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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Justiça: “espetáculo dantesco”

Posted by Pax em 22/12/2011

A ministra Eliana Calmon, corregedora-geral de Justiça, deveria merecer todo apoio de seus pares. Não é bem o que acontece nestes dias.

Alguma coisa parece fora da ordem quando juízes e ministros da área atacam quem tem a missão de preservar o bom nome do Poder Judiciário, apontando os maus profissionais que denigrem a imagem desta instituição fundamental para a democracia.

Corregedora do CNJ nega quebra de sigilo de mais de 200 mil juízes e servidores

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A corregedora-geral de Justiça, ministra Eliana Calmon, rebateu hoje (22) as acusações de que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) esteja promovendo quebra de sigilo fiscal e bancário de mais de 200 mil juízes e servidores do Judiciário. Ela creditou as especulações “absurdas e desencontradas” ao trabalho de entidades classistas de juízes, que segundo ela, atuam em um “espetáculo dantesco”. “Só posso lamentar essa polêmica”, disse a corregedora em coletiva na manhã desta quinta-feira.

Calmon esclareceu que a investigação sobre o patrimônio de juízes é feita há quatro anos pela Corregedoria Nacional de Justiça e já passou por Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, pelo Amazonas e pelo Amapá. “Todos têm que apresentar suas declarações de bem e de renda de acordo com a lei e isso deve ser examinado pelos órgãos de controle, como a corregedoria e o Tribunal de Contas da União (TCU). É para apresentar para ficar dentro do arquivo? Não, é para examinar se tem transação ilícita”, esclareceu Calmon. Ela lembrou que a análise do patrimônio de parentes também é uma imposição legal da Lei de Improbidade.

De acordo com a ministra, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) informa à corregedoria o CPF de detentores de movimentações atípicas nos tribunais (com valores anuais acima de R$ 250 mil), e os técnicos fazem o cruzamento de dados com as declarações de renda de juízes e servidores.

A corregedora informou que a devassa começou em São Paulo porque esse é o estado com o maior aparelho Judiciário do país. O trabalho da corregedoria detectou 150 situações suspeitas no estado, como falta de informações de sobre o pagamento da correção monetária e o fato de 45% dos magistrados do estado não terem apresentado cópia do Imposto de Renda ao tribunal.

A ministra considera que a quantidade de problemas encontrados no estado é pequena em comparação com o tamanho do Judiciário local, que tem 45 mil servidores e dois mil juízes. “Não estou preocupada com São Paulo, é muito pouco. O local que mais me preocupa é Mato Grosso do Sul, onde nenhum juiz entregou informações sobre a renda”, disse a ministra.

Calmon também informou que seu gabinete não foi responsável por qualquer vazamento de informações sigilosas, uma vez que o cruzamento de dados ainda está em andamento, e o relatório ainda não ficou pronto. Ela também desmentiu que a corregedoria esteja investigando passivos trabalhistas da década de 1990, uma vez que a análise é restrita às folhas de pagamento de 2009 e 2010.

Segundo a ministra, o fato de as investigações serem de folhas recentes do Tribunal de Justiça de São Paulo também excluiu da investigação os ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski. Eles tomaram posse no Supremo Tribunal Federal em 2003 e 2006, respectivamente.

Calmon disse que não procurou os ministros para esclarecer qualquer mal-entendido porque a questão está na Justiça. “Não podemos conversar como se fosse clube de amigos. Os ministros têm que ficar em paz para decidir”.

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108 Respostas to “Justiça: “espetáculo dantesco””

  1. Zbigniew said

    O Judiciario e corporativista. As leis sao operadas na forma de procedimentos juridicos com base numa ideologia de dominacao: aos amigos, tudo; aos inimigos, os rigores da lei. Surge uma “idealista”, com uma coragem de “matar leao”, com a imprensa ao seu lado (embora haja ai uma conotacao de pressao quanto ao julgamento do mensalao petista), e mesmo assim ministros caras-de-pau vem a lumem justificam a limitacao de poderes do CNJ. Cabe a sociedade pressionar seus parlamentares a fim de tornar imposicao legal a atuacao do CNJ junto as corregedorias, avocando poderes no caso de estranhas conveniencias, observando-se que o Judiciario e elemento importantissimo para se passar o pais a limpo. Precisamos da voz e poder a mais idealistas como a Eliana Calmon em todas as esferas da Republica.

  2. Pax said

    Caro Zbigniew,

    “Aos amigos tudo; aos inimigos, os rigores da lei…”. O problema é que a questão, em alguns casos, passa dos “amigos” e chega aos “pagantes”. Aí a coisa vai para o brejo. Quando alguns juízes pulam o muro e passam para a criminalidade, e isto acontece, sim, todo o Judiciário fica em suspeição. Se a sociedade não puder mais confiar neste poder, onde vamos parar? E isto por conta de meia dúzia. O que não consigo entender é porque as associações classistas resolveram atacar e não apoiar corregedora.

    E concordo com você, precisamos de idealistas como Eliana Calmon em tudo que é canto.

    Segundo informações quase metade dos juízes de SP (algo assim) não apresentou cópia das declarações de Imposto de Renda no ano passado.

  3. Pax said

    Olhando para esta notícia do link abaixo, onde mesmo podemos dizer que a corregedora-geral está trabalhando errado?

    CNJ resolve examinar rendimentos dos magistradosCNJ resolve examinar rendimentos dos magistrados

    http://oglobo.globo.com/pais/cnj-resolve-examinar-rendimentos-dos-magistrados-3501556

  4. Zbigniew said

    Pax, ha iniciativas importantes no sentido de tornar o Poder mais profissional. Os indices de produtividade e as metas do CNJ, bem como a exigencia da apresentacao de planos de gestao e da adocao de procedimentos com base na modelagem de processos (esses aqui sao diferentes dos processos judiciais, mas referente as rotinas administrativas a serem adotadas no dia a dia do Judiciario).
    O problema e a cultura arcaica que passa pelas duas ferias por ano, carros oficiais para desembargadores e ministros, aposentadoria compulsoria em caso de condenacao de magistrados em irregularidades, alem, e logico, da regra do fisiologismo e do toma-la-da-ca, muito estimulada pela ingerencia de escritorios de advocacias, alem de outros poderes e da OAB no processo de indicacao de membros dos tribunais. O corporativismo atavico e dos mais atuantes. E nem o maior dos idealistas pode ir contra ele. So a sociedade.

  5. Pax said

    Blog do Frederico Vasconcelos – Folha – http://blogdofred.folha.blog.uol.com.br/

    Sergio Moro critica atuação das associações de juízes

    Titular de vara de lavagem não crê em quebra de sigilo

    Do juiz federal Sergio Fernando Moro, de Curitiba, titular de vara especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro –ou seja, conhecedor dos procedimentos de quebra de sigilos–, ao levantar dúvidas sobre as alegações das associações de magistrados:

    Eu, assim como acredito, muitos outros juízes federais, não estou de acordo com as últimas iniciativas das associações de classe dos juízes, inclusive Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação dos Juízes Federais do Brasil, no que diz respeito à Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça, tanto no que se refere às ações propostas no Supremo Tribunal Federal como nas declarações e notas na imprensa desastradas.

    Não me convenci de que houve quebra de sigilo bancário ou fiscal de 200 mil juízes, servidores e familiares. Pedir ao COAF informações sobre registros de “operações financeiras suspeitas”, se é que a Corregedoria fez isso (só vi pelo jornal), não é exatamente a mesma coisa que quebrar o sigilo bancário de toda essa gente, e ter a Corregedoria acesso às declarações de imposto de renda dos juízes é algo normal, já que previsto na Lei 8.492.

    Quanto ao vazamento acerca dos pagamentos aos ministros do STF, não sei, a ministra negou e acho leviana qualquer conclusão.

    Fora talvez alguns excessos verbais, as ações da Corregedoria do CNJ deveriam merecer o apoio das associações de classe e não o contrário.

    É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra Eliana.

  6. Chesterton said

    essa é para o Pax ficar com raiva

    http://angelodacia.blogspot.com/2011/12/qual-pior-coluna-de-2011.html

  7. Pax said

    Essa aqui é para o caro Elias ficar emocionado.

    Caro Chesterton,

    Tuas leituras são direito teu. E se merecem mesmo. Este aí de cima, CH, RA, Diego, Coturno Soturno, todos orbitando o “sábio” Olavão. Uma turma de faz um enorme favor ao PT.

    Uma pena que hoje a única oposição que temos hoje é esta formada por histéricos desacreditados.

  8. Pax said

    Essa é para o caro Elias ficar emocionado

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/videos/view/jornalismo_a_servico_da_cidadania

  9. Pax said

    E essa aqui é para todos nós ficarmos um tanto preocupados..

    A crise ja Justiça se agrava

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-crise-da-justica-se-agrava-,814514,0.htm

  10. Chesterton said

    Pax, sabia que iria te irritar, prometo não fazer mais. Aquele Paulo Moreira Leite tem uns parafusos a menos, não tem?

    A Revista Época (rede Globo) é ruim demais. Iso, Pax, é histeria. Procure o real significado da palavra.

  11. Chesterton said

    Aí, Pax, você leu o livro do Amaury?

  12. Chesterton said

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/os-ministros-do-supremo-ficam-mais-sensatos-com-uma-faca-imaginaria-no-pescoco/

  13. Chesterton said

    Onde está Pimentel?

    18:36, 23/12/2011 GMFIUZA GERAL TAGS: FERNANDO PIMENTEL, PAPAI NOEL
    Por essa, Papai Noel não esperava. Trouxe de presente para Fernando Pimentel sua permanência no Ministério do Desenvolvimento, mas não consegue entregar o embrulho ao ministro embrulhado.

    Pimentel sumiu. Da última vez em que foi procurado em seu gabinete, tinha ido a Genebra para a reunião da OMC. Mas não foi visto na sessão de abertura do evento, nem na reunião dos países emergentes sobre comércio.

    Evidentemente, um homem capaz de faturar R$ 2 milhões em dois anos como consultor não iria passear na Suíça com o dinheiro do contribuinte.

    Mas que ele estava lá, estava, porque foi visto por jornalistas no aeroporto de Genebra. Ou talvez fosse um sósia, porque falou em inglês com repórteres brasileiros – “no more”, para dizer que não ia mais falar.

    Devia mesmo ser um sósia, porque ministro dizendo “nada a declarar” à imprensa não existe mais, desde o fim da ditadura militar. E Pimentel é ministro do governo popular, ex-guerrilheiro da esquerda.

    Onde estaria então o verdadeiro Fernando Pimentel? Muitos acham que ele deveria estar no Congresso Nacional, dando as explicações que o país espera. Mas o ministro também não apareceu por lá.

    Tentando reconstituir o caminho percorrido por Pimentel, repórteres de “O Globo” foram informados por industriais mineiros, amigos do ministro, de que ele andara fazendo palestras no interior do estado para sobreviver.

    (E deve ter sobrevivido, porque o cachê era ótimo).

    Mas a pista era falsa. Os repórteres percorreram todas as cidades do tal roteiro – e Pimentel também não havia estado em nenhuma delas.

    A preocupação com o seu paradeiro aumentou com as notícias – estarrecedoras – sobre uma política protecionista retrógrada aplicada pelo Ministério do Desenvolvimento.

    Ou seja: se o Ministério parou no tempo, e não foi por falta de combustível, o ministro também não deve estar na cabine de comando.

    Fernando Pimentel se tornou um autêntico “Nowhere Man” – o homem de lugar nenhum, imaginado por John Lennon.

    Mas Papai Noel há de encontrá-lo. Nem que seja no Ministério da Pesca.

  14. Chesterton said

    Tuas leituras são direito teu. E se merecem mesmo. Este aí de cima, CH, RA, Diego, Coturno Soturno, todos orbitando o “sábio” Olavão. Uma turma de faz um enorme favor ao PT.

    chest- Pax, tenho saudades dos tempos da esquerda “esquerda” mesmo, aquela contra o capitalismo, aquela que pregava a luta de classes, greves contra o governo, abaixo os patrões. Agora, a esquerda aderiu ao capitalismo, ao capitalismo de estado, tal como os militares, não tem mais greves contra o governo, que comprou a todos..
    O que pode um partido, um grupo, de direita, fazer contra uma esquerda dessas? Nada. Aumenta os impostos de quem produz para dar a quem não produz e por anos isso fica despercebido, até que, como na Europa (e em qualquer país que adota a política econômica de esquerda), a economia entra em crise.
    O que podia a esquerda contra os militares durante o milagre econômico? Nada. Os militares ainda tiveram apoio político por 15 anos depois dele até largarem o osso. Agora Delfim, o chefe da economia da época dá as cartas no governo atual, é no mínimo irônico.
    Então, resta a oposição, aos que não aderiram, apontar os erros (enormes) , ver as incoerências, e, para bem da história e da vergonha na cara do país, APONTAR AS FALCATRUAS!
    Só uma crise, igual aquelas 4 que FHC passou, derruba o Lulismo. Se a crise mundial piorar, há um risco, mas onde está a oposição (além desses nomes que v. citou)? Não existe, A D E R I U !
    Lembre, um governo que tira do João para dar a Dudu, sempre vai ter o voto do Dudu, até que a grana acabe. Acho que teremos tempos interessantes pela frente, ainda que torça pela estabilidade, pois não sou esquerdista-quanto-pior-melhor.
    Quando a esquerda preferir melhorar a vida dos pobres, em vez de piorar a vida dos ricos, aí teremos o fim da esquerda, não adianta ser capitalista para ser de direita, tem que não sentir inveja.

    Feliz Natal a você e aos leitores mais uma vez.

  15. Patriarca da Paciência said

    Bom gente, um feliz Natal e um excelente ano novo para todos.

    2011 foi ótimo para o Brasil e para os brasileiros… apesar do PIG.

    2012 será um ano ainda melhor para o Brasil e para os brasileiros… apesar do PIG.

    O pronunciamento da presidente foi firme, seguro e otimista.

    Nunca o Brasil esteve tão bem e em tão boas mãos.

    Realmente temos tudo para termos um excelente 2012.

  16. Zbigniew said

    Ao Pax e a todos do blog um feliz natal.
    Que mantenhamos a esperança num mundo mais justo e humano em q as pessoas se respeitem e procurem o caminho do bem.
    E continuemos a luta contra os malfeitos, por um pais melhor para todos.

  17. Pax said

    Caros Chesterton, Patriarca e Zbigniew,

    Feliz Natal para vocês também. É um prazer e uma honra tê-los por aqui.

  18. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos
    Feliz Natal pessoal!

    deixo aqui a frase marcante da presidente no discurso de final de ano.

    Você vai poder equilibrar sem medo e sem susto sua economia doméstica, da mesma maneira que o Brasil vem fazendo com a grande economia

    Dilma Rousseff, presidente da República, em último pronunciamento em rede nacional de 2011


    e se?

