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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mensalão do DEM: promotora e marido presos no DF

Posted by Pax em 20/04/2011

Após nova denúncia, promotora ligada a mensalão do DEM é presa

Deborah Guerner responde também por formação de quadrilha. Ela e o marido deixaram o País sem autorização

Fred Raposo e Adriano Ceolin, iG Brasília

A Polícia Federal prendeu na manhã desta quarta-feira a promotora de Justiça Deborah Guerner e o marido, Jorge Guerner, na residência do casal, em Brasília. Ela é investigada por suposta ligação com o esquema de corrupção no governo do Distrito Federal, conhecido como Mensalão do DEM. (continua no iG…)

Atualização em 21/04/2011: Guerner teve ‘lição’de médicos para forjar transtorno – Estadão

Promotora ganhou fama por promover escândalos quando é abordada sobre Operação Caixa de Pandora

Leandro Colon, de O Estado de S. Paulo

Deborah Guerner ganhou a fama de promover escândalos quando é abordada sobre o esquema no DF. Alega ter problemas mentais. Foi assim nesta quarta-feira, 20, ao ser presa, quando tentou agredir fotógrafos, e numa sessão do Conselho Nacional do Ministério Público. Ano passado, tirou a roupa diante dos policiais. (continua no Estadão…)

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31 Respostas to “Mensalão do DEM: promotora e marido presos no DF”

  1. Zbigniew said

    O velho problema da cooptacao entre poderes. Se olharem mais em cima vão achar mais coisas.
    Bem off-topic, aproveitando para desejar uma feliz Páscoa a todos:

    E sobre a pesquisa da Gallup Consulting sobre o sentimento de prosA Dinamarca ficar em primeiro – com três quartos, quase, se sentindo prósperos, não é surpresa. Muito menos que, logo a seguir, venham a Suécia e o Canadá.

    Muito menos alguém estranhará que os índices na África sejam baixos, o pior deles no Chad, onde só 1% se considera próspero.

    Mas é supreendente, ao menos para quem crê  na  propaganda da mídia, que a Venezuela – que deveria estar mergulhada no “caos chavista”  seja o país latinoamericano mais bem colocado na lista, em 5º, com 64 % de sentimento de prosperidade na população, tanto quanto a Finlância e mais que a Holanda (62%) e os próprios Estados Unidos , que têm 59%.

    O Brasil está bem na fita, como o 15º colocado entre 124 nações, e com um índice de sentimento de prosperidade (57%) maior que o da Inglaterra (54%), França (42%) e Espanha (34%). Nossos irmãos portugueses, duramente atingidos pela crise, têm só 14%.

    Só 19 países têm índices superiores a 50% da população de sentimento de prosperidade, enquanto 67 países apresentam índices abaixo de 25%.

    Compartilhar:
    peridade em124 países:

  2. Patriarca da Paciência said

    “Mas é supreendente, ao menos para quem crê na propaganda da mídia, que a Venezuela – que deveria estar mergulhada no “caos chavista” seja o país latinoamericano mais bem colocado na lista, em 5º, com 64 % de sentimento de prosperidade na população, tanto quanto a Finlância e mais que a Holanda (62%) e os próprios Estados Unidos , que têm 59%.”

    Pois é, meu caro Zbigniew,

    parece que o pessoal da Venezuela não lê Globo, Veja, Estadão, Folha, Época, Istoé etc.

    Ainda bem!

    Um índice muito interessante!

    E o Brasil está bem na fita, 15º lugar.

    E, sem dúvida nenhuma, a Dinamarca merece o primeiro lugar!

    Muito legal mesmo!

  3. Chesterton said

    Em dez anos a carga tributária do Brasil subiu cinco pontos
    percentuais do PIB. É um peso de impostos muito maior do que o de
    muitos países ricos que oferecem serviços melhores aos cidadãos. Os
    impostos são mal distribuídos; pesam mais sobre o trabalho e a
    produção do que sobre o patrimônio. As isenções e os Refis criam
    desigualdades entre os contribuintes.
    De acordo com um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento
    Tributário (IBPT), o Brasil tem a décima quarta maior carga tributária
    entre os países da OCDE. O país não faz parte dessa organização onde
    está a maioria dos países mais ricos do mundo; mas se fizesse, estaria
    nesta posição no ranking. Têm carga menor que a do Brasil países como
    Estados Unidos, Canadá e Espanha. Só para ficar em alguns.
    Ninguém é contra o pagamento de impostos, mas hoje, a carga tributária
    virou um problema econômico, segundo o presidente do IBPT, João Elói
    Olenike.
    – É insustentável continuar aumentando os impostos assim. Isso cria
    distorção e atrapalha o crescimento. Para se ter uma ideia, em 2001, a
    carga era 30,03% e em 2010, foi para 35,13%. Isso significa que o
    governo tirou a mais da sociedade, só com esse crescimento, no
    acumulado de dez anos, R$1,850 trilhão. Tirou meio Brasil do Brasil em
    dez anos, só com o aumento dos impostos.
    Bianca Xavier, que é coordenadora de pós-graduação de Direito
    Tributário da Fundação Getulio Vargas, pondera que o refinanciamento
    das dívidas fiscais só pode ser um instrumento usado uma vez. Se é um
    mecanismo frequente, alguma coisa está errada.
    – Houve Refis em 2000, 2003, 2006, 2009 e daqui a três anos vão
    esperar que aconteça outro. É um sintoma de que o governo reconhece
    que as empresas precisam de um mecanismo de recuperação fiscal, ou
    seja, que a carga é alta demais. A Procuradoria da Receita Federal tem
    dito que isso causa um problema de isonomia. Afinal, quem paga em dia
    é prejudicado. Quem não paga e entra no Refis tem 180 meses para pagar
    e juros mais baixos.
    Conversei com os dois especialistas no programa da Globonews desta
    semana. O que fica claro para quem se detém um pouco nesse tema é o
    emaranhado que é a estrutura de impostos no Brasil. Mesmo quem sabe
    que o país tem impostos e taxas demais, fica espantado com a
    informação dada por Bianca Xavier de que a cada hora duas normas
    tributárias são baixadas no Brasil. Ela conta que frequentemente tem
    de desdizer numa aula o que disse na aula anterior, porque entre uma e
    outra, a norma que havia explicado é alterada.
    João Elói lembra outra perversidade: há muitos impostos indiretos que
    recaem sobre o consumo e isso pesa desigualmente sobre os brasileiros.
    Quem é mais pobre acaba pagando relativamente mais. Nos produtos,
    todos os consumidores, independentemente do seu poder aquisitivo,
    pagam o mesmo imposto. E não há transparência.
    – Em outros países, há o Imposto sobre Valor Adicionado e as notas
    discriminam o quanto de imposto está sendo pago em cada produto. No
    Brasil, o consumidor não sabe quanto está pagando em cada mercadoria.
    O imposto sobre patrimônio no Brasil é baixo; 70% da carga recaem
    sobre produção, faturamento e salário. As empresas têm de pagar R$120
    de impostos, taxas e contribuições em cada R$100 pagos de salário.
    Isso incentiva a informalidade ou o pagamento de parte do salário por
    fora.
    A informalidade é outro problema decorrente dos excessos de regras,
    impostos e carga tributária no Brasil. Os dois especialistas acham que
    nos últimos anos a tendência tem sido diminuir a informalidade, com as
    notas fiscais eletrônicas e outros mecanismos de fiscalização. Mesmo
    assim, diz João Elói, de cada R$1 arrecadado, pelo menos R$0,30 estão
    sendo sonegados. Bianca Xavier lembra que isso deveria estar reduzindo
    o peso dos impostos sobre os contribuintes.
    – Se numa mesa de restaurante alguns saem sem pagar, a conta fica
    maior para quem fica. Mas se há mais pessoas entre os pagantes, a
    conta deveria ficar relativamente mais leve. E isso não está
    acontecendo.
    Segundo um texto divulgado recentemente pelo IBPT, “o brasileiro, em
    geral, não é contra o pagamento de tributos, até mesmo porque tem
    consciência de sua importância para custear a máquina pública. O que o
    angustia e causa revolta é saber que paga – e paga muito – ao governo
    e não tem um retorno minimamente satisfatório”. De acordo com João
    Elói, o maior peso recai sobre a classe média.
    As isenções dadas a algumas empresas ou a alguns setores criam outras
    injustiças.
    – Isenção é política fiscal. Toda vez que o governo dá uma isenção,
    alguém vai ter de pagar por isso. É preciso saber quem está sendo
    desonerado, as razões dos benefícios e quem pagará por eles. Tem de
    ser isonômico. Não se pode dar para uma empresa e não para o
    concorrente. Até recentemente, para citar um exemplo, a LG tinha um
    benefício que a Phillips não tinha no mesmo produto. Tributo tem de
    ser neutro. Desonerações são privilégios – diz Bianca Xavier.
    Quando o governo sustenta que a carga brasileira não é alta,
    certamente não está pensando em tudo isso: que ela é mais alta que a
    de muitos países que oferecem serviços melhor, que é desigualmente
    distribuída, que as desonerações são arbitrárias, que tem aumentado
    ano a ano, que existem normas, impostos e taxas demais enlouquecendo o
    contribuinte. Além disso, não há no horizonte um alívio desse peso e
    destas complicações que atormentam o contribuinte brasileiro.
    ml

