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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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PR precursor do PP e PDT na porta de saída?

Posted by Pax em 21/07/2011

O PR avisa que pode mudar de lado por ter perdido seu feudo político no Ministério dos Transportes. Auxiliares de Dilma avisam que a faxina não terminou e os próximos cômodos serão os ministérios do Trabalho e das Cidades, sesmarias do PDT e do PP respectivamente.

Alguns afirmam que o mensalão do PT surgiu porque o primeiro governo Lula não queria o apoio do PMDB e tentou montar a base através da aquisição de pequenos partidos de prateleira.

No segundo governo Lula não só o PMDB se instalou no governo como vários dos partidos de prateleira foram incorporados.

O modelo é este. Até aí nada demais não fosse a absoluta degeneração que levou toda a turma a abandonar os projetos públicos em prol dos projetos de poder e fortuna pessoal.

Era o mesmo antes da era Lula. O problema é que o custo da corrupção se tornou tão inaceitável que alguma alteração se faz necessária.

Dilma terá força para tanto?

Hoje a presidente sofre ataques até mesmo de parte do próprio PT. De outro lado há uma boa fatia da sociedade civil que aplaude seus movimentos de limpeza independente de apoiar seu governo, num interessante movimento onde o amálgama é o desejo de mitigar a roubalheira dos cofres públicos.

Somente a sociedade sustentará Dilma, mas a presidente terá que ter firmeza de convicção neste processo para não perder credibilidade.

A sorte está lançada.

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36 Respostas to “PR precursor do PP e PDT na porta de saída?”

  1. mona said

    Não resisto, meu apreciado Pax. Tenho que postar o que o Tio Rei fala acerca do assunto. Lá vai…

    O crime como uma categoria política

    Os petistas dizem se preocupar tanto com a desigualdade social não por humanismo ou por senso de justiça, mas porque ela oferece um excelente pretexto para o estado autoritário e confere certo sentido moral às ilegalidades praticadas para a construção da hegemonia partidária. As misérias humanas — e a conseqüente necessidade de criar o novo homem — são o fundamento dos dois grandes totalitarismos do século passado: fascismo e comunismo. Ambos têm mais em comum do que gostam de admitir fascistas e comunistas.

    Não existe regime de força que não tenha se instalado prometendo promover o bem comum. Aliás, as tiranias precisam esvaziar os indivíduos de todas as suas verdades e necessidades “egoístas” em nome da coletividade, que será representada por um partido ou por um condutor das massas — em certos casos, por ambos.

    Todos nos fartamos do discurso de Luiz Inácio Apedeuta da Silva, que se apresentou como o “pai” do povo, saindo, como anunciava a propaganda eleitoral petista, para deixar em seu lugar a “mãe de todos os brasileiros”. Ditadores e candidatos a tiranos gostam da idéia de que são chefes de uma grande família, da qual esperam uma ativa e entusiasmada obediência. Afinal, “eles” sabem o que é melhor para “nós”, mergulhados que estamos em nosso egoísmo, comprometidos com uma visão parcial de mundo, sem entender, muitas vezes, as decisões que são tomadas para nos salvar… Quem de nós nunca discordou, afinal, a seu tempo, de uma decisão do pai ou da mãe? Impossível, no entanto, supor que agissem para nos prejudicar. Tampouco imaginávamos tomar para nós o lugar da autoridade. Pais e filhos não são — e nem devem ser — uma comunidade democrática, certo?

    O PT se consolidou com a fantasia de que um partido — e, dentro desse partido, um homem, o pai — seria o porta-voz dos excluídos, que, afinal, estariam reivindicando a sua cidadania. De modo emblemático, Lula passou várias antevésperas de Natal em companhia dos catadores de papelão, tornados “cidadãos-recicladores”. Estava anunciando, diante de uma imprensa freqüentemente basbaque, que excluídos também são cidadãos, ainda que dentro de sua exclusão. Um líder e um partido, ungidos pela necessidade de “mudar o Brasil”, podem atropelar leis, moralidade, costumes, valores, tudo… Estão imbuídos de uma missão.

    Apurem bem os ouvidos. Ouve-se já certo sussurro. Talvez se torne um alarido. Mas o que é isso? O que será que será que andam suspirando pelas alcovas e sussurrando em versos e trovas? O que será, que será que andam combinando no breu das tocas, que andam acendendo velas nos becos e já estão falando alto pelos botecos? O que será, que será que não tem conserto nem nunca terá? O que não tem tamanho… Cito este plágio que Chico Buarque fez de Cecília Meireles (Romanceiro da Inconfidência) para emprestar, assim, certa grandeza poético-dramática a mais uma conspiração dos petistas contra a moralidade, o dinheiro público, a decência e tudo o mais que vocês julgarem adequado a homens de bem.

    Lula já fez saber ao mercado político que ele não concorda com a “execução sumária” dos patriotas do PR. E fez chegar a sua avaliação na forma de uma “preocupação”. Estaria temendo o isolamento de Dilma Rousseff. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, afirmou ontem que vai avaliar se há motivos suficientes para a Polícia Federal abrir um inquérito para apurar as sem-vergonhices no Ministério dos Transportes. Já foram demitidas 16 pessoas da cúpula da pasta e do Dnit, mas ele está cheio de dúvidas. Tarso Genro (PT), atual governador do Rio Grande do Sul e chefe da Polícia Federal (era ministro da Justiça) quando se deu boa parte da bandalheira, saiu ontem em defesa de seu amigo Hideraldo Caron, um dos chefões do Dnit, mantido até agora no cargo. Ele é petista. Tarso deixou claro: se o homem fez algo de errado, não foi em benefício pessoal.

