políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

A ética de Renan, Argello e Jucá no Senado de Sarney

Posted by Pax em 27/04/2011

Hoje os integrantes do Conselho de Ética do Senado assumem suas funções. Alguns nomes deste time integram, também, a lista de réus em processos no Supremo Tribunal Federal. Entre eles:

Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO), Mário Couto (PSDB-PA), Gim Argello (PTB-DF), Jayme Campos (DEM-MT), Acir Gurgacz (PDT-RO) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

Com um Conselho de Ética formado por estes titulares o Senado de Sarney demonstra que a zombaria foi escolhida como método de comunicação com a sociedade brasileira.

Nestes momentos a pergunta sempre retorna: precisamos mesmo de um Senado?

Anúncios

103 Respostas to “A ética de Renan, Argello e Jucá no Senado de Sarney”

  1. Chesterton said

    sim.

  2. Pax said

    será?

  3. Chesterton said

    quem é mais egoista, pessoas que adotam o capitalismo ou pessoas que procuram o estado-de-bem-estar-social?

    http://www.nationalreview.com/articles/265589/welfare-state-and-selfish-society-dennis-prager

  4. Pax said

    Teus ídolos são mesmo uns falsários, caro Chesterton, velho e bom Chesterton. Senão vejamos:

    olha o que o cara escreveu no artigo que você indica:

    Capitalism teaches people to work harder; the welfare state teaches people to want harder. Which is better?

    Ora ora, como podemos começar um texto baseando o contexto numa mentira deste tamanho, caro Chesterton?

    A obsessão pelo acúmulo de riqueza, o culto da privatização culminam, necessariamente, em desigualdade social insustentável. É uma repetição até cansativa, histórica.

    A crise de 2008 nos mostrou, mais uma vez, que nestas horas os tais capitalistas do “consenso de Washington” correm descaradamente aos governos para que cubram seus rombos. Produzidos por quem mesmo? Ora bolas, por eles mesmo.

    Um egoísmo sem fim, na hora de ganhar, de apostar e fazer roleta russa financeira eles são faceiros pacas e que ninguém queira que seus lucros sejam taxados. Pois bem, quando a coisa degringola eles correm chorões para que seus prejuízos sejam, socializados.

    Não foi isto que aconteceu? Foi, sim senhor, o povo pagou o prejuízo causado pela ganância dos tais “capitalistas de Washington”.

    Arrume ídolos melhores, caro Chesterton.

  5. Chesterton said

    Seu desconhecimento sobre as reais razões das crises é enorme, Pax.

    Alias, Dilma privatiza aeroportos…como fazer oposição a uma esquerda que vira neo-liberal?

  6. Elias said

    Pax,

    Duvido que haja uma razão aceitável que justifique a existência do Senado no Brasil.

    O Senado brasileiro é só uma imitação. Não digo “imitação barata”, porque barato ele não é. É uma imitação vagabunda e cara.

    Mesmo que Senado brasileiro não fosse a cloaca moral que é, ainda assim ele seria desnecessário.

    Uma instituição como o Senado faz sentido num país como os EUA, onde os Estados têm grande autonomia econômica, administrativa, legislativa, etc.

    Lá, o Senado é uma instância onde essas autonomias se compatibilizam mutuamente, concretizando a União. Sem o Senado, os EUA provavelmente se converteria numa justaposição de Estados.

    No Brasil, onde essa autonomia Estadual não existe, o Senado é absolutamente desnecessário. Corrupto ou não, é desnecessário. É só uma réplica da Câmara dos Deputados. Uma versão revista e piorada, até por causa da forma como os mandatos estão estruturados.

    Os Estados brasileiros estão representados no Senado tanto quanto o estão na Câmara Federal. Frequentemente, menos.

    Como não existe uma autonomia estadual que de fato o justifique, o Senado brasileiro acaba reproduzindo os mesmos processos que caracterizam a Câmara Federal. Os embates políticos e, consequentemente, os blocos, as maiorias, etc., não têm como chave de referência os Estados e sim as vinculações político-partidárias.

    Como instituição, o Senado brasileiro é inútil.

    Por que ele ainda não foi extinto?

    1 – Porque o brasileiro é politicamente conservador. Evita ao máximo alterações significantes no arcabouço institucional. Simplesmente não pára pra pensar nos motivos que justificam a existência de tal ou qual instituição. Em conseqüência, a decisão é delegada — e com carta branca! — aos políticos.

    2 – Porque os políticos, na condição de categoria profissional, não têm interesse em fazer desaparecer uma instituição que lhes proporciona o alargamento de seu horizonte profissional e lhes favorece o exercício do poder.

    Com ou sem corrupção,o Senado brasileiro não atende a rigorosamente nenhum interesse nacional.

    Ele contempla, exclusivamente, interesses dos políticos, tidos como categoria profissional diferenciada, independentemente do partido político.

  7. Pax said

    Caro Chesterton, em #5: já sugeri que lessem “O mal que ronda a Terra”, do Tony Judt? Acho que sim. Não custa lembrar. Pois, então, eu e mais um monte de gente achamos errado.

    Caro Elias, em #6: eu troco este senado, assim, em minúscula, por um Congresso com uns 200 a 250 bons deputados, cobrados diuturnamente por seus eleitores, uns 10 por estado, no máximo. E troco fácil.

    O Antonio Cicero tem um bom artigo em defesa do Senado, este aqui: O Senado e a Democracia neste link http://antoniocicero.blogspot.com/search/label/Senado

    (curiosamente o artigo de 2007 falava de mais um dos escândalos de quem? do Renan)

    Mas me permito a discordância com o Cicero e a concordância com o teu comentário acima.

  8. Chesterton said

    O Senado como poder moderador tem enorme importancia justamente porque o brasileiro é conservador.

    Nos dê sua opinião sobre o livro, Pax.

  9. Elias said

    Pax,

    Não conhecia esse artigo do Antônio Cícero. Li agora.

    Interessante como as pessoas repetem certos raciocínios durante décadas, sem questionar sua validade.

    É o caso da alegação de que “as desigualdades regionais implicam a necessidade de um Senado”.

    Ora, não é nisso que se fundamenta a necessidade de um Senado. Do contrário, num país como os EUA, onde as desigualdades regionais não são tantas, nem tamanhas, e tendem a se reduzir ainda mais, o Senado seria uma instituição a caminho da morte por inservibilidade e desuso.

    E a gente sabe que não é nada disso.

    Numa República, o que torna o Senado historicamente necessário é a autonomia administrativa, política, econômica, legislativa, etc., dos Estados membros. Num quadro de grande autonomia dos Estados, não há como abrir mão do Senado.

    Onde essa autonomia não existe, o Senado é dispensável.

    De mais, a mais, tome-se como exemplo o Senado brasileiro: há quantos anos ele existe? Ao longo de toda a sua existência, qual foi, exatamente, a contribuição do Senado brasileiro para a redução das desigualdades interregionais?

    Na maior parte, quando alguma participação houve nesse sentido, não foi POR CAUSA do Senado (em alguns casos, pode-se até dizer que foi APESAR dele).

    Não raramente o Senado votou, como SEGUNDA Casa Legislativa, uma iniciativa do Poder Executivo ou, eventualmente, da Câmara Federal. Quase nunca houve alguma iniciativa do Senado nesse sentido (eu, pessoalmente, não lembro de nenhuma).

    Na esmagadora maioria das ocorrências, se o Senado não estivesse lá, não existisse, o resultado seria o mesmo.

    Outro treco altamente questionável é colocar um sinal de igualdade entre a extinção do Senado e a extinção da democracia representativa.

    Fim do Senado brasileiro! Este é um ponto. Isto não significa o fim da democracia representativa. Esta continuaria sendo exercida pelas câmaras municipais, estaduais e federal.

    Mas, já que o Antônio Cícero levantou a lebre, é bom não perder de vista que a democracia representativa não esgota nada.

    Não é uma boa raciocinar como se ainda estivéssemos no Século XIX. Hoje, a realidade é outra. Os mecanismos de expressão da opinião e da vontade política evoluíram. E como!

    Se começarmos a raciocinar a favor da história, pensando no passo seguinte, acho que começaríamos a pensar em termos de “democracia representativa e participativa”.

    Um conceito que reservaria um lugar de maior destaque ao indivíduo e às organizações da sociedade civil.

    (Pronto! Pra quê que eu disse isso? Agora o Chester vai acionar o “liga/desliga” dele e vai dizer que eu tô me tornando neo-liberal – quando é exatamente o oposto…).

  10. Pax said

    Caro Chesterton,

    Nosso senado (em minúscula mesmo) não modera nada, que eu saiba. Nem mesmo a pilhagem que a malta se delicia.

    a palavra/verbete, malta é muito boa para definir o que acho do nosso senado de hoje, senão vejamos:

    Substantivo

    malta substantivo feminino

    grupo de pessoas de baixa condição
    grupo de desordeiros
    vagabundos
    ladrões
    bando
    ralé
    vadiação; farra, malandragem
    plebe

    —> não se encaixa direitinho?

    Caro Elias

    Este artigo é antigo, de 2007, mas sempre recorro a ele quando esta discussão sobre a necessidade ou não do Senado aparece. E sempre tenho minhas críticas ao excelente texto imaginando que o Cícero escreve sobre uma democracia que não é a nossa, mas a americana, onde realmente os estados tem uma autonomia muito maior que aqui. Nossa república não é exatamente federativa com o sentido que imagino estarmos falando.

    Caro Chesterton,

    Não li ainda o livro, somente suas primeiras páginas, mas gosto aprioristicamente de quem escreve tentando moderar a visão capitalista que descrê totalmente de qualquer capacidade do Estado e, de outro lado, aqueles que acham que o Estado é a panacéia para todos os males.

    Este meio termo é meu posicionamento, minha preferência, afinal. Que acaba por definir, também, meu, digamos, arcabouço de ideário socio-econômico e político.

    Ou seja,não li mas já gostei, com todas as passíveis críticas que esta afirmação mereça.

    O Marcos Guterman fez uma resenha, saca só:
    http://blogs.estadao.com.br/marcos-guterman/tony-judt-o-mal-ronda-a-terra/

  11. Chesterton said

    mas gosto aprioristicamente de quem escreve tentando moderar a visão capitalista …

    chest- isso tem nome: preconceito.

  12. Pax said

    Caro Chesterton,

    Opine sobre o Renan, o Argello, o Jucá, o Sarney, o senado… o post em si, o novo time do Conselho de Ética do Senado Federal Brasileiro, a lista de réus que nunca são punidos pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro etc etc.

    Não entendo que seja tão preconceituoso, puxe outra carta deste baralho.

  13. Chesterton said

    você recomenda um livro que não lê e reclama?

  14. Chesterton said

    É assim que se chega ao centro do problema exposto por Judt: a perenidade da desigualdade, com o patrocínio do Estado. Os 30 anos que se seguiram à Segunda Guerra Mundial foram um “bolha de prosperidade” na Europa e nos EUA baseada numa combinação de confiança social, cooperação e Estado de bem-estar social.

    chest- é que o pessoal só estava contribuindo para a previdencia, a partir do momento que começam a se aposentar vêm que a conta não fecha.

  15. Olá!

    Pax,

    “A obsessão pelo acúmulo de riqueza, o culto da privatização culminam, necessariamente, em desigualdade social insustentável. É uma repetição até cansativa, histórica.”

    Caramba! É difícil de ver um troço desses sendo dito por uma pessoa como o Pax. Mesmo depois de tudo o que o pessoal menos esquerdista daqui e os liberais disseram e discutiram a respeito dos níveis de desigualdade e o grau de desenvolvimento capitalista, ler algo assim é triste.

    Pax, os dados discordam dessa sua hipótese. Os países mais capitalistas e mais receptivos à livre iniciativa são exatamente aqueles onde há os menores índices de desigualdade social, renda per capita elevada, níveis educacionais de excelência, um sistema de saúde funcional e taxas de homícidios baixas (mapa comparativo). E sabe por quê tais países são assim? Simples: Manter toda essa estrutura custa caro e de algum lugar devem vir os recursos para bancar tudo isso. E da onde vêm os recursos? Do tão difamado e mal entendido sistema capitalista e do livre mercado.

    “A crise de 2008 nos mostrou, mais uma vez, que nestas horas os tais capitalistas do ‘consenso de Washington’ correm descaradamente aos governos para que cubram seus rombos. Produzidos por quem mesmo? Ora bolas, por eles mesmo.”

    Eita! Pax, você deveria fazer uma peregrinação a Santiago, no Chile, uma vez por ano.

    Pax, essa é uma simplificação barata do que de fato ocorreu na recente crise econômica. Há um tempo atrás, o Vilarnovo deu uma excelente explicação sobre a atual crise e mostrou que também houve, sim, participação do governo e dos políticos. O comentário dele pode ser encontrado aqui mesmo no seu site.

