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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mensalão do PT vai a julgamento

Posted by Pax em 07/06/2012

O colegiado do STF definiu o calendário do julgamento do Mensalão do PT. Há uma otimista previsão que se inicie e termine em agosto.

Provavelmente será utilizado à exaustão pelas campanhas municipais das eleições deste ano.

Mensalão começará a ser julgado no dia 1º de agosto

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O processo do mensalão começará a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 1º de agosto. O processo apura responsabilidades no suposto esquema de compra de votos de parlamentares revelado em 2005. A decisão foi tomada hoje, por unanimidade, em sessão administrativa da Corte. Não participaram da reunião os ministros Ricardo Lewandowski, revisor do processo, e Antonio Dias Toffoli.

A data do início do julgamento foi marcada a partir da garantia de que Lewandowski entregará seu voto ainda em junho. Como revisor do processo, ele é responsável por liberar a ação penal para a pauta do Supremo. Depois da reunião desta noite, a assessoria de Lewandowski voltou a dizer que o ministro entregará seu voto neste mês, mas ainda não definiu a data.

Os ministros também decidiram hoje que a primeira etapa do julgamento terá sessões de segunda a sexta-feira até 14 de agosto, com exceção do dia 3 de agosto. Nessa fase, serão apresentados o relatório resumindo o caso, as alegações do Ministério Público e as alegações dos advogados dos 38 reús. As sessões começarão às 14h e irão até as 19h. O Ministério Público terá direito a fazer a acusação por cinco horas, e os advogados dos réus falarão por uma hora cada um.

Na segunda fase, que terá os votos dos ministros, as sessões ocorrerão apenas nas tardes das segundas, quartas e quintas. As sessões também começarão às 14h, mas segundo o presidente da Corte, Carlos Ayres Britto, não há previsão do horário de encerramento, já que essa fase seguirá o ritmo do voto de cada ministro.

O presidente do STF não fez previsão da data exata do final do julgamento, embora acredite que tudo termine até o final de setembro. Britto também disse que “há expectativa” da participação do ministro Cezar Peluso, embora ele tenha que se aposentar compulsoriamente no final de agosto por completar 70 anos.

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161 Respostas to “Mensalão do PT vai a julgamento”

  1. Patriarca da Paciência said

    Bom, esperemos que a gora acabe a papagaiada da Veja de que o Lula, sem mandato, mas ainda com imensos poderes, pode até barrar o STF.

    O Lula é mesmo um cara com poderes de um Júpiter Tonante – claro que na cabeça do Reinaldinho Cabeção e dos “repórteres” da Veja.

    O que as pessoas de bom senso esperam mesmo é um julgamento justo e baseado em provas e bom senso.

  2. Anna Araujo said

  3. Anna Araujo said

    Dora Kramer
    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,espirito-de-corpo-,883426,0.htm?p=2
    Espirito de corpo
    07 de junho de 2012

    Memória. Se alguém perguntar, o governador Marconi Perillo (GO) terá o maior prazer em relatar, em seu depoimento no próximo dia 12 à CMPI do Cachoeira, toda conversa que teve com o então presidente Lula alertando-o sobre a existência de um sistema de cooptação de parlamentares que viria a ser nacional e internacionalmente conhecido pelo nome de mensalão.

    Estavam os dois dentro de um carro que os levaria a um evento em Goiás, quando Perillo disse a Lula que deputados federais aliados ao governador estavam sendo abordados com propostas financeiras para mudar de lado e integrar a base governista.

    O presidente rechaçou o aviso dizendo não acreditar e acrescentando acusações ao antecessor, Fernando Henrique Cardoso, de ter adotado aquele tipo de prática.

    Perillo repetiu, deu nome e sobrenome de parlamentares assediados, mas o então presidente não deu atenção.

    Tudo isso, descontado um ou outro detalhe, já é sabido. Mas não necessariamente lembrado pelo grosso da população que, por meio do depoimento à CPMI, teria reavivada a memória às vésperas do julgamento contra o qual Lula tanto se bate.

  4. Zbigniew said

    É a palavra da Dora Kramer. E quem vai duvidar?! Afinal se ela disse que o Perilo disse isso ao Lula, é porque ele disse e ponto final!

  5. Patriarca da Paciência said

    E, além do mais, meu caro Zbigniew,

    é da competência exclusiva do presidente da república julgar e cassar deputados e senadores.

    Se alguém diz algum cochicho, ao ouvido do presidente da república, dentro de um carro fechado, o presidente tem a obrigação de ir lá e cassar o mandato do parlamentar… na hora.

    Se o Perillo fosse alguém bem intencionado, ele teria procurado produzir provas robustas e se dirigido aos canais adequados.

    Não ficar com essa de profeta do passado.

  6. Zbigniew said

    Patriarca,

    é cada uma… é aquela história: as pessoas acreditam no que querem.

    No Brasil a mídia partido passou a criar factóides na maior cara-de-pau, acusando sem nenhum cerimônia, e depois fica por isso mesmo. Tudo sob o signo de um sistema político apodrecido e viciado. Por isso a importância de se generalizar idéias depreciativas a respeito da classe política, embora esta última quase não faça esforço para mudar tal imagem. Assim fica fácil criar factóides, que, em sua grande maioria não se confirmam.

    Acabou o princípio de que o acusador deve fazer prova contra o acusado.

    É só pegar um articulista ligado ao partido da oposição e mandar ver. Aí tem sempre um grupinho que engole bovinamente o banquete temperado com o preconceito e o reacionarismo que se evidenciam quando o assunto é PT e Lula.

  7. Patriarca da Paciência said

    Será que o preconceito racial norte-americano melhorou?

    “Shannon Cooper mal podia controlar a emoção na formatura de ensino médio da filha em escola da Carolina do Sul (EUA). A mulher foi vista gritando de alegria, principalmente quando o nome da filha, Iesha, foi anunciado… O comportamento acabou irritando a direção da escola, que chamou a polícia. Shannon foi presa, noticiou o “NY Daily News”.

    A americana foi levada para uma delegacia sob acusação de comportamento desordeiro. A filha não percebeu que a mãe havia sido retirada da cerimônia de graduação até que amigos relataram o fato.

    “Isto é sério? Eu não disse mais nada. OK, não posso lutar contra a lei”, recordou Shannon à emissora WPDE.

    A detida contou ter agido da mesma forma que muitos pais presentes ao Florence Civic Center.

    Shannon só foi liberada horas depois, com o pagamento de fiança de 225 dólares.”

    http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2012/06/06/mulher-presa-apos-gritar-de-alegria-em-cerimonia-de-graduacao-449158.asp

  8. Jose Mario HRP said

    Enquanto o ‘mensalão” é tocado a toque de caixa as 2500 ações no STF contra as decisões do TST barrando o direito de sindicatos de solicitar instalação de dissidios coletivos MOFAM nas prateleiras!
    PORQUE SERÁ?
    AH! salário e direitos trabalhistas não dão manchete da UOL e no G1!

  9. Pax said

    Duas questões do feriadão:

    1 – Lula acabou apressando ou não este cronograma do julgamento? Dentro desta questão, é legítimo ou não o STF responder a certos anseios populares? E, para apimentar, este suposto anseio popular foi uma “criação” da tal grande mídia que alguns chamam de PIG (e todos sabem que não comungo deste movimento *)

    2 – Alguns senadores tomaram a iniciativa de levantar a lebre sobre as Agências Regulatórias. Infelizmente não são senadores do governo.

    * – acho que existe imprensa de péssima qualidade, como uma certa revista semanal, que tudo indica que tivesse influência da máfia em parte de sua pauta. Imprensa não só ruim, mas também, em certos casos, criminosa.

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  10. Jose Mario HRP said

    Dum comentarista no Azenha:
    sex, 08/06/2012 – 9:43Remindo Sauim
    Em seu editorial de hoje, sobre o escândalo midiático do mensalão, finalmente o jornal Zero Hora, aqui de Porto Alere, descarta a acusação de Roberto Jefferson que iniciou o processo em 2005. Este mesmo veículo sustentou por 7 anos, em reportagens e notas de seus colunistas, esta mesma versão. Conclui-se que o editorialista leu a peça acusatória e nela não encontrou nada que sustentasse a acusação original. Neste mesmo editorial, desclassifica a acusação para caixa 2, que são os recursos não contabilizados pelo partido, neste caso nas eleições municipais de 2004, amplamente divulgado pelo próprio Partido dos Trabalhadores em 2005, e ignorados por este mesmo veículo. Estes recursos não contabilizados se referem a empréstimos feitos pelo PT para cumprir compromissos da campanha municipal de 2004 em todo o Brasil, com seus candidatos e partidos coligados. Note-se que todas estas transferências foram feitas dentro da lei e que na justiça eleitoral as contas desta campanha foram sancionadas pelo STE.

    Eu sempre soube mas essa cegueira seletiva de alguns é bem conveniente.

  11. Zbigniew said

    O que foi o mensalão?

    Segundo a Dora Kramer (e a mídia-partido, PIG, seja lá o que for) que teve no Perilo (fonte acima de qualquer suspeita, não?) a confirmação de que o Lula tinha sido informado do esquema, era mesada pra parlamentar votar com o governo; mesada paga com DINHEIRO PÚBLICO!

    De outra parte argumenta-se tratar de caixa 2, restos de campanha de todo o país pelo qual o PT estimulava parlamentares para votar com o governo. Aí pode ter dinheiro do fundo partidário e de doações de empresas. Público e privado.

    Essas prática não-éticas são comuns no ordenamento político brasileiro, mas como o PT se dizia um partido probo, a mídia-partido deu ênfase a esse aspecto para reforçar a idéia do PT hipócrita e ladrão nas mentes mais condicionáveis.

    Politicamente a mídia-partido já deu seu veredicto, mas, devido ao seu próprio desgaste, precisa da chancela do julgamento pelo STF para dar maior credibilidade à sua tese e poder movimentá-la neste período de eleições. A mídia partido declarou:”o maior escândalo de corrupção que se tem notícia na face da terra” e “o PT, fonte de todo o mal”.

    Ora, indepentendentemente de Lula a mídia-partido (PIG, seja lá o que for) iria forçar pra cima do Supremo. Antes de tudo, com uma oposição fragilizada e sem proposições ela precisa de um contra-ponto para manter sua base de poder, mais precisamente o município e o estado de São Paulo. Sem estes perderá muito de sua influência política, principalmente se caírem nas mãos do PT.

    A cruzada de Lula se dá neste ponto. É seu maior desafio político desfazer esse entrevero lacerdista, resquício de um período que findou com o golpe de estado de 1964 e turbinou um núcleo conservador e reacionário que dominou o país desde aquela época, tendo como principais alvos Getúlio Vargas e João Goulart (o nacionalismo de Kubitschek também era muito mau visto por tais forças, mas o “acidente” que ceifou-lhe a vida fez às vezes do jogo político – só que com mais eficiência), e agora o próprio Lula.

    Só que Lula não é Jango, nem Getúlio. E tem em suas mãos instrumentos mais eficazes de desmanche de factóides e palavras de ordem da mídia-partido, outrora tão eficazes e hoje com força restrita a apenas algumas “cabeças pensantes”. “o Cara” sabe ocupar espaços e forçar situações, jogando com esses podres poderes, mas todo jogo tem um preço. As cartas estão na mesa e o resultado principal só saberemos em outubro, após a apuração das urnas, porque, não se enganem, é ali que será decidido o mensalão.

  12. iconoclastas said

    “EDITORIAL ZERO HORA 08/06//2012

    A capa da revista Veja trazia, no alto, uma faixa vermelha com um título em letras amarelas e brancas: “Exclusivo: o Vídeo da Corrupção em Brasília”. A edição, de 14 de maio de 2005, foi o marco zero de um escândalo que resultou em três CPIs no Congresso, queda de dois ministros, renúncia de deputados e uma nódoa de alta gravidade sobre o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Seria preciso recuar mais de 50 anos para encontrar, na crise que culminou com o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 24 de agosto de 1954, um escândalo de corrupção e malfeitos com consequências políticas de tão grave dimensão na história brasileira. Não convém, porém, levar muito longe a analogia entre 2005 e 1954, por mais que alguns atores do escândalo tenham sustentado que o verdadeiro objetivo da investigação era o impeachment de Lula. O que ocorreu, de fato, foi o súbito desnudamento de um esquema de uso de caixa 2 de campanha eleitoral, apadrinhamento e benesses a aliados do Planalto tão mais chocante por envolver algumas das mais altas personalidades dos partidos no poder. Contrasta com essa repercussão no imaginário nacional a lentidão com a qual o processo judicial referente ao caso foi tratado no Judiciário. Foram necessários sete anos para que os brasileiros fossem informados, afinal, do cronograma de julgamento dos réus do caso conhecido como mensalão.

    Considerando-se o teor político de grandes proporções do caso, é natural que partidários deste ou daquele envolvido reclamem de interesses políticos do lado adversário subjacentes ao processo. Trata-se de procedimento comum na história dos grandes julgamentos políticos, que deve ser encarado com naturalidade desde que não obscureça o andamento dos trabalhos da Justiça. Merece louvor, portanto, a atitude do Supremo Tribunal Federal em confirmar para agosto o início do julgamento, num gesto que vem ao encontro dos anseios da opinião pública. Não é possível protelar ainda mais o exame de matéria de tão alta relevância, sob pena de se abrir a porta a dúvidas sobre a real intenção do Judiciário de cumprir sua missão.

    Uma das objeções ao cronograma anunciado repousa sobre o fato de que os trabalhos se iniciarão em plena campanha eleitoral, redundando em prejuízo ao debate entre partidos e candidatos. Ora, o ordenamento jurídico brasileiro prevê a realização de eleições de dois em dois anos, alternando-se as esferas municipal, de uma vez, e estadual e federal, de outra. Na prática, o calendário eleitoral se inicia um ano antes dos pleitos propriamente ditos, com o estabelecimento de prazo máximo para filiação ou troca de partido dos interessados em concorrer. Assim, a única forma de se evitar por completo a concorrência entre o julgamento e algum tipo de evento relacionado ao âmbito eleitoral seria adiar indefinidamente o primeiro – partindo-se do princípio de que não se pode protelar a realização de eleições –, permitindo que os crimes dos quais trata o processo prescrevessem. Descartando-se por absurdo esse caminho, resta desejar que a mais alta Corte do país possa cumprir seu dever de julgar de acordo com suas prerrogativas constitucionais, no que só fará bem à democracia e ao Estado de direito.”

    comentários?

    ;^/

  13. Jose Mario HRP said

    Sem comentários….Aliás, um só.
    Veja , a revista mais mentirosa do mundo!
    Lixo!

  14. Pax said

    Do que eu li no tal relatório Zampronha – não li tudo – o papo foi caixa 2 de campanha utilizando um esquema super complexo operado pelo Marcos Valério e empresas dele, com utilização vergonhosa de dinheiro público, verbas publicitárias de estatais.

    O modelito foi criado pelo PSDB e chafurdado pelo PT.

    Aliás, a tal imprensa ruim – que alguns chamam de PIG – não dá uma linha sobre Eduardo Azeredo, o desmembramento do mensalão tucano etc. E há notícias frescas, sim.

    Porém o mensalão tucano não justifica, de forma alguma, o mensalão petista. Explica, não justifica.

    Que o STF julgue ambos com o mesmo rigor.

    No fundo acho que esta dinheirama deveria ser devolvida aos cofres da viúva. À além de punir os réus que eventualmente sejam considerados culpados, deveria mesmo é fazer os partidos envolvidos sofrerem para pagar o que roubaram do povo, bravo povo brasileiro.

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  15. iconoclastas said

    “Jose Mario HRP disse
    08/06/2012 às 13:27

    Sem comentários….”

    e vc não sente nem vergonha pela sua colagem no #10? ora, ora…

    ;^?

  16. iconoclastas said

    “Porém o mensalão tucano não justifica, de forma alguma, o mensalão petista. Explica, não justifica. “

    nem na patifaria os petistas são originais…

    ;^/

  17. Chesterton said

    Porém o mensalão tucano não justifica, de forma alguma, o mensalão petista. Explica, não justifica.

    chest- quanta inocência útil….

  18. Jose Mario HRP said

    Saindo para uma emergencia na fábrica, mas não contive a vontade de…….

    http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/06/caixa-2-jose-serra-r-7-mi-aecio-neves-r.html

  19. Olá!

    É interessante como simples decisões que, à primeira vista, parecem ser cheias de boa vontade e de boas intenções acabem trazendo, no final, resultados que vão do desastre à catástrofe.

    Muito do que as instituições democráticas do Brasil têm sofrido de ataques desde os idos de 2007 até hoje são efeitos de uma singela decisão estabelecida no início do Governo Lula: O Mensalão. E não apenas isso, mas o Mensalão também mudou consideravelmente o modo como o PT e, sobretudo, a sua militância se comportam.

    É trágico e, ao mesmo tempo, cômico ver petistas/esquerdistas fazendo o maior sapateado mental para justificar o Mensalão ou mesmo negar por completo que existiu tal esquema (afinal de contas, como querem alguns, o Mensalão foi uma “farsa”).

    Não é de se estranhar que ajam assim pessoas que podem ou querem obter algum retorno financeiro a partir desse tipo de submissão a um partido. Essas pessoas farão o que for para defender o PT e qualquer que seja a corrupção gerada nesse partido, pois, em muitos dos casos, é apenas isso o que tais pessoas sabem fazer e, no final, para elas o retorno financeiro obtido com isso (como cargos comissionados) é bem mais importante do que manter a integridade da sua própria reputação.

    O trágico do Mensalão para a militância do PT é que tal esquema revelou de maneira mais explícita que os seus militantes também estão dispostos a se submeterem ao humilhante papel de ir até as últimas consequências para defender a corrupção e as decisões toscamente desastrosas do partido. Só que essa militância, no geral, nada ganha em troca disso. Muito pelo contrário! A cada dia do PT no poder, os militantes são obrigados a se atolarem cada vez mais fundo na lama da corrupção petista. Isso é lamentável e triste para uma militância que realmente acreditava, de corpo e alma, que o seu partido era a última moça virgem do prostíbulo.

    No período pós-Mensalão, a militância petista e seus simpatizantes não hesitaram um milésimo de segundo que fosse para defender corruptos da pior estirpe (mensaleiros e suas ramificações); para atacar a liberdade de imprensa e de expressão; para fazer campanha no sentido de estabelecer algum tipo de censura estatal aos grandes veículos de comunicação (afinal, o tal do “controle social da mídia” está aí como prova); buscar a desmoralização das figuras públicas que não se submetem aos caprichos de um partido, como ocorreu com o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, e do ministro do STF, Gilmar Mendes; e etc., etc., e etc.

    Um outro efeito imprevisto do Mensalão, mas feito com muita convicção, foi a reunião do ex-presidente Lula com o ministro do STF, Gilmar Mendes. Nessa reunião aconteceu nada mais nada menos do que a interferência direta de um ex-presidente em um dos poderes da República. Foi mais um ataque às instituições perpetrado pelo Lula e cuja gravidade em termos institucionais fica bem próxima da gravidade do próprio Mensalão, isto é, a destruição total da separação entre os poderes, um dos pilares principais de uma democracia republicana.

    A CPI do Cachoeira, que deveria ser levada extremamente a sério, pode ser classificada como outro efeito trazido pelo Mensalão. Essa CPI é um dos poucos, senão único, caso em que um governo estabelece uma investigação sobre si mesmo e o objetivo não era investigar nada e nem encontrar corruptos, mas, pura e simplesmente, desmoralizar e desqualificar pessoas que tiveram e/ou terão papel crucial no julgamento dos mensaleiros, como o Procurador Geral da República, o Gurgel, e o ministro Gilmar Mendes do STF.

    Em suma, eis os efeitos desastrosos e imprevistos que uma “singela” decisão das lideranças petistas trouxe para o país e para as instituições democráticas do Brasil, além de ter submetido pessoas ao humilhante papel de defender a corrupção de um partido e outras coisas asquerosas para uma democracia, como a censura da imprensa.

    No mais, finalmente o Mensalão vai a julgamento e o que estará em jogo é bem mais do que a condenação de algumas dúzias de corruptos. O que estará em jogo realmente serão as próprias instituições democráticas do Brasil e o que torna o país uma democracia.