  4. Carlão said

    chest
    gratopelo apoio
    tnha postado isso antes:
    Carlão disse
    22/04/2011 às 12:53

    sugiro um post sobre carga tributária a partir do artigo da Miriam Leitão, PAGADOR DE IMPOSTOS
    http://arquivoetc.blogspot.com/2011/04/pagador-de-impostos-miriam-leitao.html
    do qual destaco um trecho:

    Ninguém é contra o pagamento de impostos, mas hoje, a carga tributária
    virou um problema econômico, segundo o presidente do IBPT, João Elói
    Olenike.
    – É insustentável continuar aumentando os impostos assim. Isso cria
    distorção e atrapalha o crescimento.
    Para se ter uma ideia, em 2001, a
    carga era 30,03% e em 2010, foi para 35,13%.
    Isso significa que o
    governo tirou a mais da sociedade, só com esse crescimento, no
    acumulado de dez anos, R$1,850 trilhão. Tirou meio Brasil do Brasil em
    dez anos, só com o aumento dos impostos
    .
    (grifos meus)

    e o causo do lula, roberto teixeira e asfor rocha….passa batido…
    vamos mostrar:
    Senadora do PT critica oposição por fazer oposição


    e o dono dabola fica com essas babaquices de promotoras e maridos corruptos…
    prioridades ?
    e o causo do lula, roberto teixeira e asfor rocha….passa batido…
    estranho critério de corrupção-tema…
    hehehe

  5. Elias said

    “Isenção é política fiscal. Toda vez que o governo dá uma isenção, alguém vai ter de pagar por isso. É preciso saber quem está sendo desonerado, as razões dos benefícios e quem pagará por eles. Tem de ser isonômico…” (transcrição feita pelo Chester)

    Até que enfim, o Chesterton copiou e colou algo aproveitável!

    Sempre que o Pax noticia um evento corrupto envolvendo o pessoal da banda destra, o Chesterton mais que depressa copia e cola um texto sobre a carga tributária, o Foro São Paulo, o complô comunista em pleno andamento na próspera localidade de Xiriaçu do Oeste…

    Desta vez, embora talvez involuntariamente, ele colou algo aproveitável. Vale repetir mais um pedacinho:

    “Toda vez que o governo dá uma isenção, alguém vai ter de pagar por isso. É preciso saber quem está sendo desonerado, as razões dos benefícios e quem pagará por eles.”

    Por exemplo: quem paga pela imunidade tributária de que desfrutam as centenas de milhões ganhos pela família Civita, pela FSP, pela Rede Globo, pelo Estadão, etc? Quais as razões desses benefícios?

    E mais: qual o montante desses benefícios? O que significa, em termos de supertributação sobre a classe média, a compensação dessa “renúncia fiscal”? Quantas famílias brasileiras são prejudicadas, para que sejam mantidos esses absurdos benefícios em favor umas poucas famílias de privilegiados que, há décadas, parasitam voraz e impiedosamente a sociedade brasileira?

    Boa, Chesterton! Mesmo que tenha sido sem querer, valeu!

    Manda outra…

  6. Elias said

    Que edificante!

    “O senhor apenas diz que `alguém disse, que me disse que eu te disse`. Não apresenta nenhuma evidência, nenhuma prova. Apenas faz juízo de valor.”

    Depois de tentar tumultuar — interronpendo várias vezes — o aparte que ele mesmo concedera, e, pior, depois de apelar para a desgastadíssima tática da “falta de respeito”, o cara, finalmente — e ainda interrompendo a aparteante! — admitiu que, sim, estava fazendo juízo de valor.

    Ou seja, confirmou o que de pior a aparteante disse dele.

    Denúncia de corrupção, de cometimento de crime, etc., só é campo pra juízo de valor depois de provada. Tem que tratar, inicialmente, como algo objetivo. Como ato positivo, ou seja, comprovadamente cometido.

    Fazer juízo de valor sobre uma denúncia, sem provar que ela é verdadeira, é o mesmo que fazer fofoca. Fuxico. No direito romano: “alegattio et non probattio, quasi non alegattio” (é assim mesmo que se escreve?).

    De qualquer modo, Álvaro Dias é dos mais articulados parlamentares da oposição. Se ele tá desse jeito, imagina o resto…

    Pra demonstrar que desgraça pouca é bobagem, alguém da oposição teve a excelente idéia de divulgar o trecho da gravação, sob um título irônico: “Senadora do PT critica oposição por fazer oposição”.

    Ora, bobinho: a oposição faz oposição do jeito que sabe e quer. Mas, quem disse que a situação é obrigada ouvir calada?

    Assim como o oposição tem o direito de falar bobagem, a situação tem direito de dizer que a oposição tá falando bobagem.

    Democracia é assim, sabia? Pá de lá, pá de cá…

    Quem tem que aprender a ficar calado, quando os outros estiverem falando, é o senador da oposição. A mãe dele deveria tê-lo ensinado que interromper a fala alheia é falta de educação.

    Se ela o ensinou, ele deveria colocar em prática esse ensinamento, em vez de ficar por aí, fazendo vergonha à própria mãe…

    O mais interessante é que a própria oposição se encarrega de divulgar os vexames que ela protagoniza.

    Sem rumo. Sem pai nem mãe. Como o matuto: “Oncontô, donconvim, pronconvô?”

    Sei lá…

  7. Patriarca da Paciência said

    É Elias,

    a oposição está mesmo, “igual cego no meio de tiroteio”, como diz o provérbio popular.

    Depois da qeima de filme do FHC, Serra e Aécio, sobraria o Beto Richa e Álvaro Dias.

    Beto Richa, volta e meia se envolve em histórias complicadas de autoritarismo, jeitinhos e outras coisas mais.

    E é apenas uma oposição 20%!

    Nunca foi tão pequena.

    Álvaro Dias em polêmicas totalmente sem rumo e… sem conteúdo.

    Zbigniew,

    Considero o índice sobre o sentimento de prosperidade bem mais interessante e objetivo do que o ìndice de liberdade econômica.

  8. vilarnovo said

    Elias para algo ser “comprovadamente cometido” precisa ser investigado não é? Investigação começa com denúncia.

    Mas acho que nesse caso estão fazendo uma tempestade no copo d’água. Ambos estavam realizando seus papéis.

    Álvaro Dias sendo uma oposição fraca e a Senadora do PT fazendo a defesa do partido, deixando o país de lado.

    Nada de novo.

    =============

    “Zbigniew,

    Considero o índice sobre o sentimento de prosperidade bem mais interessante e objetivo do que o ìndice de liberdade econômica.”

    Patriarca, são índices totalmente diferentes, medem coisas totalmente diferentes. Naturalmente, não por ser um liberal, mas por ter uma formação mais técnica, prefiro o de liberdade econômica pois é um índice mais objetivo, ou seja, ao ser medido leva em conta aspectos financeiros, legais, estatísticos.