    É a primeira vez que se ouve voz assim no PT? Claro que não! Nem é necessário remontar ao mensalão. Durante a crise que colheu Antonio Palocci, Gleisi Hoffmann, hoje sua sucessora, mas senadora à época (PT-PR), deixou claro que não conseguia defender o então ministro por uma razão simples: ele tinha agido apenas em defesa do próprio interesse. Ou seja: no caso do mensalão ou dos saloprados, crimes foram cometidos em benefício do… partido! Nesse caso, tudo bem…

    Setores do PT estão pedindo, em suma, que tudo fique como está. Seu esforço em favor da impunidade, no entanto, teria, sim, uma raiz ética, entendem? Insistir na investigação pode prejudicar o partido, a convivência com os aliados, a agenda que o governo tem pela frente, incluindo, obviamente, os pacotes sociais destinados a combater a miséria. Tarso chegou a indagar por que essas notícias só apareceram agora… Conhecedor da arte de desestabilizar governos (como experimentou Yeda Crusius), ele conspira em favor da impunidade ao sugerir que há uma conspiração contra os patriotas do Ministério dos Transportes…

    Foi-se o tempo “esse-dinheiro-não-é-meu”, de Paulo Maluf! Mesmo para ele, o errado era “errado” e, por isso, negava tudo. Não há nada a favor desse emblemático político a não ser uma coisinha: nunca tentou chamar crimes de virtudes — negando, claro!, que os tivesse cometido. Com o petismo, é diferente: o roubo e a lambança em nome da causa têm um propósito superior. Fazer sacanagem para enriquecer é reprovável; para construir o partido, bem, aí é não só aceitável como pode distinguir o militante com uma medalha de “Honra ao Mérito”.

    À medida que a lei é afrontada com tal vigor e que o malfeito vira um instrumento corriqueiro da ação política, os brasileiros têm expropriada a sua cidadania. Se para eles, todo excluído é cidadão, que mal há em considerar todo cidadão um excluído?

  2. Pax said

    O problema, cara e também apreciada Mona, é que o tio olha de um lado só.

    Vários de seus argumentos que tem fundamentos consideráveis se perdem com este partidarismo que ele mente não ter.

    Um exemplo fácil está neste texto acima, ao dizer que Yeda Crusius foi “desestabilizada” por (a) ou (b). Ora bolas, Yeda foi desestabilizada pela mesma imprensa – que o outro lado chama de golpista (em especial a RBS que é a Globo sulina) – que descobriu suas falcatruas para todos os lados (vide Detran-RS), vide compra da casa com, ao que tudo indica, dinheiro da campanha etc etc etc. De Yeda o blog tem uma coleção farta de notícias.

    Mas o que o tio vê? Somente uma articulação fascista e comunista, uma nova tirania que só existe do lado alheio ao seu.

    Não tinha lido este post do titio histérico (ou louco de vivo?), mas leio, sim, de vez em quando, sempre tendo que pescar o que é fato e o que é histeria. E sempre sabendo que ele é, apesar da reinterada mentira, um porta-voz oficioso de um lado que ele torce e faz campanha, velada ou não. (olhe bem, não o acuso de ser remunerado por isto!)

    Entendo ser, inclusive, diferente de um Ricardo Kotscho, por exemplo, pois este é declaradamente partidário e tem a hombridade de declarar aos quatro ventos. Coisa que falta para o Reinaldo e que, por isto, lhe imputa uma credibilidade realmente muito menor.

    O que me interessa é saber se a corrupção será mitigada. Seja por esforços de gente do PT, de gente do PSDB, da imprensa vermelha, imprensa azul, ou quem quer que seja.

    Podridão está em todos os cantos, resta mesmo é descobrir onde há alguma coisa que se salve e, no meu entender, apoiar.

    O post fala disso, desse apoio que vejo aqui e acolá para essas ações de limpeza no Ministério dos Transportes e outras coisas aqui e acolá que tem acontecido à revelia de uma parte do próprio PT.

    Este apoio está, sim, no seio da sociedade. E acredito que ela é a única força capaz de apoiar Dilma neste momento, nestas ações que ela está conduzindo mais a reboque do noticiário que por iniciativa, ao menos nestes casos do PR.

    Dilma corre o risco, sim, de perder apoio político e fazer um governo muito ruim. A oposição torce por isso. Me permito não participar desta torcida e ficar somente no mote do blog, ou seja, se a coisa andar para o lado de alguma moralidade nas contas públicas, já me dou por satisfeito e lambo os dedos.

    Do resto já perdi um bocado as esperanças. Não me tire todas.

    Agora diga-me, você também não ouviu por aí gente que está gostando dessa faxinada geral?

  3. mona said

    A conferir, também, a coluna de hoje da Dora Kramer. A questão que coloco é: interessa fazer o que é melhor para o País, ou apenas o que é melhor para o tal projeto do PT para a sociedade (rs,rs,rs), que é a roupagem que os petistas dão ao seu muito particular projeto de poder, fodendo a quem foder? Se a primeira opção for o que estiver motivando a Dilma, tornar-me-ei aliada dela, dando-lhe a força necessária para que ela consiga moralizar a porra do trato com a coisa pública que, diga-se de passagem, ela própria – como MÃE DO PAC, maior gerenta da Via Láctea, blá, blá, blá – ajudou a esculhambar. Mas, sempre acredito na capacidade infinita que o ser humano tem de se reinventar, de por a mão na consciência, de se humanizar (crédula que sou…), e de desfazer merdas homéricas que vêm fazendo ao longo da vida.

    Segue a coluna:

    A corrupção, os desvios de conduta e a impunidade grassam; não só no ministério dos Transportes nem exclusivamente no PR.

    A degeneração gradativa dos costumes políticos deturpou o conceito de coalizão e transformou a governabilidade em sinônimo de licenciosidade.

    Para o partido pilar do poder – no caso presente, o PT – o vale-tudo se justifica pela necessidade levar adiante “o projeto”. Para os aliados, é a sistemática pela qual se assegura a sustentação no Congresso.

    Um não vive sem o outro e ambos, ao longo do tempo, à medida que se aprofundam as deformações, acabam criando uma armadilha para o governo: de condutor do processo, transforma-se ao mesmo tempo em refém e avalista de malfeitorias em série.

    Com o escândalo de propinas e superfaturamento de obras no Ministério dos Transportes, a presidente Dilma Rousseff tomou atitudes interpretadas como mostra de que pretende se libertar da arapuca.