    Pax, por gentileza, me responda com sinceridade: Você acha que, se as decisões econômicas dos países estivessem sob a tutela dos políticos, crises econômicas deixariam de existir?

    Um tempo atrás, eu vi pela Internet um debate da esquerda brasileira sobre a atual crise econômica e a crise do tal “neoliberalismo”. Era interessante como os esquerdistas bradavam contra a ordem econômica do mundo atual sem oferecer uma solução de fato que traga novas instituições econômicas para substituir as atuais que, na concepção deles, estão falidas. E qual foi a solução básica que os esquerdistas ofereceram? Colocar ainda mais poder econômico nas mãos dos políticos, do Estado e dos burocratas do governo.

    Todos sabem exatamente como é a honestidade média do político brasileiro.

    Até!

    Marcelo

  16. Olá!

    No meu comentário anterior, mencionei um comentário do Vilarnovo sobre a atual crise econômica, suas origens, participantes e etc. Tomo a liberdade de postar a íntegra do comentário dele. Acho que é uma opinião bem balanceada a respeito.

    Eis o comentário:

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Dei uma passada aqui só para comentar algo que o Elias falou sobre a crise imobiliária:

    “O liberalismo total e irrestrito não foi a causa da crise, até porque o liberalismo total e iorrestrito não existe nem nunca existiu em lugar nenhum, em época nenhuma.

    O que estou dizendo é algo ainda pior. Estou dizendo que, sem a intervenção maciça do Estado, a crise econômica iria ferrar de vez com a economia, em escala planetária.”

    A primeira frase dele eu concordo inteiramente. Sem tirar nem por.

    Para responder a segunda frase devemos olhar um pouco mais fundo como aconteceu a crise americana (e de outros países).

    Primeiramente qualquer tipo de bolha é muito difícil ser criada sem a influência do Estado. Poucas bolhas surgiram apenas do “mercado”. Uma bolha que teve como nascedouro estritamente assuntos de mercado foi a bolha da Internet. Nessa não houve participação do estado no estímulo aos negócios infrutíferos. Aconteceu por conta de apostas mal feitas de investidores ávidos por um quinhão da internet.

    Agora a bolha imobiliária não podemos falar isso. Primeiramente deve-se acabar como o mito de que o mercado americano não é regulado. Balela. O mercado imobiliário americano é um dos mais regulados do país. Rapidamente podemos citar a SEC, o FED, o Housing Commision e outros organismos de Estado que avaliam o setor imobiliário e o setor financeiro que gira em torno dele.

    Então como ocorreu a bolha. Por duas palavras: “risco moral”. Uma bolha, assim como um desastre como uma queda de avião, não acontece por um único fator. Geralmente são diversos fatores que culminam em um evento catastrófico.

    Desde a década de 70 o governo americano vinha investindo no sonho da casa própria. Isso lá é mais perseguido do que no Brasil. Vários programas de incentivo de empréstimos foram lançados. Algumas leis até mesmo obrigavam bancos a aumentar o número de empréstimos imobiliários para as faixas mais baixas de renda caso quisessem abrir uma nova agência por exemplo.

    Tudo corria bem quando na década de 90 um pequeno banco faliu. Com a desculpa de “contaminação sistêmica” o FED salvou o banco. Poucos economistas que eu conheço afirmam que esse banco causaria um problema sistêmico.

    O tempo passou e houve outro problema. As duas empresa paraestatais Fannie Mae e Fraddie Mac foram flagradas manipulando sua contabilidade. Essas firmas são chamadas de paraestatais porque recebem pesados subsídios do governo americano e controlam o mercado de securitização imobiliário. No final do inquérito as duas foram condenadas e tiveram, como penalidade, ter que aumentar o nível de empréstimos de baixa renda.

    Estão sacando onde isso está chegando?

    Durante o governo Clinton a economia americana estava indo de vento e popa. Os juros estavam baixíssimos pelas mãos do liberal Greenspan. O problema é que estavam baixos demais.

    Some: medidas do governo que incentivam empréstimos imobiliáros para pessoas de baixa renda (subprime); ações do FED para o bailout de bancos; juros artificialmente baixos.

    Sé que em 2006, quando o presidente do FED não era mais Greenspan aconteceu a gota d’água: considerando o risco de inflação o titio Ben aumenta a taxa de juros.

    O que acontece? As pessoas que estavam investindo em casas deixaram de investir. Aí é o processo de oferta e procura. Os preços dos imóveis começaram a baixar. E porque isso é importante?

    É importante pois o sistema americano permite que o mesmo imóvel seja hipotecado várias vezes. Pior, o Imposto de Renda dá um ENORME desconto para pessoas que fazem hipotecas e empréstimos imobiliários. Tudo em nome do sonho da casa própria.

    O que os americanos faziam? Quando uma família americana queria comprar um carro novo ele não o financiava. Ele fazia uma nova hipoteca de sua casa. Isso porque como o preço dos imóveis não parava de subir ele tinha um “lucro”. Imagine que ele pegou uma hipotéca no valor de seu imóvel valendo X. Anos depois seu imóvel não está mais valendo X, está valendo 2X pois se valorizou. Ele vai lá e faz uma nova hipoteca no valor de 2X, paga a antiga e o dinheiro que sobrou compra um carro novo pois os juros imobiliários são bem mais baixos que o automotivo e ele ainda tem desconto no IR.
    Com a escalada dos preços ele fazia isso diversas vezes.

    O problema começou foi quando os juros subiram e o preço dos imóveis caiu. Essa família que tinha uma hipoteca no valor de 5X se vê dona de um imóvel no valor de X. Ou seja, nem mesmo vendendo o imóvel conseguiriam honrar seus empréstimos.

    Aí o bixo fedeu. A inadimplência disparou. Os empréstimos subprime que eram efetuados de qualquer maneira começaram a virar batatas quente. Títulos atrelados a esses empréstimos micaram.
    Bancos foram a falência, seguradoras faliram.

    Podemos citar como causas da crise:

    – A mania de poíticos de fazer bondade com o dinheiro alheio. E no caso dos EUA não se salvam nem republicanos e democratas;

    – Irresponsabilidade das pessoas que faziam hipotecas sem condições financeiras para honrarem as mesmas;

    – Falha no controle das instituições governamentais que deviam estar fiscalizando o setor. E, sim senhor, elas existem aos montes;

    – Falha nos controles de Gerenciamento de Risco das empresas e nos controles efetuados pelos acionistas;

    Mas o pior de todos foi o despedaçamento do Risco Moral. E aqui eu pego um parágrado de um artigo escrito recentemente pelo Raghuram Rajan conhecido por ter previsto a crise:

    “Os incentivos governamentais são claro. A recompensa pública para aqueles envolvidos no problema – seja construindo diques para proteger casas construídas em pântanos ou salvando bancos que tinham seguros desonestos em seus balaços. Políticos e bancos centrais ganham muito pouco em permitir que os gananciosos e os descuidados sofram as consequências de seus atos. Uma imprensa simpática amplifica as histórias de rachar corações de empregos e casas perdidas, fazendo aqueles que advogam por uma não intervenção parecerem desumanos. Democracias são necessariamente corações-moles, enquanto o mercado e a natureza não são; governo invariavelmente expande essa distância.”

    Recomendo a leitura de todo o artigo: http://www.project-syndicate.org/commentary/rajan15/English

    O que ele quer dizer é que a atuação do governo e não deixar indivíduos que de endividaram além de suas posses, banqueiros ávidos por lucros fáceis e outros simplesmente incompetentes sofrerem as consequências de seus atos é que isso irá se repetir para sempre. Os sinais dados mostram bem isso. A Freddie Mac e Fannei Mae sumiram dos noticiários. Obama escolheu essas duas empresas para participarem do seu pacote econômico. Um dos presidentes do FED que deveria ter avaliado a situação do mercado está trabalhando para ele. Banqueiros não perderam suas fortunas.

    Tudo isso as custas dos impostos da imensa maioria que não participou desse processo.

    No final das contas, um dos venenos que causou a crise continua sendo administrado (incentivos fiscais, muito dinheiro sendo jogado na economia). Ninguém duvida, nem mesmo o partidário de Obama, representande dos democratas no NYT, Sr. Krougman, que um dia a conta irá ser cobrada. E mais uma vez irá cair no colo da população.

    Sobre o que Elias falou, que seria um desastre não nada fosse feito. Lamento dizer que pelo menos ele não pode afirmar isso visto que o bailout foi efetuado. Segundo, há vários estudos que afirmam o contrário. Os custos totais do bailout já chegam na casa dos trilhões de dólares. Os números estão batendo na casa dos 12.8 trilhões.

    http://www.pbs.org/wnet/need-to-know/economy/the-true-cost-of-the-bank-bailout/3309/#

    Mas o pior mesmo foi ter jogado o Risco Moral para o espaço. Banqueiros inescrupulosos e gananciosos, indivíduos sem responsabilidades a certeza que não serão punidos pelo seus atos.

    Desculpem o longo texto.

    . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

    Até!

    Marcelo

  17. Elias said

    Marcelo,

    É bom que fique bem claro que eu jamais disse que o “liberalismo geral e irrestrito” foi a causa da crise imobiliária ou de qualquer outra crise, presente ou passada, onde quer que seja.

    “Liberalismo geral e irrestrito”? Nem sei o que é isso.

    O que eu disse — repetindo o que disse um monte de gente, de várias partes do mundo, em especial o ex-Secretário Paulson, da equipe de George W. Bush, a quem coube conduzir o primeiro e principal enfrentamento da crise — é que a crise aconteceu porque:

    a – a regulamentação americana sobre operações de crédito imobiliário, excessivamente liberal, favoreceu o cometimento de fraudes em larga escala assim como a prática, também em larga escala, de operações “circulares” (em que o garantidor está investindo nas operações que ele próprio garante);

    b – o mercado se mostrou incapaz de gerar fatores de combate à crise (lembre que o próprio Paulson tentou promover uma “solução de mercado”, impondo algumas fusões (na realidade, uma fusão imposta pelo governo já não pode ser chamada de “solução de mercado”).

    Veja que Paulson fez toda a sua carreira — como pensador, como educador e como executivo de êxito superlativo — defendendo os valores e a política econômica do liberalismo.

    Mas o cara é intelectualmente honesto e corajoso. Foi intelectualmente honesto e corajoso o bastante pra admitir publicamente que estava errado. E foi intelectualmente honesto e corajoso o bastante para, de imediato, antes que a crise se agravasse ainda mais, adotar medidas que, ao longo de toda a sua vida, ele criticara.

    Não ficou fazendo rodeios tentando explicar o inexplicável ou justificar o injustificável. Foi direto ao ponto.

    Vi alguns de seus pronunciamentos na tevê. O cara nem tentou enrolar. Algo assim como: “Ao longo de toda a minha vida, eu sempre disse isso, assim e assim. Bem, eu estava errado. Vejo, agora, que há momentos em que isso, assim e assim, simplesmente não funciona…”. E por aí afora.

    Por aí afora, em termos de manifestações sobre o mesmo assunto, o que mais se viu foi carinha tentando cruzar cabra com periscópio, pra tirar bode expiatório…

  18. Olá!

    Elias, com todo o respeito, mas o que o Paulson disse ou deixou de dizer é irrelevante. Se ele considera que o liberalismo é algo ruim, o problema é, igualmente, dele.

    Independentemente do que o Paulson declarar, nada irá mudar a cadeia de fatores que levaram à crise econômica de 2008. Essa crise não teve origem exclusivamente no mercado e houve também a participação do governo. O comentário do Vilarnovo ilustra bem isso.

    O interessante na esquerda é que ela, em nenhum momento, considera que também houve a participação do governo e dos políticos nessa crise, jogando toda a culpa em cima do mercado.

    Não me levem a mal, mas discutir dentro desses parâmetros maniqueístas é um saco.

    Até!

    Marcelo

  19. Elias said

    Marcelo,

    Impressionante!

    Você acha que o Paulson disse é irrelevante!

    E os outros é que são maniqueístas…

    Marcelo,

    O Paulson não deixou de ser liberal.

    Ele deixou de ser maniqueísta. Chegou à madura conclusão de que o mercado não tem resposta pra tudo.

    Irrelevante? PQP!

    Se o cara que intervém, de uma só vez, num único dia, nos 9 maiores bancos norte-americanos é irrelevante…

    As argumentações que açpresentei não são minhas. São de Paulson.

    E Paulson NÃO É DE ESQUERDA, Marcelo.

    VOCÊ, Marcelo, é que está sendo maniqueísta, quando classifica como “de esquerda”, qualquer crítica ao liberalismo.

    E, às vezes, nem se toca pro fato de que a crítica está sendo feita por um expoente do liberalismo. Alguém que fez pelo ideário liberal, em um único ano, muito mais do que a maior parte dos liberais jamais conseguirá fazer em toda uma vida.

