políticAética

Notícias da Corrupção, Desvios, Anomalias, Eleições e Meio Ambiente

  • Sobre o blog

    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
  • Categorias

  • Arquivos

  • Páginas

  • Meta

Pizzolato condenado. João Paulo Cunha quase.

Posted by Pax em 28/08/2012

O STF resolveu acelerar o julgamento do chamado Mensalão do PT. Ontem as ministras Rosa Weber e Cármen Lúcia, bem como os ministros Luiz Fux e Antonio Dias Toffoli proferiram seus votos na primeira fatia do processo.

Até agora, se nenhum ministro mudar seu voto, Henrique Pizzolado, Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz estão condenados por corrupção e peculato.

João Paulo Cunha tem 4 votos pela sua condenação e dois pela sua absolvição. Sua situação não parece fácil.

Placar do chamado mensalão já condena quatro réus

Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil

Brasília – A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou, na sessão de hoje (27) do julgamento da Ação Penal 470, o chamado mensalão, os réus Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, pelos crimes de corrupção ativa e peculato.

O ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato também foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e peculato por seis dos 11 ministros da Corte. Com o sexto voto, da ministra Cármen Lúcia, caso nenhum dos magistrados altere seu voto até o final do julgamento, os quatro réus serão condenados, mesmo que os próximos ministros os absolvam.

A ministra Cármen Lúcia acompanhou o entendimento do ministro-relator Joaquim Barbosa na condenação dos réus e também absolveu o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Luiz Gushiken. Ele tem maioria formada de votos pela absolvição, já solicitada nas alegações finais do Ministério Público.

Até agora, votaram Joaquim Barbosa, o ministro-revisor, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Luiz Fux, Antonio Dias Toffoli e a ministra Cármen Lúcia. Na próxima sessão, que será realizada na quarta-feira (29), o ministro Cezar Peluso será o primeiro a proferir o voto, seguindo a ordem de antiguidade da Corte. Ele se aposentará no dia 3 de setembro.

Cármen Lúcia votou ainda pela condenação do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. “Houve corrupção passiva por parte de João Paulo Cunha no recebimento de R$ 50 mil. […] Neste caso, houve recebimento, não apenas oferta, por meio da intermediação do saque da própria esposa. Sabia-se que era vantagem indevida, porque não havia nenhum débito por parte de Marcos Valério. Não me toca a circunstância de ele ter se valido da própria esposa”.

A ministra destacou também em seu voto a contratação do jornalista Luís Costa Pinto por João Paulo Cunha e citou o salário mensal que o assessor recebia de R$ 21 mil por mês da Câmara dos Deputados, valor maior do que teto do funcionalismo público na época. “Ele [João Paulo] contratou alguém, além do que a legislação permitia”, detalhou.

Cármen Lúcia condenou os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbarch e Cristiano Paz por corrupção ativa e João Paulo Cunha por peculato em duas ocasiões. O deputado federal também foi condenado corrupção passiva e lavagem de dinheiro. “Não houve apenas a oferta ou a solicitação, mas o recebimento de R$ 50 mil [por João Paulo Cunha] e sabia-se que era vantagem indevida”, ressaltou.

Anúncios

26 Respostas to “Pizzolato condenado. João Paulo Cunha quase.”

  1. Jose Mario HRP said

    Pagot falando, mas sem criar saias justas.

  2. Otto said

    Fala FHC: O que seria do Brasil em mãos tucanas?

    Um grande banco de São Paulo reuniu nesta 3ª feira três vigas chamuscadas do incêndio neoliberal que ainda arde no planeta: Clinton, Blair e FHC. Que um banco tenha promovido um megaevento com esses personagens a essa altura do rescaldo diz o bastante sobre a natureza do setor e da ingenuidade dos que acreditam em cooptar o seu ‘empenho’ na travessia para um novo modelo de desenvolvimento. Passemos.

    As verdades às vezes escapam das bocas mais inesperadas. Clinton e Blair jogaram a toalha no sarau anacrônico do dinheiro com seus porta-vozes. Coube ao ex-presidente norte-americano sintetizar um reconhecimento explícito: ‘Olhando de fora, o Brasil está muito bem. Se tivesse que apostar num país, seria o Brasil’.

    Isso, repita-se, vindo de um ex-presidente gringo que consolidou a marcha da insensatez financeira em 1999, com a revogação da lei de Glass-Steagall.

