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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Pedro Novais: passou da hora

Posted by Pax em 14/09/2011

Pedro Novais é um exemplo típico dos problemas que o coronelato causa na política nacional. Por outro lado há um movimento estranho que parece querer inibir até mesmo simpatizantes do governo Dilma de falar que a faxina no governo deve continuar.

O ministro do Turismo é um bom exemplo para contrapor quem se incomoda com a exigência de uma limpeza que a sociedade quer na política nacional e, porque não dizer, nos problemas que Sarney causa com suas indicações.

Dilma quer explicações de Novais para tomar “medidas cabíveis” – Congresso em Foco

Presidenta diz que vai tomar decisão de “forma muito tranquila”. Líder do PMDB na Câmara afirma que saída depende do próprio ministro, acusado de usar dinheiro público para pagar governanta e motorista

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (14) que vai cobrar explicações do ministro do Turismo, Pedro Novais, para tomar as “medidas cabíveis de forma muito tranqüila”. Novais é acusado de ter usado dinheiro público para pagar o salário de uma governanta e de um motorista particular.

Dilma chegou a Brasília esta manhã da capital paulista, onde teve compromissos políticos ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Primeiro, a gente pede as explicações cabíveis. Estou voltando hoje de São Paulo, nós vamos encaminhar isso. Avaliar qual é a situação e aí tomar as medidas cabíveis de forma muito tranquila”, declarou a presidenta.

O ministro discute com sua equipe um eventual pedido de demissão. Após reunir a bancada para tratar da situação do companheiro de legenda, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que a decisão de deixar ou não o ministério cabe exclusivamente a Pedro Novais. “O sentimento de deixar ou não o cargo deve partir dele. Não é prática do PMDB abandonar ninguém no momento de dificuldade”, afirmou. Até ontem, Henrique Eduardo dizia que o ministro estava “firme e forte” no cargo. (continua no Congresso em Foco…)

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94 Respostas to “Pedro Novais: passou da hora”

  1. jesus da silva said

    Avisa ao deputado Henrique Alves que o sr. Novais é demissível ” ad nutum”.
    Explica isso para a presidente também.

  2. iconoclastas said

    “Por outro lado há um movimento estranho que parece querer inibir até mesmo simpatizantes do governo Dilma de falar que a faxina no governo deve continuar.”

    tem isso, é Pax? não sabia.

    e vcs viram a entrevista de Dilmão para o FANTÁSTICO! ?

    foi sensacional:

    http://www.observadorpolitico.org.br/observador-tv/entrevista-de-dilma-ao-fantastico-parte-1/

    muito melhor do que o CQC, Casseta e do gênero…

    ;^)

  3. Pax said

    Caro Jesus Da Silva

    Foi tão “ad nutum” que nem precisou de muito esforço. Foi-se tarde o tal Pedro Novais. E não fará falta alguma.

    Caro Iconoclastas,

    A entrevista da Dilma no Fantástico não foi ruim. Em alguns momentos a presidente tem dificuldade em concluir seu raciocínio, parece que a cabeça vai mais rápido que a fala, mas isso é bastante comum.

    Dilma, no meu entender, tem ido bem à frente do governo. Não consegue fazer mais porque as estruturas corruptas são muito fortes.

  4. Pax said

    Kotscho mais uma vez mandou bem:

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/09/14/como-e-que-pedro-novais-chegou-a-ser-ministro/

  5. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    acho que o velhinho deve estar naquela: “oncotô, donquevim, proncovô?”

    Viveu a vida toda em pleno patrimonialismo e agora é punido por algo que julgava ser de pleno direito!

    É pura realidade.

    É a prova de quel algo está mudando no Brasil.

  6. Pax said

    Colocaram um tal de Gastão Vieira no lugar deste cidadão que em países mais sérios deveria estar respondendo preso por desvio de dinheiro público.

    E este tal de Gastão parece que não está nem aí para regras de probidade.

    Segundo o Josias de Souza lembrou, em 2009 ele deixou de ser deputado para ser secretário de governo da Roseana Sarney (esse sobrenome…).

    Só que o Gastão não largou o osso, passou o apartamento funcional para as filhotas morarem às custas do dinheiro do povo, segundo o Josias.

    Pois é.

    Advinhem qual sobrenome apoiou, agora, a indicação do Gastão? Um doce para quem desconbrir.

    Dilma vai bem, para uma refém ela até que tenta. Quem está falhando é papai do céu que esquece de levar a sujeira embora para o país andar.

    Tem gente que é duro de engolir. Sinto muito, mas não consigo, nem por todas as crenças de governabilidade que sei serem necessárias. Meu fígado já não é como dantes para estas questões políticas.

    Gastão dura mais quanto tempo sem que o Ministério do Turismo seja protagonista de mais escândalos?

  7. iconoclastas said

    “Dilma vai bem, para uma refém ela até que tenta. Quem está falhando é papai do céu que esquece de levar a sujeira embora para o país andar.”

    krai!

    é FANTÁSTICO!

  8. Pax said

    Uma enciclopédia de corrupção – em O Globo
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/9/15/uma-enciclopedia-de-corrupcao

    A única ressalva que poderíamos discutir é neste ponto aqui:

    Com Pedro Novais (PMDB-MA) há uma enciclopédia de corrupção. Não apenas praticada por ele, mas por esquemas que atuam no ministério e, pelo visto, há razoável tempo. Se irão sobreviver à crise, o tempo dirá. Novais, assim como Nascimento e Rossi, era parte do pacote embalado no fisiologismo e despachado por Lula para o governo Dilma. A nomeação do maranhense é exemplar dos valores que pesam quando se monta uma equipe de governo em função do toma lá dá cá. Para tratar do turismo – setor vital num momento em que o país se prepara para sediar grandes eventos esportivos – foi designado alguém sem qualquer experiência na atividade. Pesaram apenas ser Morais do PMDB maranhense e a indicação de José Sarney (PMDB-AP).

    Mas específicamente sobre a frase “despachado por Lula para o governo Dilma”

    E é aqui que mora um ponto importante neste momento na política nacional, no meu amadorístico modo de entender.

    Tudo que envolve Lula e que não o endeusa não é permitido para alguns. Parece que Lula tem que ser preservado de qualquer mácula, como se estivesse acima do bem e do mal.

    Só que isso não é a minha verdade, não. Lula tem méritos – aliás, que os oposicionistas teimam em não ver – mas tem débitos também. Para governar houve muita parcimônia com os tais “malfeitos”, novo termo que Dilma coloca para as corrupções desvairadas que a base aliada teima em insistir. E não só a base aliada. Até mesmo no PT houve muita gente que, digamos, se perdeu pels trilhas. As Land Rovers que nos digam, só como exemplo básico.

    No Maranhão…mora um problemão.

  9. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    estão passando vários documentários na TV Câmara e na TV Senado sobre a renúncia de Jânio Quadros.

    Pelo que senti, a conslusão que todos chegaram é que o Jânio contava que o povo iria para as ruas exigir que ele voltasse e, claro, com muito mais forças.

    Há até depoimentos de que, quando ele viu que o golpe falhou, chorou “copiosamente”.

    Como dizia Tom Jobim – O Brasil não é para amadores!

    A coisa é realmente séria.

  10. Patriarca da Paciência said

    Onde quero chegar com meu comentário acima?

    É que, muito ao contrário do que diz o Vilarnovo, Democracia não é aceitar os mandos e dismandos de 11 patriarcas que comandam a mídia do país.

    Democracia é governar com a maioria. É assim que funciona em qualquer parte do mundo!

    Erradicar o patrimonialismo do Brasil ainda vai demorar um pouco e exigir muito esforço.

    Mas só será feito com a contribuição de toda a sociedade.

  11. Zbigniew said

    Pax, não entendo essa fixação de se vincular o Lula à corrupção. Se for pelo viés das alianças espúrias, qualquer Presidente será considerado corrupto. E não se fale que a Dilma faria a faxina se não houvesse pressão da mídia, ou de algumas instituições republicanas. Não faria. O Lula também mandou muita gente pro chuveiro, afastou o Dirceu, o Palocci, entre outros. O FHC também. Tudo sob a pressão da mídia e de alguns atos isolados do Judiciário. E aí? Mudou alguma coisa em termos de corrupção de vinte anos pra cá?

  12. Pax said

    Caros Patriarca e Zbigniew,

    Vamos dar os verdadeiros nomes aos bois? Patrimonialismo é corrupção da braba mesmo. Sabemos disso.

    E sabemos que tanto Lula quanto Dilma são reféns das gentes do Maranhão, de Alagoas, de Roraima etc etc. Gente, então, um bocado “patrimonialista”.

    Até aqui estamos de acordo?

    Talvez vocês fiquem chateados e os oposicionistas felizes, mas aí eu lembro o quanto o FHC foi refém do coronel da Bahia. E não foi pouco não. Dele, do Arruda, de uma corja tal e qual. O que muda é a diferença da cor dos chifres. Como chifre não tem lá cor muito definida então tanto FHC quanto Lula quanto Dilma foram (Dilma é) refém da mesma classe “vale nada” que sempre existiu na política nacional. Basta olhar para um Pedro Novais, para um Arruda etc e saber do que estou falando.

    Os grandes coronéis é que são os piores. Eles comandam suas maltas.

    Se mudou alguma coisa de uns tempos para cá, caro Zbigniew? Claro que sim. Uns tempos atrás se eu escrevesse sobre isso provavelmente estaria engordado alguma lista de presos, desaparecidos ou coisa do gênero. Porque não estou? Ora, porque a democracia pressupõe liberdade de opinião e expressão. Tempos atrás não vivíamos num estado democrático. E… não tínhamos uma imprensa livre. Mesmo que ruim, mas livre.

    Vocês reclamam um bocado das tais 11 famílias que detém os meios de comunicação. Também acho que elas têm falhas enormes, de caráter inclusive. Mas colocam tudo num bojo só. E não é assim, ao menos em minha opinião.

    Há gente boa em empresa ruim. Num mesmo veículo há bons e maus jornalistas. Nós mesmo conhecemos e gostamos de alguns jornalistas que trabalham em empresas que questionamos.