    Só que o cara não é apenas liberal. É, sobretudo, um sujeito intelectualmente honesto e corajoso. A ponto de reconhecer, publicamente, que a doutrina liberal, como qualquer outra, contém erros. E, como qualquer outra doutrina, ela não tem reposta pra tudo.

    Isso, Marcelo, é apenas coragem e honestidade intelectual.

    Realmente, é um saco manter uma discussão com alguém que a atribui status religioso — onisciente e imutável — a uma simples doutrina econômica formulada para um mundo que existia há alguns séculos…

  20. iconoclastas said

    “A ética de Renan, Argello e Jucá no Senado de Sarney.”

    mas o caboclo que ia “mudar tudo isso que está aí”, e que recém deixou o comando, não fez nada, afinal?

    fez sim, fez a sucessora…

    quem sabe é ela que vai fazer?

    ;^/

  21. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Ainda bem que defendo um equilíbrio entre o Estado e a Liberdade Econômica e não me preocupo muito com as visões patrísticas de ambas as facetas dos extremos.

    Claro que eu acho que na crise de 2008 quem acabou pagando o pato foram as sociedades que abrigaram os desvios. E que, de outra forma, colabora com minha resposta ao velho e bom Chesterton que no seu comentário #3 nos trás uma pérola de um sei-lá-quem que quer dizer que os sociais democratas são mais egoístas que os capitalistas neo-liberais.

    Ora bolas. Quem gerou a crise? E quem pagou?

    Difícil me convencerem que quem pagou foi quem gerou.

    Por mais contorcionismo mental e intelectual que queiram fazer.

    Vamos lá, caro Marcelo Augusto, antes que você dispare a declarar o que sou ou ou que não sou. Digo eu antecipadamente:

    – Sou social democrata – Os meios de produção são, a priori, privados. Alguns estratégicos podem e devem ser conduzidos pelo Estado. Quanto menos o Estado tiver na atividade melhor, como princípio.

    Acho que a atividade econômica de interesse público que não é gerida pelo Estado deve ser regulada sim e que as principais funções dessa regulação é estimular a concorrência e defender os interesses dos usuários. Aqui temos os piores exemplos, inacreditáveis estruturas gigantescas que se prestam à ineficiência e à corrupção generalizada, ou, então, alguém, por favor, defenda a Anatel, Anac, Anel, etc etc.

    Acredito, sim, que esta visão liberal extremada, que apelidaram de neo-liberalismo, ou que outros chamam de “consenso de Whashington, teve um lado bom mas outros ruim. Nem sempre as tais dez regras funcionam. E o liberalismo exacerbado nem apresentou tantos resultados. Até seus próprios elaboradores reconhecem isto.

    Já disse e repito, me encontro bem no meio desta discussão. Acredito piamente que um misto de social democracia com políticas liberais que estimulem a empreendedorismo, com uma justa tributação que permita o Estado prover igualdade de condições (Educação, Saúde e Segurança, nada mais que isto), seja o ideal.

    Agora o não-sei-lá-quem do Chesterton afirmar que os sociais democratas são mais egoistas que os capitalistas liberais, bem, aí é coisa para vomitar mesmo.

    De novo, caro Marcelo Augusto, diga-me, quem criou a crise de 2008 pagou a conta? Sim ou não. E, se não, quem pagou?

  22. Pax said

    Caro Iconoclastas, em #20,

    Já afirmei inúmeras vezes recentemente: esta falência generalizada da oposição, por inúmeros motivos, é um perigo real e imediato para a própria situação.

    Lula fez um governo bom, em cima de um arcabouço venenoso. Não há sustentabilidade longeva. Aliás, FHC fez parecido.

    Quer saber o que será o PT (uma parte já é)? Basta olhar para o PMDB.

  23. Olá!

    Elias, eu admito numa boa que a livre iniciativa, o mercado, teve a sua parcela de responsabilidade na recente crise econômica. No entanto, diferentemente dos esquerdistas, admito também que o governo e os políticos também tem lá a sua parcela nisso tudo.

    Elias, apenas para deixar uma coisa bem clara: Não chamei você de maniqueísta. Maniqueísmo, ao meu ver, é essa tentativa furada de atribuir ao liberalismo apenas as coisas ruins das crises que, invariavelmente, ocorrem ao longo da história.

    As coisas não são tão simplistas assim.

    Este ponto é interessante:

    “b – o mercado se mostrou incapaz de gerar fatores de combate à crise (lembre que o próprio Paulson tentou promover uma ‘solução de mercado’, impondo algumas fusões (na realidade, uma fusão imposta pelo governo já não pode ser chamada de ‘solução de mercado’).”

    Veja lá quais foram as soluções que o governo americano ofereceu: Intervenção estatal e impressão de mais dinheiro. O livre mercado, ainda bem, não tem como fazer intervenções da mesma maneira que o Estado pode e muito menos tem o poder de imprimir moeda out of thin air. São coisas que apenas o Estado pode fazer.

    O detalhe é que a conta será cobrada de todos os cidadãos no final.

    Até!

    Marcelo

  24. Olá!

    Pax,

    “De novo, caro Marcelo Augusto, diga-me, quem criou a crise de 2008 pagou a conta? Sim ou não. E, se não, quem pagou?”

    Todas as pessoas envolvidas na criação dessa crise estão pagando a conta. O problema é que também chamaram quem nada tinha a ver para pagar uma parte também, o que é errado.

    Um detalhe fundamental que você se esquece é o fato de que muita gente comum buscou os benefícios do crédito subsidiado pelo governo no sentido de adquirir a casa própria e tirar vantagem a partir do dinheiro dos outros. Isto é inegável.

    O problema é que você simplifica demais o problema e coloca a situação como se fosse de total responsabilidade dos banqueiros malvados de Wall Street agarrados ao tal do Consenso de Washington. Nenhum acontecimento econômico é tão simplista assim.

    O problema geral da esquerda é essa tosca visão sobre o que é o livre mercado, o liberalismo, o capitalismo e coisas tais.

    “Acredito, sim, que esta visão liberal extremada, que apelidaram de neo-liberalismo, ou que outros chamam de ‘consenso de Whashington’, teve um lado bom mas outros ruim. Nem sempre as tais dez regras funcionam. E o liberalismo exacerbado nem apresentou tantos resultados. Até seus próprios elaboradores reconhecem isto.”

    Pax, em nenhum país do mundo existe liberalismo extremado ou “neoliberalismo”. Todos os países do mundo possuem algum tipo de regulação.

    Eita! A galera aqui, às vezes, usa cada coisa.

    Até!

    Marcelo

  25. Chesterton said

    http://home-loans-review.info/2011/03/10/real-facts-on-how-democrats-caused-the-housing-crisis-fannie-mae-freddie-mac-obama-barney-frank/

  26. Chesterton said

    juizes em greve nessa selva e ainda\ reclamam do senado…

  27. Chesterton said

  28. Chesterton said

    Pergunta na pista
    Tem algum petista protestando contra a privatização dos aeroportos?

  29. Olá!

    Hoje, Chesterton, os petistas são todos uns neoliberais filhos de nobres senhoras do baixo meretrício.

    A hipocrisia dessa gente é um troço asqueroso.

    Até!

    Marcelo

  30. Pax said

    A turma esperneia quando a coisa pega para seu lado. Caro Marcelo Augusto, caro Chesterton, vocês podem – e devem – me questionar sobre tudo, ainda mais em economia que entendo quase tanto quanto entendo de neurocirurgia em feto anencéfalo, mas façam-me o favor de questionar, também, o economista chefe do FMI e professor do MIT, Simon Johnson.

    E o que ele diz? Bem, aqui uma parte do texto que tem hoje no Valor Economico

    Em termos mais gerais, como disse Dennis Lockhart, presidente do Fed regional de Atlanta, não devemos operar um sistema baseado no princípio dos “lucros privados, prejuízos públicos”.

    Os lucros privados podem ser medidos mais diretamente na forma da remuneração dos executivos. Entre 2000 e 2008, as pessoas no comando das 14 principais instituições financeiras receberam em dinheiro (salário, bonificações e valor das ações vendidas) em torno a US$ 2,6 bilhões.

    Dessa quantia, cerca de US$ 2 bilhões foram recebidos pelas cinco pessoas mais bem pagas, que também foram peças centrais na criação das estruturas de ativos de alto risco que levaram o sistema à beira do abismo: Sandy Weil (desenvolveu o Citigroup, que implodiu logo depois de sua saída); Hank Paulson (que expandiu imensamente o Goldman Sachs, fez lobby para permitir mais alavancagem nos bancos de investimento e, depois, se mudou para o Tesouro dos EUA e ajudou a salvá-los); Angelo Mozilo (desenvolveu o Countrywide, peça central na concessão irresponsável de hipotecas); Dick Fuld (comandou o Lehman Brothers até levá-lo ao chão); e Jimmy Cayune (comandou o Bear Stearns até levá-lo ao chão).

    Os prejuízos públicos, em comparação, são gigantescos: cerca de US$ 6 trilhões, se nos limitarmos apenas ao aumento nas dívidas do governo federal. E os executivos dos principais bancos ainda insistem que deveria lhes ser permitido administrar empresas de alta alavancagem global, sendo pagos com base no retorno sobre o patrimônio — sem ajustes para qualquer risco.

    o negrito acima, é meu.

    Então tá, vocês me permitem, ao menos, concordar com o Simon?

    Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/4/28/arrogancia-e-autoridade

  31. Patriarca da Paciência said

    “Seu desconhecimento sobre as reais razões das crises é enorme, Pax.”

    É isso aí Pax, o Chesterton vem explicando, faz muito tempo, que a culpa pela crise financeira é dos pobres, os quais pensaram que poderiam adquirir uma casa digna para morar.

    Parece que é esse o pensamento predominante entre os “neoliberais” e “liberais” que, afinal, se confundem numa panela só.

    É uma “lógica” simplesmente impressionante, ou seja, colocar a culpa na vítima.

    Afinal, quiseram dar um passo maior que as pernas. Tiveram olho grande etc.

    É muito usual entre os espertalhões, culpar o “otário” por ter caído no conto do vigário.

    Entre os adolescentes, aprendizes de “espertos”, é a principal justificativa.

    O que acontece é que os grandes picaretas usaram e abusaram da boa fé das pessoas.

    Afinal, eles tinham toda uma aparência de serem “sérios”! Pagavam impostos, elaboravam contratos etc.

    Todos caem nesse tipo de golpe, não apenas os mais pobres!

    Bernard Lawrence “Bernie” MADOFF que o diga!

    Grandes empresários caíram no seu golpe.

  32. Patriarca da Paciência said

    Eis a relação de alguns “pobres” que caíram no golpe do Madoff:

    De acordo com o The Wall Street Journal[3]

    os investidores com maiores perdas incluíam:

    Fairfield Greenwich Advisors, 7,5 bilhões de dólares
    Tremont Capital Management, 3,3 bilhões de dólares
    Banco Santander, 2,87 bilhões de dólares
    Bank Medici, 2,1 bilhões de dólares
    Ascot Partners, 1,8 bilhão de dólares
    Access International Advisors,1,4 bilhão de dólares
    Fortis, 1,35 bilhão de dólares
    Union Bancaire Privée, 1 bilhão de dólares
    HSBC, 1 bilhão de dólares

  33. Patriarca da Paciência said

    Ah sim!

    O Madoff era apenas UM, entre os “GRANDES EXECUTIVOS” que infestavam o mundo naquela época, os quais tinham direito a vários jatos à disposição e todas as despesas particulares pagas!

    Afinal, eram infalíveis e todo poderosos!

    E ninguém tinha nada a ver com isso!

  34. Pax said

    Tenho que concordar com o Marcelo Tas.

    Ainda mais que crio galinhas aqui em casa. E elas, com certeza, não me roubam. Muito mais que isso, são necessárias pacas. Dão ovos, comem formigas e outras pragas e, de vez em quando, viram risoto caipira ou acompanham uma polenta.

    Renan Calheiros no Conselho de Ética do Senado não é uma raposa tomando conta do galinheiro. Seria desrespeito com as galinhas

    42 minutes ago via TweetDeck Favorite Retweet Reply

  35. Pax said

    Caro Patriarca,

    Pois é, discordamos de muitos pontos, mas não consigo deixar de achar que nesta crise de 2008 a ganância e a canalhice de um modelo fadado ao fracasso não foram os culpados.

    O caro Marcelo Augusto esperneia, é acompanhado pelo caro Chesterton, velho e bom Chesterton, acham que o povo que caiu no esquemão das bolhas imobiliárias foram, também, os culpados, ou corresponsáveis etc. Discordo com veemência.