    Promulgada por Roosevelt, em junho de 1933, apenas três meses depois da Lei de Emergência Bancária, destinava-se a enquadrar o dinheiro sem lei, cujas estripulias conduziram o mundo à Depressão de 29.

    A legislação revogada por Clinton submetia os bancos ao rígido poder regulador do Estado. Legitimado pela crise, Roosevelt rebaixou os banqueiros à condição de concessionários de um serviço sagrado de interesse público: o fornecimento de crédito e o financiamento da produção. Enquanto vigorou, a Glass Steagall reprimiu o advento do supermercado financeiro, o labirinto de vasos comunicantes dos gigantes financeiros em que bancos comerciais agem como caixa preta de investimento especulativo, com o dinheiro de correntistas.

    O democrata que jogou a pá de cal nas salvaguardas do New Deal ao poder desmedido do dinheiro elogiou o Brasil, quase pedindo desculpas por pisotear o ego ao lado do grande amigo de consensos em Washington e de corridas de emergência ao guichê FMI.

    Mas FHC é um intelectual afiado nas adversidades.

    A popularidade contagiante do tucano, como se sabe, poupa-o da presença física nos palanques do PSDB, preferindo seus pares deixá-lo no anonimato ocioso para a necessária à defesa do legado estratégico da sigla.

    É o que tem feito, nem sempre dissimulando certo ressentimento, como nessa 3ª feira mais uma vez.

    Falando com desenvoltura sobre um tema, como se sabe, de seu pleno domínio sociológico, ele emparedou Clinton, Hair e tantos quantos atestem a superioridade macroeconômica atual sobre a arquitetura dos anos 90.

    Num tartamudear de íngreme compreensão aos não iniciados, o especialista em dependência – acadêmica e programática – criticou a atual liderança dos bancos públicos na expansão do crédito, recado oportuno, diga-se, em se tratando de palestra paga pelo banco Itau; levantou a suspeição sobre as mudanças que vem sendo feitas – ‘sem muito barulho” – na política econômica (“meu medo é que essa falta de preocupação com o rigor fiscal termine por criar problemas para a economia”) e fez ressalvas ao ” DNA” das licitações – que não reconheceu, ao contrário de parte da esquerda, como filhas egressas da boa cepa modelada em seu governo.

    Ao finalizar, num gesto de deferência ao patrocinador, depois de conceder que a queda dos juros é desejável fuzilou: ‘houve muita pressão para isso’.
    O cuidado tucano com os interesses bancários nos governos petistas não é coisa nova.

    Há exatamente um ano, em 31 de agosto de 2011, quando o governo Dilma, ancorado na correta percepção do quadro mundial, cortou a taxa de juro pela primeira vez em seu mandato, então em obscenos 12,5%, o dispositivo midiático-tucano reagiu indignado. A pedra angular da civilização fora removida por mãos imprevidentes e arestosas aos mercados.

    O contrafogo rentista perdurou por semanas. Em 28 de setembro, Fernando Henrique Cardoso deu ordem unida à tropa e sentenciou em declaração ao jornal ‘Valor Econômico’: a decisão do BC fora ‘precipitada’.

    Era a senha. Expoentes menores, mas igualmente aplicados na defesa dos mercados autorreguláveis, credo que inspirou Clinton a deixar as coisas por conta das tesourarias espertas, como o economista de banco Alexandre Schwartzman, replicaram a percepção tucana do mundo:”não há indícios de que a crise econômica global de 2011 seja tão grave quanto a de 2008″, sentenciou Schawrtzman indo para o sacrifício em nome da causa.

    Nesta 4ª feira, o BC brasileiro completa um ano de cortes sucessivos na Selic com um esperado novo recuo de meio ponto, trazendo-a para 7,5% (cerca de 2,5% reais).

    Ainda é um patamar elevado num cenário de crise sistêmica, quando EUA e em países do euro já praticam juros negativos e mesmo assim a economia rasteja.

    Mas a pergunta nunca suficientemente explorada pela mídia, que professa a mesma fé nas virtudes do laissez-faire, quase grita na mesa: ‘Onde estaria o Brasil hoje se a condução do país na crise tivesse sido obra dos sábios tucanos?’

