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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A punição da Chevron

Posted by Pax em 23/11/2011

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, afirma que a Chevron terá apuração e punição rigorosas para o vazamento de óleo na Bacia de Campos.

Ok, nada mais apropriado.

Resta saber quais serão as punições para a ANP – Agência Nacional do Petróleo – e IBAMA que não fiscalizaram corretamente a Chevron.

Temos um mundo de exploração de petróleo em águas profundas à frente. Se nossos órgãos regulatórios não funcionarem com alta competência só nos resta esperar por mais desastres ambientais no mar brasileiro.

Secretário-geral da Presidência promete punição rigorosa dos responsáveis pelo vazamento de óleo no poço da Chevron

Yara Aquino – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje (23) que não faltará rigor na apuração das causas do vazamento de óleo em um poço do Campo de Frade, na Bacia de Campos, operado pela petroleira norte-americana Chevron, e também, na punição dos responsáveis.

“Não vamos brincar com essa questão. Está em jogo todo nosso futuro em termos do pré-sal e nosso cuidado ambiental é muito grande. Portanto, não faltará rigor”, disse ele ao deixar a cerimônia de entrega do Prêmio Gestor Eficiente da Merenda Escolar, em Brasília.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou, na segunda-feira (21), multa R$ 50 milhões à Chevron. No mesmo dia, o presidente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Haroldo Lima, declarou que a subsidiária brasileira da Chevron foi negligente e omitiu informações ao governo federal sobre o vazamento de petróleo. A ANP abriu dois processos contra a empresa para apurar as irregularidades.

Atualização

ANP suspende operações da Chevron em território nacional

Da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou hoje (23) a suspensão das atividades de perfuração da Chevron no Campo de Frade, “até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área”

Segundo nota da ANP, a deliberação suspende toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.

A agência também rejeitou pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal. A ANP entende que “a perfuração de reservatórios no pré-sal implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”.

Ainda segundo a ANP, a decisão “se baseou nas análises e observações técnicas da agência, que evidenciam negligência, por parte da concessionária na apuração de dado fundamental para a perfuração de poços e na elaboração e execução de cronograma de abandono, além de falta de maior atenção às melhores práticas da indústria”.

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113 Respostas to “A punição da Chevron”

  1. Chesterton said

    Hoje existem dois olhares sobre um mesmo Brasil. Eles estavam presentes na votação do Código Florestal. As fotos são de hoje. O da esquerda defende os interesses das ONGS internacionais, que defendem os interesses do agronegócio internacional. O da direita defende 5.170.000 agricultores e pecuaristas brasileiros, que produzem a comida mais barata do mundo. Faça a sua escolha. Eu já fiz. Eu sou brasileiro.

  2. elias said

    A direita é tão boazinha…

    Eu também já fiz minha escolha. Prefiro comida cara!

    Mas não tão cara quanto aquela moça que deu pro Mick Jagger…

    (Deu? Vendeu, isso sim! Se bem que o Stone não tinha a menor idéia que estava — nem do que estava — comprando…).

    Mas, do que é mesmo que o Chesterton tava falando? Ah, sim! Da direita. De como ela é boazinha… É mesmo… Ela produz comida barata (devem ser as meninas que se prostituem na zona da soja…).

    Então o agronegócio produz comida… E barata! Verdade. Esse negócio de soja e milho pra exportação é tudo papo furado…

    O quente, mesmo, pro Chesterton, é comida barata.

    Mas eu não gosto, não. Vou continuar preferindo comida cara…

  3. Zbigniew said

    A direitona e nossa rigososa, zelosa, independente e nacionalista midia não dão uma dentro. Lembram quando a Vale resolveu construir megacargueiros no exterior? Lembram quando o Lula reclamou que os navios não foram construídos aqui e nossa rigorosa, zelosa… mídia estrebuchou e chamou-o de déspota, falando em nome dos acionistas da empresa e do sagrado princípio do capitalismo acima de tudo? Pois é. Esqueceram de combinar com os chineses.

    “(…) As empresas de navegação chinesas não querem que a vale, com seus supernavios, esvazie o mercado de frete no país, que já terá problemas com a crise européia. Já as siderúrgicas querem que a Vale repasse ao preço do minério a redução de custo de frete que consegue com o transporte de quantidades gigantescas, o dobro dos grandes navios de minério que hoje fazem esse trabalho. E não querem ver a Vale controlando o comércio da mina à porta da fábrica.(…)”

    http://www.tijolaco.com/o-errinho-de-us-23-bi-de-roger-agnelli/

    http://www.bloomberg.com/news/2011-11-23/china-shunning-biggest-ore-ships-shows-2-3-billion-vale-mistake-freight.html

  4. Zbigniew said

    Uma frase do jornalista grego Takis Theodoropoulos, publicado por Le Monde na edição de 12 deste mês, a propósito da grave situação de seu país:

    “O sentimento de injustiça, fundado sobre a imunidade da classe política e de sua clientela privilegiada, reforçado por uma magistratura preguiçosa, quase sempre corrompida e perdida no labirinto de uma produção inflacionária de leis e de decretos, ameaça o contrato social, já corroído pelo empobrecimento violento da classe média”.

    Extraído do blog do Santayana, no post “Uma Questão de Confiança”.

    http://www.maurosantayana.com/2011/11/uma-questao-de-confianca.html

  5. iconoclastas said

    “Não esquece: quem está tomando empréstimos em larga escala tende a apresentar resultado nominal POSITIVO, mesmo se o resultado primário for NEGATIVO.”

    çalve ssimpatia!

    Pax e visitantes,

    tô com a impressão de que a Chevron é lobista do gorverno do Rio na questão dos royalties…

    …xxx…xxx…xxx

    tudo na mesma rotina, hem?!

    fui dar uma passeio ali ambaixo e achei mais esta distração:

    “Sem essa baboseira de “software” ou “piloto automático” que, não bastassem as debilidades em si mesmas, não explicaria por que Lula se deu bem exatamente onde FHC fracassou. E num contesto(sic) internacional infinitamente desfavorável a Lula…”

    o senão…

    http://drunkeynesian.blogspot.com/search?updated-max=2011-11-13T08:54:00-02:00&max-results=15

    ;^/

  6. Pax said

    A Kátia Abreu, musa do Chesterton, quer é produzir comida barata para o povo brasileiro? Está preocupada com o arroz com feijão do povão?

    Ãrram…

    Entendi.

  7. iconoclastas said

    o link não foi o ideal…este aqui é melhor: http://drunkeynesian.blogspot.com/2011/11/grafico-do-dia-minerio-de-ferro-soja.html

    ou o original, mais looongo: http://www.economist.com/node/21536570

    “Some of the inconvenient strength of the currency is down to high real interest rates which attract footloose foreign capital.
    (tenho a impressão de que um médico se referiu a algo do tipo por aqui) ;^))

    et voilà, le contexte:

    “But soaring commodity exports are another factor (see chart). Brazil is the world’s largest, or second-largest, exporter of iron ore, soyabeans, sugar, ethanol, coffee, poultry and beef. The commodity boom has led to a big improvement in Brazil’s terms of trade—and hard times for Brazilian industry.”

    ;^)))

    …xxx…xxx…xxx

    sobre o tema:

    quando eu era miudinho, me lembro de várias ocasiões em que havia piche na areia, e esse negócio foi rareando com o tempo, tanto que depois de adulto só recordo de ter ocorrido uma vez ( mas eu tb passei a frequentar menos a praia).

    o fato é que esses vazamentos acontecem bastante e, apesar de nego cagar uma regra de que tem domínio em exploração e extração, cacas ocorrem muito além do tolerável. com a desinstitucionalização promovida pelo último governo, com sequência no atual, a capacidade dos órgãos de controle e fiscalização foi ( na direção e intensidade inversa ao patrulhamento político) dilapidada.

    ;^/

  8. Pax said

    As incidências de pixe nas praias brasileiras eram muito comuns. Os navios petroleiros lavavam seus tanques logo às saídas dos portos.

    Depois a “coisa” ficou mais rigorosa.

    Sei lá o que fazem hoje em dia, como lavam seus tanques. Só sei que acabaram as ocorrências nas praias.

    No Rio, onde morava, era bastante comum.

  9. iconoclastas said

    prezado anfitrião:

    “Pax disse
    24/11/2011 às 13:43

    A Kátia Abreu, musa do Chesterton, quer é produzir comida barata para o povo brasileiro? Está preocupada com o arroz com feijão do povão?”

    provavelmente não e, como nos ensinou um desaparecido escocês, isto não importa:

    “It is not from the benevolence of the butcher, the brewer, or the baker that we expect our dinner, but from their regard to their own interest. We address ourselves, not to their humanity, but to their self-love, and never talk to them of our own necessities, but of their advantages.”

    ;^/

  10. Pax said

    Essa história da Reforma do Código Florestal é uma novela sem fim. Virou um fla x flu.

    A grande argumentação dos ruralistas é que quem reclama do novo código está a serviço de ONGs internacionais.

    É um absurdo sem tamanho. Talvez até haja alguma coisa a ser investigada, mas acusar os brasileiros, os ambientalistas, de estarem defendendo supostos interesses ocultos de ongs internacionais é histeria completa.

    A reforma do CF relatada pelo Aldo Rebelo, hoje ministro dos esportes (valha-me meu deus do meu ateísmo) me parece um estrupício sem fim, mesmo que um pouco melhorada pelo Senado mais ainda muito ruim e perigosa, principalmente para os mangues e os topos de morro, além do que dá uma anistia suspeitíssima.

    Mudando de histeria, saca só o Bolsonaro no plenário da Câmara

    Vale ressaltar: há histeria dos dois lados. E é bom que ambas torcidas reparem nos ridículos de seus opositores. Para que saibam que a semelhança é enorme.

  11. elias said

    Pax,

    O Aldo Rebelo, da coligação PC do B/UDR, já avisou que não permitirá desmatamentos nos campos de futebol durante a Copa do Mundo…

    A menos que isso seja necessário para a prosperidade do agronegócio e para a produção de comida barata pro Chesterton.

    “fui dar uma passeio ali ambaixo…”

    “UMA passeio”? “Ambaixo”?

    “quando eu era miudinho, ME lembro de várias ocasiões…”

    Sei… Quando ele ERA garoto, ele DIZ cada coisa…!

    “ME lembro”? Sei não… Melhor aprender a se desesquecer…

  12. Pax said

    Confesso que não consigo entender o maoista arrependido Aldo Rebelo. Mas também não preciso entendê-lo, basta saber que o que fez nesta relatoria da reforma do Código Florestal.

    Sim, ele conseguiu parir uma mistura de jacaré com avestruz, com pata de cobra e chifre de cavalo. Tudo ao mesmo tempo.

    Por uma enorme coincidência agradando os grandes ruralistas. Mas foi só coincidência, sim, eu acredito, como creio que a mulher veio da costela do Adão.

    Tem gente querendo cassar o Kassab

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mp-pede-afastamento-de-kassab-por-fraude-na-inspecao-veicular-em-sp,802483,0.htm

  13. iconoclastas said

    haha…o q nun si pode negar é q, no q comserne a comunicassão, eu to dentro du conteSto, né não?

    agora, quando a gente passa a tratar de fatos…

    ;^))

  14. Chesterton said

    tentar ensinar economia básica para o Pax é mais difícil que para uma criança……… petista…..

    Quanto ao Aldo, Pax, parece que aprendeu a pensar como adulto.

  15. Chesterton said

    bom esse gráfico

  16. Chesterton said

    Alguem aí lembra quando o PT batalhava para exportar “valor agregado”? Já era.

    Katia Abreu, na sua sede de lucros abomináveis, sustenta o estômago do povo brasileiro e o lulismo ao mesmo tempo. Está na hora de dar uma de “Galt”.

  17. Chesterton said

    INVASÃO DE TERRA NO RABO DOS OUTROS É REFRESCO
    Wladimir Safatle é um destes sujeitos que está destruindo a universidade brasileira com uma desenvoltura impressionante. O camarada defende até o débil-mental do Slavoj Zizek, aquele sujeito que ainda acha que Marx serve pra alguma coisa além de aparelhar o movimento estudantil. Nesta toada, Safatle, com olhos marejados de lágrimas, também celebra o lado alegre do terrorismo e compactua com todas as teses da esquerda que não prestam. Inclui-se aí as invasões dos sem-terra, desde que, claro, não sejam as terras de papai, que possivelmente ele herdará.

    Reinaldo Azevedo destrincha o demagogo dinossauro uspiano.

    Detonado por Felipe Flexa às 16:41

    chest- eu me esvaio em lágrimas.;…choro de tanto rir.

  18. Chesterton said

    Deus não ajudou o governador catarinense Luiz Henrique (PMDB), certa vez, em 2004. Ao lado do autor da iniciativa, o ex-ministro borbulhante Rafael Grecca, Luiz Henrique exibia orgulhoso às freiras de Nova Trento o projeto de construção do santuário de Madre Paulina. Uma das freiras achou-o “carnavalesco” e outra sacramentou:
    – É incompatível com os ensinamentos da fundadora da Ordem do Sagrado Coração de Jesus…
    Construíram um mais simples, sem dinheiro dos contribuintes.

  19. Chesterton said

    Código Florestal e Belo Monte: uma resposta ao ator e autor Juca de Oliveira
    Reinaldo, é a segunda vez – fã ardoroso, agora já nem tanto – que me decepciono com você. A primeira foi a sua intransigente e incompreensível defesa do código florestal do Aldo Rebelo, que reduzia de trinta para sete metros e meio a mata ciliar (a floresta que deve cobrir as margens dos rios). Agora, mais incompreensivelmente ainda, você tenta ridicularizar no seu blog a manifestação de um grupo de artistas brasileiros que se opõe à construção da Usina de Belo Monte através de um vídeo. Não sou petista, não voto no PT como você, mas nem por isso me sinto na obrigação de defender cegamente qualquer posição predadora da bancada ruralista.
    Juca de Oliveira

    Respondo
    Caro Juca, nem eu! Não defendo cegamente a posição de ninguém. Cegamente, para ser franco, nem a minha própria. Já mudei de opinião algumas vezes e sempre expliquei aos leitores por quê. Não tenho compromisso com o erro. Até onde sei, o “comunista do Brasil” Aldo Rebelo não é um ruralista. A acusação de que estivesse agindo a mando ou a soldo deles é uma indignidade. Não há a respeito nem mesmo aquela evidência falsa que confira verossimilhança, mas nunca verdade, à aleivosia. E olhe que não sou exatamente fã de comunistas. Vamos lá. No caso do Código e de Belo Monte, como em outros, procuro acabar com algumas mistificações e algumas mitologias fabricadas pela patrulha politicamente correta e pelo onguismo.

    Começo demonstrando, Juca, que a sua síntese sobre a mata ciliar e o relatório de Aldo não corresponde ao que vai no Artigo 4º do texto do então relator e agora ministro, a saber:
    Considera-se área de preservação permanente, em zonas rurais ou urbanas, para só efeito dessa lei
    I – As faixas marginais de qualquer curso d’água natural, desde a borda do leito menor, em largura mínima de:
    a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água que tenham menos de 10 (dez) metros de largura (observado o disposto no Artigo 35);
    b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura;
    c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura;
    d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;
    e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros.

    É o texto, Juca! O problema, e lamento mesmo porque o debate gira em torno da desinformação, está nas mentiras essenciais que foram contadas por pessoas influentes, como os artistas e os jornalistas. O exemplo mais escandaloso é a tal da “anistia” para desmatadores, que nunca existiu. A rigor, Juca, a anistia está em vigência hoje, já que as multas estão suspensas por decreto presidencial: primeiro de Lula e depois de Dilma. Ora, quem desmatou antes de julho de 2008 terá de fazer compensação ambiental REFLORESTAR — ou pagar multa. Cadê a anistia? Você e eu lutamos contra a ditadura. Nós sabemos o que quer dizer “anistia”. Quer dizer “perdão”. Na prática e no dicionário.

    Outra inverdade, lamento, está nas suas próprias palavras: “ruralistas predadores”. Existem? Sim, existem! E ninguém os defende. Ao contrário, para eles, o que se pede é cadeia. Se o Código ainda em vigência for posto em prática, meu caro, os pequenos proprietários é que serão impedidos de produzir. Os grandes — papeleiras, pecuária, setor sucro-alcooleiro — estão de acordo com o código atual. É o pequeno agricultor do Rio Grande do Sul, por exemplo, que está “fora da lei”.

    Refaço a você o convite que fiz ao conjunto dos leitores. Desenhe aí um ângulo de 25 graus e pense o que seria um terreno com essa inclinação. Caso se proibisse a presença de gado em declive superior a 25 graus, como queriam os ecologistas, não se produziria mais leite em Minas. É UMA FARSA, JUCA, A CONVERSA DE QUE A MUDANÇA NO CÓDIGO SERVE AOS GRANDES! É MENTIRA! E quem produz leite em Minas? São os “ruralistas predadores”? Os plutocratas da terra? Não! É o seu Zezinho, filho da dona Sebastiana, primo do Quinzinho, entende?

    Belo Monte
    Quanto a Belo Monte, fazer o quê? A matemática é implacável. A área que vai ser inundada para construí-la é ridiculamente pequena em relação à floresta — e não creio que você ou alguém possam contestar isso; é mentira que índios serão desalojados (o que posso fazer?); é mentira que a energia que se vai produzir lá é irrelevante para o Brasil; é mentira até mesmo que 80% dos recursos vêm de impostos, embora exista um problema nessa área, como alerto desde o ano passado. Atenção, Juca! O reservatório vai ocupar 640 Km² para produzir uma quantidade respeitável de energia. Sabe quanto se desmata, por ano, em razão da falta de controle do governo? 19 mil km²! Quase 29 vezes mais. POR ANO!!! E não são os ruralistas que debatem código, não, Juca!, que promovem a devastação. Gente que debate quer aparecer. Quem desmata é madeireira clandestina. Para essa gente, quanto mais firulas houver na lei e quanto mais restritiva e difícil de ser aplicada ela for, melhor! Aumentam as chances de comprar fiscais corruptos, prefeitos corruptos, agentes federais corruptos.

    O que posso fazer, Juca? É razoável que atores e atrizes, sem terem a menor noção do que estão falando — como propor que as energias eólica e solar sejam consideradas matrizes energéticas viáveis hoje —, usem de um certo poder de representação que têm (e você sabe que têm) para sustentar sandices, que não estão minimamente ancoradas nos fatos? Sabem estes senhores que, nos locais onde há usinas eólicas, os pássaros simplesmente são dizimados? Quanto tempo demoraria para que aparecessem os defensores dos nossos amiguinhos de pena?

    Então estamos assim: petróleo suja, carvão suja, urânio suja, hidrelétrica também suja (!?), energia eólica, se viável fosse, mata passarinho… Resta a energia solar. Será que essa gente tem noção do custo? Você já viu a parafernália necessária para esquentar uma mera caixa d’água de 500 litros? E isso quando há sol pra valer…

    A usina vai, é verdade, gerar um terço da energia que poderia gerar — e, ainda assim, será essencial para o país. E vai gerar um terço por causa, justamente, do que chamarei “hiperproteção ambiental”. Não haverá o reservatório. Conforme demonstrei, ainda que se alagasse uma área 20 vezes maior, seria uma porção ínfima da floresta.

    O Brasil, Juca, precisaria crescer de forma sustentada, durante muitos anos, a coisa de 5% ou 6% ao ano. Só assim conseguiremos reduzir a pobreza num prazo não muito escandaloso. Se isso acontecer, o que será em benefício dos pobres, há um sério risco de esbarrarmos na falta de energia, ainda que tenhamos Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. É assim porque é, não porque eu quero.

    Estetização e ironia
    Há, finalmente, a forma como me expresso, as minhas ironias, meu senso de humor, o que seja. Bem, Juca, você é um artista, um esteta. Busca sempre a melhor maneira de chegar a seu público, de despertar a sua atenção, de tornar eficiente a mensagem. Os artistas do vídeo, como a gente nota, estão, como posso dizer?, “estetizando” a realidade: representam, fazem perguntas retóricas, fingem ignorância (do que fingem saber, essa é a parte chata), fazem blague, uma até tira o sutiã…

    Meu caro Juca, um dos recursos do artista é a estetização; um dos recursos do articulista e do polemista, este sou eu, é a ironia. Ora, eles falam o que bem entendem, eu também. Com a ligeira diferença de que estão falando coisas que não conferem com os fatos. E isso não me parece bom. Não quero censurar ninguém. Tanto é assim que divulguei o vídeo. Mas eles têm de se expor às críticas, ora essa!

    Políticos não podem mentir. Eu vivo chutando o traseiro de alguns vigaristas aqui. Não podem porque representam o povo. Ocorre que os artistas também têm certa força de representação. Ninguém está lá porque é uma Dona Maria desconhecida, não é? Usam do apreço que têm do público para se expressar, com clareza insofismável, sobre o que não conhecem.

    Ou é razoável, meu caro Juca, que uma atriz de talento, linda como a luz da lua, diga que energia hidrelétrica seria limpa se fosse no deserto, mas não na floresta? Uma besteira é uma besteira mesmo na pena de Schopenhauer, que detestava as mulheres — uma de suas “bestices”. E uma besteira também é besteira na boca de Letícia Sabatella, que, por inteligente, deve ler o texto de Schopenhauer sobre como ganhar um debate mesmo sem ter razão. O fato de que Schopenhauer detestasse as mulheres não deve levar as mulheres a detestar Shopenhauer, hehe.

    A admiração que tenho por você segue a de sempre, com ou sem divergência sobre o Código Florestal e Belo Monte.

    Reinaldo

    Por Reinaldo Azevedo

  20. Chesterton said

    Não dá para ter medo de defender o Brasil.
    No Brasil é proibido ser de direita, uma legítima escolha ideológica em qualquer democracia do mundo, pois ela foi demonizada por terroristas, guerrilheiros, corruptos e mensaleiros, com a inestimável ajuda da imprensa, da igreja e das universidades.

    No Brasil também é vedado ser fumante de tabaco, pois o fumo acaba de ser proibido até mesmo em ambientes privados, enquanto o STF libera as marchas a favor da maconha (cujo porte, uso e venda é crime previsto no Código Penal) e universitários protestam, depedram, descumprem ordens judiciais, tentam expulsar a polícia, para que ela seja vendida livremente dentro dos seus campi.

    Por fim, virou acinte ser um proprietário rural no Brasil e, suprema ofensa aos puros e bondosos, ser um representante legalmente eleito por este setor que representa 1/4 do PIB e 1/3 dos empregos do pais. Até foi cunhado um termo pejorativo para quem defende 5.170.000 produtores no Congresso: “ruralista”. O parlamentar pode ser ambientalista, mas não pode ser ruralista.

    Fernando Henrique Cardoso, um ex-presidente intelectual, sociólogo, defensor da liberalização da maconha, bradou dias atrás: é um absurdo chamar estudantes da USP de maconheiros. Deveria ter levantado a sua voz tão sábia para afirmar que também é um absurdo criminalizar o homem do campo. FHC não disse porque não lhe convém e porque é um deslumbrado urbano, em busca desatinada de salvar a sua biografia.

    Restou a defesa dos brasileiros de mãos calejadas e pele tisnada para a corajosa Kátia Abreu, presidente da CNA e senadora eleita pelo Tocantins, criticando a visão preconceituosa dos “intelectuais urbanos” em relação ao setor agropecuário. Segundo ela, as análises sempre visam ofuscar a importância do agronegócio para a política econômica brasileira, com a utilização de expressões como “primarização, desindustrialização e nova dependência”, quando na verdade é o superávit do agronegócio que reduziu a dependência do capital externo, já que, nos últimos 10 anos, gerou um superavit de mais de U$ 400 bilhões, contra um deficit do resto da economia brasileira que supera os U$ 100 bilhões.

    Por isso, em meio a esta verdadeira perseguição contra o homem do campo, deve ser registrado o comportamento brasileiro e cidadão do comunista Aldo Rebelo, que enfrentou todas as patrulhas possíveis e imagináveis, tansformando-se no símbolo da aprovação do novo Código Florestal. É importante esta homenagem até para não cometermos o mesmo equívoco de demonizar a esquerda como se, dentro dela, não existissem bons brasileiros. Ontem ele declarou, em discurso em que foi ovacionado de pé por mais de 2.000 “ruralistas” que “como legislador, não posso legislar pelos interesses europeus e americanos. Tenho que legislar pelos interesses daqueles que alimentam o povo do meu País”.

    O Brasil, sem dúvida alguma precisa de mais Aldos e mais Kátias, de menos Marinas Silvas e Fernandos Henriques. Para termos mais trigo e menos maconha. Para termos mais comida e menos miséria. Para podermos, independente de rótulos ideológicos, ajudarmos o Brasil a ser um país melhor.
    POSTADO POR O EDITOr coronel

  21. Pax said

    Titios, coronéis e bolsonaros fazem um bem danado ao Brasil. Nos fazem ter certeza que a extrema direita nunca mais deve voltar ao poder.

  22. Chesterton said

    Terra de cego – ROGÉRIO FURQUIM WERNECK

    O Globo – 25/11/2011

    Mais uma agência de avaliação de risco decidiu aumentar a nota atribuída ao Brasil. Depois da Fitch e da Moody”s, foi a vez da Standard & Poor”s. O país está agora com nota acima da mínima requerida para que seus títulos tenham grau de investimento. Quando se leva em conta que a solvência da dívida soberana de boa parte dos países europeus passou a ser posta em dúvida, a reclassificação parece perfeitamente justificável. Mas o ímpeto comemorativo deve ser contido. É muito mais o mundo piorando do que o Brasil melhorando.

    Causa espanto que a Standard & Poor”s tenha afirmado que a administração austera das contas públicas pelo governo federal foi um ponto fundamental na decisão de reclassificar o Brasil. Há que se ver as coisas como elas são. Quando se analisa o período de 12 anos ao longo do qual se consolidou o regime de política macroeconômica que emergiu da crise de 1999, o último triênio se destaca pela fragrante deterioração do compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. Basta rememorar os fatos.

    Em 2008, o governo já vinha dando todos os sinais de que estava propenso a relaxar a política fiscal. A crise financeira mundial foi o pretexto que faltava. A bandeira da política fiscal contracíclica, hasteada em 2009, continuou tremulando em 2010, quando a economia já estava em vigorosa recuperação. Havia uma eleição presidencial a vencer, e o governo não estava disposto a brincar em serviço. O resultado foi o que se viu. Sucesso eleitoral retumbante às custas de uma economia sobreaquecida – quase 8% de crescimento do PIB em 2010, nos informa agora o IBGE – e inflação bem acima da meta durante a primeira metade do atual mandato presidencial.

    O pior foi o meticuloso processo de desconstrução institucional que o governo promoveu para viabilizar a farra fiscal. Montou-se no BNDES gigantesco orçamento paralelo, alimentado por transferências maciças de recursos do Tesouro provenientes da emissão de dívida pública. Entre 2008 e 2011, foram transferidos ao banco nada menos que R$285 bilhões. Por fora do processo orçamentário e sem contabilização nas estatísticas de dívida líquida. O BNDES foi convertido no principal canal da expansão fiscal observada nos últimos anos. Embora todos os recursos provenham do Tesouro, convivem hoje no governo federal dois mundos completamente distintos. Contam-se os centavos no Orçamento da União e vive-se um clima fausto no BNDES, onde parece haver dinheiro para tudo.

    É preciso também lembrar que, em meio à euforia da farra fiscal do ano passado, o governo se permitiu todo tipo de adulteração contábil para conseguir exibir contas públicas minimamente apresentáveis. No pior momento desses excessos, na operação de capitalização da Petrobras, deu-se ao luxo de recorrer a prodigiosa alquimia que transformava emissão de dívida pública em melhora do superávit primário.

    O novo governo, com a mesma equipe, percebeu que tal descalabro teria de ser moderado. Mas não quis abrir mão do orçamento paralelo. Insistiu em transferir mais R$55 bilhões ao BNDES em 2011. Comprometeu-se apenas com uma meta “cheia” de superávit primário, sem recurso a artifícios contábeis. E, para isso, anunciou um corte de gastos que, de fato, vai significar tão somente expansão menos extremada do dispêndio primário em 2011.

    A meta de superávit primário será cumprida graças a novo e espetacular aumento da arrecadação, que deverá implicar aumento de pelo menos 1,5 ponto percentual do PIB na carga tributária em 2011. Mas o regime fiscal que vem exigindo aumento sem-fim da carga tributária continua intocado. A agenda de reforma fiscal foi simplesmente abandonada. E é improvável que venha a ser retomada neste mandato presidencial.