    Demitiu até agora 16 ocupantes de postos-chave naquele feudo entregue ao PR, onde foi posto um petista na diretoria de Infraestrutura Rodoviária supostamente para servir de “olheiro” do Palácio do Planalto.

    Dizem que deve sair também. Não se sabe se porque não “olhou” como deveria ou por uma questão de isonomia punitiva, a fim de satisfazer o PR.

    A questão é relevante: se a esperada demissão de Hideraldo Caron for devida à conclusão de que compactuou, a notícia é boa, sinal de uma mudança de padrão. Se for apenas para dar uma satisfação ao PR, trata-se de mera simulação temporária.

    Seja como for, a presidente Dilma Rousseff tomou um caminho – ou foi forçada a isso pelas circunstâncias – sem volta: ou dá continuidade ao desmonte da armadilha, ou logo retorna à velha rotina, deixando claro que a ideia não é dar um salto de qualidade na democracia representativa do Brasil, mas só administrar a crise da vez.

    Na primeira hipótese a presidente terá de fazer muito mais que um punhado de demissões. Terá de enfrentar a pressão forte da base aliada e até mesmo se confrontar com seu criador Luiz Inácio da Silva, a quem os partidos consorciados não demora acorrerão em busca de socorro.

    Dilma precisará fazer do rigor um método permanente no qual a mesma regra valha para todos, sem exceção dos companheiros de partido, e pelo qual haja garantias de com funcionamento dos mecanismos de controle.

    Isso requer estreita vigilância sobre a biografia dos indicados para os cargos na administração federal e constante fiscalização sobre as respectivas atuações: do ponto de vista ético e de eficácia administrativa.

    Uma tarefa que não se leva a bom termo sem o rompimento da lógica dos “feudos”. Não basta entregar determinada pasta a um partido e deixá-lo responsável pelos bônus e pelos ônus. É necessário zelar pelo bom andamento dos trabalhos.

    Tampouco se configura uma atuação em linha reta recorrer ao estratagema de esvaziar essa ou aquela pasta transferindo atribuições a ministros “de confiança”.

    Criam-se, com isso, dois tipos de distorções: o desequilíbrio funcional, como se viu com a sobrecarregada Casa Civil sob Antonio Palocci, e a divisão entre ministros probos e outros nem tanto. A rigor, confiáveis devem ser todos aqueles a quem são delegadas prerrogativas de manejar o patrimônio público.

    A dúvida agora é esta: o que pretende de fato a presidente Dilma Rousseff? Mudar o padrão de relacionamento ou dar uma maquiada na situação? Iniciar um processo de mudança nos procedimentos de modo a que a coalizão se paute pela execução de um programa de governo ou contemporizar para não pôr em risco o projeto de poder?

    Fácil não é. Requer prática, habilidade, ousadia, respeito pela política maiúscula, compreensão de que do jeito que está não dá para continuar por muito tempo e, sobretudo, firmeza e maturidade para refazer os termos do pacto da governabilidade privilegiando as cláusulas de atendimento do interesse público.

    Custaria muitas lágrimas, toneladas de suor e talvez algum sangue. Mas, se o serviço for bem feito, a sociedade saberá reconhecer e os partidos obrigados a se enquadrar a tempos de métodos menos espúrios.

  4. Pax said

    Já este artigo da Dora Kramer me parece bem mais apropriado, cara Mona.

    Concordo um bocado.

    Não sabemos se DIlma quer maquiar ou mudar o padrão. Resta esperar, pagar pra ver.

    Se for maquiavem a coisa logo estará exposta. E aí Dilma vai para o vinagre. A sociedade não é burra, a imprensa muito menos. Bem por isto que termino meu post com o “Alea Jacta Est”.

    Vejo com bons olhos o momento. Não só pelo sabor de sabão em pó e alvejante como também para determinar “que governo é este”.

    Em cima do muro é que não dá pra ficar.

    E se for para mudar o padrão vai mexer com muito ninho de marimbondos. Marimbondos de fogo.

  5. Patriarca da Paciência said

    Mona,

    o Reinaldinho Cabeção transcreve alguns versos de Chico Buarque e o acusa de ter plagiado Cecília Meireles sem mosntrar onde, como, quando ou o porquê.

    Reinaldinho Cabeção tem o incrível dom de dizer as coisas erradas.

    Mas que tem seus leitores… tem, 4%, o que é suficiente para sustentar seu pãozinho de cada dia.

  6. Patriarca da Paciência said

    Mona,
    Não resisto:

    O Mais Preparado dos Brasileiros, o futuro pres. Zezinho, continua trabalhando para o lançamento da carreira política de seu ghost-righter favorito, o Sr. Reinaldinho Cabeção.

    Como já noticiamos em outra ocasião, o jornalista macrocéfalo foi ungido como possível esquentador de banco do Presidente de Nascença para os períodos em que não estiver no lugar que é seu desde sempre (2023-2026; 2035-2038 etc.).

    A estratégia iluminada do Almirante do Tietê evita o açodamento e permite construir passo a passo a carreira eleitoral do jornalista das 50 mil razões. O Sr. Reinaldinho Cabeção submeter-se-á ao escrutínio popular já em 2012, disputando cadeira na vereança da cidade paulista de Dois Corgo.

    Para ajudar na campanha, a UDN mobilizou um de seus melhores quadros: o Pastor Carioca $ilas Malacheia, grande liderança da sua ala pluto-religiosa.

    O Pastor Carioca $ilas Malacheia, egresso que é de uma raça superior, tornou-se importante ativista na luta pelo direito de discriminar, agredir e injuriar o restante da bicharada, e trará esse know-how para a campanha do Sr. Reinaldinho Cabeção.

    O Pastor Carioca gosta de perseguir a bicharada.

