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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Michel Temer: garboso problema para Dilma

Posted by Pax em 05/04/2011

Sob suspeita de participar de um esquema de cobrança de propinas das empresas Libra Terminais S/A e Rodrimar S/A, no porto de Santos, o garboso vice-presidente, todo poderoso mandatário do PMDB, é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal.

(na Folha, para assinantes, aqui neste link)

Quem conhece política sente cheiro de longe. Villas-Bôas Corrêa cunhou algumas frases que merecem lugar na história das crônicas políticas referentes ao nosso vice-presidente. Algumas delas estão neste artigo de abril de 2009, a Lógica Pelo Avesso, publicada no Jornal do Brasil, que merece atenta leitura.

– “badalada tolerância com as traquinadas da Câmara”
– “sempre condescendente com a gula do baixo clero”

Pois é, quem criou o problema que o embale.

Ano passado Michel Temer apareceu bem. Comparado ao destrambelhado vice do candidato de oposição à presidência, o jovem, afoito, instável e, à certa altura da campanha, irresponsável, Indio da Costa, o atual vice pareceu um lorde ao lado de um roto.

Mas as aparências enganam. Nem sempre lordes têm a compostura que arrotam. Neste caso, que o STF julgue.

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7 Respostas to “Michel Temer: garboso problema para Dilma”

  1. Pax said

    Um velho feudo político
    O Globo – 06/04/2011 – http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/6/um-velho-feudo-politico

    Temer avalizou três presidentes do Porto de Santos

    SÃO PAULO. A criação da Secretaria Especial de Portos, em 2007, marcou o início do domínio do PSB no setor, sob comando dos irmãos Ciro e Cid Gomes. Antes, o cobiçado Porto de Santos era loteado entre o PR (antigo PL) e o PT. Em 2003, os dois partidos viram a chance de desmontar a influência, de quase uma década, do PMDB de Michel Temer na Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

    Nos últimos anos, o porto voltou a ser superavitário, com lucro de cerca de R$100 milhões em 2010 e uma movimentação recorde de 96 milhões de toneladas. Com a presidente Dilma Rousseff, a Secretaria de Portos permaneceu com o PSB e passou das mãos de Pedro Brito para o ex-prefeito de Sobral Leônidas Cristino. A chamada “porteira fechada” do PSB levou à queda em 2007 de quatro diretores da Codesp apadrinhados por Telma de Souza (PT-SP), Paulo Frateschi (PT-SP), Vicente Cascione (PTB-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Assumiram quatro técnicos de carreira ou ligados a Brito e Ciro.

    Antes do governo Lula, a Codesp era vista como território de Temer, que avalizou três presidentes: Marcelo Azeredo (1995-1998), Paulo Fernandes do Carmo (1998-1999) e Wagner Rossi (1999-2000). Os dois primeiros são investigados pelo Ministério Público por prejuízos em renegociações de dívidas, mudanças contratuais e irregularidades em licitações. (Leila Suwwan)

  2. Pax said

    Temer é investigado em inquérito no Supremo
    Autor(es): agencia o globo :Carolina Brígido e Gerson Camarotti
    O Globo – 06/04/2011 – http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/6/temer-e-investigado-em-inquerito-no-supremo

    Ministro retirou segredo de justiça do caso, que apura corrupção ativa e passiva; vice-presidente nega acusações

    BRASÍLIA. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou público um inquérito que tramitava no tribunal em segredo de justiça contra o vice-presidente Michel Temer. Segundo o ministro, há indícios envolvendo Temer com tráfico de influência, corrupção passiva e ativa. O caso estava na Justiça Federal de São Paulo desde 2006. Em 2010, quando as investigações esbarraram em Temer, que tem direito a foro especial, o inquérito foi enviado ao STF. Os autos chegaram ao tribunal em fevereiro deste ano.

    Segundo reportagem publicada ontem na “Folha de S. Paulo”, a investigação trata de suposto esquema de cobrança de propina de empresas detentoras de contratos no Porto de Santos, administrado pela Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
    Procurador-geral da República recebeu inquérito

    Marco Aurélio enviou o inquérito ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Caso o procurador concorde que Temer é suspeito, o caso ficará no STF. Gurgel poderá determinar a realização de novas diligências, como a quebra de dados sigilosos e o depoimento de testemunhas. Se Gurgel não detectar suspeitas contra Temer, os autos voltarão à Justiça paulista.

    Temer negou participação no esquema de cobrança de propina de empresas e classificou o episódio de coisa “antiquíssima”, ao lembrar que em 2002 o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, decidira pelo arquivamento da investigação contra ele.

