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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Dez ex-ministros do Meio Ambiente contra Aldo e seu bando

Posted by Pax em 23/05/2011

Carta Aberta à Presidente da República e ao Congresso Nacional

Os signatários desta Carta Aberta, ao exercerem as funções de Ministros de Estado ou de Secretário Especial do Meio Ambiente, tiveram a oportunidade e a responsabilidade de promover, no âmbito do Governo Federal, e em prol das futuras gerações, medidas orientadas para a proteção do patrimônio ambiental do Brasil, e com destaque para suas florestas. Embora com recursos humanos e financeiros limitados, foram obtidos resultados expressivos graças ao apoio decisivo proporcionado pela sociedade, de todos os presidentes da Republica que se sucederam na condução do país e do Congresso Nacional. Mencione-se como exemplos: a Política Nacional do Meio Ambiente (1981), o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, a Lei de Gestão de Recursos Hídricos (97), Lei de Crimes e Infrações contra o Meio Ambiente (98), o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (2000), a Lei de Informações Ambientais (2003), a Lei de Gestão de Florestas Públicas (2006), a Lei da Mata Atlântica (2006), a Lei de Mudanças Climáticas (2009) e a Lei de Gestão de Resíduos Sólidos (2010).

Antes que o mundo despertasse para a importância das florestas, o Brasil foi pioneiro em estabelecer, por lei, a necessidade de sua conservação, mais adiante confirmada no texto da Constituição Federal e sucessivas regulamentações. Essas providências asseguraram a proteção e a prática do uso sustentável do capital natural brasileiro, a partir do Código Florestal de 1965. Marco fundante e inspiração nesse particular, o Código representa desde então a base institucional mais relevante para a proteção das florestas e demais formas de vegetação nativa brasileiras, da biodiversidade a elas associada, dos recursos hídricos que as protegem e dos serviços ambientais por elas prestados.

O processo de construção do aparato legal transcorreu com transparência e a decisiva participação da sociedade, em todas as suas instâncias. E nesse sentido, é importante destacar que o CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente já se constituia em excepcional fórum de decisão participativa, antecipando tendências que viriam a caracterizar a administração pública, no Brasil, e mais tarde em outros países. Graças a essa trajetória de responsabilidade ambiental, o Brasil adquiriu legitimidade para se tornar um dos participantes mais destacados nos foros internacionais sobre meio ambiente, além de hoje dispor de um patrimônio essencial para sua inserção competitiva no século XXI.

Para honrar e dar continuidade a essa trajetória de progresso, cabe agora aos líderes políticos desta nação dar o próximo passo. A fim de que o Código Florestal possa cumprir sua função de proteger os recursos naturais, é urgente instituir uma nova geração de políticas públicas. A política agrícola pode se beneficiar dos serviços oferecidos pelas florestas e alcançar patamares de qualidade, produtividade e competitividade ainda mais avançados.

Tal processo, no entanto, deve ser desenvolvido com responsabilidade, transparência e efetiva participação de todos os setores da sociedade, a fim de consolidar as conquistas obtidas. Foram muitos os êxitos e anos de trabalho de que se orgulham os brasileiros, e portanto tais progressos não devem estar expostos aos riscos de eventuais mudança abruptas, sem a necessária avaliação prévia e o conveniente debate. Por outro lado, não consideramos recomendável ou oportuno retirar do CONAMA quaisquer de suas competências regulatórias no momento em que o país é regido pelo principio da democracia participativa, consagrado na nossa Carta Magna.

Não vemos, portanto, na proposta de mudanças do Código Florestal aprovada pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em junho de 2010, nem nas versões posteriormente circuladas, coerência com nosso processo histórico, marcado por avanços na busca da consolidação do desenvolvimento sustentável. Ao contrário, se aprovada qualquer uma dessas versões, o país agirá na contramão de nossa história e em detrimento de nosso capital natural.

