a ela, nas críticas que ela faz à criminalização dos produtores rurais. Como não esmiucei a proposta de alteração do CF, não me sinto capacitada para dizer quem tem razão.
    3) Se a Kátia Abreu, com presidente da CNA tem essa capacidade de mobilização – ou seja, exerce de fato e de direito uma liderança altamente reconhecida – imaginem essa mulher na presidência de um partido, ou sendo candidata a algum cargo majoritário… Essa briga, se ocorrer, vai ser boa de ver.
    4) Se o tom do PSD for esse desenhado no discurso da Kátia Abreu – a conferir, como eu disse – que se fodam PT e PSDB. A classe média – finalmente! – vai ter quem a defenda.

  77. Olá!

    Elias, no seu comentário #67, você escreveu:

    “Chesterton, citando outro idiota”

    Eu que escrevi o excerto que o Chesterton citou.

    Isso é engraçado, pois vocẽ acima disse que sou eu que estou “aderindo ao hábito de atacar as pessoas e não as idéias“.

    Parece que este post sobre o Mensalão tem mexido com os petistas.

    Até!

    Marcelo

  78. Mona said

    Ele trata o assunto com a seriedade digna de seu caráter…

    “Julgamento do mensalão pode sair em 2050, diz Lula nos EUA
    Publicidade
    ANDREA MURTA
    DE WASHINGTON

    O ex-presidente Lula disse hoje que o julgamento do mensalão pode ficar só para 2050 se o STF (Supremo Tribunal Federal) incorporar ao processo o novo relatório produzido pela Polícia Federal.

    Questionado por jornalistas, Lula disse que que não “teve a chance de dar uma olhada” no relatório. Mas afirmou que se o relatório for anexado, “todos os advogados de defesa vão pedir prazo para julgar”. “Então, vai ser julgado em 2050. Então, não sei se vai acontecer”, disse o ex-presidente após dar uma palestra para a Microsoft em Washington EUA).

    O relatório confirma em detalhes que existiu um esquema de desvio de dinheiro público para o PT e partidos aliados do governo no Congresso. O texto traz as conclusões de um inquérito aberto em março de 2007 para aprofundar as investigações sobre a origem do dinheiro do esquema e seus beneficiários.

    O relatório foi entregue há cerca de um mês pelo delegado Luiz Flávio Zampronha e suas principais conclusões foram reveladas pela revista “Época” desta semana.

    Segundo o blog do Josias, o novo relatório não será anexado à ação penal que corre no STF, pois vai compor outro processo que corre em segredo no Supremo desde 2007 e se encontra ainda na fase de inquérito.”

  79. Chesterton said

    Marcelo, Elias inventa uma tese fantasiosa na segunda feira, na terça já acredita nela piamente, e na quarta-feira diz que fala isso já há mais de 10 anos.
    O cara está realmente nervoso, deve ter amigos enrrolados no mensalão.

  80. Chesterton said

    Sobem álcool, comida, juros, gasolina e inflação. É o “crescimento sustentado” da Dilma. Por nós, que pagamos a conta.

  81. Olá!

    Chesterton, a única coisa que me deixou surpreso foi o fato de o Elias ter me classificado gratuitamente de idiota.

    É uma pena, lamentável mesmo, que ele utilize esse tipo de subterfúgio para não discutir civilizadamente as falcatruas do partido do qual ele faz parte.

    Até!

    Marcelo

  82. Pax said

    Por essas e outras que prefiro o respeito como método de discussão, caro Marcelo Augusto. Não sou advogado do caro Elias, mas fui lá ver e existe, sim, a possibilidade do Elias não atentar que a frase é tua. Sei lá.

    De outra forma, se formos nos lembrar, quantas e quantas vezes houve agressões que insistentemente pedi para serem revistas. Verdade ou não?

    Insisto, todos somos inteligentes e queremos um Brasil melhor, todos, a priori, não devem nada ao fisco etc, então vamos pautar nossas discussões tendo os bons modos como meio mais produtivo de discussão.

    Sei que é um tanto difícil este pedido, mas como moderador deste blog, peço encarecidamente. Afinal, já disse e repito, o blog não é nada, uma coleção de notícias que qualquer um pode fazer. O espaço só passa a ser interessante porque há discussão inteligente nesta caixa de comentários.

    Isto posto, vamos à frente…

    ————————- changing mode – manners turned ON ———-(please)——–

    Cá, por mim, sério, quero mais é que o Mensalão do PT seja devidamente julgado, que o do PSDB idem, o do DEM idem etc etc. Esse papo de idolatrar alguém não me agrada em nada.

    Quem disse que Lula é inimputável? Quem disse que seus filhotes tem que ter passaporte especial do Itamaraty? Quem disse que a roubalheira não deve ser exposta e o mito derrubado ao chão?

    Nada disso. Tem mais é que expor a ferida, seja ela de quem for.

    Quando a sociedade, o povo, passar a entender que seus ídolos metem a mão no cofre do povo, a coisa, no meu entender, só tende a melhorar. Essa história de teflon não faz bem algum. Ao menos é este meu entendimento.

    ——— voltando ao assunto da Katia Abreu ———–

    Cara Mona, o discurso é bonito, sim, faz algum sentido, sim, também, mas locutora não ajuda em nada. Na boa, na real, se Katia Abreu passar a ser a musa da oposição, o Brasil está mais frito que pastel de feira tostado naquele óleo de soja cancerígeno de mais 30 dias de uso.

    Aécio ontem fez seu primeiro discurso no Senado. Foi bem mais importante. Agora imaginemos como está a dor do José Serra hoje.

    Esta é a questão, o PSDB não consegue se entender. E, na minha opinião, Aécio tem muito mais chance que Serra e Alckmin se o partido quiser fazer alguma frente. Estes dois já estão suficientemente desgastados. Serra, depois desta última eleição, só serve de saco de pancadas, acabou-se. E o cara não quer largar o osso.

    Muito melhor discutir o que há de positivo no PSDB do que tentar achar algo positivo no DEM ou no PSD. Estes partidos como porta-bandeira do liberalismo serão o enterro definitivo desta corrente no Brasil. Confesso que vejo assim.

  83. Chesterton said

    Por essas e outras que prefiro o respeito como método de discussão, caro Marcelo Augusto. Não sou advogado do caro Elias, mas fui lá ver e existe, sim, a possibilidade do Elias não atentar que a frase é tua. Sei lá.

    chest- que papelão ridículo, Pax. Marcelo, Elias delira e não é de hoje…

  84. Chesterton said

    Esse papo de idolatrar alguém não me agrada em nada.

    chest- esse é aquele que dizia “meu Lula”….

  85. Elias said

    Marcelo,

    Se a frase é sua, peço-lhe que me desculpe. Evidentemente que não o considero um idiota.

    De qualquer modo sua alusão à participação do PT na escolha do novo presidente da Vale é absurda. Desprovida de qualquer fundamento.

    A forma como a escolha é feita é de público conhecimento.

    Pelas suas palavras, você está qualificando como desonesta a empresa de consultoria que fez a pré-seleção e elaborou a lista. Afinal, a pré-seleção e elaboração da lista é realizada sem a participação de nenhum dirigente ou acionista da Vale. Imagina do PT…

    A palavra final, ou seja, a eleição, sim, é feita pelos representantes dos acionistas majoritários. Mas estes não têm o poder de incluir ninguém na lista.

    Isso não é uma exigência legal, mas o resultado de um acordo de acionistas, que foi firmado quando FHC era presidente e tem por finalidade, exatamente, reduzir a influência do governo na escolha do presidente da empresa.

    Por fim, não custa lembrar que o presidente escolhido nem era o mais cotado na lista. Este queimou o filme por ter trombado de frente com o sindicato dos empregados da Inco, no Canadá.

    Portanto, se formos falar de influência sindical na escolha do novo presidente da Vale, teremos que voltar os olhos pra fora do Brasil.

    Certo?

    De mais disso, não foi essa a questão que levantei.

    O que eu disse é que, fosse quem fosse o escolhido pra presidir a Vale, rapidinho a “grande” imprensa brasileira iria esfregar seu (dela) traseiro no dianteiro do dito cujo.

    Daí porque carinhas como o Chester, que vivem balindo louvações à “grande” imprensa, não devem pegar carona nas bobagens bosquejadas pelo bicheiro e senador tucano Mário, o Couto.

    Do contrário, vão acabar mordendo a língua e morrendo envenenados.

    O zooempresário e senador tucano Mário, o Couto, fez aquele bundalelê todo no Senado por questões paroquiais, que o Chester nem desconfia quais sejam.

    Chesterton,

    Então os proprietários dos fundos de pensão das estatais são os empregados?

    E o governo, controla os fundos pensão porque está macomunado com os sindicatos dos empregados?

    Quer dizer, então, que o FHC, quando usou os fundos de pensão das estatais pra comprar capital votante da Vale, estava macomunado com os sindicatos?

    E aquele pontapé na bunda, foi pura sacanagem do FHC?

    Mas que f.d.p.!

    Ou, então, o Chester endoidou de vez.

    Se o Lula realmente for eleito presidente do Banco Mundial, o Chester vai precisar de camisa de força.

  86. mona said

    O Lula no Banco Mundial? Tomara que isso aconteça e que leve com ele um bom staff de petista. Vai ser legal uma roubalheira de nível planetário, em escala nunca antes vista, como sói acontecer quando os petistas infestam o ambiente. Onde é que a gente pode assinar a petição de poio on-line?
    Pax, no que se refere à Kátia Abreu, como eu disse, a conferir. Seria ótimo poder ter uma alternativa a esses gêmeos siameses que não se suportam, PT-PSDB. Poder mandá-los aos 5º dos infernos e respirar novos ares. Quem sabe um sonho não se realiza?

  87. Elias said

    Pax,

    Confesso que não entendi.

    A Kátia Abreu se queixa de que há pouco espaço para a veiculação das idéias da direita (pra falar a verdade, não sei se o problema é de falta de espaço ou falta de idéias, mas… vá lá).

    Ao mesmo tempo, ela declara que está se filiando ao Partido Social Democrata.

    Afinal, ela é “de direita” ou “social democrata”?

    “Social democrata” é direita?

    E a Mona tá achando que disso aí sai “coisa nova”?

    No Brasil, esse tipo de lance é mais velho que a célebre posição.

    Nem li todo o discurso (“ditadura do pensamento?” Caramba!)

  88. iconoclastas said

    #84,

    boa, nunca é demais lembrar…

    …___…___…

    putz, e o estrago que o genocida fez hj aqui no rio…pavoroso.

    :~O

  89. mona said

    Pois é, Elias.
    SE você tivesse se dado ao trabalho de ler o discurso da K.A. talvez descobrisse a coerência entre ele e a práxis política que ela propõe que o tal PSD tenha. E quanto ao nome do partido corresponder à ideologia propugnada por ele… temos um PP, com o Bolsonaro, temos um PT, com sua quadrilha (ladrão e trabalhador são antípodas, pois não?) e por aí vai…

  90. Pax said

    Caros Chesterton e Iconoclastas,

    Sim, chamava de meu Lula, claro que sim. Votei nele. Nunca neguei. E, cá entre nós, ele derrotou Serra e Alckmin, certo? Pois bem, acho que acertei meu voto.

    Agora, depois de 2005, depois do tal mensalão, confesso que votei no Lula muito a contragosto em 2006. Mas entre Lula e Alckmin, o picolé de chuchu, o que mesmo poderia fazer?

    E é exatamente esta a questão que levanto com a caríssima Mona, a que a oposição merece algo melhor que o que tem por aí. E, nesta toada, disse e repito, a Katia Abreu acaba de enterrar e jogar pá de cal no natimorto PSD do Kassab.

  91. iconoclastas said

    “Sim, chamava de meu Lula, claro que sim. Votei nele. Nunca neguei. E, cá entre nós, ele derrotou Serra e Alckmin, certo? Pois bem, acho que acertei meu voto .

    oi?! o q significa isso, vc ganhou a eleição, então vc estava certo?!?!

    durante eleição passada uma preocupação corrente nas mesas, sempre que saiam as pesquisas, era do efeito que isso causava nas classes menos intelectualizadas, que, segundo alguns cientistas políticos, tendiam a votar no candidato que liderasse, mais pelo sentimento de vitória do que por qualquer outro fator.

    eu sempre desconfiei da tese, mas agora, apesar de manter o espanto com a bizarrice, começo a me convencer da veracidade…

    ;^?

  92. Pax said

    Não é bem isso, caro Iconoclastas. Sabemos o que o Alckmin fez com a Educação em São Paulo. De outro lado, se você achar algum ponto onde digo que Educação é segunda prioridade para o Brasil eu mudo meu discurso, mas, enquanto isso, me permito dizer que jamais votaria no Alckmin.

    Também tenho conhecidos tucanos e eles todos sabem muito bem deste estrago feito no Estado de SP. A desculpa que me deram foi que o Akcmin teria sido muito mal assessorado.

    Ora bolas, justo no quesito Educação?

    Sorry, este item é mais que suficiente para que nunca vote nele, em eleição alguma.

  93. Elias said

    Mona,

    Um discurso de alguém que se diz “de direita” e, ao mesmo tempo, se dispõe a “construir” um partido social-democrata, pode ser tudo, menos coerente.

    Ela é de direita? Tudo bem. Por que, então, não parte pra construção de um partido que se reivindique de direita?

    Um amigo meu fala de um partido “liberal democrático”, como alternativa pra direita.

    Bem, até onde sei, “liberal” e “direita” são coisas diferentes. E “liberal democrático” é redundância.

    De qualquer modo, a direita que se vire…

    Mas nem tudo são espinhos pra direita.

    O PC do B, p.ex., já está à direita da UDR.

    O Aldo Rebelo acha que o desmatamento que o Brasil vem fazendo é insuficiente. Precisa desmatar mais, senão os filhos dele vão morrer de fome…

    Pax,

    Claro que será melhor pro país se houver uma oposição digna deste nome.

    Acho que já conversamos sobre isso várias vezes.

    O problema da oposição é que ela própria não se leva a sério. Não se respeita e, por isto, acaba não tendo respeito.

    Nem voto.

  94. Chesterton said

    Aí chega na quinta , Elias se dá conta que ninguem acredita nele, e na sexta-feira fica nervosinho chamando todo mundo de idiota.

  95. mona said

    Espero que todos fiquem e foquem nesse lenga-lenga de Pt/PSDB. E, enquanto isso, que se estruture o tal partido-incognita. E que sua prática seja coerente com o discurso de despedida da k.A. do Dem. E que seja construída uma real alternativa de poder, com discurso próprio, que vocalize os anseios da fodida classe média. Dizer, a priori, que uma força política já nasce morta, é um discurso precipitado. A conferir, como disse.

  96. mona said

    Pax, só uma perguntinha:
    Por que a K.A. não pode ser a musa da oposição? Se a Dilma foi eleita com o seu discurso tosco, imagine o que não pode fazer uma criatura tão bem articulada como é a K.A.?

  97. mona said

    Mais uma contribuição à causa. Espero que os petistas e psdbistas daqui continuem a se engalfinharem e que não olhem para os lados…

    “Acabou a trégua

    Do blog de José Roberto de Toledo

    Cem dias sem dores. Mas soou o gongo e a disputa vai começar. A manifestação de milhares de ruralistas e a reclamação de centenas de prefeitos em Brasília foi o aquecimento. Aécio Neves (PSDB) tenta marcar oposição desferindo o primeiro “punch” em previsível discurso no Senado.

    Acabou a lua-de-mel de Dilma Rousseff na Presidência.

    De todos os movimentos oposicionistas, o mais insinuante vem de dentro da base aliada. A aproximação do governador Eduardo Campos (PSB-PE) com uma facção da enésima versão da Arena (já foi PFL, PL, DEM e agora PSD) é vendida como cooptação de parte da oposição para ajudar Dilma.

    Mas, como diria Miguel Arraes, avô do governador pernambucano, jabuti não sobe em árvore. Se está lá é porque alguém colocou. Acreditar que Gilberto Kassab, Afif Domingos, Katia Abreu e Índio da Costa viraram groupies da presidente é crer em tartaruga ninja trepadeira.

    Os apropriadores da sigla que elegeu Juscelino Kubitschek estão de olho em uma fatia da classe média que votou com ressentimento na eleição de 2010. “A classe média – que constrói o nosso País à (sic) cada dia – carece de representação partidária efetiva. PSD ocupará esse campo”, tuitou Índio.

    São os brasileiros que viram se aproximar uma legião de emergentes compradores dos símbolos de status que antes os diferenciavam das classes D e E. Ao olhar para cima, a classe média tradicional se viu com menos chances de subir à classe A. Ficou mais longe de ser elite.

    Comparativamente aos outros, o governo Lula foi um retrocesso para veteranos da classe média. Seu custo de serviços disparou: escola particular, telefonia, internet e TV paga. Ao mesmo tempo, passaram a disputar com uma multidão um lugar no avião e no trânsito, muitas vezes com os emergentes dirigindo carros mais novos do que o seu.

    Dificilmente esse segmento social votará em um candidato do PT. O PSDB tampouco tem sido um porta-voz convincente da sua insatisfação. O DEM, por mais vezes que tenha trocado de sigla, só muda o prenome de seus caciques e recende a naftalina. Daí o PSD, e a evocação dos anos dourados de JK, quando essa classe média se formou.”

  98. iconoclastas said

    Pax, inquestionável o seu direito de escolher quem vc quiser, nenhuma pretensão de tolher-lhe. imagina…

    acontece que a justificativa q vc apresenta para preferir um pilantra a um, de acordo com suas prioridades, incompetente, não se sustentam, ou será que o MEC do Molusco foi um exemplo de eficiência?

    e afinal, vc de fato tinha um picareta para chamar de seu, certo?

    ;^?

  99. Chesterton said

    A culpa dos males do governo petista é da oposição….é mais ou menos dizer que a culpa dos problemas dos governos militares era do MDB…..é de chorar…de rir.

  100. Pax said

    Caro Iconoclastas,

    Não acredito que você queira colocar tua mão no fogo por quem você chama de “incompetente”.

    Engraçada esta lógica, se for do meu time é incompetente, se for do time do outro é pilantra.

    É por esta e outra que chamo todos de corruptos, fica, segundo meu entendimento, bem mais elegante, digamos assim.

  101. Chesterton said

    Saturnino Brito era tão incompetente quando prefeito do Rio que segundo Millor (?), ele desmoralizou a honestidade.

  102. iconoclastas said

    “Não acredito que você queira colocar tua mão no fogo por quem você chama de “incompetente”.”

    me honra a sua crença, e eu faço jus a ela, pois não me arriscaria mesmo a uma queimadura com tanta ligeireza.

    mas eu não sei de nenhuma safadeza, ao menos não do nível daquelas da quadrilha, ou da alteração da lei geral das telecomunicações, que tenha beneficiado diretamente o Geraldo, por exemplo, tampouco ele foi “meu” em algum momento. independente disso, a incompetência eu tratei sob a sua ótica.

    voltamos ao ponto de discordância:
    vc disse que não concebe o voto no Geraldo pq ele foi inepto no tocante a educação – apesar de SP ainda apresentar os melhores índices do país no quesito – e que, mesmo ciente do Mensalão, preferiu o Moluscão. Pois afinal, o trabalho do MEC durante o reinado do Inimputável I foi satisfatório, ou ao menos melhor do que o realizado pela (era o Chalita?) secretaria de educação de SP?

    ;^?

  103. Carlão said

    SAPO DE FORA NÃO CHIA

  104. Carlão said

    SAPO DE FORA NÃO CHIA…mas
    está ótimo ver os lulistas assumidos e enrustidos negarem a realidade comentário após comentário,
    Mona, ICONOCLASTAS,Marcelo Augusto e Chest estão matando a pau!
    Tá divertido!
    Continuem, plis!Está ótimo!

  105. mona said

    A quem realmente interessa um Estado Forte – fortaleza essa medida não pela sua efetiva presença onde é necessário à sociedade de uma maneira geral, mas pela sua presença nos lugares certos ao benefício de uma pequena parcela da sociedade (que também pode ser chamada de “quadrilha”)? Segue reportagem da Folha:

    “PF prova que o “PF” do mensalão do PT vinha do BB.

    A Polícia Federal está exigindo que o Banco do Brasil seja investigando, exibindo provas de que o famoso PF, mais conhecido pelos corruptos como Por Fora veio, efetivamente, dos cofres do banco para sustentar o Mensalão do PT. A matéria é da Folha de São Paulo.

    O relatório final da Polícia Federal sobre a origem do dinheiro do mensalão aponta total descontrole nos gastos do Banco do Brasil com publicidade e propõe que um inquérito apure o “incrível poder discricionário” dos diretores do banco para indicar empresas que são “agraciadas com recursos públicos”. O relatório confirma que recursos repassados pelo BB foram uma das principais fontes do mensalão, um esquema montado para compra de apoio político no Congresso que foi revelado pela Folha em 2005, no primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Assinado pelo delegado Luís Zampronha, o relatório afirma que o desvio de recursos do BB para o esquema “somente seria possível com a participação ativa de membros da instituição financeira”. A Folha teve acesso à íntegra do relatório da PF. O documento apresenta as conclusões de um inquérito aberto em 2007, após a apresentação da denúncia que deu origem ao processo do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal). A PF entregou o novo relatório em fevereiro ao Supremo, que o submeteu à análise da Procuradoria-Geral da República.

    Segundo a polícia, entre 2001 e 2005, o BB retirou R$ 151,9 milhões de sua cota no Fundo Visanet, criado por vários bancos para promover a bandeira de cartões Visa. Desse total, R$ 91,9 milhões foram repassados à DNA Propaganda, uma das agências de publicidade do empresário Marcos Valério -acusado de ser o principal operador do mensalão. A polícia concluiu que parte do dinheiro jamais chegou aos destinatários finais indicados nos documentos apresentados pela agência e foi desviada por Valério, seus sócios e funcionários. Outra parte foi destinada a negócios fictícios ou empresas que não comprovaram a realização dos serviços para os quais foram contratadas.

    Entre as 15 empresas que mais receberam recursos do Visanet em 2003, há empresas que não existiam formalmente na época dos repasses, como a Carre Airports, que ficou com R$ 1 milhão. Há casos em que a DNA, por meio de manobras contábeis e bancárias, se “apropriou” diretamente de recursos destinados a ações de marketing do BB. Em 2003, a DNA retirou, como “bônus”, R$ 579 mil de um contrato de R$ 2,5 milhões assinado com uma casa de shows. A PF também encontrou empresas, como a Editora Guia, que aparecem nas planilhas com mais recursos do que elas dizem ter recebido.

    Há, por fim, empresas que, segundo a PF, não apresentaram documentos que “comprovem a efetiva veiculação de publicidade”. O relatório menciona entre elas a TV Globo, que recebeu R$ 2,8 milhões em 2003 para “publicidade futura”. O fundo Visanet, criado em 2001 e extinto em novembro de 2005, foi formado por 26 bancos, mas os gastos realizados pela DNA e examinados pela PF estavam sob responsabilidade do BB. O então diretor de marketing do BB, Henrique Pizzolato, filiado ao PT, havia trabalhado na campanha que elegeu o presidente Lula em 2002. Segundo a PF, ele tinha total autonomia para escolher os beneficiários dos recursos que administrava. Segundo a polícia, os valores desviados dos contratos com o BB eram usados por Valério para abater parcelas de dois empréstimos que ele tomou nos bancos Rural e BMG para repassar ao PT.”

    Bem, quanto mais estatais robustas (= com $$$ disponível e controles fracos) estiverem à disposição da canalha, mais “abnegados” advogarão a causa do “meu” Estado Forte. E o Geddel na Caixa, hein? O esquema montado no BB vai ser pinto, perto do estrago que esse senhor fará ali… Dá-lhe, D. Dilma I, a muda.

  106. mona said

    A propósito do Código Florestal, Pax, segue uma carta do Aldo Rebelo à Miriam Leitão.
    Creio ser interessante se debruçar sobre o atual código e as propostas de alteração. Creio que um certo eixo para oposição pode ser encontrado a partir de temas como esse (afinal, o protesto dos ruralistas pôs 25.000 pessoas no Congresso, enquanto a manifestação dos ambientalistas pôs cerca de 1.000).

    “Por que mentir?

    O artigo “Código do Erro”, assinado por Miriam Leitão, expressa a pilhéria de Charles Dana de que o “jornalista separa o joio do trigo, e publica o joio”. Miriam é tida como jornalista bem informada, mas seu texto sobre o Código Florestal é uma sucessão de inverdades e erros carregados de má-fé e piores intenções.

    Produtividade inativa – Miriam Leitão fala de “61 mil hectares de área já desmatada de alta e média produtividade agrícola e que não está sendo usada”, quando deveria dizer 61 milhões, erro que pode ser atribuído, talvez, ao desconhecimento da jornalista sobre o valor do hectare (10.000 m²). Aguardo com ansiedade o suposto estudo de “especialistas da USP” que vai nos revelar essa medida cabalística de produtividade em terra inativa…Espero que tal eldorado verde não sejam, obviamente, pastagens degradadas.