    – Quando há decisão já proferida pela Procuradoria-Geral da República, não se pode reformar o mesmo fato, a não ser que haja provas novas. E digo mais, não há conexão nenhuma entre os fatos descritos e a realidade – afirmou Temer.

    A investigação começou em um processo de reconhecimento de união estável entre Erika Santos e Marcelo de Azeredo, que presidiu a Codesp de 1995 a 1998, período em que Temer e o PMDB paulista faziam indicações para o órgão. Na ação, Erika teria alegado que Azeredo mantinha um nível de vida incompatível com suas declarações à Receita Federal.

    Segundo a “Folha de S. Paulo”, Erika juntou na ação da Vara de Família planilhas e documentos que indicavam o repasse de propinas pagas a Codesp por duas empresas: Libra Terminais S/A e Rodrimar S/A. O dinheiro teria sido entregue a Azeredo, a uma pessoa identificada como “Lima” e a alguém cujas iniciais eram “MT”. Segundo a Polícia Federal, trata-se de Michel Temer.

    O grupo teria recebido indevidamente R$1,28 milhão, o equivalente a 7,5% do contrato da Libra para exploração de dois terminais do porto. O vice-presidente teria embolsado metade do valor, segundo a “Folha”.
    A partir da denúncia, foi aberto um inquérito criminal, no qual a polícia chegou ao nome de Temer. Nos autos, Azeredo aparece associado às práticas de crime contra a ordem tributária, fraude a licitação pública e crime contra o sistema financeiro (realizar operação de câmbio não autorizada para fins de evasão de divisas).
    Segundo o ministro do STF, constam dos autos conversas telefônicas gravadas por determinação judicial. No entanto, ele não soube informar se os diálogos têm Temer como interlocutor. Ontem, chegou ao gabinete do ministro um pedido da juíza de Santos que cuidava do caso para que a investigação volte a ser sigilosa. Mas o ministro descarta essa possibilidade:

    – A tônica na administração pública é a publicidade, até para não haver maledicência. Ela (a juíza) é parte interessada? O interessado é que tem que pedir (o sigilo do inquérito) – disse o ministro.

  3. Patriarca da Paciência said

    De qualquer modo “investigar” acontecimento de 12 anos atrás é algo bem complicado.

    Se em um década e meia, apenas acusações de uma litigante num processo de separação ligitiosa, conseguiram contra o Temer, acho que o vice-presidente está bem.

    O pessoal do PSDB tem muito mais a temer!

    O próprio Serra tem muito mais, muito mais mesmo acusações que isso!

  4. Patriarca da Paciência said

    Correção – processo de separação litigiosa

  5. Carlão said

    hi hi hi, betty
    o pessoal do PSDB não é governo.
    O telhado de vidro é isso aí…
    O Serra tem currículo. O governo (a começar pela presidente)
    tem folha corrida!
    regards

  6. Pax said

    Como dito no post, quem criou o problema que o embale

    PMDB filia Skaf, prepara Chalita e usa SP para ameaçar embate com PT pelo País
    O Estado de S. Paulo – 12/05/2011

    Cúpula do partido, incluindo o vice-presidente, Michel Temer, e o presidente do Senado, José Sarney, prestigiou festa do ingresso do presidente da Fiesp na sigla; nos bastidores, peemedebistas admitem incômodo com postura do PT, que sufoca aliados

    Christiane Samarco / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo

    O PMDB deu ontem, em Brasília, a largada oficial à montagem dos palanques municipais para disputar, com o PT, as prefeituras de capitais, cidades estratégicas e pequenos municípios Brasil afora. Foi mirando este objetivo que as principais lideranças nacionais do partido prestigiaram a cerimônia de filiação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, anunciando que ele ingressa na legenda para fortalecer o projeto da candidatura do deputado Gabriel Chalita para prefeito de São Paulo em 2012.

    O vice-presidente da República, Michel Temer, bem que tentou dissipar o clima antecipado de disputa entre os principais aliados no loteamento da Esplanada. “Tudo o que faremos nas eleições municipais e estaduais será levando em conta esta aliança indestrutível”, discursou sob aplausos gerais. Em seguida, no entanto, o presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), explicava a uma pequena roda que o projeto eleitoral do PMDB independe da aliança nacional, como mostrou o Estado no último sábado. “Nosso objetivo é fortalecer o partido, lançando candidatos no maior número possível de cidades.”

