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    Uma coletânea das notícias da corrupção, desvios, anomalias, eleições e meio ambiente que aparecem na mídia todos os dias a partir de agosto de 2008.
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Mensalão PT: primeiras condenações

Posted by Pax em 30/08/2012

A primeira fatia do julgamento do Mensalão do PT pelo STF traz as primeiras condenações.

Má notícia para o PT e todos que receberam dinheiro vivo na boca do caixa. De outro lado, olhando para o copo “meio cheio”, uma ótima oportunidade para o partido. Depende de como se olha a questão.

STF retoma julgamento do mensalão com encerramento da parte relativa a desvio de dinheiro público

Débora Zampier – Repórter da Agência Brasil

Brasília – O julgamento da primeira etapa da Ação Penal 470, conhecida como processo mensalão, termina hoje (30) com as condenações para todos os réus acusados de desviar dinheiro público. A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) foi retomada agora há pouco, com a escolha de membro efetivo para compor o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na sequência, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, vai proferir seu voto a respeito dos réus do processo, mas seu posicionamento não deve alterar a maioria dos placares já formados (confira quadro abaixo).

Até agora, o réu João Paulo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados na época dos fatos, foi condenado por corrupção e um dos crimes de peculato, por 8 votos a 2. No segundo crime de peculato – a contratação da empresa Ideias, Fatos e Textos (IFT) -, o parlamentar foi absolvido por 6 votos a 4.

Os advogados do caso aguardam com expectativa o voto de Ayres Britto na acusação de lavagem de dinheiro imputada a João Paulo Cunha. O placar atual registra 5 votos a 4 pela condenação, portanto, sem a maioria mínima de 6 votos para uma decisão consolidada. Nesse item, ainda não votou a ministra Rosa Weber, que pediu para fazer suas considerações em outro momento do julgamento.

Quanto às acusações de desvio no Banco do Brasil, o ex-diretor de Marketing Henrique Pizzolato já recebeu condenação unânime por corrupção passiva e duas vezes por peculato. Em relação ao crime de lavagem de dinheiro, ele foi absolvido por Marco Aurélio Mello e o plenário ainda aguarda o voto de Rosa Weber.

Envolvidos tanto no episódio da Câmara dos Deputados quanto do Banco do Brasil, os réus do núcleo publicitário – Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz – também já foram condenados por corrupção ativa (duas vezes) e por peculato (três vezes).

Os ministros ainda podem alterar seus votos enquanto o julgamento não terminar. Exemplo disso ocorreu ontem, quando o revisor Ricardo Lewandowski fez um ajuste no seu voto proferido na semana passada para alterar o motivo pelo qual absolveu João Paulo Cunha da acusação de peculato ligada à IFT. Ele, agora, considerou que não há provas. Anteriormente, o revisor havia dito que o fato não configurava crime.

O único réu considerado inocente nesse capítulo foi o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República Luiz Gushiken. Nas alegações finais, o Ministério Público Federal já havia pedido a absolvição do réu por falta de provas. A votação a favor de Gushiken foi unânime.

Após o voto de Ayres Britto, o Tribunal inaugura o capítulo sobre gestão fraudulenta de instituição financeira, retomando a palavra ao relator Joaquim Barbosa. Os principais personagens dessa etapa são os dirigentes do Banco Rural na época dos fatos: Kátia Rabello, José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório. Ao todo, o julgamento do mensalão é dividido em sete capítulos.

Terceiro capítulo – Desvio de dinheiro público

1) Câmara dos Deputados

a) João Paulo Cunha

– Corrupção passiva (receber R$ 50 mil para favorecer SMP&B)– 8 votos a 2 pela condenação. (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
– Peculato 1 (contrato SMP&B) – 8 votos a 2 pela condenação. (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
– Peculato 2 (contrato IFT) – 6 votos a 4 pela absolvição. (Divergência: Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello)
– Lavagem de dinheiro (ocultar recebimento de R$ 50 mil) – 5 votos a 4 pela condenação. (Divergência: Ricardo Lewandowski , Antonio Dias Toffoli, Cezar Peluso e Marco Aurélio Mello). Ainda não votou nesse item a ministra Rosa Weber

b) Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach

– Corrupção ativa (pagar R$ 50 mil para favorecer SMP&B ) – 8 votos a 2 pela condenação. (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)
– Peculato (contrato SMP&B) – 8 votos a 2 pela condenação. (Divergência: Ricardo Lewandowski e Antonio Dias Toffoli)

2) Banco do Brasil

a) Henrique Pizzolato

– Corrupção passiva (receber R$ 326 mil para favorecer DNA) – 10 votos pela condenação
– Peculatos 1 e 2 (bônus de volume e fundo Visanet) – 10 votos pela condenação
– Lavagem de dinheiro (ocultar recebimento de R$ 326 mil) – 8 votos a 1 pela condenação (Divergência: Marco Aurélio Mello). Ainda não votou nesse item a ministra Rosa Weber

b) Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach

– Corrupção ativa (pagar R$ 326 mil para favorecer DNA) – 10 votos pela condenação
– Peculatos 1 e 2 (bônus de volume e fundo Visanet) – 10 votos pela condenação

c) Luiz Gushiken

– Peculato (fundo Visanet): 10 votos pela absolvição

Edição: Lana Cristina

Enviado via iPhone

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84 Respostas to “Mensalão PT: primeiras condenações”

  1. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, caro Pax,

    o que ficou provado, até agora, conforme o entendimento dos ministros do STF, é que os funcionários do Banco do Brasil fizeram mau uso do cargo e o João Paulo Cunha foi subornado pela quantia de 50 mil reais.

    Uma calamidade!

    Uma brilhante carreira fulminada por 50 mil reais.

    Que sirva de exemplo para os políticos de todos os matizes.

    Espero que o STF continue com sua obra redentora.

    Inclusive julgando adequadamente os processos contra o Daniel Dantas os outros processos de corrupção, de todos os matizes.

  2. Edu said

    Patriarca,

    Dessa vez concordo com vc.

    Por enquanto um político só foi pego, que todos sejam escrutinizados à exaustão, e, quem tiver sujeira nas unhas que seja devidamente punido.

  3. Edu said

    Uma dúvida:

    Esse João Paulo é peixe grande ou peixe pequeno?

    Eu gostaria mesmo de ver o João Paulo ir à mídia e botar a boca no trombone, caso só ele seja condenado. Será que se ele sozinho segurar o rojão pro PT ele vai segurar com um orgulho de militante? Como um homem bomba para os árabes?

  4. Pax said

    Prezados,

    Como disse, acho que o PT tem uma oportunidades às mãos.

    Se o STF julgou que meteram a mão em bufunfa, e há fortícissimos indícios, suficientes para a mais alta corte brasileira entender que sim, é hora de lavar a casa.

    O PSDB mantém o Eduardo Azeredo em seus quadros. Certo? E a pergunta é: os tucanos ganham ou perdem com essa decisão?

    O PT deve fazer o mesmo que o PSDB?

    Simples como feijão com arroz.

    Enviado via iPhone

  5. Edu said

    Pax,

    O que impressiona é que, mesmo sendo condenado e punido, o sujeito continuará no partido.

    Isso vale pra qualquer partido, ridículo, e o brasileiro engole numa boa.

  6. Otto said

    Eis algumas questões que precisam ser ponderadas:

    SEGUNDAS IMPRESSÕES DO MENSALÃO

    Paulo Moreira Leite

    Leio e ouço que a decisão da primeira fase do STF mostra que os tempos estão mudando e que a votação de 9 a 2 contra os réus indica uma opção contra a impunidade.

    Confesso que sempre gostei de Bob Dylan e sou daqueles que acreditam e torcem por mudanças. Mas não sei se é isso o que estamos assistindo. Mudança, no Brasil, é

    conseguir o básico. No caso da Justiça, garantir direitos iguais para todos, qualquer que seja sua cor, credo, condição social ou opinião política. Será que é isso que estamos vendo?

    Estrelado pelo mesmo esquema, com personagens iguais e outros, equivalentes, o mensalão mineiro segue quieto lá nas Alterosas.

    O tratamento desigual para situações iguais é constrangedor. Ao dar uma entrevista a Monica Bergamo, o relator Joaquim Barbosa lembrou que a imprensa nunca deu a mesma importância ao mensalão mineiro. Ele até disse que, quando tocava no assunto, os repórteres reagiam com um “sorriso amarelo.”

    Eu acho bom quando um ministro do Supremo se refere ao tratamento desigual que parte da mídia dispensou aos dois mensalões. Mostra que isso não é “coisa de mensaleiro petista ” não é mesmo?

    Mas há outro aspecto. O fato da imprensa dar um tratamento desigual é um dado da política brasileira e, no fim das contas, diz respeito a um jornal e seus leitores. Como leitor, eu posso até achar que a imprensa deve tratar todos da mesma maneira, deve procurar ser isenta mas a liberdade de expressão garante que todo jornal e todo jornalista tenha suas preferencias, suas prioridades e opções. Salvo patologias criminosas, todos têm o direito o direito de exercitá-las.

    A visão que você lê neste blogue é diferente daquela que vai encontrar em outros lugares. É bom que seja assim.

    A justiça não. Esta deve ser tão isenta que a querem cega. E aí, data vênia, quem sorri amarelo, neste caso, é quem desmembrou o mensalão (do PSDB) mineiro e unificou o mensalão petista.

    Porque estamos falando de um tratamento desigual para situações idênticas, no mesmo país, no mesmo sistema, no mesmo tribunal. O direito de uns foi reconhecido. O de outros, não. Às vezes, chegou-se a uma situação surrealista.

    Nos dois casos, o “núcleo operacional”, para usar a definição do procurador geral, é o mesmo. Marcos Valério, Cristiano Paz e os outros. O Banco Rural também. As técnicas de arrecadação e distribuição de recursos eram as mesmas. Só mudou o núcleo político. Então, me desculpem, o problema está na política. Sim.

    Por causa do desmembramento, podemos ter sentenças diferentes para o mesmo caso. “Dois pesos, dois mensalões,” já escreveu Jânio de Freitas.

    Se o mensalão petista tivesse sido desmembrado, o deputado João Paulo e outros dois parlamentares acusados até poderiam ser julgados em Brasília, como o deputado Eduardo Azeredo será, quando seu dia chegar. (O mensalão mineiro é mais antigo mas anda mais devagar, também. Ainda estão colhendo depoimentos, ouvindo testemunhas…) Ainda assim, teremos outros prazos e, muito possivelmente outras penas.

    Mas em caso de desmembramento, José Dirceu e José Genoíno, para ficar nos nomes mais ilustres e simbólicos, teriam sido reencaminhados para a Justiça comum, com direito a várias etapas de julgamento antes da condenação. O Ibope seria menor. E não estou falando só da repercussão nas eleições municipais de 2012. Por favor: a questão não se resume ao novo candidato do PT a prefeitura de Osasco.

    Nós sabemos que o troféu principal do julgamento é Dirceu. O número 2, Genoíno. É por isso que o caso se encontra no STF. Ali tem mais holofotes.

    No início do julgamento, Gilmar Mendes chegou a sugerir que as chances dos réus serem absolvidos eram maiores num julgamento desmembrado do que num processo unificado. Concordo.