    As ressalvas feitas por FHC no evento de banqueiros desta 3ª feira deixa a inquietante suspeição de que seríamos agora um grande Portugal, ou uma gigantesca Espanha – um superlativo depósito de desemprego, ruína fiscal e sepultura de direitos sociais, com bancos e acionistas solidamente abrigados na sala VIP do Estado mínimo para os pobres. Em tempos de eleições, quando candidatos de bico longo prometem fazer tudo o que nunca fizeram, a fala de FHC enseja oportuna reflexão.

    http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1072

  3. Patriarca da Paciência said

    “Recordar é viver”

    “O jornalista Augusto Nunes, diretor do Jornal do Brasil que já dirigiu também O Estado de S.Paulo, o jornal Zero Hora e a revista Época está acionando criminalmente o líder do PTB na Câmara, deputado Roberto Jefferson. O deputado petebista, que se tornou famoso por andar armado, mesmo no Congresso, e que costuma ameaçar fisicamente seus desafetos, enviou um fax para a redação do JB, mostrando sua irritação com as críticas que recebeu do jornalista. No fax, Jefferson chama Nunes de veado debochado e acólito de aluguel, escroto, covarde, pusilânime e proxeneta.

    Augusto Nunes, depois de se certificar da autenticidade do fax, decidiu processar o deputado e deu sua resposta na edição desta segunda-feira [22/4/2002] do JB.

    Leia o texto em que o jornalista responde ao deputado:

    O chilique do deputado

    Com quase 150 quilos, o deputado Roberto Jefferson, no começo dos anos 90, transformou diagnósticos de obesidade mórbida em salvo-condutos para assaltar geladeiras e freezers nas casas de amigos à época poderosos, como Fernando Collor ou PC Farias. Hoje, redesenhado pela cirurgia que lhe reduziu o estômago, Jefferson jejua em endereços tão cobiçados quanto nos velhos tempos. Só preciso de um celular para marcar encontro com o Fernando Henrique, diz o agora líder do PTB na Câmara. Ele também se gaba de entrar sem bater nos gabinetes do senador José Serra, candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

    http://novobloglimpinhoecheiroso.wordpress.com/2012/08/28/da-serie-recordar-e-viver-augusto-nunes-x-roberto-jefferson-negocios-sao-negocios/

  4. Patriarca da Paciência said

    É muito interessante ver como as coisas mudam.

    No tempo dos processos contra o Daniel Dantas, a “grande mídia” sempre martelava em cima das “provas técnicas” de seguir à risca a cartilha das investigações, das provas concretas etc.etc.etc. Há centenas de textos sobre o assunto, principalmente na revista Veja.

    Agora tudo isso, para a “grande imprensa” , perdeu o valor. O que vale mesmo é a “firme convicção” dos juízes, coisa que eu sempre defendi à época.

    Nada como um dia atrás do outro.

  5. Otto said

    Exatamente, Patriarca. Nada como um dia após o outro.

  6. Pax said

    Me parece uma boa análise. De novo, do Kotscho:

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/08/28/votos-de-rosa-e-fux-deixam-defesa-pessimista/

  7. Edu said

    Pax,

    Ontem eu tentei postar um comentário sobre esse post do Kotscho porém não consegui. Vc tem idéia do porquê isso às vezes acontece?

    No mais, concordo que foi uma boa análise. Discordo que tenha sido “de novo”, foi uma boa análise “dessa vez”.

    —X—

    Otto e Patriarca,

    Estão com saudades do FHC?

    O Lula não anda dando palestras não? Aliás, ele não era o indicado do Elias a algum desses bancos internacionais? Por que ele não está lá trabalhando ainda?

    Simples assim.

  8. Otto said

    Edu:

    acho que nem o PSDB está com saudade de FHC…

    Em época de campanha sempre o escondem.

    Estranho, né?

  9. Patriarca da Paciência said

    Uma prova concreta da total mudança de atitude da grande mídia:

    Blog do Merval:

    “O que importa para o juízo “é a denominada verdade suficiente constante dos autos”. Para ele, o moderno Direito Penal resgata “a importância que sempre tiveram, no contexto das provas produzidas, os indícios, que podem, sim, pela argumentação das partes e do juízo em torno das circunstâncias fáticas comprovadas, apontarem para uma conclusão segura e correta”.
    Essa maneira de encarar o processo reduz a importância da alegada “falta de provas” nos autos contra os réus, para dar maior dimensão às testemunhas, aos indícios, às conexões entre os fatos.”

