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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mensalão do PT: procurador livra Gushiken por falta de provas

Posted by Pax em 08/07/2011

Procurador pede condenação de 37 réus do mensalão – Estadão

AE – Agência Estado
Um dia após ter sido indicado para um segundo mandato de procurador-geral da República, Roberto Gurgel pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) que condene 37 dos 38 réus do processo do mensalão. Para Gurgel, só não existem provas contra o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken – e, portanto, ele deve ser absolvido.

O esquema do mensalão foi o principal escândalo do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e envolveu autoridades poderosas da época, como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu. Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) investigou a relação do Palácio do Planalto e de ministérios com as bancadas da base aliada e descobriu que o PT coordenava um esquema que usava sobras de doações da campanha de 2002 para fazer repasses sistemáticos aos partidos da base e pagar as dívidas eleitorais. Foram esses repasses que o denunciante do escândalo, o então deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), batizou de “mensalão”. (continua no Estadão…)

Leia também: Procurador pede ao STF condenação de 36 réus do mensalão – Veja

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21 Respostas to “Mensalão do PT: procurador livra Gushiken por falta de provas”

  1. Chesterton said

    FRIDAY, JULY 8, 2011

    A Diferença Entre a Selva e a Civilização
    No Brasil o procurador geral é renomeado para o cargo e, naturalmente, retira o nome de Gushiken, petista histórico e homem das comunicações de Lula, da lista de acusados do mensalão, inocentando-o. Na civilização, evidentemente, ocorre o inverso. Na Inglaterra o homem das comunicações do primeiro ministro Cameron é preso, por ter sido diretor de um jornal que fazia escuta telefônica.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

  2. Pax said

    Tem gente que realmente se supera a cada dia… Vaccarezza é um destes

    http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/07/08/vaccarezza-diz-que-envolvidos-no-mensalao-ja-pagaram-com-execracao-publica-924864201.asp

  3. Chesterton said

    Cadê o Elias? sumiu, depois que viu que a operação de “damage control” do BNDES deu erradoe stá reunido com seus chefes do PT do Pará tramando o novo discurso (mentiras) que vão aplicar para tentar salvar seus amados votinhos.

  4. Olá!

    Eu nunca cursei direito na minha vida, mas parece que o Procurador Geral da República concorda com o que venho afirmando há anos sobre o Mensalão. Excerto (os negritos são meus):

    O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nas alegações finais sobre a Ação Penal 470, que denuncia 38 réus envolvidos no esquema do mensalão, que o Ministério Público Federal (MPF) está plenamente convencido de que as provas produzidas no curso da investigação comprovaram a existência do mensalão, suposto esquema criminoso voltado para a obtenção de apoio político no Congresso Nacional durante o governo Lula. “Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber”, disse Gurgel.

    “No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida em razão do recebimento de dinheiro, a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada”, afirmou o procurador-geral no documento. O parecer final, com 390 páginas, foi encaminhado ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    Há um tempo atrás, quando afirmei a mesmíssima coisa por aqui e alhures, me acusaram de ser radical, de ser um discípulo do Reinaldo Azevedo, do Olavo de Carvalho e coisas tais. Aí está o Procurador Geral da República afirmando praticamente a mesma coisa. Vai ver ele é um discípulo do Reinaldo Azevedo e Cia.

    Aliás, falando em petistas, cadê o Lula que afirmou que iria desmontar a farsa do Mensalão?

    Até!

    Marcelo

  5. Olá!

    Destaco o excerto de um outra notícia que, ao meu ver, vale a pena a reflexão sobre o quanto de recursos econômicos (dinheiro) o cidadão brasileiro deveria colocar sob a tutela dos políticos e como isso acaba incentivando a corrupção. Excerto:

    Para Gurgel, não há dúvidas de que os três petistas, junto com ex-secretário-geral do partido Sílvio Pereira, “estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais, e de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira.”

    Acho que seria interessante refletir sobre isso, sobretudo o pessoal aí que defende a existência de um BNDES dinossáurico e empresas estatais. Afinal de contas, são exatamente de órgãos como esses da onde vem o dinheiro que flui pelas tubulações da corrupção brasileira.

