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Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Telefonia móvel no bando dos réus

Posted by Pax em 19/07/2012

Com um atraso colossal a Anatel resolve agir. Não por vontade própria. O governo deixou as rédeas soltas, há suspeitas sobre a conduta das agências regulatórias e este processo de suspensão de venda de chips foi disparado pelo Procon do RS e se propagou.

As operadoras da telefonia móvel no Brasil desobedecem as regras e desrespeitam os consumidores. Os brasileiros pagam caro e recebem serviços de péssima qualidade.

Há outras áreas que precisam de medidas semelhantes, como planos de saúde e transporte aéreo.

As operadoras foram punidas neste momento mas há que se colocar holofotes e lupas nas agências que deveriam ter atuado bem antes de chegarmos à situação atual.

TIM, Oi e Claro terão vendas interrompidas em vários estados a partir de segunda-feira

Sabrina Craide – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou hoje (18) que a partir de segunda-feira (23) estará suspensa a comercialização de linhas de telefonia celular e internet em 19 estados para a operadora TIM, cinco estados para a Oi e três para a Claro. A liberação da venda está condicionada à apresentação de um plano de investimentos em até 30 dias para a Anatel, que deve tratar principalmente da qualidade da rede, completamento de chamada e diminuição de interrupção de serviços.

“Embora seja medida extrema, é importante para fazer uma arrumação do setor. Queremos que empresas deem atenção especial à qualidade da rede”, disse o presidente da Anatel, João Rezende. Ele também argumentou que o aumento do número de clientes deve ser acompanhada do aumento da qualidade dos serviços. As empresas que não cumprirem a decisão de suspensão das vendas deverão pagar multa de R$ 200 mil por dia.

Cada estado terá apenas uma operadora suspensa. Para a Claro, haverá suspensão em Santa Catarina, Sergipe e São Paulo. Para a operadora Oi, a proibição vai ser nos estados do Amazonas, Amapá, de Mato Grosso do Sul, Roraima e do Rio Grande do Sul. Na TIM, não poderão ser feitas novas vendas no Acre, em Alagoas, na Bahia, no Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, em Goiás, no Maranhão, em Minas Gerais, Mato Grosso, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, do Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, em Rondônia e no Tocantins.
As operadoras Vivo, Sercomtel e CTBC também deverão apresentar plano nacional, mas sem a suspensão dos serviços. Caso contrário, poderão sofrer uma ação da Anatel que, em último estágio, acarretará a suspensão dos serviços.
As empresas poderão recorrer ao Conselho Diretor da Anatel para pedir a suspensão da decisão. A Anatel deve receber as empresas a partir de amanhã (19) para tratar da questão.

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77 Respostas to “Telefonia móvel no bando dos réus”

  1. Edu said

    A medida pode ser extrema, mas é muito menos extrema que estatizar.

    Acho que finalmente o governo se deu conta do papel das agências reguladoras… e que os serviços dessas agências é que sempre foram ruins antes dos serviços das concessionárias o serem.

  2. Edu said

    Ofitópique interessante:

    A parceria PT + Sindicatos dos professores, que produzia há algum tempo queimas públicas de livros, greves nos estados, ENEMs mal executados e universidades federais que acabaram não construídas, ou mal construídas colhem seus frutos.

    – Greve de professores federais esse ano
    – Índice de analfabetismo funcional em 38% ao se graduar no ensino superior
    – Pichação no muro do ministério da educação

    Isso é o que podemos chamar de herança maldita do período Haddad, o candidato à prefeitura de São Paulo.

  3. Jose Mario HRP said

    Quem falou em estatizar?
    O negócio é que os fatos relatados vão sempre parar nos procons e se a agencia reguladora não tomasse pulso da situação a justiça agiria.
    Foi coisa de faca no pescoço mesmo.
    E não vi o nome da Vivo no caso, deve ter aprendido depois de tanto ser processada.

  4. Edu said

    Só mais um:

    Gostaria de relatar o meu incômodo com a estranha prioridade com que o Ricardo Kotscho, jornalista respeitado por esse blog, dá aos seus posts.

    Para um jornalista, político e paulistano, acho que ele deveria acompanhar mais de perto o que está acontecendo com a educação no Brasil. Principalmente porque o candidato dele, Haddad, é o ex-ministro da educação.

    Em vez de ele comentar sobre a evolução da educação no Brasil nos últimos anos, ele apresenta em seu último post, e no seu ritmo lento de postagens (ele só se apressa quando o bicho pega pro PT), um texto sobre jornalismo e a verdade, com algumas pérolas:

    “A reportagem está morrendo?”

    “Das duas uma: ou eu sou coerente demais, um teimoso que nunca muda de opinião, ou a nossa imprensa mudou muito para continuar no mesmo lugar…” – Essa particularmente me fez rir: de duas uma, e apresenta três!

    “Como dizia Antônio Bruega, o personagem do seu trabalho sobre “A nova guerra de Canudos”, que Audálio ouviu com muita atenção:

    “A verdade eu falo; gosto da verdade e não piso nela, senão escorrego e caio”.” – Mas omitir não tem problema.

  5. Edu said

    HRP,

    Respondendo à sua pergunta:

    Quem falou em estatizar foi o Patriarca da Paciência, neste post:

    https://politicaetica.com/2012/06/01/marconi-perillo-sangra-o-psdb/

    “84.Patriarca da Paciência disse
    06/06/2012 às 9:14
    Caro Pax,

    Minha opínião sobre as teles é que elas precisam ser reestatizadas novamente. Como já disse antes, empresa privada só vai atrás de lucro farto. Caso não existissem bancos estatais, nenhuma pequena cidade teria banco.”

  6. Patriarca da Paciência said

    Continuo com a mesma idéia, Edu,

    empresa privada só vai atrás de lucro farto e, caso não existissem bancos estatais, nenhuma pequena cidade teria banco.

    Talvez não precise reestatizar as teles, mas torna-se absolutamente essencial criar uma empresa estatal para fiscalizar as teles.

    E também criar leis rigorosas que obriguem os capitalistas a investir em áreas que são de interesse de toda a sociedade.

    Senão as coisas descambam para a situação atual das teles.

  7. Edu said

    Patriarca,

    Eu sou contra o domínio estatal, ou estatização do que foi privatizado.

    Mas nada impede o governo de criar uma empresa estatal para concorrer com as empresas privadas.

    Além disso, como já disse, sou a favor de órgãos regulatórios acompanhando apoliticamente as empresas, principalmente aqui no Brasil que o nível de concorrência não necessariamente contribui para a melhoria dos serviços ao público.

    O problema é que as agências reguladoras não parecem estar cumprindo o papel delas da forma correta.

    —X—

    Sobre a tese de que se não houvesse bancos estatais, não haveria bancos em cidades pequenas, eu discordo.

    Já que vc acha que estatística é uma matéria que pode ser considerada consistente, eis aí um exemplo.

    Há um termo estatístico chamado de “cauda longa”, derivado basicamente de uma distorção de uma curva normal. Isso é bastante aplicado a negócios sob diversos nomes: “análise de pareto” ou “regra do 80 – 20”.

    Exemplos de análises:

    – Aplicado aos clientes: 20% dos clientes respondem por 80% do faturamento
    – Aplicado aos fornecedores: 20% dos fornecedores respondem por 80% do valor das compras da empresa

    Ao realizar estas análises forma-se uma curva ABC ou ABCD de clientes, em que os clientes situados na região C ou D da curva, teoricamente não são rentáveis.

    Antigamente, dada as limitações tecnológicas, as empresas realmente se orietavam por essa teoria, e, claro, tentavam minimizar os clientes C e D das suas carteiras.

    No entanto, com o desenvolvimento da internet, e de infraestrutura para as cadeias de distribuição, esse cenário mudou ligeiramente.

    Com o desenvolvimento tecnológico nessas áreas, descobriu-se que havia oportunidade para mercados de nicho aproveitando essa situação. Vc pode ler o livro: The Long Tail: Why the Future of Business is Selling Less of More (2006).

    Ainda assim, o desenvolvimento continuou e como essas tecnologias continuam se desenvolvendo e barateando, foi possível abordar a “cauda longa” com maior eficiência e menores custos de operação. Começou então a ser observado uma popularização de alguns produtos que inicialmente faziam parte desses nichos, o microcrédito é um exemplo que acompanhou e se beneficiou bastante desse desenvolvimento, o internet banking também.

    O problema, aqui no Brasil é, novamente, a infraestrutura, que não está plenamente adaptada para receber esses avanços tecnológicos e beneficiar a população com tal desenvolvimento.

    Fontes:

    http://thebankwatch.com/2006/07/08/the-long-tail-is-affecting-banks-too/

    http://www.windley.com/archives/2007/01/the_longtail_of_banking.shtml

    http://thelongtailofbanking.com/2009/09/

    http://en.wikipedia.org/wiki/Long_Tail

  8. Michelle - A Besta Desvairada said

    edu.br

    Agora vc abusou hehehe.
    “Ascensoristo” lendo The Long Tail: Why the Future of Business is Selling Less of More (2006).

