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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Aula de Amanda Gurgel

Posted by Pax em 17/05/2011

Desnecessário qualquer complemento ao depoimento acima.

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36 Respostas to “Aula de Amanda Gurgel”

  1. Gil Teixeira said

    Não aguentei! Aplaudi em pe a essa fala simples e objetiva!

  2. Pax said

    Você, caro Gil Teixeira, é aquele que aparece aplaudindo em pé, ao final?

    Se sim, e mesmo se não, fazes muito bem. A Amanda deu um show de pertinência em sua fala.

    Depois reclamamos do Congresso que temos.

  3. Carlão said

    E a coisa vai de mal a pior!

    Por uma vida pior DORA KRAMER
    O ESTADO DE SÃO PAULO – 17/05/11
    O Ministério da Educação decidiu não tomar conhecimento da adoção em escolas públicas do livro Por uma Vida Melhor, que “ensina” a língua portuguesa com erros de português.

    Avalizou, quando autorizou a compra e a distribuição,e depois corroborou seu apoio àquela ode ao desacerto ao resolver que a questão não lhe diz respeito.

    Fica, portanto, estabelecido que o ministério encarregado dos assuntos educacionais no Brasil, além de desmoralizar os mecanismos de avaliação de desempenho escolar, não vê problemas em transmitir aos alunos o conceito de que as regras gramaticais são irrelevantes.

    Pelo raciocínio, concordância é uma questão de escolha. Dizer “nós pega o peixe” ou “nós pegamos o peixe” dá no mesmo. “Os menino” ou “o menino”, na avaliação do MEC, são duas formas “adequadas” de expressão, conforme o conceito adotado pela autora, Heloísa Ramos, note-se, professora.

    A opção pelo correto passa a ser considera da explicitação de” preconceito linguístico”.

    De onde, “nós vai ao mercado todos os dias” pode ser um exemplo de construção gramatical plenamente aceitável em salas de aula e fora delas. “As notícia” também “poderá” ser “apresentada” todas as noites nos jornais de televisão sem que os apresentadores sejam importunados por isso.

    Ironias à parte, o assunto é da maior seriedade. Graves e inacreditáveis tanto a tese defendida pela professora quanto a posição do ministério em prol da incultura que apenas dificulta o acesso a uma vida melhor.

    Aceitar como correta a argumentação de que a linguagem oral se sobrepõe ao idioma escrito em quais quer circunstâncias e que não existe mais o “certo” nem o “errado”, mas sim o “adequado” e o “inadequado” em face das deficiências educacionais, equivale a aceitar a revogação de todas as regras.

    Não apenas do português, mas de todos os outros itens que compõem o currículo escolar. Com precisão, a escritora Ana Maria Machado exemplifica:” Seria como aceitar que dois mais dois são cinco”.

    Ou consentir na adaptação da história e da geografia ao estágio do conhecimento de cada um.

    Tal deformação tem origem na plena aceitação do uso impróprio do idioma por parte do ex-presidente Lula, cujos erros de português se tornar a minimputáveis, por supostamente simbolizarem a mobilidade social brasileira.

    Corrigi-los ou cobrar ou socorre toda língua pelo primeiro mandatário da nação viraram ato de preconceito.

    Eis o resultado da celebração da ignorância, que, junto com a banalização do malfeito, vai se confirmando como uma das piores heranças do modo PT de governar.

  4. Chesterton said

    Hilário, mas, porem, contudo, entretanto, peça demissão.
    O salário dos médicos da prefeitura é de R$ 1.150,00, os governantes “engambelam” os médicos que se iludem se assim querem. Bem , qual o resultado? Não tem mais pediatra no Brasil. Sou a favor de que os professores deixem o ensino público em massa, demissão pura e simples. Aí os governantes terão que se virar. Se aceitam o salário de fome, sabiam disso antes de se inscrever no concurso.

  5. Chesterton said

    Os Baitolinhas do Futuro: Paulo Freire Cruza com Rajneesh
    Educação para o governo petista é doutrinamento. Determinado a não alfabetizar as milhares de crianças famélicas das nossas escolas públicas, o PT tem uma agenda bem definida para essas crianças. A criançada sai delas absolutamente estupidificadas. Não sabem ler, não sabem escrever, não sabem falar o português, não sabem somar, não sabem subtrair, não sabem nada de útil. Mas uma coisa elas vão saber, que é errado ser heterosexual, que é bacana ser um perobinha.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

  6. Chesterton said

    mas não é que Bolsonaro tem razão….