    Mas se isso é verdade, por que mesmo se deu um tratamento diferenciado? Não é preciso sofisticar mais o raciocínio. Como perguntou Eduardo Kossmann, advogado. Considerando que a Constituição diz que todos são iguais perante a lei “como explicar para meu filho de cinco anos?”

    Uma sentença do Supremo é um acontecimento duradouro. Repercute hoje, amanhã, no ano que vem e daqui a uma década. Destrói uma vida, aniquila uma reputação.

    Como disse Pedro Abramoway, que passou os dois mandatos de Lula em posições importantes no área jurídica, o mensalão propriamente não foi julgado. Aquela denúncia, de compra de consciências, que é o centro da acusação do procurador Roberto Gurgel, ficou para mais tarde.

    As provas de que os parlamentares colocavam dinheiro no bolso para mudar seu voto não apareceram até agora.

    Isso apareceu quando o deputado Ronnie Von Santiago (olha só, mais um roqueiro no debate) confessou que tinha recebido R$ 200 mil para votar a favor da reeleição de Fernando Henrique Cardoso, há quase 20 anos. Ali foi suborno, foi propina, foi compra de votos. Pelo menos ele disse isso. Os mais de 300 ouvidos no mensalão sempre negaram. Todos.

    Até Roberto Jefferson mudou o depoimento na hora em que era para valer.

    Mas o caso de Ronnie Von não gerou um processo tão grande. Nada aconteceu com seu núcleo politico, vamos combinar.

    E é isso que mostra que tudo pode estar mudando para que nada mude.

    O deputado João Paulo Cunha foi condenado a 6 anos de prisão em função de uma prova que pode ser discutida. A de que recebeu uma propina de R$ 50 000 para aprovar um contrato de R$ 10 milhões com as empresas de Marcos Valério. Você pode até dizer que é tudo “parte do mesmo esquema” e dar aquele sorriso malicioso de quem acha todos os argumentos contrários apenas ingênuos ou cúmplices mas vamos combinar que há um pressuposto nessa visão.

    O pressuposto é de que não houve nem podia haver outro tipo de pagamento nesta operação. Não podia ser dinheiro de campanha, nem recurso de caixa 2. O problema é que as campanhas costumam ser feitas com caixa 2, que devem ser apurado, investigado e punido. Mas são outro crime.

    Caixa 2 não é uma “tese” da defesa. Pode ser “tese” artificial ou pode ser uma “tese” com base na realidade. Mas a sonegação existe, está aí, pode ser demonstrada em vários momentos da vida brasileira, inclusive em campanhas eleitorais. Existem empresas criadas especialmente para ajudar os interessados nesse tipo de coisa.

    Acho positivo o esforço de questionar e desvendar o que está por trás das coisas. Mas não sei se neste caso tudo ficou tão demonstrado como se gostaria.

    Por exemplo. Os milhões de dólares que Paulo Maluf mandou para o exterior foram comprovados. Funcionários das empreiteiras explicaram, detalhadamente, como o esquema funcionava, como se fabricavam notas frias e como se fazia o desvio dos recursos públicos. No entanto, Maluf hoje em dia não pode viajar por causa de um mandato da Interpol. Mas não cumpre pena de prisão. Foi preso quando havia o risco de fugir.

    Outro exemplo. As agências de Marcos Valério foram acusadas de embolsar um dinheiro a que não teriam direito nos contratos com o Visanet, o chamado bônus por volume. O problema é que essa prática é muito frequente no mercado publicitário e, em 2008, foi regulamentada em lei no Congresso. O que não era proibido nem permitido foi legalizado. Mas ontem, o ministro Ayres Britto, presidente do STF, disse que a aprovação dessa lei foi uma manobra para beneficiar os acusados do mensalão. É muito possível. Mas eu acho que um ministro do Supremo não deveria fazer uma acusação gravíssima contra uma decisão de outro poder. Ou pode?

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/08/31/segundas-impressoes-do-mensalao/#comments

  7. Chesterton said

    O ladrão em causa própria, seja de galinhas ou de verbas públicas, dá prejuízos pontuais a pessoas físicas ou jurídicas, ou ao Estado, que podem ser ressarcidos se o criminoso for condenado. Usar dinheiro sujo para fraudar o processo eleitoral, manipular a vontade popular, corromper políticos, comprar vantagens para seu partido para impor a sua crença, provoca irreparáveis danos para toda a sociedade. Porque desmoraliza a democracia, institucionaliza a impunidade e interfere de forma decisiva e abusiva nos direitos dos cidadãos. O ladrão ideológico é mais nocivo que o profissional.
    É por isso que em países civilizados, com maior tradição jurídica que o Brasil, como a Itália, a Alemanha e a Inglaterra, a motivação política é considerada como fator agravante de um crime. Porque o produto do delito servirá para manipular processos eleitorais e atentar contra as instituições democráticas, roubando direitos de toda a sociedade.
    Lá, o caixa 2 já derrubou primeiros-ministros, governadores e prefeitos. Aqui, ainda é usado como atenuante, como uma bizarra sequela da ditadura, quando a luta pela liberdade justificava tudo.
    A atitude de tolerância zero que a maioria dos ministros do STF está tomando com o caixa 2 vai melhorar muito o comportamento dos políticos, não por ética ou espírito público, mas por medo da Justiça e da cadeia. NM Estadão

  8. Chesterton said

    O destino pós-mensalão é um tema desagradavelmente discutido pelo chefão Luiz Inácio Lula da Silva e sua eterna sombra de poder José Dirceu de Oliveira e Silva. Quando não se encontram, reservadamente, como agora, Lula e Dirceu sempre se falam por celulares criptografados de última geração ou por telefones via satélite. Como os dois nunca deixaram de se falar quase que diariamente, desde que Dirceu foi forçado a deixar a Casa Civil no primeiro mandato de Lula, caso o famoso “consultor de empresas” acabe condenado no julgamento do Mensalão, a petralhada já teme que alguma “armadilha golpista” prejudique Lula – até agora blindado e preservado. O termo”golpe” sempre é usado pelos caciques do PT, a boca pequena, quando seus esquemas ou negócios secretos vêm à tona…

    A petralhada já se apavora com a “reviravolta” entre a otimista previsão inicial de votos de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (que seriam favoráveis aos petistas). O novo cenário agora é de quase certa condenação aos principais políticos do esquema mensaleiro. Logo mais, com o voto-saideira do ministro Cezar Peluso – que se aposenta na questionável expulsória dos 70 anos de idade -, tem tudo para ser condenado o deputado federal João Paulo Cunha, candidato a Prefeito de Osasco (cidade estratégica para os esquemas petralhas). Já se especula em uma pena mínima para ele de nove anos de reclusão – pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Ou pena máxima de 46 de prisão.

    Se João Paulo for para a cadeia – o que parecia impensável semanas atrás -, torna-se enorme também o risco de condenação para José Dirceu – denunciado, injustamente, pelo ministério público como o chefe da organização criminosa do mensalão. Todo mundo sabe que o poderoso chefão era outro, mas este até agora continua poupado). Diante deste risco concreto, a cúpula petralha (Lula á frente) já joga para Dirceu desistir da ideia de se candidatar à Presidência do PT. Dirceu será obrigado a apoiar, muito a contragosto, a reeleição do companheiro Rui Falcão.

    O negócio anda tão tenso que até mexe com o psicológico de Lula. Milagrosamente curado de um câncer na laringe – na versão dos médicos -, o ex-Presidente agora corta um dobrado com um edema na garganta que causa dor e lhe atrapalha falar. Lula só deseja que o dele continue fora da reta do mensalão. Mas o desejo pode ser atrapalhado por algumas condenações. Temor máximo é que, condenado e preso, Marcos Valério resolva romper o silêncio mantido até agora e se vingue dos parceiros petralhas. Temor gigante também com uma condenação a Duda Mendonça – que é o maior arquivo vivo e testemunhal de como a máfia petralha promoveu um jogo sujo com políticos, na super lavanderia de dinheiro do mensalão.

    A coisa está muito feia porque o STF já abriu uma brecha para condenar os réus com base em testemunhos e no contexto da acusação. O tal “julgamento técnico” – que facilitaria uma eventual impunidade – já não funciona como o previsto pela petralhada. E o cagaço aumenta com o risco real de mensaleiros condenados se vingarem com a eventual condenação e prisão. Se isto acontecer, o barraco vai cair.
    Jorge Serrão

  9. Patriarca da Paciência said

    Uma preocupação que passa pela maioria dos brasileiros:

    “Que país é esse? É mesmo o Brasil, historicamente marcado pela impunidade, a que todos nós estávamos acostumados? Ou há outra nação nascendo, com novos padrões na política e na atividade empresarial? A mudança é pra valer, valerá também para os próximos julgamentos ou se trata apenas um surto transitório de purificação?”

    http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/78446/Que-país-é-esse.htm

    Será que será?

    Ou será apenas uma “mudança” para continuar tudo como era antes?

    Acho que se for feita uma pesquisa de opinião dominante, as duas indagações ganharão disparado.

    O artigo do Paulo Moreira Leite é bem esclarecedor.

  10. Jose Mario HRP said

    Bom dia Patriarca, estava saindo para caminhar e me deparei com o seu comentario que inaugura esse post.
    Meio que eivado de conformismo me dá a impressão de que é melhor dar bola pra frente e deixar barato essas condenações.
    Mas não dá não!
    João Paulo foi condenado com base em indicios e bravatas ditas por ex. de Cesar Peluso, que julgou a prova com um belo desprezo aparente pelo réu petista!
    Julgamento politico?
    Bem, o STF é o forum ultimo de discussão constitucional, foi criado para, e agora julga foro privilegiado.
    E na minha opinião, faz julgamento politico e se conduz usando o mau direito, ouvindo o clamor popular(sic)????
    Quão popular é esse clamor?
    Bom , escrevi demais e para que se possa pensar esse texto do Leblon:

    http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1075

  11. Patriarca da Paciência said

    Mas há um fator bem positivo nessa embrulhada toda – a nossa jovem democracia está resistindo… e bem.

    Não se ouve mais aquela história de que “no Brasil (e somente no Brasil) é assim mesmo e o melhor a fazer é nos lucupletarmos todos.”

    Eu estou gostando.

    Acho que o Pax tem razão. O STF abriu uma grande brecha para que todos os brasileiros tenham um pouco mais de acesso à verdadeira Justiça.

    Vamos ver se as famosas “falhas técnicas”, as quais invalidam as provas mais sólidas, caem em desuso.

    Será que será?

    “Ou se trata apenas um surto transitório de purificação?”

  12. Jose Mario HRP said

    Ou se trata apenas um surto transitório de purificação?
    KKKK….
    Sensacional, mas aposto que a resposta será sim, um surto conveniente, ou melhor , de conveniencia.

  13. Patriarca da Paciência said

    É isso aí, meu caro HRP,

    fato consumado não pode ser modificado.

    Como disse o ministro Marco Aurélio Mello, “apelar para quem?”

    O fato mais importante é que o STF assumiu tal atitude com ministros, em sua maioria, nomeados pelo PT.

    O que podemos fazer é aprender com nossos erros, nos adaptarmos ao fato novo e também fazer valer a regra geral.