    Com comentários do HRP hehehehe! imperdível!

  9. Chesterton said

    Jogada para a torcida, em POA a prefeitura não permite construção de torres para antenas, o governo, para variar, faz firula. inutil

  10. Jose Mario HRP said

    http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/07/jose-dick-vigarista-serra-da-inicio.html
    Olha só os amigos da Michelle em ação!
    Aliás ela é homem ou mulher?

  11. Patriarca da Paciência said

    Acho que a Michelle – A BESTA DESVAIRADA, tem toda a razão. Como bem disse Luigi Pirandello, ” a verdade mais pura pode brotar da boca de quem menos a merece”.

    Eu sou realmente monoglota. Entendo muito pouco de javanês, mas menos ainda de inglês. Mas dizem que em java qualquer criancinha fala javanês, assimm como na Grécia qualquer criancinha fala grego.

    De inglês eu entendo que não precisaria de tantas vogais, posto que apenas o “u” tem o som de todas elas.

  12. Concordo com o Chesterton (acima) e com o Ethevaldo Siqueira, comentarista da CBN, o Procon jogou para a platéia em POA e talvez no resto do Brasil: ao invés de olhar para a diversidade de leis e decretos municipais que dificultam a instalação das ERB buscando um entendimento e uma unificação das exigências (com o apoio da Anatel e de outros órgãos), ele preferiu dar ouvidos apenas ao consumidor.

    As operadoras não são santas nessa história mas a verdade é que a Anatel sempre foi refém do setor regulado e não soube se preparar para a falta crônica de orçamento para fiscalização, não só das empresas de telefonia mas das rádios piratas e de outras atividades.

    Se não dá para fiscalizar tudo como deveria, faça por amostragem – seria melhor do que este “faz de conta”. E lembro que o governo é o principal culpado pelas limitações orçamentárias: desvia o grosso do Fistel (Lei 5.070/66) para aumentar o Superávit Primário. E o Fistel é a principal fonte de recursos da Anatel.

  13. Pax said

    Caro Fernando C Monteiro,

    Bem-vindo ao blog.

    Me permito discordar um pouco. Antes de julgar o Procon eu procuraria as culpas no modelo e nos atores envolvidos.

    A Anatel e as operadoras estão fora dos trilhos já faz um bom tempo. E o governo parece uma tartaruga manca.

    Acusar o Procon é como querer culpar o mensageiro de uma má notícia, me parece.

  14. Chesterton said

    80% da grana que vocë paga na sua conta para a Anatel o governo toma para financiar o deficit fiscal. Roubo sim.

  15. Edu said

    Patriarca,

    O livro tem versão traduzida e a leitura é interessante. Enfim, é apenas uma sugestão. Tentei ser o mais claro possível ao explicar porquê eu discordo de vc.

    E que fique claro, eu discordo, mas não que vc esteja completamente errado: também disse que só a teoria não resolve, o Brasil carece de infraestrutura necessária para que a teoria chegue à prática.

    Acho que um outro bom debate viria aí: como deve ser feito para garantir que a teoria chegue à prática?

    a) Manter a regulamentação mais solta e o governo investir em infraestrutura?
    b) Fazer com que a regulamentação evolua paralelamente a um investimento conjunto estatal + iniciativa privada?
    c) Apenas uma cobrança estatal com metas para que a iniciativa privada execute um plano de investimentos?

    Quero especificamente apontar essas questões para mostrar que ao chegarmos a esses pontos, pensamentos alinhados à direita e à esquerda perdem um pouco de sentido passam dar lugar a: “para fazer isso ou aquilo acontecer, precisamos fazer da maneira A, B ou C.” Porém, como eu sempre digo: tem a forma certa e a forma errada.

    Agora vamos pensar nas escolhas que o governo tem feito: será que é a forma certa?

    Voltando ao tema do post, as agências reguladoras serão mais atuantes. Especificamente em relação a esse tema eu acho isso interessante e muito melhor que uma medida radical como a estatização ou o aumento da concorrênca e uma desregulamentação.

    Chest, Fernando e Pax,

    Concordo com o Pax, o Procon está fazendo o papel dele, só isso.

    É impressão minha ou a Anatel é bem mais fraca que a Aneel, do ponto de vista de contribuição ao setor, seja cobrando desenvolvimento, seja contribuindo com a atuação dos players?

  16. Chesterton said

    A Anatel está sendo tungada pelo governo Dilma.

  17. Chesterton said

    FELIPE BÄCHTOLD
    DE PORTO ALEGRE

    Atualizado às 17h09.

    O Procon de Porto Alegre chegou a um acordo com as operadoras TIM e Claro e autorizou a volta da comercialização de novas linhas de celular das duas empresas.
    chesterton- voltaram atrás, os imbecis. O procon não passa de uma agencia de propaganda anti-capitalista pró-estatização. Que vexame.

  18. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Edu,

    por tudo que você escreve, acredito que você seja uma pessoa que realmente está à procura da verdade, o que considero altamente positivo.

    O mesmo não se pode dizer do Chesterton ou da Michlelle, os quais simplesmente defendem “o seu lado”, não importando muito de que lado esteja a verdade.

    Como já diziam os sábios da antiga Grécia, “a coisa mais fantástica que existe é que, apesar de tudo, existe alguma lógica no mundo”.

    E também que é possível algum “entendimento” entre as pesssoas.

    Meus parabéns, caro Edu, será sempre uma satisfação debaber com você.

  19. Patriarca da Paciência said

    Correção:

    Meu caro Edu, será sempre uma satisfação debater com você.

  20. Zbigniew said

    Nesse momento de comunicações falhas ou defeituosas, de órgãos lenientes e convenientemente desidiosos, nao podemos deixar de falar dos governos, como o caso da proibição de convocação de protestos pela internet. Num primeiro momento uma medida que se poderia querer típica de paises como a China, Síria ou dessas republiquetas bolivarianas que se multiplicam pelo universo. Mas… De onde foi mesmo essa medida? Pera lá… só pode ser brincadeira!!!

  21. Chesterton said

    Na virada do semestre, com o fim do recesso, o PT vai promover a maior venda de patrimônio público da história deste país para bancos, fundos de pensão e construtoras. E vai financiar o torra-torra com dinheiro do BNDES. Serão dezenas de estradas, portos, aeroportos, ferrovias, além de energia. Estima-se que o valor privatizado será cinco vezes maior do que o realizado por FHC. A intervenção nas operadoras de celular foi apenas uma “vacina” para dizer que a privatização petista é melhor do que as privatizações tucanas. (coronel)

    chest- agora as coisas fazem sentido , veremos se o coronel tem razão…

  22. Jose Mario HRP said

    Chestinho , olha só o mensalão ruindo!:
    http://www.ocafezinho.com/2012/07/20/tcu-derruba-a-prova-central-do-mensalao/

  23. Pedro said

    Esta Anatel é tão incompetente, que não consegue nem acabar com o uso do gerúndio.

  24. Pax said

    Caro Pedro, a Anatel precisa ser implodida e recriada. E de uma bela investigação da PF.

  25. Patriarca da Paciência said

    Dentro das minhas limitações, vou tentar responder a você, caro Edu, ou melhor, vou dar a minha opinião.

    “a) Manter a regulamentação mais solta e o governo investir em infraestrutura?”

    Minha idéia básica é que não podemos generalizar em nada. Há situações em que o mais correto é manter a regulamentação mais solta, assim como há casos em que o mais correto é manter mais vigilância sobre a regulamentação. O importante é manter o foco da prioridade, ou seja, “a justiça está sendo feita?” . ” O maior número de pessoas possíveis está sendo beneficiada?”

    b) Fazer com que a regulamentação evolua paralelamente a um investimento conjunto estatal + iniciativa privada?

    Acho que aí temos uma experiência que já foi comprovada que dar certo. Creio que este é o caminho da Social Democracia moderna.

    c) Apenas uma cobrança estatal com metas para que a iniciativa privada execute um plano de investimentos?”

    Não acredito na terceira hipótese. Para mim é a a experiência apregoada pelo “liberalismo” e que torna a “cobrança estatal” altamente subornável. Na Ditadura Militar Brasileira este sistema imperou e foi sempre uma grande fonte de corrupção.

  26. Pedro said

    De acordo Pax, e olha que tem um caminhão de dinheiro envolvido nesta questão.

    São tantas falcatruas pra PF investigar. Por exemplo, esta denúncia contra o Montenegro do IBOPE, que também envolve muito dinheiro.

    http://180graus.com/geral/record-fala-de-gravame-cita-grv-cetip-montenegro-e-ate-a-globo-545604.html

    Por isso, blogs como o seu são importantes, e deveriam ser bem mais valorizados pelos cidadãos.
    ………………

    Mas, não podemos desanimar, a luta continua.

    “Vamos estar denunciando…..tuuuu, tuuuu, tuuuu…..”