  7. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    você que é tão entendido em inglês, poderia me traduzir “literalmente” o presente do verbo “poder” e do verbo “ser” da língua inglesa?

    Se não me engano, seria mais ou menos assim:

    Eu pode
    tu pode
    ele pode
    nós pode
    vós pode
    eles pode

    A tradução literal do presente do verbo “ser” seria mais ou menos assim:

    Eu sou
    tu és
    ele é
    nós é
    vós és
    ele é

    Por que tanta polêmica?

    Segundo os linguistas, a língua é dinâmica e se adapta às épocas e costumes.

    Língua estática, pura, perfeita etc. nunca existiu nem existirá em lugar nenhum.

  8. Elias said

    Patriarca,

    Perfeito!

    Quantas pessoas sabem por que “balanço” se escreve com “ç” e “descanso” com “s”?

    Aliás, quantas pessoas sabem por que e pra quê existe esse tal de “ç”?

    Quantas pessoas sabem por que se escreve “asa”, com “s” e “azul”, com “z”?

    Evidentemente que seria muito mais fácil aprender a escrever corretamente em português se a grafia usasse critérios fonéticos e não “etimológicos”.

    “Etimológicos” vai aspeado, mesmo, porque esse papo não passa de uma balela.

    Por exemplo: escreve-se “Bagé” com “g” e “pajé” com “j”, porque o primeiro é de origem portuguesa e, o segundo, de origem indígena.

    Caraca! E os índios brasileiros usavam a escrita? E escreviam com o alfabeto latino?

    Há um monte de sábios que se esmera em tornar o idioma português inacessível ao comum dos mortais. Resultado: poucos sabem escrever corretamente nesse idioma.

    Mas tem gente que acha que desgraça pouca é bobagem!

    Há um pessoal aí que decidiu estabelecer que algumas palavras de origem persa, babilônica ou sei lá o quê, devem ser escritas iniciando-se com “ç”.

    Imagine só: em português o “ç” já é uma cretinice absolutamente dispensável. Mas, até aqui, pelo menos teve-se o bom senso de nunca iniciar uma palavra com essa babaquice.

    Agora, até isso acabou. Teremos que grafar com “ç” inicial essas tais palavras originárias da antiga pérsia, ou babilônia, ou assíria ou do raio que as parta.

    Vai ver, esses povos ancestrais usavam o absolutamente idiota “ç”…

    Patético!

  9. Chesterton said

    Eo axu que si devi iscrevê corretamenti pra ki si poça intendê. Si todu mundio comessá a iscrevê du modu ki si ké, “sem uma norma culta”, via virá exculhembassau, indendeu?

    Agora, eu não entendo é o seguinte, vivem reclamando que o futuro do país depende da educação, e me vêm com esculacho? ora, ensinem erros para o povo, e meus filhos que são educados de acordo com as normas cultas obterão os melhores empregos. Elias, teria voc~e feito carreira se não soubesse escrever? Porra nenhuma.

    (Além de puto com o pt |Elias está puto com a última flor do lacio..)

  10. Chesterton said

    mas e a Preta Gil? Eu não sabia que ela era tão baixo nivel assim.

  11. Patriarca da Paciência said

    “Evidentemente que seria muito mais fácil aprender a escrever corretamente em português se a grafia usasse critérios fonéticos e não “etimológicos”.

    Meu caro Elias,

    desde criança eu penso em escrever um livro apresentando uma escrita baseada em critérios fonéticos.

    Mas realmente nunca tive coragem para tal.

    Eu também não consigo engolir essas bobagens de “vem do persa, vem do tupi, vem do português arcaico, vem do latim etc”

    Ch, x, qu, k, s, z, ç, etc. quanta tranqueira para atrapalhar o raciocínio lógico das crianças!

    Como se não existisse coisas bem mais importantes para estudar!