    O STF acaba de criar uma nova jurisprudência, se colocando contra uma argumentação que até hoje tem sido de grande valia para os “espertos” e para os advogados de grande prestígio.

    Passemos também a fazer bom proveito da “nova súmula vinculante” do STF, a qual obteve amplo apoio do Dr. Gilmar Mendes.

  14. Jose Mario HRP said

    Absolvido por quatro ministros do crime de lavagem de dinheiro João Paulo Cunha terá direito ao recurso do embargo infringente, processo em separado, com novos relator e reviso, e que será só possivel de ser iniciado no pós mensalão, o que vai contra as previsões de hoje, na UOL, que noticia que JPC quer se manter na camara por mais algum tempo antes que seja preso!
    ????
    Bem o que é certo é que se absolvido da lavagem, jamais cumprirá cana!
    Muito ao contrário do que se noticia na PIG!
    Mais uma vez Marcio Tomás Bastos acerta em cheio!

  15. Otto said

    SOBRE FARSAS

    Por Marcos Coimbra

    Em uma de suas mais polêmicas declarações dos últimos anos, o ex-presidente Lula afirmou que o “mensalão” era “uma farsa”.

    A frase foi dita quando ainda ocupava a Presidência e ele a arrematou com a promessa de que dedicaria boa parte de seu tempo após deixar o Planalto a demonstrá-lo. Vivíamos os dias de comemoração da vitória de Dilma e ela soou a muitos como um arroubo, compreensível no calor do momento, mas de pequena consequência prática.

    Mesmo para quem é famoso por emitir opiniões desconcertantes, essa foi extraordinária. Até alguns de seus companheiros mais próximos acharam que Lula havia se excedido.

    Passaram-se quase dois anos e os fatos mostram que estava certo. Quanto mais avança o “julgamento do mensalão” no Supremo Tribunal Federal, mais fica claro que o fulcro da denúncia é vazio. Que a acusação fundamental que pesa contra os réus é destituída de sentido.

    Mas Lula não conseguiu alcançar seu intuito. Do final de 2010 para cá, seu esforço de provar a farsa a todos não foi bem sucedido.

    É claro que fracassaria tentando convencer os adversários do lulopetismo. Entre eles, alguns são tão irracionais que nenhum argumento, por mais bem explicado, seria aceito.

    Eles são uma pequena minoria da sociedade brasileira, de tamanho conhecido: os 5 a 6% que achavam “péssimo” e “ruim” o governo Lula e que continuam a detestar tudo que Dilma faz.

    Mas estão super-representados nos veículos da grande indústria de comunicação. Por isso, embora sejam poucos, falam alto. Tanto que parecem ser as únicas vozes que existem.

    A batalha à frente do ex-presidente, de fazer com que o conjunto da opinião pública percebesse que o “mensalão” era uma farsa, seria difícil de qualquer maneira. Mesmo para quem tem seu prestígio.

    A vasta maioria da população se interessa nada ou quase nada por questões políticas e administrativas. Por essa razão, não acompanha o noticiário e tende a permanecer substancialmente desinformada – mesmo quando supõe ter alguma informação.

    Essa mistura de desinteresse e desconhecimento explica a importância que têm os estereótipos e os preconceitos na concepção do cidadão comum a respeito da política e dos políticos. Sabendo pouco e pouco querendo saber a mais, tende a simplificar e generalizar. Dá menos trabalho que procurar entender cada caso concreto.

    Nada disso é um característica exclusiva da sociedade brasileira. Ao contrário, com a exceção de alguns poucos países de cultura política intensamente participativa (como alguns de nossos vizinhos), não somos diferentes da média.

    O que é peculiar ao Brasil é haver um só discurso nos principais meios de comunicação de massa.

    Não é estranho que os empresários que os controlam desgostem de um partido e prefiram outros. Nem que contratem profissionais para defender seus pontos vista. É assim no mundo inteiro, onde donos de jornal e jornalistas têm lado e costumam explicitá-lo.

    O que complica o quadro brasileiro é que apenas um lado tem expressão na mídia hegemônica, exatamente aquela que, por oferecer produtos de entretenimento, é consumida pela maioria – majoritariamente desinteressada, pouco informada e com visão estereotipada.

    Isso não é decisivo nas circunstâncias que cobram das pessoas maior envolvimento e participação, como na hora de votar. Em situações como essa, elas não refugam e apenas a minoria permanece à margem, deixando-se conduzir pelos “formadores de opinião”.

    Mas quando estão em pauta as “coisas dos políticos” o comportamento é diferente. Como elas não as motivam, suas reações são apenas automáticas. Convocam o estereótipo: “todo político é culpado”. E não é preciso prová-lo.

    Uma denúncia – qualquer denúncia – é, em princípio, verdadeira. Independentemente de contra quem seja e do nível de comprovação.

    De acordo com a força com que o bumbo é batido pela mídia, algumas ficam grandes e se tornam “o maior escândalo da história brasileira”. Outras têm pequena repercussão e são logo esquecidas.

    No sentido que está na denúncia do Procurador-Geral, de que foi “um esquema de compra de parlamentares no Congresso para apoiar o governo” o “mensalão” é uma farsa. Especialmente se aduzirmos que envolvia pagamentos mensais (ou regulares), como o nome sugere.

    Nada sustenta a tese. Se alguns deputados da base do governo – e outros da oposição – foram flagrados recebendo algum recurso, em nenhum caso ficou nem remotamente indicado que era para pagar sua lealdade – argumento de resto absurdo no caso dos petistas, que a davam de graça.

    E quando tivemos denúncias de compra de votos no sentido literal? Quando parlamentares apareceram discutindo valores e explicando porque os mereciam?

    Isso aconteceu em 1997, quando o Congresso estava na iminência de votar a reeleição de Fernando Henrique.

    E daí? Nada.

    E ainda há quem ache que a mídia é movida por nobres intenções.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-farsas

  16. Otto said

    Um retrato de nossa (in)justiça, do Blog do Sakamoto:

    O QUE VALE MAIS: UMA MISSIONÁRIA OU UMA CAIXA DE CHICLETES?

    As decisões podem estar tecnicamente corretas. Mas não deixam de me incomodar.

    Regivaldo Pereira Galvão, um dos condenados pela morte da missionária norte-americana Dorothy Stang, ocorrida em fevereiro de 2005, em Anapu (PA), foi solto por liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, no dia 23. Foram seis tiros – um deles na nuca – aos 73 anos, em uma estrada vicinal. Ela enfrentava ameaças de morte de fazendeiros da região, descontentes com sua defesa dos Programas de Desenvolvimento Sustentável como modelos para a Amazônia. Regivaldo havia sido condenado a 30 anos de prisão como um dos mandantes do crime, ao lado de Vitalmiro Bastos de Moura – que cumpre pena. Como ainda há um recurso que pede a anulação do julgamento, o ministro concedeu o habeas corpus por entender o processo ainda não acabou.

    Uma mulher condenada a dois anos de prisão por ter roubado caixas de chiclete em Sete Lagoas (MG) foi mantida encarcerada por Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, em maio de 2009. O ministro justificou que como o furto não era para matar a fome e a ré em questão já havia sido condenada por outros crimes, ela teria que seguir presa (processo HC 98944). Um ano depois, a Primeira Turma do STF também indeferiu, de forma unânime, o pedido de habenas corpus para o caso do chiclete. De acordo com a decisão, os ministros analisaram que deve ser considerado o “interesse da sociedade em inibir práticas criminosas” ao se utilizar o princípio da insignificância.

    (O princípio da insignificância pode ser aplicado quando o caso não representa riscos à sociedade e não tenha causado lesão ou ofensa grave. É verdade que o Supremo vem desconsiderando os furtos de pequeno valor como crime, mas não é sempre.)

    Ambas as decisões estão legalmente embasadas.

    Mas, seja sincero: não gera a sensação de que algo está errado?

    Dezenas de lideranças sociais ameaçadas de morte na Amazônia dormem apreensivas com a notícia de que a impunidade segue livre. Enquanto supermercados e docerias podem dormir tranquilos, pois o chiclete está seguro.

    Não é uma questão apenas de mudança de leis, mas de sua aplicação. Não importa a orientação política e ideológica, um punhado de gente consegue acesso à Justiça – seja através de um telefone-linha-direta, seja por ter recursos para pagar bons e influentes advogados com estrutura para brigar até o último ponto final da lei. A maioria depende dos defensores públicos (importantíssima profissão que é maltratada e sucateada), de Deus (se for uma pessoa de fé) ou da sorte (se não for). Como ter uma Justiça de verdade se, na prática, ela é aberta e sorridente para alguns e fechada e mal-encarada para outros?

    http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/

  17. Zbigniew said

    E nós, os inocentes úteis, acreditamos que a corrupção está sendo combatida no nosso querido país.
    E, como previsto o STF julga ação penal 470 como a grande mídia queria. A tese mervaliana de que condenar por indícios é suficiente, dando cobertura a um ficção jurídica que, em hipótese alguma prevaleceria se o réu fosse um Daniel Dantas da vida (que teve direito a dois HCs fast food e uma defesa apaixonada num telejornal de uma grande emissora).
    É o comportamento de manada que derrubou o Collor de Mello por niguém sabe bem o quê (a Casa da Dinda? O Fiat Elba?). E os grandes salafrários inalcançáveis e debochadores da sanha vingadora dos que seguem, ciosos, os capítulos no Pretório Excelso, via “grande mídia”. Mudou alguma coisa desde Collor? Acham que apenas a condenação certa do Dirceu por um prevaricador geral que senta em cima de processos as coisas vão realmente mudar?

  18. Zbigniew said

    Antes de tudo o julgamento é do PT (o partido mais corrupto da face da terra em todos os tempos e tempos pelos séculos dos séculos). Quando o Dirceu for condenado (ainda que provas irrefutáveis e robustas já não sejam mais necessárias pela “presunção” criada pela velha mídia) a vingança terá sido alcançada, talvez sem os efeitos desejados (o candidato do PIG patina em São Paulo sob a lama de sua grande rejeição).

    “(…)
    O PT do qual se cobra aquilo que não se pratica em muitos círculos – à direita e à esquerda – é protagonista dessa ambiguidade; personagem e cronista dos seus limites, possibilidades e distorções.

    Que tenha aderido à lógica corrosiva do financiamento eleitoral vinculado ao caixa 2 das empresas e , ao mesmo tempo, protagonizado um ciclo de governo que faz do Brasil hoje o país menos desigual de sua história (de obscena injustiça social), ilustra a complexidade desse jogo pouco afeito a vereditos binários.

    Essa ambiguidade não escapa ao discernimento racional ou intuitivo da sociedade.

    Se por um lado semeia degenerações clientelistas e apostas recorrentes nos out-siders que se apresentam como entes ‘acima dos partidos’, ao mesmo tempo é uma vacina de descrença profilática em relação a encenações de retidão como a que se assiste agora. (…)”
    De Carta Maior.

  19. Otto said

    De um comentarista do Blog do Nassif:

    Não apenas o PT sentirá vergonha

    O prognóstico para os réus do dito mensalão que ainda serão julgados pelo STF não é animador. Considerada a linha adotada até aqui de flexibilização do princípio da presunção de inocência e a consequente alteração da distribuição do ônus da prova no processo penal, todos serão severamente condenados.