    Até!

    Marcelo

  6. Chesterton said

    Eu sempre tive 3 principais diferenças com o Pax
    1. aquecimento global
    2. Lulo-petismo
    3. Reinaldão

    como Pax perdeu (mudou de idéia_ 1 e 2, e a terceira ele não admite nem morto, declaro vitória (rs)

  7. Pax said

    Por mim que o STF faça justiça até o final.

    Caro Chesterton, não mudei de ideia com relação ao aquecimento global. Acho que se continuarmos a usar o planeta da forma que estamos usando a inequação trará rapidamente um triste futuro.

    Lulo-petismo: bem, confesso que a questão da corrupção me decepcionou um bocado. Mas nem assim mudei meu ideário social democrata. Nunca fui petista, lembre-se disto.

    Já quanto ao teu titio, esse então reafirmo: faz bem somente ao bolso espertalhão dele. Hoje a meia dúzia que o acompanha com fanatismo é de menos de 6, se é que dá pra entender. Que bem isto faz ao país? Não seria melhor um porta-voz da oposição (na verdade um Serrista mascarado) melhor? Creio que sim.

    Caro Marcelo Augusto,

    Acho muito bom o apontamento de todo risco institucional que os mensalões causam. Tomara que este julgamento do STF não vire pizza e realmente expurgue todos os indiciados que se provarem culpados. Todos. Mas não nos esqueçamos dos outros, não vamos, por conta do mensalão do PT estar em pauta, esquecer do do PSDB, do DEM, do PR etc. Nada justifica o do PT, muito menos sua magnitude, mas este não alivia os outros. Todos, na minha percepção, mostram claramente que a chaga da corrupção é que destroi este país, ou o futuro que teríamos.

  8. Chesterton said

    ..e as denuncias dele vão se confirmando, uma a uma….

  9. Olá!

    Pax, muito bem lembrado os outros esquemas de corrupção dos demais partidos. No entanto, considero salutar que façamos a diferença que há entre eles para verificar qual se enquadra no mesmo aspecto de deterioração institucional que o Mensalão gerou.

    O caso do Azeredo me parece se assemelha mais a um esquema de caixa dois do que realmente um golpe institucional na mesma escala e alcance que foi o Mensalão. Quantos deputados estaduais o Azeredo comprou com esse dinheiro para que ele aprovasse os seus projetos quando era governador de Minas Gerais? Quantos deputados federais e senadores o Azeredo comprou com esse dinheiro? Se não houve compra de políticos, então, a comparação com o Mensalão fica um tanto distante, mas isso não quer dizer que seja menos grave e todos os envolvidos devem ser punidos com o máximo rigor.

    No caso do Arruda no DF, eu sei que houve corrupção e toda aquela loucura de enfiar o dinheiro na cueca, na calcinha, no sutiã, dentro da camisa e etc. Isso é inegável. Houve corrupção, sim! Todos os envolvidos devem ser punidos com o máximo rigor. A questão que levanto é a mesma: Quantos deputados estaduais o Arruda comprou com o dinheiro envolvido nesse caso de corrupção no sentido de aprovar os projetos dele? Se houve esse tipo de compra, então, a comparação com o Mensalão é mais cabível. Novamente, o caso do Arruda é extremamente sério e deve ser punido com o máximo rigor, porém é necessário verificar os fatos para ver se a comparação com o Mensalão é adequada.

    Pax, o Mensalão foi um quase-golpe de Estado. Quando um dos poderes da república (o Executivo) compra com dinheiro público (arrecadado via impostos) um outro poder (o Legislativo), um dos pilares do regime republicano, a separação entre os poderes, é mandado pelos ares e isso coloca em risco a própria ordem democrática instituída legalmente em nosso país. Esse tipo de coisa joga na lata de lixo a razão de ser de uma democracia liberal/moderna.