    Caricatura e realidade – A possibilidade de um brasileiro ser preso por tirar uma minhoca da terra está prevista na lei n.º 9.605, de 1998 e no decreto n.º 6.514, de 2008. O que Miriam chama de caricatura em minhas citações é uma fotografia da realidade: o lavrador Josias Francisco dos Anjos foi cercado a tiros pela Polícia Florestal e preso por raspar a casca de uma árvore medicinal na beira do córrego Pindaíba, em Planaltina, perto de Brasília. Josias usava raspas do caule para fazer chá para sua mulher vítima da doença de Chagas. Foi algemado e encarcerado na delegacia. Por essa e outras, o jurista e ex-ministr o da Justiça Miguel Reale Jr. classificou a lei ambiental do Brasil como “um desastre. É a legislação mais envergonhante do Direito brasileiro. Eu a chamei de a lei hedionda dos crimes ambientais?”. E deu um exemplo tão burlesco quanto perturbador: “Se você escorrega e amassa a begônia do jardim do vizinho é crime.”

    Mudanças alopradas na lei – O Código Florestal não tem 50 anos. Foi promulgado há 77, em 1934, reformado em 1965 e sucessivamente adulterado por decretos, leis, medidas provisórias, portarias, resoluções da burocracia ambientalista encastelada no Estado. Boa parte dos produtores rurais foi posta na ilegalidade por supostos crimes cometidos antes da tipificação. A reserva legal de 80% na zona de floresta da Amazÿnia, por exemplo, é de 2000, mas antes disso o próprio Estado incentivava o pequeno lavrador que ele próprio levava como colono a derrubar a mata para ter direito ao lote e acesso a crédito. Com a mudança na lei, virou delinquente.

    Audiências pluralistas – Soa como insulto desqualificar as 64 audiências públicas que realizamos. Foram ouvidas todas as correntes de opinião. Grupos como o Greenpeace foram a quase todas e falaram à vontade. Aliás, em matéria de pluralismo, o artigo de Miriam Leitão é um caso acabado de uniopinião: ouviu um pesquisador do Imazon, contra meu projeto, evidentemente. Tal ONG é financiada por organizações como Fundação Ford, WWF-Usaid, Banco Mundial e Comissão Européia/Joint Research Center. Daí minha insistência em apontar a relação comercial e geopolítica entre essas entidades e os interesses econômicos que movem os Estados.

    O papel dos militares – Não me cabe convencer a ninguém de que a versão do código de 1965 correspondeu a uma “obsessão radical do governo militar”. A reforma do Código de 1934, que gerou a lei n.º 4.771, de 15 de setembro de 1965, não foi uma iniciativa dos militares, mas da presidência democrática de João Goulart. Com base em propostas formuladas desde 1950, o governo do primeiro-ministro Tancredo Neves encaminhou o projeto ao Congresso em 1962. Para a aprovação da lei em 1965, não havia, naturalmente, conluio entre caserna e ONGs, que são um produto contemporâneo da globalização e do neoliberalismo com a pretensão de ao menos influir nas decisões dos Estados nacionais. Para os militares, a pior poluição era pobreza, e daí se inferem suas preocupações ambientais.

    Terra não é problema – Não defendo o desmatamento de terras virgens para uso da agropecuária. A Confederação Nacional da Agricultura é que diz defender o “desmatamento zero”, com o que não concordo completamente, pois há Estados do Nordeste com porções de Cerrado que podem ser exploradas de forma sustentável para a produção de alimentos. Fixei em meu projeto uma moratória de cinco anos, que corresponderia ao período estabelecido para a regularização das propriedades postas fora da lei. Mas há pressões, até do Executivo, para que esta salvaguarda seja retirada. O problema é impedir o agricultor de usar a terra que tem e está diminuindo. Os censos do IBGE registram que entre 1996 e 2006 foram expropriados da agropecuária 23,7 milhões de hectares.

    Anistia é para erro – Quando a redatora afirma que “o erro principal da mudança do Código Florestal é se basear na tese de que é preciso anistiar o que foi feito errado” segue o padrão de não saber o que diz. À situação dos agricultores aplica-se o chiste do Barão de Itararé: “Anistia é um ato pelo qual os governos resolvem perdoar generosamente as injustiças e os crimes que eles mesmos cometeram.” Ademais, meu projeto não inventou anistia alguma. Ela foi concebida e concedida pelo governo do presidente Lula e seu ministro ambientalista Carlos Minc, pelo decreto n.º 7029, de 10 de dezembro de 2009, promulgado sem nenhum debate.

    Massacre dos 5 ha – Metade das propriedades do nordeste tem até 5 hectares, e apenas 0,6% da área com APP e Reserva Legal. Miriam e seus aliados querem confiscar 20% desse espaço para Reserva Legal e se um riachinho cruzar a propriedade (30 metros de mata ciliar de cada lado) mais 60% da área. Ao infeliz restaria quase nada para cultivar e sobreviver.

    COMIGO, NÃO, SENHORA JORNALISTA”.

    Aldo Rebelo”

  107. Pax said

    Ah, sim, Mona, e eu acredito que o Aldo Rebelo esteja à serviço dos pequenos proprietários do Nordentes, esses que têm até 5 hectares de terra.

    Sim, acredito sim.

    E tenho enorme esperança, inclusive, que o coelhinho da Páscoa me traga um grande ovo de chocolate. Estou até encomendando um meião desses de jogar futebol para que o tal ovo caiba dentro.

    Ora, cara Mona, o Aldo Rebelo está agradando estes 25 mil que estiveram, sim, no gramado em frente ao Congresso, mobilizados por Ronaldo Caiado, Kátia Abreu, Blairo Maggi, essa turma de pequenos proprietários que só querem o bem do nosso Meio Ambiente e jamais recorrem aos cofres públicos para sustentarem suas safras.

    Sei…

  108. Patriarca da Paciência said

    Mona,

    eu trabalhei como contador à época da ditadura militar.

    Os custos das obras eram apresentados e discutidos com gerência e diretoria, depois, às gargalhadas e pessoal propunha:

    – Bom, tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, agora só falta discutir as propinas!

    O lugar mais corrupto que já trabalhei foi nas empresas privadas!

  109. Elias said

    Consegui ler metade do artigo do Roberto Pompeu de Toledo!

    Simplesmente genial!

    Matou a charada a pau. Taí o rumo de que a oposição tanto precisava.

    Agora não precisa mais. Já tem.

    Simples: basta pegar os mesmos carachués de sempre e meter todos dentro do PSD, retirado do sarcófago pra ocupar o lugar do cadáver insepulto do DEM.

    Coisa de filme de terror, mas de resultado garantido: os votos finalmente virão, e por gravidade.

    Um cético poderá dizer: “Mas essa tática de mudar o nome de partidos e de ressuscitar velhas siglas tem sido usada à fartura no Brasil. O próprio PSD já foi ressuscitado e acabou funerado porque não deu certo. Por que daria certo agora?”

    Uma nova leitura do artigo de Roberto Pompeu de Toledo esclarecerá tudo. Ele vai logo avisando que o Índio já intuiu.

    Já pensou? Não é fácil! O Índio já intuiu.

    Lá vem o cético: “Mas esse Índio não é aquele doido que só fez merda na campanha do Serra?”

    Bem se vê que esse cético é neófito…

    O Índio é um estrategista. Cumpriu seu papel como tal. Na presidencial de 2010, as atenções se concentraram nas merdas que a merda do Índio fazia, desviando-se das merdas que o merda do Serra nunca deixou de fazer.

    O Serra até hoje lembra, emocionado, a decisiva contribuição do Índio à sua campanha. Diz ele: “Se não fosse a porra daquele Índio fazendo merda, não sei onde eu estaria hoje. Talvez numa merda ainda maior.”

    Questão de estratégia política…

    Agora, o Índio já intuiu, segundo Roberto Pompeu de Toledo.

    Intuiu o quê? Ora, intuiu que a classe média brasileira não tem quem a represente politicamente.

    Caramba! Como ninguém tinha percebido?

    A classe média está indignada com o aumento do preço da tevê por assinatura, do seguro total pra carro de passeio e dos pacotes de cruzeiro marítimo pelo Caribe, com partida em Miami…

    Tudo culpa do Lula e do PT.

    E nem vou falar da indignação da classe alta, extorquida pela elevação absurda do preço da diária de chalés nos picos nevados de Aspen.

    Taí o espaço político de que a oposição necessitava. A classe média não votava nesse pessoal porque ele estava no DEM. Agora, metendo-se todos dentro do saco do PSD a história vai ser outra.

    Burra, doida e desmemoriada como ela é, a classe média brasileira nem vai perceber que o Índio do PSD é o mesmo Índio do Serra. E que a Kátia é a mesma Abreu de antes.

    Mesma? Nem tanto. Antes, ela era liberal de direita, que se tornou Democrata de direita.

    Agora, ela é social democrata de direita.

    É um negócio meio sobrenatural, claro. Mas o astrólogo da Veja/FSP está aí pra resolver esse tipo de problema.

    Talvez ele entenda que a Kátia Abreu deva mudar o nome pra Kátia DE Abreu, marcando, assim, o surgimento de uma nova mulher.

    Ela continuará defendendo o trabalho escravo, evidentemente. E faz muito bem em fazer isso! O brasileiro precisa deixar de ser tão preconceituoso… Um país como o Brasil, que tem o imenso problema do desemprego, não pode ficar atacando quem cria postos de trabalho, só porque esse posto de trabalho é posto de trabalho escravo…

    Mas nada será como antes. Em sua nova fase social democrata de direita, Kátia DE Abreu vai elaborar um projeto de lei, concedendo direitos trabalhistas ao trabalhador escravo.

    Pelo projeto da Kátia DE Abreu, todo trabalhador escravo que completar 45 anos de serviço, será obrigatória e automaticamente promovido a cachorro, sem outra obrigação na vida a não ser roer osso e coçar pulgas no terreiro da fazenda.

    O PC do B já informou que apóia o projeto da Kátia DE Abreu. Questão fechada! O Aldo Rebelo disse que não abre mão de ser a segunda assinatura no projeto.

    Já estou vendo as ruas do Brasil tomadas por dondocas fazendo passeatas em defesa do trabalho escravo, da redução do preço da tevê por assinatura, das escovas japonesa, marroquina e de todas as demais nacionalidades, além de outros itens da mais absoluta importância para o futuro do país.

    Kátia pra presidente!

    (Pro Roberto Pompeu de Toledo pagar um mico desse – quase um orangotangal inteiro – a crise deve estar braba, mesmo… o que também explica porque o Chester endoidou de vez).

  110. Elias said

    Kátia Abreu no Partido Social Democrata?

    Uma Kátia Abreu social democrata é tão convincente quanto uma hiena vegetariana…

  111. mona said

    Pax, é essa turminha que você tanto despreza que faz bucha no teu estômago. Já tiveste a curiosidade de ler rótulos de pacotes de arroz e feijão, por exemplo? E os de latas de óleo? E o teu frango, se alimenta de ração feita à base de quê, messs?
    Se um dia alguém conseguir engendrar um discurso minimamente convincente acerca da revolução que o agronegócio fez neste nosso País, defendendo os produtores rurais, que podem ser pequenos, grandes ou médios, vamos ver com quantos paus se faz uma cangalha.

    Agora, mais uma notinha acerca do “Estado Forte” que os petistas a-do-ram…

    “Segundo O Globo, em reunião do Conselho de Administração da Valepar, realizada ontem, o petismo que aparelha o BNDES e a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, exigiu que a empresa passe a “investir” em obras do PAC. É a reestatização de fato da empresa. A partir de agora, a Vale será obrigada a transportar minério de ferro em trem-bala.”

  112. mona said

    Elias,
    já vi que, pelo seu discurso hidrófobo, a Kátia Abreu é capaz de mobilizar forças inimagináveis…
    Ou seja, pessoal, há uma luz no fim do túnel. A conferir.

  113. Chesterton said

    A partir de agora, a Vale será obrigada a transportar minério de ferro em trem-bala.”

    chest- [otima essa]

  114. Chesterton said

    Fidel está fazendo um de seus famosos discursos:
    — E a partir de agora teremos de fazer mais sacrifícios!

    Diz alguém na multidão:
    — Trabalharemos o dobro!

    — … E temos de entender que haverá menos alimentos!
    Diz a mesma voz:
    — Trabalharemos o triplo!

    — … E as dificuldades vão aumentar!
    Completa a mesma voz:
    — Trabalharemos o quádruplo!
    Aí o Fidel pergunta ao chefe de segurança:
    — Quem é esse sujeito que vai trabalhar tanto?
    — O coveiro, mi comandante.

  115. iconoclastas said

    #111,

    o Coronel brilhou nessa.

    …___…___…

    # 104, o Carlão, vc tb precisa divertir a gente, ve se aparece mais, teu bom humor faz falta.

    ;^)

  116. Patriarca da Paciência said

    “A partir de agora, a Vale será obrigada a transportar minério de ferro em trem-bala.”

    Não Chesterton, mas provavelmente transportará, em grandes trens e navios cargueiros, não apenas minério de ferro, mas também aço e peças prontas.

    Parece que é isso que os acionistas da Vale querem e o tal Roger Agnelli não queria.

  117. Pax said

    Não consigo acreditar que a turma da oposição acredite que Kassab, Katia Abreu e Indio da Costa serão uma solução para a oposição.

    Confesso que não.

    Aí sim que a jurupoca vai piar e a vaca não sairá mais do brejo.

  118. mona said

    Antecipando o futuro dourado imaginado pelo Patriarca:

    “Depois de inventar o ministério sem ministro, Dilma cria a estatal do trem fantasma
    Com duas medidas provisórias, Dilma Rousseff criou o ministério sem ministro e a estatal que pilota trem fantasma. Há dias, os parlamentares governistas assinaram a certidão de nascimento da Secretaria de Aviação Civil. Só falta escolher o chefe, que terá status de ministro. Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados apressou o parto da Empresa do Trem de Alta Velocidade (ETAV). Falta o trem-bala que Lula prometeu inaugurar em 2010 e não apitará em curva nenhuma antes de 2016. Depois dos Jogos Olímpicos do Rio.

    Faltam também empresas interessadas na construção do colosso ferroviário que promete viagens de Primeiro Mundo na rota Campinas-São Paulo-Rio de Janeiro. Mas a gastança já começou: a medida provisória que criou a estatal do nada autoriza a União a garantir um empréstimo de até R$ 20 bilhões ao consórcio vencedor da licitação que deveria ter ocorrido em 16 de dezembro de 2010, foi remarcada para o fim deste mês e será novamente adiada por três meses. Mesmo com a abertura dos cofres do BNDES, será preciso esperar mais três meses. No mínimo.

    Como demonstra o texto reproduzido na seção Vale Reprise, faltam ferrovias, vagões, locomotivas, metrôs, falta tudo que ande sobre trilhos, que também não existem. Nada disso parece importante aos passageiros da megalomania, da jequice e da ganância. Os países sensatos concluem a montagem de um sistema de transportes eficaz com a construção do trem-bala. O governo brasileiro resolveu começar pelo último capítulo. É mais que um monumental equívoco administrativo. É mais que um desperdício de pelo menos R$ 33 bilhões. É um ato criminoso tramado pelos parceiros que se consideram condenados à impunidade.”
    By Augusto Nunes.

  119. Patriarca da Paciência said

    Mona,

    o que o Trio Cabeção, (blog da óia) não sabe é que o Brasil é muito mais do que a vã filosofia deles pode imaginar!

    Eles ainda estão naquela de que o bom mesmo é “encher os bolsos no Brasil e ir passear na Europa”.

    Bons tempos aqueles! Claro que para uma minoria minúscula!

    O Brasil de hoje pode pensar grande porque pode realizar grande.

    E o Trio Cabeção vai ficando cada vez mais desacreditado!

  120. Elias said

    Patriarca,

    A Ferrovia dos Carajás já atingiu o ponto máximo de ocupação. Ultrapassou 100 milhões de toneladas.

    Agora, o transporte — de minério de ferro, cobre, gusa e aço laminado (em chapa plana e bobina quente) — se dará mais pela hidrovia. No ano passado o Lula inaugurou as eclusas que fazem a transposição do Tocantins pela área da hidrelétrica de Tucuruí. É uma das maiores obras hídricas do planeta.

    Na mesma oportunidade, foi iniciada a construção da ALPA (Aços Laminados do Pará), que dá início à verticalização da cadeia do ferro de Carajás (é o que permitirá a exportação não apenas de minério de ferro e de ferro gusa, mas também de aço).

    A exportação se dará tanto por Itaqui (Maranhão) quanto por Vila do Conde (Pará, onde está sendo implantada uma Zona de Processamento de Exportações-ZPE — cuja início da instalação também foi deflagrado pelo Lula, no ano passado — e uma nova unidade de produção de alumina, a CAP-Companhia de Alumina do Pará).

    Roger Agnelli NÃO queria iniciar a implantação da ALPA nem da CAP. Ele jogou essas iniciativas pras calendas desde que assumiu a presidência da Vale. Ele defendia, publicamente, que a Vale continuasse a exportar principalmente matérias primas básicas.

    Nem o governo FHC nem o governo Lula concordavam com isso.

    A explicação é simples: tome-se como exemplo a cadeia alumínica. O principal insumo é a energia elétrica, que é subsidiada.

    Se o Brasil se limitar a exportar alumina e alumínio em lingote, ele estará, de fato, exportando energia elétrica.

    Como a energia elétrica para a cadeia alumínica é subsidiada, ao exportar alumina e alumínio em lingote, o país está, na verdade, exportando subsídio, sob a forma de energia elétrica cristalizada.

    A partir de 2009, quando já havia se tornado cabra marcado, Agnelli começou a recuar de suas posições, provavelmente pra se manter no cargo. A contragosto, acabou concordando com o início da implantação da ALPA e da CAP.

    Mas, a essa altura, já perdera a força dentro do Conselho de Administração. Pelo menos em uma oportunidade, ele foi obrigado a calar a boca numa reunião do Conselho. Foi dito a ele que um determinado ponto de pauta era “assunto de acionista”.

    Dava-se de barato que, se Roger fosse mantido, a ALPA e a CAP não sairiam do papel. Ele iria postergar o quanto pudesse.

    Mas não é verdade que Roger tenha sido acusado de levar algum por baixo do pano pra postergar a ALPA e a CAP.

    Também não é verdade que haja alguma suspeita de que ele levou algum por baixo do pano pra fazer no Japão umas “comprinhas” que bem poderiam ter sido feitas no Brasil.

    Se isso acontecer nos próximos meses, será fato novo. Até aqui, ninguém disse nada parecido.

  121. Elias said

    Suponho que Roger vai ficar caladinho, com o marquês de rebicó colado à parede.

    Afinal, macaco que muito pula, quer chumbo.

    E ninguém tem dúvidas quanto a que com o pessoal do Bradesco não se brinca…

  122. Olá!

    Elias,

    “Se a frase é sua, peço-lhe que me desculpe. Evidentemente que não o considero um idiota.”

    OK! Desculpas aceitas.

    Desculpe-me também caso eu tenha me excedido em algum ponto.

    “De qualquer modo sua alusão à participação do PT na escolha do novo presidente da Vale é absurda. Desprovida de qualquer fundamento.”

    Elias, apenas olhe para a tradição do seu partido e veja como ele atuou e tem atuado quanto à Vale.

    Várias vezes o PT tocou no assunto de reestatizar a Vale e lembrem tambem qual foi a atuação do PT ao longo do processo de “privatização” da empresa.

    Você queria que eu pensasse o quê sobre a relação PT-Vale?

    Os petistas têm um certo ressentimento pelo fato de eles não terem tanto controle sobre a Vale quanto têm nas grandes estatais.

    “Pelas suas palavras, você está qualificando como desonesta a empresa de consultoria que fez a pré-seleção e elaborou a lista. Afinal, a pré-seleção e elaboração da lista é realizada sem a participação de nenhum dirigente ou acionista da Vale. Imagina do PT…”

    Não é o caso de considerar desonesta a empresa que selecionou o novo presidente da Vale. Mas, pelo menos a mim, não convence. Eu ainda suspeito que houve, sim, intereferência política nesse processo.

    Elias, uma curiosidade de minha parte: Você, dia desses, afirmou que a Vale tem uma boa camada de incentivos fiscais e, digamos, não-fiscais, aí no Pará — a exemplo dos R$ 280 bilhões. Você poderia, por gentileza, fazer uma lista com todos os incentivos que o Pará deu à Vale e a contrapartida que a empresa deu ao seu estado?

    A Vale construiu alguma escola, creche, biblioteca, hospital, etc. para a população mais pobre do seu estado? Não se prenda apenas a esse tipo de contrapartida, você pode citar qualquer tipo.

    Essa é uma curiosidade minha.

    Até!

    Marcelo

  123. Chesterton said

    A Vale privatizada vizava o interesse dos acionistas, pensionistas de empresas estatais e cidadãos comuns que resolveram botar seu rico dinheirinho lá.
    A Vale estatizada vai vizar o “interesse nacional”, uma expressão maravilhosa mas que na verdade significa “interesse dos partidos nacionais que hora estão no poder” que resultará numa questão de poucos anos em prejuizo e favorecimento com consequente necessidade de aporte de “recuros (a tua grana ó Mané) do tesouro para cobrir rombos….

  124. Chesterton said

    “De qualquer modo sua alusão à participação do PT na escolha do novo presidente da Vale é absurda. Desprovida de qualquer fundamento.”

    chest- e sobre a demissão do Roger?

  125. iconoclastas said

    RR de hoje:

    “O ministro Guido Mantega é considerado pelo núcleo duro do governo como menos bem-dotado no quesito massa encefálica (é teu irmão, pati-pati?). Pois bem, Mantega promete desafiar a turma do neurônio afiado com resultados muito além das expectativas. Já comunicou à presidente Dilma Roussef que novas projeções permitem acreditar em um superávit primário de 4% para um PIB que pode chegar a 5%. Os próximos três meses já cantarão a pedra”

    de maquiagem ele é criativo…

    ;^))

  126. iconoclastas said

    “Não consigo acreditar que a turma da oposição acredite que Kassab, Katia Abreu e Indio da Costa serão uma solução para a oposição.”

    o Pax,

    percebe-se que você não tá muito numa de responder (ali acima ficou tudo em branco), mas faz um favorzinho – afinal teu espaço se pretende um ambiente de debate sobre política e ética – e esclarece pra mim, e talvez a outros, o que há de errado com o Kassab e a Kátia Abreu?

    sem sacadinha, s´il te plait…

    ;^?

  127. Pax said

    Caro Iconoclastas,

    Não creio ser necessário, procure você mesmo. Há inúmeras questões do Kassab e as imobiliárias paulistas (procure AIB). E a Kátia Abreu? Bem, meu caro, sinta-se à vontade para achá-la como um caminho de liderança.

    Depois arque com as consequências.

    Diria, simplificando e sem querer me alongar demais, que acho o mesmo que achei no ano passado sobre um monte de destemperados – como o tal tio bobalhão mor – apostar no menino destrambelhado seria capaz de angariar votos e fazer o Serra bater Dilma. Deu no que deu.

    Cá entre nós, apostaria muito mais na capacidade do Aécio assumir uma posição realmente inteligente e políticamente competente de fazer alguma frente. Essa que aparece morre logo, no meu achismo. Não há estofo, é fraca, não há uma razão de ser, não há um projeto.

    Basta ver a fala do Kassab: não será um partido de esquerda, nem de direita, nem de centro, nem da situação, nem da oposição… algo por aí. Então o que mesmo será?

    Como dizia minha bistataravó, pau que nasce torto, morre torto.

  128. mona said

    Para mim, o fato de todo petista querer o Aécio como o “dono da oposição”, dizendo que se trataria de uma oposição “amadurecida” (=domada), “visando os interesses do país” (=cooptada), etc e tal, diz muito acerca do quer realmente pensam sobre o “perigo” que ele rerpesentaria ao projeto de poder petista.
    Sinto-me bem à vontade quando vejo a reação do Elias e do Pax ao nome da Kátia Abreu. Pelo visto, a mulher tem a força… A conferir.

  129. iconoclastas said

    paxcinho, paxcinho,

    não é necessário? ora, mas o blog/forum não é para debate de idéias, troca de informações?
    pq tanta dificuldade de responder? é no mínimo falta de cortesia… ou será falta de segurança?

    ;^)))

    …___…___…___…

    para turma, que como o anfitrião gosta de acreditar, o Fiuza tem novas (eu to um pouco atrasado), mas não boas…

    “Belo Monte, a crise
    18:42, 6/04/2011
    gmfiuza
    Geral Tags: Amazônia, Belo Monte, dilma, Direitos humanos, Gastos públicos, Lula, PAC

    O piloto automático de Dilma Rousseff está com aprovação de 73% dos brasileiros. A expectativa é grande para o que vai acontecer com esse índice quando a presidenta começar a governar.

    O estilo “deixa estar, para ver como é que fica” é um sucesso. Mas eis que, diante do eterno abacaxi de Belo Monte, Dilma dá sinais de que finalmente mostrará quem é.