    De certa forma, a novidade é que Corte desenvolveu para esse caso um paradigma de aplicação do direito em voga quando os acusados são os pobres de sempre, aqueles com cara de marginais.

    Convenhamos, o coreto já estava armado quando o Tribunal, atendendo a pedidos, assentiu em pautar esse julgamento às vésperas das eleições e negou o desmembramento do caso, contrariando o que havia decidido para o tal mensalão do PSDB, que a imprensa marotamente denomina “mensalão mineiro”.

    A pressão sobre os 11 juízes deve ser mesmo humanamente insuportável, como sugerem as explicações acerca do voto absolutório prestadas pelo Min. Lewandowski ao jornalista Merval Pereira (O Globo, 25/08/12). Afinal, por que um Ministro do Supremo deveria dar satisfação a um colunista além das expostas no voto?

    Concluído o julgamento e mesmo antes do trânsito em julgado, provavelmente serão expedidos mandados de prisão para os réus, como quer o Procurador Gurgel, a quem a Corte pouco ou nada tem negado.

    José Dirceu e José Genoino, os grandes alvos desse processo, serão algemados e conduzidos à carceragem da PF, para gáudio da imprensa e de seus opositores. Algo pelo qual seus detratores esperam há anos.

    Ambos serão presos não propriamente pelo que fizeram, mas pelo que são. Não importa o que digam ou provem. A tônica do julgamento reafirma o que foi escrito em algum lugar e a verdade assim é sabida, pois é dessa maneira que a coisa acontece entre petistas. A verdade é o que a maioria que tem voz quer.

    Como o espetáculo precisa continuar, as cenas da captura estamparão a capa de todos os jornais durante muito tempo ou o necessário para as pessoas não conseguirem mais deixar de associá-las ao PT e ao governo Lula.

    Será impossível não lembrar a imagem referencial do peruano Abimael Guzmán, o Presidente Gonzalo, líder do Sendero Luminoso, preso em uma gaiola, vestido com uma roupa listrada de presidiário e exposto como um troféu pelo presidente Alberto Fujimori.

    O PT sentirá vergonha pelo desterro de dois de seus filhos mais diletos.

    As autoridades envolvidas serão entrevistadas diuturnamente e afirmarão que o país foi passado a limpo, que as coisas mudaram, que os costumes políticos foram corrigidos e que de agora em diante é “dura lex, sed lex”, isto é, a cana é brava.

    No entanto, também elas deverão ser colhidas pelo opróbrio, afinal, passados 123 anos de história republicana, serão esses os primeiros políticos relevantes a se haverem com as grades, o que somente terá sido possível a partir de um estilo muito próprio de se medir a culpa, definido sob o aplauso dos “especialistas” escolhidos a dedo para falar às Tvs.

    É certo que os folgazões, agora rigorosíssimos, não se darão ao trabalho de esclarecer a razão pela qual pareceram lenientes com um tipo como Maluf, procurado pela Interpol, mas que aqui vive como um nababo, e ainda demonstraram extremada bonomia com o banqueiro Dantas, grande beneficiário da privatização das Teles no governo FHC, a quem liberaram sob o desagravo de uma súmula vinculante, apesar de gravações que indicavam tentativa de suborno a policiais que o investigavam por lavagem de dinheiro e outros crimes.

    Isto apenas para lembrar alguns casos mais recentes, sem contar tantos outros que sequer chegam a ser investigados por absoluta falta de interesse. Nessa conta podem ser creditadas as denúncias de compra de votos para a emenda da reeleição de FHC, as contidas no livro “privataria tucana” e tantas outras mais.

    Só o tempo dirá se esse julgamento serviu para algo além de um acerto de contas a favor das forças políticas derrotadas nas últimas três eleições, estas as legítimas prepostas dos donos do poder no Brasil.

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/prognosticos-sobre-a-conclusao-do-julgamento-do-mensalao

  20. Zbigniew said

    Não acredito em crise institucional, sabe por que? Porque o PT se perdeu no pragmatismo sem limites, incapaz de perceber a síndrome do escorpião. Como e que se nomeiam ministros e um procurador que atuam “fora dos autos” sob um ponto de vista político. Foi de um primarismo desconcertante. Nisto o FHC foi muito mais competente. Vc nunca veria o Brindeiro ou o Gilmar Mendes atuando neste sentido.

  21. Otto said

    Nesse aspecto concordo contigo, Zbigniew. O PT é vítima do seu republicanismo.

  22. Jose Mario HRP said

    Uma coisa que me deixa curioso é o futuro que a vida destinou ao Gurgel depois que o proc. 470 acabar.
    Ele criou inimigos de peso e a sua resposta negativa ao ser intimado a comparecer ao CNMP ainda vai ter consequencias pois há muitas dúvidas se o CNMP não teria poder para investigar uma pessoa no cargo de Gurgel.
    Talvez o STF tenha que decidir a questão, mas é dificil crer que alguém não possa ser investigado assim sem justificativas.
    Independente da ação 470, ele tem muito a explicar.
    O Demóstenes poderia nos ajudar!
    KKKK….

  23. Pax said

    Com a devida vênia dos colegas, não consigo achar que a culpa das más notícias seja do mensageiro.

    Enviado via iPhone

  24. Zbigniew said

    Pax, vc traz o vício do pensamento padrão. As notícias (ou más notícias) têm várias nuances. As coisas não são assim estilo “mocinhos-bandidos”. Na realidade elas são um pouco mais complicadas que isto.

  25. Jose Mario HRP said

    Com toda certeza a culpa não é do mensageiro, mas as acusações contra o Gurgel são de antes desse julgamento começar(470).
    Chamado de prevaricador por Collor,silenciou sobre as acusações, e desafiou o CNMP, a quem ele teria que dizer o porque não é(prevaricador), quais suas ligações com a quadrilha do Cachoeira, e porque a prática de engavetar e ou preterir analise de inqueritos existe ou não ?(junto com a esposa)

  26. Jose Mario HRP said

    Pizza é sempre bom, mas quando o cheiro de pizza vem do plenário do STF…..sei lá!

    http://oglobo.globo.com/pais/rosa-weber-suspende-representacoes-de-collor-contra-gurgel-5946766

  27. Otto said

    Gurgel é aquele que não viu nada demais entre Perillo e Cachoeira

    Que aproveitem bem a comemoração pelo êxito provisório desse esquema criminoso que uniu setores do Poder Judiciário, do Ministério Público, do Legislativo e da imprensa em um conluio para produzir a farsa estupradora de direitos civis em que se converteu o julgamento do mensalão, pois cedo ou tarde terão que responder por seus crimes.

    Chega a ser piada: a autoridade que deu curso a esse processo na forma como está sendo conduzido se chama Roberto Gurgel. Ele condenou o deputado petista João Paulo Cunha por ter sacado (ou mandado sacar) 50 mil reais na boca do caixa, pagos por um esquema supostamente criminoso.

    Gurgel é o mesmo que não viu nada demais quando lhe chegou às mãos a informação de que o governador de Goiás, Marconi Perillo, no exercício do cargo estava fazendo transações pessoais de milhões de reais com o bicheiro Carlos Cachoeira, indicando funcionários públicos em seu governo a mando do mesmo e até confraternizando com ele.

    Detalhe: tanto é que Gurgel não viu nada demais nas relações entre Perillo e Cachoeira que só abriu inquérito contra o governador de Goiás anos depois de saber de suas relações e só porque o mesmo pediu

    É uma piada esse julgamento do mensalão. A condenação de João Paulo Cunha fez dele o PRIMEIRO – isso mesmo, leitor, o primeiro – político condenado na história do STF. Ou seja: nunca antes na história deste país outro político mereceu ser condenado naquela Corte. Começou por um acusado de receber 50 mil…

    O pior não é isso. Não há um vínculo direto entre quem é acusado de pagar João Paulo e ele. Ao menos um vínculo sequer parecido ao que há entre Perillo e Cachoeira.

    Marcos Valério não vendeu casa a João Paulo, não conseguiu que indicasse funcionários para a Câmara dos Deputados, não recebeu do publicitário telefonema de felicitações pelo aniversário nem nada. Perillo se envolveu em tudo isso e Gurgel não viu nada demais (!). Onde é, diabos, que o Brasil melhorou com essa farsa?

    http://www.cursodominio.com.br/cursos_disponiveis.html

  28. Otto said

    Ops, o link correto acima é:

    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/09/gurgel-e-aquele-que-nao-viu-nada-demais-entre-perillo-e-cachoeira-2/

  29. Jose Mario HRP said

    Pois é, o Gurgel tão zeloso no mensalão e tão cego em outros casos:
    http://www.blogdacidadania.com.br/2012/09/gurgel-e-aquele-que-nao-viu-nada-demais-entre-perillo-e-cachoeira-2/

  30. Pax said

    De novo, caros,

    Um erro no justifica o outro. Onde h o erro? A mim parece que no julgamento da gnesis. E ela aconteceu em MG, com o Eduardo Azeredo.

    Os tucanos invetaram o modelo que os petistas se lambuzaram. E os tucanos esto ilesos, o Eduardo Azeredo queridinho do tucanato.

    Mas os petistas – que abandonaram as bandeiras do partido – esto se dando mal. Pacincia. Que paguem pelos seus erros, sim.

    E, sim, tambm, exigir que os tucanos tenham o mesmo tratamento na Justia.

    http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/08/31/segundas-impressoes-do-mensalao/

  31. Chesterton said

    Esse blog parece o muro das lamentações de tanta choradeira.

  32. Edu said

    É a Matrix PTista: o que estamos presenciando é a realidade paralela dos militantes sendo construída.

    Sobra pra todo mundo:

    – A mídia: “E ainda há quem ache que a mídia é movida por nobres intenções.” – Intenções, denovo!
    – O STF, indicado pelo próprio PT sendo atacado, como se fosse ingrato
    – A famosa desculpa do “o PT foi o bode expiatório, pq tantos outros fizeram a mesma coisa e saíram impunes… só o PT está sendo condenado, pobre coitado. Condenado por sua nobreza”
    – Ameaças: “o Brasil vai se arrepender dessa jurisprudência criada”
    – Fora o sintoma mais clássico que passa qualquer pessoa que passa por um processo traumático envolvendo seus valores: a negação.

    Muito divertido o processo de auto-convencimento de vcs.

  33. Pedro said

    O choro é livre, mas é cego, surdo e burro.

    O 50 mil do João Paulo, é o fiat elba do Collor, o imposto de renda do Al capone, a ponta do iceberg, é o que aparece. A maior parte eles conseguem esconder.

    A roubalheira nesta país é grande, e claro que não é só petista que rouba. Existe roubo nos estados. Nos municipios é uma festa, e outros que vão aparecendo é só investigar que encontra. Exemplo é o que não falta, é a Valec do Juquinha é o programa farmacia popular e por aí afora……

    Por isso quando um político corrupto se ferra, eu vou mais é sorrir.

