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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Estranho abraço de Dirceu em Palocci

Posted by Pax em 23/05/2011

Abraço de afogado ou de amigo da onça?

Dirceu vê ‘crise forjada’ em polêmica sobre patrimônio e defende Palocci

Em blog, ex-ministro diz que acusações têm ‘poucos fatos’. Atual ministro multiplicou patrimônio em 20 vezes, segundo jornal.
Robson Bonin – Do G1, em Brasília

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu publicou em seu blog no final de semana artigo no qual defendeu o atual titular da pasta, Antonio Palocci, ao classificar de “crise forjada” a polêmica acerca da evolução patrimonial do colega. (continua no G1…)

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115 Respostas to “Estranho abraço de Dirceu em Palocci”

  1. Elias said

    Pax,

    Sabe de quem lembrei agora? Daquele Ministro-Chefe da Casa Civil do Itamar.

    Ele foi acusado de um procedimento desonesto. Pediu exoneração do cargo e foi se defender FORA DO GOVERNO. Brigou, e mostrou que a acusação, sim, é que era desonesta…

    Aí o Itamar, numa atitude típica, o convidou pra retornar ao cargo (provavelmente, cumprindo o que havia sido ajustado antes). Ele aceitou, foi “renomeado” e continuou a exercer o cargo, cheio de moral.

    Nunca mais ninguém teve peito de acusá-lo do que quer que fosse…

    Pode ser que a crise do Palocci tenha sido forjada. Se foi, alcançou seu objetivo.

    Na equipe de Dilma, a Casa Civil seria a principal articuladora política do governo. Se o Ministro-Chefe passa a maior parte de seu tempo se defendendo desse tipo de acusação, o dano político ao governo é incalculável, porque este simplesmente perde a iniciativa política.

    Para alguém na posição do Palocci, diante de uma situação como a que ele está enfrentando, só existem 3 alternativas:

    a) atirar uma montanha em cima de quem lhe atirar uma pedra (e, assim, colocar a cabroeira pra pensar: quem quiser meter a cara, que meta, mas, desde já saiba que está correndo risco);

    b) fazer como o ex-ministro do Itamar;

    c) tirar o time.

    Permanecendo no governo nas condições em que se encontra, só vai atrapalhar.

  2. Pax said

    Caro Elias,

    Não acho uma má ideia o Palocci pedir um tempo e se explicar.

    Muito ao contrário.

    O que acho ruim, isso sim, é essa fragilidade política de Dilma. Há uma série de indícios que a presidente poderia fazer um bom governo, mas sempre seu calcanhar de Aquiles foi a articulação política, inerente de uma candidata criada pelo antecessor haja vista que o que tinha sobrado dos quadros do PT estava comprometida com desgastes, processos no STF etc. (o que é muito ruim, diga-se)

    E o que não entendo é esse fogo amigo. Confesso que meu conhecimento não é suficiente para este entendimento.

    Lula sabia muito bem e deve ter participado da decisão de colocar Palocci neste cargo tão chave, o da Casa Civil. Mais que isso, o da Casa Civil “plus”, digamos assim, na medida que os outros articuladores não passam de atores coadjuvantes.

    Supondo que eu tenha razão, que Lula participou da escolha de Palocci, que forças são estas, à revelia de Lula, que atiram no Ministro?

    Que time é este que, segundo esta tese mal formulada, se atreve a peitar a decisão de Lula? E ainda mais, onde isto vai chegar?

    Olhando assim, deste ponto de vista, me lembro do PSDB que deu asas para mais de um cacique e hoje é o que é, um monstro de várias cabeças ocas que só enfraquecem o todo.

    Sei não…

  3. Elias said

    Pax,

    1 – Algumas pessoas, às vezes, falam ou agem como se a coordenação política do governo Dilma só pudesse ser feita pelo Palocci. Isso é um evidente exagero. Há, no PT e entorno, pessoas com reputação inatacável, plenamente qualificadas pra realizar a coordenação e articulação política do governo.

    2 – É bom ter em mente, aliás, que a coordenação política do governo sem Lula, deverá ser totalmente diferente do que seria — e foi — a coordenação política do governo com Lula.

    3 – Chegou o momento dessa geração que fundou o PT, sair de campo. Fez muita coisa boa e muita coisa ruim. No fim, o saldo é positivo: (a) criou um partido político — o único partido político brasileiro, no rigor do termo — a partir do zero; (b) estabeleceu uma estratégia de conquista do poder a médio prazo; (c) executou essa estratégia com êxito; (d) completará 12 anos de exercício ininterrupto da Presidência da República, até aqui com altíssima aprovação; (e) reduziu a desigualdade na distribuição de renda, alterando a pirâmide social brasileira, sem prejuízo para o crescimento econômico e também para a estabilidade econômica que herdou do PSDB, etc. No caminho, se desnaturou e perdeu grande parte do conceito ético de que desfrutava junto à população, exatamente por colocar em prática os mesmos procedimentos praticados pela hoje oposição que, hipócrita e desonestamente, tenta passar por guardiã da moral e dos bons costumes. É uma geração vitoriosa, que, por seu próprio demérito, necessita ser substituída, até mesmo para que suas conquistas se mantenham no tempo e, se possível, avancem.

    4 – Palocci estava tão desgastado quanto outros quadros do PT, e é tão vulnerável quanto eles, como os fatos estão demonstrando fartamente.

    5 – O “fogo amigo” é quase que auto-explicável. Palocci é exageradamente conservador pra boa parte dos quadros, militantes, filiados e simpatizantes do PT. Além disso, tem um enorme hangar de vidro. Pra completar, também tem anti-teflon (o que se jogar nele, gruda). Duvido que esse ataque tenha origem no PT, mas o pouco empenho em defender Palocci — ou, mesmo, uma ou outra bicuda na canela dele — não deve surpreender ninguém. Principalmente nos primeiros 6 meses de governo.

    6 – Lula é admiradíssimo e respeitadíssimo por petistas de rigorosamente todas as tendências. O faro político do cara é, simplesmente, um fenômeno (a oposição paga um alto preço por não reconhecer isso, por puro preconceito). Mas isto está longe de conferir a ele o status de infalibilidade papal. Numa mesa de bar estavam uns 5 petistas. Um deles falou: “É… parece que o Palocci vai, mesmo, emplacar na equipe de governo…”. E outro: “Problema dele…”. E mais não disse nem lhe foi perguntado. Quer dizer: se ele conseguir se segurar, tudo bem. Se não, melhor!

  4. Pax said

    Mas, caro Elias, porque, então, a articulação política ficou (sim, ficou mesmo) centrada e com quase exclusividade, no Palocci?

    Certas coisas realmente não entendo.

    (e, sim, a oposição como guardiã da ética e da moral, da probidade, parece piada, concordo plenamente, até parece que podemos esquecer do Eduardo Azeredo, do Arruda, do Efraim etc etc, essa malta toda…)

  5. Pax said

    …mas….

    uma malta não justifica outra, não é verdade?

    (gostei da ideia da turma fundadora e desgastada do PT pedir pijama e tirar férias ad eternum)

  6. Apagado a pedido do autor (vide abaixo)… Pax

  7. Olá!

    Hehehehe. . . Olhando o Índice de Gini do Brasil (que mede a desigualdade da distribuição de renda), observa-se que não houve mudanças significativas entre 1980 e 2010 em termos de desigualdade de renda nesse período.

    Eis os dados (fonte 1 e fonte 2):

    Brasil

    Anos . . . Gini . . . Posição

    1981 . . . 57.57 . . . #1
    1984 . . . 57.88 . . . #1
    1987 . . . 59.31 . . . #1
    1990 . . . 60.68 . . . #1
    1993 . . . 59.82 . . . #4
    1996 . . . 59.98 . . . #1
    1999 . . . 59.19 . . . #1
    2001 . . . 59.25 . . . #1
    2003 . . . 58.12 . . . #3
    2004 . . . 56.99 . . . #1
    2005 . . . 56.70 . . . —
    2006 . . . 56.00 . . . —
    2007 . . . 55.00 . . . —
    2008 . . . —– . . . —
    2009 . . . 54.00 . . . —

    Média. . . 57.89

    Pelos dados do Banco Mundial, subtraindo os dois valores extremos entre 1980 e 2010 o Índice de Gini teve uma queda real de apenas 3.57 pontos.

    Ao longo de todo esse período, a desigualdade na distribuição de renda permaneceu elevada. Um Índice de Gini de 54 pontos é um troço desumano.

    Os dados são cristalinos e é importante observá-los para não cair nesse papo-furado de que o PT e o governo Lula fizeram uma verdadeira revolução social e econômica nos Brasil nesses últimos 8 anos.

    O problema é que a militância petista, em vez de coletar e analisar os dados, prefere aceitar o que diz a cartilha dada no partido.

    Mas eu concordo com o que disse um esquerdista aqui em um outro post: Basta que o Brasil conquiste por vias bélicas o México e esses problemas sociais, econômicos e afins irão se resolver do dia para a noite, afinal de contas, é desse tipo de coisa que deriva a verdadeira riqueza das nações e não daquela história para boi dormir de liberdade econômica, facilidade para empreender, poucas camadas burocráticas para se abrir uma empresa, valores democráticos e republicanos, baixos níveis de corrupção, educação e coisas tais.

    Após o Brasil conquistar um pedaço do México, já estou até vendo brotar espontaneamente, como chic-chic, um gigantesco Vale do Silício em pleno Sertão brasileiro.

    É isso aí.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Pax, por gentileza, apague o meu comentário anterior #6.

  8. Elias said

    Pax,

    Acho que o processo de renovação já começou. Se vai continuar e crescer é outro papo…

    Acho também que, pro Lula, a eleição de Dilma foi uma vitória política ainda maior que a própria reeleição dele, em 2006.

    Lula simplesmente acertou todas as grandes apostas políticas que fez. Deve ter perdido um ou outro trocado no varejo. No atacado ele surrou impiedosamente quem lhe apareceu pela proa…

    Com esse cacife, dificilmente haveria no PT quem se dispusesse a contestar uma indicação feita por Lula pra qualquer cargo no partido ou no governo.

    Mas, uma coisa é uma coisa, outra é o Palocci.

    Como disse sem dizer, o cara que citei no comentário anterior: “Emplacar na equipe de governo ele emplacou, por conta da mão amiga do Lula. Se segurar onde está, é problema todo dele.”

    Pode ser que ele se segure. Pode ser que seja melhor que ele desembarque, como aconteceu antes…

    Problema dele!

  9. Elias said

    Pax,

    Veja como a oposição tá cada dia mais doida.

    Agora mesmo, aí acima, aparece um oposicionista direitista — derrotado, portanto! — querendo mostrar à militância petista como ela deve proceder (“coletar e analisar dados” e sei lá o quê).

    Caceta! Quem sabe tanto assim das coisas, deveria estar transmitindo sapiência à oposição, que só sabe fazer besteira e perder eleição. À direita, que tá se transformando em substrato de pó de m…

    Esse direitista deveria ir ao sertão de Carutapera, conversar com aquele pessoal que, há alguns anos, mal tinha o que comer e, hoje, mora em casa de alvenaria, tem luz elétrica, geladeira, telefone, tevê, tem seu próprio pedaço de terra, sua plantação, sua renda, se alimenta todos os dias…

    É só chegar pra esse pessoal e explicar, direitinho, tudo preto no branco: “Olhaqui, pessoal, vocês pensam que a vida de vocês melhorou. Mas é aí que mora um engano chamado ledo. Tá aqui. Eu tenho tudo aqui, nos dados cristalinos que eu coletei e analisei. De 1980 pra cá, a vida de vocês só melhorou 3,57 pontos, pelo índice de Gini.”

    Pronto! Resolvido o problema!

    É que aquele povo é ignorante! É burro! Aquela gente pensa que a vida melhorou, só porque passou a ter seu próprio terreno, sua própria casa, sua própria plantação; passou a comer todos os dias, passou a ter algumas comodidades, etc.

    Por causa disso, essa gente votou no Lula em 2006, na Dilma em 2010.

    Ah, se esse pessoal estudasse um pouco mais, entendesse o que é um índice de Gini, coletado e analisado por um direitista que comenta no PolíticAética…

    Mais tarde — quem sabe? — talvez se possa contratar um direitista pra ele explicar ao besouro que, no rigor da aerodinâmica, esse coleóptero não pode voar…

    Isso, evidentemente, se o pessoal lá de Carutapera não internar o direitista sabichão no hospicio mais próximo, ao som de: “Joga pedra na Gini / joga bosta na Gini…”.

  10. Elias said

    Um dia, algumas pessoas poderão até ir mais fundo na análise de certos dados que elas coletam (com o nítido propósito de tentar, toscamente, corroborar uma “conclusão” que já está na cabeça delas, porque acha que convém politicamente chegar ou dizer que chegou a essa “conclusão”).

    Se e quando isso acontecer, essas pessoas direitistas acabarão percebendo que “média” é uma medida de tendência central, cuja existência implica, necessariamente, valores abaixo e acima dela própria.

    Indo mais fundo, esses direitistas perceberão que um determinado movimento, concentrado nos valores mais baixos de uma série, produzirá, para esses valores, uma alteração muitíssimo maior que a média da série.

    Perceberão que, nesses casos, quando mais heterogênea ou desigual for essa série, maior será a diferença entre a média e as alterações produzidas para as classes de menor valor.

    Em português de botequim: uma elevação de 100% na renda do carinha que ganhava R$ 300,00 por mês, quase nada significa, em termos de alteração da distribuição da renda no Brasil. Mas tem uma significação brutalmente alta para o nível de vida desse carinha.

    Agora, é só ter em mente que esse carinha de quem eu falo é, na verdade, uma grande faixa da população brasileira…

  11. Elias said

    Um dia, algumas pessoas poderão até ir mais fundo na análise de certos dados que elas coletam (com o nítido propósito de tentar, toscamente, corroborar uma “conclusão” que já está na cabeça delas, porque achaM que convém politicamente chegarEM ou dizer que chegARAM a essa “conclusão”).

    Caraca!

  12. Pax said

    Um dia (mudando um pouco de assunto, quer dizer…) o povo brasileiro sentirá que está sendo cutucado com vara curta.

    Impossível essa equação de ter 41% de impostos e um lixo generalizado se serviços públicos se sustentar ad eternum, nem mesmo per secula seculorum.

    E eu não só vou adorar como estarei ao lado da molecada indo às ruas para derrubar o governo que for, seja tucano, seja petista, seja verde, seja o diabo que for.

    41% de carga tributária é coisa de canalha, não importa a camisa que vista, se o retorno é esse que temos, essa Escola, esse Saúde e essa Segurança de quinta categoria.

  13. Pax said

    Aliás, o último post do Villas está muito bom:

    http://www.vbcorrea.com.br/?p=3461

  14. Chesterton said

    EGUNDA-FEIRA, 16 DE MAIO DE 2011

    Uma breve história tributária do Brasil*
    Carga tributária bruta é tudo aquilo que pagamos de impostos (mais taxas e contribuições) dividido pelo PIB (que mede a riqueza do país). Em palavras, a carga tributária bruta mede o que o governo abocanha da riqueza da sociedade. Este post traz uma evolução histórica desse indicador da intervenção do governo em nossas vidas. Mostramos também alguns detalhes interessantes de sua composição atual.