    A OEA (Organização dos Estados Americanos) pediu a suspensão da licença de construção da hidrelétrica, em defesa das populações que serão atingidas pela barragem. Irritada, a presidenta determinou ao Itamaraty que reagisse “à altura”.

    Estava demorando. O figurino Dilminha paz e amor até que resistiu bastante. Em algum momento ele ia se esgarçar. E para isso nem foi preciso uma crise de verdade.

    Como se sabe, a usina de Belo Monte é um monstrengo – ambientalmente desastroso e economicamente estúpido. Mas, como também se sabe, o que a OEA diz ou deixa de dizer não tem a menor importância.

    Aí entra em cena a habilidade política da grande gerente Dilma Rousseff. Diante do ganido da OEA, a presidenta ruge. E transforma o soluço em estrondo.

    Atendendo à chefe, o Itamaraty solta uma nota classificando de “precipitadas e injustificáveis” as recomendações da OEA. Já seria exótico um governo batendo boca com um organismo obsoleto e desimportante, mas não parou aí.

    Depois da nota, o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, emendou uma declaração pública, avisando que o governo prepara uma resposta “ainda mais oficial”. Haja patriotismo.

    Entre ações meio oficiais e muito oficiais, Dilma vai dando uma aula de como fermentar uma crise.

    Belo Monte é um projeto aprovado a toque de caixa por Lula às vésperas das eleições, para embelezar a fantasia do PAC em favor de sua candidata.

    O resultado é o projeto de uma usina antieconômica, em cujo lago vão afundar mais de 40 bilhões de reais em dinheiro do contribuinte – porque a iniciativa privada, obviamente, correu do mico.

    Agora o mico está nas mãos certas. Se o presente era para a Mãe do PAC, ela que o embale.

    Mas com toda essa gritaria oficial, vai ser difícil a criança dormir.”

    ;^/

  130. Chesterton said

    Depois arque com as consequências.

    chest (rs) isso é uma ameaça? Pelo menos poderia explicitar melhor a ameaça?

  131. Chesterton said

    Para mim, o fato de todo petista querer o Aécio como o “dono da oposição”, dizendo que se trataria de uma oposição “amadurecida” (=domada), “visando os interesses do país” (=cooptada), etc e tal, diz muito acerca do quer realmente pensam sobre o “perigo” que ele rerpesentaria ao projeto de poder petista.
    Sinto-me bem à vontade quando vejo a reação do Elias e do Pax ao nome da Kátia Abreu. Pelo visto, a mulher tem a força… A conferir.

    chest- eu sei que você não me dá mais bola, mas essa foi em cheio. ChapÔ”!

  132. mona said

    Chest, eu te amo! Entenda nossas divergências como algo normal, que serve apenas para apimentar nossa relação.

  133. Pax said

    Iconoclastinho,

    Você me acusar de falta de cortezia. Poupe-nos deste papel, por você. Acredite.

    Caro Chesterton,

    Sim, arcar com as consequências. Só que, nesta, eu também danço. Se o Brasil se tornar mais e mais um país de um só lado, onde vamos parar? Será que nunca falei que torço que haja uma oposição competente? Será que nunca falei que torço que forças liberais sejam representadas por gente de respeito e peso? Acho que sim. É só dar uma pesquisada em tudo que ando falando por aqui.

    Cara Mona,

    Mais domada que o Kassab? Hum… De novo, parece que vocês não ouviram suas declarações:

    “não sou de direita, não sou de esquerda, não sou de centro, não sou oposição nem tampouco sou situação…”

    Afinal, é o que mesmo este PSD? A que veio?

    (cá entre nós, apostaria sim, no Aécio, torceria que trouxesse o apoio do FHC e que colocassem o Serra e o Alckmin para escanteio. Aí acho que há possibilidade de nascer algo realmente interessante)

  134. iconoclastas said

    “Será que nunca falei que torço que haja uma oposição competente?”

    sei, já a situação pode ser incompetente, corrupta e etc…

    e a responsabilidade disso é minha…

    Paxsir, cortês e lógico!

    ;^)))

  135. Elias said

    Marcelo,

    O Pará NÃO CONCEDEU incentivos fiscais à Vale. Quem concedeu foi o governo federal. Só que o governo federal concedeu incentivos fiscais de tributos ESTADUAIS.

    Daí porque o ex-governador paranese, Hélio Gueiros, costumava se referir a isso dizendo que o governo federal havia dado “barretada com chapéu alheio”.

    É como se o chefe do Marcelo fizesse doações filantrópicas usando o salário do Marcelo, e não o dele próprio, doador.

    Pela “Lei Kandir”, a União deveria ressarcir do Estado do Pará, por essas perdas. Só que o ressarcimento não chega nem perto do que o Estado perde. Hoje, segundo os Tribunais de Contas da União e do estado do Pará, este estado amarga uma perda que já passa dos R$ 280 bilhões.

    O que a Vale dá ao Pará, em troca? Quase nada, se considerarmos que é daqui que ela tira a maior parte de seu lucro.

    A Vale praticamente não compra insumos no Pará, ao contrário do que fazia a Jari, nos tempos do Daniel Ludwig. Nessa época, a Jari só comprava fora do Pará aquilo que o mercado local não tinha como atender.

    Já a Vale, pelo contrário, não compra no Pará nem papel higiênico. O único insumo paranese que ela usa à tripa forra é a energia elétrica. Mais da metade da produção de Tucuruí vai pra
    Vale. Esse insumo é subsidiado e o custo do subsídio é distribuído nas contas de consumo de energia elétrica de todo o país. Um morador do Rio Grande do Sul, p.ex., paga uma parte desse subsídio.

    Os empregos gerados também são mínimos, até porque as plantas industriais são moderníssimas, intensivas de tecnologia e não de mão-de-obra. Uma siderúrgica como a ALPA, p.ex., em termos tecnológicos, está vários degráus acima de Volta Redonda.

    Nesse particular, aliás, a coisa é simplesmente terrível.

    Durante a implantação de um megaprojeto de um megaprograma, como o PGC, são atraídos pro Pará pelo menos 30 mil trabalhadores de baixa qualificação. A maioria, do Nordeste. Boa parte deles vem com a família. Dá pelo menos uma 80 mil pessoas.

    Aí a implantação do projeto é concluída e começa a operação. O projeto absorve, de mão-de-obra direta e indireta, uma 5 mil pessoas, o que não é pouco. Acontece que ele atraiu 80 mil.

    Para quem ficam os 75 mil? Para o Estado e as Prefeituras. São pessoas de baixo nível de instrução e qualificação profissional. Viviam das obras de implantação do projeto. Agora, que a implantação acabou, perderam sua fonte de renda. Não têm onde trabalhar. Precisam do Poder Público pra proporcionar educação para si mesmos e para seus filhos. Idem proteção à saúde, etc, etc.

    É o pessoal que acaba se aboletando nas chamadas “ocupações precárias”. Barracos insalubres nas periferias de cidades como Belém, Marabá e imediações de Barcarena (Abaetetuba, Igarapé Miri, etc), Oriximiná, etc.

    Na prática, o Estado e os Municípios terão ganho, a cada megaprojeto, um adicional de 75 mil a 100 mil habitantes de baixa renda… e nenhum centavo de imposto.

    E, você sabe: população de baixa renda = mais despesa pública.

    A situação de Porto Trombetas (Oriximiná) é um exemplo agravado. Diziam que as jazidas de bauxita (refratária e alumínica) seriam esgotadas em 50 anos. Nesse período, a economia de Oriximiná seria preparada para viver sem a bauxita, etc, etc.

    Acontece que, com o aumento da demanda chinesa, a bauxita de Oriximiná acabou em pouco mais de 20 anos. E a economia do município NÃO foi preparada pra viver sem a bauxita. Mas a população é muitas vezes maior do que a existente quando se iniciou a extração da bauxita.

    O que fazer? O que quer que seja, não tem nada a ver com a Vale. É problema do Estado e do Município, cujos encargos foram multiplicados de muitas vezes, sem que o mesmo acontecesse com suas receitas.

    Daí porque, na maior parte do Pará e pela maior parte dos paraenses, a Vale não é vista com muita simpatia. Até aqui, ela tem sido muito mais fonte de problema do que outra coisa.

    Pra você ter um exemplo mais ou menos frio:

    1 – Entre no site do IBGE.

    2 – Compare as informações de Barcarena e Santarém referentes a PIB, Caderneta de Poupança e depósitos a prazo..

    A Vale está em Barcarena, mas não em Santarém.

    Você verá que o PIB de Barcarena é o dobro do PIB de Santarém. Mas a soma dos depósitos em caderneta de poupança com depósitos a prazo é MUITO maior em Santarém do que em Barcarena.

    Isso dá uma idéia do que acontece em termos de internalização da renda.

    Também acho idiotice propor que a Vale faça investimentos no PAC.

    Ela precisa investir em programas filantrópicos, pra fazer aquela encenação de “responsabilidade social”, que conta pontos na certificação, que ajuda na conquista e manutenção de mercados do 1º mundo, etc e tal.

    Problema dela. A meu pensar, ela deve investir no que achar melhor. Tanto faz que seja PAC, PTP ou o que diabo for.

    Pra mim, a Vale tem mais é que trabalhar, produzir, fazer negócio, ganhar dinheiro e… PAGAR IMPOSTOS.

    O que não está certo é uma filial da Lojas Americanas pagar mais imposto que a Vale.

    Pra mim, isso é sacanagem!

    Todas as vezes que um peixão como a Vale, a Editora Abril, a FSP “et caterva” deixa de pagar impostos, a subtributação dele se converte em supertributação para um porrilhão de pessoas que ganham bem menos.

  136. Elias said

    Do Rafael Spuldar, na BBC Brasil:

    “Após 100 dias de Dilma no poder, oposição ainda busca discurso”
    …………..

    “Outro exemplo da divisão dos partidos opositores a Dilma foi a decisão do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, de se desfiliar do DEM e fundar o Partido Social Democrático (PSD).

    O novo partido já ganhou a adesão de outros integrantes do DEM, como o ex-candidato a vice-presidente Índio da Costa, a senadora Kátia Abreu (TO) e o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos.

    Para Cláudio Couto (cientista político), o PSD surge como um partido sem ideologia clara e disposto a não participar da oposição, o que seria exemplo tanto de uma crise ideológica da oposição como de uma divisão dos partidos. “O PSDB não se une, e o DEM se esfacela”, afirma.

    O líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias, nega que a saída de Kassab do DEM represente uma divisão dos partidos de oposição. O senador afirma que a relevância política deste fato ainda é desconhecida.

    “Kassab não tem luz própria ainda, não tem visibilidade nacional”, disse o senador à BBC Brasil. “(O PSD) não será um partido de conteúdo programático, não creio que seja capaz de empolgar alguém.”

    Em termos de propostas, Carlos Ranulfo Melo vê uma homogeneidade entre governo e oposição. O analista credita isso, em parte, a uma “crise ideológica da direita”, que teve, segundo ele, seu espaço reduzido no cenário político.

    “PSDB e PT disputam o centro do sistema partidário, disputam o mesmo lugar, separados apenas por algumas nuances: enquanto o PT é mais social, o PSDB aposta na eficiência.”

    “Lula roubou um pouco daquilo que seria o nicho preferencial da oposição, quando optou por manter a mesma política econômica de Fernando Henrique Cardoso”, diz Cláudio Couto. “Sem este nicho específico, a oposição fica em uma ‘sinuca de bico’.”

  137. Chesterton said

    Um homem de confiança do governador Tarso Genro, Francisco Narbal Alves Rodrigues, ex-coordenador nacional do Pronasci durante a gestão do ex-ministro da Justiçam atual segundo homem mais importante do Escrítório de Representação do RS em Brasília (nomeado pelo atual governo), conhecido militante do PT no Estado e ex-dirigente do Cpers, foi preso na última terça-feira pela Polícia Federa, acusado de roubar dinheiro público. Ele foi um dos presos durante a Operação Déjà Vu II, deflagrada pela Polícia Federal. A operação investigou desvios em contratos do Pronasci, programa comandado por Tarso Genro no Ministério da Justiça. Leia no Políbio Braga Online.

  138. Carlão said

    #119 Betty da Matilde
    Tá na hora de fazer um upgrade!
    FYI:
    O brasileiro rico (a nova classe média…endinheirada)não vai mais à Europa.
    Viajam a New York, Miami e ao Caribbe.
    Preferem os transatlânticos Allure e Oasis of the Seas- Os maiores do mundo
    com capacidade de 6000 passageiros (fora a tripulação), cada um. Um grande hotel flutuante, shoppings diferenciados e com 10 restaurantes e bares de alto luxo.
    Toda terça (Oásis) e quarta (Allure), chegam na ilha onde moro, 2500/3000 brasileiros viajantes
    com sede de compras de alto valor.
    Relógios e joias principalmente.
    Gastam em média US$ 4.000 por compra nas lojas socialistas da Rolex, Cartier, Bvlgary e
    H.Stern, entre outras. hehehe
    Afirmam que aqui as compras custam 30 a 40 % a menos que no Brasil(impostos).
    Nada a reclamar. Ao contrário.
    Graças aos brasileiros ricos ganhei mais de 20,000 dólares
    de comissão durante o Carnaval passado – TERÇA E QUARTA DE CINZAS.
    Troquei minha velha Mercedes CLS 450 2009 por um novo BMW 750i.
    Adoro ser socialista à brasileira.
    Viva o governo “neo-socialista” do Brasil…!
    – Ninguém investe, ninguém poupa, os serviços sociais são sofríveis, Dilma é extremamente competente e “todos” viajam
    e fazem compras com o dólar a real ~1,60.
    Brasil uma nova “jabuticaba” da economia mundial.
    E tem gente aqui que reclama.
    Eu não …eu me divirto com seus comentários Betty…hehehe

    continue plis!
    regards

    PS. e por falar em Dilma este vídeo é imperdível.Elenira? Djanira? e a quase crise institucional do quadro “esquecido” pelo gabinete.

    Serra deve estar rindo de orelha a orelha sobre a fala de dilma enquanto Hebe quase perde a dentadura deois de sair da capela e várias vezes depois…
    Na TV (no show)os comentários também foram balísticos…
    afinal Dilma é merda ou chocolate?
    fica a pergunta de 1 milhão de dólares!

  139. Pax said

    Empresas do publicitário Marcos Valério receberam R$ 92 milhões – O Globo – 09 abril de 2010
    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/04/08/empresas-do-publicitario-marcos-valerio-receberam-92-milhoes-924197580.asp

    (enquanto isso, arrotam-se grandiosidades que interessam mesmo as kátias falácias)

  140. Chesterton said

    Pax armando sua sída do P, ex-T (partido dos ex-trabalhadores)

  141. Carlão said

    Veja o velhaco mentiroso arrotando bobagens sobre o mensalão que não existiu:

    Em 5 de novembro de 2009, numa entrevista ao repórter Kennedy Alencar, caprichou na imitação de detetive de filme classe C para impressionar os espectadores da RedeTV! com a frase enigmática: “Essa história de mensalão é uma das muitas histórias que ainda não estão devidamente esclarecidas e explicadas. Quando estiver fora do governo, eu vou me dedicar a estudar o caso até entender o que realmente aconteceu”.

    Semana passada em Whashington sobre o relatório da Poliícia Federal:
    “Não tive chance de dar uma olhada nem vou olhar, não sou advogado”

    lula, o mentiroso desistiu de sua promessa de “estudar o caso até entender o que realmente aconteceu”

  142. Chesterton said

    Transitado em
    julgado no STJ:
    Marta é ‘perua’
    A senadora e ex-prefeita paulistana Marta Suplicy (PT) pode ser chamada de “perua” sem que isso implique em “indenização por dano moral”, como ela pretendia. A indenização foi negada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e ela recorreu, mas o Superior Tribunal de Justiça decidiu que seu recurso é “incabível”. O TJ entendeu que a revista Veja utilizou a expressão apenas para ressaltar o “estilo pessoal” de Marta. CH

  143. Chesterton said

    revanchismo ilimitado da petralhada contra o regime militar pós-64 acaba de criar mais um monstrengo burocrático que indica como a futura Comissão da Verdade tem tudo para ser altamente tendenciosa. O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo baixou uma portaria, na terça-feira passada, que rasga com a Lei de Anistia de 1979 – já referendada pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro, mas sistematicamente questionada pela globalitária Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU.

    A portaria 417, de 5 de abril de 2011, publicada no Diário Oficial da União, comete uma flagrante injustiça e uma clara inconstitucionalidade no acesso a documentos guardados no Arquivo Nacional. A regra prevê um tratamento diferenciado (e discriminatório) para agentes do Estado e para aqueles que tiveram seus nomes incluídos como “inimigos do Estado” em processos investigatórios promovidos pelo extinto Sistema Nacional de Informações e Contrainformação – SISNI -, entre os anos de 1964 e 1985.

    O parágrafo segundo do artigo primeiro da Portaria 417 é implacável e não protege a intimidade ou a privacidade de quem trabalhou no Nacional de Informações e Contrainformação – SISNI. O texto de Cardozo deixa claro que: “Não serão ocultadas informações relacionadas a agentes públicos no exercício de cargo, emprego ou função pública”. Em relação aos prejudicados pelo “regime militar”, o artigo segundo da regrinha de Cardozo garante total proteção de intimidade, vida privada, honra e imagem de pessoas.

    Só terão acesso aos dados: “I – o titular das informações pessoais; II – o cônjuge ou companheiro, ascendente ou descendente do titular das informações, caso este seja morto ou ausente; III – o terceiro previamente autorizado pelo titular das informações ou, caso este seja morto ou ausente, por seu cônjuge ou companheiro, ascendente ou descendente”. Além disso, o parágrafo primeiro do mesmo artigo indica que “qualquer interessado poderá ter acesso aos documentos mencionados no art. 1o, mediante busca por tema específico, desde que sejam expurgados ou ocultados os dados que permitam identificar o titular das informações pessoais”.

    Pela portaria do ministro Cardozo, o Arquivo Nacional promete elaborar a “Carta de Serviços ao Cidadão” a ser disponibilizada em seu sítio oficial na Internet e nos locais de consulta, esclarecendo ao público, em linguagem clara, o serviço previsto nesta Portaria, inclusive quanto aos requisitos e exigências necessários para acessá-lo.
    alerta total

  144. Chesterton said

    Músicos saem do palco e OSB cancela 1º concerto pós-crise

    DO RIO – A OSB (Orquestra Sinfônica Brasileira) cancelou o concerto de ontem no Theatro Municipal do Rio depois que músicos da OSB Jovem se recusaram a tocar regidos pelo maestro Roberto Minczuk.
    Os instrumentistas deixaram o palco depois que Minczuk subiu e foi vaiado por metade da plateia.
    Do lado de fora do teatro, um grupo de funcionários demitidos da OSB protestavam com faixas e panfletos.
    Este foi o primeiro concerto após a crise na orquestra, iniciada com a tentativa de avaliação dos músicos e que culminou na demissão de 44 profissionais.
    Para Minczuk, os jovens instrumentistas estão sendo cooptados pelos funcionários demitidos. “As pessoas estão sendo envenenadas por uma história que não é verdadeira”, disse.
    A OSB cancelou também a apresentação agendada para este domingo, no Rio.
    Na terça-feira, os músicos demitidos respondem se aceitarão a oferta da orquestra em reintegrá-los à equipe. Para serem readmitidos, a instituição exige que seja feita uma avaliação de desempenho.

    chest= só falta cotas para orquestras….

  145. Carlão said

    Por que não me ufano. (Daniel Piza)

    No domingo passado a revista Época trouxe excelente material sobre o mensalão, revelando o relatório da Polícia Federal e enterrando de vez quaisquer “relativizações” da parte dos políticos como o Lula ou dos intelectuais como Marilena Chaui, para quem aquela foi uma crise sem gravidade. Os que diziam que não havia dinheiro estatal envolvido – como se Marcos Valério não vivesse basicamente de licitações, muitas das quais nem sequer executava – agora não podem negar mais nada, com as provas da participação do fundo Visanet. Os que acreditaram no “eu não sabia” de Lula precisam arranjar logo desculpas novas para o fato de que Valério pagava os seguranças dele. Os que diziam que Daniel Dantas era o maior inimigo do governo devem então explicar como foi procurado para dar R$ 50 milhões ao PT. E os que tantas vezes disseram que os petistas eram mais honestos e menos fisiológicos têm diante de si uma lista de acusados imensa. O mensalão existiu, foi grave e nunca mais a imagem da “esquerda” brasileira foi a mesma.

    M.Tomas Bastos ensinou lula a dizer – eu n~ao sabia

  146. Carlão said

    Por que não me ufano. (Daniel Piza)

    No domingo passado a revista Época trouxe excelente material sobre o mensalão, revelando o relatório da Polícia Federal e enterrando de vez quaisquer “relativizações” da parte dos políticos como o Lula ou dos intelectuais como Marilena Chaui, para quem aquela foi uma crise sem gravidade. Os que diziam que não havia dinheiro estatal envolvido – como se Marcos Valério não vivesse basicamente de licitações, muitas das quais nem sequer executava – agora não podem negar mais nada, com as provas da participação do fundo Visanet. Os que acreditaram no “eu não sabia” de Lula precisam arranjar logo desculpas novas para o fato de que Valério pagava os seguranças dele. Os que diziam que Daniel Dantas era o maior inimigo do governo devem então explicar como foi procurado para dar R$ 50 milhões ao PT. E os que tantas vezes disseram que os petistas eram mais honestos e menos fisiológicos têm diante de si uma lista de acusados imensa. O mensalão existiu, foi grave e nunca mais a imagem da “esquerda” brasileira foi a mesma.

    A FARSA ESTA CAINDO DIA A DIA!

  147. Carlão said

    o “não” correto voltou:
    M.Tomas Bastos ensinou lula a dizer – eu não sabia.
    A sociedade “esquisobrasileira” ficou impotente,
    A oposição se acovardou e se omitiu, a imprensa contemporizou e lula “enlouqueceu de poder”,

    Como consequencia, o Brasil entrou no desvio moral, onde continua quase parando esperando que alguns milagres aconteçam…como desvalorizar o Real? é um software que o PSDB não publicou!KCT!
    O PT não sabe. Mantega está perdido, Dilma não quer prejudicar sua imagem e enquanto isso la vacca è andatta al “brejo”
    e agora…vamos aguardar e depois continuaremos a aguardar
    para esperar o ambiente se ajustar internacionalmente, aumentando a carga tributária do consumidor sem diminuir o prazo de pagamento.
    Resultado aumenta a arrecadação sem reduzir o consumo.
    e continuaremos a aguardar e aguardar

    q bosta de governo!

  148. Patriarca da Paciência said

    O Brasil cresce, pleno emprego, grandes projetos sendo realizados, mais de 90% da população aprova o governo e… os prefetas do apocalipse com suas arengas de sempre.

    Oh prostituta Jerusalém, serás tragada em tua própria iniquidade!

    Mar de lama! Mar de lama!

    É mesmo muito patético!

    Seria cômico se não fosse trágico!

  149. Elias said

    Patriarca,

    Você ainda não percebeu?

    O Brasil é um país à beira de um abismo.

    Aliás, já está despencando nele!

    A inflação vai voltar com tudo. Já, já, teremos híperinflação. O país vai se endividar novamente no exterior. A economia vai estagnar. O desemprego vai aumentar.

    A oposição vai ganhar força. Principalmente os social democratas de direita e os comunistas neo-liberais. A classe média vai apoiá-los decisivamente.

    Em 2012, esses dois novos segmentos da política brasileira vão mostrar toda a sua força nas eleições municipais.

    Dois anos depois chegarão à Presidência da República, pra colocar o país nos eixos.

    Se praga de urubu matasse cavalo…

  150. Patriarca da Paciência said

    É bem isso aí, caro Elias.

    A inveja é infinita!

  151. mona said

    Adorei aquela do PT não saber operar o hardware sem um software herdado. Não sabem desenvolver programa nenhum, coisa que já há algum tempo tem-se falado. Quando perdem o manual de ajuda dos softwares herdados, começam a bater cabeça… Cadê a equipe de suporte e de manutenção? Não servem mais, porque o ambiente mudou e agora têm que ser desenvolvidos novos e mais complexos programas… Cadê a equipe de desenvolvimento de softwares? Talvez o Guidinho Histriônico – que, dizem as más línguas, tem um estilo bebê-chorão que incomoda demais a Presidenta Gerenta Presidenta – tenha a resposta. Pobre país…

  152. Elias said

    Patriarca,

    Lembra do macaquinho de realejo, de um truque só?

    Pois é. Tem um pessoal aí que, há quase 50 anos, aprendeu um truque: pra se dar bem politicamente, tinha que passar filme de terror pra classe média. Tinha que dizer que o país estava à beira de um abismo, que ima mergulhar no caos e na anarquia e que tudo isso era culpa você sabe muito bem de quem…

    Deu certo.