  34. Zbigniew said

    E perpetuar esse esquema de condenar (aqui sem provas, apenas por ilações) por questões politicas. O Collor foi derrubado porque comprou um fiat Elba e reformou a Dinda? Vcs realmente acreditam nisso? Ou o rei do baixo clero, o Severino Cavalcanti, por cobrar dez mil de aluguel?
    O Pax constata conformadamente que o mensalao mineiro e a gênese de toda essa safadeza, mas só consegue ir até ai. Quais os interesses que nao querem q tal fato seja investigado a fundo, assim como o Cachoeira, o Dantas, o Cacciola e tantos outros tem ou tiveram instrumentos jurídicos rápidos o suficiente para livrar a cara de muitos poderosos em varias esferas de poder?
    Saiam dessa esfera de pensamento a resume tudo a uma vingança contra o PT. Vamos passar o pais a limpo.

  35. Jose Mario HRP said

    Ficou feio para o FHC depois da resposta da Dilma!
    Perdeu a oportunidade de ficado calado!

  36. Zbigniew said

    Sabem por que o “combate a corrupcao” encabecado pela velha midia nao da certo? Porque e uma expressao de poder que so serve a interesses politicos especificos. Nao tem nada a ver com a sociedade brasileira ou a melhora de nossas instituicoes. O ficha suja so foi apoiado pela midia apos iniciativa da sociedade.

  37. Edu said

    Zbig,

    Não é vingança, é justiça.

    E o “combate à corrupção” (que tipo de combate vc está dizendo? Aquele combate que tem que ser combatido totalmente? Ou o combate à miséria que pode ser combatido parcialmente, como o Lula defende?)… o “combate à corrupção” está tendo suas primeiras vitórias. Muito longe de se ganhar a guerra, mas faço minhas as palavras do Pedro: “quando um político corrupto se ferra, eu vou mais sorrir”.

    —X—

    HRP,

    – Foi a herança bendita do Lula que fez a Dilma passar o primeiro ano do governo demitindo corruptos (antes que eles se tornassem novos protagonistas em julgamentos como o do mensalão)
    – Foi a herança bendita do Lula que está fazendo a Dilma responder por um monte de Universidades Federais de papel
    – Foi a herança bendita do Lula que está fazendo a Dilma responder pelo PAC que não anda (quanto mais acelera alguma coisa…)
    – Foi a herança bendita do Lula que está trazendo um aumento do PIB cada vez menor
    – Foi a herança bendita do Lula que está trazendo um endividamento público cada vez maior
    – Foi a herança bendita do Lula que está aumentando a inflação
    – Foi a herança bendita do Lula que inchou o Estado e agora não permite que a Dilma negocie com os funcionários públicos sem causar um rombo no orçamento

    Realmente, o FHC deve ter sentido muito a resposta da Dilma…

  38. Jose Mario HRP said

    Sabe Edu, o blog é do Pax e como eu já tive uns probleminhas com ele, e por respeito a ele, não vou te responder como voce mereceria, mas de passagem , Lula admitiu funcionários nos locais onde o FHC demitiu e deixou o estado prestando um péssimo serviço, como INSS, Hospitais federais, escolas técnicas, institutos, agencias e receita federal entre outros, e meu filho mais novo estuda lá em Santos, numa dessas universidades de papel(UNIFESP) e se é de papel ou não, não sei, mas o prédio central é belissimo, e todo esse resto elencado por voce pode ser contestado, é uma questão de opinião!
    Já a greve dos professores é por plano de cargos, e reestruturação da carreira.
    Portanto onde voce ve falhas eu posso ver acertos, PROUNI, entre outros!
    Aliás o Lula teve que pagar o grande acerto do FHC, ir de joelhos ao FMI por miseros 41 bi de dollares!
    Recebendo um país sem reservas cambiais, sem quase exportar, com a capacidade instalada de produzir veiculos e máquinas agricolas ociosa,arrecadação pífia,salário mínimo ridiculo entre outras muitas realizações FHCianas!
    Como voce pode notar, não comungo do teu parcial modo de olhar as coisas!
    E passar bem!

  39. Patriarca da Paciência said

    ” – Foi a herança bendita do Lula que está fazendo a Dilma responder por um monte de Universidades Federais de papel”

    Você poderia citar algumas, caro Edu?

    “- Foi a herança bendita do Lula que está fazendo a Dilma responder pelo PAC que não anda (quanto mais acelera alguma coisa…)”

    Pelo que sei, a Dilma sempre foi considerada a responsável maior pelo PAC.

    “- Foi a herança bendita do Lula que está trazendo um aumento do PIB cada vez menor.”

    PIB menor? PIB menor é da Espanha, França, Inglaterra etc etc etc. Também Estados Unidos, Japão, Canadá etc.etc.etc. Deixando fora China e Alguns países da África, como Angola, é forçar demais a barra dizer que é herança do Lula aquilo que acontece no mundo todo. Mas tem gente que considera o Lula muito poderoso mesmo!

    “- Foi a herança bendita do Lula que está trazendo um endividamento público cada vez maior.”

    35% e caminhando para 32%, é esse o endividamento público cada vez maior? Que se dirá então dos Estados Unidos, 100%, caminhando para 110%, Irlanda 300%, Portugal por aí, quase todos os países europeus já passaram dos 100%! Itália 120%
    Caramba Edu, nessa você derrapou feio!

    “- Foi a herança bendita do Lula que está aumentando a inflação.”

    A inflação da China da China está bem maior que a brasileira, também é culpa do Lula?

    “- Foi a herança bendita do Lula que inchou o Estado e agora não permite que a Dilma negocie com os funcionários públicos sem causar um rombo no orçamento”

    As negociações já foram feitas e quase todos os funcionários já estão trabalhando normalmente!

    Edu, realmente é uma tese que não se sustenta!

  40. Jose Mario HRP said

    Em tempo:
    FHC não precisou demitir corruptos porque o Brindeiro engavetava tudo e o sistema de compra de votos ainda não fora descoberto no congresso!(digo ainda, Roberto Jefferson era amigo de verdade dos tucaninhos e demais direitistas)
    Como ve não precisou demitir e sim somar corruptos!

  41. Jose Mario HRP said

    A propósito, a mixaria de reservas cambiais deixada pelo LULA(330 bilhões de dollares) também é maldita! e o Minha casa minha vida?

  42. Edu said

    HRP,

    Não se acanhe, pode mandar a resposta que quiser para o meu e-mail. Terei o maior prazer em ler com atenção.

    edubarrei@gmail.com

  43. Jose Mario HRP said

    Negativo Edu, sua caixa de Email não é latrina!
    Abs!
    Já faz um tempo que venho me impondo os limites da boa convivencia nos blogs, com exceção do Fiuza onde ninguém se leva a sério!
    KKKKK…

  44. Edu said

    Patriarca,

    1 – Foi a herança bendita do Lula que está fazendo a Dilma responder por um monte de Universidades Federais de papel

    Com o maior prazer. Já falamos disso aqui no blog:

    http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,universidades-federais-tem-53-obras-paradas,749170,0.htm

    Essa é apenas 1 notícia de milhares existentes na net.

    2 – Foi a herança bendita do Lula que está fazendo a Dilma responder pelo PAC que não anda (quanto mais acelera alguma coisa…)

    Bom, se a culpa não é do Lula, é da própria Dilma, que é uma péssima gerente, como eu venho dizendo há anos…

    3 – Foi a herança bendita do Lula que está trazendo um aumento do PIB cada vez menor.

    Sim Patriarca, foi justamente pelo motivo de que o Lula não é responsável pelo resto do mundo que eu não comparei o PIB brasileiro com o PIB do resto do mundo. O Lula deveria ser responsável por cuidar daquilo que tem alçada para cuidar: o Brasil. Assim como a Dilma, sem ficar dando pitis internacionais e usando de sua “mão pesada” para tentar “influenciar” a política monetária da Europa. Convenhamos: o Brasil cresce pouco, o Guido Mantega é um péssimo ministro da Fazenda, e as decisões que ele anda tomando não estão impulsionando a economia. Eu sinceramente espero que mude. Já falei da minha preocupação com a capacidade do ministro de fazer contas… pelo jeito ele ainda não aprendeu: as projeções do PIB só apontam para baixo a cada revisão.

    Aliás, o PIB baixo é mais um exemplo de que o PAC (que não sei se vcs se lembram, mas é chamando de ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO, que até agora não acelerou nada, só desacelerou…). E junte o comentário 2 com o comentário 3 para ver se isso te diz alguma coisa.

    4 – Foi a herança bendita do Lula que está trazendo um endividamento público cada vez maior.

    Vamos fazer assim: vc cita a sua fonte que eu cito a minha, aí nós vemos quem ganha!

    5 – Foi a herança bendita do Lula que está aumentando a inflação.

    Ué, mas não é vc que diz que o Lula não é responsável pelo que acontece no mundo? E a sua preocupação exclusiva com o Brasil, foi parar aonde?

    Ora veja: a inflação na China é alta porque o PIB de lá cresce bastante! Já reparou na correlação existente entre uma coisa e outra? Diferente do Brasil, que é um país que cresce pouco, e no entanto a inflação está em alta!

    6 – Foi a herança bendita do Lula que inchou o Estado e agora não permite que a Dilma negocie com os funcionários públicos sem causar um rombo no orçamento.

    Depois de quantos meses? Eu ainda não vi, mas ia ser bem legal ver o orçamento da União se alterar para os próximos anos depois dessa negociação. Vc não é o homem das informações? Não quer me ajudar nisso e ver qual o impacto dessa negociação no orçamento do Governo Federal?!

  45. Edu said

    HRP e Patriarca,

    Como sou bastante pró-ativo, para facilitar a vida de vcs, já pesquisei algumas informações sobre a evolução histórica da dívida brasileira.

    Eis um site (blog), já que vcs gostam. Se não gostarem, podem comparar os dados do blog com os dados do Banco Central.

    Minha opinião é que é uma análise razoável.

    http://visaopanoramica.net/2009/10/31/lula-e-a-divida-publica-final/

  46. Edu said

    HRP,

    Minha caixa de e-mails realmente não é latrina, por isso expus aqui no blog. Tenho confiança nos comentaristas daqui, apenas parti do pressuposto que a resposta que vc me daria seria à altura da minha provocação: forte, porém pertinente.

    Agora, se vc evita enviar respostas ao meu e-mail porque o teor da sua resposta se assemelha ao que vc depositaria em uma latrina, já não sei se são válidos os seus comentários, nem para esse blog, nem para qualquer outro e nem mesmo para a minha caixa de mensagens.

    Sendo assim, obrigado por não enviar sua resposta.

  47. Jose Mario HRP said

    Se dividas de países fossem algo relevante os EUA já teriam dado tiro na própria cabeça!

  48. Edu said

    HRP,

    Os EuA realmente é (são) um país bastante endividado, e isso é um grande risco para a economia, não só dos EUA, mas do mundo. Se os EUA dão default o mundo inteiro vai pro vinagre. Lembre-se que o lastro de todas as economias é em dólar.

    Ou seja, virtualmente, os EUA podem ter a dívida que quiserem, se ele ameaçar dar default o mundo inteiro irá socorrer, custe o que custar.

    Já o Brasil eu não diria que tem tanto “poder de fogo” assim para ficar se endividando…

  49. Jose Mario HRP said

    FHC X LULA é discussão que jamais chega a lugar algum!

  50. Jose Mario HRP said

    É básico em economia que a emissão de papel moeda sem equilibrio sempre causa distorções e trás consequencias desastrosas.