    A aí? Não é uma incrível mudança do que falavam a respeito dos processos contra o Daniel Dantas?

    O Homem foi absolvido por simples falhas em técnicas de investigação. Nunca se discutiu sequer se os fatos eram verdadeiros ou não. A grande mídia sempre martelou sobre “erros de investigação”.

    Agora a coisa mudou totalmente.

    Será que vão condenar Daniel Dantas agora?

  10. Patriarca da Paciência said

    Edu,

    Não sei se você sabe, mas o Lula ainda está se recuperando de uma grave doença.

    E está empenhado em promover os dandidatos do PT na atual eleição, no que vem trabalhando duro.

    Acho que a tua ironia é totalmente descabida.

  11. Patriarca da Paciência said

    Vai ser muito ilustrativo conferir o voto do ministro Gilmar Mendes.

    O Homem sempre se pautou pela “rigorosa obediência às normas processuais”, de tal maneira que uma mínima quebra de norma de investigação invalida todo um processo, como provou várias vezes em suas decisões, como será o seu voto agora?

    Será que vai partir para o argumento do Merval: “Essa maneira de encarar o processo reduz a importância da alegada “falta de provas” nos autos contra os réus, para dar maior dimensão às testemunhas, aos indícios, às conexões entre os fatos.”

    Bom, a coisa vai ficar contraditória em relação às decisões proferidas a favor do Daniel Dantas. Vale a pena conferir.

  12. Pax said

    Caro Edu,

    Infelizmente não sei porque, às vezes, o wordpress funcional mal. Acontece, também, com o blogspot. Sei lá, coisa dos gringos. Da minha parte peço desculpas pelo inconveniente, mas não sei se tenho muito que possa fazer.

    Caro Patriarca,

    Também estou curioso com o voto do ministro Gilmar Mendes. Aliás, os votos, já que o processo está sendo julgado pelo método do Jack, o estripador, em fatias.

    Esta discussão sobre o método, se fatiado ou não, já acabou. Mas cada vez mais me convenço que das opções que teriam, o STF acabou por adotar o melhor. Acho que ficaria uma confusão danada se cada ministro julgasse o todo, desde o relator, o revisor e todos os demais.

  13. Edu said

    Senhores,

    Eu não acho estranho o FHC não aparecer nas eleições de quem quer que seja do PSDB.

    Posso estar errado, mas até onde eu sei o FHC ocupa um cargo de conselheiro, e conselheiro normalmente não atua na linha de frente, atua no backstage mesmo, orientando. E não há nada de estranho nisso: se ele definiu que será este o papel dele, está cumprindo exatamente com o seu papel.

    Em contra-partida, eu acho estranho vcs usarem a palavra “esconder” para ele.

    Então por que “esconder”? Haveria alguma “intenção” nisso?

    Qual é a “intenção” dessa vez, Otto? Estou perguntando pq eu não entendo nada de intenções, preciso de ajuda para interpretar esse tipo de coisa…

    Patriarca,

    Desculpe, não é ironia sobre se o Lula está ou não trabalhando, isso nós sabemos que ele está. Aliás, está empenhadíssimo em conquistar São Paulo. Tomou até umas decisões amalucadas pra conseguir fazê-lo…

    E concordo, ele está se recuperando de uma doença gravíssima: ter que beijar a mão de Paulo Maluf em nome do pragmatismo e do objetivo de poder dele. Porque até onde eu sei, segundo os médicos e os blogs, o Lula está totalmente recuperado e plenamente capaz de fazer o que quiser.

    A ironia é sobre os milhares de convites que o Lula recebe diariamente para trabalhar nos bancos de desenvolvimento mais importantes do mundo, ONU, etc. Não entendo porque ele ainda não está trabalhando e/ou nem sequer foi anunciado a posse dele no cargo, já que ele é tão requisitado assim…

    Aliás, enquanto escrevia pensei uma coisa: Não entendo pq ainda não ofereceram um assento a ele como presidente do MERCOSUL, já que a esquerda latinoamericana acredita piamente que o MERCOSUL é um passo à concretização dos intentos bolivarianos mais celestiais, e que agora o melhor amigo do Lula, o Hugo Chavez, agora participa. Imagina quantas maravilhas que o Lula poderia fazer desse assento! Ele iria erradicar a direita da américa latina, e depois a pobreza!

  14. Edu said

    Ah

    Antes fiquem desconfiados com as “intenções do que eu estou escrevendo sobre o FHC.