    Aí esse pessoal pensa que pode ficar repetindo o mesmo truque, sempre. É bem verdade que a União Soviética não tá mais aí pra fazer o papel de bicho papão preferencial. Além disso, Fidel Castro não passa de um pé-na-cova. Paciência… o jeito é apelar pra Foro SP, Chavez, Morales… Qualquer coisa serve pra montar o filme de terror.

    Quem não tem cão nem gato, caça com rato…

    O difícil, pra essa turma, é arranjar quem ainda acredite nessas babaquices.

    Volta e meia, alguém abre o baú empoeirado e de lá tira um daqueles truques antigos, que renderam alguma coisa no passado. Os truques são sempre dois: (a) troca-se o nome de um partido aqui; (b) ressuscita-se uma sigla defunta ali. Quando não é “a”, é “b”. Com eles, espera-se dar mais tempero, sabor e arte ao truque principal, que é o do filme de terror.

    Naturalmente que isso é vendido à plebe rude e ignara como se fosse o supra-sumo da estratégia de gênios da política (alçando-se a essa honrosa condição ninguém menos que o Índio do Serra, aquele que nunca tarda nem falha em fazer cocô na sala).

    Agora mesmo, o sempre tão cauteloso Roberto Pompeu de Toledo tenta mostrar a recriação do PSD não como uma evidência a mais da mais absoluta falta de rumo, mas como se fosse o novo e definitivo rumo para a oposição de direita, novamente de braços e abraços com a classe média, como há quase meio século.

    Enquanto isso, Patriarca, há que se repetir os cantochões de sempre: “O país está á beira de um abismo!” “A híperinflação vai voltar!”…

    Como nada foi previamente combinado com a classe média, ela continua ignorando solenemente esses monomaníacos.

    Passa sem olhar pelo velho macaquinho e sem depositar suas cobiçadas moedas (votos) na bandeja do tocador de realejo, que insiste em continuar executando a mesma velha e raivosa melodia que ele tocava há meio século…

    Doido…

  153. Elias said

    “aumentar a carga tributária do consumidor” trará como resultado o “aumento da arrecadação sem redução do consumo”.

    Então tem dinheiro sobrando. E, se tá sobrando dinheiro, então a coisa não tá tão ruim assim…

  154. Elias said

    Patriarca,

    Outra bobagem: a babaquice do “software”.

    Só quem não tem a mínima idéia a respeito de como funciona um país como o Brasil faz uma afirmação desse tipo ou acredita nela.

    MF, BC, BB, etc, são estruturas profissionalizadas. O que não falta, ali, é gente que saiba operar o sistema, com um pé nas costas.

    Esse pessoal continua com a cabeça em 1961, quando o país era outro.

    Mais uma: continuará havendo, nos próximos meses, um aumento na arrecadação dos tributos INDIRETOS, federais, estaduais e municipais.

    Isso não se deve a aumento de tributação coisa nenhuma, até porque não há aumento autorizado em lei.

    O aumento da arrecadação dos tributos INDIRETOS se deve, principalmente, ao uso do SPED (Sistema Público de Escrituração Digital), do que resulta a nota fiscal eletrônica.

    Com a NFe, está ficando mais difícil sonegar. A nota fiscal “calçada”, p.ex., acabou. A NF “rodada” continua existindo, mas ficou mais difícil usá-la.

    Claro que tem muita gente esperta chiando…

    E tem muito otário apoiando a chiadeira só porque é de oposição, e acha que precisa dizer que o governo está errado mesmo quando sabe que ele está certo.

  155. iconoclastas said

    opa, por falar no guido:

    http://maovisivel.blogspot.com/2011/04/now-and-then-dica-do-anchor.html

    ;^))

  156. Pax said

    O menino Indio não sabe se quer ser homem, mulher, a favor, contra, vermelho, amarelo ou azul.

    É um menino. Afundando um partido que nem nasceu. Ele e sua parceira, a musa K.

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/indio-sobre-governo-dilma-“nao-serei-contra-tudo-como-faz-o-dem”

  157. Mona said

    Cadê software? Cadê o software?

  158. Mona said

    Ah, sim:
    Isso é o que se ouve nos porões do MF…

  159. Mona said

    Tenham paciência comigo, meninos: tou com TPM e tendo a ficar obsessiva nessa fase…
    Eis uma frase lapidar sacada dos comentários do blog do japa Sakamoto:
    “OU seja, o Pt é incapaz de traçar novos rumos, a não ser que um genio crie um plano e o Pt usurpe.”

    Cadê o software? Cadê o software?

  160. Carlão said

    Meninas

    – A inflação de março vai ser 0,45%
    – Ih, não foi!

    Mantega vê IPCA com alta de 0,45% em março
    17 de março de 2011 | 11h 46

    IBGE: inflação pelo IPCA é de 0,79% em março
    07 de abril de 2011 | 9h 11

    CADÊ O SOFTWARE? CADÊ O SOFTWARE? hehehe Mona
    P.S. enquanto isso o pax sempre sofre pelo menino…(paixão?)

  161. Carlão said

    o comentário acima só foi possível apos ler a dica do iconoclastas e à TPM da Mona
    aos quais rendo aqui minha homenagem a posteriori…

    MF, BC, BB, etc, são estruturas profissionalizadas. O que não falta, ali, é gente que saiba operar o sistema, com um pé nas costas:
    Vejamos:
    – A inflação de março vai ser 0,45%
    – Ih, não foi!
    e os outros três no chão…pelo visto!

    hahahahahaha!
    CADÊ O SOFTWARE? CADÊ O SOFTWARE? hehehe Mona

  162. Mona said

    Mas, PAx (156)
    O Índio está propondo uma oposição “madura”, “responsável”, enfim tudo o que a situação quer…
    Cê tá reclamando do quê? Tá com saudade daquilo que o PT fazia, quando na oposição? Bons tempos aqueles, não? Tmabém sinto falta de algo assim. Por isso, brado: cadê o software?
    Já imaginou se o Serra ou a Maria tivessem ganho as eleições e tivessem adotados as mesmas medidas que o Governo DIlma adotou até agora? E se o U$ tivesse derretendo e a inflação subindo e um certo presidente de estatal dizendo que ia subir o preço do combustível e um certo ministro da fazenda dizendo que não e um certo presidente de BNDES se reunindo com industriais a portas fechadas para reclamar da política cambial?
    O PT-oposição já estaria convocando uma greve geral… convocando os movimentos sociais – com o MST à frente -, a Une, o diabo à quatro, para reclamar do “neoliberalismo” tucano ou verde, desse governo sem rumo, do prejuízo das medidas adotadas para os companheiros trabalhadores e a lenga-lenga de sempre.

  163. Carlão said

    Mona

    mais um pouco:
    Dupla desafinada (Augusto Nunes)
    “Eu sou o presidente do Conselho de Administração da Petrobras. Posso garantir ao senhor que os preços não vão subir”.

    Guido Mantega, a um empresário que lhe perguntou se devia acreditar no ministro da Fazenda ou no presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que já avisou que o preço da gasolina vai subir, deixando o país sem saber qual dos dois vai chorar com outro pito de Dilma Rousseff para aprender a não dizer besteiras em público.

    CADÊ O SOFTWARE? CADÊ O SOFTWARE? hehehe Mona

  164. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    já eu acho que o tal indiozinho, finalmente, está ganhando alguma sabedoria.

    Viu que a grande maioria dos brasileiros estão com Lula e Dilma e, se quiser ganhar alguma eleição, terá que, no mínimo, fazer alguma tipo de oposição mais inteligente.

    Essas patacoadas do Reinaldinho Cabeção e outros, de ficar simplesmente xingando e tentando desqualificar o Lula e Dilma, o indiozinho caiu na real que não levam a nada!

    O Kassab também!

    O Aécio idem.

    Não sei quem vai sobrar!

    Acho que só a turma do Reinaldinho Cabeção e seus seguidores!

  165. Patriarca da Paciência said

    Não sei se vale a pena, mas não custa dar alguma explicação para esse pessoal que ficou tão eufórico com a perspectiva de retorno da inflação.

    Em primeiro lugar, o que está acontecendo não é inflação e sim aumento de preços.

    Chineses e indianos passaram a se alimentar melhor e a consumir mais produtos como carnes, grãos etc.

    É claro que com a imensa população dos dois países, a procura aumentou muito o que, longe de ser ruim para o Brasil, é altamente positivo.

    A safra brasileira deste anos já bateu recordes.

    Já somos o segundo produtor de alimentos do mundo e não demora muito bateremos os Estados Unidos também.

    O preço dos produtos agro-pecurários, no mundo, é tão vantajoso que supera, em muito, o problema do dólar desvalorizado.

    O Brasil só tem a ganhar.

    As hienas de plantão podem continuar com suas risadas.

    “Comércio bilateral – Desde 2008, a China é o principal comprador de produtos agropecuários brasileiros. Nos últimos três anos, exportações brasileiras para a China cresceram 214%, passando de US$ 3,5 bilhões em 2007 para US$ 11 bilhões em 2010. O complexo soja (óleo, grão e farelo) lidera as compras chinesas, com US$ 7,9 bilhões ou 20 milhões de toneladas. Dos três subprodutos, o grão representa a maior parcela das importações – US$ 7,1 bilhões. O Brasil também exporta para a China produtos florestais (madeira, cortiça, celulose e subprodutos) totalizando US$ 1,28 bilhão. O valor total das exportações do complexo sucroalcooleiro, que compreende açúcar e etanol, é de US$ 514,77 milhões, sendo US$ 514,76 milhões referentes à importação de açúcar. A China também importa carne bovina e de frango do Brasil. No ano passado, as importações do produto renderam US$ 225,6 milhões, dos quais US$ 219,6 milhões referem-se à carne de frango. No ano passado, o Brasil foi o principal fornecedor de carne de aves para os chineses.”
    (Em Questão)

  166. Patriarca da Paciência said

    Inglaterra, mais liberal ainda!

    “Um empresa de desenvolvimento de softwares do Reino Unido está procurando por novas funcionárias – o que não constitui novidade alguma.

    O detalhe é que um requisito para conseguir o emprego é que as programadoras devem estar dispostas a trabalhar nuas. A controvérsia está gerando uma ação da Procuradoria Pública, depois de reclamações formuladas por candidatas que não aceitaram a condição de desnudar-se.

    O escritório da empresa Nude House – ou Casa Nua, em português – fica em Amersham. De acordo com o saite Orange News, a empresa sustenta que “o ambiente é aquecido e privado, para que as programadoras tenham total liberdade de trabalho”.

    Amersham é uma cidade a 27 km a noroeste de Londres , em Chiltern Hills , sendo parte do cinturão suburbano da grande cidade inglesa.

    O porta-voz da empresa, Chris Taylor, contou ao saite The Register que “a Nude House não é somente o primeiro local na terra da rainha em que os naturistas poderão trabalhar inteiramente à vontade, mas também ganhar uma boa quantidade de dinheiro com isso”.

    Depois de já empregar diversas jovens, a empresa contesta a ação ministerial, sustentando que “o trabalho nada tem a ver com sexo, mas sim com o movimento naturista e a possibilidade de poder trabalhar dentro de escritórios e continuar com os costumes do movimento”.

    Em outras palavras: as ofertas de emprego são direcionadas especialmente para mulheres que já sejam naturistas, ou para outras que desejem se iniciar na opção.

    Ainda em sua defesa, a empresa diz que “os clientes da empresa em nada serão afetados – ou beneficiados – já que nunca saberão se foram ou não atendidos por uma funcionária que esteja nua”.

    Entre as alegações de defesa, a Nude House aponta “não ser o primeiro escritório de trabalho do Reino Unido para naturistas – sendo apenas o primeiro em sua especialidade de desenvolver softwares”.

    Jornalistas ingleses comentaram o fato, assinalando uma surpresa: a empresa desenvolve softwares mas, estranhamente, ainda utiliza em sua sede monitores antigos e aparentemente obsoletos.

    Nesse contexto, houve quem perguntasse se…”os currículos devem ter foto?”

    (Espaço Vital)

    http://www.espacovital.com.br/noticia_ler.php?id=22988

  167. Mona said

    PAT,
    imagine a cena: um governo tucano ou verde…
    Um aumento generalizado de preços (antigamente a isso se dava o nome de inflação…)
    Uma oposição petista bradando, ladrando e rodando a baiana, alertando contra a volta do monstro verde…
    Aí, chega um tucano e diz: não está havendo aumento de inflação, mas “aumento de preços”…
    O que um petista diria?
    “Tucanaram a inflação!”
    Caraca, velho Pat, até nisso os petistas tão imitando o PSDB?
    É dose…

  168. Mona said

    Tá quase sendo alçada à condição de PIG…

    “DIÁRIO DA DILMA”, PUBLICADO NA EDIÇÃO 55 DA REVISTA PIAUÍ

    1º DE MARÇO_Começou o mês das mulheres. Para comemorar, cozinhei no programa da Ana Maria Braga. Escolhi omelete para romper com mais uma barreira: quero acabar com a ignorância machista dos que chamam o prato de “o” omelete.

    Pena que o Tarcísio Meira não estava no Projac. Sou louca por ele.

    À noite, vi o teipe do meu desempenho. Me achei rechonchuda, com papada. Vou começar uma dieta que vi numa Marie Claire. Chama “Detox”, e a revista diz que “enxuga o corpo e deixa a pele iluminada”.

    3 DE MARÇO _Guido ligou logo de manhã para avisar que o PIB cresceu 7,5%. Fiquei tão animada que saí deslizando pelo salão. Mamãe, que preparava uma vitamina de kiwi com gérmen de trigo e mel da dieta do Detox, comentou que não me via tão alegre desde que me levou na TV Tupi para ver o programa Pim Pam Pum. A vitamina era horrível.

    Acho que vou começar o regime só depois do carnaval.

    5 DE MARÇO_Todo mundo acreditou que vou passar o Carnaval na Barreira do Inferno. Vou é cair na gandaia. A fantasia de freira ficou um pouco apertada, mas coube.

    Fiquei hospedada na casa de umas amigas, no Catete. Chamei o esconderijo de “aparelho” e brincamos de usar nome de guerra. Escolhi “Rebeca” para mim. Fomos ao Cordão do Bola Preta.

    Começo a dieta na Quarta-feira de Cinzas.

    10 DE MARÇO_Minha tia preparou um mix de linhaça, gergelim e semente de girassol. Agora, vai! Religuei o celular e havia oito mensagens do Lula e duas do Eike.

    À noite, me peguei pensando no Lobão e bateu uma melancolia. Sinto que estamos nos afastando. Resisti ao ímpeto de pegar o pote de sorvete de flocos e fiquei ligada no BBB mascando damasco seco.

    11 DE MARÇO_Liguei para o Lula para pegar dicas de como lidar com as centrais sindicais. O Lula é safo: falou para eu dar um abraço apertado no Paulo Pereira e chamá-lo de Paulinho. E para usar a palavra “peãozada” e prometer um churrasco no Torto.

    15 DE MARÇO_Me vi na Hebe. Não foi à toa que minha mãe ficou louca com as joias dela. E que plástica bem feita. Mas fiquei com vergonha de perguntar quem fez. Estou impressionada com minha desenvoltura. A entrevista foi café com leite. Tirei de letra. Já me sinto preparada para discursos de improviso e usar metáforas culinárias. Acho que vou dispensar o João Santana, um baiano muito do careiro.

    16 DE MARÇO_Estou aflita com o Japão. Mas é um belo pretexto para pedir ao Lobão um relatório sobre energia alternativa. Marquei um jantar para quinta. Vou pedir sopa de quinoa com legumes. Quero montar a mesa, à luz de velas, colada no Abaporu.

    Convoquei uma reunião com a equipe que vai me assessorar para receber o Obama: Palocci, Celso Kamura e o Santana. Chegamos a um consenso de que devo vestir vermelho para mostrar que não vou me render à paleta de cores capitalista. O Kamura me recomendou um xale para sugerir que posso ceder em alguns pontos.

    Quase tive um ataque quando vi o Mercadante dando opinião sobre as usinas de Angra. Só me faltava essa! O Lobão, tão didático, tão seguro, já tinha explicado tudo. Vou dar uma enquadrada no Mercadante. Como se já não me bastasse o Mantega, que não sabe falar com o mercado, só com porteiro de prédio.

    Geraldo Alckmin veio me ver. Pedi para colocarem o olho grego que ganhei da Hebe debaixo da mesa. Comecei o papo perguntando se a filha dele tinha arrumado um emprego depois da falência da Daslu. Na despedida, perguntei como estava o Kassab. Ficou com cara de tacho, o picolé de chuchu.

    Estou com os pés inchados. Acho que é retenção de líquido.

    17 DE MARÇO_Me encontrei com mais uma loira pop. Tal de Shakira. Não fazia ideia de quem era. Falei em espanhol e ela ficou encantada com a minha fluência. Pena que não soubesse guarânias. O Palocci queria porque queria ser apresentado à loira. Nã-na-ni-na-não! Como se eu não conhecesse a peça…

    Soltei minha segunda metáfora: disse que o crescimento econômico não pode ser um “voo de galinha”. Estou besta de ver como isso é eficiente: saiu em todas as manchetes.

    Kamura veio com a ideia de convidar FHC, Itamar, Collor e Sarney para o almoço com o Obama. Concordei. Pra quê! Michel Temer ouviu e tentou botar na lista a sogra, três tias, cinco vizinhos e doze diretores de estatais. Tasquei-lhe uma metáfora e uma metonímia.

    Lobão desmarcou o jantar na última hora porque madame Nice, a sua digníssima esposa, estava com enxaqueca. As mulheres realmente têm sexto sentido.

    Dia de dormir cedo. Obama e a Michelle chegam às sete e meia da matina. Americano tem mania de fazer tudo cedo. Eles jantam às seis da tarde, pode? Ô gente jeca!

    A balança informa: emagreci 237 gramas. Estou nos trinques.

    19 DE MARÇO_Impressionante a opulência da comitiva americana. Há um trailer, escondido da imprensa, só com vestidos para a primeira-dama. Lá dentro, dizem, há dois galões de laquê. Pedi para o general dos arapongas investigar essa tecnologia.

    Assim que subiu a rampa, Obama roçou aquele beição no meu cangote e sussurrou, com voz grave “Hello, prisidenta”. Quase tive um piripaque. Arrepiada dos pés ao topete, só retomei a consciência quando reparei no sapato chinfrim da Michelle.

    Modéstia à parte, dei um banho na Michelle. Ela chegou com um vestidinho, meu Deus, que não dá para ir na feira! Depois inventou um brocado dourado. Coisa cafona, brilho de dia. E o backside dela, então?

    E falei, falei tudo que estava aqui na minha garganta. Eles querem vender para nós, mas não querem deixar a gente vender para eles. É, bebé, mamar na gata você não qué, né? Falei mesmo. Lógico que com educação porque senão o Patriota ia me atormentar.

    O Lula fez forfait. Sempre querendo aparecer, mesmo não aparecendo. Melhor assim, porque eu ia ter que fazer sala para a Marisa, que não entenderia o trocadilho que soltei em cima do Obama: I like Eike.

    O Fernando Henrique foi um doce comigo. Que homem fino e bem-apanhado. Pena que seja um lacaio da burguesia.

    Vou tomar um sal de frutas porque essa ideia do Patriota de baião de dois com picanha e vinho Valduga foi de matar. Estou entalada até agora.

    20 DE MARÇO_Minha mãe ficou superamiga da sogra do Obama. Trocou várias receitas. Preciso saber como a Michelle mantém o peso. Lula mandou um SMS: “Presidenta, desculpe a ausência. O pneu do carro furou quando eu saía de casa”. Nem vou responder.

    Engordei 540 gramas. Maldita Detox!

    25 DE MARÇO_Obama ligou. Constrangido, disse que a Malia estava com suspeita de dengue. Antes que eu pudesse responder, Michelle tomou o telefone das mãos dele. Estava muito nervosa.

    26 DE MARÇO_Essa confusão do Kassab vai sobrar para mim! Mais um apoio ao governo e mais pedido para ajudar os aliados, sei… Esse pessoal pensa que DAS dá em árvore?

    27 DE MARÇO_Recebi minhas amigas do cinema. Notei que a Marina Person botou um vestidinho vermelho parecido com o que usei quando o Obama veio me ver. Reparei também que algumas estavam de xale. É a Dilminha, musa fashion do Planalto!

    29 DE MARÇO_Recebemos a notícia no Porto, quando o Lula contava o desfecho de uma piada de português. O Santana, no telefone, gritava, desesperado: “Vocês precisam chorar! Chorar muito!” Não sei se vou conseguir: fico uma arara toda vez que penso que ele não reconheceu a filha.

    * Escrito por Renato Terra, apresentado pela revista Piauí como o ghost-writer não oficial e não autorizado de Dilma Rousseff

  169. Carlão said

    # 165 betty da matilde…q vergonha!
    Em primeiro lugar, o que está acontecendo não é inflação e sim aumento de preços.
    OH!
    Tenho um amigo de mergulhos aqui na ilha que jura por Deus que tubarão não é peixe!
    Morde ou não morde? Ataca ou não ataca? Mata ou não mata?
    Eu não quero ser atacado por um não-peixe da mesma forma que não quero ser atacado por um peixe!
    hehehe…
    Acorda antes de escrever …que asneira betty…
    eu nunca vi inflação com preços diminuindo…vc já viu? (cite a fonte)
    FYI: isto – preços diminuindo, é a definição de deflação, né, não cara-pálida!

    CADÊ O SOFTWARE? CADÊ O SOFTWARE? hehehe Mona
    eles nem desconfiam do que estamos falando…falta software hehehehe!
    Meninas – Go ahead please! a cada comentário várias asneiras…
    betty, seu software é cheio de bugs e desatualizado.
    (malware?)
    LOL!

  170. Chesterton said

    aumento de preços e não inflação…nem quero saber quem foi o idiota que disse isso.
    Por favor, não me contem.

  171. Patriarca da Paciência said

    Segundo os economistas, há uma nítida diferença técnica entre aumento de preços e inflação.

    Inflação resulta principalmente de descontrole das contas públicas.

    Aumento de preços resulta de escassez ou excesso de procura por alguns produtos.

    É coisa mesmo de cartilha!

    Só os “sabedorrentes” não sabem!

  172. Patriarca da Paciência said

    Mona,

    você está divagando sobre “o que o PT faria”.

    Ou seja, você está tentando “alterar o futuro”!

    Bom tema para a máquina de fabricar sonhos dos norte-americanos.

    Já “modificar o passado” é totalmente possível.

    Os romanos escreveram a “história oficial”, por isso conseguiram impor vários conceitos em todo o mundo, por exemplo, que os europeus seriam bárbaros e os romanos civilizados.

    Há uma ótima série de documentários da BBC sobre o tema “quem seriam os bárbaros?”

    Ficamos sabendo que os europeus, à época dos romanos, mantinham uma razoável respeito pela dignidade das mulheres, idosos e crianças.

    Já os romanos se divertiam vendo pessoas serem devoradas, em espetáculos públicos, por leões e crocodilos.

    E os romanos também organizavam pequenas batalhas espetáculos onde pessoas morriam de verdade.

    E também eram, em maioria, pedófilos!

    Adriano, o grande imperador romano, teve como grande amor da vida dele, um rapazinho grego!

    Afinal, quem eram os bárbaros?

  173. iconoclastas said

    # 168,

    fora de série.

    ;^))

  174. mona said

    Ai, Patriarca, que tergiversação…
    Mas, uma coisa você falou certo: a modificação do passado, feita com excelência pelo Lula e seu “nunca antes na história deste País”…
    No que se refere à pré-história, história antiga, média, moderna, acredito que seja bem mais fácil sua modificação, considerando a insuficiência dos meios de registro. Já no que se refere à contemporânea, a coisa fica um pouco mais complicada. Sua “modificação” é, na realidade, a apresentação de uma nova versão, a qual – dependendo da eficiência dos meios propagandísticos e do silêncio de uns e outros – pode emplacar. Mas, em determinado momento, a verdade aparece, nem que seja por meio dos efeitos.
    Acerca do “aparecimento da verdade”, talvez seja o caso de dar uma lidinha no artigo abaixo:

    http://avaranda.blogspot.com/2011/04/gil-castello-branco-de-lula-para-dilma.html

  175. Carlão said

    mona este seu post #168 foi “dilmais da conta,seu!
    Afinal Dilma é merda ou chocolate?
    Il tempo necessario 2.0

    have fun!

  176. Patriarca da Paciência said

    Mona,

    tergiversação é ótimo!

    Mas o artigo do Gil Castello Branco confirma vários coisas que falei.

    Por exemplo, “A elevação abrupta dos preços das commodities (29% nos últimos 6 meses) está pressionando a inflação, que já toca no teto da meta. Adicionalmente, a dinheirama que o banco central americano injetou no planeta faz com que boa parte desses dólares passem férias no Brasil. Tal fato vem derrubando a cotação da moeda americana, que, na última sexta-feira, chegou a R$1,574. Finalmente, as revoluções democráticas na África e Ásia levaram o barril de petróleo a US$112, o maior valor alcançado há dois anos e meio. Assim, chegamos ao fim do primeiro trimestre do atual governo com inflação e juros altos, superávit e câmbio baixos. Arrumar esse vespeiro não será tarefa fácil.”