  12. Chesterton said

    A Dialética da Educação Petista
    A autora do livro que prega a inutilidade da norma culta, Heloísa Ramos, explica que quer proteger os alunos. Segundo ela, alunos que falam corretamente são tratados como viadinhos, logo precisam falar errado e jogar a norma culta no lixo para não serem discriminados como homoafetivos. Curioso, ao mesmo tempo que ela quer evitar a viadagem, o ministério da educação promove com o kit gay a baitolagem dos pupilos. O PT é realmente o partido Gillette, tem dois lados, consegue ao mesmo tempo fundir esses objetivos conflitantes, quer transformar os alunos em perobinhas brucutus analfabetos. Bravo!
    POSTED BY SELVA BRASILI

  13. Patriarca da Paciência said

    Sobre a professorinha, acho que ela está com toda a razão.

    O Problema é priorizar a educação.

    Mas tem também o problema da saúde, da justiça, presídios cheios, violência etc.

    Se as pessoas deixassem seus interesses individuais de lado e pensassem apenas nos interesses coletivos, talvez fosse mais fácil.

    Mas há também os interesses individuais!

    Pá de cá, pá de lá, como dizia minha mãe, “desde que eu era criança, o mundo vive em perpétua crise! Tudo está pela hora da morte, tudo vai acabar e… tudo continua”

    Repito que considero a professorinha perfeitamente correta em suas reinvidicações.

    Deve lutar mesmo e creio que todos obterão alguma melhora.

    Mas, “a natureza não dá saltos nem Roma se fez num dia”.

    O que não podemos é deixar de reconhecer, ou deixar perder, os bons resultados que já conseguimos no Brasil.

  14. Chesterton said

    18/05/2011 | 00:00
    País rico é outra coisa
    O primeiro-ministro da Suécia, Frederik Reinfeldt, deve ter ficado chocado com Brasília. Ao contrário dos brasileiros, os políticos suecos não têm salários, nem mordomias, e Reinfeldt lava as próprias roupas.

  15. Chesterton said

    O nome oficial é Ministério da Educação, mas podem chamá-lo Ministério da Desigualdade. Ministério da Incompetência também serve: a palavra tanto se aplica à atuação de seus dirigentes quanto se aplicará à condição das vítimas do padrão educacional proposto no livro Por Uma Vida Melhor, comprado e distribuído pelo governo. A presidente Dilma Rousseff prometeu trabalhar pela redução da miséria. Se quiser fazê-lo, terá de cuidar da qualificação de milhões de brasileiros para o trabalho. Mais que isso, terá de promover sua preparação para trabalhar numa economia cada vez mais complexa e exposta à competição internacional. Tratar os pobres como coitadinhos e incapazes conduzirá ao resultado oposto. Se há preconceito, não é de quem considera errada a violação da gramática. Preconceituoso e elitista é quem condena o pobre a uma instrução de baixa qualidade e ainda o aconselha a contentar-se com isso.

    Os problemas de formação profissional e o mau desempenho dos alunos brasileiros em testes de avaliação foram apontados com suficiente clareza em artigo de Carlos Alberto Sardenberg, publicado anteontem neste caderno. Concorrentes do Brasil, incluída a China, estão empenhados em oferecer uma educação muito melhor a seus estudantes. Em vez de tratar os pobres como inferiores, autoridades educacionais desses países cuidam de prepará-los para se igualar aos melhores do mundo.

    Não é preciso insistir nesse ponto. Mas é indispensável chamar a atenção para a concorrência em outro nível. No Brasil, quem tem bom senso e condição econômica tenta oferecer aos filhos a melhor educação possível. Pais instruídos procuram boas escolas e valorizam aquelas conhecidas pelo alto padrão de exigência. Rejeitam a ideia do diploma conquistado pelo caminho fácil. Além disso, estimulam os filhos a frequentar cursos de línguas e a envolver-se em atividades intelectualmente estimulantes. Nas melhores escolas, crianças pré-adolescentes são treinadas para combinar criatividade e rigor. Assim como as autoridades dos países mais dinâmicos e competitivos, as famílias brasileiras mais atentas aos desafios do mundo real continuarão em busca dos padrões educacionais mais altos.