Não podemos, tampouco, ignorar o chamado que a comunidade científica brasileira dirigiu recentemente à Nação, assim como as sucessivas manifestações de empresários, representantes da agricultura familiar, da juventude e de tantos outros segmentos da sociedade. Foram suficientes as expectativas de enfraquecimento do Código Florestal para reavivar tendências preocupantes de retomada do desmatamento na Amazônia, conforme demonstram de forma inequívoca os dados recentemente divulgados pelo INPE.

Entendemos, Senhora Presidente e Senhores congressistas, que a história reservou ao nosso tempo e, sobretudo, àqueles que ocupam os mais importantes postos de liderança em nosso país, não só a preservação desse precioso legado de proteção ambiental, mas, sobretudo, a oportunidade de liderar um grande esforço coletivo para que o Brasil prossiga em seu caminho de nação que se desenvolve com justiça social e sustentabilidade ambiental.

O esforço global para enfrentar a crise climática precisa do ativo engajamento do Brasil. A decisão de assumir metas de redução da emissão dos gases de efeito estufa, anunciadas em Copenhagen, foi um desafio ousado e paradigmático que o Brasil aceitou. No próximo ano, sediaremos a Conferencia das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, e o Brasil poderá continuar liderando pelo exemplo e inspirando os demais países a avançar com a urgência e a responsabilidade que a realidade nos impõe.

É por compreender a importância do papel na luta por um mundo melhor para todos e por carregar esta responsabilidade histórica que nos sentimos hoje na obrigação de dirigirmos a Vossa Excelência e ao Congresso Nacional nosso pedido de providências. Em conjunto com uma Política Nacional de Florestas, o Código deve ser atualizado para facilitar e viabilizar os necessários esforços de restauração e de uso das florestas, além que de sua conservação. É necessário apoiar a restauração, não dispensá-la. O Código pode e deve criar um arcabouço para os incentivos necessários para tanto. O próprio CONAMA poderia providenciar a oportunidade para que tais assuntos sejam incorporados com a devida participação dos estados, da sociedade civil e do mundo empresarial. De nossa parte, nos colocamos à disposição para contribuir a este processo e confiamos que sejam evitados quaisquer retrocessos nesta longa e desafiadora jornada.

Brasília, 23 de maio de 2011

Carlos Minc (2008-2010)

Marina Silva (2003-2008)

José Carlos Carvalho (2002-2003)

José Sarney Filho (1999-2002)

Gustavo Krause (1995-1999)

Henrique Brandão Cavalcanti (1994-1995)

Rubens Ricupero (1993-1994)

Fernando Coutinho Jorge (1992-1993)

José Goldemberg (1992)

Paulo Nogueira Neto (1973-1985)

(obs.: dica do twitter da Miriam Leitão)

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13 Respostas to “Dez ex-ministros do Meio Ambiente contra Aldo e seu bando”

  1. o pior é saber que quem esta liderando votação desse código desflorestal é o senhor Aldo Rebelo que vem de um partido de esquerda!

  2. Elias said

    Pax,

    A coisa tá parecendo aquela mãe que vai ver a parada militar e sentencia: “Todo mundo tá marchando errado; só meu filho marcha certo…”

    Tem pouca gente de respeito apoiando esse Código do Aldo. E estou dizendo “pouca gente” por assim dizer.

    Tirando o Patriarca da Paciência…

    E lá vai o Aldo Rebelo, ferrando com a carreira política dele…

  3. Pax said

    Acontece, caro Elias, que o Aldo está ferrando a carreira política dele mas, bobeando, detonando motoserras e correntões por aí afora.

    E, cá pra nós, acho que vai acabar mesmo é com veto de Dilma.

    Estes caras caiados não são fracos.

  4. Pax said

    A derrota foi acachapante: 610 SIM e somente 63 NÃO.

    Triste.

    Agora é pressionar o Senado mas, mais que isso, fazer força para que os vetos de DILMA sejam certeiros.

  5. Chesterton said

    85% dos votos, acho que vetar criará um quid (“kiprocó”) enorme.

    Marina está marchando errado e acha que quem está marchando errado são os outros?

    As ongs europeias perderam.

  6. Chesterton said

    Agora é pressionar o Senado mas, mais que isso, fazer força para que os vetos de DILMA sejam certeiros.

    chest- e a vontade do eleitor?

  7. Elias said

    Pax,

    Era só o que faltava… o Senado fazer alguma coisa que preste e dar uma melhorada nessa imundície!

    Se isso acontecer, vou ficar com “boca de abiu” por um bom tempo. Desde que me entendo por gente, vivo dizendo que o Senado brasileiro é uma excrecência e deve ser extinto.

    Nunca me imaginei elogiando alguma coisa feita pelo Senado.

    O Brasil é um país tão doido que até isso é possível.

    Mas acho que, embora possível, é pouco provável. O Senado fará — se fizer — umas emendinhas cosméticas, porque acha que, fazendo isso, já terá justificado sua existência.

    É a praxe…

    Falar nisso, tem uns caras aí que querendo iniciar uma campanha pela extinção do Senado.

    Acho que seria uma boa propor voto nulo pro Senado, e não votar em candidato a deputado federal que não se manifeste, expressamente, a favor da extinção do Senado.

    Outro bom lance seria iniciar uma campanha por uma PEC que extinguisse o Senado.

    Em uns 5 ou 10 anos, acho que a coisa ganharia corpo…

  8. amilton said

    Não foi uma vitória de governo/oposição ou direita/esquerda.É a vitória do Brasil que produz,responsável por todo o saldo da nossa balança comercial.Vcs tvz não saibam que da maneira como querem os ambientalistas,amestrados pelas ONGs,será o fim do alimento barato em nosso País.
    Aqueles que desmatam fora da lei,são aventureiros que continuarão a ser punidos.Mas esse colonialismo que o Greenpeace e WWF querem impor é inaceitável.

  9. Elias said

    Não deixa de haver, aí, uma grande dose de verdade.

    Todos sabem que a soja, a cana-de-açúcar e o milho, ocupam lugar de destaque na dieta do brasileiro.

    Além do mais, é de raso saber que, sem as exportações de soja, cana-de-açúcar e milho, a balança comercial do Brasil vai rapidinho pro negativo (é pura balela essa história de que o saldo positivo da balança comercial brasileira é produzido basicamente pelo setor mínero-metalúrgico).

    Por fim, é absolutamente falsa a afirmação de que o desmatamento e a queima de floresta causem algum dano ao meio-ambiente.

    Qualquer pessoa pode, facilmente, demonstrar isso.

    É só pegar uma praça pública, p.ex., e derrubar todas as árvores que houver nela. Logo todos constatarão que a temperatura dessa praça não terá sido afetada pela derrubada das árvores em sua área. Também nenhuma alteração se notará quanto à presença de poeira e outras partículas em suspensão.

    Ora, feito o experimento em uma área limitada, é só multiplicar seus efeitos por qualquer número em escala de milhão. Zero influência x um milhão ou 10 milhões = zero. É uma questão simles, de pura aritmética elementar.

    Também é fantasiosa a suposição de que o desmatamento favorece a proliferação de moscas e outros insetos e, por conseqüência, a disseminação de doenças, especialmente as doenças diarreicas, infecto-contagiosas e parasitárias.

    Pra demonstrar, eu seria capaz — se tivesse poderes pra isso — de colocar o Aldo Rebelo pra morar durante um ano numa área de grande desmatamento, na Amazônia Oriental.

    Vocês iam ver só como, findo esse período, Aldo retornaria forte e saudável como nunca.

    Acho até que, junto com o Aldo, eu mandaria, se pudesse, alguns membros da família dele e dos deputados que votaram a favor do novo Código Florestal.

    Afinal, todos eles merecem o melhor, em especial diante do espírito cívico, do exemplo de patriotismo que presidiu a tramitação do novo Código Florestal.