  27. Pedro said

    Aí Pax, me permita um “ofitopic”

    Olimpiadas chegando, com a globo fora do pareo, o Brasil não entrou no clima.

    Deixo a minha contribuição pra despertar um interesse maior nos jogos.

    O melhor aquecimento de todos os tempos……e olha que ela ainda ganhou a prova.

    http://www.sedentario.org/videos/michelle-jenneke-esbanjando-charme-e-sensualidade-no-aquecimento-55711

  28. Pax said

    Uau, Michelle!

    Enviado via iPhone

  29. Edu said

    Sabe o que estou achando mais engraçado com a política ultimamente?

    – O PSDB usando das táticas petistas, com meia dúzia de “manifestantes” invadindo uma ação do PT
    – O PT se aliando a Maluf
    – O Russomano, que não tem histórico de porcaria nenhuma subindo no meio dos 2

    Eu não sei o que me gera mais vergonha alheia…

  30. Jose Mario HRP said

    Acordo, dou olhada na net e…….
    http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/07/mensalao-verdades-e-mentiras.html

  31. Edu said

    Olha o blog que o HRP apresenta:

    Saraiva 13. ahahahaha

    Imagina se fosse o PIG…

  32. Otto said

    Pax, pelo jeito vem bomba aí.

    Veja esta:

    Na semana passada, este blogueiro participou de um lauto almoço em que o prato principal foi a CPI do Cachoeira. O repasto veio com um ingrediente especial: picadinho de José Serra ensopado com molho de Paulo Preto e Delta.

    O que posso relatar é que vai se tornando inevitável que a CPI se debruce sobre os maiores contratos da Delta em todo país, os contratos de São Paulo, os quais estão sob escrutínio do Ministério Público.

    A ocultação do escândalo pela mídia, aliás, é criminosa. Um escândalo dessas proporções não aparece em parte alguma devido ao envolvimento de alguns veículos que, inclusive, estão cada vez mais próximos de ser acusados.

    A convocação de Serra seria, também, um desastre eleitoral para a sua cambaleante candidatura a prefeito de São Paulo, recentemente ferida de morte pela crescente desmoralização da administração Gilberto Kassab.

    É nesse contexto que entra Roberto Jefferson, o golden boy da mídia tucana, o patrono de toda a sua cruzada contra o PT desencadeada em meados da década passada e que até hoje constitui a grande aposta da oposição para ao menos se manter viva.

    Jefferson, que teve seu mandato de deputado cassado por não ter conseguido comprovar a existência do mensalão e que, à época de sua denúncia, inocentou Lula, agora muda a versão e tenta envolver o ex-presidente acusando-o de ser o mentor de tudo.

    A acusação de Jefferson está sendo fermentada pela mídia apesar de ser um nada, inverossímil e descartável, pois, à época da denúncia, a Polícia Federal e todos os órgãos de controle investigaram Lula exaustivamente e nada encontraram.

    A denúncia contra Lula é tão débil que nem a peça delirante do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, construída exclusivamente sobre suposições, ousou sequer se aproximar do então presidente.

    Todavia, como se sabe, o mundo midiático não precisa de fatos para construir suas campanhas difamatórias. É incontável o contingente de acusados pela mídia tucana que depois foram inocentados pela Justiça, mas que foram punidos antes do julgamento.

    Um dos exemplos mais candentes é o ex-ministro do Esporte Orlando Silva, literalmente chacinado pela mídia e contra quem a Justiça nada encontrou que justificasse a sua demissão além das opiniões de pistoleiros midiáticos.

    Como de costume, portanto, não faltaram esses pistoleiros de Serra na mídia a saírem disparando contra Lula por conta de uma declaração mal-explicada e sem qualquer elemento probatório, amparada apenas nas palavras vazias de Jefferson.

    Pelo que sabe este blogueiro, porém, o esforço midiático é vão. O envolvimento de Serra e de outros paulistas no escândalo do Cachoeira, serão inevitáveis. A própria oposição, diante de fatos que ainda vão se tornar públicos, não terá como sequer reclamar.

    O mês de agosto de 2012, assim, ficará marcado como um dos períodos mais conturbados da história política recente do país. Globo, Folha, Estadão e Veja já posicionaram seus principais pistoleiros para abrirem guerra contra Lula e o PT a partir da semana que vem.

    Apesar do noticiário massacrante, porém, o fato é que a direita midiática está às portas de descobrir que o que começará a fazer a partir de agosto já era esperado e que, por conta disso, seus alvos se prepararam muito bem.

    Aguardem.

    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/07/midia-tenta-intimidar-lula-e-o-pt-para-proteger-serra-da-cpi/

  33. Jose Mario HRP said

    Edu, o que voce queria?, eu leio Cafézinho, Saraiva, Azenha, Cloaca News, Diário do Brasil, Politica e Ética, Observatório de Imprensa, Alfalante entre outros, mas Reinaldão não!
    O Saraiva te fez algo?

  34. Edu said

    Otto,

    Para ser sincero, eu espero que seja verdade. Quem sabe o PSDB acorda pra vida…

  35. Edu said

    HRP,

    Vc lê ou vc crê?

    Sabia que tem uma diferença bastante grande entre as 2 coisas?

  36. Edu said

    HRP,

    Ah… esqueci de responder sua pergunta: é que quando LI o Saraiva, me fez cócegas nos olhos, por isso que eu dei risada.

  37. Pax said

    Caros,

    Acredito, sinceramente, que o PT e o PSDB são os melhores partidos brasileiros atuais.

    E que…

    Todo expurgo que estes partido fizerem em seus maus quadros, todos os furúnculos e bernes espremidos, expulsos, farão um bem danado à política brasileira.

    Sejam os mensalões, sejam os Conselhos de Ética, o Ficha Limpa, o que for, tudo virá ao encontro das necessidades do Brasil. Mais que isso, que uma profunda reforma eleitoral, que discuta o financiamento das campanhas, seja pauta e tenha uma solução democrática, discutida por todos.

    O que não dá é para continuarmos da forma que estamos, onde todos, sem exceção, acabam se envolvendo em falcatruas que o povo acaba pagando.

    Pior ainda é pensar na hipótese de outros partidos, ainda menos comprometidos com o bem comum, venham a assumir o poder. Aí a vaca vai para o brejo de vez.

    Leio várias opiniões, vários blogs, vários jornalistas e analistas políticos. Mas leio e ouço os mais radicais com tremenda desconfiança. Minha tendêndia em crer no que estes dizem tende a zero.

    O que sobra? Bem pouco. Sinceramente, bem pouco, mesmo. Mas há que se ler de tudo, creio eu.

  38. Pax said

    Porrada neles !

    Justiça nega liminar pedida pela TIM para voltar a comercializar chip e modem

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-23/justica-nega-liminar-pedida-pela-tim-para-voltar-comercializar-chip-e-modem

    Estes aí já vilipendiaram o povo brasileiro ao extremo. Que paguem pelos seus erros, na estrita forma das leis em vigor. Se precisar alterar as leis, recriar a ANATEL etc, que este caminho seja trilhado.

    Mas dar mole para estas operadoras que só ferram os clientes? Jamais.

    Pau de aroeira na cabeça deles.

  39. Jose Mario HRP said

    Edu, não precisava dar tantas explicações!
    Bom dia!

  40. Otto said

    Erenice inocentada. E a Folha e a Veja?

    Por Altamiro Borges

    Numa notinha de 2.158 toques, a Folha noticia hoje que a ex-ministra Erenice Guerra foi inocentada no inquérito que apurou seu envolvimento num suposto esquema de tráfico da influência na Casa Civil. O caso foi arquivado pela Justiça Federal por absoluta falta de provas e a sentença do juiz Vallisney de Souza Oliveira teve o apoio do Ministério Público e a PF, que acompanharam o processo aberto há um ano e sete meses. Em síntese: tratou-se de mais um assassinato de reputação patrocinado pela mídia!

    A própria Folha confirma o seu ato irresponsável e criminoso. “Erenice perdeu o cargo de ministra da Casa Civil em 2010, em meio à disputa presidencial. A queda ocorreu no dia em que a Folha revelou que ela recebeu um empresário e o orientou a contratar a consultoria do seu filho para conseguir um empréstimo no BNDES”. O tal “empresário” era Rubnei Quícoli, um notório vigarista que o jornal utilizou como fonte das suas acusações levianas para fabricar um mais um escândalo político.

    As razões políticas do escândalo fabricado

    O escândalo não teve apenas razões comerciais, não visou apenas aumentar as vendas com base em matérias sensacionalistas. Ele teve conotação política. Visou interferir diretamente nas eleições presidenciais de 2010. Erenice era considerada o braço direito da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ocupou a pasta quando esta deixou o posto para disputar a sucessão. A mesma Folha se jacta, na maior caradura, que “o escândalo tirou votos de Dilma e acabou contribuindo para levar a eleição ao segundo turno”.