    Na semana passada, Skaf reuniu-se com a cúpula do PMDB na residência oficial do vice-presidente. Foi quando ficou acertado que ele pode esperar 2014, porque tem mais quatro anos à frente da Fiesp. “O PMDB é muito grande, tem muitas oportunidades e todos querem colaborar. Skaf é um nome que pode ser preparado para disputar o governo do Estado”, resumiu Temer.

    Depois dos aplausos do discurso, ele explicou em conversas reservadas que parceria não significa abrir mão de lançar candidatos, mas sim de acertar com o PT como será esta convivência em tempos de campanha eleitoral. E confirmou que Raupp está trabalhando muito para que o PMDB possa manter o status de maior partido em número de prefeitos (1.200) e vereadores (4.600).

    Temer e o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) assinaram o documento abonando a ficha de Skaf.

    Marta. Diante das presenças dos senadores José Pimentel (PT-CE) e Marta Suplicy (PT-SP), esta também cotada para disputar a Prefeitura, Temer saudou os petistas como “parceiros de agora e no futuro”. Mas a avaliação geral é a de que o esforço em favor de uma chapa única não terá sucesso. Marta, que já se articula para a disputa, sonha em levar o PMDB para a vice. “Eu quis vir”, disse Marta ao ser questionada sobre sua presença no evento. A senadora disse ser “parceira” do PMDB e admitiu a intenção de dialogar com Chalita: “Quanto mais próximos nós estivermos melhor será”.

    “Acho que ninguém quer ser o vice”, avisou Chalita, que se apressou em ressaltar que o PT ainda não tem candidato oficial à Prefeitura. “A Marta veio aqui nos prestigiar e vai à minha festa de filiação em São Paulo, mas acho que ela gostaria de ter nosso apoio. Só que apoiar o PT está descartado. Nós queremos apoio”, disse Chalita, convencido de que o acerto poderá se dar somente num segundo turno.

    Pelo País. Peemedebistas de Norte a Sul já ensaiam um enfrentamento com o PT. Nos bastidores, se queixam de que os petistas só querem acordo para serem apoiados, jamais para ceder espaço a candidaturas de aliados. Em Fortaleza já são quatro pré-candidatos do PT. Até na pequena Macapá (AP), três petistas disputam nos bastidores.

    Em Vitória, setores do PMDB articulam a candidatura do ex-governador Paulo Hartung. A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, pode se candidatar pelo PT.

    Em Porto Alegre (RS), nem o PMDB e nem o PT têm candidatos naturais. O PDT buscará a reeleição de José Fortunati, e o PC do B aposta na deputada Manuela D”Ávila. “É certo que o PT estará de um lado e o PMDB de outro”, disse o presidente do PMDB no Estado, o ex-deputado Ibsen Pinheiro. Em Manaus, o nome forte do PMDB é o do senador Eduardo Braga. O partido aposta que o PT não terá nomes fortes para concorrer com Braga./ COLABORARAM ÉLDER OGLIARI e LIÈGE ALBUQUERQUE

  7. Elias said

    Pax,

    I
    Não entendi.

    Aliança partidária não é fusão partidária.

    Se o partido “B” simplesmente se pendura no partido “A”, ele corre o risco de sumir, principalmente se “A” for derrotado. É, mais ou menos, o caso do PFL/DEM.

    O PMDB tem mais é que disputar eleições onde e quando ele se sentir capaz de fazer isso. Conforme o resultado que ele alcançar nas eleições municipais, ele se cacifa — ou não — pra alianças em nível estadual ou nacional.

    Suponha que o PMDB obtenha uma vitória arrasadora em 2012.

    O que acontecerá? Ele vai falar mais grosso. Vai exigir maior participação do governo federal, até porque seu peso político em 2014 será bem maior.

    Agora, suponha que o PMDB se ferre nas eleições do ano que vem.

    Aí ele terá que engulir um emagrecimento de sua participação no governo federal.

    Isso é mais do que comum em política partidária.

    O chororô de alguns peemedebistas é antigo. Eles estão sempre se queixando do PT, dizendo que este só aceita acordo se ficar com a cabeça da chapa, etc, etc.

    Isso é conversa pra boi dormir. O PT tá na dele, assim como o PMDB e os demais partidos.

    Nenhum partido entrega posição política de mão beijada. Cada qual que se vire como souber e puder.

    Às vezes, as pessoas parecem estar analisando eleição em 2 turnos como se estivessem tratando de eleição em um turno…

    II
    Marta candidata a prefeita, em São Paulo? Sei não.

    Tô pensando em alguém mais jovem.

    Acho que Marta deveria se candidatar a deputada, em 2014…

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