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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Palocci que estais no Céu, dai-nos uma oposição

Posted by Pax em 04/06/2011

Depois de praticamente 20 dias, desnecessários, Palocci foi à TV Globo e ao jornal Folha de São Paulo para mostrar que demorou este tempo todo para se esquivar das perguntas sem respostas.

São inúmeras e estão em vários veículos. Nem vale repetir.

Dilma está atrasada em colocar alguma marca em seu governo e o caso Palocci retarda ainda mais o necessário afastamento da presidente da sombra de Lula que a obscurece. É hora de montar um novo ministério que tenha na articulação política um dos pontos fortes. Hoje esta área é seu calcanhar de Aquiles.

A oposição, histérica como se tivesse ganhado eleições, comemora os malefícios que Palocci causa ao governo e atribui a si a provável queda do homem forte de Dilma, posição que tem o dedo de Lula no bolo de sua sucessora.

E a própria oposição provavelmente se arrependerá da eventual saída de Palocci, um petista com menos ranço estatizante que boa parte do PT antigo que se sente desconfortável à margem planaltina. É muito provável que uma nova composição ministerial tenha uma das duas características abaixo:

– a poluição do PMDB desgastado com imagem de um bezerro esfomeado, mamão e egoísta

– a marca de um modelo petista ainda mais estatizante e burocrático que, na ponta final, representará aumento de impostos e ineficiência de um governo baseado na força sindical viciada de hoje em dia

Há inúmeras bandeiras com as quais a oposição poderia se agarrar para propor um modelo diferente do atual. Estado menor e mais eficiente, menos impostos, melhor Educação, maior cuidado com o Meio Ambiente, modelo de Saúde Pública mais eficiente, maior Segurança Pública são apenas alguns aspectos que poderiam montar um mosaico forte de plataforma para se posicionar. Não é o que vemos. A oposição se enfraquece cada vez mais. O PSDB vive de ajustes internos num déjà vu da política café com leite onde a banda mineira parece ter tomado a dianteira neste momento de fraqueza advinda da derrota de José Serra, um desagregador dentro do partido.

Aécio terá forças para unir a oposição em cima de idéias que formem um discurso convincente para a sociedade brasileira? Os paulistas permitirão o deslocamento geográfico das forças de oposição? É muito cedo para avaliar. O que se tem por certo é que o maior aliado do PSDB, o partido DEM, ainda existe por força de circunstâncias que não existem mais, o que lhe destina um enfraquecimento progressivo.

Palocci provavelmete sairá do governo e quem mais perderá será a oposição se continuar com sua política sem bandeiras inteligíveis e palatáveis.

Palocci que estais no Céu, dais-nos uma oposição que preste.

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49 Respostas to “Palocci que estais no Céu, dai-nos uma oposição”

  1. Chesterton said

    Pax, as falcatruas do Pallocci são culpa da oposição? Você só fala em oposição, quando Palloci está caidno por fogo amigo.
    Pô , muda o disco, a crise é de governo, da situação, enlameada em denuncias de improbidade, ineficiência, incapacidade e desonestidade. Assim não dá.
    Escreva uma tópico com esse título.

    CORRUPÇÃO NO GOVERNO DILMA!

  2. HRP IN CONCERT! said

    Que vergonha!
    Acabou a carreira do Cabral!
    Prender 600 soldados bombeiros?
    Acusados de que?
    De estarem morrendo de fome ,ganhando 980 reais brutos!
    Parabens Rio!
    KD o Cabral,o Lula, a Dilma, e todos os governadores canalhas que arrocham o funcionalismo público!????

  3. Patriarca da Paciência said

    Lógica Chesterton:

    Palocci executou o ideal de ficar rico antes de qualquer outroa coisa. (vide comentário do Chesterton sobre a Coreia)

    Quem pensa em ficar rico antes de qualquer outroa coisa é um canalha ou um liberal?

    Palocci é um canalha ou um Liberal?

    Ou não?

  4. Pax said

    Mas, caro Chesterton, o que posso fazer se o quadro me parece, sim, uma Vitória Pírrica? ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitória_p%C3%ADrrica )

    Quem está comemorando, afinal?

    De um lado o titio histérico e de outro o Zé? Ora, nunca vi um troço desses. O histérico, porta voz mal e porcamente camuflado da oposição, torcendo junto com esta ala petista?

    Caramba.

    Olha aí, nossa conterrânea tuitando. E ela não é irresponsável não. Muito ao contrário. Titio devia colher umas aulas com a Rosane.

  5. Elias said

    Patriarca,

    Sua pergunta é dificílima de ser respondida porque, no Brasil, é dificílimo distinguir um canalha de um liberal.

    Pax,

    Dilma tá vindo, aí, com um pacotão anti-pobreza, que pretende atingir mais ou menos 16 milhões de pessoas.

    Acho que é a marca pra este ano.

    Ela tem, também, os resultados nas contas públicas e a inflação sob controle, mas isso já é lugar comum nas gestões petistas.

    Aliás, pra turma que gargareja o “software” tucano, vai aí uma comparação, com base no IGP-DI, calculado pela FGV:

    1 – MÉDIA DA INFLAÇÃO DURANTE O 1º MANDATO:

    FHC: 8,32%
    LULA: 6,20%

    2 – MÉDIA DA INFLAÇÃO DURANTE O 2º MANDATO

    FHC: 16,20%
    LULA: 6,72%

    3 – INFLAÇÃO NO ÚLTIMO MÊS DE GOVERNO

    FHC: 2,38%
    LULA: 0,38%

    4 – INFLAÇÃO NO ÚLTIMO ANO DO 2º MANDATO:

    FHC: 26,41%
    LULA: 11,30%

    Vamos ver quem vai descompensar primeiro…

  6. Elias said

    Pax,

    Pois lá vão minhas previsões:

    I
    PALOCCI JÁ ERA! Dançou!