    Sentimento de prosperidade é um tanto subjetivo. Pode ser facilmente manipulado por campanhas. Outra coisa, pegue o índice de liberdade econômica e cruze com esse índice de prosperidade e veja se descobre algo.

    Índice de Prosperidade / Índice de Liberade Econômica

    Dinamarca 1º / 8°
    Suécia 2º / 22°
    Canadá 3º / 6º
    Austrália 4º / 3°
    Finlândia 5º / 17°
    Venezuela 6º / 175º
    Israel 7º / 43º
    Nova Zelândia 8º/ 4º
    Holanda 9º / 15º
    Irlanda 10º / 7º

    O engraçado é que os países sulamericanos bem colocados são países pobres, com populações de semi-analfabetos e que vivem sob regimes populistas.

    Se vc não acha que isso tem relação, me desculpe, falta um pouco mais de análise. Ou vc acha que é melhor viver na Venezuela (ou no Brasil) do que na Dinamarca, Suécia, Canadá, Austrália…

  9. Carlão said

    O ovo de pascoa fez mal.O cara acordou enfezado
    Elias você não se conforma em ser só situação né? Pretende dar aulas de como ser oposição também?
    Vc tangencia a essência das questões para distorcer o assunto e desqualificar quem denuncia.
    Isso é o que sobrou do lulalato.
    Rasteirices…nada de profundo…apenas chistes para justificar um comportamento recorrente e doentio.
    Como sempre,fazendo juízo de valor e cinicamente se omitindo sobre a responsabilidade da situação nos assuntos abordados (carga tributária exorbitante sem contrapartida de serviços e o comportamento criminoso do ex-presidente fanfarrão), Vc (Elias) acaba de decretar a verdade:
    – A culpa é de quem denuncia e faz juízo de valor.

    Da próxima vez, tome um laxante, se alivie e lave as mãos antes de escrever.
    Ninguém é obrigado a ler calado suas asneiras malcheirosas!

  10. Elias said

    Vilarnovo,

    I
    Denunciar é uma coisa. Repercutir uma denúncia, outra. Emitir juízo de valor sobre um ato, outra. Emitir juízo de valor sobre a pessoa que comete o ato, outra. E assim por diante.

    Quando o cara denuncia, ele tem um mínimo de razão pra ter certeza que a denúncia é procedente.

    Quando outro cara propaga uma denúncia, ele se baseia no crédito que, no seu entender, merece o denunciante original.

    Agora: não confundir pato no tucupi com entupir u cu do pato.

    O juízo de valor sobre a pessoa que comete o ato só cabe se o esse cometimento for comprovado.

    Posso emitir juízo de valor sobre alguém que, dirigindo embriagado, avançou um sinal vermelho e quase atropelou uma criança que atravessava a rua.

    Mas, pra emitir juízo de valor sobre o Vilarnovo que, dirigindo embriagado, avançou um sinal vermelho e quase atropelou uma criança que atravessava a rua, preciso dispor de provas de que o Vilarnovo realmente fez isso. Se não, vira fofoca ou, conforme o caso, calúnia.

    Claro que o Álvaro Dias sabe disso. Daí porque ele ficou nervoso com o aparte e, deseducadamente e deselegantemente, interrompeu a aparteadora.

    É que ela pegou na bicheira.

    Nada demais. Acontece…

    Bobagem é a oposição pegar um trecho de vídeo com esse conteúdo e sair divulgando.

    II
    “Sentimento de prosperidade” não tem a ver com o melhor lugar pra viver.

    Tem a ver, apenas, com o lugar onde tá correndo dinheiro. Onde é uma boa investir.

    Onde você preferiria instalar uma mineradora: no Brasil ou na Dinamarca?

    Onde você preferiria instalar uma petroleira: no Brasil ou na Suíça?

    Creio que mais ou menos sei qual a sua resposta pra cada uma dessas perguntas. E tenho certeza que o país escolhido não é, nem de longe, o melhor lugar pra viver, em comparação com os demais.

  11. iconoclastas said

    “Fazer juízo de valor sobre uma denúncia, sem provar que ela é verdadeira, é o mesmo que fazer fofoca. Fuxico.”

    galera, esse campo o caipira melindrado domina, é melhor nem alimentar. é daí p/ baixo. jajá começam um monte de mentiras, confusões factuais, afirmações levianas e coisas do gênero, para, no fim, ele acabar se contradizendo e tentando assumir o seu lado (não o dele), como se fosse idéia dele.

    todo gozado esse capial.

    …xxx…

    “Deborah Guerner ganhou a fama de promover escândalos quando é abordada sobre o esquema no DF. Alega ter problemas mentais.”

    o Luis Francisco fez escola, né não?

    ;^)

  12. Chesterton said

    o pessoal do mensalão do PT não vai em cana não?

  13. vilarnovo said

    Elias – Quer dizer que denunciar é uma coisa, repercutir uma denúncia é outra?? Por favor né??

    ==========
    Onde você preferiria instalar uma mineradora: no Brasil ou na Dinamarca? Dinamarca.

    Onde você preferiria instalar uma petroleira: no Brasil ou na Suíça? Suiça.

    Não precisaria ficar louco com os impostos, com leis malucas, com corrupção, com a falta de segurança jurídica… preciso continuar?

    ==========

  14. Zbigniew said

    Patricarca,
    Entendo que o índice de prosperidade tem muito a ver com um grau de esperança ou certeza da manutenção ou melhora das condições de vida de uma sociedade.

    “O engraçado é que os países sulamericanos bem colocados são países pobres, com populações de semi-analfabetos e que vivem sob regimes populistas.”

    Realmente é engraçado. Será que sem esses “regimes populistas”, vamos dizer, na época do “liberais sulamericanos”, que adoravam relações carnais com países do norte, e acreditavam que o que era bom para “eles” também o era para nós (uma tal de Teoria da Dependência, parece que muito mal compreendida, dirão alguns), que acreditavam (e ainda acreditam) piamente e convenientemente na regulação dos mercados pelos “outros” (não sem antes levar um esporro do Clinton que disse com todas as letras: faça você a sua própria regulação, caipira!).

    Mantida a capacidade dos governos “populistas” de melhorarem a vida do povão com o aumento dos salários, da criação dos postos de trabalho, do controle inflacionário, das políticas de compensação social, do crescimento da economia, sem romper com o sistema financista, rentista e bancário, sobrará para as oposições o biquinho da desqualificação dos ganhos, pela desqualificação de quem ganhou.

    Especificamente em relação ao Chavez e à Venezuela, embora o caudilho seja um “porra-loca” que tem dificuldade de largar o osso, há sim muita má vontade por parte da imprensa tupiniquim, principalmente quando ele teve a coragem de fechar uma emissora que ajudou a perpetrar o golpe de estado contra ele.

  15. Olá!

    O Vilarnovo falou sobre o Índice de Liberdade Econômica da Heritage Foundation.

    Neste link, há diversas correlações e comparações de tal índice com diversas outras variáveis (IDH, nutrição, burocracia, corrupção e etc.).

    Sugiro a leitura do seguinte post:

    A Relação Entre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e a Liberdade Econômica no Período de 1980-2010

    Não usa dados da Heritage Foundation para a liberdade econômica, mas, sim, do Fraser Institute.

