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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A volta do Delúbio pródigo

Posted by Pax em 29/04/2011

Segundo farto noticiário Delúbio Soares, ex-tesoureiro durante o escândalo do mensalão do PT, deverá voltar ao partido hoje.

Podemos recorrer às religiões para definir o papel de Delúbio neste triste episódio da política nacional: O bode expiatório, nas cerimônias hebraicas, era apartado do rebando e deixado ao relento levando consigo os pecados de todo o povo de Israel. Já para os cristãos a volta do filho pródigo representa o amor incondicional de Deus no abraço acolhedor que o pai dá no filho que passa fome.

Na realidade brasileira Delúbio pagou o pato no mensalão e agora recebe de Lula a benção para voltar ao time da corrente Construindo um Novo Brasil, que comanda o PT e deve indicar Rui Falcão como novo presidente do partido.

Marta Suplicy promoveu um jantar em sua casa para festejar o retorno de Delúbio pródigo, aquele que gastou o que não tinha. Mas há quem prefira que o bode se esconda por uns tempos e só volte à badalação nas eleições de 2012.

Num país sem oposição, a situação faz e acontece sem que haja qualquer contestação. Que assim seja. Amém.

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22 Respostas to “A volta do Delúbio pródigo”

  1. iconoclastas said

    então Pax, a tua preocupação não é se opor ao que está errado?

    ;^?

  2. Pax said

    Mas, caro Iconoclastas, você acha que eu faria um post destes se não me opusesse? Confesso que não entendi seu comentário.

    – reclamo um bocado dessa idolatria e endeusamento que o PT faz, onde tudo pode. Já disse e repeti inúmeras vezes que entendo que o PT sem oposição cava sua própria sepultura, está virando um novo PMDBzão, aquela coisa enorme que parece estrume, cheira estrume e tem gosto de estrume.

    – reclamo um outro bocado da falta de oposição que tudo permite no tal partido que cada vez mais se parece, cheira e tem gosto de…

    tudo num post simplíssimo de 5 parágrafos magros.

    Conte-me, onde o interpreto errado. Juro que leio quando estiver de volta a minha cidade.

    tudo num post de

  3. Olá!

    É nessas horas que se torna salutar recuperar um pouco da história do PT e da sua relação com a corrupção.

    Com a palavra, a grande filósofa petista, Marilena Chauí vídeo):

    Lourival Santanna: Professora, nesse início de conversa eu fiquei com uma sensação de que se, no ano que vem, a Marta Suplicy, por exemplo, só uma hipótese, fosse eleita a prefeita de São Paulo, a senhora poderia tentar um convite. E, junto com isso, como é que a senhora avalia o benefício que o PT pode ter com o que está acontecendo hoje em São Paulo… essa espécie de expurgo, essa depuração que começa acontecer em São Paulo?

    Marilena Chaui: Então, para a sua primeira pergunta, a resposta é não. Eu, efetivamente, sou uma intelectual. Sendo uma intelectual, eu considero que a melhor maneira de se participar da atividade política é através de intervenções públicas, debates, polêmicas, participação nas atividades de discussão do partido, mas eu não tenho nenhuma vocação para atividade administrativa. Foi um sacrifício para mim, foi muito complicado, foi muito difícil e não é o meu lugar. Eu não faço nem com gosto nem com prazer. Com relação à segunda pergunta, eu diria que é a sociedade inteira que se beneficia com o que se passa nesse momento de revelação das condições das várias constituições em São Paulo. Eu penso que o PT se beneficia, porque mesmo nos períodos mais complicados da gestão da Luiza Erundina uma coisa nunca foi posta em dúvida, pela direita, pela esquerda, pelo centro, nunca: é a honestidade de um governante petista e a maneira como ele trata a coisa pública, efetivamente como uma coisa pública. Então, eu penso que a situação atual, ela beneficia o PT, ela faz com que seja recordada, relembrada e recuperada essa marca petista que é a honestidade política, a honestidade pública, a honestidade administrativa.

    Coitadas das pessoas que acreditaram nesse discurso.

    Até!

    Marcelo

  4. Olá!

    É nessas horas que se torna salutar recuperar um pouco da história do PT e da sua relação com a corrupção.

