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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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A insustentável situação de Demóstenes

Posted by Pax em 30/03/2012

Depois de umas longas e recheadas férias, o blog volta a atividade com o maior escândalo pescado nestes dois dias em que se toma pé da situação geral.

O senador Demóstenes Torres teve exposta sua relação íntima com o, segundo o noticiário geral, maior mafioso da jogatina de Goiás.

O DEM já vinha definhando, é um partido que lembra e cheira a antiga ditadura, traz em sua memória, em sua história, o pior do coronelismo estampado na velha imagem de ACM. O ex-governador do DF, José Roberto Arruda, filmado embolsando maços de dinheiro de esquemas corruptos dos fornecedores do Distrito Federal – que jamais deveria ter uma estrutura política tão sem sentido – foi uma pá de cal que deveria ter enterrado o partido. Não enterrou. Agora Demóstenes termina o serviço.

Obs.: aqui, no Brasil de Dilma, não são poucas as reclamações sobre a falta de rumos de sua política econômica. O primeiro ano já passou, está mais que na hora da presidente mostrar a que veio. Caso contrário sua situação tende a piorar. A aceitação da presidente tem limite. E este limite, como ensinam grandes lições histórias, é definido na economia. Onde estão as reformas?

Demóstenes usou cargo de senador para beneficiar Cachoeira – O Globo

BRASÍLIA – Novas gravações da Polícia Federal mostram que o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) colocou o mandato e o prestígio de parlamentar a serviço de negócios de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por chefiar a exploração ilegal de caça-níqueis e outros jogos em Goiás. Nas escutas, obtidas pelo GLOBO, Demóstenes acerta com Cachoeira táticas que vão da interferência em processo judicial ao lobby pela legalização dos jogos de azar no Congresso Nacional. (Continua em O Globo…)

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10 Respostas to “A insustentável situação de Demóstenes”

  1. Pax said

    Sei lá porque cargas d’água os comentários estavam desativados. Houve alterações na ferramenta do WordPress que ainda não conheço.

    Outra coisa chata é que leio os comentários via meu email mas não consigo responder, a não ser perdendo muito tempo. Acabei de configurar para que possa fazê-lo por email, vamos ver se dá certo.

    Por fim, este blog tem milhares de nomes catalogados. Isto faz com que o iPhone tente carregar toda a lista sempre que tento fazer um post por este aparelho. Resultado? Fica inusável sem que tenha que perder 15 minutos só para carregar.

    Mas vamos lá, não serão dificuldades pequenas que derrubarão este espaço.

    A casa é de vocês.

  2. Patriarca da Paciência said

    Seja benvindo cara Pax.

    Que suas férias tenham sido ótimas e revigorantes.

    O Demóstenes Torres tem tudo para entrar para a História do Brasil como um dos seus maiores hipócratas.

    E acho também que a coisa pode respingar no Dr. Gilmar Mendes.

    O angu é grosso e cheio de caroço.

  3. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    O Demóstenes Torres tem tudo para entrar para a História do Brasil como um dos seus maiores hipócritas.

  4. Pax said

    Obrigado, caro Patriarca.

    Que papo é esse do min Gilmar com o sen Demóstenes?

    … iPhone

  5. Elias said

    “Demóstenes – Fala Professor. Acabei de chegar lá do desembargador. O homem disse que vai olhar o negócio e tal. Disse que um deles já tinha estado lá com ele viu? (…) Tem tudo para seguir esse caminho aí. Condenar o delegado e absolver os outros. Vai depender das provas. Se a prova for desse jeito que eu falei e tal, o outro vai também…”

    “Cachoeira – Ele vai julgar rápido?”

    “Demóstenes – Vai julgar rápido. Mandou pegar o papel. Já pegou o negócio lá. Diz que vai fazer o mais rápido possível.”

    Esse bocudo implicou gravemente o desembargador. Disse que o cara “Vai julgar rápido”, “Mandou pegar o papel” e “Já pegou o negócio, lá”.

    Ou seja, ele dá a entender que o desembargador já recebeu a propina (“Já pegou o negócio…”), e vai sentenciar conforme pretendido pelo bicheiro: condenando o delegado e absolvendo os demais.

    Se a decisão saiu rápida, e foi como o bocudo disse que seria, o desembargador tá enrolado. Queira ou não, tá enrolado.

    Conselho 1: com senador, só converse diante de testemunhas, de preferência gravando e filmando tudo.

    Conselho 2: vamos extinguir com o Senado… O Poder Legislativo vai ficar mais barato, vai ter menos corrupção (já que haverá menos corruptos corruptando) e, de quebra, não precisaremos mais de testemunhas, gravadores e filmadoras ao falar com senadores, já que não haverá mais senadores.

  6. Zbigniew said

    A Veja, aquela que nao se importa em agradar ninguém, segundo o Capo Civita – claro! Desde q mantidas as assinaturas dos governos amigos – parecer ter um pezinho nesse imbróglio todo. A bíblia dos direitobas ta bombando na área. E o modus-operandi da instituição criminosa sendo revelado:

    “(…) Os seguintes elementos comprovam a associação criminosa:

    Havia um modus operandi claro. Cachoeira elegeu Demóstenes. Veja o alçou à condição de grande líder politico. E Demóstenes se valeu dessa condição – proporcionada pela revista – para atuar em favor dos dois grupos.
    Para Cachoeira fazia trabalho de lobby, conforme amplamente demonstrado pelas gravações até agora divulgadas.
    Para a Veja fazia o trabalho de avalizar as denúncias levantadas por Cachoeira.
    Havia um ganho objetivo para todos os lados:

    Cachoeira conseguia afastar adversários, blindar-se contra denúncias e intimidar o setor público, graças ao poder de que dispunha de escandalizar qualquer fato através da Veja.
    A revista ganhava tiragem, impunha temor e montava jogadas políticas. O ritmo frenético de denúncias – falsas, semi-falsas ou verdadeiras – conferiu-lhe a liderança do modelo de cartelização da mídia nos últimos anos. Esse poder traz ganhos diretos e indiretos. Intimida todos, anunciantes, intimida órgãos do governo com os quais trabalha.
    O maior exemplo do uso criminoso desse poder está na Satiagraha, nos ataques e dossiês produzidos pela revista para atacar Ministro do STJ que votou contra Daniel Dantas e jornalistas que ousaram denunciar suas manobras.
    Em “O caso de Veja”, no capítulo “O repórter e o araponga” narro detalhadamente –  com base em documentos oficiais – como a cumplicidade entre as duas organizações permitiu a Cachoeira expulsar um esquema rival dos Correios e se apossar da estrutura de corrupção, até ser desmantelado pela Polícia Federal. E mostra como a Veja o poupou, quando a PF explodiu com o esquema(…)”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/esquecam-policarpo-o-chefe-e-roberto-civita#more

  7. Zbigniew said

    O PIG? Ora o PIG…

    Censura? Pra eles e valida quando os interesses do pool estao em jogo. A Veja? Compactuando com um esquema criminoso. A Globo? Compactuando por omissao e censura.

    A Oposicao? Agora, paralisada.

    E o Procurador Geral? Vistas grossas. So se mexe por pressao popular.

    Sao essas as instituicoes de imprensa que compoem o nosso tao decantando e democratico sistema de comunicacao social. Concentrado e injusto. Nas maos de poucos e de politicos corruptos.

    Alguem tem alguma duvida do porque de um Jader Barbalho, Sarney, Collor, Calheiros e tantos outros se eternizarem no poder? Alguem tem duvida ainda da existencia de um corporativismo entre os principais orgaos de imprensa do pais e seu poder de pressao sobre a classe politica e ate esquemas criminosos?

    Fechar os olhos e os ouvidos para esses fatos e pecar por omissao. E compactuar com a corrupcao edemica que assola o Brasil.

    “Há uma indignação na internet com a atitude de Jorge Bastos Moreno, colunista de O Globo, por ter retirado de seu blog o texto de um colaborador – Theófilo Silva – onde se mencionava, en passant, a intimidade entre o “empresário de jogos” (era assim que a revista se referia a ele, como no texto ao lado) Carlinhos Cachoeira e o editor daVeja Policarpo Júnior.

    Moreno está sendo acusado de não resistir e até se associar à cortina de silêncio que se quer fazer sobre os 200 telefonemas trocados entre ambos.

    Com a mais completa compreensão aos indignados com o que parece – e é – censura ao texto de Theófilo, vejo tudo de forma completamente diferente. Mesmo correndo o risco de “apanhar” de alguns comentaristas, digo qual é minha visão.

    Jorge Bastos Moreno é quem foi censurado, porque alguém decidiu que, na coluna eletrônica publicada em seu nome, algo não poderia ser dito.

    Moreno tem inteligência suficiente para argumentar, se o quisesse, que uma linha e meia de menção a Policarpo lá pelo décimo ou décimo-quinto parágrafo de um post faria muito menos estrago que a retirada do artigo.

    Se Moreno acatou a censura – o que é comum nas redações – fez algo que é raro, raríssimo: publicou a censura, inclusive dando o nome de quem foi o portador da ordem de expurgo do artigo.

    Mostrou o boi e o nome do boi, quando podia publicar apenas duas linhas, dizendo – no máximo – que o artigo não respeitava as normas da redação.

    Moreno, que se encarna num personagem um tanto bufo e marcado pela cordura, deu seu jeito de informar a verdade, com uma ironia que nem ele próprio pode confirmar aos seus botões.

    Ficou numa “saia-justa” em relação à sua propria credibilidade, mas mostrou o que ocorreu, com todas as letras. Deu-se ruidosamente a bater.

    Nunca uma cortina de silêncio foi baixada com tanto barulho…

    Em “Memórias do Cárcere”, Graciliano Ramos – perdoem as eventuais incorreções, cito de memória – disse: “Liberdade completa ninguém desfruta: começamos oprimidos pela Sintaxe e terminamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social. Mas nos estreitos limites a que nos coagem a Gramática e a Lei, ainda podemos nos mover”.

    Numa tradução livrea, Moreno foi puro Macunaíma, o “herói sem caráter” do Mário de Andrade

    Talvez sem querer, admito, embora duvide, porque estamos “rodados” demais para isso.

    Só se foi como o Chaves (o mexicano, não o venezuelano, paciente do Dr. Merval): sem querer, querendo.”

    http://www.tijolaco.com/a-arte-de-escrever-ao-contrario/

  8. Zbigniew said

    E se fosse a Época, ou o próprio panfleto (a Veja), e o governador fosse do PT?
    REVISTA CARTA CAPITAL FOI RECOLHIDA EM GOIÂNIA.
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/revista-carta-capital-foi-recolhida-em-goiania

    Isso e democracia? Cade a indignação pela liberdade de expressão? Até pelo sagrado direito de mentir?! Hipócritas!

  9. Anrafel said

    José Agripino falando de ética, de o único partido que não compactua com irregularidades é patético. O DEM tenta se afirmar como um partido democrático e economicamente liberal. As antigas lideranças fazem de conta nunca existiu Arena, PDS e PFL e a ditadura militar; as novas lideranças simulam não ter o menor conhecimento de tudo isso.

    Na verdade, não mostram convicção, não passam empenho nessa encenação. É uma tarefa hercúlea para eles. E tem também os fatos.

  10. eleitora cética said

    Cadê a liberdade de expressão, Zbigniew? Como assim? O Brasil não está nas mãos do PT? Pergunte ao Partido dos Trabalhadores cadê a liberdade de expressão.

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