    Sobre a questão de instalar empresas no Brasil, na Dinamarca ou na Suíça, seria interessante observar alguns dados antes de argumentar. Eis alguns dados (incluí o Chile também):

    Legenda:

    Coluna 1: Ano
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Qtd. de Procedimentos Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 5: Qtd. de Dias Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: “%” da Renda Per Capita Gasta Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: Nome do País

    Brasil

    2004 . . . 62.0 . . . 4.00 . . . 17 . . . 152 . . . 13.1 . . . Brazil
    2005 . . . 61.7 . . . 3.90 . . . 17 . . . 152 . . . 11.7 . . . Brazil
    2006 . . . 60.9 . . . 3.90 . . . 17 . . . 152 . . . 10.1 . . . Brazil
    2007 . . . 56.2 . . . 3.70 . . . 17 . . . 152 . . . 9.90 . . . Brazil
    2008 . . . 56.2 . . . 3.30 . . . 18 . . . 152 . . . 10.4 . . . Brazil
    2009 . . . 56.7 . . . 3.50 . . . 18 . . . 152 . . . 8.20 . . . Brazil
    2010 . . . 55.6 . . . 3.50 . . . 16 . . . 120 . . . 6.90 . . . Brazil
    2011 . . . 56.3 . . . 3.70 . . . 15 . . . 120 . . . 7.30 . . . Brazil

    Média. . . 58.2 . . . 3.68 . . . 16.8 . . 144 . . . 9.70

    Chile

    2004 . . . 76.9 . . . 7.50 . . . 09 . . . 027 . . . 12.1 . . . Chile
    2005 . . . 77.8 . . . 7.40 . . . 09 . . . 027 . . . 10.0 . . . Chile
    2006 . . . 78.0 . . . 7.40 . . . 09 . . . 027 . . . 10.3 . . . Chile
    2007 . . . 77.7 . . . 7.30 . . . 09 . . . 027 . . . 9.80 . . . Chile
    2008 . . . 78.6 . . . 7.30 . . . 09 . . . 027 . . . 8.60 . . . Chile
    2009 . . . 78.3 . . . 7.00 . . . 09 . . . 027 . . . 7.50 . . . Chile
    2010 . . . 77.2 . . . 6.90 . . . 09 . . . 027 . . . 6.90 . . . Chile
    2011 . . . 77.4 . . . 6.70 . . . 08 . . . 022 . . . 6.80 . . . Chile

    Média. . . 77.7 . . . 7.18 . . . 8.8. . . 26.3. . . 9.00

    Dinamarca

    2004 . . . 72.4 . . . 9.50 . . . 05 . . . 007 . . . 0.00 . . . Denmark
    2005 . . . 75.3 . . . 9.50 . . . 05 . . . 007 . . . 0.00 . . . Denmark
    2006 . . . 75.4 . . . 9.50 . . . 04 . . . 006 . . . 0.00 . . . Denmark
    2007 . . . 77.0 . . . 9.50 . . . 04 . . . 006 . . . 0.00 . . . Denmark
    2008 . . . 79.2 . . . 9.50 . . . 04 . . . 006 . . . 0.00 . . . Denmark
    2009 . . . 79.6 . . . 9.40 . . . 04 . . . 006 . . . 0.00 . . . Denmark
    2010 . . . 77.9 . . . 9.30 . . . 04 . . . 006 . . . 0.00 . . . Denmark
    2011 . . . 78.6 . . . 9.30 . . . 04 . . . 006 . . . 0.00 . . . Denmark

    Média. . . 76.9 . . . 9.43 . . . 4.25 . . 6.25. . . 0.00

    Suíça

    2004 . . . 79.5 . . . 8.50 . . . 06 . . . 020 . . . 8.60 . . . Switzerland
    2005 . . . 79.3 . . . 8.80 . . . 06 . . . 020 . . . 8.60 . . . Switzerland
    2006 . . . 78.9 . . . 9.10 . . . 06 . . . 020 . . . 8.70 . . . Switzerland
    2007 . . . 78.0 . . . 9.10 . . . 06 . . . 020 . . . 2.20 . . . Switzerland
    2008 . . . 79.5 . . . 9.10 . . . 06 . . . 020 . . . 2.10 . . . Switzerland
    2009 . . . 79.4 . . . 9.00 . . . 06 . . . 020 . . . 2.10 . . . Switzerland
    2010 . . . 81.1 . . . 9.00 . . . 06 . . . 020 . . . 2.00 . . . Switzerland
    2011 . . . 81.9 . . . 9.00 . . . 06 . . . 020 . . . 2.10 . . . Switzerland

    Média. . . 79.7 . . . 8.95 . . . 06 . . . 020 . . . 4.55

    Pelos dados acima, o Brasil é o país menos economicamente livre, mais corrupto e que oferece a maior quantidade de obstáculos burocráticos para que um empreendedor abra o seu negócio.

    No período de 2004-2011, em média, um empreendedor brasileiro agiu dentro de um cenário que lhe oferece um ambiente econômico majoritamente não-livre (58.2 pontos de liberdade econômica), bastante corrupto (3.78 segundo a Transparency International) e extremamente burocratizado, pois são necessários para se abrir uma empresa, em média, quase 17 procedimentos, que consome, 144 dias e têm um custo de 9.7% da renda per capita.

    No Chile, nesse mesmo período, em média, um empreendedor chileno encontrou um ambiente extremamente receptivo à livre iniciativa (77.7 pontos de liberdade econômica), pouco corrupto (7.18 pontos) e que oferece poucos obstáculos ao empreendedor, pois no Chile, para se abrir uma empresa, bastam menos de 9 procedimentos, que consomem um pouco mais de 26 dias e necessitam de 9% da renda per capita.

    A Dinamarca e a Suíça são bem semelhantes ao Chile em termos de liberdade econômica (76.9 e 79.7 respectivamente) e corrupção (9.43 e 8.95 respectivamente), o que evidencia um cenário econômica bastante livre e pouco corrupto.

    Em termos de burocracia para se abrir um negócio, a Dinamarca requer, em média, um pouco mais de 4 procedimentos, que levam aproximadamente 6 dias e não apresentam custos para tanto. A Suíça segue pelo mesmo caminho, pois coloca apenas 6 procedimentos para que um empreendedor abra a sua empresa, o que leva 20 dias e custam 4.55% da renda per capita.

    O que mais me deixa surpreso com o Brasil é que já se passou praticamente uma década de governo petista e nenhuma medida substancial foi tomada para melhorar a situação do empreendedor brasileiro. Levar, em média, 144 dias para se abrir uma empresa é um troço desumano e atrasado.

    Aqui há alguns posts caso alguém queira saber como a burocracia se relaciona com a a liberdade econômica e com a corrupção.

    Até!

    Marcelo

  16. Elias said

    I
    “Elias – Quer dizer que denunciar é uma coisa, repercutir uma denúncia é outra?? Por favor né??” (Vilarnovo)

    1) O Fulano de tal denunciou que o José Serra, quando governador de SP, favoreceu a empresa X, na privatização de rodovias.

    2) O jornal Beltrano publicou a denúncia.

    3) O deputado Sicrano fez um discurso sobre o assunto, pedindo uma investigação, etc.

    Não vês diferença entre os 3 procedimentos, Vilarnovo?

    Observa os jornais.

    Quando noticiam esse tipo de denúncia, sempre se usam o termo “suposto(a)”. Nunca afirmam categoricamente que alguém cometeu um ato criminoso, a menos que o próprio jornal disponha de elementos pra respaldar a afirmação categórica.

    Não dispondo desses elementos, ele prefere se referir ao “suposto” cometimento de tal ou qual ato.

    Do contrário, ele pode ser processado por calúnia (e difamação).

    Precisa te explicar isso, Vilarnovo?

    Quando o Pax posta uma denúncia de corrupção, publicada em algum órgão da imprensa, ele não está acusando ninguém (até porque o Pax não é doido…). Ele está, apenas, repercutindo a denúncia feita por outrem.

    Precisa te explicar isso, Vilarnovo?

    Realmente, precisa que alguém te diga que, acusar sem provas é fofocar, fazer fuxico, caluniar?

    Pô, rapaz! O senador foi pego no contrapé. Daí porque ele se irritou. Interrompeu a aparteante, levantou o tom de voz, gesticulou, apelou pra muleta doida do “desrespeito”. Ficou nervoso. Piscou.

    Enquanto isso, ela, a aparteante, em nenhum momento alterou o tom de voz. Permaneceu calma. Praticamente não gesticulou. Todas as vezes que o Álvaro a interrompeu, ela, calmanente, ficou calada. Esperou ele acabar de falar e, depois, também calmamente, voltou a cutucar na bicheira…

    Ela simplesmente havia ganho a parada, e sabia disso. Ficou na dela, carcando, e deixando o cara se debater.

    Nos parlamentos, isso acontece de vez em quando, Vilarnovo. Volta e meia, alguém, deste ou daquele partido, paga um mico assim.

