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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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As lanchas de Ideli

Posted by Pax em 17/04/2012

No mínimo há uma situação delicada que a atual ministra da secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, precisa esclarecer.

Esquisito o ministério da pesca (assim, em minúscula, como lambari mesmo, pelo absurdo da existência) comprar 28 lanchas e, depois, pedir uns caraminguás da empresa fornecedora para o PT.

Pior que isso é que as lanchas nem saem ao Mar, ao menos boa parte delas.

Deputados convocam Ideli para explicar compra de lanchas – Estadão

Comissão da Câmara quer saber sobre contrato de R$ 31 milhões, cuja parte foi paga na gestão da petista no Ministério da Pesca, e é questionado pelo TCU

Eugênia Lopes, da Agência Estado

BRASÍLIA – A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara aprovou nesta quarta-feira, 11, a convocação da ministra da secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para explicar a compra de lanchas pelo ministério da Pesca e Aquicultura na época em que ela estava no comando da pasta.

A convocação foi aprovado por oito votos a favor e sete contrários. Deputados da base, insatisfeitos com a demora na liberação de verbas de emendas de parlamentares, votaram contra o governo. A convocação foi aprovada, mas ainda não foi marcada data para a ida de Ideli à Câmara.

O caso do contrato de compra das 28 lanchas-patrulha foi revelado pelo Estado. As lanchas foram encomendadas por R$ 31 milhões pelo Ministério da Pesca em 2009, e parte da conta – R$ 5,2 milhões – foi paga já na gestão da ministra Ideli Salvatti. O contrato é alvo de suspeitas levantadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Fiscalizar a pesca ilegal não está entre as atribuições do ministério. Desse total de embarcações, pelo menos 23 ainda não entraram em operação ou estão com avarias no pátio da empresa, na Grande Florianópolis. Só 3 de um total de 28 lanchas estavam em funcionamento no segundo semestre do ano passado. A licitação ocorreu na gestão de Altemir Gregolin, que ocupou o cargo de 2006 a 2010. (continua no Estadão…)

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13 Respostas to “As lanchas de Ideli”

  1. hermenegildo coelho said

    aqui em betim mg,ipremb pede que o ministerio publico denuncio o antigo prefeito carlaile pedrosa,uma açao civil para apurar rombo de quase rs 1,6 milhoes no instituto,esta e uma reportagem do jornal betimque pertece a atual gestao, circulado no dia 13-19 de abril de 20012 que denuncia o ex prefeito de super faturamento em titulo publico,e nos estamos tetando mover uma açao publica contra a gestao pasada e atual cobrando esclarecimentos de verbas proveniente do banco mundial e do outra proniente do pac orçamento participativo para uma obra na av, sanitaria universal,atual gestao como diz certo polico que fazia de um dos coroneis, e a luta do diabo contra o demonio assim o inferno vai ganhar sempre. sao todo iguais.

    ass.amigos do universal

    hermenegido coelho

  2. Elias said

    Pax,
    Veja como uma notícia é mal redigida:

    1 – Primeiro, o Estadão diz que Ideli Salvatti está sendo conviocada, “…para explicar a compra de lanchas pelo ministério da Pesca e Aquicultura na época em que ela estava no comando da pasta.”

    2 – Depois diz que “…as lanchas foram encomendadas por R$ 31 milhões pelo Ministério da Pesca em 2009…”.

    3 – Mais à frente, entrega: a “…licitação ocorreu na gestão de Altemir Gregolin, que ocupou o cargo de 2006 a 2010.”

    Ora, caceta: se o Gregolin ficou no cargo até 2010, e a licitação e a compra aconteceram em 2009, então as lanchas não foram compradas na época em que Salvatti “…estava no comando da pasta”, né?

    Lá, mais acima, a confusa jornalista Eugênia Lopes diz que, meio perdidona, que Ideli Salvatti pagou ao fornecedor R$ 5,2 milhões, dos R$ 31 milhões contratados. A dispersiva repórter não informa, mas é provável que o pagamento ordenado por Salvatti seja o saldo do contrato de fornecimento firmado pela gestão anterior.

    A notícia também diz que “…o contrato é alvo de suspeitas levantadas pelo TCU.”