    Estou apenas dizendo que não vejo nada de errado na postura dele.

    Pra falar a verdade eu não gosto dele porque ele poderia ter ocupado a agenda política dele durante os dois mandatos que teve em costurar questões relacionadas à educação e investimentos em infra-estrutura e fez no ritmo PSDBista centro-esquerdista de fazer as coisas: em cima do muro, sem pressa, tentando conquistar a todos, não se envolveu em questões importantes, cuidou apenas da área econômica…. enfim, bundamolizou.

    —X—

    E aproveitando.

    O PT passou 8 anos treinando o sistema jurídico brasileiro a fazer julgamentos em prol da “justiça social”, distanciou a legalidade de termos técnicos e aproximou de questões práticas:

    – Invasores de propriedades e de terras não são punidos
    – Cotas raciais tiradas da cartola sob a justificativa mais esdrúxula da história
    – Patrões nunca ganham um processo trabalhista
    – Todo poder aos sindicatos

    E agora vemos o PT querendo organizar uma lei regulamentando a sindicalização pública.

    E agora vemos o PT querendo defender com unhas e dentes o processo de julgamento do mensalão pela forma mais técnica possível.

    Não é a opinião da mídia que mudou, o próprio sistema legal brasileiro mudou ao longo dos últimos 10 anos de PT.

    Não se esqueçam disso!

  15. Jose Mario HRP said

    O grande desafio começa! PARA OLIMPIADA!
    Deus e nós na fita!
    A verdaeira OLIMPIADA!

  16. Otto said

    Edu:

    os tucanos escondem o FHC simplesmente porque pesquisas qualitativas mostram a grande rejeição dele fora de Higienópolis e Leblon.

    Ih, gente, e o Serra, hein? Em queda abrupta, a única coisa que sobe é a sua rejeição: 43%.

    Já é carta fora do baralho.

  17. Otto said

    O problema de Aécio Neves é que sua turma não sabe muito bem lidar com Aécio Neves

    Não deve ser fácil ser Aécio Neves. Aos 52 anos, ele parece desconfortável com o papel que lhe coube na política nacional: de herdeiro do avô Tancredo e a grande esperança branca do PSDB. Aécio é presidenciável, seja lá o que isso quer dizer, mas foge do protocolo sempre que pode, num impulso irresistível para por em prática seu bordão favorito: “a alegria é a coisa mais séria da vida” (a frase foi emprestada do pintor e escritor português Almada Negreiros). A última do mineiro mais carioca do mundo é o vídeo em que ele aparece cambaleante num boteco do Rio dando uma gorjeta de 100 reais ao rapaz que o atendeu. As imagens não têm nada, mas, como no episódio das fotos da balada do príncipe Harry, se alastraram feito rastilho de pólvora na internet.

    Em 2010, ele foi um dos Homens do Ano da revista Alfa, que eu dirigia. Quem o entrevistou foi o excelente repórter Lucas Figueiredo, mineiro também, conhecedor do personagem. Foi uma negociação longa. Queríamos humanizar Aécio, abordando aspectos pouco conhecidos de sua vida pessoal. Mas, até publicarmos, tivemos de lidar com a turma de Aécio, que não sabe muito bem como lidar com Aécio.

    Simpático, prosador, ele apareceu no estúdio de JR Duran, na Vila Madalena, em São Paulo, para fazer as fotos. Topou a ideia do fotógrafo de posar no papel de “candidato”: com uma criança no colo; dando uma entrevista coletiva; colocando os pés numa salmoura após uma caminhada de campanha. Fez piadas sobre José Serra, seu arquiinimigo, mandou um abraço para a avó da editora de moda, que também era de Minas. Enfim: um político.

    Lucas conversou com cientistas políticos, com a ex-namorada Maitê Proença, com amigos, gente do governo etc. Encontrou Aécio em seu apartamento em Belo Horizonte. Aécio indagou se ele gostava de cachaça (o alambique da família produz a marca Matusalém). Relembrou suas aventuras na estrada. Queria percorrer o litoral brasileiro de moto. Já tinha feito 2600 quilômetros, certa vez, passando pelos Lençois Maranhenses e as praias de Santa Catarina. Disse o que gostava de comer, suas bebidas prediletas (“uísque, no geral. Na fazenda, cachaça”), seu perfume (Issey Miyake). Falou da filha. Até que Lucas lhe perguntou sobre o uso de drogas. Aécio deu a resposta: “Todo mundo teve 18 anos… Ah, experimentou um baseado com 18 anos? Sim. E ponto-final”. A entrevista acabou ali.