    Ninguém nem daria pela coisa, se um gênio oposicioista não tivesse tido a “brilhante” idéia de dar maior repercussão ao acontecimento.

    Quanto mais tu insistires em defender o indefensável, mais as pessoas vão olhar o vídeo, e mais irão perceber que estás pagando um mico…

    II
    Então o Vilarnovo preferiria instalar uma mineradora na Dinamarca?

    Fantástico!

    Quer dizer: aqueles noruegueses que estão investindo os tubos no Brasil não estão com nada. São uns perfeitos idiotas, né mesmo? Em vez de minerar na Dinamarca, que fica ali pertinho, estão preferindo vir pra este fim de mundo…

    O Vilarnovo, que sabe das coisas, preferiria escavar na Dinamarca, onde teria muito mais retorno.

    Minerar no Brasil? Besteira! O Brasil não tem minério. O Vilarnovo sabe muito bem que quem tem minério a dar com os pés é a Dinamarca…

    Tá pior do que aquele outro cara genial, o lamparina de pôpa, que declarou que a siderurgia não teria futuro no Brasil.

    Bem, pelo menos o lamparina depois se mancou, e passou boa parte do resto da vida desmentindo o acontecido; dizendo que não disse o que tinha dito.

    O Corvo, na sua sepultura, deve ter dado boas gargalhadas…

    Já o Vilarnovo…

  17. Pax said

    Se todos aceitassem eu proporia uma leitura do O Mal Ronda a Terra, último livro do Tony Judt antes dele funerar ano passado.

    Acredito que nossas discussões sobre liberalismo e social democracia enricariam um bocado.

    Cá acabo de ler as primeiras páginas e já gostei do livro que confisquei do meu irmão que desatinadamente passou com o dito na minha frente neste feriado de muito vacalhau e binho.

    —-

    1 – ah, sim, a imprensa tá tão boazinha com o Aécio que até a própria imprensa ri de si mesma. Hoje vi um “editorial” na rádio BandNews, do Boechat que merece ser ouvido. Será que há registro disponível?

    2 – ah, também, o PT está para julgar ou decidir, sei lá como vão fazer, a volta do Delúbio. Então, como já dissemos, a oposição é tão rizível que o PT faz e desfaz que sabe que não tem quem encare. Que coisa, quantas vezes já disse que a falta de uma oposição vai ser o funeral do próprio PT.

    3 – ah, pra terminar, da cúpula conhecida do PT só restam o Olívio Dutra e o próprio Luis Inácio, o resto está todo encalacrado com o Mensalão ou sei lá mais o que. Como o Eduardo Dutra anda mal das pernas, pelo que entendi de uma senhora crise hipertensiva, o partido tá lá caçando quem pode assumir sem que esteja com as cuecas sujas e não está fácil de achar.

    Também, com esta oposição, qualquer coisa nada de braçada que ninguém tem a menor capacidade de falar nada. E quando falam, como os tios histéricos, ninguém mais ouve, nem quando eles conseguem, numa parcela de suas histerias, terem alguma razão.

    Então…

  18. Olá!

    Zbigniew,

    “Realmente é engraçado. Será que sem esses ‘regimes populistas’, vamos dizer, na época do ‘liberais sulamericanos’, que adoravam relações carnais com países do norte, e acreditavam que o que era bom para ‘eles’ também o era para nós (uma tal de Teoria da Dependência, parece que muito mal compreendida, dirão alguns), que acreditavam (e ainda acreditam) piamente e convenientemente na regulação dos mercados pelos ‘outros’ (não sem antes levar um esporro do Clinton que disse com todas as letras: faça você a sua própria regulação, caipira!)”

    Um hábito tosco da esquerda brasileira é a sua doida relutância em olhar os dados antes de tirar alguma conclusão e acreditar quase que cegamente no que diz a cartilha dada pelos partidos esquerdistas.

    O governo Lula criou um cenário mais economicamente livre do que o “neoliberal” governo FHC. Eis os dados:

    Legenda:

    Coluna 1: Anos
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    Coluna 3: Nome do País

    Governo FHC

    1995. . .51.4 . . .Brazil
    1996. . .48.1 . . .Brazil
    1997. . .52.6 . . .Brazil
    1998. . .52.3 . . .Brazil
    1999. . .61.3 . . .Brazil
    2000. . .61.1 . . .Brazil
    2001. . .61.9 . . .Brazil
    2002. . .61.5 . . .Brazil

    Média. .56.275

    Governo Lula

    2003. . .63.4 . . .Brazil
    2004. . .62.0 . . .Brazil
    2005. . .61.7 . . .Brazil
    2006. . .60.9 . . .Brazil
    2007. . .56.2 . . .Brazil
    2008. . .56.2 . . .Brazil
    2009. . .56.7 . . .Brazil
    2010. . .55.6 . . .Brazil

    Média. .59.0875

    O que diferencia o governo Lula do governo FHC em termos de liberdade econômica é a tendência dessa liberdade: Enquanto que no governo FHC a tendência era de crescimento, no governo Lula essa tendência era de franca queda.

    Ah, sim: Observem os dados do ano de 1996. Neste ano, a Heritage Foundation registrou um índice de liberdade econômica de 48.1 pontos. Segundo os critérios dessa instituição, isso coloca o Brasil na classe dos países economicamente não-livres. E ainda tem maluco que falava em “neoliberalismo” naquela época.

    É claro que eu sei que, mesmo mostrando a você os dados acima, você se negará a aceitar a realidade por eles apresentada.

    “Mantida a capacidade dos governos ‘populistas’ de melhorarem a vida do povão com o aumento dos salários, da criação dos postos de trabalho, do controle inflacionário, das políticas de compensação social, do crescimento da economia, sem romper com o sistema financista, rentista e bancário, sobrará para as oposições o biquinho da desqualificação dos ganhos, pela desqualificação de quem ganhou.”

    Dê uma olhada nos dados postos no meu comentário anterior servem de contra-exemplo a isso que você descreve. Abrir uma empresa no Brasil é difícil, criar empregos idem, gerar riquezas idem e etc., etc,. e etc.

    Melhorar a vida do povão? A educação pública brasileira é um caos. O sistema de saúde é ruim e corrupto. A segurança pública é um desastre (olhe as taxas de homicídios nas capitais).

    “Especificamente em relação ao Chavez e à Venezuela, embora o caudilho seja um ‘porra-loca’ que tem dificuldade de largar o osso, há sim muita má vontade por parte da imprensa tupiniquim, principalmente quando ele teve a coragem de fechar uma emissora que ajudou a perpetrar o golpe de estado contra ele.”

    Seria interessante saber como o governo Chávez trata os empreendedores venezuelanos. Eis os dados:

    Legenda:

    Coluna 1: Ano
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Qtd. de Procedimentos Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 5: Qtd. de Dias Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: “%” da Renda Per Capita Gasta Para Abrir Uma Empresa
    Coluna 6: Nome do País

    Venezuela

    2004 . . . 46.7 . . . 2.50 . . . 16 . . . 141 . . . 43.9 . . . Venezuela
    2005 . . . 45.2 . . . 2.40 . . . 16 . . . 141 . . . 37.9 . . . Venezuela
    2006 . . . 44.6 . . . 2.30 . . . 16 . . . 141 . . . 27.8 . . . Venezuela
    2007 . . . 47.9 . . . 2.30 . . . 16 . . . 141 . . . 25.4 . . . Venezuela
    2008 . . . 44.7 . . . 2.30 . . . 16 . . . 141 . . . 28.2 . . . Venezuela
    2009 . . . 39.9 . . . 2.00 . . . 16 . . . 141 . . . 26.8 . . . Venezuela
    2010 . . . 37.1 . . . 1.90 . . . 16 . . . 141 . . . 24.0 . . . Venezuela
    2011 . . . 37.6 . . . 1.90 . . . 17 . . . 141 . . . 30.2 . . . Venezuela

    Média. . . 42.9 . . . 2.20 . . . 16.1 . . 141 . . . 30.5

    No período de 2004 até 2011, a Venezuela estava (e ainda está) sob a tal da “Revolução Bolivariana”. O que essa tal revolução produziu até o momento foi um país economicamente não-livre (42.9), extremamente corrupto (2.2) e burocratizado demais. Ao longo desse período, um empreendedor venezuelano, em média, teve de passar, para abrir a sua empresa, por quase 16 procedimentos, o que consome 141 dias e custa 30.5% da renda per capita venezuelana. Aliás, estes últimos números são bem parecidos com os do Brasil.