  51. Edu said

    HRP,

    Concordo plenamente, por isso que eu nem sequer citei a emissão de papel moeda: porque não é a emissão do papel moeda que está em jogo, é a capacidade dos EUA de gerenciar essa dívida fazendo investimentos no mundo inteiro, reinjetando o dinheiro no mercado seja nos EUA seja no resto do mundo.

    Vc se esqueceu de que os EUA também é (são) grande(s) credore(s) internacional(is)?

    Por isso que se os EUA ameaçarem default, o país não apelará para a emissão de dinheiro, ele apelará às reservas do restante dos países do mundo, e eu tenho certeza absoluta que TODOS sem exceção irão ajudar.

  52. Edu said

    HRP,

    Quem está discutindo Lula X FHC?

    Estamos discutindo a besteira (mais uma) dita pela Dilma!

  53. Jose Mario HRP said

    Em falando em herança “mardita”:
    http://blogdoonipresente.blogspot.com.br/2012/09/saul-leblon-tucanolices-e-coisa-seria.html

  54. Edu said

    HRP,

    Vou ajudá-lo com sua falta de argumentos:

    1 – Leia o artigo que eu postei com atenção. (#45)

    2 – Procure um artigo equivalente: professor de economia, pesquisa cientifica.

    3 – Leia o que pesquisou para ver se refuta os pontos levantados.

    4 – Publique o link aqui.

    Terei o maior prazer de ler e estou disposto a dar o braço a torcer caso a argumentação de um novo texto científico seja suficientemente forte.

  55. Pedro said

    Ainda bem que vez ou outra, temos uma noticia boa:

    http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1451003-justica-da-suica-devolvera-parte-da-fortuna-de-lalau

  56. Otto said

    Edu:

    não tive tempo de acompanhar toda a discussão aí em cima.

    Mas eu só queria dar um pitaco num tema: as “universidades de papel”.

    Eu visitei duas delas nos últimos dois anos e o que eu vi foram duas universidades novas, pujantes, com alunos e professores.
    Sim, com alguns problemas, mas são melhores os problemas de quem empreende e vai em frente do que aquele que simplesmente não faz nada.

    FHC, obviamente, não teve nenhum problema nessa área. Pois ele não botou nem tirou nenhuma universidade no papel.

  57. Otto said

    Uma contribuição de um site que não se inclui entre os “blogs sujos”:

    NA COMPARAÇÃO ENTRE A ECONOMIA QUE LULA RECEBEU DE FHC EM 2002, E DILMA DE LULA, OITO ANOS DEPOIS, OS NÚMEROS FALAM POR SI. A DE FHC, SEM DÚVIDA, FOI BEM MAIS PESADA

    04 de Setembro de 2012 às 08:46

    247 – O tema das heranças malditas voltou a inflamar o País. E tudo começou no último domingo, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso acusou seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, de legar uma “herança maldita” à presidente Dilma Rousseff. Como se sabe, FHC jamais perdoou Lula por ter também atribuído a ele uma herança maldita em 2002. Como Lula teria sido ingrato, segundo FHC, seria a vez de dar o troco.

    Dilma, no entanto, não perdoou. Telefonou ao ex-presidente Lula, se disse indignada com o artigo de FHC e publicou uma dura nota em que apontou o “ressentimento” do ex-presidente tucano, condenando-o ainda por mudar regras institucionais em seu benefício, com a emenda da reeleição. Lula, ao contrário, foi “estadista”, segundo Dilma, ao não repetir o erro, insinuando que ele, se quisesse, poderia ter buscado um terceiro mandato.

    FHC resumiu a “herança maldita” de Lula em dois pontos: a crise econômica e a crise moral, derivada do mensalão. No debate econômico, nada melhor do que os números. A eles:

    Dívida pública – FHC a recebeu em 30% do PIB, em dezembro 1994, e a elevou para mais de 55% do PIB, em 2002, mesmo tendo vendido algumas “jóias da coroa”, como a Vale, com a privatização. O principal motivo para a alta da dívida foi a política de juros altíssimos, que remunerava investidores com ganhos reais acima de 20% ao ano. Nos oito anos de governo Lula, a dívida interna caiu para menos de 40% do PIB e hoje está em 36%. Tende a cair ainda mais com a política de juros baixos colocada em prática pela presidente Dilma.

    Risco Brasil – Nos dois governos FHC, o Risco-Brasil bateu em 2,7 mil pontos e o País foi socorrido três vezes pelo Fundo Monetário Internacional. Com Lula, caiu a 200 pontos e o Brasil foi promovido a grau de investimento. Os tucanos alegam que, em seu período, o mundo sofreu com as crises do México, da Argentina, da Rússia e da Ásia. Petistas rebatem afirmando que enfrentaram, em 2008, uma crise nos Estados Unidos, o coração do capitalismo.

    Dólar – No fim do governo FHC, o dólar foi a quase quatro reais e a inflação anualizada já era de dois dígitos. O Banco Central, de Armínio Fraga, atribuía ao risco Lula a alta do dólar e a disparada dos preços. Com Lula, e o BC nas mãos de Henrique Meirelles, a dívida pública em dólar foi zerada, o real se valorizou fortemente, as reservas internacionais somaram mais de U$S 250 bilhões e o Brasil passou a cumprir sua meta de inflação.

    Emprego e transferência de renda – O saldo de empregos criados com carteira assinada no governo FHC foi de 700 mil postos de trabalho. Na era Lula, somaram mais de 11 milhões de vagas. Programas de transferência de renda, criados no governo FHC, foram acentuados na era Lula sob o guarda-chuva do Bolsa-Família. Com resultado, 23 milhões de pessoas cruzaram a linha da pobreza.

    FHC, no entanto, aponta como herança maldita fatores como o aparelhamento de estatais, como a Petrobras, e uma crise energética que se avizinha (sem lembrar, é claro, do apagão de 2005). No campo moral, fala do mensalão, mas, em seu governo vários escândalos também eclodiram – e muitos não foram investigados com o mesmo rigor de agora. O que não significa que cada presidente não tenha dado contribuições para a construção de um país melhor – inclusive os que vieram antes de Lula e FHC.

    http://www.brasil247.com/pt/247/economia/78857/Dilma-Rousseff-entre-o-peso-de-suas-duas-heran%C3%A7as.htm

  58. Edu said

    Otto,

    Então sua experiência pessoal (individual) mostra 2 Universidades Federais pujantes versus o arquivo de uma publicação jornalística mostrando 53 obras paradas.

    Eu acho que a evolução do governo do PT com as Universidades Federais está indo de vento em popa!

    Se nos 2 últimos anos vc viu 2 universidades pujantes, isso dá uma média de 1 universidade pujante para cada ano visitado! Incrível!

    Se são 53 obras em universidades a serem realizadas o governo do PT vai bater o recorde de produção de obras em universidades, daqui a 53 anos teremos 53 obras realizadas! Olha que incrível!

    O FHC não faria melhor mesmo… os projetos dele estavam apontados para a área econômica. É um dos motivos pelos quais eu tbm não simpatizo com o FHC: bunda mole demais para o social.

    —X—

    Além disso, vc leu o artigo que eu publiquei em #45, fazendo referência a um estudo realizado por um phd da UNB?

    Acho que não, né? Pq vc “ão tive tempo de acompanhar toda a discussão aí em cima”.

    Então sugiro que vc leve o tempo que for necessário para ler os artigos, ler os comentários com bastante calma, e pensar antes de responder cara.

    Ninguém aqui tem pressa.

    Simples assim.

  59. Pax said

    Realmente a discussão sobre quem foi melhor, se FHC ou Lula, ou ainda incluindo Dilma no cenário comparativo, não me faz muito a cabeça.

    Todos foram importantes, tiveram grandes acertos e cometeram grandes erros.

    Se formos falar de FHC temos que nos lembrar de Itamar, do fim da inflação, para começar. Depois disso o modelo bancário brasileiro que hoje nos salva desta crise de 2008 onde os bancos dos países mais liberais fizeram uma festa de alavancagem com carteiras podres etc etc. E não podemos esquecer da responsabilidade fiscal que, também, nos livra da crise atual onde governos do mundo inteiro, principalmente da europa, gastaram muito mais que realizaram em impostos.

    E errou um bocado ao se bandear para um liberalismo tupiniquim.

    Lula acertou outro bocado ao seguir o que de bom FHC (e Itamar) deixou, sem romper com os modelos. Dentro do quadro que herdou conseguiu fazer o país mudar ao dirigir suas ações para o consumo interno simplesmente amparando as parcelas da população brasileira que estavam à mingua.

    E errou um bocado ao se bandear para uma política apodrecida, tendo como consequência, inclusive, este momento que vivemos, do julgamento do mensalão.

    Ambos, FHC e Lula, se renderam ao que há de pior no cenário político nacional. E Dilma vai pelo mesmo caminho.

    Ninguém, até agora, teve peito de encarar e propor uma profunda reforma política.

    Nem muito menos uma – ainda mais necessária – reforma no modelo educacional onde todas as fichas do país deveriam ser colocadas nos bancos escolares.

    Ok, Dilma agora quer investir em infraestrutura. Ótimo, precisamos mesmo. Mas teremos que importar engenheiros, técnicos, médicos etc etc.

    Não há futuro promissor se todos os brasileiros não tiverem escolas públicas (e privadas também) de altíssimo nível ao seu dispor.

    Podemos, claro que sim, dar alguns saltos aqui e acolá. E isto está acontecendo. Somos uma das maiores economias do mundo, temos um PIB já maior que a Inglaterra, se não me engano. Mas não temos um país com um futuro brilhante.

    Sem educação, meus amigos, jamais teremos um grande país.

  60. Otto said

    Edu,

    se eu falei duas, foi porque eu visitei duas: UNILAB e UFFS. E não que de todas que eu visitei apenas duas estavam à toda. Então, na minha experiência empírica, dá 100% de plena execução.

    Além disso, em outras duas universidades que eu conheço, UFPR e UTFPR, há uma série de obras, reformas e construções de campi como nunca dantes visto, pelo menos nos últimos 30 anos.
    Agora, destas 53 obras “paradas” elencadas pelo Estadão, isso não significa 53 universidades em construção paradas. Em alguns casos pode ser simplesmente a construção do muro da cantina que está parada. Você sabe que o Estadao e o PIG em geral examinam as obras do governo federal com lente e fazem vistas grossa paras as (des)construções dos governos demotucanos.

    Agora, concordo com você: o governo do FHC concentrou-se na economia, vendendo 200 estatais e ao mesmo tempo aumentando a dívida pública e endividando-se com o FMI e o Banco Mundial. Vai ver que é por isso que o Serra esconde tanto o FHC.

    Simples assim.

    ;-)

  61. Otto said

    Genial este texto do Miguel do Rosário:

    Já lhes expliquei que meu trabalho é esse: analisar a mídia. Até gostaria de escrever aqui sobre a Cidade Antiga, de Fustel de Coulanges, clássico que ora leio sobre os hábitos, cultura e revoluções em Roma e Atenas. Mas a vida é dura e eu tenho de ler e analisar a coluna do Arnaldo Jabor.

