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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Regulamentação da mídia: tiro no pé

Posted by Pax em 04/09/2011

Basta uma revista fazer alguma reportagem – fajuta, por sinal – envolvendo José Dirceu ou algum outro dirigente do PT e o assunto da imprensa livre volta a mexer com o partido.

Regulamentar a mídia e dar um tiro no pé são gêmeos univitelinos.

Se a volta da CPMF e a regulamentação da mídia voltarem à pauta e esta for jogada ao colo de Dilma, teremos um prejuízo enorme ao processo de faxina que mal se iniciou e que deveria se aprofundar, como quer a sociedade brasileira.

Para a emenda 29 há dinheiro que sobra. Basta fechar os ralos por onde andam os ratos de plantão no governo, afora a natural necessidade de aumento de eficiência na gestão como um todo.

E a imprensa, quanto mais livre melhor. Não são governos e leis que decidem para povos que vivem sob democracias o que estes devem ou não ler ou onde devem ou não se informar. O processo de seleção natural é o único caminho aceitável. Regular a mídia é semelhante ao controle da internet que Eduardo Azeredo e as instituições bancárias querem para reduzir seus custos.

Tremenda bola fora do partido que deveria pensar em renovar seus quadros marcados por histórias de corrupção ao invés de quererem imputar aos mensageiros suas próprias culpas.

PT aprova texto-base que inclui regulamentação da mídia e financiamento público de campanha

Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A criação de um marco regulatório para a mídia está entre os temas mais polêmicos do texto-base de Resolução Política aprovado hoje no Congresso do PT, em Brasília. Reunidos 1.350 delegados para discutir a resolução e uma reforma estatutária para o partido, eles devem votar amanhã as propostas de emendas ao texto.

No documento inicial, aprovado hoje, a proposta de regulamentação para a mídia é um dos pontos. “A inexistência de uma lei de imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presente na mídia, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim, criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil”, diz o documento.

O trecho conta com o apoio da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e do ministro da Secretaria- Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, que participam do congresso.

Ideli acha que é importante discutir o assunto e lembrou que outras áreas já recebem regulamentação. “Todos os setores da economia brasileira recebem regulamentação, menos a mídia”.

Gilberto Carvalho também é favorável a que se criem mecanismos de controle da imprensa. Na opinião dele, isso favoreceria a própria mídia. “Regulamentação do jornalismo é bom para as empresas, é bom para o jornalismo” e acrescentou “não acho justo que se classifique de autoritarismo a atitude de um partido de discutir algo que existe em vários outros países”.

O projeto de Resolução Política do PT conta com 116 pontos que abordam temas como a democratização da comunicação e as reformas agrária, tributária e política. Na reforma tributária, o partido defende a taxação sobre fortunas, sobre lucros e sobre heranças e a progressividade dos tributos sobre a renda.

Para a reforma política o PT tem como principal bandeira o financiamento de campanha exclusivamente público, a votação em lista preordenada para eleições parlamentares e o fim das coligações proporcionais.

As emendas propondo modificações ao texto estão sendo apresentadas hoje e serão votadas amanhã pela manhã. Ainda hoje, os delegados do partido discutem a reforma do estatuto do PT. Questões como contribuição obrigatória para os filiados e garantia ao direito de prévias já foram aprovadas. No caso das prévias, elas poderão ocorrer, quando dois pré-candidatos do partido tiverem interesse na mesma vaga e desde que dois terços do diretório nacional do partido não delibere contra.

Durante o encontro, o presidente do PT, deputado estadual Rui Falcão (SP), leu nota de pesar do partido pela morte do jornalista Chico Daniel, ocorrida hoje (3) em Brasília. Os delegados presentes ao encontro aplaudiram de pé a homenagem ao jornalista, que foi líder estudantil no Rio Grande do Sul e fundador do PT em Porto Alegre. Chico Daniel, que morreu de câncer aos 55 anos, passou por várias redações jornalísticas, entre elas as da NBR, da TV Cultura e do jornal Zero Hora.

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150 Respostas to “Regulamentação da mídia: tiro no pé”

  1. Zbigniew said

    Realmente não entendo o temor. Vamos observar os modelos existentes em outros paises, e q de modo algum passa pelo controle de conteúdo. Alias, no modelo a ser adotado entra a questão da mídia nas mãos de políticos. Vai ser bom discutir isso com a sociedade.

  2. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Se você lembrar da URSS, da Coréia do Norte, da China, de Cuba, da Venezuela etc talvez entenda o tal temor. É bem simples.

  3. Patriarca da Paciência said

    Eu concordo que a imprensa “quanto mais livre melhor”, porém uma imprensa irresponsável, caluniosa, golpista, ininputável etc. não me parece grande coisa.

    Falar as maiores barbaridades de uma pessoa e depois simplesmnete dizer que se enganou é muito cômodo. Usar de meios criminosos e depois dizer que está apenas exercendo o direito de livre expressão é surrealista.

    Acho que o que se quer é simplesmente que a imprensa assuma e comprove tudo que publica.

    Se não tem como comprovar, que diga claramente que é simples opinião.

  4. Zbigniew said

    So q, Pax, não somos a URSS, Coreia do Norte, Cuba, China ou Venezuela. Pelo contrário. O Brasil e um pais democrático, e a exemplo de paises como Franca, Alemanha, Portugal, Inglaterra, entre outros, q também tem sistemas regulatorios de mídia, temos q ter maturidade suficiente para discutirmos nosso sistema, a exemplo da questão da ditadura. Não podemos ter uma casta de assuntos intocáveis sob o signo de princípios absolutos q so servem para bloquear a democracia, e sob a justificativa de protege-la, o q e um equivoco.

  5. Chesterton said

    O PT é o novo NSDAP.

  6. Patriarca da Paciência said

    “exemplo de paises como Franca, Alemanha, Portugal, Inglaterra, entre outros, q também tem sistemas regulatorios de mídia, temos q ter maturidade suficiente para discutirmos nosso sistema, a exemplo da questão da ditadura. Não podemos ter uma casta de assuntos intocáveis.”

    Pois é, Zbigniew, imprensaa sem regulamentação é igual jaboticaba – só existe no Brasil.

  7. Zbigniew said

    Patriarca, so posso acreditar q isto e fruto da cartelizacao e dessa relacao politica-midia, q aqui no Brasil teve uma intensidade notavel, passando por Chateoubriand ate os dias atuais. O q nao entendo e como se compra essa ideia de q qualquer regulamentacao passara por censura ou controle de conteudo. Essas duas figuras sao inaceitaveis, mas antes de se comprar a posicao da grande midia e bom se conhecer o projeto do Franklin Martins e a partir dai discutir-se as ideias, sem bloqueios ou pre conceitos, afinal estamos ou nao num regime democratico?

  8. Pax said

    Caro Chesterton,

    Não sei o que é NSDAP.

    Caros Zbigniew e Patriarca,

    Sempre ouço falar dessas tais regulamentações nestes países que o Patriarca coloca em #6. Onde estão estas informações?

    Caro Patriarca em #3,

    Ora, mas existem leis contra injúria, calúnia e difamação no Brasil. Para que mesmo leis específicas para imprensa, ou internet ou para proteger políticos ou etc etc etc?

  9. Chesterton said

    sabe sim.

  10. Chesterton said

  11. Patriarca da Paciência said

    E daí Chesterton,

    eu concordo totalmente com a posição do sujeito aí, embora não tenha a menor vontade de comprar o livro dele, menos ainda de lê-lo.

    Ele diz claramente que é a simples opinião dele. É isso que se quer da “óia”. Diga claramente que é a simples opinião dela e não algum fato verídico.

  12. Chesterton said

    Suas opiniões são fantasia?

  13. Patriarca da Paciência said

    Chesterton,

    o dito cujo tem todo o direito de achar que pode ofender aos outros.

    Quemm é ofendido tem todo o direito de processar o dito cujo.

    O Juiz é quem vai decidir quem tem razão, baseado nas leis em vigor do país.

  14. Yellow_SUBmarine said

    Sei lá… Ajudaria bastante se um dos pontos da regulamentação fosse a logo dos partidos, que o veículo de comunicação apoia, estampadas nas primeiras páginas, capas, e selos em canto de tela, 24H, sem interrupção.

    Saberiamos quem apoia a quem, por quanto tempo apoia…

    Não pra mim, nem pra você, mas pro leigo, lascado, mau informado, analfabeto funcional político. Aquele que vota por influência de mil e uma coisa… Grande maioria infelizmente.

    Mas daí nenhum veículo vai aceitar devido ao rabo preso com várias bancadas. Aquela mais conveniente, o coringa, a bola da vez.

    Não são regulamentados, mas adoram regular a minha vida. Lobos.

  15. Chesterton said

    Quemm é ofendido tem todo o direito de processar o dito cujo.

    O Juiz é quem vai decidir quem tem razão, baseado nas leis em vigor do país.

    chest- depende de que leis foram colocadas em vigor, por exemplo, as ditaduras havia leis não muito adequadas. Hoje a discussão sobre liberdade de expressão está acima do nívels dos poderes legislativos. É ou não é um princípio pétreo.

  16. Otto said

    Pax, ano passado foi muito discutido na blogosfera este assunto. Acho que você não estava no Brasil.
    Regulação da mídia não é censura — a não ser que você considere stalinistas países como Estados Unidos, França, Reino Unido, Portugal etc. Dê uma pesquisada antes de ficar repetindo estes chavões. Se alguém te vende um salsicha estragada, tem um órgão a quem você pode reclamar. Mas se te vendem notícias distorcidas, editorializadas, a quem você reclama? Ao Judiciário? Ora, mas sem uma regulação específica, o Judiciário, que no nosso caso é lento, e não raro elitista, não vai poder fazer muito.
    Olha alguns links sobre modelos de regulação da mídia que encontrei numa pesquisa no Google de alguns segundos:
    Na França: http://pt.wikipedia.org/wiki/Regulamenta%C3%A7%C3%A3o_da_m%C3%ADdia_na_Fran%C3%A7a
    Nos EUA: http://pt.wikipedia.org/wiki/Regulamenta%C3%A7%C3%A3o_da_m%C3%ADdia_nos_Estados_Unidos
    E sobre uma pesquisa de modelos regulatórios em 10 países:
    http://mariafro.com.br/wordpress/2011/01/04/democratizacao-da-comunicacao-regulamentacao-da-midia-pra-que/

  17. Chesterton said

    vamos esuquecer o assunto e confiar nas boas intenções do PT (cada um que aparece)

  18. Olá!

    Esses últimos tempos têm sido muito ilustrativos sobre a real natureza de algumas pessoas, partidos, grupos de pressão, militância, políticos e etc. A grande maioria desses aí que se dizem democratas, a favor das liberdades civis e demais direitos afins existentes em uma democracia, estão se revelando, isso, sim, de natureza totalitária e autoritária, mostrando que a democracia para essa gente não é um bem de fato, mas um simples instrumento de tomada e apropriação do poder.

    São situações como as que vêm acontecendo recentemente que revelam o real caráter das pessoas.

    A galera esquerdista daqui do blog do Pax quer utilizar no Brasil os modelos europeus e americano de regulação da imprensa, se esquecendo de que nesses países tal regulação foi feita sem a presença de um partido retrógrado e atrasado como o PT. Afinal de contas, se existisse um PT em cada país europeu e nos EUA, tais países não seriam desenvolvidos.

    É estranho que a esquerda brasileira, quando o assunto é “regular” a imprensa, não pense duas vezes em utilizar o mundo civilizado como exemplo de modelo a ser seguido. No entanto, quando o assunto envolve liberdade para empreender, liberdade econômica e coisas tais, essa mesma esquerda hostiliza com todas as suas forças os modelos de empreendedorismo e de livre iniciativa desse mesmo mundo civilizado, colocando, de bate-pronto, o rótulo de “neoliberal” em quase tudo que vem de lá.

    Aliás, outro dia aqui mesmo no site do Pax, um esquerdista afirmou que liberdade para empreender é besteira e que a verdadeira riqueza das nações se constrói pela pilhagem e pelo roubo. Perguntem a esse esquerdista qual é o partido político ao qual ele é filiado. Isso exemplifica didaticamente o que foi colocado nos dois parágrafos anteriores.

    Sobre o link para a regulação da imprensa nos EUA:

    A regulamentação da mídia nos Estados Unidos, ao contrário do que ocorre em diversos países europeus, não é centralizada em uma única Lei de Imprensa, mas pautada por uma série de regras contidas em diferentes legislações adotadas por este país ao longo de sua história. Nos Estados Unidos, a regulamentação da mídia é caracterizada por uma visão liberalizante, seguindo o princípio de que o mercado e a opinião pública devem ser os principais reguladores do conteúdo. [. . .]

    Primeira Emenda à Constituição dos Estados Unidos:

    A Primeira Emenda (a I Amendment) da Constituição dos Estados Unidos da América é uma parte da Declaração de direitos dos Estados Unidos da América. Impede, textualmente, o Congresso dos Estados Unidos da América de infringir seis direitos fundamentais. O Congresso passa a ser impedido de:

    01. Estabelecer uma religião oficial ou dar preferência a uma dada religião (a “Establishment Clause” da primeira emenda, que institui a separação entre a Igreja e o Estado)

    02. Proibir o livre exercício da religião;

    03. Limitar a liberdade de expressão;

    04. Limitar a liberdade de imprensa;

    05. Limitar o direito de livre associação pacífica;

    06. Limitar o direito de fazer petições ao governo com o intuito de reparar agravos;

    Comparem tudo isso ao que foi escrito sobre regulação da imprensa na mais recente resolução emitida no último congresso do PT. Aliás, vejam se, nessa resolução, há alguma alusão do controle da imprensa pelo próprio mercado que consome os seus produtos/serviços e/ou através da opinião pública:

    Para nós, é questão de princípio repudiar, repelir e barrar qualquer tentativa de censura ou restrição à liberdade de imprensa. Mas o jornalismo marrom de certos veículos, que às vezes chega a práticas ilegais, deve ser responsabilizado toda vez que falsear os fatos ou distorcer as informações para caluniar, injuriar ou difamar. A inexistência de uma Lei de Imprensa, a não regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da propriedade cruzada de meios, o desrespeito aos direitos humanos presente na mídia, o domínio midiático por alguns poucos grupos econômicos tolhem a democracia, silenciam vozes, marginalizam multidões, enfim criam um clima de imposição de uma única versão para o Brasil. E a crescente partidarização, a parcialidade, a afronta aos fatos como sustentação do noticiário preocupam a todos os que lutam por meios de comunicação que sejam efetivamente democráticos. Por tudo isso, o PT luta por um marco regulatório capaz de democratizar a mídia no País.

    Como assim mas? É complicado de colocar poréns em uma discussão que versa sobre a liberdade. O Ziraldo tem um texto muito bom sobre isso e que trata dessa mesmíssima questão, só que fazendo uma comparação entre o tosco Conselho Federal de Jornalismo (que o Lula quis implementar) e a composição da constituição americana, das liberdades e direitos contidos nela, e dos Founding Fathers também. Excerto:

    Fico imaginando aqueles austeros e sábios cidadãos americanos, inundados de verdadeiros e altivos propósitos – igualzinho aqui no Brasil -, conscientes de que estavam fundando uma nação em um Novo Mundo, decidindo como cada cidadão devia viver no país, sabendo de todos os seus direitos e de todos os seus deveres.

    Cada hora um dava um palpite – imagino -, cada hora um se lembrava de um direito. Olha só, que trabalhão! Que responsabilidade! Fico vendo o James Madison dizendo para o Dickson: “Ei, cara, qual você acha que deve ser a primeira emenda?” E o Dickson falando: “Acho que é sobre o direito à liberdade.” “Perfeito”, disseram todos. “Escreve aí, secretário William Jackson, Emenda Número Um… Todo cidadão tem direito à liberdade de pensar, de agir, de tomar decisões, mas…” “Um momento”, deve ter falado um dos constituintes: “Mas, como?” “Ihhh…” – deve ter falado um outro: “Melou!”

    “Claro que melou”, deve ter dito o Benjamin Franklin, que, por aquela cara dele na nota de US$ 100, dá para ver que era um cara irônico: “Como você vai botar poréns numa discussão sobre liberdade?” Aí, deve ter falado o Alexander Hamilton (que era tão seco e objetivo, que achava que não tinha mais nada para acrescentar na Constituição de sete artigos que haviam escrito): “E se o cara abusar do direito de ser livre? E se ele caluniar, fizer denúncias falsas, mentir para prejudicar os outros?” “Péra aí”, falou o Washington, que, pela foto na nota de US$ 1, dá para ver que já não tinha dentes: “Isto não é constitucional, no que se refere a direitos. Coisas deste tipo devem ser resolvidas pelos códigos de leis.”

    Todos aplaudiram, pois sabiam diferenciar Constituição de regulamento. Aí, um deles deve ter dito: “É melhor criarmos todas as condições legais para punir o mentiroso do que cercear e constranger aquele que descobriu a verdade.” Ficaram nesta discussão durante meses. Até que um lá se levantou e disse, como se tivesse perdido a paciência ou descoberto a pólvora: “Quer saber de uma coisa? Chega de discussão sobre o indiscutível. Vamos escrever aí, nesta primeira emenda: não se farão leis sobre liberdade de expressão. Pronto!

