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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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STF nega pedido de desmembramento do processo do mensalão

Posted by Pax em 03/08/2012

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – Todos os 38 réus do mensalão serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Com um placar de 9 votos a 2, os ministros negaram pedido de advogados para que o processo fosse dividido em dois, o que levaria a maioria dos réus a ser julgada por um juiz de primeira instância.

A questão foi trazida pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende o ex-dirigente do Banco Rural José Roberto Salgado. Ele questionou o fato de todos os réus serem julgados pelo STF, quando apenas três deles têm essa prerrogativa – os deputados federais Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP).

De acordo com a teoria de Thomaz Bastos, a Constituição e a legislação internacional seguida pelo Brasil dão aos réus comuns o direito de serem julgados pelo menos duas vezes, por duas instâncias diferentes. Isso não ocorrerá se o STF julgar todos os réus do mensalão, pois a Corte já é a última instância de apelação.

Os advogados do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza e do ex-presidente do PT José Genoíno também usaram a tribuna para reforçar o ponto de vista de Thomaz Bastos. Instado a se posicionar, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que o STF já analisou o assunto seguidas vezes, sempre negando a divisão da ação penal.

O que se seguiu foi uma discussão acalorada entre os ministros Joaquim Barbosa, relator do processo, e Ricardo Lewandowski, o revisor. Primeiro a votar, Barbosa negou o desmembramento, seguindo a linha adotada pelo STF desde 2006. “Não vejo razão, me parece até irresponsável voltar a discutir essa questão”.

Lewandowski foi o próximo a falar e defendeu o desmembramento do processo. Ele alegou que o argumento trazido hoje pelos advogados era inédito, o que provocou reação indignada de Barbosa. “Me causa espécie vossa excelência se pronunciar pelo desmembramento oito meses depois de começarmos a preparar os votos. É uma deslealdade do revisor”, disse Barbosa.

O revisor respondeu dizendo que a acusação de deslealdade foi “um pouco forte”, antecipando que o “julgamento será tumultuado”. A partir de então, começou um bate-boca entre os ministros – repetido outra vez durante o julgamento – que só foi encerrado com a intervenção do presidente Carlos Ayres Britto.

Seguindo a votação, a ministra Rosa Weber defendeu que o STF não pode voltar a discutir uma questão já definida no passado. “Não se pode, no mesmo processo, voltar atrás, a marcha é para frente”. Já Cezar Peluso destacou o atraso que o desmembramento da ação penal iria provocar. “Se o processo for levado a juiz, mesmo a um bom locutor de corrida de cavalos, levará ao menos seis meses para ler 50 mil páginas”.

Gilmar Mendes argumentou que a impunidade iria prevalecer se o processo fosse encaminhado à primeira instância. “Se esse processo estivesse espalhado por aí, seu destino era a prescrição, com todo tipo de manobra que poderia ser feita pelos advogados”. Completaram o placar contra a divisão do processo os ministros Luiz Fux, Antonio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto.

O único ministro que apoiou o voto de Lewandowski foi Marco Aurélio Mello, seguindo a tese de que o direito de defesa do réu deve ser colocado sempre em primeiro lugar e é a “medula espinhal” do processo.

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41 Respostas to “STF nega pedido de desmembramento do processo do mensalão”

  1. Pax said

    O que vai dar? Não se sabe o que sai de pata de cavalo, bunda de neném e cabeça de juiz, como diz o dito popular.

  2. Jose Mario HRP said

    O processo 479 encarado de forma equilibrada:
    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/08/02/constrangimentos-no-mensalao/

  3. Otto said

    Quem assistiu, observou que no início do julgamento da ação penal 470 ficou INDECOROSAMENTE explícita a diferença de tratamento dispensada pelo STF aos réus dos processos batizados como mensalinho do PSDB e mensalão do PT.

    O ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), deveria ser julgado pelo STF, em função do foro privilegiado pertinente ao cargo.

    Os ministros indeferiram, por nove votos a dois, a questão de ordem que reivindicava o mesmo tratamento para os réus petistas e aliados.

    Bom, o ilícito penal é o mesmo para todos.

    Por que a diferença?

    Que o STF cumpra o seu dever constitucional de julgar a ação penal, onde a população espera o discernimento jurídico de seus membros e absoluta isenção.

    QUE SEJA JULGADO EXCLUSIVAMENTE COM OS AUTOS.