  36. Pax said

    off topic

    Para não deixar barato, há um editorial em O Globo (para onde o Pedro Doria, inspirador deste irrisório espaço, foi) que me parece:

    – acertado
    – um problema para o partido que respeitei muito mais que respeito hoje

    o que me deixa, como no dito popular, num mato sem cachorro

    Vejam só:

    A farra dos cargos de confiança – O Globo


    O grande crescimento do contingente do funcionalismo público é uma das marcas dos dois mandatos de Lula. Em servidores concursados, houve 115 mil admissões, elevando o quadro total para a faixa do milhão de pessoas. Uma das justificativas foi a substituição de empregados terceirizados. Mas, a julgar pela evolução de despesas com este tipo de prestação de serviços, aconteceu o oposto: por exemplo, apenas com terceirizados contratados para o trabalho de copa e cozinha, nestes oito anos, o gasto subiu 245% acima da inflação. As cifras em valores absolutos não são grandes dentro de um Orçamento contabilizado às centenas de bilhões, mas o percentual é sugestivo e coerente com uma política de rápida e desbragada expansão de gastos com pessoal.

    O inchaço foi em todas as máquinas burocráticas dos três poderes. Enquanto em 2002 a folha de salários dos servidores foi de R$75 bilhões, no ano passado atingiu a R$184 bilhões, mais de 80% de crescimento real. Outra justificativa: ampliação e melhoria dos serviços públicos. Não se tem notícia nem de uma, nem de outra. A oferta de serviços continua deficiente, assim como a qualidade.
    Há informações de ampliação de quadros em áreas de fato vitais, como a Educação – escolas técnicas e universidades federais – e Saúde. Mas, principalmente neste último setor, o governo continua deficiente, enquanto volta e meia há quem insista com a volta da CPMF, como se o problema pudesse ser resolvido pela injeção de mais dinheiro do contribuinte numa estrutura mal gerenciada, regida por normas esclerosadas e inspiradas no corporativismo.
    Outra válvula da gastança com pessoal são os chamados “cargos de confiança”, preenchidos, em geral, por apadrinhamentos, vínculos pessoais e/ou ideológicos e políticos. Eram 18 mil em 2002, aproximavam-se dos 22 mil no final da Era Lula.
    A estatística fornece a medida do aparelhamento, em alguns casos, e da conversão de áreas do governo em cabides de emprego a serviço do clientelismo, em outros. Reportagem do GLOBO de domingo traz dados do Portal da Transparência esclarecedores sobre o efeito do aparelhamento e do empreguismo clientelista na montagem de equipes de ministérios.
    Da equipe da Pasta do Desenvolvimento Agrário, convertida em capitania hereditária de “movimentos sociais”, 63% são de servidores comissionados, nomeados sem concurso, numa canetada, ou 330 pessoas com remuneração quase sempre superior à dos funcionários de carreira. No Ministério da Pesca, outro bunker companheiro, os cargos ditos de confiança são quase 60% do quadro total de 602 pessoas. Em Minas e Energia, sob influência de José Sarney, os postos comissionados são 68% do total de cargos da Pasta. Esta é outra faceta da má administração de pessoal e despesas nestes últimos oito anos. Não houve preocupação com a qualidade do atendimento às demandas da sociedade, em todos os campos, e bilhões serviram para consolidar alianças político-eleitorais com corporações sindicais do funcionalismo, além de partidarizar ministérios e órgãos subordinados.

    E a pergunta que faço aos colegas: onde este editorial erra? Confesso que não acho nenhum erro nesta pensata.

  37. iconoclastas said

    “Lula fez um governo bom, em cima de um arcabouço venenoso. ”

    não mesmo, o governo do molusco foi moralmente um lixo. essa de culpar o sistema, ou “arcabouço”, é para isentar responsabilidades. não rola, foi escolha. portanto, meu anfitrião, essa sua atitude apenas colabora para a perpetuação desse esquema. nada pessoal, não creio que o faça com a intenção, mas assim é.

    —xxx—xxx—xxx

    #35

    Pax de Calcutá,

    “acham que o povo que caiu no esquemão das bolhas imobiliárias foram, também, os culpados, ou corresponsáveis etc.”

    pela sua ótica foram todos enganados e mutuário algum se beneficiou?!

    ok, é uma visão, muito a opor mas nem vou entrar no mérito, a minha dúvida é: o responsável pela enganação é apenas o verme ganacioso, produto do capitalismo inescrupuloso, e consequência de “políticas neoliberais”, que ofereceu o financiamento, ou quem incentivou, e até “patrocinou”, tanto a concessão do crédito quanto o “sonho” da casa própria?

    a pergunta é bem simples, por favor.

    ;^?

  38. Chesterton said

    É isso aí Pax, o Chesterton vem explicando, faz muito tempo, que a culpa pela crise financeira é dos pobres, os quais pensaram que poderiam adquirir uma casa digna para morar.

    chest- e não é que o Patriarca, tal qual relógio parado, acerta 1 vez ao dia.
    A crise vem da promessa de que todos tem DIREITO a casa própria (sem pagar). Politicos e pobres tem culpa em imaginar que um esquema tipo piramide possa dar certo.

    Casa digna? O que significa isso em termos absolutos? Nada. A verdade nua e crua é que esse esquema de subsidios um dia irua estourar. Os mais espertos sabem disso e pulam fora 1 minuto antes de tudo ir para o brejo. Os tolos, (ricos e pobres) sifu.

    Os democratas fizeram de tudo para não consertar a bolha, achando que dinheiro dá em árvores, estimularam emprestimos “sub-primes” (tradução, duvidosos, dizendo aos bancos e pessoas investidoras que o governo federal bancava o risco. E ai do banco que não fizesse sua cota de emprestimos sociais, perdia agencias e era multado. Que que os banqueiros vão fazer? Já que p governo federal banca o risco, dê-lhe empréstimo “duvidoso”. Na hora que o proprietario deu o calote, foram cobrar as garantias do governo federal e aí? NAO TINHA PARA TODO MUNDO, a grana acabou, ..
    Alguns mais rápidos repassavam essas carteiras para outros mais lerdos falando que tinha garantia federal, e ganharam uma grana com isso. Vilanizar os mais ágeis? Ora, ora, quem quer um mico preto na mão?
    Pobre, rico, remediado não tem direito a casa propria, tem direito de morar com a mãe até os 21 anos de idade e depois tem que trabalhar para pagar o aluguel. (essa frase vai virar um clássico).

  39. Chesterton said

    É uma “lógica” simplesmente impressionante, ou seja, colocar a culpa na vítima.

    chest- pronto, esse é o Patriarca obtuso que conhecemos.
    Se o sujeio para de pagar a prestação da casa própria, quem é a vítima? Ele mesmo? O cara descumpriu um contrato´e virou vítima? Só na sua cabeça, patriarca.

  40. Elias said

    “Veja lá quais foram as soluções que o governo americano ofereceu: Intervenção estatal e impressão de mais dinheiro.” (Marcelo Augusto)

    Não, Marcelo. Mais uma vez, você tá enganado. COMPLETAMENTE enganado.

    PASSO 1: o governo americano se recusou a intervir. O Secretário Paulson declarou formalmente que não interviria pra salvar nenhuma empresa. Que o risco fazia parte do sistema e que o próprio “mercado” faria os ajustes necessários. Não fez.

    PASSO 2. o governo americano apelou pra fusão. Também não deu certo. Só fez piorar as coisas, porque arrastou o BOA pra dentro do buraco, lembra? Com o BOA se esfrangalhando, a tal “crise sistêmica” mostrou sua cara feia (é que se trata de um sistema, mesmo, e as operações “circulares” só pioravam tudo: cada um que caía, arrastava mais 2 ou 3 na queda; cada um desses 2 ou 3, arrastava mais 2 ou 3, e assim sucessivamente). O “paredão” da Lehmann foi abaixo na primeira semana.

    PASSO 3: com a “crise sistêmica” já na rua, aí sim, o governo americano resolveu intervir diretamente, impondo aos 9 maiores bancos a compra de ações ordinárias, e adotando regras mais rígidas na regulamentação das fusões, proibindo as operações “circulares”, etc, etc.

    Quando o governo americano fez isso, a crise já deixara de ser americana. Havia se tornado uma crise mundial.

    O problema, Marcelo, é que algumas pessoas, ingenuamente, encaram doutrinas econômicas da mesma forma como os fundamentalistas religiosos encaram os respectivos credos:

    a – a tal doutrina econômica, na cabeça desses crentes fundamentalistas, passa a ser uma verdade absoluta, com exclusão pura e simples de todas as demais;

    b – a tal doutrina econômica, na cabeça desses crentes fundamentalistas, parece ter a solução para todos os problemas que já existiram, existem ou existirão.

    Nada mais tolo…

    O ex-Secretário de Estado Paulson, declarou, com todas as letras, que a crise imlobiliária foi provocada por “excesso de liberalismo”.

    Como se sabe, o ex-Secretário Paulson está longe de ser um esquerdista. Ao contrário, era e é um dos mais respeitados ideólogos, em escala planetária, do liberalismo econômico, além de ser um executivo muitíssimo bem sucedido, muito antes de entrar no governo, e de reputação inatacável.

    Ele, Marcelo, disse — e repetiu várias vezes, num único dia — que a crise imlobiliária foi provocada por “excesso de liberalismo”.

    Foi algo muito mais grave que o problema do Madoff.

    Madoff é um criminoso. Montou uma “pirâmide” financeira. Um “esquema Ponzi”. Isso é proibido em qualquer parte do mundo, inclusive nos EUA.

    O problema do Madoff se tornou possível porque a CVM americana falhou em aplicar a regulamentação existente.

    A crise imobiliária foi algo muito diferente. Não houve ilegalidade. As empresas caminharam em direção ao abismo operando dentro da lei. Hoje, p.ex., as “operações circulares” estão proibidas. Mas, na época, não.

    No “caso Madoff” o sistema falhou em detectar e reprimir um criminoso que burlava as leis em vigor.

    Na bolha imobiliária, as próprias leis vigentes é que falharam.

    O problema não foi criado pelas pessoas, portanto, e sim pelas normas que regulavam o funcionamento do sistema.

  41. Pax said

    Caro Iconoclastas, em #37,

    1 – e quem disse que eu disse que Lula não foi o responsável pelo arcabouço do seu governo? mostre-me onde eu disse isto, por favor.

    2 – perguntinha simples? o teu dicionário deve ser diferente do meu, para começar nem entendi tua pergunta. =)

    Mas, supondo que seja se eu entendo que nenhum mutuário se beneficou etc…

    Claro que sim. Vários, por sinal. Mas eles criaram a bomba relógio? Me parece que não. Foram responsáveis por montar e estimular tal bomba? Também acho que não. Foram a maioria? Idem ibidem, acho que não.

  42. iconoclastas said

    não entendeu, sem problemas, isso não chega nem a desapontar, e como por enquanto o tempo é farto…

    “Mas eles criaram a bomba relógio? Me parece que não. Foram responsáveis por montar e estimular tal bomba? Também acho que não. Foram a maioria? Idem ibidem, acho que não.”

    e quem estimulou, afinal?

    ;^?

  43. Pax said

    acho que o estímulo adveio do “liberou geral” somado com a “ganância desenfreada” que foi empurrada pelo “tem que crescer a qualquer custo”.

    Cada um deles tem um responsável principal, acho eu

    – liberou geral – neoliberalismo
    – ganância desenfreada – ora, aqui os pilotos que suicidam terceiros, a turma da aposta louca, os tais executivos que pilotavam as carteiras apodrecidas como kamikazes da vida (e bufunfa) alheia.
    – crescer a qualquer custo – principalmente os governos americanos, sem tirar nem por, de democratas a republicanos

    acho que foi bem por aí, me parece que sim

    como disse, entendo disso como de neurocirurgia em feto anencéfalo

  44. Patriarca da Paciência said

    Eu sempre considerei que o Chesterton escrevesse essas coisas dele simplesmente para se mostrar “durão”, “Implacável”, “realista” etc.

    Mas estou começando a acreditar que ele realmente acredita nesses truques “aprendidos quando cãozinho novo, sempre repetidos depois de ficar cachorro velho, por ser incapaz de aprender truques novos”, como diz o Elias.

    Lembro-me que uma vez eu provoquei uma verdadadeira crise histérica num tal de Cano, ainda no blog do Pedro Doria, quando falei que “talvez a perseguição dos alemães aos judeus possa ter vindo do fato destes demostrarem extrema insensibilidaade social, exagerado apego ao deus dinheiro e extremo individualismo”.

    O tal de Cano ficou simplesmente possesso!

    Fogueira para mim era pouco!

  45. Patriarca da Paciência said

    Para mim, a crise financeira de 2008 foi claramente provocada pelos tais “GRANDES EXECUTIVOS”, os quais ganhavam pelo incremento que produziam no lucro das empresas.

    Então, o importante era produzir lucro, não importa de que modo ou a qual custo.