    Famílias saídas há pouco tempo da pobreza também reconhecem a importância de oferecer uma boa formação a seus filhos e por isso procuram escolas particulares. “Meu filho só tem 5 aninhos e já está aprendendo a ler e a escrever. Nessa idade, na escola pública, ninguém sabe nada ainda”, disse uma agente de saúde citada em reportagem publicada no Estado de domingo.

    Outra personagem da história explicou: “Não é metideza, é necessidade. Eu trabalho como empregada doméstica o dia todo. Meu marido é coletor de lixo e também passa o dia fora. Pagar a escola para a Gecielle foi a melhor opção”. Mas ela descobriu também outra vantagem: “Com meus outros dois filhos não pude (pagar). A situação era muito pior. Na escola pública onde eles estudam já teve tiroteio. Na da Gecielle não tem nada disso e ela ainda aprende mais, tem lição de casa e tudo”. Pois é: ela aprende, tem lição de casa e a mãe se mostra convencida de ter feito um bom negócio. As duas entrevistadas apostam nos filhos, apertam o cinto para pagar a escola e têm uma clara visão dos problemas: crianças pobres aprendem, como quaisquer outras, quando têm oportunidade.

    Tratar os pobres com paternalismo, como pessoas incapazes de aprender a língua oficial e de aguentar os padrões de uma escola séria, é condená-los a ficar para trás, marginalizados e limitados às piores escolhas. Apoiar essa política é agir como se o mundo fosse esperar os mais lentos. Em países com políticas sociais decentes a solução é dar um impulso extra às pessoas em posição inicial desvantajosa.

    O paternalismo é muito mais vantajoso para quem concede benefícios do que para quem recebe. Massas protegidas por Pais ou Mães do Povo tendem a ser dominadas com facilidade e nunca exercem plenamente a cidadania. Tratá-las como pessoas irremediavelmente inferiores é condená-las a ser politicamente subdesenvolvidas. Ensiná-las a conformar-se com “nóis vai” e “os menino joga bola” é vedar-lhes o acesso a aprendizados mais complexos e à possibilidade de pensar livremente. As oportunidades serão cada vez mais limitadas para os monoglotas. Muito piores serão as condições dos semiglotas, embora alguns, muito raramente, possam até presidir um país.

    A presidente Dilma Rousseff parece haver renunciado ao papel de Mãe do Brasil, planejado por seu antecessor e grande eleitor. Ao anunciar a intenção de oferecer aos pobres a porta de saída dos programas assistenciais, ela mostrou preferir um caminho mais democrático. Mas, para segui-lo, precisará livrar-se do entulho do paternalismo e da demagogia. Uma faxina no Ministério da Educação ajudaria muito.

    JORNALISTA
    

  16. Elias said

    Patriarca,

    O problema é que não falta gente achando que grafia baseada em fonética é o mesmo que exctinção de norma culta.

    Pergunta pro cara se ele sabe porque escreve “descanso” e “balanço”… Nada! Ele não sabe! É um mero repetidor de coisas que ele não sabe o que são, nem por que existem, escreve mal pra cacete e se arvora em defensor de “norma culta”.

    Existe um projeto que data dos anos 1960, propondo a adoção de uma gtrafia baseada em fonética.

    Por essa proposta, o “s” teria som de “s” e pronto. Não há por quê usar o “s” para produzir o som de “z”, se já existe a letra “z” exatamente pra isso.

    “Assar”, por exemplo, seria escrito “asar”. Já “casa” seria escrito “caza”, como era no passado. O “s” dobrado seria extinto, assim como “ç” que, foneticamente, redunda com o “s”.

    O fonema “jê” seria grafado com a letra “j”, e apenas com ela. Nada de, sem nenhuma razão tecnicamente aceitável, produzir esse fonema, em alguns casos (diante do “e” e do “i”), usando a letra “g”, que, aliás, tem originalmente uma outra função fonética.

    O que o rebanho parece não perceber é que, na esgamadora maioria dos casos que ele, rebanho, pensa estar diante de uma “norma culta”, é, na verdade, a corruptela da corruptela da corruptela.

    O espanhol, de onde o português deriva, não tem “s” dobrado nem “ç” e não sente a menor falta deles. Nem ele, nem os muitos premiadíssimos autores de um porrilhão de obras primas da literatura escritas em espanhol…

  17. Chesterton said

    mas que teimosia contra lingua portuguesa, bela, e inculta….