    Como se pode ver, há alguns “desaranjos” internancionais provocando aumento de preços e PRESSIONANDO A INFLAÇÃO.

    1 – O problema não é do Brasil.

    2 – O Brasil pode até ser beneficiado pela crise internacional, já que é um grande produtor de “commodities”.

    E se as tais “commodities” estão a preço de ouro, o Brasil tem mais é que se beneficiar disso!

    O Brasil tem também tudo para se tornar um grande exportador de petróleo!

    Qual é o problema?

  177. Patriarca da Paciência said

    Outra coisa interessante que o Gil Castello Branco fala é:

    “conquistas obtidas com a colaboração de vários governos, inclusive dos ditos “ruins”. Até de onde pouco se esperava veio algo de bom. Sarney, por exemplo, realizou a transição democrática, criou a Secretaria do Tesouro Nacional e o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Collor, com todos os males, promoveu a abertura comercial e reduziu, à época, o tamanho do Estado. Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso criaram o real, a Lei de Responsabilidade Fiscal e domaram a inflação.”

    Eu venho dizendo a mesma coisa desde que comecei a comentar em blogs.

    Este foi também o primeiro discurso do Palocci como ministro da fazenda.

    A turma do Reinaldinho Cabeção é que vive aí nessa vã tentativa de desqualificar o Lula.

    A turma do Reinaldinho Cabeção e alguns dos PSDB também.

    Mas quanto mais eles tentam desqualificar o Lula e a Dilma, mais os dois crescem no conceito dos brasileiros e a nivel internacional.

    São mesmo uns cabeções, esses seguidores do Reinaldinho Cabeção.

  178. Carlão said

    Herrar é umano.Persistir no erro é animal.
    Inflação é medida através do aumento de preços.
    Não importando se é inflação de demanda ou de oferta.
    Origens internas ou externas.
    É inflação. E o governo não sabe o que fazer.
    Nem sabe como controlar o cambio.
    Mantega está paralisado no dilema do asno de Buridan.
    Falta o software. hehehe
    Para entender um pouco mais sobre o Brasil atual e o papel da Oposição,
    sugiro a leitura do artigo do FHC na FSP de hoje:
    O papel das oposições
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=374379&ch=n

    FHC lançou as bases da estratégia.
    Resta saber se a Oposição entende seu papel ou vai
    ficar no nhê-nhê-nhê dos últimos anos.

  179. mona said

    Pat, Pat,
    agora já há inflação?
    Hummmmm, que mudança rápida de discurso hein? E não vai falar da herança maldita deixada pelo seu Lula à sua Dilma? É do que trata, afinal, o artigo do Gil Castelo Branco…
    Enquanto isso, ouve-se nos porões do MF: cadê o software? Cadê o software?
    (daqui a pouco, vão começar a chamar o Bacha, o Arida, o Caleb, o Lara Rezende, o Malan, o Gustavo Franco, o Armínio… – comparem com a mão de obra à disposição do Mantega. Cadê a #$@*# do software?)

  180. Patriarca da Paciência said

    Mona, vou repetir:

    Como se pode ver, há alguns “desaranjos” internancionais provocando AUMENTO DE PREÇOS e PRESSIONANDO A INFLAÇÃO.

    Aumento de preços PRESSIONAM a inflação, mas não é inflação.

    Isto não é jogo de palavras, é fato puro e simples.

    O que ocorrerá no Brasil é um novo “alinhamento” de preços.

    Parece que carne, açúcar, alcool, petróleo, soja e alguns outros produtos, subirão de preço.

    O que não quer dizer que houve aumento generalizado.

    Bom, gente, chega por hoje.

    Até mais.

  181. Carlão said

    Imposto flex
    JOSÉ PAULO KUPFER

    O ESTADO DE SÃO PAULO – 12/04/11

    O Imposto sobre Operações Financeiras, o bom IOF velho de guerra, transformou-se, quem diria, em pau para toda obra na política econômica. Não que ele não estivesse presente – e há muito tempo – nas ações do governo. Mas, como protagonista, isso é novidade.
    Esse protagonismo atual coloca o IOF não só em destaque na política cambial, mas também na linha de frente da política monetária, de combate à inflação, disfarçado, no caso, de elemento macroprudencial. E, sem que isso seja declarado com todas as letras, atua na política fiscal. O IOF, hoje, virou com múltiplas tarefas – um imposto flex.
    Não faz muito tempo que o IOF ganhou o novo status. Seu uso como instrumento generalizado de política econômica teve início ainda em 2009, com a aplicação, em novembro, de uma alíquota de 2% aos fartos capitais externos que fluíam para os mercados de ações e de renda fixa. Daí para frente foi uma escalada. A alíquota dobrou no ingresso de capitais e nos empréstimos externos, quase triplicou nos cartões de crédito usados no exterior e também dobrou no crédito para as pessoas físicas.
    Criado para operar como mecanismo regulador, auxiliar na condução de políticas específicas e temporárias, o IOF ganhou caráter arrecadatório e passou também a atuar como fator complementar na política fiscal. Projeções com base nas novas alíquotas em vigor indicam que o total de receita do IOF este ano pode alcançar valor acima de R$ 30 bilhões. Assim, como quem não quer nada, o IOF praticamente poderia compensar uma CPMF.
    Com relação à eficácia da política econômica, no entanto, parece pouco provável que o IOF possa fazer todos os serviços que dele o governo diz esperar. As sucessivas altas nas alíquotas do imposto na área do câmbio não conseguiram, até agora, segurar as cotações. Pode-se, no máximo – e com benevolência -, admitir que evitaram um derretimento mais forte e mais rápido da taxa de câmbio. Pouco mudou também o quadro no caso do crédito.
    A ênfase com que o governo tem insistido no IOF, quando cotejada com a sua baixa efetividade na correção de rumos, sugere que Brasília optou por deixar a economia correr relativamente livre no leito que a conjuntura lhe oferece, sob a camuflagem de uma hiperatividade na adoção de medidas corretivas. Talvez não se trate de improvisação, como imaginam uns, nem exatamente de vacilação, como pensam outros. Pode ser algo como o inverso do bordão famoso do seriado infantil. O governo não estaria sem querer, querendo, mas, isso sim, querendo, sem querer.
    Na conjuntura econômica do momento, o governo enfrenta uma série acima do normal de “trade offs” – a expressão elegante do economês para dizer que se ficar o bicho come e se correr o bicho pega. Tanto na taxa de câmbio quanto no ritmo de expansão do crédito, os efeitos colaterais de ações corretivas não são propriamente desejáveis.
    Câmbio valorizado é, pelo menos durante um certo tempo, eficaz no combate aos surtos inflacionários, mas desarruma as cadeias produtivas mais integradas, especialmente na indústria, e produz tensões crescentes e, afinal, incontroláveis, no setor externo. Crédito apertado colabora na redução da demanda e, em linha direta, na contenção de pressões inflacionárias, mas não favorece uma boa evolução do nível de atividades.
    Receitas para conter valorizações cambiais ou expansões de crédito são conhecidas e não faz sentido crer que os economistas do governo não saibam da existência delas. O problema de aplicá-las reside exatamente nos seus efeitos colaterais altamente indesejáveis. Pancadas nos juros, por exemplo, são tidas como efetivas na derrubada da inflação, mas detonam ainda mais o câmbio e, a esteira, as contas externas. Promover, de verdade, um corte radical nos gastos públicos ajudaria a esfriar os preços, mas contribuiria para desaquecer a economia talvez ao ponto de desestimular tão necessários investimentos.
    O resumo da obra é que, enquanto o mundo gira, a política econômica do governo parece disposta a “fazer cera”, à espera de mudanças no quadro internacional, aproveitando, enquanto isso, para tapar uns buracos nas contas públicas. Infelizmente, a História ensina que, quando se deixa a economia rolar, as reversões costumam ser abruptas e desastrosas.

    Mona – Cadê a #$@*# do software?

  182. Carlão said

    A reboque das expectativas
    CELSO MING

    O ESTADO DE SÃO PAULO – 12/04/11

    É visível a deterioração da credibilidade do Banco Central e do governo na condução das expectativas do mercado.
    Ninguém mais crê em que a inflação medida pelo IPCA feche o ano em 5,6%, como previu o Banco Central em seu Relatório de Inflação. Ontem, o Relatório de Mercado, feito pelo Banco Central em sua Pesquisa Focus, apontava um salto ao final de 2011 de 6,26%. Uma semana antes, a média das projeções estava nos 6,02%.
    Os observadores vão se dando conta das inconsistências dos administradores da política econômica – e não apenas do Banco Central. As apostas do governo em que os preços internacionais das commodities recuarão ou permanecerão estáveis não são coerentes com a hipótese assumida pelas autoridades de recuperação dos países industrializados. E, na semana passada, o Fundo Monetário Internacional divulgou estudo que adverte para o inevitável aumento dos preços do petróleo a mais longo prazo (veja o Confira). Isso significa que não dá para contar com esse fator baixista da inflação interna e é perigoso comprometer o caixa da Petrobrás, que precisa urgentemente investir, para estimular o consumo de combustíveis com preços artificialmente baixos.
    Os modelos do Banco Central para aferir o pulso da inflação futura levam em conta que os preços da gasolina permanecerão estáveis. Os fatos já desmentem essa projeção, na medida em que os preços internos da gasolina subiram 7,4% nos últimos seis meses, unicamente em razão da alta do etanol que vai na mistura carburante. Fora isso, cada vez mais os observadores entendem que é inevitável a elevação dos preços da própria gasolina, ao passo que parece improvável que os preços internacionais do petróleo recuem para abaixo dos US$ 100 por barril de 159 litros.
    Os preços começam a se movimentar desde agora por outro fator já contratado pelo governo: o reajuste de 14% do salário mínimo em 2012. Num regime de quase pleno emprego e de forte escassez de mão de obra, esse é um fator que qualquer planejador considera na sua estrutura de custos. Além disso, essa paulada no salário mínimo será um importante propulsionador das despesas correntes do setor público. No entanto, até agora, o Banco Central não foi capaz de reconhecer o impacto desse fator em seus textos oficiais, que avaliam o comportamento futuro da inflação.
    Também tira credibilidade esse jogo de gato e rato das autoridades da Fazenda e do Banco Central nas suas tentativas de conter ora o forte avanço do crédito, ora a excessiva valorização do real, sem definir claramente o alvo prioritário. São restrições que vêm sendo feitas à base de improvisações e casuísmos e deixam soltos segmentos inteiros da economia, como o setor de serviços, o crédito imobiliário, o leasing, o cheque pré-datado e os financiamentos do BNDES.
    Não é preciso ser estrategista para entender que qualquer batalha se ganha, primeiramente, no campo da comunicação. O governo Dilma está perdendo a batalha pela conquista dos corações e mentes. E o Banco Central, tão ciente da importância da condução das expectativas, vai ficando a reboque também aí, porque mostra excessiva tolerância com seu principal inimigo.

    Mona – Cadê a #$@*# do software?

  183. H R P SOFT! said

    06 ou 07 nicks escreveram 181 posts!
    Uau!
    Vai ter o que escrever lá na China!
    Olha o que vem de Taiwan!
    http://economia.ig.com.br/empresas/industria/investimento+de+r+20+bi+ira+para+criacao+da+cidade+inteligente/n1300056551340.html

  184. mona said

    Ainda bem que o mundo vai acabar em 2012 e o PT não vai precisar explicar para a sociedade o efeito que os 14% de aumento do salário mínimo (mais o porrilhão de coisas indexadas informalmente a ele, principalmente o custo dos serviços – adeus, minha manicure!) vai ter sobre o processo inflacionário.
    Quem mandou votar no poste neo-falante? A proposta do Serra para o mínimo – de uma cacetada só dar os 600,00 e passar o resto do tempo cozinhando o galo – era bem menos danosa…
    2012 tá chegando, para o bem ou para mal. Se o mundo não acabar, teremos o ano cabalístico de 2014 e a tal da copa (tomara que não seja o fiasco que ora se anuncia…). E mais eleições, com derrama de gasto público para reeleger o poste ou outra criatura qualquer… E o BC tá falando em alcançar o núcleo da meta em 2012?
    Há!

  185. Chesterton said

    21,7 mil militantes petistas mamam nas tetas do governo Dilma.
    O retrato da máquina pública no início do governo Dilma Rousseff revela a existência de 6.689 funcionários não concursados nos cargos de confiança da Presidência e dos ministérios – o equivalente a quase um terço do total de postos preenchidos por nomeações. Destes, quase 500 estão nas duas faixas salariais mais altas do funcionalismo. Dilma herdou da gestão Luiz Inácio Lula da Silva uma estrutura burocrática que permite a nomeação de cerca de 21,7 mil pessoas para cargos de confiança – os chamados DAS, exercidos por quem tem função de chefia ou direção e pela elite dos assessores da presidente, de ministros e de secretários.

    Em fevereiro deste ano, 31% desses cargos eram ocupados por não concursados, e 64% por servidores de carreira, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. Há ainda uma pequena parcela de servidores cedidos por órgãos de outras esferas – do Legislativo, de governos estaduais e de prefeituras municipais, por exemplo. Os postos DAS, que em conjunto consomem quase R$ 100 milhões por ano em salários, estão entre os mais visados pelos partidos que buscam acomodar seus representantes na Esplanada dos Ministérios. Mas não são os únicos: posições em empresas estatais, cujos diretores administram orçamentos até bilionários, são ainda mais cobiçados pelas legendas. Do Coronel

  186. Elias said

    “Esse protagonismo atual coloca o IOF não só em destaque na política cambial…” (José Paulo Kupfer, citado por Carlão)

    Aqui, no PolíticAética, eu disse que o IOF havia sido usado como instrumento de política cambial.

    Fui vivamente contestado pelo Vilarnovo.

    “Num regime de quase pleno emprego e de forte escassez de mão de obra…” (Idem, idem)

    Caraca! Esse mesmo pessoal passou os últimos anos dizendo que o emprego formal não avançou, que a ocupação informal estava ganhando a guerra com um pé nas costas… As criaturas mudaram de idéia? Por quê, assim, tão de repente, não mais (nem menos) que de repente? Ou ainda não perceberam que não andam dizendo coisa com coisa?

    Então os preços das commodities vão explodir?

    No quê, exatamente, se baseia o genial Kupfer pra garantir isso? (Só acredito que o Kupfer acredita nisso, se ele demonstrar que está casando o dindin dele em commodities. Se não, é lambança…).

    E se os preços não explodirem, o Kupfer paga o prejuízo? Com quê?

    E se realmente explodir, por que ele acha que o Brasil — grande exportador de commodities — teria o que temer?

    Por que razão o genial Kupfer acredita que, se o governo maneirar com a tributação do capital volátil o país ficará mais preparado para uma eventual explosão dos preços das commodities?

    Por que será que o genial Kupfer acredita que, se o governo maneirar com a tributação sobre operações de crédito no exterior — facilitando a saída de renda do país — o Brasil ficará mais preparado para uma eventual explosão dos preços das commodities?

    Ao longo de minha já longa existência, já vi muita gente defendendo a especulação.

    Mas, com esse argumento do genial Kupfer, confesso que é a primeira vez.

    Até aqui, mesmo o pessoal mais doido ou cínico ficava nos limites da “liberdade econômica” e balelas do gênero…

    O Kupfer acaba de acrescentar um toque de gênio à sabugice entreguista.

    Ave, Kupfer! Os que ganham rios de dinheiro no mercado spot te saúdam e te consagram como excelente boneco de ventríloquo, embora inócuo!

    (Mas tem também os que não ganham nada com isso e, mesmo assim, acham que estás dizendo alguma coisa aproveitável, sei lá por que…)

  187. Elias said

    Mas, quais são, mesmo, as commodities cujos preços explodirão, como conseqüência da retomada do crescimento econômico nos países ricos, segundo Kupfer, o vidente?

    São todas, assim, de uma cacetada só? (Caraca!) São só algumas? Quais?

    Será que a profecia do Kupfer inclui ferro, aço, cobre, alumínio, etc?

    Se inclui, será que dá pra fazer uma extensa lista dos 3 maiores produtores do mundo, sem incluir o Brasil?

    Por que misteriosas razões uma explosão de preços das commodities, no futuro imediato, seria uma ameaça ao Brasil?

    Alguém, com acesso ao software do PSDB, saberia explicar?

    Aproveitando a oportunidade, esse mesmo alguém poderia explicar por que o PSDB não fez uso desse software em 2001/2002?

    Até bem recentemente, criaturas como o genial Kupfer diziam que o êxito econômico do governo Lula se devia, em grande medida, à evolução positiva do preço das commodities, de cuja dependência a economia brasileira estava longe de se livrar.

    Por que, agora, a elevação do preço das commodities se tornou, assim, tão danosa à economia brasileira?

    Depois de tantas perguntas, permitam-me um conselho: recomendem ao PSDB que use toda a sua expertise, toda a sua perícia e toda a sua criatividade em informática, pra criar um software capaz de: (a) evitar sua implosão; (b) tornar o PSDB pouquinha coisa mais eficiente como oposição; (c) tornar o PSDB um tantinho mais competitivo nas eleições.

  188. Elias said

    Uma última recomendação aos tucanos: demitam o Kupfer imediatamente.

    Assim, quando ele morder a língua, vocês poderão fazer cara de paisagem, olhando pro outro lado e até dizer: “Não temos nada a ver com esse cara…”.

  189. Elias said

    “Também tira credibilidade esse jogo de gato e rato das autoridades da Fazenda e do Banco Central nas suas tentativas de conter ora o forte avanço do crédito, ora a excessiva valorização do real, sem definir claramente o alvo prioritário. São restrições que vêm sendo feitas à base de improvisações e casuísmos e deixam soltos segmentos inteiros da economia, como o setor de serviços, o crédito imobiliário, o leasing, o cheque pré-datado e os financiamentos do BNDES.” (Kupfer, citado por Carlão)

    Ora, garotão. Mecanismos como o BNDES existirão no Brasil, enquanto este for um país carente de capital e, por isto, com altas taxas de juros.

    Lembre sempre: dinheiro é uma mercadoria, cujo preço é o juro. Onde essa mercadoria é escassa, o preço (juro) é, necessariamente, alto. Já onde a mercadoria dinheiro é abundante o juro é… adivinhe… BAIXO! É uma lei de mercado, lembra?

    Nos locais onde a mercadoria dinheiro é escassa e, portanto, os juros são altos, é comum que os governos mantenham mecanismos de financiamento que operam em contrariedade às leis de mercado.

    Essas instituições emprestam dinheiro ao setor produtivo a um preço (juro) mais baixo que o de mercado.

    Qual seria a principal função do setor financeiro da economia: financiar a produção, certo?

    Pra isso, Gafanhoto, o custo do financiamento deve ser MENOR que o lucro proporcionado pela produção.

    Só que, nos países onde o capital é escasso (e o setor produtivo opera com ocupação quase plena da capacidade instalada), o juro é muito alto. Não há setor da economia que consiga pagar esse juro, porque ele é MAIOR que o lucro da atividade produtiva, em especial para os investimentos que requeiram maior prazo de maturação.

    Se quiser acreditar nisso, tudo bem, Gafanhoto. Se não quiser, experimente na prática: peça dinheiro emprestado a juros de mercado e tente aplicar numa atividade produtiva qualquer. Digamos, a construção de um prédio residencial, com prazo de entrega de 2 anos e meio.

    Faça isso, Gafanhoto. Depois, escreva um artigo genial, contando pra gente o tamanho do tombo (e da porrada!) que você levou…

    É por causa disso que existem mecanismos como o BNDES, entende, Gafanhoto? Ele empresta dinheiro a juros mais baixos que os de mercado, para o financiamento de investimentos nos quais o país tenha interesse.

    É por isso que a ortodoxia liberal, na prática, não funciona em países como o Brasil. O empresariado seria o primeiro a chiar, mandando os “ideólogos” liberais de academia (e nenhuma experiência prática no mundo das coisas reais) roçar nas ostras.

    É por isso, também, que, SEMPRE, o BNDES estará fora de qualquer política fiscal tendente a segurar o crédito. No BNDES, a expansão ou contração do crédito ocorre por via administrativa.

    A retração do crédito no BNDES por meio de um imposto equivaleria a várias burrices numa só: (a)seria o mesmo que tirar dinheiro de um bolso pra colocar no outro; (b) estaria onerando um investimento cuja desoneração é a própria razão de ser do BNDES; (c) burocratizaria a retenção de um capital, que pode ser obtida mais eficazmente com um único despacho administrativo, etc.

    Não espere, assim, ver um dia o BNDES sendo afetado por esse tipo de medida que você mencionou. Você nunca viu isso, e nunca verá.

    Cheque pré-datado?

    Ora, Kupfer, esqueça isso. Pegue sua filmadora Super-8, embarque no seu Opala Comodoro modelo 1976 e… pé na estrada!

    Sabe-se lá o que você não será capaz de fazer, com uma câmara na mão e uma idéia fixa na cabeça?

  190. Elias said

    Ah, Kupfer,

    Não esqueça sua máquina de escrever portátil Olivetti Studio 44…

  191. mona said

    Ellie, querido
    quem tem que ter o software não é a oposição, não… Ela não é governo, lembra? Somente ao governo cabe qualquer tipo de cobrança, uma vez que é o seu papel apresentar as soluções. Você queria que a oposição presenteasse a situação com o software adequado? Ora, cada um que desenvolva o seu…
    Enquanto isso, bradam as vozes no MF: cadê o software?

  192. Carlão said

    #186 a 190O Elias critica o Kupfer pelo que ele não disse.
    Cita como palavras de Kupfer frases do Celso Ming.
    Viaja na maionese e mistura alhos com bugalhos.
    Parece que o software que ele usa pra ler artigos está desatualizado e cheio de bugs…
    Até parece a Betty da Matilde….
    Mona -Enquanto isso, bradam as vozes no MF: cadê o software?

  193. mona said

    Huummm,
    este post é especial para o Patriarca, que parece ser o que mais padece da doença (o Elias a tem, mas é por profissão, não por querência; o Pax também a tem também, não é por profissão, não é por querência… talvez apenas por vício..)

    Superando o Esquerdismo em 10 Etapas

    Há alguns meses atrás, Michael Savage, conhecido pelo seu popular programa de rádio nos Estados Unidos, se referiu ao esquerdismo como uma doença mental. Embora essa não seja uma idéia comum, eu concordo com ela. Eu tenho visto o esquerdismo transformar algumas das pessoas mais inteligentes em meros robôs que repetem uma propaganda política e não conseguem detectar as incoerências e inverdades em sua mensagem. Suas emoções bloqueiam a lógica e os impedem de ver o óbvio.

    Dada a dificuldade de tirar os esquerdistas da caverna e levá-los para a luz, eu achei que seria útil traçar um programa de 10 etapas para uma bem sucedida transição do esquerdismo para a realidade. Nós conservadores e liberais devemos lembrar que os esquerdistas precisam do nosso apoio porque não conseguem caminhar sozinhos.

    Programa:

    Etapa 1: Admitir que você é um esquerdista Essa é a primeira etapa para qualquer esquerdista à caminho da recuperação. É importante compreender que você não é “a favor do progresso social”, “moderado” ou “esclarecido”, muito menos “iluminado”. Você é apenas um esquerdista, e precisa encarar a sua situação de forma honesta, sem ilusões.

    Etapa 2: Dar a sua palavra de que daqui por diante vai passar a sustentar suas crenças com fatos. Reconheça que a verdade é mais importante do que a superioridade moral que você se atribui. Essa é a única maneira de você chegar à realidade. Você deve começar a enxergar além da propaganda ideológica do tipo Greenpeace, Frei Betto, Viva Rio, Caros Amigos e passar a entender as coisas como elas existem no mundo real. Você não pode mais contestar as idéias baseando-se nas suas emoções e sensações, muito menos suas “revoltinhas” e chiliques. Você vai ter que sustentar seus argumentos com informações verdadeiras. Esse é um passo difícil, porque significa que você deve deixar de ser mentalmente preguiçoso.

    Etapa 3: Reconhecer que o governo dos militares foi melhor do que o que os esquerdistas pretendiam impor no Brasil.Essa pode ser a etapa mais difícil para os esquerdinhas pacifistas hippies e metidos a alternativos. Ao admitir que os milicos que você odeia na verdade lutaram para salvar o Brasil da tirania comunista, você pode até sentir um mal estar. Você deve relembrar que vários militares deram suas vidas para que o povo brasileiro não ficasse na mesma situação do povo cubano e que graças aos militares, você hoje pode vomitar seu ódio livremente sem censura e sem “paredón”. Se não fosse a contra-revolução de 1964, você estaria hoje vivendo sob um estado policial que jamais o deixaria acessar a internet e o faria viver com medo, tal qual é em Cuba.

    Etapa 4: Aprender economia. Eu sempre defini um esquerdista como alguém que nunca aprendeu nada de economia. A maioria dos esquerdistas com quem eu conversei não conseguiriam controlar o saldo de sua conta bancária e muito menos explicar um conceito simples como o de demanda e oferta. Já é hora de dar descarga nessa sua completa ignorância do que é economia e aprender como o mundo real funciona. Esse conceito é muito importante para as próximas etapas que envolvem o comunismo, fatos sobre as empresas e a ineficiência do governo.