    “Suspeitas levantadas pelo TCU”? Que diabo é isso? O TCU é um tribunal que levanta suspeitas?

    O TCU é uma Corte de Contas. Existe pra exercer poder judicante. Existe pra julgar, não pra levantar suspeitas.

    E que história é essa do TCU ainda não ter posição definida sobre um contrato firmado em 2009? Estamos em 2012 e, até agora, tudo o que existem são suspeitas? Quanto tempo mais o TCU vai precisar pra dizer se o contrato é válido ou não?

    E, enquanto isso, o fornecedor deve ou não receber pelo fornecimento que fez? Se o TCU levar 10 anos pra se decidir quanto ao assunto, o fornecedor terá que esperar 10 anos pra receber o que lhe devem?

    Qual deve ser o procedimento da gestão sucessora quando a saldos contratuais deixados pela gestão antecessora, inclusive restos a pagar? A gestão sucessora NÃO deve pagar? Isso está escrito em lei? Que lei?

    E já que estou fazendo um monte de perguntas, vou fazer mais uma: por que o Estadão não ativa o link contendo a defesa antecipada da Ideli Salvatti sobre o assunto, aí incluído o “nada consta” do TCU em relação à gestão dela? Por que os links só funcionam nas notícias editadas pra que pareçam negativas?

    Putz! Espero que ainda reste um pouco da Ideli Salvatti na Ideli Salvatti, e ela passe o troco a quem de direito (e de fato!).

    Tô de saco cheio dessa história de “paz e amor”. Eu quero é fogo no moinho…!

  3. Pax said

    Mas, caro Elias, eu só gostaria de saber dos 150 mil que a tal empresa supostamente “doou” ao PT.

    Meu caro e dileto amigo de tantos anos, permita-me certas curiosidades e exigências.

    Gosto do PT, você sabe disso. Mas gosto do preto no branco também.

    A notícia é ruim, mal colocada, sabemos a posição política do Estadão, sabemos que é capaz de demitir uma colunista simpática ao Lula (a Kehl), etc etc. Tudo isso eu sei, preto no branco.

    O que não sei é dos tais 150 mil…

    Enviado via iPhone

  4. Elias said

    Pax,
    Também não sei dos 150 mil.

    Eles foram declarados? Estão na prestação de contas? Ou se trata de uma doação ilegal?

  5. Pax said

    Pois então, caro Elias, a lebre foi levantada e também desconheço a história.

    O que posso dizer é:

    – conhecemos o Estadão, veículo da imprensa cujos proprietários são capazes de mandar demitir uma colunista, Maria Rita Kehl, somente porque ela fez um artigo contrário à opinião de seus donos. Este fato é conhecido e um triste capítulo da imprensa nacional.

    – temos esta notícia veículada, muito mal redigida.

    – sabemos que é sempre bom ler com pé atrás notícias desta natureza.

    Mas…

    Nada disso impede que queiramos saber que diacho de doação de campanha foi essa, se é que existiu.

    Pouco me importa se o veículo tem lá seus problemas. O que me importa é saber se a ministra deve explicações.

    E se deve, que rebole para se explicar. Não é porque está perto de Dilma que deixa de ter obrigação de prestar contas.

    Muito ao contrário.

    Se está perto de Dilma não só deve ser honesta como tem que parecer honesta. Caso contrário os respingos de eventuais diarréias recaem sobre Dilma.

    Mais ou menos como se alguém colocasse um Waldomiro Diniz instalado no Palácio do Planalto, a poucos metros de distância do presidente da República.

    O jogo político brasileiro é perigoso, complicado e sujeito a esguichos diarréicos. Dilma tem se saído bem, até então. Pegou o bonde andando, se agarrou na empunhadeira, passou os primeiros momentos viajando no estribo, conseguiu sentar e ensaia tomar a direção do veículo desenfreado. Quiçá até consiga tirar alguns passageiros inconvenientes de lugares privilegiados que consideram seus e cativos. Mas, para tal, não pode deixar perto de si qualquer auxiliar que tenha comido camarão estragado. Sabemos como as diarréias fortes funcionam. A coisa sai em jatos e os respingos são incontroláveis.

    Não estou dizendo que Ideli tenha comido camarões. Estou, sim, afirmando que se há dúvidas, que elas sejam sanadas.