    Depois do blogueiro da Veja declarar seu voto em Serra, agora é a vez do colunista da Globo prestar continência. Deixemos o chapeleiro doido pra lá. O Cafezinho ainda não tem verba para adquirir roupas antiradioativas que o permitam explorar o lixo atômico da Abril.

    Do Jabor, porém, não dá para escapar. Ele joga nas onze: faz comentário na CBN, no Jornal da Globo, escreve coluna pro Globo e Estadão. Enfim, analista de mídia é como operário em fábrica de sardinha. Ou se acostuma ao cheiro, ou se demite.

    A manifestação de Jabor (assim como a de Reinaldo) mostra o grau de tensão e perplexidade no ninho tucano diante da possibilidade de derrota de José Serra nas eleições municipais de São Paulo. Jabor não é sutil: ataca pesadamente Russomano, o lulismo, e entoa loas descaradas à José Serra. Todos unidos em prol da mesma causa. Que lindo.

    Até aí tudo bem. Liberdade de imprensa é pra isso mesmo: assegura o direito de obedecer cegamente aos ditames ideológicos de seus chefes.

    Não julgo Jabor, nem sua opção política, partidária e ideológica. O ponto que eu gostaria de abordar é a sua convicção de que possui expertise eleitoral acima dos profissionais que assessoram o PSDB. Essa convicção adquire ares de delírio quando se percebe que ela cresce à medida em que os candidatos apoiados pela mídia acumulam derrotas. Ou seja, quanto mais perde eleições, mais a mídia se considera vencedora. Isso me interessa porque oferece uma interseção entre análise de mídia e análise política.

    Analisemos esse trecho do artigo de Jabor:

    *

    Mas Serra também errou. Tudo começou em 2002 quando, diante de meus pobres olhos perplexos, Serra não defendeu o governo de FHC diante dos ataques de Lula no debate. Eu vi a cara do Lula quando percebeu que a intenção do adversário era “não” defender o excelente governo que acabara com a inflação, fez reformas etc… Por estratégia (quem foi a besta que inventou isso?) ninguém podia defender os grandes feitos que o PSDB tinha conseguido… Lula, espertíssimo, deitou e rolou nesse equívoco imperdoável, inesquecível, que começou a derrotar o próprio Serra e o tucanato por tabela. Nunca entenderei isso. Como não demitiram o chefe da campanha e deixaram-no persistir nos erros até hoje? Serra acreditou no marketing em vez de crer em si mesmo e em sua verdade.

    *

    Jabor omite um fator básico. Os estrategistas de Serra esconderam FHC por uma razão simples. O ex-presidente havia se tornado extremamente impopular. O “excelente governo” terminava com desemprego alto, dívida pública descontrolada, carga tributária dez a quinze pontos superior ao início da gestão, serviços públicos desmantelados.

    O colunista vai mais longe e pede uma “demissão” retroativa do marketeiro da campanha do Serra em 2002. Ou seja, Lula não ganhou porque o povo se identificou com suas propostas. Lula ganhou porque o marketeiro do Serra não seguiu os conselhos de Arnaldo Jabor.

    Em seguida, Jabor afirma que a solução para salvar a campanha de Serra é trazer FHC:

    *

    Teria de assumir isso, enquanto é tempo. Tem de superar seu complexo de Édipo e chamar FHC para a campanha (o que não fizeram até agora), tem de mostrar com clareza, com imagens, o importantíssimo trabalho que fez como ministro da Saúde, e não ficar dando sorrisinhos de Papai Noel na TV. O eleitor respeita gente sincera, cortante, corajosa. Ele tem de mostrar as aventuras populistas e falar das acusações que pesam sobre o Russomano, como as supostas ações de falsidade ideológica, a acusação de seu uso indevido da advocacia, seu suposto envolvimento com o Cachoeira.

    E mais: ele errou ao subestimar o papelucho que assinou na TV dizendo que não abandonaria a prefeitura. O povo não perdoa o descaso com que tratou o ridículo juramento. Ele tinha, sim, de chamar testemunhas, até religiosos e juristas e, fazendo um pouco o jogo do populismo “midiático”, jurar solenemente diante de todos que jamais largará a prefeitura.

    Serra tinha de cumprir sua melhor promessa, quando se lançou em 2010: “Se vierem com mentiras, responderei com verdades”.

    *

    Aí se interligam, como eu aventei acima, análises de mídia e da política. A fórmula do sucesso que Jabor oferece ao PSDB é, paradoxalmente, justamente aquilo que vem fazendo os tucanos perderem tanto: superestimar a inteligência política dos medalhões da mídia. Ao invés de trocarem ideias e experiência nas ruas, com o povo, o PSDB tenta ler a realidade no mundinho fantasioso da mídia corporativa.

    Eu já presencei, várias vezes, casos de delírio profundo entre pessoas mentalmente saudáveis, porque acreditam mais na mídia do que na realidade. Lembro que quando começaram a pipocar pesquisas mostrando a recuperação meteórica da popularidade de Lula, o Globo vivia repleto de missivistas dizendo que “não acreditavam nessas pesquisas porque não conheciam ninguém que gostava de Lula”. Na verdade, a mídia cultivou bolsões de antilulismo, justamente nas áreas mais nobres das grandes cidades. No caso do Rio, a zona sul carioca.

    Não vejo nada demais no antilulismo em si. As pessoas tem o direito de não gostarem de Lula, ou mesmo de odiarem Lula. Faz parte da democracia. O que sempre me espantou foi o descolamento da realidade. Confundir o mundinho fechado e sectário de jornalistas, socialites e empresários conservadores com a pluralidade anárquica e imprevisível do povo brasileiro!

    Serra está perdendo voto em São Paulo não por causa da incompetência de seus marketeiros. Jabor inicia seu artigo dizendo que se vende candidato como se vende margarina. Não é bem assim. Possivelmente muitas ferramentas do marketing político coincidem com aquelas da publicidade comercial, mas o produto oferecido é totalmente distinto. A comparação é um clichê neolacerdista para desmerecer a política.

    Ninguém conseguirá vender bem o candidato tucano porque ele está queimado junto ao eleitor. Alguém poderia lembrar ao Jabor do livro Privataria Tucana, protagonizado por José Serra. Alguém poderia lembrar Jabor das baixarias da campanha de 2010.

    Aí o colunista envereda por um raciocínio contraditório. Diz que Serra subestimou “o papelucho” que assinou, comprometendo-se a permanecer na prefeitura por todo o mandato. Mas ao usar o termo “papelucho”, é o próprio Jabor que o subestima. Afinal, não importa a qualidade do papel, e sim o compromisso do candidato. O que vale é a assinatura e a palavra dada, e não se é um papel timbrado em ouro, com o carimbo do Papa. E a sugestão de Jabor, de que Serra chame juristas, religiosos e testemunhas, apenas para firmar um compromisso tão básico como ficar até o fim da gestão, indica que o candidato é tão desacreditado que é preciso trazer o circo inteiro para que seja dado crédito à palavra do palhaço.

    As “sugestões” de Jabor revelam, a meu ver:

    RETRATO DE UM SERRISTA QUANDO HISTÉRICO

    Desespero diante da derrota de Serra, o que poderia pôr em risco a hegemonia tucana também no governo do Estado.
    Arrogância infinita, como se ele, Jabor, entendesse alguma coisa de marketing político e eleitoral.
    Falta de entendimento do processo democrático: não são os marketeiros que escondem FHC. É o povo que não gosta de FHC porque o associa ao ambiente recessivo e sem esperança que vivemos na era tucana.

    (…)

    http://www.ocafezinho.com/2012/09/04/jabor-e-retrato-de-um-serrista-quando-histerico/

  62. Edu said

    Otto,

    Que bom que vc acredita cara, a fé é importante para o ser humano. Quem sou eu para mexer com sua fé?

    E não é que eu esteja depreciando a sua “experiência empírica”, sinto muito, não é nada pessoal, mas por algum motivo eu tendo a desconfiar da opinião de pessoas que atribuem significados malucos para as palavras, ou pessoas que inventam maneiras diferentes de fazer análises, como a que vc fez há alguns posts.

    E a prova de que eu não estou depreciando é que hoje vc tem certa razão: se vc visita 2 universidades e 2 delas possuem 100% das obras concluídas, na sua experiência, não há nada de errado com a política de obras de Universidades públicas do PT.

    Só fico em dúvida quanto a estender esse aproveitamento ao restante das obras…

    O Estadão pode ter seus defeitos, mas ainda é um instrumento de notícias minimamente confiável. Eu publiquei um link, se vc pesquisar, encontrará inúmeros outros links para notícias semelhantes. Acho que isso traz peso suficiente para o fato, além do Estadão.

    —X—

    Sobre a dívida pública, vc leu o link q eu postei, ou ainda não teve tempo?

    É uma boa leitura, prometo, mas só um alerta: é científica.

    É um defeito que eu tenho: uma certa resistência a opiniões que apelam para a fé do leitor.

  63. Edu said

    Otto,

    Já que vc lançou a pauta, seguem meus comentários:

    1 – Se eu fosse do PT, eu promoveria o Serra. O índice de rejeição dele é mais alto que as intenções de voto do Russomano. Se tem alguém que deveria ser um bom duelo para o PT no segundo turno seria o Serra, e não o Russomano. O Russomano é a verdadeira ameaça ao PT.

    2 – Se eu fosse do PSDB, eu romperia com o Kassab. Não faço idéia de quanto da rejeição do Serra é por conta da presença do Kassab, ele tomou várias decisões impopulares. Demonstrar que o Kassab tomou decisões das quais o PSDB não compartilha é muito mais interessante para a população, e pode demonstrar um contraste bastante interessante com a aliança pragmática do PT com o Maluf.

  64. Jose Mario HRP said

    Voces falando em passar o Brasil a limpo?
    Politica e ética????
    Olha só:
    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2012/09/05/promotores-de-sp-receberao-5-anos-de-vale-alimentacao-retroativo-servidor-tenta-barrar-pagamento.htm

  65. Jose Mario HRP said

    Texte

  66. Jose Mario HRP said


    Collor como Catão pedindo a destruição de Cartago!

  67. Pax said

    Pelo andar da carruagem, com as condenações da diretoria do Banco Rural, provavelmente dançam o Delúbio e o Genoíno.

    Se os empréstimos para Marcos Valério et caterva eram fraudulentos, o presidente e o tesoureiro do PT à época serão envolvidos no mesmo crime, ao que tudo indica.

  68. Zbigniew said

    Perguntinha básica: será que teríamos a mesma cobertura do PIG se o STF julgasse o mensalão mineiro as vésperas das eleições em 2014? Um doce para quem souber a resposta.

  69. Zbigniew said

    Sobre o voto do Barbozao, alguns questionamentos:

    “Os argumentos do ministro para condenar são refutáveis. Diz ele que é gestão temerária porque não havia garantias. Mas, se o contrato era fictício, porque pedir garantias? Por que exigir provisão para perdas? A acusação de gestão temerária nessa argumentação não se sustenta. A não ser que o minstro diga que os contratos de empréstimos eram verdadeiros.”

    Além do que “os empréstimos foram todos quitados”.

    De forma que termina-se por concluir que para o STF, neste caso especifico do mensalão, foram adotadas as seguintes máximas:,

    “- se não há provas valem os indícios.

    – considerar como verdadeiros os depoimentos fora dos autos e sem contraditório.

    – o réu tem o ônus da prova quanto as suas alegações.

    – TCU, perícia PF, comissão de licitação do Legislativo não valem nada para o Judiciário.”

  70. Jose Mario HRP said

    Bom dia, vejam só, o cara nãp pode depor na CPMI mas pode “safar” os manos!!??

    http://saraiva13.blogspot.com.br/2012/09/policarpo-jr-depoe-hoje-favor-do-reu.html

  71. Jose Mario HRP said

    Veja voce o que é se travestir de martir defensor dos desvalidos, bastião das liberdades e……..

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/opiniao/23965/as+novas+contradicoes+da+dissidente+cubana+yoani+sanchez.shtml

  72. Pax said

    Aqui ainda mais problemas de link. A ANATEL precisa ser demolida!!!

    Enviado via iPhone

  73. Jose Mario HRP said

    O Serra resolveu ele mesmo escavar o mais novo túnel de metro em Sampa!

  74. Jose Mario HRP said

    A declaração explicita de Cesar Peluso de que votou com base em indicios (na falta de provas cabais)(outros o fizeram, mas de forma menos midiática) para que o corrupto, o criminoso, que cometeu o crime usando cargo público e dinheiro do povo, fosse punido, mesmo que sem a tal prova cabal, para que sirva de exemplo mundo afora, é muito impactante e deveria causar mais reações na sociedade do que as que houveram.Nos já tradicionais direitos ,alemão do pós guerra, italiano idem e frances desde o pós terror tal fato geraria furor e rejeição extrema, pois caracteriza ato de tribunal de exceção, tradicional filho de revoluções e governos ditatoriais, mas eis que entre nosso povo culto , entre nossa velha(e nos novos também)elite , sabe-se lá com que vontade moralista, ele causa delirio e comemoração!
    Tenho certeza de que vou rir por último, mesmo que daqui há uns 10 anos!
    Bom dia!

  75. Pax said

    Acho um tanto complicado a posição da defesa dos que estão sendo condenados.

    Começaram pela Procuradoria Geral. Agora estão acusando o próprio STF.

    Do que tenho visto o julgamento está sendo feito com base legal. Todos os ministros têm apresentado uma enorme fundamentação teórica que justifica cada um de seus juízos.

    Já temos um Congresso absolutamente desmoralizado. Se tomarmos o mesmo caminho para o Judiciário onde mesmo chegaremos?

    Do que conheço da História, o caminho é bem ruim, quando não se tem 3 poderes fortes e independentes.

  76. Patriarca da Paciência said

    Acho que com o “sucesso” da “grande mídia” e PSDB no julgamento do tal “mensalão”, vem coisa bem nefasta por aí.

    “O PSDB acusou o PT e a presidente Dilma Rousseff de usar o pronunciamento oficial, transmitido em cadeia nacional de rádio e TV na quinta-feira (6), para beneficiar os candidatos da base aliada nas eleições municipais deste ano. Em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Sérgio Guerra, o PSDB afirma que vai “denunciar o uso indevido e eleitoral” do pronunciamento, que foi ao ar na véspera de feriado do Dia da Independência.”

    http://www.jb.com.br/eleicoes-2012/noticias/2012/09/08/psdb-promete-denunciar-dilma-por-uso-eleitoral-em-pronunciamento/.

    Aliás, o José Serra e o Aécio usarem o tal “mensalão” na campanha eleitoral, como vem fazendo, é de um descaramento sem limites.

    Vamos ver se o julgamento do tal “mensalão” do PSBD acontece logo, senão a coisa vai ficar insuportável.

  77. Pax said

    Continuo com minha firme opinião: é uma boa hora do PT tentar resgatar suas origens.

    Sim, tem mais que cobrar o julgamento do Eduardo Azeredo e mostrar ao Brasil a gênesis do mensalão modelito Marcos Valério et caterva. Isso também é claro.

    Mas tentar aliviar quem do PT meteu os pés pelas mãos? Porque mesmo?

    Não seria melhor dar uma expurgada geral em quem enricou por conta de ter chegado ao poder? Vale ganhar Land Rover em troca de favores palacianos?

    Como sei que vocês também acham que não, então que a cipoada bata em quem deve bater. E quem julga isso é o STF, não eu ou qualquer outra instância. Se o processo chegou lá tem muitos motivos para isso.

  78. Jose Mario HRP said

    Tenho um entendimento de que o STF não é a casa, o poder mais importante do estado.
    O legislativo é sim o mais importante porque é a casa dos representantes do povo, desde a Grécia, passando por França e depois pelos pais da pátria(EUA).
    Quanto a criticá-lo, entendo que criticar a casa como instituição não é recomendável, mas seus integrantes por suas ações, é um dever quando for necessário .
    Aliás ninguém deve estar isento de criticas, elas são parte dos filtros e instrumentos para dar limites e senso a qualquer um.
    Bom, espero que as 6000 ações de discídios coletivos de sindicatos do Brasil todo, que foram negadas no TST e agora esperam julgamento no STF, tenham celeridade por parte da corte como o caso 470!
    Direitos iguais a todos os brasileiros e a todo clamor popular!

  79. Pax said

    Off tópic:

    Mais uma vez concordo com o Kotscho

    http://noticias.r7.com/blogs/ricardo-kotscho/2012/09/07/ja-deu-mano-cai-fora-e-leva-o-marin/

    Fora Mano!

  80. Pedro said

    É, deu pro Mano.

    Que futebolzinho chato. Já somos o 12º do ranking.

    …………..
    E já passou da hora de uma geral do futebol brasileiro, é uma falcatrua só.
    O que temos hoje? Times quebrados, dirigentes mafiosos, empresarios ricos, e torcedores ludibriados.

  81. Chesterton said

    Continuo com minha firme opinião: é uma boa hora do PT tentar resgatar suas origens.

    chest- que origens, o regime militar?

  82. Jose Mario HRP said

    Chestinho!
    O pronto atendimento te chama!

  83. Chesterton said

    A prótese do PT no Supremo

    09:02, 10/09/2012 GMFIUZA GERAL
    (ÉPOCA – edição 747)

    Os ministros do Supremo Tribunal Federal Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli são a prova viva de que a revolução companheira triunfará. Dois advogados medíocres, cultivados à sombra do poder petista para chegar onde chegaram, eles ainda poderão render a Luiz Inácio da Silva o Nobel de Química: possivelmente seja o primeiro caso comprovado de juízes de laboratório. No julgamento do mensalão, a atuação das duas criaturas do PT vem provar, ao vivo, que o Brasil não precisa ter a menor inveja do chavismo.

    Alguns inocentes chegaram a acreditar que Dias Toffoli se declararia impedido de votar no processo do mensalão, por ter advogado para o PT durante anos a fio. Participar do julgamento seria muita cara de pau, dizia-se nos bastidores. Ora, essa é justamente a especialidade da casa. Como um sujeito que só chegou à corte suprema para obedecer a um partido iria, na hora h, abandonar sua missão fisiológica?

    A desinibição do companheiro não é pouca. Quando se deu o escândalo do mensalão, Dias Toffoli era nada menos do que subchefe da assessoria jurídica de José Dirceu na Casa Civil. Os empréstimos fictícios e contratos fantasmas pilotados por Marcos Valério, que segundo o processo eram coordenados exatamente da Casa Civil, estavam portanto sob as barbas bolivarianas de Dias Toffoli. O ministro está julgando um processo no qual poderia até ser réu.

    A desenvoltura da dupla Lewandowski-Toffoli, com seus cochichos em plenário e votos certeiros, como na absolvição ao companheiro condenado João Paulo Cunha, deixariam Hugo Chávez babando de inveja. O ditador democrata da Venezuela nem precisa disso, mas quem não gostaria de ter em casa juízes de estimação? A cena dos dois ministros teleguiados conchavando na corte pela causa petista, como super-heróis partidários debaixo de suas capas pretas, não deixa dúvidas: é a dupla Batman e Robin do fisiologismo. Santa desfaçatez.

    Já que o aparelhamento das instituições é inevitável, e que um dia seremos todos julgados por juízes de estrelinha na lapela, será que não dava para o estado-maior petista dar uma caprichada na escolha dos interventores? Seria coincidência, ou esses funcionários da revolução têm como pré-requisito a mediocridade?

    Como se sabe, antes da varinha de condão de Dirceu, Dias Toffoli tentou ser juiz duas vezes em São Paulo e foi reprovado em ambas. Aí sua veia revolucionária foi descoberta e ele não precisou mais entrar em concursos – essa instituição pequeno-burguesa que só serve para atrasar os visionários. Graças ao petismo, Toffoli foi ser procurador no Amapá, e depois de advogar em campanhas eleitorais do partido alçou voo à Advocacia-Geral da União – porque lealdade não tem preço e o Estado são eles.

    É claro que uma carreira brilhante dessas tinha que acabar no Supremo Tribunal Federal.

    O advogado Lewandowski vivia de empregos na máquina municipal de São Bernardo do Campo. Aqui, um parêntese: está provado que as máquinas administrativas loteadas politicamente têm o poder de transformar militantes medíocres em grandes personalidades nacionais – como comprova a carreira igualmente impressionante de Dilma Rousseff. Lewandowski virou juiz com uma mãozinha do doutor Márcio Thomaz Bastos, ex-advogado de Carlinhos Cachoeira, que enxergou o potencial do amigo da família de Marisa Letícia, esposa do bacharel Luiz Inácio.

    Desembargador obscuro, sem nenhum acórdão digno de citação em processos relevantes, Lewandowski reuniu portanto as credenciais exatas para ocupar uma cadeira na mais alta esfera da Justiça brasileira.

    Suas diversas manobras para tumultuar o julgamento do mensalão enchem de orgulho seus padrinhos. A estratégia de fuzilar o cachorro morto Marcos Valério, para depois parecer independente ao inocentar o mensaleiro João Paulo, certamente passará à antologia do Supremo – como um marco da nova Justiça com prótese partidária.

    O julgamento prossegue, e os juízes do PT no STF sabem que o que está em jogo é a integridade (sic) do esquema de revezamento Lula-Dilma no Planalto. Dependendo da quantidade de cabeças cortadas, a platéia pode começar a sentir o cheiro dos subterrâneos da hegemonia petista.

    Batman e Robin darão o melhor de si. Olho neles.

    23 Comentários para “A prótese do PT no Supremo”

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    Edmilson Nunes da Rocha:10 setembro, 2012 as 19:07
    Guilherme meu garanhão, eu te amo loucamente!!!!

    Jose Mario HRP:10 setembro, 2012 as 19:20
    A Direita se consome em delirios e comentários sobre “portugues” e ortografia! E o poder na mão do povo! O STF condenando conforme a direita pleteia, e o semnick esperneia com falacias sobre o FMI! Que gostoso! Chorões, chorem!

    surfando na jaca:10 setembro, 2012 as 19:34
    Guilherme meu garanhão, você é lindo demais!!!!

    chest- a velha guarda do Pedro Doria continua ativa….

  84. Chesterton said

    Já temos um Congresso absolutamente desmoralizado. Se tomarmos o mesmo caminho para o Judiciário onde mesmo chegaremos?

    chest- no peto-bolivarianismo, ora pois.

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