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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Eu não sou lixo!

Posted by Pax em 03/08/2011

Senador Alfredo Nascimento, ex-ministro dos Transportes, exonerado após inúmeras denúncias de corrupção em sua gestão, afirma que nem ele nem seu partido, o PR, são lixos para serem varridos da administração pública do governo federal.

E insinua que os problemas foram criados em 2010, durante a campanha presidencial.

Lixo pode ser reciclado, tem valor. O PR e o senador podem? A afirmação do parlamentar deixa esta questão no ar. Todos os modelos democráticos impõem alianças para governar. Mas nem todas são saudáveis. Este episódio da necessária faxina no Ministério dos Transportes parece vir à tona para colocar em xeque o modelo brasileiro onde, ao que tudo indica, o financiamento de campanha estimula assaltos generalizados aos cofres públicos que acabam facilitando malfeitores à geração de fortunas pessoais e feudos políticos venais aos interesses da sociedade.

PR não é lixo para ser varrido’, protesta Alfredo Nascimento em discurso no Senado

Andrea Jubé Vianna e Jair Stangler, do Estadão.com.br

Em pronunciamento de mais de meia hora na tribuna do Senado, o senador Alfredo Nascimento (AM), presidente nacional do PR, afirmou que seu partido “não é lixo para ser varrido da administração pública”. Em tom de indignação, ele enfatizou que o PR possui as mesmas qualidades e defeitos dos demais partidos políticos e saiu em defesa de seus filiados. “Eu não sou lixo, meu partido não é lixo, nossos sete senadores não são lixo”, repetiu.
Sob denúncias de corrupção, o Ministério do Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) transformaram-se em alvo de profunda devassa do governo federal, que determinou a demissão, até agora, de 27 servidores. Essa iniciativa ganhou o apelido informal de “faxina” do governo federal, que a oposição deseja ver ampliada a outros órgãos.

Nascimento declarou que pediu à Procuradoria Geral da República (PGR) que instaure ampla investigação contra ele, oferecendo a abertura de seus sigilos fiscal, bancário e telefônico. No entanto, provocado pelo líder do PSDB – o senador paranaense Álvaro Dias -, o ex-ministro recusou-se a assinar o requerimento de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para investigar as denúncias contra o Ministério dos Transportes.

Seguindo a estratégia adotada pelo ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antonio Pagot, Nascimento tentou dividir responsabilidades com outros partidos, outros ministros e com a própria presidente Dilma Rousseff. Nascimento afirmou que os fatos que provocaram sua demissão – superfaturamento de obras e cobrança de propinas – não ocorreram quando ele estava no cargo, porque ele se afastou em 31 de março para concorrer ao governo do Amazonas em 2010. Em contrapartida, quando ele reassumiu o posto no início deste ano, Nascimento afirma que verificou uma elevação excessiva nos valores dos contratos e, em seguida, teria informado Dilma do ocorrido.

Ainda segundo o ex-ministro, ao verificar a “disparada dos gastos” no ministério, ele teria levado a informação à ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e se comprometido com Dilma em efetivar um corte de R$ 10 bilhões nos gastos de sua pasta. Por fim, Nascimento ressaltou que todas as decisões do Ministério eram avalizadas pelo comitê gestor do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), formado pelos representantes dos ministérios dos Transportes, Planejamento e Casa Civil. “Não fui convocado para resolver distorções que não criei, nem para desfazer acordos dos quais não participei”, defendeu-se. (continua no Estadão…)

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12 Respostas to “Eu não sou lixo!”

  1. Patriarca da Paciência said

    Eu acho que o ex-ministro não deixa de ter uma certa razão. Parece que há uma certa casta de “eminências pardas” em cada órgão público que se encarrega das “manobras” corruptoras. Eu diria também que a tal casta é “permanente” e se mantém aboletada independente de governo.

    Merece ampla investigação.

    Talvez aí esteja o “x” do problema.

  2. Pax said

    Caro Patriarca,

    Se você entende que ele tem razão no que se refere ao modelo, tendo a concordar contigo. Mas não acho que ele tenha razão a afirmar que os desmandos ocorridos, as irregularidades todas, aconteceram somente no período em que ele esteve fora da cadeira.

    Me permito achar que, pelo farto noticiário, Alfredo Nascimento participou um bocado na montagem da equipe que aprontou bastante por lá, ao que tudo indica.

    E o PR, cá entre nós, é um partido realmente necessário? O que mesmo ele representa? Quais são suas bandeiras? Tanto você quanto eu acompanhamos política amiúde, gostamos do assunto. E se não sabemos o que este partido representa (supondo que sua resposta ao questionamento seja o o desconhecimento, como eu) então me parece que este partido não passa de mais um de prateleira, como uma enorme parte das dezenas que temos hoje em dia.