    Aguarda-se, apenas, o melhor momento pra ele sair. Se sair agora, vai dar a impressão de que a oposição tem algum controle político, e a oposição não tem, digamos, bagos pra toda essa cavalaria.

    O governo procurará controlar o rítmo, só pra mostrar quem cisca e quem manda no terreiro…

    Acho que, antes, o governo vai impor alguma derrota à oposição. Não sei qual nem como. Mas o governo pelo menos tentará dar uma porrada na oposição. Quando esta estiver lambendo as feridas, o Palocci será defenestrado.

    Se o Vaccarezza jogasse um futebol pouquinha coisa melhor, o Palocci já teria saído há um bom tempo…

    III
    Com a saída do Palocci, o governo vai, aos poucos, redesenhar todo o comando político. Dificilmente o comando permanecerá centralizado num único indivíduo. A tendência será repartir a carga dessa cangalha (pra dificultar que a oposição tenha um foco).

    IV
    Dificilmente Dirceu ampliará seu espaço político, no governo ou no PT, com ou sem a saída do Palocci. Ao contrário, ele vai começar a ter dificuldades em dar as cartas dentro de seu próprio grupo.

  7. Pax said

    Desculpe-me, caro Elias, mas…

    Nesta semana, quando houve o lançamento do pacotão anti-miséria (não pobreza), o que foi realmente noticiado?

    Cá entre nós, que ninguém nos ouça, a notícia mesmo foi que Palocci compareceu ao tal lançamento mas ficou assim e assado. Em outras palavras, na marca de Dilma apareceu mesmo foi a ferradura do Palocci.

    Sinceridade é dura, mas faz bem.

    De outro lado, se sua previsão que Dirceu perderá força se mostre verdadeira o PT só tem a ganhar.

    Ele, Genoino, Delúbio, SIlvinho, José Paulo, Professor Luizinho etc etc, são figuras carimbadas, fáceis de atacar e que, nos dias de hoje, colaboram de forma negativa para a imagem do PT. Infelizmente isso se dá independente do juízo final do STF ou qualquer outra instância. É o julgamento da sociedade, que nem sempre é o mais equilibrado e tal. Mas é o julgamento do povo, o que está na cabeça coletiva. (veja, não estou julgando as figuras e seus atos, estou afirmando que suas imagens são prejudiciais, só isto).

    É ou não é? Pense na História, não no momento, e me diga se tenho ou não razão.

    É o mesmíssimo lance do PSDB achar que a história do Azeredo está esquecida, que o cara é um tremendo boa praça, um bom moço etc etc e que não causa um rombo na imagem tucana.

    De novo: é ou não é?

    Idem para Yeda e vários outros de igual calibre.

  8. Chesterton said

    Qual a diferença entre ficar rico honestamente, estudando para isso, e ficar rico a la Pallocii, como os petistas?
    Parece que nenhum de vocês sabe.

  9. Chesterton said

    Palocci executou o ideal de ficar rico antes de qualquer outroa coisa. (vide comentário do Chesterton sobre a Coreia)

    chest- sua burrice, Patriarca, é algo indizível. Nem criança de 4 anos de idade deixa de entender essa questão.

  10. Elias said

    Pax,

    É preciso ponderar entre o quê a grande imprensa pauta e quer e o quê e como a sociedade brasileira percebe as coisas.

    Enquanto o Palocci permanecer no governo, claro que a grande imprensa falará mais dele. É um modo (legítimo, claro) de contrabalançar os resultados positivos que a gestão Dilma já começa a acumular.

    Mas, lembra como essa mesma grande imprensa se portou em relação a ela, durante a campanha de 2010? Só no finalzinho da campanha é que alguns jornalões finalmente admitiram o que até o papel higiênico servido dos toaletes públicos do Brasil já estavam cansados de saber: a grande imprensa brasileira estava apoiando Serra.

    Por ela, Dilma seria cachorro morto, e Serra estaria, hoje, despachando no Palácio do Planalto, alvo das bajulações de estilo.

    No que deu? Em vez da bajulação que ela pretendia pro Serra, taí o dito tucano com dificuldade pra encontrar, no próprio partido, um pau firme onde possa se empoleirar com um mínimo de segurança.

    Em matéria de política, há muito tempo a grande imprensa brasileira deixou de ser referência.

    Na maior parte do tempo, ela confunde desejo com realidade.

    E, na maior parte dos casos, ela só tem feito parada pra perder…

  11. Patriarca da Paciência said

    Ficar rico “estudando” Chesterton?

    Isto prova que você é mesmo um animal irracional, ou então acredita em Papai Noel.

    Não foi você que disse que os professores já ganham muito bem e não deveriam ficar reinvidicando melhoria de salários?

    Os liberais nunca impuseram a condição “honestidade” para ficar ricos.

    Muito pelo contrário, Friedman considera altamente positiva a capacidade dos norte-americanos em burlar as leis.

    Você é mesmo um pirado, como diz o Elias.

    Como observação, parece que o Palocci não burlou nenhuma lei – declarou todos os ganhos e pagou todos os impostos.

    O problema é mais ético mesmo, não legal.

  12. Carlão said

    Pergunta: Por falar em ética, como fica esta história da privatização dos aeroportos?

    Resposta A culpa é da Oposição!Do Serra e do Reinaldo Azevedo, sem a menor sombra de dúvida.

  13. Carlão said

    A presidenta doenta dá bronca no Palocci:

    hehehe

  14. Patriarca da Paciência said

    Eu sou totalmente a favor que nenhum homem público tenha direito ao tal de “sigilo fiscal”.

    Dizem que na Suécia qualquer pessoa pode acessar a declaração de renda de qualquer homem público, na hora que quiser, o que considero totalmente correto.

    Agora, que é esquesito é, quem violou a declaração de renda do Palocci?

    Por que ninguém ainda levantou o problema?

    Apenas o Palocci não tem direito a ter sigilo?

    Até hoje permanece a tal de quebra de sigilo do caseiro.

