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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Bandido malandro vai para o Congresso

Posted by Pax em 31/08/2011

Há um dito absurdo, truculento e desprezível que é: “Bandido bom é bandido morto”. Coisa de ditadura onde julgamento sumário é permitido e direito só existe para quem está do lado do ditador.

O Congresso, ontem, aprimorou este dito para um novo formato brasileiro: “Bandido malandro vai mesmo é para o Congresso”.

Ao menos parece ser esta a mensagem de 265 deputados que votaram contra a cassação de Jaqueline Roriz.

O motivo dessa lista de centenas de deputados ficar ao lado desta representante do feudo Roriz que se apoderou do Distrito Federal é mais que óbvio, se Jaqueline fosse cassada a sociedade brasileira poderia se entusiasmar e exigir que o Congresso promovesse uma limpeza da bandidagem instalada em seus quadros e protegida em fórum privilegiado.

Fica para outra. Como diz o jornalista Fernando Rodrigues, “liberou geral“.

Absolvida pela Câmara, Jaqueline Roriz ainda enfrenta processo na Justiça
Procurador-geral da República apresentou denúncia contra deputada flagrada em vídeo

Gustavo Gantois, do R7, em Brasília

A Câmara dos Deputados decidiu, na terça-feira (30), manter o mandato da deputada federal Jaqueline Roriz (PMN-DF), flagrada em um vídeo recebendo dinheiro do pivô do escândalo do mensalão do DEM. Isso, porém, não interrompe o processo a que a parlamentar responde no STF (Supremo Tribunal Federal).
Na última sexta-feira (26), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou à Suprema Corte denúncia criminal contra a deputada. O caso será analisado pelo ministro Joaquim Barbosa.

Absolvida por 265 votos dos colegas, Jaqueline Roriz demonstrou tranquilidade durante todo o processo em que esteve ameaçada de cassação. Ao chegar ao Congresso Nacional, na tarde de ontem, não fez questão sequer de alterar a rotina: desembarcou de seu Porsche Cayenne, avaliado em mais de R$ 300 mil, e entrou tranquilamente no prédio por um acesso reservado.

Dentro do plenário da Câmara, também não foi preciso montar qualquer operação para salvar o mandato da deputada federal de primeira viagem, mas que carrega no sobrenome uma das marcas mais tradicionais da política da capital federal.

As rodas de deputados davam como certa, desde cedo, sua absolvição. A possibilidade de Jaqueline Roriz ser cassada por conta do vídeo em que aparece recebendo dinheiro ilícito, em 2006, era como um atestado de que outros parlamentares poderiam enfrentar o Conselho de Ética por possíveis desvios cometidos no passado. (continua no portal R7…)

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46 Respostas to “Bandido malandro vai para o Congresso”

  1. Jose Mario HRP! said

    Alguém esperava coisa diferente?

  2. Patriarca da Paciência said

    Por incrível que pareça, acho que a decisão foi “tecnicamente” acertada, embora moralmente reprovável.

    Ela não poderia ser “cassada” por algo que não está diretamente relacionado ao seu mandato.

    Coisas do “estado de direito”.

  3. Caro Patriarca, não esperaria nada diferente de você mesmo. Ela poderia ser sim cassada por quebra de decoro parlamentar.

    Análise do Jus Navegandi:

    http://jus.uol.com.br/revista/texto/10038/a-cassacao-do-mandato-politico-por-quebra-de-decoro-parlamentar

    “Já o decoro parlamentar visa a assegurar e preservar a própria imagem que se tem do Poder Legislativo. E esta imagem, desenganadamente, pode ser afetada por atos de congressistas que não guardem qualquer relação com o efetivo exercício do mandato parlamentar.”

  4. Pax said

    Caro Patriarca,

    Me permito discordar da tua opinião, com todo respeito à esta, claro.

    Precisamos de um Congresso, precisamos respeitar o Legislativo assim como o Judiciário e o Executivo. Se existem regras para decoro parlamentar devem ser cumpridas. E se estas regras perdoam crimes cometidos no passado, se quisermos carregar nas tintas, podemos admitir que um Marcola do PCC e outros do mesmo naipe sejam representantes do povo brasileiro neste poder.

    Não dá para aceitar isto.

    A própria lei Ficha Limpa é uma demonstração que a Sociedade Civil não quer mais essa miséria moral e ética. Não é possível que essa turma do baixo clero, essa que liberou a Jaqueline e libera todos os malfeitos de todos os congressistas, mandem mais que o povo brasileiro.

