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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Ushuaia e Torres del Paine

Posted by Pax em 12/03/2012

Depois de chegar ao mais Sul possível do continente, a proa já está apontada para o Norte.

Meu parceiro sofreu um acidente feio na estrada de rípio (cascalho de areia e pedras das cordilheiras) e só não se machucou porque o capacete absorveu a energia da pancada na cabeça e o casaco reforçado protegeu o cotovelo de uma fratura. Está bastante doído, mas inteiro.

Conseguimos consertar a moto em Punta Arenas e já estamos de volta ao plano de viagem.

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210 Respostas to “Ushuaia e Torres del Paine”

  1. mona said

    Pax,
    que sacanagem é essa, meu velho?
    Com a gente torra sua paciência aqui no blog, vc resolveu retaliar e nos fazer morrer de inveja?
    Caramba! Tu és mau que nem um pica-pau…
    Beijinhos invejosos. Bom retorno.

  2. Pax said

    Nem tudo são flores, Mona. Hoje amanheceu chovendo e estamos em El Calafate, para conhecer o famoso glacial Perito Moreno.

    Um sofrimento que só.

    =)

  3. mona said

    Sofrimento? Hummm, nesse caso específico uma linha tênue separa a dor do prazer, não?
    Xêro, meu velho!

  4. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    lindas paisagens.

    Nossa América do Sul é um continente privilegiado, contém todos os climas e paisagens possíveis no planeta Terra.

    Veja parte de um artigo que achei bem interesante:

    “De fato, precisamos de uma mudança profunda de direção. A América está consumindo muito mais do que aquilo que produz e a nossa dívida está explodindo. Se continuamos por este caminho, o colapso econômico é inevitável. Espero que os números loucos de 2011 que incluí neste artigo sejam suficientemente chocantes para acordar algumas pessoas.”

    Tenho a impressão de que os Estados Unidos será a primeira nação a atingir o verdadeiro socialismo pregado por Karl Marx, ou seja, a superação do capitalismo.

    É a única saída para a grande nação.

  5. Patriarca da Paciência said

    O link onde foi publicado o artigo acima:

    http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2012/03/eua-50-numeros-estarrecedores-sobre.html

  6. Elias said

    Patriarca,
    Dia desses, vi um apresentador de tevê americano se referir aos EUA como “…este nosso país que produz cada dia menos…”.

    Ele falou isso a propósito de outra coisa, mas eu fiquei com a cabeça no setor de confecções, por ser uma área pela qual tenho especial interesse.

    A indústria de confecções americana simplesmente sumiu.

    Primeiro os caras compravam tecido, talhavam e fechavam nos EUA.

    Depois, os tecidos passaram a ser comprados em outros países.

    Em seguida, os americanos começaram a comprar roupa “viajada”. Os tecidos eram comprados em outros países. As roupas eram talhadas nos EUA e levadas para fechamento em outro país, tipo Índia ou China, onde a mão-de-obra é mais barata, não tem direitos, pode-se usar à vontade mão-de-obra infantil, etc. Aí a roupa já pronta voltava pros EUA.

    Agora, os tecidos são comprados no exterior (geralmente um país pobre), os moldes são comprados na Itália, o talhe é feito na Índia e o fechamento na China (por causa das já citadas “vantagens” da mão-de-obra). Apenas a roupa pronta pra consumo é que entra nos EUA.

    Por conta disso, praticamente acabou o emprego na indústria de confecções americana. Hoje, o grosso da produção está confinado na área de roupas profissionais e EPIs. Algumas ocupações estão simplesmente sumindo no país.

    Algo parecido está acontecendo em outras áreas, como calçados.

    É um troço meio estranho, sem dúvida…

  7. Patriarca da Paciência said

    É Elias, há algo de muito esquisito acontecendo nos Estados Unidos:

    “País mais rico do mundo, EUA têm ‘acampamentos da miséria’

    ‘Minha mãe teve que comer rato’, diz sem-teto nos EUA

    A BBC visitou nos Estados Unidos alguns acampamentos de sem-teto, cada vez mais numerosos no país desde o início da crise econômica que explodiu em 2008.

    Dados oficiais apontam que cerca de 47 milhões de americanos vivem abaixo da linha pobreza e este número vem aumentando.

    Atualmente há 13 milhões de desempregados, 3 milhões a mais do que quando Barack Obama foi eleito presidente, em 2008.

    Algumas estimativas calculam que cerca de 5 mil pessoas se viram obrigadas nos últimos anos a viver em barracas em acampamentos de sem-teto, que se espalharam por 55 cidades americanas.

    O maior deles é o de Pinella Hope, na Flórida, região mais conhecida por abrigar a Disney World.”
    (BBC Brasil)

  8. Patriarca da Paciência said

    O Link do artigo acima:

  9. Patriarca da Paciência said

    O Link do artigo acima:

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120215_pobreza_americana_rc.shtml

  10. Zbigniew said

    E eles querendo fazer guerra no Oriente Medio. Eu me pergunto quando e que a humanidade vai se ver livre da energia de matriz carbono.

    Essa bronca com o Ira, sera que realmente o pais tem interesse na bomba? Pra acabar com Israel ou equilibrar o jogo politico? Ha espacos para isto? Um querendo aniquilar o outro de lado a lado.

  11. Elias said

    Parece que Israel quer ir às vias de fato com o Irã…

    Dois dos problemas mais graves de Israel são: (a) território pequeno, sem profundidade estratégica e (b) população pequena.

    Um país com essas características tem que ser muito… digamos, ríspido, quando entra em guerra.

    Israel não tem como segurar as pontas de uma guerra de desgaste. O Irã pode perder 3 mil soldados em menos de um mês. A reposição se dará sem traumas (como fizeram o Egito e a Síria, no passado). Pra Israel, menos da metade disso seria uma catástrofe. O país ficaria de joelhos e pediria arreglo.

    Vai daí que, quando Israel entra em guerra, tende a adotar táticas fulminantes. Em geral, ele procura quebrar a espinha dorsal do inimigo na primeira ou segunda semana de combate. Feito isso, ele passa a administrar o rescaldo. É quando a diplomacia entra em ação, pra negociar um cessar fogo, etc, etc.

    Pode parecer chocante — e é! — mas a verdade é que não há outra alternativa. É fazer isso ou morrer…

    No caso específico do Irã, há aquilo que disse o velho Nicolau, no início do Século XVI: se você adia uma guerra, quando pode vencê-la, o adiamento terá ocorrido para exclusivo benefício do inimigo. Mais tarde, quando essa guerra acontecer, você terá que enfrentar um inimigo mais forte (porque você lhe deu tempo para se fortalecer), e ele poderá até lhe derrotar.

    Como não faltam exemplos históricos demonstrando que Nicolo estava prenhe de razão, ninguém quer entrar nessa…

    …O que pode significar pancadaria da grossa à vista…

  12. Zbigniew said

    Entendo.

    Parte-se do princípio que países como o Irã querem ver Israel varrido do mapa.

    E que Israel tem uma desvantagem geopolítica que é compensada por ser um aliado dos EUA com influência no sistema político-financeiro daquele país. Não uma simples influência. Mas a própria identidade de tal sistema. Não é à-toa que todo presidente fala à AIPAC e quer a sua aprovação.

    Talvez a única coisa que os EUA não suportem de Israel seria algo que colocasse em risco a segurança nacional, como no caso de Jonathan Pollard.

    Afora isto o apoio é quase incondicional. E os palestinos? Haveria possibilidade de uma convivência pacífica que retirasse dos mais radicais os argumentos para a manutenção dessa condição beligerante?

  13. Elias said

    Zbigniew,
    Realmente não sei… Já estou perdendo as esperanças de viver pra ver Israel e Palestina pelo menos se tolerando.

    Como dizia Martin Luther King Jr: não precisa querer bem… É só parar de se matar…

    Não dá pra entender… Dois povos que têm tudo a ver…

    Interessante é que árabes e judeus se dão bem em várias partes do mundo. No Brasil, por exemplo… E lá, exatamente lá, onde seria mais que necessário que houvesse um mínimo de tolerância mútua… Não há!

  14. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    compartilho dos mesmos sentimentos que você em relação a judeus e palestinos.

    Lembro que uma vez eu fiz um comentário dizendo que achava incrível que um povo, que tantos e tantos grandes líderes ofereceram ao mundo, não disponha de um só grande líder que ofereça uma solução real para seus próprios problemas.

    Na minha opinião, acho que Israel deveria começar por oferecer indenizações ao povo palestino pelos bens que perderam. Seria um bom começo e um gesto de boa vontade. Israel é hoje um país rico e poderia também contar, caso quisesse praticar tal ato, com a colaboração de boa parte dos países.

    Não entendo porque, em lugar de seguir pela trilha do entendimento, sempre procuram o confronto.

    Realmente é algo profundamente lamentável.

  15. Patriarca da Paciência said

    correção = um povo, que tantos e tantos grandes líderes ofereceu ao mundo, não disponha de um só grande líder que ofereça uma solução real para seus próprios problemas.

  16. Elias said

    Patriarca,

    Concordo plenamente com você, quanto às indenizações.

    Elas poderiam ser feitas não a pessoas, mas por meio de investimentos em infraestrutura de desenvolvimento urbano e rural: hospitais, escolas, ruas, casas, redes de abastecimento de água, redes de coleta e estações de tratamento de esgoto sanitário, estradas, sistemas de irrigação, programas de gerenciamento de resíduos sólidos, silos pra armazenamento de grãos e cereais, etc.

    Disse algo assim num debate e fui criticado. Acharam que eu estava propondo que Israel construísse um país pros palestinos.

    Bem, já estive lá, em Gaza e na Cisjordânia. Do jeito que as coisas estão, será sempre um barril de pólvora. É como as favelas cariocas na Zona Sul, bem juntinho da elite econômica. Água e azeite. Não tem como dar certo. É preciso aproximar o padrão de vida dos palestinos ao padrão de vida dos israelenses.

    E, pra fazer isso, é preciso gastar dinheiro. É muito dinheiro? É. Mas é menos do que se gasta com guerras e medidas de segurança. O custo de um conjunto habitacional de padrão médio-beixo é menor, bem menor, muito menor, mutíssimo menor, que o custo de um único míssel israelense usado pra demolir uma favela miserável na Faixa de Gaza…

    Se a questão fosse apenas racionalidade, nem haveria muito o que pensar. Só que as coisas ali parecem ser guiadas pela irracionalidade em estado puro.

    De parte a parte!

  17. Michelle de Souza Malone said

    Good Day for everyone

    Mais 1 da série DILMA, A GEPONE ano II
    COPA DO MUNDO

    Esse Reinaldo…

    Até para decidir se os torcedores poderão ou não tomar uma cervejinha durante os jogos da Copa do Mundo no Brasil em 2014,
    um compromisso assumido em 2007 com a Fifa, o governo se atrapalha todo e arruma nova confusão no Congresso Nacional.
    É uma trapalhada atrás da outra, mostrando a desarticulação política do Palácio do Planalto no início do segundo ano de governo
    da presidente Dilma Rousseff.
    Depois de anunciar, na quarta-feira, que proibiria a venda de bebidas alcoólicas nos estádios, o governo foi obrigado a voltar atrás
    no dia seguinte ao descobrir que havia um contrato assinado entre a Fifa e o governo brasileiro, assegurando este direito aos organizadores do Mundial.
    Desta vez, não foi a desastrada Ideli Salvatti, ministra de Relações Institucionais, encarregada de fazer a articulação política com o Congresso Nacional, a responsável por mais uma trombada do governo, mas a sua colega Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, que deu informações erradas ao novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia.

    Gleisi e Ideli estavam se estranhando com os antigos líderes do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, e no Senado, Romero Jucá,
    e levaram a presidente Dilma a trocar os dois de uma vez só para tentar melhorar as relações com a base aliada no Congresso Nacional.
    O episódio da crise da cervejinha mostrou logo na primeira semana que a mudança de líderes não resolveu problema algum _ ao contrário,
    só agravou o crescente clima de tensão entre o governo e a sua base aliada.
    Nem o PT escapou. Metade do partido da presidente não gostou da indicação de Chinaglia e da forma como Cândido Vaccarezza
    foi apeado do cargo ao saber do seu destino pela imprensa.

    Ligado ao grupo de Vaccarezza, o relator da Lei Geral da Copa, Vicente Cândido, do PT de São Paulo,
    tinha acertado tudo com o antigo líder para a liberação das bebidas nos estádios, que Chinaglia não queria, e resolveu mudar o projeto baseado no que Gleisi Hoffmann lhe informou por telefone. A votação da lei foi adiada para a próxima semana.

    Putz não é o Reinaldo Azevedo é o Ricardo Kostcho
    Leia a íntegra em As trapalhadas do governo na crise da cervejinha
    no Blog do Ricardo Kostcho

    P.S.Pax nem leia….mantenha-se em Ushuaia, mentalmente, porque aqui
    a Presidenta Incompetenta está a – 1000…!
    Como Ministra Chefe da Casa Civil, em 2007 esse contrato
    roçou-lhe as fuças e…ela nem leu.
    Por isso Lula ficou doente..
    de tristeza com o desempenho da Mãe do PAC

  18. Chesterton said

    É o que se chama socialismo moderno, que consiste em tirar de quem não tem para financiar quem tem!

    -Reinaldão

  19. Michelle de Souza Malone said

    Good Day for everyone

    Mais 1 da série DILMA, A GEPONE ano II

    ‘O Brasil ficou mal na foto’, editorial publicado no Estadão

    EDITORIAL PUBLICADO NO ESTADÃO NESTA SEXTA-FEIRA

    O governo brasileiro exibe um estranho troféu quando compara o pífio desempenho econômico do país em 2011 com o do resto do mundo e ainda tenta contar vantagem. No ano passado, o crescimento da economia brasileira foi menor que o do Grupo dos 20 (G-20), sua inflação foi maior e seu investimento continuou muito abaixo do necessário para uma expansão segura e continuada. No entanto, a presidente Dilma Rousseff aproveitou uma viagem à Alemanha para reclamar da política do Banco Central Europeu e recomendar mais investimentos públicos ─ como se o seu governo estivesse aplicando montanhas de recursos em estradas, portos, centrais elétricas e outras obras.

    As bravatas da presidente e de seus principais ministros ficam ainda mais ostensivas ─ e indefensáveis ─ quando se examinam os dados sobre o desempenho do G-20 divulgados nesta semana pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

    No ano passado, as economias do G-20, as maiores do mundo, cresceram em média 2,8%, pouco mais que a brasileira (2,7%). Aquela média foi obviamente elevada pelo excelente desempenho da China (9,2%) e da Índia (7,3%), mas isso explica só em parte o resultado geral melhor que o do Brasil. Pelo menos uma economia da zona do euro cresceu mais que a brasileira. Foi a alemã, com expansão de 3%. Também exibiram crescimento maior que o do Brasil a Indonésia (6,5%), a Coreia (3,6%), o México (3,9%), a Arábia Saudita (6,8%) e a África do Sul (3,1%). O resultado final da Turquia, também membro do grupo, ainda não foi publicado, mas no terceiro trimestre seu Produto Interno Bruto (PIB) foi 8,5% maior que o de igual período do ano anterior.

    A OCDE publicou também outros indicadores de desempenho dos países-membros do G-20. A inflação média em 2011 chegou a 6,6% no Brasil. Só três países tiveram desempenho pior nesse quesito: Argentina, com taxa oficial de 9,5% e taxa real provavelmente acima de 20%, Índia (8,9%) e Rússia (8,4%). Em todos os demais, incluídos alguns com crescimento acelerado, os preços aumentaram menos intensamente ─ 5,4% na China e na Indonésia, por exemplo. Na Alemanha, a alta de preços ficou em 2,3%, taxa muito maior que a de 2010, mas sem risco de descontrole.

    O levantamento da OCDE inclui também a expansão dos investimentos produtivos, isto é, da formação bruta de capital fixo. Isso engloba os valores aplicados em máquinas, equipamentos, construções de fábricas, de moradias e de outros edifícios e, naturalmente, em obras de infraestrutura. O desempenho do Brasil foi ruim também sob esse aspecto. No ano passado, o total investido pelo setor público e pelo setor privado brasileiros foi 4,7% maior que em 2010. O governo apresentou esse resultado como altamente positivo, embora o investimento ainda tenha correspondido a 19,3% do PIB, proporção muito inferior à observada em outras economias.

    O contraste é indisfarçável. No ano passado, o investimento aumentou 7,2% na Austrália, 6,9% no Canadá, 6,4% na Alemanha (a presidente Dilma Rousseff não devia saber disso), 8,8% na Indonésia e 5,7% na Holanda, mas esses números mostram apenas uma parte do quadro. Se a comparação envolvesse também as taxas de investimento, isto é, a porcentagem do PIB correspondente à formação de capital fixo, a desvantagem brasileira seria bem mais ostensiva.

    O baixo nível de investimento limita fortemente as possibilidades brasileiras de expansão econômica. O investimento do setor público depende principalmente da Petrobrás. O desempenho das outras estatais é, no melhor dos casos, medíocre. Os programas e projetos inscritos no Orçamento-Geral da União e financiados diretamente pelo Tesouro são executados muito lentamente. Apesar disso, a tributação brasileira é muito mais pesada que a dos outros emergentes e de boa parte dos países desenvolvidos. Essa é uma das limitações ao investimento privado. Mas é muito mais simples, para as autoridades federais, protestar contra a expansão monetária na Europa e nos Estados Unidos e atribuir aos outros os males do Brasil. Governar seriamente dá um trabalho terrível.
    ***
    Comento: A petralhada adora comer mortadela e arrotar perú!

  20. Elias said

    Não obstantemente, em 2011…

    1) O Brasil ultrapassou a Inglaterra e, agora, é a 6ª maior economia do planeta.

    2) O Brasil está, neste momento, criando mais de 250 mil novos empregos (e quem está dizendo isso — tamnbém! — é a revista Você, da Editora Abril, que não é, propriamente uma fã do PT…

    3) A própria OCDE, no final do ano passado, publicou um estudo — aliás, comentado aqui no PolíticAética — elogiando a condução da política econômica brasileira. Segundo a OCDE, embora o Brasil cresça a taxas meais baixas que outros países como a Índia e, principamente, a China, o modelo brasileiro é de crescimento com distribuição de renda. O achatamento da pirâmide social dinamiza o mercado interno, e torna o país progressivamente menos dependente da demanda externa; proporciona maior autonomia à economia brasileira.

    Mas é preferível que a oposição veja as coisas por outro ângulo. Assim ela continuará cada vez mais distanciada da realidade brasileira e, por conseqüência, continuará sendo um adversário facilmente derrotável…

    …E continuará, por muitos anos mais, confundindo Jesus com Genésio, Tratado de Tordesilhas com tarado atrás das ilhas e pato no tucupi com entupir o cu do pato…

  21. Patriarca da Paciência said

    Elias, comentário 20

    Concordo totalmente. Os adversários do PT pedem para serem derrotados. São os adversários que todos pedem a Deus.

  22. Patriarca da Paciência said

    Renaldinho Cabeção cada vez mais louco:

    “em tirar de quem não tem”

    É possível isso?

  23. Edu said

    E vamos nós com a esquerda querendo indenizar…

    Quando é que a esquerda, em vez de indenizar e distribuir, vai querer produzir alguma coisa?

  24. Elias said

    Patriarca,

    Num momento, eles dizem que foi feito um balcão paternalista, que dá dinheiro público aos descamisados pra garantir o apoio político dos dito cujos. Isso, segundo os doidos, é que explicaria o achamento da pirâmide social, acontecimento que, agora, os doidos deixaram de negar (senão, iriam trombar com Deus e todo o mundo, né?).

    Agora, os malucos já estão falando essas coisas doidas de “tirar de quem não tem pra dar a quem já tem demais”.

    Mais um pouco, eles enloquecem de vez, e começarão a dizer que “os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres”, e clamarão por uma reforma agrária, uma reforma urbana, a socialização dos lucros, etc.

    Quando chegarem a esse ponto, os patrões deles vão interná-los no hospício mais próximo, de onde, aliás, eles nunca deveriam ter saído.

  25. Michelle de Souza Malone said

    Good day for every one

    1. Comentário fugaz….essa posição de 6o lugar do Brasil é <pra ingles ver.
    Moro na Inglaterra, sou brasileira me mandei do Brasil em 2003 após peceber, na carne, a ética do PT na situação…
    Os “carinhas” mal entraram e a propina subiu 1000% – não bastava mais almoços e jantares “de negócios”
    eles queriam é $$$ vivo.
    Foi com dor no coração que aceitei convite pra assumir uma posição gerencial fora do Brasil.
    Minha companhia se negou a “comprar”
    Hoje eu sei que estava certa.
    Lula e o PT são uma ilusão maléfica, na minha opinião.
    O Brasil de doente agudo que sempre foi tornou-se um doente crônico.
    Entramos na Era da Mediocridade. Ou Merdiocridade, como tenho quase certeza.
    Na era dos guarda livros -“contadores” – metidos donos da verdade sobre Economia.
    As bobagens qu ficavam restritas aos circulos de amigos e companheiros de trabalham
    viraram tese de PHD.
    A inteligência morreu, na minha opinião.
    Sobrarm o ESPERTOS de todo tamanho.
    Meus sinceros pesames,mas
    Não me convidem pro enterro.

    2. Para aqueles petralhas declarados ou enrustidos que não lembram….
    Eu recomendo estes 2 personagens muito singulares..rsrs

    sem comentários ….os vídeos falam por si.
    recomendo pretsr atenção no caráter (ou falta de) dos personagens.
    Nuncaantesnestepaiz….

  26. Michelle de Souza Malone said

    (Continuação)
    outro artigo imperdível sobre personagens sem caráter…UMA DUPLA DE NANICOS ressentidos contra a oposição…seja ela qual for

    http://www.pannunzio.com.br/archives/9801
    Acorda petralhada o passado lhes pertence….
    Mas TUDO TEM LIMITE

  27. Michelle de Souza Malone said

    (continuação)

    Dilma Rousseff vai conceder a Medalha do Mérito Desportivo ao ex-goleiro Marcos, do Palmeiras, por sua “contribuição ao esporte brasileiro”.

    Quando eu falo que ela é a Prepone (ex-Gepone)…os idiotas de plantão ficam assanhados…

    E a quem interessar possa leia aqui o desempenho do anão italiano quando comandava a Veja em 1970:
    Bajulação, ausência de crítica, subserviência e propaganda da ditadura. Era assim a Veja de Mino Carta e PHA em 1970

    http://www.pannunzio.com.br/archives/9776

    Os guarda livros – contadores provavelmente passarão batido….tentando explicar o inexplicável…
    E criticando a Veja e Reinaldo Azevedo…pra seguir na manada

  28. Zbigniew said

    Quem leva a serio a Veja? Pelamordedeus!

  29. Elias said

    Zbigniew,
    Veja só a que ponto estamos chegando.

    Será que teremos de defender a Veja das críticas da… direita?

    Não farei isso! Referindo-me ao artigo sobre a “maioria silenciosa”, direi, apenas, que esse Pannunzio não sabe ler…

    Coitado… Teve tanto trabalho em buscar uma edição da Veja de 1970…

    Os leitores dele bem poderiam pedir que ele fizesse a mesma coisa com o Estadão, com a FSP, com o JB, com o Globo… Pra que eles recordassem um pouco o nível de “bajulação, ausência de crítica, subserviência e propaganda da ditadura…”.

    Obviamente que ele jamais fará isso, porque o problema dele não é com a ditadura, nem com a “bajulação, ausência de crítica, subserviência e propaganda da ditadura…”.

    O problema dele é com o Mino Carta, que, como sabemos, jamais foi perseguido pela ditadura, nem fez nada que ajudasse a luta contra a ditadura, né?

    Quem lutou mesmo contra a ditadura foi esse Pannunzio, que fez o… que fez a… que… O que foi mesmo que o Pannunzio fez?

    Não fez nerda menhuma, mas, se ele fizesse, vocês iriam ver mó a a serda que ele faria…!

    Porque esse Pannunzio é craque em mazer ferda…

    É poda esse Fannunzio…!

  30. Edu said

    Até aí… quem vence: Veja ou Tijolaço (o blogueiro mais popular do país)?

  31. Elias said

    Zbigniew,

    Já imaginou a FSP, ou o Estadão, ou o JB, ou O Globo, em 1970, fazendo alguma “…menção à tortura, às prisões arbitrárias e aos desaparecimentos…”?

    O Pannunzio poderia publicar algumas declarações do Chico Buarque, quando este peregrinou pelas principais redações do país, pedindo um mínimo de repercussão para o desespero de Zuzu Angel, em busca de seu filho, Edgard Stuart Angel Jones (que, a esta altura já tinha sido assassinado, e com requintes de crueldade).

    Chico não tinha ilusões com relação a Edgard Stuart. Seu objetivo era só deixar claro que a vida de Zuzu Angel estava ameaçada. Ele tinha esperança de que, se o drama que ela vivia fosse divulgado, o pessoal da direita poderia se intimidar e não assassiná-la.

    Nem isso Chico Buarque conseguiu. Nenhuma repercussão na imprensa (apesar da pressão de Ted Keneddy), e Zuzu Angel acabou assassinada (vai ver, ela ela era uma importante e perigosa líder guerrilheira, que chefiava grupos armados com o objetivo de implantar uma ditadura comunista no Brasil…).

    Mas agora tudo passou, e todo mundo virou democrata, defensor do respeito aos direitos humanos, com um passado heróico de luta contra a ditadura militar. Até o Estadão…

    …Que, aliás, só passou a ter censura prévia depois que publicou uma extensa matéria puxando o saco do Geisel, num momento em que a turma que mandava em campo não tinha interesse em que isso fosse feito, porque poderia melar os movimentos de tabuleiro, que mal haviam se iniciado, e que culminariam com a sagração do dito cujo Geisel como presidente do Brasil.

    Em outras palavras, a censura prévia no Estadão começou para evitar puxação de saco precipitada, inconveniente e, por isto mesmo, indesejada e dispensável. Um recado do tipo: “Calma aí, galera: larga um pouco da minha bolsa escrotal, porque, assim, mais atrapalhas que ajudas. Quando eu precisar de um pouco de babação nos ovos eu te chamo…”.

    Pois não é que hoje os Mesquitas costumam posar de heróis, por causa da censura prévia?

    Ô gentalha nojenta…!

  32. Zbigniew said

    Elias e Edu,

    hj temos a chance de criar a nossa própria rede de notícias, nossa network, sem precisar nos fixar exclusivamente na radio que “troca” notícias e seus especialistas em tudo, no Bonner e sua fé cega nas agencias internacionais ou nos jornaloes e revistas travestidas de panfletos e seus articulistas semi-deuses, raivosos e amestrados. Ter a Veja e o cabeção como exemplos e sinal de defasagem (e das brabas!).

  33. Edu said

    Tá, e pq a imprensa fez isso durante aquele tempo (40 anos atrás), a esquerda se dá ao luxo de fazer exatamente igual hoje… e acusam a direita de não ter evoluído.

  34. Zbigniew said

    Elias,

    como pontas-de-lança da gloriosa “revolução” na mente da classe media brasileira (já notou q atraso e entreguismo e com eles mesmos?!) essa media corporativa JAMAIS vai se dispor a passar o pais a limpo nesse periodo. Afinal o perigo comunista justificava tudo. Coitados do Brilhante Ulstra e do Curió; perseguidos por cumprirem com o dever. Como diria o Otavinho: nao houve ditadura, só uma ditabranda.

  35. Edu said

    A dificuldade em aprender com o passado, viver o presente e cuidar do futuro (para que não se repita os erros do passado) é tão grande assim?

    A esquerda tem se preocupado muito em mudar o passado: idenizar, indenizar, punir, punir… e a direita é recalcada.

  36. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    sinceramente não entendo porque você seja contra a reparação de um erro. A vida e a experiênia ensinam que é o único modo satisfatório de começar uma nova etapa.

    As diversas religiões sempre ensinam, “se você ofendeu a uma pessoa, peça perdão e prometa não cometer mais o mesmo erro”.

    ´É justo, é correto, é saudável e é o único modo correto. E é também a única fórmula que funciona.

    O confronto, a submissão, ser vencedor, só leva a uma nova guerra, que por sua vez levará a outra.

  37. Zbigniew said

    O bichinho so ve revanchismo. Isso e coragem de enfrentar os fantasmas do passado, como outros paises fizeram. Existem familias a esperar pelas ossadas de seus filhos (sabe o que e nao poder enterrar o proprio filho?). Aqui no Brasil tudo e determinado pelas impressoes midiaticas que se associaram ao regime de excecao e ate hoje dao guarida (ve os ultimos editoriais de O Globo e Folha sobre o assunto) a relativizacao do movimento. Nao se aprofunda, nao se avalia, nao se investiga. Tudo e intocavel e incontestavel porque nao se pode tocar na ferida, afinal temos uma lei que assim determinou. O problema e que a historia, muito alem das mortes e desaparecimentos, revela que a elite midiatica foi socia do negocio, e ai a porca torce o rabo. Vai se reescrever esse capitulo ou tudo fica como esta nos livros de historia das editoras da abril e globo?

  38. Edu said

    Defina erro Zbig, e aponte quem é o responsável por resolver o erro.

    Imaginem cada governo que surge resolve reconstruir a história com base nos “erros” do governo anterior. Lembrando sempre que quem inventou o termo herança maldita foi a esquerda.

    Além disso, a gestão da copa é mais uma das maravilhas do governo da Dilma. Já que o governo federal é incompetente e não consegue resolver, basta delegar para os estados, assim, se a copa for bem sucedida, quem inventou foi a esquerda, e se a copa foi mal sucedida, é culpa dos estados! Eu gosto do modo como a Dilma lidera o “governo ricardão”, como gostaria Elias.

  39. Edu said

    Digo erro pelo seguinte:

    Quem decide erro é a justiça e a justiça tem que ser feita com um prazo, senão prescreve.

    Por que?

    Uma coisa que é errada hoje pode não ter sido errada no passado.

    No passado não havia problema em fazer um safari na África e matar centenas de elefantes pelo marfim. Caçadores enriqueceram fazendo isso. Só por conta disso os filhos destes caçadores merecem ser presos hoje?

    No passado, a inquisição matou milhões de pessoas. A esquerda vai querer que a igreja católica pague todos os “pecados” que cometeu?

    Se a sociedade evolui e novos valores aparecem, não significa que o que foi feito antes esteja certo. Mas não tem cabimento voltar ao passado para tentar recuperar um erro histórico. Já discutimos isso aqui. A ponto de eu dizer:

    “Então as cotas para negros nas escolas privilegiam os negros pobres e deixam os brancos pobres desamparados”

    E o Elias responder na maior cara de pau do mundo e ainda por cima em tom irônico:

    “Sim, e daí? O que as pantalonas tem a ver com o orifício anal?”

    Foi só eu, ou o resto dos comentaristas também percebeu que ele não resolveu o problema? Ele, além de gerar um novo problema, nem sequer parou para pensar no que dizia…

    Portanto, se já um mecanismo para resolver “erros” sociais é a justiça, que deve ser feita tempestivamente.

    Se a esquerda é contra a justiça, temos que parar esta conversa aqui e discutir outra coisa: quem aqui é a favor da legislação brasileira e quem não é.

    Só que cansamos de ver o PT e a esquerda passando por cima da justiça….

  40. Zbigniew said

    Erro e erro, meu caro. Matou por questoes politicas, opiniao, o que quer que seja que nao seja excludente, como forca maior, estado de necessidade ou legitima defesa, alem de guerras, e erro. Simples.

    Os PMs em Pinheirinho erraram porque truculentos, porque desalojaram como se o fizessem com marginais. Os governos estadual e municipal porque so pensaram no grande capital e nao no social. Resultado? Todos sabemos. Simples.

    A copa? Vao roubar e muito. Mas isto nao e um erro de Dilma ou do Lula que trouxe o evento para ca. Isto e um problema nosso, que vai dos organismos de controle, ao legislativo, e as empresas envolvidas, passando pelo Judiciario e etc, etc, etc. Simples.

    Um desses dias um diplomata chines teve sua conversa com uma outra autoridade divulgada no wikileaks e ele dava suas impressoes sobre o B do BRICs. Dizia ele que um pais que se propunha ser uma potencia jamais poderia ter um processo licitatorio como o nosso. Isso e um problema civilizatorio. Quer um exemplo? Os japoneses concertaram uma rodovia com mais de seis metros de desnivel provocado pelo ultimo grande sismo em menos de um mes. Enquanto isso passamos anos e anos para levantar alguns viadutos ou duplicar BRs porque os orgaos de execucao estao na cota dos PMDBs da vida. E ai a gente sabe como e o esquema.

    Meu caro. E muito simples eu chamar a Dilma de gepone, incompetente, etc. Dificil e irmos a fundo nos problemas da nacao, e mais dificil ainda quebrar essa logica da nossa fraca civilizacao. A grande imprensa ta apostando na quebra da base parlamentar da Dilma, e nao foi capaz de mostrar o andamento da Ferrovia Norte-Sul que andou muito pouco nos 8 anos tucanos de FHC. So que neste governo ha canteiros de obras por todos os lados, o problema de infra-estrutura esta sendo enfrentado e melhorado, com erros e acertos. Muito mais do que os 8 anos tucanos. E o jogo da sucessao municipal que a oposicao midiatica esta bancando. Simples. E tu ta indo na onda.

  41. Zbigniew said

    Sobre a questao da legalidade, Lei de Anistia, PT como o demonio a aviltar o sistema legal, e outras baboseiras direitistas, o Vladimir Safatle questiona na propria Folha: Respeitar a Lei de Anistia?

    “(…)
    Criticando a decisão do Ministério Público Federal em denunciar o coronel Sebastião Curió por sequestro de membros da guerrilha do Araguaia, o editorialista recorre à decisão do STF sobre os efeitos da Lei da Anistia. Ele ainda critica o “raciocínio tortuoso” dos membros do Ministério Público que alegam que tais sequestros, perpetrados nos anos 70, não prescreveram, já que os corpos nunca foram encontrados.

    Isso nada tem de “peça de ficção”. Argumento similar foi usado no Chile, obrigando a Justiça a reabrir processos ligados a desaparecidos políticos. Tal argumento consiste em lembrar que militares sabem em que lugares tais corpos foram enterrados, tanto que dificultam sistematicamente toda investigação. Eles continuam, assim, cometendo crime de ocultação de cadáver ou de sequestro, pois tecnicamente tais sujeitos se encontram nas mãos do Exército.

    Por outro lado, a decisão do STF é ilegal sob dois aspectos. Primeiro, há um conflito de soberania. O Brasil, ao reconhecer a existência do conceito de “crime contra a humanidade”, até aceitando a jurisprudência de um Tribunal Penal Internacional, abriu mão de parte de sua soberania jurídica em prol de uma ideia substantiva de universalidade de direitos.

    Os acordos políticos nacionais não podem estar acima da defesa incondicional dos cidadãos contra Estados que torturam, sequestram, assassinam opositores, escondem cadáveres e estupram. Isso vale tanto no Brasil quanto em Cuba, na França ou em quaisquer outros lugares.
    (…)”

    Tortura e ocultacao de cadaves por questoes politicas sao ou nao crimes contra a humanidade? Devem ou nao se curvar ao sistema politico-juridico interno em detrimento da jusrisdicao do TPI reconhecida pelo Brasil? Anistia x Crimes contra a Humanidade, o que deve prevalecer?

    A propria Lei de Anistia destaca:

    “Excetuam-se dos benefícios da anistia os que foram condenados pela prática de crimes de terrorismo, assalto, sequestro e atentado pessoal”.