    Etapa 5: Diga “NÃO” ao comunismo e ao socialismo. Embora esse conceito seja óbvio para todo mundo que preze sua liberdade, é um passo importante na sua recuperação. Se você tiver dificuldade com essa etapa, tente viver e trabalhar durante um ano em Cuba.

    Etapa 6: Empresas não são malignas. Se você estiver lendo esse texto conectado à internet ou através de email, é graças às empresas. Se você recebe algum contra-cheque, é graças às empresas. Se você trabalha para alguma entidade sem fins lucrativos ou para o governo, você ainda deve agradecer às empresas. O setor estatal e o setor sem fins lucrativos não teriam nenhum dinheiro para exercerem suas atividades e pagar o seu salário se não fossem as empresas privadas. Também é importante que você entenda que obter lucro não é igual à “ganância” ou “exploração”. O capitalismo tem criado as sociedades de melhor nível de vida na história. Até mesmo países comunistas precisam das empresas para sobreviver, então comece a encarar a realidade.

    Etapa 7: O governo é ineficiente. Se você é um desses esquerdistas que acreditam que o governo deve criar mais e mais impostos para tomar conta da sociedade, você precisa se concentrar nessa etapa. Você precisa reconhecer que a burocracia do governo vai desperdiçar a maioria do que é pago em impostos, enquanto que o setor privado vai empregar muito melhor o dinheiro que obtém de seus consumidores. Até mesmo os políticos esquerdistas entendem isso até certo ponto, e é por isso que o PT está rechaçando a maioria das idéias esdrúxulas que tentou passar quando ainda era oposição. Se você precisar refrescar sua memória quanto à ineficiência do governo, vá até um guichê de alguma repartição pública e tente obter alguma informação ou documento.

    Etapa 8: A natureza não é sua “mãe” e não vai acabar.Já chegou a hora de parar de dar dinheiro para o Greenpeace ou qualquer outra dessas organizações econazistas que você apóia. Encare a realidade de que o planeta, a sociedade e o ambiente está melhor hoje do que em toda a história e que está continuando a melhorar. Eu sei que muitos de vocês ecofanáticos abraçadores de árvores comedores de granola vão ter muita dificuldade em abandonar o pânico ambientalista. Eu sugiro a leitura do livro “The Skeptical Environmentalist” do autor Bjorn Lomborg. O Lomborg é um ex-membro do Greenpeace e é um professor de estatística em uma universidade da Dinamarca. Ele tentou provar que a natureza estava acabando mas se surpreendeu ao ver que estava acontecendo exatamente o contrário.

    Etapa 9: Pare de fumar maconha ou de se entorpecer com o que quer que seja. Agora, alguns de vocês vão ter que arrumar um programa de 10 etapas para parar de se drogarem. A maconha distorce seu senso de realidade e você deve parar de consumí-la. Além disso, você não vai sentir tanta fome.

    Etapa 10: Pare de deturpar a história. Admita que Comandante Marcos, FARC, Kim Il, Saddam Hussein, Fidel, Che Guevara e os demais líderes anti-americanos e comunistas são tiranos genocidas e facínoras sem escrúpulos. Admita que G. W. Bush venceu as eleições americanas de forma limpa e que graças à Ronald Reagan a Guerra Fria finalmente acabou e o império soviético foi derrotado.

    Depois de ter completado todas essas etapas e ter superado o esquerdismo, compartilhe seu despertar com as outras pessoas que ainda não tiveram a sorte de se libertarem dele. Vá até onde o rebanho esquerdista mais próximo se reúne e espalhe a boa nova de que você se libertou dos grilhões da ignorância que ainda os prende. Parabéns!
    Seja um missionário e seja bem vindo à realidade! – baseado em texto de Jeremy Robb

  194. Elias said

    Carlão,

    Kupfer, Ming, Ting, Tang e Blung. Pra mim, é tudo a lesma lerda.

    Fiz um montão de perguntas.

    As duas principais:

    1 – Como se explica que uma eventual maneirada do governo na tributação do capital volátil e na tomada de crédito no exterior deixará o país mais preparado para uma elevação dos preços das commodities?

    2 – Como a elevação do preço das commodities, em decorrência de um iminente aquecimento da economia nos países mais ricos pode ser prejudicial ao Brasil, se boa parte do êxito econômico de nosso país, nos últimos anos, foi proporcionada, exatamente, por esses fatores?

    Você sabe a resposta pra alguma dessas perguntas, Carlão?

    Ignorar o substantivo e se pendurar no acessório não é lá um modo muito honesto de debater.

    Eu só questionei. Fiz perguntas.

    Você sabe responder a algumas delas? Ou vai se limitar a transcrever textos do Kupfer, do Ming, do Ping e do Pong?

  195. Chesterton said

    este post é especial para o Patriarca, que parece ser o que mais padece da doença (o Elias a tem, mas é por profissão, não por querência; o Pax também a tem também, não é por profissão, não é por querência… talvez apenas por vício..)

    chest- isso é um diagnóstico.

  196. Chesterton said

    Bolsa-bandido
    Com o aumento do salário mínimo para R$ 545, o auxílio reclusão agora é de R$ 810. Vira pensão por morte para a família do presidiário. CH

    chesty- assim a Judislaine, vai falar par ao Uélinton:
    – Seu inútil, sai dessa cama e comete um crime qualquer!

  197. Elias said

    Mona,

    “Por profissão” Mona? De onde você me conhece?

    “Esquerdismo” é um termo que, em política, tem significado específico. Na definição de Lenin, “esquerdismo” é a “doença infantil” do comunismo. O esquerdismo se manifesta sob a forma de propostas maximalistas.

    Qualificar qualquer um dos comentaristas do PolíticAética como “esquerdista” é de uma burrice sem tamanho.

    Denota o simples desconhecimento do significado do termo.

    Dizer que o golpe militar livrou o Brasil da “tirania comunista” é outra grande burrice.

    Há alguns dias, mencionei aqui a coletânea de depoimentos de militares elaborada por iniciativa de Ênio Silveira.

    São mais de 20 oficiais superiores — ou seja, de major (ou equivalente) pra general de exército (ou equivalente) — das 3 armas (evidentemente que um capitão Bolsanaro não seria ouvido nesta, em primeiro lugar porque capitão não é oficial superior e, em segundo, porque o, digamos, “pensamento” dele não reflete o que pensa a caserna atualmente).

    Entre os que foram ouvidos, vários participaram do golpe e, depois, ocuparam altos postos no governo militar. Outros não participaram do golpe, mas participaram do governo. Ainda outros, participaram do golpe, mas não do governo. Alguns não fizeram uma coisa nem outra. As oitivas incluem gente como Newton Cruz, Ernesto Geisel, Maximiliano da Fonseca, etc.

    Nenhum deles, absolutamente nenhum, em nenhum momento homologa essa baboseira de que o golpe militar salvou o país da tirania comunista (até porque quem tem um mínimo conhecimento da coisa, sabe que se os comunistas estivessem minimamente preparados pra tomar o poder, o golpe militar não teria tido êxito sem disparar um único tiro).

    Todos, sem exceção, dizem que o AI-5 foi uma grande besteira, que o regime militar deveria ter acabado ao final da gestão Castello Branco.

    Administrativamente?

    Você está sendo ingênua, Mona.

    Claro que o país avançou em muitas áreas, ao longo dos 20 anos de regime militar.

    Como avançou em mjuitas áreas ao longo dos últimos 20 anos. Como avançou ao longo dos últimos 16 anos, juntando as gestões FHC e Lula.

    Agora, pegue a gestão Figueiredo, isoladamente. O que ele fez de relevante, em termos administrativos?

    O próprio Geisel não fez lá grande coisa. Meteu a cara, aliás, em estrondosos fracassos, como a ferrovia do aço.

    Os principais êxitos de Geisel e Figueiredo foram políticos.

    Geisel promoveu a “distensão” (lenta, gradual e segura, segundo ele dizia), que Figueiredo transformou em “abertura”, ao final da qual o país estava redemocratizado. Foram dois putas projetos políticos que deixaram bons resultados, apesar dos percalços.

  198. Chesterton said

    respire fundo e tome um copo dagua com açucar…

  199. Carlão said

    Caro Elias – Enquanto isso, bradam as vozes no MF: cadê o software?

    A Mona tem razão. Deve ser por profissão.

    Na verdade você fez uma tremenda confusão.Kupfer, Ming, Ting, Tang e Blung. Pra mim, é tudo a lesma lerda. Confundir nomes e pessoas diferentes é sinal de senilidade (bug) do software.
    Aliás onde vc foi buscar o Ting,o Tang,o Blung,o Ping e o Pong.

    A minha intenção ao publicar os 2 artigos foi demonstrar o assunto recorrente neste espaço – a falta de competência da ekipeconômica de lidar com a atual situação.Cadê o software?

    Kupfer fala do abuso na utilização da IOF e só isto.O samba de uma nota só que até o L.Coutinho já começou a criticar. Aqui e na China.
    Ming fala da desconfiança dos agentes econômicos nos rumos do governo ao lidar com a herança maldita do velhaco espertalhão (lula).Parecido com o Quércia: Eu quebro o país mas elejo meu sucessor! Em São Paulo, anos atrás
    Quanto às perguntas q vc formulou:
    1. ninguém afirmou nada disso. Você pirou.
    2. ninguém afirmou nada disso. Ming disse que a ekipeconômica estava trabalhando com a hipótese de que os preços internacionais das commodities recuarão ou permanecerão estáveis não são coerentes com a hipótese assumida pelas autoridades de recuperação dos países industrializados.
    Você pirou novamente e passou a falar asneiras sobre o papel do BNDS e considerações fora do contexto dos artigos.
    Passou a dialogar com o Ting,o Tang,o Blung,o Ping e o Pong.As figuras que vc acabara de inventar.Opalas Olivettis, tucanos, etc.
    Não há o que responder.
    Quem tem que responder é a ekipeconômica da Dilma.
    Afinal eles são nossos empregados e se vacilarem terão que ser demitidos por incompetência e substituídos por gente competente, antes que a vaca enterre os cornos no brejo.
    Simples assim.

    Elias pare de dizer bobagens ao analisar os artigos de gente mais competente que você.

    #$(*&^% Elias… a Mona tem razão – Cadê a #$@*# do software?
    hehehe

  200. Carlão said

    Mona meus parabens…seus posts são de arrasar!
    Hummm este post é especial para o Patriarca, que parece ser o que mais padece da doença (o Elias a tem, mas é por profissão, não por querência; o Pax também a tem também, não é por profissão, não é por querência… talvez apenas por vício..)

    hehehe!

  201. Pax said

    O tal artigo do FHC (indicado no #178 – aqui – http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=374379&ch=n )

    é bonzinho, sim. Um pouco chato de ler, dá mais volta que bolacha em boca de velho pra dizer coisas simples, mas aponta algumas boas.

    Porém foge um pouco de algumas verdades. A principal é quando afirma que foram o governo do Itamar e os seus dois que fortaleceram o salário mínimo:

    A frase exata está aqui:

    A política de valorização do salário mínimo, que se iniciou no governo Itamar Franco e se firmou no do PSDB, virou glória do petismo.

    Não me lembro muito bem dessa parte do governo de FHC que nunca achei ruim. Nesta parte o que me lembro é de um salário mínimo por volta de US$ 80 a US$ 85.

    Hoje temos um salário mínimo próximo dos US$ 350 e acho que esta valorização é um dos pontos positivos dos governos do Lula.

    Mas, vamos lá, o artigo do FHC merece ser lido.

    Pena que hoje os líderes deste partido sejam José Serra e Geraldo Alckmin. Não acredito que estes dois tenham a mínima capacidade de encabeçar as estratégias definidas pelo ex-presidente. Talvez um Aécio, sim, mas nem Serra nem Alckmin conseguem largar o osso, e então a coisa fica como está, patinando em cima do muro, como sempre. Ainda mais agora que o DEM se desintegra e o PSD já nasce morto, com sua musa K flatulejando e o muso menino ainda decidindo se gosta de brinquedo azul ou vermelho.

    Ou inventam uma verdadeira oposição, que tenha coragem de assumir a bandeira liberal, ou continuaremos a ver o que estamos vendo, um passeio perigoso da situação com o Congresso a soldo e uma oposição risível de todo.

  202. Mona said

    Elias,
    reproduzindo o que você falou:
    -“Esquerdismo” é um termo que, em política, tem significado específico. Na definição de Lenin, “esquerdismo” é a “doença infantil” do comunismo. O esquerdismo se manifesta sob a forma de propostas maximalistas.

    Você leu os 10 passos? Então deu para perceber que o significado do “esquerdismo” guarda menos de Lênin e mais da prática comezinha de qualquer um que se diga de esquerda. Menos Bobbio e mais o Zé das Couves do MST, dos movimentos sociais e das militâncias em geral… Mas, como dizem que as esquerdas só se unem na prisão, não é de estranhar esse saldo indignado que você deu da cadeira…
    vai ver que é essa desunião que tá causando a discórdia da ekieconômica…
    Segue o texto do Josias de Sousa:

    “Equipe econômica de Dilma virou um ‘saco de gatos’
    Ninguém disse ainda, talvez por pena, quem sabe em respeito à curta duração do governo. Mas urge alardear:

    Sob Dilma Rousseff, a equipe econômica converteu-se num vitoso saco de gatos. Os miados são dissonantes. As unhadas ocorrem sob refletores.

    Na semana passada, falando a um grupo de 200 industrais, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, acionou as garras contra a política cambial do “seu” governo.

    Disse que, a pretexto de conter a inflação, Brasília abandonou a ideia de segurar o câmbio. Algo que destrói a industria nacional. Convidou a audiência a reagir.

    Mais: confidenciou à platéia que não está só. Acompanham-no na divergência os ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia).

    Pois bem. Nesta terça (12), Coutinho voltou a miar fora do tom. Deu-se na China, em meio à viagem oficial da “chefe” Dilma Rousseff.

    O mandachuva do BNDES repisou a tecla: o governo precisa ser mais tenaz no esforço para conter a sobrevalorização do Real frente ao dólar. Soou assim:

    “Temos que utilizar nossas ferramentas disponíveis para mitigar a apreciação excessiva”…

    “…Eu creio que o BC e o Ministério da Fazenda estão tentando fazer isso e acho que eles deveriam intensificar esse tipo de ação para impedir apreciação excessiva”.

    Coutinho não foi o único a reincidir na rebeldia. Sérgio Gabrielli, o presidente da Petrobras, também fez ressoar seus miados na China.

    A despeito dos desmentidos dos pseudosuperiores hierárquicos Guido Mantega (Fazenda) e Edison Lobão (Minas e Energia), Gabrielli repetiu: o preço da gasolina pode tomar o elevador:

    “Se o preço do petróleo ficar nesse nível que está hoje [mais de US$ 120 o barril], estável nesse nível, você vai ter de alterar [o preço da gasolina]”.

    Por quê? “Nós estávamos trabalhando com [a cotação do barril a] US$ 65 a US$ 85”, disse Gabrielli.

    Ele prosseguiu: “Que o preço vai ficar alto, parece que sim. O problema é o grau de variação que esse preço está tendo em torno de determinado patamar…”

    “…Enquanto estiver variando muito, não tem como tomar decisão”. Comparou a Petrobras a uma casa de repastos:

    “O preço no menu do restaurante não aumenta porque o preço da carne subiu no dia. Leva um tempo pra mudar o preço da carne no prato”.

    Num governo com 39 ministérios e uma infinidade de estatais, é natural que ocorram divergências.

    O desencontro de opiniões, além de normal, é salutar. O problema está no método.

    O local adequado para a exposição das desarmonias é a sala de reuniões, não a praça pública.

    Do modo como vem sendo exposto, o pensamento do governo torna-se biangular. As ideias são trapezóides. O diálogo é multidimensional. A gestão é estroboscópica.

    Ou dona Dilma engaiola os gatos e põe ordem na casa ou ficará muito parecida com uma velha senhora: a mãe Joana.”

    Mas, cadê mesmo o softw… ops, deixa quieto…

  203. Carlão said

    consegliero

  204. Carlão said

    Mona
    Tenho cá pra mim que Dilma está “grilling” Mantega, em fogo baixo, na manteiga e com farinha de rosca…
    O mercadante, o gabrielli e o pimentel não estariam nessa sem a aprovação
    do Ministro Chefe da Casa Civil – o Palocci.
    O come-quieto.-Il consegliere.
    e quanto ao softw ops!…é outra conversa…mais primitiva
    é orgulho, ignorância e… “pau-molice” mesmo!
    Dow there!Falta culhões!
    hehehe!
    Mantega na semana passada respondeu como Presidente do Conselho da Petrobras que a gasolina não iria subir.
    Gabrielli já disse que vai subir…e reafirmou.
    vamos aguardar…
    Aposto no presidente da Petrobras.
    Alguém aí aposta no Mantega?

  205. Patriarca da Paciência said

    Tá bom, Mona,

    a inflação vai explodir e o dragão da inflação vai devorar o Brasil!

    Temos que começar a fazer planos para depois de amanhã!

    Eu já estou planejando minhas férias para depois que o Brasil acabar!

  206. Olá!

    O Artigo do FHC é excelente e merece ser lido e relido com muita atenção. Há coisas importantes ali e é uma pena que a oposição tenha reagido, mais uma vez, de maneira medrosa às realidades dos fatos.

    Se a atual oposição quiser se tornar novamente situação, será inescapável, ela terá de confrontar o atual governo e mostrar que o PT não fez nenhuma revolução social e econômica nos últimos anos, muito pelo contrário, pois este será o nono ano do governo petista sem uma reforma estrutural que seja.

    Nenhum dos partidos políticos atuais esposa alguns dos valores básicos do liberalismo, o que é uma pena. Uma bandeira que eles poderiam pegar para si poderia seguir uma das seguintes vertentes:

    01. Redução gradativa dos impostos até um patamar entre 20% a 25% da renda do cidadão.

    02. Detalhamento em nota fiscal dos impostos pagos nos produtos.

    03. Mostrar como é o cidadão pobre que mais paga imposto em termos relativos, isto é, em relação ao valor total da renda e como boa parte do Bolsa Família é consumida pelos impostos em vez de ser aproveitado pelos beneficiados.

    04. Melhoria da estrutura de empreendedorismo. No Brasil, o cidadão precisa passar, em média, por 15 procedimentos apenas para abrir uma empresa, o que consome 120 dias no total. Ou seja, são muitas camadas burocráticas desnecessárias, pois há países por aí (Nova Zelândia) que levam apenas 1 dia para fazer o mesmo ou menos de 10 dias. É a velha história: Quanto maiores as camadas burocráticas que um empreendedor precisa atravessar para abrir o seu negócio, maiores serão as chances de tal empreendedor ter de lidar com a corrupção em alguma dessas camadas.

    É risível a proposta da presidente Dilma de criar o tal Ministério do Empreendedorismo, pois em vez de eliminar camadas burocráticas, o que acontece, de fato, é a criação de ainda mais camadas burocráticas, o que, consequentemente, coloca ainda mais poder nas mãos dos políticos, pois serão políticos que irão habitar esse ministério e a alocação de cargos nele será de acordo com o processo político-ideológico. Genial!

    05. Vender o peixe político de que quanto mais liberdade econômica haver para o cidadão, mais dinheiro fica no bolso dele e menos dinheria fica nas mãos dos corruptos.

    O problema é que nenhum partido vai defender tais pontos pelo simples fato de que, se tudo isso for posto em prática, os políticos veriam reduzidos os recursos disponíveis para eles e esse tipo de coisa nenhum deles quer.

    Pax,

    “Ou inventam uma verdadeira oposição, que tenha coragem de assumir a bandeira liberal, ou continuaremos a ver o que estamos vendo, um passeio perigoso da situação com o Congresso a soldo e uma oposição risível de todo.”

    No Brasil, nem esquerda e nem direita têm tradição liberal. Veja, por exemplo, o caso dos esquedistas escandinavos, os social-democratas. Eles fizeram profundas reformas liberalizantes nos países deles. Isso é sinal de que, de alguma maneira, esses esquerdistas escandinavos experimentaram e absorveram valores liberais.

    O que eu me pergunto é o motivo pelo qual a esquerda brasileira é tão hostil aos valores das esquerdas mais civilizadas do mundo desenvolvido e por qual razão é tão difícil para a esquerda local adotar medidas liberalizantes que iriam beneficiar milhões de brasileiros — vide, por exemplo, os 120 dias necessários para abrir uma empresa.

    Por exemplo, vejam como é fácil gerar riquezas na Escandinávia:

    Coluna 1: Anos
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Qtd. de Procedimentos Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 5: Qtd. de Dias Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: Porcentagem da Renda Utilizada Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 7: Nomes dos Países

    2004. . . 72.4. . . 9.5. . . 05. . . 07. . . 0.0. . . Denmark
    2005. . . 75.3. . . 9.5. . . 05. . . 07. . . 0.0. . . Denmark
    2006. . . 75.4. . . 9.5. . . 04. . . 06. . . 0.0. . . Denmark
    2007. . . 77.0. . . 9.5. . . 04. . . 06. . . 0.0. . . Denmark
    2008. . . 79.2. . . 9.5. . . 04. . . 06. . . 0.0. . . Denmark
    2009. . . 79.6. . . 9.4. . . 04. . . 06. . . 0.0. . . Denmark
    2010. . . 77.9. . . 9.3. . . 04. . . 06. . . 0.0. . . Denmark
    2011. . . 78.6. . . 9.3. . . 04. . . 06. . . 0.0. . . Denmark
    2004. . . 73.4. . . 9.7. . . 03. . . 31. . . 1.1. . . Finland
    2005. . . 71.0. . . 9.7. . . 03. . . 14. . . 1.2. . . Finland
    2006. . . 72.9. . . 9.7. . . 03. . . 14. . . 1.2. . . Finland
    2007. . . 74.0. . . 9.6. . . 03. . . 14. . . 1.1. . . Finland
    2008. . . 74.6. . . 9.6. . . 03. . . 14. . . 1.0. . . Finland
    2009. . . 74.5. . . 9.4. . . 03. . . 14. . . 1.0. . . Finland
    2010. . . 73.8. . . 9.0. . . 03. . . 14. . . 0.9. . . Finland
    2011. . . 74.0. . . 8.9. . . 03. . . 14. . . 1.1. . . Finland
    2004. . . 72.1. . . 9.4. . . –. . . –. . . —. . . Iceland
    2005. . . 76.6. . . 9.6. . . 05. . . 05. . . 3.1. . . Iceland
    2006. . . 75.8. . . 9.5. . . 05. . . 05. . . 2.8. . . Iceland
    2007. . . 76.0. . . 9.7. . . 05. . . 05. . . 3.0. . . Iceland
    2008. . . 75.8. . . 9.6. . . 05. . . 05. . . 2.7. . . Iceland
    2009. . . 75.9. . . 9.2. . . 05. . . 05. . . 2.6. . . Iceland
    2010. . . 73.7. . . 8.9. . . 05. . . 05. . . 3.0. . . Iceland
    2011. . . 68.2. . . 8.7. . . 05. . . 05. . . 2.3. . . Iceland
    2004. . . 66.2. . . 8.5. . . 05. . . 18. . . 3.5. . . Norway
    2005. . . 64.5. . . 8.8. . . 05. . . 18. . . 2.9. . . Norway
    2006. . . 67.9. . . 8.9. . . 05. . . 08. . . 2.7. . . Norway
    2007. . . 67.9. . . 8.9. . . 04. . . 07. . . 2.5. . . Norway
    2008. . . 68.6. . . 8.8. . . 05. . . 07. . . 2.3. . . Norway
    2009. . . 70.2. . . 8.7. . . 05. . . 07. . . 2.1. . . Norway
    2010. . . 69.4. . . 7.9. . . 05. . . 07. . . 1.9. . . Norway
    2011. . . 70.3. . . 8.6. . . 05. . . 07. . . 1.8. . . Norway
    2004. . . 70.1. . . 9.3. . . 03. . . 15. . . 0.7. . . Sweden
    2005. . . 69.8. . . 9.3. . . 03. . . 15. . . 0.7. . . Sweden
    2006. . . 70.9. . . 9.2. . . 03. . . 15. . . 0.7. . . Sweden
    2007. . . 69.3. . . 9.2. . . 03. . . 15. . . 0.7. . . Sweden
    2008. . . 70.8. . . 9.2. . . 03. . . 15. . . 0.6. . . Sweden
    2009. . . 70.5. . . 9.3. . . 03. . . 15. . . 0.6. . . Sweden
    2010. . . 72.4. . . 9.3. . . 03. . . 15. . . 0.6. . . Sweden
    2011. . . 71.9. . . 9.2. . . 03. . . 15. . . 0.6. . . Sweden

    Média. . .72.7. . . 9.2. . . 3.9. . .10.3. . 1.325

    Comparem isso aos números do Brasil:

    Coluna 1: Anos
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Qtd. de Procedimentos Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 5: Qtd. de Dias Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: Porcentagem da Renda Utilizada Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 7: Nomes dos Países

    2004. . . 62.0. . . 4.0. . . 17. . . 152. . . 13.1. . . Brazil
    2005. . . 61.7. . . 3.9. . . 17. . . 152. . . 11.7. . . Brazil
    2006. . . 60.9. . . 3.9. . . 17. . . 152. . . 10.1. . . Brazil
    2007. . . 56.2. . . 3.7. . . 17. . . 152. . . 9.90. . . Brazil
    2008. . . 56.2. . . 3.3. . . 18. . . 152. . . 10.4. . . Brazil
    2009. . . 56.7. . . 3.5. . . 18. . . 152. . . 8.20. . . Brazil
    2010. . . 55.6. . . 3.5. . . 16. . . 120. . . 6.90. . . Brazil
    2011. . . 56.3. . . 3.7. . . 15. . . 120. . . 7.30. . . Brazil

    Média. . .58.2. . . 3.7. . . 16.8. . .144. . .9.70

    Aí estão os números que falam por conta própria. No Brasil, como os números provam, é caro, demorado e burocrático para que um empreendedor abra a sua empresa e possa gerar emprego, impotos e renda.

