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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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CPI da Privataria

Posted by Pax em 15/12/2011

A chamada grande imprensa tem seu foco, neste momento, no caso do ministro Fernando Pimentel e no acompanhamento do STF para que o Mensalão do PT não prescreva. Acrescente nesta pauta a Operação Dedo de Deus que hoje prendeu vários envolvidos no jogo do bicho. Tudo certo, quem tem sobre si suspeição deve responder à Justiça e a imprensa tem todo direito de estabelecer as notícias que acha importante.

Mas os grandes jornais esquecem de dar a devida atenção ao livro A Privataria Tucana. Uma ou outra nota de rodapé. Não é uma ilegalidade, é uma falta de equilíbrio editorial e de qualidade. Nada a reclamar além disso, ainda mais que hoje em dia há outros mecanismos que permitem os leitores acompanharem o noticiário de forma mais completa. A internet quebra paradigmas.

O ex-delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, hoje deputado federal pelo PCdoB-SP, conseguiu 173 assinaturas, até agora, para abertura da CPI da Privararia na Câmara dos Deputados. Em seu twitter afirma que quer chegar a 200 assinaturas antes de enviar o pedido. Protógenes é um dos parlamentares mais entusiasmados com o livro de Amaury Ribeiro Jr. É que a Operação Satiagraha e A Privataria Tucana passaram pelos mesmos objetos de investigação.

Protógenes diz ter conseguido assinaturas para instalação de CPI da Privataria

Claudio Leal – Dayanne Sousa – Terra Magazine

O deputado federal Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) afirma que já coletou 173 assinaturas e ultrapassou o número regimental (171) para instalar, na Câmara, a “CPI da Privataria”, que pretende se fundamentar nas denúncias feitas pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. no livro “A privataria tucana” (Geração Editorial).

– O foco será as privatizações na década de 90, baseado no livro de Amaury, que é um documento, não é uma história romanceada. É uma obra muito importante, que faz acusações graves, com fatos e documentos. Não é um foco de revisão daquele momento político em que foram vendidas as nossas riquezas, sem se saber o destino de todo o dinheiro, que está sob suspeita de ter ido para paraísos fiscais. (continua no Terra Magazine…)

Ao assistirmos a entrevista com Amaury Ribeiro Jr dada a Paulo Henrique Amorim, abaixo, pode-se relacionar uma série de nomes importantes do momento brasileiro.

Alguns nomes citados nesta entrevista: José Serra, Ricardo Sérgio de Oliveira, Carlos Jereissati, Telemar, Daniel Dantas, Luiz Carlos Mendonça de Barros, João Bosco Madeiro da Costa, Dario Messer, Decidir.com, Marcelo Itagiba, Andrea Matarazzo, Coronel Ênio Fonteneli

Atualização: acaba de dar no Noblat que FHC e Sérgio Guerra soltaram notas repudiando as acusações do livro. <PSDB acorda e FHC defende Serra contra livro de jornalista. Antes tarde que nunca.

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80 Respostas to “CPI da Privataria”

  1. Zbigniew said

    ANTES TARDE DO QUE NUNCA

    por Suzana Singer

    Ainda bem que a Folha deu a notícia sobre o livro “A Privataria Tucana” (A11). A matéria está correta, com o destaque devido, mas o jornal deveria continuar no assunto, porque há mais pautas no livro.

    Exemplo: por que Verônica Serra e o marido têm offshores? Não deveríamos investigar e questioná-los? É já publicamos que Alexandre Bourgeois, marido de Verônica, foi condenado por dever ao INSS? É verdade que as declarações que ela deu na época das eleições, sobre a sociedade com a irmã de Daniel Dantas, eram mentirosas? Fomos muito rigorosos com o caso Lulinha, por exemplo.

     

    Outra frente é a o tal QG de dossiês anti-Serra na época da eleição presidencial, que a Folha deu com bastante destaque. O livro conta coisas de arrepiar a respeito de Rui Falcão. Ao mesmo tempo, sua versão de roubo dos seus arquivos parece inverossímel. Seria bom investigar, já que ele faz acusações graves contra a imprensa, especialmente “Veja” e “Folha”.

    Teria sido bom editar um “acervo Folha conta a história da privatização” para lembrar ao leitor que o jornal foi muito duro com o governo FHC. É um erro subestimar a capacidade da internet -e da Record- de disseminar a tese do “PIG”. E também seria bom esclarecer, com mais detalhes, o que é novidade no livro sobre esse período.

    O Painel do Leitor só deu hoje uma carta cobrando a cobertura do livro. Eu recebi 141 mensagens. Quem escreveu hoje criticou a matéria publicada por:

    1) ter um viés de defesa dos tucanos;

    2) não ter apresentado Amaury Ribeiro Jr. devidamente e não tê-lo ouvido;

    3) exigir provas que são impossíveis (ligação das transações financeiras entre Dantas e Ricardo Sérgio e as privatizações);

    4) não ter esse grau de exigência em outras denúncias, entre as mais recentes, as que derrubaram o ministro do Esporte (cadê o vídeo que mostra dinheiro sendo entregue na garagem?);

    5) não ter citado que o livro está sendo bem vendido

    http://www.blogcidadania.com.br/2011/12/materia-da-folha-sobre-privataria-absolve-agnelo-e-ministros-2/

  2. zoot said

    É uma vergonha voltar a esse assunto batido e da mais pura politicagem. Me lembro que tudo que era feito à época do FHC no poder , era feito na bolsa de valores com muita transparência. E hoje como andam as licitações? Verdadeiras caixas pretas, onde a população só fica sabendo quando o fato já está consumado. Depois de vários dossiês forjados para incriminar membros do PSDB, incluindo o próprio FHC, esse livro não tem nenhuma credibilidade.

  3. Patriarca da Paciência said

    Duas coisas que merecem investigação, sem a menor sombra de dúvida.

    Foram vendidas grandes e valiosas empresas estatais e o governo (FHC) não apresentou nenhum “capital” que tivesse obtido com tais tansações.

    Pessoal ligado ao PSDB e, principalmente ao Serra, andaram fazendo grandes transações monetárias. Onde conseguiram tanto dinheiro? Por que usaram paraísos fiscais para seus negócios?

    Acho que a CPI tem objeto… e muito.

  4. Patriarca da Paciência said

    Só o fato da filha do Serra ser sócia da irmã do Daniel Dantas já é objeto suficiente para uma boa CPI.

    E o fato da filha e do genro do Serra praticarem vultosas transações em paraísos fiscais?

    Salta aos olhos que há muita truta debaixo desse angu.

  5. Edu said

    Eu torço para que a CPI aconteça o mais rápido possível.

  6. Zbigniew said

    Ja q a grande(?)/velha midia gosta desse tipo de enfoque, questiona-se: qual o maior escandalo: o da privataria tucana ou o do mensalao petista?
    “No Globo, Merval Pereira usa a mesma estratégia, de reverberar o fantasma do mensalão para distrair a platéia de um escândalo de proporções infinitamente maiores: a privataria no governo FHC. Não digo isso para que esqueçamos um roubo em função de outro mais grave, mas porque em relação a este último temos fatos novos.

    O mensalão petista movimentou cerca de 20 milhões de reais, dentro de uma campanha presidencial cujos recursos contabilizados legalmente chegaram perto de 1 bilhão. É outra mentira, portanto, o exagero de que se trata do maior escândalo de corrupção da história. Foi um dos menores na hierarquia dos valores financeiros – o que não significa que tenha a mesma posição na subjetiva hierarquia de valores morais.

    Em todos os textos citados há claras ameaças veladas aos ministros encarregados de tocar o julgamento do mensalão, e uma notória antipatia por Joaquim Barbosa. Merval intitula seu texto da forma mais agressiva e direta possível: “Suspeição”, e questiona sem papas na língua a idoneidade de Lewandoswki, inclusive citando, despudoramente, uma conversa pessoal do ministro ao celular, flagrada por repórteres por ocasião dos debates para aceitar ou não a denúncia do procurador geral.”
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-defensiva-da-imprensa#more

  7. Pax said

    Caro Zoot,

    Eu não descartaria investigar as acusações que o livro traz somente com um posicionamento assim: este livro não tem credibilidade.

    Como muitos o que podemos afirmar é (me baseio, também, no Boechat hoje de manhã):

    – impossível achar que todas as privatizações ocorreram na mais completa lisura. Segundo o Noblat (procurar arquivo de seu programa hoje de manhã, somente para pegar um exemplo de um jornalista que não parece estar defendendo lago algum, ao contrário, demorou uma semana para noticiar o tal livro), houve falcatruas, sim. E acho que sim, também. E se houve, mesmo que sejam em hipótese, quem as praticou?

    – esta história da empresa das Verônicas já seria motivo suficiente para abrir uma série de investigações. É óbvio que sim.

    Mesmo que nos arrisquemos a fazer juízo de valor sobre o livro, coisa que não faço pois ainda nem li. Posso afirmar que, a priori, desconfio de tudo.

  8. Edu said

    Zbig,

    Não cara, minimizar o mensalão não dá! Não faça isso, por favor!

    Depois de tudo provado, tudo certinho, nego chorando e dizendo: mas eu não sabia… é inadmissível.

    Talvez seja por isso q o PSDB tem medo da privataria ser investigada, pq para um partido que apela para a moralidade, eles têm a obrigação de dizer: sim, nós sabíamos de tudo e não fizemos nada.

    Por isso que eu quero que seja investigado, o quanto antes! Que tudo venha à tona! Que o baile de máscaras acenda, finalmente as luzes, as máscaras caiam e o povo saiba quem “pegou” na balada! ehehehhe

  9. Pax said

    Minha opinião se aproxima a do Edu neste caso.

    Tem que expor tanto o PT quanto o PSDB. Que venham à tona os problemas, que saibamos os mecanismos, que os nomes sejam arrolados, que as provas sejam juntadas.

    E que a sociedade perceba que está pagando uma conta de um modelo político que precisa ser mudado, o quanto antes.

    Esta corrupção brasileira rouba um futuro melhor que poderíamos ter. Melhoramos? Sim, tanto por conta do PSDB como por conta do PT.

    Mas poderíamos ter melhorado muito mais. Na política as instituições funcionam, mas estão apodrecendo as bases e isto acaba em coisa ruim, muito ruim.

    Vamos lá, o Estadão, finalmente, se manifestou. Aqui alguns bons motivos para abrir a tal CPI da privataria.

    Livro usa papéis da CPI do Banestado contra tucanos
    O Estado de S. Paulo – 16/12/2011

    Em “A Privataria Tucana”, Amaury Ribeiro, indiciado pela PF, mostra documento inédito sobre suposta evasão de divisas

    Com 15 mil exemplares vendidos em menos de uma semana, segundo a editora Geração Editoria, o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., revela documentos inéditos da antiga CPI do Banestado que apontam supostas movimentações irregulares de recursos por pessoas próximas ao ex-governador José Serra (PSDB).

    Segundo os papéis da CPI, que investigou um esquema de evasão de divisas do Brasil, o empresário Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, utilizou-se de uma conta operada por doleiros em Nova York para enviar US$ 1,2 milhão para a empresa Franton Interprises, que seria ligada ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira.

    Indicado por Serra para o Banco do Brasil no governo Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio é apontado na obra como suposto articulador da formação de consórcios que participaram do processo de privatização, graças a sua influência na Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco estatal.

    O autor do livro foi indiciado no ano passado pela Polícia Federal por supostamente participar da violação do sigilo bancário de parentes e pessoas próximas a Serra, então candidato à Presidência. O objetivo seria a montagem de um dossiê contra tucanos. Ribeiro Jr. nega e acusa o deputado Rui Falcão (PT), então coordenador da campanha de Dilma Rousseff, de ter furtado dados sobre Serra de seu computador.

    O jornalista afirma, no livro, que Ricardo Sérgio controlava empresas em paraísos fiscais que teriam recebido supostas propinas de beneficiados pelo processo de privatização, entre eles o próprio Marin Preciado, representante da espanhola Iberdrola na época em que a empresa comprou três estatais de energia no Brasil.

    O elo entre a Franton Interprises e Ricardo Sérgio, segundo o autor, é uma “doação” de R$ 131 mil feita à empresa pelo ex-diretor do BB, em 1998. A operação é citada em documento da CPI do Banestado reproduzido no livro.

    A mesma empresa Franton recebeu US$ 410 mil de uma empresa pertencente ao grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, que adquiriu o controle da Telemar (atual Oi) durante a privatização da antiga Telebrás.

    A CPI terminou sem que o relatório final fosse votado. Relator da comissão na época, o deputado José Mentor (PT-SP) afirmou que os dados que constam do livro fazem parte de um relatório parcial sobre Ricardo Sérgio, feito a pedido da Justiça Federal. “O repórter obteve os papéis na Justiça”, disse Mentor. “Jamais vazei documentos.”

    Dívidas. Ao descrever laços entre personagens do processo de privatizações ocorrido nos anos 90, Ribeiro Jr. também recupera episódios já publicados pela imprensa, como a redução de dívidas de empresas de Marin Preciado no Banco do Brasil quando Ricardo Sérgio era diretor.

    Entre 1995 e 1998, segundo o Ministério Público Federal, duas empresas de Preciado obtiveram desconto de cerca de R$ 73 milhões em um empréstimo que, originalmente, era de US$ 2,5 milhões. O valor final da dívida, segundo o livro, chegou a pouco mais de R$ 4 milhões.

    “O autor não tem idoneidade nem qualificação para escrever o que foi apresentado”, disse o advogado Wagner Alberto, que defende Preciado. “Esses dois casos (remessas de recursos e desconto nas dívidas) já foram amplamente debatidos e analisados pela Justiça, que os considerou improcedentes. Recomendo que a imprensa analise os autos dos processos do Banco do Brasil e as decisões das instâncias em Brasília, Bahia, São Paulo e São Bernardo do Campo, algo que o autor não fez.” O Estado procurou ouvir a versão de Ricardo Sérgio e deixou recados em sua empresa, mas não houve resposta.

    A Privataria Tucana também aborda a sociedade entre Verônica Serra, filha do ex-governador, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, na empresa Decidir.com, sediada em Miami. De acordo com o autor, a empresa foi transformada em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e, de lá, injetou recursos em uma empresa brasileira que tinha Verônica Serra como vice-presidente, a Decidir do Brasil.

    Ribeiro Jr. afirma na obra que começou a pesquisar o entorno do ex-governador no final de 2007, quando recebeu do jornal onde trabalhava, O Estado de Minas, a incumbência de descobrir quem eram “os arapongas que estavam no encalço do governador de Minas, Aécio Neves”, que então disputava com Serra a indicação para concorrer à Presidência pelo PSDB. Segundo o repórter, os passos de Aécio eram seguidos por um grupo de inteligência a serviço de seu adversário paulista.

    Procurado para comentar o conteúdo do livro, José Serra não se manifestou. Na terça-feira, em Brasília, ele qualificou a obra como “lixo”. O Estado também procurou o deputado Rui Falcão, sem obter resposta.

    A Geração Editorial informou que 30 mil exemplares do livro devem chegar hoje às lojas, e outros 35 mil na próxima semana.

    Ricardo Sérgio, Decidir.com, Preciado etc etc. Tem pano que sobra para fazer algumas mangas.

    De novo: CPI da Privataria, sim e Mensalão do PT, também.

  10. Edu said

    Deixa eu entender uma coisa:

    De quantas privatizações estamos falando?

    Pelo que eu li temos:

    1 – Telebrás (já investigada e inocentada. Infelizmente, para mim, a única íntegra que eu tenho da sentença é do RA, isso fará com que o Pax não leia. O RA não escreve nada, apenas reproduz o documento na íntegra. Quem tiver paciência é extremamente esclarecedor: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/documentos/integra-do-relatorio-e-da-sentenca-que-inocenta-agentes-publicos-no-caso-da-privatizacao-da-telebras/)

    2 – Banestado

    3 – Decidir.com (que porra é essa? O que essa empresa tem a ver com uma privatização?)

    É isso? Estamos falando de 2 privatizações, em que 1 delas já foi analisada, julgada e decidida, e a outra é passível de análise? E um apêndice que eu nunca ouvi falar mas que aparece do naipe: “vc vai a padaria do seu José? Ele tem conta nas ilhas virgens, poranto, é um criminoso, corrupto, lavador de dinheiro público!”

    Espero que seja instalada a CPI o quanto antes, pq se esse negócio for palhaçada, a palhaçada vai aparecer bem grandona mesmo.

  11. Zbigniew said

    E que passemos o Brasil a limpo!

  12. Chesterton said

    Chesterton disse

    16/12/2011 às 13:47
    Mas o silêncio sepulcral que a grande imprensa faz sobre o lançamento deste livro nos leva a crer que o partidarismo está à acima do que seria saudável para a imprensa brasileira.

    http://www.implicante.org/pig/o-livro-do-amaury/

  13. Chesterton said

    E vale ressaltar, ainda, o óbvio do óbvio: nenhum dos dois que escreveram sobre o PT é réu em ação penal nem respondem a inquérito na Polícia Federal por crimes de quebra de sigilo e atividades afins.

  14. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde a todos

    Tenho 2 perguntas principais aos comentaristas:
    1. Por que o governo petista nada fez a respeito desse assunto (a suposta “privataria”) durante mais de 8 anos?

    2. O PT vai permitir que seja instalada uma CPI?
    Outra “CPI do fim do mundo”? Eu duvido.
    Lula vai mandar esvaziar o mais rápido possível.Querem apostar?

  15. Chesterton said

    pois é…

  16. Pax said

    Caro Edu, em #10,

    Houve várias privatizações. Nas teles a coisa foi esquisita. Parece que na Ferrovia Norte Sul a coisa foi pior ainda. Mas..

    Pergunte para o Boechat, por exemplo. Veja o que ele afirmou hoje de manhã em seu programa na BandNewsFM. Deve achar o arquivo por aí.

    Não sou eu nem nenhum jornalista mais alinhado que está dizendo. É gente um pouco mais equilibrada.

    A Decidir.com é a tal empresa das Verônicas, a Serra e a Dantas. Fico só com uma perguntinha: que mal há de fazer investigar esses dólares que foram daqui pra lá e de lá pra cá? Se há denúncia, vamos lá saber o que rolou. Se não tem nada errado, se tudo pode ser provado como lícito, vai seu um show de bola para o Serra, sua filha, e seus outros parentes, o tal Preciado e sei lá mais quem.

    Diria até o contrário, se tudo for trololó petista, quem sabe Serra não sai como candidato novamente em 2014. Se eu estivesse nos sapatos dele faria do limão uma baita limonada.

    Cara Michelle De Souza Malone,

    Boas as tuas perguntas. Não tenho respostas. O que sei é que há acusação, também, em cima do PT no esquema com os fundos. Tomara que tudo venha à tona. Quanto antes estes capítulos puderem ser passados a limpo, como diz o caro Zbigniew, melhor.

    O que não dá é para todos quererem posar de vestais, ou, de forma pior, justificar seus malfeitos porque os outros também fizeram igual.

    Cá do meu ponto de observação torço para que o pau da barraca seja mesmo chutado.

  17. Chesterton said

    16/12/2011 às 17:05
    “HÁ PROVAS DA ACUSAÇÃO? NÃO??? ENTÃO VAMOS FAZER UMA MATÉRIA!”
    Já fui editor de jornal e revista. Hoje, edito a mim mesmo. O procedimento que me ensinaram era o seguinte, vejam se era bom. O repórter chegava com uma denúncia qualquer, apurada por ele próprio ou, como era e é freqüente, pelo adversário do alvo da acusação.
    Pergunta número 1 – “A questão é de interesse público?”
    Sendo a resposta afirmativa, partia-se para a segunda pergunta:
    “O denunciante, ou o próprio repórter, exibe provas inquestionáveis ou, ao menos, indícios fortes de que a lambança aconteceu?”
    Se a resposta era negativa, simplesmente não existia matéria. E ponto!

    Folha e Estadão decidiram “entrar no caso” do livro escrito pelo ex-jornalistas Amaury Ribeiro Jr. A Folha, ao menos, deixa claro, num quadro, QUE AMAURY NÃO PROVA AS ACUSAÇÕES QUE FAZ. Qual é a matéria mesmo? O Estadão nem isso… De maneira oblíqua, põe em dúvida a atuação criminosa de Amaury na eleição de 2010.

    O padrão, hoje em dia, é o seguinte: “FULANO A” acusa o “FULANO B”. A imprensa noticia, ouve os dois lados e pronto! E se o acusado não quiser se pronunciar porque considera um absurdo ter de responder a delinqüências? Ah, ele que se dane!

    Mas e quando aliados brigam, rompem, e um sai atirando? Bem, aí é, sim, notícia, ora essa! Se estavam juntos até outro dia, devem ter brigado por alguma razão. O objeto da notícia é o rompimento, não as eventuais acusações, que têm de ser investigadas. Mesmo assim, é preciso tomar cuidado. Quando ACM rompeu com FHC, saiu disparando contra o governo. Era notícia. Quando Roberto Jefferson se sentiu contrariado, denunciou malandragens do governo Lula. Era notícia.

    Agora, o que não é possível é considerar que uma penca de acusações, sem provas, feita por alguém que atuou à margem da lei na campanha eleitoral, seja considerada notícia. Qual é o critério? Qualquer um pode dizer o que lhe der na telha contra um adversário ou inimigo, e fica tudo por isso mesmo?

    Aí o petralha tira as duas patinhas do chão achando que pegou “esse Reinado”. E relincha: “E Fernando Pimentel? Qual é a prova?” Prova de quê? Ele não foi acusado de nenhum crime por enquanto. Ele recebeu dinheiro de consultoria de cliente com interesse na Prefeitura, onde tinha inegável influência. Ele condescendeu com uma inverdade escandalosa sobre as palestras que não deu. É um atitude moral para um ministro? Dilma diz que sim!

    E os seis ministros que caíram? Ora, qual foi a “acusação sem provas” que se fez contra eles? Palocci ficou milionário com as “consultorias”? Ficou. Crime? Não se provou. Restou a suspeita de tráfico de influência? Sim! Foi Dilma quem decidiu que ele não tinha como continuar. Havia sobrepreço e lambança no Ministério dos Esportes de Alfredo Nascimento? Ora, provou-o a própria CGU, com a penca de irregularidades no tal Dnit. Havia um lobista atuando no Ministério da Agricultura de Wagner Rossi? Inegavelmente. Lupi viajou num jatinho com um empresário enrolado em múltiplos interesses no Ministério do Trabalho? Sim. Havia uma pletora de evidências de malandragens nas ONGs ligadas ao PCdoB, de Orlando Silva? Bem, acho que ninguém tem dúvida.

    O problema é que setores da grande imprensa são hoje reféns do PT e, sobretudo, dos petistas que atuam nas redações, que forçam a mão para provar que todos são iguais. E ficam fazendo pressão interna: “Por que não se fala dos tucanos? Prove que o jornal não é tucano!” E aí vale tudo! Na ânsia de “equilibrar” acusações contra uns e outros, inocentes e culpados acabam igualados na balança do suposto isentismo.

    Os arquivos estão aí, meus caros. À diferença do ex-jornalista, não peço que vocês acreditem no que digo, mas naquilo que vocês vêem. TREZE ANOS! TREZE ANOS É O TEMPO QUE DEMOROU PARA A IMPRENSA PASSAR A TRATAR O DOSSIÊ CAYMAN COMO AQUILO QUE ELE SEMPRE FOI: UMA FARSA. TAMBÉM RECHEADA DE SUPOSTOS DOCUMENTOS!

    E o procedimento de setores da grande imprensa foi igualzinho a este que estamos vendo: falava-se da existência do dito-cujo, expunha-se o seu conteúdo, e os acusados que tratassem de desmentir se quisessem. Quanto tempo vai demorar para que se faça a coisa certa também nesse caso? Mais treze anos?

    PS – Nota: No auge do Dossiê Cayman, o PT ainda era oposição. Já tinha a sua rede de militantes encobertos na grande imprensa, sim, mas ainda não contava com a indústria da delinqüência, que hoje se expressa nos blogs e revistas financiados pelo governo federal, por alguns governos estaduais e pelas estatais.

    Por Reinaldo Azevedo

    CHEST- o PT abriga uma corja de celerados meliantes ou é o contrário, meliantes tomaram conta do PT?

  18. Pax said

    Quando o titio passa a acusar o Estadão e a Folha a coisa fica ainda mais interessante.

    Agora o titio acusa uma suposta “indústria da delinquência”, blogs financiados pelo governo etc. Tá cada vez melhor.

    E existe o PIG ao contrário, segundo o Reinaldo:

    O problema é que setores da grande imprensa são hoje reféns do PT e, sobretudo, dos petistas que atuam nas redações, que forçam a mão para provar que todos são iguais. E ficam fazendo pressão interna: “Por que não se fala dos tucanos? Prove que o jornal não é tucano!” E aí vale tudo! Na ânsia de “equilibrar” acusações contra uns e outros, inocentes e culpados acabam igualados na balança do suposto isentismo.

    Que maraviha. Ele quer que só os governos petistas sejam objetos de notícias de malfeitos. Mas, e se por acaso acontecer de um de seus escudados montar uma empresinha offshore e mandar uns dólares para lavar daqui pra lá e de lá pra cá? Não pode dar notícia que é petismo enrustido em redação da grande imprensa?

    Ministros da Dilma? Quero mais é que todos sejam inqueridos ad nauseam. Quem não se segurar que caia de maduro. Melhor para Dilma e para todos nós.

  19. iconoclastas said

    CHEST- o PT abriga uma corja de celerados meliantes ou é o contrário, meliantes tomaram conta do PT?

    a escória criou, mantém, e se aglutina no pt…

    ;^/

  20. iconoclastas said

    quem está realmente preocupado com o futuro quer saber disso:

    http://oglobo.globo.com/pais/dilma-sobre-caso-pimentel-nao-tem-nada-ver-com-meu-governo-3459763

    taí, Dimão falou, o q aconteceu fora do governo dela não é de interesse…

    ;^)))

  21. Zbigniew said

    Certamente a questão de fundo é supra-partidária.
    Quando o PT assumiu o poder decerto houve algum acordo, tácito ou não, para que o assunto “privataria” não viesse à tona. Provas? Nunca as há. Fica no campo do subjetivismo e suposições. Coisas que são resolvidas “interna corporis”. Por que? Porque o sistema
    Tenho cá minhas dúvidas quanto ao momento para a publicação do livro. Ao que parece o “acordo de cavalheiros” foi rompido com as reiteradas acusações contra ministros. A corda esticou demais. Ruim pra oposição e talvez pro PT. Verossímil? Conspiratório?

  22. iconoclastas said

    esse daí se desapontou…

    16/12/2011
    às 16:48 \ Feira Livre
    O mensalão transformou o PT num ajuntamento de notórios trambiqueiros

    Mauro Pereira

    A reportagem publicada na edição de VEJA desta semana sobre os meandros sórdidos de mais uma conspiração petista revela o grau de periculosidade de uma soma de quadrilheiros que se instalou nos saguões protetores do Congresso e do Palácio do Planalto ─ e, de lá, manipula o submundo da política de acordo com seus desejos e necessidades. Uma leitura mais aprofundada permite vislumbrar nas entrelinhas uma advertência sombria, chamando atenção para a possibilidade de uma ruptura marcada por dias de tensão, cujo desenlace poderá desembocar em grave retrocesso democrático. Estampa, ainda, nuances da fragmentação de um partido político que não suportou a grandeza democrática que jamais teve e sobrevive da ética diminuta que sempre o acompanhou. Sua trajetória conturbada fala por si.

    Cansada da mesmice política que predominava no período pós-ditadura, e guardando a esperança de que algo inovador se apresentasse, a sociedade brasileira se pegou encantada com a mensagem muito bem articulada de um partido que, comandado por um ex-trabalhador, se intitulava o emissário do Brasil renovado, senhor de todas as virtudes, arauto da magnificência administrativa e cidadela indevassável da retidão. Para convencer os eleitores que a salvação do Brasil passaria inexoravelmente pelo virtuosismo petista, seus dirigentes não desperdiçaram uma única oportunidade de ocuparem os espaços generosos que a mídia lhes proporcionava. Astutos, foram preenchendo o vácuo político que se formou depois da morte do presidente Tancredo Neves, entrincheirando-se na mais selvagem oposição que o Congresso já abrigou. A desestabilização a qualquer preço era o mote. E a tática mostrou-se eficaz: em janeiro de 2003, o PT chegou ao poder.

    Forjada na têmpera podre da falsidade, a decantada probidade dos petistas não resistiu a mais do que dois anos à frente do governo. Os rastros deixados pelo dinheiro sujo derrubou a máscara que escondia a verdadeira face dos democratas de araque e deu visibilidade a ação devastadora da mais sórdida canalha instalada nos porões da politicalha. Visando perpetuar-se no comando, os companheiros atuaram com a mesma desenvoltura dos mafiosos sicilianos e arquitetaram um dos mais atrevidos esquemas de corrupção da história republicana, que incluiu a compra do apoio de partidos que porventura estivessem à venda. Talvez até mesmo os próprios petistas tenham se surpreendido com tamanha disponibilidade tamanha. Estava inaugurado o mensalão.

    A partir desse episódio que manchará sua história para sempre, o partido estrelado experimentou um processo célere de degeneração e o desgaste evidente serviu de justificativa para que seus dirigentes intensificassem uma campanha avassaladora que tinha como objetivo a dominação absoluta. Para atingir tal fim, os meios, liberados, encontraram na receita da promiscuidade o fermento mais indicado para fazer crescer aquela massa indigesta. Sem o menor trauma de consciência, cercaram-se de inimigos viscerais para inaugurar a forma mais abjeta de amizade, trouxeram para debaixo de suas asas parte significativa da imprensa e fizeram da miséria seu maior trunfo eleitoral. Dispostos a percorrer as últimas instâncias da inconseqüência, desbravaram os caminhos da corrupção como jamais ninguém ousara.

    Num repente, encantaram-se com a biografia de José Sarney e o consagraram como político respeitável. Este, por sua vez, fez do Maranhão uma extensão do palanque petista e da presidência do Senado reduto dos interesses do governo federal. Uma mão suja emporcalha a outra.

    Defensores intransigentes da liberdade de imprensa se dispuseram a patrocinar os jornais televisivos, principalmente os de alcance nacional, abrindo os cofres das estatais e dos ministérios. Deve ter carioca entediado com o marasmo em que se arrasta o seu cotidiano. A tropa de elite comandada por Sérgio Cabral e os paraquedistas liderados por Dilma Rousseff condenaram toda uma população a viver livre dos latrocínios, dos assaltos, dos assassinatos. Não restou sequer a alternativa de desentender-se com o vizinho. Tem mulher implorando por uma agressão, ainda que verbal. Pelo menos é o que sugere a gratidão vassala dos telejornais patrocinados pela Petrobras, pela Caixa, pelo Banco do Brasil e pelo ministério da vez.

    O malfadado episódio do mensalão desencadeou um vendaval de denúncias envolvendo o partido comandado pelo ex-presidente Lula e aqueles que formam a base de apoio ao seu governo em um rosário interminável de falcatruas, cujo acúmulo de malfeitos resultou na queda de 16 ministros de Estado em menos de dez anos. Desses, 15 foram exonerados por envolvimento em casos de corrupção. Juntos, o PT e seus sequazes estão muito próximos de tornar o Brasil a maior referência entre os países mais corruptos do planeta.

    Em apenas nove anos, o Partido dos Trabalhadores conseguiu transformar o conjunto de políticos notáveis acima de qualquer suspeita que o mantinha em mero ajuntamento de notórios trambiqueiros, abaixo de qualquer moral, que o sustenta. O PT como ele é.”

    ;^)))

  23. iconoclastas said

    Quando o PT assumiu o poder decerto houve algum acordo, tácito ou não, para que o assunto “privataria” não viesse à tona.

    q papo é esse?

    desde sempre o mpf acompanhou o q rolou, houve processos e julgamentos a respeito e nada foi encontrado.

    o q não significa necessariamente q o processo tenha sido todo limpo…

    agora, não foi por leniência petista q nada de errado tenha sido comprovado, mesmo pq dossiês são especialidades da casa…

    já a tucanada permitiu q um sujeito q comprovadamente (e reconhecida pelos próprios participantes) fez uso de cx.2 em sua campanha se mantivesse no principal cargo de servidor público do país…

    ;^/

  24. Zbigniew said

    Da Agência Estado
    Avaliação positiva do governo sobe de 51% para 56%, diz CNI/Ibope

    Eduardo Bresciani

    O percentual de pessoas que avaliam o governo como ótimo e bom subiu de 51% em setembro para 56% em dezembro segundo pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria. A aprovação pessoal da presidente subiu de 71% para 72%. Foram ouvidos 2.002 eleitores em 142 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

    O índice de 56% de ótimo/bom é o mesmo registrado em março. A pesquisa tinha registrado queda nesta avaliação positiva do governo em julho (48%) e uma pequena recuperação em setembro. Para 32% dos entrevistados em dezembro a avaliação é regular. Para 9% o governo é ruim ou péssimo. Foram 3% os que não opinaram.

  25. Edu said

    Pax,

    Justamente! Se algo tem que ser investigado, que seja rápido. Se for para prender, que prenda rápido, se for para dar em nada, que dê em nada rápido. Sabe pq?

    Do meu modesto ponto de vista, esse livro da privataria tá mais parecendo um monte de ilações a la bangu sobre coisas que já foram escarafunchadas pela justiça. Aguas mais que passadas, que todos tiveram chance de criticar, alguns fizeram e, evidentemente, não deu em nada. Mas de repente, apesar de tudo isso, forma-se uma barulheira, que sempre foi um dos mantras da esquerda (a privataria), como se fosse um Vale a Pena Ver Denovo (acho que a esquerda aprendeu bastante com a Rede Globo), como se agora, uma década depois, os dados fossem muito mais fáceis de serem críveis ou comprováveis do que no tempo que ocorreu.

    Então, se algo tem que ser feito, que seja feito rápido, tão rápido que nem dê tempo de desviarmos a atenção sobre o que é o futuro do país.

  26. Pax said

    Caro Edu,

    Concordamos em quase tudo. Eu só não estou pré-julgando o livro de antemão somente porque ele é de petistas. Assim como não pré-julguei o mundaréo de indícios de corrupção do ministério Dilma porque eram acusações de opositores.

    Aqui, neste blog, tem notícia do lado (a), do lado (b) … até do lado (z). O que vier, o que sair de notícia, a gente coleciona. Tudo? Não dá tempo. Mas pelo menos a pauta não fica em branco.

    Sobre o livro em questão, há assuntos que já disse que gostaria de saber melhor, sim. Essa história da parentada do Serra com operações de offshores precisa ser elucidada.

    E digo até mais: se forem falsas as acusações, confesso que o Serra acaba saindo por cima e fazendo a tal limonada. Se não…

  27. Zbigniew said

    O comportamento do PT-PSDB na CPI do Banestado e um caso a ser abordado com seriedade e desprendimento. Um texto interessante sobre o assunto da Maria Cristina Fernandes, do Valor, mas reproduzido no blog a seguir citado:

    “(…)
    O livro é menos partidário do que o uso que se faz – e não se faz – dele. Depois de ter chegado às livrarias na última sexta-feira, teve sua primeira edição esgotada em 48 horas. O espaço que lhe dedicam os blogs é inversamente proporcional à centimetragem impressa. No fosso entre uma e outra abordagem está a constatação de que face às chances de se identificar o dinheiro carimbado, tanto tucanos quanto petistas preferiram deixar as lavanderias funcionando.

    Boa parte da documentação de que se vale o livro é originária da CPI do Banestado, instalada no primeiro ano do governo Lula. Se houvesse real interesse em pôr freio à lavagem, ali teria sido o momento.
    O volume de informações fiscais, bancárias e telefônicas levantado por aquela comissão foi mais do que suficiente para se fechar o ralo. Mas o relator (José Mentor), petista, ocupou-se em tentar incriminar o ex-diretor do BC, Gustavo Franco, pela liberação da remessa de recursos para o exterior sem a identificação do remetente. Deparou-se com o presidente da comissão (Antero Paes de Barros), tucano, disposto a sugerir o indiciamento do então presidente do BC, Henrique Meirelles, por ter se utilizado de uma conta de doleiros para transferir U$ 50 mil para o exterior. O resultado é que dois relatórios foram apresentados e nenhum foi aprovado.

    Nos documentos da CPI já se viam as digitais do Rural, o que não impediu que o banco fosse o escolhido para a lavanderia do mensalão. Visadas, as agências de publicidade pouco a pouco foram cedendo espaço aos escritórios de advocacia na intermediação do dinheiro que a política busca esquentar.
    No projeto de lei sobre lavagem de dinheiro que tramita no Congresso, a OAB faz pressão contra o artigo que obriga os advogados a revelar a origem dos recursos com que seus clientes pagam os honorários advocatícios. E encontra defensores de PT a PSDB.(…)”

    http://sergyovitro.blogspot.com/2011/12/o-dinheiro-sem-carimbo-e-os-partidos.html

  28. Michelle de Souza Malone said

    Boa noite/dia a todos

    1. Como a tal da “CPI da Privataria” não vai decolar , e entre parêntesis como eu suponho e até aposto, e também porque por enquanto ninguém daqui se atreveu a responder de forma objetiva à pergunta do porquê que o governo petista (Executivo e apoio da base aliada), em mais de 8 anos, não fez nada contra a suposta “privataria”….
    eu, por sugestão do comentário #24, desejo comentar outro assunto, não menos importante.O governo Dilma.

    2.O desempenho do governo da Dilma que se revela bem avaliado, após 1 ano de tropeços políticos aqui e acolá e uma condução amadora de outras necessidades prementes do Brasil. Saúde, Educação, Drogas, Planejamento da Copa, etc…
    Na minha opinião, Dilma teve um comportamento muito acanhado e prejudicado por ter se cercado por um bando de ministros de segunda classe ou de conduta duvidosa.
    Tudo isto agravado por uma crise internacional sem precedentes e que no caso brasileiro, ainda não se sabem efeitos a médio e longo prazo.
    Li nos jornais a tal Pesquisa CNI/IBOPE e fiquei intrigada com alguns resultados e estava pensando a respeito quando… Reinaldo Azevedo colocou em palavras o que eu estava “achando”.
    Um governo ruim,mas bom.Na mosca!

    Eu sei que nem Pax nem a maioria dos comentaristas daqui apreciam o trabalho do Reinaldo Azevedo, mas esta análise (entre outras) da pesquisa sobre o governo Dilma e o comportamento da oposição , na minha opinião é irretocável.
    Talvez por isso seja tão odiado.rsrsrs

    “Uma análise absolutamente objetiva e fria da pesquisa CNI-Ibope. Ou: Um governo ruim, mas bom!”

    “Vocês notaram que, para o eleitor, o governo Dilma é ruim, mas é bom? Como? Sim, no post anterior, informa-se que a administração é reprovada pela maioria em SEIS dos NOVE itens analisados. Qual é o “fenômeno”? Fenômeno nenhum! É tudo lógica.
    …”

    Para quem se interessar em ler e depois comentar…eis aqui o link;
    http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/uma-analise-absolutamente-objetiva-e-fria-da-pesquisa-cni-ibope-ou-um-governo-ruim-mas-bom/

    PS. Pax grata pela acolhida.

  29. Chesterton said

    O PT, origem de todo mal, tem uma corja de delinquentes em seus quadros (ou é o contrário, um grupo de petistas se adonou do crime organizado?)

  30. Zbigniew said

    Vou discordar da Michele com relacao ao texto do RA.
    A comecar pelo titulo: “Uma analise absolutamente objetiva e fria da pesquisa…(…)”
    Uma pessoa que comeca com a crenca na propria objetividade e termina com um: “Os petralhas batem as patinhas e soltam seus guinchinhos, dadas as manifestações que me chegam, achando que, sei lá, vou dormir na pia porque a pesquisa é boa para Dilma. Como se vê, nada perturba meu apego à objetividade.”; demonstra uma contradicao que deveria envergonhar qualquer um que acredite em objetividades. Certamente nao se trata de uma figura de linguagem cuja “licenca poetica” venha a enriquecer o texto. Simplesmente destroi qualquer conceito que se credite a ser objetivo. O RA realmente acredita que para petistas ele e o ser supremo a ser conquistado, o centro de toda a preocupacao e fonte de todo o odio.
    Depois vem as platitudes que lhe sao caracteristicas: isto nao anda, aquilo nao sai do papel, aqueloutro esta empacado e um exercicio de futurologia, de torcida, de que as obras de mobilidade urbana nao sairao do papel. Numeros? Nenhum! E tudo baseado na “objetividade” do que ele acredita ser “baixissima performance”. Baseado no que? No que disse anteriormente. O cara se acha!
    Em seguida – e aqui e de lascar! – diz que, a falta de grandes realizacoes, a aprovacao do governo e “contaminada” – os 72% (porque nao retratam o que deveriam retratar(?!!!) – e muito torce, distorce, retorce, putz!). Ou seja, os 72% so seriam verdadeiros se, e somente se, no futuro, nao houver a perda da sensacao do bem-estar economico da sociedade. O que isto tem a ver com os atuais 72%?!!!
    E aqui o centro de sua tese:
    “O governo é aprovado em apenas três áreas:
    1) combate à fome e à pobreza (56% a 39%);
    2) combate ao desemprego (50% a 45%);
    3) meio ambiente (48% a 44%).
    O governo é reprovado pela maioria em nada menos do que seis áreas:
    1) Saúde – 67%;
    2) impostos – 66%;
    3) segurança – 60%;
    4) taxa de juros – 56%;
    5) combate à inflação – 52%;
    6) educação – 51%”
    E decreta:
    “Ora, fica evidente que Dilma tem sido bem-sucedida em se descolar dos insucessos da própria gestão, como se fosse, de fato, uma gerente durona que está aí para moralizar o processo político e não tivesse nada a ver com ele.”
    Ou seja: a aprovacao da Dilma e fragil, pelo numero de areas em que o governo tem conseguido sucesso e pela falsa ideia de gerentona e “faxineira” que se atribui a Presidenta o que a desloca dos insucessos.
    Bem objetivo, nao? (rsrsrs)
    Ele tem razao quanto a sensacao de desenvolvimento economico. E isto que sustenta um governo. Principalmente quando grande parte da populacao esta experimentando a sensacao pela primeira vez. Isto e algo bastante obvio. Assim como todos os problemas com saude, impostos, seguranca, taxa de juros, inflacao e educacao. Areas que sempre estiveram como espada sobre os governantes brasileiros. Se a economia piora, estes indices se abatem sobre o governo e aprovacao despenca.
    O que sobra? A “objetividade” do RA que tem um unico objetivo: desconstruir a Dilma baseado nas suas proprias impressoes. A de que ela nao e gerentona coisa nenhuma e faz parte de todo esse sistema de corrupcao.
    Tudo bem. Ele pode achar o que quiser, mas o texto pode ser tudo, menos objetivo. Ha! Mas e claro, ele estava querendo apenas ser ironico.

  31. Patriarca da Paciência said

    “porquê que o governo petista (Executivo e apoio da base aliada), em mais de 8 anos, não fez nada contra a suposta “privataria”….”

    Minha cara Michelle de Souza Malone,

    a resposta para sua pergunta é mais que óbvia – quem faz CPI são os parlamentares, quem faz julgamento é a Justiça.

    Governo não investiga e não julga ninguém.

    Lula foi simplesmente um exemplo de democrata, reconhecido pelo mundo todo.

  32. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    eu também considero o Reinaldinho Cabeção um verdadeiro e legítimo bobo da corte.

    Dizem que os bobos da corte eram os únicos “súditos” que tinham “permissão” para “insultar” o rei.

    É claro que isto tinha uma conotação política e didática, ou seja, somente pessoas bobas insultam o rei.

  33. Patriarca da Paciência said

    A CPI do delegado Protógenes não vai dar em nada?

    http://noticias.r7.com/jornal-da-record-news/2011/12/15/protogenes-queiroz-consegue-assinaturas-suficientes-para-cpi-das-privatizacoes/

  34. Zbigniew said

    Seria interessante o RA analisar a performance da oposicao tambem. Sem embargo das constantes levantadas de bola pela midia amiga, a oposicao nao tem proposta, nao tem programa, nao tem lideranca carismatica.
    Morre numa agenda monocordica em cima da corrupcao. E so.
    Ja foi bem debatido aqui no PoliticAetica que so com esse mantra a oposicao vai ter que apelar para um desastre – eu disse desastre -, na esfera economica. E isto nao vai acontecer, pelo menos num horizonte proximo. E mesmo assim nao quer dizer que va emplacar um candidato.
    Apelar pra essa historia de desconstruir a figura da Dilma com as voltas sobre se ela e gerentona ou faxineira, ja demonstrou que nao pegou. Pelo contrario: no sul ela esta com a mesma aprovacao que no nordeste. Pasmem! Sera que o titio tambem acha os sulistas tao despreparados ou necessitados como os nordestinos?
    Desse jeito a Rede Globo vai ter que colocar o Luciano Hulk pra ser candidato. Afinal de contas ele tem iniciativas sociais pra mostrar, ao contrario da nossa tao zelosa oposicao, tais como o “lata velha”, o “soletrando”, o “lar doce lar”. Que lastima!

  35. Chesterton said

    O escâncalo das privatização/tucanos não será investigado – pq remete a OI TELEMAR, gente graúda no PT ñ tem interesse em trazer o assunto a tona. Vide Satiagraha. Santa inocência! – ah! mas são metidos, tipo, adoram alardear coisas tolas tipo, Deus não existe, a igreja católica é a inquisição, e blbablabla…chatim…
    recebida da net, é bem verdade

  36. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/mercadante-confessa-que-dilma-mentiu-as-vitimas-da-tragedia-na-regiao-serrana/

  37. Pax said

    Cara Michelle De Souza Malone, em # 28,

    Vamos lá, você pede para comentarmos a “análise” que o RA diz ser lógica.

    Acho que o caro Zbigniew já deu bons contra-pontos em #30. Mas quero complementar um pouco.

    Números soltos, sem comparações, não permitem conclusões tão “lógicas” assim. Acredito que seria de bom tom trazer as comparações de pesquisas feitas nos primeiros anos de governo de FHC e Lula, por exemplo. A partir daí teríamos um quadro que mostraria como foram estas avaliações na linha do tempo.

    À além de plotar os números dos antecessores, acho que seria, também contributivo para essa análise, colocar os principais fatores internos e externos que influenciaram.

    Um exemplo: Dilma tem aprovação de 48% em Meio Ambiente. Vale lembrar neste ponto que houve uma questão importante neste ano que foi a aprovação do novo Código Florestal. Para mim foi muito ruim o que aconteceu (ainda em ajustes – já passou no Senado e voltou para a Câmara). Mas para a maioria das pessoas parece que foi bom, gostaram do projeto do Aldo Rebelo etc. Houve, também, recentemente, notícia de redução do desmatamento na Amazônia. E tem mais a ser colocado sobre esta questão. Sem que a gente traga as influências fica difícil analisar. E como foi este número no primeiro mandato de FHC? E no segundo? E no primeiro de Lula? e no segundo? Quais influências esta questão sofreu nestes primeiros anos de governos passados?

    No Desemprego há um fator bastante claro, Dilma está bem porque o Brasil está quase em pleno emprego. Mas como foi a avaliação de FHC no primeiro ano de seu primeiro governo? E no primeiro ano do segundo governo? O que lembro é que à época era mais complicado, ao mesmo tempo que FHC preparou uma série de medidas que foram boas para que hoje estes números sejam melhores. Vamos atacar FHC por conta desta questão? Eu acho melhor trazer o pano de fundo para poder dizer que o FHC foi bem ou foi mal.

    Desculpe-me mas realmente acho que esta “lógica” rábica do RA não merece muita atenção. Quem pensa com o fígado pode até escrever bem, cheio de rococós e artifícios lógicos, mas as análises acabam tendenciosas.

    —-

    Sobre a CPI da Privataria, além do que já enumerei como minhas curiosidades, vale a pena pensarmos nos modelos montados que foram objetos da CPI do Banestado, com as tais contas CC5. Este alerta foi dado ontem, pamem, pelo Boris Casoy no telejornal noturno da Band.

    Quem tem fornecido informações que eu considero mais quentes são os próprios jornalistas antigos que ficaram uma semana sem pautar o tal livro do Amaury.

  38. Patriarca da Paciência said

    “Em fevereiro de 2006, o desembargador Ricardo Lewandowski foi indicado pelo presidente Lula para ocupar uma cadeira na mais alta corte do país, o Supremo Tribunal Federal. Era o primeiro ministro nomeado pelo petista desde a descoberta, no ano anterior, do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção da história do país. Ao ser entrevistado por emissários do Planalto e conversar com Lula antes da indicação, Lewandowski já tinha plena consciência de que teria, nos anos seguintes, a missão de julgar o processo que resultaria da revelação de que o governo do PT pagara mesada a parlamentares em troca de apoio político. O ministro não só conhecia essa realidade como era próximo a figuras de proa do partido. Formado na Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo, berço sindical do petismo, e professor com mestrado e doutorado na Universidade de São Paulo, ele conhecia a família Lula desde jovem. Sua mãe, por exemplo, era vizinha da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Relações pessoais com poderosos não impedem ninguém de assumir cargos públicos de relevo. Para assentos no STF, são exigidos notório saber jurídico e reputação ilibada. Além desses dois requisitos constitucionais, espera-se de um ministro da suprema corte independência com relação ao presidente da República que o indicou. É nessa seara que a movimentação de Lewandowski tem causado apreensão.”

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/impunidade-anunciada-a-articulacao-do-pt-para-absolver-a-quadrilha-do-mensalao

    Se não estou enganado, a revista Veja está fazendo uma acusação direta de parcialidade do Supremo Tribunal.

    Será que a “óia” vai sair impune dessa também?

  39. Pax said

    Caramba, caro Patriarca,

    Qual será a reação do Lewandowski? Me parece que tem todo direito de questionar esta “opinião” da Veja.

    Uma crítica interessante, no Observatório da Imprensa,

    O livro e a imprensa, um ponto de ruptura
    Por Luciano Martins Costa em 15/12/2011 na edição 672

    Comentário para o programa radiofônico do OI, 15/12/2011

    Esta semana marca um ponto de ruptura da imprensa brasileira tradicional, aquela chamada de circulação nacional. O fato de os principais jornais do país haverem ignorado o tópico mais divulgado na internet – o livro que denuncia atividades criminosas atribuídas a familiares e pessoas próximas do ex-governador José Serra – representa uma declaração pública de que a imprensa tradicional não considera relevante o ambiente midiático representado por blogs, sites independentes de empresas de mídia e grupos de discussões nas redes sociais.

    A fidelidade canina das grandes empresas de comunicação ao político Serra é um caso a ser investigado por jornalistas e analisado por cientistas políticos. Na medida em que essa fidelidade chega ao ponto de levar as bravas redações – sempre animadas para publicizar toda espécie de malfeitoria envolvendo protagonistas do poder – a fingir que não tem qualquer relevância o fenômeno editorial intitulado A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., cria-se um precedente cujas consequências não se pode ainda avaliar.

    Por iniciativa da imprensa tradicional, aprofunda-se o fosso que a separa da mídia alternativa.

    Debate aberto

    Não que tenha arrefecido o ímpeto dos jornais por dar repercussão a todo tipo de denúncia: estão nas primeiras páginas, nas edições de quinta-feira (15/12), o ministro Fernando Pimentel, o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e o publicitário Marcos Valério.

    Cada um desses personagens tem uma história a explicar para a sociedade, mas a imprensa, ao proceder com tão escancarado desequilíbrio nos critérios de edição, se desqualifica como meio legítimo para mediar a questão com a sociedade.

    Não se pode escapar à evidência de que a imprensa realiza um esforço corporativo para apresentar ao seu público um cardápio restrito de escândalos, quando o prato mais apetitoso vende milhares de exemplares de livros, produz um mercado paralelo de cópias piratas e manifesta o desejo do público de saber mais.

    O silêncio da imprensa prejudica as chances do ex-governador José Serra de contestar as acusações apresentadas no livro contra sua filha, seu genro, o coordenador de suas campanhas eleitorais e outros personagens ligados ao seu núcleo de ação política.

    Paralelamente, amplia o raio de conflitos entre as empresas de comunicação e a categoria profissional dos jornalistas, muitos dos quais são ativos participantes nos debates sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr.

    Fugindo da boa história

    A origem do esquema investigado pelo autor de A Privataria Tucana se confunde com o ponto em que a imprensa tradicional perdeu o interesse pelo caso do Banestado – provavelmente a matriz de todos os crimes financeiros revelados ou semiocultos no Brasil nos últimos quinze anos. Por essa razão, aumenta a curiosidade geral em torno da recusa da imprensa em reabrir esse caso através da janela criada com o livro de Ribeiro Jr.

    A partir deste ponto, torna-se legítima qualquer desconfiança sobre o real interesse da chamada grande imprensa em ver desvendadas as denúncias de corrupção que ela própria divulga. Não há mais dúvida razoável de que essas denúncias são publicadas de maneira seletiva.

    O mapa aberto pelo livro de Ribeiro Jr., pelo que já se deu a conhecer, complementa reportagens já publicadas sobre crimes financeiros em geral, mas principalmente sobre aqueles que têm como vítima o patrimônio público. Em geral, as reportagens sobre aquilo que agora é chamado de malfeito esmaecem quando o caso se transforma em processo formal na Justiça.

    Estranhamente, quando surge a possibilidade de oferecer ao público o acompanhamento das conclusões, a imprensa sai de campo. Observe-se, por exemplo, que o chamado caso “mensalão” está para ser prescrito e há um hiato no noticiário entre a aceitação da denúncia e a prescrição.

    No caso Banestado, assim como no livro-reportagem de Amaury Ribeiro Jr., o mais importante é a revelação do esquema de lavagem de dinheiro, com o mapa dos caminhos que o dinheiro sujo realiza por paraísos fiscais e contas suspeitas. Trata-se do mesmo esquema utilizado pelos financiadores ocultos do narcotráfico, pelos corruptos e corruptores e por cidadãos acima de qualquer suspeita.

    Se desse curso às pistas levantadas no livro de Ribeiro Jr., a imprensa poderia construir histórias muito interessantes – por exemplo, ao identificar consultores jurídicos especializados em lavagem de dinheiro que costumam frequentar páginas mais nobres dos jornais.

    A omissão da imprensa em relação ao fenômeno editorial do ano é também a renúncia ao bom jornalismo.

  40. Zbigniew said

    Bom texto, caro Pax.
    O q vem corroborar a tese de q a grande imprensa não esta interessada no combate a corrupção em si, mas nos dividendos políticos e econômicos q dela podem advir. Com isso há evidente prejuízo para a sociedade, para quem entende q jornalismo tem muito de serviço publico. A grande/velha mídia, com o caso desse livro, escancara o seu partidarismo e seus interesses e, cada vez mais vai transferindo para as redes sociais a busca de uma credibilidade q já não pode e não quer oferecer.

  41. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    realmente é um texto que diz tudo. É completo e equilibrado.

    “No mínimo”, muitos jornalistas honestos e de bom senso, começaram a duvidar das reais intenções da chamada grande imprensa.

    Espero realmente que, daqui pra frente, tudo seja diferente.

    O final do artigo merece, com todas as honras, o título de “chave de ouro”.

    “Se desse curso às pistas levantadas no livro de Ribeiro Jr., a imprensa poderia construir histórias muito interessantes – por exemplo, ao identificar consultores jurídicos especializados em lavagem de dinheiro que costumam frequentar páginas mais nobres dos jornais.

    A omissão da imprensa em relação ao fenômeno editorial do ano é também a renúncia ao bom jornalismo.”

  42. Zbigniew said

    Confirmando o que o Patriarca comentou sobre a participacao do governo na CPI:

    http://videos.r7.com/r7/service/video/playervideo.html?idMedia=4eea82b792bb819b4a14b871&idCategory=211&embedded=true

  43. Michelle de Souza Malone said

    Boa tarde/noite a todos

    1.Retomando, o comentário #31, entre outros, é interessante pois demonstra um certo apego exagerado a Marx, ao final explico:

    a resposta para sua pergunta é mais que óbvia – quem faz CPI são os parlamentares, quem faz julgamento é a Justiça.

    Governo não investiga e não julga ninguém.

    Lula foi simplesmente um exemplo de democrata, reconhecido pelo mundo todo”.

    A entender corretamente a resposta óbvia do comentarista depreende-se que o COAF do Ministério da Fazenda
    e do Banco Central, vide os sites: http://www.bcb.gov.br/?ACAOESTADO e https://www.coaf.fazenda.gov.br/
    além do SINCOV do Minstério da Justiça e da Polícia Federal
    http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJ7FABCBFCITEMIDD431F1BB4F9C480F849C260DB92C786DPTBRNN.htm
    não investigam nada.
    E que passados 17 anos do episódio e 9 anos de governo do PT com maioria no Congresso, nem um deputado ou senador tomou a iniciativa de propor uma CPI ou até a reversão das privatizações “suspeita” porque
    “Lula foi simplesmente um exemplo de democrata, reconhecido pelo mundo todo”.

    Quanto à Justiça, que julgou casos relativos ao assunto, ocorreu o seguinte:
    …os julgamentos de processos contra os dirigentes da época das privatizações não dão sustentação às críticas e às acusações de “improbidade administrativa” na privatização da Telebrás.

    A decisão nº 765/99 do Plenário do Tribunal de Contas da União concluiu que, além de não haver qualquer irregularidade no processo, os responsáveis “não visavam favorecer em particular o consórcio composto pelo Banco Opportunity e pela Itália Telecom, mas favorecer a competitividade do leilão da Tele Norte Leste S/A, objetivando um melhor resultado para o erário na desestatização dessa empresa”.

    Também o Ministério Público de Brasília foi derrotado e, no recurso, o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal decidiu, através do juiz Tourinho Neto, não apenas acatar a decisão do TCU mas afirmar que “não restaram provadas as nulidades levantadas no processo licitatório de privatização do Sistema Telebrás. Da mesma forma, não está demonstrada a má-fé, premissa do ato ilegal e ímprobo, para impor-se uma condenação aos réus. Também não se vislumbrou ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública para configurar a improbidade administrativa.”excerto do artigo A ficção do Amaury do Merval Pereira
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/12/18/a-ficcao-do-amaury

    ….Apego a Marx? Sim, ao Groucho Marx.

    2.Quanto à probabilidade de uma “CPI da Privataria” basta ler o que os insuspeitos colunistas:

    GELEIA GERAL – MÔNICA BERGAMO
    FOLHA DE SP – 17/12/11
    Renan Calheiros (PMDB- AL) ajudou na coleta de assinaturas da CPI para investigar a privatização no governo de Fernando Henrique Cardoso. Detalhe: ele foi um dos principais ministros da era FHC, quando ocupou o cargo de ministro da Justiça.

    TUDO COMBINADO
    O PT está turbinando a CPI, proposta pelo deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP). Mas já traçou o roteiro: fará barulho em torno da comissão, proposta para investigar denúncias do livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr, até março. Neste mês, o petista Marco Maia (RS), que preside a Câmara dos Deputados, vai arquivá-la por “carência de objeto específico”. O próprio governo petista não tem interesse no barulho de uma CPI.
    ou
    Um ano sem CPI – ILIMAR FRANCO
    O GLOBO – 18/12/11

    Desde que assumiu a presidência da Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS) não autorizou a criação de qualquer CPI. Hoje há sete pedidos na fila. A CPI da Privatização, proposta pelo deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP), deve ter o mesmo destino: a gaveta. A cúpula petista está sugerindo a Maia que dê prioridade às pedidas anteriormente, como a da Exploração Sexual de Adolescentes e a da Exploração do Trabalho Escravo. Só podem funcionar cinco CPIs ao mesmo tempo.

    Marx, o Groucho, do túmulo, grita:

    – O melhor cego é aquele que não quer ver.
    ou
    -Acreditem no que eu estou dizendo, não em seus olhos

  44. Michelle de Souza Malone said

    Boa Tarde/Noite/Manhã a todos

    Por falar em Marx e ironias …

    às 18:05 \ Política
    Dilma diz que o “caso Pimentel” nada tem a ver com seu governo.
    Ué, com o governo de quem, então? De Obama?

    (Ricardo Setti)
    “….
    Pimentel, amigo de Dilma há mais de 40 anos — fizeram juntos política estudantil — parece-me que é, segundo todas as informações disponíveis até o momento em que escrevo este post, Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do governo Dilma.
    Podem confirmar no site do Ministério.

    Em sendo assim, o “caso Pimentel” tem a ver com que governo?
    O de Obama? De Cristina Kirchner? De Sarkozy?”

    Comento:

    Dilma pelo visto, também parece seguir os ensinamentos de Marx, o Groucho:

    – O melhor cego é aquele que não quer ver.
    ou
    -Acreditem no que eu estou dizendo, não em seus olhos

  45. Chesterton said

    Mais um Crime de Lula
    Em alguns anos historiadores examinarão o governo Lula e perguntarão: como esse canalha não foi impichado e posto na prisão? Entre seus inúmeros crimes, mais um é revelado pela Veja: Entre os meses de março e maio de 2006, o nível de turbulência política em Brasília atingiu o seu ponto mais crítico desde o impeachment do presidente Fernando Collor, em setembro de 1992. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o mensalão havia desbaratado a quadrilha de petistas que atuava no coração do governo, desviando dinheiro público para subornar políticos e financiar as campanhas do partido. A crise ameaçava o mandato do então presidente Lula. Era preciso fazer algo e, conforme demonstrou uma reportagem de VEJA da semana passada, o PT contratou e pagou um estelionatário para fabricar a chamada Lista de Furnas – um documento falso que tentava envolver políticos da oposição com caixa dois eleitoral. Uma estratégia para nivelar por baixo a classe política e minimizar a gravidade do esquema de pagamento de propina montado pelo partido. A Lista de Furnas, descobre-se agora, tinha um objetivo bem mais ambicioso do que apenas confundir os incautos: ela foi produzida pelos petistas para tentar salvar o presidente Lula. A confissão está registrada em um relatório da Polícia Federal anexado ao processo que corre em segredo de Jus¬tiça na 2a Vara Criminal Federal, do Rio de Janeiro. VEJA teve acesso ao conteúdo do documento.
    POSTED BY SELVA BRASILIS

  46. Chesterton said

    Isso é o PT! Primeiro navio brasileiro vai afundar se não for consertado no exterior.
    O petroleiro João Cândido está tirando o sono da Petrobras. Exibido na campanha presidencial de Dilma como o símbolo da retomada da indústria naval, está encalhado no porto de Suape desde agosto de 2010, com problemas nas soldas. O Atlântico Sul, estaleiro contratado para construí-lo, apenas confirma que o navio não vai mais ficar pronto em dezembro — é o terceiro adiamento do prazo de entrega. Na Petrobras o que se diz é que os defeitos do casco não podem ser sanados no Brasil. O problema, agora, é saber quem vai arcar com o ônus de rebocar o navio pelo oceano para ser reparado no exterior. (Do Radar On Line)

  47. Chesterton said

  48. Pax said

    Caro Chesterton,

    Este vídeo é de quando? A notícia recente é a que mencionei no corpo do post acima, no primeiro parágrafo, que há no noticiário uma preocupação para que o julgamento do Mensalão do PT não prescreva. E não deve prescrever mesmo.

    O que o post trata, na verdade, é da criação de uma CPI para investigar os supostos crimes de corrupção apontados pelo livro do Amaury Ribeiro Jr. Um pouco mais que isso, o post trata do desequilíbrio editorial da grande imprensa e a qualidade que se gostaria que tivesse. Pau que bate em Chico deve, também, bater em Francisco.

    Se o STF deixar o Mensalão do PT em branco teremos um prejuízo enorme. A instituição STF fica comprometida. Ao menos eu entendo assim.

    Se as acusações do livro do Amaury Ribeiro Jr forem ocultadas teremos, também, um enorme prejuízo.

    Por mim que todos estes descaminhos sejam investigados, esclarecidos e julgados.

    O melhor que pode acontecer é que a sociedade saiba quem desvia dinheiro dos cofres públicos. Seja quem for. Ainda mais que hoje temos um processo de apodrecimento generalizado na política nacional. Quanto mais estas mazelas forem expostas, mas chance há que se mitigue alguma coisa neste sentido.

  49. Michelle de Souza Malone said

    Bom Dia/Tarde?Noite a todos

    Caro Pax, caro moderador e líder,
    solicito a gentileza de colocar este artigo da Dora Kramer naquele formato que você usou no #39 pra ficar mais fácil de ler, debater e comentar:
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,modo-de-usar-,812408,0.htm?p=1

    Este artigo resume de forma extremamente objetiva, o meu pensamento sobre dilma, a presidente emergente.
    Sem aplausos ou vaias partidárias! Cristal clear!
    Grata desde já!

  50. Michelle de Souza Malone said

    Caro Pax

    Acabei de assistir ao vídeo postado pelo comentarista no #47 e ele é uma montagem recente NOV/2011 (até cita Fernando Pimentel, atual ministro como coadjuvante…siga a partir dos 1:01 minutos).
    Fernando Pimentel e seu tesoureiro de campanha Rodrigo Fernandes em 2004 na campanha pra Prefeito. de BH.

    É mentira?
    Pax, você duvida?
    Me explique, por favor, qual é a sua dúvida?
    Não houve Mensalão?
    Lula não sabia???
    Ze dirceu é inocente?
    O que aconteceu na realidade?
    Quero saber a sua opinião.
    Grata pela atenção.

    é claro que todos podem e devem comentar…
    da luz nasce a discussão!
    ou seria ao contrário?
    rsrsrs

  51. Edu said

    Pessoal,

    Do último suspiro do meu fim-de-semana resolvi colocar 2 coisas para pensarmos.

    1 – O que é ter popularidade no governo? Uns podem até dizer que significa que, para os entrevistados, a Dilma faz um bom governo. É mesmo? Quais os critérios? Será que as pessoas entrevistadas sabem o que a Dilma realmente tem feito? Será que as pessoas ouvidas lêem (nem sei mais se é com acento ou não) sobre política? Se um mínimo de conhecimento sobre política não é pré-requisito para responder a uma pesquisa dessas, o resultado é igual fazermos uma pesquisa para saber se o papa está fazendo um bom mandato (é mandato!? hehe). Os partidários podem e devem ficar felizes com a notícia, não tem problema nenhum, afinal, é o “reconhecimento” popular. Só que insisto: aos que não estão interessados em ver o seu partido recebendo aplausos e sim interessados em ver os problemas do Brasil resolvidos, essa pesquisa não alcança o objetivo. Aliás, isso não significa nem um começo. E se é um começo, gostaria de ver a correlação entre uma coisa e outra. Aliás (2), muito interessante o texto do estado colocado pela Michelle. Repete algumas coisas ditas há algum tempo:

    – A gestora é uma boa gestora?
    – O governo tem direção?

    2 – Sobre o livro: aguardemos. Quero mesmo, mas muito mesmo que a CPI seja instaurada. Já foi instaurada?! Que seja instaurada novamente! Quantas vezes forem necessárias! Só que é o seguinte: o Protógenes está parecendo um outro que andou falando besteira por aí: “Eu sei quem foi, mas não falo”. Ele diz: “eu tenho votos, mas não digo quem são”. Não que ele tenha obrigação… mas po, tá esperando o q?

  52. Pax said

    Cara Michelle De Souza Malone,

    Em #49,

    Vou repetir dois parágrafos do texto da Dora:

    A última pesquisa Ibope mostra Dilma com índices de popularidade inéditos na comparação com os primeiros anos dos dois mandatos de Lula e de Fernando Henrique e carrega consigo duas notícias.

    A boa é que a maioria se sente bem e isso é ótimo. A má é que com números tão robustos o governo se sente no direito de tocar o barco em frente sem prestar atenção ao que de positivo o contraditório contém como material de trabalho para avançar por terrenos onde hoje viceja o atraso.

    (a) – Sim, a notícia é boa porque a maioria se sente bem, o país está em pleno emprego praticamente, o poder aquisitivo é melhor, as pessoas compram o que por à mesa e ainda conseguem realizar alguns de seus sonhos. Não se pode reclamar disso, imagino eu. Pior seria se o povo estivesse, ao contrário, desempregado e passando fome.

    (b) – Não sei desde quando você, cara Michelle, acompanha aqui, mas sempre afirmei que o Brasil precisa de uma oposição que preste. Acho, opinião minha e de outros, que o povo está feliz quando, principalmente, o povo tem o que comer. A Economia é que dita essa tal felicidade. No momento que este quadro muda, a insatisfação aparece mesmo que o governante seja o melhor possível. Lembro neste momento do Sir Winston Chirchill que teve um papel de liderança fundamental para que a ilha inglesa não fosse invadida e não ganhou as eleições logo após o fim da Segunda Guerra. Porque? Porque a economia estava em frangalhos. Outro ponto, o povo alimentado e comprando sua primeira motocicleta tende a exigir qualidade na sequência, vai querer estudo, vai querer melhores hospitais etc. Vários analistas pensam assim e tendo a concordar. Tudo isto sem esquecer que se tivéssemos uma oposição mais forte ainda teríamos controles melhores. Hoje vejo com muita cautela a situação do Congresso, um poder desacreditado e à cabresto do Executivo. Também temos todos nossas preocupações com o Judiciário. Ok, as instituições funcionam, estão estabelecidas, mas longe, muito longe de podermos nos acomodar.

    Em #50,

    Na minha opinião houve mensalão, sim. Culpados ou não quem vai determinar é o STF onde o processo está se arrastando.

    Como diz o caro Edu, em #51, que todos sejam devidamente julgados, tanto os que cometerram irregularidades nos governos do PSDB quanto os dos governos PT.

    Caro Edu,

    Se o governo tem direção? Acho que sim. A melhor de todas? Acho que não. Dilma é uma boa gestora? Aqui vejo um desejo enorme de opositores mais histéricos de quererem provar que não, mas prefiro esperar um pouco mais para afirmar. Até agora o que vi não me incomoda não.

    Só espero que a reforma ministerial seja competente. Caso não seja a imagem de gestão de Dilma tenderá a piorar.

  53. Chesterton said

    O livro “Privataria tucana”, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro.

    Disseminou-se a idéia de que a chamada “imprensa tradicional” não deu destaque ao livro, ao contrário do mundo da internet, para proteger o ex-candidato tucano à presidência José Serra, que é o centro das denúncias.

    Estariam os “jornalões” usando dois pesos e duas medidas em relação a Amaury Jr, pois enquanto acatam denúncias de bandidos contra o governo petista, alegam que ele está sendo processado e, portanto, não teria credibilidade?

    É justamente o contrário. A chamada “grande imprensa”, por ter mais responsabilidade que os blogueiros ditos independentes, mas que, na maioria, são sustentados pela verba oficial e fazem propaganda política, demorou mais a entrar no assunto, ou simplesmente não entrará, por que precisava analisar com tranqüilidade o livro para verificar se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações, e se tem provas.

    Outros livros, como “O Chefe”, de Ivo Patarra, com acusações gravíssimas contra o governo de Lula, também não tiveram repercussão na “grande imprensa” e, por motivos óbvios, foram ignorados pela blogosfera chapa-branca.

    Desde que Pedro Collor denunciou as falcatruas de seu irmão presidente, há um padrão no comportamento da “grande imprensa”: as denúncias dos que participaram das falcatruas, sejam elas quais forem, têm a credibilidade do relato por dentro do crime.

    Deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson desencadeou o escândalo do mensalão com o testemunho pessoal de quem esteve no centro das negociações, e transformou-se em um dos 38 réus do processo.

    O ex-secretário de governo Durval Barbosa detonou a maior crise política da história de Brasília, com denúncias e gravações que culminaram com a prisão do então governador José Roberto Arruda e vários políticos.

    E por aí vai. Já Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha, tendo participado, como membro da equipe de campanha da candidata do PT, de atos contra o adversário tucano.

    O livro, portanto, continua sendo parte da sua atividade como propagandista da campanha petista e, evidentemente, tem pouca credibilidade na origem.

    Na sua versão no livro, Amaury jura que não havia intenção de fazer dossiês contra Serra, que foi contratado “apenas” para descobrir vazamentos internos e usou seus contatos policiais para a tarefa que, convenhamos, conforme descrita pelo próprio, não tem nada de jornalística.

    Ele alega que a turma paulista de Rui Falcão (presidente do PT) e Palocci queria tirar os mineiros ligados a Fernando Pimentel da campanha, e acabou criando uma versão distorcida dos fatos.

    No caso da quebra de sigilo de tucanos, na Receita de Mauá, Amaury diz que o despachante que o acusou de ter encomendado o serviço mentiu por pressão de policiais federais amigos de José Serra.

    Enfim, Amaury Ribeiro Jr, tem que se explicar antes de denunciar outros, o que também enfraquece sua posição. Ele e seus apoiadores ressaltam sempre que 1/3 do livro é composto de documentos, para dar apoio às denúncias. Mas se os documentos, como dizem, são todos oficiais e estão nos cartórios e juntas comerciais, imaginar que revelem crimes contra o patrimônio público é ingenuidade ou má-fé. Que trapaceiro registra seus trambiques em cartórios?

    Há, a começar pela escolha do título – Privataria Tucana -, uma tomada de posição política do autor contra as privatizações.

    E a maneira como descreve as transações financeiras mostra que Amaury Ribeiro Jr. se alinha aos que consideram que ter uma conta em paraíso fiscal é crime, especialmente se for no Caribe, e que a legislação de remessa de dinheiro para o exterior feita pelo Banco Central à época do governo Fernando Henrique favorece a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas.

    É um ponto de vista como outro qualquer e ele tenta por todas as maneiras mostrar isso, sem, no entanto, conseguir montar um quadro factual que comprove suas certezas.

    Vários personagens, a maioria ligada a Serra, abrem e fecham empresas em paraísos fiscais, com o objetivo, segundo ilações do autor, de lavar dinheiro proveniente das privatizações e internalizá-lo legalmente no País.

    Acontece que passados 17 anos do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, e estando o PT no poder há 9 anos, não houve um movimento para rever as privatizações.

    E os julgamentos de processos contra os dirigentes da época das privatizações não dão sustentação às críticas e às acusações de “improbidade administrativa” na privatização da Telebrás.

    A decisão nº 765/99 do Plenário do Tribunal de Contas da União concluiu que, além de não haver qualquer irregularidade no processo, os responsáveis “não visavam favorecer em particular o consórcio composto pelo Banco Opportunity e pela Itália Telecom, mas favorecer a competitividade do leilão da Tele Norte Leste S/A, objetivando um melhor resultado para o erário na desestatização dessa empresa”.

    Também o Ministério Público de Brasília foi derrotado e, no recurso, o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal decidiu, através do juiz Tourinho Neto, não apenas acatar a decisão do TCU mas afirmar que “não restaram provadas as nulidades levantadas no processo licitatório de privatização do Sistema Telebrás. Da mesma forma, não está demonstrada a má-fé, premissa do ato ilegal e ímprobo, para impor-se uma condenação aos réus.

    Também não se vislumbrou ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública para configurar a improbidade administrativa..

    O livro de Amaury Ribeiro Jr. está em sexto lugar na lista dos mais vendidos de “não-ficção”. Talvez tivesse mais sucesso ainda se estivesse na lista de “ficção”.
    Merval Pereira

  54. Chesterton said

    Jeito Dilma de
    ser não poupa
    nem notebook
    Ministros e técnicos do governo federal agora evitam levar os próprios notebooks para reuniões com Dilma. Fiel ao seu jeito estúpido de ser, em recente reunião com dirigentes e técnicos do DNIT, ela se irritou com um deles, que insistia em mostrar-lhe, no computador, um projeto já rejeitado. Com firmeza e agilidade, tomou-lhe o notebook das mãos e o arremessou para longe, espatifando-o, para em seguida dispensar o interlocutor chamando o despacho seguinte: “Próximo!”

  55. Chesterton said

    A vida privada de Pimentel

    15:57, 14/12/2011 GMFIUZA GERAL TAGS: DILMA, FERNANDO PIMENTEL
    Dilma Rousseff afirmou que “o governo acha estranho que o ministro (Pimentel) preste satisfações ao Congresso da sua vida privada”.

    Já é um avanço. Pelo menos, o governo Dilma começou a estranhar alguma coisa. Ninguém aguentava mais esse clima de normalidade.

    Realmente, não dá para entender esse interesse do Congresso Nacional pela vida privada de Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-consultor de empresas privadas.

    Como os parlamentares de oposição não respeitam a privacidade do ministro, cumpre fazer um esclarecimento: a vida privada de Fernando Pimentel é muito mais abrangente do que imaginam os nobres deputados e senadores.

    Para que não pairem mais dúvidas sobre o assunto, e para que cessem de uma vez por todas essas convocações muito estranhas, vamos deixar claro o perímetro da vida privada de Pimentel.

    Ao contrário da maioria das pessoas, Fernando Pimentel não é um indivíduo não-governamental. Seu universo particular em expansão alcança zonas do poder público – especialmente em Belo Horizonte e em Brasília.

    Foi por isso que em 2009 e 2010, quando estava sem mandato, Pimentel deu um show como consultor econômico – faturando de cara R$ 2 milhões e deixando de queixo caído a concorrência muito mais experiente do que ele.

    Os consultores normais, PhDs e especialistas em geral podem ser muito bons, mas são privados demais.

    No período em que prestou suas consultorias, Pimentel tinha grande influência na Prefeitura de BH e no partido do presidente da República – que inclusive o escolheu na época para coordenar a campanha sucessória.

    O que o Congresso não entende é que a vida pessoal de Pimentel contém sua invejável amizade com Dilma Rousseff (que fez dele um consultor ministeriável). Também estão contidos na sua privacidade seus amigos de fé no governo da capital mineira, e seus irmãos camaradas na iniciativa privada – que adorariam vê-lo governador em 2014, porque o acham um cara legal.

    Feita essa demarcação territorial da imensa vida privada de Fernando Pimentel, espera-se que não perturbem mais a presidente Dilma com pedidos de explicação estranhos.

    E vamos em frente, porque o Brasil, pelo visto, não estranha mais nada.

  56. Zbigniew said

    O artigo do “imortal” Merval no Globo deste domingo e o exemplo de como o livro do Amaury Ribeiro Jr. pautou a velha mídia, levando-a a exercer seu “jus esperniandi”, ora usando táticas de desqualificação do autor, ora de desqualificação do próprio livro (matéria requentada, comparação com o Dossiê Cayman, Lista de Furnas, etc.), mesmo q as páginas e páginas de documentos recolhidos em instituições oficiais estejam ali se oferecendo para quem quiser analisar.
    Esse livro e um fenomeno, não só de vendas, nem tampouco como marco das relações da imprensa com a sociedade, mas principalmente como elemento capaz de confirmar como nossas instituições estão contaminadas pelos vícios do sistema político brasileiro. O MP, o PT, o PSDB, o Judiciário, os parlamentos, os órgãos de fiscalização externa, a imprensa, todos, de alguma forma, agem para acobertar os desmandos e mal-feitos q se sucedem “ad aeternum” nos porões da Republica.
    Mas, voltando ao Merval, imaginem se a filha do Pimentel tivesse contas off shore em algum paraíso fiscal. Com documentos como os que o livro apresenta, se a Dilma não exonerasse o Ministro, ia pedir o impeachment da Presidenta.
    O Nassif levanta uma tese sobre o texto do Merval (q analisa minunciosamente aqui: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-ficcao-de-merval-pereira-e-seu-ghost-writer), de q tem uma vertente de desencorajamento do MPF para novas investigações. Assim ele pontua:
    “(…)Não se pense que José Serra psicografou a coluna de Merval Pereira visando o leitor normal de O Globo. Não haveria lógica de um enorme ataque a um livro, sobre o qual o jornal não havia sequer se referido.
    (…)O artigo psicografado procura convence procuradores e policiais federais e fornecer um álibi para que as denúncias não resultem no revigoramento da ação proposta pelo MPF em 2002.

    Essa é razão de tentar mostrar diferenças entre as supostas denúncias criteriosas da imprensa e as supostas denúncias políticas do livro e da blogosfera.

    É por aí que se entende aquele vendaval de sofismas.”
    (http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/merval-escreveu-para-o-mpf-ler).
    Eu não duvido de nada. Principalmente em vista dos interesses conflitantes envolvidos neste caso.

  57. Patriarca da Paciência said

    “E a maneira como descreve as transações financeiras mostra que Amaury Ribeiro Jr. se alinha aos que consideram que ter uma conta em paraíso fiscal é crime, especialmente se for no Caribe, e que a legislação de remessa de dinheiro para o exterior feita pelo Banco Central à época do governo Fernando Henrique favorece a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas.”

    Um caro que tem a cara de pau de dizer uma coisa dessas, realmente, não acredita que “os outros” tenham um mínimo de inteligência!

    É um simplório total!

    Ter contas e empresas de fachada em paraísos fiscais é procedimento “normal” de pessoas honestas?

    Nem brasileiro acredita!

  58. Zbigniew said

    Caro Patriarca,
    neste ponto da opinião do Serra/Merval “o navio faz água”. Esses caras acham q escrevem para celenterados. Diz o Nassif (link acima referido):
    “Utilizam contas em paraísos fiscais empresas para planejamento tributário (como se financiar em leasing). Se quiser uma defesa eficiente, basta Serra/Merval explicar a razão de Verônica Serra precisar de conta em paraíso fiscal. Mais que isso: mostrar a origem dos recursos que enviou para o Brasil e que permitiram ao pai esquentar a casa em que morava desde fins dos anos 80. Se não foi propina, foram resultados de empresas no exterior. Que empresas foram essas, quais os resultados apresentados? Simples assim.”
    E tão dificil o cara ser honesto? Porque, uma coisa e se ter lado, outra e ser desonesto com os fatos . E disso q se reclama qdo se aponta o partidarismo mal disfarçado da mídia.

  59. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, caro Zbigniew,

    cada vez mais os “espertos” se enforcam com a própria corda!

  60. Pax said

    Me permito um off topic importante.

    Bola fora de Dilma. Bola foríssima!

    http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2011/12/presente-de-dilma-azeda-o-natal-no-semiarido.html

    Justo onde o coronelismo do Nordeste é combatido por um programa vital, na construção de cisternas que tira o curral eleitoral dos coronéis que levam água em troca de votos.

    Ah, Dilma, que pena. E eu que venho mantendo todas minhas boas vontades…

  61. Chesterton said

    E eu que venho mantendo todas minhas boas vontades…

    chest- wishfull thinking

  62. Pax said

    Caro Chesterton,

    Também mantive boas vontades com FHC, com Lula e, agora, com Dilma. No fundo, no fundo, apesar da amargura do tema central do blog, acho que torço mesmo é pelo Brasil, pelo povo, no qual me incluo com orgulho.

    Um post do Kotscho que merece ser lido. Quem mais sai perdendo com a “desatenção” da grande imprensa com o tal livro do Amaury Ribeiro Jr? A própria imprensa.

    Concordo com a crítica do Kotscho. (mesmo sem ter lido o livro, sem escandalizar tanto, sem acreditar na existência do PIG)

    Um trecho… aqui o link: http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2011/12/19/o-ano-em-que-um-livro-desmascarou-a-imprensa/

    O ano em que um livro desmascarou a imprensa

    Em 47 anos de trabalho nas principais redações da imprensa brasileira, com exceção da revista “Veja”, nunca tinha visto nada igual, nem mesmo na época da ditadura militar, quando a gente não era proibido de escrever _ apenas, os censores não deixavam publicar.

    Foi como se todos houvessem combinado que o livro simplesmente não existiria. Esqueceram-se que há alguns anos o mundo foi revolucionado por um negócio chamado internet, em que todos nos tornamos emissores e receptores de informações, tornando-se impossível esconder qualquer notícia.

    O que mais me espantou foi o silêncio dos principais colunistas e blogueiros do país _ falo dos profissionais considerados sérios _, muitos deles meus amigos e mestres no ofício, que sempre preservaram sua independência, mesmo quando discordavam da posição editorial da empresa onde estão trabalhando.

    Nenhum deles ousou escrever, nem bem nem mal, sobre A Privataria Tucana, com a honrosa exceção de José Simão, o mais sério de todos eles.

    Alguns ainda tentaram dar alguma desculpa esfarrapada, como falta de tempo para ler e investigar os documentos publicados no livro, mas a grande maioria simplesmente saiu por aí assobiando e mudando de assunto.

    E agora?

  63. Chesterton said

    Kotscho é lulista até debaixo dágua. Em breve será mais um vexame do PT.

    Também mantive boas vontades com FHC, com Lula e, agora, com Dilma. No fundo, no fundo, apesar da amargura do tema central do blog, acho que torço mesmo é pelo Brasil, pelo povo, no qual me incluo com orgulho.

    chest- você tem óculos cor-de-rosa. Se nega a analisar os fatos com frieza e deixa sua mente se contaminar pelas simpatias ideológicas.
    (ah, a Dilma vai mostrar como as mulheres são melhores, o Lula vai mostrar como os operários são melhores, o Mercadante vai mostrar como o diploma não faz falta, o negão Obama vai mostrar para os brancos como é que se faz ). Você gosta de um coletivo – as mulheres, os operários, o povo, a raça e tende a julgar os indivíduos com base na opinião que tem sobre o coletivo. Isto é um tremendo erro.
    Pax, de onde menos se espera, daí é que não sai nada mesmo, entendeu?

  64. Edu said

    Zbig e Patriarca,

    Não é pq uma pessoa tem uma conta num banco num paraíso fiscal que ele precisa apresentar as contas.

    Deve haver um processo antes disso, algo que realmente conduza, como no caso do Maluf, a investigação para entender a origem ou destino de algum montante de dinheiro. Sem evidências plausíveis, a investigação não deve acontecer, e sem evidências plausíveis ninguém tem que dar satisfação do porquê abriu ou deixou de abrir uma conta no exterior…

    Se há evidências suficientes para que a investigação seja feita, que seja feita, o quanto antes. Só que não me parece que essas evidências sejam suficientes, e que nem mesmo os 173 votos do Protógenes.

    As perguntas que me interessam são outras:

    – O que está em jogo aqui é a probidade administrativa do Serra mesmo? É a ética no governo? É a justiça em relação à forma correta de um funcionário público fazer o que tem que ser feito? Se a resposta for afirmativa, ok.

    – Se o Serra provar mais uma vez sua inocência, a esquerda vai parar de acusar e fazer barulho? Porque se não parar, fica evidente que se trata de uma estratégia de marketing.

  65. Edu said

    Pax,

    Pensei um pouco no que vc disse sobre a boa vontade com os governantes e parei para tentar uma visão mais ampla sobre tudo isso. Veja se concorda.

    Eu tbm torço muito para o Brasil, mas eu não consigo nutrir boa vontade com ninguém! Aliás, eu não tenho obrigação nenhuma de ter boa vontade, não faz sentido. Aquelas pessoas que estão lá devem prestar contas a mim e a cada um dos brasileiros. Se eu achar que eles devem se justificar, eles terão que se justificar, se eu achar que 1 aspecto do governo foi uma porcaria, eles terão que admitir isso e apresentar alternativas, prazos e projetos para resolver essa porcaria.

    Minha modesta opinião é de que um governo não é bom pela média do que fez ou não. Um governo é bom pelas prioridades assume e quanto consegue atingir os objetivos trabalhando essas prioridades. A prioridade do FHC era a inflação e a estabilidade econômica. Não é que o povo “teve que aguentar”, é que o povo deveria ter entendido que sem isso mais nada poderia ser feito. Foi o “investimento” das classes mais baixas. Assim como a prioridade do Lula, uma vez com a economia estável, era o combate à miséria e o apoio às classes mais baixas. Da mesma forma, quem é classe média ou média alta não “tem que aguentar” isso, tem que entender isso como um investimento. Duas prioridades distintas que atingiram seus objetivos.

    Não é boa vontade, é entender que há uma clareza de objetivos, é clareza administrativa e gerencial. Apesar de essa clareza não ter sido tão clara assim, para esses 2 governos, e ter caminhado por caminhos tortos é possível, aí sim, usar de boa vontade, e enxergar essa clareza; e aceitar o lado ruim de cada um desses governos. Mas as críticas para ambos os presidentes, da minha parte, continuam, porque não basta fazer o que é preciso, é necessário que seja bem feito, é necessário que seja feito da maneira correta, e é necessário que essa condução seja melhorada a cada governo.

    Hoje isso não está acontecendo, muito pelo contrário. Corrupção sempre houve, todos sabe, e deve ser punida. Tanto que faço questão que o Serra seja investigado. No entanto, durante esse processo, houve uma deterioração da “forma de governar”, que coincidiu com 2 mandatos do PT. O PT tem que resolver isso para se provar como partido. Assim como o jeito de fazer oposição do PSDB é um lixo. O PSDB tem que se provar como partido de oposição. E a máquina pública tem que se provar proba e minimamente eficiente.

    Para fechar, retomando o ponto, até que todos esses agentes tenham se provado eu não nutro boa vontade com ninguém. Não consigo fazer isso com quem eu não consigo acreditar que me respeita.

  66. Pax said

    Caro Edu,

    Entendo teu ponto de vista. Entendo e respeito. Em muitos pontos você tem absoluta razão.

    Mas o meu, ao dizer o que disse, é outro. O meu ponto é torcer, ter boa vontade, para que os governos eleitos, sejam eles do Fla ou do Flu, funcionem minimamente bem para que o principal beneficiário, o povo, seja atendido.

    Mas não deixo de concordar com você, como disse. Aliás, acho até bom. Uma coisa é ter boa vontade, torcer para que as boas iniciativas funcionem. Outra, completamente distinta, é deixar de cobrar, ponto que você insiste e que, de novo, concordo.

  67. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    você acredita mesmo que alguém possa criar empresas de fachada e movimente vultosas contas em paraísos fiscais, se não estiver com intenções de esconder algo que considera ilícito?

    Você não considera tais indícios suficientes?

    E CPI faz justamente investigação, não julga nem condena ninguém.

    As acusações contra o Daniel Dantas foram invalidadas por “falha técnica”, nunca por serem inverídicas.

  68. Pax said

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed674_assim_caminhou_a_privataria

  69. Chesterton said

    O fascismo já está entre nós
    Não há dúvida de que o fascismo já está entre nós. Somos tratados como menores em questões que só dizem respeito ao indivíduo, e não ao Estado ou órgãos estatais. Para a Receita Federal, não passamos de delinquentes; para a Anvisa, somos irresponsáveis em relação à nossa própria saúde – assim como os médicos que dela cuidam – e cultivamos hábitos que devem ser policiados e até proibidos. O administrador de empresas João Luiz Mauad acertou no alvo em artigo publicado hoje no Globo sob o título “Os proibicionistas”, aqui publicado na íntegra.

    Aliás, o filósofo Denis Rosenfield chama atenção para a mesma prática fascista em entrevista à revista Veja desta semana, dizendo que órgãos de Estado como a Anvisa tentam tolher as liberdades individuais, entre as quais a liberdade de escolha não é a menor. Cito duas passagens: 1) “há dezenas de resoluções da Anvisa do tipo faça isso, não faça aquilo. O órgão se autoconsagrou o grande tutor do brasileiro, aquele que sabe tudo e ao qual devemos obediência cega”; 2) “a tentativa de proibir a publicidade de cigarro, de bebida e de alimentos parece inofensiva, mas sem publicidade a imprensa se torna dependente do governo, o que compromete a liberdade de expressão”.

    No Brasil, a exemplo do que já ocorre em outras praças, o proibicionismo vem ganhando cada vez mais espaço nas políticas públicas. Recentemente, os brasileiros foram proibidos de ingerir remédios para emagrecer, mesmo se receitados por médicos. Antes disso, já nos haviam proibido de recorrer ao bronzeamento artificial e de pitar uns cigarrinhos eletrônicos. Os especialistas da Anvisa também não querem que os malvados donos de drogarias nos vendam produtos outros que não remédios e cosméticos. Para proteger a nossa saúde, as indústrias de alimentos devem reduzir os teores de açúcar, gorduras e sal em seus produtos. A propaganda de bebidas, cigarros e até brinquedos é rigidamente controlada. Repare, caro leitor, que nos anúncios de cerveja ninguém leva o copo à boca. Só não me perguntem por quê.

    Mas o furor regulatório não para aí. Entrará em vigor, nos próximos dias, uma nova norma para o uso dos cartões de crédito. “A fim de evitar o superendividamento das famílias”, o Banco Central estabeleceu que o pagamento mínimo das faturas, a partir de junho de 2011, será de 15% do total, chegando a 20% em dezembro (hoje é de 10%). Resumo da ópera: nem mais decidir o quanto nos endividar podemos.

    Além dos exemplos acima, existe no país uma infinidade de normas cujo objetivo é organizar e controlar as nossas vidas. O fato de políticos, burocratas, especialistas e ativistas fazerem-se de nossas babás não é novidade. O absurdo é como nós permitimos que eles assumam essa função sem nos dar conta de que estamos, cada vez mais, abrindo mão de nossa liberdade.

    A síntese do pensamento proibicionista é a seguinte: as pessoas são incapazes de saber o que é melhor para elas e o governo deve, portanto, protegê-las de seus próprios desejos, necessidades e ignorâncias, bem como da ganância e da esperteza de comerciantes inescrupulosos. Somente o governo e seus especialistas são sábios, enquanto os cidadãos comuns são seres fracos e sem juízo, que devem ser eternamente guiados e protegidos para que não se machuquem. Depois do recente massacre de Realengo, por exemplo, houve até quem pretendesse censurar o noticiário a respeito, para não incentivar outros psicopatas a agir de modo semelhante.

    Os proibicionistas imaginam ter adquirido o preciso conhecimento sobre o que os demais podem, desejam ou merecem ter. Por conta disso, sentem uma necessidade irresistível de ditar o que deve ser feito, como deve ser feito e quando deve ser feito. Alguma força avassaladora os compele a nos proteger de nós mesmos. A ideia de permitir que as pessoas sigam o seu próprio destino – às vezes errando, outras vezes acertando, eventualmente até morrendo por causa do caminho que escolheram – está além da sua compreensão, pois a imperfeição, para eles, é algo inadmissível.

    Já que as pessoas não estão autorizadas a tomar decisões equivocadas ou a agir de modo errado, a solução é nada menos que planejar a vida alheia nos mínimos detalhes, da forma como eles imaginam ser a melhor, a mais eficiente e menos dolorosa para todos. O indivíduo ideal não é um ser humano, com suas vicissitudes e idiossincrasias, mas apenas uma peça inanimada num tabuleiro de xadrez, que eles podem mover à vontade, de um lado para outro, da frente para trás. Os proibicionistas simplesmente não conseguem compreender os conceitos de livre arbítrio e responsabilidade individual.

    Malgrado toda a longa história das tiranias ao redor do mundo, a verdade é que os defensores da liberdade sempre estiveram na defensiva, especialmente em função da indefectível comparação entre o mundo real – com todas as suas imperfeições – e o mundinho ideal que povoa os corações e as mentes de muita gente – vide Platão, Thomas More e muitos outros expoentes do bom e velho Estado-Babá. Em função desse ideal utópico, existe uma fortíssima tendência no sentido de se considerar quaisquer intervenções governamentais como boas e desejáveis, enquanto a liberdade de escolha é vista como algo nocivo, que precisa ser evitado a todo custo.

    O que há de mais deletério no proibicionismo, entretanto, é que ele pretende promover um suposto interesse geral não pelo estabelecimento de mecanismos capazes de persuadir os homens a fazer opções diversas das originais, mas simplesmente forçando-os a agir contra o que seriam as suas escolhas se livremente pudessem optar. Em outras palavras, as medidas proibicionistas visam a substituir os valores e desejos dos interessados pelos dos sábios e puros agentes públicos.

    Postado por Orlando Tambosi

  70. Chesterton said

    Pax, confesse seu profundo DESEJO que o livro seja verdade.

  71. Pax said

    Caro Chesterton,

    Só há um desejo nesta história que eu cofesso. Chego a jurar.

    Que a oposição encontre seu caminho. Simples pacas.

    Sem oposição só temos a perder.

  72. Chesterton said

    Faça você oposição!

  73. Chesterton said

    “When a man spends his own money to buy something for himself, he is very careful about how much he spends and how he spends it. When a man spends his own money to buy something for someone else, he is still very careful about how much he spends, but somewhat less what he spends it on. When a man spends someone else’s money to buy something for himself, he is very careful about what he buys, but doesn’t care at all how much he spends. And when a man spends someone else’s money on someone else, he does’t care how much he spends or what he spends it on. And that’s government for you.”

  74. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos

    A piadinha de gosto duvidoso de final de ano…rsrsrs

    Chesterton disse
    30/12/2011 às 12:58

    Faça você oposição!

    …comento:
    Perda de tempo.
    Pax já é da oposição.
    Da oposição à oposição que se opõe!
    Seja lá o que isso quer dizer.
    E não se fala mais nisso!

    rsrsrsrs
    Se euzinha não aparecer por aqui
    um Feliz Ano Novo para todos!
    Afinal, ninguém é perfeito!

  75. Pax said

    Caros Chesterton e Michelle De Souza Malone,

    Me apontem uma oposição que preste que talvez eu vote nela. Mas, vejam, uma que preste mesmo, com proposta, discurso, prática etc. Ok? Fico no aguardo da indicação.

    E, mesmo assim, continuarei desejando que os assuntos cabeludos apontados no “A Privataria Tucana”, segundo farto noticiário, sobre as tais lavagens de dinheiro, empresas offshore e quetais, envolvendo gregos e troianos, sejam devidamente investigados.

    Assim como continuarei desejando que todas as questões cabeludas da situação, também apontadas em farto noticiário, sejam devidamente investigadas.

    Cá do meu cantinho continuo fiel ao “Sobre o blog” escrito em agosto de 2008. E continuo achando que corrupção é a grande chaga nacional.

    Caro Chesterton,

    Este texto do comentário #73 é uma pérola do fracassado neoliberalismo. Sabemos no que deu.

    Essa história de não ter governo não dá muito certo. Da mesma forma que ter governo demais. Há um meio termo, meu caro. Aceite. Cabe a nós construir um modelo que funcione melhor que este nosso, que é grande e ineficiente demais. Aqui poderíamos ter menos governo, sim. E mais eficiência, também. De novo, sempre me repetindo: combater a corrupção é um dos caminhos. Há outros, mas escolhi este como maneira de participar.

    Feliz Ano Novo para vocês.

  76. Chesterton said

    PAX! O que fracassou foi o estado-de-bem -estar-social!! Não foi o “liberalismo” ACOOORDA! Até os ministros socialistas europeus choram pela cagada que fizeram. O liberalismo, a liberdade de trabalhar, senmpre vai ser fundamental.

    Michelle, para você ver a dificuldade que eu passo aqui, pode passar um trem em cima do Pax que ele vai dizer que é só um ventinho.

    “Essa história de não ter governo não dá muito certo. Da mesma forma que ter governo demais. Há um meio termo, meu caro. Aceite.”
    chest- meio termo? Quer dizer 50% de carga tributária? Você enlouqueceu? Eu aceito 15% de carga tributária. Então seria um termo por 6 mais ou menos , em vez de 1/2 termo um 1/6 termo.

    Perda de tempo.
    Pax já é da oposição.
    Da oposição à oposição que se opõe!

    chest- exatamente hahahahahahahahahahaha

  77. Chesterton said

    E, mesmo assim, continuarei desejando que os assuntos cabeludos apontados no “A Privataria Tucana”, segundo farto noticiário, sobre as tais lavagens de dinheiro, empresas offshore e quetais, envolvendo gregos e troianos, sejam devidamente investigados.

    chest- e o mensalão, porque você esqueceu?

  78. Pax said

    Caro Chesterton,

    Quem faliu foi o neoliberalismo e os problemas da zona do euro, com países ineficientes (Ex.: Grécia)querendo o mesmo padrão de vida dos países mais eficientes (Ex.: Alemanha). Nossa senhora da teimosia. Caramba.

    Esqueci do Mensalão é?

    Primeiro re veja a frase que disse em #75

    E, mesmo assim, continuarei desejando que os assuntos cabeludos apontados no “A Privataria Tucana”, segundo farto noticiário, sobre as tais lavagens de dinheiro, empresas offshore e quetais, envolvendo gregos e troianos, sejam devidamente investigados.

    Assim como continuarei desejando que todas as questões cabeludas da situação, também apontadas em farto noticiário, sejam devidamente investigadas.

    Cá do meu cantinho continuo fiel ao “Sobre o blog” escrito em agosto de 2008. E continuo achando que corrupção é a grande chaga nacional.

    Bem, depois de ficar esse desmentido que te deixa de calça de fora, veja aqui, também, para ficar ainda mais incomodado com tuas interpretações equivocadas. Se tiver saco, é só navegar

    https://politicaetica.com/category/mensalao-pt/

  79. Chesterton said

    Quem faliu foi o neoliberalismo e os problemas da zona do euro, com países ineficientes (Ex.: Grécia)querendo o mesmo padrão de vida dos países mais eficientes (Ex.: Alemanha). Nossa senhora da teimosia. Caramba.

    chest- você não pode ser tão burro, Pax. Sorry man.

  80. Chesterton said

    quis dizer, teimoso.

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