    Perído Carga Tributária Bruta
    1900-05 12,5% do PIB
    1905-07 15% do PIB
    1916-25 7% do PIB
    1926-30 8,9% do PIB
    1931-35 10,2% do PIB
    1936-40 12,5% do PIB
    1941-45 12,7% do PIB
    1946-50 13,8% do PIB
    1951-55 15,4% do PIB
    1956-60 17,4% do PIB
    1961-64 17% do PIB
    1966-70 24% do PIB
    1971-75 25,3% do PIB
    1976-80 25,1% do PIB
    1981-85 25,2% do PIB
    1986-88 24,7% do PIB
    1990-94 27% do PIB
    2000-10 ao redor de 34% do PIB

    Você Sabia?
    1) que em 1922 foi criado o Imposto sobre Vendas e Consignações (futuro ICMS) com alíquota de 0,25%
    2) em 1843 o Imposto de Renda sobre vencimentos provenientes dos cofres públicos tinha alíqutotas entre 2% e 10%. Em 1922, o IR agora sobre todos os rendimentos tinha alíquotas entre 0,5% e 8% (com descontos de até 75% para pagamentos em dia).
    3) o Imposto de Renda responde por quase 20% da carga tributária bruta; e a tributação sobre o capital é muito superior à tributação sobre o trabalho (exatamente o contrário do que sugere a teoria econômica!!!)
    4) Se somarmos a PIS/COFINS + CSLL + IR pessoa jurídica teremos aproximadamente 70% da arrecadação federal
    5) Se somarmos os impostos coletados junto a Petrobras + Vale + setor automobilístico + bancos teremos aproximadamente 50% da arrecadação

    *: mais detalhes em Oliveira, F.A. (2010) “A Evolução da Estrutura Tributária e do Fisco Brasileiro: 1889-2009”. TD do IPEA, número 1469.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  15. Olá!

    Concordo com as sensatas palavras do Vilarnovo sobre esse hábito dos esquerdistas: É apenas a esquerda que tem o papel de definir quem é e quem não é de direita ou de esquerda, logicamente que reservando para os esquerdistas tudo aquilo que é considerado por eles como essencialmente bom e deixando para a tal direita tudo aquilo que a esquerda considera de natureza deletéria.

    Isso é alfafa ideológica.

    Poxa, parece que o Sertão inteiro e outros rincões deste pobre país são, hoje, pequenas Califórnias encravadas no interior do Brasil, onde todo mundo tem casa de alvenaria, telefone, Internet Wi-Fi, iPhone, iPad e coisas tais da civilização. São pequenas Noruegas sertanejas.

    Abrir uma empresa no Brasil, então!, nem se fale! São apenas 120 dias ou 4 meses para tanto. Mas isso não representa nenhum problema, pois, como disse um esquerdista ali no outro post, a verdadeira riqueza das nações não vem do empreendedorismo, mas, sim, da pilhagem e do expansionismo territorial. Pilhagem e expansionismo que são imorais se e somente se forem levados a cabo pelos capitalistas liberais. Se qualquer outra nação fizer o mesmo, usando outros valores, não há problema.

    Mas. . . e daí que se gaste 120 dias para se abrir uma empresa e sejam necessários 16 procedimentos para tanto se o camarada lá do Sertão tem, hoje, casa de alvenaria e telefone?

    Os níveis de corrupção ao longo do governo petista são os mais baixos da história de todo o Brasil! Nem a Escandinávia poderia tanto. Claro, claro. . . houve o golpe institucional — o Mensalão — que o PT deu no Brasil e nas suas instituições democráticas e republicanas.

    Mas o quê há de errado em tanta corrupção se o camarada lá dos rincões do Brasil tem, hoje, uma casa de alvenaria e uma linha telefônica? Telefone esse que jamais teria chegado em lugar tão distante se dependesse do PT, que foi contra a privatização do setor de telecomunicações.

    O setor de educação no Brasil é um troço maravilhoso! E daí que o Brasil seja uma verdadeira vergonha educacional, ficando nas últimas colocações do PISA e, recentemente, tenha sido aprovado pelo MEC o uso em escolas de um livro que ensina o aluno a falar e a escrever errado se o sertanejo tem, hoje, casa de alvenaria e telefone?

    E daí que a segurança pública seja uma catástrofe desastrosa onde o cidadão é refém dos bandidos e as capitais brasileiras tenham níveis alarmantes de homicídios se, hoje, o pobre tem uma casa de alvenaria e uma linha telefônica?

    E daí que os traficantes e o crime organizado comandem porções do espaço urbano onde a lei do Estado não prevalece e quem manda são os bandidos, se, hoje, um morador dos rincões do Brasil tem casa de alvenaria e uma linha telefônica?

    E daí que a saúde pública seja outro desastre e é um setor extremamente corrupto, deixando de dar um serviço minimamente decente à população que mais precisa, se, hoje, o morador dos rincões deste país tem uma casa de alvenaria e uma linha telefônica?

    E daí que a carga tributária seja elevada e em alguns casos chega a ser confiscatória, sem que o Estado dê um retorno com serviços decentes e de qualidade no mesmo nível dos impostos cobrados, se, hoje, o camarada sertanejo tem uma casa de alvenaria e uma linha telefônica?

    É, de fato, e daí? Ora, ora. . . Hoje, o pobre pode até ter conquistado a sua casinha de alvenaria e a sua linha telefônica, o que é algo muito nobre e admirável. O único problema é que se ele precisar de saúde, segurança e educação públicas para progredir na vida, ele está completamente ferrado.

    Como diria o esquerdista: Ora, ora. . . Mas. . . e daí?

    Mas concordo com o que disse um esquerdista em um outro post: Assim que o Brasil conquistar, por vias bélicas, uma parte do território mexicano, todos os problemas acima descritos irão desaparecer, pois é do expansionismo territorial e da pilhagem que deriva a verdadeira riqueza das nações. Aí, todo e qualquer brasileiro conseguirá abrir a sua empresa em 5 dias; terá um serviço de saúde escandinavo; escolas de primeiro mundo; os níveis de homicídios irão despencar; a corrupção desaparecerá; e diversas empresas de tecnologia começarão a brotar no meio do Sertão.

    É isso aí!

    Até!

    Marcelo

  16. Olá!

    Sobre os dados do Índice de Gini, a única coisa que se pode afirmar é que tais dados informam que a desigualdade de renda continua elevada no Brasil e que, infelizmente, pouco foi feito nesses últimos 30 anos para amenizá-la substancialmente.

    Os dados são estes:

    Brasil

    Anos . . . Gini . . . Posição

    1981 . . . 57.57 . . . #1
    1984 . . . 57.88 . . . #1
    1987 . . . 59.31 . . . #1
    1990 . . . 60.68 . . . #1
    1993 . . . 59.82 . . . #4
    1996 . . . 59.98 . . . #1
    1999 . . . 59.19 . . . #1
    2001 . . . 59.25 . . . #1
    2003 . . . 58.12 . . . #3
    2004 . . . 56.99 . . . #1
    2005 . . . 56.70 . . . –
    2006 . . . 56.00 . . . –
    2007 . . . 55.00 . . . –
    2008 . . . – – – . . . –
    2009 . . . 54.00 . . . –

    Média. . . 57.89

    Os dados são do Banco Mundial e não foram inventados por mim. Não há nenhuma “conclusão” definida a priori na minha cabeça e se o atual e o anterior governos do PT pouco fizeram para mudar esse quadro, a culpa não é minha.

    Eu faço algo bastante simples: Coleto os dados, verifico as correlações, evito estabelecer relações de causalidade e procuro tirar a conclusão menos insensata possível a mim dentro daquilo que está ao meu alcance.

    Peça para um esquerdista fazer o mesmo e você terá barbaridades como a afirmação de que o mérito da existência de uma Apple, de um Google e de todo o Vale do Silício reside no fato de os americanos terem conquistado belicamente a Califórnia dos mexicanos. Ou então que a liberdade econômica e o empreendedorismo são conversa para boi dormir, pois a verdadeira riqueza das nações deriva da pilhagem e do expansionismo territorial — detalhe: A pessoa que afirma um troço destes vive em um país onde um cidadão gasta 120 dias para abrir uma empresa!

    Esse tipo de doidice, dificilmente vocês irão me ver afirmando por aí.

    Até!

    Marcelo

  17. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    estranhamente a tabela omite os anos de 1995 a 2009, período do governo FHC e Lula.

    Parece que nesse período a carga tributária caiu de 40% (FHC) para 34% (Lula).

    Pax,

    41% de carga tributária?

    É 34,4% e já foi 40%.

    Atualmente é menos que a Inglaterra e igual à Espanha.

    Mas a tendência é de queda, principalmente se a economia continuar indo bem.

    Sem contar que a sonegação na Espanha, Canadá, Inglaterra etc (países de carga semelhante) a sonegação é bem reduzida.

    Se o Brasil conseguir reduzir a sonegação, poderá reduzir de maneira bastante forte a carga tributária também.

  18. Patriarca da Paciência said

    Uma tabela interessante:

    Será que os brasileiros estariam dispostos a pagar tal alíquota de Imposto de Renda?

    mordida do leão

    Suécia tem a maior alíquota máxima do tributo

    País – Suécia

    Alíquota máxima do IR* – 58,2%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 53,2%

    País – Alemanha

    Alíquota máxima do IR* – 51,2%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 36,4%

    País – Espanha

    Alíquota máxima do IR* – 48,0%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 35,2%

    País – EUA

    Alíquota máxima do IR* – 46,1%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 29,6%

    País – Japão

    Alíquota máxima do IR* – 45,5%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 27,1%

    País – Chile

    Alíquota máxima do IR* – 45,0%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 17,3%

    País – Canadá

    Alíquota máxima do IR* – 43,2%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 35,2%

    País – Coréia do Sul

    Alíquota máxima do IR* – 41,8%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 26,1%

    País – México

    Alíquota máxima do IR* – 40,0%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 18,3%

    País – Argentina

    Alíquota máxima do IR* – 35,0%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 17,4%

    País – Brasil

    Alíquota máxima do IR* – 27,5%

    Carga tributária total (em % do PIB**) – 36,4%

    * Alíquota máxima combinada, que se refere à soma de alíquotas de todos os níveis de governo

    ** PIB é o Produto Interno Bruto, ou seja, a soma de todas as riquezas produzidas no país

    Fontes: Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE); Secretaria da Receita Federal; Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT

    O problema do Brasil está justamente aí.

    Os brasileiros aceitam tributar mercadorias e serviços… quando tributa renda o berreiro é grande.

  19. Elias said

    “3) o Imposto de Renda responde por quase 20% da carga tributária bruta; e a tributação sobre o capital é muito superior à tributação sobre o trabalho (exatamente o contrário do que sugere a teoria econômica!!!)” (Chesterton)

    Prova isso, Chester!

    Essa história de “tributação sobre o capital” é só uma tentativa remelenta de embrulhar as coisas pra enganar trouxa e fazer a cabeça dos puxa sacos de sempre.

    Pra início de conversa, é preciso responder a uma pergunta: O QUE É RENDA?

    Pro assalariado, a resposta será uma. Pra empresa, outra muito diferente.

    Na empresa, a renda é apurada mais ou menos assim:

    1 – Receita Bruta – Deduções (devoluções, impostos indiretos, etc) = Receita Líquida

    2 – Receita Líquida – Custos = Lucro Bruto

    3 – Lucro Bruto – Despesa + Resultado extra-operacional = LUCRO LÍQUIDO

    O Imposto de Renda incide somente sobre o lucro líquido. Isso é que é a “renda” da empresa.

    Primeiro você deduz tudo o que gastou pra fazer a empresa funcionar: matéria prima, mão de obra, encargos sociais, impostos indiretos, depreciação dos equipamentos e móveis, pró-labore dos proprietários, energia elétrica, comunicações, gastos com manutenção, combustíveis e lubrificantes, etc, etc, etc.

    Depois de deduzido isso tudo é que se chegará à “RENDA” sobre a qual incidirá o imposto.

    Pro assalariado, o papo é outro. Pega-se o salário, tira-se uma dedução simbólica por dependente e… CRÁU!

    O consumo de energia elétrica, água e telefone é deduzido da lucro tributável da empresa? É!

    E do salário? Não!

    O pagamento de aluguéis é deduzido do lucro tributável da emnpresa? É!

    E do salário? Não!

    E assim por diante.

    A Teoria Econômica não sugere porra nenhuma a esse respeito, até porque isso não é uma questão de teoria econômica. É questão de POLÍTICA econômica, que varia de país pra país.

    Na Inglaterra, p.ex., é vantajoso o autônomo criar uma empresa, tornar-se empregado dela e passar a receber uma retirada fixa, a título de salário, porque a legislação protege o assalariado.

    No Brasil, é exatamente o oposto. Melhor você deixar os ganhos na própria empresa e usufruir por lá.

    Não por acaso, foi o que o Palocci fez…

    Conta outra, Chester.

  20. Elias said

    E ainda tem mais:

    A cada ano, quando o assalariado faz a declaração de ajuste, ele abate, além da dedução fixa por dependente, as despesas com médicos, dentistas, hospitais, instrução, etc.

    Mas não a despesa com supermercado, material de limpeza, combustível, condução, aluguel, etc.

    Pior: quando acaba de fazer a declaração de ajuste, invariavelmente descobre que descontaram na fonte muito mais do que o devido.

    Aí ele vai receber a restituição desse imposto retido a maior.

    Quando o governo restitui o que foi descontado a maior no ano anterior, já descontou, neste ano, muito mais do que tem a restituir.

    Do ponto de vista do fluxo financeiro, é mais ou menos assim:

    1 – Em maio, o Fulano, pede R$ 5,0 mil emprestados ao Sicrano, pra pagar no dia 20 de junho.

    2 – Lá pelo dia 10 de junho, o Fulano pede mais R$ 12,0 mil emprestados ao Sicrano. Com esse dinheiro, ele paga os R$ 5,0 mil que pediu em maio, e ainda fica com R$ 7,0 mil dentro.

    E assim por diante.

    O “Fulano” é o governo. O “Sicrano” é o assalariado.

    Com a empresa acontece isso? Nem pensar!

  21. Chesterton said

    quem tem que provar ´pe o autor do texto e do livro no qual ele se baseia. Coloquei aqui o texto como lenha para fogueira.

    FHC é um estatista de esquerda, mas pelo menos não é o Lula.

  22. Chesterton said

    Elias, você não explicou ainda aquela conta de custos de professores para escolas privadas da periferia.

  23. Elias said

    Chester,

    Tá lá, sim. É só ler.

    Eu mostrei que, com uma mensalidade de R$ 250,00 pra Ensino Fundamental, só dá pra manter professores com salário de R$ 1,2 mil, mais ou menos, acumulando no mínimo 2 disciplinas, sem verba pra atualização profissional, laboratórios, etc, com reposição de móveis e equipamentos pra lá de deficiente, e por aí afora.

