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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mais suspeitas: Perillo e Cachoeira

Posted by Pax em 27/06/2012

Apesar da vergonhosa atuação do relator Odair Cunha (PT), escorado pela tropa de choque do governo na CPMI do Cachoeira, agora engordada por Ricardo Berzoini, ex-presidente do partido, aumentaram as suspeitas que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), vendeu a casa em que o mafioso Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal.

O arquiteto decorador contratado pela esposa do bicheiro-amigo de Demóstenes, abriu o bico e contou detalhes dos serviços prestados à bela Andressa Mendonça.

De um lado o governador goiano fica cada vez mais comprometido com o esquema de Cachoeira e, de outro, a evidente atuação política de direcionar as investigações somente para os inimigos. Odair Cunha insiste em não convocar Fernando Cavendish, peça chave do esquema. Arrisca enterrar sua carreira política ao se mostrar um menino de recados obediente, sem qualquer personalidade capaz de aprofundar as investigações.

A CPMI pode atingir o objetivo de comprometer Marconi Perillo e apoiar a cassação de Demóstenes Torres, mas ficará registrada como uma manobra política inaceitável do governo: aos amigos o vale-tudo, aos inimigos a mais rigorosa lei.

Atualização: o depoimento do jornalista Luiz Carlos Bordoni na CPMI compromete, ainda mais, Marconi Perillo. Um trecho de notícia da Folha de São Paulo:

O jornalista contou que o acordo era receber R$ 120 mil mais R$ 40 mil de bônus se o candidato vencesse a eleição, o que ocorreu. Do total, segundo ele, R$ 40 mil lhe foram entregues em dinheiro pelo próprio governador; R$ 30 mil pelo financeiro da campanha e 10 mil por Jayme Rincon, chefe da agência de transporte de Goiânia.

Outros R$ 45 mil vieram da Alberto e Pantoja, empresa fantasma do esquema Cachoeira, e o restante da empresa empresa Adecio e Rafael, também vinculada a Cachoeira, segundo a Policia Federal.

Bordoni disse ainda que “todos sabiam” que Eliane Gonçalves, ex-chefe de gabinete de Perillo, era ligada a Cachoeira e andava com um radinho nextel. Eliane foi convocada a depor na CPI hoje, mas se recusou a falar.

Para relator, depoimento de arquiteto serviu para mostrar que Perillo mentiu

Luciana Lima – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Após ouvir o depoimento do arquiteto Alexandre Milhomen, o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), concluiu que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), mentiu em depoimento prestado à comissão no dia 12 de julho.

De acordo com o relator, Perillo teria “montado” a história da venda da casa para esconder sua relação com o empresário Antônio Carlos de Almeida Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, apontado pela Polícia Federal como líder de uma organização criminosa que envolve políticos e empresários.

Ao ser indagado se o governador teria mentido em seu depoimento, Cunha respondeu: “Com certeza. Está evidente que a história foi uma história montada. A história da casa é para negar a relação do governador com o senhor Carlos Cachoeira”, disse o relator.

Milhomen disse na CPMI que foi contratado por Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, para decorar a casa na qual que ela moraria provisoriamente. Pelo serviço, o arquiteto disse ter recebido R$ 50 mil, pagos em cinco parcelas de R$ 10 mil. O arquiteto também calculou que as compras de móveis e objetos de decoração para a casa somaram cerca de R$ 500 mil, pagos por Andressa.
“Quem comprou a casa foi o senhor Carlos Cachoeira, os áudios mostram isso, e aqui o arquiteto disse que quem o contratou foi a senhora Andressa”, disse o relator.

As gravações interceptadas pela Polícia Federal indicam que os serviços prestados pelo arquiteto foram contratados em maio de 2010, antes que ocorresse a negociação do imóvel da forma que o governador informou à comissão. Em fevereiro desse ano, a Polícia Federal prendeu Cachoeira nessa casa.

