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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Corrupção: pioramos

Posted by Pax em 27/10/2011

Dica do Noblat, no Estadão

A frequência dos escândalos e o aumento dos casos envolvendo o desvio de recursos públicos levaram 64% dos brasileiros a acreditar que a corrupção aumentou nos últimos três anos, ou seja, de cada 10 pessoas, seis acreditam que a corrupção cresceu. O índice mundial de percepção, no entanto, permaneceu inalterado na comparação com 2009. O Brasil ocupa a 69ª posição no Ranking de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional com uma pontuação de 3,7 em uma escala de zero a dez, em que dez indica que os servidores são percebidos pela população como pouco corruptos e zero corresponde à percepção de corrupção disseminada. Em 2009, o Brasil ocupava o 75º lugar entre 180 países no ranking. Já a pesquisa Barômetro Global da Corrupção 2010, da Organização Transparência Brasil, os partidos políticos, o poder Legislativo e os policias (especialmente os estaduais) estão entre os mais corruptos.

Enquanto isso, as denúncias no poder público não param de surgir. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tramitavam nos tribunais federais, em 2010, 2804 ações de crimes de corrupção, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, enquanto nos estaduais, 10104. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), no ano passado, a corrupção teria causado a perda de recursos entre aproximadamente R$ 50,8 bilhões e R$ 84,5 bilhões. (continua no Estadão…)

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63 Respostas to “Corrupção: pioramos”

  1. Otto said

    MR. SUMMERS, O BRASIL E AS ASSOMBRAÇÕES

    Hoje, no Valor Econômico, Larry Summers, ex-secretário do Tesouro americano, diz que “o Brasil é um país com potencial de crescimento assombroso, que não lembra de modo nenhum o país que há pouco mais de uma década enfrentava sérias dificuldades financeiras”.

    Diz a matéria:

    “Summers lembrou que, em 1999, quando negociava com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e seus “bons amigos” Pedro Malan (então ministro da Fazenda) e Armínio Fraga (então presidente do Banco Central) para ajudar o Brasil a sair de uma crise, seria inimaginável pensar que, 12 anos depois, o Brasil “conseguiria acessar o mercado internacional em condições melhores não apenas que Grécia, Portugal, Espanha e Bélgica, mas também França”.

    Não era inimaginável, Mr. Summers, apenas não se queria imaginar isso. O Brasil, na cabeça de seus “bons amigos” era aquela coisinha miúda, que botava uma roupinha imitando as da corte e entrava ali, “limpando os pé” e se portando direitinho, dizendo que faria tudo “direitinho”, para os “moço tratá nóis bem”.

    Ficou famoso o vídeo em que o chefe de Summers, o então presidente Bill Clinton – até com certa grosseria,diga-se de passagem – passa uma descompostura em Fernando Henrique Cardoso, que pedia para os países ricos adotarem um imposto sobre transações financeiras especulativas, o que ele mesmo não fazia aqui, muito ao contrário.

    Ao contrário, a ordem aqui era dar mais e mais liberdade de especular e ainda entregar, praticamente sem desembolso, o nosso patrimônio ao capital internacional.

    E o nosso país – tal qual nosso presidente de então – era sempre, “bonzinho” e disposto a fazer – ah, como aquelas assombrações arrogantes que povoam a nossa história econômica recente, os bons amigos de Mr. Summers, repetiam isso… – “o dever de casa”.

    Mas na reportagem, Mr. Summers diz que o Brasil não tem sido “imune” ao nacionalismo econômico, criticando medidas que privilegiam empresas e produtores nacionais em detrimento dos estrangeiros. Segundo ele, é algo “tentador” no curto prazo, mas que no longo prazo não tem efeito positivo.

    Mr. Summers, Mr. Summers, o senhor, que gostava tanto de citar a frase de Lord Keynes – quando mudam as circunstâncias, eu mudo de opinião – , não está vendo que as economias que não se protegem, como era a brasleira no tempo em que seus “bons amigos” a dirigiam, ficam estagnadas e vão para o brejo a cada solavanco que vocês arranjam lá, nas obsoletas locomotivas da economia mundial?

    Não vê que seu país está em crise, torcendo para que a economia chinesa venha, como a cavalaria nos filmes de faroeste, salvar a atividade e o emprego nos EUA?

    O Brasil sempre foi o que era, Mr. Summers, porque seus governantes sempre foram como seus “bons amigos”.

    O senhor faria bem, como recomendava Keynes, se mudasse de opinião e visse que o nacionalismo econômico – bem dosado, sem xenofobia e primarismos – é o único caminho para o desenvolvimento dos países. Como, aliás, foi para os EUA.

    E junto com a mudança de opiniões poderia, também, mudar de amizades.

    Fernando Brito.

  2. Otto said

    Olha, Marcelo,
    trecho do texto da Folha a que me referi ontem:

    “Os cidadãos mais ricos dos Estados Unidos quase triplicaram sua renda entre 1979 e 2007, enquanto as famílias mais pobres viram seu patrimônio crescer apenas 18% no mesmo período, indica um estudo divulgado nesta quarta-feira (26).

    A receita líquida (depois do pagamento de impostos) dos 1% mais ricos do país aumentou 275% entre 1979 e 2007, assinala o relatório elaborado pelo Escritório de Orçamentos do Congresso.

    Para 60% da população de classe média a receita cresceu 40%, enquanto para os 20% mais pobres o aumento foi de apenas 18%.

    Estes números demonstram que a distribuição de renda nos EUA “era substancialmente mais desigual em 2007 do que em 1979”, ressalta o estudo, que também revela que os 1% mais ricos concentravam 17% de toda a renda há quatro anos, contra 8% de três décadas atrás.

    O relatório foi publicado em meio aos protestos do movimento “Ocupem Wall Street”, que critica nos EUA os excessos do sistema financeiro e a desigualdade.

    Também está em andamento o debate entre democratas e republicanos sobre as medidas mais adequadas para revitalizar o crescimento econômico e reduzir o alto índice de desemprego, que ronda 9%.”

  3. iconoclastas said

    “A frequência dos escândalos e o aumento dos casos envolvendo o desvio de recursos públicos levaram 64% dos brasileiros a acreditar que a corrupção aumentou nos últimos três anos, ou seja, de cada 10 pessoas, seis acreditam que a corrupção cresceu.”

    poderia ser apenas percepção, mas…

    “Enquanto isso, as denúncias no poder público não param de surgir. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), tramitavam nos tribunais federais, em 2010, 2804 ações de crimes de corrupção, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, enquanto nos estaduais, 10104.”

    e…5 ministros de estado foram para o saco pelo mesmo motivo em menos de 1 ano (encurralados pelo excelente trabalho da imprensa) …

    enquanto isso, a cumpanheirada…

    ;^/

  4. Pax said

    Dilma com quem andas que dir-te-ei quem és.

  5. Chesterton said

    Dilma nada fez no governo Lula? É isso que quer dizer? Ela é uma vítima da herança maldita?

  6. Chesterton said

  7. Chesterton said

    O poder está organizado no Brasil para extorquir quem trabalha e alijá-lo das decisões

    chest- que bela sacada, na mosca. Tio dão.

  8. Otto said

    Enquanto isso em São Paulo…

    http://br.noticias.yahoo.com/assembleia-legislativa-s%C3%A3o-paulo-encerra-investiga%C3%A7%C3%A3o-suposto-esquema-005027766.html

    E a imprensa faz cara de paisagem.

  9. iconoclastas said

    o # 8,

    isso é tudo que vcs conseguem na mobilização para defender a máquina e atacar quem mais os incomoda, ou melhor, os atrapalha?

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/997631-assembleia-de-sp-encerra-investigacao-sobre-venda-de-emendas.shtml

    http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,lideres-dao-apoio-e-conselho-de-etica-vai-apurar-venda-de-emendas-em-sao-paulo,777904,0.htm

    ah sim, na pressa ignorou-se que o yahoo mostra uma reportagem da agência… O Globo…

    esses barões…

    ;^/

  10. Pax said

    Existe um sentimento esquisito. Quando se fala em corrupção a oposição sobe nas tamancas e a situação cata pedras ao chão.

    Enquanto, na real, todos deveríamos nos indignar.

    A oposição não pode posar de vestal. Não é. E a situação não pode ficar nas cordas do ringue.

    O Brasil aceitou fazer o pior tipo de política imaginável, aliando-se com a bandidagem que se adonou de bocados do Brasil e não larga o osso.

    Quem aceita este quadro fica sujeito às intempéries. Não há calmaria para quem lida com bandido, para quem faz acordo com este tipo de gente. Tudo se torna frágil.

    O modelão é insustentável e todos sabemos disso. E caro. Recentes publicações noticiam algo em torno de uns R$ 80 bilhões, só de dinheiro público, jogado no ralo. Fora a corrupção privada.

    Ou mudamos o modelo ou este blog terá vida eterna.

  11. iconoclastas said

    “Enquanto, na real, todos deveríamos nos indignar.”

    Paxdôneo, quando nego tem um corrupto para chamar de seu, ai do mensageiro…

    ;^/

  12. Otto said

    Pax, da parte do governo federal há avanços, sim; onde a coisa emperra é no judiciário:

    OCDE ELOGIA COMBATE À CORRUPÇÃO E TRANSPARÊNCIA DO GOVERNO BRASILEIRO

    Isso sim é compromisso com combater a corrupção de fato, sem factóides:

    O ministro Jorge Hage, da CGU (Controladoria Geral da União) divulgou nesta quinta-feira o relatório da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que avaliou os controles do governo brasileiro no combate à corrupção.

    O relatório foi feito a pedido do governo brasileiro, e o Brasil é o primeiro país membro do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) a fazê-lo.

    Segundo o estudo, na última década o Brasil progrediu imensamente na luta contra a má conduta no setor público.

    O secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, destacou durante a apresentação do documento que “o Brasil tem demonstrado comprometimento com a reforma do setor público para prevenir a corrupção”. Segundo ele, “há muito ainda a ser feito, mas isso não deve ofuscar o enorme progresso já alcançado. A disposição do Brasil de ser analisado por seus pares, em uma questão sistêmica tão importante quanto a da integridade pública, destaca seus crescente papel nos debates e processos decisórios internacionais”.

    A OCDE é uma organização internacional e intergovernamental que agrupa os países mais industrializados da economia de mercado, sediada em Paris. Os representantes dos países membros se reúnem para trocar informações e definir políticas com o objetivo de maximizar o crescimento econômico e o desenvolvimento dos países membros.

    Irregularidades em ONG’s e Prefeituras e impunidade para quem tem bons advogados

    De acordo com o ministro, as irregularidades estavam ocorrendo porque não havia tradição alguma de convênios com ONGs, nem com prefeituras, “nem com nada no Brasil, até oito anos atrás. “Operações, controladoria, Polícia Federal, é coisa nova. Decreto dando transparência aos convênios é coisa que entrou em vigor em janeiro deste ano. Portal da Transparência, dando conhecimento ao mundo inteiro dos gastos com dinheiro público, é coisa de cinco anos para cá. Nada disso existia, e as instituições vêm criando esses instrumentos e se fortalecendo, aprendendo a trabalhar juntas: controladoria, polícia, Ministério Público, coisa que nunca tinham sido feito antes”.

    Hage também reclamou da impunidade quando o processo vai para a justiça: “E o nosso país ainda sofre com as dificuldades do seu sistema processual-judicial para conseguir punir de forma mais rápida e efetiva os culpados pela corrupção”, disse.

    Mas, segundo Hage, com exceção do sistema processual-judicial, os avanços têm sido notórios e devem continuar: “Todos os avanços que temos alcançado não autorizam a reduzir nossos esforços. A luta contra a corrupção não tem fim, E ainda há, com certeza, muitos desafios a serem vencidos”.

    (Com informações da Agência Brasil e CGU).

  13. Otto said

    Iconoclastas #9

    eu postei uma matéria dos barões senão vocês iam dizer: ah, não vale, este aí é blog sujo…

    No mais, onde está a ânsia investigativa da imprensa? É só firula, só seletiva.

  14. iconoclastas said

    “Pax, da parte do governo federal há avanços, sim;”

    opa, e como! 5 ministros para o ralo em menos de 1 ano é um avanço e tanto…

    ;^/

  15. iconoclastas said

    # 13,

    vocês quem, cara pálida?!

    você faz um comentário para dizer que a imprensa ignora o que ela própria cobre, e divulga, confirmado pelo link, e vem agora com esse papo…

    agora vai ter que fazer um curativo nesse pé…

    ;^/

  16. Chesterton said

    opa, e como! 5 ministros para o ralo em menos de 1 ano é um avanço e tanto…

    ;^/

    chest- putzgrila!!!!

  17. Esclerose do dia: o cara vai lá, saca uma NOTÍCIA de corrupção em SP. Vc vê lá e está escrito bem grande AGÊNCIA O GLOBO.

    E no final o sujeito chega a uma conclusão: “E a imprensa faz cara de paisagem”.

    Esclerose ou não é?

  18. Ico – “você faz um comentário para dizer que a imprensa ignora o que ela própria cobre, e divulga, confirmado pelo link, e vem agora com esse papo…”

    Eu me divirto com isso. hehehehe

    Isso já virou patológico!! hahaha

  19. Olá!

    Recentemente, havia nos twitters, blogs e sites esquerdistas a suposição de que a corrupção nos dias de hoje não aumentou em relação aos anos anteriores, mas, sim, que a visibilidade dada à corrupção atual é maior do que aquela dada à corrupção dos governos anteriores, sem dizer que o advento de novas tecnologias (como a Internet) permitiu um alcance maior e mais visível às notícias. Junte-se a isso, afirmam as pessoas de esquerda, haveria um suposto enviesamento anti-petista nos grandes veículos de imprensa do Brasil e, consequentemente, um viés pró-tucanismo nesses mesmos veículos.

    É complicado de verificar na prática se isso ocorre de fato, no entanto, a Folha de São Paulo disponibiliza um site onde é possível fazer a busca por um determinado termo por todo o seu acervo que data desde 1921 até os dias de hoje.

    Obtive os dados para o termo “corrupção” nas páginas da Folha de São Paulo para todo o período de 1960 até 2011 e fiz um gráfico mostrando a frequência desse termo ao longo dos anos.

    Observem os anos em que ocorrem picos: 1964, 1978, 1988, 1991, 1992, 1993, 1999, 2001, 2005, 2006. Relacionem isso ao que aconteceu nesses anos.

    Mas, e aí? Haveria mesmo esse viés anti-petismo na Folha de São Paulo?

    Como alguém iria logo perguntar, eis aqui os dados para os anos FHC e Lula:

    Governo FHC — 1995-2002

    1995 . . . 688
    1996 . . . 571
    1997 . . . 903
    1998 . . . 651
    1999 . . . 1786
    2000 . . . 1495
    2001 . . . 1828
    2002 . . . 995

    Total: . . . 8917
    Média: . . . 1114.62

    Governo Lula — 2003-2010

    2003 . . . 1007
    2004 . . . 1017
    2005 . . . 2044
    2006 . . . 1733
    2007 . . . 1277
    2008 . . . 894
    2009 . . . 826
    2010 . . . 370

    Total: . . . 9168
    Média: . . .1146

    Ambos os governos ficaram bem próximos um do outro tanto na quantidade total quanto nas suas médias anuais. Isso evidencia que o termo “corrupção” apareceu com praticamente a mesma intensidade em ambos os governos.

    A principal diferença entre os governos é a tendência. No começo do Governo FHC, havia uma aparição relativamente baixa do termo “corrupção” nas páginas da Folha de São Paulo, mas que explodiu em 1999 e 2001, terminando em um valor consideravelmente alto. Já no começo do Governo Lula, a tendência era consideravelmente elevada, explodindo de fato em 2005 (ano do Mensalão) e 2006, chegando ao fim do 2o mandato em valores baixos.

    Uma coisa curiosa é que desde 2006 o termo “corrupção” vem aparecendo cada vez menos nas páginas da Folha de São Paulo, mas, mesmo assim, o pessoal de esquerda continua a afirmar que esse jornal é “golpista”, que fica com “olhar de paisagem” e etc.

    É uma pena que se deixem enganar por esses argumentos toscos.

    Até!

    Marcelo

  20. Edu said

    Pessoal,

    Uma vez me perguntaram por que ser legalista, se há tantas leis no Brasil que precisam ser mudadas.

    Eis o que um promotor do MPF enviou por e-mail, depois de uma discussão sobre legislação e cumprimento da lei aqui no Brasil.