    Lucas entregou o perfil e nós decidimos que iríamos publicá-lo no final do ano. Meses depois de terminado o trabalho, Lucas ingressaria na campanha de Hélio Costa, adversário do candidato de Aécio, Anastasia (que acabou eleito). A assessora de imprensa de Aécio começou a me ligar. Insinuava que havia uma armação para prejudicá-lo, que estava preocupada. A matéria, a rigor, mostrava Aécio sendo Aécio. Nenhuma fofoca, nenhum dossiê, nenhum escândalo. Mas não havia meios de tranquilizá-la. A pressão continuava. Por fim, falaram com Roberto Civita, editor e dono da Editora Abril, que publica Alfa. Civita me telefonou na redação e pediu, gentilmente, para ler o texto. Mandei para ele, que leu e me devolveu na seqüência, afirmando que não via problema nenhum.

    A figura central na vida de Aécio é Andrea Neves, sua irmã. Ex-presidente do Servas (Serviço Voluntário de Assistência Social), ela é responsável pela coordenação de comunicação dele. Tenta cuidar de sua imagem e controlar tudo o que o cerca. Reservada, assertiva, de personalidade forte, Andrea é a antítese e o complemento do irmão mais novo. Em seu blog, ela se define candidamente: “Tenho péssima memória, mas acredito na força das lembranças. E do destino. Tenho ido a São João Del Rei menos do que gostaria. E, como Olavo Bilac, acredito que – de vez em quando – é possível ouvir estrelas”.

    Demos o perfil em dezembro. Aécio era o nosso “político do ano”. Na foto da capa, ele está lá, todo pimpão, segurando um bebê. Como eu disse, era o perfil de um homem, com boas histórias contadas, sobretudo, por ele mesmo. Em abril de 2011, Aécio foi parado numa blitz carioca e se recusou a fazer o teste do bafômetro. Alguns jornais se lembraram do que ele contou para Alfa a respeito das bebidas de que mais gostava. Como no caso do vídeo que caiu na internet, Aécio estava sendo Aécio. Isso, aparentemente, é um enorme empecilho – não apenas para ele, mas, eventualmente, para as pessoas que enxergam em Aécio Neves algo que Aécio Neves, talvez, não saiba ou não queira ser.

    http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=9910

  18. Jose Mario HRP said

    João Paulo Cunha, condenado com base no “achometro”, com base em indicios, o que é algo bastante perigoso para nós em geral, pois esse precedente perigoso vai contra tudo o que caracteriza a boa prática do direito!
    Na dúvida agora implica em condenação!
    Meus parabens a esses agente do direito “fazendo” jurisprudencia explosiva e nos nivelando aos legisladores que criaram “Guantanamo” e mantem o marinheiro norte americano, amigo do Assange, preso há dois anos sem sequer uma acusação ou apresentação de provas incriminadoras!
    Viva a ficha limpa e Robespierre!

  19. Otto said

    10 coisas para o Serra fazer na aposentadoria

    No dia 7 de outubro próximo terá fim a carreira de um dos melhores exemplos para ilustrar os conceitos do oportunismo, do carreirismo e do maucaratismo na política brasileira.

    Tudo indica que José Serra será derrotado nas urnas no dia 7 de outubro ou, no mais tardar, no segundo turno da eleição à prefeitura de São Paulo (SP), a ser realizado no dia 28 de outubro.

    Nesta quarta-feira (29) foi divulgada pesquisa do Datafolha que indica a inviabilidade eleitoral de Serra na disputa da capital paulista. Com rejeição gigantesca de 43% e ascendente e apoio de apenas 22% dos eleitores, índice cada vez menor, tem ficado evidente também o abandono da sua candidatura até mesmo pelo próprio partido. Celso Russomano (31%) lidera a disputa e o petista Fernando Haddad (14%), até há pouco desacreditado por todos, já aparece no retrovisor do tucano.

    Com a derrota iminente, aproxima-se e o outono político daquele que se acha(va) “o mais preparado” dos brasileiros para ser presidente.