    “Bela conclusão!”, disseram todos. E ditaram para o secretário Jackson: “O Congresso NÃO LEGISLARÁ no sentido de estabelecer uma religião, ou proibindo o livre exercício dos cultos, ou CERCEANDO A LIBERDADE DE PALAVRA OU DE IMPRENSA ou o direito do povo de se reunir pacificamente e de dirigir ao governo petição para a reparação de seus agravos.” Em cima de uma Constituição assim, o povo americano construiu a nação mais poderosa e mais rica do mundo.

    [. . .]

    Ora, o que devemos fazer é criar condições de agilizar a Justiça! Ela tem todas as condições de, através de seus códigos de leis, enquadrar quem não merece o título de jornalista. Por favor, Kotscho, não legislemos sobre qualquer coisa que se refira à liberdade do cidadão. Aqui, é bom seguir o exemplo americano. Você conhece o Brasil: o próximo governo pode não ser nosso e eles podem querer “aperfeiçoar” seu código de ética. Começa assim.

    Lembre-se: toda a vez que – não é o caso aqui – canalhas são ameaçados, eles inventam de criar um código de ética, Kotscho. Você se lembra – é claro – da nossa heróica luta pelo velho e ultrapassado sonho de nacionalizar as histórias em quadrinhos. Sabe como eles nos neutralizaram, Kotscho, lembra? Criaram um Código de Ética para a categoria!

    Vocês me desculpem, mas eu vou lutar contra este ovo que se quer botar no ninho da nossa atividade. Desculpem a metáfora, mas ele é o ovo da serpente.

    Nada a acrescentar!

    Até!

    Marcelo

  19. Pax said

    Caro Otto,

    Seja bem-vindo. Ainda mais quando faz crítica construtiva, que é ainda melhor.

    Veja, eu reclamo, sim, deste assunto entrar na pauta. E insisto no meu ponto. Basta que alguma revista ou veículo fale mal de alguém do governo que este assunto de regulamentação ou controle social da mídia volta à pauta com força.

    No Brasil existem leis contra injúria, calúnia e difamação e existe a Justiça para resolver estes problemas. Você reclama que o nosso Judiciário é lento e elitista, que concordo. Mas e daí? Não é melhor combater o problema do Judiciário que criar alguma outra agência que regule. Basta nos lembrarmos o que viraram as atuais Agências Regulatórias como Anatel, Aneel, Anac etc etc. São absolutos antros. O que mesmo nos levaria a crer que uma nova regulamentação da mídia desenvolveria uma nova agência regulatória e esta seria diferente das demais?

    Insisto no meu entendimento e na minha opinião que regular a mídia e dar um tiro no pé do governo Dilma são a mesmíssima coisa. Assim como a discussão de volta da CPMF.

  20. Zbigniew said

    Sabe qual e o problema, Marcelo? E q vcs pra discutirem “democraticamente” qq coisa tem q ser pela destruição e desqualificação do diferente, daqueles q não tem a mesma opinião.
    Digo e repito, repudiar qq regulação da mídia com base na desmoralizacao de um partido não e discutir ou debater nada. E escrever linhas e linhas e não dizer nada. Vamos ao cerne. Quais os pontos do projeto do Franklin Martins? Concentração de mídia, propriedade nas mãos de políticos, controle de conteúdo, censura, direito de resposta proporcional ao agravo? O q se quer discutir e realmente implementar? Como e na Argentina, Franca, Alemanha, Portugal e outros paises q adotaram algum sistema de controle e fiscalização social? Após tantos abusos de grupos poderosos de mídia, assim como ocorreu com o sistema financeiro desregulado

  21. Otto said

    Olá, Pax, obrigado pela gentileza.
    Antes de mais nada, explico que estou longe de ser um especialista no assunto, sou mais um curioso que acompanha este e outros assuntos com interesse de cidadão.
    Acho que sim este tema pode ser um tiro no pé do governo Dilma. Por mais que os oligopólios midiáticos já não disponham do mesmo poder de eleger e tirar governantes, eles ainda são muito poderosos e podem desestabilizar um governo e deixá-lo refém de seus (deles, dos detentores do poder de comunicação) interesses. Mas independente da cagada (outra) da Veja, de quem, segundo o Wikileaks, nem a embaixada americana acreditava, acho oportuno trazer este tema novamente à baila. O histórico de nossa mídia não é muito honroso: apoio ao golpe militar, ignorar o lançamento da campanha das Diretas Já (a Globo), a tentativa de fraude na primeira eleição do Brizola no Rio, e mais recentemente a publicação de uma ficha policial falsa na primeira página da Folha em plena campanha eleitoral — este último caso não é uma tentativa clara de tentar distorcer processo democrático, já que para o seu pleno funcionamento é necessário a veiculação de informações idôneas? E a propriedade privada de meios de comunicação e sua posse por políticos, não acha, Pax, ser importante a discussão? O que vc. acha de, numa cidadezinha do interior, o prefeito ser dono do jornal, da rádio e da retransmissora de TV? Bom, são alguns dos assuntos que foram discutidos na Confecom ano passado, evento aberto a todos os atores das comunicações do Brasil, mas que os grandes veículos (com exceção da Band) boicotaram.
    Abraços.

  22. Pax said

    Caro Otto,

    Sempre acho que os assuntos merecem discussão. Um pouco à além gosto mesmo é do processo, ou doutrina, socrática da ironia e maiêutica. No mínimo me faz aprender com quem sabe mais que eu. ( http://historiadafilosofia.wordpress.com/2009/02/11/socrates-2a-parte-a-doutrina/ )

    Claro que tenho meu pé atrás com a mídia e no modelo que temos, com poderes oligárquicos. Mas confesso que tenho muito mais apreensão em imaginar um controle que viesse a limitar qualquer liberdade, ainda mais considerando o que vivenciamos hoje em dia, como disse acima, me apegando aos péssimos exemplos das Agências Regulatórias.

    Também não tenho nenhum aprofundamento no assunto, mas me parece que a solução para este tipo de problema “vis a vis” a aceitação da Democracia como princípio geral, é muito mais pela afirmação que pela negação. Onde quero chegar? Ora, veja o que acontece hoje em dia, quanta gente escrevendo, criticando a mídia, apoiando suas preferências políticas, sentando o pau na corrupção generalizada, abrindo espaços para discussão etc. Isso é afirmação, não negação.

    Aqui é um minúsculo espaço, abaixo de um traço de qualquer audiência, mas todas as vozes (tirando os trolls e spans) têm direito, enfim, acho e quero que seja um espaço democrático. Toma meu tempo? Claro que sim. Ganho algum? Não. Poderia ganhar? Sim, poderia. Pelo governo? NÃO! Eu que seja competente para desenvolver um modelo que se sustente. O que preciso do governo é me dar liberdade para empreender, desenvolver meu espaço e proteger meu direito de fazer este empreendimento e minha liberdade de opinar e me expressar. Só e somente só.

    Também acho que um prefeito ser dono do jornal, da rádio e da TV numa cidade um perigo, temos exemplo maranhense que nos mostra que este modelo não é lá muito apropriado. Só não sei, sinceramente, como exatamente coibir. Aqui entendo que os modelos que você trouxe nos links acima interferem, sim. Mas, como disse, não conheço o assunto amiúde.

    Só que vou provocar, de novo: porque mesmo este assunto só entra em pauta no Brasil quando alguém do governo é atacado?

    O que me parece é que o caminho desta discussão nestes últimos tempos pegou uma trilha absolutamente errada. Se tornou um caminho de discussão do PT sobre o tal controle da mídia. Não é um controle social da mídia, mais me parece um controle do PT sobre a mídia, o que me parece tão ou mais venal que o controle do tal prefeito em sua cidade.

  23. Otto said

    Bom, Pax, é óbvio que o assunto veio à tona por conta do jornalista fujão da Veja — um recém-formado que doravante terá o nome queimado: ah, tu é aquele que tentou ver a cueca do Dirceu?!
    Mas a história é feita por nós e nossas circunstâncias.
    Agora, não acho que tenha no PT alguém sério que queira censurar a mídia — e nem se houver um aloprado desses, essa história não teria chances de vingar. O negócio é a regulação – já prevista pela Constituição. Mas é uma parada dura e não acho que o brasileiro médio irá pra rua pedindo o desmembramento do Rede Globo, por exemplo (no Rio, a Globo não poderia ter TV, rádio e jornal ao mesmo tempo).
    E também vamos convir: já existe censura no Brasil, a censura do patrão. O que ele não quer que saia, não sai (vide Ricardo Teixeira, o homem mais sujo do país, que só depois de muito escândalo saiu no JN, mas no sábado, que é o dia de menor audiência). Claro que vc. pode escrever o que quiser no teu Blog — mas o que conta pra minha avó é o que sai no JN. E aqui no Brasil nós temos uma imprensa que canta sempre no mesmo diapasão ideológico. Não temos uma BBC, um The Guardian, um The Independent, um Liberacion… Todos são de centro-direita, pseudo-liberais, pois depressa abrem mão do “liberal” pra apoiar um golpe.
    E outra coisa: enquanto muitos ficam preocupados com a vocação “censória” do PT, o PSDB vai de fato praticando sua censura, vide o Beto Richa no Paraná censurando blogues e pesquisas eleitorais, e Minas do Aécio/Anastasia, com a imprensa toda comprada e calada. E todo mundo sabe que o Serra costumava ligar para as redações e pedir a cabeça de jornalistas que lhe desagradavam. Não vejo ninguém se escandalizar com isso.
    O perigo de censura no Brasil vem de outra parte: vide também o projeto do tucano Azeredo de controle da internet, conhecido como AI-5 virtual.

  24. Patriarca da Paciência said

    “E outra coisa: enquanto muitos ficam preocupados com a vocação “censória” do PT, o PSDB vai de fato praticando sua censura, vide o Beto Richa no Paraná censurando blogues e pesquisas eleitorais, e Minas do Aécio/Anastasia, com a imprensa toda comprada e calada. E todo mundo sabe que o Serra costumava ligar para as redações e pedir a cabeça de jornalistas que lhe desagradavam. Não vejo ninguém se escandalizar com isso.”

    É isso aí, meu caro Otto,

    a imprensa vive preocupada com a censura do PT, quando o censurador mesmo é o PSDB.

    O Beto Richa censurou várias pesquisas eleitorais.

    Tem cabimento?

  25. Zbigniew said

    Exatamente, Otto. E bem por aí. Interessante como esquecemos das censuras veladas impostas por outros partidos ou políticos q não são do PT.

  26. Otto said

    Pra contribuir mais um pouco, um excelente artigo:

    A IMPRENSA AGE POR INTERESSES POLÍTICOS

    Em todos os jornais desta segunda-feira (5) e do domingo anterior, o assunto principal é a ‘censura’ quando tratam do assunto “regulação de mídias”.

    E novamente os donos da imprensa alimentam fantasmas que não existem: associam qualquer tipo de regulamentação como ameaça à liberdade de expressão. “Esquecem” que em todas as democracias ocidentais tem órgãos reguladores de estado, cuja função não é censurar, mas fiscalizar o cumprimento das obrigações das empresas com seus consumidores de informação

    Não se trata de nenhum tipo de censura à informação, pelo contrário, trata-se de eliminar os cerceamentos que existem atualmente, cujo único controle é o exercido pelos donos da imprensa, que formam um verdadeiro oligopólio – e as notícias que não agradam aos donos não chegam ao público, pelo menos de forma íntegra.

    A regra para um novo marco regulatório é mais vozes falando, mais informação, mais liberdade de expressão e de imprensa.

    Uma curiosidade a respeito disso é que a mídia, eletrônica ou escrita, é o único setor econômico que faz sua própria regulação. Os jornais tem seus manuais da redação, as organizações Globo tem seus “princípios jornalísticos”, com um ponto em comum: eles não seguem a própria regulação. Talvez aí esteja o principal argumento para que haja regulação através de lei.

    O direito ao contraditório, ouvir o outro lado em uma matéria, buscar confirmar adequadamente uma informação antes de sua publicação, são princípios que ficam apenas nos manuais. Na prática, matérias são publicadas com informações atribuídas a fontes anônimas que muitas vezes não se confirmam.

    Ainda há o tom editorializado das matérias, onde mistura-se informações objetivas com opiniões e avaliações subjetivas e polêmicas dos jornalistas. E o direito de resposta não existe na prática: geralmente os protestos são confinados às famosas colunas erramos, onde o jornalista tem ainda a palavra final.

    Outra questão importante é que os meios de comunicação agem na prática como entidades políticas. Valendo-se de sua grande influência e capacidade de formar opinião (tem diminuído, ultimamente, graças à maior diversidade de meios, principalmente às redes sociais), trabalham a favor ou contra governos ou, em épocas eleitorais, candidatos. Aliás, em períodos eleitorais o desequilíbrio da cobertura nos grandes veículos fica muito claro. Em alguns casos, o veículo declara apoio a um candidato (fica mais transparente), mas a maioria faz campanha de forma descarada, tentando passar um verniz de imparcialidade.

    E finalmente, não se pode esquecer a defesa que a grande mídia faz do poder econômico e de interesses anti-populares. É cada vez mais comum que se misturem e se infiltrem os interesses particulares dos veículos de comunicação aos de seus departamentos de jornalismo.

    Liberdade de imprensa é indispensável. Mas é preciso tratar algumas questões para que a liberdade de expressão seja exercida, de fato. A política é pautada pela opinião pública e há problemas graves aos quais ninguém apresentou solução. Os meios de comunicações nas mãos de políticos ou seus laranjas formando opinião conforme seus interesses. As religiões tomaram conta do que sobrou. As empresas de comunicação sérias e os bons profissionais da área passam a ter dificuldade de acesso aos caríssimos leilões, além de a concessão ainda ter de ser referendada pelo Congresso. Tem saída?

    Tem. A regulamentação da mídia é a solução. Prevista na Constituição, deve se feita de modo a garantir a liberdade de expressão e estabelecer os limites para cada empresa atuar na área.

    Mas para isso acontecer teria que haver uma mobilização geral da sociedade porque, se for depender de que o nossos parlamentares no Congresso a aprovem, ela nunca vai acontecer.

    Os principais prejudicados seriam, só para citar alguns exemplos: Sarney, que é dono da retransmissora da globo no Maranhão; Edison Lobão, dono da retransmissora do SBT no Maranhão; Collor, proprietário da concessão que retransmite a programação da Globo em Alagoas… E também, entre os que se colocam visceralmente contra a regulação, os grandes grupos de comunicação, que pretendem continuar tentando manipular e (de)formar a opinião pública.

    Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/multimidia/blogs/blog-na-rede/a-imprensa-age-por-interesses-politicos

  27. Otto said

    Mais um texto interessante:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/martin-wolf-aproveitar-a-oportunidade-para-reformar-a-midia.html

  28. Otto said

    Pax: desculpa estar enchendo a tua caixa de comentários com tanto textos. Mas crio serem importantes para o atual estágio da questão.

  29. Chesterton said

    Digo e repito, repudiar qq regulação da mídia com base na desmoralizacao de um partido não e discutir ou debater nada.

    chest- aí é que está a questão, o problema é justamente esse partido e seus componentes.

  30. Chesterton said

    A IMPRENSA AGE POR INTERESSES POLÍTICOS

    chest- óbvio que uma imprensa ao defender sua liberdade defende direitos políticos,. Depois do que houve com ela em certos regimezinhos sanguinários no século 20, isso não só é normal como desejável.

    Politica da imprensa não pelega: sim a democracia, não ao fascismo petista.

  31. Otto said

    Chesterton: Engraçado que essa imprensa não se importou com a perda de liberdade no famigerado regime militar, mas aproveitou pra se locupletar, vide a Globo que era um jornalzinho mequetrefe nos inícios dos anos 60.

  32. Italo said

    A imprensa aqui não é livre ela tem dono as 11 familias.
    Não é governo que censura a imprensa são seus proprios donos
    abaixo a propriedade cruzada

  33. Pax said

    Caro Otto,

    Do seu texto acima, no comentário #26, um trecho

    Outra questão importante é que os meios de comunicação agem na prática como entidades políticas. Valendo-se de sua grande influência e capacidade de formar opinião (tem diminuído, ultimamente, graças à maior diversidade de meios, principalmente às redes sociais), trabalham a favor ou contra governos ou, em épocas eleitorais, candidatos. Aliás, em períodos eleitorais o desequilíbrio da cobertura nos grandes veículos fica muito claro. Em alguns casos, o veículo declara apoio a um candidato (fica mais transparente), mas a maioria faz campanha de forma descarada, tentando passar um verniz de imparcialidade.“.

    Por acaso estamos querendo criar uma regra que meios de comunicação não podem agir como entidades políticas? E se for à favor do governo? Quer um exemplo? A EBC, a Agência Brasil etc. Tem para todos os lados.