    Veja, Pax, estou fazendo a defesa de um princípio e não a defesa de um partido. Considero extremamente adequado e sensato analisar as situações para colocá-las em seus respectivos devidos lugares. Se isso não for feito, as pessoas acabam trivializando determinados termos (vide, por exemplo, o uso que a esquerda faz da palavra “genocídio” no conflito entre palestinos e israelenses) e acabam dando significados às palavras que realmente não são seus.

    Até!

    Marcelo

  10. Pax said

    Caro Marcelo,

    Desculpe-me a discordância. Você insiste, e não é de hoje, que o caso do Eduardo Azeredo é uma “corrupção menor”. Um caixadoiszinho.

    Só que ele se elegeu com esse caixadoiszinho. Assumiu o poder, segundo os fortes indícios e julgamentos, desviando verba pública, verba de publicidade do estado de MG.

    Você quer dar uma magnitude ao mensalão do PT tem, sim. Claro que tem. Tudo indica, segundo “os autos” que um poder quis comprar outro etc etc. Não estou discordando de você nesta colocação. Só que o golpe de conquistar o poder com dinheiro público em MG não difere em essência.

    No DF também não difere, na essência qualquer desvio de dinheiro público para conquista do poder tem como base a mesma canalhice. E ela é generalizada.

    Querer diferenciar a corrupção de um ou de outro me parece com querer dizer que uma mulher é “mais grávida” que outra.

    Veja o post de hoje, a descoberta, ao menos para mim, que o Valdemar da Costa Neto é cria de quem? Pois é. E este Valdemar está para o PR assim como Arruda e Efraim estão para o DEM.

    Tudo farinha do mesmo saco.

  11. Olá!

    Pax,

    “Desculpe-me a discordância. Você insiste, e não é de hoje, que o caso do Eduardo Azeredo é uma ‘corrupção menor’. Um caixadoiszinho.

    Só que ele se elegeu com esse caixadoiszinho. Assumiu o poder, segundo os fortes indícios e julgamentos, desviando verba pública, verba de publicidade do estado de MG.

    Você quer dar uma magnitude ao mensalão do PT tem, sim. Claro que tem. Tudo indica, segundo “os autos” que um poder quis comprar outro etc etc. Não estou discordando de você nesta colocação. Só que o golpe de conquistar o poder com dinheiro público em MG não difere em essência.”

    Ao meu ver, o caso do Azeredo se assemelha mais a um esquema de Caixa 2 do que realmente ao Mensalão.

    Eu não afirmei que o caso do Azeredo representa uma corrupção menor. É corrupção, sim. O detalhe é que tal caso tem um significado institucional diferente do que o Mensalão representou. Aliás, o próprio Procurador Geral da República observou isso.

    Pax, talvez você tenha compreendido o caso do Azeredo e o caso do Mensalão de uma maneira que eu não pude captar e por isso lhe pergunto: Por quê, na sua opinião, os respectivos significados institucionais do Mensalão e do caso do Azeredo não diferem em essência?

    Até!

    Marcelo

  12. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Em ambos os casos não houve desvio de dinheiro público? Tudo indica que sim, foram verbas para publicidade dos governos que caíram nas contas das empresas do Marcos Valério e sócios e foram engordar campanhas e bolsos de políticos.

    A essência é a mesma, desvio de dinheiro público.

    Os fins também não diferem muito: poder político.

  13. Olá!

    Pelo o que você acabou de afirmar, Pax, o dinheiro público obtido pelo Azeredo, via o esquema de corrupção dele, teve como finalidade o financiamento de campanhas eleitorais e os bolsos do grupo político ao qual ele pertence.

    Pela sua própria afirmação, nesse caso não houve a compra de políticos de um dos poderes da república (o Legislativo) por políticos de um outro poder da república (o Executivo) com o objetivo de fazer com que o poder Legislativo votasse de acordo com as diretrizes do poder Executivo (como foi no Mensalão), mandando pelos ares um dos princípios fundamentais de um regime republicano democraticamente estabelecido, isto é, a separação entre os poderes. Isto foi reconhecido pelo próprio Procurador Geral da República.

    Logicamente que isso não reduz em nada a gravidade do que o Azeredo fez e a punição deve ser com o máximo rigor possível.

