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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Agnelo Queiroz, mais um Midas no DF

Posted by Pax em 12/12/2011

Midas recebeu de Baco o poder de transformar em ouro tudo que tocasse. Reportagem da revista IstoÉ mostra que o Ministério do Esporte, a ANVISA e o governo do Distrito Federal podem ter dado a Agnelo Queiroz (PT-DF), ex-ministro e atual governador do DF, o mesmo poder de Midas. Sua família apresenta, segundo a notícia abaixo, um crescimento patrimonial vertiginoso.

Entre a mitologia e a necessidade de uma profunda investigação policial, a segunda parece mais apropriada para o bem dos cofres públicos.

Recentemente o PT veiculou propaganda política com intenção de agregar novos filiados. Agnelo Queiroz, ex-militante e deputado do PCdoB, estava entre os governadores que apresentavam as virtudes dos governos petistas. Uma espécie de afronta à inteligência de quem está minimamente informado sobre a política nacional e a pauta deste blog. Mais apropriado seria o PT veicular notícia de desfiliação ou expulsão de Agnelo. Provavelmente a eficácia seria maior e a possibilidade de adesão de novos filiados cresceria. Resta saber o que o partido quer.

A próspera família de Agnelo – Claudio Dantas Sequeira – IstoÉ

Imóveis, fazenda, restaurantes e locadora engordaram o patrimônio da família do governador do DF em mais de R$ 10 milhões. A PF investiga como a mãe, os irmãos e um sobrinho do petista acumularam essa riqueza em apenas três anos

O inquérito que apura o envolvimento do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, num esquema de desvio de verbas do Ministério do Esporte deverá atingir também sua família. A Polícia Federal e o Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (NCOC) do Ministério Público do DF investigam o aumento vertiginoso do patrimônio da mãe, dos irmãos e até de um sobrinho de Agnelo. Delegados e procuradores querem entender como a família do governador, que sempre fez questão de enfatizar sua origem humilde, passou a ostentar em apenas três anos mais de R$ 10 milhões em bens. De acordo com as investigações, os sinais de enriquecimento surgem no início de 2008 e vão até setembro deste ano. Agnelo deixou o Esporte em 2006 e logo depois se tornou diretor da Anvisa (Agência de Vigilância Sanitária), de onde saiu em 2010 para concorrer ao governo da capital do País. Levantamento preliminar da PF indica que os familiares do político petista não têm fontes de renda para justificar negócios celebrados nos últimos três anos, que incluem a compra de quatro franquias de restaurantes famosos de fast-food e da mais importante confeitaria de Brasília, todas localizadas nos principais shoppings da capital. Carros de luxo, apartamentos e até uma fazenda de gado em Goiás também constituem o que os investigadores batizaram de “império dos Queiroz”.

O MP do DF e a PF suspeitam que a família de Agnelo esteja sendo utilizada para esquentar o dinheiro desviado dos cofres públicos. Além de ter conversado informalmente com agentes que apuram o caso, ISTOÉ obteve com exclusividade parte dos documentos que fundamentam a investigação. O primeiro na lista dos familiares de Agnelo investigados pela Polícia Federal é o ex-vigilante Ailton Carvalho de Queiroz, 51 anos, irmão mais novo do governador. Ailton tornou-se conhecido da mídia em 2008, quando trabalhava na área de inteligência do Supremo Tribunal Federal. Foi ele o responsável pela elaboração de um relatório que indicava a suposta existência de grampos contra ministros do STF. Logo depois do escândalo, o vigilante se licenciou do trabalho. Em seguida, investiu R$ 200 mil numa locadora de veículos chamada Allocare. A empresa, que funciona numa pequena sala comercial na cidade-satélite do Guará, é administrada pelo filho Yuri. Com 23 anos de idade, Yuri tem renda presumida pelo Serasa de R$ 1,1 mil, mas possui em seu nome quatro veículos de luxo, entre eles uma picape Mitsubishi L200 Triton 2011, avaliada em mais de R$ 100 mil.

Em maio passado, Ailton lançou-se num novo negócio. Ele e a irmã Anailde Queiroz Dutra, 49 anos, investiram quase R$ 800 mil numa franquia da Torteria di Lorenza, no Brasília Shopping, o principal shopping do Plano Piloto. Irmã mais nova do governador, Anailde é outra que entrou na mira da PF. Além da Torteria, ela e o marido, Rui Dutra, figuram como proprietários de duas franquias da rede de fast-food Bon Grillê, uma no mesmo Brasília Shopping e outra no Pátio Brasil, também localizado na região central da cidade. Anailde, formada em economia em Salvador, tentou alguns concursos públicos em Brasília, mas não teve sucesso. De uma hora para outra, no entanto, virou milionária. Cada franquia da Bon Grillê custa em média R$ 350 mil. O valor total do investimento num desses shoppings, considerando luva, taxas, equipamento e insumos, pode chegar a R$ 1 milhão, segundo avaliações do mercado. As duas franquias foram adquiridas em 2008. A do Brasília Shopping foi comprada por Anailde em sociedade com outra irmã de Agnelo, Anaide Carvalho de Queiroz, 58 anos. Em 2010, Anaide vendeu sua parte para Rui Dutra. A renda mensal de Anailde, de acordo com o Serasa, gira em torno de R$ 1,7 mil, enquanto a de Anaide Queiroz chega a R$ 1,8 mil. Já os rendimentos da mãe dos irmãos Queiroz, Alaíde, na mesma base de dados, é de aproximadamente R$ 1,2 mil. (continua na IstoÉ…)

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16 Respostas to “Agnelo Queiroz, mais um Midas no DF”

  1. Patriarca da Paciência said

    Eu desconfio que a grande “fonte” da riqueza dos políticos não seja o “desvio de recursos públicos” e sim os “investimentos” que seguradoras, empreiteiras, grupos de mídias etc. fazem em candidatos que tem grandes chances de se eleger… para futuras cobranças.

    Se um candidato tem reais chances de se eleger, empresas “investem” grosso, o dinheiro rola fácil, seja de que partido for. Depois os superfaturamentos e as exclusividades pagam a conta.

    Somente o financiamento público de campanha resolveria tal problema.

    Mas pergunte se a Veja, Folha, Globo etc. são a favor do financiamento público de campanha?

  2. Pax said

    Supondo que você esteja com a razão, caro Patriarca, então acaba em “desvio de recursos públicos”.

    Se lá no final do processo há um superfaturamento, de onde sai este dinheiro?

  3. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    O que eu quis dizer é mais ou menos como na medicina, ou seja, tratar um sintoma ou tratar a doença.

    O desvio dos recursos públicos é um sintoma. A doença mesmo é o “investimento” que os empresários fazem nos candidatos de bom potencial.

  4. Pax said

    Caro Patriarca,

    Não tenho dúvida do papel dos corruptores nesta questão. O que não dá para deixar em branco é que este ciclo onde a cobra morde o rabo é que o modelo, a roda, está tão bem estabelecida que às vezes sintoma e doença se confundem, ou invertem papéis.

  5. Zbigniew said

    Peguem os corruptos, mas peguem os corruptores também.

    E parabéns ao povo do Pará que soube dizer não ao cinismo dos políticos que gostam de locupletar com a coisa pública.

  6. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Pode ser que a coisa possa estar tão crônica que corruptos e corruptores se confundem, a ponto do corrompido gerar o corruptor.

    Mas ainda considero que o corruptor tenha a maior culpa.

    E, como disse o Zbigniew, para um tratamento rápido, a única maneira eficaz é punir igulamente aos dois, corruptos e corruptores.

  7. Pax said

    Caros Patriarca e Zbigniew,

    Este é o sonho, que corruptos e corruptores sejam investigados, julgados e, se condenados, punidos.

    Aí batemos no problema da Justiça que não atua bem nestas questões. Ao menos em minha opinião.

    E traz a questão que coloquei um tempo atrás, da tal “Governabilidade ingovernável”. Hoje a base aliada é uma geringonça formada de gatos gordos para todos os lados. E gato quer fazer gatunagem. Impossível controlar. O que acontece? Não só a gatunagem geral estabelece uma pecha clara de sujeira no governo como o próprio governo entra no jogo.

  8. Chesterton said

    Eu desconfio que a grande “fonte” da riqueza dos políticos não seja o “desvio de recursos públicos” e sim os “investimentos” que seguradoras, empreiteiras, grupos de mídias etc. fazem em candidatos que tem grandes chances de se eleger… para futuras cobranças…..

    chest ….de dinheiro público.

  9. Tom Alcântara said

    Afinal de contas “Quanto é”? Não sei quem é pior, o repórter ou a revista? Cadê a ética jornalística? Cadê o respeito? Para mim essa reportagem está sonegando informações esclarecedoras. E, partir pra cima da mãe do Governador… aí já é demais. Sinceramente, aceitar coisas desse tipo é aceitar o que veem fazendo com o nosso país, escandalizando. Falsas acusações surgem a cada segundo, tristes tempos esses, repito, tristes tempos. O Governador tem todo o direito de processar.

  10. Pax said

    Caro Tom Alcântara, bem-vindo ao blog.

    O governador não tem só o direito de processar a revista, tem mesmo é dever de processar se as acusações são falsas.

    O que não dá é para montar sua defesa em argumentos como: mexeram com minha família.

    As suspeitas estão aí, que o governador venha a público e se defenda objetivamente. E processe quem ele achar que deva,

  11. Chesterton said

    Assim a familia toda deve ir em cana, o sujeito além de ladrão compromete os familiares.

  12. Patriarca da Paciência said

    “Derrotado na disputa à Presidência da República, José
    Serra gastou boa parte da campanha eleitoral de 2010 resmungando
    contra “espiões” que estariam bisbilhotando a vida de sua filha
    Verônica e de ilustríssimas figuras de seu partido. Sua aliada, a mídia
    encarregou‑se
    de reverberar seus protestos, turbinando‑os
    com
    altos decibéis. A arapongagem teria raiz no “núcleo de inteligência”
    montado por petistas, cuja existência nunca foi provada. Serra
    sempre refutou, também com veemência, adotar práticas semelhantes
    às que supunha ver praticadas por seus adversários.
    Mas as relações de Serra com o submundo da espionagem foram
    levantadas pelo próprio autor. Faltava, no entanto, prová‑las.
    Este
    capítulo traz essa prova cabal, os documentos inéditos que comprovam
    definitivamente o que todo mundo sempre soube. Serra
    costuma recorrer ao submundo da espionagem para vasculhar a
    vida de seus adversários políticos.”

    http://bloggeracaoeditorial.files.wordpress.com/2011/12/livro_privataria_final_cap111.pdf.

  13. Patriarca da Paciência said

    O Link aí do doze demora um pouco para abrir, mas já o abri, é só esperar um pouco.

  14. zoot said

    Segundo palavras do ministro do STF Joaquim Barbosa , “político não pega cadeia”(link abaixo). Constatação ou estímulo? Logo o caso Agnelo será mais um a entrar no triste e patético anedotário brasileiro. Ele fica muito rico e o povo fica um pouco mais pobre !!!!! Assim é e continuará sendo a sociedade brasileira: hipócrita, ignorante, preguiçosa, presunçosa e subserviente às coisas mais absurdas. Pena um país com tanto potencial, nas mãos de tão incompetente sociedade.

  15. zoot said

    Segundo palavras do ministro do STF Joaquim Barbosa , “político não pega cadeia”(link abaixo).

    http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/entrevista-quentissima-do-ministro-joaquim-barbosa-politico-nao-pega-cadeia/

  16. Pax said

    Caro Zoot,

    Bem-vindo do blog.

    Esta entrevista do Min Joaquim Barbosa é muito boa. Obrigado pela dica.

    Tudo indica, segundo o histórico e o dito pelo Ministro, que o caso Agnelo vai dar em nada mesmo. Quer dizer, somente servirá para aumentar a indignação generalizada.

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