    O modelo é um lixo e o PR não está fora disso, muito ao contrário, em minha opinião.

    Agora, aquele velho dito se faz merecer neste caso, para o governo: diz-me com quem andas que dir-te-ei quem és.

    Se Dilma, Lula o PT e todos querem ter imagem diferente, que este caminho de Dilma seja aplaudido peles petistas, o que me parece que não é uma unanimidade, infelizmente.

  3. Patriarca da Paciência said

    É isso, caro Pax,

    o ex-ministro tem uma certa razão, não que esteja inteiramente certo. As tais “eminências pardas” agiram a qualquer tempo – no período do ex-ministro e quando o ex-ministro esteve afastado. Ele falhou redondamente em não detectar o problema.

    Agora, eu sou contra qualquer generalização. Culpar todo um partido pelo erro de alguns personagens não me parece boa justiça.

  4. Patriarca da Paciência said

    É isso, caro Pax,

    o ex-ministro tem uma certa razão, não que esteja inteiramente certo. As tais “eminências pardas” agiram a qualquer tempo – no período do ex-ministro e quando o ex-ministro esteve afastado. Ele falhou redondamente em não detectar o problema.

    Agora, eu sou contra qualquer generalização. Culpar todo um partido pelo erro de alguns personagens não me parece boa justiça.

    Parece que travou!

  5. Pax said

    Caro Patriarca,

    Acho que está normal o site do blog, pelo que vi.

    Gosto do Heródoto Barbeiro, pena que não consigo ver o tal Jornal da Record News que ele está fazendo, não sei exatamente porque. Mas, enfim, aqui um post de seu blog que diz com precisão

    http://noticias.r7.com/blogs/herodoto-barbeiro/2011/08/02/navalhada-do-dia-42/

  6. Pax said

    E aqui mais uma comprovação do que vimos falando, que este processo de faxina da Dilma está agradando os brasileiros.

    Claro que está.

    No blog do RIcardo Kotscho

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/08/02/aprovacao-de-dilma-deve-subir-no-novo-ibope/

  7. Pax said

    Discordo da Cristina Lemos, do R7.

    Afinal o que ela imagina que seria bom? Ficar refém?

    http://noticias.r7.com/blogs/christina-lemos/2011/08/03/faxina-de-dilma-deixa-rastro-de-crise/

  8. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    o que seria bom?

    Existem três realidades: a realidade idealizada, a realidade exequível e a realidade de fato.

    Geralmente damos preferência à realidade idealizada, mas temos que lidar mesmo é com a relidade exequível e a realidade de fato.

    Um tenso clima de intrigas e disputas não seria muito conveniente para um início de governo.

    É aí que entra a “capacidade política” da qual o Lula é mestre.

  9. Pax said

    Concordo, caro Patriarca, que a tal realidade idealizada muitas vezes é utópica. Mas não deve ser abandonada.

    Ok que se aceitem as outras duas realidades, nesta tua colocação, mas sem perder de vista a idealizada.

    Nesta utópica, gostaria, sim, de um país onde as leis funcionassem e os corruptos pagassem por seus crimes.

  10. Chesterton said

    E Cuba, provando que o socialismo é apenas o caminho mais longo para o socialismo.
    Agora Cuba é de direita? Uma ditadura de direita? Ou ainda é uma ditadura de esquerda? Ou apenas ficou provado que os Castro são 2 fdp que enrolaram milhões de cubanos e simpatizantes mundo afora?
    Cadê o Elias para me explicar que o capitalismo não é monopólio da direita?

  11. Patriarca da Paciência said

    O negócio é o seguinte, Chesterton,

    Cuba, como puteiro dos norte-americanos, não teria nenhum futuro a não ser se transformar cada vez mais em puteiro.

    Com a Revolução de Fidel, a grande maioria do povo cubano teve acesso à educação e saúde.

    Cuba é um país com bons índices de IDH.

    Tudo indica que adotará o modelo Chinês, sendo que leva grande vantagens, a considerar-se de onde a China partiu.

    Então, Cuba terá um grande futuro.

  12. Pax said

    O capitalismo melhora quando se aproxima de valores socialistas. E o socialismo melhora quando se aproxima de valores capitalistas.

    Um bom motivo para olhar mais amiúde as sociais democracias mais evoluídas, onde o Estado incentiva as liberdades e o empreendedorismo mas tem forte ação no equilíbrio das sociedades.

    Ao menos é o que penso. Claro, se o nosso velho e bom Chesterton permitir.

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