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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Cabral na berlinda após tragédia

Posted by Pax em 24/06/2011

O tragédia da queda do helicóptero da Delta Engenharia, do empresário Fernando Cavendish, trouxe problemas ao governador Sérgio Cabral. Nem tudo que é aparentemente legal é necessariamente ético e moral. Neste episódio fica evidente que há questões legais que devem ser apuradas, já que as outras foram evidentemente mal ultrapassadas.

Eike Batista emprestou seu jatinho, Fernando seu helicóptero e Cabral foi com a família para a festa de aniversário do empresário que negava conhecer pessoalmente.

Agora o noticiário expõe questões que Cabral precisa esclarecer ao seu eleitorado.

Cabral será cobrado sobre relação com empresário envolvido em acidente de helicóptero – Uol

O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) informou hoje que ele e outros quatro deputados da Assembleia Legislativa do Rio preparam em conjunto um requerimento de informação que será entregue na semana que vem ao governador fluminense, Sérgio Cabral Filho (PMDB), cobrando explicações sobre sua relação com os empresários Fernando Cavendish e Eike Batista.

A empreiteira Delta Construções S/A, de Cavendish, que perdeu a mulher e o enteado em acidente de helicóptero na noite da última sexta-feira, no litoral baiano, recebeu R$ 992,4 milhões em contratos com o governo do Rio durante o primeiro mandato de Cabral (2007-2010). (continua no Uol…)

Após acidente, oposição apura relação de Cabral com empresários – Terra

Deputados estaduais da oposição pedem explicações do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), sobre os contratos do Estado com a Delta Engenharia – do empresário Fernando Cavendish – e os benefícios fiscais dados ao grupo EBX, de Eike Batista. Na última sexta-feira, Cabral viajou ao sul da Bahia em um jatinho emprestado por Eike. Na viagem, seria comemorado o aniversário do empresário Fernando Cavendish – que estava a bordo -, mas teve fim trágico após a queda do helicóptero com parte dos convidados – incluindo Mariana Noleto, namorada de um dos filhos de Cabral. As informações são do jornal Folha de S.Paulo. (continua no Terra…)

‘Rei do Rio’ Cavendish cresceu 655% sob Cabral – Brasil 24×7

COMO 247 REVELOU EM PRIMEIRA MÃO, GOVERNADOR DO RIO ESTAVA EM PORTO SEGURO, ONDE HELICÓPTERO CAIU E SETE PESSOAS MORRERAM, COM EMPREITEIRO DE R$ 1 BILHÃO; VOARAM JUNTOS PARA ANIVERSÁRIO DO DONO DA DELTA EM JATINHO DE EIKE BATISTA, QUE DOOU R$ 750 MIL PARA CAMPANHA; CABRAL SAI DE LICENÇA
21 de Junho de 2011 às 09:59

Brasil 247 _ A tragédia resultante da queda do helicóptero da empreiteira Delta Engenharia, na região de Porto Seguro, na Bahia, na sexta 17, esconde um mistério político e, talvez, um escândalo administrativo. Soube-se ontem, por Brasil 247, em primeira mão, que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, esteve na Bahia em companhia do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta e senhor de obras que somam mais de R$ 1 bilhão no Estado, como, por exemplo, a reforma do Maracanã. Num primeiro momento, Cabral, que após a queda do helicóptero tirou licença do trabalho, negou sua presença no local dos acontecimentos que resultaram em sete mortes (seis corpos já encontrados e um ainda desaparecido). Ele mentiu. (continua no 24×7…)

Rio – Dobraram os contratos sem licitação com a Delta
Ruben Berta, O Globo – via Noblat

Com quase um quarto de seus empenhos no governo estadual obtido com dispensa de licitação este ano, a Delta Construções também vem tendo um desempenho de destaque nessa modalidade na prefeitura do Rio. Dados levantados pelo gabinete da vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB) mostram que entre os anos de 2002 e 2008, na gestão de Cesar Maia, a construtora conseguiu R$ 14,3 milhões em contratos emergenciais.

Já no período Eduardo Paes (janeiro de 2009 a junho de 2011), segundo levantamento da própria prefeitura, foram R$ 36,6 milhões, mais do que o dobro. O crescimento foi de 155%. O valor corresponde a 11,4% do total da Delta na atual gestão (R$ 320 milhões). (continua no Noblat…)

PF investiga fornecedor de adesivos para campanha de Cabral

ITALO NOGUEIRA – JEAN-PHILIP STRUCK – Folha de SP

A Polícia Federal investiga um dos fornecedores de adesivos para a campanha de reeleição do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB). A Soroimpress Comércio de Produtos Gráficos, com características de empresa de fachada, recebeu R$ 33 mil nas eleições do peemedebista.

O inquérito tem como investigado apenas Cabral e a empresa, cuja relação foi revelada pela Folha em outubro do ano passado. Mas a Soroimpress forneceu material de campanha para 83 candidatos e dois partidos. Recebeu, no total, R$ 5 milhões.

O Comitê Financeiro Único do PMDB-RJ, principal doador da campanha de Cabral, pagou R$ 523 mil à empresa. O principal cliente da Soroimpress foi o senador Lindberg Farias (PT), que pagou R$ 640 mil. Ele não é investigado no inquérito. (Continua na Folha…)

Observação do blog: quem sabe não reabrem a questão da Lei Luciano Huck?

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200 Respostas to “Cabral na berlinda após tragédia”

  1. iconoclastas said

    “Nem tudo que é aparentemente legal é necessariamente ético e moral.”

    boa, dia desses escrevi algo parecido no meu espaço egoísta…

    mas nesse caso aí o legal tb periga ter sido afetado, como vc tb disse.

    o que eu acho curioso, e isto não é uma crítica, é o método utilizado pela imprensa para abordar o assunto com mais contundência. essa história toda já é conhecida há bastante tempo, tanto é que aqui e ali saía algo a respeito, mas agora, numa bela sacada, aproveitam o apelo da tragédia, que sempre chama audiênca, e já encaixam as reportagens das perigosas ligações…

    a lamentar o fato de que, talvez, seja necessário um drama pessoal para cativar a atenção plebéia… mas tomara que cole.

    ;^/

  2. Pax said

    E onde a gente encontra este teu espaço egoísta, caro Iconoclastas?

  3. Patriarca da Paciência said

    Joaquim Nabuco escreveu que “durante muito tempo a escravidão ficará como característica do caráter brasileiro”.
    Entenda-se, o autoritarismo, a idéia de que as leis valem para os “outros” – eu sou a lei etc.

    É uma coisa tão visceral que as pessoas entendem como perfeitamente “natural”.

    O Cabral pode ter pensado que é a coisa mais corriqueira do mundo utilizar os préstimos de uma amigo numa hora de dificuldades.

    É o patrimonialismo profundamente entranhado na alma braileira.

    Mas se a maioria já fala disso e começa a reclamar, é sinal que alguma coisa está mudando.

    O Cabral vai ter que arcar com sua derrapada. Acho muito positiva a atitude da imprensa.

  4. Luiz said

    Pax,

    Eu não acredito em coincidências.

    Por isso mesmo, não fiquei nada surpreso em ver o nome da Delta Construções envolvido nessas histórias com o Cabral.

    Por que? Veja essa notícia de quase um ano atrás:

    http://www1.folha.uol.com.br/mercado/778370-operacao-da-pf-no-ceara-desmonta-possivel-esquema-de-fraude-no-dnit.shtml

  5. Pax said

    Caro Patriarca,

    Também acho que a imprensa e a oposição ao Cabral estão fazendo seu papel democrático. Concordamos.

    Caro Luiz,

    Não sabia dessa notícia. Reforça bem as suspeições levantadas. Obrigado pela dica.

  6. Pax said

    Bom post do João Bosco Rabello, do Estadão

    Cabral perde capital político com sucessão de erros na véspera da eleição

    http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/cabral-perde-capital-politico-com-sucessao-de-erros-na-vespera-da-eleicao/

  7. Chesterton said

    Erro foi contratar 25% dos bombeiros nacionais num estado só. Agora, se vire.
    Militar amotinado = cana

  8. Chesterton said

    “Tenho consciência de quão anticlimático é concluir que para baixar a taxa de juros é preciso reduzir a despesa e a dívida pública. Logo após o fracasso do Plano Cruzado, com a inflação explodindo para níveis até então nunca vistos, Pérsio Arida e eu, já fora do governo, mas ainda com restos da áurea de milagreiros, fomos convocados ao Palácio da Alvorada para uma reunião com o presidente da República. Ao terminarmos nossa exposição sobre a necessidade imperiosa de reduzir o déficit público, como condição para qualquer tentativa de controlar a inflação, o presidente José Sarney desabafou: “Para controlar a inflação por meio da redução dos gastos públicos eu não preciso de economistas brilhantes“. (André Lara Resende, Juros Equivoco ou jabuticaba- Valor Econômico, 16/06/2011).

  9. Patriarca da Paciência said

    Enonomia é mesma uma quimera.

    Estados Unidos – dívida pública maior que o PIB, um dos maiores déficits públicos do mundo. Taxa de juros – zero.

    Uma coisa não podemos negar – lá tem economistas brilhantes!

    Mas segurarão a peteca por quanto tempo?

  10. iconoclastas said

    “25/06/2011 – 09:52 – O refúgio de Sérgio Cabral
    A casa onde o governador se isolou depois da tragédia foi comprada no período em que tomou empréstimos de assessores
    NELITO FERNANDES (Época)

    Licenciado por uma semana, Cabral isolou-se em sua casa de R$ 1,5 milhão em Mangaratiba, na Costa Verde fluminense, para descansar. Foi lá também que Cabral passou o Réveillon de 2010, marcado por uma tragédia em Angra dos Reis, onde deslizamentos de encostas, provocados pelas chuvas, causaram dezenas de mortes. Apesar da proximidade entre Mangaratiba e Angra, Cabral demorou a aparecer em público. Localizada dentro de um condomínio, a casa é usada como refúgio pelo governador, mas tem sido também uma fonte de aborrecimentos para ele. Há anos Cabral tem sido cobrado a explicar como conseguiu comprá-la com os modestos salários de político.

    Documentos obtidos por ÉPOCA mostram que, no período em que adquiriu o imóvel, Cabral recebeu empréstimos de familiares e assessores. Em cinco anos, R$ 474.852,17 entraram em sua conta. Entre 1996 e 1997, quando ainda era deputado estadual, Cabral obteve empréstimos de R$ 54 mil de Aloysio Neves Guedes, seu chefe de gabinete. Guedes recebia R$ 5.400 mensais, dez vezes menos que o valor do empréstimo. Outro financiador foi o assessor Pedro Lino, que ganhava o mesmo que Guedes e emprestou R$ 46 mil. Subchefe de gabinete, Sérgio Castro Oliveira colaborou com R$ 31 mil. Outros R$ 79 mil caíram na conta de Cabral vindos da Araras Empreendimentos, empresa de sua ex-mulher Suzana Neves. O ex-sogro Gastão Lobosque emprestou R$ 264 mil. Em 1998, Cabral tomou emprestados R$ 150 mil da Sociedade Três Orelhas para a compra da casa de Mangaratiba, com a promessa de pagar em 18 meses. A Três Orelhas administra o condomínio (Portobello) onde foi erguido o imóvel.

    Cabral não deu detalhes sobre as operações. Qualquer documento referente a esses anos tão remotos já foi descartado, tendo em vista que a prescrição é de cinco anos”, disse sua assessoria. Ele informou, porém, que pagou os empréstimos. Os assessores dos empréstimos são amigos de Cabral e trabalharam em suas campanhas. Aloysio foi indicado para o Tribunal de Contas do Estado, onde hoje é conselheiro. Ele diz não se lembrar de nada: “Faz muito tempo. É coisa muito pequena para eu recordar”. O mesmo diz Pedro Lino. “Se foi feito, está em meu Imposto de Renda”, afirma. Sérgio Castro não respondeu aos pedidos de entrevista.”

    dá para adquirir, e manter, uma propriedade desse naipe com a remuneração oficial?

    bem, não se pode esquecer que sua esposa é uma advogada bem sucedida, e que é possível que, enquanto ele pedalava para quitar seus veraneios, ela ficava com a manutenção da sobrevivência…

    http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI243903-15223,00-O+REFUGIO+DE+SERGIO+CABRAL.html

    xxx—xxx—xxx—xxx

    ainda cabral: muita gente criticou e debochou do governador do rio por ele ter chamado os bombeiros que se aquartelaram, depredaram patrimônio público e até impediram socorro, de vândalos, além de ter dado a ordem para que o Bope os recolhesse. no entanto, tenho visto um pessoal da imprensa (principalmente de fora do rio) agir assim e ignorar o comportamento dos detidos, porém, sem deixar de relatar seus heróicos papéis nas diversas tragédias. é preciso separar as coisas.

    ;^/

  11. Elias said

    Patriarca,

    Pois saiba que tem muito economista, administrador, contador, etc., top de linha, que diz que: “assim como administrar um banco, administrar o Estado é administrar dívida…”.

  12. Pax said

    Pois bem, hoje de manhã, ouvindo a Band FM, o âncora Boechat contou uma bastante escambrosa.

    Não lembro o ano, Cabral acompanhado de alguns familiares e conhecidos foi para as Bahamas num jatinho do Eike (o mesmo dessa vez?). Até aí a coisa já fedia. Chegando em Manaus faltava um documento para um menor. Merece até ouvir nos arquivos da rádio, haja vista que o Boechat disse que era informação exclusiva. Pois bem, o tal jatinho desembarcou a mãe e o menor, foi para Bahamas, desembarcou o Cabral e alguns, voltou ao Rio para pegar o tal documento e fez a viagem de novo para levar a parentada do governador.

    Eita amizade boa esta do Eike com o Cabral.

    Desinteressada, claro.

    (fonte: nos arquivos da Rádio BandNewsFM – São Paulo)

    Assim o capital político de Cabral vai por água abaixo. Ainda mais que o Beltrame tem dito que se o Estado não segurar outras pontas as UPPs tendem a fazer água. Segundo entendi, a Sec de Segurança reclama que os outros serviços do Estado não estão acompanhando as ocupações como planejado.

    Vai ver é porque o jatinho do Eike não deixa o Sérgio Cabral Filho em paz. Só pode ser.

  13. iconoclastas said

    off:

    “Fome dois ponto zero
    14:19, 27/06/2011
    gmfiuza
    Geral Tags: dilma, Direitos humanos, Lula, Politicamente correto

    Quem achava que o conto de fadas do filho do Brasil e da primeira presidenta já tinha chegado ao seu final feliz, enganou-se.

    Essa história emocionante não para de nos proporcionar desfechos surpreendentes.

    A reabilitação política do nosso Delúbio, o heróico sobrevivente do mensalão, não foi nada. A FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação, acaba de anunciar seu novo diretor-geral: o brasileiro José Graziano.

    Graziano ficou conhecido como uma das figuras mais badaladas do início do governo Lula. Era o responsável pela implantação do famoso programa Fome Zero, idealizado para ser o carro-chefe do governo popular.

    O programa foi muito bem sucedido na missão de fazer chegar a todos os brasileiros o slogan Fome Zero.

    O único problema do genial plano de José Graziano foi a constatação de que ele era inexeqüível.

    Talvez por esse detalhe, Graziano tomou posse com Lula em 2003 e em 2004 já não era mais ministro.

    E não foi mais nada nos oito anos de governo Lula, continuando a não ser nada no nascente governo Dilma. Como se vê, as credenciais do professor Graziano com seu Fome Zero permaneceram decisivas ao longo dos anos. Nem o Ministério da Pesca lhe foi oferecido.

    E eis que a FAO elege José Graziano seu diretor-geral. Quem destacou as razões da escolha, em nota oficial, foi sua própria madrinha, Dilma Rousseff. Eis o atributo principal:

    “Sua reconhecida contribuição na formulação da bem-sucedida estratégia governamental de assegurar o direito dos povos à alimentação”.

    Ou seja: José Graziano vai dirigir o braço da ONU para a alimentação do mundo com base na experiência do Fome Zero – o programa imaginário que o próprio Lula jamais ousou voltar a mencionar em seus inúmeros palanques.

    Moral da história: companheiro que está no sereno – não perca as esperanças! O governo popular trabalha, dia e noite, por uma boquinha para você.

    Ou até, quem sabe, uma bocarra.

    E viva o grande banquete das Nações Unidas, onde os amigos dos amigos nunca passam fome.”

    ;^[

  14. Chesterton said

    Brasil fica em último lugar em Índice de Retorno à Sociedade pelo que se paga em Impostos

    Elaborado pelo Banco Mundial e pela PricewaterhouseCoopers, o estudo mostrou também que países do Oriente Médio e do leste da Ásia são os que oferecem as melhores condições tributárias para as empresas. “Ficamos para trás. Os outros países promoveram reformas e souberam se adaptar às novas exigências do mundo globalizado. Coisa que não aconteceu no Brasil”, ressaltou. O penúltimo colocado do ranking de 175 países é a Ucrânia, com 2.185 horas gastas anualmente.

  15. Chesterton said

    GOVERNO EMPOBRECE!

  16. Pax said

    O Estado ineficiente e corrupto empobrece os roubados.

    Acho melhor assim, caro Chesterton.

  17. Chesterton said

    O estado, por definição, é corrupto, e sempre é ineficiente, pois não passa de uma travessador.
    E empobrece os pobres, que são em geral mais indefesos contra o ataque dos abutres estatais.

  18. iconoclastas said

    abutres estatais é boa, um exemplo:

    “BNDES confirma que avalia aporte no Pão de Açúcar
    Banco confirmou que analisará o aporte equivalente a até € 2 bilhões referente ao projeto de fusão do Grupo Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil
    28 de junho de 2011 | 12h 15

    RIO – O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou, em comunicado, que analisará o aporte equivalente a até € 2 bilhões referente ao projeto de fusão do Grupo Pão de Açúcar e do Carrefour no Brasil. Por meio da BNDESPar, braço de investimento do BNDES, o banco entrará com os recursos na operação.

    Em um curto comunicado, o banco apenas confirma o andamento da operação e observa que a aprovação de recursos segue os “trâmites usuais” do sistema BNDES.

    A seguir, a íntegra da nota:

    “O BNDES enquadrou para análise operação no valor equivalente de até 2 bilhões de euros, relativa ao projeto de internacionalização do Grupo Pão de Açúcar. Caso o projeto em questão se concretize, o referido grupo assumirá uma posição estratégica no Carrefour, um dos maiores varejistas globais, abrindo caminho para maior inserção de produtos brasileiros no mercado internacional. ;^)))

    A proposta segue, no momento, os trâmites usuais para aprovação no sistema BNDES, cabendo à sua diretoria a decisão final sobre o eventual apoio financeiro. A operação também deverá ser aprovada pelas demais companhias envolvidas.”
    oesp

    que tal para plebe financiar a concentração do setor supermercadista?

    ;^?

  19. Chesterton said

    esse é o capitalismo do Elias, dinheiro dos impostos distribuidos para os amigos de ocasião….

  20. Elias said

    Chester,

    Não entendi.

    O BNDES é uma empresa que empresta dinheiro.

    Em 2010, seu lucro bruto na intermediação financeira foi R$ 9,5 bilhões (R$ 6,0 bilhões em 2009). O lucro líquido em 2010 foi R$ 9,9 bilhões (R$ 6,8 bilhões em 2009).

    Salvo engano, o lucro líquido no primeiro Tri de 2011 está lá pelos R$ 2,2 bilhões.

    O sapientíssimo comentarista poderia nos esclarecer sobre o que há de errado nisso?

    O sapientíssimo comentarista se disporia a ocupar, no mercado, o lugar e a função que hoje cabem ao BNDES, caso este fosse extinto?

    O preclaro ilustre e digníssimo representantes dos conservadores destituídos de partidos políticos

  21. Elias said

    Complementando:

    O preclaro ilustre e digníssimo representantes dos conservadores destituídos de partidos políticos se disporia a emprestar de seu próprio bolso, pra financiar essas transações de grande porte?

    Como o comentarista pode perceber, examinando os balanços do BNDES, trata-se de uma atividade que dá muita grana?

    Dá pra encarar?

    Se dá, o comentarista tá perdendo tempo aqui neste blog… Vai lá, Chester… Vai lá…

  22. Chesterton said

    Ah, Elias, você só está falando isso para angariar votos, afinal, você é um “espertinho”.

  23. iconoclastas said

    Doc, não se intimida não, esse lucro do BNDES é em cima do Tesouro Nacional (cujas perdas são, naturalmente, superiores ao ganho do banco) e do “trabalhador” . portanto, sem virtude…

    ;^[

  24. Chesterton said

    É obviamente subsídio para favorecidos.
    Mas diguem lá, que frio do caralho! Cadê a porra do aquecimento global?: Será que terei que me mudar para o Ceará?

  25. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    pelas previsões, o derretimento da calotas polares e geleiras, provocariam um esfriamento dos oceanos, o que poderia causar até uma nova era glacial, antes do aquecimento!

    Não é bom sinal esse aumento de frio!

    Mas como tua “lógica” é totalmente esdrúxula, não adianta mesmo muitas explicações.

    Por exemplo, 90% das pessoas consideram o Estado algo absolutamente necessário e insubstituível.

    Tua lógica diz que o Estado deve ser exterminado.

    Elias,

    Pela “lógica” do Chesterton só é “legítimo” ganhar dinheiro se usar os métodos da ganância.

    Ganhar dinheiro civilizadamente como o faz o BNDES não está correto, isto pelo lógica Chesterton.

  26. iconoclastas said

    “aquecimento global” era força de expressão (a que se adequava ao momento) agora o efeito da antropia atende pelo singelo codinome de “mudanças climáticas”, quando este não mais servir eles arrumam outro…

    ;^)

  27. Chesterton said

    Claro que para a anta manca, ganhar dinheiro civilizadamente significa extorquir o trabalhador a través de impostos. Fodem o povo e colocam a culpa em quem produz.

  28. Chesterton said

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,deputado-federal-cria-projeto-do-dia-do-orgulho-heterossexual,738066,0.htm

    essa palhaçada dos viados vai dar em “pobrema”.

  29. Chesterton said

    pelas previsões, o derretimento da calotas polares e geleiras, provocariam um esfriamento dos oceanos, o que poderia causar até uma nova era glacial, antes do aquecimento!
    Não é bom sinal esse aumento de frio!
    Mas como tua “lógica” é totalmente esdrúxula, não adianta mesmo muitas explicações.

    chest- explica mais, explica…(rsrsrsrsrsrs)

  30. Zbigniew said

    O problema esta na historia das coisas…

  31. Chesterton said

    realmente a humanidade consome demais…o que você propõe, cortar o salário mínimo pela metade? (Anta manca, só para você: essa pergunta foi irônica)

  32. Chesterton said

    Estes princípios não são regras a ser seguidas na política prática. São um conjunto de critérios de reconhecimento para você distinguir, quando ouve um político, se está diante de um conservador, de um revolucionário ou de um “liberal”, no sentido brasileiro do termo hoje em dia (que é uma indecisa mistura dos dois anteriores).