    Afinal, o projeto tramitou por apenas 11 anos! Ora, o que são 11 anos, diante da grandiosidade do novo Código Florestal? O que são meros 11 anos, em face do edificante exemplo que nossos parlamentares deram, de compromisso com o bem estar da população brasileira?

    Devemos repudiar com veemência as insinuações maldosas de que, tendo ficado por 11 anos vagando como um fantasma pelos escaninhos da Câmara dos Deputados, o Código Florestal acabaria sendo votado às pressas, só pra colocar na legalidade a multidão de safados endinheirados, que perpetraram desmatamento ilegal à tripa forra, e, sem o perdão que o novo Código Florestal lhes proporciona, seriam multados a partir de junho.

    E, desde já, vamos também consignar nosso veemente repúdio a qualquer insinuação que se faça, no presente ou no futuro, de que esses safados endinheirados teriam feito correr uma baba bruta, pra estimular nos deputados uma, digamos, atitude favorável em relação aos dispositivos mais permissivos do Código.

    Tudo isso não passa de aleivosias de ambientalistas radicais e irresponsáveis.

    Como todos sabem, os safados não são endinheirados e os endinheirados não são safados.

    Nem que fossem! Todos nós sabemos que nossos parlamentares são pessoas honestas. Mulheres e homens probos e decentes, movidos exclusivamente pelo amor à Pátria e ao povo brasileiro, sem absolutamente nenhum interesse argentário…

    A quem duvidar disso, recomendo que ouça o testemunho insuspeito do Curupira, do Mapinguari, do Saci Pererê, do Papai Noel e da Matinta Perêra.

    Todos, sem exceção, testemunharão pela mais absoluta honradez dos parlamentares que votaram a favor do novo Código Florestal.

    E — não custa lembrar! — o Curupira é o protetor da floresta e da fauna silvestre, o que fará do seu testemunho ainda mais insuspeito que os demais…

  10. Chesterton said

    SEXTA-FEIRA, 27 DE MAIO DE 2011

    Pelo Impeachment de Dilma
    1. Ministro de Estado envolvido em escândalo, com configuração de tráfico de influência, é apoiado publicamente pela presidente.
    2. Ministro de Estado MENTINDO sobre cartilhas homossexuais (o popular kit gay) não é demitido.
    3. E agora o BNDES dá uma ajuda de R$ 3,48 bilhões de reais para um doador de campanha da presidente.

    Não custa lembrar que o ex-presidente Collor de Melo caiu por causa de um Fiat Elba. Dilma tem ministros envolvidos em escândalos e mentiras, chamou para compor seu ministério um conhecido violador de sigilo bancário, e agora o escândalo de mais de 3 bilhões de reais!!!! O que é que o BNDES quer com o JBS-Friboi? Aliás, exatamente por que o BNDES pagou quase 50% a mais que o preço de mercado pelas ações? Outro detalhe: “Entre subscrições de ações e financiamentos, o valor aportado à JBS pelo banco, em dois anos, chega a R$ 10 bilhões”.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  11. Chesterton said

    quem tem bando? ora, bandido.

    Não é meio esquisito Pax condenar Aldo como Bandido enquanto tem mpapas na lingua e poupa um Pallocci da vida e demais “correligionários”?

  12. Pax said

    ban.do, masculino – http://pt.wiktionary.org/wiki/bando

    grupo de pessoas ou de aves
    rancho
    facção, partido
    grupo de malfeitores

    Porque você me acusa de usar a quarta acepção? Veja, é a quarta acepção. A terceira é a que mais se ajusta ao texto do post. Logo você que fala tanto em escola…

    E me mostra onde defendo o Palocci? Onde estão as tais papas na lingua?

  13. Pax said

    mas que eu adoraria dar uma olhada se houve crescimento patrimonial de alguns envolvidos neste projeto de estupro do código, ah, sim, adoraria…

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