    O Sr. Malacheia já começou a obrar na campanha: mobilizou seus milhares de seguidores para aumentar o tráfego do site do Sr. Reinaldinho Cabeção,

    LIDERANÇA DISCRETA: O Cachorro-Lagosta convenceu Malacheia a se envolver na campanha.
    A bonita amizade entre os dois começou na campanha eleitoral de 2010, quando o Sr. Reinaldinho Cabeção foi apresentado ao Pastor Carioca $ilas Malacheia pela Srta. Francine De L’Herbe.

    A grande musa da moralidade convocara os dois para ajudá-la na organização da campanha do pres. Zezinho pelos bons costumes e contra a viadagem. De lá para cá, só intensificou-se e tornou-se uma grande camaradagem.

    Comentário da tia Carmela

    QUADRILHA: A UDN fez uma bela festa junina para comemorar o apoio do Sr. Malacheia à candidatura de Reinaldinho Cabeção.
    O Zezinho sempre gostou de arrumar amiguinhos pro Reinaldinho Cabeção. Uma vez, quando eles já eram mocinhos, na Mooca, o Zezinho queria ser convidado para o aniversário de uma menina, mas o irmão dela, o Roberto, que era um cara fortão, não gostava dele. Aí o Zezinho mandou o Reinaldinho Cabeção ficar amigo do garoto pra pedir para o Zezinho ir à festa. Só que o feitiço virou contra o feiticeiro. Um dia, o Roberto viu o Zezinho maltratando o Reinaldinho Cabeção e não gostou. Falou para o Zezinho: “o Reinaldinho Cabeção pode ser um idiota, mas é meu amigo; ninguém faz isso com meus amigos!” E deu umas bolachas no Zezinho. No dia seguinte, o Zezinho proibiu o Reinaldinho Cabeção de andar com o Roberto e ele obedeceu, como sempre.

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    http://tiacarmela.wordpress.com/2011/07/05/reinaldinho-cabecao-tem-novo-cabo-eleitoral-ilas-malacheia/

  7. Chesterton said

    À noite, Lula deve desembarcar em Pernambuco.
    – Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu . O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno – discursou, para delírio das cerca de mil pessoas que lotavam o auditório de um hotel de Salvador, onde foi realizado o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar da Bahia 2011/2012.

    chest- isso é um animal.

    Dilma tem uma chance de deixar uma biografia histórica, mas tem que se livrar do Petismo-lulismo.

  8. Chesterton said

    Agora diga-me, você também não ouvi por aí gente que está gostando dessa faxinada geral?

    chest- hein? geral? Ou só no PR? Cadê a prisão de |Pallocci, Dirceu, Agnelo Queiroz, et caterva?

  9. Pax said

    Caro Chesterton diz

    Dilma tem uma chance de deixar uma biografia histórica, mas tem que se livrar do Petismo-lulismo.

    E eu digo: sim, tem que se livrar de muita coisa mesmo. E acho inacreditável que você seja uma das pessoas que corrobora com meu comentário.

    A esperança é a última que morre.

    =)

  10. Chesterton said

    O Elias riu-se disso. Alias, cadê o comediante?

  11. Pax said

    Não sei onde anda o caro Elias.

    Há notícia na Folha que líder do PR ameaça Dilma.
    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po2107201106.htm

    Dilma está brincando com fogo, diz líder do PR

    Deputado afirma que no próximo mês legenda vai decidir o que fazer

    Mais três funcionários deixaram ontem os Transportes; líder do PR na Câmara se queixa do ritmo de demissões

    CATIA SEABRA
    MARIA CLARA CABRAL
    DE BRASÍLIA

    O processo de demissão a “conta-gotas” nos Transportes aumentou a insatisfação do PR com o governo Dilma Rousseff. Irritada com o desgaste de sua imagem, a cúpula do PR procurou o governo e os petistas para avisar que “estão brincando com fogo”….

    Como é que é? O PR acusa o governo de prejudicar sua imagem?

    Não seria o contrário?

  12. mona said

    Pax e demais pessoas de bem que aqui se encontram (eita, pareceu coisa de sessão espírita…):
    Jamais votaria na Dilma; mas, se ela tiver a coragem de botar dedo na ferida, lancetá-la e fazer uma profunda assepsia em todo o nosso tecido político – mesmo sabendo que isso pode assinar sua sentença de morte política – apoiá-la-ei com todo o meu empenho. Porque isso significa, isso sim, a verdadeira revolução nos costumes políticos que vicejam neste País, e que o PT – tão sacanamente, da maneira mais vil possível – tratou de legitimar, sob a desculpa de uma tal de governabilidade, esquecendo-se de que a grande maioria da população dar-lhe-ia total apoio se tivesse agido de maneira honesta. Mas, volto ao ponto: será que, de fato, interessa?
    Quanto ao Tio e suas pendências e tendências, ele tem as dele, eu tenho as minhas e a isso costumo dar o nome de autonomia. Tal autonomia, aliada a uma certa capacidade de crítica, permitem-me apreciar grande parte do que ele escreve.

  13. Pax said

    Cara Mona,

    É exatamente disso que o post trata, desse possível amálgama que dá alguma chance a este movimento que vemos. E vamos ser absolutamente sinceros que faz bem para a saúde: não foi um movimento expontâneo não, tudo começou através da imprensa.

    Se eu acredito que o PT quer uma limpeza geral? Não, não acredito se tiver que considerar como PT a corrente que hoje lidera o partido e sabemos muito bem quem a forma. E é exatamente por isto que entendo que somente a sociedade civil pode sustentar a possibilidade de Dilma realmente estar entoando esta cantiga que todos querem ouvir. E este sustento tem que repercurtir, ressoar, na imprensa de forma geral. Ele foi precursora mas terá que ser mantenedora, como seu bom papel de quarto poder. Mas, de novo, todos estes poderes são menores se comparados a um movimento da sociedade civil, um aplauso geral mais que necessário.

    Caso estas condições aconteçam pode ser que a coisa ande. Caso contrário a Dilma se ferra completamente. E aí teremos mais 3,5 anos de um péssimo governo.