    Os sujeitos tinham uma remuneração realmente “assustadora”
    fora muitas outras vantagens, como pagamento de despesas particulares, jatos à disposição e, dizem, até “acompanhantes” de luxo.

    E haja truques e mais truques, adulteração de balanços, “criações” das mais esdrúxulas.

    E um monte de gente acreditando em milagres!

    No fundo, foi bem isso aí!

  46. iconoclastas said

    #43,

    um pouco confuso, mas não de todo errado (para mim, naturalmente), exceto pelo “liberou geral” – que de fato nunca existiu, pois sempre houve (papo de décadas), e era crescente, a regulação.

    então na sequência:

    políticas de governo de incentivo a aquisição da casa própria => aumento tanto da oferta quanto da demanda por linhas dessa natureza – tendo como combustível fundamental baixas taxas de juros básicos por período prolongado (vcs lembram que o Greenspan era o “maestro”?), inclusive para evitar uma recessão substancial após a implosão da bolha tecnológica – que aguçavam a “criatividade” capitalista=> que encontrava suporte nas agências patrocinadas (pelo governo, de novo!)=> que geravam ainda mais oportunidades de alavancagem até que…

    …ploft!

    então o que fica é: sem tal atuação do governo (ok, o FED é privado, mas nem tanto…) a caca teria tamanhas proporções? as FM´s, por exemplo, tiveram uma participação mínima, salvo engano (vou checar), de aproximadamente 40% de financiamento das hipotecas e seus pacotes nos anos que antecederam a crise.

    ;^/

  47. Elias said

    I
    Quem paga pela crise econômica?

    Ora, todo mundo, claro!

    Nas “euforias financeiras”, vulgo “bolhas” é sempre assim: quem não souber sair a tempo, se arrebenta. Só não perdeu nada o esperto que pulou fora antes da bolha explodir. O muito vivo que farejou o perigo e torrou os títulos emitidos com lastro nas hipotecas ANTES dos preços desses títulos despencarem.

    Aí a bolha explodiu, virou “crise sistêmica” e esta virou crise econômica.

    Crises econômicas são como inflação: quem não tem como empurrar o prejó pra frente, se ferra. Quem pode menos, paga proporcionalmente mais. Mas isto não significa que, quem pode mais, não perde nada. Às vezes perde, porque perde mesmo ou porque deixa de ganhar.

    II
    No caso da bolha imobiliária é bom lembrar que ela não está ligada a nenhum “sonho de casa própria”.

    O “sonho da casa própria” se relaciona a imóveis mais baratos. A bolha inflou e explodiu em outra faixa de consumo (embora respingando sobnre o mercado de imóveis mais baratos).

    Mas onde o bicho pegoju, mesmo, foi nos US$ milhões investidos em imóveis destinados ao uso em férias (e também como bens de renda), não só dentro dos EUA, mas também no Caribe, às proximidades do Mediterrâneo, nos Alpes, etc. Imóveis na faixa de US$ 1 milhão ou mais.

    Bobagem pensar que os principais acionistas do BOA não perderam nada. Claro que perderam! O próprio governo americano não mete prego sem estopa: quando ele injeta dinheiro numa empresa, como no caso da bolha imobiliária, ele cobra um preço altíssimo.

    Não é por outra que o presidente do Wells Fargo ainda ensaiou resistir. Ele disse que não tinha nada com o peixe, não havia ajudado a fazer a bolha, nã estava dentro dela, etc, etc.

    A resposta que ele recebeu, segundo ele mesmo disse, foi, mais ou menos: “Ninguém te chamou aqui pra ouvir tua opinião. Ninguém aqui está te perguntando nada. Você está aqui pra tomar conhecimento de uma decisão do Governo dos Estados Unidos. Ouça e obedeça.”

    Aí lhe restou, ainda segundo ele mesmo disso, ouvir calado e baixar a cabeça, se ele quisesse mantê-la no lugar em que ela estava. E ele queria. Logo…

    Além dos muitos livros e reportagens sobre o assunto, há um documentário interessante, chamado “No olho do furacão”. Foi várias vezes exibido aqui no Brasil pelo canal ManagemenTV.

    Esse documentário contém os relatos das pessoas que realmente estiveram no olho do furacão naqueles dias.

    Pessoas que, com suas decisões, ajudaram a fazer a crise ou que tiveram em cima do próprio lombo as maiores responsabilidades em combater a crise ou, ainda, que pagaram injustamente uma boa parcela do pato.

    Esse documentário fornece uma visão interessantíssima que, aliás, está bastante próxima da análise feita pelo ex-Secretário Paulson.

  48. Olá!

    Elias,

    ‘Veja lá quais foram as soluções que o governo americano ofereceu: Intervenção estatal e impressão de mais dinheiro.’ (Marcelo Augusto)

    Não, Marcelo. Mais uma vez, você tá enganado. COMPLETAMENTE enganado.”

    Engraçado, pois um dos desses dois pontos que citei foram mencionados por você em um post anterior. Recupero as suas palavras para lhe refrescar a memória:

    O liberalismo total e irrestrito não foi a causa da crise, até porque o liberalismo total e iorrestrito não existe nem nunca existiu em lugar nenhum, em época nenhuma.

    O que estou dizendo é algo ainda pior. Estou dizendo que, sem a intervenção maciça do Estado, a crise econômica iria ferrar de vez com a economia, em escala planetária.

    A intervenção de Paulson, a maior intervenção do Estado americano no domínio econômico, nos últimos 50 anos ou mais, funcionou como uma “porta corta incêndio”.

    [. . .]

    Elias, assim fica complicado de argumentar com você.

    A emissão de moeda é um fato mais que notório.

    “O problema, Marcelo, é que algumas pessoas, ingenuamente, encaram doutrinas econômicas da mesma forma como os fundamentalistas religiosos encaram os respectivos credos:

    a – a tal doutrina econômica, na cabeça desses crentes fundamentalistas, passa a ser uma verdade absoluta, com exclusão pura e simples de todas as demais;

    b – a tal doutrina econômica, na cabeça desses crentes fundamentalistas, parece ter a solução para todos os problemas que já existiram, existem ou existirão.”

    Elias, você, em algum momento, já parou para se perguntar qual foi o papel do governo americano na criação dessa recente crise?

    “O ex-Secretário de Estado Paulson, declarou, com todas as letras, que a crise imlobiliária foi provocada por ‘excesso de liberalismo’.”

    Elias, excesso de liberalismo quando o Estado está agindo para que pessoas que não tinham como pagar por empréstimos obtessem, mesmo assim, dinheiro?

    Mas eu já sei qual será o tom da sua resposta: “Mas foi o Paulson que disse e etc. e tal.”.

    Sobre a sua crítica ao liberalismo e aos fundamentalistas liberais, apenas gostaria de deixar claro que me coloco fora de qualquer radicalismo e que procuro avaliar os dados reais antes de dizer que a culpa é deste ou daquele personagem.

    Até!

    Marcelo

  49. Pax said

    Eu não entendo a turma que quer ser oposição. Juro que não.

    O post fala de um assunto que arranha um bocado o governo, a comissão de ética do senado, todo governista, pilotado pelo famigerado coroné, que coloca o outro coronézinho das alagoas, todos do lado do governo que adoça suas bocas com o dinheirin do povo brasileiro etc etc etc

    Além disso ainda trago uma notícia que é preocupante pra diabo, no meu comentário #36, que aponta para a farra dos cargos de confiança que o governo do Lula proporcionou e agora a Dilma não só tem que pagar a conta como também não consegue desarticular essa bomba de paulinhos de força canalha etc.

    E o povo quer discutir se o neoliberalismo era ou não com regulação do preço do pirulito sabor de uva.

    putz

  50. Elias said

    Marcelo,

    Vamos debater com honestidade.

    I
    Você disse: “‘Veja lá quais foram as soluções que o governo americano ofereceu: Intervenção estatal e impressão de mais dinheiro.”

    Eu retruquei dizendo que, PRIMEIRAMENTE, o governo americano pretendeu que o próprio mercado procedesse aos ajustes; SEGUNDAMENTE, tentou induzir uma “solução de mercado” via fusão e, TERCEIRAMENTE, é que partiu pra intervenção pura e simples.

    Mais: eu citei, EXPRESSAMENTE, as primeiras declarações de Paulson sobre a crise, manifestando a expectativa DELE (ou seja, do governo americano) de que o próprio mercado procederia ao ajuste.

    DEPOIS, Marcelo, DEPOIS de frustradas as expectativas de que o mercado procedesse aos ajustes, é que Paulson (ou seja, o governo americano), finalmente, admitiu que o mercado não tinha respostas a dar, e que a única solução possível era a intervenção.

    E fez, mesmo, a maior — MAIOR, MESMO! — intervenção estatal no domínio econômico nos EUA, desde o New Deal.

    II
    VOCÊ, Marcelo, VOCÊ foi quem, por várias vezes, usou o termo “liberalismo amplo, geral e irrestrito”.

    Eu disse e repito: não sei o que significa isso. Não sei mesmo!

    Quanto à crise imobiliária, repeti aqui o que dela disse o ex-Secretário Paulson que, provavelmente, entende de economia menos que você. Ele disse que a crise imobiliária foi provocada por “excesso de liberalismo”.

    Só ele disse isso? Não. Vários economistas, presidentes de grandes bancos americanos, consultores financeiros americanos, etc (nenhum esquerdista), disseram e dizem exatamente a mesma coisa.

    Ninguém, além de você, se referiu a “liberalismo amplo, geral e irrestrito”. O que Paulson disse — e eu citei aqui — foi “excesso de liberalismo”.

    III
    Já me referi, várias vezes, ao “papel” que o governo americano desempenhou na crise.

    Vou repetir: PRIMEIRAMENTE, ele fez cara de paisagem. Esperou que o próprio mercado gerasse a solução. NUM SEGUNDO MOMENTO, o governo tentou induzir uma solução, mediante a absorção de operadores insolventes. POR FIM — aí, sim — ele partiu pra intervenção pura e simples.

    E reitero: quando o governo americano partiu pra intervenção, a crise já estava deixando de ser, simplesmente, uma crise americana. Já estava se tornando uma crise mundial.

    Paulson se referiu, EXPRESSAMENTE, a um “furacão” que se abateria sobre a economia mundial, caso o governo americano não agisse rapidamente.

    Mas isto, Marcelo, quando a crise já estava estabelecida, o BOA já tinha se ferrado, etc.

    Ou seja, isso foi o TERCEIRO MOMENTO, Marcelo. O TERCEIRO! Antes, teve o primeiro. Depois, o segundo…

    Certo?

    IV
    Aí vem um pessoal dizendo que, antes disso tudo, o governo americano “incentivou” o crédito imobiliário, e isto é que deflagrou a crise.

    “Incentivou” como, doido?

    Aí ninguém fala nada…

    Um piradão, escrevendo no Estadão, disse que o maior incentivo foram os “juros baixos”.

    Se for assim, alguém precisa dizer a esse doidão que o governo americano tá incentivando a crise até agora. Os juros por lá estão quase “zero”.

    Se a crise foi causada pelos juros baixos, só restam 2 hipóteses:

    HIPÓTESE 1: Ninguém, no governo americano, com Bush ou Obama, entende lhufas de economia. Os imbecis estão dando ao paciente, como remédio, o mesmo veneno que o fez adoecer. Estão usando laxante pra curar diarréia.

    HIPÓTESE 2: Quem não entende nada de nada é o articulista doidão do Estadão, que tá examinando juros americanos como se fossem juros brasileiros.

    V
    “Excesso de liberalismo quando o Estado está agindo para que pessoas que não tinham como pagar por empréstimos obtessem, mesmo assim, dinheiro?”

    Caramba, Marcelo! Nessa época, estavas passando férias em Marte?

    E ainda achas que sabes a minha resposta…

    Pois deverias saber, mesmo. Já me referi a isso várias vezes, aqui.

    Cara, o governo americano NÃO estava agindo! Ele não agiu, Marcelo!

    Essa, Marcelo, é, exatamente, a maior crítica que o pessoal lá faz ao governo Bush.

    O governo americano NÃO agiu. Não fez nada. Deixou o mercado correr solto. Nisso consiste o tal “excesso de liberalismo”, rapaz.

    Com os juros baixos, os operadores montaram uma fábrica de dinheiro. Saíram expandindo o crédito. Exatamente porque os juros são baixos, é necessário escala pra remunerar a operação, que envolve a hipoteca, o título que ela lastreia, o seguro, etc. Aí a bolha começou a inflar…

    E o governo fez cara de paisagem…

    As seguradoras passaram a investir nos títulos lastreados pelas hipotecas que elas mesmas garantiam (fazendo uma operação “circular”).

    E o governo fez cara de paisagem…

    O grande “incentivo” que o governo deu à formação da crise foi, exatamente, nada fazer. Não partir logo pra uma regulamentação restritiva.

    Depois, com a casa já desmoronando, surgiu aquele papo do “risco moral” se sobrepor ao “risco sistêmico”, etc, etc, etc.

    Mais cara de paisagem…

    Pelo que estou vendo, Marcelo, você mal acompanhou o noticiário da crise e nem conhece ninguém que tenha casado dinheiro nas “letras imobiliárias” americanas…

  51. Olá!

    Elias, não estou aqui tentando deturpar o que você mesmo afirmou e também não lembro de você ter afirmado esses dois pontos anteriores (antes da intervenção) no post da onde tirei o comentário do Vilarnovo.

    Isso (a intervenção estatal), pelo menos, você afirmou.

    “VOCÊ, Marcelo, VOCÊ foi quem, por várias vezes, usou o termo ‘liberalismo amplo, geral e irrestrito’.”

    Busquei aqui no site do Pax por esses termos e encontrei apenas um comentário meu citando palavras semelhantes. Aliás, nem foram tais palavras que mencionei, mas, sim, “liberalismo total e irrestrito” e ainda as citei de maneira jocosa.

    “Quanto à crise imobiliária, repeti aqui o que dela disse o ex-Secretário Paulson que, provavelmente, entende de economia menos que você. Ele disse que a crise imobiliária foi provocada por ‘excesso de liberalismo’.

    [. . .]

    Já me referi, várias vezes, ao ‘papel’ que o governo americano desempenhou na crise.

    Vou repetir: PRIMEIRAMENTE, ele fez cara de paisagem. Esperou que o próprio mercado gerasse a solução. NUM SEGUNDO MOMENTO, o governo tentou induzir uma solução, mediante a absorção de operadores insolventes. POR FIM — aí, sim — ele partiu pra intervenção pura e simples.

    [. . .]

    Aí vem um pessoal dizendo que, antes disso tudo, o governo americano ‘incentivou’ o crédito imobiliário, e isto é que deflagrou a crise.

    ‘Incentivou’ como, doido?

    Aí ninguém fala nada…

    Seria interessante citar as palavras do Professor Walter Williams sobre o papel do Estado nessa recente crise:

    Mas isto (a crise) foi causado pelo governo, pela Fannie Mae, Freddie Mac e outros. E as regulamentações do governo nos E.U.A que obrigam os bancos a concederem empréstimos a quem eles não concederiam de outra maneira. Foi a chamada Lei de Reinvestimento Comunitário que possibilitou aos pobres comprarem casa própria. Obrigaram os bancos a fazer empréstimos. […] Eles disseram aos bancos: “Se quiser abrir outra agência, tem que nos mostrar que concedeu empréstimos a pobres, negros ou minorias.” E fizeram chantagem com os bancos. […] Foi causada (a crise) pelo governo.

    É uma opinião a ser considerada.

    Até!

    Marcelo

  52. Olá!

    Sobre os meus conhecimentos sobre a recente crise, admito numa boa que não pesquisei o caso e ainda não o estudei como gostaria.

    Acontece uma coisa engraçada quando pergunto sobre as causas da crise aos colegas esquerdistas ou ao pessoal mais liberal: Os esquerdistas, no geral, jogam toda a culpa em cima do setor privado e acusam a falta de regulamentação no setor onde a crise se originou. Já o pessoal liberal, acusa o governo e os políticos querendo fazer populismo imobiliário e chantagem bancária.

    Admito que é complicado buscar um ponto ponderado entre ambas as opiniões.

    Até!

    Marcelo

  53. Chesterton said

    acho que o estímulo adveio do “liberou geral” somado com a “ganância desenfreada” que foi empurrada pelo “tem que crescer a qualquer custo”.

    chest- liberou geral para que a roda continuasse rolando. A ganancia desenfreada foi dos tomadores de emrpestimos para comprar casa no sonho dourado de revende-la com lucro maior que o custo do emprestimo, assim que os preços pararam de subir, eles simplesmente entregaram as casas aos bancos e pararam de pagar as prestações. Aconteceu o mesmo na Irlanda pouco tempo atrás. A ganancia dos mutuários e a falta de intenção de honrar as prestações caso não fosse lucrativo, fez a bolha explodir. Onde está a vítima?

  54. Elias said

    Ora Marcelo,

    Pelo seu comentário # 51, você tá assinando embaixo da declaração do cretino segundo a qual quem mergulhou o mundo na crise econômica atual foram os “pobres, negros e minorias” norte-americano.

    Imagina a debilidade da economia americana, né? Coitadinha… Caraca! Nem o Brasil com o BNH sofreu tanto…

    De minha parte, poderia dizer que sujeitinho que bosquejou com essa tese é apenas um filho de puta com traficante de cocaína. Ou um protozoário que infesta o intestino de uma mosca leprosa.

    Mas não direi nada disso, porque agora estou de bom humor. Acabo de receber uma grana que já dava por perdida e, neste momento, estou em alfa.

    Não farei, assim, nenhuma referência desrepeitosa à meretriz que defecou esse tal de professor Walter Williams.

    Direi, apenas, que a declaração dele é estapafúrdia e indemonstrável.

    É só mais um que não admite reparos à sua fé religiosa e fundamentalista e tenta cruzar cabra com periscópio pra tirar bode expiatório…

    O pessoal de Viena se sai muito melhor, nesse intento.

  55. Chesterton said

    o antídoto contra o coitadismo

    http://g1.globo.com/videos/globo-news/milenio/v/polemico-economista-americano-defende-a-politica-de-livre-mercado/1467879/

  56. Chesterton said

    o estado de bem estar social destruiu as familias negras norte-americanas

    http://www.ruthfullyyours.com/2011/01/23/the-welfare-state-has-destroyed-the-black-familywalter-williams-interviewed-by-jason-riley/

  57. Chesterton said

    http://g1.globo.com/videos/globo-news/milenio/v/economista-americano-defende-a-politica-de-livre-mercado/1466001/#/Todos os Vídeos/page/1

    chest- Pax, presta atenção a partir de 12:45

  58. Olá!

    Elias,

    “Pelo seu comentário # 51, você tá assinando embaixo da declaração do cretino segundo a qual quem mergulhou o mundo na crise econômica atual foram os “pobres, negros e minorias” norte-americano.”

    Dois pontos apenas:

    01. Mostre-me, por gentileza, onde o Professor Williams afirmou que quem mergulhou o mundo na crise recente foram os pobres, negros e minorias.

    02. Mostre-me, por gentileza, onde eu afirmo que concordo 100% com as opiniões do Professor Williams.

    Considerar uma opinião não significa concordar com tudo que há nela.

    É sempre sensato evitar histerismos e se ater aos argumentos.

    Até!

    Marcelo

  59. Olá!

    Elias,

    “Pelo seu comentário # 51, você tá assinando embaixo da declaração do cretino segundo a qual quem mergulhou o mundo na crise econômica atual foram os “pobres, negros e minorias” norte-americano.”

    Dois pontos apenas:

    01. Mostre-me, por gentileza, onde o Professor Williams afirmou que quem mergulhou o mundo na crise recente foram os pobres, negros e minorias.

    02. Mostre-me, por gentileza, onde eu afirmo que concordo 100% com as opiniões do Professor Williams.

    Considerar uma opinião não significa concordar com tudo que há nela.

    É sempre sensato evitar histerismos e se ater aos argumentos.

    Até!

    Marcelo

  60. Pax said

    Chesterton, caro Chesterton, velho e bom Chesterton, em #57,

    E você acha que eu consigo ver aqui no meu link de 200 kbps (que na verdade dá mesmo uns 40 kbps e que custa quase um salário mínimo? Jura que você acha que eu consigo?

    Mas, vá, não sendo mal agradecido, conte-me o que diz o vídeo a partir do 12,45 minuto.

    A família de link penhorado agradece.

  61. Pax said

    pausa para um off topic no meio da tarde com um café acompanhado de um pirulito de uva (sim, troquei os cigarros por pirulitos e as tosses pelas aftas).

    saca só, coitados dos gringos

    http://www.boston.com/bigpicture/2011/04/tornadoes_kill_over_200.html

  62. iconoclastas said

    “Os esquerdistas, no geral, jogam toda a culpa em cima do setor privado e acusam a falta de regulamentação no setor onde a crise se originou. Já o pessoal liberal, acusa o governo e os políticos querendo fazer populismo imobiliário e chantagem bancária.”

    os esquerdistas daqui não sabem diferenciar o dia da noite. leram uma manchete, ou assistiram o JN, e tomam tudo como verdade.

    as fontes de informação são fartas na net, de gente boa de tudo quanto é matiz. naturalmente que há muita desonestidade intelectual, inclusive por parte de laureados, mas há base de dados disponível suficiente.

    esse aqui é um bom começo, http://blogs.chicagobooth.edu/n/blogs/blog.aspx?webtag=faultlines&nav=main

    ;^)

  63. Pax said

    off topic II

    falando em bolhas, elas gostam mesmo de sobrexistir

    Investidores do Facebook procuram saída para ações da companhia – iG

  64. Olá!

    Hora do Humor

    É legal dar uma navegada pelos sites petistas e coisas tais. Vez por outra, dá para encontrar verdadeiras pérolas.

    O moço lá do vídeo falou sobre um troço chamado de “socialismo radicalmente democrático”. Se ele pudesse ao menos dar um exemplo de onde houve esse tipo de coisa, seria um bom começo.

    E o mais irônico de tudo é que a música de introdução do vídeo petista é a mesma utilizada na introdução dos vídeos de um canal pró-liberalismo no YouTube.

    Até!

    Marcelo

  65. Chesterton said

    Pax
    não está inteiro, vou escrever linha por linha a entrevista na parte que citei

    http://www.imil.org.br/divulgacao/walter-williams-existe-igualdade-racial-absoluta-nem-ela-desejvel/

  66. Chesterton said

    reporter- nós tivemos uma grande deregulamentação, do sistema financeito dos anos 1990 e a década de 2000, em 2008 tivemos uma grande crise. Porque não havia controle das fianças garantidas pelas hipotecas.
    walter williams- mas isso foi causado pelo governo. Por Fannie Mae, Fredie Mac e outros. E as reguilamentações do governo dos EUA que forçavam os bancos a fazerem empréstimos a quem eles não concderiam de outra maneira. Foi a chamada lei do Reinvestimento Comunitário que possibilitou os pobes a comprarem a casa própria. Obrigaram os bancos a fazerem empréstimos a quem eles não teriam feito de outra forma. Foi uma grande parte da crise hipotecária americana.

    reporter- mas não foi uma obrigação, foi uma opção.
    walter williams-não, eles disseram aos bancos : se quiser abrir outra agencia, se quiser ter permissão para abrir outra agencia, tem que nos mostrar que concedeu empréstimos a pobres, negros ou minorias. Tem que provar que deu esses emprestimos. Fizeram chantagem com os bancos. E os bancos se dispuseram a correr esse risco porque sabiam que o governo os ajudaria

    reporter- o senhor acha que a crise de 2008 não foi causada pela desregulamentação?
    walter williams- foi causada pelo governo. A maioria das crises economicas que ocorrem nos EUA e nop resto mundo é causada pelo governo. Sçao as regulamentações do governo

    reporter- a desregulamentação que o senhor propõem é bastante ampla, inclusive em termos de liberdade de expressão e direitos civis. O senhor não vê necessidade de regular nada disso.
    walter williams- eu acho que é o tipo de regulamentação ?p

  67. Chesterton said

    coloquei meu texto no google e achei a entrevista, aparentemente completa

    http://www.conjur.com.br/2011-abr-08/ideias-milenio-walter-williams-economista-americano

  68. Chesterton said

    Lula dá um azar…

    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/908400-filha-de-vinicius-de-moraes-e-encontrada-morta-no-rio.shtml

    a sorte fica toda ´para ele

  69. Olá!

    Para quem quiser assistir a entrevista do Professor Walter Williams, aqui vão os links para a entrevista completa (já fiz o download via YouTube!):

    Parte 01
    Parte 02

    Adiciono também um link para uma entrevista do Professor Thomas Sowell sobre a recente crise e bolha imobiliárias:

    Thomas Sowell on the Housing Boom and Bust

    Esta última tem legendas em inglês.

    Vamos esperar que as moçoilas, donzelas, freiras e debutantes esquerdistas daqui não explodam em histeria novamente ao ver outro economista negro criticando o governo.

    Até!

    Marcelo

  70. iconoclastas said

    #27 – Doc,

    opa, essa do Clinton eu não tinha visto.

    bom call.

    ;^)

  71. Chesterton said

    lula dá azar

    http://www.sigablogs.com.br/noticia/lula-inaugurando-o-tunel-que-caiu

  72. Elias said

    Marcelo,

    Digamos que o professor Williams esteja certo: o que causou a crise não foi a desregulamentação e sim a regulamentação, que “obrigou” os bancos a emprestarem dinheiro a pobres.