    No período de 2004 até 2011 o Brasil esteve e está sob a tutela de um governo petista. A questão é: Por quê tal governo fez tão pouco para melhorar esse quadro? Por quê passada quase uma década de governo petista, não foi feita nenhuma reforma estrutural que poderia melhorar o quadro acima?

    Essa é apenas uma das razões pelas quais eu não caio na balela petista de que o governo Lula fez uma verdadeira revolução social e econômica no Brasil. Os números acima não poderiam ser o contra-exemplo mais irônico para tal papo-furado.

    Logicamente que camadas burocráticas não são a única fonte de corrupção em uma sociedade, mas é inegável que elas contribuem, sim, para que a corrupção floresça.

    Como o Pax fez uma proveitosa viagem ao Chile, eis os números chilenos para as mesmas variáveis:

    Coluna 1: Anos
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Qtd. de Procedimentos Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 5: Qtd. de Dias Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: Porcentagem da Renda Utilizada Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 7: Nomes dos Países

    2004. . . 76.9. . . 7.5. . . 9. . . 27. . . 12.1. . . Chile
    2005. . . 77.8. . . 7.4. . . 9. . . 27. . . 10.0. . . Chile
    2006. . . 78.0. . . 7.4. . . 9. . . 27. . . 10.3. . . Chile
    2007. . . 77.7. . . 7.3. . . 9. . . 27. . . 9.80. . . Chile
    2008. . . 78.6. . . 7.3. . . 9. . . 27. . . 8.60. . . Chile
    2009. . . 78.3. . . 7.0. . . 9. . . 27. . . 7.50. . . Chile
    2010. . . 77.2. . . 6.9. . . 9. . . 27. . . 6.90. . . Chile
    2011. . . 77.4. . . 6.7. . . 8. . . 22. . . 6.80. . . Chile

    Média. . .77.7. . . 7.1. . . 8.8. . 26.3. . 9.00

    Até recentemente, era a esquerda que governava o Chile e, como os números acima indicam, ela parece ter feito um bom trabalho por lá.

    Ao que parece, a esquerda brasileira ainda demorará um pouco para ter o seu inescapável encontro com a modernidade e a civilização.

    Até!

    Marcelo

  207. Elias said

    Carlão,

    Responda, por favor:

    1 – No que você ou seus gurus — Kupfer, Ming, Feng, Tang, Chuí, Ping & Pong — se baseiam pra afirmar que o preço das commodities já vai explodir? Vai explodir tudo ou tem algumas commodities especialmente explosivas? Quais?

    2 – Por que a elevação do preço das commodities — em decorrência de um iminente aquecimento da economia nos países mais ricos — seria prejudicial ao Brasil, se, em grande medida, o êxito econômico de nosso país, nos últimos anos, foi proporcionado exatamente por esses fatores?

    3 – Como é que uma eventual maneirada do governo brasileiro na tributação do capital volátil e na tomada de crédito no exterior deixaria o país mais preparado para as conseqüências supostamente nefastas de uma elevação dos preços das commodities?

    Se você não consegue responder a nada disso, lamento, mas tenho que considerá-lo um mero papagaio. Repete o que outros dizem, sem ter a mínima noção do significado.

    Seria recomendável que, antes de sair por aí, devulgando o que Kupfer, Ming, Feng, Tang, Chuí, Ping & Pong escrevem, você pedisse a alguém mais qualificado que traduzisse pra você.

    Mona,

    Também lamento, mas você nem sabe direito o que é esquerdismo.

    Há alguns anos, a Veja dizia que o PT era um partido “leninista”.

    O sujeito que escrevia isso, aparentemente não tinha a menor idéia do que realmente seja um partido leninista, que, por seu turno, opera uma concepção — leninista — de classe social e do próprio marxismo.

    Ou tinha. Mas, mesmo assim, dizia que o PT era um partido leninista.

    Por que diabos ele fazia isso?

    Ora, pra ele, o que menos importava era a concepção leninista de marxismo, classe social e partido político.

    Pra ele, Lenin era e é um anátema (e é mesmo! Pelo menos, nisto ele estava certo). O que ele queria era associar o PT com alguma coisa que causasse medo. Algo que significasse um perigo iminente pro país.

    Era só o velho macaquinho de realejo, repetindo ao infinito o único truque que conseguiu aprender na vida.

    O velho truque do filme de terror… executado burramente, porque a maior parte dos brasileiros estava e está cagando e andando pra quem seja ou tenha sido Lenin, o que ele fez ou o que ele representa.

    “Esquerdismo”… Pois sim!

    Será que esses idiotas também ainda não perceberam que a maioria da população brasileira tá cagando e andando pra isso?

    E está cagando e andando… em cima dos idiotas.

    Que se tornam ainda mais idiotas porque estão na merda e insistem em repetir as mesmas imbecilidades que os conduziram a essa situação.

    Pior do que um idiota, é um idiota na merda e sem rumo.

    O perdedor, na merda, tentando parecer esperto…

    Ainda bem que esses idiotas vêm sendo sistematicamente derrotados nas eleições.

    Já pensou o que seria ser governado por esse bando de imbecis?

    Mas aí está mais uma das muitas vantagens da democracia: quase sempre, quem não tem competência política pra governar também não tem competência política pra vencer eleição.

  208. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    E porque mesmo nem o PSDB dá ouvidos ao FHC?

    Serra e Alckmin conseguem destruir tudo que foi feito de bom no passado. Simples assim. Além, claro, de uns famigerados, como o Eduardo Azeredo, cara de santinho e aplaudido por todos, incluindo aqui o próprio FHC.

    Por essas e outras que o post novo faz a pergunta que me parece correta: A ética do PT é igual a do PSDB?

    E, sim, já afirmei aqui sobre a questão chilena muito curiosa: os governos socialistas (nem sociais democratas) não mudaram uma palha do rumo liberalizante da economia. A carga tributária de lá é algo em torno de 20% e você abre uma empresa em 20 dias… enfim, tudo que já foi falado.

    No Brasil temos este absurdo de carga de quase 40%, enorme parte disso para alimentar um bando de sanguessugas que não faz nada além de carrapatear o dinheiro público.

    E o mais incrível é que no Chile, com 20% de carga tributária, Escola, Saúde e Segurança pública funcionam ainda melhor que no Brasil.

    Segurança então, nem se fala. Não há quase corrupção policial por lá. Aqui? hum…

    Mas já fiz uma pergunta que os comentaristas mais liberais do blog se abstiveram de responder. Lá, como aqui, setores estratégicos estão na mão do governo sim. Lá são as minas de cobre, aqui as minas de petróleo. E aí? Porque os liberais brasileiros insistem em privatizar a BR?

  209. iconoclastas said

    “E o mais incrível é que no Chile, com 20% de carga tributária, Escola, Saúde e Segurança pública funcionam ainda melhor que no Brasil”

    e a previdência, como vai?

    “Mas já fiz uma pergunta que os comentaristas mais liberais do blog se abstiveram de responder. Lá, como aqui, setores estratégicos estão na mão do governo sim. Lá são as minas de cobre, aqui as minas de petróleo. E aí? Porque os liberais brasileiros insistem em privatizar a BR?”

    já fez é? e eu agi como o Pax e te deixei sem resposta… lamento.

    de fato, eu, que estou mais para libertário do que liberal, já falei sobre isso sim, mas repito sem problema algum.

    mesmo na hipótese, até aqui rechaçada pelas evidências, de que a gestão pública seja mais capaz do que a iniciativa privada para tocar um empreendimento comercial, há a questão de prioridades do estado, que, inclusive você parece concordar, de suprir o cidadão de segurança, saúde e educação, com recursos escassos.

    eu não vou cagar regra sobre o Chile, essa prática eu deixo para o nortista sem vergonha do espaço, mas naturalmente podem haver particularidades que possibilitem que ele abram mão de maior eficiência na utilização de recursos sem ônus significativo para a sociedade, pelo menos no curto e médio prazo. aqui o que ocorre está nas manchetes: o CEO da empresa fala uma coisa, o presidente do conselho desautoriza, e assim vamos…

    mudando apenas os personagens, mas sempre de acordo com o interesse político, aqui é, e sempre foi, assim…

    ;^/

    ;^)

  210. Patriarca da Paciência said

    Outra coisa que venha repetindo sempre é:

    A carga tributária brasileira legal é uma coisa e a carga tributária brasileira real é outra.

    Pela carga tributária legal, o governo brasileiro realmente arrecada 35% (o que está dentro da média mundial) mas pela carga tributária real, calculo que a arrecação não passe de 25%, o que coloca o Brasil entre os países que possuem carga tributária ideal.

    O que precisamos é melhorar a sistema de arrecadação no Brasil e fazer com que todas as pessoas paguem impostos.

    Com isto a carga tributária tributária real poderia ir facilmente para 25% ou até 20% da renda dos brasileiros.

  211. Olá!

    Pax,

    “Mas já fiz uma pergunta que os comentaristas mais liberais do blog se abstiveram de responder. Lá, como aqui, setores estratégicos estão na mão do governo sim. Lá são as minas de cobre, aqui as minas de petróleo. E aí? Porque os liberais brasileiros insistem em privatizar a BR?”

    Poxa, isso é injusto, pois, há um tempo atrás, eu fiz uma consideração sobre essa situação que você coloca.

    Pax, há certas coisas no setor público que eu considero corretas. A seleção via concurso público é uma delas, por exemplo. Pode até não ser a melhor coisa do mundo, mas, pelo menos, é uma boa maneira de premiar o mérito individual.

    Mas voltando ao caso dos setores que você considera estratégicos.

    Pax, algumas questões que eu gostaria de saber o seu comentário.

    01. O Chile, apesar de ser um país pouco corrupto, ainda assim, existe corrupção por lá. Você já parou para pensar como os setores da economica que estão na mão do governo chileno contribuem para a corrupção?

    02. Por quê você considera que certos setores sejam estratégicos? Qual o problema de haver livre concorrência e variedade de escolha no setor petrolífero? Você acha que monopólio estatal é uma boa?

    03. Você é a favor de que os cargos de alto escalão de uma empresa sejam preenchidos seguindo um processo político-ideológico-partidário em vez de avaliar parâmetros meritocráticos? Você não acha que deixar a meritocracia de lado é um passo em direção ao abismo da corrupção?

    04. No Brasil, é inegável que os setores da economia que estão nas mãos do governo contribuem enormemente para a corrupção. Vocẽ acha isso bom? Você acha que isso ocorreria caso tais setores estivessem sob o comando da iniciativa privada?

    Até!

    Marcelo

  212. Elias said

    O bundão não caga regras. Apenas caga merda.

    E consegue praticar um fenômeno: é produtor e produto ao mesmo tempo. Ou seja, é, a um só tempo, um cagão e um merda.

    Falando em regras, deveria observar algumas. As de ortografia, de pontuação e de construção frasal, por exemplo.

    Além disso, escreveu um monte de coisa, citando a pergunta do Pax, que acabou não respondendo.

    Imbecil!

  213. Patriarca da Paciência said

    Correção do 210.

    Se o sistema de arrecação brasileiro melhorasse, fazendo com que todas as pessoas pagassem impostos, a carga tributária legal poderia ir facilmente para os 20%.

  214. Pax said

    Caro Marcelo Augusto:

    01 – não sei esta resposta

    02 – em alguns setores acho que pode haver monopólio estatal, sim. Quer um exemplo? Forças Armadas. Nos Eua estão inventando uma moda que não está lá muito louvável: http://pt.wikipedia.org/wiki/Blackwater_Worldwide . Isto posto, sabendo das enormes diferenças, podemos discutir a BR, claro que sim.

    03 – Não, um sonoro não. Nas estatais gente de carreira, gente técnica, gente competente e tripla fiscalização em cima de todos.

    04 – Claro que não, Marcelo Augusto. Ou você acha que faço este blog para disfarçar? Já disse e repito, esta chaga afunda o Brasil. E ela não é “privilégio” do PT. Este somente apareceu como uma enorme decepção de muitos. E gostou um bocado do jogo, se igualou.

    ——-

    Caro Iconoclastas,

    Vou te pedir mais uma vez, levante o nível da discussão.

  215. Pax said

    Caro Patriarca, (em #213),

    Esta é uma boa bandeira para um partido que tenha coragem. Conhece algum hoje em dia?

    Eu, confesso entristecido, desconheço.

  216. Patriarca da Paciência said

    OLha, sinceramente, eu vejo muito mais vantagens nas estatais, as quais pagam apenas um salário razoável para seus diretores, em lugar de colocar à disposição de uma só pessoa:

    10 (dez) aviões dos mais modernos e velozes.

    Remuneração que equivale àquela ganha por 1.000 (mil) funcionários.

    Além disso ainda arcar com todas as despesas pessoais do “grande iluminado”.

    Um sujeito desses fica muito, mas muito mais pesado mesmo para a sociedade do que tecnocrata de estatal.

    Empresas estatais, pelo menos as brasileiras, geralmente são bem sucedidas e rentáveis.

    Petrobrás, Banco do Brasil, Caixa Econômica etc. são empresas sólidas e rentáveis.

    A Vale nunca existiria se fosse depender de capital privado.

    Olha, não veja mesmo o porquê da ojeriza contras as estatais.

  217. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    parece que tem muita gente trabalhando no sentido de melhorar a arrecadação brasileiro.

    Torço para que sejam bem sucedidos!

  218. Olá!

    Pax, quando falei de monopólio estatal me referi aos setores da economia.

    Essa tal de Blackwater é um grupo mercenário.

    Até!

    Marcelo

  219. Pax said

    Caro Patriarca, em #216,

    Não tenho ojeriza a estatais. Tenho ojeriza com corrupção. Como quase todas as estatais brasileiras tem corrupção à vontade, a dar com pau, as coisas se misturam.

    E em #217,

    Desculpe-me, mas onde acho noticiário sobre isto? Na boa, não vejo isto como pauta em lugar algum.

  220. Pax said

    Caro Marcelo Augusto, em #218,

    Serviços também faz parte da Economia. E é onde a Blackwater se localiza.

    É o que dá o tal do excesso de liberalismo, ou o tal do neoliberalismo. Chegam neste ponto.

    Recentemente foi feito um filme sobre este tema, com o Russel Crowel como um jornalista que trabalha com uma blogueira, sobre o assassinato de uma assessora e amante de um congressista. Esqueci o nome do filme, sei que já vi na Sky.

  221. Eliasor said

    Pax,

    Uma providência no sentido de melhorar a arrecadação é o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). É ele que torna possível a nota fiscal eletrônica.

    Como você deve ter percebido, a nota fiscal eletrônica é emitida pelas Secretarias de Estado da Fazenda ou pelas Secretarias Municipais de Finanças (no caso de serviço).

    Com isso, está se reduzindo drasticamente o uso de expedientes como a nota fiscal “calçada” ou “rodada”, do que resultava alguns bilhões sonegados anualmente.

    À medida que a NFe avançar, a sonegação tende a se reduzir.

    A bola está, agora, com os Estados e Municípios.

    Marcelo,

    Vinte em cada 10 especialistas em tributação concordam em que, na prática, o melhor — talvez o único — modo de baixar a carga tributária é aumentando a base contributiva.

    Sem isso, redução de carga tributária vira conversa de botequim. Papo vai, papo vem e… nada acontece.

    Pra aumentar a base contributiva, você precisa:

    a – elevar o nível médio de renda da população;

    b – fazer com que parcelas altamente remuneradas e fracamente tributadas passem a recolher impostos na mesma proporção que as parcelas pagantes.

    O item “a” dispensa comentários.

    O “b”, mestre, não é fácil!

    No Brasil, as isenções e reduções fiscais são concedidas por SETOR DE ATIVIDADE, e não por porte ou localização de empresa.

    É isso que faz com que a mercearia da esquina pague mais impostos — em termos absolutos, inclusive — que a Rede Globo e a Editora Abril, juntas.

    A atividade econômica da Rede Globo e da Editora Abril é isenta de tributação, independentemente do porte de seus lucros. Já a mercearia não é isenta. Por menor que seja, seu lucro será tributado. Além disso, recolhe os impostos indiretos de que a Globo e a Abril também são isentas.

    Claro que o custo das isenções e reduções fiscais de grande porte acaba sendo transferido para as costas do público pagante.

    O governo, nenhum governo, tem um único centavo pra dar a alguém, que não tenha sido tirado de outrem.

    O que não for pago pela Globo, ou pela Vale, ou pela Votorantim, será pago por todos nós.

    Só que os setores de atividade que desfrutam desses privilégios têm muito poder. Tanto que conseguiram transformar esses privilégios em disposições constitucionais.

    Como o Pax, não vejo ninguém disposto a entrar nessa briga.

    Nem nos partidos políticos, nem na sociedade em geral.

    Na maior parte dos casos, o discurso contra a elevada carga tributária fica na abstração.

    Fala-se do destino, mas não do caminho, como se fosse possível se chegar a algum lugar sem se deslocar ao longo de um percurso.

    Aí a coisa acaba continuando a ser aquilo que sempre foi: conversa de botequim.

    Alguém sempre poderá dizer: “Ah, mas também deve-se reduzir drasticamente a despesa pública!”

    O que nos conduzirá ao dilema exposto pelo Ibrahim Eris: “Que despesa pública, cara-pálida?”

    Os liberais, pra manter coerência, diriam: “Fim dos subsídios! Sem essa de balcão! Nada de juros subsidiados!”

    E, seriam, prontamente, queimados na fogueira, exatamente pelos setores da economia que eles pensam estar defendendo.

    Todos acham que a despesa pública deve ser diminuída, desde que essa diminuição afete somente os bolsos do vizinho.

    Os mesmos empresários que clamam em altos brados por um Estado menor, berrariam ainda alto se a redução do Estado implicasse o fim do BNDES, do FINOR, do FINAM…

    …o que nos leva de volta pro lado da receita, ou seja da tributação.

    A mesma que, lá acima, virou conversa de botequim, lembra?

  222. iconoclastas said

    #212,

    o q adianta adotar um estilo empolado e deslumbrado, e postar um monte de palavras desconexas, sem nenhum compromisso com a realidade, como vc faz?

    primeiro vc precisa aprender a ler, a ter capacidade de identificar o tópico frasal, depois tem que passar por uma escola de honestidade, aí então poderá aspirar a trocar argumentos.

    bunda mole, o teu histórico te condena…

    ;^)

  223. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Elias, (Eliasor?).

    Eu considero a tributação sobre movimentação financeira uma boa idéia.

    É a única maneira de tributar todas as pessoas.

    Temo que não consiga suprir todas as necessidades governamentais. Não poderia haver alíquotas altas.

    Aí poderia haver um imposto único (sem compenções de crédito) sobre vendas e serviços.

    E também imposto sobre a renda.

    O Brasil precisa, principalmente, simplificar o sistema de arrecadação!

  224. iconoclastas said

    olha isso!

    “Vinte em cada 10 especialistas em tributação concordam em que, na prática, o melhor — talvez o único — modo de baixar a carga tributária é aumentando a base contributiva.”

    o outro:

    “Pela carga tributária legal, o governo brasileiro realmente arrecada 35% (o que está dentro da média mundial) mas pela carga tributária real, calculo que a arrecação não passe de 25%, o que coloca o Brasil entre os países que possuem carga tributária ideal.”

    e eu q tenho que levantar o nível, é zoação, né?

    ;^?

  225. iconoclastas said

    para os privilegiados que não entenderam a questão do privado x público, segue uma versão para colorir, oferecida pelo Schwartsman (aquele que ousou incomodar o Gabrieli):

    http://maovisivel.blogspot.com/2011/04/smith-ricardo-e-o-lobo.html

    “Assim, a menos que se consiga mostrar que há custos (ou benefícios) envolvidos na produção dos diferentes bens não plenamente refletidos nos preços (por exemplo, se uma atividade é mais poluidora que a outra), a solução de mercado revela a forma mais eficiente de produção. Os “interesses do país” serão melhor servidos se aprendermos a respeitar os resultados da busca pelo interesse individual, coordenados pelo sistema de preços, não pelo intervencionismo governamental.”

    ;^))

    neste nível tá ok, Paxtein?

  226. Chesterton said

    E ela não é “privilégio” do PT. Este somente apareceu como uma enorme decepção de muitos. E gostou um bocado do jogo, se igualou.

    chest- negativo. Multiplicou o mal, e não “somente apareceu”, sempre foi corrupto. Qualquer um que não se encantasse com o discurso bom-mocista percebe e percebeu.

  227. Elias said

    Patriarca,

    Acho que você se refere a um imposto único incidente sobre movimentação financeira.

    Também preferiria isso. Mas, pelo que li de alguns advogados tributaristas, não daria certo.

    Um conhecido meu, advogado tributarista, fez uma simulação mostrando como seria fácil burlar esse imposto.

    É um troço complicado…

    Talvez funcionasse como mecanismo de antecipação, para compensação em declarações de ajuste.

    Ou seja, seria uma ferramenta mais de arrecadação do que de tributação propriamente dita.

    Na verdade, mesmo sistemas como o SPED têm lá suas limitações. Dificultam algumas coisas, mas não impedem a sonegação.

    Vá a São Paulo, p.ex., fazer compras em atacadistas.

    A pergunta que você mais ouvirá é: “Como você quer a nota fiscal?”

    Opções de resposta, supondo que você comprou 150 unidades de um produto:

    1 – Nota cheia: a nota fiscal será preenchida pelas 150 unidades compradas.

    2 – Meia nota: a nf será preenchida por 75 unidades (50% do total).

    3 – Três quartos: a nf será preenchida por 112 unidades (75% do total).

    4 – Meia zero: a nf será preenchida por 90 unidades (60% do total).

    E assim por diante.

    Se essas opções existem, é porque tem coisa pra trás e pra frente, né?

    A gana do Estado por parcelas cada vez maiores da renda do indivíduo e a resistência do indivíduo em ceder ao Estado parcelas cada vez maiores da sua renda é história quase tão velha quanto a posição.

    É como a arte da guerra: inventa-se uma armadura à prova de espadas e, logo em seguida, inventa-se uma espada capaz de perfurar essa armadura.

    A cada nova maneira de tributar e de arrecadar, sempre surgirão várias novas maneiras de sonegar.

    Na antiga Roma o pessoal já reclamava — e como! — dos tributos.

    Quase sempre a reclamação terminava em porrada, com os reclamantes levando a pior.

    Mais tarde, com a capital do império já transferida para Bizâncio, houve uma grita generalizada contra o aumento dos impostos, decretado por Diocleciano, salvo engano.

    O imperador declarou que ia negociar e pediu uma reunião com os amotinados. Como eram muitos, ele propôs que a reunião fosse feita num circo. Toparam. Quando o pessoal entrou no circo, ele mandou fechar as portas. Em seguida, mandou matar a todos.

    Os reclamantes se ferraram. Já o império continuou, por um bom tempo. Até hoje, podem ser vistas e visitadas as obras construídas graças aos impostos que aqueles infelizes do circo não queriam pagar.

    Se a grita dos anti-impostos romanos fosse acatada, provavelmente Roma não teria ido além de uma povoação de lavradores, que teria sido conquistada e dizimada por outro povo, cobrador de impostos.

    Hoje, talvez mal soubéssemos quem tinham sido os romanos. Falaríamos do povo cobrador de impostos que conquistara Roma, uma povoaçãozinha qualquer, cuja história teria se perdido na poeira do tempo.

    No Brasil, acho que dificulta tudo o fato de que o cidadão sente que o sistema é injusto e, por isto, não colabora com ele.

    O sistema é injusto porque muita gente que ganha muito é subtributado, enquanto quem ganha bem menos é supertaxado.

    E é injusto porque o Estado não retribui ao cidadão na mesma medida em que arrecada. O serviço público brasileiro, como regra, é uma merda. Sempre foi uma merda e não mostra nenhuma vontade de melhorar.

    E, pra piorar, ainda tem a corruptalha.