    Nessas condições, dificilmente se terá uma formação “média/boa”.

    Claro que existem boas escolas particulares. Só que elas custam caro. Não é coisa pra quem vive de salário mínimo ou pouco mais que isso. Um Dante, em SP, p.ex., tá dando R$ 1,7 mil de mensalidade, pra ensino fundamental.

    Repito: o pior drama da educação no Brasil é, exatamente, o fato do ensino público ter falido, sem ter sido miseravelmente substituído por um ensino privado de qualidade pelo menos razoável, acessível às camadas de renda mais baixa.

    Voltando à tua lebre mais recente, onde o bicho pega pra “ganhos de capital” é na variação patrimonial.

    Pro Imposto de Renda brasileiro, a inflação não existe, quando considerada a repercussão dela sobre o valor dos bens patrimoniais das pessoas físicas.

    Em 1987, p.ex., um sujeito comprou um imóvel por $ 280.000,00. Devido aos planos econômicos e sucessivas mudanças de padrões monetários, hoje esse imóvel aparece na declaração de renda do cara por, digamos, R$ 20,0 mil. Ele vende o imóvel em 2011 por R$ 340,0 mil. Vai pagar imposto sobre R$ 320,0 mil.

    Ora, a maior parte dessa variação não aconteceu em termos reais. É, apenas, resultante da atualização monetária do valor originalmente pago. O IR acaba incidindo sobre uma “renda” que absolutamente não existe.

    Isso, sim, é uma baita safanagem com as pessoas físicas, sejam elas assalariadas ou não (as empresas, mais uma vez, estão livres dessa pungada).

    Muito mais justo seria, no caso de venda, atualizar monetariamente o valor do imóvel e fazer o imposto incidir somente sobre a diferença positiva entre o valor da venda e o valor da compra atualizado.

  24. Elias said

    Patriarca,

    O pessoal que realmente manda e mama no Brasil não tem interesse em tributação direta.

    Essa turma prefere a tributação indireta, porque o custo dela é facilmente passado em frente.

    Gozado é que os principais e mais radicais defensores do pessoal que manda e mama são, exatamente, pessoas que são mandadas e mamadas.

    Complexo de senzala, vai ver… Vocação pra ama-de-leite… Uncle Thomas voluntários, de todas as cores e pra todos os gostos…

  25. iconoclastas said

    um pouco atrasado, mas interessante…

    “23.05.2011 07:08 pm
    PATRIMÔNIO DE PALOCCI TEM CAIXA DOIS DA CAMPANHA DE DILMA

    Por mais que o governo gaste toda a sua energia para segurar o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, que, em apenas quatro anos, multiplicou por 20 o seu patrimônio, novas denúncias vão pipocar nos próximos dias, tornando insustentável a situação do homem-forte da presidente Dilma Rousseff.

    A próxima, provavelmente, mostrará que o superconsultor Palocci teria agregado a seu patrimônio dinheiro de caixa dois da campanha de Dilma à presidência da República. Assim, para que a chefe não fique exposta, o ministro terá que sair de cena.

    Podem aguardar as cenas dos próximos capítulos. Nem mesmo os amigos de Palocci na grande imprensa conseguirão segurar as bombas que estão prestes a explodir.

    Brasília, 19h04min
    http://www.dzai.com.br/blog/blogdovicente

  26. Chesterton said

    40 alunos x 250 = 10.000 reais
    5 horas por dia x 20 dias = 100 horas/aula por mês.
    Hora aula de 20 reais, 2000 por mês

    Não é uma escola de ponta, mas é bem melhor que ´professor de escola pública politizado (para o mal, ie , para a esquerda) que vive em greve.

    É um bom negócio. Como as escolas tem até 2 turmas por serie, 11 series,
    22 turmas de 40 ao mesmo tempo

    8000 reais x 22 = 176 mil reais por mes para resolver as paradinhas . Dá parw ficar milionario e ainda prestar um serviço médio-bom.

  27. Chesterton said

    mais lebre

  28. Pax said

    Do Josias…
    24/05/2011
    PT acusa prefeitura de SP de vazar dados de Palocci

    O ‘Paloccigate’ ganhou novos ingredientes. Foram providos pelo PT.

    O partido tenta virar a página. Pra trás. Mira em 2010.

    A tática como que reforça a tática de avestruz.

    Para esquivar-se das acusações, o petismo enfia a cabeça na prefeitura de São Paulo.

    A legenda leva ao noticiário uma acusação e uma insinuação.

    A acusação: os dados que converteram o enriquecimento de Antonio Palocci em manchete vazaram da gestão do ex-demo Gilberto Kassab.

    A insinuação: o vazamento foi patroninado por um aliado do tucano José Serra, rival de Dilma Rousseff na eleição do ano passado.

    As novidades foram alardeadas por dois petês: o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e o vereador paulistano José Américo.

    Em Brasília, o ministro disse que “o governo sabe de onde veio” a acusação contra Palocci. É coisa de “alguém” da prefeitura de São Paulo.

    Em São Paulo, o vereador encaminhou à gestão Kassab um requerimento de informações que dá nome ao “alguém”: Mauro Ricardo Machado Costa.

    Vem a ser o secretário de Finanças da prefeitura. Um técnico cuja carreira está vinculada à trajetória política de Serra.

    Segundo o PT, chegou-se ao faturamento da Projeto, a consultoria de Palocci, por meio dos tributos recolhidos pela empresa.

    Como prestadora de serviços, a firma do ministro recolheu o ISS (Imposto sobre Serviços) –5% sobre o faturamento.

    Sustenta-se que, ao vazar a cifra recolhida, a prefeitura permitiu que se chegasse ao enriquecimento de Palocci, cujo patrimônio cresceu 20 vezes.

    No ofício à prefeitura, o vereador José Américo pede a lista dos servidores que têm acesso aos dados sigilosos das arcas do ISS.

    A certa altura, o texto indaga se, como secretário de Finanças do município, Mauro Ricardo dispõe de acesso irrestrito aos dados.

    Egresso dos quadros de auditores fiscais da Receita Federal, o secretário integrou a equipe de Serra nos ministérios do Planejamento e da Saúde, sob FHC.

    Comandou as finanças de São Paulo entre 2005 e 2006, quando o prefeito era Serra. Virou secretário da Fazenda do Estado quando Serra elegeu-se governador.

    Retornou à prefeitura, sob Kassab, quando Serra trocou o governo pelos palanques presidenciais de 2010.

    Sem mencionar o nome de Mauro Ricardo, Gilberto Carvalho comparou o suposto vazamento anti-Palocci à violação do sigilo fiscal de pessoas ligadas a Serra.

    “Quando, no ano passado, se denunciava questões do Serra [então presidenciável], não se focou no conteúdo…”

    “…Só [foi falado] que havia um vazamento. E houve um vazamento agora na Prefeitura de São Paulo”.

    Tomado pelas palavras, o ministro parece enxergar malfeitos nos dados fiscais das pessoas ligadas a Serra, entre elas Verônica, a filha do tucano.

    Soaria mais coerente se esmiuçasse o “conteúdo”. Servidor público que encobre irregularidades flerta com a prevaricação.

    O vereador João Américo ecoou o ministro: “Pela característica da informação vazada, ela deve ter partido da prefeitura. Foi um vazamento oficial…”

    “…Se fosse da Receita, daria para saber também quem são os clientes, e isso estaria certamente sendo revelado”.

    Perguntou-se a Gilberto Carvalho se a Polícia Federal será acionada para apurar a suposta violação paulista. O governo “não irá recorrer a isso”, respondeu. Uma pena.

    A PF ainda não divulgou o resultado do inquérito aberto no ano passado para investigar as violações fiscais da turma de Serra.

    Os agentes da PF talvez fossem mais eficientes na caça aos algozes de Palocci. Porém, teriam de esquadrinhar também a pujança patrimonial de Palocci. Melhor não fazer marola.

  29. Chesterton said

    para Pax, se é PT você se desvira em 10 para defender corrupto.

  30. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Piraste ou enlouqueceste?

  31. Chesterton said

    A Caixa Econômica Federal informou à Justiça Federal que o responsável pela violação dos dados bancários do caseiro Francenildo dos Santos Costa foi o gabinete do então ministro da Fazenda e hoje ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, ao vazá-los para a imprensa.

    É a primeira vez que o banco estatal responsabiliza o ex-ministro. Até então, dizia que apenas havia “transferido” os dados sob sigilo para o Ministério da Fazenda, sem acusar Palocci ou seu gabinete pelo vazamento.

    Em setembro de 2010, a Caixa foi condenada pela Justiça a pagar indenização de R$ 500 mil ao caseiro pela quebra do sigilo e recorreu.

    Na apelação, a estatal informou, a partir das conclusões de inquérito da Polícia Federal, que cabia a Palocci resguardar o sigilo dos dados que lhe foram entregues pelo então presidente da Caixa, Jorge Mattoso.

    A quebra do sigilo e a divulgação, pela revista “Época”, dos dados bancários de Francenildo -testemunha da CPI dos Bingos que havia desmentido afirmações de Palocci- levaram à queda do ministro em 2006.

    A.A>

  32. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro Elias,

    Parece que a “carga tributária” brasileira é um problema cultural.
    É o tal de “empurrômetro”, ou seja, empurrar o abacaxi para os outros. Está muito ligado à famosa “lei de Gerson”, ou seja, levar vantagem em tudo. Quem é esperto não paga impostos, simplesmente repassa o ônus para os menos espertos, ou mais honestos.

    Aliás, uma grande empresária norte-americana declarou, literalmente, que “pagar impostos é coisa para pobre”.
    A maioria dos empresários paga uma alíquota bem reduzida.

    De qualquer maneira, carga tributária tem muito pouco a ver com desenvolvimento.

    Como venho dizendo aqui, se não pagar impostos trouxesse desenvolvimento, o Paraguai seria o país mais desenvolvido do mundo.

    México e Argentina também tem cargas tributárias bem baixas.

    “Baixa carga tributária: o Paraguai é o país de mais baixa carga tributária do Ocidente, com somente 8% do PIB, em 2010. O Imposto de Renda Pessoa Jurídica é de apenas 10%, e a importação de tecidos para as confecções é isenta de impostos.”

    http://www.braspar.org/?p=500

  33. Pax said

    Prezados,

    Estrada por mais uns 3 ou 4 dias. Até já.

  34. Elias said

    Chesterton,

    Para a 6ª série do fundamental, são mais de 8 disciplinas. Mas vou ficar em 8. O correto seria um professor especialista pra cada disciplina.

    Como se trata de uma escola chestertoniana, estimei que cada professor acumularia 2 disciplinas (o que é péssimo pra qualidade do ensino). Seriam 4 professores, portanto.

    Então, vamos lá!

    Vou usar os dados que tu mesmo forneceste: 100 horas/aula por mês a R$ 20 a hora/aula.

    100 x R$ 20 = R$ 2.000

    Observa que esses R$ 2 mil têm que ser divididos por 4 professores. Então:

    R$ 2.000 / 4 = R$ 500

    Até aqui, cada professor tá faturando a fábula de R$ 500/mês, ministrando 2 disciplinas e trabalhando 2 horas/dia (uma hora pra cada disciplina) EM CLASSE.

    Cada professor teria que pegar, pelo menos, 2 turmas, pra faturar a estonteante quantia de R$ 1.000 por mês. Poderia dobrar a remuneração se pegasse 4 turmas, 2 pela manhã e 2 à tarde. Chegaria a estratosféricos R$ 3.000 se encarasse mais 2 turmas à noite. Neste caso, ele teria que ralar 12 horas por dia EM CLASSE.

    Cada turma implica cerca de 1 hora/dia de trabalho extra-classe (preparação de aulas, correção de trabalhos e provas, etc). Logo:

    Uma turma/dia (40 alunos): jornada de 3 horas/dia e remuneração de R$ 500/mês.

    Duas turmas/dia (80 alunos): jornada de 6 horas/dia e remuneração de R$ 1000/mês.

    Quatro turmas/dia (160 alunos): jornada de 12 horas/dia e remuneração de R$ 2.000/mês.

    Seis turmas/dia (200 alunos): jornada de 18 horas/dia e remuneração de R$ 3.000/mês

    Chester,

    Tu estás me dizendo que, com teto salarial de R$ 2.000 por mês, pra uma jornada de 8 horas/dia EM SALA DE AULA, mais 4 horas extra-classe (horas extras não pagas), ministrando 2 disciplinas, encarando 160 alunos/dia, o cara faz um trabalho de qualidade média/boa.

    Estás doido! Agora não há mais dúvida.

    É, exatamente, essa a mentalidade que tem empurrado este país rumo à merda.

    Enquanto vocês não passarem à terceira instãncia, isso não melhora.

    Conheço um cara que pensa de modo muito parecido ao teu. Sempre que eu o encontro, ou que ele me telefona, minha saudação a ele é: “Porra! Tu ainda não morreste?”

    E aí, Chester… vais quando?

  35. Chesterton said

    Como se trata de uma escola chestertoniana, estimei que cada professor acumularia 2 disciplinas (o que é péssimo pra qualidade do ensino). Seriam 4 professores, portanto.

    chest- parece que você crê que as escol,as tem que contratar professores por 40 horas, quando na verdade, são contratados por hora aula. E o mesmo professor de matematica pode dar a materia da 3a, da 4a, da 8a, enfim…não entendo seu raciocinio.

    E aí, Chester… vais quando?

    chest- ainda bem que não é você quem decide.

    20 reais a hora, fazendo 40 horas semanais, daria em tese 3.200 reais por mes, o que no itenrior é salério muito bom.

  36. Chesterton said

    salério = salário sério….

    Pax fugiu por uns dias…. a situação do PT deve estar braba mesmo.

  37. Olá!

    “Pax fugiu por uns dias. . .”

    O Pax foi para o México participar da conquista de um pedaço do território de tal país. É que pelo método de análise histórica da esquerda, só assim um país se desenvolve e consegue construir uma ordem social minimamente civilizada.

    Quando o Pax retornar, o IDH do Brasil será de 0.99; a corrupção sumirá; um empreendedor abrirá uma empresa em menos de 24 horas; a educação será de excelência; as taxas de homicídios despencarão; e o Brasil será um país de primeiro mundo.

    É isso aí!

    Marcelo

  38. Carlão said

    hehehe

  39. Carlão said

    Disclaimer:
    qualquer semelhança é mera coincidência!
    hehehe

  40. Elias said

    Chester,

    Vou tentar ser mais claro.

    Não estou dizendo que o professor “tem” que ser contratado por 40 horas, nem por 39, nem por 38.

    Claro que sei que, em geral, os professores são pagos por hora/aula, neném. Tu ainda nem havias concluído o ensino médio e eu já contratava professores por hora/aula.

    Acontece, pombas, que a remuneração final do professor horista dependerá da quantidade de horas/aula que ele ministrar por dia.

    Se o preço da hora/aula é R$ 20, ele receberá R$ 500/mês por turma: 1 turma = R$ 500; 2 turmas = R$ 1.000; 4 turmas = R$ 2.000; 6 turmas = R$ 3.000.