    Estado de Direito, meu caro, ao menos para mim, tem outra motivação e conotação.

    Essa deputada foi flagrada enfiando dinheiro do povo sei lá onde (esses congressistas tem uma enorme fertilidade para descobrir buracos onde enfiar dinheiro, de roupas íntimas até sei lá mais o quê) e temos que admitir que isso pode?

    De novo, me permito discordar da tua opinião, com todo respeito.

  5. Chesterton said

    Existe bandido bom?

  6. Pax said

    Sei lá, tem lendas como a de Robin Hood que tentam pintar um quadro assim.

    Diria, também, que muitos revolucionários podem ter roubado por boas causas.

  7. Chesterton said

    As Sandalias do Pescador.

    Revolucionario não faz o bem nem quando põe filho no mundo.

  8. Patriarca da Paciência said

    “E esta imagem, desenganadamente, pode ser afetada por atos de congressistas que não guardem qualquer relação com o efetivo exercício do mandato parlamentar.”

    Desde que, Vilarnovo, desde que, aconteça simultaneamente ao exercício do cargo em questão.

    Como sempre você é a favor de condenação eterna.

    A grande mágoa de vocês é que não conseguiram colocar o José Dirceu para arder numa fogueira.

  9. Patriarca da Paciência said

    Veja bem, Pax,

    eu não sou a favor da deputada em questão, nunca votei nem votaria nela.

    Veja bem que eu coloquei que é “tecnicamente” correto embora moralmente reprovável.

    Se você se der ao trabalho de ler esse quilométrico post que o Vilarnovo colocou, lá pela tantas, diz claramente, “atos praticados enquanto tal”. Ou seja, enquanto o sujeiro está exercendo o mandato.

    A lei brasileira não reconhece condenação eterna e, no máximo, trinta anos de condenação.

    Desde que o condenado cumpriu sua pena, está livre.

    Sempre defendi e sou totalmente a favor da ficha limpa.

  10. Chesterton said

    Patty, você bebeu?

  11. Patriarca da Paciência said

    Veja aí quem bebeu, Chesterton.
    Quem não enxerga que a revista “óia” é um reles tablóide.

    Alberto Dines:

    “Frágil, inconsistente

    A verdade é que a matéria recoloca o jornalismo político brasileiro na Era da Pedra Lascada. Traz de volta os vídeos clandestinos, os arapongas, os dossiês secretos jogados no colo de jornalistas ditos “investigativos”.

    José Dirceu, mesmo sem cargo ou mandato parlamentar, suspeito de integrar um grupo que está sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal, é um dirigente nacional do partido que ganhou as eleições para a Presidência da República, é também um consultor/lobista. Pode alugar um andar inteiro num hotel dez estrelas em Brasília ou Luanda e nele receber legiões de correligionários, clientes e amigos. Não há nada de ilícito ou malfeito (para usar o dernier-cri dos substantivos).

    O texto inteiro de Veja, da primeira à última linha, é customizado, adaptado para servir à tese de que o ex-chefe da Casa Civil está conspirando contra a sua sucessora, atual presidente da República. Não há evidências, apenas insinuações, ambigüidades, gatilhos.

    Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, é amigo pessoal de Dilma Roussef, não poderia conspirar contra ela. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras cujo maior acionista é o governo, não enfrentaria o seu maior eleitor quando reiniciar sua carreira política. Delcídio Amaral é um petista light, quase-tucano.

    A lista dos “conspiradores” é frágil e as possíveis motivações, inconsistentes. O conjunto é disparatado, não faz sentido, carece de lógica. Mesmo enquanto ficção.

    Um desserviço

    Os encontros gravados duraram em média 30 minutos, tempo insuficiente até para acertar uma empreitada de pequeno porte. Devidamente investigados, os fatos poderiam vincular-se e ganhar alguma dimensão. No estado bruto em que foram apresentados pelo semanário de maior tiragem do país representam um atentado à inteligência do leitor, não renderiam sequer uma nota numa coluna de fofocas políticas.

    Este é um jornalismo que não se sustenta, é retrocesso. Não favorece a imagem da imprensa, não ajuda a presidente Dilma, prejudica a oposição e degrada o processo político.

  12. Pax said

    Caro Patriarca, em #9

    Como eu disse em #4, se as regras do Congresso permitem criminosos na casa, elas devem ser mudadas.

    Boa a colocação do Dines. Este cara não é novo no riscado. Ele, o Eugenio Bucci e outros são craques de imprensa e merecem ser lidos com atenção.

  13. Pax said

    FERNANDO RODRIGUES – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz3108201104.htm

    O decoro que falta

    BRASÍLIA – Como até os azulejos de Athos Bulcão na Câmara dos Deputados já previam, foi absolvida ontem Jaqueline Roriz. Eleita no ano passado pelo PMN de Brasília, ela ganhou notoriedade em março último quando ficou conhecida uma gravação na qual aparece recebendo um maço de dinheiro.

    Para salvá-la da cassação, a maioria dos deputados levou em conta que as imagens eram de 2006. Portanto, de antes do exercício de seu mandato.
    Ao abraçar esse sofisma, a Câmara desce mais um degrau na escala de sua credibilidade. Embora tenha ocorrido em 2006, é verdade, o fato só ficou conhecido neste ano. São de agora os seus efeitos e o dano para a imagem do Poder Legislativo. E o pior de tudo: os eleitores de Jaqueline Roriz a escolheram sem ter acesso a essas imagens.

    Pela lógica torta dos deputados pró-Jaqueline, nada deveria acontecer se a Câmara descobrisse hoje que um de seus integrantes cometeu há dez anos um assassinato ou crimes de pedofilia. Se foi no passado, tudo está perdoado.

    Não é a primeira vez que o espírito de corpo prevalece no Congresso. Essa tem sido a praxe. Alguns ali argumentam até sobre a necessidade de transferir para o Supremo Tribunal Federal o poder de julgar processos como o de Jaqueline Roriz. Seria uma saída macunaímica. Um misto de preguiça, covardia e falta de responsabilidade.

    A laborfobia dos deputados se expressa nos cerca de seis meses gastos na análise de imagens autoexplicativas. Daí para a falta de coragem é um pulo. Por fim, terceirizar o julgamento equivale a produzir uma crise política com data marcada. Na primeira cassação via STF o Congresso se insurgiria.

    Qual é problema de um deputado votar para cassar um colega flagrado recebendo dinheiro? Nenhum. A não ser quando o próprio político teme ser o próximo réu. Nessas horas, o decoro que falta protege todo tipo de desvio.

  14. Zbigniew said

    Este espirito de corpo e comum a todas as profissões. Observem q a ilegalidade perpetrada pela Veja não recebeu espaco em NENHUM órgão de mídia, muito menos no PIG.
    A parlamentar tem q ser exemplarmente punida, mas sem se atropelar as regras do Estado de Direito.

  15. Zbigniew said

    A colocação do Dines, trazida pelo Patriarca, e simplesmente perfeita. O ultimo parágrafo diz tudo. Mais juízo e menos hipocrisia para este tipo de imprensa, embora a Veja seja um caso perdido.

  16. Chesterton said

    vão censurar a midia porque Zé Dirceu não foi defendido pelos outros jornais do Brasil?
    Ora, ide plantar batatas!

  17. A Veja só esse ano já derrubou quantos mesmo? Ué, Dirceu merece o benefício da dúvida, mas a Veja já é culpada de ilegalidade? Qual ilegalidade mesmo?

    Conselho de Ética aprova cassação de Jaqueline Roriz
    Caso da deputada segue agora para votação no Plenário da Câmara

    Carlos Sampaio apresenta parecer sobre denúncias contra Jaqueline (Gustavo Lima/Agência Câmara)
    O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aprovou o relatório do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que pede a cassação da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF). O parecer será enviado para análise do Plenário, a quem cabe a decisão final. Foram onze votos a favor do relatório e três contra – de Wladimir Costa (PMDB-PA), Mauro Lopes (PMDB-MG) e Vilson Covatti (PP-RS).

    Carlos Sampaio recomendou a cassação da parlamentar em relatório apresentado na tarde desta quarta-feira, em razão do vídeo, gravado em 2006, que flagrou a deputada recebendo dinheiro de Durval Barbosa, operador e delator do esquema conhecido como mensalão do DEM. Para Sampaio, as ações de Jaqueline revelam “conduta reprovável e indecorosa”. “Tal comportamento fere a respeitabilidade desta casa legislativa perante a sociedade”, disse o relator.

    Leia também: Em outras três acusações, relator pediu absolvição de Jaqueline Roriz

    Carlos Sampaio recomendou o arquivamento das outras três denúncias contra Jaqueline. A primeira pelo recebimento de propina para aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) do Distrito Federal, quando ela era deputada distrital. Segundo o relator, não há provas que confirmem a denúncia.

    A segunda denúncia com recomendação de arquivamento é de omissão, na declaração de renda enviada à Câmara, do dinheiro recebido de Durval Barbosa. Nesse caso, Sampaio concordou com a defesa da deputada, que argumentou que a declaração é anual e, portanto, não caberia apresentar em 2011 valores recebidos em 2006.

    Por fim, o relator recomendou o arquivamento da denúncia por uso de verba indenizatória da Câmara para pagamento de despesas de um imóvel de propriedade do marido de Jaqueline, Manoel Neto. O relator afirmou que a defesa da deputada apresentou provas de que os gastos destinaram-se somente ao pagamento do condomínio da sala, usada como escritório político. Segundo Sampaio, as provas da defesa são claras.

    Substituto – Se o Plenário confirmar a cassação de Jaqueline Roriz, assume a vaga dela na Câmara o delegado Laerte Bessa, antigo aliado de Joaquim Roriz. Ele saiu do PMDB e foi para o PSC para apoiar Roriz, mas foi abandonado na campanha de 2010 pela família do ex-governador e acabou não se elegendo. Bessa é delegado e já foi diretor da Polícia Civil do Distrito Federal.

  18. Pax – O Dines tem razão. O Brasil, a imprensa e o plante terra estariam bem melhor se ninguém soubesse dos encontros escussos do Zé Direceu com Ministros e Presidente de Estatal em um quarto de hotel.

    Com certeza o PT estaria bem melhor.

    O “erro” do Dines, e o que está sendo aproveitado pelos “idiotas úteis” aqui é que ele se foca na opinião (isso sim discutível) do que motivou o encontro que seria um conlúio contra a Dilma.

    O que estariam lá fazendo os Ministros de Estado em um quarto de hotel, escondidos de todos os contribuintes, esses funcionários públicos, pagos com dinheiro de nossos impostos?

    O que estaria lá fazendo o Presidente da Petrobrás em um encontro as escondidas com um conhecido lobbista de empresas?

    Dines foge totalmente dessas questões.

    Dines erra feio aqui:

    “Pode alugar um andar inteiro num hotel dez estrelas em Brasília ou Luanda e nele receber legiões de correligionários, clientes e amigos. Não há nada de ilícito ou malfeito (para usar o dernier-cri dos substantivos).”

    Não, não pode não quando esses correligionários, clientes e amigos são Ministros de Estado e Presidentes de Empresas Estatais.

    Se começarmos a achar normal que Presidentes de Estatais se encontrem com lobistas em quartos de hoteis é porque algo está muito errado.

  19. Chesterton said

    Pode alugar um andar inteiro num hotel dez estrelas em Brasília ou Luanda e nele receber legiões de correligionários, clientes e amigos. Não há nada de ilícito ou malfeito (para usar o dernier-cri dos substantivos).”

    Não, não pode não quando esses correligionários, clientes e amigos são Ministros de Estado e Presidentes de Empresas Estatais.

    chest- derrapada do Dines, que costuma ser a reserva de bom senso das esquerdas nacionais. Mas é esse o clima, do PT é a culpa de ter misturado ESTADO e governo. Aí a coisa degringola, como degringolou.

  20. Zbigniew said

    Tolinho! E tu achas que esses caras só se comunicam no reino encantado da corrupção petista, copy right Veja?

    Claro que para a revista é mais interessante levantar suspeitas não comprovadas, porque reforça a sua cruzada moralista hipócrita.

    Fica mais ou menos assim: o Dirceu é corrupto e safado e participou do Mensalão e pronto! (embora não haja trânsito em julgado de decisão condenatória). O PT tendo-o nos seus quadros também o é. O Gabrielli, amigo e correligionário do Dirceu aparecendo lá no hotel, e sendo fritado pela Dilma (que é fraca, coitadinha, e precisa de nossa intervenção) foi pedir pro Dirceu intervir por ele junto a fraquinha e coitadinha da Presidenta. Em troca tome informações privilegiadas.

    As provas? Um vídeo ilegal, feito com invasão de propriedade privada, e uma série de ilações e suposições, autorizadas moralmente por aqueles que entendem que o PT, o Dirceu, o Gabrielli, a Dilma são figuras pré-julgadas, cada uma no seu papel de reforçar as teses do penfleto no seu sempre isento e desinteressado modo de fazer “jornalismo investigativo”.

  21. Pax said

    Prezados,

    Nem tanto à Terra, nem tanto ao Mar.

    Dirceu passar por santo bom homem defensor do povo brasileiro é forte demais.

    Veja como a grande revista brasileira que faz o melhor jornalisto é forte demais.

    Bora combinar de jogar o jogo de algumas verdades?

  22. Chesterton said

    é de chorar…de rir!

    Vamos estudar gurizada medonha!

    http://gregmankiw.blogspot.com/2011/08/jeff-miron-on-capitalism.html

  23. Chesterton said

    feito com invasão de propriedade privada

    chest- um hotel ? Seus corredores são públicos (assim a esquerda quer).

  24. Chesterton said

    Ao pedir volta da censura, petista diz que mensalão é” fato histórico”. Portanto, confessa que ele existiu. Cadeia neles!

    “O mensalão aconteceu em 2005; é um fato histórico”
    André Vargas, Secretário de Comunicação do PT(coronel)

    chest- ser petista é realmente muito patético.

  25. Chesterton said

    “Quando você perceber que, para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho; que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto sacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.”

  26. Chesterton said

    Dirigente afastado do PT de Belo Horizonte é preso por pedofilia
    Nartagman Borges foi condenado em abril de 2010 e estava foragido. Ele alega inocência e diz ser vítima de uma armação

    Denise Motta, iG Minas Gerais | 01/09/2011 18:47

    Texto:
    Condenado por pedofilia, um dirigente afastado do PT de Belo Horizonte foi preso nesta quinta-feira na região de Venda Nova, em Belo Horizonte. Nartagman Wasley Aparecido Borges, de 35 anos, cumprirá pena, conforme a sentença, de sete anos e nove meses por ter abusado de L. L. N, com nove anos em 2004, época do crime. Hoje, a vítima, que é filha de uma ex-companheira do petista, possui 16 anos. O petista foi encaminhado para o Centro de Remanejamento de Presos (Ceresp) São Cristóvão

  27. Chesterton said

    “O denunciado Nartagman Wasley Aparecido Borges negou a prática do crime. Entretanto, face às circunstâncias e depoimentos constantes dos autos, existem fartos indícios que o comprometem e o apontam como autor do delito, haja vista já ter tentado abusar sexualmente da irmã da vítima M. L. D. N e da empregada G. C. D. S”, diz denúncia do Ministério Público, de 20 de fevereiro de 2008. O promotor Cristovam Joaquim Ramos Filho também destacou que o crime era ainda mais grave tendo em vista que a vítima era enteada do acusado.

    Em depoimento durante o inquérito, a criança confirmou que Nartagman abusou sexualmente dela em seu quarto e que, com medo, pediu a ele que parasse. L. L. N estava dormindo ao ser abordada e precisou de suporte psicológico para superar o trauma, consta também no inquérito, ao qual o iG teve acesso.

  28. Chesterton said

    Conflito de interesse

    Roberto DaMatta, O Globo, 24/08/11
    Para Ana Maria Machado e Merval Pereira

    A expressão é parte do vocabulário dos sistemas políticos que perseguem um equilíbrio inalcançável entre pontos de vista particulares e o sistema que os sustenta em sociedades movidas por competição eleitoral. Quando não há competição eleitoral (como ocorre no liberalismo) há equilíbrio, mas, em contrapartida, não há conflito de interesse já que o interesse do Grande Irmão ou do Partido despoticamente sufoca tudo.

    Mas no liberalismo de Montesquieu há, de um lado, a motivação por ganhos e, de outro, a consciência das implicações (e dos custos) da realização dessas motivações para a coletividade. E quando o Fulano ou o Sicrano souberem? Será que a proposta está de acordo com as normas do sistema? Questionam todos os interessados que querem realizar o seu empenho, o qual demanda visibilidade, pois o sistema precisa, como num jogo de futebol, de testemunho público e de “transparência”. O que poderá ocorrer se eu for contratado em surdina, digamos, pelo Ministério do Turismo, para planejar o panorama do turismo no Brasil nos próximos quatro anos pela modesta quantia de 50 milhões de reais? Como ocorreu a contratação? Quem a propôs? Que tipo de relacionamento eu teria com certas pessoas do Ministério? Quem competia comigo ou quem inventou a ideia e assim por diante são perguntas mais do que legítimas que surgem aos berros ou sussurros, buscando a legitimidade (ou a face externa) do processo. Porque a legitimidade (uma dimensão capital das ações sociais que Max Weber suscitou na sua obra) diz respeito a presença do público ou da totalidade nos processos sociais. Eu posso fazer sozinho mas quem aprova comprando, lendo ou apoiando é a sociedade! A legitimidade fala da reação da coletividade diante dos fatos que ocorrem no seu meio. Se os fatos forem opacos ou bizarros (como pode um pessoa enriquecer 20 vezes em 2 dias; ou porque os “parques de diversão” se transformaram em “parques de aflição” na cidade do Rio de Janeiro), eles trazem de volta a lógica do bom-senso — a voz do todo ao qual também pertencemos.

    O poder passou do carisma e da tradição (as pessoas nasciam, não se elegiam reis…) ao sistema burocrático-legal que se interpõe e administra os eternos conflitos entre os interesses particulares e a moralidade coletiva. As leis feitas para todos e o seu aparelho institucional são as almas do sistema democrático. Os interesses são as mãos visíveis dos desejos legítimos (ou escusos) de enriquecer e de ter sucesso. O problema é saber o que, como e quando tais interesses se sustentam num jogo no qual muitos agentes começam a oferecer simultaneamente os mesmos bens e serviços de modo cada vez mais igualitário e impessoal ao estado e ao “governo”.

    Impossível, porém, perceber conflito de interesses num sistema familístico no qual os governantes se apossavam do governo e do “poder”, concebido como um modo de liquidar adversários, de ajudar parentes, partidos e amigos; e de aristocratizar quem o alcançava. Nesta concepção não havia uma diferença entre interesses do todo (ou da sociedade) representado pela administração pública e os interesses do “governo” que se confundiam com os segmentos certos de que “agora é a nossa vez”.

    Antigamente havia quem não pagasse imposto de renda no Brasil. Hoje todos pagamos impostos — muitos impostos. A teoria é puro bom-senso: paga mais quem ganha mais; e os impostos pagos são redistribuídos em bens e serviços que contemplam todo o sistema engendrando interdependências. Antigamente prestávamos mais atenção a cobrança; hoje — eis a revolução — prestamos muito mais atenção a redistribuição! A partir da vivência com um mundo mais transparente, repleto de problemas e informatizado, ficou claro que o tal “estado” — esse engenho que recolhe e usa os dinheiros de todos — não funciona pensando na coletividade que ele representa e deve servir, mas opera claramente em benefício de uma outra entidade que nós, no Brasil, chamamos de governo e que é, de fato, uma das encarnações mais negativas, senão a mais negativa do estado entre nós.

    É precisamente isso que precisa ser mudado. Não dá mais para continuar a operar num sistema político no qual “ter poder” é distribuir cargos em vez de usar esses cargos como instrumentos de gerenciamento público. Não é mais possível pensar o “poder” como algo ao sabor de pessoas, partidos e interesses — como um recurso para aristocratizar grupos que dele fazem parte por nomeação, vínculo ideológico ou eleição. Está passando o tempo no qual o governo podia ser “dono do Brasil” e como tal gastar bastarda e irresponsavelmente o fruto do nosso trabalho, ignorando o país e pensando exclusivamente nos seus comparsas. O limite da demagogia que inventou esse híbrido de eleição, populismo e coalizão semipatriarcal tem tudo a ver com a incoerência entre pessoas e papéis. Afinal, um ator medíocre não pode interpretar Hamlet, do mesmo modo que é preciso fazer com que o estado e, sobretudo, o governo sejam servidores da sociedade, a ela devolvendo o resultado do trabalho de seus cidadãos comuns. Afinal, a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus. Essa é a questão!

  29. Chesterton said

    http://www.implicante.org/pig/luis-nassif-divida-bndes/

    chest- num país não petista isso daria cadeia para uma dúzia de pessoas.

  30. Jose Mario HRP! said

    Patriarca , sobre essa coisa de decisão acertada ou não , vou com voce nessa de “técnicamente certa e moralmente errada”.
    Aqui , alí para cima voce foi reprovado por alguns , mas não vejo porque se indignar com a decisão pois a lei garantiu a deputada a posse na função por isso os juizes a luz da lei da ficha limpa a julgaram capaz de assumir o cargo.
    Talvez ideologicamente alguns
    torcerão o nariz, óbvio pelo passado de opiniões.
    Quem sabe estivessemos lá por 95/220 e essa decisão seria analizada de outro foco!

    São c

  31. Jose Mario HRP! said

    95/2002!
    Roriz e gang já serviu bem ao Governo neoliberal , mas agora virou leproso e ela idem!
    fazer o que?

  32. Patriarca da Paciência said

    Como dizia Mark_Twain, “ser louco é o modo mais fácil de ser feliz”.

    O Kotscho está errado. O Dines está errado. O idiota inútil continua com a plena convicção que está certo.

    Fazer o quê?

  33. Pax said

    Desculpem-me as dificuldades daqui para não atualizar tanto o blog nem participar das discussões como gosto, mas, enfim, vicissitudes do lado de cá.

    Mas…

    1 – nem dei essa notícia da Veja aqui. Sinceramente não vi notícia.

    2 – notícia, para este blog é assim (a coleção que temos sobre a Funasa e os desvios que a turma do PMDB faz por lá – https://politicaetica.com/category/funasa/ )

    3 – e agora ligando lé com cré… estão falando da volta de uma CPMF like por conta da Emenda 29 (isso sim, mereceria acompanhar). E querem mais imposto pra pagar o que a Emenda 29 determinará. Mas, caramba, não bastaria parar com as sangrias de tanta corrupção? Temos que deixar a corja continuar desviando a grana e exigir do povo mais dinheiro ainda?

    Sinceramente, Dilma tem-me sido uma agradável surpresa até aqui. Ou, melhor, até que as “forças malígnas” se juntaram e de uns dias para cá estão colocando a faxina de lado e a bandidagem sob comando, ao menos é o sentimento que tenho neste momento.

    Vá Dilma, vá, chuta essa cambada pra fora que tem uma sociedade inteira ao teu lado. (afora os histéricos, claro)

  34. HRP – A lei da Ficha Limpa não tem absolutamente nada a ver com a posse da Jaqueline Roriz. Isso porque a fita em que ficou evidenciado a corrupção (quer dizer, menos aos deputados) só foi revelada após a eleição e diplomação. Então o STF não tem absolutamente nada a ver com isso.

    O caso dela como o do Zé Dirceu (por isso entendo a defesa do Patriarca), é questão de falta de decoro parlamentar. Segundo a lei, a Constituição e o Regimento Interno da Câmara a cassassão por falta de decoro parlamentar pode ser feita mesmo que o fato originador ter acontecido ANTES da eleição/diplomação do parlamentar. Não precisa nem mesmo ter sido julgado e condenado. Isso porque é um julgamento político e não judicial.

    Então a suposta (e hilária) tecnicidade apresentada pelo Patriarca não passa de um grande sofisma (vamos à leganda: Raciocínio vicioso, aparentemente correto e concebido com a intenção de induzir em erro). Por isso o caso da deputada passou antes no Conselho de Ética da Câmara, foi aberto um processo e ela foi condenada em uma das acusações (corrupção) e inocentada em outras três. O relatório foi aprovado em votação e só depois disso foi para a votação no parlamento.

    Espero que tenha esclarecido que:

    1) A lei da ficha limpa mesmo se estivesse em voga não impediria a eleição da referida candidata;

    2) A cassassão por falta de decoro parlamentar é um processo político passivel de acontecer mesmo sendo o motivo gerador anterior à eleição.

  35. Chesterton said

    sei não, mas a coisa parece feia

  36. Chesterton said

    Dilma acusa Lula de desviar mais de R$ 70 bilhões da CPMF.
    De 2003 a 2007, nos 5 anos em que o Lula administrou a CPMF, o tributo arrecadou mais de R$ 70 bilhões. Ontem Dilma Rousseff declarou:

    Por que o povo brasileiro tem essa bronca da CPMF? Porque o dinheiro não foi para a Saúde, foi para fazer outras coisas, disseram que era para a Saúde e não foi. Não sou a favor daquela CPMF por conta que ela foi desviada.

  37. Chesterton said

    do coronel

  38. Patriarca da Paciência said

    Vilarnovo,

    você se aproximou alguns milímetros de um raciocínio lúcido mas ainda está bem distante.

    Julgamento político não depende de qualquer lei ou regulamento – é uma simples questão de conveniência política. É o que aconteceu com o José Dirceu.

    O PIG criou todo um clamor social e os deputados, para se passarem por bonzinhos, trataram de não perder eleitores.

    Jaqueline Roriz não tem a projeção do José Dirceu, então foi julgada pelo regulamento e não há nada, nada mesmo no regulamento, que diga que a deputada deva ser cassada.

  39. Patriarca da Paciência said

    “Dilma acusa Lula de desviar mais de R$ 70 bilhões da CPMF.”

    Você são hilários nessa tentativa de criar inimizade entre Lula e Dilma. A presidenta foi bem clara – o problema foi na criação da lei que não especificou os mecanismos necessários para que os recursos fossem destinados exclusivamente para a saúde.
    A presidente disse que deve ser criada uma lei que diga claramente que os recursos devam ser destinados exclusivamente para a saúde.

  40. Chesterton said

    claro, a culpa é da lei que proíbe roubo….

  41. Zbigniew said

    Lula, Dilma e Dirceu no congresso do PT. Parece q a estratégia da oposição midiatica não deu certo.
    Vamos aguardar a decisão do STF. Antes disso e política partidária pura.

  42. Yellow_SUBmarine said

    Aí seu Pax, tudo tranqüilo?! Anrafael deu a dica lá no pandô e apareci…
    Excelente trabalho o que tu tá fazendo por aqui. Produzindo legal e provocando o debate. Muito importante pra se chegar ao equilíbrio.
    No dia do voto secreto lá dos caras de pau, postei essa parada no meu facetruks, pros chegados:

    “CORPORATIVISMO OU FORMAÇÃO DE QUADRILHA?!
    A representante do povo Jaqueline Roriz que foi flagrada metendo a mão na grana pública foi considerada gente boa por 265 companheiros. Vinte cagões tiraram o fresado da reta e 166 condenaram a atitude da ladra.
    E tenho que agüentar os comentaristas da Globo & CIA, falarem em decisão corporativa, como se fosse uma atitude normal e aceitável.

    Só tem ladrão e sanguessuga! Tamo Fu… desde 1500.”

    Então, entro no debate com essa aqui.
    De forma simples, defendendo um governo sem governantes.
    Ninguém come melado sem se melar.
    Mexeu com dinheiro, sífu.
    Quanto mais verba, mais ganância e outras mazelas… e digamos que a verba pública, a NOSSA verba, juntando o de todo mundo, dá um bocadinho.

    Abro um parêntese sobre o lance do “estado de direito” e outros terminhos da esfera das leis, é um saco, soa falso e extremamente hipócrita. Mas é verdade, leis favorecem ao mais fraco sim, mas a bandidos também, e nesse meio político existe a possibilidade de ter uns 90% de corruptos. Ía dizer 100% mas daí mantive a esperança.

    É o lado sombrio de nós seres humanos.

    E lá no Pandorama terminei assim:

    “…e que a Jaqueline Roriz & CIA abracem o capeta quando chegarem ao último suspiro”, pena melhor não exite.

    Abraço procês,

    … Ía me esquecendo,… Olha só o Sir Chest… Rá muleque!!!

  43. Pax said

    Fala Sub! Que boa surpresa meu caro.

    Como vai a XRE? Alguma viagem?

    Uma enorme satisfação vê-los pelas redondezas.

    Abração.

  44. Zbigniew said

    Aos debatedores do blog, um texto muito interessante sobre o combate a corrupção. Um pequeno excerto de aperitivo:
    “(…)Sendo assim, a ideia de que o que o país necessita é uma “faxina”, tal como temos lido todos os dias na grande imprensa nas últimas semanas, é uma ideia completamente equivocada por dois motivos: porque é evidente que sem corrigir alguns processos na organização do estado e do sistema político, a corrupção voltará a estar presente nestes mesmos lugares; segundo porque a seletividade desta “faxina” pautada por alguns órgãos da grande imprensa irá desestruturar o governo e sua base de sustentação sem gerar um governo ou um estado menos corrupto.(…)”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-combate-correto-a-corrupcao#more

  45. Yellow_SUBmarine said

    Seu Pax…Viagem pras cidades mais próximas apenas, entre RN e PB, tentando ensaiar uma pra BA onde mora minha filha.
    A bike é muito boa.

  46. Pax said

    Seu Pax parece com dono de padaria, caro Sub.

    De Natal até Salvador já dá uma boa viagem, de 1.100 km. Ida e volta são 2.200. Daqui a pouco vira um Fazedor de Chuva

    http://www.fazedoresdechuva.com/o_passaporte.php?pag=4

    Imagino que a XRE deva ser boa mesmo.

    Agora, peito teve um cara que acabou de atravessar a temida BR 319 entre Porto Velho e Manaus. Quer dizer, acabou de chegar perto de Manaus e de onde está para o fim do trecho é moleza perto do que ele passou esses dias.

    http://www.rotasverdesbrasil.com.br/

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