    Até!

    Marcelo

  14. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    A manipulação do Legislativo através de distribuição do dinheiro público não nasce no Mensalão do PT.

    O PT conseguiu, isso sim, fazer uma trapalhada à além do que já vinha acontecendo.

    Você me questionou sobre a essência do problema e eu coloquei que ela é o desvio de verbas públicas.

    E o Azeredo, hoje, é um protegido do PSDB. Assim como os mensaleiros são protegidos do PT.

  15. Chesterton said

    vamos dizer que o PT inaugurou o atacado?

  16. Chesterton said

    E De Repente a Imprensa Internacional Enxerga o Brasil Como Ele É
    Nada como um dia após o outro. Já documentamos que o Financial Times mudou radicalmente de opinião sobre o Brasil. Nos tempos de Lula o Brasil era o melhor país do mundo e Lula o melhor governante. Hoje acham que o país vai quebrar e voltar a ser a merda que sempre foi. O mesmo fenômeno está acontecendo com o jornal espanhol El País, que também babou o ovo de Lula durante seu governo e fez do batráquio boquirroto bandido um herói internacional. Mas o wishful thinking da esquerda não resiste a realidade. A ficha caiu. Hoje o El País vê o Brasil que Lula legou como ele é: Um oceano interminável de corrupção e falta de vergonha no meio dos cornos.
    El hecho de que en solo seis meses de gobierno la presidenta Dilma Rousseff haya visto dimitir a dos de sus principales ministros, heredados del gobierno de su antecesor, Lula da Silva (el de la Casa Civil o Presidencia, Antonio Palocci, una especie de primer ministro, y el de Transportes, Alfredo Nascimento) caídos bajo los escombros de la corrupción política, ha hecho preguntarse a los sociólogos por qué en este país, donde la impunidad a los políticos corruptos ha llegado a hacer extensiva la idea de que “todos son unos ladrones” y que “nadie va a la cárcel”, no exista el fenómeno, hoy en voga en todo el mundo, del movimiento de los indignados.
    POSTED BY SELVA BRASILI

  17. Chesterton said

    QUANDO PIADA
    SE TORNA CRIME

    Leio na Folha de São Paulo que uma propaganda da rede de lanchonetes Habib’s para promover seu bolinho de bacalhau não foi bem recebida pela comunidade portuguesa, que acionou órgãos de defesa do consumidor.

    A campanha diz que o preço do produto é uma piada e faz brincadeiras jocosas -“Como se chama um homem inteligente em Portugal? Turista”. Uma das piadas no papel das bandejas é: “Qual é o único português que serve para alguma coisa? O Manuel de instruções”. O Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo diz que recebeu ao menos dez denúncias. “Trata-se de discriminação contra o consumidor”, diz seu presidente, José Geraldo Tardin. A portuguesa Maria Teresa Ferreira Nunes, há 29 anos no Brasil, diz que se sentiu humilhada e constrangida. “Não tinha nada de propaganda, era só piada de português.”

    Ou seja, não se pode mais contar piadas de português. Ora, piada, de modo geral, sempre fazemos sobre o habitante do país vizinho. E de país que tem algum prestígio. País sem prestígio não vale. Não ouvimos piadas sobre paraguaios ou uruguaios no Brasil. As piadas sempre se referem aos argentinos, e não são nada gentis. Portugal pode estar geograficamente distante, mas está historicamente perto. Perfeitamente normal que entre nós existam piadas sobre portugueses. Da mesma forma, na França há muitas piadas sobre belgas. Os belgas são os portugueses dos franceses. E há muitas piadas de alemães sobre franceses. E de franceses sobre alemães. Os suecos fazem piadas em cima dos daneses. E os daneses fazem piadas de sueco de volta. Humor faz parte da vida.

    Com a emergência do tal de politicamente correto, fazer piada virou crime. Hoje, se você faz piada de negro, está arriscando prisão por racismo. E sem fiança. Mais um pouco, e será proibido fazer piada de judeu. Brasileiros, passamos a vida inteira fazendo piada de portugueses. E vice-versa. Nunca ninguém se ofendeu com isso. Agora, de repente, surgiram pessoas que se ofendem.

    Ora, piada é piada. Quando faço piada de judeus, negros ou portugueses, não estou chamando ninguém de canalha ou coisa parecida. Estou fazendo humor, amigavelmente, com judeus, negros ou portugueses. Da mesma forma, não me incomodo se alguém fizer humor a meu respeito, seja pela condição de branco, brasileiro ou gaúcho. Só o que faltava, não podermos rir de nossos semelhantes. Só o que faltava proibir alguém de rir de mim.

    Este episódio, contei há onze anos. Como ninguém deve lembrar mais, conto de novo. Almoçávamos em três, em um restaurante de Perdizes. Este gaúcho que vos escreve, mais dois amigos jornalistas, um judeu e outro negro. Como seria de esperar-se neste tipo de encontro, logo surgiram as piadas. Contei as que lembrava de gaúchos, de judeus e quando comecei as de negro, o afrodescendentão a meu lado protestou:

    – Vamos fazer uma coisa. Gaúcho conta piada de gaúcho, judeu de judeu e negro de negro.

    Ali estava, a meu lado, o racista atroz. Contaminado pelo fanatismo dos movimentos negros americanos, ele pretendia regulamentar conversas em mesa de bar. Contar piadas de negro era politicamente incorreto, a menos que um negro as constasse.

    Ora, faz parte do humor – e particularmente do humor negro, sem trocadilhos – rir das desgraças alheias. Em boa parte das piadas, sempre há uma vítima. A vítima, de modo geral, é quem está por baixo. Antes ser rico e ter saúde, que ser pobre e doente. Difícil fazer piada com quem está por cima.

    Ocorreu-me então uma piadinha que, espero, ainda não seja proibido contar. Três pessoas perambulavam perdidas no deserto, um judeu, um negro e um alemão. De repente, o alemão tropeça numa lâmpada. Pega, esfrega e dela salta um gênio, que se propõe a satisfazer três desejos, um de cada um dos três. Pergunta ao judeu o que ele quer.

    – Bom, eu gostaria que você varresse da face da terra a raça negra.

    – Muito bem – diz o gênio – E você? – pergunta ao negro.

    – Quero que você extermine a raça infame dos judeus.

    O gênio dirige-se ao alemão. O alemão pondera:

    – Você vai mesmo atender os pedidos desses dois?

    – Claro. Prometi, vou cumprir.

    – Bom, então acho que vou pedir um cafezinho – respondeu o Fritz.

    Dentro dos critérios de meu amigo negro, a quem caberia contar esta piada? Fui curto e rasteiro com ele. E tu vai pra puta que te pariu. Eu conto piada de gaúcho, de negro e de judeu e sobre quem me aprouver, e jamais vou proibir-me de contar piadas, seja sobre quem for.

    Neste sentido, meus aplausos aos gaúchos do Rio Grande do Sul – e ainda existem alguns no Rio Grande do Sul – que cultivam o salutar hábito de rir de si próprios. As piadas em torno a gaúchos nascem no Rio Grande do Sul mesmo e foram editadas em vários volumes por uma editora de Porto Alegre. Suponho, inclusive, que boa parte das piadas sobre Pelotas sejam de lavra dos próprios pelotenses.

    Rir de si próprio é uma virtude. E se me permito rir de mim mesmo, por que não riria de meus semelhantes? Paira no ar, hoje, uma tendência totalitária e perversa, a de proibir o humor.

    – Enviado por Janer

  18. Olá!

    Pax,

    “A manipulação do Legislativo através de distribuição do dinheiro público não nasce no Mensalão do PT.”

    Você está coberto de razão. Não discordo de uma só palavra do que você escreveu.

    Porém, me diga uma coisa: Qual foi o outro esquema de compra de votos no Congresso que obteve a mesma extensão de provas, denúncias e investigações pelas instituições legalmente estabelecidas (como a PGR e a PF) como aquela que houve no Mensalão?