Perillo, em seu depoimento, negou ter vendido a casa para Cachoeira. Ele disse que vendeu o imóvel ao empresário Walter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão. “Está evidenciado que a prestação do serviço foi antes da aquisição da casa pelo senhor Walter Paulo e que quem contratou o arquiteto foi o senhor Carlos Cachoeira, para fazer uma decoração vultosa que custou mais de R$ 500mil com a aquisição de móveis”, disse o relator.

O relator avaliou que não há necessidade de se tomar um novo depoimento de Perillo. “Nós vamos agora continuar buscando meios de prova para desmontar a tese aqui desenhada, a historia montada pelo governador Marconi Perillo”, afirmou.

Segundo Odair Cunha, “fica cada vez mais evidente pelos áudios da Polícia Federal, que dão conta que Carlos Cachoeira queria comprar a casa em fevereiro, que dão conta da preocupação de Carlinhos Cachoeira com a casa estar no seu nome em abril, que dão conta da decoração dessa casa, que dão conta de que Cachoeira queria vender a casa no final de junho e no começo do mês de julho”.

Outro ponto confirmado pelo arquiteto durante o depoimento é que parte do pagamento pela decoração foi paga pela empresa Alberto e Pantoja, que, segundo a Polícia Federal, recebeu repasses da Delta Construções, investigada como parte do esquema atribuído a Carlinhos Cachoeira.

O relator informou que os próximos passos da CPMI buscarão estabelecer os vínculos de Cachoeira dentro da estrutura do governo de Goiás. Ele rebateu as críticas de outros parlamentares que o acusam de direcionar as investigações da comissão para o governador Marconi Perillo.

” Nós, aqui, não queremos defender governador nenhum. Nós temos uma organização criminosa que se apoderou do aparelho de segurança pública do estado, que ameaça promotores, que ameaça juízes, e vamos continuar investigando essa organização criminosa. Quem quer defender a organização criminosa, a turma do Cachoeira, vai ter que vir aqui”, destacou, referindo-se às críticas feitas principalmente pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP).

Cunha evitou falar sobre os requerimentos de convocação do ex-diretor da matriz da empresa Delta, Fernando Cavendish, e do ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot. As duas convocações vêm sendo defendidas na CPMI pelos parlamentares de oposição. “Vamos tratar desse assunto só no próximo dia 5 de julho”, limitou-se a responder o relator, referindo-se à próxima reunião administrativa da CPMI.

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40 Respostas to “Mais suspeitas: Perillo e Cachoeira”

  1. Pax said

    Xi, Marquinhos, o tal jornalista Luiz Carlos Bordoni está jogando a porcalhada toda no ventilador…

    [video src="http://www.senado.gov.br/noticias/tv/videos/cod_midia_180527.flv" /]

  2. Edu said

    Pax,

    Eu acho ótimo, é bom para o povo largar de ser ingênuo e aprender a questionar as decisões de quaisquer políticos.

  3. Pax said

    Pois é, caro Edu. A questão é que a Educação, que poderia iluminar um pouco mais este povo, não é lá elogiável, nem prioridade.

    Enviado via iPhone

  4. Jose Mario HRP said

    Um texto interessante sobre a velha rixa esquerda X direita!
    http://www.viomundo.com.br/politica/helio-doyle-e-a-velha-antiga-luta-continua.html

  5. Jose Mario HRP said

    Na CPMI do Cachoeiro um deputado do PSDB muito p….com o depoimento do jornalista que incrimina Perillo , após o jornalista dirigir-lhe a palavra, proibiu-o de se dirigir a ele!????
    Afinal esses deputados são o que?
    Intocaveis?
    Reis?
    Ou são pagos com meu salário?
    São os representantes do povo?
    E nem assim podemos nos dirigir a eles , Realezas?
    Em que mundo vive esse cara?
    Precisamos evoluir muito , mesmo!