    Mas acho que você cobra um pouco demais ao exigir uma uma profunda assepsia em todo o nosso tecido político . Esta tarefa não é nem hercúlea, é impossível mesmo, ao menos para um presidente, um governo, até mesmo para uma geração. Democracias mais velhas que tomamos como exemplos levaram duas a três gerações para melhorar a ponto de tirar a questão da corrupção do topo dos maiores problemas nacionais. E mesmo assim volta e meia aparecem, vide o caso da Inglaterra de agora e vários outros exemplos.

    O que pode acontecer, mas não tenho tanta expectativa assim, é que este movimento ganhe força e algumas limpezas aconteçam. Serão faxinas em alguns cômodos, mesmo que incompletas. Mas a casa é grande e a sujeira é enorme, portanto teremos que ter muita paciência.

    Esta praga é maior que imaginamos, pode ter certeza.

  14. Pax said

    Falando em corrente que lidera o PT, às vezes acho que o Zé mira as horas mais inapropriadas para aparecer.

    Pois é, com Zé a coisa fica difícil pacas de engolir, no meu entender.

    deu no Noblat:

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=393743&ch=n

    A opção da oposição pelo udenismo
    Nada mais ilustrativo da total ausência de projetos, propostas e alternativas por parte da oposição do que o clima com feições udenistas que se tenta criar com o beneplácito e a estridência de setores da grande mídia.

    O momento requer um recado claro em alto e bom som a essas forças do atraso: o Brasil seguirá sua rota de desenvolvimento sustentável com crescimento econômico e distribuição de renda.

    O movimento inicial da parceria oposição-mídia se deu nos primeiros meses do governo Dilma Rousseff, quando a tentativa foi de cooptar e mudar as políticas com pressões para a administração mudar o modelo econômico.

    O objetivo era fazer Dilma abandonar o ex-presidente Lula e o PT, algo que realmente só faz sentido para quem desconhece a relação profunda entre os dois governos, os dois presidentes, o PT e os demais partidos da base aliada.

    Sem conseguir êxito, a ação passou a ser o velho recurso do denuncismo desenfreado, para tentar criar um clima de “mar de lama”. Nesse contexto, a oposição deixa de lado de debater as principais questões políticas e econômicas do país, com as quais poderia contribuir com papel importante. Aliás, são essas questões que preocupam os brasileiros.

    O país pede um debate sério e comprometido sobre como superar adequadamente a crise internacional que ainda assola a Europa e os EUA e pode trazer novas ondas negativas à economia mundial.

    O que se quer é refletir sobre as conquistas que o governo conseguiu no enfrentamento da primeira onda da crise e buscar as melhores maneiras de nos proteger e fazer valer nossos interesses nacionais.

    O problema é que fazer isso pressupõe primeiro o reconhecimento das ações positivas que o governo já tomou, como os extraordinários investimentos públicos e privados na infraestrutura do país. Em seguida, pressupõe apresentar alternativas, o que a oposição não tem.

    Resta, assim, o denuncismo, não importando se há comprovação ou não das acusações. Sem o reconhecimento de que o país está preparado hoje para investigar, fiscalizar e punir, pois possui órgãos de controle e fiscalização do Estado —que, inclusive, são a origem da maioria das denúncias.

    As instituições democráticas nunca tiveram tanta independência e autonomia como hoje —para se ter uma ideia, nos governos tucanos, o procurador-geral da República ganhou a alcunha de “engavetador-geral da República”.

    Ora, o objetivo dos que transformam de novo a questão ética e moral em principal campo de batalha não é a luta contra a corrupção, mas sim golpear o governo Dilma e o PT.

    São práticas usadas pela UDN (União Democrática Nacional), existente no país de 1945 a 1965, o mais reacionário e golpista dos partidos na história brasileira. A ação udenista consistia em adotar o denuncismo desenfreado, ainda que sem fundamento, para propagar um falso “mar de lama” e desestabilizar os governos.

    Foi assim com Getúlio Vargas, que acabou se suicidando em 1954; foi assim com as conspirações e difusão do medo do comunismo que levaram à derrubada do regime democrático em 1964 e a instalação de 20 anos de governo militar autoritário.

    Enquanto oposição e grande mídia jogarem esse jogo, não haverá espaço verdadeiro nesses canais para debatermos a reforma política, a reforma tributária, as melhorias em Educação, os avanços na Saúde, as políticas para a juventude, o equilíbrio cambial e as medidas de fortalecimento da indústria, desenvolvimento tecnológico e inovação.

    As forças que apoiam o governo Dilma precisam estar atentas a essas práticas nocivas ao ambiente político profícuo. É preciso difundir o que o governo tem feito via canais democráticos de discussão e transmissão de informações, como a blogosfera.

    A opção da oposição pelo udenismo é uma tentativa de nos empurrar uma agenda que não interessa ao país e à sociedade. Cabe a nós intensificar nossa ação política para levar adiante a agenda comprometida com a melhoria do país.

    José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

    Ou seja, segundo dá para inferir deste discurso mais inapropriado impossível, não é que existissem problemas, é a imprensa e o denuncismo que os criaram?

    Tenha dó, Zé. Vá dar consultorias por aí e nos pouco um pouco a pequena esperança.

  15. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    o texto do José Dirceu é sensato e correto.

    Quem não vê que há um denuncismo desenfreado por toda a “grande imprensa”?

    A Justiça brasileira funciona livre e independente.

    Que apontem claramente os culpados e, com provas, os processem.

    Mas esse carnaval de denúncias não contribuem em nada.

  16. mona said

    Tem tudo a ver com o que estamos discutindo. E reafirmo meu compromisso de apoiar a presidente em todas as suas ações, caso a intenção seja fazer a assepsia necessária a todo o tecido político do País, sem tergiversar com filho da puta nenhum. Você diz que é impossível. Eu digo que uma caminhada de 10 mil passos sempre começa com o primeiro.

    O paradoxo de Dilma
    (Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez. E.mail: svaia@uol.com.br)

    A ferocidade implacável com que a presidente da República Dilma Roussef se atirou à operação limpeza no ministério dos Transportes, demitindo ou provocando a demissão de 16 pessoas em menos de duas semanas, provocou um frisson nos meios políticos, desacostumados à prática de ações tão enfáticas partindo do centro do Executivo contra parceiros no usufruto do poder.