    “Você me questionou sobre a essência do problema e eu coloquei que ela é o desvio de verbas públicas.”

    O desvio de verbas públicas é o fato, é a coisa que ocorre. Agora, qual é o significado institucional desse fato? É esse ponto que você parece não entender.

    Até!

    Marcelo

  19. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Estamos patinando nesta discussão. Vamos lá:

    1 – Não discordo que o Mensalão do PT é um absurdo de magnitude impressionante e que representa (representou?) uma ameaça à Democracia brasileira, com um poder comprando outro tão descaradamente.

    2 – O que não concordo é achar que esta prática é originada neste episódio. Neste ponto parece que você concorda comigo, haja vista teu comentário acima.

    3 – Concordo que não houve nenhum escândalo anterior que tenha tido tamanha repercussão. O que se houve falar, sem que tenha, de novo, tido um escândalo à altura, foi a compra de votos para estabelecimento de um segundo mandato presidencial, à época do FHC. Ali, segundo indícios consistentes, a coisa já andava torta, muito torta. Basta lembrar quem era o Sarney do FHC, o não saudoso ACM. Basta lembrar também da forte atuação do Arruda no Senado etc etc.

    4 – Apesar das instituições primárias brasileiras (executivo, legislativo e judiciário) estarem aparentemente estabelecidas, não é de hoje que sabemos que há corrupção em demasia em todas estas esferas, em todos os níveis, sejam federal, estaduais e municipais.

    5 – Não é de hoje que este blog afirma que a falta de foco em Educação e os enormes problemas de corrupção são as maiores ameaças ao nosso futuro.

    Olhando com viseira otimista, nossa Democracia dá passos à frente, aos poucos, sofridos e com custo elevadíssimo. O próprio fato destes escândalos estarem nas pautas dos veículos de comunicação já é um sintoma desta afirmação. Sou de um tempo que só saía nos jornais o que os censores permitiam e você, talvez, nem tenha noção do que é viver numa situação destas. Vários jornalistas morreram por dizer verdades inconvenientes. Herzog, Rubes Paiva são apenas dois exemplos de uma lista.

    Olhando com viseira pessimista, é duro perceber que nossas instituições estão tão poluídas que nem mesmo conseguimos ver algumas luz no fim deste túnel. Mas Democracia é custosa mesmo. Os países onde gostamos de procurar exemplos, meio século atrás, passavam por problemas muito semelhantes.

    O que importa é dar um rumo, pois achar que veremos a solução só nos causa gastrites. Não veremos. Alguma coisa estará melhor daqui uns 40 ou 50 anos. Isso se, de novo, conseguirmos apontar para um fortalecimento das nossas instituições.

    Eu confesso que torço para que este processo de julgamento do mensalão do PT vá ao extremo e puna exemplarmente os envolvidos. Digo ainda mais, acho que muita gente do PT pensa parecido.

    Idem ibidem para os escândalos de todos outros partidos.

  20. Chesterton said

    O Elias sumiu, deve estar reunido com seus chefetes locais tramando a nova picaretagem que nos assolará…..eita partidinho fascistóide du caraio

  21. Olá!

    Pax,

    “3 – Concordo que não houve nenhum escândalo anterior que tenha tido tamanha repercussão. O que se houve falar, sem que tenha, de novo, tido um escândalo à altura, foi a compra de votos para estabelecimento de um segundo mandato presidencial, à época do FHC. Ali, segundo indícios consistentes [. . .].”

    Concordo com praticamente todo esse parágrafo. Faço apenas uma observação.

    Até onde se sabe, no caso da emenda da reeleição, não houve a obtenção de provas na mesma escala de magnitude em que houve no Mensalão. Caso tivesse ocorrido tal obtenção, então, o caso da emenda da reeleição poderia ser considerado tão ou mais grave do que o Mensalão. Porém, como essa obtenção de provas não aconteceu, não se pode fazer, por enquanto, tal afirmação.

    Em uma ordem social legalmente estabelecida, com instituições democráticas e leis, o processo legal deve imperar.

    Até!

    Marcelo

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