    1 – Então, o professor Williams — e não eu! — é que está dizendo que a crise decorreu do inadimplemento dos pobres. Do contrário, ele não teria por que mencioná-los em sua argumentação.

    Certo? Foi o seu professor, Marcelo, e não eu, que saiu com essa pérola.

    2 – Então, explique, em nome de Zeus: como é que a maior parte do inadimplemento se deu, exatamente, nas hipotecas na faixa de US$ 1 milhão?

    Pelo menos, é isso que os banqueiros disseram e dizem, até hoje.

    Então você está me dizendo que o governo americano, Bush, “obrigou” os banqueiros — pobrezinhos! — a financiar casas de US$ 1 milhão pros pobres, negros, latinos e ferrados de modo geral?

    Pô, Marcelo! Conta outra, um pouco melhor. Eu sei que você consegue… Tente. Pelo menos, tente.

  73. Patriarca da Paciência said

    “Walter Williams — Eu não sei. É uma parte do mundo que não respeita a liberdade individual. Na realidade, a maior parte do mundo na maior parte da história da humanidade tem estado sujeita ao controle e abuso arbitrário de outros. Liberdade pessoal é relativamente rara na existência humana.”

    Chesterton,

    o negão é simplesmente um poeta. Aliás, chega até a ser um bom poeta.

    Platão tembém era um grande poeta, só que era bem mais realista e também, bem mais sábio!

  74. Patriarca da Paciência said

    Walter Williams — Mas ele piorou. A maioria dos economistas que estudam os anos 1930 diz que, sem o New Deal e também o último ano do governo de Herbert Hoover, a Depressão teria durado 3 anos. Teria sido muito rápida, mas ele a transformou em algo que durou até 1945, 1946.

    Eis aí uma prova de que o negão é simplesmente um poeta. É uma típica trama de filme de Hollywood.

    Alguém volta ao tempo da Grande Depressão e descobre que toda a história está errada.

    Isso daria um ótimo filme de ficção!

    E ainda tem gente que leva a sério tal tipo de a rgumentação!

  75. Chesterton said

    é longo o caminho do conhecimento, principalmente para aqueles que fogem dele.

  76. iconoclastas said

    po, as queixas são só para o WW, e pq ele lembrou que os “não brancos” calotam mais, mas do Sowell ninguém reclama, pq será?

    ;^?

  77. Chesterton said

    mistério….

  78. Olá!

    Elias, entre o que você afirma — sem citar fontes, dados, exemplos e etc. — e a realidade, há um abismo enorme.

    Além do mais, prefiro estudar o assunto por conta própria, pois pedir a opinião de um esquerdista brasileiro sobre o papel do Estado na criação da recente crise seria como pedir a opinião dele sobre o governo FHC, isto é, é apenas o outro lado que erra, não há a admissão de que ambos os lados possuem méritos e deméritos. Portanto, assim posto, o que há, na realidade, não é uma argumentação intelectualmente honesta, mas, pura e simplesmente, o despejo gratuito de uma papagaiada ideológica que se nega a estudar os dados disponíveis e os fatos que aconteceram na intricada cadeia dos acontecimentos econômicos.

    Esse tipo de atitude, vinda da esquerda, não é nenhuma surpresa, pois a esquerda, historicamente, desde os seus primórdios lá com Marx e seus dados enviesados, tem sido bastante anti-intelectual ao observar determinados acontecimentos ao longo do tempo ou, simplesmente, ao se negar a colher, a observar e a analisar dados e fatos que tendem a uma conclusão contrária àquela prevista na ideologia.

    De minha parte, acredito que tanto o setor privado quanto o Estado/governo/políticos tiveram um papel na criação dessa crise. É um desastre que pessoas que nada tinham a ver com isso, hoje, tenham que ajudar a limpar toda a sujeira.

    Até!

    Marcelo

  79. Elias said

    Fonte?

    Já citei, Marcelo. O presidente do Wells Fargo, DE VIVA VOZ, no documentário já cotado e em entrevista ao Charlie Rose, no Charlie Rose Show.

    Ele considera imbecilidade — IMBECILIDADE! — acreditar que o sistema financeiro americano quase quebrou por causa do inadimplemento de hipotecas de pequena monta.

    Um imóvel pra família de baixa renda, nos EUA, não passa de US$ 300 mil. Frequentemente, se situa na faixa de US$ 150 mil.

    Pra quebrar o sistema financeiro americano com inadimplências nesse nível de crédito, seriam necessárias milhões de hipotecas não resgatadas.

    Só mesmo um doido, um completo desinfirmado ou um rematado imbecil pra acreditar nisso.

    O que quebrou o sistema, foi o inadimplemento em hipotecas de valor muito mais alto.

    Eu poderia dizer que também desprezo a argumentação de um reacionário, que acredita numa doutrina econômica como se ela fosse um credo religioso.

    Mas não digo isso, porque não desprezo a opinião de ninguém. Mesmo que seja a opinião de um reacionário.

    Eu prefiro partir do princípio que mesmo um reacionário pode ter razão em alguma coisa.

    Ainda que ele seja tolo o bastante pra encarar uma doutrina econômica como se ela fosse um credo religioso.

  80. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    para você ver como a maioria dos ingleses pensa diferente de você:

    O pensamento de Marx influencia várias áreas, tais como Filosofia, História, Direito, Sociologia, Literatura, Pedagogia, Ciência Política, Antropologia, Biologia, Psicologia, Economia, Teologia, Comunicação, Administração, Design, Arquitetura, Geografia e outras. Em uma pesquisa realizada pela Radio 4, da BBC, em 2005, foi eleito o maior filósofo de todos os tempos
    BBC Radio 4 (2005). Karl Marx – Winner of the greatest philosopher vote.

  81. Chesterton said

    Influencia maligna, sanguinaria e despótica.

  82. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    como sempre, você volta à sua fixação por Stalin. Acontece que culpar Marx pelos cimes de Stalin é tão fantasioso como culpar Jesus pelos crimes da Inquisição. Já a participação de Friedman nas ditaduras sanguinárias da América Latina está perfeitamente documentada.

    Há vídeos da visita que Friedman fez ao Chile no tempo da ditadura de Pinhchet. Inclusive das palestras.

  83. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    como sempre, você volta à sua fixação por Stalin. Acontece que culpar Marx pelos cimes de Stalin é tão fantasioso como culpar Jesus pelos crimes da Inquisição. Já a participação de Friedman nas ditaduras sanguinárias da América Latina está perfeitamente documentada.

    Há vídeos da visita que Friedman fez ao Chile no tempo da ditadura de Pinochet. Inclusive das palestras.

  84. Olá!

    Patriarca da Paciência, o único problema do marxismo e das suas derivações é que nenhum país civilizado do mundo foi construído tendo tais valores como pilares principais.

    Todos os regimes marxistas e derivados encontraram a ruína.

    Se os ingleses acham que Marx foi o maior filósofo de todos os tempos, seria interessante se os ingleses começassem a organizar seu país tendo tal ideologia como guia.

    É fácil ser marxista ou admirar o marxismo a partir do conforto de um dos países mais economicamente livres e capitalistas do mundo. Afinal de contas, a pessoa não precisará experimentar na prática o que tal ideologia representa.

    Até!

    Marcelo

  85. Patriarca da Paciência said

    Marcelo,

    vou citar meu escritor preferido, Dostoievski, “nenhuma nação foi erigida sobre bases racionais”. Digo eu, sobre alguma filosofia, muito menos ainda.

    Citando outro grande escritor, (este inglês e filósofo) Bertrand Russell, “filósofo é alguém que consegue exprimir o pensamento da sua época”.

    A história simplesmente acontece, sem qualquer ética ou moralidade.

    Marx apresentou algumas teses que provocaram grande reflexão em sua época e ainda hoje provocam.

    O bem estar da sociedade inglesa foi conseguida a muito custo, suor e lágrimas dos trabalhadores.

    Achar que foi por obra e graça do “liberalismo” não tem o menor resquício de realidade.

  86. Olá!

    Patriarca da Paciência, argumentar com você é pura perda de tempo.

    Até!

    Marcelo

  87. Chesterton said

    o patriarca representa uma das piores heranças do marques…..o bom mocismo bem intencionado. honestamente patriarca, não acho você mau, só burro.

  88. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    você não é burro, é só um animal irracional, na definição do Barão de Itararé, “não porque não tenha ração e sim por que não tem razão”.

  89. Patriarca da Paciência said

    FELICIDADE É TER ALGO O QUE FAZER, TER ALGO QUE AMAR E ALGO QUE ESPERAR… ~ Frase de Aristóteles

  90. Olá!

    O problema de argumentar com um esquerdista é que por mais que você mostre a ele os dados, os fatos e o que for, ele, dificilmente, muda de opinião ou, no mínimo, abre uma reles possibilidade de estar errado.

    Eu, honestamente, não perco mais meu tempo com gente assim. Tenho um livrão ali de estatística para terminar e ainda tenho que estudar e ler um monte de coisas.

    Até!

    Marcelo

  91. Carlão said

    hehehe Marcelo
    da próxima vez tome uma colher de azeite de oliva extra virgem
    pra ver se a ficha cai mais rápido!
    No Brasil estamos em plena Era da Mediocridade, acostume-se a ela
    ou mude de país, se ficar pior como as nuvens estão indicando.
    Vão tentar culpar o mundo (os US e a Europa) pela gastança desenfreada de 2010 ano eleitoral
    onde lula fez o que fez, com a Dilma gerenciando as atividades do governo. Aquecendo a Economia irracionalmente visando eleger o poste mal falante
    O governo está sem rumo.
    Não tem culhão pra fazer uma Maxi no cambio pois tem medo da inflação.
    Empurra com a barriga esperando que o mercado arranje uma solução mágica.
    Entendeu o impasse…esquerdistas esperando soluções de capitalistas empedernidos.
    Resultado: trade-off
    Tá faltando o software genital.

  92. Carlão said

    Bom material de leitura:
    UMA TRANSA TÉCNICA

    Nesta última quinzena de abril, três diferentes informações oriundas da área federal foram abordadas pela imprensa:

    1) Aperfeiçoamento, pela Justiça, dos instrumentos de cobrança de dívidas;

    2) Anuncio do superávit fiscal do 1º trimestre;

    3) Aumento expressivo de 5% da dívida pública em títulos federais no 1º trimestre;

    1 – SuperCobrança

    Nossa Justiça, que vem sendo falha na redução da criminalidade, da corrupção, das fraudes na Previdência etc, tem representado ser grande parceira do governo para o aumento da arrecadação.

    Amparados por sistemas eletrônicos, os juízes vêm aumentando a penhora de contas bancárias, imóveis e veículos de devedores condenados em ações fiscais, trabalhistas e cíveis. Segundo o jornal Valor, edição de 26 de abril, em 2010 cerca de 20 bilhões de reais em contas correntes e 226 mil veículos sofreram bloqueio on-line.

    Além disso, pelo Sistema de Informações ao Judiciário (Infojud), os magistrados podem acessar as últimas 5 declarações de imposto de renda no cerco aos devedores, e em breve poderão usar certificados digitais na busca e localização de bens.

    2 – SuperArrecadação

    Foi também antecipado o resultado da arrecadação federal do 1º trimestre, que apresentou um aumento de 19% em relação a 2010.

    Com isso, o superávit fiscal do 1º trimestre vai ficar em mais do que o dobro do ano anterior. A causa principal é o ritmo de atividade econômica e a alta rentabilidade das empresas, e não a redução dos gastos públicos. Isso enche o caixa oficial, mas contraria as medidas antiinflacionárias de esfriamento.

    3 – SuperEndividamenteo mobiliário

    Do lado negativo para o governo, foi também anunciado que estoque da dívida em títulos federais atingiu o total de 1,61 trilhão de reais, principalmente em razão do impacto da taxa Selic e do IPCA sobre os juros pagos.

    Embora pouco comentada pela imprensa e pelos arautos dos juros altos, essa dívida tem grande efeito em nossas vidas, pelos custos dos juros, agora em alta, a serem pagos [aos tomadores de títulos públicos].

    Há cerca de 12 anos ela beirava apenas 200 bilhões de reais, mas era muito mais preocupante por ser uma época de “vacas magras”. Nas décadas de 80 e 90, tais títulos eram absorvidos por investidores de curto prazo, no então chamado open market, depois tranqüilizados pelo crescimento dos fundos de investimento como compradores.

    Acreditamos que, com criatividade e perspectivas de crescimento, será possível iniciar uma redução dessa dívida trilionária, e não apenas sua rolagem com juros que representam custos e interferência na política econômica.

    O “beijo técnico”

    Como é fácil perceber, todos os processos acima comentados atuam como vasos comunicantes e interligados. Em todos esses anos, as autoridades têm facilidade em justificar e desculpar a SuperCobrança, comemorar o exagero da mal utilizada SuperArrecadação e fingir que seu SuperEndividamento é apenas um problema técnico, sem conseqüências mais sérias.