    Quem, no entanto, quiser achar que não foi o mundo que piorou e, sim, o quadro fiscal brasileiro que melhorou, pode comemorar a reclassificação do país e até mesmo acreditar no inabalável compromisso do governo com a responsabilidade fiscal. O direito à autoilusão é sagrado.

  23. Chesterton said

    Já lhes falei, por exemplo, daquele estudo intitulado “Farms Here, Forests There”, feito nos EUA. Estava sendo divulgado por uma ONG chamada, imaginem!, “Union of Concerned Scientists”. Trata-se de uma “União de Cientistas Preocupados” com o meio ambiente, amiguinha dos nossos ambientalistas, como Marina Silva, por exemplo. Ora, quem é que deu dinheiro para o tal estudo “Fazendas aqui (nos EUA), Florestas lá (no mundo emergente, como o Brasil)? Os grandes agricultores americanos! Eu estou falando de fatos, não de teorias conspiratórias.

    Essa gente pode ser boba o quanto quiser e falar as asnices que desejar. Mas têm de se expor à crítica e saber que asnices são. Num dos posts abaixo, há um vídeo em que um rapaz desmonta, com paciência chinesa, cada uma das mentiras influentes sobre Belo Monte. Fui checar as informações que ele veicula. São absolutamente verdadeiras, e suas contas são tecnicamente procedentes.

    Eu não me oponho a que Maitê Proença tire o sutiã. Ao contrário: ainda que com poucas informações, não fornecidas pelo vídeo, ou sou é a favor. Mas não por causa de Belo Monte. Esse negócio de tirar sutiã em razão de causas ficou lá com Betty Freeman. Verdadeiramente contestador hoje é tirar o sutiã sem causa nenhuma. Só porque deu vontade.

    Como vou esquecer de Vinicius, nesse caso?
    (…)
    Vós que levais tantas raças
    Nos corpos firmes e crus:
    Meninas, soltai as alças
    Bicicletai seios nus!
    No vosso rastro persiste
    O mesmo eterno poeta
    Um poeta – essa coisa triste
    Escravizada à beleza
    Que em vosso rastro persiste,
    (…)

    Por um mundo sem sutiã e de luz acesa!!!

    reinaldão

  24. Chesterton said

    Vêm do mundo petista e até do mundo petralha. Vou sintetizar as mensagens em grupos:

    Grupo um
    “Embora eu o considere um reacionário (variações: de direita, tucano, conservador, neoliberal…), nesse caso de Belo Monte, acho que você está certo. Por que você não é decente assim também nos outros assuntos?”.
    Grupo dois
    “Embora eu não goste de você, fiquei surpreso. Achava que você pudesse usar esse vídeo para, mais uma vez, atacar a presidente Dilma, o Lula e o PT. Você até ganhou alguns pontinhos comigo…”
    Grupo três
    “Até que enfim eu o vejo apoiando uma decisão do governo. Espero que você caia na real e reconheça que os governos petistas mudaram o Brasil e coisa e tal…”
    reinaldão

  25. Chesterton said

  26. elias said

    Pax,

    As pessoas que defendem a construção de Belo Monte, argumentando com o tamanho reduzido da área inundada, citam exclusivamente a superfície do lago junto à barragem. É o discurso da Eletronorte…

    Acontece que os críticos da usina incluem no cálculo da área alagada os demais 5 lagos à montante que também serão construídos, pra armazenar água durante as cheias do Xingu, com o objetivo de elevar a potência firme da usina durante as secas.

    Nos últimos meses, a Eletronorte tem oscilado ao responder a essa crítica. Num momento, ela diz que outros lagos serão necessários, sim, porém eles serão construídos de modo a ocupar apenas áreas que já são alagadas pelo Xingu, durante as cheias. Em outro momento, ela afirma que os demais lagos simplesmente não serão construídos.

    Pra quem não sabe, o Xingu só tem muita água durante um período de vai de 4 a 6 meses por ano (6 meses no máximo!). Nos demais meses do ano o volume d´água cai brutalmente.

    Aí a discussão é técnica. Os críticos da usina pedem pro governo demonstrar tecnicamente como seria possível movimentar as turbinas apenas com a água do lago junto à barragem, considerando-se o volume mínimo de água necessário pra gerar 1 mil MW. O governo nunca demonstrou (seria um novo e revolucionário tipo de turbina?), o que fragiliza tecnicamente a posição governamental.

    Os críticos da usina dizem que, com um só lago, a potência firme da usina (ou seja, a capacidade de geração na época de seca), ficaria reduzida a menos de 35% da potência nominal. Em outras palavras, durante as secas, mais da metade das turbinas ficaria parada (os “experts” dizem que, pra uma hidrelétrica ser economicamente viável, a potência firme não pode ser inferkior a 40% da potência instalada).

    Vai daí que, se os críticos estão certos — e tudo faz crer que estão — os demais lagos terão que ser construídos, sim.

    De qualquer forma, a obra já começou e nada indica que ela será paralisada. Se o Brasil vai continuar produzindo e exportando intermediários eletrointensivos como alumina, alumínio & outros, em escala planetária, usinas como a de Belo Monte são indispensáveis.

    Um lembrete: pra viabilizar a nova planta de alumina da Vale em Barcarena, está sendo instalada uma termoelétrica, que abastecerá essa planta enquanto Belo Monte não entrar em funcionamento(essa usina de alumina será, talvez, a maior do mundo; ia ser feita em parceria com o Japão, depois com a China e, por fim, acabou sendo com a Noruega).

    E é aí os críticos da usina entram novamente. Eles dizem que não faz sentido o Brasil gastar os tubos pra produzir energia elétrica, pra depois exportá-la por preço abaixo do custo, sob a forma de eletrointensivos subsidiados.

    Projetos como Tucuruí e Belo Monte não são frutos do acaso. Não é só uma questão de “bigode do Sarney”, como diz o Bermmann…

  27. Chesterton said

    “(…) living as I do amongst so many lazy people, that the diligent man becomes necessary, that they cannot do anything without him”.

    Samuel Pepys, Diary, 1/11/1665

  28. iconoclastas said

    # 22,

    Doc e Pax, acho que o Werneck anda lendo o “políticAética”. de carga tributária a maquiagem de contas, passando pelo BNDES, tudo foi desmascarado por aqui, apesar da confusão que tentaram fazer. tá tudo aí de forma impecável! para imprimir e colar…

    ;^/

  29. Chesterton said

    É O blog pautando a grande imprensa.

    E o movimento global contra Belo Monte?

  30. Zbigniew said

    Demorou, mas, enfim, um pouco de bom senso na imprensa tupiniquim:

    “Ombudsman
    A grande imprensa foi passiva e demorou a
    perceber a gravidade do vazamento da Chevron
    Suzana Singer

    O óleo subiu… e a gente não viu

    Na cobertura do acidente ecológico na bacia de Campos (RJ), a mídia tradicional tomou um olé da blogosfera. A chamada “grande imprensa” demorou a entender a gravidade do que estava acontecendo, reproduziu passivamente a versão oficial e não fez apuração própria.

    O vazamento ocorreu na segunda-feira, dia 7 de novembro, quando a pressão do óleo provocou uma ruptura do revestimento do poço. O líquido começou a subir pela coluna de perfuração e vazou também pelas fissuras do solo marinho.

    A mancha de óleo foi vista no dia seguinte por petroleiros. Acionada, a norte-americana Chevron informou as autoridades, na quarta-feira, de que o vazamento acontecia em uma de suas plataformas.

    No dia seguinte, agências de notícias divulgavam o incidente, com a porta-voz da Chevron falando em “fenômeno natural” e calculando um escape pequeno de óleo.

    Só “O Globo” deu destaque ao assunto, mas em um texto tão editorializado que perdia o foco do acidente. O que acontecia no campo do Frade era só mais uma prova da “necessidade de Estados produtores de petróleo terem uma fatia maior dos royalties”. A Folha limitou-se a dar uma pequena nota.

    Veio o fim de semana, quando a inércia toma conta das Redações. “Mercado” publicou no sábado, dia 12, uma capa sobre a queda do lucro da Petrobras e, no domingo, um imenso infográfico mostrando como funcionam as sondas de perfuração, sem fazer ligação com a Chevron. Sobre o acidente, só uma nota registrava que o vazamento aumentara.

    Enquanto isso, uma luz amarela tinha acendido na blogosfera. O assunto circulava nas redes sociais. No dia 10, o geólogo norte-americano John Amos, 48, da SkyTruth, uma ONG ambientalista que trabalha com fotos aéreas, divulgou em seu site, no Twitter e no Facebook, as primeiras imagens da mancha.

    O jornalista Fernando Brito, do blog “Tijolaço.com”, já dizia que a “história estava mal contadíssima”, porque “não é provável que falhas geológicas capazes de provocar um derramamento no mar deixem de ser percebidas nos estudos sísmicos que precedem a perfuração”.

    No dia 15, a SkyTruth volta à ação e publica mais duas fotos mostrando que a mancha tinha crescido. “É dez vezes maior do que a estimativa da Chevron”, aposta Amos.

    Instigados pelos blogs, leitores começam a cobrar: “A senhora acredita que a cobertura está correta?”, “E se fosse a Petrobras?”.

    Só com a entrada da Polícia Federal no caso, a Folha e seus concorrentes começaram a se mexer de fato. O conselho jornalístico “follow the money” virou no Brasil, por preguiça, “follow the police”.

    No dia 17, com o inquérito policial aberto, o assunto finalmente foi capa de “Mercado” e ganhou um tom cético -pela primeira vez se aponta possível negligência da empresa. De lá para cá, toda a imprensa subiu o tom e, numa tentativa de compensar o cochilo inicial, vem cobrando duramente a Chevron, que admitiu “erros de cálculo”.

    Não é mesmo fácil saber o que acontece em alto-mar, mas, um ano e meio depois da grande tragédia ambiental do golfo do México, é indesculpável engolir releases divulgados por petrolíferas.

    Além de recorrer a ONGs e especialistas, os repórteres poderiam ter procurado os petroleiros. O sindicato tinha divulgado uma nota no dia 10. “Os jornais brasileiros foram decepcionantes”, diz C.W., funcionário da Petrobras que sentiu o cheiro do vapor de óleo cru, mesmo estando a cerca de 15 km do local.

    Para evitar que seu nome aparecesse, ele pediu à namorada que avisasse a mídia. Ela escreveu para a Folha e para o “Estado” no dia 11:

    “Boa noite, Ainda está vazando óleo na bacia de Campos, o vazamento já percorreu quilômetros. É necessário averiguar, pois noticiaram o ocorrido, mas não deram a devida atenção.”

    O caso Chevron mostra que faltam jornalistas especializados em cobrir petróleo, o que é grave num país que tem uma estatal do tamanho da Petrobras e que pretende ser uma potência da área com a exploração do pré-sal.

    John Amos, da SkyTruth em West Virginia, deixa um alerta: “Se todos esquecerem rapidamente o acidente, porque o vazamento não foi tão grande quanto o do México, aí sim será uma tragédia. Essa é uma oportunidade de questionar a gestão da exploração em águas profundas, em territórios arriscados. Porque haverá um novo acidente. E vocês devem estar preparados para isso”.”

  31. Chesterton said

    RIO – Os vazamentos de petróleo no Brasil são mais comuns do que se pensa. Só a Petrobras, a maior empresa do setor, encerrou o ano passado poluindo mais e recebendo um grande volume de autos de infração dos órgãos de fiscalização. Em 2010, a estatal registrou 57 vazamentos, contra 56 ocorrências em 2009. O volume de petróleo e derivados derramado cresceu cerca de 163%, pulando de 1.597 mil barris, em 2009, para 4.201 mil barris espalhados na natureza no ano passado, quase o dobro dos 2.400 barris que teriam vazado do poço da Chevron no campo de Frade (Bacia de Campos), onde a Petrobras tem 30%.
    O óleo vazado pela Petrobras em 2010 foi o maior em pelo menos quatro anos, segundo levantamento do GLOBO com base em seus relatórios de sustentabilidade. O número ficou acima do Limite Máximo Admissível, índice anual usado pela estatal, de 3.895 mil barris. Especialistas dizem que as empresas não estão investindo o suficiente em sistemas de segurança e ressaltam que os desafios são maiores com o pré-sal.
    Segundo o Relatório de Sustentabilidade de 2010, o Sistema Petrobras recebeu, em 2010, 21 autos de infração ambientais, que geraram multas de R$ 80,75 milhões. O número é 131,04% maior em relação a 2009, quando três autos totalizaram R$ 34,95 milhões. Esses números consideram multas com valores iguais ou superiores a R$ 1 milhão.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/vazamentos-da-petrobras-dobro-do-oleo-derramado-pela-chevron-3332275#ixzz1ev7uLYGT
    © 1996 – 2011. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

  32. Chesterton said

    O prefeito Gilberto Kassab negou as denúncias de irregularidade no contrato entre a Prefeitura e a Controlar, concessionária que realiza a inspeção veicular na capital. Na última sexta (25), os veículos e os imóveis em nome do prefeito e dos outros réus na ação do Ministério Público por improbidade administrativa foram bloqueados por ordem da Justiça. Se fosse uma farsa, o programa não continuaria. O que existe, da parte do Ministério Público, é uma avaliação de que o contrato é inadequado e a Prefeitura acha que não. Acha e sustenta. Eu sustento isso”, disse o prefeito.
    CH

  33. Chesterton said

    Mais verba do
    FGTS vai ajudar
    empreiteira amiga
    A presidenta Dilma continua jurando que detesta a figura do empreiteiro Marcelo Odebrecht, mas seu governo gosta tanto que pode dar para a empresa mais dinheiro do fundo de investimentos do FGTS (mas sem autorização dos trabalhadores, de cujos salários saiu a grana). Colocou R$ 450 milhões numa das empresas do próprio grupo, a Embraport, e adquiriu 26,5% de uma terceira, a Foz, e 30% da Odebrecht Transports.
    CH

  34. Zbigniew said

    A Globo, o Globo, essa rafamea toda sabe bem de sacanagem. Safados!

    “(…) Ora, além do fato de aceitar passivamente o número fornecido pela Chevron, quando todos sabem que a empresa fez (e faz) o que pôde para “dourar a pílula” deste derrame, ignorou um fato essencial.
    É que a Chevron, no Brasil, tem apenas uma dezena de poços e produz 79 mil barris diários. E a Petrobras produz 2.600 mil barris/dia, tem milhares de poços,  doze refinarias, milhares de quilômetros de oleodutos, dezenas de terminais de embarque e desembarque de petróleo e derivados, em terra e no mar, e uma frota enorme de navios petroleiros.
    É, portanto, uma comparação estapafúrdia. Igual a dizer, apenas como exemplo, que uma empresa enorme como a Volkswagen teve o dobro de acidentes de trabalho, porque duas pessoas se machucaram lá no ano passado, do que a Oficina do Zezinho, onde ele trabalha com um ajudante, porque o dito Zezinho se feriu ali em 2010.(…)”
    A Globo tem interesses, e não tem nada a ver com o bem do Brasil.

  35. Zbigniew said

    Continuando, e desmascarando essa raça de apatridas q formam os q são pagos para falar mal da Petrobras na Globo, muito bem salientou o Tijolaco, qdo pontua:
    “(…) Leria no mesmo relatório de sustentabilidade de onde tirou os dados, está escrito que  estava sendo mantida  sendo mantida a tendência de níveis de vazamento na Petrobras ” inferiores a um metro cúbico por milhão de barris de petróleo produzidos, um referencial de excelência na indústria mundial de óleo e gás”.
    E se perguntaria: isso é referência de excelência? Então, quanto será o de outras grandes petroleiras, como a Chevron?
    E acharia o último número tornado disponível pela empresa, o de 2007. Para uma produção então de 2.620 mil barris/dia (praticamente igual à da Petrobras) , os vazamentos de petróleo, segundo os números oficiais da própria Chevron, somaram 9.245 barris, muito mais que o dobro da petroleira brasileira. Estatisticamente, o volume dos acidentes com a Petrobras, em 2010, é 55% menor que o da gigante americana.
    Mas a cegueira provocada pelo ódio leva àquela comparação desonesta. Desonesta, com a Petrobras e, sobretudo, desonesta com o leitor.
    E é desonesta porque é sabido que, se tem deficiências, os sistemas de segurança da Petrobras são reconhecidos como excelentes por todos, como registrou, esta semana, até mesmo  Miriam Leitão, totalmente  insuspeita de simpatias pela empresa:
    “A Petrobras trabalha com políticas de redundância na operação, tem equipes para situações de emergência. É preciso saber se esse protocolo está sendo usado por outras empresas que operam no Brasil.”

    Ou será que nem O Globo leva a sério o que diz Miriam Leitão?”.
    http://www.tijolaco.com/o-globo-mentiu-chevron-vaza-o-dobro-da-petrobras/

  36. iconoclastas said

    mais uma da série” vc viu antes aqui no “politicAetica”:

    Fiscalização da ANP vale menos que cafezinho
    Agência gastou este ano R$ 5,03 milhões na atividade, enquanto Petrobras desembolsou R$ 5,5 milhões para servir café

    RIO – Restando apenas um mês para acabar o ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) desembolsou até agora apenas 63% do previsto no orçamento de 2011 para fiscalizar as atividades de exploração e produção de petróleo no Brasil. Foram R$ 5,03 milhões gastos, de um orçamento de R$ 8 milhões. Os dados estão disponíveis nas páginas do Portal da Transparência, da Presidência da República, e no Siga Brasil, site do Senado Federal.

    Para efeito de comparação, esse valor é inferior ao desembolsado pela Petrobras para abastecer suas máquinas de café em todas as suas unidades do país. Somente dois contratos assinados pela estatal com essa finalidade em 2009, com validade de dois anos, somaram, segundo informa a empresa em seu site, R$ 11 milhões. Ou seja, para financiar o cafezinho, a empresa gasta por ano algo como R$ 5,5 milhões.

     

    Zylbersztajn: muita plataforma e pouco dinheiro

    Para especialistas, os gastos da ANP com fiscalização são insuficientes. Ainda mais se for levado em conta que, do orçamento total da agência, de R$ 484 milhões, somente 3% são destinados à fiscalização das atividades de exploração e produção de petróleo. Se for levado em conta o número de blocos de petróleo — 337 blocos em fase de exploração no país e 229 concessões em produção, entre terrestres e marítimos — o valor é de irrisórios R$ 9 mil para fiscalizar cada um destes 566 poços. Entre eles está o Campo do Frade, operado pela Chevron, que completou, na sexta-feira, 25 dias de vazamento.

    O ex-presidente da ANP David Zylbersztajn aponta dois problemas no orçamento da agência. Primeiro, o valor previsto para a fiscalização das atividades de petróleo no país é extremamente baixo. Segundo, o fato de a ANP não usar totalmente o pouco que tem para isso.

    — Se considerarmos que existem cerca de 50 plataformas em alto-mar e o custo que existe de tecnologia e logísticas para acompanhar essas plataformas, é muito pouco. O problema é que ninguém se preocupou muito em acompanhar de perto isso, até que aconteceu o acidente — avalia Zylbersztajn.

    Do orçamento total da ANP para este ano, R$ 484,3 milhões foram autorizados pela União para gasto (esse valor exclui o que foi contingenciado). Apenas R$ 243,8 milhões, de fato, foram efetivamente gastos. Além dos recursos para a fiscalização, a ANP tem mais R$ 14,9 milhões no orçamento para despesas com “gestão das concessões” de produção e exploração de petróleo. O valor gasto até o fim de novembro era de R$ 8,9 milhões, ou seja, 60% do total. O único gasto totalmente executado do orçamento do ano foi o de publicidade: R$ 3,5 milhões.

    Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), lembra que a ANP não decide o tamanho do próprio orçamento. O problema seria também de ausência de uma política pública para o setor de petróleo:

    — O acidente da Chevron mostrou que a ANP não sabe lidar com acidentes em alto-mar. É preciso capacitar o órgão, o que significa melhorar o orçamento e os gastos com fiscalização.

    Fora a ANP, o Ministério do Meio Ambiente trabalha com uma previsão de gastos com “prevenção e combate a danos ambientais causados pela indústria do petróleo”. A estimativa para este ano é de R$ 633 mil. Mesmo depois do acidente da Chevron, nem um único tostão tinha saído dessa rubrica.

    Em nota, a ANP garantiu que sua verba “é suficiente para desempenhar sua atribuição de fiscalizar”. Para mostrar que isso é verdade, lembrou que “só foram gastos R$ 5 milhões” do previsto. Sobre o possível uso do restante até o fim do ano, a agência informou: “não é possível fazer previsão de gastos”, que são realizados “de acordo com as necessidades”.

     

    Os gastos da ANP são concentrados na fiscalização de postos de combustíveis e distribuidoras, área que tem uma verba de R$ 49 milhões.

    O Tribunal de Contas da União (TCU) instaurou, na semana passada, uma auditoria na ANP para apurar sua responsabilidade no vazamento. A previsão é que o trabalho seja concluído entre 60 e 90 dias.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/economia/fiscalizacao-da-anp-vale-menos-que-cafezinho-3336779#ixzz1ezz6qFlZ
    © 1996 – 2011. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.

    tá abandonado, tá tudo abandonado…

  37. elias said

    Zbigniew,

    É absolutamente previsível o comportamento da grande imprensa brasileira, com relação a qualquer coisa relacionada a grupos empresariais de grande porte. Basta um telefonema, dando a entender que, conforme for, a verba de publicidade poderá tomar outro destino… E só. Jornais, rádios, revistas, tevês… Todo mundo bota o rabinho entre as pernas.

    Isso é verdade, mas também é verdade que as agências reguladoras não estão fazendo nada que preste. E não é só a ANP…

    Veja o caso das distribuidoras de energia elétrica. Pelo que me disse um diretor de terceirizadora, as concessionárias estão há mais de 5 anos sem investir — ou investindo apenas merreca — nas redes de distribuição. Com o aquecimento da construção civil, a quantidade de prédios aumentou brutalmente, mas as redes de distribuição não acompanharam esse crescimento. Subestações obsoletas, transformadores de linha sobrecarregados, equipes de manutenção e reparos insuficientes, etc., já se tornaram lugar comum em todo o país.

    Empresa privada deixada a si mesma, é melecada na certa. Quanto maior a empresa, maior a m…

    A Chevron é bem um exemplo… O país está sapateando em corda bamba com uma porção de casos idênticos, em outras áreas.

  38. Zbigniew said

    Elias,

    essas agências são (estão) um disparate. A interferência dos fiscalizados no corpo da agência é um negócio a ser discutido. O formato tende a favorecer muito mais o fiscalizado do que o consumidor em si. Isto também ocorre nos EUA de onde se copiou o formato.

    Outra situação é a questão da matriz energética brasileira. Embora se critique as usinas hidrelétricas na Amazonia, principalmente a questão de Belo Monte, o país precisa garantir o crescimento e o fornecimento de energia. Ainda assim não se pode dizer que o Brasil não busque diversificar suas fontes. A biomassa, o álcool, o biodiesel, entre outros. Entretanto, com todo esse potencial contido nas suas bacias hidrográficas, não se pode descartar a exploração, ainda que venha a causar algum impacto ambiental.

    Quanto à imprensa, é como vc disse, o que vale é o capital e os anunciantes. O interesse nacional… bem… esse é um detalhe anacrônico, que atrapalha os negócios daqueles que tem um “mindset” (sic) para a riqueza e o sucesso.

  39. elias said

    Zbigniew,

    Pessoalmente, não creio que o Brasil tenha alternativa energética melhor do que a hidrelétrica. Que, de quebra, é uma opção que os brasileiros dominam.

    Ou seja: de minha parte, nada contra Belo Monte.

    O problema, acho, é usar a energia elétrica pra subsidiar a produção de exportáveis eletrointensivos. Aí a coisa pega, porque o Brasil pode estar jogando fora uma das últimas oportunidades que ele tem, de se desenvolver.

    Espero que, com esse episódio da Chevron, as agências reguladoras comecem a ser reestruturadas e comecem a botar quente nas concessionárias. Exploração de petróleo, transporte coletivo, transporte fluvial, distribuição de energia elétrica, dentre outros, são atividades que, em boa parte dos Estados, deixam muito a desejar, sem que sejam minimamente importunadas pelas reguladoras (é bem verdade que o distinto público também raramente chia, contribuindo pra que a coisa piore).

  40. Pax said

    2,5 dias sem internet
    e pagando um absurdo
    por um link de josta
    e a ANATEL?
    nada
    nem aí com o riscado
    a turma leva uns caraminguás
    para defender os provedores
    e o povo que se dane

    enfim…

    Eu sou contra Belo Monte

  41. Zbigniew said

    Elias,
    as pessoas chiam. E como. Assim como o Pax milhões de pessoas reclamam dos serviços de telefonia móvel Brasil afora. A ANATEL deve ser campeã de reclamações. A ANVISA, ANA, ANEEL também recebem reclamações. O problema é que tudo nesse país é cooptado (ou dominado). O Judiciário coopta suas corregedorias, as agências são cooptadas pelo poder econômico, o Governo coopta sua base e parte da oposição e a nossa sociedade, acomodada, chia, busca algum órgão, mas se demora ou não tem uma resposta satisfatória, só nas urnas, ou nas redes sociais.

    Sobre a questão de Belo Monte, a discussão deve se dar sob a ótica do custo-benefício. E aí tem que entrar todas as variáveis importantes, que vão da energia produzida até os danos ambientais. Muito já foi dito sobre o empreendimento. De que a geração de energia será por apenas 4 meses por ano, para não alagar uma área maior. Da retirada de índios, até a utilização de alternativas, como a energia eólica ou solar. Teve até um vídeo com atores globais que bombou no facebook, contrário a Belo Monte.
    Pergunta-se: a energia eólica ou solar podem substituir as hidrelétricas? Têm potencial para isso? São economicamente viáveis?

  42. Chesterton said

    Pax, na sua opinião, qual a matriz energética ideal para o Brasil? (só não vai falar em eólica e solar)

  43. elias said

    Zbigniew,

    Um amigo meu comprou um gerador eólico. Segura a barra da iluminação da casa e do jardim, tomadas em 110 V mais o equipamento da piscina. Aparelhos de ar condicionado, chuveiros elétricos e outros equipamentos em 220 V continuam na rede pública. Parece que a conta de energia elétrica caiu de R$ 1,0 mil pra R$ 600, mais ou menos. E ele ainda tem que regrar bastante o uso do ar condicionado, o que não é fácil (em Belém, esta época do ano é uma canícula; neste momento, no meio da rua deve estar aí pelos 45º à sombra…).

    O resultado que esse amigo obteve não me atrai pro eólico como solução individual. Na base de R$ 400 de economia/mês, ele vai precisar de uns 15 anos, acho, só pra recuperar o que investiu nos equipamentos e na instalação (torre, turbina, acumulador, transformador, fiação, mão-de-obra, etc.). Aí, em tese, ele começaria a lucrar alguma coisa. (Mas, será que começaria mesmo? E o custo da manutenção que ele terá no período?).

    Pra mim, no momento, a energia eólica ainda funciona mais como um posicionamento político do que como algo economicamente vantajoso, a menos que o tarifa aumente ainda mais. E muito mais.

    De qualquer forma o cara tá animado porque, pelo menos no quesito “iluminação” a coisa melhorou pra ele. Ficou livre dos apagões. Ele diz que viu, na Holanda, bairros inteiros consumindo apenas energia elétrica (lá parece que eles aproveitam até a energia reativa que aqui a gente paga gastando os tubos, quando nosso fator de potência fica doido).

  44. Pax said

    Caro Chesterton,

    Não tenho maiores conhecimentos no assunto. Aliás, bem pequeno.

    Parta dessa premissa: não entendo. Ok?

    Diria que uns 70 a 80% hidrelétrica

    O resto?

    Bem, pouco de tudo, incluindo aqui, pasme, nuclear de gerações mais novas.

    Eólica e solar também, porque não?

  45. elias said

    Onde está escrito:

    “Ele diz que viu, na Holanda, bairros inteiros consumindo apenas energia ELÉTRICA.”

    Leia-se:

    “Ele diz que viu, na Holanda, bairros inteiros consumindo apenas energia elétrica EÓLICA.”

  46. elias said

    Agora, energia solar é outro papo.

    Acho que falta pouco pra se criar células mais eficientes, que funcionem bem até em dias nublados. Nos EUA, já estão vendendo uns modelos que praticamente substituem os telhados das casas, sem aquele efeito espelhado.

    No Brasil, acho que energia solar seria uma boa pedida em regiões como Norte e Nordeste.

  47. Chesterton said

    Parta dessa premissa: não entendo. Ok?

    Acho que falta pouco pra se criar células mais eficientes

    chest- pois eu acho que o Elias entende bem o problema, energias alternativas são o oposto de matriz energética.
    A energia eólica quebrou o esquema do Obama (Solyndra)
    Solar faltam 50 anos para aparecer algo viável

    Matriz
    1. carvão
    2. gás
    3. petróleo
    4. hidrelétrica
    5. nuclear

    “Pra mim, no momento, a energia eólica ainda funciona mais como um posicionamento político do que como algo economicamente vantajoso,”

    chest- exatamente, seu amigo vai gastar muito mais, vai ter um prejuizo medonho só para brincar de alternativo. Não condeno, pois tambem gosto muito de brincar, e cada um brinca com o que quiser.

    É um problema político, o mais engraçado é que é anti-imperialista (americano) e não anti-OPEP.

    Minha experiência é de quem levava 48 horas para comer sorvete em geladeira a querosene, lia a luz de cataventos (dínamo) passava a ferro com ferro a braseiro, e ficou muito feliz quando o Amaralzinho trouxe energia elétrica . (Alguem quer comprar um motor diesel que sobrou no levante?)

  48. Chesterton said

  49. Zbigniew said

    Ao que parece as alternativas de energias renováveis ainda vão depender de aperfeiçoamento e escala. Energia é um troço abundante no universo, o problema é recolhê-la. Somos ainda bem primitivos neste aspecto. Viciados em energia suja, de combustíveis fósseis e não renováveis. Torço para que esse negócio de fissão, fusão a frio, supercondutores, etc., etc., venha a se tornar realidade econômica viável, um dia. Mas isto vai requerer um salto de consciência da humanidade. Fica difícil acreditar que vá ocorrer num horizonte próximo, quando ainda fazemos guerras pelo petróleo e gás e suas vias de escoamento. Como disse dependemos muito dos combustíveis fósseis. Por este ponto de vista podemos afirmar que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo.

    “(…) Os estudos de previsão da matriz energética mundial apontam para um papel do petróleo e do gás natural ainda dominante no horizonte de longo-prazo. Segundo a Agência Internacional de Energia, estas fontes de energia, em conjunto com os demais combustíveis fósseis, deverão representar 75 % da matriz energética mundial em 2035, no cenário mais otimista para as energias renováveis.(…)”

    E poderá utilizar os recursos do pré-sal para ajudar na alavancagem de novas formas de energia.

    “(…) Vale dizer que o desenvolvimento do Pré-sal não representa necessariamente um obstáculo para as energias renováveis. Pelo contrário, o Brasil tem a oportunidade de se apoiar nos benefícios econômicos do Pré-sal para desempenhar um papel chave nas energias do futuro. Esse é um desafio ambicioso que deve ser enfrentado no âmbito de uma estratégia de longo-prazo.(…)”

    Ainda sobre Belo Monte, para trazer mais algum subsídio ao debate:

    “(…) O Brasil é o único país industrializado onde ainda existe um grande potencial de geração hidrelétrica. Este potencial foi aproveitado até o seu esgotamento na Europa e nos Estados Unidos. Ao abrir mão de aproveitar o restante do seu potencial hidráulico, o Brasil estará optando por utilizar de forma muito mais intensiva as outras fontes energéticas convencionais como óleo, carvão, gás natural e nuclear.

    Ao compararmos Belo Monte, por exemplo, com as outras opções para expansão da oferta de eletricidade nos próximos anos fica claro que, caso Belo Monte não se concretize, o custo da nossa energia gerada e do nível das emissões de gases de efeito estufa teria um aumento expressivo. Por um lado, não existem outros projetos hidrelétricos prontos para serem licitados para substituir o projeto Belo Monte. Por outro lado, não é economicamente viável neste momento substituir a quantidade de energia a ser ofertada por outras fontes renováveis (eólica, biomassa ou pequenas centrais hidrelétricas). Ou seja, se o projeto Belo Monte não for adiante, o Brasil terá necessariamente que aumentar a contratação de energia gerada por termelétricas movidas a gás natural e/ou carvão.(…)”

    http://infopetro.wordpress.com/2011/11/28/pre-sal-um-obstaculo-para-as-energias-renovaveis/

  50. Chesterton said

    Viciados em energia suja, de combustíveis fósseis e não renováveis.

    chest- não é um vício, é uma contingência. Não sabemos como “limpar” a matriz.

    Torço para que esse negócio de fissão, fusão a frio, supercondutores, etc., etc., venha a se tornar realidade econômica viável, um dia.

    chest- claro que todo mundo torce para que o teletransporte de Startrek resolva tdo, mas é preciso saber diferenciar a realidade da ficção, principalmente quando se está lidando com o dinheiro do contribuinte.

    Mas isto vai requerer um salto de consciência da humanidade.

    chest- coisa nenhuma, o salto é tecnológico.

    Do petróleo ainda será o século 21, talvez ainda o próximo.

    E poderá utilizar os recursos do pré-sal para ajudar na alavancagem de novas formas de energia.

    chest- puro desperdício. A tecnologia virá do hemisfério norte.

    Ao compararmos Belo Monte, por exemplo, com as outras opções para expansão da oferta de eletricidade nos próximos anos fica claro que, caso Belo Monte não se concretize, o custo da nossa energia gerada e do nível das emissões de gases de efeito estufa teria um aumento expressivo.

    chest- aha, sabidão.

    A oposição a Belomonte é pura viadagem politicamente correta. … e global, da redi grobiu.

  51. Chesterton said

    http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/musica/beth-carvalho-a-cia-quer-acabar-com-o-samba/n1597382636665.html

    é fodas

  52. Pax said

    Prezados,

    Quem quiser ajudar, é só se coçar.

    (ok, caro Chesterton, nem precisa se pronunciar…)

    http://catarse.me/pt/projects/459-belo-monte-anuncio-de-uma-guerra

    Obs.: não tenho nada com isso, apenas recebi e dei uma boa olhada. Parece sério, rapaziada nova fazendo um bom trabalho. Aparece um amigo do caro Elias, o bom Lúcio Flávio Pinto.

  53. Chesterton said

    censura!

  54. Pax said

    Falei que não precisa. Não disse que não pode.

    Pode, sim. Claro que pode.

    Censura só pra troll e spam que nem podem ser classificados assim.

  55. Chesterton said

    FHC: ‘talvez Lula esteja certo’

    FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em entrevista à revista americana The New Yorker, elogiou a postura da presidenta Dilma Rousseff nos casos de corrupção que marcaram seu primeiro ano de governo e tiveram como conseqüência a queda de cinco ministros. “O presidente Lula diria ‘Não é bem assim, ele é um bom homem’. A presidente Dilma não compartilha dessa posição. Eu não sei se ela terá forças para ir em frente. Ela começa dizendo que esse é o momento de fazer a limpeza, limpar tudo, mas não sei se ela sabe o quanto é difícil fazer essa limpeza, porque o sistema está arraigado, essa divisão de poder entre grupos e partidos diferentes”, afirmou. Porém, ele reconheceu que um tom mais rígido com a corrupção pode inviabilizar a governabilidade do país e admitiu que uma posição conciliadora poderia ser mais correta. “É difícil controlar uma parte sem destruir o sistema. Lula aconselhou-a a não ir tão rápido. Na verdade, talvez ele esteja certo”, disse.

    chest- mas que grandessíssimo fdp…

  56. Chesterton said

    Bispo ‘importa’
    índios para Raposa
    Serra do Sol
    Em ação incentivada por um bispo Aldo Mogiano, índios de diversos países sul-americanos estão sendo levados para a reserva Raposa Serra do Sol, no Estado de Roraima, para fazer número e dar ideia de “ocupação”. A região, grande produtora de arroz, foi transformada em nova fronteira de fome, desemprego e alcoolismo, depois que os agricultores foram expulsos por decisão do Supremo Tribunal Federal.
    ch

  57. Chesterton said

    29/11/2011 | 00:00
    Bye, bye, Brasil
    O tal bispo Mogiano criou no passado uma “Aldeia da Demarcação”. Os índios importados se articulam em novas “nações independentes”.

  58. Chesterton said

    Cadê o EB? Fogo no inimigo.

  59. Chesterton said

    Chefe de organização criminosa, José Rainha permanece preso, decide o STJ

    ATÉ CRIME DE EXTORSÃO
    A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou pedido de liberdade de José Rainha Juniur e Claudemir da Silva Novais. Eles foram presos por serem suspeitos de integrar organização criminosa voltada para a prática de crimes contra o meio ambiente, de peculato, apropriação indébita e extorsão. Investigações da Polícia Federal apontam que José Rainha, que ficou famoso como líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), seria o chefe de organização criminosa que atuava na região do Pontal do Paranapanema, em São Paulo. Há indícios de desvio de dinheiro público, com a participação de servidores do Incra. Também há suspeita de coação de testemunha mediante grave ameaça, atribuída a Antônio Carlos dos Santos, a mando de José Rainha.

    chest- o CH está bom hoje…

  60. elias said

    Zbigniew,

    Belo Monte não foi projetada pra atender demanda da sociedade brasileira em geral. Belo monte foi projetada pra atender demanda daquilo que, no passado, se chamou PGC (Programa Grande Carajás), e que agora não sei como se chama; só sei que se tornou um troço infinitamente maior.

    A energia de Belo Monte será fornecida, principalmente, pra duas enormes plantas industriais cuja implantação já foi iniciada: uma de alumina (Companhia de Alumina do Pará – CAP), outra de aços laminados (Aços Laminados do Pará – ALPA). São, ambas, plantas de escala planetária, tipo “maior do mundo” ou “segunda maior do mundo”, coisa assim… Nenhuma das duas plantas fornecerá para o mercado interno.

    A energia elétrica a ser fornecida para essas plantas será subsidiada, como subsidiada é a energia que Tucuruí fornece para a Albrás, a Alunorte e a Alumar (esta última, no Maranhão). O termo de concessão do subsídio foi renovado em 2004, para vigência por mais 20 anos.

    Exportar eletrointensivo = exportar energia elétrica.

    Exportar eletrointensivo subsidiado = exportar subsídio.

    Exportar subsídio = exportar renda.

    Como diz um certo pessoal: não existe almoço grátis. Alguém paga por ele. Até agora, ainda não encontrei justificativa pra gente ficar pagando almoço de chinês, japonês, norueguês, sueco…

    Nada contra chinês, japonês, norueguês e sueco… Só acho que eles devem pagar seu próprio almoço.

  61. Pax said

    Afora, caro Elias, a questão da falta de sinceridade com a necessidade de novas barragens a montante.

    E dizem que não haverá impacto soci-ambiental grande.

    Uma mentira que custará caro a Dilma.

    Já há petistas históricos abandonando o barco por conta dessas.

  62. Pax said

    Enquanto o caro Chesterton adora o Cláudio Humberto, eu gosto um bocado do Ricardo Kotscho.

    Um assessorou o Collor, o outro o Lula.

    Enquanto o mundo gira, a Lusitana roda.

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/11/29/memoria-globo-e-collor-contra-lula-tudo-a-ver/

    Ok, é um ófitópique.

    Mas eles se merecem mesmo, titio, CH, Mainardi, Collor, enfim, esses aí.

    E o mundo girou e o Lula virou amiguinho do Collor.

    PQP.

    Depois querem um ministério probo.

  63. Zbigniew said

    Caro Elias,

    há uma incongruência entre tua informação e a constante no sitio do MME (http://www.mme.gov.br/mme/galerias/arquivos/belomonte/BELO_MONTE_-_Perguntas_mais_Frequentes.pdf)

    Pelo que consta lá, diz: “(…)A energia produzida pela usina de Belo Monte será usada para atender o crescimento econômico,
    com competitividade, e a expansão demográfica prevista do país. A maior parcela (70%) da energia
    da usina de Belo Monte destina-se ao mercado cativo, que engloba todas as residências, grande
    parte do comércio e serviços e uma grande parcela da indústria, inclusive as pequenas e médias. Os
    30% restantes destinam-se ao mercado livre e a autoprodutores – onde se encontra também a
    indústria eletrointensiva.(…)”
    Estaria o Ministério das Minas e Energia mentindo?

  64. elias said

    Pax,

    Em 1989 boi voou de costas…

    Mas o fato é que Collor usou bem as armas que tinha.

    O último debate na tevê é o que dá mais audiência. Mas é o que menos influi. Quando ele acontece, a maior parte das pessoas já definiu seu voto, e assiste o debate torcendo por seu candidato como torceria para seu time de futebol.

    Se a diferença entre os dois finalistas for grande, o último debate só influi se um dos dois ganhar o debate de goleada. E isso nunca acontece, porque quem chega na final está sempre muito bem preparado (observe que a diferença de escolaridade entre Serra e Lula e entre Alckmin e Lula não se refletiu nos debates; Lula debateu pau a pau com ambos e, no dia seguinte, a turma que argumentava com o “superpreparo” do Serra e, depois, do Alckmin, estava com “boca de abiu”).

    Com Collor foi diferente. A diferença de intenção de voto entre os dois candidatos era mínima. Empate técnico. Qualquer pequeno deslize poderia definir o resultado do jogo em favor do adversário. Lula mosqueou e perdeu.

    Houve manipulação do material do debate? Houve, claro. Em conseqüência, a Globo teve que reestruturar toda a sua área de telejornalismo (com a saída de Armando Nogueira, etc e tal).

    Mas a manipulação só se tornou possível porque Lula cedeu muito espaço, ao se sair mal no debate. Se ele houvesse mantido o desempenho dos debates anteriores, a Globo dificilmente se atreveria. Ele nunca deixou de reconhecer isso. Na narrativa do Kotscho isso fica bem claro: no momento mesmo em que saiu do estúdio, Lula reconheceu que havia jogado mal e perdido o jogo. Aqui em Belém, numa das preparatórias para as eleições de 2002, Lula falou a mesma coisa, em alto e bom som. No fim, disse que, como todo mundo, ele continuaria a errar, mas faria o possível pra não repetir erro velho…

  65. elias said

    Zbigniew,

    Essa afirmação do MME é uma das que mais tem suscitado polêmicas.

    Desde Tucuruí, diz-se que “apenas” 30% da energia gerada nas hidrelétricas se destina às indústrias eletrointensivas (tanto que, inicialmente, dizia-se que os japoneses financiariam um terço da usina, pra ficar com um terço da energia gerada).

    O que aconteceu depois foi um tanto diferente, não?

    Agora, novamente o MME levanta a lebre dos 30%. Claro que dificilmente você encontrará um cidadão com elementos pra refutar essa declaração, sem sombra de dúvida. Eu, p.ex., nem tentaria…

    Mas, observe: quando o MME fala do consumo residencial, ele fala no futuro. Pra quando esse futuro está projetado? Daqui a 30 anos? 50 anos? 70 anos? Ninguém sabe, né? E o MME não diz, certo?

    E onde se dará esse brutal aumento de consumo residencial? Na Amazônia? Brincadeira… Só podemos estar falando das regiões Sudeste e Sul, e um pouco do Nordeste, certo? Então, teremos que falar, também da transmissão dessa energia elétrica… Ou não?

    Agora, saindo do mundo da fantasia, daquilo que supostamente acontecerá, num tempo futuro que ainda não foi dimensionado, e se concentrando no mundo das coisas reais, só posso lhe dizer que a implantação da ALPA e da CAP já começou.

    Mais: provavelmente, a entrada em funcionamento da CAP ocorrerá antes da conclusão de Belo Monte. Tanto que a Vale já está instalando uma termelétrica (que vai queimar carvão-de-pedra), pra alimentar sua nova e paquidérmica redutora de alumina, enquanto a hidrelétrica não vem.

    Isso sim, caro Zbigniew, é demanda já posta, dimensionada, e pra já…

    Além do mais, há a questão do subsídio, que o MME jamais aborda. Até agora, ainda não apareceu ninguém pra explicar por que os brasileiros devem pagar almoço pra japonês, chinês, sueco e norueguês…

  66. Zbigniew said

    Faz sentido, Elias.
    Demandas projetadas para o futuro, embora possamos falar em pelo menos 30% para agora, em virtude dessa tua informação. Mas esse agora também é falho, uma vez que a construção de uma hidrelétrica desse porte não demora menos de cinco anos, não? (e essa já tem décadas de discussão). Até lá, com o governo apostando num crescimento constante do mercado interno e da atividade econômica, não podemos desprezar a demanda por energia.
    Estrategicamente, na soma de prós e contras, considero Belo Monte importante, até porque nenhum governo em sã consicência faria uma obra desse porte apenas para beneficiar algumas empresas. Digo isso também pelo aporte financeiro e impacto ambiental. Com todas as informações até agora coletadas, parece ser a melhor opção.
    Há uma outa questão que ainda não vi ser abordada: estima-se que entre 10 e 15% de toda a energia gerada no Brasil são desperdiçados entre a geração e a distribuição (comenta-se que é exatamente uma Belo Monte). Isto pode ser minorado ou trata-se de contigência do sistema?

  67. Chesterton said

    SE Collor fez uma coisa boa na vida foi ter evitado Lula presidente naquele ano.

  68. elias said

    Zbigniew,

    Complementando:

    A declaração do MME que você reproduziu, joga lenha na fogueira dos críticos de Belo Monte.

    Os críticos dizem que, com apenas o lago junto às turbinas, a potência firme da usina será de apenas 35% da potência nominal, certo?

    Aí vem o MME dizendo que a produção de exportáveis eletrointensivos vai levar “apenas” 30% da produção total da usina, certo?

    Agora junte as duas afirmações. A demanda imediata dos eletrointensivos fica apenas 5 pontos percentuais abaixo da potência firme calculada pelos críticos da Usina.

    Ou seja, o governo licitou e iniciou a execução apenas da parte que efetivamente interessa à produção de eletrointensivos.

    Ele está construindo a usina e o lago junto à usina, ou seja, apenas a parte que responde pela potência firme de 35%, suficiente pra atender a demanda de 30% das novas plantas de exportáveis eletrointensivos.

    Os restantes 65% — que implicariam os 5 lagos à montante — ele pode jogar pras calendas, alegando que se trata de “demanda futura”, que não necessita ser atendida de imediato.

    Acontece que os que mais sabem dizem que as hidrelétricas só têm economicidade se sua potência firme for, no mínimo, igual ou superior a 40% da potência instalada.

    Com Belo Monte funcionando a 35%, o custo do MW/hora será exageradamente alto.

    Como uma das finalidades da usina é proporcionar “competitividade” aos produtos brasileiros, segue-se que a demanda por subsídios, por parte dos eletrointensivos, também será imensa.

    E quem pagará por esses subsídios?

    Esse o problema, Zbigniew. Sempre que o MME tenta se explicar, ele acaba dando mais argumentos aos críticos da usina.

    De minha parte, como lhe disse, não sou contra a usina. Sou contra a gente ter que pagar almoço pra japonês, chinês, norueguês e sueco. Cada concessão de subsídio dura, no mínimo, 20 anos. Os subsídios ao preço da energia elétrica de Tucuruí, pra eletrointensivos, já vão pras suas 40 risonhas primaveras (os primeiros 20 anos se encerraram em 2004, quando foram renovados por mais 20).

    Essa grana, que soma alguns bilhões de dólares (isto mesmo: bilhões de dólares, segundo Eliezer Batista), é diluída nas contas de energia elétrica de todo o país. O carinha lá em Novo Hamburgo, RS, tá pagando pelo subsídio à Alunorte, que ele não sabe quem é, o que faz nem onde fica.

    Assim fica fácil brincar de ser competitivo e ter lucro alto: 30 anos sem pagar imposto de renda; 40 anos sem pagar ICMS, outros 40 anos pagando apenas um terço do preço de seu principal insumo…

    E, se o negócio é alumina, ainda tem o problema da lama vermelha, que o Bermmann citou. Até hoje não se exigiu da Vale uma solução pra isso. Já aconteceram 2 vazamentos, um deles de grande proporção. Com a operação da CAP, o “estoque” de lama vermelha vai pra estratosfera.

    Essa lama é proveniente da bauxita, espécie de argila da qual se extrai a alumina que, em seguida, é transformada em alumínio. A lama vermelha tem altíssimo teor de soda cáustica, usada na eletrólise que faz a redução de bauxita a alumina.

    Se a soda cáustica fosse eliminada da lama vermelha, esta poderia ser aproveitada pra várias finalidades (uma delas, creio, a produção de tijolos ou blocos estruturais para a construção de habitações).

    A crescente demanda chinesa por alumínio faz com que o “estoque” de lama vermelha cresça em progressão geométrica. A jazida de Porto Trombetas que, segundo as “projeções” dos tecnocratas da ditadura, iria durar mais ou menos 50 anos, se esgotou em menos de 25 anos. Aí entraram em operação as jazidas de Juruti (ainda no oeste do Pará) e de São Miguel do Guamá, mais próxima a Belém. E haja lama…!

    Se não se achar um uso pra essa lamaceira, teremos mais um problema de bom tamanho…

  69. elias said

    Chesterton – SE Collor fez uma coisa boa na vida foi ter evitado Lula presidente naquele ano.

    Elias – Enfim, concordamos! Foi bem melhor ganhar a eleição depois que o PSDB arrumou boa parte da casa. E ainda mais porque, em seus 8 anos de poder, o PSDB ganhou alguma musculatura, e o Brasil acabou ficando com dois fortes partidos de centro esquerda: um no governo, outro na oposição.

    Isso colocou a direita no rodapé.

  70. Pax said

    Realmente caros Elias e Chesterton,

    Se Lula tivesse ganhado em 1989 não teria, provavelmente, conseguido governar.

    Depois de Collor, Itamar e FHC, Lula teve sua chance num momento muito melhor.

    E, sim, caro Elias, ainda bem que a direita ficou no rodapé. Mas…

    O preço que o PSDB e o PT pagaram – e pagam – de luvas para a direita, para o coronelato etc, é alto demais, no meu entender. Já não vejo nenhum destes dois partidos com uma cara/personalidade convincente.

    O pior é que, ainda assim, são os melhores que temos.

    Pegando o gancho da reforma do Código Florestal e da construção de Belo Monte, dois assuntos da pauta, me atrevo a afirmar que para onde surgir um movimento mais verde (que fuja do podre PV), mais consciente, mais hora menos hora este movimento vai ganhar força, cada vez maior.

    Quero ver quem vai se chegar mais para este lado. PT ou PSDB? Quem vai abrir o olho para a política que vai acontecer em 2.022?

  71. iconoclastas said

    “O preço que o PSDB e o PT pagaram – e pagam – de luvas para a direita,…”

    direita who?

    ;^?

  72. elias said

    Pax,

    Acho que as luvas estão sendo pagas pros corruptos de centro e centro-direita.

    Daí porque os corruptos da direita propriamente dita vivem histéricos. Não estão sendo convidados pra festa.

    Se bem que, agora, eles tiveram uma boa fresta (e uma boa festa), com Aldo, o Rebelo da coligação PC do B/UDR…

  73. Pax said

    Não me consta, caros Iconoclastas e Elias, que ACM, Sarney et caterva sejam propriamentes de centro ou centro direita.

  74. Pax said

    Pega o caso do Ribamar, por exemplo. Foi da UDN, da Arena, esteve com Castelo Branco, com Figueiredo etc etc.

    Vão me dizer que é centro-direita?

    Ah, vá…

    Querem lembrar do ACM ou nem precisa?

  75. Zbigniew said

    Elias,
    quer dizer que o Estado está apenas construindo uma hidrelétrica a um alto custo que a curto prazo vai beneficiar apenas investimentos estrangeiros na região que poluem com lama vermelha e bauxita? Qual o retorno para o país, então? Empregos?
    Se ninguém estiver levando um por fora só podemos acreditar que por uma questão de contingência da obra não tem como fazer diferente. Ou tem? Por que essa energia não vai pra Região Norte? Manaus e Belém são bem servidas, mas e as cidades menores?

  76. Edu said

    E aí pessoal?

    Seguinte Tema 1: Belo Monte.

    Belo Monte de merda que vai sair esse empreendimento. Fico pensando: 4 meses de produção e 8 meses abaixo de 30%? Quem foi o retardado que aprovou um negócio desses? A Eletronorte é uma gracinha e o governo Lula e Dilma também são!

    Uma hidrelétrica de grande porte demora em média 30 anos para se pagar. Isso porque o reservatório garante a produção elétrica ao longo do ano. Em quanto tempo será o payback de Belo Monte? Eu já estou vendo aquela conta de que nós falávamos no outro post: dívida interna subir, por conta de subsídios à usina de Belo Monte.

    Po! Vai matar bichinho?! Vai. Vai alagar?! Vai. Então que façam a coisa direito po! Já estão gastando o dinheiro, já estão gastando a floresta, já estão gastando a população e já estão gastando a paciência dos eleitores. Ou arrumem outro lugar para fazer… O que eles têm na cabeça? Que a Eletronorte é ONG? É instituição de caridade? Mas tudo bem Lula e DIlma quiseram abraçar o desenvolvimentismo. Os caras não conseguem fazer uma licitação para tapar buracos de uma rodovia federal vão conseguir licitar uma usina hidrelétrica no olho do furacão ambiental que está acontecendo no mundo hoje? É mais uma atitude gerencial temerária dos 2 governos: um erro em cima do outro. E o povo aplaude, afinal, é o partido dos trabalhadores mostrando como se trabalha no Brasil!

    Sobre a produção de alumínio. Não sabia dessa informação, teoricamente isso deveria ser benéfico para os empregos aqui no Brasil…

    Sobre as outras fontes de energia elétrica:

    1 – Eólica não se paga. Aliás, ela só se paga porque esse tipo de energia conta com subsídios do governo e os leilões são a preços diferenciados. Isso tende a acabar um dia…

    2 – Solar não se paga. Fiz um estudo justamente para ver se valeria o investimento aqui no Brasil. Não vale. E além de não valer, não conta nem com subsídios do governo e muito menos leilões a preços diferenciados.

    3 – Termelétricas sujas (carvão e gás). É o que temos para o almoço. Discordo desse tipo de energia no Brasil.

    4 – Termelétricas nucleares. O risco é alto demais. Se há gritaria para Belo Monte, imaginem uma nuclear! Eu acho que seria uma boa idéia, mas além disso, o Brasil não tem a tecnologia mais avançada e nem tem a matéria prima para isso… acho que não seria viável.

    5 – Hidrelétricas: a energia que já foi solução para o Brasil está sofrendo o impacto do ambientalismo agora. Represas construídas todos aceitam calados, represas a serem construídas todos se armam para atirar. Sempre haverá impacto ambiental. O problema é que nunca ninguém fez uma conta simples: custo x benefício. Existem 3 tipos de usinas hidrelétricas:

    PCHs (pequenas centrais hidrelétricas, servem para pequenos rios, usadas por fazendeiros) Há muito potencial para isso aqui no Brasil, são quase sempre com impacto ambiental mínimo. O problema é que o excedente energético é pequeno demais versus o custo, e o prazo de payback para quem resolve construir uma em suas terras é muito longo.

    Médias: não estou lembrado aqui de quantos a quantos megawatts elas são, mas não há tantas opções assim. E a matriz energética brasileira não se modificaria com investimentos em usinas desse porte.

    Grandes: há poucas opções, no entanto o impacto ambiental é grande, o dinheiro necessário para construir é mto alto e há pouquíssimos lugares para se fazer isso. No entanto a matriz energética brasileira poderia se beneficiar bastante.

    6 – Biomassa: é uma boa aposta. O grande problema é que depende da produção de cana, basicamente.

    7 – Auto-produção: empresas que conseguem fazer auto-produção, queimando seu próprio lixo, ou comprando lixo da cidade ou de outras empresas para produção de energia elétrica está fazendo. Financeiramente é bom e ambientalmente vamos dizer que não é ruim. Financeiramente é bom porque a empresa produz energia para si mesma (o custo de energia hoje é alto) e caso haja algum excedente, ela pode vender (a um bom preço tbm). Ambientalmente não é ruim porque dá cabo a resíduos, no entanto, polui o ar.

  77. Edu said

    Tema 2: Chevron.

    Vazamentos de petróleo deveriam ser inaceitáveis. Não interessa se são comuns ou não. Se são comuns, não deveriam ser!

    Agora, vamos dar uma olhada em quem fez a brilhante licitação?

  78. Edu said

    Tema 3: direita e esquerda

    Senhores… a direita neste país não existe. E não vai existir nunca! A Constituição brasileira é social-democrata!

  79. Chesterton said

    Enfim, concordamos! Foi bem melhor ganhar a eleição depois que o PSDB arrumou boa parte da casa.

    chest- nada como um pouco de honestidade tardia.

    Agora pense na alternativa, Lula teria transformado o país numa Argentuela….(argentina + venezuela)

  80. Chesterton said

    ACM morreu.

    Acho que as luvas estão sendo pagas pros corruptos de centro e centro-direita.(elias)

    chest- sei, e o Lulinha é de direita. Ora, a corrupção é toda da esquerda.

  81. Chesterton said

    Nenhuma hidrelétrica tem 100% de aproveitamento no ano, a média é de menos de 60%.

  82. Chesterton said

    Todos politicos são de esquerda numa social-democracia, por isso, teoricamente, toda social-democracia acaba em tirania socialista. Quem pode se eleger sem prometer mundos e fundos com o dinheiro dos outros, olhem a Europa, quebrada de tantos benefícios, aposentadorias e privilégios que se tornaram “direitos” adquiridos. Olhem o que Obama quer fazer.
    Isso é cíclico, pois todo socialismo acaba quando termina o dinheiro dos outros.

  83. elias said

    “chest- sei, e o Lulinha é de direita. Ora, a corrupção é toda da esquerda.”

    Eu – Neném té naná… Neném é muito nenenzinho, e por isso, ainda é muito tolinho…

    Chest – “Nenhuma hidrelétrica tem 100% de aproveitamento no ano, a média é de menos de 60%.”

    Eu – Pelo que se sabe, é isso mesmo. Mas, também, nenhuma hidrelétrica é economicamente viável com 35% de potência firme…

    Chest – “Todos politicos são de esquerda numa social-democracia, por isso, teoricamente, toda social-democracia acaba em tirania socialista.”

    Eu – É isso mesmo! Taí como prova a coligação UDR / PC do B. A conhecida esquerdista Kátia está se aliando aos discípulos de Enver Hodja (é assim que se escreve?), pra fazer do Brasil uma imensa Albânia (assim como os ancestrais do Chesterton já tentaram fazê-lo um imenso Portugal). Como parte do processo, pretendem desmatar o país, milímetro a milímetro. Nos próximos anos, vão desmatar campos de futebol. Não vai ficar galho sobre galho, folha sobre folha. Vão detonar até com vasos de fícus decorando entorno de quadra coberta…

  84. Chesterton said

    Sei, a Katia Abreu está cotadíssima para ganhar as próximas eleições para presidente da República, né? Ora, a direita tem uma atuação marginal, em casos que servem apenas para se evitar uma tragédia econômica maior (essa discussão sobre a aceitação por parte da esquerda de políticas econômicas “de direita” já tivemos)

    Lulinha= filho do Lula que de cuidador de zoologico virou mega empresario quando o pai dele mudou a lei de telecomunicaçõs para beneficiar uma empresa sócia do nenê Lulinha – que memória fraca, hein Elias?

  85. Chesterton said

  86. elias said

    Zbigniew,

    I
    Na Amazônia, o atendimento de localidades com energia hidrelétrica depende da localização em relação a grandes rios. Uma hidrelétrica do lado sul do Rio Amazonas, p.ex., jamais abastecerá um município do lado norte. Não se teria como fazer o linhão atravessar quilômetros e mais quilômetros de rio. O mesmo se pode dizer que localidades do arquipélago do Marajó, etc, etc, etc.

    Levar energia de Belo Monte pra localidades do Amazonas, ou mesmo do Oeste do Pará, seria uma demência épica. As distâncias são tamanhas, que até o fuso é outro… E isso por dentro de uma floresta braba de se cruzar, com montanhas imensas no caminho, etc, etc (muita gente pensa na Amazônia como uma planície… Na realidade, é um vale, uma calha, ladeada por dois planaltos: o amazônico, ao norte e o brasileiro, ao sul – onde fica a Serra dos Carajás). Mais lógico seria fazer outras hidrelétricas, de menor porte (é o caso, por exemplo, da hidrelétrica de Curuá-Una, em Santarém, oeste do Pará).

    II
    Até aqui, os grandes projetos têm prejudicado mais que ajudado as regiões de localização.

    A seqüência é mais ou menos esta:

    1 – Implantação do projeto. Chegam levas de brasileiros, vindos principalmente do Nordeste, pra trabalhar nas obras de infraestrutura. Em média, são 30 mil trabalhadores de baixa qualificação, absorvidos na construção de estradas, ferrovias, pontes, núcleos urbanos, etc. Como eles vêm com as respectivas famílias, são, mais ou menos, 100 mil pessoas.

    2 – Fim da implantação. Começa a operação do projeto. Absorve, no máximo, uns 5 mil trabalhadores, sendo menos da metade com qualificação média ou baixa. Não é pouca coisa… Acontece que a região ganhou mais 100 mil habitantes. A maior parte deles agora está desempregada. O que fazer com esse pessoal? Devolver pro Nordeste?

    3 – Favelização da floresta. Pipocam imensas favelas bordejando os núcleos urbanos implantados para operação dos projetos. São os deserdados do processo. Miséria braba, pra ninguém botar defeito. O governo do Estado pouco pode fazer, porque os grandes projetos nada acrescentam à receita tributária estadual (são isentos de ICMS, dentre outros mimos).

    Diariamente o Pará recebe levas e mais levas de imigrantes de baixa renda, baixo nível cultural e baixa qualificação profissional. Existem micro-regiões inteiras, assim como bairros inteiros nas principais cidades do Estado, habitados majoritariamente — na proporção de 80% ou mais — por imigrantes do Nordeste principalmente. Isso eleva brutalmente a despesa pública (porque aumenta, também brutalmente, a quantidade de pessoas que depende do Estado em termos de educação, saúde, habitação e até alimentação), sem que a receita pública se eleve (já que os exportáveis são isentos de tributação estadual — o Estado é proibido de tributar exportáveis).

    Em suma: o Pará exporta energia elétrica subsidiada, minérios e produtos intermediários; em contrapartida, importa miséria.

    Pra você ter uma idéia de como a coisa funciona, dê uma olhada, no site do IBGE, opção “cidades”.

    Compare: (a) o PIB de Barcarena-Pará, com o PIB de Santarém-Pará; (b) calcule o PIB per capita de cada uma 2 duas cidades e compare; (c) compare a soma de depósitos a prazo e em caderneta de poupança, das 2 cidades.

    Você verá que, embora o PIB de Barcarena, total e per capita, seja muito maior que o PIB de Santarém, o volume de depósitos à prazo e em caderneta de poupança em Santarém é muito maior que o de Barcarena.

    Em Barcarena é onde ficam a Albrás, a Alunorne e o Porto de Vila do Conde. Em Santarém não existe nenhum megaprojeto.

    Barcarena produz muita riqueza, mas não pra Barcarena. Praticamente nada da riqueza produzida em Barcarena é internalizada em Barcarena ou mesmo no Pará. O alumínio e a alumina são produzidos lá, com seu principal insumo — a energia elétrica — sendo subsidiado. Daí segue pro exterior, Ásia e Europa, principalmente. No exterior, sim, esses produtos intermediários serão industrializados e, por isto, vão gerar muitos empregos… No exterior.

    É o modelo brasileiro de desenvolvimento. Exporta bens intermediários, importa produtos acabados. Não vem de hoje…

    Claro que Belo Monte se encaixa nisso.

    É possível mudar esse troço? Provavelmente sim. Desde que uma parcela majoritária da população se disponha a fazer isso. Pra isso, essa parcela teria que ter um rumo, uma direção, um norte… Tem? Duvido!

    Então, esse aí continuará sendo o nosso futebol…

  87. elias said

    Chester,

    Mais uma vez: ladrões e corruptos é coisa que todo lugar e toda época tem. Tem ladrões e corruptos na esquerda, no centro e na direita.

    Não estou aqui assinando em cruz atestado de idoneidade pra quem quer que seja. O filho do Lula é ladrão? Tens provas disso? Então, cara, mete o péssimo na cadeia! Tô nem aí pra isso…!

    Agora, esse negócio de dizer que “todo político é de esquerda” e “toda corrupção está na esquerda”, soa tão “inteligente” quanto dizer que “todo político é de direita” e “toda corrupção está na direita”.

    O leitorado daqui do pedaço já superou essa fase há décadas, Chesterton. O debate aqui tá num outro nível, percebe?

  88. Chesterton said

    Mais uma vez: ladrões e corruptos é coisa que todo lugar e toda época tem. Tem ladrões e corruptos na esquerda, no centro e na direita.

    chest- os petistas passaram de “eles são corrputos” para “eles tambem são corruptos” numa velocidade espantosa…

    O leitorado daqui do pedaço já superou essa fase há décadas

    chest- eu estou impressionado com a maturidade política do povo paraense.

    O principal é, todo político brasileiro promete vantagens para uns com o dinheiro de outros.

  89. elias said

    Chesterton.

    O “leitorado daqui do pedaço” a que eu me referi, é o pessoal que freqüenta o blog…

    Infelizmente, parece que poucos paraenses acessam o PolíticAética.

    Quanto à maturidade política do povo paraense, ao que parece, é pouquíssima. Como a do brasileiro em geral (o que não serve de consolo). A Economist, salvo engano, produziu e publicou um estudo sobre o assunto.

    Veja só: aí, acima, um cara com instrução superior escreveu que “numa social democracia, todos os políticos são de esquerda”. Logo em seguida, o mesmo cara disse que “toda a corrupção está na esquerda”.

    Acredite, Chesterton: se alguém tentar saber a imagem que esse cara faz de si mesmo, vai descobrir, bestificado, que esse cara se considera politicamente maduro…

  90. Chesterton said

    Meu caro, se você mesmo fala que a direitaacabou, como poderia estar a corrupção fora do governo que segundo você é de esquerda? tsc, tsc, tsc

  91. Zbigniew said

    Elias, obrigado pelas informações.

    No meu curto raciocínio entendo que a Amazônia e os seus Estados têm um grande desafio que passa pela harmonia entre desenvolvimento e floresta. Este será sempre um grande dilema para vocês que estão mais próximos, e para o Brasil como um todo.

    Hidrelétricas são importantes. É a matriz mais limpa, menos sujeita ao contingenciamento de mercado (ver o caso do pró-álcool), e, pelo menos até agora, mais em conta. O país vai precisar expandir sua oferta de energia, a se manter o ritmo da economia e crescimento. Não tem como fugir disso. O que se tem que pensar é como construir tais hidrelétricas na Amazônia, observando-se os diversos interesses envolvidos, que vão de ONGs estrangeiras, até aqueles defendidos pela nossa grande(?) mídia tupiniquim (afinal de contas são empresas capitalistas que têm uma lógica própria, apesar de muitas delas serem concessionárias de um serviço que há muito deixou de ter caráter eminentemente público).

    Esse teu exemplo das duas cidades e da migração de nordestinos espelha bem o drama que é buscar o desenvolvimento sem um mínimo de planejamento estratégico. Não dá pra dissociar a construção de uma obra desse porte sem se pensar estrategicamente. Não dá pra parar só na execução da obra, na constatação de seus impactos ambientais e sociais e medidas pontuais. Passa também pela questão do desenvolvimentismo, da formação de mão-de-obra, sua qualificação, da urbanização, do impacto ambiental, da industrialização em contraponto à exportação de commodities. O tema é complexo e tem que ser concatenado em todos os níveis da federação: União, Estados e Municípios.

  92. Elias said

    Chesterton,

    Mais uma vez você está enganado, ou eu devo ter me expressado muito mal.

    Eu jamais disse que a direita acabou. Ela não acabou e, a meu pensar, não acabará. A existência da direita (assim como da esquerda e do centro) faz parte do equilíbrio natural da coisas.

    Eu disse, apenas, que, no contexto atual, a direita foi relegada a um plano secundário, no processo político brasileiro. Atualmente, ela é mera coadjuvante. Quando um partido de centro-esquerda, como o PSDB, aceita o apoio da direita, o faz envergonhado. Algo assim como se estivesse usando os bons préstimos de uma prostituta pra descarregar a natureza, mas, ao mesmo tempo, tivesse vergonha disso.

    Daí o chororô de alguns próceres do DEM, que o Pax recentemente linkou… Eles se sentem usados pelo PSDB. Os tucanos foram lá, descarregaram o que estava encroado e, depois, meteram o pé na bunda dos demistas. Pelo menos, foi o que o dirigente demista deu a entender… E é o que eu acho.

    Mas a prost…, digo, a direita, continua existindo, Chesterton. Mirrada, sem rumo, prostituída, usada, prunchada e desprezada… Mas viva!

    Os corruptos de direita chiam, porque os corruptos de esquerda e de centro estão se revelando muito gulosos. Não estão deixando nada pra corruptalha direitoba. Ela, coitada, quer roubar também…

    Mas, enfim, nessa eu não me meto. Eles, que são ladrões, que se entendam…!

  93. Elias said

    “equilíbrio natural das coisas.”

  94. Elias said

    Zbigniew,

    É isso aí.

    Há algumas décadas, Getúlio Vargas, então ditador, decidiu autorizar a exploração do manganês da Serra do Navio, que, na época, era território paraense.

    Quem governava o Pará era o caudilho e general Magalhães Barata, que mandou (e desmandou) na política paraense durante décadas, mas morreu pobre, em 1959. Não roubou.

    Barata sacou de cara que a exploração do manganês paraense, nos moldes propostos pelo governo, era uma roubada, e deixou bem claro a Getúlio que não contasse com ele. Getúlio disse que a decisão estava tomada. Barata rebateu dizendo que, então, isso seria problema de quem tomou a decisão; não dele, Barata. Getúlio riu…

    Pouco tempo depois veio a solução de Getúlio. Ele separou do Pará a área da Serra do Navio, criando o Território Federal (hoje Estado) do Amapá. E mandou ver na exploração do manganês, nos mesmos moldes hoje praticados para o ferro no Pará.

    Décadas depois, na Serra do Navio ficou só o imenso buraco do Navio. Fora isso, mais nada, além de muita pobreza. O que o Amapá tem hoje de desenvolvimento não é graças à exploração do manganês, mas apesar dela.

    No Pará, é cada vez maior a insatisfação com a exploração predatória dos minérios, dos recursos hídricos e, enfim, da biomassa continental do Estado.

    Aí armaram a fragmentação do Pará em 3 fatias: Tapajós, Carajás e Pará.

    Quem armou? Exatamente a parcela de políticos mais ostensivamente comprometidos com os interesses predatórios.

    O plebiscito será agora em dezembro, daqui a alguns dias. As pesquisas de opinião estão dando 3 votos NÃO pra cada voto SIM, apesar dos separatistas estarem em campanha há vários anos.

    Será que isso é o começo de alguma coisa? Tomara!

  95. Chesterton said

    Os corruptos de direita chiam, porque os corruptos de esquerda e de centro estão se revelando muito gulosos.

    chest- mas é exatamente o que eu disse, a corrupção é da esquerda. Os corruptos (em potencial) da direita estão desativados, ou inexistem, dá no mesmo.

    Viva, Elias finalmente admite que a corrupção no Brasil, hoje, é de esquerda. Não poderia eu ficar mais satisfeito.

  96. elias said

    Chesterton,

    É que tu és muito otimista. Ou ingênuo…

    Só porque os ladrões de direita não estão roubando das burras federais, não significa que eles não estejam roubando em outras esferas.

    Nos planos de saúde, p.ex., como tu mesmo já disseste aqui.

    Nas concessionárias de energia elétrica. Nas construtoras (não estou me referindo àquelas que executam obras públicas)…

    Além do que, tem muito ladrão de direita se dando bem em Estados onde o governo é aliado deles. Em São Paulo, por exemplo.

    Sei que quando se fala em corrupção de direita, tu costumas virar a cara pro outro lado. Aqui no PolíticAética, tu vens logo com outro assunto. Arranjas logo um texto que não tem nada a ver com o assunto e colas nos comentários. Todo mundo aqui já sacou, tá manjadíssimo esse truque…

    Mas não será por isso que a corrupção de direita deixará de ser notada… O que torna ainda mais surreal o chororô dos corruptos de direita, hoje confinados às roubalheiras estaduais, lamentando sua exclusão da roubalheira federal…

    Pronto. Podes mudar de assunto, agora.

  97. Pax said

    mudando de saco para mala… e que mala.

    recebi correspondência da Embratel.

    vão descontinuar o serviço de link internet que uso.

    o único disponível na roça que moro e onde consigo manter este blog.

    Ficarei somente com linha discada como opção e não sei como farei.

    O fim do serviço está decretado para 31/12/2011. Um serviço de péssima qualidade por um preço absurdo. Mas, ao menos, é o que tenho.

    como diz o caro Chesterton, “fudel”.

  98. Chesterton said

    Só porque os ladrões de direita não estão roubando das burras federais, não significa que eles não estejam roubando em outras esferas.

    Nos planos de saúde, p.ex., como tu mesmo já disseste aqui.

    chest- meu caro, coloque-os em cana se tiver provas, ora bolas. Não me venha com comparações com a esquerda corrupta, para tentar disfarçá-la, ou minimizá-la.

  99. Chesterton said

    Pronto. Podes mudar de assunto, agora.

    chest-” jamé…”, a esquerda é corrupta de origem.

  100. elias said

    Chesterton,

    Então, aguardo teus comentários sobre a corrupção em SP. Algo diferente daquelas transcrições sobre outros assuntos que tu colocaste lá.

    E também explica como é que “teoricamente”, numa social-democracia, todos os políticos são de esquerda.

    Quem desenvolveu essa teoria? O cientista político Manoel Joaquim?

  101. Chesterton said

    Porque numa social-democracia nos moldes europeus, nenhum politico de direita pode reverter o welfare-state. Então ér uma corrida para ver quem promete mais.

  102. Elias said

    E como tu explicas essa recuperação eleitoral que a direita está obtendo, em vários países europeus?

  103. Chesterton said

    Direita? Com programa de esquerda? Por acaso ela pretende acabar com o welfare state? Pretende zerar o déficit público? Essa direita é uma “menos esquerda”, mas falta muito.

  104. elias said

    Bem, Chesterton.

    Não sei se “zerar déficit” público é remédio pra tudo. Foi cavalgando um déficit público monumental que os EUA se tornaram a mais poderosa economia do planeta.

    De qualquer modo, na Europa, esquerda ou direita, seja quem diabo for, vai ter que reduzir bastante o déficit público, em países como Grécia e Portugal, que mantiveram por décadas a ilusão de que haviam chegado lá e tinham passado a fazer parte do 1º mundo. Aliás, na Espanha idem. Itália também…

    Em Portugal, há coisa de uns 7 anos, comprava-se um bom carro por ninharia. Eu achava estranho, porque Portugal não fabrica nem carro-de-mão… “É que os impostos são bem baixinhos…”, me disseram. E eu cá com meus botões: “com esse montão de carros nas ruas e nas estradas (no Porto, estacionar era como produzir um milagre a cada dia…!), sem gerar impostos, quem é que banca a manutenção das estradas e ruas, a sinalização horizontal e vertical, etc.?”. Mistério… Agora eu sei!

    Mas um carinha da Casa de Estudos Germânicos, aqui em Belém, reage: “O que tu querias que se fizesse? Sem subsídio ao consumo em Portugal & afins, metade da Europa iria emigrar pra Alemanha, França e Inglaterra, ferrando com a Unidade Européia. Era o frigideira ou o fogo…”.

    Concordo. Eu costumava encher o saco de um conhecido nosso, português, dizendo que, se a Alemanha e a Inglaterra não bancassem a despesa pública portuguesa, pra subsidiar o consumo, quando um sujeito abrisse a tampa do vaso de um sanitário público alemão, daria de cara com um homem ou uma mulher de imensos bigodes, saindo de dentro do vaso: “Pois não, dotoire… Schifaizfavoire!”

    Só que ninguém bancava de graça, né?

    Viver bem sem pagar muito imposto é um sonho que tem mais de 2 mil anos. Até agora não apareceu quem soubesse como realizá-lo (só apareceu quem soubesse como acabar com a chiadeira: Justiniano, reuniu num circo o pessoal que chiava contra o aumento dos impostos, mandou fechar as portas e, em seguida, mandou matar a todos, um por um… De lá pra cá, os impostos só aumentaram… Lá como cá…).

  105. Chesterton said

    E o imperio romano acabou quando ele matou os contribuintes (ou esse decidiram que não mais valia a pena sustentá-lo).

    A resposta para você, Elias, está nessa expressão tão cara às esquerdas:
    “….basta vontade política!”

    Não basta vontade política, tem que acertar a conta da mercearia no final do mês ou no mês seguinte se passa fome.

    Os EUA viveram no déficit porque os investidores viam a baixa carga tributária e por isso acreditavam que a economia era solvente.

  106. elias said

    Chesterton,

    Esta expressão, “basta vontade política”, nunca a leste em qualquer coisa que eu tenha escrito.

    Assim fica fácil debater: é só atribuir ao oponente uma coisa que ele nunca disse…

    Vou ao que tu disseste:

    “Os EUA viveram no déficit porque os investidores viam a baixa carga tributária e por isso acreditavam que a economia era solvente.”

    1 – Os EUA não viveram no déficit. Os EUA VIVEM no déficit. E, pra sair da crise, eles não diminuíram a despesa pública, e sim aumentaram. US$ 2 trilhões no fim do governo Bush e US$ 1 trilhão com o Obama.

    2 – “Os investidores viam a baixa crise tributária e, por isso, acreditavam que a economia era solvente”? Então a crise americana é uma crise de investimento? E a economia americana está insolvente?

    Pô Chesterton… Tenho certeza de que podes fazer melhor…

    3 – Depois que o império romano matou AQUELES contribuintes, ele ainda se segurou por séculos. Se tu não sabes, o império romano foi ferrado de fora pra dentro. Nenhum grande império subsistiu por mais de 10 anos sem MUITO, MAS MUITO MESMO, imposto.

    A questão, Chesterton, é quem paga o imposto. Se o império acha um jeito de fazer com que outros países paguem, ele alivia a barra internamente. Não tem tatu, vai tu mesmo… É assim que a coisa funciona, Chesterton, há milênios. Até hoje não apareceu o mágico capaz de mudar essa lógica. Se tens fórmula pra isso, estás perdendo tempo nestye blog: vende a tua fórmula, que ficarás trilhiardário…

  107. Chesterton said

    Esta expressão, “basta vontade política”, nunca a leste em qualquer coisa que eu tenha escrito.

    Assim fica fácil debater: é só atribuir ao oponente uma coisa que ele nunca disse…

    chest- Elias, eu disse que ela é cara aos petistas, não disse que é cara a TODOS petistas. Logo, você vestiu o chapéu sem a menor necessidade. Logo, você está atribuindo a mim algo que nunca disse, a falácia “red hering”.

    1 – Os EUA não viveram no déficit. Os EUA VIVEM no déficit. E, pra sair da crise, eles não diminuíram a despesa pública, e sim aumentaram. US$ 2 trilhões no fim do governo Bush e US$ 1 trilhão com o Obama.

    chest- o fato de viverem no déficit não exclui a hipótese de terem vivido no déficit. Isso é uma falha lógica.
    Eu nunca disse que o Bush não aumentou o déficit, outro “red hering”.

    2- 2 – “Os investidores viam a baixa crise tributária e, por isso, acreditavam que a economia era solvente”? Então a crise americana é uma crise de investimento? E a economia americana está insolvente?

    chest- os investidores viam a baixa CARGA tributária, não baixa CRISE tributária. A CRISE americana é fical, Obama quer aumentar os impostos e os americanos, até agora, não aceitam. Os americanos quase ficaram insolventes quando o congresso ameaçõu não autorizar elevar o teto da dívida.

    Pô Chesterton… Tenho certeza de que podes fazer melhor…

    chest- vou desenhar, então.

    3 – Depois que o império romano matou AQUELES contribuintes, ele ainda se segurou por séculos. Se tu não sabes, o império romano foi ferrado de fora pra dentro. Nenhum grande império subsistiu por mais de 10 anos sem MUITO, MAS MUITO MESMO, imposto.

    chest- tchau, acabou o lápis de cor..

  108. elias said

    1 – Os EUA não viveram no déficit. Os EUA VIVEM no déficit. E, pra sair da crise, eles não diminuíram a despesa pública, e sim aumentaram. US$ 2 trilhões no fim do governo Bush e US$ 1 trilhão com o Obama.

    chest- o fato de viverem no déficit não exclui a hipótese de terem vivido no déficit. Isso é uma falha lógica.
    Eu nunca disse que o Bush não aumentou o déficit, outro “red hering”.

    Elias: Entendi. O Chesterton atualmente falou que os EUA presentemente viveram no déficit.

    2- 2 – “Os investidores viam a baixa CARGA tributária e, por isso, acreditavam que a economia era solvente”? Então a crise americana é uma crise de investimento? E a economia americana está insolvente?

    chest- os investidores viam a baixa CARGA tributária, não baixa CRISE tributária. A CRISE americana é fical, Obama quer aumentar os impostos e os americanos, até agora, não aceitam. Os americanos quase ficaram insolventes quando o congresso ameaçõu não autorizar elevar o teto da dívida.

    Mantenho a pergunta: Então a crise norte-americana é uma crise de investimento, provocada pela baixa carga tributária? Então, se a carga tributária provoca crise, inclusive crise de investimento, a solução não seria elevar a carga tributária?

    Como é que uma carga tributária baixa provoca uma crise de investimento?

    Em vez de desenhar (provavelmente desenhas mal pra caraca!), o ilustre filósofo lusitano poderia, apenas, citar um grande império que tenha se mantido por mais de 10 anos, sem tributar pesadamente alguém, em algum lugar.

  109. Chesterton said

    Elias: Entendi. O Chesterton atualmente falou que os EUA presentemente viveram no déficit.

    chest- está na hora de você estudar m ais um pouco tempos verbais com conjugações. Leia o que eu escrevi, não fique supondo e imaginando.

    Elias: 1 – “Os investidores viam a baixa crise tributária e, por isso, acreditavam que a economia era solvente”? Então a crise americana é uma crise de investimento? E a economia americana está insolvente?

    Elias: 2- Mantenho a pergunta: Então a crise norte-americana é uma crise de investimento, provocada pela baixa carga tributária? Então, se a carga tributária provoca crise, inclusive crise de investimento, a solução não seria elevar a carga tributária?

    chest- Qual pergunta? Aí tem 6 perguntas.

    Como é que uma carga tributária baixa provoca uma crise de investimento?
    chest- falácia do tipo “non sequitur”.

  110. elias said

    Chesterton: “Os EUA viveram no déficit porque os investidores viam a baixa carga tributária e por isso acreditavam que a economia era solvente.”

    Estou apenas transcrevendo, Chesterton. Transcrevendo.

    No período que tu escreveste, do ponto de vista sintático, a palavra PORQUE é uma CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL. Ela introduz, no período, a razão pela qual algo aconteceu.

    O quê aconteceu, segundo o Chesterton? Aconteceu que os EUA VIVERAM no déficit.

    E por que os EUA VIVERAM no déficit? Segundo o Chesterton, os EUA VIVERAM no déficit “PORQUE os investidores viam a baixa carga tributária e por isso acreditavam que a economia era solvente.”

    Uma vez mais peço ao ilustre pensador lusitano que responda:

    1 – Os EUA VIVERAM no décifit ou continuam vivendo?

    2 – Se o déficit público é problema tão grave assim, porque os governos Bush e Obama estão aumentando a despesa pública pra sair da crise?

    3 – O quê os investidores foram induzidos a fazer, por causa da baixa carga tributária?

    4 – A baixa carga tributária seria um mal? Algo que induz os investidores a tomar decisões que, por fim, elevam o déficit público?

    5 – A solvência da economia americana é uma ilusão? Na verdade, ela seria insolvente?

  111. elias said

    2 – Se o déficit público é problema tão grave assim, porque os governos Bush e Obama estão aumentando a despesa pública pra sair da crise?

    “Estão aumentando” não. AUMENTARAM (e parece que o Obama tá querendo aumentar de novo…).

  112. elias said

    E as respostas, Chesterton?

  113. Chesterton said

    1 – Os EUA VIVERAM no décifit ou continuam vivendo?

    chest- ambos

    2 – Se o déficit público é problema tão grave assim, porque os governos Bush e Obama estão aumentando a despesa pública pra sair da crise?

    chest- porque ainda tem crédito com os ionvestidores, coisa que na Europa está acabando.

    3 – O quê os investidores foram induzidos a fazer, por causa da baixa carga tributária?

    chest- pergunte a eles, seja mais específico.

    4 – A baixa carga tributária seria um mal? Algo que induz os investidores a tomar decisões que, por fim, elevam o déficit público?

    chest- o mal primeiro é gastar mais do que arrecada, o mal segundo é remover dinheiro demais do povo para o estado.

    5 – A solvência da economia americana é uma ilusão? Na verdade, ela seria insolvente?

    chest- ainda é solvente, até os investidores arrumarem um lugar mais seguro (baixo risco de calote).

    Manda mais!

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