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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Relação umbilical de Valdemar da Costa Neto e Aécio Neves

Posted by Pax em 10/07/2011

Que Valdemar da Costa Neto, o homem forte do PR, tem “desenvoltura” política não há dúvidas. O mensalão do PT que o diga e o Ministério dos Transportes que o confirme.

O que o Estadão divulgou é que Valdemar da Costa Neto é cria de Aécio Neves, que este blog desconhecia.

Quem quiser saber um pouco mais sobre o modus operandi de Valdemar, que navegue pelas empresas do Porto de Santos, segundo fontes exclusivas do blog.

Valdemar, o deputado que sabe demais
Da costura para a chapa Lula-Alencar ao poder nos Transportes, uma atuação polivalente

Fernando Gallo / SÃO PAULO – O Estado de S.Paulo
Valdemar Costa Neto sabe de muita coisa e comanda 65 deputados e 6 senadores no Congresso. Valdemar Costa Neto é o número 1 do PR, partido envolvido em acusações de pagamento de propina no Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit).

O ministro Alfredo Nascimento caiu, mas os Transportes continuarão nas mãos do PR. Porque Valdemar Costa Neto, o Boy, sabe de muita coisa e comanda 6 senadores e 65 deputados – os 41 eleitos pelo PR mais 24 de um bloco de partidos nanicos.

Boy foi apelido que Valdemar ganhou na infância, dado pelo pai, Waldemar Costa Filho, quatro vezes prefeito de Mogi das Cruzes, cidade da Grande São Paulo com pouco menos de 400 mil habitantes. “Boy” era pra ser algo como “Júnior”, mas calhou com o estilo de vida de Valdemar Costa Neto na juventude e nunca mais saiu da boca dos mogianos.

Foi na juventude que conheceu o hoje senador Aécio Neves por meio de um amigo mineiro comum que morava em Mogi. Tornaram-se companheiros de jornada. No governo José Sarney, Aécio alocaria Boy em uma diretoria do Porto de Santos. Era uma das cotas que couberam ao mineiro no latifúndio chamado governo federal caído no colo de Sarney quando da morte do avô de Aécio, Tancredo Neves.

Era o primeiro cargo público que Valdemar ocupava fora de Mogi – ficaria no posto de 1985 a 1990. Antes disso, Boy presidira, na segunda gestão de seu pai na prefeitura de sua cidade, uma autarquia chamada Companhia de Desenvolvimento de Mogi, então criada para comandar a construção da Rodovia Mogi-Bertioga. A estrada foi feita em parceria com o governo do Estado na gestão Laudo Natel, e depois na de Paulo Maluf, de quem Waldemar pai era amigo e de quem viria a ser secretário. (continua no Estadão…)

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11 Respostas to “Relação umbilical de Valdemar da Costa Neto e Aécio Neves”

  1. Anrafel said

    Valdemar Costa Neto, se colocado frente a frente com Cesare Lombroso, este não hesitaria: “Tá na cara que é ladrão!”

  2. Pax said

    http://blogs.estadao.com.br/tutty/bravura-de-poodles/

  3. Pax said

    Barbaridade

    do João Bosco Rabelo
    http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/transportes-dava-a-waldemar-comando-paralelo-na-base/

  4. vilarnovo said

    “Na verdade, o governo identificou um sistema similar ao mensalão, com parlamentares trocando submissão por vantagens.”

    hahahahaha

    Faz-me rir!!!

  5. Pax said

    Villas-Bôas Corrêa disse, certa feita, que Michel Temer, atual vice-presidente, ex-presidente da Câmara, ex-presidente do PMDB (de fato parece ainda ser) é um adulador do baixo-clero do Congresso.

    Seja lá o que isso quer dizer. Desconfiamos, claro, do siginificado.

    A notícia no Correio Brasiliense, abaixo, relatando que Temer está na função de acalmar o PR, incluindo aqui um pedido de reavaliação da demissão de Pagot, parece confirmar a visão de Villas-Bôas.

    Temer também pressiona para que exoneração de Pagot seja reconsiderada
    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2011/07/14/interna_politica,261157/temer-tambem-pressiona-para-que-exoneracao-de-pagot-seja-reconsiderada.shtml

  6. Pax said

    Pois bem, complementando, da Folha para assinantes
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1507201102.htm

    “Boy” de Pagot representa ministério e tem gabinete

    Apesar de não ter cargo, aliado de Valdemar recebe políticos nos Transportes

    Em depoimento, diretor afastado do Dnit tentou minimizar importância de “assessor”, que já viajou até com ministro

    JOSÉ ERNESTO CREDENDIO
    ANDREZA MATAIS
    MARIA CLARA CABRAL
    DE BRASÍLIA

    Na definição do diretor afastado do Dnit, Luiz Antonio Pagot, ele é apenas um “boy”, um “estafeta” (mensageiro). Na prática, porém, Frederico Augusto de Oliveira Dias atua como assessor da diretoria-geral em reuniões com prefeitos e autoridades, apesar de nunca ter sido nomeado pelo governo.
    Fred, como é conhecido, tem sala própria e e-mail oficial do órgão, é filiado ao PR e foi indicado para o “cargo” pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).
    Ao menos uma vez, integrou comitiva do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos. Foi em novembro de 2010. Passos chefiava o ministério interinamente e foi a Salvador discutir obras do Dnit no Estado.
    Fred participou de encontro com a chefe da Casa Civil da Bahia, Eva Chiavon, e posou para fotos na mesa de reuniões. Ele não é concursado e não ocupa função comissionada (cargo preenchido por indicação política). Até a conclusão desta edição, o Ministério dos Transportes e o Dnit não informaram quem paga o salário do “boy”. A pasta disse apenas que ele está “afastado”.
    A existência do gabinete de Fred foi revelada pelo jornal “Correio Braziliense”, que também mostrou que servidores do órgão recebem por empresas terceirizadas.

    AGENDA OFICIAL
    Como “representante” ou “assessor do diretor-geral”, Fred cumpre extensa agenda em prefeituras e governos estaduais desde 2008.
    Em janeiro deste ano, recebeu o superintendente do Dnit em Mato Grosso, Nilton de Brito, para uma reunião oficial em Brasília. Discutiram suspeitas de superfaturamento em obras.
    Fred também participa de encontros ao lado do padrinho Valdemar Costa Neto no interior de São Paulo, quando confirmam a liberação de recursos do Dnit.
    Fred teve agenda com prefeitos de Ribeirão Preto, Araraquara, Barretos, Mogi das Cruzes, Votuporanga e Vinhedo, entre outros. Várias prefeituras registraram em seus sites encontros dos prefeitos com o “assessor da diretoria-geral do Dnit Frederico Dias”. Câmaras de Vereadores chegaram a presenteá-lo com títulos de cidadão honorário das cidades.
    Ele também representou o governo na celebração de convênio de R$ 24,8 milhões com Mogi das Cruzes, reduto eleitoral de Valdemar.
    Em depoimento no Congresso sobre denúncias de corrupção no órgão que dirige, Luiz Antonio Pagot tentou minimizar a atuação de Fred: “Não vou dizer que é um pobre coitado. Não é funcionário de carreira, não tem poder de decisão nenhuma. Se pudesse comparar, diria que é um estafeta, um boy”.
    “Ele [Fred] é responsável por colher assinaturas para contratos e convênios. Muitas vezes o prefeito está aqui e vai à sala dele assinar o contrato. Ele não tem responsabilidade sobre nada.” O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) se irritou com a versão de Pagot.
    “Se é isso, ele mentiu para a comissão e terá que responder. É crime previsto no Código Penal dar uma função a uma pessoa que não pode responder por seus atos.”

    Colaborou BRENO COSTA, de Brasília

  7. Pax said

    Mais… agora no Correio Braziliense, via Clipping do Min do Planej

    “Pedágio” indecoroso
    Correio Braziliense – 15/07/2011

    O Ministério dos Transportes está no centro do furacão devido a seguidas denúncias de irregularidades por superfaturamento de obras e desvio de recursos. A mais recente, um aumento de R$ 11,9 bilhões para R$ 16,4 bilhões do dinheiro destinado para projetos com ferrovias, tocada pela Valec, órgão que o PR não quer mais administrar. Esse crescimento foi apontado pela presidente Dilma Rousseff como “abusivo”. A Valec era comandada por José Francisco das Neves, o Juquinha, ligado ao líder do PR, o deputado Valdemar Costa Neto (SP).

    Em 2009, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a dizer numa reunião ministerial que pretendia homenagear Juquinha com a maior honraria da República pelo trabalho que vinha tocando na Valec, sobretudo na questão da Ferrovia Norte-Sul.

    O superfaturamento de obras na Valec e no Dnit teria como objetivo reverter parte da verba pública para os cofres do PR. O esquema teria como personagens, além de Juquinha, Mauro Barbosa, chefe de gabinete do ministro; Luís Tito Bonvini, assessor do ministério; e Luís Antônio Pagot, diretor-geral do Dnit afastado desde o início da crise.

    O pedágio político pago por empresários e consultorias de engenharia seria de até 5% sobre o valor das obras do governo federal. Valdemar Costa Neto é apontado por vários integrantes de construtoras como o responsável por filtrar as empresas que poderiam assinar contratos com o Ministério dos Transportes.

  8. Pax said

    Essa é boa, e o caro Elias nos poupou do probleminha do senador Mario Couto do PSDB do Pará

    Pagot cai e Mário Couto estranhamente some – Congresso em Foco
    http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/pagot-cai-e-mario-couto-estranhamente-some/

    O senador paraense sempre foi o mais ferrenho adversário do diretor do Dnit. Por que ele desapareceu e não faturou a queda da cúpula dos Transportes? Entenda abaixo a razão

  9. Anrafel said

    Esse é daqueles casos em que numa chuva de graves acusações mútuas, todos têm razão.

  10. Pax said

    É, sim, Anrafel.

    Todo mundo com rabo preso.

  11. Chesterton said

    se a população se dá conta, clama por um ditador….

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