    Elias, mesmo que você tenha razão, isso não muda o fato de que crianças educadas nas coxas terão enorme dificuldade na vida.

  18. Elias said

    Chester,

    Estudar um idioma e ter uma opinião crítica a respeito dele não é ser contra ele.

    Estou sendo objetivo: por exemplo, não há por que usar a letra “s” pra representar o fonema “z”, se a letra “z” existe exatamente pra isso.

    Apresente uma contra argumentação pra isso, e demonstre que ela é mais culta.

    No mais, claro que concordo contigo: educação “nas coxas” não prepara pra vida.

  19. Pax said

    Caro Patriarca, em #13,

    Enquanto não jogarmos todas nossas fichas em Educação seremos sempre um país sob o jugo dos coronéis de plantão. Entra governo, sai governo e eles estão e estarão lá. Com FHC era o ACM, com Lula e Dilma o Sarney e essa maldição continuará se não mudarmos as escolas brasileiras.

    Caro Chesterton em #14 e #15 – fonte, por favor.

  20. Elias said

    Não existe, acho eu, um único país que tenha realmente vencido a guerra contra o analfabetismo, no qual o ensino fundamental não seja, predominantemente estatal.

    O jornalista citado pelo Chesterton chama a isso de “paternalismo”…

    O ôvo de serpente da ignorância brasileira não está nas classes de mais baixa renda. O ôvo de serpente da ignorância brasileira é posto de cima, pelas camadas tidas e havidas como mais bem educadas, mais cultas, empanturradas de uma concepção ideológica barata, simplória, quase imbecil, que elas esgrimem contra tudo e contra todos, como se fosse a quintessência da sapiência humana.

    Que escola particular é essa, que pode ser paga por uma empregada doméstica brasileira, com salário de empregada doméstica brasileira?

    Se duvidar, daqui a pouco esse sujeito vai aparecer por aqui fazendo aquelas contas que, no passado, foram atribuídas a Jarbas Passarinho (ele até hoje nega ter feito isso), segundo as quais, com um salário mínimo dá pro cara sustentar a família, pagar aluguel e escola, tomar uma biritinha e ainda sobrar algum, pra ser depositado em caderneta de poupança…

  21. iconoclastas said

    O paternalismo é muito mais vantajoso para quem concede benefícios do que para quem recebe.Massas protegidas por Pais ou Mães do Povo tendem a ser dominadas com facilidade e nunca exercem plenamente a cidadania. Tratá-las como pessoas irremediavelmente inferiores é condená-las a ser politicamente subdesenvolvidas. Ensiná-las a conformar-se com “nóis vai” e “os menino joga bola” é vedar-lhes o acesso a aprendizados mais complexos e à possibilidade de pensar livremente. As oportunidades serão cada vez mais limitadas para os monoglotas. Muito piores serão as condições dos semiglotas, embora alguns, muito raramente, possam até presidir um país.”

    fato…isso é mesmo uma covardia.

    como o Doc lembrou (#9), o gap sócio-intelectual tende a ficar cada vez maior entre a gurizada que pode ir às escolas particulares e os que dependem dos pais do povo. o pior é que o motivo não é pela melhora na qualidade das primeiras…

    aliás, escola aqui, inclusive as tops, ainda devem muito em termos de “educação”. paga-se uma baba e, ainda que o ensino das disciplinas principais seja satisfatório, faz-se necessário o complemento de cursos de idioma, música, esportes… sai caaaroooo!

    (leseira, para quem não consegue pagar é muito mais caro…)

    ;^/

  22. Chesterton said

    14, cb
    15 estadão
    18 ah bom

    Que escola particular é essa, que pode ser paga por uma empregada doméstica brasileira, com salário de empregada doméstica brasileira?

    chest- epa, aqui um dado postivo. Ta cheio de ecolinha de qualidade média-boa no rio de janeiro, pago uma para um filho de funcionária.

    aliás, escola aqui, inclusive as tops, ainda devem muito em termos de “educação”. paga-se uma baba e, ainda que o ensino das disciplinas principais seja satisfatório, faz-se necessário o complemento de cursos de idioma, música, esportes… sai caaaroooo!

    chest- e ainda tem aguentar a imbecila da professora de biologia que se acha A cientista e não explica nada (isso é matéria dada,,,,,e passa por cima).