    Além da Folha, a revista Veja fez da denúncia leviana uma corrosiva peça de campanha eleitoral. Num gesto criminoso, ela obrou a capa terrorista com o título “Caraca, que dinheiro é esse”. A “reporcagem” dizia que pacotes de até R$ 200 mil teriam sido entregues no interior da Casa Civil, então comandada por Erenice Guerra. Tudo a partir de denúncias em off, de fontes anônimas. A revista não apresentou qualquer prova concreta e, na sequência, também se gabou da degola da ex-ministra. Um crime!

    Agora, Erenice foi inocentada pela Justiça. E como ficam os assassinos de reputações da Folha e da Veja?

    http://altamiroborges.blogspot.com.br/2012/07/erenice-inocentada-e-folha-e-veja.html#more

  41. Patriarca da Paciência said

    “Além da Folha, a revista Veja fez da denúncia leviana uma corrosiva peça de campanha eleitoral. Num gesto criminoso, ela obrou a capa terrorista com o título “Caraca, que dinheiro é esse”. A “reporcagem” dizia que pacotes de até R$ 200 mil teriam sido entregues no interior da Casa Civil, então comandada por Erenice Guerra. Tudo a partir de denúncias em off, de fontes anônimas. A revista não apresentou qualquer prova concreta e, na sequência, também se gabou da degola da ex-ministra. Um crime!

    Agora, Erenice foi inocentada pela Justiça. E como ficam os assassinos de reputações da Folha e da Veja?”

    É isso aí, meu caro Otto, como ficam a Folha e a Veja?

    Vão continuar iniputáveis?

    O Augusto Boçal Canalha Nunes continua lá com suas boçalidades todos os dias.

    Também vai continuar iniputável?

    Outra, depois que o Carlinhos Cachoeira foi preso a Veja nunca mais denunciou corrupção de ministros.

    Simples coincidência?

    É claro que algo tem que ser feito.

    Tamanha irresponsabilidade não pode continuar.

  42. Jose Mario HRP said

    Otto;
    Na verdade a cegueira ideologica não permitira que esses meios de comunicação ajoelhem e rezem, pois dependem de seu público cativo , que jamais aceitaria uma “mea culpa”.

  43. Otto said

    José Mario e Patriarca:

    Estou lendo — e recomendo — Paris, a festa continuou: a vida cultural durante a ocupação nazista, de Alan Riding, lançado há pouco pela Companhia das Letras.

    E sabe o que fez a grande imprensa francesa durante a ocupação?

    Colaborou com os nazistas, dedurando do judeus e “subversivos”.

    É a essência do PIG.

  44. Edu said

    Po… não estou achando o link para a nota da Folha. Alguém pode me ajudar?

  45. Edu said

    Achei!

    Mas pelo que eu entendi, a Erenice Guerra não teve participação, no entanto, os contratos dos correios com a MTA estavam com problemas… mas a Erenice não era responsável por manter a lisura dessas transações?

    Inclusive, o plano nacional da banda larga (aproveitando o tema desse post), não foi lançado pela Erenice? Que resultados obtivemos disso mesmo?

    Se não houve tráfico de influência, ao que parece, a incompetência com que geria já seria o suficiente para a demissão.

  46. Jose Mario HRP said

    Edu, please, seja mais claro!
    Essa ,” fase!” depois do inconformismo é intediante!

  47. Otto said

    PSDB: A NOVA ARENA

    Do Miguel do Rosário, do blog O cafezinho:

    A liberdade dos hipócritas
    25/07/2012 ALGUÉM COMENTOU
    O PSDB cometeu um grave erro ao entrar com uma representação contra os dois autores mais populares da blogosfera política: Luis Nassif e Paulo Henrique Amorim.

    Se o partido já vinha caminhando a passos largos para a direita, único espaço vago que lhe coube ocupar no espectro ideológico nacional, sua agressão a dois blogueiros revela descompromisso com a democracia e a liberdade de expressão.

    Se somarmos essas duas características, conservadorismo e autoritarismo, à defesa pública que o partido fez do golpe branco no Paraguai, podemos dizer que o PSDB voltou a 1964.

    Por que a Caixa não pode anunciar no blog do Nassif?

    Ora, é muita cara de pau. A quase totalidade da grande mídia nacional é notoriamente ligada à oposição e ao PSDB. Não satisfeitos com isso, os tucanos querem sufocar os únicos espaços onde eles não dão as cartas?

    Daí o chapeleiro maluco da Veja argumenta que seu blog tem anúncio de estatal mas também tem outros, e que ele não cuida “pessoalmente” disso. Quanta hipocrisia, desinformação e mau caratismo. O Nassif não tem publicidade privada justamente porque as grandes agências são dominadas por ideologia neoliberal.

    Mais uma razão para as estatais anunciarem em seu blog; é uma forma do governo ajudar a promover a democracia, que precisa de pluralidade para ter sentido.

    O Nassif não iria fechar, voluntariamente, o blog dele à publicidade privada. Só quem faria isso seriam blogs oficiais de partidos políticos.

    Aliás, ao atacar Nassif e PHA, o PSDB intimida eventuais agências de publicidade que venham sondando anunciar em seus blogs. A agência temerá que Serra, se eleito prefeito, irá revidar, cortando contratos da administração paulista com as referidas empresas.

    Desta forma, os blogs não terão nem anúncio privado, nem público. Em se tratando de blogs com uma grande quantidade de acessos, é importante que tenham algum tipo de patrocínio para viabilizá-los, porque o custo de provedor é alto para blogs muito visitados.

    Ou seja, a estratégia do PSDB é asfixiar os dois blogs políticos preferidos da esquerda nacional.

    É uma agressão imperdoável à liberdade de expressão no país. Depois o Merval vem com sua conversinha de que o PT é que tem “tendências autoritárias”. Ora, o PT jamais cogitou perseguir blogs que o criticavam. Noblat, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes são “blogueiros” que sempre se caracterizaram por uma crítica pesada, muitas vezes de baixo calão ao governo federal e no entanto o PT jamais entrou com representação para sufocar esses blogs.

    A ação, portanto, cheira a desespero, a medo, a covardia. Revela um partido que está desistindo da briga política, e optando pelo tapetão. Quer ganhar na barra dos tribunais, em vez de conquistar eleitores pela argumentação.

    http://www.ocafezinho.com/2012/07/25/a-liberdade-dos-hipocritas/

  48. Jose Mario HRP said

    Será que valerá a pena Serra ter comprado briga com os “blogs sujos”?
    Normalmente a net é algo meio intratável, indomável, e se calarem esse, aquele ou aquele outro novas vozes surgirão!
    Aqui um pouco de luz na politica e ética:
    http://www1.folha.uol.com.br/colunas/vladimirsafatle/1124692-pela-extincao-da-pm.shtml

  49. Edu said

    Caso Erenice: os fins justificam os meios.

    O filho dela ainda não escapou.

    Só falta agora a justiça provar que não há relação entre mãe e filho!

    Aí a imprensa vai estar errada mais uma vez… talvez tenha que ser pedido um teste de paternidade no programa do Ratinho, com a presença do Lula, é claro.

  50. Otto said

    Edu:

    e a filha e o cunhado do Serra, e suas contas em paraísos fiscais, por que a grande imprensa nunca se interessou por isso?

  51. Otto said

    A defesa do Dirceu:

    http://noticias.r7.com/blogs/hildegard-angel/2012/07/25/defesa-de-dirceu-entregue-ao-stf-desmonta-acusacoes/

  52. Edu said

    Otto,

    Os fins justificam os meios: uma hora a casa cai.

    Eu sinceramente não sei por que este senhor continua assombrando a política nacional.

  53. Otto said

    Edu: você leu pelo menos o link?

    Acho que o mais assombrador é o Serra, que goza da cumplicidade da mídia.

  54. Patriarca da Paciência said

    Otto,

    venho sempre dizendo a mesma coisa a respeito do tal suposto “mensalão”, ou seja, até hoje, faltando menos de uma semana para o “célebre” julgamento, nenhuma prova concreta foi apresentada, tudo se baseando em acusações do Roberto Jefferson.

    E a tal “grande mídia” vem fazendo linchamento público do José Dirceu durante quase sete anos!

    E os ditos cujos, PIGs, se dizem defensores da democracia!

    Mas o José Dirceu é advogado. Seria bem feito que ele abrisse processo por reparação moral contra todos os seus detratores após o julgamento.

    Espero que o faça.

  55. Edu said

    Otto e Patriarca,

    Li sim, com atenção, estou começando a achar que este mensalão vai ser a maior pizza engolida pelo povo brasileiro da história.

    Mas tudo bem, se a justiça inocentou a Erenice e inocentar o Dirceu, quem sou eu pra falar contra.

    Na minha casa, nenhum, destes sujeitos não entram.

    —X—

    Enquanto isso o PAC….

    http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201207261351_TRR_81441888

  56. Otto said

    Edu:

    e o Serra, entra na sua casa?