  6. Jose Mario HRP said

    Vejam só a arrogancia do senador rei diante do Jornalista!
    http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/06/luiz-carlos-bordoni-faz-acusacoes-ao-governador-de-goias-marconi-perillo.html

  7. Pax said

    Ontem foi o dia de chamuscar algumas biografias do PSDB. Alguns senadores e deputados da CPMI perderam as estribeiras frente a tanto estrago produzido pelo jornalista.

    Como o depoimento era contundente demais, o jornalista sempre fez as campanhas de Perillo há muito tempo (14 anos), o jeito patético foi tentar desconstruir e desacreditar a imagem do radialista.

    Só que ficou muito estranho. Como Perillo o considerava o melhor cara para fazer suas campanhas de rádio e, depois, agora, o cara é um lunático? O depoimento de Luiz Carlos Bordoni teve pé, corpo e cabeça. Tudo muito claro. Precisa ser apurado em detalhes, sim, mas há fortes indícios que tudo que falou é verdade. O contraditório deve ser respeitado, ouvido, mas… complicado pacas para Marconi Perillo.

    E porque, então, o jornalista falou? Ora bolas, os possíveis meliantes resolveram acusar ele e sua filha e o cara não aceitou. Resolveu botar a boca no trombone. Foi, até agora, o depoimento mais forte desta CPMI.

    O caro Marcelo Augusto, com um bom arrazoado, fala que o mensalão do PT é algo como a maior ameaça às instituições democráticas. Acho grave sim. Agora o imbroglio está no STF e estou como o caro Patriarca, esperando que o julgamento seja firme e forte e pronto para aceitar a decisão da nossa Suprema Corte.

    Mas envolvimento de um partido com máfia também não é uma grave ameaça às instituições? Me parece que sim. E as provas estão chegando cada vez mais fartas e fortes.

    Demóstenes tem a cabeça pedida pela Comissão de Ética, Marconi Perillo se enrola a cada dia que passa. Achar que a oposição é liimpinha me parece uma ilusão que não deve ser perseguida. Todos estão chafurdados nesta lama generalizada que se tornou a política nacional. Esta, sim, é a grande instituição nacional, o Império da Corrupção.

    De outro lado, meus amigos petistas que me perdoem, mas este comportamento de tirar o Cavendish das investigações só provoca a curiosidade para saber até onde a dupla Delta/Cachoeira conseguiu se inflitrar. Onde as obras do PAC tiveram a Delta como empreiteira e como estas obras foram ganhas etc etc. Odair Cunha (e a tropa de choque) fazem um desfavor nacional.

    Impedir que as investigações sejam estendidas ao âmbito nacional tirará qualquer credibilidade ou peso das acusações sobre os suspeitos da oposição. Sempre será fácil, e lógico, acusar a CPMI de uma perseguição política desequilibrada.

    Algumas biografias políticas – que me vem à cabeça neste momento – já me parecem merecer o ostracismo ou a exposição ao ridículo:

    – Demóstenes (acusado)
    – Perillo (acusado)
    – Cândido Vaccarezza (ridicularizado)
    – Odair Cunha (ridicularizado)
    – Vital do Rêgo (ridicularizado)
    – Álvaro Dias (ridicularizado ontem)
    – Senador Mário Couto (do PSDB, esqueci o nome agora, ridicularizado ontem)
    – Deputado Carlos Sampaio (do PSDB, ridicularizado ontem)
    – há outros… estes são os que me ocorrem neste momento.

  8. Pedro said

    Continuo cético.

    Este Bordoni é uma testemunha pra lá de destrambelhada.

    E apareceram novas provas contra Agnello também.

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/06/27/escuta-indica-aval-de-agnelo-grupo-de-cachoeira-452495.asp

    Acho que vão melar o jogo. Continuo com a opinião que vão pegar o Demostenes o Cachoeira e mais alguns peixes pequenos.

    Tomara que eu esteja enganado. Ta na hora de pelo menos alguns polticos sifú.

  9. Edu said

    Pax,

    Acho que a avaliação real da situação está bem feita no seu último comentário, não ponho nem tiro nada.

    Estas investigações, independentemente do partido com o qual estejam relacionadas, devem ser feitas de maneira a identificar as raízes dos problemas.

    Gostaria que a população estivesse de olho atento a tudo isso, esse aprendizado político é, talvez, o mais importante desta última década.

  10. Edu said

    hahahahahhaha

    O Kotscho é ótimo, né gente?

    Título do post: “Como pode um garagista ganhar mais que Dilma?”

    Pô!!! A esquerda não prega essa divisão da riqueza, esse espírito de Robin Hood, tão bem interpretado pelo Eduardo Suplicy há alguns dias?!

    O que o Kotscho queria?! ahahahahaaahhahahah

  11. Pax said

    Caro Edu,

    Infelizmente ao invés de termos aprendizado político temos afastamento político pela sociedade. Pouquíssimos se lembram em quem votaram para vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador e presidente.

    Esta porcalhada que virou a política nacional só contribui para este afastamento. Enfim, é um problemão. Afora o nível educacional baixíssimo que complementa o quadro ruim, o quadro em que os “meliantes” nadam de braçadas e o povo paga a conta sem reclamar muito.

    Fui lá conferir o post do Kotscho. Que barbaridade. O pior é que não rola só em São Paulo, rola no Brasil todo. Se for investigar os salários dos servidores no Congresso a coisa fica ainda mais assustadora.

    Aquele compadre do Sarney, antigo diretor do Senado, o Agaciel Maia, agora deputado no DF, é um belo exemplo de como o dinheiro público é tratado como lixo por aquela turma. Lembra dos “Atos Secretos” ?

    E o bigodão lá, firme e forte.

    Como diz amigo meu, caipira do interior: bariu!

  12. Jose Mario HRP said

    E se esse blog fala de politica e ética olha só a ferrada que essa grande cia do Brasil levou por ser gananciosa!

    http://colunistas.ig.com.br/leisenegocios/2012/06/28/stj-arquiva-acao-de-r-25-milhoes-da-sadia-contra-ex-diretor/

  13. Patriarca da Paciência said

    Minha opinião é:

    Tentaram envolver o Agnelo e o Cabral simplesmente para chantagear o PT. Como cada vez mais é provado o envolvimento do Perillo, a “grande imprensa” e o PSDB partiram para a desmoralização do Odair Cunha.

    Mas a briga está boa.

    Eu confio muito no Odair Cunha.

    Como tenho repetido, um rio Amazonas ainda vai rolar por baixo da ponte.

  14. Patriarca da Paciência said

    Qual foi o grande “pecado” do Odair Cunha?

    Dizer que o Perillo mentiu?

    Mas tá na cara que o homem mente descaradamente!

    E que nada foi provado contra o Agnelo.

    E que não há um único telefonema envolvendo o Cabral.

    Por que cargas d’água o Cabral deveria ser chamado na tal CPI.

    Foi visto em companhia de um diretor da Delta?

    E o Dra. Gilmar Mendes, visto várias vezes em companhia do Perillo e do Demóstenes?

    Tamabém não deve ser chamado?

  15. Pax said

    Caro Patriarca,

    O depoimento de ontem do Cláudio Monteiro, ex-chefe de gabinete do Agnelo, foi bom para o governador do DF, sim. O cara não só abriu seus sigilos como de seus 3 filhos e perguntou para a CPMI: onde está o rádio Nextel que alegam terem me dado? Onde estão as gravações que provariam que eu participei do tal clube Nextel? Onde está a propina que recebi? Onde estão as indicações que fiz para Cachoeira? etc (ou algo parecido). Foi até elogiado pelo Dep Carlos Sampaio, um dos tucanos mais ferrenhos nesta CPMI.

    Aqui: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-28/ex-assessor-de-agnelo-nega-ligacao-com-cachoeira-e-poe-sigilos-disposicao

    E o Perillo cada vez mais fica comprometido.

    Mas continuo com minhas críticas ao Odair Cunha. E explico.

    Há fortíssimos indícios que o Cachoeira tinha relações muito grandes com a Delta. Chegam a pensar que ele tinha participação nesta empresa.

    E o Odair barra insistentemente a convocação do Fernando Cavendish, o cara que diz comprar senadores pra lá e pra cá.

    Porquê?

    Não fica uma enorme suspeita que a CPMI só está funcionando para pegar adversários?

    Posso até aceitar que errei ao suspeitar do Agnelo, até admitir que tenha caído numa falsa onda de notícias ruins da mídia etc, mas continuo com minha certeza que Cavendish tem que ser convocado e que Odair erra feio ao impedir esta convocação.

  16. Jose Mario HRP said

    Será interessante saber onde o Cachoeiro arranjou 15 milhões para pagar seu atual advogado!

  17. Pax said

    Assim como saber onde o Demóstenes arrumou dinheiro para pagar o Kakai… concordo.

  18. Jose Mario HRP said

    Mais uma :
    Antes de saber se iria a CPMI, Canvendish contactou um certo advogado sobre a possibilidade de ser seu defensor e junto com o “sim” veio a possivel fatura:
    18 mi!

    Uau!

  19. Patriarca da Paciência said

    Caro Pax,

    desde o começo os membros da CPMI vem dizendo a mesmo coisa, ou seja, uma coisa de cada vez.

    A “grande imprensa” e o PSDB tentam tumultuar os acontecimentos de todos os modos possíveis.

    Então, como disse o Collor, “algum membro da CPMI falou que o Sr. Cavendish não será convocado?”

    Então, de onde saem essas notícias e por qual motivo?

    Vamos esperar.

    Se a CPMI acabar sem a convocação do Cavendish, aí sim, poderá haver acusação.

  20. Pax said

    Espero que você tenha razão, caro Patriarca.

    Mesmo assim me permito reclamar preventivamente.

    Enviado via iPhone

  21. Chesterton said

    Alguem aí pede para o Elias dizer quando é que ele vai vender as ações da Petrobras? Pois aí estará a hora certa de comprar….

  22. Jose Mario HRP said

    Chesterton , tenho 2308 Petra 04 mas não vou vender não!
    E o Elias não vai bobo de fazer isso!

  23. Chesterton said

    Imprensa aderiu Kátia Abreu.
    Nunca na história deste país a agropecuária teve tanto crédito, a juros tão baixos. Nunca na história deste país, a agropecuária teve tanta área plantada com seguro agrícola. Nunca na história deste país, a agropecuária teve a segurança jurídica de um Código Florestal, que está prestes a ser aprovado. Nunca na história deste país, a agropecuária teve uma plataforma que reúne todos os dados do Agro, permitindo que os produtores possam acessar a internet, emitir guias de trânsito animal, além de oferecer garantia de origem dos produtos para os rigorosos protocolos internacionais. Ponto.

    Em todos estes fatos concretos têm a visão, o talento e a capacidade de articulação da Presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a fazendeira, empreendedora e líder empresarial Kátia Abreu. Ontem ela desceu a rampa com Dilma Rousseff, sua parceira de negócios. Uma é senadora, outra presidente da República. Ponto.

    Ao entregar o Cartão do Produtor para Dilma, o cartão número 1, com validade até 2014, Kátia Abreu ressaltou a sua validade. Até 2014. E completou, com delicadeza e criatividade: “por enquanto”. Foi o que bastou para que a imprensa aderissse Kátia Abreu. Infelizmente para a oposição, no Agro, Kátia Abreu tem feito um grande trabalho e tem tido sucesso ao mostrar ao governo o quanto o país depende do campo. Infelizmente para a oposição, o Agro, neste momento, tem tido demandas eternas sendo atendidas. Infelizmente para a oposição, Kátia e Dilma, além de parceiras, acham muito produtivo olhar o Brasil acima de ideologias. Quem dera outras Kátias consigam convencer outras Dilmas do PT a pensarem da mesma forma. Será muito bom para o país.
    POSTADO POR O EDITOR coronel

  24. Chesterton said

    Ta é ficando na hora de comprar, HRP, basta o Elias ficar desesperado e dizer que vai vender com prejuizo que é hora de comprar. Sempre é bom andar na contramão de amadores arrogantes.

  25. Pax said

    Kátia Abreu?

    Cuidado Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Até agora pouco era o Demóstenes o ídolo dessa turma que você adora ler e se “aculturar”.

  26. Chesterton said

    Eu fora. Me inclui fora desta, Demostenes nunca fez meu tipo de deputado.

  27. Pax said

    Continuo com o alerta, caro Chesterton, velho e bom Chesterton, cuidado para não cair do cavalo (neste caso égua) com a Kátia Abreu.

  28. Chesterton said

    Pax, vamos discutir as propostas, não a pessoa. O que voc~e acha do acordo dela cm a Dilma a favor da agricultura em egral e contra os ecoterrorismo?Alerta, meu caro, você deve ter com os políticos da esquerda que parece que tentaram dar um golpe militar no páraguai.

  29. Chesterton said

    Os três patetas do Mercosul usaram o golpe que não houve no Paraguai como pretexto para a execução de um golpe de verdade

    O golpe que não houve no Paraguai foi o pretexto invocado pelos parceiros vigaristas para a consumação de um golpe real. Sem a presença do único integrante do Mercosul contrário ao ingresso da Venezuela bolivariana, os governos do Brasil, da Argentina e do Uruguai concederam ao companheiro Hugo Chávez a carteirinha de sócio do clube que nunca funcionou.

    Durante oito anos, o Congresso paraguaio amparou-se na cláusula que exige respeito às regras democráticas para barrar a entrada do bolívar-de-hospício. Sete dias bastaram para que a trinca de cínicos removesse a pedra no caminho de Chávez e instalasse no Cone Sul a república de araque localizada no extremo norte do subcontinente.

    O impeachment de Fernando Lugo foi decretado sem que qualquer norma constitucional fosse violada. “Tenho a impressão de que foi um golpe”, hesitou Dilma Rousseff no dia do despejo do reprodutor de batina. Se também não souber direito que palavra deve usar para definir o que acaba de fazer em companhia da Argentina e do Uruguai, o neurônio solitário pode dispensar-se de dúvidas: golpe é o nome da coisa.

    O Mercosul, formado por parceiros que vivem tentando enganar uns aos outros, transformou-se numa inutilidade controlada por três patetas. Agora são quatro.

    Augusto Nunes

  30. Patriarca da Paciência said

    Pois é, eu cantei essa pedra, como diz o Elias.

    Os latifundiários paraguaios se achando muito espertos!

    Agora o Augusto Boçal Canalha Nunes vai vortar os pulsos!

    Os honradíssimos e honestíssimos senadores e deputados paraguios, equivalentes e da mesma laia do Augusto Boçal Canalha Nunes, areceberam o troco à altura

    A Chavez deve estar morrendo de rir!

  31. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    O Augusto Boçal Canalha Nunes vai cortar os pulsos!

    Seus queridoíssimos, honestíssimos e honradíssimos deputados e senadores paraguaios receberam o troco à altura!

  32. Patriarca da Paciência said

    A revista “óia”, principalmente o Reinaldinho Cabeção, está falando que o Chavez tentou dar um golpe no Paraguai.

    Realmente espantoso!

    Um golpe de um homem só.

    Qual o golpe?

    O Chanceler venezuelano teria solicitado aos comandantes das forças armadas paraguaias que apoiassem o Lugo.

    Grande golpe, pedir às forças armadas que apoiem o presidente.

    Grande golpe, um pedido!

    O Chávez tem mesmo motivos para morrer de rir!

  33. Patriarca da Paciência said

    E o Coutão (com seu jeitão de político de boteco) dando ataque histérico na CPMI?

    Há uma charge no jornal ” A Notícia” , de Joinville, que o retrata com “cara de palhaço, roupa de palhaço, pinta de palhaço, jeito de palhaço…” e falando:

    “Vou me retirar. Essa CPMI se transformou numa palhaçada”.

  34. Chesterton said

    AS TRAPALHADAS na condução da crise de Honduras sintetizam de forma cristalina a ação do Itamaraty nos últimos sete anos. É um misto de voluntarismo com irresponsabilidade. Algumas vezes, Celso Amorim mais parece um líder estudantil do que ministro das Relações Exteriores.
    O Brasil não tem nenhuma vinculação histórica com a América Central.
    Contudo, o governo brasileiro insistiu em ter participação direta na crise hondurenha. Queria demonstrar liderança regional numa área historicamente de influência norte-americana.
    Como uma espécie de recado do “cara” para Barack Obama, comunicando que o Brasil era a nova potência da região. Potência sem “marines”, mas com muita retórica e bazófia.
    Claro que tinha tudo para dar errado, como se, em um filme de faroeste, John Wayne fosse substituído por Oscarito.
    A aventura alcançou o ápice quando Zelaya chegou à embaixada brasileira. Minutos depois, recebeu a adesão de centenas de seguidores. Logo o local virou um acampamento. A tradição latino-americana se impôs. Muitos discursos, acusações, traições e atos de valentia sem nenhuma consequência prática. E tudo isso na embaixada brasileira, território nacional.
    Quando o governo hondurenho cercou o prédio, o ato foi considerado autoritário. Imagine o que faria Fidel Castro se um líder anticastrista entrasse na embaixada brasileira em Havana e de lá insuflasse a população cubana à rebelião…
    Celso Amorim declarou diversas vezes que lá em Honduras estava sendo jogada a sorte da democracia na América. Não era possível transigir com princípios democráticos e legais.
    Era necessário não retroceder.
    Estranhamente, essa determinação não é aplicada na América do Sul.
    Mais ainda quando nossos vizinhos agem deliberadamente contra os interesses brasileiros, violando tratados, leis e contratos.
    Tivemos o caso das refinarias da Petrobras na Bolívia, que foram tomadas abusivamente pelo governo local. Tivemos a insistência paraguaia impondo a revisão do tratado de Itaipu 15 anos antes do seu término. Tivemos as sucessivas violações do tratado do Mercosul realizadas pela Argentina e as abusivas medidas adotadas pelo governo equatoriano contra empresa brasileira.
    A tudo isso o governo Lula assistiu passivamente. Não moveu um dedo.
    Pelo contrário, concordou com as arbitrariedades, desmoralizou as gestões anteriores do Itamaraty e, assim, abriu caminho para que amanhã um governo resolva, de moto próprio, descumprir um tratado ou acordo.
    A simpatia política com os governos chamados bolivarianos e subserviência a eles chegou ao ponto da absoluta irresponsabilidade.
    A Colômbia, que tem tentado estabelecer uma política de cooperação com o governo Lula para melhorar a fiscalização da fronteira, é sistematicamente tratada com hostilidade, inclusive nos fóruns regionais.
    Já a Venezuela, que disputa claramente espaço político com o Brasil e que não perde uma oportunidade para debilitar os interesses brasileiros na região (como durante a encampação das refinarias da Petrobras na Bolívia), é tratada como aliada, mesmo tendo uma política externa agressiva, sustentada por fabulosas compras de modernos armamentos. E, como o que está ruim pode piorar, a Venezuela vai entrar no Mercosul.
    A diplomacia brasileira tentou por todos os meios ter presença diretiva em vários organismos internacionais e no Conselho de Segurança da ONU.
    Como necessitava de votos, considerou natural ignorar graves violações dos direitos humanos em vários países (como o genocídio de Darfur), apoiou ditadores (como Muammar Gaddafi) e até fez campanha para um aspirante a diretor-geral da Unesco notabilizado por declarações de cunho antissemita. Mesmo assim, os candidatos brasileiros foram derrotados, e a estratégia fracassou.
    O presidente Lula transformou o Itamaraty em uma espécie de Íbis, clube de futebol pernambucano celebrizado pelo número de derrotas.
    O Brasil precisa ter papel relevante nos organismos e nas negociações internacionais. Disso ninguém discorda. Mas a maturidade econômica do país não condiz com uma política externa inconsequente. Não é com base em aventureirismo que o país vai ser respeitado. E muito menos servindo de cavalo de troia de bufões latino-americanos.
    Um dos grandes desafios para o século 21 brasileiro é a construção de uma política externa global, que enfrente os desafios da nova ordem internacional. Um bom caminho para dar início a essa discussão é aproveitar a próxima eleição e, pela primeira vez, transformar a política externa em tema eleitoral.

    MARCO ANTONIO VILLA , 54, historiador, é professor de história da UFScar (Universidade Federal de São Carlos) e autor, entre outros livros, de “Jango, um Perfil”.

  35. Patriarca da Paciência said

    “O presidente do Paraguai, Federico Franco, rechaçou a atitude da Venezuela, a que classificou como uma “intromissão clara nos assuntos internos” do país. “Vamos tomar medidas institucionais.” Franco afirmou que agirá de forma enérgica contra os militares que tentarem agir contra a lei. “Vamos terminar com a manipulação política das Forças Armadas”, afirmou o presidente. “Somos um país livre.”

    O Paraguai vai invadir a Venezuela.

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

  36. Patriarca da Paciência said

    O texto do comentário 35 pe da revista Veja.

  37. Pax said

    Caro Chesterton, velho e bom Chesterton,

    Supondo que eu admita que houve trapalhadas na condução do caso do Paraguai pelos Brasil… parta deste princípio que pode ser ou não verdade.

    Mas, por favor, diga-me (estou sinceramente curioso):

    Você acha absolutamente normal derrubarem um governo eleito em 24 horas? Não é uma ameaça à democracia? Por mais que a constituição paraguaia tenha essa brecha?

    Cá do meu canto ignorante, fico com pé atrás.

    Confesso que sinto saudades do Weblog onde o Pedro Doria falava de Internacional com competência e provocava boas discussões.

    Eu não acompanho esta pauta, prefiro ouvir que falar.

  38. Chesterton said

    Pax, normal não é, o normal é um presidente não ser “impichado”. Na minha opinião presidentes, governadores, prefeitos, todos os políticos que pretendem cargo no executivo devem abrir mão de alguns direitos que pessoas normais tem, para compensar os privilégios:
    1. sigilo bancario
    2. presunção de inocência
    3. segredo de sua declaração de bens na receita federal (e outros)

    E mais, o “recall” seria uma constante (como num síndico de prédio) ameaça, errou, dançou.

    No caso particular os parlamentares paraguaios agiram de acordo com leis que deveriam ser conhecidas por Lugo antes de se candidatar, logo, não pode reclamar (aliás, não reclamou, parece até que no íntimo ele acreditava que era o melhor a ser feito)

  39. Michelle - A Besta Desvairada said

    Pax vai censurar?

    Quem está com Lula e Maluf na foto (além de Haddad)?
    O esconde-esconde da imagem: a reação de Luiza Erundina dá razão a Lula ao provar que a representação da realidade é a única realidade que importa

    http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/06/quem-esta-com-lula-e-maluf-na-foto-alem-de-haddad.html

  40. Michelle - A Besta Desvairada said

    E agora cá entre nós:

    Qual é o significado do Congresso do Paraguay ter regras diferentes da Constituição Brasileira
    – No Paraguay pode e no Brasil não pode. É simples.
    Que eu saiba o Brasil não define o que é bom para o Paraguay.
    Congresso corrupto? Governo corrupto? Judiciário corrupto?
    Afinal qual a diferença entre nós e eles?
    Atire a primeira pedra…

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