    Isto significa, bacanudo, que, pro sujeito tirar R$ 3.000 por mês, ele terá que ralar 12 horas EM SALA DE AULA, regendo 6 turmas (2 horas/aula pra cada turma).

    Acrescenta a isso a média de 1 hora/dia por turma, pra trabalhos extra-classe (elaborando aulas, provas e proposições de trabalho; e corrigindo trabalhos e provas), e terás singelas 18 horas de trabalho por dia, pra receber a estratosférica remuneração de R$ 3.000 por mês.

    Claro que nenhum professor se submete a ralar 18 horas por dia, por essa remuneração.

    Resultado? Menor dedicação ao trabalho, aulas precariamente preparadas e ministradas deficientemente, menos pesquisas, menos tempo dedicado à atualização e aperfeiçoamento profissional, etc.

    Em suma: baixa qualidade do ensino.

    Não importa o regime de contratação, se por hora/aula ou por jornada semanal, caraca. O problema aí é a REMUNERAÇÃO, Chesterton! A REMUNERAÇÃO, cara! A GRANA! A MUFUNFA!

    Entendeste?

    A escola cobra barato? Cobra.

    Resultado: paga mal.

    Ensino é SERVIÇO Chester. A qualidade do serviço, depende, fundamentalmente, da qualidade da mão-de-obra.

    Só na cabeça de um doido varrido cabe a idéia absurda de que é possível obter mão-de-obra de excelente qualidade, ou mesmo de qualidade “média-boa”, pagando por ela uma remuneração vagabunda.

    Quem paga remuneração vagabunda, só pode comprar mão-de-obra vagabunda, que produzirá um serviço igualmente vagabundo.

    Não é que o profissional seja, necessariamente, vagabundo. Vagabundo é o trabalho que ele dá, em troca de uma remuneração vagabunda.

    Isso, expandido para todos os ramos de atividade, num país inteiro, dá no que deu (há algumas décadas, um indivíduo dizia: salários mais altos = mais mercado, mais produção, mais vendas, mais lucros. O nome desse cara? Henry Ford).

    Se a escola chestertoniana pagasse R$ 80 por hora/aula, eu mudaria de opinião a respeito dela.

    No caso, o sujeito ganharia R$ 4 mil por 2 turmas e R$ 8 mil por quatro turmas.

    Aí, sim, Chester, tu terias um professor de boa qualidade, empenhado em trabalhar bem, pra não perder o emprego.

    Em conseqüência terias um ensino de boa qualidade.

    Mas, não seria possível pagar R$ 80 por hora/aula, cobrando R$ 250 por aluno/mês. Teria que se cobrar uma mensalidade mais alta.

    E, cobrando uma mensalidade mais alta, coloca-se a escola fora do alcance de quem ganha salário mínimo.

    Sacou, bebê?

  41. Elias said

    Chesterton,

    É comum que se pague ao professor a “hora de 45 minutos”, ou seja, paga-se uma hora/aula pra cada 45 minutos trabalhados, que é a duração média de uma aula. Os restantes 15 minutos pagos “sem trabalhar” servem pra compensar o trabalho extra-classe que todo professor, bem ou mal, muito ou pouco, tem que fazer.

    Quase sempre, e se for bem feito, esse trabalho extra-classe dá uma hora por dia, pra cada turma.

    Mas a questão não é essa.

    A questão é quanto se paga por hora/aula. Idealmente, o professor deveria trabalhar em classe 4 horas por dia, independentemente do regime de contratação.

    Acontece que, como a remuneração é merreca, o professor acaba se submetendo a trabalhar muito mais do que isso, pra ganhar mais.

    Isso acaba repercutindo negativamente sobre a qualidade do ensino. Além disso, acelera o desgaste físico e mental do professor (que é uma das profissões mais desgastantes do mundo).

  42. Chesterton said

    My darling, n”ao se ofenda.
    Meu ex-sogro sustentou-se dando aulas pela mnh”a, tarde e noite e conseguiu fazer um belo serviço, tendo proporcionado vida confortavel as familia. Vida de professor é sofrida? Claro. Trabalha para caramba? Trabalha. Mas foi a escolha dele, e assim foi feliz.
    Escolas privadas podem dar um ensino de qualidade com baixo custo sim.
    Donos de escola tem um belo lucro sim.
    Você parece que alimenta um espirito muito corporativista em relação aos professores, ou no mínimo pretende que eles ganhem salarios que os enriqueçam. Não dá.
    Tres mil reais para rpofessores primarios é um bom salário, 8 horas ao dia, 160 reais por dia x 20 , tá ótimo.
    Minha irmã ganha isso dando aulas particulares de ingles, talvez trabalhe um pouco menos, mas não tem 13 salarios, ferias e o escambau.
    Tenho uma amiga que é top de ensino secundario RJ em amtematica, fatura 7000 por mes trabalhando 8 horas por dia, é uma exceção.
    Excelentes rendimentos para professores, que não deveriam se queixar e trabalhar muito satisfeitos.

  43. Olá!

    Falando em educação:

    Cabral quer 20% das vagas de concursos públicos para negros e índios.

    Quando eu ainda estava na universidade e tinha maior proximidade com os meus colegas da esquerda universitária, chamei a atenção para a possibilidade dessa história de cotas raciais serem a porta de entrada para mais demandas desse tipo em outras áreas. Isso foi em 2006/2007.

    O ponto que toquei foi exatamente esse. Lembro que falei algo do tipo: “Não demora muito e o pessoal pró-cotas começará a exigir também cotas nos concursos públicos e coisas tais.” Os meus colegas esquerdistas reagiram mais ou menos assim: “Que nada! Uma vez que um cotista obtenha o seu diploma, aí, todo mundo estará no mesmo nível e não haverá a necessidade de cotas nos concursos públicos, pois todos estão nivelados.”

    Ora, ora. . .

    E acreditem: Ainda virão mais exigências e coisas desse tipo.

    Até!

    Marcelo

  44. Chesterton said

    a esquerda no fundo no fundo não tem vergonha na cara.

  45. Olá!

    Interessante isso aqui:

    Palocci se explica a petistas e critica oposição, dizem senadores. Excerto:

    O senador Wellington Dias (PT-PI) afirmou que Palocci atribuiu à oposição o vazamento das denúncias –em especial “tucanos” que estão em São Paulo. “Estão buscando fazer um terceiro turno desse episódio. É o PSDB que está por trás disso, sem a preocupação dos anos que isso pode causar”, afirmou Dias.

    Claro, claro. . . Foi o pessoal do PSDB que colocou R$ 20 milhões no bolso do Palocci.

    Essa justificativa segue a mesma veia poética daquele papo de que o Mensalão foi uma invenção da tal imprensa golpista e que, portanto, não existiu.

    Até!

    Marcelo

  46. Carlão said

    Marcelo
    estou quase apostando que Palocci revelará que ganhou 20 milhas (10 dos quais entre a eleição da poste e a posse da governAnta) dando palestras…
    Por isso lula anda puto…Palocci ganha mais que ele por unidade.hehehe

    Hoje, Dilma virou porta-voz de seu subordinado.
    A doença da Dilma vai muito além do que imaginávamos…
    ë doente da cabeça também. Lula mandou e ela abriu a boca.
    A pergunta Dilma é merda ou chocolate que aqui postei em vídeo várias vezes já tem a resposta.
    Dilma como presidente é merda e o PT faliu faz tempo…só resta o molusco etílico e seu bando de adoradores fanáticos.
    A guerra é contra José Dirceu – aquele que fugiu para Cuba, se operou plasticamente, voltou ao Brasil e até se casou sem revelar à própria esposa sua verdadeira identidade, como o próprio já confirmou.
    Guerra pelo poder e lula está pendurado na corda mais fraca…julgando-se onipotente.
    Vamos ver quem vai ganhar: lula ou zé dirceu.
    Palocci já era.Dilma é incompetente.
    lula foi derrotado na sua pax romana e a petralhada anda de cú na mão,fingindo de mortos aqui no blog.
    Aliás sugiro mudar o nome do blog de PoliticAetica para GovernAnta…hehehe

    priceless!

  47. Carlão said


    A cabeça e a alma de um governante se traduzem nas escolhas que faz. Para chefiar a Casa Civil, o morubixaba da tribo escolheu, sucessivamente, José Dirceu, Dilma Rousseff, e Erenice Guerra.
    Um farsante, uma nulidade e uma quadrilheira. Coerentemente, decidiu que a sucessora deveria escolher Antonio Palocci.
    Por ordem do chefe, Dilma convidou um estuprador de sigilo. O traficante de influência veio junto. As quatro obscenidades que o gabinete hospedou , somadas, compõem o retrato de Lula.
    colado de augusto nunes falando em meu nome
    Eu desejo sinceramente que lula vá à puta que o pariu.
    DISCLAIMER
    Aquela santa, analfabeta ao nascer, não tinha nada a a ver com isso.

  48. Alba said

    Elias,

    Em 40 e 41 – clap,clap, clap! É fácil falar da Educação e, claro, atribuir tudo aos professores. É a norma por ser a mais fácil, não só não leva em conta mil outras dificuldades. Há como superá-las? Sem d´´uvida. Mas sempre depende da orientação PEDAGÓGICa do estabelecimento. Volto a falar disso amanhã, sorry.

  49. Chesterton said

    os professores são uns coitadinhos.

  50. Olá!

    Não deixa de ser um tanto irônica a situação dos professores brasileiros: Ao mesmo tempo em que os professores brasileiros querem as benesses e as condições salarais e de trabalho do mundo civilizado, eles hostilizam os valores que construíram tal mundo. Alguns cursos de licenciatura, como história e geografia, levam essa hostilização ao extremo e derramam um mar de ressentimentos contra os países desenvolvidos, atribuindo a estes as piores qualidades que este mundo é capaz de produzir.

    Isso é bastante engraçado, pois os professores do mundo civilizado tiveram como alunos seus pessoas que deram ao mundo coisas como o iPhone, o Google e a Internet, enquanto que os professores brasileiros, no geral, construíram um exército de fantasmas que são parcial ou completamente analfabetos.

    Até!

    Marcelo

  51. Alba said

    Marcelo e chest,

    Interessantes essas observações de vocês. Em primeiro lugar, jamais me vi como “coitadinha” e brigo até hoje contra quem o faz. A carreira do magistério é uma escolha, como outras centenas possíveis. Só que a escolha importa em compromisso – aquela coisa demodé para muitos, de apresentar uma boa aula, motivar os alunos, fazê-los se envolver na aventura do conhecimento (com beleza, ífiuplís).

    Só que fica difícil fazê-lo, quando faltam as mínimas condições materiais. Passei boa parte da minha vida profissional em escolas particulares, onde as condições eram melhores (maomeno, de toda forma) Como nem sequer me registravam (algumas – é aquela coisa que o Elias comentou sobre custos e coisa e tal, fui meio que obrigada a voltar para as escolas públicas, que pelo menos preservam os direitos trabalhistas)
    Daí, passei para as escolas públicas, que exasperam exatamente pela falta de condiçôes materiais, como precisar aplicar um testezinho para 4 turmas, com 10 questões simples, numa folha.

    Claro que não estavam prontas de acordo com o meu planejamento. As desculpas? Não havia papel (comprei uma resma, depois disso); faltava toner na impressora, o diretor precisava usar o equipamento naquela ocasião, o técnico de informática faltou, sacumé?

    A propósito, Marcelo, as questões eram muito, mas muito, básicas: coisas como ” o Brasil é banhado por que oceano?” (Nem te conto o que tive de ler)

    O que me leva a dizer que ideologizar a discussão é fácil, mas não responde nadinha. E isso por que seja quem for que queira discustir educação tem que ter em mente que lidamos com gente (pelo menos nas escolas públicas e até certo ponto, as particulares) que têm família disfuncionais, graves problemas e coisa e tal)

    REsponde? Não sei. Mas tenho certeza de que não passa pelo aprendizado transverso de Marx, sacumé?

  52. Carlão said

    “Estão testando a Dilma. Se tirar o Palocci, o governo dela se arrastará até o final”.
    lula foi mau.(pax diria mal).
    Mau é perverso neste contexto.
    hehehe

  53. Chesterton said

    Alba, já fui professor, já contratei professoras. Sorte do aluno que tem v. como professora. Você vai dar seu jeito e não vai fazer greve. Uma vez deixei de ensinar por falta de condições…a aula iria colocar a vida de um doente em perigo. Minhas aulas começavam assim: não faço chamada! Sumia metade. A matéria que vou dar não cai na prova! Sumia mais 25%. Pronto agora a aula vai bem, participativa, dinâmica, alegre, uma beleza. Aí o diretor mandou dizer que tinha que fazer chamada. Fazia no inicio, e ele pediu para fazer no fim tambem. Aí eu mandei que ele fizesse a chamada pois eu tinha mais o que fazer. Era concursado, tinha estabilidade, o chefe da cadeira não era louco de me dar pito, pois sabia que a resposta seria malcriada. Outra aula: faltava material pois a chefe-enfermeira não queria perder a hora do não sei o que e escondia o material: “olha aqui gurizada medonha, se em 5 minutos o aspirador não aparecer, eu vou para a praia!”. “vocês vão ficar aqui e bater ponto, mas eu vou sair agora , dar queixa, entrar no meu carango (pra ter fon-fon, trabalhei-trabalhei) e vou para-a-praia..entenderam?” “mas. mas, mas…..não tem mas, mas, são 4 minutos que faltam”. Não é que apareceu? Amazing! Eu tinha que manter a minha fama de mau.
    Quando a situação realmente ficpu preta, EU PEDI DEMISSÃO! Ninguem acreditava, todo mundo achava que eu tinha enlouquecido. A primeira pessoa em 100 anos que tinha pedido demissão naquela universidade. “Fica aí, disseram, enrrola como todo mundo, é molezinha”.
    -Molezinha é o cacete, fui contratado para ensinar, não para fingir, fui….

    Agora imagine se todos os professores do Brasil fizessem o mesmo, em 10 anos o salário triplicava. Mas não, professor primeiro se filia a um sindicato, depois faz greve, depois reclama que ganha pouco e a vida é muito cara, depois finge uma depressão…

    Ora, vão eles todos (aqueles meus antigos colegas) para a pqp. Tá tristinho? Vai embora.
    Portanto, professor tem que se mancar.

  54. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    finalmente você mostrou a sua verdadeira cara.

    Você é um “eterno jovem rebelde”!

    Um “eterno adolescente revoltado”.

    Você é que está “contra a natureza”.

    Você é que está tentantando “carregar o mundo nas costas.”

    “O mundo não vai parar para que você remende os cacos do seu coração”.

    O segredo do mundo é tempo e paciência.

    A grande descoberta de Darwin, “com tempo suficiente, um simples unicelular poderá se transformar num organismo altamente complexo.”

    Como dava a entender Dostoievski, “da boca de um rústico componês pode brotar a filosofia mais profunda”.

    O mundo é bem mais sábio e profundo do que sonha a tua vã filosofia juvenil.

  55. HRP IN CONCERT! said

    Judiciário praticando ato inconstitucional!
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/justica-de-sao-paulo-proibe-marcha-da-liberdade.html
    É bom encontrar essa casa em boa forma!