    E ai?! E pra virar a pagina e esquecer ou enfrentar o fantasma?

  42. Edu said

    Aliás,

    PAC = Programa de Aceleração do Crescimento

    Aceleração = PIB de 2,7% ao ano?

    Cara, eu juro q não dá pra entender a esquerda. Nem a lógica deles, nem o que eles falam. Eu to chegando à conclusão q o dicionário deles é um português paralelo, novilinguístico….

  43. Elias said

    Zbigniew,
    Talvez eu esteja, sem querer, escreevendo em grego e o Edu esteja entendendo em javanês.

    Quem é que está querendo, afinal, punir o filhos ou netos dos assassinos da repressão?

    Que eu saiba, ninguém!

    As pessoas de bem, não necessariamente de esquerda, mas pessoas de bem, acham que devem ser punidos todos os agentes públicos que, no exercício de suas funções, torturaram e mataram prisioneiros políticos.

    Ninguém está querendo punir, p.ex., o agente público que matou em ações de guerra. Num tiroteio, por exemplo. As pessoas de bem querem punir, apenas, os pervertidos que torturaram e mataram prisioneiros políticos.

    Seres humanos civilizados e sãos não torturam e matam prisioneiros, independentemente dos motivos pelos quais eles tenham sido aprisionados. Quem quebra essa regra são sociopatas. Indivíduos decrépitos, pervertidos, que, por isto, devem ser punidos, na forma da lei.

    Quanto à vigência de leis e regulamentos, o Edu pode ficar descansado. O Regulamento Disciplinar do Exército Brasileiro, por exemplo, NUNCA — eu disse NUNCA! — homologou a tortura, sob nenhum pretexto. Nenhuma lei brasileira, em qualquer tempo, jamais homologou a tortura a prisioneiros.

    Dois dos maiores líderes militares brasileiros, os estupendos Caxias e Osório, mesmo em guerra, travada em condições adversas, quando a derrota poderia significar, talvez, o fim do nosso país, jamais — eu disse JAMAIS! — recorreram à tortura.

    O grande Osório — protótipo do soldado-cidadão e um dos maiores gênios militares deste continente, em todos os tempos — abominava o despotismo. Com a devida licença, transcrevo a seguir um trecho de um de seus pronunciamentos:

    “O tempo é das ciências, das letras, da civilização. A força dos governos não reside nas metralhadoras e canhões, nem no despotismo e violência contra os povos, mas sim no império da justiça, no respeito ao direito de todos e à liberdade.”

    Um militar do Exército Brasileiro, p.ex., que tenha participado da tortura a prisioneiros políticos deve ser punido, sim, no rigor da lei. Ele ofendeu sua farda, vilipendiou as tradições de sua corporação e agrediu o povo e o país cuja defesa é a razão da própria existência da instituição a que ele servia.

    Ele sabe muito bem o mal que fez. E sabe muito bem como as coisas devem ser.

    É a regra pétrea, é a lei do cão: errou, tem que levar pau!

  44. Edu said

    Zbig,

    Já falamos sobre o Pinheirinho, eu estou ciente de que pode não ter sido a melhor resolução ao problema. Na verdade, pelo que resultou de nossa conversa, ficou evidente um caso de erro de justiça em o processo todo deveria ser escrutunizado e os juizes, caso tenham cometidos erros, punidos.

    A polícia, coitada, cumpriu ordens. É uma hierariquia militar! Os caras não podem deixar de cumprir uma decisão judicial! Eles iriam presos!

    E a Copa, eu comemorei o fato da Copa ser no Brasil. Não me oponho a isso de maneira nenhuma. Só que a organização e a condução das coisas foi extremamente ruim. Do ponto de vista político e gerencial foi horrível!

    Se vc lidera uma ação qualquer, por exemplo, na sua escolinha, e se vc tem um amiguinho seu que bate o pé e não quer fazer o que vc propõe, vc tem que dar um jeito, senão o problema é seu! Vc não pode virar pra a professra e dizer: “Tia!! Deu tudo errado pq meu amiguinho não quer me obedeceu!” Vc vai tomar um zero de qualquer jeito! Isso é a primeira lição sobre liderança que qualquer pessoa aprende, ou deveria aprender, desde o jardim de infância.

    A responsabilidade sobre a Copa, portanto, é INTEIRAMENTE do governo do PT. Se ele assumiu a responsabilidade, que dê conta dela, assim como o PAC. E vamos parar com essa desculpa esfarrapada de problemas da nação… pfff, problemas da nação, problemas temos nós, cidadãos, que temos que aguentar desculpa de político incompetente! Principalmente depois que o PT entupiu o governo federal de servidores públicos!

    E sobre a anistia, eu até respeito a iniciativa, só que acho que é um desvio de foco do que realmente importa: o futuro.

    Eu não carrego mágoas de quem tentou escravizar meus parentes antigos, bem como não carrego mágoas do promotor de justiça que roubou metade da minha família.

    No entanto, quem tem dor como herança e não quer que seus filhos tenham o mesmo destino, aprende que vingança não é o caminho. Se a esquerda quer corrigir erros de 40, 100, 200 anos atrás, quaisquer que sejam, e acredita que isso fará alguma diferença, por mim não tem problema algum, mas repito: é perda de tempo.

    Ainda assim, eu não vou compactuar com a correção de um erro e a geração de outro: no caso, as cotas raciais.

  45. Edu said

    Elias,

    Vc está certo: qualquer pessoa de bem acha que quem usa tais práticas como tortura devem ser punidas.

    Então vamos lá: pegar uma dezena de velinhos de 60 anos de idade ou mais, que fizeram o que fizeram porque provavelmente foram obrigados a fazer por outros mais velhos e que provavelmente devem estar mortos hoje e colocá-los todos na prisão! Nossa, aí dá pra respirar aliviado! Resolvemos o problema de práticas como a tortura para o resto da existência humana!

    Ora façam-me o favor….

  46. Edu said

    Sabe qual é o problema Elias, Zbig e Patriarca?

    O problema é que vcs querem provar 1 ponto: que a esquerda é a salvação para todos os erros que a direita cometeu na história toda.

    Para isso vcs têm que provar que tudo o que o Estadão, FSP, Veja, etc dizem sobre a esquerda é mentira.

    Para isso, vcs precisam provar que estes veículos de comunicação estiveram ligados à Ditarura Militar.

    Para isso, vcs tem que provar que é necessário passar a Ditadura Militar a limpo.

    Para isso vcs tem que pegar uma dúzia de velhinhos e colocá-los atrás das grades.

    Olha o nível da perda de tempo desse debate. É ridículo. Se o PT não queria herança, não deveria ter se candidatado!

    Quem procura responsabilidade sobre qualquer coisa tem que estar ciente dos riscos que terá e dos materiais que disporá para cumprir com suas responsabilidades. Se está arriscado demais, se os materiais são ruins demais, não se candidate! Chega de ficar arrumando desculpa na direita sobre os males da humanidade!

    A esquerda está fazendo várias coisas muito boas já ditas aqui, mas erra! É só isso! Todo mundo erra! Por que vcs têm sempre que transformar erros evidentes do PT, como a aceleração do crescimento de 2,7% do PIB em contraste com o PAC, as irregularidades de 9 ministros, as ingerências, a corrupção, atrasos na Copa, etc, em culpa histórica da direita?

    Assim como reconhecemos que o Lula tinha um objetivo mto claro: acabar com a miséria. Ele foi feliz em reduzir a miséria drasticamente.

    Assumam: depois do combate à miséria e vários programas sociais, o PT perdeu o objetivo.

    Assumam: o PT está politicamente conduzindo mal a gestão dos projetos que lançou, inclusive os programas sociais.

    Assumam: o PT erra, como qualquer partido que estiver lá vai errar.

  47. Edu said

    Nossa,

    Agora sim a Dilma disse uma coisa que me fez feliz, se ela conseguir fazer valer o discurso, há salvação para o seu governo:

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1065030-dilma-defende-respeito-a-contratos-e-critica-jeitinho-brasileiro.shtml

  48. Zbigniew said

    O PT erra, ninguem disse o contrario. Que o digam alguns governos municipais e liderancas legislativas que sao um desastre.

    Mas erra tentando desenvolver o pais com foco no social e na distribuicao de renda.

    A responsabilidade da copa e inteiramente do governo? E os parceiros privados financiados pelo BNDES sao o que? Ininputaveis? Nao havera desenvolvimento com a copa? So sera robalheira? Sabia que na regiao metropolitana do Recife esta sendo erigida uma cidade da copa, com diversos empreendimentos imobiliarios e valorizacao de localidades onda antes so havia mato e criminalidade? Que isto, juntamente com outros empreendimentos estruturadores, estao colocando o desemprego la embaixo? Vai estourar orcamento da Arena? De todas! Paciencia. E o preco do nosso nivel civilizatorio. Mas ha aspectos positivos que, infelizmente, estao sendo, convenientemente, escondidos.

    Cresceu 2,7%? So?! Qual o melhor crescimento: os 8 virgula alguma coisa argentino ou os 2,7 brasileiro? Por favor nao nos dececione a se fixar em numeros redondos sem levar em conta a base comparativa e o tamanho da economia de cada pais. Da ate pra entender daqueles que so leem o cabecao, leem a Veja e assistem ao JN. Mas vc parece ser um cara inteligente.

    Olha. Nao se iluda. O jogo e jogado. A gente sabe – voce, eu e todos os demais – que nao tem PT, PSDB, PMDB, PP, o diacho. O sistema impoe e nao tem quem quebre esta logica. A Dilma ao confrontar o triunvirato no parlamento comprou uma briga que, de uma certa forma, rompeu com esta logica. Mas ela nao e imperadora, embora inteligente. E esta defendendo a autoridade dela sem um rompimento definitivo, ate porque em politica nao ha vacuos. E as eleicoes municipais estao ai, e sao elas que vao definir o poder e o apoio para as presidenciais daqui a dois anos. Isto tem que ser pelas beiradas. Nao seja ingenuo, rapaz!

  49. Edu said

    Zbig,

    Parceiro só é parceiro pq alguém autorizou a parceria. E quem autorizou é co-responsável.

    Por que a Dilma diz que o brasileiro gosta das coisas feitas da maneira certa ao tratar da relação Petrobras – Concorrentes, e para a Copa, que é exclusivamente o dela que está na reta é na base do: vai acontecer de um jeito ou de outro custe o que custar?

    Ela falou o que eu venho falando há mto tempo por aqui: esse negócio de fazer as coisas só pq tem que fazer, e fazer de qualquer jeito tá errado! Espero sinceramente que ela consiga refletir na prática o discurso dela, não só para as relações da mina de ouro do PT, mas em todas as esferas do seu governo.

    “Vai estourar orcamento da Arena? De todas! Paciencia. E o preco do nosso nivel civilizatorio” – Isso significa que o rouba-mas-faz, quando é comandado pelo PT, não tem problema nenhum? Cuidado com o que diz, afinal, para fazer de qualquer jeito, sem regras, com corrupção nas alturas, o Paulo Maluf era mais eficiente, as obras dele ficavam prontas e bem feitas. O resultado era o mesmo: empreendimentos estruturadores e diminuição (ainda que temporária) do desemprego. E o Estado de SP não crescia só 2,7%, sacou de onde vem o “só”?

    Eu não preciso de comentários sobre a minha inteligência, fique à vontade para me achar tão burro quanto eu te pareça, só não subestime o meu raciocínio. O sistema impõe coisa nenhuma, o sistema tem várias armadilhas, e é por isso que político tem que ser alguém que essencialmente saiba lidar com quaisquer adversidades sujas do sistema para por em prática seu objetivo político dentro das regras legais, aí sim o jogo é jogado. Se isso vai ser pelas beiradas ou feito claramente é opção de quem estiver jogando o jogo. Eu particularmente sou contra quem “joga o jogo” evitando confrontamentos só para chegar a um fim de cunho popular. Os fins não devem justificar os meios.

  50. Elias said

    “Então vamos lá: pegar uma dezena de velinhos de 60 anos de idade ou mais, que fizeram o que fizeram porque provavelmente foram obrigados a fazer por outros mais velhos e que provavelmente devem estar mortos hoje e colocá-los todos na prisão!” (Edu)

    Porra, Edu…!

    Então tu não queres nem que os torturadores envelheçam?

    Ora, cara, envelhecer pode até não ser muito agradável, mas… Já pensou na alternativa?

    Velhinhos de 60 anos? Então são jovens demais! O cara que tinha 38 anos em 1968, hoje tá com 82 catarrentos invernos no lombo…

    Claro que uma boa parte dessa canalha já morreu… Já morreu tarde! E essa história de colocar cadáver na prisão é mais outra que fica por conta da tua imaginação.

    O julgamento é político, Edu! POLÍTICO!

    Suas decisões passam a ter caráter jurisprudencial. Torna-se um padrão de como o país chamado Brasil percebe o agente público que tortura e mata seres humanos que estão sob custódia do Estado.

    É uma lição e uma norma para o futuro, Edu.

    Se o cara tá velhinho, com 82 anos, ele passa a ser o velhinho pervertido de 82 anos que foi condenado por crimes hediondos, que ele cometeu quando era agente público.

    E daí?

    O cara que ele torturou e matou, está menos torturado ou menos morto, só porque o sacana do torturador assassino pervertido agora é um velhinho de 82 anos?

    O fato dessa escória ter vivido tanto é até um agravante…! O vagabundo faria melhor se tivesse morrido, de preferência se suicidado, por não conseguir aplacar as repreensões de sua própria consciência. Isso lhe daria um mínimo de respeito…

    Ele perdeu por completo a chance de ter esse respeito, exatamente por ter vivido tanto…

    O velhinho pervertido de 82 anos que se dane! É um assassino covarde e deve ser tratado como o assassino covarde que é.

    Se os registros sobre ele omitissem essa circunstância, seria um desrespeito à sensibilidade e à inteligência das pessoas de bem, e um insulto a mais às suas vítimas.

    Que esse f.d.p. vá pro inferno!

    E quem quiser ficar — ou ir — com ele, que faça bom proveito…

  51. Zbigniew said

    Caro Edu. Nao subestmei sua inteligencia. Nem posso faze-lo, nao te conheco exceto pelos comentarios neste espaco virtual. Voltemos:

    A Copa vai sair. E o sistema vai cobrar o dele. O PT, por intermedio do LULA quis trazer o evento sabendo o preco que ia ser pago. Deu-se uma oportunidade ao pais, embora saibamos que melhor seria empregar bilhoes em educacao e saude. A questao e que o retorno nao e tao rapido quanto investimentos como esses e com prazo de validade (e olha que da-se um jeito para tudo).

    A Dilma aceitou e chancelou o evento. Sabia quais as implicacoes. Pergunta-se: qual a responsabilidade dela? Se uma arena e prevista pra custa x e sai por 20x? E ela que tem que fiscalizar ou os orgaos da republica responsaveis? Ela abre os canais de financiamento, negocia com a FIFA as condicoes do evento sem que o pais precise abrir mao de sua soberania, etc. Mas corrupcao tem que ser tratada por orgaos proprios. Nao e a Dilma que vai dizer que houve superfaturamento, etc. Tem PF, tribunais de contas e Judiciario pra resolver todos esses imbroglios. O problema e que nao fucinonam! E a culpa e do PT e da Dilma. Simples nao?! Entao o BNDES para o financiamento e nao sai a copa. E ficamos com elefantes brancos por ai. Neste ponto tem razao quem nao queria a copa no pais. Nunca fariamos um evento assim porque sempre havera uma irregularidade a ser combatida.

  52. Edu said

    Elias,

    Muito pelo contrário, eu quero mais é que envelheçam, de preferência arrependidos e contando a todos que teve que passar o resto da vida envergonhado com o que fez. Qual é a situação hoje? Esses caras não estão anistiados? Se eles estão anistiados, a quem interessa essa reabertura de inquérito? À justiça é que não é, afinal, concordando com vc, já é ilegal. Qual é o propósito então com essa história de jurisprudência, deixar mais ilegal ainda? Jurisprudência pra que? Vc acha mesmo que no futuro os brasileiros serão presos e torturados pelo Estado para justificar a “jurisprudência”? Para mim, se os caras estão anistiados, essa história de interesse jurídico é revanchismo.

    No caso o interesse jurídico seria o único interesse público, quem quer que tenha interesse nesse tema, e que não tenha nenhuma relação com qualquer torturado, está tomando as dores de outras pessoas. Podemos chamar isso de solidariedade ou qualquer coisa que o valha.

    “O cara que ele torturou e matou, está menos torturado ou menos morto, só porque o sacana do torturador assassino pervertido agora é um velhinho de 82 anos?” (Elias)

    Não, definitivamente não! Vc está certíssimo! Não invalida em absolutamente nada o fato de a justiça ter que ser feita.

    Mas aí eu tenho 2 perguntas:

    1 – Quantas são as pessoas que tiveram parentes em nível de primeiro grau, que ainda querem justiça?
    2 – E qual a porcentagem dos efetivamente torturados isso representa?

    Caso não haja um quorum mínimo, botar um cara de 82 anos na cadeia, 40 anos depois do ocorrido, vai trazer paz para a família do ente torturado ou morto? Ou esse alarde todo é só por conta dos “solidarizantes”? Se for só por causa dos “solidarizantes” é uma baita perda de tempo.

    Eu não sei cara, ninguém da minha família foi torturado ou morto de morte matada. Na verdade, trazer à tona todo o sofrimento causado há 40 anos para se deparar com um velhinho de 82 anos e botá-lo na cadeia, se fosse eu não iria querer, se ocorresse, não iria querer nem ver o cara, e se o cara fosse condenado, ainda por cima iria ficar com dó dele. Sei lá é o mais próximo que eu consigo imaginar dentro da minha realidade.

    —X—

    “O fato dessa escória ter vivido tanto é até um agravante…!” – pensamentos extremistas-revanchistas detected! Vai com calma Elias, esse é o típico pensamento que eu acho desnecessário.

  53. Edu said

    Zbig,

    “Tem PF, tribunais de contas e Judiciario pra resolver todos esses imbroglios. O problema e que nao fucinonam! E a culpa e do PT e da Dilma. Simples nao?!”

    Simples sim! Por isso que normalmente os presidentes destas instituições são indicados pela própria Dilma. E, pelo que vem acontecendo, percebe-se que a Dilma, por um novo princípio instutuído pelo próprio PT chamado “princípio da governabilidade”, abriu mão de olhar os currículos dos bacanas, olhar os históricos dos bacanas e tirar quem tivesse que tirar e nomear quem tivesse que nomear… e agora estão acontecendo todos os problemas que estão acontecendo.

    A responsabilidade é dela sim.

  54. Elias said

    Zbigniew,
    A oposição acha que PRECISA dizer que a Copa do Mundo não vai sair do papel, ou que será uma bagunça tota.

    Assim como, no início de 2011, ela achava que PRECISAVA dizer que o orçamento federal ia estourar, a inflação ia explodir, o desemprego ia se generalizar… Lembra?

    Lembra daquele ex-diretor do Banco Central que ganhou manchetes fazendo essas profecias, há um ano atrás? Pois é… Se esse cara fosse ganhar a vida como advinho, tava ferrado…

    A questão é que a oposição acha que só terá chance de voltar ao poder, se der tudo errado, se o Brasil se ferrar.

    Aí a oposição fica assim, feito urubu rogando praga em cavalo…

    Um bando de carpideiras tísicas, chorando e escarrando sangue no meio da festa de casamento…

    Um bando de papa defuntos, orando pela morte alheia pra poder ganhar o seu…

    O bom disso tudo, é que, quanto mais agourenta e soturna se torna a oposição, e quanto mais suas previsões catastróficas são desmoralizadas pela realidade, mais odiosa e odiada se torna a oposição, e mais fácil fica derrotá-la.

    E mais prazeiroso, também.

    Vida longa às carpideiras desajustadas!

  55. Zbigniew said

    Nao, Edu. A responsabilidade nao e dela. E de todos.

    Quanto a questao de 64 e a Lei da Anistia, um depoimento no minimo intrigante do Capitado-de-Mar-e-Guerra Fernando de Santa Rosa. Pelo seu aspecto historico joga luzes nessa polemica toda envolvendo a Comissao da Verdade. Aqui um trecho e o link no final.

    “(…)Mídia: “o quarto poder” [Nota AA: O primeiro deveria ser a vontade do povo]
    Santa Rosa comentou que ”não deu pra entender Miriam Leitão e O Globo entrando nessa história. Quando um carro da Globo está na rua, leva pedrada, por quê? Não é à toa… É a desinformação!” Lembrou ainda que “a Folha emprestava os carros de reportagem para os torturadores” e frisou que ”a mídia no Brasil, desde sempre, representou um quarto poder”.

    Sobre Carlos Lacerda, recordou que ele chamava Alzirinha, filha de Getúlio, de “prostituta pra baixo” e a acusava de promover “bacanais em Paris”. Além disso, disse que “Lacerda tinha um grupo que fazia a segurança dele, que contava com oficiais da FAB e da Marinha. Daí o caso do Major Vaz, assassinado na Rua Tonelero. O que ele estava fazendo ali? Era capanga do Lacerda!”.

    Desse modo, Santa Rosa deixou claro que, desde os tempos de Vargas, parte da imprensa brasileira e empresários estrangeiros representavam a ponta civil do golpe que se concretizaria em 64. Num dado momento, “as forças armadas entraram nisso também”.

    Enfatizou o “também” e detalhou: “O Brigadeiro Eduardo Gomes, remanescente dos 18 do Forte, em 1945 se candidatou à presidência e perdeu para a UDN. Eles (a UDN) nunca ganharam nada democraticamente, foram sempre golpistas. Depois, ele se candidatou em 1950 e foi fragorosamente derrotado (aí, sim, no voto) por Getúlio. Então, o Brigadeiro Eduardo Gomes levou a política para dentro da FAB (Força Aérea Brasileira) e isso repercutiu na Marinha.”
    (…)”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-depoimento-do-capitao-de-mar-e-guerra-sobre-a-tortura#more

  56. Zbigniew said

    Elias, e esta e a oposicao que temos. Ruim de servico.

    Em sampa, junto com a midia oposicionista, blindam e congratulam-se. As criticas sao pontuais e beiram o laudatorianismo. Se chove e o Tiete invade as marginais, a culpa e de Sao Pedro. Na epoca da Marta, aliviavam para o santo. Nada mais repetido do que os tuneis alagados por culpa da Marta. Mas… e os piscinoes? Deixa pra la.

    Voce viu na Globo algo sobre a Norte-Sul? Certamente que nao!

    Mas ta cansado de ouvir da crise na base aliada.

    E a Dilma? Vai dobrar o triunvirato? Os saudosistas da caserna? Apoiados pela mesma midia encastelada no espectro politico conservador paulistano? Os elitistas entreguistas? Ta dificil. FHC e Lula preferiram contemporizar. Mas Dilma… bem… a conferir. Tem o povo ao seu lado, mas sera suficiente para mexer no presidencialismo de coalizao e quebrar o sistema de aliancas espurias tao reclamada e criticado aqui pelo Pax? Cade tu Pax? Logo agora neste momento critico do nosso sistema politico? Ta enxergando a chance de mudanca? Sera que estamos preparados?

    O Brasil nao e dado a rupturas drasticas. Mais facil que esse processo se prolongue por mais alguns anos, desde que nao sofra solucao de continuidade. Dilma comecou com o Braga e a Comissao da Verdade. Vamos ver ate onde vai.

    So mais uma coisa. A economia. Se estiver bem, nao tem Globo, Veja, Cabecao que mude. So em Sumpa, e olhe la. No resto do Brasil, e cacete!

  57. Edu said

    Zbig,

    Se o diretor financeiro rouba o caixa de uma empresa, normalmente o presidente desta empresa também é mandado embora.

    Se ela nomeou, a responsabilidade é dela.

  58. Edu said

    Elias e Zbig,

    “A oposição acha que PRECISA dizer que a Copa do Mundo não vai sair do papel, ou que será uma bagunça tota.”

    A oposição não precisa fazer nada! Já está uma bagunça, afinal, se estivesse tudo indo às mil maravilhas, vc acha que eles estariam delegando a responsabilidade para os estados?

    O raciocínio é o mesmo do PAC: tá ruim, delega pros estados.

    Olha o raciocínio do governo federal: eu sou incompetente e planejei tudo da pior maneira possível, então eu vou delegar o trabalho pra outro, assim, se der merda eu escapo, afinal, a culpa não será minha…

    Será que tem como os governos estaduais se negarem a aceitar a responsabilidade? hahahaha

    “Assim como, no início de 2011, ela achava que PRECISAVA dizer que o orçamento federal ia estourar, a inflação ia explodir, o desemprego ia se generalizar… Lembra?”

    2 coisas aconteceram para isso:

    1 – A Dilma gastou uma merreca perto do que deveria gastar para o PAC
    2 – A Dilma saiu mendigando uma taxa parecida com a CPMF para equilibrar o orçamento

    Na verdade ela fez um ótimo em segurar o estouro do orçamento federal, e um péssimo trabalho de gerentona.

    E a esquerda? Comemora o PIB de 2,7%… o Brazil cresce PACas na mão do PT.

    Quem vence: os entreguistas ou os conformistas?

  59. Elias said

    Edu,
    Tu tá mais por fora do que bunda de índio de antigamente.

    Edu, rapaz… O Governo Federal não tem um único estádio de futebol. Tem? Então me diz qual.

    Quem tem estádio de futebol são os ESTADOS, Edu. Os ESTADOS, entendeu? Não? Então vou repetir: quem tem estádio de futebol são os ESTADOS, Edu! ESTADOS, rapaz!

    Outra: foram os ESTADOS que pediram a Copa. Os Estados é que se candidataram, por vezes disputando uns com os outros. O Pará, p.ex., disputou com o Amazonas e perdeu.

    Nem Dilma nem ninguém “empurrou” nada pra ninguém. Os Estados é que pediram.

    Viu só como vocês estão confusos, misturando Jesus com Genésio, chamando pra urubu de ave do paraíso e confundindo barafunda com furabunda?

    Com essa compreensão da realidade, o máximo que vocês vão conseguir é uma temporada gratuita num manicômio público…

  60. Edu said

    Elias,

    Ué… se foram os ESTADOS, ESTADOS, ESTADOS, que pediram, então pq tanta comemoração da esquerda sobre o Lula ter trazido a Copa para o Brasil?

  61. Zbigniew said

    E qual Estado nao queria a copa na capital?

    Aí o Lula ia dizer: “Nao! Nada de Copa ou Olimpíadas! Nos brasileiros somos uma nação de corruptos. E se roubarem a culpa será exclusivamente minha e do PT!”.

    Meu caro. Quando um Presidente do maior Tribunal de Justica do pais vai a imprensa debochar do cidadão comum dizendo que desembargador nao pode ser investigado; quando nosso sistema político esta erigido sobre uma relação de chantagem e alianças espúrias que eternizam os esquemas de corrupção; quando o jeitinho brasileiro conserva a certeza da impunidade, vc vir dizer q a culpa e da Dilma e do PT e fazer jogo político dos mais rasteiros. Vamos pelo menos dividir as responsabilidades?! E neste ponto o chega-pra-lá na FIFA e no Ricardo Teixeira e o afastamento de Ministros denunciados pela imprensa, mas trocados por nomes mais afinados com o Governo do que com o próprio partido de origem, podem se considerados “pontos fora da curva” do nosso sistema. O preço? O desgaste político para as próximas eleições e o comprometimento de apoios que certamente serão cooptados (ou tentados) pela oposição. Este era e sempre foi o objetivo da Veja e que tais. Nao se engane. Mas se a Dilma der o ponto sem no, aí quero ver tu falares que o paradigma foi mudado. Mas pelo que escreves, ta dificil perceberes a mudança.

  62. Zbigniew said

    Alias, bem que poderiam explicar como e que num pais governado pela “gepone” consegue-se isto:
    Por alfeu
    Da Agência Brasil

    Quase 90% dos trabalhadores tiveram reajuste salarial acima da inflação em 2011, aponta Dieese

    Marli Moreira
    Repórter da Agência Brasil

    São Paulo – A maior parte dos trabalhadores obteve no ano passado aumento salarial acima da inflação, segundo pesquisa divulgada hoje (21) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). De um total de 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese, 87% conseguiram reajustes acima da inflação. Apenas 8% foram corrigidos pela inflação e 6% abaixo dela.

  63. Elias said

    Edu, meu jovem,

    Tentarei ser mais explícito.

    1 – O Lula trouxe a Copa do Mundo para o Brasil. Aí surgiu a questão: onde realizá-la. Se você tiver a bondade de olhar no mapa, você constatará que o Brasil é um país enorme, cujo território é dividido em 26 Estados e um Distrito Federal.

    2 – De olho em futuros ganhos com turismo receptivo, vários Estados brasileiros se dispuseram a sediar jogos da Copa do Mundo. Obviamente que não dava pra atender a todas as pretensões. Vai daí que a FIFA e a CBF organizaram uma comissão mista, que escolheu quais os Estados brasileiros que sediariam a Copa do Mundo.

    3 – Os Estados escolhidos — segundo os critérios estabelecidos pela FIFA — se comprometeram a realizar os investimentos demandados pela realização dos jogos da Copa. Esses investimentos envolvem, dentre outros, os seguintes aspectos: (a) infraestrutura aeroportuária; (b) infraestrutura hoteleira; (c) mobilidade (infraestrutura de transporte e de trânsito no espaço urbano; (d) outros (que não tenho saco pra reproduzir aqui).

    4 – O Governo Federal disponibilizou recursos financeiros para AUXILIAR, APOIAR os Estados, na realização dos investimentos que estes SE COMPROMETERAM realizar.

    5 – Mas (fixa esta noção na tua cabeça, pra que, no futuro, possas te posicionar de maneira mais consistente) a União NÃO É a proprietária de estádios como o Maracanã, o Mineirão, o Pacaembu, o Castelão, etc. Os proprietários desses estádios são outros.

    6 – Se as obras de requalificação das praças de esporte estão atrasadas (e, se fossem só elas, isso seria o menor dos percalços…!), o problema começa no responsável pela execução.

    7 – E, quando tu fores olhar quem são os responsáveis pela execução, o que tu mais vais encontrar são uns pássaros bicudos (que, por sinal, não sabem construir ninhos e, por isso, vivem “grilando” ninhos construídos por outros pássaros; será que isso tem alguma coisa a ver? terá sido um ato falho?).

    Entendeu, Edu?

  64. Michelle de Souza Malone said

    Good Day to everyone!

    Edu eu não entendo como os petralhas conseguem pensar assim!
    Um arrazoado de 7 itens para fugir à questão principal.O Brasil assinou
    um contrato com a FIFA e…não sabe muito bem o que assinou.
    É verdade ou mentira?cara-pálida.

    Mas enquanto isso vamos aproveitar o humor fino do odiado (e pra lá de odiado chegando quase a ser amado) pela tchurma do pedaço, o Reinaldo Cabeção:
    22/03/2012
    às 19:15
    A cabana da Mãe Dilma
    É, a reunião com o empresariado aconteceu (ver post abaixo). O chão chegou perto de afundar, tal era a fatia do PIB presente. Como indagaria o poeta Ascenso Ferreira, “pra quê?” Por enquanto, a resposta é esta: “Pra nada!” Na madrugada de ontem, escrevi sobre esta reunião o seguinte:
    “Ninguém reúne todo esse pibão aí para ‘bater uma DR’, para ‘discutir a relação’. Não que eu desconfie da competência da presidente Dilma para dar aula de capitalismo ao empresariado. Ela já deu aula, na juventude, consta, até de marxismo – que é coisa bem mais complicada. Mas vai dizer o quê? Vai fazer como técnico de vôlei quando pede tempo para interromper uma sequência de pontos do adversário: ‘Vamos lá, pô, os caras tão pegando a gente! Tem de ter mais garra!’? Estaria faltando adrenalina àquela linha de ataque?
    Farei uma pergunta que se refere à gestão Dilma e aos oito anos de governo Lula, tão apreciado, consta, pela turma: ‘qual foi mesmo a grande mudança ou grande avanço da gestão petista, que independesse dos humores da economia mundial, além de juros subsidiados e desoneração tributária ad hoc? Alguém aí é capaz de citar uma ao menos, que tenha se integrado como patrimônio permanente?’

    Como é preciso lutar pela tal agenda positiva, lá vamos nós. Esse PAC do PAC vai render aos menos uns dois meses de noticiário…” (NOTA: parte desse texto estava truncado no original. Um horror! Arrumei).
    Voltei
    Pronto! A reunião está feita, alguns setores vão ganhar um presentinho daqui a pouco, fruto da “generosidade” do governo. E tudo ficará bem. Acho que a fala do ex-socialista e atual peemedebista Paulo Skaf, que preside a Fiesp, dá conta da grandeza do evento:
    “Hoje a presidente da República se convenceu que há um filho enfermo, que é a indústria da transformação brasileira. E para esse filho ela precisa dar uma atenção especial”.
    Compreendi. A “mãe do PAC” é também a “mãe da indústria”. Alguém do Palácio havia vazado a imagem, segundo a qual a presidente queria despertar “o lado animal do empresário”, apelando a uma fala frequente de Delfim. Eu logo pensei naquele troço schumpeteriano, sabem cumé?, da “destruição criadora”, com os “animais” farejando novos nichos de mercado, novas descobertas, novas áreas e coisa e tal…
    Mas quê… Schumpeter, por aqui, quer ser dono de cartório.

    Por Reinaldo Azevedo
    ***
    Divirtam-se meninas…

  65. Michelle de Souza Malone said

    Repartição de danos
    Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

    Na hora da festa foi o governo federal, na figura do presidente Luiz Inácio da Silva, quem recebeu os cumprimentos por ter “conseguido” trazer para o Brasil a Copa do Mundo de 2014. Isso em outubro de 2007.

    Agora, quatro anos, cinco meses e um acúmulo de dificuldades depois, o governo federal resolveu socializar o prejuízo transferindo aos Estados a decisão sobre uma questão à qual não se deu a devida importância e acabou virando um enrosco para a aprovação da Lei Geral da Copa: a venda ou não de bebidas alcoólicas nos estádios.

    Segundo a última versão do acordo para a votação no Congresso, a Fifa terá de negociar com os governadores (sete) uma forma de transpor o obstáculo contido no Estatuto do Torcedor e nas legislações estaduais àquele tipo de comercialização.

    A União reservou para si o papel dúbio de defender a suspensão de um artigo do estatuto, mas sem explicitar de forma inequívoca a permissão para a venda nos termos em que havia sido acertado.

    E isso porque o Planalto, embora favorável à manutenção dos termos do compromisso firmado anteriormente, preferiu não decidir. E por quê? Por receio de perder no voto mesmo controlando numericamente 80% do Congresso.

    Parte de sua base de sustentação parlamentar é contra por convicção e parte condiciona a aprovação da Lei da Copa à votação do Código Florestal.

    O que uma coisa tem a ver com a outra? No conteúdo nada, mas na forma prevalece o jogo da tensão em detrimento da negociação mediante o exame objetivo dos pontos em discussão e da tomada firme de uma posição.

    Todos os partidos da coalizão governista, PT incluído, querem impor de alguma maneira e, cada qual por seus motivos, “mandar um recado” à presidente Dilma.

    A eclosão mais recente dos conflitos não está superada. O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, não traduz a realidade quando diz que está “tudo ótimo”.