  57. Otto said

    Mas Erenice não era “culpada”?
    Posted by eduguim on 26/07/12

    A mídia, no mundo inteiro, tem um poder que ninguém deveria ter nas democracias: condenar e absolver quem quiser das acusações que faz ou que, para os políticos “amigos”, tenta desfazer. Agora mesmo, o país está às portas de ver no que vai dar uma dessas feitiçarias midiáticas, a do escândalo do mensalão “do PT”.

    Há mais ou menos sete anos que a opinião pública vem sendo induzida pela mídia a acreditar piamente na culpa “inquestionável” dos 38 réus no inquérito do mensalão, o qual vai a julgamento no STF a partir da semana que vem. Muita gente caiu nessa, inclusive pessoas que não são movidas pela má fé da imprensa partidarizada.

    Na semana que finda, porém, ainda que a notícia tenha sido dada com extrema discrição, mais um dos integrantes de um governo petista que fora “condenado” pela mídia foi absolvido pela Justiça, gerando perplexidade naqueles que tiveram acesso à notícia mal-divulgada sobre essa absolvição.

    O Tribunal Regional Federal da 1ª Região arquivou o processo contra a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra por suposto tráfico de influência, após acatar recomendação do Ministério Público Federal (MPF). A decisão foi decretada na sexta-feira passada (20) pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal.

    Em 2010, no auge da campanha eleitoral em que Dilma Rousseff derrotou José Serra, Erenice – sucessora de Dilma na Casa Civil – fora acusada pela mídia de ter beneficiado parentes em contratações de serviços aéreos para os Correios, estudos para projetos de mobilidade urbana e outorgas de concessão de serviço móvel especializado.

    As denúncias contra Erenice, entre outros fatores, ajudaram a levar a eleição presidencial de 2010 para o segundo turno, favorecendo José Serra, que por pouco não sofreu uma derrota ainda maior para alguém como Dilma, que, ao contrário dele, jamais disputara uma eleição na vida.

    A indisposição da mídia com Erenice, em particular, fora desencadeada mais de dois anos antes, ainda em 2008, quando também sofrera outra acusação que se esboroou ao ser investigada pela Justiça e pela Polícia Federal.

    Naquele início de 2008, a oposição acusara o governo Lula de montar um dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O objetivo, de acordo com a oposição, seria constrangê-la na CPI dos Cartões, criada naquele ano para investigar possíveis irregularidades no uso dos cartões corporativos do governo federal.

    Não tardou para a mídia comprar a tese tucana. O suposto dossiê, de acordo com reportagem da Folha, foi montado pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da ministra Dilma Rousseff. A oposição e aquele jornal, e posteriormente o resto da mídia, insinuaram que a hoje presidente da República tinha ordenado a Erenice a confecção do dossiê.

    Ainda hoje, apesar da primeira absolvição de Erenice, a mídia e a oposição a Dilma tratam aquele caso como se tivesse dado em alguma coisa – continuam repetindo uma acusação que, após ser investigada exaustivamente, mostrou-se mentirosa.

    Todavia, nada seria mais contundente e massacrante do que a denúncia eleitoreira que se daria contra Erenice na véspera do primeiro turno da eleição presidencial de 2010, sobre tráfico de influência por Erenice, a qual a Justiça acaba de rechaçar por falta de provas que a imprensa, então, dizia que abundavam.

    Em 11 de setembro de 2010, a 3 semanas do primeiro turno da eleição presidencial, justamente em um momento em que as pesquisas davam conta de enorme superioridade de Dilma sobre Serra, a revista Veja acusa o filho de Erenice de fazer “tráfico de influência” usando o cargo da mãe, então ministra da Casa Civil.

    A partir dali, todo o noticiário foi sendo construído de forma a garantir à sociedade que Erenice e Dilma eram culpadas das acusações sem provas que a Veja fez e que toda a grande imprensa comprou sem questionar nada. O noticiário não deixava margem para sequer cogitar que a acusação não fosse séria.

    Abaixo, algumas capas da Folha – que poderiam ser da Veja, de O Globo, do Estadão etc – que acusaram Erenice de forma tão cabal que não houve outro jeito senão demiti-la, e que servem de amostra de um fato impressionante: de 11 de setembro a 3 de outubro, todo dia Folha, Estadão, Globo e (semanalmente) Veja fustigaram a campanha de Dilma com o caso Erenice até a eleição ir ao segundo turno.

    Observação: leia a primeira coluna de capas da Folha e depois a segunda coluna, obedecendo à ordem de datas abaixo de cada capa.

    Agora, leitor, dê uma olhada, abaixo, em como saiu a notícia da absolvição de Erenice nesse mesmo jornal.

    Não é por outra razão que Erenice Guerra anunciou, após ser absolvida, que estuda processar por danos morais os veículos de comunicação que, segundo afirmou, “promoveram um verdadeiro linchamento público” com objetivo eleitoral.

    Essa é uma causa ganha – ou deveria ser, devido ao que prova este post sobre o que fez a mídia na reta final do primeiro turno da campanha eleitoral de 2010. O que se espera, portanto, é que Erenice não esmoreça e leve esse processo até o fim, pois esse tipo de armação continua sendo praticado a cada ano eleitoral pela mídia.

    Agora mesmo, isso está acontecendo no que tange ao inquérito do mensalão, que começa a ser julgado pelo STF nos próximos dias. O uso eleitoral do processo está ocorrendo tal qual ocorreu em 2010, conforme se vê acima.

    Todavia, assim como em 2010 não deu certo, em 2012 isso pode se repetir. Até porque, caso o STF absolva José Dirceu – e, quando se fala no inquérito do mensalão, fala-se especificamente nele – não apenas o resultado eleitoral que a mídia tucana busca pode ser de novo frustrado, mas essa mídia pode sofrer uma desmoralização muito maior do que a de 2010.

    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/07/mas-erenice-nao-era-culpada/

    (Para ver as capas da Folha, vão ao link.)

  58. Zbigniew said

    Mas eles não vão mais tocar neste assunto, Otto.

    Emudecem quando a verdade vem à tona.

    Esse post do Nassif é bem apropriado para uma reflexão sobre a problemática do nosso sistema político e corrupção. Desculpem a transcrição completa, mas é muito interessante.

    “Coluna Econômica

    A CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) de Cachoeira contribuirá para trazer luz definitivamente sobre a pior simbiose política-financiamento de campanha desde a redemocratização: a aliança de sucessivos partidos políticos com máfias do jogo, nacionais e internacionais.

    Nenhum partido escapou a essa praga, que teve início quando descobriu-se a possibilidade de terceirizar loterias federal e estaduais.

    ***

    Quem introduziu essa manobra obscena no país foi Danilo de Castro, presidente da Caixa Econômica Federal (CEF) no governo Itamar Franco – e, juntamente com seu filho Rodrigo de Castro, dono de uma biografia controversa e que, de certo modo, choca-se com a tradição política de Minas. Danilo tem ligação direta com a Lista de Furnas – de políticos beneficiados por pagamentos da estatal – e aparece nas conversas de Carlinhos Cachoeira com o ex-senador Demóstenes Torres.

    ***

    Essas manobras se tornaram possíveis com a introdução dos sistemas eletrônicos de loteria.

    Até Danilo, o processamento da loteria na CEF era tocado pela Datamec, estatal. Em 1993, a Racimec convenceu Danilo de Castro a montar um grupo de trabalho de loterias, visando implantar o sistema online real time. Foi formalizado através da Portaria n° 258/93.

    Com a desculpa de que o processo precisava ser agilizado, 18 meses antes da abertura da concorrência pública, a CEF alegou inexigibilidade de licitação para adquirir novos equipamentos “de transição” da Racimec, que seriam utilizados para a implantação final do modelo, três anos e meio à frente. No processamento offline das apostas, topou também substituir a Datamec pela Racimec.

    ***

    Por trás, da Racime, a Gtech, empresa que dominava o sistema de jogos em Las Vegas e com grande fatia do mercado mundial. No novo contrato, Danilo de Castro Incluiu serviços que sequer haviam sido previstos no edital. E criou uma situação deliberada de dependência tecnológica.

    A Racimec continuou operando a loteria da CEF até o final do processo licitatório, que foi concluído em 1997, já em pleno governo FHC.

    ***

    O presidente da CEF, agora, era Sérgio Cutollo.

    Em 13 de janeiro de 1997, a loteria inaugurou o sistema online, através de um contrato da CEF com a Racimec por um período de 48 meses, até 13 de janeiro de 2001.

    A decisão motivou uma ação ordinária declaratória de nulidade por parte da IT-Companhia Internacional de Tecnologia, alegando que a Racimec detinha informações privilegiadas sobre o novo modelo, já que era responsável pelo sistema of-f-line da CEF e já fornecera equipamentos de sua fabricação necessários para o sistema online.

    Através da Portaria PRESI 348/203, a presidência da CEF constituiu uma Comissão de Sindicância, cujo relatório final é devastador.

    Constatou que, no nascedouro, o contrato da CEF permitiu uma “verdadeira sociedade” na exploração dos negócios de loterias. Em vez de remuneração dos serviços, o contrato permitia a remuneração mediante pagamento de participação ou comissão, dividindo os lucros do negócio.

    No item 4.5 do contrato, ficava claro de que a CEF, mesmo antes da assinatura do contrato com a Racimec, já sabia que a Gtech seria, de fato e de direito, a real prestadora de serviços.
    A renovação do contrato Gtech

    Mesmo assim, a licitação continuou e, surpreendentemente, com modificações que beneficiavam ainda mais a Gtech. No preço global do primeiro contrato estavam inclusivos os serviços não-lotéricos que a CEF executa para empresas concessionárias de serviços públicos. No novo contrato, esses serviços foram colocados à parte, permitindo cobrança adicional. E aumentou a remuneração por aposta.
    Atropelando o Jurídico

    O contrato foi bloqueado pelas áreas administrativa e jurídica da CEF. Mas as duas áreas foram atropelados pelos gerentes das áreas de Tecnologia e Loteria, José Maria Nardeli Pinto, Aires Ferreira Coimbra, e o Diretor Adelmar de Miranda Torres, valendo-se de dados. Os preços subiram de R$ 0,05 para 0,08 por processamento, com pagamento retroativo contado a partir da data do pleito da empresa (maio/98).
    O custo do período Cutollo

    A preços de março de 2005, o prejuízo da CEF chegou a R$ 17 milhões. Em 13 de maio de 1995 a CEF pagava R$ 0,24 aos empresários lotéricos por documento recebido. Em março de 2003 reajustou para R$ 0,26 – aumento de 9%. No mesmo período, o reajuste da Gtech aumentou em 200%. Em dezembro de 2002, a CEF tinha um lucro de 1,4% sobre o faturamento do sistema de loteria e prognósticos; e a Gtech de 5,75%.
    CPI da Loterj

    Enquanto a Gtech se havia com a CEF, no Rio instaurava-se a CPI de Loterj, para apurar corrupção na gestão de Waldomiro Diniz, e também no Rioprevidência. Durou apenas 4 meses, de 15 de fevereiro a 30 de junho. Ali, pela primeira vez, o nome de Carlinhos Cachoeira se cruza com o da Gtech. O Rio seria a vitrine para a empresa de Cachoeira. A partir dali poderia competir com a Gtech em outros estados.
    A jogada com Wladomiro Diniz

    Sua entrada no Rio se deu no governo Benedita da Silva, do PT e o contato era Waldomiro Diniz. A incursão de Cachoeira no Rio termina em um escândalo em uma CPI – da qual Cachoeira se livra graças à parceria com Policarpo Jr e com a revista Veja. Em fins de 2001, com o Ministério Público no pé, a direção da CEF decide abrir nova licitação e joga a bomba para a administração seguinte, já do PT.
    O episódio do grampo

    Cachoeira queria que Waldomiro convencesse a CEF a exigir da Gtech transferência de tecnologia para parceiro brasileiro – no caso, empresa do bicheiro. Mas Waldomiro foi atropelado pela influência maior do ex-Ministro da Fazenda Antônio Palocci, que colocou seus parceiros de Ribeirão Preto para oferecer proteção à Gtech. Foi esse movimento que fez Cachoeira espalhar o vídeo com a conversa de Waldomiro, ainda nos tempos da Rio Loteria.”

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-casamento-do-bicho-com-a-politica

  59. Otto said

    Gente, excelente texto do Miguel do Rosário, do blog O Cafezinho.

    Permitam-me a transcrição por extenso, pois vale a apena.

    Edu, Paz e todas os leitores de boa vontade deste espaço democrático, leiam, por favor:

    O mensalão e o caso Dreyfus
    26/07/2012 OPINE!
    (Ilustração capa: Francesco Clemente)

    O escândalo político conhecido por “mensalão” muito se assemelha a um episódio marcante da história francesa, o caso Dreyfus. No final do século XIX, um oficial judeu foi acusado de alta traição. Houve grande comoção nacional, e a imprensa francesa que vivia um momento de enorme expansão, não só em virtude das novas tecnologias de impressão, como também por causa das maiores liberdades que a III República lhe conferia, tornou-se o tribunal político por excelência de todos os escândalos.

    Os jornais, em verdade, tinham ainda mais prestígio do que hoje, embora talvez menos poder efetivo. Tinham mais prestígio porque todos os grandes escritores colaboravam diariamente para os jornais: num dia lia-se um artigo de Marcel Proust sobre cidades antigas, n’outro um panfleto político assinado por Zola; na Inglaterra, Dickens publicava seu primeiro romance, As aventuras do Sr.Pickwick, em fascículos semanais inseridos no periódico no qual trabalhava. Marx publicava constantemente artigos em diversos períodicos europeus e a direita possuía um verdadeiro exército de escritores talentosos e prolixos que atacavam diariamente seus adversários.

    Oswald Spengler, em seu famoso Declínio do Ocidente, aborda o emergente poder midiático, que havia operado um incrível milagre. Antes os reis tinham necessidade de imprimir ameaças de prisão e morte para que os cidadãos se decidissem entrar em suas guerras; com o advento da imprensa, uma boa campanha midiática fazia com que milhões se dirigissem voluntariamente, alegremente, às carnificinas em que seriam sacrificados. Nascia o Leviatã midiático.

    Voltando ao caso Dreyfus, a imprensa e lideranças políticas haviam se comprometido de tal forma com um discurso acusatório, que a sua absolvição corresponderia a uma tremenda derrota. Então passaram a inventar provas, a magnificar boatos, a produzir um ambiente conspiratório de tal magnitude que qualquer um que ousasse defender Dreyfus, ou simplesmente exigir que fossem apresentadas provas mais consistentes de seu crime, eram também atacados violentamente.

    Criou-se logo uma guerra entre os ”dreyfusards”, defensores da inocência de Dreyfus, e os “antidreyfusards”, confiantes em sua culpabilidade.

    Ao cabo, descobriu-se que Dreyfus era inocente, e que promotores, agentes do governo, juízes e militares haviam se acumpliciado para forjar provas contra o judeu.

    Entretanto, o processo que culminou em sua inocência passou por altos e baixos, e mobilizou profundamente a opinião pública francesa. Ninguém escapava daquele binarismo, de defender ou acusar Dreyfus, porque de uma forma ou outra a sua opinião, mesmo que indecisa, acabava por ser alinhada, à sua revelia, a um dos grupos.

    Com o mensalão ocorre uma situação bem parecida. O calor da acusação pareceu contaminar juízes, promotores, imprensa e amplos setores da opinião pública.

    Alguns escritores de internet passaram a discorrer sobre o mensalão com um tal grau de convicção que dividiam as pessoas entre aquelas que acreditavam e não-acreditavam no mensalão, em geral menosprezando as últimas, como seres fora da realidade.

    Todavia, quando a temperatura política começou a amainar, e as pessoas começaram a tomar coragem de olhar o assunto de maneira mais desapaixonada, muitos passaram a se perguntar: mas… e se o caso não passou, por fim, do uso de caixa 2; e se não houve compra de votos?

    Diante desta possibilidade, houve uma nova reação: caixa 2 também é crime! E os “dreyfusards” eram acusados, portanto, de minorarem o “mensalão”, ou seja, de “não acreditarem no mensalão”. Dreyfus é culpado e ponto final!

    Assim como o caso Dreyfus, o mensalão se tornou um embate antes ideológico do que jurídico. E agora, quando o caso enfim terá seu julgamento final, os ânimos voltam a se exaltar, e os antidreyfusards da mídia afiam suas espadas. Hoje, por exemplo, a trinca Globo, Folha e Estadão fazem ataques calculados.

    O Globo, com sua truculência costumeira, dá manchetão:

    O Estadão noticia com estardalhaço a argumentação esdrúxula do ex-relator da CPI dos Correios (aquela conhecida como CPI do fim do mundo, que investigou o mensalão), Osmar Serraglio, de que “provas do escândalo não foram produzidas por causa da blindagem a José Dirceu. Ou seja, o homem confessa que não há provas. Quando perguntado que blindagem era essa, desconversa:

    Não que estivessem dentro da CPI agindo sob orientação do Dirceu, mas a tropa de choque que dificultava a evolução da investigação era formada por (Carlos Augusto) Abicalil, (Jorge) Bittar e Ideli (Salvatti, hoje ministra de Relações Institucionais do governo Dilma Rousseff), que era senadora à época.

    Ou seja, o próprio Serraglio admite que os “defensores” de Dirceu não estavam sequer dentro da CPI. O advogado de Dirceu, ouvido pelo próprio jornal, contesta facilmente a acusação de Serraglio lembrando que os sigilos bancários, fiscais e telefônicos de Dirceu foram quebrados, assim como de muitos outros, e nada foi encontrado contra o deputado.

    Não estou dizendo que Dirceu seja um anjo, nem mesmo inocente. Eu simplesmente repito o que o próprio Serraglio, relator da CPI que investigou o mensalão, afirma: não há provas. E se não há provas, então Dirceu deve ser absolvido, a menos que pretendamos rasgar a Constituição (e o jornalismo) condenando alguém sem provas.

    A Folha, por sua vez, continua dando trela para o falastrão Roberto Jefferson, que diz “qualquer coisa”. A nova do Jefferson é que ele e seu advogado “divergem” sobre a participação de Lula. Jefferson acredita que Lula “não sabia”, enquanto seu advogado vai alegar que Lula não apenas sabia como autorizou o esquema. Ou seja, o advogado de Jefferson, que é um homem de partido, vai acusar o ex-presidente sem provas, e sendo contestado por seu próprio cliente, que em tese é a única pessoa que, num primeiro momento, falou sobre o mensalão.

    O jornalista Leonardo Attuch, responsável pelo Brasil 247, conseguiu elaborar uma teoria que tem o mérito de satisfazer a todos os gostos: foi mesmo caixa 2, mas o dinheiro, pagos durante o período de votações, tinha o poder de influenciar votações. De fato, mas aí temos uma vulgarização do voto parlamentar, por um lado, e a sua criminalização ao mesmo tempo. Qualquer coisa pode influenciar seu voto, qualquer coisa é mensalão. Se eu faço um acordo de campanha, que implica em partilhar gastos, e pago parte das dívidas durante um mandato, estou patrocinando mensalão. Se libero emendas parlamentares, mensalão. Se dou cargos ao partido, mensalão.

    Ora, política é um jogo de poder, pesadíssimo. As pessoas de bem lutam para que a política seja sempre aprimorada e conduzida de maneira ética, mas a pressão dos interesses econômicos, sociais, partidários e corporativos, fazem parte da democracia. A teoria de Attuch, mesmo tendo mais lógica que o “mervismo pigal” (para usar a expressão engraçada de PHA), esbarra em outras contradições.

    A troco de quê petistas, pertencentes não só ao partido do governo como de alas partidárias convergentes daquelas dominantes, como deputado Luizinho ou João Paulo Cunha teriam que receber dinheiro, mesmo que sobras de campanha, para votar a favor do governo? Não faz sentido.
    O acompanhamento das votações no Congresso mostram que não há relação entre os repasses e o aumento de votação em favor do governo.
    Por fim, a imprensa, que é o principal agente antidreyfusard nessa história, até agora não conseguiu mostrar um mísero parlamentar que acuse o governo de ter lhe pago um “mensalão” para votar tal ou qual reforma; ao contrário do que aconteceu no escândalo da emenda da reeleição de FHC, onde temos áudios, publicados na grande imprensa, no quais deputados admitem ter recebido 200 mil reais, cada um, para votar em favor da extensão de poder ao presidente Fernando Henrique Cardoso. Ou seja, mensalão mesmo, provado com áudio, admissão e, sobretudo, com a aprovação de uma lei que ampliava o poder do grupo então dirigente, aconteceu mesmo no governo FHC.

    Ali sim, na reeleição, houve um “golpe branco”, porque o presidente mudou as regras com o jogo em andamento, para beneficiar a si mesmo. A reeleição apenas teria legitimidade se o presidente fizesse um plebiscito nacional, como fez Chávez. É realmente engraçado que a mídia brasileira tenha aceitado tão passivamente, como um ato democrático, que FHC promovesse uma mudança constitucional que permitisse a reeleição de si mesmo. Ele até poderia fazê-lo, mas ou com plebiscito, ou implementando a mudança para futuros mandatários.

    Para piorar, FHC segurou o câmbio artificialmente, elevando a dívida pública em dezenas de bilhões de dólares, durante todo o processo eleitoral de 1998, para assegurar uma falsa estabilidade econômica que lhe permitisse continuar no poder, o que consistiu talvez no maior crime de improbidade administrativa de muitas décadas. Recentemente, a Justiça Federal condenou os réus ligados ao crime do caso Marka (que é um escândalo tucano) a pagarem indenização de R$ 24 bilhões.

    Sem falar na privataria tucana, onde os valores desviados também chegaram a bilhões, e sobre a qual temos um arsenal de documentos envolvendo grão-tucanos, entre eles o candidato José Serra.

    E os antidreyfusards da mídia ainda tentam nos convencer que os R$ 55 milhões que o PT pegou emprestado para pagar dívidas de campanha – que inclusive já foram devidamente quitadas, e que segundo o TCU não envolveu dinheiro público – é “o maior caso de corrupção da história”…

    http://www.ocafezinho.com/2012/07/26/o-mensalao-e-o-caso-dreyfus/

  60. Edu said

    Otto,

    Depois eu leio o restante com mais atenção, mas, respondendo à sua pergunta:

    Não! O Serra não entra na minha casa!

  61. Otto said

    Edu: menos mal.

    Hehe…

  62. Jose Mario HRP said

    Alguma coisa deve estar muito errada em SãoPaulo, para alguém tomar essa iniciativa!
    Alguém tentar federalizar um tema desse significa que algo de muito grave está a acontecer:
    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/07/procurador-da-republica-defende-saida-do-comando-da-pm-de-sp.html

  63. Zbigniew said

    São Paulo é a caixa-preta da grande mídia brasileira.

  64. Edu said

    Otto,

    Não é menos mal não cara, embora eu seja alinhado à direita, eu não tenho problema nenhum em ser crítico com a direita quando há incoerências.

    Além de não ser de direita, o Serra é um morto-vivo. Sei lá se o cara é corrupto ou não, o que me faz não gostar do sujeito é a falta de paciência que eu tenho com a política de água morna do PSDB.

    Para mim, candidato tem que ser quem é, e mostrar a que veio com base no que conhece, no que fez e nas suas idéias e propostas. Não precisa fingir que é da galera, não precisa andar de bicicleta pq é ridículo.

    Assim como o Lula não andou no dos banqueiros do Brasil, mas encheu o bolso deles de dinheiro, nenhum político precisa ficar dando as mãozinhas e fazendo graça com o povo. Assim como não é preciso ser banqueiro para entender o papel deles na economia, não precisa ser pobre para demonstrar preocupação com essa classe social.

    Um candidato tem que apresentar suas propostas com clareza, aliás, uma inovação política que não existe, mas que eu gostaria muito de ver, seria um político apresentando o que NÃO irá fazer, o que NÃO é prioridade no governo dele.

  65. Edu said

    A esquerda não gosta de militares, ela gosta de militarização!

    Já que o jogo das urnas em SP tá difícil, deveria mandar o exército invadir São Paulo logo de uma vez! hahahahaha

  66. Zbigniew said

    Devemos deixar as generalizações de lado porque enfraquece os argumentos.

    O jogo das urnas em São Paulo está duro, tanto para o PT, quanto para o Serra (nem digo o PSDB porque ao que parece para muitos na legenda seria até melhor que o Serra se ferrasse, e é o que parece que vai acontecer).

    O Russomano vai acolher os direitistas pêéssedebistas e o partido (o PSDB) ficaria livre para outros vôos independentes do Serra. Se o Serra ganhar tem sempre a máquina pública como compensação, embora a triste figura esteja cada vez mais intragável para o partido.

    Quanto ao exército invadir as ruas, o Alckmin deve estar preocupado é com o MPF e a questão da perda de comando da PM em relação aos soldados. O negócio está ficando cada vez mais difícil de esconder.

  67. Edu said

    Militares… general – izações…

    Saquei.

    Zbig,

    O que é que o MPF está querendo meter o bedelho na política estadual?! Não tem conflito de esfera pública não?!

  68. Edu said

    Olha só que interessante isso aqui que eu acabei de achar:

    http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2012/noticias/0,,OI6001985-EI19136,00-Estudante+lidera+movimento+para+refundar+partido+do+regime+militar.html

    Embora eu seja mais liberal que conservador, e muito menos nacionalista do parecem propor, eu me sinto representado. Muito mais representado que os partidos social-democratas, ou liberais considerados de direita de hoje.

    E mais interessante ainda:

    “O (deputado federal Paulo) Maluf (PP) é o tipo de pessoa que eu gostaria de ver muito longe da Arena. Não é o tipo de pessoa adequada, que tenha o perfil de querer ser diferente de todo esse interessismo, dessa situação no Brasil. Uma pessoa procurada por ‘n’ crimes não tem o menor currículo para estar num partido que se propõe a ser honesto. Tem que fazer política, e não politicagem.”

    Sensacional.

  69. Zbigniew said

    Maluf é o “coringa”. Quem ficasse com ele levaria o ônus e o bônus. O ideal seria que não existisse o Maluf, mas ele existe e as urnas o colocaram no lugar que está. O sistema é que não consegue tirá-lo de lá. O porquê tem várias nuances e motivos.

    O MPF tá metendo o bedelho porque é possível meter o bedelho em questões que envolvam direitos humanos e dignidade da pessoa humana. Mas bem sabemos que por uma questão política ele não deveria estar ou poderia estar. O ideal é que ele sempre estivesse, ou em cooperação com o Ministério Público local. Ou o MP é ou não único apesar das esferas de atuação? O sistema é que não consegue um alinhamento que elimine os embates políticos. Mais uma vez o porquê tem várias nuances e motivos.