    Com a palavra, a grande filósofa petista, Marilena Chauí vídeo):

    Lourival Santanna: Professora, nesse início de conversa eu fiquei com uma sensação de que se, no ano que vem, a Marta Suplicy, por exemplo, só uma hipótese, fosse eleita a prefeita de São Paulo, a senhora poderia tentar um convite. E, junto com isso, como é que a senhora avalia o benefício que o PT pode ter com o que está acontecendo hoje em São Paulo… essa espécie de expurgo, essa depuração que começa acontecer em São Paulo?

    Marilena Chaui: Então, para a sua primeira pergunta, a resposta é não. Eu, efetivamente, sou uma intelectual. Sendo uma intelectual, eu considero que a melhor maneira de se participar da atividade política é através de intervenções públicas, debates, polêmicas, participação nas atividades de discussão do partido, mas eu não tenho nenhuma vocação para atividade administrativa. Foi um sacrifício para mim, foi muito complicado, foi muito difícil e não é o meu lugar. Eu não faço nem com gosto nem com prazer. Com relação à segunda pergunta, eu diria que é a sociedade inteira que se beneficia com o que se passa nesse momento de revelação das condições das várias constituições em São Paulo. Eu penso que o PT se beneficia, porque mesmo nos períodos mais complicados da gestão da Luiza Erundina uma coisa nunca foi posta em dúvida, pela direita, pela esquerda, pelo centro, nunca: é a honestidade de um governante petista e a maneira como ele trata a coisa pública, efetivamente como uma coisa pública. Então, eu penso que a situação atual, ela beneficia o PT, ela faz com que seja recordada, relembrada e recuperada essa marca petista que é a honestidade política, a honestidade pública, a honestidade administrativa.

    Coitadas das pessoas que acreditaram nesse discurso.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Pax, por gentileza, apague o comentário anterior #3.

  5. Chesterton said

  6. Olá!

    Mais um dos problemas da arcaica e tosca esquerda brasileira: Ela venera tudo aquilo que não representa a civilização. A esquerda local gosta de sem-terra, sindicato e estatais, enquanto que o mundo civilizado cultiva valores que deram ao mundo o Google, o iPhone e as start-ups.

    Até!

    Marcelo

  7. Pax said

    Calma, caro Marcelo Augusto,

    O mundo civilizado também nos deu a crise de 2008, a bolha tecnológica etc etc.

    modo ironia = ON

    “nem o PT pode ser julgado como um partido comum, nem o mundo dito civilizado pode ser julgado como um mundo comum…”

    modo ironia = OFF

    é exatamente por isto que fico extremamente confortável ao gostar de uma social democracia que incentive – e muito – alguns valores liberais como:

    – um estado não inchado
    – uma carga tributária de uns 25%, no máximo
    – liberdade econômica para empreendedores (tudo fácil, abrir empresas em 2 semanas e fechar em tempo parecido)
    – etc

    E olha que com 25% dá pra ter Educação Pública (modelo misto), Saúde Pública (idem) e Segurança Pública (aqui de preferência modelo estatal mesmo, com raríssimas brechas).

    E agências regulatórias que merecem o nome que tem e não essas corjas que temos hoje no Brasil.

  8. Chesterton said

    estou começando a pensar que fazer oposição é um estado de espírito, meio rebelde, meio imaturo, meio irresponsavel, e essas pessoas no Brasil, que tanto barulho fizeram, filiadas ao PT estão todas devidamente satisfeitas e empregadas num carguinho publico vagabundo, de barnabé, de modo que reina o tédio nessa terra desgraçada…

  9. Chesterton said

    “Progressives” are Reactionaries

    Tibor R. Machan

    The simple answer to why progressives are reactionaries is that they tend to want to empower governments to solve all of the problems that face people in their social lives and that is just the authority that kings, tsars, pharaohs, and other rulers have claimed for themselves throughout history.

    http://tibormachan.rationalreview.com/2011/04/column-on-progressives-are-reactionaries/

  10. Chesterton said

    Tudo é ressentimento

    LISBOA – Gosto de Martin Amis. Dos ensaios, não dos romances. Depois de Gore Vidal, não existe pena mais inteligente e sardônica a escrever sobre livros e literatos.

    Pena que, ao natural, Amis não tenha a mesma elegância. Agora, conta o “The Sunday Telegraph”, o escritor inglês desceu o chicote sobre a Família Real em declarações à imprensa francesa. “Filistinos”, diz Amis. E “filistinos” por quê?

    Logicamente, porque ignoram a importância de Martin Amis no esquema geral do mundo. Pior: nem sequer conhecem a sua obra literária. “A rainha não escuta ninguém”, diz Amis, que teve encontros formais com Elizabeth 2ª e percebeu, pelo olhar enfadado da senhora, quão insignificante ele era.