    O resto é corporativismo midiático-partidário aliado ao crime organizado ou “coito de bandidos”
    que não possuem valor jurídico para julgamento – A NÃO SER QUE O STF ESTEJA COM A FACA NO PESCOÇO!!!

  4. Patriarca da Paciência said

    Eu acho interessantíssima essa posição do ministro Marco Aurélio Mello, ou seja, ele é o único coerente com a tese defendida por muitos, mas vivida apenas por alguns, ou seja, da “justiça totalmente cega e objetiva”.

    Vendo a coisa “objetivamente” acho que é um claro direito dos réus que “não tem foro privilegiado”, serem julgados em 1ª instância. Como falou o ministro Lewandowski, “como pode uma primeira decisão ser a decisão final?”.

    Mas “justiça cega, objetiva e matemática” só existe em teoria. Em todos os lugares a justiça é feita segundo regras estabelecidas conforme as leis em vigor, as quais nem sempre são muto “objetivas”.

    De minha parte acho que está mais que na hora de julgar o “suposto mensalão”.

    Confio que os ministros tomarão a decisão mais acertada.

  5. Patriarca da Paciência said

    E o gorjeio do Gurgel foi mesmo um retumbante palavrório inócuo. Não apresentou uma mísera prova concreta, limitando-se a a simples retórica e formulação de hipóteses. Apresentou até o palavrório esquizofrênico do Reinaldinho Cabeção. Até os mesmos termos e frases feitas.

    O Homem é mesmo bem fraquinho e não merece o cargo que ocupa.

    Citar notícias de jornais como provas?

    É demais para um promotor!

    Acho muito difícil os réus serem condenados por tais “provas”.

    Ou então teremos a novidade da condenação por hipótese.

  6. Pax said

    Vou discordar um pouco, caro Patriarca. Muitas provas foram elencadas. Até mais do que tinha lido no relatório do delegado Zampronha.

    Saques na boca do caixa não são provas?

    Empréstimos sem qq garantia não são provas?

    Sei não, acho que as teses das defesas terão que ser muito competentes para derrubarem a tese da acusação.

    Mas… Quem decide é o STF. Aguardemos as defesas e as decisões da Suprema Corte.

    Alea jacta est.

    Enviado via iPhone

  7. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Pax,

    Não há uma única prova concreta da ligação do José Dirceu ou mesmo do PT, com tais saques ou empréstimos. E tiveram sete anos para apresentar provas concretas!

    Tudo se resume a hipóteses mesmo.

    E juíz não pode julgar baseando-se em hipóteses.

    Acho que o Joaquinzão está querendo entrar para a história, ficando ao lado da “grande imprensa”. Espero que ele recupere a lucidez.

  8. Patriarca da Paciência said

    Gurgel explica porque não existem provas:

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/

  9. Patriarca da Paciência said

    Este é o link correto:

    http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/08/prevaricador-geral-da-republica-explica.html

  10. Chesterton said

    e as ações da Petrobras do Elias?

  11. Otto said

    QUEM JULGA?

    Por Marcos Coimbra

    Os grandes grupos de mídia brasileiros não se prepararam para a cobertura do julgamento do mensalão.

    Sua parafernália foi montada com outro intuito: noticiar o dia a dia de uma condenação.

    Se não de todos os 38 réus, pelo menos das principais figuras do PT e de outros partidos que foram acusadas. Junto com alguns dos personagens de fora da política que se tornaram simbólicos dos eventos que suscitaram as denúncias.

    A “grande imprensa” faz plantão na porta do Supremo Tribunal Federal aguardando a condenação. O julgamento é um detalhe, uma burocracia que só retarda o desfecho que espera – e deseja.

    A rigor, ela não demonstra interesse pelo que vai acontecer no STF, de agora até que o último réu seja julgado. Parece achar que a história do mensalão já foi escrita.

    É irrelevante se o jornalista ou seu empregador estão convencidos da culpa de alguém. Até porque a última preocupação que têm é com a Justiça. Suas convicções políticas, suas antipatias e simpatias impedem a isenção exigida para julgar.

    Muitas pessoas acreditam que o pleno exercício do papel da imprensa requer o que chega a ser exacerbação crítica. Sem uma incansável disposição de recusar a verdade estabelecida, sem ser sistematicamente “do contra”, ela seria dispensável. No limite, como dizia Millôr Fernandes, “Jornalismo é de oposição, o resto é armazém de secos e molhados”.

    Certa ou errada a frase (e, no Brasil de hoje, nada menos oposicionista – no sentido que Millôr dava à palavra – que os veículos da indústria de comunicação, que costumam ser apenas porta-vozes do situacionismo de ontem), o que ela ressalta é a incongruência entre julgar e fazer imprensa investigativa.

    Essa pode – e talvez deva – ir mais longe na denúncia que o justo (considerando, é claro, os veículos e profissionais que se mantêm no jornalismo e ignorando os agentes do jogo ideológico de baixa qualidade).

    O mesmo vale para a atuação do Ministério Público. Excessos saudáveis de alguns de seus integrantes ajudaram no amadurecimento de nossas instituições, ainda debilitadas pelo autoritarismo. Promotores “incômodos” são mais úteis à sociedade que os “bonzinhos”.

    De novo, isso é incompatível com a função de julgar. “Carregar nas tintas” de uma denúncia é permissível, e, por isso mesmo, alguém tem que evitar que se convertam, automaticamente, em punição.

    O julgamento do mensalão não é o endosso dos ministros do STF ao que a “grande imprensa” diz e nem tampouco o referendo da denúncia apresentada pelo Procurador-Geral. É o momento em que a acusação deixa de ser unilateral e a defesa – tão legítima quanto ela – é ouvida.

    Dele, ninguém deve sair condenado sem prova irrefutável de culpa.

    Nossa “grande imprensa” se colocou em uma posição delicada. De tanto apostar na condenação – seja por estar convencida da excelência de sua investigação, seja para golpear o “lulopetismo”-, ficou sem saída.

    Ou o STF faz o que ela quer ou está obrigada a repudiar seu pronunciamento.

    Caso não venham as penas, como se explicará a seus leitores e à opinião pública? Reconhecerá que se excedeu, que atacou sem provas, que destruiu imagens e reputações irresponsavelmente?

    Ou vai insistir que estava certa e errado é o julgamento do Supremo? Que, portanto, os cidadãos brasileiros não podem confiar na Justiça?

    Para ela, só pode haver um desfecho: a condenação. Mas que julgamento seria esse, se todos já foram condenados?

    O que a “grande imprensa” brasileira menos quer é que o Supremo julgue. Ela já fez isso.

    E não admite a revisão de seu veredicto.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/quem-julga

  12. Jose Mario HRP said

    O Gurgel falou um monte de coisas , mas isso aqui é que é uma quadrilha:

  13. Patriarca da Paciência said

    “! Eu não tenho, como sabem, a menor disposição para a vendeta de classes. Quem inventou a era de “Os ricos também choram” foi a Polícia Federal de Márcio Thomaz Bastos! E quem é Bastos? Hoje, o advogado-estrela do mensalão, apelidado de “Deus” — deve-se pronunciar o Nome D’Ele em inglês: “God”. Ainda me lembro da estrepitosa prisão de Eliana Tranchesi em 2005, por exemplo; em 2009, de novo. Nesse caso, mobilizaram-se 40 agentes da Polícia Federal para pegar a mulher em casa, de camisola. Imaginavam o quê? Que fosse reagir de arma na mão? Aí o ministro da Justiça já era outro: Tarso Genro — aquele que deu um jeito de manter no Brasil o assassino Cesare Battisti. Tranchesi, que morreu de câncer em fevereiro deste ano, foi condenada a 94 anos de prisão pela Justiça Federal! É claro que a sua prisão, nas duas vezes, foi um espetáculo midiático, o que não quer dizer, necessariamente, que não fosse merecida. Ocorre que a ideia, então, era menos fazer justiça segundo os autos e mais fazer justiça de classe. Uma empresária foi usada como a Geni do Brasil, enquanto, como é mesmo?, “a nossa pátria mãe dormia tão distraída, sem saber que era subtraída em tenebrosas transações”.
    Finalmente o Reinaldinho Cabeção explicou todo o seu ódio contra o PT.

    Então, o problema todo é porque o PT teve a “ousadia” de prender a rainha da granfinagem?

    Espuma, Reinaldinho, espuma.

    Todo o teu ódio não “valerá de nada” ante a total falta de provas.

  14. Zbigniew said

    Após o showzinho do PGR, clone do Jô; e de toda a pressão da Globo e do pool piguento sobre o “julgamento histórico” do “maior escândalo que se tem notícia no universo desde tempos imemoriais” é de se perguntar: onde estão as provas?