  70. Edu said

    Zbig,

    Infelizmente cada dia que passa parece que caminhamos para descobrir que o PT está usando de todas as forças possíveis para atacar a imprensa e p governo de SP.

    Vamos aos casos:

    1 – Erenice Guerra:

    Veja o caso da Erenice Guerra, como comentado por vcs. Ela foi pré-julgada pela mídia.

    E agora que o MPF pediu para arquivar o caso e conseguiu.

    A sentença foi proferida pela imprensa. No entanto, a imprensa tem uma responsabilidade bastante limitada com o que publica. Ela tem uma responsabilidade ética, é verdade, mas no fim, compra quem quer.

    No entanto, o filho da Erenice ainda está sendo investigado, afinal, se o filho da Erenice fez, por que não a própria não esteja envolvida?

    2 – Alkmin:

    O caso do Alkmin também, ele já foi sentenciado.

    Durante o Pinheirinho, sem qualquer prova concreta, os blogs da esquerda fizeram o que foi possível para destruir a imagem do governador.

    Da mesma forma, os blogs têm uma responsabilidade bastante limitada com o que publicam. No caso dos blogs, nem mesmo a responsabilidade ética é exigida e, no final, também compra quem quer.

    E agora o MPF, que é um órgão federal oficial, e que tem uma responsabilidade com a legalidade com que atua quer intervir. Tudo isso sob a justificativa de que o Alkmin não respeita dos direitos humanos.

    —X—

    Zbig, o que lhe parece ser mais plausível?

    – A Erenice ter participado dos rolos do filho dela
    – O Alkmin estar desrespeitando os direitos humanos

    Sinceramente, eu não acredito que nenhum seja mais ou menos plausível que o outro.

    No entanto, fazer um órgão atravessar as esferas públicas sob uma justificativa tão questionável como essas é um abuso do poder.

    E,ainda que eu esteja ficando louco, a proximidade dos eventos merece a atenção: o MPF ter pedido o arquivamento do processo contra a Erenice e o mesmo MPF tentando interferir na política do estado de SP.

    É uma pena que a população não estará atenta e será manipulada mais uma vez…

  71. Zbigniew said

    Atravessar não é problema. Até porque a unicidade do Ministério Público é corolário imanente da instituição. O problema, e nessa parte eu concordo com você, são as intenções que estão por trás destes fatos. O que deveria ser uma rotina, em forma de cooperação entre as esferas, é utilizada como forma de pressão política.

    O que estamos vendo é o chamado jogo do troco. A grande imprensa (hoje a face mais poderosa da oposição) aposta no mensalão para não perder São Paulo para o PT. O PT tem a CPI do Cachoeira, fonte de todas as possíveis denúncias contra a oposição. Com todo mundo com o rabo preso pode sobrar para todo mundo, inclusive a própria grande mídia.

    Se a CPI está sendo instrumentalizada? É óbvio porque é da natureza das CPIs: o cunho eminentemente político. Mas, como diriam, a Veja usou de expedientes bem mais inconfessáveis e nem por isso foi condenada pela grande mídia (o que é um sucedâneo lógico por se tratar de um pool com interesses em comum).

    Se Erenice roubou e o MPF não tem independência suficiente para manter a denúncia o mesmo se pode dizer com o MP de São Paulo no caso do Pinheirinho, das favelas incendiadas e da instituição policial.

    E aí chega-se às opiniões. A Erenice realmente roubou? Houve truculência no Pinheirinho? A polícia do Estado de São Paulo desrespeita os direitos humanos? Os reiterados incêndios em favelas de São Paulo tem algo a ver com a idéia de higienização por força de interesses ligados à especulação imobiliária? Sim ou não?

    Por isso que precisamos de instituições fortes que se atenham às questões de cunho técnico-jurídico e humanista.

  72. Jose Mario HRP said

    Começa a nova OLIMPIADA!
    Que Deus nos abençoe e nada nos faltará , nessa festa que une os povos, e que de agora adiante os homens pensem melhor sobre amor, paz, caridade, solidariedade e fraternidade!
    Só com Deus temos solução!
    Nosso basquete talvez nos surprienda!
    Como em 48, e nos campeonatos mundiais que ganhamos!
    HRP in concert!

  73. Jose Mario HRP said

    De que adianta querer melhorar o mundo se temos Veja, Folha SP , Estadão, e Globo?
    http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed704_iniciativa_do_itamaraty_pela_paz_tempouca_cobertura

  74. Otto said

    O cinismo de quem blindou o ‘mensalão’ tucano

    Prevendo a absolvição em massa no julgamento do chamado “mensalão”, por falta de provas e porque inventaram versões fantasiosas, a começar com um inexistente esquema de compra de votos, os parlamentares demotucanos mais salientes que atuaram na CPI dos Correios, procuram apagar sua imagem de conspiradores golpistas e incompetentes.

    Deu no Estadão:….”Opositores do governo Luiz Inácio Lula da Silva que integraram a CPI dos Correios afirmam que a principal lacuna deixada tanto pelas investigações no Congresso Nacional quanto na denúncia da Procuradoria-Geral da República que será analisada pelo Supremo Tribunal Federal é o destino de parte do dinheiro que passou pelo chamado valerioduto.

    (…)

    “A denúncia que será avaliada pelos ministros do STF a partir de 2 de agosto afirma que as contas das agências do empresário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza receberam mais de R$ 100 milhões de diversas fontes, entre elas desvios de verba de contratos com órgãos públicos. Os pagamentos realizados a parlamentares e ao publicitário Duda Mendonça, no entanto, não chegam a R$ 15 milhões.

    (…)

    “Retiraram toda a possibilidade de irmos atrás do destino do dinheiro”, disse o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), integrante da CPI dos Correios…

    (…)

    “Foi feita uma blindagem geral aos principais petistas que apareceram ao longo das investigações”, resumiu o deputado ACM Neto (DEM-BA), que foi sub-relator da CPI dos Correios.”

    Ora, quanto cinismo. Os petistas tiveram a vida devassada à exaustão. E a CPI começou a ser boicotada quando não havia mais nada a investigar sobre o PT e o rumo começou a apontar para demotucanos. Algumas coisas que foram engavetadas na CPI:

    – a investigação sobre os contratos suspeitos das empresas de Marcos Valério com o governo de Minas, sob a gestão de Aécio Neves;

    – o dinheiro de empresas privatizadas ligadas à privataria tucana, como a Telemig celular;

    – o próprio mensalão tucano, no governo de Eduardo Azeredo, não foi aprofundado na CPI dos Correios. Quem aprofundou a investigação foi o Ministério Público Federal;

    – os contratos sob o primeiro governo Marconi Perillo (PSDB/GO) que também foi cliente das mesmas empresas de publicidade;

    – os contratos com o então governo de Joaquim Roriz, no Distrito Federal, que na época era da ala do PMDB aliada do PSDB e do DEM;

    – o caso Fundacentro, com contratos suspeitos com as mesmas empresas, no âmbito do Ministério do Trabalho do governo FHC, quando comandado por tucanos mineiros. Inclusive o atual governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB), foi secretário-executivo da pasta;

    – os contratos suspeitos da TELESP (quando ainda era estatal, sob direção tucana), com aquelas mesmas empresas de publicidade;

    – a operação de blindagem tucana impedindo qualquer investigação sobre a lista de Furnas.

    É mais uma mostra do que a grande mídia deve aprontar quando começar o julgamento no STF.

    http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/o-cinismo-de-quem-blindou-o-mensalao-tucano

  75. Zbigniew said

    Nao acredito na inocência geral e irrestrita dos petistas nessa história de caixa 2 que se nomeou “mensalao” (pelo PIG). Nao existem inocentes, mas hipocrisias que revelam, principalmente, a ação da velha midia associada ao DEM e ao PSDB, adotando posturas que negam os vários lados de um fato, buscando a padronização dos pensamentos e o monopólio das versões; além de nao admitir qualquer avanço nas politicas do governo.
    Há que se reconhecer, também, a incapacidade do nosso ordenamento político-jurídico em sancionar os políticos, principalmente na esfera penal.

  76. Pax said

    Este blogueiro está ameaçado por uma quadrilha. Envolve questões fundiárias no RJ, em especial em Paraty. Assim que possível colocarei esta história por aqui. Por enquanto pretendo trabalhar na proteção da comunidade em questão, em especial as legítimas associações de moradores e pescadores envolvidos na questão.

  77. Pedro said

    Putz, que encrenca.
    Abre o olho cara, dá um jeito de se proteger. A bandidagem tá matando até por um par de tênis, imagina por terrenos litorâneos supervalorizados.

    Por aqui também estamos vendo cada coisa nesta disputa por terras no litoral.
    Até a justiça tem tomado cada decisão que não dá pra entender. Ou melhor, decisões injustas, mas que a gente entende muito bem.

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