    Vão lá, violam a declaração de renda do Palocci e ninguém se incomoda?

    Como é que é éssa história?

    E aquela bagunça toda da “quebra do sigilo fiscal da filha do Serra”.

    Quer dizer que a filha do Serra não pode e o Palocci pode.

    Sem dúvida o Palocci parece meio azarado, apesar do sucesso financeiro.

  15. Carlão said

    hehehe

    “Ele [Palocci] veio a público dizer o que tinha de dizer. Acho que ele foi muito convincente e teve muita lealdade profissional com seus clientes e com aqueles que serviu”.

    temer mandando recado: …e com aqueles que serviu”.
    Temer tem informações comprometedoras ou está blefando?
    Chantagem subjacente?
    endereço lula da silva/dilma a doenta presidenta.
    hehehe
    Façam suas apostas senhores e senhoras…

  16. Chesterton said

    “Use madeira”, incentiva diretora sobre florestas da ONU
    Lilian Ferreira
    Do UOL Ciência e Saúde
    Em São Paulo

    Quer proteger o meio ambiente? “Use madeira, mas aquela proveniente de uma fonte legal, que realize o manejo sustentável das florestas. O Brasil tem madeiras belíssimas”, sugere a diretora chefe do Secretariado do Fórum da ONU sobre Florestas, Jan McAlpine. Para ela, esta é uma das principais maneiras de agregar valor econômico e incentivar a preservação das florestas no mundo.

    Neste Dia Mundial do Meio Ambiente no Ano Internacional sobre Florestas da Organização das Nações Unidas, o UOL Ciência e Saúde ouviu Jan McAlpine que está no Brasil para participar de um seminário sobre uma das questões ambientais de maior destaque neste século; a preservação das florestas e sua importância para o clima mundial. “Os cidadãos deveriam tomar mais as responsabilidade desta questão”, pontua.

    A diretora lembra que no terremoto que atingiu a Nova Zelândia, no final de fevereiro deste ano (poucos dias antes do terremoto do Japão), as construções que sofreram menos danos foram as feitas de madeira. “A madeira é firme, mas é mais maleável que o concreto, por exemplo. Neste episódio pudemos ver como a madeira pode ser muito útil na construção civil”, ressalta.

    A idéia, que a primeira vista pode parecer contraditória, na verdade vai ao encontro da monetização dos dias atuais — confere à floresta valor econômico e, assim, torna sua preservação importante não apenas do ponto de vista da ideologia do ecologicamente correto. Segundo McAlpine, hoje, mais de 1,6 bilhão de pessoas tira seu sustento das florestas — isto significa que um em cada quatro habitantes do planeta.

    Diretora do Secretariado desde 2008, ela afirma ainda que os ambientalistas olham apenas para um lado da questão e para preservar as florestas é necessário ver o conjunto. “Existem as pessoas e elas precisam sobreviver. Os pequenos agricultores, os extrativistas e os que caçam animais selvagens, que dependem da floresta para viver, são uma parte importante que está sendo deixada de lado. O foco ultimamente tem sido somente o meio ambiente. É o balanço entre estas conjunturas que nos levará para um futuro sustentável”.

    De acordo com McAlpine, o boom de extração de castanha-do-pará na floresta Amazônica também trouxe uma consciência importante sobre preservação. “Quando se percebeu o valor econômico da castanha-do-pará, começaram a preservar a árvore, mas continuavam a desmatar ao redor. Então, perceberam que a castanheira depende de um ambiente intocado para sua reprodução. Não podiam desmatar as outras árvores para que ela continuasse a dar frutos e lucros”, conta. A castanheira aparece na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente.

  17. Carlão said

    Off topic
    Pergunta O governo do PT é ou não é uma lástima para administrar estradas federais sob concessão?
    (Pedágio aumenta, mesmo sem obras:
    Atraso nos investimentos é um dos itens no processo de reajuste de tarifas, mas isso não impediu o aumento de até 39% desde 2007.
    http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,pedagio-aumenta-mesmo-sem-obras,70106,0.htm )

    Resposta A culpa é da Oposição! Do Serra e do Reinaldo Azevedo, sem a menor sombra de dúvida.

  18. Chesterton said

  19. Patriarca da Paciência said

    Lula pé quente.

    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/925804-humala-vence-eleicoes-presidenciais-no-peru-segundo-resultados-oficiais.shtml

  20. Olá!

    Esqueci de colocar aqui o link para o último post do meu humilde e singelo blog:

    A Relação Entre o Índice de Liberdade Econômica e a Quantidade de Dias Necessários Para Abrir Uma Empresa no Período de 2004-2011

    Caso seja do interesse de alguém, esse post analisa como a quantidade de dias para se abrir uma empresa se relaciona com a liberdade econômica e se os países mais economicamente livres também são aqueles que exigem menos tempo para que um empreendedor abra o seu negócio.

    Esse post já tem alguns dias que foi publicado e não o coloquei aqui antes por puro esquecimento.

    Apenas um esclarecimento sobre o que falaram de mim em um outro post.

    Disseram em um outro post que essa minha atitude de reunir dados para sustentar meus argumentos é apenas uma maneira que encontrei para fazer oposição ao atual governo petista — como se fosse errado fazer oposição em uma democracia — e que eu nunca tentei abrir uma empresa para ter conhecimento de causa a respeito do que falo.

    Analisarei os dois pontos.

    01. A coleta de dados para corroborar as hipóteses que levanto (por exemplo, a de que os países mais economicamente livres também são os melhores para se empreender) seria uma maneira que eu encontrei para fazer oposição ao atual governo petista.

    Isso é de uma maluquice tremenda. Em primeiro lugar, não fui eu quem produziu os dados sociais, econômicos e políticos que descrevem como certas situações estão no Brasil. Esses dados são de organizações como a ONU, FAO, Transparency International, Heritage Foundation, The Fraser Institute, The Nobel Prize Foundation, The Economist Intelligence Unit e outros. Se esses dados são negativos para o país, a culpa não é minha, pois eu não ocupo nenhum cargo importante de tomadas de decisões que irão afetar a vida diária de milhões de pessoas e mesmo as pessoas que ocupam tais cargos têm mostrado pouca iniciativa no sentido de mudar, ainda que razoavelmente, os históricos quadros social, econômico e político negativos no qual o país se encontra.

    Prova disso? A baixa renda per capita do Brasil em relação ao mundo desenvolvido; índices de homicídios medievais; sistema de saúde corrupto e sucateado; escolas públicas que ensinam o aluno a falar e a escrever incorretamente (esta última sendo de total responsabilidade do atual governo de esquerda que está no poder); e etc.

    E outra, se alguém utilizasse, de fato, para fazer oposição, dados semelhantes aos que eu costumo utilizar, seria interessante que houvesse algo assim. Seria interessante que algum grupo político convertesse tais dados para um discurso compreensível perante a sociedade e mostrasse para a sociedade como a vida do empreendedor é complicada no Brasil; como gerar riquezas é difícil; como o país é economicamente um dos mais desiguais do mundo; como a liberdade econômica é reduzida (ainda que alguns acreditem que esse tipo de coisa é besteira); como os impostos são elevados; e como seria importante conscientizar a população da necessidade de reformas estruturais para dar um início de mudança nisso tudo.

    Além do mais, em uma democracia, fazer oposição não é errado.

    02. Pela suposição de eu nunca ter aberto uma empresa, isso me impediria de fazer críticas sobre a situação do empreendedorismo no Brasil, pois não tenho conhecimento de causa nesse sentido.

    Dos dois pontos considerados, este é o mais absurdo de todos.

    Se para criticar algo uma pessoa precisasse de conhecimento de causa sobre o assunto, então, o blog do Pax não deveria existir, pois eu acredito, muito firmemente, que o Pax nunca cometeu o tipo de corrupção relatada aqui neste espaço.

    Uma pessoa só poderia criticar as desastrosas taxas de homicídio no Brasil caso ela já tivesse assassinado alguém.

    A catastrófica educação pública brasileira só poderia ser criticada por aqueles que já a experimentaram e/ou que abriram escolas que oferecem uma qualidade de educação semelhante.

    Qualquer pessoa que tentasse criticar alguma área social, política ou econômica sem ter conhecimento de causa seria imediatamente acusada de só estar fazendo isso com o único objetivo de fazer oposição ao partido estabelecido no poder.

    Aliás, quando o PT, nos anos de 1990, rotulou o Plano Real e as privatizações de “neoliberalismo”, isto, sim, foi a invenção de uma maluquice com o único e exclusivo objetivo de fazer oposição.

    Apenas para esclarecer, eu não estou aqui a mando de ninguém, não recebo dinheiro de nenhum partido político, não faço parte de nenhum partido, não tenho filiação partidária, não estou a soldo de ninguém e nem sou um desses militantes do rabo sujo que ficam por aí poluindo a caixa de comentários dos blogs alheios e chamando os outros de safados, canalhas e coisas tais. Meu blog não recebe verbas do governo e/ou de qualquer partido estabelecido e tudo o que é feito ali é por minha própria conta, sem qualquer remuneração.

    Se os dados que coleto e coloco no meu blog não agradam algumas pessoas pertencentes à uma parte do espectro ideológico brasileiro e mostram que o país é bem diferente do que sai na propaganda do governo, o problema não é meu, pois não produzi tais dados.

    É só.

    Até!

    Marcelo

  21. Pax said

    Nunca compre qualquer jornal às segundas feiras. (foi o que me disse um bom jornalista, e acho que ele tinha enorme razão…)

    então, vamos ao off tópic antes que o Palocci caia de maduro, na vitória de Pirro de muitos

    saca só

  22. Chesterton said

    a situação do PT deve estar bem ruim, o Elias sumiu…

  23. Pax said

    E agora, José?

    Procuradoria arquiva denúncia contra ministro Palocci – Folha de SP
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/926210-procuradoria-arquiva-denuncia-contra-ministro-palocci.shtml

  24. Chesterton said

    só falta Dirceu, Lulla, Dilma, et caterva…

  25. Carlão said

    Pergunta: E agora Dilma?
    O procurador-geral da República, Roberto “Pilatos” Gurgel,lavou as mãos.
    Resposta: A culpa é da Oposição! Do Serra e do Reinaldo Azevedo, sem a menor sombra de dúvida.
    hehehe

  26. Chesterton said

    A socialização do prestígio & a elitização sem precedentes
    Vamos imaginar que a ideia de educação universal começou com a premissa de que todos deveriam ter acesso aos tesouros da humanidade. Vamos só imaginar, porque essa premissa é completamente falsa: a educação universal é um projeto do Estado-nação moderno, voltado para a competitividade e para a padronização; a educação universal é o paralelo pedagógico da Revolução Industrial.

    Aquela premissa, porém, é o que nominalmente anima os burocratas e os educadores. O leitor pode chocar-se, pensar que não, que efetivamente anima, mas eu digo que não, e dou minhas razões. Fiz faculdade de Letras, e posso garantir que metade da faculdade foi dedicada à crítica do “ensino nas escolas”, da “gramática tradicional” e ao combate ao famoso “preconceito linguístico”. O que está por trás disso é o seguinte: não gostamos da gramática, não queremos ofender ninguém, então vamos dizer que a cultura de todo mundo é igualmente boa. Assim, você, que achava que ia para a escola para aprender a conversar com Fernando Pessoa, com Machado de Assis, agora não vai aprender nada, exceto que conversar com o Zé das Couves é tão bom quanto conversar com Fernando Pessoa e com Machado de Assis. E, se você achar que não, bom, você é elitista, você está eivado de preconceito linguístico.