    Faz lembrar a desculpa que uma atriz de novela deu ao marido por uma cena de beijo exagerada e mais caliente com um ator, considerando ter sido apenas “um beijo técnico”. O marido reclamou do excesso de entusiasmo que transformou o beijo, na verdade, numa “transa pública”. Fato que ela justificou como ter sido “uma transa técnica”.

    Como aquele marido, também somos coadjuvantes (ou vítimas) de tal aperfeiçoamento artístico.

    por Ricardo Setti- Meus caros, vale a pena ler o bem informado e bem humorado artigo de meu querido amigo Umberto Boihagian, ex-diretor do LLoyds Bank PLC no Brasil e consultor econômico-financeiro da De Natal, Boihagian Advogados e Consultores

  93. Patriarca da Paciência said

    “O homem está sempre pronto para distorcer aquilo que dizem seus sentidos, simplesmente para justificar a sua lógica.”

    Fiodor Dostoiévski

  94. Patriarca da Paciência said

    “Partindo de uma liberdade ilimitada chega-se a um despotismo sem limites.”

    A aplicação radical da doutrina de Friedman provocaria um retorno ao feudalismo. Seriam criados milhares de feudos, todos com seus senhores todo-poderosos e despóticos.

    O que a sociedade ganharia com tal aberração?

    Fiódor Dostoiévski

  95. Patriarca da Paciência said

    O câmbio no Brasil é regulado pelo mercado então, é simplesmente cômico, ver os tais defensores do livre mercado pregando uma “maxi”.

    O que acontece é que o alto preço das “ommodities” no mercado internacional compensa totalmente o dólar barato e, o dólar barato, é compensador para o controle da inflação.

    Então, por enquanto, o Brasil não precisa tomar medidas mais drásticas!

    Mas caso medidas mais drásticas sejam necessárias, o governo brasileiro não hesitará em tomá-las.

  96. Patriarca da Paciência said

    Commodities, principalmente minérios e produtos agrícolas, coisa bem farta no Brasil.

    Não há nenhum problema em exportar Commodities quando os preços são altamente compensadores.

  97. Carlão said

    extraido da coluna do Alon, para complementar meus posts acima, #91 e 92

    Terrível

    As contas do governo federal vão bem, graças principalmente à forte anabolização da receita proveniente dos impostos e contribuições.

    Aliás, esse nome de “contribuição” é das coisas mais perversas já inventadas.

    O governo ressuscita a velha fórmula de surfar na inflação. Era muito comum antes do Plano Real. A soma de dois crescimentos, da economia e dos preços, abastece as arcas federais e hoje permite uma boa sobra para pagar juros.

    Ou seja, o governo faz o ajuste às custas de quem não tem como se defender da corrida dos preços.

    Exatamente como previsto aqui quando se votou no Congresso Nacional o novo salário mínimo.

    Os números da receita já estão a comprovar que o governo tinha como dar algum aumento real ao mínimo e às aposentadorias, nem que na forma de antecipação.

    Já se sabia disso. Não houvesse a previsão de receita -que agora se confirma- o governo não teria assumido compromisso com os 14% de reposição no janeiro vindouro.

    Alguém da oposição vai reclamar? Provavelmente não. Estão felizes pelo fato de o PT cumprir religiosamente as metas fiscais. Poderão choramingar que o PT reza pela cartilha tucana enquanto trabalha para destruir o PSDB.

    E estão muito ocupados exigindo explicações sobre por que só agora o governo decidiu privatizar os aeroportos.

    Um questionamento que certamente provocará desgaste terrível na imagem do governo.

  98. Elias said

    Patriarca,

    I
    O negócio é o seguinte:

    1 – Leia o que disseram a imprensa, os gurus, os analistas econômicos, etc, de oposição, nos últimos 4 meses. TODOS, quase sem exceção, disseram que o Brasil caminhava pra dentro de um desastre fiscal. Que a culpa era do Lula, porque o Lula é o Lula e, além de tudo, é o Lula, é o Lula, é o Lula… (parece papo de concumbina mal amada, abandonada, desprezada e posta no rol de bens inservíveis e em desuso…).

    2 – Aí a União fecha o 1º trimestre com superávit. O que dizer, agora?

    3 – Pessoas NORMAIS diriam: “Em alguma coisa nós erramos. Nossa análise não estava correta.”

    4 – Pessoas NORMAIS diriam isso. As mal amadas, não! De jeito nenhum! Elas estão sempre certas! Se a realidade não bate com a análise delas, a realidade é que está errada!

    5 – Aí começam a cruzar cabra com binóculo, pra tirar bode expiatório. Agora, p.ex., o Alon descobriu que a União não foi pro vermelho por causa “da anabolização dos impostos e das contribuições”.

    6 – Mais ou menos assim como dizer que “…o time fulano está indo bem no campeonato não porque tenha uma boa equipe, mas porque seus jogadores insistem em marcar mais gols do que tomam, derrotando todos os seus adversários. Se não fosse por isso, o time fulano já teria ido pro buraco há muito tempo…”.

    Ora, caceta: a crítica teria sentido se o governo estivesse criando novos impostos ou aumentando as alíquotas. Mas não é nada disso. Como eles próprios reconhecem, a arrecadação aumentou porque a economia evoluiu positivamente.

    O que essas Cassandras queriam que acontecesse? Que a economia crescesse e, mesmo assim, a arrecadação diminuísse?

    De mais a mais, as famigeradas “contribuições” — especialmente tendo em vista a extinção da ainda mais famigerada CPMF — em sua maior parte, não se destinam ao orçamento fiscal. Elas vão pro orçamento da seguridade social, p.exemplo.

    E, ainda há bem pouco tempo, as mesmas profetizas do caos berravam, ferozmente, contra a sobrecarga do orçamento da seguridade em cima do orçamento fiscal (fingindo não perceber que o orçamento da seguridade era “anabolizado” com despesas de assistência social).

    É o velho cacoete: essa oposição só sabe fazer oposição como se fazia oposição nos anos 1950, primeira metade dos anos 1960, por aí…

    A estratégia é uma só: passar “filme de terror” pra população. Tentar assustá-la com a perspectiva aterrorizante de um desastre iminente.

    Naquela época, o desastre era o “perigo comunista”!

    Hoje, ninguém dá bola pra considerações idiotas sobre o “Foro São Paulo”, Chavez, Morales e, menos ainda, sobre o moribundo Dr. Castro e seu presídio caindo aos pedaços.

    Aí as Cassandras verde-amarelas se voltaram pra economia e pras finanças públicas.

    E tome de previsões que nunca se realizam: “o orçamento da União vai explodir”, “a economia brasileira vai estagnar”, “o Brasil vai falir”, e por aí afora.

    É impressionante! Os idiotas continuam apostando na tese do “quanto pior, melhor”.

    Eles não conseguem perceber que é exatamente isso que o brasileiro NÃO quer ouvir.

    O brasileiro passou tantos anos perdendo o jogo que, hoje, não quer saber disso. Quer ganhar. Acha que está ganhando o jogo, agora. Acha que as coisas estão melhorando, apesar de tudo. Fica p. da vida quando aparece um f.d.p. dizendo que nada do que se está fazendo está certo, que vai dar tudo errado, que o país vai se enterrar num charco sem fundo.

    E os mais categorizados porta-vozes da oposição insistem em ser esse f.d.p.

    Ora, caramba: a oposição tinha que formular um discurso minimamente mais saudável. Tinha que dizer que, com ela, o país iria crescer ainda mais, que as estratégias de combate à miséria seriam intensificadas, desse jeito assim e assim, etc.

    II
    Pros artistas que acham que quem ferrou com o sistema financeiro americano foi o crédito imlobiliário a pretos e latinos pobres.

    1 – Nos EUA, um imóvel pra família pobre custa, em média, US$ 200 mil.

    2 – O rombo no sistema financeiro, foi US$ 1 trilhão. Na verdade, foi mais que isso, mas, vamos ficar por aí.

    3 – Dividindo: US$ 1 trilhão / US$ 200 mil = 5.000.000.

    4 – É isso aí: seriam 5 milhões de hipotecas não resgatadas. Cinco milhões de famílias de pretos e latinos pobres, que compraram casas e não pagaram. Por isso, o sistema financeiro americano entrou em parafuso.

    Pra não escrever palavrão, vou usar uma charada: MULHER PROFISSIONAL DO SEXO QUE DEU À LUZ! (2-1-2)

  99. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro Elias,

    A gente sente até saudade de uma oposição um pouco mais inteligente.

  100. Elias said

    I
    “Os números da receita já estão a comprovar que o governo tinha como dar algum aumento real ao mínimo e às aposentadorias, nem que na forma de antecipação.”

    “Já se sabia disso. Não houvesse a previsão de receita — que agora se confirma — o governo não teria assumido compromisso com os 14% de reposição no janeiro vindouro.” (Alon)

    Claro, rapaz! TODO governo trabalha com projeções de receita feitas para todo o ano e compartimentada por mês, bimestre, trimestre, quadrimestre e semestre.

    Essa projeção é acompanhada e redimensionada ponto a ponto, a cada quinzena. No mínimo(tem obcessivos que checam e refazem tudo a cada semana…).

    TODOS os governos, em âmbito federal, estadual e municipal (pelo menos, nos municípios de maior porte), fazem isso.

    Quando se assume um compromisso em cima de uma projeção, é porque ela já está se materializando.

    VOCÊS, os super, híper, ultra competentes analistas é que soltaram a lebre do “governo-que-não-sabe-o-que-está-fazendo”.

    Isso foi uma invenção de vocês.

    Qual a razão da surpresa, agora?

    Vai dizer que vocês acreditaram na mentira que vocês mesmos inventaram?

    II
    “Alguém da oposição vai reclamar? Provavelmente não. Estão felizes pelo fato de o PT cumprir religiosamente as metas fiscais. Poderão choramingar que o PT reza pela cartilha tucana enquanto trabalha para destruir o PSDB.”

    “E estão muito ocupados exigindo explicações sobre por que só agora o governo decidiu privatizar os aeroportos.”

    “Um questionamento que certamente provocará desgaste terrível na imagem do governo.” “Alon)

    A oposição deve reclamar do quê? Dos 14%?

    Ela que se meta a besta em reclamar disso, e aí tu vais ver o que é desgaste, guri…

    Chorar que o PT “reza pela cartilha tucana”?

    Então, ele tá fazendo tudo certinho, né? E vocês, aí, tão reclamando do quê?

    Então aquele papo de que o “desastre fiscal” estava à porta era fajuto mesmo, né? Afinal, “o PT reza pela cartilha tucana”, que tem um “software” com todas as soluções pra todos os problemas… (o “software” do PSDB só não tem solução pros problemas do PSDB…).

    Então os “questionamentos” tucanos vão provocar um desgaste terrível na imagem do governo.

    É mesmo?

    Ah, bom…

    Ninguém havia pensado nisso. Droga! Por que ninguém pensou nisso?

    Ouvi dizer que a Dilma já nem consegue dormir direito, só pensando nos “questionamentos tucanos”.´

    Alguém já teria visto a Presidente da República vagando feito uma alucinada pelos corredores do Alvorada, às altas da madrugada, chorando e se lamentando: “Meu Deus, isso não! Tudo, menos um questionamento tucano! Antes uma boa morte que um questionamento tucano. Não sei como vou suportar a vida, tendo que carregar às costas um questionamento tucano!”

  101. Elias said

    Já sei!

    O Alon acha que a oposição deve reclamar do governo, porque estava correta a projeção de arrecadação que o governo fez.

    Não! Não é cada disso…

    Vou reformular: o Alon acha que a oposição deve reclamar do governo, por este ter assumido compromissos em cima de uma projeção de arrecadação quando essa projeção já estava se revelando correta.

    Também não…

    Vou tentar de novo: o Alon acha que a oposição deve reclamar do governo, por este não ter confirmado, na prática, a previsão catastrofista que a oposição havia feito.

    Acho que assim fica melhor.

    Pax,

    Concordo com você. O Brasil precisa de oposição!

    Vou fazer a minha parte. Vou virar casaca. Daqui por diante, vou ser oposição.

    Fui oposição durante quase toda a minha vida e já estou me sentindo mal em ser governista por tanto tempo.

    Daqui por diante só vou comentar no PolíticAética na condição de oposicionista.

  102. Pax said

    Mas, caro Elias, veja bem, reflita, imagina se a moda pega e o nosso velho e bom Chesterton vira petista?

    Agora imagine nosso caro Marcelo Augusto social democrata?

    Pense bem, Elias, veja lá o que você vai aprontar neste humilde e insignificante espaço.

    =)

  103. Chesterton said

    hein, eu virar petista quando os petistas viraram tucanos-neo-liberais?

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: