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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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As penas sujas do tucano

Posted by Pax em 06/11/2011

O tucanato anda em polvorosa. Sobe às tamancas quando o assunto é o derrubada geral do ministério de Dilma e se coloca na posição de arguir o governo contra a corrupção reinante. Que é fato consumado.

Mas há penas neste tucano que parecem borradas de sujeira. Impedem qualquer arroubo do partido de chamar a si a guarda nacional da ética e da moralidade. Se essa for a única bandeira do partido para seu desejo de voltar ao poder tudo indica que o mastro, a base, já está quebrada.

Em São Paulo há pauta que sobre e a grande mídia não corresponde à altura. Desde a inevitável CPI dos pedágios aos esclarecimentos necessários das obras do Rodoanel e da nova marginal Tietê, coisa que levou Paulo Preto a declarar que “não se abandona um líder ferido na estrada”, até as suspeitas emendas de parlamentares tucanos – não só desta plumagem – que manipulam e, segundo acusações, se fartam na Assembléia Legislativa de São Paulo.

Em síntese podemos afirmar que quem está atacada e vilipendiada é a sociedade brasileira, nos cofres públicos. Ataques de todos os lados.

Tucanos são campeões de emendas em São Paulo

SILVIO NAVARRO e RODRIGO VIZEU – FOLHA DE SÃO PAULO

Administrado pelo PSDB há 16 anos, o governo de São Paulo privilegiou um seleto grupo de deputados estaduais tucanos ao liberar recursos para obras indicadas pelos políticos ao Orçamento do Estado.

A lista dos que mais captaram verbas para emendas de 2007 a 2010 é encabeçada pelo atual presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz (PSDB), reeleito para o cargo neste ano. Antes, o tucano foi líder da gestão José Serra (PSDB) na Casa.

Os dados foram tornados públicos pela primeira vez anteontem pela Secretaria de Fazenda do Estado e envolvem as administrações de José Serra e do seu sucessor, Alberto Goldman (PSDB).

Além de Munhoz, que apadrinhou a liberação de R$ 11,5 milhões em quatro anos –R$ 5,6 milhões só no ano eleitoral–, pelo menos outros quatro deputados conseguiram recursos acima da cota informal de R$ 2 milhões anuais para cada deputado.

São eles os tucanos Vaz de Lima, antecessor de Munhoz no cargo, o atual secretário estadual Paulo Alexandre Barbosa (Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia) e Roberto Engler, escolhido para ser o relator do Orçamento neste ano.

Também aparece no topo do ranking o presidente estadual e líder do PTB, Campos Machado, um dos articuladores do acordo nos bastidores para encerrar a investigação sobre venda de emendas no Conselho de Ética da Casa.

Machado disse que as liberações para suas indicações estão “rigorosamente dentro do estipulado”. Ele obteve R$ 8,8 milhões, sendo que R$ 620 mil só saíram do caixa do governo neste ano.

Para tentar facilitar a liberação de verbas, os deputados do PT, principal sigla de oposição ao governo estadual, apresentaram diversas emendas em nome da bancada, ou seja, em conjunto. Conseguiram captar um total de R$ 11,8 milhões.

As emendas são cobiçadas pelos parlamentares porque são recursos para pequenas obras ou compra de equipamentos em seus redutos eleitorais.

A divulgação dos padrinhos das indicações foi feita após a crise gerada com as afirmações do deputado Roque Barbiere (PTB), segundo quem seus colegas negociariam emendas com empreiteiras. As emendas do petebista somam R$ 6 milhões.

Barbiere não revelou nomes e o caso acabou abafado na Assembleia. O Ministério Público abriu inquérito para apurar irregularidades. (continua na Folha...)

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50 Respostas to “As penas sujas do tucano”

  1. Zbigniew said

    Muito bom esse seu post, Pax. A partir dai verificamos como a seletividade da midia (vulgo PIG) e escancarada. Esse trecho de um texto do Eduardo Guimaraes e bem elucidativo:

    “No último dia 12 de outubro, este blog cobriu ato público “contra a corrupção” que começou no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e terminou no “Centro Velho” da cidade, na praça Ramos de Azevedo, diante do Teatro Municipal de São Paulo. A matéria reproduziu respostas a um questionário que esta página apresentou aos manifestantes. Aquele questionário foi elaborado de forma a identificar possível viés político-partidário e ideológico nos integrantes da manifestação.

    Das 27 entrevistas feitas com os manifestantes, 26 apontaram forte viés político-partidário, deixando ver que o que ocorria ali era produto de campanha de partidos e entidades de oposição ao governo federal. Dessas 26 entrevistas que apuraram esse fato, sete se estenderam em breves conversas entre o entrevistador e os entrevistados. Só não foram relatadas antes porque o blog esperou pelo contato com fonte da Assembléia Legislativa que só ocorreu na semana passada.

    Naquelas conversas com os manifestantes “contra a corrupção”, eles foram perguntados sobre se também estavam protestando contra o escândalo das emendas parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo. Apesar de o entrevistador ter percebido que um dos entrevistados se fez de desentendido, os outros seis pareceram sinceros ao declararem que não sabiam de nada sobre esse escândalo, o que pode ser explicado pela discretíssima e rara cobertura do assunto pela imprensa.(…)”

    Cabe sim uma critica a imprensa que oferece uma cobertura diferenciada sob o pretexto de que seriam casos regionais, diferentemente dos ministerios, que sao nacionais. Claro que isto fere a inteligencia de qualquer um. Minas e Sao Paulo sao redutos oposicionista importantes, estados economicamente fortes, governados ha muito tempo pelos mesmos partidos. E ou nao e uma prova de que o PIG ta escondendo a oposicao? Que esta fazendo politica? Francamente.

  2. Otto said

    Edu, Pax & Cia,
    leiam com atenção este post do Eduardo Guimarães:

    Folha, Estado, Veja e televisões minimizam corrupção em SP

    No último dia 12 de outubro, este blog cobriu ato público “contra a corrupção” que começou no Museu de Arte de São Paulo (Masp), na avenida Paulista, e terminou no “Centro Velho” da cidade, na praça Ramos de Azevedo, diante do Teatro Municipal de São Paulo. A matéria reproduziu respostas a um questionário que esta página apresentou aos manifestantes. Aquele questionário foi elaborado de forma a identificar possível viés político-partidário e ideológico nos integrantes da manifestação.

    Das 27 entrevistas feitas com os manifestantes, 26 apontaram forte viés político-partidário, deixando ver que o que ocorria ali era produto de campanha de partidos e entidades de oposição ao governo federal. Dessas 26 entrevistas que apuraram esse fato, sete se estenderam em breves conversas entre o entrevistador e os entrevistados. Só não foram relatadas antes porque o blog esperou pelo contato com fonte da Assembléia Legislativa que só ocorreu na semana passada.

    Naquelas conversas com os manifestantes “contra a corrupção”, eles foram perguntados sobre se também estavam protestando contra o escândalo das emendas parlamentares na Assembléia Legislativa de São Paulo. Apesar de o entrevistador ter percebido que um dos entrevistados se fez de desentendido, os outros seis pareceram sinceros ao declararem que não sabiam de nada sobre esse escândalo, o que pode ser explicado pela discretíssima e rara cobertura do assunto pela imprensa.

    Para quem não sabe, aliás, explica-se que há três meses o deputado estadual Roque Barbiere (PTB-SP) denunciou que ao menos “um terço” dos deputados estaduais paulistas “venderiam” a “prefeitos e empresas privadas” as emendas parlamentares ao Orçamento que os governos tucanos do Estado há muito distribuem a aliados e até a um pequeno contingente de deputados “de oposição” que fontes da AL informaram ao blog (na semana passada) que são tão governistas quanto os deputados assumidamente da base do governo.

    Por conta disso, a base de apoio do governo Alckmin na AL-SP está conseguindo enterrar mais esse escândalo. Na última quinta-feira, os deputados governistas conseguiram derrubar, por seis votos a dois, o funcionamento do Conselho de Ética. Segundo um funcionário da AL (que preferiu não se identificar) ouvido pelo blog no último sábado, sem uma divulgação da imprensa igual à que é feita em relação a ministros do governo Dilma investigação relevante e profunda alguma ocorrerá, como nenhuma ocorre há muito tempo em São Paulo.

    A explicação que esses veículos dão em off (através de alguns de seus jornalistas que freqüentam redes sociais como Twitter ou Facebook e entram em debates com quem questiona a omissão da imprensa nos escândalos tucanos) é a de que são escândalos “regionais” e que, por isso, receberiam cobertura tão “diferenciada”, um claro eufemismo para cobertura omissa porque, a bem dos fatos, não há, em relação ao PSDB, o jornalismo “investigativo” que chega a tentar invadir domicílios em busca de “provas” contra pessoas ligadas ao governo federal.

    A cobertura e fiscalização pífias da imprensa em relação ao comportamento da oposição ao governo Dilma nos Estados em que essa oposição é governo – como em São Paulo ou em Minas Gerais – se dá sob o argumento de que seriam assuntos “regionais”. Todavia, tal falácia pode ser facimente desmontada meramente lembrando o que era feito pela imprensa quando a petista Marta Suplicy ou a ex-petista Luiza Erundina governaram a capital paulista. Então, críticas e denúncias ganhavam manchetes quase diárias nos jornais supracitados e nos telejornais de alcance nacional.

    A imprensa, por essa razão, não investiga o escândalo das emendas parlamentares em São Paulo, um escândalo que lança suspeitas sobre os governos tucanos que se encastelaram no poder desse Estado há quase vinte anos, suspeitas comparáveis às que desencadearam o escândalo do mensalão federal porque insinuam que os governos tucanos paulistas subornam deputados para obterem deles favores em votações na Assembléia Legislativa.

    À diferença das matérias investigativas que veículos como Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e a revista Veja passaram a fazer todos os meses contra o governo federal desde o começo do governo Lula e que neste ano ganharam uma intensidade nunca vista em anos anteriores, com trabalhos de investigação se sobrepondo em várias frentes simultâneas, nenhuma das matérias sobre o governo de São Paulo, na última década, partiu da imprensa brasileira, mas, sim, da repercussão de denúncias antigas que circulam entre os aliados do governo federal ou da repercussão de investigações no exterior.

    O caso Alstom é um exemplo. Contém denúncias sobre propina que teria sido paga pela empresa francesa Alstom a vários políticos do PSDB, entre eles o ex-governador Mario Covas, já falecido, e o atual governador de São Paulo, Geraldo Alkmin. As raras matérias que saíram na imprensa brasileira foram “chupadas” da mídia internacional, de veículos como Wall Street Journal e Der Spiegel, entre outros. A imprensa brasileira mesma, não investiga nada sobre esse caso.

    Todavia, é um caso gravíssimo. Trata-se de escândalo que envolve muitos milhões de dólares e que tem alcance internacional. Fora do Brasil, as notícias correm soltas. O assunto é tão sério que está sendo investigado pelo ministério público da Suíça, onde estão arrolados os nomes dos políticos tucanos aqui citados e de outros brasileiros envolvidos.

    De acordo com o que consta em documentos enviados ao Ministério da Justiça do Brasil pelo ministério público da Suíça, no período que vai de 1998 a 2001 pelo menos 34 milhões de francos franceses teriam sido pagos em propinas a autoridades do governo do Estado de São Paulo através de empresas offshore (empresas criadas em paraísos fiscais, onde gozam de sigilo de suas contas bancárias que dificulta investigações).

    Segundo o ministério público suíço, os pagamentos teriam sido feitos utilizando-se do esquema de contratos de “consultoria de fachada”. O valor das “comissões” supostamente pagas pela Alstom em troca da assinatura de contratos pelo governo de São Paulo chegaria a aproximadamente R$ 13,5 milhões. Segundo o Ministério Público da Suíça, pelo cruzamento de informações esses trabalhos de “consultoria” foram considerados como sendo fictícios.

    No período de negociação e da assinatura dos contratos de consultoria estava à frente da Secretaria de Energia de São Paulo o então genro do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, David Zylbersztajn, que deixou o cargo em janeiro de 1998 ao assumir a direção geral da Agência Nacional do Petróleo. O atual secretário de Coordenação das Subprefeituras da cidade de São Paulo, Andrea Matarazzo, que ocupou a secretaria por alguns meses, e o atual secretário estadual dos Transportes, Mauro Arce, também estão envolvidos.

    Para que se tenha uma idéia da enormidade do caso e para que se possa mensurar a enormidade da minimização que a imprensa brasileira faz dele, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) julgou irregular uma compra de 12 trens da Alstom no valor de R$ 223,5 milhões feita sem licitação pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), empresa do governo de São Paulo. O contrato foi assinado em 28 de dezembro de 2005, no governo de Geraldo Alckmin.

    Pergunta: você se lembra, leitor, de quando foi a última vez que recebeu uma única notícia da grande imprensa sobre esse caso?

    O caso Alstom é apenas um dos muitos casos de corrupção que pesam sobre o partido que há quase duas décadas governa o segundo orçamento da União, o de São Paulo, que, como se sabe, é maior do que os orçamentos da maioria dos países da América Latina. Imagine o leitor o que faria a imprensa brasileira se houvesse um escândalo internacional contra o PT.

    A imprensa daria ajuda inestimável ao ministério público suíço usando contra o PSDB esse “jornalismo investigativo” que descobre “provas” contra petistas e aliados toda semana. Contudo, é escandaloso o total desinteresse da imprensa brasileira sobre qualquer pedido de CPI entre as dezenas deles que hibernam nas gavetas da Assembléia Legislativa de São Paulo, que, agora se sabe, vem sendo banhada pelos impostos dos paulistas que acabam escorrendo para o setor privado através de nada mais, nada menos do que… ONGs.

    É possível concluir, então, que a única forma de os governos federal, estadual e municipal serem fiscalizados pela imprensa é sendo governos petistas, pois só estes são alvos de investigação da imprensa. Essas campanhas “jornalísticas” contra ministros, com manchetes de capa e de primeira página tomando os telejornais todos os dias e com a Justiça sendo célere, só ocorrem desse jeito. Votar no PSDB, portanto, significa conceder a políticos uma espécie de licença para roubar sob as barbas da imprensa e da Justiça.

  3. Zbigniew said

    E aí?! Como explicar isto?

    VIDA E  MÍDIA

     A Venezuela de Chávez, como sabemos, pela leitura diária dos jornais e o martelar inclemente das tevês, é um dos piores lugares do mundo para se viver. Só pode ter sido um erro, assim, atribuir aos venezuelanos um nível de satisfação com a vida tão elevado (índice 7,5), como o que consta no Relatório de 2011 do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Outra discrepância notável é o caso de Cuba que, vivendo sob bloqueio dos EUA há 50 anos, resiste em 51° lugar no ranking do IDH (leia nesta pág. a participação do ex-ministro Franklin Martins no seminário sobre Democracia e Mídia, realizado esta semana, em Porto Alegre. LEIA MAIS AQUI)
    (Carta Maior; Sábado, 05/11/ 2011)

  4. Edu said

    Gente,

    A imprensa está mto longe de fazer o papel correto dela, em minha opinião, que deveria ser: ensinar o povo a questionar.