    Leia a íntegra em
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,reparticao-de-danos-,851694,0.htm
    ***

    A verdade precisa ser dita !
    Em 2007 quem analisava e esmiuçava os contratos do Governo Federal,antes que o Presidente assinasse algo inapropriado (função full time de um chefe de gabinete civil)?
    A gepone, atual PresidentA promovida por lula a prepone.
    ……….
    A FIFA falou ou dá ou desce ( levo a Copa pra Inglaterra)
    e dilma …bem, vocês sabem.

    cuidem-se meninas.

  66. Edu said

    Elias,

    Obrigado pelos esclarecimentos.

    http://www.portaltransparencia.gov.br/copa2014/matriz/investimentos-tema-totais.asp

    Sugiro então que dê uma olhada nisso. Eu não entendi, então, por que foi noticiado que o Governo Federal queria delegar mais responsabilidades aos estados.

    Segundo esse site oficial, já estão bem claras as responsabilidades.

    Segundo este site oficial, já está bem claro que o governo federal está mais devagar na execução da parte dele do que os governos estaduais e municipais. Falta cronograma no site, é verdade… mais um exemplo da falta de gestão, mas tudo bem.

    Eu estou mais tranquilizado, porque de acordo com o site, tenho uma sensação de segurança de que a Copa vai acontecer. Só estou preocupado, porque se a Copa falhar em alguma coisa, provavelmente será de falta de gestão do Governo Federal….

  67. Edu said

    Zbig,

    “Quando um Presidente do maior Tribunal de Justica do pais vai a imprensa debochar do cidadão comum dizendo que desembargador nao pode ser investigado” – Eu já disse aqui e repito: os primeiros a menosprezarem a justiça brasileira, seus defeitos e suas virtudes é a esquerda. A justiça está jogada às traças pela própria categoria política: eles simplesmente não a respeitam. Nos últimos 10 anos então…. dá até vergonha.

    “quando nosso sistema político esta erigido sobre uma relação de chantagem e alianças espúrias que eternizam os esquemas de corrupção” – Se não aguenta o tranco, porque assumiu a responsabilidade?

    “quando o jeitinho brasileiro conserva a certeza da impunidade, vc vir dizer q a culpa e da Dilma e do PT e fazer jogo político dos mais rasteiros. Vamos pelo menos dividir as responsabilidades?!” – Certeza da impunidade… deixa eu ver quem conseguiu impunidade: os mensaleiros, os líderes do mensalão, 7 ministros demitidos no ano passado… Ah, é tudo culpa da oposição mesmo. Não! Não dá pra dividir as responsabilidades. Se não aguenta, por que veio?

    “E neste ponto o chega-pra-lá na FIFA e no Ricardo Teixeira e o afastamento de Ministros denunciados pela imprensa, mas trocados por nomes mais afinados com o Governo do que com o próprio partido de origem, podem se considerados “pontos fora da curva” do nosso sistema. O preço? O desgaste político para as próximas eleições e o comprometimento de apoios que certamente serão cooptados (ou tentados) pela oposição.” – Ninguém mandou, como vc disse, “jogar o jogo”. O PT rifou os ministérios em troca de apoio político, não me lembro do FHC ter feito isso. Ou se fez, pelo menos o FHC deve ter lido o currículo de quem indicou… Mas o PT ditou as regras e “jogou o jogo” nos últimos 10 anos, não existe herança nenhuma nisso e não tem que haver divisão nenhuma de responsabilidades nisso. Não adianta ficar nessa de: “ohh, pobre do PT, política é um jogo sujo demais para os petistas tão limpinhos….” isso sim que é jogo político dos mais rasteiros.

    “Mas se a Dilma der o ponto sem no, aí quero ver tu falares que o paradigma foi mudado. Mas pelo que escreves, ta dificil perceberes a mudança.” – Aí é que vc se engana, caro Zbig, na verdade a Dilma dá demonstrações esparsas de boa gestão. Como disse naquele artigo da Folha que eu colei aqui (eu não estava ironizando). Eu acho louvável que ela tenha trocados os ministros, só que eu acho horrível o fato de ela não fazer isso imediatamente… Eu acho louvável ela dizer que o Brasil tem que cumprir a lei, só que eu não entendo pq o PT fica tentando contorná-la o tempo inteiro… Ao contrário do que pensam, eu não sou contra o Brasil, sou contra o que eu tenho visto ser o raciocínio torto da esquerda. Se a Dilma fizer coisas que mereçam o respeito, ela receberá o meu respeito. Como nesses casos esparços.

  68. Edu said

    E a conversa da Dilma com os empresários?

    Só não entendi uma coisa:

    A Dilma pede mais investimentos privados… e os empresários não estão investindo? Ué… se eles não estão investindo, pq a Dilma faz questão de adotar medidas protecionistas? Acho que a Dilma precisa entender as consequências de não adotar medidas mais liberais…

    Mas apesar desse pedido, eu acredito que a iniciativa privada esteja sim investindo mais, aliás, se fôssemos, como quer Zbig, dividir as “responsabilidades”, esse reajuste dos salários em mais de 90% não é obra do PT é obra da iniciativa privada, já que o PT não consegue andar com obra nenhuma…

  69. Elias said

    Edu,

    1 – O quadro que tu linkaste sobre a Copa, confirma exatamente aquilo que eu disse. Observa que na coluna “financiamento”, o Governo Federal comparece com valores somente nas linhas referentes a “Estádios/arenas esportivas” (com aproximadamente METADE dos recursos), “hotéis” e “momilidade urbana” (com aproximadamente DOIS TERÇOS dos recursos). Já da infra aeroportuária, a coluna “financiamento” é zerada, aparecendo valores somente nas colunas de “investimento”. Por que? Porque os aeroportos internacionais estão, todos, sob a esfera federal. O que eu disse com palavras, tu demonstraste com valores.

    2 – Se deres uma nova olhada no quadro, verás porque os Estados têm tanto interesse em sediar jogos da Copa. O Governo Federal está bancando DOIS TERÇOS dos investimentos totais em mobilidade urbana. Significa fazer, em dois ou três anos, o investimento que, em condições “normais” só seriam feitos em 8 ou 10 anos e, ainda por cima, com recursos da União, a fundo perdido. O Governador de Estado brasileiro que não se esforçasse pra ser incluído nisso seria um completo imbecil.

    3 – Tá faltando eficiência e eficácia na execu~ção das obras? Tá! E sabe porque a oposição não chia? Porque, neste caso, chiar equivale cuspir pro alto, com toneladas de catarro amarelo no meio. O que tem de tucano, demista, etc, batendo fofo não tá no almanaque…! Aí a reclamação fica sendo território exclusivo de doidos, como RA & adjacências, e pros seguidores dos doidos, que são makis doidos, ainda.

    4 – Se houver uma grita total, a Dilma vai acabar tendo que intervir em alguns Estados, para que as obras andem.

    5 – Edu, meu jovem, trabalhei durante quase três décadas no sistema CNI, e posso te falar com a mais absoluta convicção: 25 em cada 5 empresários industriais brasileiros adoram uma medida protecionista. 20 em cada 5, devem orar todos os dias ao Todo Poderoso, pedindo mais e mais medidas protecionistas. Os outros 5 não oram porque são ateus, mas se juntam aos demais 20 pra pedir medidas protecionistas aos governos municipais, estaduais e federal. E tome de incentivos fiscais, infra-estruturais, creditícios. “Balcón, balcón / siempre a su disposición…”.

  70. Edu said

    Elias,

    1 – Na linha Total, lá em baixo, por que o Governo Federal tem executado tão pouco versus os governos Estaduais e Municipais? Se compararmos o que foi contratado pelos governos estaduais e municipais versus o que o governo federal contratou, vemos que o governo federal contratou e executou bem menos…

    2 – Bom pra eles, meu comentário não tem nada a ver com isso.

    3 – A oposição não chia porque é muito bunda-mole. E realmente, porque tem rabo preso! Na verdade, como dito aqui, o Brasil é um país sem oposição. A oposição vem, por incrível e bizarro que pareça, da mídia… é esse o preço que todos os brasileiros estão pagando pela incompetência do governo e pela maior incompetência da corrupção.

    4 – Ué… recentemente vc travou uma batalha homérica contra o liberalismo, agora mete o pau no empresariado brasileiro que adora uma medida protecionista. Então qual é o ponto? Liberalismo ou protecionismo? Agora vc vai dizer que protecionismo só não serve no Brasil porque os beneficiários são mal educados? Depois de três décadas trabalhando no sistema CNI vc ainda não sabe a melhor política?

  71. Edu said

    Ops… falha minha: “onde está escrito: maior incompetência da corrupção” leia “maior incompetência da oposição”!

  72. Elias said

    Edu,

    I
    A União tem menos obras a executar, e só começou a contratar bem recentemente. Mas é claro que há atrasos nas obras dos aeroportos.

    A oposição não chia QUANTO AO ASSUNTO COPA, porque vários governos estaduais e municipais que estão atrasados nas obras da Copa estão nas mãos dos partidos oposicionistas.

    Simples assim. Se chiar, vai cuspir pra cima…

    Aí a chiadeira ficou pra facção doida e mais desonesta da oposição, como o fanático RA e os maluquetes que se babam pra qualquer arroto que ele soltar…

    II
    Em matéria de meter o pau tenho outras preferências. Jamais meteria o pau nos empresários. Prefiro as empresárias. Com todo o respeito, claro…

    Quem disse que eu sou contra o protecionismo? Uma das coisas que eu mais admiro nos EUA, é o pragmatismo. Notadamente nos governos do PD, os EUA estão andando e andando pras doutrinas. Eles procuram fazer o que é melhor pro país, nos momentos certos.

    Dia desses li num maluquete liberalóide daqui do Brasil uma chuva de confetes pra abertura dos portos americanos à laranja brasileira.

    Doidinho…

    Os EUA só abrem pra laranja brasileira quando há qualquer problema na Califórnia, p.ex., e a produção interna não dá conta do mercado. Aí eles deixam entrar a produção de fora.

    Vai ver se eles fazem o mesmo com o aço brasileiro… (que dá de pau no aço americano e é mais barato…). Aí não, né? Lembra da ALCA, cujas mesas redondas sempre davam em nada, porque os representantes americanos só queriam o “venha a nós” (e “ao vosso reino”… nada!)?

    Pois é… Né?

    Eu só citei os empresários brasileiros, porque, volta e meia, um sacana desses vai pra tevê defender o “livre comércio”, enquanto, a portas fechadas, ele implora por incentivos fiscais, infraestruturais e creditícios (faz fila no BNDES…).

    Em outras palavras: estou falando de hipocrisia, sacou Edu?

  73. Zbigniew said

    E o arauto da moralidade dos direitistas, o nobre Senador, Demostenes Torres, sempre pronto a apontar o dedo contra o partido “mais corrupto da história universal”?
    “Figurinha fácil nos blogs de Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes ou Ricardo Noblat, entre outros, era sempre usado para atacar “a corrupção do PT” ou as cotas étnicas nas universidades, das quais, ao lado do sociólogo Demétrio Magnoli, é considerado o maior carrasco.

    Agora, todo mundo acordou. Sabendo que a bomba estava para estourar, Globos, Folhas, Vejas, Estadões e seus blogueiros amestrados tiveram que expor o seu ex-darling  em seus noticiários.”
    http://www.blogcidadania.com.br/2012/03/ratos-abandonam-navio-demostenes/

  74. Zbigniew said

    Será que a bíblia dos direitistas de plantão e em cujo sítio esta hospedado o blog do cabeção vai conseguir sair limpa de toda essa sujeira? Logo o panfleto que tanto se esforçou pra “limpar” o governo da corrupção petista?

    Operação Monte Carlo chega a Veja

    Autor:  Luis Nassif
    Não haverá mais como impedir a abertura das comportas: a Operação Monte Carlo da Polícia Federal, sobre as atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, chegou até a revista Veja.

    As gravações efetuadas mostram sinais incontestes de associação criminosa da revista com o bicheiro. São mais de 200 telefonemas trocados entre ele e o diretor da sucursal de Brasilia Policarpo Jr.

    Cada publicação costuma ter alguns repórteres incumbidos do trabalho sujo. Policarpo é mais que isso.

    epois da associação com Cachoeira, tornou-se diretor da sucursal da revista e, mais recentemente, passou a integrar a cúpula da publicação, indicado pelo diretor Eurípedes Alcântara. Foi um dos participantes da entrevista feita com a presidente Dilma Rousseff.
    Nos telefonemas, Policarpo informa Cachoeira sobre as matérias publicadas, trocam informações, recebe elogios.

    Há indícios de que Cachoeira foi sócio da revista na maioria dos escândalos dos últimos anos.
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/operacao-monte-carlo-chegou-na-veja#more

  75. Elias said

    Zbigniew,

    Já os Frias andavam metidos numas quentes com a turma do Saddam Hussein, né? Algo a ver com criação de galinhas pra exportação pro Iraque (as galinhas tinham que ser abatidas segundo o Alcorão, veja você…).

    Quando Saddam começou a despencar, os Frias acharam melhor não se meter em fria… Desembarcaram do navio que começava a adernar…

    Como aqueles animais que infestam porões de navios…

    Ô gentinha… Ô gentalha…

  76. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Oi Petralhas do pedaço…
    anotem meu comentário sobre seus últimos comentários:
    Uashsuashusaha!!!
    ou melhor dando altas gargalhadas:
    UASHSUASHUSAHA !!!

    em que caverna vcs moram? leem jornal? foram educados em boas escolas?
    assistem televisão?
    nenhum muçulmano ou judeu come galinha (só na sopa e na roça,como no Brasil) eles sempre compraram toneladas de frangos da Sadia.
    Líbia e Iraque principalmente. Mortos segundo as liturgias muçulmana e judia…Só mudava o rótulo.
    Ah os nomes podem variar, mas os métodos rituais kāshēr (judeu fundamentalista) ou hallal (muçulmano fundamentalista) são ~ idênticos.
    Muda apenas o nome do sacerdote que supervisiona e abençoa o lote. Rabino ou Ihman (sheikh) emitem certificados em hebreu ou árabe.
    Quem vende/vendia toneladas de frangos brasileiros mortos ritualmente pros brimos…sempre foi a Sadia…principalmente.
    Tá na hora de aprender a parar de repetir bobagens petralhas.
    Humildade (e sabedoria) não ocupam espaço.
    Informação e cultura ajudam …Mas
    pensar independente é FUNDAMENTAL

    sebo nas canelas!…petralhas
    Ainda dá tempo…antes de morrer
    Uashsuashusaha!!!

  77. Michelle de Souza Malone said

    (continuando)

    Mais uma da série Dilma, a Gepone!
    A incompetência virou elogio – MARCO ANTONIO VILLA

    O Globo – 27/03/12

    O governo Dilma Rousseff lembra o petroleiro João Cândido. Foi inaugurado com festa, mas não pôde navegar. De longe, até que tem um bom aspecto. Mas não resiste ao teste. Se for lançado ao mar, afunda. Não há discurso, por mais empolgante que seja, que consiga impedir o naufrágio. A presidente apresenta um ar de uma política bem-intencionada, de uma tia severa e até parece acreditar no que diz. Imagina que seu governo vai bem, que as metas estão cumpridas, que formou uma boa equipe de auxiliares e que sua relação com a base de sustentação política é estritamente republicana. Contudo, os seus primeiros 15 meses de governo foram marcados por escândalos de corrupção, pela subserviência aos tradicionais oligarcas que controlam o Legislativo em Brasília e por uma irritante paralisia administrativa.

    Inicialmente, a presidente vendeu a ideia que o Ministério não era dela, mas de Lula. E que era o preço que teria pagado por ser uma neófita na política nacional. Alguns chegaram até a acreditar que ela estaria se afastando do seu tutor político, o que demonstra como é amplo o campo do engodo no Brasil. Foi passando o tempo e nada mudou. Se ocorreram algumas mudanças no Ministério, nenhuma foi por sua iniciativa. Além do que, foi mantida a mesma lógica na designação dos novos ministros.

    Confundindo cara feia com energia, a presidente continuou representando o papel de hábil executiva e que via a política com certo desprezo, como se os seus ideais de juventude não estivessem superados. Como sua base não é flor que se cheire, acabou até ganhando a simpatia popular. Contudo, não se afastou deste jardim, numa curiosa relação de amor e ódio. Manteve o método herdado do seu padrinho político, de transformar a ocupação do Estado em instrumento permanente de negociação política. E ainda diz, sem ficar ruborizada, que não é partidária do toma lá dá cá. Dá para acreditar?

    O Ministério é notabilizado pela inoperância administrativa. Bom ministro é aquele que não aparece nos jornais com alguma acusação de corrupção. Para este governo, isto basta. Sem ser enfadonho, basta destacar dois casos. Aloizio Mercadante teve passagem pífia pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. Se fosse demitido na reforma ministerial – aquela que a presidente anunciou no último trimestre do ano passado e até hoje não realizou -, poucos reclamariam, pois nada fez durante mais de um ano na função. Porém, como um bom exemplo do tempo em que vivemos, acabou promovido para o Ministério da Educação. Ou seja, a incapacidade foi premiada. O mesmo, parece, ocorrerá com Edison Lobão, que deve sair do Ministério de Minas e Energia para a presidência do Senado, com o beneplácito da presidente. O que fez de positivo no seu ministério?

    Numa caricata representação de participação política, Dilma patrocinou uma reunião com o empresariado nacional para ouvir o já sabido. Todas as reclamações ou concordâncias já eram conhecidas antes do encontro. Então, para que a reunião? Para manter a aura da Presidência-espetáculo? Para garantir uma fugaz manchete no dia seguinte? Será que ela não sabe que não tem o poder de comunicação do seu tutor político e que tudo será esquecido rapidamente?

    Uma das maiores obras da atualidade serve como referência para analisar como o governo trata a coisa pública. Desde quando foi anunciada a transposição de parte das águas do Rio São Francisco, inúmeras vozes sensatas se levantaram para demonstrar o absurdo da proposta. Nada demoveu o governo. Além do que estava próxima a eleição presidencial de 2010. Dilma ganhou de goleada na região por onde a obra passaria – em algumas cidades teve 92% dos votos. Passaria porque, apesar dos bilhões gastos, os canteiros estão abandonados e o pouco que foi realizado está sendo destruído pela falta de conservação. Enquanto isso, estados como a Bahia estão sofrendo com a maior seca dos últimos 30 anos. E, em vez de incentivar a agricultura seca, a formação de cooperativas, a construção de estradas vicinais e os projetos de conservação da água desenvolvidos por diversas entidades, a presidente optou por derramar bilhões de reais nos cofres das grandes empreiteiras.

    A falta de uma boa equipe ministerial, a ausência de projetos e o descompromisso com o futuro do país são evidentes. O pouco – muito pouco – que funciona na máquina estatal é produto de mudanças que tiveram início no final do século XX. A ausência de novas iniciativas é patente. Sem condições de pensar o novo, resta ao governo maldizer os países que estão dando certo em vez de aprender as razões do êxito, reforçando um certo amargor nacional com o sucesso alheio. No passado a culpa era imputada aos Estados Unidos; hoje este papel está reservado à China.

    Como em um conto de fadas, a presidente acredita que tudo terá um final feliz. Mas, até agora, o lobo mau está reinando absoluto na floresta. Basta observar os péssimos resultados econômicos do ano passado quando o Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul. E a comparação é com o Paraguai e o Equador e não com a Índia e a China.

    Não é descabido imaginar que a presidente foi contaminada pelo “virus brasilienses”. Esta “espécie”, que prolifera com muita facilidade em Brasília, tem uma variante mais perigosa, o “petismus”. A vacina é a democracia combinada com outra forma de governar, buscando a competência, os melhores quadros e alianças programáticas. Mas em um país marcado pela subserviência, a incompetência governamental se transformou em elogio.

    sorry petrlaha mas essa é a realidade

  78. Elias said

    Nenhum muçulmano ou judeu come galinha?

    Hua! Hua! Hua! Hua! Hua!

    Já avisaste isso pros “nenhuns” judeus ou muçulmanos?

    Bem… Conheço um monte de judeu que se recusa a comer galinha, mas não por motivos religiosos… Também não estou me referindo àquela galinha que se come por via oral…

    Já um palestino aqui ao lado passou um tempão comendo uma galinha… Mas ele me garantiu que não sabia de nada. (Mentira! Era público e notório! A Fulana dava mais que melancia na capoeira…).

    Mas isso foi há muito tempo. Hoje estamos, todos, nos aproximando da terceira idade.

    Menos mal: por ora, pelo menos, melhor a terceira idade que a Terceira Instância…

    Eu tô avisando… A direita brasileira pirou! Tá doida de pedra… Seqüela da exposição excessiva aos escritos do Rei Doido…

  79. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    Acho que não irei dormir por uma semana por causa das opiniões emitidas por Vossa Subserviência.

    Como já disse várias vezes e volto a repetir – nada tenho contra aqueles que gostam de ficar de quatro para deixar os gringos penetrarem.

    Que façam bom proveito.

    Quanto a mim e meus companheiros, gostamos mesmo é de enrabar os gringos, ou melhor, as gringas.

    Eles, ou elas, que se cuidem. Depois de Lula o Brasil nunca mais será subserviente.

  80. Patriarca da Paciência said

    “Eu tô avisando… A direita brasileira pirou! Tá doida de pedra… Seqüela da exposição excessiva aos escritos do Rei Doido…”

    Elias,

    concordo totalmente!

    Veja o que está acontecendo com um dos maiores ídolos da direitona brasileira:

    “O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou um pedido de abertura de inquérito no início da noite de ontem ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e os deputados Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) e Sandes Júnior (PP-GO). Os três estariam envolvidos em supostas ligações criminosas com o contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlos Cachoeira. O inquérito corre em segredo de Justiça. Por meio da assessoria, Gurgel informou que o pedido tem como base as investigações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo, realizada no fim de fevereiro. Na ocasião, foram presas 35 pessoas, inclusive Cachoeira, suspeitas de atuar em um esquema de jogos com caça-níqueis em Goiás.”

    http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2012/03/28/interna_politica,295293/pgr-pede-inquerito-para-apurar-ligacoes-entre-demostenes-torres-e-cachoeira.shtml

  81. Edu said

    Patriarca,

    Será mesmo que o Demóstenes Torres representa a direita? Eu não li nada em defesa do dito cujo em nenhum blog de direita… e nem me pareceu que o que vcs chamam de PIG tenta defendê-lo…

    De qualquer maneira, tem mesmo que ser investigado.

  82. Elias said

    O DEMóstenes Torres e o Carlos Alberto Lerolero nunca me enganaram. Dois pilantras, com cara de pilantra, incapazes de olhar alguém nos olhos.

    Iguais a bandidos, quando são presos. Você crava o olhar nos pústulas, eles desviam…

    Ô gentinha… Ô gentalha…

  83. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    Pelo que sei, o Demóstenes Torres era líder do único partido declaradamente de direita do Brasil.

  84. Michelle de Souza Malone said

    Good Day everyone

    Desmascarando PHA e Mino Carta…
    Sorry petralhada…

    “Do nada, um certo site da nova, novíssima esquerda, começa a derramar posts em série sobre a ditadura brasileira. Chama de “cães de guarda” dos milicos os jornalistas que apoiaram descaradamente a ditadura militar brasileira. O nome desse site é Conversa Afiada. Poderia se chamar mesmo Conversa Fiada, uma vez que seu editor, Paulo Henrique Amorim, foi um dos mais dóceis cãezinhos de guarda da ditadura nos anos 70. Para o desespero dele, não é difícil demonstrar.

    Alguns leitores bem-intencionados têm se mostrado surpresos com a série de revelações. Acreditavam, de bom coração, na sinceridade de PHA em sua defesa do governo Lula, do governo da Dilma, do governo FHC, … até de gente como o Zé ‘empate’ Dirceu, na sua retórica a favor dos pobres e oprimidos. Acreditavam até que PHA nasceu na esquerda. Até que ele agora é líder do movimento negro.

    Aos fatos…”
    http://www.pannunzio.com.br/archives/10007

    (continuando)
    “Quanto a mim e meus companheiros, gostamos mesmo é de enrabar os gringos, ou melhor, as gringas.

    Eles, ou elas, que se cuidem. Depois de Lula o Brasil nunca mais será subserviente”.

    O cara mijou pra trás em Cuba …2 vezes (atletas cubanos que foram repatriados em tempo record, ilegalmente, e quando foi beijar a mão do assassino Fidel …minimizando a morte do dissidente)
    O cara foi mijado por Obama,Russia,China e companhia quando pretendeu interferir no caso Irã – programa nuclear …
    O cara foi constantemente mijado por seus companheiros bolivarianos ( Venezuela e Bolívia…)
    O cara e a gepone são constantemente mijados pelas teles brasileiras a ponto de terem permitido fechar negócios antes da aprovação de uma lei específica para autorizar o tal negócio -caso BrOi- quando até o “inclito” PHA chamou lula de covarde….

    e por aí vai…
    da série Petralha : A verdade vos libertará !

  85. Michelle de Souza Malone said

    ( continuação)

    aviso: vai ter continuação…
    Tremate, tremate le streghe sono tornate

    UASHSUASHUSAHA !!!

  86. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    Lula está sarado, resultado de força de vontade, disciplina, pensamento positivo e esperança e fé, do próprio Lula e do povo brasileiro.

    Todas as pragas foram em vão.

    Quem achava que a eleição de São Paulo ia ser fácil caiu do cavalo.

    Tremei Serra, Kassab e… principalmente, Reinaldinho Cabeção.

  87. Edu said

    Patriarca,

    Declarar-se de direita significa alguma coisa aqui no Brasil?

  88. Edu said

    Elias,

    Vc é um excelente fisionomista, acho que deveria parar de tentar ganhar dinheiro empreendendo e tentar ganhar dinheiro com poker!

    Será q vc teve o mesmo sentimento em relação a todos os mensaleiros do PT?

  89. Edu said

    É impressão minha ou estamos assistindo a um processo de beatificação de um político por conta de uma doença?

  90. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    na minha concepção eu não tenho dúvidas sobre quem seja de direita e quem seja de esquerda, no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

    John Maynard Keynes é esquerda, Milton Friedman é direita.

    Ronald Reagan e Margareth Thatcher são direita, Franklin Delano Roosevelt era esquerda.

    Lula, Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes, João Goulart são ou eram (aqueles que já faleceram) esquerda.

    Dutra, Castelo Branco, Médici eram de direita.

    Ou seja, esquerda é quem aceita o Estado como indutor do crescimento econômico e principal respensável pelo bem estar social.

    Direita é quem tem limintar o Estado ao mínimo possível e oferece total liberdade ao capitalista.

    É bem isso aí, não tenho qualquer dúvida.

    O DEM defende Estado mínimo, supressão dos benefícios sociais, total liberdade ao capitalista etc. tal como os republicanos norte-americanos.

  91. Elias said

    Patriarca,

    A direita brasileira DIZ que defende o Estado mínimo, pra seduzir os liberais. Estes fingem acreditar e se deixam levar pra cama, onde são gostosamente penetrados pelos direitobas.

    Mas o que um bom direitoba brasileiro gosta, mesmo, é de uma boa teta estatal, pra financiar projetos empresariais que, sem a muleta do Estado, jamais sairiam do papel.

    Aliás, os liberalóides de almanaque também.

    Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o “Estado mínimo”, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário… Foi embaixador sem nunca ter sido diplomata… E por aí afora (e adentro dos cofres públicos). Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.

  92. Patriarca da Paciência said

    Elias,

    aí é que está a “característica” da direita brasileira, ou seja, ela deseja usar o Estado apenas para o seu enriquecimento pessoal, tipo, tomar “empréstimos” nos bancos de desenvolvimento e nunca pagar, sonegar impostos etc.

    Já a esquerda brasileira deseja usar o Estado para a indução do crescimento econômica e melhoria do bem estar social.

  93. Edu said

    Patriarca,

    Que bom que é na sua concepção, e que bom que a sua concepção é diferente da minha concepção.

    Como, na sua concepção, os militares são direita, sendo que vc mesmo diz que: “esquerda é quem aceita o Estado como indutor do crescimento econômico”?

    E até onde eu entendi das diretrizes do DEM, consta a liberdade individual, que eu concordo como sendo um dos valores da direita, mas contrasta com decisões acerca de benefícios sociais, os quais ele apoia a assistência do Estado às famílias por exemplo…

    Na minha concepção, talvez o Elias e toda eloquência com que baba sobre a direita parece ter mais razão: o DEM tenta dar uma “carinha” de direita, mas não representa a real direita não… é uma pseudo-direita, assim como o PSDB é uma pseudo-esquerda.

  94. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    o que acontece é que a direita brasileira é visceralmente patrimonialista, ou seja, ela se julga a própria “dona” do Estado, o qual existe para a servir.

    Quanto aos benefícios sociais, a direita os usa apenas para ganhar votos, após as eleições faz de tudo para destruir o mínimo direito que o trabalhador tenha.

    Quanto a existir militares de esquerda, concordo totalmente, o próprio Carlos Prestes era militar. E servi o exército como reservista, quando percebi que boa parte dos militares realmente são de esquerda.

  95. Patriarca da Paciência said

    “A direita brasileira DIZ que defende o Estado mínimo, pra seduzir os liberais. Estes fingem acreditar e se deixam levar pra cama, onde são gostosamente penetrados pelos direitobas.”

    Elias, na minha teoria a direita brasileira é descendente direta dos donatários das Capitainas Hereditárias.

    Só que os caras ficaram muito espertos e não mandam mais a Maria no lugar deles ao serem convidados para uma suruba.

    Muito pelo contrário, os caras vão lá e enrabam os liberais direitinho.

    E continuam enrabando… enrabando… enrabando.

  96. Edu said

    Recaptulando o raciocínio:

    #90: “não tenho dúvidas sobre quem seja de direita e quem seja de esquerda”

    #90: “Dutra, Castelo Branco, Médici eram de direita”

    #90: “Direita é quem tem limintar o Estado ao mínimo possível e oferece total liberdade ao capitalista”

    #93: “Como, na sua concepção, os militares são direita, sendo que vc mesmo diz que: “esquerda é quem aceita o Estado como indutor do crescimento econômico”?”

    #94: “o que acontece é que a direita brasileira é visceralmente patrimonialista, ou seja, ela se julga a própria “dona” do Estado, o qual existe para a servir”

    Xiii…

    #94: Quanto a existir militares de esquerda, concordo totalmente, o próprio Carlos Prestes era militar

    Oi?

    #95: minha teoria a direita brasileira é descendente direta dos donatários das Capitainas Hereditárias

    Como queríamos demonstrar! Né?

    Patriarca, dadas a clareza de raciocínio, a coerência e consistência dos argumentos e a análise profunda dos dados, chego à conclusão de que o raciocínio da esquerda é muito mais evoluído mesmo. Como sou uma pessoa mais simples, que não consegue acompanhar o raciocínio, vou continuar na direita mesmo.

    Ignorância é uma bênção, não é?

  97. Edu said

    Elias,

    De que lado das tetas estatais vc está?

  98. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    vamos lá.

    Como diz o Elias, comentamos em blog para tirar sarro dos direitobas.

    Mas falando sério, em essência, o pensamento da direita está diretamente ligado ao Estado mínimo e à supressão de benefícios sociais.

    Em essência, o pensamento da esquerda está ligado à idéia do Estado como indutor do crescimento econômico e à ampliação dos benefícios sociais.

    É fato concreto.

    Falo em “essência”, não que seja a realidade da política brasileira ou da política de qualquer parte do mundo.

    Eu também não acredito muito que existam políticos brasileiros que sejam convictamente de direita. Como disse o Elias, um dos “direitobas” de maior fama do Brasil, o Roberto Campos, foi diretor de um banco de desenvolvimento.

    O PSDB tem estatuto de centro-esquerda e alguns dos seus membros defendem idéias claramente de direita.

    Roberto Freire, antes notório comunista, hoje é notório direitão.

    Agora, eu tenho plena convicção que as teorias do Friedman são totalmente falsas.

    Dizia o dito cujo que a época de maior liberdade que a humanide desfrutou foi o século XIX.

    Ora, no século XIX a escravidão era “legal”, a jornada de trabalho ia de 12 a 16 horas diárias de segunda à sábado, não havia aposentadorias, férias, planos de saúde e mulheres e crianças eram exploradas desavergonhadamente.

    Como um sujeito tem a cara de pau de fazer uma afirmação tão vergonhosa?

    Que critérios humanitários o Friedman usa?

    Voltando ao Brasil.

    O PT tem defeitos?

    É claro que os tem… e muitos.

    Mas pesando os erros e acertos, o Brasil hoje está bem melhor que há 12 anos atrás.

    Negar os avanços conseguidos pelo Brasil é querer negar a realidade.

  99. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Da série “Oi Petralhas do pedaço”…
    anotem meu comentário sobre seus últimos comentários:
    Uashsuashusaha!!!
    ou melhor dando altas gargalhadas:
    UASHSUASHUSAHA !!!

    em que caverna vcs moram? leem jornal? foram educados em boas escolas?
    assistem televisão? Morreram e esqueceram de deitar? A velhice chegou prematuramente…ou vcs decidiram obsolescer intencionalmente?

    PS Recado ao petralha enrabador mor do pedaço.
    Na minha experiência de brasileira puta velha aqui em Londres posso afirmar
    com certeza que todo homem ( brasileiros,principalmente ) que usa demais o verbo “enrabar” os outros…adora ser enrabado e gritar de prazer prometendo dar beijinhos na pica enrabadora.
    Como aquele gaucho machão que usava 3 facas, na antiga piada. Lembra?
    Mas como sou uma puta boazinha..não acho que seja o seu caso.
    Seu caso apenas é apenas um cara que adora “gozar com a pica do Lula”, figurativamente falando, é claro.

    E mais, Petralha, qual é a obra duradoura da era lula?
    Cite uma , eu desafio.
    Pense antes de responder por favor.
    não gosto de esmagar baratas, figurativamente falando é claro!
    Mas às vezes é necessário.

  100. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    Não vou levar em consideração suas piadas de mau gostos sobre baratas e gaúchos.

    Primeiro, porque acho que todos os seres merecem consideração, inclusive as baratas. Dizem os cientistas que as baratas são seres fantásticos. Imagine que, caso houvesse uma guerra mundial nuclear, provavelmente apenas as baratas sobreviveriam e, quem sabe, dentro de alguns bilhões de anos, se tornariam racionais.

    Também nada tenho contra os gaúchos. Viajo algumas vezes àquela boa terra e a considero linda e o povo bom e hospitaleiro.

    Mas você me desafia a mostrar apenas uma obra do governo Lula?

    Vou mostrar várias:

    Estão aqui uns dados que pude conseguir.

    Governos Lula X FHC!!
    1) Juros Nominais (Taxa Selic):
    FHC (2002): 25% ao ano;
    Lula (2008): 8,75% ao ano;
    2) Inflação (IPCA):
    FHC – 12,5% (2002);
    Lula – 4,3% (2009);
    3) Transações Correntes:
    FHC – Déficit de US$ 186,5 Bilhões (1995-2002);
    Lula – Superávit de US$ 44 Bilhões (2003-2007);
    4) Exportações:
    FHC – US$ 60 Bilhões (2002; crescimento de 39% em 8 anos);
    Lula – US$ 153 Bilhões (2009; crescimento de 155% em 7 anos));
    5) Crescimento Econômico:
    FHC – 2,3% ao ano (1995-2002);
    Lula – 5,3% ao ano (2004-2008);
    6) Empregos Formais:
    FHC – 1.700.000 (1995-2002);
    Lula – 9.700.000 (2003-2009);
    7) Balança Comercial:
    FHC – Déficit de US$ 8,7 Bilhões (1995-2002);
    Lula – Superávit de US$ 237 Bilhões (2003-2009);
    8 Taxa de Desemprego:
    FHC – 10,5% (Dezembro de 2002);
    Lula – 6,8% (Dezembro de 2009);
    9) Risco-País:
    FHC – 1550 pontos (Dezembro de 2002);
    Lula – 220 pontos (Janeiro de 2010);
    10) Reservas Internacionais Líquidas:
    FHC – US$ 16 Bilhões (Dezembro de 2002):
    Lula – US$ 241 Bilhões (Janeiro de 2010);
    11) Relação Dívida/PIB:
    FHC – 51,3% do PIB (Dezembro de 2002);
    Lula – 43% do PIB (Novembro de 2009);
    12) Déficit Público Nominal (inclui despesas com juros):
    FHC – 4% do PIB (2002):
    Lula – 2% do PIB (2008);
    13) Dívida Externa:
    FHC – US$ 210 Bilhões (Dezembro de 2002) – 45% do PIB:
    Lula – US$ 205 Bilhões (Janeiro de 2008) – Negativa em US$ 36 Bilhões;
    14) Salário Mínimo em US$:
    FHC – US$ 56 (Dezembro de 2002);
    Lula – US$ 275 (Janeiro de 2010).
    15) Inflação Acumulada (IPCA):
    FHC – 100,6% (1995-2002);
    Lula – 45% (2003-2009);
    16) Pronaf:
    FHC – R$ 2,5 Bilhões (2002);
    Lula – R$ 15 Bilhões (2010);
    17) ProUni:
    FHC – Não existia;
    Lula – 470 mil estudantes beneficiados;
    18) PIB (em US$):
    FHC – US$ 459 Bilhões (2002):
    Lula – US$ 1,8 Trilhão (2009):
    19) Produção de automóveis:
    FHC – 1.791.000 (2002);
    Lula – 3.130.000 (2009; crescimento de 74,8%);
    20) Produção de máquinas agrícolas:
    FHC – 52000 (2002):
    Lula – 65000 (2007; crescimento de 25%);
    21) Vendas de automóveis zero KM:
    FHC – 1.465.000 (2002);
    Lula – 3.140.000 (2009; crescimento de 114%);
    22) Pagamento de juros da Dívida Externa em % das Exportações anuais:
    FHC – 20,3% (2002);
    Lula – 10,1% (2009);
    23) Renda Per Capita:
    FHC – US$ 2859 (2002);
    Lula – US$ 9.300 (2009).
    24) Coeficiente de Gini (Indica a Distribuição da Renda do Trabalho; quando mais próximo de 0 menor é a concentração da renda):
    FHC – redução de 0,602 (1993) para 0,593 (2002);
    Lula – redução de 0,593 (2002) para 0,544 (2008).
    25) Indice de Pobreza:
    FHC – 38,6% (1995); 38,2% (2002) – queda de 0,6 p.p.;
    Lula – 38,2% (2002); 25,3 (2008) – queda de 12,9 p.p..
    26) Gastos Sociais Públicos (% do PIB):
    FHC – 19,2% (1995);
    Lula – 21,9 (2005).
    27) Pobreza Extrema (fonte: IPEA)
    FHC – De 17,3% (1995) caiu para 16,5% (2002) (queda de 0,8 p.p.);
    Lula – De 16,5% em 2002 caiu para 8,8% (2008) (queda de 7,7 p.p.).
    28) Renda per capita mensal dos 10% mais pobres:
    2001 – R$ 34
    2008 – R$ 58 (crescimento de 70,6%);
    29) Renda per capita mensal dos 10% mais ricos:
    2001 – R$ 2316
    2008 – R$ 2566 (crescimento 10,8%).
    Obs: Assim, entre 2001 e 2008, a renda dos mais pobres cresceu 6,5 vezes mais do que a renda dos mais ricos.
    Fontes: Banco Central, IBGE, IPEA.

  101. JOSE MARIO HRP said

    Caro Patriarca, por favor dê a sua impressão pessoal sobre essa Michelle!
    Isso aí me parece texto de homem passando por mulher!
    E que linguajar horroroso!

  102. Pax said

    Meus amigos,

    Manter o bom nível do blog é o que traz diálogos e discussões produtivas.

    Ao menos é o que penso.

    O espaço é de todos, mas cabe a mim sempre fazer alguns alertas.

    Posso contar com a colaboração de todos?

    (ps.: sou gaúcho…)

  103. Elias said

    Pax,
    Todos temos certeza de que não andas por aí com 3 facas…

    Edu
    Que eu saiba, teta não tem lado. O que existem são variadas formas de mamar.

    As referências de ordem pessoal denotam incapacidade de argumentar. De qualquer modo… Não, Edu. Pro meu modesto nível de vida, não preciso de tetas. A esta altura da vida, já tracei meu caminmho no mundo, usando meu próprio compasso.

    Pax
    Deu no noticiário da ADVFN:

    “A Oi, formada pela fusão entre as ações da Tele Norte Leste Participações (TNLP4), Telemar Norte Leste (TMAR5), Coari Participações (COAR3) e Brasil Telecom (BRTO4), após apresentar os resultados do ano de 2011, propôs a distribuição de R$2 bilhões a título de dividendos. O montante refere-se à totalidade do resultado de 2011 somado a uma parcela da reserva de investimentos. Em 2011, a Oi lucrou R$1 bilhão, queda de 49% na comparação anual. Em seu relatório anual, a Oi afirma que mudou a forma de conduzir seus negócios no último trimestre. Agora passa a adotar uma visão segmentada por cliente: residencial, empresarial e mobilidade pessoal. Segundo a companhia, o objetivo é alavancar o aumento da participação dos serviços da Oi no total de consumo de telecomunicações das residências e das empresas, posicionando a companhia como uma provedora de soluções completas para os clientes.”

    Vejamos:

    1 – Em 2011, a Oi teve uma queda de 49% no lucro líquido.

    2 – O lucro líquido em 2011 foi R$ 1 bilhão. Mas a Oi vai distribuir entre os acionistas nada menos que R$ 2 bi, o dobro do lucro.

    3 – Isso significa torrar a totalidade do lucro, sem reservar nada, e ainda raspar mais R$ 1 bi, do que havia sido reservado em anos anteriores. Vai se torrar uma parcela do que havia sido reservado para investir.

    Sei não… Mas é o caso de por as quatro patas pra trás e as zoreia em pé… Só a “segmentação por cliente” não garante recuperar uma despencagem de quase 50% nos lucros e uma poda de R$ 1 bi nas reservas pra investimentos.

    Tanto mais sabendo-se que a empresa não explicou satisfatoriamente porque os lucros caíram tão brutalmente, num momento em que se intensificou, em todo o país, a demanda pelos serviços que ela presta.

    Pra muita gente, a Oi precisaria investir mais em infraestrutura e, assim, melhorar seu serviço e seu market share. Se for isso mesmo, seria um perigo torrar reserva pra investimento pra dar um cala boca nos acionistas

    Conta-se com a ganância dos ditocujos: dá-se um pouco mais de grana a eles, e todo mundo fica quieto… Só que, assim, a empresa pode estar apenas cavando, para os anos seguintes, um buraco ainda mais fundo do que aquele em que ela se afundou em 2011.

    É a tal coisa: com um bom lucro líquido, a empresa ganha musculatura pra manter ou ampliar market share. Sem lucro líquido, ela acaba perigando perder o market share que já tem…

    Previsão: ou tem algo mais no ar, além dos aviões, ou tem carinha aí que vai só abocanhar o dividendo de 2011 e, em seguida, aproveitar o melhor momento possível pra debandar…

  104. Elias said

    “…na minha teoria a direita brasileira é descendente direta dos donatários das Capitainas Hereditárias.” (Patriarca da Paciência)

    BINGO!!!

  105. Elias said

    “…o objetivo é alavancar o aumento da participação dos serviços da Oi no total de consumo de telecomunicações das residências e das empresas, posicionando a companhia como uma provedora de soluções completas para os clientes.”

    Como se a empresa nunca houvesse proposto a mesma coisa, com outras palavras…

    É aquele palavrório imbecil e vazio que, aqui no Brasil, foi adotado como idioma particular do “planejamento estratégico” de mentirinha.

    A arte (barata) de dizer banalidades num linguajar pernóstico…

    E “alavancar”? “Alavancar” é outra coisa completamente diferente, caceta!

    “Implantar um sistema eficaz de gerenciamento de desembolso, tendo em vista assegurar o equilíbrio nas contas referentes à governança das atividades individuais e coletivas, no âmbito do núcleo familiar.”

    TRADUÇÃO: Não estourar mais o limiten do cheque especial.

    “Promover a substituição de equipamento periférico, objetivando proporcionar condições de luminosidade satisfatórias para a execução de atividades essenciais ao bom funcionamento do organismo, no ambiente de trabalho.”

    TRADUÇÃO: Trocar a lâmpada do toalete desta diretoria.

    Parece que o Max Gehringer (é assim que se escreve?) já tratou do tema.

    Ridículo!

    Proposta: botar toda a atual diretoria da Oi NO OLHO DA RUA!

  106. Patriarca da Paciência said

    HRP,

    considero a Michelle de Souza Malone uma típica colonizada.

    É a versão feminina do Pai João.

  107. JOSE MARIO HRP said

    Caro patriarca, a Gwyn lá do Pandorama, nascida em São Vicente cidade colada na minha Santos está lá na Inglaterra há anos e não é uma colonizada, mas concordo com voce, e como pouco assiduo no “pedaço” concordo com a advertencia do Pax.
    Boca suja tem lugar:
    by ex. Fiúza!

  108. Elias said

    De volta à Oi.

    Será que a CVM não vai checar nada?

    Esse negócio da empresa jogar os dividendos pra cima, sacando das reservas, no momento em que o lucro líquido despenca, pinta como algo altamente suspeito.

    E, Pax: não foi a Oi que pôs à venda o que não tinha pra entregar, aí onde moras?

    E, pelo que lembro, a empresa não tinha pra entregar porque se recusava investir uns R$ 500 mil num equipamento.

    Foi isso?

  109. Pax said

    Teste de reply por email

  110. Pax said

    Opa, funcionou !!!

    Beleza, agora fica mais fácil participar da discussão. Desculpem-me interromper a discussão com estes testes.

  111. Edu said

    Patriarca,

    Obrigado pela resposta, prefiro discutir e aprender com vc e com o Elias quando vcs estão no módulo “argumentos baseados em fatos” e não quando estão no módulo “enrabamento de direitobas”.

    Acho que na verdade a grande diferença é: enquanto vcs se preocupam em “enrabar os direitobas” eu me preocupo em tentar entender por que as coisas em política aqui no Brasil não fazem sentido…

    E já que vc colocou sua teoria, vou tomar a liberdade de expor a minha: que é que o político brasileiro é liso o suficiente para adaptar o discurso ao público que está ouvindo. Aqui no Brasil eu simplesmente não acredito em partidos políticos alinhados à direita ou à esquerda. Daí a pergunta: o Demóstenes representa mesmo a direita? Talvez a que se entitula direita política sim, mas talvez as pessoas alinhadas à direita não. Eu sou mais alinhado à direita, já não votaria nele antes, e agora voto menos ainda.

    Especificamente sobre o PT, concordo contigo: “Mas pesando os erros e acertos, o Brasil hoje está bem melhor que há 12 anos atrás”.
    .
    No entanto, sou compelido a repetir as observações que eu venho fazendo há tempos no site: há algumas perguntas anteriores que devem ser levadas em consideração.

    Qual(is) é(são) o(s) critério(s) para afirmarmos que o Brasil melhorou bastante?
    Do ponto de vista social: distribuição de renda, assistencialismo, moradia, saneamento, como eu mesmo já coloquei dados aqui, está claro que o Brasil melhorou bastante.
    Do ponto de vista econômico o Brasil também melhorou.

    No entanto, dá pra dizer que do ponto de vista econômico o Brasil está bem melhor que há 12 anos atrás? Esse “bem melhor” vc está comparando com quem? Como desempenhos anteriores do próprio país ou com desempenho de outros países em situação de desenvolvimento semelhante?
    No caso da economia, podemos dizer que o Brasil melhorou, mas que o resultado foi inferior mesmo a governos anteriores e que foi bastante inferior a outros países com o mesmo grau de desenvolvimento.

    E a pergunta que eu sempre coloco aqui Patriarca: os fins justificam os meios?

    Estar vivendo um período de bonança significa que está tudo bem? De maneira nenhuma e essa é a essência da divergência: vcs podem ter fé e acreditar que agora é só questão de gestão; eu acho que nem chegamos a dar direito o primeiro passo.

  112. Edu said

    Elias,

    Desculpe cara, não quis magoar vc. É que vc, assim como o Patriarca e o Zbig, às vezes exagera na objetividade e nos critérios com que julgam as coisas, como em #82:

    “O DEMóstenes Torres e o Carlos Alberto Lerolero nunca me enganaram. Dois pilantras, com cara de pilantra, incapazes de olhar alguém nos olhos.

    Iguais a bandidos, quando são presos. Você crava o olhar nos pústulas, eles desviam…

    Ô gentinha… Ô gentalha…”

    Tomei a liberdade de sacanear… mas tudo bem, prometo que não faço mais. Chora não. Pega a bola e vai brincar de “enrabar os direitobas” ou “comer galinhas” ou “meter o pau nas empresárias”, já que estes termos o Pax permite.

    —X—

    Sobre as tetas, vc quem começou a história! Só queria uma opinião mais pessoal, como empresário que vc é… mas também não se ofenda!

    Agora, se me permite, as tetas tem lado sim: o lado de quem mama e o lado de quem é mamado.

    Desde que eu nasci o Estado mama nas minhas tetas, talvez devesse preocessá-lo por abuso! Sou um trabalhador, CLT, pago todos os meus impostos para o gordo, e, agora com o PT mais gordo, Estado Brasileiro. Tenho diploma universitário, alguns cursos de especialização e uma carreira em ascenção, o que significa que eu tenho bastante potencial e que, efetivamente estou realizando esse potencial.

    Em outras palavras, se eu fosse o Estado, eu investiria em mim mesmo, posto que sou uma vaca leiteira em franco processo de lactação, para que ele tivesse o direito de mamar tanto quanto mama e prosseguir mamando ainda mais.

    Mas, por outro lado, o estado não investe, e além disso, o que eu mamo das tetas do Estado? Ou, o que eu terei direito a mamar, no futuro, das tetas do Estado?

    Agora, se vc se sente bem, como empresário, sendo mamado pelo Estado Brasileiro, para que ele continue dando uma de hobin hood diretamente das suas tetas para as cuecas dos mensaleiros, e apoiando a esquerda, que quer transformar o Estado Brasileiro em uma bezerro gigante e ávido por leite, eu não tenho nada contra isso! Só não venha esbravejar para a direita depois!

  113. Elias said

    Chorando? Eu?

    Eu me divirto com a falta de rumo de vocês, direitobas.

    Tás te doendo pelo Demóstenes? Faz sentido…

    Lês mal… Eu disse que conheço alguns judeus que não comem galinha de jeito nenhum. E que um palestino amigo meu andou comendo uma galinha por um tempão.

    Evidentemente que não me referi a galinha que se come por via oral.

    Também disse que a direita gosta de penetrar os liberais. E — agora acrescento — creio que os liberais brasileiros adoram isso.

    Mas nunca disse que “enrabaria”, ou “enrabei” ou “enrabarei” quem quer que seja. Não usei esse verbo, a não ser agora. Isso é coisa lá da Michele, que também se definiu como uma “mulher devassa em adiantada idade: 2-2”.

    Se queres tratar do assunto publicamente, vai em frente. Mas faz isso com ela. Não tenho nem quero ter nada com isso. São coisas vossas…

    Achei interessante tu dizeres que tens “tetas”. Hermafrodita, suponho…

    De minha parte, não tenho e prefiro não ter tetas. Quem quiser mamar em mim vai ter que se contentar com outra coisa. E, o que sairá, não será exatamente leite, mas… Cada um faz o que pode, né?

    Mais impostos? Tás é magro…

    Que eu lembre, nem Lula nem Dilma criaram nenhum imposto. Os impostos que existem atualmente já existiam antes de janeiro de 2003. Pra falar a verdade, tem até MENOS impostos, já que foi extinta a CPMF…

    Boa sorte pra ti, rapaz. E que nunca digas que não progrediste porque o Estado é pesado, tem impostos demais, etc, etc. Isso é papo de fracassado. No Brasil tem milhares de empresas e milhões de pessoas trabalhando e progredindo. No mesmo país, com as mesmas condições econômicas, fiscais, etc.

    Não tenho saco pra aturar quem acha que justifica seu próprio fracasso pondo a culpa nos outros…

  114. Edu said

    “Não tenho saco pra aturar quem acha que justifica seu próprio fracasso pondo a culpa nos outros…”

    Como o caso das cotas raciais por exemplo…?

  115. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Da série “Oi Petralhas do pedaço”…

    Antes que continue esse festival de besteiras usando o meu nome
    deem uma olhada nos comentários do comentarista petralha “enrabador mor” #79, #86 # 95
    Eusinha por minha vez decidi colocar o moleque no devido lugar no comentário #99
    reagindo em baixo calão à linguagem preferida do cavalheiro cavalgado.Nivelei por baixo,sim.
    Quando desafiado a citar apenas 1 obra DURADOURA do “santarrão sarado”,
    o “enrabador mor” confundiu indices transitórios com obras duradouras, sob o olhar complacente dos demais petralhas velhos do pedaço.

    Mas não adianta.. a realidade insiste em desmentir os petralhas:

    1 “Vocês se lembram de Jérôme Valcke, aquele que mandou o governo brasileiro dar um pontapé nas próprias nádegas — “un coup de pied aux fesses” (se virar, fazer alguma coisa, acordar pra realidade, parar de pisar no saco…) — e tocar a Copa do Mundo? Então…

    Vocês se lembram que, logo depois de vir ao Brasil e se encontrar com Dilma Rousseff — chegou com batedores e pose de chefe de estado e foi recebido por uma chefe de estado, de igual pra igual (!) —, ele concedeu uma entrevista afirmando que muitos citavam a Inglaterra como alternativa para a Copa do Mundo de 2014, mas que ele achava que o Brasil tinha plenas condições de realizar o evento? Então… Era, obviamente, uma ameaça.

    Em Banânia, noticiou-se que o Brasil tinha falado grosso e vencido o embate…”

    Hoje:
    ZURIQUE – O presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez uma dura cobrança ao governo brasileiro nesta sexta-feira sobre a organização da Copa do Mundo de 2014. O dirigente declarou no último dia da reunião do comitê executivo da entidade em Zurique, na Suíça, que chegou a hora de o País “fazer mais e falar menos” ao ser questionado sobre a preparação brasileira para receber a competição.

    O dirigente demonstrou clara irritação com o andamento da preparação do País para o torneio. “A bola está no campo do Brasil”, disse Blatter, que reclamou do atraso nas obras de infraestrutura, aeroportos e hotéis para o Mundial de 2014, deixando claro que a aprovação da Lei Geral da Copa nesta semana não encerra os problemas do Brasil na organização do torneio.

    Há exatas tres semanas, Blatter fez uma viagem de urgência ao Brasil para tentar costurar a paz com o governo depois das declarações de seu secretário-geral, Jérôme Valcke, de que o País mereceria um “se dar chute no traseiro” por conta dos atrasos.
    ….
    o presidente da Fifa também deixou claro que o secretário-geral Jérôme Valcke seguirá à frente dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e defendeu que a recente polêmica está encerrada. Valcke voltará ao Brasil em maio, contrariando a posição do governo brasileiro de tentar afastá-lo do Mundial.

    No comentário # 86 arrotava perú ao terminar de comer um apresuntado mambembe
    “…
    Quanto a mim e meus companheiros, gostamos mesmo é de enrabar os gringos, ou melhor, as gringas.
    Eles, ou elas, que se cuidem. Depois de Lula o Brasil nunca mais será subserviente.”

    A realidade insiste em desmentir os petralhas
    Sorry petralhada…figurativamente falando, é claro.

  116. Pax said

    Enquanto vocês insistem em brigar entre si, confesso que me interessa mais discutir:

    1 – a crise da oposição, que ainda se agrava agora com essa nova compliação do DEM.

    2 – a crise do próprio governo encabeçada, segundo minha opinião, pela canalhice geral do PMDB que resolveu peitar a autoridade de Dilma

    3 – a própria Dilma, sim. Até agora fui elogios e elogios, mas confesso que já estou ficando impaciente por não ver nenhuma reforma encaminhada.

    Uma coisa é Dilma ter que aprender às pressas a ser um “animal político”. Outra, completamente diferente, é ser incapaz de produzir mudanças que marquem seu governo com sucessos na área econômica.

    Se a carruagem continuar nessa mesma toada, não vejo este marco em sua gestão.

    E aí? Bem, cada um crê e interpreta da forma que quer. Incluindo aqui eu próprio. E acho que quem torce, e muito, para Dilma patinar é o próprio vice. Tem um umbigo maior que as rutas argentinas de retas sem fim.

  117. Edu said

    Pax,

    1 – Oposição mesmo, só a mídia, não tem nem o que dizer…

    2 – Esta é uma das coisas mais ridículas existentes na política: então, mesmo que as leis sejam importantes para o desenvolvimento do Brasil o PMDB vai votar contra?…

    3 – A única coisa que a Dilma tinha que fazer era ser uma boa gerente… ela vem demonstrando paulatinamente a falta de competência para a coisa.

  118. Pax said

    Ainda não tenho esse julgamento, caro Edu.

    Mas…

    … iPhone

  119. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Pax, ao não ter formado até hoje um julgamento sobre o Governo Dilma, eu penso que você estaria se comportando como aquelas pessoas que afirmam não ser possível afirmar que a água do mar é salgada tomando apenas um copo.É preciso beber mais pra ter certeza.

    Ai eu fico aqui pensando: Quanto mais ? Um litro? Um galão? um barril? um caminhão pipa? Toda a baia de Santos/São Vicente? O Mar da China ou o Oceano Índico?
    E, ao escrever agora, lembrei-me da velhinha de Taubaté, personagem imortal do Veríssimo.

  120. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Mais um episódio da série “Dilma, a prepone (ex-gepone)
    “A diferença entre a galinha e o político é que o político cacareja e não bota o ovo” (Millor Fernandes)
    http://veja.abril.com.br/libc/player/liquid3.swf

    E mais…
    “Esses políticos andam tão ocupados com salvar o país que nem têm tempo de ser honestos”

    MILLÕR, EM 1989, CONFIRMANDO QUE TAMBÉM ERA PROFETA:
    “Lula é um líder aspirando cada vez mais pompa e tropeçando cada vez mais nas circunstâncias”

  121. Patriarca da Paciência said

    Todo mundo viu, e até a Globo noticiou, que o Sr. Joseph Blatter veio ao Brasil com o rabinho entre as pernas, pedir humildemente desculpas ao governo brasileiro.

    Mas a Michelle vê tudo ao contrário.

    Fazer o quê?

    As pessoas não acreditam no que veem e sim naquilo que querem acreditar.

  122. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Da série A realidade insiste em desmentir os petralhas


    Em Banânia, noticiou-se que o Brasil tinha falado grosso e vencido o embate.
    Hoje sexta-feira Março,30 – A realidade insiste em desmentir os petralhas :

    ZURIQUE – O presidente da Fifa, Joseph Blatter, fez uma dura cobrança ao governo brasileiro nesta sexta-feira sobre a organização da Copa do Mundo de 2014. O dirigente declarou no último dia da reunião do comitê executivo da entidade em Zurique, na Suíça, que chegou a hora de o País “fazer mais e falar menos” ao ser questionado sobre a preparação brasileira para receber a competição.

    O dirigente demonstrou clara irritação com o andamento da preparação do País para o torneio. “A bola está no campo do Brasil”, disse Blatter, que reclamou do atraso nas obras de infraestrutura, aeroportos e hotéis para o Mundial de 2014, deixando claro que a aprovação da Lei Geral da Copa nesta semana não encerra os problemas do Brasil na organização do torneio.

    Há exatas tres semanas, Blatter fez uma viagem de urgência ao Brasil para tentar costurar a paz com o governo depois das declarações de seu secretário-geral, Jérôme Valcke, de que o País mereceria um “se dar chute no traseiro” por conta dos atrasos.
    ….
    o presidente da Fifa também deixou claro que o secretário-geral Jérôme Valcke seguirá à frente dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e defendeu que a recente polêmica está encerrada. Valcke voltará ao Brasil em maio, contrariando a posição do governo brasileiro de tentar afastá-lo do Mundial.

    No comentário # 86 arrotava fino peito de perú ao terminar de comer um apresuntado mambembe:
    “…
    Quanto a mim e meus companheiros, gostamos mesmo é de enrabar os gringos, ou melhor, as gringas.
    Eles, ou elas, que se cuidem. Depois de Lula o Brasil nunca mais será subserviente.”

    O Blatter mandou o governo brasileiro calar a boca e trabalhar mais.
    Ou não?

    Comento:
    A realidade insiste em desmentir os petralhas
    Enquanto se auto satisfazem sexualmente usando o membro do santarrão sarado.E figurativamente falando, com certeza (em linguagem fina e de salão, pra que as meninas petralhas não se horrorizem com minha boca suja).
    Como se câncer do santarrão sarasse…tipo uma doença aguda.

    Esse é o atual governo do PT.Esse é o legado.Dilma é a herança maldita.

    Exatamente como já opinou o Edu acima e eu concordo.
    “…
    3 – A única coisa que a Dilma tinha que fazer era ser uma boa gerente… ela vem demonstrando paulatinamente a falta de competência para a coisa.

    PS Aviso …quando eu quero ser boa ..eu sou boazinha
    mas quando quero ser ruim …eu sou péssima.
    Parem de falar bobagens a meu respeito.
    Estou avisando de novo.
    Petralhas, eu só chuto do joelho pra cima.
    E não tenho a menor vontade de “enrabar” ninguém.
    Não fiquem pedindo.

  123. Patriarca da Paciência said

    Volta a repetir:

    Todo mundo viu e a Globo noticiou em todos os seus telejornais, o tal Joseph Blatter com o rabinho entre as pernas, pedindo humildemente desculpas ao governo brasileiro.

    Diz a Michelly que lá em Zurique o câiozinho voltou a latir grosso?

    Repito, cão que apenas late não morte e cão que apenas late pelas costas é mais inofensivo ainda!

  124. Pax said

    Duas coisas:

    1 – eu não apostaria muitas fichas numa Copa organizada, capitaneada, pelo Aldo Rebelo. Se ele conseguiu fazer o que fez com o Código Florestal …

    2 – eu não apostaria todas as fichas para criticar o governo por conta do que ainda pode ser feito.

    Minha opinião é que o momento de Dilma mostrar serviço chegou. Caso continuemos no rame rame a tendência é seu governo começar a cair na aprovação popular.

    Hora de botar o Michel e seu partido em seu devido lugar.

    P.s: gostei muito da foto do FHC com Lula.

    … iPhone

  125. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    Acho que você tem toda a razão:

    “2 – eu não apostaria todas as fichas para criticar o governo por conta do que ainda pode ser feito. ”

    A Michelly é uma típica torcedora contra o Brasil, uma coisa realmente de colonizada.

    Vou colocar um vídeo onde é dito claramente que o Joseph Blater “veio pessoalmente pedir desculpas ao governo brasileiro”:

    Como se pode ver, a grande polêmica com a FIFA é sobre a venda de bebidas alcóolicas e não sobre obras.

  126. Olá!

    “Aliás, os liberalóides de almanaque também.

    Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o ‘Estado mínimo’, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário… Foi embaixador sem nunca ter sido diplomata… E por aí afora (e adentro dos cofres públicos). Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.”

    Não que eu me sinta na condição de defender tudo, e de maneira incondicional, aquilo que o Roberto “Bob Fields” Campos fez, mas acho que uma busca pelo estudo mais honesto e sem viés do preconceito ideológico são sempre bem vindos para ter uma visão mais ponderada da realidade.

    Vamos por partes.

    “Aliás, os liberalóides de almanaque também.”

    As bobagens já começam nesse breve parágrafo e por uma razão muito simples: O Elias continua com uma visão atrasada do liberalismo e não atualizou suas leituras (se é que já houve alguma da parte dele). Ele ficou lá no liberalismo dos séculos XVIII-XIX e toda aquela bobajada de “concorrência perfeita”, “equilíbrios” e coisas tais.

    Ler a Escola Austríaca e o pessoal da Escola de Chicago faria um bem danado para pessoas que falam sobre liberalismo sem ter se atualizado a respeito do assunto.

    “Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o ‘Estado mínimo’, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. [. . .]”

    Mas se você perguntar para um esquerdista: “Mas o que seria o Estado Mínimo para um liberal?” É bom provável que a resposta viesse ao estilo cartilha de sindicato, ou seja, distribuição gratuita de ignorância sobre o assunto.

    Nas palavras do próprio Bob Fields:

    Roberto Campos: O Estado mínimo é um Estado voltado para suas tarefas clássicas. Essas tarefas clássicas são educação, saúde, segurança, justiça, relações exteriores e defesa. Essas são as funções clássicas do Estado. Se o Estado tivesse recursos financeiros sobrantes e capacidade gerencial sobrante, podia considerar excursões em outras áreas. O problema é que o cobertor é curto, e o talento ainda mais curto. O governo, querendo ser, ao mesmo tempo, assistente social, reitor, diretor e empresário acaba fazendo mal todas as tarefas. E o que os liberais querem é que o governo se concentre nas suas tarefas fundamentais. E no Brasil há duas tarefas fundamentais que freqüentemente não são mencionadas. Uma é manter a concorrência, preservar a competição. E o que o governo brasileiro faz? Cria monopólios, ele tem monopólios e quer criar monopólios. Criou reservas de mercado que são modalidades de monopólio. A outra responsabilidade do governo, fundamental, indelegável, é a estabilidade monetária. O governo que não cumpre essas duas funções – preservar a concorrência e estabilizar a moeda – é um governo falido.

    Maílson da Nóbrega: Então na preservação da concorrência o senhor admite o Estado regulador?

    Roberto Campos: Sim. Uma das principais funções do Estado.”

    Se perguntassem a uma esquerdista qual o tipo de Estado Mínimo que o Roberto Campos defendia, provavelmente, o esquerdista diria algo bem diferente do que o próprio Campos afirmou no excerto acima, pois a visão da esquerda sobre liberalismo e Estado Mínimo é construída apenas para fazer estardalhaço em cima de palanque durante campanha eleitoral.

    Falta de leitura dá nisso.

    Mas cadê que os esquerdistas ao menos procuraram pesquisar o que o próprio Roberto Campos pensa sobre o Estado Mínimo? É muito melhor e mais fácil infantilizar uma argumentação e não ter nenhum compromisso com os fatos.

    “Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário…”

    Até onde eu sei, o Roberto Campos foi presidente do BNDES, quando ainda era apenas BNDE. Ele foi o primeiro presidente e escreveu boa parte da lei que culminaria na criação de tal banco, hoje tão amado pelos esquerdistas do momento. Excerto (do mesmo link acima):

    Roberto Campos: [. . .] De onde veio o BNDES? Eu fui o criador do BNDES, escrevi boa parte da lei, fui o primeiro diretor. O BDNES é um instrumento de extração de impostos para o governo. Se o governo nos devolve o comodato, está fazendo o seu dever, nada mais.”

    Esse excerto acima é um réplica à uma pergunta do Marco Aurélio Garcia (aquele que fez um gesto obsceno durante o desastre com o avião da TAM em 2007, quando os cadáveres das pobres vítimas sequer haviam esfriado). Há um vídeo da discussão completa e que mostra o abismo intelectual entre o Roberto Campos e o Marco Aurélio Garcia.

    O ponto mais interessante do vídeo, sobretudo para os dias de hoje, é que o PT no poder faz exatamente aquilo que o Marco Aurélio Garcia criticou. Excerto:

    Marco Aurélio Garcia: [. . .] E, segundo lugar, o que eu fico muito preocupado, é que hoje quando se assiste aos programas de privatização em curso, nós vemos que é uma privatização que se faz muitas vezes com boa parte do dinheiro do Estado. O episódio de privatização da Light [companhia de geração e distribuição de energia elétrica] do Rio de Janeiro é cômico, se não fosse trágico. O episódio da privatização da [rodovia] Dutra é cômico se não fosse trágico, porque a Dutra vai funcionar graças ao generoso crédito que o BNDES deu ao consórcio que privatizou, e a Light no Rio de Janeiro foi privatizada.”

    Nada como um dia após o outro e uma privatização após a outra, sobretudo quando o governo privatiza aeroportos usando — adivinhem só? — “dinheiro do Estado” via BNDES!

    “E por aí afora (e adentro dos cofres públicos).”

    Esse ponto é legal. Elias, diga aí para nós quantos Land Rovers o Roberto Campos conseguiu através de maracutaias estatais? Se essa pergunta for muito difícil, há uma outra mais simples: Quantas das filhas do Roberto Campos estão hoje tão bem de vida quanto o Lulinha?

    Responda aí para o pessoal.

    “Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.”

    Durante o seu período de deputado federal, a única coisa significativa que o Roberto Campos fez foi ter dado apoio ao Plano Real, que resultou no fim do ciclo hiperinflacionário que o Brasil vivia desde os idos de 1980, além de ter colaborado para consolidar as reformas que aprimorariam as bases do Real. A maior parte da estabilidade e relativa prosperidade que o Brasil vive hoje é decorrente dessas medidas plasmadas no Plano Real e medidas auxiliares ao Plano.

    O PT foi — ferozmente, violentamente — contra tudo isso. Nunca deu o mais mísero apoio que fosse a qualquer uma das medidas durante o Real e após o Real. Para o PT, o Plano Real era um “estelionato eleitoral.

    Essa era a atitude generalizada da esquerda da época quanto ao Plano Real, que foi imediatamente rotulado pelos esquerdistas de “neoliberalismo”, “entreguismo”, “submissão ao império”, “Consenso de Washington”, “globalização” e coisas afins.

    A CUT, por exemplo, fez o seguinte trocadilho sobre o Plano Real: “Parece pesadelo, mas é real.” Quem afirmou isso foi o próprio Vicentinho.

    A verdade é que, nos momentos mais sombrios e difíceis da redemocratização do Brasil, a esquerda deu as costas para o país e fez de tudo para sabotar os governos dos outros.

    Continua. . .

  127. Olá!

    “Aliás, os liberalóides de almanaque também.

    Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o ‘Estado mínimo’, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário… Foi embaixador sem nunca ter sido diplomata… E por aí afora (e adentro dos cofres públicos). Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.”

    Não que eu me sinta na condição de defender tudo, e de maneira incondicional, aquilo que o Roberto “Bob Fields” Campos fez, mas acho que uma busca pelo estudo mais honesto e sem viés do preconceito ideológico são sempre bem vindos para ter uma visão mais ponderada da realidade.

    Vamos por partes.

    “Aliás, os liberalóides de almanaque também.”

    As bobagens já começam nesse breve parágrafo e por uma razão muito simples: O Elias continua com uma visão atrasada do liberalismo e não atualizou suas leituras (se é que já houve alguma da parte dele). Ele ficou lá no liberalismo dos séculos XVIII-XIX e toda aquela bobajada de “concorrência perfeita”, “equilíbrios” e coisas tais.

    Ler a Escola Austríaca e o pessoal da Escola de Chicago faria um bem danado para pessoas que falam sobre liberalismo sem ter se atualizado a respeito do assunto.

    “Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o ‘Estado mínimo’, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. [. . .]”

    Mas se você perguntar para um esquerdista: “Mas o que seria o Estado Mínimo para um liberal?” É bom provável que a resposta viesse ao estilo cartilha de sindicato, ou seja, distribuição gratuita de ignorância sobre o assunto.

    Nas palavras do próprio Bob Fields:

    Roberto Campos: O Estado mínimo é um Estado voltado para suas tarefas clássicas. Essas tarefas clássicas são educação, saúde, segurança, justiça, relações exteriores e defesa. Essas são as funções clássicas do Estado. Se o Estado tivesse recursos financeiros sobrantes e capacidade gerencial sobrante, podia considerar excursões em outras áreas. O problema é que o cobertor é curto, e o talento ainda mais curto. O governo, querendo ser, ao mesmo tempo, assistente social, reitor, diretor e empresário acaba fazendo mal todas as tarefas. E o que os liberais querem é que o governo se concentre nas suas tarefas fundamentais. E no Brasil há duas tarefas fundamentais que freqüentemente não são mencionadas. Uma é manter a concorrência, preservar a competição. E o que o governo brasileiro faz? Cria monopólios, ele tem monopólios e quer criar monopólios. Criou reservas de mercado que são modalidades de monopólio. A outra responsabilidade do governo, fundamental, indelegável, é a estabilidade monetária. O governo que não cumpre essas duas funções – preservar a concorrência e estabilizar a moeda – é um governo falido.

    Maílson da Nóbrega: Então na preservação da concorrência o senhor admite o Estado regulador?

    Roberto Campos: Sim. Uma das principais funções do Estado.”

    Se perguntassem a uma esquerdista qual o tipo de Estado Mínimo que o Roberto Campos defendia, provavelmente, o esquerdista diria algo bem diferente do que o próprio Campos afirmou no excerto acima, pois a visão da esquerda sobre liberalismo e Estado Mínimo é construída apenas para fazer estardalhaço em cima de palanque durante campanha eleitoral.

    Falta de leitura dá nisso.

    Mas cadê que os esquerdistas ao menos procuraram pesquisar o que o próprio Roberto Campos pensa sobre o Estado Mínimo? É muito melhor e mais fácil infantilizar uma argumentação e não ter nenhum compromisso com os fatos.

    “Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário…”

    Até onde eu sei, o Roberto Campos foi presidente do BNDES, quando ainda era apenas BNDE. Ele foi o primeiro presidente e escreveu boa parte da lei que culminaria na criação de tal banco, hoje tão amado pelos esquerdistas do momento. Excerto (do mesmo link acima):

    Roberto Campos: [. . .] De onde veio o BNDES? Eu fui o criador do BNDES, escrevi boa parte da lei, fui o primeiro diretor. O BDNES é um instrumento de extração de impostos para o governo. Se o governo nos devolve o comodato, está fazendo o seu dever, nada mais.”

    Esse excerto acima é um réplica à uma pergunta do Marco Aurélio Garcia (aquele que fez um gesto obsceno durante o desastre com o avião da TAM em 2007, quando os cadáveres das pobres vítimas sequer haviam esfriado). Há um vídeo da discussão completa e que mostra o abismo intelectual entre o Roberto Campos e o Marco Aurélio Garcia.

    O ponto mais interessante do vídeo, sobretudo para os dias de hoje, é que o PT no poder faz exatamente aquilo que o Marco Aurélio Garcia criticou. Excerto:

    Marco Aurélio Garcia: [. . .] E, segundo lugar, o que eu fico muito preocupado, é que hoje quando se assiste aos programas de privatização em curso, nós vemos que é uma privatização que se faz muitas vezes com boa parte do dinheiro do Estado. O episódio de privatização da Light [companhia de geração e distribuição de energia elétrica] do Rio de Janeiro é cômico, se não fosse trágico. O episódio da privatização da [rodovia] Dutra é cômico se não fosse trágico, porque a Dutra vai funcionar graças ao generoso crédito que o BNDES deu ao consórcio que privatizou, e a Light no Rio de Janeiro foi privatizada.”

    Nada como um dia após o outro e uma privatização após a outra, sobretudo quando o governo privatiza aeroportos usando — adivinhem só? — “dinheiro do Estado” via BNDES!

    “E por aí afora (e adentro dos cofres públicos).”

    Esse ponto é legal. Elias, diga aí para nós quantos Land Rovers o Roberto Campos conseguiu através de maracutaias estatais? Se essa pergunta for muito difícil, há uma outra mais simples: Quantas das filhas do Roberto Campos estão hoje tão bem de vida quanto o Lulinha?

    Responda aí para o pessoal.

    “Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.”

    Durante o seu período de deputado federal, a única coisa significativa que o Roberto Campos fez foi ter dado apoio ao Plano Real, que resultou no fim do ciclo hiperinflacionário que o Brasil vivia desde os idos de 1980, além de ter colaborado para consolidar as reformas que aprimorariam as bases do Real. A maior parte da estabilidade e relativa prosperidade que o Brasil vive hoje é decorrente dessas medidas plasmadas no Plano Real e medidas auxiliares ao Plano.

    O PT foi — ferozmente, violentamente — contra tudo isso. Nunca deu o mais mísero apoio que fosse a qualquer uma das medidas durante o Real e após o Real. Para o PT, o Plano Real era um “estelionato eleitoral.

    Essa era a atitude generalizada da esquerda da época quanto ao Plano Real, que foi imediatamente rotulado pelos esquerdistas de “neoliberalismo”, “entreguismo”, “submissão ao império”, “Consenso de Washington”, “globalização” e coisas afins.

    A CUT, por exemplo, fez o seguinte trocadilho sobre o Plano Real: “Parece pesadelo, mas é real.” Quem afirmou isso foi o próprio Vicentinho.

    A verdade é que, nos momentos mais sombrios e difíceis da redemocratização do Brasil, a esquerda deu as costas para o país e fez de tudo para sabotar os governos dos outros.

    Continua. . .

  128. Continuação. . .

    Na época em que o Bob Fields foi senador, nos anos de 1980, algumas das medidas que ele buscou implementar foram as seguintes:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Atualmente, esses pontos aí destacados são alguns dos gargalos que impedem o maior crescimento econômico do Brasil.

    Porém, a coisa mais significativa que o Bob Fields fez durante o seu mandato de senador foi ter lutado contra a reserva de mercado no setor de informática/computadores.

    Essa reserva foi consolidada pela Lei de Informática de 1984 e foi desastrosa para o Brasil. Por exemplo:

    Um dos computadores mais simples, e acessíveis no mundo civilizado era o TRS-80 que custava U$ 600,00 (modelo original ). No Brasil, havia um computador “compatível” com o TRS-80, era o JR-Sysdata 48K, um clone do TRS-80 “fabricado” (pirateado, na realidade) pela “indústria brasileira de computadores” e que custava bem mais do que isso: U$ 5.800! (Fonte: Folha de São Paulo, Caderno de Informática de 30/05/1984, valor original de Cr$ 590.000 ajustado para o Real e o Dólar atuais). Ou seja, um computador pirateado no Brasil pela “indústria” local era quase 10 vezes mais caro do que o próprio modelo original! Isso é loucura.

    Uma coisa curiosa (E TOSCA) foi que o FHC defendeu a reserva de mercado no setor de informática. Excerto (leiam a reportagem da segunda manchete na segunda metade da página):

    “O senador [FHC] não quis comentar a reserva de mercado, segundo ele, uma questão redundante.

    ‘São os conservadores de sempre que não querem a reserva de mercado. Se o senador Roberto Campos estivesse aqui, seguramente iri defender a abertura do mercado de micros às multinacionais. Mas foi a vontade política séria que criou as condições para o desenvolvimento de uma indústria moderna de informática no Brasil’, disse.”

    Hehehehehehe. . . Quem diria, quem diria. Aposto que essa, os esquerdistas não sabiam.

    Houve um outro momento, ainda durante a reserva de mercado no setor de informática, que foi, de fato, um dos erros mais toscos já cometidos pelo Brasil. Uma empresa estrangeira, parece que a Motorola, se dispôs, como sinal de boa vontade com o país, a instalar em território nacional uma pequena fábrica de semicondutores para produzir chips de televisores, rádios e pequenos dispositivos eletrônicos. Não eram chips de computador. Haveria o uso de mão-de-obra local e estrangeira, sendo que uma equipe de técnicos e engenheiros brasileiros seria mandada à sede da empresa para fazer um treinamento.

    Qual foi a reação da galera da reserva de mercado? Hostilização total! Houve políticos, à esquerda e à direita, falando na tal da “cingapurização” do Brasil, que isso seria um perigo à Segurança Nacional, que acabaria com qualquer chance de o Brasil ser uma potência da computação, que era intromissão estrangeira em assuntos internos e etc.

    Resultado: Até hoje o Brasil não domina a tecnologia dos semicondutores e não tem know-how nem mesmo para fabricar simples chips que integram televisores, rádios e pequenos dispositivos eletrônicos. Chips de computadores, então, nem se fala.

    Até um tempo atrás, o Governo Lula vivia mendigando para a Intel instalar uma fábrica de semicondutores no Brasil. Infelizmente, não conseguiu por causa de diversos obstáculos que travam a atividade empreendedora de alta tecnologia (leis trabalhistas jurássicas, falta de pessoal qualificado, estrutura tributária tosca e etc.). Aí, o Governo Lula resolve entrar no mundo dos semicondutores e cria uma estatal para fabricar chips, a tal da CEITEC. Resultado? Ora, R$ 300 milhões jogados na lata de lixo e nenhum chip produzido.

    O Roberto Campos era contra coisas como essas e foi isso que ele buscou combater durante o seu mandato de senador. Tivesse ele logrado êxito, os computadores não teriam demorado tanto tempo para se disseminar no Brasil, mesmo que parcialmente, e, talvez, o país não precisasse lidar com os efeitos negativos da reserva de mercado no setor de informática. Efeitos esses que, aliás, sabe-se lá quando irão deixar de reverberar.

    Enfim, não é uma defesa incondicional do Roberto Campos, mas uma verificação do que ele de fato defendeu e o que aconteceu no Brasil com o passar dos anos. Muitas coisas que ele buscou implementar no país e que foram violentamente hostilizadas, tanto pela esquerda quanto pela direita, mais tarde, acabaram sendo implementadas pelos governos que se seguiram.

    Lá no além, Bob Fields deve estar fazendo uma das coisas que mais gostava: Rir da tolice dos esquerdistas.

    É isso!

    Até!

    Marcelo

  129. Olá!

    Pax, há um comentário meu que ficou retido. Por gentileza, apague-o, pois já o enviei novamente e foi aceito. A retenção ocorreu por excesso de links, pois havia 5 links nele.

    Obrigado!

    Até!

    Marcelo

  130. Continuação. . .

    Na época em que o Bob Fields foi senador, nos anos de 1980, algumas das medidas que ele buscou implementar foram as seguintes:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Atualmente, esses pontos aí destacados são alguns dos gargalos que impedem o maior crescimento econômico do Brasil.

    Porém, a coisa mais significativa que o Bob Fields fez durante o seu mandato de senador foi ter lutado contra a reserva de mercado no setor de informática/computadores.

    Essa reserva foi consolidada pela Lei de Informática de 1984 e foi desastrosa para o Brasil. Por exemplo:

    Um dos computadores mais simples, e acessíveis no mundo civilizado era o TRS-80 que custava U$ 600,00 (modelo original ). No Brasil, havia um computador “compatível” com o TRS-80, era o JR-Sysdata 48K, um clone do TRS-80 “fabricado” (pirateado, na realidade) pela “indústria brasileira de computadores” e que custava bem mais do que isso: U$ 5.800! (Fonte: Folha de São Paulo, Caderno de Informática de 30/05/1984, valor original de Cr$ 590.000 ajustado para o Real e o Dólar atuais). Ou seja, um computador pirateado no Brasil pela “indústria” local era quase 10 vezes mais caro do que o próprio modelo original! Isso é loucura.

    Uma coisa curiosa (E TOSCA) foi que o FHC defendeu a reserva de mercado no setor de informática. Excerto (leiam a reportagem da segunda manchete na segunda metade da página):

    “O senador [FHC] não quis comentar a reserva de mercado, segundo ele, uma questão redundante.

    ‘São os conservadores de sempre que não querem a reserva de mercado. Se o senador Roberto Campos estivesse aqui, seguramente iri defender a abertura do mercado de micros às multinacionais. Mas foi a vontade política séria que criou as condições para o desenvolvimento de uma indústria moderna de informática no Brasil’, disse.”

    Hehehehehehe. . . Quem diria, quem diria. Aposto que essa, os esquerdistas não sabiam.

    Houve um outro momento, ainda durante a reserva de mercado no setor de informática, que foi, de fato, um dos erros mais toscos já cometidos pelo Brasil. Uma empresa estrangeira, parece que a Motorola, se dispôs, como sinal de boa vontade com o país, a instalar em território nacional uma pequena fábrica de semicondutores para produzir chips de televisores, rádios e pequenos dispositivos eletrônicos. Não eram chips de computador. Haveria o uso de mão-de-obra local e estrangeira, sendo que uma equipe de técnicos e engenheiros brasileiros seria mandada à sede da empresa para fazer um treinamento.

    Qual foi a reação da galera da reserva de mercado? Hostilização total! Houve políticos, à esquerda e à direita, falando na tal da “cingapurização” do Brasil, que isso seria um perigo à Segurança Nacional, que acabaria com qualquer chance de o Brasil ser uma potência da computação, que era intromissão estrangeira em assuntos internos e etc.

    Resultado: Até hoje o Brasil não domina a tecnologia dos semicondutores e não tem know-how nem mesmo para fabricar simples chips que integram televisores, rádios e pequenos dispositivos eletrônicos. Chips de computadores, então, nem se fala.

    Até um tempo atrás, o Governo Lula vivia mendigando para a Intel instalar uma fábrica de semicondutores no Brasil. Infelizmente, não conseguiu por causa de diversos obstáculos que travam a atividade empreendedora de alta tecnologia (leis trabalhistas jurássicas, falta de pessoal qualificado, estrutura tributária tosca e etc.). Aí, o Governo Lula resolve entrar no mundo dos semicondutores e cria uma estatal para fabricar chips, a tal da CEITEC. Resultado? Ora, R$ 300 milhões jogados na lata de lixo e nenhum chip produzido.

    O Roberto Campos era contra coisas como essas e foi isso que ele buscou combater durante o seu mandato de senador. Tivesse ele logrado êxito, os computadores não teriam demorado tanto tempo para se disseminar no Brasil, mesmo que parcialmente, e, talvez, o país não precisasse lidar com os efeitos negativos da reserva de mercado no setor de informática. Efeitos esses que, aliás, sabe-se lá quando irão deixar de reverberar.

    Enfim, não é uma defesa incondicional do Roberto Campos, mas uma verificação do que ele de fato defendeu e o que aconteceu no Brasil com o passar dos anos. Muitas coisas que ele buscou implementar no país e que foram violentamente hostilizadas, tanto pela esquerda quanto pela direita, mais tarde, acabaram sendo implementadas pelos governos que se seguiram.

    Lá no além, Bob Fields deve estar fazendo uma das coisas que mais gostava: Rir da tolice dos esquerdistas.

    É isso!

    Até!

    Marcelo

  131. Olá!

    Pax, desculpe-me pelo novo pedido, mas, por gentileza, faça o seguinte se for possível: Apague o comentário que ficou retido; o comentário #128 que ficou sem o fechamento de uma tag blockquote; e o comentário #129.

    Desculpe-me a bagunça, Pax.

    Até!

    Marcelo

  132. Olá!

    Elias, por gentileza, você me permitiria colocar o seu nome quase completo no Google? É que eu gostaria de lhe fazer uma pergunta que faz um paralelo entre você e o Roberto Campos.

    Seria possível ou há algum problema da sua parte?

    Até!

    Marcelo

  133. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo Augusto,

    acho que você comete um grave erro de avaliação.

    O barateamento dos computadores não é fruto da “liberalização do mercado brasileiro” e sim da imensa redução de custos que a indústria de informática conseguiu ao longo do tempo.

    Aconteceu com todos os eletrônicos!

    Quando a televisão colorida apareceu, custava o preço de um carro, hoje é encontrada por menos de um salário mínimo.

    Celulares eram caríssimos, hoje são oferecidos de graça. Já recebi várias propostas para “ganhar” celulares gratuitamente.

    Foi um fenômeno mundial e complexo.

    Bem mais complexo de que a abertura do mercado brasileiro aos computadores.

  134. Elias said

    “Não tenho saco pra aturar quem acha que justifica seu próprio fracasso pondo a culpa nos outros…” (Elias)

    Como o caso das cotas raciais por exemplo…? (Edu)

    Edu, meu rapaz… Se tu achas que os negros brasileiros são uns fracassados, tu estás ainda mais doido do que eu pensei que fosses, inicialmente.

    Pega a cultura popular brasileira e tira dela o que houver de componente negro… Não sobra quase nada rapaz! Vira um saco quase vazio.

    Isso é fracasso? Um povo escravizado, brutalizado, sem acesso à propriedade dos meios de produção, aos sistemas de educação, de saúde, etc., mas que, mesmo assim, consegue ser hegemônico na formação da cultura popular do país, é um fracassado? E não é uma cultura popular qualquer… É uma cultura popular que se situa entre as mais ricas, mais refinadas, mais sofisticadas e mais apreciadas do planeta…

    Se isso é fracasso, tu, o que és?

    Entende, rapaz: as cotas se destinam a resgatar, simbolicamente, uma dívida histórica.

    Vou tentar te explicar com outras palavras: quando tu pagas uma dívida, tu pagas porque tu deves, não porque teu credor está falido.

    Entendeste agora, finalmente, Edu?

  135. Olá!

    Patriarca da Paciência, você inverte causa e efeito.

    É a liberalização de um determinado setor da economia, bem como todos os benefícios que tal liberalização traz (tais como: mais empresas competindo, mais inovação, redução de custos, novos processos de produção, preços competitivos e etc.), que permite que um determinado produto tenha o seu preço reduzido.

    Quando um governo controla e/ou intervém ferozmente em um certo setor da economia, o nível de inovação e competição é praticamente nulo e um mercado de massa é quase impossível de se estabelecer, pois as empresas que atuam em tal setor possuem poder suficiente para evitar a chegada de novos competidores, podem impôr os preços que quiserem e podem até mesmo estabelecer a lei que regula uma determinada atividade. O Brasil era assim na década de 1980 em certos setores.

    Até!

    Marcelo

  136. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Para de enrolar, rapaz! Isso não dá certo aqui.

    Eu disse que, em seus mandatos de senador e deputado federal, o Bob Fields, o lamparina de popa, jamais (eu disse JAMAIS!)apresentou um único (eu disse UM ÚNICO!) projeto de lei relevante.

    Tu tentaste me contestar, defendendo o lamparina, escreveste um porrilhão de palavras e, em nenhuma delas, fizeste referência a um único (eu disse UM ÚNICO) projeto de lei relevante apresentado pelo Bob Fields, o lamparina de popa.

    Foi a defesa mais incompetente que já vi.

    Se te arvoras a defender o lamparina, é porque tens elementos pra defender o lamparina. Se estás defendendo o lamparina e dispões de elementos pra defender o lamparina, é burrice não usar esses elementos. Até porque isso será usado contra ti, pela inabilidade, e também será usado como uma reafirmação de que esses elementos não existem.

    De modo mais simples: cadê os projetos de lei relevantes propostos pelo lamparina de popa? Cadê? Não citaste nenhum, e sabes muito bem por quê.

    Não citaste porque não conheces. E não conheces porque não existem…

    Não enrola, rapaz.

  137. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    o primeiro computador ocupava três andares de um prédio e com menos capacidade do que qualquer micro de hoje.

    Você considera que todo esse progresso se deve à liberalização de mercado?

    Não, meu caro Marcelo, não faz o menor sentido. Nem criança acreditaria nisso.

    Pesquisas, descobertas, profundos estudos, pessoas geniais, são inúmeras as causas do progresso.

    Talvez até a tal de “liberalização do mercado” possa ter alguma influênicia, mas é mínimia!

    A vida não se enquadra em generalizações!

  138. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Ainda tenho vivido um momento muito contingencial, sem internet em casa. Tenho descoberto meios de manter o blog via o iPhone, que levo para o alto de um platô do terreno de casa onde tem sinal 3G.

    Levava o notebook mas era um inferno.

    Às vezes consigo estar com o note e wifi ou modem e com disponibilidade para blogar.

    Quando tiver oportunidade acerto teus comentários. Pelo iPhone é pior que parto de porco espinho.

    Espero que entendas.

    Se desconfigurou a área de comentários me deixe saber. Caso contrário, se não for muito incômodo, deixa como está.

    … iPhone

  139. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Não enrola, rapaz.

    O Bob Fields NÃO CRIOU o BNDES. A proposta de um banco nos moldes do BNDES é antiga. Vem dos tempos de Getúlio Vargas, e foi copiada dos EUA, mais especificamente, foi copiada do FDR.

    O lamparina de popa foi nomeado PRESIDENTE do BNDES, pelo Juscelino Kubitschek, cuja política econômica Bob Fields defendia, e que era o exato oposto àquilo que poucos anos depois (depois do golpe militar de 1964) ele defenderia. Por essa época, Bob Fields defendia a intervenção do Estado na economia e acabou cavando sua nomeação como presidente de um dos mais poderosos mecanismos de intervenção.

    Daí porque, uns 3 anos depois, Lacerda diria que Bob Fields era apenas um puxa-saco. Era como água, tomando a forma do recipiente que o contivesse. Puxara o saco de JK, estava puxando o saco do Castelo e puxaria o saco de quem mais ocupasse o poder, em troca de uma sinecura.

    BNDES é areia demais pra carroça do lamparina de popa. Ele se intitular “criador” do BNDES — se é que ele se intitulou — é mais uma vigarice do Bob.

    Como vigarice foi o relatório da “Booz-Allen”, afirmando que haveria uma incortonável e longa crise de super-produção de aço em todo o planeta. Bob Fields usou esse relatório pra defender a proposta de que, pela mesma razão, o Brasil não deveria investir na extração de minério de ferro nem na implantação de siderúrgicas. Já pensou se o país houvesse seguido o “brilhante” conselho do lamparina?

    Abre parênteses: a Booz Allen parece ter uma enorme capacidade de produzir “estudos” tecnicamente inconsistentes e com propósitos obscuros (se bem que plenamente identificáveis). Décadas depois do “relatório do Bob Fields”, ela produziria outro relatório polêmico, agora sobre o desempenho dos bancos públicos brasileiros na era FHC. A reação agressiva, desmascarando as debilidades e manipulações técnicas que esse outro relatório continha, fez FHC recuar em sua proposta de reestruturação do sistema financeiro brasileiro. Hoje FHC deve respirar aliviado: houvesse o Brasil adotado a estrutura de sistema financeiro que a Booz Allen recomendou, e FHC queria, os efeitos da crise econômica de 2008 sobre nosso país seriam terrivelmente mais fortes. Fecha parênteses.

    Vai daí que o “planejamento econômico” do Bob Fields ignorou a implantação de siderúrgicas, a construção de pontes, rodovias, etc. Limitou-se a “projetar” a produção de cachos de banana, galinhas e dúzias de ovos.

    Não dá nem pra negar isso. Deu uma polêmica braba, com o Lacerda chamando o Bob Fields de “burro”, “entreguista”, “vendilhão”, “vigarista” e outros mimos mais. Saiu nos jornais. É só fazer uma pesquisa rápida.

    O lamparina foi se acomodar nos braços do marechal Castelo Branco que teve que fazer o diabo pra protegê-lo. Inclusive dos próprios militares. O general Justino Bastos, p.ex., num churrasco promovido pelo Assis Chateaubriand, baixou o cacete no lamparina, por causa desse troço. A cacetada do Justino foi publicada na revista O Cruzeiro, na época, a mais lida do país (ainda, né? A “Realidade” estava a caminho e iria mudar isso rapidinho…).

    A fala de Justino foi gravada por agentes do SNI e mostrada a Castelo no mesmo dia. No mesmo dia, Castelo exonerou Justino e nomeou Orlando Geisel pra substituí-lo (com a exoneração, Castelo matou outro coelho: impediu que Justino se candidatasse a governador do RS; em seguida, faria o mesmo com Amaury Kruel em SP — que também estava no churrasco, e apoiou Justino — depois de usar Kruel pra detonar com o ex-aliado, Adhemar de Barros, que estava se metendo na sucessão presidencial e, por isto, batera de frente com Castelo, para quem a sucessão presidencial era assunto “estritamente militar”).

  140. Olá!

    Elias,

    “Para de enrolar, rapaz! Isso não dá certo aqui.”

    Não é o caso de enrolar, Elias. Eu busquei fazer um breve sumário do que o Roberto Campos realmente defendeu durante a sua atividade parlamentar e como funcionário do governo.

    Acho que uma iniciativa dessas é bem mais interessante e instrutiva do que simplesmente dizer que fulano ou sicrano viviam apenas de mamar nas tetas estatais, além de colocar no contexto histórico algumas decisões políticas estabelecidas no Brasil.

    “Eu disse que, em seus mandatos de senador e deputado federal, o Bob Fields, o lamparina de popa, jamais (eu disse JAMAIS!)apresentou um único (eu disse UM ÚNICO!) projeto de lei relevante.”

    Não, não, Elias. Você não disse apenas isso, isto é, que em seus mandatos de senador e deputado federal, o Bob Fields, o lamparina de popa, jamais [. . .] apresentou um único [. . .] projeto de lei relevante. Você afirmou bem mais coisas do que isso. Vamos recuperar o excerto do seu comentário para lhe refrescar a memória:

    “Aliás, os liberalóides de almanaque também.

    Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o ‘Estado mínimo’, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário… Foi embaixador sem nunca ter sido diplomata… E por aí afora (e adentro dos cofres públicos). Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.”

    Vejamos, você afirmou que:

    01. O Bob Fields defendia o Estado Mínimo.
    02. O Bob Fields viveu boa parte da sua vida pendurado nas tetas estatais.
    03. O Bob Fields foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro e nem bancário.
    04. O Bob Fields Foi embaixado sem nunca ter sido diplomata.
    05. O Bob Fields encerrou sua carreira como parlamentar medíocre.
    06. O Bob Fields nunca apresentou um único projeto de lei relevante.

    Eu rebati cada um dos pontos acima e você se apega apenas ao último deles para dizer que eu enrolo.

    Aliás, é interessante como você, seletivamente, esquece alguns dos seus próprios argumentos para dizer que os outros é que enrolam.

    E mesmo o último ponto foi rebatido, pois o Bob Fields apresentou projetos de lei que teriam sido relevantes caso houvessem sido aprovados, ei-los:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    A própria The Economist, há um tempo atrás, fez uma reportagem mostrando como as leis trabalhistas são no Brasil e os efeitos delas na economia.

    Elias, responda o que lhe perguntei no comentário #132:

    Elias, por gentileza, você me permitiria colocar o seu nome quase completo no Google? É que eu gostaria de lhe fazer uma pergunta que faz um paralelo entre você e o Roberto Campos.

    Seria possível ou há algum problema da sua parte?”

    E então?

    Até!

    Marcelo

  141. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Nem me oporia a te dizer meu nome completo.

    Agora, usar isso pra me comparar ao Bob Fields é pura demência. Bob deve ser comparado aos seus (dele) iguais, rapaz… É tão difícil pra ti entender algo assim?

    Nunca me candidatei a cargos públicos. Nunca fui deputado nem senador. Nunca fui pago pra legislar.

    Bob foi. ELE tinha que fazer isso. Eu não.

    Onde quer que eu tenha trabalhado, cumpri com minhas obrigações e, não raro, fui além delas. Quando fui pago pra fazer contabilidade e fechar balanços, fiz contabilidade e fechei balanços. E assim por diante.

    Bob foi pago — COM DINHEIRO PÚBLICO! — pra legislar. Pra elaborar projetos de lei de interesse para o país, que, segundo suas próprias opiniões, necessitava se reorganizar.

    Ele elaborou esses projetos de lei ou ficou apenas caindo de paraquedas nos projetos alheios?

    Se tu dizes que ele fez isso, cita que projetos são esses. Quais os números desses projetos, para que a gente possa checar, no arquivo virtual do Senado.

    Se não elaborou, ou se tu não sabes qual, melhor procurar outra forma de defender teu ídolo. Desse jeito, só vais me dar mais argumentos, como fizeste agora.

    Tua vez…

  142. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Eu disse que:

    1 – Durante seus mandatos de deputado federal e senador, Bob Fields NUNCA apresentou UM ÚNICO projeto de lei relevante.

    2 – Foi nomeado presidente de banco (estatal), sem nunca ter sido banqueiro ou bancário.

    3 – Foi nomeado embaixador nem nunca ter sido diplomata.

    Tu dizes que rebateste cada uma dessas afirmações. Onde? Quando? Como?

    Quais foram os projetos de lei apresentados pelo Bob, como deputado ou senador?

    Quando ele foi banqueiro ou bancário, antes de ser nomeado presidente de banco estatal?

    Onde ele se formou como diplomata? No Rio Branco? Quando?

    Agora, esse negócio de defender “estado mínimo”, fica por tua conta, e por conta do teu enorme desconhecimento.

    Nem sempre Bob Field defendeu o estado mínimo. Pra ele ser nomeado presidente do BNDES, p.ex., ele defendou tenazmente, doidamente, a intervenção do Estado na economia. Defendeu o rompimento de JK com o FMI, etc, etc, etc, etc, etc, etc.

    Bob Fields passou pro outro lado DEPOIS que o outro lado venceu, em 1964. Aí ele se tornou anti-estatista desde criancinha… Sempre mirando numa sinecura…

    Não era sem razão que Lacerda chamava Bob Fields de “puxa saco”, “vira casaca”…

  143. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Só um tolo de carteirinha se daria ao trabalho de comparar a trajetória de um sujeito que passou décadas na vida pública, com a trajetória de uma outra pessoa que NUNCA nem mesmo pensou em atuar na vida pública.

    Não vais encontrar referências a meu respeito no Google, Marcelo. Assim como não encontrarás referência à esmagadora maioria dos brasileiros.

    Mas isso não vai mudar os fatos sobre os quais estamos debatendo, a saber:

    1 – Em seus mandatos de deputado federal e de senador, Bob Fields JAMAIS apresentou um único projeto de lei relevante pro país.

    2 – Bob Fields foi nomeado presidente de banco estatal, sem nunca ter sido banqueiro nem mesmo bancário.

    3 – Bob Fields foi nomeado embaixador (mais de uma vez), sem nunca ter sido diplomata.

    4 – Bob Fields defendeu apaixonadamente a intervenção do Estado na economia, quando isto foi conveniente às suas ambições pessoais.

    Não há pesquisa nem comparação que tu faças, no Google ou onde quer que seja, que vai mudar isso.

    Como defensor de uma causa ou de um homem público, não estás muito bem…

    Recomendação: tenta usar um pouco mais a cabeça.

    Mas pra pensar…

  144. Olá!

    Elias, os seis pontos do seu comentário foram rebatidos. Se você não acha isso, mostre argumentos, ora.

    Houve um ponto que eu não rebati, pois acabei editando incorretamente o comentário e tal parte acabou cortada na edição final.

    Você escreveu:

    “Foi embaixador sem nunca ter sido diplomata”

    Sim, isso é verdade. No entanto, o ex-presidente Itamar Franco também foi nomeado embaixador para Portugal e, pelo que verifiquei na Wikipédia, não consta que ele tenha se diplomado pelo Instituto Rio Branco.

    É verdade também que o Bob Fields era meio keynesiano entre 1940-1960.

    E outra, o Bob Fields veio a ter mais contato com o liberalismo, sobretudo a Escola Austríaca, na época em que foi embaixador em Londres e pôde ver os desastres causados pelas políticas keynesianas.

    Reconsiderar os seus posicionamentos é um dos sintomas daqueles que não são idiotas. Isso é importante.

    Até!

    Marcelo

  145. Michelle de Souza Malone said

    Goodday for everyone

    Da série “Oi Petralhas do pedaço”…ou
    A realidade insiste em contrariar os petralhas…

    1. Marcelo Augusto, desculpe minha sinceridade, mas acho seus posts um saco.
    Até acho que você está correto, mas discutir intelectualmente assuntos sérios com petralhas é puro masoquismo.Você é masoquista? I hope not!

    2.Lanchas da Ideli: os malfeitores do PT tentam livrar a cara da ministra.

    Os malfeitores do PT agora tentam inventar desculpas na linha dos “empréstimos não contabilizados”. “Não há porque caracterizar como um malfeito, o ministério não pediu contribuição (para a campanha), foi o PT”, afirmou o líder do partido na Câmara, Jilmar Tatto (SP), reforçando argumento do presidente do PT, Rui Falcão. “Além disso, a doação é voluntária”, complementou, lembrando que, por essas e outras, o PT defende o financiamento público das campanhas.

    Vamos desenhar a situação para os malfeitores do PT entenderem?
    Primeiro, houve uma licitação fraudulenta, segundo afirmou um concorrente eliminado, que tinha um preço menor do que o vencedor que virou doador da Ideli. Segundo, a compra era totalmente desnecessária, tanto é que as lanchas ficaram apodrecendo no tempo. Terceiro, o vencedor da licitação fradulenta confessou que foi extorquido pelo PT, “convidado” a fazer a doação.

    O que se comenta em Florianópolis é que não foram apenas R$ 150 mil. Que o tal fornecedor teria assumido pendências com gráficas, produtoras de comerciais e outros membros da campanha.
    É só botar o MPF, tão diligente para procurar mortos e desaparecidos, atrás das evidências que aí sim, o peixe vai morrer pela boca.

    A realidade insiste em contrariar os petralhas…

    As always

  146. Patriarca da Paciência said

    A colonizada, dama da Triste Figura, torcedora contra o Brasil, volta a atacar e, como sempre, escudada pelo Reinaldinho Cabeção.

    he he he

    Que engraçado!

  147. Pax said

    Agora de manhã soube que Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, foi entrevistado no Roda Viva.

    Perguntaram da Veja.

    A resposta?

    Virou um nada.

    Tenho que concordar.

    Mas…

    Que história é essa de lanchas e a Ideli?

    Não é porque uma revista tenha perdido credibilidade que não devemos investigar quem quer que seja.

    Basta lembrar do Silvinho e sua brilhosa Land Rover.

    O poder atenta. Esta é uma verdade tão grande quanto o perigo de um cara em viagem olhar uma dona com lingerie preta transparente.

    Atenta, sim

    … iPhone

  148. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    O José Dirceu foi açoitado e crucificado em públicou e agora, já está quase provado, que tudo não passou de uma armação do Carlinhos Cachoeira em colaboração com o Demóstenes Torres e a revista Veja.

    Cuidado devemos ter mesmo é com a revista Veja, Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres e seus associados.

    Aliás o Sr. Carlinhos Cachoeira, o professor do Demóstenes Torres, transformou o famoso Al Capone num aprendiz de meia tijela.

    O Cara dá de 10 x 0 no Al Capone!

    Goianinho que parece gerado e criado nos Infernos!

  149. Pax said

    Caro Patriarca,

    Me desculpa, meu amigo, mas absolver José Dirceu porque Veja e Demóstenes têm lá seus problemas não me parece muito equilibrado.

    Segundo já ouvi em muitos cantos, o PT decidiu que precisava “comprar” o Congresso para trabalhar, primeiro governo Lula. Resolveram partir para os pequenos partidos, Bob Jefferson, Valdemar da Costa Neto, esse tipo de político que o farto noticiário expõe muito bem o nível.

    Segundo minhas fontes, Dirceu não queria este caminho, preferia “adotar” o PMDB como parceiro, o que vemos hoje em dia, em outras palavras, palavras mais inconformadas, Dirceu desde o início queria se entregar ao bigodão, ao Michel, já na partida.

    A decisão do partido foi contrária e Dirceu, homem de partido, acatou e colocou o esquema em funcionamento. Deu no que deu. O partido não sabia jogar o jogo e Waldomiro Diniz foi a gota d’água para a carreira política eleitoral de Dirceu. Tanto que até cassado foi.

    Dirceu morreu politicamente, se falarmos em carrreira eleitoral. E fez por merecer. Sim. Minha opinião é essa e cheia de informação de todos os lados, principalmente de petistas.

    Demóstenes? Veja? Bem, fazem parte do que chamamos de oposição. Cachorro morto. Nem vale muito a pena gastar teclado.

    Onde miro a discussão política, onde acho que podemos ganhar o jogo: na discussão deste modelo canalha que todos jogam. Enquanto estes coronéis mandarem no país nunca teremos uma reforma política, uma reforma tributária e fiscal e, ainda pior, nunca teremos foco em Educação.

    O país pode crescer à vontade, virar a 6a, 5a, 4a economia do mundo, mas será um país eternamente desigual.

    Me admira é que os próprios petistas passaram a adotar este discurso dos coronéis a quem estão ligados.

    O PT precisa se renovar, o quanto antes, precisa se lembrar de suas origens.

    Caso contrário será o PMDB de amanhã. Disso não tenho a menor dúvida.

  150. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    já está quase provado que os tentáculos do tal Carlinhos Cachoeira eram muitos e poderosos.

    O cara realmente é um fenômeno, no mais péssimo sentido da palavra.

    Até hoje nada foi provado contra o José Dirceu.

    Sobre financiamento de campanhas e o modo como é realizada, não foi invenção do PT, do PSDB, do Lula, do FHC, do Collor, do JK, sequer do Getúlio Vargas.

    A coisa está aí não se sabe nem desde quando.

    O único modo de acabar com isso seria o financiamento público de campanha.

    Mas é através do financimento privado de campanha que os políticos enriquecem!

    Como que eles vão matar a galinha dos ovos de ouro?

    Só mesmo com muito vigilância social, consistência e persistência a coisa pode melhorar um pouco.

    Nenhum país conseguiu acabar totalmente com a corrupção – houve apenas redução a níveis toleráveis.

  151. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Tu continuas o enrolão de sempre…

    Em disse que o Bob Fields foi nomeado embaixador sem nunca ter sido diplomata. Aí tu dizes: “o Itamar também…” E achas que me rebateste…

    “Rebater”, Marcelo, é apresentar argumentação contrária. CONTRÁRIA, Marcelo!

    Tu terias me rebatido se demonstrasses que Bob Fields era, sim, diplomata de carreira. Que ele havia estudado no Rio Branco ou em qualquer outra instituição; que havia sido admitido no serviço público diplomático por meio de concurso ou qualquer outra forma de seleção, etc, etc.

    Isso sim, seria “rebater”, Marcelo…

    Dizer que outras pessoas também foram nomeadas nas mesmas condições do parasita Bob Fields não “rebate” nada rapaz…!

    Imagina um advogado defendendo um notório ladrão. Aí ele diz que o ladrão não deve ser condenado, porque existem outros caras que também são ladrões. Se o cara matou alguém, esse advogado dirá que o assassino não deve ser condenado porque outras pessoas tamnbém cometeram assassinatos.

    Burrice, né?

    Pois esse advogado és tu…

    O Itamar Franco também foi nomeado embaixador sem ser diplomata? E daí? O que isso muda em relação ao Bob Fields, de quem estamos falando?

    O Assis Chateaubriand e o Delfin Neto também foram nomeados embaixadores e nunca foram diplomatas de carreira. Um cara que mora uns 100 metros adiante da minha casa tem uma granja, onde ele cria galinhas. Já eu tenho um pequeno açude, onde crio peixes. Mas uma vizinha da minha prima criava porcos e parece que ela teve uma tia que, há uns 40 anos atrás, teve tuberculose…

    O que diabos isso tem a ver com o assunto sobre o qual estamos debatendo, rapaz?

    Tu tás ficando doido, doido…?

    Mencionei as SINECURAS gostosamente usufruídas pelo Bob Fields, porque ele, como beneficiário dessas sinecuras, como o parasita estatal que ele foi até morrer, não tinha moral pra defender o “Estado mínimo”, coisa nenhuma… Era um hipócrita!

    Entendeste agora, Marcelo?

    E quais foram os projetos de lei relevantes que Bob Fields apresentou, nos muitos anos em que foi senador e deputado federal?

    Sendo pago — E MUITO BEM PAGO! — pra fazer leis, era de se esperar que Bob Fields fizesse, pelo menos, um bom projeto de lei a cada 2 anos.

    Vamos supor, um projeto de lei com 12 artigos… Seria a redação de 6 artigos por ano… Mais ou menos um artigo de lei a cada 2 meses… Metade de um artigo de lei por mês…

    Isso é exigir demais?

    Pois nem isso Bob Fields fez!

    Dá nisso aí. Tu, tentando defender o lamparina de qualquer maneira, e sendo obrigado a enrolar…

    É só blá, blá, blá… Mas não consegues trazer ao debate um só projeto de lei do cara.

    Não sei quem é pior, se o defendido ou o defensor…

    Saco!

  152. Elias said

    Pax,
    A narração que fizeste quanto à posição do Zé Dirceu, em relação às alianças com os pertidecos de rodapé, é expressão da verdade.

    No fim, quem mais se ferrou foi ele mesmo. Perdeu na disputa interna e, mais à frente, foi aquilo que se viu.

    No Brasil, nenhum partido tem condições de ganhar sozinho eleição em 2 turnos. Em um só turno, não haveria problema. Em 2 turnos, de jeito nenhum. E o Brasil adotou eleições em 2 turnos exatamente pra forçar a realização de alianças, de modo a evitar que o Executivo tenha que operar com a oposição sendo maioria no Congresso.

    Em países com partidos fortes, como os EUA, não tem problema o Presidente da República ser minoritário no Congresso. No Brasil, isso é o mesmo que contratar uma baita crise institucional.

    Dado que, no Brasil, só é possível vencer eleições em 2 turnos fazendo alianças, o passo seguinte é responder à pergunta: com quem se aliar?

    Partidos pequenos? Lá vai PL, PP e sei lá mais o quê…

    Partido grande? PMDB (Pondo a Mão no Dinheiro do Brasil).

    Numa bifurcação em Treblinka havia uma placa dizendo: “Para a esquerda, tu perdes… Para a direita, eu ganho”.

    De fora do gramado, é fácil falar. Já dentro das 4 linhas, ou você escolhe ou sai do jogo…

    Aí, de fora do gramado, poderá falar à vontade…

  153. Pax said

    Caro Elias,

    Não é só ficar e falar à vontade “fora do gramado” como você diz.

    As pessoas íntegras, de dentro dos partidos, também tem que reagir.

    E há mais gente íntegra que canalha no mundo. Disso tenho, também, certeza.

  154. Michelle de Souza Malone said

    Good Day for everyone

    Da série “Oi Petralhas do pedaço”…ou
    A realidade insiste em contrariar os petralhas…

    Pra apimentar um pouco essa discussão…
    não percam o final…

  155. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    o cara tem aparência de político de boteco, cara de pinguço, fala de bebum, argumentos de orador de zona e emite opiniões e opiniões das mais estapafúrdias sem apresentar qualquer comprovação.

    Pelas opiniões do bebum, no Brasil não há Polícia Federal, Ministério Público, Justiça, pessoas honestas ou qualquer coisa semelhante.

    Acho que o livro do dito cujo deve ser um retrato dele próprio, José Néumanne Pinto, que alías nem chega a ser pinto, quanto mais galo.

  156. Patriarca da Paciência said

    “Os próprios diálogos divulgados agora pela Veja mostram como se dava o acordo:

    Cachoeira: Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos. Então é o seguinte: se não tiver um líder e a gente trabalhar em conjunto… Ele pediu uma coisa? Você pega uma fita dessa aí e ao invés de entregar pra ele fala: “Tá aqui, ó, ele tá pedindo, como é que a gente faz?”. Entendeu?

    Desde 2008 – quando escrevi o capítulo – sabia-se dessa trama criminosa entre a revista e o bicheiro. Ao defender Policarpo, a revista, no fundo, está transformando-o em boi de piranha: o avalista do acordo não é ele, é Roberto Civita.

    Em Londres, a justiça processou o jornal de Rupert Murdoch por associação indevida com fontes policiais para a obtenção de matérias sensacionalistas. Aqui, Civita se associou ao crime organizado.

    Se a Justiça e o Ministério Público não tiverem coragem de ir a fundo nessa investigação, sugiro que tranquem o Brasil e entreguem a chave a Civita e a Cachoeira.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/esquecam-policarpo-o-chefe-e-roberto-civita#more

  157. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone

    Da série “Oi Petralhas do pedaço”…ou
    A realidade insiste em contrariar os petralhas…principalmente
    os petralhas pobres de espírito.
    Pedras brancas ou pérolas…tanto faz!
    eles comem sem pestanejar, junto com a ração do partido.

    “o cara” tem aparência de político de boteco, cara de pinguço, fala de bebum, argumentos de orador de zona e emite opiniões e opiniões das mais estapafúrdias sem apresentar qualquer comprovação.

    Pelas opiniões do bebum, no Brasil não há Polícia Federal, Ministério Público, Justiça, pessoas honestas ou qualquer coisa semelhante.

    Bingo… petralha,
    você acaba de descrever o personagem do livro,o Lula, e está crente que azarou meu post…axincalhando um jornalista
    de reputação.Nada de na$$ifs e comparsas do JEG (Jornalistas da Esgotosfera Governista)

    Leia mais quem é José Nêumanne Pinto:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_N%C3%AAumanne_Pinto
    e
    http://blog.neumanne.jor.br/

    tsk!tsk!tsk!

    Depois quando eu falo que petralha é burro, você, petralha, fica indignado.
    Pense antes de escrever…ou pensar “faz mal pra cabeça”?

    PS – a alusão inconsciente sobre pintos e galos, ao final do seu comentário é muito reveladora…como já apontei aqui.O enrabador quer ser enrabado?
    Já anda até descrevendo o tamanho da estrovenga preferida…
    KKKKKKK
    (risinhos de old whore londrina…)

  158. Patriarca da Paciência said

    Na política tá bem na cara de que lado o cara está:

    “Na política foi forte crítico do governo do Presidente Lula, sendo simpatizante do PSDB, principal partido opositor ao atual governo presidencial.”

    Ou seja, todas as suas opiniões são simples politicagens.

    o cara acusa o Lula de ser filho de um pai analfabeto com uma santa. Bom, pelo meno o Lula tem a vantaagem de ser filho de uma santa, já o bebum é filho de dois analfabetos e explica a também as idéias de colonizado, como é o seu caso.

    “O fato é que ao registrá-lo seus país não levaram escrita a grafia correta do nome e a escrivã grafou como ouviu: “nêuman”, e acrescentou um “e” para aportuguesar”.

    E o cara estava com cara visilvelmente de bebum ao dar ao entrevista. Disto não resta a menor dúvida.

  159. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    mais um lembretezinho,

    você só perde seu tempo apelando para baixarias. Tais coisas não me atingem em nada mesmo.

  160. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    veja só o que andam fazendo teus ídolos:

  161. Patriarca da Paciência said

    Michelle de Souza Malone,

    e tem mais uma coisinha,

    sobre a única coisa correta que o dito cujo fala, ou seja, que o Lula é o maior gênio da política brasileira, eu venho falando isso faz muito tempo. Quem acompanha meus comentários sabe que eu falo isso desde os tempos do “No mínimo”. Eu sempre disse que o Lula é o nosso gênio da política, assim como Machado de Assis é o nosso gênio das letras, este que é o maior escritor da língua porguguesa e não tinha sequer o ginásio completo.

  162. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    Machado de Assis é o maior escritor da língua portuguesa e não tinha sequer o ginásio completo.

  163. Elias said

    PAX,
    Acho que me expressei muito mal.

    O que eu estou querendo dizer é o seguinte:

    1 – No Brasil, nenhum partido tem condições de ganhar eleição e governar sozinho. Tem que fazer aliança.

    2 – Para o PT e o PSDB, os dois maiores partidos brasileiros, fazer aliança com partido grande significa se aliar ao PMDB. Fazer aliança com partidos pequenos, significa se aliar a essa sopa de letrinhas que tem por aí. O PT ainda tem a opção de se aliar aos micropartidos de esquerda, mas isso só não resolve o problema eleitoral. Se esses micropartidos de esquerda fossem capazes disso, não seriam micropartidos. Além do mais, esses micropartidos vivem empanzinados de pseudoideologia e, numa aliança política, criam mais problemas do que ajudam a resolver.

    3 – Nem o PT nem o PSDB têm condições de mudar o caráter dos partidos aos quais eles se aliam. Esses partidos existem e são como são porque estão homologados pelos votos que seus candidatos receberam. É pegar ou largar! Você se alia a eles ou não. Se te aliares vão te criticar porque te aliaste a eles. Se não te aliares, nunca vais vencer eleições e ainda vão te criticar por seres “doutrinário”, “radicalóide”, etc., que não sabe fazer política…

    4 – No frigir dos ovos, te resta a opção de escolher em que fogueira preferes ser queimado… E em qual delas chegas mais perto dos teus propósitos políticos.

    5 – Sei que as pessoas dignas são maioria. É assim em qualquer parte do mundo. Mas, certamente, essas pessoas não são maioria na política brasileira… Em nenhum partido.

    PATRIARCA,
    Outro grande intelectual brasileiro que jamais cursou uma universidade foi o Millor Fernandes, recentemente falecido.

    Lá pelos anos 1970, Ziraldo dizia que Millor Fernandes, no Brasil, e Santos Fernando, em Portugual, eram os únicos seres humanos vivos realmente capazes de escrever corretamente no idioma português. Verdadeiríssimo!

    Pra completar, Millor ainda foi, de longe, o melhor tradutor de Shakespeare para o português (ele dizia que, pra ele, traduzir era muito mais difícil do que escrever textos originais).

    Lula é, de longe, o político mais competente do Brasil. É um feito impressionante, para alguém com a origem social dele, porque, em nosso país, os postos mais altos da política sempre foram ocupados por indivíduos oriundos do topo da pirâmide.

    Talvez por isso o pessoal do topo da pirâmide não o perdoe…

    Pior do que esse pessoal, é a lacaiada classe mérdia, que NÃO faz parte do topo da pirâmide, mas faz eco ao pessoal do topo da pirâmide, unicamente por despeito.

    A lacaiada é despeitada porque sabe que teve e tem muito mais oportunidades que o Lula, sem ter que enfrentar nem a centésima parte das dificuldades que ele enfrentou. Mesmo assim, sabe que jamais chegará onde ele chegou. Sabe que jamais alcançará o êxito que ele alcançou, notadamente numa atividade tão competitiva como a política profissional.

    A lacaiada sabe que não chegará nem perto disso, porque é menos inteligente e menos capaz.

    Por isso, a lacaiada se amarga tanto, se morde tanto, se baba tanto, espuma tanto, odeia tanto…

    São animais raivosos e frustrados…

    Mas não tenho pena deles. Eles que se danem!

    A gente tem mais é que tratar a lacaiada como cães raivosos: na paulada!

  164. Patriarca da Paciência said

    “1 – No Brasil, nenhum partido tem condições de ganhar eleição e governar sozinho. Tem que fazer aliança.”

    Elias,

    estou totalmente de acordo. E ainda acrescento – é este o verdadeiro espírito da democracia.

    Queiramos ou não, o PMDB representa boa parte do pensamento brasileiro, asim como os diversos perquenos partidos de esquerda ou direita.

    Então, excluir tais partidos é que seria antidemocrático.

    O grande ideal mesmo é manter aquele linha do famoso poema:

    SE

    Se és capaz de manter tua calma, quando,
    todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
    De crer em ti quando estão todos duvidando,
    e para esses no entanto achar uma desculpa.

    Se és capaz de esperar sem te desesperares,
    ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
    Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
    e não parecer bom demais, nem pretensioso.

    Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
    de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
    Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
    tratar da mesma forma a esses dois impostores.

    Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
    em armadilhas as verdades que disseste
    E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
    e refazê-las com o bem pouco que te reste.

    Se és capaz de arriscar numa única parada,
    tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
    E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
    resignado, tornar ao ponto de partida.

    De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
    a dar seja o que for que neles ainda existe.
    E a persistir assim quando, exausto, contudo,
    resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

    Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
    e, entre Reis, não perder a naturalidade.
    E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
    se a todos podes ser de alguma utilidade.

    Se és capaz de dar, segundo por segundo,
    ao minuto fatal todo valor e brilho.
    Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
    e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

    Rudyard Kipling
    Tradução de Guilherme de Almeida

  165. Elias said

    Pra quem gosta, do noticiário da ADVFN:

    “A construtora Gafisa (GFSA3) apresentou hoje pela manhã o resultado preliminar de suas operações referentes ao ano de 2011. E os problemas da companhia, após a aquisição da Tenda, acabaram se mostrando: em 2011, a companhia registrou um prejuízo de R$1,09 bilhão, revertendo o lucro registrado no ano anterior. (…) O relatório final deve ser apresentado no máximo até o início da semana que vem. (…)”

    Em 2010, a Gafisa emplacou lucro líquido por ação de R$ 0,97, contra R$ 0,31 em 2009. Em 2011, com a compra da Tenda, a empresa saiu do algodão e desceu aos infernos: no ano passado, à medida que os resultados trimestrais iam sendo conhecidos, as ações da Gafisa também iam despencando. Na virada do ano, a despencada total chegou a 60%.

    Diferentemente da Oi, entretanto, a Gafisa não disfarça. Na apresentação preliminar dos resultados, a diretoria vai logo erscancarando “o que deu certo” e “onde falhamos” em 2011. Nada daquele palavrório pseudo-rebuscado e vazio de sentido em que a Oi se pendurou… (a atual diretoria da Oi deveria ser simplesmente despejada das instalações que impropriamente ocupa).

    Como a Gafisa tem um bom estoque de unidades prontas e o mercado tá comprador, é de se supor que a “revisão estrutural” (que sempre acontece quando uma empresa despenca assim), vai atingir mais a área de vendas.

    A Gafisa também diz que não conseguiu reproduzir, em outras regiões do país, o mesmo desempenho alcançado no Rio e em SP.

    Não é muito razoável pretender que alterações na política de venda resolvam esse tipo de problema. Logo, é possível que a Gafisa esteja se preparando pra se retirar de algumas áreas do país, concentrando suas operações onde elas proporcionam resultados melhores (o risco de decisões assim é o mercado das áreas eleitas apresentarem sinais de saturação; aí o bicho pega, né?).

    É o problema da empresa de capital aberto: tem que apresentar resultados no curto prazo.

    Um amigo me diz que olhar esse tipo de coisa do lado de fora provoca sentimentos contraditórios, tipo: (a) que bom que eu não tenho nada com isso; e (b)saudade do tempo que eu tinha…

    É mesmo…

  166. Elias said

    Patriarca,

    Beleza essa lembrança do poema de Rudyard Kipling.

    E isso vai muito além da política.

    A quarta estrofe deveria ser lida diariamente por todas as pessoas que, de algum modo, têm algo coisa a ver com a esquerda…

    “Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
    em armadilhas as verdades que disseste
    E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
    e refazê-las com o bem pouco que te reste.”

    É, exatamente, o nosso caso, né? A questão é saber se seremos capazes refazer.

    Torço pra que a próxima geração faça isso…

  167. Pax said

    Caro Elias,

    O que insisto é no ponto que, segundo minha opinião, tem que haver um enorme inconformismo com o status quo.

    O que realmente me incomoda é ver em uma parcela significativa da militância uma aceitação geral de tudo que rola, como se não houvesse outras possibilidades.

    Há, sim.

    A sociedade já encheu o saco desse jogo sujo. Uma hora o preço será cobrado, nas urnas, desse discurso que tudo possível está sendo feito.

    Não está.

    Cadê as reformas?

    Se acharmos que tudo está bem, nada muda. E há um caminhão de mudanças a serem produzidas.

    Independente desses partidos de aluguel. Ou, melhor, obrigando-os a entrar no jogo do governo, e não o contrário disso.

    Difícil? Sim, claro que sim. Possível? Sim, claro que sim.

    Falta vontade e coragem política. E uma boa dose de habilidade.

    Enviado via iPhone

  168. Patriarca da Paciência said

    Pax,

    embora você e muita gente não acreditem, os procedimentos tanto do Lula quanto da Dilma, estão bem mais próximos dos ideais do poema “Se”, transcrito acima, do que ” uma aceitação geral de tudo que rola, como se não houvesse outras possibilidades.”

    Elias, também não estou totalmente satisfeito com o que foi realizado pelo PT, mas acredito que um bom começo já fizemos.

  169. Elias said

    Pax e Patriarca,

    Acho que a coisa vai por onde o Patriarca disse…

    Às vezes, a gente pensa, como o Pax, que “a sociedade já está de saco cheio com o jogo sujo”.

    Aí a gente olha de novo, e o que vê? Vê a sociedade votando nos mesmos jogadores do jogo sujo de sempre.

    Então, não está de saco tão cheio, assim, como a gente pensava, né?

    No que diz respeito especificamente ao PT, está em curso um processo de substituição das antigas lideranças. Claro que as atuais lideranças vão resistir, e algumas delas farão tudo pra impedir que as novas despontem. Não vão sair por aí, cantando “Ô abre alas…”. Mas espero que essas resistências sejam vencidas — ao contrário do que acontece no PSDB — e que a renovação siga seu curso.

    Mas também não sou ingênuo a ponto de pensar que a próxima geração já terá respostas pra tudo. Nada disso! Um nível mais alto de ética na política só será alcançado no Brasil, quando a sociedade brasileira adotar a ética como um de seus valores fundamentais.

    Não são os políticos que forjam o caráter da sociedade. É a sociedade que forja o caráter de seus políticos.

  170. Pax said

    Caros Elias e Patriarca

    Parece que, às vezes, vocês esquecem da empresa do Lulinha, do Celso Daniel, do Toninho do PT, das cuecas manchadas de verde das notas americanas, dos 50tão do Luís Paulo Cunha, dos 20tão do prof Luizinho etc etc.

    Desculpem-me lembrá-los destes “escorregões”.

    São piores que um Demóstenes? Acho até que não, mas borram um bocado a imagem toda.

    Lula fez um bom trabalho, FHC também fez lá seus acertos, mas estão longe do que é necessário ou, melhor ainda, que o Brasil merece.

    Sim, claro que esta classe política é enojante e é claro que foi a sociedade brasileira que os colocou lá.

    Mas…

    Porquê será?

    Isto posto, enquanto não tivermos Educação nos trilhos, teremos isso aí sempre.

    E mesmo com alta Educação ainda assim não é garantia de solução, basta vermos Israel e EUA, que ainda mantém altos índices de corrupção

    Enviado via iPhone

  171. Elias said

    Pois é, Pax.

    Houve isso tudo. E pode estar havendo isso e muito mais… E nós jamais saberemos simplesmente porque os caras agora estão mais cuidadosos.

    O pior é que, do outro lado, na oposição, também não há nada que preste. É tudo igual ou pior.

    Os militares tomaram o poder de assalto, dizendo que iam combater a corrupção. Pouco tempo depois, estavam aliados aos piores corruptos do passado. E não faltaram militares que se deixaram corromper, também.

    Veja o que ocorreu com os evangélicos. Quando eles eram minoria na sociedade, eles eram sinônimos de seriedade, honestidade, retidão… Hoje, a expressão “partido evangélico” é pejorativo. “Grupo de evangélicos” é quase sinônimo de “quadrilha de malfeitores”.

    Com o PT aconteceu quase o mesmo. Chegou ao poder, sucumbiu. Se desnaturou.

    Por que será?

    Pelas mesmas razões que apresentaste, também não acho que o problema esteja no baixo nível de educação em geral, nem mesmo no baixo nível de educação política.

    A meu pensar, a coisa está nos tais valores cultivados pela sociedade. A sociedade brasileira tem hímen complacente pra questões éticas. Para a sociedade brasileira o que importa é o resultado. Se o cara “der certo” (ou seja, se tornar rico e poderoso), e não for apanhado com a boca na botija, tudo bem.

    Já se fores apanhado te crucificam e, em seguida, chamam os urubus… Os urubus estão sempre aí, à disposição, nos jornais, nos púlpitos, no parlamento, no Judiciário, preparados a bicar o fígado do ladrão que se deixou apanhar (ainda que, quase sempre, os mesmos urubus estejam a serviço de outro ladrão).

    Todo mundo encara numa boa, porque a velha e remelenta hipocrisia é outro de nossos valores mais caros, e mais exercitados.

    Lembra de quando tu postavas alguma notícia sobre um corrupto de direita? Imediatamente um empenhado crítico da corrupção enchia a lista de comentários com transcrições de notícias sobre outro assunto.

    A intenção, claro, era desviar a atenção…

    E olha que, aparentemente, o cara não ganhava nada pra fazer isso. Imagina se ele fosse pago pra fazer o que fazia… Imagina o que faz quem é pago pra fazer algo assim…

    No PT, como na esquerda em geral, vejo como ponto positivos: (a) o fato de que, em mais de 9 anos no poder, ter realizado alguns avanços na área social (pode não ser — e não é — esse chocolate todo, mas, mesmo assim, é bem melhor que os antecessores; (b) têm dentro si as contramolas; os bichos brabos que não se enfurnaram na estrutura estatal, não chafurdaram na lama da corrupção e, de dentro da barriga do partido, estão fomentando a renovação do quadro, a substituição dos antigos líderes. Se não der em nada pro PT, dará pra outro partido. Pra mim, tanto faz… O que importa é que o país avance. E o Brasil só avança pela esquerda, já que a direita não presta (é burra e mais desonesta que a esquerda), e o centro, além de desonesto tanto quanto, é imbecil e sem caráter.

  172. Patriarca da Paciência said

    Lula recebe mais um prêmio internaciona

    Vejam o que disse o presidente catalão:

    “Lula construiu as bases para o crescimento econômico do Brasil e entendeu, graças ao seu passado sindicalista e de esquerda, que sem crescimento econômico não há divisão de riqueza”, disse Mas sobre o ex-presidente brasileiro, que aceitou e agradeceu a premiação em uma carta.

    Este prêmio “reforça a minha convicção da importância de lutar por uma sociedade mais justa e democrática, sem fome nem miséria”, declarou Lula.

    O presidente catalão assegurou que o ex-presidente brasileiro demonstrou a intenção de viajar à Catalunha para receber o prêmio em junho, caso a sua saúde permita, após superar um câncer na laringe.

    O Prêmio Internacional Catalunha, que oferece 80 mil euros a seu vencedor e uma escultura de Antoni Tàpies, foi concedido no ano passado ao escritor japonês Haruki Murakami.

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1070569-lula-ganha-premio-na-espanha-por-luta-contra-a-pobreza.shtml

  173. Zbigniew said

    Pax, tomo a liberdade de divulgar o pdf do Nassif, sobre o caso Veja (atualizado com as peripécias da tríade Carlinhos Cachoeira – DEMóstenes Torres – Veja (e seus prepostos). Ao que parece a organização mafiosa conseguiu tirar do google a tese do referido jornalista. Se Deus quiser essa empresa vai se tornar cada vez mais irrelevante e desaparecer. Aqui o link:

    http://www.advivo.com.br/sites/default/files/documentos/o_caso_veja_vset08_2.pdf

  174. Zbigniew said

    O panfleto cada vez mais enrolado:

    “A edição desta semana da revista Veja comete uma contradição escandalosamente evidente para qualquer um que possua quociente de inteligência ao menos mediano: apesar de manter intensos contatos com uma imensa organização criminosa, a publicação, que se notabilizou por realizar intrincadas investigações, alega que “não sabia” das atividades dela.(…)”

    E a Veja agora deu pra roubar a marca dos outros?! Nao era o Lula – segundo a propria revista e seus blogueiros de esgoto -que “nunca sabia de nada”?!

  175. Zbigniew said

    Fale-se o que quiser do PHA, mas nesta ele ta deitando e rolando:

    “Quem não queria o Brasil
    (de Lula) nos BRICs ?

    Publicado em 02/04/2012| Imprima | Vote (+56)

    Como se sabe, o colonista (*) dos múltiplos chapéus, aquele que tem uma seção de “Livros” na Folha (**) e no Globo (dose dupla de PiG (***) !!!) aos domingos, pensa que é o único brasileiro que compra na Amazon.

    (Neste domingo, o de múltiplos chapéus defendeu a tese de que a Comissão da Verdade não levará à revisão da lei da Anistia. É o que em Harvar (é assim mesmo, revisor. Obrigado. PHA) se chama de wishful thinking.)

    O ansioso blogueiro teve a petulância de comprar também na Amazon o livro “The Growth Map – Economic Opportunity (não se trata de um banqueiro condenado a dez anos de cadeia) in the BRICs and Beyond”, de Jim O’Neill, chairman do Goldman Sachs Asset Management e criador do acrônimo BRIC.

    O PiG (**) e suas penas amestradas, como diz o Ciro, odeiam os BRICs.

    Como a Presidenta foi à Índia numa reunião dos BRICs, o ódio se manifestou de várias formas.

    Um editorial do Estadão chamou os BRICs de “comédia”.

    A Folha (**) neste domingo disse que os BRICs estão na infância, não servem para muita coisa e, se tudo der certo, chegarão à maturidade quando o Otavinho já tiver vendido a Folha ao Tanure.

    Qual é o problema dos BRICs para a Urubóloga, por exemplo ?

    É que “BRIC” foi a solução engenhosa que o Jim O’Neill encontrou para sintetizar o que está NA cara de qualquer um: que o Brasil, Rússia, Índia e China (a África do Sul não faz parte do time do O’Neill) serão, juntos, breve, maiores que as economias do G7.

    E que eles são a expressão de uma nova ordem econômica mundial, com o relativo enfraquecimento, primeiro, da União Soviética e, depois, da União Européia e dos Estados Unidos.

    É o óbvio dilacerante !

    Mas, para os Urubólogos e a elite (a pior de todas é a de São Paulo, porque, ainda por cima, é separatista) isso seria o desmentido de suas teses fracassomaníacas.

    Os colonizados continuariam colonizados – com ou sem a Amazon – e o Brasil lá em cima, com o Nunca Dantes e a JK de Saias a dar bye-bye a Demóstenes, Cerra, Agripino e Civita – e suas penas amestradas.

    Mas, é o próprio O’Neill quem conta isso, de forma mais elegante, claro.

    Na pág. 49, ele conta que, em 2003 (logo, Governo Lula; atenção, amigo navegante !) , quando veio ao Brasil falar sobre o futuro papel dos BRICs, ALGUNS BRSILEIROS IMPLORARAM PARA QUE ELE NÃO FIZESSE ISSO ! (ênfase minha – PHA).

    Os brasileiros “begged”.

    Pelo amor de Deus, não ponha o Brasil nesse time !

    Please !

    Please !

    I beg you, Jim !

    Alguns “brasileiros” diziam que ele só incluiu o Brasil porque tornaria o acrônimo mais sonoro.

    Ou porque faria um trocadilho com “brick” – tijolo, em inglês.

    Mas, ele insistiu.

    Um dos mais céticos foi um diretor brasileiro (?) do Goldman, Paulo Leme, que hoje é o rei da cocada preta do Goldman aqui no Brasil.

    Paulo Leme era um dos “céticos “, diz O’Neill !

    Na verdade, logo antes da eleição do Lula em 2002, o Goldman, em Wall Street, montou um “Trem Fantasma” com gritos lancinantes e figuras amedrontadoras, para anunciar o fim do mundo, caso Lula fosse eleito.

    Dali do Goldman saíram as especulações mais sinistras contra o Lula !

    Havia projeções alucinadas da cotação Real com Lula.

    O’Neill conta que não deu a menor bola para as cassandras tupiniquins.

    Quando voltou para casa, comprou alguns Reais.

    Vendeu depois de três meses.

    E foi um grave erro, ele diz.

    “Porque nos últimos seis anos, o Real se tornou um moeda espetacularmente (literal, “spetacularly”) forte”, diz ele.

    Na página 52, diz O’Neill:

    “… in retrospecto, Lula se tornou o maior (“greatest”) formulador de políticas do G20 da primeira década do Seculo XXI.”

    É por isso que a elite e os urubólogos da vida não queriam que o Brasil entrasse nos BRICs.

    Para não ter que cortar os pulsos.”

    http://www.conversaafiada.com.br/economia/2012/04/02/quem-nao-queria-o-brasil-de-lula-nos-brics/

    Paulo Henrique Amorim

  176. Zbigniew said

    Essa aqui e especialmente dedicada praquela que costuma rosnar e babar diretamente de Londres:

    “Lula recebe Prêmio Internacional da Catalunha 2012
    Ex-presidente foi premiado por seu combate à pobreza e à desigualdade social

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lula-recebe-premio-internacional-da-catalunha

  177. Michelle de Souza Malone said

    Good day for everyone
    Da série “Oi Petralhas do pedaço”…ou
    A realidade insiste em contrariar os petralhas…

    Euzinha, inocente, achei q só havia um petralha superburro no pedaço..engano.
    Agora são 2. E com viés de alta.
    Asneiras e agressões “indiretas” sem o menor sentido.
    Provocações enrustidas só pra obter minha reação…
    Então vamos lá!petralhas:
    Um, o “enrabador-mor” julga-se muito esperto e sai dando coices na parede do estabulo.
    Outro…só cola na$$if e PHA (ou “viomundos da vida”, oriundos do mundo BESTA -Blogueiros Estatais) e agora noticia a mais nova premiação do mequetrefe pra provar q eu, Michelle, a puta londrina, estou errada.
    Errada porque não sou adoradora do seu ídolo. O bezerrão dourado… O ex-canceroso até a próxima recidiva da doença.
    Que Deus o guarde! É o real meu desejo.
    Nada seria pior para o Brasil que um agravamento ou piora(ou morte) do bezerrão dourado.
    Acima de tudo sou brasileira. E meu povo não merece ser engando mais tempo.
    Espero que lula, o bezerrão dourado viva o tempo suficiente pra ser desmascarado.

    Petralhas burros (redundância), leiam o que escrevo agora e memorizem:
    – Eu não sou nem de direita nem de esquerda, antas petralhas.
    Eu sou anarquista. Sou contra quaisquer governos. Quaisquer partidos.
    E aqui, no caso do Brasil, sou visceralmente contra lula.

    E acho a dilma uma bosta. Ne sabe.
    Na minha opinião…um embusteiro desavergonhado e outra uma gerente incompetente, respectivamente.
    Acho que a sua (a dele, lula) ausência viria a preencher uma lacuna.
    Até gostaria q a dilma fosse melhor do que é.
    Mas, ela é abaixo da expectativa – até agora o seu único predicado diferencial foi ter sido a primeira presidente mulher do Brasil. A ex-gepone da Casa Civil virou prepone.
    Continua perdida entre mesas e cadeiras no Planalto.Ministros a dar com um pau…
    “feudalizou” o governo.
    Como mulher vivida – sim sou puta e daí…vai encarar? – eu afirmo:
    -dilma é muito pouco.
    O Brasil merece mais. Muito mais. Estamos perdendo tempo.
    É a minha opinião.

    P.S. Enfiem o lula, sua doença e seus zilhões de prêmios no rabo.
    Com vaselina é claro…(se precisarem, o que eu, particularmente, duvido)

  178. Zbigniew said

    Hehehehehe. A “whore” pegou ar.

    O Lula e batata. O preconceito fica a flor da pele.

    Mas e como disse o saudoso Tim Mais, o Brasil e um pais “sui generis”, onde “além de puta gozar, cafetão ter ciúme e traficante ser viciado, pobre é de direita”.

    Mas isso ta mudando, graças ao Lula.

  179. Olá!

    Elias,

    “Tu continuas o enrolão de sempre…”

    Enrolão uma vírgula, Elias. Eu coloquei um breve sumário de como foi a atuação parlamentar do Roberto “Bob Fields” Campos e também quais foram as medidas por ele tomadas como funcionário do governo. Inclusive, forneci links para as fontes da onde retirei tais informações. Bem diferente do que você faz, que é apenas a crítica rasteira e primitiva.

    “Em disse que o Bob Fields foi nomeado embaixador sem nunca ter sido diplomata. Aí tu dizes: ‘o Itamar também…’ E achas que me rebateste…

    [. . .]

    Tu terias me rebatido se demonstrasses que Bob Fields era, sim, diplomata de carreira. Que ele havia estudado no Rio Branco ou em qualquer outra instituição; que havia sido admitido no serviço público diplomático por meio de concurso ou qualquer outra forma de seleção, etc, etc.”

    Eu chamei a atenção para esse fato não com o objetivo de sair pela tangente da questão, mas para mostrar que, em mais de uma situação, pessoas foram nomeadas para embaixadas sem nem mesmo ter passado pelo Instituto Rio Branco, como foram os casos do Chateuabriand e do Delfim.

    E outra, Elias, o Bob Fields começou a carreira dele como funcionário do governo Vargas e no serviço diplomático, isso em 1939-1940, quando o Instituto Rio Branco sequer existia, pois este viria a ser criado apenas em 1945. Se houvesse um pingo de honestidade intelectual da sua crítica a esse ponto em particular, você teria buscado essa informação. Mas cadê que você o fez?

    Aliás, como o Bob Fields se tornou embaixador? Eis (fonte):

    Miguel Jorge: Vou fazer uma pergunta ao senhor em relação ao seu período de embaixador, me parece que o senhor foi duas vezes embaixador. Gostaria que o senhor falasse da primeira vez, em que governo foi e como foi essa experiência?

    Roberto Campos: A primeira vez foi em Washington, eu tinha sido convidado, designado pelo Jânio Quadros , mas ele renunciou. Eu então já tinha até pedido licença ao Itamaraty para voltar à atividade privada, não imaginava mais nenhuma ligação com a embaixada em Washington. Mas o primeiro-ministro do governo parlamentarista era Tancredo Neves, meu grande amigo, e o ministro do Exterior era o San Tiago Dantas. Então ambos me chamaram e disseram: “Agora que você tem quê.” Eu disse: “vocês estão brincando. Eu não tenho nenhuma intimidade com o Jango, ele mal me conhece, não temos nenhuma afinidade ideológica. E o embaixador em Washington deve ter a liberdade de acordar o presidente às duas e meia, três horas da manhã para uma situação de crise, eu sou contraindicado para Washington”. Tancredo então me disse: “Você não tem a confiança do Jango, você mal o conhece, mas tem a minha confiança, eu sou o primeiro-ministro”. E o San Tiago Dantas dizia: “Eu insisto em que você vá, porque os dois países [Brasil e EUA] vão marchar em rota de colisão. É preciso alguém com conhecimento de ambos os países, com experiência econômica, para tentar minimizar o choque. Você vai lá, vai ser um algodão entre cristais”. Foi assim que ele me apresentou o problema. Eu fui para Washington num momento particularmente difícil, que era o Brasil ameaçado de envolvimento pela esquerda, e um Kennedy ressabiado com a sua derrota na Baía dos Porcos [movimento organizado pelo governo norte-americano, em 1961, contra a presidência de Fidel Castro. Simulando uma rebelião interna, a operação contou com exilados cubanos e herdeiros das empresas norte-americanas nacionalizadas pelo governo castrista, que formaram o Exército Cubano de Libertação], extremamente sensível a qualquer coisa que significasse esquerdização do Brasil. O pânico do presidente Kennedy era que ele carregasse, ao longo da vida, a cruz que [Harry S.] Truman [assumiu a presidência dos Estados Unidos em abril de 1945, fase final da Segunda Guerra Mundial, após a morte do presidente Franklin Roosevelt] carregou: a de ser acusado de perder a China. Ele dizia “imaginem se eu for acusado de perder o Brasil”, que seria a China do novo continente. Então era uma situação difícil.

    Miguel Jorge: O senhor foi embaixador do governo João Goulart?

    Roberto Campos: Acabei sendo embaixador do João Goulart. E o [Carlos] Lacerda [(1914-1977), jornalista e político, foi fundador e proprietário do jornal Tribuna da Imprensa e ficou famoso como pivô no episódio do suicídio de Getúlio Vargas, de quem era ferrenho opositor], aliás, fez uma gozação enorme. Ele dizia: “Esse cara não tem caráter”. Ele foi […] de governo, esquerda, direita… [risos]”

    Foi sob essas condições e conjuntura históricas que o Bob Fields se tornou embaixador do Brasil nos EUA. Não era uma situação tão simplista assim e que pudesse ser resumida ao rótulo pejorativo de “mamador das tetas estatais, puxa-saco” e etc.

    Elias, no seu comentário #139, você escreveu:

    “Daí porque, uns 3 anos depois, Lacerda diria que Bob Fields era apenas um puxa-saco. Era como água, tomando a forma do recipiente que o contivesse. Puxara o saco de JK, estava puxando o saco do Castelo e puxaria o saco de quem mais ocupasse o poder, em troca de uma sinecura.”

    A segunda resposta do Bob Fields no excerto acima rebate isso.

    “Imagina um advogado defendendo um notório ladrão. Aí ele diz que o ladrão não deve ser condenado, porque existem outros caras que também são ladrões. Se o cara matou alguém, esse advogado dirá que o assassino não deve ser condenado porque outras pessoas tamnbém cometeram assassinatos.”

    A diferença de valores que existe entre eu e você consiste exatamente neste ponto: Eu utilizo o mesmo peso e a mesma medida para todos e busco avaliar o registro histórico de uma dada situação para saber se ela é ou não uma prática frequente, busco fontes, busco dados e etc.

    Não seria o caso de absolver uma pessoa que tenha cometido algo de errado, mas, sim, de condenar todos os demais que cometeram a mesma coisa.

    Aliás, Elias, o Bob Fields já bateu as botas faz tempo. Ele não está em condições de cometer nenhum crime. Não seria melhor se você utilizasse as suas energias para combater as sinecuras e maracutaias que o pessoal do seu partido comete? Estas, diferentemente do Bob, estão vivinhas da Silva.

    “Mencionei as SINECURAS gostosamente usufruídas pelo Bob Fields, porque ele, como beneficiário dessas sinecuras, como o parasita estatal que ele foi até morrer, não tinha moral pra defender o ‘Estado mínimo’, coisa nenhuma… Era um hipócrita!”

    Sabe, nem sei como classificar um troço desses.

    Se assim for como você coloca no excerto acima, Elias, um político de ideologia liberal não poderia jamais fazer parte do Congresso, pois a atividade parlamentar é bancada com dinheiro público e um defensor do que você chama de “Estado Mínimo” nunca poderia usufruir de algo assim e nem mesmo ser nomeado para qualquer cargo público que fosse.

    De acordo com o excerto acima do que o Elias escreveu, os Founding Fathers dos EUA eram todos uns hipócritas, pois eram liberais que defendiam um governo enxuto e, ao mesmo tempo, assumiram cargos públicos nos EUA de então. Muitos deles foram secretários, ministros, embaixadores e até mesmo presidentes.

    Aliás, coitados dos empreendedores brasileiros, se forem depender do PT e da esquerda local para melhorar as condições do empreendedorismo nacional, eles, os empreendedores, estão completamente ferrados, pois o Brasil caiu 6 posições no Doing Business Report 2012 do Banco Mundial. No ano passado, o Brasil estava na 120a posição. Neste ano, o Brasil ocupa a 126a posição. “Liberdade de empreender é potoca!

    E é melhor os empreendedores brasileiros irem logo se acostumando com isso, pois qualquer político de ideologia mais liberal, que tente concorrer ao congresso para melhorar essa situação, será considerado um hipócrita defensor do “Estado Mínimo”, já que, ao mesmo tempo em que defende tal Estado, ele tem sua atividade parlamentar sustentada por dinheiro público.

    “E quais foram os projetos de lei relevantes que Bob Fields apresentou, nos muitos anos em que foi senador e deputado federal?”

    Eu fiz um resumo de alguns dos projetos de leis que o Bob Fields apresentou, mas que foram rejeitados pelo Congresso. Ei-los novamente:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Infelizmente, esses projetos foram rejeitados pelo Congresso.

    Aliás, Elias, faça aí um resumo dos projetos de leis relevantes que o seu partido, o PT, apresentou desde 2003 até hoje. Mostre-nos apenas um que tenha trazido alguma novidade em termos institucionais e/ou de princípios de governança.

    O Bob Fields, pelo menos, buscou se portar com decência durante a implantação e consolidação do Plano Real e das medidas auxiliares ao Plano. Ele teve o mérito de ter participado dessa reforma estrutural, nem que fosse apenas com o voto de apoio.

    Agora, Elias, mostre aí para nós quais foram as reformas estruturais que o seu partido, o PT, fez desde 2003 até hoje. Mostre-nos apenas uma. Não enrola, Elias. Mostre aí.

    Vamos lá, Elias, mostre-nos os grandes projetos do petismo para a nação. Ou você só tem rigor e energias para cobrar atuação parlamentar de defuntos?

    Responda aí!

    Até!

    Marcelo

  180. Olá!

    Michelle de Souza Malone,

    “1. Marcelo Augusto, desculpe minha sinceridade, mas acho seus posts um saco. [. . .]”

    Ora, ora, ora, minha flor. Se você acha meus posts um saco, faça a eles o mesmo que faço com os seus: Ignore-os.

    Até!

    Marcelo

  181. Patriarca da Paciência said

    meu caro Zbigniew,

    o Tim Maia realmente foi genial nesta frase, só que ele cometeu o erro de generalizar.

    A frase correta seria, “o Brasil e um pais “sui generis”, onde onde há puta que goza, cafetão que tem ciúmes, traficante que é viciado e pobre que é de direita”.

    Felizmente, mais de 80% do povo brasileiro é gente boa, trabalhadora, honesta e hospitaleira.

    Essa história de pobre que é de direita, apesar de ser minoria, é realmente uma peculiaridade muito interessante, uma verdadeira jaboticaba.

  182. Zbigniew said

    Patriarca, o Tim Maia tinha a desculpa da “licença poética”. Mas é verdade, não podemos generalizar.

    O exemplo dessa pessoa que comenta neste espaço tão raivosamente nos remete à formação política do povo brasileiro.

    Parece que o fenômeno do coronelismo se instalou no país e formatou a cabeça das pessoas. São três os elementos essenciais desse fenômeno: o complexo de vira-latas, o jeitinho brasileiro e a necessidade de levar vantagem em tudo. Aliado à educação de baixa qualidade temos um desastre que se reflete na nossa classe política.

    O coronelismo, nas suas diversas vertentes, gera os currais eleitorais e os leitores ou audiências cativas. Fora dessa relação não existe a realidade. Fácil de manipular.

    No caso dos raivosos a tendência ao entreguismo e à segregação, à idéia de superioridade em relação a todos que pensam diferente (não é à-toa que a raivosa faz questão de ressaltar que está em Londres, Suiça, etc.).

    Esses valores foram adotados por ideologias de direita no Brasil, porque direitista foi a classe política-midiática desde sempre no nosso país.

  183. Elias said

    Marcelo Augusto,

    1 – Bob Fields jamais apresentou os projetos de lei que tu mencionaste. Diz o número desses projetos, pra gente buscar o texto na Internet. O que o Bob fez foi escrever artigos falando banalidades sobre uma vulgata da teoria econômica liberal que, na cabeça pervertida dele, passava pelas questões que citaste. Mas ele nunca transformou essas banalidades em projetos de lei, até porque, se fizesse isso, ele teria que ter um trabalho danado, face às cominações que implicaria. E trabalhar duro, definitivamente, nunca teve algo a ver com Bob Fields.

    2 – Antes ele houvesse feito isso. Pelo menos teria alguma coisa a apresentar, embora fosse algo totalmente idiota. Só um imbecil acredita que o Brasil melhoraria alguma coisa se precarizasse ainda mais as relações do trabalho (num país que, tempo sim outro também, ainda está às voltas com o trabalho escravo, em pleno Século XXI). Mas, se tivesse feito essas leis, Bob Fields ainda poderia dizer: “Tá aqui meu trabalho. Como sou um cretino e meu trabalho é uma cretinice. Mas, pelo menos, sou um cretino trabalhador…” Nem isso ele fez. Se houvesse feito, tu não te sentirias obrigado a mentir, como fizeste agora, pra defendê-lo.

    3 – Bob Fields começou sua carreira como funcionário “indicado” no Ministério das Relações Exteriores, MAS NÃO COMO DIPLOMATA, Marcelo. Ele era um burocrata de terceiro ou quarto escalão, que entrou no serviço público pela janela, por afilhadismo de Não Sei Quem. Vamos manter nosso debate longe da vigarice. Caso contrário, vais acabar tentando me convencer que o ascensorista de elevador do Palácio dos Arcos é um diplomata, já que trabalha pro Ministério das Relações Exteriores.

    4 – Bob Fields funcionou como diplomata NO GOVERNO JK, EM WASHINGTON. Nas entrevistas que ele deu, já velho, Bob preferiu omitir essa circunstância, porque, nesse período, ele era um ferrenho defensor da intervenção do Estado na economia. Bob defendeu a política econômica de JK, notoriamente intervencionista e que se recusava a manter os gastos públicos dentro de uma curva de restrição orçamentária determinada pela capacidade de arrecadação do Estado. JK dizia que, se fizesse isso, prejudicaria o alcance das metas estratégicas nacionais. Dizia que o déficit público era temporário, porque os investimentos que ele fazia provocavam o aumento da produção de riquezas, renda, bens e consumo, o que imediatamente repercutiria sobre a arrecadação estatal, restabelecendo o equilíbrio nas contas públicas. Bem simplificadamente, esse era o eixo da abordagem de JK, que determinou o rompimento do Brasil com o FMI. E Bob Fields defendeu isso, em Washington.

    5 – Depois, já durante o regime militar, ele voltou a ser embaixador. Os militares não quiseram saber mais dele como “estrategista” econômico (nem dele, nem do Octávio Gouveia de Bulhões). Bob Fields e Bulhões quase quebraram o Brasil de vez… Pra sair da recessão, os militares tiveram que torrar toneladas de dinheiro (boa parte via BNH), pra criar empregos rapidamente e fazer circular a produção.

    6 – Geisel dizia que, mais um ano de Bulhões e Roberto Campos, e o Brasil teria regredido ao Século XIX, porque a maior parte das indústrias do país simplesmente teria quebrado. Um monte de chefes militares, como Justino Bastos (então comandante do III Exército), e Amaury Kruel (então comandante do II Exército) denunciavam Bob Fields quase que diariamente. Justino Bastos queria simplesmente meter Bob Fields na cadeia. A situação chegou a um ponto que se transformou numa crise militar, enrolada na sucessção presidencial e na participação de generais de exército na política dos Estados. Castelo acabou demitindo Justino e Kruel (que era amigo do marechal desde adolescente, no Colégio Militar). Por essas e por outras, os militares nunca mais deixaram o lamparina chegar perto da formulação da política econômica. Os militares diziam que o remédio prescrito por Bulhões e Bob Fields, além de não curar a doença ainda matava o paciente…

    7 – Aí, como prêmio de consolação, ele voltou a ser “diplomata” de mentirinha. Uma espécie de bibelô da ditadura. Nos tempos do Costa e Silva e do Médici, dizia-se que o governo nomearia Bob Fields pra qualquer coisa, desde que ele parasse de falar besteira e, de preferência, que ficasse longe do Brasil…

    8 – Se tu queres realmente saber um pouco sobre Bob e o contexto em que se deu essas coisas de que estou falando, tens que ir além de uma única entrevista do péssimo. Até porque ele, que nunca foi honesto em nada do que fez, seria a última pessoa a ser honesta numa entrevista sobre si mesma (logo Bob, com tanta coisa a esconder…).

    9 – No caso do Bob, não se trata apenas de viver — como ele viveu — pendurado nas tetas do Estado. É o fato de viver pendurado nas tetas do Estado, fazendo exatamente aquilo que ele dizia que o Estado não deveria fazer. Um hipócrita, desonesto, mentiroso e preguiçoso.

    10 – Plano Real, “reforma estrutural”? Tu piraste, mesmo, Marcelo! Tás doido de pedra! O Plano Real é uma sacada genial. E faz parte da genialidade desse plano, o fato de não ter demandado nenhuma reforma estrutural, pra funcionar. Se demandasse esse tipo de reforma, jamais teria produzido os resultados que produziu, em tão curto período de tempo. É exatamente o oposto do que tu estás pensando, Marcelo. O OPOSTO, rapaz! Não nada de “estrutural” no Plano Real. A maior besteira que o PT fez, foi tratar o Plano Real como um “plano merreca” qualquer. Por cometer esse erro, o PT pagou um alto preço político que, de tão conhecido, dispensa maiores comentários. Mas foi uma enorme burrice…

    11 – Marcelo, dá uma olhada mais acima, no comentário # 100, do Patriarca. É algo que já deverias ter na cabeça, até porque, se queres derrotar alguém politicamente, o primeiro e indispensável passo é conhecer esse alguém tão profundamente quanto possível. Mas, enfim, como vives com a cabeça noutro mundo… Vai lá, vai…

    12 – De qualquer forma, vou citar uma realização do PT que virou lei e regulamento, e está funcionando. É o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Ele está reduzindo fortemente a sonegação de impostos indiretos, nos âmbitos federal, estadual e municipal. No âmbito federal isso ajudou a compensar a perda de arrecadação provocada pela extinção da CPMF. Quem pensava que o fim da CPMF iria impactar drasticamente sobre o governo Lula, ficou chupando o dedo, né? (Mas é bom lembrar que a perda da CPMF também foi compensada pelo aumento das alíquotas sobre operações financeiras, o que, de quebra, ainda ajudou a espantar o excesso de “volátil” no pedaço. Algo que, provavelmente, vai acontecer novamente agora, se a redução da taxa básica de juros não segurar a inundação provocada pela enxurrada de dinheiro que o Banco Central Europeu liberou a juro zero, pra fazer a periferia do sistema dele tirar o pé da m…).

    13 – Poderia falar, também, na receita federal unificada, outro mecanismo do qual resultou um grande aumento de arrecadação pública sem criação de novos impostos nem aumento de alíquotas (é por isso que a canalha reclama tanto: está ficando cada vez mais difícil sonegar…). Vou ficar nesses exemplos, porque eles dizem respeito à intervenção direta do Estado na economia, à carga tributária real, etc.

  184. Edu said

    Elias,

    Então as cotas raciais foram feitas objetivamente para saldar dívida histórica, e nem um pouco por conta da situação econômico-financeira em que “teoricamente” os negros se encontram hoje… e eu sou o louco da história?!

    Só estou perguntando isso pq vc incluiu a palavra “fracasso” na discussão. Eu não havia falado em fracasso antes, ha verdade, se vc ler direito o que eu escrevi, vai perceber que por enquanto estou sendo bastante bem sucedido no que estou construindo para a minha vida. Isso não exclui a possibilidade de eu me indignar, exclui?

    Mas dado a sua conceituação para fracasso e sucesso vejamos:

    – Os palestinos não são um povo fracassado, e Israel tem uma dívida histórica com os palestinos?
    – Os sem-terra não são fracassados, e os fazendeiros, quais quer que sejam têm uma dívida histórica com eles?
    – Os gays, as mulheres, quaisquer pessoas de outras minorias não são fracassados (caso possuam uma renda infeiror à média), na verdade os brancos heterossexuais católicos têm uma dívida histórica com eles?

    Se eles não são fracassados, além de uma suposta e controversa dívida histórica, o que faz vc pensar que um país deva promulgar leis específicas para beneficiar estes grupos?

    É essa que é a proposta da esquerda? Resolver o problema de todas as supostas dívidas históricas da humanidade para tentar com isso resultar em um mundo mais justo?

    E eu sou louco?

  185. Olá!

    Elias,

    “1 – Bob Fields jamais apresentou os projetos de lei que tu mencionaste. Diz o número desses projetos, pra gente buscar o texto na Internet. O que o Bob fez foi escrever artigos falando banalidades sobre uma vulgata da teoria econômica liberal que, na cabeça pervertida dele, passava pelas questões que citaste. [. . .]”

    Recuperando as propostas que o Roberto “Bob Fields” Campos fez:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Fiz uma busca no site do Senado para verificar se essas propostas de projetos de lei realmente existiram e eis que encontrei 15 Projetos de Lei do Senado (PLS) que foram de autoria do Roberto Campos.

    No total, durante o seu período de senador, o Bob Fields teve 27 proposições de sua autoria.

    Todos os quatro pontos acima destacados e mais alguns outros fazem parte de algumas dessas 27 proposições.

    Por exemplo, no PLS (Projeto de Lei do Senado) Nº 104 de 1989, há a proposta de extinguir as empresas estatais que forem deficitárias, privatizando-as. Os demais pontos, fora outros, você poderá encontrar no link acima fornecido.

    Viu só como é complicado de argumentar com você, Elias? Pelo que percebo, da sua parte, não há compromisso com os fatos.

    “[. . .] Mas ele nunca transformou essas banalidades em projetos de lei, até porque, se fizesse isso, ele teria que ter um trabalho danado, face às cominações que implicaria. E trabalhar duro, definitivamente, nunca teve algo a ver com Bob Fields.”

    É mesmo, Elias? Aqueles pontos, que você chama de “banalidades”, nunca viraram projetos de lei?

    “2 – Antes ele houvesse feito isso. Pelo menos teria alguma coisa a apresentar, embora fosse algo totalmente idiota. Só um imbecil acredita que o Brasil melhoraria alguma coisa se precarizasse ainda mais as relações do trabalho (num país que, tempo sim outro também, ainda está às voltas com o trabalho escravo, em pleno Século XXI). [. . .]”

    E veja só, que interessante!, Elias: Mesmo o Brasil tendo uma legislação trabalhista extremamente “social”, isso não impede a ocorrência do trabalho escravo. Apesar de toda a regulação trabalhista, o trabalho escravo acontece. Não pense você que uma legislação trabalhista ainda mais rigorosa iria eliminar um quadro asqueroso como esse.

    A escravidão também acontece pela falência do Estado em fiscalizar, localizar e punir aqueles que utilizam mão-de-obra escrava.

    O problema de uma legislação trabalhista como a do Brasil é que ela faz com que os custos da contratação formal da mão-de-obra fique em um certo patamar e não há a possibilidade de reduzir tal patamar pois é isso o que a lei determina. O problema é que há trabalhadores no mercado cujos serviços estão abaixo desse patamar e os empresários não poderiam contratá-los por menos daquilo determinado em lei, já que agir assim seria cometer um crime. É uma situação complicada.

    Aí ficam duas escolhas: Permitir que um trabalhador ganhe R$ 350,00 por mês ou deixá-lo à mercê do trabalho escravo.

    Mas também, vale lembrar que o empresário brasileiro é tosco. Já soube de empresinhas americanas que davam certos benefícios aos seus funcionários e tinham todo um plano de distribuição dos lucros, participação nos rendimentos, possibilidade de entrar em sociedade e coisas tais. No Brasil, há muitas empresas grandes que só oferecem o feião com arroz e só!

    A The Economist tem uma matéria sobre a leis trabalhistas no Brasil.

    “3 – Bob Fields começou sua carreira como funcionário ‘indicado’ no Ministério das Relações Exteriores, MAS NÃO COMO DIPLOMATA, Marcelo. Ele era um burocrata de terceiro ou quarto escalão, que entrou no serviço público pela janela, por afilhadismo de Não Sei Quem. [. . .]”

    No site da Fundação Getúlio Vargas, há o seguinte:

    “Roberto de Oliveira Campos nasceu em Cuiabá (MT) em 17 de abril de 1917, filho de Valdomiro de Oliveira Campos e Honorina de Oliveira Campos. Diplomou-se em teologia e filosofia. Fez concurso para o Itamarati em março de 1939. Aprovado no exame, em 1942 foi nomeado para o seu primeiro posto no exterior, em Washington (EUA).

    O site diz que o Bob Fields entrou no governo via concurso. Não foi através de afilhadismos e coisas tais como você afirma, Elias.

    Aliás, Elias, falando em ser funcionário do governo e concursos, lembrei que você já fez parte do governo estadual aí do Pará. Você entrou via concurso público?

    Continua. . .

  186. Continuação. . .

    “4 – Bob Fields funcionou como diplomata NO GOVERNO JK, EM WASHINGTON. Nas entrevistas que ele deu, já velho, Bob preferiu omitir essa circunstância, porque, nesse período, ele era um ferrenho defensor da intervenção do Estado na economia. Bob defendeu a política econômica de JK, notoriamente intervencionista e que se recusava a manter os gastos públicos dentro de uma curva de restrição orçamentária determinada pela capacidade de arrecadação do Estado. [. . .]”

    Das entrevistas e artigos que eu li do Bob, quando a ele perguntavam sobre o Governo JK e/ou ele escrevia a respeito disso, ele sempre admitiu a sua participação ativa e etc. Como neste artigo aqui. Excerto:

    “[. . .] Meu próprio exemplo: no tempo de Juscelino fui um dos formuladores do Plano de Metas que utilizou o Estado como o catalisador do processo de crescimento econômico; e, quando me coube combater a inflação, propus também ferramentas sociais compensatórias, como o Sistema Financeiro da Habitação, o FGTS e o Estatuto da Terra.Temos o instrumento da razão, menos poderoso do que seria ideal, mas, como observou o grande Bertrand Russel no final de sua vida, o único que nos é dado. [. . .]”

    Se você buscar no Google. há muito mais coisas a respeito do Bob e do Governo JK.

    “9 – No caso do Bob, não se trata apenas de viver — como ele viveu — pendurado nas tetas do Estado. É o fato de viver pendurado nas tetas do Estado, fazendo exatamente aquilo que ele dizia que o Estado não deveria fazer. Um hipócrita, desonesto, mentiroso e preguiçoso.”

    O próprio Bob admitiu que, de início, ele era mais keynesiano do que liberal. No período de 1940-1960, ele estava mais para o keynesianismo do que para o liberalismo. É comum uma pessoa, ao longo da vida, rever os seus posicionamentos e valores ideológicos.

    Você parece ter uma raiva muito grande do Bob Fields. Ele não cometeu nem mesmo 10% da corrupção que o Governo Lula e o seu partido cometeram quando chegaram ao poder, Elias.

    Veja lá quantas das filhas do Bob estão, hoje, tão bem de vida quanto está aquele filho do ex-presidente Lula, o Lulinha. Perto do ex-presidente Lula e seus (dele) filhos, o Bob e seus descentes não passam de uns pobretões de invasão.

    “10 – Plano Real, “reforma estrutural”? Tu piraste, mesmo, Marcelo! Tás doido de pedra! [. . .]”

    Até onde eu entendo, o Plano Real foi uma reforma monetária e foi estrutural por ter mudado radicalmente a área na qual foi aplicado, isto é, o quadro hiperinflacionário do Brasil.

    “11 – Marcelo, dá uma olhada mais acima, no comentário # 100, do Patriarca. É algo que já deverias ter na cabeça, até porque, se queres derrotar alguém politicamente, o primeiro e indispensável passo é conhecer esse alguém tão profundamente quanto possível. Mas, enfim, como vives com a cabeça noutro mundo… Vai lá, vai…”

    Veja, Elias, eu não nego aquelas coisas que o Patriarca da Paciência colocou no comentário #100. O ponto fundamental que vocês da esquerda se esquecem é que aqueles números do governo Lula só foram possíveis por causa das mudanças institucionais e reforma estrutural estabelecidas na época Itamar-FHC.

    Seja sincero e admita que o seu partido, o PT, foi contra tudo e contra todos aqueles que deram apoio às medidas que tornariam possível a atual situação econômica do Brasil.

    Em termos institucionais e estruturais, o PT nada fez.

    Muito interessante o que você citou nos seus dois últimos pontos. Mas tais medidas têm mais efeito marginal do que institucional e/ou estrutural.

    E as reformas estruturais, onde estão?

    Até!

    Marcelo

  187. Olá!

    Esqueci de colocar o link para o site da Fundação Getúlio Vargas onde há a informação de que o Roberto Campos ingressou como funcionário do governo via concurso.

    Sorry!

    Até!

    Marcelo

  188. Elias said

    Marcelo Augusto,

    1 – Chequei os arquivos do Itamarati. Em 1939 NÃO HOUVE concurso público para o Itamarati. Ou, se houve, deve ter sido um concurso só pro Bob Fields. E ele não entrou no Itamarati como diplomata. Entrou como funcionário de apoio.

    2 – “Até onde eu entendo, o Plano Real foi uma reforma monetária e foi estrutural por ter mudado radicalmente a área na qual foi aplicado, isto é, o quadro hiperinflacionário do Brasil.” (M.A.)

    Se é esse o teu entendimento, estás perdoado.

    Mas estás entendendo errado. O Plano Real NÃO FEZ nenhuma reforma estrutural, NEM DEPENDEU de nenhuma reforma estrutural pra dar certo. As estruturas brasileiras — política, eleitoral, agrária, tributária, de produção, de gestão, de financiamento, etc, etc, etc, etc, etc. — permaneceram exatamente as mesmas, desmoralizando uns e outros, da esquerda, do centro e da direita, segundo os quais sem as reformas estruturais o Brasil nunca domaria a inflação. Essa é, exatamente, uma das características mais admiráveis do Plano Real. Foi um plano simples e eficaz. Genial, mesmo!

    3 – “o PT, foi contra tudo e contra todos aqueles que deram apoio às medidas que tornariam possível a atual situação econômica do Brasil.” (M.A.)

    Como a afirmação é altamente subjetiva, fico com o que disse Pirandello: “Assim é, se lhe parece.”

    Mas há controvérsias, né?

    4 – Reformas estruturais? Certo. Ninguém as fez. Nem o PT nem antes do PT, ninguém fez a Reforma política, que é a mãe de todas as reformas, reformas tributária e fiscal, e um imenso etc.

    Agora, também não nos convém parecermos mais imbecis do que o estritamente necessário.

    No que consiste a TUA reforma política? Já sabes o que tu queres, com ela? Sabes quantas pessoas no Brasil concordam com a tua visão? Já tentaste achar respostas pra perguntinhas simples, assim?

    Ora, Marcelo, para de argumentar sob forma de lugar comum…

    As reformas estruturais são necessárias, mas não estão na agenda do brasileiro.

    No Brasil, quase ninguém sabe no que consiste o voto distrital, as listas partidárias, fechadas ou mistas, etc. Pouca gente debateu isso, estudou isso, sabe o que isso significa e quais as implicações da adoção ou não desses conceitos.

    Ficar só falando em “reforma estrutural”, notadamente num debate que NÃO tem nada a ver com reforma estrutural, denota falta de argumento.

    Se essas reformas decolarem, deverão refletir a opinião majoritária da população brasileira. E pode ser que essa opinião não bata nem um pouquinho com a tua.

    Vou te dar uma dica: é exatamente por causa disso que as reformas até agora não decolaram. Se decolarem, o resultado vai desagradar um monte de gente que, hoje vive no algodão…

    Li uma sondagem sobre a reforma tributária, p.ex. Mais de 89% dos pesquisados são totalmente contrários a que algumas atividades econômicas tenham imunidade tributária (o que faz com que uma panificadora de esquina pague mais impostos, EM TERMOS ABSOLUTOS, INCLUSIVE, que a Rede Globo; TU, Marcelo Augusto, como pessoa física, talvez pagues mais impostos diretos que a Rede Globo, já que ela não paga nada, pois tem imunidade tributária).

    Vai daí que a Rede Globo não quer nem ouvir falar de reforma tributária.

    Entendeu, Marcelo Augusto?

  189. Edu said

    Ixi Elias,

    Eu posso não ser um gênio da política e de história, na verdade estou aqui para aprender. O Marcelo Augusto com certeza está me fazendo aprender bastante!

    Além disso achei divertido e interessante vc esbravejando que o Roberto Campos foi MUITO BEM PAGO pelo governo e cobrando as leis feitas por ele.

    “Tá aqui meu trabalho. Como sou um cretino e meu trabalho é uma cretinice. Mas, pelo menos, sou um cretino trabalhador…”

    Até onde eu entendi parece que a Lei da Copa tem sido objeto de muita discussão… será que todos os envolvidos MUITO BEM PAGOS pelo governo tiveram o mesmo cuidado que o Roberto Campos de PENSAR antes de fazê-la?

  190. Olá!

    Elias,

    “1 – Chequei os arquivos do Itamarati. Em 1939 NÃO HOUVE concurso público para o Itamarati. Ou, se houve, deve ter sido um concurso só pro Bob Fields. E ele não entrou no Itamarati como diplomata. Entrou como funcionário de apoio.”

    Bom, Elias, forneça o link para a pesquisa que você fez. Eu fiz uma pesquisa no mesmo site colocando o ano “1939” e obtive estes resultados.

    Se você tem a informação de que o Roberto “Bob Fields” Campos não se tornou funcionário do governo via concurso, por gentileza, mostre a fonte.

    Aliás, Elias, você não respondeu a pergunta que lhe fiz no meu último comentário: Quando você se tornou funcionário do governo estadual aí do Pará, você foi admitido por concurso público?

    “Mas estás entendendo errado. O Plano Real NÃO FEZ nenhuma reforma estrutural, NEM DEPENDEU de nenhuma reforma estrutural pra dar certo. As estruturas brasileiras — política, eleitoral, agrária, tributária, de produção, de gestão, de financiamento, etc, etc, etc, etc, etc. — permaneceram exatamente as mesmas [. . .].”

    A área monetária também faz parte das estruturas fundamentais que tornam um país funcional, pois um país que não tem uma estrutura monetária sólida torna-se um país falido (o Brasil e os brasileiros sabem muito bem disso). No Brasil, tal estrutura, após o Plano Real, foi radicalmente modificada, o que permitiu eliminar o ciclo hiperinflacionário que os militares e suas politicas keynesianas deixaram de presente para a democracia brasileira.

    “3 – ‘o PT, foi contra tudo e contra todos aqueles que deram apoio às medidas que tornariam possível a atual situação econômica do Brasil.’ (M.A.)

    Como a afirmação é altamente subjetiva, fico com o que disse Pirandello: ‘Assim é, se lhe parece.’

    Mas há controvérsias, né?”

    Não há controvérsias. Há fatos. Negar que o PT e seus asseclas, como a CUT, buscaram sabotar o Plano Real desde o começo é o mesmo que alguém negar a existência da aceleração da gravidade. Ambos os casos são fatos. Você pode até não gostar da aceleração da gravidade e tal, mas terá de conviver com ela.

    A Folha de São Paulo, de 26/08/1994, noticiava uma “manifestação” da CUT contra o Plano Real. Na realidade, não era manifestação, mas apenas uma declaração pelega de apoio ao Lula e um ataque covarde ao Plano Real.

    Eis algumas da palavras de ordem ditas na “manifestação”:

    “FHC, seu salafrário, fez esse Plano pra roubar o meu salário!

    Fernandinho, vai se dar mal, o trabalhador vai derrotar o Plano Real!

    Vale também relembrar o vídeo em que o Lula chamava o Plano Real de “estelionato eleitoral”.

    Se isso não for o suficiente, há também o posicionamento da economista petista Maria da Conceição Tavares sobre o Gustavo Franco que teve papel importante na consolidação do Plano Real e das medidas auxiliares ao Plano. Ela o chamava nada mais nada menos do que de “bucaneiro” e “darwinista social”.

    O posicionamento do Mercadante, você deve conhecer melhor do que todos aqui.

    Portanto, Elias, não venha com essa de que “há controvérsias” quanto ao posicionamento da esquerda local e, sobretudo, do seu partido, o PT, ao Plano Real. Desde o começo, desde a origem, o PT e seus asseclas buscaram sabotar o Real por todos os lados. Naquela época, nos jornais, nos sindicatos, nas universidades e etc., onde quer que um petista ou um de seus asseclas tivesse oportunidade de atacar o Real, eles o faziam sem hesitar.

    “4 – Reformas estruturais? Certo. Ninguém as fez. Nem o PT nem antes do PT, ninguém fez a Reforma política, que é a mãe de todas as reformas, reformas tributária e fiscal, e um imenso etc.”

    Ninguém as fez, uma vírgula. O FHC, apesar de todas as limitações e erros que ele tenha cometido ao longo do seu governo, participou da implementação e consolidação de uma reforma estrutural, a reforma monetária estabelecida pelo Plano Real.

    O PT está no poder há 10 anos, tempo mais do que suficiente para, pelo menos, ter dado alguns passos rumo à uma reforma estrutural, como a reforma política. No entanto, nada fez e nada fará nesse sentido.

    “No que consiste a TUA reforma política? [. . .]”

    Essa é uma pergunta tola. É mais ou menos como se, lá nos idos de 1993, com toda aquela hiperinflação estratosférica, eu reclamasse da inflação e você viesse me perguntar no que consistiria a minha reforma monetária. Ora, Elias, eu não sou especialista em nada, sou apenas um cidadão comum que percebe as consequências das decisões tomadas pelas pessoas do seu partido e que verifica que certas coisas estão erradas e que precisam ser mudadas para melhorar a situação do país nas mais variadas esferas.

    Mas, como você perguntou, adianto que a minha reforma política também passaria pelo voto distrital, porém com o máximo possível de transparência perante os eleitores.

    “Ficar só falando em ‘reforma estrutural’, notadamente num debate que NÃO tem nada a ver com reforma estrutural, denota falta de argumento.”

    Nesse ponto, você perde o fio da meada, Elias.

    As reformas estruturais entraram no nosso debate após eu ter lhe mostrado os projetos de lei que o Bob Fields apresentou durante a sua atividade parlamentar (lembra que você afirmou que ele nunca tinha feito nada nesse sentido?) e, em seguida, eu afirmei que você tem muita disposição e energias para fazer cobranças dos mortos e lhe pedi para nos mostrar os grandes projetos de lei e reformas estruturais que o seu partido, o PT, apresentou desde 2003, quando chegou ao poder. Como sabemos, o PT nada fez.

    “[. . .] [U]ma panificadora de esquina pag[a] mais impostos, EM TERMOS ABSOLUTOS, INCLUSIVE, que a Rede Globo [. . .].”

    Você tem razão nesse ponto.

    Até!

    Marcelo

  191. Elias said

    Marcelo,

    Não vou te dizer como tenho acesso a informações sobre o Ministério das Relações Exteriores.

    Mas vou te passar algumas informações que são do domínio público, até porque estão no site do ministério. Vai lá e clica na aba “Carreira”.

    1 – O Instituto Rio Branco foi criado em 1945, como parte das comemorações do centenário de nascimento de José Maria Paranhos.

    2 – A partir da formação da primeira turma do Rio Branco, de 27 diplomatas, é que foi instituída a obrigatoriedade de concurso público para ingresso na carreira diplomática do Brasil.

    3 – O Roberto Campos, o Bob Fields, o Lamparina de Pôpa, NÃO PODE ter feito concurso público pro Itamarati em 1938, pelo único, simples e irrevogável motivo de que, EM 1938, NÃO HAVIA CONCURSO PÚBLICO PARA A CARREIRA DIPLOMÁTICA no Brasil. A informação que ele passou pra FGV é falsa, e a FGV errou em não checá-la. Essa informação é tão correta quanto o cálculo que a FGV fez da inflação de 1973…

    4 – Os cargos básicos do Itamarati são: Diplomata, Oficial de Chancelaria e Assistente de Chancelaria (este último, de Nível Médio; os demais, de Nível Superior).

    5 – Salvo engano, o Roberto Campos, o Bob Fields, o Lamparina de Pôpa, NÃO ENTROU NO ITAMARATI como diplomata, e sim no cargo que hoje equivale ao de Oficial de Chancelaria (não sei como se chamava esse cargo em 1938).

    Tua vez, agora: ME FORNECE O NÚMERO DOS PROJETOS DE LEI DE ROBERTO CAMPOS PROPONDO REFORMAS ESTRUTURAIS PARA O BRASIL.

    E não enrola, Marcelo! Para de enrolar, rapaz!

  192. Olá!

    Elias, se você não pode repassar as informações obtidas no Ministério das Relações Exteriores, fica um tanto complicado de dar uma base mais sólida aos seus argumentos, já que a única coisa que você tem para embasá-los é apenas a sua própria palavra e o seu modo de argumentar, que, como demonstrado mais acima, não é assim lá essas coisas, vide o caso dos projetos de lei do Roberto “Bob Fields” Campos que você tanto esbravejou.

    Quanto aos seus pontos 1, 2 e 3, você cometeu um erro no ano, pois o Bob entrou no Itamaraty em 1939. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas:

    “Roberto de Oliveira Campos nasceu em Cuiabá (MT) em 17 de abril de 1917, filho de Valdomiro de Oliveira Campos e Honorina de Oliveira Campos. Diplomou-se em teologia e filosofia. Fez concurso para o Itamarati em março de 1939. Aprovado no exame, em 1942 foi nomeado para o seu primeiro posto no exterior, em Washington (EUA).”

    As informações são essas que estão aí.

    “Tua vez, agora: ME FORNECE O NÚMERO DOS PROJETOS DE LEI DE ROBERTO CAMPOS PROPONDO REFORMAS ESTRUTURAIS PARA O BRASIL.”

    Ora, ora, ora, Elias. Uma reforma estrutural não sai da mente privilegiada de uma única pessoa. Geralmente, há uma combinação de fatores que permitem sintetizar uma reforma assim em um plano, um projeto de lei, um programa de governo e coisas tais, e, não raro, quem está por trás de coisas desse tipo é toda uma miríade de pessoas que buscam dar alguma contribuição. O Plano Real é um excelente exemplo de algo assim.

    O Bob não propôs reformas estruturais, mas, pelo menos, ele se portou com decência durante o Plano Real e deu o seu apoio.

    Durante o Plano Cruzado, uma tentativa de controlar a hiperinflação, o Bob chegou a tentar alguma contribuição ao Plano e foi logo esculachado pela Maria da Conceição Tavares, que qualificou de “engodo monetarista” as sugestões do Bob. Ela até chorou na televisão.

    Well, well, well, well. . . Todos sabem como acabou o Plano Cruzado.

    Elias, você não respondeu a minha pergunta: Você, quando foi funcionário do governo estadual aí do Pará, foi admitido através de concurso público?

    Até!

    Marcelo

  193. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Marcelo,

    usando dos seus próprios modos de escrever, vamos lá:

    “Diplomou-se em teologia e filosofia. Fez concurso para o Itamarati em março de 1939. Aprovado no exame, em 1942 foi nomeado para o seu primeiro posto no exterior, em Washington (EUA).”

    “Fez concurso para o Itamarati em março de 1939. Aprovado no exame, em 1942 foi nomeado para o seu primeiro posto no exterior, em Washington (EUA)”.

    Ou seja, fez concurso em março de 1939, sendo aprovado num exame em 1942. O que de se deduz é que não foi aprovado no concurso de 1939 e sim num outro exame de 1942, três anos depois.

    Também NÃO comprova que foi aprovado para o posto de diplomata e sim poara o seu PRIMEIRO posto no exterior.

    Não há nda conclusivo aí, meu caro Marcelo.

  194. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    Também NÃO comprova que foi aprovado para o posto de diplomata e sim para o seu PRIMEIRO posto no exterior.

  195. Patriarca da Paciência said

    Outra coisa, meu caro Marcelo,

    de acordo com biografia da Fundação Getulio Vargas, até o governo João Goulart, Roberto Campos poderia pode ser classificado como um economista tipicamente de esquerda, companheiro de Celso Furtado, fazendo parte de equipes que criou a Petrobrás, BNDE e tudo o mais.

    Foi somente a partir dos governos militares que ele passou a defender idéias tipicamente de direita.

    Então o cara foi mesmo tão “moldável” quanto gelatina.

  196. Patriarca da Paciência said

    Ainda uma úlitma observação, caro Marcelo,

    em 1939 Roberto Campos tinha 22 anos, provavelmente seu cargo equivaleria ao que se chama hoje de “estagiário”.

  197. Elias said

    Ora, ora, ora, ora, ora, Marcelo.

    TU é que disseste que Bob Fields havia elaborado leis propondo reformas estruturais pro país.

    TU disseste que ele propôs essas leis, e que o Congresso é não as aprovou, lembras? Tá escrito aí acima. Não te finge de doidinho…

    Ai eu perguntei que projetos de leis foram esses…

    Agora já estás dizendo que que ele nunca propôs reformas estruturais.

    Porra, se tu houvesses dito isso mais acima, mais da metade do nosso bate boca simplesmente não haveria acontecido.

    Quando eu me referi ao Bob Fields, eu nem falei em “reformas estruturais”. TU é que puxaste esse assunto.

    O que eu disse — e, agora, repito — é que em seus mantados de senador e deputado federal, Bob Fields nunca apresentou um único projeto de lei RELEVANTE para o país.

    Sacou, agora, Marcelo? As “reformas estruturais” estão, todas, na tua conta. Em nem cheguei nelas. Eu usei a palavra RELEVANTE. Nem precisa ser estruturante ou reestruturante de qualquer coisa.

    O senador Nelson Carneiro, p.ex., foi o pioneiro da emenda divorcista. O Dante de Oliveira foi o cara da emenda das diretas. E por aí afora…

    O Bob nem tentou nada parecido. Ele não tentou nada, Marcelo. Foi um boavida no Congresso. Um Excelentíssimo Senhor Fazedor de Coisa Nenhuma..

  198. Edu said

    Ora ora ora

    Kkkkk

  199. Edu said

    Verdade!

    O marcelo lembrou q o Elias tbm foi um mamador das tetas do governo!

    Agora tudo faz sentido!

  200. Olá!

    Elias, vamos recapitular todos os excertos onde os assuntos em questão foram os projetos de lei do Bob Fields e as reformas estruturais.

    Começando pela sua última cobrança:

    “TU é que disseste que Bob Fields havia elaborado leis propondo reformas estruturais pro país.”

    O ônus da prova deveria ser seu, mas, como sei que você simplesmente acusa gratuitamente, é melhor eu demonstrar por conta própria do que esperar uma iniciativa sua nesse sentido.

    Agora, vejamos em quais comentários eu, de fato, toquei nos assuntos projetos de lei do Bob e nas reformas estruturais.

    No meu comentário #127, foi a primeira vez que rebati o seu argumento de que o Roberto “Bob Fields” Campos nunca havia proposto nenhum projeto de lei relevante e que ele teve uma carreira parlamentar medíocre. Excerto:

    “Durante o seu período de deputado federal, a única coisa significativa que o Roberto Campos fez foi ter dado apoio ao Plano Real, que resultou no fim do ciclo hiperinflacionário que o Brasil vivia desde os idos de 1980, além de ter colaborado para consolidar as reformas que aprimorariam as bases do Real. A maior parte da estabilidade e relativa prosperidade que o Brasil vive hoje é decorrente dessas medidas plasmadas no Plano Real e medidas auxiliares ao Plano.”

    No excerto acima, eu afirmo que o Bob colaborou com o Plano Real e com as reformas que consolidariam tal plano, pois o partido dele era da base aliada aos governos Itamar e FHC. Mas não afirmei que ele, o Bob, elaborou uma reforma estrutural.

    Portanto, eu comecei argumentando pela carreira de deputado federal do Bob para, em seguida, no comentário #130, mostrar o que ele havia feito quando esteve no Senado. Inclusive, fiz um breve sumário dos projetos de leis que ele propôs enquanto senador e afirmei também que a atuação mais relevante dele nessa época foi o combate à reserva de mercado no setor de informática/computadores. Excerto:

    “Na época em que o Bob Fields foi senador, nos anos de 1980, algumas das medidas que ele buscou implementar foram as seguintes:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Atualmente, esses pontos aí destacados são alguns dos gargalos que impedem o maior crescimento econômico do Brasil.

    Porém, a coisa mais significativa que o Bob Fields fez durante o seu mandato de senador foi ter lutado contra a reserva de mercado no setor de informática/computadores.”

    Nesses dois comentários que fiz, não afirmei, em momento algum, que o Bob havia proposto qualquer reforma estrutural que fosse. Afirmei, isso, sim, que ele teve projetos de lei durante a sua atuação parlamentar e que tais projetos teriam sido relevantes caso não houvessem sido rejeitados pelo Congresso.

    Elias, no seu comentário #136, você voltou a afirmar que “o Bob Fields, o lamparina de popa, jamais (eu disse JAMAIS!)apresentou um único (eu disse UM ÚNICO!) projeto de lei relevante.” e que eu não fiz “referência a um único (eu disse UM ÚNICO) projeto de lei relevante apresentado pelo Bob Fields, o lamparina de popa“. Excerto:

    “Eu disse que, em seus mandatos de senador e deputado federal, o Bob Fields, o lamparina de popa, jamais (eu disse JAMAIS!)apresentou um único (eu disse UM ÚNICO!) projeto de lei relevante.

    Tu tentaste me contestar, defendendo o lamparina, escreveste um porrilhão de palavras e, em nenhuma delas, fizeste referência a um único (eu disse UM ÚNICO) projeto de lei relevante apresentado pelo Bob Fields, o lamparina de popa.”

    No meu comentário #140, eu voltei a citar o sumário dos projetos de leis propostos pelo Bob. Excerto:

    “o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.”

    Novamente, no meu comentário #140, não afirmei que o Bob havia proposto reformas estruturais. Apenas recoloquei o resumo do que os projetos de leis dele propuseram.

    Elias, no seu comentário #151, você fez a seguinte cobrança:

    “E quais foram os projetos de lei relevantes que Bob Fields apresentou, nos muitos anos em que foi senador e deputado federal?”

    E eu, no meu comentário #179, contra-argumentei:

    “Eu fiz um resumo de alguns dos projetos de leis que o Bob Fields apresentou, mas que foram rejeitados pelo Congresso. Ei-los novamente:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Infelizmente, esses projetos foram rejeitados pelo Congresso.”

    Após de, pela terceira vez, ter colocado o resumo dos projetos de lei do Bob, eu lhe fiz a seguinte cobrança:

    “Aliás, Elias, faça aí um resumo dos projetos de leis relevantes que o seu partido, o PT, apresentou desde 2003 até hoje. Mostre-nos apenas um que tenha trazido alguma novidade em termos institucionais e/ou de princípios de governança.”

    E afirmei o seguinte:

    “O Bob Fields, pelo menos, buscou se portar com decência durante a implantação e consolidação do Plano Real e das medidas auxiliares ao Plano. Ele teve o mérito de ter participado dessa reforma estrutural, nem que fosse apenas com o voto de apoio.”

    Neste ponto, sim, eu afirmei que o Bob se portou com decência durante a implantação e consolidação do Plano Real, que foi uma reforma estrutural na área monetária do Brasil. Foi isso o que eu afirmei. Não argumentei que ele, o Bob, implementou uma reforma estrutural.

    E, logo depois, lhe fiz a seguinte cobrança:

    “Agora, Elias, mostre aí para nós quais foram as reformas estruturais que o seu partido, o PT, fez desde 2003 até hoje. Mostre-nos apenas uma. Não enrola, Elias. Mostre aí.”

    Neste ponto, cobrei quais eram as reformas estruturais que o PT havia implementado desde 2003 até hoje. Não afirmei que o Bob havia feito qualquer reforma que fosse.

    E, finalmente, arrematei:

    “Vamos lá, Elias, mostre-nos os grandes projetos do petismo para a nação. Ou você só tem rigor e energias para cobrar atuação parlamentar de defuntos?”

    Mais uma vez, não afirmo que o Bob tenha feito reformas estruturais.

    Elias, no seu comentário #183, você fez a seguinte cobrança:

    “1 – Bob Fields jamais apresentou os projetos de lei que tu mencionaste. Diz o número desses projetos, pra gente buscar o texto na Internet. O que o Bob fez foi escrever artigos falando banalidades sobre uma vulgata da teoria econômica liberal que, na cabeça pervertida dele, passava pelas questões que citaste. [. . .]”

    E eu, no meu comentário 185, coloquei pela quarta vez o resumo dos projetos de lei que o Bob havia proposto durante o seu período de senador, além de ter pesquisado no site do Senado os números de tais projetos. Inclusive, forneci os links para esses projetos. Excerto:

    “Recuperando as propostas que o Roberto “Bob Fields” Campos fez:

    o Livre negociação salarial no setor privado e estabelece medidas de flexibilização do mercado de trabalho para evitar o desemprego.

    o Extinguir, como empresas estatais, as que forem deficitárias, privatizando-as ou liquidando-as.

    o Estabelecer a livre negociação salarial.

    o Criar contratos de trabalho simplificados para facilitar novos empregos.

    Fiz uma busca no site do Senado para verificar se essas propostas de projetos de lei realmente existiram e eis que encontrei 15 Projetos de Lei do Senado (PLS) que foram de autoria do Roberto Campos.

    No total, durante o seu período de senador, o Bob Fields teve 27 proposições de sua autoria.”

    Novamente, não afirmei que tais projetos eram reformas estruturais. Apenas lhe forneci o que você havia me pedido.

    Ainda no seu comentário #183, você afirmou que:

    “[. . .] O que o Bob fez foi escrever artigos falando banalidades sobre uma vulgata da teoria econômica liberal que, na cabeça pervertida dele, passava pelas questões que citaste. Mas ele nunca transformou essas banalidades em projetos de lei, até porque, se fizesse isso, ele teria que ter um trabalho danado, face às cominações que implicaria. E trabalhar duro, definitivamente, nunca teve algo a ver com Bob Fields.”

    Se você for ler alguns dos 15 projetos de leis que o Bob propôs, vocẽ verá que ele buscou, sim, implementar idéias liberais em alguns desses projetos. Portanto, isso que você escreveu acima é falso.

    No meu comentário #186, eu afirmo que houve mudanças institucionais e estrutural durante a era Itamar-FHC. Mas não atribuo tais feitos ao Bob, mas, sim, aos seus verdadeiros autores. No final do comentário, eu lhe cobro as reformas estruturais que o seu partido fez.

    Elias, no seu comentário 188, você afirmou o seguinte:

    “4 – Reformas estruturais? Certo. Ninguém as fez. Nem o PT nem antes do PT, ninguém fez a Reforma política, que é a mãe de todas as reformas, reformas tributária e fiscal, e um imenso etc.”

    E eu contra-argumentei isso no meu comentário #190

    “Ninguém as fez, uma vírgula. O FHC, apesar de todas as limitações e erros que ele tenha cometido ao longo do seu governo, participou da implementação e consolidação de uma reforma estrutural, a reforma monetária estabelecida pelo Plano Real.”

    Mais uma vez, quando o assunto foram as reformas estruturais, não afirmei que o Bob Fields tenha feito e/ou proposto algo assim, mas, sim, que o FHC foi importante na implementação e consolidação de uma reforma estrutural.

    Ainda no seu comentário #188, você afirmou o seguinte:

    “Ficar só falando em ‘reforma estrutural’, notadamente num debate que NÃO tem nada a ver com reforma estrutural, denota falta de argumento.”

    E eu, também no meu comentário #190, procurei lhe lembrar como as reformas estruturais entraram no nosso debate:

    “As reformas estruturais entraram no nosso debate após eu ter lhe mostrado os projetos de lei que o Bob Fields apresentou durante a sua atividade parlamentar (lembra que você afirmou que ele nunca tinha feito nada nesse sentido?) [. . .].”

    Nesse ponto, eu lembro a você que as reformas estruturais entraram no nosso debate depois de você ter pedido os projetos de lei do Bob Fields e eu ter lhe mostrado tais projetos. Após eu ter mostrado esses projetos de lei, eu lhe pedi que nos mostrasse os grandes projetos de lei e reformas estruturais que o seu partido implementou após ter chegado ao poder em 2003. Isso aconteceu no final do meu comentário #179.

    Quando afirmei “nesse sentido“, me referi aos projetos de lei do Bob que você havia cobrado e não às reformas estruturais.

    E, finalmente, eu arrematei:

    “[. . .] e, em seguida, eu afirmei que você tem muita disposição e energias para fazer cobranças dos mortos e lhe pedi para nos mostrar os grandes projetos de lei e reformas estruturais que o seu partido, o PT, apresentou desde 2003, quando chegou ao poder. Como sabemos, o PT nada fez.”

    Resumindo:

    01. Você me pediu os projetos de lei do Bob.
    02. Eu lhe forneci um link para tais projetos.
    03. Logo em seguida, eu lhe pedi para nos mostrar quais eram os grandes projetos de lei e reformas estruturais que o seu partido, o PT, tem para o Brasil.

    Quando você, Elias, no seu comentário #191 me fez a seguinte cobrança:

    “Tua vez, agora: ME FORNECE O NÚMERO DOS PROJETOS DE LEI DE ROBERTO CAMPOS PROPONDO REFORMAS ESTRUTURAIS PARA O BRASIL.”

    Nessa nova cobrança, você pede algo de diferente em relação à primeira cobrança que você me fez, pois na primeira cobrança feita por você, você queria os números dos projetos de lei do Bob Fields, e eu atendi o seu pedido e lhe forneci tais projetos. Já nessa nova cobrança, você pede algo que o Bob não fez e que eu não tenho como lhe fornecer, pois tais projetos propondo reformas estruturais não existem, pelo menos não da parte do Bob.

    Resumindo: Primeiro, você me pediu os números dos projetos de lei do Bob Fields e eu os forneci a você. Depois, você me fez um novo pedido, isto é, os projetos de lei do Bob propondo reformas estruturais e estes eu não forneci a você, pois eles não existem.

    No mais, não afirmei que o Bob fez e/ou propôs reformas estruturais. Mas se você encontrar o trecho de algum comentário meu onde afirmo isso, por gentileza, mostre aí.

    Até!

    Marcelo

  201. Olá!

    Elias, essa é a terceira ou quarta vez que lhe pergunto algo tão simples e você não responde: Quando você foi funcionário do governo estadual aí do Pará, vocễ foi admitido através de concurso público?

    Responda aí, Elias!

    Até!

    Marcelo

  202. Edu said

    Falta coragem, Marcelo…

  203. Elias said

    Marcelo Augusto,

    I
    Eu topo de fornecer informações pessoais minhas, se tu também me forneceres informações pessoais tuas.

    De minha parte, como fui por várias vezes ordenador de despesa, terás a oportunidade de verificar, um a um, as centenas de atos públicos que assinei, e que, por isto, estão publicados no Diário Oficial do Estado do Pará. Terás a oportunidade de verificar se alguns desses atos constituem pelo menos sombra de inobservância aos princípios da legalidade, impessoalidade, economicidade e demais princípios da Administração Pública.

    Em troca, também quero saber quem és tu, o que tu fazes, o que já fizeste de aproveitável, como anda tua situação fiscal, se já tentaste empreender alguma coisa — pelo menos um botequim (em vez de ficar só bosquejando intermináveis chororôs sobre a “falta de liberdade” pra empreender), etc.

    Se topares, arranja um meio de entrar em contato comigo (pede ajuda do Pax, vê se ele concorda) e vamos em frente.

    O resultado das apurações que nós dois fizermos, poderemos trazer pra este blog, para análise (e diversão) dos frequentadores do pedaço.

    Topando ou não, é bom parar com essas tentativas canhestras e imbecis de constrangimento.

    Pra teu governo, nada fiz do que possa me envergonhar. Ao final de 2010/início de 2011, fui FORMALMENTE convidado a permanecer no cargo que ocupava. FORMALMENTE recusei, por convicção e lealdade política ao meu partido. Aliás, a esta altura da vida, não preciso de emprego pra sobreviver, e me orgulho disso, porque me esforcei muito pra atingir essa condição.

    Acho uma imbecilidade tua maneira de debater, mas, de qualquer forma, taí a proposta. Elas por elas.

    II
    Pra quem quer parecer inteligente e capaz, estás andando no rumo errado. NÃO SE PEDE PROVA DE FATO NEGATIVO, garoto…

    Por exemplo: TU, rapazinho, não podes nem precisas provar que nunca mataste ninguém. Se alguém disser que tu mataste, esse alguém sim, é que deverá provar que mataste. PROVA-SE FATO POSITIVO, NÃO FATO NEGATIVO. Como já te dei o conceito, é só buscares um pouco de leitura sobre o assunto, que vais entender.

    TU disseste que o Bob Fields apresentou projetos de lei propondo reformas estruturais para o Brasil. Eu disse que não e te perguntei que projetos foram esses. Tu nunca respondeste. O que há no site do Senado ou da Câmara não tem PORRÓDIA a ver com reforma estrutural.

    III
    REFORMA ESTRUTURAL não é o que tu queres que seja. Não é assim que as coisas funcionam, garoto.

    REFORMA ESTRUTURAL de um país é aquela que incide sobre as ESTRUTURAS desse país, alterando-as.

    O Plano Real foi um plano econômico super-importante, porque detonou com uma inflação altíssima, que persitia a mais de uma década. E foi um plano genial, porque alcançou seus objetivos sem demandar nenhuma reforma estrutural.

    Dadas as dificuldades políticas de se fazer reforma estrutural no Brasil, se o Plano Real dependesse disso ele simplesmente não existiria.

    As reformas estruturais dependem de alterações na Constituição do Brasil, até porque as estruturas brasileiras estão, todas, estabelecidas constitucionalmente.

    O Plano Real simplesmente não se ocupou disso. E seria uma imbecilidade pretender que ele se ocupasse…

    Se tu não consegues nem mesmo firmar um entendimento razoavelmente são sobre o que é uma reforma estrutural, és um indivíduo absolutamente incapacitado para debater sobre as reformas estruturais.

  204. Olá!

    Elias,

    “Topando ou não, é bom parar com essas tentativas canhestras e imbecis de constrangimento.”

    Não são tentativas de constrangimento, Elias. Foi apenas uma pergunta.

    Mas, enfim, Elias. Desculpe-me se lhe fiz se sentir constrangido pelo meu questionamento sobre se a sua admissão, como funcionário do governo estadual aí do Pará, foi ou não via concurso público. Não era essa a minha intenção. O questionamento que lhe fiz não era para lhe constranger. Mas, caso assim você tenha se sentido, que fique aqui registrado o meu pedido de desculpas.

    Quanto a mim, até hoje, fiz dois concursos públicos na minha vida: O vestibular e a prova de admissão ao mestrado. Em ambos, fui aprovado por mérito próprio.

    Nunca fui funcionário de nenhum governo. Nunca fui filiado a nenhum partido. As poucas coisas que conseguir foram por mérito. Em qualquer instituição que eu tivesse a vontade de entrar, sempre havia a provinha do concurso público. Foi assim no vestibular e foi também assim no mestrado.

    Até!

    Marcelo

  205. Olá!

    Elias,

    “TU disseste que o Bob Fields apresentou projetos de lei propondo reformas estruturais para o Brasil. Eu disse que não e te perguntei que projetos foram esses. Tu nunca respondeste. O que há no site do Senado ou da Câmara não tem PORRÓDIA a ver com reforma estrutural.”

    Em nenhum momento eu afirmei que o Roberto “Bob Fields” Campos apresentou projetos de lei propondo reformas estruturais para o Brasil. Mostre-me onde escrevi isso, por gentileza.

    No seu comentário #91, você escreveu o seguinte:

    “Um dos mais conhecidos é o falecido Roberto Campos, o boquirroto Bob Fields. Defendia o ‘Estado mínimo’, mas viveu boa parte de sua vida pendurado em tetas estatais. Foi presidente de banco estatal sem nunca ter sido banqueiro nem bancário… Foi embaixador sem nunca ter sido diplomata… E por aí afora (e adentro dos cofres públicos). Encerrou sua carreira como parlamentar medíocre pelo Mato Grosso (primeiro como senador e, mais tarde, quando os votos ficaram mais raros, deputado federal) que nunca apresentou um único projeto de lei relevante.”

    Você afirmou que o Bob nunca havia apresentado nenhum projeto de lei relevante e eu mostrei que ele chegou a apresentar projetos de leis que teriam sido relevantes caso houvessem sido aprovados. Até o link para tais projetos de lei foram fornecidos.

    Não afirmei que tais projetos eram reformas estruturais.

    Posteriormente, você pediu projetos de lei apresentados pelo Bob e que propusessem reformas estruturais para o Brasil. Nesse caso, não há projetos desse tipo da parte dele.

    Até!

    Marcelo

  206. Elias said

    Marcelo,

    Sim, mas… Vamos ou não fazer a troca de informações pessoais?

    Quem não deve não teme, rapaz!

  207. Elias said

    Marcelo Augusto,

    Nunca dirás que te trato como a Michelle. Eu te respeito, e dou importância ao que tu dizes, embora tu sejas um chato.

    Só pra te contentar, dei uma olhada em 15 proposições do Bob Fields, o Lamparina de Pôpa, que TU linkaste. Das 15 proposições que TU linkaste e eu olhei, nada menos que 7 (sete) não tramitaram porque foram consideradas PREJUDICADAS.

    PREJUDICADAS, Marcelo, segundo as informações que TU linkaste.

    Sabes o que significa proposição PREJUDICADA, Marcelo?

    É uma proposição que dispõe sobre assunto que já está sendo objeto de proposição mais antiga, e em tramitação mais avançada.

    Sabes quem faz proposição PREJUDICADA, Marcelo?

    Dois tipos de parlamentar:

    1 – O parasita que nem sabe o que está acontecendo na Casa Legislativa. Quando se elabora um projeto de lei, a primeira coisa a se fazer é verificar se já não existe outro projeto tratando do mesmo assunto. O parasita nem se toca pra isso. Ele quer só emprenhar o portfólio dele, pra iludir os financiadores de campanha.

    2 – O parasita que sabe que já existe outro projeto de lei sobre o mesmo assunto, mas o vigarista apresenta o dele mesmo assim, só pra meter esse projeto no seu portfólio e, assim, dizer pro eleitor ou pros financiadores de campanha dele, que ele está produzindo alguma coisa (às vezes, o projeto de lei desse parasita é só uma cópia do projeto de lei de outro autor).

    Quando eu tiver tempo — e saco! — vou analisar mais detidamente as informações que TU linkaste e, aí, vou decidir em que tipo de parasita eu classifico o teu ídolo, o Lamparina de Pôpa.

  208. Olá!

    Elias,

    “Sim, mas… Vamos ou não fazer a troca de informações pessoais?

    Quem não deve não teme, rapaz!”

    Mais acima, no comentário #203, você afirmou:

    “Topando ou não, é bom parar com essas tentativas canhestras e imbecis de constrangimento.”

    Você precisa se decidir. Uma hora, você afirma que tento lhe constranger através de tentativas imbecis e canhestras por ter lhe perguntado se você, quando funcionário do governo estadual aí do Pará, foi ou não admitido através de concurso público; outra hora, você parece esquecer desse ponto e pede para fazermos troca de informações e etc.

    No seu comentário #207, você escreveu:

    “Só pra te contentar, dei uma olhada em 15 proposições do Bob Fields, o Lamparina de Pôpa, que TU linkaste. Das 15 proposições que TU linkaste e eu olhei, nada menos que 7 (sete) não tramitaram porque foram consideradas PREJUDICADAS.”

    Seria complicado de resgatar sob quais condições os projetos de leis do Roberto “Bob Fields” Campos foram prejudicadas. Fazer isso seria bem melhor do que simplesmente rotular os outros de vagabundos ou coisas do tipo.

    No mais, apenas um desses projetos, o Projeto de Lei do Senado (PLS) Nº 104 de 1989, já seria o suficiente para tornar falsa a sua afirmação (no comentário #91) de que o Bob nunca apresentou um projeto de lei relevante.

    Veja lá, por exemplo, se o país melhorou ou não após a privatização de alguns setores da economia.

    Aliás, Elias, mostre aí para o pessoal os grandes projetos de leis que o seu partido propôs ao país. Mostre também qual foi a reforma estrutural que o seu partido implementou e consolidou desde 2003 até hoje.

    Até!

    Marcelo

  209. Elias said

    Marcelo,

    Vou repetir, porque parece que só entendes assim:

    1 – No jargão das “Casas de Lei” (parecem mais casas de tolerância), proposta PREJUDICADA é aquela que versa sobre assunto que já é objeto de outra proposta, mais antiga. Se não for isso, não será uma proposta PREJUDICADA.

    2 – Sendo a proposta considerada PREJUDICADA, recomenda-se ao seu autor que, havendo divergência entre a concepção dele e a da proposta anterior, ele converta sua proposta em EMENDAS àquela. As emendas podem ser: substitutivas, aditivas, supressivas ou modificativas.

    Entendeu, agora, Marcelo?

    Quanto à tua pergunta sobre minha atuação no serviço público, qualquer idiota sacou que se trata de uma tentativa canhestra de constrangimento.

    Qualquer imbecil sabe que não se faz concurso pra admitir Ministro de Estado, Secretário Geral de Ministério (cargo que equivale ao de Vice Ministro), Secretário de Estado ou Municipal, Diretor Geral de Órgão Público (cargo que equivale a Vice Secretário ou Secretário Adjunto), etc.

    Qualquer debiloide sabe que é assim no Brasil, nos EUA, na França, na Inglaterra, no Uruguai, na Espanha, na Alemanha, na Argentina, etc, etc, etc, etc, etc, etc.

    Sacou?

    Agora, dá pra responder à minha proposta? Vamos ou não trocar informações pessoais a respeito de nós dois?

  210. Olá!

    Elias,

    “Quanto à tua pergunta sobre minha atuação no serviço público, qualquer idiota sacou que se trata de uma tentativa canhestra de constrangimento.”

    Não é uma tentativa de constrangimento. Mas apenas uma pergunta. Uma pergunta bem simples, aliás, e que poderia ser respondida com um simples “sim” ou “não“.

    “Qualquer imbecil sabe que não se faz concurso pra admitir Ministro de Estado, Secretário Geral de Ministério (cargo que equivale ao de Vice Ministro), Secretário de Estado ou Municipal, Diretor Geral de Órgão Público (cargo que equivale a Vice Secretário ou Secretário Adjunto), etc.

    Qualquer debiloide sabe que é assim no Brasil, nos EUA, na França, na Inglaterra, no Uruguai, na Espanha, na Alemanha, na Argentina, etc, etc, etc, etc, etc, etc.”

    OK! Mas isso não responde a pergunta que lhe fiz. Você não deu uma resposta, Elias.

    “Agora, dá pra responder à minha proposta? Vamos ou não trocar informações pessoais a respeito de nós dois?”

    Hahaha! Essa proposta é, no mínimo, engraçada, pois se você se nega a responder uma simples pergunta sobre como foi a sua admissão no governo estadual aí do Pará, imagina então o fornecimento de informações desse tipo.

    Até!

    Marcelo

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