  19. Chesterton said

    A lei contra o terrorismo implantada por Cristina Kirchner aterroriza a imprensa livre do país. A lei impõe penas pesadas a quem praticar qualquer delito “com a finalidade de aterrorizar a população” ou de “obrigar as autoriades a realizar um ato ou abster-se de fazê-lo”.É algo tão amplo que se aplica a tudo, ao bel prazer de uma Justiça aparelhada e de uma governante louca. Atos tão comuns como os ocorridos no Brasil, onde a imprensa foi decisiva para a queda de seis ministros por corrupção, poderiam ser considerados terrorismo, afinal de contas a cobertura jornalística pressionou o governo a tomar uma decisão. E os jornalistas poderiam ser condenados por cumprirem o seu papel de denunciar e exigir providências do governo. O governo Kirchner, a qualquer momento, pode lançar mão da lei contra o terrorismo para condenar jornalistas ou adversários políticos. Lá, assim como aqui, o governo tem ampla maioria para aprovar o que bem entender. No Brasil também tem. Aqui não faltam os quadrilheiros do Zé Dirceu querendo implantar o controle social da mídia. No fundo, como na Argentina, eles querem acabar com a liberdade de imprensa e impor um regime de terror contra quem os critique e os denuncie. O perigo mora ao lado. É nosso vizinho. Todo o cuidado é pouco.
    coturno

  20. Chesterton said

    Gigolô da miséria

    MAIO

    “Quando peguei esse país, só tinha miserável. E eu, operário sem um dedo, fiz mais que o Bill Gates, Steve Jobs e esses aí”.

    Lula, durante a palestra patrocinada pelo Bank of America Merril Lynch, ao interromper a extenuante leitura do discurso para mentir de improviso, garantindo que a súbita aparição de 19 milhões de súditos em situação de pobreza extrema é outra prova da genialidade do maior governante desde Tomé de Souza, porque no tempo de FHC todos os 200 milhões de brasileiros eram miseráveis. |AA

  21. Chesterton said

    TERÇA-FEIRA, 20 DE DEZEMBRO DE 2011

    Os anos 70 estão de volta…*
    Abaixo segue meu artigo publicado ontem no Ordem Livre.

    Na primeira metade dos anos 70, logo após o primeiro choque do petróleo, o mundo desacelerava seu ritmo de crescimento econômico. Enquanto isso, o Brasil ia na direção oposta. Fortes gastos públicos, estímulo governamental ao endividamento das empresas, e slogans do tipo “Ninguém segura este país” eram a marca registrada desse período. As consequências desse tipo de política econômica foram vistas nas duas décadas seguintes, quando o PIB per capita brasileiro cresceu, em média, insignificantes 1% ao ano.

    Quatro décadas se passaram e parece que não aprendemos a lição. Vários países economicamente importantes estão em crise. O que o bom senso nos sugere? Sugere que é hora de gastar menos, poupar mais, fazer ajustes nas contas públicas e, acima de tudo, termos prudência e não iniciarmos grandes projetos que demandem excessivos recursos públicos. Ou seja, o governo brasileiro deveria fazer exatamente o contrário do que está fazendo.

    Infelizmente, parece que o espírito da década de 70 está de volta ao Brasil. O governo está se aproveitando da queda da taxa de juros internacional, que abre espaço para quedas na taxa de juros doméstica, não para ajustar as contas públicas, mas sim para gastar mais dinheiro ainda. Cedo ou tarde o mundo sairá da crise, e quando isso acontecer a primeira preocupação dos Estados Unidos e da Europa será aumentar a taxa de juros para combater a inflação nesses países. Isto fará com que o Brasil seja obrigado a aumentar a taxa de juros doméstica, e com as contas públicas bagunçadas isso será um desastre do ponto de vista econômico e social.

    O governo brasileiro segue hoje o mesmo tipo de política econômica que adotou na década de 70. O desastre subsequente, das décadas de 80 e 90, parece não ter sido o suficiente para nos ensinar a lição. Uma pena.

    *: Este texto foi fruto de várias conversas com meu amigo, e professor da UnB, Roberto Ellery Jr.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  22. Chesterton said

    Saiu hoje no Estadão. Aproveito para desejar a todos um Feliz Natal:

    Um ano para ser esquecido
    25 de dezembro de 2011 | 3h 03

    Marco Antônio Villa – O Estado de S.Paulo
    O governo Dilma Rousseff é absolutamente previsível. Não passa um mês sem uma crise no ministério. Dilma obteve um triste feito: é a administração que mais colecionou denúncias de corrupção no seu primeiro ano de gestão. Passou semanas e semanas escondendo os “malfeitos” dos seus ministros. Perdeu um tempo precioso tentado a todo custo sustentar no governo os acusados de corrupção. Nunca tomou a iniciativa de apurar um escândalo – e foram tantos. Muito menos de demitir imediatamente um ministro corrupto. Pelo contrário, defendeu o quanto pôde os acusados e só demitiu quando não era mais possível mantê-los nos cargos.

    A história – até o momento – não deve reservar à presidente Dilma um bom lugar. É um governo anódino, sem identidade própria, que sempre anuncia que vai, finalmente, iniciar, para logo esquecer a promessa. Não há registro de nenhuma realização administrativa de monta. Desde d. Pedro I, é possível afirmar, sem medo de errar, que formou um dos piores ministérios da história. O leitor teria coragem de discutir algum assunto de energia com o ministro Lobão?

    É um governo sem agenda. Administra o varejo. Vê o futuro do Brasil, no máximo, até o mês seguinte. Não consegue planejar nada, mesmo tendo um Ministério do Planejamento e uma Secretaria de Assuntos Estratégicos. Inexiste uma política industrial. Ignora que o agronegócio dá demostrações evidentes de que o modelo montado nos últimos 20 anos precisa ser remodelado. Proclama que a crise internacional não atingirá o Brasil. Em suma: é um governo sem ideias, irresponsável e que não pensa. Ou melhor, tem um só pensamento: manter-se, a qualquer custo, indefinidamente no poder.

    Até agora, o crescimento econômico, mesmo com taxas muito inferiores às nossas possibilidades, deu ao governo apoio popular. Contudo, esse ciclo está terminando. Basta ver os péssimos resultados do último trimestre. Na inexistência de um projeto para o País, a solução foi a adoção de medidas pontuais que só devem agravar, no futuro, os problemas econômicos. Em outras palavras: o governo (entenda-se, as presidências Lula-Dilma) não soube aproveitar os ventos favoráveis da economia internacional e realizar as reformas e os investimentos necessários para uma nova etapa de crescimento.

    Se a economia não vai bem, a política vai ainda pior. Excetuando o esforço solitário de alguns deputados e senadores – não mais que uma dúzia -, o governo age como se o Congresso fosse uma extensão do Palácio do Planalto. Aprova o que quer. Desde projetos de pouca relevância, até questões importantes, como a Desvinculação de Receitas da União (DRU). A maioria congressual age como no regime militar. A base governamental é uma versão moderna da Arena. Não é acidental que, hoje, a figura mais expressiva é o senador José Sarney, o mesmo que presidiu o partido do regime militar.

    Nenhuma discussão relevante prospera no Parlamento. As grandes questões nacionais, a crise econômica internacional, o papel do Brasil no mundo. Nada. Silêncio absoluto no plenário e nas comissões. A desmoralização do Congresso chegou ao ponto de não podermos sequer confiar nas atas das suas reuniões. Daqui a meio século, um historiador, ao consultar a documentação sobre a sessão do último dia 6, lá não encontrará a altercação entre os senadores José Sarney e Demóstenes Torres. Tudo porque Sarney determinou, sem consultar nenhum dos seus pares, que a expressão “torpe” fosse retirada dos anais. Ou seja, alterou a ata como mudou o seu próprio nome, sem nenhum pudor. Desta forma, naquela Casa, até as atas são falsas.

    Para demonstrar o alheamento do Congresso dos temas nacionais, basta recordar as recentes reportagens do Estadão sobre a paralisação das obras da transposição das águas do Rio São Francisco. O Nordeste tem 27 senadores e mais de uma centena de deputados federais. Nenhum deles, antes das reportagens, tinha denunciado o abandono e o desperdício de milhões de reais. Inclusive o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra, que representa o Estado de Pernambuco. Guerra, presumo, deve estar preocupado com questões mais importantes. Quais?

    Falando em oposição, vale destacar o PSDB. Governou o Brasil por oito anos vencendo por duas vezes a eleição presidencial no primeiro turno. Nas últimas três eleições chegou ao segundo turno. Hoje governa importantes Estados. Porém, o partido inexiste. Inexiste como partido, no sentido moderno. O PSDB é um agrupamento, quase um ajuntamento. Não se sabe o que pensa sobre absolutamente nada. Um ou outro líder emite uma opinião crítica – mas não é secundado pelos companheiros. Bem, chamar de companheiros é um tremendo exagero. Mas, deixando de lado a pequena política, o que interessa é que o partido passou o ano inteiro sem ter uma oposição firme, clara, propositiva sobre os rumos do Brasil. E não pode ser dito que o governo Dilma tenha obtido tal êxito, que não deixou espaço para a ação oposicionista. Muito pelo contrário. A paralisia do PSDB é de tal ordem que o Conselho Político – que deveria pautar o partido no debate nacional – simplesmente sumiu. Ninguém sabe onde está. Fez uma reunião e ponto final. Morreu. Alguém reclamou? A grande realização da direção nacional foi organizar um seminário sobre economia num hotel cinco estrelas do Rio de Janeiro, algo bem popular, diga-se. E de um dia. Afinal, discutir as alternativas para o nosso país deve ser algo muito cansativo.

    Para o Brasil, 2011 é um ano para ser esquecido. Foi marcado pela irrelevância no debate dos grandes temas, pela desmoralização das instituições republicanas e por uma absoluta incapacidade governamental para gerir o presente, pensar e construir o futuro do País.
    vila

  23. Patriarca da Paciência said

    Apesar do PIG,

    Apesar das aves agourentas,

    O Brasil segue em frente

    Em sua trajetória vitoriosa:

    “O Brasil deve superar o Reino Unido e se tornar a sexta maior economia do mundo ao fim de 2011, segundo projeções do CEBR (sigla em inglês para Centro de Pesquisa Econômica e de Negócios) publicadas na imprensa britânica nesta segunda-feira.

    Segundo a consultoria britânica especializada em análises econômicas, a queda do Reino Unido no ranking das maiores economias continuará nos próximos anos com Rússia e Índia empurrando o país para a oitava posição.

    O jornal local “The Guardian” atribui a perda de posição à crise bancária de 2008 e à crise econômica que persiste em contraste com o boom vivido no Brasil na rabeira das exportações para a China.

    O “Daily Mail”, outro jornal que destaca o assunto nesta segunda-feira, diz que o Reino Unido foi “deposto” pelo Brasil de seu lugar de sexta maior economia do mundo, atrás dos Estados Unidos, da China, do Japão, da Alemanha e da França.

    Segundo o tabloide britânico, o Brasil, cuja imagem está mais frequentemente associada ao “futebol e às favelas sujas e pobres, está se tornando rapidamente uma das locomotivas da economia global” com seus vastos estoques de recursos naturais e classe média em ascensão.

    Um artigo que acompanha a reportagem do “Daily Mail”, ilustrado com a foto de uma mulher fantasiada sambando no Carnaval, lembra que o Império Britânico esteve por trás da construção de boa parte da infraestrutura da América Latina e que, em vez de ver o declínio em relação ao Brasil como um baque ao prestígio britânico, a mudança deve ser vista como uma oportunidade de restabelecer laços históricos.

    “O Brasil não deve ser considerado um competidor por hegemonia global, mas um vasto mercado para ser explorado”, conclui o artigo intitulado “Esqueça a União Europeia… aqui é onde o futuro realmente está”.

    A perda da posição para o Brasil é relativizada pelo “Guardian”, que menciona uma outra mudança no sobe-e-desce do ranking que pode servir de consolo aos britânicos.

    “A única compensação (…) é que a França vai cair em velocidade maior”. De acordo com o jornal, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, ainda se gaba da quinta posição da economia francesa, mas, até 2020, ela deve cair para a nona posição, atrás do tradicional rival Reino Unido.

    O enfoque na rivalidade com a França, por exemplo, foi a escolha da reportagem do site “This is Money” com o título: “Economia britânica deve superar francesa em cinco anos”.

    http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1026219-brasil-supera-reino-unido-e-se-torna-6-maior-economia-diz-entidade.shtml

  24. Zbigniew said

    A coisa nao vai ser tao facil assim para o corporativismo do Judiciario. Alem da vigilancia da imprensa e da opiniao publica, agora o governo Dilma parece que comprou essa briga. Claro, tudo dentro da normalidade democratica. A Eliana Calmon nao esta so nesta empreitada. Vamos ver ate que ponto os ministros caras-de-pau e seus paus mandados das associacoes vao querer se expor.

    “Governo Dilma se une ao CNJ e fecha o ano em confronto com STF
    Órgão da Presidência, Advocacia Geral da União aciona Supremo Tribunal Federal para cassar liminar da própria corte que proíbe órgão de controle externo do Judiciário de apurar conduta de juízes. Segundo mandado de segurança, investigar é de ‘interesse direto do povo’. Dilma também peitou STF ao negar aumento salarial.

    André Barrocal

    BRASÍLIA – O governo Dilma termina o ano em confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF), a corte máxima do país e que, em termos políticos, fala pelos tribunais brasileiros. Na votação do orçamento 2012, não aceitou separar dinheiro para aumentar o salário de juízes e seus servidores. E, na polêmica sobre o direito de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigar a magistratura, uniu-se ao órgão de controle externo do Judiciário na disputa contra o STF.

    A Advocacia Geral da União (AGU), que responde diretamente ao presidente da República e defende os interesses do governo federal em julgamentos no STF, entrou com um mandado de segurança na corte para derrubar liminar concedida por um ministro do mesmo Supremo que proibira a Corregedoria do CNJ de abrir processos para apurar a conduta de juízes e servidores do Judicário.(…)”

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19274#

  25. Pax said

    Bom dia a todos,

    Conversei com alguns familiares, gente relativamente bem informada. Ninguém sabia nada sobre A Privataria Tucana.

    Justiça: não sei no que vai dar. Saiu notítia que a Eliana Calmon recebeu R$ 421 mil de auxílio moradia. Ruim esta notícia. E acho que outras aparecerão para que sua posição seja enfraquecida. A luta dela é contra forças enormes. Espero que alguma coisa se consiga para o bem da própria instituição.

    Teve um bom Painel da Globo News neste fim de semana. Visões positivas, negativas e neutras quanto ao governo Dilma e previsões para Economia em 2012. Sugiro visitarem os arquivos, caso queiram.

    Espero que todos tenham passado um bom Natal.

  26. Zbigniew said

    E aqui o efeito do caminho tomado pela oposicao no pais, principalmente sob a influencia de parte da elite paulista e seu fator “Serra”, secundada pelos meios de comunicacao que empreenderam e ainda empreendem uma luta sem proposicoes, apenas com o intuito de desmoralizar o governo. Nao entendem que, equanto a economia estiver bem, existir o pleno emprego e a classe C continuar a consumir como esta consumindo, com essa estrategia, vao continuar diminuindo, diminuindo e dando lugar a outros atores que, possivelmente, sairao daqueles que, hoje, apoiam o governo. Ruim para o pais nao ter uma oposicao propositiva e atuante. Menos ruim que esse tipo de oposicao que ai esta de lugar a outra, menos pauliscentrica, provinciana e arrogante.

    “A presidente Dilma Rousseff (PT) chega ao final de seu primeiro ano no poder com a menor oposição na Câmara desde a Constituição de 1988, informa reportagem de Silvio Navarro e Uirá Machado, publicada na Folha deste domingo (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

    No primeiro ano, Dilma teve base menos fiel que Lula e FHC

    Os quatro partidos que hoje se opõem sistematicamente ao governo –PSDB, DEM, PPS e PSOL– somam 91 cadeiras, o equivalente a 17,5% da Casa. O percentual é quase metade do que Lula enfrentou após sua reeleição (30,5%).

    Do outro lado, entre os aliados, a base de sustentação da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados foi menos fiel ao governo em seu primeiro ano de mandato do que a de seus antecessores, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique, conforme mostrou reportagem da Folha deste sábado (24). ”

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1025972-governo-dilma-enfrenta-a-menor-oposicao-desde-1988.shtml

    E aqui, toda a acidez do PHA, mas que nao deixa de ser verdade:

    “Deu nisso a elite tucana de São Paulo dominar a Oposicão.

    Como diz o Oráculo de Delfos, “São Paulo não pensa o Brasil”.

    Quando Cerra empunhou a espada às margens do Ipiranga e bradou “a luta continua”, ao perder a Presidencia pela segunda vez ele, de novo, amarrou a Oposição à elite branca – e separatista – de São Paulo.

    Quando o Amaury Ribeiro Junior disse no Sindicato dos Bancários – clique aqui para ler “Protógenes vai ligar a privataria à divida externa” – que o livro dele é um grito contra a elite tucana de São Paulo, ele refletia esse sentimento silencioso (ainda) do eleitorado que fez encolher a representação dessa elite.

    Uma das vítimas desse predominio da elite branca – não há um negro nos eventos dos tucanos de São Paulo, nem daqueles aque adoram o Ali Kamel – é o Aécio Never.

    O PiG (**) e os tucanos de São Paulo trancaram Aécio em Minas.

    É verdade que o Aécio até hoje não fez por merecer sair de trás dos morros de Minas. Mas, se fizesse, o PiG (**) – ou seja, a elite tucana de São Paulo – não deixaria.

    Cerra já tem seu lugar na História.

    Ele é o Jim Jones da Oposição.

    Paulo Henrique Amorim”

    http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/12/25/o-legado-de-cerra-oposicao-e-a-menor-da-historia/

  27. Chesterton said

    Quando se falava na necessidade de reforma tributária no Brasil, o presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria de São Paulo, Joseph Couri, lembrava o exemplo de Jesus Cristo, que mandou pegar um peixe e retirar de sua boca uma moeda de ouro, para pagar os tributos ao coletor de impostos de Jerusalém:
    – Se, naquela época, com carga tributária e burocracia infinitamente menores, Jesus Cristo teve de fazer milagre para pagar impostos, imagina os pobres mortais de hoje em dia, com a carga a quase 40% do PIB!
    CH

  28. Chesterton said

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-democradura-argentina-,815367,0.htm

  29. Pax said

    Merece a leitura a análise do Tulio Viana sobre esta situação do CNJ

    A vergonha de uma instituição não são seus corruptos, mas a leniência em investigá-los e puni-los

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vergonha-de-uma-instituicao-nao-sao-seus-corruptos-mas-a-leniencia-em-investiga-los-e-puni-los,780271,0.htm

  30. Chesterton said

    SEXTA-FEIRA, 31 DE AGOSTO DE 2007

    Por que os intelectuais odeiam o capitalismo?
    Essa pergunta foi elaborada por um dos maiores economistas do século passado: Von Mises. Quero voltar a essa pergunta pois estamos sendo constantemente expostos a intelectuais – seja nas universidades, seja na mídia – fazendo críticas ásperas ao regime que mais riqueza e bem estar trouxe à humanidade. Se o regime capitalista é tão bom, então por que os intelectuais odeiam o capitalismo?

    Uma característica importante do capitalismo é que NEM SEMPRE os melhores ganham mais dinheiro. Por exemplo, se Mozart vivesse hoje é bem provável que estivesse fazendo shows por um preço menor que o cobrado por Madona. Se Shakespeare estivesse vivo é provável que vendesse menos livros que Paulo Coelho. No capitalismo, cada um recebe de acordo com sua capacidade de satisfazer o mercado. Em algumas situações o gosto do mercado talvez não seja o mesmo compartilhado pelos intelectuais, assim pode acontecer do mercado pagar altos salários para indivíduos considerados menos talentosos.

    Em vista do parágrafo acima, muitos intelectuais se sentem desprezados pelo mercado. Não aceitam o fato de que seus alunos – que acreditam terem menos conhecimento do que eles – são capazes de receber salários maiores. Tais intelectuais não aceitam o fato de que pessoas que eles julgam incompetentes possam ter sucesso no mercado. O exemplo mais claro disso é a agressividade que a Academia Brasileira de Letras demonstra com o escritor brasileiro de maior sucesso dos últimos tempos: Paulo Coelho.

    São pelo menos mais 5 anos de estudos intensivos após a graduação para se formar um doutor. Durante esse tempo, o futuro doutor adquire conhecimentos que estão muito além da média da população. Ele tem tempo para se orgulhar de si mesmo e de se imaginar fazendo contribuições significativas para a humanidade. Mas quando finalmente termina seu doutorado, o intelectual é exposto ao mundo; e a verdade é que muitas vezes o mercado não valoriza o conhecimento que ele adquiriu. Resultado: ele receberá um baixo salário. Mais que isso, não receberá homenagens da sociedade, não será entrevistado por jornais, e tampouco irá influir na trajetória política do país. Isso é um duro golpe para o ego de muitos que se imaginam superiores.

    O intelectual muitas vezes oferece um produto para o qual não há grande interesse na sociedade. Não que seu produto não seja importante, apenas não há demanda para ele. Assim, após anos de sofrimento (noites sem dormir, pouco dinheiro, etc.) o intelectual descobre que pessoas que estudaram muito menos não só ganham muito mais, como também têm mais prestígio. A mente do intelectual começa então a procurar culpados. Por que ninguém lhe dá o salário que ele julga merecer? Por que a sociedade não lhe presta o devido respeito? Por que sua opinião pouco importa para os outros? Existem várias respostas possíveis para essas perguntas. Mas uma parcela expressiva desses intelectuais irá culpar o capitalismo. Por culpa da sociedade materialista eles não recebem a devida admiração.

    Muito do ódio dos intelectuais ao capitalismo não passa de puro despeito. Muito do ódio que os intelectuais devotam ao capitalismo deve-se ao fato desse sistema tratar um intelectual EXATAMENTE da mesma maneira que trata um analfabeto. Verdadeira heresia para alguns intelectuais que acreditam serem merecedores de um tratamento privilegiado. No sistema capitalista os indivíduos recebem de acordo com sua produção, de acordo com sua capacidade de satisfazer as demandas da sociedade, e não por títulos acadêmicos.
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  31. Chesterton said

    Pax, em relação aos juizes, depois de 30 anos descobri que um amigo de infancia vtinha virado juiz. E coloquei a questão para ele, e ele explicou o seguinte:
    Nenhum juiz que se preze gosta (ou aceita) trabalhar com desonestos..até aí, morreu Neves….mas aconteceu que TODOS os juizes foram de uma hora para outra considerados culpados .(Houve uma quebra de sigilo de CPFs de milhares de pessoas, coisa e tal, você sabe).
    Ainda disse a ele que médicos já estavam acostumados a iso, era a vez dos juizes e ele contra-argumentou dizendo que as garantias individuais tem que ser preservadas no estado de direito em termos absolutos.
    Aí, como discordar dele?

  32. Zbigniew said

    Aqui um “oftópique” sobre o assunto tabu (talvez o maior deles) no país. A regulação da mídia. E olhe que foi levantado no Estadão, pelo Eugenio Bucci que considera a áurea em torno do assunto como um tabu anti-civilização, anti-jornalístico, anti-democrático, regressivo e autodestrutivo.
    Três aspectos são destacados no texto para justificar a defesa de um marco regulatório das telecomunicações no Brasil:
    1) O Brasil ainda convive com políticos – especialmente parlamentares – que mandam e desmandam em redes ou emissoras;
    2) Vivemos hoje num limbo jurídico. A nossa Constituição impede o monopólio e o oligopólio (artigo 220), mas isso é letra morta, pois não dispomos de lei que estabeleça o que é monopólio e o que é oligopólio;
    3) O Brasil não pode mais fazer vista grossa à promiscuidade entre igrejas e partidos políticos no interior das emissoras.
    Esses aspectos de maneira alguma passam pelo controle de conteúdo ou imposição de qualquer tipo de censura.
    O Brasil precisa discutir o seu sistema de comunicação social, para o bem da sociedade e aperfeiçoamento da nossa democracia. O debate ainda está eivado de muita confusão e pouca objetividade. Mistura-se o medo de esbirros autoritários por parte dos partidos da vez no governo com a possibilidade de intromissão em programações e notícias (coisas que ocorrem hoje em dia, com ou sem regulação). Isto só serve para quem não quer modernização alguma e se locupleta do atual sistema.
    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed673_por_que_tanto_medo_de_regular_a_radiodifusao

  33. Chesterton said

    e a promiscuidade entre sindicatos e partidos, Zbngmcnv,tlbkhy hkjh?

  34. Chesterton said

    A PRIVATARIA TUCANA
    A ficção do Amaury
    Por Merval Pereira em 20/12/2011 na edição 673

    Reproduzido de O Globo, 18/12/2011; intertítulos do OI

    O livro Privataria tucana, da Geração Editorial, de autoria de Amaury Ribeiro Jr, é um sucesso de propaganda política do chamado marketing viral, utilizando-se dos novos meios de comunicação e dos blogueiros chapa-branca para criar um clima de mistério em torno de suas denúncias supostamente bombásticas, baseadas em “documentos, muitos documentos”, como definiu um desses blogueiros em uma entrevista com o autor do livro.

    Disseminou-se a ideia de que a chamada “imprensa tradicional” não deu destaque ao livro, ao contrário do mundo da internet, para proteger o ex-candidato tucano à presidência José Serra, que é o centro das denúncias.

    Estariam os “jornalões” usando dois pesos e duas medidas em relação a Amaury Jr, pois enquanto acatam denúncias de bandidos contra o governo petista, alegam que ele está sendo processado e, portanto, não teria credibilidade?

    É justamente o contrário. A chamada “grande imprensa”, por ter mais responsabilidade que os blogueiros ditos independentes, mas que, na maioria, são sustentados pela verba oficial e fazem propaganda política, demorou mais a entrar no assunto, ou simplesmente não entrará, por que precisava analisar com tranquilidade o livro para verificar se ele realmente acrescenta dados novos às denúncias sobre as privatizações, e se tem provas.

    Outros livros, como O Chefe, de Ivo Patarra, com acusações gravíssimas contra o governo de Lula, também não tiveram repercussão na “grande imprensa” e, por motivos óbvios, foram ignorados pela blogosfera chapa-branca.

    Ingenuidade, má-fé

    Desde que Pedro Collor denunciou as falcatruas de seu irmão presidente, há um padrão no comportamento da “grande imprensa”: as denúncias dos que participaram das falcatruas, sejam elas quais forem, têm a credibilidade do relato por dentro do crime.

    Deputado cassado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson desencadeou o escândalo do mensalão com o testemunho pessoal de quem esteve no centro das negociações, e transformou-se em um dos 38 réus do processo.

    O ex-secretário de governo Durval Barbosa detonou a maior crise política da história de Brasília, com denúncias e gravações que culminaram com a prisão do então governador José Roberto Arruda e vários políticos.

    E por aí vai. Já Amaury Ribeiro Jr. foi indiciado pela Polícia Federal por quatro crimes: violação de sigilo fiscal, corrupção ativa, uso de documentos falsos e oferta de vantagem a testemunha, tendo participado, como membro da equipe de campanha da candidata do PT, de atos contra o adversário tucano.

    O livro, portanto, continua sendo parte da sua atividade como propagandista da campanha petista e, evidentemente, tem pouca credibilidade na origem.

    Na sua versão no livro, Amaury jura que não havia intenção de fazer dossiês contra Serra, que foi contratado “apenas” para descobrir vazamentos internos e usou seus contatos policiais para a tarefa que, convenhamos, conforme descrita pelo próprio, não tem nada de jornalística.

    Ele alega que a turma paulista de Rui Falcão (presidente do PT) e Palocci queria tirar os mineiros ligados a Fernando Pimentel da campanha, e acabou criando uma versão distorcida dos fatos.

    No caso da quebra de sigilo de tucanos, na Receita de Mauá, Amaury diz que o despachante que o acusou de ter encomendado o serviço mentiu por pressão de policiais federais amigos de José Serra.

    Enfim, Amaury Ribeiro Jr, tem que se explicar antes de denunciar outros, o que também enfraquece sua posição.

    Ele e seus apoiadores ressaltam sempre que 1/3 do livro é composto de documentos, para dar apoio às denúncias.

    Mas se os documentos, como dizem, são todos oficiais e estão nos cartórios e juntas comerciais, imaginar que revelem crimes contra o patrimônio público é ingenuidade ou má-fé.

    Que trapaceiro registra seus trambiques em cartórios?

    Mais vendidos

    Há, a começar pela escolha do título – Privataria Tucana – uma tomada de posição política do autor contra as privatizações.

    E a maneira como descreve as transações financeiras mostra que Amaury Ribeiro Jr. se alinha aos que consideram que ter uma conta em paraíso fiscal é crime, especialmente se for no Caribe, e que a legislação de remessa de dinheiro para o exterior feita pelo Banco Central à época do governo Fernando Henrique favorece a lavagem de dinheiro e a evasão de divisas.

    É um ponto de vista como outro qualquer e ele tenta por todas as maneiras mostrar isso, sem, no entanto, conseguir montar um quadro factual que comprove suas certezas.

    Vários personagens, a maioria ligada a Serra, abrem e fecham empresas em paraísos fiscais, com o objetivo, segundo ilações do autor, de lavar dinheiro proveniente das privatizações e internalizá-lo legalmente no País.

    Acontece que passados 17 anos do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, e estando o PT no poder há 9 anos, não houve um movimento para rever as privatizações.

    E os julgamentos de processos contra os dirigentes da época das privatizações não dão sustentação às críticas e às acusações de “improbidade administrativa” na privatização da Telebrás.

    A decisão nº 765/99 do Plenário do Tribunal de Contas da União concluiu que, além de não haver qualquer irregularidade no processo, os responsáveis “não visavam favorecer em particular o consórcio composto pelo Banco Opportunity e pela Itália Telecom, mas favorecer a competitividade do leilão da Tele Norte Leste S/A, objetivando um melhor resultado para o erário na desestatização dessa empresa”.

    Também o Ministério Público de Brasília foi derrotado e, no recurso, o Tribunal Regional Federal do Distrito Federal decidiu, através do juiz Tourinho Neto, não apenas acatar a decisão do TCU mas afirmar que “não restaram provadas as nulidades levantadas no processo licitatório de privatização do Sistema Telebrás. Da mesma forma, não está demonstrada a má-fé, premissa do ato ilegal e ímprobo, para impor-se uma condenação aos réus.

    Também não se vislumbrou ofensa aos princípios constitucionais da Administração Pública para configurar a improbidade administrativa.”.

    O livro de Amaury Ribeiro Jr. está em sexto lugar na lista dos mais vendidos de “não-ficção”. Talvez tivesse mais sucesso ainda se estivesse na lista de “ficção”.

    ***

    [Merval Pereira é jornalista e colunista de O Globo]

    Do Observatorio da Imprensa

  35. Pax said

    Chesterton, caro, leia este aqui ao invés deste baboseirol do Merval

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/12/26/o-que-isso-companheiros-423361.asp

  36. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    achei fantástico este comentário do blog do Noblat:

    Nome: Fernando Brummad – 26/12/2011 – 17:25
    Antipático da Silva

    O Brasil deve levar uns 15, 20 anos pra chegar ao nível HOJE de desnvolvimento social da europa.
    Já os europeus com seus adorados banqueiros e neoliberais não deve demorar muito pra chegar ao “nível” do Brasil.
    Acho que menos de 5 anos.

    Isso eu garanto.

  37. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos

    Ao comentário #36 eu percebo que os comentaristas nunca tiveram a experiência de sair e morar fora do Brasil.
    Eu recomendo. Morar nos US ou na Europa por uns tempos, transforma toda a nossa percepção sobre o certo e o errado.
    E o melhor…não doi.
    Ao Pax que andava curioso sobre este assunto, colo abaixo a nota oficial da Verônica Serra, para informação dos presentes:
    Nos últimos dias, têm sido publicadas e republicadas, na imprensa escrita e eletrônica, insinuações e acusações totalmente falsas a meu respeito. São notícias plantadas desde 2002 — ano em que meu pai foi candidato a presidente pela primeira vez — e repetidas em todas as campanhas posteriores, não obstantes os esclarecimentos prestados a cada oportunidade. Basta lembrar que, em 2010, fui vítima de quebra ilegal de sigilo fiscal, tendo seus autores sido indiciados pela Polícia Federal. E, agora, uma organizada e fartamente financiada rede de difamação dedicou-se a propalar infâmias intensamente através de um livro e pela internet. Para atingir meu pai, buscam atacar a sua família com mentiras e torpezas.

    1. Quais são os fatos?

    – Nunca estive envolvida nem remotamente com qualquer tipo de movimentação ilegal de recursos.

    – Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal; fui, isto sim, vítima dos crimes de pessoas hoje indiciadas.

    – Jamais intermediei nenhum negócio entre empresa privada e setor público no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

    – Não fui sócia de Verônica Dantas, apenas integramos o mesmo conselho de administração.

    Faço uma breve reconstituição desses fatos, comprováveis por farta documentação.

    2. No período entre Setembro de 1998 e Março de 2001, trabalhei em um fundo chamado International Real Returns (IRR) e atuava como sua representante no Brasil. Minha atuação no IRR restringia-se à de representante do Fundo em seus investimentos. Em nenhum momento fui sua sócia ou acionista. Há provas.

    3. Esse fundo, de forma absolutamente regular e dentro de seu escopo de atuação, realizou um investimento na empresa de tecnologia Decidir. Como conseqüência desse investimento, o IRR passou a deter uma participação minoritária na empresa.

    4. A Decidir era uma empresa “ponto.com”, provedora de três serviços: (I) checagem de crédito; (II) verificação de identidade e (III) processamento de assinaturas eletrônicas. A empresa foi fundada na Argentina, tinha sede em Buenos Aires, onde, aliás, se encontrava sua área de desenvolvimento e tecnologia. No fim da década de 90, passou a operar no Brasil, no Chile e no México, criando também uma subsidiária em Miami, com a intenção de operar no mercado norte-americano.

    5. Era uma empresa real, com funcionários, faturamento, clientes e potencial de expansão. Ao contrário do que afirmam detratores levianos, sem provar nada, a Decidir não era uma empresa de fachada para operar negócios escusos. Todas e quaisquer transações relacionadas aos aportes de investimento eram registradas nos órgãos competentes.

    6. Em conseqüência do investimento feito pelo IRR na Decidir, passei a integrar o seu Conselho de Administração (ou, na língua inglesa, “Board of Directors”), representando o fundo para o qual trabalhava.

    7. À época do primeiro investimento feito pelo IRR na Decidir, o fundo de investimento Citibank Venture Capital (CVC) – administrado, no âmbito da América Latina, desde Nova Iorque – liderou a operação.

    8. Como o CVC tinha uma parceria com o Opportunity para realizar investimentos no Brasil, convidou-o a co-investir na Decidir, cedendo uma parte menor de seu aporte. Na mesma operação de capitalização da Decidir, investiram grandes e experientes fundos internacionais, dentre os quais se destacaram o HSBC, GE Capital e Cima Investments.

    9. Nessa época, da mesma forma como eu fui indicada para representar o IRR no Conselho de Administração da Decidir, a Sra. Veronica Dantas foi indicada para participar desse mesmo conselho pelo Fundo Opportunity. Éramos duas conselheiras (e não sócias), representando fundos distintos, sem relação entre si anterior ou posterior a esta posição no conselho da empresa.

    10. O fato acima, no entanto, serviu de pretexto para a afirmação (feita pela primeira vez em 2002) de que eu fui sócia de Verônica Dantas e, numa ilação maldosa, de que estive ligada às atividades do empresário Daniel Dantas no processo de privatização do setor de telecomunicações no Brasil. Em 1998, quando houve a privatização, eu morava há quatro anos nos Estados Unidos, onde estudei em Harvard e trabalhei em Nova York numa empresa americana que não tinha nenhum negócio no Brasil, muito menos com a privatização.

    11. Participar de um mesmo Conselho de Administração, representando terceiros, o que é comum no mundo dos negócios, não caracteriza sociedade. Não fundamos empresa juntas, nem chegamos a nos conhecer, pois o Opportunity destacava um de seus funcionários para acompanhar as reuniões do conselho da Decidir, realizadas sempre em Buenos Aires.

    12. Outra mentira grotesca sustenta que fui indiciada pela Polícia Federal em processo que investiga eventuais quebras de sigilo. Não fui ré nem indiciada. Nunca fui ouvida, como pode comprovar a própria Polícia Federal. Certidão sobre tal processo, da Terceira Vara Criminal de São Paulo, de 23/12/2011, atesta que “Verônica Serra não prestou declarações em sede policial, não foi indiciada nos referidos autos, tampouco houve oferecimento de denúncia em relação à mesma.”

    13. Minhas ligações com a Decidir terminaram formalmente em Julho de 2001, pouco após deixar o IRR, fundo para o qual trabalhava. Isso ressalta a profunda má fé das alegações de um envolvimento meu com operações financeiras da Decidir realizadas em 2006. Essas operações de 2006 – cinco anos após minha saída da empresa – são mostradas num fac-símile publicado pelos detratores, como se eu ainda estivesse na empresa. Não foi mostrado (pois não existe) nenhum documento que comprove qualquer participação minha naquelas operações. Os que pretendem atacar minha honra confiam em que seus eventuais leitores não examinem fac-símiles que publicam, nem confiram datas e verifiquem que nomes são citados.

    14. Mentem, também, ao insinuar que eu intermediei negócios da Decidir com governos no Brasil. Enquanto eu estive na Decidir, a empresa jamais participou de nenhuma licitação.

    Encerro destacando que posso comprovar cada uma das afirmações que faço aqui. Já os caluniadores e difamadores não podem provar uma só de suas acusações e vão responder por isso na justiça. Resta-me confiar na Polícia e na Justiça do meu país, para que os mercadores da reputação alheia não fiquem impunes.

    Comento.
    Gente coisa é outra fina!

  38. Pax said

    Caro Patriarca,

    Realmente essa história do Brasil passar o Reino Unido em PIB é impressionante. Agora é correr atrás do IDH.

    Cara Michelle De Souza Malone,

    Se a Verônica Serra confia na Justiça e Polícia então o Aécio que se cuide, segundo as últimas informações que saíram por aí. E de gente que não é petista (Noblat).

    Agora mesmo que a vaca vai para o brejo.

    De onde sairá uma oposição que preste? E olha que minha torcida não é pequena para que isso aconteça. Tá muito chato esse nosso “presidencialismo de coalisão” que, no fundo, no fundo, não passa de um sistema de capitanias hereditárias.

    Chego a pensar que passaremos França e Alemanha e ainda teremos nacos do Brasil nas mãos do Sarney. E não são nacos pequenos não. À além de pedaços geográficos enormes e na quintaessência da miséria do povo (vide Maranhão e Amapá) como em áreas absolutamente estratégicas como todo o setor de Energia.

    Isso sem citar o Renan, o Jucá, o Collor, o Garotinho, o Alfredo Nascimento, o ….. caramba, quando nos livraremos desse atraso todo?

  39. Patriarca da Paciência said

    Eu nunca ouvi falar de nenhum acusado que de pronto “aceitasse” as acusações.

    O “normal” … e muito normal, é que as pessoas usem de todos os argumentos para se defenderem.

    Das acusações e contestações é que se apura a verdade.

    A dona Verõnica Serra está no pleno direito dela.

    O comentarista Fernando Brummad está afinadíssimo com o ministro Mantega e os economistas internacionais.

    “PROJEÇÕES INTERNACIONAIS”

    Como a economia brasileira cresce em ritmo menor que a de outros emergentes asiáticos, em 2013, o país deverá perder a sexta posição para a Índia, de acordo com a EIU (Economist Intelligence Unit). Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ao ultrapassar a França.

    Até o fim da década, o PIB brasileiro se tornará maior do que o de qualquer país europeu, de acordo com projeções da EIU. Depois de passar Reino Unido e França, a economia brasileira deverá deixar a alemã para trás em 2020.

    A tendência de ascensão dos emergentes já era esperada por especialistas há anos, mas tem ganhado velocidade devido à crise global.

    Quando o banco Goldman Sachs inventou o acrônimo Brics (que se refere a Brasil, Rússia, Índia e China) em 2003, previa que a economia brasileira ultrapassaria a italiana por volta de 2025 e deixaria os PIBs francês e britânico para trás a partir de 2035. ”

    MINISTRO MANTEGA:

    Notem que o ministro fala de 10 a 10 anos- a média é 15.

    O Goldman Sachs falou que o Brasil ultrapassaria a Itália em 2025 – ultrapassou em 2010- 15 anos antes.

    “Para o ministro, o país tende a consolidar a posição diante da crise que atinge economias de países desenvolvidos, mas prevê que pode demorar de 10 a 20 anos para ter um padrão de vida europeu. ”

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1026365-mantega-diz-que-pode-levar-20-anos-para-brasil-ter-padrao-de-vida-europeu.shtml

  40. Chesterton said

    Baboseira? Diga onde, porquê!

  41. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos

    Saciada a curiosidade do Pax sobre a suposta sociedade entre as Verônicas, confesso que também fiquei curiosa sobre o porquê do artigo do Merval ser uma “baboseira”?
    Destaco apenas um paragrafo do artigo classificado de uma “baboseira” e em seguida pergunto:
    Acontece que passados 17 anos do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, e estando o PT no poder há 9 anos, não houve um movimento para rever as privatizações.

    Pergunto: É verdade ou mentira? Isso é uma baboseira?

    P.S. Parece que o comentarista não tem a menor ideia sobre o conteudo do tal livro e sobre o significado de baboseira.
    E, na minha opinião, por falta de galo próprio o comentarista usa o galo do vizinho pra cantar de madrugada.
    Coisa de comadres fofoqueiras, como diria Tia Zilah.
    Que Deus a tenha.

  42. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos

    Continuo a não entender direito o propósito do website.
    Parece que o dono tem lado…mas se diz “quase imparcial”,
    politicamente falando.Cada um na sua.
    Mas…
    Pergunto:
    Por que o artigo do Merval é baboseirol ???

    Vou além, Pax diga, na sua opinião, por que este
    paragrafo do artigo abaixo,
    é baboseirol???

    Acontece que passados 17 anos do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso, e estando o PT no poder há 9 anos, não houve um movimento para rever as privatizações.
    É mentira? É baboseirol
    ???

    Como o povo diz:

    É mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo.

  43. Maria Flora said

    Apagado — comentário de conhecido troll disfarçado de “Maria Flora”

  44. Chesterton said

    Michelle, Pax é petista envergonhado, Posa de imparcial, mas não consegue disfarçar. Saiu outro artigo em O Globo sobre o livro, mostrando que é uma face do facismo que assola a América Latina.

  45. Pax said

    Caro Chesterton e cara Michelle De Souza Malone,

    Achei o artigo do Merval um baboseirol porque ele tece um raciocínio que não houve um “abafamento” na grande imprensa sobre o lançamento do livro alegando que esta tem uma “responsabilidade maior”. Não houve este abafamento? Todos que reclamaram do silêncio que chamei de sepulcral são blogs chapa branca? Este blog é chapa-branca? Este blog recebe dinheiro do governo? Este blog esconde escândalos do governo? Ora bolas, vá acusar a senhora mãe dele. Este blog não tem rabo preso com qualquer coisa e ele – que nunca ouviu falar daqui – ao acusar os blogueiros ditos progressistas sai acusando a três por quatro e, com isso, quer colocar todos num mesmo saco de descrédito. Errou e errou feio. Basta olhar artigos e mais artigos de gente séria e competente que escreveu sobre isto no Observatório da Imprensa, onde o artigo dele mesmo está, como um bom exemplo. O Merval é quem tem razão e todos os outros articulistas do Observatório estão errados?

    Estamos cansados de ver a tal “grande imprensa” repercurtir inúmeras acusações que não se substanciam a posteriori. Um desses casos foi o do Orlando Silva (longe de mim querer defendê-lo) ter recebido dinheiro vivo na garagem do ministério. Até hoje isso não tem qualquer prova, segundo me consta.

    Orlando Silva caiu (e deveria ter caído mesmo) porque deixou o esquema das tais ONGs rolar mais que solto quando apareceram, aí sim, inúmeras provas que isso realmente aconteceu.

    Outro ponto que Merval toca é que as motivações das investigações sobre a família Serra teriam somente motivos políticos vindos do PT. Acontece que tudo indica que estas investigações e arapongagens vieram de MG incentivadas por Aécio Neves que tinha sido investigado por esquemas do próprio Serra. O que fica claro é que todos usam e abusam destes esquemas, sem excluir aqui ninguém. Desaprovo completamente estes meios mas os fatos estão aí, tanto que o Noblat coloca isso em seu post, como coloquei no meu comentário #35. Vou reproduzir um trecho aqui:

    Em meio à eleição do ano passado, quando o sigilo fiscal de Verônica Serra foi quebrado por suposta encomenda do jornalista Amaury Ribeiro Jr., o problema a separar José Serra de Aécio Neves deixou de ser político e passou a ser pessoal.

    Serra concluiu de uma vez por todas que Amaury estava de fato a serviço de Aécio.

    Em seu livro “A Privataria Tucana”, Amaury confessa que espionou o esquema de espionagem de Serra a pedido do jornal Estado de Minas, onde trabalhava. Por sua vez, o jornal atendia a um pedido de Aécio, então governador do Estado.

    reparem… é do Noblat e não do PHA ou do Azenha.

    A cara Michelle De Souza Malone pergunta sobre o PT e a questão das privatizações. Se é verdade ou mentira que não reviu os processos e respondo que é verdade. Deveria rever? Sei lá, me parece que não, acho que o Estado deve atuar em pouquíssimas áreas, discordo de muitos neste ponto. O que acho é que as agências regulatórias deveriam ser implodidas e recriadas. Algumas normas até são boas, mas os controles e os esquemas montados não funcionam corretamente para estimular a livre concorrência e proteger os interesses dos usuários. Ou alguém acha que a ANAC, ANVISA, ANEEL, ANATEL etc estão funcionando perfeitamente? Porque pagamos as mais altas tarifas de telefonia, de eletricidade, porque o Brasil é o paraíso dos remédios proibidos em países sérios etc etc?

    À além disso, sabemos que estas agências viraram cabides de emprego de quem está no poder, afora inúmeras acusações de corrupção braba mesmo.

  46. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    1 – não sou petista, nunca fui filiado a partido algum. Por incrível que pareça gosto muito de várias coisas que o FHC fez, além de gostar dele mesmo. E gosto de várias coisas que o Lula fez. Já gostei mais do Lula antes. Se você quiser acredite. Se não quiser, é teu direito também.

    2 – torço, e muito, que surja uma oposição competente no Brasil. Democracia, para mim, pressupõe alternância. Se quiser carregar nas tintas uso a frase de um amigo quando converso entre os meus: “tá na hora de trocar de ladrão…”

    3 – não disfarço que acho Serra e Alckmin muito ruins, considero que seria um desastre tê-los no timão do país.

    4 – não disfarço que acho todos os nomes da cúpula do PT também muito ruins e considero que seria um desastre tê-los no timão do país. Alguém quer apontar um que se salve?

    5 – Aécio parece um “ser político” mas confesso que não sinto firmeza, além de achar que a atávica indecisão do PSDB associada com sua luta fatricida paulista, e mais, a luta café-com-leite SP-MG, faz com que o PSDB cresça como rabo de cavalo. De tanto eles brigarem entre si esquecem o básico: um discurso, um programa, uma definição política-ideolígica, uma mensagem sequer para atrair o eleitorado.

    6 – Acho que PT e PSDB chafurdaram na corrupção, aceitaram o modelão de financiamento canalha de campanha além de enlamearem seus governos com a permissividade assaltante do tal presidencialismo de coalizão.

    7 – Acho que a grande imprensa está devendo – e muito – qualidade. Tem todo direito de ser partidarizada, sim, mas tá longe de ser boa e contributiva no processo de evolução política nacional.

    8 – Do outro lado tem uma turma que é tão governista que passa batido com qualquer cuidado com sua credibilidade, como contraponto ao item acima. Só que esta turma não é dona dos meios de comunicação.

    9 – Eu gosto muito deste espaço aqui (pedindo perdão pelo ego), onde vem gente de todos os lados para colocar suas posições. Gosto de receber críticas, respondo sempre que possível e sempre que estas cheguem com o mesmo respeito que dedico a todos. Confesso que aprendo um bocado por aqui.

    Quer saber mais? É só perguntar.

  47. Zbigniew said

    Nao sei as razoes do Pax qto ao artigo do (imortal???) Merval, mas pelos sofismas apresentados sabemos bem quem e o “ghost writer” em questao. O texto ja foi desmontado, pedacinho por pedacinho, inclusive bem comentado aqui neste espaco. Baboseiras? Bem, qdo o festejado imortal afirma q pra se conhecer de um crime tem q ser criminoso e q ter contas em paraisos fiscais nao quer dizer q haja irregularidades e faz disso o centro de sua “tese” de defesa, demonstra q nao e todo mundo q sabe operar com sofismas. Alem de uma certa sofisticacao no estilo o objeto a ser “preservado” tem q ser razoavelmente defensavel. Neste quesito o Merval perde pro RA.
    Quanto ao texto da Veronica Serra (postado no blog do Graeff), traz, como nao poderia deixar de ser, uma serie de desmentidos, mas cuja logica argumentativa remete apenas para os tribunais a possibilidade de conferencia de sua veracidade. Cabe destacar q a missivista “esqueceu” do seu indiciamento num processo na Justica Federal. E a bem da verdade e complicado destrinchar cada documento apresentado no livro e q compromete a Veronica. Por sinal, se cada documento daqueles fosse forjado tenham certeza q a Veja e o tiozinho ja teriam desmontado tudo. O silencio da midia amiga nao e a toa. Mas o embate vai ocorrer. A CPI esta ai. Vamos a

  48. Zbigniew said

    Vamos ao parlamento conferir ate q ponto o acordo tacito mantera a correlacao de forcas politicas. A conferir.

  49. Zbigniew said

    Pra lembrar a Veronica:

    “Nunca fui ré em processo nem indiciada pela Polícia Federal” – Veronica Allende Serra

    2003.61.81.000370-5. Este é o número do processo judicial, que corre em segredo de Justiça, contra Veronica Allende Serra. Ela está INDICIADA.

    1 – É só pegar o número do processo 2003.61.81.000370-5 e procurar no site da Justiça Federal de São Paulo http://www.jfsp.jus.br/foruns-federais

    2 – Depois é só ir no final da página e clicar em TODAS AS PARTES.

    Está lá: INDICIADO: VERONICA ALLENDE SERRA
    O nome dela é o último da lista.

    PROCESSO: 0000370-36.2003.4.03.6181
    NUM.ANTIGA: 2003.61.81.000370-5
    DATA PROTOCOLO: 20/01/2003
    CLASSE:240 . ACAO PENAL

    ASSUNTO: CRIME DE QUEBRA DE SIGILO FINANCEIRO (ART.10 DA LC 105/01) – CRIMES PREVISTOS NA LEGISLACAO EXTRAVAGANTE – PENAL

    SECRETARIA: 3a Vara / SP – Capital-Criminal

    SITUAÇÃO: NORMAL
    TIPO DISTRIBUIÇÃO: DISTR. AUTOMATICA em 20/01/2003
    VOLUME(S) : 2
    LOCALIZAÇÃO: S.3 em 07/06/2011

    AUTOR: JUSTICA PUBLICA
    ADV.: Proc. RITA DE FATIMA FONSECA

    ACUSADO: WLADIMIR GANZELEVITCH GRAMADO

    INDICIADO: VERONICA ALLENDE SERRA

    Wladimir Ganzelevitch é o jornalista que usou os dados da empresa de Verônica Serra (decidir.com), para publicar matéria no jornal Folha de São Paulo sobre cheques sem fundo de deputados.

  50. Pax said

    Ou seja, caro Zbigniew, segundo tua informação acima em #49 desmente o item 12 da carta de Verônica Serra que a cara Michelle De Souza Malone trouxe no comentário #37.

    A única ressalva que faço é que não temos certeza alguma sobre a abertura da CPI que o Protógenes requereu nem mesmo suas consequências. Há informações que o próprio PT não quer que vá adiante por conta da possibilidade de chegar até seus quadros, o que me parece ter lógica.

  51. Zbigniew said

    E verdade, Pax. Corre-se este risco. Mas por isso q se deve observar a chamada correlação de forcas. Inclusive dentro do próprio PT. Temos que torcer para q não haja a acomodação politica. Mas só a blogosfera e as redes sociais para darem lastro político a CPI não serão suficientes.

  52. Chesterton said

    Achei o artigo do Merval um baboseirol porque ele tece um raciocínio que não houve um “abafamento” na grande imprensa sobre o lançamento do livro alegando que esta tem uma “responsabilidade maior”.

    chest- Não Pax, ele disse que, se houve abafamento do livro do jornalista indiciado pela PF, houve abafamento dos livros que atacam Lula também. Logo, a grande imprensa teve critério.

  53. Chesterton said

    O Merval é quem tem razão e todos os outros articulistas do Observatório estão errados?

    chest- o OI é tendencioso, anti privatização, pró-PT, de esquerda, Alberto Dines é constantemente bombardeado pelos colegas pois é o único que tenta manter a sanidade mental (e a honestidade intelectual) intacta. Fraquinho, hein, Pax?

  54. Chesterton said

    Um desses casos foi o do Orlando Silva (longe de mim querer defendê-lo) ter recebido dinheiro vivo na garagem do ministério. Até hoje isso não tem qualquer prova, segundo me consta.

    chest- tem testemunha, prova testemunhal é prova.

  55. Chesterton said

    Querem impor a mordaça
    Postado por Villa em 27/12/2011

    Saiu hoje n’O Globo:

    Querem impor a mordaça
    Marco Antonio Villa, O Globo, 27/12/11
    Não é novidade a forma de agir dos donos do poder. Nas três últimas eleições presidenciais, o PT e seus comparsas produziram dossiês, violaram sigilos fiscais e bancários, espalharam boatos, caluniaram seus opositores, montaram farsas. Não tiveram receio de transgredir a Constituição e todo aparato legal. Para ganhar, praticaram a estratégia do vale-tudo. Transformaram seus militantes, incrustados na máquina do Estado, em informantes, em difamadores dos cidadãos. A máquina petista virou uma Stasi tropical, tão truculenta como aquela que oprimiu os alemães-orientais durante 40 anos.

    A truculência é uma forma fascista de evitar o confronto de ideias. Para os fascistas, o debate é nocivo à sua forma de domínio, de controle absoluto da sociedade, pois pressupõe a existência do opositor. Para o PT, que segue esta linha, a política não é o espaço da cidadania. Na verdade, os petistas odeiam a política. Fizeram nos últimos anos um trabalho de despolitizar os confrontos ideológicos e infantilizaram as divergências (basta recordar a denominação “mãe do PAC”).

    A pluralidade ideológica e a alternância do poder foram somente suportadas. Na verdade, os petistas odeiam ter de conviver com a democracia. No passado adjetivavam o regime como “burguês”; hoje, como detém o poder, demonizam todos aqueles que se colocam contra o seu projeto autoritário. Enxergam na Venezuela, no Equador e, mais recentemente, na Argentina exemplos para serem seguidos. Querem, como nestes três países, amordaçar os meios de comunicação e impor a ferro e fogo seu domínio sobre a sociedade.

    Mesmo com todo o poder de Estado, nunca conseguiram vencer, no primeiro turno, uma eleição presidencial. Encontraram resistência por parte de milhões de eleitores. Mas não desistiram de seus propósitos. Querem controlar a imprensa de qualquer forma. Para isso contam com o poder financeiro do governo e de seus asseclas. Compram consciências sem nenhum recato. E não faltam vendedores sequiosos para mamar nas tetas do Estado.

    O panfleto de Amaury Ribeiro Junior (“A privataria tucana”) é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal. A marca oficialista é tão evidente que, na quarta capa, o editor usa a expressão “malfeito”, popularizada recentemente pela presidente Dilma Rousseff quando defendeu seus ministros corruptos.

    Sob o pretexto de criticar as privatizações, focou exclusivamente o seu panfleto em José Serra. O autor chegou a pagar a um despachante para violar os sigilos fiscais de vários cidadãos, tudo isso sob a proteção de uma funcionária (petista, claro) da agência da Receita Federal, em Mauá, região metropolitana de São Paulo. Ribeiro — que está sendo processado — não tem vergonha de confessar o crime. Disse que não sabia como o despachante obtinha as informações sigilosas. Usou 130 páginas para transcrever documentos sem nenhuma relação com o texto, como uma tentativa de apresentar seriedade, pesquisa, na elaboração das calúnias. Na verdade, não tinha como ocupar as páginas do panfleto com outras reportagens requentadas (a maioria publicada na revista “IstoÉ”).

    Demonstrando absoluto desconhecimento do processo das privatizações, o autor construiu um texto desconexo. Começa contando que sofreu um atentado quando investigava o tráfico de drogas em uma cidade-satélite do Distrito Federal. Depois apresenta uma enorme barafunda de nomes e informações. Fala até de um diamante cor-de-rosa que teria saído clandestinamente do país. Passa por Fernandinho Beira-Mar, o juiz Nicolau e por Ricardo Teixeira. Chega até a desenvolver uma tese que as lan houses, na periferia, facilitam a ação dos traficantes. Termina o longo arrazoado dizendo que foi obrigado a fugir de Brasília (sem explicar algum motivo razoável).

    O panfleto não tem o mínimo sentido. Poderia servir — pela prática petista — como um dossiê, destes que o partido usa habitualmente para coagir e tentar desmoralizar seus adversários nas eleições (vale recordar que Ribeiro trabalhou na campanha presidencial de Dilma). O autor faz afirmações megalomaníacas, sem nenhuma comprovação. A edição foi tão malfeita que não tomaram nem o cuidado de atualizar as reportagens requentadas, como na página 170, quando é dito que “o primo do hoje candidato tucano à Presidência da República…” A eleição foi em 2010 e o livro foi publicado em novembro de 2011 (e, segundo o autor, concluído em junho deste ano).

    O panfleto deveria ser ignorado. Porém, o Ministério da Verdade petista, digno de George Orwell, construiu um verdadeiro rolo compressor. Criou a farsa do livro invisível, isto quando recebeu ampla cobertura televisiva da rede onde o jornalista dá expediente. Junto às centenas de vozes de aluguel, Ribeiro quis transformar o texto difamatório em denúncia. Fracassou. O panfleto não para em pé e logo cairá no esquecimento. Mas deixa uma lição: o PT não vai deixar o poder tão facilmente, como alguns ingênuos imaginam. Usará de todos os instrumentos de intimidação contra seus adversários, mesmo aqueles que hoje silenciam, acreditando que estão “pela covardia” protegidos da fúria fascista. O PT não terá dúvida em rasgar a Constituição, se for necessário ao seu plano de perpetuação no poder. O panfleto é somente uma pequena peça da estrutura fascista do petismo.

    MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

  56. Zbigniew said

    O Nassif traz um post sobre uma das argumentacoes da Veronica:

    “(…)Até 2001 existia, de fato, uma Decidir.com registrada no Departamento de Comércio da Flórida (p. 186). Nesse ano, essa Decidir.com fecha o registro.Essa é a parte que Verônica conta. O que não conta, segundo o que está no livro:

    Simultaneamente, foi aberta uma nova Decidir.com, desta vez em Ilhas Virgens, no escritório da Citco (que abriga contas de várias pessoas do esquema Ricardo Sérgio-Serra), que tinha Verônica como sócia.

    Nesse mesmo ano de 2001, Verônica adquire a casa em que José Serra vive desde os tempos em que era Secretário do Planejamento de Montoro.

    Em 2006 a Decidir.com das Ilhas Virgens injeta R$ 10 milhões na Decidir do Brasil, uma empresa que tem como sede o escritório de Verônica Serra na rua Renato Paes de Barros. Além do escritório, a própria Verônica aparece como vice-presidente da Decidir brasileira. Depois de receber o dinheiro, já no primeiro ano a empresa registra um prejuízo de R$ 1 milhão.

    A chave da questão é a entrada da Equifax – empresa de análise de crédito – no capital da Decidir brasileira.

    Esse mesmo esquema, segundo o livro, foi adotado pelo marido de Verônica, Alexandre Burgeois, para trazer R$ 7 milhões do Caribe entre 2000 e 2002 através de transações entre a iConexa das Ilhas Virgens e a iConexa do Brasil – que também funciona no mesmo escritório de Verônica Serra. Burgeois sai de cena depois de alvo de uma ação da Secretaria da Receita Federal por não pagamento de impostos.

    Na página 189, o livro mostra que, às vésperas de Serra se candidatar a presidente, Burgeois monta o Fundo de Investimento Orb, com sede em Trancoso e no Rio de Janeiro – a administração é do fundo Mellon Brascan DTVM. Logo em seguida o fundo é transferido para o controle da João Fortes Engenharia – cujo herdeiro Márcio Fortes foi Secretário do governo Serra e um dos levantadores de fundo para sua campanha.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-a-resposta-de-veronica-serra#more

    Contar so meia historia e omitir. Se omite, esconde. Quem tem algo a esconder tem medo de revelar alguma coisa. Neste caso, pode ser lavagem de dinheiro. E ai? Cade a grande(?) midia? Ela que esmiuca a vida de ministros, escandaliza o consumo de tapiocas com cartoes corporativos, faz suposicoes como premissas de condenacoes politicas.

  57. Pax said

    Entre as versões que inocentam e as que acusam a Verônica Serra, as segundas parecem mais verossímeis.

  58. Chesterton said

    É o problema de não se ter valores morais absolutos, de não saber entre o certo e o errado, acaba-se acreditando em qualquer coisa.
    A filha do Serra pode ser até gângster, mas de acordo com o que apareceu, é inocente até debaixo dágua.

  59. Pax said

    Concordo, caro Chesterton,

    Essa história de absolver a filha do Serra sem nem mesmo investigar as denúncias é um problema de falta de valores morais. Você tem toda razão.

  60. Chesterton said

    Peixe morre pela boca, numa democracia todos são inocentes até prova em contrario.

  61. Patriarca da Paciência said

    “Peixe morre pela boca, numa democracia todos são inocentes até prova em contrario.”

    Agora compare com isto:

    “O panfleto de Amaury Ribeiro Junior (“A privataria tucana”) é apenas um produto da máquina petista de triturar reputações. Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal. A marca oficialista é tão evidente que, na quarta capa, o editor usa a expressão “malfeito”, popularizada recentemente pela presidente Dilma Rousseff quando defendeu seus ministros corruptos.

    Principalmente:

    “Foi produzido nos esgotos do Palácio do Planalto. E foi publicado, neste momento, justamente com a intenção de desviar a atenção nacional dos sucessivos escândalos de corrupção do governo federal.”

    O sujeito simplesmente faz afirmações, acusações, julgamentos, sem a mínima preocupação de apresentar alguma prova.

    É por isso que eu fico cada vez mais convicto de que certas pessoas tenham alguma racionalidade.

    Pax,

    gostei da tua ironia:

    “Essa história de absolver a filha do Serra sem nem mesmo investigar as denúncias é um problema de falta de valores morais. Você tem toda razão.”

    Mas eu acho que não é só falta de valores morais não, acho que falta também um mínimo de racionalidade.

  62. Zbigniew said

    Mas, caro Patriarca, nao sejamos injustos. O autor do referido texto nos brinda com a abobr… desculpe, com a afirmacao de q a utilizacao da expressao “malfeito” e uma digital importante da maquina de triturar petista, instalada nos poroes do planalto. E muita viagem!

  63. Pax said

    Caros Chesterton e Patriarca,

    Acabo de ouvir, como quase todos os dias, a BandNewsFM. Ricardo Boechat conversando com Monica Bergamo sobre o A Privataria Tucana. Falaram sobre a quantidade de livros vendidos e outras coisas.

    Boechat, um dos jornalistas mais conceituados que hoje ancora alguns programas (rádio, TV, blog) disse algo assim (basta ver o arquivo do programa):

    “o que incomoda é o tucanato afirmar que 100% das denúncias sobre os desvios das privatizações são inverdades… sabemos que houve vários casos de corrupção nas privatizações… são fatos… e o tucanato quer dizer que não… as influências e manipulações de Daniel Dantas… etc etc”.

    Basta procurar o link do programa para conferir.

    Reparem que o Boechat foi um que reclamou um bocado quando muitos petistas cobraram dele notícias sobre o lançamento do A Privataria Tucana. Reclamou sobre o patrulhamento que sofria e afirmou que se recusa a montar sua pauta por essas vias.

    Falaram, também, que Dantas não só “interferiu” no processo de privatização durante os governos FHC como prosseguiu suas “influências” durante os governos Lula, o que parece ser outra verdade. Tanto que há rumores que o próprio PT, ou a cúpula, deve colocar impedimentos para que a CPI requerida pelo Protógenes não decole.

    Esta história é mais complexa, intrincada e corrupta que podemos imaginar, segundo o que tudo indica.

    Caro Chesterton,

    Eu não estou condenando ninguém. Só estou, isto sim, querendo que as acusações sejam investigadas e não descartadas porque o tucanato afirma que deles não saiu nenhuma pauta para noticiário da corrupção. Isto sim é que é falta de Democracia, o fato de achar que corrupção no Brasil só tem um lado. Justiça não é para todos?

    Falando em Justiça para todos, e voltando para o tema do post, vale a pena dar uma lida nesta notícia:

    Ministro do STJ vê “falta de argumento” na crítica ao CNJ
    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2011/12/28/ministro-do-stj-ve-falta-de-argumento-na-critica-ao-cnj

    Obs operacional: estamos perto de umas férias forçadas por aqui. A Embratel vai indisponibilizar meu link daqui 3 dias. A Telefônica afirmou que já há Speedy, assinei deste o dia 09 e ainda não recebi o modem que não sei se vai funcionar realmente. Reclamei, já escrevi para a Ouvidoria mas todos sabemos como estes provedores funcionam. É coisa para deixar qualquer um maluco. A Claro também ofereceu o serviço via celular 3G. Não quiseram fazer testes mas consegui um amigo que tem, veio aqui, tentou e não funciona mesmo, há morros em volta que geram sombras do sinais.

    Mesmo assim darei um jeito de não parar totalmente.

  64. Chesterton said

    Boechato, o último stalinista vivo.

  65. Patriarca da Paciência said

    “A Justiça determinou que o consórcio formado pela gráfica Plural, do Grupo Folha, pague pelos prejuízos provocados ao INEP em decorrência do cancelamento da prova do Enem em 2009. A gráfica foi a responsável pelo vazamento de questões do exame. O valor da indenização é de R$ 73,4 milhões, que devem ser pagos nos próximos cinco dias.

    Leia mais em: O Esquerdopata ”

    Qual será o argumento irracional que o Reinaldinho Cabeção vai inventar agora para continuar atacando histericamente o ENEM?

  66. Pax said

    Caro Chesterton,

    Chamar o Boechat de stalinista é o mesmo que chamar o titio de democrata?

  67. Chesterton said

    o Boechat é auto-declarado o último. Toda manhã na rádio eu o escuto no transito (quer dizer, até a náusea chegar- a última dele foi a narrativa de uma morte de um idoso pelo filho, que reclamava que o rabecão da prefeitura não vinha ao vivo, no ar).

  68. Chesterton said

    Aí, Pax, o Olavão talvez tenha a resposta do porquê não haver oposição liberal no Brasil

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/111226dc.html

  69. Chesterton said

    Já este artigo, tenho dúvidas de que goste, mas, quem sabe? Eu achei genial.

    http://www.olavodecarvalho.org/semana/111227dc.html

  70. Pax said

    Caro Chesterton,

    Brilhante! Conseguiu me fazer ler de novo meia dúzia de linhas deste imbecil.

    Saca só

    O público leigo e mesmo os analistas políticos usuais logo perdem o fio da meada e não atinam com a continuidade do processo, enquanto os planejadores comunistas, habituados a cálculos de longuíssimo prazo, vão conduzindo o fluxo da transformação desde uma confortável invisibilidade, disfarçados em “fatores estruturais”, “causas sociais” e mil e uma camuflagens verbais elegantes que impedem o público de enxergar os verdadeiros agentes por trás de tudo.

    O cara realmente parou no tempo. Todos que não pensam como ele são comunistas, comem criancinhas e planejam a longo prazo a dominação vermelha do mundo.

    heheh

    E você ainda lê esta josta.

    Assim como o titio.

    Taí de onde vem a histeria. Do pseudofilósofo de quinta categoria.

    Parei na frase acima. Com certeza não agrega nada. Pior que isso, faz mal à saúde mesmo.

  71. Chesterton said

    Homework

    http://www.thenation.com/article/weight-poor-strategy-end-poverty

  72. Chesterton said

    Pax, você se orgulha de não querer saber onde as discussões intelectuais levam o mundo? Você aceita ficar só com o que a burritzia nacional grita? que falta de ambição!

  73. Pax said

    Olavo, titio et caterva não são discussões intelectuais. Simples assim.

    São histerias improdutivas.

  74. Chesterton said

    Quando cidadãos de nível universitário reclamam das glórias acadêmicas lulianas, não o fazem, como o imagina o sr. Moleira (Paulo Moreira Leite,), por elitismo intelectual genuíno, que ao menos supõe algum amor ao conhecimento. Fazem-no por pura inveja do concorrente desleal que conquistou mais títulos sabendo ainda menos. Quem fala pela boca deles não é a inteligência humilhada pelo sucesso da ignorância: é o corporativismo do establishment acadêmico, que gostaria de reservar para si o monopólio da produção de analfabetos diplomados, sem dividi-lo com a mídia e os partidos políticos. (OC)

    chest- esse é o texto sobre as reclamações dos universitarios dos títulos e diplomas que Lula botou a mão.

  75. Chesterton said

    Olavo, titio et caterva não são discussões intelectuais. Simples assim.

    chest- hahahahahahahahaha

  76. Chesterton said

    Pax, você lembra aquela história da borboleta que, ao ganhar asas, abdicou de voar para não sentir saudades de seus amigos “da terra”….

  77. Pax said

    Desconheço esta fábula, caro Chesterton.

    Se você acha Olavo e titio intelectuais talvez precise se tornar uma borboleta. Esses caras não tem raciocínio intelectual. Não se pode praticar o exercício do intelecto com a bílis.

  78. Maria Flora said

    Bom dia/tarde/noite a todos

    Miriam Leitão pelo visto concorda com as opiniões do Pax, sobre o atual governo.rsrsrs

    Sete quedas

    Miriam Leitão, O Globo

    Um, dois, três… sete. Da foto tirada no primeiro dia do ano, do ministério da presidente Dilma Rousseff, já caíram sete. Só um ministro saiu por outro motivo que não as denúncias de escândalos e “malfeitos”.

    Essa foi uma das boas surpresas com a presidente. Ela não assumiu a palavra “faxina”, mas o termo se popularizou. O primeiro ano de governo tem mais altos do que baixos.

    Nenhuma cachoeira por mais água que tenha — nem mesmo a caudalosa Sete Quedas se ainda existisse — seria capaz de lavar a corrupção no Brasil. Nenhum governante sozinho vai resolver o problema. Não há salvadoras da pátria. Por isso é preciso, primeiro, fortalecer as instituições.

    Como em qualquer grande tarefa há idas e vindas, avanços e retrocessos, gestos que parecem redentores, mas que são apenas pequenas mudanças para manter tudo como está.

    As quedas dos ministros podem ser o começo do fim da piora. Se parar de piorar já terá sido um grande passo. Mas a corrupção vai além do Governo Federal, espalha-se pelos poderes, por diversos níveis federativos, contamina as empresas e as relações privadas. A corrupção é cada vez mais disseminada no Brasil.

    A boa novidade foi ver a presidente reagindo quando os fatos se acumularam de forma ostensiva, em vez de tratar cada denúncia como parte de uma conspiração contra seu governo.É pouco.

    Nesse primeiro ano de mandato, Dilma foi uma governante mais do esforço de gabinete do que das acrobacias de palanque. Falou pouco, mas passou recados importantes através dos jornalistas que escolheu ou dos pronunciamentos que fez.

    Essa forma de comunicação deu uma marca bem diferente ao seu governo do que a que o país estava acostumado nos oito anos anteriores.

    A inflação passou mais tempo acima do teto da meta do que no intervalo permitido de flutuação, mas o governo conseguiu conter a escalada que ficou pior no momento em que a taxa acumulada subiu além dos 7%.

    O país como um todo tem demonstrado que aprendeu com os erros do passado e, apesar de declarações fora do tom de alguns economistas do governo, a população está convencida de que inflação controlada é essencial.

    No primeiro ano do governo Dilma, o mundo fez tudo para atrapalhar. As crises deixaram os Estados Unidos, Japão e Europa crescendo pouco ou em recessão. O temor de um novo colapso como 2008 rondou o tempo todo a economia global. O terremoto no Japão evoluiu para um desastre nuclear.

    O Brasil teve queda forte de crescimento, mas a redução é menos dramática do que parece. O PIB de 7,5% em 2010 foi em parte pelo efeito da comparação com o ano recessivo de 2009. Desta vez o crescimento de cerca de 3% é o resultado da comparação com base alta.

    Em resumo: no primeiro ano de governo, a presidente Dilma conseguiu evitar a explosão inflacionária, manteve algum crescimento mesmo diante de um agravamento da crise global, iniciou um trabalho, ainda que discreto, para conter a corrupção, implantou um estilo próprio de governo e debelou o temor de que fosse ser uma sombra do ex-presidente Lula. Não é pouco.

    Todavia, cometeu erros. A fórmula de aumento do salário mínimo tem a vantagem de afastar o debate sobre o reajuste que todo ano virava uma fonte de pressão sobre o governo. Só que o aumento em 2012 somará a alta inflação de 2011 com o alto crescimento de 2010. Isso terá um impacto forte nas contas públicas pela elevação dos gastos previdenciários.

    O BNDES continuou a sua defasada política de escolha de algumas empresas para receberem nacos maiores de empréstimos ou de capital. Vários desses campeões estão dando prejuízo. Alguns setores tiveram o privilégio da renúncia fiscal, mas a sociedade como um todo pagou mais impostos; a carga tributária subiu de novo.

    O governo demorou a entrar no debate do Código Florestal e o assunto ainda está em pendência. A dúvida é o tamanho do retrocesso que será consolidado ao fim do processo de votação. A obra da usina de Belo Monte foi tocada dentro da lógica do correntão, ou seja, transformar tudo em fato consumado para afogar as críticas e dúvidas.

    No acerto com o passado, o governo criou a Comissão da Verdade, mas a filha do deputado Rubens Paiva não discursou na cerimônia porque considerou-se que isso afrontaria os militares. A prisão e o desaparecimento de Rubens Paiva ocorreu há 40 anos e o governo ainda hoje se deixa constranger pelos militares. Um espanto.

    A política externa entregou um avanço menor do que prometeu. Houve evolução em alguns discursos e entrevistas, mas o país continuou hesitante na hora de condenar alguns regimes de força.

    O Brasil se absteve na condenação à Síria; demorou a reconhecer o novo governo da Líbia. Tomara que não abandone a crítica feita pela presidente Dilma às ameaças contra a iraniana Sakineh Ashitani, que voltaram a ser feitas.

    Ao contrário dos seus antecessores, Dilma Rousseff não aproveitou o primeiro ano para aprovar reformas. O presidente Fernando Henrique mudou o capítulo da Ordem Econômica na Constituição acabando com o monopólio da telefonia, do petróleo e a discriminação contra empresa estrangeira. Lula aprovou a reforma da Previdência do setor público, apesar de ter abandonado o projeto depois. Dilma apenas tocou a agenda do Congresso, não a liderou.

    Com tudo isso, a primeira mulher a presidir o Brasil chega ao fim do primeiro ano do governo com um índice maior de aprovação do que seus dois antecessores. Não é pouco.

    Miriam usa de fina ironia rsrsrs

    Na minha opinião, é pouco.
    Dilma só pega no tranco.
    Por enquanto, Dilma é um “genérico” do lula.
    Encabulou-se no palácio cercada de puxa-sacos sequiosos em não contrariar a “chefinha”e limita-se a gerenciar a herança maldita de seu protetor.
    Ainda não encarnou a Presidência. É como uma salada sem tempero.
    Ou se preferirem um “derivativo” que mal esconde sua incompetência, não gosta de discursos (fala mal de improviso) e tem vergonha de mentir compulsivamente em público como seu antecessor.
    Ai não é pouco.
    Mas, finalizando, sem oposição…é muito pouco!

  79. Chesterton said

    É a herança maldita do Lula, já tem político gritando pela volta do barbudo……é triste.

  80. Chesterton said

    fez o homework, Pax?

  81. Chesterton said

    Câncer de Chávez chega ao cérebro.
    O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, qualificou nesta quarta-feira como “muito estranha” a sucessão de diagnósticos de câncer de vários políticos da América Latina, e levantou a possibilidade de alguém ter desenvolvido “uma tecnologia para induzir” a doença. Em um ato de promoção de militares transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, Chávez inclusive recomendou cuidados extras a Evo Morales, presidente da Bolívia, e a Rafael Correa, do Equador. A mais nova teoria da conspiração da fantasiosa mente de Chávez surgiu depois do anúncio de que sua colega argentina, Cristina Kirchner, tem um tumor na glândula tireóide. O ditador, que também se recupera de um câncer, considerou “muito difícil explicar o que está acontecendo”. O venezuelano frisou que “não quer lançar nenhuma acusação temerária”, mas questionou: “Seria estranho que tivessem desenvolvido uma tecnologia para induzir o câncer e ninguém saiba até agora e se descubra isto apenas dentro de 50 anos?”
    coturno

  82. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos e pra você também Maria Flora

    emendando na sua postagem, também achei interessante este artigo do Estadão:

    O que se espera de Dilma em 2012

    Na vida, sempre que a gente dá uma cabeçada, deve-se aproveitar a experiência para não repetir o erro. A presidente da República, cuja falibilidade no gesto de escolher já se tornou notória, além de preocupante, pretende realizar reforma em seu Ministério no início de 2012, quando completará um ano no exercício do cargo.

    É de esperar que ela inicie o ano contaminada pela maravilhosa sabedoria de reconhecer que falhou em algumas ocasiões e novamente poderá falhar. Daí a necessidade de extremo cuidado na seleção e nomeação de pessoas que a ajudarão a governar.

    Viu-se que boa parte da turminha que a acompanhou e a envolveu no primeiro ano de governo estava voltada para interesses pessoais e políticos, distanciando-se do princípio republicano de que os bens públicos não pertencem a quem é escolhido para administrá-los. O administrador eleito que confunde os bens públicos com os seus acaba por confundir também os dinheiros e fazer aquilo a que a Nação toda assistiu, pasmada, ou seja, atos administrativos suspeitos de enorme desonestidade, além de ganância pessoal desmedida.

    Desde a primeira semana verificou-se que o homem forte de seu governo, Antônio Palocci, se comprometeu – e também a presidente – com a afirmação tola, pueril, infantil de que não poderia indicar a origem de sua fortuna porque os contratos que assinara com os pagadores envolviam cláusula de sigilo. Enfim, ficou a ideia de que o homem que chefiaria a Casa Civil não era capaz de explicar a forma como tanto enriquecera. Dá para imaginar o que ele poderia fazer caso obtivesse e ficasse com a chave do cofre?

    Naquela oportunidade, os órgãos de imprensa deixaram evidente que Palocci aumentara 20 vezes o seu patrimônio em quatro anos e sua empresa de consultoria faturara em torno de R$ 20 milhões no ano eleitoral de 2010, fatos que ele não conseguiu explicar. Mas o pior veio no momento de sua saída: a Comissão de Ética Pública da Presidência da República pretendeu abrir duas investigações contra o ex-ministro, mas não houve tempo, porque ele escapuliu, deixando antes o governo. Lamentavelmente, o procurador-geral da República, em ato imperial, verticalmente imposto ao País, resolveu não requisitar inquérito contra o ex-ministro, significando que ficará impune.

    É claro que o procurador-geral da República, por respeito à Nação e à verdade, deveria ter submetido ao Supremo Tribunal Federal a decisão, que não honra o Ministério Público. Isso resultou praticamente na aceitação como regular daquela conduta, que causa arrepios.

    Nesse episódio vergonhoso para o País, Palocci foi o tempo todo defendido pelo ex-presidente Lula, o que não causa estranheza, porque, conforme versão propagada pela imprensa, a arrecadação de dinheiro para campanha eleitoral (dinheiro sem recibo, é claro) criou forte vínculo pessoal e afetivo entre ambos.

    Depois disso, em efeito dominó, outros ministros foram expelidos, sempre pela acusação de participação, por ação ou omissão, em atos de corrupção. E essa tendência se cristalizou, dando a entender que vai continuar.

    Os atos de corrupção alcançando integrantes do primeiro escalão de Dilma Rousseff tornaram-se públicos não por iniciativa moralizadora da governante, mas por admirável trabalho de jornalismo investigativo. A imprensa brasileira vem prestando preciosos serviços ao País ao denunciar atos de corrupção, doa a quem doer, fortalecendo a nossa democracia.

    Nesse quadro, a presidente Dilma externou frágil conduta, porque somente agiu por reação. Ou seja, diante das denúncias incessantes de jornais, rádios e televisões, endureceu ternamente com os envolvidos, que acabaram deixando o Ministério.

    Ficou a impressão de que a referida turminha braba teria continuado no governo caso não tivessem ocorrido as denúncias feitas pela imprensa. Os escândalos sucessivos repercutiram intensamente, inclusive no exterior, de tal forma que até mesmo o jornal britânico Financial Times os enfocou, estranhando que os casos de corrupção não tenham afetado a popularidade da presidente.

    Espera-se que Dilma, em 2012, quando a nova equipe poderá ter a sua cara, e não a do antecessor, seja capaz de tomar a iniciativa de faxinas, e não que fique, como sempre, a reboque das denúncias feitas pela imprensa, como tem ocorrido.

    Deseja-se que isso lhe seja possível, porque é do interesse do País, mas, lamentavelmente, não se pode perder de vista que o sistema de clientelismo partidário consolidado nos governos Lula, por ela herdado, acabou mantido em 2011 e sobrevive conforme a linda oração de São Francisco de Assis, ou seja, “é dando que se recebe”.

    Realmente, prisioneira de uma coalizão política e partidária que dá prioridade a interesses eleitorais e pessoais, Dilma tem sido compelida a ceder fatias de governo e a engolir os indicados, os quais, para obterem a indicação, ficam, por sua vez, comprometidos com condutas que se converteram em escândalos públicos. Resta a impressão de que Dilma está com o comportamento engessado por esse sistema político-partidário de feição quase mercantil, que foi implantado por seu antecessor; e se espera que tenha a competência e a coragem necessárias para romper o círculo vicioso.

    Acreditar no apoio obtido por meio de barganha na base do “é dando que se recebe” representa, talvez, um erro político e de avaliação, porque aliados que externam apoio em função de interesses pessoais são confiáveis apenas durante o tempo em que desfrutam as vantagens.

    Será preferível que a presidente logre escolher pessoas pelo caráter, pela competência e que estejam comprometidas com princípios desejáveis em alguém que vai cuidar de bens e dinheiros públicos, pois isso é o que o País e os brasileiros merecem.

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,o-que-se-espera–de-dilma-em-2012-,816025,0.htm

    é pra pensar, não pra responder com asneiras “binarias”
    pré-fabricadas.
    Poupem-me! por favor!

  83. Michelle de Souza Malone said

    Bom dia/tarde/noite a todos

    E pra não ficar apenas no Executivo…

    O caro e inútil Senado Federal (I)
    Um senador custa ao país R$ 33,1 milhões por ano. Para quê?
    Para nada.

    28 de Dezembro de 2011 às 19:23
    Hélio Doyle

    No centro de Brasília, em uma das mais bonitas obras de Oscar Niemeyer, quase três bilhões de reais são jogados fora todos os anos. Ali funciona uma instituição inútil e dispendiosa: o Senado Federal. Se fosse extinto, o Brasil nada perderia com isso. Pelo contrário, ganharia economizando recursos que podem ser mais bem aplicados e em eficiência legislativa. E haveria, seguramente, uma substancial queda nos níveis de corrupção.

    Os custos com o Senado brasileiro, segundo estudo da Transparência Brasil, só são inferiores ao do Congresso dos Estados Unidos. Cada senador brasileiro custa ao país, por ano, R$ 33,1 milhões. Cada deputado custa R$ 6,6 milhões por ano. O custo dos parlamentares brasileiros — senadores e deputados — é de R$ 10,2 milhões por ano. Nos Estados Unidos, um congressista custa R$ 15,3 milhões por ano.

    Na Itália, o custo por cada um dos 945 parlamentares (aqui são 584) é de R$ 4 milhões. Na Espanha, com 609 parlamentares, é de R$ 850 mil por cabeça. Em outros nove países, da Europa, da América do Sul e o Canadá, o custo por parlamentar está entre o da Espanha e o da Itália.

    O que se gasta no Senado Federal é uma aberração, especialmente em se tratando de uma instituição ineficiente em todos os sentidos, e que praticamente funciona em três dias da semana. Basta dar uma volta pelo Senado numa segunda-feira ou numa sexta-feira para comprovar isso pessoalmente.

    São 81 senadores, três por estado e pelo Distrito Federal. Cada um deles recebe, como subsídio, R$ 26,7 mil reais por mês. Mas, para os senadores e deputados, o ano tem 15 meses e não os 13 meses dos trabalhadores e servidores comuns. Além disso, os senadores recebem uma verba de R$ 15 mil mensais para gastos com aluguel de escritórios políticos, combustível, divulgação das atividades, hospedagem e alimentação. Se não quiser morar em um apartamento cedido por Senado, com cinco quartos e excelente localização, o senador recebe R$ 3,8 mil por mês como auxílio-moradia.

    E tem mais: cada senador tem direito a um automóvel de luxo com motorista, uma cota postal (que varia de acordo com o estado, podendo chegar a 66.200 correspondências por mês), uso ilimitado de celular, um notebook, R$ 500 para pagar telefone fixo e cota para passagens aéreas. Até os senadores do Distrito Federal recebem R$ 5 mil por mês para viagens aéreas, sendo que a cota é maior para os representantes de estados mais distantes.

    Os 81 senadores têm direito a 25 litros de combustível por dia, uso da gráfica do Senado para imprimir o que for considerado de interesse da atividade parlamentar, quatro jornais diários e duas revistas semanais. O senador e seus dependentes podem ser atendidos gratuitamente pelo serviço médico do Senado, inclusive em casa, e serem reembolsados por despesas realizadas em clínicas e hospitais. Há limite apenas, de R$ 25 mil, para tratamentos odontológicos e psicoterápicos.

    Além de tudo isso, cada senador tem um gabinete com sete funcionários do quadro, efetivos, e onze comissionados, ou seja, por ele escolhidos, sendo que alguns podem trabalhar no estado de origem do parlamentar. Essas funções podem ser fracionadas, dando ao senador o direito de ter mais funcionários no gabinete. Um cargo de assessor técnico, por exemplo, pode ser transformado em oito de assistente parlamentar. A remuneração vai de R$ 2.300 a R$ 12.050 mensais.

    Entre servidores concursados, comissionados e terceirizados, quase nove mil pessoas trabalham no Senado. Boa parte nem aparece por lá, outros apenas batem o ponto, e todos têm altos salários. Quem ganha menos entre os concursados recebe no mínimo R$ 10 mil por mês, com nível médio. São muitos os que chegam ao teto constitucional de R$ 26,7 mil e há alguns que ganham mais do que o teto, graças a interpretações suspeitas do serviço jurídico da Casa.

    Agora, alegando falta de funcionários, o Senado está abrindo concurso para 246 vagas, sendo 104 de nível médio e 142 de nível superior. Na verdade, não faltam funcionários no Senado, há muito mais do que uma casa parlamentar decente em um país como enormes carências precisa. Mas poucos se arriscam a dizer isso aos funcionários que ganham muito bem, têm estabilidade no emprego e muitos dias de folga para gozar. E menos ainda aos concurseiros que, em todo o país, preparam-se intensamente para conseguir uma vaga que os levará ao melhor emprego que o serviço público pode oferecer.

    O Senado poderia ser extinto, bastando realizar mudanças na Constituição para acabar com o bicameralismo que torna a tramitação parlamentar mais lenta e permite mais negócios em torno de projetos e pareceres. Há, porém, quem alugue que sendo uma República Federativa, o Brasil precisa ter uma Casa de representantes dos estados. Como se sabe, na Câmara dos Deputados estão os representantes do povo e no Senado Federal os dos estados federados.

    Mesmo se mantendo o princípio do bicameralismo, há como o Senado custar muito menos ao povo brasileiro e ser mais eficiente. Fica para a próxima coluna.



    é pra pensar, não pra responder com asneiras “binarias”
    pré-fabricadas. Ou saboneteiras muito comuns no pedaço !!!
    Poupem-me! por favor!

  84. Chesterton said

    controle da midia

    http://www.implicante.org/blog/bolsa-blogprog-grana-publica-pra-turma-chapa-branca/

  85. Zbigniew said

    O parlamento, a imprensa e a academia. O lobby, o cheque e os financiamentos de campanha. O sistema.
    Obama mantem Bernanke no FED, convida Geithner para ser Secretario de Tesouro e Larry Summers como seu “Former Advisor”. Apesar de 2008 e de exportar a crise o Obama mantem o “status quo” do sistema que e muito grande para quebrar. O Estado (e o contribuinte americano) salvam o sistema. Os CEOs responsaveis pela quebradeira mantem seus rendimentos e bonus, mas a sociedade gera desemprego. O Obama foi uma das grandes sacadas do sistema. Foi a saida pela “esquerda”. Se perde de um lado, ganha do outro. O sistema e phodha!
    A Europa e contaminada e cai em recessao, mas os banqueiros nao podem quebrar. Os Estados salvam os bancos porque os bancos mandam nos Estados, esses perdularios! (excecao da Islandia). Ninguem derrubaria Berlusconi, so o sistema. Mas a sociedade gera desemprego em nome das reformas necessarias para cobrir o prejuizo do sistema. Apesar de manifestacoes na Espanha, Italia e Portugal e da discreta cobertura da midia, a agenda e imposta e aceita pelos paises. O sistema e phodha!
    Aqui o governo consegue baixar a taxa de juros em 0,5%, ainda uma das maiores do mundo. Faz privatizacao dos aeroportos mais rentaveis, atinge 99% da meta do superavit primario e faz passar a desvinculacao das receitas no parlamento, alem de destinar 47,19% de todo o orcamento de 2012 para pagamento de juros e amortizacao da divida publica. Epa! Mas esta pauta e conservadora e liberal?!! Os banqueiros e especuladores agradecem. O PT governo e bom para o sistema. O sistema e phodha!

  86. Pax said

    Voltando ao tema do post, para quem tem acesso à Folha

    http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/17338-juizes-receberam-beneficio-por-anos-em-que-eram-advogados.shtml

    O que diz?

    Bem, que alguns digníssimos juízes de SP receberam uma graninha extra de licenças-prêmio. Até aí tudo parecia legal. Eles têm direito, a cada 5 anos, de 3 meses do benefício.

    Só que estes investigados receberam o benefício referentes a períodos em que não eram juízes, eram advogados. Retroagiram o benefício.

    E depois querem que o CNJ não investigue, acham um absurdo terem que explicar o inexplicável.

    Pois é.

  87. Pax said

    Controversa afirmação de HENRIQUE NELSON CALANDRA – desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros em artigo na Folha de hoje (para assinantes) – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/17628-ninguem-esta-acima-da-constituicao.shtml

    Igualmente sedimentado entre os que conhecem a realidade da Justiça brasileira: temos os melhores, mais honestos e mais produtivos juízes do mundo. Quem fala isso não são representantes da magistratura, e sim organismos internacionais e nacionais sérios, como o Banco Mundial e o próprio CNJ.

    Data venia, desembargador, não consigo discordar mais.

  88. Zbigniew said

    Entao tem algo errado. Se sao os mais produtivos (so pra ficar numa das qualidades apontadas pelo Exmo. Des.) porque a Justica e tao lenta? Seriam casos esporadicos? E nao se venha argumentar que e da natureza do poder. Pegunte-se pro Exmo. quantas vezes, de ordinario, um juiz estadual num mes vai despachar no cartorio eleitoral. Quantos processos anteriores a 2010 existem nos diversos foruns do pais a espera de um julgamento e a quantas andam as agendas de audiencias de instrucao e julgamento nos juizados especiais espalhados pelo pais. Pergunte-se tambem porque um juizo de admissibilidade de um Recurso Especial admite um agravo, no caso de uma recusa do Tribunal “a quo” (de origem), e porque nao mandam essa josta direto pro tribunal superior e o ministro que se vire pra admitir ou nao o Recurso. So pra ficar nestes exemplos, porque nao se eliminam ritos processuais desnecessarios e com prazos tao dilatados? Nao se faz lobby por melhorias salariais? Porque nao por melhorias processuais? Sera que e porque isso e bom pros escritorios de advocacacia, parceiros de longas datas, que e pra onde muitos dos Des. e Min. vao apos se aposentarem? Ha! E e bom que se pergunte tambem o porque de, com tantos processos pendentes, um juiz tenha direito a duas ferias por ano, e um recesso de quase vinte dias (no fim do ano), e todos os feriados religiosos locais pelo Brasil a fora, ainda que em regime de plantao.
    Falando dos “bons” juizes, alguns, ja proximos de chegarem a 3a. Entrancia (capital), sao atraidos para os gabinetes dos Des. para atuarem como juizes auxiliares. Embaixo das asas da galinha eles sao “doutrinados”, apadrinhados e protegidos, com a promessa de alcarem voos maiores dentro da carreira e com maior rapidez. Com isto mantem-se o “status quo” objetivando o jogo de cartas marcadas pelos cargos de direcao e assessoramento, alem dos diversos comissionados, o que confere poder aos jogadores. Nao se enganem, aqui ha influencia dos Poderes Executivo e Legislativo.
    Toda vez que eles dao esse chilique por causa do controle externo (que nao e tao externo assim) vem com essa conversa de que sao honestos, honrados, preparados e produtivos. E sim, a maioria e. Mas essa minoria que fica no topo, essa nao gosta do controle.
    Outro dia um doutrinador, muito conhecido no meio saiu-se com uma perola para justificar os sessenta dias de ferias de um juiz. Que decepcao!
    Agora querem transforam o CNJ num orgao meramente estatistico. Se a sociedade fechar os olhos pro corporativismo do Judiciario, tera dado um grande passo pra tras no caminho do aperfeicoamento desse poder tao importante para o pais. Sem um Judiciario serio e honesto nao ha como combater a corrupcao. Fica muito dificil.
    Esta mais do que na hora de se aplicar o principio da supremacia do interesso publico sobre o privado. Todo o poder ao CNJ! (com as moderacoes de estilo, e claro.)
    Feliz 2012 a todos.

  89. Zbigniew said

    Apenas uma digressao para completar o comentario em #85. E sobre aqueles CEOs que abusaram dos derivativos, provocaram uma crise sem precedentes, bem como recessao na maior parte do mundo, mantiveram o status quo, encheram as burras de dinheiro e desfrutam do mesmo sem qualquer cobranca ou prestacao de contas a sociedade. Esses caras provocaram outra coisa tambem. Acabaram com a democracia em alguns paises de Europa, e, hoje, com a unidade em torno do Euro. O cinismo do sistema esta bem retratado neste video. Enquanto uns desabafam outros riem como hienas.

  90. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Excelente teu comentário #88.

    E obrigado por este vídeo acima, no #89. Tomara que o caro Chesterton tenha tempo para vê-lo.

  91. Chesterton said

    vocês podem ficar nessa negação eterna, mas isso já está ficando ridículo, vocês olham um video e tiram as conclusões opostas a realidade. Não, não é burrice, é patologia.
    Nigel é um crítico das elites européias, é um conservador que está no partido independente inglês. Ele é um crítico das elites não eleitas da Europa, pela democracia, pela liberdade, contra as regulações , contra o excesso de gastos “sociais”, (até falou a favor do Berlusconi).
    Em nenhum momento nesse video ele falou dos CEOS corporativos, mas dos burocratas do ESTADO, caralho!

  92. Chesterton said

    e tinha tradução! o video que Zbgnm&¨%$# colocou!!!!!

    Farage é um conservador

  93. Chesterton said

    Farage é o Olavão inglês !!!!!!

  94. Chesterton said

    And I can only hope that the Euro project is destroyed by the markets before that really happens.

    Zbgn%$#$ e Pax, vocês são absolutamente hilários.

    obs: ” só posso esperar que o projeto Euro seja destruído pelos mercados antes que ele aconteça”.

  95. Chesterton said

    614
    …German taxpayers seem to be carrying quiet a lot of the burden for these bail outs, so how long do you think it will be before the germans became angry enough to stop paying out for other countnries` failures

    6:30 they have payed a very big bill since 1990 to reintegrate eastern german ….than now they are being asked to pay bill many times bigger the size of that to bail out countries like Greece, Portugal, Ireland and who knows who else.

    “There is no question, had the german people been asked if they wanted do give up the deutschmark and take the Euro, there would have been an overwellming NO!
    6:53 But in Germany, as around the rest of Europe, there is a political class who is attempting to impose its own world view on people without ever asking their opinion”

    MAS NA ALEMANHA, COMO NO RESTO DA EUROPA, HÁ UMA CLASSE POLÍTICA QUE ESTÁ TENTANDO IMPOR SUA VISÃO DE MUNDO NAS PESSOAS SEM MESMO NUNCA PERGUNTAR SUA OPINIÃO

  96. Chesterton said

    Vocês precisam estudar mais para evitar um vexame desses no futuro.

  97. Chesterton said

    eu não disse

  98. Zbigniew said

    Algumas pessoas tem uma dificuldade imensa, alias, nao tem nenhuma intencao de discutir qualquer coisa que se oponha as proprias verdades. Isto e ruim. Muito ruim.
    Partir de uma premissa como verdade absoluta e temeraria e nos remete ao discurso neoliberal que nao admite contestacao: o chamado dogma do mercado. Alias, de um neoliberalismo na sua concotacao mais tosca, baseada no cinismo e na arrogancia como o video no mostra. Nos remete tambem a esse discurso ultrapassado de se apontar “patologias” como sintomas dos outros, mas que na realidade e um sintoma proprio e peculiar daqueles que nao suportam o exercicio da dialetica e da democracia como elementos de aperfeicoamento de instituicoes. Sera que a democracia nao pode aperfeicoar o mercado?
    No Brasil os porras-locas e as penas amestradas da nossa querida grande imprensa tupiniquim repetem esse comportamento padrao, essa linha-raciocinio de desconstrucao do diferente, da condenacao a priori e de uma suposta superioridade intelectual que lembra muito a ideia de uma raca ariana. Isso beira a um fascismo enrustido. Nos EUA dois grandes exemplos: o Tea Party e a Fox News. Essa e sua grande fraqueza.
    Para entender o que disse o Farage deve-se observar que os banqueiros e financistas substituiram ou colocaram agentes seus nos governos. Na Europa foi mais direto, mas nos EUA o negocio e bem mais sofisticado porque o sistema ja vem implantando seu governo ha um bom tempo.
    O Farage, seja conservador ou nao, nao e burro. Sabe que quem esta se favorecendo nesta historia toda sao os alemaes. Mas o ponto central do video foi a troca de lideres eleitos pelo povo por tecnocratas indicados pelo sistema (Bilderberg?!!).
    O que os CEOs de Wall Street tem a ver com isto? Tudo, baralho!

  99. Chesterton said

    O Farage, seja conservador ou nao, nao e burro. Sabe que quem esta se favorecendo nesta historia toda sao os alemaes. Mas o ponto central do video foi a troca de lideres eleitos pelo povo por tecnocratas indicados pelo sistema (Bilderberg?!!).
    O que os CEOs de Wall Street tem a ver com isto? Tudo, baralho!

    chest- deixe de ser teimoso e vá estudar. Isso nada tem a ver com Wall street, e você sabe que disse merda

  100. Chesterton said

    Sabe que quem esta se favorecendo nesta historia toda sao os alemaes.

    chest- não o povo alemão, que está cansado de bancar com o suor o projeto imperialista EU. Mas sim a classe política alemã, a elite, junto com a classe política de outros países da Europa, todos parasitas do estado nunca eleitos por sequer um voto.
    Deu para entender, Ziggi Stardust?

  101. Patriarca da Paciência said

    Esse “discursos” de neoliberais afoitos, crentes fundamentalistas, fanáticos que não enxergam um palmo à frente do nariz, me lembram muito aqueles de alguns dos “nossos” políticos que diziam que, “mesmo que o Brasil seja loteado e vendido aos pedaços, nunca conseguiremos pagar nossa dívida externa.”

    Hoje o Brasil tem uma das menores dívidas públicas (não só externa) do mundo, 36% e as únicas coisas vendidas foram algumas estatais que, diga-se de passagem, o dinheiro não apareceu em lugar nenhum e não serviu para pagar um só centavo da dívida.

    Se a Europa “parar” por alguns anos, nada de catastrófico irá acontecer.

    Talvez sofra até mesmo uma “melhora”.

    O padrão de vida europeu é ótimo e suas grandes conquistas não irão “sumir” por mágica.

    É uma simples bobajada de alarmistas.

  102. Patriarca da Paciência said

    Hoje estive assistindo uma entrevista com um representante do Financial Times onde foi comentado que este está criando um caderno para tratar exclusivamente de economia brasileira, em face da grande importância do Brasil no mundo atual.

    Antes havia sido criado um caderno exclusive sobre a China, sendo que o entrevistado falou que a dificuldade eram os dados chineses, pouco confiáveis.

    Já no Brasil, além de haver dados em abundância (Institutos especializados,IPEA, IBGE, ministérios etc) os dados são corretos.

  103. Zbigniew said

    E e justamente por este nivel de vida dos europeus e pelo costume com o estado de bem estar social que acredito que uma recessao duradoura possa trazer consequencias sociais graves. A Europa nao e como a America Latina que suportou quase vinte anos de recessao e arrochos de toda ordem.
    Quanto aos neoliberais ainda vao dar muito trabalho. Sem regulacao continuarao a empregar a ideologia, ainda que travestida ou mascarada. Se combinados com a extrema-direita entao, pense numa mistura explosiva.

  104. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Zbigniew ,

    acho muito natural que a Europa e Estados Unidos “parem” um pouco enquanto as economias emergentes avançam.

    A tendência é que o mundo fique mais igualitário.

    Não que os países desenvolividos estejam caindo e sim que os emergentes estão avançando.

    Dentro de poucos anos a economia chinese se igualará à economia norte-americana, a economia indiana ultrapassará a economia japonesa e a economia brasileira ultrapassará a todas as economias européias.

    É a tendência atual e espero que aconteça assim mesmo, para uma boa melhora do mundo.

    Inclusive a economia africana tende a melhorar bastante. Angola chega a ter crescimento anual de 26%!

  105. Zbigniew said

    Sim, sim, Patriarca. Os emergentes estao crescendo, outros paises tambem, como a Argentina; e a propria Africa. Parece que o desenvolvimento nao mais se restringira aos paises ditos ricos. Concordo que isto sera bom para o mundo.
    Verdade que os emergentes, notadamente os BRICS tem, cada um, especificidades: o Brasil com suas commodities diversificadas, a China com seu capitalismo de Estado, a Russia com o petroleo e a India com seus clusters de tecnologia e tambem commodities. O que tem em comum? O grande mercado interno ainda por ser explorado e a diversificacao de parceiros economicos.
    O caso da Europa e uma questao especifica pelo historico do continente. O Euro e uma experiencia muito boa e que esta passando por um momento grave em virtude da crise economica, basicamente bancaria, que sobre ela se abateu. Embora a correlacao de forcas seja bem diferente de cem anos atras, torco para que a recessao que se avizinha nao traga consequencias desastrosas no ambito politico e social. Certamente que com a experiencia de tantas guerras, inclusive duas devastadoras no seculo XX, o fim do comunismo enquanto bloco de nacoes e a multipolaridade, tudo isto pode contribuir para evitar que aventureiros venham a desestabilizar tal correlacao e possamos caminhar num periodo de relativa paz.

  106. Zbigniew said

    Será q os juízes são os únicos profissionais a sofrerem de problemas psicossociais?! Que tal extenuarmos as ferias de 60 dias a todas as categorias que apresentarem tais problemas?

    “Novo presidente do TJ-SP defende dois meses de férias por ano
    Sartori, que toma posse nesta segunda-feira, não vê privilégio e acredita que a regalia preserva a ‘sanidade mental do juiz’
    01 de janeiro de 2012 | 21h 12
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    Comentários 430
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    Fausto Macedo, de o Estado de S. Paulo
    O novo presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), desembargador Ivan Ricardo Garisio Sartori, defende os dois meses de férias por ano, que ele e toda sua classe desfrutam. “Eu não considero um privilégio”, afirma Sartori, que assume nesta segunda-feira o comando da mais importante e influente corte do País, cidadela da resistência ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).”
    Mais no: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,novo-presidente-do-tj-sp-defende-dois-meses-de-ferias-por-ano,817452,0.htm?p=1

  107. Pax said

    Deu no O Globo e no Estadão hoje…

    vale a leitura

    http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/1/2/moral-e-legal-1

  108. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Belo momento inoportuno para o novo presidente do TJ-SP se pronunciar sobre este assunto. Parece que querem jogar a imagem do Judiciário ladeira abaixo com empurrões uns atrás dos outros.

    Cerceamento do CNJ, auxílio-moradia imoral, férias de dois meses, pedido de aumento para todos no orçamento de 2012 etc etc.

    Caramba. Que chato isso.

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