    Um certo conhecido pronunciou um trocadilho que entrou no meu vocabulário: “quem for quebre que se podre”.

    Enviado via iPhone

  6. Elias said

    Pax,
    Conheço esse cara do trocadilho. Aliás, o pai dele dizia que esse é um “trocadalho do carilho…!”

    Mas… Cá pra nós: esse papo de que não só se deve ser, como se deve parecer honesto é uma puta conversa fiada.

    Na origem, já era papo furado.

    Aquela zinha que, então, era mulher de César não era nada honesta. Ela corneava o cara escancaradamete.

    Ela foi participar daquela festa religiosa que era fechada, só pra mulheres, e acertou com o amante pra que ele fosse também, disfarçado, vestido de mulher. Ele foi e, embora a festa fosse religiosa, os dois treparam feito dois pagãos…!

    Só que o cara foi descoberto, como o incorrigível e incontrolável otário que era… As outras mulheres o prenderam e fizeram o maior escarcéu.

    Em Roma, as mulheres podiam cornear à vontade. Mas não podiam ser apanhadas corneando. A pena pro adultério era morte.

    Daí porque César preferiu não processar a adúltera. Pra evitar que ela fosse morta. Fazendo isso, ele continuou a ter o apoio político da família dela, que tinha dinheiro a dar com os pés. Dinheiro que César necessitava pra continuar sua escalada…

    Daí o argumento que ele usou. Ele garantiu que a vagaba não era desonesta. Apenas parecia… Aí se divorciou, ficando livre para um outro casamento (também por conveniência política e financeira, e que já estava articuladíssimo…). Com o infeliz Ricardão ele acertou contas depois (à moda romana de então, claro!), usando os bons ofícios de Marco Antônio que, no passado, fora um protegido do dito Ricardão (mais uma demonstração de que o cara, além de otário, era um azarado de carteirinha…).

    Então, Pax, já na origem da expressão, essa história de “além de ser, ter que parecer honesto” é, apenas, a formalização de uma puta hipocrisia… Um conchavão…

    E nada pior do que usar um conchavão safadíssimo como referência moralizadora pro Brasil, certo?

    A pessoa tem que SER honesta. É isso e pronto! PARECER é outro papo.

    Dificilmente alguém com a Ideli Salvatti “parecerá” honesta a jornais como o Estadão e a indivíduos como o Reinaldo Azevedo.

    E dificilmente jornais como o Estadão e indivíduos como o Reinaldo Azevedo parecerão honestos a pessoas como o Patriarca da Paciência, né?

    Tudo dependerá do poder de cada um, de alardear mais barulhentamente o que lhe parece.

    Mas será um enorme equívoco achar que a opinião do Estadão ou a do RA é melhor do que a do Patricarca, só porque os dois primeiros podem fazer mais barulho…

  7. Pax said

    De novo, caro Elias, só quero saber se houve ou não R$ 150 mil doados à campanha do PT, ou de Ideli.

    Houve?

    Se não houve, acabou a conversa. Se houve, só começou a conversa.

    E, mais ainda, se houve, a conversa não é nada boa.

    Então aqui fica o desafio, quem pode nos dizer se houve ou não esta “doação” de R$ 150 mil de sei lá quem para o PT e/ou Ideli?

    Mas, entre nós, com dados e fatos, prestação de contas ou denúncia com comprovação minimamente crível.

    Isso, nada mais que isso. É bem simples, sim.

  8. Pax said

    Well, o chato de plantão achou mais uma notícia, com nota oficial e tudo mais.

    Aqui, no site Terra:

    Ideli nega favorecimento a empresa que doou dinheiro para campanha

    Ou seja, cá entre nós, pegou mal pacas.

    Desculpa aí.

  9. Pax said

    A íntegra da nota:

    Veja na íntegra a nota divulgada pela Secretaria de Relações Institucionais:
    A respeito de reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo, no dia de hoje, sob o título “Pesca contrata empresa e cobra doação ao PT” a assessoria de comunicação da SRI tem a informar:
    1 – A doação no valor de R$ 150 mil registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) feita pela empresa Intech Boating foi destinada ao Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT) em Santa Catarina e não a candidata Ideli Salvatti;
    2 – A candidatura de Ideli Salvatti ao Governo de Santa Catarina conforme consta no site do TSE recebeu em doações R$ 3.572.376,65 e a maioria dos recursos foi repassada pelo Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores (PT). É importante ressaltar que as contas da campanha foram aprovadas pelo TSE; 3 – A competência jurídica pela prestação de contas dos recursos arrecadados pelo Comitê Financeiro do Partido dos Trabalhadores durante o pleito de 2010 e apresentada ao TRE/SC e ao TSE é de responsabilidade do presidente estadual do PT;
    4 – Não há qualquer ligação entre a ministra Ideli Salvatti e a empresa Intech Boating, pois a doação questionada pelo jornal O Estado de São Paulo, não foi feita para a candidatura de Ideli Salvatti ao Governo do Estado;
    5 – É preciso esclarecer ainda, o contrato firmado entre a empresa Intech Boating e o Ministério da Pesca para a aquisição de lanchas, que está sob investigação do Tribunal de Contas da União (TCU), foi assinado em 2009, ano em que Ideli Salvatti era senadora da República e não ministra da pasta.
    Assessoria de Comunicação da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República

    Ora, senhores, o cara era militante do PT, ganhou um contrato nada desprezível para vender lanchas para o ministério da pesca (se é que devesse existir este ministério) e faz uma doação de R$ 150 mil.

    Pior que isso, as lanchas nem estão no Mar, trabalhando.

    Cá entre nós, se Ideli está envolvida ou não, pouco me importa agora, o que resta saber é que relação é esta, que tem sinais de uma promiscuidade política à além do aceitável.

  10. Elias said

    Pax,

    Talvez seja bom questionares também o TSE, que analisou e não viu a irregularidade que estás vendo.

    Mas, nesse caso, é bom dar o serviço completo. Deves dizer qual a lei ou a norma ou a resolução que foi descumprida ou burlada. Ou seja, deves dizer no que consiste, exatamente, a irregularidade que dizes ver na tal doação.

    É uma m… esse negócio de doação de empresa? É. Deveria ser proibida a doação de empresas? Deveria. O financiamento da campanha deveria ser exclusivamente com recursos públicos? Deveria. É assim? Não. A lei permite que empresas contratadas pelo Estado façam doações a qualquer pertido político? Permite.

    Se a doação foi feita segundo permitido pela legislação em vigor, Pax, não se pode falar em irregularidade. É, no máximo, algo com o qual não concordas (eu também não concordo), mas não é ilegal. A lei permite isso.

    Menos admissível, ainda, é atribuir a irregularidade que não houve, a alguém que não tem nenhuma ligação direta com a ocorrência (que é o que está havendo).

    A compra aconteceu em 2009, quando Ideli NÃO ERA ministra. Não foi ela que comprou. A doação aconteceu em 2010, quando a Ideli também NÃO ERA ministra (àquela altura do jogo, cá pra nós, nem com bola de cristal Ideli saberia que, um dia, ela assumiria o Ministério da Pesca…). Também não foi ela que recebeu a doação.

    Quando ministra da pesca, ela pagou o saldo do contrato (provavelmente inscrito em restos a pagar).

    Ora, meu caro, se você assume um ministério e encontra uma inscrição em restos a pagar sobre a qual não paira restrição legal, sua obrigação é pagar.

    Nessa história toda, o que mais me preocupa é o TCU. Então ele está analisando um processo ocorrido em 2009 e, até agora, ainda não se manifestou conclusivamente?

    Vai que ele não aprove o processo… Como é que se fica nessa história? Se havia indício de irregularidade na compra, o TCU deveria ter NOTIFICADO o ministério, a fim de que este se abstivesse de fazer qualquer pagamento à empresa fornecedora.

    Por que o TCU não fez isso? Se ele houvesse feito a notificação (basta uma única folha de papel, pra fazer isso), qualquer pagamento feito por autorização da Ideli o seria por conta e risco desta.

    Outra coisa que não entendi é essa história de que várias lanchas estariam no pátio da empresa fornecedora, avariadas.

    Como foi isso? As lanchas se avariaram sem uso?

  11. Pax said

    Caro Elias,

    Não estaríamos relativizando, como gosta o caro Chesterton, velho e bom Chesterton?

    Papo mais desvonfortável, pra não chamar de canalha mesmo.

    Vamos ao que parecem ser os fatos:

    A – existe um ministério absurdo, esse da pesca. Cabidão para acomodar mamadeira do úbere público. Fato ou boato?

    B – o cabidão decide gastar o leite das crianças em lanchas que nem estão ao mar, dinheiro, aparentemente, jogado no bolso dos eternos bezerros do úbere da viúva. Fato ou boato?

    C – coincidentemente o empresário em questão tem envolvimento com o partido em questão. Fato ou boato?

    D – por acaso o empresário em questão embolsa ( ok, fatura ) uma bolada e faz uma “doação” ao partido em questão.

    Caro Elias, como a gente pode reclamar de uma Delta, de um Cachoeira, de um Demóstenes, de um Perillo etc se relativizamos uma história dessas?

    Sinto muito, mas meu desconforto é baseado em fatos, não em boatos.

    Ou, então, minhas fontes, a própria nota do ministério, por exemplo, estão muito erradas.

    Ou queremos um país mais decente, ou não queremos um país mais decente.

    Seja esta indecência da origem que for.

    Fico imaginando uma história similar num país onde a corrupção é efetivamente punida. Será que tais lanchas estacionadas em terra seriam aceitas? Será que esta doação para a campanha seria homologada pelo tribunal competente?

    No país que sonho essa história não passaria em branco.

    Enviado via iPhone

  12. Elias said

    Bem, Pax.

    Parece que a doação foi homologada por um tribunal (incompetente?): o TSE.

    Já o TCU, que rola com o processo há anos, sem uma decisão conclusiva, parece não estar preocupado em mostrar que tem competência pra fazer que é de sua competência.

    Não acho que uma compra de mais de R$ 30 milhões tenha algo a ver com uma doação de R$ 150 mil, realizada quase 2 anos depois da compra, e com esta já praticamente paga.

    Se houve bandalheira aí, ela terá sido de valor bem maior e dificilmente seria declarada numa prestação de contas pública… A menos que haja outras coisas mais, a oposição tá comprando papel micado…

    Minha avaliação: se Ideli realmente for convocada, não terá nenhuma dificuldade em pulverizar qualquer insinuação quanto à conduta dela em relação a essa compra.

    Pergunto (porque realmente não sei): os preços dessas lanchas estão compatíveis com os de mercado? (geralmente as compras corruptadas são superfaturadas, pra tirar o que é da empresa e ainda sobrar pra remunerar o(s) corrupto(s), né?).

    Agora, deixar as lanchas sem uso é, realmente, uma m… Pra isso, não tem perdão. Se o ministério não sabe o que fazer com elas, que doe à Marinha, que precisa pra caramba de embarcações… Ou aos bombeiros, quer precisam mais, ainda…

    Quanto à existência do ministério da pesca, Pax, de minha parte, já me referi ao assunto um porrilhão de vezes há um porradal de tempo: sou absolutamente CONTRA a caça e a pesca. A meu pensar, ambas devem ser terminantemente proibidas em todo o território brasileiro.

    A meu ver, essas atividades devem ser, gradualmente, substituídas pela criação de animais para abate. A pesca, p.ex., deve ser substituída pela aquicultura.

    Ministério da Pesca? Se acabassem com ele hoje, pra mim já seria tarde…

    Só pra que tu tenhas uma idéia: aqui no Pará, num único dia, a Polícia Federal prendeu milhares (isto mesmo: milhares!) de vigaristas, que se faziam passar por pescadores habilitados a receber a pensão paga pelo governo federal durante o defeso.

    Salvo engano, em algumas regiões do país, a cada 4 pessoas cadastradas como pescadores, 3 são vigaristas.

    Mais outra evidência de que o Ministério da Pesca não passa de um amontoado de idéias falidas…

  13. Chesterton said

    Caro Elias, como a gente pode reclamar de uma Delta, de um Cachoeira, de um Demóstenes, de um Perillo etc se relativizamos uma história dessas?

    chest- eu não relativizo, burlou a lei? Cana para todos. Vamos começar pelo PT? pelo PSDB? Todo mundo junto? Pelo PMDB? Para mim nenhuma diferença faz.

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