  23. Elias said

    I
    “…Ta cheio de ecolinha de qualidade média-boa no rio de janeiro, pago uma para um filho de funcionária.” (Chesterton)

    Em que série essa criança está e quanto pagas por mês?

    II
    Exemplo de paternalismo: Israel. Lá, mais de 99% do ensino é público, e em todos os níveis, do jardim de infância à pós-graduação.

    Tem escola particular em Israel? Tem, sim. Há de ter, em algum lugar. O difícil é achar uma.

    Eficiência? Uma única — quase a única — universidade israelense, pública, em dez anos, emplacou 4 prêmios Nobel. Inclusive um Nobel de economia concedido a um sujeito que NÃO é economista.

    Mais do que todas as universidades públicas e/ou privadas de todos os países da América Latina, juntas, nem sonham em conseguir em 40 anos.

    Não se trata de ser público ou privado… O buraco é maior e muito mais embaixo…

  24. chesterton said

    ultima serie do primeiro grau, 250 pilas mensais

    e lembrei, a diarista lá de casa trabalha para pagar a faculdade da neta ( afilha se faz de incapaz para coçar o saco, epa, a virilha, o dia inteiro)

    Elias, não é por ser pública que a universidade é paternalista, apenas…o paternalismo é além da atitude ,(me da´, me da´, me da´) a pouca cobrança , o descaso com resultado e a noção de que “quem paga é os outros”. Uma universidade pública PARA quem paga impostos não é paternalista, uma escola pública para compensar supostas diferenças sociais é paternalista.

  25. Pax said

    Caro Elias, em #23

    Pois então, no item II, o exemplo de Israel em Educação…

    e há quem conteste.

    (não acho que Israel seja exemplo em muitas coisas, este blog, por exemplo, seria fartíssimo por lá, com certeza, mas quando falam em Educação a coisa tem uma unanimidade que impressiona)

  26. Pax said

    Nota deste blog: ou o caro Chesterton, velho e bom Chesterton, mente, em #24, o que este blog não acredita, ou ele se faz de mauzinho para ganhar carinho.

    em outras palavras…

    “os direitobas também amam…”

    cada coisa que vejo neste blog.

  27. Elias said

    Chesterton,

    Vê só:

    R$ 250,00 x 40 alunos por turma = R$ 10.000,00/mês

    Menos, 15% de despesa de administração escolar: diretoria, secretaria supervisão pedagógica, orientação educacional, energia elétrica, água encanada, material de limpeza, material didatico-pedagógico (giz, esponja, papel A-4), etc.:

    R$ 10.000,00 – R$ 1.500,00 = R$ 8.500,00

    Custo unitário de 4 professores (supondo que eles vão acumular mais de uma disciplina: p.ex., o professor de português vai, também, lecionar inglês; o de matemática vai lecionar ciências; o de história vai lecionar geografia, e assim por diante):

    R$ 8.500,00 / 4 professores = R$ 2.125,00 por professor.

    Com encargos sociais de 75%, temos o salário de R$ 1.214,00 por professor, acumulando no mínimo 2 disciplinas.

    Verba pra atualização profissional: ZERO!

    Verba pra laboratório de informática: ZERO!

    Verba pra laboratório de química: ZERO!

    E estou supondo uma turma quase que superlotada (40 alunos), com inadimplemento NULO!

    Ora, Chesterton,

    Conta outra.

    Eu também pago o colégio do filho da secretária lá de casa. É uma escola tida e havida como “média-boa”. Mas há um abismo entre ela e a escola onde meus filhos estudam.

    O que mais existe é gente ganhando merreca e pagando universidade, para si próprio ou para um filho.

    Só que é universidade caça-níquel, que proporciona uma droga de formação.

    O drama educacional do Brasil é, exatamente, esse: o ensino público é uma droga, e o ensino privado acessível às pessoas de renda média e baixa, é uma droga ainda maior.