    As reações são as mais diversas. Os analistas políticos estão preocupados em tecer teorias explicando as diferenças de estilo entre Dilma e seu antecessor.

    Lula, todos se lembram, se especializou em oferecer o aconchego do peito amigo aos transgressores apanhados em flagrante cometendo malfeitos durante o seu governo.

    Os mensaleiros eram, primeiro, companheiros desavisados que faziam coisas erradas à sua revelia; depois foram transformados em vítimas de uma pérfida conspiração oposicionístico-midiático-policial-judiciária que ele se encarregaria de desmascarar quando deixasse o poder.

    Os compradores de falsos dossiês para caluniar adversários numa campanha eleitoral, foram tratados quase paternalmente como “aloprados”, meninos travessos que chutaram a bola da pelada na vidraça da janela da vizinha.

    O que espanta mais é que o esquema encastelado no Ministério dos Transportes que a presidente parece empenhada em destruir, foi montado durante os governos anteriores, com o aparente beneplácito de seu antecessor e inventor, criador, conselheiro e avalista político.

    Impossivel acreditar que o esquema escapasse ao olhar atento e agudo da chefe da Casa Civil e à sua fama de implacável gerentona.

    O que aconteceu, então? A velha história da revolta da criatura contra o criador?

    Menos. Não há nenhum motivo para acreditar numa ruptura de idéias, princípios e afinidades entre criatura e criador. Sempre que pode, Dilma presta tributo à “herança bendita” que lhe deixou o antecessor, e este sempre retribui a gentileza com outros tantos elogios e até propondo a candidatura de sua discípula à reeleição.

    Dizem os analistas políticos, os que ouvem nas entrelinhas e têm espiões nas ante-salas, que ele está apoiando as ações da sucessora, mas está preocupado com a “governabilidade”. Ele nunca foi tão ríspido com a base aliada, nunca sequer ameaçou tirar-lhes o pirulito da boca.

    O que parece mais provável é que esteja ficando evidente a diferença de temperamento entre Dilma e Lula. O PR, que é o partido aliado mais diretamente atingido pela razzia nos Transportes, está recorrendo à chantagem direta como forma de ação política, ameaçando retirar-se da base do governo assim que terminar o recesso. E quanto mais o PR ameaça, mais a presidente parece irritar-se.

    A impaciência, a irritação, o pavio curto e a falta de cintura podem não ser exatamente um modelo de estilo de atuação política, principalmente num país de achegos e conchavos.

    E Dilma vai construindo seu paradoxo: quanto mais inábil politicamente for, mais apoio terá na sociedade e menos nos círculos onde se constrói a partilha do poder.

  17. “Quem não vê que há um denuncismo desenfreado por toda a “grande imprensa”?”

    Péééééééé. Resposta errada.

    Segundo o comissário Dirceu as denúncias têm origem nos órgãos de controle.

    “(…)pois possui órgãos de controle e fiscalização do Estado —QUE, INCLUSIVE, SÃO A ORIGEM DA MAIORIA DAS DENÚNCIAS.”

    Tente novamente.

  18. Patriarca da Paciência said

    Vilarnovo, leia com mais atenção:
    “O movimento inicial da parceria oposição-mídia se deu nos primeiros meses do governo Dilma Rousseff, quando a tentativa foi de cooptar e mudar as políticas com pressões para a administração mudar o modelo econômico.

    O objetivo era fazer Dilma abandonar o ex-presidente Lula e o PT, algo que realmente só faz sentido para quem desconhece a relação profunda entre os dois governos, os dois presidentes, o PT e os demais partidos da base aliada.

    Sem conseguir êxito, a ação passou a ser o velho recurso do denuncismo desenfreado, para tentar criar um clima de “mar de lama”.

    Captou? parceria oposição-mídia.

  19. Pax said

    Caro Patriarca,

    Vou discordar. E vou nos lembrar do tempo em que o PT era oposição. Um dos melhores papéis que o partido exerceu políticamente foi exatamente o de apontar irregularidades alheias. Fez e fez muito bem.

    Agora que é sua vez não pode e tem que ser chamado de undenismo? Ora, convenhamos.

    O papel da imprensa, da oposição, da sociedade é apontar, denunciar etc. Quem é governo que ande na linha, caso contrário que apanhe como boi que entra em horta. Sem dó nem piedade. Aqui não dá para aliviar quem quer que seja. Se permite aqui, dá um jeito acolá, depois vira refém. Agora mesmo tem notícia que a liderança do PR está ameaçando DIlma etc. Aliás, ameaçando de quê mesmo?

    De novo, caro Patriarca, acho que o Zé deu mais uma bola fora. Super fora. Assunto errado (há fortes indícios que ele não é o melhor cara para falar de moralidade, e quem diz é o próprio MPF e STF), momento errado, opinião errada.

    Cara Mona,

    Muito bom o texto do Sandro Vaia. A frase conclusiva é uma síntese da conversa toda.

    Vou reproduzi-la: E Dilma vai construindo seu paradoxo: quanto mais inábil politicamente for, mais apoio terá na sociedade e menos nos círculos onde se constrói a partilha do poder.

  20. “21/07/2011
    às 16:54 \ Direto ao Ponto
    Lula capricha na pose de inocente enquanto trata de afastar-se do local do crime

    Desde a descoberta da quadrilha em ação no Ministério dos Transportes, o ex-presidente Lula imita o punguista que capricha na pose de inocente enquanto se afasta da vítima para descer do ônibus no primeiro ponto. A expressão de culpado sem culpa não convence nem passageiros que estão cochilando. Até um bebê de colo sabe que a parceria com o PR é mais uma das incontáveis obras repulsivas que compõem a verdadeira herança maldita.

    Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes. Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias. Foi Lula quem descobriu, em 2004, que Alfredo Nascimento era o homem certo para o comando do território sem lei. Ficou tão satisfeito com a performance do ministro meliante que o reinstalou no cargo no segundo mandato e exigiu de Dilma Rousseff que ali o mantivesse.