    Admirar Fernando Pessoa e Machado de Assis é difícil. É difícil, em primeiro lugar, porque muitos de seus textos são densos. Mensagem exige conhecimento da história portuguesa e intensidade reflexiva. Como explicar versos misteriosos como “Os deuses vendem quando dão”? Por que “o mito é o nada que é tudo”? Machado, em grande parte, exige uma certa maturidade, uma capacidade de olhar para si. Bentinho não é muito melhor nem muito pior do que a maioria de nós, e Dom Casmurro é muito mais do que o possível adultério de Capitu: seguindo uma dica de Antonio Fernando Borges, que, sem saber, guiou minha última leitura do romance, há um ano, percebi que o livro é proustiano antes de Proust, que é uma piada amarga a respeito da seletividade da memória, sem no entanto deixar de despertar compaixão no leitor. O único problema de dar Dom Casmurro para adolescentes é que esse tipo de livro só costuma ser devidamente apreciado quando já é tarde demais e já se sente alguma identificação com o narrador…

    Mas, como bom brasileiro, divago. O que quero dizer é que o trabalho intelectual, como todo trabalho, dá preguiça, e olha eu sendo um clichê de brasileiro de novo. Junte à preguiça o fato de que gente de prestígio internacional, como Paulo Freire, vem sugerir que aquilo que você já tem é no mínimo tão bom quanto aquilo que você poderia ter e que os outros, aquela odiosa e opressora elite, já têm. Isso ativa a sua inveja. Então é possível ser tão bom quanto a elite sem fazer nada? Note-se que isso é uma concepção paranoica e equivocada da elite, mas que é comum. Já disse isto no passado: ao frequentar a UFRJ, que tem pessoas das mais diversas camadas sociais, descobri que os mais pobres julgam que os mais ricos leem Machado de Assis como quem folheia uma revista Caras, o que me dava ganas de dar aos meus interlocutores tapinhas condescendentes nas costas. Nossa elite econômica é quase tão inculta quanto seus empregados.

    A ideia de educação foi assim contaminada pela preguiça e pela inveja. Nessa disputa de classes, porém, só há perdedores. Primeiro, porque é só um lado que está lutando. Hoje em dia, a elite já manda os filhos estudarem fora do Brasil, ou em escolas americanas e britânicas, ou em escolas que habilmente vão ignorando a correção política e que custam pequenas fortunas. Por outro lado, aqueles indivíduos que são efetivamente movidos pela curiosidade intelectual e que têm grande inteligência existem em todas as classes e progridem a despeito do meio, sempre. Talvez pudessem progredir mais, mas não é um professor dizendo que “nós vai” é apenas um registro sem prestígio por causa da dominação classista que vai impedi-los. Assim, o desejo de uma classe acadêmica e burocrática preguiçosa e invejosa de obter para si o prestígio que julga que uma certa elite possui acaba levando a uma elitização sem precedentes: se você não tiver a sorte de nascer pelo menos nos estratos superiores da classe média, ou de nascer dotado de inteligência e motivação, ou de preferência os dois, pode pelo menos agradecer ao burocrata que inventou a tal da aprovação automática.

    Enquanto isso, podemos assistir ao distanciamento cada vez maior entre língua escrita e língua falada; ao uso cada vez mais amplo do pronome “que” sem qualquer preposição (“a pessoa que eu fui na palestra que eu fui”, isso é, “a pessoa com quem eu fui na palestra a que eu fui”), e a tudo aquilo que já faz do português culto um idioma verdadeiramente esotérico, ao menos no Brasil. O bom uso do idioma tornou-se uma qualidade tão rara que, na minha experiência, é usada até como critério de atratividade sexual por algumas mulheres.

    http://www.pedrosette.com/

  27. Carlão said

    Questões de múltipla escolha:

    Pergunta 1: O Brasil precisa de Oposição?
    Resposta 1: Não. Com esta Situação, não.
    Eles os petralhas se destroem sozinhos.
    A petralhada está revoltada e pede a cabeça do Palocci e dilma resolve consultar lula.
    Os próximos dias serão eletrizantes…
    Pergunta 2 Dilma: Nabunda(Palocci) vai ou Nabunda fica?
    O “filho do painho”, o Pax e a Betty da Matilde nem sabem mais o que falar, portanto, sem mais delongas vamos à:
    Resposta 1 e 2: A culpa é da Oposição! Do Serra e do Reinaldo Azevedo, sem a menor sombra de dúvida.
    hehehe
    PS. Agora a “herança maldita” tem nome e sobrenome: dilma roussef, a presidenta doenta.

  28. Pax said

    o que mais impressiona é que a turma que se diz na oposição acha que está tudo certo

    que a oposição está num bom caminho

    que tem nomes à altura em seu plantel

    que existe um programa a ser oferecido para os brasileiros

    que os brasileiros gostam

    etc

  29. iconoclastas said

    “o que mais impressiona é que a turma que se diz na oposição acha que está tudo certo”

    hummm, é um ponto de vista peculiar esse. afinal, oposição é múltipla, já a situação…

    e o que se pode dizer de alguém que se identifica com a situação, que acha que o que o governo faz errado (até crime!) é mera consequência do comportamento da oposição?

    —x—x—x

    # 20,

    gurizão, você está a escrever cada vez melhor.

    ;^/

  30. Elias said

    Pax # 28,

    Sempre comentamos isso aqui, né?

    Lembra do ano passado? A Dilma veio lá de trás, passando por cima da tucanada, e um pessoal aqui, brincando com fantasias estatísticas, misturadas com previsões extrassensoriais do astrólogo da Veja/FSP:

    “…lá pelo final de julho/início de agosto, quando se estabelecer a equaminidade das equinoláceas, e o membro da 6ª constelação se posicionar por trás do Serra, enfiando a pomba do divino no metametanfilogênico dele, em alinhamento com mercúrio na 5ª casa de saturno, a Dilma vai despencar. O Serra vai acabar venceendo fácil a eleição…”.

    Algo assim.

    E o pessoal aqui acreditava.

    O que é a natureza humana…

    Chester,

    “…De acordo com McAlpine, o boom de extração de castanha-do-pará na floresta Amazônica também trouxe uma consciência importante sobre preservação…”

    Trouxe uma “consciência importante” sobre preservação, é?

    Ah, bom…

    Agora entendi!

    É por isso que, agora, o Pará não tem mais castanha-do-Pará (brazilian nut), e IMPORTA do Amazonas.

    Deve ser a tal “consciência importante”…

  31. Pax said

    E como está o forró aí no PA com esta história de dividir o estado, caro Elias?

    Caro Iconoclastas,

    Você realmente acha que a oposição é múltipla?

    De qual oposição estamos falando? Diga-me um nome que represente cada uma dessas faces que você afirma, por favor, se não for pedir demais.

    E, em tendo um nome, diga-me que proposta este nome, vinculado a esta face da oposição, representa.

  32. iconoclastas said

    esse negócio de achar não é comigo.

    fato é, o PSOL e o DEM divergem um tantinho… e exercem oposição cada um à sua maneira.

    ;^/

  33. Pax said

    Ah, Iconoclastas, agora entendi teu ponto.

    tks

  34. Elias said

    Pax,

    Pessoalmente, cosidero a divisão do Pará inevitável. É só uma questão de tempo.

    Mas vou votar contra, porque essa divisão que está sendo proposta serve apenas pra turbunar carreira de político de baixa extração. Gente que não consegue se eleger vereador e acha que, com a divisão, vai se tornar deputado estadual. Gente que não consegue se eleger deputado estadual e acha que, com a divisão, vai se eleger deputado federal, ou senador. E assim por diante.

    A divisão proposta é um primor de cretinice.

    Dentre muitas outras coisas, deixa de considerar o principal divisor físico da região, que é o Rio Amazonas.

    Não acredite na viabilidade de nenhum estado cujo território esteja dos dois lados do Amazonas.

    Outra cretinice: Altamira e Santarém dentro mesmo Estado do Tapajós. Altamira tem tanto a ver com Santarém quanto o Oiapoque tem a ver com o Chuí. A região do Xingu nada tem a ver com a do Tapajós.

    O plebiscito só foi aprovado por causa de uma chantagem, relacionada ao Código Florestal.

    A atual composição do Congresso, em menos de 6 meses, tirou a taça das maõs da composição passada. A “pior da história” foi substituída pela “muito pior”.

  35. Chesterton said

    O mantra da “educação”
    por Thomas Sowell em 7 de junho de 2011

    Um dos tristes e perigosos sinais de nossos tempos é a quantidade de pessoas fascinadas e escravizadas por palavras, mas que não se preocupam com o exame das realidades por trás dessas palavras.

    Uma dessas palavras cuja realidade oculta é raramente examinada por muitas e muitas pessoas é “educação”. Mas “educação” pode cobrir qualquer coisa, desde cursos sobre física nuclear à destreza no giro de bastões de bandas escolares.

    Infelizmente, uma proporção crescente no espectro da educação nos Estados Unidos, seja nas high schools [ensino médio], Colleges [*] e universidades, está mais dedicada ao treinamento no manuseio de bastões do que à qualificação em ramos mais exigentes, tais como a física nuclear. Até mesmo Colleges renomados estão ensinando aquilo que os estudantes já deveriam ter aprendido no ensino médio.

    Não temos uma reserva de estudantes sérios tentando fazer cursos sérios. Se você der uma olhada nos campos de conhecimento que os estudantes americanos escolhem para se especializar nos Colleges e nas universidades, tais campos estão pesadamente concentrados na direção da ponta “mais fácil” (fajuta) do espectro.

    No que se refere aos estudos de pós-graduação em campos mais pesados e exigentes, tais como a matemática e ciências naturais, é comum encontrar mais estudantes estrangeiros recebendo essa graduação nas universidades americanas do que estudantes americanos.

    Uma manchete recente da publicação Chronicle of Higher Education dizia: “Mestres em Inglês: Vão Cortar Grama”. A matéria apresentava um homem com essa formação acadêmica trabalhando no ramo de paisagismo porque não há grande demanda por gente com mestrado em língua inglesa.

    Um número demasiado de pessoas que sai das mais prestigiosas instituições acadêmicas americanas se forma sem o conhecimento profissional para serem economicamente produtivas e sem nem mesmo o desenvolvimento intelectual necessário para torná-las cidadãos e eleitores perspicazes.

    Os estudantes podem se formar nas mais prestigiosas instituições do país sem jamais aprender nada a respeito de ciências, matemática, economia ou qualquer outra coisa que os tornaria indivíduos capazes de contribuições para a economia ou indivíduos que não se iludissem com a retórica política.

    Ao contrário: as pessoas com esse tipo de “educação” são, com frequência, mais suscetíveis à demagogia do que a população em geral. Tal situação não é peculiar somente aos Estados Unidos. Em muitos países ao redor do mundo, pessoas diplomadas em matérias menos exigentes têm sido fonte de intranquilidade política, instabilidade e até mesmo violência em massa.

    Esse fenômeno tampouco é novo. Um estudo acadêmico da história de Praga no século XIX fazia referência aos “bem educados, mas subempregados” jovens tchecos que promoviam a polarização étnica — uma polarização que não apenas continuou, mas aumentou no século XX, produzindo tragédias tanto para os tchecos como para os alemães.

    Entre as duas guerras mundiais, em outros países da Europa central, uma crescente classe de jovens recém diplomados ressentia-se amargamente da necessidade de competir com judeus mais bem qualificados nas universidades e com judeus já donos de negócios próprios ou atuando como profissionais renomados. Os resultados foram políticas antissemitas e violência.