    No entanto, independentemente do resultado do julgamento do Mensalão, não pensem vocês que os petistas e a sua militância cessarão os ataques aos valores que tornam o Brasil uma democracia. O próximo alvo do PT e da sua militância será a imprensa independente. Lembrem-se que outro dia um desses militantes petistas disse com todas as letras que é impossível haver uma convivência pacífica entre o PT e os grandes veículos de comunicação. Isso não representa apenas os delírios ideológicos de um soldado raso da militância petista cibernética. Isso é um valor muito presente dentro do partido e mesmo dentro do atual governo.

    Aliás, esse é mais um dos efeitos do Mensalão e que continuará a reverberar por muito tempo.

    Até!

    Marcelo

  20. Jose Mario HRP said

    “No mais, finalmente o Mensalão vai a julgamento e o que estará em jogo é bem mais do que a condenação de algumas dúzias de corruptos. O que estará em jogo realmente serão as próprias instituições democráticas do Brasil e o que torna o país uma democracia”

    Muito conveniente , essa utopia meia boca, revela o quanto a oposição e nossas almas evoluidas cultivam de indignação seletiva e o tamanho da lupa usada por essa turma!
    Aos queridos amigos a cegueira profunda!

  21. Patriarca da Paciência said

    O que mais acho hilário mesmo é essa turma que vive antecipando o que o STF decidirá sobre o suposto “mensalão”.

    Eles acham que sabem exatamente o que o STF decidirá.

    De minha parte, prefiro esperar pela sentença.

    O Reinaldinho Cabeção escreveu algumas dezenas de textos para “provar” que o STF decidiu errado no caso das cotas universitárias.

    E a turma do amém ficava repetindo seus textos todos os lados.

    Eles também acham que o Lula seja capaz de “manipular” o STF e depois ficam dizendo que é o PT que não respeita o STF.

    Essa turma é mesmo hilária!

  22. Chesterton said

    PT Assalta o Banco do Nordeste
    Após ser investigado, no auge do mensalão, por envolvimento no caso dos “dólares na cueca”, o Banco do Nordeste protagoniza um novo escândalo. Reportagem da revista “Época” informa que a Polícia Federal apura o desvio de mais de R$ 100 milhões da instituição financeira. As empresas dos cunhados do atual chefe de gabinete do Banco do Nordeste, Robério Gress do Vale, receberam em torno de R$ 12 milhões. As irregularidades foram apontadas em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU). O chefe de gabinete foi o quarto maior doador, como pessoa física, para a campanha eleitoral do deputado federal José Guimarães (PT-CE). Foi um assessor do parlamentar petista, quando exercia o cargo de deputado estadual, que foi detido, em 2005, com US$ 100 mil escondidos nas roupas de baixo, dinheiro que tinha origem em esquema de propina. Um levantamento feito pela revista mostra que, entre os nomes envolvidos nas investigações da Polícia Federal, há pelo menos dez filiados ao PT. O promotor do Ministério Público Estadual (MPE), Ricardo Rocha, vê indícios de esquema de caixa dois para campanhas eleitorais. Segundo a publicação, a maioria das operações fraudulentas ocorreu entre 2009 e 2011.
    POSTED BY SELVA BRASILIS AT

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/06/08/pf-investiga-desvio-de-100-milhoes-do-banco-do-nordeste-448890.asp

  23. Patriarca da Paciência said

    “Gilmar, como advogado geral da União – e o fato é conhecido –, recomendara aos agentes do Poder Executivo não cumprirem determinadas ordens judiciais. Como alguém que não respeita as decisões da justiça pode integrar o mais alto tribunal do país? Basta isso para concluir que Fernando Henrique, ao nomear o Sr. Gilmar Mendes, demonstrou o seu desprezo pelo STF. O Supremo, pela maioria de seus membros, deveria ter o poder de veto em casos semelhantes.”

    (Mauro Santayana)

  24. Chesterton said

    lentamente as falidas cidades americanas se dão conta que quem as quebrou foram os sindicatos de funcionários públicos. Solução: acabar com benefícios.

    http://www.familysecuritymatters.org/publications/detail/california-vote-deals-blow-to-public-sector-unions?f=must_reads

  25. Pax said

    Caro Marcelo Augusto,

    Seria possível você fazer uma análise sobre o mensalão tucano?

  26. Chesterton said

    Pax-do-PT, não muda o tema.

  27. Chesterton said

    SEXTA-FEIRA, 8 DE JUNHO DE 2012

    Reagan, IPEA e o Setor Público
    Chega de recuos, chega de silêncio. Recuar e silenciar não irá salvar ninguém. Cedo ou tarde todos seremos chamados para explicarmos nossas ações. E, nesse momento, não será possível dizer que você se calou por isso ou por aquilo ou por qualquer coisa. Ficar em silêncio e se render é uma escolha, mas não se iludam não é uma escolha isenta de custos.

    No dia 27 de janeiro de 2011 escrevi o post abaixo. Acredito que valha a pena reler.

    “Aqueles que aceitam a desonra em troca do perigo acabam como escravos, e mereceram isso” (Alexander Hamilton).

    Aqui coloco mais um dos grandes discursos de Ronald Reagan. Espero que isso nos sirva de inspiração. Reagan diz algo como: a) nossos inimigos devem entender que não estamos dispostos a paz a qualquer preço. Existe um ponto além do qual não iremos e nem eles devem avançar; b) a paz não é tão doce e nem a vida é tão boa para aceitarmos abrir mão de nossos princípios em troca delas; e c) nós podemos evitar a guerra a qualquer momento, podemos evitar a guerra agora mesmo, para isso basta uma palavra: rendição.

    Pergunto aos meus amigos do IPEA, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras, de Furnas, dos Ministérios, e todos do serviço público: é isso? Estamos nos rendendo? Claro que existem riscos em ir para o confronto, mas é isso que queremos deixar aos nossos filhos?

    Partido político algum é dono do patrimônio nacional. No entanto o IPEA é tratado como se fosse. No Banco do Brasil e na CEF ocorre o mesmo, idem na Petrobras e na esplanada dos ministérios. Isso está errado. Temos que reagir, temos que dizer NÃO. Temos que dizer BASTA de interferência política em órgãos técnicos.

    Todo funcionário público tem um compromisso com a lei. Aceitar a dilapidação do patrimônio público em brigas políticas é inaceitável. Temos um compromisso não só com a lei e com o Estado Brasileiro, mas também com nossos filhos. É isso que queremos ensinar a eles? Covardia, medo, trocar a honra por segurança? É essa a lição que deixaremos?

    Claro que em qualquer escolha existem riscos associados, todos sabem disso. De minha parte a escolha está feita: prefiro morrer de pé do que viver de joelhos. Eu quero um presidente capaz para o IPEA, quero diretores do nível que o IPEA merece. Digo o mesmo para o BB e a CEF, para a Petrobras, para Furnas e para todo corpo técnico do governo. Chega de nomeações políticas. Chega de dilapidar o patrimônio público. Nenhum partido, por mais forte que seja, é dono do Brasil.

    Nas palavras do grande Ronald Reagan: “A solução é simples, mas não é fácil”.

    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  28. Zbigniew said

    Qual partido hoje, no Brasil, pode arrogar alguma hegemonia moral, a fim de arrostarsuperioridade sobre qualquer outra agremiação? Sejamos sinceros! Fala ai Bob Fernandes.

  29. Michelle - A Besta Desvairada said

    Oi gentem

    Já tem petralha achando normal ser corrupto pois ninguém é inocente.
    Falência moral? ou mera idiotice?

  30. Chesterton said

    só falta dizerem que foram corrompidos pelos políticos da “extrema-direita”. Que saudades daqueles tempos do PT de origem. Mas basta dar a ocasião que se faz o ladrão, as pessoas não mudam, se revelam.
    Quem é Bob Fernandês?

  31. Patriarca da Paciência said

    “…prefiro morrer de pé do que viver de joelhos. Eu quero um presidente capaz para o IPEA, quero diretores do nível que o IPEA merece. Digo o mesmo para o BB e a CEF, para a Petrobras, para Furnas e para todo corpo técnico do governo. Chega de nomeações políticas. Chega de dilapidar o patrimônio público. Nenhum partido, por mais forte que seja, é dono do Brasil.

    Nas palavras do grande Ronald Reagan: “A solução é simples, mas não é fácil”.

    É clara que para dirigir o mundo todo, com sua minoria de 4% e

    como bom “Adolfo” que é, sua escolha não poderia ser outra senão o seu xará “Adolfo Hitler” ou um outro seguidor mais recente do dito cujo, ou seja, Ronald Reagan.

  32. José da Mota said

    É Mensalão, não se trata mais de defesa ou acusação piegas. É coisa séria, é futuro da nação. Do Ministro Ayres Brito ao fim deste parágrafo direi o que imagino o que dirias, tanto àos oposicionistas do PT quanto principalmente à alguns que se dizem petistas ou aliados que mais a frente digo o que estão fazendo: Em um momento tão delicado para a democracia brasileira e para o destinos de homens como Zé Dirceu e Eduardo Azeredo. Em plena proximidade da votação do mensalão do PT que, deve ser feito justiça dentro do mais profundo sgnificado desta palavra sem levar em conta as pressões pré-condenatórias por todos os motivos políticos lógicos.
    Aqui começa o mais a frente que disse: Enquanto, esquecendo os oposicionistas de carteirinha e interesses de alguns dos grandes grupos de comunicação. Há aqueles que se dizem petistas, esquerdistas e ou aliados do PT (na ainda inevitável traição) que neste momento de extremo cuidado e patriotismo, disparam balas condenatórias para todo tipo de denúncias contra qualquer ministro do Supremo Tribunal Federal, como se quisessem provocá-los ao erro, ao pré-julgamento, com obviamente a condenação dos réus, diria que nem tanto, mas de Zé Dirceu sim. Não seguindo seus exemplos, como fariam como ministros do STF, e os condenando antecipadamente via pressão popular influênciada por alguna orgãos de imprensa (blogs, jornais, revistas e etc…) sem ainda sequer qualquer apuração da denúncia ou ônus da prova comprovado pelos denunciantes.
    Ou seja, sem o mínimo básico do direito pessoal respeitado, o direito de defesa. Agem como fossem metralhadoras giratórias miradas para os ministros do Supremo Tribunal Federal. Obviamente para mais uma vez tentar pressioná-los a favor de seus interesses, à condenação dos réus. Tentativa feita desde o primeiro dia da primeira denúncia buscando que, mais uma vez a apuração dos fatos não fossem feitas com critérios técnicos e os réus condenados, praticamente à revelia, sem o direito de defesa.
    E quem são esses que se dizem petistas, esquerdistas e ou aliados do PT? Maioria oportunistas, soldados mercenários e ou oposicionistas infiltrados que de alguma forma foram beneficiados com o obrigatório bom senso de discrição exarcebada do Zé Dirceu em sua atuação pública e política em seu partido, PT, e o querem fora da política. Por que? Porque não só causariam um desgaste irremediável ao partido PT, como conseguiriam o seu principal objetivo. Derrrubariam Dilma e destruiriam a carreira política do Lula.
    Quanto à Eduardo Azeredo, podemos encaixar no mesmo enredo, só não com a mesma força porque o seu partido não é o do Presidente e quanto à ele, já conseguiram diminuir sua força política tanto estadual quanto federal.
    Voltando à Ayres Brito, ao que ele diria à estes homens que sempre existiram, condenando à revelia e jogando muitos na jaula dos leôes, entenda-se jaula dos leões à mãos de regimes autoritários onde suas sentenças era a morte, para atenderem seus mesquinhos interesses próprios, nada patrióticos.
    Agora sim, chegou a hora: Eis o que imagino que Ayres Brito diria deste processo, parafrasendo ele mesmo:
    “Isso parece um salto triplo carpado hermenêutico”
    Pois a condenação dada aos réus deste processo seguindo a pressão de grande parte da imprensa e dos acima citados: antes de seus direitos de defesa, dos réus. O veredícto já estaria dado há muito tempo, seria, joguem os réus na jaula dos leões e não seria simbólicamente não, seria literalmente.
    José da Mota.

  33. Patriarca da Paciência said

    O Reinaldinho Cabeção, é tão sem noção, que transcreveu as palavras sábias, ponderadas e sensatas do José Dirceu, como se ele tivesse dito algo indevido.

    Tudo é a mais pura verdade.

    “Não podemos deixar que este processo (do mensalão) se transforme no julgamento da nossa geração. Por isso, peço a vocês, hoje aqui, fiquem vigilantes. Não permitam julgamento político. Não permitam julgamentos fora dos autos (do processo). A única coisa que nós pedimos é o julgamento nos autos e que a Justiça cumpra o seu papel.”

    Dirceu afirmou ainda que deseja “olhar nos olhos dos que o acusaram”: “Eu tenho que provar a minha inocência. Eu deveria ter a presunção da inocência. Mas sou eu que tenho de provar. Me lincharam, me condenaram. Se eu estou aqui hoje de pé é graças a vocês, com a UJS, com a UNE (União Nacional dos Estudantes). Mas agora é a batalha final. É a reta final. Eu quero este julgamento. Quero olhar nos olhos daqueles que me acusaram e me lincharam esses anos todos.”

  34. Jose Mario HRP said

    Patriarca, Ayres Brito é o juiz do supremo com menos capacidade de se colocar com isenção nesse processo dada a sua origem petista.
    Suas palavras titubeantes mostram uma imensa vontade de se colocar como equilibrado, dando impressão de que terá de condenar para mostrar sua qualidade de bom juiz.
    Mas daqueles que esperamos , por seus comportamentos anteriores , como Gilmar ou Marco Aurélio, ou Joaquim Barbosa Gomes, provavelmente uma condenação temos separados um outro grupo maior que se mantem isento e silencioso como são os bons juizes.
    Portanto nada está decidido e ninguém iria querer um julgamento com base em clamor da midia ou de grupos sociais( no caso a direita e os poderosos de outrora).
    Muita calma nessa hora.
    O pinto dentro desse ovo ainda não tem sexo.

  35. Patriarca da Paciência said

    Meu caro HRP,

    eu tenho o ministro Ayres Brito em alta consideração, assim como a grande maioria do STF.

    Não acredito em pre-julgmento e sempre tenho dito que os “anunciadores de condenação” podem ter uma bela supresa.

    Minha atitude sempre foi de esperar pela decisão.

    Que o STF julgue de maneira soberana, como sempre tem feito.

  36. Michelle - A Besta Desvairada said

    Mensalão: o que não foi investigado, por Ilimar Franco

    Ilimar Franco, O Globo

    A menos de dois meses do julgamento do mensalão, policiais federais que atuaram nas investigações lembram que muitas coisas que reforçariam a denúncia contra os réus não foram adiante. Na época, não se autorizou buscas nas casas do ex-ministro José Dirceu, do ex-presidente nacional do PT José Genoino, e do publicitário Marcos Valério. A PF queria ouvir o presidente Lula, mas a PGR segurou o pedido. Interceptações telefônicas não foram permitidas, assim como investigações no Banco do Brasil e rastreamento de contas no exterior. “Se tiver absolvição, lavo as minhas mãos”, disse um dos agentes envolvidos.

  37. Pax said

    O julgamento do mensalão é, no fundo, o julgamento do modelão.

    Meteram, sim, a mão no dinheiro público. E não foi pouco.

    Não é porque o PSDB tem a mesma prática, ou que tenha inventado o modelo operacional, ou qualquer outra explicação, que os crimes sejam justificáveis.

    Zé Dirceu tem um ponto: que o julgamento seja nos autos.

    Mas Zé Dirceu quer apoio popular para um julgamento dentro dos autos? Ele questiona a República?

    E logo apoio de entidades que foram aguerridas e hoje são festivamente cooptadas.

    Uma coisa é exigir que o PSDB também seja julgado, que haja uma CPI dos pedágios paulistas, desmoralizar o Serra que ameaça de processo quem falar de Paulo Preto etc.

    Outra, muito diferente, é querer absolver os crimes apontados no processo antes mesmo dele acontecer.

    Que PT e PSDB paguem por seus erros.

    E que a péssima imprensa seja colocada desnuda por omitir seletivamente crimes.

    Mas… O que está em pauta é o mensalão do PT e pronto.

  38. Chesterton said

    A UNE frauda a grana que recebeu e diz que não tem que prestar contas, aí ZD vai lá exigir manifestações públicas (nas ruas) em seu favor. É impressão minha ou ele está realmente delirando?

  39. Chesterton said

    http://prof.reporter.sites.uol.com.br/mortedemilitante.htm

  40. Chesterton said

    http://www.consciencia.net/direita-espalha-que-dulce-maia-seria-codinome-de-dilma-mas-ela-existe/

    muito interessante

  41. Pax said

    Não entendi este, mais este, besteirol, Chesterton, velho e bom Chesterton.

    Dulce Maia é irmã de Carlito Maia, o cara que criou o “Lula lá”, o OPTei” etc.

    Você lê e traz cada absurdo que não dá pra entender.

    Despolua-se.

    Enviado via iPhone

  42. Chesterton said

    Que que o idota do gasperi se meteu?

  43. iconoclastas said

    “Política
    Mensalão: o que não foi investigado, por Ilimar Franco

    Ilimar Franco, O Globo

    A menos de dois meses do julgamento do mensalão, policiais federais que atuaram nas investigações lembram que muitas coisas que reforçariam a denúncia contra os réus não foram adiante. Na época, não se autorizou buscas nas casas do ex-ministro José Dirceu, do ex-presidente nacional do PT José Genoino, e do publicitário Marcos Valério. A PF queria ouvir o presidente Lula, mas a PGR segurou o pedido. Interceptações telefônicas não foram permitidas, assim como investigações no Banco do Brasil e rastreamento de contas no exterior. “Se tiver absolvição, lavo as minhas mãos”, disse um dos agentes envolvidos.”

    pois é…

    ;^/

  44. iconoclastas said

    # 36 o Michelle, me perdoa, eu não tinha visto.

    ;^0

  45. Chesterton said

  46. iconoclastas said

    #40 Doc, é o Gagaspari, há mais de década que ele avança na senilidade.

    o Pax parece ser o tipo de sujeito que lê o Gagaspari e o leva a sério.

    ;^/

  47. Michelle - A Besta Desvairada said

    ;^0 – No problem!

    Oi gentem!

    Off e voltando ao tema principal do blog…
    Corrupção no Governo

    CACHOEIRAS E CASCATAS
    Carlos Brickmann
    Vamos fazer as contas?

    Então vá lá: de acordo com o Conselho de Controle das Atividades Financeiras, Coaf, do Ministério da Fazenda, o empresário zoológico Carlinhos Cachoeira lucrou 3 milhões de reais em 2011.
    Dá para viver bem, muito bem; mas não dá para montar uma teia de distribuição de recursos ilegais estendida por boa parte do país. É como achar que aquele carequinha do Mensalão brincava de política com seus próprios recursos. Para isso, o dinheiro é curto.
    A pergunta surge naturalmente: se Carlinhos Cachoeira não é o fornecedor único dos recursos, nem o principal (e talvez nem o seja, limitando-se a operar e a ficar com uma parte), quem paga a corrupa?
    A outra pergunta é óbvia: quem tem interesse em montar uma caríssima rede de corrupção, que envolve altos funcionários de vários Estados?
    Só pode ser gente interessada em obter favores que lhes garantam lucros muito maiores do que as propinas que distribuíram.
    A esposa de Cabral e de a Sérgio Cortês, na “farra de Paris”, no hotel Ritz, na famigerada viagem, expondo seus modelitos Christian Louboutin, de sola vermelha, que custam R$ 10.000 o par.
    A foto de cidadãos inebriados pelo sucesso dançando com guardanapos na cabeça, de esposas felizes exibindo caríssimos sapatos de sola vermelha, não sai da cabeça deste colunista. Um dos integrantes da Turma do Guardanapo era governador; outro, empreiteiro.
    Sua empreiteira recebeu, só em 2012, só da União, 238,8 milhões de reais (em maio, com o escândalo já devidamente divulgado, o governo federal pagou-lhe 55,2 milhões).
    Só?
    Não: o mais generoso dos bancos estatais, o BNDES, de juros mais bonzinhos, deu-lhe também 139 milhões.

    Cachoeira não gera água. Só exibe, lindamente, as águas que vêm de cima.

  48. Pax said

    Não é verdade. Não leio o Gaspari.

    Enviado via iPhone

  49. Pax said

    Mas conheço a Dulce Maia. Foi brutalmente torturada, estuprada etc. Não conheci o Carlito.

    Enviado via iPhone

  50. Chesterton said

    ela reconhece os crimes a ela imputados?

  51. Chesterton said

    reconhece… ai, ai, ai

    PROFISSÃO:REPÓRTER
    MULHERES QUE FORAM À LUTA ARMADA

    Luiz Maklouf Carvalho

    [ Revista Marie Claire – setembro de 1996 ]

    Vão bem, obrigado, as guerrilheiras do Brasil. Têm lá seus problemas, como todo mundo, mas felizmente estão bem, senhoras ou quase na faixa dos 50, às vezes mais, o que mostra o quanto eram jovens à época em que foram à luta armada contra o regime militar. Lá se vão 28 anos – as ações violentas das organizações comunistas vieram a público em 1968 – e, quem diria, aí estão elas de novo, dessa vez desarmadas, participando da releitura pós-moderna de seu papel na história.

    “Agora estamos na moda”, diz a vovozinha de todas elas, Dulce Maia, 68 anos. Dulce, irmã da unanimidade nacional Carlito Maia, foi das primeiras mulheres a pegar em armas – em ações de absoluto atrevimento – e é hoje, recém-emigrada para a deliciosa Cunha (SP), uma prova viva de que esse tempo horrível, como definiu o presidente Fernando Henrique Cardoso, realmente existiu.

    Quando diz “agora estamos na moda” – com uma saborosa pitada de ironia – Dulce constata o fato recente de que a guerrilha está aí, revisitada, e desta vez na ofensiva, cobrando do Estado reparações morais e indenizações por conta de seus mortos e desaparecidos, entre eles quase meia centena de mulheres.

    A Lei 9.140, que propiciou essa virada de página, foi sancionada no ano passado por um presidente da República que algumas vezes viu de perto, visitando presos políticos, o estado degradante a que os torturadores da ditadura reduziam os “terroristas” presos, reservando, às mulheres, requintes de crueldade sexual. Dulce Maia, um misto de agitadora cultural e guerrilheira urbana da organização Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) foi uma das presas a receber a visita do sociólogo Fernando Henrique Cardoso nos idos de 1969.

    Como nem tudo são dores – “guerrilha também é cultura”, poderia dizer Carlito Maia – nossas guerrilheiras, as vivas e as mortas, acabaram na literatura, na telinha, no cinema e no teatro. Primeiro foram os livros testemunhais, como “O que é isso companheiro”, do guerrilheiro e agora deputado federal Fernando Gabeira, ex-marido da “loura dos assaltos”, a terrorista mais procurada durante uma determinada época. O livro de Gabeira, agora relançado (Companhia das Letras), está fresquinho nos cinemas, na superprodução (U$ 3 milhões) do premiado diretor Bruno Barreto. Uma das estrelas é a atriz Cláudia Abreu, que protagonizou, na série pionera “Anos Rebeldes” (TV Globo), a guerrilheira mais charmosa da televisão.

    Estão aí, também, nas melhores livrarias da praça, os recém-lançados “Não és tu, Brasil”, de Marcelo Rubens Paiva (sobre a guerrilha do capitão Carlos Lamarca no Vale da Ribeira); “Viagem à luta armada”, do guerrilheiro radical Carlos Eugênio Sarmento; e “Mulheres, militância e memória”, da antropóloga Elizabeth Fernandes Xavier Ferreira. Neste último, o primeiro específico sobre a militância feminina, 13 ex-presas políticas detalham o que era ser mulher naquela barra pesada de então. Ainda há, de recentes, os filmes “Lamarca”, de Sérgio Rezende e “Que bom te ver viva”, da cineasta e também guerrilheira Lúcia Murat.

    As mulheres que foram literalmente à luta estão presentes em todos eles. Amando, sofrendo, guerreando, participando, às vezes na linha de frente, às vezes nos bastidores. Foram apenas alguns anos – as ações estão diluídas entre 1968 e 1974 – mas em nenhuma outra época o Brasil viu tanta mulher pegar em armas. Pegar e usar, é claro.

    Atentados, assaltos a bancos, sequestros de diplomatas e de aviões, assassinatos de policiais e militares, justiçamentos, guerrilha urbana e rural – há quase sempre uma ou mais mulheres nas ações mais e menos espetaculares com que as organizações armadas tentaram reagir à violência da ditadura militar. É difícil fazer as contas redondas – as estatísticas ainda são precárias – nas nossas guerrilheiras, somadas, chegam a quase 100. O levantamento mais recente – “Dossiê dos mortos e desaparecidos políticos a partir de 1964”, editado pelo Grupo Tortura Nunca Mais – dá conta de que 24 foram mortas e 20 estão desaparecidas. Marie Claire levantou que pelo menos 40 estão aí para contar a história.

    Uma delas – talvez a mais famosa – entrou para a memória coletiva por conta de uma façanha: o sequestro do embaixador dos Estados Unidos da América, Charles Burcke Elbrick, a 4 de setembro de 1969. Era, então, a Dadá, da Dissidência Comunista da Guanabara, mais conhecida como MR-8, e atendia, para a mídia e para a repressão política, pelo apelido de “Loura dos assaltos”, justo a que viria a ser mulher de Fernando Gabeira. Pode ser vista no filme de Bruno Barreto, ora representada por Fernanda Torres, ora por Cláudia Abreu.

    Hoje, aos 48, é a charmosa, chique e irreverente socióloga e economista Vera Sílvia Magalhães, lotada na sala 518 da Secretaria de Planejamento e Controle do Estado do Rio, onde exerce a função de planejadora urbana. Vera conversou com Marie Claire num apartamento amplo da Praia do Flamengo, onde mais uma vez estava se recuperando dos problemas de saúde que atribui ao tiro que levou quando foi capturada (a 6 de março de 1970) e às torturas que sofreu nos três meses em que amargou a condição de presa política. Ela ainda vibra por dentro quando lembra uma resposta que deu aos torturadores em plena aflição, pendurada no pau-de-arara e tomando choque elétrico: “Minha profissão é ser guerrilheira”.

    — Minha primeira ação foi uma expropriação de armas no gasômetro do Leblon, com o Cláudio Torres e o Cid Queiroz Benjamim. Eu fui de peruca loura e pedi pro segurança acender meu cigarro. O cara era tão ingênuo que depositou a metralhadora no chão. O Cláudio veio, pegou a arma, mas aí o outro segurança que estava na guarita começou a atirar em cima da gente. Foi o maior tiroteio. O Cid veio dar cobertura e o cara acabou ferido. Levamos duas metralhadoras Ina e dois revólveres 38.

    Bem nascida, na zona sul do Rio de Janeiro, Vera Sílvia abraçou a causa, como então se dizia, ali pelos 16, na militância secundarista do Colégio Andrews. O tio era do Partido Comunista do Brasil. O pai simpatizava. Leu O Manifesto Comunista aos 11. Entrou na Universidade (Economia da Federal Fluminense) em 67 e logo passou a integrar a Dissidência da Guanabara (DG) – mais um racha saído do pacifista Partido Comunista Brasileiro, o chamado Partidão. Destacou-se logo, passando a integrar o Comitê Central, órgão maior da direção partidária.

    — Eu era a única mulher no meio de sete homens. Fiz um puta esforço para chegar lá. A minha militância política foi uma batalha, porque, além de tudo, havia o preconceito machista.

    No começo de 1969 – quando a DG opta pela violência política – Vera Sílvia, a bela que torturava corações, passou a integrar a Frente de Trabalho Armado (FTA).

    — A gente treinava tiro na Quinta da Boa Vista e em Búzios. Não tinha nem bala sufiiciente, mas, diante da crescente da violência da ditadura, a determinação era grande.

    Depois da primeira ação, a do gasômetro do Leblon, em 68, a “Loura dos assaltos” e seu inseparável 38 expropriou legal: supermercado Disco, carro forte, banco, carros.

    — Carro era um por semana. Uma vez, em Ipanema, demos azar. O cara era militar e resolveu resistir. Atirou na gente. Eu e o Torres tivemos que reagir. Nós só atirávamos em última instância, quando éramos atacados. Que eu saiba nunca matamos ninguém.

    A 19 de agosto de 69 – quinze dias antes do grande sequestro – Vera Sílvia e sua troupe da FTA participaram de uma ação brancaleônica: o assalto ao apartamento de cobertura do deputado federal Edgar Guimarães de Almeida.

    — O cofre do deputado deu trabalho. Nós fizemos um bom trabalho de levantamento. Eu era uma moça bonitinha e entramos lá como repórteres da revista Realidade. Levamos todos aqueles troços do equipamento fotográfico, e de repente aparecemos com metralhadoras, saindo para a ação. Era um apartamento imenso, com muita gente dentro. A conversa inicial foi chamar todo mundo pra sala, pra tirar fotografia. Recolhemos, dinheiro, jóias, e quadros, alguns do Portinari. Mas na hora H o cara teve um problema grave no coração. O comandante da ação, João Lopes Salgado, que estava no terceiro ano de Medicina, interrompeu tudo para atender o deputado. Deu remédio, fez ele se acalmar. Demorou coisa de quatro horas – mas o resultado foi bom. Foi uma ação bombástica de propaganda armada.

    O sequestro do embaixador americano visava marcar posição, assustar a ditadura e, principalmente, libertar os presos políticos, entre eles os líderes estudantis Vladimir Palmeira e José Dirceu. Vera foi responsabilizada pelo levantamento de tudo o que cercava o embaixador Elbrick.

    — Quinze dias antes eu fui na Embaixada, vestida de empregada doméstica, com mini-saia e tudo. Eu, Deus e uma arma na bolsa, o que aliás foi loucura. Não tinha sentido levar a arma. Cheguei lá, me aproximei da guarita de segurança e disse que queria visitar os jardins. O chefe da segurança ficou a fim de me conquistar e saiu me mostrando tudo. Eu utilizei esse aspecto psicológico e fui fazendo perguntas entremeadas, conseguindo informações sobre horários, carros, segurança. Fazia isso com sangue frio, com desenvoltura total. Tirava tão de letra que ele chegou a me dizer: “Eu vou tirar essa bandeira da embaixada, porque tem muito terrorista agindo por aí”. Ele não sacou nada.

    Dadá era mulher de Corisco – o guerrilheiro José Roberto Spigner. Se amavam muito, moravam juntos no bairro da Penha, e pertenciam à mesma organização. Ocorre que Corisco atuava na Frente das Camadas Médias – o que, a rigor, o impedia, por uma questão de segurança, de ter conhecimento sobre o sequestro do embaixador.

    Na véspera, exatamente na véspera, os dois se encontraram em frente ao Hotel Copacabana Palace:

    — Passeamos, namoramos, conversamos. Eu não podia contar nada sobre o que iria ocorrer no dia seguinte. Só disse que ia me envolver numa barra pesada e sumir por uns 20 dias. Pedi que ele ouvisse o rádio e que tomasse precauções. Ele insistiu que marcássemos um ponto (um encontro) inorgânico (sem conhecimento da organização) dali a dois dias. Eu disse que era contra as normas de segurança e não concordei. Fiquei de procurá-lo logo que pudesse. Intimamente eu não avaliava bem as consequências de uma ação desse porte a nível pessoal.

    — Com a fina ironia que cultivava, Zé Roberto se despediu de mim com o refrão de uma música da Gal: “É preciso estar atento e forte/Não temos tempo de temer a morte”. Cantarolou, também, uma música do Noel Rosa: “Ai que mulher indigesta/Merece um tijolo na testa”. Depois disse: “Essa estanquização não tem nada a ver com o amor. Se a gente se ama a gente segura a barra juntos”.

    — Ele me chamava de Nenê. E disse: “Vai, Nenê, pra tua ação clandestina. Vocês nunca vão saber o que é o amor. Essa estanquiização é ridícula. Me põe aí no teu bando”.

    Veio o sequestro:

    — Eu fiquei no esquema de segurança, na esquina da padaria. Era tão desajeitada que fiz uma bomba enorme. Era pra fazer do tamanho de uma lata de leite condensado e eu fiz uma de leite ninho tamanho família. Quer dizer: se eu acionasse aquilo explodia o Botafogo inteiro. Felizmente não houve confronto, nem polícia, o e sequestro foi um sucesso.

    — O sequestro foi um marco, um ato espetacular. Uma idéia em si mesma brilhante, que detonou um processo de repressão que a gente não conseguiu conter. Foi feito aos trancos e barrancos – um exército de Brancaleone fazendo uma ação de proporções políticas enormes. Eu mantenho o orgulho por ter participado. Mas o fato é que nós perdemos. Avaliamos mal a conjuntura, não tínhamos o povo do nosso lado e não houve uma dimensão maior na perspectiva da tomada de poder.

    Dadá entrou imediatamente na clandestinidade – mas um dia, com saudades de Corisco, mandou a segurança às favas. Voltou ao Copacabana Palace, produziu-se toda no cabeleleiro, atravessou disfarçada de madame na barca para Niterói, onde ele estava. Voltaram a viver juntos – ela perseguidíssima, mas ainda participando de ações armadas. Corisco realmente não teve tempo de temer a morte: foi assassinado a 17 de fevereiro de 1970 durante um tiroteio com agentes do DOI-CODI (RJ). Dadá foi presa em ação – dando e levando tiro num cerco da polícia no Jacarezinho. Um deles lhe acertou a cabeça.

    — Eu não me rendi. Saí correndo e atirando. O tiro entrou e saiu da minha cabeça. Mas num tiroteio você não sente dor. É uma emoção tão impressionante que você não sente nada, a não ser o grande desejo de sobreviver. Eles eram dezenas. Eu saí com o 38 na mão e eles saíram me dando porrada, coronhada, tudo. De repente chegou um policial, me levantou no colo e disse: “A minha filha tem a sua idade. Por que você está fazendo isso?”

    — O tempo urgia. Nós vivíamos atrás do tempo. Tinha que dar tempo pra lutar e pra amar, senão daqui a pouco o amor acabava. A gente fazia tudo. A gente acreditava que a revolução era longa, mas na prática fazia tudo muito rápido.

    Vera Sílvia sobreviveu, a duras penas, ao tiro e à tortura. Foi banida do Brasil a 15 de junho de 1970 – como um dos quarenta presos políticos trocados pelo embaixador alemão, von Holleben, sequestrado a 4 de junho. Diversos países (incluindo Cuba, onde treinou guerrilha), muitas doenças (dois cânceres) e três casamentos depois – Fernando Gabeira, Carlos Eduardo Maranhão (com quem tem um filho de 18 anos) e Emir Sader – Vera está só, mas cercada de amigos.

    — Eu faço hoje a micropolítica do afeto. Esse é o maior resgate da minha militância.

    Continua…

    PROFISSÃO:REPÓRTER
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  52. Chesterton said

    UM VARGAS DISTORCIDO
    Por Carlos Chagas
    O PT já foi a iniciativa mais importante no quadro dos partidos políticos nacionais, desde a fundação do PTB por Getúlio Vargas, em 1945. A nova legenda resgataria a oportunidade que um dia conduziu o trabalhador a um estuário firme e ordenado para concretizar suas reivindicações, além de empolgar a intelectualidade e a juventude a partir não só da resistência contra a ditadura, mas, em especial, da construção de um socialismo democrático no país.

    Belos tempos, aqueles. Com a ascensão do partido ao poder, os intelectuais caíram fora, marginalizados pelos companheiros ávidos de usufruir benesses, nomeações e ONGs. Os jovens ficaram adultos e não houve mudança de guarda.

    Constata-se todos os dias haver o Partido dos Trabalhadores se transformado num aglomerado nem sempre compacto de aproveitadores daquilo que os governos tem de pior a oferecer, ou seja, as facilidades para seus integrantes viverem às custas de estruturas públicas e privadas em benefício próprio. Até abandonando postulados e conquistas que antes exprimiam o aprimoramento das instituições. Com exceções, é claro, mas servindo apenas para justificar a regra.

    Exemplo mais flagrante dessa realidade acaba de ser dado pelo secretário nacional de comunicação do PT, André Vargas, que pelo sobrenome não poderia ter-se perdido, mas perdeu-se ao escancarar o jogo mesquinho do partido na preservação de suas regalias. Não por coincidência, pois às vésperas do início do julgamento do mensalão, o singular companheiro propõe que as sessões do Supremo Tribunal Federal não sejam mais transmitidas ao vivo, como vem acontecendo há anos, naquilo que exprimiu mais uma conquista democrática nacional.

    O que esse Vargas distorcido pretende é que a sociedade não assista a exposição das vigarices de alguns de seus companheiros de fé, obviamente prestes a aparecer nas telinhas. No particular, segue as lições do Lula, mesmo o mestre tendo sido mais explícito ao defender simplesmente que se adiasse o julgamento dos mensaleiros. Como aceitar que se proíba a transmissão das sessões da mais alta corte de justiça do país, numa hora em que as entranhas do PT serão vistas a cores? De que maneira acusar os ministros do Supremo de popstars?

  53. Michelle - A Besta Desvairada said

    Oi gentem!

    Off e voltando ao tema principal do blog…
    Corrupção x Ética no Governo lula/Dilma

    Por Augusto Nunes:
    Lula confirma que portadores da síndrome de Deus são muito parecidos com um Napoleão de hospício

    A arrogância do chefe da seita e a docilidade do rebanho reafirmam que a mais notável diferença entre um Napoleão de hospício e um líder político portador da síndrome de Deus está na reação das testemunhas confrontadas com surtos de grosso calibre: enquanto os enfermeiros providenciam a camisa-de-força e um sossega-leão, os devotos batem palmas e berram amém. A história informa que foi sempre assim. Assim tem sido com Lula e seus seguidores.

    O fiasco
    Depois da vitória de Dilma Rousseff em 2010, o maior dos governantes desde Tomé de Souza botou na cabeça que é mesmo onipresente, onisciente e onipotente.
    Quem transforma um neurônio solitário em presidente do Brasil pode fazer o que quiser, deduziu o mestre e concordaram os discípulos. Poderia, por exemplo, tornar-se o primeiro secretário-geral da ONU que não sabe falar sequer a língua do país onde nasceu. Ou ganhar o Prêmio Nobel da Paz com o apoio militante dos aiatolás atômicos e dos genocidas africanos.
    Mas primeiro deveria livrar São Paulo do jugo dos tucanos, decidiu o intuitivo incomparável ao deixar a Presidência.
    Para pavimentar o caminho que levaria Antonio Palocci ao Palácio dos Bandeirantes, ordenou à sucessora que garantisse ao estuprador de sigilo bancário uma escala na Casa Civil.
    O plano infalível não durou seis meses.
    A descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio escancarou as patifarias do consultor de araque, o reincidente acabou despejado do Planalto e hoje usa o direito de ir e vir para driblar camburões na planície.
    O fiasco aconselhou o articulador genial a esquecer por uns tempos o governo paulista, mas não lhe reduziu a autoconfiança, nem a ansiedade pela anexação do território paulista aos seus domínios. Convencido de que quem elegeu um poste de terninho nem precisa suar em palanques para eleger um poste com topete, comunicou ao PT que o prefeito de São Paulo seria Fernando Haddad. Ele cuidaria pessoalmente de domar os recalcitrantes,silenciar os descontentes, alegrar os amuados, renovar o contrato com a base alugada e, de quebra, consolidar uma surpreendente parceria com o PSDB de Gilberto Kassab.

    Deu tudo errado.
    Prematuramente aposentada pelo dono do partido, Marta Suplicy continua fora da campanha de Haddad. O PMDB lançou a
    candidatura de Gabriel Chalita. O PR e o PP avisaram que o acerto nacional não se estende aos municípios e se juntaram à coligação liderada pelo PSDB de José Serra. Kassab fechou exemplarmente a procissão de adversidades. Antes de reatar o noivado com Serra, apareceu numa festa do PT como convidado de honra e caprichou na piscadela para Dilma Rousseff. O SuperMacunaíma que passa a perna em todo mundo foi ostensivamente tapeado por Gilberto Kassab.
    Lula achou que decidiria a disputa em São Paulo com meia dúzia de comícios. Neste junho, enquanto tenta submeter os interesses do PT à vontade do governador pernambucano Eduardo Campos, para celebrar um acordo com o PSB que amplie o espaço de Haddad no horário eleitoral, o campeão das urnas anda pedindo votos para o afilhado até em festa de batizado. Mergulhados na mudez dos nascidos para obedecer, os devotos contabilizam sem queixas os estragos causados por outros dois surtos do homem que mesmo depois do câncer insiste em confundir-se com Deus.
    Um deles resultou na primeira CPI da história parida pelo próprio governo. Concebida para decretar a morte política de inimigos goianos, a CPI da Vingança também atrairia atenções até então monopolizadas pelo julgamento dos mensaleiros.

    Mais um fiasco.
    Sem a CPI do Cachoeira, Demóstenes Torres e Marconi Perillo dificilmente sobreviveriam às bandalheiras reveladas pela Polícia Federal.
    Graças ao que se transformou na CPI da Delta, ambos deverão afundar abraçados a Sérgio Cabral, Agnelo Queiroz, Fernando Cavendish e ao resto do bando enlaçado pelo polvo administrado por Fernando Cavendish.

    O segundo surto fez Lula acreditar que quem nomeia oito ministros vira presidente de honra do Supremo Tribunal Federal, com direito a antecipar ou adiar julgamentos e, em casos de alta periculosidade, fixar o resultado da votação.
    Para não atrapalhar a campanha do PT, entendeu que o julgamento do mensalão deveria ocorrer só em 2013. Ordenou ao revisor Ricardo Lewandowski que retardasse a conclusão do relatório. Ordenou a Dias Toffoli que ignorasse os muitos motivos para declarar-se sob suspeição e votasse a favor dos culpados. Já começava a comemorar o sucesso da sequência de achaques quando o país ficou sabendo do que houve no desastroso encontro com Gilmar Mendes. Graças ao lobista trapalhão, o STF recuperou a agilidade. Lewandowski foi informado de que precisa terminar o serviço ainda neste mês.
    O julgamento vai começar em 1° de agosto.
    Até o fim de setembro, uma cadeia nacional de rádio e TV transmitirá ao vivo esse Big Brother Brasil da Bandidagem. Lula merecia ser convidado para apresentá-lo.

    Em 2010, colérico com as críticas formuladas por Fernando Henrique Cardoso, o cacique incapaz de aceitar o convívio dos contrários avisou que, assim que deixasse o cargo, ensinaria ao antecessor como deve comportar-se um ex-presidente da República.
    De lá para cá, FHC manteve a postura digna de sempre.
    Lula está cada vez mais parecido com José Sarney e Fernando Collor.

  54. Patriarca da Paciência said

    “Para não atrapalhar a campanha do PT, entendeu que o julgamento do mensalão deveria ocorrer só em 2013. Ordenou ao revisor Ricardo Lewandowski que retardasse a conclusão do relatório. Ordenou a Dias Toffoli que ignorasse os muitos motivos para declarar-se sob suspeição e votasse a favor dos culpados. Já começava a comemorar o sucesso da sequência de achaques quando o país ficou sabendo do que houve no desastroso encontro com Gilmar Mendes. Graças ao lobista trapalhão, o STF recuperou a agilidade. Lewandowski foi informado de que precisa terminar o serviço ainda neste mês.”

    Eu acho que o Brasil precisa urgentemente de uma lei regulamentando
    o a imprensa. Um BOÇAL que escreve estas coisas simplesmente a afronta e desrespeita o STF. É um mistério para mim que não sofra processo!.

  55. Patriarca da Paciência said

    “Mas Zé Dirceu quer apoio popular para um julgamento dentro dos autos? Ele questiona a República?”

    Pax,

    minha opinião é que o José Dirceu quer um contraponto, na opinião pública, a esse tipo de comportamento que se vê na Veja, por exemplo.

    Esse tipo de pré-julgamento. Eles simplemente ficam antecipando o que o STF deve fazer todos os dias. É uma verdadeira afronta. Não estão nem aí se os ministros desmentirão tudo que disseram.

    Bom, mas o julgamento está próximo.

    Acho, sinceramente, que toda essa papagaiada da Veja não servirá de nada!

    Assim como não conseguiram transformar José Dirceu em cinzas, numa fogueira, até hoje.

    O José Dirceu continua inteiro e prestigiado por muita gente.

  56. Pax said

    Caro Patriarca,

    Vou me permitir a discordância. O Augusto Nunes pode falar o que quiser. Ao mesmo tempo deve responder pelo que fala. Teoricamente as leis já existem, algumas delas é que poderiam ser aprimoradas, pelo que entendo. Vamos às minhas argumentações:

    – a principal é que sem liberdade total da imprensa a democracia fica, sim, sob forte ameaça. Quando não se pode criticar um governo chegamos perto das condições ideais para algum tipo de ditadura.

    – existe punição para injúria, calúnia e difamação. Podemos discutir se os processos devem ser acelerados de alguma forma – ex. Fórum especial para este fim – ou se as penas devem ser mais duras. Mas que existe lei, existe, sim.

    – jamais devemos permitir que haja leis contra opinião e expressão, em especial nos temas políticos.

    – o que entendo que deva ser discutido é: revisão do direito de resposta.

  57. Patriarca da Paciência said

    Bom, caro Pax,

    acho que você tem razão.

    Além do mais, as afrontas do BOÇAL Augusto Nunes ao STF são totalmente inócuas e as injúrias, calúnias e difamações contra o Lula tem um efeito totalmente contrário – quanto mais são feitas, mais cresce o prestígio do Lula tanto a nível nacional como internacional.

    Então o negócio é deixar rolar mesmo e ver no que que dar!

    Tanto o STF quanto o Lula são bem mais experientes e sábios que eu.

  58. iconoclastas said

    “Enviado por Ricardo Noblat –
    11.6.2012
    | 8h02m
    Comentário
    José Dirceu, o insensato, por Ricardo Noblat

    Se depender de José Dirceu, ex-chefe da Casa Civil de parte do primeiro governo Lula, o bicho vai pegar antes, durante e, se necessário, depois do julgamento do processo do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Nunca antes na história recente do país convocou-se o povo para pressionar um tribunal. Pois bem: Dirceu começou a fazê-lo.

    Rapaz ousado!

    Mais certo seria chamá-lo de temerário, imprudente, perigoso, atrevido, insolente, afoito, demente, precipitado, desaforado, petulante, desajuizado, incauto, arrogante, desvairado, impulsivo, arrebatado, insensato – e mais o quê? Pense. E acrescente aí.

    Quem se diz democrata respeita a independência dos poderes da República. Pode discordar de decisões da Justiça? É claro que sim. E até criticá-las com indignação.

    Mas ao fim e ao cabo só lhe resta acatá-las. Diga-me: que democrata de verdade insufla o povo para que constranja a Justiça a decidir como ele deseja?

    De passagem por Brasília, em conversa com um amigo há um mês, Dirceu pareceu abatido e certo de que será condenado por ter chefiado “uma sofisticada organização criminosa” que tentou se apoderar de uma fatia do aparelho do Estado, segundo denúncia do Procurador Geral da República aceita pelo STF.

    Não revelou ao amigo que cogitara exilar-se em Cuba ou na Venezuela. Uma vez condenado, viajaria denunciando a injustiça de que fora vítima.

    Arquivou a ideia. Concluiu que seria difícil convencer os ouvintes de que era um perseguido político no país governado por seu próprio partido há quase dez anos.

    Mas surpreendeu o amigo ao revelar que os chamados “movimentos sociais” não assistiriam inertes a sua eventual condenação. Diz-se informado de que reagiriam por meio de manifestações de rua.

    Não descartou a hipótese de que tais manifestações acabassem antecipadas. Tudo dependeria da data do julgamento.

    O STF marcou o julgamento para agosto e setembro próximos.

    Na tarde do último sábado, Dirceu aproveitou no Rio o 16º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS), ligada ao PCdoB, e pediu aos estudantes que saiam às ruas em sua defesa. “Será a batalha final”, proclamou com ar grave.

    – Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês — suplicou.

    A Procuradoria Geral da República considera que há provas suficientes para condenar os 38 réus do mensalão. Com ela concordou o STF ao acolher a denúncia.

    São 11 os juízes. Advogados com livre trânsito no STF apostam na condenação de Dirceu por dois a três votos de diferença.

    Sabe de quem será um dos votos pela absolvição? Está sentado? Do ministro Gilmar Mendes.

    Por que tanto espanto?

    Se fosse menos mal agradecido, o PT reverenciaria Gilmar sempre que ele fosse citado. E não valorizaria nem um pouco as suas explosões de temperamento.

    Quem evitou a inclusão do ex-ministro Luiz Gushiken na lista dos mensaleiros? Gilmar.

    Quem sentou por mais de um ano em cima do processo que impediria Aloizio Mercadante de ser candidato ao Senado devido ao seu envolvimento com os aloprados, responsáveis em 2006 pelo falso dossiê contra candidatos do PSDB? Gilmar.

    Quem salvou da condenação o ex-ministro Antonio Palocci, acusado de ter mandado quebrar o sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos, testemunha ocular de suas idas e vindas à alegre mansão do Lago Sul de Brasília, reduto de amor e de negócios?

    Ora, Gilmar. Sempre ele.

    Palocci foi absolvido por um voto de vantagem.

    Dirceu sabe disso. Como sabe que a força da mídia é declinante, a se acreditar no que apregoa Lula.

    Como sabe que há provas de que o mensalão existiu.

    A propósito, uma vez ele observou em entrevista à Folha de S. Paulo: “Eu falei para não fazer”.

    Falou para quem? Para Delúbio Soares, tesoureiro do PT?

    Para José Genoino, presidente do PT?

    Para Lula, que sempre jurou de nada saber?

    Por sinal, Lula foi à televisão, se disse traído e pediu desculpas aos brasileiros por um episódio que hoje chama de “farsa”.

    Jamais revelou quem o traiu.

    Não faria sentido pedir desculpas por uma farsa.

    Vai ver que na época acreditou que o mensalão de fato existira. Hoje, não acredita mais.

    – Não podemos deixar que esse processo se transforme no julgamento da nossa geração. Não permitam julgamentos fora dos autos – apelou Dirceu.

    Os réus do mensalão são de várias gerações.

    Os estudantes que ouviram Dirceu não são da geração dele.

    De resto, em nada ajudará Dirceu disseminar a grave suspeita de que o STF poderá julgar desprezando os autos.

    Fernando Collor pediu ao povo que fosse para as ruas defendê-lo da ameaça de impeachment.

    O povo foi às ruas exigir o impeachment.

    Lula disse à oposição que se socorreria do povo caso pretendessem apeá-lo do poder.

    Medrosa, e com rala base popular, a oposição preferiu não pagar para ver.

    O melhor que pode acontecer a Dirceu é que seu apelo caia no vazio e seja logo esquecido.

    lembram que o Gilmar contou que o cefalópode disse que o ZD estava desesperado? pois é, ele próprio fez questão de deixar isso claro no último sábado.

    ;^/

  59. Patriarca da Paciência said

    E por que será que o Noblat se refere sempre ao Dr. Gilmar Mendes como “Gilmar Dantas”?

  60. Chesterton said

    Eu acho que o Brasil precisa urgentemente de uma lei regulamentando
    o a imprensa.

    chest- não, patriarca, precisa é colocar criminoso na cadeia.

  61. Chesterton said

    Um BOÇAL que escreve estas coisas simplesmente a afronta e desrespeita o STF.

    chest- boçal é quem não entende a necessidade de uma imprensa livre. O STF TEMK QUE ser afrontado quando necessário. Nãopode ser imune à crítica.

    É um mistério para mim que não sofra processo!.

    chest- porque vivemos ainda num país onde há liberdade de expressão, apesar do seu descontentamento, e principalmente porque venceria o processo.

  62. Chesterton said

    Tanto o STF quanto o Lula são bem mais experientes e sábios que eu.

    chest- Patriarca, você não é sábio.

  63. Patriarca da Paciência said

    “Quem sentou por mais de um ano em cima do processo que impediria Aloizio Mercadante de ser candidato ao Senado devido ao seu envolvimento com os aloprados, responsáveis em 2006 pelo falso dossiê contra candidatos do PSDB? Gilmar.”

    Isto é elogio?

    Como uns “elogiadores” desses e Dr. Gilmar não precisa de detratores!

    Diga-se de passagem que esse tal de epísódio dos aloprados, na minha opinião, é uma puro oba-oba de campanha eleitoral.

    A verdade mesmo é que não ficou nada provado!

    O Serra sim, é um especialista em dossiês!

  64. Chesterton said

    Será que ao menos uma pessoa sairá às ruas para protestar contra uma eventual condenação do ZD? Isso se chama “wishfull thinking”.

  65. iconoclastas said

    “chest- Patriarca, você não é sábio.”

    Doc, teu conceito é muito restrito.

    ;^)))

  66. Chesterton said

    Alguem tem que avisá-lo.

  67. Jose Mario HRP said

    Chestinho o çabio!

  68. Patriarca da Paciência said

    Vou testar o conceito de justiça do Chesterton e do Inócuo:

    Vocês acham que as pessoas que expulsaram e se apossaram das propriedades dos palestinos merecem alguma punição?

    Eu já sei a resposta e sei também que vocês estão muito abaixo de qualquer conceito de “restrito”.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  69. Pax said

    Será que um jornalista que fala de democracia mas censura seu blog e derrapa na verdade é um sábio?

    Sei lá…

    =)

    Enviado via iPhone

  70. Patriarca da Paciência said

    “Ciro Gomes, um aliado de Dilma mas um crítico do PT: “Todo mundo sabe que a revista Veja tem lado. Todo mundo sabe que a revista Veja é a folha da canalhocracia brasileira. É ali que o baronato brasileiro explora o moralismo a serviço da imoralidade”.

  71. Chesterton said

    Que maneira feia de sair do debate…mudam de assunto. Atacam a VEJA e Israel. Esqueçam, o negócio é Lula, PT e petistas (até os envergonhados, como Pax).

  72. Chesterton said

    Não tem “batalha final”, Zé. É apenas o julgamento de três dezenas de corruptos.
    Comentário: sobrou uma meia dúzia de estudantes corruptos, como os dirigentes da UNE que vêm esfolando os cofres públicos para defender o chefe da sofisticada organização criminosa do Mensalão. Velhos e jovens ladrões querendo peitar a Democracia, atacando a Liberdade de Expressão e a Justiça. Abaixo, notícia da Folha de São Paulo.

    O ex-ministro José Dirceu pediu sábado, durante encontro da UJS (União da Juventude Socialista), que os estudantes saiam às ruas em manifestações pela absolvição dos réus do mensalão. Dirceu foi chefe da Casa Civil no início do governo Lula e é um dos 38 réus do processo. Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República de formação de quadrilha e corrupção ativa. Durante o evento realizado no Rio, segundo o jornal “O Globo”, Dirceu chamou o julgamento de “a batalha final” e criticou a imprensa. Na última semana, o STF (Supremo Tribunal Federal) marcou o início do julgamento para 1º de agosto.

    “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política”, disse Dirceu. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas. É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês.” O petista, segundo o jornal, pediu aos estudantes que fiquem “vigilantes” e não permitam um julgamento “fora dos autos”. “Me lincharam, me condenaram. Mas agora é a batalha final. Eu quero esse julgamento. Quero olhar nos olhos dos que me acusaram e me lincharam esses anos todos”, disse Dirceu, que foi cassado pela Câmara dos Deputados em 2005 por causa de seu envolvimento no escândalo.
    POSTADO POR CORONEL

  73. iconoclastas said

    o ZD tinha que tocar a real:

    – chefe de quadrilha é sacanagem, pô! eu podia ser, no máximo, o gerente. afinal, eu era apenas um ministro, e para me eleger deputado todo mundo sabe que eu não precisava daquilo tudo. o PGR deu mole, amarelou e não pôs o nome do chefe na denúncia. qualquer um que a lê sabe quem deveria estar ali, logo acima de mim. agora sou eu que pago o pato, pq a imprensa, mesmo aquela que nós não conseguimos cooptar, omite quem foi o verdadeiro beneficiário de todo o nosso esforço, e que, naturalmente, era o principal ator.

    ;^/

  74. Chesterton said

    Pois é, ainda que poderia-se trocar ator por direitor….

  75. Edu said

    Concordo com o Marcelo Augusto, acho que vale reforçar um ponto que ele pôs em seu comentário:

    “O trágico do Mensalão para a militância do PT é que tal esquema revelou de maneira mais explícita que os seus militantes também estão dispostos a se submeterem ao humilhante papel de ir até as últimas consequências para defender a corrupção e as decisões toscamente desastrosas do partido.”

    Nem mais, nem menos.

    Mas, assim como o Pax, gostaria de saber o que o Marcelo Augusto em a dizer sobre o mensalão do PSDB.

    —-X—-

    Boçalidade e controle de imprensa.

    Boçalidade é contra-argumentar alguém desqualificando a pessoa e não o argumento.

    Para mim é só incoerência: se vc defende a democracia, defende a liberdade de imprensa. Simplesmente não há meio termo.

    Nessas horas sinto falta do Elias, pelo menos é divertido ver ele misturar tudo, criar 142 itens pra discutir 1 ponto, apelar, e terminar questionando alguma coisa que não tem nada a ver com o tema e achando que enganou todo mundo.

  76. Edu said

    Patriarca,

    Tá rolando um panelaço na Arentina… é isso mesmo?

    Além disso, ouvi (li) em algum lugar do PIG que a inflação na Argentina foi de uns 30% e que a inflação oficial, anunciada pelo governo e pela imprensa livre da Argentina foi de uns 10% só… é isso mesmo?

    Eu ando meio por fora da situação de lá, é pra eu continuar confiando no governo argentino ou não?

  77. Edu said

    errata: onde está escrito “imprensa livre da Argentina”

    Leia:

    “imprensa “livre” da Argentina”

  78. Chesterton said

    A militancia do PT está começando a se rebelar contra a ditadura Lula no PT. Até o Elias cansou de apanhar por coisas que seus dirigentes fizeram.
    Elias debate como um espantalho.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Fal%C3%A1cia_do_espantalho

  79. Michelle - A Besta Desvairada said

    Este comentário do RA é especial para o Chesterton:
    11/06/2012
    às 17:32
    O MAL ESSENCIAL DO BRASIL É O TAMANHO DO ESTADO! OU: ATÉ O LIBERALISMO FOI ESTATIZADO NO BRASIL!

    O Brasil precisa de mais transparência?
    O Brasil precisa de mais democracia?
    O Brasil precisa de menos corrupção?
    O Brasil precisa de menos impunidade?
    O Brasil precisa de mais vergonha na cara?

    Então não tem jeito: o estado tem de diminuir! Dado o seu tamanho, é ingovernável segundo patrões mínimos de moralidade e decência. Temos a combinação do capeta, que nos coloca entre os países mais corruptos do mundo: um estado-empresário gigantesco, com cargos distribuídos segundo a conveniência do governo de turno. Aí alguém objeta: “E a China?” O que tem a China? Também disputa o topo no ranking da corrupção. Se, por aqui, a ascensão a cargos de comando se dá segundo a conveniência dos vários partidos que se associam para disputar o poder, por lá se dá segundo a lógica de ascensão no seio do partido único.

    Analisem o noticiário. Não há um só escândalo no país que não nasça da organização mafiosa de entes privados para negociar com organizações mafiosas de entes estatais. Por que há menos casos de corrupção nos EUA? Não é só por causa da legislação e da mecânica processual, que pune com mais celeridade os vagabundos. É porque a chance de fazer negócios — e, portanto, negociatas — com o estado é muito menor. Inexistem estatais por lá. Não há uma PetroUSA ou uma EletroUSA a serem extorquidas ou a extorquir. Obama tem menos poderes imperiais do que Dilma Rousseff, é fato. O sistema político, que é, na prática, bipartidário, impede a fisiologia. Não há horário eleitoral gratuito a determinar alianças políticas (santo Deus!!!). Há quase 30 mil cargos federais de livre provimento no Brasil — nos EUA, não chegam a 9 mil; no Reino Unido, são apenas 300!!! Tudo isso, é verdade, diminui enormemente a chance de, como direi?, a má natureza humana se manifestar. Mas nenhum fato é tão importante quanto a existência de empresas estatais gigantescas que podem fazer a sua própria política — sob a inspiração do loteamento de cargos entre os partidos. Aí é o pior dos mundos.

    Vejam o caso do financiamento do subjornalismo pistoleiro, um aspecto para o qual tenho chamado a atenção já faz alguns anos. Em que pais do mundo democrático bancos públicos financiariam páginas, eletrônicas ou de papel, cujo objetivo declarado é atacar aqueles que o partido do poder considera “inimigos”? Imaginem se órgãos federais nos EUA poderiam financiar a rede de difamação dos adversários de Obama… É um troço absolutamente impensável. Aqui, essa prática é escancarada.

    Infelizmente, nos nove anos de governo petista, a cultura do estatismo se agigantou. E contra os fatos. Foi a privatização da Telebras que permitiu, por exemplo, o desenvolvimento acelerado da economia da informação. Não obstante, foi justamente a privatização da Telebrás o cavalo de batalha cavalgado pelo PT para satanizar o governo FHC. Nesse tempo, por intermédio da forte atuação do BNDES na fusão de grupos empresariais, sob o pretexto de criar players globais, o estado aumentou seus tentáculos também no setor privado. Dados os poderes imperiais do Executivo para regular a economia, a legislação tributária e fiscal pode eleger setores que serão beneficiados por incentivos e isenções fiscais.

    O resultado desse modelo é um só: déficit de democracia. Por quê? Porque o aparelho estatal e o setor privado passam a orbitar, necessariamente, em torno do governo, dependentes de suas vontades. Volto aos EUA. Ainda que Obama quisesse, sei lá eu, punir empresas que financiam think tanks republicanos, ele não teria como fazê-lo porque não dispõe de instrumentos para tanto. O mesmo valia para Bush com as que financiavam os democratas. No Brasil, bastaria um telefonema — o preço da rebeldia pode ser a suspensão ou não-concessão de um financiamento.

    Há um setor que escapa desse massacre estatal: a imprensa independente, que se financia no mercado. Não é de oposição; não é se situação. Não é de esquerda; não é de direita. Atenção! Poderia, sim, fazer as suas opções — a exemplo do que ocorre em todo o mundo democrático. Mas não tem sido essa a prática por aqui. Busca-se, de forma obsessiva, a neutralidade — avalio, vocês sabem, que, na média, os valores à esquerda triunfam (mas deixo isso para outro momento).

    Não por acaso, o principal alvo do partido do poder, o PT, hoje em dia, é justamente essa imprensa independente, que consegue escapar ao controle estatal e não cede à chantagem do poder. Os petistas não se conformam com essa independência e falam de modo obsessivo em “controle social da mídia” — que é, na verdade, “controle partidário da informação”. Não conseguem aceitar uma forma de diálogo com a opinião pública que escape ao controle do estado — que, no caso, se confunde com o controle do próprio partido.

    Então aparecem os Dirceus e os Bastos da vida para acuar a imprensa de ser “parcial”, de tentar impor a sua visão de mundo, de ser “opressiva” etc. Ou temos, a exemplo do que fez Eduardo Paes no encontro da Juventude Socialista, autoridades que empenham solidariedade justamente àqueles que, flagrados em falta, devem explicações à sociedade. Trata-se, em suma, de ações que buscam silenciar as poucas vozes que se fazem ouvir contra as imposições dos tais “donos do poder”.

    Não há reforma política, eleitoral ou administrativa que nos conduza a um bom lugar enquanto o estado tiver esse tamanho e seus mandatários de turno puderem impor a sua vontade. Uma simples lei de acesso à informação vai para o brejo porque as estatais dizem que se trata de segredos empresariais. E onde estão, afinal de contas, os nossos liberais? Alguns deles estão lá, acafofados no Palácio, prestando vassalagem ao Poder Executivo.

    Ou por outra: até o liberalismo foi estatizado no Brasil!
    Por Reinaldo Azevedo

  80. Michelle - A Besta Desvairada said

    Confirmando e demonstrando o post anterior
    (RA)

    Banco do Nordeste confirma fraudes em créditos e afasta chefe suspeito de beneficiar 2 cunhados
    Josias de Souza
    O Banco do Nordeste afastou do cargo o chefe de gabinete de sua presidência, Robério Gress do Vale. O afastamento chega 48 horas depois de o repórter Leopoldo Mateus ter trazido à luz notícia sobre um desvio estimado em mais de R$ 100 milhões em operações de crédito fraudulentas realizadas pela casa bancária estatal.
    Entre as operações postas sob suspeição estão financiamentos de R$ 11,9 milhões concedidos a três empresas: MP Empreendimentos, Destak Empreendimentos e Destak Incorporadora. Pertencem aos irmãos da mulher de Robério Gress, o chefe de gabinete afastado nesta segunda (11).
    O novo escândalo tem cheiro de naftalina. Faz lembrar o caso dos “dólares na cueca”. Em 2005, quando as manchetes só falavam de mensalão, um assessor parlamentar do então deputado estadual José Guimarães (PT-CE), irmão do ex-dirigente petista José Genoino, foi preso no aeroporto de Congonhas (SP) com US$ 100 mil acondicionados na cueca.
    Nessa época, a Polícia Federal constatou que o dinheiro era proveniente de propina recebida por Kennedy Moura, um ex-mandachuva do PT cearense que ocupava a mesma chefia de gabinete da presidência do Banco do Nordeste. Robério Gress, o novo encrencado, sucedeu-o no cargo.
    Decorridos sete anos, o Banco do Nordeste continua aparelhado pelo PT. O petista José Guimarães, padrinho de nomeações, é agora deputado federal. Robério Gres, o afastado, foi a pessoa física que mais “doou” dinheiro para a vitoriosa campanha de Guimarães nas eleições de 2010.

    Como se vê, sob Dilma Rousseff subverte-se no Banco do Nordeste um velho brocardo.
    Fica demonstrado que é errando que se aprende… A errar.

  81. Chesterton said

    agora que a “crasse obrera” tomou conta, nunca mais vai largar o osso. Assim vamos até quebrar (vide zoropa)

  82. Michelle - A Besta Desvairada said

    O ódio à imprensa

    É uma revista ainda pequena, mas vem fazendo sucesso: chama-se Free São Paulo, tem distribuição gratuita perto das estações do metrô e nas cidades do ABC paulista, tira cem mil exemplares. A última edição, com a chamada de capa “PT – muito além da morte”, trazia matéria sobre um suposto esquema petista de corrupção que estaria por trás da morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado há dez anos.

    Pois bem: em Mauá, cidade da Grande São Paulo administrada pelo prefeito Oswaldo Dias, do PT, a revista foi apreendida pela Guarda Municipal. A operação foi acompanhada pessoalmente pelo secretário municipal da Segurança, Carlos Tomaz. O prefeito Oswaldo Dias é citado na reportagem.

    Eta, operação mal feita!
    A Guarda Municipal levou o motorista, a equipe de distribuição da revista e o carro para o 1º Distrito Policial. O delegado Alexandre Magno Siqueira não entendeu nada: “Não vi crime algum cometido pela revista”, disse, negando-se a fazer boletim de ocorrência. A Guarda Municipal tentou então incriminar o veículo que transportava as revistas, mas toda a documentação estava em ordem.

    Mas valeu a história do lobo e do cordeiro: embora tudo estivesse em ordem, a revista foi apreendida assim mesmo.

    O Diretório Estadual do PT paulista repudiou a matéria, “cujo conteúdo contraria investigações policiais confluídas”, disse que as denúncias envolvendo o partido são infundadas e que tomará medidas cabíveis contra os responsáveis.

    Antes que comece o patrulhamento, este colunista informa que está basicamente de acordo com a nota do PT, exceto na ameaça aos responsáveis pela matéria. Não concorda com a reportagem: o tal “esquema de corrupção” parece fantasioso, e a hipótese do homicídio comum, numa região do país onde segurança pública só existe nas placas com o nome das secretarias, é muito mais provável do que a teoria da conspiração em que promotores e jornalistas trabalham há tantos anos, sem êxito.
    Mas uma coisa é não concordar com a revista, outra é apreendê-la.
    A apreensão é coisa de ditadura.
    O pessoal mais radical tem de aprender a conviver com ideias contrárias às suas.

    Carlos Brickmann

  83. Patriarca da Paciência said

    Edu 76,

    Uma comentarista já veio me desafiar se eu confirmava as declarações da senadora marta Suplicy. Eu repondi que não sou marido, sequer ex, da Senadora, portanto, não me julgo responsável por qualquer declaração que ela emita ou venha a emitir.

    Agora você vem me “consultar” se ” é pra eu (você) continuar confiando no governo argentino ou não?’

    Bom Edu, eu respondo que não sou profeta, sequer astrólogo.

    Agora, minha opinião sobre a reestatização do petróleo argentino continua a mesma, ou seja, a direita brasileira se alinhou automaticamente com os interesses espanhóis, emitiu várias ilações sobre a “impopularidade” da medida e esta foi aprovada por quase unanimidade dos parlamentares argentinos.

    Quanto à possibilidade de responder à sua pergunta, estou pensando em fazer um cursinho de astrólogo pela internet.

  84. Patriarca da Paciência said

    “Para mim é só incoerência: se vc defende a democracia, defende a liberdade de imprensa. Simplesmente não há meio termo.”

    Simplesmente tudo numa democracia é regulamentado por leis, desde os nascimentos, casamentos, sociedades, comércio, indústria etc.etc.etc. e até as mortes. Por que cargas d´água a imprensa deveria ser totalmente desregulamentada?

    A imprensa deve ser iniputável?

    Meu caro Edu.

    Noticiar fatos é uma coisa, supor fatos é outra muito diferente.

    Continuo dizendo que o Augusto Nunes não só foi um BOÇAL, como também um CANALHA, ao dizer que ministros do STF “obedecem” ao Lula. Recebem ordens do Lula.

    Na minha modesta OPINIÃO, isso merece um processo.

    Mas como disse antes, considero o Lula e os ministros do STF bem mais experientes e sábios que eu.

  85. Chesterton said

    Brasil, Crescimento Econômico, Conjuntura e Reformas Macroeconômicas
    Abaixo segue meu post publicado hoje no Ordem Livre.

    A década de 1980 é conhecida como a “década perdida”. Utilizando dados do Ipeadata* podemos verificar que, entre 1980 e 1989, o PIB real per capita creceu em média 0,1% ao ano. Entre 1990 e 1999, o crescimento médio desse indicador (comumente adotado para verificar a evolução da riqueza de um país) foi de 0,7% ao ano. Entre 2000 e 2009, o PIB real per capita cresceu em média 1,9% ao ano. No período 1980-2011, tivemos um crescimento médio do PIB per capita real da ordem de 0,93% ao ano.

    Os dados do parágrafo acima mostram o óbvio: nos últimos 30 anos o Brasil não conseguiu manter um crescimento sustentável, acima de 2% ao ano, ao longo de uma década. Você pode escolher períodos distintos, e pode também usar outro conjunto de dados, mas, como regra geral, o resultado é sempre o mesmo: o crescimento da riqueza no Brasil, nos últimos 30 anos, dado nosso patamar de renda, foi medíocre.

    O fraco desempenho econômico de 2011, aliado ao mau começo de 2012, despertou a atenção da mídia. Mas eles nada mais são do que uma confirmação dos últimos 30 anos. O problema do Brasil não é conjuntural. Certamente que uma conjuntura internacional desfavorável piora o cenário interno. Mas não nos enganemos, o verdadeiro problema brasileiro é estrutural.

    Enquanto o governo insistir em combater a crise com medidas de estímulo à demanda estaremos fadados ao fracasso. Somente uma ampla reforma trabalhista, que diminua os custos do trabalho no Brasil, aliada a uma reforma tributária que desonere o investimento e o capital, e que sobretudo promova a abertura da economia brasileira à competição internacional, pode tirar nosso país da armadilha da pobreza em que está estagnado nos últimos 30 anos. É evidente que a carga tributária brasileira precisa ser reduzida, e para tanto é fundamental que o governo brasileiro passe a gastar menos, estimulando sempre a iniciativa privada e dando garantias jurídicas para que os grandes investimentos em infraestrutura possam ser realizados.

    Por fim, faço aqui um alerta: o novo código florestal brasileiro pode ser um tremendo problema de longo prazo para o Brasil. De maneira simples, objetiva e direta: existe um risco gigantesco de redução das áreas disponíveis para agricultura e pecuária no Brasil. Redução permanente de fatores de produção é sem dúvida alguma um choque negativo de longo prazo. O novo código florestal tem o potencial de afetar negativamente o crescimento econômico de longo prazo do nosso país.

    *: PIB per capita (preços 2011) – R$ de 2011 (mil) – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – GAC_PIBCAPR
    POSTADO POR BLOG DO ADOLFO

  86. Michelle - A Besta Desvairada said

    Pax – O falso verde, por Miriam Leitão

    Em tempos de construção de imagem verde para o mundo ver, o governo tem dito que está incluindo o econômico na questão ambiental. Não é verdade. Se incluísse, determinaria às montadoras o desenvolvimento de motores mais eficientes ao usar o álcool; os bancos públicos fariam exigências de respeito às leis ambientais na concessão dos empréstimos; os impostos seriam reduzidos para produtos e energia de fato sustentáveis.

    O governo prepara pacotes de estímulo ao crescimento como se não houvesse ligação entre o econômico e o ambiental. Tudo é tratado em compartimentos estanques, com uma visão fraturada da realidade. Os temas não cruzam a Esplanada dos Ministérios, com raras exceções. Há muito tempo as mudanças climáticas uniram questões que, por andarem separadas, criaram para a humanidade o problema que temos agora.

    Foram concedidos sucessivos benefícios às montadoras.
    Tantos, tão frequentes e tão extravagantes, que até o governo começou a ficar incomodado. E nos últimos dias tem ameaçado as montadoras caso elas não se comportem adequadamente. Quando lista o que pretende fazer é de arrepiar: quer controlar remessas de lucros, vigiar preços, exigir das empresas a abertura de suas contas e estrutura de custos.

    Empresas de capital fechado não são obrigadas a abrir contas e estruturas de custos, se o governo fizer isso será uma violência. País de economia de mercado não pode impedir uma empresa de remeter lucros e dividendos para a matriz. Vigiar preços é uma velharia sem tamanho.

    A indústria do biocombustível recebe elogios externos, como no último relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), por ser um dos pontos positivos do Brasil na transição para uma economia de baixo carbono.

    Nós aqui dentro sabemos que o programa está com conhecidas dificuldades. Algumas delas criadas pelo governo, que através do sistema tributário e de subsídios beneficia o combustível fóssil, no sentido exatamente oposto ao que deveria fazer.

    Para corrigir essa política estranha teria que retirar os incentivos à gasolina. Isso elevaria a inflação, o que atrapalharia os planos de derrubar mais os juros para incentivar à retomada econômica. Preso na armadilha que ele mesmo criou, o governo prepara um pacote para ajudar o etanol como forma de compensar o setor.

    Se os preparadores de pacotes e levantadores do PIB tivessem alguma noção dos dilemas ambientais e climáticos nos quais o mundo está mergulhado teriam unido as duas pontas e fariam um pacote de socorro às montadoras com exigências de motores mais eficientes quando rodados com etanol. Isso aumentaria a eficiência do álcool e eliminaria a desvantagem do combustível.

    É tecnologicamente possível, economicamente coerente e ambientalmente desejável. Por que não acontece?

    Porque o pensamento econômico no governo é velho. Prefere as exigências descabidas dos anos 80.

    A área econômica do governo poderia aproveitar a Rio + 20 e atualizar o seu pensamento. Se o fizer, entenderá que a questão ambiental não é um apêndice, mas a lógica da política. Pode-se aumentar o crescimento econômico, a oferta de emprego e o investimento através dos incentivos à redução das emissões dos gases de efeito estufa.

    Quem não entender a crise climática que o mundo vive não entenderá a economia dos próximos anos e décadas. Ao contrário de alguns slogans e expressões que são moda passageira na vida empresarial, a exigência de “sustentabilidade” veio para ficar. A palavra tem sido mal usada e pela repetição vai perdendo a força. Mas o conceito que ela expressa permanecerá conosco.

    Como a “Folha de S. Paulo” publicou na sexta-feira, o governo transferiu às empresas, em forma de subsídio ao crédito, quase R$ 30 bilhões em três anos. No ano passado o Tesouro pagou juros em média de 12,83% e emprestou a 6%. Essa diferença é custo direto.

    O governo nunca divulgou o preço da diferença de taxas, mas foi obrigado agora pelo TCU. E isso é só uma parcela do subsídio dado às empresas porque não incluem as capitalizações e renúncias fiscais. Imagina se pelo menos uma parte dessa Bolsa Empresa fosse concedida com exigências de eficiência de energia e contrapartidas ambientais?

    Políticas tributárias e creditícias são armas poderosas para induzir a economia em determinada direção. O governo poderia pensar em medidas como redução do IPI de placas solares e componentes; redução do custo fiscal de turbinas eólicas; incentivos aos modais de transporte, urbano e de carga, de baixo carbono; estímulo à formação de clusters da economia verde; exigência de contrapartida ambientais. Tudo isso é política industrial; mas na direção certa.

    Às vésperas da Rio + 20, a área econômica avisa que vai beneficiar empresas verdes. Fez o oposto nos últimos anos: apostou em campeões nacionais sem ver a cor de suas práticas; concedeu empréstimo barato para termelétrica a carvão; subsidiou empresas que descumpriram legislação ambiental; deu estímulos para indústria de alto carbono e subsidiou o uso de combustível fóssil.

    O governo não deveria improvisar nesse tema. Quem entende do assunto não confunde maquiagem verde com transição para a economia de baixo carbono.

  87. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    “Veja” você, os jogos dos “sete” erros:

    Do teu comment: …Enquanto o governo insistir em combater a crise com medidas de estímulo à demanda estaremos fadados ao fracasso. Somente uma ampla reforma trabalhista, que diminua os custos do trabalho no Brasil, aliada a uma reforma tributária que desonere o investimento e o capital, e que sobretudo promova a abertura da economia brasileira à competição internacional, pode tirar nosso país da armadilha da pobreza em que está estagnado nos últimos 30 anos. É evidente que a carga tributária brasileira precisa ser reduzida, e para tanto é fundamental que o governo brasileiro passe a gastar menos, estimulando sempre a iniciativa privada e dando garantias jurídicas para que os grandes investimentos em infraestrutura possam ser realizados.”

  88. Michelle - A Besta Desvairada said

    11/06/2012
    às 19:11 \ O País quer Saber
    Em três capítulos, a história do homem que vendeu a alma para virar prefeito do Rio
    AUGUSTO NUNES

    PRIMEIRO CAPÍTULO
    Entre julho de 2006 e agosto de 2006, o deputado federal Eduardo Paes, do PSDB fluminense, um dos mais veementes representantes do partido na CPI que apurou o escândalo do mensalão, fez as seguintes declarações:

    “É preciso investigar o inexplicável crescimento do patrimônio dos filhos do presidente”.

    “Lula sabe de tudo. A sede da quadrilha do mensalão é o Palácio do Planalto.

    “O conjunto de escândalos que envolvem o governo é tanto, e a desfaçatez dos principais atores envolvidos neles tão grande, que às vezes parece que a CPI não conseguiu ainda provar muita coisa” .

    “Comprovamos o mensalão com cópia de recibo e tudo. Como é que o Lula ainda tem coragem de negar?”

    “Claro que Lula sabe quem é Delúbio Soares. Ele sabe de tudo”.

    SEGUNDO CAPÍTULO
    Durante a campanha eleitoral de 2008, depois de ter mendigado o apoio de Lula e implorado o perdão de Marisa Letícia por ter dito o que dissera sobre a Primeira Família, a nova versão de Eduardo Paes, candidato a prefeito do Rio pelo PMDB, fez as seguintes declarações:

    “A gente tem que ter muita calma antes de sair apontando o dedo para as pessoas”

    “Pedir desculpas pelos erros cometidos não envergonha ninguém”.

    “Reconheço que exagerei nos trabalhos da CPI. Fiz acusações sem consistência e denúncias sem fundamento”.

    “É uma honra estar ao lado do grande governador Sérgio Cabral e do maior presidente que este país já teve”.

    “Não falo sobre o mensalão”.

    TERCEIRO CAPÍTULO
    Neste sábado, em campanha pela reeleição, o homem que vendeu a alma para virar prefeito do Rio discursou no Congresso Nacional da União da Juventude Socialista. Dois dos piores momentos do palavrório:
    “Você já superou a crise. Vai se eleger vereador de São Paulo” (dirigindo-se a Orlando Silva, demitido por corrupção do ministério do Esporte).
    “Daniel, é assim mesmo. O problema é o seguinte: as eleições estão chegando. Como a UNE se posiciona, fica difícil não apanhar” (dirigindo-se a Daniel Iliescu, presidente da União Nacional dos Estudantes Amestrados, envolvido até o pescoço no desvio de dinheiro tungado dos cofres públicos graças à celebração de convênios malandros com seis ministérios).

    Eduardo Paes chegou à prefeitura de joelhos.
    Pode acabar saindo na traseira de um camburão.

  89. Pax said

    Cara Michelle,

    Nao concordo muito aqui:

    ” Quando lista o que pretende fazer é de arrepiar: quer controlar remessas de lucros, vigiar preços, exigir das empresas a abertura de suas contas e estrutura de custos. ”

    Como assim?

    Nos países mais avançados em Meio Ambiente a transparência das contas é corriqueiro.

  90. Pax said

    Miriam Leitão: ” … A área econômica do governo poderia aproveitar a Rio + 20 e atualizar o seu pensamento. Se o fizer, entenderá que a questão ambiental não é um apêndice, mas a lógica da política. Pode-se aumentar o crescimento econômico, a oferta de emprego e o investimento através dos incentivos à redução das emissões dos gases de efeito estufa….”

    Não consigo discordar. Acho isso mesmo. Precisamos, aos poucos e com força, exigir trens por todo território brasileiro. Para isso tem que combater os interesses das montadoras, pneus, administração/pedágios etc.

    Quem encara?

  91. Michelle - A Besta Desvairada said

    Nos países mais avançados em Meio Ambiente a transparência das contas é corriqueiro.

    Pax…por favor citar a fonte.

  92. Pax said

    Consulte os bons sites que o caro Marcelo Augusto nos mostra com freqüência.

    Sao bons e ele traça um raciocínio do comportamento matemático destas estatísticas e classificações.

    Nao sao teses absurdas, mas antagônicas com outras opiniões.

    E nem sempre …

    Ou seja, há conteúdo. Verdade, saca?

    Por mais que eu discorde completamente de algumas de suas teses. Fundamento é uma coisa. Concordância é outra.

    Enviado via iPhone

  93. Michelle - A Besta Desvairada said

    Meu caro Pax

    cite a(s) fonte(s) e pare de enrolar…rsrsrs

  94. Zbigniew said

    Enquanto isso…

    Jornal britânico diz que Brasil é modelo de diplomacia e compara Lula a Franklin RooseveltPara The Guardian, “já é tempo de o ocidente incorporar o crescimento do Brasil de forma mais ativa e iniciar um comprometimento mais profundo.

    O Brasil “não apenas deve ter um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, como também é a melhor razão para uma reforma do órgão e para uma tentativa de tornar o sistema internacional mais representativo”. É o que diz um elogioso editorial publicado nesta segunda-feira (11/06), no qual o jornal britânico The Guardian sugere uma maior valorização da diplomacia de Brasília e destaca a ascensão econômica vivenciada pelo país ao longo dos últimos anos.
    Leia mais http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/22379/jornal+britanico+diz+que+brasil+e+modelo+de+diplomacia+e+compara+lula+a+franklin+roosevelt.shtml

    E por ai vai:

    Brasil é o país “onde os empregos estão”, afirma CNNReportagem da rede norte-americana sugere que jovens em busca de trabalho nos países em crise venham para o Brasil.
    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/22260/brasil+e+o+pais+onde+os+empregos+estao+afirma+cnn.shtml

    Mas, voltando a planície, uma interessante observação do ombudsman da Folha, nos idos de 2007:

    “”A rigor, é mineiro e é tucano.

    Mas a resposta depende de outra pergunta: o mensalão é nacional ou petista? Sem dúvida, é tanto nacional como petista.

    O que não pode é o mensalão ser nacional e, o valerioduto, tucano. Ou o valerioduto ser mineiro e, o mensalão, petista.

    Não se trata de joguete de adjetivos, mas do exercício de um dos pilares do projeto editorial da Folha, o apartidarismo.

    Foi o que faltou à Primeira Página do domingo passado, quando a manchete – “Valerioduto de MG pagou juiz eleitoral”,  afirma PF’- sintetizou uma boa reportagem.

    Na chamada, o texto curto que resume as informações das páginas internas, a expressão ‘mensalão do PT’ contrastou com ‘valerioduto mineiro’.

    Quem lê ‘mensalão petista’ recebe uma informação correta: o esquema ilícito de pagamento a políticos de vários Estados e outros associados ao governo federal foi tocado a partir de 2003 por dirigentes do PT e próceres da administração -é a opinião do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Já quem lê ‘valerioduto mineiro’ se informa pela metade: o desvio de verbas públicas que alimentaram em 1998 a campanha de reeleição ao governo de Minas do hoje senador Eduardo Azeredo se concentrou no PSDB -conforme inquérito da Polícia Federal.

    Portanto, se o mensalão é do PT, o valerioduto é do PSDB. Sem equivalência de critério, empregam-se dois pesos e duas medidas -os petistas aparecem mal, e os tucanos são poupados.

    O esquema de repasses por meio de empresas do publicitário Marcos Valério de Souza conheceu seu ápice no primeiro mandato de Lula. Depois se soube de sua gênese na gestão estadual de Azeredo.

    O mensalão nacional favoreceu muitos partidos, mas seu núcleo foi petista. Se o valerioduto mineiro beneficiou legendas diversas, desenvolveu-se em torno do tucanato.

    Um exemplo de jornalismo crítico e equilibrado foi publicado pela própria Folha, também no último domingo: a reportagem que comparou o mensalão com o valerioduto.

    Uma contribuição inspirada ao debate sobre a cobertura é o artigo que o ombudsman do IG (e ex da Folha), Mario Vitor Santos, veiculou em seu blog, ancorado no portal.”

    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/mario_magalhaes__35095

  95. Chesterton said

    87, pax, do meu ponto de vista é certeiro, o modelo de se endividar cada vez mais para crescer cada vez menos se esgotou.

  96. Chesterton said

    exigir trens por todo território brasileiro.

    chest caro de construir, carissimo de manter, como dizia o brizola, mais barato pagar taxi para o trabalhador. pax, você não tem dó dos funcionarios das montadoras?

  97. Jose Mario HRP said

    http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/06/globo-botou-jornalista-para-trabalhar.html

    Vejam só uma das indignadas com o Mensalão em apuros e mesmo assim fazendo barbaridades!

  98. Pax said

    Hoje Perillo responde à CPMI. Não poderei acompanhar. A Acho que vai ser difícil explicar a tal casa enrolada e as contas da campanha pagas pelo mafioso.

    Mas, vai saber, Odair não tem se mostrado lá grandes coisas. Confesso que não tenho gostado. Alega necessitar de foco.

    Caramba, a CPI dos correios de no mensalao. Precisa deste tal de foco?

    Pagot diz que quer expor o esquemão de arrecadação de verbas para os partidos no DNIT e Odair diz que é “fora de foco”.

    Ah, vá catar coquinhos…

    Enviado via iPhone

  99. Edu said

    Patriarca,

    É que a Argentina, como diz o outro, é um país irmão… e já que irmão não se escolhe, somos obrigados a conviver com as decisões estapafúrdias da madame K. sem poder dizer nada, especialmente por 2 motivos:

    1 – O diabo do Mercosul. Eu não consigo enxergar 1 benefício desse negócio para o Brasil.
    2 – O governo brasileiro A-DO-RA as decisões da madame K… e a oposição, IDIOTA como sempre, não tá nem aí.

    Já que vc é alinhado ao governo, e toda vez que aparece uma decisão estapafúrdia da madame K. vc reza uma missa defendendo o país hermano, eu perguntei à vc. Se vc defende tanto eles, vc deve ter bons argumentos para essa defesa. Até agora, para ser sincero eu não vi nenhum.

    Mas por mim tudo bem, quem se importa com argentino? Alguns jornais dizem que eles estão à beira de uma crise como a de 2001 e ao que parece, a madame K. está fazendo a coisa certa… dando um passo adiante…

    Por isso pergunto a vc.

    Agora, se não estou enganado, vc defendeu a madame K. em sua decisão de “regular” a imprensa… essa imprensa que está divulgando os dados oficiais da Argentina errados… e agora vc defende a “regulação” da imprensa no Brasil.

    Opa, quando é Brasil eu me preocupo bastante… e acho, sinceramente, que à exemplo da Argentina, o governo do PT já foi longe o suficiente no controle das informações oficiais, como por exemplo a mudança da regra de cálculo do PIB.

    O Brasil não precisa de uma imprensa “regulada”, o Brasil precisa sim de uma imprensa questionadora, de uma imprensa que provoque o povo brasileiro a questionar. E não ler qualquer coisa e sair achando que entendeu tudo.

    Eu não concordo com muito do que o jornalismo brasileiro faz, por exemplo, incriminar gratuitamente pessoas públicas. Tanto quanto do outro lado o jornalismo governista manipula (exemplo: passeatas sobre a corrupção chamadas de “elitistas).

    Eu acho que o jogo de forças está bastante equilibrado, e se existe o PIG, existe o JEG, e sim, há leis para isso, então, se por um lado o chamado PIG diz o que quer, por outro lado os políticos tem totais condições de processar o meio de comunicação responsável pela imprensa e, por meio do JEG, tornar esse processo público.

    Quer regras mais claras que estas? Isso vem acontecendo reiteradamente. É uma pena que talvez a maioria da população ainda se deixe levar por essas 2 forças, em vez de tentar enxergar a verdade no meio disso tudo, mas é parte do processo democrático e de aprendizado político. É o momento político que vivemos hoje: o embate político hoje está mais para um embate no campo da notícia do que no campo da verdade, e das realizações de fato (se partirmos do pressuposto que as notícias aqui no Brasil correspondem apenas à ponta do iceberg).

    Além disso, qual o valor prático uma imprensa mais regulada? O PT seria mais livre para fazer o que quisesse? Qual é a vantagem disso? O PT tem a maioria nas 2 casas do parlamento…. teoricamente, o PT faz o que quer. Só que governar inclui prestar contas, e o PT ODEIA prestar contas, quando presta, e está saindo tudo errado, como diz o Elias, é culpa dos Estados e Municípios. Então essa imprensa, esse PIG que vcs acreditam que existe e que odeiam, obriga o PT a cumprir com um dever: o de prestar contas à sociedade, e não podemos esquecer que sem ela, o mensalão não teria sido denunciado, o governo ainda estaria com 7 ministros corruptos ocupando os cargos, o diretor da Petrobras seria aquele que não trabalha, nem o caso Cachoeira talvez tivesse aparecido. O próprio governo se beneficia dessa “desregulação”.

    Então Patriarca, reforçando:

    1 – Não defenda as práticas da madame K. no Brasil. Não pega bem, as coisas lá estão indo mal,… e estão piorando rapidamente…

    2 – Reavalie sua opinião sobre a “regulação” da imprensa. Acho que há argumentos suficientes para crer que regular a imprensa é um absurdo e um desfavor à maturidade democrática do país.

  100. Chesterton said

    “Temos de debater como gente grande. Está na hora de debatermos as unidades de conservação, a regularização fundiária, o acesso à informação com conhecimento técnico e científico. Vamos acabar com o achismo ambiental”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira…

    chest- estão aprendendo…..mas que faculdade cara.

  101. Chesterton said

    “Pessoas contrárias (às hidrelétricas) vivem num estado de fantasia”, disse ela em maio, durante reunião com os integrantes do Fórum do Clima.

  102. Edu said

    Chest,

    O problema é que mesmo com conhecimento técnico e científico há uma distância grande da prática… Há o risco de sair do achismo ambiental e cair no utopismo ambiental.

  103. Chesterton said

    Do achismo ao utopismo é um passo. O fundamental é estabelecer que o ambiente está a serviço do homem (principalmente do pobre) e não que o homem esteja a serviço do meio ambiente. Nossos interesses humanos vem na frente. Um planeta sem homens cheio de “natureza” não me interessa.

  104. iconoclastas said

    “Do achismo ao utopismo é um passo. O fundamental é estabelecer que o ambiente está a serviço do homem (principalmente do pobre) e não que o homem esteja a serviço do meio ambiente. Nossos interesses humanos vem na frente. Um planeta sem homens cheio de “natureza” não me interessa.”

    a mim tampouco.

    tá inspirado, hem, Doc?!

    ;^/

  105. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    eu não defendi decisões da madame K, apenas disse que o mesmo que acontece na Argentina pode estar acontecendo no Brasil, ou seja, as empresas espanholas nada investem e apenas sugam lucro. Neste caso, acho que o Brasil teria direito também de quebrar os contratos da teles, pelos menos no que diz respeito aos lugares em que o lucro é pequeno e as teles espanholas não tem o mínimo interesse em realizar investimentos, como é o caso da região onde o Pax mora.

    O problema entre o PIG e o JEG é que os primeiros são os herdeiros dos donatários das capitanias hereditárias, estão aboletados sugando dinheiro público há mais de quatrocentos anos, formaram um vasto império de rádios, televisões, jornais, mídias em geral, fortemente capitalizado com dinheiro público, possuem bons equipamentos e mercenários bem pagos e bem treinados para realizarem o trabalho sujo deles.

    Já o suposto JEG ou “blogueiros sujos” , como eles mesmos gostam de se denominarem, contituem-se de alguns jornalistas rebeldes e mesmo de algumas pessoas que simplesmente resolvem opinar livremente sobre todos os assuntos.

    Há um longo caminho pela frente mas, sem dúvida nenhuma, a nossa democracia está se consolidando.

    “Imprensa manipulada” é o que acontece hoje em dia, ou seja, pouco mais de uma dezena de caciques determina o que pode e o que não pode ser noticiado pela “grande imprensa”.

    O que os “blogueiros sujos” querem é justamente uma imprensa livre, mas que seja realmente livre e não obrigada a seguir as ordens do patrão, caso contrário, perdem o emprego.

    Quanto a essa história de “ministros corruptos”, até hoje não foi provado nada. Pagot, Orlando Silva e outros, simplesmente cairam nas armadilhas da imprensa munipuladora.

    Como você mesmo diz, imputar CRIMES, SEM NENHUMA PROVA, a autoridades que devem ser respeitadas, eu acho um absurdo.

    Para mim, o Augusto Nunes não possa de um CANALHA BOÇAL.

  106. Edu said

    Patriarca,

    O teu argumento é que onde o lucro é pequeno não tem investimento?

    Quer dizer então que petróleo (no caso da Argentina) não dá dinheiro, e por isso a controladora espanhola não investia na Argentina?!

    Quer dizer então que o Pax está em um lugar que não é rentável para nenhuma empresa de telecomunicação, e por isso ela nunca investirá na área onde o Pax está?!

    1 – De onde vc tirou que estas empresas não dão lucros? Ué… mas elas não eram as concessionárias que faziam rios de dinheiro nas costas dos meros mortais?

    2 – De onde vc tirou que o lugar onde está o Pax não é rentável? Vc fez ou viu alguma anális de investimento sobre montar uma infra-estrutura de telecomunicação lá, para afirmar categoricamente isso?

    3 – De onde vc tirou que as teles aqui no Brasil não investem dinheiro? Novamente, vc viu ou fez alguma análise a respeito disso?

    —-X—-

    Então o PIG e o JEG são herdeiros de capitanias hereditárias?! De onde vc tirou isso?!

    O PIG e o JEG são capitalizados com dinheiro público?! Como?

    Supondo que o q vc disse esteja correto, que eles estão bem aparelhados e contratam mercenários para fazer o “trabalho sujo” deles, qual é o objetivo máximo desses herdeiros de capitanias hereditárias? Em que consiste esse trabalho sujo mesmo?

    Eles não querem concorrência? – Pô, mas pra isso eles deviam estar puxando o saco do governo, e não apedrejando, já que as concessões são públicas…

    Eles querem… hum… deixa ver… perpetuar no poder? – Pô, mas para se perpetuarem no poder eles também precisariam estar puxando o saco do governo…

    Eles querem…. já sei! Eles querem dominar o Brasil! – Pô, mas aí, dada a aprovação de mais de 60% de aprovação da presidente, eles deveriam estar cantando músicas de louvor à presidente e deixando esses 60% da população mais feliz…

    Patriarca… fiquei sem opções: o que é que esses herdeiros malditos querem mesmo? Por favor, acho que eu não estou com criatividade suficiente para contribuir com a sua teoria da conspiração hoje, ajude-me.

    —-X—-

    Além disso, se a imprensa noticia o que quer, e daí?

    1 – Existe direito de contraditório pra isso
    2 – Existem vários meios de comunicação pra isso
    3 – Se tudo mais der errado, existe o código civil pra isso!

    Que mais vc quer?!

    Se a imprensa imputou crimes contra autoridades públicas, as autoridades públicas que se defendam legalmente, existem meios para isso.

    Se o Augusto Nunes disse algo com que vc não concorda, vc não precisa acreditar cara. Ainda que a vontade seja muito grande, basta vc dizer: não acredito no que ele diz, virar as costas e seguir com a sua vida. Tenho certeza que muita gente não concorda com ele, muita gente fez isso, não precisa de um órgão regulador para “dar uma lição” nele, por mais canalha, e por mais boçal que ele seja.

    A imprensa pode ser canalha, e infelizmente talvez sempre existirá canalhice na imprensa, o descrédito do mau jornalismo se reflete na perda de ibope meu amigo. Se a imprensa se rege pelas leis do mercado, pode acreditar que o mercado será implacável com ela. Ela não precisa prestar contas ao povo, o povo se encarrega de dar o devido descrédito a ela, se for o caso.

    Agora, o governo não pode ser canalha. O governo não pode ser canalha de manter alguém em um cargo com uma acusação grave de corrupção, não pode ser canalha de distorcer fatos em informações oficiais, não pode ser canalha de usar a imprensa como meio de manobra para fazer jogo político misturando os 3 poderes, e por aí vai. O governo, em oposição à imprensa, precisa SIM prestar contas ao povo, o problema é que por sua vez, o governo está dando uma lição de canalhice em proporções INTERNACIONAIS.

  107. Chesterton said

    Edu, isso é Missão Impossível! (tât tâ, tâ tâ tât tâ)

  108. Edu said

    Chest,

    hahahaha

    Às vezes eu me pergunto se vale a pena ou não insistir em tentar mostrar um contraponto ou tentar enxergar as coisas por um ângulo um pouco diferente.

    Diante disso, talvez eu mude para “Patriarca da Teimosia” ou talvez, por acreditar que há um fundo de racionalidade em qualquer ser humano, “Patriarca da ingenuidade”…

  109. iconoclastas said

    “FH diz que Dilma deve se preocupar com volta de Lula
    Em evento, ex-presidente tucano avaliou tom crítico do petista contra o PSDB como “bazófia”

    Gustavo Uribe
    Publicado: 12/06/12 – 14h31
    Atualizado: 12/06/12 – 14h58
    O Globo

    SÃO PAULO – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ressaltou nesta terça-feira que a presidente Dilma Rousseff tem de se preocupar com a disposição de seu antecessor no Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, de voltar à Presidência da República em 2014. Em entrevista, na semana passada, ao Programa do Ratinho, o dirigente petista reconheceu que pode disputar a sucessão presidencial caso a atual presidente não queira se lançar à reeleição em 2014. No programa, Lula disse ainda que não vai permitir que um tucano volte à Presidência.

    O ex-presidente tucano avaliou o tom crítico do seu antecessor petista como uma “bazófia” e lembrou que faz parte do estilo dele adotar um discurso “um pouco agressivo”.

    – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre teve esse discurso um pouco agressivo, é do estilo dele. Agora, depende do povo. O povo que vai decidir quem será o próximo presidente. É uma bazófia do ex-presidente, é o estilo dele de ‘vou fazer’ e ‘vou acontecer’. Eu desconto a declaração pelo estilo dele, não é para levar ao pé da letra. Quem está preocupado não são os tucanos, mas a presidente Dilma Rousseff, ela que tem de se preocupar com essa disposição do Lula – afirmou Fernando Henrique Cardoso, após participar do painel “Os caminhos a serem percorridos pelo Brasil”, no Congresso Internacional de Varejo, em São Paulo.

    …”

    ih, krai…

    ;^/

  110. iconoclastas said

    “Toque de recolher
    12 de junho de 2012 | 3h 05
    Dora Kramer – O Estado de S.Paulo

    Há convocações e convocações. Na história recente do Brasil a oposição ao regime militar levou às ruas milhares para pedir da “anistia ampla, geral e irrestrita” e reuniu milhões para exigir eleições “Diretas-Já”.

    Anos depois um presidente acuado por denúncias de corrupção foi à TV conclamar o povo a sair “vestido de verde-amarelo” em sua defesa e o que viu nos dias seguintes foi surgir uma mobilização de gente vestida de preto a pedir a interrupção de seu mandato.

    Qual a diferença entre as duas situações? Em essência, a natureza da causa.

    Inevitável pensar nesses dois acontecimentos quando se vê o principal réu do processo do mensalão, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu, a conclamar estudantes e movimentos sociais a se mobilizar contra não se sabe exatamente o quê.

    Dirceu não é específico. Pelo tom, pretende que as pessoas se mobilizem para pressionar o Supremo Tribunal Federal a inocentá-lo: “Todos sabem que esse julgamento é político, essa é uma batalha a ser travada nas ruas senão a gente vai ouvir uma só voz, pedindo a condenação sem provas. É a voz do monopólio da mídia”.

    Pelo texto do discurso dirigido à União da Juventude Socialista reunida em seu 16.º congresso, José Dirceu gostaria que seus defensores ficassem “vigilantes” para não permitir “um julgamento fora dos autos”. Para garantir que a “Justiça cumpra o seu papel” e impedir que o processo se transforme “no julgamento de nossa geração”.

    Qual geração? A dele, a dos jovens estudantes ou dos dirigentes dos movimentos sociais? Primeira dúvida.

    Segunda: o que significa ficar “vigilante”? Vigiar os juízes, montar vigílias nas praças? Terceira dúvida: de que maneira estudantes e movimentos sociais garantem um “julgamento nos autos”, dando lições de direito constitucional e penal aos magistrados?

    Quarta e última dúvida: em que momento Dirceu ouviu “a voz do monopólio da mídia” defendendo a condenação?

    Como não apontou casos específicos, cabe a pergunta genérica, pois no geral o que se tem visto e ouvido é a defesa do julgamento ao tempo próprio. Seis anos depois de oferecida a denúncia.

    José Dirceu pode dizer o que quiser e, dentro das balizas legais, fazer o que bem entender em sua defesa. Só não pode pretender fazê-lo sem contraditório.

    Pode até mesmo acreditar que as massas tomem as ruas em prol de sua absolvição, embora pareça inútil, pois as massas andam amorfas.

    Tomem-se dois exemplos recentes, ambos estrelados pelo presidente do PT, Rui Falcão. Primeiro ele pediu que apoiadores do partido clamassem pela instalação de uma CPI com vista a “desmascarar os autores da farsa do mensalão”. Nada, silêncio sepulcral.

    Depois, no episódio do encontro entre Lula e o ministro Gilmar Mendes no escritório do advogado Nelson Jobim, convocou mobilização popular em defesa do ex-presidente. Calados estavam os populares, calados ficaram.

    Sem querer jogar água fria no entusiasmo de ninguém, resta uma evidência a ser levada em conta: se já anda difícil reunir as pessoas em prol de boas causas, muito mais difícil é lograr êxito em convocá-las a defender o indefensável.

    Em se tratando da estudantada, então, os tempos apresentam-se mais bicudos agora que o Ministério Público investiga a União Nacional dos Estudantes e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas por malfeitos semelhantes aos cometidos pelos tão criticados políticos: uso indevido de verbas públicas.

    O jornal O Globo revelou que o procurador Marinus Marsico identificou notas frias nas contas das entidades que receberam dinheiro do governo e com parte dele compraram cerveja, vinho, cachaça, búzios, velas e telefones celulares.

    No dia seguinte, o mesmo jornal informou que nem um só tijolo da nova sede pela qual a UNE recebeu R$ 30 milhões (de um total de R$ 44 milhões) há um ano e meio, foi posto em pé.

    De onde ficam prejudicadas as cordas vocais da moçada que José Dirceu convoca a dar lições de legalidade aos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal.”

    cade a tropa? a DK é feia, melequenta, cabeça de mamão…

    ;^/

  111. Michelle - A Besta Desvairada said

    Iconoclastas
    DK neste artigo foi definitiva literal e figurativamente.
    Eu acrescento: Petralha mal sabe ler quanto mais apreciar um artigo inteligente.Vão chamá-la de direitoba porque escreveu e descreveu a verdade da “doença” do chefe da organização criminosa do Mensalão.
    Daqui a pouco surgirão cafezinhos, viomundos e outras obscenidades tentando ofender a nossa inteligência.
    José Dirceu entrou em paranóia galopante e quer arrastar os outros para seu particular hospício.
    Eu, você e vários aqui já declaramos e declaro mais uma vez:
    Incluam-nos fora desta!

    Eu sou Besta e Desvairada mas não sou burra.

  112. Jose Mario HRP said

    Micheles, Icos e edus são a base aliada da direita!
    Afiados e agressivos!
    meus parabens!

  113. Chesterton said

    E o cachoeira vai sair lindinho dessa, era bem o que faltava….

  114. Michelle - A Besta Desvairada said

    May be caro Chesterton
    mas hoje na CPI, além de Odair ser defenestrado pela Comissão, …lula a oncinha sedenta, frequentou bocas de matildes…
    Perillo até deu-se ao luxo de tripudiar…”o alto preço do aviso a lula sobre o Mensalão”, restando ao Vacarezza tentar defender lula, protocolarmente.
    Nem precisou mandar um texto de celular a lula: Nós somos teu.

    Mas, se prevalecer a tese da defesa de Cachoeira, Bastos…provas obtidas ilegalmente – Cachoeira libertado- qual seria a função da CPI?
    Pedir desculpas ao distinto público – VIRAMOS PIZZA – e auto dissolver-se?

    O Brasil, aparelhado pelo PT, é uma piada de mau gosto.
    Infelizmente.

  115. Patriarca da Paciência said

    “Se o Augusto Nunes disse algo com que vc não concorda, vc não precisa acreditar cara. Ainda que a vontade seja muito grande, basta vc dizer: não acredito no que ele diz, virar as costas e seguir com a sua vida. Tenho certeza que muita gente não concorda com ele, muita gente fez isso, não precisa de um órgão regulador para “dar uma lição” nele, por mais canalha, e por mais boçal que ele seja.”

    Meu caro Edu, dizer que juizes obedecem ordens de alguém, para mim, é algo muito sério. Muito sério mesmo. Algo capaz de abalar os pilares da democracia, Ainda mais se os juízes são do STF. Algo que está muito além do simples “não acredito e pronto”. Ainda mais se o tal jornalista está escrevendo como se relatasse algo verídico.

    Eu muito me admiro que você considere “normal” o fato de juízes obedecerem ordens.

    Mas enfim, cada um com sua opinião!

  116. Patriarca da Paciência said

    A diretona anda cada vez mais se pelando de medo da CPMI e na maior torcida para que tudo acabe em Pizza.

    Mas ainda há todo um rio Amazonas para correr por baixo da ponte.

    Quem viver verá!

  117. Patriarca da Paciência said

    “Mas, se prevalecer a tese da defesa de Cachoeira, Bastos…provas obtidas ilegalmente – Cachoeira libertado- qual seria a função da CPI?
    Pedir desculpas ao distinto público – VIRAMOS PIZZA – e auto dissolver-se?”

    CPMI não é tribunal. Não está obrigada a seguir o Código Processual. É um julgamento político. Não adianta o Carlinhos Cachoeira alegar que as provas foram obtidas de maneira “ilegal”. A CPMI continuará do mesmo jeito.

  118. Michelle - A Besta Desvairada said

    12/06/2012
    às 21:49 \ Direto ao Ponto
    Para mostrar a força da tropa, Dirceu planeja a Marcha pela Impunidade dos Bandidos

    Vencido pelo padeiro de Ibiúna em 1968, paralisado pelo medo nos anos 70, debilitado pela arrogância crescente nas décadas seguintes, José Dirceu foi definitivamente derrotado pelo tamanho do prontuário em 2005, quando se descobriu que o chefe da Casa Civil do governo Lula também chefiava a quadrilha do mensalão. Mas o revolucionário de araque está sempre pronto para perder mais uma, constatou o post publicado neste espaço em junho de 2010.

    Continua o mesmo, avisa a discurseira beligerante no congresso nacional de uma certa União da Juventude Socialista. Assustado com a aproximação de 1° de agosto, quando o Supremo Tribunal Federal começará a decidir o destino dos mensaleiros, Dirceu pediu à plateia, como Fernando Collor às vésperas da queda, que não o deixe só. “Todos sabem que este julgamento é uma batalha política”, fantasiou o réu soterrado por provas que permitem condená-lo por corrupção ativa e formação de quadrilha.

    Depois de tirar do armário o trabuco imaginário, declarou-se pronto para a guerra. “Essa batalha deve ser travada nas ruas também, porque senão a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação, mesmo sem provas”, caprichou Dirceu na pose de inocente injustiçado. “É a voz do monopólio da mídia. Eu preciso do apoio de vocês”. O combatente que nunca lidou com balas de chumbo não se emenda. Ele vive reprisando o blefe que inaugurou em 2005, logo depois de perder o emprego por excesso de patifarias.

    ”Vou percorrer o país para mobilizar militantes do PT, dos sindicatos e dos movimentos sociais”, preveniu o então deputado federal num encontro do partido em São Paulo. ”Temos de defender o governo de esquerda do presidente Lula do golpe branco tramado pela elite e por conservadores do PSDB e do PFL”. Passou as semanas seguintes mendigando socorro até aos contínuos da Câmara, teve o mandato cassado em dezembro e deixou o Congresso chamando o porteiro de “Vossa Excelência”.

    Passados sete anos, o sessentão que finge perseguir o socialismo enquanto caça capitalistas com negócios a facilitar assumiu formalmente o comando do regimento de mensaleiros que luta para livrar-se da cadeia. Sempre dedilhando a lira do delírio, promete liderar mais uma ofensiva do que chama de “forças progressistas e movimentos populares”, expressões da novilíngua lulista que abrangem os pelegos da União Nacional dos Estudantes Amestrados, os vigaristas das centrais sindicais, os blogueiros estatizados e outras aberrações que só esbanjam competência no assalto aos cofres públicos.

    E que ninguém se atreva a acionar os instrumentos de defesa do Estado de Direito, determina o manual do stalinismo farofeiro. Usar a polícia para conter badernas é “repressão política”. Lembrar que, por determinação constitucional, figura entre as atribuições das Forças Armadas a neutralização de ameaças à ordem democrática é coisa de golpista. No país que Lula inventou, a corrupção institucionalizada só existe na imaginação da mídia golpista.

    Nesse Brasil Maravilha, Erenice Guerra é uma dama de reputação ilibada, Antonio Palocci prosperou honestamente, Dilma Rousseff é uma pensadora, Lula é o gênio da raça e o partido segue honrando a frase que Dirceu declamava fantasiado de vestal: “O PT não róba nem deixa robá”. O mensalão, claro, é uma farsa montada pela imprensa. E os que ousam defender o Código Penal não sabem com quem estão falando.

    “Como se trata de uma batalha política, mostraremos nossa força”, avisou aos velhacos da Juventude Socialista. O mais recente surto reafirma que, para o mitômano sem cura, o País do Carnaval não consegue enxergar diferenças entre fato e fantasia. Como Dirceu não para de repetir-se, faço questão de repetir-me: um ataque de tropas comandadas pelo guerrilheiro de festim só consegue matar de rir.

    Qualquer torcida organizada de time de futebol mobiliza mais militantes que o PT. As assembleias sindicais são tão concorridas quanto uma reunião de condomínio. Sem as duplas sertanejas, os brindes e a comida de graça, as comemorações do 1° de Maio juntariam menos gente que quermesse de lugarejo. Os movimentos sociais morreriam de inanição uma semana depois de suprimida a mesada federal.

    “Dirceu, guerreiro do povo brasileiro!”, berram os milicianos durante os palavrórios do general da banda podre. Estão todos convidados a exibir seu poder de fogo com um desfile paramilitar na Avenida Paulista. Puxada pelo revolucionário de festim e engrossada por todos os alistados no exército fora-da-lei, seria a primeira Marcha pela Impunidade dos Bandidos desde o Dia da Criação.

  119. Chesterton said

    It bothers me a little when conservatives call Barack Obama a “socialist.” He certainly is an enemy of the free market, and wants politicians and bureaucrats to make the fundamental decisions about the economy. But that does not mean that he wants government ownership of the means of production, which has long been a standard definition of socialism.
    What President Obama has been pushing for, and moving toward, is more insidious: government control of the economy, while leaving ownership in private hands. That way, politicians get to call the shots but, when their bright ideas lead to disaster, they can always blame those who own businesses in the private sector.
    Politically, it is heads-I-win when things go right, and tails-you-lose when things go wrong. This is far preferable, from Obama’s point of view, since it gives him a variety of scapegoats for all his failed policies, without having to use President Bush as a scapegoat all the time.
    Government ownership of the means of production means that politicians also own the consequences of their policies, and have to face responsibility when those consequences are disastrous — something that Barack Obama avoids like the plague.
    Thus the Obama administration can arbitrarily force insurance companies to cover the children of their customers until the children are 26 years old. Obviously, this creates favorable publicity for President Obama. But if this and other government edicts cause insurance premiums to rise, then that is something that can be blamed on the “greed” of the insurance companies.
    The same principle, or lack of principle, applies to many other privately owned businesses. It is a very successful political ploy that can be adapted to all sorts of situations.
    One of the reasons why both pro-Obama and anti-Obama observers may be reluctant to see him as fascist is that both tend to accept the prevailing notion that fascism is on the political right, while it is obvious that Obama is on the political left.
    Back in the 1920s, however, when fascism was a new political development, it was widely — and correctly — regarded as being on the political left. Jonah Goldberg’s great book “Liberal Fascism” cites overwhelming evidence of the fascists’ consistent pursuit of the goals of the left, and of the left’s embrace of the fascists as one of their own during the 1920s.
    Mussolini, the originator of fascism, was lionized by the left, both in Europe and in America, during the 1920s. Even Hitler, who adopted fascist ideas in the 1920s, was seen by some, including W.E.B. Du Bois, as a man of the left.
    It was in the 1930s, when ugly internal and international actions by Hitler and Mussolini repelled the world, that the left distanced themselves from fascism and its Nazi offshoot — and verbally transferred these totalitarian dictatorships to the right, saddling their opponents with these pariahs.
    What socialism, fascism and other ideologies of the left have in common is an assumption that some very wise people — like themselves — need to take decisions out of the hands of lesser people, like the rest of us, and impose those decisions by government fiat.
    The left’s vision is not only a vision of the world, but also a vision of themselves, as superior beings pursuing superior ends. In the United States, however, this vision conflicts with a Constitution that begins, “We the People…”
    That is why the left has for more than a century been trying to get the Constitution’s limitations on government loosened or evaded by judges’ new interpretations, based on notions of “a living Constitution” that will take decisions out of the hands of “We the People,” and transfer those decisions to our betters.
    The self-flattery of the vision of the left also gives its true believers a huge ego stake in that vision, which means that mere facts are unlikely to make them reconsider, regardless of what evidence piles up against the vision of the left, and regardless of its disastrous consequences.
    Only our own awareness of the huge stakes involved can save us from the rampaging presumptions of our betters, whether they are called socialists or fascists. So long as we buy their heady rhetoric, we are selling our birthright of freedom.

    http://townhall.com/columnists/thomassowell/2012/06/12/socialist_or_fascist/page/full/

  120. Jose Mario HRP said

    O M.Perillo recebeu uma salva de palmas após seu discurso inicial!
    Pode?
    Pode!
    Depois perguntinhas aguas de batata e nada!
    E tudo muito mal explicado!
    Vamos ver se com Agnello será assim?????
    Aposta:
    Não!
    Mas depois pode ser o jornalista, quem sabe?
    Juizes subservientes?
    Bem, estou propenso a acreditar que não, mas que a corte maior está contaminada por ideologias está.
    Assim tenho muito medo desse julgamento para absoluta falta de isenção de ao menos 03 juizes do caso!
    Diante de tão grande mancha por que não desviar esse julgamento para o STJ?????

  121. Pax said

    Cara Michelle,

    Este texto …”Marcha pela Impunidade dos Bandidos” é teu?

    Como não é, peço que traga os devidos links.

    Enviado via iPhone

  122. Pax said

    Uma das possibilidades é que hoje Agnelo também saia alisado pelo acordo geral.

    E, como previsto, a farsa conseguirá nada seja apurado para que todos continuem como estão

    Enviado via iPhone

  123. Pax said

    E este acordo, possível e indigesto, a quem beneficiará? Ou, melhor, quem, à além do jovem Odair, sairá com a moral abaixo do ânus da cobra? Que papelão se descortina!

    Cá continuo acreditando que a enorme curiosidade do mafioso ser preso na tal casa do governador, que o dito não “reparou” quem assinou os cheques da tal esquisita compra e, principalmente, que o mafioso ter pago o tal jornalista para fazer campanha para o governador não são meras coincidências neste mundo de corruptos gerais.

    Enviado via iPhone

  124. Jose Mario HRP said

    Nos próximos dias mais surprersas na CPI pois um desembargador federal da região e que julga Cachoeiro já reconheceu a nulidade das provas por escuta da PF, dando-as por ilegais o que em dois ou tres dias resultará na liberdade do bicheiro/industrial da quimica!
    E por final:
    M.Perillo é investigado ou não?
    O que o Marconi quis dizer falando sobre a Dilma ser uma possivelmente investigada???

  125. Patriarca da Paciência said

    Meus caros Pax e HRP,

    numa guerra há muitas batalhas. Uma batalha perdida não significa a derrota numa guerra. O Perillo ainda vai ter muito que se explicar!

    Fora do tema:

    “Ex-presidente Lula abre debates da Rio+20 no sábado

    O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre na manhã de sábado (16) a programação oficial da Arena Socioambiental, durante a Rio+20 (conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável). ”

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1103597-ex-presidente-lula-abre-debates-da-rio20-no-sabado.shtml

    Pois é, o “apedeuta” anda cada vez mais pretigiado!

    O Reinaldinho Cabeção e o Augusto Boçal Canalha Nunes vão cortar os pulsos!

  126. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    Pois é, o “apedeuta” anda cada vez mais prestigiado!

  127. Pedro said

    Pois é Pax, conforme previsto, o PT aliviou pro Perillo, que pegou leve no assunto mensalão.

    Ao mesmo tempo, aprovaram o “regime diferenciado” para contratação de obras da copa e todos saem felizes. Foi aberta a porteira pra mais uma roubalheira generalizada.

    E da-lhe imposto pra “classe mérdia”.

    Tem hora que dá um desanimo….

  128. Edu said

    Essa CPI…

    Mas é claro que vai acabar em pizza! Todo mundo de rabo preso! Quem tinha que ser queimado já foi: Demóstenes.

  129. Edu said

    Patriarca,

    Sobre juizes receberem ordens, a última vez que botei a mão no fogo para defender juiz eu me ferrei: o caso Pinheirinho.

    O juiz do caso foi lá e concedeu a reintegração de posse, lembro bem que gastamos um post inteiro discutindo o caso.

    Eu questionei tudo o que foi dito em favor dos juizes do caso, acho que foi uma das melhores discussões que tive aqui no blog, detalhamos o histórico das decisões tomadas, dos impasses e de tudo mais. No fim vcs me convenceram de que:

    1 – Ou o juiz estava completamente comprado pelo governador ou pelo proprietário do terreno
    2 – Ou o juiz tomou uma decisão completamente equivocada, dada a sequência de eventos

    É uma pena mesmo Patriarca, porque acabei entendendo que estamos num país onde a justiça percorre caminhos tortuosos e perigosos.

    Se o Augusto Nunes está questionando essa independência do judiciário, eu acho que ele tem razão em suspeitar disso sim, seja quando o Alkmin dá uma dessas, seja quando a Dilma dá uma dessas e seja quando um Lula, que nem possui cargo público mais, dá uma dessas.

  130. Edu said

    Jose Mario HRP,

    Pode me considerar de direita sim. Só não me confunda com partidário do PSDB, nem da zelite, por favor.

  131. Pax said

    Vejamos hoje, caro Pedro, se o acordão da pizza vai funcionar.

    Se a turma do PSDB/DEM/PPS aliviar com o Agnelo, pode pedir queijo extra e azeite se oliva que o prato italiano já está montado e assando.

    E será uma desmoralização geral.

    Enviado via iPhone

  132. iconoclastas said

    #111 – meu bom H Romeu, não que eu me ofenda com os rótulos, mas eu sou apenas um inexpressivo iconoclasta.

    # 119 – boa leitura. o primeiro parágrafo é a perfeita síntese do comportamento político vigente na maior parte do mundo, Terra de Santa Cruz inclusive.

    ;^/

  133. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    discutir o caso de uma juíza que reformou a decisão de um colega, concedndo algo que já fora negado e também um governador se colocando ao lado de uma juíza de primeira instância contra uma liminar de um tribunal de segunda instância, são coisas totalmente diferentes.

    Mas essa é uma polêmica longa e consativa.

    E não me julgo com capacitação técnica suficiente para mantê-la.

    Agora, colocar ministros do STF sob suspeita de serem “comandados”, para mim, é algo que qualquer cidadão comum pode entender como absurdo.

    No meu entender há uma enorme diferença.

  134. Patriarca da Paciência said

    De qualquer forma, acho muito remota a possibilidade do Perillo ainda se eleger governador de Goiás.

    Ou mesmo senador.

  135. Jose Mario HRP said

    Muito estranho o que Agnello Queiroz acaba de destacar nas escutas da PF:
    Cachoeiro usou termos chulos para nomear Agnello e isso não foi veiculado pela mídia e ele estranha esta omissão………Hummmmmmm, muito estranho!

  136. Edu said

    Patriarca,

    A meu ver o tema dessa discussão é a influência política no processo judicial, independentemente da etapa do processo, da instância, ou do tipo de tribunal de que estamos falando.

    Se a ressalva vale para um, automaticamente vale para todos, não é necessário conhecimento técnico para levantar essa suspeita. O fato é que o judiciário ultimamente anda se colocando em situações questionáveis no que diz respeito à conduta dos integrantes, basta juntarmos algumas notícias relacionadas (como as supracitadas).

    Além do mais, essa situação de xeque é reiterada pelo próprio CNJ. Não é só a imprensa ou o povo que está com a pulga atrás da orelha…

    Então, caro Patriarca, o que temos até o momento é o seguinte: em nenhum dos casos citados foi comprovada a influência do executivo no judiciário, no entanto, graças à mídia, mesmo sendo leigos, podemos inferir que o judiciário anda pisando na bola em relação à sua conduta, que de inquestionável passou a ser suspeita.

    O simples fato de haver essa suspeita deveria levar ao judiciário responder publicamente: sendo mais transparente, comprovando por meio das ações públicas que julga que a independência ainda existe e cuidando para que seus integrantes mantenham a distância adequada da influência dos outros poderes.

    E sendo assim, a mídia não fez nenhum mal, muito pelo contrário. Está simplesmente cobrando a conduta adequada de uma instituição pública, o que é de total interesse da população e da democracia.

  137. Jose Mario HRP said

    Agnello Queiroz abre seus sigilos em plena sessão da CPMI!

  138. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    ter opinião contrária a uma decisão judicial é algo totalmente normal. Acho que poucos réus concordam com a pena que lhes é dada (embora alguns, por incrível que pareça, concordem).

    Então, no caso de Pinheirinho, foi um FATO realmente. A juíza tomou uma decisão que muitos discordaram.

    Já o Augusto Boçal Canalha Nunes está está simplesmente levantando suspeitas. Se ele tem alguma prova que alguns dos ministros do STF são “comandados”, ele que apresente provas e a sociedade agradecerá.

    Agora, ficar falando impunemente uma barbaridade dessas, na minha opinião, é um completo absurdo.

  139. Patriarca da Paciência said

    HRP,

    foi um gol de placa do Agnelo. Com essa o Perillo ficou lá no chão. Quando o relator perguntou ao Perillo se ele abriria os seus sigilos, o Perillo negou e a turma do PSDB fez o maior bafafá.

    A coisa começa a ficar boa.

  140. Edu said

    Patriarca,

    Muito pelo contrário!

    Se o Augusto Nunes está caluniando, difamando ou prejudicando alguém ou alguma instituição com isso, que estas instituições convoquem o dito cujo às vias de fato!

    Enquanto isso não ocorrer, ele não precisa se justificar a ninguém, está sujeito apenas à análise popular sobre acreditar na lógica e/ou fontes de Augusto Nunes ou não, e acabou.

    Vc realmente acredita mesmo do STF, né? Vc põe a mão no fogo por eles?!

  141. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    Uma coisa eu digo, com toda a certeza.

    Entre o que supõe o Augusto Boçal Canalha Nunes e a presunção de inculpalibilidade, até prova em contrário, do STF, eu fico com a presunção de inculpabilidade do STF.

  142. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    inculpalibilidade = inculpabilidade,

  143. Zbigniew said

    Pois é. O Perilo arregou e o PSDB também.

    Há um requerimento para que seja de cinco anos atrás até a data atual.

    O Onyx Lorenzoni, do DEM, faz marola pra levantar suspeitas sobre as intenções do depoente. E o Perilo?

  144. Pax said

    Aqui em trânsito… Se puderem manter atualizadas as informações sobre o depoimento do Agnelo este blog ficará muito grato.

    =)

    Enviado via iPhone

  145. Edu said

    Fizeram tanto barulho… e no fim, será servida uma pizza bastante simples: meia calabreza, meia margherita…

  146. Michelle - A Besta Desvairada said

    12/06/2012
    às 15:21 \ Política & Cia Ricardo Setti
    Atitude de Perillo de não contar publicamente como foi que alertou Lula sobre o mensalão é incompreensível e inexplicável. A menos que…

    O sorridente governador Marconi Perillo, na CPI do Cachoeira: inexplicável recusa em contar episódio fundamental da recente vida brasileira (Foto: Ueslei Marcelino / Reuters)

    O depoimento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), à CPI do Cachoeira surpreende por dois fatos:

    1. O caráter morno dos questionamentos de parlamentares adversários dos tucanos, inclusive o relator petista, o deputado Odair Cunha (PE).

    2. A espantosa decisão do governador de, mesmo tendo tido uma oportunidade de ouro, não querer se alongar sobre seu encontro com Lula, em 2005, durante o qual teria advertido o então presidente sobre a existência do mensalão — um sistema de corrupção destinado a obter apoios ao governo entre deputados mediante pagamento em dinheiro.

    Apertado pelo deputado governista Felipe Pereira (PSC-RJ) sobre se não fora avisado a respeito de corrupção em seu próprio governo, Perillo mencionou o mensalão em poucas palavras:

    – Uma deputada foi ao meu gabinete e me contou. Em uma das visitas que fez ao Estado de Goiás, tomei a iniciativa no sentido de avisar o senhor presidente.

    “Águas passadas” coisíssima nenhuma!

    O deputado governista ainda, provavelmente sem querer, até ajudou, ao insistir, mas o governador não quis falar do assunto, dizendo que “o foco desta CPI não é o mensalão e acrescentando:

    – O foco é outro. E não vou, em hipótese alguma, tratar desse assunto numa sessão como essa. Isso são águas passadas.

    NÃO!

    Não são águas passadas, coisíssima nenhuma! São águas tão “passadas” que os mensaleiros irão a julgamento pelo Supremo Tribunal “deste país” em agosto.

    A atitude de Perillo é incompreensível. Suas declarações, no âmbito de uma CPI de repercussão nacional, reavivariam fortemente a memória do escândalo do mensalão e poderiam esclarecer, no mínimo, a omissão do deus supremo do lulalato diante da bandalheira denunciada pelo Ministério Público.

    Perillo continua tendo que explicar suas relações com o malfeitor Carlinhos Cachoeira. A partir de agora, precisará, também, explicar seu silêncio sobre algo tão relevante. Será que quis proteger Lula?

    “Neste país”, tudo é possível.

  147. Zbigniew said

    E agora José? A Veja vai dar o mesmo destaque?

    A Comissão de Ética da Presidência da República arquivou o processo contra o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, por suposto envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos. Em outubro de 2011, a comissão abriu procedimento para investigar o ex-ministro, citado em uma reportagem da revista “Veja” como beneficiário de um esquema de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo, que financia projetos de organizações não governamentais para estimular a prática de esportes entre jovens.

    Na reportagem, o ex-policial militar João Dias Ferreira disse que entregava dinheiro do esquema ao ministro dentro do estacionamento do ministério. O então ministro negou a acusação.

    De acordo com o presidente da Comissão de Ética, Sepúlveda Pertence, a denúncia foi arquivada “por absoluta falta de provas”. A decisão foi tomada pela comissão nesta segunda-feira (11).

    Após as denúncias de corrupção no Programa Segundo Tempo, Silva deixou o Ministério do Esporte no fim de outubro do ano passado. Com a saída do cargo, o inquérito que investiga o ex-ministro e também o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), por suposta prática de crimes contra a administração pública, foi encaminhado pelo Supremo Tribunal Federal ao Superior Tribunal de Justiça, que tem competência para julgar governadores.

    (Com informações da Agência Brasil)

    http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/06/12/comissao-de-etica-arquiva-denuncia-contra-ex-ministro-orlando-silva.htm

  148. Pedro said

    Olha, não é por nada não. Mas, comissão de ética da Presidencia da Republica??????????

    Gezuis, eles estão até agora procurando as lanchas da Ideli. O problema é que eles procuram na agua e as lanchas estão estacionadas em terra. Sabe como é, a agua salgada costuma estragar lanchas…..

    Comissão de etica da Presidencia da Republica, além de pagarmos uma boa grana pra este pessoal, serve pra que mesmo?

  149. Jose Mario HRP said

    Continua a palhaçada dos meninos do PSDB!

    E do PPS! Roberto Freire, o probo!
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK…………………………

  150. Michelle - A Besta Desvairada said

    AUGUSTO NUNES
    13/06/2012
    às 14:06 \ Direto ao Ponto
    O governador de Goiás resolveu abrir mão do sigilo. Falta agora revelar dois segredos

    Depois de saber que o governador Agnelo Queiroz, durante o depoimento na CPI do Cachoeira, abrira mão do sigilo bancário, telefônico e fiscal, o governador Marconi Perillo corrigiu nesta quarta-feira o erro da véspera e reprisou o gesto do colega. Menos mal. Falta agora homenagear o Brasil decente com a quebra de mais dois segredos.

    O primeiro encobre a conversa com Lula em que Perillo alertou o então presidente Lula para a roubalheira do mensalão. Um diálogo desse calibre é eternizado na memória com todos os substantivos, adjetivos, verbos, pontos de interrogação ou de exclamação, vírgulas, reticências e pausas. O governador de Goiás tem o dever de reconstituir publicamente a conversa antes que comece o julgamento dos mensaleiros.

    A existência de um segundo segredo acaba de ser divulgada pelo blog de Lauro Jardim: Perillo reuniu um acervo considerável de informações sobre maracutaias que envolvem o ex-governador goiano Iris Rezende, do PMDB, e o companheiro Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT e da quadrilha do mensalão. Se a temperatura subisse na sessão da CPI, o depoente diria o que sabe. Como petistas e peemedebistas o trataram com muita civilidade, dispensou-se de tirar a carta guardada na manga.

    A verdade merece respeito. Não pode ser transformada em instrumento de coerção, nem tratada como mercadoria a barganhar. Se Perillo não revelar o que esconde, estará confessando que um governador do PSDB age como comparsa da bandidagem suprapartidária.

  151. Patriarca da Paciência said

    “O primeiro encobre a conversa com Lula em que Perillo alertou o então presidente Lula para a roubalheira do mensalão. Um diálogo desse calibre é eternizado na memória com todos os substantivos, adjetivos, verbos, pontos de interrogação ou de exclamação, vírgulas, reticências e pausas. O governador de Goiás tem o dever de reconstituir publicamente a conversa antes que comece o julgamento dos mensaleiros.”

    Será que o Agusto Boçal Canalha Nunes não sabe que foram quatrocentos parlamentares entres deputados e senadores que assinaram a CPMI?

    A fixação dele com o Lula é tanto que ele pensa que apenas o Lula é responsável pela CPMI?

    Se o Perillo declarar, na frente dos quatrocentos deputados e senadores que está sendo “perseguido” pelo Lula, vai ser um ato formidável.

    Acredito que será uma declaração que entrará para a história!

  152. Michelle - A Besta Desvairada said

    Leiam o que informa Rubens Valente, na Folha Online:
    http://www1.folha.uol.com.br/poder/1104205-ex-relator-da-cpi-dos-correios-lista-em-discurso-12-provas-contra-dirceu.shtml
    (…)
    Serraglio disse estar “farto da alegação de que o mensalão é fantasia”. A gota d’água, segundo ele, foi um artigo assinado pelo produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, publicado ontem na Folha”, sob o “Por qué no lo matan?”, que faz a defesa de Dirceu.

    “Certamente me amofina essa cantilena repetida de que o ‘mensalão’ fora uma farsa, como se a investigação não se realizou por parlamentares dos mais diversos matizes político-partidários”, discursou o deputado. ”Ainda agora assistimos José Dirceu concitando os jovens a se manifestarem diante de sua inocência”, discursou o deputado. O deputado listou os seguintes indícios coletados tanto pela CPI quanto pelo processo do mensalão, que poderá ser levado a julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) no segundo semestre deste ano:

    1) à época em que Dirceu era ministro, “nada ocorria sem o beneplácito do super-ministro, como era chamado na imprensa e nos corredores do poder”;

    2) Roberto Jefferson, líder do PTB, “confessa que tratou por mais de dez vezes do mensalão com Dirceu”;

    3) o publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza “afirmou que ouviu de Delúbio [Soares, ex-tesoureiro nacional do PT e da campanha presidencial de Lula em 2010], que Dirceu deu ‘aval’ aos empréstimos bancários que alimentaram o mensalão;

    4) a mulher de Valério “assentou que Dirceu se reuniu com o presidente do Banco Rural no Hotel Ouro Minas para acertar os empréstimos do banco”;

    5) Valério “arrumou emprego para a ex-mulher de Dirceu no [banco] BMG em São Paulo”;

    6) um sócio do publicitário se “tornou ‘comprador’ do apartamento da ex-mulher de Dirceu em São Paulo”;

    7) Valério “afirma que foi quem ajustou a audiência havida entre os diretores do BMG e o ministro Dirceu”;

    8) segundo Valério, “Silvio Pereira [ex-secretário nacional do PT] lhe disse que José Dirceu sabia dos empréstimos junto aos bancos”;

    9) a presidente do Banco Rural “declarou que Valério era um ‘facilitador’ das tratativas com o governo” e “disse mais, que ‘Dirceu foi a única pessoa do governo com quem ela falou” sobre o interesse do Rural relativo à aquisição de parte do Banco Mercantil de Pernambuco;

    10) o ex-deputado Jefferson “afirmou que, por orientação de Dirceu, houve encontro no Banco Espírito Santo, em Portugal, à busca de R$ 24 milhões”;

    11) o ex-tesoureiro do PTB, “Emerson Palmieri relata que todas as tratativas eram ratificadas, ao final, por Dirceu;

    12) a ex-secretária de Valério na agência de publicada em Belo Horizonte (MG), Karina Somaggio, “testemunhou que Valério mantinha contatos diretos com José Dirceu”.

    Serraglio disse que a CPI ajudou a “abrir o caminho” para a eleição de Dilma Rousseff, em 2010, como sucessora de Lula ao enfraquecer Dirceu, nome natural dentro do PT, antes do escândalo, para uma eventual candidatura à Presidência.
    (…)
    Por Reinaldo Azevedo

  153. Michelle - A Besta Desvairada said

    quarta-feira, 13 de junho de 2012
    Agnelo autoriza quebra de sigilo que já estava quebrado pelo STJ.
    O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou nesta sexta-feira a quebra do sigilo fiscal e bancário do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, e do ex-ministro do Esporte, Orlando Silva. A decisão atende a um pedido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Agnelo e Orlando são investigados por irregularidades no programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte. O policial militar João Dias, um dos delatores do esquema, também terá os sigilos quebrados.
    O “nesta sexta-feira” é 18 de novembro de 2011.
    Clique aqui para ler.
    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/stj-quebra-sigilo-de-agnelo-queiroz-e-orlando-silva

  154. Patriarca da Paciência said

    As “provas” contra o José Dirceu são realmente formidáveis.

    Tudo na base do “alguém disse”, “alguém falou”.

    Sem contar que o Jefferson já “desdisse” tudo que dissera antes.

    Ou seja, esse pessoal da Veja é mesmo analfabeto jurídico.

  155. Pax said

    CPMI da Carochinha.

    Que papelão.

    Enviado via iPhone

  156. Pax said

    Só falta o Onyx aparecer de bombachas e guaiaca e remédio para aquela sarna na cabeça e o Vaccarezza de palhaço com microfone “assim vc me mata, ah se eu te pego…” com a foto do Cabral a tiracolo.

    CPMI dos aplausos. Só falta uniforme de torcida organizada e vuvuzelas naquela sala de suspeitos, não os defendidos por Kakais e Bastos, mas os inquisidores de meia tigela.

    Eita congressinho minúsculo.

    Enviado via iPhone

  157. Michelle - A Besta Desvairada said

    Enquanto não abrir a Delta vai ficar nesse nheco-nheco.
    CPMI castrada é assim mesmo.
    A BOCETONA DE PANDORA chama-se Delta.

  158. Zbigniew said

    E a Veja se acabando por dentro.

    Cresce rumor sobre queda de presidente da Abril

    Fábio Barbosa, que foi escalado para agir nos bastidores em Brasília e evitar a convocação de Roberto Civita pela CPI do caso Cachoeira, estaria insatisfeito com a política editorial da revista Veja; pendência que trava sua saída é a pesada multa rescisória que terá que ser paga pela editora

    13 de Junho de 2012 às 22:22

    247 – Nesta terça-feira, voltaram a circular, no mercado financeiro e também editorial, rumores sobre a demissão do executivo Fábio Barbosa, que preside a Editora Abril desde agosto do ano passado. “Ele já acertou sua saída”, disse ao 247, um banqueiro que desfruta da amizade do executivo.

    Ex-presidente do Santander, Barbosa estaria insatisfeito com as missões que lhe foram atribuídas. Essencialmente, ele circulou em Brasília para evitar que a CPI do caso Cachoeira convocasse o dono da empresa, Roberto Civita, e o diretor da sucursal brasiliense da revista Veja, Policarpo Júnior. Barbosa teve reuniões com o vice-presidente Michel Temer, com outros caciques do PMDB e até mesmo com o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que é um dos principais réus do mensalão. Com todos, negociou uma espécie de armistício.

    No entanto, Barbosa estaria incomodado com o fato de ter ficado “vendido” diante de seus interlocutores. Acenou com a bandeira branca, mas, em suas últimas edições, a revista Veja, carro-chefe da Abril, manteve sua artilharia pesada apontada na direção do PT e dos réus do mensalão. Barbosa já não tem mais garantias de que Civita e Policarpo não serão convocados numa fase posterior da CPI.

    O que ainda trava sua saída é a pesada multa rescisória que terá que ser paga pelos controladores da Abril. Barbosa foi recrutado a peso de ouro logo depois de sua saída do banco Santander, banco onde construiu uma imagem de executivo preocupado com a sustentabilidade e com questões sociais. A interlocutores próximos, o presidente da Abril confidenciou estar incomodado com os prejuízos que o caso Cachoeira têm causado à sua imagem pública.

    http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/64714/Cresce-rumor-sobre-queda

  159. Pax said

    Qualquer empresa que aposte em qualidade baixa sabe que perenidade não é um dos seus maiores atributos.

    Enviado via iPhone

  160. Zbigniew said

    Por isso que estes fascistas se agarram a governos, perpetuando esse jogo hipócrita de guardiões da moralidade (sabemos qual moralidade).

  161. Michelle - A Besta Desvairada said

    # 159 e 160 Vide o Partido dos Trabalhadores.

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