    No mais, concordo contigo. Essa história de “me dá, me dá…” só ajuda a piorar ainda mais o ensino público, que, por si só, já não presta. Não é essa a raiz do problema, mas que faz parte, lá isso faz…

  28. Elias said

    E, Chesterton,

    Nos 15% da “administração” que eu coloquei aí, acima, está incluída a reserva pra reposição de mobiliários e equipamentos, a recuperação anual do prédio escolar, o lucro dos proprietários…

    Isso pagando um salário de fome pro professor, R$ 1,2 mil.

    Qualidade “média-boa”?

    Então, tá!

  29. vilarnovo said

    Deixa eu ver se entendi. A justificativa do Patriarca para solapar a gramática é que a língua inglesa é diferente da portuguesa? É isso mesmo?

    Meu Deus…

  30. vilarnovo said

    O problema desse caso é o sofisma das justificativas tanto da professora, quanto do MEC quanto o guru desses.

    O sofisma diz que o “preconceito linguístico” deriva do excesso de “formalismo” defendido pela “elite” quanto ao uso e ensino gramatical.

    Acontece é que a gramatica deriva do uso e custume da língua e não o contrário.

    Não é só a língua é é fluida, a gramática também. Só que isso existe um rito, uma regra, pesquisa.
    Por isso a Academia Brasileira de Letras se posicionou contra esse arroubo de “luta de classes”. Isso não tem nada ver com a língua. É marxismo puro. Se alguém já leu os livros do homem sabe o que estou dizendo. O homem em questão é um obscuro professor da UnB chamado Marcos Bagno. Aliás, a UnB é o bastião da ignorância acadêmica no Brasil. É a academia anti-acadêmica. Não bastasse seus tribunais racistas, recheados de discípulos da Gestapo ao decidir quem é negro ou não, seu “direito achado na rua”, agora mais essa.
    E o que mais impressiona é como essa gente tem influência no governo petista.

    Façamos um plebscito: Querem que seus filhos aprendam a falar errado na escola?

  31. Chesterton said

    Eu também pago o colégio do filho da secretária lá de casa. É uma escola tida e havida como “média-boa”. Mas há um abismo entre ela e a escola onde meus filhos estudam.

    chest- óbvio que é apertado, mas há outro abismo do qual você esqueceu. Entre essa escola e as escolas públicas espalhadas por aí.

    Anyway, creio que a escola primaria deve ensinar portugues, matemática, (ler e escrever)e pode ser com livros de 1970. O resto , sabendo isso, o aluno descobre. Só ensinar a compreender um texto já faria uma diferença megamétrica.

  32. Chesterton said

    R$ 8.500,00 / 4 professores = R$ 2.125,00 por professor.

    chest- que conta é essa? Um professor/salário/20horas basta para uma turma de 40 alunos. Meio turno.

    tem lucro sim senhor…e bom. O calculo 9segundo seus dados) seria 10.000 – 2.125…

  33. Chesterton said

    29. o sujeito tem dificuldades insurmontáveis….

  34. Chesterton said

    http://economia.ig.com.br/brasil+e+3+pais+com+mais+escassez+de+talentos+no+mundo+diz+pesquisa/n1596964579130.html

    é lastimavel.

  35. Chesterton said

    essa não, deputado do PSOL diz com todas as letras: Brasileiro não sabe votar, é ignorante e preconceituoso.

  36. MARIA MARIA said

    AMANDA,
    A VOCÊ, A SAUDAÇÃO DE TODOS OS PROFESSORES E PROFESSORAS DO MUNICÍPIO DE JUAZEIRO DO NORTE – CEARÁ, QUE TAMBÉM PENAM, EM MUITO, COM AS PRECARIEDADES EDUCACIONAIS, COM O DESCASO GOVERNAMENTAL.
    AQUI, EM UM ANO (12 MESES), UM PROFESSOR COM 40 HORAS SEMANAIS RECEBE O QUE UM DEPUTADO GANHA NUM MÊS.
    E O MEC AINDA SAI APELANDO NA MÍDIA: SEJA PROFESSOR!
    SERÁ POR QUE NÃO VEMOS PROPAGANDAS DO MEC CLAMANDO: SEJA UM MÉDICO, SEJA UM ADVOGADO, UM DEPUTADO OU UM JUIZ? POR QUÊ?
    AMANDA,
    VOCÊ APRESENTOU A CARA DOS PROFESSORES DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO DO BRASIL.
    ESTAMOS COM VOCÊ!

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