    Vejam, agora, os valores da liberdade econômica e da corrupção ao longo de todo o governo Chávez:

    Legenda:

    Coluna 1: Anos
    Coluna 2: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    Coluna 3: Índice de Percepção da Corrupção
    Coluna 4: Nome do País

    Governo Chávez

    1999. . .56.1 . . .28.0 . . . Venezuela
    2000. . .57.4 . . .23.0 . . . Venezuela
    2001. . .54.6 . . .26.0 . . . Venezuela
    2002. . .54.7 . . .27.0 . . . Venezuela
    2003. . .54.8 . . .28.0 . . . Venezuela
    2004. . .46.7 . . .25.0 . . . Venezuela
    2005. . .45.2 . . .24.0 . . . Venezuela
    2006. . .44.6 . . .23.0 . . . Venezuela
    2007. . .47.9 . . .23.0 . . . Venezuela
    2008. . .44.7 . . .23.0 . . . Venezuela
    2009. . .39.9 . . .20.0 . . . Venezuela
    2010. . .37.1 . . .19.0 . . . Venezuela
    2011. . .37.6 . . .19.0 . . . Venezuela

    Média. . 47.7. . . 3.0

    Eis aí o produto final da tosca “Revolução Bolivariana”: Um país com pouca liberdade para empreender e extremamente corrupto. O governo Chávez nada trouxe de novidade.

    É errado uma emissora de TV dar golpes em governos. Assim como é errado que militares façam o mesmo.

    Mas, enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  19. Chesterton said

    esse Aécio, se fosse oposição, estaria com a corda no pescoço…sujeitinho intragável.

  20. Chesterton said

    O deputado estadual João Leite (PSDB), integrante da base de apoio ao governador de Minas Gerais, o tucano Antonio Anastasia, disse que a oposição mineira “tem medo” do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O bloco de partidos governistas cobra apuração de suposto ataque feito ao senador em twitter da TV Brasil, comandada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), estatal do governo federal.
    No microblog, na noite da última terça-feira (19), surgiu a mensagem “Aécio mentiu ao Brasil. A sua habilitação para dirigir foi renovada em 31/05/2010”. O tweet teria sido postado em alusão à multa que o ex-governador de Minas Gerais recebeu em blitz da Lei Seca realizada na madrugada do domingo (17), no Rio de Janeiro. Aécio foi flagrado com a carteira de habilitação vencida e se recusou a fazer o teste do bafômetro.
    “Eles têm medo do Aécio”, afirmou Leite. “O episódio é muito grave. Como o governo federal, ou um partido, utiliza um instrumento público para atacar um senador? Nós não aceitamos de jeito nenhum. Quem utilizou (o twitter) para atacar o senador valeu-se de uma intenção partidária”, disse.
    A diretora-presidente da EBC, Tereza Cruvinel, afirmou que o twitter foi violado.“Minutos após a veiculação a mensagem pirata foi descoberta por nossa área de comunicação e foi devidamente excluída. Uma mensagem de desculpas pelo ocorrido foi postada, evitando citar nominalmente o senador para não gerar especulações”, revelou a nota.
    No informe, Cruvinel ainda afirma que determinou à área de tecnologia investigação sobre o incidente. “Se eventualmente a origem for interna, haverá apuração de responsabilidade e correspondente punição’, diz a nota.
    Em nota, o Detran-MG (Departamento de Trânsito de Minas Gerais) informou que a carteira nacional de habilitação de Aécio Neves venceu em 15 de fevereiro deste ano. O informe traz que, em 31 de maio deste ano, citada no twitter da TV Brasil, houve a expedição de uma segunda via do documento. “Não tiveram nem o cuidado de ver que o que ocorreu nessa data foi a emissão de outra via do documento”, disse Leite.
    Para o deputado, o senador Aécio Neves vem sendo vítima de “massacre” orquestrado por deputados de oposição ao governador Anastasia (formada pelo PT, PMDB e PC do B) no Legislativo mineiro.
    “Sentimos isso aqui na Assembleia. A partir de agora, vamos fiscalizar isso tudo e não vamos aceitar esses ataques. O senador é uma figura importante do nosso partido, da política brasileira, e não pode ser atacado com mentiras”, disse Leite.

  21. Chesterton said

    Reportagem da Época, assinada por Diego Escosteguy, mostra um “companheiro de toga” chegando ao STJ:

    O advogado Antônio Carlos Ferreira formou-se numa faculdade que nem sequer consta da lista das 87 recomendadas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Não fez mestrado. Em 30 anos de carreira, nunca publicou um artigo jurídico. Só teve um grande cliente: a Caixa Econômica Federal, onde entrou há mais de 25 anos. Nas poucas e magras linhas de seu currículo oficial, porém, não há menção ao dado mais relevante de sua trajetória: desde 1989, ele é filiado ao Sindicato dos Bancários de São Paulo, entidade alinhada com o Partido dos Trabalhadores. Militante informal do partido, Antônio Carlos fez carreira na Caixa com a ajuda dos companheiros. Em 2000, a pedido do atual tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, tornou-se chefe do setor jurídico do banco no Estado de São Paulo. Quando Lula assumiu a Presidência, três anos depois, o PT emplacou Antônio Carlos no comando da Diretoria Jurídica da Caixa – uma posição para lá de poderosa, da qual dependem todos os grandes negócios do banco. Leia mais aqui.

    O comentário do Selva Brasilis:

    Mérito é punido na selva. Se o sujeito é trabalhador, honesto, inteligente e produtivo ele nunca será nada nesse país de merda. Se o sujeito for uma nulidade absoluta, bom de papo e picareta suas chances de reconhecimento são enormes.

    O que mais falta para o PT aparelhar?

    ( ) Festa de criança

    ( ) Parque aquático

    ( ) A Casa Branca

    ( ) Os cemitérios

    ( ) Show do Roberto Carlos

    Considerem que isto seria fichinha perto do fato de que eles estão aparelhando o Judiciário…

    A questão acima inspirou a enquete nova do blog, à direita.

    Detonado por Felipe Flexa

  22. Elias said

    Marcelo,

    Que tal uma série histórica, com a quantidade de empresas existentes no Brasil nos últimos 20 anos?

    A dificuldade de se legalizar uma empresa no Brasil é uma coisa absurda. Mas isso não vem de hoje. Atualmente está até pouquinha coisa melhor, se é que se pode aplicar o termo. Acho que é melhor dizer que, hoje, está pouquinha coisa menos pior… não dá pra elogiar nada, porque pode dar azar, piorar tudo de novo e voltar a ser como no tempo do FHC (lá vem porrada…).

    Talvez, registrar uma empresa no Brasil só tenha sido fácil, mesmo, na época em que o Ruy Barbosa foi Ministro.

    Aí ele esculhambou com tudo! Parece que liberal brasileiro, além de doido, dá azar… (e lá vem pancada, de novo…).

    Mas, lá nos teus critérios, essa burocracia demente é computada como inibidora da liberdade econômica?

    A meu pensar, não vejo assim.

    Até onde consigo perceber, a burocracia doida prejudica mais o micro e o pequeno empreendedor. De médio pra cima, sai no mijo… Os caras nem tomam conhecimento.

    A meu pensar, o que mais inibe a liberdade econômica no Brasil é o oligopólio.

    Tenta instalar uma indústria de vidro plano no Brasil e, depois, conta pra gente (em todo o país, só existem três…).

    Se quiseres continuar o teste, depois de tentar a indústria de vidro plano, experimenta instalar uma fábrica de sinais de trânsito…

    Se continuares vivo depois dessas duas tentativas, informa, que eu vou te sugerir mais duas atividades.

  23. Zbigniew said

    Tenho um conhecido que ja esta a 6 meses tentando regularizar a empresa dele perante a Prefeitura da cidade. Ha dois meses esta na mesa de uma das duas pessoas q na reparticao analisam e liberam a documentacao.
    Estive em Miami e o q mais me chamou a atencao foi a cultura da livre iniciativa, de como ser empreendedor e algo valorizado e facilitado.
    Uma coisa boa q devia ser imitada por nos, brasileiros.

  24. Olá!

    Elias,

    “Que tal uma série histórica, com a quantidade de empresas existentes no Brasil nos últimos 20 anos?”

    É uma boa idéia, Elias. Apenas não sei onde encontrar esses dados. Talvez o IBGE disponibilize algo assim. Se você souber onde dá para encontrar esses dados, por gentileza, avise. Seria muito interessante correlacioná-los a outras variáveis.

    “A dificuldade de se legalizar uma empresa no Brasil é uma coisa absurda. Mas isso não vem de hoje. Atualmente está até pouquinha coisa melhor, se é que se pode aplicar o termo. Acho que é melhor dizer que, hoje, está pouquinha coisa menos pior… não dá pra elogiar nada, porque pode dar azar, piorar tudo de novo e voltar a ser como no tempo do FHC (lá vem porrada…).”

    Elias, o PT está aí no poder há quase uma década e não fez nada de significativo para melhorar a vida de quem quer empreender. Você é empresário e sabe disso até melhor do que eu.

    Uma curiosidade, Elias: Dentro do seu partido, o PT, não há discussões sobre como encontrar uma maneira de melhorar a vida do empreendedor e coisas tais? Não há grupos que estudem como fazer isso e etc.? Ou será que eles ficam o tempo inteiro criticando o “neoliberalismo”, o capitalismo e coisas tais?

    Tagarelar sobre o “neoliberalismo” é fácil, mas ir lá fora e fazer algo de útil ao país é uma história beeeeeeem diferente.

    Sobre o FHC, uma das principais coisas que sinto falta da época do governo dele é o espírito reformador e modernizador que ele, ainda que em parte, implementou no Brasil.

    “Mas, lá nos teus critérios, essa burocracia demente é computada como inibidora da liberdade econômica?”

    Bom, o critério não é meu, pois é a Heritage Foundation que calcula o Índice de Liberdade Econômica. A Heritage considera todos os 10 parâmetros calculados pelo relatório Doing Business do Banco Mundial, a saber:

    A) Categoria Para Iniciar um Negócio

    01. Qtd. de Procedimentos
    02. Qtd. de Dias
    03. Custos (“%” da Renda Per Capita)
    04. Capital Mínimo (“%” da Renda Per Capita)

    B) Obtenção de Licenças

    01. Qtd. de Procedimentos
    02. Qtd. de Dias
    03. Custos (“%” da Renda Per Capita)

    C) Fechamento de Um Negócio

    01. Qtd. de Dias/Anos
    02. Custos (“%” do Patrimônio)
    03. Recovery Rate (Centavos de Dólar)

    Todos esses fatores acima constituem a componente Liberdade de Empreendimento (Business Freedom) do Índice de Liberdade Econômica.

    Assim posto, quanto melhor for o desempenho de um país nesses quesitos, maior será a sua nota em termos de liberdade econômica. Logo, se um país é muito burocratizado, é natural que tal país terá afetada deleteriamente sua nota no Índice de Liberdade Econômica.

    No mais, acredito que sim, que burocracia prejudica a vida dos empreendedores.

    “Tenta instalar uma indústria de vidro plano no Brasil e, depois, conta pra gente (em todo o país, só existem três…).

    Se quiseres continuar o teste, depois de tentar a indústria de vidro plano, experimenta instalar uma fábrica de sinais de trânsito…

    Se continuares vivo depois dessas duas tentativas, informa, que eu vou te sugerir mais duas atividades.”

    Existe máfia nesses ramos, Elias? Conte mais a respeito, por gentileza.

    Até!

    Marcelo

  25. Olá!

    Zbigniew,

    “enho um conhecido que ja esta a 6 meses tentando regularizar a empresa dele perante a Prefeitura da cidade. Ha dois meses esta na mesa de uma das duas pessoas q na reparticao analisam e liberam a documentacao.
    Estive em Miami e o q mais me chamou a atencao foi a cultura da livre iniciativa, de como ser empreendedor e algo valorizado e facilitado.
    Uma coisa boa q devia ser imitada por nos, brasileiros.”

    Muito interessante o seu relato e como ele coloca as diferenças entre as culturas econômicas do Brasil e dos Estados Unidos.

    Gostaria de fazer uma pergunta para você: Você acha que o PT defende valores que podem tornar a realidade de empreendedorismo do Brasil mais próxima à realidade de empreendedorismo dos Estados Unidos?

    Gostaria de saber as suas considerações a respeito disso.

    Até!

    Marcelo

  26. Zbigniew said

    Caro Marcelo,
    nao sou e nunca fui petista. De fato ja votei em candidatos conservadores q me pareceram mais afinados com algo parecido com a social democracia.
    Nao me alinho com partidos exclusivamente ideologicos. Deve haver um pragmatismo que os livre de possiveis amarras doutrinarias, e isso vale tanto para o PT qto para o PSDB ou qq outra agremiacao.
    O PT do Lula e o q me interessa naquilo q ele soube fazer de bom com conceitos considerados de esquerda ou de direita, nao importa, desde que isto se reverta em prol da populacao.
    O PSDB passou a ser desinteressante qdo se limitou a aplicar os conceitos, com sucesso, mas se deixou estacionar pela doutrina exclusivista do mercado (q infelizmente preponderou e calou vozes mais sensiveis aos apelos sociais).
    O PT do Lula e o governo do Lula. Q vende o pais como oportunidade de negocios, q nao espera acabar com a corrupcao ou com a ma burocracia para trazer uma olimpiada ou uma copa do mundo para ca. As oportunidades foram criadas, e asparcerias com o setor privado estimuladas. E por ai.

  27. Zbigniew said

    Aqui uma notícia interessante que tem muito a ver com livre iniciativa e liberdade econômica:

    “Taxa de empreendedorismo do Brasil é a maior do G20, diz Sebrae
    Taxa ficou em 17,5% no ano passado, segundo pesquisa.
    Em 2010, 21,1 milhões desempenhavam alguma atividade empreendedora.

    Anay Cury Do G1, em São Paulo
    imprimir

    O Brasil registrou em 2010 a maior taxa de empreendedorismo entre os países que integram o G20, grupo das maiores economias do mundo, e dos países do Bric, formado pelos países considerados emergentes. É isso que mostra a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor, divulgada pelo Sebrae nesta terça-feira (26).
    Estamos no caminho para chegar ao mesmo nível de países desenvolvidos”
    Luiz Barretto, presidente do Sebrae

    No ano passado, o Brasil alcançou a taxa de empreendedorismo em estágio inicial (com até 3,5 anos de atividade) de 17,5%, contra 15,3% verificados em 2009. Isso significa que, a cada 100 brasileiros, perto de 17 eram empreendedores em 2010.

    Também em 2010, a taxa de empreendedorismo na China, por exemplo, ficou em 14,4%; na Argentina, em 14,2%; e nos Estados Unidos, em 7,6%. De acordo com a pesquisa, no ano passado, 21,1 milhões de pessoas desempenhavam alguma atividade empreendedora no Brasil.

    Em março deste ano, o programa do Microempreendedor Individual (MEI) somou 1 milhão de cadastros em nove meses de implantação, segundo mostrou o Sebrae.

    Do total de empreendedores no país em 2010, 68% entraram no mercado por oportunidade e 32% por necessidade. Ou seja, para cada negócio aberto por necessidade, dois são abertos por oportunidade.

    “Esses números colocam o Brasil em outro patamar, no nível de crescimento qualitativo, não quantitativo. Estamos no caminho para chegar ao mesmo nível de países desenvolvidos, mostrando a vitalidade da economia brasileira”, disse o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.”