  34. Otto said

    Prezado Pax: na pólis todo ente é político. O que precisa é ampliar o arco das vozes que se manifestam nessa ágora. Daí a necessidade do fim da propriedade cruzada.

  35. Pax – Há uma “confusão” dessa galera sobre liberdade de imprensa. Eles não querem liberdade de imprensa. Querem controle de massa. A frase do Otto é emblemática:

    “Claro que vc. pode escrever o que quiser no teu Blog — mas o que conta pra minha avó é o que sai no JN”

    O desejo é controlar os veículos de maior expressão já que não conseguem amplitude nos veículos que eles controlam. A Carta Capital foi criada e financiada com recursos público para se tornar um contraponto à Veja. Nunca conseguiu. Lula criou, também com recursos públicos a famigerada TV Lula e essa só dá traço.

    A frase do Otto é emblemática pois demonstra claramente as intenções.

    Vê se alguma proposta dessa gente fala sobre o fim do controle político das mídias? Falam sobre políticos com TV, mas não abrem mão das concessões políticas para as mesmas.

    “A imprensa aqui não é livre ela tem dono as 11 familias.”

    O fato de um jornal ter dono não quer dizer que a imprensa não seja livre. Um jornal é uma empresa privada. Aparece lá o que o dono quiser. Acostume-se com isso. Isso é democracia, isso é liberdade de imprensa.

    Como não dizer que no Brasil não há imprensa livre se até o MR-8 tem jornal? Financiado com dinheiro público, é claro, mas tem? Aliás, quantos dos “iluminados” aqui urrou quando o MR-8 através de seu jornal ameaçou de morte um jornalista?

    O que querem é que os jornais escrevam o que ELES querem.

    Quantas vezes aqui o Patriarca, o Elias ou o Zbigniew apareceram aqui para criticar os textos parciais escritos pela Carta Capital?
    Como já demonstrei aqui dias atrás, porque não reclamavam da VEJA quando ela escrevia contra o FHC e o PSDB quando eram governo?

    O Governo comprou o SBT para fraudar um vídeo durante a eleição. Pagou com um Panamericano. Fora a Record que trabalha com um partido que dá apoio ao PT.

    A raiva deles é o alcance da Globo e da Veja, é isso que eles querem controlar.

    “O perigo de censura no Brasil vem de outra parte: vide também o projeto do tucano Azeredo de controle da internet, conhecido como AI-5 virtual.”

    Engraçado como as digitais do Mercadante sumiram desse projeto!! Chega a ser hilário. Tanto é que já está sendo chamada Lei Azeredo/Mercadante.

    Mas, claaaaaaro, os petistas nunca tocam no nome de Mercadante. Até mesmo Catatau, milita no Pandorama escreve dessa maneira:

    “A Lei de Azeredo/Mercadante, os princípios e as eventualidades”
    http://catatau.blogsome.com/2008/07/25/a-lei-de-azeredomercadante-os-principios-e-as-eventualidades/

  36. Chesterton said

    a esquerda é um tédio, mais do mesmo angu de caroço…

  37. Otto said

    Pablo: vc. acredita que caiu mesmo um objeto não identificado na cabeça do Serra fora uma bolinha de papel? Bom, então vc. acredita em tudo?
    Bom, os conglomerados da mídia — e mesmo o jornal do MR8 — são de de propriedade particular, claro. Mas como oferecem um produto de utilidade pública, têm que ser regulados como por exemplo as empresas de telefonia e energia elétrica. Vc. Se um bueiro explode no Rio e mata um cara, a empresa responsável tem que ser punida. E quando é a mídia que oferece merenda estragada? Leu o artigo que postei no comentário 27? Vc. acha que a Inglaterra é “petista” porque fechou o News of the world e prendeu alguns jornalistas?
    E a sua opinião do Beto Richa, eu gostaria de saber. E do controle – neste caso controle, não regulação – da mídia em MG?
    Ah, e a censura da Folha a um blog que a parodiava? Isso pode? (Cf. http://desculpeanossafalha.com.br/) Esses otavinhos só defendem a liberdade de imprensa deles.

  38. Chesterton said

    o News of the World não foi fechado pelo governo britânico.

  39. iconoclastas said

    a imprensa precisa de grana para se sustentar, como qualquer outro negócio. a Veja tem o (MAIOR) público cativo dela, e quer conquistar mais gente, para aumentar a distribução e vender anúncio, e é uma empresa competente, a Globo, idem. já as revistinhas do partido da imprensa governista são tocadas por gente fraca, aí não tem molusco que faça funcionar. essa cobrança sobre a editoria ter de escolher um lado é constrangedoramente infantil, o lado escolhido vai ser aquele que encher barrigas.

    se vcs não estão satisfeitos não comprem, não leiam, processem, editem suas próprias revistas, vão lá reclamar com Dilmão -que hoje tem o poder – sobre o sistema de concessões de radiodifusão, de televisão, ou cuidem de suas vidas da maneira que lhes agradar. a TV Brasil está aí, vão lá e façam o JN de vcs, o Fantástico, tá cheio de global já endinheirado dispostos a abraçar a causa de vcs. o Valor tá sempre dando uma forcinha p/ vcs, o Franklin Martins é muito mais capaz do que o Mino Carta, ao invés de ficar confabulando põe ele lá. mas deixem de ser espírito de porco, pois até de humorista vcs se queixam…

    cambada de murrinha…

  40. Pax said

    Alguns pontos me parecem importantes na discussão:

    – os oligopólios: aqui, sim, acredito que haja uma discussão, como propôs o caro Italo (bem-vindo, também) com o reforço dos caros Otto, Patriarca e Zbigniew.

    – o controle de conteúdo (juro que entendo que todos têm direito a colocar conteúdo ruim e bom, o que for sem controle, sem que isto implique em passar por cima das leis que defendem contra injúrias, calúnias e difamações)

    – o partidarismo dos veículos

    – os veículos oficiais, tipo Agência Brasil

    Pegando somente este último item, fico me perguntando quando mesmo vi alguma vez (e acompanho, sim, quase diariamente, a Agência Brasil) uma reportagem investigativa que tivesse levantado um caso de corrupção pelos veículos oficiais. Não lembro. E não achamos importante? Esquecemos que durante a ditadura essas notícias não saíam porque havia censura?

    E aí me pergunto, também, quanto dos que reclamam da situação atual, se lembram do monopólio Sarney no Maranhão, das inúmeras notícias que o Romero Jucá, líder do governo no Senado, emprega laranjas para comprar rádios etc.

    O que me parece, de novo, é o que falei desde o início, o que está no post: basta uma notícia envolvendo Dirceu ou outro dirigente do PT, ou algo contra o Lula e a pauta é reiniciada com estes argumentos que precisamos de um controle social da mídia.

    Para mim quanto menos controle melhor. Há que se suar muito para me convencer que precisamos controlar a imprensa.

    Alias, vamos um pouco mais longe: Zé Dirceu abriu um processo contra a Veja por conta da tal matéria do fim de semana retrasado? Não sei, estou perguntando.

  41. iconoclastas said

    aliás, eu não entendo essa preocupação com a imprensa se vcs já decidiram que o povo não cai mais na dos “formadores de opinião”…

    ;^))

  42. Grande Otto – Sinceramente é bom ver opiniões diferentes da minha mas com grande embasamento por aqui.

    “Se um bueiro explode no Rio e mata um cara, a empresa responsável tem que ser punida. E quando é a mídia que oferece merenda estragada?”

    A questão é que HOJE nós já possuimos esse mecanismo que é a justiça.

    A Inglaterra não fechou o New of the World. Foram seus donos que fecharam o jornal. Os crimes cometidos estão sendo apurados no judiciário.

    Se você leu bem a notícia que postou verá que:

    – Houve uma audiência sobre um assunto que está no judiciário.
    – A Folha não censurou nada, até porque não tem poder para tal, a pelega é contra a utilização de um logo que é parecido, com intenção de ser similar, ao do jornal. É a mesma coisa que eu criar um refrigerante de cola e fazer um logo semelhante ao da coca-cola.
    – O referido blog pode continar a escrever o que quiser com outro logo e outro endereço que não cause o engano, e é justamente isso que está fazendo.

    – A literatura jurídica para casos semelhantes é farta.
    – E por fim, o caso está sendo tratado na Justiça, que é o foro apropriado.

  43. Pax – “O que me parece, de novo, é o que falei desde o início, o que está no post: basta uma notícia envolvendo Dirceu ou outro dirigente do PT, ou algo contra o Lula e a pauta é reiniciada com estes argumentos que precisamos de um controle social da mídia.”

    Pois é. E nós sabemos o que “controle social” significa.

  44. Otto said

    Pablo, sobre o jornal do Murdoch, você está certo. Sorry.
    Sobre o blog que estava parodiando a Folha, a questão é paródia, coisa que a Folha faz: há inclusive uma tirinha publicada na Folha em que se parodia o logo do Mc. Paródia, para ser paródia, tem que se relacionar como o objeto a que se propõe parodiar. Como que se vai, por exemplo parodiar, o Lula com um ator sem barba e sem aquela voz rouca? Como se vai parodiar a Folha sem um logo que remeta ao logo da Folha. Naquele blog há uma boa discussão sobre o assunto.
    Quanto a questão jurídica, apenas acho que se deve regulamentar o direito de resposta para ser mais rápido. Imagina vc. caluniado pelo jornalzinho do vizinho e levar 10 anos para poder responder?
    Quanto a propriedade cruzada, o Sarney é um exemplo de quanto isso pode ser deletério.
    Pax: o Dirceu disse que vai processar o jornalista, além de entrar com denúncia na SIP.
    Agora, pra quem acha que sou tedioso ou “murrinha”, atente para o fato de que estou procurando argumentar com argumentos e dados e não estou disparando bordões ou xingando. Se algum argumento me convencer, não tenho problema de mudar de opinião.

  45. Otto – Estou lendo o caso que você postou. Que coisa mais abusurda. Uma tal Comissão de Legislação Participativa que tem como função “receber propostas de associações e órgãos de classe, sindicatos e demais entidades organizadas da sociedade civil, exceto partidos políticos”, faz uma votação para requerer a presença de um dono de jornal por algo que um deputado acha que é censura?

    Para mim o pior caso é uma Comissão que faz isso, totalmente fora de suas atribuições.

  46. Zbigniew said

    O New of the World foi fechado porque há mecanismos de controle social de mídia na Inglaterra. E porque, logicamente, o Murdoch foi mexer com gente graúda.
    Outra coisa: controle social não comporta julgamento de ilicitudes na seara judicial. Isto cabe ao Judiciário, e sempre caberá. Ou ilicitudes de empresas de petróleo, de planos de saúde, ou telefônicas são apuradas judicialmente pelas respectivas agências reguladoras?
    Outra coisa: a Carta Capital foi turbinada pelo Lula? Por que? Porque ele resolveu colocar propaganda do governo também na revista? E nos blogs ditos “governistas”? Oi?! Publicidade só na Veja, Folha, Globo, Estadão? Só por critérios mercadológicos?
    E onde fica a democratização da informação? Quer dizer que se a Carta Capital tem uma linha editorial afinada com o governo não pode. Se o Nassif é crítico mais equilibrado, não pode, porque é chapa branca disfarçado. Agora se a Veja é cretina e mordaz, pode. Se a Folha falsifica uma ficha de uma candidata à Presidência na primeira página, pode. Se edito um debate, pode. Porque isto é liberdade de imprensa!
    Que espécie de critério é este que se está usando aqui?

  47. Otto – #44 – A discução é boa. Reconheço que o argumento de paródia é um bom argumento, apesar de que os próprios dizem que a intenção é criticar o jornal.
    Porém, é justo afirmar que paródia é uma forma de crítica desde a Grécia antiga.

    Agora o ponto é se isso é censura ou não. Na minha opinião não é, pois a Folha não pediu que o conteúdo das críticas fosse alterado de qualquer forma. Estão usando o termo censura apenas para fazer barulho.

  48. Zbigniew – “Só por critérios mercadológicos?”

    Basicamente: sim.
    Quando o governo investe em veículos de imprensa apenas para garantir uma suposta voz favorável não está incentivando a democratização da mídia, apenas usando o dinheiro do imposto que pagamos para bancar jornalistas chapa branca. E o pior é que não dá certo. Só serve para encher os bolsos desses mesmos jornalistas.
    Vide os casos com o próprio Nassif que já conseguiu desviar milhões de reais dos cofres públicos.

    Aliás, não entendo porque gastamos tanto dinheiro com propaganda de governo. Isso tinha que acabar.

    “O New of the World foi fechado porque há mecanismos de controle social de mídia na Inglaterra.”

    O controle social da mídia na Inglaterra é a opinião pública e critérios mercadológicos. Não há um “comitê” que faz isso. Muito diferente dessas propostas que visam a criação de uma entidade de um monte de pelegos, gente alinhada com o governo central (seja lá qual for, PT, PSDB, PMDB) tomando decisões políticas em nome de uma suposta maioria.

  49. Otto said

    Pablo: a Folha “apenas” entrou com uma ação exigindo uma multa diária se eles não mudassem o logo, impagável para dois simples garotos. Antes o blog era A FAlha se S. Paulo. Agora é Desculpa a nossa FAlha. Isso pra mim é intimidação. Uma tentativa de calar os dois irmãos. Só que os caras não se deixaram intimidar e partiram pra luta. Isto é o bom da internet. Mas a Folha está agindo sim de maneira truculenta. É um cachorro grande contra um peixe pequeno.
    No mais, concordo com o comentário do Zbigniew aí em cima. Apenas acho que a Carta não é tão governista assim. Quanto ao questão do Cerare Battisti, a posição da revista é diametralmente oposta ao do governo. E o Mino já provou que proporcionalmete a Carta recebe menos propaganda federal que as outras revistas.

  50. Chesterton said

    O New of the World foi fechado porque há mecanismos de controle social de mídia na Inglaterra.

    chest- foi por vergonha na cara. O PT possui esse “mecanismo”?

  51. iconoclastas said

    Agora, pra quem acha que sou tedioso ou “murrinha”…

    acho chato p/ p/ kct qq um que queira inteferir no meu direito de escolha. eu defino o q vou ou não ler, se um sujeito comete um crime qq ao expor um fato, uma notícia, ele que responda por isso, já há lei suficiente. se ele quer vender o serviço e eu quero comprar é problema meu, e dele, dispenso a tutela.

    o Teixeira é bem tratado pela Globo pq é dono do futebol, e o futebol gera receita para a emissora. é conveniente para ambos, e eu não perco nada com isso, quem perde são as outras emissoras, jogo jogado.

    “Quer dizer que se a Carta Capital tem uma linha editorial afinada com o governo não pode.”

    quem disse que não pode?

    eu acho um lixo, mas é minha opinião. por mim essa porcaria pode continuar a existir até o fim dos tempos. agora, se o governo põe grana em algo sem expressão é dinheiro de comunicação que vai para o ralo. a bem da verdade eu acho até melhor que não venda, mas que é um “mal feito” no trato da grana pública não há dúvida.

    ;^/

  52. Otto said

    Caro Pablo #47: “A discussão é boa. Reconheço que o argumento de paródia é um bom argumento, apesar de que os próprios dizem que a intenção é criticar o jornal.”
    E a Folha não pode ser criticada?
    E o que vc. acha do governo paulista que assina o Globo, Folha, Estadão, Veja, Época, Isto é, Recreio (menos a Carta) pra todas as escolas paulistas? Não me consta que um governo petista tenha feito algo semelhante.
    E mais uma vez o Serra pedindo a cabeça de jornalistas. Aí é que está o ovo da serpente. Enquanto todo mundo está com medo do PT, é o PSDB a ameaça a liberdade de expressão. Eu moro no Paraná e estou assistindo isso aqui.
    Sabia que há algumas semanas a Folha publicou o nome de todos os políticos que possuíam meios de comunicação? Misteriosamente, ela omitiu o nome do Aécio.

  53. Otto – Pelo que li, a Folha está contra o http://www.falhadesaopaulo e o logo. Não contra o “Desculpa nossa FAlha”.
    É intimidação? Pode até ser. Mas se a Folha fosse entrar na justiça contra todos os blogs de esquerda que falam mal dela iria empregar muitos advogados.

    E no mais volto a afirmar: não há nada no processo sobre o conteúdo.

    A questão é: a Carta Capital sobreviveria sem os anúncios estatais?
    A Veja sobreviveria…

    Deixo bem claro que sou totalmente contra o uso de dinheiro de imposto para propaganda de governo e QUALQUER veículo de imprensa. Uma coisa é noticiar campanhas de vacinação, por exemplo, outra é ficar fazendo propagada pura e simples.

  54. Otto said

    Gente, isso aqui está muito “tedioso” (hehe). Tou indo. Valeu pela conversa!

    Abraços a todos e fiquem na “pax”!

  55. Pax said

    Caro Iconoclastas,

    O noticiário está farto de notícias de corrupção do Ricardo Teixeira. Dizer que é jogo jogado não me parece lá muito coerente.

    Caro Pablo Vilarnovo,

    Concordo muito com você quando afirma que o governo deveria ter uma política muito espartana com suas verbas de publicidade. Admito uma ou outra campanha como de vacinação, de não beber e dirigir etc, mas para propagandear o próprio governo me parece um enorme contrasenso à além de uma enorme fonte de desvios de conduta, que é o que acontece, segundo minha opinião.

  56. Otto – #52 – Boa pergunta. Provavelmente outros governo possuem assinaturas de revistas e jornais. O problema é com a Veja? É uma pergunta difícil.

    Por um lado a Veja bate (e bate mesmo) no governo federal. Na minha cabeça é função da imprensa. Outros podem achar que não. E SP é governado por um partido oposicionista.

    Por outro lado a Veja é, indicutivelmente, a maior e mais importante (podem discordar de sua posição editorial, mas não podem discordar da relevância da Veja)revista semanal do país, e uma das maiores do mundo.

    Se eu acho que o governo de SP deveria mandar também a Carta Capital eu diria não sei.

    O fato é que a assinatura do governo de SP não é fundamental para a Veja. Só de assinantes a revista possui quase um milhão.

    Mas reconheço que é uma pergunta difícil de ser respondida. Vou refletir mais sobre isso…

  57. Otto – Pera aí, estou lendo o Diário Oficial. O Governo de SP não comprou apenas assinaturas da Veja. Adquiriu assinaturas da “Isto É”, da Veja, da Época, da Folha e do Estadão!!!

    A celeuma toda então é porque não compraram assinaturas da Carta Capital também????

  58. iconoclastas said

    “O noticiário está farto de notícias de corrupção do Ricardo Teixeira.”

    então o q é se vai reclamar? como vc diz tá cheio de notícia. se a Globo não quer noticiar não é problema dela? qual é o ponto, tem que ser obrigada a noticiar? as concorrentes estão aí para aproveitar…

    agora uma curiosudade, séria: tem história do Ricardo teixeira com grana pública?

  59. Pax – O mensalão foi bancado, em grande parte, com essas verbas de propaganda.

    O governo do Rio de 2007 a 2010 gastou quase meio bilhão de reais em propaganda. Cara, isso é um absurdo.

  60. Chesterton said

    Pablo dando show. Muito bem.

  61. Chesterton said

    O PT, de pedra, virou vidraça….e agora está choramingando….(hilarious)

  62. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    França, Alemanha, Portugal, Inglaterra, Estados Unidos etc. tem sistemas regulatorios de mídia, por que você acha que o Brasil não deve ter?

    Você pensa como o Marcelo que “é muita pretensão do Brasil querer se igualar a europeus e norte-americanos?

    Veja o que diz o Marcelo. Eu acho simplesmente fantástico que alguém ainda pense assim.

    “A galera esquerdista daqui do blog do Pax quer utilizar no Brasil os modelos europeus e americano de regulação da imprensa, se esquecendo de que nesses países tal regulação foi feita sem a presença de um partido retrógrado e atrasado como o PT. Afinal de contas, se existisse um PT em cada país europeu e nos EUA, tais países não seriam desenvolvidos.”

    É o supra sumo da arrogância, do preconceito e do viralatismo.

  63. Patriarca da Paciência said

    Uma coisa é certa – boa parte do PT está trabalhando para que o governo corte as verbas destinadas a publicidade e compra de material da revista “óia”.

    Chega de alimentar cobras.

    O Reinaldinho Cabeção anda fazendo os maiores elogios à Dilma. Pensa que a presidenta vai cair numa cilada tão babaca.

  64. Patriarca da Paciência said

    “A imprensa aqui não é livre ela tem dono as 11 familias.”

    O fato de um jornal ter dono não quer dizer que a imprensa não seja livre. Um jornal é uma empresa privada. Aparece lá o que o dono quiser. Acostume-se com isso. Isso é democracia, isso é liberdade de imprensa.”

    Eu “se abro” com um “raciocínio” desses! É simnpeslmente fantástico!

    Então, onze patriarcas controlarem com mão de ferro o que toda a mídia de uma país vai dizer é “democracia”?

    Kafka estava certo!

    E muito!

  65. Patriarca da Paciência said

    Eu não costumo dar risadas em comentários de blogs.

    Mas realmente não resistir.

    Quá, quá, quá, quá!

  66. Patriarca da Paciência said

    http://esquerdopata.blogspot.com/2011/09/capa-da-veja.html

  67. Yellow_SUBmarine said

    Vocês que são bem informados “qui só a bixiga”, me ajudem.

    Existe ou existiu dono de TV petista?

    Aqui no RN, depois que os Alves venderam a Globo, ficou um pouco apertado pra eles mamarem direto na máquina. Agora precisam de coligações pra respirar.

    Nada contra TV ter dono, só não pode ser político. Fica fácil demais.

    Sacumé!

  68. Patriarca da Paciência said

    Yellow_SUBmarine,

    pela “teoria” do Vilarnovo, se o dona da mídia é um político, “aparece lá o que o dono quiser. Acostume-se com isso. Isso é democracia, isso é liberdade de imprensa.”

    Por que será que o pessoal reclama do Sarney?

    Isso não é a verdadeira “democracia”?

  69. Zbigniew said

    Patriarca, o raciocínio deles e incoerente. Não bate com a idéia de democracia. O Otto, um pouco antes, provou q em matéria de censura, a oposição e os donos de jornais fazem e desfazem. Isto e “democracia”.
    Mas se o PT quer discutir o controle social, chamar a sociedade e os próprios donos de empresas para o debate, como foi com a CONFECOM, o q acontece? E tentativa de controle, censura e um acinte a democracia. Algo não esta batendo.
    Parece q a supressão da publicidade oficial e as assinaturas dos Estados foi aceita aqui pelos “coerentes”. Claro q o raciocínio passa pelo darwinismo econômico. Assim a Veja e caterva sobreviveriam e os menores q de virassem. E assim q se enxerga a “democracia” nas comunicações.

  70. Patriarca da Paciência said

    É meu caro Zbigniew,

    “democracia” para 11 (onze) patriarcas e cabresto para 200.000.000 (duzentos milhões) de brasileiros.

    É mole ou quer mais?

    Será que os duzentos milhões de brasileiros concordam com isso?

  71. Pax said

    Caros Patriarca e Zbigniew,

    Desculpem-me, mas continuo absolutamente contrário à ideia deste assunto entrar na pauta. Ainda mais da forma que entrou, logo após uma notícia sobre José Dirceu. Parece-me, como disse, um tremendo desvio de rota, do que deve ser feito. E há muito à frente.

    Acabo de ler uma notícia que, a mim, agrada um bocado:

    Dilma rejeita controle da mídia proposto pelo PT
    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dilma-rejeita-controle-da-midia-proposto-pelo-pt,768884,0.htm

    Caro Sub,

    Não sei se tem petista dono de TV. Sei que tem um bando, uma corja, que tem TV e está ao lado do PT por motivos bem pouco republicanos. E do lado do PSDB a coisa me parece ainda pior, apesar que este bando, esta corja, migra à favor dos ventos.

  72. Pax said

    Caros,

    Vocês utilizaram os exemplos de França, Alemanha, Inglaterra, Portugal, EUA etc, se não me falha a memória aqui nesta discussão.

    Seria interessante levantar quandos donos de TVs etc existem em tais países.

  73. Otto said

    O modelo de democracia para alguns aqui é o da Fox News: toda a democracia que o seu dinheiro pode comprar.
    Por que será que esses defensores da liberdade de expressão são contra as rádios comunitárias? Por que será que Folha quer calar os seus críticos? Por que será que os oligopólios midiáticos, que sempre defenderam o capital estrangeiro na economia nacional, são contra este no mercado nacional de comunicações? É a história do “faça o que eu digo, não faca o que eu faço.”

    Gente, vamos fazer mais um teste pra descobrir se nossa imprensa é livre ou se defende interesses escusos: em breve vai sair o livro do Amaury Ribeiro Jr. sobre as estripulias do Sera e sua filha nas privatarias de FHC e butim nos paraísos ficais. Quero ver se a mídia vai investigar, vai atrás ou vai fazer cara de paisagem e, se o caldo entornar, tentar desqualificar o jornalista:
    http://www.viomundo.com.br/denuncias/privatas-do-caribe-livro-de-reporter-identifica-esquema-de-espionagem-tucano.html

    No mais, sobre a compra de assinaturas de revistas e jornais pelo governo paulista (o de Minas faz algo igual): é a prova de que esta mídia está na mão dos tucanos paulistas. Agora imagina se o governo federal resolvesse assinar a Caros Amigos pras universidades federais? Ou seja, aparelhamento, só os tucanos podem fazer.

  74. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    esse negócio de “controle da mídia” é pura paranóia da “grande imprensa”.

    O que se quer é um mínimo de responsabilidade.

    Se é opinião, que diga claramente que é opinião.

    Se é fato, que mostre as provas.

    O que não se quer é uma mídia irresponsável e ininputável.

  75. Otto said

    Pax: a matéria do Estadão postada por você tem cara de ser plantada, algo muito comum em nossa imprensa.

  76. iconoclastas said

    Por que será que esses defensores da liberdade de expressão são contra as rádios comunitárias? ?

    quem é contra? alguém aqui se manifestou nesse sentido?

    Por que será que Folha quer calar os seus críticos?

    eu não sei se quer calar os seus críticos, mas se por acaso se sentir lesada pode, como todo mundo, inclusive o ZD, buscar seus direitos.

    Por que será que os oligopólios midiáticos, que sempre defenderam o capital estrangeiro na economia nacional, são contra este no mercado nacional de comunicações?

    pq são empresas capitalistas estabelecidas e agem como qualquer empresa nessa situação de qualquer segmento: fazem lobby para evitar a concorrência. se há exagerada concentração de poder eles tem que ser submetidos aos órgãos de defesa da concorrência, como são as outras indústrias.

    É a história do “faça o que eu digo, não faca o que eu faço.

    sempre é. o que não tem cabimento é eu só ter acesso ao que uma cambada acha que é o certo, só para não contrariá-los.

    ;^/

  77. Pax said

    Caros, vamos devagar nas pedras, colocando os pontos e derrubando-os, no método, ou doutrina, socrática, da ironia. Todo ponto que não se sustentar obviamente cai.

    E, depois, pela maiêutica, controe-se algum ponto em comum.

    Os meus:

    – A imprensa, a priori, deve ser totalmente livre. Assim como a decisão de montar uma empresa de fabricar papel higiênico, de prendedor de roupa, de chip de computador etc. Alguém tem o ímpeto do empreendimento, vai lá e monta. Pronto, acabou, simples pra caramba. Quem for bom se estabelece, que não for perde.

    – Há leis no país que combatem os oligopólios, os monopólios etc etc. Há órgãos no Brasil que deveriam controlar esta questão. Ex: CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

    – Há leis no país que protegem cidadãos e empresas, o que for, contra injúria, calúnia, difamação. (notem, de novo, entendo bulufas disso, mas sei que há).

    – Há, sim, questões complicadas com nossa imprensa. Posturas absolutamente condenáveis que vão desde a defesa da ditadura até sei lá mais o que queiramos levantar. E não é só no passado, no presente temos absurdos e mais absurdos.

    – Mas as leis e as instituições já estão aí. Se funcionam ou não são outros quinhentos. E se não funcionam o que temos que fazer é exigir que funcionem. Ficar criando mais e mais entidades, órgãos, controles etc me parece um enorme absurdo. É fazer funcionar o que existe e pronto. Às vezes até melhor tirar o excesso de leis que criar outros. E exigir que se cumpram.

    – Ter uma imprensa oposicionista, a priori, faz mais bem que mal. Muito mais bem que mal.

    – Ter um controle social, sei lá como queiram chamar, sobre a imprensa, a priori, é um absurdo a ser combatido como combatemos as ditaduras. É simples pacas.

    – Se a Justiça não está funcionando bem nos casos de injúria, calúnia e difamação, o problema passa a ser a ineficiência da Justiça. Não adianta querer passar a bola para outro lado.

    – Apoiar rádios comunitárias, desenvolvimento de novas empresas de comunicação etc etc me parece muito bom. E entendo que este apoio, o melhor deles, é simplificar a vida dos empreenderores e permitir que suas competências se estabeleçam. A priori não me parece que dinheiro público deveria ser colocado no jogo. Aliás, um bom ponto, tirar dinheiro de propagando do governo para tudo que não for absolutamente necessário (campanha de vacinação, de educação pública (dirigir embriagado) e coisas do gênero. O resto, passar a lima, cortar tudo. Seja para as páginas da Veja, os reclames da Globo ou para a rádio do fulaninho tal.

    – Rever com muito critério estas questões de concessões de mídia para os políticos. Aqui mora uma baixaria que conhecemos de longe. Muito mais importante se focar num absurdo desses que querer controlar quem fala mal do governo.

    Algo por aí.

    (Por favor, vamos atacar os pontos, não as pessoas. A discussão está boa e não precisamos estragá-la com nossas ansiedades)

  78. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    veja só a mesma reportagem ( O link que você postou) vista de outro ângulo:

    Vera Rosa, de O Estado de S.Paulo

    BRASÍLIA – O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse não ter visto nenhum problema na moção aprovada pelo 4.º Congresso do PT, pregando a regulamentação da mídia. Mesmo assim, afirmou que as posições do partido e do governo não se confundem. Para Bernardo, a discussão sobre o assunto está muito “apaixonada” e é preciso esclarecer que nem o governo nem o PT querem controlar o conteúdo da imprensa. “Ninguém vai bisbilhotar a mídia”, insistiu. “Agora, assim como a mídia pode criticar o PT, o PT pode criticar a mídia.”

  79. Zbigniew said

    Olha, não pode ser tudo justificado com base na lógica capitalista. Tem que haver um complemento, um controle, uma regulação mínima. Senão desanda. Vejam as justificativas dadas pelo Iconloclastas. Observer que a lógica utilzada é auto-explicativa para que a sociedade se proteja do “modus operandi”.

    “fazem lobby para evitar a concorrência”. A concorrência é boa para a população. Tem que ter concorrência.

    “o que não tem cabimento é eu só ter acesso ao que uma cambada acha que é o certo”. Ora, isto é com base na suposição de que o PT quer calar a imprensa e impor suas verdades? Com base em que se afirma isto?

    Pelo contrário, os meios mais poderosos têm total liberdade para impor suas verdades (porque agem em conjunto e coordenadamente). E quando se quer uma voz diferente faz-se todo este estardalhaço.

  80. Otto – Mais uma vez você entra na parcialidade.

    “O modelo de democracia para alguns aqui é o da Fox News: toda a democracia que o seu dinheiro pode comprar.”

    Se existe uma Fox, existe uma MSNBC. Se a FOX é tremendamente contra Obama, a MSNBC é tremendamente pró Obama. Existe público para os dois meios.

    E sím caríssimos, imprensa é empresa privada. Isso É democracia, isso É capitalismo. Se quiserem uma imprensa amarrada existe Cuba, Coréia do Norte, China e outros países que fazem isso. Bom proveito.

    ======

    Bom, eu particularmente sou totalmente favorável a rádios comunitárias. O que não podemos igualar a rádios piratas.
    ======
    Otto – “No mais, sobre a compra de assinaturas de revistas e jornais pelo governo paulista (o de Minas faz algo igual): é a prova de que esta mídia está na mão dos tucanos paulistas. Agora imagina se o governo federal resolvesse assinar a Caros Amigos pras universidades federais? Ou seja, aparelhamento, só os tucanos podem fazer.”

    Hummm, será que não:

    Gabinete de Leitura recebe do governo federal assinatura anual de 12 revistas

    O Gabinete de Leitura, que integra a estrutura da Secretaria de Cultura de Rio Claro, já está disponibilizando aos usuários novos títulos de revistas que fornecem variada gama de informações de cunho cultural, político e econômico. São 12 publicações selecionadas e suas assinaturas foram adquiridas pelo MINISTÉRIO DA CULTURA, que investiu R$ 5,2 milhões para contemplar, além de Rio Claro, 7.000 pontos de leitura, pontos de cultura e bibliotecas municipais em todo o país. As assinaturas são válidas até janeiro de 2012.

    Os 12 títulos que já estão disponíveis para o público no Gabinete de Leitura são: revistas Brasileiros, Cult, Viração, Rolling Stone, Raça Brasil, Piauí, Carta na Escola, Fórum, LE MONDE DIPLOMATIQUE BRASIL, CAROS AMIGOS, Almanaque Brasil de Cultura Popular e Jornal Rascunho.

    OPSSSSSSSSS!

    Talvez queira rever seu comentário…

  81. Segue o link da matéria acima: http://www.rioclaro.sp.gov.br/imprensa/?p=6446

  82. iconoclastas said

    ““fazem lobby para evitar a concorrência”. A concorrência é boa para a população. Tem que ter concorrência.

    quem disse o contrário? mas você quer impedir os caras de agirem por interesse próprio, da forma que é melhor para eles? tenho que repetir que na hipótese de haver prejuízo a concorrência, ou qualquer que seja o lesado, cabe aos já existentes órgãos e a justiça tomarem as medidas cabíveis? serve para todo mundo pq tem que ser diferente para eles?

    Ora, isto é com base na suposição de que o PT quer calar a imprensa e impor suas verdades? Com base em que se afirma isto?

    suposição não, isso é com base em propostas como a da regulação de tv a cabo que quer garantir conteúdo nacional mínimo, como aquela idéia de instituir o CNJ, que se seria um corte de inquisição, ou com declarações deste naipe:

    mas o que conta pra minha avó é o que sai no JN. E aqui no Brasil nós temos uma imprensa que canta sempre no mesmo diapasão ideológico. Não temos uma BBC, um The Guardian, um The Independent, um Liberacion… Todos são de centro-direita, pseudo-liberais, pois depressa abrem mão do “liberal” pra apoiar um golpe.

    o que será que hipotéticamente impede o aparecimento de impressos, tvs e rádios com a ideologia que satisfaz ao novo militante do espaço?

    ( o fato de existir a TV Brasil é indiferente, porque o que importa mesmo é a TV Cultura que está sob o PSDB, não é mesmo? que aliás eu fico na dúvida se é um partido de direita ou libertário, dado o grau de conservadorismo de valores e liberdade econômica que prega…)

    sinceramente eu tenho curiosidade para conhecer (no papel) o método que vai transformar a mídia de “esquerda” em um sucesso.

    os meios mais poderosos têm total liberdade para impor suas verdades

    esse papo de impor é complexo de perseguição, ninguém impôe nada, só a PTzada é que quer fazer isso.

    (porque agem em conjunto e coordenadamente)

    chute…

    E quando se quer uma voz diferente faz-se todo este estardalhaço.“.

    quem é que está a impedir “uma voz diferente”?

    ;^/

  83. “Pelo contrário, os meios mais poderosos têm total liberdade para impor suas verdades (porque agem em conjunto e coordenadamente). E quando se quer uma voz diferente faz-se todo este estardalhaço.”

    O que impede de haver uma “voz contrária”? As leis? A concorrência? A Globo? A Veja?

    Vozes contrárias existem de monte. Basta ir a uma banca de jornal. O que existe de publicações de sindicatos, grupos terroristas (MR-8), revistas bancadas pelo governo e etc não está no gibi…

    O problema é que as pessoas não dão a mínima para elas, e é esse é o problema de vocês.

    O que vocês querem é que a Veja com seus milhões de leitores não escreva nada de mal do PT. O que vocês querem é que não apareça nada de mau do PT no JN como falou o OTTO.

    Já existe uma rede de TV pró governo que é a Record. Só que a Record não tem a quantidade de espectadores que a Globo tem, e é esse o motivo da celeuma. Já existe uma revista semanal pró governo que é a Carta Capital, mas não tem nem de perto a quantidade de leitores que a Veja tem. E é esse o motivo da raiva.

    Até agora vocês não conseguiram apresentar NENHUM argumento ou proposta que não passe pela censura. NENHUMA. Toda a justificativa da mídia que vcs fazem gira em torno do CONTEÚDO. E isso, invariavelmente, descamba para censura.

    Sou totalmente favorável que políticos não tenham rádios e TVs e a LEI já prevê isso. Se a LEI não é cumprida é problema do judiciário não de uma propensa “regulação social”.

    Na verdade nem vocês sabem o que querem. Misturam alhos com bugalhos. Falam sobre “democratização” mas não tem a menor noção do que seja isso. Falam de “acesso a coisas diferentes” como se isso não já existisse. Nada impede alguém a assitir a Record, nada impede alguém de comprar a Carta Capital ou o Diplô ou o jornal da CUT ou o jornal do MR-8.

    Se as pessoas preferem assistir a Globo ou ler a Veja é liberdade de escolha delas. E isso é democracia meus caros. Não obrigar as pessoas a lerem ou assistirem aquilo que VOCÊS consideram bom ou ruim.

    Eu abomino a Globo. Simplismente não assisto. Não vejo JN. Odeio novela. É uma opção individual minha. Não possuo o direito de dizer que uma pessoa que gosta de Zorra Total (que eu acho horrível) vá e assista.

  84. Chesterton said

    Os fascistas querem ouvir e proferir palavras de ordem, querem ser regulamentados, tem medo de andar sozinhos, tem insegurança na própria capacidade de progredir, precisam da proteção das massas.
    Achava que era um problema psicológico, agora…tenho certeza.
    Aqui não disputam um “marco capitalista” mas sim temem a liberdade de imprensa, que quando a eles servia (casusimo) defendiam.

  85. Otto said

    Pablo: vc. não quer comparar 1 gabinete de leitura com 4500 escolas. No caso da Recreio, corresponde a 20% de sua tiragem.

  86. Puxa Otto, se você ler a reportagem toda, verá que foram contempladas “7.000 pontos de leitura, pontos de cultura e bibliotecas municipais em todo o país.”

    Está lá escrito…

  87. É tudo uma vergonha! CPMF, regulamentação da mídia, voto secreto, corrupção, campanha com finaciamento público e por aí vai… Aonde vamos chegar? Tiro no pé mesmo! Amigos, proponho conhecerem a rede FAP para podermos debater assuntos comos estes amplamente! http://www.redefap.com.br

  88. Otto said

    Sorry, Pablo, sobre o Gabinete de Leitura.

    “O que vocês querem é que a Veja com seus milhões de leitores não escreva nada de mal do PT. O que vocês querem é que não apareça nada de mau do PT no JN como falou o OTTO.”
    Aonde foi que eu disse isso?
    O que eu quero é que quando a Globo mente comprovadamente, haja uma retratação, um “erramos” com a mesma ênfase.
    Sobre a Veja, só um exemplo: aquela reportagem do dinheiro das Farcs. Não sei se vc. acompanhou, mas o Wikileaks mostrou que até o embaixador americano achou que a revista exagerou. Agora, sou contra toda censura. Mas se o cara matou a cobra, tem que mostrar o pau. Um conselho, formado por jornalistas e representantes da sociedade, poderia fiscalizar isso. É assim no mundo desenvolvido. Sria muito pedir algo parecido aqui? E sim, a proibição de propriedade cruzada e veículos nas mãos de políticos seria bom.

  89. Otto said

    Pablo, Pax e outros:
    Não tem muito a ver com o assunto este texto do Leandro Forte mas mostra como muitas vezes os defensores da liberdade de expressão (os patões midiáticos) não praticam esta mesma liberdade com seus empregados.

    #jornalistasinterditados

    “As relações arcaicas que ainda prevalecem nas redações brasileiras, sobretudo naquelas ancoradas nos oligopólios familiares de mídia, revelam um terrível processo de adaptação às novas tecnologias no qual, embora as empresas usufruam largamente de suas interfaces comerciais, estabeleceu-se um padrão de interdição ideológica dos jornalistas. Isso significa que a adequação de rotinas e produtos da mídia ao que há de mais moderno e inovador no mercado de informática tem, simplesmente, servido para coibir e neutralizar a natureza política da atividade jornalística no Brasil.

    Baseados na falsa noção de que o jornalista deve ser isento, as grandes empresas de comunicação criaram normas internas cada vez mais rígidas para impedir a livre manifestação dos jornalistas nas redes sociais e, assim, evitar o vazamento do clima sufocante e autoritário que por muitas vezes permeia o universo trabalhista da mídia. Em suma, a opinião dos jornalistas e, por analogia, sua função crítica social, está sendo interditada.

    Recentemente, a ombudsman da Folha de S.Paulo, Suzana Singer, opinou que jornalista não deveria ter Twitter pessoal. Usou como argumento o fato de que, ao tuitar algo “ofensivo”, o jornalista corre o risco de, mais para frente, ter que entrevistar o ofendido. A preocupação da ombudsman tem certa legitimidade funcional, mas é um desses absurdos sobre os quais me sinto obrigado a, de vez em quando, me debruçar, nem que seja para garantir o mínimo de dissociação entre a profissão, que tem caráter universal, e os guetos corporativos onde, desde os anos 1980, um sem número de manuais de redação passaram a ditar todo tipo de norma, inclusive comportamental, sobretudo para os repórteres.

    Suzana Singer deu um exemplo prosaico, desses com enorme potencial para servir de case em cursinhos de formação de monstrinhos corporativos que pululam nas redações:

    “Hoje o jornalista pode estar em um churrasco, com os amigos, e ser ofensivo com os palmeirenses porque eles ganharam o jogo de domingo. E na semana seguinte ele tem que ir entrevistar o presidente do Palmeiras. Ou seja, é uma situação muito desagradável, que poderia ter sido evitada se o repórter tivesse a postura adequada de não misturar as coisas. Não tem como ter dupla personalidade, separar a sua vida pessoal da profissional, assim como não dá para ter duas contas no twitter”.

    Bom, primeiro é preciso esclarecer duas coisas, principalmente para os leitores desse blog que não são jornalistas: é possível, sim, separar a vida pessoal da profissional; e, claro, dá para ter duas contas no twitter. Essa história de que jornalista tem que ser jornalista 24 horas é a base do sistema de exploração trabalhista que obriga repórteres, em todo o Brasil, a trabalhar sem hora extra, ser incomodado nas férias e interrompido nos fins de semana, como se fossem cirurgiões de guerra. Também é responsável, na outra ponta, por estimular jornalistas que se tornam escravos de si mesmo, ao ponto de, mesmo em festas de crianças e batizados de bonecas, passarem todo tempo molestando alguma fonte infeliz que calhou de freqüentar o mesmo espaço.

    A interdição imposta aos jornalistas pelas empresas de comunicação tem servido, entre outras coisas, para a despolitização das novas gerações de repórteres, instadas a acreditar que são meros repassadores de notícias e tarefeiros de redações. Desse triste amálgama é que surgem esses monstrinhos entusiasmados com teses fascistas, bajuladoras profissionais e bestas-feras arremessados sobre o cotidiano como cães raivosos, com carta branca para fazer, literalmente, qualquer coisa.

    Não causa mais estranheza, mas é sempre bom expor o paradoxo dessa posição da ombudsman, que não é só dela, mas do sistema na qual ela está inevitavelmente inserida, desde que o pensamento reacionário e de direita passou a ser bússola fundamental da imprensa brasileira. Digo paradoxo porque o mesmo patronato que confunde, deliberadamente, liberdade de expressão com liberdade de imprensa, para evitar a regulação formal da atividade midiática, é esse que baixa norma sobre norma para impedir seus funcionários de se manifestarem no ambiente de total liberdade das redes sociais, notadamente o Twitter e o Facebook. Não o fazem, contudo, por zelo profissional.

    Essa interdição visa, basicamente, evitar que os jornalistas opinem, publicamente, sobre a própria rotina e, assim, exponham as mazelas internas das corporações de mídia. Ou que expressem opiniões contrárias à de seus patrões. Foi assim, por exemplo, no caso da bolinha de papel na cabeça de José Serra, na campanha de 2010. Aquela farsa ridícula foi encampada, sem nenhum respeito ao cidadão consumidor de notícia, por quase toda a imprensa, por imposição editorial. Diversos colegas jornalistas, alguns que sequer conheço, me mandaram mensagens (um me abordou numa livraria de Brasília) implorando para que eu tratasse do assunto nas redes sociais. Todos me informaram que seriam demitidos sumariamente se contestassem, no Twitter e no Facebook, a tese patética do segundo ataque com um rolo de fita crepe. Todos, sem exceção.

    A ética do jornalista é a ética do cidadão, dizia um grande jornalista brasileiro, Cláudio Abramo, aliás, responsável pela modernização de O Estado de S.Paulo e da Folha, nos anos 1960 e 1970. Portanto, nada mais natural que tenha o jornalista os mesmos direitos do cidadão, aí incluído o de se expressar. Impedi-lo, sob um argumento funcional, de exercer seu direito de opinião e crítica é, no fim das contas, mais um desses sinais de decadência moral da mídia brasileira. E, claro, retrato fiel do que ela se tornou nos últimos anos.”

    http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2011/09/06/jornalistasinterditados/

  90. Otto said

    Pax e Galera, achei um ótimo texto sobre a regulação da mídia em diversos países. Para saírmos do achômetro, é bom aprendermos com a experiência de outras nações democráticas.

    Link aqui

  91. iconoclastas said

    “Essa história de que jornalista tem que ser jornalista 24 horas é a base do sistema de exploração trabalhista que obriga repórteres, em todo o Brasil, a trabalhar sem hora extra, ser incomodado nas férias e interrompido nos fins de semana, como se fossem cirurgiões de guerra.”

    vítimas exploradas…

    o negócio é o seguinte: os caras trabalham de forma voluntária, e remunerada, não consta que haja trabalho escravo no brasil envolvendo profissionais do jornalismo. o sujeito que não está satisfeito que vá atrás da felicidade dele. tem um monte de lugar que ele pode ficar que nem a gente, se divertindo e perturbando os outros. ou crie seus apelidos, afinal, qual empresa não tem seu código de conduta?

    ;^/

  92. Yellow_SUBmarine said

    Hoje depois do almoço, trocando idéia com mulher e uma amiga, mandando ver aquele digestivo, concluí:

    Ninguém conseguirá discutir liberdade em seu pleno significado, seja objetivo ou subjetivo.

    Ao menor sinal em que precise defender seu posicionamento ideológico, o individuo sempre estará ultrapassando a liberdade alheia.

    Por exemplo: pensei em várias coisas pra falar aqui, mas estaria interferindo no pensamento ideológico de cada um, considerando que cada mente aqui representa uma opinião livre. Daí vou respeitá-los, ficar calado e aceitar vossos argumentos, esperando que façam o mesmo comigo.
    …mas isso é o Fantástico Mundo de Bob”!

    Debater é ótimo. Dois grupos distintos. Dois lados. Dia e noite. Agora, “debater liberdade” é um termo que já nasce contraditório.

    Se virarmos o disco, tocará a mesma música.

    Pelo que consegui ler do que escreveram, resumi assim.

    O problema “somos nozes”.

  93. Chesterton said

    YB, liberdade vale por seu valor negativo: não me prenderás! O resto é balela.

  94. Zbigniew said

    Outro bom texto do Dines sobre a regulacao da midia aqui: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/muito-barulho-por-nada-1

    Um excerto do citado texto:

    “(…) Mas entre os congressistas preocupados com a mídia circularam idéias pertinentes, sequer contempladas pela cobertura da mídia. Convocar o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para julgar casos de propriedade cruzada foi uma delas. Outra foi a criação de uma agência reguladora nos moldes da americana FCC, concebida pelo presidente Franklin Roosevelt, em 1934. Registraram-se propostas para a criação de conselhos de comunicação regionais (para comprovar o clima de radicalização), mas omitiram-se as justas reclamações contra o desaparecimento do Conselho de Comunicação Social.

    Desgaste inútil

    A cobertura dos jornalões durante o fim de semana preparava os leitores para um documento final xiita, extremado, que funcionaria como rastilho para um novo round na briga governo-mídia. Mas assim como houve ânimos exaltados, também houve pressões moderadoras, oriundas principalmente da presidência da República. Felizmente vitoriosas.
    (…)”

  95. Zbigniew said

    Faz sentido?

    Como funciona a velha imprensa: uma experiência pessoal.

    No sábado, 3 de setembro, foi publicada no Globo Online uma matéria repercutindo o debate sobre a regulação da mídia, um dos temas mais importantes discutidos durante o Congresso do PT.

    Motivados pelos recentes acontecimentos no Hotel Naoum, em Brasília, quando repórter da revista Veja tentou invadir o quarto aonde estava hospedado o ex-deputado José Dirceu, a questão da regulação se tornou tema central na agenda dos delegados e militantes do partido.

    Pois bem. A referida matéria anunciava a intenção do partido em tratar do assunto e tomava a opinião da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, sobre a postura do governo em relação a esta renovada disposição do PT em colocar a questão em pauta. Entretanto, em momento nenhum, a matéria se referiu à tentativa de invasão do quarto do hotel. Mencionou apenas a “reportagem” publicada pela Veja contra José Dirceu, relacionada às atividades do ex-ministro da Casa Civil no governo Lula. É o que se lê no texto, aqui reproduzido:

    “Para Ideli, o momento é oportuno para se reabrir esse debate sobre o marco regulatório da mídia.
    – Ainda mais diante de episódios que levantam dúvidas entre a liberdade de imprensa e a espionagem. Não podemos admitir espionagem política – observou a ministra, sem citar diretamente a reportagem da revista “Veja” que denunciou o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu de estar tentando desestabilizar o governo de Dilma Rousseff.”

    Aqui a matéria completa: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/03/ideli-diz-que-impossivel-gov

    Decidi então enviar um e-mail à jornalista autora da matéria, observando que o texto, tal como foi escrito, induz o leitor a pensar que a motivação da ministra e do PT nada mais era que mera retaliação a matéria desfavorável publicada pela Veja. Não havia, na matéria do Globo Online, nenhuma linha que explicasse ao leitor que Ideli, na verdade, estava se referindo à tentativa de invasão do quarto de José Dirceu, no Hotel Naoum, no dia 24 de agosto, pelo repórter Gustavo Ribeiro. Não é pouca coisa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Brasília e há suspeitas de que o repórter plantou uma câmera escondida no corredor do hotel.

    Solicitei ao Globo, portanto, que o texto fosse revisado e alterado no site para, justamente, incluir os fatos relativos à tentativa de invasão e, assim, dar ao leitor o verdadeiro sentido da declaração da ministra. Em vão. No fim das contas, fui tratado como se, ao invés de um cidadão em busca do meu direito de ser bem informado, como um assessor do PT interessado em brigar com a notícia.

    Segue abaixo, o diálogo travado entre mim e a repórter Adriana Vasconcelos, de O Globo, responsável pelo texto:

    — mensagem original —
    De: Dario Achkar
    Assunto: Marco Regulatório da Mídia, Veja x Dirceu, Ideli, etc..
    Data: 3 de Setembro de 2011
    Hora: 18:33:38

    Prezada Adriana,
    com referencia a matéria publicada hoje no Globo online, http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/09/03/ideli-diz-que-impossivel-gov
    a ministra Ideli se referiu a espionagem política não pela matéria da Veja sobre José Dirceu, mas sobre a tentativa do seu repórter de invadir o apartamento do hotel, o que aliás, não é mencionado em parte alguma da sua matéria. Colocado da forma em que está na sua matéria, fica parecendo que é mera retaliação do governo e do PT a matéria desfavorável publicada pela revista.

    Alguma chance em corrigir o equívoco?

    Att,

    Dario

    Ao que obtive a seguinte resposta:

    De: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO
    Data: 3 de setembro de 2011 20:56
    Para: Dario Achkar

    Dario,
    Só agora vi sua msg, mas qdo me refiro à reportagem da Veja, penso que está clara a referência do episódio relatado pelo ex-deputado José Dirceu em seu blog.
    Um abraço
    Adriana

    Não satisfeito com a resposta, insisti:

    ———-
    De: Dario Achkar
    Data: 4 de setembro de 2011 12:28
    Para: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO

    Prezada Adriana,

    este é o ponto. Não está clara a referência, uma vez que o episódio foi sequer mencionado na matéria, e a grande maioria dos leitores quase não teve acesso a notícia, pois a mesma quase não foi repercutida na grande imprensa. E quando foi, ficou restrita a notas de rodapé. E de fato, colocado como está. fica parecendo mera retaliação do governo a matéria desfavorável a um membro do PT. Não soa estranho que a real motivação do debate não figure na matéria, cabendo ao leitor supor então qual teria sido a real motivação do debate?

    att,

    Dario

    Ao que se seguiram duas titubeantes respostas em sequência:

    ———-
    De: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO
    Data: 4 de setembro de 2011 12:56
    Para: Dario Achkar

    Vou encaminhar seu email para a direção do Online. ok?
    ———-
    De: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO
    Data: 4 de setembro de 2011 12:58
    Para: Dario Achkar

    Mas antes de mandar, gostaria que vc se identificasse. Por acaso é assessor da ministra Ideli? Quais são os seus contatos?

    Respondi:

    ———-
    De: Dario Achkar
    Data: 4 de setembro de 2011 13:05
    Para: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO

    Adriana,

    Meu nome é Dario Achkar Petrillo, tenho 52 anos, moro na zona rural do DF, sou pequeno produtor rural, não sou filiado a nenhum partido, não tenho cargos no governo, bem como ninguém da minha família. Caso seja necessário outras informações, tais como telefone, CPF ou outras, posso também disponibilizar estas infos.

    grato pela atenção,

    Dario

    Eis que então a brilhante jornalista me sai com esta pérola:

    ———-
    De: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO
    Data: 4 de setembro de 2011 13:45
    Para: Dario Achkar

    Dario,
    Se a ministra não reclamou, porque eu teria de alterar o texto? Vc mesmo não teve dúvida sobre o que a ministra se referia, sinceramente acho que os outros leitores tb.
    Att.

    Ao que obviamente respondi:

    ———-
    De: Dario Achkar
    Data: 4 de setembro de 2011 14:03
    Para: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO

    A ministra, assim como eu, faz parte de uma minoria que tem acompanhado com atenção o desenrolar do imbróglio. A matéria deveria considerar que a grande maioria dos leitores não teve acesso a toda a informação, uma vez que ela mal foi divulgada na grande imprensa. Não é curioso que um fato de tamanha relevância seja sequer mencionado numa matéria aonde a questão da tentativa de invasão era o tema central ao qual a ministra se referia?

    Volto a reafirmar, da forma como foi colocado, fica parecendo que a motivação da ministra e dos delegados do partido é mera retaliação a matéria desfavorável, publicada pela revista. Não te parece?

    att,

    Dario

    E assim, fui brindado com sua resposta final:

    ———-
    De: Adriana Vasconcelos – Redação Suc BSB – O GLOBO
    Data: 4 de setembro de 2011 15:02
    Para: Dario Achkar

    Respeito sua opinião, mas a minha é diferente da sua.

    É mole???

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/dialogos-sobre-o-caso-veja-dirceu#more

  96. Chesterton said

    tudo isso para defender o Dirceu?

  97. Chesterton said

    As described in “Demonic,” liberals defend the guilty and impugn the innocent not only because they side with barbarians, but because a fair and just system of law challenges their hegemony as judges of the universe.

  98. Chesterton said

    “Um país que, com o malfeito, não se acumplicia jamais. E que tem na defesa da moralidade, no combate à corrupção, uma ação permanente e inquebrantável”.

    Dilma Rousseff, no pronunciamento à nação desta terça-feira, explicando que resolveu encerrar a faxina que não começou porque não se acumplicia com ladrões, não tolera corruptos e tem tanta paixão pela moralidade que nomeou Erenice Guerra para o posto de melhor amiga(AN)

  99. Chesterton said

    Em 2007, 390 mil pessoas informaram em sua declaração de Imposto de Renda [federal] nos EUA uma renda bruta corrigida acima de US$1 milhão e pagaram US$309 bilhões em impostos. Em 2009, apenas 237 mil declarações eram do mesmo nível de renda, um declínio de 39 por cento. Quase quatro entre 10 milionários haviam desaparecido em dois anos, e o total de impostos que os remanescentes pagaram em 2009 caiu para US$178 bilhões, uma queda de 42 por cento, segundo o Wall Street Journal.

    Os que declaravam renda de US$10 milhões ou mais caíram de 18.394 em 2007 para 8.274, em 2009 – uma queda de 55 por cento. Como resultado, a arrecadação de impostos dessa faixa despencou em torno de 51 por cento.

    O desaparecimento desses milionários tem uma história longa para explicar por que a receita de impostos federais afundou para 15 por cento do produto interno bruto (PIB) nos últimos anos.

    A perda de milionários é responsável por um aumento de pelo menos US$130 bilhões do déficit elevado dos EUA em 2009.

    Mas os milionários que ficaram no país ainda pagam uma montanha de impostos.

    Os que estão na faixa de US$1 milhão de renda representavam 0,2 por cento dos declarantes, mas pagaram 20,4 por cento dos impostos arrecadados em 2009.

    Aqueles que declararam renda bruta corrigida acima de US$ 200 mil por ano equivaliam a apenas 3 por cento dos declarantes, mas pagaram 50,1 por cento do total de US$866 bilhões arrecadados em impostos de pessoa física.

    Antes da recessão, o grupo com renda de US$200 mil pagava 54,5 por cento dos impostos arrecadados.

    Isso significa que os 3 por cento do topo pagaram em 2009 mais que os 97 por cento da base e, no entanto, o Presidente Obama alega que eles não pagam uma porção justa. (IL)

  100. Chesterton said

    La propiedad privada y la consecuente división del trabajo conducen a un entramado de crecientes y complejas interconexiones individuales que dan lugar a refinadas y sofisticadas civilizaciones. En este contexto, las personas pueden centrar su atención en su especialización y, al mismo tiempo, disfrutar de las enormes ventajas que proporciona el progreso.

    http://independent.typepad.com/elindependent/2011/09/en-torno-al-individualismo.html

  101. Patriarca da Paciência said

    “Os que declaravam renda de US$10 milhões ou mais caíram de 18.394 em 2007 para 8.274, em 2009 – uma queda de 55 por cento. Como resultado, a arrecadação de impostos dessa faixa despencou em torno de 51 por cento.”

    Ô Chesterton, você acredita mesmo que os milionários perderam 50% da renda deles?

    Você acha que eles são tão “pouco espertos” assim?

    Na minha opinião eles resolveram apenas camuflar mais ainda a renda deles.

    Se declaravam apenas um terço da renda, passaram a declarar apenas um quarto.

  102. Chesterton said

    não, Zé Mané, eles se mudaram. Milionario vota com os pés, se um governo pretende alcançá-los, eles calçam os sapatos e num click transferem suas operações.

  103. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, joão mané,

    milionário não tem pátria, ideologia, sentimentos etc.

    Onde aparecer lucro fácil, não importa como, lá estão eles!

  104. Chesterton said

    sempre você recorre ao últimor efúgio do canalha. Mas vou te explicar.

    Milionario ali é definido como quem faz 1 milhão de dólares por ano. Nada a ver com o patrimonio acumulado, herança, etc..
    Um milionario ficou milionario porque é eficiente o suficiente para satisfazer a necessidade real de pessoas a um custo muito mais baixo que os concorrentes. São os clientes que decidem quem vai ficar milionario (por exemplo, o Ricardo Eletro, que está provocando uma zona no mercado do Rio de Janeiro)

    Mas, ao contrario do que você diz, são pessoas muito sensiveis. Assim que notam que sua liberdade de trabalhar e faturar está em risco, levam seu principal capital – o cérebro – para outras paragens menos ameaçadoras.
    Sei que você lê mal inglês, mas mesmo assim vou te dar um exemplo na vida real de como a ganancia de políticos pelo dinheiro dos outros acaba dando em água:

    President Barack Obama has called for a luxury tax on corporate jets as a means to generate revenue to fight federal deficits. The president’s economic advisers ought to be fired for not telling him that doing so is unwise and counterproductive. They might have already told him so, only to have the president say, “Look, I know you’re right, but I’m exploiting the public’s envy of the rich!” Let’s look at what happened when Obama’s predecessor George H.W. Bush signed the Omnibus Budget Reconciliation Act of 1990 and broke his “read my lips” vow not to agree to new taxes.

    Within eight months after the change in the law took effect, Viking Yachts, the largest U.S. yacht manufacturer, laid off 1,140 of its 1,400 employees and closed one of its two manufacturing plants. Before it was all over, Viking Yachts was down to 68 employees. In the first year, one-third of U.S. yacht-building companies stopped production, and according to a report by the congressional Joint Economic Committee, the industry lost 7,600 jobs. When it was over, 25,000 workers had lost their jobs building yachts, and 75,000 more jobs were lost in companies that supplied yacht parts and material. Ocean Yachts trimmed its workforce from 350 to 50. Egg Harbor Yachts went from 200 employees to five and later filed for bankruptcy. The U.S., which had been a net exporter of yachts, became a net importer as U.S. companies closed. Jobs shifted to companies in Europe and the Bahamas. The U.S. Treasury collected zero revenue from the sales driven overseas.

  105. Chesterton said

    Outra maneira de ver a situação é assim: o cara fatura milhões por ano, vai ficando rico junto com a economia, paga seus impostos proporcionais ao rendimento auferido, o governo se locupleta sem precisar trabalhar, tudo vai bem até que aparece um político, ou o ambiente fica menos favorável aos negócios, ou grupos de pressão começam a demonizar os “ricos”, aí o cara pensa, pensa (mas não muito) e simplesmente se aposenta, encerra suas operações. Quando o político vai ver, aquela grana que ele já contava para gastar não mais existe.
    Patriarca, até você é capaz de entender que os governos dependem de impostos arrecadados de quem produz, se o sujeito não tem estímulos a produzir, faz como você: se aposenta. É natural.

  106. Pax said

    Bem, o Zé Dirceu tem sua opinião sobre o assunto, acabo de ver no Noblat.

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=404439&ch=n

  107. Chesterton said

    Só com Plasil…

  108. Chesterton said

    para o Patty

    http://www.midiaamais.com.br/cultura/6954-dois-mundos-diferentes

  109. Patriarca da Paciência said

    “Ora, fixar regras para uma atividade profissional não é impedir o exercício dessa atividade, mas estabelecer normas para exercê-la. Ocorre que a grande mídia só considera democrática a crítica que faz, classificando as que recebe como tentativas de calar a imprensa.”

    Pax, esta é uma verdade que salta aos olhos. A tal da “grande mídia” considera-se sagrada e à mínima crítica apela para a tal “tentativa de calar a imprensa”.

    São os onze patriarcas esperneando ante a iminente perda dos seus poderes ditatoriais.

  110. Patriarca da Paciência said

    “Patriarca, até você é capaz de entender que os governos dependem de impostos arrecadados de quem produz, se o sujeito não tem estímulos a produzir, faz como você: se aposenta. É natural.”

    Chesterton,
    Não estou aposentado, trabalho todos os dias, pago impostos e acho muito justo que sejam distribuídos com aqueles que precisam.

    Ou se paga impostos ou tributos a bandidos ou ditadores. Eu prefiro pagar impostos.

    Acho que até você compreende que as idéias do Friedman são puras quimeras.

    Acho que teu problma é aquele que o Elias fala. Aprendeu velhos truques e não se julga capaz de aprender coisas novas.

  111. Chesterton said

    Não estou aposentado, trabalho todos os dias, pago impostos e acho muito justo que sejam distribuídos com aqueles que precisam.

    chest- até quanto (%) você acha justo pagar de impostos, no seu caso?

  112. Pax said

    Caro Patriarca,

    Há muitos que consideram o José Dirceu um dos grandes nomes da história de nossa república. Acho até que há uma importância grande vinculada à história dele. É verdade. Se considerarmos que o PT está no poder faz quase 9 anos e o tanto que o Dirceu tem de influência e “mando de campo” no partido, temos que aceitar esta verdade.

    Há, por outro lado, uma enorme antipatia de uma parte considerável da sociedade brasileira com ele. Por duas razões que me parecem as principais:

    1 – sua arrogância e prepotência

    2 – sua participação no tal do Mensalão do PT ou como queiram chamar

    Já disse aqui o que vários petistas, conhecidos meus, disseram, ou seja, que Dirceu em 2003 queria fazer uma aliança com o PMDB e Lula foi contra. Que teria preferido fazer aliança com os partidecos e que Dirceu agiu como o partido definiu e não como ele quis. É o peixe que me vendem.

    Bem, deu no que deu e o mensalão do PT estourou e quem estava na frente da foto foi o Dirceu. Tanto que foi cassado no Congresso e hoje paga por isto com seus direitos de se candidatar negados e ainda respondendo ao processo (mais de um?) no STF.

    Pois bem, dito isto, você também já me viu repetir algumas vezes que:

    a – eu não sou destes que acham o Dirceu indispensável. Acho que é um dos que mais entendem o jogo, e a parte pior do jogo, mas não o acho indispensável.

    b – acho, como o nosso amigo Elias já disse, que o PT precisa renovar seus quadros, pensar mais à frente tendo em vista a situação que estão vários de seus líderes, queimados na opinião pública (Dirceu, Genoíno, Marta, Mercadante, Silvinho, Delúbio, Professor Luizinho, João Paulo etc)

    c – acho, também, que Dirceu poderia “aparecer menos”. Pode continuar sua luta no partido etc, mas dentro deste MEU achismo, sugeriria, se posso, que ficasse um pouco menos debaixo dos holofotes.

    Agora chegando ao ponto em questão:

    – Dirceu acusa a mídia de não aceitar críticas. Ok, pode ser, acho que há um ponto aqui, sim. Mas porque cargas d’água este assunto sempre volta logo depois de alguma crítica ao PT ou ao Dirceu? Não parece uma “coincidência” muito forte, ou forçada? Parece que Dirceu está acusando a mídia do que o PT é.

    Desculpe minha má vontade com este assunto, mas acho de uma enorme impropriedade o PT tocar neste assunto de regulamentação da mídia logo depois que sai uma revista acusando Dirceu disso ou daquilo, numa notícia que me parece mequetrefe.

    Continuo firme no meu ponto: tiro no pé, absolutamente fora de hora e, quiçá, desnecessário.

  113. Pax said

    Tem um assunto que pode me comover a pensar em regulamentação: a tal da propriedade cruzada, que é ter rádio, tv, jormal etc etc, tudo de uma região.

    Mesmo assim fico me perguntando se esta questão não poderia ficar sob o guarda-chuva do CADE.

  114. Zbigniew said

    E o Estadão colocou o Lula no texto da diplomacia americana que fala de corrupção no governo:

    “(…) O Estadão garimpou até achar o que lhe interessava. Ignorou quase todo o resto e fez o resumo do conteúdo com base nessa frase, de 77 toques:

    Persistent and widespread corruption affects all three branches of government. Ao pé da letra: Corrupção persistente e generalizada afeta (ou atinge) todos os três poderes do governo.

    Na sua “tradução”, o Estadão arranjou um jeitinho de colocar a expressão “governo Lula” na boca da diplomacia americana, para que o resultado ficasse assim:

    A diplomacia americana considera que a corrupção durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva era “generalizada e persistente” e atingia todos os Três Poderes.

    Na manchete, adiciona-se um pouco mais de veneno: há uma sutil substituição de “corrupção durante o governo” por “corrupção no governo Lula” e uma troca do neutro “considera” para uma ilação negativa de “mostra preocupação”. O resultado fica assim:

    Carta de embaixador dos EUA mostra preocupação com corrupção no governo Lula

    Curiosamente, na própria carta diplomática, o nome de Lula só aparece uma única vez, e dentro da seguinte frase:

    While continuing to pursue stability among Brazil’s ten South American neighbors, President Luiz Inacio Lula da Silva and Foreign Minister Celso Amorim have spent seven years aggressively reaching out to Africa, the Middle East, and Asia, as well as taking a prominent role in global trade, climate change, nuclear non-proliferation, and economic discussions.

    Em tradução livre: “Ao mesmo tempo em que continuam a incentivar a estabilidade entre os dez vizinhos sul americanos do Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim passaram os últimos sete anos atuando de forma agressiva em direção a África, Oriente Médio e Ásia, bem como tendo um papel de destaque no comércio mundial, nas alterações climáticas, na não-proliferação nuclear, e nas discussões econômicas.”

    Por motivos mais que óbvios, tal frase foi solenemente ignorada pelo jornal.
    (…)”

    Dá para acreditar numa imprensa assim?

  115. Zbigniew said

    No 113, fonte: http://www.viomundo.com.br/politica/nassif-deu-tilt-no-tradutor-do-estadao.html

  116. iconoclastas said

    “Zbigniew disse
    09/09/2011 às 13:55

    Dá para acreditar numa imprensa assim?”

    pq não?

    mas supondo que para vc a resposta seja não, como vc pretende consertar?

    as perguntas não são retóricas.

    ;^/

  117. Chesterton said

    País que cobra mais impostos de ricos tem povo mais feliz, diz estudo
    Do UOL Economia, em São Paulo

    Quanto mais impostos um país cobra de seus cidadãos ricos, mais feliz é sua população. Pelo menos é o que defende um estudo da Universidade de Virgínia, nos EUA, feito pelo psicólogo Shigehiro Oishi, informa o jornal “Huffington Post”.

    O estudo comparou 54 países e descobriu uma relação entre uma política fiscal progressiva –cobrar mais impostos dos que ganham mais– e o contentamento geral da nação.

    chest- é aquela velha história do siri baiano e do siri gaúcho…a humanidade ainda vive pela inveja do alheio.

  118. Chesterton said

    “Os integrantes serão escolhidos pela presidente entre brasileiros de reconhecida idoneidade e conduta ética, identificados com a defesa da democracia e institucionalidade constitucional, bem como respeito aos direitos humanos”.

    Trecho do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade, incumbida de esclarecer casos de violação de direitos humanos ocorridos durante o regime militar,(AN)

    chest- pena que o PT não vai poder participar, né?

  119. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,
    Sinceramente, eu acho Dirceu um cara até bem sóbrio. Você poderia me citar um ato concreto de arrogância dele?
    Até hoje não foi provado, pela justiça, sequer a existência do tal de “mensalão”, menos ainda a participação do José Dirceu no tal “menslão”. As únicas “provas” são as declarações do Bob Jef.
    “Dirceu acusa a mídia de não aceitar críticas. Ok, pode ser, acho que há um ponto aqui, sim. Mas porque cargas d’água este assunto sempre volta logo depois de alguma crítica ao PT ou ao Dirceu? Não parece uma “coincidência” muito forte, ou forçada? Parece que Dirceu está acusando a mídia do que o PT é.”
    Se você acompanhasse os chamados blogueiros progressistas, constataria que tal assunto está em pauta faz muitos anos, todos os dias.
    Acho que o Paulo Henrique Amorim não fica uma semana sem falar na regulamentação da mídia, desde que saiu do “nomínimo”.

  120. Olá!

    É interessante que basta a imprensa mostrar algumas das falcatruas e maracutaias do PT, que a militância e o alto escalão petistas em peso imediatamente ameaçam as liberdades civis e os direitos constitucionais dos cidadãos. Leiam a última resolução do mais recente congresso petista para se ter uma idéia do que isso quer dizer.

    E o mais assustador de tudo é como algumas pessoas não hesitam em colocar na mesa de negociação as suas liberdades e direitos civis, desde que sejam o partido e as pessoas com as causas “certas” que estejam pedindo tal negociação.

    Com tantas reformas estruturais ainda por serem feitas, os congressos petistas não emitem nenhuma opinião a respeito disso. Preferem — isso, sim — ameaçar as liberdades civis através de nomes pomposos como “Controle Social da Mídia”, “Democratização dos Meios de Comunicação” e coisas tais. São apenas rótulos politicamente corretos para esconder aquilo que realmente representam: A porta de entrada para a limitação das liberdades individuais e dos direitos fundamentais de uma democracia. Caso esses malucos sejam bem sucedidos nessa cruzada anti-liberdades, as demandas para limitar as demais liberdades serão apenas questão de tempo para ocorrerem e tenderão a se tornar cada vez mais rigorosas nas suas requisições.

    No Brasil de hoje, um cidadão leva 120 dias para legalmente abrir a sua empresa, tendo de enfrentar camadas e mais camadas de burocracias e coisas tais, o que dificulta a geração de riquezas, de empregos e etc. Qual a opinião do último congresso do PT a respeito disso? Não houve uma linha sequer nesse sentido.

    No entanto, quando o assunto é ameaçar as liberdades civis, os congressos petistas vêm com um monte de iniciativas e idéias a respeito.

    Lamentável. . .

    Até!

    Marcelo

  121. Otto said

    Aí, o melô dos neocansados pra relaxar um pouco neste sábado morto:

    http://www.advivo.com.br/emvideo/modal/600739/425/350/field_video/youtube/xN4W2QyRRC4

  122. Patriarca da Paciência said

    E aí, Pax,

    resolveu puxar o fio da tomada de vez?

    Parece que blogs são iguais à maioria das a pequenas empresas – tem vida bem curta.

  123. Pax said

    Caro Patriarca,

    Não desisti, somente um período um pouco mais complicado aqui.

  124. Otto said

    Do blog NaMariaNews (http://namarianews.blogspot.com/):

    Alckmin gasta 9 milhões pela fidelidade da PIG

    Alckmin: 9 milhões pela fidelidade da ‘Proba Imprensa Golpista’

    E seu Barão assina os jornais e revistas para as Escolas Públicas

    Do NaMariaNews

    Interrompemos nossas saudáveis férias nas paradisíacas selvas de Bornéu para informar que a chuva é molhada, o sol é quente, a grama é verde e a Educação de São Paulo continua a mesma, embora sob completa nova direção.

    O Barão de Taubaté, ou melhor, o Sr. José Bernardo Ortiz Monteiro é o presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) desde sua nomeação pelo Governador Geraldo Alckmin, em janeiro deste ano.

    Pois não é que depois de ferrenha labuta nas negociações, Ortiz acatou ordem superior e assinou milhares de exemplares de jornais e revistas do PIG (Proba Imprensa Gloriosa) – para as melhores escolas públicas do mundo, cujos professores são também os mais bem remunerados do planeta? Sim. Exatamente como fizeram seus antecessores, o ex-governador José Serra e o finado Paulo Renato Costa Souza, ex-secretário de Educação de SP, o Barão de Taubaté fechou com a Folha de SP, Estadão, Veja, IstoÉ e Época. Tudo, como sempre, sem licitação.

    Desnecessário dizer que, mais uma vez, a CartaCapital não aparece no rol dos favorecidos.

    Eis os contratos, datas e seus valores, de acordo com o Diário Oficial:

    27/julho/2011 – Época
    – Contrato: 15/00628/11/04
    – Empresa: Editora Globo S/A
    – Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da “Revista Época” – 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Sala de Leitura.
    – Prazo: 365 dias
    – Valor: R$ 1.203.280,00
    – Data de Assinatura: 26/07/2011
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)

    29/julho/2011 – Isto É
    – Contrato: 15/00627/11/04
    – Empresa: Editora Brasil 21 LTDA
    – Objeto: Aquisição pela FDE, de 5.200 (cinco mil duzentas) assinaturas da “Revista Isto É”, 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Sala de Leitura.
    – Prazo: 365 dias
    – Valor: 1.338.480,00
    – Data de Assinatura: 25/07/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)

    3/agosto/2011 – Veja
    – Contrato: 15/00626/11/04
    – Empresa: Editora Abril S/A
    – Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas da “Revista Veja”, 52 Edições, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo
    – Projeto Sala de Leitura
    – Prazo: 365 dias
    – Valor: R$ 1.203.280,00
    – Data de Assinatura: 01/08/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 12/julho/2011)

    6/agosto/2011 – Folha
    – Contrato: 15/00625/11/04
    – Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.
    – Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 (cinco mil e duzentas) assinaturas anuais do jornal “Folha de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Sala de Leitura
    – Prazo: 365 dias
    – Valor: R$ 2.581.280,00
    – Data de Assinatura: 01/08/2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011)

    17/agosto/2011 – Estadão
    – Contrato: 15/00624/11/04
    – Empresa: S/A. O Estado de São Paulo
    – Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “O Estado de São Paulo”, destinados às escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São Paulo – Projeto Salas de Leitura.
    – Prazo: 365 dias
    – Valor: R$ 2.748.616,00
    – Data de Assinatura: 01-08-2011.
    (*Primeiro comunicado no DO em 23/julho/2011)

    Total: R$ 9.074.936,00.

    Você pode comparar os valores e quantidades dos anos anteriores nas tabelas deste texto.

    Extenuado de tanto firmar tão bons acordos pedagógicos, o presidente da FDE, José Bernardo Ortiz Monteiro, como faz qualquer funcionário público, foi ter uns dias de férias lá na Europa.
    Oh là là!

    Alvíssaras, confrades.

  125. Patriarca da Paciência said

    Marcelo, Chesterton e Vilarnovo,

    Vejam só o que a Veja anda publicando:
    “O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou nesta terça-feira que os países emergentes que integram o grupo Brics (Brasil, China, Rússia e Índia) vão se reunir na próxima semana, em Washington, para discutir uma forma de ajuda aos países da União Europeia (UE), que estão passando por uma crise. “Vamos ver o que fazer para ajudar a União Europeia a sair dessa situação”, disse o ministro, ao chegar ao Ministério da Fazenda pela manhã.

    Ele não quis, porém, adiantar detalhes sobre como os Brics poderão ajudar a UE. Mantega viajará no próximo dia 19 para os Estados Unidos, onde participa de reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). O encontro entre os Brics ocorrerá antes do evento do FMI.”

  126. Olá!

    Patriarca da Paciência, claro, claro. . . todos sabem como os países europeus são cheios de favelas; em algumas das suas capitais, quase metade da população vive em invasões; as taxas de homicídios ceifam 50 mil vidas por ano na União Européia (UE); as estradas dos países europeus são todas esburacadas e perigosas (a exemplo das Autobahn na Alemanha); aproximadamente 50% da população da UE não tem acesso a saneamento básico, água encanada e coleta regular de lixo; as escolas públicas européias são completamente sucateadas e todos os anos entregam um exército de analfabetos funcionais para o mercado de trabalho; as universidades de lá são um lixo total, nunca produziram um Prêmio Nobel sequer e vivem na periferia da relevância acadêmica; o sistema de saúde europeu está completamente falido, gerando enormes filas que se formam antes mesmo do dia amanhecer; a segurança pública é um desastre total e quase todos os países da UE estão à beira da falência institucional, pois o crime organizado tomou para si certas localidades onde a lei do Estado não vigora; o IDH médio da UE é um dos piores do mundo; e etc., etc., e etc. . .

    Claro, claro. . . A União Européia tem muito a aprender com os tais BRICS.

    Até!

    Marcelo

  127. Chesterton said

    Mantega é um fanfarrão!
    As reservas brasileiras vão resolver o problema da Grecia (para começar)? Nossa poupança sderá investida em títulos gregos? Acorda, Patriarca!

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-brasil-do-pt,770967,0.htm

  128. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo e Chesterton,

    o texto entre aspas é todo da Veja. Eu apenas colei!

  129. Patriarca da Paciência said

    Vejam também esta.

    A única “prova” contra o José Dirceu, as declarações do Bob Jef, foram pulverizadas por ele mesmo”

    Saiu no twitter da Hildegard Angel

    “Jefferson declara que o tal mensalão não é fato é “pura retórica”, isto é, não existiu!Uma farsa.O “tenor” queria apenas as luzes da ribalta”

    “Quem deu credibilidade ao inacreditável Jefferson? Uma imprensa e uns políticos preocupados com suas conveniências e não com fatos.Vergonha!”

  130. Chesterton said

    Enquanto a Oposição dorme de touca Lula e seus sequazes avançam naquilo que denominam “reforma política’, mas que não passa de mais uma armação para tentar eternizar o PT no poder. Principalmente no que diz respeito ao tal voto em lista onde celerados esquerdistas que não têm nenhum voto acabarão obtendo mandato na Câmara dos Deputados e no Senado.
    Já alertei aqui no blog que o PT vai tentar emplacar esse monstrengo. Em outras palavras, essa reforma que o PT tenta empurrar goela abaixo dos brasileiros em menos de quatro anos transformará o Brasil numa nova Venezuela. Se a reforma do PT passar terão a maioria absoluta no parlamento e aprovarão qualquer lei que desejarem aprovar. O esquema é para dar poder total ao PT, que então avançará no sentido de impor à Nação o seu projeto socialita do tipo chavista que inclusive contempla a abolição da propriedade privada. Como na Venezuela, a propriedade será uma dádiva do Estado e destinada a uma corriola ligada ao poder e quem arbitrará sobre isso é um tal “conselho comunal”, do qual participarão CUT, MST e demais ditos “movimentos sociais”.
    Na Venezuela a coisa já se encaminha para o seguinte: se o “conselho comunal” decidir expropriar uma propriedade privada, como um sítio, uma fazenda, uma casa, um automóvel, um caminhão ou um apartamento, o fará, já que reunirá todo o poder da lei e das armas! Comunistas são fanáticos e, por isso mesmo, impiedosos.
    O que estou colocando aqui não é mero delírio. É isto que está no programa do PT.
    Se a população brasileira continuar embalada no berço esplêndido petralha acordará dentro em breve num novo Estado Comunista desprovida de seus direitos e, sobretudo, de sua liberdade.
    É hora da sociedade brasileira reagir se quiser que o Estado de Direito democrático sobreviva ao ataque sorrateiro dos comunistas do PT.
    A rigor, o que está em marcha é um golpe de estado comunista.
    Isto não é brincadeira!

    http://aluizioamorim.blogspot.com/

  131. Patriarca da Paciência said

    Esse cara, o Aluizio Amorim, tal como o Chesterton, ainda vive em plena Guerra Fria.

    Esse penúltimo parágrafo, então, é uma pérola. Parece saido dos anais da “Revolução de 64″.”
    “É hora da sociedade brasileira reagir se quiser que o Estado de Direito democrático sobreviva ao ataque sorrateiro dos comunistas do PT.
    A rigor, o que está em marcha é um golpe de estado comunista.”

    Demais! Achei hilariante!

  132. Zbigniew said

    A síndrome de vira-latas e bem típica da nossa velha mídia e os seus leitores mais fieis se esmeram em preserva-la a todo custo. Após Lula nos tornamos credores do FMI, geramos mais empregos q qq pais do primeiro mundo, demos ao capitalismo mais de 30 milhões de consumidores, tiramos 2008 de letra e mostramos para a oposição e a velha mídia o porque da PETROBRAS não ter virado PETROBRAX, efetivamente turbinamos a mobilidade social e por aí vai. Verdade q ainda somos um pais essencialmente ligado as commodities, mas, de qq maneira, num rol variado, diferentemente da Rússia q depende do petróleo. Verdade também q houve uma concentração de riquezas muito grande num único Estado: São Paulo hj tem um PIB de mais de US$ 500 bi, enquanto o Rio, q e o q chega mais próximo, tem um PIB de pouco mais de US$ 180 bi. Com investimentos estruturadores em outras regiões a tendência e reduzirmos essas distorções (inadmissível num pais dessas proporções) a longo prazo. Sim, a corrupção e uma doença crônica no pais, e digo mais, sem se mudar o modo como os poderes se relacionam, e começar a pegar, também, os corruptores, pode colocar o cara mais santo na Presidência q não tem faxina q de jeito. A educação envereda pelo mesmo caminho, mas pelo menos novas universidades e escolas técnicas foram criadas na esteira de novos investimentos.

  133. Otto said

    Chesterton disse: “É hora da sociedade brasileira reagir se quiser que o Estado de Direito democrático sobreviva ao ataque sorrateiro dos comunistas do PT. A rigor, o que está em marcha é um golpe de estado comunista.”
    A última vez que a “sociedade” (coloco entre aspas, porque foi apenas uma parcela ínfima da sociedade) reagiu, a direita acabou com o Estado de direito por 20 anos. Se o cavalo do golpe passar selado, o Chesterton monta.

  134. Chesterton said

    demos ao capitalismo mais de 30 milhões de consumidores, ..

    chest- como é que é? “Demos” quem? O PT? O governo? Quem é responsavel pela economia e pelas exportações? O único mérito de Lula foi ter traído o PT e ter dado continuidade às políticas econômicas de FHC , como o Meireles!!! Esqueceram do Meirelles?

    Otto, quem montava em cav alo selado era o Brizolla.

  135. Otto said

    Chesterton: esta é a historinha que contaram pra você. Em todo caso, vc. sabe quem montou no cavalo.

  136. Otto said

    Chesterton: e ainda sobre o Brizola: foi ele quem impediu o golpe em 1961, com a Campanha da Legalidade — que a mídia, significativamente, faz questão de esquecer.

  137. Zbigniew said

    Exato, Chest! O Meirelles do Lula foi melhor q o do FHC. O Lula deu um no nos neo-liberais! Esse Lula, sei não (rsrsrsrs).

  138. Chesterton said

    Olha, quem me contou foi o proprio Brizolla.
    A campanha da Legalidade foi onde as esquerdas acharam que iriam dominar o país, acharam que estavam fortes o suficiente para mandar e desmandar, aí… deu no que deu.
    Lula teve a feliz ideia de passar o PT e o programa do PT para trás e colocar um tucano na economia, que graças a herança bendita de FHC estava no caminho certo. Isso é fato histórico, não tem como negar.
    Meireles foi o comandante da economia e LULLA uma espécie de primeiro damo (que tinha a pachorra de fazer oposição ao próprio ministro da economia(!) . Hilário.
    Lula não deum um nó nos neo-liberai, Lulla é o próprio neo-liberal.
    Agora o PT põe a manguinha de fora novamente.

  139. Patriarca da Paciência said

    Meireles,

    um contador competente que sabia aplicar regras aprendidas em qualquer universidade.

    Meureles, comandante da economia? Hilário!

  140. Otto said

    Chesterton, vc. tomou alucinógenos e viu o Brizola com dois LL.
    “(…) que graças a herança bendita de FHC estava no caminho certo. Isso é fato histórico, não tem como negar”. Sim, isto é fato histórico, ninguém pode negar que o Brasil estava a caminho da bancarrota completa. Em quanto mesmo estavam as reservas o Brasil em 2002? E a inflação? E o desemprego?
    Ah, se o Lula era neoliberal, porque ele lançou mão de medidas anticíclicas em 2008 para sair da crise, já que medidas dessa natureza não fazem parte do receituário neoliberal?

  141. Patriarca da Paciência said

    Quem comanda a economia é aquele que determina onde, como e quando os recursos serão aplicados.

    E isto foi sempre o Lula que fez, assessoriado por uma competente equipe de profissionais de primeiríssima qualidade.

  142. Chesterton said

    Sim, isto é fato histórico, ninguém pode negar que o Brasil estava a caminho da bancarrota completa.

    chest- a bancarrota era a perspectiva de o PT assumir o governo e implementar programas socialistas, aí o risco Brasil foi para as cucuias.
    Lula traiu o PT e fez acordo com os bancos e graças a Deus se deu bem.

    Otto, um pouco de honestidade aqui, por favor. FHC passou por inumeras crises exdternas e Lula pegou a casa pronta.

  143. Olá!

    Uma pergunta ao pessoal esquerdista daqui:

    Qual foi a reforma estrutural implementada ao longo do Governo Lula?

    Até!

    Marcelo

  144. Otto said

    Chesterton:

    “a bancarrota era a perspectiva de o PT assumir o governo e implementar programas socialistas, aí o risco Brasil foi para as cucuias”

    O Brasil, muito antes da campanha eleitoral de 2002, já tinha quebrado três vezes e ido três vezes ao FMI de pires na mão e sem sapatos. Só isso.

    “Otto, um pouco de honestidade aqui, por favor. FHC passou por inumeras crises exdternas e Lula pegou a casa pronta”

    Chesterton, vc. anda fumando o cigarro do FHC? FHC passou por três crises na periferia do capitalismo. Lula enfrento a maior crise do capitalismo desde 1929, detonada a partir do centro do mesmo. Uma pequena diferença. E se vc. chama de casa pronta um país quebrado, endividado e sem autoestima, discordo de vc. mas respeito a sua opinião.

  145. Olá!

    Essa conversa de que o Governo FHC quebrou o Brasil três vezes é uma das mentiras mais deslavadas que a esquerda brasileira conta. Os blogs e sites governistas adoram repetir essa diatribe o tempo inteiro e acabam banalizando a expressão “quebrar um país”. Essa gente não sabe como fica a situação política, econômica e social quando um país realmente quebra.

    Dois exemplos históricos de países que realmente quebraram: A Alemanha do pós Primeira Guerra Mundial e a Rússia do pós Revolução de 1917 (sobretudo no período de 1920-1925). Nesses dois casos, tais países, de fato, foram para o buraco e se tornaram terreno fértil para que loucuras ideológicas pudessem florescer (nazismo e comunismo). Os alemães e russos da época enfrentaram hiperinflação e caos econômico, o que abriu espaço para que forças anti-democráticas se propagassem.

    No Brasil, a hiperinflação foi contida de maneira completamente pacífica e dentro da legalidade democrática. Sem dizer que houve ganho real de renda e a retirada de milhões de pessoas da pobreza. Por aqui não houve golpes de Estado, coletivismo e coisas tais.

    Para o pessoal que repete a diatribe “FHC Quebrou o País Três Vezes”, nada melhor do que números de verdade.

    Abaixo está a inflação de acordo com o IPCA para os 8 anos anteriores ao governo FHC, isto é, para os anos de 1987 até 1994. Eis os dados (fonte):

    Inflação Segundo o IPCA Para o Período de 1987-1994

    1987 . . . 363.41%
    1988 . . . 980.21%
    1989 . . . 1972.91%
    1990 . . . 1620.97%
    1991 . . . 472.70%
    1992 . . . 1119.10%
    1993 . . . 2477.15%
    1994 . . . 916.46%

    Média: . . . 1240.36%

    Essencialmente, foi sobre essa base inflacionária que o FHC teve de iniciar o governo dele. A média da inflação nos 8 anos anteriores ao Governo FHC foi de 1240.36%. Vai ver que na mente dos esquerdistas locais deve ser muito fácil começar um governo tendo uma economia com um registro hiperinflacionário desses.

    As crises financeiras começaram a se abater sobre o Brasil em 1997, quando sequer havia três anos de inflação sob controle (lembrem que o registro hiperinflacionário ainda era recente: 1994).

    Detalhe: Não deve ser fácil fazer uma reforma estrutural tendo essa base hiperinflacionária como ponto de partida.

    Após 8 anos de Governo FHC, vejamos qual foi a economia que ele entregou ao seu sucessor. Eis os dados:

    Inflação Segundo o IPCA Para o Governo FHC (1995-2002)

    1995 . . . 22.41%
    1996 . . . 9.56%
    1997 . . . 5.22%
    1998 . . . 1.65%
    1999 . . . 8.94%
    2000 . . . 5.97%
    2001 . . . 7.67%
    2002 . . . 12.53%

    Média: . . . 9.24%

    O Governo FHC pegou um país com 1240.36% de inflação média nos 8 anos que o antecederam e entregou ao Governo Lula um país com apenas 9.24% de inflação média no período de 1995-2002. Diante da realidade revelada por esses números, fica complicado de manter a diatribe de que “FHC Quebrou o País Três Vezes”.

    A média da inflação (via IPCA) dos 8 anos anteriores ao governo FHC (1240.36%) é “apenas” 134 vezes maior do que a média que o FHC entregou ao Lula em 2003 (9.24%).

    Um governo que pega um país com uma economia hiperinflacionária e entrega ao seu sucessor um país com inflação controlada dificilmente teria quebrado o país como dizem por aí.

    Até!

    Marcelo

  146. Zbigniew said

    “Um governo que pega um país com uma economia hiperinflacionária e entrega ao seu sucessor um país com inflação controlada dificilmente teria quebrado o país como dizem por aí.”

    E foi? Tais brincando…

    1. Na “Era FHC”, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em pífios 2%, incapaz de gerar os empregos que o País necessita e de impulsionar o setor produtivo. Um dos fatores responsáveis por essa quase estagnação é o elevado déficit em conta-corrente, de 23 bilhões de dólares no acumulado dos últimos 12 meses. Ou seja: devido ao baixo nível da poupança interna, para investir em seu desenvolvimento, o Brasil se tornou extremamente dependente de recursos externos, pelos quais paga cada vez mais caro.
    FHC quer que o seu governo seja lembrado como aquele que deu proteção social ao povo brasileiro. Mas seu governo permitiu a elevação das tarifas públicas bem acima da inflação. Desde o início do plano real o preço das tarifas telefônicas foi reajustado acima de 580%. Os planos de saúde subiram 460%, o gás de cozinha 390%, os combustíveis 165%, a conta de luz 170% e a tarifa de água 135%.
    2.Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.
    3.O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano  o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. Outro fator de instabilidade foi a decisão de rolar parte da dívida pública estimulando a venda de títulos LFTs de curto prazo e a compra desses mesmos papéis de longo prazo. Isto fez subir de R$ 17,2 bilhões para R$ 30,4 bilhões a concentração de vencimentos da dívida nos primeiros meses de 2003. O dólar e o risco Brasil dispararam. Combinado com os especuladores e o comando da campanha de José Serra, Armínio Fraga não vacilou em jogar a culpa no PT e nas eleições.
    4. A timidez marcou a política de comércio exterior do governo FHC. Num gesto unilateral, os Estados Unidos sobretaxaram o aço brasileiro. O governo do PSDB foi acanhado nos protestos e hesitou em recorrer à OMC. Por iniciativa do PT, a Câmara aprovou moção de repúdio às barreiras protecionistas. A subserviência é tanta que em visita aos EUA, no início deste ano, o ministro Celso Lafer foi obrigado a tirar os sapatos três vezes e se submeter a revistas feitas por seguranças de aeroportos.

  147. Zbigniew said

    E aqui uma pérola do servilismo tupiniquim (nem o FHC escapou). Lá do Olavo de Carvalho:

    “O Brasil quebrou

    Por José Niveldo Cordeiro
    30 de julho de 2002

    O Brasil quebrou. Na semana passada isso já estava claro. A expressiva desvalorização do real ontem apenas homologou no mercado o que os analisas já sabiam. Quebrar significa que ele não tem os meios para pagar o que deve aos credores internacionais. O que fazer?

    O drama maior é que a quebra deu-se antes de concluída a sucessão presidencial. Na prática, os credores internacionais e as instituições multilaterais não têm interlocutor válido para discutir os caminhos a seguir. O governo FHC acabou, perdeu a autoridade.

    Não resta ao país outra coisa que não gerar grandes superávits na balança comercial e, para tanto, terá que ter também grandes superávits primários, capazes de conter a expansão da dívida pública e a demanda interna. A redução do Estado, que deveria ser algo a ser feito de forma racional e com tempo, agora terá que ser feita a fórceps, em curto o prazo. Nada como uma crise para apressar o parto.

    Isso significa que a recessão poderá ser muito grande. Não me espantaria uma queda no PIB relevante ainda este ano, por conta do tumulto dos últimos meses do ano. Para o ano que vem a queda deverá ser fortíssima.

    A fala de Paul O´Neill, por mais deselegante que possa parecer e mesmo ofensiva, não é mais deselegante e ofensiva do que tem sido a ação da diplomacia brasileira para com o governo Bush e com as conseqüências dos atentados de 11 de setembro. FHC tem discursado em todos os fóruns mundiais contra os interesses dos EUA e contra a orientação política daquele governo. Quem não lembra do discurso na Assembléia francesa? Deveria agora pedir os dólares de que precisa à França.

    O governo Bush não tem porque ter solidariedade a um governo francamente contrário aos seus interesses. O nosso povo está pagando pela miopia e liderança errada de FHC.

    O fato é que o posicionamento da diplomacia brasileira tem sido um desastre para os interesses do país. Talvez a postura do governo Bush fosse outra se o terceiro-mundismo fernandista não tivesse sido tão radical. FHC fez da nossa política externa uma fábrica de panfletos de centro acadêmico. Cometeu erros primários. Nossos interesses estão indissoluvelmente ligados aos EUA.

    O desastre é que faltam ainda três meses para o desenlace da sucessão. Talvez o Brasil não suporte tão longo tempo sem comando político legítimo sem passar por uma grande convulsão.

    São também de grandes perigos e grandes sofrimentos.

    O autor é economista e mestre em Administração de Empresas pela FGV – SP”

    http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0220.htm

  148. Olá!

    Zbigniew, peguei o seguinte trecho do seu comentário #146 “Na ‘Era FHC’, a média anual de crescimento da economia brasileira estacionou em [. . .].” e coloquei no Google para fazer uma busca. Eis os resultados.

    Esse texto no seu comentário #146 já circula há algum tempo pela Internet, corrente de e-mails, caixas de comentários de jornais, sites, blogs e etc. Vejam no link acima que a esmagadora maioria dos sites que abrigam tal texto são, invariavelmente, sites governistas, sites dos Amigos do BNDES e coisas tais (ou, no mínimo, foi postado nos sites alheios por pessoas abertamente simpatizantes do governos petista).

    Chamo a atenção para esses pontos pelo fato de você, Zbigniew, não mostrar nenhuma idéia original e que tenha sido composta através dos seus próprios recursos intelectuais. Você deveria, pelo menos, escrever algo por conta própria, sem precisar apelar à mentira como recurso argumentativo.

    E querem ver só como o comentário #146 do Zbigniew contém mentiras? Vamos pegar este trecho:

    “2.Para o emprego e a renda do trabalhador, a Era FHC pode ser considerada perdida. O governo tucano fez o desemprego bater recordes no País. Na região metropolitana de São Paulo, o índice de desemprego chegou a 20,4% em abril, o que significa que 1,9 milhão de pessoas estão sem trabalhar. O governo FHC promoveu a precarização das condições de trabalho. O rendimento médio dos trabalhadores encolheu nos últimos três anos.”

    Vejamos os dados sobre desemprego na região metropolitana de São Paulo para todos os meses de Abril no período de 1991 até 2002. Eis os dados (fonte):

    Desemprego Na Região Metropolitana de São Paulo (1991-2002)

    abr/91 . . . 7.326% . . . Sao Paulo – SP
    abr/92 . . . 7.100% . . . Sao Paulo – SP
    abr/93 . . . 7.167% . . . Sao Paulo – SP
    abr/94 . . . 6.001% . . . Sao Paulo – SP
    abr/95 . . . 4.833% . . . Sao Paulo – SP
    abr/96 . . . 7.628% . . . Sao Paulo – SP
    abr/97 . . . 7.518% . . . Sao Paulo – SP
    abr/98 . . . 9.510% . . . Sao Paulo – SP
    abr/99 . . . 9.692% . . . Sao Paulo – SP
    abr/00 . . . 8.617% . . . Sao Paulo – SP
    abr/01 . . . 6.951% . . . Sao Paulo – SP
    abr/02 . . . 9.595% . . . Sao Paulo – SP

    Média: . . . 7.6615%

    E aí, Zbigniew? Onde é que está aquela taxa de desemprego de 20.4% que você afirmou?

    Outro trecho do seu comentário:

    “3.O Banco Central – e não o crescimento de Lula nas pesquisas – foi naquele ano o principal causador de turbulências no mercado financeiro. Ao antecipar de setembro para junho o ajuste nas regras dos fundos de investimento, que perderam R$ 2 bilhões, o BC deixou o mercado em polvorosa. [. . .]”

    Hehehehehehehe. . . Então quer dizer que um dos principais órgãos que davam confiança ao Brasil perante o mercado foi o causador da crise das eleições de 2002? E o Risco Lula? Para refrescar a sua memória (fonte):

    [. . .] Numa conjuntura de desconfiança e incerteza para investimentos, muitos investidores temiam as medidas a serem tomadas por um candidato de esquerda caso este viesse a ganhar a eleição. De fato, aconteceu de Lula (PT) ascender nas pesquisas de intenção de voto e o chamado risco Brasil, índice que mede a confiança dos investidores no país, subir. Foi adotado então por alguns economistas e comentaristas políticos o termo pejorativo “risco Lula”, indicando que se este candidato viesse a ganhar a eleição, a economia do país poderia falir. Lula viu-se obrigado a assinar um texto, que ficou conhecido como Carta aos Brasileiros, prometendo que, caso ganhasse a disputa, não tomaria medidas que representassem grandes mudanças na política econômica brasileira, o que decepcionou setores da esquerda brasileira.

    Assim posto, o seu comentário #146, Zbigniew, é uma coleção rasteira de mentiras e falácias. Tente produzir algo de original da próxima vez.

    Até!

    Marcelo

  149. Suzanne said

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