    E essa foi praticamente a mesma história na Ásia, onde minorias bem-sucedidas, tais como os chineses na Malásia, foram alvo de ressentimento dos jovens malaios, cuja educação ou habilidades profissionais não lhes permitia competir com os chineses lá residentes. Esses jovens malaios exigiram — e obtiveram — leis e políticas pesadamente discriminatórias contra os chineses.

    Situações similares se desenrolaram em várias ocasiões na Nigéria, Romênia, Sri Lanka, Hungria, Índia, etc.

    Muitos países do Terceiro Mundo produziram multidões de pessoas com diplomas, mas sem habilidades significativas, tanto que a expressão “os desempregados com diploma” se tornou um clichê entre aqueles que estudam esses países. Isto se tornou não só um problema pessoal para esses indivíduos que receberam diplomas sem adquirir nenhuma habilidade para realizar suas crescentes expectativas, mas se transformou num dos mais importantes problemas para a economia e a vida política desses países.

    Tais pessoas se revelaram os alvos ideais dos demagogos que promovem a polarização e a discórdia. Nós, nos Estados Unidos, ainda estamos nos estágios iniciais desse processo. Mas basta você visitar os campi universitários, onde encontrará departamentos inteiros dedicados a cursos fajutos que pregam um sentimento que se traduz em complexo de vítima e ressentimento, e então verá a polarização étnica e racial vigente nessas universidades.

    Há muitos e muitos outros cursos fajutos que permitem que os estudantes passem anos no College sem se educar em nenhum sentido real.

    Não precisamos de mais “investimento” governamental para produzir mais desse tipo de “educação”. Palavras imponentes, a exemplo de “investimento”, não deveriam nos cegar diante da horrível e imoral realidade desses gastos com fins meramente político-eleitorais.

  36. Elias said

    Pax,

    A chantagem a que me refiro foi feita por uma quadri…, digo, por um grupo de parlamentares, liderados pelos indefectíveis Giovani Queiroz (PDT), Lira Maia (DEM) e Zequinha Marinho (PSC).

    Pra perpetrar a jogada, eles escolheram uma 5ª feira, dia em que a maior parte dos vagab…, digo, deputados e senadores, está se mandando de Brasília.

    Na reunião do “colégio de líderes”, só quem não abriu as pernas foi o deputado Chico Alencar, que se recusou a ceder a sigla do PSOL para legitimar a bandalh…, digo, decisão.

    Mas Chico foi derrotado pelos trafic…, digo, líderes, que aprovaram a convocação do plebiscito.

    É quase certo que a proposta de retalhamento do Pará não será aprovada. Tá muito mal feita e, bem feitas as contas, nem tem, mesmo, a pretensão de ser aprovada.

    Mas isso não importa. O que os margin…, digo, os vigaris…, digo, os deputados que a formularam querem, no momento, é turbinar a mútua antipatia entre separatistas e não separatistas.

    Esses meliant…, digo, parlamentares, sabem que, agora, a onça vai beber água. Vai estourar porrada pra tudo que é lado, abrindo-se um abismo entre separatistas e não separatistas.

    Os margin…, digo, políticos profissionais, que armaram esse conto do paco pensam, provavelmente, em se recolher à sombra, e ver o pau comer, até que se chegue à conclusão de que é melhor retalhar o Pará de qualquer jeito, do que manter como está.

    Aí é quando eles novamente aparecerão, pra se fartar na carniça. Certo como pau de cambiteiro que cada um deles já se vê como futuro governador do novo Estado.

    Já existe uma estimativa de quanto a União teria que gastar, a mais, só pra criar o novo Estado: aproximadamente R$ 1,7 bilhão.

    O benefício que isso traria? Bem, de imediato, nenhum, exceto para os membros das gan.., digo, dos grupos de prostit…, digo, políticos que batalham pelo retalhamento.

  37. Chesterton said

    è mais barato que o dinheiro que o BNDES deu para o Chaves.

  38. Carlão said

    Lady Gaga
    Pergunta: A Crise no governo, continua?
    Chegada de Gleisi piora relação entre Congresso e Planalto
    Nova ministra da Casa Civil colecionou inimizades e apelidos – como Lady Gaga – em quatro meses de Senado; PMDB diz que interlocução será impossível
    Resposta: A culpa é da Oposição! Do Serra e do Reinaldo Azevedo, sem a menor sombra de dúvida.

  39. Carlão said

    #19 Betty e o pé do lula

    O Globo

    O presidente eleito do Peru, Ollanta Humala, disse [ontem] que delineará seu próprio caminho de governo e não vai imitar o presidente venezuelano, Hugo Chávez, apesar de ambos serem expoentes da esquerda regional.

    Militar reformado, Humala classificou os Estados Unidos como um “parceiro estratégico” e disse que buscará uma cooperação com Washington na luta contra as drogas.

    – Acreditamos que o caminho do Peru é um caminho próprio, sem copiar o de outros países. Que isso fique bem claro – afirmou Humala em entrevista à agência de notícias Reuters.

    Chest tem razão!

  40. Pax said

    Mundo confuso esses dias. Comemoram juntos o ACM Neto, o Paulinho da Força, segundo alguns o Dirceu disfarçadamente pagou cerveja pra turma da esquina, o Sérgio Guerra etc.

    Preciso de uns dias para entender melhor como é que se chama o nome disso.

    E a Gleisi é um acepipe. Ao menos em termos de imagem o Paulinho da Força e o titio histérico (ou louco de vivo?) ajudaram um bocado.

    Depois as pessoas não agradecem.

  41. Pax 40# – Política no Brasil.

    A oposição comemora uma vitória. Não sei bem sobre o que. A saída do Palocci não vai render frutos eleitorais. O povão (copyright FHC) não está nem aí para o Palocci. Os formadores de opinião sabem que a oposição não quer investigar nada, não fez muito esforço para isso, apenas quer ter algo para comemorar. Nem que seja algo efêmero depois de tantas derrotas.

    Dirceu e sua turma comemoram duplamente. Primeiramente derrubaram um concorrente na indústria de tráfico de influência, e comemoram a derrota de um inimigo interno no PT.

    De resto o país continua como antes. Sem comando, sem noção de futuro, sem planejamento e sem governo.

    Nada muito diferente do reinado de Lula.

    A única diferença que o dinheiro diminuiu.

    Agora os deputados e políticos em geral operam no modo: Farinha pouca, meu pirão primeiro.

  42. Elias said

    Pax,

    A primeira das previsões que fiz já se cumpriu.

    Veremos, agora, se Palocci tem cojones. Se tiver, tem gente da oposição que vai passar maus momentos…

    Aliás, minha segunda previsão é de que, agora, a oposição terá que sangrar um tanto. Não sei por onde. Se dependesse de mim, escolheria uns 2 ou 3 bodes — não necessariamente parlamentares — e cobriria de porrada, até que eles virassem patê.

    E minha terceira previsão é pro Temer. Creio que ele vai pro limbo, até se humilhar e ser aceito de volta.

    O mestre Villas Boas considera o Temer um mestre do baixo clero. Pode ser que sim, mas, ainda assim, baixo clero. E baixo clero não queima filme impunemente…

  43. Pax said

    Mas, caro Elias, bater na oposição?

    Não se bate em morto! Isso não se faz.

    =)

  44. Elias said

    Pax,

    Talvez seja porque tem gente que ache necessário.

    Vai ver que é só pra garantir que a defunta continue morta…

    Mas creio que ela vai sangrar, sim.

  45. Elias said

    E o Ollanta Humala, do Peru, não quer nada com o Chavez.

    Quer com o Lula…

  46. Por que Palocci?

    Antonio Palocci caiu por falta de apoio político. Sua nomeação equivocada para um cargo estratégico, a resistência de setores influentes do PT e a inabilidade no trato com a base aliada selaram seu destino desde muito cedo. A disputa pelos cargos nos diversos níveis governamentais, as derrotas do Planalto em votações polêmicas e os preparativos para as eleições municipais de 2012 apressaram o desfecho do imbróglio. O enriquecimento do ex-ministro serviu apenas como o pretexto “republicano” que faltava ao discurso dos adversários.

    Se houvesse lídima preocupação ética no debate, o público já saberia que a lista dos misteriosos clientes de Palocci envolve financiadores da própria mídia corporativa e de muitas campanhas eleitorais, inclusive de petistas célebres. A imprensa oposicionista, que num passado recente se chocou diante de certos “dossiês”, elucidaria o vazamento nebuloso dos dados que fundamentaram as acusações. E a curiosidade acerca do crescimento patrimonial alheio provocaria uma febre de estudos comparativos sobre centenas de parlamentares, ministros, governadores e prefeitos.

    Por que apenas Palocci deve tais explicações ao eleitorado? A esquerda precisa que a Folha de São Paulo alavanque seus escrúpulos morais? Vamos investigar, companheiros?

    É impossível aceitar a idéia de que os fundamentos do Direito não cabem no universo político. Mesmo que a presunção da inocência pareça irrelevante para o caso específico, a rapidez com que ela foi desprezada revela apenas um autoritário pendor para o linchamento e nenhum anseio real de justiça. É o pior exemplo que o STF poderia conseguir às vésperas de julgar os acusados do tal “mensalão”.

    Questionar a fragilidade e o oportunismo dos ataques a Palocci não significa defendê-lo. Em vez de refugiar-se nas acusações de patrulhamento ideológico, a blogosfera que ajudou a fritá-lo poderia ao menos evitar o maniqueísmo reducionista dos veículos tradicionais.

    http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com/

  47. Pax said

    tem gente falando em Ideli, tem gente falando em Vaccarezza pro lugar do Luiz Sérgio

    sei não, acho os dois nomes ruins

    mas não passa de opinião pessoal

  48. Elias said

    Ideli seria um desastre.

    Vaccarezza, seria trocar 6 por meia dúzia.

  49. Pax said

    A conversa não está muito fácil. Hoje tem notícia que Dilma prometeu a Temer que este seria o primeiro a saber.

    Temer acha que o PMDB deveria ter mais lugar no governo. Dilma acha que o PMDB deveria ser mais parceiro.

    Entre os dois, sou mais Dilma. Pelo bem do Brasil.

    Dilma passa por um teste impressionante. Há uma série de testes de stress em cima da presidente.

    Há uma certa naturalidade neste momento. Dilma foi uma criação, uma aposta de Lula. Mas Lula não foi suficientemente discreto para que seu dedo não deixasse marca no bolo da festa. Se tirarem uma fotografia do governo aparece uma foto do esqueleto de Lula, como se a foto fosse feita por um aparelho de raio-X.

    Neste fase, ao que tudo indica, Dilma se apercebeu que precisa determinar um governo onde o esqueleto que aparece na foto seja o dela, e não o dele. Para o bem dela e, acredito eu, também o bem dele, Lula (leia-se PT). Sim, claro.

    Carregando nas tintas, Maluf disse que se Pitta não fizesse um bom governo era para o povo paulista nunca mais votar nele. Deu no que deu. Pitta saiu pela culatra e Maluf esqueceu o que disse para esquecerem dele.

    A hora seria, caso o PMDB não fosse o que é, de dar força para Dilma. E cobrar sua participação de forma mais discreta. Não é muito possível, mas dá para fazer melhor que o Temer vem fazendo, segundo meu achismo. De novo, em outras palavras, nunca vi uma madrinha de casamento aparecer mais que a noiva. É o que me parece que está acontecendo.

    Nunca vi um vice-presidente tão “aparecente” assim.

    Se quisermos olhar de outra forma, basta lembrar quem era o presidente do PMDB antes de Dilma assumir. Adivinhe quem? Sim, era ele mesmo, Michel Temer.

    Ou seja, olhando o prisma por outra face, o cara parece não ter largado o osso. Pior, levou o osso para a casa nova e não consegue enterrar o bicho no quintal.

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