  56. Chesterton said

    A grande descoberta de Darwin, “com tempo suficiente, um simples unicelular poderá se transformar num organismo altamente complexo.”

    chest- Patriarca, quanto tempo falta para você?

    Pax, cadê o aquecimento global?????

  57. Chesterton said

    sexta-feira, 27 de maio de 2011
    CONSUMO DE MACONHA: GOVERNO DA HOLANDA MOSTRA SUA FACE NAZISTA!
    Trechos da matéria do G1:

    Em um esforço para parar com o turismo para uso de drogas, o governo da Holanda decidiu nesta sexta-feira (27) restringir o acesso aos tradicionais coffee shops e proibir a entrada de turistas para comprarem drogas, informa o site “BNO News”.

    Isso quer dizer que o turismo para uso de drogas está causando problemas? E daí? Meu Deus! Quanta intolerância do governo da Holanda!

    Segundo o governo holandês, a medida tem como objetivo reduzir pequenos crimes e o número de turistas interessados em usar drogas.

    Reduzir pequenos crimes? Ué, mas eles são cometidos? A liberação não era pra acabar com os problemas relacionados ao consumo? Quer dizer que a turma da marofa está, sei lá, batendo carteiras, assaltando pessoas a mão armada? Qual é, governo da Holanda! Que coisa mais careta! Tá todo mundo noiado por aí?

    O governo espera que o fechamento dos coffee shops a estrangeiros reduza em pouco tempo o número de turistas para consumir maconha, diz o texto.

    A Holanda é uma Disney pra maconheiro?

    O governo holandês também decidiu que os estabelecimentos não serão permitidos a menos de 350 metros de escolas.

    Por que essa restrição nazista? O pessoal aqui no Brasil grita nas ruas que maconha é uma delícia! Caretice do Velho Mundo!

    Texto completo aqui.

    Detonado por Felipe Flexa

  58. Olá!

    Alba,

    “Interessantes essas observações de vocês. Em primeiro lugar, jamais me vi como ‘coitadinha’ e brigo até hoje contra quem o faz. A carreira do magistério é uma escolha, como outras centenas possíveis. Só que a escolha importa em compromisso — aquela coisa demodé para muitos, de apresentar uma boa aula, motivar os alunos, fazê-los se envolver na aventura do conhecimento (com beleza, ífiuplís).

    Só que fica difícil fazê-lo, quando faltam as mínimas condições materiais. Passei boa parte da minha vida profissional em escolas particulares, onde as condições eram melhores (maomeno, de toda forma) Como nem sequer me registravam (algumas – é aquela coisa que o Elias comentou sobre custos e coisa e tal, fui meio que obrigada a voltar para as escolas públicas, que pelo menos preservam os direitos trabalhistas)
    Daí, passei para as escolas públicas, que exasperam exatamente pela falta de condiçôes materiais, como precisar aplicar um testezinho para 4 turmas, com 10 questões simples, numa folha.

    Claro que não estavam prontas de acordo com o meu planejamento. As desculpas? Não havia papel (comprei uma resma, depois disso); faltava toner na impressora, o diretor precisava usar o equipamento naquela ocasião, o técnico de informática faltou, sacumé?

    Alba, é esse o ponto fundamental que o meu comentário acima chama a atenção: Ao mesmo tempo em que os professores brasileiros gostariam de desfrutar das benesses e condições salariais e trabalhistas do mundo civilizado, esses mesmos professores, muito provavelmente, não estariam dispostos a colaborar e/ou aceitar que fossem colocadas em prática, no Brasil, as medidas econômicas que tornam possível a realidade educacional dos países desenvolvidos.

    A ausência dessas medidas econômicas são sentidas nessas coisas que você citou: Não tem papel; não há livros na biblioteca; os alunos vêm de famílias pobres e, não raro, problemáticas; não há acesso a um laboratório de informática que seja decente; as condições de trabalho deixam a desejar; os salários são ruins; os alunos não aprendem; falta material básico; e etc., etc., e etc.

    Boa parte desses problemas acima citados não ocorrem por acaso. Há uma razão bem fundamental para que isso aconteça: Não há dinheiro. Não há recursos.

    Não é uma questão de ideologizar o debate sobre educação, mas, sim, uma questão, pura e simples, de admitir que o modelo econômico atual do Brasil é ineficiente para gerar os recursos mínimos necessários para que houvesse um padrão educacional que se aproximasse um pouco mais da realidade educacional do mundo civilizado.

    A pergunta que eu coloco é a seguinte: Vocês, professores brasileiros, que nutrem, muito justamente, uma grande admiração pela realidade educacional dos países civilizados, estariam dispostos a implementar as medidas econômicas no mesmo estilo daquelas que existem nos países desenvolvidos para que haja recursos suficientes no sentido de bancar uma educação melhor para a população?

    Eu duvido muito que os professores brasileiros viessem a dar o seu apoio a tais medidas, pois tais medidas são consideradas “neoliberalismo”, “entreguismo das riquezas nacionais”, “elitismo”, “coisa da burguesia” e etc.

    Aí está o paradoxo. Você, Alba, citou Marx no seu comentário acima e é justamente nesse paradoxo que Marx entra: Essa hostilidade dos professores a tais medidas econômicas liberalizantes não ocorre por acaso, pois o ambiente universitário brasileiro é dominado por um pensamento essencialmente marxista e isso gera efeitos deletérios para a educação, bem como para a geração de recursos que seriam direcionados para a educação.

    Alba, para que você tenha uma idéia de como é complicado gerar riquezas/recursos no Brasil, para que um empreendedor brasileiro possa abrir a uma empresa, ele tem de passar por um processo de 16 procedimentos burocráticos e que leva 120 dias no total (4 meses) para ser finalizado. São 16 camadas de burocracia e, muito possivelmente, em cada uma dessas camadas o empreendedor precisará lidar com corrupção, marasmo, má vontade e coisas tais. No mundo civilizado, em média, um empreendedor levar menos de 20 dias para fazer o mesmo e com poucas camadas de burocracia.

    A situação do empreendedor brasileiro é triste não só pelo fato dele ser destratado dessa maneira como acima descrita, mas também pelo fato de que é do trabalho do empreendedor que vêm os recursos (captados via impostos) que bancam os serviços públicos de saúde, segurança e educação. Se o Brasil é um país que oferece um ambiente pouco receptivo aos empreendedores, não é de se estranhar que os serviços públicos básicos sejam uma porcaria.

    Mas parece que a esquerda brasileira abandonou de vez as bandeiras da saúde, da segurança e educação públicas de qualidade. A esquerda brasileira de hoje está bem mais interessada em obras faraônicas, trem-bala e coisas tais do que em construir escolas que realmente prestem.

    Até!

    Marcelo

  59. Patriarca da Paciência said

    Tia Carmela,

    simplesmente fantástico!

    Conclui o artigo dizendo que beber em companhia do “povão”, então, é abominável: “nenhum voto do mundo justifica sentar-se à uma tosca mesa de plástico, na companhia incômoda de um sujeito que nunca foi a Miami, com uma garrafa de Brahma na frente”.

    A iluminada contribuição do ex-sabetudo FHC à redenção nacional, agora que foi abençoada pelo Maior dos Brasileiros, guiará todas as famílias da UDN brasileira, inclusive a tradicional família udenista mineira, liderada pelo faraó Tancredo Neves.

    Repercussão

    O menino de recados do pres. Zezinho, Sr. Bob Freire (UDN-PE) propôs na Câmara uma lei obrigando a gente do “povão” a viver em reservas próprias, só podendo penetrar no território da gente bonita para executar os serviços domésticos que lhe couberem.

    Uma ala da UDN acha que é preciso mandar o “povão” para a escola para aprender ao menos alemão.
    Sua correligionária, a Sra. Soninha Copélia (UDN-SP) disse que não vai mais tirar a roupa nem fumar coisas estranhas na presença de gente que não tenha iphone.

    Os jornalistas de programa da UDN também aderiram: o Supremo Dono da Verdade da UDN, Sr. Arnaldo Jabá, disse que está na hora de acabar com essa coisa de “povão”, e que o Brasil vive hoje uma crise moral porque o “povão” anda muito saidinho.

    Até um jornalista miserável do Sul vociferou em seu programa de TV: “O ‘povão’ é o pior legado que o usurpador do planalto nos deixou!”

    http://tiacarmela.wordpress.com/2011/04/13/pres-zezinho-concorda-com-fhc-o-%e2%80%9cpovao%e2%80%9d-so-atrapalha/

  60. Olá!

    Alba, gostaria de humildemente convidá-la para ler um post no meu humilde e singelo blog.

    Esse post trata da relação que há entre a liberdade econômica e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no período de 1980 até 2010.

    Se você estiver com preguiça de ler todo o post, este gráfico faz o resumo de quase tudo.

    É interessante observar que os países mais economicamente livres também são aqueles com os melhores IDH, isto é, são os países que possuem uma elevada expectativa de vida, uma população bem instruída e elevados níveis de renda.

    É um post interessante.

    Até!

    Marcelo

  61. HRP IN CONCERT! said

    Falando de liberdade e sociedade civil mobilizada, a turma parece que vai fazer bonito!:
    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/marcha-da-liberdade-esta-mantida-nao-silenciaremos.html

  62. Elias said

    Alba,

    Saudações efusivas!

    Chester,

    Alguns donos de escola têm bons lucros, sim.

    E algumas escolas privadas oferecem ensino de escelente qualidade, sim. Tenho sobrinhos que estudam no Dante, e não há o que reclamar. Tenho filhos que estudaram no Pitágoras, também sem reclamações.

    O que não dá, neném, é o cara proporcionar ensino de boa qualidade, pagar salários decentes e ter lucros altos, tudo isso cobrando mensalidade de R$ 250.

    Ao dizer isso, tás fazendo pouco caso da inteligência do pessoal que lê esta lista.

    Pra cobrar mensalidade de R$ 250, de algumas coisas terá que se abrir mão. Advinha o quê…

    Com mensalidade de R$ 250, pra início de conversa, o cara não vai pagar salário decente. Não pagando salário decente, não vai conseguir manter mão-de-obra de boa qualidade. No máximo, essa escola será uma caixa de passagem. Aquele emprego que o cara pega enquanto procura outro melhor.

    Se o cara cobra mensalidade de R$ 250, e tem um bom lucro, então o salário que ele paga é mais vagabundo ainda. A escola dele não tem programa de atualização profissional, não tem biblioteca digna desse nome, não tem laboratório de informática, nem de química… e por aí vai.

    Vai proporcionar ensino de boa qualidade? Porra nenhuma!

    A menos que tu tenhas em mente um padrão de qualidade “bom” pra pobres. E pretos. Ou quase-pretos. Ou quase brancos quase-pretos de tão pobres… que são como podres, né?

    E etc, etc, etc. Não vou repetir mais do que já fiz.

    Muda o DVD pra outra fantasia de direita. Essa já deu!

  63. Chesterton said

    então vamos para a fantasia da esquerda, onde os salários são excelentes e os resultados maravilhosos. Ora pois.

  64. Chesterton said

    em primeiro lugar, estou falando de escola de primeiro grau com o intuito de alfabetizar e ensinar matematica , quimica e biologia básicas para a garotada, que certamente não pensa em universidade, pelo menos sem antes trabalhar.
    Não é necessario professores com mestrado e doutorado enm laboratorios sofisticados e muito menos computadores. A qualidade de ensino que recebi, e me proporcionou um futuro ao ensinar a pensar, não teve nada disso.

  65. Elias said

    Chesterton,

    1 – Vamos parar com essa babaquice. Minhas críticas às tuas babaquices de direita não significam que eu morra de amores pelas babaquices de esquerda.

    2 – O que eu estou dizendo — caceta! — é que educação de qualidade CUSTA CARO!

    3 – Daí que, se quisermos proporcionar educação de qualidade à população brasileira de baixa renda, teremos que fazer o Estado entrar na jogada, com força total: ou ele proporciona diretamente essa educação ou ele subvenciona a escola privada (que é o que eu gostaria que acontecesse).

    4 – Tás por fora do que seja um ensino fundamental de qualidade. Vai a qualquer escola de bom nível, e verás que laboratório e biblioteca não é privilégio de ensino médio e superior. A partir do 6º do Fundamental, o aluno já começa a ter aula prática em laboratório (aliás, por coincidência, 6º do fundamental é, exatamente, a série em que está o filho da tua empregada, né?)

    5 – Repito, outra vez, de novo, novamente: o pior drama da educação no Brasil, é que o ensino público faliu, sem que tenha sido, minimamente, substituído por um ensino privado de qualidade, acessível à população de baixa renda.

    6 – Como educação de qualidade CUSTA CARO, segue-se que, no Brasil, quem pode pagar, compra e tem. Quem não pode pagar, dança.

    7 – Piora tudo o fato de que, no Brasil, nem esquerda, nem direita nem centro sabem, miseravelmente, o que fazer pra melhorar essa merda.

    8 – Tu dizes que o ensino que recebeste te ensinou a pensar? Então prova!

  66. Chesterton said

    A menos que tu tenhas em mente um padrão de qualidade “bom” pra pobres. E pretos. Ou quase-pretos. Ou quase brancos quase-pretos de tão pobres… que são como podres, né?

    chest- e eu preciso aprender a pensar….

    Tudo bem, Elias, eu não sei nada de escola, tenho um filho de 15 e outro de 20 e estava na lua esse tempo todo. Fui professor universitario (UFRJ) por 10 anos, mas como não sou petista isso não conta. Estudei nos EUA 1 ano, no científico, mas como não era a URSS ou Cuba, tb não serve para você. Passei outro ano na França estudando E dando palestras em escolas secundárias francesas (umas 10) para alunos do segun do grau, e como ………..(fill in the blanks) tambem não conta.

    Prestenção, tá tudo ótimo, mas escola precisa essencialmente:
    1. professor disposto
    2. lápis
    3. papel

    Biblioteca? Ótimo. laboratórios? Ótimo. Computador? Péssimo, só distrai na escola, é bom em casa. Mas lápis e papel é mais importante.
    A Qualidade não é cara. Professor de ponta é caro.

    Que precisa o Brasil? Que todos estudantes entrem na universidade? (nem tem vaga) Não! Que todos entendam de genética? Não. Que todos estudem filosofia? Não.
    O estudante brasileiro precisa urgentemente aprender a ler, entender um texto e dominar as 4 operações aritméticas até os 15 anos de idade. O resto vem sozinho, num país livre e capitalista.
    Há escolas para ricos? Há! Pode haver? Sim. É melhor? Depende do ponto de vista, pois um pobre em escola de rico não é uma boa idéia, ainda que possível. É possível ou desejável que toda a população brasileira frequente escola de rico? Não é possível, nem desejável, pois os pobres não podem depender da mami e do papi até os 30 anos de idade.
    “Ah, mas eu nasci pobre e quero estudar como o filho dos ricos”- vais pagar um dobrado, é possível, mas vai ser dez vezes mais difícil para você que para um filho de rico.
    “Ah, mas é injusto”. Claro que é injusto, a justiça cósmica não existe.
    “Ah, mas eu queria que todos fossem iguais” Esquece.