    Na Dinamarca, p.ex., pelo que ouvi dizer, o Estado leva quase 60% da renda de todos.

    Não há, entretanto, nenhuma revolta contra essa carga tributária tão alta.

    Não creio que a roubalheira e a ineficiência do Estado tenham alguma coisa a ver com maior ou menor carga tributária.

    A carga tributária do Brasil já foi bem menor. Já a roubalheira, não. A ineficiência do Estado idem.

    Creio que a roubalheira é um produto da cultura, não o inverso.

  228. Olá!

    Elias,

    “Vinte em cada 10 especialistas em tributação concordam em que, na prática, o melhor — talvez o único — modo de baixar a carga tributária é aumentando a base contributiva.”

    Desculpe-me a ignorância no assunto, mas quando você se refere a aumentar a base contributiva, você quer dizer algo como aumentar a quantidade de pessoas que declaram imposto de renda e coisas tais?

    Até onde eu sei, uma parte considerável dos impostos recolhidos pelo Estado brasileiro vem dos impostos embutidos nos produtos. Aliás, em alguns produtos as taxas de impostos cobradas chegam a ser confiscatórias.

    Pegue o exemplo do iPad da Apple. Atualmente, quase metade (40%) do preço de um produto desses é imposto. Se ele vier a ser produzido por aqui e for classificado na mesma categoria dos notebooks, então essa porcentagem cái para 15%. Mas se receber classificação própria, aí, ficará em 25%. Qual dessas últimas duas classificações os políticos e burocratas do governo irão escolher na opinião de vocês? Eis uma dica (os grifos são meus):

    RECEITA

    No entanto, a Receita está encontrando dificuldade em classificar os tablets como notebook porque a maioria dos aparelhos não tem teclado físico, o que é questionado pelos agentes.

    Segundo executivos que acompanharam as negociações com a Receita, um tablet desmontado foi apresentado ao órgão para ilustrar como funciona o teclado virtual.

    Diante do impasse, integrantes do governo defendem uma classificação própria. O aparelho não aproveitaria, assim, a redução de PIS e Cofins dos notebooks e não teria o ICMS reduzido.

    A carga tributária sobre o custo do produto, então, passaria para 32,9% ao fabricante. No varejo, o consumidor pagaria 25% do preço em impostos, ante 15% se classificado como notebook.

    A expectativa do setor é que em menos de 60 dias saia uma definição sobre a tributação dos tablets.”

    É a jurássica burocrataiada tentando decidir qual a melhor maneira de tirar o nosso dinheiro.

    Hehehehehe. . . Parece uma discussão surrealista. Discute-se o teclado virtual, a conexão Wi-Fi e outras tolices. Nada mais emblemático para representar o Brasil perante o mundo de hoje: Burocratas dinossáuricos versus a vanguarda tecnológica do Século XXI.

    Isso me lembrou daquela cena do excelente filme 2001: Uma Odisséia no Espaço quando aqueles macacos/hominídeos encontram o monolito e ficam assombrados perante tal obra.

    Nesse caso do iPad e dos burocratas da Receita, a essência da situação é muito semelhante: Troquem os hominídeos pelos burocratas brasileiros. Troquem o monolito pelo iPad. That’s it!

    Coitado do iPad, foi ter teclado virtual e demais benesses da inovação e do avanço tecnológicos, acabou sendo tributariamente punido pelos políticos e burocratas. No Brasil, a inovação é punida, em vez de ser premiada.

    Um último ponto sobre o iPad: Segundo a reportagem, um iPad custa, no Brasil, em torno de R$ 1.399,00. Nos Estados Unidos, o mesmo modelo sai por R$ 554,00 (U$ 349,00). Todo mundo sabe como a renda per capita americana é apenas 1/4 da renda per capita brasileira.

    No mais, concordo com grande parte do seu comentário #221.

    Até!

    Marcelo

  229. Patriarca da Paciência said

    Um exemplo de sabedoria real de um jovem que faleceu aos 26 anos.

    Positivismo
    Noel Rosa
    Composição: Noel Rosa / Orestes Barbosa
    A verdade, meu amor, mora num poço
    É Pilatos lá na Bíblia quem nos diz
    E também faleceu por seu pescoço
    O autor da guilhotina de Paris

    A verdade, meu amor, mora num poço
    É Pilatos lá na Bíblia quem nos diz
    E também faleceu por seu pescoço
    O infeliz autor da guilhotina de Paris

    Vai, orgulhosa, querida
    Mas aceita esta lição:
    No câmbio incerto da vida
    A libra sempre é o coração

    O amor vem por princípio, a ordem por base
    O progresso é que deve vir por fim
    Desprezastes esta lei de Augusto Comte
    E fostes ser feliz longe de mim

    O amor vem por princípio, a ordem por base
    O progresso é que deve vir por fim
    Desprezastes esta lei de Augusto Comte
    E fostes ser feliz longe de mim

    Vai, coração que não vibra
    Com teu juro exorbitante
    Transformar mais outra libra
    Em dívida flutuante

    A intriga nasce num café pequeno
    Que se toma pra ver quem vai pagar
    Para não sentir mais o teu veneno
    Foi que eu já resolvi me envenenar

  230. Pax said

    Sobre o artigo do FHC, onde até tucanos canalhas renegam, a melhor crítica que li foi a do Alon

    Aqui – http://www.blogdoalon.com.br/2011/04/ou-todos-ou-ninguem-1403.html

  231. Patriarca da Paciência said

    Duas verdades eternas colocadas de modo tão brilhante por esse extraordinário sábia que faleceu aos 26 anos:

    1 – Quem pescoço precisa pensar muito bem antes de inventar a guilhotina.

    2 – No câmbio incerto da vida quem diz a última palavra é sempre o coração.

  232. Patriarca da Paciência said

    Correção, faltou uma palavra,

    1 – Quem tem pescoço precisa pensar muito bem antes de inventar a guilhotina.

  233. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    acho que o Alon chegou à mesma conclusão que eu já tinha chegado.

    O PSDB é cheio de boas intenções mas é positivista, ou seja, é distanciado do povo, quer fazer as coisas de cima para baixo ou, pior ainda, empurrar de goela à baixo.

    Serra demonstrou claramente, em sua campanha, que não tem a menor identificação com as pessoas. Tentou tratar o eleitorado como simples objeto de manipulação. Todos perceberam, menos ele!

    Já o PT é primeiro partido REALMENTE trablhista aparecido no Brasil.

    As reinvidicações do PT são todas baseadas na realidade.

    Acho que é isso que o Fernando Henrique se tocou também.

  234. Elias said

    Marcelo,

    Quando eu falo em “aumentar a base contributiva”, estou me referindo a:

    a) a quantidade de pessoas que paga impostos; e

    b) a incidência de impostos sobre volumes hoje isentos.

    Vou me referir apenas ao item “a”.

    Você está certo ao dizer que boa parte da arrecadação tributária brasileira é proporcionada pelos impostos indiretos; aqueles que incidem sobre coisas e não sobre rendas, e que, por isto mesmo, constituem o modo mais injusto de tributar, porque penaliza mais quem ganha menos.

    Mas, até nisso, o Brasil está atrás. Existe uma parcela imensa da população brasileira que nem tem como ser considerada “consumidor”.

    Como dizia o publicitário Ênio Mainardi: “Quem consome apenas o suficiente pra amanhecer vivo no dia seguinte não é consumidor: é sobrevivente.”

    Esse pessoal tá tão ferrado, que nem chega a ser injustiçado pela tributação indireta. Ela simplesmente não o alcança.

    Você sabe que uma das formas de classificar os bens é considerá-los como “superiores” ou “inferiores”.

    “Superiores”, são os bens de alta elasticidade-renda. Aqueles bens que, quanto mais você ganha, mais gasta neles. Qual a quantidade de roupas, sapatos, bolsas e jóias que uma mulher é capaz de comprar? Quanto mais ela ganhar, mais gastará nesses bens. São eles que, realmente, movimentam a roda da fortuna na economia. São os bens do “círculo virtuoso”.

    “Inferiores” são os bens de baixa elasticidade-renda (ou “inelásticos”). São aqueles para o qual existe um ponto de saturação no consumo. O volume de leite e derivados que uma família é capaz de consumir, tem um limite. Atingido esse limite, um eventual aumento na renda dessa família não afetará mais o consumo da mesma de leite e derivados (ou de arroz, ou de feijão).

    Então, quando se promove uma intensa mobilidade social, fazendo com que parcelas cada vez maiores da população passem a consumir bens “superiores”, está se aumentando a base contributiva e, por via de conseqüência, se aproximando mais da condição que te permite estabelecer uma política gradual de redução da carga tributária.

    Tanto mais porque, a parcela da população que atinge o nível de consumo de bens “superiores”, passa, também, a depender menos de favores do Estado para viver.

    Ou seja, ao mesmo tempo em que ela paga mais impostos, ela também deixa de pressionar a despesa pública.

  235. Pax said

    Somente à guisa de provocação: o tal publicitário Ênio Mainardi é aquele mesmo que acobertou o Pimenta Neves depois deste ter desferido dois tiros a queima roupa na jornalista Sandra, o segundo pelas costas, na cabeça, quando a jovem agonizava no chão completamente indefesa?

    O mesmo capaz de escrever isto aqui: http://www.pimentaneves.com.br/eniomainardi.htm ???

    E, por acaso, papai daquele menino que se diz jornalista, o Dieguinho?

    Ah, tá. Ok.

    Voltemos às questões tributárias, já que estamos bem entendido de quem estamos falando.

  236. Carlão said

    video estranho e revelador…dilma se perde entre consultar papéis inúteis e erros de construção de frase

    “Essa resposta eu não respondo”, disse Dilma Rousseff no fim do vídeo que registra os principais momentos da entrevista coletiva concedida em Pequim. “Responder respostas” nem o velhaco Lula consegue.
    O problema é que a presidente não consegue responder também a perguntas, como fica comprovado no video divulgado pelo Palácio do Planalto.

    P.S. Lobão é a cara do Amigo da Onça…né não?

  237. Elias said

    Pois é, né Pax?

    O Ênio Mainardi de que eu falo, é mesmo o pai do Diego.

    É, também, o mesmo cara que continuou publicamente se declarando amigo do Pimenta, depois que este cometeu aquele crime hediondo. E que se disse incapaz de julgar o Pimenta com isenção, por ser amigo dele.

    Destoou da maior parte das pessoas, inclusive muitas que, num passado não muito distante, dependeram e se beneficiaram da generosidade do Pimenta, antes dele se tornar o criminoso que agora é.

    É compreensível: pouca gente tem peito de se declarar publicamente amigo de Gregor Samsa. Menor, ainda, a quantidade de pessoas que se declaram publicamente incapazes de julgar Gregor Samsa com isenção, exatamente por ser amigo de Gregor Samsa.

    A maior parte das pessoas prefere dizer que nem sabe quem é Gregor Samsa.

    De minha parte, não tenho nada a ver com esse Gregor Samsa de que estamos falando.

    Nunca o vi, a não ser pelas fotos publicadas quando Gregor Samsa já havia se convertido no que hoje ele é. Não devo nada a ele e considero repugnante o ato que ele perpetrou, e que o transformou no indivíduo desprezível que hoje ele é.

    Mas admiro a coragem e a inteligência do Ênio Mainardi, apesar de quase nunca concordar politicamente com ele.

    E, uma das vezes em que concordei com ele, politicamente, foi quando ele disse que “quem consome apenas o suficiente para amanhecer vivo no dia seguinte, não é consumidor; é sobrevivente.”

    Ênio disse isso pra defender a deflagração de políticas inclusivas, como estratégia para aumentar a arrecadação tributária e, ao mesmo tempo, reduzir a carga tributária, a pressão do assistencialismo sobre a despesa pública e, no limite, possibilitar um novo desenho para o papel do Estado na sociedade brasileira.

    Veja bem Pax: é alguém que não apenas propõe um objetivo — no caso, a redução do papel do Estado na economia brasileira — mas também sugere um caminho pra atingir esse objetivo.

    Um caminho que é, ao mesmo tempo, socialmente justo, desafiante e exequível.

    Coisa rara no Brasil, né?

    P.S.:
    Não custa acrescentar. Em qualquer debate político, Ênio Mainardi jamais poderia ser considerado “esquerda”, né?

  238. Pax said

    Caro Elias,

    Nada contra a citação de Enio Mainardi. Até o José Mindlin fez um elogio ao Pimenta depois do assassinato.

    É que o nome me causa urticária. Vamos em frente que temos coisas mais interessantes a discutir que isso.

  239. Chesterton said

    Pax, na hipótese improvável de seu irmão cometer um crime, mesmo sabendo da culpa, da responsabilidade, você o abandonaria? Afinal, não é você que acredita que o criminoso é recuperável para ser reinserido na sociedade? Ora, por um filho, um irmão, tudo se faz, e isso não torna as pessoas cúmplices ou responsáveis pior esse ato hediondo.
    As esquerdas se perdem na prática SEMPRE.

  240. Chesterton said

    Eu gosto muito do Alon, parece que dentre os esquerdistas, os trotskistas (assim se escreve?) são os que mais se instruem..

  241. Pax said

    caro Chesterton (em #239)

    o que tem o orifício defecante com as pantalonas?

  242. Chesterton said

    ora, você crucifica um amigo por dar guarida a outro, que, primário, cometeu um ato de desatino provavelmente sob profunda emoção…e que parece que se arrependeu.

  243. Olá!

    Chesterton,

    “ora, você crucifica um amigo por dar guarida a outro, que, primário, cometeu um ato de desatino provavelmente sob profunda emoção…e que parece que se arrependeu.”

    O lance é que as leis não estão nem aí para as emoções alheias. Elas foram feitas exatamente para que essas imperfeições da natureza humana sejam contidas ao máximo possível para permitir que as pessoas vivam sob uma ordem social minimamente civilizada.

    O problema é que a direita brasileira sempre foi muito sacana ao defender princípios liberais. Não é à toa que, no Brasil, tal ramo do espectro ideológico nunca conseguiu fincar os pés no liberalismo, seja na vertente política, seja na econômica ou seja lá no que for.

    A esquerda, então, nem se fala. . . Essa dai parece ter um inexplicável prazer em cultivar a burrice econômica e mecanismos que tolhem a liberdade do cidadão.

    Até!

    Marcelo

  244. Elias said

    Marcelo,

    O Chesterton, tudo bem, porque o Chesterton é… o Chesterton, né? Ele encaixa até a Guerra do Peloponeso e a conquista do Egito por Alexandre no esquema “esquerda x direita”, “comunistas x capitalistas”.

    Agora… você?

    Cara, o que tem a ver um crime passional com esquerda e direita?

    Esse tipo de crime em que o assassino desfere mais de um tiro na vítima, não importando que, no momento do segundo tiro, ela já estava mortalmente ferida, em geral é cometido:

    a) por profissionais a soldo (geralmente o 2º tiro é dado na cabeça; na hipótese da vítima não morrer ela dificilmente terá condições de identificar o agressor);

    b) por pessoas sob forte tensão emocional.

    A ocorrência “b” é a mais comum. É o marido ou a mulher que não se conforma em ter sido traído(a) ou abandonado(a); é o namorado ou a namorada que não se conforma com o rompimento da relação amorosa; é a pessoa que se julga enganada pelo sócio; é alguém se vingando de uma injúria grave cometida contra si mesmo ou um familiar, etc.

    Substitua o revolver por uma faca, ou um tacape, uma borduna, uma espada… e você encontrará esse tipo de crime nos quatro cantos do planeta, muito antes das palavras “esquerda” e “direita” existirem ou ganharem o significado que hoje têm.

    Caramba!

  245. Olá!

    Elias, você não entendeu a minha colocação.

    O tal do Ênio Mainardi ficou do lado do amigo assassino dele mesmo sob as circunstâncias que são conhecidas de todos. Uma pessoa que tivesse um pingo que fosse de mentalidade liberal iria, de bate-pronto, declarar que as leis deveriam ser postas em prática independente do papel que as emoções alheias tivessem em tal caso — esta é a essência da crítica que faço a esse senhor.

    As emoções alheias fazem parte das imperfeições da natureza humana e dificilmente elas podem ser eliminadas por completo. Elas podem, no máximo, ser contidas por instituições e valores (tais como leis, separação entre os poderes, constituições, juízes e etc.) de tal maneira que seja possível às pessoas viverem sob uma ordem social minimamente civilizada.

    É exatamente esse um dos principais problemas da direita brasileira: Ela não experimentou e nem mesmo absorveu de fato os valores do liberalismo. Quando é o amigo que comete um crime, aí, liberalismo apenas no dos outros.

    Citei a esquerda apenas para mostrar que tal vertente ideológica também está beeeeeem distante dos seus colegas europeus e americanos. Na Europa e nos Estados Unidos, a esquerda, em maior ou menor grau, experimentou e absorveu valores liberais.

    No Brasil, nem esquerda e nem direita fizeram o mesmo.

    Até!

    Marcelo

  246. Elias said

    Marcelo,

    Falávamos do Ênio Mainardi.

    Insisto:

    a – o cara não tem nada a ver com esquerda, muito pelo contrário;

    b – ele não obstruiu a Justiça e não questionou a lei nem a sentença; apenas se declarou amigo do assassino, reafirmou publicamente seu afeto pelo dito cujo e, por isto mesmo, declarou-se incompetente para julgá-lo.

    Trata-se de uma atitude honesta. Nas circunstâncias, além de honesta, corajosa. Só isso.

    No Judiciário, aliás, manda a ética que, quando o juiz mantém um relacionamento pessoal com qualquer das partes de um determinado processo, ele deve se declarar impedido de funcionar como magistrado no mesmo.

    Se não fizer isso, estará ferindo o princípio da impessoalidade, essencial à administração da Justiça.

    Sem ser juiz, sem ter obrigação de fazer isso, Ênio Mainardi fez o que fez.

    É sempre bom quando uma figura pública brasileira dá um exemplo como esse.

    Num país onde todo mundo quer ser esperto e jogar sempre pro aplauso da galera, um pouco de integridade e coragem moral é de muito bom tom.

    Só isso.

  247. Olá!

    Obrigado pelas explicações, Elias.

    Foi erro meu ter pego a conversa no ar e ter opinado sem ler todos os links e comentários postados.

    Portanto, desconsiderem meus comentários mais recentes.

    Até!

    Marcelo

  248. Carlão said

    Elias
    sugiro uma leitura do artigo do R.F. Werneck no Globo,
    http://avaranda.blogspot.com/2011/04/rogerio-furquim-werneck-calculo.html
    do qual destaco o primeiro parágrafo para degustação:

    “Quando a inflação foge ao controle não é porque o governo seja malévolo. Não há governo que veja com bons olhos aumento de inflação. O descontrole quase sempre decorre de equívocos bem intencionados, advindos de percepções errôneas da real natureza do processo inflacionário, ideias mal concebidas sobre a melhor forma de contê-lo, visões distorcidas dos limites do possível na condução da política macroeconômica e apostas excessivamente arriscadas no combate à inflação”.

    Vale a pena ler e comentar desapaixonadamente

    (continua no próximo post))

  249. Elias said

    Certo, Marcelo.

    Grande abraço.

  250. Carlão said

    (continuação)O BRASIL ESTÁ DOENTE 2
    outro que deve ser lido é:
    FHC e o Clube dos Mortos Vivos
    SANDRO VAIA jornalista
    BLOG DO NOBLAT

    O ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso é um homem de pensamento refinado e com certeza sabia o que estava fazendo quando escreveu o artigo-ensaio “O Papel da Oposição”, publicado na revista “Interesse Nacional”, mas divulgado antes pela internet.
    Devia saber,principalmente, com que espécie de assombrações estava mexendo, a não ser que queiramos imputar-lhe uma espécie de ingenuidade e de inocência que não combinam bem com um homem que está fazendo 80 anos e ocupou a presidência da República por duas vezes.
    Ao fazer uma análise precisa e aguda da transformação dos partidos políticos em uma espécie de “clubes congressuais” e ao tentar esquadrinhar novos horizontes onde situar o discurso oposicionista,levando em conta a emergência de novos atores sociais, FHC cutucou a onça com vara curta.
    Ele ousou escrever:
    “Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo “aparelhou”, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.
    Num país onde o debate de ideias é tratado a pontapés e transformado num diz-que-diz com gosto de fanatismo de torcida organizada em arquibancada de futebol, e onde as palavras são interpretadas pela rama, não é de se estranhar que a colocação do ex-presidente fosse lida como uma conclamação a “abandonar o povão” e uma manifestação de “elitismo” e desprezo pelo destino dos mais pobres.
    Inocência seria acreditar que os governistas não fossem aproveitar a digressão conceitual do ex-presidente para distorcer-lhe o sentido, e não há como estranhar que Lula – evidentemente seguido pelos áulicos – não transformasse essa análise em mais uma de suas popularíssimas interpretações propositalmente desonestas e rasteiras como a grama:
    “Eu. Sinceramente. não sei o que ele quis dizer. Nós já tivemos políticos que preferiam cheiro de cavalo que o povo. Agora tem um presidente que diz que precisa não ficar atrás do povão, esquecer o povão. Eu sinceramente não sei como é que alguém estuda tanto e depois quer esquecer do povão”

    E é a isso que se reduz o debate político no país,e o que é mais espantoso, com Lula sendo seguido por vários oposicionistas, que analisaram o artigo do ex-presidente com a mesma rasteirice com que os governistas se dedicaram à tarefa de distorcer o que o ex-presidente escreveu.
    Com esse tipo de baixaria intelectual, distorceu-se a essência da questão proposta pelo artigo-ensaio, e perdeu-se a oportunidade de debater como é que os partidos políticos podem voltar a vocalizar os interesses de uma sociedade que se transforma a cada dia e que não encontra quem seja capaz de representá-la politicamente.
    Então continuamos assim: a sociedade de um lado, e os mortos-vivos da política do outro, cuidando dos interesses do seu clube “privé”.


    Na minha opinião, o governo do PT(lula, principalmente) atrasa a inteligência do Brasil.
    É um processo perde-perde sem fim! e lula continua com raiva/inveja do velho FHC…
    – foi vencido 2 vezes no primeiro turno.
    O sonho de 2002 acabou!
    Por excesso de esperteza e rancor

    Essa Dilma que lula “elegeu” …e uma B*@#%

  251. Chesterton said

    a – o cara não tem nada a ver com esquerda, muito pelo contrário;

    b – ele não obstruiu a Justiça e não questionou a lei nem a sentença; apenas se declarou amigo do assassino, reafirmou publicamente seu afeto pelo dito cujo e, por isto mesmo, declarou-se incompetente para julgá-lo.

    Trata-se de uma atitude honesta. Nas circunstâncias, além de honesta, corajosa. Só isso.

    chest- apoiadíssimo.

  252. Carlão said

    Mensalão não foi invencionice, afirma autor da denúncia no STF
    Responsável pela denúncia do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza diz que a reabilitação política de envolvidos “não pode sugerir que tudo passou de invencionice”.

    Ele afirma haver elementos suficientes para condenar os 38 réus e critica a demora da PF (cinco anos) em investigar o caso.

    http://arquivoetc.blogspot.com/2011/04/mensalao-nao-foi-invencionice-afirma.html

  253. Muita coisa legal dita ou escrita aqui ! Mas ficam algumas coisas no ar: 1_ Porque o Mensalão do PT de 2003 já foi julgado DESDE 2012, enquantO que o Mensalão do PSDB de aZEREDO AINDA ESTÁ SENDO JULGADO AGORA E PELA 1ª INSTÂNCIA !? e PORque o julgamento foi realizado durante as eleições de 2012 !? Porque não antes ou depois !? Se fala tanto numa Vale do Rio Doce que hoje dá lucro e antes não dava tanto lucro ! Mas dá lucro hoje para quem ?! Seus prprietários atuais que não é o Brasil. Se criticou tanto o escândalo da Petrobrás, mas a Petrobrás ainda pertence ao Brasil e no 1º semestre já deu um lucro superior a todo o esc}andalo e continua pertencendo ao nosso país. Ao contrário da Vale. E o destino das verbas das vendas das estatais !? alguém sabe me informar !? E assim, são inumeros os fatos inexplicáveis que tem ocorrido através da P.Federal e da Justiça brasileira, em relação ao pessoal doPT e ao pessoal do PSDB. O PSDB é blindado e nada é investigado. Isso deve ser pensado pelos Jacus Baleados. Porque não se investigou nada sobre o escândalo das ambulâncias que envolvia nada menos do que 112 deputados federais !? Ah ! É que não eram do PT. E só se investiga coisa ligada ao PT, neste país !! Para mi, Polícia Federal suspeita e Poder Judiciário suspeito !!!!! Mas, para os Jacus Baleados, tá tudo certo ! Tá como eles querem ! Mas de nada adianta ! O povo acredita no Lula e apoia o Lula. Os Jacus Baleados estão por fora da força do Lula. O Lulão 218 vem aí com toda a força ! PaRA FERIR OS jAcus mais uma vez. Ele terá de ter cuidado, pois animais feridos são um perigo ! Jacus Baleados são animais feridos e portanto animais perigosos !

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: