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Ministério dos Transportes de dinheiro público para o PR

Posted by Pax em 02/07/2011

Dilma afasta cúpula do Ministério dos Transportes envolvida em esquema de propina

Após revelação de VEJA, quatro servidores serão desligados do cargo. Por enquanto, Alfredo Nascimento continuará à frente do ministério

Luciana Marques – Veja
A presidente Dilma Rousseff decidiu neste sábado afastar do cargo os representantes do Ministério dos Transportes envolvidos em denúncia apontada em matéria de VEJA desta semana. A reportagem revela um esquema de pagamento de propina para caciques do PR, Partido da República, em troca de contratos de obras.

Dilma conversou com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, neste sábado e acertou o afastamento dos envolvidos. São eles: Mauro Barbosa da Silva, chefe de gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do gabinete do ministro; Luís Antônio Pagot, diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit); e José Francisco das Neves, diretor-presidente da Valec. O desligamento dos funcionários será formalizado a partir da próxima segunda-feira, pela Casa Civil.

“Para garantir o pleno andamento da apuração e a efetiva comprovação dos fatos imputados aos dirigentes do órgão, os servidores citados pela reportagem serão afastados de seus cargos, em caráter preventivo e até a conclusão das investigações”, diz o Ministério dos Transportes, em nota.

Por enquanto, Nascimento continuará à frente do cargo. O ministro disse que vai instaurar uma sindicância interna para apurar “rápida e rigorosamente” o envolvimento de dirigentes da pasta e seus órgãos vinculados nos fatos mencionados pela revista.

“Além de mobilizar os órgãos de assessoramento jurídico e controle interno do Ministério dos Transportes, o ministro decidiu pedir a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). As providências administrativas para o início do procedimento apuratório serão formalizadas a partir da próxima segunda-feira”, diz a nota.

O ministro rechaçou qualquer ilação ou relato de que tenha autorizado, endossado ou sido conivente com a prática de quaisquer ato político-partidário envolvendo ações e projetos do Ministério dos Transportes.

Oposição – Representantes da oposição ameaçam tentar colher assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as denúncias envolvendo o Ministério dos Transportes. Também querem convocar o ministro Alfredo Nascimento para prestar esclarecimentos no Congresso Nacional.

Senadores da oposição ouvidos por VEJA neste sábado exigiram uma postura mais firme da presidente Dilma sobre ao caso.

Caso – A edição de VEJA mostra que, no último dia 24, a presidente Dilma Rousseff se reuniu com integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes no Palácio do Planalto para reclamar das irregularidades na pasta. Ao lado das ministras Gleisi Hoffmann (Casa Civil) e MÍriam Belchior (Planejamento), ela se queixou dos aumentos sucessivos dos custos das obras em rodovias e ferrovias, criticou o descontrole nos aditivos realizados em contratos firmados com empreiteiras e mandou suspender o início de novos projetos. Dilma disse que o Ministério dos Transportes está sem controle, que as obras estão com os preços “inflados” e anunciou uma intervenção na pasta comandada pelo PR — que cobra 4% de propina das empresas prestadoras de serviços.

A presidente também cobrou explicações sobre a explosão de valores dos empreendimentos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Na nota, o ministro Alfredo Nascimento disse que desde janeiro vem tomando as providências para redução dos custos de obras.

“Tal preocupação atende não apenas a necessidade de efetivo controle sobre os dispêndios do ministério, mas também a determinação de acompanhar as diretrizes orçamentárias do governo como um todo. Característica de sua passagem pelo governo federal em gestões anteriores e, obedecendo à sua postura como homem público, Alfredo Nascimento atua em permanente alinhamento à orientação emanada pela presidente”. (continua na Veja…)

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3 Respostas to “Ministério dos Transportes de dinheiro público para o PR”

  1. Pax said

    Acredite, se quiser…

    “Brasília, 02 de julho de 2011.

    Sobre as afirmações publicadas na edição desta semana da revista Veja, o deputado Valdemar Costa Neto tem a esclarecer:

    1 – As relações mantidas com Órgãos da Administração Pública Federal, incluindo o Ministério dos Transportes, são públicas e quase sempre consumadas em despachos e reuniões de trabalho organizadas pelos servidores das respectivas pastas. Sempre transparentes, estas reuniões buscam garantir benfeitorias federais para as regiões representadas por lideranças políticas do PR.

    2 – Estas relações, notadamente institucionais, são regulares, decorrem do desempenho das funções de Secretário Geral da legenda partidária, e dizem respeito ao acompanhamento das demandas por benfeitorias federais de interesse das regiões onde o partido tem representação política (vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e senadores).

    3 – A Executiva Nacional do PR apóia a decisão que instaurou sindicância para, no menor prazo possível, ficar provada a inocência dos republicanos afastados, lhes garantindo pleno direito de defesa.

    4 – Ninguém está autorizado a discutir qualquer contrato público, em nenhum lugar, em nome do Partido da República. Portanto, caso haja esta ocorrência, tal conduta é criminosa e não diz respeito ao PR.

    5 – A apresentação de acusações apócrifas e a falta de qualquer indício, prova ou documento que ampare as afirmações da revista Veja desta semana exige do PR providências enérgicas. Por esta razão o partido ingressará com as medidas judiciais cabíveis contra a revista e os autores do texto que, neste caso, serão cobrados por suas acusações infundadas diante dos Tribunais.

    Valdemar Costa Neto
    Secretário Geral do PR”

  2. Pax said

    No Josias – http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/arch2011-07-01_2011-07-31.html#2011_07-04_04_44_26-10045644-0

    04/07/2011
    Ministro da CGU vê irregularidades ‘no DNA do Dnit’

    Os malfeitos nas obras do Dnit tornaram-se tão corriqueiros que o ministro Jorge Hage (CGU) já não parece disposto a conceder ao órgão nem o benefício da dúvida.

    Leia-se, a propósito, nota veiculada no Painel, editado na Folha pela repórter Renata Lo Prete:

    – Guichê ao lado: Acionado a investigar as suspeitas que levaram ao afastamento coletivo no Ministério dos Transportes, Jorge Hage (Controladoria-Geral da União) diz que só a entrada da Polícia Federal no caso pode provar a existência de cobrança de propina. “Isso não é assunto que a Controladoria possa detectar com auditoria.”

    Apesar disso, ele vislumbra campo fértil de trabalho, pois irregularidades estariam “no DNA do Dnit”, como “superfaturamento, licitações direcionadas e serviços malfeitos e pagos.”

    Hage ressalta “esforço” dos Transportes para correção, mas diz que recebia críticas do nº 1 do Dnit, Luiz Antonio Pagot: “Ele sempre reclamou. Chegava a dizer que não tinha tempo de cuidar de outra coisa que não responder à CGU”.

    Ou Dilma melhora o controle sobre a tal “base”, coisa que Lula não fez, ou teremos um governo que nada conseguirá fazer de diferente, nenhuma pauta diferente da que Lula teve. Será uma presidente de passagem. Este caso parece ser uma tentativa de Dilma de regurgitar uma herança bastante maldita.

    Governar no Brasil implica em fazer alianças com a velharia. FHC teve que fazer sua aliança com uma base, também, deplorável, basta lembrar do ACM. Mas não necessariamente implica em aceitar tudo, que, ao final, leva o próprio governo a fazer o jogo da velharia.

    Tomara que Dilma consiga satifazer uma equação bastante complicada, que tem mais variáveis que equações, pra quem gosta de matemática:

    “Colocar o bonde para andar e enquadrar a base, sem perder apoio político – este última frase, em itálico, é que é o grandíssimo problema, ainda mais quando nem mesmo no PT ela tem apoio neste caso, haja vista a sequência de escândalos que envolvem os correligionários.

    Aqui uma outra notícia, esta no Noblat, que ratifica o que falo:

    Por que Dilma hesita em demitir Alfredo Nascimento
    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/07/04/por-que-dilma-hesita-em-demitir-alfredo-nascimento-388823.asp

    Dilma soube que estava havendo superfaturamento em obras tocadas pelo Ministério dos Transportes. Soube também que licitações ali eram fraudadas e que empresas contratadas contribuíam para o caixa 2 do Partido da República (PR, presidido por seu ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento).

    Foi por isso que no último fim de semana ela mandou afastar a cúpula do ministério, toda ela formada por auxiliares de confiança do ministro. Não esperou, sequer, a volta de Nascimento, que viajara para o Amazonas, seu Estado.

    Se Nascimento tiver um pingo de vergonha na cara pedirá demissão. Ou porque foi conivente com a roubalheira. Ou porque foi um administrador leniente, descuidado, omisso. Não mandava, de fato, no seu pedaço. Desconhecia o que se passava em torno do seu gabinete.

    Caso Nascimento não peça para sair, Dilma só tem uma atitude a tomar para ser coerente com seus atos recentes: demitir o ministro. Bancar a babá dele, jamais.

    O PR não sairá da barra da saia de Dilma se Nascimento perder o emprego. Não terá para onde ir. Continuará refém das migalhas do poder. Quando nada porque tais migalhas significam alguns milhões de reais aqui e acolá.

    Dilma só enfrentará um problema se demitir Nascimento: ele voltará para o Senado. E João Pedro, o suplente que assumiu a vaga dele, voltará para o Amazonas.

    João Pedro é amigo de longa data e de farras inesquecíveis de Lula. Comeram muitos tambaquis juntos com as águas do rio Amazonas pela cintura.

    Virou suplente de Nascimento por imposição de Lula. E foi por isso, e só por isso, que Nascimento virou ministro – antes de Lula, agora de Dilma.

    Eu já creio, supondo verdadeira esta afirmação acima, que mais vale desagradar um amigo de Lula e tirar o Alfredo do Min dos Transportes que não fazer isto. Acho que no Senado o Alfredo teria menos força para atacar a teta, se é que podemos falar assim.

  3. Chesterton said

    Lula não tinha moral, Dilma terá?

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