    1. Ninguém é dono do futuro. “O futuro pertence a nós” é um verso do hino da Juventude Hitlerista. É a essência da mentalidade revolucionária. Um conservador fala em nome da experiência passada acumulada no presente. O revolucionário fala em nome de um futuro hipotético cuja autoridade de tribunal de última instância ele acredita representar no presente, mesmo quando nada sabe desse futuro e não consegue descrevê-lo senão por meio de louvores genéricos a algo que ele não tem a menor idéia do que seja. Quando o ex-presidente Lula dizia “Não sabemos qual tipo de socialismo queremos”, ele presumia saber (1) que o socialismo é o futuro brilhante e inevitável da História, quando a experiência nos mostra que é na verdade um passado sangrento com um legado de mais de cem milhões de mortos; (2) que ele e seus cúmplices têm o direito de nos conduzir a uma repetição dessa experiência, sem outra garantia de que ela será menos mortífera do que a anterior exceto a promessa verbal saída da boca de alguém que, ao mesmo tempo, confessa não saber para onde nos leva. A mentalidade revolucionária é uma mistura de presunção psicótica e irresponsabilidade criminosa.

    2. Cada geração tem o direito de escolher o que lhe convém. Isto implica que nenhuma geração tem o direito de comprometer as subseqüentes em escolhas drásticas cujos efeitos quase certamente maléficos não poderão ser revertidos jamais ou só poderão sê-lo mediante o sacrifício de muitas gerações. O povo tem, por definição, o direito de experimentar e de aprender com a experiência, mas, por isso mesmo, não tem o direito de usar seus filhos e netos como cobaias de experiências temerárias.

    3. Nenhum governo tem o direito de fazer algo que o governo seguinte não possa desfazer. É um corolário incontornável do princípio anterior. As eleições periódicas não fariam o menor sentido se cada governo eleito não tivesse o direito e a possibilidade de corrigir os erros dos governos anteriores. A democracia é, portanto, essencialmente hostil a qualquer projeto de mudança profunda e irreversível da ordem social, por pior que esta seja em determinado momento. Nenhuma ordem social gerada pelo decurso dos séculos é tão ruim quanto uma nova ordem imposta por uma elite iluminada que se crê, sem razão, detentora do único futuro desejável. No curso dos três últimos séculos não houve um só experimento revolucionário que não resultasse em destruição, morticínio, guerras e miséria generalizada. Não se vê como os experimentos futuros possam ser diferentes.

    4. Nenhuma proposta revolucionária é digna de ser debatida como alternativa respeitável num quadro político democrático. A revogabilidade das medidas de governo é um princípio incontornável da democracia, e toda proposta revolucionária, por definição, nega esse princípio pela base. É impossível colocar em prática qualquer proposta revolucionária sem a concentração do poder e sem a exclusão, ostensiva ou camuflada, de toda proposta alternativa. Não se pode discutir alternativas com base na proibição de alternativas.

    5. A democracia é o oposto da política revolucionária. A democracia é o governo das tentativas experimentais, sempre revogáveis e de curto prazo. A proposta revolucionária é necessariamente irreversível e de longo prazo. A rigor, toda proposta revolucionária visa a transformar, não somente uma sociedade em particular, mas a Terra inteira e a própria natureza humana. É impossível discutir democraticamente com alguém que não respeita sequer a natureza do interlocutor, vendo nela somente a matéria provisória da humanidade futura. É estúpido acreditar que comunistas, socialistas, fascistas, eurasianos e tutti quanti possam integrar-se pacificamente na convivência democrática com facções políticas infinitamente menos ambiciosas. Será sempre a convivência democrática do lobo com o cordeiro.

    6. A total erradicação da mentalidade revolucionária é a condição essencial para a sobrevivência da liberdade no mundo. A mentalidade revolucionária não é um traço permanente da natureza humana. Teve uma origem histórica – por volta do século XVIII – e terá quase certamente um fim. O período do seu apogeu, o século XX, foi o mais violento, o mais homicida de toda a História humana, superando, em número de vítimas inocentes, todas as guerras, epidemias, terremotos e catástrofes naturais de toda ordem observadas desde o início dos tempos. Não há exagero nenhum em dizer que a mentalidade revolucionária é o maior flagelo que já se abateu sobre a humanidade. É uma questão de números e não de opinião. Recusar-se a enxergar isso é ser um monstro de insensibilidade. Toda política que não se volte à completa erradicação da mentalidade revolucionária, da maneira mais candente e explícita possível, é uma desconversa criminosa e inaceitável, por mais que adorne sua omissão com belos pretextos democráticos, libertários, religiosos, moralísticos, igualitários, etc.

    do Olavão, nem li ainda

  33. Elias said

    Chester,

    Ainda não desenvolveste a idéia que tu mesmo esboçaste acima.

    QUAL É, afinal, o problema que vês, no BNDES emprestar dinheiro a empresas e, assim, lucrar mais de R$ 6 bilhões em 2009, mais de R$ 9 bilhões em 2010 e, só no primeiro tri de 2011, já estar lucrando mais de R$ 2 bilhões?

    O quê há de errado nisso?

    Patriarca

    A verdade é que o Chester não diz coisa com coisa.

    Ele vive copiando o colando o que outros escrevem, desde que seja contra o PT e as esquerdas de modo geral, e nem se toca pro fato de que, muitas vezes, os textos que ele copia e cola são contraditórios entre si.

    É só você aprofundar um pouco com o Chester, que ele esvazia e muda de assunto…

  34. Elias said

    “O povo tem, por definição, o direito de experimentar e de aprender com a experiência, mas, por isso mesmo, não tem o direito de usar seus filhos e netos como cobaias de experiências temerárias.” (OC, citado por… Chester, claro!)

    “O povo tem, por definição…”?

    Então, é só “definir” povo, e já se chega a essa noção de direito?

    Pirado!

    E, “experimentar e aprender com a experiência” não é uma condição da existência, e sim um direito?

    Doido!

    E quem deve decidir se o “povo por definição” está ou não usando “…seus filhos e netos como cobaias de experiências temerárias”?

    O Olavo, por suposto?

    Napoleão de hospício!

  35. Olá!

    O problema não é bem o BNDES em si. O problema, ao meu ver, reside na maneira como tal “banco” é utilizado pelos políticos de plantão. Sem dizer que o BNDES é um prato cheio para a corrupção.

    É arriscado colocar sob a tutela dos políticos o poder de apontar vencedores e perdedores, isto é, grupos que receberão e não receberão financiamentos via dinheiro público (assumo que o BNDES se sustenta com o dinheiro do cidadão, via impostos).

    Ainda mais arriscado é colocar somas estratosféricas de dinheiro sob a influência dos políticos. Com toda essa dinheirama com a classe política, não adianta depois reclamar dos níveis toscos de corrupção que há no país.

    Ou será que o pessoal esqueceu do caso Erenice Guerra e a famosa taxa de sucesso cobrada (5% do valor total liberado pelo BNDES) para que houvesse mais rapidez na liberação dos financiamentos do BNDES?

    Em algumas situações, essa taxa de sucesso chegava na casa dos R$ 450 milhões. Excerto:

    SÃO PAULO – Consultor de uma empresa de Campinas acusa o filho da ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar dinheiro para obter liberação de empréstimo de R$ 9 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

    [. . .]

    Os termos incluiriam seis pagamentos mensais à empresa do filho de Erenice Guerra e uma comissão de 5% sobre o valor do empréstimo, o equivalente a R$ 450 milhões.

    Esse é apenas um dos casos que vieram à tona. Imaginem o quanto de corrupção não deve haver por debaixo das panos estatais.

    Depois não adianta reclamar da corrupção, do fisiologismo e do patrimonialismo quando o governo concentra somas elevadíssimas de recursos sob sua tutela e, ao mesmo tempo, detém o poder de decidir vencedores e perdedores. Isso gera situações onde os riscos de corrupção, fisiologismo e patrimonialismo são grandes e quase inevitáveis. Os recentes casos do Eike Batista e do Abílio Diniz/Pão de Açúcar são exemplos que ilustram bem isso.

    É tudo uma questão de trade offs: É impossível fazer um omelete sem quebrar os ovos.

    Ou seja: É complicado pedir menos corrupção quando o próprio ambiente econômico mostra muitos incentivos para que ocorra corrupção.

    No mais, esse recente caso do BNDES ilustra outro interessante fenômeno: Como a criação de monopólios (ou de estruturas com potencial de monopólio) é constituída, invariavelmente, com o auxílio do próprio Estado, que, a priori, deveria ser o guardião dos mecanismos que garantem a livre concorrência.

    Mas, aí, a esquerda vem dizer que a culpa é do mercado, do capitalismo, do liberalismo, do neoliberalismo e coisas tais.

    Foi-se o tempo quando a esquerda brasileira tinha lá os seus ideais de construir boas escolas, boas universidades, bons hospitais públicos, um bom sistema de segurança pública, implementar obras de saneamento básico e coisas tais. A esquerda brasileira de hoje se contenta em ser frentista de posto de gasolina e caixa de supermercado.

    Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  36. Elias said

    ” Nenhum governo tem o direito de fazer algo que o governo seguinte não possa desfazer.” (OC, citado por… Chester, evidentemente!)

    Quem outorgou ou sancionou a lei que estabele que “Nenhum governo tem o ´direito´ de fazer algo que o governo seguinte não possa desfazer”?

    É uma lei outorgada pelo Olavo de Carvalho?

    Piradão!

    O quê, exatamente, o governo seguinte não pode desfazer?

    O Eurotunel? A ponte Rio-Niterói? As eclusas do Rio Tocantins? A Usina de Itaipu? A privatização da Vale? A concessão do título de “Cidadão Brasiliense” a Oscar Niemeyer? A doação da Estátua da Liberdade pelo governo francês aos EUA? A venda da Louisiania por Napoleão Bonaparte aos EUA? A incorporação da Califórnia, Texas e Oklahoma, ao território dos EUA? A anexação do deserto de Atacama ao território do Chile? A criação da Tchecoslováquia? A extinção da Tchecoslováquia?

    Qual ou quais, dessas decisões, o Napoleão de hospício pretende tornar sem efeito?

  37. Olá!

    Eu concordo plenamente que nos dias de hoje não há nenhum banco privado capaz de executar o papel que o BNDES executa para os grandes conglomerados empresariais. Essa colocação está corretíssima.

    Afinal de contas, não sei qual banco privado pegaria dinheiro a juros de 12% e emprestaria esse mesmo dinheiro a juros de 6%.

    Esse é o método que a esquerda brasileira tem de defender o capitalismo e o sistema de livre iniciativa: Criando monopólios; socializando os riscos do grande empresariado ao longo de toda a sociedade; e utilizando uma matemática financeira bem doida, onde, no final, dá lucro pegar dinheiro a juros de 12% e, logo em seguida, emprestá-lo a juros de 6%.

    Nada demais para um governo onde 10 — 7 = 4.

    Até!

    Marcelo

  38. Elias said

    “O problema não é bem o BNDES em si.” (Marcelo Augusto)

    Explica isso pro Chester….

    “…a criação de monopólios (ou de estruturas com potencial de monopólio) é constituída, invariavelmente, com o auxílio do próprio Estado…” (Marcelo Augusto)

    Ah, bom…

    Falar nisso, sabe quantas fábricas de vidro plano existem no Brasil? Duas!

    Sabe há quanto tempo…?

    Sob a ótica liberal, CLARO QUE O PROBLEMA DEVERIA SER O BNDES EM SI!

    Que mixórdia de capitalismo é esse, que só investe se o Estado emprestar? Não é a iniciativa privada, e apenas a iniciativa privada, que é capaz de gerar riqueza e poupança? E investimento não é igual à poupança?

    Então: investimento privado deve ser igual à poupança privada…

    Claro que eu defendo a existência do BNDES.

    Mas eu não sou liberal. Não tenho nada com liberalismo. Pra mim, o liberalismo econômico não passa de uma superstição.

  39. Olá!

    Elias, veja bem, eu não enxergo o mundo em preto-e-branco. Se o BNDES fosse utilizado de maneira mais sensata, sem se intrometer em situações que possibilitariam a criação de uma estrutura com potencial de monopólio e que tivesse maior independência à politicagem do momento, então, ao meu ver, não haveria problema na existência de tal banco.

    O lance é que está acontecendo exatamente o contrário disso. Sem mencionar que o BNDES é um prato bem cheio para a corrupção. Assim posto, dentro dessa ótica, o BNDES é, sim, um problema.

    “Sob a ótica liberal, CLARO QUE O PROBLEMA DEVERIA SER O BNDES EM SI!”

    Sob a ótica liberal, o Bolsa Família é um problema também. No entanto, eu não vejo tal programa dessa maneira e o considero importante para evitar que pessoas cheguem a um nível de pobreza que pessoa nenhuma precisa experimentar. Logicamente que não penso a mesma coisa sobre o BNDES.

    O que eu defendo é a retirada gradual do BNDES de dentro do mercado de tal maneira que o empresariado se adapte gradativamente ao novo cenário.

    “Que mixórdia de capitalismo é esse, que só investe se o Estado emprestar? Não é a iniciativa privada, e apenas a iniciativa privada, que é capaz de gerar riqueza e poupança? E investimento não é igual à poupança?”

    De fato! Veja só que interessante: Esse capitalismo identificado por você, Elias, está sendo (re)implementado e incentivado por um partido de esquerda e que, suponho eu, você deve considerar tal partido apto a defender o capitalismo. É essa a defesa do capitalismo que o pessoal de esquerda quer?

    Antes de pegar um empréstimo no mercado, o empresário brasileiro deve pensar: “Porra! Para quê eu vou me endividar no mercado, correr riscos tremendos e me submeter a juros consideráveis, se eu tenho o BNDES para se endividar no meu lugar, pegar dinheiro a juros de 12% e me emprestá-lo a juros de 6%, e, ainda por cima, posso evitar riscos, afinal de contas, o brasileiro trouxa está aí para cobrir os meus possíveis prejuízos, não é mesmo?”

    E que se dane o pobre do brasileiro que pega pela manhã bem cedo uma condução lotada, está sujeito a taxas de homicídios medievais, hospitais públicos toscos e cheios de corrupção, e tem à sua disposição escolas públicas sucateadas onde ensinam que 10 — 7 = 4. . . e o brasileiro tem de fazer tudo isso sem reclamar, pois é assim que o brasileiro otário vai arcar com os riscos do empresariado amigo (dono?) do poder.

    “Claro que eu defendo a existência do BNDES.”

    Elias, se diz um social-democrata e sempre que leio tal termo, olho para as bem-sucedidas social-democracias da Escandinávia e admiro muito a ordem social que os escandinavos construíram por lá.

    Você, Elias, acha que seria possível construir uma ordem social como a ordem social da Escandinávia através do tipo de “capitalismo” que o BNDES incentiva, bem como com o tipo de relação que o BNDES acaba estabelecendo entre os empresários e as estruturas de poder do nosso país?

    “Mas eu não sou liberal. Não tenho nada com liberalismo. Pra mim, o liberalismo econômico não passa de uma superstição.”

    Para quem acha que a verdadeira riqueza das nações é proveniente da pilhagem e da guerra, isso não me surpreende.

    Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  40. Chesterton said

    Elias, “capitalismo-não-é-monopolio-da-esquerda” é revolucionário. Elias, li agora o texto do Olavão (a formatação do blog do Pax é mais fácil para mim) e creio que as mudanças as quais ele se refere não são obras de concreto e aço, mas do sistema político.

  41. Chesterton said

    O BNDES não é para projetos estratégicos, gerar emprego, combater a concentração oligopolista? Porque vai emprestar grana para uma concentração que certamente diminuira os postos de trabalho e nãos e enquadra em nenhum projeto estratégico de governo?

    http://moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/economia/mat/2011/06/28/economistas-criticam-disposicao-do-bndes-de-financiar-fusoes-como-pao-de-acucar-carrefour-924788928.asp

  42. Chesterton said

    Miriam Leitão, O Globo

    A ideia é ruim, mas o pior é a justificativa: a de que se o Pão de Açúcar se juntar ao Carrefour, o BNDES deve dar a maior parte do dinheiro — 2 bilhões — porque isso vai internacionalizar grupo brasileiro e abrir mercado para os nossos produtos. Balela. Essa ideia é ruim para o consumidor, para o contribuinte e para a economia do país.

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/06/29/encruzilhada-389196.asp

    chest- sei que o Elias vai ficar putinho porque não tenho ideias próprias e procuro saber da ideia de quem realmente conhece o assunto.

  43. Elias said

    Marcelo,

    Novamente, estás comprando uma briga que não é tua, entrando de trivela e fazendo besteira.

    Nenhum liberal que se preze, tem condições de falar do BNDES como estás falando.

    Claro que o empreendedor vai em busca do dinheiro mais barato. Não é necessário escrever isso num debate, caraca!

    A questão é: TU como autoproclamado liberal, és ou não a favor da existência do BNDES?

    Se és a favor, estás traindo tua ideologia. Se és contra, em coerência com o liberalismo, então não deves NUNCA dizer que “o BNDES é necessário”.

    E fim de papo!

    “Para quem acha que a verdadeira riqueza das nações é proveniente da pilhagem e da guerra, isso não me surpreende.”

    Claro. A riqueza das nazões é proveniente da paz, do amor e da fraternidade entre os povos e…. ah, sim! Ia esquecendo: também do livre comércio — céus, como ele é livre…! — nunca do monopólio, do oligopólio, das barreiras alfandegárias…

    Papai Noel sempre disse isso…

    Chester,

    I
    Vê, lá, que citei obras de concreto e aço e medidas políticas. Aliás, geopolíticas.

    Tenho que repetir?

    Tá bom, repito: (a) anexação da planície desértica de Atacama pelo Chile; (b) venda da Louisiana por Napoleão aos EUA; anexação do Texas ao território dos EUA…

    E aí?

    II
    Oligopólio no setor supermercadista brasileiro?

    Onde tu moras, Chester? No Haiti?

  44. Elias said

    “A ideia é ruim, mas o pior é a justificativa: a de que se o Pão de Açúcar se juntar ao Carrefour, o BNDES deve dar a maior parte do dinheiro — 2 bilhões — porque isso vai internacionalizar grupo brasileiro e abrir mercado para os nossos produtos. Balela. Essa ideia é ruim para o consumidor, para o contribuinte e para a economia do país.” (M. Leitão, citada pelo… Chester, obviamente)

    É… Vai ficar ruim pro consumidor, para o contribuinte…

    Hoje é tão bom…!

    Mas M. Leitão está certa. Ela fala em nome do consumidor, do contribuinte e da economia do país.

    Todo mundo sabe que o consumidor, o contribuinte e a economia do país passaram procuração a M. Leitão para ela falar e exercer o jus esperneandi em nome deles.

    Ou seja: o que M. Leitão diz, não tem nada a ver com o Casino, que está se virando mais que charuto em boca de bêbado pra impedir a fusão.

    Mesmo que tivesse: no Brasil, todo mundo sabe que o Casino sempre lutou em prol do consumidor, do contribuinte e da economia do pais.

    Alias, todo mundo sabe que o Casino é um grupo genuinamente brasileiro.

    Papai Noel sempre disse isso…

  45. Chesterton said

    argumentos contra a pessoa são falácias. Você não falou de nenhum argumento, só usou de ironia tacanha. Quais as razões para o estado emprestar dinheiro para um supermercado?

  46. Elias said

    I
    Tá nervosinho?

    II
    Tacanho é quem não percebe que há interesse do Casino em jogo (Pronto! Agora o Chester vai dizer que eu, além fazer “ironia tacanha”, estou usando trocadilho, ao associar “Casino” e “jogo”.)

    Mais tacanho, ainda, é quem não percebeu a argumentação implícita na ironia…

    III
    O BNDES deve emprestar dinheiro pra qualquer negócio lícito que se mostre capaz de proporcionar retorno, segundo os critérios do banco.

    Se o empréstimo contraria alguma lei, ou alguma norma do banco, isso deve ser imediatamente denunciado.

    Se não contraria, reclamar do empréstimo é blá, blá, blá retórico, a serviço de interesses políticos, ou de interesses econômicos contrariados, ou de ambos.

  47. Chesterton said

    ah, você só está falando isso para ganhar uns votinhos. (rs)Afinal, você é “ixperrto”.

  48. Olá!

    Elias,

    “Novamente, estás comprando uma briga que não é tua, entrando de trivela e fazendo besteira.”

    Ué, Elias, mas foi você quem tocou no meu nome no seu comentário mais acima (#38).

    Você comentou as minhas considerações e eu rebati civilizadamente os seus comentários.

    “A questão é: TU como autoproclamado liberal, és ou não a favor da existência do BNDES?”

    Foi como eu coloquei mais acima: Eu não enxergo o mundo em preto-e-branco, Elias.

    Se eu pudesse escolher e sendo leal aos valores que cultivo, é claro que bancos como o BNDES que está aí não existiriam.

    O problema é: Uma vez que um banco como o BNDES existe, o quê fazer com ele?

    O problema não é bem o BNDES em si. Bancos estatais existem em praticamente todos os países. O problema reside na maneira como tal banco é utilizado pelos políticos locais e na enorme janela de oportunidades que ele abre para a corrupção.

    Eu não defendo a eliminação dele do dia para a noite, mas que fosse estabelecido todo um procedimento para a retirada gradual de tal banco do mercado.

    Se o BNDES atuasse apenas em atividades que somente o Estado pode atuar e fazendo coisas que apenas o Estado pode fazer, atuando em setores onde a iniciativa privada não tem interesse em investir, então acho que não haveria problema na existência de um banco assim, desde que houvesse mais rigor quando ao repasse de recursos, existindo um orçamento fixo a ser seguido rigidamente.

    No entanto, quando o BNDES começa a atuar como frentista de posto de gasolina e caixa de supermercado, aí a função dele foi para o brejo e é melhor que ele não existisse de fato.

    “Se és a favor, estás traindo tua ideologia.”[. . .]

    O liberalismo não é bem uma ideologia. Ideologia implica em uma rigidez e inflexibilidade que não são compatíveis com um liberal. Uma ideologia estabelece um sistema de pensamento inflexível perante a realidade. Eu vejo o liberalismo mais como um conjunto de valores que vai gradativamente se adaptando à realidade e ao feedback dos fatos. Uma ideologia faz o contrário disso: Ela tenta adaptar a realidade ao seu conjunto de idéias (vide o marxismo).

    Um liberal não cultiva esse tipo de arrogância.

    Até!

    Marcelo

    P.S: Você não respondeu as perguntas que lhe fiz no meu comentário anterior.

  49. Olá!

    Aliás, o quê será que a blogosfera esquerdista deve estar pensando sobre essa nova aquisição do governo, a participação no Grupo Pão de Açúcar?

    Quando Marx foi para o Museu Britânico, ele voltou com um livro, O Capital. Se a esquerda brasileira de hoje fosse para tal museu, ela voltaria como frentista de posto de gasolina e/ou caixa de supermercado.

    Frentistas e Caixas do Mundo, Uni-Vos!

    Até!

    Marcelo

  50. Elias said

    Chester,

    Ganhar votos de quem, criatura? Pra quê?

    Nada disso, bobinho! Apenas, não sou contra essa fusão.

    Ela só contraria o Casino, especialmente porque ele concorre diretamente com o Carrefour, na França.

    Acho que, pro consumidor brasileiro, tanto faz dar na cabeça como na cabeça dar.

    Marcelo,

    “…ordem social como a ordem social da Escandinávia através do tipo de “capitalismo” que o BNDES incentiva, bem como com o tipo de relação que o BNDES acaba estabelecendo entre os empresários e as estruturas de poder do nosso país?”

    Sei lá!

    Mas sei que o Estado está pro capitalismo brasileiro assim como o oxigênio está para a vida. Sem o Estado, o capitalismo brasileiro desmorona em menos de 6 meses.

    Por isto mesmo, o capitalista brasileiro que reclama da presença do Estado na economia é, antes de tudo, um vigarista.

    “…ordem social como a ordem social da Escandinávia” é delírio. Coisa de quem tá pirando.

    Nenhuma proposta de ordem econômica para o Brasil autoriza nem ao menos sonhar com algo parecido.

    O negócio é ir reduzindo a pobreza e o analfabetismo, tanto quanto possível, e, no processo, ir se definindo que tipo de ordem social o brasileiro deseja pro país.

    “Tipo de `capitalismo`que o BNDES incentiva”?

    Tenta ser mais específico.

    Quais são, especificamente, as normas do BNDES com as quais tu não concordas? E o quê propões, em substituição?

    Ao que eu saiba, o BNDES nunca especificou o “tipo” de capitalismo que ele pretende para o país. Aliás, pelo que sei, o banco é um executor de políticas fixadas por quem estiver no governo.

    Só que, dando uma geral na atuação do banco ao longo dos últimos 25 anos, não consigo ver muita diferença entre os direcionamentos políticos dos sucessivos governantes.

    Daí o pedido: dá pra ser mais específico, quanto a “tipo” de capitalismo?

  51. Chesterton said

    o petismo é hilário, parece conversa de surdos:

    -que horas são?
    -hoje é sexta-feira
    -ah bom, então é aqui que eu desço……

  52. Elias said

    Já estás fugindo, como sempre.

    Qual é o problema do BNDES emprestar dinheiro a empresas, e lucrar mais de R$ 9 bi?

    Ora, rapaz. Todo mundo aqui sabe qual é a tua. Se não fosse o PT no governo, não terias nada contra.

    Como é o PT, achas que tens que dizer que és contra. Mas não sabes dizer por quê…

    Patriarca,

    Viu como é que é? Com o Chester, é só aprofundar 1,5 centímetro, e ele pula fora.

    É um saco vazio… Só sabe “argumentar” copiando e colando…

  53. Chesterton said

    Elias, isso não é capitalismo, é “amiguismo”. É tão indecente quanto pegar carona no jatinho, como o Cabral faz. Cabral causou prejuizo? Não, porém…….

    A questão é: se fosse outro governo a emprestar a grana você e os petistas estariam botando a boca no trombone. Porque vocês não tem princípios, vocês alegam e “desalegam” na maior cara de pau porque não tem projeto algum a nãos er tomar o poder para mamar (Garotinho acertou quando falou que o PT era o partido da boquinha).

    E não é você, um pau mandado, que vai me impedir de gritar “eu não disse?”, ou apontar as diferenças entre o discurso e a prática.

    Conclusão da Mirian Leitão, que é jornalista profissional e não diletante:

    “O grande perdedor será o consumidor brasileiro, que tem enfrentado uma concentração cada vez maior do grande varejo. ”

    __________________

    Agora Elias vai sair latindo: Mirian, isso, Leitoa, porca, tem interesse nisso e naquilo, disse isso por causa disso…- que tédio cara.
    Preparem-se , só vem aí “ad hominem” aliás, “ad mulheribus”

  54. Chesterton said

    Artigo completo da Leitoa

    A ideia é ruim, mas o pior é a justificativa: a de que se o Pão de Açúcar se juntar ao Carrefour, o BNDES deve dar a maior parte do dinheiro — 2 bilhões — porque isso vai internacionalizar grupo brasileiro e abrir mercado para os nossos produtos. Balela. Essa ideia é ruim para o consumidor, para o contribuinte e para a economia do país.

    O que é desanimador no Brasil é a dependência que até os novos capitalistas têm do Estado. Eles não dão nenhum passo sem que o governo vá junto, não apenas financiando, mas virando sócio. Um capitalismo sem riscos, ou de lucros privados e prejuízos públicos.

    Sempre foi assim, mas quando se vê um Eike Batista e um André Esteves, que poderiam ser a renovação dessa velha prática, repetindo os mesmíssimos caminhos que nos levaram a tanto problema no passado, a conclusão é que pelo visto o país vai demorar muito para chegar no verdadeiro capitalismo.

    É um disparate completo o BNDES usar o dinheiro de dívida pública ou de fundos públicos para capitalizar uma operação estritamente privada. Ela será boa para o Carrefour, para os Diniz e para o BTG Pactual.

    Não é verdade que o Pão de Açúcar será internacionalizado e vai virar um grupo global. Ele vai ter um pedaço de um grupo francês, que será vendido no dia em que a família Diniz quiser vender. O Pão de Açúcar vai deixar de existir como empresa independente e será desnacionalizado.

    A família Diniz é dona do negócio e faz o que bem entender — e o que as regras concorrenciais do país permitirem — mas que não se venha com nacionalismos de ocasião. A conversa de internacionalização do grupo não convence.

    O BTG Pactual também pode montar a operação que quiser no mercado. O estranho é por que um grupo que tem condições de captar no mercado internacional precisará que o BNDES entre de sócio e dê até R$ 4,5 bilhões para o negócio.

    O grande perdedor será o consumidor brasileiro, que tem enfrentado uma concentração cada vez maior do grande varejo.

    O número de 27% do mercado brasileiro é enorme em si. Mas pode ser até maior. Está se somando bananas e laranjas. Pequeno varejo de empresas disseminadas pelo interior do Brasil, com o mercado dos grandes supermercados e hipermercados das capitais.

    Com a lentidão com que o Cade trabalha, no dia em que ele se pronunciar — e ainda mais num negócio que terá como sócio o próprio Estado brasileiro — tudo já estará consolidado.

    Nos últimos anos o Tesouro já se endividou em R$ 260 bilhões — incluindo os R$ 30 bilhões deste ano — para financiar o BNDES nas suas operações. E elas fazem cada vez menos sentido.

  55. Elias said

    Chester,

    1 – Quem está chamando a jornalista de “Leitoa” és tu. Eu jamais fiz isso.

    2 – Quem disse que eu quero que tu pares de gritar as porcarias que tu gritas? Por mim, garoto, podes continuar gritando até o fim da vida (que é o que eu acho que vais fazer).

    3 – Eu só disse que tu não sabes argumentar. E não sabes mesmo. Vives copiando e colando o que outros escrevem. Quando tentas escrever alguma coisa de tua própria lavra, é um desastre. Tua argumentação tem a profundidade de um pires.

    4 – Foi o que eu disse. E tu mais uma vez confirmaste. É só ler o que fizeste no # 54. Não tem nada teu, exceto as ofensas de sempre.

    5 – “Pau mandado”? Teus “escritos” têm muito mais de “pau mandado” que os meus, com os alinhamentos automáticos que todos conhecemos.

    6 – De mais a mais, Chester, e só pra aumentar a tua raiva, eu sou pau, sim, mas não mandado. Eu mando, garoto! E gosto de me fazer obedecer por direitobas patológicos, só pra me divertir com a raiva deles.

  56. Elias said

    Quanto à Mirian Leitão,

    Gostaria de ler as críticas que ela fez quando o mesmo BNDES bancou empréstimos pra empresas que compraram estatais com ágio de 0,1%.

    Principalmente, em se tratando de uma privatização apenas de ATIVO, com o Estado assumindo a totalidade do passivo da empresa privatizada.

    A jornalista Mirian Leitão defendeu o BNDES, à época.

    Ou seja: não se trata de um critério econômico ou ético. Afinal, a privatização do ativo, com o estado assumindo o passivo, isto sim, prejudica o contribuinte.

    Bem, se não é critério econômico ou ético, deve ser outra coisa…

  57. Pax said

    Prezados,

    Desculpem-me a ausência. Volto em breve de mais esta viagem.

  58. Chesterton said

    De mais a mais, Chester, e só pra aumentar a tua raiva, eu sou pau, sim, mas não mandado. Eu mando, garoto! E gosto de me fazer obedecer por direitobas patológicos, só pra me divertir com a raiva deles.

    chest- enfermeiro, traga a camisa-de-força ( calma Elias, não fiques furibundo)

  59. Chesterton said

    esse pessoal que se diz fodão no partido, que manda, faz e acontece, mais provavel que está na ilusão, olhem só:

    Por Gabriela Guerreiro, na Folha Online:

    Senadores da base de apoio do governo federal criticaram nesta quarta-feira a possibilidade de o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) participar da fusão entre as empresas Pão de Açúcar e Carrefour. O presidente do PMDB, Valdir Raupp (RO), disse que o banco público deveria ajudar empresas do país, não “lojas de varejo” que já têm um alto faturamento.

    “Tem que pegar esse aporte de R$ 4 bilhões e injetar em outras empresas. O BNDES já financiou grupo frigorífico quebrado. O Brasil não precisa disso, o consumidor não precisa disso”, afirmou.

    O senador Acir Gurgacz (PDT-RO), presidente da comissão de Agricultura do Senado, disse que o banco deveria ter como função atuar no desenvolvimento do país. “O BNDES precisa atuar no aumento da industrialização, no aumento da produção. Vamos aguardar a posição do banco, mas isso me preocupa bastante.”

  60. iconoclastas said

    galera, não percam o foco, o bndes repassa grana do tesouro a taxas abaixo do que aquele paga, vcs já disseram isso e o parasita não refutou (nem ele!). portanto essa tese de lucro tá enterrada, pois a operação para o tesouro (que é o dono do banco) é inequivocamente deficitária.

    outra coisa, o BNDES tem entrado com aportes vultosos em negócios cujas margens são sofríveis (vide JBS), sob a alegação de tornar a indústria nacional poderosa globalmente. seja qual for a proveniencia alegada dos recursos da instituição (TN ou FAT) é uso temerário de grana pública, pois se no caso do tesouro a remuneração é muito inferior aos custos de captação, quando se trata do FAT é grana que, no fim, se o retorno não vier ( exemplo: as participações acionárias do BNDESPar), a viúva vai ter que cobrir o rombo do que eventualmente venha a ser destinado ao seguro desemprego e assistências do tipo.

    há um pessoal por aí que entrou numa de rebater as queixas sobre as diferenças de captação do tesouro e as taxas recebidas pelos desembolsos com o PSI, com o argumento de que no longo prazo a Selic (custo das LFTs) vai convergir para a TJLP ( taxa que o tesouro cobra do BNDES). sem vergonhice! os títulos emitidos pelo tesouro com prazos longos (tão ou mais longos qt os termos mais distantes dos programas do BNDES) estão, hoje, por volta de 6%a.a + IPCA, ou seja, gerencial positivo só com deflação… e sim, alguns programas ( o PSI para certos apoios) ainda oferecem taxas menores do que a TJLP e, para o BNDES não apresentar prejuízo, o tesouro equaliza (bonitinha a palavra…).

    nego pode achar que o BNDES é fundamental ( se preferir embasar o achismo com alguns estudos a gente agradece, mas duvida) para incentivar o investimento, pode preferir um estado agigantado, pode estar satisfeito com os serviços básicos prestados pelo mesmo, pode fazer proselitismo partidário, pode habitar, proliferar, e se alimentar nas tubulações sanitárias nortistas, mas vai continuar se humilhando todas vez q aparecer distorcendo a realidade.

    ps – não estranhem se a anúncio for apenas fanfarronice do abílio e do esteves.

    ;^)

  61. iconoclastas said

    ops…

    “o bndes repassa grana do tesouro a taxas abaixo do que este (o tesouro) paga…”

  62. Olá!

    OK, Elias. Muito obrigado pelas suas respostas.

    “Mas sei que o Estado está pro capitalismo brasileiro assim como o oxigênio está para a vida. Sem o Estado, o capitalismo brasileiro desmorona em menos de 6 meses.”

    Eu não seria assim tão pessimista e não considero que o sistema econômico brasileiro seja tão medíocre.

    Claro, se o BNDES desaparecesse subitamente do dia para a noite, a economia do país iria sofrer e ninguém desejaria que isso acontecesse. O que eu defendo é a retirada gradual de tal banco do mercado e que ele se dedique a atuar apenas em atividades que somente o Estado têm interese ou, então, em áreas que a iniciativa privada não está interessada em investir.

    “‘Tipo de `capitalismo`que o BNDES incentiva’?

    Tenta ser mais específico.”

    Acho que expliquei isso mais acima e o atual post que estamos comentando também é bastante ilustrativo dos resultados desse tipo de capitalismo que o BNDES incentiva.

    O tipo de capitalismo que o BNDES incentiva consiste em diminuir consideravelmente os riscos que os empresários brasileiros deveriam assumir nos seus empreendimentos privados. Afinal de contas, alguém tem de pagar a diferença quando o BNDES pega no mercado dinheiro a juros de 12% e o empresta ao empresariado amigo a 6%. Ocorre uma socialização dos riscos, pois o cidadão comum, que provavelmente irá pagar por esse empréstimo subsidiado, assume riscos que não são seus e que nada têm a ver com a sua vida pessoal.

    Esse tipo de capitalismo possui efeitos deletérios, pois representa um prato bem cheio para a corrupção, além de incentivar relações promíscuas entre o Estado e a iniciativa privada. Essa notícia do Eike Batista representa bem isso.

    “Quais são, especificamente, as normas do BNDES com as quais tu não concordas? E o quê propões, em substituição?”

    Elias, eu não sou especialista bancário. Sou apenas um cidadão. Mas reconheço que há algo de muito errado quando um banco pega no mercado dinheiro a juros de 12% e o empresta a juros de 6%.

    O que eu proporia em substituição consistiria em permitir que o BNDES atuasse apenas onde o Estado pode atuar, sobretudo na área social, infra-estrutura e coisas tais.

    Você que já teve experiência na área de saneamento básico, o que daria para ser feito em saneamento básico com R$ 4 bilhões? Daria para sanear e construir infra-estrutura em quantas áreas pobres aí no Pará?

    “Ao que eu saiba, o BNDES nunca especificou o ‘tipo’ de capitalismo que ele pretende para o país. Aliás, pelo que sei, o banco é um executor de políticas fixadas por quem estiver no governo.”

    Elias, veja bem, é claro que o BNDES nunca especificou nada quanto ao tipo de capitalismo que ele pretende incentivar. O tipo de capitalismo que o BNDES acaba incentivando é apenas um dos efeitos gerados por um banco que tem a natureza do BNDES e que atua como o BNDES.

    Um banco que é, basicamente, comandado por políticos, um banco que está sob influência da politicagem, um banco que está sob a influência do populismo, um banco que detém somas estratosféricas de recursos, um banco que é uma gigantesca janela aberta para a corrupção, um banco que pega dinheiro no mercado a juros de 12% e o empresta a 6%, um banco que facilita relações promíscuas entre o Estado e o empresariado, ora, um banco assim gera esse tipo de capitalismo que estamos vendo aí. Os casos do Eike Batista e do Abílio Diniz/Pão de Açúcar são bem ilustrativos disso.

    Depois não adianta choramingar por causa da corrupção que tudo isso gera. É tudo uma questão de trade-offs.

    Até!

    Marcelo

  63. Cada vez mais o Estado brasileiro se assemelha a o Estado facista…

    =======

    Elias, não sabia que o lucro bruto de uma empresa pode ser menor que o lucro líquido…

    Lucro Bruto = Receitas – Despesas
    Lucro Líquido = Lucro Bruto – impostos e taxas

  64. iconoclastas said

    krai, Pablo, depois que vi essa sua chamada, fui dar uma checada mais apurada no que esse verme escreveu e logo no primeiro quadrinho que pus os olhos achei isso:

    Afinal, a privatização do ativo, com o estado assumindo o passivo, isto sim, prejudica o contribuinte.

    precisa comentar?

    ;^)))

  65. eliasgranhenElias said

    Vilarnovo,

    Não sei se é o caso das cifras que citei do BNDES. Pode ser que tenha transcrito incorretamente. Vou checar.

    Mas lembro que, na minha citação do BNDES, eu me referi ao LUCRO BRUTO DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA.

    De qualquer modo, e sem me referir específicamente ao BNDES, lembro a você:

    RECEITA BRUTA – DEDUÇÕES = RECEITA LÍQUIDA

    RECEITA LÍQUIDA – CUSTOS = LUCRO BRUTO

    LUCRO BRUTO – DESPESA OPERACIONAL = LUCRO OPERACIONAL

    LUCRO OPERACIONAL – RESULTADO EXTRA OPERACIONAL (RECEITA EO – DESPESA EO) = LUCRO LÍQUIDO ANTES DOS IMPOSTOS

    LUCRO LÍQUIDO ANTES DOS IMPOSTOS – IMPOSTOS (IR E CSSLL) = LUCRO A DISTRIBUIR

    Pergunta: O lucro bruto pode ser MENOR que o lucro líquido?

    Claro que sim! Basta que a empresa tenha um resultado extra-operacional positivo.

    Se o resultado extra-operacional positivo for muito alto, o próprio lucro a distribuir poderá ser maior que o lucro bruto.

    Antes do Plano Real isso era muito comum em várias áreas do comércio varejista (supermercados, p.ex.).

    Comprava-se principalmente à prazo e se vendia prioncipalmente à vista. A folga de caixa era aplicada na ciranda. Aí os rebndimentos financeiros turbinavam o resultado.

    Havia comerciantes da área de eletrodomésticos que não pagavam os títulos no vencimento. Esperavam o protesto e pagavam no cartório, porque os juros eram muito menores. No interstício, aplicavam o valor dos títulos na ciranda. Como o rendimento da ciranda era muito maior que os juros no cartório, e como o volume e os valores dos títulos eram muito altos, isso proporcionava uma receita extra-operacional muito grande, com uma despesa baixíssima.

    Algumas cadeias de lojas varejistas — como a Lojas Centro, p.ex. — viviam dessa engenharia financeira (daí porque os preços à vista dessas lojas eram imbatíveis). Com o Plano Real, essas lojas faliram.

  66. eliasgranhenElias said

    Chester,

    Por que tu não pegas logo corda do teu assessor financeiro (o MICOnoclastas), e embarcas logo nessa história do BNDES X Tesouro?

    Terei prazer em te desmontar nessa, também…

    Pra ele, não vou dizer nada.

    Esse babaca que vá estudar…

    Pode ser que um dia algum doido dê algum empreguinho a ele e, assim, ele se disponha a parar de parasitar o pai.

    E claro que ele não precisa comentar uma privatização que só vende o ativo da empresa, deixando o passivo para os cofres públicos.

    Alcoviteiro barato de corrupção grossa não comenta isso. É falar de corda em casa de enforcado!

    Alcoviteiro barato? Nem isso… Puxa saco gratuito! Se esgoela defendendo quem nem toma conhecimento da existência dele.

    Numa palavra: otário!

  67. eliasgranhenElias said

    Vilarnovo,

    Onde está escrito:

    “LUCRO OPERACIONAL – RESULTADO EXTRA OPERACIONAL (RECEITA EO – DESPESA EO) = LUCRO LÍQUIDO ANTES DOS IMPOSTOS”

    Leia:

    “LUCRO OPERACIONAL + RESULTADO EXTRA OPERACIONAL (RECEITA EO – DESPESA EO) = LUCRO LÍQUIDO ANTES DOS IMPOSTOS”

    Se o resultado operacional for positivo, ou seja, lucro, ele AUMENTARÁ o lucro. Neste caso, o lucro líquido será maior que o lucro operaciona..

    Se o resultado operacional for MAIOR que a despesa operacional, o lucro líquido será maior que o lucro bruto.

  68. eliasgranhenElias said

    Vilarnovo,

    A pressa é a inimiga da revisão:

    “LUCRO OPERACIONAL + RESULTADO EXTRA OPERACIONAL (RECEITA EO – DESPESA EO) = LUCRO LÍQUIDO ANTES DOS IMPOSTOS”

    Se o resultado EXTRA-operacional for positivo, ou seja, lucro, ele AUMENTARÁ o lucro. Neste caso, o lucro líquido será maior que o lucro operaciona..

    Se o resultado EXTRA-operacional for MAIOR que a despesa operacional, o lucro líquido será maior que o lucro bruto.

    Desculpe.

  69. Elias said

    Vilarnovo,

    Aí vai o esquema resumido da demonstração de resultados do BNDES em 2010 (Em R$ BI):

    1 – Resultado (receita – despesa) da intermediação financeira: 9,48
    2 – Resultado (receita – despesa) de outras operações: 2,93
    3 – Resultado antes da tributação (1 + 2): 12,41
    4 – Tributação (IR, CSSLL e IR e CSSLL diferidos): 2,39
    5 – Resultado após a tributação (3 – 4): 10,02
    6 – Participação dos empregados no lucro: 0,11
    7 – Lucro final (5 – 6): 9,91

    O lucro final (9,91) ficou MAIOR que o lucro bruto da intermediação financeira (9,48), porque o lucro de outras operações (2,93), foi MAIOR que a soma da tributação (2,93) com a participação dos empregados no lucro da empresa (0,11).

    Acho que os dados que citei, acima, estão corretos, portanto. Apenas arredondei pra uma casa decima.

    Chester,

    E aí, vais encarar a parada da origem do lucro do BNDES?

  70. iconoclastas said

    “Se esgoela defendendo quem nem toma conhecimento da existência dele.”

    reveladora essa tentativa de atribuição, não?

    “E claro que ele não precisa comentar uma privatização que só vende o ativo da empresa, deixando o passivo para os cofres públicos.”

    ufa, finalmente entendeu algo…exceto que…hummm, por exemplo, a Sistel é o que?

    lacaio!

    ;^)))

  71. Pax said

    Prezados,

    Seria possível manter este espaço de discussão sem nos agredirmos tão desnecessariamente e de forma tão pouco adulta?

    Que ganhem os melhores argumentos, por favor.

  72. Chesterton said

    Ordem no sanatório geral, gente.

    Elias, se fosse quem pensa que é, não passaria a tarde aqui nesse blog discutindo com, meia duzia de gatos pingados (nós mesmos), certo?

    Logo, Elias é uma piada apenas, não há necessidade de muita ciência para perceber isso.

  73. elias said

    Também acho, Pax.

    Chester,

    E tu és um cara sério…

    Por isto, te escondes no anonimato, copias e colas, copias e colas, copias e colas e… partes pra ofensa quando nem copiando e colando consegues argumentar.

    Cada um tem a seriedade que pode e quer…

    Não “passo a tarde” comentando aqui, até porque tenho mais o que fazer. Compara, e verás que passas muito mais tempo que eu. Sem contar o tempo que passas lendo outros blogs, pra copiar e colar os “teus” argumentos…

    Imagino quantos pacientes deves atender por dia… e a droga que deve ser esse atendimento…

    O quê, aliás, explica plenamente teu anonimato…

    Patético!

  74. Chesterton said

    E aí, vais encarar a parada da origem do lucro do BNDES?

    chest- vou procurar especialistas. Não vou confiar na tua palavra, por suposto.

  75. Chesterton said

    Chester,

    E tu és um cara sério…

    chest – eu não, estou aqui só para sacanear os esquerdopatas.

  76. Chesterton said

    Imagino quantos pacientes deves atender por dia… e a droga que deve ser esse atendimento…

    chest- até agora foram 26

  77. iconoclastas said

    ” – A operação é do BNDESPar, subsidiária do BNDES, que não trabalha com dinheiro público !?!? – insistiu ainda o ministro, acrescentando que o negócio é feito de forma transparente, à luz do dia.” (fernando pimentel – min. da ind. e comercio)

    bizarro!

    o cara é responsável pela pasta a qual o banco está vinculado e não sabe que 2/3 dos financiamentos da subsidiaria vem do próprio banco e do tn. além do mais, o que ele, provavelmente, não vê como dinheiro público (em uma instituição cuja a participação estatal é de 100%) é a grana captada por meio de emissão de debêntures. gênio!

    ;^[

  78. Chesterton said

    Não sei se é malícia ou ignorância (ou um “mix”) …

  79. Chesterton said

    http://g1.globo.com/platb/yvonnemaggie/2011/06/30/i-congresso-mestico/

  80. Chesterton said

    Agora a Kirschner vai dar subsidio para o povo comprar TV de tela plana..esse estado-de-bem-estar-social é engraçadíssimo.

  81. Chesterton said

    chest- nem o Chile suporta om peso do estado-de-bem-estar-social….

    SANTIAGO, Chile, 30 Jun 2011 (AFP) -Ao menos 80 mil pessoas foram nesta quinta-feira às ruas de Santiago para exigir melhoria na educação pública do Chile, num dos maiores protestos dos últimos 20 anos, que culminou com 38 detidos e violentos choques com a polícia.

    Os manifestantes se reuniram na Plaza Italia e seguiram até o Ministério da Educação e o Palácio Presidencial de La Moneda, em um movimento que começou de maneira pacífica mas que nas últimas horas descambou em atos de vandalismo e enfrentamentos com a polícia.

    Os distúrbios deixaram 38 detidos e 20 policiais feridos, “com contusões e cortes no corpo”, explicou à imprensa o intendente de Santiago, Fernando Echeverría, que estimou a presença de 80 mil pessoas no protesto.

    “Foi algo histórico, desde o retorno da democracia não se via algo assim”, disse Giorgio Jackson, um dos líderes estudantis.

  82. Chesterton said

    Postado por Villa em 30/06/2011

    Os empréstimos do BNDES são estranhíssimos. Os destinos dos empréstimos são questionáveis. Capta no mercado e empresta a juros extremamente subsidiados (e com prazos longuíssimos). Uma hora a coisa estoura. O terrível é ver (mais uma vez) o silêncio da oposição. Só ontem, o Senado autorizou a captação de mais 55 bilhões de reais.

  83. Chesterton said

    Epa, até o Kennedy Alencar está indignado com o emprestimo do BNDES npara o Abilio

    http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/kennedy-alencar/KENNEDY-ALENCAR.htm?sms_ss=blogger&at_xt=4d8c0036b91a6f52%2C0

  84. Olá!

    Seria interessante passarmos para a próxima etapa dessa argumentação tão interessante.

    O BNDES praticamente já consumou o “empréstimo” para o Pão de Açúcar. Já era.

    Fico pensando aqui como procedimentos desse tipo distorcem/alteram a informação econômica embarcada nos preços dentro do mercado e de que maneira coisas assim contribuem para a geração de crises no sistema econômico, já que há a possibilidade de os preços darem ao mercado informações distorcidas/alteradas por causa desse tipo de subsídio fornecido pelo governo e qual seria a situação resultante caso o governo falhasse em arcar com os compromissos estabelecidos nos subsídios.

    Depois culpam gratuitamente o mercado pelas crises. Como se fosse o mercado que desse ao empresariado amigo empréstimos/financiamentos subsiados.

    Considero também que nós temos o privilégio de ver como o Estado contribui para a formação de monopólios ou, no mínimo, de estruturas que têm potencial para se converter em monopólio. <Neste link, há um breve artigo sobre isso.

    Esse caso do Pão de Açúcar é bem ilustrativo.

    Até!

    Marcelo

  85. Pax said

    Tendo achar que a opinião do Carlos Lessa boa neste caso do Carrefour e Pão de Açúcar

    O que mesmo interessa ao Brasil se o parceiro francês é (a) ou (b)?
    E este argumento que o Brasil vai vender mais lá fora nem minha bistataravó, aquela safada, acredita.

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5215551-EI6579,00-Lessa%20BNDES%20vai%20ajudar%20empresario%20a%20ficar%20mais%20rico.html

  86. Chesterton said

    O lema do PT do Pará

    PT, unido,
    Com Abilio, jamais será vencido.

  87. iconoclastas said

    # 84,

    meu bom guri, não está consumado pq, independente da vontade do governo, do abílio, e do esteves, o casino – o controlador da CBD – tem que querer tb.

    o restante vc ja sabe: tende a distorcer, pois concentra poder tanto na compra dos produtos, por possibilitar um squeeze nos fornecedores menores, como na venda, pq capitalizado em condições mais favoráveis do que aquelas encontradas no mercado, poderá concorrer de maneira predatória, até o ponto de aniquilar a concorrência.

    #85,

    Paxcético, gentil anfitrião, concordamos nessa.

    a real é que o abílio, já tendo alienado a maior parte de sua participação, tá dando um migué, mas a minha dúvida sobre a viabilidade do BNDES entrar está exatamente no fato do controle ser estrangeiro, a área técnica do banco já trata disso.

    ontem o PIo Borges levantou outra bola: se a operação é tão boa, pq o mercado não se interessaria em entrar com uma parte grande? problema de liquidez não é…

    ;^/

  88. elias said

    Marcelo,

    O que estávamos discutindo aqui não era nem a concessão do empréstimo, mas se os lucros do BNDES derivam ou não de prejuízos do Tesouro.

    No primeiro Tri de 2011, o orçamento fiscal da União fechou com superávit. Aí, uns e outros disseram que o superávit do orçamento da União estava sendo bancado por operações triangulares com o BNDES. Este estaria absorvendo o déficit real da União.

    No primeiro Tri de 2011 o BNDES lucrou mais de R$ 2 bi. Agora, uns e outros estão dizendo que o lucro do BNDES é que é bancado pelo Tesouro.

    Entendeu? O superávit do orçamento fiscal da União é bancado pelo BNDES, cujo lucro é bancado pelo Tesouro.

    Simples: João sustenta Maria, que sustenta João.

    Esses estrategistas econômicos petelhos são mesmo uns gênios… Quem imaginaria que, um dia, eles conseguiriam algo assim…

    Ou, então, tem gente com nó no cérebro.

    Ou, ainda: tem gente que só repete o que outros dizem, sem se dar conta de que as opiniões repetidas são de autores diferentes, que, por vezes, pensam diferentemente sobre o mesmo assunto.

  89. iconoclastas said

    o mansueto se aprofunda na questão da concentração, segue pequeno trecho:

    “É certo que há enormes vantagens operacionais ligadas à escala de operação e à forma de atuação das grandes redes de supermercados com suas políticas rigorosas de padrões de higiene fitossanitárias. No entanto, além dos riscos que decorre do excesso de poder de mercado e fixação de preço, há também o risco da maior concentração aumentar, excessivamente, o poder de barganha das grandes redes de varejo junto a seus fornecedores.”

    vale a pena ler a íntegra.

    http://mansueto.wordpress.com/2011/07/01/supermercados-desenvolvimento-e-falacias/

    ;^)

  90. elias said

    Pax,

    Já eu tenho minhas dúvidas e ressalvas em relação ao que diz Carlos Lessa.

    E corrijo o que o artigo induz a que se pense dele. Carlos Lessa foi um desastre na presidência do BNDES e, por isto, foi demitido. E é de péssimo tom um funcionário que não está dando conta de seu próprio trabalho, ficar dando pitaco no que outros funcionários estão fazendo (ou deixando de fazer, como foi o caso). Carlos Lessa ficou se preocupando com o rabo alheio, e deixou o dele próprio em cima do trilho.

    Sei de processos envolvendo várias prefeituras brasileiras que, não fosse a intervenção da Advogacia Geral da União, formulando um parecer normativo e pondo ordem do galinheiro, projetos que estavam estagnados há mais de um ano continuariam assim indefinidamente.

    E mais: a Advogacia Geral da União entrou no processo graças à iniciativa de um prefeito, que interpelou um ministro, que, por seu turno, em menos de 5 minutos, fez aquilo que Carlos Lessa teve quase um ano pra fazer e não fez: despachou a questão para a Advogacia Geral da União, pedindo que esta fixasse jurisprudência administrativa (já que se tratava de controvérsia entre dois órgãos e um ente da União).

    Pax: as operações do BNDESPAR não são operações de crédito, e sim de participação societária. Tem que ver a capacidade de retorno do empreendimento. Se dá lucro, e o negócio é lícito, qual o problema?

  91. Chesterton said

    Matéria do Valor Econômico mostra que, além da estupidez de transformar o BNDES em sócio de quitanda très chic, ainda existe uma altíssima insegurança jurídica na operação de fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour. Ao que tudo indica, o banco estatal brasileiro estaria participando de uma ilegalidade, destinada a rasgar um contrato para favorecer um apoiador e doador explícito da campanha de Dilma Rousseff. Leia abaixo.

    A participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na mais recente tacada do empresário Abílio Diniz é injustificável. Depois de negar durante várias semanas, Abílio Diniz teve de revelar finalmente que estava negociando a fusão da rede de supermercados Pão de Açúcar com a filial brasileira do grupo francês Carrefour. A megafusão só pode se concretizar com a participação financeira do BNDES, que prometeu entrar com € 2 bilhões no negócio por meio da BNDES Participações (BNDESPar), o seu braço de participações acionárias. Não haverá financiamento a juros subsidiados. Se o negócio for concretizado, o BNDES vai ter 18% da nova empresa e vai entrar no ramo de venda de frutas e verduras.

    O governo, por meio do BNDES, pode e deve apoiar a capitalização das empresas, quando isso for justificável, o que não parece ser o caso da criação do Novo Pão de Açúcar (NPA). Em primeiro lugar porque a operação irá capitalizar uma empresa estrangeira, o Carrefour, em dificuldades, é verdade, mas que tem capacidade de obter recursos no mercado internacional. A BNDESPar participa do capital de cerca de 150 empresas, totalizando R$ 90 bilhões, mas elas são eminentemente de capital nacional.

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, defendeu a participação do BNDES no negócio atacando os bancos brasileiros. “Tudo seria resolvido se o setor financeiro privado do Brasil fizesse o papel dele, que é financiar o capital brasileiro. Como ele não faz isso, o BNDES tem de atuar”, afirmou. A crítica não se justifica porque está na operação o banco brasileiro BTG Pactual, que se juntou às discussões há pelo menos um mês e deverá entrar com cerca de R$ 700 milhões, que lhe garantirá 3,2% do capital do NPA, além de acenar com mais R$ 1,1 bilhão em crédito.

    Outro motivo que põe em dúvida a operação é a reação contrária do Casino, o que significa uma incerteza jurídica. Sócio do Pão de Açúcar desde 1999, o grupo francês Casino aumentou sua participação em 2005, quando selou um acordo de acionistas que lhe garantiu a possibilidade de exercer uma opção de compra que lhe daria o controle do negócio brasileiro em 2012. Se Diniz for bem-sucedido, além de não obter o controle, seu sócio francês será diluído. O Casino não deve jogar a toalha facilmente e até já contratou o advogado criminalista José Carlos Dias para reforçar o batalhão de especialistas jurídicos que duelam no caso, desde que os franceses descobriram a “traição”, há cerca de um mês, e entraram na Justiça com um pedido de arbitragem.
    blog do coronel

  92. iconoclastas said

    “No primeiro Tri de 2011, o orçamento fiscal da União fechou com superávit. Aí, uns e outros disseram que o superávit do orçamento da União estava sendo bancado por operações triangulares com o BNDES. Este estaria absorvendo o déficit real da União.”

    o que parece uma bela sacada, é apenas muita confusão para um comentário só. ou seja, ixperteza demais que simplesmente expõe mais um engôdo.

    o resultado do BNDES colabora para que as contas fiscais fiquem superavitárias no PRIMÁRIO , no entanto, os juros que o tesouro paga para captar a grana que é repassada ao banco não entram nesse cálculo, e o spread negativo (toma a custo superior ao que dá) resulta em acréscimo do déficit nominal.

    tanto orgulho de errar levanta suspeitas…

    ;^/

  93. elias said

    “Outro motivo que põe em dúvida a operação é a reação contrária do Casino…” (blog do coronel, citado pelo Chester)

    Quem diria… O Chester copiando e colando alguma coisa aproveitável… e do coronel!!!

    Só que esse não é outro motivo. É O MOTIVO…!

    Lembra do Ted Turner? Ele também dançou num lance assim. Isso não é ambiente pra freira… O Casino tem o “jus esperneandi”. Como Ted Turner…

    Esse negócio de que o BNDES deve participar societariamente apenas de empresa de capital “nacional” é balela. “Capital nacional” foi matéria debatida na Constituinte e, aliás, o PT, que tinha uma concepção muito mais restritiva, foi voto vencido.

    Segundo entendimento que prevaleceu naquela época, que é o que tá valendo até hoje, o que importa é que a empresa esteja estabelecida no Brasil, opere no Brasil, gere empregos no Brasil, etc.

    No caso do BNDESPAR, interessa, ainda, que a empresa seja economicamente viável e que seja capaz de proporcionar retorno adequado, já que a participação acionária é uma das principais fontes de renda do banco.

  94. elias said

    Se o Tesouro paga ao BNDES pra captar a grana, isso deve entrar na receita do banco.

    Em qual item?

    As operações com o Tesouro, em 2010, deram uma receita de pouco mais de R$ 8 bi, o que é menos de um terço da receita de intermediação financeira.

    Não é isso que coloca o BNDES no azul.

    CONTA OUTRA!

  95. elias said

    Aliás, nem chega a ser isso tudo.

    As operações com valores e títulos mobiliários é que deram receita de R$ 7 bi, só no BNDES, e de R$ 8,4 bi no consolidado (incluindo as controladas).

    As operações com o Tesouro deram receita de R$ 1,4 bi no BNDES e de R$ 2,8 bi no consolidado.

    E ainda tem o custo disso, que não tenho tempo de pesquisar agora.

    Ora, acontecer que o LUCRO LÍQUIDO do BNDES foi mais de R$ 9 bilhões.

    Será necessário muita matemática maluca, pra explicar como uma operação cuja RECEITA BRUTA é de R$ 2,8 bi, produz um lucro líquido de mais de R$ 9 bi.

    CONTINUA TENTANDO. Pede ajuda praquela equipe de economistas, mais o professor da FGV… por aí…

  96. elias said

    E aí estão os dados (no consolidado, ou seja, BNDES + controladas):

    1 – Receita de operações com o Tesouro: R$ 2,761 bi

    2 – Despesas de operações com o Tesouro: R$ 0,004 bi

    3 – Lucro bruto: R$ 2,757 bi

    4 – IR, CSSLL, incluindo diferimento: R$ 0,823 bi

    5 – Lucro final das operações com o Tesouro: R$ 1,934 bi

    6 – Lucro final consolidado: R$ 10,073 bi

    7 – Lucro final das demais operações não relacionadas ao Tesouro: R$ 8,139 bi

    Tua vez!

  97. iconoclastas said

    “As operações com o Tesouro, em 2010, deram uma receita de pouco mais de R$ 8 bi,”

    eu nem vou contestar os “pouco mais de R$ 8 bi”, mas diz pra gente qual foi o lucro do BNDES em 2010.

    ;^/

  98. elias said

    Retifiquei no # 95 e no # 96.

    Vou repetir:

    R$ 8 bi foram as operações com valores e títulos mobiliários.

    As operações com o Tesouro, em 2010, no consolidado, deram RECEITA BRUTA de R$ 2,761 bi; DESPESA de R$ 0,004 bi; IMPOSTOS de R$ 0,823 bi; e LUCRO LÍQUIDO de R$ 1,934 bi.

    Já o LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO foi R$ 10,073 bi.

    Logo, o LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO DAS DEMAIS OPERAÇÕES NÃO VINCULADAS AO TESOURO foi R$ 8,139 bi.

    Tua vez!

    Quero ver argumentar sem ofensas, garoto. Só argumentação técnica!

    Vamos lá! Pede ajuda pra equipe de economistas e pro professor da FGV e manda bala!

  99. iconoclastas said

    por enquanto, os teus números (eu me comprometo a checar depois) mostram que o lucro em cima do tesouro foi de 20% do total do lucro líquido do banco. agora vc adiciona aí o lucro proveniente de utilização dos recursos do FAT, e outros fundos públicos, e por fim, o custo, para o tesouro, da equalização das taxas do PSI.

    ;^/

  100. Pax said

    Caro Elias, em #90,

    Ora, o problemão é a concentração de poder tanto para esmagar os fornecedores quanto para esfolar os consumidores.

    Não vejo, de forma alguma, com bons olhos este jogo. Muito menos com a participação do BNDES.

    Taí, uma pergunta simples: qual é a missão do BNDES?

  101. iconoclastas said

    e aí, fazer conta de chegada dá trabalho, né?

    se precisar do valor do custo do PSI é só levantar a mão…

    ;^/

  102. Pax said

    Missão, VIsão e Valores do BNDES

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/bndes/bndes_pt/Institucional/O_BNDES/A_Empresa/missao_visao_valores.html

  103. Chesterton said

    O Elias diz que não há concentração e eu moro no mundo da lua.

  104. elias said

    “Conta de chegar”?

    Aí já começou a apelar.

    Os números que citei foram retirados diretamente do relatório da auditoria externa, publicados no DOU, na Internet, registrados, etc.

    Se houver alguma coisa errada, aponta.

    Se a auditoria externa falseou alguma coisa, acusa.

    Só não dá pra falar em “conta de chegar” sem demonstrar nada.

    Estou querendo debater técnicamente e isso não tem nada de técnico.

    Vamos lá, rapaz! Te esforça um pouco mais… Pede ajuda pro teu professor…

    Quando eu tiver um termpinho, volto pra abordar a questão dos fundos.

  105. elias said

    E aí está:

    1 – Receita com administração de fundos e programas: R$ 0,499 bi

    2 – Não tenho tempo de pesquisar a despesa a esse título, então:

    3 – Lucro bruto com administração de fundos e programas: R$ 0,499 bi

    4 – Impostos sobre o lucro com administração de fundos e programas: R$ 0,149 bi

    5 – Lucro líquido com administração de fundos e programas: R$ 0,350 bi

    6 – Somando com lucro líquido de operações com o Tesouro:

    R$ 1,924 + R$ 0,350 = R$ 2,284

    Até aqui não só não apareceu nenhuma sangria no Tesouro. Além do mais, os lucros independentes de operações com a União se revelam esmagadoramente superiores àqueles produzidos pelas operações com o Tesouro.

    Nada do que falaste, portanto.

    Tua vez. Mas vem de lá com informações e dados técnicos demonstráveis. Só retórica não vale.

    Pede pro professor da FGV te ajudar…

  106. elias said

    Pax,

    Duvido que alguém que conheça o ramo de supermercados, e não tenha interesses em jogo nessa história, assine publicamente essa tese da concentração de poder, etc, etc.

    Ora, Pax… Até as pedras do calçamento de Paraty sabem como são fixados os preços do setor, atualmente.

    Vá no supermercado “A” (qualquer um serve), e veja quanto custa um refrigerador, uma tevê ou qualquer outra coisa. Depois, vá no supermercado “B” (qualquer outro), e faça o mesmo.

    Depois, me diga: você realmente acha que foi tudo uma enorme coincidência?

    Sinceramente, Pax: o quê voce realmente acha que vai mudar se essa fusão for feita?

    Ora, Pax…

    Assim como também não cola esse blá, blá, blá de nacionalismo que, como todos sabemos, é só o último refúgio do canalha (tem até graça o grupo Casino, uma multinacional com sede na França, se apoiar num argumento desse tipo…).

  107. elias said

    E Pax,

    A atuação do BNDES é totalmente regulamentada por normas que estão ao alcance de qualquer pessoa. É só entrar no site do banco…

    Dizer que tal coisa assim e assim é ilegal, sem dizer qual o dispositivo legal ou a norma que estão sendo descumpridos, é dose…

    Pena que o Carlos Lessa tenha embarcado nessa. Ele é a pessoa menos indicada pra se pronunciar em casos assim. Se algo não vai bem nas normas do BNDES, ele, Carlos Lessa, deveria pelo menos ter tentado mudar, quando foi presidente da instituição.

    Não foi isso que se ouviu, nos pronunciamentos dele, como presidente do BNDES. Ouviu-se o exato oposto.

    Que ele não venha dizer agora, depois que foi defenestrado, que tal norma assim e assim, ou assim e assado, não presta. Se fizer isso, Lessa não estará fazendo jus à sua biografia, já abalada pelo desempenho dele à frente do BNDES, não muito elogiável, pra se dizer o mínimo.

  108. Pax said

    O que eu acho que vai mudar, caro Elias?

    Ora, um “player” (não gosto deste anglicanismo mas a tradução não dá o sentido) fica tão forte que chega às raias do monopólio.

    Não estou afirmando que há ilegalidade nesta transação, mesmo porque não tenho fundamentos para fazer uma acusação dessas. Estou afirmando, isso sim, que não vejo interesse nacional nesta participação do governo nesta fusão.

    Sinceramente, diga-me, caro Elias, qual é o grande interesse do Brasil nesta história, segundo teu achismo?

  109. Chesterton said

    ora, retribuir um favor a um contribuinte da campanha do pt, que confunde governo com país….

  110. Pax said

    Caro Elias,

    Sugestão de leitura: Dois posts de dois jornalistas que considero bons, o Alon e o Paulo Moreira Leite
    dhttp://colunas.epoca.globo.com/paulomoreiraleite/2011/06/29/uma-proposta-escandalosa/

    http://www.blogdoalon.com.br/2011/06/bonde-sem-freio-3006.html

  111. iconoclastas said

    apelação?

    hummm…vou te dar uma forcinha: esse último copy&paste (pois o outro vai demorar um pouco mais para o check) não correponde as rubricas que eu perguntei. até o ponta de mesa daqui já sacou…

    isso é coisa rápida: só do FAT o volume de recursos é próximo a R$100bi, pega um finem, que concentra a maior parte das linhas, com taxas (em média) superiores a 3% -sendo 1% só de adm (além da TJLP que o FAT recebe). quer dizer: a viúva recebe TJLP = 6% a.a, enquanto tem que captar a selic…

    sangria no tesouro?

    vc quer achar as perdas do tesouro com os emprestimos para p/ o bndes, com juros subsidiados, no balanço do próprio banco?

    é zoação, né?

    mas eu te adianto, o orçamento do PSI foi R$ 400M em 2010 e R$ 3.7 bi este ano

    ;^/

    segunda a gente continua…

  112. Chesterton said

    100, Pax, o Alon tb está no mundo da lua?

  113. Chesterton said

    Paulo M leite vive na lua….

  114. elias said

    Icono,

    Não disseste nada. Os dados que citei estão na demonstração de resultados do BNDES, elaborada pela auditoria externa do banco, publicada no Diário Oficial da União e exposta na Internet.

    Mostra em que parte da DR do BNDES está a participação do Tesouro na formação do lucro do banco. Mostra, especialmente, onde estão os espantosos juros pagos pelo Tesouro ao banco.

    Duvido que consigas.

    Os empréstimos do Tesouro ao BNDES somam pouco mais de R$ 4 bi, o que é uma parcela irrisória do patrimônio total do banco, que passa dos R$ 500 bi.

    As dívidas subordinadas (FAT Constitucional), totalizam R$ 2,9 bi, e não R$ 100 bi.

    Os repasses do Tesouro, sim, são de R$ 235 bi (e não R$ 100 bi). Mas, confundir “obrigação por repasse” com “empréstimo subsidiado” é um equívoco tão grande que nem merece ser comentado.

    Existem fundos geridos pelo BNDES que não geram juros, porque não são aplicados via empréstimos e sim a fundo perdido. É o caso do “fundo da privatização” (formado por uma parte da receita arrecadada com a privatização de estatais), que é transferido a estados e municípios, a fundo pardido, nos municípios localizados na área de influência da empresa cuja receita de privatização gerou os recursos aplicados.

    O BNDES recebe uma taxa pela administração desse tipo de fundo; um negócio que dá mais trabalho e prejuízo do que qualquer outra coisa (daí porque a Caixa Econômica e o BB não querem nem saber disso).

    Insisto: pede ajuda do teu professor, pra gente aprofundar o debate. Até aqui, estamos só na superfície. Pede pra alguém te ajudar a ler os balanços e a demonstração de resultado do BNDES.

  115. elias said

    No # 114

    Onde está escrito:

    “…transferido a estados e municípios, a fundo pardido, nos municípios localizados na área de influência…”

    Leia-se:

    “…transferido a estados e municípios, a fundo pardido, PARA APLICAÇÃO nos municípios localizados na área de influência…”

  116. elias said

    Pax,

    I
    Não vejo nenhum interesse nacional nessa história. Nem de um lado, nem de outro.

    Tirar o marquês de rabicó do Casino da reta, também não contempla nenhum “interesse nacional” que eu consiga perceber.

    No meu achismo, é só um investimento do BNDES que vai dar lucro ao banco. No meu achismo, a coisa deve ser analisada em termos de fluxo de caixa e retorno do investimento.

    II
    Ainda no meu achismo, mais um, menos um jogador em campo não altera o processo de formação de preços no setor supermercadista, porque esse setor está cartelizado há séculos… o que é perceptível a olho nu!

  117. Chesterton said

    Acho que tem muito petista insatisfeito com a denuncia dessa jogada.

  118. Pax said

    Caro Elias, no #116,

    Mas se for para analisar a “coisa” em termos de fluxo de caixa e ROI, então não deveria ser para o BNDES ou BNDESPar, haja vista seu estatuto, suas declarações de missão, seus valores etc.

    Ou seja, caro Elias, insisto, não vejo nenhuma necessidade do Banco Nacional (DES) estar envolvido nesta tranca. Nadica de nada.

  119. Chesterton said

    Há, Pax, comissões.

  120. iconoclastas said

    foi mais fácil do que eu pensava…

    Repasse no país
    Tesouro Naciona

    Moeda Em 31 de dezembro de 2010

    TJLP (1) (2) (3) 160.009.917
    TJLP + 2,5% (1) 7.368.687
    TJLP + 1,0% (1) 26.367.132

    Total 193.745.736 ( aqui eu só colei os valores referentes aos contratos abaixo)

    (1) Mediante autorização da Lei n.º 11.948/2009, foi concedido crédito ao BNDES, no montante de até R$100 bilhões, por meio da emissão pela União, sob a
    forma de colocação direta, de títulos públicos em favor do BNDES. Em março de 2009, foi celebrado o primeiro contrato de financiamento, no valor de
    R$39.000.000 mil. Em julho de 2009, foram celebrados o segundo e terceiro contratos de financiamento, nos valores de R$8.702.419 mil, R$16.297.581
    mil, respectivamente. Em agosto de 2009, foi celebrado o quarto contrato de financiamento, no valor de R$36.000.000 mil.
    (2) Mediante autorização da Lei n.º 12.249/2010, que alterou a Lei n.º 11.948/2009, o crédito concedido foi ampliado em R$80.000.000 mil. Em abril de
    2010, foi celebrado contrato de financiamento, no valor de R$80.000.000 mil, por meio da emissão pela União, sob a forma de colocação direta, de títulos
    públicos em favor do BNDES.
    (3) Mediante autorização da Medida Provisória nº 505/2010, foi celebrado contrato de financiamento, no valor de R$24.753.535 mil, por meio da emissão
    pela União em setembro, sob a forma de colocação direta, de títulos públicos em favor do BNDES.

    FAT Constitucional
    O FAT Constitucional compreende as transferências de recursos no âmbito do limite de 40% da
    arrecadação da contribuição PIS/PASEP, sendo remunerado pela Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP
    (FAT – TJLP) e por taxas de juros do mercado internacional. Esta parcela de recursos, cujos saldos
    devedores integrarão o programa FAT – Cambial, tem seu contravalor em reais, que poderá ser
    determinado com base em duas moedas: i) dólar norte-americano, sendo remunerado pela Taxa de Juros
    para Empréstimos e Financiamentos no Mercado Interbancário de Londres – LIBOR ou pela taxa de juros
    dos Títulos do Tesouro dos Estados Unidos da América – “Treasury Bonds”; ii) euro, sendo remunerado
    pela taxa de juros de oferta para empréstimo na moeda euro ou pela taxa representativa da remuneração
    média de títulos de governos de países da zona econômica do euro – “euro area yield curve”.
    Semestralmente, nos meses de janeiro e julho, o BNDES transfere ao FAT o valor correspondente à
    remuneração dos recursos indexados à TJLP e à remuneração integral do FAT – Cambial, sendo a
    variação da TJLP limitada a 6% ao ano
    . A diferença entre TJLP e o limite de 6% ao ano é capitalizada
    junto ao saldo devedor.
    Para os recursos do FAT Constitucional, somente haverá amortizações se ocorrer insuficiência de
    recursos para custear o seguro-desemprego e o abono salarial, em montantes e situações previstas em lei.
    O saldo devedor do FAT Constitucional tem a seguinte composição:

    Em 31 de dezembro de 2010

    FAT – TJLP – Principal 98.548.534
    FAT – Cambial -USD (¹) 9.155.303
    Juros provisionados 2.985.471
    Total 110.689.308

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/empresa/download/IFRS_2010.pdf

    ;^/

  121. elias said

    Pax,

    Se estivéssemos falando de empréstimos ou financiamentos do BNDES você e o Carlos Lessa estariam cobertos de razão.

    Mas não se trata de empréstimos nem de financiamentos. Trata-se da compra de títulos representativos do capital de uma empresa. Daí porque o centro da questão passa a ser a capacidade de retorno. Nessa circunstância, as declarações do Carlos Lessa caem no vazio.

    O BNDESPAR deve investir em empreendimentos no, que sejam lícitos e capazes de produzir retorno.

    Na carteira do banco há investimentos em empreendimentos estrangeiros, feitos em moeda estrangeira, por governos anteriores, e o pessoal que agora está chiando ficou caladinho.

    Por que? Porque esses investimentos não contrariavam interesses. Já os investimentos de que estamos falando, sim, contrariam interesses poderosíssimos. Especificamente contrariam o Casino, um dos maiores grupos varejistas da Europa (e também contemplam interesses não menos poderosos, né? Ou seja: não há irmã Carmelita em nenhum dos lados…).

    Essa é a grande diferença, Pax. O resto é bijuteria…

    Se você der uma olhada na demonstração de resultado do banco, você constatará que o resultado da aplicação em títulos e valores mobiliários representa quase metade do lucro bruto da intermediação financeira. É uma das mais importantes fontes de recursos do banco.

    Esse tipo de lucro dá sustentabilidade ao banco. Esse tipo de investimento produz recursos que são usados pra concessão de empréstimos e financiamentos pelo banco. O BNDES não pode ser apenas uma caixa de passagem de recursos públicos para investimentos públicos ou privados. O banco deve, ele próprio, desenvolver suas fontes próprias de recursos. E, investir em empreendimentos lucrativos é uma das formas de se fazer isso.

    Se você me disser que o empreendimento não é lucrativo, e demonstrar o porquê da afirmação, em fecho com você.

    A maior parte das pessoas que critica a operação, está fazendo isso por motivos políticos. É gente da oposição e acha que deve ser contra qualquer coisa que o governo faça. Ou são pessoas que guardam algum tipo de ressentimento (como é o caso do Carlos Lessa).

    Bobagem pretender que o BNDES seja a SUDENE/SUDAM do sudeste/sul do Brasil…

    A SUDENE e a SUDAM investiram centenas de milhões em investimentos nacionais, que, no fim, não deram absolutamente nenhum retorno aos fundos que bancaram a compra de ações preferenciais. Hoje, essas ações não valem a folha de papel em que seus títulos múltiplos estão impressos…

    Isso sim, Pax, foi danoso ao país.

    Participação societária é investimento. E, quando se fala em investimento, a capacidade de retorno é o critério mais importante.

  122. iconoclastas said

    “Os empréstimos do Tesouro ao BNDES somam pouco mais de R$ 4 bi, o que é uma parcela irrisória do patrimônio total do banco, que passa dos R$ 500 bi.”

    vc errou em tudo aí. checa:

    notas explicativas item 17 – C
    Repasse no país
    Tesouro Nacional

    outra coisa, o PL do banco é de R$69M e o Passivo de R$483M, ou seja, quase 2/3 (contratos recentes do tesouro + FAT) tem taxas muito inferiores as de mercado, cuja a diferença é, naturalmente, paga pelo contribuinte…

    “As dívidas subordinadas (FAT Constitucional), totalizam R$ 2,9 bi, e não R$ 100 bi.”

    vai na página 4 do link alí de cima e vê qual o valor da dívida subordinada… será coincidência que seja = ao número que eu postei no #120?

    e não tem confusão nem equívoco, se o tesouro toma grana a selic (ou IPCA +¨6%) e dá a TJLP, está configurado que subsidia a operação.

    vc já teve a oportunidade de aprender algo com tanta facilidade? não precisa agradecer, mas tenha um mínimo de dignidade e não seja malcriado…

    ;^/

  123. elias said

    Já te disse várias vezes: pede ajuda pro teu professor, pra que aprendas a ler balanço.

    Lá vai:

    1 – Eu falei PATRIMÔNIO. Tu vens com PL. PL é PATRIMÔNIO LÍQUIDO. São 2 COISAS DIFERENTES. PATRIMÔNIO é uma coisa (é a totalidade de recursos com os quais a empresa opera). PATRIMÔNIO LÍQUIDO é outra coisa (é a parte dos recursos totais que pertence aos sócios da empresa; é também chamado de CAPITAL DO PROPRIETÁRIO, ATIVO REAL LÍQUIDO, etc, etc.). Eu me referi, portanto, a uma medida proporcional em relação À TOTALIDADE DOS RECURSOS OPERADOS PELO BANCO, e não à parcela dessa totalidade que pertence aos acionistas do banco.

    2 – Eu ainda dei a dica: cuidado ao examinar fundos! Se tu houvesses estudado um pouquinho mais terias facilmente percebido.

    O que é o FAT? FAT é o Fundo de Assistência ao Trabalhador. Existe pra segurar a barra do seguro-desemprego & coisas afins. Lógico que a aplicação final de um treco desse não dá lucro. Sai a fundo perdido. Só isso já deveria ter ligado uma luz vermelha no teu radar…

    Qual a diferença entre “FAT Constitucional” e “FAT Depósitos Especiais”? É que o “Constitucional” é operado exclusivamente pelo BNDES, enquanto que o “Depósitos Especiais” pode ser operado por outros bancos federais, como o BB, a Caixa, o Banco do Nordeste e o Basa.

    Enquanto os recursos do FAT não recebem aplicação final (despesa com seguro-desemprego, principalmente), eles são postos a render (aplicações cambiais, financiamentos, etc).

    Pra onde vai a receita do FAT, seja ele Constitucional ou Depósitos Especiais? VAI PARA O PRÓPRIO FAT, RAPAZ! EIS AÍ A QUESTÃO…

    O BNDES, a Caixa, o BB, o Banco do Nordeste e o Basa, recebem apenas uma TAXA pela administração do fundo.

    Se a remuneração se der pela Libor, ela vai toda pro próprio fundo. Nos demais casos, a diferença entre a TJLP e o limite de 6% ao ano é capitalizado (PRESTA ATENÇÃO: É CAPITALIZADO! OU SEJA, NÃO VAI PRO RÉDITO!), pra posterior repasse aos clientes, nos contratos de operações de crédito.

    A expressão “É CAPITALIZADO” deveria ter acionado outra luz vermelha no teu painel…

    Daí porque, na demonstração de resultado do BNDES comparece com uma participação IRRISÓRIA na formação do lucro.

    Conbversa com teu professor, que ele vai te explicar com mais detalhes: administrar fundos dá mais despesa e dor de cabeça do que lucro.

    Se o teu objetivo é provar que o Tesouro banca o lucro do BNDES, deves procurar outro caminho. FUNDOS CONTÁBEIS-FINANCEIROS, NUNCA!

    Mais uma dica: TE CONCENTRA NA ANÁLISE DA DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS! Daí é que deves partir pro Ativo ou Passivo…

  124. elias said

    Aliás, o pessoal do PAT fica p… da vida quando se diz “Fundo de Assistência ao Trabalhador”, como eu fiz, e não “Fundo de AMPARO ao Trabalhador”.

    Como se isso fizesse alguma diferença…

  125. elias said

    Mais uma vez, pra fixar o entendimento:

    Operar um fundo, NÃO SIGNIFICA ser proprietário desse fundo.

    O Banco do Nordeste opera o FINOR, mas ele NÃO É proprietário do FINOR.

    O Banco da Amazônia opera o FINAM, mas ele NÃO É proprietário do FINAM.

    A Caixa Econômica Federal opera o FGTS, mas ela NÃO É proprietária do FGTS.

    O BNDES opera o FAT, mas ele NÃO É proprietário do FAT.

    As rendas desses fundos pertencem a eles mesmos, não a quem os opera. O operador é remunerado pelo serviço prestado na gestão dos fundos.

    Bate um papo com teu professor…

  126. Pax said

    Caro Elias,

    Continuo achando que entrar neste negócio não faz sentido algum para o povo brasileiro.

    Os supermercados do Abílio – e de sei lá quem mais – são dos mais caros aqui do Sudeste. Aliás, caros não, absurdamente caros. Não sei em outras regiões. E onde isso interessa ao povo eu realmente não sei. Quer dizer, sei sim, em nada. Muito ao contrário.

    Nem mesmo que seja para o BNDES fazer caixa. Nem para isso valeria a pena explorar o povo no item mais fundamental, no arroz com feijão que precisa colocar na mesa todo santo dia, antes mesmo de mandar o moleque para a escola, como bem sabemos.

    Respeito tua opinião, mas discordo em absoluto.

  127. elias said

    Ah, sim.

    Se um determinado fundo empresta dinheiro a juros baixos, quem se beneficia com isso NÃO É o operador.

    É o tomador.

    Um exemplo bem simples. Durante o regime militar, o FGTS emprestou dinheiro pra compra da casa própria a leite de pato. Nenhum operador foi pro algodão por causa disso.

    O FGTS, sim, é que quase foi pro brejo. Quase que não tinha dinheiro pra cobrir os saques por aposentadoria, morte ou rescisão de contratos de trabalho. As prestações de casa própria eram tão baixas que não cobriam nem o custo do recebimento (impressão de boletos ou carnês, custo bancário da cobrança, etc).

    No fim, quem acabou pagando o pato foi o assalariado, na dupla condição de contribuinte e de proprietário do FGTS.

    Como contribuinte, porque o governo federal acabou tendo que injetar recursos, pra cobrir o rombo do fundo.

    Como titular de conta vinculada, porque o rendimento pago pelo FGTS nem chegou perto de qualquer outra opção de investimento.

    Eis porque, na minha modesta, as contas vinculadas ao FGTS deveriam ser extintas e transformadas em caderneta de poupança, as quais o assalariado poderia transferir para o banco de sua preferência, fosse ele estatal ou não. A CEF receberia o depósito e faria transferência, quando coubesse, cobrando por isto. O titular da conta, poderia fazer um acordo com o banco de sua preferência, pra rachar o custo da transferência.

    Querendo, o SFH poderia pedir dinheiro emprestado à poupança, mas haveria uma separação entre ambos. Os bancos depositários teriam mais liberdade pra buscar melhores alternativas de aplicação.

    E, o que hoje chamados de “juros da poupança” seriam o piso garantido pelo governo. Mas nenhum banco estaria impedido de pagar mais que isso (peculiaridade que ele usaria pra atrair mais depositantes).

    Tua vez.

  128. elias said

    “E, o que hoje chamados…” = “E, o que hoje CHAMAMOS…”

  129. iconoclastas said

    “Se um determinado fundo empresta dinheiro a juros baixos, quem se beneficia com isso NÃO É o operador.

    É o tomador.”

    e quem é o tomador dos recursos a TJLP (até o limite de 6%, ou seja o FAT não recebe nada acima de 6%)? as obrigações, sob a rubrica de “dívida subordinada”, estão no balanço de quem? com quem fica a grana dada acima dos 6%?

    não é possível que tanta confusão seja só ignorância.

    1/2 dúzia de comentários sem dizer algo que preste, só blablabla e contradições ao vento…

    uma única vez vc consegue ser honesto?

    esse aprendizado está muito barato pra você. já aprendeu sobre os ADRs de vale em NY, sobre o orçamento do ministério da saúde, cálculo do PIB, diferença de resultado primário x resultado nominal, agora sobre o BNDES, além, certamente, de muitas outras coisas, e se mantém ingrato…

    agora rala!

    ;^/

  130. iconoclastas said

    o programa globonews painel trata bem do assunto, vale a pena, mais claro do que o Giannetti não dá para ser.

    http://g1.globo.com/videos/globo-news/globo-news-painel/v/convidados-falam-sobre-o-uso-adequado-do-dinheiro-publico/1553355/#/Todos%20os%20v%C3%ADdeos/page/1

    ;^/

  131. Chesterton said

    Iconoclasta, não tem jeito.

  132. elias said

    Chesterton,

    Decididamente, essa conversa não é pro teu bico.

    Icono,

    O OPERADOR de um fundo NÃO É o TOMADOR.

    TOMADOR é quem pega dinheiro emprestado ou quem recebe um financiamento.

    O TOMADOR de recursos do FGTS, p.ex., NÃO É a Caixa Econômica Federal. Esta é a OPERADORA do fundo.

    O TOMADOR é o MUTUÁRIO DO SFH, que recebe finmanciamento.

  133. Pax said

    Caro Elias,

    O programa Globo News Painel que o caro Iconoclastas indica, em #130, é muito bom. Assisti ontem e vale a pena dar uma olhada, sim, no meu entender.

    No fundo, no fundo, diz o que todos sabemos. Arrisco um resumo:

    – o Estado Brasileiro é como um carro beberrão, até chega no mesmo lugar do carro econômico, gastando muitíssimo mais
    – o nível de investimento que temos é uma lástima, quase nulo, tudo vai para o custeio da máquina, o tal carro pesadão e ineficiente
    – ainda assim gastamos mal, algo como comprar enfeites de chumbo para botar no carro pesadão, pra gastar mais ainda
    – a previdência do setor público não se paga, quem banca é o resto do povão que sofre com uma canga enorme para carregar
    – além e carregar esta canga pesadíssima, o burro de carga, o povo, recebe péssimos serviços públicos (escola, hospital, polícia etc)
    – não há um projeto para o Brasil, algo que se tenha coragem de colocar à mesa, combinar o jogo com todos e executar no médio e longo prazo
    – a agenda da Dilma, dessa forma, tende a não se diferenciar, não há como a carroça andar mais, é uma máquina que não funciona, o que se podia fazer já foi feito (estabilizar a economia, distribuir renda, disponibilizar mais crédito etc). E o próximo passo?

    há muito mais, vale realmente assistir o programa.

  134. Pax said

    Ah, sim, complementando: TODOS discordam do BNDES participar da jogatina do Abílio.

  135. Chesterton said

    Elias, ou o tomador é o Abilio.

    Gentem, Elias foi escalado para “damage control”, não há hipótese de convenc~e-lo daquilo que ele já sabe.

  136. elias said

    Chester,

    Não adianta! Não é pro teu bico. Não estás entendendo nada.

    Icono,

    Não me decepciona, agora.

    Vamos lá! Tu dizes que as receitas do fundo vão pro operador.
    Então mostra, na demonstração de resultados do BNDES, onde estão as receitas do FAT e dos demais fundos que o banco opera.

    Pax,
    Não sei que é “todo o mundo” a quem você se refere, mas sei que tem um monte de gente contra. A começar pelo Casino.

    Mas, vamos ver como é que o CADES vai fazer.

  137. Chesterton said

    133, Pax, estou emocionado.

    Elias, que tédio.

  138. Pax said

    Caro Elias, em #136

    “Todos” a quem me referi no #134 são os que estavam no programa do William Waak.

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton, em #137

    Ame-me menos. Far-te-á bem.

  139. Pax said

    =)

  140. Chesterton said

    Fi-lo, porque qui-lo.

    ———————————–

    “O dinheiro do BNDES não é dinheiro público”.

    Paulo Bernardo, ministro das Comunicações, sobre os R$4 bilhões que o BNDES ameaça despejar na fusão do Pão de Açúcar com o Carrefour, confidenciando que, enquanto prepara a privatização dos principais aeroportos, o governo Dilma Rousseff já vendeu um banco estatal.
    AN

  141. Chesterton said

    Pô, pax, estou escutando o Gianetti no programa. É mais ou menos exatamente o que eu digo e repito aqui há anos!

  142. elias said

    Pax,

    O que é, mesmo “diferenciar”?

    No quesito “corrupção”, sei que não há diferenças entre os partidos brasileiros. É tudo a lesma lerda.

    Agora, há quanto tempo você não ouvia falar em achatamento da pirâmide social?

    Diferenças há, né Pax?

    Projeto de país, quase todo mundo acha que tem. E, quando todo mundo acha que tem, é porque ninguém tem.

    Aqui e ali, pinta alguém com um monte de idéias infalíveis pra levar o país pro algodão. Mas, cadê que esses sabichões dão a cara à tapa? Por que não se candidatam a alguma coisa, e tentam levar em frente suas idéias e propostas?

    Aí você veria que, na maior parte dos casos, as propostas dos sabichões não fecham conta. Eles querem mais investimentos em infraestrutura, educação, saúde, saneamento, segurança, mais disponibilidades pra financiamento da produção, etc., etc., etc. Ao mesmo tempo, querem menos impostos.

    Então, tá!

  143. elias said

    Pax,

    Se o BNDES desse prejuízo, diriam que é por causa dos “cumpanhêro”, dos cabides e não sei o quê mais.

    Como dá lucro, é o que se vê…

    Ora, Pax: o BNDES nem deveria existir! Se os bancos privados brasileiros fizessem o que têm que fazer, o BNDES nem seria necessário.

    Acontece que, no Brasil, banqueiro não quer conceder empréstimos e financiamentos de longo prazo. Não é por falta de dinheiro. E tu sabes disso, Pax.

    Ninguém no Brasil quer emprestar a longo prazo. Se o Estado não fizer isso, o capitalismo brasileiro some em 6 meses. Talvez menos. O capitalismo brasileiro quer viver só de um lado do balcão: o lado que pega emprestado.

    Repito: o Estado está para o capitalismo brasileiro assim como o oxigênio está para a vida. Tira o Estado do jogo e o castelo de areia se desfaz, no ato.

    Agora, abriram-se as cloacas, e as tevês estão cheias de cretinos falando em “capital nacional” e “interesse nacional”.

    Por mim, que se danem!

    Ora, dondocos: o BNDES está colocando em prática, o conceito de “capital nacional” que vocês mesmos aprovaram na Constituinte de 1988, berrando em altos brados pela globalização, que levaria o Brasil pro algodão… (globalizar no dos outros é refresco, né galera?).

    Não era pra valer? Simples, queridos: façam um projeto de emenda constitucional. Desdigam tudo o que disseram em 1988 e ficaram repetindo nos anos seguintes.

  144. elias said

    Pax,

    “Interesse nacional” é o cacete!

    Empresário não tem como falar em “interesse nacional”. O interesse do empresário é o lucro e só em nome desse interesse é que ele se manifesta. Quando empresário fala “em defesa do interesse nacional” está mentindo. É um vigarista. Está, apenas, confirmando a regra: o nacionalismo é o último refúgio do canalha.

    É a cretinice de sempre. Quando uma grande empresa brasileira está em dificuldades e quer uma muleta estatal, o dono dela sempre vem com a história dos empregos que ela gera. Nunca é o lucro dele e a boa vida que a empresa proporciona a ele, parentes e aderentes, que está em jogo. É sempre o emprego que ela gera…

    Pois sim!

    Empresa nenhuma existe pra gerar emprego. Existe pra dar lucro. O emprego é mera decorrência, e atende, sobretudo, os interesses da própria empresa. Nenhuma empresa sacrifica o lucro pra manter os empregos. É sempre o inverso.

    Isso é errado? Claro que não! Errado é o canalha não ter peito de dizer isso claramente. Como se ele tivesse vergonha de ser empresário, de pensar e agir como empresário. Como se a forma de pensar e agir do empresário fosse, necessariamente, vergonhosa…

    Que cretino…!

    Falar que a tal fusão ameaça o “interesse nacional” é conversa pra enganar trouxa. Quais seriam, exatamente, os “interesses nacionais” que seriam contrariados, com o BNDES pondo um pé dentro do que seria o maior grupo varejista do país?

    Se alguém é contra esse tipo de participação do Estado na economia, deve se opor não a uma operação do BNDES, especificamente, mas à própria existência do BNDES.

    Quanto aos preços no setor supermercadista, Pax, insisto: há muito tempo, mas há muito tempo, mesmo, a formação de preços no setor supermercadista está cartelizada.

    Se você não sabe disso, Pax, saiba que está entre os poucos. Qualquer dona de casa sabe disso. Mesmo aquelas que nem sabem o que é cartel…

  145. elias said

    Iconoclastas,

    Ainda não demonstraste o que afirmaste.

    Quanto, em R$, foi a receita que o FAT e outros fundos produziram pro BNDES, em 2010? (mas pode ser em qualquer outro exercício)

    Em que lugar da demonstração de resultados do mesmo exercício, essa receita se encontra registrada?

    Só retórica não vale. Quero ver dados demonstráveis…

  146. iconoclastas said

    “Vamos lá! Tu dizes que as receitas do fundo vão pro operador.
    Então mostra, na demonstração de resultados do BNDES, onde estão as receitas do FAT e dos demais fundos que o banco opera.”

    eu disse que o BNDES cobra, nos empréstimos, taxas além da TJLP que remunera o FAT. este spread é composto de remuneração básica do banco e taxa de risco.

    ainda bem que cobra, pois de outra forma o subsídio do contribuinte seria ainda maior. ainda dessa forma a operação é deficitária para o pagador de impostos. ((- selic + tjlp) + spread BNDES) – PSI < 0

    agora, quanto as receitas de intermediação, se vc ainda não sabe em qual rubrica elas constam, faz o seguinte: pega todas as receitas cuja a fonte de recursos vc já sabe e faz por exclusão. por exemplo: vc sabe qual a receita gerada pela grana do FMM, não sabe? sabe qual a receita gerada pelos empréstimos referentes a grana proveniente das debêntures emitidas, não sabe? vc sabe qual a receita gerada pelos empréstimos referentes ao capital próprio, não sabe? sabe tb quanto rendem as operações cujo o financiamento e externo, não sabe? portanto, faça algo…

    e chega de molezinha…

    ;^/

  147. elias said

    Iconoclastas,

    Não tenta desviar o sentido do debate.

    TU disseste que o Tesouro subsidia o lucro do BNDES. TU disseste que o FAT e outros fundos são mecanismos por meio dos quais esse subsídio é concedido.

    Eu disse que o BNDES OPERA esses fundos, mas eles não dão lucros ao BNDES. Os lucros dos fundos pertencem aos próprios fundos, seja quem for o operador: BNDES, BB, Caixa, Basa, Banco do Nordeste… O operador ganha, apenas uma COMISSÃO pela gestão dos fundos, e, no caso do BNDES, essa comissão é irrisória, frente ao lucro do banco.

    Como tu afirmeste o contrário, estou te desafiando a demonstrar. Mostra, na demonstração de resultado do BNDES, onde está a receita que os fundos geram pro banco, e que produzem os espantosos lucros a que te referiste.

    Pax,

    Da ADVFN Newsletter de minhas manhãs:

    “A fusão da Brasil Foods (BRFS3) ainda não foi julgada, mas a companhia está correndo para evitar um desfecho negativo. Segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo de hoje, a empresa está disposta a se desfazer de cadeias inteiras de produção, com o intuito de facilitar a entrada de concorrentes no mercado. A companhia está concentrando sua atenção nos segmentos de congelados, pizzas, pratos prontos e embutidos, cujo domínio nesse mercado é quase absoluto. Ainda segundo a reportagem as marcas Rezende, Batavo, Confiança e Wilson poderiam ser vendidas. Aparentemente a oferta ainda seria insuficiente para os conselheiros do CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), mas já admitem uma melhora significativa em relação à proposta inicial. As ações da empresa fecharam em leve baixa ontem, mas aparentemente o pior já passou. Desde a metade de junho os papéis da Brasil Foods têm apresentado tendência de alta, com valorização de mais de 10% no período, indicando que os investidores estão mais confiantes em relação ao futuro da empresa. “

  148. elias said

    Iconoclastas,

    Como não sei no que consiste a receita de intermediação?

    Cheguei a fazer um resumo delas pro Pablo Vilarnovo, aí acima. Tenho o detalhamento delas, por conta e subconta, bem aqui, à minha frente.

    TU é que não sabes, rapaz. Se soubesses algo, não estarias mantendo o que afirmaste.

    NUNCA tu vais conseguir demonstrar a renda dos fundos na demonstração de resultados do BNDES, por uma razão simples: ESSA RENDA NÃO É CREDITADA NA RECEITA. É CREDITADA NO PASSIVO.

    Foi uma armadilha, rapaz. E tu caíste nela…

  149. Pax said

    Caríssimo Elias,

    Calma, camarada, esta é apenas uma discussão sobre mais um dos assuntos que vieram ao blog trazidos pelos comentaristas. Essa tal participação do BNDES nos negócios do Abílio.

    Não precisamos perder a têmpora. Não vale a pena.

    Desde que, claro, você concorde comigo que o BNDES não tem nada que participar disso.

    =)

    (Se quiser, que o BNDES fomente a criação de um Atacadão, coloque empresas e gente decente no negócio, coloque produtores que não aguentam mais serem explorados pelos supermercados etc e monte um único hipermegamercado de exemplo de como poderíamos reduzir os preços do que os brasileiros colocam à mesa)

    Em todas as cidades brasileiras há os atacadões que vendem muito mais barato que a rede Pão de Açucar, não acredito que façam parte de um cartel com o Abílio. O que não conseguem é ter 3.000 lojas por todo o Brasil.

    De novo, caro Elias, vamos com calma nas pedras que esta discussão não merece nenhuma descompostura. Acredite.

    Agora mesmo há uma boa nova discussão em andamento. Vou colocar os pontos que me parecem mais importantes:

    – Sabemos que o governo tem que compor. Até aí isso se faz aqui, acolá e também alhures.
    – O PT compôs com o PMDB e mais uma lista de outros partidos menores que este.
    – Todo mundo quer seu lugar ao Sol, com todo direito. E este lugar ao Sol significa Ministérios, Estatais etc. Fora terceiro escalão, quarto…
    – O problemão que se coloca é que esta turma de apoio (tirante os problemas do próprio PT para você não ficar mais nervoso ainda), a tal da base, é formada por uma incompetência generalizada. Se fosse só isto ainda dava para dar um jeito aqui e outro acolá. Sabemos que o problema vai à além da incompetência, vide este caso do Min dos Transportes, clássico. Este blog vem falando do DNIT faz um tempão, vem falando do Valdemar da Costa Neto faz outro tempão, vem falando do Alfredo etc… enfim.
    – Neste caso, para pegar de exemplo, os portos tem uma secretaria especial, ligada à presidência. Isto foi criado, salvo engano, em 2003. Sabe porquê? Porque o tal do Valdemar estava tão guloso que o troço não andava. Nada andava. Fontes me garantem o que digo, de cadeira. Foi preciso tirar os portos brasileiros das mãos do PR, da sesmaria que ele tem no governo, o famigerado Min dos Transportes.
    – Aí chega a Dilma, olha o número passando de um para outro, um aumento de 38% do orçamento, bilhões de incremento e a área (rodovias, ferrovias etc) piorando. Claro que qualquer um que tem que cuidar de qualquer coisa sabe olhar este quadro e sentir o tremendo mau cheiro que todos já sabiam que existia.
    – E aí chuta-se o pau da barraca, demite-se a suporta quadrilha, mantém-se o dono da cachorrada e tenta-se colocar a CGU em cima. A própria CGU já disse que cansou de apontar o problema e todo mundo passa por cima. Ou seja, no que vai dar esta nova ação ninguém sabe. O PR não quer perder a sesmaria. Assim como os outros partidos tem lá suas tetas para alimentar seus ralos.

    E aí? Esta sinuca tem saída ou é de bico?

    Dilma conseguirá ter força política para peitar este problema generalizado no país? Como se nem mesmo dentro do PT ela tem apoio integral?

    Ok, Elias, pode ficar nervoso, agora, escrevendo, vejo motivos para qualquer petista sério ficar realmente nervoso.

    É horrível passar de pedra a vidraça. E sinto, muitíssimo, lembrar que é isso que está acontecendo. Como nem mesmo o PT está se entendendo nestas disputas de poder secundário, abriram a guarda e agora é uma fase de vidraça fina. Dia sim e outro também o noticiário está recheado.

    O que não adianta, segundo me consta, é matar o mensageiro achando que assim o quadro se altera.

  150. iconoclastas said

    “Eu disse que o BNDES OPERA esses fundos, mas eles não dão lucros ao BNDES. ”

    “ESSA RENDA NÃO É CREDITADA NA RECEITA. É CREDITADA NO PASSIVO.”

    “Foi uma armadilha, rapaz. E tu caíste nela…”

    o passivo do BNDES soma +483b e o PL +69b num total de 553b cuja a grana proveniente do tesouro, do FAT (constitucional e depósitos especiais) e de outros fundos supera $400b mas a receita disso é irrisória para o banco, o grosso mesmo vem dos restantes 130b…

    então tá…

    ;^)))

  151. elias said

    Pax,

    Que fique bem claro: nada do Elias contra o Pax!

    Agora, com relação a empresário que fica falando em “interesse nacional” ou que, quando a empresa está em perigo, argumenta com os empregos que ela gera, me desculpe: nunca perderei uma oportunidade de denunciar esse tipo de vigarista.

    Iconoclastas,

    Pede ajuda a um professor teu, e entenderás o que estou dizendo.

    Os fundos são contas passivas. As rendas dos fundos se incorporam aos próprios, como se acha dito no texto que tu mesmo transcreveste em um dos teus comentários acima.

    No caso do BNDES/FAT Constitucional, mesmo a parcela da renda do fundo que excede a 6%, não sendo creditada a ele, fundo, também não reverte em favor do banco. Ela é CAPITALIZADA (ou seja, permanece creditada no passivo), sendo, posteriormente, repassada pelo banco aos contratos firmados com clientes. (Isso não se aplica no caso da Libor. Neste caso, a renda, qualquer que seja, vai toda pro FAT).

    Vale dizer, nem assim o subsídio vai para o banco. Vai para os tomadores do banco.

    De mais a mais, se a renda não entra no rédito, ela não influi nem contribui para o lucro.

    Então, o que vai pro rédito? Simples: a comissão do banco pela gestão do fundo.

    Exatamente como acontece com a Caixa, no caso do FGTS; com o Banco do Nordeste, no caso do Finor, etc, etc, etc.

    Pede ajuda a quem saiba mais do que tu. Sozinho, não dás conta de uma discussão como esta.

  152. elias said

    Icono,

    Mesmo que não peças ajuda a ninguém, pára um pouco; esquece, por um momento a tua raiva, e tenta raciocinar: se o FAT se tornasse “propriedade” do BNDES; se a renda produzida pelo FAT se tornasse receita do BNDES, e não do próprio FAT, esse fundo já teria se ferrado há muito tempo, já que ele é que banca o seguro-desemprego, desembolsando uma baba todos os meses…

    O BNDES apenas GERENCIA o FAT, e todos os demais fundos contábeis-financeiros postos sob sua guarda. Assim como a Caixa, o BB, o Basa, o Banco do Nordeste…

    É um dinheirão, sim. Mas não é do BNDES. O banco é um PRESTADOR DE SERVIÇOS ao fundo. E recebe pela prestação de serviços.

    Por isto, se fores dissecar a demonstração de resultados do BNDES, vais encontrar uma discretíssima participação do FAT na receita.

    Por que, uma participação tão pequena na receita, se os vallores envolvidos são tão grandes?

    Simples: porque o grosso da receita do fundo é creditado no PASSIVO no banco, e não na RECEITA. Nesta, entra apenas a parte do banco, ou seja, a remuneração pelos serviços prestados ao fundo.

  153. iconoclastas said

    pessoal ai que já tá de saco cheio, eu dei uma relida e é tanta tentativa de tumultuar que temo que não tenha ficado claro.

    o negócio é que não dá para o rábula petista, para mim ou qualquer um retirar do balanço e do DRE a demonstração de que a grana do FAT constitucional (não a dos depósitos especiais, que tem regras distintas) ou de qualquer outra fonte gerou um resultado X, pois o ativo que gera este resultado, seja em repasses ou operações de crédito, fica sob a rubrica “recursos livres” – exceto aquelas grana cujo o destino é regido por normas específicas, o FMM por exemplo. tampouco isto ocorre com os “título mobiliários” ou cotas de fundos de investimento.

    isso significa dizer que os recursos livres qd são emprestados não tem um carimbo “FAT”, que as ações da telemar ou (até) as LFTs, não recebem um selo “TN”.

    no entanto, como exposto em diversos comentários, o volume e o custo dos recursos, confrontados com os spreads cobrados pelo BNDES – informações expostas nas demonstrações financeiras e no site da instituição, possibilitam inferir o quanto o resultado do banco, e do tesouro, é impactado.

    recentemente o TCU cobrou mais transparência do BNDES nas operações envolvendo os repasses do tesouro desde 2008, e o banco respondeu que passará a divulgar relatórios trimestrais com as informações.

    enfim, a sintese do que afirmei, é esta:

    ((- selic + tjlp) + spread BNDES) – PSI < 0

    ;^/

    .

  154. iconoclastas said

    “No caso do BNDES/FAT Constitucional, mesmo a parcela da renda do fundo que excede a 6%, não sendo creditada a ele, fundo, também não reverte em favor do banco. Ela é CAPITALIZADA (ou seja, permanece creditada no passivo), sendo, posteriormente, repassada pelo banco aos contratos firmados com clientes. (Isso não se aplica no caso da Libor. Neste caso, a renda, qualquer que seja, vai toda pro FAT).

    Vale dizer, nem assim o subsídio vai para o banco. Vai para os tomadores do banco. ”

    eu discordo disso? só em parte.

    o saldo devedor é capitalizado pela parte da TJLP que excede os 6%, e só. acontece que o o sujeito que toma a grana do BNDES não paga apenas a TJLP, mas a remuneração básica do BNDES + a Tx. de risco de crédito, que, ao contrario do que vc diz, não são irrelevantes. se tiver dúvida é só checar no site.

    tenho que admitir alguma evolução…

    ;^/

    .

  155. Chesterton said

    Esse argumento do Elias é falacioso. O objetivo da empresa é ter lucro, para poder pagar impostos sobre o lucro. Empregos são consequencia do lucro, ou da perspectiva do lucro.
    Isso é capitalismo. O que o Elias acha que é capitalismo é patrimonialismo.

    Em uma discussão honesta as pessoas usam de argumentos em que crêm para rebater o argumento que acham errado. Como o Elias é tecnico em contabilidade, e tem conhecimento maior sobre balanços e etc…, ficou jogando pegadinhas para cima do iconoclasta.

    Porque? Por que quer ganhar a discussão sem ter razão. Ele sabe que o BNDES lucra em cima do dinheiro do trabalhador, que favorece os empresarios escolhidos com juros baixos e com isso ganha poder politico e grana desses empresarios na hora da eleição. E ele sabe que o tesouro nacional esta aí, (através de manobras contábeis que não tenho interesse em conhecer), para ajudar nas falcatruas em caso de inadimplência ou até mesmo crime.

  156. Chesterton said

    Da Folha Poder:

    O Ministério Público Federal em Bauru (329 km de SP) enviou representação à Promotoria Eleitoral da Comarca de Cerqueira César (291 km de SP) com a denúncia de que, nas eleições municipais de 2008, a maioria das famílias que estavam acampadas à espera de uma vaga no assentamento na fazenda Maracy, em Agudos (330 km de São Paulo), foram cooptadas a transferir seus títulos eleitorais para a cidade de Iaras (285 km de SP), onde deveriam votar na então candidata à vereadora do PT e uma das líderes do MST na região, sob pena de não receberem seus lotes. A irregularidade foi descoberta por meio de um inquérito civil público instaurado para apurar a extração ilegal de madeira e outras práticas abusivas no projeto de assentamento Maracy por servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e integrantes do MS

  157. iconoclastas said

    “Elias é tecnico em contabilidade, e tem conhecimento maior sobre balanços e etc…”

    krai, então é ainda pior do que eu pensava…

    ;^?

  158. Pax said

    Já que vocês travaram nesta, me permito trazer um off topic

    Saca só, o Luciano Huck multado

    http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/07/05/luciano-huck-multado-em-40-mil-por-instalar-boias-na-praia-em-que-fica-sua-casa-de-angra-dos-reis-924835430.asp

    O cara fez que fez (sabe-se lá como) que o Cabral fizesse uma lei para ele alterar umas coisinhas lá em suas propriedades pelas bandas de Angra. Saiu a tal lei Luciano Huck. Por coincidência a mulher do Cabral prestava serviço para o Huck nessa. Mera coincidência, claro.

    Depois o Huck foi lá e cercou a propriedade dele pelo mar, absolutamente irregular. Não queria o povo olhando para ele e sua família. O povo só pra dar audiência, mas longe, por favor. Colocou um monte de bóias não permitindo que ninguém chegasse perto. Esqueceu, claro, que o Mar é do Brasil, e não dele.

    Agora sai uma multa, um nadica. E a desculpa esfarrapada que queria fazer um projeto de criar mariscos no lugar.

    Pois é.

    Uma vez estive em Fernando de Noronha, chegando da Europa de veleiro. Fiquei uma semana por lá e me enturmei com a turma da ilha, saí do circuito turístico. Lá tem uma pousada do Huck com o filho do Abílio Diniz. E no único pedaço que é uma reserva florestal. Dizem que tudo nos conformes da lei. Vai saber como conseguiram esta aprovação.

    Pois bem, à além dessa os caiçaras de Noronha me disseram que o tal cidadão anda cercado de seguranças por lá e quando quer jogar volei na praia manda a turma sair fora que a praia é dele. Coisa assim. Disso tenho meu parceiro de veleiro como testemunha.

    Carinha simpático pacas.

  159. Pax said

    Prezado Sr. …Pax…

    A Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) informa que recebeu o seu e-mail e abriu o processo de número 206-AB/11 para acompanhar a demanda. O e-mail foi encaminhado à Chefia da Agência Brasil e assim que tivermos resposta a repassaremos ao senhor.

    Atenciosamente,

    Ana Cristina
    Assessora da Ouvidoria da EBC
    http://www.ebc.com.br/

    Escrevi e-mail para eles reclamando que tiraram a tag “Corrupção” na reformulação que fizeram no site da EBC – Agência Brasil.

    Será que vão me atender? Ao menos responderam.

  160. Pax said

    Estamos em crise, certo?

    Não sei.

    A venda de automóveis cresceu um bocado no primeiro semestre. Mais de 10% com relação ao ano passado que já tinha batido um recorde histórico.

    (essas coisas o Elias não vê, como diria o Tutty Vasquez)

  161. Chesterton said

    para mim é bolha.

  162. elias said

    Chester,

    Em detalhes, para que entendas:

    I
    Não sou técnico de contabilidade (e não tenho nada contra quem seja; conheço vários excelentes profissionais que são TCs). Tenho formação superior, com graduação e mais de um pós. Mas não vou ficar, aqui, desfiando currículo, porque, pra mim, isso é bundice de otário.

    Estou entestando conhecimento sobre contabilidade e finanças públicas. Quem quiser encarar que meta a cara, independentemente da formação que tenha. Quero ver quem mostra conhecimento, não diploma.

    II
    Entende: a “armadilha” a que me referi não foi montada por mim, mas pelo próprio Iconoclastas. Ele armou o mundéu e, em seguida, despencou dentro. Eu só fiquei cutucando, com ele já dentro da jaula.

    Ele ficou preso às próprias palavras, quando disse, há algum tempo atrás, que o superávit primário da União estava sendo bancado por sangrias no BNDES. E teimou segurando essa nhistória.

    Quando chamei tua atenção pros lucros do BNDES, ele entrou de trivela, dizendo que os lucros do BNDES estavam sendo bancados pelo Tesouro.

    Eu provoquei: mas não era o BNDES quem bancava o Tesouro? Já inverteu?

    Aí ele se ferrou, dizendo que o Tesouro passava grana ao BNDES pagando serviço de dívida (despesa que não entra no cômputo do Resultado Primário).

    Só que, pra fazer isso, seria necessário que: (a) a União tivesse tomado empréstimos com o BNDES; (b) os juros pagos pela União entrassem na receita do BNDES.

    Desafiei o Icono pra mostrar isso nos balanços e nas demonstrações de resultado do BNDES, e ele não conseguiu.

    Nem poderia. Isso não existe! No dia em que a União necessitar pedir emprestado do BNDES, o país terá falido. Se o Icono tivesse um pouco mais de conhecimento, ele jamais teria dito tamanha besteira.

    Aí ele partiu pra história dos fundos. FAT, etc e tal.

    Isso mudou, pela 3ª vez, o que ele vinha dizendo.

    O Icono mudou o que estava dizendo, mas só piorou a situação dos argumentos dele. As receitas dos fundos contábeis-financeiros pertencem aos próprios fundos, não a quem os opera. Isso é elementar.

    Aí ele piorou ainda mais: transcreveu um texto que expõe a destinação das receitas do FAT.

    O texto que ele mesmo colou e copiou, deixa claro que as receitas do FAT são incorporadas ao próprio FAT. Em alguns casos, quando essa receita ultrapassa 6% a.a., o valor da ultrapassagem é CAPITALIZADO no saldo devedor, etc., etc.

    Ou seja, exatamente o oposto do que o Icono estava dizendo. Nem a parcela que ultrapassa os 6% fica pro BNDES. Se ficasse, ela iria pra receita do banco e, assim, seria zerada. Não seria CAPITALIZADA em saldo devedor.

    Mas Icono continuou achando que dava pra sustentar o mico que ele ingenuamente pagou. E ainda declinou dos agradecimentos pela “aula” que estava dando.

    Pura ingenuidade!

    Ele pode ser um estudante esforçado, mas ainda está longe de ficar pronto. Não é um profissional da área financeira. Não conhece nem os rudimentos da análise de balanço.

    Nessas circunstâncias, não adianta decorar textos legais. O cara pode ter o texto da lei na ponta da língua, mas não saberá o que ele significa.

    Foi, exatamente, o que aconteceu com o Iconoclastas, quando se referiu ao FAT.

    Eu fiquei só cutucando, a partir do que ele mesmo dizia. E ele ia passando de um lugar pra outro do mesmo buraco… sem conseguir sair de dentro.

    O início da montagem do mundéu aconteceu quando o Icono comprou uma declaração de um ex-diretor do BC, feita quando o governo divulgou o superávit do 1º tri de 2011.

    Acontece que o ex-diretor já fez aquela declaração pra sair de uma sinuca de bico. Ele passara um bom tempo dizendo que ia dar déficit, ia dar déficit…

    Quando deu superávit, cobraram dele: “E aí? Não ia dar déficit?”. Foi quando ele sacou aquela história fantasiosa, que ele nunca provou, não tentou provar (nem formalizou denúncia ao TCU), e que, uma semana depois, caiu no esquecimento (se fosse verdade, o segundo tri teria sido um inferno…).

    Os mais espertos, disseram que, sim, tinha dado superávit no 1º tri, mas a “tendência” era de um déficit futuro, etc, etc.

    Aí abril também fechou com um superávit alto. E, aí, também esses fecharam a matraca…

    Como Delfin Netto costuma dizer: previsão de economista existe pra ser desmentida pela realidade…

  163. Chesterton said

    Não, Elias, um tecnico de contabilidade pode mentir, um contador não pode. Você foi despromovido à tecnico.

  164. Olá!

    Uma coisa que me ocorreu aqui e que gostaria de compartilhar com os colegas de site: De qual maneira essa gastança desenfreada do BNDE contribui para que futuramente haja um cenário de hiperinflação (como aquele ocorrido entre 1980-1994)?

    Qual é a opinião de vocês? Há essa possibilidade?

    Até!

    Marcelo

  165. Olá!

    Correção:

    Onde há BNDE no comentário acima, leia-se BNDES.

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  166. elias said

    Chester!

    Mas que beleza de argumento!

    Quem foi, mesmo, o cara que te ensinou a pensar?

    Tadinho…

    Pax,

    Pois é, né? Não vejo…

    Agora, imagina só a situação de quem monta a sua estratégia política com base num esperado desastre econômico…

    Aí os caras ficam dizendo: no próximo trimestre a inflação vai disparar, o orçamento federal vai explodir e o governo vai se ferrar…

    Há 9 anos essa cantilena monocórdica vem sendo repetida… É quase que um caso psiquiátrico. Monomaníacos.

    Há poucos meses, uma dessas pseudo-ciganas matemáticas “advinhou” que o preço de petróleo iria explodir… o que seria até bom, pra quem está com um pré-sal na agulha (mas o cara “demonstrava” que isso seria ruim, porque o governo brasileiro não havia se preparado pra alta, etc, etc, etc, etc). Logo, o desastre era iminente, e…

    Acontece que a China aumentou sua taxa de juros. Apertou um pouco o freio. Aí o preço do petróleo tá despencando… Do alumínio também. Do ferro também. (isso sim, não é nada bom pro Brasil)

    Como a economia dos países ricos ainda não tirou o pé da m…, continua difícil, como antes, uma explosão de preços do petróleo. A menos que alguém se decida a explodir poços, mundo afora… A essa altura, o que deve ter de gente na Bolsa de New York rezando por (mais) uma guerra no Oriente Médio, não está fácil…

    Não sei por onde anda a cigana, agora. Daqui a pouco ela aparece de novo, com mais uma previsão infalível…

    Saco!

  167. Chesterton said

    Elias, não passo mais da segunda linha do que você escreve. Vai que você está mentindo, fazendo alguma pegadinha? Você é tecn em contabilidade, eu sou médico. Imagine se vou mentir sobre medicina aqui para ganhar uma discussão.

  168. elias said

    Marcelo,

    Não há gastança. O que o BNDES fará, se isso for aprovado pelo CADES, é uma COMPRA DE AÇÕES. E compra de ações não é despesa. É investimento.

    O dinheiro não será injetado na demanda final, simplesmente. Será injetado no grupo, que necessitará fazê-lo render, pra remunerar os acionistas. O mais provável é que ele será reinvestido nos negócios do grupo.

    De mais a mais, nem sei se já foi noticiado como será feita a integralização dessa participação acionária.

    Como você deve saber, nem sempre uma participação acionária SUBSCRITA é INTEGRALIZADA no ato. Às vezes, essa integralização ocorre ao longo de um certo período de tempo. Não raro, nos negócios de grande porte, esse período é de vários anos. Não sei se é o caso da participação de que estamos falando. Se for, há que se ver que período será esse.

    Além do mais, nem sempre a integralização é feita em moeda manual. Com freqüência, ela envolve a dação em pagamento de outras participações societárias, ou seja, a integralização é feita com ações de outras empresas, ou de títulos representativos de outros investimentos, etc. Também não sei se é o caso e, se for, em que proporção será isso.

  169. iconoclastas said

    “Ele ficou preso às próprias palavras, quando disse, há algum tempo atrás, que o superávit primário da União estava sendo bancado por sangrias no BNDES. E teimou segurando essa nhistória.

    ;^)))

    eu comecei a ler, mas para que isso? pq inventar?

    vc não precisa se penitenciar por ter feito confusão com o efeito do resultado do BNDEs no primário, que vc nem sabia diferenciar do nominal.

    vc entrou numa de contestar o Schwartsman e teve oportunidade de aprender, voltou neste post falando do assunto e aprendeu algo mais. aproveita, é esse o teu ganho.

    não foi a primeira vez, nem a última, que o seu nick se enrolou. mas é só isso, um comentarista virtual, amanhã vc volta, uns vão acreditar e outros vão zoar, e vc continua liberto para todas as bobagens que quiser, inclusive manter o hábito de atribuir aos outros aquilo que eles não disseram, e rejeitar a realidade factual.

    eu disse, e reafirmo, vc não precisa agradecer, pois escrever aqui é até bom para eu fixar, e tempo não tem me faltado. vc só precisa se esforçar um pouco, pois recebe muita coisa de mão beijada, o que não ajuda a evitar a indolência que lhe é natural.

    agora, se vc realmente sabe de tudo isso, como o Doc escreveu, então a questão é patológica e se eu não encerrar a gente vai ficar em loop, como já ocorre, pois eu digo, vc inventa que eu disse outra coisa, e eu tenho que voltar…

    por esta conversa o que fica são as seguintes assertivas:

    “Ou seja: não se trata de um critério econômico ou ético. Afinal, a privatização do ativo, com o estado assumindo o passivo, isto sim, prejudica o contribuinte.”

    “Os empréstimos do Tesouro ao BNDES somam pouco mais de R$ 4 bi, o que é uma parcela irrisória do patrimônio total do banco, que passa dos R$ 500 bi.”

    As dívidas subordinadas (FAT Constitucional), totalizam R$ 2,9 bi, e não R$ 100 bi.”

    ““Eu disse que o BNDES OPERA esses fundos, mas eles não dão lucros ao BNDES. ”

    “ESSA RENDA NÃO É CREDITADA NA RECEITA. É CREDITADA NO PASSIVO.”

    “Foi uma armadilha, rapaz. E tu caíste nela…”

    by Sinhozinho Paraense.

    se há orgulho delas, qual o problema?

    ;^/

  170. elias said

    Chester # 167,

    Foi a desculpa mais esfarrapada que já vi, da parte de quem não consegue segurar a barra de uma discussão.

    Se tu não entendes do assunto, como podes saber se estou certo ou errado?

    Foi assim que te ensinaram a pensar? Que decepção!

    Se tu realmente soubesses pensar, teria uma saída mais inteligente que isso…

    Estou começando a duvidar se és médico ou não.

    Tens certeza de que não és auxiliar de enfermagem, tantando aplicar chave de galão nos comentários deste blog?

    Ou, tens certeza de que não és mediquinho sem clientes, com tempo de sobra pra postar dezenas de comentários por dia, nos blogs?

  171. elias said

    Chester,

    Não estou dizendo que tu não sabes pensar.

    Pode ser que saibas. Não é impossível.

    Só que ainda não proveste isso, entendes?

  172. Olá!

    OK, Elias. Muito obrigado pela resposta.

    Se não há gastança no BNDES, então eu refaço a pergunta:

    De qual maneira o papel desempenhado pelo BNDES pode contribuir para que futuramente haja um cenário de hiperinflação (como aquele ocorrido entre 1980-1994)?

    Qual a opinião dos colegas? Existe essa possibilidade?

    Até!

    Marcelo

  173. elias said

    Iconoclastas,

    Só faltou demonstrares, com dados verificáveis nos balanços e nas demonstrações de resultado do BNDES, que:

    1 – Os lucros do BNDES decorrem de juros pagos pelo Tesouro Nacional. (Qual o valor desses juros? Em que operação se encaixam? Onde está, no ativo do BNDES, a dívida da União que gera esses juros? Onde está, na receita do BNDES, o ingresso desses juros?)

    2 – A renda de fundos que o BNDES opera, como o FAT, não pertencem a esses fundos (e, portanto, passivos do BNDES), mas sim receitas do próprio banco. (Se é isso que está acontecendo, é claro que se trata de uma apropriação indébita. Um roubo. O que tu esperas pra denunciar esse roubo? Ou és cúmplice?).

    Pelo menos tenta demonstrar o que afirmaste, rapaz!

  174. iconoclastas said

    #164

    “Uma coisa que me ocorreu aqui e que gostaria de compartilhar com os colegas de site: De qual maneira essa gastança desenfreada do BNDE contribui para que futuramente haja um cenário de hiperinflação (como aquele ocorrido entre 1980-1994)?”

    não é gastança, mas se vc trata do fato do BNDES captar grana pública abaixo do custo do mercado e repassá-la, mesmo com lucro na intermediação, com taxas que também são inferiores as vigentes, há um problema de incentivo a demanda (pois investimento é parte da demanda) que possivemente exige uma poítica monetária ainda mais restritiva em momentos cujo objetivo é arrefecer o ritmo de crescimento, exatamente para conter a inflação.

    se o seu questioamento é quanto a eventuais aportes de capital, ou compra de ações de terceiros, em empresas, um efeito inflacionário só ocorreria se houvesse emissão monetária para a realização da subscrição, o que não será o caso.

    ;^/

  175. iconoclastas said

    “Só faltou demonstrares, com dados verificáveis nos balanços e nas demonstrações de resultado do BNDES, que:

    1 – Os lucros do BNDES decorrem de juros pagos pelo Tesouro Nacional. (Qual o valor desses juros? Em que operação se encaixam? Onde está, no ativo do BNDES, a dívida da União que gera esses juros? Onde está, na receita do BNDES, o ingresso desses juros?)

    2 – A renda de fundos que o BNDES opera, como o FAT, não pertencem a esses fundos (e, portanto, passivos do BNDES), mas sim receitas do próprio banco. (Se é isso que está acontecendo, é claro que se trata de uma apropriação indébita. Um roubo. O que tu esperas pra denunciar esse roubo? Ou és cúmplice?).”

    se vc me mostrar em qual comentário eu fiz tais afirmações a gente continua. fechado? é simples, só um copy&paste.

    ;^/

  176. elias said

    Marcelo,

    Na minha opinião, pode-se tentar responder à tua pergunta, a partir de outras.

    1 – Quem provoca inflação?
    Resposta: O governo.

    2 – Alguém mais, além do governo, pode provocar inflação?
    Resposta: Não. Só o governo, já que ele tem meios pra neutralizar qualquer iniciativa inflacionária do cidadão.

    3 – Como o governo provoca inflação?
    Resposta: De várias maneiras. Emitindo moeda manual mais que proporcionalmente em relação ao aumento do produto, reduzindo exageradamente a taxa de juros, reduzindo a taxa de depósito compulsório sobre depósitos à vista no sistema bancário (o que aumenta a quantidade de moeda em circulação), reduzindo a carga tributária, aumentando a despesa pública, e um monte de etc. Qualquer dessas medidas, se resultar num aumento de demanda acima da capacidade de aumento da oferta, provocará inflação.

    4 – O BNDES pode, sozinho, deflagrar um processo inflacionário, numa economia como a brasileira?
    Resposta: Dificilmente. É muita areia pro caminhãozinho dele. Como ente estatal, ele pode contribuir para uma política inflacionária que esteja sendo praticada pelo governo. Mas, sozinho, o BNDES é pinto, diante do mastodonte que é a economia brasileira.

  177. elias said

    Icono,

    Vou te complicar um pouco mais.

    Taí teu comentário # 111.

    ************************************************
    hummm…vou te dar uma forcinha: esse último copy&paste (pois o outro vai demorar um pouco mais para o check) não correponde as rubricas que eu perguntei. até o ponta de mesa daqui já sacou…

    isso é coisa rápida: só do FAT o volume de recursos é próximo a R$100bi, pega um finem, que concentra a maior parte das linhas, com taxas (em média) superiores a 3% -sendo 1% só de adm (além da TJLP que o FAT recebe). quer dizer: a viúva recebe TJLP = 6% a.a, enquanto tem que captar a selic…

    sangria no tesouro?

    vc quer achar as perdas do tesouro com os emprestimos para p/ o bndes, com juros subsidiados, no balanço do próprio banco?

    é zoação, né?

    *****************************************
    Mais uma demonstração de que não tens a menor idéia do que estás falando.

    Observa o teu confuso, super mal redigido, 2º parágrafo.

    No fim, acabas dizendo que o governo recebe “TJLP = 6%” (o correto seria “TJLP ATÉ O LIMITE DE 6%”), enquanto que tem que captar à Selic (não precisa me agradecer pela crase…).

    Errado, Icono… errado…

    Os recursos do FAT NÃO SÃO captados à taxa Selic.

    Os recursos do FAT são proporcionados pelas CONTRIBUIÇÕES AO PIS/PASEP. Na verdade, a partir da Constituição de 88, o FAT SUBSTITUIU O FUNDO PIS/PASEP.

    Mais uma vez, Icono: o FAT NÃO PERTENCE ao BNDES. Ele pertence ao MINISTÉRIO DO TRABALHO.

    O BNDES nem mesmo gerencia os recursos do FAT. Quem gerencia é o CODEFAT, colegiado tripartite (governo/empresários/trabalhadores).

    O BNDES é só o OPERADOR, Icono. Só o OPERADOR, rapaz. Pesquisa na Internet que vais achar isso.

    O FAT também NÃO EMPRESTA dinheiro ao BNDES. O dinheiro fica no BNDES para que este possa operar com ele.

    Já tá mais do que visto que não és um profissional da área. Procura demonstrar que, pelo menos, és um estudante aplicado.

    Agora, não vem me dizer que, no teu confuso, super mal redigido, 2º parágrafo, não estavas te referindo ao FAT. Se não estavas, então por que “TJLP = 6%” (que é regra do FAT, desde que não seja Libor)?

    Ah, já sei: o comentário # 111 não foi escrito por ti. Vai ver, foi o “ponta de mesa”…

    “O ponta de mesa” é? HUÁ! HUÁ! HUÁ!

  178. elias said

    “Mais uma vez, Icono: o FAT NÃO PERTENCE ao BNDES. Ele pertence ao MINISTÉRIO DO TRABALHO.”

    Por assim dizer, né? Ele pertence à UNIÃO e é VINCULADO ao Ministério do Trabalho.

  179. iconoclastas said

    “No fim, acabas dizendo que o governo recebe “TJLP = 6%” (o correto seria “TJLP ATÉ O LIMITE DE 6%”), enquanto que tem que captar à Selic (não precisa me agradecer pela crase…).”

    sim, pois a tjlp está em 6%, mas concedo, deveria estar mais claro que se a TJLP estivesse em 10%a.a os 4% de diferença estariam capitalizando no saldo devedor.

    mas no comentário #154 ficou melhor:

    “o saldo devedor é capitalizado pela parte da TJLP que excede os 6%, e só. acontece que o o sujeito que toma a grana do BNDES não paga apenas a TJLP, mas a remuneração básica do BNDES + a Tx. de risco de crédito, que, ao contrario do que vc diz, não são irrelevantes. se tiver dúvida é só checar no site.”

    sim, eu me refiro ao FAT, que se trata de um fundo de natureza contábil-financeira (para que toda essa cagação de regra? todo mundo tem acesso a isso http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/revista/rev2601.pdf)

    acontece que o trabalhador – pagador de impostos recebe tjlp e paga selic, alguma dúvida?

    e o FAT entra no passivo do BNDES como “dívida subordinada”, e afinal,quem se endivida dá, ou toma grana? o fato de não ser o tomador final não o impede de ser o intermediário. se o BNDES levar fumo no repasse o risco é dele, tanto que cobra para isso. aliás não a toa boa parte do lucro de 2010 é referente a uma reversão de crédito…

    “o FAT NÃO PERTENCE ao BNDES. Ele pertence ao MINISTÉRIO DO TRABALHO.”

    claro, se pertencesse constaria no ativo…

    quem eu sou? amador, profissional, menino ou velha, que diferença faz? ora, sou apenas um nick virtual, não perca o foco.

    fique à vontade com as crases, é o que te resta…

    ;^/

  180. iconoclastas said

    ajuste: claro, se pertencesse [ao BNDES] constaria no ativo [do próprio banco]…

    xxx—xxx—

    “Por assim dizer, né? Ele pertence à UNIÃO e é VINCULADO ao Ministério do Trabalho

    pois é, um ente de um estado cujo custo de financiamento está acima de 12% a.a enquanto seus “fundos” são aplicados a 6 a.a…

    ixperto…

    ;^/

  181. iconoclastas said

    outro ajuste: boa parte do lucro de 2010 é referente a uma reversão de [provisão para risco de] crédito…

    ;^/

  182. iconoclastas said

    “Só faltou demonstrares, com dados verificáveis nos balanços e nas demonstrações de resultado do BNDES, que:

    1 – Os lucros do BNDES decorrem de juros pagos pelo Tesouro Nacional. (Qual o valor desses juros? Em que operação se encaixam? Onde está, no ativo do BNDES, a dívida da União que gera esses juros? Onde está, na receita do BNDES, o ingresso desses juros?)”

    e isso que vai acima vc não mostrou em qual comentário está, mas como eu vou ter que sair da frente da tela ( apesar do frio cão, cadê o tal do “aquecimento”?) eu vou adiantar:

    notas explicativas 27 no link abaixo:

    http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/empresa/download/IFRS_2010.pdf

    essa moleza vai acabar…

    ;^/

  183. elias said

    Icono,

    Continuas distante do nível mais elementar de entendimento.

    1 – Se é um FUNDO PÚBLICO, ele SÓ PODE pertencer ao poder que o instituiu. É, exatamente o que eu venho dizendo desde o início. O BNDES é só o OPERADOR, Icono, só o OPERADOR, o OPERADOR… lembra?

    2 – Sendo assim, esse fundo NÃO GERA receita para o operador, exceto a taxa pela prestação de serviços. As receitas do fundo pertencem ao próprio fundo. As receitas do FAT são do FAT, Icono, são do FAT, do FAT… Não do BNDES!

    3 – Se o fundo for extinto, os recursos remanescentes revertem (e só assim revertem!) ao poder que o instituiu, ou passam a um outro fundo que tenha sido criado em substituição (exemplo: os primeiros recursos do FAT, vieram do Fundo PIS/PASEP, como já te disse).

    4 – O BNDES recebe, apenas, uma taxa pela prestação de serviços como operador. O peso relativo dessa taxa na formação da receita e do lucro do banco é IRRISÓRIO, Icono, IRRISÓRIO… Lembra que eu disse isso um porrilhão de vezes?

    5 – O BNDES, é o OPERADOR e não MUTUÁRIO dos fundos, Icono. OPERADOR é uma coisa; MUTUÁRIO, outra. Se a taxa cobrada pelo fundo é baixa, ISSO NÃO BENEFICIA O OPERADOR, E SIM O MUTUÁRIO. E o BNDES NÃO É MUTUÁRIO, Icono. É OPERADOR.

    6 – Assim, é OCIOSA a tua observação de que a taxa cobrada é baixa, etc e tal. Sendo baixa, isso não beneficia o BNDES. Se fosse alta, também não beneficiaria.

    7 – E, o tema do nosso debate é, exatamente, o suposto subsídio que o Tesouro, direta ou indiretamente, concede ao BNDES, para que este tenha o lucro que tem. Há um montão de tempo, venho dizendo a ti que é BOBAGEM — BOBAGEM, Icono, BOBAGEM! – tentar usar os fundos pra respaldar a afirmação desse suposto subsídio.

    8 – Não é só BOBAGEM. É, também, demonstrar um profundo desconhecimento sobre a matéria.

    Entendes?

  184. elias said

    “ajuste: claro, se pertencesse [ao BNDES] constaria no ativo [do próprio banco]…” (Iconoclastas)

    Errado, Icono… Errado!

    O correto é dizer: se fosse do BNDES… NÃO SERIA FUNDO!

    Pro ATIVO, o dinheiro vai como dinheiro que é, sendo fundo ou não.

    O nó da questão é a CONTRAPARTIDA a isso. É sobre isso que estamos debatendo, se ainda não percebeste (caramba!)

    Pra ser do banco, a contrapartida do dinheiro que entra será receita (ou seja, rédito) ou participação societária NO próprio banco (ou seja, no passivo permanente, ou capital próprio, ou ativo real líquido ou outra designação que prefiras), por aí… A contrapartida de dinheiro que entra só vai a crédito do ativo se decorrer de débito anterior.

    Como se trata de FUNDO, a contrapartida é o PASSIVO REAL. A diferença é que esse passivo não gera custo financeiro pro banco, já que este não é tomador (ou seja, não é MUTUÁRIO) do fundo.

    É como se alguém entregasse a ti, uma certa quantia de dinheiro, para que a administrasses. A pessoa não está te dando nem te emprestando dinheiro. Está colocando o dinheiro sob tua a responsabilidade, para que o administres. A receita resultante disso aí não será tua, mas do proprietário do dinheiro. Este te pagará uma contraprestação pecuniária pelos teus serviços.

    Vai daí que, pra ti, esse dinheiro será um passivo não oneroso.

    Entendeste, agora?

    Agora voi te dar outra dica: uma coisa é uma determinada captação ter sido AUTORIZADA. Outra, bem diferente, é REALIZAR essa captação.

  185. Pax said

    Pena que não tenho competência para fazer blog sobre economia nem, muito menos, internacional.

    Acabo de saber uma boa da crise Grega.

    A estatal de lá dos trens teve faturamento, receita de passagens e cargas, de 150 milhões de euros. E o custo da mesma estatal foi de 1,1 bilhão de euros. Algo por aí, se erro é por pouco.

    É claro que não dá certo.

    E seria muito bom que nós, sociais democratas, pensássemos profundamente sobre esses temas.

  186. Pax said

    A informação acima #185, veio de um amigo muito competente na área econômica com quem passei boas horas hoje, visitando um empreendimento onde tenho um pelo a mais de experiência que ele e me pediu ajuda.

    Conversa vai, conversa vem, chegamos, claro, em política. É um simpatizante do PSDB. A esposa mais ainda. Ano passado discutimos um bocado. Cheguei a ganhar um almoço este ano deste amigo por conta dele chegar a mesma conclusão que eu, que Serra é prejudicial ao partido. A esposa ainda discorda. Enfim..

    E neste papo que vem, me disse que gosta de Dilma mas sente que a falta de apoio do próprio PT não lhe permitirá fazer um bom governo, a não ser que este quadro mude.

    Enfim, digo o que vi e ouvi hoje. Atesto e boto fé. Mas não abro a fonte.

  187. Chesterton said

    Qual é a porcentagem de lucro embutida em tudo o que você compra no Brasil? (Dica: entre 1% e 50%.)
    Se um produto custa, digamos, 100 reais, quantos
    reais correspondem ao lucro da empresa que produziu
    o que você queria e quanto é o custo efetivo do produto? Qual, em sua opinião, é o nível de
    “espoliação” capitalista, tão enfatizada pelos nossos intelectuais? Responda antes de prosseguir. Sua resposta dirá muito sobre você e sobre o futuro de nossa economia.

    Numa pesquisa que realizei anos atrás, 200 operários de fábrica e donas-de-casa achavam que o lucro do patrão era de 49%, quase a metade do preço do produto. Essa idéia equivocada do lucro talvez explique nossa visão negativa de empresas, administradores e empresários em geral. Por isso, temos uma visão de mundo contrária à geração de lucros e, por conseqüência, à geração de empregos e de crescimento. Nossos jovens pensam que todo empresário é ladrão, algo enfatizado constantemente pela classe pensante.

    A maioria de nossos jovens estudantes não lê os balanços das companhias publicados nos jornais, prefere acreditar no que os outros dizem. Se tivessem um pouco mais de senso crítico e de observação, descobririam que a realidade é bem diferente.

    O lucro médio das 500 maiores empresas do país nos últimos dez anos foi de 2,3% sobre as receitas, segundo a última edição de Melhores e Maiores, da revista Exame.

    São as grandes companhias do país, aquelas que têm contatos, tecnologia de ponta e agências de propaganda de primeira e por isso obtêm lucros bem maiores que as médias e as pequenas empresas. É óbvio que, como toda média, algumas companhias conseguem margens muito mais elevadas, mas, por outro lado, quase uma de cada quatro empresas das 500 maiores teve prejuízo em 2002.

    Tirar 2,3% de lucro do consumidor e do trabalhador está longe de ser uma “espoliação capitalista”, como nos ensinam na universidade. Afinal, 97,7% de tudo o que você compra dessas companhias é custo do produto, que continuará em qualquer regime político que vier a ser implantado no Brasil por radicais ou pelo MST. Se o Brasil eliminar o capitalismo, os preços cairão 2,3%, nada de espetacular. Mesmo supondo que haja mais 1% escondido no caixa dois, continua um valor não exorbitante.

    Há quem argumente que 2,3% é uma remuneração aceitável para compensar o risco que o empreendedor assumiu de perder tudo, de usar seu capital a serviço da sociedade em vez de gastá-lo egoisticamente consigo mesmo. Mas nossa classe pensante ensina que temos aqui um capitalismo selvagem, que espolia a todos, esquecendo-se deliberadamente de mencionar que 52% desses custos que pagamos são impostos.

    Tirar 52% do consumidor como imposto para devolver muito pouco à sociedade é considerado justo, mas tirar 2,3% para oferecer o produto que você está comprando é um crime social a ser eliminado. Percebam a crise política que nos espera nos próximos anos, porque a maioria da população não sabe nada disso.

    Embora edições como Melhores e Maiores sejam publicadas anualmente, nada do que elas revelam é ensinado aos nossos jovens universitários. Eles têm uma falsa consciência do que está realmente acontecendo no Brasil. Se nossos alunos aprendessem a ler os balanços das empresas, poderiam verificar isso por si mesmos e, de quebra, descobrir quais são as melhores empresas para trabalhar. Aliás, não acreditem em mim, leiam os balanços publicados por aí e decidam vocês mesmos.

    Hoje o Brasil não cresce porque as empresas não têm lucro suficiente para reinvestir e aumentar a produção, com exceção dos bancos, que financiam prioritariamente os déficits do governo. Não temos mais jovens administradores e empreendedores, porque ninguém quer ser xingado de ladrão. É preferível comprar títulos do governo, que paga juros altíssimos para poder ficar com nosso investimento.

    Se acabarmos com esse “capitalismo selvagem”, teremos 2,3% a mais de renda para gastar. Se um dia implantarmos no Brasil o capitalismo moderno, o capitalismo socialmente responsável que muitos já estão praticando, e se reduzirmos esses impostos escravizantes, teremos muito, mas muito mais.

    Stephen Kanitz é administrador por Harvard (www.kanitz.com.br)

  188. elias said

    Pax,

    Na Grécia, houve até o risco de calote da dívida (o que seria desastroso pra UE).

    Mas, há poucos dias, veio numa newsletter a notícia de que alguns países fortões vão bancar os gregos, e que o risco do calote está descartado.

    Parece que o pacote de ajuda inclui Espanha e Portugal, igualmente cambaleantes.

    Pelo que li, vai rolar uma baba, a maior parte recursos estatais. Numa hora dessas, os liberais ficam quietinhos, né?

    Ninguém sabe de receita liberal pra sair de buraco (as receitas liberais só mostram como entrar no buraco).

  189. Pax said

    Se a Grécia dançar, não pagar sua dívida, quem se ferra são os bancos. Há muita dívida da Grécia com bancos alemães. O risco é a avalanche que isto pode causar.

    Os ajustes que foram feitos agora ainda são insuficientes. Deram um pequeno fôlego, mas a equação de equilíbrio das contas públicas gregas ainda está longe de acontecer.

    E, como você disse, Portugal e Espanha estão na fila de problemas parecidos. Ainda não sabemos o tamanho exato.

    No fundo, o que me parece importante, incluindo aqui toda minha incompetência no assunto, é estudar os casos para saber porque tais governos perderam o controle da gastança.

    E é aí que mora o nosso perigo. Atualmente estamos bem, temos grana em caixa, temos uma explosão dos preços agrícolas, temos uma poupança internacional procurando onde investir e aqui há retorno relativamente tranquilo etc etc.

    Mas a maré nem sempre é boa. Uma hora vira.

    E quando virar?

    A hora é ideal para acertarmos alguns rumos. É necessário que isto aconteça. Caso contrário a curva lá na frente será difícil de encarar. Disso não tenho dúvida.

    Um dos grandes problemas é o tamanho e a ineficiência do Estado. Outro, claro, é o tamanho da corrupção.

    Ou teremos coragem de mexer em determinados vespeiros ou teremos tempestades difíceis à frente. Melhor mexer quando se está forte que quando se chega em situações como essa da Grécia, Portugal, Espanha…

    E aí chegamos no ponto: com essa política temos como fazer isto? Volto ao meu encontro de hoje. O grande problema da corrupção é a desmobilização do espírito da sociedade brasileira. Hoje se (a) ou (b) chegar com um projeto de ajustes quem dará crédito? Todos desconfiaremos que pode ser mais um golpe à vista. Não há mais instituições políticas com moral suficiente para capitalizar a confiança da maioria da sociedade.

    O último que conseguiu fazer isto acabou de morrer, o Itamar.

  190. Chesterton said

    No fundo, o que me parece importante, incluindo aqui toda minha incompetência no assunto, é estudar os casos para saber porque tais governos perderam o controle da gastança.

    chest- governo de esquerda gasta mais do que arrecada para manter a popularidade, ora bolas. O Gianetti te contou, já esqueceu? Governos de esquerda quebram qualquer país.

  191. Chesterton said

    Pelo que li, vai rolar uma baba, a maior parte recursos estatais. Numa hora dessas, os liberais ficam quietinhos, né?

    chest- não sei se é pegadinha e você realmente pensa isso, ams recursos estatais são a poupança do povo, dinheiro que os alemães pagaram em impostos.

  192. iconoclastas said

    “Continuas distante do nível mais elementar de entendimento.

    blalblalalal…
    2 – Sendo assim, esse fundo NÃO GERA receita para o operador, exceto a taxa pela prestação de serviços. As receitas do fundo pertencem ao próprio fundo. buh! As receitas do FAT são do FAT, Icono, são do FAT, do FAT… Não do BNDES! buhbuh

    blblblala…

    4 – O BNDES recebe, apenas, uma taxa pela prestação de serviços como operador. O peso relativo dessa taxa na formação da receita e do lucro do banco é IRRISÓRIO, Icono, IRRISÓRIO… Lembra que eu disse isso um porrilhão de vezes?

    e continua, eu não sei se é teimosia só palhaçada, mas:

    o Finem é a linha que destina a maior parte dos recursos.

    “O apoio da linha de financiamento Aquisição de Bens de Capital se baseia nas diretrizes do produto BNDES Finem, com algumas condições específicas, descritas abaixo.
    Taxa de juros

    Apoio direto
    (operação feita diretamente com o BNDES) Custo Financeiro + Remuneração Básica do BNDES +
    Taxa de Risco de Crédito
    Apoio indireto
    (operação feita por meio de instituição financeira credenciada) Custo Financeiro + Remuneração Básica do BNDES +
    Taxa de Intermediação Financeira +
    Remuneração da Instituição Financeira Credenciada

    a) Custo Financeiro: TJLP.

    b) Remuneração Básica do BNDES: 0,9% a.a.

    c) Taxa de Risco de Crédito: até 3,57% a.a., conforme o risco de crédito do cliente.

    d) Taxa de Intermediação Financeira: 0,5% a.a. somente para grandes empresas; MPMEs estão isentas da taxa.

    blablablabla…

    6 – Assim, é OCIOSA a tua observação de que a taxa cobrada é baixa, etc e tal. Sendo baixa, isso não beneficia o BNDES. Se fosse alta, também não beneficiaria.

    pode ser ociosa para alguém com raciocínio binário, mas qq outro entende que quanto mais baixa forem as taxas maior a demanda pela grana, logo, maior a receita de intermediação. sim claro, maior o prejuízo do contribuinte.

    7 – E, o tema do nosso debate é, exatamente, o suposto subsídio que o Tesouro, direta ou indiretamente, concede ao BNDES, para que este tenha o lucro que tem. Há um montão de tempo, venho dizendo a ti que é BOBAGEM — BOBAGEM, Icono, BOBAGEM! – tentar usar os fundos pra respaldar a afirmação desse suposto subsídio.

    também, e que ((- selic + tjlp) + spread BNDES) – PSI < 0

    blalalala…

    Entendes?”

    entendes?

    ;^/

  193. iconoclastas said

    “ajuste: claro, se pertencesse [ao BNDES] constaria no ativo [do próprio banco]…” (Iconoclastas)

    Errado, Icono… Errado!

    O correto é dizer: se fosse do BNDES… NÃO SERIA FUNDO!

    Pro ATIVO, o dinheiro vai como dinheiro que é, sendo fundo ou não.

    grotesco!

    na eventualidade do banco ser cotista único de um fundo este constaria em seu ativo, da mesma forma que constam os fundos dos quais o banco é cotista. (notas 8.2)

    blablablabla

    “É como se alguém entregasse a ti, uma certa quantia de dinheiro, para que a administrasses. A pessoa não está te dando nem te emprestando dinheiro. Está colocando o dinheiro sob tua a responsabilidade, para que o administres. A receita resultante disso aí não será tua, mas do proprietário do dinheiro. Este te pagará uma contraprestação pecuniária pelos teus serviços.”

    Vai daí que, pra ti, esse dinheiro será um passivo não oneroso. “

    o exemplo não podia ter sido pior.

    não é passivo para mim (ou da hipotética empresa gestora), não aparece no meu balanço e, a depender do estatuto, eu posso ter participação % direta nas receitas e não ser solidário nas perdas e não me comprometer com remuneração mínima.(padrão)

    agora eu enjooei, essa última foi muito tosca.

    ;^/

  194. iconoclastas said

    “No fundo, o que me parece importante, incluindo aqui toda minha incompetência no assunto, é estudar os casos para saber porque tais governos perderam o controle da gastança.”

    basicamente eles sifu pq tem a mesma moeda da alemanha, não tem desvalorizá-la e se ajustar pela conta corrente, e não formam um federação, portanto, não recebem benefícios fiscais alemães.

    ;^/

  195. Pax said

    Sugestão de leitura:

    Em 1999, o Grupo Pão de Açúcar era um negócio medíocre, diz Casino
    http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+comercio,em-1999–o-grupo-pao-de-acucar-era-um-negocio-mediocre–diz-casin,not_74730,0.htm

    Já me disseram que este, Jean-Charles Naouri, é uma das maiores cabeças da França. Um craque.

  196. Olá!

    Isso aqui é interessante.

    “Pelo que li, vai rolar uma baba, a maior parte recursos estatais. Numa hora dessas, os liberais ficam quietinhos, né?

    Ninguém sabe de receita liberal pra sair de buraco (as receitas liberais só mostram como entrar no buraco).”

    Elias, por gentileza, você poderia nos explicar como os valores liberais levaram Grécia, Portugal e Espanha para a atual situação na qual tais países se encontram?

    Até!

    Marcelo

  197. Chesterton said

    O Editorial de O Globo é impressionante pelos números mostrados. Nos últimos três anos, o BNDES recebeu R$ 285 bilhões de transferências do Tesouro Nacional, para financiar obras superfaturadas do PAC, a criação de oligopólios e o financiamento de empreiteiras na America Latina e no mundo, em obras milionárias, inclusive em Cuba.

    Na Ilha de Fidel, então, é um escândalo. Enquanto do Brasil perde bilhões pela falta de infra-estrutura portuária, o BNDES financia quase U$ 300 milhões para um governo assassino e caloteiro construir o Porto de Mariel. Para que os cubanos possam exportar.A verdade é que o PT privatizou o Tesouro Nacional para o partido e para as grandes empreiteiras doadoras das suas campanhas eleitorais.

    Na esteira do ruidoso caso Pão de Açúcar, o BNDES não sai das manchetes. E não se pode dizer que a mídia esteja dando destaque a aspectos positivos da instituição. O episódio, altamente desgastante para o governo, enseja reflexões sobre a lamentável trajetória do BNDES nos útimos anos. É preciso entender como as coisas chegaram a esse ponto e as correções que se fazem necessárias. Desde 2008, o Tesouro tem feito transferências maciças de recursos ao BNDES, bancadas por emissão de dívida pública. Aos R$230 bilhões transferidos entre 2008 e 2010, somaram-se agora mais R$55 bilhões em 2011.

    O valor total – R$285 bilhões – é quatro vezes maior do que o da gigantesca operação de capitalização da Petrobras do ano passado. Corresponde a cerca de 24 vezes o valor dos recursos do Tesouro canalizados ao PAC no primeiro semestre deste ano. Tais transferências, feitas por fora do processo orçamentário e sem contabilização nas estatísticas de dívida líquida e de resultado primário, têm permitido ao governo manter farto orçamento paralelo no BNDES, principal canal da expansão fiscal observada nos últimos anos.

    Na gestão das contas públicas federais, convivem hoje dois mundos completamente ditintos. De um lado, tem-se a dura realidade do Orçamento Federal, onde tudo é escasso e se contam os centavos. De outro, tem-se a Ilha da Fantasia do BNDES, mantida com emissões de dívida pública, onde parece haver recursos para tudo. Não é surpreendente que esse ambiente de tanta fartura tenha fomentado um clima de megalomania e dissipação, fundado na presunção de que dinheiro público é o que não falta. Ganham força as agendas próprias, multiplicam-se as missões inadiáveis e os investimentos grandiosos e voluntaristas, com custo a ser debitado ao contribuinte. Disseminou-se a ideia de que não há projeto, por mais dispendioso e injustificável que pareça, que não possa ser financiado pelo BNDES. E os que podem, ao banco, acorrem.

    O que chama a atenção no caso Pão de Açúcar são a extensão e o vigor da resistência da opinião pública ao envolvimento do BNDES na operação. Foi muito mais que reação da mídia. É impressionante que até mesmo formadores de opinião que não perdem oportunidade de tecer elogios ao governo tenham manifestado estranheza com o despropósito da operação. O caso parece ter sido a última palha diante do crescente desconforto com o destino pouco defensável que recursos públicos vêm tendo no BNDES.

    Os jornais de quarta-feira, 29, já não deixavam dúvidas sobre a extensão da indignação. Mas o governo levou algum tempo para notar que o caldo tinha entornado. No dia 30, o BNDES ainda tentou enrolar-se na Bandeira Nacional para defender a operação. Só no dia 1º, quando o alarme soou no Planalto, a instituição se viu afinal compelida a tentar desfazer a trapalhada e conter danos.O episódio pode vir a ser um divisor de águas. Salta aos olhos que chegou o momento de acionar os freios no BNDES. Já corre no Senado a proposta de que a Lei de Diretrizes Orçamentárias exija que futuras transferências ao BNDES sejam incluídas no Orçamento. Mas só isso é pouco. O ideal seria simplesmente fechar de vez a ligação clandestina do BNDES ao Tesouro.

    A nota dissonante – quem diria – veio do Banco Central. O Relatório de Inflação, publicado pela instituição em 29/6, inclui estimativas dos impulsos fiscais a que vem sendo submetida a economia brasileira, feitas de acordo com três metodologias distintas. Todas elas baseadas no resultado primário do governo. Tendo em conta as três medidas, o BC concluiu que a política fiscal foi neutra em 2010! Como os R$107,5 bilhões transferidos do Tesouro ao BNDES foram omitidos da estatística oficial de resultado primário, o BC simplesmente não conseguiu detectar a farra fiscal de 2010. Quem deve estar eufórico é o ministro Guido Mantega. Ganhou do Banco Central um atestado de que foi austero em 2010. Com um BC desses, sim, dá gosto trabalhar, terá comemorado Mantega.
    POSTADO POR coronel

  198. Chesterton said

    e cadê o Elias para comentar esse desfalque?

  199. elias said

    Iconoclastas,

    Mais uma vez.

    Não sabes do que estás falando.

    Como não aparece em balanço,rapaz? Só se for “caixa 2”!

    TODAS AS OPERAÇÕES EM CONTAS DE MOVIMENTO NECESSARIAMENTE APARECEM EM BALANÇO. Só não aparecem em balanço quando deixarem de existir.

    As operações em contas REDITUAIS é que não aparecem no balanço. Mas aparecem na demonstração de resultado. No caso, o que vai pro balanço é só o RÉDITO, ou seja, o RESULTADO, o resíduo do confronto entre débitos e créditos.

    Só que, como estamos falando de FUNDOS, estamos, OBVIAMENTE (menos pra ti, claro…), tratando de operações em CONTAS DE MOVIMENTO, também chamadas de CONTAS PATRIMONIAIS, ou seja, contas do ATIVO e do PASSIVO.

    TODAS, absolutamente todas as operações realizadas nessas contas, NECESSARIAMENTE ficam retratadas no balanço, até porque o balanço nada mais é que uma FOTOGRAFIA do ativo e do passivo.

    Se a coisa está no ativo e/ou no passivo, quando tu fotografares os dois, essa coisa necessariamente vai aparecer. A menos que a tua empresa opere com “caixa 2”. Aí, o que estiver no caixa 2 não estará na contabilidade oficial. Logo, não aparecerá em balanço.

    Quando o BNDES recebe recursos de um fundo pra administrar, ele DEBITA o recebimento dos recursos no ATIVO e CREDITA os recursos, pelo mesmo valor, no PASSIVO.

    A peculiaridade dessa parte do passivo é que o BNDES NÃO PAGARÁ juros por ela, já que o fundo continua pertencendo ao poder que o instituiu. Pela mesma razão, as receitas desse fundo NÃO PERTENCERÃO ao BNDES, que as creditará em favor do próprio fundo, como está escritro no texto qye tu mesmo transcreveste, SEM ENTENDER (salvo, no caso do FAT, aquela parcela que, não sendo creditada ao fundo, também não pertencerá ao BNDES; será CAPITALIZADA, etc, etc, etc).

    Estás me decepcionando. Qualquer pessoa na tua situação já teria pedido o auxílio de um profissional.

    Que mico, rapaz…!

  200. elias said

    Pax

    Vamos ao que diz Jean-Charles Naouri:

    “Considero que fiz muito bem em investir em 1999, quando o Brasil ainda não era o que é hoje em dia e o Grupo Pão de Açúcar era um negócio medíocre, que saía de uma quase falência. Quando Diniz procurou no mundo inteiro investidores, eu fui aquele que aceitou. Fiz essa aposta e estou muito contente com o desenvolvimento do Pão de Açúcar e do Brasil.”

    É isso mesmo! O Brasil não era o que é hoje em dia. A empresa à qual ele se associou, idem.

    Não estamos mais em 1999. Estamos em 2011. É necessário dizer isso?

    Agora, não custa dizer que ele não entrou no Pão de Açúcar por caridade, certo?

    Entrou porque vislumbrou uma oportunidade de ganhar dinheiro, certo?

    Ganhou dinheiro, certo?

    Então, por favor, sem essa de ficar se referindo ao ingresso no grupo como se fosse um ato de sacrifício.

    Isso não existe no ramo, né? Foi negócio. E negócio é negócio!

    “Expropriação”? “Traição”? “Manipulação”?

    Sei não…

    Isso não parece muito com vocabulário negocial… Tá me parecendo mais o lamento choroso de uma mal-amada de bolero argentino: “Ele me usou! Se regalou no meu corpo, se aproveitou de mim, fez o que quis, satisfez todos os seus instintos e, depois, me abandonou por uma vagabunda mais jovem…”.

    Pô, Jean-Charles: passa mais tarde!

    Vai curtir essa tua dor de corno num dos teus iates e me poupa desse chororô de milionário chifrudo. Queima o teu sofá (porque parece que a coisa aconteceu na tua sala, bem debaixo do teu nariz…).

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