    Sabemos que a idéia é pressionar os ministros por uma condenaçãozinha e, se possível, cozinhar o assunto até as eleições. Também é impressionar os incautos fazendo uso da infantilização da sociedade brasileira, sempre disposta a atender aos apelos da nossa querida mídia desinteressada e preocupada com o grau de corrupção da nossa tão sofrida nação, daí o efeito manada. E aí um questionamento: será que nossa sociedade está tão infantilizada assim? Para o PIG se lá em São Paulo tiver um grau de infantilização suficiente para barrar o PT e eleger o Serra, o objetivo terá sido alcançado. Quanto a barra o PT é possível que consigam o intento, agora, eleger o Serra… acho que não tem mensalão que dê jeito.

  15. Patriarca da Paciência said

    “A minha luta era com o José Dirceu. Ele me derrubou, mas eu salvei o Brasil dele. Ele não foi, não é e não será o presidente do Brasil. Caímos os dois, estou satisfeito.”
    (Roberto Jefferson)

    Quem ainda tem dúvida de que tudo não passa de uma vingança pessoal?

    Essa declaração põe fim a qualquer dúvida.

    No fim, o grande azar do José Dirceu foi mesmo “despertar os instintos primitivos do Roberto Jefferson.

  16. Michelle - A Besta Desvairada said

    Estou de passagem e viajarei por mais tempo.
    Não estranhem minha ausência…Mas
    Estou impressionada. Começo a desconfiar que seja a soldo.
    Ninguém pode ser burro/louco todo o tempo…Até leem e publicam textos e frases do RA.Chamem a EM do Juquery ( agora mudou de nome)
    A culpa é do Bob Jefferson e da suposta “falta de provas”.
    “jus sperneandis petista” é imperdível!

    Até breve!

  17. Patriarca da Paciência said

    Micha cara Michlle – A BESTA DESVAIRADA,

    Vossa Bestialidadae consegue ser burra e louca o tempo todo, então não é coisa tão difícil assim.

    Um pensamento que talvez lhe permitisse ganhar alguma sabedoria:

    “Bem sei que não somos, nem podemos ser todos iguais; sustento, porém, que aquele que julga necessário, para se fazer respeitar, distanciar-se do que nós chamamos povo é tão digno de lástima como o covarde que se esconde à aproximação do inimigo, de medo de ser vencido.”

    J. W. Goethe

  18. Zbigniew said

    Para mim esta e a analise perfeita em relação ao mensalão, o PT, classe media, golpe branco, direita e fascismo verde-amarelo:


    dom, 05/08/2012 – 20:32
    O Militante
    Diogo,

    Um erro trágico da esquerda em 1964 foi julgar que as massas se alçariam em defesa do governo de João Goulart. Não o fizeram, porque, graças à concepção equivocada da “revolução nacional-democrática”, a esquerda cometeu o erro tático de julgar que havia uma fissura irremediável na classe dominante brasileira e que a “burguesia nacional” formaria, vejam só, com o proletariado e o campesinato em defesa da democracia. O resultado prático desta falha foi a desmobilização popular e a “surpresa” do sucesso imediato do golpe de Estado.

    Quarenta e oito anos depois, você volta a trilhar o mesmo caminho. Achar que “as ruas se erguerão” na defesa do PT é um erro lamentável. O proletariado brasileiro se encontra ainda mais desmobilizado que em 1964, graças às escolhas do próprio PT, que preferiu recolher o bastão da “transição pelo alto” e compor com a direita, dando as costas às classes subalternas.  Por outro lado, a assim chamada “nova classe média”, que o PT julga equivocadamente ser a razão de seu sucesso eleitoral, simplesmente não tem organicidade para compreender a ameaça que o fascismo representa para o status quo. O fascismo sabe muito bem falar para essa gente, que teme antes de tudo a perda daquilo que considera sua posição social. Essa gente é presa fácil do discurso da “ordem” contra o “caos” da corrupção. Pode não estar nem aí para o mensalão, mas morre de medo de que lhe “metam a mão no bolso”. Se quer saber, é muito provável que elas vejam, sim, Zé Dirrrceu como mais um dos ladrões que infestam a cena política brasileira. É um entendimento raso? Sem dúvida, mas o governo Lula nunca se incomodou em desfazê-lo,  em parte por covardia, pois largou o “líder ferido na estrada”, em parte porque Zé Dirrrceu não ajudava muito o projeto reeleitoral naquele momento.

    Acresce que os governos petistas apostaram, desde o início, numa política de appeasement com a fraçao da classe dominante que foi alijada do poder, talvez por acreditar legitimamente que pudessem se aproveitar de suas contradições internas, ou talvez, como é mais provável, pela compulsão mórbida em serem reconhecidos como parceiros confiáveis, ou melhor, preferenciais, para a condução do projeto econômico da burguesia para o Brasil. A ponto de o governo Dilma convidar um dos patrocinadores do Instituto Millennium – o think tank par excellence da imprensa golpista – para “aconselhá-lo”…

    O resultado da brincadeira, agora, é um xeque, e num momento bastante delicado, em que a “competente” gerentona tratou de deixar o que restava da esquerda em sua base de apoio – o funcionalismo público – em pé de guerra, em mais uma aliança tácita com os fascistas. A ponte que poderia ser usada para invocar a carta do “apoio popular” está sendo dinamitada em câmera lenta.

    Você me desculpe, mas a direita está nesse negócio do poder há muito mais tempo que o PT. E a crise institucional é uma especialidade do fascismo verde-amarelo.”

    Comentário de O.M. ao post http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/stf-nao-foi-criado-para-julgar-em-primeira-instancia de A.A.

  19. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Zbigniew,

    discordo do comentário nº 18. Como diz o Lula “devemos ter clareza que temos lado”, mas quanto mais gente atrairmos para o nosso lado, melhor. As pessoas devem ser convencidas pelas justos argumentos e pela verdade.

    Também não acho que o José Dirceu tenha sido abandonado, muito pelo contrário, tem sido sempre apoiado e prestigiado.

    E devemos continuar confiando no julgamento do STF. A acusação é uma pura peça de retórica.

  20. Zbigniew said

    Caro Patriarca,

    o problema é que a fissura está ocorrendo no lado das esquerdas. Taí a Erundina que não deixa mentir.

    Não há como atrair para o “nosso lado” quem já tem lado bem definido. O (neo)liberalismo dos meios de comunicação não são uma ordem interna, brasileira. Trata-se de uma ordem externa (Bilderberg) que tem, hoje, sua expressão mais perversa na dilapidação social européia. Mesmo com toda a “merda” que esses caras fizeram e que explodiu em 2008, são muito poderosos porque têm o sistema financeiro nas mãos e os governos mais poderosos do mundo.

    Acreditas que o Lula trará para o “nosso lado” a Globo, Veja, FIESP, e demais estruturas pontas-de-lança dessa nova modalidade de golpe que passou a se chamar de judicial (afinal não há nada mais reacionário do que o Judiciário de um país)?

    Ora, se se clama por um julgamento político de única instância (e não se venha argumentar que o duplo grau estaria caracterizado pela possibilidade de embargos – numa mesma instância!!), o que se quer então do STF? A chancela de que houve a ampla e irrestrita defesa? Como se já houve a condenação? Ou você acha que a pressão sobre o Barbozão e demais é pelo equilíbrio e justeza das decisões? Sabemos que não é assim que funciona. O direito é facilmente utilizado para determinados interesses. É só ter a composição certa da corte que a coisa toda vai pro lado que se quer. É em cima disso que a direita e o PIG trabalham. O que me surpreende é a passividade do PT. Não digo de hoje, não. Desde sempre, com essa estória (e aí permita-me discordar de vc) de atrair para “nosso lado”. O Lula tentou isso o tempo todo e não deu certo em nenhum momento. Essa CPI é uma tentativa que se revelará tímida se não for até as últimas consequências, doa em quem doer.

    Há sim uma farsa nesse julgamento. A começar pelo tratamento diferenciado em relação ao desdobramento das ações, como ocorreu no caso do mensalão mineiro e do próprio Demóstenes Torres. O PGR deferia ter sido afastado e convocado para a CPI do Cachoeira, e o Policarpo Jr. já deveria ter sido chamado para dar explicações. Mas como tem-se que ter cuidado com tudo para não se melindrar não sei o que, fica-se nesse eterno jogo em que o PT está sempre um lance atrás. Isso é jogo para gente grande e não dá par colocar o Lula em todos os lances.

  21. Edu said

    É inacreditável que o PT consiga sacar da manga uma luta de classes do julgamento do mensalão…

    Ridículo

  22. Edu said

    Queria saber o que é que o PT vai fazer quando não tiver mais classe D e E, eles vão desempregar o povo pra justificar novamente a luta de classes?!

  23. Jose Mario HRP said

    Quando não mais houver classes C e D, estaremos vivendo a profecia de Karl Marx!
    O comunismo, provavelmente o que Jesus previu……

  24. Edu said

    Depois eu comparo o resto do mundo com Cuba e Koreia do Norte e vcs acham ruim… olha só o orgulho com que fala o HRP da utopia mais comprovadamente falida da face da terra! hahaha

    Mas falando sério:

    Vc quer ver todo mundo igual HRP, como no comunismo? E o que vc acha da diversidade?

  25. Patriarca da Paciência said

    Meu caro Zbigniew,

    Lula e Dilma tem mais de 80% de aprovação.

    A Veja não passa dos 4% de aprovação. O Serra tinha 31%, agora está com 26%.

    Não acho que a “grande mídia” esteja vencendo a batalha, muito menos a guerra.

    E os ministros do STF ainda não votaram.

    Não precitemos os “julgamentos”. Quem julga antecipadamente é a “grande mídia”.

  26. Edu said

    Não Patriarca, qualquer um julga precipitadamente, inclusive vcs.

    Eu não me preocupo quem está ganhando, desde que o povo brasileiro esteja.

    Ver esse pessoal do mensalão, fora de circulação será um bem para o uso do dinheiro público e de todos os brasileiros. Assim como aconteceu no caso da Erenice Guerra, assim como aconteceu com o Demóstenes.

    A moralização política vai passar pela destruição de alguns inocentes, por isso ponho todos os suspeitos no mesmo saco. Eles merecem, eles fizeram da política essa máquina de gastar dinheiro público de maneira irresponsável.

    Que sejam todos tirados de circulação.

  27. Zbigniew said

    Caro Patriarca,

    espero que vc tenha razão, afinal, o Brasil não é Honduras, tampouco o Paraguai, onde é possível subverter a ordem democrática e descartar a vontade popular.

  28. Patriarca da Paciência said

    Edu, quando você diz:
    “Ver esse pessoal do mensalão, fora de circulação será um bem para o uso do dinheiro público e de todos os brasileiros. Assim como aconteceu no caso da Erenice Guerra, assim como aconteceu com o Demóstenes.”´, é porque voê já fez o seu “julgamento”, ou seja, todos são culpados.

    Eu não penso assim. Até agora não vi uma única e mísera prova concreta que me convencesse. O que há é o “julgamento” sumário da “grande mídia”.

    A história do “mensalão” é uma criação do Roberto Jefferson, o qual já declarou, bem recentemente, que se trata especificamente de uma vingança pessoal e muito estranha contra o José Dirceu.

    Então, eu prefiro aguardar para saber o que dizem os ministros do STF.

  29. Patriarca da Paciência said

    Por falar nisso a Erenice Guerra foi inocentada.

    Está com todos os seus direitos em dia.

  30. Edu said

    Patriarca,

    Bom pra ela que ela foi inocentada, ao mesmo tempo, bom para o povo brasileiro que a reputação dela foi queimada em praça pública.

  31. Pedro said

    Pra quem pensa que mudando o nome do bicho, ele deixa de ser bicho, alguns dados da internet:

    Segundo a ferramenta Google Trends, o número de buscas no Google relacionadas ao mensalão ultrapassou às ligadas à novela “Avenida Brasil” no dia 29 de julho e, na última sexta, era quatro vezes maior.

    Os números no Twitter são impressionantes. Foram 61.325 mensagens sobre o mensalão, escritas por mais de 23 mil pessoas -só no primeiro dia do julgamento. Essas mensagens alcançaram 14,3 milhões de pessoas diferentes. As mais de 60 mil mensagens somadas alcançaram quase 300 milhões de exibições. Para efeito de comparação, a audiência média dos quatro principais telejornais noturnos na Grande São Paulo é de 9 milhões de espectadores, segundo o Ibope.

  32. Pedro said

    Os dados acima derrubam esta baboseira de PIG.
    E como disse o Edu, ressuscitar a luta de classes, pra justificar um caso de corrupção? Francamente.

    Não entendo este malabarismo com as palavras pra defender corruptos. Poha é o dinheiro dos nossos impostos, que poderiam estar sendo bem melhor aplicados.

  33. Pedro said

    Peço um desconto nos erros ortograficos aí, é a pressa :-)

  34. Zbigniew said

    Parem com essa visão obtusa de que as intenções são as mais puras possíveis. Ninguém é idiota como o a imprensa quer que se acredite. Há sim uma luta surda por poder e o STF é a bola da vez.

    Que o julgamento seja justo dentro da legalidade e não com base no grito como a imprensalona está querendo fazer. Quem tem culpa no cartório que pague pelos erros, mas esse clima de tribunal de exceção não cabe num país que se quer democrático. Para a mídia o julgamento é do Dirceu, porque aí arrasta todo o resto, diga-se: PT.

  35. Pedro said

    Pax, mais um ofitopic, desta vez triste.

    Morreu Celso Blues Boy.

    Aqui uma das ultimas entrevista/apresentação

    http://globotv.globo.com/globo-news/estudio-i/v/celso-blues-boy-conta-como-comecou-a-tocar/1576682/

    Conheci a figura. Hoje tomo uma eisenbahn em homenagem a ele.

  36. Jose Mario HRP said

    Edu, voce tem dificuldade de interpretar texto, eu não quero nada, mas se voce , que deu ensejo a uma hipótese, fica chateado com a minha teoria em cima da sua proposição , eu não posso fazer nada!
    SE NÃO MAIS HOUVER CLASSES C E D é comunismo, de alta qualidade!
    Todo mundo com acesso as benesses do mundo capitalista é a ante sala da teoria marxista!
    Mas para saber disso tem que ter lido Marx, o que talvez VOCE não tenha feito!
    De resto Jesus já previra isto, o mundo caminha para a fase que Jesus nos destinou!

  37. Edu said

    HRP,

    Os EUA são possuem uma classe D extremamente reduzida, na verdade um pouco maior agora, no entanto ainda bastante reduzida.

    Eles são o comunismo de alta qualidade?

  38. Pax said

    Uma sociedade onde todos sejam absolutamente iguais é uma utopia. Alguns gostam desta utopia, e têm esse direito. Outros acham um absurto, e também têm esse direito.

    O que parece insustentável é que uma sociedade tenha desigualdades tão absurdas onde uma pequeníssima parcela de pessoas detenha o poder econômico e o resto, a grande massa, passe necessidades. Sejam estas necessidades primárias (pobreza) ou segundárias (classes baixas muito grandes e insatisfeitas).

    A social democracia apregoa que o Estado deve ser agente para distribuir oportunidades iguais a todos (escola, financiamento, emprego em muitos casos, etc etc).

    Mas não exige que todos sejam iguais.

    Mas luta para que não haja tamanhas disparidades, como vemos em economias onde o socialismo é desenhado e apontado como um crime. Não é.

    Esse tal meio termo é um bom caminho a ser perseguido. Esta é minha opinião e posição.

  39. Olá!

    Um singelo Off Topic, mas que tem relação com o que o Pax, o Edu e os demais colegas estão argumentando sobre capitalismo, socialismo, social-democracia e coisas tais.

    A esquerda brasileira adora afirmar que o capitalismo apenas traz miséria, desigualdades, exploração, o sucateamento dos sistemas de saúde e de educação através da filosofia da mercantilização/comercialização, e etc.

    No entanto, uma breve análise dos dados reais demonstra claramente que essas afirmações estão muito, mas muito mesmo, distantes da realidade dos fatos.

    Um singelo gráfico mostrando a relação entre o Índice de Liberdade Econômica do Fraser Institute e o IDH da ONU demonstra que, ao contrário do que a esquerda afirma, são exatamente os países mais capitalistas que têm os melhores sistemas de educação e saúde, bem como elevada renda per capita para os seus cidadãos.

    O sistema de livre iniciativa representa o melhor conjunto de instituições para gerar bem-estar aos cidadãos de um país. Isso não é, de maneira alguma, uma afirmação retórico-ideológica, é, isso sim, uma realidade concreta. Os dados estão aí e comprovam isso.

    Sobre a social-democracia, eis um ponto para o Pax refletir: Quais seriam as receitas social-democratas para evitar que crises como a atual Crise Européia venham a acontecer?

    Vale lembrar que a atual crise na Europa é resultado direto das políticas social-democratas utilizadas por lá desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Em certos casos, por décadas e décadas, alguns países gastavam bem mais do que a arrecadação via impostos permitia, o que gerou situações desastrosas (por exemplo, Itália, Espanha e Grécia). Adicionem a isso o fato de que, em certas social-democracias européias, uma parcela considerável da população não trabalhava para gerar os recursos que mantêm os benefícios sociais fornecidos pelo governo e essa parcela não-trabalhadora se conformava em apenas se servir desses benefícios, sem contribuir para manter tal sistema de benesses.

    Eis um artigo interessante para se pensar a respeito.

    Ah, sim: Parece que aquele estímulo de bilhões de euros que o Banco Central Europeu liberou não está ajudando muito a resolver os problemas por lá.

    Enfim. . .

    Até!