    O mesmo com o marido de Elizabeth 2ª, o duque de Edimburgo. “Sou escritor”, disse-lhe Amis. O duque, espantado, replicou: “A sério?”

    As palavras de Martin Amis têm interesse porque não é todos os dias que vemos um “snob” lambendo as feridas em público. E uso o termo “snob” no sentido em que ele era usado para hierarquizar os alunos na universidade de Cambridge no momento da matrícula: depois do nome, aparecia a condição social. Para quem não nascera em berço aristocrático, um “sine nobilitas” (“sem nobreza”, i.e., “s.nob”) arrumava com o sujeito.

    Exatamente como Amis se sente arrumado, prova acabada de que o “filistino”, na verdade, é ele. Se Amis não concedesse à Família Real importância alguma, jamais haveria semelhante exibição de vaidade e ressentimento. Para os neutros em matéria monárquica, a existência dos Windsor é, quando muito, um anacronismo pitoresco do qual não exigimos reconhecimento ou aplauso.

    Mas Martin Amis quer reconhecimento e aplauso. E apesar de deplorar a histeria mundial com o casamento real do próximo dia 29 de abril, ele não se distingue das multidões sentimentais que irão encher Londres para saudar William e Kate (e, confesso, estragar as minhas férias da Páscoa).

    A única diferença é que as multidões vão chorar e aplaudir os esponsais; Amis, se pudesse, jogaria tomates ou ovos podres neles. Duas formas de paixão são duas formas de paixão. O leitor, que intimamente também alimenta iguais sentimentos de amor e ódio pela instituição monárquica, sabe do que falo.

    Para concluir, Amis confessa ainda, em tom dramático, que gostaria de não ser inglês. Pobre Martin. Só um perfeito inglês teria uma relação tão intensa e patológica com a primeira das famílias nativas.

    Toby Melville 25.fev.2011/Reuters

    Príncipe William e sua noiva, Kate Middleton

    João Pereira Coutinho, 34 anos, é colunista da Folha. Reuniu seus artigos para o Brasil no livro “Avenida Paulista” (Record). Escreve quinzenalmente, às segundas-feiras, para a Folha.com.

  11. Patriarca da Paciência said

    Especialmente para o Chesterton:

    Vida Boa… Que passa devagar

    Casas entre bananeiras
    mulheres entre laranjeiras
    pomar amor cantar.

    Um homem vai devagar.
    Um cachorro vai devagar.
    Um burro vai devagar.
    Devagar… as janelas olham.

    Eta vida besta, meu Deus.

    De Alguma poesia (1930)

    Carlos Drummond de Andrade

  12. Chesterton said

    desde que não seja as custas de impostos cobrados do trabalho…tudo ótimo.

  13. Elias said

    Coitado do Brasil.

    Tem uma esquerda tosca.

    Um centro raquítico e covarde.

    E, por fim, uma direita idiota e politicamente incompetente.

  14. Olá!

    Pax,

    “O mundo civilizado também nos deu a crise de 2008, a bolha tecnológica etc etc.”

    Você tem razão, Pax. Crises econômicas sempre existirão.

    Sobre a crise da bolha tecnológica do final dos anos de 1990 e início dos 2000, eis aí uma crise que o Brasil não teria como participar. O Brasil não é um país de start-ups. . .

    “é exatamente por isto que fico extremamente confortável ao gostar de uma social democracia que incentive – e muito – alguns valores liberais como:

    – um estado não inchado
    – uma carga tributária de uns 25%, no máximo
    – liberdade econômica para empreendedores (tudo fácil, abrir empresas em 2 semanas e fechar em tempo parecido)
    – etc”

    Eu também concordo com tudo isso que aí está. Apenas destaco dois pontos:

    01. Qual social democracia do mundo se sustenta com apenas 25% de impostos?

    02. O partido que atualmente está no poder a quase uma década fez exatamente o quê para melhorar a vida do empreendedor? Abrir uma empresa em 120 dias?

    Quando o assunto é melhorar a vida do empreendedor, a esquerda brasileira não sabe o que fazer. Mas quando o assunto é organizar banquetes para o MST, aí, a esquerda age de imediato.

    Até!