    Ao longo da sua longa trajetória, Serra acumulou inimigos e adversários políticos dentro e fora do seu partido e do seu campo ideológico. Ele poderia tranquilamente entrar para o Guinness Book como o político com a maior quantidade e diversidade de desafetos políticos da história.

    A partir de novembro, Serra, 70 anos, deve levá-lo a se ocupar como alguma coisa diferente de disputar eleições.

    Seguem então 10 sugestões de coisas para o Serra fazer na aposentadoria.

    1. Ir para a Itália morar com Diogo Mainardi e regressar às suas origens.

    2. Ir para Washington trabalhar na CIA como “analista” internacional, ainda que possa não durar muito no cargo.

    3. Virar comentador político no Twitter em tempo integral.

    4. Juntar-se a Merval Pereira na Academia Brasileira de Letras.

    5. Assumir a direção editorial da Folha de São Paulo, deixando Otavinho inteiramente disponível para o “livre pensar”.

    6. Apresentar o programa “Trololó da Madrugada” na Band, com direção do Boris CCCasoy.

    7. Abrir uma consultoria com Paulo Preto de “apoio técnico a empresas interessadas em competir em licitações públicas no mercado da construção civil”.

    8. Formar uma dupla sertaneja com Reinaldo Azevedo.

    9. Lutar pela emancipação da República Autônoma Quatrocentona dos Jardins e Higienópolis.

    10. Se nada der certo, fazer um implante capilar e pedir asilo político (junto com a Soninha) ao Uruguai, a nova terra da liberdade.

    http://brasiliamaranhao.wordpress.com/2012/08/29/10-coisas-serra-aposentadoria/

  20. Jose Mario HRP said

    Otto, acho que ele volta ao mercado central e retoma a venda de frutas!
    Ou finalmente completa um curso de terceiro grau!

  21. Otto said

    KKK!

  22. Edu said

    Em certos aspectos o PSDB consegue ser ainda pior que o PT! hahahahaha

  23. Pedro said

    Vamos por fatias, como diria Barbosão:
    ……………………….
    A CPI que era pra esquecer o julgamento do mensalão, foi abafada por ele.
    No dia dos depoimentos que eram pra ser os mais “quentes”, foi uma decepção só.
    Só consegui ver um trechinho de cada depoimento, mas pelo que li por aí:
    – Pagot teve uma conversa de compadres com os deputados.
    – Paulo Preto deitou e rolou em cima de deputados totalmente despreparados e desinteressados no depoimento.
    – Cavendish entrou mudo e saiu calado.

    Enquanto isto só se falava na condenação do João Paulo.
    ………………………………..

    Quanto ao julgamento do mensalão.
    Ainda bem que a maioria dos ministros foi indicada pelo Lula, mesmo assim o chororô é grande.
    Acho que ainda vai esquentar, principalmente quando chegar a fatia do Zé Dirceu.
    A gritaria vai ser grande.
    Bem, o choro é livre.

    Já tem petista conformado:
    Vão-se os mamadores mas ficam as tetas.
    ……………………………………

    Otto# 19, acrescenta:

    11) Visitar o João Paulo na cadeia.
    ……………………………………….

    E finalmente, anotem mais uma previsão:

    Logo após as eleições municipais, haverá um aumento no preço dos combustíveis.

    O bom da Petrobras ser “nossa”, é que temos o direito de pagar a gasolina mais cara do mundo.

  24. Pax said

    Off topic: em pleno aeroporto de Cumbica, o maior do Brasil…

    WI-FI não funciona.
    Modem da Claro no computador só pega 2G
    Celular cai toda hora

    Estamos bem…

    …. ferrados.

  25. Chesterton said

    Finalmente o PT está no rumo certo….rumo à porta da cadeia.

  26. Patriarca da Paciência said

    “A verdade é que, ao relatar detalhadamente o esforço que fez, em duas ocasiões, para ser conduzido ao Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux escancara o complicado jogo de acomodações e tráfico de influência que define a composição da mais alta instância da Justiça.”

    Sinceramente, caro Pax, não vejo muito diferença entre o post que coloquei, a não ser que o jornalista benevolamente deixou de fora os itens onde Fux decide ações visando vantagens pessoais, onde o ministro realmente se complica de vez.

    No mais, a coisa vai render bastante!

    o ministro Joaquim Barbosa falou que palamentares “profanam” seus mandatos!

    Acho que os parlamentares agora podem dar o troco!

Faça seu comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: