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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Lula, Gilmar, Jobim e a reunião que não deveria ter acontecido

Posted by Pax em 29/05/2012

Notícia da revista Veja desta semana dá a versão de Gilmar Mendes, ministro do STF, de um encontro entre ele, Gilmar, Lula e Nelson Jobim, que aconteceu no escritório deste último, ex-ministro da Defesa e do STF, em 26 de abril de 2012.

Nesta reportagem ficam suposições que Lula teria sugerido que o Mensalão do PT não fosse julgado este ano e que, segundo Gilmar Mendes, como Lula afirmaria ter poderes na CPMI de Carlinhos Cachoeira, uma tal viagem a Berlim com Demóstenes Torres não seria objeto de investigações.

O site do Instituto da Cidadania, emitiu nota oficial em que Lula diz estar indignado com as supostas acusações.

Nelson Jobim afirmou que não houve tal conversa sobre o julgamento do Mensalão. Gilmar confirmou que houve. Lula, na nota oficial, não deixa claro nem que sim, nem que não.

Segundo Wálter Maierovitch, jurista e ex-desembargador, Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de do ex-presidente e que “Lula deve explicações. E deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes”.

O resultado desta reunião é um infindável conjunto de afirmações e desmentidos, opiniões de todos os lados. Como consequência final, corolário de um encontro mal explicado, o Mensalão do PT e seu iminente julgamento pelo STF tomam à frente da pauta política nacional com mais peso que o julgamento de Demóstenes Torres pelo Conselho de Ética do Senado e a CPMI do Cachoeira.

Atualização: Em tempo – segundo o site Terra, “O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou nesta terça-feira que encaminhou para o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) a representação protocolada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por supostamente ter pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para adiar o julgamento do mensalão. Segundo Gurgel, como Lula não tem mais foro privilegiado – e a representação não cita o ministro -, não cabe à PGR analisar o caso.”

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110 Respostas to “Lula, Gilmar, Jobim e a reunião que não deveria ter acontecido”

  1. Pax said

    Boa crítica do Dines

    Uma conversa para entrar na história

    Por Alberto Dines em 29/05/2012 na edição 696

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/uma_conversa_para_entrar_na_historia

  2. Zbigniew said

    Bom o que disse o Dines:

    “(…)

    Veja continua em cartaz. E também o seu Manual de Estilo. A matéria da edição 2271 (data de capa 30/5, pág. 62), em que revela uma suposta chantagem do ex-presidente Lula da Silva sobre o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, para adiar o julgamento do mensalão, é um clássico do seu repertório de denúncias.

    Um repórter ou analista político da escola tradicional, pré-Facebook, teria eliminado os dois enormes parágrafos iniciais e começado no terceiro. Resultaria mais impactante. E veraz.

    O enorme “nariz de cera”, além de antiquado, revela uma disposição panfletária que só os leitores muito desligados não identificarão como tentativa de indução. Aliás, desnecessária: o teor da versão do ministro Gilmar Mendes sobre o seu encontro com o ex-presidente no escritório do ex-ministro Nelson Jobim é tão surpreendente e explosivo que torna supérfluos todos os expedientes e recursos dramatizadores usados pelo semanário.

    Gilmar Mendes revela uma memória prodigiosa, as frases de Lula que registrou e repassou aos repórteres de Veja indispõem o ex-presidente com três ministros da suprema corte (Joaquim Barbosa, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski) e um ex-ministro também chefe da Comissão de Ética Pública da Presidência (Sepúlveda Pertence). Adicionadas à tentativa de coagir moralmente o interlocutor Gilmar Mendes, também ministro do STF, constituem inédito e inaudito aperto no Judiciário. Mesmo que Lula, sem qualquer mandato ou cargo político, seja livre para dizer o que pensa.

    Reportagem, reportagem

    Ouvido por Veja, o anfitrião Nelson Jobim confirmou o encontro e acrescentou que as partes da conversa que presenciou “foram em tom amigável”. Isso não está em questão. Gilmar Mendes procurou ser mais preciso ao classificá-la como “pouco republicana”, segundo o experimentado repórter político Jorge Bastos Moreno na edição do Globo de segunda-feira, 27/5 (ver “Lula e Gilmar Mendes: conversa errada, no local errado, com pessoa errada”).

    Àquela altura, de acordo o mesmo repórter, Gilmar Mendes teria “tirado a toga” (isto é, soltado a franga) ao destacar o papel do araponga Dadá (o ex-sargento da Aeronáutica Idalberto Martins de Araujo, braço direito de Carlos Cachoeira) na operação Satiagraha.

    Se trabalhasse suas matérias com um pouco mais de cuidado, Veja teria oferecido uma versão mais consistente, mais saborosa e até mais trepidante do encontro de bambas. Se não estivesse tão aflita e afoita em colocar o mensalão nas manchetes antes de iniciado o julgamento, teria refletido que um ex-presidente da República tem o direito de dizer o que bem entende. Na hora em que desejar. Não tem poderes, tampouco limitações.

    O bom jornalismo tem limitações. Parafraseando Gertrude Stein e suas rosas, “reportagem é reportagem, é reportagem, é reportagem”.”

  3. Zbigniew said

    Desculpe, Pax. Nao havia visto o seu link.

  4. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Como os dois comentários foram exatamente no mesmo instante, podemos considerar um empate técnico?

    =)

  5. Pax said

    De novo, desta vez eu que não vi o teu… =)

  6. Zbigniew said

    Foi mal, Pax.

  7. Dr. Honorio Causa said

    Fó fei que nada fei.

  8. Pax said

    Caro Zbigniew,

    Problema algum. Foi realmente coincidência.

    Caro Pedro,

    Favor usar somente um apelido para comentar. E seja sempre bem-vindo.

  9. Chesterton said

    O silêncio mais comprometedor é o do Elias…..

  10. Patriarca da Paciência said

    Realmente,

    o comportamentodo Dr. Gilmar é bastante heterodoxo.

    Mas ele sempre acha que, se for com ele, tudo é normal e legal.

    Vejam isto:

    “O ministro, então, relatou que entre 2010 e 2011 viajou duas vezes para Goiânia em aviões cedidos por Demóstenes Torres, mas que tais fatos são públicos. Segundo Gilmar Mendes, mesmo se, na ocasião de Berlim, o senador goiano tivesse oferecido uma carona, isso não seria um problema.

    “Eu poderia aceitar tranquilamente. Estava me relacionando com o senador que tinha o mais alto conceito na República. Até pouco tempo nós discutíamos com ele todos os projetos”.

    Como ninguém tem mais dúvidas, o Demóstenes era sócio do Carlinhos Cachoeira.

    Esse é um comporamento “normal” de um minisjtro do STF?

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1097449-gilmar-mendes-diz-ser-alvo-de-intrigas-por-parte-de-lula.shtml

  11. Patriarca da Paciência said

    “Segundo Wálter Maierovitch, jurista e ex-desembargador, Gilmar Mendes pode ter cometido crime contra a honra de do ex-presidente e que “Lula deve explicações. E deveria propor uma ação penal de iniciativa privada, por crimes contra a honra, contra Gilmar Mendes”.

    Eu concordo totalmente.

    Acho que desta vez a veja foi além dos limites e não pode passar em branco.

    Espero, sinceramente, que o pessoal do PT esteja preparando o processo!

    E o Dr. Jobim será a única testemunha doprocesso!

  12. Patriarca da Paciência said

    comporamento = comportamento

  13. Michelle - A Besta Desvairada said

    Uncle Pax

    Acho que é porressas e porroutras que você odeia RA:
    tsk,tsk,…ele é um Profissional.Você é amador.
    Leia abaixo, se aguentar e sem ter crise de histeria

    Gilmar Mendes evita o clima de “deixa disso”, diz-se alvo de “intrigas” comandadas por Lula e alerta: “A gente está lidando com gângsteres”

    Por Felipe Seligman, na Folha:

    Por Felipe Seligman, na Folha:
    O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria a “central de divulgação” de intrigas contra ele e que a tentativa de envolver seu nome no esquema do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, tem como objetivo “constranger o tribunal” para “melar o julgamento do mensalão”.

    “O objetivo [de ligar seu nome ao de Cachoeira] era melar o julgamento do mensalão. Dizer que o Judiciário está envolvido em uma rede de corrupção. Era isso. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando fazer isso agora”, afirmou o ministro, fazendo referência às críticas recebidas pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por ter segurado investigação, em 2009, sobre a relação entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).
    (…)
    Nesta terça-feira, Gilmar Mendes diz que desde sempre defendeu a realização do julgamento do mensalão ainda este semestre. “Não era para efeito de condenação. Todos vocês conhecem as minhas posições em matéria penal. Eu tenho combatido aqui o populismo judicial e o populismo penal”. “Mas por que eu defendo o julgamento? Porque nós vamos ficar desmoralizados se não o fizermos. Vão sair dois experientes juízes, que participaram do julgamento anterior, virão dois novos, que virão contaminados por uma onda de suspicácia. Por isso, o tribunal tem que julgar neste semestre e por isso essa pressão para que o tribunal não julgue”, completou.

    Visivelmente irritado e com o tom de voz alterado, Mendes diz que foi alvo de “gângsteres”, “chantagistas” e “bandidos”, que estavam “vazando” informações sobre um encontro que teve com Demóstenes, em Berlim, e que a viagem teria acontecido após Cachoeira disponibilizar um avião ao senador.

    “Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gângsteres. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos que ficam plantando essas informações”, disse o ministro, que apresentou notas e cópias de suas passagens aéreas emitidas na TAM pelo Supremo Tribunal Federal.

    Questionado se o ex-presidente Lula estaria entre os tais bandidos e gângsters, Mendes apenas respondeu que ele está “sobreonerado” com a tarefa de adiar o julgamento do mensalão. “Estão exigindo dele uma tarefa de Sísifo [trabalho que se renova incessantemente]“, disse. Ele não disse quem seriam “eles” a exigir a tarefa.
    (…)
    Segundo o ministro, ele não precisa de “fundo sindical, nem dinheiro de empresa” para viajar. Mendes citou que apenas um livro seu, o “Curso de Direito Constitucional”, vendeu mais de 80 mil cópias desde 2007 e que com o dinheiro poderia dar “algumas voltas ao mundo”. “Vamos parar de futrica. Não preciso ficar extorquindo van para obter dinheiro. O que é isso? Um pouco mais de respeito”, afirmou.
    (…)
    Por Reinaldo Azevedo
    ….

    Uncle Pax

    Quando vc crescer vai aprender a importância de personagens como RA para a Democracia (Estado de Direito e Liberdade de Expressão) no Brasil
    e talvez, talvez, não falar mais bobagens.
    O que faz falta é um RA com sinal trocado… algum jornalista Profissional de peso no meio.
    Aponte alguém…Minimo Carta, PHA, Na$ifrão, etc..?
    Mercenários escrevinhadores pagos com seus impostos.Blogueiros espertalhões.
    Apoiam quem está no poder.

    “O sonho acabou
    quem não dormiu num sleeping bag nem sequer sonhou!”
    Infelizmente!

  14. Patriarca da Paciência said

    “Se trabalhasse suas matérias com um pouco mais de cuidado, Veja teria oferecido uma versão mais consistente, mais saborosa e até mais trepidante do encontro de bambas. Se não estivesse tão aflita e afoita em colocar o mensalão nas manchetes antes de iniciado o julgamento, teria refletido que um ex-presidente da República tem o direito de dizer o que bem entende. Na hora em que desejar. Não tem poderes, tampouco limitações.”

    Excelente colocação do Dines.

    É por isso que o Collor declarou que o editor da veja é analfabeto.

    Pelo menos juridicamente, é totalmente analfabeto.

  15. Patriarca da Paciência said

    Sra. Michelle – A BESTA DESVAIRADA,

    vou repetir meu comentário 10,

    “O ministro, então, relatou que entre 2010 e 2011 viajou duas vezes para Goiânia em aviões cedidos por Demóstenes Torres, mas que tais fatos são públicos. Segundo Gilmar Mendes, mesmo se, na ocasião de Berlim, o senador goiano tivesse oferecido uma carona, isso não seria um problema.

    “Eu poderia aceitar tranquilamente. Estava me relacionando com o senador que tinha o mais alto conceito na República. Até pouco tempo nós discutíamos com ele todos os projetos”.

    Como ninguém tem mais dúvidas, o Demóstenes era sócio do Carlinhos Cachoeira.

    Esse é um comporamento “normal” de um minisjtro do STF?

    Então o Dr. Gilmar sabia mesmo que estava lidando com gângsteres”?

    Será que é verdade mesmo?

  16. Chesterton said

    Ministro do STF que denunciou chantagem de Lula prova que pagou viagem à Berlim.
    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de centralizar a divulgação de informações falsas sobre ele. Ele voltou a negar que tenha recebido ajuda financeira ou operacional do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para custear a viagem para Alemanha. O ministro afirmou que é vítima de uma “armação”. Para ele, quem divulgou informações supostamente falsas a seu respeito estaria interessado em “melar” o julgamento do mensalão.

    O ministro mostrou à imprensa o extrato de seu cartão de crédito com a comprovação de que saiu do bolso dele o dinheiro para pagar uma viagem à Alemanha em abril de 2011. Ele chamou de “gangsterismo” e de “molecagem” a atitude de pessoas que levantaram suspeitas sobre o custeio da viagem à Alemanha. – Não viajei em jatinho coisa nenhuma. Até trouxe para vocês (documentos) para encerrar esse negócio. Vamos parar com fofoca. A gente está lidando com gangsters. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos. Bandidos. Bandidos que ficam plantando essas informações – declarou, com raiva. Leia matéria completa em O Globo.
    POSTADO POR O EDITOR CORONEL

  17. Chesterton said

    Sob o argumento de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem mais direito a foro privilegiado, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou nesta terça-feira à Procuradoria da República no Distrito Federal a representação que partidos de oposição no Congresso protocolaram no Ministério Público contra o cerco de Lula ao Supremo Tribunal Federal (STF).

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pgr-envia-a-primeira-instancia-representacao-contra-lula

  18. Michelle - A Besta Desvairada said

    #15 vá oferecer seu comentário lá no RA.rsrsrs
    O mata-burro quebra suas pernas.
    Nem preciso desenhar…

  19. Patriarca da Paciência said

    Se um ministro do STF pode pegar carona em aviões do Carlinhos Cachoeira e ninguém tem nada a ver com isso, de que é mesmo que estão acusando o Sérgio Cabral?

  20. Patriarca da Paciência said

    Sra. Michelle, – A BESTA DESVAIRADA,

    não me dou o mínimo trabalho de “comparecer” ao blog do Reinaldinho Alucinado Cabeção.

    Não me faz a cabeça mesmo!

    Deixa ele lá às voltas com suas aranhas teleguiadas e internet invadidas por robôs comandados pelo PT.

    O Reinaldinho Alucinado Cabeção, de há muito, já ultrapassou a linha da normalidade.

    É um típico Simão Bacamarte.

  21. Pax said

    Cara Michelle,

    Sim, titio é profissional, recebe pelo que faz, e este blog é amador, paga para se manter e abrir um espaço democrático de discussão da coisa pública brasileira.

    Por ser profissional o jornalista deveria evitar o uso de mentiras em seu blog. Mesmo os blogs amadores não devem mentir, quanto mais os profissionais.

    Como o jornalista profissional mente, sua credibilidade fica reduzida. Nem vamos citar a questão panfletária em que se envolve, bem colocada pelo Alberto Dines, e outro mérito que derruba várias credibilidades de jornalistas à serviço de partidos e patrões envolvidos com partidos.

    Aliás, continuo sem saber se algum destes jornalistas de baixa credibilidade foram brindados com os Cheval Blanc que Demóstenes mandou os capangas do mafioso comprar alhures. Segundo noticiário tais vinhos não pararam em suas mãos, então ficamos sem saber se jornalistas ou capangas da máfia se refestelaram com os mimos pagos com dinheiro pra lá de esquisito.

    Aula de democracia de quem mente barrocamente são boas aulas?

    Hum… Prefiro aprender em fontes mais limpas.

  22. Chesterton said

    Uvas verdes.

  23. Chesterton said

    As informações são do portal Terra:

    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a se defender nesta terça-feira do que considera um ataque promovido por “bandidos e gângsters” que estariam tentando atrapalhar o julgamento do mensalão. Segundo Mendes, o ex-presidente Lula estaria servindo de “central de divulgação” de boatos contra ele.
    “Ele recebeu esse tipo de informação. Era gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela”, afirmou o ministro.
    Questionado se Lula seria responsável por disseminar a história de que teria viajado a Berlim com o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) custeado pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira, Mendes foi ainda mais enfático. “As notícias que me chegaram é que sim. Ele era a central de divulgação disso”, acusou.
    O ministro entregou aos jornalistas uma pasta com documentos e extratos de cartão de crédito que acusam as despesas sobre a viagem à Granada, na Espanha, em abril do ano passado. Segundo Gilmar Mendes, ele foi dar uma palestra na universidade e aproveitou para encontrar Demóstenes em Berlim.
    De acordo com os documentos, as passagens foram pagas pelo Supremo e custaram R$ 16.110,61. Ainda segundo os documentos, Mendes saiu de Brasília e foi à Granada com conexão em São Paulo e Madri. A volta de Berlim passou por Frankfurt e São Paulo antes de chegar a Brasília. Também foi concedida diária de US$ 2.425 para o pagamento de hotéis.
    “Vamos parar com fofoca? A gente está lidando com gângsters, com bandidos que ficam plantando essas informações. Desde 1979 eu viajo a Alemanha. Sempre vou. Eu tenho uma filha que mora lá, eu dou aula lá. Sou professor de Granada. A passagem é tirada pelo Supremo. Eu preciso de alguém pagando minha passagem, minha gente? Eu não preciso ficar me apropriando de dinheiro de fundo sindical nem de dinheiro de empresa”, defendeu-se.
    Na avaliação do ministro do Supremo, a tentativa de desmoralizar sua relação com Demóstenes tinha como objetivo atrapalhar o julgamento do mensalão. “O objetivo era melar o julgamento, dizer que o Judiciário estava envolvido numa rede de corrupção. Tentaram fazer isso com o Gurgel e estão tentando fazer isso agora comigo”, avaliou Mendes.

  24. Michelle - A Besta Desvairada said

    +Chesterton

    ‘Querem melar o mensalão trazendo uma crise ao Judiciário’, diz Mendes
    Ministro afirma que ex-diretor geral da Polícia Federal estaria por trás de ‘armação’ contra ele
    29 de maio de 2012 | 18h 40

    SÃO PAULO – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira, 29, em entrevista ao Estado, que “querem melar o julgamento do processo do mensalão”, e apontou para um ex-diretor geral da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda. “Dizem que (Lacerda) está assessorando o PT. Eu tive uma informação, em 2011, que o Paulo Lacerda queria me pegar”.
    Carlos Humberto/STF
    Carlos Humberto/STF
    Ministro do STF se diz vítima de ‘futricas divulgadas por estelionatários’

    Mendes suspeita que Lacerda estaria divulgando “informações distorcidas, informações falsas” sobre sua atuação. O ministro também falou sobre o encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, da Defesa, onde o ex-presidente teria sugerido adiamento do julgamento do processo do mensalão.

    Lula teria tentado intimidar o ministro do STF ao insinuar que ele viajou para a Alemanha com despesas bancadas pelo contraventor Carlos Cachoeira. O ex-presidente e o ex-ministro da Defesa negam que o mensalão tenha sido debatido naquele encontro, em 26 de abril.

    Estado: Na conversa no escritório de Jobim, o ex-presidente Lula foi taxativo ou falou veladamente?

    Ministro Gilmar Mendes: Em relação à CPMI ele foi taxativo e também quando falou da viagem a Berlim. Três ou quatro vezes ele disse: ‘Eu tenho o controle da CPMI’. Eu fui me fazendo de desentendido. Percebi o intuito dele quando ele disse: ‘Você tem que se preocupar com a CPMI’. Eu disse a ele que não tenho nada com o Demóstenes. ‘Vá fundo na CPMI’, eu disse a ele. Eu disse que não tenho que ter proteção. Ai ele levou um susto, tanto que fez um movimento corporal mais brusco. Mas em seguida veio com a pergunta. ‘E Berlim? E essa história?’

    Como o sr. respondeu?

    Eu disse a ele: ‘Presidente, o senhor está desinformado. Eu vou a Berlim frequentemente. Desde 1979 que vivo indo à Alemanha. Estudei lá, fiz doutorado, fiz mestrado. Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo. Contei ao presidente que na viagem a Praga fui recebido pelo embaixador, ex-chefe do cerimonial dele. E em Berlim fui recebido pelo embaixador Everton Vargas, designado por ele (Lula). O almoço (com o embaixador) estava na agenda, ninguém foi fazer turismo oculto.

    E sobre o mensalão?

    Repassamos vários assuntos, falamos de nomeação de ministros, da PEC da bengala e a falta de interlocução hoje com o STF. Aí ele falou do mensalão. Eu defendi um julgamento eminentemente técnico, fiz uma defesa nesse sentido. Ele falou: ‘Não é bom agora porque vai pegar o clima eleitoral.’

    Quem puxou o assunto sobre o mensalão?

    Ele (Lula).

    Como o sr. reagiu?

    A conversa prosseguiu normalmente, depois é que percebi o intuito dele (Lula). Eu disse a ele que não seria possível o adiamento (do julgamento), por causa da repercussão e a possibilidade de que dois ministros que receberam a denúncia (contra os réus do mensalão) não mais poderiam participar (por causa da aposentadoria de ambos). Eu disse que (os ministros) são experientes e seria positivo que participassem (do julgamento). Estão fazendo uma grande confusão a partir de premissas evidentemente falsas. Eles construíram a ideia de que podiam melar o julgamento do mensalão trazendo uma crise para o Poder Judiciário. Achavam que podiam evitar o julgamento e passaram então a alimentar essa história com informações distorcidas.

    Quais informações?

    Eles subsidiaram isso com uma série de informações falsas. Hoje você tem um roteiro da viagem que fiz a Berlim dizendo que teria sido paga pelo Cachoeira, uma viagem para um encontro com o Demóstenes. Posso assegurar, e disso tenho provas documentais, que parte da viagem foi paga diretamente pelo Supremo e o restante por mim. Exibo a quem quiser os comprovantes das despesas que tive. Minha filha faz doutorado na Alemanha, vou lá toda hora. Vou à Europa quatro vezes por ano, participo da Comissão de Veneza (Comissão Europeia para a Democracia), faço os trajetos mais diversos e tenho convites. Em abril (de 2011) eu tinha a viagem a Granada e aí decidi ir a Praga, que eu não conhecia e, depois, segui para Berlim.

    Quanto tempo durou a conversa?

    Uma hora meia, duas horas.

    O ex-presidente citou o nome do ex-ministro José Dirceu?

    Falou sim, que às vezes batia desespero no Zé Dirceu.

    Jobim nega que no encontro tenha sido abordado o mensalão.

    Não vou ficar discutindo com ele. Evidente que a conversa houve, e com detalhes.

    Lula também nega o teor da conversa e diz que se sente indignado.

    Não vou emitir juízo sobre a nota dele, mas não recuo um passo. Minha visão, hoje, olhando todo esse conjunto é que o estão sobrecarregando pela responsabilidade política e tudo o mais. Acho que é isso. Esquecem que ele é um homem convalescente. Não sou que estou sob pressão, acho que quem está sob pressão é o presidente Lula.

    O sr. está assustado?

    Essas coisas não me intimidam, evidente que não me intimidam. Você lembra da história do Gilmar de Mello Mendes? A situação é muito similar. Sabe-se que uma notícia é falsa, não obstante divulga-se essa notícia para criar esse estado de pânico. A minha surpresa foi quando ouvi isso da boca do presidente Lula. E, depois, ao saber, de jornalistas que o próprio presidente Lula estava se incumbindo de divulgar essa fantasia de que Cachoeira pagou minhas despesas. Ele está muito mal assessorado, mal informado. Está dando vazão a informações falsas.

    Quem está abastecendo o ex-presidente Lula?

    Eu imagino que esse grupo de pretensos investigadores de CPI e coisa do tipo. Fala-se até que o Paulo Lacerda o está assessorando.

    O sr. suspeita que Paulo Lacerda está por trás desses vazamentos que citam o sr.?

    O que se noticia é que hoje ele está prestando assessoria ao PT. Eu já tinha recebido notícia de que Paulo Lacerda tinha como missão me destruir. Ele fez muito mal a esse País, instalando um Estado policial e é bom que fique distante. Realmente ele não respeitou as regras mínimas do Estado de Direito.

    Na conversa com o ex-presidente foi citado o nome de Lacerda?

    Sim. O Jobim perguntou ao Lula, ‘e aí, e o Lacerda?’ O Lula respondeu: ‘Está chegando, está voltando’. Agora a ficha caiu para mim. Recebi notícias confirmando que (Lacerda) está prestando serviços ao PT na CPMI. Eu não sei, mas isso não tem a menor relevância. Que (Lacerda) tenha boa sorte, mas que não venha com bisbilhotagem e nem reinstalar concepções do Estado policialesco.

    O sr. teme Paulo Lacerda?

    Imagina, imagina, imagina. Veja que os embates vêm de 2007 quando o Tarso (Genro) era ministro (da Justiça) e ele (Lacerda) chefe da PF. Foi aí que houve aquela divulgação sobre o Gilmar de Mello Mendes (homônimo do ministro, citado em uma operação da PF) e todas as encenações em torno dessas ações continuaram. E nós reagindo às várias operações. NoO CNJ estabelecemos limites, os juízes passaram a fundamentar e a comunicar o CNJ as decisões de escutas telefônicas. Aprovamos a súmula das algemas. Meu papel foi institucional, em prol do Estado de Direito do País. A polícia, naquele período, tinha virado poder nas mãos de Lacerda não tenho nenhum arrependimento de ter enfrentado aquela situação. Desde que essa coisa começou temos sido, minha família e eu, alvos dessas constantes plantações.

    O que mais se falou de Lacerda no escritório de Jobim?

    Ao longo do tempo a conversa me causou muito incômodo. É sintomático, só hoje me faz sentido. O Jobim perguntou (a Lula) sobre Paulo Lacerda. ‘Ele está voltando de Portugal’, respondeu o presidente. ‘Está por aí’. Eu digo que naquele momento não atribuí maior importância, mas a ficha caiu aos poucos. Dizem que (Lacerda) Está assessorando o PT. Eu tive uma informação, em 2011, que o Paulo Lacerda queria me pegar.

    Por que o sr. não representou à Procuradoria Geral?

    Não se tratava de representar. Na própria conversa (com Lula) eu demorei a perceber qual era o intuito. Percebi que havia algo errado, tanto que saí de lá (do escritório de Jobim), estava atrasado para um encontro com o senador Agripino, e logo disse a ele: ‘Senador, passei por uma situação absolutamente atípica há pouco, diante de um homem ainda visivelmente doente. No dia seguinte comentei com o Sigmaringa Seixas o absurdo de uma situação daquela. Alguns jornalistas vieram me dizer que o próprio ex-presidente era a fonte de informação. Eu comecei a contar sobre aquela conversa (com Lula) para os jornalistas que diziam sobre comentários na CPMI. Veja o grau de desinformação. Depois que duas jornalistas falaram que a fonte era o próprio presidente, que ele estava difundindo essa versão, eu entendi todo o contexto da conversa.

    O encontro com Lula no escritório de Jobim foi casual?

    Eu tive vários contatos (com Lula), inclusive falei com ele em São Bernardo, quando voltou para casa. Chegamos até a pré agendar um encontro pessoal em São Paulo, mas aí ele foi hospitalizado novamente. O Jobim propôs me ligou um dia e disse: ‘O Lula está aqui, não quer falar com ele?’. Para mim era uma oportunidade de revê-lo, de abraça-lo e, claro, colocar a conversa em dia. Óbvio que ele (Lula) continua um ator político importante.

    O sr. demorou para revelar essa conversa com Lula. Por que?

    Falei para as pessoas. Eu não tinha intuito de divulgar isso publicamente. A revista (Veja) veio me procurar e eu confirmei. Eu tratei de fazer interlocutores, inclusive do governo, saberem que havia algo de indevido. Olha, desde março isso vem sendo alimentado. Estamos vivendo de novo uma situação de descontrole. Por isso foi bom o vazamento de todo o inquérito porque evitou que esses estelionatários ficassem aí de posse de informações privilegiadas. Mas é claro que há uma bagunça no sistema, um quadro ridículo. A Procuradoria, a polícia e a Justiça têm que ordenar. Não é razoável que o cidadão que nada tem com a investigação fique se defendendo a partir de futricas divulgadas por esses estelionatários.

    Que futrica?

    Por exemplo, minha mulher celebrou aniversário. Enviamos convites públicos, (a revista) Caras estava lá, todos os convidados registrados fotograficamente. Saiu na imprensa. Aí aparecem pessoas, supostamente do grupo do Cachoeira, dizendo que Demóstenes iria faltar a um encontro porque teria que ir ao jantar do aniversário de minha mulher. O que isso mostra? Mostra o quadro surreal que estamos vivendo.

    Que outra futrica o sr. pode citar?

    Veja outra linha de idiotice. Eu seria responsável pelo retardo do Gurgel (Roberto Gurgel, procurador geral da República) em tomar medidas (com relação à Operação Monte Carlo, da PF). Isso está listado entre as bobagens. Outra linha que está no roteiro dessa investigação é o meu suposto envolvimento com o Jairo Martins, depois surpreendido nessa operação trabalhando com Cachoeira. Sei que (Jairo) é um desses antigos funcionários da Abin que tem uma firma de arapongagem. Eu não o conheço. Ele e ninguém da equipe dele trabalhou para o Supremo, pelo menos no nosso período. O caso da Celg (concessionária de energia elétrica de Goiás), uma decisão técnica tomada no processo vira tema de intrigas porque aparece numa conversa entre Demóstenes e Cachoeira. Alguém minimamente alfabetizado em Direito não faria um escarcéu em torno disso.

    Como foi o encontro com Demóstenes na Europa?

    O Demóstenes estava em Praga e nós nos encontramos lá. Fomos até Berlim. Não fizemos um passeio turístico oculto. Fomos recebidos pelos embaixadores em Praga e em Berlim. Uma viagem semioficial com toda a transparência e aí começam a fazer intrigas em torno disso, sobre o nosso relacionamento. Saímos lá publicamente, reitero, fomos recebidos pelo embaixador Everton Vargas em Berlim. O embaixador em Praga é o ex-chefe do cerimonial do presidente Lula. Aí a gente fica com esses investigadores, esses arapongas. Eles não precisavam disso, não precisavam fazer intrigas. Bastava telegrafar para a Embaixada via Itamaraty, que saberiam do trajeto que fiz.

    A viagem à Berlim foi mesmo paga pelo sr.?

    Eu viajo a toda hora, pago minhas despesas. Eu tenho o hábito de pagar as minhas despesas. Eu não vivo de subsídios sindicais. Eu tenho um livro que vendeu quase 100 mil exemplares. Só de direitos autorais eu poderia dar a volta ao mundo se quisesse. Não precisaria fazer uma viagem a Berlim paga por terceiros ou por sindicato.

    O sr. está decepcionado com Demóstenes?

    Nós tínhamos contatos. Eu fui o presidente do Supremo, ele (Demóstenes) era muito produtivo, foi o relator de quase todos os nossos projetos, era o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, um importante articulador para as questões do Judiciário.

  25. Chesterton said

    O fato de que tantos políticos bem-sucedidos são mentirosos descarados tais não é apenas um reflexo sobre eles, mas uma reflexão sobre nós. Quando as pessoas querem o impossível, só mentirosos podem satisfazê-las, e só no curto prazo. Os surtos atuais de motins em Europa mostram o que acontece quando a verdade alcança os políticos e as pessoas a longo prazo.
    Entre as maiores mentiras do estado-de- bem-estar social de ambos os lados do Atlântico é a noção de que o governo pode fornecer as pessoas com coisas que eles querem mas não podem pagar. Desde que o governo obtém seus recursos do povo, se as pessoas como um todo não podem pagar algo, nem pode o governo.
    Há, é claro, a falácia perene que o governo pode simplesmente aumentar impostos sobre “os ricos” e usar essa receita adicional para pagar por coisas que a maioria das pessoas não pode pagar. O que é surpreendente é a suposição implícita de que “os ricos” são todos bobos completos, que eles vão fazer nada para impedir que seu dinheiro seja roubado por tributação. A história mostra o contrário.
    Após a Constituição dos Estados Unidos ser alterada para permitir um imposto de renda federal em 1916, o número de pessoas que informaram rendimentos tributáveis de US $ 300.000 um ano ou mais caiu de mais de um mil a menos de 300 em 1921.

    Foram os ricos todos ficar mais pobres?Nem um pouco. Eles estavam a investir enormes somas de dinheiro em títulos isentos de impostos. A quantidade de dinheiro investido em títulos isentos de impostos foi maior do que o orçamento federal, e quase a metade do tamanho da dívida nacional.
    Isto não foi o exclusivo dos Estados Unidos ou daquela era. Depois que o governo britânico levantou seu imposto de renda sobre os assalariados de renda mais alta em 2010, eles descobriram que eles coletaram menos imposto de renda do que antes. Outros países tiveram experiências semelhantes. Aparentemente, os ricos não são todos idiotas, depois de tudo.
    Na economia de hoje mundo globalizado, o rico pode simplesmente investir seu dinheiro em países onde as taxas de impostos são mais baixos.
    Então, se você não pode confiar em “ricos” para pegar o que falta, em quem você pode confiar? Mentiras.
    Nada é mais fácil para um político do que prometer beneficios governamentais que não podem ser entregues. Pensões da Segurança Social, são perfeitas para este papel. As promessas feitas são para o dinheiro ser pago daqui a muitos anos – e alguém diferente vai estar no poder, que vai ter o trabalho de descobrir o que dizer quando o dinheiro acabar e os motins começarem.
    Existem todos os tipos de formas de adiar o dia do julgamento. O governo pode se recusar a pagar o que custa para fazer as coisas. Cortar o que os médicos ganham para tratar pacientes do Medicare é um exemplo óbvio. Isso, claro, leva alguns médicos se recusarem a assumir novos pacientes do Medicare. Mas leva tempo para que o impacto total desse processo venha a ser sentido – e as eleições são realizadas no curto prazo. Este é outro problema crescente que pode ser deixado por alguém para tentar lidar com nos próximos anos.
    Quantidades crescentes de papelada para médicos e pagamentos reduzidos para os médicos, a fim de evitar o dia de falência, quer dizer que a profissão médica é susceptível de atrair menos dos mais brilhantes jovens que têm outras ocupações disponíveis para eles – ocupações que pagam mais dinheiro e tem menos aborrecimentos. Mas isso também é um problema de longo prazo – e as eleições ainda são realizadas no curto prazo.
    Eventualmente, todos estes problemas a longo prazo podem ser atingidos pelas mentiras que soam maravilhosas e que são a alma da política do bem-estar social. Mas pode haver um monte de eleições entre agora e, eventualmente – e aqueles que são bons em mentiras políticas pode ganhar um monte dessas eleições.
    À medida que o dia final de quitar as promessas chega, há um grande número de maneiras de para superar a crise na aparência. Se o governo está ficando sem dinheiro, ele pode imprimir mais dinheiro. Isso não faz o país mais rico, mas silenciosamente transfere parte do valor do dinheiro existente da poupança das pessoas e de rendimento para o governo, cujos recém-impresso dinheiro vale tanto quanto o dinheiro que as pessoas trabalhou e economizou.
    Imprimindo mais dinheiro significa inflação – ea inflação é uma mentira silenciosa, pela qual um governo pode manter as suas promessas no papel, mas com o dinheiro vale muito menos do que quando as promessas foram feitas.
    É tão surpreendentes que eleitores com esperanças irrealistas elegem políticos que mentem sobre serem capazes de cumprir essas esperanças?
    – Thomas Sowell
    (google translation)

  26. Patriarca da Paciência said

    O processo do PSDB contra o Lula é totalmente descabido, pois não dispõe de nenhuma outra prova senão as declarações do acusador e, a única testemunha do acontecimento, falou a favor do Lula. Não tem a mínima chance de prosperar.

    Já o Lula tem várias provas contra o Dr. Gilmar Mendes – suas inúmeras declarações referindo-se a ele de modo depreciativo.

    Sinceramente, espero que o PT abra logo um processo.

  27. Patriarca da Paciência said

    O PSDB é tão atabalhoado e sem rumo que protocolou o processo no lugar errado.

  28. Patriarca da Paciência said

    O Gurgel já apelou para o “mensalão”. Não colou.

    Baseado em quê, o Dr. Gilmar acha que apelar para o “mensalão” vai colar agora?

  29. Michelle - A Besta Desvairada said

    #28
    Por que é a Verdade, petralha!

  30. Chesterton said

    Não querem enganar ninguem…
    ————————————————————————-
    Cerca de 54% da população brasileira forma a chamada classe média atualmente, o que representa a maior classe social do país. Segundo a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), pertencem a esse extrato social famílias com renda per capita entre R$ 300 e R$ 1.000.

    A definição foi aprovada nesta terça-feira após reunião do ministro da SAE, Moreira Franco, e o subsecretário de Ações Estratégicas da pasta, Ricardo Paes de Barros, com comissão de especialistas para avaliação dos critérios de identificação deste novo segmento da população.

    Segundo a secretaria, em 2009 essa classe representava 48% da população e, com a tendência de crescimento, hoje ela representa mais da metade dos brasileiros.

    Dentro dela, foram definidos três subgrupos: a baixa classe média, com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441; a média, com renda familiar per capita de R$ R$441 a R$ 641; e a alta classe média, cuja renda familiar per capita fica entre R$ 641 e R$ 1.019.

    De acordo com o trabalho, a renda familiar per capita da classe baixa vai até R$ 291 e a da alta, de R$ 1.019 em diante. Na classe alta, também foram definidos dois grupos: um com renda familiar per capita entre R$ 1.019 e R$ 2.480 e outro, que tem acima de R$ 2.480.

    O critério usados para definir oito grupos de consumo foi o grau de vulnerabilidade, que é a probabilidade que aquela população tem de retorno à condição de pobreza.

    POLÍTICAS PÚBLICAS

    Segundo Barros, a nova classe média precisa viver com menos incertezas e estar instrumentalizada para aproveitar rapidamente as oportunidades que se abrem. Para ele, a preocupação é tornar a classe média o mais produtiva possível.

    Ele afirmou ainda que o crescimento da classe média ocorreu principalmente devido ao acesso ao emprego formal e que o grande problema hoje é a rotatividade da mão de obra. Barros citou um projeto para desestimular demissões.

    Barros disse que a comissão está desenhando políticas em algumas frentes, como um programa de formação continuada para incentivar a permanência do empregado em seu posto, inovações no mercado de seguros para atender a esse novo público, estímulo à poupança, além de educação financeira.

    O ministro Moreira Franco disse que será criado um instrumento interno de pesquisa, para seguir estudando mais profundamente esse extrato social.

  31. Michelle - A Besta Desvairada said

    #21
    Hum… Prefiro aprender em fontes mais limpas.
    Uncle Pax…que vergonha.
    Cite uma que não seja petralha…Carlos Chagas…
    Vilas Boas Correa? New York Times?
    Quem?
    Quem faz vc pensar ..além de RA?
    Ou vc não gosta de pensar…? …é um direito seu.
    Tenha coragem …é um direito seu.
    Constituição….é um direito seu.

  32. Patriarca da Paciência said

    Sra. Michelle – A BESTA DESVAIRADA,

    “Quem faz vc pensar ..além de RA?”

    é bem o que acho mesmo você, cara Sra. BESTA DESVAIRADA..

    Você não pensa nada mesmo até ler o Reinaldinho Alucinado Cabeção.

    Quanto a mim, prefiro pensar como minha própria cabeça.

    O Reinaldinho Alucinado Cabeção e suas aranhas teleguiadas e invasão da internet por robôs comandados pelo PT só me fazem rir.

  33. Patriarca da Paciência said

    Sra. Michlle – A BESTA DESVAIRADA, 29,

    você está se referindo à verdade particular e muito particular do Reinaldinho Alucinado Cabeção, não é mesmo.

    Mas essa só conta para 4% de abestados!

    Ainda bem!

  34. Patriarca da Paciência said

    O Dr. Gilmar está se melando sozinho e… se melando muito!

  35. Michelle - A Besta Desvairada said

    Quebraram o sigilo do Cabral.

    A aprovação do requerimento de quebra de sigilo da empresa Delta Construções provocou uma crise entre o PT e o PMDB na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira e ameaça a parceria entre os dois partidos na comissão. O atrito deixa a CPI sem unidade política na base. Nessas primeiras horas após a aprovação do requerimento na tarde desta terça-feira, 29, deputados do PMDB acusam os senadores do PT de romperem o acordo de evitar a quebra de sigilo da Delta.

    O único voto contra o requerimento de quebra de sigilo foi do deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP). Ele justificou a posição afirmando que mantinha a coerência. Há duas semanas, Vaccarezza foi flagrado mandando um torpedo de seu celular, durante a reunião da CPI, para o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB). Na mensagem, o petista mostrava que o governador seria protegido na comissão.

    Fontes parlamentares consideram que a quebra do sigilo da empreiteira atingirá, inevitavelmente, o governador Cabral, que mantém estreitas ligações com o sócio da Delta Fernando Cavendish. A empresa tem negócios com o governo do Rio de Janeiro.(Do Estadão)

  36. Michelle - A Besta Desvairada said

    Uncle Pax

    entendeu agora porque #32 e #33 teriam sido “mata burrados”
    nos comentários do RA. Burrice.

    #21
    Hum… Prefiro aprender em fontes mais limpas.

    Uncle Pax…que vergonha.
    Cite uma fonte que não seja petralha…Carlos Chagas…
    Vilas Boas Correa? New York Times?
    Quem?
    Quem faz vc pensar ..além de RA?
    Ou vc não gosta de pensar…? …é um direito seu.
    Tenha coragem …é um direito seu.
    Constituição….é um direito seu.
    Falar bobagem….é um direito seu.
    Permanecer calado idem.

  37. Patriarca da Paciência said

    “Há, e deve ser registrada, uma diferença de personalidades, entre Gilmar e Jobim, que deve ser lembrada: Jobim conhece algumas regras de convívio político e humano, das quais o controvertido ministro do Supremo parece jejuno. Não sendo provável que Lula tenha confidenciado a alguém o encontro com Gilmar e Jobim – e tampouco que Jobim haja descurado de seus deveres de anfitrião para narrar o diálogo, ainda mais porque o negou – que fonte abasteceu a revista que o reproduziu? Não podemos cair na sedução fácil de admitir que Carlos Cachoeira tenha mandado um de seus agentes dissimular-se em poltrona, ou colocar um microfone oculto no escritório de Jobim. Ele e seu homem de confiança para tais assuntos, o famoso Dadá, já se encontravam presos. Segundo as versões correntes, Gilmar revelou a alegada conversa com Lula ao Procurador Geral da República e a outras autoridades, antes que a revista semanal a divulgasse.”

    (Mauro Santayana)

  38. Michelle - A Besta Desvairada said

    (errata)
    Uncle Pax
    entendeu agora porque #32, #33 e #34, teriam sido “mata burrados”
    nos comentários do RA.

    Incivilidade + Burrice= Petralha
    E ele AP ainda se acha!

  39. Michelle - A Besta Desvairada said

    Uncle Pax

    Pensando bem…
    … Lula finalmente poderá exercer o direito de ficar calado, para não produzir provas contra ele mesmo.

    é triste!

    #21
    Hum… Prefiro aprender em fontes mais limpas.

    Uncle Pax…que vergonha.
    Cite uma que não seja petralha…Carlos Chagas…
    Vilas Boas Correa? New York Times? Quem?
    Quem faz vc pensar ..além de RA?
    Ou vc não gosta de pensar…? …é um direito seu.
    Tenha coragem …é um direito seu.
    Constituição….é um direito seu.
    Falar bobagem….é um direito seu.
    Permanecer calado idem.

  40. Jose Mario HRP said

    O texto enxuto de Dines revela o que é mesmo esse factóide Lula X Gilmar.
    Um nada.
    E lá se vai a oposição pelo deserto de novas idéias e proposituras para se oferecer como alternativa a quem governa atualmente.

  41. Jose Mario HRP said

    Vilas Boas Correa petralha?
    Em que mundo vives?

  42. Patriarca da Paciência said

    Por falar em ficar calado, tem alguém mais calado que o Policarpo Foda ? (Foda conforme o Reinaldinho Alucinado Cabeção).

    O Cara até hoje simplesmente não deu um pio.

    Fala, Ô Policarpo Foda. Afinal tu não és foda, conforme o Reinaldinho Alucinado Cabeção.

  43. Pax said

    Lula precisa se pronunciar.

    Podemos até interpretar que Gilmar o acusa de estar envolvido com gangsters.

    http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/05/gilmar-mendes-chama-de-bandido-quem-divulga-boatos-sobre-ele.html

    Eita reunião desastrosa.

    Segundo vários conhecidos, ZD foi sacrificado no primeiro mandato Lula. Queria aliança com o PMDB logo de cara e o partido preferiu trabalhar com partidos menores.

    Estes partidos, segundo uma infindável coleção de notícias e indícios, são movidos por interesses pouco republicanos. Deu no que deu. Como ZD, segundo minhas fontes, sempre foi um homem de partido, aceitou a tarefa e acabou indiciado no processo do mensalão.

    Tudo indica que ZD agora cobra do partido apoio irrestrito em sua defesa.

    Para tal, segundo minha interpretação, levantam a tese da inexistência do crime. Esta tese parece fraca e o caminho desastroso alternativo está num confronto direto com a Justiça, ao que tudo indica. Pior emenda que soneto. Ou derrubam a república ou criam uma animosidade que obrigará o STF não só a apressar o julgamento, como julgar com o maior rigor.

    Neste confronto não poupam nem Lula que agora se vê envolvido neste imbróglio com Gilmar.

    A sinuca está feia.

    Em minha opinião as opções adotadas são ruins, independente de juízos que tenhamos com quem quer que seja.

    A tese do não mensalão dificilmente vinga Atacar a Justiça está se mostrando um enorme tiro no pé. Convocar Lula para tarefas hercúleas pior ainda.

    Atividades pouco republicanas sempre existiram. Recursos de campanha não contabilizados todos praticam. Não justifica nada, muito menos quando observamos que a reforma política não andou nestes últimos 9 anos, mas…

    Mas, ao menos, seria uma tese mais realista e menos comprometedora do todo.

    Infelizmente, nesta tese que imagino, ZD teria que ir para o sacrifício de novo.

    E esta tese de defesa teria que invocar a sociedade como um todo que poderia apoiar uma ampla reforma política, mais que necessária.

    Da forma que estão conduzindo a coisa toda, de novo, independente do juízo que tenhamos sobre pessoas ou instituições, a probabilidade da sociedade não apoiar os mensaleiros é enorme e cada vez maior.

    Estes réus, muitos por conta própria, já perderam capital político, capacidade de voto.

    Exigir que Lula perca seu capital político para defender os mensaleiros é atitude kamikase.

    Só há uma forma de piorarem as coisas: colocar Dilma neste abraço de afogados.

  44. Anrafel said

    Com a Veja e Dr. Gilmar no protagonismo (e Cláudio Humberto como coadjuvante) fica difícil sair do campo da histeria e das meras acusações verbais (por mais graves que sejam, já que esses dois não ruborizam mais).

    E seria bom que Lula deixasse (ou o fizesse da forma mais discreta possível ou como recomenda a sua posição de ex-presidente) de exercer a função de feiticeiro político full-time.

    A verdade é que, também devido à absoluta incompetência dos condutores da CPMI, o mensalão retornou com mais destaque ao noticiário e Lula deveria refletir sobre isso. Ele é quem sabe se convém jogar fora o seu capital político do mesmo jeito que ZD, Genoíno et caterva jogaram fora o trabalho empreendido em vinte anos de luta sócio-política.

  45. Chesterton said

    Só esqueceram que Lula, principal chefe do mensalão, está nas mãos do ZD.

    Cadê o Elias?

  46. iconoclastas said

    “um ex-presidente da República tem o direito de dizer o que bem entende. Na hora em que desejar. Não tem poderes, tampouco limitações.

    O bom jornalismo tem limitações.”

    um ex-presidente fala o que quer/, como quer/, quando quer/, aonde quer/ e responde devidamente por isso, como qualquer/ mortal…

    mau momento sr. Dines, com todo respeito…

    o bom jornalismo tem limitações, sem dúvida, e por bom conceituam os leitores. os da Veja, pelo que consta, me parecem satisfeitos…

    ;^)))

    brincadeira, não estou entre os que acreditam que a qualidade é definida pela popularidade, isso é mais coisa de ptista.

    mas o que importa é que mais uma vez a Veja saiu na frente ao expor os maus modos de figuras públicas de primeira grandeza ( o 1° aqui não é qualidade, mas, infelizmente, importância política). goste-se ou não, se trata de uma reportagem totalmente legítima, e, do que tanto reclamam, ficou claro que os jornalistas deram oportunidade para que todos os envolvidos se manifestassem. se um dos boquirrotos preferiu o silêncio, foi por escolha própria.

  47. iconoclastas said

    o Globo

    “BRASÍLIA- Indignado com o que afirma ser uma sórdida ação orquestrada para enfraquecer o Supremo, levar o tribunal para a vala comum, fragilizar a instituição e estabelecer a nulidade da Corte, o ministro Gilmar Mendes afirmou nesta terça-feira, em entrevista no seu gabinete no início da noite, que o Brasil não é a Venezuela de Chávez, onde o mandatário, quando contrariado, mandou até prender juiz. Gilmar acredita que por trás dessa estratégia está a tentativa de empurrar o julgamento do mensalão para pegar o STF num momento de transição, com três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Gilmar, que afirma ter ótima relação pessoal com Lula, conta que se surpreendeu com a abordagem recente do ex-presidente na casa do ex-ministro Nelson Jobim. Gilmar afirma que há estresse em torno do julgamento do mensalão e diz que os envolvidos estão fazendo com que o julgamento já esteja em curso. Ironicamente, diz, as ações para abortar o julgamento estão tendo efeito de precipitá-lo.

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    O GLOBO: Como foi a conversa com o presidente Lula?

    GILMAR MENDES: Começou de forma absolutamente normal. Aí eu percebi que ele entrava insistentemente com tema da CPMI, dizendo do controle, do poder que tinha. Na terceira ou quarta vez que ele falou, eu senti-me na obrigação de dizer pra ele: “Eu não tenho nenhum temor de CPMI, eu não tenho nada com o Demóstenes”.

    Isso soou a ele como provocação?

    GILMAR: Isso. A reação dele foi voltar para a cadeira, tomou um susto. E aí ele disse: “E a viagem a Berlim? Não tem essa história da viagem a Berlim?” Aí eu percebi que tinha uma intriga no ar e fiz questão de esclarecer.

    Antes disso ele tinha mencionado o mensalão?

    GILMAR: É. Aqui ocorreu uma conversa normal. Ele disse que não achava conveniente o julgamento e eu disse que não havia como o tribunal não julgar neste ano. Visões diferentes e sinceras. É natural que ele possa ter uma avaliação, um interesse de momento de julgamento.

    Isso é indício de que o presidente Lula não se desprendeu do cargo?

    GILMAR: Não tenho condições de avaliar. Posso dizer é que ele é um ente político, vive isso 24 horas. E pode ser que ele esteja muito pressionado por quem está interessado no julgamento.

    Na substituição de dois ministros, acha que as nomeações podem atender a um critério ideológico?

    GILMAR: É uma pressão que pode ocorrer sobre o governo. Toda minha defesa em relação ao julgamento ainda este semestre diz respeito ao tempo já adequado de tramitação desse processo. O presidente Ayres Britto tem falado que o processo está maduro. Por outro lado, a demora leva à ausência desses dois ministros que participaram do recebimento da denúncia e conhecem o processo, que leva à recomposição do tribunal sob essa forte tensão e pressão, o que pode ser altamente inconveniente para uma corte desse tipo, que cumpre papel de moderação.

    A partir da publicação da conversa do presidente Lula com o senhor, os ministros do STF estariam pressionados a condenar os réus, para não parecer que estão a serviço de Lula?

    GILMAR: Não deve ser isso. O tribunal tem credibilidade suficiente para julgar com independência (…) O que me pareceu realmente heterodoxo, atípico, foi essa insistência na CPMI e na tentativa de me vincular a algo irregular. E de forma desinformada.

    Quem está articulando o adiamento do mensalão dá um tiro no pé?

    GILMAR: Acho que sim. E talvez não reparar que o Brasil não é a Venezuela de Chávez… ele mandou até prender juiz. Um diferencial do Brasil é ter instituições estáveis e fortes. Veja a importância do tribunal em certos momentos. A gente poderia citar várias. O caso das ações policialescas é o exemplo mais evidente. A ação firme do tribunal é que libertou o governo do torniquete da polícia. Se olharmos a crise dos jogos, dos bingos, era um quadro de corrupção que envolvia o governo. E foi o Supremo que começou a declarar a inconstitucionalidade das leis estaduais e inclusive estabeleceu a súmula. Eu fui o propositor da súmula dos bingos.

    Depois que o ministro Jobim o desmentiu, o senhor conversou com ele?

    GILMAR: Sim. O Jobim disse que o relato era falso. Eu disse: “Não, o relato não é falso”. A “Veja” compôs aquilo como uma colcha de retalhos, a partir de informações de várias pessoas, depois me procuraram. Óbvio que ela tem a interpretação. O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira.

    O julgamento já está em curso?

    GILMAR: Sim, de certa forma. Por ironia do destino, talvez essas tentativas de abortar o julgamento ou de retardá-lo acabou por precipitá-lo, ou torná-lo inevitável.

    O momento é de crise?

    GILMAR: Está delicado. O país tem instituições fortes, isso nos permite resistir, avançar.

    Tem uma ação deliberada de tumultuar processos em curso?

    GILMAR: Ah, sim.

    Existe fixação da figura do senhor?

    GILMAR: Isso que é sintomático. Ficaram plantando notícias.

    Qual o motivo disso?

    GILMAR: Tenho a impressão de que uma das razões deve ser a tentativa de nulificar as iniciativas do tribunal em relação ao julgamento desse caso.

    Mas por que o senhor?

    GILMAR: Não sei. Eu vinha defendendo isso de forma muito enfática (o julgamento do mensalão o quanto antes). Desde o ano passado venho defendendo isso. O tribunal está passando por um momento muito complicado. Três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Isso enfraquece, debilita a liderança. Já é um poder em caráter descendente.

    Um tribunal com ministros mais recentes é mais fraco que um com ministros mais experientes?

    GILMAR: Não é isso. Mas os ministros mais recentes obviamente ainda não têm a cultura do tribunal, tanto é que participam pouco do debate público, naturalmente.

    Dizem que os réus do mensalão querem adiar o julgamento para depois das substituições.

    GILMAR: Esse é um ponto de ainda maior enfraquecimento do tribunal. Sempre que surge nova nomeação sempre vêm essas discussões acerca de compromissos, que tipo de compromissos teria aceito. Se tivermos esse julgamento, além do risco de prescrição no ano que vem, vamos trazer para esses colegas e o tribunal esta sobrecarga de suspeita.

    Haverá suspeita se a indicação deles foi pautada pelo julgamento?

    GILMAR: Vai abrir uma discussão desse tipo, o que é altamente inconveniente nesse contexto.

    O voto do senhor na época da denúncia não foi dos mais fortes…

    GILMAR: Não. É uma surpresa. Por que esse ataque a mim? Em matéria criminal, me enquadro entre os mais liberais. Inclusive arquei com o ônus de ser relator do processo do Palocci, com as críticas que vieram, fui contra o indiciamento do Mercadante, discuti fortemente o recebimento da denúncia do Genoino lá em Minas. Ninguém precisa me pedir cautela em termos de processo criminal. Combato o populismo judicial, especialmente esse em processos criminais, denuncio isso.

    Todas as figuras que o senhor citou são petistas proeminentes. Por que querem atacar o senhor agora?

    GILMAR: Desde o início desse caso há uma sequência de boatos, valendo-se inclusive desse poder perverso, essa associação de vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI. Como fizeram com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel, de certa forma.

    Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?

    GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.

    Ele pode ter sido usado?

    GILMAR: Sim, a sobrecarga… Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.

    Esses ataques não atingem o STF?

    GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.”

    ;^/

  48. Chesterton said

    O Dines deve saber tb que se a boca fala é o cu que paga.
    (ditado tradicional gaúcho)

  49. Pax said

    Caro Iconoclastas,

    Obrigado por trazer a entrevista de O Globo. Como ainda navego de forma precária, ajuda bastante trazer o noticiário segundo as premissas do blog definidas desde sua fundação.

    De outro lado, sobre a Veja, não foi bem uma grande reportagem ou furo jornalístico, mas somente a divulgação do min Gilmar que, segundo tudo nos faz crer, procurou a revista para relatar a desastrosa reunião. Não teço qq juízo sobre esta iniciativa. Só tento colocar de uma forma que me parece mais correta.

    Por fim, cá entre nós, me permito, sim, questionar a Veja. Não pela entrevista publicada esta semana, mas por seu caráter panfletário, sim, sem a devida hombridade de assim se declarar.

    E, para não perder a viagem, por manter em seu quadro de analistas políticos, gente que mente sobre sua postura democrática.

    Cá entre nós, quem não tem culhão para agüentar vozes contrárias não deveria chamar a si a tarefa de porta-voz da democracia.

    É só um pequeno aparte.

    Caro Anrafel, ponderado Anrafel,

    Creio que temos visões parecidas sobre o atual momento político. Tanto o PT quanto o PSDB deveriam preservar seus bens maiores: sua hustória de lutas, suas marcas de valor. Nomes passam, as instituições devem permanecer ou morrer.

    Fico aqui imaginando se o PSDB e o PT fizerem água, teremos que aprimorar nossa democracia com quais partidos?

    Isso para salvar quais pessoas? Valem mesmo esta tamanha pena?

  50. Chesterton said

    Gilmar Mendes desmancha o esquema de Lula para melar o Mensalão. Publicamente. E Lula, o falante, perdeu a língua?
    O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira, 29, em entrevista ao Estado, que “querem melar o julgamento do processo do mensalão”, e apontou para um ex-diretor geral da Polícia Federal, delegado Paulo Lacerda. “Dizem que (Lacerda) está assessorando o PT. Eu tive uma informação, em 2011, que o Paulo Lacerda queria me pegar”.

    Mendes suspeita que Lacerda estaria divulgando “informações distorcidas, informações falsas” sobre sua atuação. O ministro também falou sobre o encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escritório do ex-ministro Nelson Jobim, da Defesa, onde o ex-presidente teria sugerido adiamento do julgamento do processo do mensalão. Lula teria tentado intimidar o ministro do STF ao insinuar que ele viajou para a Alemanha com despesas bancadas pelo contraventor Carlos Cachoeira. O ex-presidente e o ex-ministro da Defesa negam que o mensalão tenha sido debatido naquele encontro, em 26 de abril.

    Estado: Na conversa no escritório de Jobim, o ex-presidente Lula foi taxativo ou falou veladamente?
    Ministro Gilmar Mendes: Em relação à CPMI ele foi taxativo e também quando falou da viagem a Berlim. Três ou quatro vezes ele disse: ‘Eu tenho o controle da CPMI’. Eu fui me fazendo de desentendido. Percebi o intuito dele quando ele disse: ‘Você tem que se preocupar com a CPMI’. Eu disse a ele que não tenho nada com o Demóstenes. ‘Vá fundo na CPMI’, eu disse a ele. Eu disse que não tenho que ter proteção. Ai ele levou um susto, tanto que fez um movimento corporal mais brusco. Mas em seguida veio com a pergunta. ‘E Berlim? E essa história?’
    Como o sr. respondeu?
    Eu disse a ele: ‘Presidente, o senhor está desinformado. Eu vou a Berlim frequentemente. Desde 1979 que vivo indo à Alemanha. Estudei lá, fiz doutorado, fiz mestrado. Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo. Contei ao presidente que na viagem a Praga fui recebido pelo embaixador, ex-chefe do cerimonial dele. E em Berlim fui recebido pelo embaixador Everton Vargas, designado por ele (Lula). O almoço (com o embaixador) estava na agenda, ninguém foi fazer turismo oculto.
    E sobre o mensalão?
    Repassamos vários assuntos, falamos de nomeação de ministros, da PEC da bengala e a falta de interlocução hoje com o STF. Aí ele falou do mensalão. Eu defendi um julgamento eminentemente técnico, fiz uma defesa nesse sentido. Ele falou: ‘Não é bom agora porque vai pegar o clima eleitoral.’
    Quem puxou o assunto sobre o mensalão?
    Ele (Lula).
    Como o sr. reagiu?
    A conversa prosseguiu normalmente, depois é que percebi o intuito dele (Lula). Eu disse a ele que não seria possível o adiamento (do julgamento), por causa da repercussão e a possibilidade de que dois ministros que receberam a denúncia (contra os réus do mensalão) não mais poderiam participar (por causa da aposentadoria de ambos). Eu disse que (os ministros) são experientes e seria positivo que participassem (do julgamento). Estão fazendo uma grande confusão a partir de premissas evidentemente falsas. Eles construíram a ideia de que podiam melar o julgamento do mensalão trazendo uma crise para o Poder Judiciário. Achavam que podiam evitar o julgamento e passaram então a alimentar essa história com informações distorcidas.
    Quais informações?
    Eles subsidiaram isso com uma série de informações falsas. Hoje você tem um roteiro da viagem que fiz a Berlim dizendo que teria sido paga pelo Cachoeira, uma viagem para um encontro com o Demóstenes. Posso assegurar, e disso tenho provas documentais, que parte da viagem foi paga diretamente pelo Supremo e o restante por mim. Exibo a quem quiser os comprovantes das despesas que tive. Minha filha faz doutorado na Alemanha, vou lá toda hora. Vou à Europa quatro vezes por ano, participo da Comissão de Veneza (Comissão Europeia para a Democracia), faço os trajetos mais diversos e tenho convites. Em abril (de 2011) eu tinha a viagem a Granada e aí decidi ir a Praga, que eu não conhecia e, depois, segui para Berlim.
    Quanto tempo durou a conversa?
    Uma hora meia, duas horas.
    O ex-presidente citou o nome do ex-ministro José Dirceu?
    Falou sim, que às vezes batia desespero no Zé Dirceu.
    Jobim nega que no encontro tenha sido abordado o mensalão.
    Não vou ficar discutindo com ele. Evidente que a conversa houve, e com detalhes.
    Lula também nega o teor da conversa e diz que se sente indignado.
    Não vou emitir juízo sobre a nota dele, mas não recuo um passo. Minha visão, hoje, olhando todo esse conjunto é que o estão sobrecarregando pela responsabilidade política e tudo o mais. Acho que é isso. Esquecem que ele é um homem convalescente. Não sou que estou sob pressão, acho que quem está sob pressão é o presidente Lula.
    O sr. está assustado?
    Essas coisas não me intimidam, evidente que não me intimidam. Você lembra da história do Gilmar de Mello Mendes? A situação é muito similar. Sabe-se que uma notícia é falsa, não obstante divulga-se essa notícia para criar esse estado de pânico. A minha surpresa foi quando ouvi isso da boca do presidente Lula. E, depois, ao saber, de jornalistas que o próprio presidente Lula estava se incumbindo de divulgar essa fantasia de que Cachoeira pagou minhas despesas. Ele está muito mal assessorado, mal informado. Está dando vazão a informações falsas.
    Quem está abastecendo o ex-presidente Lula?
    Eu imagino que esse grupo de pretensos investigadores de CPI e coisa do tipo. Fala-se até que o Paulo Lacerda o está assessorando.
    O sr. suspeita que Paulo Lacerda está por trás desses vazamentos que citam o sr.?
    O que se noticia é que hoje ele está prestando assessoria ao PT. Eu já tinha recebido notícia de que Paulo Lacerda tinha como missão me destruir. Ele fez muito mal a esse País, instalando um Estado policial e é bom que fique distante. Realmente ele não respeitou as regras mínimas do Estado de Direito.
    Na conversa com o ex-presidente foi citado o nome de Lacerda?
    Sim. O Jobim perguntou ao Lula, ‘e aí, e o Lacerda?’ O Lula respondeu: ‘Está chegando, está voltando’. Agora a ficha caiu para mim. Recebi notícias confirmando que (Lacerda) está prestando serviços ao PT na CPMI. Eu não sei, mas isso não tem a menor relevância. Que (Lacerda) tenha boa sorte, mas que não venha com bisbilhotagem e nem reinstalar concepções do Estado policialesco.
    O sr. teme Paulo Lacerda?
    Imagina, imagina, imagina. Veja que os embates vêm de 2007 quando o Tarso (Genro) era ministro (da Justiça) e ele (Lacerda) chefe da PF. Foi aí que houve aquela divulgação sobre o Gilmar de Mello Mendes (homônimo do ministro, citado em uma operação da PF) e todas as encenações em torno dessas ações continuaram. E nós reagindo às várias operações. No CNJ estabelecemos limites, os juízes passaram a fundamentar e a comunicar o CNJ as decisões de escutas telefônicas. Aprovamos a súmula das algemas. Meu papel foi institucional, em prol do Estado de Direito do País. A polícia, naquele período, tinha virado poder nas mãos de Lacerda não tenho nenhum arrependimento de ter enfrentado aquela situação. Desde que essa coisa começou temos sido, minha família e eu, alvos dessas constantes plantações.
    O que mais se falou de Lacerda no escritório de Jobim?
    Ao longo do tempo a conversa me causou muito incômodo. É sintomático, só hoje me faz sentido. O Jobim perguntou (a Lula) sobre Paulo Lacerda. ‘Ele está voltando de Portugal’, respondeu o presidente. ‘Está por aí’. Eu digo que naquele momento não atribuí maior importância, mas a ficha caiu aos poucos. Dizem que (Lacerda) Está assessorando o PT. Eu tive uma informação, em 2011, que o Paulo Lacerda queria me pegar.
    Por que o sr. não representou à Procuradoria Geral?
    Não se tratava de representar. Na própria conversa (com Lula) eu demorei a perceber qual era o intuito. Percebi que havia algo errado, tanto que saí de lá (do escritório de Jobim), estava atrasado para um encontro com o senador Agripino, e logo disse a ele: ‘Senador, passei por uma situação absolutamente atípica há pouco, diante de um homem ainda visivelmente doente. No dia seguinte comentei com o Sigmaringa Seixas o absurdo de uma situação daquela. Alguns jornalistas vieram me dizer que o próprio ex-presidente era a fonte de informação. Eu comecei a contar sobre aquela conversa (com Lula) para os jornalistas que diziam sobre comentários na CPMI. Veja o grau de desinformação. Depois que duas jornalistas falaram que a fonte era o próprio presidente, que ele estava difundindo essa versão, eu entendi todo o contexto da conversa.
    O encontro com Lula no escritório de Jobim foi casual?
    Eu tive vários contatos (com Lula), inclusive falei com ele em São Bernardo, quando voltou para casa. Chegamos até a pré agendar um encontro pessoal em São Paulo, mas aí ele foi hospitalizado novamente. O Jobim propôs me ligou um dia e disse: ‘O Lula está aqui, não quer falar com ele?’. Para mim era uma oportunidade de revê-lo, de abraça-lo e, claro, colocar a conversa em dia. Óbvio que ele (Lula) continua um ator político importante.
    O sr. demorou para revelar essa conversa com Lula. Por que?
    Falei para as pessoas. Eu não tinha intuito de divulgar isso publicamente. A revista (Veja) veio me procurar e eu confirmei. Eu tratei de fazer interlocutores, inclusive do governo, saberem que havia algo de indevido. Olha, desde março isso vem sendo alimentado. Estamos vivendo de novo uma situação de descontrole. Por isso foi bom o vazamento de todo o inquérito porque evitou que esses estelionatários ficassem aí de posse de informações privilegiadas. Mas é claro que há uma bagunça no sistema, um quadro ridículo. A Procuradoria, a polícia e a Justiça têm que ordenar. Não é razoável que o cidadão que nada tem com a investigação fique se defendendo a partir de futricas divulgadas por esses estelionatários.
    Que futrica?
    Por exemplo, minha mulher celebrou aniversário. Enviamos convites públicos, (a revista) Caras estava lá, todos os convidados registrados fotograficamente. Saiu na imprensa. Aí aparecem pessoas, supostamente do grupo do Cachoeira, dizendo que Demóstenes iria faltar a um encontro porque teria que ir ao jantar do aniversário de minha mulher. O que isso mostra? Mostra o quadro surreal que estamos vivendo.
    Que outra futrica o sr. pode citar?
    Veja outra linha de idiotice. Eu seria responsável pelo retardo do Gurgel (Roberto Gurgel, procurador geral da República) em tomar medidas (com relação à Operação Monte Carlo, da PF). Isso está listado entre as bobagens. Outra linha que está no roteiro dessa investigação é o meu suposto envolvimento com o Jairo Martins, depois surpreendido nessa operação trabalhando com Cachoeira. Sei que (Jairo) é um desses antigos funcionários da Abin que tem uma firma de arapongagem. Eu não o conheço. Ele e ninguém da equipe dele trabalhou para o Supremo, pelo menos no nosso período. O caso da Celg (concessionária de energia elétrica de Goiás), uma decisão técnica tomada no processo vira tema de intrigas porque aparece numa conversa entre Demóstenes e Cachoeira. Alguém minimamente alfabetizado em Direito não faria um escarcéu em torno disso.
    Como foi o encontro com Demóstenes na Europa?
    O Demóstenes estava em Praga e nós nos encontramos lá. Fomos até Berlim. Não fizemos um passeio turístico oculto. Fomos recebidos pelos embaixadores em Praga e em Berlim. Uma viagem semioficial com toda a transparência e aí começam a fazer intrigas em torno disso, sobre o nosso relacionamento. Saímos lá publicamente, reitero, fomos recebidos pelo embaixador Everton Vargas em Berlim. O embaixador em Praga é o ex-chefe do cerimonial do presidente Lula. Aí a gente fica com esses investigadores, esses arapongas. Eles não precisavam disso, não precisavam fazer intrigas. Bastava telegrafar para a Embaixada via Itamaraty, que saberiam do trajeto que fiz.
    A viagem à Berlim foi mesmo paga pelo sr.?
    Eu viajo a toda hora, pago minhas despesas. Eu tenho o hábito de pagar as minhas despesas. Eu não vivo de subsídios sindicais. Eu tenho um livro que vendeu quase 100 mil exemplares. Só de direitos autorais eu poderia dar a volta ao mundo se quisesse. Não precisaria fazer uma viagem a Berlim paga por terceiros ou por sindicato.
    O sr. está decepcionado com Demóstenes?
    Nós tínhamos contatos. Eu fui o presidente do Supremo, ele (Demóstenes) era muito produtivo, foi o relator de quase todos os nossos projetos, era o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, um importante articulador para as questões do Judiciário.

    (Entrevista concedida ao Estadão)

  51. Chesterton said

    E aquela viagem para Caracas, Lula?
    Em junho de 2011, aboletado no jatão da Odebrecht, Lula foi para Cuba acertar mais contratos e para a Venezuela cobrar uma dívida de U$ 800 milhões do seu amigo Chávez, que estava iniciando um calote contra a construtora brasileira. A Odebrecht faturou bilhões durante os dois mandatos de Lula, comprou ativos da Petrobras a preço de banana para formar a poderosa Braskem, recebeu outras centenas de milhões do BNDES e, é obvio, doou milhões para o PT. É este Lula que nunca teve o mínimo decoro e a mínima decência na hora do toma-lá-dá-cá que quer pressionar um ministro do STF? Somente a relação de Lula com a Odebrecht já mereceria uma CPI. Por isso os seus lacaios estão querendo confronto e ameaçando a população. O Brasil não é a Venezuela e jamais será.
    POSTADO POR O EDITORCORONEL

  52. iconoclastas said

    “De outro lado, sobre a Veja, não foi bem uma grande reportagem ou furo jornalístico, mas somente a divulgação do min Gilmar que, segundo tudo nos faz crer, procurou a revista para relatar a desastrosa reunião. Não teço qq juízo sobre esta iniciativa. Só tento colocar de uma forma que me parece mais correta. “

    não me entenda mal, mas isso não é a forma mais correta, é apenas uma crença.

    a reportagem foi feita em cima de informações de várias fontes (3, 4, 5…? sei lá…), inclusive o Gilmar Mendes, mas entre as que tiveram seus nomes revelados também estão lá o Jobim e o Ayres Brito. o fato de não exporem outros não significa que aqueles que aparecem sejam os únicos.

    ;^/

  53. Chesterton said

    A visita a Lewandowski confirma que Lula virou achacador de ministros do Supremo

    O item 2 da nota do Instituto Lula sobre as denúncias feitas pelo ministro Gilmar Mendes garante que “Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria Geral da República em relação a ação penal do chamado Mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República”. Faz de conta de sim.

    Faz de conta que também merece crédito a primeira das duas frases que compõem o item 4: “A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos”. É na segunda frase do tópico, suficientemente cínica para deixar ruborizado até mesmo um devoto da seita lulopetista com mais de cinco neurônios, que se consuma a derrapagem espetacular: “O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público”.

    Apaixonado pelo personagem que inventou, Lula embarca na gabolice em reuniões com companheiros, negociações com aliados ou conversas com porteiros do prédio onde mora. Graças à loquacidade do falastrão vaidoso, sabe-se agora que o protetor de pecadores assumiu o posto de lobista-chefe da quadrilha do mensalão desde que deixou o Palácio do Planalto. Leia o que escreveu em seu blog, nesta terça-feira, a jornalista Cristiana Lobo:

    A preocupação de Lula com o julgamento do caso do Mensalão, conhecida de todos no mundo político, aumentou com a chegada de 2012 – ano do julgamento e, ainda, coincidindo com as eleições municipais nas quais o PT deposita grandes esperanças de crescer, particularmente, em São Paulo, antigo território adversário. Foi a partir daí que ele incluiu o assunto em sua agenda prioritária do ano. Fiel a seu estilo de falar muito e revelar seus passos políticos, mesmo aqueles que exigem maior discrição, Lula contou o desejo de visitar o ministro Ricardo Lewandowiski, ministro-revisor do relatório do Mensalão, um amigo de sua família. E assim fez. No começo do ano, acompanhado do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, ele foi à casa de Lewandowski e, conversa-vai-conversa-vem, chegou ao assunto: quando será julgado o mensalão? Sua preocupação central… Depois dessa conversa Lula passou a explicitar aos amigos políticos grande preocupação com a dificuldade de se deixar o julgamento para o ano que vem. Ele diz abertamente que considera inconveniente o julgamento do caso este ano. Com elogios à casa de Lewandowski, num condomínio chique de São Bernardo, Lula relatou a um aliado a pressão que o ministro vem sofrendo para apresentar logo o seu voto-revisor. E mais: o temor de que essa pressão de opinião pública possa afetar o conjunto do julgamento. Este é Lula. Por bravata ou relatando a realidade, ele conta a amigos os seus passos, até mesmo uns que deveriam ser inconfessáveis, como uma visita a um ministro do Supremo Tribunal Federal no ano do julgamento mais importante para sua história política – o caso que marcou negativamente o seu primeiro mandato. Lewandowski ensaiou negar a conversa com Lula. Mas, diante dos detalhes da conversa – a companhia do prefeito e os elogios à casa – ele sorriu e disse: “ele é amigo da família”. De fato, a mulher de Lula, Marisa Letícia, foi amiga da mãe do ministro, falecida ano passado.

    É muita desfaçatez. Além de confirmar a essência da conversa de Lula com Gilmar Mendes, o texto acima reproduzido prova que um ex-presidente da República exerce pelo menos desde janeiro o ofício de achacador de ministros do Supremo. E explica por que Ricardo Lewandowski foi tão longe nas manobras forjadas para adiar o julgamento do mensalão. Se desse mais importância ao Estado de Direito, se soubesse rechaçar o assédio de pedintes influentes, o revisor do processo já teria entregue o relatório há muito tempo. O atraso deliberado resultou no episódio que começa a transformar-se em crise institucional.

    O julgamento dos mensaleiros já demorou demais. Caso não cumpra seu dever nas próximas horas, Lewandowski transformará a toga de ministro do Supremo na fantasia que disfarça um ministro do Lula. A exasperante insistência em algemar o tempo, encarcerar a verdade e bloquear o avanço da Justiça pode ser a gota que fará transbordar o pote até aqui de náusea.

    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/a-visita-a-lewandowski-confirma-que-lula-virou-achacador-de-ministros-do-supremo/

  54. Chesterton said

    iconoclasta, Pax está ressentido com a VEJA e o Reinaldão pelo simpels motivo de que mais uma vez têm razão. Estão do lado da verdade.

  55. Michelle - A Besta Desvairada said

    Uncle Pax

    a divulgação do min Gilmar que, segundo tudo nos faz crer, procurou a revista para relatar a desastrosa reunião. ???
    é triste!
    Acho que você desaprendeu a ler.
    Na verdade, é do conhecimento público, o covarde boquirroto continuou a espalhar a “chantagem”. Mendes foi até procurado por 2 (duas) jornalistas a este respeito.
    Na semana passada, a Veja acabou por ouvir o Ministro e publicar a reportagem. Procurada, assessoria de lula recusou-se a comentar.
    O covarde boquirroto até agora se calou.
    O Instituto da Cidadania (Lula) emitiu uma nota.

    Uncle Pax -Seu ódio acaba por cegá-lo…para não dizer emburrecê-lo.
    Infelizmente.

    #21
    Hum… Prefiro aprender em fontes mais limpas.

    Uncle Pax…que vergonha.
    Cite uma fonte que não seja petralha…Carlos Chagas…
    Vilas Boas Correa? New York Times? Quem?
    Quem faz vc pensar ..além de RA?
    Ou vc não gosta de pensar…? …é um direito seu.
    Tenha coragem …é um direito seu.
    Constituição….é um direito seu.
    Falar bobagem….é um direito seu.
    Permanecer calado idem.

  56. Chesterton said

    Pax exerce seu direito constitucional de não revelar a fonte….

    Cadê o Elias, estaria morrendo de vergonha? (Sim, Elias não é tolo, como Pax, mas é mau, como o Pax não é.

  57. OBSERVADOR POLÍTICO said

    TOP FIVE: AS 5 MAIORES MENTIRAS DE GILMAR MENTES:

    1. MENTES AFIRMOU QUE NÃO ERA AMIGO DE DEMOSTENES NO JORNAL NACIONAL. MENTIRA! NA VERDADE SÃO INTIMOS E SUA FILHA ERA ASSESSORA DO DEMOSTENES.

    2. MENTES VIAJOU COM O AMIGO-IRMÃO DEMOSTENES PARA SE DIVERTIR COM AS ESPOSAS E VISITAR A FILHA NO VELHO CONTINENTE.

    3. MENTES DISSE QUE FOI VISITAR A FILHA NA ALEMANHA PAGANDO SUA CONTA. MENTIRA! NA VERDADE ESSA VIAGEM DE LAZER FOI PAGA PELO SUPREMO, COM DINHEIRO PÚBLICO PORQUE GILMAR MENTES MENTIU NO PROCESSO ADMINISTRATIVO AO DIZER QUE ERA VIAGEM DE TRABALHO.

    4. NO RECIBO DA VIAGEM APRESENTADO POR MENTES, COMPROVA O PAGAMENTO COM DINHEIRO PÚBLICO, EMITIDO O BILHETE NO DIA 1 DE ABRIL, POR UM SINAL DO DESTINO. SIM, A RESERVA FOI FEITA NO DIA DA MENTIRA.

    5. MENTES, DEVOLVA O NOSSO DINHEIRO. QUANTO A CONVERSA QUE VOCÊ MESMO PEDIU PARA TER COM LULA, NÃO ACREDITAMOS EM SUA VERSÃO”.

  58. Chesterton said

    chegou o bloguista pago.

  59. Michelle - A Besta Desvairada said

    O boquirroto bravateiro

    já amarelou!

  60. Pax said

    Bem-vindo, Observador Político,

    Você poderia mostrar alguma fonte onde podemos confirmar a informação da assessora do sen Demóstenes?

  61. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Você acredita piamente no titio, no pseudofilósofo de araque e outros desta “natureza” e eu que sou tolo?

    Ãrrãm…

    Há exemplos trágicos e “holocausticos” de criminosos que apregoavam democracias onde somente suas opiniões eram aceitas e publicadas.

    Você bem sabe disso.

    Estamos vivenciado um período delicado nestes últimos tempos. Passaram a utilizar a internet como plataforma de vigilância. Tem até jornalista que convoca seus leitores para caçar quem quer que tenha opinião contrária a sua. Coisa esquisita mesmo.

    Papo de deixar o macartismo no chulé.

  62. Michelle - A Besta Desvairada said

    Tio Pax citando e não citando Hitler é uma tolice ..ou não?
    Parece estar aparvalhado prevendo o Apocalipse caso as pessoas
    se deixarem seduzir pelos “cantos de sereia” do RA…

    macartismo??? What?
    Isso também é uma tolice….FYI
    Parece coisa do Ascensoristo da Paciência, aquele que mão consegue atravessar o mata-burro do Reinaldão.
    Menas meu caro menas…rsrsrsrs

  63. Michelle - A Besta Desvairada said

    Uncle Pax

    O ambíguo desagravo a Lula feito por Dilma Rousseff

    Pois é… As coisas não são o que parecem ser. Aliás, elas são o que não parecem. Conforme o esperado e o antecipado aqui, a presidente Dilma Rousseff cantou as glórias do antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, numa solenidade no Palácio do Planalto. Ao se referir a Lula, afirmou a presidente: “As pessoas, nos lugares certos e nas horas certas, elas podem transformar a realidade”. Concordo com ela cem por cento. Já digo por quê.

    Os presentes, claro, levantaram-se em delírio e começaram a cantar — TUDO ISSO DENTRO DO PALÁCIO DO PLANALTO — “Olê, olé, olê, olá, Lu-la, Lu-la”, um bordão das campanhas eleitorais do companheiro.

    E o que parece ser e não é e não parece ser e é?
    A manifestação poderia ser confundida com a expressão do inconteste poder de Lula no PT, a voz de uma unanimidade. Não é mais assim e será cada vez menos. A manifestação pública de apoio, com essa plateia buliçosa, vem num momento em que o presidente foi flagrado no lugar errado, fazendo a coisa errada. E há alas do petismo insatisfeitas com o destrambelhamento.

    A própria Dilma ordenou que seus ministros e assessores de confiança não se metam no imbróglio.
    Sentiu cheiro de carne queimada.
    Dilma, de fato, disse que Lula esteve na hora certa no lugar certo.
    Ou por outra: já teve sua hora e lugar.
    Por Reinaldo Azevedo

  64. Chesterton said

    Papo de deixar o macartismo no chulé.

    chest- só rindo, você faz parte com um bando de fascistas que querem calar o judiciario e que já domesticaram o legislativo. Viva a imprensa livre e desimpedida.

    obs esse observado político é coisa de quem quer perseguir que não concorda. E deve ter vindo para aqui por indicação do Elias, que aliás, desapareceu (vai dizer que estava doente, por certo)

  65. Patriarca da Paciência said

    Sra. Michelle – A BESTA DESVAIRADA,

    Saiba Vossa Bestialidade que eu reconheço uma boa qualidade no Reinaldinho Alucinado Cabeção – ele defende com unhas e dentes o seu emprego e também trabalha para ganhar o seu pão de cada dia.

    Isto já é alguma coisa.

    E se tem 4% de brasileiros que garantem o seu emprego, por mim tudo bem.

    Todos tem direito à vida, inclusive o Reinaldinho Alucinado Cabeção.

  66. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Ok, respeito teu direito de achar o titio democrata.

    Realmente o bichão é um exemplo de sustento da liberdade de opinião e expressão.

    Desde que… Sejam iguais a dele, claro.

  67. Chesterton said

    Pax, mais uma vez, zona não é democracia, o estado de direito na demcoracia garanto a propriedade privada. O blog é dele. Por exempolo, o Observatorio da Imprensa é democrático? Acho que é. Agora tente comentar lá. impossível, várias vezes fui cortado ao ponto de mais nada tentar lá. Mas ainda acho demcorático.

    Acorda, Pax, leia a seguir. Você vai ficar chorando sozinho.

    _______________________________________________

    Mensalão: ratos começam a pular do barco.
    Apesar de publicamente vestir a camisa de Rui Falcão para defender Lula nesse rolo com o STF, uma parcela considerável de petistas no Congresso reconhecia ontem a “trapalhada” de Lula ao tentar pressionar Gilmar Mendes e outros ministros a adiarem o julgamento do Mensalão. Um dos mensaleiros à espera de julgamento, João Paulo Cunha dizia “estar confuso” sobre o que pensar em relação a Lula e a Gilmar: – Acho que o Lula não seria inocente de chegar cobrando declaradamente alguma coisa, mas o ministro Gilmar Mendes é um ministro preparado. Eu diria até que o mais preparado do Supremo. Na avaliação de Cunha, Mendes não teria motivos para inventar um encontro tão escabroso como o ocorrido no escritório de Nelson Jobim. Para Cunha, ao tentar ajudar, Lula acabou contribuindo para jogar ainda mais luz sobre o Mensalão e ajudou a incendiar os ânimos dos ministros do STF às vésperas do julgamento. (Radar On Line)
    POSTADO POR O EDITOR CORONEL

    http://coturnonoturno.blogspot.com.br/

  68. Chesterton said

    Mais uma do coronel aíd e cima

    Era só o que faltava: Chávez sai em defesa de Lula.
    Vejam a nota oficial da Embaixada da Venezuela do Chávez…

    “Nota oficial Embaixada da República Bolivariana da Venezuela

    As declarações do ministro do STF Gilmar Mendes ao jornal O Globo, se de fato ocorreram, constituem uma afronta à população venezuelana, e demonstram profunda ignorância sobre a realidade de nosso país.

    Nossa Constituição, elaborada pela Assembleia Constituinte e referendada pelas urnas, determina a separação de poderes, estabelece direitos de cidadania e configura os instrumentos judiciais cabíveis, ou seja, o presidente da Venezuela não manda prender cidadão algum, independentemente do cargo que ocupe.

    Recorrer à desinformação para envolver a Venezuela em debates que dizem respeito apenas aos brasileiros é uma atitude indecorosa – ainda mais partindo de um ministro da mais alta corte da nação irmã – e não reflete a parceria histórica entre Brasil e Venezuela.

    Maximilien Arveláiz, embaixador da República Bolivariana da Venezuela no Brasil”

  69. Pax said

    Caro Chesterton, velho, infalível e bom Chesterton,

    O bichão é mentiroso. Quer que traga as provas de novo?

    O bichão estimula uma caçada geral a quem quer que o contrarie. Quer ler de novo as condições indecorosas que ele mesmo publica?

    Mas é um direito teu, sim, esta idolatria. Até achar o tal Olavo filósofo você é livre para achar.

    Mas me permita a discordância. Ou você quer trazer as regras facistas para cá?

    Aí eu terei que discordar. Aqui é propriedade privada, e livre.

    Veja, de novo, o cara pode ser o que for e vou brigar para ele ficar sempre completamente livre para pensar e escrever o que quiser.

    Que responda por seus atos. E mentiras também.

  70. Michelle - A Besta Desvairada said

    30 de Maio de 2012 às 18:49

    247 – O ex-presidente Lula foi discreto, mas não resistiu a fazer uma menção à polêmica aberta com o ministro Gilmar Mendes, que o acusa de pressionar pelo adiamento do julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal. Ao iniciar palestra no 5º Fórum Ministerial de Desenvolvimento, organizado pela ONU, na Fiocruz, em Brasília, Lula disse: “Vou falar de pé, porque senão vão dizer que eu estou doente. Tem muita gente que não gosta de mim”.

    Até agora, o ex-presidente, que se recupera de um câncer na laringe, se limitou a negou por meio de nota a versão dada pelo ministro do STF para o encontro entre os dois, no dia 26 abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. Ele se disse “indignado” no mesmo comunicado, mas não apresentou uma versão alternativa ao teor do encontro.

    Apesar de Gilmar Mendes ter aumentado o tom sobre o assunto nos últimos dias, Lula preferiu não fazer declarações à imprensa para responder. Os jornalistas não tiveram acesso ao auditório onde o ex-presidente proferiu sua apresentação, e Lula, que evitou a imprensa ao chegar e sair do Palácio da Alvorada, onde almoçou com a presidente Dilma, chegou ao prédio da Fiocruz pela garagem, sem falar com os repórteres.

    “Vou falar de pé, porque senão vão dizer que eu estou doente. Tem muita gente que não gosta de mim”.

    Gostei do lula quando fez a coisa certa: Demitiu ZD, Palocci e outros pústulas, como definiu bem o sumido Elias…ficou com vergonha…sei lá!
    Apelar pra sua doença e se queixar que não é amado por 100% da população (4% segundo o colega Ascensoristo) é de um cabotinismo atroz.

    O PT (o Brasil) criou um monstro irresponsável e sem vergonha, o lula, por causa dos inúmeros Ascensoristos ( ou seu fac-símile, o OBSERVADOR POLÍTICO) brasileiros militontos do PT. BABA OVOS.
    Capazes de comer merda e arrotar peru!

  71. Patriarca da Paciência said

    O Dr. Gilmar Mendes apresenta todas as características de personalidade com baixa tolerância à contrariedade.

    É autoritário, arrogante e vaidoso ao extremo.

    Sinceramente, com toda a sinceridade mesmo, acho que ele não é uma pessoa indicada para ser um ministro do STF.

    O Dr. Gilmar Mendes está totalmente sozinho em sua lenga-lenga com o Lula.

    Todos os outros ministros já se pronunciaram que não se envolverão.

  72. Michelle - A Besta Desvairada said

    Uncle Pax

    você também come merda e arrota peru?

  73. Chesterton said

    Aqui é propriedade privada, e livre.

    chest- sim, Pax, mas porque você assim quer, é do seu interesse ser livre (audiência) e você tem o poder de determinar se vai continuar ou vai mudar. Esse poder e democrático, não o a decisão resultante dele. E pare com essa obsessão ao RA que está ficando suspeito.

  74. Patriarca da Paciência said

    E o Policarpo Foda (conforme o Reinaldinho Alucinado Cabeção) que não emite um só piu.

    Fala, ô fodão Policarpo!

  75. Chesterton said

    O Dr. Gilmar Mendes está totalmente sozinho em sua lenga-lenga com o Lula.

    chest- a petezada caindo fora, Dilma caindo fora e o bobão aí não se convence….

  76. Patriarca da Paciência said

    “PSOL protocola representação contra ministro Gilmar Mendes”

    “Segundo o partido, Gilmar Mendes negou que tenha voado de jatinho cedido, mas afirmou que se tivesse sido oferecida a carona, não consideraria nada de “anormal” em aceitá-la.

    “Há sim algo de anormal em um ministro do STF aceitar caronas aéreas em aviões particulares. A função jurisdicional, assim como qualquer outra função pública, exige absoluta cautela em aceitar qualquer favor e nítida separação entre o público e o privado”, afirma o partido em nota. “

  77. Patriarca da Paciência said

    “chest- a petezada caindo fora, Dilma caindo fora e o bobão aí não se convence…”

    Retardada, pateta e burro Chesterton,

    a Dilma prestou hoje, 30/05/2012, uma grande homenagem ao Lula.

  78. Patriarca da Paciência said

    “A nação deve ignorar o esperneio do Sr. Gilmar Mendes. Ele busca a confusão, talvez com o propósito de desviar a atenção do país das revelações da CPI. O Congresso não se deve intimidar pela arrogância do Ministro, e levar a CPMI às últimas conseqüências; o STF deve julgar, como se espera, o processo conhecido como mensalão, como está previsto. Acima dos três personagens envolvidos na conversa estranha que só o Sr. Mendes confirma, lembremos o aviso latino, de que testis unus, testis nullus, está a Nação, em sua perenidade. Está o povo, em seus direitos. Está a República, em suas instituições.
    O Sr. Gilmar Mendes não é o Supremo, ainda que dele faça parte. E se sua presença naquele tribunal for danosa à estabilidade republicana – sempre lembrando a forte advertência de Dallari – cabe ao Tribunal, em sua soberania, agir na defesa clara da Constituição, tomando todas as medidas exigidas. Para lembrar um autor alemão, Carl Schmitt, que Gilmar deve conhecer bem, soberano é aquele que pratica o ato necessário.”

    (Mauro Santayana)

  79. Patriarca da Paciência said

    PT inclui ministro do STF nas investigações da CPI
    O PT busca dados contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações do empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com empresas e autoridades.

    Leia mais em:

    http://www.valor.com.br/politica/2680520/pt-inclui-ministro-do-stf-nas-investigacoes-da-cpi#ixzz1wP4Hw4Sq

  80. Patriarca da Paciência said

    “Jobim — Como não neguei? Me ligaram e eu disse que não. Eu disse para a Veja que não houve conversa nenhuma.”

    Ou seja, a Veja pediu confirmação do Jobim, o Jobim negou e, mesmo asim, a Veja publicou a mentira.

  81. Pax said

    Audiência, Chesterton, velho e bom Chesterton?

    Seria melhor fazer um blog sobre novelas ou futebol.

    É uma questão um pouco diferente. Quando todos podem falar livremente a possibilidade do confronto de idéias tornar um assunto mais depurado é infinitamente maior que somente ouvir um lado.

    Dizem por aí que estas condições só são possíveis em estados democráticos.

    Como vivi na ditadura sei o quanto é incômodo não ter o direito de ter opinião contrária ao poder instaurado à força.

    Não, não é audiência que move este espaço. É vontade de discutir permitindo todas as vozes. Aprendo um bocado.

  82. Chesterton said

    Não sempre Pax, por exemplo as idéias do Patriarca são de uma tolice tal, que nada acrescenta. Você não pode trocar qualidade por quantidade se quer …qualidade. Os estados democráticos na verdade, como bem notou Nelson Rodrigues, dá voz aos idiotas, que se tornaram legião. Hoje em dia a opinião contrária é a minha, vivemos numa ditadura? Que bom que você aprende, mas não se esqueça que os doutores em islamismo tambem acham que aprendem.

    —————————–
    Conversa com Dilma

    José Sarney, aliás, disse aos aliados mais próximos, que Dilma Rousseff pediu a Lula para deixar o governo fora das intrigas com o Judiciário. Segundo Sarney, Lula disse que a conversa com Dilma “não tinha sido muito boa” e que a presidente estava preocupada em manter o Planalto distante do entrevero envolvendo o PT e o julgamento do Mensalão no STF.

    Por Lauro Jardim

    chest- hummm, foi mais ou menos isso:
    – Lula, finja que vai cagar e desaparece.

    cadê o Elias?

  83. Michelle - A Besta Desvairada said

    Tio Oax, digo Pax

    Falando a verdade. Cá entre nós.
    Você já censurou algum comentarista
    aqui no Blog?

  84. iconoclastas said

    rapaz, o que realmente me deixa embasbacado é o encolhimento do molusco.

    o sujeito foi chamado de chantagista:

    “GILMAR MENDES: Começou de forma absolutamente normal. Aí eu percebi que ele entrava insistentemente com tema da CPMI, dizendo do controle, do poder que tinha. Na terceira ou quarta vez que ele falou, eu senti-me na obrigação de dizer pra ele: “Eu não tenho nenhum temor de CPMI, eu não tenho nada com o Demóstenes”.

    Isso soou a ele como provocação?

    GILMAR: Isso. A reação dele foi voltar para a cadeira, tomou um susto. E aí ele disse: “E a viagem a Berlim? Não tem essa história da viagem a Berlim?” Aí eu percebi que tinha uma intriga no ar e fiz questão de esclarecer.;

    de afrouxar diante de gangsters:

    “A gente está lidando com gângsters. Vamos deixar claro: estamos lidando com bandidos. Bandidos. Bandidos que ficam plantando essas informações’, declarou Mendes em conversa com jornalistas no Supremo Tribunal Federal

    ‘Ele [Lula] recebeu esse tipo de informação. Gente que o subsidiou com esse tipo de informação e ele acreditou nela. Vamos encerrar com isso’ declarou.

    e não deu um pio, aliás, pior, pediu que piassem por ele, logo quem, o boca de trombone…

    é muita bunda moleza.

    é patético que a molambada, desamparada, fique falando do Gilmar (que não é santo, mas e daí?! vcs perderam a rainha e vão, se tanto, levar um bispo) enquanto seu guia se acovarda diante de um dedo em riste.

    esperava maior resistência, sinceramente…

    ;^/

  85. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Não compartilho da sua opinião.

    Já excluí troll do blog, sim. Comportamento, aliás, bastante semelhante com o que tenho visto.

    Paciência tem limite.

  86. Jose Mario HRP said

    Amanhã, no work, but, Chestinho que desinteria!

  87. Patriarca da Paciência said

    “por exemplo as idéias do Patriarca são de uma tolice tal, que nada acrescenta. Você não pode trocar qualidade por quantidade se quer ”

    Pateta, retardado e burro Chesterton,

    o basiquinho do basiquinho do direito, “uma resposta equivalente à ofensa é sempre considerada legítima defesa”.

    Até hoje, eu não retribuí nenhuma palavra que você não tenha me dirigido.

    Mas animal irracional como você é, “você se acha”. Pensa que pode ofender aos outros e os outros não tem o direito de se defenderem.

    Portanto, retardado, pateta e burro Chesterton,

    Chamar o Lula de molusco, petralha, apedeuta etc, na tua cabeça desvairada, é sempre correto.

    Chamar com quem não concordas de burro, idiota etc., na tua cabeça desvairada, é normal.

    Te desafio a mostrar uma só ofensa que eu tenha escrito a outros comentaristas, a não ser para a Michelle, que sempre age igualzinho a ti.

    Vai apender um pouco de democracia, ô animal irracional.

    Um idiota que apenas cola textos de notáveis representantes das idéias mais atrasadas e, quando escreve, escreve duas linhas, se julga “inteligente”.

    Ora, vai ler alguns livros de bons escritores, talvez assim possa abrir um pouco essa tua cabeça idiota, seu babaca.

  88. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    Estes são os tipos de comentários que o Idiota Chesterton quer selecionar para que apareçam no teu blog.

    Comentário da Michelle – A BESTA DESVAIRADA.

    “Uncle Pax

    você também come merda e arrota peru?”

    Como pode ser notado, os dois se dão muito bem.

  89. Elias said

    Chestertão,

    Ando meio atarefado e meio, sem tempo pros bate-bocas aqui no boteco do Pax, mas…

    Tens razão! Acho que o Gilmar está certo. E ele não mentiu… Eu acredito piamente no Gilmar.

    Inclusive — e principalmente! — quando ele diz que não sabia que estava lidando com gangsters.

    Todo mundo ficou surpreso quando soube que o Cachoeira é bicheiro…

    O próprio Demóstenes já disse que não sabia que o Cachoeira andava metido em contravenção e atividades ilegais.

    Aliás, é difícil de acreditar que ele, Cachoeira, tenha julgado necessário se meter em contravenção e atividades ilegais pra ganhar dinheiro.

    Todo mundo sabe que o Cachoeira ficou bilionário vendendo imagens de Nossa Senhora Aparecida…

    Já o Gilmar — tadinho! — é tão tolinho… Tão bobinho… Tão ingênuo…

    O Supremo deveria contratar um chipanzé pra monitorar o Gilmar.

    Nada não… Só pra evitar que ele comece a andar em más companhias…

  90. iconoclastas said

    “as idéias do Patriarca são de uma tolice tal, que nada acrescenta.”

    discordo, Doc.

    ta aí uma figura com senso de humor acuradíssimo. é preciso perceber as sutiliezas, a visão peculiar. mas pensa bem: quanta gente não é atraída por tal singularidade? sem dúvida que se trata de inestimável colaboração.

    ;^/

  91. Zbigniew said

    Liga não, Patriarca. Isso é cacoete dos direitobas. Tem muito de carência e insegurança.

    Elias, hehehehehe. Afiado como sempre.

    Do Emir Sader, no facebook.

    “Sempre o mesmo roteiro. A Veja monta uma farsa, como fosse notícia, com base emilações e no alguém teria dito, na semana, parte da mídia reproduz como se aquilo fosse um fato, e assim dar veracidade a farsa. Uma oposição sem projeto político para confrontar e sem uma reflexão mais critica, apenas vai a reboque. Sem nem ao menos fazer seu papel de oposição, vai a reboque de qualquer coisa. Foi hilário e caricatural o episódio do Roberto Freire em sua reprodução indignada sobre uma piada de um site de humor. Mas, ao mesmo tempo, foi emblemática, uma oposição que na falta de uma “noticia da veja”, faz pesquisa no Google para encontrar qualquer coisa para dizer. Não importa a fonte, pode ser um site de humor ou um bicheiro.
    Mas segue a caminhada, com um projeto de inclusão social, e caminhando se faz o caminho por uma sociedade mais justa e solidária. Viva LULA, ontem, hoje, amanhã e sempre! “

  92. Chesterton said

    Elias voltou. E então, quais são as ordens do don Masino?

  93. Elias said

    Aí o Gilmar vai pra Berlim e… — COINCIDÊNCIA! — quem tá lá? O DEMÓSTENES! Mundo pequeno, né?

    Aí o Gilmar vai à Praga e… — COINCIDÊNCIA! — quem tá lá? O DEMÓSTENES!

    “Cara…! Por onde tu andavas, que todo dia eu te via…!”

    Nada, não… Foi só coincidência…

    Todo mundo sabe que Berlim e Praga são duas cidadezinhas interioranas com seus 200 ou 300 habitantes. Você sai na rua e já encontra todo mundo que tá lá, né?

    E QUE NINGUÉM CRITIQUE A VEJA POR NÃO QUESTIONAR ESSAS… COINCIDÊNCIAS PROPOSITAIS!

    Todo mundo sabe que, com a prisão do Cachoeira, o Departamento de Jornanalismo Investigativo da Veja está desativado…

    Sério, gente… A prisão do Cachoeira é um atentado contra a liberdade de imprensa e um duro golpe no jornalismo investigativo…

    (Agora, cá pra nós: se seu Luís Inácio não gravou sua conversa com Gilmar — e acho incrível não ter gravado… — fez ele muito mal. Com certo tipo de gente deve-se tomar todas as precauções possíveis… Se gravou, o Gilmar deve começar a falar cada vez menos, suspender as entrevistas, etc. … Antes de começar a fazer xixi pra trás…).

  94. Chesterton said

    Sei, sei, mas que que Lula tem que ameaçar Gilmar? Bebeu? Se vocês acham que Gilmar é o capeta, como é que o genio da goiabada molusca aneaça o sujeito/ Se ele é tão ruim, deve ter gravado a conversa.

  95. Chesterton said

    Luiz Inácio da Silva procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para discutir a escalação do Corinthians. Até porque, graças aos esclarecimentos do ex-presidente, o Brasil hoje sabe que o mensalão não existiu.

    E isso é um grande alívio. Seria uma temeridade o país continuar sendo governado por um grupo político que tivesse criado um duto entre os cofres públicos e a conta bancária do seu partido.

    chesdt- é do Fiusa (Pax, aproveita e dê uma olhada nos cometários)

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/guilhermefiuza/2012/05/30/a-privatizacao-do-mensalao/

  96. Chesterton said

    Elias, onde o Lula ia, que tava lá? Zé Dirceu! país pequeno o PT, sempre que a cúla reunia-se, quem estava lá? Lula e Zé Dirceu. Apareceu o mensalão quem estava lá? Lula e Zé Dirceu! Que coincidência…êpa, aí não, é só Zé Dirceu, Lula disse o clássico : “Eu não sabia de nada!!!” Então tá, Lula não tem nada com o mensalão…

  97. Chesterton said

    Aí o Elias aparece todo santo dia, acontece que o chefão dele é pego achacando ministro do STF, acontecem montes de problemas para ele resolver…coincidência, não tem nada a ver com o PT…

  98. Elias said

    Chester,

    Bobinho…

    Até o reino mineral sabe, a esta altura, que o Lula tava lá pela mesma razão que o Gilmar tava lá… Eles marcaram pra conversar, claro.

    O que interessa, bobinho, é o que realmente foi conversado. O que cada um disse… O Gilmar diz uma coisa… o ex-Ministro da Defesa diz outra… Um dos dois não tá falando a verdade, certo?

    Quem?

    O ex-Ministro da Defesa não tem lá muitas razões pra esconder o que quer que seja.

    A esta altura, quem tem o que esconder é o Gilmar, que vivia se encontrando com o Demóstenes, voava nos aviões que o Demóstenes emprestava e tinha (ou tem) uma filha — ou enteada, sei lá… — trabalhando no Gabinete do Demóstenes.

    Agora, ele só falta dizer que quase nem conhecia o Demóstenes…

    Isso só convence a vontade militante de alguém em ser convencido…

    Na sincera, é preciso ser muito idiota, ou estar de má fé, pra achar que Gilmar não tem nada com o Demóstenes.

    Não sei qual é o teu caso, mas vou te dar um crédito de confiança: não acho que ages de má fé…

    Entendeste?

  99. Elias said

    Ah, Chester,

    Vou mais uma vez te avisar: mensalão? Eu quero mais é que se ferrem todos os 40 do PT mais os 180 do PSDB e os 530 do DEM!

    Tô andando e andando pra todos eles.

    Quem tiver o rabo sujo que se dane!

  100. Chesterton said

    Inclusive o Lula?

  101. Chesterton said

    O que interessa, bobinho, é o que realmente foi conversado. O que cada um disse… O Gilmar diz uma coisa… o ex-Ministro da Defesa diz outra… Um dos dois não tá falando a verdade, certo?
    Quem?
    O ex-Ministro da Defesa não tem lá muitas razões pra esconder o que quer que seja.

    chest- e o bobinho sou eu?

  102. Pax said

    Mas, caro Elias, independente de todos os pontos que pudermos colocar, insisto na manchete do post:

    – uma reunião que não deveria ter acontecido.

    Agora é ficar sentado à borda desta fogueira e ver se sai alguma luz nesta fumaceira toda.

    Enviado via iPhone

  103. Chesterton said

    Gilmar, Lula está aqui, não quer encontrar com ele? (que arapuca)

  104. Pax said

    Prezados,

    Achei o tal relatório do delegado da PF Luiz Zampronha, sobre investigações do esquema do mensalão do PT.

    Tenho, cá, muita dificuldades para carregar, ler etc, dada minha exclusão digital.

    Mas este problema é meu e pouco importa. O que interessa é o problema em si, que está diretamente ligado com o tema do post.

    Aqui, no site da Carta Capital

    http://www.cartacapital.com.br/politica/a-verdade-sobre-o-relatorio-da-pf/

    Logo mais farei comentários ou posts sobre o assunto.

    Se o STF não julga isto não impede que a gente se informe.

  105. Pax said

    Como sugestão inicial: leiam o rodapé da página 28 – primeira parte do relatório.

  106. Chesterton said

    como é que o PT não se apegou a isso na época? Pô, Rede Globo, que achado!

  107. Chesterton said

    01 de Junho de 2012 às 06:54

    247 – O jornalista Augusto Nunes, blogueiro da editora Abril, defendeu a prisão do ex-presidente Lula, após sua entrevista ao programa do Ratinho. Leia:

    Num país sério, os estupradores da lei eleitoral sairiam algemados do SBT

    A captura do achacador de juízes do Supremo libertou o atropelador da legislação eleitoral. Nesta quinta-feira, com a cumplicidade militante do apresentador do Programa do Ratinho, Lula deixou em casa o chantagista a serviço da quadrilha do mensalão para incorporar num estúdio do SBT, durante 40 minutos, o animador de palanque a serviço de si próprio e de companheiros do PT. O que se viu na tela foi mais que propaganda eleitoral antecipada. Foi um comício ilegal estrelado por um pecador sem remédio nem limites, permanentemente empenhado em desmoralizar as normas que regem eleições no Brasil.

    Na primeira parte da afronta transmitida ao vivo, o protagonista do espetáculo do deboche deixou claro que transforma até câncer em instrumento de caça ao voto. O relato da temporada no hospital foi enfeitado por um fundo musical de teatrão, mensagens açucaradas, cenas do filme “Lula, o Filho do Brasil”, depoimentos lacrimosos e reportagens pautadas pela sabujice. “Ele foi um grande presidente para nós brasileiros, que o adoramos, o amamos”, derramou-se, por exemplo, o ex-jogador Ronaldo. Há poucos anos, o Fenômeno aposentado só achava que “ele bebe pra caramba”.

    Num dos vídeos que escancararam o crime premeditado, a locutora caprichou no fecho glorioso, ilustrado por imagens do herói que acabara de nocautear a doença: “Parecia a fênix renascendo das cinzas. O homem está de volta. E com a corda toda”. Ratinho deu-lhe mais corda ainda: por que a saúde não é tão boa?, quis saber o anfitrião da farra eleitoreira. Por culpa da oposição, garantiu Lula sem ficar ruborizado.

    Se o imposto do cheque não tivesse acabado, mentiu, os pacientes do Sírio Libanês hoje estariam morrendo de inveja dos fregueses do SUS.

    Animado com a sintonia da dupla, Ratinho fez a proposta ao vivo: “Vamo montá um programa de entrevistas, Lula? Teve um monte de jornalista que bateu em você, vamo dá o troco neles”. O convidado gostou da ideia. ”Um dia desses vocês vão se surpriendê, que eu vou vir aqui trabalhá com o Ratinho”, ameaçou, olhando para a plateia. Foi a senha para o início da segunda parte do show repulsivo, concebida para resgatar Fernando Haddad do buraco dos 3% nas pesquisas.

    “Por que você escolheu o Haddad?”, cochichou Ratinho. Close no ex-ministro da Educação, risonho na fila do gargarejo. “Acho que São Paulo precisa do Haddad”, comunicou o palanque ambulante. Outro close na salvação dos paulistanos. “Vem pra cá, Haddad”, ordenou Ratinho, que retomou o tema que o preocupa enquanto o candidato se ajeitava na poltrona: o que pode fazer um prefeito para melhorar a saúde?

    “As coisas que dependem do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma, que é gerar emprego e distribuição de renda, isso está sendo feito”, declamou Haddad. Na maior cidade brasileira, ensinou, a saúde só não é de primeiro mundo porque o prefeito é do PSD e o governador é do PSDB. O padrinho aparteou o afilhado para jurar que nunca antes neste país houve um ministro da Educação tão competente. Quem construiu uma escola por dia é capaz de inaugurar um hospital por mês já no primeiro ano de governo.

    Liquidada a questão municipal, começou a sucessão presidencial. Lula será candidato em 2014?, passou a bola Ratinho. “A única hipótese de eu sê candidato é a Dilma não querê se candidatá, eu não vô deixá que um tucano dirija esse país”, devolveu Lula. “O Zé Serra tá ralado”, chutou Ratinho de bico. Só na prorrogação o apresentador pareceu lembrar que andou lendo alguma coisa sobre Lula e Gilmar Mendes. O que houve mesmo?, perguntou.

    “Quem inventou a história que prove a história”, cortou o lobista dos mensaleiros. Ratinho completou de canela: “”Quem gosta de você, gosta de você. Quem não gosta de você, não gosta de você. Quem é indiferente, vai ser indiferente”. Tradução: quem tem chefe não pode deixar de aplaudi-lo mesmo que apareça nu no Parque do Ibirapuera, com uma carabina engatilhada e avisando aos berros que vai liquidar a tiros a herança maldita legada por FHC. Lula, é verdade, não fez isso. Fez coisas piores.

    Num país sério, a dupla sairia algemada do SBT por determinação da Justiça eleitoral. Nestes trêfegos trópicos, o ex-presidente continua fazendo impunemente o que quer. A apresentação de Lula e Ratinho começou com todo mundo cantando o hino do Corinthians. Deveria terminar com a chegada de um batalhão da polícia. Como isto é o País do Carnaval, só não terminou com a entrada de um batalhão de mulatas por falha da produção.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/62523/Para-Augusto-Nunes-Lula-deveria-sair-algemado-do-SBT.htm

  108. Patriarca da Paciência said

    Esse boçal do Augusto Nunes deve ter o seu casarão, cheio de ratos, esperando por ele lá em Veneza, tal como o Diogo Mainardi.

    Logo, logo ele vai para Veneza.

  109. Chesterton said

    Lula já não esconde sua campanha
    à reeleição
    A investida no “Programa do Ratinho”, no SBT, onde declarou que “poderia ser de novo candidato, se Dilma não quiser”, é só parte de um roteiro traçado logo após a eleição da presidente e interrompido pelo câncer de laringe. Dilma não esconde o pouco apetite por um segundo mandato, e a desenvoltura de Lula em constrangê-la seguirá sem limites, aproveitando a má fase da economia brasileira, que não dá sinais de aquecimento nos próximos meses. E 2014 está logo ali.

    02/06/2012 | 00:00
    Carisma salvador
    Adiar o julgamento do mensalão é parte desse roteiro, limpando a área dos petistas e polindo a imagem de “líder que venceu um câncer”.

    02/06/2012 | 00:00
    Homem trabalhando
    Livre da doença, incrementará a agenda de entrevistas e palestra$, quando tirará do colete sua receita de “como superar a “crise”.

    02/06/2012 | 00:00
    Pedras no caminho
    Lula poderá enfrentar dois obstáculos: a eventual derrota de Fernando Haddad, em São Paulo, e o distanciamento de Dilma do “padrinho”.

    02/06/2012 | 00:00
    Ex-muso
    A entrevista do ex-presidente não alterou a audiência do “Programa do Ratinho” no SBT, que manteve os oito pontos de sempre em SP.
    CH

  110. Chesterton said

    “O homem novo para um tempo novo. Haddad prefeito”.

    chest- a Martaxa não gostou!

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