    Dito isso, achei excelente o post do Pax, realmente transparência pública é problemática em todas as esferas de governo: municipal, estadual e federal e deveriam ser tratadas com muito mais cuidado, principalmente agora que há meios para isso. (sistemas de informação, bancos de dados, internet, etc)

    Eu sempre detestei o PSDB pq é o partido daquele cara que faz cara de tonto, mas é mto espertalhão. Uma reportagem como essa só faz confirmar algumas convicções a respeito desse partido. Acho que o TCE deveria escarafunchar em detalhes as contas desses deputados.

    Zbigniew,

    Cara, jura q vc concorda com isso?

  5. Zbigniew said

    Nao entendi, Edu. Se nao for isso, perdoe-me.

    Concordo que midia no Brasil e no mundo e negocio. Concordo que esta logica tornou-se mais aguda, exacerbou-se, no rastro da orgia financista irresponsavel que foi praticada nos ultimos trinta anos e que decretou o fim de um jornalismo maduro e critico, que so tem lugar, agora, em alguns pouquissimos programas de televisao, na tv fechada, ou em alguns poucos blogs. Nao falo da proibicao do vies ideologico ou politico, nao. Falo do proselitismo nao-disfarcado, puro e simples, do pensamento padrao e da pasteurizacao das ideias. Falo da ogeriza do “outroladismo” como decretou o Reinaldo Azevedo, exemplo acabado deste tipo de jornalismo (na realidade ele e pago pra falar mal do governo). So que isto nao deu nem dara certo, porque a mente humana nasceu para a liberdade. E ela se rebela contra a opressao. Verdade que muitos ficam cegos em face de seus preconceitos ideologicos, politicos, sociais, etc., mas em sua maioria as pessoas querem apenas viver e deixar viver. O financismo, na sua vertente virtual, ao inves de se transformar apenas num fabuloso instrumento que facilitasse as transacoes de valores, tornou-se em ferramenta de enriquecimento de uns poucos em detrimento de muitos e muitos. E as empresas de jornalismo se enquadraram nesta ideologia. Hoje o mundo paga o preco.

    Neste passo e que considero que a abordagem sobre Cuba, Venezuela, Ira, Palestina, entre outros, sempre se da em tom de condenacao e nao-contestacao, como se fosse possivel admitir o maniqueismo do bem (nos) contra o mal (eles). A invasao do Iraque, da Libia, do Afeganistao e muito possivelmente a do Ira entram nesta conta. Ha muita hipocrisia e pouca inteligencia em todos esses fatos. Que o digam os milhoes de civis que morreram no rastro destas insanidades (ai entra tanto o Bashar al Assad, quanto o Sarkozy e sua OTAN, a guisa de exemplo).

    O Jornalismo quando mostra as varias faces da moeda de um conflito militar, de um fato de corrupcao, ou de um simples evento da vida, presta um servico belo e importante para a sociedade. Mas isto nao existe mais. Uma ou outra manifestacao, pontual, desde que nao comprometa o “negocio” da empresa. E uma pena.

  6. Olá!

    Diferentemente do que acontece quando a corrupção é do PT, é muito difícil de encontrar uma grupo de pessoas e/ou blogueiros “progressistas” que defendam com todas as suas forças a corrupção que acontece no lado da oposição.

    Essa reclamação da imprensa que os esquerdistas ficam o tempo inteiro choramingando não passa de desonestidade intelectual mesmo. Pois, fosse a corrupção do lado deles, imediatamente essa gente iria acusar a imprensa de golpista, elitista e coisas tais.

    O melhor a se fazer é não perder tempo com esse tipo de vigarista.

    Até!

    Marcelo

  7. Chesterton said

    A imprensa está mto longe de fazer o papel correto dela, em minha opinião, que deveria ser: ensinar o povo a questionar.

    chest- não é esse o papel da imprensa, nem dos professores universitários. Esse é o papel da familia.

  8. Chesterton said

    Alguem aí ainda acredita em pesquisa de opinião cubana?

  9. Edu said

    Zbigniew,

    É simples cara, não tem nada de imprensa como empresa privada com interesses. Como é possível criar uma entidade que esteja comprometida apenas com os fatos, com a mais pura e cristalina verdade?

    Um ente público?
    Um ente particular?
    Deus?
    Imparcialidade é uma utopia. Nem a igreja é imparcial.

    Já que imparcialidade é uma utopia, que cada um julgue com as informações que existem à disposição. O problema disso é que não há mais capacidade crítica das pessoas. A imprensa não questiona, acusa, e as pessoas, sem a capacidade crítica, acreditam. É claro, pq é mto mais fácil acreditar do que questionar. Aliás, isso é provado historicamente. Se fose mais fácil provar, não teríamos passado pela idade média, por exemplo. Sob o total domínio da igreja.

    Daí vem o ponto que eu discordo do Chesterton.

    A família pode preparar um filho para usar drogas. Ainda assim, o filho estará sujeito a influências genéticas, sociais e do próprio ambiente em que vive e acabar se drogando.

    A família pode preparar um filho para ser crítico. O filho pode ir lá e entrar na igreja do Círculo Quadrado do Pentágono Isósceles e acreditar no pastor de olhos vendados.

    Mídia = informação

    Se a mídia informa, fatalmente o povo acredita. A mídia devia questionar, pelo menos o povo aprenderia a fazê-lo também.

    Hoje isso não acontece. Quem perde é a população.

  10. Pax said

    Um bom exemplo que a mídia é ruim – no sentido de incompletude – é o caso Alston, em Sampa.

    Sabe-se que a taxa cobrada nas licitações para material ferroviário e de instalações de geração de energia era por volta de 10%. Falavam mesmo que havia a regra dos 8%.

    O montante suposto de desvio durante os governos tucanos chega a quase R$ 1 bilhão. É dinheiro a dar com pau.

    Onde estão estas investigações? Onde estão as informações da mídia sobre este caso da Alston?

    E, só para provocar o velho e bom Chesterton, onde estão os posts histéricos do titio reclamando que há um modelo corrupto a ser investigado em SP?

    Eu, no mínimo, não lembro de ter visto.

    E olha que eu não acho que haja o tal do PIG. Acho, sim, que temos uma imprensa ruim. Mas melhor ruim e livre que sob qualquer controle que chegue perto de censura. Já vivi estes tempos e tenho certeza que é pior censura que até mesmo supor a existência do tal PIG.

  11. Edu said

    Zbig,

    Agora, “hoje o mundo paga o preço”. Se eu estou entendendo direito o “preço” a que vc se refere é o enriquecimento de alguns versus a pobreza de muitos. E a resposta pra isso é: consciência. Só que agora que atingimos esse nível de consciência, demorará um bom tempo para que nos livremos desse “peso” na consciência. Sabe pq nós temos a impressão de que o mundo paga o preço? Porque nós desenvolvemos uma consciência dissociada das leis da natureza chamada Direitos Humanos.

    Então vamos lá: primeiro, a palavra “hoje” posta na frase está errada. O mundo SEMPRE foi assim. A NATUREZA é assim: alguns se dão bem, um monte se ferra, Darwin comanda: quem se adapta mais rápido vence e procria, e o resto morre e se extingüe.

    Ou vc acredita que no Egito antigo a sociedade era mais igualitária? Ou vc acredita que na Grécia antiga a sociedade era mais igualitária? Ou vc acredita que na Pérsia, na Idade Média, que na Idade Moderna, que na China e no Japão antigos a sociedade era mais igualitária? Então esqueça a palavra hoje, o mundo sempre foi assim. Na verdade o mundo melhorou se formos pensar desse jeito, pelo menos hoje há possibilidade de mudança. Antes um escravo era um escravo, um ladrão era um ladrão, um nobre era um nobre, para o resto das suas vidas. Graças à democracia e ao capitalismo. E se vc acredita que socialismo pode ser melhor, veja a mobilidade social desses países que vc lista como vitoriosos no IDH.

    Sabe onde talvez não fosse assim? Nas tribos. Agora, a menos que vc esteja defendendo que nós voltemos a um nível de desenvolvimento tribal, vc há de convir comigo, que a sociedade se tornou complexa suficiente para que, seguindo a lei darwiniana, sempre uns se sobrepusessem a outros.

    Daí o que aconteceu? Desenvolvemos uma consciência humana acima dessa lei da natureza chamada Direitos Humanos.

    Os Direitos Humanos é o que diz: matar é errado, deixar alguém definhar, passar fome, não tratar com remédios, não ajudar é errado. E nese aspecto, o mundo também melhorou muito. Novamente: compare um país capitalista considerado bom, com um país socialista considerado bom.

    Ahh, mas tem vários países capitalistas que sofrem, países africanos inteiros, asiáticos, todos sofrem com o imperialismo capitalista. É, só que eu disse: capitalismo E democracia. Nesses países onde há estes tipos de problemas, não há democracia. E isso demanda tempo. A democratização do mundo anda a passos de tartaruga e os governos que estão, vamos dizer assim, promovendo a democratização, estão fazendo de um jeito canhestro, como na Líbia, no Iraque, no Egito.

    Ou vc acredita que basta decretar a existência de Direitos Humanos que a partir do dia seguinte todos irão dar as mãos e construir casas um dos outros compartilhar tudo e vivermos felizes para sempre?

    Só que eu vou dizer uma coisa: os países que não respeitam os Direitos Humanos são justamente esses países que vc diz que são mal-interpretados: Rússia, Cuba, Venezuela, Irã, etc. etc… Existem filmes, documentários e séries. Eis alguns exemplos: a Rússia era o país que mais tinha condenados depois dos EUA. Se vc roubasse uma batata vc ficava 1 ano preso, e antes de ir para a cadeia, vc era espancado (cadê direitos humanos?). Cuba, se vc visita o país, vc chega na venda para comprar shampoo, tem 1 garrafa de shampoo, porque é proibido vender mais (cadê a divisão da riqueza?). Qualquer um destes, se vc resolve imprimir um panfleto criticando a postura do governo, vc corre o risco de se tornar um perseguido político (cadê os direitos humanos? O direito à liberdade?). E se nenhum desses exemplos bastar, procure conversar com alguém que viveu nesses países, ou vá visitar Cuba e ver com seus próprios olhos.

    Se o mundo hoje paga o preço de não sermos socialistas. O povo de países socialistas paga 30 vezes mais o preço de não ser capitalista e ter democracia. Não tem IDH no mundo, nem estatística nenhuma que me prove o contrário.

  12. Edu said

    Pax,

    Não tem MP atrás disso?

  13. Pax said

    Não sei te responder, caro Edu. Deveria.

  14. Zbigniew said

    Caro Edu,

    a imprensa enquanto empresa tem seu lado. Concordo contigo que imparcialidade e utopia. Mas jornalismo nao e dar so um lado da noticia, ou da forma que melhor atenda a linha editorial do veiculo. Isto e opinativo e tem que estar no editorial. Dar um so lado importa em omissao e desonestidade. E nao tem logica de mercado que mude esta verdade. Ai entram as tecnicas de persuasao e convencimento muito bem aplicadas pela midia. A internet tem quebrado um pouco essa logica, possibilitando outros pontos de vista e o exercicio de um contraditorio impossivel nas midias convencionais.

    Quando vc diz que Midia = informacao podemos dizer tambem que Midia = desinformacao. Exemplo: a bolinha de papel na careca do Serra nas ultimas eleicoes. A Rede Globo desinformou ao assumir a versao do “agredido”. Para persuadir e convencer sobre a versao utilizou ate a palavra de um perito e graficos que reproduziam a trajetoria da suposta pedra. E por que fez isto? Porque entrou o interesse politico da empresa e descartou-se o jornalismo. Isto justifica? Claro que nao! Isto e desonestidade. O que fazer? Criticar e alertar para a falsidade. Foi o que a internet fez desmontando a tese da emissora.

    Tenho certeza que a Globo perdeu o respeito de muitos telespectadores a ponto da empresa ter de veicular uma carta de principios como forma de tentar limpar a barra, mas nao tem mais jeito. O produto perdeu a confianca do cliente. Pode ate continuar a ser consumido, mas ja nao retem fidelidade. As pessoas estao buscando novas fontes de informacao. E que bom que seja assim. Nao precisa fechar a emissora, censura-la ou agredir seus profissionais (que em sua maioria sao honestos e estao incomodados com esta linha que a empresa adotou). Como disse, as pessoas detestam opressao e a logica do mercado ao se sobrepor ao exercicio do bom jornalismo oprime a verdade. E oprime as pessoas, pelo menos aquelas que se importam com a verdade dos fatos.

  15. Chesterton said

    Porque nós desenvolvemos uma consciência dissociada das leis da natureza chamada Direitos Humanos.

    chest- Edu, você acha que a humanidade inventou ou descobriu os Direitos Humanos (e outros valores morais)?

  16. Chesterton said

    ESQUERDA BRASILEIRA DE LUTO: MORREU MAIS UM FILHO DA PUTA DAS FARC

    Alfonso Cano foi tomar sopa de siri. Ele era o líder daquela corja de narcotraficantes, sequestradores e terroristas que encantam a esquerda brasileira sempre pronta para enaltecer qualquer bandido. Cano foi o substituto de Manuel Marulanda, o Tiro Fijo, que participava do conselho editorial da revista America Libre, junto com Chico Buarque.

    Marco Aurélio Garcia deve estar chorando no ombro de Emir Sader – se este não estiver sedado, é claro. Por sinal, eles já devem estar articulando a Comissão da Verdade da Colômbia, para punir àqueles que se atreveram a eliminar estes revolucionários bonzinhos responsáveis por boa parte das drogas que entram no Brasil Pandeiro.

    Cano já deve estar com o tridente do Amornado espetando seu cu. Se é que que ele não sequestrou o Capiroto…

    Detonado por Felipe Flexa

  17. Zbigniew said

    Caro Edu,

    quando disse “hoje” me referi a um fato especifico. A desregulacao dos mercados promovida pelo poder financeiro. E por que este fato especifico? Porque e um exemplo perfeito e acabado de como o ser humano pode chegar ao climax da ganancia e da irresponsabilidade, e de como os Estados foram cooptados por este poder. Uma tribo, uma nacao, um pais, os romanos, os persas, os mongois, todos oprimiram, sobrepujaram, humilharam, conquistaram e destruiram. O poder financeiro fez isto numa escala muito maior, claro que sem guerras, mas nao foi preciso para causar a deleteriedade hoje sentida em todo o mundo.

    Quanto a questao capitalismo x socialismo, observo que quando se quer criticar o ultimo e comum associa-lo a regimes ditatoriais ou de desenvolvimento incompleto. Existiram tambem estados capitalistas ditatoriais, como aqui na America Latina, e sabemos bem como os direitos humanos era tratados neste paises. Alguns emirados e monarquias do Oriente Medio sao, em ultima analise, estados capitalistas, e nao me consta que os direitos humanos sejam respeitados por la. E os EUA e seus aliados de primeira apoiam e protegem estes Estados, como apoiaram e protegeram as ditaduras latino-americanas.

    Doi vc ouvir uma pessoa dita esclarecida (um conhecido meu) afirmar que o Kadaffi foi morto porque era mau. Doi, nao porque o Kadaffi era bom, ou porque o Saddam era realmente ruim, ou porque o Chavez e um porra-louca, ou porque o Fidel e um ditador e manda pro paredon os opositores do regime. Doi porque sao meias-verdades que justificam a hipocrisia das potencias militares. Eles nao estao interessados em democracia ou direitos humanos. Estao interessados nos negocios, no petroleo e nas fontes de energia.

    Saddam e Kadaffi morreram nao porque eram maus (e eram!). Mas porque contrariaram as potencias. Ai elas nao perdoam. Os curdos e Lokerbie pendiam sobre as suas cabecas. Se saissem do prumo, ja era! E foi o que aconteceu. Procurar novos parceiros comerciais e alijar o dolar das transcoes, ai ja e demais. O problema e que com eles foram milhares de civis inocentes e os direitos humanos foram pras cucuias.

    Ha boas experiencias que aplicam o ideario socialista sem descartar principios capitalistas. Acredito nesta forma de regime, mais pra social democracia. Nao acredito em regras rigidas. Algumas pessoas sao tao rigidas que so pensam em termos de algo rigorosamente estadunindense ou noruegues. Cada pais deve buscar o melhor para si e para seu povo de acordo com suas especificidades e caracteristicas.

  18. Chesterton said

    http://cristaldo.blogspot.com/2011/11/desuniao-sovietica-deus-morreu-marx.html

  19. iconoclastas said

    “leis da natureza chamada Direitos Humanos.”

    oi?!

    isso fica cada vez melhor…

    xxx—-xxxx—-xxx—xxx

    e o tal do Lupi, hem?!?!

    MAIS UM, MAIS UM, MAIS UM…!!!

    herança maldita é isso.

    ;^/

  20. iconoclastas said

    ta aí pq o Edu tv que chegar ao ponto de esclarecer que os direitos humanos não são provenientes da natureza.

    http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2011/11/06/prova-mostra-que-mais-de-40-dos-alunos-alfabetizados-nao-sabem-ler-escrever-925746619.asp

    ou sera coisa da midia golpista?

    ;^?

  21. Edu said

    Opa,

    Ficou ambíguo! hehehe Lei da natureza uma coisa, direitos humanos outra coisa.

    Assim como as leis, a humanidade inventou os direitos humanos, se fôssemos deixados à mercê de nossos instintos o mundo seria um caos. E os direitos humanos surgiram para minimizar desigualdades de possibilidades para as pessoas.

    A lei da natureza é a lei darwiniana.

    Para mim os direitos humanos caminham contra as leis da natureza. Para conseguir atender os direitos humanos plenamente, o mundo todo terá que se esforçar muito, porque é anti-natural é mais difícil fazer as coisas dessa forma.

    Acham que eu exagerei?

  22. Edu said

    Zbig,

    Então concordamos que democracia é melhor do que ditadura. Ditadura faz mal para o povo, seja uma ditadura capitalista, seja uma ditadura socialista.

    Sobre capitalismo e socialismo, eu defendo o capitalismo, acho que é mais dinâmico e as imperfeições do sistema, caso haja um arcabouço legal e regulatório eficiente, minimiza e/ou resolve problemas de maneira muito mais rápida do que o sistema socialista. Além disso, acho que o capitalismo mais agressivo, esse que acumulou, fez guerras, etc, está acabando. Talvez estejamos passando por uma fase em que o capitalismo está se tornando mais social, por 2 motivos:

    1 – As bandeiras de recursos humanos, ambientalismo e sustentabilidade cada vez mais defendidas.

    2 – Os próprios países estão entendendo que há uma necessidade premente de maior regulação sobre o mercado financeiro.(Regulação do mercado, acho que isso foi dito aqui bastante, eu sou totalmente a favor. Eu não sou a favor do controle estatal puro).

    Somados, acho que estes 2 pontos já são social-democratas o suficiente.

    Com relação aos países socialistas, infelizmente, aqueles que tem esse sistema de uma forma mais pura sofrem da contaminação da ditadura. Impossível compará-los.

    Sobre os países que aplicaram conceitos de socialismo, como Inglaterra, França, Espanha, Grécia, estes estão sofrendo economicamente por conta de outro ponto já comentado: assistencialismo em excesso.

  23. Edu said

    Pax,

    É complicado: a oposição pode acionar o ministério público aqui em São Paulo. Infelizmente, eles não podem contar com a imprensa para isso, mas por que não o fazem?

  24. Zbigniew said

    Edu,

    é a social-democracia, então. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. O capitalismo está sendo “domesticado” porque bandeiras de cunho eminentemente socialista estão se impondo.

    Por outro lado, os países que vc citou não estão sofrendo economicamente porque têm assistencialismo em excesso. Eles recolhem impostos para isto. Não me consta que tais sistemas tenham sido a causa da quebradeira, que se traduz numa crise bancária sem precedentes, turbinada pela transação com ativos que se tornaram podres pelo risco e pela incongruência com a realidade. Como um esquema Ponzi a nível global. Aí sim temos excessos.

    Não é à-toa que hoje se fala em Piso Mundial de Proteção Social, proposta defendida pela OIT pra amenizar a situação dos mais pobres e vulneráveis à crise financeira; numa taxa tobin para ser aplicada nos capitais especulativos em transações internacionais (idéia criada lá atrás no início dos anos 80); e no aumento da importância do Brasil pelo modo como enfrentou a crise em 2008 e, justamente, pelos seus programas assistenciais.

    É o socialismo domesticando o capitalismo…

  25. Chesterton said

    Assim como as leis, a humanidade inventou os direitos humanos,

    chest- conclui-se que você é ateu (rs).

  26. Chesterton said

    09 OUTUBRO 2011
    I dare you
    Desafio proposto: provar cientificamente que matar e roubar são atos vis, sem partir de nenhuma premissa arbitrária.

    Do Claudio, Reality Out There, um desafio.

  27. Edu said

    Zbig,

    Crise bancária é diferente de crise produtiva.

    O que tivemos em 2008 é uma crise bancária, em que o centro do problema era a alavancagem financeira sob uma falsa sensação de risco baixo. Quando o risco realizou, ocorreu uma deflação dessa alavancagem, quem estava alavancado quebrou mesmo. É um problema de regulação do mercado financeiro, isso é claro.

    O que estamos vendo agora é uma crise produtiva: os países não produzem o suficiente para sustentar as assistências sociais que fazem. Os impostos não suprem isso, justamente porque não há PIB que suporte isso. E o maior exemplo disso é a Grécia.

    Onde as duas coisas podem se encontrar? Um país como Litchenstein, que é totalmente dependente da produção de outros países, só teria condições de sustentar seu welfare por meio de investimentos externos. Se o mercado financeiro for desregulado e o país estiver alavancado, como no primeiro caso, o país irá quebrar. Se não me engano aconteceu coisa pareci da com a Islândia, não foi?

  28. Edu said

    Chest,

    Ué, não entendi… quem mais pode ter criado as leis e os direitos humanos? Deus?

    Na verdade não sou ateu, eu inventei uma religião pra mim mesmo, acredite se quiser!

  29. Zbigniew said

    Difícil esta sua afirmação: os direitos humanos são anti-naturais.
    O Darwinismo porém afirma que sobrevive a espécie “mais adaptável”. Não é o mais forte, embora possamos chamar de mais forte o mais adaptável.
    Tem alguma espécie mais adaptável do que o ser humano?
    Sobre este prisma, os direito humanos como regras de convivência e preservação da humanidade são manifestações da capacidade do homem de se adaptar, na forma de dominação dos seus instintos em prol de uma vida em sociedade, porque só em sociedade a humanidade pode evoluir enquanto civilização.
    E isto não é anti-natural. É o preço que pagamos por termos consciência de nossos atos, afinal não somos só animais.

  30. Edu said

    Zbig,

    CQD: ““hoje o mundo paga o preço”. Se eu estou entendendo direito o “preço” a que vc se refere é o enriquecimento de alguns versus a pobreza de muitos. E a resposta pra isso é: consciência.”

  31. Chesterton said

    Na verdade não sou ateu, eu inventei uma religião pra mim mesmo, acredite se quiser!

    chest- tem criador?

  32. Chesterton said

    Os 10 piores países para negócios

    1º Venezuela

    2º Ucrânia

    3º Algéria

    4º Filipinas

    5º Nigéria

    6º Índia

    7º Indonésia

    8º Brasil

    9º Rússia

    10º Argentina

    chest- Brasil, “aquele” capitalismo para satisfação do Elias. Só com impostos prévios e a parte da burocracia a coisa começa.

  33. Chesterton said

    Edu, consciência nunca enriqueceu ninguem. Tem é que botar para trabalhar e poupar.

  34. Zbigniew said

    Edu, em # 27. Quem antecedeu a crise de produção? Vamos aumentar o imposto dos ricos, deixar uns banquinhos quebrar e estimular os mercados para o consumo? Isso me lembra a Argentina, que hoje cresce a taxa de 8% a.a e teve 70% de sua dívida perdoada.

  35. Edu said

    Chest,

    Tem 1 criador: o big bang. E a vontade divina é a probabilidade quântica existente pela teoria das cordas. A fé é: torcer muito para que algo aconteça e influenciar o acontecimento em nível quântico, de modo que aconteça uma reação em cadeia até o nível desejado. Será q fui mto lacônico ou impreciso na explicação? hehehe Acho que esse não é o fórum pra esse tipo de discussão…

    Sobre a consciência: mas a consciência não é para enriquecer, é, dentro de uma dispersão em curva normal de riqueza para cada indivíduo do mundo, criar condições para que a cauda inferior dessa curva normal seja cortada e elevar a “mérdia”. A partir desse ponto, sim, trabalho e poupança.

  36. Edu said

    Zbig,

    Bom, cada país vai seguir seu modelo, eu sinceramente não faço a menor idéia das conseqüências sociais da quebra de um banco. Esse estudo eu nunca vi ninguém dizer. Outra coisa, vc está defendendo a intervenção do Estado ou a não-intervenção? Deixar os bancos quebrarem é liberalismo…

    Eu acho que os bancos se viram: se um banco estiver à beira da quebra, com certeza outro banco estará disposto a comprá-lo. Bancos são rentáveis… Além disso, o problema não é o lucro dos bancos, o problema é a desregulação sobre os ativos financeiros que esses bancos podem produzir. Por si só esta atitude já diminuiria a lucratividade dessas instituições.

  37. Zbigniew said

    Se viram? Dá pra ver lá nos EUA. Estatizam pra depois privatizar (ato contínuo). E de onde vem o dinheiro? Do tesouro.

  38. Edu said

    Zbig,

    Mas eu não estou defendendo o jeito q os EUA fizeram… eu acho q em parte eles taparam o sol com a peneira.

    Novamente, as contas que eles fizeram para mensurar o custo social da quebra de um banco a ponto de terem que estatizar e depois privatizar eu nunca soube, acho que ninguém soube. E, a princípio, condeno essa atitude.

    O que importa mais é o marco regulatório, que depois da crise foi fraco. Taparam o sol com a peneira.

  39. Chesterton said

    dentro de uma dispersão em curva normal de riqueza para cada indivíduo do mundo, criar condições para que a cauda inferior dessa curva normal seja cortada e elevar a “mérdia”

    chest- cortar a cauda é impossível até mesmo não desejável. E para aumentar a mérdia não pode cortar a cabeça. Já vimos que sem cabeça não tem jeito. (boa essa sua analogia zoológica)

  40. Edu said

    Chest,

    Por que impossível cortar a cauda? Eu sempre fui contra assistencialismo, mas estou mudando minha opinião: passei a acreditar que usado em doses homeopáticas pode dar um empurrãozinho, tanto na economia como na vontade de crescimento para pessoas desacreditadas. Mas tudo assistido por um superávit fiscal.

    Só que é um ciclo: assistencialismo para cortar a cauda, obrigação de estudo e trabalho aos que aproveitaram do benefício, geração de possibilidades para aqueles que passaram pelo ciclo completo. Por isso que eu digo que a Dilma está sem direção: o governo parou no assistencialismo, o próximo passo e a direção para o governo para isso hoje é inexistente.

    Quanto à cabeça, esta sim não pode ser cortada. Porque esse deveria ser o objetivo de todos dentro da curva normal.

  41. Pax said

    Da Agência Brasil…

    FHC diz que espera que Dilma continue limpando o governo
    07/11/2011 – 16h35
    Política
    Carolina Gonçalves
    Repórter da Agência Brasil

    Rio de Janeiro – O ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso (FHC), disse, hoje (7), que não se surpreendeu com a denúncia sobre cobranças de propinas no Ministério do Trabalho. “Espero que a Dilma [Rousseff] continue limpando [o governo], porque está muito ruim. Mas não me surpreende porque toda a política está metida de tal maneira nesse jogo de favorecimentos e benesses, que é uma pena”, disse o ex-presidente.

    A declaração foi dada logo depois que FHC deixou o encontro organizado pelo Instituto Teotônio Vilela, onde a cúpula do PSDB se reuniu para discutir propostas para uma agenda para os próximos 20 anos.

    Durante o evento, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse que o partido tem o dever de denunciar, mas também propor soluções para o país. O senador lamentou a acusação de que 75% dos cargos de livre provimento no Ministério dos Esportes tenham sido ocupados por “militantes do partido e não por pessoas que tenham qualquer familiaridade com o tema”. Aécio Neves defendeu um “choque de profissionalização” na Administração Pública Federal e uma nova postura do governo.

    “É preciso que o governo pare de reagir apenas às denúncias da imprensa e passe a agir internamente e dê demonstrações claras de que quer enxugar a máquina pública, quer diminuir os gastos correntes e investir, efetivamente, em gestão pública de qualidade que não vemos no Brasil nos últimos anos”, disse o senador tucano.

    Durante o encontro que reuniu representantes do PSDB de várias regiões, especialistas indicaram gargalos e desafios em diferentes áreas. A modernização do sistema de segurança pública, com a reforma das polícias, foi apontada como medida essencial para o avanço de outras áreas sociais, como a saúde e educação. Os tucanos também trataram de propostas de valorização da poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como formas de estímulo a uma taxa de juros menor em médio prazo.

    Em relação ao sistema previdenciário brasileiro, o economista Marcelo Caetano, identificou pontos que precisam ser debatidos para preparar o país para 2050, quando a projeção é que o número de pessoas com mais de 60 anos, que hoje representam 10% da população, passe a 35% dos brasileiros. “Vai ficar cada vez mais caro porque as pessoas estão envelhecendo. Mas a Previdência vai ter que continuar existindo, mas são necessários alguns ajustes para que a sociedade consiga se adaptar e não pagar cada vez mais impostos ou sacrificando gastos em outras áreas relevantes, como saúde e educação”.

    Para Marcelo Caetano, o governo tem que reavaliar as idades de aposentadoria que ainda são muito baixas na opinião do especialista, além de repensar diretrizes sobre benefícios como pensão por morte e a vinculação do valor de aposentadoria com a política de ganho real do salário mínimo. O economista, que destacou que hoje são gastos 12% do Produto Interno Bruto (PIB) para sustentar o sistema, lembrou ainda que é preciso repensar os benefícios do funcionalismo público.

    “Existem aposentadorias muito elevadas quando você olha o serviço público, são aposentadorias de R$ 15 mil, em média. Tudo bem que as pessoas se aposentem com esse valor, mas isso não deve vir do Orçamento do governo, deve vir de sua própria poupança. É preciso uma reforma, com criação de previdência complementar do serviço público. O próprio governo federal, sabiamente, vem tentando fazer, assim como alguns governos estaduais e municipais”, disse o economista.

  42. Chesterton said

    mas politicas assistencialistas perpetuam a cauda….

  43. Edu said

    Chest,

    Então, eu acredito que sim em parte, mas se é preciso dar um voto de confiança ao assistencialismo é esse o voto que eu estou disposto a dar. Por isso que eu fico repetindo que tem que ser acompanhado de um plano de ação para quem foi beneficiado do tipo: o cara ganhou $100, ok, e depois? E trabalho? E educação? E os impostos que ele tbm tem que pagar? Afinal, politica de inclusão tem que ser assim: para o bem e para o mal! Se o bolo tem que ser dividido mais igualitariamente, todos têm que aprender a contribuir mais igualitariamente com o crescimento do bolo também!

    Pensando assim, realmente, a princípio, até perpetuam a cauda, mas se houver um acompanhamento, a cauda definha e cai.

    Pax,

    Nas rádios em São Paulo a oposição do governo federal (PSDB) e a oposição do governo paulista (PT) estão se mobilizando. Aquelas inserções (é esse o nome?) de propaganda do partido falando das maravilhas do que já fizeram e do que cobram dos outros está aparecendo.

    Eu vejo isso positivamente. A princípio são ataques para sensibilizar a população (sei lá se sensibilizam), mas eu acho ótimo. Pelo menos é um tipo, bem raso, eu concordo, mas é um tipo de “dialética” que vc diz no outro post.

  44. Otto said

    Marcelo Augusto, te repondo aqui por ser mais fácil:

    “Otto, o que aconteceu na Coréia do Sul foi bem diferente do que aconteceu no Brasil. O governo coreano não saiu fundando um monte de ineficientes e corruptas empresas estatais.”

    Olha, mais uma vez, você está mal informado: o governo sul-coreano fundou sim um monte de estatais. Aliás, muitas uma das empresas interessadas em construir o trem-bala brasileiro é uma estatal coreana, um gigantesca empresa que produz dos trens mais modernos do mundo e com negócios espalhados por toda Ásia e Oriente Médio. Confira esta notícia aqui:

    http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/coreanos-querem-cortar-custo-de-trembala-do-brasil/n1237598232315.html
    Aliás, a história da Coreia do Sul está recheada de grandes escândalos de corrupção.

    “O principal parceiro econômico da Argentina, hoje, parece que é o Brasil. O detalhe é que, geralmente, os políticos americanos são menos irresponsáveis do que os brasileiros.”

    Olha, os políticos americanos são apenas responsáveis por milhões de mortes ao longo do mundo.

    Quanto à URSS:

    Não entrei no assunto dos custos humanos do desenvolvimento da URSS, os quais considero injustificáveis sob todos os pontos de vista.
    Mas quis mostrar que o seguimento à risca do receituário liberal levou àquele país à beira da bancarrota — aliás, apenas mais um exemplo.
    No mais, acho estranho que sempre se esquece os custos humanos do desenvolvimento da Europa: o extermínio de milhões de ameríndos na América, a escravidão de milhões de africanos, as guerras colonias, como a guerra do ópio. E e colocar na conta dos Estado Unidos todos os mortos de suas guerras imperialistas e os mortos dos regimes de exceção financiados e apoiados por eles (só na Indonésia, dois milhões do mortos após o golpe!), aí o número chaga nas alturas!

    Quanto à Índia, você precisa de perspectiva histórica:

    Não basta fazer um corte sincrônico hoje e dizer: olha, como a Índia é miserável. Como eram os seus índices de desenvolvimento econômico e social há 10, 20 ou 30 anos atrás? Aliás, a Índia era colônia de quem há pouco mais de meio século? E este potência imperial, pai das ideias liberais, proibia os indianos inclusive de retirar sal do mar… E você sabia que o primeiro bombardeio aéreo contra populações civis foi a Inglaterra que faz na Índia? Muito liberal, isto.

    “A década perdida de 1980 ocorreu, exatamente, por causa desse desenvolvimentismo maluco empregado no Brasil entre 1930-1985. A hiperinflação do período de 1980-1993 é resultado direto dessa massiva presença estatal na economia. A recuperação veio apenas com a implantação e consolidação do Plano Real.”

    Não, a recuperação veio só depois de 9 anos de Plano Real. Em 2002 o Brasil estava quebrado, com o desemprego no nível mais alto nas últimas décadas, inflação subindo (se hoje o pessoal se queixa de inflação a 6%, lá estava a 12%), o país devendo as calças para o FMI e o Clube de Paris, completamente desprestigiado no concerto das nações.
    Veja este vídeo de FHC numa das reuniões da então chamada Terceira Via. Veja o pito que ele recebe de Bill Clinton — e ele nem é capaz de defender seu país:

    E como o Brasil está hoje? É um modelo no combate à fome e à exclusão, credor do FMI, sexta economia do mundo (sim, este ano o Brasil passa o Reino Unido). Aliás, quando o FHC pegou o país este era a 8ª economia do mundo, e quando o entregou, era a 12ª.
    A única coisa boa que o FHC fez foi… no governo Itamar. Aliás, ela é especialista em assumir a paternidade dos filhos dos outros.

    No mais, a história de que o Lula não fez mais do que seguir a cartilha do FHC é um daqueles mantras que da tantos repetidos parece verdade. Se você acredita nisso, vote no PT, pois este pelo menos seguiu o caminho de FHC com mais competência.
    Não, o Lula não deu um cavalo de pau na condução econômica, nem podia ter dado devido à correlação de forças. Se o Lula já produz delírios golpistas em nossa direita, imaginou se ele fosse mais à esquerda? Mas ele foi aos poucos fazendo pequenos ajustes que depois de 8 anos transformaram consideravelmente a condução econômica brasileira, cujo resultado só os cegos não veem, basta entrar num shopping ou supermercado.

    Aliás, em qual quesito o governo FHC foi melhor que o do Lula?

    Inflação?
    Desemprego?
    Crescimento do PIB?
    Crescimento de renda?
    Reconhecimento internacional?
    Reservas internacionais?

    E mesmo no quesito corrupção, ainda está para se contadas as tenebrosas transações que estiveram por baixo do processo de privataria, um verdadeiro crime de lesa-pátria…

  45. Edu said

    Pessoal,

    Hoje no Valor a manchete: País define estratégia para ser mais competitivo na África.

    Se os EUA são imperialistas e se aproveitam das ditaduras locais para lucrar com seu capitalismo selvagem, o Brasil está aprendendo bem rápido (com um governo de esquerda, é sempre bom reiterar).

  46. elias said

    “O que estamos vendo agora é uma crise produtiva: os países não produzem o suficiente para sustentar as assistências sociais que fazem. Os impostos não suprem isso, justamente porque não há PIB que suporte isso. E o maior exemplo disso é a Grécia.”

    Credo!

    E a Alemanha? E a Suécia? E a Dinamarca? E a Noruega? E a Holanda? E a Finlândia? E a Suíça?

    Estão cortando suas assistências sociais? Estão em crise?

    Estranho… O noticiário diz o exato oposto. Diz que esses países estão casando um mega-auxílio à baixa liquidez da Grécia e de Portugal que… precisa continuar?

  47. Pax said

    Me parece que o buraco dos estados problema da zona do euro tem um causa importante.

    Deixando claro que não entendo bulufas do assunto. Mas me arrisco a pitacar na medida que opinião aqui neste blog é livre e solta…

    Os países que o caro Elias citou são superavitários, fizeram o dever de casa. Mais que isso, são eficientes, competitivos. E, pasmem, tem estado forte, atuante, com empresas estatais funcionando nos trinques nas áreas de interesse público (um pecado capital para os liberais, mas uma verdade absoluta).

    Quando países como Grécia, Portugal, Espanha etc entraram na onda, sua moeda ficou equilibrada com a destes países, mas seu dever de casa não tinha sido feito.

    Não conseguem competir no mercado mas se igualam nos custos sociais. Uma conta que não fecha. Resultado? Quebradeira à vista.

    Aqui no Brasil temos as contas equilibradas. Mas lá na frente não teremos mais, quando tivermos mais velhos que jovens a coisa não vai dar certo com o modelo que adotamos. Há que ter ajustes que não são necessários exatamente agora, mas um dia, mais cedo ou mais tarde, serão imperativos. Ou seguiremos o rumo dos quebrados europeus.

    Precisamos não só revisar nosso modelo tributário e fiscal tendo em vista a competitividade e a redução do custo Brasil, como teremos que rever nosso sistema previdenciário. Ou seja, dois caminhos que temos que perseguir: aumento de competitividade (seja no agronegócio mas, principalmente, na indústria) e ajuste das contas públicas.

    E, claro, para não perder o bonde e o foco do blog, um tanto menos de roubalheira vai ajudar um bocado neste caminho.

  48. elias said

    Otto,

    Acho que você está corretíssimo quanto aos trens.

    A maior parte dos especialistas diz que um dos problemas com as ferrovias no Brasil é, exatamente, predominar neste país a noção equivocada de que ferrovia é um negócio que deve dar lucro sempre.

    No mundo que conta, não é assim que se pensa. No mundo que conta as ferrovias devem gerar, principalmente, facilidades de locomoção e conforto para a população e facilidades para escoamento da produção a baixo preço. Se der pra combinar isso com lucro, tudo bem. Se não, paciência, o lucro fica pra depois.

    Daí a presença maciça do Estado na implantação de novas ferrovias, na melhoria e expansão das ferrovias já existentes e no desenvolvimento de novas tecnologias ferroviárias. Sem o Estado, coisas como o monotrilho, os trens de alta velocidade, a ferrovia sob o Canal da Mancha, etc., simplesmente não existiriam.

    São investimentos que levarão décadas pra que sejam recuperados e, por isto, dificilmente seriam assumidos pela iniciativa privada. Tanto que não foram.

    Mas, no Brasil, infelizmente, também predomina a noção de que o projeto de pesquisa & desenvolvimento bancado pelo Estado tem que ser executado pelo Estado. É o outro extremo, equivocado tanto quanto.

    Salvo engano, algumas das melhores experiências no exterior adotaram um outro modelo. Neste, o Estado banca financeiramente, mas seleciona e contrata uma empresa ou instituição privada pra tocar o projeto de P&D. Na Inglaterra, parece que estão compartilhando riscos, por meio de PPPs, e assim por diante.

  49. Edu said

    Elias e Pax,

    O Pax tem razão, aparentemente a intervenção do Estado é positiva. Mas uma hora a conta chega para o Estado. Aí podemos pensar em 2 grandes tipos de fontes de recursos para o Estado:

    1 – Países cuja fonte de recursos é dependente da indústria do país, seja de base, seja de mecanica fina, seja farmacêutica, seja agropecuária.

    2 – Países cuja fonte de recursos que é dependente dos mercados de capitais, dos investimentos que estes países fazem nas indústrias de outros países.

    Tanto num tipo quanto no outro o Estado necessariamente, em algum momento da história terá que ser superavitário. Ninguém consegue sobreviver somente de empréstimos. Tudo dependerá da forma como esses Estados tributarão suas respectivas fontes de recursos. O grupo 1 sobreviverá do aumento do PIB provocado pela competitividade de sua indústria e as remessas de lucros, caso sua indústria seja multinacional. O grupo 2 sobreviverá dos investimentos nas indústrias de outros países. Se isso não garantir um equilíbrio das contas do país, a dívida aumentará, até o país quebrar.

    Por que eu digo que é um problema produtivo: porque para alguns países essa conta é mais difícil de ser fechada, como na Grécia e Portugal, cuja fonte de recursos 1 é pequena, e onde não há tradição de fonte de recursos 2. Estes países não tem fontes de onde cobrar os gastos do governo. Justamente pelo mesmo motivo Alemanha, Noruega, Holanda têm indústria forte. Finlândia, Suécia, Suíça têm o sistema financeiro desenvolvido ou são países investidores. Eles têm de quem cobrar os gastos do governo. Países como França, Espanha, Inglaterra, apesar de ter fontes de recursos 1 e 2, estão no limite dessa balança e promovem muitos benefícios sociais assistencialistas arriscando suas contas no longo prazo.

    E sobre o Brasil, o Pax tem razão novamente, o espaço para custear os gastos do governo com a existência de corrupção, falta de saúde pública, tamanho do Brasil, e assistencialismo pode diminuir cada vez mais. Essa conta é imprescindível, e a Dilma não fez (pelo menos eu nunca vi). E torno a perguntar: quem é que vai pagar a conta? Por quanto tempo teremos que pagar a conta?

  50. Edu said

    Elias,

    Sobre os trens e a atuação estatal. Vc citou que o retorno é de longuíssimo prazo, e que não haveria interesse privado em investir em tal indústria. Eu discordo.

    Hoje o modelo energético brasileiro é baseado em empresas privadas, que, apesar do retorno a longuíssimo prazo e altíssimo nível regulatório, ainda disputam novos empreendimentos, ainda disputam os leilões e ainda disputam renovação de seus contratos de concessão.

    O sistema de concessão da matriz energética brasileiro, do meu ponto de vista é muito bom. E, olha só: é altamente regulado.

    A solução pra isso é uma regulação decente, coisa que o nem o PSDB nem o PT souberam fazer com as concessões das rodovias estaduais e federais.

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