    O que há, e sugiro refletirmos sobre isso, é uma neurose instalada que não se pode falar qualquer pelinho sobre o Lula, sobre o PT, que já acham que há um enorme golpe articulado em andamento. Não há. Isso é uma besteira sem tamanho de gente tão neurótica quanto são os que acham que o PT quer implantar o comunismo no mundo.

  13. Olá!

    Ricardo Kotscho? Não, obrigado. . .

    Esse jornalista já fez defesa aberta da censura estatal no Brasil via aquela estrovenga do Conselho Federal de Jornalismo e, recentemente, procurou desqualificar as passeatas contra a corrupção feitas no dia 7 de Setembro, afirmando que as passeatas foram organizadas pela elite brasileira, enquanto que, na realidade, elas surgiram espontaneamente nas redes sociais e foram autoria de jovens entre os seus 20 ou 25 anos de idade.

    Ricardo Kotscho? Não, obrigado. . .

    Até!

    Marcelo

  14. Olá!

    Pax, concordo 100% quando você afirma que tanto FHC, quanto Lula e a Dilma tiveram (tem) de conviver com a corrupção. A diferença fundamental que há entre esses três, sobretudo entre FHC e Lula, é que o FHC, mesmo lidando com aliados corruptos, conseguiu coordenar, implementar e consolidar uma reforma estrutural que deu um fim à hiperinflação. Já o Lula nada fez de reformas estruturais para o Brasil e o que se sobressaiu no governo dele foi mesmo a corrupção, da qual o Mensalão é o emblema máximo.

    O Governo Lula, por exemplo, poderia ter implementado uma reforma estrutural para melhorar a vida do empreendedor, reduzindo os estratosféricos 120 dias necessários para se abrir uma empresa nos dias de hoje para um patamar mais civilizado. Foram 8 anos e nada nesse sentido foi feito.

    Até!

    Marcelo

  15. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    FHC ou Itamar?

    E porque mesmo FHC nada fez para que pudéssemos abrir uma empresa em 30 dias, por exemplo?

    E porque mesmo tínhamos um salário mínimo de US$ 80,00 em FHC e um de US$ 350 ou mais em Lula?

    Nem FHC nem Lula são isentos de suas culpas. E eles as têm. Assim como tem seus méritos também.

  16. Zbigniew said

    Pax, não se está querendo “santificar” o Lula. Eu particularmente acho que a Dilma está se saindo melhor do que ele nesta questão da corrupção na base aliada. Mais aí entra também as circunstâncias políticas.

    O que não se pode é querer denunciar a corrupção e ao mesmo tempo carimbar o PT como o partido mais corrupto da história do país. Aí é que deve se criticar.
    Pra mim o foco deve estar, também e principalmente, nas relações entre os poderes. Fixar a problemática apenas num figura ou grupo não vai dar em nada.

    Devemos repensar as formas de nomeações para os órgãos centrais de poder como Conselhos e Tribunais de Contas, Cortes e turmas do Poder Judiciário, Ministros de Tribunais Superiores.

    Devemos observar as relações entre os corruptores e os corruptos. Sim, porque onde há corrupção supõe-se uma parte ativa e outra passiva. Suas relações de favores e atividades junto a tais poderes. E aí entra elementos poderesos da iniciativa privada.

    A questão da corrupção nos organismos policiais (ver o caso da morte recente de uma juíza no RJ), bem retratada em filmes como o festejado “Tropa de Elite”, e a falência do nosso sistema penitenciário.

    O problema da “domesticação” do Ministério Público, e suas relações de poder, principalmente quando se fala em quintos constitucionais – nomeações para Tribunais de Justiça e Superiores.

    As relações dos escritórios de advocacacia, OAB, e quetais com os poderes constituídos, principalmente o Judiciário. Interessante observar a entrevista que a Ministra Eliana Calmon deu à revista Veja (que por vias transversas de vez em quando traz algo de bom) sobre o assunto (http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/se-voce-nao-leu-precisa-ler-essa-entrevista-incrivelmente-franca-da-nova-corregedora-do-conselho-nacional-de-justica/).

    Quando se personaliza demais a corrupção no país, corre-se o risco de simplificar e de acontecer o que, na minha opinião, aconteceu: nada!
    Há mais de vinte anos temos democracia, e a corrupção grassa entre nós. E não só aqui. É no mundo todo. Com maior ou menor intensidade.

  17. Zbigniew said

    Há! Sim! a questão principal: a impunidade. Essa é gerada por todas essas relações de poder. Não é à toa que apenas o Hidelbrando Pacoal foi o único político de “alta patente” a ser preso e condenado por ordem de um tribunal superior. Também não era possível que com “indiossincrasias” como a dele, a de esquartejar os inimigos, o cara não fosse apenado.

  18. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Não lembro de ter dito que o PT é “o partido mais corrupto da história do país”.

    O que disse e repito é que o PT não tem diferença alguma com os corruptos partidos brasileiros.

    E, sim, concordo, a impunidade mata qualquer vontade de termos um país mais avançado.

  19. Olá!

    Pax,

    “FHC ou Itamar?”

    Acho que os dois foram presidentes importantes em seus respectivos momentos. O Itamar demonstrou muita coragem política ao nomear para o Ministério da Fazenda um sociólogo sem muito embasamento em economia e o FHC, uma vez nomeado ministro da fazenda e coordenador do Plano Real, pôde trazer para o Governo Itamar um conjunto de valores que, talvez, o próprio Itamar hostilizasse em certa medida.

    “E porque mesmo FHC nada fez para que pudéssemos abrir uma empresa em 30 dias, por exemplo?”

    Veja, Pax, a uma ordem democrática funciona de maneira gradual e sempre será uma coisa em construção. O FHC fez o que era o mais imediato a ser feito uma vez na presidência: A consolidação do Plano Real e o controle da hiperinflação. Fazer a reforma monetária (via Plano Real) e, ao mesmo tempo, fazer as outras reformas para que um empreendedor pudesse abrir uma empresa em 30 dias, talvez, não fosse possível dadas as necessidades mais imediatas daqueles tempos.

    Como eu afirmei mais acima, democracia é um processo em eterna construção e é feito de maneira gradual. Uma vez que o FHC contribuiu para o controle da hiperinflação, caberia aos seus sucessores fazerem as outras reformas estruturais que permitissem a um empreendedor abrir uma empresa em 30 dias ou menos. O Lula não fez nenhuma reforma estrutural. A Dilma já deu sinais de que nada fará nesse sentido também. Detalhe: O ambiente econômico que Lula e Dilma pegaram é bem menos adverso do que aquele que o FHC pegou.

    “E porque mesmo tínhamos um salário mínimo de US$ 80,00 em FHC e um de US$ 350 ou mais em Lula?”

    Em grande parte por causa de adversidades que estavam fora do controle do governo e também por causa da adaptação da economia brasileira à reforma estrutural e às medidas auxiliares dessa reforma executadas ao longo do período de 1993-1999.

    O crescimento da renda é algo praticamente natural e só não ocorre caso haja algum tipo de adversidade interna (como hiperinflação) ou externa (como crises econômicas).

    O que impressiona no Governo Lula não é o crescimento da renda, mas, sim, que tenha crescido tão pouco quando comparada aos países da mesma categoria do Brasil. E outra, boa parte desse ganho da renda em dólares foi por causa da valorização do Real perante a moeda americana.

    Desafio todos aqui a dizerem pelo menos uma única medida economicamente estruturadora que foi tomada ao longo do Governo Lula e que tenha permitido o ganho de renda em dólares. Não há.

    Até!

    Marcelo

  20. Zbigniew said

    Crescer pouco não quer dizer muita coisa. Para crescermos 7, 8, 10% ao ano teríamos que estar preparados para isto. Temos problemas com infra-estrutura, mão-de-obra entre outros. Foi necessário um ajuste fino que só um governo com sensibilidade social e capacidade de pensar o país de forma própria – nacionalista sem exageros, mas colocando o Brasil em primeiro lugar -, poderia fazer.
    Infelizmente o govenro de FHC produziu reformas estruturais importante, mas não soube aproveitar para revertê-la em prol da sociedade. Ficam as perguntas do Pax sem respostas:

    “E porque mesmo tínhamos um salário mínimo de US$ 80,00 em FHC e um de US$ 350 ou mais em Lula?”

    Você diz que por maturação das reformas estruturadoras foram necessários uns dez anos para que – suprema ironia do destino – o PT subisse ao poder e – suprema ironia do destino – o Brasil começasse a dar certo e – suprema ironia do destino – com as reformas implementadas pelo FHC, que foram cooptadas e assenhoradas pelo PT, o Lula e seus asseclas?

    Olha, com todo respeito, isso é uma forçação de barra sem tamanho.

    Vamos lá: houve reformas estruturadoras desde Itamar até o FHC, não se pode negar. Mas as reformas só foram funcionar e se reverter para o povo com o LULA e o PT. Não porque tinha que ter maturação, ou porque a renda tinha que aumentar por obra e graça da natural evolução das tais reformas, ou seja lá o que isto queira dizer. Ocorreu porque a maior reforma estruturadora foi colocar a população para participar do processo democrático e da cidadania, coisa que, infelizmente, o FHC não soube fazer. E não foi por falta de alerta da D. Ruth.

  21. Olá!

    Zbigniew,

    “Crescer pouco não quer dizer muita coisa. Para crescermos 7, 8, 10% ao ano teríamos que estar preparados para isto. Temos problemas com infra-estrutura, mão-de-obra entre outros. [. . .]”

    Eu concordo com você. A questão é: Por quais motivos o Governo Lula nada fez para melhorar de maneira significativa a infra-estrutura? Por quais razões o Governo Lula nada fez para melhorar significativamente a educação, que influi diretamente na qualidade da mão-de-obra? Ele poderia ter tratado um desses dois problemas, mas nada de significativo foi feito em ambos os sentidos. A infra-estrutura precária é uma das principais componentes do Custo Brasil e os últimos resultados do ENEM mostram o desastre da educação pública.

    “[. . .] Foi necessário um ajuste fino que só um governo com sensibilidade social e capacidade de pensar o país de forma própria – nacionalista sem exageros, mas colocando o Brasil em primeiro lugar -, poderia fazer.”

    Sensibilidade social? O PT e o Lula eram contra os programas de complementação de renda.

    Esse ajuste fino de que você fala não passa de marketing eleitoral.

    Capacidade de pensar o país por conta própria? Os pilares econômicos do Brasil de hoje foram lançados no Governo FHC e a contribuição do PT foi nula ao longo desse processo. Onde está a originalidade petista nesse caso?

    Houve três momentos importantes na história recente do Brasil, ei-los:

    01. A Transição Democrática de 1985.
    02. A Constituição de 1988
    03. O Plano Real

    Em todos esses três momentos o PT deu as costas para o Brasil e pensou em primeiro lugar no próprio partido.

    “Infelizmente o govenro de FHC produziu reformas estruturais importante, mas não soube aproveitar para revertê-la em prol da sociedade. “

    Essa é uma mentira deslavada, Zbigniew. A reforma estrutural do FHC (a reforma monetária via Plano Real) que deu fim à hiperinflação beneficiou principalmente os pobres que não tinham acesso aos serviços bancários para terem compensadas as perdas causadas pela hiperinflação. Sem contar outras coisas que aconteceram ao longo desse período, como a universalização da educação, os programas de complemento de renda e etc.

    “Ficam as perguntas do Pax sem respostas:

    ‘E porque mesmo tínhamos um salário mínimo de US$ 80,00 em FHC e um de US$ 350 ou mais em Lula?'”

    Pelo contrário. As perguntas do Pax foram todas respondidas.

    “Você diz que por maturação das reformas estruturadoras foram necessários uns dez anos para que – suprema ironia do destino – o PT subisse ao poder e – suprema ironia do destino – o Brasil começasse a dar certo e – suprema ironia do destino – com as reformas implementadas pelo FHC, que foram cooptadas e assenhoradas pelo PT, o Lula e seus asseclas?

    Olha, com todo respeito, isso é uma forçação de barra sem tamanho.”

    Isso é o que você está afirmando. O grande problema do Governo FHC foi ter enfrentado adversidades que estavam fora do seu controle (crises internacionais, por exemplo) e o registro histórico da hiperinflação ainda era muito recente quando a primeira crise internacional ocorreu em 1997 (em 1994, a inflação foi mais de 900% ao ano). E outra, FHC não pôde contar com a forte demanda chinesa por commodities.

    O Lula não enfrentou nada parecido e mesmo a recente crise de 2008 ocorreu em um cenário econômico muito mais arrumado internamente do que na época do FHC. E houve o PROER também, que ajudou a sanear o mercado financeiro e a retirar do cenário bancos que tinham um forte potencial para lançar desconfiança no mercado.

    “Vamos lá: houve reformas estruturadoras desde Itamar até o FHC, não se pode negar. Mas as reformas só foram funcionar e se reverter para o povo com o LULA e o PT. [. . .]”

    Claro, claro. . . a hiperinflação só foi controlada para a parte mais rica dos brasileiros.

    “[. . .] Não porque tinha que ter maturação, ou porque a renda tinha que aumentar por obra e graça da natural evolução das tais reformas, ou seja lá o que isto queira dizer. [. . .]”

    Até o momento, se o Brasil está na condição em que se encontra é por causa, em grande parte, dessas reformas estruturais feitas no período Itamar-FHC. O PT não trouxe nenhuma novidade para o Brasil. Nenhuma reforma estrutural.

    “[. . .] Ocorreu porque a maior reforma estruturadora foi colocar a população para participar do processo democrático e da cidadania, coisa que, infelizmente, o FHC não soube fazer. [. . .]”

    Outra mentira deslavada. E a explosão do consumo logo após os primeiros efeitos do Plano Real? Muitas coisas que antes eram difíceis de adquirir no período anterior ao Real, se tornaram corriqueiras após o controle da hiperinflação e não foram apenas os ricaços que se beneficiaram, não.

    Participação da população na democracia e na cidadania? Por acaso houve ditadura no Brasil no período de 1993 até 2002?

    Que tal se colocássemos pessoas de verdade (não os militantes) para darem suas contribuições nos congressos petistas que, invariavelmente, atacam as liberdades civis e os direitos fundamentais do cidadão? Existe esse tipo de democracia e cidadania nesses congressos?

    Até!

    Marcelo

  22. iconoclastas said

    esse gurizão é esperto, hem?!

    só umas correçõezinhas:

    “primeira crise internacional ocorreu em 1997”

    na verdade foi em 94, a do méxico, meses após a implementação do Real. em 95, uns dois meses após a posse, foi o clímax. terror e pânico, nego achou que fosse lamber tudo, caiu presidente do Bacen e o escambau.

    “reformas estruturais feitas no período Itamar-FHC”

    o collor, apesar de tudo, tb tem méritos.

    ;^)

  23. Zbigniew said

    “O Lula não enfrentou nada parecido e mesmo a recente crise de 2008 ocorreu em um cenário econômico muito mais arrumado internamente do que na época do FHC. ”

    As reformas estruturais foram importantes, Marcelo. Mas o gerenciamento é o foco do sucesso. É mais dificil governar um país com índices ou indicadores que efetivamente atrapalham as boas práticas, mas não adianta nada uma empresa saneada e um mal administrador.

    Um bom saneador não será necessariamente um bom administrador. Não podemos negar que as reformas estruturais dos governos anteriores, intensificadas no governo FHC, foram importantes. Mas não podemos negar também que houve diversos erros de gerenciamento por parte do governo FHC. O maior deles: a questão do racionamento de energia; bem como os déficits nas contas públicas e o problema do desemprego e distribuição da renda, além do desgaste do salário mínimo.

    Os programas de distribuição de renda só tiveram impulso e um modelo de universalização para a população com o PT no poder. O Bolsa Família, juntamente com a Previdência Social e a valorização do salário mínimo, a medida que as contas foram sendo saneadas.

    Por que o FHC não aumentou o mercado interno? Por que o FHC não utilizou a PETROBRÁS como parceira neste intento? A reativação da indústria naval e medidas anticíclicas para enfrentar as crises que sequer podem ser comparadas à de 2008, por que não foram tomadas?

    Será que o mantra do mercado financeiro tão cegamente adotado por setores do governo FHC, e por ele próprio, reforçado pelos arautos da velha mídia (os mesmos que anteciparam o fim do mundo com o corte de 0,5% na taxa de juros), sobre ajustes fiscais, cortes nas despesas com investimentos não atrapalharam a boa governança que consistia no estímulo por parte do Estado como indutor do desenvolvimento?

    Foi por aí que vocês se perderam.

  24. Yellow_SUBmarine said

    Trocaram seis por meia dúzia. Saiu o velho ladrão e entrou o Gastão do Maranhão, do Coronel Bigode… O que esperar dele?! Mais corrupção.

    Diria que os brasileiros aqui acolá conseguem ter uma noção, muito vaga, de como mudar e pra que mudar…

    “Algo está mudando nesse país?”… Sei não. É um corpo blindado.

    Já tentou tirar o osso da boca de um cachorro?

    Estamos diante de uma máfia, que vai muito além dos parlamentares infectando os três poderes e outras instituições das quais somos refém.

    Sejamos sensatos… Não mudará! Corrupto é um parasita, e dos bons. Sempre escuto argumentos do tipo: “se a corrupção fosse menor e tals…” Ora vejam, torcemos pra que seja menor, mas nunca cogitamos o seu fim. Porque esse fim não existe, não é possível.

    Desde que estamos aqui somos assim… Isso é coisa de humano.

    E aí?! Desisto ou a esperança é a última que morre?

    Tratando-se de corrupção, tâmo ferrado. A faca entra e eles negam, tanto o lado A quanto o B.

  25. Pax said

    Caro Sub,

    Eu já acho que se todo mundo começar a reclamar um bocado a coisa já deu um passo à frente.

    Quando os situacionistas e os opocisionistas se convencerem que seus lados não são lá o que podemos chamar de “melhores” que os outros na questão da corrupção, a tendência é que este seja um ponto em comum e passível de um projeto maior, independente dos partidos políticos.

    Sejam liberais, ou sociais democratas, sejam neoliberais ou comunistas, ninguém na verdade ganha com a corrupção.

    Só meia dúzia de coronel e outros safados que já deveriam estar enterrados embaixo de mictórios públicos pra gente ter o prazer de drenar em cima de suas covas.

  26. Zbigniew said

    Outro 11/09:

    *** Caro Zbigniew –> tomei a liberdade de colocar um link direto para não destabular a página.

  27. Patriarca – “É que, muito ao contrário do que diz o Vilarnovo, Democracia não é aceitar os mandos e dismandos de 11 patriarcas que comandam a mídia do país.”

    Te desafio a mostrar onde eu escrevi isso. Se você não gosta do que a Veja escreveu, não leia me caro. Se acha que a Veja fez algo criminoso, procure a justica.

    Isso é democracia. Não tentar calar a boca das pessoas porque disseram algo que não tenha gostado. Isso é totalitarismo.

    “Democracia é governar com a maioria. É assim que funciona em qualquer parte do mundo.”

    Não filho, democracia existe para garantir os direitos da minoria. É garantir que você não seja exterminado por ser judeu, é garantir que você não seja exterminado porque alguém te considere burguês. Democracia deve se basear em leis, direitos que mesmo uma suposta maioria não pode te arrancar, como direito a vida, direito a defesa, direito a propriedade privada.

    Se você não consegue entender isso, não faz a menor idéia do que está dizendo. Você precisa estudar muito, amadurecer muito.

  28. Patriarca da Paciência said

    “Não filho, democracia existe para garantir os direitos da minoria. É garantir que você não seja exterminado por ser judeu, é garantir que você não seja exterminado porque alguém te considere burguês.”

    Vilarnovo,

    o pensamento correto é assim: “Democracia é governar com a MAIORIA e garantir, INCLUSIVE, os direitos a minoria. Garantindo que você não seja exterminado por ser judeu, e garantindo que você não seja exterminado porque alguém te considere burguês.”

    É isso aí, Vilarnovo. Dizer que a Democracia existe para garantir os direitos da minoria é algo totalmente esdrúxulo!

    Quer dizer que a maioria não tem nenhum direito?

    Terá que se submeter aos caprichos da minoria? Dos onze patriarcas que controlam a mídia?

    Eu não ler a “óia” tudo bem, não leio mesmo, mas submeter todos os jornalistas e funcionários aos caprichos do patriarca é democracia?

    Carácolas! Para mim isso é para lá de kafkiano!

  29. Chesterton said

    “Democracia é governar com a maioria. É assim que funciona em qualquer parte do mundo.”

    chest – Hi folks. Sim, democracia é assim, mas não é assim que se passa no mundo democráticos. Há democracia e mais importante : Estado De Direito!!

    Os “founding fathers americanos já alertavam para o excesso de demcoracia que descambaria inevitavelmente para a ditadura da maioria.

    O pessoal das esquerdas continua evitando dar o último passo em direção à compreensão, é o ranço petista.

  30. Chesterton said

    Líbia: empreiteiras impuseram silêncio ao Brasil
    Enquanto o mundo todo condenava o governo do ditador Muammar Kadafi, o preço do silêncio do governo brasileiro sobre as atrocidades na Líbia foi a soma dos R$ 11 milhões que empreiteiras Odebrecht, OAS, Andrade Gutiérrez e Queiroz Galvão doaram ao PT, na campanha de 2010, com centenas de milhões de dólares que essas empresas têm a receber no país do tirano pelas obras que realizam.

    CH

  31. Patriarca da Paciência said

    Ô Chesterton,

    a maioria dos analistas estão com receio que na Líbia se instale um governo teocrático muçulmano.

    O tiro poderá sair totalmente pela culatra.

  32. Zbigniew said

    Esse negocio da Líbia nos remete a uma época recente em q um Presidente de um grande pais latino americano resolveu fazer negócios com a África num esforço de diversificação de mercados.
    Lembro como esse Presidente foi duramente criticado pelos “neos”, os mesmos q agora defendem a importância da “democratização” da Líbia contra o tirano Gadafi, parceiro de longas datas da Franca e EUA.
    Observam, não sem um que de perplexidade, a China, Rússia, Brasil, Europa e EUA se voltarem para o “continente perdido” em busca de oportunidade de negócios.
    Esses “neos”… sei não… só vivem quebrando a cara. Que o digam o FHC e o México.

  33. Chesterton said

    Sei, o PT estava com medo de mulás…então porque puxa o saco de mulás?

  34. Chesterton said

    Lula tentou comprar apoio para as pretensões megalomaniacas de obter um assento permanente no CS da ONU e gastou uma nota na África sem retorno.

  35. Olá!

    Zbigniew,

    “As reformas estruturais foram importantes, Marcelo. Mas o gerenciamento é o foco do sucesso. É mais dificil governar um país com índices ou indicadores que efetivamente atrapalham as boas práticas, mas não adianta nada uma empresa saneada e um mal administrador.”

    Em termos de dificuldades para governar, o Governo Lula não pegou nem mesmo metade das dificuldades que o Governo FHC teve de enfrentar.

    Chamar o Governo FHC de mal administrador é doidice. Por exemplo, veja sobre qual registro histórico hiperinflacionário o FHC teve de começar o governo dele. Eis os dados:

    Inflação Segundo o IPCA Para o Período de 1987-1994

    1987 . . . 363.41%
    1988 . . . 980.21%
    1989 . . . 1972.91%
    1990 . . . 1620.97%
    1991 . . . 472.70%
    1992 . . . 1119.10%
    1993 . . . 2477.15%
    1994 . . . 916.46%

    Média: . . . 1240.36%

    E qual foi a realidade econômica que o FHC entregou ao seu sucessor. Eis os dados:

    Inflação Segundo o IPCA Para o Governo FHC (1995-2002)

    1995 . . . 22.41%
    1996 . . . 9.56%
    1997 . . . 5.22%
    1998 . . . 1.65%
    1999 . . . 8.94%
    2000 . . . 5.97%
    2001 . . . 7.67%
    2002 . . . 12.53%

    Média: . . . 9.24%

    Perante esses dados, chamar o Governo FHC de mal administrador é pura maluquice.

    “Um bom saneador não será necessariamente um bom administrador. [. . .]”

    Você se esquece que apenas uma boa administração é capaz de tornar possível reformas estruturais. As duas coisas estão intimamente entrelaçadas.

    ” [. . .] Não podemos negar que as reformas estruturais dos governos anteriores, intensificadas no governo FHC, foram importantes. Mas não podemos negar também que houve diversos erros de gerenciamento por parte do governo FHC. O maior deles: a questão do racionamento de energia; bem como os déficits nas contas públicas e o problema do desemprego e distribuição da renda, além do desgaste do salário mínimo.”

    Eu concordo com você que houve erros no Governo FHC. Não há dúvidas sobre isso. Um dos maiores erros, ao meu ver, foi não ter deixado o câmbio flutuar antes das crises de 1997. No entanto, se o Real houvesse sido desvalorizado nessa época, não faltariam políticos indo para os jornais e canais de TV para dizer que a desvalorização era um sinal do fracasso do Plano Real. Foi uma decisão complicada de se tomar e custou bastante caro ao PSDB. Aliás, suspeito que essa decisão equivocada foi a porta de entrada para o PT chegar ao poder.

    Porém, discordo da sua colocação sobre o desemprego e a valorização do salário mínimo. O desemprego no Brasil não explodiu como você pretende dizer. Pelo contrário, pois no período de 1995 até 2002, não houve nenhuma discrepância nas taxas de desemprego em relação ao período anterior. Eis os dados (fonte):

    Desemprego Médio nas Regiões Metropolitanas do Brasil (1991-1994)

    Média: . . . 5.90%

    Desemprego Médio nas Regiões Metropolitanas do Brasil (1995-2002)

    Média: . . . 7.20%

    A diferença entre as duas médias é de 1.30%. Portanto, a situação do emprego no período FHC não foi tão diferente assim dos níveis de emprego verificados para os 5 anos anteriores a esse período.

    A questão do salário mínimo é outra dessas falácias muito repetidas. O salário mínimo vem se valorizando desde 1993. Isso é um fato.

    “Os programas de distribuição de renda só tiveram impulso e um modelo de universalização para a população com o PT no poder. [. . .]”

    Não discordo de você. O que surpreende não é o fato de o Governo Lula ter feito isso, mas, sim, se não tivesse feito, pois ele pegou um país sob uma situação econômica bem mais favorável do que a do seu antecessor.

    “Por que o FHC não aumentou o mercado interno? Por que o FHC não utilizou a PETROBRÁS como parceira neste intento? A reativação da indústria naval e medidas anticíclicas para enfrentar as crises que sequer podem ser comparadas à de 2008, por que não foram tomadas?”

    Para que um governo possa aumentar o mercado interno através dos recursos estatais, ele terá de aumentar os gastos públicos e no Governo FHC a meta era evitar a volta da hiperinflação, que pode ser desencadeada quando o governo se engaja na gastança.

    É engraçada essa atitude das pessoas de acharem que uma empresa estatal pode resolver e/ou auxiliar nas soluções dos problemas internos e/ou estruturais de um país. Sugerir que o FHC utilizasse uma estatal para aumentar o mercado interno faz tanto sentido quanto sugerir que ele utilizasse essa mesma estatal para controlar a hiperinflação.

    Quando o Governo FHC começou, a maior prioridade era consolidar o Plano Real e implementar as medidas que iriam auxiliar a consolidação desse plano (Lei de Responsabilidade Fiscal, por exemplo). Se isso não tivesse acontecido, talvez, hoje, sequer fosse possível de falar da tal “indústria naval”.

    Será que o mantra do mercado financeiro tão cegamente adotado por setores do governo FHC, e por ele próprio, reforçado pelos arautos da velha mídia (os mesmos que anteciparam o fim do mundo com o corte de 0,5% na taxa de juros), sobre ajustes fiscais, cortes nas despesas com investimentos não atrapalharam a boa governança que consistia no estímulo por parte do Estado como indutor do desenvolvimento?”

    Você, Zbigniew, poderia, por gentileza, listar quais são esses mantras do mercado financeiro tão cegamente adotado por setores do governo FHC e por ele próprio?

    Estado como indutor do desenvolvimento? Você pirou, rapaz? Parece que a esquerda não aprende nada com a história e sempre tende a repetir os mesmos erros. Vejamos alguns dados da inflação no Brasil (via IPCA) para o período de 1980 até 1994. Eis os dados:

    Inflação no Brasil no Período de 1980-1994

    1980 . . . 99.25%
    1981 . . . 95.62%
    1982 . . . 104.79%
    1983 . . . 164.01%
    1984 . . . 215.26%
    1985 . . . 242.23%
    1986 . . . 79.66%
    1987 . . . 363.41%
    1988 . . . 980.21%
    1989 . . . 1972.91%
    1990 . . . 1620.97%
    1991 . . . 472.70%
    1992 . . . 1119.10%
    1993 . . . 2477.15%
    1994 . . . 916.46%

    Média. . . 728.249%

    Sabe qual foi uma das razões (senão a principal razão) desses níveis estratosféricos de hiperinflação, Zbigniew? Foi exatamente esse negócio de usar o Estado como indutor do desenvolvimento.

    Só um detalhe: Avalie os mais recentes indicadores do Brasil em educação, saneamento básico, saúde pública, taxas de homicídios, analfabetismo e etc. para ver se deu certo por aqui essa idéia de colocar o Estado como indutor do desenvolvimento.

    Até!

    Marcelo

  36. Zbigniew said

    Caro Marcelo, vc esteve em outro pais, ou tava dando um “tapa” o tempo todo durante os anos FHC. O Brasil bem administrado neste período (uiii!!!)?!!!:

    FHC abraçou o mantra do mercado porque foi neoliberal, por mais que tente fugir do rotulo. Senão vejamos:

    “O neoliberalismo nasceu logo depois da II Guerra Mundial, nas regiões da Europa e da América do Norte, onde imperava o capitalismo. Foi uma reação teórica e política veemente contra o Estado intervencionista e de Bem-Estar Social (Welfare State). Como pressuposto básico do neoliberalismo, o livro de Friedrich Hayek, O Caminho da Servidão, escrito em 1944, que: “… retrata um ataque apaixonado contra qualquer limitação dos mecanismos de mercado por parte do Estado, denunciados como uma ameaça letal à liberdade, não somente econômica, mas também política…” (Perry Anderson, 1995).”

    Bem aprazível às convicções dos “neos” que por aqui aportam, como vc, Marcelo. Alias, isto daria uma boa abordagem sobre a questão da ambição como elemento central da filosofia neoliberal, trazida a baila por Hayek utilizando elementos de Tocqueville e que, no seu paroxismo, culminou com a “cagada” de 2008. Mas isso fica pra outra oportunidade.

    Vamos em frente. Qual a idéia central do neoliberalismo? A estabilidade monetária e o controle da inflação. Mas não só isto. Vamos aos seus princípios: disciplina orçamentária, com contenção dos gastos com o bem-estar e a restauração da “taxa natural” de desemprego, reforma do Estado. A partir daí as famosas “reformas estruturais” reclamadas por vc como a caixa de pandora do sucesso do Brasil nos dias atuais. As primeiras: a Administrativa e a Previdenciária.

    Mas ai fica a pergunta: por que com todas essas reformas o Estado brasileiro se endividou tanto durante os anos FHC, com o aumento das dividas interna e externa e o índice de desemprego foi tão alto? E a questão das tarifas publicas e dos preços administrados? Há! Foram as crises internacionais. Será que não deu tempo dessas reformas maturarem? Poxa! Que azar, hein?!

    A dívida externa total, em 31 dezembro 1994, contabilizava aproximadamente 148 bilhões de dólares. Só com o pagamento de juros e amortização da dívida externa entre dezembro/94 a dezembro de 1999 (período do governo FHC), foram 195 bilhões de dólares (75 de juros e 120 de amortização). Em dezembro/99, a soma total da dívida já era de 234 bilhões de dólares. A dívida externa está dividida aproximadamente em 40% (100 bilhões de dólares de dívida pública dos governos) e 60% de empresas privadas (nacionais e transnacionais).

    E ai falemos de tarifas publicas e preços administrados. De julho de 1994 (início do plano real) a junho de 2002, o gás de cozinha teve aumento record no ranking dos produtos: o preço do gás subiu 472,16% desde julho de 1994 até hoje (FONTE: IBGE), e já compromete 12,56% do valor do salário mínimo de R$ 200. Depois do gás, aparecem altas do aluguel (382%), telefone fixo (381,07%), energia elétrica (227,26%) e ônibus urbano (250,22%). A gasolina, um dos itens de maior peso na inflação oficial, subiu 211,23%.

    E ai os efeitos sociais da “grande administração” dos tucanos: aumento da exclusão social e do numero de pobres. Foi ai que vocês pecaram. Neoliberalismo serve pro capital, não pro social. Só no governo FHC a remessa de lucros de transnacionais aumentou 165%, 250 milhões anuais migram para o tesouro dos Estados Unidos. No mesmo período, as exportações cresceram apenas 17%. Isso significa dizer que o modelo adotado pelo governo FHC e sua equipe premiou a remessa ao exterior e desestimulou o reinvestimento no país, pois o governo taxou em 37% o valor investido no Brasil, mas apenas 15% o valor remetido ao exterior.

    Fora isto a simples dificuldade de gerar empregos: 8 anos FHC – 5.016.672; 8 anos LULA – 15.023.633 postos de trabalho com carteira assinada. (Fonte: Ministério do Trabaho).

    E não noi foi pelas reformas estruturais neoliberais dos tucanos, mas sim pela capacidade de distribuir renda e aumentar o mercado interno, intentada pelo PT. O que as reformas estruturais dos tucanos fizeram foi proporcionar a burguesia e boa parte da classe média brasileira a consumir, de maneira nunca vista, inclusive fretando aviões particulares para fazer compras em Miami (EUA). Do outro lado, o povão comia frango a “um pila o quilo”, de sobremesa iogurte, colocava dentadura nova e fazia compras no Paraguai…

    Hoje o povão viaja de avião… como diria o PHA: que horror!

  37. Chesterton said

  38. Chesterton said

    http://www.imil.org.br/divulgacao/livros-indicados/o-guia-politicamente-incorreto-da-amrica-latina/

  39. Patriarca da Paciência said

    “Como efeito colateral da crise financeira, mais e mais pessoas estão começando a pensar que Karl Marx estava certo. O grande filósofo, economista e revolucionário alemão do século 19 acreditava que o capitalismo era radicalmente instável.

    Não importa o que políticos nos digam sobre a necessidade de controlar o déficit. Dívidas do tamanho das que foram contraídas não podem ser pagas. Elas quase que certamente serão infladas – um processo que está destinado a ser doloroso e empobrecedor para muitos…

    …O resultado só pode ser mais revoltas, em uma escala ainda maior. Mas isto não será o fim do mundo, ou mesmo do capitalismo. Aconteça o que acontecer, nós ainda teremos que aprender a viver com a energia mercurial que o mercado emitiu.

    O capitalismo levou a uma revolução, mas não a que Marx esperava. O feroz pensador alemão odiava a vida burguesa e queria que o comunismo a destruísse. E assim como ele previu, o mundo burguês foi destruído.

    Mas não foi o comunismo que conseguiu esta proeza. Foi o capitalismo que eliminou a burguesia.”

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110918_marx_capitalismo_jf.shtml

  40. Patriarca da Paciência said

    “A presidente Dilma Roussef chegou na manhã deste domingo a Nova York, onde será a primeira mulher a abrir uma sessão da ONU, na quarta-feira (21), ao discursar na 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Com duração de cinco dias, a viagem inclui ainda uma reunião com seu colega americano, Barack Obama, e outros quatro chefes de Estado. ”

    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/977065-dilma-chega-a-ny-para-reuniao-com-obama-e-assembleia-da-onu.shtml

  41. Chesterton said

    Meu Deus, o liv5o fala justamente de você, Patriarca…

  42. Patriarca da Paciência said

    Ô Chesterton,

    diz para o pessoal da BBC-Brasil ler o livro também.

    Aliás, faz tempo que o velho Karl Marx anda em alta lá pela Inglaterra. Em uma pesquisa realizada entre os ouvintes ingleses, da rádio BBC, Marx foi considerado o maior e mais influente filósofo de todos os tempos!

  43. Patriarca da Paciência said

    Acho muito louvável esse esforço do Marcelo em continuar defendendo uma teoria em que ninguém mais acredita.

    O neoliberalismo anda em total baixa, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

  44. Pax said

    Tendo a concordar com este comentário que acho ser do Noblat, apesar de achar que ele pesa um pouco a mão em alguns momentos.

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/09/19/um-olho-aberto-406006.asp

  45. Chesterton said

    Em uma pesquisa realizada entre os ouvintes ingleses, da rádio BBC, Marx foi considerado o maior e mais influente filósofo de todos os tempos!

    chest- no que concordo. O problema é que foi má influência, influencia sanguinaria!

    (tu és burro mesmo , hein?)

  46. Chesterton said

    O artigo do Noblat foi até condescendente.

  47. Chesterton said

    Pax, digite “Solyndra” no Google.

  48. Pax said

    Digitei, caro Chesterton,

    And so what?

    Fiz um post um tempo atrás afirmando que o DEM estava em processo de implosão.

    Parece que acertei

    http://blogs.estadao.com.br/joao-bosco/dem-teme-ficar-reduzido-a-metade/

  49. Patriarca da Paciência said

    Vamos lá, Chesterton,

    Vamos ver quem xinga mais:

    Chesterton, você é um quadrúpede, um solípede, um híbrido de égua com jumento, um asno, um jegue, um jerico, um muar, um mulo etc.etc.etc.

  50. Chesterton said

    Solyndra, o maior golpe da “energia verde”, 500 kk de prejuizo ao consumidor e com qual resultado? Zero.

    Patty, a diferença é que você realmente caminha com as 4 patas no chão.

  51. Patriarca da Paciência said

    Ora, Chesterton, então você prefere ser um bípede? Ou seja, um Chester? Ou seja, um animal irracional que tem um cérebro do tamanho de uma ervilha?

    Faz sentido!

    Você é bípede, tudo bem.

  52. Pax said

    isso vai dar em casamento…

    se o Elias ficar sabendo, sei não.

    =)

  53. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    eu só quero demonstrar para o bípede microcéfalo Chesterton que é facílimo xingar os outros.

  54. iconoclastas said

    salve, salve…

    “um mulo etc.etc.etc.”

    opa, “mulo” é ótima. semana passada eu aprendi o “emo”, será que o próximo vair ser o “onço”, ou será o “jagatirico”?

    pandorama é cultura.

  55. Pax said

    Prezados,

    O que acham de voltarmos a ganhar as discussões com argumentos?

  56. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    de minha parte, eu apenas “se divirto”.

    Acho que o Chesterton, como o principal interessado, é quem deve escolher. E aí, Chesterton, você prefere ser xingado de mulo ou de mula?

  57. Patriarca da Paciência said

    Para informação de alguns sabedorrentes:

    mulo
    Significado de Mulo
    s.m. O mesmo que mu: animal resultante do cruzamento de um burro com uma égua, ou de um cavalo com uma burra.
    http://www.dicio.com.br/mulo/

  58. Patriarca da Paciência said

    Mais informações sobre a palavra mulo:

    Definição de Mulo
    Classe gramatical de mulo: Substantivo masculino
    Separação das sílabas de mulo: mu-lo
    Plural de mulo: mulos
    Possui 4 letras
    Possui as vogais: o u
    Possui as consoantes: l m
    A palavra Mulo escrita ao contrário: olum
    mesmo site.

  59. iconoclastas said

    pintou insegurança?

    brincadeira, seria ingratidão minha, obrigado!

    http://www.dicio.com.br/mulo/

    ps- eu reconheço que subestimei seu autoconhecimento.

    ;^)))

  60. Pax said

    Caramba, deu a louca no mundo.

    “se Dilma continuar afirmando suas convicções sensatas e modernas, talvez faça um grande governo.

    Advinhem quem escreveu isto?

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,dilma-pode-fazer-um-bom-governo-,774935,0.htm

  61. Pax said

    E ainda um pouco mais, navegando aqui e acolá, à direita e à esquerda, encontramos petistas que merecem meu respeito.

    Para Raul Pont, PT precisa encontrar meios de pressionar base aliada

    http://drrosinha.com.br/para-raul-pont-pt-precisa-encontrar-meios-de-pressionar-base-aliada/

    Calma, opositores, há também peessedebistas que merecem meu respeito, sim. Uma pena que deixaram o Fruet sair do partido por conta de um quadro apodrecido no Paraná.

  62. Chesterton said

    Porra, Pax, Arnaldo Jabor, o rebelde a favor? Tenha a santa….

  63. iconoclastas said

    “Dilma está protegendo os fundamentos da economia que FHC deixou…”

    hahahahhaha…heheheheheheh…hihihihihihihhi…hohohohohoho…huhuhuhuhuhu…

  64. Zbigniew said

    Arnaldo quem?!

  65. Chesterton said

    Agora o governo esquerdoide resolveu pagar bolsa familia para até 5 filhos…aí a ministra petista informa nas rádios:
    -” olha gentem, tem gentem aí dizeindu que vai avê uma montanha de gentem tendu filhu para ganhá borsa famia. Pô, será que cês num sabi que brasileiru não é burru e não vai botá fio nu mundio por causa de 3o real?”

    chest- pois é, tanto não é burro que sabe muito bem quanta cachaça compram R$ 150,00…..

  66. Chesterton said

    pois é, tanto não é burro que sabe muito bem quanta cachaça compram cento e cinquenta reais…

  67. Pax said

    Se o Jabor – que acho muito histérico – conseguiu incomodar gregos e troianos acho que acertou a mão em seu comentário.

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton, você jura que acha que a maioria dos que recebem o Bolsa Família gasta tudo em cachaça?

  68. Chesterton said

    Jabor se tornou irrelevante.

    pax, que mais eles compram?

  69. Zbigniew said

    Há alguns comentaristas q adotaram a linha dos “watchdogs” histéricos, a la o tio rei, q por sua vez imita o discurso neocon, na sua versão tupiniquim. Escrevem para ninchos específicos, e onde nem todos vão na onda.
    O Jabor cansou. Ate qdo diz algo inteligente passa despercebido. Tornou-se irrelevante.

  70. Patriarca da Paciência said

    Alguns dados comparativos entre o governo Lula e FHC, dados extraídos de fontes oficiais: IBGE, Banco Central etc.

    Governos Lula X FHC!!
    1) Juros Nominais (Taxa Selic):
    FHC (2002): 25% ao ano;
    Lula (2008): 8,75% ao ano;
    2) Inflação (IPCA):
    FHC – 12,5% (2002);
    Lula – 4,3% (2009);
    3) Transações Correntes:
    FHC – Déficit de US$ 186,5 Bilhões (1995-2002);
    Lula – Superávit de US$ 44 Bilhões (2003-2007);
    4) Exportações:
    FHC – US$ 60 Bilhões (2002; crescimento de 39% em 8 anos);
    Lula – US$ 153 Bilhões (2009; crescimento de 155% em 7 anos));
    5) Crescimento Econômico:
    FHC – 2,3% ao ano (1995-2002);
    Lula – 5,3% ao ano (2004-2008);
    6) Empregos Formais:
    FHC – 1.700.000 (1995-2002);
    Lula – 9.700.000 (2003-2009);
    7) Balança Comercial:
    FHC – Déficit de US$ 8,7 Bilhões (1995-2002);
    Lula – Superávit de US$ 237 Bilhões (2003-2009);
    8 Taxa de Desemprego:
    FHC – 10,5% (Dezembro de 2002);
    Lula – 6,8% (Dezembro de 2009);
    9) Risco-País:
    FHC – 1550 pontos (Dezembro de 2002);
    Lula – 220 pontos (Janeiro de 2010);
    10) Reservas Internacionais Líquidas:
    FHC – US$ 16 Bilhões (Dezembro de 2002):
    Lula – US$ 241 Bilhões (Janeiro de 2010);
    11) Relação Dívida/PIB:
    FHC – 51,3% do PIB (Dezembro de 2002);
    Lula – 43% do PIB (Novembro de 2009);
    12) Déficit Público Nominal (inclui despesas com juros):
    FHC – 4% do PIB (2002):
    Lula – 2% do PIB (2008);
    13) Dívida Externa:
    FHC – US$ 210 Bilhões (Dezembro de 2002) – 45% do PIB:
    Lula – US$ 205 Bilhões (Janeiro de 2008) – Negativa em US$ 36 Bilhões;
    14) Salário Mínimo em US$:
    FHC – US$ 56 (Dezembro de 2002);
    Lula – US$ 275 (Janeiro de 2010).
    15) Inflação Acumulada (IPCA):
    FHC – 100,6% (1995-2002);
    Lula – 45% (2003-2009);
    16) Pronaf:
    FHC – R$ 2,5 Bilhões (2002);
    Lula – R$ 15 Bilhões (2010);
    17) ProUni:
    FHC – Não existia;
    Lula – 470 mil estudantes beneficiados;
    18) PIB (em US$):
    FHC – US$ 459 Bilhões (2002):
    Lula – US$ 1,8 Trilhão (2009):
    19) Produção de automóveis:
    FHC – 1.791.000 (2002);
    Lula – 3.130.000 (2009; crescimento de 74,8%);
    20) Produção de máquinas agrícolas:
    FHC – 52000 (2002):
    Lula – 65000 (2007; crescimento de 25%);
    21) Vendas de automóveis zero KM:
    FHC – 1.465.000 (2002);
    Lula – 3.140.000 (2009; crescimento de 114%);
    22) Pagamento de juros da Dívida Externa em % das Exportações anuais:
    FHC – 20,3% (2002);
    Lula – 10,1% (2009);
    23) Renda Per Capita:
    FHC – US$ 2859 (2002);
    Lula – US$ 9.300 (2009).
    24) Coeficiente de Gini (Indica a Distribuição da Renda do Trabalho; quando mais próximo de 0 menor é a concentração da renda):
    FHC – redução de 0,602 (1993) para 0,593 (2002);
    Lula – redução de 0,593 (2002) para 0,544 (2008).
    25) Indice de Pobreza:
    FHC – 38,6% (1995); 38,2% (2002) – queda de 0,6 p.p.;
    Lula – 38,2% (2002); 25,3 (2008) – queda de 12,9 p.p..
    26) Gastos Sociais Públicos (% do PIB):
    FHC – 19,2% (1995);
    Lula – 21,9 (2005).
    27) Pobreza Extrema (fonte: IPEA)
    FHC – De 17,3% (1995) caiu para 16,5% (2002) (queda de 0,8 p.p.);
    Lula – De 16,5% em 2002 caiu para 8,8% (2008) (queda de 7,7 p.p.).
    28) Renda per capita mensal dos 10% mais pobres:
    2001 – R$ 34
    2008 – R$ 58 (crescimento de 70,6%);
    29) Renda per capita mensal dos 10% mais ricos:
    2001 – R$ 2316
    2008 – R$ 2566 (crescimento 10,8%).
    Obs: Assim, entre 2001 e 2008, a renda dos mais pobres cresceu 6,5 vezes mais do que a renda dos mais ricos.
    Fontes: Banco Central, IBGE, IPEA.
    ************************************
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
    Por que o PSDB não faz um programa comparando FHC com Lula?
    Vou lançar aqui no Blog um desafio aos Tucanos de todo o País. Que tal o PSDB fazer um programa político, e mostrar em todas as emissoras de rádio e Televisão deste pais, comparando os 8 (oito) anos de Fernando Henrique Cardoso e 8 (oito) anos de Lula.
    Vou tentar ajudar. Para isso basta que os Tucanos informem em números alguns pequenos dados:
    – Quantas Universidades foram construídas por FHC e por Lula?
    – Quantos Centros Tecnológicos?
    – Quantos Km foram feitos na Ferrovia Norte e Sul?
    – Quantos concursos públicos foram realizados?
    – Qual a valorização do salário mínimo no período?
    – Quantos empregos foram criados?
    – Quanto foi o aumento de salário real dado aos funcionários públicos e aposentados no período?
    – Quantos Km de saneamento básico foi feito?
    – Quantos alunos entre 17 e 24 anos cursavam Universidades?
    – Quantas casas foram construídas no período para o povo?
    – Quantas famílias foram beneficiadas com o Bolsa Família ou similares?
    – Quantos % do PIB foram gastos na Educação Básica e na Saúde.
    Posso até começar a ajudar com alguns dados econômicos abaixo:
    1 – MÉDIAS BALANÇA COMERCIAL (bilhões de US$)
    – FHC (PSDB) (1995/2002): -2,442
    – Lula (PT) (2003/2005): +34,420 (recorde)
    2 – SUPERÁVIT COMERCIAL (bilhões de US$)
    – FHC (1995/2002): -8,7 (déficit)
    – Lula (2003/2005): +103,0 (superávit)
    3 – RISCO-PAÍS PTS
    – FHC (Jan/2002): 1.445
    – Lula (Jan/2006): 290 (recorde)
    4 – JUROS
    – FHC (Jan/2002): 25,00%
    – Lula (Jan/2006): 18,00%
    5 – INFLAÇÃO
    – FHC(2002): 12,5%
    – Lula(2005): 5,7%
    6 – DÓLAR R$
    – FHC (Jan/02): 3,53
    – Lula (Jan/06): 2,30
    7 – RANKING DO PIB MUNDIAL (PPP) (trilhões de US$)
    – FHC (2002): 1,340 -> 10º
    – Lula (2004): 1,492 -> 09º
    8 BOVESPA PTS
    – FHC (Jan/02): 11.268
    – Lula (Jan/06): 35.223 (recorde)
    9 – DÍVIDA EXTERNA (bilhões de US$)
    – FHC (2002): 210
    – Lula (2005): 165 – E caindo mês a mês…
    10 – DÍVIDA COM O FMI E COM O CLUBE DE PARIS EM DOLÁR
    – FHC (2002): O governo não informou o valor da dívida.
    – Lula (2005): 0,00
    11 – SALÁRIO MÍNIMO (US$)
    – FHC (2002): 56,50
    – Lula (2005): 128,20
    12 – DESEMPREGO
    – FHC (2002): 12,2%
    – Lula (2005): 9,6%
    13 – TAXA ABAIXO DA LINHA DE PROBREZA
    – FHC (2002): O governo não controlava este índice. Segundo dados,
    ultrapassava os 35%.
    – Lula (2004): 25,1%
    14-incremento no acesso a água no semi-árido nordestino
    Lula: 762 mil pessoas e 152 mil cisternas
    FHC: zero
    15 -Distribuição de leite no semi-árido (sistema pequeno produtor)
    Lula: 3,3 milhões de brasileiros
    FHC: zero
    16-Áreas ambientais preservadas
    Lula: incremento de 19,6 milhões de hectares (2003 a 2006)
    Do ano de 1500 até 2002: 40 milhões de hectares
    17 – Apoio à agricultura familiar
    Lula: 7,5 bilhões (safra 2005/2006)
    FHC: 2,5 bilhões (último ano de governo)
    * O governo Lula investirá 10 bilhões na safra 2006/2007
    18 -Compra de terras para Reforma Agrária
    Lula: 2,7 bilhões (2003 a 2005)
    FHC: 1,1 bilhão (1999 a 2002)
    19 – Investimento do BNDES em micro e pequenas empresas:
    Lula: 14,99 bilhões
    FHC: 8,3 bilhões
    20 – Investimentos em alimentação escolar:
    Lula: 1 bilhão
    FHC: 848 milhões
    21 -Investimento anual em saúde básica:
    Lula: 1,5 bilhão
    FHC: 155 milhões
    22 – Equipes do Programa Saúde da Família:
    Lula: 21.609
    FHC: 16.698
    23 – População atendida pelo Prog. Saúde da Família:
    Lula: 70 milhões
    FHC: 55 milhões
    24 – Porcentagem da população atendida pelo Programa Saúde da Família:
    Lula: 39,7%
    FHC: 31,9%
    25 – Pacientes com HIV positivo atendidos pela rede pública de saúde:
    Lula: 151 mil
    FHC: 119 mil
    26 – Juros:
    Lula: 16%
    FHC: 25%
    27 – BOVESPA
    Lula: 35,2 mil pontos
    FHC: 11,2 mil pontos
    28 – Dívida externa:
    Lula: 165 bilhões
    FHC: 210 bilhões
    29 – Desemprego no país:
    Lula: 9,6%
    FHC: 12,2%
    30 – Dívida/PIB:
    Lula: 51%
    FHC: 57,5%
    31 – Eletrificação Rural
    Lula: 3.000.000 de pessoas
    FHC: 2.700 pessoas
    32 – Livros gratuitos para o Ensino Médio
    Lula: 7 milhões
    FHC: zero
    33 – Geração de Energia Elétrica
    Lula: 1.567 empreendimentos em operação, gerando 95.744.495 kW de potência. Está prevista para os próximos anos uma adição de 26.967.987 kW na capacidade de geração do País, proveniente dos 65 empreendimentos atualmente em construção e mais 516 outorgadas.
    FHC: APAGÃO
    34 – Entre os anos de 2000 a 2005, as ações da Polícia Federal no combate ao crime cresceram 815%. Durante o governo do presidente Lula, a Polícia
    Federal realizou 183 operações e 2.961 prisões? Uma média de 987 presos por ano. Já nos dois últimos anos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foram realizadas apenas 20 operações, com a prisão de 54 pessoas, ou seja, uma média de 27 capturas por ano.

  71. Chesterton said

    Dilma desautoriza PT e não quer censura à imprensa.
    Ontem, em reunião com Obama sobre o acordo Governo Aberto, Dilma capitulou e reconheceu publicamente o papel da imprensa no combate à corrupção, ressaltando que não é linha do seu governo trazer de volta, como quer o PT, a censura à imprensa. Ela disse:

    Conta-se também com a posição vigilante da imprensa brasileira, não submetida a qualquer constrangimento governamental.

    Se o PMDB e os demais partidos da base alinhada aguardavam uma posição do governo federal para bloquear a sanha petista de querer constranger a imprensa, o recado foi dado ontem, em Nova Iorque, pela comandante em chefe da sofisticada organização petista. Ao que parece, o chefe da quadrilha do mensalão não conseguiu o seu intento de calar a Veja.
    blog coturno

  72. Patriarca da Paciência said

    Vejam só a coleguinha do Chesterton:

    http://esquerdopata.blogspot.com/2011/09/racista-e-presa-em-flagrante-na-avenida.html

  73. Patriarca da Paciência said

    Esses dados comparativos do Lula e FHC são do blog do PHA.

  74. Chesterton said

    mulher xinga deficiente e é acusada de racismo? Naõ seria deficientismo?

    http://50anosdetextos.com.br/2011/%E2%80%9Cpobres-tenham-mais-filhos%E2%80%9D/

  75. Chesterton said

    racista é o governo do PT

    http://noracebr.blogspot.com/2011/09/caixa-tira-do-ar-propaganda-que-retrata.html

  76. Patriarca da Paciência said

    Onde é que o governo do PT entra no comercial da Caixa?

    Foi uma disputa entre entidades que defendem igualdade racial e empresa.

    Onde entra o governo do PT?

    Chesterton, acho que você está delirando.

  77. Chesterton said

    mas você não sabe?

  78. Chesterton said

    Lula afirmou: “o político tem que ter casco duro, porque se cada político tremer a cada vez que alguém disser uma coisa errada dele, e ele não enfrentar a briga para provar que está certo, as pessoas vão saindo mesmo”

    chest- a quintessência da moral do povo brasileiro.

    Aliás, esse povo do Rio de janeiro tem o miolo mole, só vota em político que promete carnaval, shows e festinhas. Na hora que precisa de atendimento médico encontra os hospitais e ambulatórios completamente desamparados. Já acho que há relação de causa e efeito.

  79. Chesterton said

    Até o Bill Clintoris já apreendeu:

    http://www.newsmax.com/Headline/bill-clinton-obama-taxes/2011/09/20/id/411720?s=al&promo_code=D16F-1

  80. Pax said

    Mudando de saco para “que saco” a decisão do STJ de desconsiderar as investigações da operação Boi Barrica que flagrou umas “coisinhas” lá da clã do Maranhão nos montram que:

    – o Judiciário é judiciário com minúscula quando se trata de tratar de coronéis maranhenses (e outras naturalidades brasileiras)
    – o Brasil fica tão menor quando todos os poderes ficam de quatro para o coronelato

    E ainda vejo alguns petistas históricos apoiando… e jogando toda uma história no ralo.

  81. Zbigniew said

    Caro Pax.
    E muito dificil o Judiciário punir poderosos.
    De regra esta associado aos outros poderes na relação caracterizada pelo “check and balances” na esfera do ideal, mas nas relações concretas a troca de favores dita a forma como se indicam os componentes dos Tribunais, e como um juiz deve se comportar para chegar mais rápido a uma entrancia mais próxima da capital, o q lhe facilitara o acesso ao respectivo Tribunal.
    O Executivo estadual, os grandes escritórios de advocacia, os parlamentos, todos estão juntos nestas relações q no Brasil transformaram o Judiciário num Poder hermético, cheio de firulas recursais q contribuem para a impunidade, e de dificil cobrança pela sociedade.

  82. Pax said

    Problema, caro Zbigniew, que este quadro nos afasta de uma boa Democracia.

    E aí tudo vale.

    Quem tiver o maior calibre não tem o que temer. Haja vista o coronelato que falamos. Fazem, desfazem, entra governo azul, governo vermelho, e eles estão `a acima de todas as leis.

    Impossível aceitar sem azia a má digestão.

  83. Zbigniew said

    Certamente. A pergunta e: como sair desta armadilha cultural em q o lobismo e a regra q se sobrepoe a moral e a ética nas relações de poder? Observe ha qto tempo essas mesmas figurinhas estão aí, utilizando também o processo democrático para se perpetuarem. Como desmontar um sistema viciado onde os componentes já não enxergam qualquer problema na pratica do fisiologismo, adotando-o, inclusive, como elemento natural de tais relações? E a nossa sociedade q tem como principal característica a apatia, e como lema: política, religião e futebol não se discutem? Ou se instrumentalizam nas mãos seletivas de algumas entidades q se colocam contra a corrupção mas q compactuam ou se omitem em relação a outros “malfeitos”, dependendo dos autores. Olha, o negocio vai ser lento e muito gradual. Isso me remete a figura da Cidinha Campos. Quem dera tivéssemos mais parlamentares como ela, ou uma indignação e vigilância como a dela.

  84. Chesterton said

    Certamente não com o Lula e o PT…..

  85. Chesterton said

    E o Manteiga-margarina Que derrapada. Imposto de 8% para quem compra real
    com dólar, baixou os juros (sem baixar o gasto público)e o dólar foi
    para o espaço…..

  86. Patriarca da Paciência said

    Ô Chesterton,

    pergunta para os industriais brasileiros se eles estão achando ruim.

    Foi uma jogada de mestre!

    Nada de max ou heterodoxias!

    Era o que a indústria estava a reclamar faz tempo!

  87. Yellow_SUBmarine said

    Sobre percentuais de economia e as atitudes do Banco Central tenho sempre a impressão, pelos comentários dos especialistas que estão na mídia diariamente, de ser uma questão de solução extremamente fácil.
    Já perceberam isso?!

    Tem sempre um fantoche dizendo:”__era só fazer assim”… “era só fazer assado”… “isso tá certo”… ” isso tá errado”…

    No reino onde a moeda é a especulação, dúvido alguém fazer mágica dando nó em mentira.

  88. Pax said

    Ô Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Quer dizer que o Mantega é responsável pela apreciação do dolar que aconteceu no mundo inteiro?

    Poderoso, não?

    Caso Sub, explica para ele, mas faz desenho, por favor.

    =)

  89. Zbigniew said

    Este aqui foi um comentário de um post sobre “jovens jornalistas” lá no Nassif. É de autoria do W.D. e traz alguns trechos da entrevista de Caco Barcelos no “Entre Aspas”, programa da Globonews. Interessante a abordagem honesta do Caco, de como a Globo mutilou o programa e da desconfiança de que o Caco pode passar algum tempo na geladeira ou se juntas àqueles que não se dobraram ao maniquísmo do PIG.

    “Não poderia deixar de abordar um belo momento do jornalismo brasileiro, a prova definitiva de que não se pode discriminar profissionais que, até por falta de opção, trabalham para o oligopólio pretensamente imperial e antidemocrático que domina a comunicação no Brasil.

    Na terça-feira (20), por volta das 19 horas, foi ao ar o programa da emissora a cabo Globo News, o “Em Pauta”, apresentado pelo jornalista Sergio Aguiar, que entrevistou o jornalista Caco Barcelos e teve a participação virtual da jornalista Eliane Cantanhêde.

    O começo da entrevista deixa bastante claro que Barcelos, um repórter renomado e corajoso, não seria presa fácil para a manipulação de seus empregadores. Reproduzo, a seguir, esse diálogo entre entrevistador e entrevistado.

    Sergio Aguiar — Vamos explorar esse seu lado repórter, primeiro: como é que estava a manifestação, lá?

    Caco Barcelos — Três mil pessoas me parecem uma forte manifestação “virtual”; o Facebook fala mais de 30 mil pessoas. Na rua, na praça, pouco. Por volta de três mil…

    Aguiar — Foi mais “devagar” do que se esperava, então?

    (…)

    Barcelos — É interessante, não é, o pessoal com vassoura? Eu lembro do tempo do Jânio Quadros. O pessoal usava vassoura para “varrer os comunistas”, queriam um regime militar… Não é?

    Aguiar — A Vassoura volta, agora, a entrar na moda, será?

    Barcelos — Talvez com outra conotação…

    (…)

    Barcelos — Interessante, também, que ninguém protesta contra os corruptores; só contra os corruptos… (sorriso)

    Aguiar — Agora, você acha que essa mobilização menor do que o esperada [sic] é porque o brasileiro está um pouco descrente?

    Barcelos — Não sei te dizer…

    (…)

    —–

    A Globo mutilou esse belo momento de coragem de um militante do bom jornalismo, responsável, apartidário, e que, dali em diante, travaria com Eliane Cantanhêde um diálogo que constitui um dos mais completos diagnósticos da crise por que passa a grande imprensa brasileira.

    No site do programa “Em Pauta”, a Globo cortou o resto da entrevista, quando Barcelos diz a Cantanhêde tudo o que tem sido dito pelos que militam pela democratização da comunicação no Brasil. Falou sobre os assassinatos de reputação, do “jornalismo declaratório”, que distribui acusações que, posteriormente, não são comprovadas, o que faz com que gente inocente pague.

    Cantanhêde ainda tentou argumentar que a denúncia da mídia contra o ex-ministro Antonio Palocci, por exemplo, revelou-se “verdadeira” porque se descobriu que ele tinha um apartamento de 6 milhões de reais e, apesar disso, viveria em um apartamento alugado por uma imobiliária que tentou caracterizar como suspeita, apesar de que tal denúncia jamais se mostrou verdadeira.

    Barcelos disse a ela que discorda porque faz jornalismo e não “militância política”. E reiterou que há vários exemplos de casos em que a mídia acusou sem provas e as pessoas acusadas, depois, mostraram-se inocentes.

    A censura que a Globo impôs a parte da entrevista insinua que Barcelos pode ter problemas. Não será surpresa se, apesar de seu currículo invejável, vier a se juntar a outros que tiveram que deixar a Globo por discordarem do patrão.

    Resta dizer que, apesar de haver quem julgue que essas manifestações “contra a corrupção” não passam de militância política da mídia, como bem definiu Barcelos, ele parece se deixar seduzir pela idéia de que a mídia tentar pôr o povo na rua lembra os idos de 1964…

    —–

    Abaixo, o vídeo da entrevista de Caco Barcelos que a Globo mutilou

    http://www.blogcidadania.com.br/2011/09/caco-barcelos-%E2%80%9Cfaco-jornalismo-nao-militancia-politica%E2%80%9D-2/

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/jovens-jornalistas-criados-com-os-lobos#more

  90. Chesterton said

    Sim, o Banco central piscou, fez tudo na hora errada e vem inflação por aí.

    Semana passada O Manteiga Derretida sinalizou uma coisa, tempo bom, e o tempo fechou. Timing catastrófico…agora terá que correr atrás.

  91. Chesterton said

    Dona Dilma está adquirindo a fama de faxineira. Faxineira coisa nenhuma. Quem está fazendo a faxina é a imprensa. Nenhum dos quatro ministros demitidos nos últimos oito meses foi demitido por iniciativa da presidente. Dona Dilma só os demitiu quando não foi mais possível segurá-los. Nem mesmo a oposição denuncia a corrupção do governo. O PSDB vive em beijos e abraços com o PT. A única oposição neste país é feita pelos jornais.
    Janer

  92. Chesterton said

    A Câmara dos Deputados ouviu:

    “Precisamos aumentar os empregos e reduzir a pobreza.”

    Mas entendeu:

    “Precisamos aumentar a pobreza e reduzir os empregos.”

    Aí bolaram esta coisa linda:

    A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (21) projeto de lei que aumenta para até 90 dias o aviso prévio que o empregador deve conceder ao empregado demitido. Atualmente, quando a pessoa é demitida, deve permanecer no emprego por até 30 dias, independentemente do tempo de serviço.

    País do futuro? Grande potência?

    “Nunca serão!”

    http://realityisoutthere.blogspot.com/

  93. Chesterton said

    Combate à corrupção não é prioridade, diz associação da PF
    Carolina Sarres, Folha.com

    O combate à corrupção não é prioridade para o governo, afirmam delegados da Polícia Federal.

    Segundo eles, órgãos de fiscalização pública –como a própria polícia, o TCU (Tribunal de Contas da União) e a CGU (Controladoria-Geral da União)– sabem onde há desvios de verba, mas não os evitam porque a questão seria tratada de forma “secundária” pela atual gestão.

    De acordo com levantamento feito pela ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal), o combate à corrupção não é contemplado pelo PPA (Plano Plurianual) 2012-2015, divulgado em 31 de agosto.

    Dos 11 desafios e 65 pontos prioritários do plano, o tema é citado apenas três vezes –segundo a associação.

    “Não há investimento para estancar a perda do dinheiro público. Isso vai evitar que as metas do governo sejam cumpridas. Podem até poupar, mas, se há vazamento, o dinheiro vai embora. Também não adianta tirar ministro se a máquina está comprometida. Vai-se perder o dinheiro ou na má gestão ou na corrupção. Desenvolvimento sustentável e justiça social é impossível com desvio de dinheiro público e fraude”, disse o diretor de comunicação da ADPF, Carlos Leôncio.

    Os delegados da Polícia Federal estimam que, anualmente, entre R$ 50 e R$ 84 bilhões seja perdido em desvio de verba –o que corresponde a 1,4% a 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

    Com o anúncio da ampliação de programas sociais –como o Minha Casa, Minha Vida e o Brasil sem Miséria– e a proximidade de grandes eventos –como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016–, a Polícia Federal estima que o desvio de verba pública deverá aumentar.

    “Megaeventos são megaoportunidades para o desvio público, pois há aumento considerável do aporte financeiro. Com uma aparelho de fiscalização debilitado, há vazamento”, declarou Leôncio.

  94. Chesterton said

    O filósofo inglês Roger Scruton, de 67 anos, é presença constante nos debates realizados em seu país quando é preciso ter na mesa um pensador independente e corajoso. Autor de 42 livros de ensaios, Scruton é uma pedra no sapato da ideologia politicamente correta que predomina bovinamente na Europa. Multiculturalismo? Um desastre. A arte moderna? Detestável, e por aí vai o filósofo, que lecionou nas universidades de Oxford, na Inglaterra, e Boston, nos Estados Unidos, e atraiu para si o cognome de “defensor do indefensável”. Um dos fundadores do Conservative Action Group, que ajudou a eleger a primeira-ministra Margaret Thatcher. Scruton publicou recentemente um novo livro, “As Vantagens do Pessimismo”, ainda sem previsão de lançamento no Brasil.

    VEJA – Um bom número de intelectuais ingleses interpretou a onda de vandalismo em Londres e arredores como atos de jovens niilistas sem maiores repercussões. O senhor concorda?
    Scruton – Acho essa explicação muito simplista. Muitos desses desordeiros são realmente niilistas, que não acreditam em nada e não se identificam com nenhuma instituição, crença ou tradição capaz de fazer florescer em cada um deles o senso de responsabilidade e o respeito pelo próximo. Alguns não têm emprego. Mas, na maior parte dos casos, eles agiram por uma escolha deliberada. Desemprego e niilismo sempre existiram. Ninguém mencionou como uma das causas da baderna a deformação causada nesses jovens pelas políticas do estado do bem-estar social. Diversos estudos mostram com clareza a vinculação desses programas assistencialistas com a proliferação de uma classe baixa ressentida, raivosa e dependente. Não quero ser leviano e culpar apenas as políticas socialistas pelos tumultos. As pessoas promovem arruaças por inúmeras razões. Entre os jovens, a revolta é uma condição inerente, um padrão de comportamento. Mas é preciso um pouco mais de honestidade intelectual para buscar uma resposta mais concreta sobre o que ocorreu em Londres. Por debaixo do verniz civilizatório, todo homem tem dentro de si um animal à espreita. Infelizmente, se esse verniz for arrancado, o animal vai mostrar a sua cara. A promessa de concessão de direitos sem a obrigatoriedade de deveres e de recompensas sem méritos foi o que arrancou o verniz nessa recente eclosão de episódios de vandalismo na Inglaterra.

    VEJA – Os distúrbios em Londres e os protestos no Cairo, em Atenas, em Madri e em Tel-Aviv são um mesmo “grito dos excluídos”?
    Scruton – Sou cético em relação à idéia de que os protestos que eclodiram em diversos pontos do mundo têm a ver com exclusão, com o suposto aumento no número de pobres ou com concentração de renda. Os baderneiros de Londres são, pelos padrões do século XVIII, ricos. Desculpe-me, mas é resultado de exclusão depredar uma cidade porque você tem só um carro, um apartamento pequeno pelo qual não pagar aluguel, recebe mesada do governo sem ter de fazer nada para embolsá-la, compra três cervejas, mas gostaria de beber quatro, e acha que ter apenas um televisor em casa é pouco? Não. Ver exclusão nesses episódios só faz sentido na cabeça de um professor de sociologia. É um absurdo também comparar os tumultos de Londres com os eventos no Oriente Médio. Os jovens do Egito exigiam algo do governo. Os jovens ingleses não dão a mínima para o governo ou para as instituições.
    (…)

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