    Só agora, muitos dias depois de desbaratado o bando, o animador de auditório criou coragem para murmurar platitudes sobre mais um escândalo. Primeiro, balbuciou que a sucessora está agindo direito e mudou de assunto. Nesta quinta-feira, subiu o tom de voz dois ou três decibéis para fazer de conta que não tem nada com isso. ““Se as pessoas agirem com honestidade e com decência, todo mundo poderá ser absolvido”, recitou o Padroeiro dos Companheiros Pecadores. “Se cometeram erros, as pessoas devem ser punidas. Isso vale para a presidente Dilma, valia para mim e vale para qualquer um”.

    O cinismo que jorra do palavrório é tão nauseante quanto previsível. Haja estômago para suportar um Lula discorrendo sobre honestidade e decência sem temer que um raio bíblico lhe caia sobre a cabeça. Mas nada tem de surpreendente ouvi-lo qualificar de “erros” os assaltos aos cofres públicos que se repetem em ritmo de Fórmula-1 há oito anos e meio, com as bênçãos do Planalto, e não têm data para terminar. Caso use as palavras certas ─ ladroagem, corrupção, roubalheira, fora o resto ─, Lula terá de admitir que nunca antes neste país um presidente da República juntou tantos bandidos no mesmo governo.

    O Ministério dos Transportes é só mais um entre quase 40. O PR é apenas uma ramificação da imensa quadrilha federal.”

    AN

    ;^/

  21. to com saudades…

    “Enviado por Ricardo Noblat –
    22.7.2011
    | 2h18m
    Economia
    Em junho, dívida total do governo aumentou em quase R$ 60 bi

    Martha Beck, O Globo

    A dívida pública federal voltou a crescer em junho e fechou o mês em R$ 1,805 trilhão. Segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional [ontem], a alta foi de 3,39% em relação a maio ou R$ 59,14 bilhões.

    O aumento do estoque foi decorrente de uma emissão líquida de títulos de R$ 43,32 bilhões e também de uma apropriação de juros que corrigem a dívida, no valor de R$ 15,84 bilhões. Parte da emissão, R$ 30 bilhões, foi usada pelo governo para capitalizar o BNDES.

    O valor representa a soma do endividamento público interno e externo, em reais. A dívida externa caiu 6,29% em relação ao mês anterior, passando de R$ 81,08 bilhões para R$ 75,97 bilhões (US$ 48,67 bilhões). Já dívida pública mobiliária federal interna aumentou 3,86% em junho, para R$ 1,729 trilhão.

    O Tesouro não esclarece no relatório o motivo da redução da dívida pública federal externa. Embora, em maio e em junho, tenham sido recomprados US$ 468,89 milhões em valor de face de bônus da dívida.

    Segundo o Tesouro, o total financeiro desembolsado por esses operações foi no valor de US$ 595,13 milhões. O relatório informa, porém, que os títulos recomprados ainda não foram cancelados, com impacto total no estoque da dívida.”

    ;^))

  22. Pax said

    Caro Iconoclastas,

    Esta frase do Augusto Nunes está ininteligível pra mim:

    Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes. Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias.

    E não foi mesmo o Aécio quem catapultou o Valdemar? Há notícia que sim.

    Mas, enfim, tudo farinha do mesmo saco.

  23. Chesterton said

    Caron do PT levou R$ 30 milhões do DNIT para casa.
    Eles merecem esta manchete sensacionalista. Eles são desavergonhadamente corruptos. A última é que Hideraldo Caron, do DNIT, desviou R$ 30 milhões do Ministério dos Transportes, para construir uma conjunto residencial para favelados, a pedido do prefeito petista de Canoas, Jairo Jorge, um “unha e carne” com Tarso Genro, o governador petista do Rio Grande do Sul que não pára de elogiar o Caron. Ou seja: o Caron levou R$ 30 milhões do DNIT para casa. Vale a pena ler a matéria. Clique aqui e indigne-se um pouco mais.
    POSTADO POR O EDITOR Coturno

  24. Chesterton said

    E Dilma vai construindo seu paradoxo: quanto mais inábil politicamente for, mais apoio terá na sociedade e menos nos círculos onde se constrói a partilha do poder.

    chest- a verdadeira elite brasileira, politicos, sindicalistas, magistrados e pseudo-empresarios que vivem as custas da grana arrecadada pelos impostos da população.

  25. Chesterton said

    Portos da Dilma e da gang do PR afundam nas águas barrentas…da corrupção.

    Em meio a denúncias de propinas e superfaturamento, o Ministério dos Transportes também terá de responder pela qualidade das obras que executa. Cinco portos fluviais no Amazonas – estado do ex-ministro Alfredo Nascimento – apresentaram problemas e tiveram que ser refeitos ou consertados no último ano.Quatro dessas obras foram concluídas ano passado. Os gastos com os cinco portos somam R$44 milhões, sendo R$33,6 milhões destinados à Eram – Estaleiro do Rio Amazonas, classificada como inidônea no site do Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes (Dnit), envolvido nas denúncias de corrupção.

    A assessoria de imprensa do Ministério dos Transportes argumentou que os problemas nos portos deram-se, na maioria dos casos, porque as obras não suportaram as cheias dos rios amazônicos e os sedimentos levados pelas enchentes. Inaugurado em março do ano passado por Dilma Rousseff, que era pré-candidata à Presidência e ministra da Casa Civil, e o então ministro Alfredo Nascimento, o porto de Humaitá teve sua estrutura naval desalinhada por causa de uma poita (peso de ferro) de 28 toneladas que se deslocou antes mesmo de o empreendimento ser entregue oficialmente à fiscalização da Companhia Docas do Maranhão (Codomar) – responsável pelos portos fluviais em todo país. Ou seja, Dilma e Nascimento inauguraram uma obra que ainda não podia ser utilizada pelo público.

    O valor da construção em Humaitá foi de R$12,8 milhões, e o responsável pelo empreendimento foi a Eram. A assessoria de imprensa do ministério informou que ocorreu “acúmulo de troncos de árvores, vegetação e cipós, ocasionando esforço acima do dimensionado”, o que teria provocado o acidente. O projeto da obra, pelo visto, não previu a força natural das águas do Rio Madeira. O porto de Itacoatiara também apresentou problemas: a ponte de acesso ao cais flutuante do terminal hidroviário cedeu no momento em que uma pá carregadeira sobre pneus estava passando na ponte. Nesse caso, como no anterior, o empreendimento não havia sido recebido oficialmente pela Codomar e coube à Eram arcar com os gastos para o conserto. Valor da obra: R$9,2 milhões. (Matéria de O Globo)
    POSTADO POR O EDITOR Coturno

  26. Patriarca da Paciência said

    Pax,
    como você mesmo citou essas acusações descontroladas e delirantes do Augusto Nunes, ainda restam dúvidas sobre o tal de denuncismo desenfreado?

    Há que se manter um mínimo de controle emocional.

    Se as pessoas fossem essas caricaturas que certos jornalistas apresentam, o Brasil não estaria na ótima situação em que está
    hoje.

    Faz um mínimo de sentido este samba do Crioulo Doido?
    “Foi Lula quem doou a Valdemar Costa Neto, ainda em 2002, o Ministério dos Transportes. Na infame reunião sigilosa que deu origem ao esquema do mensalão, o candidato ganhou o vice José Alencar em troca dos direitos de exploração da usina de contratos superfaturados e negociatas multimilionárias. Foi Lula quem descobriu, em 2004, que Alfredo Nascimento era o homem certo para o comando do território sem lei. Ficou tão satisfeito com a performance do ministro meliante que o reinstalou no cargo no segundo mandato e exigiu de Dilma Rousseff que ali o mantivesse.”

    Dilma rompeu com Lula?

    Desde quando?

  27. Patriarca:

    Quer dizer que Dirceu está preocupado que a oposição mude o modelo econômico que o PT copiou da própria oposição?

    Para Dirceu:

    denuncismo = dar notícias aos escândalos que, segundo ele próprio, tem origem nos órgãos de controle.

    Ou seja, a imprensa não pode fazer o papel dela, muito menos a oposição. Senão ele fica tristinho…

    Hilário.

  28. Pax said

    Caro Patriarca,

    De novo, vamos nos lembrar quando o PT era da oposição. Era desse tom para mais grave ainda. E não era bom para o país que fosse? Claro que era. Acertava sempre a mão? Claro que não, muitas vezes o PT era histérico demais da conta. Não podemos nunca esquecer disso. Essas reclamações do PT, como essa do Zé, me parecem enormes tiros n’água, sinceramente acho que sim.

    Este tipo de oposição dá-se sempre da mesma forma quando o pêndulo vai para o outro lado. Sempre haverá os mais descontrolados, os histéricos, os espertalhões etc. Mas temos que lembrar que no meio do joio há também o trigo. É só lembrarmos que por conta de uma revista semanal hoje tem um bando de ladrões dos cofres públicos sem as chaves, esses aí do PR, pelo que o noticiário nos farta.

    Mas você toca em outro ponto interessante. Esse alarde que alguns querem fazer que Dilma rompeu com Lula, que o Zé DIrceu também cita em seu texto.

    Claro que não rompeu, não tem que romper e, muito menos, deve romper. Isso já é insanidade de quem quer plantar esta celeuma. Acho mesmo que Lula é que deve estar super antenado e vendo a aprovação popular que há neste movimento de faxina.

    O PT, antes de ser poder, fazia sua campanha baseada em moralização pública. O PSDB nasceu do seio do PMDB se dizendo uma ala mais decente. Este samba tem uma nota só bastante conhecida. Acontece que quando se chega ao poder, no Brasil, aí as coisas parecem seduzir gregos e troianos de uma forma voraz mesmo.

    Esta voracidade que precisa ser moderada, adestrada. Fez bem, aplauso (voto). Fez mal, vaia (cadeia e perda de voto). De grão em grão, de passo em passo, anda-se à frente. Mas isso só acontece quando há liberdade de colocar a boca no trombone. Jamais com essas de quererem acusar de udenismo ou sei lá o que.

    Como dizia aquela música que o Jair Rodrigues canta muito bem:

    deixa que diguem
    que pensem
    que falem
    deixa isso pra lá
    vem pra cá
    o que é que tem….

    Quem faz boa política não tem muito que temer. Se for calúnia, injúria ou difamação há leis que bastam para serem utilizadas. A maior delas é nas urnas.

  29. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro Pax,

    minha opinião é que Dilma não rompeu nem irá romper com Lula e tudo que está acontecendo tem a plena aprovação do ex-presidente.

    Villarnovo,

    O José Dirceu não vai ficar “tristinho”, afinal, é um temperado em muitas batalhas.

    Mas tem todo o direito de alertar seus companheiros para ciladas e armadilhas.

  30. Chesterton said

    Elias sumiu, isso só pode significar 2 coisas:
    1. está doente
    2. o PT está reunido e ele está pendurado no saco de um alto dirigente do PT-Para.

  31. Pax said

    Esse amor ainda vai longe, caro Chesterton. Ao menos me chamem para padrinho, por uma questão de justiça.

    =)

  32. Chesterton said

    hahaha, ta bom. Você sabe que ele é um peto-picareta.

  33. Chesterton said

    Pax, não sei se já te falei, mas já ouviu falar do Livro NEGRO da Psicanálise?

  34. Pax said

    Não lembro, caro Chesterton, de saber desse tal livro Negro. Do que se trata?

    (nem de longe acho que Elias seja um peto-picareta).

  35. Chesterton said

    todo militante do pt é picareta.

    o livro fala da igreja freudiana e suas picaretagens, é hilário, para quem teve que aturar analisados e analisandos vida a fora.

  36. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Esta tua frase: todo militante do pt é picareta denota quanto mal teus tios fazem ao teu ser.
    =)

    Fiquei curioso sobre este livro. Freud é uma das minhas históricas curiosidades e leituras.

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