    “Vc disse “Talvez passe pela criacao de um orgao regulador independente”.
    eu disse pq seria errado.

    e não precisa mudar.
    precisa aplicar o que existe.

    o problema jurídico do Brasil é exatamente esse.
    ninguém para pra ler como são as leis.
    mas um dia acontece qualquer coisa, por exemplo: um mendigo na orla do Rio joga cocô na cara dum velhinho.
    aí surge alguém pra gritar “precisa duma lei que proíba alguém de jogar cocô na cara do outro!!!!!”.
    aí só se fala disso nos jornais e TVs.
    o Luciano Huck twitta que o Brasil precisa dessa lei e que dá o exemplo em casa proibindo os filhos de jogar cocô um na cara do outro.
    #cocônacaranão vira trending topic no twitter.
    Caetano Veloso escreve uma coluna pra dizer que “cocô na cara não é lindo”.
    o Congresso se reúne em sessão extraordinária.
    o Mercadante vai pra Tribuna do Senado discursar: “É um absurdo que a direita neoliberal permita qu e se jogue cocô no outro!!”
    dezenas de ONGs são criadas pra defender a proibição de jogar cocô no outro e recebem fundos do governo pra atuar.

    em poucos dias, em velocidade recorde, aprovam a lei que proíbe tacar cocô no outro e fazem um puta carnaval quando é aprovada.
    inventam um nome mais chamativo “Lei Anti-Cocô na Fuça” e um ex-estudante de direito da São Francisco, que nunca conseguiu emprego como advogado tampouco conseguiu passar em qualquer concurso, auto proclama-se “presidente do instituto em defesa da vida sem cocô na cara” e vai na Globo News falar sobre o trabalho de fiscalização da aplicação da lei.
    Reinaldo Azevedo escreve dezenas de textos contra a lei.

    e até então ninguém parou pra ler que a Constituição e o ordenamento sempre proibiram jogar cocô na cara do outro, só não precisava duma lei específica pra isso.
    mas agora que tem a lei específica, quem tacou cocô na cara de outro antes da l ei vai dizer que não existia lei e será absolvido e milhares de ações serão anuladas.

    um dia alguém vai tacar xixi na cara do outro, mas o juiz vai dizer que não pode fazer nada porque a lei só fala de cocô na cara.

    e assim caminha o Brasil.”

    O texto obviamente está tosco, não mudei absolutamente nada do que foi enviado por se tratar de uma conversa informal. Mas acredito que esta conversa informal tenha muito significado. Sou legalista, sempre fui, é que os brasileiros e principalmente a imprensa têm preguiça de ler o que a lei existente diz. Daí surgem os políticos, sem conhecimento legal nenhum, e dizem que a lei precisa ser mudada e o povo, coitado, com menos conhecimento ainda, acredita.

  21. Otto said

    Gente:
    eu não quis dizer que a imprensa não divulga escândalos dos tucanos. Divulga, mas escondidinho, em notinhas no pé da página. Aquela matéria, por exemplo, apenas noticia o arquivamento da investigação do emendoduto. Mas você não vê nenhum Jabor ou Lúcia Hic-hic-pólito soltando perdigotos ou cobrando faxina do Alckmin — nem ninguém perguntando se o governador afinal sabia ou não. É isso que eu chamo de cara de paisagem. Indignação seletiva. É uma diferença gritante. Quem tem olhos para olhar olhe.
    Aliás, quem é que tinha um engavetador geral da república? E a Polícia Federal, o que fazia nos tempos do FHC, além de receber propina do FBI?
    Outra coisa: ninguém ainda me respondeu por que a imprensa nunca se interessou pelo patrimônio incompatível de Serra e FHC com suas rendas. E sobre o filho do FHC com a jornalista da Globo — que se soube que não era mais dele –, isso não era um sinal de que o FHC comia na mão da Globo? E o que dizem disto sobre Verônica Serra:

    http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/leandro-fortes-veronica-serra-expos-60-milhoes-de-brasileiros.html

    Ah, e vocês viram que Willian Waack era X-9 e confidenciou ao embaixador americano que o TCU estava todo aparelhado pelos demotucanos? Nossa, que feio, hein.

  22. Olá!

    Otto, você se lembra como o Azenha se comportou uns tempos atrás sobre a questão do filho que o FHC teve fora do casamento com uma jornalista? Viu também que, mesmo após confirmado que FHC não era o pai, ele, o Azenha, não emitiu uma notinha sequer de desagravo pelas coisas que ele escreveu sobre esse assunto?

    É estranho que, depois, esse mesmo pessoal afirma que os grandes veículos de comunicação do Brasil não são isentos.

    Até!

    Marcelo

  23. Olá!

    Otto, eu escrevi um texto sobre aquele seu comentário no outro post em que você me pergunta sobre a o Governo Reagan, o desenvolvimentismo e coisas tais. Só falta o Pax liberar o comentário, pois há alguns links nele.

    Até!

    Marcelo

  24. Otto said

    Oi, Marcelo,

    todo mundo na blogosfera comentou sobre o filho de FHC que depois não era dele — e depois choveram comentários sobre, digamos, este autoengano. Não posso dizer se o Azenha se “retratou” ou não. Mas o viés do comentário não era sobre o filho adulterino mas do fato de que assim o governo ficava refém da Globo, e o que não devia rolar aí de chantagem.

    Sim, eu vi seu post naquela outra caixa. É uma comparação entre Brasil e Chile, não é? Eu só vi isso — mas juro que não consegui entender direito. Que eu saiba o Chile tem um índice de liberdade econômica maior que o do Brasil — mas o seu Gini é pior, se não estou enganado também…

    OBS: conferi agora: Brasil 56, Chile 54. Bom, o Brasil não é uma grande exemplo…

    Vamos ver outro.
    Alemanha: 28 EUA: 408. (dados de 2000)
    Bom, se os EUA são mais liberais que a Alemanha e mais desiguais, a conclusão…

    Mas os EUA, no quesito distribuição de renda, perde pra todos os países desenvolvidos. Eles são o 3º Mundo entre os ricos =)

  25. Olá!

    Otto, acabei de postar mais uma vez o comentário que o Pax ainda não liberou. Retirei mais um link para que o site não o colocasse sob espera para ser aprovado.

    Até!

    Marcelo

  26. Chesterton said

    O Estado pertence aos partidos, cada um tem seu pedaço
    Ex-senadora Marina Silva, evitando citar “governo”, sobre o loteamento de cargos

    chest- cadeia!

  27. Patriarca da Paciência said

    QUADRO DE MEDALHAS
    ——————————————————————————–
    Ouro Prata Bronze Total
    Estados Unidos 92 79 63 234
    Cuba 58 35 43 136
    BRASIL 47 35 58 140
    México 42 40 50 132
    Canadá 29 40 49 118

    Comparação por comparação, vejam esta aí de cima.

    Cuba, Brasil e México, países latinos, com uma população menor, superam Estados Unidos e Canadá, países, “arianos”, com população maior. Hitler cortaria os pulsos!

  28. Patriarca da Paciência said

    Vejam mais “comparações”:

    A estimativa mais recente, da EIU, prevê que o PIB do Brasil alcance US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico (em 2011). Com isso, o Brasil passará a ocupar a posição de sexta maior economia do mundo. Em 2010, ao deixar a Itália para trás, o país já havia alcançado o sétimo lugar.

    Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França, segundo a EIU.

    Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.

    A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global.
    http://www1.folha.uol.com.br/mundo/999014-crise-na-europa-eleva-brasil-a-sexta-economia-mundial.shtml

  29. Chesterton said

    o Brasil tem 4 vezes mais povo que a Inglaterra e umas 100 vezes mais território…que porra de ascenção para baixo é essa?

  30. Chesterton said

    Brasil é o oitavo PIB do mundo e 101 percapita….

  31. Patriarca da Paciência said

    “o Brasil tem 4 vezes mais povo que a Inglaterra e umas 100 vezes mais território…que porra de ascenção para baixo é essa?”

    Chesterton,

    Aí você está tirando fora: Escócia, País de Gales e Irlando do Norte, ou seja, a “Grande Inglaterra” ou Reino Unido, que possui 60 milhões de habitantes, portando, o Brasil tem pouco mais de três vezes a população do “Reino Unido” . O PIB é do “Reino Unido”.

    O Reino Unido tem uma área de 245 mil quilômetros, 100 vezes mais seria vinte e quatro milhões e quinhentos mil quilômetros quadrados, quase as duas Américas Juntas.

    Há que se levar em conta o poder de compra do dólar no Reino Unido e no Brasil.Pelo poder de compra, a renda per capita brasileira está bem próxima da renda per capita do Reino Unido.

    E ainda que, não faz muito tempo, a renda per capita do Reino Unido era dez vezes maior que a renda per capita brasileira.

    Pode estrebuchar Chesterton. A realidade é cruel para vocês que não se conformam com o progresso do Brasil.

  32. Pax said

    Boa sorte, Lula! Que tudo corra bem.

    Recentemente um amigo fez um tratamento que foi um enorme sucesso, apesar de um tumor na face que assustava um bocado. Rádioterapia e Quimioterapia (essa foi duríssima) torraram o bicho e meu amigo está super bem, agora acompanhando com frequência pela competentíssima equipe multidisciplinar da UNICAMP, onde seu tratamente teve curso.

    Vai Lula, vença mais esta.

  33. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, Pax,

    para quem venceu tantas e tão duras batalhas, um carocinho na garganta é café pequeno.

    O Lula dará mais um grande exemplo de coragem, determinação e capacidade de realizações.

  34. Zbigniew said

    Sucesso ao Lula neste tratamento. Deus o abençoe. Neste momento até a oposição tem demonstrado uma grandeza q infelizmente esta faltando a alguns órgãos da imprensa.

  35. Chesterton said

    Progresso do Brasil para os anos 70….

    Carcinoma epidermóide de 3 cm glótico, supra e subglótico……isso é muita negligência do paciente, não é doença inicial.
    Que tudo dê certo para que Lula assista com saúde a reversão de sua influência nefasta na política brasileira.

  36. Chesterton said

    O Lula dará mais um grande exemplo de coragem, determinação e capacidade de realizações.

    chest- Lula tem é que procurar o melhor tratamento. Ninguem tem coragem ou determinação nessa hora. A capacidade de realização é dos médicos que a terão ou não.

  37. Patriarca da Paciência said

    Analisando o Pan pelo método do Marcelo Augusto:

    Com uma população de 11 milhões de habitantes, Cuba ganhou 58 medalhas de ouro.

    Com uma população de 300 milhões de habitantes, os Estados Unidos ganharam 92 medalhas de ouro.

    Para que os Estados Unidos atingissem os mesmos “índices” de Cuba, teriam que ter ganho mais de 1.500 medalhas de ouro.

    Moleza, não?

  38. Chesterton said

    por isso Fidel e Che puderam matar 100 mil pessoas…excelente argumento Patty.

  39. Otto said

    Chesterton:

    “por isso Fidel e Che puderam matar 100 mil pessoas…excelente argumento Patty.”

    Esse número é furada. Para atingir esse número, entre outras sandices, foram acrescentados todas as mortes das guerras de libertação de países africanos nas quais Cuba colaborou com soldados contra por exemplo os mercenários da África do Sul do apartheid.

    Se fôssemos usar os mesmos métodos para os EUA — guerra da Coreia, Vietnam, Guerras do Golfo, intervenções militares etc — o número chegaria a milhões.

  40. Chesterton said

    eu não acredito, um defensor de Fidel por aqui….

  41. Otto said

    Marcelo, vamos lá:

    Sobre Roberto Campos, de quem já fui fã: “E hoje o desemprego americano é 5,4%”

    Bom, hoje o desemprego estadunidense está em 9% e o alemão em 7%. Mais: o desemprego é muito mais traumático nos EUA do que na Alemanha, devido as leis de proteção social nesta.

    Agora, compara alguns coeficientes do índice Gini em países desenvolvidos:

    Noruega 25 2008
    Alemanha 27 2006
    França 33 2008
    Portugal 39 2008
    EUA 45 2007

    Ou seja, para um pais rico, a concentração de renda dos EUA é péssima. E ao que tudo indica desde os anos 70 está piorando. Se continuar nesse ritmo em menos de 10 anos os índices Gini do Brasil e dos EUA se encontram.

    “A redução da atuação do Estado nos setores que foram privatizados, ela melhorou ou piorou o acesso a bens e serviços que, antes, poucos podiam ter? (…) Para você ter uma idéia, nos anos de 1980, para uma pessoa ter uma linha telefônica instalada em casa, era necessário esperar uns 3 anos, sem dizer que o preço era bem salgado: U$ 6.000,00! Em alguns casos, para reduzir esse tempo de espera, era comum o suborno de funcionários públicos, políticos e demais personagens. Compare isso aos dias de hoje para se obter os mesmos serviços.”

    Na telefonia, o serviço de atendimento ao cliente piorou. É o campeão de queixas no Procon.
    Quanto ao barateamento das linhas, isso se deu pelo salto tecnológico. Afinal, na França a telefonia era estatal até 2006 — e não faltavam telefones a ninguém. Na China é estatal até hoje — e não faltam celulares a preços módicos á população. Esse negócio de que foi a privatização que melhorio é balela. E mais: na época pagávamos 80 centavos de assinatura básica e hoje quanto pagamos? Marcelo, eu sou dessa época. Não me lembro de telefone a U$ 6000,00. Mas me lembro a R$ 2000,00. Com o que pagamos de assinatura hoje podíamos comprar uma linha a cada dois anos. E para piorar: nossa conta de telefone e nossa banda larga privatizadas são das mais caras do mundo — mesmo descontando-se os impostos.

    “Uma pergunta: Houve re-estatização dos setores que foram privatizados?”

    Sim, na Argentina houve.

    E o aumento dos commodities não explica sozinho a diferença entre o fracasso neoliberal e a retomada agora. Ao final da era Menen, a Argentina chegou a 25% de desemprego e 45% de pessoas abaixo da taxa de pobreza! Hoje é respectivamente 7 e 14%.

    “Que tal pegar os casos de Letônia, Estônia e Lituânia? São países que também passaram por experimentos socialistas, procuraram se liberalizar ao longo dos anos de 1990 e, ao que parece, estão bem se comparadas às antigas repúblicas socialistas da URSS.”

    Sobre esse assunto peço que você tenha um pouco de paciência e leia o seguinte texto:

    “Entre 1990 e 2001, o produto interno bruto (PIB, o conjunto de bens e serviços produzidos em um ano) por habitante dos países da Europa do Leste diminuiu 10%, enquanto que aumentou em 27% em países de nível comparável. Isto representa uma perda efetiva de quase 40%.

    Essa regressão vale para todos os países, exceto a Polônia e a Eslovênia. Hoje, o PIB por habitante, dos antigos países comunistas da Europa Central e Oriental, é um quarto inferior ao da América Latina. Para as repúblicas da ex-União Soviética, a situação é ainda mais dramática. Nos anos 90, o PIB baixou 33%. A Ucrânia teve, inclusive, uma diminuição de 48% entre 1993 e 1996, e a Rússia, de 47%.

    As ações da economia do Estado foram vendidas a preços ridiculamente baixos. Uma grande parte do poderoso aparato econômico e industrial se desmantelou.

    Em alguns anos, a grande potência industrial que a Rússia era se converteu em um país do terceiro mundo. O PIB da Rússia (144 milhões de habitantes) é menor do que o dos Países Baixos (16 milhões de habitantes). A União Soviética retrocedeu uns 100 anos.

    No momento da revolução socialista de 1917, o PIB por habitante alcançava 10% do dos Estados Unidos. Em 1989, apesar do fato de que a União Soviética saiu completamente esgotada e destruída em grande parte da segunda guerra mundial, o PIB por habitante alcançava 43% do dos Estados Unidos. Hoje, é menos do que 7%.

    A situação social

    Cerca de 150 milhões de habitantes da ex-União Soviética (quer dizer, o número de habitantes da França, Grã-Bretanha, Países Baixos e países escandinavos reunidos) mergulharam na pobreza em princípios dos anos 90. Têm menos de 4 dólares por dia. O número de pobres que vivem com menos de um dólar por dia foi multiplicado por vinte.

    Na Bulgária, Romênia, Rússia, Cazaquistão, Ucrânia, Quirguistão, Turcomenistão, Uzbequistão e Moldávia, o número de pobres alcança de 50 a 90% da população.

    Segundo um estudo recente da UNICEF, uma de cada três crianças dos antigos países do Leste vive hoje na pobreza. Um milhão e meio de crianças vivem em orfanatos.

    Na Rússia, o número de crianças abandonadas duplicou, apesar da forte diminuição de nascimentos. Em Bucareste, capital da Romênia, centenas de crianças vivem na rua; 100 mil crianças foram abandonadas. Mais de 100 mil crianças do antigo bloco do Leste são empurradas para a prostituição. A proteção à infância foi quase desmantelada.

    (…)

    Cada ano, ao redor de meio milhão de mulheres da região são literalmente exportadas para a Europa ocidental.

    Antes da passagem ao capitalismo, a região conhecia um bem-estar social garantido. Um informe das Nações Unidas diz: “Antes dos anos noventa, as equipes sociais, nos países da Europa central e oriental e nos países da CEI, eram notavelmente bons. Havia uma alta seguridade social de base. O pleno emprego estava garantido por toda a vida.

    Da mesma forma, se a receita monetária era baixa, era estável e segura. Muitos bens de consumo e serviços básicos eram subsidiados e o provisionamento era regular. Havia suficiente alimentação, roupa e moradia. O acesso à educação e à saúde era gratuito. A aposentadoria estava assegurada e as pessoas podiam desfrutar de muitas outras formas de proteção social.”

    O informe continua: “Hoje, uma educação correta, uma vida sã e uma alimentação suficiente não estão asseguradas. A taxa de mortalidade aumenta, novas epidemias potencialmente destrutivas ameaçam e tornam a vida (e a sobrevivência) um crescente e alarmante perigo.”

    Consequência: certos países se despopulam dramaticamente. Na Ucrânia, a população diminuiu em 1,2 milhões desde 1991. Na Rússia, entre 1992 e 1997, a população diminuiu em 5,7 milhões, apesar da chegada de 3,7 milhões de imigrantes de países vizinhos. Isto quer dizer que, a cada dia, há 3.500 russos a menos. As Nações Unidas estimam que, se a tendência não se inverter, a população dos antigos países do Leste terá diminuído 20% de hoje a 2050: de 307 para 250 milhões.

    O que pensam as pessoas?

    A população oscila entre a decepção, a resignação e a raiva. Alguns exemplos:

    A Polônia saiu mais incólume da transição. Nesse país tão católico, o comunismo nunca teve vida fácil. Não obstante, hoje, 44% dos poloneses julgam o período do bloco do Leste como positivo. 47% estimam que o socialismo é uma boa doutrina, que “foi mal aplicada.” 37% dos poloneses, inclusive, fazem uma apreciação positiva do partido comunista, que esteve no poder de 1945 a 1989. 31% estão descontentes com esse período. Somente 41% acham que o capitalismo é um sistema melhor.

    76% dos alemães do Leste estimam que o socialismo é “uma boa idéia que foi mal aplicada” e somente um dentre três está satisfeito com a forma em que funciona a democracia.

    Segundo uma pesquisa de 1999, 64% dos romenos preferiam a vida sob o regime de Ceausescu.

    Na Rússia, Lênin é ainda popular. 67% dos russos têm uma opinião positiva a seu respeito. Somente 15% falam do papel de Lênin em termos negativos.

    (…)

    Desde a instauração do capitalismo, a Europa do Leste se parece, cada vez mais, com um país do terceiro mundo.

    – Um décimo dos habitantes dos antigos países do Leste está subalimentado. Na Rússia, uma criança dentre sete sofre de subalimentação crônica.

    – Pela primeira vez, após 50 anos, o analfabetismo reapareceu.

    – A tuberculose está, novamente, quase tão disseminada como no terceiro mundo.

    -Na Rússia, o número de casos de sífilis era, em 1998, quarenta vezes mais elevado do que em 1990.

    -A esperança de vida dos russos do sexo masculino passou de 63,8 para 57,7 anos, entre 1992 e 1994. Na Ucrânia, diminuiu de 65,7 para 62,3 anos.

    -Desde 1992, o número de alcoólatras duplicou na Rússia.

    -Para 100 casos de gravidez, há 60 abortos na Rússia. Consequência: 6 milhões de mulheres são estéreis.

    -Na Polônia, o número de suicídios aumentou 25%. Em certos países da ex-União Soviética, esse número, inclusive, dobrou.

    -O número de delitos, na Bulgária, é quatro vezes mais elevado do que em 1989. Na Hungria e na República Checa, triplicou. Na Polônia, aumentou 60% o número de mortos; em outros países, aumentou até 250%.”

    Se quiser ler o texto inteiro:
    http://patrickzanon.wordpress.com/2011/02/07/na-urss-se-vivia-melhor/

    “A Samsung é estatal? A Hyundai é estatal? A LG é estatal? Nenhuma dessas empresas é estatal e se você for avaliar a estrutura de empreendedorismo nesses países, você verá que o Brasil está muito, mas muito atrás mesmo deles.”

    Aqui você está totalmente equivocado.
    Peço novamente paciência e leia os seguintes fargamentos de um estudo comparativo entre a Coreia do Sul e o Brasil:

    “A eliminação da elite rural, a existência de uma burguesia fraca e a ajuda americana permitiram o fortalecimento do Estado, abrindo caminho para o que alguns intelectuais chamam de “capitalismo burocrático”, no qual o aparato estatal se torna a arena central onde os ganhos e as perdas do capital privado são decididos. A convergência desses fatores fez que o Estado coreano tivesse capacidade de intervir em todo o processo, financiando, dirigindo e controlando o setor privado em um nível tal somente comparável a economias entralizadas, só que com uma eficiência muito superior.

    (…)

    Na Coréia, a questão do financiamento foi equacionada, em um primeiro momento, pelos aportes maciços de recursos oriundos dos EUA. A partir de 1961, o sistema bancário coreano foi estatizado, permanecendo assim até 1981-83, quando uma reforma financeira o reprivatizou. O Estado manteve, ainda assim, seu arbítrio não só sobre as taxas de depósito e empréstimo, mantidas especialmente baixas, mas também sobre suas taxas de expansão. Nesse período, o Estado coreano teve comando quase absoluto sobre o crédito interno e externo, controlando, por meio de cinco bancos comerciais de sua propriedade que centralizavam os fundos de investimento, mais de 2/3 dos recursos investidos no país, decidindo para que setores iam os recursos e, dentro dos setores, em quais grupos e a que taxas.

    (…)

    Na Coréia, foram implementados cinco planos qüinqüenais que, independentemente de alguns desvios de rota, foram aplicados rigidamente. O Estado não só estabelecia metas como também financiava, controlava, punia e premiava. O Estado era responsável pela concessão de licenças e subsídios, definindo quem produzia o que e quanto e até mesmo a estruturação patrimonial das empresas.
    Ademais, as políticas fiscal, financeira, salarial e cambial eram coerentes com a
    industrial. Esta, por sua vez, era sensível à superação de fases e flexível na determinação de novas metas, que eram rigidamente perseguidas e controladas (Goldenstein, 1994).
    Os enormes conglomerados industriais (chaebols) praticamente foram criados
    pelo Estado, que os mantinha sob controle estrito. As empresas estavam sujeitas a vários outros controles gerais em troca do apoio governamental:

    • com a propriedade e/ou o controle de todos os bancos comerciais e da
    Bolsa de Valores, o governo ajudou a orientar os chaebols em direção à acumulação de capital ao invés de procurar aplicações financeiras.

    • controle de preços negociados anualmente;

    • controle de fuga de capital para o exterior.

    (…)

    Um Estado fortemente regulador comandou um processo em que, por exemplo, a indústria automobilística – altamente competitiva em termos internacionais- é
    totalmente coreana, metade estatal e metade privada. Além desse setor, a estratégia coreana concentrou os seus esforços em outros ramos de ponta, como a informática, a telefonia e a produção de televisores, para os quais o governo liberou grande quantidade de recursos em troca de capacidade competitiva internacional, que, se não cumprida, levava a fortes condenações por parte do Estado (Sader, 2000).

    (…)

    Em relação ao tratamento dispensado ao capital estrangeiro cabe ressaltar algumas diferenças fundamentais entre os dois países. O Estado coreano submeteu o capital externo, seja enquanto tecnologia seja enquanto fluxos de investimento, a controle muito mais detalhado, extensivo e restritivo, em termos de acesso ao mercado local, composição acionária, transferência de tecnologia, entre outros fatores, do que qualquer país latino-americano. A Coréia não incentivou os investimentos diretos estrangeiros, preferindo comprar tecnologia e bens de capital.
    Com a tecnologia, conseguiu desenvolver seu próprio capital e construir sua própria estrutura industrial, adaptando tecnologia importada. Com isso, a Coréia logrou um desenvolvimento tecnológico vedado aos países que importaram capitais, situação em que a tecnologia fica concentrada nas matrizes das empresas, exportando-a pronta, na medida de suas estratégias internacionais como corporações, deixando em geral os países que são objeto de seus investimentos sem nenhuma autonomia tecnológica.
    Esse modelo transfere as escolhas estratégicas de investimento para as grandes corporações, influindo decisivamente no estilo de consumo de nossas sociedades.
    Com raras exceções, a propriedade majoritária de estrangeiros foi proibida na Coréia, de modo que somente 6% das empresas multinacionais possuíam a íntegra do capital próprio. Enquanto isso, no Brasil e no México, esses índices chegavam, respectivamente, a 60% e a 50%.”

    E no Japão, um pouco antes, foi o mesmo processo — onde aliás também os EUA impuseram um reforma agrária radical.

    “Que tal se analisássemos a China durante o reino de Mao Tsé-Tung e após o reino de Mao Tsé-Tung?”

    Em nenhum momento elogiei ou mencionei Mao Tsé-Tung — que aliás foi um atraso em todos os sentidos para a China. O que eu quis mostrar é que se planejamento central e Estado Indutor fossem receitas de fracasso econômico a China não cresceria hoje a taxas “chinesas”. Taí bom um exemplo da falácia do neoliberismo: a Rússia o seguiu e deu no que deu. A China escolheu o seu próprio caminho e está prestes a comprar a Europa. Isto não significa que eu defenda o regime chinês — nem os dos antigos países do chamado socialismo real — em todos os aspectos. Estou aqui me referindo apenas a modelo econômico.

    Bom, Marcelo, e isto.
    Sigamos conversando com educação — pois democracia é isto.

    Até!

  42. Otto said

    AH, o link do artigo sobre a Coreia:

    http://www.senado.gov.br/senado/ilb/pdf/brasil_coreia.pdf

  43. Edu said

    O Kotcho me ouviu! (tsc tsc) kkkkkk

    Finalmente! Um artigo denunciando o PSDB! Manda a ver Kotscho! Eu não quero político nenhum fora dessa!

  44. Cuba se especializou em esportes que necessitam de pouco investimento e produzem grande número de medalhas. É só ver o quadro. Áreas com Luta greco-romana, boxe e levantamento de peso (várias categorias de pesos produzindo várias medalhas). Os EUA por sua vez ganharam muitas medalhas em esgrima, natação e tiro que também destribuem várias medalhas.
    O Brasil sempre foi um país que se beneficio de esportes coletivos. Só agora estamos desenvolvendo esportes individuais.

    E Patriarca – Enquanto os EUA vão a Panamericanos com equipes de quarta, quinta linha os outros países vão praticamente com suas forças totais. Pense nisso.

  45. “33.Patriarca da Paciência disse
    30/10/2011 às 10:47
    É isso aí, Pax,

    para quem venceu tantas e tão duras batalhas, um carocinho na garganta é café pequeno.

    O Lula dará mais um grande exemplo de coragem, determinação e capacidade de realizações.”

    Eita… começou a mistificação da doença… Lamentável… Pule de dez que irão usar até na campanha.

  46. “das guerras de libertação de países africanos ”

    UAUAUAUAUAUAUAUAUAUAU

    Guerras de libertação??? hahahaha

    Tem que rir…

  47. Edu said

    Sobre Lula, ele não é melhor nem pior do que ninguém, seja para merecer a doença, seja para ser curado dela. Espero que ele vença a doença, assim como Gianechini, assim como minha avó, assim como qualquer ser humano.

  48. Olá!

    Otto,

    “Sobre Roberto Campos, de quem já fui fã: “E hoje o desemprego americano é 5,4%”

    Bom, hoje o desemprego estadunidense está em 9% e o alemão em 7%. Mais: o desemprego é muito mais traumático nos EUA do que na Alemanha, devido as leis de proteção social nesta.”

    A entre vista com o Roberto Campos é de 1997 e o trecho em que ele fala sobre desemprego foi utilizado para ilustrar como as políticas do Governo Reagan não foram excludentes como muitos afirmam por aí.

    “Agora, compara alguns coeficientes do índice Gini em países desenvolvidos:

    Noruega 25 2008
    Alemanha 27 2006
    França 33 2008
    Portugal 39 2008
    EUA 45 2007”

    Existe uma tabela interessante em que há uma comparação entre a renda per capita dos estados americanos e a renda per capita dos países europeus (clica na imagem para ampliar). Observe que as principais economias da Europa, quando postas sob a renda per capita, estariam entre os países mais pobres dos EUA.

    A renda per capita americana, hoje, é de aproximadamente U$ 45.000,00 (pela paridade do poder de compra). Uma pessoa nos EUA que ganhe U$ 10.000,00 abaixo disso, isto é, que ganhe U$ 35.000,00, ainda assim estará ganhando no mesmo nível da renda per capita das principais economias européias.

    A bem da verdade é que, no geral, os americanos são mais ricos do que os europeus e mesmo os pobres nos EUA têm acesso a coisas que o cidadão europeu pobre (e, em alguns casos, o cidadão europeu médio) não tem. Seria interessante ver de novo aquele gráfico que coloca estatísticas sobre os eletrodomésticos e eletro-eletrônicos encontrados nas casas dos americanos pobres. Há também um outro gráfico que mostra a quantidade de área habitável que os pobres americanos têm em comparação com toda a população dos principais países europeus. Veja que, na média, mesmo um pobres americano tem mais área habitável em sua moradia do que ambos os cidadãos ricos, pobres e classe média da Europa.

    “Na telefonia, o serviço de atendimento ao cliente piorou. É o campeão de queixas no Procon.”

    Quer dizer então que, antes das privatizações, havia menos queixas no PROCON e, por causa disso, o serviço de telefonia era melhor?

    O detalhe fundamental que você se esquece é que, antes, as queixas sequer eram tão numerosas pelo fato de que telefone era quase um artigo de luxo. Ou seja, antes, as queixas eram menores pelo fato de poucas pessoas terem acesso à uma linha telefônica. Antes, as pessoas sequer tinham telefones para se queixar, ora.

    Quanto ao barateamento das linhas, isso se deu pelo salto tecnológico. Afinal, na França a telefonia era estatal até 2006 — e não faltavam telefones a ninguém. Na China é estatal até hoje — e não faltam celulares a preços módicos á população.”

    Só uma coisa: As empresas responsáveis por esse salto tecnológico que você fala, eram empresas privadas ou estatais?

    Até onde se sabe, os avanços nas telecomunicações foram frutos de empresas privadas, que desenvolveram tecnologias diversas que permitiram chegar aonde o mundo se encontra hoje.

    “Esse negócio de que foi a privatização que melhorio é balela.”

    Compare os dois períodos, ora. Veja como era antes das privatizações e depois das privatizações. Veja também os efeitos benéficos que isso trouxe ao Brasil, como a redução da corrupção política praticada nesse setor. Para que você tenha uma idéia, nos anos de 1980, nos EUA, já era possível ter acesso aos serviços da USENET (precursora da Internet), bastando ter um computador, uma linha telefônica e um provedor de acesso (todos privados). No Brasil, a Internet só veio a se popularizar depois das privatizações e bem lentamente. O Roberto Campos escreveu algo muito interessante a respeito disso:

    [. . .] A Internet é uma explosão ininterrupta. Em meados de 1995, a arrogância burocrática da nossa Embratel pretendeu oferecer a 250 [!!!] formadores de opinião, quase como graça divina, uma senha para o acesso à rede. [. . .]

    Veja aí os efeitos do estatismo! Compare isso ao que há hoje.

    “E mais: na época pagávamos 80 centavos de assinatura básica e hoje quanto pagamos?”

    Você se esquece de que, antes, sequer havia assinatura básica para ser paga, pois a maioria da população não tinha acesso a um telefone.

    “Não me lembro de telefone a U$ 6000,00. Mas me lembro a R$ 2000,00.”

    Nos idos da década de 1980, telefone tinha de ser declarado no Imposto de Renda e custava uma fortuna. Fora o tempo de instalação que demorava mais de 2 anos.

    “Com o que pagamos de assinatura hoje podíamos comprar uma linha a cada dois anos.”

    Admitindo que na década de 1980 um telefone custasse R$ 2000,00, então, a assinatura mensal média, hoje, deveria estar em torno de R$ 83,33. É esse o valor atual de uma assinatura básica?

    Sobre a parte em que você fala que daria para comprar uma linha a cada dois anos, não haveria sofisma maior. Comprar, pode até ser, mas demoraria um bom tempo para que fossem instalar a tal linha.

    “Sim, na Argentina houve.”

    Essa re-estatização das empresas privatizadas foi benéfica para os argentinos? Com as empresas re-estatizadas, há maior ou menor chance de corrupção? Políticos ou empreendedores devem comandar empresas?

    Apenas para que você tenha uma noção do que está acontecendo na Argentina, aqui vai uma tabela contendo o Índice de Liberdade Econômica e o Índice de Percepção da Corrupção da Argentina no período de 1995-2011:

    Legenda:

    Coluna 01: Anos
    Coluna 02: Índice de Liberdade Econômica (Heritage Foundation)
    Coluna 03: Índice de Percepção da Corrupção (Transp. Internat.)
    Coluna 04: Nome do País

    Argentina

    1995 . . . 68.00 . . . 5.00 . . . Argentina
    1996 . . . 74.70 . . . 7.00 . . . Argentina
    1997 . . . 73.30 . . . 5.20 . . . Argentina
    1998 . . . 70.90 . . . 3.40 . . . Argentina
    1999 . . . 70.60 . . . 2.80 . . . Argentina
    2000 . . . 70.00 . . . 3.00 . . . Argentina
    2001 . . . 68.60 . . . 3.00 . . . Argentina
    2002 . . . 65.70 . . . 3.50 . . . Argentina
    2003 . . . 56.30 . . . 3.50 . . . Argentina
    2004 . . . 53.90 . . . 2.80 . . . Argentina
    2005 . . . 51.70 . . . 2.50 . . . Argentina
    2006 . . . 53.40 . . . 2.50 . . . Argentina
    2007 . . . 54.00 . . . 2.80 . . . Argentina
    2008 . . . 54.20 . . . 2.90 . . . Argentina
    2009 . . . 52.30 . . . 2.90 . . . Argentina
    2010 . . . 51.20 . . . 2.90 . . . Argentina
    2011 . . . 51.70 . . . 2.90 . . . Argentina

    Média . . . 61.21 . . . 3.45

    Veja após a eleição dos Kirchners em 2003, a corrupção atingiu os piores níveis. Isso dá uma certa medida do que os argentinos estão passando atualmente.

    “E o aumento dos commodities não explica sozinho a diferença entre o fracasso neoliberal e a retomada agora.”

    Você poderia definir o que é, na sua concepção, o tal do neoliberalismo?

    Se a demanda por commodities não ajudou decisivamente a América Latina, o que, então, teria ajudado?

    “Ao final da era Menen, a Argentina chegou a 25% de desemprego e 45% de pessoas abaixo da taxa de pobreza! Hoje é respectivamente 7 e 14%.”

    Você consultou os dados do Banco Mundial? Dê uma olhada lá e diga de é isso mesmo.

    “Sobre esse assunto peço que você tenha um pouco de paciência e leia o seguinte texto”

    Poxa. . . Você linka para um blog que não oferece uma base de dados que seja para justificar todas aquela estatísticas econômicas e etc.

    Sobre a antiga URSS, dê uma olhada nesta tabela que resume a quantidade total de pessoas mortas pela experiência comuno-socialista na URSS. Foram “apenas” 62 milhões de pessoas mortas. É. . . parece que na URSS se vivia melhor mesmo.

    “Peço novamente paciência e leia os seguintes fargamentos de um estudo comparativo entre a Coreia do Sul e o Brasil:”

    Será que na Coréia do Sul, houve um troço tão atroz quanto a tosca Lei de Informática brasileira de 1984 que regulava o setor e forçava, na letra da lei, que o Brasil desenvolvesse uma indústria nacional de semi-condutores? Houve na Coréia do Sul o mesmo experimento desenvolvimentista que ocorreu no Brasil e todas aquelas doidices de reservas de mercado, monopólios estatais e etc.?

    Ao que parece, na Coréia do Sul, o Estado buscou ajudar o setor privado, evitando regulações malucas e entraves burocráticos dos mais diversos. Bem diferente do que ocorreu no Brasil.

    “Em nenhum momento elogiei ou mencionei Mao Tsé-Tung — que aliás foi um atraso em todos os sentidos para a China. O que eu quis mostrar é que se planejamento central e Estado Indutor fossem receitas de fracasso econômico a China não cresceria hoje a taxas ‘chinesas’.”

    Otto, e por quais motivos, antes da leve liberalização econômica pós-Mao, a China não crescia a taxas de 10% ao ano?

    Você acha mesmo que o planejamento central é melhor do que o sistema de livre iniciativa para construir uma ordem social civilizada?

    “Taí bom um exemplo da falácia do neoliberismo: a Rússia o seguiu e deu no que deu.”

    É complicado de construir uma ordem econômica liberal em um país que, por mais de 70 anos, passou por um desastroso experimento coletivista.

    Até!

    Marcelo

  49. Olá!

    Algumas correções do meu último comentário:

    Onde há:

    entre vista, leia-se entrevista;
    países dos EUA, leia-se estados dos EUA;

    Até!

    Marcelo

  50. iconoclastas said

    ““Na telefonia, o serviço de atendimento ao cliente piorou. É o campeão de queixas no Procon.”

    SAC… então quer dizer que a Telerj tinha SAC?

    com o perdão da palavra:

    o sr. é um fanfarrão!

    ;^)))

  51. iconoclastas said

    “Veja também os efeitos benéficos que isso trouxe ao Brasil, como a redução da corrupção política praticada nesse setor.”

    ai mezzo…

    veja o caso do ronaldinho do molusco e a mudança na lei geral das teles…

    ;^?

  52. Chesterton said

    Otto, assim nem o sarjento Tainha te aguenta mais.

    E O Lula, tinha que abrir a boca?

  53. Chesterton said

    http://tv.nationalreview.com/uncommonknowledge/post/?q=MmZjMTVmOWE5YzBlMTdhYjFkMDA0OWNjYmQ2YjFjMTU%3D

  54. Patriarca da Paciência said

    “Cuba se especializou em esportes que necessitam de pouco investimento e produzem grande número de medalhas. É só ver o quadro. Áreas com Luta greco-romana, boxe e levantamento de peso (várias categorias de pesos produzindo várias medalhas). Os EUA por sua vez ganharam muitas medalhas em esgrima, natação e tiro que também destribuem várias medalhas.”

    É bem isto aí mesmo, Vilarnovo,

    E os Estados Unidos se especializaram em inflar patrimônio (e também balanços).

    “Dinheiro é que gera dinheiro.” “Tempo é dinheiro” etc.etc.etc.

    Tudo é só uma questão de especialização.

  55. Otto said

    Iconoclastas:

    # 50

    Na Telepar havia, só em Curitiba, vários escritórios de atendimento ao cliente, ao vivo, com pessoas em carne e osso.

    Marcelo, mais tarde eu te repondo.

  56. Edu said

    Otto,

    Sobre a imprensa golpista, achei esse artigo sensacional.

    http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/maringoni-as-relacoes-ambiguas-do-governo-com-a-midia.html

  57. Pax said

    Caro Edu, em #56

    Obrigado pela indicação deste excelente artigo.

    Realmente é muito bom.

    Fui pesquisar o autor, o Gilberto Maringoni e gostei ainda mais. E não acredito que possamos chamá-lo de participante da tal Imprensa Golpista.

    Aconselho a todos a leitura.

  58. Edu said

    Pax,

    Sim, apesar da postura claramente esquerdista dele, simpatizei com o fato de ele dar um passo atrás e raciocinar de forma independente para dizer: tanto o governo como a imprensa têm culpa no cartório. Não podemos pautar nossa opinião sobre o golpismo da imprensa somente porque um político assim o quer.

    Continuarei a ler o Gilberto Maringoni, já está marcado nos favoritos. =]

  59. Pax said

    Caro Edu,

    Tanto que…

    Fui pesquisar e achei outro artigo dele muito bom, este aqui:

    Os limites da campanha contra a corrupção – Carta Maior
    http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5197

    E dê uma olhada neste parágrafo, que interessante, sobre o Financiamento Público das Campanhas:

    Rejeição no Senado
    Como se sabe, O PL 268, que estabelecia o financiamento público foi rejeitado no final de agosto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. Os que impediram a tramitação da matéria são os senadores Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Pedro Taques (PDT-MT), Francisco Dornelles (PP-RJ), Sérgio Petecão (PMN-AC), Alvaro Dias (PSDB-PR), Demóstenes Torres (DEM-GO), Armando Monteiro (PTB-PE), Ciro Nogueira (PP-PI) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA). São alguns dos mais alardeiam casos de corrupção existentes no governo. Continuarão a demonstrar indignação nas telas de TV e páginas de jornais. Mas se opuseram à criação de um mecanismo que teria consequências devastadoras contra a promiscuidade público-privada (PPP) na administração pública. Não resolveria o problema, mas seria um bom começo.

    Tal comportamento encaixa-se perfeitamente ao tom despolitizado das marchas do Dia da Pátria. Desmembra-se o efeito da causa, faz-se muita espuma e daí nada.

    Ao repelir a política, as manifestações jogam uma cortina de fumaça no problema real e não incidem sobre as disputas em curso que podem atacar a farra nos cofres públicos. E recebem amplo destaque de uma mídia que não está muito interessada em desvendar as causas da corrupção.

    Não tenho certeza se somente os oposicionistas foram contra a PL 268. Não sei dizer. Estou me pautando no artigo do Gilberto Maringoni do link.

    Mas, se sim, suponhamos que sim (e desconfiemos, a priori), gostaria – e muito – que estes (em meus negritos, acima) – explicassem seus porquês de impedir a tramitação deste projeto de lei.

    Confesso que fico curioso, sem querer, de antemão, fazer um juízo definitivo de valor.

  60. Pax said

    Onde quero chegar? Que a Corrupção é um método entendido e aceito por todas as partes.

    E o Brasil, nesta, sifu.

  61. Edu said

    Pax,

    Eu não tenho a menor dúvida que a corrupção é algo pra lá de institucionalizado.

    Por isso que eu não defendo mídia nenhuma, só uso ela ao meu favor: identificar a fumaça. E se onde há fumaça há fogo, esses políticos que fizeram a fumaça e/ou fogo, devem ser devidamente fritados.

    Os benefícios para a população, em política só aparecem a partir do momento em que um político conseguir ser transparente o suficiente para explicar desde o mais ignorante ao mais inteligente dos homens os fundamentos e objetivos de suas ações.

    Sem transparência não há meritocracia, sem meritocracia, não há desenvolvimento.

  62. Edu said

    E sobre o financiamento público ou privado de campanhas.

    Pra mim tanto faz, o problema não é a origem do dinheiro, pois qualquer origem pode ser facilmente escondida. Para mim o problema é o destino: transparência nas contas, auditoria das campanhas políticas, acompanhamento muito próximo da imprensa disso tudo.

  63. Olá!

    Pax, o financiamento público de campanha vinha embutido com outras coisas, como a criação de um fundo da onde seriam retirados os recursos para bancar as campanhas dos partidos. Só que cada partido receberia a sua parcela de acordo com a dimensão da sua respectiva bancada. É neste ponto onde se encontra a malandragem de alguns a favor dessa idéia, que o tal de Maringoni deve ter esquecido de lembrar no excerto que você destacou.

    Isso seria pernicioso, pois partidos com bancadas grandes receberiam mais recursos e isso tenderia a criar uma situação de perpetuação no poder, impedindo que partidos menores pudessem crescer e arrumar um lugar ao Sol.

    O PT é um dos principais apoiadores desse troço e faz isso exatamente no momento em que possui a maior bancada na câmara dos deputados. Seria interessante perguntar para os petistas a razão pela qual eles não propuseram isso em meados dos anos de 1990, quando o partido tinha uma quantidade relativamente média de congressistas.

    O voto distrital reduziria drasticamente os custos das campanhas eleitorais, mas parece que a esquerda brasileira não quer dar o seu apoio para essa bandeira.

    Baixa adesão
    Convocadas pela internet, em especial pelas redes sociais, os protestos tiveram pouca adesão em relação às expectativas dos ativistas virtuais. Em Brasília, eram esperadas 26 mil pessoas que confirmaram participação via Facebook. Os números divergem. O jornal O Estado de S. Paulo fala na participação de 25 mil, a Folha destaca a adesão de 12 mil e André Barrocal, aqui na Carta Maior, aponta que ,em seu início, o protesto reunia duas mil pessoas. Em São Paulo, das 21 mil aguardadas, apenas 700 apareceram para se manifestar na avenida Paulista.”

    Poxa, para o Maringoni, uma passeata que reúne mais de 10 mil pessoas representa baixa adesão.

    O pessoal que organizou essas passeatas não estipulou um número a ser atingido.

    Udenismo
    As campanhas pela lisura no trato da coisa pública, como se falava em outros tempos, têm história no Brasil. É uma bandeira social mais do que justa. Mas em várias ocasiões foram desfraldadas pela direita, que sempre tentou dar ao problema uma conotação apenas moralista e não como parte das disputas de interesses na sociedade e da influência que grupos empresariais têm junto ao poder político.

    A União Democrática nacional (UDN), por exemplo, partido conservador existente entre 1945 e 1964, notabilizou tanto a prática, que o termo ‘udenismo’ passou a classificar o moralismo estéril contra a corrupção.

    Descolados do mundo real, roubos, desvios, favorecimentos e comportamentos assemelhados viram uma questão da honestidade pessoal de cada um, da existência ou não de homens e mulheres de bem, lastreados em sólidos valores morais na gestão do Estado. Há uma simplificação quase infantil nisso e algumas decorrências perversas.”

    Ué. . . mas isso se encaixa mais nos petistas e no PT do que naquilo que o Maringoni chama de “direita”.

    Seria salutar retomar aquele velho e bom trecho de uma entrevista com a Marilena Chauí na qual ela fala sobre a moralidade do político petista e o trato deste com a coisa pública (vídeo):

    Lourival Santanna: Professora, nesse início de conversa eu fiquei com uma sensação de que se, no ano que vem, a Marta Suplicy, por exemplo, só uma hipótese, fosse eleita a prefeita de São Paulo, a senhora poderia tentar um convite. E, junto com isso, como é que a senhora avalia o benefício que o PT pode ter com o que está acontecendo hoje em São Paulo… essa espécie de expurgo, essa depuração que começa acontecer em São Paulo?

    Marilena Chaui: Então, para a sua primeira pergunta, a resposta é não. Eu, efetivamente, sou uma intelectual. Sendo uma intelectual, eu considero que a melhor maneira de se participar da atividade política é através de intervenções públicas, debates, polêmicas, participação nas atividades de discussão do partido, mas eu não tenho nenhuma vocação para atividade administrativa. Foi um sacrifício para mim, foi muito complicado, foi muito difícil e não é o meu lugar. Eu não faço nem com gosto nem com prazer. Com relação à segunda pergunta, eu diria que é a sociedade inteira que se beneficia com o que se passa nesse momento de revelação das condições das várias constituições em São Paulo. Eu penso que o PT se beneficia, porque mesmo nos períodos mais complicados da gestão da Luiza Erundina uma coisa nunca foi posta em dúvida, pela direita, pela esquerda, pelo centro, nunca: é a honestidade de um governante petista e a maneira como ele trata a coisa pública, efetivamente como uma coisa pública. Então, eu penso que a situação atual, ela beneficia o PT, ela faz com que seja recordada, relembrada e recuperada essa marca petista que é a honestidade política, a honestidade pública, a honestidade administrativa.

    Claro, claro. . . udenismo. . .

    Público e privado
    O corruptor, na maioria dos casos, não faz parte da esfera pública, mas da vida empresarial, logo privada. Como dinheiro privado é da conta de cada um – não se pergunte de onde veio – não há nada a condenar. Daí os raríssimos casos de empresários e banqueiros julgados por terem participado de esquemas suspeitos envolvendo o poder público. [. . .]”

    Que o Digam Lula, Dirceu e os seus mensaleiros. Até parece que foi o Marcos Valério que procurou figurões do petismo para estabelecer o mais grave esquema de corrupção do qual se tem notícia para comprar congressistas. Nesse caso e outros casos, foi o setor privado sendo utilizado por políticos como mero instrumento de corrupção.

    “[. . .] Há uma lógica liberal nisso tudo. A corrupção no aparelho de Estado é condenada, mas sua equivalente no mundo privado, não. [. . .]”

    Puxa a descarga, Maringoni! Aliás, pega um balde bem cheio d’água, pois o negócio não vai descer tão fácil, não.

    Se ele ao menos se desse o trabalho de pesquisar dados sobre liberdade econômica e corrupção, veria que os países mais economicamente liberais também são aqueles com baixíssimos níveis de corrupção. Eis aqui um mapa ilustrando ambos os casos.

    Corrupção no setor privado? Pode até ser, mas seria complicado de encontrar um empresário capaz de roubar o próprio dinheiro como fazem os políticos com o dinheiro público.

    “[. . .] É bom lembrar que um dos argumentos para a desbragada venda de estatais nos anos 1990 era o fato de elas serem foco de corrupção, o que, deduzia-se, não ocorreria em empresas privadas, movidas pela eficiência e busca de resultados.”

    Ora, ora. . . veja como estão, hoje, as empresas que foram privatizadas. Os recentes casos de corrupção do PCdoB e suas ONGs envolvem cifras que chegam na casa dos R$ 1 bilhão. Procure uma empresa privada que tenha dedicado tudo isso de recursos para desvios escusos.

    Financiamento privado
    O principal fator de corrupção na área pública reside no financiamento privado de campanhas. [. . .]”

    Pelo contrário. O principal motivo de corrupção na área pública reside no fato de que o governo e os políticos detêm sob seu comando uma quantidade muito grande de recursos. Ou será que o Maringoni se esqueceu da “taxa de sucesso” que alguns empresários tinham de pagar ao pessoal do Erenice Guerra para que a liberação de recursos do BNDES fosse “facilitada”?

    BRASÍLIA – A Polícia Federal intimou para depor nesta quinta-feira, 23, o empresário Fábio Baracat, que acusou Israel Guerra, filho da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, de cobrar “taxa de sucesso” e pagamentos mensais de R$ 25 mil, para ajudar a empresa de transporte aéreo MTA a ampliar seus negócios nos Correios. A denúncia foi publicada na revista Veja e seu autor, Diego Escosteguy, foi ouvido na terça-feira pela PF por duas horas.

    Também está intimado a prestar esclarecimentos o ex-diretor de Operações dos Correios, Eduardo Arthur Rodrigues Silva, suspeito de ser testa de ferro de empresas do argentino Alfonso Rey, que vive em Miami, conforme reportagem publicada pelo Estado no último domingo, 19. Rey seria sócio oculto da MTA, já que a lei brasileira proíbe que estrangeiros detenham mais de 20% do capital de empresas do setor. O horário dos depoimentos ainda não está marcado.

    Israel, que segundo os informantes agia usando o nome da mãe, teria também ajudado a MTA a renovar licença de voo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Com sua ajuda, a empresa teria obtido nos Correios contratos no montante de R$ 59 milhões, um deles, de R$ 19,6 milhões, sem licitação. A PF solicitou cópias dos contratos e aditivos firmados pela estatal com as empresas MTA e Via Net, outra suspeita de ter sido beneficiada pelo lobby.

    A PF requereu também da Anac cópia dos processos de concessão de licenças de voo da MTA e, na Junta Comercial de Brasília, pediu a cópia do contrato social da Capital Assessoria, empresa registrada em nome de Saulo Guerra, irmão de Israel, acusada de envolvimento nas intermediações ilegais.

    Ah, sim! E não se esqueçam do famoso episódio do “Caraca!! Que dinheiro é esse?!?! Isso aqui é meu mesmo?!

    Nesses dois casos, era o setor público chantageando e extorquindo dinheiro do setor privado.

    E esses são apenas os episódios conhecidos. Devem haver muito mais coisas por debaixo dos panos e que jamais virão à tona.

    Até!

    Marcelo

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