  67. Elias said

    Chesterton,

    Ainda estás devendo a prova de que, em algum lugar, te ensinaram a pensar.

    Só na cabeça de quem abriu mão da capacidade de pensar cabe a idéia de que alguém que paga remuneração vagabunda receberá, em troca, serviço de qualidade.

    Basta lápis e papel?

    Se tivesses um mínimo de capacidade de observação já terias percebido que a escola onde estuda teu filho de 15 anos envolve muito mais que isto… A menos que tu, por avareza, tenhas também colocado teu filho numa escola de R$ 250 mensais.

    Foste professor por 10 anos? Lendo as idéias que defendes por aqui, só posso ter pena dos teus ex-alunos.

    Mas, posso encerrar meu comentário com uma nota alegre. É que, enfim, fizeste algo em favor da educação no Brasil: paraste de lecionar.

    Parabéns, Chesterton!

    E bom final de semana.

  68. Elias said

    Desculpa, Chester.

    Mas vou me estender um pouco mais.

    Não acho que “todos os estudantes” devem entrar na universidade.

    Pessoalmente, acho que uma das grandes debilidades do sistema de ensino brasileiro é não formar mão-de-obra direta.

    Defendo um ensino fundamental generalista, um ensino médio predominantemente (mas não exclusivamente) semi-profissionalizante e um ensino técnico pós-nível médio, pra formação de mão-de-obra direta. Formação de marceneiro, mecânico, pedreiro, padeiro, etc.

    A meu pensar, esse tipo de formação seria escalonado em três níveis, cada um deles com 2 anos de duração. No 1º nível seria formado o profissional “Júnior”; no 2º o “Pleno” e no 3º o “Sênior”.

    Entendo que deveria ser formada uma espécie de “rede brasileira de formação de mão-de-obra direta”.

    Vi algo parecido em Washington, em escolas profissionalizantes administradas por sindicatos, com subvenção do governo federal. O nível de ensino para a área de metalurgia era de primeiríssima qualidade.

    Aqui no Brasil, já existe, há décadas, um embrião que poderia ser desenvolvido. Trata-se do Senai/Senac/Senat, além de algumas escolas técnicas estaduais.

    Por conta da má qualidade da mão-de-obra, o desperdício de material na construção civil, p.ex., é de aproximadamente 33%. Ou seja, cada vez que se constrói 3 prédios, se terá desperdiçado material que daria pra construir mais um (e, nos que foram construídos, não faltam defeitos: rebocos cheios de ondulações, paredes fora do prumo, infiltrações, revestimentos mal assentados, etc). Essas perdas geram custos, que se incorporam ao preço dos imóveis.

    Há décadas que ouço falar isso. Providências que é bom…

    Tchau!

  69. Chesterton said

    67 não usou a cabeça
    68 tentou, tá desculpado

    Pessoalmente, acho que uma das grandes debilidades do sistema de ensino brasileiro é não formar mão-de-obra direta.
    chest- a grande debilidade do sistema é não ensinar a escrever, ler e fazer contas

    Trata-se do Senai/Senac/Senat, além de algumas escolas técnicas estaduais.
    chest- conheço muito, pois meu ex-sogro, e a ex eram de lá. O velho acordava as 6 e chegava em casa as 11. Se ele podia qualquer um pode.

    Tchau
    chest- tchau
    Defendo um ensino fundamental generalista, um ensino médio predominantemente (mas não exclusivamente) semi-profissionalizante e um ensino técnico pós-nível médio, pra formação de mão-de-obra direta. Formação de marceneiro, mecânico, pedreiro, padeiro, etc.
    chest- de nada adianta se o jovem não compreende um texto e não sabe porcentagem.

    Se tivesses um mínimo de capacidade de observação já terias percebido que a escola onde estuda teu filho de 15 anos envolve muito mais que isto…
    chest- o problema da escola do garoto, topo do Rio, por incrivel que possa parecer, é o corpo docente. Tem uma professora de biologia que responde: “isso não vou explicar porque é matéria do ano passado”. pqparil! De qualquer maneira ele está no secundário e sabe ler e escrever, coisa rara no país.
    laboratorio de quimica – não dá para fazer grandes experimentos, só demonstrações simples
    laboratorio de informatica- os alunos ensinam os professores sobre as últimas tecnologias

    ainda agora, no primeiro ano do secundario, o que vale é lapis e papel. Tanto que comprei para ele 10 resmas de papel 90 com a recomendação de que não desse bola para os ambientalistas e os usasse, a vontade, e depois sem culpa colocasse tudo no lixo.

  70. Chesterton said

    O período em que a empresa de consultoria Projeto ganhou mais dinheiro, cerca de R$ 10 milhões, foi quando o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) tinha poder para acessar dados reservados e planos de investimentos do governo federal, informa reportagem de José Ernesto Credendio, Fernanda Odilla e Matheus Leitão na Folha deste domingo (29) (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

    chest- alguem nota a semelhança do PT com os partidos fascistas do século passado?

  71. Patriarca da Paciência said

    chest- o problema da escola do garoto, topo do Rio, por incrivel que possa parecer, é o corpo docente. Tem uma professora de biologia que responde: “isso não vou explicar porque é matéria do ano passado”. pqparil! De qualquer maneira ele está no secundário e sabe ler e escrever, coisa rara no país.

    Chesterton,

    você é mesmo hilário.

    Só mesmo achando graça nas “viajadas” que você escreve.

    De qualquer maneira, me divirto muito mais com a Tia Carmela.

    “Os jornalistas de programa da UDN também aderiram: o Supremo Dono da Verdade da UDN, Sr. Arnaldo Jabá, disse que está na hora de acabar com essa coisa de “povão”, e que o Brasil vive hoje uma crise moral porque o “povão” anda muito saidinho.

    Até um jornalista miserável do Sul vociferou em seu programa de TV: “O ‘povão’ é o pior legado que o usurpador do planalto nos deixou!”

    Teu problema, é o mesmo dessa minoria alienada que sempre viveu na ilusão que era “aristocracia” “gente diferenciada”
    “europeu transplantada” etc. Agora está despertando e descobrindo que é apenas gente comum e… não se conforma com isso.

    Caramba!

    Como vocês sofrem!

  72. Zbigniew said

    E o mundo da muitas voltas…

    “Tive uma imensa satisfação, hoje, lendo uma matéria do Estadão.
    O “economista que não complica” Paulo Nogueira Batista Júnior, depois de anos, conseguiu ver o FMI, no qual é representante do Brasil e de mais oito países, aceitar e chancelar aquilo que, pouco tempo atrás, era ali uma heresia: a necessidade do controle nacional sobre os fluxos de capitais.
    O Dr. Nogueira Batista sabe, porém, que mais que sua obstinada luta, foi a realidade que impôs esta aceitação.
    Tornou-se evidente que as economias em desenvolvimento não podem aceitar – e nem sobreviver – a capitais flutuantes da ordem de centenas de bilhões de dólares se deslocando, sem controle, como aves migratórias, à procura de onde haja alimento para seus apetites, como se sabe bem vorazes.
    O controle de capital não é uma proibição de entrar, mas uma “cerimônia”, no que é, afinal,  “a casa dos outros”.
    Como uma visita que não ajuda na cozinha e, depois de se fartar, não ajuda com a louça suja.
    Como um cidadão, que tem que declarar quanto traz e quanto leva e, dependendo disso, deve pagar o imposto correspondente, também o capital não pode entrar e sair sem dizer a que vem e pagar por sua estadia.
    A história, inclusive a econômica, é feita por forças e vontades maiores que a de um simples ser humano. Mas os que nela, com sua capacidade e sua perseverança, agem sobre ela são aqueles que, disse um dia Brecht, são os insubstituíveis.
    Nogueira Batista, a quem a Folha dispensou ano passado como articulista, venceu num fórum muito maior que o dos “sabidos da Barão de Limeira”””.

  73. Zbigniew said

    O texto ta lá no Brizola Neto.

  74. Elias said

    “o problema da escola do garoto, topo do Rio, por incrivel que possa parecer, é o corpo docente. Tem uma professora de biologia que responde: “isso não vou explicar porque é matéria do ano passado”. pqparil! De qualquer maneira ele está no secundário e sabe ler e escrever, coisa rara no país.” (Chester)

    “laboratorio de quimica – não dá para fazer grandes experimentos, só demonstrações simples; laboratorio de informatica- os alunos ensinam os professores sobre as últimas tecnologias” (Chester)

    Viu só como não te ensinaram a pensar?

    Ou melhor: talvez tenham ensinado… tu é que não aprendeste!

    Quem disse que laboratório escolar de química tem que fazer “grandes experimentos”. É pra demonstrações simples, mesmo, Chester. Mas tem que ter.

    Esse “topo do Rio” não me convence. Em qualquer boa escola do país — eu disse BOA, Chester — um professor que faça isso põe a cabeça na guilhotina. Os pais reclamam, a escola realiza uma reunião, uma breve sindicância e… cráu!

    Se o filho do Chesterton começar a fazer muitas perguntas sobre matéria do ano passado, o professor logo acende a luz amarela. Aciona a supervisão pedagógica, que apura o que ocorreu no ano anterior (a matéria foi ou não ministrada?). Conforme for o resultado da apuração, ela chama pro jogo — se ainda não chamou — a orientação educacional, e ambas convocam os pais do Chester Baby pra uma reunião.
    É que o rebentinho tá fazendo tanta pergunta boboca que talvez esteja necessitando de um reforço.

  75. Alba said

    Viuge! A gente sai um pouquinho e a coisa ferve! Bem, não deixa de ser uma beleza.:=)

    Chest,

    Nem me passa pela cabeça arranhar a sua fama de mau, ainda mais que você foi gentil naquela observação sobre os meus alunos. Porém, em verdade vos digo, fiz greve pelo menos duas vezes, quando trabalhava em escolas públicas em início de carreira. E nem considero os sindicatos daninhos, de per se.(O que se tornaram depois é outra história) Não fosse a criação dos sindicatos para defender os interesses dos trabalhadores,teríamos ainda aquelas condições abomináveis de trabalho da Revolução Industrial.
    Falando nisso, revi o poderoso “As Vinhas da Ira” recentemente e me lembrei de um documentário sobre propaganda, visto há séculos na Cultura, que mostrava Goebbels usando trechos do filme para mostrar o quanto o governo americano decadente maltratava seus trabalhadores, enquanto Stalin sequer exibiu o filme por temer que os soviéticos observassem que mesmo na Grande Depressão, um americano comum tinha acesso a um carro. Curioso, némêss?

    Sei que estou deixando várias pontas soltas, mas já que me referi à propaganda,é hora de me referir ao Marcelo Augusto e à sua preocupação com as escolas como aparelhos ideológicos de Estado, na terminologia marxista que, até onde eu saiba, não foi refutada por nenhuma outra corrente de pensamento, porque em qualquer país, com graus variados de controle, o Estado mantém firmemente o controle de tudo que é ensinado e mais – determina que conteúdos são prioritários para os interesses nacionais. Poderíamos ir até mais longe: os países que têm maior IDH são aqueles que investem mais em pesquisa e educação, mesmo aqueles que começaram relativamente ha pouco tempo, como a Coréia do Sul. A propósito, prometo ler com atenção o post no seu blog.

  76. Alba said

    Continuando, para ser sincera, já percebi em outros tempos, uma maior hegemonia do discurso marxista. Não mais, acredite. E, em grande parte, porque há uma quantidade muito grande de professores mal formados, além de mal pagos, meio que incapazes de lidar com todos os problemas que os alunos nos trazem e ainda, destrinchar um texto, ensinar a interpretar, nem que se trate de questões rigorosamente não ideologicas, como ensinar a distinguir o leste do oeste, num mapa. (Uia, isso se presta a outras leituras, mas espero que entendam o que quis dizer).

    Por outro lado, há alguns entre eles, que a duras penas, frequentando cursos à distância (sou tutora num desses) conseguem dar saltos importantes e os alunos DELES sentem, o que é mais importante.

    No entanto, e aqui estou com o Elias, a diferença entre as escolas de ponta e as outras particulares (trabalhei em algumas em São Paulo antes de decidir me enterrar neste balneário)- é que as escolas de ponta servem a um público muito determinado e sempre foi assim na nossa história. Educação para os pobres nunca foi prioridade e, claro, isto tem absolutamente TUDO a ver com a nossa construção como país.

    Garanto que é doloroso dar um certificado a um menino pelo fim do fundamental – 8a.série, incapaz de responder um teste simples para um emprego simples, como atendente ou caixa de supermercado. Alguns são completos analfabetos funcionais. Sobre isso, recomendo um texto publicado na Piauí deste mês sobre o “Baraquio Obama”, mostrando como um adulto analfabeto sobrevive na cidade grande. http://www.revistapiaui.com.br

    E precisamos muito dessa mão de obra direta a que o Elias se refere. Pra não ir muito longe, praticamente TODO o discurso eleitoral do Skaf (que pouco conheço e por quem, mesmo assim, não nutro grande simpatia) ao governo de São Paulo, foi calcado na necessidade de ampliar o atendimento do Senai/Senac. A oferta das ETEs (Escolas Técnicas Estaduais) realmente aumentou. Só me pergunto se os cursos oferecidos são assim tão necessários, como, digamos, secretariado…

    Na verdade, há muito assunto e tenho consciência, mais uma vez, de ter deixado várias pontas soltas. Espero voltar ao assunto mais tarde, se houver interesse.

  77. Alba said

    Ops, um beijo aos velhos amigos!

  78. Elias said

    Alba,

    É só apertar um pouco a turma da direita, que ela acaba entregando o jogo.

    Vê só a que ponto o Chesterton desceu. Há anos ele vive dizendo que a escola particular é melhor, porque particular é melhor, etc e tal.

    Depois, ele mesmo acabou dizendo que na escola do filho dele, “top no RJ”, uma professora de biologia vive se recusando a responder perguntas dos alunos porque “é matéria do ano passado”.

    Se uma escola particular “top” é isso, imagina a dos fundilhos…

    A questão não é se a escola é pública ou particular. O que interessa é quanto se investe nela. Quanto se paga a professores, supervisores, orientadores, diretores, secretários, inspetores, etc. Quanto se investe em instalações escolares, em tecnologia da educação e em aperfeiçoamento profissional. E assim por diante.

    Isso é que possibilitará atrair e manter mão-de-obra “top” e dar a ela condições de trabalho. O resto descerá por gravidade.

    Magistério é vocação. Quando o sujeito vocacionado recebe a retribuição adequada, ele produz maravilhas.

    Professores muito bem pagos, dispondo de boas instalações físicas e operando tecnologia de educação avançada, em menos de 30 anos realizam verdadeiros milagres em qualquer país.

    Quem investiu pesado nisso — Israel, Coréia do Sul, etc — se deu bem. Não tem motivo pra se queixar.

    Quem não investiu — Brasil, p.ex. — fica obrigado a ouvir cretinices como as do Cristóvão Buarque ou, pior ainda, as bobagens do Chester.

  79. Pax said

    Segundo Carlos Brickmann a tese de fogo amigo não deve ser descartada.

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/e-ou-nao-e

  80. Pax said

    Sugiro também a coletânea que o Mauro Malin fez:

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/um-quadro-extraordinario

  81. Chesterton said

    Elias é uma piada. As escolas particulares são melhores, ainda que cheia de problemas, se não entender isso, posso desenhar.
    “O resto descerá por gravidade.” – isto tem nome: fé cega.

    Alba, a questão gira em torno de salários x capacidade do corpo docente. A origem dos professores de escolas públicas, (salvo minorias) é de um extrato social muito baixo (sem trocadilhos). Não só não frequentaram escolas minimamente decentes, como suas estruturas familiares não colaboraram para a valorização do conhecimento, coisa que ocorre tb nas familias abonadas. A ideologia dominante no Brasil é a lei do menor esforço, da malandragem, do atalho, do golpe, da desonestidade, e isso afeta sobremaneira a escola, principalmente a pública.
    O estado, ah, o estado…Pode o estado fazer alguma coisa ?
    Muito pouco, principalmente porque o poder está na mão daqueles que nunca primaram pela educação, pelo estudo, pelo esforço acadêmico. As esquerdas, desde FHC (falso intelectual, cujo pai tinha certeza que de tão inapto nunca daria nada na vida)até os guerrilheiros ora no poder, nunca se destacaram por estudo sério daquilo que interessa ao povo brasileiro. As vezes vagabundos violentos, outras vezes estudantes esforçados de marxismo, são os que hoje deveriam mudar o vetor e não tem capacidade.

  82. Chesterton said

    Em qualquer boa escola do país — eu disse BOA, Chester — um professor que faça isso põe a cabeça na guilhotina. Os pais reclamam, a escola realiza uma reunião, uma breve sindicância e… cráu!

    chest- que falta de noção…você mora na Lua? Não, no Pará, em Belém, terra que Jesus nasceu de acordo com Claudiomiro.

  83. Pax said

    Falando no Pará, à além de estarem matando um bocado de ambientalistas por lá, as famílias poderosas andam em polvorosa.

    Aqui um bom artigo do Lúcio Flávio Pinto

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/visceras-expostas-na-imprensa-paraense

  84. Chesterton said

    esses ambientalistas são fajutos. Esse que morreu era violentíssimo, com algumas mortes nas copstas.

  85. Pax said

    Qual deles? São vários, estão fazendo um strike de ambientalistas por todo território nacional.

    E os jogadores deste strikeismo devem ser os santos madeireiros.

    Pois sim, Chesterton, velho e bom Chesterton, pois sim.

    Foi teu tio quem te ensinou a pensar assim? Ou ou Olavo do caral.. digo, aquele olavinho das calças borradas?

  86. Pax said

    Assassinado no Pará outro agricultor que seria uma das testemunhas de morte de ambientalistas

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/28/assassinado-no-para-outro-agricultor-que-seria-uma-das-testemunhas-de-morte-de-ambientalistas-924557831.asp

  87. Elias said

    Pax,

    Essa briga é velha. Tem quase 30 anos.

    De um lado, a família Maiorana dona do Jornal Liberal, da TV Liberal e da Rádio Liberal. É a repetidora do sinal da Globo no Pará.

    Do outro, a família Barbalho, dona do jornal Diário do Pará, da TV RBA e de estações de rádio também. É a repetidora do sinal da Bandeirantes no Pará.

    Barbalho é, por assim dizer, o herdeiro do “Baratismo”.

    Magalhães Barata, um dos expoentes do “Tenentismo”, foi um caudilho ligado a Getúlio Vargas, que chegou ao poder em 1930, e aí se manteve (embora não necessariamente no governo), até 1961, quando morreu de câncer.

    A exemplo de Vargas, Barata mandava no PSD e no PTB, que continuaram dividindo o poder no Pará até 1964, quando foram defestrados para que Jarbas Passarinho iniciasse seu reinado, sob os auspícios do regime militar.

    Em 1982 Passarinho seria derrotado nas urnas por Jader, que era um adolescente quando Jarbas se tornou governador. Mas 4 anos depois Jarbas e Jader estariam unidos no mesmo palanque, e assim permaneceriam nos anos seguintes, na vitória e na derrota, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza…

    Já os Maiorana de hoje são os filhos de Rômulo Maiorana, um pernambucano filho de italianos que chegou em Belém nos anos 1950, acho, e acabou fundando um império de comunicações.

    Rômulo casou com Lucidéa, uma sobrinha de Magalhães Barata. Ele também comprou o falido jornal “O Liberal”, único bem de Barata, que ganhara de presente de alguns amigos (embora tenha ficado no poder durante 31 anos, Barata jamais acumulou riquezas; ao morrer, em 1961, era tão ou mais pobre do que quando chegara ao poder, em 1930). Com muita garra e criatividade, Rômulo fez do jornal “O Liberal” o embrião de seu império jornalístico.

    No dia em que a imundície político-partidária for lançada ao lugar que merece, que é a lata do lixo, Rômulo Maiorana acabará sendo reconhecido, com justiça, como o empresário que modernizou a imprensa paraense e, ainda, como o principal indutor da profissionalização (e da modernização) da publicidade no Pará.

    O fato é que os Maiorana e os Barbalho têm vínculos fortes e diretos com o Baratismo. Os Maiorana por laços familiares; os Barbalho pelas vinculações políticas: o PMDB no Pará é só a continuação do antigo PSD com outro nome (mas com os mesmos vícios).

    A briga entre as 2 famílias é, assim, o desentendimento entre ramos de uma mesma árvore. Ela começou quando Jader chegou ao poder, em 1982. Enquanto ele se contentou só (?) em exercer o poder político, não houve problema que não pudesse ser negociado com os Maiorana.

    A coisa mudou de figura quando Jader se tornou proprietário de jornal e de estações de rádio e tevê, tornando-se concorrente direto dos Maiorana.

    Piorou quando o jornal dos Barbalho superou o dos Maiorana em circulação.

    Agora, ambas as famílias disputam entre si o lugar à direita do governador Jatene (PSDB). Este, prudentemente, se mantém à sombra, evitando se meter em briga de cachorro grande.

    Quanto às pendências na SUDAM, é claro que as 2 famílias têm toda a razão quando se acusam. E nenhuma quando se defendem.

  88. Elias said

    Chester,

    Em qualquer BOA escola do Brasil e do mundo, se o professor der ao aluno a resposta que a professora de biologia do Chester Baby costuma dar a ele, esse infeliz tá com a cabeça na guilhotina.

    No Pitágoras, p.ex., o cara tá ferrado. No Dante, idem.

    Se tu dizes que não é assim na escola em que o Chester Baby estuda, eu acredito. Só não vem me dizer que isso é escola “top” porra nenhuma!

    Se fosse assim numa escola “top”, como seria numa dos fundilhos?

    Claro que não é assim, Chester. As boas escolas particulares do Brasil proporcionam um ensino de excelente qualidade. As instalações são de ótima qualidade, supervisão pedagógica é eficaz. E por aí afora.

    Só que essas boas escolas custam caro. Qualquer escola assim custa caro. Esse é o ponto que venho sustentando desde o início desta interminável discussão.

  89. Elias said

    Pax,

    Assassinato de ambientalista e militante do MST no Pará não é novidade.

    Contam-se às dezenas.

    Novidade é quando se consegue levar a julgamento algum mandante.

    Mais novidade, ainda, quando se consegue condenar alguém.

    Muitíssimo mais, quando o condenado cumpre a pena.

    Quase sempre, o julgamento só anda bem se houver alguma grita fora o país, ou interferência do governo federal e/ou, ainda, de atores da Rede Globo (um tal de Gianechini, ou algo assim, parece exercer um estranho poder sobre o Judiciário paraense: quando o Gianechini está presente a um julgamento, a lei tende a ser interpretada e aplicada corretamente. Por quê? Não faço a mínima idéia. Algum dom sobrenatural, mágica, talvez).

    Há algum tempo atrás, os autores de um massacre de lavradores foram julgados e absolvidos.

    Aí houve uma grita generalizada. FHC, então Presidente da República disse que a absolvição era uma vergonha para o país. Juristas norte-americanos e europeus baixaram o cacete. Atores de novelas da Globo deram um porrilhão de entrevista criticando o julgamento.

    Resultado: o julgamento foi cancelado.

    O novo julgamento contou com a presença de jornalistas e juristas norte-americanos e europeus. FHC mandou um observador (que não se fez de rogado: observou tudo, mesmo, nos mínimos detalhes). Atores de novela da Globo formaram uma comitiva, liderada pelo Gianechini (é assim que se escreve?).

    Deu certo. Os mesmos inocentados no julgamento anterior foram considerados culpados, sendo sentenciados a pesadas penas.

    Estão cumprindo as penas? Bem, aí já é oooouuuutra história, né?

  90. Chesterton said

    Só que essas boas escolas custam caro. Qualquer escola assim custa caro.

    chest- Elias, isso é chover no molhado. A questão é que não há dinheiro num país com renda per capita brasileira para isso. Tem-se que melhorar com a grana que existe. E muito….E rápido.
    1. não pode ter greve
    2. não pode ter marxismo
    3. não pode ter coitadismo

    Na Coreia, antes de decidirem ter escola boa, decidiram que iriam ficar ricos. Sim, a finalidade do estudo não era outra a não ser ficar ricos. Vá dizer isso para os brasileiros, moradores de um lugar onde ser rico é crime de lesa-pátria…

  91. Elias said

    “Na Coreia, antes de decidirem ter escola boa, decidiram que iriam ficar ricos.” (Chester)

    I
    Babaquice…!

    Até parece que o artista tava lá.

    A Coréia do Sul começou a investir os tubos em educação nos anos 1950, quando ainda era um país devastado por uma brutal guerra civil.

    E foi investimento PÚBLICO Chester. Investimento PÚBLICO. Até porque, na época, nem havia iniciativa privada apta pra assumir o pepino.

    TODAS as pessoas pobres que se viram como podem pra estudar, ter curso superior, etc., fazem isso pra melhorar de vida. É assim em qualquer parte do mundo, cvaceta, não só na Coréia.

    Sei como é isso muito mais do que tu pensas. Sou de uma família de imigrantes que chegou aqui sem nada, até porque o pouco que tinha lhe foi arbitrariamente confiscado. Hoje, essa mesma família é formada, predominantemente, por empresários e profissionais de nível superior, que romperam a barreira da miséria com estudo e muito trabalho.

    II
    Greve é uma contingência. Tem em qualquer país civilizado e democrático. Só nas ditaduras não existe greve. Se queres viver numa ditadura, vai em frente. Tem várias por aí. Escolhe uma delas e te manda!

    III
    O marxismo já era (só subsiste ainda debaixo da cama de um ou outro maluco…).

    IV
    Já o coidadismo é uma merda, mesmo! É uma das faces da moeda da mediocridade. A outra face é aquele pessoal com complexo de vira-lata, que acha que só os estrangeiros conseguem fazer alguma coisa direito.

    Se eu pudesse, trataria os dois grupos de bundões — os coitados e os vira-latas — a peso de porrada!

    V
    Tu é que resolveste enxugar o que estava seco, quando disseste que dava pra obter ensino de qualidade média-boa com mensalidade de R$ 250.

    Eu disse e insisto em dizer que não. Eu disse que ensino de boa qualidade custa caso.

    Tu discordaste de mim. Que história é essa agora, de “chover no molhado”? Já estás concordando?

    Além do mais, não esquece que entoaste cantos de louvor à qualidade do ensino privado e, depois, disseste que, na escola onde estuda o Chester Baby, escola que é “top” no RJ, a professora de biologia vive evitando as perguntas dos alunos, alegando que elas versam sobre matéria do ano anterior. E que não acontece nada com essa professora.

    Decide:

    a) a qualidade do ensino nas escolas privadas “top” do RJ não é lá grande coisa;

    b) a escola em que estuda o teu filho não é “top” porra nenhuma;

    c) essa história que contaste é falsa.

    Tu concordas do que discordas, discordando que concordaste em discordar do que concordas.

    Papo de bebum…

    Parece até gente da oposição brasileira…

  92. Chesterton said

    Até parece que o artista tava lá.
    chest- agora o cara é o São Tomé…

    A Coréia do Sul começou a investir os tubos em educação nos anos 1950, quando ainda era um país devastado por uma brutal guerra civil.
    E foi investimento PÚBLICO Chester. Investimento PÚBLICO. Até porque, na época, nem havia iniciativa privada apta pra assumir o pepino.
    chest- não interessa, porque foi sem grana, você reconhece que tinham muito mais dificuldades que aqui. Os salários só aumentaram depois que ficaram ricos. Mesmo porque: ERAM POBRES! Sairam da pobreza! Começaram do ZERO.

    Sou de uma família de imigrantes que chegou aqui sem nada, até porque o pouco que tinha lhe foi arbitrariamente confiscado. Hoje, essa mesma família é formada, predominantemente, por empresários e profissionais de nível superior, que romperam a barreira da miséria com estudo e muito trabalho.

    chest- e o cara ainda é ” de esquerda”…..Caro Elias, todo mundo no Brasil, pelo menos 95% da população tem um ancestral nessas condições.

    Além do mais, não esquece que entoaste cantos de louvor à qualidade do ensino privado

    chest- nunca fiz isso, apenas sustento que são melhores que as públicas no Brasil, que é óbvio.

    a) a qualidade do ensino nas escolas privadas “top” do RJ não é lá grande coisa;
    chest- a qualidade de ensino das escolas brasileiras, privadas e públicas, é ruim, quem diz é o Iochpe e eu vejo isso na prática.

    b) a escola em que estuda o teu filho não é “top” porra nenhuma;
    chest- é para ser, mas para mim, foi..ou era. Tive as melhores referências e estou reavaliando. Está aqui:
    http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/04/03/enem2007_melhores_riodejaneiro.jhtm
    nos primeiros 33%, com folga. Só não te digo o nome dela. Já cursou o Santo Inacio, mas tive que tirá-lo de lá porque estavam ensinando marxismo (ué, não tinha desaparecido, Elias?)

    c) essa história que contaste é falsa.
    chest- falsa é sua espécie

    —————————–

    Fatores que atrasam o ensino no Brasil (se é que o país almeja ser competitivo no mercado mundial)
    1. igualitarismo- ninguem se esforça para ser igual aos outros, só se esforça para ser melhor
    2. ambientalismo- essa nostalgia da vida do campo atrapalha demais, tira a ambição da gurizada.
    3. pobrismo – parente do ambientalismo
    4. coitadismo- estudar = trabalhar
    5- ludismo- pai do ambientalismo
    6- espertismo- derivado do PT, Lula et caterva
    7- analfabetismo- preconizado por Lula e Dilma
    8- burrismo – espalhado pelo jornalismo chapa branca à la Pax.

  93. Chesterton said

    esse é o navio de luxo que trouxe meu tetra-avô para o Brasil em 1824.

  94. Chesterton said

    só para a Alba

    http://townhall.com/columnists/thomassowell/2011/05/31/seductive_beliefs/page/full/

  95. Alba said

    Chest e Elias,

    Desculpem pelo atraso. Como podem imaginar, eu estava justamente me ocupando do objeto desta discussão: ensinar ou tentar fazê-lo, turmas de 5a. a 8a. séries, depois de um afastamento devido a uma dupla fratura na perna adquirida justamente na volta de um cruzeiro (azar é azar).