    Marcelo

  40. Edu said

    Pax,

    “O Estado deve ser agente para distribuir oportunidades iguais a todos”

    De acordo.

    “Mas não exige que todos sejam iguais.”

    E é essa medida de desigualdade o maior erro da social-democracia.

    A social-democracia falha por não reconhecer que há pessoas medianas que não querem ser medianas, no entanto, não usam a oportunidade oferecida a elas.

    Qualquer medida de igualdade que não reconheça a contra-partidade de desigualdade inerente a ela necessariamente empurrará a barra para baixo (famoso nivelamento por baixo).

    Sei que isso é um ofitópique em que poderia ser colocado em um blog à parte, mas, não custa nada expor algumas idéias, né?

    O que eu quero dizer com a primeira frase? Quero dizer que toda vez que avaliarmos uma população baseado na situação atual dessa população encontraremos variações entre os indivíduos, e se desenvolvermos políticas para “salvar” os indivíduos menos desenvolvidos dos mais desenvolvidos, estas políticas provavelmente destruirão os indivíduos mais bem qualificados.

    Por que isso acontece? Porque as avaliações que são feitas se baseiam em uma fotografia e não medem o esforço individual em mudar a situação.

    Exemplo:

    Um pai sabe que deu oportunidades iguais a todos os filhos. Quando um filho não vai bem na escola, o pai não vai lá na escola para reclamar que uma professora trata bem um filho e trata mal outro filho. O pai simplesmente dá uma bronca no filho que vai mal e diz: “estude mais!”. Por que isso acontece? Porque o pai tem conhecimento sobre o esforço individual de cada filho, ao mesmo tempo, tem noção da oportunidade igual que deu a ambos.

    O que acontece se o pai for na escola reclamar que o filho que vai mal, e que é menos esforçado, está sendo mal avaliado?

    1 – A escola pode acabar tendo que remodelar o seu sistema de avaliação para avaliar um indivíduo, deixando esse indivíduo com a mesma atitude (de falta de esforço). Neste caso, a escola fere o princípio das oportunidades iguais, porque beneficiou um indivíduo em relação aos demais.

    2 – A escola pode remodelar o seu sistema de avaliação inteiro e deixar o sistema de avaliação mais fácil. Neste caso, todos os indivíduos que antes se esforçavam para tirar notas melhores, precisarão se esforçar menos, prejudicando a qualidade da escola.

    Transferindo isso para quaisquer políticas sociais, desconheço análises que comprovem que a medida social X é suficiente, e quem não conseguir evoluir aproveitando determinada medida social é porque é preguiçoso ou porque gosta de ser medíocre.

    As medidas sociais adotadas sempre visam beneficiar alguém que “sofreu porque o ponto de partida era uma condição inferior” ou “sofreu por conta de uma desigualdade de poder econômico” ou “sofreu porque havia preconceito”.

    Isso apesar de sabemos que para cada caso de “sofrimento por fatalidade do sistema” há casos de sucesso também. Inclusive, estes casos de sucesso não são estudados, na verdade, estes casos de sucesso são simplesmente ignorados, ou apresentados simplesmente como “sorte”.

    Além disso, não há cobrança nenhuma de quem recebeu quaisquer benefícios dessa “flexibilização do sistema”. Ou seja, uma vez nivelado por baixo, não há exigência de mudança de postura.

    Só um resultado é possível a longo prazo: a utopia socialista vence com um um placar medíocre.

    Daí chegamos a algumas políticas de “inclusão social” aceitas por 100% dos social-democratas:

    – Aprovar ilegalidades, como invasões de terra, a título de “luta de classes” e “distribuição de oportunidades” não deveria fazer parte da agenda social-democrata, ainda que os ricos já paguem muito mais impostos, e se não utilizarem seus recursos para fins sociais então (como terras improdutivas, terrenos abandonados, dinheiro parado), são praticamente confiscados.

    – Aprovar cotas raciais onde um negro pobre terá mais oportunidades que um branco pobre, não deveria fazer parte da agenda social-democrata, afinal, a social-democracia não presume oportunidades iguais? Onde está a oportunidade igual entre um pobre branco sem cota racial e um pobre negro com cota racial?

    – Aprovar bolsas-auxílio por tempo indeterminado.

  41. Pedro said

    Momento: Çabedoria popular

    Sinto dizer, mas todos vcs estão errados.
    Nem Jesus, Marx, capitalismo, socialismo ou social decomocracia.
    Quem mais contribuiu para a sociedade perfeita, foi a coca cola.
    Graças a ela, os bons são maioria.

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