    Marcelo

  15. Chesterton said

    Livros aprovados pelo MEC criticam FHC e elogiam Lula
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    DE SÃO PAULO
    Os livros didáticos aprovados pelo MEC (Ministério da Educação) para alunos do ensino fundamental trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), informam Luiza Bandeira e Rodrigo Vizeu na edição de hoje da Folha. A íntegra da reportagem está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL.

    Exemplo disso é o livro “História e Vida Integrada”, que enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações. Do outro lado, a respeito de Lula, a publicação cita a “festa popular” da posse e diz que o petista “inovou no estilo de governar” ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O Ministério da Educação não comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros.

    chest- de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo…..

  16. Chesterton said

    é fácil criticar politicos, mas quem os elege? O povo, essa nossa mistura de culturas ibéricas falidas com sociedades extrativistas primitivas não é muito alvissareira….

  17. Chesterton said

    http://volokh.com/2011/05/01/victims-of-communism-day-3

  18. Carlão said

    O Brasil tá doente. Estamos na Era da Mediocridade.
    Vejam as frases da semana do Noblat!
    Política
    Frases da semana (comentadas)

    1. “Vamos votar logo a volta de Delúbio ao partido que com o casamento real, amanhã o assunto só renderá notinhas nos jornais.” – Senadora Marta Suplicy (PT-SP), antes da aprovação pelo Diretório Nacional do PT da refiliação de Delúbio Soares ao partido.

    (De imprensa, Marta não entende. TV e internet quase não deixaram nada de novo sobre o casamento real para ser aproveitado pelos jornais do dia seguinte. A volta de Delúbio ao PT ocupou largo espaço nos jornais. E ainda ocupará.)

    2. “Até os banidos do regime militar voltaram”. – Deputado Ricardo Berzoini (SP), ex-presidente do PT, sobre a refiliação de Delúbio.

    (Os banidos foram para o exílio porque se opuseram a uma ditadura militar que prendeu, torturou e matou. O PT expulsou Delúbio para ver se colava a desculpa de que o mensalão havia sido obra exclusivamente dele. Não colou.)

    3. “O meu governo está diuturnamente, e até noturnamente, atento a todas as pressões inflacionárias, venham de onde vier”. – Dilma Rousseff

    (Quem aqui assistiu à novela de Dias Gomes “O Bem Amado”? Pois é. Saudades do prefeito Odorico Paraguaçu.)

    4. “Já penseu em apanhar, rapaz? Já pensou em apanhar?” – Senador Roberto Requião (PMDB-PR), depois de tomar o gravador de um repórter, incomodado com a pergunta sobre o valor de sua aposentadoria como ex-governador do Paraná.

    (Orestes Quércia, ex-governador de São Paulo, chamava Requião de “Maria Louca”. Que às vezes era mais Maria, às vezes mais Louca. Requião continua fazendo por merecer o apelido.)

    5. “Não foi uma agressão à liberdade de imprensa”. – José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, sobre o gesto de Requião.

    (O gesto de Requião foi uma agressão, sim. E também o que disse Sarney, dono de jornal, emissoras de televisão e de rádio, submetidos ao seu conceito restrito do que seja liberdade de imprensa.)
    Alguém duvida que estamos num ciclo vicioso que piora a cada dia?

  19. Elias said

    “é fácil criticar politicos, mas quem os elege? O povo, essa nossa mistura de culturas ibéricas falidas com sociedades extrativistas primitivas não é muito alvissareira….” (Chesterton)

    Porra, Chesterton!

    Te decide!

    Dia desses tu criticaste alguém que lembrou que o povo elegeu um desses vagabundos de direita que estava no noticiário.

    Agora, já estás dizendo isso aí.

    Afinal, qual é a tua: o povo sabe ou sabe votar?

  20. iconoclastas said

    “uma social democracia que incentive – e muito – alguns valores liberais como:

    – um estado não inchado
    – uma carga tributária de uns 25%, no máximo”

    ah, eu também gosto disso, só não sei onde encontrar.

    ;^?

  21. iconoclastas said

    #2 – meu anfitrião preferido,

    “Confesso que não entendi seu comentário.”

    deixa quieto, eu acreditaria mesmo sem a confissão.

    ;^/

  22. Chesterton said

    Afinal, qual é a tua: o povo sabe ou sabe votar?

    chest- uma coisa é saber votar, outra é poder votar. Sim, o povo é soberano, não , não sabe votar . O povo tem o direito de “sifuldeire” se assim deseja.

    Nosso caldo cultural se provou muito ruim.

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