    Mé Ânfãm, tenho algumas observações, pelo que possam valer.

    Chest, você sem dúvida tem absoluta razão quando aponta a má formação dos professores e a sua origem pouco letrada ( na verdade, eu poderia dizer que a isso vem de muito mais longe, mas n~~ao vem ao caso).
    O que interessa é que vários destes, (tá bom, nem tão numerosos)são empenhados, o que me lembra algo que ouvi em início de carreira: ” Um professor novo ensina mais do que sabe, o que está no meio da carreira, o que sabe e o que está no fim da carreira, o suficiente”.

    Entonces, vários dos que são novos, fazem mesmo dos rins, fígado e o que mais há, material pra motivar a meninada, coisa que, confesso, já não consigo com a mesma desenvoltura, nomás. Cansa.

    Donde, mesmo com todas as deficiencias, há como melhorar desempenho desses profissionais, acredito. Ainda mais pensando que as carreiras do magistério têm sido esvaziadas de tal forma, que sobram vagas mesmo nas universidades públicas, o que me parece um problema sério, não?

    Por outro lado, Elias, escolas de ponta também têm lá seus problemas. Pelo que sei, o Bandeirantes, em São Paulo, mantinha ou mantém, aquele velho sistema de da classe “fraca, média e forte”, para evitar perda de matrículas.

    Isso para não mencionar o episódio de alguns anos atrás, de alunos do Dante, do final do ensino médio, que vandalizaram a escola e ainda foram à Paulista cobrar pedágio porque eram formandos (sempre achei uma graça essa tradição, ainda mais de delinquentes bem nascidos) e também barbarizaram por lá.

    Entonces…:=((

  96. Carlão said

    Oi Alba

    Fico muito triste ao ler seu relato.
    Ainda mais sobre o episódio do Dante que vc escolheu para encerrar seu depoimento.
    Isso para não mencionar o episódio de alguns anos atrás, de alunos do Dante, do final do ensino médio, que vandalizaram a escola e ainda foram à Paulista cobrar pedágio porque eram formandos (sempre achei uma graça essa tradição, ainda mais de delinquentes bem nascidos) e também barbarizaram por lá.
    Uma tristeza de comentário vindo de uma incansável “educadora”.

    Acho que você está realmente está muito cansada.
    Sinto muito, minha cara. Vá descansar e se recuperar da dupla fratura na perna adquirida justamente na volta de um cruzeiro (azar é azar).
    Concordo. Azar é azar.

  97. Patriarca da Paciência said

    “Na Coreia, antes de decidirem ter escola boa, decidiram que iriam ficar ricos. Sim, a finalidade do estudo não era outra a não ser ficar ricos. Vá dizer isso para os brasileiros, moradores de um lugar onde ser rico é crime de lesa-pátria…”

    Ô Chesterton,

    você deve ser o maior fã do Palocci, né não?

  98. Pax said

    http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110602/not_imp726940,0.php

  99. Elias said

    Patriarca e Alba,

    O Chester é pirado. Não diz coisa com coisa.

    Primeiro ele diz que uma escola que cobra R$ 250 mensais proporciona um ensino de qualidade média/boa.

    Depois, diz “…a qualidade de ensino das escolas brasileiras, privadas e públicas, é ruim, quem diz é o Iochpe e eu vejo isso na prática”. E isso inclui a escola onde estuda o Chester Baby, “top” no RJ, segundo Chester Sr.

    Já sei! O Chester acha que as escola que cobram preço médio proporcionam um ensino de qualidade média/boa; as escolas que cobram baratinho proporcionam um ensino top de linha; e as escola de preço top de linha proporcionam um ensino ruim.

    Ora, pombas! Ensino é serviço. Serviço depende, basicamente, do ferramental disponível e da qualidade da mão-de-obra.

    Quem investe em ferramenta de boa qualidade (no caso, tecnologia da educação), paga uma boa remuneraçãoe investe na atualização e no aperfeiçoamento do RH, tem boa gestão escolar, atrai e retém mão-de-obra de qualidade e motivada e, por conseqüência, presta serviços de qualidade superior.

    Quem não tem isso — porque não quer ou não pode ter — jamais prestará serviço de qualidade pelo menos regular. Tanto faz que a instituição seja pública ou particular.

    Dizer que a escola privada é melhor que a escola pública — o que é verdade na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, mas não no ensino superior — é que é chover no molhado. Na educação infantil e no ensinos fundamental e médio, a escola pública simplesmente não existe, em termos de qualidade. Resguardadas as exceções de praxe, qualquer porcaria é melhor do que ela.

    Só que existem escolas privadas de excelente qualidade. O Dante é uma delas. O Pitágoras, outra.

    O caso relatado pela Alba, envolvendo alunos do Dante é, ralmente, lamentável. Mas não tem a ver com qualidade do ensino.

    Tem a ver com uma elite econômica arrogante e insensível, que acha que tudo pode.

  100. Elias said

    Pax,

    Cantei a pedra dos 2 nomes articulados pra substituir Palocci no meu comentário # 16, no post “Saudades do Alencar”. Pode checar…

    Foi um pequeno “furo” do PolíticAética, que sacou antes do Estadão. Só que ninguém notou…

  101. Elias said

    “O Chester acha que as escola…”?

    “…escolaS”, claro!

    Esse tipo de falha num comentário sobre qualidade do ensino é brabo…

  102. mona said

    Elias,
    não é falha, não. É só alinhamento com o espírito do tempo mequiano…
    Beijão em todos.

  103. Pax said

    Caro Elias, em #100 – =)

    Agora é comemorar que o blog está sendo recheado novamente pelas mulheres. Alba e Mona fazendo o papel de melhorar isto aqui.

  104. Pax said

    Eu sabia que o cara era canalha, mas não achava que era tanto. Segundo está escrito, o titio afirma que a convocação do Palocci naquela Comissão de Agricultura na Câmara é normal, legal ou o diabo que ele, canalha, quer entender.

    Bem, agora que o titio histérico (ou louco de vivo?) se declara publicamente canalha, tudo que trouxermos dele para cá já parte deste princípio.

    Algo como:

    Dado que o cara é canalha, isto posto, ele disse…

    Mais ou menos por aí.

  105. mona said

    Paxzinho,
    saquei sua estratégia: meter o malho no Tio, para ver se eu me apoquento… Vai dar certo, não, baby. Tou seguindo a linha da D. Dilma I, a Muda. Com diferença que posso me dar a esse luxo, já a presidentA, hummm… creio que não.
    Volto ao meu mutismo.
    Beijo.

  106. Elias said

    Mas, Pax,

    A oposição tem que jogar com o que ela tem. Bobeira é entregar uma bola dessas pra ela.

    O que eu gostaria que fosse feito:

    1 – Palocci fora do baralho. Seria liberado do ministério, pra ir à forra como pudesse e achasse melhor.

    2 – Oposição pagaria a prenda. Pra não ficar achando que pode derrubar ministro a hora que quiser, oposição teria que sangrar. Seriam escolhidos uns 2 ou 3 bodes, entre os “significantes” ou “representativos”, e se baixaria o cacete, até que ambos virassem patê. De preferência, fazendo com que o algoz fosse alguém meio que do lado de lá (todo mundo detesta o traidor, mas adora uma traição…).

    3 – Temer no limbo, mas deixando-se uma portinha aberta pra ele se humilhar e se recompor, e desde que ele faça uns trabalhinhos dentro do próprio PMDB (todo mundo detesta o traidor…). Se não fizer… limbo. Em 2014, negocia a cabeça dele e põe um vice mais confiável.

    Mais ou menos isso aí, junto com o “plano dos 16 milhões” bem trabalhado em termos publicitários, mais os resultados que estão sendo gerados pelo governo (inflação sob controle, crescimento econômico e controle dos gastos públicos, com superávit primário, etc)… e acho que daria pra fechar 2011 numa condição política bastante confortável.

  107. Pax said

    Caríssima Mona, em #105

    Muito ao contrário. Talvez tenha sido uma enorme infelicidade a minha de ter visto o post do titio no twitter no exato dia do teu retorno, que, juro, muito me agrada.

    Não há nenhuma correlação entre uma coisa e outra, por favor, acredite.

    Caro Elias, em #106,

    1 – sim, acho que não há opção melhor senão a do Palocci se defender fora do governo. Supondo que haja explicações deglutíveis para seu estupendo aumento de patrimônio, pode voltar e ainda por cima da carne seca. Acho difícil, mas que poderia, poderia, sim.

    2 – a oposição pagar a prenda? Bem, de qual oposição estamos falando? Aconteça o que acontecer não vejo ainda uma oposição com força alguma. Nem internamente (o PSDB está esfrangalhado com a paulistada perdendo espaço para os mineiros e até, li em algum canto, com o Alckmin querendo sair do partido, e o Serra, bem, este então já não acha mais onde se segurar) nem externamente. No Congresso é uma fraqueza que dá dó, não há qualquer número na medida que este poder hoje não representa, infelizmente, nada, nenhum projeto ou bandeira. Mal e porcamente conseguiram a meia boca a aprovação deste famigerado novo Código Florestal que não é absolutamente nada se olharmos para uma estratégia de país que pudesse ser empunhada por um partido ou coligação. O que representa a oposição hoje? Não consigo ver. E se não consigo ver, acredito que a sociedade também não. Voltamos às conversas do ano passado, qual é o discurdo? Quais são as bandeiras?

    E, veja, há inúmeras, quicando na frente da área sem goleiro à vista: redução de impostos, estado mais eficiente, estado mais leve, melhor educação, seguranca pública etc etc.

    3 – sim, Temer só traz uma coisa de boa, as saudades de José Alencar, como já disse. O cara, como disse uma vez o Luiz do blog DeOlhoNoFato, disse, mesmo quando afirma que mente, a gente desconfia.

  108. Chesterton said

    Elias disse

    02/06/2011 às 15:01
    “O Chester acha que as escola…”?

    “…escolaS”, claro!

    Esse tipo de falha num comentário sobre qualidade do ensino é brabo…

    chest- normalmente alegaria falha de digitação, mas a verdade é que estou lendo “os livro do MEC..ministério da extinção da cultura”.

  109. Chesterton said

    Primeiro ele diz que uma escola que cobra R$ 250 mensais proporciona um ensino de qualidade média/boa.

    Depois, diz “…a qualidade de ensino das escolas brasileiras, privadas e públicas, é ruim, quem diz é o Iochpe e eu vejo isso na prática”. E isso inclui a escola onde estuda o Chester Baby, “top” no RJ, segundo Chester Sr.

    chest- me emprestem os lápis(es.. na nova cartilha lulista), vou desenhar.

    250 reais por mês é suficiente para fazer uma escola de média boa qualidade, mas isso não quer dizer que é isso que ocorre na cidade do Rio de Janeiro. Quer que eu use lápis de cores?

  110. Chesterton said

    Segundo está escrito, o titio afirma que a convocação do Palocci naquela Comissão de Agricultura na Câmara é normal, legal ou o diabo que ele, canalha, quer entender.

    chest- o canalha não seria o Palllllocccii? Qual o problema da convocação (sério, não entendo sua fúria)?

  111. Chesterton said

    Bolha Brazilis

    Uma prova cabal de que o governo Dilma anda contrariando a Oligarquia Financeira Transnacional e pode pagar um preço alto por desobedecer aos patrões globalitários…

    Moisés Naim, ex-editor-chefe da revista “Foreign Policy” e hoje é associado da Carnegie Endowment for International Peace, esreveu um artigo para o Financial Times, advertindo que a economia brasileira caminha rumo a uma bolha, caso o País não faça reformas estruturais nem tome medidas para frear o consumo:

    “Inevitavelmente, essa combinação de moeda forte, euforia dos investidores estrangeiros, aumento do consumo e gargalos que sufocam a capacidade de responder à crescente demanda torna tudo mais caro. Enquanto o Brasil permanece uma nação muito pobre, é atualmente uma das mais caras do mundo”.

    chest- Serrão…será?

  112. Chesterton said

    Por Douglar Ceconello, na Folha Online:

    O deputado estadual e presidente do PT no Rio Grande do Sul, Raul Pont, exigiu nesta quinta-feira (2) o afastamento do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) e defendeu que a Executiva Nacional do PT tome uma posição oficial em relação à situação de Palocci

    chest- Pont é canalha? (que tempos estranhos…)

  113. Carlão said

    Eu e todo o PMDB queremos que o Palocci fique.
    Fica Palocci!hehehe
    Todos juntos vamos práfrente brasil…
    rumo ao passado.
    http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-06-01_2011-06-30.html#2011_06-02_21_39_19-10045644-0
    o Brasil há de se tornar uma grande Cuba.
    Se for pra substituir o Palocci eu quero é lula.
    lula é meu candidato (e do paulinho da Força também!)
    Dilmita já era!
    hehehe

  114. Elias said

    “250 reais por mês é suficiente para fazer uma escola de média boa qualidade, mas isso não quer dizer que é isso que ocorre na cidade do Rio de Janeiro. Quer que eu use lápis de cores?” (Chesterton)

    Prefiro que não desenhes, Chesterton. Se escrevendo, tu já és o que és, imagina desenhando!

    Por ora, recomendo apenas que aprendas a ler. Se possível, pra ler o que passa por ser aquilo que tu mesmo escreveste, maluco.

    Mais acima, doidão, TU escreveste que TU pagas R$ 250 por mês, mensalidade de um filho de empregada tua.

    O garoto, segundo TU escreveste, estuda a 6ª série do fundamental.

    E TU, Chester, disseste que a qualidade do ensino dessa escola é “média-boa”.

    Agora, TU já estás dizendo que isso não acontece no RJ.

    O negócio é simples, Chester.

    Todo mundo aqui já percebeu que estás mentindo. Pelo menos uma dessas histórias que contaste aqui é mentira.

    Quanto mais tu tentas te explicar, mais te enrolas.

    Parece até que estás assessorando o Palocci…

  115. Elias said

    Pax,

    Desde o início do rolo venho defendendo o descarte do Palocci. Ele é importante pro grupo político do qual ele faz parte.

    Pro governo, ele é tão descartável quanto qualquer ministro de qualquer governo.

    Pro país, ele é tão insubstituível quanto a população de qualquer cemitério.

    A oposição pode não ter projeto, nem estratégia nem tática. E não tem mesmo!

    Mas isso não quer dizer que ela não possa ter eficácia política. Os fatos recentes demonstram claramente que, na oposição, eficácia política pode, às vezes — e numa boa — prescindir de de estratégia e tática.

    Além do mais, cabe à oposição dar porrada no governo. E vice-versa.

    Num lance desse tipo, você pega o limão e faz uma limonada. O “caso Palocci” pode ser muito bem aproveitado politicamente pelo governo, sim. Não tem por que não ser.

    Aliás, no que se refere ao Temer, parece que o jogo já começou. Vamos ver quanto tempo ele agüenta, antes de pedir penico…

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