  28. Chesterton said

    TERÇA-FEIRA, 26 DE ABRIL DE 2011

    Obviedades fraturadas (26/04)
    O espaço do que deveria ser ocupado pelo governo que luta na sociedade por sua posição política é preenchido por obviedades fraturadas, quando o “por um lado” e o “por outro lado” dançam uma valsinha sem sentido prático

    A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o governo quer combater duramente a inflação. Mas todos os sinais vindos do Planalto e da Esplanada, na luz e na sombra, trazem outra lógica.

    De que para este governo o limite do combate à inflação é o robusto crescimento econômico. Ou seja, a administração Dilma não está disposta a desacelerar a economia para conter os preços.

    Eis um traço. O poder, especialmente a chefe, diz uma coisa, mas o que aparece da ação governamental é diferente. Algumas vezes, como no caso da inflação, é o oposto.

    Semana passada Dilma discursou no Itamaraty reafirmando a centralidade dos direitos humanos nos critérios para definir a conduta do Brasil diante de outros países.

    Apenas dias antes tinha voltado da China, onde se esqueceu solenemente de tocar no assunto para valer.

    A ministra da área, Maria do Rosário, afirma que para o Brasil os direitos humanos são inegociáveis. Com a China, pelo visto, foram objeto de negociação. Ou de renúncia. Aliás, a ministra esteve na viagem à China?

    A inflação e os direitos humanos nas relações internacionais são talvez os dois pontos de maior nitidez da tendência de o discurso e a ação caminharem independentemente, por universos paralelos.

    Mas serve também para a política propriamente dita. No discurso, a administração é republicana. Na ação, são frações do Estado atuando para desmontar a oposição.

    O que é legítimo, mas fruto também de ilusões sobre o monopólio do poder. Pois se existe oposição social ela acaba abrindo uma válvula. Políticos da oposição quando aderem ao governo não carregam com eles, automaticamente, os eleitores.

    Se até nas ditaduras uma hora a coisa pega, vide Líbia e Síria, quanto mais nas democracias. O rio sempre encontra um caminho para o mar.

    Um problema da ausência de oposição política formal é a oposição social instalar-se nos intestinos do governo, e acabar por paralisá-lo. Derrotá-lo de dentro.

    Quem conhece, por exemplo, a opinião do Palácio do Planalto sobre as mudanças no Código Florestal?

    A verdade é que não há uma opinião “do governo”. Há uma ação de governo para evitar que a maioria claramente antipetista neste ponto se expresse na Câmara dos Deputados e no Senado.

    O que se pode chamar mais propriamente de “o governo” torce pela aprovação do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), mas torce escondido. Inclusive alguns que supostamente têm reservas ao relatório.

    Ao mesmo tempo, é preciso salvar a face do PT, sem desagradar porém à bancada da agricultura.

    Um resultado prático desse mosaico sem norte é o acacianismo. O espaço do que deveria ser ocupado pelo governo que luta na sociedade por sua posição política é preenchido por obviedades fraturadas, quando o “por um lado” e o “por outro lado” dançam uma valsinha sem sentido prático.

    Como a nota de ontem do Itamaraty sobre o massacre de manifestantes oposicionistas desarmados na Síria. O Brasil, por um lado, é contra a repressão. Por outro lado, é contra a ingerência externa nos assuntos sírios, a não ser se aprovada pela ONU.

    Mas a conduta do Brasil na ONU tem sido discursar sistematicamente contra o uso da força militar para conter regimes tirânicos que decidem massacrar o povo. Aliás, a própria nota do Itamaraty desrecomenda o emprego da força contra Damasco.

    Uma alternativa, então, seriam as sanções. Mas o Brasil tampouco é simpático a elas. Como está fartamente evidenciado no caso do Irã.

    Pensando bem, talvez o único momento em que se viu uma ação coordenada e efetiva de governo nestes meses tenha sido a troca de comando da Vale.

    O que foi feito?

    Que porcentagem das dificuldades econômicas de Cuba decorre do embargo americano? Eis um debate.

    Debates à parte, algo é bem certo. Tivesse Cuba produzido no último meio século pelo menos uma agricultura de alto nível, estaria posicionada para pegar a onda planetária ascendente dos preços da commodities.

    Não produziu e não está.

    Há países que por um longo tempo apoiam a economia em subsídios externos. A diferença é que uns usam o dinheiro bem. Outros não.

    Afinal, o que fizeram os cubanos com as cordilheiras de recursos que durante três décadas os soviéticos colocaram ali?

    É uma curiosidade.

    Coluna (Nas entrelinhas) publicada nesta terça (26) no Correio Braziliense.

    @alonfe

  29. Elias said

    Zbigniew e Marcelo,

    Claro que o Brasil é um dos “países da oportunidade”, no momento.

    É só olhar em torno: é oportunidade de negócio pra tudo que é lado.

    Muitas vezes, a lamentoria lamentosa e lamentável só esconde uma baita incapacidade de identificar e aproveitar essas oportunidades.

    Outras vezes, é só dever de ofício, mesmo: o cara batalha politicamente pela oposição e tem que cacetear a situação. Se o pessoal dele vencer as eleições, do dia pra noite tudo ficará bom demais ou, se não ficar, será por causa da “herança maldita”.

    Papo mais antigo que a posição…

    Mas a dificuldade pra se legalizar uma empresa no Brasil é, realmente, uma coisa de doido. Entra ano, sai ano… entra governo, sai governo… e nada melhora!

    Por que, p.ex., não centralizar todos os procedimento em um único orgão, e este fazer as conexões necessárias com os demais?

    Conseguir uma licença ambiental, então, é algo absolutamente frustrante. Um monte de exigências que nada têm a ver com o projeto em si nem com as repercussões do dito cujo no entorno e no transbordo a perder de vista.

    Parece até que é sério…

    Enquanto isso, o país bate recordes de desmatamento, as prefeituras das capitais empilham toneladas de lixo nas ruas, as prefeituras do interior contaminam seus lençóis subterrâneos com destinações finais de resíduos sólidos sem impermeabilização do solo, as fábricas de grande porte vomitam rolos de fumaça preta pra atmosfera, outras, ainda maiores, armazenam milhões de toneladas de lama vermelha misturada com soda cáustica, e assim por diante.

    Agora, se você tenta fazer uma drenagem de pequenos cursos d´água num sítio teu, pra formar um lago numa depressão já existente, de não mais que 3 mil metros quadrados de superfície, rapidinho chega alguém pra encher o saco. Isto, depois que você mandou elaborar projetos detalhados, relatório de impacto ambiental, etc (principalmente etc).

    Se duvidar, vão te acusar de causar desvio do eixo terrestre, por causa da acumulação de água no teu imenso lago…

    Saco!

  30. Chesterton said

    Zig, esses dados incluem os empreendimentos informais?

  31. Zbigniew said

    Caro Chesterton,
    pelo relatorio da pagina do SEABRE eles consideraram como atividade empreendedora:
    “(…) A atividade empreendedora é traduzida pelo número de pessoas dentro da população adulta de
    um determinado país envolvida na criação de novos negócios. Na pesquisa GEM esses dados são
    obtidos por meio de pesquisa quantitativa com uma população na faixa etária entre 18 e 64 anos.
    Observam-se diferentes características relativas ao empreendedorismo, conforme o estágio do empreendimento
    – nascente ou novo; motivação – oportunidade ou necessidade, ocorrendo variações
    de acordo com o setor de atividade econômica, bem como com o gênero, idade, escolaridade e
    renda familiar.
    Para fins de comparações o relatório internacional divide os países em três categorias, segundo
    a fase de desenvolvimento econômico: (i) economias baseadas na extração e comercialização de
    recursos naturais, doravante tratadas aqui como países impulsionados por fatores; (ii) economias
    norteadas para a eficiência e a produção industrial em escala, que se configuram como os principais
    motores de desenvolvimento, doravante nominados países impulsionados pela eficiência; (iii)
    economias fundamentadas na inovação ou simplesmente impulsionadas por ela (SCHWAB, 2009).(…)”

    Mais informacoes na pagina do SEBRAE: http://www.sebrae.com.br/customizado/estudos-e-pesquisas/temas-estrategicos/empreendedorismo/relatorio_executivo.pdf

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